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Rev. Bras. de Iniciação Científica (RBIC), Itapetininga, v. 6, n.7, p. 167-173, out./dez., 2019. 
 
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BURRHUS FREDERICK SKINNER (1904-1990) – RESENHA 
DO LIVRO DE LOUIS M. SMITH1 
 
PAPER TITLE: BURRHUS FREDERICK SKINNER (1904-1990) 
- REVIEW OF THE BOOK OF LOUIS M. SMITH 
 
TÍTULO DEL ARTÍCULO: BURRHUS FREDERICK SKINNER 
(1904-1990) - RESEÑA DEL LIBRO DE LOUIS M. SMITH 
 
Vanessa Souto Silvestre2 
 
 
Resumo: Baseado no livro de Louis M. Smith, este texto apresenta considerações sobre Burrhus Frederick 
Skinner, importante psicólogo norte-americano do século XX, estudioso do comportamento. Seus estudos tiveram 
influência behaviorista, tendo a educação, em sentido amplo, uma de suas preocupações. 
Palavras-chave: Skinner. Comportamento. 
 
 
Abstract: Based on the book by Louis M. Smith, this text presents considerations on Burrhus Frederick Skinner, 
a 20th-century American psychologist, behavioral scholar. His studies had a behaviorist influence, with education, 
in the broad sense, one of his concerns. 
Keywords: Skinner. Behavior. 
 
 
Resumen: Basado en el libro de Louis M. Smith, este texto presenta consideraciones sobre Burrhus Frederick 
Skinner, importante psicólogo norteamericano del siglo XX, estudioso del comportamiento. Sus estudios tuvieron 
influencia conductista, teniendo la educación, en sentido amplio, una de sus preocupaciones. 
Palabras-clave: Skinner. Comportamiento. 
. 
 
 
Envio 13/03/2019 Revisão 13/03/2019 Aceite 25/07/2019 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
1 Disponível: 
http://www.dominiopublico.gov.br/pesquisa/DetalheObraForm.do?select_action=&co_obra=205187, 
acesso em mar. 2017 
2 Bacharel em Administração pela Faculdade de Ciências Contábeis de Itapetininga, cursou Formação 
Pedagógica pelo IFSP. Mestranda em Educação da UFSCar-Sorocaba. 
 
 
Rev. Bras. de Iniciação Científica (RBIC), Itapetininga, v. 6, n.7, p. 167-173, out./dez., 2019. 
 
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Breve apresentação 
A obra de Louis M. Smith tem 164 páginas e apresenta o título “Frederick Skinner”. O 
volume faz parte da Coleção Educadores do Ministério da Educação do Brasil, foi impressa no 
ano de 2010, Fundação Joaquim Nabuco, Editora Massangana. A tradução e a organização é de 
Maria Leila Alves. 
O livro tem uma “Apresentação”, por Fernando Hadad; em seguida um “Ensaio” por 
Louis M. Smith. Este tem por subtítulos: 
 A descoberta de uma vocação; 
 Uma concepção de mundo; 
 Aplicações na vida real; 
 Skinner e a educação; 
 Outras obras importantes; 
 Os críticos e as críticas; 
 Skinner atual. 
Posteriormente, Maria Leila Alves apresenta “Considerações sobre a influência de 
Skinner na Educação Brasileira”. 
A seguir, apresentam-se textos selecionados, integrantes de algumas das obras de 
Skinner: 
 Tecnologia do ensino; 
 Ciência e comportamento humano; 
 Walden II: uma sociedade do futuro. 
As últimas temáticas são dedicadas a “Cronologia”, “Bibliografia”, “Obras de Skinner”, 
“Obras sobre Skinner”, “Obras de Skinner em português”, “Obras sobre Skinner em português” 
e “Outras referências bibliográficas”. 
Ressaltamos que todo o conteúdo aqui apresentado tem por base essa obra. 
 
Skinner 
Burrhus Frederick Skinner nasceu no estado da Pensilvânia, Estados Unidos. Cursou 
licenciatura e posteriormente resolveu tornar-se escritor. Após um período de frustração e 
fracasso, concluiu que não tinha nada importante a dizer. Mais tarde passou a ler Watson e 
Jacques Loeb, bem como escreveu uma crítica do livro de Berman denominado em português 
 
