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Língua Portuguesa 
Questões comentadas do CESPE/UnB 
Prof. Fernando Pestana – Aula 03 
 
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AULA 03: MORFOSSINTAXE 
 
 
SUMÁRIO RESUMIDO PÁGINA 
1- Questões do CESPE/UnB 02 
2- Gabarito Comentado 12 
 
Salve, salve, meus alunos inquietos! 
 
 Como hoje estou me sentindo um poeta, abrirei com a maior cara 
de pau um poema cheio de sintaxe na verve, do saudoso Paulo Leminski: 
 
O assassino era o escriba 
 
Meu professor de análise sintática era o tipo do sujeito 
Inexistente. 
Um pleonasmo, o principal predicado da sua vida, 
regular com um paradigma da 1ª conjugação. 
Entre uma oração subordinada e um adjunto adverbial, 
ele não tinha dúvidas: sempre achava um jeito 
assindético de nos torturar com um aposto. 
Casou com uma regência. 
Foi infeliz. 
Era possessivo como um pronome. 
E ela era bitransitiva. 
Tentou ir para os EUA. 
Não deu. 
Acharam um artigo indefinido em sua bagagem. 
A interjeição do bigode declinava partículas expletivas, 
conetivos e agentes da passiva, o tempo todo. 
Um dia, matei-o com um objeto direto na cabeça. 
 
 Muito bom, não é!? 
 
 Galera, na boa, morfossintaxe é um dos assuntos mais difíceis da 
língua portuguesa (quando um assunto não é difícil? (rs)), porque você 
tem de associar os conceitos de morfologia (classes de palavras, como 
substantivo, adjetivo, artigo, pronome, numeral...) aos de sintaxe. 
Principalmente o conceito de orações (coordenadas e subordinadas); é o 
grande barato do CESPE! Precisarei, já que é um curso de exercícios, de 
um pouco de sua bagagem gramatical, ok? Não privarei ninguém de 
informação relevante nos comentários, está certo? Portanto, relax, e 
venha comigo! Com sangue nos olhos! Sem mais, curta a aula de hoje! 
 
 
Língua Portuguesa 
Questões comentadas do CESPE/UnB 
Prof. Fernando Pestana – Aula 03 
 
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Questões do CESPE/UnB 
 
 Julgue: CERTO ou ERRADO. Boa resolução para você! 
 
As últimas questões foram adaptadas para melhor aprendizado e 
são atualíssimas!!!! 
 
CESPE/UnB – EBC – CARGOS DE NÍVEL SUPERIOR – 2011 
 
1- As orações “São tantos os espaços para a dita participação popular” 
(l.1) e “não há espaços de visibilidade claros” (l.11) são exemplos de 
oração sem sujeito. 
 
2- Em “que ele chama metafísica dos costumes” (Kant inicia a exposição 
da ética, que ele chama metafísica dos costumes...), o trecho em itálico, 
que exerce, na oração, a função de complemento verbal, deveria estar 
precedido da preposição de. 
 
 
CESPE/UnB – BRB – ESCRITURÁRIO – 2011 
 
3- O emprego da partícula “se” em “se estabeleceram” (No entanto, foi 
somente no século XVII que os bancos se estabeleceram...) indica que o 
sujeito da oração é indeterminado. 
 
4- A expressão “moedas mexicanas e peruanas” (No extremo norte, por 
exemplo, continuavam sendo usadas no comércio moedas mexicanas e 
peruanas...) exerce, na oração em que ocorre, a função sintática de 
sujeito. 
 
 
CESPE/UnB – EBC – CARGOS DE NÍVEL MÉDIO – 2011 
 
5- Seria mantida a relação sintático-semântica entre as orações que 
compõem o terceiro período do texto ao se substituir “uma vez que” (Por 
princípio, todo o sistema de comunicação deveria ser público, uma vez 
que a sua missão é prestar um serviço público.) por qualquer um dos 
termos a seguir: porque, porquanto, já que, visto que, conquanto. 
 
6- Tanto em “se fala” (Quando se fala em sistema público de 
comunicação...) quanto em “pensa-se” (... pensa-se justamente em um 
conjunto...) o “se” indica a indeterminação do sujeito da oração. 
 
7- A expressão “um dos pioneiros na pesquisa sobre mídia pública no 
Brasil” (Para o Professor Laurindo Leal Filho, da Universidade de São 
Paulo, um dos pioneiros sobre mídia pública no Brasil, esse não é um 
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conceito fechado.) exerce, na oração, a função sintática de vocativo, pois 
se refere a uma pessoa citada anteriormente. 
 
 
CESPE/UnB – IFB – CARGOS DE NÍVEL MÉDIO – 2011 
 
8- Considerando-se apenas o trecho “Viver em ambiente sem gravidade 
faz coisas curiosas com o corpo” (L.1-2), não se pode determinar, do 
ponto de vista sintático, o sujeito da forma verbal “faz”. 
 
