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0 Legislação Educacional 
Universidade Santa Cecília - Educação a Distância 
40 
 
 
 
 
 
 
 
LEGISLAÇÃO EDUCACIONAL 
Me. Daniella Medeiros Moreira Rogel 
Vale 
GUIA DA 
DISCIPLINA 
 
 
 
1 Legislação Educacional 
Universidade Santa Cecília - Educação a Distância 
 
“A educação é o ponto em que decidimos se amamos o mundo o bastante para 
assumirmos a responsabilidade por ele” 
 (Hannah Arendt) 
 
INTRODUÇÃO 
 
A partir do estudo da legislação educacional brasileira é possível o entendimento 
sobre os direitos e deveres daqueles que estão envolvidos no ambiente escolar, como o 
professor, o aluno, a equipe gestora e todos os funcionários da instituição, pois envolvem 
aspectos ligados a todas as etapas do processo de ensino. Além disso, a existência de 
uma legislação educacional permite uma organização igualitária de todas as escolas do 
país. 
Os gestores, ou seja, toda a equipe administrativa e pedagógica da escola, devem 
entender a legislação educacional brasileira para poder organizar o funcionamento da 
escola, comtemplando os aspectos políticos sociais defendidos pela nação. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
https://www.google.com/imgres?imgurl=https://blog.enem.com.br/wp-content/uploads/2016/04/voceconheceaeduca%C3%A7%C3%A3obrasileira_banner.jpg&imgrefurl=https://blog.enem.com.br/lei-de-diretrizes-e-bases-da-educacao-brasileira/&docid=A3Nvz2A_2Q3UjM&tbnid=XSHcnzes5R1SDM:&vet=10ahUKEwiW7fmG_OjmAhXTHbkGHbkSBskQMwiSASg0MDQ..i&w=1200&h=626&bih=655&biw=1366&q=estudo%20de%20leis%20educacionais&ved=0ahUKEwiW7fmG_OjmAhXTHbkGHbkSBskQMwiSASg0MDQ&iact=mrc&uact=8
 
 
2 Legislação Educacional 
Universidade Santa Cecília - Educação a Distância 
1. ENTENDENDO A LEGISLAÇÃO 
 
O Brasil é uma República Federativa, ou seja, formada por entes federativos (os 
Estados). A República Federativa do Brasil é dividida em três poderes: Poder Executivo, 
Poder Legislativo e Poder Judiciário. O primeiro executa as leis e administra o país, o 
segundo é aquele encarregado de criar as leis que irão reger a sociedade, e o terceiro é 
o Poder que resolve as dúvidas das relações jurídicas, através dos julgamentos, quando 
existir uma ação ou controvérsia judicial entre as partes. Por sermos uma República 
Federativa, é o Estado (União) quem determina quais leis serão aplicadas em todo 
território nacional, porém concede aos estados-membros e aos municípios o direito de 
legislar sobre assuntos de seus interesses. 
 
Somente uma lei pode impor obrigações ou proibições, ou restringir direitos. Isso 
é tão importante que consta em nossa lei maior, que é a Constituição Federal de 1988. 
 
Vamos falar agora sobre a hierarquia das leis: em primeiro lugar temos a 
Constituição Federal, superior a qualquer outra legislação existente, tanto que nenhuma 
outra norma pode existir se contrariá-la. A Constituição define as principais instituições 
sociais, a estrutura do governo, a divisão dos Poderes, os direitos e garantias do cidadão 
e muitas outras regras de caráter fundamental, formando assim a base do Estado 
Nacional. Porém, podem existir as Ementas constitucionais, que podem alterar o texto 
constitucional, incorporando-se a ele. 
 
Na sequência hierárquica temos as leis complementares, que são leis especiais, 
mais detalhadas, que complementam a Constituição Federal. A seguir temos a lei 
ordinária, as leis propriamente ditas, como Código Civil, Código Penal, Estatuto da 
criança e do adolescente, Código de defesa do consumidor, Lei de diretrizes e bases da 
educação nacional, entre outras. 
 
Nesta hierarquia temos duas exceções. A lei delegada, que é editada por ato 
individual do presidente da República e só ocorre em situações de relevância e urgência, 
onde não se pode esperar por todo processo de aprovação do Poder Legislativo e o 
presidente solicita ao Congresso Nacional a delegação de poder legislativo. A lei 
delegada raramente acontece, por causa da segunda exceção nas hierarquias das leis, 
 
 
3 Legislação Educacional 
Universidade Santa Cecília - Educação a Distância 
a medida provisória, uma lei editada pelo presidente de caráter temporário em situações 
de relevância e urgência, porém, em que o presidente não depende da delegação prévia 
do Poder Legislativo. 
 
Seguindo a hierarquia da legislação nacional, passamos aos atos normativos. O 
primeiro é o decreto, norma jurídica de competência privativa do presidente da República 
e utilizada para concretizar desapropriação, declarar luto oficial, declarar calamidade 
pública ao conceder canais de rádio e televisão. Depois temos a portaria, instrumento 
utilizado na edição de atos normativos que não sejam de competência privativa do 
presidente da República, e sim de ministros, chefes de departamento ou outros chefes 
de órgão do Poder Executivo, são as instruções nomeativas, ordens de serviço e 
circulares normativas. Outro tipo de ato normativo é a resolução, que é editada por ato 
conjunto dos membros do Poder Executivo, como Conselho Nacional de Educação. 
Equiparam-se as resoluções, deliberações, orientações e pareceres. 
 
Legislar é o ato de estabelecer leis. Legislação educacional envolve todos os atos 
e fatos jurídicos que tratam a educação como um direito. A legislação estará presente 
em toda carreira do professor. Muitas vezes não nos damos conta de que nossos direitos 
e deveres estão previstos na legislação e nos debates coletivos da categoria como nos 
sindicatos. Seja qual for a maneira encontrada, o saber neste sentido é necessário e 
indispensável para muitas vezes não sermos passados para trás em atribuições de aula, 
pontuação em órgão público e entre outras situações. 
 
A leitura de uma lei tem sua formação nas técnicas jurídicas e assim todas 
obedecem às mesmas formatações, permitindo que possamos compreender o que 
pedem quando nos referimos as leis, principalmente as ligadas a educação brasileira. 
 
As Leis e outras normas são identificadas por sua espécie, por uma numeração e 
pela data. Por exemplo: Lei 9.394 de 20 de dezembro de 1996 (Lei de diretrizes e bases 
da educação); Decreto 8.420, de 18 de março de 2015 (é o regulamento da Lei 
Anticorrupção Empresarial, a Lei 12.846, de 1.º de agosto de 2013). 
 
Nas leis mais extensas, as normas podem ser divididas em blocos de artigos, 
denominados Partes, Livros, Títulos, Capítulos, Seções e Subseções. Exemplo de 
 
 
4 Legislação Educacional 
Universidade Santa Cecília - Educação a Distância 
lei que adota essa divisão é o Código Civil (Lei 10.406, de 10 de janeiro de 2002). As 
normas são dispostas em artigos, que geralmente se indicam pela abreviatura “art.” 
Artigos podem adotar divisões em parágrafos, incisos e alíneas, quando necessário. 
 
Às vezes se usa o termo caput em textos jurídicos. Significa “cabeça”, em latim. 
O caput indica a parte principal de um artigo, para diferenciá-la de parágrafos, incisos e 
alíneas, em educação é o cabeçalho do artigo. 
 
Parágrafos, incisos e alíneas servem para tratar de aspectos específicos de um 
artigo em um texto normativo. Quando um artigo possui apenas um parágrafo, este é 
identificado como “parágrafo único”. Quando possui mais de um parágrafo, estes usam 
numeração ordinal com o símbolo § (que se lê “parágrafo”): § 1.º, § 2.º etc. 
 
Incisos de artigos são numerados com algarismos romanos: incisos I, II, III etc. 
Alíneas de artigos são identificadas por letras minúsculas, às vezes em itálico 
(alíneas a, b, c etc.). Dessa forma, por exemplo, a indicação “art. 2.º, § 1.º, III, b” 
significa “artigo segundo, parágrafo primeiro, inciso terceiro, alínea b”. Um exemplo de 
lei que apresenta esta organização é a Lei de diretrizes e bases da educação, conforme 
podemos observar no trecho abaixo: 
 
SEÇÃO III 
Do Ensino Fundamental 
Art. 32. O ensino fundamental, com duraçãomínima de oito anos, obrigatório e 
gratuito na escola pública, terá por objetivo a formação básica do cidadão, mediante: 
I – o desenvolvimento da capacidade de aprender, tendo como meios básicos o 
pleno domínio da leitura, da escrita e do cálculo; 
II – a compreensão do ambiente natural e social, do sistema político, da tecnologia, 
das artes e dos valores em que se fundamenta a sociedade; 
III – o desenvolvimento da capacidade de aprendizagem, tendo em vista a 
aquisição de conhecimentos e habilidades e a formação de atitudes e valores; 
IV – o fortalecimento dos vínculos de família, dos laços de solidariedade humana e 
de tolerância recíproca em que se assenta a vida social. 
 §1 o É facultado aos sistemas de ensino desdobrar o ensino fundamental em 
ciclos. 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2002/l10406.htm
 
 
5 Legislação Educacional 
Universidade Santa Cecília - Educação a Distância 
§2 o Os estabelecimentos que utilizam progressão regular por série podem adotar 
no ensino fundamental o regime de progressão continuada, sem prejuízo da avaliação do 
processo de ensino-aprendizagem, observadas as normas do respectivo sistema de 
ensino. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
6 Legislação Educacional 
Universidade Santa Cecília - Educação a Distância 
2. LEIS EDUCACIONAIS 
 
A educação formal no Brasil teve início em 1549, com a chegada dos padres da 
Companhia de Jesus e criação de 7 colégios, seminários e internatos, surgindo assim os 
direitos e obrigações na área educacional. Os jesuítas ficaram responsáveis pela 
educação do país até 1759, quando foram expulsos. Em 1808 a família real chega ao 
Brasil. Em 1822 acontece a Proclamação da Independência e em 1824, os primeiros 
direitos e deveres em relação a educação aparecerem na Carta Constitucional, 
determinando que a instrução primária fosse gratuita e com acesso a todos os cidadãos. 
 
Após a Proclamação da República, em 1889, foi assinada a Constituição de 1891, 
que pouco apresentou considerações sobre a questão educacional. 
 
No século XX ocorreram duas grandes mudanças na legislação educacional, a 
Reforma Rivadária em 1911, que instituiu vários decretos, reduziu o papel do Estado na 
educação e implantou uma política liberal em relação ao ensino privado, fortalecendo-o 
e beneficiando o ensino confessional, além de ter dado total autonomia aos sistemas 
estaduais de ensino e ter eliminado a fiscalização e o controle federal sobre as escolas. 
A Segunda grande mudança veio no governo de Wenceslau Braz, no decreto que 
reorganizou o ensino secundário e superior, impôs um grande rigor aos exames 
vestibulares, reimplantou o ensino seriado e aumentou sua duração, proibiu o 
reconhecimento de novas escolas particulares e criou restrições para a equiparação de 
estudos. 
 
Em 1931 foi criado o Conselho Nacional de Educação (CNE), através do Decreto 
19.850, sendo ele um órgão consultivo máximo destinado a assessorar o ministro e 
direção da educação nacional. 
 
Uma nova Constituição Federal foi assinada em 1934, no governo de Getúlio 
Vargas. Nela aparece pela primeira vez a citação das diretrizes da educação nacional. 
Foi inovadora, mas durou pouco tempo, pois em 1937 foi substituída. 
 
A constituição de 1937 instalou a ditadura do Estado Novo. Nela existiu um artigo 
(Artigo 15) que tratava das diretrizes da educação nacional. Em 1942, o ministro da 
 
 
7 Legislação Educacional 
Universidade Santa Cecília - Educação a Distância 
educação, Gustavo Capanema, criou uma série de decretos, o que ficou conhecido como 
Reforma Capanema. Entre eles estavam a Lei Orgânica do ensino industrial, a criação 
do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI), a regulamentação do ensino 
industrial, o ensino militar, e a revisão da estrutura do sistema de ensino, principalmente 
o secundário. 
 
Em 1946 é assinada uma nova Constituição Federal, no governo de Eurico Dutra. 
Essa constituição significou o retorno do Brasil à democracia e manteve a competência 
da União para legislar sobre as diretrizes e bases da educação nacional, permitindo que 
em 1961 foi assinada uma lei que só tratava da educação nacional, a Lei de diretrizes e 
bases da educação (4.024/61). 
 
Em 1967 foi assinada uma nova Constituição que não apresentou grandes 
alterações e manteve a prerrogativa da União para legislar sobre a educação, mantendo 
vigente a Lei educacional 4.024/61. 
 
No ano de 1969 a Constituição recebeu nova redação e permitiu que em 11 de 
agosto de 1971 fosse editada a nova Lei de Diretrizes e bases da educação nacional 
(5.692/71). 
 