 
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“A religião denominada behaviorismo” (The religion called behaviorismo), porém sua resenha 
não foi publicada. Mas segundo o próprio Skinner, ao escrever tal texto, “Mas, ao escrevê-la, 
eu já estava me definindo, mais ou menos, como comportamentalista” (Skinner, 1976, p. 299, 
in Smith, 2010, p. 12). No ano de 1928 solicitou ingresso em Harvard para realizar o Doutorado 
em Filosofia, com a experiência pessoal influenciando em sua escolha. 
Foi o psicólogo norte-americano mais destacado do século XX. Ao longo de sua vida, 
teve ideias originais baseadas em Pavlov, Thorndike e Watson. Como ressaltado por Smith 
(2010, p. 13) “Suas reflexões sempre se exprimiam de modo prático, concreto e técnico.” 
 A educação, de forma ampla, foi uma de suas principais preocupações, com os projetos 
do berço infantil, máquinas de ensinar e do ensino programado. 
Segundo sua concepção nenhum problema seria amplo ou diminuído demais para que 
não pudesse ser examinado. Sua principal premissa era de que os estímulos que o indivíduo 
recebe do ambiente são responsáveis por seu comportamento. 
Skinner podia observar comportamentos em diversas situações, relacionando-os aos 
conceitos teóricos, em seguida planejando e fabricando dispositivos para melhorá-los. 
Quanto às obras, o primeiro livro “O comportamento dos organismos” (The Behavior of 
organisms) foi um símbolo da nova corrente do comportamentalismo. Os ratos brancos 
representariam todos os organismos, descartando a ideia de que o ser humano seria um caso 
específico na psicologia. Dessa forma, o objeto de estudo passava a ser o organismo vivendo 
em seu contexto. Em seu primeiro livro, abordava toda a conduta voluntária. Uma de suas 
principais invenções foi a Caixa de Skinner, onde o experimentador tinha o controle. Neste 
sentido, a caixa e o rato, no ambiente controlado pelo experimentador são possíveis bases de 
dados para construção de visões teóricas. 
Em Science and human behavior, Skinner expande as bases de observação dos animais 
aos seres humanos. Sua visão de mundo era própria. 
Em 1948, publicou Walden Two, onde abordava a utopia e a sociedade ideal. Após o 
lançamento, não foi um sucesso de vendas; posteriormente foi alvo de polêmicas e nos anos 80 
chegava à marca de mais de dois milhões de exemplares vendidos. Como mencionado por 
Smith (2010, p. 15): “Para um jovem que, depois de se graduar, havia passado o ano de 1929 
tentando converter-se em escritor e havia descoberto que não tinha nada a dizer, era um êxito 
 
 
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prodigioso. Agora tinha muito que dizer e muitos leitores desejavam ouvir sua mensagem.” O 
texto original apresenta alguns trechos dessa obra. 
Muitas ideias de Skinner foram colocadas em prática, sendo estas apresentadas em 
conferências e artigos, tendo muitas sido agrupadas em edições de Cumulative Record (Registro 
acumulativo, 1959, 1961, 1972). 
Com o nascimento de seu segundo filho, em 1940, debruçou-se na engenharia 
comportamental, para melhorar o ambiente da criança e a saúde da mãe com o “berço de ar” ou 
“bebê na caixa”. Nesta invenção instalou dispositivos de controle da temperatura no berço. A 
criança vestia apenas uma fralda dentro do compartimento. O ar filtrado eliminava pequenos 
problemas de saúde. O lençol que cobria o berço era uma toalha contínua que era trocada 
puxando-se nova parte. A criança e a mãe seguiam suas rotinas diárias. 
Em 1959, em discurso na Associação Norte-Americana de Psicologia, apresentou o 
estudo “Pombas no pelicano” (Pigeons in a pelican), onde num contexto de Segunda Guerra 
Mundial e de devastação da Europa, as pombas seriam uma forma de “controle orgânico” de 
mísseis guiados. Skinner empreendeu seus esforços no laboratório para treinar as pombas, tendo 
auxílio de engenheiros para o instrumental. Com o treinamento, as pombas foram capazes de 
reconhecer e bicar silhuetas, onde as bicadas contínuas emitiam sinais para os motores que 
controlavam os mísseis. As pombas apresentaram resultados exitosos. Mesmo após ver o 
funcionamento, algumas pessoas ainda não acreditaram na ideia desenvolvida por Skinner. 
Walden Two foi escrito um ano depois de terminado esse trabalho. 
Retornandoà Universidade de Harvard, Skinner ministrou o curso “Comportamento 
humano”, que tratava do experimento e do estudo com as pombas. 
Skinner fala de seus experimentos e também de problemas da educação de suas filhas 
em sua autobiografia, que tem três volumes e aproximadamente mil páginas. 
Em uma dessas passagens, em 1953, após assistir a uma aula de aritmética da filha, 
percebeu que a professora não corrigia imediatamente as atividades, devolvendo resposta 
somente 24 horas depois, não funcionando como reforço, além de exigir de todos o mesmo 
ritmo de desenvolvimento. A partir disso inicia a atividade das máquinas de ensinar e, 
posteriormente, a instrução programada. 
 
