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0 Legislação Educacional Universidade Santa Cecília - Educação a Distância 40 LEGISLAÇÃO EDUCACIONAL Me. Daniella Medeiros Moreira Rogel Vale GUIA DA DISCIPLINA 1 Legislação Educacional Universidade Santa Cecília - Educação a Distância “A educação é o ponto em que decidimos se amamos o mundo o bastante para assumirmos a responsabilidade por ele” (Hannah Arendt) INTRODUÇÃO A partir do estudo da legislação educacional brasileira é possível o entendimento sobre os direitos e deveres daqueles que estão envolvidos no ambiente escolar, como o professor, o aluno, a equipe gestora e todos os funcionários da instituição, pois envolvem aspectos ligados a todas as etapas do processo de ensino. Além disso, a existência de uma legislação educacional permite uma organização igualitária de todas as escolas do país. Os gestores, ou seja, toda a equipe administrativa e pedagógica da escola, devem entender a legislação educacional brasileira para poder organizar o funcionamento da escola, comtemplando os aspectos políticos sociais defendidos pela nação. https://www.google.com/imgres?imgurl=https://blog.enem.com.br/wp-content/uploads/2016/04/voceconheceaeduca%C3%A7%C3%A3obrasileira_banner.jpg&imgrefurl=https://blog.enem.com.br/lei-de-diretrizes-e-bases-da-educacao-brasileira/&docid=A3Nvz2A_2Q3UjM&tbnid=XSHcnzes5R1SDM:&vet=10ahUKEwiW7fmG_OjmAhXTHbkGHbkSBskQMwiSASg0MDQ..i&w=1200&h=626&bih=655&biw=1366&q=estudo%20de%20leis%20educacionais&ved=0ahUKEwiW7fmG_OjmAhXTHbkGHbkSBskQMwiSASg0MDQ&iact=mrc&uact=8 2 Legislação Educacional Universidade Santa Cecília - Educação a Distância 1. ENTENDENDO A LEGISLAÇÃO O Brasil é uma República Federativa, ou seja, formada por entes federativos (os Estados). A República Federativa do Brasil é dividida em três poderes: Poder Executivo, Poder Legislativo e Poder Judiciário. O primeiro executa as leis e administra o país, o segundo é aquele encarregado de criar as leis que irão reger a sociedade, e o terceiro é o Poder que resolve as dúvidas das relações jurídicas, através dos julgamentos, quando existir uma ação ou controvérsia judicial entre as partes. Por sermos uma República Federativa, é o Estado (União) quem determina quais leis serão aplicadas em todo território nacional, porém concede aos estados-membros e aos municípios o direito de legislar sobre assuntos de seus interesses. Somente uma lei pode impor obrigações ou proibições, ou restringir direitos. Isso é tão importante que consta em nossa lei maior, que é a Constituição Federal de 1988. Vamos falar agora sobre a hierarquia das leis: em primeiro lugar temos a Constituição Federal, superior a qualquer outra legislação existente, tanto que nenhuma outra norma pode existir se contrariá-la. A Constituição define as principais instituições sociais, a estrutura do governo, a divisão dos Poderes, os direitos e garantias do cidadão e muitas outras regras de caráter fundamental, formando assim a base do Estado Nacional. Porém, podem existir as Ementas constitucionais, que podem alterar o texto constitucional, incorporando-se a ele. Na sequência hierárquica temos as leis complementares, que são leis especiais, mais detalhadas, que complementam a Constituição Federal. A seguir temos a lei ordinária, as leis propriamente ditas, como Código Civil, Código Penal, Estatuto da criança e do adolescente, Código de defesa do consumidor, Lei de diretrizes e bases da educação nacional, entre outras. Nesta hierarquia temos duas exceções. A lei delegada, que é editada por ato individual do presidente da República e só ocorre em situações de relevância e urgência, onde não se pode esperar por todo processo de aprovação do Poder Legislativo e o presidente solicita ao Congresso Nacional a delegação de poder legislativo. A lei delegada raramente acontece, por causa da segunda exceção nas hierarquias das leis, 3 Legislação Educacional Universidade Santa Cecília - Educação a Distância a medida provisória, uma lei editada pelo presidente de caráter temporário em situações de relevância e urgência, porém, em que o presidente não depende da delegação prévia do Poder Legislativo. Seguindo a hierarquia da legislação nacional, passamos aos atos normativos. O primeiro é o decreto, norma jurídica de competência privativa do presidente da República e utilizada para concretizar desapropriação, declarar luto oficial, declarar calamidade pública ao conceder canais de rádio e televisão. Depois temos a portaria, instrumento utilizado na edição de atos normativos que não sejam de competência privativa do presidente da República, e sim de ministros, chefes de departamento ou outros chefes de órgão do Poder Executivo, são as instruções nomeativas, ordens de serviço e circulares normativas. Outro tipo de ato normativo é a resolução, que é editada por ato conjunto dos membros do Poder Executivo, como Conselho Nacional de Educação. Equiparam-se as resoluções, deliberações, orientações e pareceres. Legislar é o ato de estabelecer leis. Legislação educacional envolve todos os atos e fatos jurídicos que tratam a educação como um direito. A legislação estará presente em toda carreira do professor. Muitas vezes não nos damos conta de que nossos direitos e deveres estão previstos na legislação e nos debates coletivos da categoria como nos sindicatos. Seja qual for a maneira encontrada, o saber neste sentido é necessário e indispensável para muitas vezes não sermos passados para trás em atribuições de aula, pontuação em órgão público e entre outras situações. A leitura de uma lei tem sua formação nas técnicas jurídicas e assim todas obedecem às mesmas formatações, permitindo que possamos compreender o que pedem quando nos referimos as leis, principalmente as ligadas a educação brasileira. As Leis e outras normas são identificadas por sua espécie, por uma numeração e pela data. Por exemplo: Lei 9.394 de 20 de dezembro de 1996 (Lei de diretrizes e bases da educação); Decreto 8.420, de 18 de março de 2015 (é o regulamento da Lei Anticorrupção Empresarial, a Lei 12.846, de 1.º de agosto de 2013). Nas leis mais extensas, as normas podem ser divididas em blocos de artigos, denominados Partes, Livros, Títulos, Capítulos, Seções e Subseções. Exemplo de 4 Legislação Educacional Universidade Santa Cecília - Educação a Distância lei que adota essa divisão é o Código Civil (Lei 10.406, de 10 de janeiro de 2002). As normas são dispostas em artigos, que geralmente se indicam pela abreviatura “art.” Artigos podem adotar divisões em parágrafos, incisos e alíneas, quando necessário. Às vezes se usa o termo caput em textos jurídicos. Significa “cabeça”, em latim. O caput indica a parte principal de um artigo, para diferenciá-la de parágrafos, incisos e alíneas, em educação é o cabeçalho do artigo. Parágrafos, incisos e alíneas servem para tratar de aspectos específicos de um artigo em um texto normativo. Quando um artigo possui apenas um parágrafo, este é identificado como “parágrafo único”. Quando possui mais de um parágrafo, estes usam numeração ordinal com o símbolo § (que se lê “parágrafo”): § 1.º, § 2.º etc. Incisos de artigos são numerados com algarismos romanos: incisos I, II, III etc. Alíneas de artigos são identificadas por letras minúsculas, às vezes em itálico (alíneas a, b, c etc.). Dessa forma, por exemplo, a indicação “art. 2.º, § 1.º, III, b” significa “artigo segundo, parágrafo primeiro, inciso terceiro, alínea b”. Um exemplo de lei que apresenta esta organização é a Lei de diretrizes e bases da educação, conforme podemos observar no trecho abaixo: SEÇÃO III Do Ensino Fundamental Art. 32. O ensino fundamental, com duraçãomínima de oito anos, obrigatório e gratuito na escola pública, terá por objetivo a formação básica do cidadão, mediante: I – o desenvolvimento da capacidade de aprender, tendo como meios básicos o pleno domínio da leitura, da escrita e do cálculo; II – a compreensão do ambiente natural e social, do sistema político, da tecnologia, das artes e dos valores em que se fundamenta a sociedade; III – o desenvolvimento da capacidade de aprendizagem, tendo em vista a aquisição de conhecimentos e habilidades e a formação de atitudes e valores; IV – o fortalecimento dos vínculos de família, dos laços de solidariedade humana e de tolerância recíproca em que se assenta a vida social. §1 o É facultado aos sistemas de ensino desdobrar o ensino fundamental em ciclos. http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2002/l10406.htm 5 Legislação Educacional Universidade Santa Cecília - Educação a Distância §2 o Os estabelecimentos que utilizam progressão regular por série podem adotar no ensino fundamental o regime de progressão continuada, sem prejuízo da avaliação do processo de ensino-aprendizagem, observadas as normas do respectivo sistema de ensino. 6 Legislação Educacional Universidade Santa Cecília - Educação a Distância 2. LEIS EDUCACIONAIS A educação formal no Brasil teve início em 1549, com a chegada dos padres da Companhia de Jesus e criação de 7 colégios, seminários e internatos, surgindo assim os direitos e obrigações na área educacional. Os jesuítas ficaram responsáveis pela educação do país até 1759, quando foram expulsos. Em 1808 a família real chega ao Brasil. Em 1822 acontece a Proclamação da Independência e em 1824, os primeiros direitos e deveres em relação a educação aparecerem na Carta Constitucional, determinando que a instrução primária fosse gratuita e com acesso a todos os cidadãos. Após a Proclamação da República, em 1889, foi assinada a Constituição de 1891, que pouco apresentou considerações sobre a questão educacional. No século XX ocorreram duas grandes mudanças na legislação educacional, a Reforma Rivadária em 1911, que instituiu vários decretos, reduziu o papel do Estado na educação e implantou uma política liberal em relação ao ensino privado, fortalecendo-o e beneficiando o ensino confessional, além de ter dado total autonomia aos sistemas estaduais de ensino e ter eliminado a fiscalização e o controle federal sobre as escolas. A Segunda grande mudança veio no governo de Wenceslau Braz, no decreto que reorganizou o ensino secundário e superior, impôs um grande rigor aos exames vestibulares, reimplantou o ensino seriado e aumentou sua duração, proibiu o reconhecimento de novas escolas particulares e criou restrições para a equiparação de estudos. Em 1931 foi criado o Conselho Nacional de Educação (CNE), através do Decreto 19.850, sendo ele um órgão consultivo máximo destinado a assessorar o ministro e direção da educação nacional. Uma nova Constituição Federal foi assinada em 1934, no governo de Getúlio Vargas. Nela aparece pela primeira vez a citação das diretrizes da educação nacional. Foi inovadora, mas durou pouco tempo, pois em 1937 foi substituída. A constituição de 1937 instalou a ditadura do Estado Novo. Nela existiu um artigo (Artigo 15) que tratava das diretrizes da educação nacional. Em 1942, o ministro da 7 Legislação Educacional Universidade Santa Cecília - Educação a Distância educação, Gustavo Capanema, criou uma série de decretos, o que ficou conhecido como Reforma Capanema. Entre eles estavam a Lei Orgânica do ensino industrial, a criação do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI), a regulamentação do ensino industrial, o ensino militar, e a revisão da estrutura do sistema de ensino, principalmente o secundário. Em 1946 é assinada uma nova Constituição Federal, no governo de Eurico Dutra. Essa constituição significou o retorno do Brasil à democracia e manteve a competência da União para legislar sobre as diretrizes e bases da educação nacional, permitindo que em 1961 foi assinada uma lei que só tratava da educação nacional, a Lei de diretrizes e bases da educação (4.024/61). Em 1967 foi assinada uma nova Constituição que não apresentou grandes alterações e manteve a prerrogativa da União para legislar sobre a educação, mantendo vigente a Lei educacional 4.024/61. No ano de 1969 a Constituição recebeu nova redação e permitiu que em 11 de agosto de 1971 fosse editada a nova Lei de Diretrizes e bases da educação nacional (5.692/71). Com o fim da ditadura militar e redemocratização do Brasil foi promulgada uma nova Constituição brasileira, em 5 de outubro de 1988. Considerada uma das melhores constituições de nosso país, ampliou os artigos referentes a educação e pela primeira vez, abordou a gestão democrática da educação. https://www.google.com/imgres?imgurl=https://files.nsctotal.com.br/s3fs-public/styles/teaser_image_style/public/graphql-upload-files/Constituic%CC%A7a%CC%83o.jpg?nJoRswV0Y2usJzj5fqFTEret4L4PRsvz%26itok%3DxPwDmTyt&imgrefurl=https://www.nsctotal.com.br/colunistas/mario-motta/o-que-diz-a-constituicao&docid=dBEiogS7BoNViM&tbnid=idkiVNl-G8doNM:&vet=10ahUKEwjpjtqRtvHmAhVcGLkGHfo7BHsQMwieASgKMAo..i&w=800&h=500&bih=655&biw=1366&q=constitui%C3%A7%C3%A3o%20federal&ved=0ahUKEwjpjtqRtvHmAhVcGLkGHfo7BHsQMwieASgKMAo&iact=mrc&uact=8 8 Legislação Educacional Universidade Santa Cecília - Educação a Distância Em 1996, no governo de Fernando Henrique Cardoso, foi promulgada a Lei de diretrizes e bases da educação nacional (LDB 9.394), muito mais abrangente que as anteriores, e tratando de todos os níveis da educação. A LDB delegou para a União, através do MEC e CNE, as políticas de currículo. Em 1997 o MEC elaborou os Referenciais Curriculares Nacionais para a Educação infantil e Os Parâmetros Curriculares Nacionais do ensino fundamental