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Apostila Centro Educacional Sete de Setembro Desenvolvido por www.cessetembro.com.br Toxicologia Veterinária Licenciado para - Jessica Lucilene C antarini B uchini - 02383895105 - P rotegido por E duzz.com SUMÁRIO Animais Peçonhentos e Venenosos Acidentes por animais peçonhentos e venenosos Acidentes por serpentes Acidentes por aranhas Acidentes por abelhas Acidentes por escorpião Envenenamento por sapos Licenciado para - Jessica Lucilene C antarini B uchini - 02383895105 - P rotegido por E duzz.com SUMÁRIO Intoxicação por Plantas Intoxicação por plantas Plantas que afetam a orofaringe Plantas que afetam o tubo digestivo Plantas que afetam o Sistema Nervoso Central Plantas que afetam o Coração Plantas que afetam diversos sistemas Licenciado para - Jessica Lucilene C antarini B uchini - 02383895105 - P rotegido por E duzz.com SUMÁRIO Intoxicação por Praguicidas e Rodenticidas Intoxicação por Pesticidas e ORGANOCLORADOS Intoxicação por Rodenticidas e ANTICOAGULANTES Intoxicação por praguicidas e pesticidas Licenciado para - Jessica Lucilene C antarini B uchini - 02383895105 - P rotegido por E duzz.com SUMÁRIO Medicamentos Tóxicos Alimentos Tóxicos Licenciado para - Jessica Lucilene C antarini B uchini - 02383895105 - P rotegido por E duzz.com 01 Acidentes por animais peçonhentos e venenososAcidentes por animais peçonhentos e venenososAcidentes por animais peçonhentos e venenosos Epidemiologia - 2017 Serpentes: 47 animais Aranhas: 18 animais Escorpiões: 6 animais Outros: 21 animais Licenciado para - Jessica Lucilene C antarini B uchini - 02383895105 - P rotegido por E duzz.com 02 Acidentes por serpentesAcidentes por serpentesAcidentes por serpentes Animais peçonhentos: inoculam o veneno por meio de presas, agulhões e ferrões Tem fosseta loreal: termorreceptor Filhotes tem menor quantidade de peçonha, mas é mais concentrada Ectotérmicos: temperatura corporal depende da temperatura ambiente Licenciado para - Jessica Lucilene C antarini B uchini - 02383895105 - P rotegido por E duzz.com Licenciado para - Jessica Lucilene C antarini B uchini - 02383895105 - P rotegido por E duzz.com Tipos de dentições: Áglifa: -Sem dentes especializados -Dentes maciços -Homodontes (dentição igual) ou heterodontes (dentição diferente) arborícolas heterodontes -Não peçonhentas Jibóia, Sucuri, Caninana Boipeva, Pítons Opistóglifa: Um ou mais dentes especializados no fundo da maxila A peçonha” escorre por capilaridade Importância médica não é alta difícil inoculação, mas pode ser envenenado indiretamente pelos dentes pequenos que machucam a pele e a peçonha pode penetrar Cobra Cipó, Coral-falsa Licenciado para - Jessica Lucilene C antarini B uchini - 02383895105 - P rotegido por E duzz.com Solenóglifa: Único dente funcional em cada maxila Dente agudo, oco e grande dente móvel, preso no tecido conjuntivo Cascavel, Jararaca, Surucucu, Víboras Proteróglifa: Presas anteriores na maxila dentes fixos Sulcos não totalmente fechados escorre por capilaridade Coral verdadeira, Naja Licenciado para - Jessica Lucilene C antarini B uchini - 02383895105 - P rotegido por E duzz.com Bothrops sp – Jararaca Em todo o território brasileiro – regiões mais úmidas Coloração críptica – tenta imitar a coloração do ambiente Forma de triângulo das manchas Final da cauda não tem escama e é dura Solenóglifa Licenciado para - Jessica Lucilene C antarini B uchini - 02383895105 - P rotegido por E duzz.com Bothrops sp – Jararaca Peçonha botrópica: Metaloproteases – destrói os tecidos proteolítica Coagulante: cauda CID Vasculotóxica Hemorrágica Manifestação local: Difícil visualização da marca das presas Edema Hiperemia Aumento dos linfonodos regionais Quadro sistêmico Hemorragias Hematúria Aumento do tempo de coagulação Morte por hemorragia no SNC Licenciado para - Jessica Lucilene C antarini B uchini - 02383895105 - P rotegido por E duzz.com Bothrops sp – Jararaca Abordagem: Soroterapia polivalente – diluir em solução fisiológica e aplicar IV e SC Repouso Evitar garroteamento Monitorar débito urinário Manter limpo o local da ferida Licenciado para - Jessica Lucilene C antarini B uchini - 02383895105 - P rotegido por E duzz.com Crotalus sp – Cascavel Em todo o território brasileiro – campos abertos Presença de guizo na cauda Presença de fosseta loreal Solenóglifa Crotalus sp – Cascavel Ação da peçonha: Ação neurotóxica Bloqueio neuromuscular - inibe a liberação de acetilcolina Ação miotóxica - necrose muscular Ação coagulante – ativação e depleção dos fatores de coagulação Licenciado para - Jessica Lucilene C antarini B uchini - 02383895105 - P rotegido por E duzz.com Manifestações locais: Edema e eritema discretos Dor de pequena intensidade Quadro sistêmico: Prostração e depressão sem perda da consciência Decúbito lateral sem capacidade de movimentar cabeça e membros Imobilidade das pálpebras e globo ocular Mioglobinúria (urina Coca-cola) Morte por parada respiratória Crotalus sp – Cascavel Tratamento: Soroterapia polivalente – diluir em solução fisiológica e aplicar IV e SC Repouso Evitar garroteamento Monitorar débito urinário Manter limpo o local da ferida Soro polivalente Fluidoterapia Suporte para IRA Licenciado para - Jessica Lucilene C antarini B uchini - 02383895105 - P rotegido por E duzz.com Lachesis sp – Sururcucu Mata Atlântica e Floresta Amazônica Grande porte – maior serpente da América do Sul (mais de 3 metros) Coloração amarelo e preto Escamas modificadas na ponta da cauda (escamas eriçadas) Solenóglifa Lachesis sp – Sururcucu Ação da peçonha: Atividade inflamatório aguda Atividade coagulante - reduz fatores de coagulação Ação neurotóxica Licenciado para - Jessica Lucilene C antarini B uchini - 02383895105 - P rotegido por E duzz.com Manifestação local: Marcas das presas Edema Hiperemia Aumento dos linfonodos regionais Quadro sistêmico: Hemorragia Hipotensão