 
 
 
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No ensaio “Como Ensinar os Animais” (How to teach animals), descrevia como um 
som agudo funcionava como forma de ensinar (reforço condicionado) cada vez que se 
apresentava comida a um cão faminto. No texto original, o autor detalha algumas situações. 
Na obra Tecnologia de Ensino (Technology of teaching) o enfoque são os problemas de 
ensino e da aprendizagem, obra essencial de psicopedagogia para professores. Alguns capítulos, 
considerações e exemplos, bem como outras obras são apresentados no texto original. 
Skinner teve influência na área da psicologia e no mundo intelectual. Seus estudos 
abrangeram a totalidade do comportamento dos organismos vivos. Para Smith: 
 
[...] Sua meta e, ao mesmo tempo, sua realização era uma abrangente visão 
global. Suas concepções foram vivamente questionadas, tanto pela 
comunidade científica da psicologia, como pelo setor mais amplo dos 
intelectuais e dos cidadãos bem informados. 
A visão global era uma forma de raciocínio, uma espécie de método geral de 
resolução de problemas. Ele era, ao mesmo tempo, realista e determinista, na 
medida em que postulava a existência de um mundo exterior regido por leis, 
à espera de serem descobertas. Uma vez reveladas, essas leis poderiam ser 
utilizadas para melhorar a condição humana. Uma premissa básica é que o 
ambiente do indivíduo – as condições de estímulo – é o que, em última análise, 
controla seu comportamento. [...] (SMITH, 2010, p. 26) 
 
O texto original retoma alguns experimentos de Skinner e faz algumas análises sobre 
essa importante figura. 
Nas “Considerações sobre a influência de Skinner na Educação Brasileira”, escritas por 
Maria Leila Alves retomam alguns apontamentos feitos na primeira parte por Louis M. Smith. 
Abaixo destacamos alguns pontos relacionados por Alves (2010, in Smith p. 30-31): 
 Skinner ocupou-se do estudo do comportamento dos organismos vivos mais que 
outro psicólogo do século XX; 
 Suas experiências foram realizadas, em sua maioria, com ratos brancos e 
pombas, que constituíam exemplos de comportamento do grupo de seres vivos, 
abrangendo também os seres humanos; 
 Tinha uma visão holística de mundo e buscava mantê-la; 
 Em sua visão de mundo demonstrou um tipo de método geral de resolução de 
problemas; 
 
 
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 Presumia a existência de um mundo exterior controlado por leis, que uma vez 
manifestadas tinham a possibilidade de beneficiar o ser humano; 
 Seu princípio é que os estímulos exteriores do ambiente influenciam o 
comportamento do sujeito. 
 Afastava qualquer noção de estrutura da personalidade ou sistema de hábitos. 
Além desses aspectos, ainda tratando sobre o que o biógrafo Smith escreveu sobre 
Skinner, pondera: 
 Uns erros e frustrações de Skinner; 
 Sua abordagem rigorosa quanto ao método científico; 
 Sua inquietação com a forma com que a escola abordava a Matemática a sua 
filha e quais foram suas proposições; 
 Mesmo aposentado buscou levar uma vida independente e prosseguir sua 
atividade, sempre influenciado pela psicologia behaviorista. 
Em seguida, no texto original, Alves faz algumas considerações, reflexões, apresenta 
alguns posicionamentos e contradições sobre Skinner. Ressalta também a importância de, ao se 
analisar uma obra e um estudioso, lembrar-se do contexto histórico em que ela foi produzida. 
Alves (2010, in Smith, p. 34) pondera que, embora no meio acadêmico exista forte 
resistência do positivismo, admite-se a influência do behaviorismo e, particularmente, das 
pesquisas de Skinner em nosso país. Por décadas foi utilizado com quase exclusividade na 
disciplina de psicologia dos currículos de pedagogia, "alastrou-se disseminando a ideia de que 
a aprendizagem dependia exclusivamente da fixação e extinção de comportamentos, 
recorrendo-se para isso a repetições acompanhadas de reforços positivos e negativos.” 
(ALVES, 2010, in Smith, p. 34) 
No texto original, Alves prossegue com mais considerações sobre a influência dos 
estudos de Skinner. 
Após, inicia-se a sessão “Textos selecionados” relacionados às suas obras “Ciência e 
comportamento humano” (1981, 5 ed.) e “Tecnologia do ensino” (1972), como também 
fragmentos de sua obra de ficção “Walden II: uma sociedade do futuro” (1978, 2 ed.). No texto 
original justifica-se o porquê da inclusão desses materiais nesse livro. 
 
 
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Dentro de tudo que foi apresentado, é uma leitura importante para conhecermos quem 
foi Skinner, um grande estudioso do comportamento, quais premissas adotou em seus estudos, 
bem como as suas contribuições para a sociedade. 
 
Referências 
 
SMITH, L. M. Frederick Skinner. Tradução e organização: Maria Leila Alves. Fundação Joaquim 
Nabuco. Recife: Massangana, 2010. 164p.

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