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Plantas tóxicas ornamentais São consideradas ornamentais as plantas herbáceas, arbustivas e trepadeiras, as que compõem jardins ou vasos ornamentais e as que, ainda no estado silvestre, tem potencial para compô-los. Plantas que afetam o sistema gastrointestinal - brandas Pequenas quantidades podem causar intoxicação; Sinais clínicos (6 horas após ingestão): · Anorexia, sialorreia, deglutições repetidas, depressão, fácies de náusea e vômitos; · Cólica com tenesmo; · Aumento da frequência de defecação, sem alteração na consistência das fezes; · Plantas da família Ericacea, alterações nervosas (tonturas, fraqueza, parestesias); Humanos – “mel da loucura” produzido por abelhas que retiram o néctar dessas plantas. Tratamento: · Tratamento sintomático; · Corrigir distúrbio eletrolítico; Plantas que afetam o sistema gastrointestinal – graves Abrus precatorius · Nome comum: Olho de cabra, Olho de pombo, Jequiriti; · Família botânica: Leguminosae; · Partes tóxicas: semente; · Cada semente mede cerca de 8 mm de comprimento e 6 mm de largura; · Princípio ativo: abrina (similar à ricina); Sinais clínicos: · Ocorre em algumas horas a 2-3 dias; · Ingestão de semente cruas – dor abdominal, náuseas, vômitos, diarreia, fraqueza, suor frio, tremores, dispneia, pulso fraco, rápido e irregular, vertigem, desmaios, sangramento retal, oligúria, uremia; · Convulsões e morte podem ocorrer a partir de insuficiência cardíaca (parada cardíaca) em 3-5 dias; Ricinus communis · Nomes comuns: Mamona, Carrapateira; · Parte tóxica: semente; · Princípio ativo: Ricina; · Baixa absorção intestinal; Sinais clínicos: · Após 24 horas; · Sede, cólica, depressão, hipertermia, vômito, diarreia catarral hemorragia, convulsões; Tratamento: · Não há tratamento específico – suporte e sintomático; · Carvão ativado e catártico (até 60 min); · Gastroenterite – protetor gástrico; · Correção do distúrbio eletrolítico – eletrólitos; · Convulsões – benzodiazepínicos IV; Jatropha curcas · Nomes comuns: Pinhão paraguaio, Pinha-de-purga, Purgante-de-cavalo; · Família botânica: Euphorbiaceae; · Partes tóxicas: sementes · Princípio ativo tóxico: diversos agentes; Sinais clínicos: · Gastroenterite, náuseas; · Humanos relatam queimação na garganta, náusea e diarreia; · Gastroenterite hemorrágica e desidratação intensa; · Alterações cardíacas e neurológicas; Tratamento: · Semelhante ao tratamento de intoxicação da R. communis; Plantas que causam estomatite e glossite Oxalato de cálcio: Folhas e caule da planta guardam dentro de células especializadas, chamadas de idioblastos, uma grande quantidade de pequenos cristais de oxalato de cálcio em forma de agulhas (ráfides). Estas ráfides favorecem a ação do agente tóxico (provavelmente um lipídeo). Dieffenbachia picta · Nome popular: Comigo-ninguém-pode; · Família: Araceae; · Parte tóxica: A planta inteira; · Princípio ativo: oxalato de cálcio, saponina; Sinais clínicos: · A ingestão e o contato podem causar sensação de queimação, edema de lábios, boca e língua, náuseas, vômitos, diarreia, sialorreia, dificuldade de engolir e asfixia; · O contato com os olhos pode provocar irritação e lesão de córnea; Tratamento: · Tratamento sintomático; · Lavar a área afetada; Monstera deliciosa · Nomes comuns: Costela-de-adão; · Família botânica: Araceae; · Partes tóxicas: caule, folhas, látex; · Princípios ativos: ráfides de oxalato de cálcio, talvez saponinas; Sinais clínicos: · Irritação das mucosas, edema de lábios, língua e palato; · Dores abdominais, náuseas e vômitos; Tratamento: · Tratamento sintomático; · Lavar a área afetada; Caladium bicolor · Nomes comuns: Caládio, Tinhorão; · Família: Araceae; · Partes tóxicas: a planta inteira; · Princípios ativos: ráfides de oxalato de cálcio e saponinas; Sinais clínicos: · Látex provoca inflamação da garganta e da boca; · A planta causa irritação das mucosas, edema de lábios, língua e palato; · Sialorreia, dores abdominais, náuseas e vômitos; · Nos olhos causa edema, fotofobia, lacrimejamento; Zatedeschia aethiopica · Nome popular: Copo-De-Leite; · Família: Araceae; · Parte tóxica: todas as partes da planta; · Princípio ativo: oxalato de cálcio e saponina; Sinais clínicos: · A ingestão e o contato podem causar sensação de queimação, edema de lábios, boca e língua, náuseas, vômitos, diarreia, sialorreia, dificuldade de engolir e asfixia; · O contato com os olhos pode provocar irritação e lesão