Náusea, vômito e diarreia Tratamento: Soro específico anti-laquético ou polivalente Repouso Evitar garroteamento Monitorar débito urinário Manter limpo o local da ferida Fluidoterapia Suporte Monitorar PA Fluidoterapia Licenciado para - Jessica Lucilene C antarini B uchini - 02383895105 - P rotegido por E duzz.com Elapidae ou Micrurus sp – Corais Dentição proteróglifa - dente rostral fixo Ausência de fosseta loreal Anéis coloridos em volta de todo o corpo Licenciado para - Jessica Lucilene C antarini B uchini - 02383895105 - P rotegido por E duzz.com Elapidae ou Micrurus sp – Corais Ação da peçonha: Ação neurotóxica Ação miotóxica Ação cardiovascular Quadro clínico Manifestações discretas Síndrome miastênica aguda – paralisia flácida Paralisia muscular Parada respiratória Tratamento: Não existe soro específico para uso veterinário Uso de atropina para minimizar sintomatologia Licenciado para - Jessica Lucilene C antarini B uchini - 02383895105 - P rotegido por E duzz.com Licenciado para - Jessica Lucilene C antarini B uchini - 02383895105 - P rotegido por E duzz.com Araneísmo: Taxonomia: Filo: Artrophoda Subfilo: I. Trilobita II. Mandubulata III. Chelicerata Subordem: I. Araneomorphae (Phoneutria, Loxoceles e Lycosa) II Mygalomorphae (Grammostola) Habitat: buracos, madeiras, pedras, troncos de árvores Acidentes: outubro a abril Ausência de predador e abrigo dentro de casa A maioria não forma teia 03 Acidentes por aranhas Acidentes por aranhas Licenciado para - Jessica Lucilene C antarini B uchini - 02383895105 - P rotegido por E duzz.com Phoneutria nigrivente – Armadeira Maioria dos acidentes Ventre escuro e estriações nas patas Ação neurotóxica Risco de óbito Sinais clínicos: Dor intensa no local, espirros intermitentes (efeito alérgico), lacrimejamento, midríase, sialorreia excessiva, võmito, dispneia, ataxia, prostração, priapismo, ejaculaçãoTratamento: Suporte sintomático Licenciado para - Jessica Lucilene C antarini B uchini - 02383895105 - P rotegido por E duzz.com Loxosceles sp – Aranha marrom Risco de morte: variável, dependendo do indivíduo Ação dermonecrótica e hemólise intravascular Sinais clínicos: Eritema, edema, dor local, equimose, vesiculação local, bolha local De 2 a 5 dias – formação de úlcera de difícil cicatrização Tratamento: Corticoides Analgésicos Hidratação parenteral diuréticos Lycosa sp. - Aranha de jardim Seta no abdômen Toxina de ação proteolítica Sem risco de morte Sinais clínicos: Reação local discreta, Necrose superficial Úlcera de difícil cicatrização Ou sem nenhuma reação Licenciado para - Jessica Lucilene C antarini B uchini - 02383895105 - P rotegido por E duzz.com Latrodectus sp. – Viúva negra Corpinho pequeno e bumbum grande Ação neurotóxica central e periférica Risco de morte Sinais clínicos: Dor intensa irradiada para o tronco, contraturas musculares, mialgia, convulsões, sialorreia, dores abdominais, choque, insuficiência respiratória Tratamento: Analgésicos Corticoides Suporte Grammostola sp. – Caranguejeiras Pelos urticantes Sinais clínicos: Reações de hipersensibilidade, prurido cutâneo, tosse, espirro, dispneia, broncoespasmos Tratamento: Pomada com corticoide, anti-histamínicos Licenciado para - Jessica Lucilene C antarini B uchini - 02383895105 - P rotegido por E duzz.com 04 Apis mellifera - Abelhas Peçonha Composta por diversas substâncias: Fosfolipase A2: lise celular Hialuronidase: facilita a difusão do veneno pelos tecidos Melitina: é a principal toxina. Faz sinergismo com a fosfolipase, faz lisa celular Apamina: menor neurotoxina descrita, bloqueia impulsos inibitórios GABA Peptídeo degradador de mastócitos: libera histamina, serotonina e fatores que atuam sobre as plaquetas e eosinófilos - Reação alérgica Acidentes por abelhasAcidentes por abelhas Apis mellifera - Abelhas Sintomatologia: A alergia à picada requer uma sensibilização/ picada prévia Sistema imune estará sensibilizado Reação anafilática mais grave A primeira exposição à peçonha gera reação branda Reações tóxicas: Locais: dor, eritema e edema Aparecimento imediato, podendo persistir por algumas horas ou dias Licenciado para - Jessica Lucilene C antarini B uchini - 02383895105 - P rotegido por E duzz.com Sistêmicas: intoxicação histamínica, prurido, calor, rubor generalizados, pápulas e placas urticariformes por todo o corpo Náuseas vômitos, cólicas abdominais, hipotensão, fraqueza, taquicardia, dispneia, edema pulmonar, broncoespasmo, choque anafilático, rabdomiólise, mioglobinúria, oligúria, insuficiência renal aguda Apis mellifera - Abelhas Tratamento: Cães picados com 20 picadas/kg = risco de óbito Hidratação Manitol Bicarbonato de sódio – alcalinização da urina Anti-histamínico Dexametasona Ranitidina Prometazina (Fenergan) Licenciado para - Jessica Lucilene C antarini B uchini - 02383895105 - P rotegido por E duzz.com Tityus sp.- Escorpião Animais pouco agressivos Hábitos noturnos Reprodução em períodos chuvosos (outubro a março) Neurotoxina: proteínas de baixo peso molecular, ultrapassam a BHE Despolariza a membrana de células excitáveis, liberam catecolaminas e acetilcolina Quadro clínico: Sialorreia, náusea, vômitos, diarreia, dor abdominal, pancreatite aguda, desidratação Reação alérgica como tosse e espirros. Aumento da FR e dispneia, edema pulmonar Arritmias diversas, hipertensão, aumento da contratilidade e da FC, vasoconstrição Tremores, contrações musculares, convulsões, hemiplegias, paralisia cerebral 05 Acidentes por escorpiãoAcidentes por escorpião Licenciado para - Jessica Lucilene C antarini B uchini - 02383895105 - P rotegido por E duzz.com Tityus sp.