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Conceitos e Definições Básicas Para vocês o que significa “Progresso”? Qual o custo do Progresso? Os ambientalistas dizem que o progresso, da forma como vem sendo feito, tem acabado com o ambiente ou destruindo o planeta Terra e a Natureza. • Cidade, rodovias, ferrovias, indústrias, usinas, máquinas e muitas outras coisas que ainda estão por vir serem descobertas. • Melhorar a vida dos seres humanos de uma forma ou de outra, como transporte, comunicação, saúde, etc. Qual a diferença entre crescimento e desenvolvimento? O Crescimento não conduz automaticamente à igualdade nem à justiça sociais, pois não leva em consideração nenhum outro aspecto da qualidade de vida a não ser o acúmulo de riquezas, que se faz nas mão apenas de alguns indivíduos da população. O Desenvolvimento, por sua vez preocupa-se com a geração de riquezas sim, mas tem o objetivo de distribuí-las, de melhorar a qualidade de vida de toda a população, levando em consideração, portanto, a qualidade ambiental do planeta. Por que ocorre uma degradação da base ambiental? O ser humano precisa de recursos naturais (matéria e energia) para satisfazer suas necessidades. É inerente a espécie humana querer manter ou aumentar seu conforto material -> Assim o homem transforma os recursos naturais com o uso de energia de forma disponibiliza-los em uma outra utilizável. Bauxita -> alumínio -> perfil metálico, latinhas, panelas... Pela lei da conservação de massa não se cria nem se elimina matéria, apenas se transforma. “Degradação da qualidade ambiental é qualquer alteração adversa das características do meio ambiente” (Lei No 6.938, 1981). “Poluição é a degradação da qualidade ambiental resultante de atividades que direta ou indiretamente: Prejudique a saúde, a segurança e o bem-estar da população; Criem condições adversas às atividades sociais e econômicas; Afetem desfavoravelmente a biota; Afetem as condições estéticas ou sanitárias do meio ambiente; Lancem matérias ou energia em desacordo com os padrões ambientais estabelecidos” (Lei No 6.938, 1981). “Impacto ambiental é qualquer alteração das propriedades físicas, químicas e biológicas do meio ambiente, causada por qualquer forma de matéria ou energia resultante das atividades humanas que, direta ou indiretamente, afetam: a saúde, a segurança e o bem-estar da população; às atividades sociais e econômicas; a biota; as condições estéticas ou sanitárias do meio ambiente; A qualidade dos recursos ambientais”. (Res. CONAMA 01/86) “Poluidor é a pessoa física ou jurídica, de direito público ou privado, responsável, direta ou indiretamente, por atividades causadora de degradação ambiental ”. (Lei No 6.938, 1981). Que tipo de desenvolvimento devemos buscar? “Desenvolvimento sustentável é aquele que atende às necessidades presentes sem comprometer a possibilidade de que as gerações futuras satisfaçam as suas próprias necessidades (Comissão Mundial sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento – CMMAD, da ONU, Nosso Futuro Comum, 1987)”. É o desenvolvimento que não esgota os recursos para o futuro. Desenvolvimento Sustentável tem 6 aspectos prioritários = Metas: 1. A satisfação das necessidades básicas da população (educação, alimentação, saúde, lazer, etc); 2. A solidariedade para com as gerações futuras (preservar o ambiente de modo que elas tenham chance de viver); 3. A participação da população envolvida (todos devem se conscientizar da necessidade de conservar o ambiente e fazer cada um a parte que lhe cabe para tal); 4. A preservação dos recursos naturais (água, oxigênio, etc); 5. A elaboração de um sistema social garantindo emprego, segurança social e respeito a outras culturas (erradicação da miséria, do preconceito e do massacre de oprimidos); 6. A efetivação dos programas educativos. Gestão Ambiental é um processo de mediação de interesses e conflitos entre os atores sociais que agem sobre os meios físicos, bióticos e antrópico. AMBIENTALÊS – é o idioma dos ambientalistas, aqueles que entendem e se preocupam com as consequências ambientais do desenvolvimento empresarial a nível local, regional e global. EMPRESARIALÊS – é o idioma dos empresários, aqueles que pensam na empresa como fonte geradora de resultados econômicos e sociais, dos quais dependem o atendimento das necessidades dos clientes, a manutenção de empregos e a consequente subsistência de muitas famílias, além da própria movimentação de economia local, regional e global.. Empresarialês X Ambientalês ou Economia X Meio Ambiente IMPACTO AMBIENTAL A implantação de uma rodovia, especialmente quando há necessidade de ocupação de grandes áreas, pode apresentar impactos ambientais significativos. Estudo de Impacto Ambiental (EIA) Trata-se da execução por equipe multidisciplinar das tarefas técnicas e científicas destinadas a analisar