Com o fim da ditadura militar e redemocratização do Brasil foi promulgada uma 
nova Constituição brasileira, em 5 de outubro de 1988. Considerada uma das melhores 
constituições de nosso país, ampliou os artigos referentes a educação e pela primeira 
vez, abordou a gestão democrática da educação. 
 
 
https://www.google.com/imgres?imgurl=https://files.nsctotal.com.br/s3fs-public/styles/teaser_image_style/public/graphql-upload-files/Constituic%CC%A7a%CC%83o.jpg?nJoRswV0Y2usJzj5fqFTEret4L4PRsvz%26itok%3DxPwDmTyt&imgrefurl=https://www.nsctotal.com.br/colunistas/mario-motta/o-que-diz-a-constituicao&docid=dBEiogS7BoNViM&tbnid=idkiVNl-G8doNM:&vet=10ahUKEwjpjtqRtvHmAhVcGLkGHfo7BHsQMwieASgKMAo..i&w=800&h=500&bih=655&biw=1366&q=constitui%C3%A7%C3%A3o%20federal&ved=0ahUKEwjpjtqRtvHmAhVcGLkGHfo7BHsQMwieASgKMAo&iact=mrc&uact=8
 
 
8 Legislação Educacional 
Universidade Santa Cecília - Educação a Distância 
Em 1996, no governo de Fernando Henrique Cardoso, foi promulgada a Lei de 
diretrizes e bases da educação nacional (LDB 9.394), muito mais abrangente que as 
anteriores, e tratando de todos os níveis da educação. 
 
A LDB delegou para a União, através do MEC e CNE, as políticas de currículo. 
Em 1997 o MEC elaborou os Referenciais Curriculares Nacionais para a Educação 
infantil e Os Parâmetros Curriculares Nacionais do ensino fundamental e médio, 
educação de jovens e adultos, e educação especial. O CNE de forma articulada com o 
MEC e o Inep, elaborou e aprovou as Diretrizes Curriculares Nacionais que também 
abrangeram todas as etapas e modalidades da educação básica, educação 
profissionalizante e educação a distância. Enquanto os referenciais e os parâmetros são 
apenas referências, as diretrizes curriculares são obrigatórias. 
 
No ano de 2001 foi divulgado o Plano Nacional de Educação (PNE), que já era 
previsto desde a Constituição de 1988 e teve seu debate acentuado com a LDB de 1996. 
O PNE teve duração de dez anos (2001 a 2011). 
 
O MEC homologou em dezembro de 2017 a Base Nacional Comum Curricular tem 
como objetivo central de garantir que todos os estudantes – de norte a sul do país, de 
escolas públicas e privadas – aprendam um conjunto essencial de conhecimentos e 
habilidades comuns. Assim, o que se espera é que as desigualdades educacionais 
brasileiras sejam reduzidas e que a qualidade do ensino seja elevada. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
REFERENCIAL 
PCNs 
BNCC 
LBD 
9394/96 
CONSTITUIÇÃO 
FEDERAL 1988 
9394/96 
 
 
9 Legislação Educacional 
Universidade Santa Cecília - Educação a Distância 
3. CONSTITUIÇÃO FEDERAL 
 
A Constituição Federal de 1988 é nossa carta magna e com isso rege todas as 
outras leis do Brasil. O presidente da câmara dos deputados era então Ulysses 
Guimarães que em 27 de julho de 1988 homologou a Constituição Cidadã, assim 
chamada porque contou com a participação do povo que ainda era recém-saído da 
ditadura. 
 
Esta constituição declara que o cidadão tem todos os seus direitos garantidos 
tanto os sociais como os educacionais e ainda os afetivos, especialmente seu artigo 5º 
ao 17º que assegura os direitos fundamentais às pessoas para a possibilidade de ter 
uma vida digna, livre e igualitária. 
 
No artigo 5º, são encontrados 77 incisos, doisparágrafos e o caput. Nele, são 
garantidos os diretos à vida, à liberdade, à igualdade, à moradia e à segurança. Também 
é dado a todo brasileiro, segundo os registros, o direito de exercer os cultos religiosos, 
seja qual for sua religião, o benefício de trabalho, dentre outros. Enfim, todo cidadão é 
livre e pode recorrer à justiça, quando necessário for, sem ser oprimido. É essencial que 
todo brasileiro saiba dos seus direitos e garantias, para que não sobrevenha sobre ele 
nenhum tipo de injustiça. 
 
Essa constituição ampliou os direitos dos indivíduos e permitiu sua proteção em 
várias situações. Dentro do artigo 5º da CF, existem diversos princípios relacionados 
aos direitos e garantias fundamentais, um dos mais polêmicos e importantes é 
o princípio da igualdade. 
 
No decorrer da história, uma série de princípios foram criados para nortear e 
estruturar o Estado de Direito. Esses princípios estão na Constituição e existentes no 
mundo, pois são responsáveis por definir a estrutura básica, fundamentos e bases para 
determinado sistema. Os princípios foram influenciados principalmente pelas 
Revoluções Francesa e Americana. No Brasil, desde o século XIX, havia certa 
resistência na elaboração de uma Constituição Brasileira, visto que, o país era 
comandado por um rei que tinha suas regras próprias. Com o passar dos anos, foram 
criadas sete constituições que fizeram mudanças na história do país. A partir delas, 
http://www.okconcursos.com.br/apostilas/apostila-gratis/122-direito-constitucional/301-direitos-e-garantias-fundamentais
 
 
10 Legislação Educacional 
Universidade Santa Cecília - Educação a Distância 
muitos princípios foram implantados e, atualmente, representam o pilar do Estado 
Brasileiro. 
 
A palavra princípio no dicionário significa o início de algo, o que vem antes, a 
causa, o começo e também um conjunto de leis, definições ou preceitos utilizados para 
nortear o ser humano. É uma verdade universal, aquilo que o homem acredita como um 
dos seus valores mais inegociáveis. 
 
Os princípios constitucionais são as principais normas fundamentais de conduta 
de um indivíduo mediante às leis já impostas, além de exigências básicas ou 
fundamentos para tratar uma determinada situação. É indispensável tomar nota dos 
assuntos que rodeiam os seus direitos e deveres. 
 
Segundo o Art. 6, a educação é um direito social de todo cidadão. O Capítulo III, 
Seção I da Constituição Federal trata sobre a Educação. 
 
Art. 205. A educação, direito de todos e dever do Estado e da família, será 
promovida e incentivada com a colaboração da sociedade, visando ao pleno 
desenvolvimento da pessoa, seu preparo para o exercício da cidadania e sua 
qualificação para o trabalho. 
 
Nossa constituição apresenta um conjunto de princípios que norteiam toda a 
educação brasileira. Esses mesmos princípios estão presentes nas Constituições 
estaduais e nas Leis orgânicas, no Estatuto da criança e do adolescente e na Lei de 
diretrizes e bases. São eles, portanto, que vão garantir a unidade nas políticas 
educacionais através das orientações que estão respaldadas numa educação com 
perspectiva democrática. 
 
Art. 206. O ensino será ministrado com base nos seguintes princípios: 
I - igualdade de condições para o acesso e permanência na escola; 
II - liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar o pensamento, a arte e o 
saber; 
III - pluralismo de idéias e de concepções pedagógicas, e coexistência de 
instituições públicas e privadas de ensino; 
 
 
11 Legislação Educacional 
Universidade Santa Cecília - Educação a Distância 
IV - gratuidade do ensino público em estabelecimentos oficiais; 
V - valorização dos profissionais da educação escolar, garantidos, na forma da lei, 
planos de carreira, com ingresso exclusivamente por concurso público de provas e 
títulos, aos das redes públicas; 
VI - gestão democrática do ensino público, na forma da lei; 
VII - garantia de padrão de qualidade. 
VIII - piso salarial profissional nacional para os profissionais da educação escolar 
pública, nos termos de lei federal. 
 
O art. 208 apresenta os deveres do Estado frente a educação. 
 
Art. 208. O dever do Estado com a educação será efetivado mediante a garantia 
de: 
I - ensino fundamental, obrigatório e gratuito, inclusive para os que a ele não 
tiveram acesso na idade própria; 
I - ensino fundamental, obrigatório e gratuito, assegurada, inclusive, sua oferta 
gratuita para todos os que a ele não tiveram acesso na idade própria; 
(Redação dada pela Emenda Constitucional nº 14, de 1996) 
I - educação básica obrigatória e gratuita dos 4 (quatro) aos 17 (dezessete) anos 
de idade, assegurada inclusive sua oferta gratuita para todos os que a ela não tiveram 
acesso na idade própria; 
(Redação dada pela Emenda Constitucional nº 59, de 2009) (Vide Emenda 
Constitucional nº 59, de 2009) 
II - progressiva extensão da obrigatoriedade e gratuidade ao ensino médio; 
II - progressiva universalização do ensino médio gratuito; 
(Redação dada pela Emenda Constitucional nº 14, de 1996) 
III - atendimento educacional especializado aos portadores de deficiência, 
preferencialmente na rede regular de ensino; 
IV - atendimento em creche e pré-escola às crianças de zero a seis anos de idade; 
IV - educação infantil, em creche e pré-escola, às crianças até 5 (cinco) anos de 
idade; (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 53, de 2006) 
V - acesso aos níveis mais elevados do ensino, da pesquisa e da criação artística, 
segundo a capacidade de cada um; 
VI - oferta de ensino noturno regular, adequado às condições do educando; 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc14.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc59.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc59.htm#art6
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc59.htm#art6
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc14.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc53.htm#art1
 
 
12 Legislação Educacional 
Universidade Santa Cecília - Educação a Distância 
VII - atendimento ao educando, no ensino fundamental, através de programas 
suplementares de material didático-escolar, transporte, alimentação e assistência à 
saúde. 
VII - atendimento ao educando, em todas as etapas da educação básica, por meio 
de programas suplementares de material didáticoescolar, transporte, alimentação e 
assistência à saúde. 
 
 A organização dos sistemas de ensino está descrita no Art. 211. 
 
Art. 211. A União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios organizarão em 
regime de colaboração seus sistemas de ensino. 
 
§ 1º A União organizará e financiará o sistema federal de ensino e o dos 
Territórios, e prestará assistência técnica e financeira aos Estados, ao Distrito Federal e 
aos Municípios para o desenvolvimento de seus sistemas de ensino e o atendimento 
prioritário à escolaridade obrigatória. 
 
§ 1º A União organizará o sistema federal de ensino e o dos Territórios, financiará 
as instituições de ensino públicas federais e exercerá, em matéria educacional, função 
redistributiva e supletiva, de forma a garantir equalização de oportunidades educacionais 
e padrão mínimo de qualidade do ensino mediante assistência técnica e financeira aos 
Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios; 
(Redação dada pela Emenda Constitucional nº 14, de 1996) 
 
§ 2º Os Municípios atuarão prioritariamente no ensino fundamental e pré-escolar. 
§ 2º Os Municípios atuarão prioritariamente no ensino fundamental e na educação 
infantil. 
(Redação dada pela Emenda Constitucional nº 14, de 1996) 
 
§ 3º Os Estados e o Distrito Federal atuarão prioritariamente no ensino 
fundamental e médio. 
(Incluído pela Emenda Constitucionalnº 14, de 1996) 
 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc14.htm#art3
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc14.htm#art3
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc14.htm#art3
 
 
13 Legislação Educacional 
Universidade Santa Cecília - Educação a Distância 
§ 4º Na organização de seus sistemas de ensino, os Estados e os Municípios 
definirão formas de colaboração, de modo a assegurar a universalização do ensino 
obrigatório. 
(Incluído pela Emenda Constitucional nº 14, de 1996) 
 
§ 4º Na organização de seus sistemas de ensino, a União, os Estados, o Distrito 
Federal e os Municípios definirão formas de colaboração, de modo a assegurar a 
universalização do ensino obrigatório. 
(Redação dada pela Emenda Constitucional nº 59, de 2009) 
 
§ 5º A educação básica pública atenderá prioritariamente ao ensino regular. 
(Incluído pela Emenda Constitucional nº 53, de 2006) 
 
A constituição federal de 1988 foi considerada a “Constituição cidadã”, e na área 
educacional colocou a educação na condição de direito de todos: das crianças em idade 
pré-escolar (de 0 a 6 anos), das pessoas com necessidades especiais, dos jovens e 
adultos. Tornou o ensino fundamental um direito, estabeleceu os deveres do Estado para 
a família e a sociedade. 
 
 
 
Neste link está disponível a Constituição Federal na íntegra. 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicao.htm 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc14.htm#art3
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc59.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc53.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicao.htm
 
 
14 Legislação Educacional 
Universidade Santa Cecília - Educação a Distância 
4. ESTATUTO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE (ECA) 
 
Após a homologação da Constituição Federal de 1988, a lei de 13 de julho de 
1990 promulgou o Estatuto da criança e do adolescente (ECA). Segundo o Art. 2, 
considera-se criança a pessoa até doze anos de idade incompletos, e adolescente 
aquela entre doze e dezoito anos de idade. 
 
O objetivo do ECA é a proteção dos menores de 18 anos, garantindo a eles o 
direito à vida, à saúde, à alimentação, à educação, ao lazer, à profissionalização, à 
cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade, e à convivência familiar e comunitária. A 
ex-deputada Rita Camata, que foi relatora da proposta na Câmara, diz que o estatuto é 
uma lei muito completa e que protege a criança desde a gestação. 
 
O estatuto garantiu o pré-natal da mãe, que até então não existia por lei; ele 
garantiu as campanhas de vacinação da criança e do adolescente no nosso País; teste 
de pezinho, que prevê no ato que a criança nasce se ela tem uma doença que possa ser 
tratada antes que essa doença avance; ela prevê a oportunidade da criança e do 
adolescente viver num ambiente da família e da sociedade. 
 