da córnea. Tratamento: · Sintomático; · Lavar área afetada; Colocasia antiquorum · Nome popular: Taioba-Brava, Cocó; · Família: Araceae; · Parte tóxica: todas as partes da planta; · Princípio ativo: oxalato de cálcio; Sinais clínicos: · A ingestão e o contato podem causar sensação de queimação, edema de lábios, boca e língua, náuseas, vômitos, diarreia, sialorreia, dificuldade de engolir e asfixia; · O contato com os olhos pode provocar irritação e lesão da córnea; Tratamento: · Sintomático; · Lavar área afetada; Tratamento geral de plantas que causam estomatite e glossite: · PROIBIDO indução de êmese; · Anti-histamínicos H1; · Demulcentes (leite, hidróxido de alumínio); · Protetor de mucosa; · Analgésico (butorfanol); Plantas com ação no sistema nervoso central Nicotiana tabacum · Princípio ativo: Nicotina; · Ingestão da folha, cigarro, charutos, cigarrilhas; · Nicotina – estimulação do sistema colinérgico; Sinais clínicos: · Náusea, salivação, vômito e diarreia; · Sistema nervoso – estímulo seguido de depressão; · Tremores, fasciculações, andar cambaleante, fraqueza e prostração; · Comprometimento cardiocirculatório; · Morte; Tratamento: · Não existe antídoto; · Indução de êmese (se animal estiver alerta); · Lavagem gástrica (risco anestésico); · Tratamento sintomático e de suporte; Datura sp · Nomes comuns: Saia branca, Tombeteira; · Agente tóxico: alcaloide tropânico; · Consumo de folhas e sementes; · Efeito: antagonista colinérgico; Sinais clínicos: · Minutos ou horas; · Sede intensa, distúrbios de visão (midríase), hipertermia, irregularidade cardíaca; · Delírio, hiperirritabilidade, convulsões e coma; Tratamento: · Controle da hipertermia – bolsas de água fria; · Neostigmina (parassimpatomiméticos) – grave; Cannabis sativa · Nomes comuns: Maconha, haxixe; · Agente tóxico: tetraidrocanabinol (THC) - a depressão do sistema nervoso central e a alteração do comportamento; Sinais clínicos: · Cão – depressão (pode durar até 36 horas); · Midríase e nistagmo, êmese, salivação, ataxia, tremores musculares e hipertermia; Tratamento: · Remover do TGI – indução de êmese; · Carvão ativado + catártico; · Doxapram – estimulante central; · Atropina – bradicardia; · Fluidoterapia; Plantas com ação no coração 1.Asclepias curassavica; 2.Thevetia peruviana; 3.Nerium oleander; 4.Digitalis purpúrea; Diferentes famílias com mesmo princípio ativo: glicídeos cardioativos. · Todas as partes destas plantas são tóxicas; · Água contaminada com flores e folhas podem causar intoxicação; · Intoxicações graves; Mecanismo de ação: · Inibem bomba de Na+/K+ (sódio e potássio) resultando na perda da condutividade cardíaca; Sinais clínicos: · Digestivos (surgem após horas da ingestão) – diarreia (muco sanguinolenta), tenesmo, vômito, anorexia, sialorreia; · Pulso irregular – rápido e fraco ou lento e forte; · Auscultação – bloquei cardíaco; · Taquicardia / bradicardia; · Fibrilação atrial ou ventricular (estágios finais); · Ingurgitação da veia jugular; · Tremores e contração muscular bruscas, quedas súbitas, decúbito lateral, esternal e morte; Nerium oleande · Nome comum: espirradeira; · Família: Apocynaceae; · Princípio ativo: Oleandrina; · Efeito mais persistente que a digoxina – mais tóxica; Sinais clínicos: · Gastroenterite catarral / hemorrágica; · Hipotensão / hipotermia; · Midríase; · Convulsão; · Hipocalcemia / hipoglicemia; Asclepias curassavica · Nomes comuns: oficial-de-sala; · Família botânica: Asclepiadaceae; · Partes tóxicas: a planta toda; · Princípio ativo tóxico: glicosídeo cardioativo (asclepiadina);Sinais clínicos: · Dor em mucosa oral e faringe, dores abdominais, náuseas e vômitos; · Olhos – irritação, lacrimejamento, fotofobia; Digitalis purpurea · Nomes comuns: dedaleira, digital, luva-de-nossa-senhora; · Família: Scrophulareaceae; · Princípio ativo tóxico: glicosídeos cardioativos (digitoxina, digoxina); Thevetia peruviana · Nomes comuns: chapéu-de napoleão, jorro-jorro; · Família botânica: Apocynaceae; · Partes tóxicas: a planta toda; · Princípios ativos tóxicos: glicosídeos cardioativos (tevetina A e B, tevetoxina, neriifolina); · Tevetinas A e B – efeitos semelhantes à digoxina Tratamentos gerais plantas com ação no coração: · Induzir êmese; · Lavagem gástrica; · Cravão ativado; · Controle das alterações cardíacas (cloreto de potássio) – monitorar por eletrocardiograma; · Procainamida (arritmia); · Benzodiazepínicos; · Antiespasmódicos; · Oxigenoterapia; · Fluidoterapia;