sistematicamente as consequências da implantação de um projeto no meio ambiente. Isso se dá através de métodos de avaliações próprios e técnicas de previsão dos impactos ambientais e consequente desenvolvimento de medidas específicas de proteção, recuperação e melhorias no meio ambiente, garantindo o mínimo efeito ao ecossistema. Relatório de Impacto Meio Ambiente (RIMA) O Relatório de Impacto Meio Ambiente (RIMA) é o documento que apresenta os resultados dos estudos técnicos e científicos da avaliação de impacto ambiental; deve conter o esclarecimento de todos os elementos da proposta em estudo, de modo que possam ser divulgados e apreciados pelos grupos sociais interessados e por todas as instituições envolvidas na tomada de decisão (Pereira et. al., 2013). Principais itens a serem considerados: I. PROVÁVEL IMPACTO DE UMA INSTALAÇÃO NO MEIO AMBIENTE • Impactos ecológicos e visuais no meio ambiente natural; • Realocação ou interrupção de atividades humanas; • Impactos na qualidade do ar; • Impactos sonoros; • Impactos na qualidade da água; • Impactos de construção. II. IMPACTOS AMBIENTAIS INEVITÁVEIS III. IMPACTOS EM SÍTIOS CULTURAIS, HISTÓRICOS E EM ATRIBUTOS DA ÁREA. Resultado do Impacto = (IAP+ISP+IEP) – (IAN+ISN+IEN) onde: IAP = Impacto Ambiental Positivo; IAN = Impacto Ambiental Negativo; ISP = Impacto Social Positivo; ISN = Impacto Social Negativo; IEP = Impacto Econômico Positivo; IEN =Impacto Econômico Negativo. Instrumento da Politica Nacional do Meio Ambiente, estabelecido pela Lei No 6.938, 1981. IV – o licenciamento e a revisão de atividades efetiva ou potencialmente poluidoras; É o procedimento administrativo pelo qual o órgão ambiental competente licencia a construção, instalação, ampliação e funcionamento de estabelecimento de atividades utilizadoras de recursos ambientais, consideradas efetiva ou potencialmente poluidoras, bem como os empreendimentos capazes, sob qualquer forma, de causar degradação ambiental (Lei No 6.938/81 e Decreto 99.274/90). É realizado pelo órgão estadual competente integrante do SISNAMA ou pelo IBAMA, em caráter supletivo, sem prejuízo de outras licenças legalmente exigidas (Lei No 6.938/81 e Decreto 99.274/90). Lei No 7.804/90 -> IBAMA impactos regional ou nacional. Definições dadas pela Resolução CONAMA 237/97: Licença Ambiental: ato administrativo pelo qual órgão ambiental competente, estabelece as condições, restrições e medidas de controle ambiental que deverão ser obedecidas pelo empreendedor, pessoa física ou jurídica, para localizar, instalar, ampliar e operar empreendimentos ou atividades utilizadoras dos recursos ambientais consideradas efetiva ou potencialmente poluidoras ou aquelas que, sob qualquer forma, possam causar degradação ambiental. Definições dadas pela Resolução CONAMA 237/97: Estudos Ambientais: são todos e quaisquer estudos relativos aos aspectos ambientais relacionados à localização, instalação, operação e ampliação de uma atividade ou empreendimento, apresentado como subsídio para a análise da licença requerida, taiscomo: Relatório ambiental, plano e projeto de controle ambiental, relatório ambiental preliminar, diagnóstico ambiental, plano de manejo, plano de recuperação de área degradada e análise preliminar de risco. Impacto Ambiental Regional: é todo e qualquer impacto ambiental que afete diretamente (área de influência direta do projeto), no todo ou em parte o território de dois ou mais estados. Resolução CONAMA 237/97 – EI/RIMA (Art. 3o): A licença ambiental para empreendimentos e atividades consideradas efetiva ou potencialmente causadoras de significativa degradação do meio dependerá de prévio Estudo de Impacto Ambiental (EIA) e respectivo Relatório de impacto sobre o meio ambiente (RIMA), ao qual dar-se-á publicidade, garantida a realização de audiência pública, quando couber de acordo com a regulamentação. Parágrafo único. O órgão ambiental competente, verificando que a atividade ou empreendimento não é potencialmente causador de significativa degradação do meio ambiente, definirá os estudos ambientais pertinentes ao respectivo processo de licenciamento. Resolução CONAMA 237/97: § 1o – Estão sujeitos ao licenciamento ambiental os empreendimentos e atividades relacionadas no Anexo I. § 2o – Caberá aos órgão ambiental competente definir os critérios de exigibilidade, o detalhamento e a complementação do Anexo I, levando em consideração as especificidades, os riscos ambientais, o porte e outras características do empreendimento ou atividade. Resolução CONAMA 237/97 – Anexo I – atividades ou empreendimentos sujeitas ao licenciamento ambiental: Extração e tratamento de minerais: Pesquisa mineral com guia de utilização; Indústrias diversas: Usinas de produção de concreto; Usinas de Asfalto; Obras Civis: Rodovias, ferrovias, hidrovias; barragens e diques; canais para drenagem; retificação