Um dos grandes avanços promovidos pelo ECA foi a exigência de criação, pelos 
municípios, dos conselhos tutelares, para zelar pelos direitos das crianças e 
adolescentes. Em 25 anos, foram estabelecidos no País mais de 5.700 conselhos, 
embora ainda haja 44 municípios que ainda não criaram o órgão. Formado por membros 
eleitos pela comunidade, os conselhos devem ser acionados sempre que se perceba 
abuso ou situações de risco contra a criança ou o adolescente. 
 
A presidente do Conselho Nacional de Juventude, Ângela Guimarães, destaca 
que o ECA promoveu uma série de mudanças culturais, como a forma de ver o trabalho 
infantil e o lugar que a violência ocupa na educação. 
 
A concepção anterior ao ECA, era de que a criança e o adolescente têm que estar 
necessariamente trabalhando. E o ECA normatizou: até 16 anos, os adolescentes e 
crianças não podem estar trabalhando, salvo em condição de aprendizagem, a partir dos 
14 anos. Uma outra concepção, também, que foi sendo mudada culturalmente, é essa 
 
 
15 Legislação Educacional 
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concepção da violência como instrumento mediador da educação familiar. Então, era 
muito comum palmada, castigos físicos, violência excessiva, e hoje a gente tem o ECA 
e tem outras leis mais recentes, como a Lei da Palmada. 
 
 
 
 
O Capítulo IV discorre sobre o Direito à educação, à cultura, ao esporte e ao lazer. 
 
Art. 53. A criança e o adolescente têm direito à educação, visando ao pleno 
desenvolvimento de sua pessoa, preparo para o exercício da cidadania e qualificação 
para o trabalho, assegurando-se-lhes: 
I - igualdade de condições para o acesso e permanência na escola; 
II - direito de ser respeitado por seus educadores; 
III - direito de contestar critérios avaliativos, podendo recorrer às instâncias 
escolares superiores; 
IV - direito de organização e participação em entidades estudantis; 
V - acesso à escola pública e gratuita próxima de sua residência. 
V - acesso à escola pública e gratuita, próxima de sua residência, garantindo-se 
vagas no mesmo estabelecimento a irmãos que frequentem a mesma etapa ou ciclo de 
ensino da educação básica. (Redação dada pela Lei nº 13.845, de 2019) 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13845.htm#art2
 
 
16 Legislação Educacional 
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Parágrafo único. É direito dos pais ou responsáveis ter ciência do processo 
pedagógico, bem como participar da definição das propostas educacionais. 
 
Art. 53-A. É dever da instituição de ensino, clubes e agremiações recreativas e 
de estabelecimentos congêneres assegurar medidas de conscientização, prevenção e 
enfrentamento ao uso ou dependência de drogas ilícitas. (Incluído pela Lei nº 13.840, de 
2019) 
 
Art. 54. É dever do Estado assegurar à criança e ao adolescente: 
I - ensino fundamental, obrigatório e gratuito, inclusive para os que a ele não 
tiveram acesso na idade própria; 
II - progressiva extensão da obrigatoriedade e gratuidade ao ensino médio; 
III - atendimento educacional especializado aos portadores de deficiência, 
preferencialmente na rede regular de ensino; 
IV - atendimento em creche e pré-escola às crianças de zero a seis anos de idade; 
IV – atendimento em creche e pré-escola às crianças de zero a cinco anos de 
idade; (Redação dada pela Lei nº 13.306, de 2016) 
V - acesso aos níveis mais elevados do ensino, da pesquisa e da criação artística, 
segundo a capacidade de cada um; 
VI - oferta de ensino noturno regular, adequado às condições do adolescente 
trabalhador; 
VII - atendimento no ensino fundamental, através de programas suplementares de 
material didático-escolar, transporte, alimentação e assistência à saúde. 
 
§ 1º O acesso ao ensino obrigatório e gratuito é direito público subjetivo. 
§ 2º O não oferecimento do ensino obrigatório pelo poder público ou sua oferta 
irregular importa responsabilidade da autoridade competente. 
§ 3º Compete ao poder público recensear os educandos no ensino fundamental, 
fazer-lhes a chamada e zelar, junto aos pais ou responsável, pela freqüência à escola. 
 
Art. 55. Os pais ou responsável têm a obrigação de matricular seus filhos ou 
pupilos na rede regular de ensino. 
 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13840.htm#art16
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13840.htm#art16
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2016/Lei/L13306.htm#art1
 
 
17 Legislação Educacional 
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Art. 56. Os dirigentes de estabelecimentos de ensino fundamental comunicarão 
ao Conselho Tutelar os casos de: 
I - maus-tratos envolvendo seus alunos; 
II - reiteração de faltas injustificadas e de evasão escolar, esgotados os recursos 
escolares; 
III - elevados níveisde repetência. 
 
Art. 57. O poder público estimulará pesquisas, experiências e novas propostas 
relativas a calendário, seriação, currículo, metodologia, didática e avaliação, com vistas 
à inserção de crianças e adolescentes excluídos do ensino fundamental obrigatório. 
 
Art. 58. No processo educacional respeitar-se-ão os valores culturais, artísticos e 
históricos próprios do contexto social da criança e do adolescente, garantindo-se a estes 
a liberdade da criação e o acesso às fontes de cultura. 
 
Art. 59. Os municípios, com apoio dos estados e da União, estimularão e facilitarão 
a destinação de recursos e espaços para programações culturais, esportivas e de lazer 
voltadas para a infância e a juventude. 
 
É muito importante para nós professores, e para os pais e responsáveis pelas 
crianças e adolescentes conhecermos o ECA, para podermos nos relacionar melhor com 
nossos alunos e conhecer seus direitos. 
 
O que é o CONSELHO TUTELAR? 
O Conselho Tutelar é órgão previsto no art. 131 da Lei nº. 8.069 , de 13 de julho 
de 1990 (ECA), que o instituiu como "órgão autônomo, não-jurisdicional, encarregado 
de zelar pelo cumprimento dos direitos da criança e do adolescente". 
 
Tem como finalidade precípua zelar para que as crianças e os adolescentes 
tenham acesso efetivo aos seus direitos, ou seja, sua finalidade é zelar, é ter um 
encargo social para fiscalizar se a família, a comunidade, a sociedade em geral e o 
Poder Público estão assegurando com absoluta prioridade a efetivação dos direitos das 
crianças e dos adolescentes, cobrando de todos esses que cumpram com o Estatuto e 
com a Constituição Federal. 
http://www.jusbrasil.com.br/topicos/10598168/artigo-131-da-lei-n-8069-de-13-de-julho-de-1990
http://www.jusbrasil.com.br/legislacao/1031134/estatuto-da-crian%C3%A7a-e-do-adolescente-lei-8069-90
http://www.jusbrasil.com.br/legislacao/1031134/estatuto-da-crian%C3%A7a-e-do-adolescente-lei-8069-90
http://www.jusbrasil.com.br/legislacao/155571402/constitui%C3%A7%C3%A3o-federal-constitui%C3%A7%C3%A3o-da-republica-federativa-do-brasil-1988
 
 
18 Legislação Educacional 
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Em cada município brasileiro deve ter pelo menos um Conselho Tutelar, instituído 
por lei municipal, composto de cinco membros e escolhido pela comunidade local com 
mandato de três anos, sendo permitida uma recondução. KONZEN explica "[...] o 
Conselho Tutelar é órgão da administração pública municipal, instituído pelo legislador 
federal, sendo competente o município para regulamentar o órgão com vistas a sua 
instalação e funcionamento" (2005). 
 
A relação da escola com o conselho tutelar deve ser harmônica, um órgão precisa 
do outro para o bem comum da criança, os abrigos são lugares de passagem e nunca 
devem substituir a família. 
 
 
 
Neste link está disponível o Estatuto da criança e do adolescente (ECA) na 
íntegra. 
 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l8069.htm 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l8069.htm
 
 
19 Legislação Educacional 
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5. LEI DE DIRETRIZES E BASES DA EDUCAÇÃO NACIONAL 
 
Até a década de 1960 vigoravam as Leis Orgânicas distintas para o Ensino 
primário, Ensino secundário e o Ensino normal. Não havia ainda, uma lei que 
estabelecesse as Diretrizes (grandes linhas de orientação) e as Bases (referências para 
a estrutura e o funcionamento), de forma a garantir unidade em todas as esferas da 
educação. 
 
O período que antecedeu a aprovação da primeira Lei de diretrizes e bases 
4.024/61 caracterizou-se pelo confronto entre escola pública e privada, e entre 
educadores católicos e laicos, que durou longos 13 anos, de 1948 a 1961. Esta lei trouxe 
como avanços a flexibilização dos currículos, a garantia de equivalência de estudos, e 
principalmente, a descentralização. Ela instituiu os sistemas estaduais de ensino, criando 
os Conselhos estaduais de educação e as secretarias estaduais e municipais de 
educação. Porém, havia uma crítica muito forte a esta lei, que reproduzia a organização 
da sociedade em classes. A lei 4024/61 começa a ser muito questionada, e deixa de 
servir para a sociedade que ingressa em 1964 no período de regime militar e ditatorial. 
 
Em 1971 a nova LDB foi aprovada, N. 5.692, abrangendo o ensino de 1º e 2º 
graus. O 1º grau, com 8 anos de duração, atendia a faixa etária de 7 a 14 anos de idade, 
e o 2º grau envolvia o ensino profissionalizante. Esta lei estabeleceu os requisitos 
mínimos de qualificação para atuar em cada grau, instituindo a carreira do professor, 
articulada à sua qualificação, porém independentemente do nível de atuação. 
 
Após aprovação do Estatuto da criança e do adolescente, e as mudanças no 
cenário educacional graças a homologação da Nova Constituição Federal em 1988, 
houve um reinício das discussões para uma nova Lei de diretrizes e bases da educação 
nacional. Até que em 24 de dezembro de 1996, oito anos após aprovação da 
Constituição Federal, foi homologada a Lei de diretrizes e bases, Lei 9.394/96. 
 
Um importante avanço na Lei de diretrizes e bases da educação (LDB) foi o 
alargamento da Educação básica. Atualmente a Educação básica brasileira abrange: 
• Educação infantil (creche 0 a 3 anos de idade e pré-escola 4 e 5 anos), 
• Ensino fundamental (1º ao 9ºano) 
 
 
20 Legislação Educacional 
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• Ensino médio (1º ao 3º ano). 
 
Ao nos reportarmos para o início da nossa história, na prática pedagógica dos 
jesuítas, podemos ver que muito se reflete nos dias de hoje. Grandes transformações, 
reformas de ensino foram feitas, porém, muitas vezes, a prática fica longe dos discursos, 
dos projetos pedagógicos, das missões das Instituições de Ensino e dos objetivos da 
LDB vigente. 
 
A vida dentro da sala de aula, a maneira que se ensina e consequentemente, que 
se aprende, conserva-se aquém do que se discute. Parece haver um descompasso entre 
o que a escola se propõe e o que realmente acontece no seu cotidiano. Cada sujeito 
inserido no contexto educacional traz conhecimentos e aprendizagens que influirão no 
papel que irão desempenhar, quer seja como docente, ou como discente. 
 
A finalidade da LDB é ajustar os princípios enunciados no texto constitucional para 
a sua aplicação a situações reais que envolvem várias questões, entre elas: o 
funcionamento das redes escolares, a formação de especialistas e docentes, as 
condições de matrícula, aproveitamento da aprendizagem e promoção de alunos, os 
recursos financeiros, materiais, técnicos e humanos para o desenvolvimento do ensino, 
a participação do poder público e da iniciativa particular no esforço educacional, a 
superior administração dos sistemas de ensino e as peculiaridades que caracterizam a 
ação didática nas diversas regiões do país. 
 
Considerando a multiplicidade de realidades do país, a LDB é uma lei indicativa e 
não resolutiva das questões do dia-a-dia. Portanto, trata das questões da educação de 
forma generalizada e sintética, sendo o detalhamento do funcionamento do sistema 
objeto de decretos, pareceres, resoluções e portarias. 
 Sem sombra de dúvida, a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional avançou nas 
questões de acolhimento e pertencimento da criança brasileira e desta forma houveram 
sim grandes mudanças. Com o passar dos anos e o avanço rápido de algumas regiões 
do país, se fizeram necessárias outras mudanças que vem se delineando em municípios 
e estados brasileiros e em culturas muito distintas. 
 
 
 
 
21 Legislação Educacional 
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Destaques: 
Art. 2º A educação, dever da família e do Estado, inspirada nos princípios de 
liberdade e nos ideais de solidariedade humana, tem por finalidade o pleno 
desenvolvimento do educando, seu preparo parao exercício da cidadania e sua 
qualificação para o trabalho. 
 