- Escorpião Tratamento: Não existe soro anti-escorpiônico veterinário Analgesia, fluidoterapia, oxigênioterapia, ventilação mecânica Diuréticos (edema pulmonar), controle da hipertensão) Atropina – somente em caso de bradicardia ou BAV Anotações Licenciado para - Jessica Lucilene C antarini B uchini - 02383895105 - P rotegido por E duzz.com Bufo sp. – Sapo Glândulas paratóides bilaterais em posição pós-orbital – secreção espessa e serosa, altamente irritante Glândulas mucosas superficiais no corpo – secreção mucosa, ação neurotrópica e hemolítica Composição Animas biogênicas: Adrenalina, noradrenalina, bufotalina, bufaginas, dihidrobufoteninas e bufotionina efeitos cardiovasculares Derivados de esteróides: Bufoteninas, bufotoxinas e bufadienolídeos ação sobre o sistema nervoso 06 Envenenamento por saposEnvenenamento por sapos Licenciado para - Jessica Lucilene C antarini B uchini - 02383895105 - P rotegido por E duzz.com Bufo sp. – Sapo Mecanismo de ação: Ação semelhante aos digitálicos Inibem a bomba de Na₊ e K₊ das células cardíacas Ativa o canal de Na₊ e Ca₊₊ : o Ca₊₊ vai entrar na célula cardíaca aumenta contração cardíaca e reduz FC Manifestações clínicas: Hipersalivação, hiperemia de mucosa, apatia, vômito, ansiedade, cegueira, taquipneia, convulsões, nistagmos, opistótomo, estupor, coma, morte. Licenciado para - Jessica Lucilene C antarini B uchini - 02383895105 - P rotegido por E duzz.com Bufo sp. – Sapo Tratamento: Não existe antídoto específico Tratamento suporte Lavar a boca do animal e indução ao vômito Controle da fibrilação cardíaca – propranolol 5mg/kg IV Anti-hitamínicos Analgésicos Reposição de potássio se necessário Licenciado para - Jessica Lucilene C antarini B uchini - 02383895105 - P rotegido por E duzz.com Bibliografia XAVIER, Fabiana Galtarossa; MARUO, Viviane Mayumi; SPINOSA, Helenice de Souza. Toxicologia dos medicamentos. In: SPINOSA, Helenice de Souza; GÓRNIAK, Silvana Llima; NETO, João Palermo. Toxicologia aplicada à Medicina Veterinária. São Paulo: Manole, 2008. p 117-190. MARASCHIN, Daniele Kneip. Intoxicações em cães. Universidade Federal do Rio Grande do Sul, 2015. SANTOS, Mariele Aparecida dos; MARUSO, Renata Maria; DOMINATO, Angélica A. Grigoli. Intoxicações em animais domésticos: prevalência e exames laboratoriais. Universidade do Oeste Paulista, 2013. Cadernos técnicos de veterinária e zootecnia. Animais peçonhentos. Nº75, dezembro de 2014. Acidentes por abelhas: nos últimos cinco anos, cerca de 100 mil casos foram registrados no Brasil: https://www.gov.br/saude/pt- br/assuntos/noticias/2022/novembro/acidentes-por-abelhas-nos-ultimos-cinco-anos- cerca-de-100-mil-casos-foram-registrados-no-brasil https://sinitox.icict.fiocruz.br/levantamento-revela-esp%C3%A9cies-que-mais- causam-intoxica%C3%A7%C3%A3o-nos-pets Licenciado para - Jessica Lucilene C antarini B uchini - 02383895105 - P rotegido por E duzz.com Intoxicação por Plantas Intoxicação por Plantas Licenciado para - Jessica Lucilene C antarini B uchini - 02383895105 - P rotegido por E duzz.com 01 Intoxicação por plantasIntoxicação por plantas Prevalência: Animais jovens: Curiosidade ou pelo desenvolvimento da nova dentição, Tendem a mordiscar bulbos, folhas ou caules Metabolismo imaturo e uma eliminação deficiente Animais idosos: Reações metabólicas prejudicadas O tédio, as mudanças na rotina ou no ambiente podem levar cães e gatos a procurarem as plantas, em especial as ornamentais, como forma de distração. Epidemiologia: 71 animais intoxicados por plantas Licenciado para - Jessica Lucilene C antarini B uchini - 02383895105 - P rotegido por E duzz.com Anamnese: Boa e detalhada Que tipo de planta comeu/ parte da planta que comeu? Há quanto tempo comeu? Vômito ou diarreia? Sinais neurológicos? Sinais cardíacos? Diagnóstico: Deve ser embasado no histórico: os sinais clínicos, em sua maioria, não são patognomônicos podem ser confundidos com alterações produzidas por algumas doenças Licenciado para - Jessica Lucilene C antarini B uchini - 02383895105 - P rotegido por E duzz.com 02 Plantasque afetam a orofaringe Plantas que afetam a orofaringe Orelha de elefante: Alocacia sp Princípio ativo: Oxalato de cálcio Sinais clínicos: pinicância em língua e boca, sialorreia, edema de lábios, distúrbios gastrointestinais Antúrio: Anthurium andraeanum Princípio ativo: Oxalato de cálcio Partes tóxicas da planta: caule, folhas e látex Sinais clínicos: sensação de queimação, irritação de mucosas, náusea, edema de lábios, distúrbios gastrointestinais. Licenciado para - Jessica Lucilene C antarini B uchini - 02383895105 - P rotegido por E duzz.com Comigo-ninguém-pode Dieffenbachia picta Partes tóxicas: toda a planta Princípio ativo: oxalato de cálcio e saponinas (sinergismo) Sinais clínicos: sensação de queimação, edema de lábios, de boca e de língua, náuseas e vômitos, diarreia, sialorreia, dificuldade de deglutição, asfixia. O contato com os olhos gera irritação e lesão de córnea. Costela de Adão Monstera sp Princípio ativo: oxalato de cálcio Partes tóxicas: talo e látex Sinais clínicos: irritação de mucosas, edema de lábios, de língua e de palato, cólicas abdominais, náuseas e vômitos Licenciado para - Jessica Lucilene C antarini B uchini - 02383895105 - P rotegido por E duzz.com Espada de São Jorge Sansevieria trifasciata Princípios ativos: ácidos orgânicos e saponinas Partes tóxicas: toda a planta Sinais clínicos: salivação excessiva, mas baixa toxicidade se ingerida. Se em contato com a pele, gera pequena irritação Lírio da Paz Spathiphyllum wallisii Princípios ativos: ácidos orgânicos e saponinas Partes tóxicas: toda a planta Sinais clínicos: irritação oral e de mucosas, irritação ocular, dificuldade de deglutição, asfixia, disfunção renal e neurológica Licenciado para - Jessica Lucilene C antarini B uchini - 02383895105 - P rotegido por E duzz.com Copo de Leite Zantedeschia aethiopica Princípio ativo: oxalato de cálcio Parte tóxica: toda a planta Sinais clínicos: sensação de queimação, edema de lábios, língua e boca, náuseas e vômitos, diarreia e sialorreia, dificuldade de deglutição e asfixia. Contato com os olhos pode gerar irritação e lesão de córnea. Banana de Macaco Philodendron