9- O complemento da forma verbal “considera” (Dondonim considera que 
o assistencialismo oficial prejudicou os índios.) consiste em uma oração. 
 
 
CESPE/UnB – TJ/ES – ANALISTA JUDICIÁRIO (LETRAS) – 2011 
 
10- Para que a argumentação do texto seja coerente, a 
oração “pertencendo a grupos sociais diferentes” (Diferentes 
pessoas, pertencendo a grupos sociais diferentes, têm não apenas 
histórias diferentes para contar, mas formas diferentes de contá-las...) 
deve ser interpretada como condicional, correspondente à seguinte 
oração: caso pertençam a grupos sociais diferentes. 
 
11- No primeiro período, que resume a ideia principal do texto, o 
emprego, na oração principal, da forma verbal “tem” (O fato de que o 
homem vê o mundo por meio de sua cultura tem como consequência a 
propensão do homem a considerar o seu modo de vida como o mais 
correto e o mais natural.), no singular, é exigido pelo sujeito dessa 
oração. 
 
12- Preservam-se a coerência e a correção gramatical do texto ao se 
substituir “a separar” (... é ideal que o fosso material a separar as 
pessoas seja menos profundo) por que separa. 
 
 
CESPE/UnB – TJ/ES – ANALISTA JUDICIÁRIO – 2011 
 
13- As expressões “do espírito laico” (... são a mais alta expressão do 
espírito laico...) e “da fé” (... mais à razão crítica que aos impulsos da 
fé...) complementam, respectivamente, os vocábulos “expressão” e 
“impulsos”. 
 
14- A expressão “como objetivo exclusivo” (essa agilidade, muito 
provavelmente, teve como objetivo exclusivo permitir-nos decidir o que 
merecia a nossa atenção...) exerce a função de complemento direto da 
forma verbal “teve”. 
 
 
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CESPE/UnB – STM – ANALISTA JUDICIÁRIO – 2011 
 
15- Entre as orações que compõem o período “não é preciso trabalhar 
com esses temas, ou sequer saber que existem”, estabelece-se uma 
relação sintático-semântica de alternância. 
 
 
CESPE/UnB – CORREIOS – ANALISTA (LETRAS) – 2011 
 
16- Em ‘Quando o carteiro chegou e meu nome gritou’ (l.38-39), os 
sujeitos gramaticais ‘o carteiro’ e ‘meu nome’ estão antepostos a seus 
respectivos predicados verbais. 
 
Texto 
 
 
 
17- Se os versos do fragmento fossem reescritos na ordem sujeito-verbo-
complemento verbal-adjunto adverbial, a versão correta seria: No palácio 
da Cachoeira/Joaquim Silvério começa/ a redigir sua carta/ com pena 
bem aparada. 
 
18- Constituem exemplos de orações que não seguem a ordem sujeito-
verbo-objeto: “como nos inclina a pensar a prevalência da forma 
pronominal” (l.10) e “uma vez que foi necessário levar em conta a noção 
de memória coletiva” (l.17-18). 
 
Texto para 19 e 20 
 
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19- Em todos os parágrafos do texto, são identificadas circunstâncias 
temporais. 
 
20- Na construção “mais à pintura e à musica do que à filosofia e à 
religião” (L.2-3), o vocábulo “que” introduz oração restritiva com verbo 
elíptico. 
 
 
CESPE/UnB – CBM/ES – OFICIAL BOMBEIRO – 2011 
 
Texto 
 
 
 
21- O sujeito da oração “transporta muito mais passageiros” (l. 8) está 
elíptico. 
 
 
CESPE/UnB – FUB – CARGOS DE NÍVEL MÉDIO – 2011 
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22- Em “Pela estreita peneira do programa só passam os realmente 
capazes”, o sujeito da oração está indeterminado. 
 
23- O termo “gente” (Há gente no Brasil interessada em...) exerce a 
função de sujeito da oração em que se insere. 
 
 
CESPE/UnB – TJ/ES – CARGOS DE NÍVEL SUPERIOR – 2011 
 
24- No desenvolvimento da argumentação do texto, a oração “A semana 
terminou sem que estivesse claro o futuro político do maior aliado dos 
Estados Unidos da América (EUA)” expressa circunstância de causa em 
relação à oração que a antecede. 
 
 
CESPE/UnB – STM – TÉCNICO JUDICIÁRIO – 2011 
 
Texto 
 
 
 
25- A forma verbal “perceber” (l.8) possui sujeito oracional. 
 
 
CESPE/UnB – TRE/ES – TÉCNICO – 2011 
 
26- O segmento “o mais abundante dos gases-estufa” (Por exemplo, as 
emissões de CO2, o mais abundante dos gases-estufa,...) está entre 
vírgulas por constituir aposto explicativo. 
 
27- Em “emitir-lhes” (... devendo o Estado emitir-lhes os títulos 
respectivos...), o pronome exerce a função de objeto direto. 
 