Art. 4º O dever do Estado com educação escolar pública será efetivado mediante 
a garantia de: 
I - Ensino fundamental, obrigatório e gratuito, inclusive para os que a ele não 
tiveram acesso na idade própria; 
I - educação básica obrigatória e gratuita dos 4 (quatro) aos 17 (dezessete) anos 
de idade, organizada da seguinte forma: 
(Redação dada pela Lei nº 12.796, de 2013) 
a) pré-escola; (Incluído pela Lei nº 12.796, de 2013) 
b) ensino fundamental; (Incluído pela Lei nº 12.796, de 2013) 
c) ensino médio; (Incluído pela Lei nº 12.796, de 2013) 
II - progressiva extensão da obrigatoriedade e gratuidade ao ensino médio; 
II - universalização do ensino médio gratuito; (Redação dada pela Lei nº 12.061, 
de 2009) 
II - educação infantil gratuita às crianças de até 5 (cinco) anos de idade; (Redação 
dada pela Lei nº 12.796, de 2013) 
III - atendimento educacional especializado gratuito aos educandos com 
necessidades especiais, preferencialmente na rede regular de ensino; 
III - atendimento educacional especializado gratuito aos educandos com 
deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades ou superdotação, 
transversal a todos os níveis, etapas e modalidades, preferencialmente na rede regular 
de ensino; (Redação dada pela Lei nº 12.796, de 2013) 
IV - atendimento gratuito em creches e pré-escolas às crianças de zero a seis 
anos de idade; 
IV - acesso público e gratuito aos ensinos fundamental e médio para todos os que 
não os concluíram na idade própria; (Redação dada pela Lei nº 12.796, de 2013) 
V - acesso aos níveis mais elevados do ensino, da pesquisa e da criação artística, 
segundo a capacidade de cada um; 
VI - oferta de ensino noturno regular, adequado às condições do educando; 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2013/Lei/L12796.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2013/Lei/L12796.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2013/Lei/L12796.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2013/Lei/L12796.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2009/Lei/L12061.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2009/Lei/L12061.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2013/Lei/L12796.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2013/Lei/L12796.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2013/Lei/L12796.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2013/Lei/L12796.htm#art1
 
 
22 Legislação Educacional 
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VII - oferta de educação escolar regular para jovens e adultos, com características 
e modalidades adequadas às suas necessidades e disponibilidades, garantindo-se aos 
que forem trabalhadores as condições de acesso e permanência na escola; 
VIII - atendimento ao educando, no ensino fundamental público, por meio de 
programas suplementares de material didático-escolar, transporte, alimentação e 
assistência à saúde; 
VIII - atendimento ao educando, em todas as etapas da educação básica, por meio 
de programas suplementares de material didático-escolar, transporte, alimentação e 
assistência à saúde; (Redação dada pela Lei nº 12.796, de 2013) 
IX - padrões mínimos de qualidade de ensino, definidos como a variedade e 
quantidade mínimas, por aluno, de insumos indispensáveis ao desenvolvimento do 
processo de ensino-aprendizagem. 
X – vaga na escola pública de educação infantil ou de ensino fundamental mais 
próxima de sua residência a toda criança a partir do dia em que completar 4 (quatro) 
anos de idade. (Incluído pela Lei nº 11.700, de 2008). 
 
Art. 10. Os Estados incumbir-se-ão de: 
I - organizar, manter e desenvolver os órgãos e instituições oficiais dos seus 
sistemas de ensino; 
II - definir, com os Municípios, formas de colaboração na oferta do ensino 
fundamental, as quais devem assegurar a distribuição proporcional das 
responsabilidades, de acordo com a população a ser atendida e os recursos financeiros 
disponíveis em cada uma dessas esferas do Poder Público; 
III - elaborar e executar políticas e planos educacionais, em consonância com as 
diretrizes e planos nacionais de educação, integrando e coordenando as suas ações e 
as dos seus Municípios; 
IV - autorizar, reconhecer, credenciar, supervisionar e avaliar, respectivamente, 
os cursos das instituições de educação superior e os estabelecimentos do seu sistema 
de ensino; 
V - baixar normas complementares para o seu sistema de ensino; 
VI - assegurar o ensino fundamental e oferecer, com prioridade, o ensino médio. 
VI - assegurar o ensino fundamental e oferecer, com prioridade, o ensino médio a 
todos que o demandarem, respeitado o disposto no art. 38 desta Lei; (Redação dada 
pela Lei nº 12.061, de 2009) 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2013/Lei/L12796.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2008/Lei/L11700.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2009/Lei/L12061.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2009/Lei/L12061.htm#art2
 
 
23 Legislação Educacional 
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VII - assumir o transporte escolar dos alunos da rede estadual. (Incluído pela Lei 
nº 10.709, de 31.7.2003) 
Parágrafo único. Ao Distrito Federal aplicar-se-ão as competências referentes aos 
Estados e aos Municípios. 
Art. 11. Os Municípios incumbir-se-ão de: 
I - organizar, manter e desenvolver os órgãos e instituições oficiais dos seus 
sistemas de ensino, integrando-os às políticas e planos educacionais da União e dos 
Estados; 
II - exercer ação redistributiva em relação às suas escolas; 
III - baixar normas complementares para o seu sistema de ensino; 
IV - autorizar, credenciar e supervisionar os estabelecimentos do seu sistema de 
ensino; 
V - oferecer a educação infantil em creches e pré-escolas, e, com prioridade, o 
ensino fundamental, permitida a atuação em outros níveis de ensino somente quando 
estiverem atendidas plenamente as necessidades de sua área de competência e com 
recursos acima dos percentuais mínimos vinculados pela Constituição Federal à 
manutenção e desenvolvimento do ensino. 
VI - assumir o transporte escolar dos alunos da rede municipal. (Incluído pela Lei 
nº 10.709, de 31.7.2003) 
 
Seção II 
Da Educação Infantil 
Art. 29. A educação infantil, primeira etapa da educação básica, tem como 
finalidade o desenvolvimento integral da criança de até 5 (cinco) anos, em seus aspectos 
físico, psicológico, intelectual e social, complementando a ação da família e da 
comunidade. (Redação dada pela Lei nº 12.796, de 2013) 
Art. 30. A educação infantil será oferecida em: 
I - creches, ou entidades equivalentes, para crianças de até três anos de idade; 
II - pré-escolas, para as crianças de quatro a seis anos de idade. 
II - pré-escolas, para as crianças de 4 (quatro) a 5 (cinco) anos de idade. (Redação 
dada pela Lei nº 12.796, de 2013) 
Art. 31. Na educação infantil a avaliação far-se-á mediante acompanhamento e 
registro do seu desenvolvimento, sem o objetivo de promoção, mesmo para o acesso ao 
ensino fundamental. 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2003/L10.709.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2003/L10.709.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2003/L10.709.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2003/L10.709.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2013/Lei/L12796.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2013/Lei/L12796.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2013/Lei/L12796.htm#art1
 
 
24 Legislação Educacional 
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Art. 31. A educação infantil será organizada de acordo com as seguintes regras 
comuns: (Redação dada pela Lei nº 12.796, de 2013)I - avaliação mediante acompanhamento e registro do desenvolvimento das 
crianças, sem o objetivo de promoção, mesmo para o acesso ao ensino 
fundamental; (Incluído pela Lei nº 12.796, de 2013) 
II - carga horária mínima anual de 800 (oitocentas) horas, distribuída por um 
mínimo de 200 (duzentos) dias de trabalho educacional; (Incluído pela Lei nº 12.796, de 
2013) 
III - atendimento à criança de, no mínimo, 4 (quatro) horas diárias para o turno 
parcial e de 7 (sete) horas para a jornada integral; (Incluído pela Lei nº 12.796, de 2013) 
IV - controle de frequência pela instituição de educação pré-escolar, exigida a 
frequência mínima de 60% (sessenta por cento) do total de horas; (Incluído pela Lei nº 
12.796, de 2013) 
V - expedição de documentação que permita atestar os processos de 
desenvolvimento e aprendizagem da criança. (Incluído pela Lei nº 12.796, de 2013) 
 
Seção III 
Do Ensino Fundamental 
Art. 32. O ensino fundamental, com duração mínima de oito anos, obrigatório e 
gratuito na escola pública, terá por objetivo a formação básica do cidadão, mediante: 
Art. 32. O ensino fundamental, com duração mínima de oito anos, obrigatório e 
gratuito na escola pública a partir dos seis anos, terá por objetivo a formação básica do 
cidadão mediante: (Redação dada pela Lei nº 11.114, de 2005) 
Art. 32. O ensino fundamental obrigatório, com duração de 9 (nove) anos, gratuito 
na escola pública, iniciando-se aos 6 (seis) anos de idade, terá por objetivo a formação 
básica do cidadão, mediante: (Redação dada pela Lei nº 11.274, de 2006) 
I - o desenvolvimento da capacidade de aprender, tendo como meios básicos o 
pleno domínio da leitura, da escrita e do cálculo; 
II - a compreensão do ambiente natural e social, do sistema político, da tecnologia, 
das artes e dos valores em que se fundamenta a sociedade; 
III - o desenvolvimento da capacidade de aprendizagem, tendo em vista a 
aquisição de conhecimentos e habilidades e a formação de atitudes e valores; 
IV - o fortalecimento dos vínculos de família, dos laços de solidariedade humana 
e de tolerância recíproca em que se assenta a vida social. 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2013/Lei/L12796.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2013/Lei/L12796.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2013/Lei/L12796.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2013/Lei/L12796.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2013/Lei/L12796.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2013/Lei/L12796.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2013/Lei/L12796.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2013/Lei/L12796.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2004-2006/2005/Lei/L11114.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2004-2006/2006/Lei/L11274.htm#art3
 
 
25 Legislação Educacional 
Universidade Santa Cecília - Educação a Distância 
§ 1º É facultado aos sistemas de ensino desdobrar o ensino fundamental em 
ciclos. 
§ 2º Os estabelecimentos que utilizam progressão regular por série podem adotar 
no ensino fundamental o regime de progressão continuada, sem prejuízo da avaliação 
do processo de ensino-aprendizagem, observadas as normas do respectivo sistema de 
ensino. 
§ 3º O ensino fundamental regular será ministrado em língua portuguesa, 
assegurada às comunidades indígenas a utilização de suas línguas maternas e 
processos próprios de aprendizagem. 
§ 4º O ensino fundamental será presencial, sendo o ensino a distância utilizado 
como complementação da aprendizagem ou em situações emergenciais. 
§ 5º O currículo do ensino fundamental incluirá, obrigatoriamente, conteúdo que 
trate dos direitos das crianças e dos adolescentes, tendo como diretriz a Lei no 8.069, de 
13 de julho de 1990, que institui o Estatuto da Criança e do Adolescente, observada a 
produção e distribuição de material didático adequado. (Incluído pela Lei nº 11.525, de 
2007). 
§ 6º O estudo sobre os símbolos nacionais será incluído como tema transversal 
nos currículos do ensino fundamental. (Incluído pela Lei nº 12.472, de 2011). 
Art. 33. O ensino religioso, de matrícula facultativa, constitui disciplina dos horários 
normais das escolas públicas de ensino fundamental, sendo oferecido, sem ônus para 
os cofres públicos, de acordo com as preferências manifestadas pelos alunos ou por 
seus responsáveis, em caráter: 
I - confessional, de acordo com a opção religiosa do aluno ou do seu responsável, 
ministrado por professores ou orientadores religiosos preparados e credenciados pelas 
respectivas igrejas ou entidades religiosas; ou 
II - interconfessional, resultante de acordo entre as diversas entidades religiosas, 
que se responsabilizarão pela elaboração do respectivo programa. 
Art. 33. O ensino religioso, de matrícula facultativa, é parte integrante da formação 
básica do cidadão e constitui disciplina dos horários normais das escolas públicas de 
ensino fundamental, assegurado o respeito à diversidade cultural religiosa do Brasil, 
vedadas quaisquer formas de proselitismo. (Redação dada pela Lei nº 9.475, de 
22.7.1997) 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L8069.htm
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L8069.htm
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2007/Lei/L11525.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2007/Lei/L11525.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2011/Lei/L12472.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L9475.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L9475.htm#art1
 
 
26 Legislação Educacional 
Universidade Santa Cecília - Educação a Distância 
§ 1º Os sistemas de ensino regulamentarão os procedimentos para a definição 
dos conteúdos do ensino religioso e estabelecerão as normas para a habilitação e 
admissão dos professores. (Incluído pela Lei nº 9.475, de 22.7.1997) 
§ 2º Os sistemas de ensino ouvirão entidade civil, constituída pelas diferentes 
denominações religiosas, para a definição dos conteúdos do ensino religioso. (Incluído 
pela Lei nº 9.475, de 22.7.1997) 
Art. 34. A jornada escolar no ensino fundamental incluirá pelo menos quatro horas 
de trabalho efetivo em sala de aula, sendo progressivamente ampliado o período de 
permanência na escola. 
§ 1º São ressalvados os casos do ensino noturno e das formas alternativas de 
organização autorizadas nesta Lei. 
§ 2º O ensino fundamental será ministrado progressivamente em tempo integral, 
a critério dos sistemas de ensino. 
 