e médio, educação de jovens e adultos, e educação especial. O CNE de forma articulada com o MEC e o Inep, elaborou e aprovou as Diretrizes Curriculares Nacionais que também abrangeram todas as etapas e modalidades da educação básica, educação profissionalizante e educação a distância. Enquanto os referenciais e os parâmetros são apenas referências, as diretrizes curriculares são obrigatórias. No ano de 2001 foi divulgado o Plano Nacional de Educação (PNE), que já era previsto desde a Constituição de 1988 e teve seu debate acentuado com a LDB de 1996. O PNE teve duração de dez anos (2001 a 2011). O MEC homologou em dezembro de 2017 a Base Nacional Comum Curricular tem como objetivo central de garantir que todos os estudantes – de norte a sul do país, de escolas públicas e privadas – aprendam um conjunto essencial de conhecimentos e habilidades comuns. Assim, o que se espera é que as desigualdades educacionais brasileiras sejam reduzidas e que a qualidade do ensino seja elevada. REFERENCIAL PCNs BNCC LBD 9394/96 CONSTITUIÇÃO FEDERAL 1988 9394/96 9 Legislação Educacional Universidade Santa Cecília - Educação a Distância 3. CONSTITUIÇÃO FEDERAL A Constituição Federal de 1988 é nossa carta magna e com isso rege todas as outras leis do Brasil. O presidente da câmara dos deputados era então Ulysses Guimarães que em 27 de julho de 1988 homologou a Constituição Cidadã, assim chamada porque contou com a participação do povo que ainda era recém-saído da ditadura. Esta constituição declara que o cidadão tem todos os seus direitos garantidos tanto os sociais como os educacionais e ainda os afetivos, especialmente seu artigo 5º ao 17º que assegura os direitos fundamentais às pessoas para a possibilidade de ter uma vida digna, livre e igualitária. No artigo 5º, são encontrados 77 incisos, doisparágrafos e o caput. Nele, são garantidos os diretos à vida, à liberdade, à igualdade, à moradia e à segurança. Também é dado a todo brasileiro, segundo os registros, o direito de exercer os cultos religiosos, seja qual for sua religião, o benefício de trabalho, dentre outros. Enfim, todo cidadão é livre e pode recorrer à justiça, quando necessário for, sem ser oprimido. É essencial que todo brasileiro saiba dos seus direitos e garantias, para que não sobrevenha sobre ele nenhum tipo de injustiça. Essa constituição ampliou os direitos dos indivíduos e permitiu sua proteção em várias situações. Dentro do artigo 5º da CF, existem diversos princípios relacionados aos direitos e garantias fundamentais, um dos mais polêmicos e importantes é o princípio da igualdade. No decorrer da história, uma série de princípios foram criados para nortear e estruturar o Estado de Direito. Esses princípios estão na Constituição e existentes no mundo, pois são responsáveis por definir a estrutura básica, fundamentos e bases para determinado sistema. Os princípios foram influenciados principalmente pelas Revoluções Francesa e Americana. No Brasil, desde o século XIX, havia certa resistência na elaboração de uma Constituição Brasileira, visto que, o país era comandado por um rei que tinha suas regras próprias. Com o passar dos anos, foram criadas sete constituições que fizeram mudanças na história do país. A partir delas, http://www.okconcursos.com.br/apostilas/apostila-gratis/122-direito-constitucional/301-direitos-e-garantias-fundamentais 10 Legislação Educacional Universidade Santa Cecília - Educação a Distância muitos princípios foram implantados e, atualmente, representam o pilar do Estado Brasileiro. A palavra princípio no dicionário significa o início de algo, o que vem antes, a causa, o começo e também um conjunto de leis, definições ou preceitos utilizados para nortear o ser humano. É uma verdade universal, aquilo que o homem acredita como um dos seus valores mais inegociáveis. Os princípios constitucionais são as principais normas fundamentais de conduta de um indivíduo mediante às leis já impostas, além de exigências básicas ou fundamentos para tratar uma determinada situação. É indispensável tomar nota dos assuntos que rodeiam os seus direitos e deveres. Segundo o Art. 6, a educação é um direito social de todo cidadão. O Capítulo III, Seção I da Constituição Federal trata sobre a Educação. Art. 205. A educação, direito de todos e dever do Estado e da família, será promovida e incentivada com a colaboração da sociedade, visando ao pleno desenvolvimento da pessoa, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho. Nossa constituição apresenta um conjunto de princípios que norteiam toda a educação brasileira. Esses mesmos princípios estão presentes nas Constituições estaduais e nas Leis orgânicas, no Estatuto da criança e do adolescente e na Lei de diretrizes e bases. São eles, portanto, que vão garantir a unidade nas políticas educacionais através das orientações que estão respaldadas numa educação com perspectiva democrática. Art. 206. O ensino será ministrado com base nos seguintes princípios: I - igualdade de condições para o acesso e permanência na escola; II - liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar o pensamento, a arte e o saber; III - pluralismo de idéias e de concepções pedagógicas, e coexistência de instituições públicas e privadas de ensino; 11 Legislação Educacional Universidade Santa Cecília - Educação a Distância IV - gratuidade do ensino público em estabelecimentos oficiais; V - valorização dos profissionais da educação escolar, garantidos, na forma da lei, planos de carreira, com ingresso exclusivamente por concurso público de provas e títulos, aos das redes públicas; VI - gestão democrática do ensino público, na forma da lei; VII - garantia de padrão de qualidade. VIII - piso salarial profissional nacional para os profissionais da educação escolar pública, nos termos de lei federal. O art. 208 apresenta os deveres do Estado frente a educação. Art. 208. O dever do Estado com a educação será efetivado mediante a garantia de: I - ensino fundamental, obrigatório e gratuito, inclusive para os que a ele não tiveram acesso na idade própria; I - ensino fundamental, obrigatório e gratuito, assegurada, inclusive, sua oferta gratuita para todos os que a ele não tiveram acesso na idade própria; (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 14, de 1996) I - educação básica obrigatória e gratuita dos 4 (quatro) aos 17 (dezessete) anos de idade, assegurada inclusive sua oferta gratuita para todos os que a ela não tiveram acesso na idade própria; (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 59, de 2009) (Vide Emenda Constitucional nº 59, de 2009) II - progressiva extensão da obrigatoriedade e gratuidade ao ensino médio; II - progressiva universalização do ensino médio gratuito; (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 14, de 1996) III - atendimento educacional especializado aos portadores de deficiência, preferencialmente na rede regular de ensino; IV - atendimento em creche e pré-escola às crianças de zero a seis anos de idade; IV - educação infantil, em creche e pré-escola, às crianças até 5 (cinco) anos de idade; (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 53, de 2006) V - acesso aos níveis mais elevados do ensino, da pesquisa e da criação artística, segundo a capacidade de cada um; VI - oferta de ensino noturno regular, adequado às condições do educando; http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc14.htm#art2 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc59.htm#art1 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc59.htm#art6 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc59.htm#art6 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc14.htm#art2 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc53.htm#art1 12 Legislação Educacional Universidade Santa Cecília - Educação a Distância VII - atendimento ao educando, no ensino fundamental, através de programas suplementares de material didático-escolar, transporte, alimentação e assistência à saúde. VII - atendimento ao educando, em todas as etapas da educação básica, por meio de programas suplementares de material didáticoescolar, transporte, alimentação e assistência à saúde. A organização dos sistemas de ensino está descrita no Art. 211. Art. 211. A União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios organizarão em regime de colaboração seus sistemas de ensino. § 1º A União organizará e financiará o sistema federal de ensino e o dos Territórios, e prestará assistência técnica e financeira aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios para o desenvolvimento de seus sistemas de ensino e o atendimento prioritário à escolaridade obrigatória. § 1º A União organizará o sistema federal de ensino e o dos Territórios, financiará as instituições de ensino públicas federais e exercerá, em matéria educacional, função redistributiva e supletiva, de forma a garantir equalização de oportunidades educacionais e padrão mínimo de qualidade do ensino mediante assistência técnica e financeira aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios; (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 14, de 1996) § 2º Os Municípios atuarão prioritariamente no ensino fundamental e pré-escolar. § 2º Os Municípios atuarão prioritariamente no ensino fundamental e na educação infantil. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 14, de 1996) § 3º Os Estados e o Distrito Federal atuarão prioritariamente no ensino fundamental e médio. (Incluído pela Emenda Constitucionalnº 14, de 1996) http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc14.htm#art3 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc14.htm#art3 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc14.htm#art3 13 Legislação Educacional Universidade Santa Cecília - Educação a Distância § 4º Na organização de seus sistemas de ensino, os Estados e os Municípios definirão formas de colaboração, de modo a assegurar a universalização do ensino obrigatório. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 14, de 1996) § 4º Na organização de seus sistemas de ensino, a União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios definirão formas de colaboração, de modo a assegurar a universalização do ensino obrigatório. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 59, de 2009) § 5º A educação básica pública atenderá prioritariamente ao ensino regular. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 53, de 2006) A constituição federal de 1988 foi considerada a “Constituição cidadã”, e na área educacional colocou a educação na condição de direito de todos: das crianças em idade pré-escolar (de 0 a 6 anos), das pessoas com necessidades especiais, dos jovens e adultos. Tornou o ensino fundamental um direito, estabeleceu os deveres do Estado para a família e a sociedade. Neste link está disponível a Constituição Federal na íntegra. http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicao.htm http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc14.htm#art3 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc59.htm#art2 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc53.htm#art1 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicao.htm 14 Legislação Educacional Universidade Santa Cecília - Educação a Distância 4. ESTATUTO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE (ECA) Após a homologação da Constituição Federal de 1988, a lei de 13 de julho de 1990 promulgou o Estatuto da criança e do adolescente (ECA). Segundo o Art. 2, considera-se criança a pessoa até doze anos de idade incompletos, e adolescente aquela entre doze e dezoito anos de idade. O objetivo do ECA é a proteção dos menores de 18 anos, garantindo a eles o direito à vida, à saúde, à alimentação, à educação, ao lazer, à profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade, e à convivência familiar e comunitária. A ex-deputada Rita Camata, que foi relatora da proposta na Câmara, diz que o estatuto é uma lei muito completa e que protege a criança desde a gestação. O estatuto garantiu o pré-natal da mãe, que até então não existia por lei; ele garantiu as campanhas de vacinação da criança e do adolescente no nosso País; teste de pezinho, que prevê no ato que a criança nasce se ela tem uma doença que possa ser tratada antes que essa doença avance; ela prevê a oportunidade da criança e do adolescente viver num ambiente da família e da sociedade. Um dos grandes avanços promovidos pelo ECA foi a exigência de criação, pelos municípios, dos conselhos tutelares, para zelar pelos direitos das crianças e adolescentes. Em 25 anos, foram estabelecidos no País mais de 5.700 conselhos, embora ainda haja 44 municípios que ainda não criaram o órgão. Formado por membros eleitos pela comunidade, os conselhos devem ser acionados sempre que se perceba abuso ou situações de risco contra a criança ou o adolescente. A presidente do Conselho Nacional de Juventude, Ângela Guimarães, destaca que o ECA promoveu uma série de mudanças culturais, como a forma de ver o trabalho infantil e o lugar que a violência ocupa na educação. A concepção anterior ao ECA, era de que a criança e o adolescente têm que estar necessariamente trabalhando. E o ECA normatizou: até 16 anos, os adolescentes e crianças não podem estar trabalhando, salvo em condição de aprendizagem, a partir dos 14 anos. Uma outra concepção, também, que foi sendo mudada culturalmente, é essa 15 Legislação Educacional Universidade Santa Cecília - Educação a Distância concepção da violência como instrumento mediador da educação familiar. Então, era muito comum palmada, castigos físicos, violência excessiva, e hoje a gente tem o ECA e tem outras leis mais recentes, como a Lei da Palmada. O Capítulo IV discorre sobre o Direito à educação, à cultura, ao esporte e ao lazer. Art. 53. A criança e o adolescente têm direito à educação, visando ao pleno desenvolvimento de sua pessoa, preparo para o exercício da cidadania e qualificação para o trabalho, assegurando-se-lhes: I - igualdade de condições para o acesso e permanência na escola; II - direito de ser respeitado por seus educadores; III - direito de contestar critérios avaliativos, podendo recorrer às instâncias escolares superiores; IV - direito de organização e participação em entidades estudantis; V - acesso à escola pública e gratuita próxima de sua residência. V - acesso à escola pública e gratuita, próxima de sua residência, garantindo-se vagas no mesmo estabelecimento a irmãos que frequentem a mesma etapa ou ciclo de ensino da educação básica. (Redação dada pela Lei nº 13.845, de 2019) http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13845.htm#art2 16 Legislação Educacional Universidade Santa Cecília - Educação a Distância Parágrafo único. É direito dos pais ou responsáveis ter ciência do processo pedagógico, bem como participar da definição das propostas educacionais. Art. 53-A. É dever da instituição de ensino, clubes e agremiações recreativas e de estabelecimentos congêneres assegurar medidas de conscientização, prevenção e enfrentamento ao uso ou dependência de drogas ilícitas. (Incluído pela Lei nº 13.840, de 2019) Art. 54. É dever do Estado assegurar à criança e ao adolescente: I - ensino fundamental, obrigatório e gratuito, inclusive para os que a ele não tiveram acesso na idade própria; II - progressiva extensão da obrigatoriedade e gratuidade ao ensino médio; III - atendimento educacional especializado aos portadores de deficiência, preferencialmente na rede regular de ensino; IV - atendimento em creche e pré-escola às crianças de zero a seis anos de idade; IV – atendimento em creche e pré-escola às crianças de zero a cinco anos de idade; (Redação dada pela Lei nº 13.306, de 2016) V - acesso aos níveis mais elevados do ensino, da pesquisa e da criação artística, segundo a capacidade de cada um; VI - oferta de ensino noturno regular, adequado às condições do adolescente trabalhador; VII - atendimento no ensino fundamental, através de programas suplementares de material didático-escolar, transporte, alimentação e assistência à saúde. § 1º O acesso ao ensino obrigatório e gratuito é direito público subjetivo. § 2º O não oferecimento do ensino obrigatório pelo poder público ou sua oferta irregular importa responsabilidade da autoridade competente. § 3º Compete ao poder público recensear os educandos no ensino fundamental, fazer-lhes a chamada e zelar, junto aos pais ou responsável, pela freqüência à escola. Art. 55. Os pais ou responsável têm a obrigação de matricular seus filhos ou pupilos na rede regular de ensino. http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13840.htm#art16 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13840.htm#art16 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2016/Lei/L13306.htm#art1 17 Legislação Educacional Universidade Santa Cecília - Educação a Distância Art. 56. Os dirigentes de estabelecimentos de ensino fundamental comunicarão ao Conselho Tutelar os casos de: I - maus-tratos envolvendo seus alunos; II - reiteração de faltas injustificadas e de evasão escolar, esgotados os recursos escolares; III - elevados níveisde repetência. Art. 57. O poder público estimulará pesquisas, experiências e novas propostas relativas a calendário, seriação, currículo, metodologia, didática e avaliação, com vistas à inserção de crianças e adolescentes excluídos do ensino fundamental obrigatório. Art. 58. No processo educacional respeitar-se-ão os valores culturais, artísticos e históricos próprios do contexto social da criança e do adolescente, garantindo-se a estes a liberdade da criação e o acesso às fontes de cultura. Art. 59. Os municípios, com apoio dos estados e da União, estimularão e facilitarão a destinação de recursos e espaços para programações culturais, esportivas e de lazer voltadas para a infância e a juventude. É muito importante para nós professores, e para os pais e responsáveis pelas crianças e adolescentes conhecermos o ECA, para podermos nos relacionar melhor com nossos alunos e conhecer seus direitos. O que é o CONSELHO TUTELAR? O Conselho Tutelar é órgão previsto no art. 131 da Lei nº. 8.069 , de 13 de julho de 1990 (ECA), que o instituiu como "órgão autônomo, não-jurisdicional, encarregado de zelar pelo cumprimento dos direitos da criança e do adolescente". Tem como finalidade precípua zelar para que as crianças e os adolescentes tenham acesso efetivo aos seus direitos, ou seja, sua finalidade é zelar, é ter um encargo social para fiscalizar se a família, a comunidade, a sociedade em geral e o Poder Público estão assegurando com absoluta prioridade a efetivação dos direitos das crianças e dos adolescentes, cobrando de todos esses que cumpram com o Estatuto e com a Constituição Federal. http://www.jusbrasil.com.br/topicos/10598168/artigo-131-da-lei-n-8069-de-13-de-julho-de-1990 http://www.jusbrasil.com.br/legislacao/1031134/estatuto-da-crian%C3%A7a-e-do-adolescente-lei-8069-90 http://www.jusbrasil.com.br/legislacao/1031134/estatuto-da-crian%C3%A7a-e-do-adolescente-lei-8069-90 http://www.jusbrasil.com.br/legislacao/155571402/constitui%C3%A7%C3%A3o-federal-constitui%C3%A7%C3%A3o-da-republica-federativa-do-brasil-1988 18 Legislação Educacional Universidade Santa Cecília - Educação a Distância Em cada município brasileiro deve ter pelo menos um Conselho Tutelar, instituído por lei municipal, composto de cinco membros e escolhido pela comunidade local com mandato de três anos, sendo permitida uma recondução. KONZEN explica "[...] o Conselho Tutelar é órgão da administração pública municipal, instituído pelo legislador federal, sendo competente o município para regulamentar o órgão com vistas a sua instalação e funcionamento" (2005). A relação da escola com o conselho tutelar deve ser harmônica, um órgão precisa do outro para o bem comum da criança, os abrigos são lugares de passagem e nunca devem substituir a família. Neste link está disponível o Estatuto da criança e do adolescente (ECA) na íntegra. http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l8069.htm http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l8069.htm 19 Legislação Educacional Universidade Santa Cecília - Educação a Distância 5. LEI DE DIRETRIZES E BASES DA EDUCAÇÃO NACIONAL Até a década de 1960 vigoravam as Leis Orgânicas distintas para o Ensino primário, Ensino secundário e o Ensino normal. Não havia ainda, uma lei que estabelecesse as Diretrizes (grandes linhas de orientação) e as Bases (referências para a estrutura e o funcionamento), de forma a garantir unidade em todas as esferas da educação. O período que antecedeu a aprovação da primeira Lei de diretrizes e bases 4.024/61 caracterizou-se pelo confronto entre escola pública e privada, e entre educadores católicos e laicos, que durou longos 13 anos, de 1948 a 1961. Esta lei trouxe como avanços a flexibilização dos currículos, a garantia de equivalência de estudos, e principalmente, a descentralização. Ela instituiu os sistemas estaduais de ensino, criando os Conselhos estaduais de educação e as secretarias estaduais e municipais de educação. Porém, havia uma crítica muito forte a esta lei, que reproduzia a organização da sociedade em classes. A lei 4024/61 começa a ser muito questionada, e deixa de servir para a sociedade que ingressa em 1964 no período de regime militar e ditatorial. Em 1971 a nova LDB foi aprovada, N. 5.692, abrangendo o ensino de 1º e 2º graus. O 1º grau, com 8 anos de duração, atendia a faixa etária de 7 a 14 anos de idade, e o 2º grau envolvia o ensino profissionalizante. Esta lei estabeleceu os requisitos mínimos de qualificação para atuar em cada grau, instituindo a carreira do professor, articulada à sua qualificação, porém independentemente do nível de atuação. Após aprovação do Estatuto da criança e do adolescente, e as mudanças no cenário educacional graças a homologação da Nova Constituição Federal em 1988, houve um reinício das discussões para uma nova Lei de diretrizes e bases da educação nacional. Até que em 24 de dezembro de 1996, oito anos após aprovação da Constituição Federal, foi homologada a Lei de diretrizes e bases, Lei 9.394/96. Um importante avanço na Lei de diretrizes e bases da educação (LDB) foi o alargamento da Educação básica. Atualmente a Educação básica brasileira abrange: • Educação infantil (creche 0 a 3 anos de idade e pré-escola 4 e 5 anos), • Ensino fundamental (1º ao 9ºano) 20 Legislação Educacional Universidade Santa Cecília - Educação a Distância • Ensino médio (1º ao 3º ano). Ao nos reportarmos para o início da nossa história, na prática pedagógica dos jesuítas, podemos ver que muito se reflete nos dias de hoje. Grandes transformações, reformas de ensino foram feitas, porém, muitas vezes, a prática fica longe dos discursos, dos projetos pedagógicos, das missões das Instituições de Ensino e dos objetivos da LDB vigente. A vida dentro da sala de aula, a maneira que se ensina e consequentemente, que se aprende, conserva-se aquém do que se discute. Parece haver um descompasso entre o que a escola se propõe e o que realmente acontece no seu cotidiano. Cada sujeito inserido no contexto educacional traz conhecimentos e aprendizagens que influirão no papel que irão desempenhar, quer seja como docente, ou como discente. A finalidade da LDB é ajustar os princípios enunciados no texto constitucional para a sua aplicação a situações reais que envolvem várias questões, entre elas: o funcionamento das redes escolares, a formação de especialistas e docentes, as condições de matrícula, aproveitamento da aprendizagem e promoção de alunos, os recursos financeiros, materiais, técnicos e humanos para o desenvolvimento do ensino, a participação do poder público e da iniciativa particular no esforço educacional, a superior administração dos sistemas de ensino e as peculiaridades que caracterizam a ação didática nas diversas regiões do país. Considerando a multiplicidade de realidades do país, a LDB é uma lei indicativa e não resolutiva das questões do dia-a-dia. Portanto, trata das questões da educação de forma generalizada e sintética, sendo o detalhamento do funcionamento do sistema objeto de decretos, pareceres, resoluções e portarias. Sem sombra de dúvida, a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional avançou nas questões de acolhimento e pertencimento da criança brasileira e desta forma houveram sim grandes mudanças. Com o passar dos anos e o avanço rápido de algumas regiões do país, se fizeram necessárias outras mudanças que vem se delineando em municípios e estados brasileiros e em culturas muito distintas. 21 Legislação Educacional Universidade Santa Cecília - Educação a Distância Destaques: Art. 2º A educação, dever da família e do Estado, inspirada nos princípios de liberdade e nos ideais de solidariedade humana, tem por finalidade o pleno desenvolvimento do educando, seu preparo parao exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho. Art. 4º O dever do Estado com educação escolar pública será efetivado mediante a garantia de: I - Ensino fundamental, obrigatório e gratuito, inclusive para os que a ele não tiveram acesso na idade própria; I - educação básica obrigatória e gratuita dos 4 (quatro) aos 17 (dezessete) anos de idade, organizada da seguinte forma: (Redação dada pela Lei nº 12.796, de 2013) a) pré-escola; (Incluído pela Lei nº 12.796, de 2013) b) ensino fundamental; (Incluído pela Lei nº 12.796, de 2013) c) ensino médio; (Incluído pela Lei nº 12.796, de 2013) II - progressiva extensão da obrigatoriedade e gratuidade ao ensino médio; II - universalização do ensino médio gratuito; (Redação dada pela Lei nº 12.061, de 2009) II - educação infantil gratuita às crianças de até 5 (cinco) anos de idade; (Redação dada pela Lei nº 12.796, de 2013) III - atendimento educacional especializado gratuito aos educandos com necessidades especiais, preferencialmente na rede regular de ensino; III - atendimento educacional especializado gratuito aos educandos com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades ou superdotação, transversal a todos os níveis, etapas e modalidades, preferencialmente na rede regular de ensino; (Redação dada pela Lei nº 12.796, de 2013) IV - atendimento gratuito em creches e pré-escolas às crianças de zero a seis anos de idade; IV - acesso público e gratuito aos ensinos fundamental e médio para todos os que não os concluíram na idade própria; (Redação dada pela Lei nº 12.796, de 2013) V - acesso aos níveis mais elevados do ensino, da pesquisa e da criação artística, segundo a capacidade de cada um; VI - oferta de ensino noturno regular, adequado às condições do educando; http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2013/Lei/L12796.htm#art1 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2013/Lei/L12796.htm#art1 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2013/Lei/L12796.htm#art1 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2013/Lei/L12796.htm#art1 