 
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CESPE/UnB – PC/ES – CARGOS DE NÍVEL SUPERIOR – 2011 
 
Texto 
 
 
 
28- O complemento verbal "por criminosos que andavam livremente pelas 
ruas com fuzis e metralhadoras" (l.9-10) designa o ser que pratica a ação 
verbal. 
 
 
CESPE/UnB – PGM/RR – PROCURADOR MUNICIPAL – 2010 
 
Texto 
 
 
 
29- O período sintático que inicia o segundo parágrafo, na linha 9, 
apresenta a ideia que resume a argumentação desenvolvida no texto. 
 
 
CESPE/UnB – INSTITUTO RIO BRANCO – DIPLOMATA – 2010 
 
30- O período "No entanto, mal sabiam os modernistas que, em Euclides, 
contavam com um abridor de caminhos" (l.9-10) poderia ser reescrito, 
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sem prejuízo para as informações do texto, da seguinte 
forma: Entretanto, não percebiam os modernistas que, em 
Euclides, tinham um precursor. 
 
Texto 
 
 
 
31- Pelo desenvolvimento das ideias do texto, verifica-se que a referência 
do sujeito elíptico de todas as orações do período iniciado por "Se for 
original" (l.17) corresponde à expressão "o crítico competente" (l.14). 
 
Texto 
 
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32- A forma "dá" é empregada no poema ora como verbo intransitivo, nos 
versos 19 e 27, por exemplo, ora como transitivo, nos versos 2 e 26. 
 
Texto 
 
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33- O período iniciado na linha 14 está na ordem indireta, como 
demonstra, por exemplo, a antecipação da oração "de criar a 
menor representação das coisas" (l.15), a qual exerce a função de 
complemento do nome "privado" (l.17). 
 
34- Dado que a conjunção "Quando" (A poesia ao meu alcance só podia 
ser a humilde nota individual; mas, como eu disse, não encontrei em mim 
a tecla do verso, cuja ressonância interior não se confunde com a de 
nenhum timbre artificial. Quando mesmo, porém, eu tivesse recebido o 
dom do verso, teria naufragado, porque não nasci artista) não expressa 
tempo, a oração que ela inicia poderia ser reescrita corretamente da 
seguinte forma: Mesmo que eu tivesse recebido o dom do verso. 
 
35- No segmento “o gosto que estes revelam pela improvisação”, o termo 
“pela improvisação” exerce função distinta da exercida na seguinte frase: 
Revelou, pela improvisação, o quanto se afastara da cultura clássica. 
 
36- A oração “que se tornariam centrais na produção intelectual e 
artística do século XX” (Euclides realizara um mapeamento de temas que 
se tornariam centrais na produção intelectual e artística do século XX) 
tem, no período em que se insere, sentido explicativo. 
 
 
CESPE/UnB – TCDF – AUDITOR DE CONTROLE EXTERNO – 2012 
 
Fragmento de texto 
 
(...) A primeira convicção política incutida em meu espírito foi que o 
município não tinha recursos, e que por esse motivo andava descalçado, 
ou devia o calçado; (...) 
 
37- A “primeira convicção política” do narrador é constituída, de fato, por 
duas convicções, que completam o sentido da forma verbal “foi”: “que o 
município não tinha recursos” e “que por esse motivo andava descalçado, 
ou devia o calçado”. 
 
 
CESPE/UnB – PF – AGENTE – 2012 
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38- Os trechos “Por sentenças, por decretos” (Por sentenças, por 
decretos, pareceríeis divinos) e “Por fictícia autoridade, vãs razões, falsos 
motivos” (Por fictícia autoridade, vãs razões, falsos motivos, inutilmente 
matastes) exercem função adverbial nas orações a que pertencem e 
ambos denotam o meio empregado na ação representada pelo verbo a 
que se referem. 
 
 
CESPE/UnB – PC/CE – INSPETOR – 2012 
 
39- No trecho “É verdade que a CE vem desenvolvendo novas formas 
políticas”, o emprego da forma verbal singular “É” justifica-se pelo fato de 
essa forma verbal não ter sujeito explícito. 
 
40- Na linha 3 (Sua soberania foi ultrapassada pelas redes transnacionais 
de poder), a expressão “pelas redes transnacionais de poder” indica o 
agente da ação verbal de ultrapassar. 
 
 
CESPE/UnB – IRBr – DIPLOMATA – 2012 
 
41- Na linha 12 (Ficava no canto da maloca, trepado no jirau de paxiúba, 
espiando o trabalho dos outros e principalmente os dois manos que 
tinha), a oração “que tinha”, sintática e semanticamente dispensável para 
o texto, caracteriza-se por ter um pronome relativo como sujeito 
sintático. 
 
42- Destaca-se, por meio da partícula expletiva “é que”, o sujeito simples 
da oração absoluta “Essa criança é que chamaram de Macunaíma”. 
 
43- Os termos “o endereço” e “a literatura desta missiva”, no trecho “Não 
pouco vos surpreenderá, por certo, o endereço e a literatura desta 
missiva”, são complementos do verbo surpreender, assim como “vos”, 
que exerce a função de objeto indireto desse verbo. 
 