Seção IV 
Do Ensino Médio 
Art. 35. O ensino médio, etapa final da educação básica, com duração mínima de 
três anos, terá como finalidades: 
I - a consolidação e o aprofundamento dos conhecimentos adquiridos no ensino 
fundamental, possibilitando o prosseguimento de estudos; 
II - a preparação básica para o trabalho e a cidadania do educando, para continuar 
aprendendo, de modo a ser capaz de se adaptar com flexibilidade a novas condições de 
ocupação ou aperfeiçoamento posteriores; 
III - o aprimoramento do educando como pessoa humana, incluindo a formação 
ética e o desenvolvimento da autonomia intelectual e do pensamento crítico; 
IV - a compreensão dos fundamentos científico-tecnológicos dos processos 
produtivos, relacionando a teoria com a prática, no ensino de cada disciplina. 
Art. 35-A. A Base Nacional Comum Curricular definirá direitos e objetivos de 
aprendizagem do ensino médio, conforme diretrizes do Conselho Nacional de Educação, 
nas seguintes áreas do conhecimento: (Incluído pela Lei nº 13.415, de 2017) 
I - linguagens e suas tecnologias; (Incluído pela Lei nº 13.415, de 2017) 
II - matemática e suas tecnologias; (Incluído pela Lei nº 13.415, de 2017) 
III - ciências da natureza e suas tecnologias; (Incluído pela Lei nº 13.415, de 2017) 
IV - ciências humanas e sociais aplicadas. (Incluído pela Lei nº 13.415, de 2017) 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L9475.htm#art1http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L9475.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L9475.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2017/Lei/L13415.htm#art3
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2017/Lei/L13415.htm#art3
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2017/Lei/L13415.htm#art3
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2017/Lei/L13415.htm#art3
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2017/Lei/L13415.htm#art3
 
 
27 Legislação Educacional 
Universidade Santa Cecília - Educação a Distância 
§ 1º A parte diversificada dos currículos de que trata o caput do art. 26, definida 
em cada sistema de ensino, deverá estar harmonizada à Base Nacional Comum 
Curricular e ser articulada a partir do contexto histórico, econômico, social, ambiental e 
cultural. (Incluído pela Lei nº 13.415, de 2017) 
§ 2º A Base Nacional Comum Curricular referente ao ensino médio incluirá 
obrigatoriamente estudos e práticas de educação física, arte, sociologia e filosofia. 
(Incluído pela Lei nº 13.415, de 2017) 
§ 3º O ensino da língua portuguesa e da matemática será obrigatório nos três 
anos do ensino médio, assegurada às comunidades indígenas, também, a utilização das 
respectivas línguas maternas. (Incluído pela Lei nº 13.415, de 2017) 
§ 4º Os currículos do ensino médio incluirão, obrigatoriamente, o estudo da língua 
inglesa e poderão ofertar outras línguas estrangeiras, em caráter optativo, 
preferencialmente o espanhol, de acordo com a disponibilidade de oferta, locais e 
horários definidos pelos sistemas de ensino. (Incluído pela Lei nº 13.415, de 2017) 
§ 5º A carga horária destinada ao cumprimento da Base Nacional Comum 
Curricular não poderá ser superior a mil e oitocentas horas do total da carga horária do 
ensino médio, de acordo com a definição dos sistemas de ensino. (Incluído pela Lei nº 
13.415, de 2017) 
§ 6º A União estabelecerá os padrões de desempenho esperados para o ensino 
médio, que serão referência nos processos nacionais de avaliação, a partir da Base 
Nacional Comum Curricular. (Incluído pela Lei nº 13.415, de 2017) 
§ 7º Os currículos do ensino médio deverão considerar a formação integral do 
aluno, de maneira a adotar um trabalho voltado para a construção de seu projeto de vida 
e para sua formação nos aspectos físicos, cognitivos e socioemocionais. (Incluído pela 
Lei nº 13.415, de 2017) 
§ 8º Os conteúdos, as metodologias e as formas de avaliação processual e 
formativa serão organizados nas redes de ensino por meio de atividades teóricas e 
práticas, provas orais e escritas, seminários, projetos e atividades on-line, de tal forma 
que ao final do ensino médio o educando demonstre: (Incluído pela Lei nº 13.415, de 
2017) 
I - domínio dos princípios científicos e tecnológicos que presidem a produção 
moderna; (Incluído pela Lei nº 13.415, de 2017) 
II - conhecimento das formas contemporâneas de linguagem. (Incluído pela Lei nº 
13.415, de 2017) 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2017/Lei/L13415.htm#art3
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2017/Lei/L13415.htm#art3
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2017/Lei/L13415.htm#art3
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2017/Lei/L13415.htm#art3
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2017/Lei/L13415.htm#art3
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2017/Lei/L13415.htm#art3
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2017/Lei/L13415.htm#art3
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2017/Lei/L13415.htm#art3
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2017/Lei/L13415.htm#art3
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2017/Lei/L13415.htm#art3
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2017/Lei/L13415.htm#art3
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2017/Lei/L13415.htm#art3
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2017/Lei/L13415.htm#art3
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2017/Lei/L13415.htm#art3
 
 
28 Legislação Educacional 
Universidade Santa Cecília - Educação a Distância 
Art. 36. O currículo do ensino médio observará o disposto na Seção I deste 
Capítulo e as seguintes diretrizes: 
Art. 36. O currículo do ensino médio será composto pela Base Nacional Comum 
Curricular e por itinerários formativos específicos, a serem definidos pelos sistemas de 
ensino, com ênfase nas seguintes áreas de conhecimento ou de atuação profissional: 
(Redação dada pela Medida Provisória nº 746, de 2016) 
Art. 36. O currículo do ensino médio será composto pela Base Nacional Comum 
Curricular e por itinerários formativos, que deverão ser organizados por meio da oferta 
de diferentes arranjos curriculares, conforme a relevância para o contexto local e a 
possibilidade dos sistemas de ensino, a saber: (Redação dada pela Lei nº 13.415, de 
2017) 
I - destacará a educação tecnológica básica, a compreensão do significado da 
ciência, das letras e das artes; o processo histórico de transformação da sociedade e da 
cultura; a língua portuguesa como instrumento de comunicação, acesso ao 
conhecimento e exercício da cidadania; 
I - linguagens; (Redação dada pela Medida Provisória nº 746, de 2016) 
I - linguagens e suas tecnologias; (Redação dada pela Lei nº 13.415, de 2017) 
II - adotará metodologias de ensino e de avaliação que estimulem a iniciativa dos 
estudantes 
II - matemática; (Redação dada pela Medida Provisória nº 746, de 2016) 
II - matemática e suas tecnologias; (Redação dada pela Lei nº 13.415, de 2017) 
III - será incluída uma língua estrangeira moderna, como disciplina obrigatória, 
escolhida pela comunidade escolar, e uma segunda, em caráter optativo, dentro das 
disponibilidades da instituição. 
III - ciências da natureza; (Redação dada pela Medida Provisória nº 746, de 2016) 
III - ciências da natureza e suas tecnologias; (Redação dada pela Lei nº 13.415, 
de 2017) 
IV – serão incluídas a Filosofia e a Sociologia como disciplinas obrigatórias em 
todas as séries do ensino médio. (Incluído pela Lei nº 11.684, de 2008) 
IV - ciências humanas; e (Redação dada pela Medida Provisória nº 746, de 2016) 
IV - ciências humanas e sociais aplicadas; (Redação dada pela Lei nº 13.415, de 
2017) 
V - formação técnica e profissional. (Incluído pela Medida Provisória nº 746, de 
2016) 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2016/Mpv/mpv746.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2017/Lei/L13415.htm#art4
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2017/Lei/L13415.htm#art4
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2016/Mpv/mpv746.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2017/Lei/L13415.htm#art4
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2016/Mpv/mpv746.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2017/Lei/L13415.htm#art4
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2016/Mpv/mpv746.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2017/Lei/L13415.htm#art4
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2017/Lei/L13415.htm#art4
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2008/Lei/L11684.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2016/Mpv/mpv746.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2017/Lei/L13415.htm#art4
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2017/Lei/L13415.htm#art4
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2016/Mpv/mpv746.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2016/Mpv/mpv746.htm#art1
 
 
29 Legislação Educacional 
Universidade Santa Cecília - Educação a Distância 
V - formação técnica e profissional. (Incluído pela Lei nº 13.415, de 2017) 
§ 1º Os conteúdos, as metodologias e as formas de avaliação serão organizados 
de tal forma que ao final do ensino médio o educando demonstre: 
§ 1º Os sistemas de ensino poderão compor os seus currículos com base em maisde uma área prevista nos incisos I a V do caput. (Redação dada pela Medida Provisória 
nº 746, de 2016) 
§ 1o A organização das áreas de que trata o caput e das respectivas competências 
e habilidades será feita de acordo com critérios estabelecidos em cada sistema de 
ensino. (Redação dada pela Lei nº 13.415, de 2017) 
I - domínio dos princípios científicos e tecnológicos que presidem a produção 
moderna; 
I - (revogado); (Redação dada pela Lei nº 13.415, de 2017) 
II - conhecimento das formas contemporâneas de linguagem; 
II - (revogado); (Redação dada pela Lei nº 13.415, de 2017) 
III - domínio dos conhecimentos de Filosofia e de Sociologia necessários ao 
exercício da cidadania. 
III – (revogado). (Redação dada pela Lei nº 11.684, de 2008) 
§ 2º O ensino médio, atendida a formação geral do educando, poderá prepará-lo 
para o exercício de profissões técnicas. (Regulamento) (Regulamento) (Regulamento) 
(Revogado pela Lei nº 11.741, de 2008) 
§ 3º Os cursos do ensino médio terão equivalência legal e habilitarão ao 
prosseguimento de estudos. 
 § 3º A organização das áreas de que trata o caput e das respectivas 
competências, habilidades e expectativas de aprendizagem, definidas na Base Nacional 
Comum Curricular, será feita de acordo com critérios estabelecidos em cada sistema de 
ensino. (Redação dada pela Medida Provisória nº 746, de 2016) 
§ 3º A critério dos sistemas de ensino, poderá ser composto itinerário formativo 
integrado, que se traduz na composição de componentes curriculares da Base Nacional 
Comum Curricular - BNCC e dos itinerários formativos, considerando os incisos I a V do 
caput. (Redação dada pela Lei nº 13.415, de 2017) 
§ 4º A preparação geral para o trabalho e, facultativamente, a habilitação 
profissional, poderão ser desenvolvidas nos próprios estabelecimentos de ensino médio 
ou em cooperação com instituições especializadas em educação profissional. (Revogado 
pela Lei nº 11.741, de 2008) 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2017/Lei/L13415.htm#art4
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2016/Mpv/mpv746.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2016/Mpv/mpv746.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2017/Lei/L13415.htm#art4
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2017/Lei/L13415.htm#art4
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2017/Lei/L13415.htm#art4
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2008/Lei/L11684.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2008/Lei/L11684.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto/D2208.htm
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2004-2006/2004/Decreto/D5154.htm
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2004-2006/2004/Decreto/D5154.htm
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2008/Lei/L11741.htm#art5
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2016/Mpv/mpv746.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2017/Lei/L13415.htm#art4
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2008/Lei/L11741.htm#art5
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2008/Lei/L11741.htm#art5
 
 
30 Legislação Educacional 
Universidade Santa Cecília - Educação a Distância 
 § 5º Os currículos do ensino médio deverão considerar a formação integral do 
aluno, de maneira a adotar um trabalho voltado para a construção de seu projeto de vida 
e para a sua formação nos aspectos cognitivos e socioemocionais, conforme diretrizes 
definidas pelo Ministério da Educação. (Incluído pela Medida Provisória nº 746, de 2016) 
§ 5º Os sistemas de ensino, mediante disponibilidade de vagas na rede, 
possibilitarão ao aluno concluinte do ensino médio cursar mais um itinerário formativo de 
que trata o caput. (Incluído pela Lei nº 13.415, de 2017) 
 § 6º A carga horária destinada ao cumprimento da Base Nacional Comum 
Curricular não poderá ser superior a mil e duzentas horas da carga horária total do ensino 
médio, de acordo com a definição dos sistemas de ensino. (Incluído pela Medida 
Provisória nº 746, de 2016) 
§ 6º A critério dos sistemas de ensino, a oferta de formação com ênfase técnica 
e profissional considerará: (Incluído pela Lei nº 13.415, de 2017) 
I - a inclusão de vivências práticas de trabalho no setor produtivo ou em ambientes 
de simulação, estabelecendo parcerias e fazendo uso, quando aplicável, de instrumentos 
estabelecidos pela legislação sobre aprendizagem profissional; (Incluído pela Lei nº 
13.415, de 2017) 
II - a possibilidade de concessão de certificados intermediários de qualificação 
para o trabalho, quando a formação for estruturada e organizada em etapas com 
terminalidade. (Incluído pela Lei nº 13.415, de 2017) 
 § 7º A parte diversificada dos currículos de que trata o caput do art. 26, definida 
em cada sistema de ensino, deverá estar integrada à Base Nacional Comum Curricular 
e ser articulada a partir do contexto histórico, econômico, social, ambiental e cultural. 
(Incluído pela Medida Provisória nº 746, de 2016) 
§ 7º A oferta de formações experimentais relacionadas ao inciso V do caput, em 
áreas que não constem do Catálogo Nacional dos Cursos Técnicos, dependerá, para 
sua continuidade, do reconhecimento pelo respectivo Conselho Estadual de Educação, 
no prazo de três anos, e da inserção no Catálogo Nacional dos Cursos Técnicos, no 
prazo de cinco anos, contados da data de oferta inicial da formação. (Incluído pela Lei nº 
13.415, de 2017) 
 § 8º Os currículos de ensino médio incluirão, obrigatoriamente, o estudo da língua 
inglesa e poderão ofertar outras línguas estrangeiras, em caráter optativo, 
preferencialmente o espanhol, de acordo com a disponibilidade de oferta, locais e 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2016/Mpv/mpv746.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2017/Lei/L13415.htm#art4
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2016/Mpv/mpv746.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2016/Mpv/mpv746.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2017/Lei/L13415.htm#art4
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2017/Lei/L13415.htm#art4
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2017/Lei/L13415.htm#art4
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2017/Lei/L13415.htm#art4
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2016/Mpv/mpv746.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2017/Lei/L13415.htm#art4
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2017/Lei/L13415.htm#art4
 