bipinnatifidum Princípio ativo: oxalato de cálcio Partes tóxicas: toda a planta Sinais clínicos: dor e queimação, edema de lábios, língua, palato e faringe, disfagia, asfixia, cólicas abdominais. Contato com os olhos pode gerar irritação e fotofobia. Licenciado para - Jessica Lucilene C antarini B uchini - 02383895105 - P rotegido por E duzz.com Caládio Caladium bicolor Princípio ativo: Oxalato de cálcio Partes tóxicas: caule, folhas e látex Sinais clínicos: queimação, irritação de mucosas, náuseas e edema de lábios, boa e língua, asfixia. Contato com os olhos pode gerar irritação, lacrimejamento e cegueira Licenciado para - Jessica Lucilene C antarini B uchini - 02383895105 - P rotegido por E duzz.com 03 Plantas que afetam o tubo digestivoPlantas que afetam o tubo digestivo Buxinho Buxus sempervirens Princípio ativo: alcalóides esteroidais (buxina, buxeína e parabuxina) e taninos Partes tóxicas: toda a planta, especialmente folhas e casca do tronco Sinais clínicos: distúrbios gastrointestinais, cólicas abdominais, convulsões, distúrbios hidroeletrolíticos, óbito Hera Hedera helix Partes tóxicas: bagas (sementes) Sinais clínico: irritação de mucosas, vômitos, distúrbios renais Licenciado para - Jessica Lucilene C antarini B uchini - 02383895105 - P rotegido por E duzz.com 04 Plantas que afetam o Sistema Nervoso CentralPlantas que afetam o Sistema Nervoso Central Cavalinha Equisetum pyramidale Princípios ativos: sais de potássio, lavonóides, equisetonina, tiaminase e ácido gálico Partes tóxicas: toda a planta Sinais clínicos: perda de peso, mau desenvolvimento, ataxia, fraqueza, paralisia e excitabilidade temporária Hortência Hydrangea macrophylla Princípio ativo: glicosídeo cianogênico hidrangina (para a respiração celular) Parte tóxica: toda a planta Sinais clínicos: cianose, distúrbios gastrointestinais, dor abdominal, convulsões, flacidez muscular, letargia, coma. Licenciado para - Jessica Lucilene C antarini B uchini - 02383895105 - P rotegido por E duzz.com Saia branca ou Trombeteira Datura suaveolens Princípio ativo: alcalóides beladonados (anestesia) Parte tóxica: toda a planta Sinais clínicos: boca seca, pele seca, taquicardia, dilatação das pupilas, rubor de face, agitação, alucinação, hipertermia, óbito (casos mais graves) Erva do gato Nepeta cataria “Maconha dos felinos” ou Catnip Não é considerada tóxica, mas gera alucinações Licenciado para - Jessica Lucilene C antarini B uchini - 02383895105 - P rotegido por E duzz.com Maconha Cannabis sativa Princípio ativo: Tetrahydrocannabinol (THC) e Cannabidiol (CBD) Parte tóxica: folhas verdes ou secas (bem palatáveis e olfativas) Os canabinóides atuam em receptores específicos (CB1 ou CB2), produzindo um efeito psicotrópico. No cérebro, a interação entre THC e CB1 causa uma alteração no padrão de funcionamento de diversos neurotransmissores, podendo desencadear um efeito excitatório ou inibitório Maconha Pico de concentração de CBD e THC no soro e no cérebro: Intoxicação por via oral a partir de 2h da ingestão Intoxicação por via inalatória nos primeiros minutos após contanto Licenciado para - Jessica Lucilene C antarini B uchini - 02383895105 - P rotegido por E duzz.com Sinais clínicos: aparecem entre 30 a 90 minutos após exposição podem permanecer por até 72 horas o THC é altamente lipofílico e pode sofre recirculação enterohepática Cães: Gastrointestinais: vômito e diarreia Depressão, desorientação, ataxia, coma, midríase, fotofobia Bradi ou taquicardia, hipo ou hipertermia Respostas extremas à estímulos Gatos: Letargia, incoordenação, depressão alternando com agitação, ansiedade, vômitos, bradicardia, convulsões, coma. Maconha Tratamento Indução ao vômito (1-2 horas após a ingestão) Lavagem gástrica Terapia de suporte Licenciado para - Jessica Lucilene C antarini B uchini - 02383895105 - P rotegido por E duzz.com Novos estudos estão sendo feitos para o uso de CBD para o tratamento de Epilepsia ! Tratamento em animais com epilepsia refratária Doses terapêuticas de Cannabidol (CBD) eficaz na redução da dor e ataques epilépticos em cães, ausência de efeitos colaterais A diferença entre o remédio e o veneno é DOSE Anotações Licenciado para - Jessica Lucilene C antarini B uchini - 02383895105 - P rotegido por E duzz.com 05 Plantas que afetam o Coração Plantas que afetam o Coração Oficial de sala Asclepsia curassavica Princípio ativo: glicosídeo cardiotóxico (potencializa a Bomba Na/K, aumenta contração cardíaca por um tempo e depois não bombeia direito) Parte tóxica: toda a planta Sinais clínicos: sialorreia, náusea e vômitos, cefaléia, confusão mental, distúrbios visuais, arritmias, bradicardia, hipotensão Azaléia Rhododendron simsii Princípio ativo: graianotoxina no pólen e no néctar (mel tóxico) e andromedotoxina Parte tóxica: pólen, néctar, folhas, flores Sinais clínicos: cólicas, vômitos, contrações abdominais, arritmias cardíacas, cefaléia e tontura. A andromedotoxina causa vertigem e paralisia respiratória Licenciado para - Jessica Lucilene C antarini B uchini - 02383895105 - P rotegido por E duzz.com 06 Lírio Lilium sp Partes tóxicas: folha, flor, caule e pólen Sinais clínicos: vômito, diarreia, tremores, incoordenação, convulsões, e insuficiência renal Violeta Viola odorata Princípio ativo: ácido tânico e ácido salicílico Partes tóxicas: caule e sementes Sinais clínicos: gastrite severa, depressão circulatória e respiratória, carcinogênica (ingestão crônica) Plantas que afetam diversos sistemasPlantas que afetam diversos sistemas Licenciado para - Jessica Lucilene C antarini B uchini - 02383895105 - P rotegido por E duzz.com Mamona Ricinus communis Princípio ativo: toxalbumina ricina Parte tóxica: sementes Sinais clínicos: náusea, vômitos, cólicas abdominais, diarreiamucossanguinolenta, convulsões, coma, óbito Mandioca Manihot spp Princípio ativo: ácido cianídrico(HCN) – inibe a respiração celular Sinais clínicos: dispneia, taquipneia, cianose, sialorreia, andar cambaleante, decúbito lateral Licenciado para - Jessica Lucilene C antarini B uchini - 02383895105 - P rotegido por E duzz.com Samambaia Pteridium aquilium Princípio tóxico: ptaquilosideos e taninos Síndrome Hemorrágica Aguda Supressão da atividade hematopoiética, aplasia de MO Leva à anemia, leucopenia, trombocitopenia, aumento da fragilidade capilar Sinais: hipertermia, hemorragias em pele e mucosas, dificuldade respiratória, edema de laringe, sangramentos espontâneos, epistaxe, diarreia com coágulos, hematúria Licenciado para - Jessica Lucilene C antarini B uchini - 02383895105 - P rotegido por E duzz.com Bibliografia XAVIER, Fabiana Galtarossa; MARUO, Viviane Mayumi; SPINOSA, Helenice de Souza. Toxicologia dos medicamentos. In: SPINOSA, Helenice de Souza; GÓRNIAK, Silvana Llima; NETO, João Palermo. Toxicologia aplicada à Medicina Veterinária. São Paulo: Manole, 2008. p 117-190. MARASCHIN, Daniele Kneip. Intoxicações em cães. Universidade Federal do Rio Grande do Sul, 2015. SANTOS, Mariele Aparecida dos; MARUSO, Renata Maria; DOMINATO, Angélica A. Grigoli. Intoxicações em animais domésticos: prevalência e exames laboratoriais. Universidade do Oeste Paulista, 2013. Intoxicação por Cannabis sativa: Desafios relacionados à clínica de animais de companhia. https://doi.org/10.31533/pubvet.v14n9a651.1-9 Cannabis Trata Epilepsia Também em Cachorros - https://www.cannabisesaude.com.br/canabidiol-epilepsia-canina/ SIQUEIRA, Emerson Golçalves Martins de; BOTTOSSO, Bárbara Marchesin. Uso da Cannabis na eplepsia humana e canina. Revista mvez, São Paulo, vv.19, n1, e38128, DOI: https://doi.org/10.36440/recmvz.v19i1.38128 https://sinitox.icict.fiocruz.br/levantamento-revela-esp%C3%A9cies-que-mais-causam- intoxica%C3%A7%C3%A3o-nos-pets Licenciado para - Jessica Lucilene C antarini B uchini - 02383895105 - P rotegido por E duzz.com Intoxicação por praguicidas e pesticidas Intoxicação por praguicidas e pesticidas Licenciado para - Jessica Lucilene C antarini B uchini - 02383895105 - P rotegido por E duzz.com 01 Epidemiologia Intoxicação por Praguicidas e RodenticidasIntoxicação por Praguicidas e Rodenticidas 2017 Produtos veterinários: 111 animais Raticidas: 84 animais Agrotóxicos de uso doméstico: 66 animais Licenciado para - Jessica Lucilene C antarini B uchini - 02383895105 - P rotegido por E duzz.com 02 Intoxicação por Pesticidas ORGANOCLORADOSIntoxicação por Pesticidas ORGANOCLORADOS O uso da maioria dos organoclorados está proibido no Brasil Derivados do clorobenzeno, ciclo-hexano e ciclodieno Aldrin®, BHC®, DDT® Propriedades: Estabilidade química Alta lipossolubilidade – muito absorvido pelo tecidos Armazenamento em tecidos biológicos – difícil de ser eliminado do organismo Alta persistência ambiental Efeitos: Cancerígeno Mutagênico Neurotóxico Absorção: Via oral (+ importante) e inalatória (pouco voláteis) Lipossolúvel Fígado, rins, sistema nervoso e tecido adiposo Transpassam BHE e placenta Licenciado para - Jessica Lucilene C antarini B uchini - 02383895105 - P rotegido por E duzz.com Metabolização Sist. microssomal hepático e recirculação êntero-hepática Formação de metabólitos e eliminação lenta Eliminação: nas fezes de forma inalterada, metabólitos eliminados pela urina e leite materno Ação: SNC: impedindo a transmissão nervosa normal (afetam a bomba Na/K e GABA) Excitação neuronal direta Liberam catecolaminas endógenas (adrenalina e noradrenalina) Lesão hepática e renal Efeito cumulativo em órgãos e tecido adiposo Sinais clínicos: Intoxicação aguda: Náusea, vômito, diarreia, tosse Arritmias e fibrilação ventricular Alterações comportamentais: desorientação, tremores, ataxia, fasciculações, espasmos, convulsões, hiperreflexibilidade, coma e depressão respiratória. Licenciado para - Jessica Lucilene C antarini B uchini - 02383895105 - P rotegido por E duzz.com Intoxicação crônica: Perda de peso, fraqueza muscular, ataxia, cefaléia, irritabilidade, insônia, anemia, alterações hepáticas, fotossensibilização Reações de pele: urticária, hipersensibilidade, dermatite Tratamento: Suporte de oxigênio Lavagem gástrica seguido de carvão ativado e catártico salino Contraindicação: Indução ao vômito Catárticos oleosos Praguicida mais utilizado no mundo Primeiro OF sintetizado: tetraetilpirofosfato (TEEP) em 1854 A partir da Segunda Guerra Mundial: Chamados de “agentes dos nervos” (neurotóxicos) Arma química terrorista Intoxicação por Pesticidas - ORGANOFOSFORADOS Licenciado para - Jessica Lucilene C antarini B uchini - 02383895105 - P rotegido por E duzz.com Mecanismo de ação: Inibição da acetilcolinesterase – acúmulo de Ach nos receptores muscarínicos, nicotínicos e SNC Ligação irreversível Efeitos parassimpáticos Não acumulados nos tecidos, facilmente degradados e excretados na urina Sinais clínicos: Bradicardia Hipotensão Dispneia Fasciculação muscular Tratamento: Piralidoxina: (20 – 50mg/kg) reverte efeitos parassimpatomiméticos Atropina (0,2 – 0,5mg/kg) Licenciado para - Jessica Lucilene C antarini B uchini - 02383895105 - P rotegido por E duzz.com Aldicarb®, Aminocarb®, Carofuran, Metiocarb® “Chumbinho” Derivados do ácido carbâmico Alta eficiência praguicida, principalmente inseticida Baixa ação residual Baixa toxicidade em longo prazo Mecanismo de ação: Inibição da acetilcolinesterase – ligação reversível Dose absorvida é muito mais baixa que a dose letal Não acumulados nos tecidos, facilmente excretado na urina (48h) Atingem pobremente o SCN Redução da atividade metabólica hepática, alteração nos níveis de serotonina no sangue, hipotireoidismo Intoxicação por Pesticidas CARBAMATOS Licenciado para - Jessica Lucilene C antarini B uchini - 02383895105 - P rotegido por E duzz.com Sinais clínicos: aparecem de 30 minutos a 2 horas após a exposição, Cerca de 6 horas de duração – auto limitante Quadro leve: sudorese, lacrimejamento, miose, hiperemia