Fragmento de texto 
 
Si o incitavam a falar exclamava: 
— Ai! Que preguiça!... 
e não dizia mais nada. 
 
44- No fragmento I, o período iniciado em “Si o incitavam a falar” inclui 
uma frase em discurso direto como complemento de verbo dicendi, 
seguida de oração coordenada, que se inicia em outra linha do texto. 
 
45- No primeiro (na questão de se o mundo é mais digno de riso ou de 
pranto, e se à vista do mesmo mundo tem...) e no segundo parágrafos 
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(se Demócrito era um homem tão grande entre os homens e um filósofo 
tão sábio... como ria?), o autor utiliza a coordenação para ligar orações 
substantivas introduzidas pelo conectivo subordinativo “se”. 
 
46- No período “Que Demócrito não risse, eu o provo”, o verbo provar 
complementa-se com uma estrutura em forma de objeto direto 
pleonástico, com uma oração servindo de referente para um pronome. 
 
 
Gabarito Comentado 
 
CESPE/UnB – EBC – CARGOS DE NÍVEL SUPERIOR – 2011 
 
1- 
Uma maneira de facilitar a visão para a análise sintática é colocar as 
orações na ordem direta. Para quem não se lembra desse conceito, veja 
esta frase: 
 
Os alunos do Estratégia passaram na prova este ano. 
 
Sujeito (S): Os alunos do Estratégia 
Verbo (V):passaram 
Complemento (C): na prova 
Adjunto adverbial (A): este ano 
 
A ordem direta é esta sequência de termos sintáticos: SVCA. Qualquer 
ordem diferente dessa significa que os termos da oração não estão na 
ordem direta. Ok? Exemplos de ordem indireta (ou inversa): 
 
Passaram na prova este ano os alunos do Estratégia. 
 
Este ano os alunos do Estratégia passaram na prova. 
 
Os alunos do Estratégia este ano passaram na prova. 
 
E por aí vai... Às vezes, o verbo não exige complemento, então o 
complemento é dispensável. O adjunto adverbial é dispensável também. 
Exemplo: 
 
O meu bebê nasceu! 
 
Às vezes o verbo é de ligação, portanto ele liga um sujeito a um 
predicativo do sujeito: 
 
O professor é muito inteligente. 
 
Está relembrando? 
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Observe, enfim, a primeira oração: “São tantos os espaços para a dita 
participação popular”. Está na ordem direta? Jamais! Coloque: 
 
“Os espaços para a dita participação popular (sujeito) são (verbo) tantos 
(predicativo)”. 
 
Ah, agora sim podemos analisar com mais tranquilidade. Percebe que o 
verbo ‘ser’ tem sujeito simples? Maravilha! E quanto à próxima oração? 
Veja: “não há espaços de visibilidade claros”. Percebe o verbo haver com 
sentido de existir? Este caso é moleza, não? Se não lembra, lá vai: este é 
um caso de oração sem sujeito, pois o verbo haver é impessoal, ou seja, 
não tem sujeito com sentido de existir. 
 
Sendo assim, concluímos que a questão traz uma afirmação equivocada, 
pois na primeira oração há sujeito simples; só na segunda há oração sem 
sujeito! 
 
GABARITO: ERRADO. 
 
Relembre agora os tipos de sujeito: 
 
O Sujeito (S) 
 
• É o termo sobre o qual se declara alguma coisa, concordando em 
número e pessoa com o verbo/locução verbal. 
 
• É o termo que normalmente pratica ou sofre a ação verbal. 
 
• É o termo cujo núcleo pode ser um substantivo, pronome, 
numeral, verbo no infinitivo ou palavra substantivada. 
 
Ex.: Aquelas questões de sintaxe estavam muito fáceis. 
 
Elas estavam muito fáceis. 
 
As duas estavam muito fáceis. 
 
Estudar é muito fácil. 
 
Teu porquê continua sendo um mistério para mim. 
 
Percebeu que eu coloquei em negrito o núcleo do sujeito? 
O núcleo é a palavra mais importante de um termo sintático; 
normalmente os determinantes - artigos, pronomes, numerais, adjetivos 
e locuções adjetivas - vêm ao redor do núcleo, formando um sintagma 
(grupo de palavras relacionadas). 
 
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Uma boa maneira de identificarmos o sujeito de uma oração é fazer 
a pergunta "o que...?" ou "quem...?" antes do verbo. Observe a 
primeira oração do exemplo acima: "O que estava muito fácil?", resposta: 
"Aquelas questões de sintaxe". Achou o sujeito! 
 
Às vezes, a ordem da oração pode ser inversa, logo o sujeito, o qual 
normalmente vem antes do verbo, pode vir depois: "Estavam muito 
fáceis aquelas questões de sintaxe." Vou dizer mais, meu/minha 
nobre: AS BANCAS ADORAM TRABALHAR QUESTÃO COM SUJEITO EM 
ORAÇÕES COM A ORDEM INDIRETA. Fica ligado nisso! 
 