 
31 Legislação Educacional 
Universidade Santa Cecília - Educação a Distância 
horários definidos pelos sistemas de ensino. (Incluído pela Medida Provisória nº 746, de 
2016) 
§ 8º A oferta de formação técnica e profissional a que se refere o inciso V do caput, 
realizada na própria instituição ou em parceria com outras instituições, deverá ser 
aprovada previamente pelo Conselho Estadual de Educação, homologada pelo 
Secretário Estadual de Educação e certificada pelos sistemas de ensino. (Incluído pela 
Lei nº 13.415, de 2017) 
 § 9º O ensino de língua portuguesa e matemática será obrigatório nos três anos 
do ensino médio. (Incluído pela Medida Provisória nº 746, de 2016) 
§ 9º As instituições de ensino emitirão certificado com validade nacional, que 
habilitará o concluinte do ensino médio ao prosseguimento dos estudos em nível superior 
ou em outros cursos ou formações para os quais a conclusão do ensino médio seja etapa 
obrigatória. (Incluído pela Lei nº 13.415, de 2017) 
 § 10. Os sistemas de ensino, mediante disponibilidade de vagas na rede, 
possibilitarão ao aluno concluinte do ensino médio cursar, no ano letivo subsequente ao 
da conclusão, outro itinerário formativo de que trata o caput. (Incluído pela Medida 
Provisória nº 746, de 2016) 
§ 10. Além das formas de organização previstas no art. 23, o ensino médio poderá 
ser organizado em módulos e adotar o sistema decréditos com terminalidade 
específica. (Incluído pela Lei nº 13.415, de 2017) 
 § 11. A critério dos sistemas de ensino, a oferta de formação a que se refere o 
inciso V do caput considerará: (Incluído pela Medida Provisória nº 746, de 2016) 
§ 11. Para efeito de cumprimento das exigências curriculares do ensino médio, 
os sistemas de ensino poderão reconhecer competências e firmar convênios com 
instituições de educação a distância com notório reconhecimento, mediante as seguintes 
formas de comprovação: (Incluído pela Lei nº 13.415, de 2017) 
I - a inclusão de experiência prática de trabalho no setor produtivo ou em 
ambientes de simulação, estabelecendo parcerias e fazendo uso, quando aplicável, de 
instrumentos estabelecidos pela legislação sobre aprendizagem profissional; e (Incluído 
pela Medida Provisória nº 746, de 2016) 
I - demonstração prática; (Incluído pela Lei nº 13.415, de 2017) 
II - a possibilidade de concessão de certificados intermediários de qualificação 
para o trabalho, quando a formação for estruturada e organizada em etapas com 
terminalidade. (Incluído pela Medida Provisória nº 746, de 2016) 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2016/Mpv/mpv746.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2016/Mpv/mpv746.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2017/Lei/L13415.htm#art4
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2017/Lei/L13415.htm#art4
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2016/Mpv/mpv746.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2017/Lei/L13415.htm#art4
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2016/Mpv/mpv746.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2016/Mpv/mpv746.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2017/Lei/L13415.htm#art4
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2016/Mpv/mpv746.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2017/Lei/L13415.htm#art4
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2016/Mpv/mpv746.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2016/Mpv/mpv746.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2017/Lei/L13415.htm#art4
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2016/Mpv/mpv746.htm#art1
 
 
32 Legislação Educacional 
Universidade Santa Cecília - Educação a Distância 
II - experiência de trabalho supervisionado ou outra experiência adquirida fora do 
ambiente escolar; (Incluído pela Lei nº 13.415, de 2017) 
III - atividades de educação técnica oferecidas em outras instituições de ensino 
credenciadas; (Incluído pela Lei nº 13.415, de 2017) 
IV - cursos oferecidos por centros ou programas ocupacionais; (Incluído pela Lei 
nº 13.415, de 2017) 
V - estudos realizados em instituições de ensino nacionais ou estrangeiras; 
(Incluído pela Lei nº 13.415, de 2017) 
VI - cursos realizados por meio de educação a distância ou educação presencial 
mediada por tecnologias. (Incluído pela Lei nº 13.415, de 2017) 
 § 12. A oferta de formações experimentais em áreas que não constem do 
Catálogo Nacional dos Cursos Técnicos dependerá, para sua continuidade, do 
reconhecimento pelo respectivo Conselho Estadual de Educação, no prazo de três anos, 
e da inserção no Catálogo Nacional dos Cursos Técnicos, no prazo de cinco anos, 
contados da data de oferta inicial da formação. (Incluído pela Medida Provisória nº 746, 
de 2016) 
§ 12. As escolas deverão orientar os alunos no processo de escolha das áreas 
de conhecimento ou de atuação profissional previstas no caput. (Incluído pela Lei nº 
13.415, de 2017) 
 § 13. Ao concluir o ensino médio, as instituições de ensino emitirão diploma com 
validade nacional que habilitará o diplomado ao prosseguimento dos estudos em nível 
superior e demais cursos ou formações para os quais a conclusão do ensino médio seja 
obrigatória. (Incluído pela Medida Provisória nº 746, de 2016) 
 § 14. A União, em colaboração com os Estados e o Distrito Federal, estabelecerá 
os padrões de desempenho esperados para o ensino médio, que serão referência nos 
processos nacionais de avaliação, considerada a Base Nacional Comum Curricular. 
(Incluído pela Medida Provisória nº 746, de 2016) 
 § 15. Além das formas de organização previstas no art. 23, o ensino médio 
poderá ser organizado em módulos e adotar o sistema de créditos ou disciplinas com 
terminalidade específica, observada a Base Nacional Comum Curricular, a fim de 
estimular o prosseguimento dos estudos. (Incluído pela Medida Provisória nº 746, de 
2016) 
 § 16. Os conteúdos cursados durante o ensino médio poderão ser convalidados 
para aproveitamento de créditos no ensino superior, após normatização do Conselho 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2017/Lei/L13415.htm#art4
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2017/Lei/L13415.htm#art4
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2017/Lei/L13415.htm#art4
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2017/Lei/L13415.htm#art4
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2017/Lei/L13415.htm#art4
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2017/Lei/L13415.htm#art4
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2016/Mpv/mpv746.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2016/Mpv/mpv746.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2017/Lei/L13415.htm#art4
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2017/Lei/L13415.htm#art4
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2016/Mpv/mpv746.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2016/Mpv/mpv746.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2016/Mpv/mpv746.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2016/Mpv/mpv746.htm#art1
 
 
33 Legislação Educacional 
Universidade Santa Cecília - Educação a Distância 
Nacional de Educação e homologação pelo Ministro de Estado da Educação. (Incluído 
pela Medida Provisória nº 746, de 2016) 
 § 17. Para efeito de cumprimento de exigências curriculares do ensino médio, os 
sistemas de ensino poderão reconhecer, mediante regulamentação própria, 
conhecimentos, saberes, habilidades e competências, mediante diferentes formas de 
comprovação, como: (Incluído pela Medida Provisória nº 746, de 2016) 
I - demonstração prática; (Incluído pela Medida Provisória nº 746, de 2016) 
II - experiência de trabalho supervisionado ou outra experiência adquirida fora do 
ambiente escolar; (Incluído pela Medida Provisória nº 746, de 2016) 
III - atividades de educação técnica oferecidas em outras instituições de ensino; 
(Incluído pela Medida Provisória nº 746, de 2016) 
IV - cursos oferecidos por centros ou programas ocupacionais; (Incluído pela 
Medida Provisória nº 746, de 2016) 
V - estudos realizados em instituições de ensino nacionais ou estrangeiras; e 
(Incluído pela Medida Provisória nº 746, de 2016) 
VI - educação a distância ou educação presencial mediada por tecnologias. 
(Incluído pela Medida Provisória nº 746, de 2016) 
 
 
 
Neste link está disponível a Lei de diretrizes e bases da educação nacional. Lei 
9.394/96. 
 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l9394.htm 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2016/Mpv/mpv746.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2016/Mpv/mpv746.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2016/Mpv/mpv746.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2016/Mpv/mpv746.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2016/Mpv/mpv746.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2016/Mpv/mpv746.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2016/Mpv/mpv746.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2016/Mpv/mpv746.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2016/Mpv/mpv746.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2016/Mpv/mpv746.htm#art1http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l9394.htm
 
 
34 Legislação Educacional 
Universidade Santa Cecília - Educação a Distância 
6. REFERENCIAIS CURRICULARES NACIONAIS PARA A 
EDUCAÇÃO INFANTIL E PARÂMETROS CURRICULARES 
NACIONAIS 
 
Os referenciais curriculares de educação infantil foram publicados em 1998, e 
é composto por três volumes, abrangendo desde a creche até a pré-escola. O primeiro 
volume é a introdução apresenta uma reflexão sobre as creches e pré-escolas no Brasil. 
O volume 2 aborda a formação pessoal e social, através da promoção da identidade e 
autonomia das crianças. No volume 3 são encontradas orientações sobre a formação de 
Conhecimento de Mundo, que engloba os eixos: Movimento, Música, Artes Visuais, 
Linguagem Oral e Escrita, Natureza e Sociedade e Matemática. 
 
 
 
 
 
http://portal.mec.gov.br/seb/arquivos/pdf/rcnei_vol1.pdf 
http://portal.mec.gov.br/seb/arquivos/pdf/volume2.pdf 
http://portal.mec.gov.br/seb/arquivos/pdf/volume3.pdf 
 
 
 
http://portal.mec.gov.br/seb/arquivos/pdf/rcnei_vol1.pdf
http://portal.mec.gov.br/seb/arquivos/pdf/volume2.pdf
http://portal.mec.gov.br/seb/arquivos/pdf/volume3.pdf
 
 
35 Legislação Educacional 
Universidade Santa Cecília - Educação a Distância 
Os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN), publicados em 1997 (1º a 4º 
série/5º ano) e 1998 (5ª e 8ª série/9º ano), foi uma inovação para o sistema educacional, 
pois instaurou uma política de currículo que se caracterizou pela transversalidade. Ou 
seja, defendia um currículo com as áreas de conhecimento básicas e suas relações com 
temas transversais. Esses temas são abrangentes com foco em questões atuais e devem 
permear todas as áreas de conhecimento. São eles: ética, meio ambiente, pluralidade 
cultural, saúde, orientação sexual e trabalho e consumo. 
 
Os PCNs apresentam objetivos gerais e específicos, conteúdos, orientações 
didáticas e critérios de avaliação. Dividido em 10 volumes. 
 
1º ao 5º ano (1ª a 4ª série): 
http://portal.mec.gov.br/seb/arquivos/pdf/livro01.pdf 
 
Volume 01 - Introdução aos PCNs 
Volume 02 - Língua Portuguesa 
Volume 03 - Matemática 
Volume 04 - Ciências Naturais 
Volume 5.1 - História e Geografia 
Volume 5.2 - História e Geografia 
Volume 6 - Arte 
Volume 7 - Educação Física 
Volume 8.1 - Temas Transversais - Apresentação 
Volume 8.2 - Temas Transversais - Ética 
Volume 9.1 - Meio Ambiente 
Volume 9.2 - Saúde 
Volume 10.1 - Pluralidade Cultural 
Volume 10.2 - Orientação Sexual 
 
http://portal.mec.gov.br/seb/arquivos/pdf/livro01.pdf
http://portal.mec.gov.br/seb/arquivos/pdf/livro01.pdf
http://portal.mec.gov.br/seb/arquivos/pdf/livro01.pdf
http://portal.mec.gov.br/seb/arquivos/pdf/livro02.pdf
http://portal.mec.gov.br/seb/arquivos/pdf/livro02.pdf
http://portal.mec.gov.br/seb/arquivos/pdf/livro03.pdf
http://portal.mec.gov.br/seb/arquivos/pdf/livro03.pdf
http://portal.mec.gov.br/seb/arquivos/pdf/livro04.pdf
http://portal.mec.gov.br/seb/arquivos/pdf/livro04.pdf
http://portal.mec.gov.br/seb/arquivos/pdf/livro051.pdf
http://portal.mec.gov.br/seb/arquivos/pdf/livro051.pdf
http://portal.mec.gov.br/seb/arquivos/pdf/livro052.pdf
http://portal.mec.gov.br/seb/arquivos/pdf/livro052.pdf
http://portal.mec.gov.br/seb/arquivos/pdf/livro06.pdf
http://portal.mec.gov.br/seb/arquivos/pdf/livro06.pdf
http://portal.mec.gov.br/seb/arquivos/pdf/livro07.pdf
http://portal.mec.gov.br/seb/arquivos/pdf/livro07.pdf
http://portal.mec.gov.br/seb/arquivos/pdf/livro081.pdf
http://portal.mec.gov.br/seb/arquivos/pdf/livro081.pdf
http://portal.mec.gov.br/seb/arquivos/pdf/livro082.pdf
http://portal.mec.gov.br/seb/arquivos/pdf/livro082.pdf
http://portal.mec.gov.br/seb/arquivos/pdf/livro091.pdf
http://portal.mec.gov.br/seb/arquivos/pdf/livro091.pdf
http://portal.mec.gov.br/seb/arquivos/pdf/livro092.pdf
http://portal.mec.gov.br/seb/arquivos/pdf/livro092.pdf
http://portal.mec.gov.br/seb/arquivos/pdf/livro101.pdf
http://portal.mec.gov.br/seb/arquivos/pdf/livro101.pdf
http://portal.mec.gov.br/seb/arquivos/pdf/livro102.pdf
 