conjuntival, vômito e náusea, diarreia, incontinência urinária e fecal, hipersecreção brônquica, sibilos, broncoespasmos, dispneia cianose, bradicardia, hipotensão, BAV Quadre grave: Taquicardia, hipertensão, midríase, fasciculação muscular, paralisia, tremores, insuficiência ou parada respiratória por fraqueza muscular, sonolência, ataxia, fadiga, depressão cardiorrespiratória Tratamento: Crise colinérgica aguda: Atropina (compete com o carbamato) e manutenção das funções vitais Exposição leve assintomático – observação por 6 horas Esvaziamento gástrico, carvão ativado, catártico Atropina: Pode ser usada a cada 15-30 minutos até apresentar sinais de atropinização Secura das secreções, aumento da FC Licenciado para - Jessica Lucilene C antarini B uchini - 02383895105 - P rotegido por E duzz.com Inseticida natural – planta Crisântemo (Pyrethrum sp) Ectoparasiticida Cipermetrina, Fenpropatrina, Deltametrina Protector®, SBP® Alta eficiência Mecanismo de ação: Atuam no SNC e SNP Prolonga a abertura dos canais de Na Doses muito altas: despolarizam completamente a membrana da célula nervosa, retarda a repolarização, gera paralisia nervosa Bem absorvidos no TGI Inalação: irritação de vias aéreas e reações de hipersenbilidade Não se acumula em tecidos Biodegradação rápida pelo fígado Eliminação pela urina: metabolitos inativos Sinais clínicos: Hipersensibilidade, salivação, agitação dos membros torácicos, movimentos de “cavar” involuntários, fasciculação muscular, paralisia Perturbação neurológica, cefaléia, tontura, convulsões Reação anafilática com colapso vascular periférico, dificuldade respiratória, broncoespasmos, edema de orofaringe, hipotensão Intoxicação por Pesticidas PIRETRÓIDES Licenciado para - Jessica Lucilene C antarini B uchini - 02383895105 - P rotegido por E duzz.com Tratamento: Lavagem gástrica Reaçãoanafilática: Assistência respiratória, adrenalina, anti- histamínico, corticoides e fluidoterapia IV Hipersensibilidade ou convulsões: Diazepam (0,5-2,0mg/kg IV) Ectoparasiticida Exposição tópica: mais comum em cães Mecanismo de ação: Atividade alfa 2 agonista: reduz PA Altamente lipossolúvel, rapidamente absorvido pela pele e mucosas Inibe a enzima monoaminoxidase (MAO) – aumenta numero de receptores de serotonina no SNC, reduz atividade simpática Inibição da acetilcolina – reduz movimento peristáltico Intoxicação por Pesticidas AMITRAZ Licenciado para - Jessica Lucilene C antarini B uchini - 02383895105 - P rotegido por E duzz.com Sinais clínicos: Sedação, letargia, incoordenação motora, bradicardia, hipotensão, hipotermia, hiperglicemia, vômito, midríase Tratamento: Antagonistas alfa 2 adrenérgicos: Ioimbina: reverte a bradicardia e hipotensão Atipamezole: induz liberação de NOR na fenda sináptica Licenciado para - Jessica Lucilene C antarini B uchini - 02383895105 - P rotegido por E duzz.com 03 Intoxicação por Rodenticidas ANTICOAGULANTESIntoxicação por Rodenticidas ANTICOAGULANTES Cumarínicos Warfarina Não matam imediatamente Gatos: Dose única de 5 a 50mg/kg Cães: dose única de 20 a 50mg/kg Ingestão de 0,2mg/kg/dia por períodos prolongados ou 1 a 5mg/kg/dia por 5 a 15 dias Acidentes: Consumo direto Consumo indireto Medicamento a base de dicumarol Meia vida: 14 a 30 dias Mecanismo de ação: Cumarínicos: Inibe a enzima epóxi-redutase Reduz a produção de fatores de coagulação II, IX e X Causa morte lenta por hemorragia Licenciado para - Jessica Lucilene C antarini B uchini - 02383895105 - P rotegido por E duzz.com Warfarina: Inibe a formação de protrombina Causa hemorragia capilar Sinais clínicos: Volume de perda sanguínea, depressão, palidez, dispneia, tosse, hematomas, hematêmese, epistaxe, melena, ataxia, paresia, sangramento oftálmico, convulsões, morte por hipoxemia Licenciado para - Jessica Lucilene C antarini B uchini - 02383895105 - P rotegido por E duzz.com Laboratório: tempo de coagulação elevado, TPT elevado com contagem de trombócitos normal, hematócrito baixo, leucócitos normais Tratamento: Eméticos: menos de 24 horas após ingestão Fluidoterapia e/ou transfusão sanguínea Oxigenioterapia Vitamina K1: 2,5 a 5mg/kg por SC BID por 5 dias Cafezinho ou Erva de rato (Palicourea macgravii) Substância inodora, insípida e hidrossolúvel Toxicidade Cão: 0,05 a 0,2mg/kg Gato: 0,3 a 0,5mg/kg Intoxicação por Rodenticidas FLUOROACETATO DE SÓDIO Licenciado para - Jessica Lucilene C antarini B uchini - 02383895105 - P rotegido por E duzz.com Mecanismo de ação: Inibe o ciclo de Krebs, não tem respiração celular Bloqueio em todas as células –funções cardíacas e cerebrais mais afetadas Circulação de ceto-sustâncias, acumulo de amônia leva à encefalopatia hepática e convulsões Período latente: 30 minutos a 2 horas Sinais clínicos: Excitação nervosa central, sem alteração cardíaca, náusea, hematêmese, hipertermia, hiperirritabilidade, corrida frenética em linha reta, vocalização, sialorreia, opstótomo (corpo fica arqueado) Morte em 2 a 12 horas Gatos: midríase bilateral, hipotermia e vocalização Licenciado para - Jessica Lucilene C antarini B uchini - 02383895105 - P rotegido por E duzz.com Tratamento: Sintomático: Assistência respiratória, infusão rápida de cristalóides, lavagem gástrica com carvão ativado, controle das convulsões Monoacetato de glicerol (GMA – Monoacetim): 0,1 a 0,5mg/kg de hora em hora, total de 2 a 4mg/kg Bicarbonato de sódio em solução salina (300mg/kg por 15-30 minutos) Gluconato de cálcio a 10%: 130mg/kg IV muito lento a cada 30min durante 12 horas Alcalóide encontrado na semente de plantas do gênero Strychnos, como S. nux-vômica Rapidamente absorvida por via oral e eliminada Não se acumula em tecidos Intoxicação por Rodenticidas ESTRICNINA Licenciado para - Jessica Lucilene C antarini B uchini - 02383895105 - P rotegido por E duzz.com Mecanismo de ação: Bloqueia (antagonismo competitivo) os receptores pós-sinápticos de glicina (GABA) no neurônio motor da medula Não permite que haja hiperpolarização – provoca rigidez generalizada e simétrica com contrações musculares tônicas Morte por parada respiratória por paralisia dos músculos respiratórios Morte em 1 a 2 horas Sinais clínicos: ansiedade, aumento da FR, sialorreia intensa, ataxia, espasmos musculares (começa pela face), opistótomo, convulsões, trisma mandibular Licenciado para - Jessica Lucilene C antarini B uchini - 02383895105 - P rotegido por E duzz.com Tratamento: Assintomático: indução ao vômito Sintomático: Lavagem gástrica: sol permanganato de potássio (1/2000) ácido tânico (1 a 2%) carvão ativado Quadro convulsivo: Diazepam/Midazolam Fenobarbital Fluidoterapia Acidose: Bicarbonato de Na, Manitol 20% diluído em sol salina (6,6ml/kg/h) Acidificação: Cloreto de amônio IV ou VO Vitamina C (3000 UI) Licenciado para - Jessica Lucilene C antarini B uchini - 02383895105 - P rotegido por E duzz.com Pó cinzento ou azul-acinzentado Insolúvel em água Sem gosto e odor desagradável Doses tóxicas: Cão: 10 a 40mg/kg Gato: 75 a 100mg/kg Rapidamente absorvido pela mucosa intestinal Morte em 6 a 48 horas após a ingestão Mecanismo de ação: Aumento da permeabilidade dos capilares pulmonares Edema pulmonar Bloqueio das vias aéreas Intoxicação por Rodenticidas ALFA-NAFTIL-TIO-URÉIA (ANTU) Licenciado para - Jessica Lucilene C antarini B uchini - 02383895105 - P rotegido por E duzz.com Sinais clínicos: Vômito Edema pulmonar Dispneia progressiva Derrame pleural Cianose Hipotermia Fraqueza Incoordenação progressiva Prostração Taquicardia Convulsões Morte por hipoxia Tratamento Eméticos Lavagem gástrica Aquecimento do animal Diurético osmótico: glicose a 50% ou manitol Contraindicação: Substâncias oleosas (favorece a absorção) Licenciado para - Jessica Lucilene C antarini B uchini - 02383895105 - P rotegido por E duzz.com Bibliografia XAVIER, Fabiana Galtarossa; MARUO, Viviane Mayumi; SPINOSA, Helenice de Souza. Toxicologia dos medicamentos. In: SPINOSA, Helenice de Souza; GÓRNIAK, Silvana Llima; NETO, João Palermo. Toxicologia aplicada à Medicina Veterinária. São Paulo: Manole, 2008. p 117-190. MARASCHIN, Daniele Kneip. Intoxicações em cães. Universidade Federal do Rio Grande do Sul, 2015. SANTOS, Mariele Aparecida dos; MARUSO, Renata Maria; DOMINATO, Angélica A. Grigoli. Intoxicações em animais domésticos: prevalência e exames laboratoriais. Universidade do Oeste Paulista, 2013. https://sinitox.icict.fiocruz.br/levantamento-revela-esp%C3%A9cies-que-mais-causam- intoxica%C3%A7%C3%A3o-nos-pets Imagens: Google Imagens Licenciado para - Jessica Lucilene C antarini B uchini - 02383895105 - P rotegido por E duzz.com Medicamento e Alimentos Tóxicos Medicamento e Alimentos Tóxicos Licenciado para - Jessica Lucilene C antarini B uchini - 02383895105 - P rotegido por E duzz.com 01 Medicamentos Tóxicos Medicamentos Tóxicos ANTES DE TUDO!!!! Produtos veterinários: usados em dosagens certas não há risco Usamos sim alguns princípios ativos Tomar cuidado com a dose ingerida pelo animal! A DIFERENÇA ENTRE O REMÉDIO E O VENENO É A DOSE!!! Licenciado para - Jessica Lucilene C antarini B uchini - 02383895105 - P rotegido por E duzz.com Mecanismo de ação da inflamação Enzima Ciclooxigenase (Cox) Cox 1: presente em tecidos (vasos sanguíneos, plaquetas, estômago, intestino, rins) associada à produção de prostaglandinas efeitos fisiológicos: proteção gástrica, agregação plaquetária, homeostase vascular e manutenção do fluxo sanguíneo renal. Cox 2: presente nos locais de inflamação células envolvidas no processo inflamatório (como macrófagos, monócitos) sistema nervoso central - mediação central da dor e da febre. Lembre-se! COX 1 Constitutiva COX 2 Induzida ANTI-INFLAMATÓRIOS NÃO ESTEROIDAIS - AINEs Licenciado para - JessicaLucilene C antarini B uchini - 02383895105 - P rotegido por E duzz.com Mecanismo de ação dos AINEs: O que acontece quando inibem as COX? Alterações renais: diminuição da taxa de filtração glomerular e microcirculação renal, retenção de fluidos, azotemia, insuficiência renal aguda, hipercalcemia necrose papilar Alterações hepáticas: elevação das enzimas hepáticas icterícia Licenciado para - Jessica Lucilene C antarini B uchini - 02383895105 - P rotegido por E duzz.com Mecanismo de ação dos AINEs: O que acontece quando inibem as COX? Distúrbio da coagulação: agregação plaquetária reduzida tempo de coagulação prolongada Sistema nervoso: depressão, coma, mudanças comportamentais convulsão Licenciado para - Jessica Lucilene C antarini B uchini - 02383895105 - P rotegido por E duzz.com Mecanismo de ação dos AINEs: O que acontece quando inibem as COX? Sistema imune: Reações alérgicas Sistema hematopoiético: Anemia aplásica e hemolítica, Neutropenia, Metahemoglobinemia Trombocitopenia Sinais clínicos gerais: Apatia Hiporexia/ anorexia Regurgitação ou êmese Hematêmese Melena Hematoquesia Sensibilidade abdominal Oligúria/ anúria (pela redução da PA e desidratação) Palidez de mucosas Desidratação Peritonite (causada por ruptura de úlcera gástrica) Licenciado para - Jessica Lucilene C antarini B uchini - 02383895105 - P rotegido por E duzz.com Sinais dependem: Espécie Tipo de AINE Dose e duração do tratamento Doenças concomitantes (hepatopatia, nefropatia) DICLOFENACO Cataflan® (diclofenaco potássico), Voltarem® (Diclofenaco sódico) AINE derivado do ácido acético Posologia humana: 75mg/BID Efeito dual: Inibidor da COX 1 e COX 2 Gastrite e úlceras gástricas (3 dias de experimento) Necrópsia: hemorragia, ulceras gástricas, necrose hepática, necrose renal, enterite hemorrágica, edema e congestão pulmonar Abordagem: 1 a 2 horas após a ingestão: Indução ao vômito ou lavagem gástrica Terapia de suporte sintomático Fluidoterapia Protetor gástrico Protetor hepático Anti-hemorrágico Licenciado para - Jessica Lucilene C antarini B uchini - 02383895105 - P rotegido por E duzz.com ÁCIDO