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2009/Lei/L12061.htm#art1 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2009/Lei/L12061.htm#art1 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2013/Lei/L12796.htm#art1 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2013/Lei/L12796.htm#art1 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2013/Lei/L12796.htm#art1 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2013/Lei/L12796.htm#art1 22 Legislação Educacional Universidade Santa Cecília - Educação a Distância VII - oferta de educação escolar regular para jovens e adultos, com características e modalidades adequadas às suas necessidades e disponibilidades, garantindo-se aos que forem trabalhadores as condições de acesso e permanência na escola; VIII - atendimento ao educando, no ensino fundamental público, por meio de programas suplementares de material didático-escolar, transporte, alimentação e assistência à saúde; VIII - atendimento ao educando, em todas as etapas da educação básica, por meio de programas suplementares de material didático-escolar, transporte, alimentação e assistência à saúde; (Redação dada pela Lei nº 12.796, de 2013) IX - padrões mínimos de qualidade de ensino, definidos como a variedade e quantidade mínimas, por aluno, de insumos indispensáveis ao desenvolvimento do processo de ensino-aprendizagem. X – vaga na escola pública de educação infantil ou de ensino fundamental mais próxima de sua residência a toda criança a partir do dia em que completar 4 (quatro) anos de idade. (Incluído pela Lei nº 11.700, de 2008). Art. 10. Os Estados incumbir-se-ão de: I - organizar, manter e desenvolver os órgãos e instituições oficiais dos seus sistemas de ensino; II - definir, com os Municípios, formas de colaboração na oferta do ensino fundamental, as quais devem assegurar a distribuição proporcional das responsabilidades, de acordo com a população a ser atendida e os recursos financeiros disponíveis em cada uma dessas esferas do Poder Público; III - elaborar e executar políticas e planos educacionais, em consonância com as diretrizes e planos nacionais de educação, integrando e coordenando as suas ações e as dos seus Municípios; IV - autorizar, reconhecer, credenciar, supervisionar e avaliar, respectivamente, os cursos das instituições de educação superior e os estabelecimentos do seu sistema de ensino; V - baixar normas complementares para o seu sistema de ensino; VI - assegurar o ensino fundamental e oferecer, com prioridade, o ensino médio. VI - assegurar o ensino fundamental e oferecer, com prioridade, o ensino médio a todos que o demandarem, respeitado o disposto no art. 38 desta Lei; (Redação dada pela Lei nº 12.061, de 2009) http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2013/Lei/L12796.htm#art1 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2008/Lei/L11700.htm#art1 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2009/Lei/L12061.htm#art2 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2009/Lei/L12061.htm#art2 23 Legislação Educacional Universidade Santa Cecília - Educação a Distância VII - assumir o transporte escolar dos alunos da rede estadual. (Incluído pela Lei nº 10.709, de 31.7.2003) Parágrafo único. Ao Distrito Federal aplicar-se-ão as competências referentes aos Estados e aos Municípios. Art. 11. Os Municípios incumbir-se-ão de: I - organizar, manter e desenvolver os órgãos e instituições oficiais dos seus sistemas de ensino, integrando-os às políticas e planos educacionais da União e dos Estados; II - exercer ação redistributiva em relação às suas escolas; III - baixar normas complementares para o seu sistema de ensino; IV - autorizar, credenciar e supervisionar os estabelecimentos do seu sistema de ensino; V - oferecer a educação infantil em creches e pré-escolas, e, com prioridade, o ensino fundamental, permitida a atuação em outros níveis de ensino somente quando estiverem atendidas plenamente as necessidades de sua área de competência e com recursos acima dos percentuais mínimos vinculados pela Constituição Federal à manutenção e desenvolvimento do ensino. VI - assumir o transporte escolar dos alunos da rede municipal. (Incluído pela Lei nº 10.709, de 31.7.2003) Seção II Da Educação Infantil Art. 29. A educação infantil, primeira etapa da educação básica, tem como finalidade o desenvolvimento integral da criança de até 5 (cinco) anos, em seus aspectos físico, psicológico, intelectual e social, complementando a ação da família e da comunidade. (Redação dada pela Lei nº 12.796, de 2013) Art. 30. A educação infantil será oferecida em: I - creches, ou entidades equivalentes, para crianças de até três anos de idade; II - pré-escolas, para as crianças de quatro a seis anos de idade. II - pré-escolas, para as crianças de 4 (quatro) a 5 (cinco) anos de idade. (Redação dada pela Lei nº 12.796, de 2013) Art. 31. Na educação infantil a avaliação far-se-á mediante acompanhamento e registro do seu desenvolvimento, sem o objetivo de promoção, mesmo para o acesso ao ensino fundamental. http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2003/L10.709.htm#art1 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2003/L10.709.htm#art1 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2003/L10.709.htm#art2 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2003/L10.709.htm#art2 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2013/Lei/L12796.htm#art1 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2013/Lei/L12796.htm#art1 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2013/Lei/L12796.htm#art1 24 Legislação Educacional Universidade Santa Cecília - Educação a Distância Art. 31. A educação infantil será organizada de acordo com as seguintes regras comuns: (Redação dada pela Lei nº 12.796, de 2013)I - avaliação mediante acompanhamento e registro do desenvolvimento das crianças, sem o objetivo de promoção, mesmo para o acesso ao ensino fundamental; (Incluído pela Lei nº 12.796, de 2013) II - carga horária mínima anual de 800 (oitocentas) horas, distribuída por um mínimo de 200 (duzentos) dias de trabalho educacional; (Incluído pela Lei nº 12.796, de 2013) III - atendimento à criança de, no mínimo, 4 (quatro) horas diárias para o turno parcial e de 7 (sete) horas para a jornada integral; (Incluído pela Lei nº 12.796, de 2013) IV - controle de frequência pela instituição de educação pré-escolar, exigida a frequência mínima de 60% (sessenta por cento) do total de horas; (Incluído pela Lei nº 12.796, de 2013) V - expedição de documentação que permita atestar os processos de desenvolvimento e aprendizagem da criança. (Incluído pela Lei nº 12.796, de 2013) Seção III Do Ensino Fundamental Art. 32. O ensino fundamental, com duração mínima de oito anos, obrigatório e gratuito na escola pública, terá por objetivo a formação básica do cidadão, mediante: Art. 32. O ensino fundamental, com duração mínima de oito anos, obrigatório e gratuito na escola pública a partir dos seis anos, terá por objetivo a formação básica do cidadão mediante: (Redação dada pela Lei nº 11.114, de 2005) Art. 32. O ensino fundamental obrigatório, com duração de 9 (nove) anos, gratuito na escola pública, iniciando-se aos 6 (seis) anos de idade, terá por objetivo a formação básica do cidadão, mediante: (Redação dada pela Lei nº 11.274, de 2006) I - o desenvolvimento da capacidade de aprender, tendo como meios básicos o pleno domínio da leitura, da escrita e do cálculo; II - a compreensão do ambiente natural e social, do sistema político, da tecnologia, das artes e dos valores em que se fundamenta a sociedade; III - o desenvolvimento da capacidade de aprendizagem, tendo em vista a aquisição de conhecimentos e habilidades e a formação de atitudes e valores; IV - o fortalecimento dos vínculos de família, dos laços de solidariedade humana e de tolerância recíproca em que se assenta a vida social. http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2013/Lei/L12796.htm#art1 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2013/Lei/L12796.htm#art1 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2013/Lei/L12796.htm#art1 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2013/Lei/L12796.htm#art1 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2013/Lei/L12796.htm#art1 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2013/Lei/L12796.htm#art1 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2013/Lei/L12796.htm#art1 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2013/Lei/L12796.htm#art1 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2004-2006/2005/Lei/L11114.htm#art1 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2004-2006/2006/Lei/L11274.htm#art3 25 Legislação Educacional Universidade Santa Cecília - Educação a Distância § 1º É facultado aos sistemas de ensino desdobrar o ensino fundamental em ciclos. § 2º Os estabelecimentos que utilizam progressão regular por série podem adotar no ensino fundamental o regime de progressão continuada, sem prejuízo da avaliação do processo de ensino-aprendizagem, observadas as normas do respectivo sistema de ensino. § 3º O ensino fundamental regular será ministrado em língua portuguesa, assegurada às comunidades indígenas a utilização de suas línguas maternas e processos próprios de aprendizagem. § 4º O ensino fundamental será presencial, sendo o ensino a distância utilizado como complementação da aprendizagem ou em situações emergenciais. § 5º O currículo do ensino fundamental incluirá, obrigatoriamente, conteúdo que trate dos direitos das crianças e dos adolescentes, tendo como diretriz a Lei no 8.069, de 13 de julho de 1990, que institui o Estatuto da Criança e do Adolescente, observada a produção e distribuição de material didático adequado. (Incluído pela Lei nº 11.525, de 2007). § 6º O estudo sobre os símbolos nacionais será incluído como tema transversal nos currículos do ensino fundamental. (Incluído pela Lei nº 12.472, de 2011). Art. 33. O ensino religioso, de matrícula facultativa, constitui disciplina dos horários normais das escolas públicas de ensino fundamental, sendo oferecido, sem ônus para os cofres públicos, de acordo com as preferências manifestadas pelos alunos ou por seus responsáveis, em caráter: I - confessional, de acordo com a opção religiosa do aluno ou do seu responsável, ministrado por professores ou orientadores religiosos preparados e credenciados pelas respectivas igrejas ou entidades religiosas; ou II - interconfessional, resultante de acordo entre as diversas entidades religiosas, que se responsabilizarão pela elaboração do respectivo programa. Art. 33. O ensino religioso, de matrícula facultativa, é parte integrante da formação básica do cidadão e constitui disciplina dos horários normais das escolas públicas de ensino fundamental, assegurado o respeito à diversidade cultural religiosa do Brasil, vedadas quaisquer formas de proselitismo. (Redação dada pela Lei nº 9.475, de 22.7.1997) http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L8069.htm http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L8069.htm http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2007/Lei/L11525.htm#art1 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2007/Lei/L11525.htm#art1 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2011/Lei/L12472.htm#art1 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L9475.htm#art1 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L9475.htm#art1 26 Legislação Educacional Universidade Santa Cecília - Educação a Distância § 1º Os sistemas de ensino regulamentarão os procedimentos para a definição dos conteúdos do ensino religioso e estabelecerão as normas para a habilitação e admissão dos professores. (Incluído pela Lei nº 9.475, de 22.7.1997) § 2º Os sistemas de ensino ouvirão entidade civil, constituída pelas diferentes denominações religiosas, para a definição dos conteúdos do ensino religioso. (Incluído pela Lei nº 9.475, de 22.7.1997) Art. 34. A jornada escolar no ensino fundamental incluirá pelo menos quatro horas de trabalho efetivo em sala de aula, sendo progressivamente ampliado o período de permanência na escola. § 1º São ressalvados os casos do ensino noturno e das formas alternativas de organização autorizadas nesta Lei. § 2º O ensino fundamental será ministrado progressivamente em tempo integral, a critério dos sistemas de ensino. Seção IV Do Ensino Médio Art. 35. O ensino médio, etapa final da educação básica, com duração mínima de três anos, terá como finalidades: I - a consolidação e o aprofundamento dos conhecimentos adquiridos no ensino fundamental, possibilitando o prosseguimento de estudos; II - a preparação básica para o trabalho e a cidadania do educando, para continuar aprendendo, de modo a ser capaz de se adaptar com flexibilidade a novas condições de ocupação ou aperfeiçoamento posteriores; III - o aprimoramento do educando como pessoa humana, incluindo a formação ética e o desenvolvimento da autonomia intelectual e do pensamento crítico; IV - a compreensão dos fundamentos científico-tecnológicos dos processos produtivos, relacionando a teoria com a prática, no ensino de cada disciplina. Art. 35-A. A Base Nacional Comum Curricular definirá direitos e objetivos de aprendizagem do ensino médio, conforme diretrizes do Conselho Nacional de Educação, nas seguintes áreas do conhecimento: (Incluído pela Lei nº 13.415, de 2017) I - linguagens e suas