 
36 Legislação Educacional 
Universidade Santa Cecília - Educação a Distância 
 
 
 
6º ao 9º ano (5ª a 8ª série): 
http://portal.mec.gov.br/seb/arquivos/pdf/introducao.pdf 
 
Volume 01 - Introdução aos PCNs 
Volume 02 - Língua Portuguesa 
Volume 03 - Matemática 
Volume 04 - Ciências Naturais 
Volume 05 - Geografia 
Volume 06 - História 
Volume 07 - Arte 
Volume 08 - Educação Física 
Volume 09 - Língua Estrangeira 
Volume 10.1 – Temas transversais - Apresentação 
Volume 10.2 - Temas Transversais - Pluralidade Cultural 
Volume 10.3 - Temas Transversais - Meio Ambiente 
Volume 10.4 - Temas Transversais - Saúde 
Volume 10.5 - Temas Transversais - Orientação Sexual 
 
 
 
 
 
 
http://portal.mec.gov.br/seb/arquivos/pdf/introducao.pdf
http://portal.mec.gov.br/seb/arquivos/pdf/introducao.pdf
http://portal.mec.gov.br/administrator/seb/arquivos/pdf/introducao.pdf
http://portal.mec.gov.br/seb/arquivos/pdf/portugues.pdf
http://portal.mec.gov.br/administrator/seb/arquivos/pdf/introducao.pdf
http://portal.mec.gov.br/seb/arquivos/pdf/matematica.pdf
http://portal.mec.gov.br/administrator/seb/arquivos/pdf/introducao.pdf
http://portal.mec.gov.br/seb/arquivos/pdf/ciencias.pdf
http://portal.mec.gov.br/seb/arquivos/pdf/ciencias.pdf
http://portal.mec.gov.br/seb/arquivos/pdf/geografia.pdf
http://portal.mec.gov.br/administrator/seb/arquivos/pdf/introducao.pdf
http://portal.mec.gov.br/seb/arquivos/pdf/pcn_5a8_historia.pdf
http://portal.mec.gov.br/administrator/seb/arquivos/pdf/introducao.pdf
http://portal.mec.gov.br/seb/arquivos/pdf/arte.pdf
http://portal.mec.gov.br/administrator/seb/arquivos/pdf/introducao.pdf
http://portal.mec.gov.br/seb/arquivos/pdf/fisica.pdf
http://portal.mec.gov.br/administrator/seb/arquivos/pdf/introducao.pdf
http://portal.mec.gov.br/seb/arquivos/pdf/pcn_estrangeira.pdf
http://portal.mec.gov.br/administrator/seb/arquivos/pdf/introducao.pdf
http://portal.mec.gov.br/seb/arquivos/pdf/pluralidade.pdf
http://portal.mec.gov.br/administrator/seb/arquivos/pdf/introducao.pdf
http://portal.mec.gov.br/seb/arquivos/pdf/meioambiente.pdf
http://portal.mec.gov.br/administrator/seb/arquivos/pdf/introducao.pdf
http://portal.mec.gov.br/seb/arquivos/pdf/saude.pdf
http://portal.mec.gov.br/administrator/seb/arquivos/pdf/introducao.pdf
http://portal.mec.gov.br/seb/arquivos/pdf/orientacao.pdf
 
 
37 Legislação Educacional 
Universidade Santa Cecília - Educação a Distância 
7. PLANO NACIONAL DE EDUCAÇÃO (PNE) 
 
 A Constituição Federal de 1988 instituiu no seu Art. 214, o Plano Nacional de 
Educação. 
Art. 214. A lei estabelecerá o plano nacional de educação, de duração decenal, 
com o objetivo de articular o sistema nacional de educação em regime de colaboração e 
definir diretrizes, objetivos, metas e estratégias de implementação para assegurar a 
manutenção e desenvolvimento do ensino em seus diversos níveis, etapas e 
modalidades por meio de ações integradas dos poderes públicos das diferentes esferas 
federativas que conduzam a: (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 59, de 2009) 
I - erradicação do analfabetismo; 
II - universalização do atendimento escolar; 
III - melhoria da qualidade do ensino; 
IV - formação para o trabalho; 
V - promoção humanística, científica e tecnológica do País. 
VI - estabelecimento de meta de aplicação de recursos públicos em educação 
como proporção do produto interno bruto. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 59, 
de 2009) 
 
A LDB (Lei 9.394/96) reafirmou a necessidade do plano para definir as 
incumbências das diferentes instâncias, as diretrizes e as bases da educação nacional. 
 
O Primeiro Plano Nacional da Educação foi publicado em 2001 com vigência até 
2011. 
 
 Atualmente está vigente o Plano Nacional de Educação, Lei N. 13.005/2014, que 
tem como diretrizes: 
1. Erradicação do analfabetismo; 
2. Universalização do atendimento escolar; 
3. Superação das desigualdades educacionais,com ênfase na promoção da justiça 
social, da equidade e da não discriminação; 
4. Melhoria da qualidade da educação; 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc59.htm#art4
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc59.htm#art4
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc59.htm#art4
 
 
38 Legislação Educacional 
Universidade Santa Cecília - Educação a Distância 
5. Formação para o trabalho e para a cidadania, com ênfase nos valores morais e 
éticos em que se fundamenta a sociedade; 
6. Promoção do princípio da gestão democrática da educação pública; 
7. Promoção humanística, científica, cultural e tecnológica do país; 
8. Estabelecimento de meta de aplicação de recursos públicos em educação como 
proporção do produto interno bruto, que assegure atendimento às necessidades 
de expansão, com padrão de qualidade e equidade; 
9. Valorização dos profissionais da educação; 
10. Promoção dos princípios do respeito aos direitos humanos, à diversidade e à 
sustentabilidade socioambiental. 
As 20 metas a serem alcançadas até 2024 são: 
• Meta 1 – Educação Infantil : “Universalizar, até 2016, a educação infantil na 
pré-escola para as crianças de 4 (quatro) a 5 (cinco) anos de idade e 
ampliar a oferta de educação infantil em creches de forma a atender, no 
mínimo, 50% (cinquenta por cento) das crianças de até 3 (três) anos até o 
final da vigência deste PNE” 
 
• Meta 2 – Ensino Fundamental: “Universalizar o ensino fundamental de 9 
(nove) anos para toda a população de 6 (seis) a 14 (quatorze) anos e 
garantir que pelo menos 95% (noventa e cinco por cento) dos alunos 
concluam essa etapa na idade recomendada, até o último ano de vigência 
deste PNE 
 
• Meta 3 – Ensino Médio: “Universalizar, até 2016, o atendimento escolar 
para toda a população de 15 (quinze) a 17 (dezessete) anos e elevar, até 
o final do período de vigência deste PNE, a taxa líquida de matrículas no 
ensino médio para 85% (oitenta e cinco por cento)” 
 
• Meta 4 – Inclusão: “Universalizar, para a população de 4 (quatro) a 17 
(dezessete) anos com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento 
e altas habilidades ou superdotação, o acesso à educação básica e ao 
atendimento educacional especializado, preferencialmente na rede regular 
de ensino, com a garantia de sistema educacional inclusivo, de salas de 
https://sae.digital/educacao-infantil-material-sae-digital/
https://sae.digital/ensino-fundamental-anos-finais-descubra-o-material-do-sae-digital/
https://sae.digital/ensino-medio/
 
 
39 Legislação Educacional 
Universidade Santa Cecília - Educação a Distância 
recursos multifuncionais, classes, escolas ou serviços especializados, 
públicos ou conveniados” 
 
• Meta 5 – Alfabetização Infantil: “Alfabetizar todas as crianças, no máximo, 
até o final do 3o (terceiro) ano do ensino fundamental” 
 
• Meta 6 – Educação Integral: “Oferecer educação em tempo integral em, no 
mínimo, 50% (cinquenta por cento) das escolas públicas, de forma a 
atender, pelo menos, 25% (vinte e cinco por cento) dos (as) alunos (as) da 
educação básica” 
 
• Meta 7 – Qualidade da Educação Básica/IDEB: “Fomentar a qualidade da 
educação básica em todas as etapas e modalidades, com melhoria do fluxo 
escolar e da aprendizagem de modo a atingir as seguintes médias 
nacionais para o Ideb” 
 
• Meta 8 – Elevação da escolaridade/Diversidade: “Elevar a escolaridade 
média da população de 18 (dezoito) a 29 (vinte e nove) anos, de modo a 
alcançar, no mínimo, 12 (doze) anos de estudo no último ano de vigência 
deste Plano, para as populações do campo, da região de menor 
escolaridade no País e dos 25% (vinte e cinco por cento) mais pobres, e 
igualar a escolaridade média entre negros e não negros declarados à 
Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE” 
 
• Meta 9 – Alfabetização de jovens e adultos: “Elevar a taxa de alfabetização 
da população com 15 (quinze) anos ou mais para 93,5% (noventa e três 
inteiros e cinco décimos por cento) até 2015 e, até o final da vigência deste 
PNE, erradicar o analfabetismo absoluto e reduzir em 50% (cinquenta por 
cento) a taxa de analfabetismo funcional” 
 
• Meta 10 – EJA Integrada: “Oferecer, no mínimo, 25% (vinte e cinco por 
cento) das matrículas de educação de jovens e adultos, nos ensinos 
fundamental e médio, na forma integrada à educação profissional” 
https://sae.digital/educacao-integral/
 
 
40 Legislação Educacional 
Universidade Santa Cecília - Educação a Distância 
• Meta 11 – Educação Profissional: “Triplicar as matrículas da educação 
profissional técnica de nível médio, assegurando a qualidade da oferta e 
pelo menos 50% (cinquenta por cento) da expansão no segmento público” 
 
• Meta 12 – Educação Superior: “Elevar a taxa bruta de matrícula na 
educação superior para 50% (cinquenta por cento) e a taxa líquida para 
33% (trinta e três por cento) da população de 18 (dezoito) a 24 (vinte e 
quatro) anos, assegurada a qualidade da oferta e expansão para, pelo 
menos, 40% (quarenta por cento) das novas matrículas, no segmento 
público” 
 
• Meta 13 – Qualidade da Educação Superior: “Elevar a qualidade da 
educação superior e ampliar a proporção de mestres e doutores do corpo 
docente em efetivo exercício no conjunto do sistema de educação superior 
para 75% (setenta e cinco por cento), sendo, do total, no mínimo, 35% 
(trinta e cinco por cento) doutores” 
 
• Meta 14 – Pós-Graduação: “Elevar gradualmente o número de matrículas 
na pós-graduação de modo a atingir a titulação anual de 60.000 (sessenta 
mil) mestres e 25.000 (vinte e cinco mil) doutores” 
 
• Meta 15 – Profissionais de Educação: “Garantir, em regime de colaboração 
entre a União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios, no prazo de 
1 (um) ano de vigência deste PNE, política nacional de formação dos 
profissionais da educação de que tratam os incisos I, II e III do caput do art. 
61 da Lei n 9.394, de 20 de dezembro de 1996, assegurado que todos os 
professores e as professoras da educação básica possuam formação 
específica de nível superior, obtida em curso de licenciatura na área de 
conhecimento em que atuam” 
 
• Meta 16 – Formação: “Formar, em nível de pós-graduação, 50% (cinquenta 
por cento) dos professores da educação básica, até o último ano de 
vigência deste PNE, e garantir a todos (as) os (as) profissionais da 
educação básica formação continuada em sua área de atuação, 
 
 
41 Legislação Educacional 
Universidade Santa Cecília - Educação a Distância 
considerando as necessidades, demandas e contextualizações dos 
sistemas de ensino” 
 
• Meta 17 – Valorização dos Profissionais do Magistério: “Valorizar os (as) 
profissionais do magistério das redes públicas de educação básica de 
forma a equiparar seu rendimento médio ao dos (as) demais profissionais 
com escolaridade equivalente, até o final do sexto ano de vigência deste 
PNE” 
 
• Meta 18 – Planos de Carreira: “Assegurar, no prazo de 2 (dois) anos, a 
existência de planos de Carreira para os (as) profissionais da educação 
básica e superior pública de todos os sistemas de ensino e, para o plano 
de Carreira dos (as) profissionais da educação básica pública, tomar como 
referência o piso salarial nacional profissional, definido em lei federal, nos 
termos do inciso VIII do art. 206 da Constituição Federal” 
 
• Meta 19 – Gestão Democrática: “Assegurar condições, no prazo de 2 (dois) 
anos, para a efetivação da gestão democrática da educação, associada a 
critérios técnicos de mérito e desempenho e à consulta pública à 
comunidade escolar, no âmbito das escolas públicas, prevendo recursos e 
apoio técnico da União para tanto” 
 
• Meta 20 – Financiamento da Educação: “Ampliar o investimento público em 
educação pública de forma a atingir, no mínimo, o patamar de 7% (sete por 
cento) do Produto Interno Bruto – PIB do País no 5o (quinto)ano de 
vigência desta Lei e, no mínimo, o equivalente a 10% (dez por cento) do 
PIB ao final do decênio” 
 
 
 
Neste link está disponível o Plano Nacional de Educação 
Lei N. 13.005/14 
http://pne.mec.gov.br/18-planos-subnacionais-de-educacao/543-plano-
nacional-de-educacao-lei-n-13-005-2014 
http://pne.mec.gov.br/18-planos-subnacionais-de-educacao/543-plano-nacional-de-educacao-lei-n-13-005-2014
http://pne.mec.gov.br/18-planos-subnacionais-de-educacao/543-plano-nacional-de-educacao-lei-n-13-005-2014
 
 
42 Legislação Educacional 
Universidade Santa Cecília - Educação a Distância 
8. BASE NACIONAL COMUM CURRICULAR (BNCC) 
 
A BNCC foi homologada em dezembro de 2017. É um documento normativo que 
define o conjunto orgânico e progressivo de aprendizagens essenciais que todos os 
alunos devem desenvolver ao longo de todas as etapas da Educação Básica. 
 