ACETILSALICÍLICO (AAS) AAS®, Aspirina®, Melhoral® Inibidor da COX 1 e COX 2 Biotransformação do AAS: enzima glicuroniltransferase conjuga o AAS ao ácido glicurônico metabólito atóxico Gatos: rápida saturação dessa via por deficiência de glicuroniltransferase. Meia-vida de 7,5 a 8h (cães) e 38 a 48h (gatos) Sinais Clínicos Cães: Intoxicação aguda: náusea, êmese, apatia, úlcera gástrica com hematêmese, melena, febre, taquipneia, convulsões, coma e óbito Gatos Na intoxicação aguda: taquipneia, hipertermia e hipersensibilidade. doses mais elevadas do fármaco: o animal pode apresentar hipertermia, anemia, acidose metabólica, mielossupressão, convulsões, depressão, sialorreia, gastroenterite hemorrágica, icterícia, nistagmo e óbito Licenciado para - Jessica Lucilene C antarini B uchini - 02383895105 - P rotegido por E duzz.com Acetofen®, Paracetamol®, Tylenol® Fraca ação anti-inflamatória Inibe COX 1 e 2 É conjugado com ácido glicurônico ou com sulfato resulta em metabólito atóxico Gatos: deficiência de glicuroniltransferase rápido esgotamento da glicuroniltransferase metabólito tóxico fica disponível no organismo Sinais clínicos: Cães: Depressão, êmese, dor abdominal Necrose e falência hepática fulminante Abordagem: Exposição 8 meses de idade (raças pequenas) e >18 meses (raças grandes) Medicamentos Tóxicos ANTIBIÓTICOS Licenciado para - Jessica Lucilene C antarini B uchini - 02383895105 - P rotegido por E duzz.com Alterações gastrointestinais (náuseas, vômitos, diarreia) e hepáticas Degeneração/ descolamento da retina em gatos: midríase, reflexos pupilares lentos e cegueira aguda ESCOPOLAMINA Anticolinérgico: ativa Sist. Nerv. Simpático Gatos: Sintomas de toxicidade no sistema nervoso central Capacidade de causar alucinações Taquicardia e hipertensão Náuseas, vômitos, constipação, diminuição na produção da urina, aumento na ingestão de água, febre, alterações respiratórias e sensação de boca seca. DIAZEPAM Cães: excitação paradoxal Gatos: Via oral: Necrose hepática Anorexia Letargia Licenciado para - Jessica Lucilene C antarini B uchini - 02383895105 - P rotegido por E duzz.com ENEMA À BASE DE FOSFATO DE SÓDIO Phosfoenema®, Fleet enema® É contraindicado para felinos Intoxicação grave: absorção pela mucosa retal, gerando gastroenterite hemorrágica, ataxia, vômito, mucosas pálidas e óbito IVERMECTINA Border Collie, Pastor de Shetland, Collie, Pastor australiano: maior permeabilidade da BHE – neurotoxicidade Cães: Irritação cutânea, alopecia transitória, êmese, diarreia, anorexia, letargia, taquipneia e tremores musculares Gatos: Alterações neurológicas e hipotermia. Em casos graves, edema pulmonar, dispneia/ taquipneia, tremores musculares Licenciado para - Jessica Lucilene C antarini B uchini - 02383895105 - P rotegido por E duzz.com 02 CHOCOLATE Substância: Metilxantina Teobromina inibição competitiva dos receptores celulares de adenosina que resulta na estimulação do SNC, diurese e taquicardia. inibem a reabsorção de cálcio celular pelo retículo sarcoplasmático do músculo estriado, aumenta o cálcio livre e, consequentemente, a contratilidade da musculatura esquelética e cardíaca CHOCOLATE Sinais clínicos: Êmese, polidipsia, diarreia, distensão abdominal e inquietação, poliúria, hiperatividade, ataxia, tremores, rigidez e convulsões, taquicardia, taquipneia, cianose, hipertensão, hipertermia e coma. Bradicardia e hipotensãosão menos comuns Pancreatite de 24 a 72 horas após a ingestão devido ao alto teor de gordura Hipocalemia no final do curso da toxicose, o que contribui para a disfunção cardíaca. A morte ocorre por hipertermia, arritmias cardíacas, ou insuficiência respiratória Alimentos TóxicosAlimentos Tóxicos Licenciado para - Jessica Lucilene C antarini B uchini - 02383895105 - P rotegido por E duzz.com DOCES Sustância: Xilitol. Aumento na insulina que circula no corpo do cachorro Diminui o açúcar do sangue (hipoglicemia) Sinais clínicos: vômito, letargia, perda da coordenação, convulsões. FRUTAS Laranja e Abacaxi: muito ácida Abacate: substância Persina, causa vômitos, diarreia e cardiopatia Uva: insuficiência renal e diarreia (ainda não se sabe a substância tóxica) Carambola: sais oxalatos, que se ligam às moléculas de cálcio e podem levar até mesmo à falência renal Abordagem: Até uma hora após a ingestão: indução da êmese com peróxido de hidrogênio, ou apomorfina. Carvão ativado. Animal sedado em função de atividade convulsiva: lavagem gástrica com água aquecida, para promover o derretimento do chocolate Licenciado para - Jessica Lucilene C antarini B uchini - 02383895105 - P rotegido por E duzz.com ALHO E CEBOLA Substância: Dissulfeto de n-propil Altera a hemoglobina, provocando a destruição de glóbulos vermelhos anemia, icterícia e hematúria LEITE E DERIVADOS Intolerância à Lactose Vômitos, diarreia, desconforto abdominal Anotações Licenciado para - Jessica Lucilene C antarini B uchini - 02383895105 - P rotegido por E duzz.com BIBLIOGRAFIA XAVIER, Fabiana Galtarossa; MARUO, Viviane Mayumi; SPINOSA, Helenice de Souza. Toxicologia dos medicamentos. In: SPINOSA, Helenice de Souza; GÓRNIAK, Silvana Llima; NETO, João Palermo. Toxicologia aplicada à Medicina Veterinária. São Paulo: Manole, 2008. p 117-190. MARASCHIN, Daniele Kneip. Intoxicações em cães. Universidade Federal do Rio Grande do Sul, 2015. SANTOS, Mariele Aparecida dos; MARUSO, Renata Maria; DOMINATO, Angélica A. Grigoli. Intoxicações em animais domésticos: prevalência e exames laboratoriais. Universidade do Oeste Paulista, 2013. DORIGO, Raissa; BALENÇUELA, Caio Cavalcanti; OLIVEIRA, Julia Martinez; COSTA, Larissa da Silva; ALMEIDA, Gabriel Ribeiro; TEIXEIRA, Leandro Emidio; AMBRÓSIO, Simone Rodrigues; SILVA, Mariane Borges. Intoxicação em cães por diclofenaco de sódio - Relato de caso. Universidade São Judas, 2021. Licenciado para - Jessica Lucilene C antarini B uchini - 02383895105 - P rotegido por E duzz.com