tecnologias; (Incluído pela Lei nº 13.415, de 2017) II - matemática e suas tecnologias; (Incluído pela Lei nº 13.415, de 2017) III - ciências da natureza e suas tecnologias; (Incluído pela Lei nº 13.415, de 2017) IV - ciências humanas e sociais aplicadas. (Incluído pela Lei nº 13.415, de 2017) http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L9475.htm#art1http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L9475.htm#art1 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L9475.htm#art1 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2017/Lei/L13415.htm#art3 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2017/Lei/L13415.htm#art3 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2017/Lei/L13415.htm#art3 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2017/Lei/L13415.htm#art3 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2017/Lei/L13415.htm#art3 27 Legislação Educacional Universidade Santa Cecília - Educação a Distância § 1º A parte diversificada dos currículos de que trata o caput do art. 26, definida em cada sistema de ensino, deverá estar harmonizada à Base Nacional Comum Curricular e ser articulada a partir do contexto histórico, econômico, social, ambiental e cultural. (Incluído pela Lei nº 13.415, de 2017) § 2º A Base Nacional Comum Curricular referente ao ensino médio incluirá obrigatoriamente estudos e práticas de educação física, arte, sociologia e filosofia. (Incluído pela Lei nº 13.415, de 2017) § 3º O ensino da língua portuguesa e da matemática será obrigatório nos três anos do ensino médio, assegurada às comunidades indígenas, também, a utilização das respectivas línguas maternas. (Incluído pela Lei nº 13.415, de 2017) § 4º Os currículos do ensino médio incluirão, obrigatoriamente, o estudo da língua inglesa e poderão ofertar outras línguas estrangeiras, em caráter optativo, preferencialmente o espanhol, de acordo com a disponibilidade de oferta, locais e horários definidos pelos sistemas de ensino. (Incluído pela Lei nº 13.415, de 2017) § 5º A carga horária destinada ao cumprimento da Base Nacional Comum Curricular não poderá ser superior a mil e oitocentas horas do total da carga horária do ensino médio, de acordo com a definição dos sistemas de ensino. (Incluído pela Lei nº 13.415, de 2017) § 6º A União estabelecerá os padrões de desempenho esperados para o ensino médio, que serão referência nos processos nacionais de avaliação, a partir da Base Nacional Comum Curricular. (Incluído pela Lei nº 13.415, de 2017) § 7º Os currículos do ensino médio deverão considerar a formação integral do aluno, de maneira a adotar um trabalho voltado para a construção de seu projeto de vida e para sua formação nos aspectos físicos, cognitivos e socioemocionais. (Incluído pela Lei nº 13.415, de 2017) § 8º Os conteúdos, as metodologias e as formas de avaliação processual e formativa serão organizados nas redes de ensino por meio de atividades teóricas e práticas, provas orais e escritas, seminários, projetos e atividades on-line, de tal forma que ao final do ensino médio o educando demonstre: (Incluído pela Lei nº 13.415, de 2017) I - domínio dos princípios científicos e tecnológicos que presidem a produção moderna; (Incluído pela Lei nº 13.415, de 2017) II - conhecimento das formas contemporâneas de linguagem. (Incluído pela Lei nº 13.415, de 2017) http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2017/Lei/L13415.htm#art3 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2017/Lei/L13415.htm#art3 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2017/Lei/L13415.htm#art3 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2017/Lei/L13415.htm#art3 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2017/Lei/L13415.htm#art3 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2017/Lei/L13415.htm#art3 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2017/Lei/L13415.htm#art3 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2017/Lei/L13415.htm#art3 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2017/Lei/L13415.htm#art3 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2017/Lei/L13415.htm#art3 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2017/Lei/L13415.htm#art3 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2017/Lei/L13415.htm#art3 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2017/Lei/L13415.htm#art3 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2017/Lei/L13415.htm#art3 28 Legislação Educacional Universidade Santa Cecília - Educação a Distância Art. 36. O currículo do ensino médio observará o disposto na Seção I deste Capítulo e as seguintes diretrizes: Art. 36. O currículo do ensino médio será composto pela Base Nacional Comum Curricular e por itinerários formativos específicos, a serem definidos pelos sistemas de ensino, com ênfase nas seguintes áreas de conhecimento ou de atuação profissional: (Redação dada pela Medida Provisória nº 746, de 2016) Art. 36. O currículo do ensino médio será composto pela Base Nacional Comum Curricular e por itinerários formativos, que deverão ser organizados por meio da oferta de diferentes arranjos curriculares, conforme a relevância para o contexto local e a possibilidade dos sistemas de ensino, a saber: (Redação dada pela Lei nº 13.415, de 2017) I - destacará a educação tecnológica básica, a compreensão do significado da ciência, das letras e das artes; o processo histórico de transformação da sociedade e da cultura; a língua portuguesa como instrumento de comunicação, acesso ao conhecimento e exercício da cidadania; I - linguagens; (Redação dada pela Medida Provisória nº 746, de 2016) I - linguagens e suas tecnologias; (Redação dada pela Lei nº 13.415, de 2017) II - adotará metodologias de ensino e de avaliação que estimulem a iniciativa dos estudantes II - matemática; (Redação dada pela Medida Provisória nº 746, de 2016) II - matemática e suas tecnologias; (Redação dada pela Lei nº 13.415, de 2017) III - será incluída uma língua estrangeira moderna, como disciplina obrigatória, escolhida pela comunidade escolar, e uma segunda, em caráter optativo, dentro das disponibilidades da instituição. III - ciências da natureza; (Redação dada pela Medida Provisória nº 746, de 2016) III - ciências da natureza e suas tecnologias; (Redação dada pela Lei nº 13.415, de 2017) IV – serão incluídas a Filosofia e a Sociologia como disciplinas obrigatórias em todas as séries do ensino médio. (Incluído pela Lei nº 11.684, de 2008) IV - ciências humanas; e (Redação dada pela Medida Provisória nº 746, de 2016) IV - ciências humanas e sociais aplicadas; (Redação dada pela Lei nº 13.415, de 2017) V - formação técnica e profissional. (Incluído pela Medida Provisória nº 746, de 2016) http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2016/Mpv/mpv746.htm#art1 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2017/Lei/L13415.htm#art4 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2017/Lei/L13415.htm#art4 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2016/Mpv/mpv746.htm#art1 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2017/Lei/L13415.htm#art4 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2016/Mpv/mpv746.htm#art1 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2017/Lei/L13415.htm#art4 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2016/Mpv/mpv746.htm#art1 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2017/Lei/L13415.htm#art4 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2017/Lei/L13415.htm#art4 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2008/Lei/L11684.htm#art1 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2016/Mpv/mpv746.htm#art1 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2017/Lei/L13415.htm#art4 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2017/Lei/L13415.htm#art4 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2016/Mpv/mpv746.htm#art1 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2016/Mpv/mpv746.htm#art1 29 Legislação Educacional Universidade Santa Cecília - Educação a Distância V - formação técnica e profissional. (Incluído pela Lei nº 13.415, de 2017) § 1º Os conteúdos, as metodologias e as formas de avaliação serão organizados de tal forma que ao final do ensino médio o educando demonstre: § 1º Os sistemas de ensino poderão compor os seus currículos com base em maisde uma área prevista nos incisos I a V do caput. (Redação dada pela Medida Provisória nº 746, de 2016) § 1o A organização das áreas de que trata o caput e das respectivas competências e habilidades será feita de acordo com critérios estabelecidos em cada sistema de ensino. (Redação dada pela Lei nº 13.415, de 2017) I - domínio dos princípios científicos e tecnológicos que presidem a produção moderna; I - (revogado); (Redação dada pela Lei nº 13.415, de 2017) II - conhecimento das formas contemporâneas de linguagem; II - (revogado); (Redação dada pela Lei nº 13.415, de 2017) III - domínio dos conhecimentos de Filosofia e de Sociologia necessários ao exercício da cidadania. III – (revogado). (Redação dada pela Lei nº 11.684, de 2008) § 2º O ensino médio, atendida a formação geral do educando, poderá prepará-lo para o exercício de profissões técnicas. (Regulamento) (Regulamento) (Regulamento) (Revogado pela Lei nº 11.741, de 2008) § 3º Os cursos do ensino médio terão equivalência legal e habilitarão ao prosseguimento de estudos. § 3º A organização das áreas de que trata o caput e das respectivas competências, habilidades e expectativas de aprendizagem, definidas na Base Nacional Comum Curricular, será feita de acordo com critérios estabelecidos em cada sistema de ensino. (Redação dada pela Medida Provisória nº 746, de 2016) § 3º A critério dos sistemas de ensino, poderá ser composto itinerário formativo integrado, que se traduz na composição de componentes curriculares da Base Nacional Comum Curricular - BNCC e dos itinerários formativos, considerando os incisos I a V do caput. (Redação dada pela Lei nº 13.415, de 2017) § 4º A preparação geral para o trabalho e, facultativamente, a habilitação profissional, poderão ser desenvolvidas nos próprios estabelecimentos de ensino médio ou em cooperação com instituições especializadas em educação profissional. (Revogado pela Lei nº 11.741, de 2008) http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2017/Lei/L13415.htm#art4 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2016/Mpv/mpv746.htm#art1 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2016/Mpv/mpv746.htm#art1 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2017/Lei/L13415.htm#art4 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2017/Lei/L13415.htm#art4 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2017/Lei/L13415.htm#art4 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2008/Lei/L11684.htm#art2 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2008/Lei/L11684.htm#art1 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto/D2208.htm http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2004-2006/2004/Decreto/D5154.htm http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2004-2006/2004/Decreto/D5154.htm http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2008/Lei/L11741.htm#art5 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2016/Mpv/mpv746.htm#art1 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2017/Lei/L13415.htm#art4 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2008/Lei/L11741.htm#art5 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2008/Lei/L11741.htm#art5 30 Legislação Educacional Universidade Santa Cecília - Educação a Distância § 5º Os currículos do ensino médio deverão considerar a formação integral do aluno, de maneira a adotar um trabalho voltado para a construção de seu projeto de vida e para a sua formação nos aspectos cognitivos e socioemocionais, conforme diretrizes definidas pelo Ministério da Educação. (Incluído pela Medida Provisória nº 746, de 2016) § 5º Os sistemas de ensino, mediante disponibilidade de vagas na rede, possibilitarão ao aluno concluinte do ensino médio cursar mais um itinerário formativo de que trata o caput. (Incluído pela Lei nº 13.415, de 2017) § 6º A carga horária destinada ao cumprimento da Base Nacional Comum Curricular não poderá ser superior a mil e duzentas horas da carga horária total do ensino médio, de acordo com a definição dos sistemas de ensino. (Incluído pela Medida Provisória nº 746, de 2016) § 6º A critério dos sistemas de ensino, a oferta de formação com ênfase técnica e profissional considerará: (Incluído pela Lei nº 13.415, de 2017) I - a inclusão de vivências práticas de trabalho no setor produtivo ou em ambientes de simulação, estabelecendo parcerias e fazendo uso, quando aplicável, de instrumentos estabelecidos pela legislação sobre aprendizagem profissional; (Incluído pela Lei nº 13.415, de 2017) II - a possibilidade de concessão de certificados intermediários de qualificação para o trabalho, quando a formação for estruturada e organizada em etapas com terminalidade. (Incluído pela Lei nº 13.415, de 2017) § 7º A parte diversificada dos currículos de que trata o caput do art. 26, definida em cada sistema de ensino, deverá estar integrada à Base Nacional Comum Curricular e ser articulada a partir do contexto histórico, econômico, social, ambiental e cultural. (Incluído pela Medida Provisória nº 746, de 2016) § 7º A oferta de formações experimentais relacionadas ao inciso V do