Vejamos agora os Tipos de Sujeito: 
 
1) Simples: apresenta somente um núcleo; aparece explícito ou implícito 
(oculto). 
 
Ex.: Alguém escondeu a minha bolsa. (explícito) 
 
A minha bolsa foi escondida. (explícito) 
 
Escondeste a minha bolsa? (implícito/oculto) 
 
Obs.: No último exemplo, fica fácil perceber que o sujeito oculto é o 'tu', pois a 
desinência/terminação do verbo é de 2ª pessoa do singular, ou seja, "Tu escondeste a 
minha bolsa?" Cabe dizer mais uma palavrinha de cautela: se o verbo vier no 
imperativo, o sujeito normalmente virá implícito: "Nunca mais esconda (você) a minha 
bolsa!" Alguns gramáticos, como Celso Cunha, dividem o sujeito simples do sujeito 
oculto, daí não seriam quatro tipos, mas cinco. 
 
2) Composto: apresenta mais de um núcleo explícito. 
 
Ex.: Ele e ela esconderam a bolsa. 
 
Minha chave e minha bolsa foram escondidas. 
 
Obs.: Se o sujeito composto vier depois do verbo, este pode concordar com o termo 
mais próximo, ficando no singular: "Foi escondida minha bolsa e minha chave." 
 
3) Indeterminado: este tipo de sujeito é interessante, pois se 
assemelha ao implícito/oculto; só que, apesar de o verbo indicar que 
houve uma ação praticada por alguém, a identidade do sujeito é 
desconhecida, indeterminada; existem três situações clássicas: 
 
• Verbo na 3ª pessoa do plural sem sujeito explícito 
 
Ex.: (?) Esconderam minha bolsa. (Alguém escondeu, mas quem?) 
 
Obs.: Em "Meus filhos João e Pedro vivem aprontando. Outra vez esconderam minha 
bolsa.", o verbo esconder não apresenta sujeito explícito e está na 3ª pessoa do 
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plural, no entanto não há indeterminação do sujeito, pois o contexto indica quem são 
os que praticaram a ação de esconder. Logo, o sujeito do verbo esconder é oculto, e 
não indeterminado. Fique esperto! 
 
• Verbo na 3ª pessoa do singular acompanhado de partícula de 
indeterminação do sujeito ‘se’ (PIS), indicando uma ideia de 
generalização/indefinição 
 
Ex.: Só se é feliz neste lugar por causa de vocês. (Quem é feliz? 
Todos que são de lá) 
 
Vive-se bem no Rio de Janeiro. (Quem vive? Todos que lá 
vivem) 
 
Necessita-se de muita segurança lá. (Quem necessita? Todos 
que estão lá) 
 
Ama-se a Deus nesta Igreja. (Quem ama? Todos que a 
frequentam) 
 
Obs.: Na última frase, o sujeito só é indeterminado porque o verbo transitivo 
direto (VTD) está seguido de preposição!!! Falando nisso, não confunda a 
partícula SE (PIS) com SE (PA). A partícula apassivadora (PA) aparece com VTD 
sem preposição e pode-se desdobrar a oração que a contém; isso já não ocorre 
com o verbo com a partícula de indeterminação do sujeito (PIS). 
 
Ex.: Vendeu-se tudo na loja. (Tudo foi vendido na loja). 
 
Duvida-se de tudo hoje em dia. (De tudo é duvidado hoje em dia???) 
 
• Verbo no infinitivo impessoal 
 
Ex.: É proibido entrar aqui. (Quem não pode entrar?) 
 
Obs.: O interessante desta frase logo acima é que o sujeito do verbo ser é o verbo 
no infinitivo entrar, ou seja, "Entrar aqui é proibido". Sempre acho muito 
importante dizer que, quando o núcleo é um pronome indefinido, não há 
indeterminação do sujeito, ou seja, há sujeito simples nestas frases: "Quem me 
ligou?" "Alguém ligou, pai". 
 
4) Oração sem sujeito (sujeito inexistente): trazem verbos 
impessoais, os quais não apresentam um sujeito promovendo a ação 
verbal; tais verbos são usados na 3ª pessoa do singular: 
 
• Haver com sentido de existência, ocorrência ou tempo decorrido 
 
Ex.: Havia poucas pessoas aqui. 
 
Houve duas confusões ali. 
 
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Abandonei o cigarro há um mês. 
 
Obs.: 
1- O verbo ter pode ser existencial (é coloquial neste sentido, ok?): "Terá reuniões 
aqui", "Tinha uma pedra no meio do caminho". 
 
2- Lembrando que o verbo haver pode ser pessoal, ou seja, ter sujeito, se fizer parte 
de uma locução verbal ou se tiver outros sentidos: "Ele haveria de fazer isso", "Os 
rivais se houveram no ringue", "Eu me haverei bem diante dos convidados"... 
 
• Fazer e Estar indicando tempo ou aspectos naturais (clima). 
 
