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Aula 5 Transio Demogrfica Epidemiolgica

Apostila sobre transição demográfica e epidemiológica e envelhecimento populacional. Contém séries históricas e projeções (fecundidade, expectativa de vida, pirâmides), indicadores (índice de envelhecimento, razão de dependência), tabelas regionais e causas de mortalidade.

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Tópicos de Atuação Profissional
Prof. Dra. Elizabete Melo Montanari Fedocci
TRANSIÇÃO DEMOGRÁFICA, 
EPIDEMIOLÓGICA E O 
ENVELHECIMENTO POPULACIONAL
População Mundial: explosão demográfica
. Século I d.C 210 milhões de habitantes;
. 1650: 500 milhões;
. 1800: 1 bilhão;
. 1930: 2 bilhões;
. 1960: 3 bilhões;
. 1986: 5 bilhões;
. 2016: 7 bilhões
TRANSIÇÃO DEMOGRÁFICA
A população é dinâmica. Os elementos que definem a dinâmica da 
população são: 
- Nascimentos
- Óbitos
- Migração
1. Fecundidade - capacidade reprodutiva de uma população.
• taxa de fecundidade geral 
2. Mortalidade - risco de morrer
• taxa de mortalidade geral
3. Movimentos migratórios
TRANSIÇÃO DEMOGRÁFICA
DINÂMICA POPULACIONAL É RESULTANTE DO COMPORTAMENTO 
DA:
FÓRMULAS
TRANSIÇÃO DEMOGRÁFICA
Fatores da dinâmica demográfica
• Envelhecimento da população - comparação entre 3 grupos 
populacionais: jovens (<15 anos), segmento economicamente ativo 
(15-64 anos) e idosos (65 anos e +).
• Taxa de natalidade:
• Índice de envelhecimento: 
• Razão de dependência: 
TRANSIÇÃO DEMOGRÁFICA
Taxa de fecundidade total -Brasil e regiões, 1965 a 2000
Região 1965 1970 1975 1980 1985 1990 1996 2000
Norte 7,0 6,7 6,2 5,5 4,8 4,0 3,0 3,1
Nordeste 7,2 6,9 6,9 5,8 4,9 4,0 2,9 2,6
Sudeste 4,7 4,4 4,4 3,2 2,7 2,4 2,1 2,1
Sul 5,7 5,2 3,8 3,4 2,7 2,3 2,1 2,2
C. Oeste 6,4 5,9 4,4 4,2 3,4 2,9 2,1 2,1
Brasil 5,7 5,4 4,8 4,0 3,2 2,7 2,3 2,3
Fonte: Ibge.
TRANSIÇÃO DEMOGRÁFICA
TRANSIÇÃO DEMOGRÁFICA
TAXA DE FECUNDIDADE 1960 - 2016
TAXA DE FECUNDIDADE 
} A taxa de fecundidade necessária para reposição 
da população é de 2,1.
} 1 para repor o pai;
} 1 para repor a mãe;
} E 0,1 para repor os óbitos.
TRANSIÇÃO DEMOGRÁFICA
REDUÇÃO DA MORTALIDADE INFANTIL
TRANSIÇÃO DEMOGRÁFICA
TRANSIÇÃO DEMOGRÁFICA
TRANSIÇÃO DEMOGRÁFICA
TRANSIÇÃO DEMOGRÁFICA
Envelhecimento da População: pirâmide populacional
. Compatibilizar o envelhecimento da população com a estabilidade 
econômica para que não surjam problemas sociais decorrentes do 
prolongamento da esperança de vida. 
. Viver mais e viver bem.
Índice de envelhecimento no Brasil, segundo o IBGE: 
. 1960: 6,4%
. 1970: 7,5%
. 1980: 10,5%
. 1988: 12,6%
TRANSIÇÃO DEMOGRÁFICA
Tendências demográficas no Brasil, em um futuro próximo:
2010 195.497.797
2020 212.077.375
2030 223.126.917
2040 228.153.204
2050 226.347.688
2060 218.173.88
TRANSIÇÃO DEMOGRÁFICA
Tendência mundial
l Diminuição da taxa de fecundidade
l Melhora dos indicadores de mortalidade (infantil e global)
l Aumento progressivo da expectativa de vida
l Aumento da proporção de idosos
Mudança no padrão de doenças
Mudanças Básicas
Fatores contribuintes
} O processo de transição demográfica, com queda
nas taxas de fecundidade e natalidade e um
progressivo aumento na população na proporção de
idosos, favorecendo o aumento das doenças
crônicos degenerativas (cardiovasculares,
neoplasias, doenças respiratórias e DM);
} A transição nutricional, com diminuição expressiva
da desnutrição e aumento do número de pessoas
com excesso de peso (sobrepeso e obesidade
} Aumento dos traumas decorrentes de causas
externas (violências, acidentes, envenenamentos e
etc.)
TRANSIÇÃO NUTRICIONAL
Nos últimos 25 anos: 
Desnutrição em crianças 
l declínio de 72% 
l praticamente desapareceu em maiores de 18 anos. 
Em contraposição:
l obesidade em adultos triplicou no nordeste e duplicou no sudeste
l há evidências de que começa a se reduzir nos estratos de renda 
mais elevada
Obesidade = fator de risco para doença cardiovascular e diabetes mellitus
TRANSIÇÃO EPIDEMIOLÓGICA
EVOLUÇÃO DA ESPERANÇA DE VIDA AO NASCER, POR SEXO, 
BRASIL, 1940-2016
Fonte: IBGE.
MORTALIDADE PROPORCIONAL
Mortalidade proporcional segundo causas. Brasil, 1930 a 2004
0,0%
12,5%
25,0%
37,5%
50,0%
1930 1940 1950 1960 1970 1980 1990
DIP Neoplasias Circulatório Externas
Causas 1930 1940 1950 1960 1970 1980 1990
DIP 45,7 43,5 35,9 25,9 15,7 11,4 6,3
Neoplasias 2,7 3,9 5,7 8,1 9,7 11,2 14,3
Circulatório 11,8 14,5 14,2 21,5 24,8 30,8 32
Externas 2,6 2,4 3,3 4,8 7,5 7,7 14,3
Evolução temporal da 
mortalidade proporcional 
por quatro causas de 
óbito no Brasil, 1930 a 
1990
Fonte: Dr. Maria Magalhães in Dados 7/Radis – Fiocruz, 1984
MORTALIDADE PROPORCIONAL POR GRUPO DE CAUSAS, BRASIL, 
2007
5%
17%
31%
11%
3%
14%
19%
Doenças infecciosas e parasitárias
Neoplasias
Doenças do aparelho circulatório
Doenças do aparelho respiratório
Afecções originadas no período perinatal
Causas externas
Demais causas definidas
em %
Período DIP Neoplasias D. Ap. Circ.
Causas 
Externas
1990 6,2 12,4 34,3 15,1
1995 5,2 13,2 32,7 15,3
2000 5,5 14,9 32,1 14,6
2005 5,2 16,3 31,5 14,1
2006 4,9 16,5 32,0 13,6
2007 4,8 16,7 31,9 13,5
Fonte: Ministério da Saúde/SVS - Sistema de Informações sobre 
Mortalidade – SIM. RIPSA. IDB.
OBRIGADO!

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