caput, em áreas que não constem do Catálogo Nacional dos Cursos Técnicos, dependerá, para sua continuidade, do reconhecimento pelo respectivo Conselho Estadual de Educação, no prazo de três anos, e da inserção no Catálogo Nacional dos Cursos Técnicos, no prazo de cinco anos, contados da data de oferta inicial da formação. (Incluído pela Lei nº 13.415, de 2017) § 8º Os currículos de ensino médio incluirão, obrigatoriamente, o estudo da língua inglesa e poderão ofertar outras línguas estrangeiras, em caráter optativo, preferencialmente o espanhol, de acordo com a disponibilidade de oferta, locais e http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2016/Mpv/mpv746.htm#art1 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2017/Lei/L13415.htm#art4 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2016/Mpv/mpv746.htm#art1 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2016/Mpv/mpv746.htm#art1 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2017/Lei/L13415.htm#art4 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2017/Lei/L13415.htm#art4 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2017/Lei/L13415.htm#art4 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2017/Lei/L13415.htm#art4 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2016/Mpv/mpv746.htm#art1 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2017/Lei/L13415.htm#art4 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2017/Lei/L13415.htm#art4 31 Legislação Educacional Universidade Santa Cecília - Educação a Distância horários definidos pelos sistemas de ensino. (Incluído pela Medida Provisória nº 746, de 2016) § 8º A oferta de formação técnica e profissional a que se refere o inciso V do caput, realizada na própria instituição ou em parceria com outras instituições, deverá ser aprovada previamente pelo Conselho Estadual de Educação, homologada pelo Secretário Estadual de Educação e certificada pelos sistemas de ensino. (Incluído pela Lei nº 13.415, de 2017) § 9º O ensino de língua portuguesa e matemática será obrigatório nos três anos do ensino médio. (Incluído pela Medida Provisória nº 746, de 2016) § 9º As instituições de ensino emitirão certificado com validade nacional, que habilitará o concluinte do ensino médio ao prosseguimento dos estudos em nível superior ou em outros cursos ou formações para os quais a conclusão do ensino médio seja etapa obrigatória. (Incluído pela Lei nº 13.415, de 2017) § 10. Os sistemas de ensino, mediante disponibilidade de vagas na rede, possibilitarão ao aluno concluinte do ensino médio cursar, no ano letivo subsequente ao da conclusão, outro itinerário formativo de que trata o caput. (Incluído pela Medida Provisória nº 746, de 2016) § 10. Além das formas de organização previstas no art. 23, o ensino médio poderá ser organizado em módulos e adotar o sistema decréditos com terminalidade específica. (Incluído pela Lei nº 13.415, de 2017) § 11. A critério dos sistemas de ensino, a oferta de formação a que se refere o inciso V do caput considerará: (Incluído pela Medida Provisória nº 746, de 2016) § 11. Para efeito de cumprimento das exigências curriculares do ensino médio, os sistemas de ensino poderão reconhecer competências e firmar convênios com instituições de educação a distância com notório reconhecimento, mediante as seguintes formas de comprovação: (Incluído pela Lei nº 13.415, de 2017) I - a inclusão de experiência prática de trabalho no setor produtivo ou em ambientes de simulação, estabelecendo parcerias e fazendo uso, quando aplicável, de instrumentos estabelecidos pela legislação sobre aprendizagem profissional; e (Incluído pela Medida Provisória nº 746, de 2016) I - demonstração prática; (Incluído pela Lei nº 13.415, de 2017) II - a possibilidade de concessão de certificados intermediários de qualificação para o trabalho, quando a formação for estruturada e organizada em etapas com terminalidade. (Incluído pela Medida Provisória nº 746, de 2016) http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2016/Mpv/mpv746.htm#art1 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2016/Mpv/mpv746.htm#art1 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2017/Lei/L13415.htm#art4 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2017/Lei/L13415.htm#art4 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2016/Mpv/mpv746.htm#art1 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2017/Lei/L13415.htm#art4 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2016/Mpv/mpv746.htm#art1 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2016/Mpv/mpv746.htm#art1 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2017/Lei/L13415.htm#art4 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2016/Mpv/mpv746.htm#art1 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2017/Lei/L13415.htm#art4 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2016/Mpv/mpv746.htm#art1 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2016/Mpv/mpv746.htm#art1 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2017/Lei/L13415.htm#art4 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2016/Mpv/mpv746.htm#art1 32 Legislação Educacional Universidade Santa Cecília - Educação a Distância II - experiência de trabalho supervisionado ou outra experiência adquirida fora do ambiente escolar; (Incluído pela Lei nº 13.415, de 2017) III - atividades de educação técnica oferecidas em outras instituições de ensino credenciadas; (Incluído pela Lei nº 13.415, de 2017) IV - cursos oferecidos por centros ou programas ocupacionais; (Incluído pela Lei nº 13.415, de 2017) V - estudos realizados em instituições de ensino nacionais ou estrangeiras; (Incluído pela Lei nº 13.415, de 2017) VI - cursos realizados por meio de educação a distância ou educação presencial mediada por tecnologias. (Incluído pela Lei nº 13.415, de 2017) § 12. A oferta de formações experimentais em áreas que não constem do Catálogo Nacional dos Cursos Técnicos dependerá, para sua continuidade, do reconhecimento pelo respectivo Conselho Estadual de Educação, no prazo de três anos, e da inserção no Catálogo Nacional dos Cursos Técnicos, no prazo de cinco anos, contados da data de oferta inicial da formação. (Incluído pela Medida Provisória nº 746, de 2016) § 12. As escolas deverão orientar os alunos no processo de escolha das áreas de conhecimento ou de atuação profissional previstas no caput. (Incluído pela Lei nº 13.415, de 2017) § 13. Ao concluir o ensino médio, as instituições de ensino emitirão diploma com validade nacional que habilitará o diplomado ao prosseguimento dos estudos em nível superior e demais cursos ou formações para os quais a conclusão do ensino médio seja obrigatória. (Incluído pela Medida Provisória nº 746, de 2016) § 14. A União, em colaboração com os Estados e o Distrito Federal, estabelecerá os padrões de desempenho esperados para o ensino médio, que serão referência nos processos nacionais de avaliação, considerada a Base Nacional Comum Curricular. (Incluído pela Medida Provisória nº 746, de 2016) § 15. Além das formas de organização previstas no art. 23, o ensino médio poderá ser organizado em módulos e adotar o sistema de créditos ou disciplinas com terminalidade específica, observada a Base Nacional Comum Curricular, a fim de estimular o prosseguimento dos estudos. (Incluído pela Medida Provisória nº 746, de 2016) § 16. Os conteúdos cursados durante o ensino médio poderão ser convalidados para aproveitamento de créditos no ensino superior, após normatização do Conselho http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2017/Lei/L13415.htm#art4 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2017/Lei/L13415.htm#art4 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2017/Lei/L13415.htm#art4 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2017/Lei/L13415.htm#art4 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2017/Lei/L13415.htm#art4 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2017/Lei/L13415.htm#art4 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2016/Mpv/mpv746.htm#art1 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2016/Mpv/mpv746.htm#art1 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2017/Lei/L13415.htm#art4 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2017/Lei/L13415.htm#art4 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2016/Mpv/mpv746.htm#art1 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2016/Mpv/mpv746.htm#art1 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2016/Mpv/mpv746.htm#art1 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2016/Mpv/mpv746.htm#art1 33 Legislação Educacional Universidade Santa Cecília - Educação a Distância Nacional de Educação e homologação pelo Ministro de Estado da Educação. (Incluído pela Medida Provisória nº 746, de 2016) § 17. Para efeito de cumprimento de exigências curriculares do ensino médio, os sistemas de ensino poderão reconhecer, mediante regulamentação própria, conhecimentos, saberes, habilidades e competências, mediante diferentes formas de comprovação, como: (Incluído pela Medida Provisória nº 746, de 2016) I - demonstração prática; (Incluído pela Medida Provisória nº 746, de 2016) II - experiência de trabalho supervisionado ou outra experiência adquirida fora do ambiente escolar; (Incluído pela Medida Provisória nº 746, de 2016) III - atividades de educação técnica oferecidas em outras instituições de ensino; (Incluído pela Medida Provisória nº 746, de 2016) IV - cursos oferecidos por centros ou programas ocupacionais; (Incluído pela Medida Provisória nº 746, de 2016) V - estudos realizados em instituições de ensino nacionais ou estrangeiras; e (Incluído pela Medida Provisória nº 746, de 2016) VI - educação a distância ou educação presencial mediada por tecnologias. (Incluído pela Medida Provisória nº 746, de 2016) Neste link está disponível a Lei de diretrizes e bases da educação nacional. Lei 9.394/96. http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l9394.htm http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2016/Mpv/mpv746.htm#art1 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2016/Mpv/mpv746.htm#art1 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2016/Mpv/mpv746.htm#art1 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2016/Mpv/mpv746.htm#art1 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2016/Mpv/mpv746.htm#art1 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2016/Mpv/mpv746.htm#art1 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2016/Mpv/mpv746.htm#art1 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2016/Mpv/mpv746.htm#art1 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2016/Mpv/mpv746.htm#art1 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2016/Mpv/mpv746.htm#art1http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l9394.htm 34 Legislação Educacional Universidade Santa Cecília - Educação a Distância 6. REFERENCIAIS CURRICULARES NACIONAIS PARA A EDUCAÇÃO INFANTIL E PARÂMETROS CURRICULARES NACIONAIS Os referenciais curriculares de educação infantil foram publicados em 1998, e é composto por três volumes, abrangendo desde a creche até a pré-escola. O primeiro volume é a introdução apresenta uma reflexão sobre as creches e pré-escolas no Brasil. O volume 2 aborda a formação pessoal e social, através da promoção da identidade e autonomia das crianças. No volume 3 são encontradas orientações sobre a formação de Conhecimento de Mundo, que engloba os eixos: Movimento, Música, Artes Visuais, Linguagem Oral e Escrita, Natureza e Sociedade e Matemática. http://portal.mec.gov.br/seb/arquivos/pdf/rcnei_vol1.pdf http://portal.mec.gov.br/seb/arquivos/pdf/volume2.pdf http://portal.mec.gov.br/seb/arquivos/pdf/volume3.pdf http://portal.mec.gov.br/seb/arquivos/pdf/rcnei_vol1.pdf http://portal.mec.gov.br/seb/arquivos/pdf/volume2.pdf http://portal.mec.gov.br/seb/arquivos/pdf/volume3.pdf 35 Legislação Educacional Universidade Santa Cecília - Educação a Distância Os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN), publicados em 1997 (1º a 4º série/5º ano) e 1998 (5ª e 8ª série/9º ano), foi uma inovação para o sistema educacional, pois instaurou uma política de currículo que se caracterizou pela transversalidade. Ou seja, defendia um currículo com as áreas de conhecimento básicas e suas relações com temas transversais. Esses temas são abrangentes com foco em questões atuais e devem permear todas as áreas de conhecimento. São eles: ética, meio ambiente, pluralidade cultural, saúde, orientação sexual e trabalho e consumo. Os PCNs apresentam objetivos gerais e específicos, conteúdos, orientações didáticas e critérios de avaliação. Dividido em 10 volumes. 