Ex.: Faz meses que não a vejo. 
 
Aqui faz invernos rigorosos.Estava frio naquele dia. 
 
Obs.: Os verbos fazer e estar podem ser pessoais, ou seja, ter sujeito: "Fazem dez 
anos de casamento hoje os meus amigos", "Ele fez todos os exercícios", 
'Vocês estão bem?"... 
 
• Ir + para indicando tempo decorrido 
 
Ex.: Vai para dois anos que ela se casou. 
 
Obs.: O verbo ir pode ser pessoal: "Já se foram duas horas de aula", "Ele foi à 
festa"... 
 
• Passar + de indicando tempo 
 
Ex.: Já passava das cinco horas. 
 
Obs.: Verbo passar pessoal: "Passou-se meia hora de aula", "Ele passou dez minutos 
aqui"... 
 
• Bastar/Chegar + de no imperativo, indicando suficiência 
 
Ex.: Basta de tolices! Chega de problemas! 
 
Obs.: Verbo bastar/chegar pessoal: "Quatro fatias não chegam para tua satisfação?", 
"Não basta ser amigo, ok?" 
 
• Parecer/Ficar indicando tempo ou aspectos naturais 
 
Ex.: Parecia tarde da noite. 
 
Ficou escuro do nada. 
 
Obs.: Verbo parecer/ficar pessoal: "Todos pareciam abobalhados","Alguém ficou sem 
dinheiro aí?"... 
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• Ser indicando hora, data, distância e aspectos naturais 
 
Ex.: São três horas da madruga. 
 
Hoje são dezoito de outubro. 
 
São dois quilômetros daqui a sua casa. 
 
Já era manhã de primavera quando acordei. 
 
Obs.: O verbo ser é o único impessoal que fica no plural como vocês puderam ver!!! 
Verbo ser pessoal: "Ele é gente boa", "O presidente será reeleito?"... 
 
• Verbos que indicam Fenômenos Naturais (chover, ventar, nevar, 
gear, trovejar, amanhecer, escurecer...) 
 
Ex.: Ventou, trovejou, choveu e depois nevou no Sul. 
 
Obs.: Em sentido figurado, são pessoais. "O patrão escureceu de raiva", 
"Amanheceu um dia lindo", "Todos os dias chovem notícias tristes nos jornais"... 
 
 
Todos os verbos impessoais, quando acompanhados de auxiliares, transmitem a estes 
sua impessoalidade, ficando no singular. 
 
Ex.: Há lanches sobre a mesa. 
 
Deve haver lanches sobre a mesa. 
 
Fará dias quentes em dezembro. 
 
Vai fazer dias quentes em dezembro. (...) 
 
2- 
O termo em itálico não é complemento do verbo chamar. O complemento 
deste verbo é o pronome relativo que. Você sabia que os pronomes 
relativos podem exercer função sintática? Podem sim! Basta você 
substituir o relativo pelo termo anterior e analisar sintaticamente a 
oração. Veja: “Kant inicia a exposição da ética, que ele chama metafísica 
dos costumes...”. Ele chama a exposição da ética metafísica dos 
costumes. Portanto, o pronome relativo exerce função de complemento 
verbal, uma vez que, quando substituímos, descobrimos a função 
sintática do termo sublinhado, a saber: complemento verbal (objeto 
direto). Este termo em itálico é o predicativo do objeto direto. 
 
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O verbo chamar, no sentido de apelidar, cognominar, julgar, classificar, é 
chamado de transobjetivo, pois exige um objeto + um predicativo do 
objeto. Veja mais: 
 
O verbo transobjetivo ‘chamar’ no sentido de nomear, apelidar, cognominar, classificar é 
interessante, pois pode ser VTD ou VTI. A preposição de é facultativa. 
 
Ex.: Chamei-lhe (de) vigarista. (VTI / POI) 
 
Chamei ao rapaz (de) vigarista. (VTI / POI) 
 
Chamei-o (de) vigarista. (VTD / POD) 
 
Chamei o rapaz vigarista. (VTD / POD) 
 
Percebeu que a preposição de é facultativa ao iniciar o predicativo do 
objeto? Portanto, a afirmação desta questão não procede, por dois 
motivos: 1) metafísica dos costumes não é complemento verbal, mas 
predicativo do objeto e 2) a preposição de não é obrigatória antes do 
predicativo. 
 
GABARITO: ERRADO. 
 
Note também que o verbo chamar pode ser transitivo direto e indireto. 
Lembra-se de transitividade verbal? Não?! Veja mais, então: 
 
Predicação verbal 
 
Também chamada de transitividade verbal, é a relação entre o verbo e 
outros termos da oração dentro do predicado. Existem dois grupos de 
verbos: os nocionais (intransitivos e transitivos) e os relacionais (de 
ligação, normalmente: ser, estar, permanecer, continuar, parecer, ficar, 
tornar-se...). Vamos ver primeiro os relacionais: 
 
• Verbo de ligação (VL): é aquele que relaciona o sujeito ao seu 
predicativo (atributo que indica estado, qualidade ou condição do 
sujeito); não indicam ação alguma por parte do sujeito, por isso são 
“vazios” de significado, indicando apenas estado. 
 