de cursos de água; transposição de bacias hidrográficas; outras obras de arte; Transporte, terminais e depósitos: Transporte de cargas perigosas; transporte por dutos; marinas, portos e aeroportos; A Lei No 6.938/81, estabelece que compete ao IBAMA o licenciamento de atividades e obras com significativo impacto ambiental, de ambiento nacional ou regional. Resolução CONAMA 237/97, Art. 4 – Compete ao IBAMA o licenciamento de empreendimento e atividades com significativo impacto ambiental, de ambiento nacional ou regional, a saber: I – localizadas ou desenvolvidas conjuntamente no Brasil e em pais limítrofe; no mar territorial; na plataforma continental; na zona econômica exclusiva; em terras indígenas ou em unidades de conservação do domínio da União; II – localizadas ou desenvolvidas em dois ou mais Estados; III – cujo impacto ambientais diretos ultrapassem os limites territoriais do pais ou de uma ou mais Estados; IV – destinados a pesquisar, lavras, produzir, beneficiar, transportar, armazenar e dispor material radioativo, em qualquer estágio, ou que utilizem energia nuclear em qualquer de suas formas e aplicações, mediante parecer da comissão nacional de Energia Nuclear – CNEN; V – bases ou empreendimentos militares, quando couber, observada a legislação especifica. Competências de licenciar – Outros atores participantes: Prefeitura, Órgão de controle florestal, Órgão de controle dos recursos hídricos,.. IPHAN – Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional Atuação em áreas com potencial de ocorrência de sítios arqueológicos e de interesse histórico e cultural; FUNAI – Fundação Nacional do Índio Regula as interferências de empreendimentos sobre os territórios indígenas; Fundação Cultural Palmares Atuação na preservação dos valores culturais, sociais e econômicos decorrentes da influencia negra na formação da sociedade; CNEN – Comissão Nacional de Energia Nuclear Atuação nos empreendimentos radioativos e nucleares. Licenças emitidas – Resolução CONAMA 237/97 Licenças emitidas – Resolução CONAMA 237/97 I – Licença Prévia (LP): concedida na fase preliminar do planejamento do empreendimento ou atividade, aprovando sua localização e concepção, atestando a viabilidade ambiental e estabelecendo os requisitos básicos e condicionantes a serem atendidos nas próximas fases de sua implantação; Sua concessão depende das informações sobre a concepção do projeto, sua caracterização e justificativa (Estudo de Viabilidade ou Projeto Básico dos Locais), a análise dos possíveis impactos ao ambiente e das medidas que serão adotadas para o controle e mitigação dos riscos ambientais (Estudo Ambiental). Devem ser observados os planos municipais, estaduais ou federal de uso do solo. São examinados: impactos, programas de redução e mitigação de impactos negativos e de maximização dos impactos positivos -> Local ou trajeto de maior viabilidade-> Permite o detalhamento dos estudos e projetos para este local. Licenças emitidas – Resolução CONAMA 237/97 II – Licença de Instalação (LI): autoriza a instalação do empreendimento ou atividade de acordo com as especificações constantes dos planos, programas e projetos aprovados, incluindo as medidas de controle ambiental e demais condicionantes, da qual constituem motivo determinante; A ser expedida após análise das especificações do projeto executivo do empreendimento e da apresentação dos planos, programas e projetos, onde serão apresentados o atendimento das condicionantes da LP e as informações detalhadas do projeto, processos e tecnologias adotadas para a neutralização, mitigação ou compensação dos impactos ambientais provocados, assim como os procedimentos monitoramento ambiental. Licenças emitidas – Resolução CONAMA 237/97 III – Licença de Operação (LO): autoriza a operação da atividade ou empreendimento, após a verificação do efetivo cumprimento do que consta das licenças anteriores, com as medidas de controle ambiental e condicionantes determinados para operação. A ser expedida para autorizar o inicio da operação da atividade ou empreendimento, após as verificações necessárias do funcionamento de seus equipamentos de controle de poluição e do atendimento das condicionantes constantes nas Licenças, Prévias e de Instalação. Prazos do Licenciamento – Resolução CONAMA 237/97 Prazos de validade das licenças (Art. 18): Licença Prévia (LP): No mínimo, o estabelecido pelo cronograma de elaboração dos planos, programas e projetos relativos ao empreendimento; Não podendo ser superior a 5 anos; Licença de Instalação (LI): No mínimo, o estabelecido pelo cronograma de instalação do empreendimento; Não podendo ser superior a 6 anos; Licença de Operação (LO): Considerar os planos de controle ambiental; No mínimo 4 anos e no máximo 10 anos. Poderão ter os prazos de validade prorrogados, desde que não ultrapasse o prazo máximo.