1º ao 5º ano (1ª a 4ª série): http://portal.mec.gov.br/seb/arquivos/pdf/livro01.pdf Volume 01 - Introdução aos PCNs Volume 02 - Língua Portuguesa Volume 03 - Matemática Volume 04 - Ciências Naturais Volume 5.1 - História e Geografia Volume 5.2 - História e Geografia Volume 6 - Arte Volume 7 - Educação Física Volume 8.1 - Temas Transversais - Apresentação Volume 8.2 - Temas Transversais - Ética Volume 9.1 - Meio Ambiente Volume 9.2 - Saúde Volume 10.1 - Pluralidade Cultural Volume 10.2 - Orientação Sexual http://portal.mec.gov.br/seb/arquivos/pdf/livro01.pdf http://portal.mec.gov.br/seb/arquivos/pdf/livro01.pdf http://portal.mec.gov.br/seb/arquivos/pdf/livro01.pdf http://portal.mec.gov.br/seb/arquivos/pdf/livro02.pdf http://portal.mec.gov.br/seb/arquivos/pdf/livro02.pdf http://portal.mec.gov.br/seb/arquivos/pdf/livro03.pdf http://portal.mec.gov.br/seb/arquivos/pdf/livro03.pdf http://portal.mec.gov.br/seb/arquivos/pdf/livro04.pdf http://portal.mec.gov.br/seb/arquivos/pdf/livro04.pdf http://portal.mec.gov.br/seb/arquivos/pdf/livro051.pdf http://portal.mec.gov.br/seb/arquivos/pdf/livro051.pdf http://portal.mec.gov.br/seb/arquivos/pdf/livro052.pdf http://portal.mec.gov.br/seb/arquivos/pdf/livro052.pdf http://portal.mec.gov.br/seb/arquivos/pdf/livro06.pdf http://portal.mec.gov.br/seb/arquivos/pdf/livro06.pdf http://portal.mec.gov.br/seb/arquivos/pdf/livro07.pdf http://portal.mec.gov.br/seb/arquivos/pdf/livro07.pdf http://portal.mec.gov.br/seb/arquivos/pdf/livro081.pdf http://portal.mec.gov.br/seb/arquivos/pdf/livro081.pdf http://portal.mec.gov.br/seb/arquivos/pdf/livro082.pdf http://portal.mec.gov.br/seb/arquivos/pdf/livro082.pdf http://portal.mec.gov.br/seb/arquivos/pdf/livro091.pdf http://portal.mec.gov.br/seb/arquivos/pdf/livro091.pdf http://portal.mec.gov.br/seb/arquivos/pdf/livro092.pdf http://portal.mec.gov.br/seb/arquivos/pdf/livro092.pdf http://portal.mec.gov.br/seb/arquivos/pdf/livro101.pdf http://portal.mec.gov.br/seb/arquivos/pdf/livro101.pdf http://portal.mec.gov.br/seb/arquivos/pdf/livro102.pdf 36 Legislação Educacional Universidade Santa Cecília - Educação a Distância 6º ao 9º ano (5ª a 8ª série): http://portal.mec.gov.br/seb/arquivos/pdf/introducao.pdf Volume 01 - Introdução aos PCNs Volume 02 - Língua Portuguesa Volume 03 - Matemática Volume 04 - Ciências Naturais Volume 05 - Geografia Volume 06 - História Volume 07 - Arte Volume 08 - Educação Física Volume 09 - Língua Estrangeira Volume 10.1 – Temas transversais - Apresentação Volume 10.2 - Temas Transversais - Pluralidade Cultural Volume 10.3 - Temas Transversais - Meio Ambiente Volume 10.4 - Temas Transversais - Saúde Volume 10.5 - Temas Transversais - Orientação Sexual http://portal.mec.gov.br/seb/arquivos/pdf/introducao.pdf http://portal.mec.gov.br/seb/arquivos/pdf/introducao.pdf http://portal.mec.gov.br/administrator/seb/arquivos/pdf/introducao.pdf http://portal.mec.gov.br/seb/arquivos/pdf/portugues.pdf http://portal.mec.gov.br/administrator/seb/arquivos/pdf/introducao.pdf http://portal.mec.gov.br/seb/arquivos/pdf/matematica.pdf http://portal.mec.gov.br/administrator/seb/arquivos/pdf/introducao.pdf http://portal.mec.gov.br/seb/arquivos/pdf/ciencias.pdf http://portal.mec.gov.br/seb/arquivos/pdf/ciencias.pdf http://portal.mec.gov.br/seb/arquivos/pdf/geografia.pdf http://portal.mec.gov.br/administrator/seb/arquivos/pdf/introducao.pdf http://portal.mec.gov.br/seb/arquivos/pdf/pcn_5a8_historia.pdf http://portal.mec.gov.br/administrator/seb/arquivos/pdf/introducao.pdf http://portal.mec.gov.br/seb/arquivos/pdf/arte.pdf http://portal.mec.gov.br/administrator/seb/arquivos/pdf/introducao.pdf http://portal.mec.gov.br/seb/arquivos/pdf/fisica.pdf http://portal.mec.gov.br/administrator/seb/arquivos/pdf/introducao.pdf http://portal.mec.gov.br/seb/arquivos/pdf/pcn_estrangeira.pdf http://portal.mec.gov.br/administrator/seb/arquivos/pdf/introducao.pdf http://portal.mec.gov.br/seb/arquivos/pdf/pluralidade.pdf http://portal.mec.gov.br/administrator/seb/arquivos/pdf/introducao.pdf http://portal.mec.gov.br/seb/arquivos/pdf/meioambiente.pdf http://portal.mec.gov.br/administrator/seb/arquivos/pdf/introducao.pdf http://portal.mec.gov.br/seb/arquivos/pdf/saude.pdf http://portal.mec.gov.br/administrator/seb/arquivos/pdf/introducao.pdf http://portal.mec.gov.br/seb/arquivos/pdf/orientacao.pdf 37 Legislação Educacional Universidade Santa Cecília - Educação a Distância 7. PLANO NACIONAL DE EDUCAÇÃO (PNE) A Constituição Federal de 1988 instituiu no seu Art. 214, o Plano Nacional de Educação. Art. 214. A lei estabelecerá o plano nacional de educação, de duração decenal, com o objetivo de articular o sistema nacional de educação em regime de colaboração e definir diretrizes, objetivos, metas e estratégias de implementação para assegurar a manutenção e desenvolvimento do ensino em seus diversos níveis, etapas e modalidades por meio de ações integradas dos poderes públicos das diferentes esferas federativas que conduzam a: (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 59, de 2009) I - erradicação do analfabetismo; II - universalização do atendimento escolar; III - melhoria da qualidade do ensino; IV - formação para o trabalho; V - promoção humanística, científica e tecnológica do País. VI - estabelecimento de meta de aplicação de recursos públicos em educação como proporção do produto interno bruto. (Incluído pela Emenda Constitucional nº 59, de 2009) A LDB (Lei 9.394/96) reafirmou a necessidade do plano para definir as incumbências das diferentes instâncias, as diretrizes e as bases da educação nacional. O Primeiro Plano Nacional da Educação foi publicado em 2001 com vigência até 2011. Atualmente está vigente o Plano Nacional de Educação, Lei N. 13.005/2014, que tem como diretrizes: 1. Erradicação do analfabetismo; 2. Universalização do atendimento escolar; 3. Superação das desigualdades educacionais,com ênfase na promoção da justiça social, da equidade e da não discriminação; 4. Melhoria da qualidade da educação; http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc59.htm#art4 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc59.htm#art4 http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/Emendas/Emc/emc59.htm#art4 38 Legislação Educacional Universidade Santa Cecília - Educação a Distância 5. Formação para o trabalho e para a cidadania, com ênfase nos valores morais e éticos em que se fundamenta a sociedade; 6. Promoção do princípio da gestão democrática da educação pública; 7. Promoção humanística, científica, cultural e tecnológica do país; 8. Estabelecimento de meta de aplicação de recursos públicos em educação como proporção do produto interno bruto, que assegure atendimento às necessidades de expansão, com padrão de qualidade e equidade; 9. Valorização dos profissionais da educação; 10. Promoção dos princípios do respeito aos direitos humanos, à diversidade e à sustentabilidade socioambiental. As 20 metas a serem alcançadas até 2024 são: • Meta 1 – Educação Infantil : “Universalizar, até 2016, a educação infantil na pré-escola para as crianças de 4 (quatro) a 5 (cinco) anos de idade e ampliar a oferta de educação infantil em creches de forma a atender, no mínimo, 50% (cinquenta por cento) das crianças de até 3 (três) anos até o final da vigência deste PNE” • Meta 2 – Ensino Fundamental: “Universalizar o ensino fundamental de 9 (nove) anos para toda a população de 6 (seis) a 14 (quatorze) anos e garantir que pelo menos 95% (noventa e cinco por cento) dos alunos concluam essa etapa na idade recomendada, até o último ano de vigência deste PNE • Meta 3 – Ensino Médio: “Universalizar, até 2016, o atendimento escolar para toda a população de 15 (quinze) a 17 (dezessete) anos e elevar, até o final do período de vigência deste PNE, a taxa líquida de matrículas no ensino médio para 85% (oitenta e cinco por cento)” • Meta 4 – Inclusão: “Universalizar, para a população de 4 (quatro) a 17 (dezessete) anos com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades ou superdotação, o acesso à educação básica e ao atendimento educacional especializado, preferencialmente na rede regular de ensino, com a garantia de sistema educacional inclusivo, de salas de https://sae.digital/educacao-infantil-material-sae-digital/ https://sae.digital/ensino-fundamental-anos-finais-descubra-o-material-do-sae-digital/ https://sae.digital/ensino-medio/ 39 Legislação Educacional Universidade Santa Cecília - Educação a Distância recursos multifuncionais, classes, escolas ou serviços especializados, públicos ou conveniados” • Meta 5 – Alfabetização Infantil: “Alfabetizar todas as crianças, no máximo, até o final do 3o (terceiro) ano do ensino fundamental” • Meta 6 – Educação Integral: “Oferecer educação em tempo integral em, no mínimo, 50% (cinquenta por cento) das escolas públicas, de forma a atender, pelo menos, 25% (vinte e cinco por cento) dos (as) alunos (as) da educação básica” • Meta 7 – Qualidade da Educação Básica/IDEB: “Fomentar a qualidade da educação básica em todas as etapas e modalidades, com melhoria do fluxo escolar e da aprendizagem de modo a atingir as seguintes médias nacionais para o Ideb” • Meta 8 – Elevação da escolaridade/Diversidade: “Elevar a escolaridade média da população de 18 (dezoito) a 29 (vinte e nove) anos, de modo a alcançar, no mínimo, 12 (doze) anos de estudo no último ano de vigência deste Plano, para as populações do campo, da região de menor escolaridade no País e dos 25% (vinte e cinco por cento) mais pobres, e igualar a escolaridade média entre negros e não negros declarados à Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE” • Meta 9 – Alfabetização de jovens e adultos: “Elevar a taxa de alfabetização da população com 15 (quinze) anos ou mais para 93,5% (noventa e três inteiros e cinco décimos por cento) até 2015 e, até o final da vigência deste PNE, erradicar o analfabetismo absoluto e reduzir em 50% (cinquenta por cento) a taxa de analfabetismo funcional” • Meta 10 – EJA Integrada: “Oferecer, no mínimo, 25% (vinte e cinco por cento) das matrículas de educação de jovens e adultos, nos ensinos fundamental e médio, na forma integrada à educação profissional” https://sae.digital/educacao-integral/ 40 Legislação Educacional Universidade Santa Cecília - Educação a Distância • Meta 11 – Educação Profissional: “Triplicar as matrículas da educação profissional técnica de nível médio, assegurando a qualidade da oferta e pelo menos 50% (cinquenta por cento) da expansão no segmento público” • Meta 12 – Educação Superior: “Elevar a taxa bruta de matrícula na educação superior para 50% (cinquenta por cento) e a taxa líquida para 33% (trinta e três por cento) da população de 18 (dezoito) a 24 (vinte e quatro) anos, assegurada a qualidade da oferta e expansão para, pelo menos, 40% (quarenta por cento) das novas matrículas, no segmento público” • Meta 13 – Qualidade da Educação Superior: “Elevar a qualidade da educação superior e ampliar a proporção de mestres e doutores do corpo docente em efetivo exercício no conjunto do sistema de educação superior para 75% (setenta e cinco por cento), sendo, do total, no mínimo, 35% (trinta e cinco por cento) doutores” • Meta 14 – Pós-Graduação: “Elevar gradualmente o número de matrículas na pós-graduação de modo a atingir a titulação anual de 60.000 (sessenta mil) mestres e 25.000 (vinte e cinco mil) doutores” • Meta 15 – Profissionais de Educação: “Garantir, em regime de colaboração entre a União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios, no prazo de 1 (um) ano de vigência deste PNE, política nacional de formação dos profissionais da educação de que tratam os incisos I, II e III do caput do art. 61 da Lei n 9.394, de 20 de dezembro de 1996, assegurado que todos os professores e as professoras da educação básica possuam formação específica de nível superior, obtida em curso de licenciatura na área de conhecimento em que atuam” • Meta 16 – Formação: “Formar, em nível de pós-graduação, 50% (cinquenta por cento) dos professores da educação básica, até o último ano de vigência deste PNE, e garantir a todos (as) os (as) profissionais da educação básica formação continuada em sua área de atuação, 41 Legislação Educacional Universidade Santa Cecília - Educação a Distância considerando as necessidades, demandas e contextualizações dos sistemas de ensino” • Meta 17 – Valorização dos Profissionais do Magistério: “Valorizar os (as) profissionais do magistério das redes públicas de educação básica de forma a equiparar seu rendimento médio ao dos (as) demais profissionais com escolaridade equivalente, até o final do sexto ano de vigência deste PNE” • Meta 18 – Planos de Carreira: “Assegurar, no prazo de 2 (dois) anos, a existência de planos de Carreira para os (as) profissionais da educação básica e superior pública de todos os sistemas de ensino e, para o plano de Carreira dos (as) profissionais da educação básica pública, tomar como referência o piso salarial nacional profissional, definido em lei federal, nos termos do inciso VIII do art. 206 da Constituição Federal” • Meta 19 – Gestão Democrática: “Assegurar condições, no prazo de 2 (dois) anos, para a efetivação da gestão democrática da educação, associada a critérios técnicos de mérito e desempenho e à consulta pública à comunidade escolar, no âmbito das escolas públicas, prevendo recursos e apoio técnico da União para tanto” • Meta 20 – Financiamento da Educação: “Ampliar o investimento público em educação pública de forma a atingir, no mínimo, o patamar de 7% (sete por cento) do Produto Interno Bruto – PIB do País no 5o (quinto)ano de vigência desta Lei e, no mínimo, o equivalente a 10% (dez por cento) do PIB ao final do decênio” Neste link está disponível o Plano Nacional de Educação Lei N. 13.005/14 http://pne.mec.gov.br/18-planos-subnacionais-de-educacao/543-plano- nacional-de-educacao-lei-n-13-005-2014 http://pne.mec.gov.br/18-planos-subnacionais-de-educacao/543-plano-nacional-de-educacao-lei-n-13-005-2014 http://pne.mec.gov.br/18-planos-subnacionais-de-educacao/543-plano-nacional-de-educacao-lei-n-13-005-2014 42 Legislação Educacional Universidade Santa Cecília - Educação a Distância 8. BASE NACIONAL COMUM CURRICULAR (BNCC) A