 Ex.: João é alegre. (estado permanente) 
 
João está alegre. (estado transitório) 
 
João ficou alegre. (estado mutatório) 
 
João permanece alegre. (estado continuativo) 
 
João parece alegre. (estado aparente) 
 
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Obs.: A predicação do verbo depende do seu valor no contexto frasal. Logo, o VL pode 
deixar de ser VL para ter outra predicação, e verbos que não são VL podem passar a ser. 
Logo, não confundir: 
 
Ex.: João viveu o momento. (verbo nocional) 
 
João vive alegre. (verbo relacional/VL) 
 
João anda rápido. (verbo nocional) 
 
João anda feliz. (verbo relacional/VL) 
 
João está em casa. (verbo nocional) 
 
João está satisfeito. (verbo relacional/VL) 
 
E agora os verbos nocionais, ou seja, aqueles que apresentam conteúdo 
significativo, indicando normalmente ação ou movimento. 
 
• Intransitivo (VI): não exige complemento verbal, pois tem sentido 
completo; normalmente uma expressão adverbial (de lugar, 
tempo...) acompanha os verbos intransitivos que indicam 
deslocamento ou moradia. 
 
Ex.: Dia 5 de outubro, o famoso inventor Steve Jobs morreu. 
(quem morre, morre) 
 
Todos chegaram ao teatro à noite. (quem chega, chega a 
algum lugar) 
 
Obs.: Aluno, cuidado com os verbos ir, chegar, voltar, regressar, retornar, morar, 
residir, habitar e sinônimos, pois eles aparentemente exigem um complemento, mas 
não exigem complemento algum, apenas são especificados por uma expressão indicando 
lugar, pois, caso contrário, o interlocutor não entenderia plenamente uma frase como 
esta: “Ele foi, amigo”. (pergunta óbvia: Ele foi aonde?). Estes verbos precisam de um 
especificador de tempo e não de um complemento. Tais verbos são considerados 
intransitivos!!! 
 
• Transitivo direto (VTD): para o sentido dele ficar pleno, exige um 
complemento (objeto direto) sem preposição obrigatória 
 
Ex.: Por que os homens destroem assim a natureza? (quem destrói, 
destrói alguma coisa) 
 
Obs.: Não raro, o complemento deste tipo de verbo vem em forma de pronome átono 
(o, a, os, as (lo, las, los, las/no, na, nos, nas)): Por que os homens destroem-na assim? 
 
• Transitivo indireto (VTI): para o sentido dele ficar pleno, exige 
um complemento (objeto indireto) com preposição obrigatória. 
 
Ex.: Concordo com você, realmente tenho de acreditar em Deus. 
 
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Obs.: Note que ‘tenho de acreditar’ é uma locução verbal, cujo verbo principal contém a 
predicação, ou seja, é ele quem dita a transtividade verbal da locução (quem acredita, 
acredita em...) 
 
• Transitivo direto e indireto (VTDI): exigem dois complementos, 
um sem preposição e outro com preposição. 
 
Ex.: Eu comuniquei o problema a todos. 
 
 
Só o contexto determinará a classificação, a transitividade do verbo. 
 
Ex.:Ela escreve bem. (VI) 
 
Ela escreveu dois poemas. (VTD) 
 
 Ela ainda não me escreveu. (VTI) 
 
Ela não me escreveu nada. (VTDI) 
 
 
Vamos entender agora um pouco do que é o Predicativo, porque este 
conhecimento servirá para entendermos os tipos de predicado 
melhormente. Veja: 
 
Predicativo é o termo sintático que expressa estado, qualidade ou 
condição do ser ao qual se refere; seu núcleo pode ser um adjetivo 
(normalmente), substantivo, numeral, palavra substantivada, etc. São 
dois tipos (do sujeito e do objeto (OD/OI)): 
 
• Do sujeito (PS): refere-se ao sujeito, caracterizando-o; não 
necessariamente aparece só com VL. 
 
Ex.: (Nós) Estamos felizes. (VL) 
 
O trem chegou atrasado. (VI) 
 
Ele foi nomeado supervisor pelo gerente. (VTD) 
 
Eles assistiram nervosos à partida. (VTI) 
 
Eles deram, ansiosos, um presente ao irmão. (VTDI) 
 
Obs.: Pode vir preposicionado: A taça é de cristal. 
 
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• Do objeto direto (POD): normalmente é uma característica dada 
pelo sujeito ao objeto direto; enfim, é um termo sintático que 
modifica o objeto direto. 
 
Ex.: O povo elegeu-o presidente. 
 
Chateada, convocaram a Amanda mesmo assim. 
 
Obs.: Neste último exemplo note que o POD (chateada) está deslocado do objeto 
(Amanda). 
 