Durante a Educação Básica, as aprendizagens essenciais definidas na BNCC 
devem concorrer para assegurar aos estudantes o desenvolvimento de dez 
competências gerais, que consubstanciam, no âmbito pedagógico, os direitos de 
aprendizagem e desenvolvimento. Sendo competência a mobilização de conhecimentos 
(conceitos e procedimentos), habilidades (práticas, cognitivas e socioemocionais), 
atitudes e valores para resolver demandas complexas da vida cotidiana, do pleno 
exercício da cidadania e do mundo do trabalho. 
 
Os marcos legais que levaram a BNCC: 
• Constituição 1988 artigo 205: a educação, direito de todos e dever do 
Estado e da família, será promovida e incentivada com a colaboração da 
sociedade, visando ao pleno desenvolvimento da pessoa, seu preparo para 
o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho (BRASIL, 1988). 
• Lei de diretrizes e bases, no Inciso IV de seu Artigo 9º, afirma que cabe à 
União estabelecer, em colaboração com os Estados, o Distrito Federal e os 
Municípios, competências e diretrizes para a Educação Infantil, o Ensino 
Fundamental e o Ensino Médio, que nortearão os currículos e seus 
conteúdos mínimos, de modo a assegurar formação básica comum 
(BRASIL, 1996). Nesse artigo, a LDB deixa claros dois conceitos decisivos 
para todo o desenvolvimento da questão curricular no Brasil. O primeiro, já 
antecipado pela Constituição, estabelece a relação entre o que é básico-
comum e o que é diverso em matéria curricular: as competências e 
diretrizes são comuns, os currículos são diversos. 
 
A relação entre o que é básico-comum e o que é diverso é retomada no Artigo 26 
da LDB: os currículos da Educação Infantil, do Ensino Fundamental e do Ensino Médio 
devem ter uma base nacional comum, a ser complementada, em cada sistema de ensino 
e em cada estabelecimento escolar, por uma parte diversificada, exigida pelas 
 
 
43 Legislação Educacional 
Universidade Santa Cecília - Educação a Distância 
características regionais e locais da sociedade, da cultura, da economia e dos educandos 
(BRASIL, 1996). 
 
• Plano Nacional de Educação, Lei nº 13.005/20147, que reitera a 
necessidade de estabelecer e implantar, mediante pactuação 
interfederativa (União, Estados, Distrito Federal e Municípios), diretrizes 
pedagógicas para a educação básica e a base nacional comum dos 
currículos, com direitos e objetivos de aprendizagem e desenvolvimento 
dos(as) alunos(as) para cada ano do Ensino Fundamental e Médio, 
respeitadas as diversidades regional, estadual e local (BRASIL, 2014). 
 
Fundamentos pedagógicos da BNCC: 
• Foco nas competências 
O foco no desenvolvimento de competências tem orientado a maioria dos Estados 
e Municípios brasileiros em diferentes países na construção de seus currículos. É esse 
também o enfoque adotado nas avaliações internacionais da Organização para a 
Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), que coordena o Programa 
Internacional de Avaliação de Alunos (Pisa, na sigla em inglês), e da Organização das 
Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco, na sigla em inglês), que 
instituiu o Laboratório Latino-americano de Avaliação da Qualidade da Educação para a 
América Latina (LLECE, na sigla em espanhol). 
 
Ao adotar esse enfoque, a BNCC indica que as decisões pedagógicas devem 
estar orientadas para o desenvolvimento de competências. Por meio da indicação clara 
do que os alunos devem “saber” (considerando a constituição de conhecimentos, 
habilidades, atitudes e valores) e, sobretudo, do que devem “saber fazer” (considerando 
a mobilização desses conhecimentos, habilidades, atitudes e valores para resolver 
demandas complexas da vida cotidiana, do pleno exercício da cidadania e do mundo do 
trabalho). 
 
• Compromisso com a educação integral 
A BNCC afirma, de maneira explícita, o seu compromisso com a educação 
integral. Reconhece, assim, que a Educação Básica deve visar à formação e ao 
desenvolvimento humano global, o que implica compreender a complexidade e a não 
 
 
44 Legislação Educacional 
Universidade Santa Cecília - Educação a Distância 
linearidade desse desenvolvimento, rompendo com visões reducionistas que privilegiam 
ou a dimensão intelectual (cognitiva) ou a dimensão afetiva. Significa, ainda, assumir 
uma visão plural, singular e integral da criança, do adolescente, do jovem e do adulto – 
considerando-os como sujeitos de aprendizagem – e promover uma educação voltada 
ao seu acolhimento, reconhecimento e desenvolvimento pleno, nas suas singularidades 
e diversidades. Além disso, a escola, como espaço de aprendizagem e de democracia 
inclusiva, deve se fortalecer na prática coercitiva de não discriminação, não preconceito 
e respeito às diferenças e diversidades. 
 
• Pacto interfederativo e a implementação da BNCC (igualdade, diversidade e 
equidade) 
No Brasil, um país caracterizado pela autonomia dos entes federados, acentuada 
diversidade cultural e profundas desigualdades sociais, os sistemas e redes de ensino 
devem construir currículos, e as escolas precisam elaborar propostas pedagógicas que 
considerem as necessidades, as possibilidades e os interesses dos estudantes, assim 
como suas identidades linguísticas, étnicas e culturais, portanto, a igualdade educacional 
sobre a qual as singularidades devem ser consideradas e atendidas. Essa igualdade 
deve valer também para as oportunidades de ingresso e permanência em uma escola 
de Educação Básica. 
 
O Brasil, ao longo de sua história, naturalizou desigualdades educacionais em 
relação ao acesso à escola, à permanência dos estudantes e ao seu aprendizado. Para 
isso, os sistemas e redes de ensino e as instituições escolares devem se planejar com 
um claro foco na equidade, que pressupõe reconhecer que as necessidades dos 
estudantes são diferentes. 
 
 
 
No link abaixo é possível acessar a BNCC completa. 
http://basenacionalcomum.mec.gov.br/images/BNCC_EI_EF_110518_versa
ofinal_site.pdf 
 
 
 
 
http://basenacionalcomum.mec.gov.br/images/BNCC_EI_EF_110518_versaofinal_site.pdf
http://basenacionalcomum.mec.gov.br/images/BNCC_EI_EF_110518_versaofinal_site.pdf
 
 
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9. A FORMAÇÃO E A CARREIRA DOCENTE NA LEGISLAÇÃO 
 
Ao longo da história da educação brasileira, os professores vivenciaram vários 
entendimentos sobre seu papel. Na escola tradicional, o professor, possuía um certo 
status na comunidade, mesmo sem formação, era alguém que detinha de uma vocação. 
Ensinar era uma missão, um sacerdócio. Diante disso, os ganhossão eram o mais 
importante. As mulheres dominavam a educação e não possuíam uma carreira 
institucionalizada, elas exerciam sua vocação durante meio período, e conseguiam 
assim ainda cuidar da família e auxiliar no orçamento doméstico. 
 
Na década de 1970, a Lei 5.692/71 instituiu a carreira de professor baseada na 
qualificação e não em função do grau de atuação. Os cursos passaram a ser chamados 
de magistérios e tinham início os concursos públicos, a organização de associações e 
confederações. A ditadura não permitiu a sindicalização, mas houveram muitas greves 
pela luta de melhores condições de trabalho. 
 
Após a Constituição Federal de 1988 os professores puderam se sindicalizar e a 
valorização dos profissionais tornou-se um princípio garantido por lei, com planos de 
carreira, piso salarial e ingresso exclusivo por concurso público. 
 
A LDB (Lei N. 9.394/96) reiterou o princípio da valorização dos professores, 
assegurando a promoção de uma carreira dos profissionais da educação. A formação de 
professores da Educação infantil e dos anos iniciais do Ensino fundamental passou a ser 
feita preferencialmente em nível superior, com graduação plena, a exemplo dos outros 
professores da Educação básica. 
 
Art. 62. A formação de docentes para atuar na educação básica far-se-á em nível 
superior, em curso de licenciatura, de graduação plena, em universidades e institutos 
superiores de educação, admitida, como formação mínima para o exercício do magistério 
na educação infantil e nas quatro primeiras séries do ensino fundamental, a oferecida 
em nível médio, na modalidade Normal. 
 
 
 
49 Legislação Educacional 
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Essa exigência deveria ser organizada em todas as instituições de ensino do 
Brasil. E por isso, os professores que já atuavam deveriam buscar a formação superior. 
A formação pode ser feita tanto em cursos regulares como a distância. 
 
A LDB (Lei N. 9.394/96) também estabeleceu as incumbências dos professores e 
os princípios dos sistemas de ensino. 
 
Art. 13. Os docentes incumbir-se-ão de: 
I - participar da elaboração da proposta pedagógica do estabelecimento de ensino; 
II - elaborar e cumprir plano de trabalho, segundo a proposta pedagógica do 
estabelecimento de ensino; 
III - zelar pela aprendizagem dos alunos; 
IV - estabelecer estratégias de recuperação para os alunos de menor rendimento; 
V - ministrar os dias letivos e horas-aula estabelecidos, além de participar 
integralmente dos períodos dedicados ao planejamento, à avaliação e ao 
desenvolvimento profissional; 
VI - colaborar com as atividades de articulação da escola com as famílias e a 
comunidade. 
 
Art. 14. Os sistemas de ensino definirão as normas da gestão democrática do 
ensino público na educação básica, de acordo com as suas peculiaridades e conforme 
os seguintes princípios: 
I - participação dos profissionais da educação na elaboração do projeto 
pedagógico da escola; 
II - participação das comunidades escolar e local em conselhos escolares ou 
equivalentes. 
 
Apesar do esforço de décadas, nem todas as escolas possuíam a sua Proposta 
Pedagógica. Algumas escolas haviam adotado planos de outras instituições, ou ainda 
contratavam especialistas, que não conheciam o contexto ali encontrado para a 
elaboração de uma proposta. Havia, além disso, a necessidade de retomar o processo 
de planejamento da escola, exercendo a autonomia presente, consolidada pela 
legislação. 
 
 
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Universidade Santa Cecília - Educação a Distância 
Os sistemas estaduais e municipais, diante da postura da nova LDB, tiveram que 
se reorganizar e orientar suas escolas, públicas e particulares, para que se adequassem 
aos preceitos legais. 
 
A elaboração da Proposta pedagógica de uma escola, de qualquer uma das 
etapas da Educação básica (Educação infantil, Ensino fundamental e Ensino médio) 
exige o conhecimento básico da legislação educacional e de aspectos administrativos, 
pedagógicos e financeiros. Cada comunidade escolar, ao elaborar e executar seu Projeto 
Político Pedagógico deve conhecer o perfil do corpo docente (formação e experiência 
pedagógica dos professores), e da equipe de funcionários (compromisso social e 
competência técnica), analisar os resultados quantitativos e qualitativos alcançados 
pelos alunos nos anos anteriores, levantar as necessidades físicas da estrutura do prédio 
escolar e de seus equipamentos, pesquisar as características geográficas, históricas e 
sociais da comunidade onde a escola se localiza, definir a concepção de escola que 
atenderá melhor as necessidades e finalmente, colocar em prática as estratégias de 
implementação que foram decididas e assumidas por todos os envolvidos no 
planejamento. E ainda, uma avaliação deve permear todo o processo, para que 
problemas e dificuldades sejam resolvidos ou que alguma ação seja replanejada. 
 
Resumidamente, o Projeto político pedagógico envolve: a finalidade da escola, 
sua estrutura organizacional, os dados estatísticos de desempenho dos alunos, o perfil 
do corpo docente, o planejamento curricular, o calendário escolar, os processos 
decisórios (administração, supervisão, orientação pedagógica), e a avaliação constante. 
 
As finalidades da escola devem apresentar, além da meta de formação integral 
dos alunos, as dimensões culturais, políticas, sociais e humanísticas. O importante é 
decidir, coletivamente, o que se quer reforçar dentro da escola, detalhando as finalidades 
para se conseguir um processo ensino-aprendizagem bem-sucedido e se forma o 
cidadão crítico, envolvido com a realidade de seu tempo. 
 
A participação do professor em momentos de planejamento coletivo como a 
elaboração da proposta pedagógica da escola, foi uma vitória na luta pela valorização do 
professor, que faz parte da comunidade escolar. As discussões e troca de experiências 
destes momentos coletivos faz com que o professor se sinta parte do ambiente escolar, 
 
 
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entenda melhor as dificuldades e a realidade de todos ali envolvido. Além disso, promove 
um sentimento de pertencimento e cumplicidade entre todos. O que é importantíssimo 
para os momentos de estresse e desmotivação comuns a qualquer ambiente de trabalho. 
 
 
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