BNCC foi homologada em dezembro de 2017. É um documento normativo que define o conjunto orgânico e progressivo de aprendizagens essenciais que todos os alunos devem desenvolver ao longo de todas as etapas da Educação Básica. Durante a Educação Básica, as aprendizagens essenciais definidas na BNCC devem concorrer para assegurar aos estudantes o desenvolvimento de dez competências gerais, que consubstanciam, no âmbito pedagógico, os direitos de aprendizagem e desenvolvimento. Sendo competência a mobilização de conhecimentos (conceitos e procedimentos), habilidades (práticas, cognitivas e socioemocionais), atitudes e valores para resolver demandas complexas da vida cotidiana, do pleno exercício da cidadania e do mundo do trabalho. Os marcos legais que levaram a BNCC: • Constituição 1988 artigo 205: a educação, direito de todos e dever do Estado e da família, será promovida e incentivada com a colaboração da sociedade, visando ao pleno desenvolvimento da pessoa, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho (BRASIL, 1988). • Lei de diretrizes e bases, no Inciso IV de seu Artigo 9º, afirma que cabe à União estabelecer, em colaboração com os Estados, o Distrito Federal e os Municípios, competências e diretrizes para a Educação Infantil, o Ensino Fundamental e o Ensino Médio, que nortearão os currículos e seus conteúdos mínimos, de modo a assegurar formação básica comum (BRASIL, 1996). Nesse artigo, a LDB deixa claros dois conceitos decisivos para todo o desenvolvimento da questão curricular no Brasil. O primeiro, já antecipado pela Constituição, estabelece a relação entre o que é básico- comum e o que é diverso em matéria curricular: as competências e diretrizes são comuns, os currículos são diversos. A relação entre o que é básico-comum e o que é diverso é retomada no Artigo 26 da LDB: os currículos da Educação Infantil, do Ensino Fundamental e do Ensino Médio devem ter uma base nacional comum, a ser complementada, em cada sistema de ensino e em cada estabelecimento escolar, por uma parte diversificada, exigida pelas 43 Legislação Educacional Universidade Santa Cecília - Educação a Distância características regionais e locais da sociedade, da cultura, da economia e dos educandos (BRASIL, 1996). • Plano Nacional de Educação, Lei nº 13.005/20147, que reitera a necessidade de estabelecer e implantar, mediante pactuação interfederativa (União, Estados, Distrito Federal e Municípios), diretrizes pedagógicas para a educação básica e a base nacional comum dos currículos, com direitos e objetivos de aprendizagem e desenvolvimento dos(as) alunos(as) para cada ano do Ensino Fundamental e Médio, respeitadas as diversidades regional, estadual e local (BRASIL, 2014). Fundamentos pedagógicos da BNCC: • Foco nas competências O foco no desenvolvimento de competências tem orientado a maioria dos Estados e Municípios brasileiros em diferentes países na construção de seus currículos. É esse também o enfoque adotado nas avaliações internacionais da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), que coordena o Programa Internacional de Avaliação de Alunos (Pisa, na sigla em inglês), e da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco, na sigla em inglês), que instituiu o Laboratório Latino-americano de Avaliação da Qualidade da Educação para a América Latina (LLECE, na sigla em espanhol). Ao adotar esse enfoque, a BNCC indica que as decisões pedagógicas devem estar orientadas para o desenvolvimento de competências. Por meio da indicação clara do que os alunos devem “saber” (considerando a constituição de conhecimentos, habilidades, atitudes e valores) e, sobretudo, do que devem “saber fazer” (considerando a mobilização desses conhecimentos, habilidades, atitudes e valores para resolver demandas complexas da vida cotidiana, do pleno exercício da cidadania e do mundo do trabalho). • Compromisso com a educação integral A BNCC afirma, de maneira explícita, o seu compromisso com a educação integral. Reconhece, assim, que a Educação Básica deve visar à formação e ao desenvolvimento humano global, o que implica compreender a complexidade e a não 44 Legislação Educacional Universidade Santa Cecília - Educação a Distância linearidade desse desenvolvimento, rompendo com visões reducionistas que privilegiam ou a dimensão intelectual (cognitiva) ou a dimensão afetiva. Significa, ainda, assumir uma visão plural, singular e integral da criança, do adolescente, do jovem e do adulto – considerando-os como sujeitos de aprendizagem – e promover uma educação voltada ao seu acolhimento, reconhecimento e desenvolvimento pleno, nas suas singularidades e diversidades. Além disso, a escola, como espaço de aprendizagem e de democracia inclusiva, deve se fortalecer na prática coercitiva de não discriminação, não preconceito e respeito às diferenças e diversidades. • Pacto interfederativo e a implementação da BNCC (igualdade, diversidade e equidade) No Brasil, um país caracterizado pela autonomia dos entes federados, acentuada diversidade cultural e profundas desigualdades sociais, os sistemas e redes de ensino devem construir currículos, e as escolas precisam elaborar propostas pedagógicas que considerem as necessidades, as possibilidades e os interesses dos estudantes, assim como suas identidades linguísticas, étnicas e culturais, portanto, a igualdade educacional sobre a qual as singularidades devem ser consideradas e atendidas. Essa igualdade deve valer também para as oportunidades de ingresso e permanência em uma escola de Educação Básica. O Brasil, ao longo de sua história, naturalizou desigualdades educacionais em relação ao acesso à escola, à permanência dos estudantes e ao seu aprendizado. Para isso, os sistemas e redes de ensino e as instituições escolares devem se planejar com um claro foco na equidade, que pressupõe reconhecer que as necessidades dos estudantes são diferentes. No link abaixo é possível acessar a BNCC completa. http://basenacionalcomum.mec.gov.br/images/BNCC_EI_EF_110518_versa ofinal_site.pdf http://basenacionalcomum.mec.gov.br/images/BNCC_EI_EF_110518_versaofinal_site.pdf http://basenacionalcomum.mec.gov.br/images/BNCC_EI_EF_110518_versaofinal_site.pdf 45 Legislação Educacional Universidade Santa Cecília - Educação a Distância 46 Legislação Educacional Universidade Santa Cecília - Educação a Distância 47 Legislação Educacional Universidade Santa Cecília - Educação a Distância 48 Legislação Educacional Universidade Santa Cecília - Educação a Distância 9. A FORMAÇÃO E A CARREIRA DOCENTE NA LEGISLAÇÃO Ao longo da história da educação brasileira, os professores vivenciaram vários entendimentos sobre seu papel. Na escola tradicional, o professor, possuía um certo status na comunidade, mesmo sem formação, era alguém que detinha de uma vocação. Ensinar era uma missão, um sacerdócio. Diante disso, os ganhossão eram o mais importante. As mulheres dominavam a educação e não possuíam uma carreira institucionalizada, elas exerciam sua vocação durante meio período, e conseguiam assim ainda cuidar da família e auxiliar no orçamento doméstico. Na década de 1970, a Lei 5.692/71 instituiu a carreira de professor baseada na qualificação e não em função do grau de atuação. Os cursos passaram a ser chamados de magistérios e tinham início os concursos públicos, a organização de associações e confederações. A ditadura não permitiu a sindicalização, mas houveram muitas greves pela luta de melhores condições de trabalho. Após a Constituição Federal de 1988 os professores puderam se sindicalizar e a valorização dos profissionais tornou-se um princípio garantido por lei, com planos de carreira, piso salarial e ingresso exclusivo por concurso público. A LDB (Lei N. 9.394/96) reiterou o princípio da valorização dos professores, assegurando a promoção de uma carreira dos profissionais da educação. A formação de professores da Educação infantil e dos anos iniciais do Ensino fundamental passou a ser feita preferencialmente em nível superior, com graduação plena, a exemplo dos outros professores da Educação básica. Art. 62. A formação de docentes para atuar na educação básica far-se-á em nível superior, em curso de licenciatura, de graduação plena, em universidades e institutos superiores de educação, admitida, como formação mínima para o exercício do magistério na educação infantil e nas quatro primeiras séries do ensino fundamental, a oferecida em nível médio, na modalidade Normal. 49 Legislação Educacional Universidade Santa Cecília - Educação a Distância Essa exigência deveria ser organizada em todas as instituições de ensino do Brasil. E por isso, os professores que já atuavam deveriam buscar a formação superior. A formação pode ser feita tanto em cursos regulares como a distância. A LDB (Lei N. 9.394/96) também estabeleceu as incumbências dos professores e os princípios dos sistemas de ensino. Art. 13. Os docentes incumbir-se-ão de: I - participar da elaboração da proposta pedagógica do estabelecimento de ensino; II - elaborar e cumprir plano de trabalho, segundo a proposta pedagógica do estabelecimento de ensino; III - zelar pela aprendizagem dos alunos; IV - estabelecer estratégias de recuperação para os alunos de menor rendimento; V - ministrar os dias letivos e horas-aula estabelecidos, além de participar integralmente dos períodos dedicados ao planejamento, à avaliação e ao desenvolvimento profissional; VI - colaborar com as atividades de articulação da escola com as famílias e a comunidade. Art. 14. Os sistemas de ensino definirão as normas da gestão democrática do ensino público na educação básica, de acordo com as suas peculiaridades e conforme os seguintes princípios: I - participação dos profissionais da educação na elaboração do projeto pedagógico da escola; II - participação das comunidades escolar e local em conselhos escolares ou equivalentes. Apesar do esforço de décadas, nem todas as escolas possuíam a sua Proposta Pedagógica. Algumas escolas haviam adotado planos de outras instituições, ou ainda contratavam especialistas, que não conheciam o contexto ali encontrado para a elaboração de uma proposta. Havia, além disso, a necessidade de retomar o processo de planejamento da escola, exercendo a autonomia presente, consolidada pela legislação. 50 Legislação Educacional Universidade Santa Cecília - Educação a Distância Os sistemas estaduais e municipais, diante da postura da nova LDB, tiveram que se reorganizar e orientar suas escolas, públicas e particulares, para que se adequassem aos preceitos legais. A elaboração da Proposta pedagógica de uma escola, de qualquer uma das etapas da Educação básica (Educação infantil, Ensino fundamental e Ensino médio) exige o conhecimento básico da legislação educacional e de aspectos administrativos, pedagógicos e financeiros. Cada comunidade escolar, ao elaborar e executar seu Projeto Político Pedagógico deve conhecer o perfil do corpo docente (formação e experiência pedagógica dos professores), e da equipe de funcionários (compromisso social e competência técnica), analisar os resultados quantitativos e qualitativos alcançados pelos alunos nos anos anteriores, levantar as necessidades físicas da estrutura do prédio escolar e de seus equipamentos, pesquisar as características geográficas, históricas e sociais da comunidade onde a escola se localiza, definir a concepção de escola que atenderá melhor as necessidades e finalmente, colocar em prática as estratégias de implementação que foram decididas e assumidas por todos os envolvidos no planejamento. E ainda, uma avaliação deve permear todo o processo, para que problemas e dificuldades sejam resolvidos ou que alguma ação seja replanejada. Resumidamente, o Projeto político pedagógico envolve: a finalidade da escola, sua estrutura organizacional, os dados estatísticos de desempenho dos alunos, o perfil do corpo docente, o planejamento curricular, o calendário escolar, os processos decisórios (administração, supervisão, orientação pedagógica), e a avaliação constante. As finalidades da escola devem apresentar, além da meta de formação integral dos alunos, as dimensões culturais, políticas, sociais e humanísticas. O importante é decidir, coletivamente, o que se quer reforçar dentro da escola, detalhando as finalidades para se conseguir um processo ensino-aprendizagem bem-sucedido e se forma o cidadão crítico, envolvido com a realidade de seu tempo. A participação do professor em momentos de planejamento coletivo como a elaboração da proposta pedagógica da escola, foi uma vitória na luta pela valorização do professor, que faz parte da comunidade escolar. As discussões e troca de experiências destes momentos coletivos faz com que o professor se sinta parte do ambiente escolar, 51 Legislação Educacional Universidade Santa Cecília - Educação a Distância entenda melhor as dificuldades e a realidade de todos ali envolvido. Além disso, promove um sentimento de pertencimento e cumplicidade entre todos. O que é importantíssimo para os momentos de estresse e desmotivação comuns a qualquer ambiente de trabalho. https://www.google.com/imgres?imgurl=https://apuc.org.br/images/reuni%C3%A3o%20acima%2065%20anos.jpg&imgrefurl=https://apuc.org.br/noticias/635-reuniao-com-professoresas-acima-de-65-anos&docid=yu7Rmc-3YfW0NM&tbnid=HktODzPi0nCw1M:&vet=10ahUKEwjJ5q6isYPnAhWfILkGHS7jAsQQMwhkKAwwDA..i&w=567&h=384&bih=614&biw=1366&q=reunis%C3%A3o%20de%20professores&ved=0ahUKEwjJ5q6isYPnAhWfILkGHS7jAsQQMwhkKAwwDA&iact=mrc&uact=8