Obs.: Acho importante dizer que pode haver predicativo referente a uma oração: Eu 
considero válido que você arrume um emprego. O que é considerado válido pelo 
sujeito? ISTO: ‘que você arrume um emprego’, complemento (objeto direto) do verbo 
considerar. 
 
• Do objeto indireto (POI): refere-se ao objeto indireto, 
caracterizando-o. 
 
Ex.: Gosto de vocês quietinhos. 
 
Eu preciso de você consciente. 
 
 
Nas orações do tipo "São três horas", "São cem metros daqui até lá", os termos 
destacados são predicativos do sujeito; apesar de o verbo ser impessoal. 
 
Os termos que parecem advérbios, ligados ao sujeito por verbo de ligação, indicando 
estado, condição ou qualidade são predicativos do sujeito. 
 
Ex.: Sua casa é longe?/ Ela ainda está de pé!/ Eu estou sem sono 
 
A ordem do predicativo do sujeito pode mudar a predicação verbal. 
 
Ex.: O garoto ficou curado em casa. (VL) / O garoto ficou em casa curado. (VI) 
 
Normalmente indicando opinião, os verbos transobjetivos (julgar, chamar, nomear, 
eleger, proclamar, designar, considerar, declarar, adotar, tornar, encontrar, 
achar...) exigem um objeto e um predicativo do objeto. 
 
Ex.: O juiz julgou o recurso (OD) improcedente (POD)./ O juiz considerou o réu 
(OD) culpado (POD). 
 
 
CESPE/UnB – BRB – ESCRITURÁRIO – 2011 
 
3- 
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Nossa!!! Se ‘os bancos se estabeleceram’, como o sujeito pode ser 
indeterminado??? O sujeito está explícito, é sujeito simples: os bancos. 
Esta partícula ‘se’ é integrante do verbo. 
 
GABARITO: ERRADO. 
 
Lembra-se das funções da partícula ‘se’? Veja mais: 
 
 
Meus amigos, como eu já havia falado, a aula de hoje é “pra queimar a mufa”! Ou eu 
não havia falado? Ah, sei lá... O fato é este: chegou a hora do pronome SE!!! 
 
Este pronome oblíquo átono tem cinco ‘facetas’: reflexivo (recíproco), integrante do 
verbo, expletivo (de realce), indeterminador do sujeito e apassivador. Nas 
explicações abaixo, precisarei contar com sua ajuda: seu conhecimento básico sobre 
transitividade verbal e um pouquinho de voz verbal. Vamos ver? 
 
Reflexivo (recíproco) 
 
Sempre acompanhado de verbo transitivo direto e/ou indireto (VTD/ VTI/VTDI). Segundo 
Bechara, ele “faz refletir sobre o sujeito a ação que ele mesmo praticou.” Diz-se que o 
pronome reflexivo é também recíproco quando há mais de um ser no sujeito e o verbo 
se encontra no plural. 
 
Ex.: A menina se cortou. / Se está doente, trate-se. / Os namorados se deram as mãos. 
(recíproco) / A avó e a neta se queriam muito. (recíproco) / Eles se beijaram. (recíproco) 
/ Ela se impôs uma dieta muito severa. / Ele se achou culpado por ter perdido a luta. / 
Sofia deixou-se estar à janela. 
 
Integrante do verbo 
 
Sempre acompanha verbo intransitivo (VI) ou transitivo indireto (VTI). Baseando-me no 
Bechara, posso dizer que ‘tais verbos indicam sentimento (indignar-se, ufanar-se, 
atrever-se, alegrar-se, admirar-se, lembrar-se, esquecer-se, orgulhar-se, arrepender-se, 
queixar-se, etc.) ou movimento/atitudes da pessoa em relação ao seu próprio corpo 
(sentar-se, suicidar-se, concentrar-se, converter-se, afastar-se, precaver-se, etc.). Por 
favor, não confunda este tipo de ‘faceta’ com a ideia de reflexividade! 
 
Ex.: Ele se precaveu das pragas. / Ela, infelizmente, suicidou-se. / Nunca você deve 
queixar-se da sua vida. 
 
Expletivo (de realce) 
 
Sempre acompanhado de verbos intransitivos (VI). Pode ser retirado da oração sem 
prejuízo sintático e semântico, pois seu valor é apenas estilístico (ênfase, 
expressividade). 
 
Ex.: Vão-se os anéis, ficam-se os dedos. = Vão os anéis, ficam os dedos. / Ela se tremia 
de medo do escuro. = Ela tremia de medo do escuro. / Passaram-se anos, e ele não 
retornou ainda. = Passaram anos, e ele não retornou ainda. 
 
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Indeterminador do sujeito 
 
Sempre acompanha verbos na 3ª pessoa do singular de quaisquer transitividades (verbo 
de ligação (VL), VI, VTD, VTI), sem sujeito explícito. No caso do VTD, precisará haver 
objeto direto preposicionado (ODP) para que o SE indetermine o sujeito — note o último 
exemplo abaixo. Tal indeterminação implica um sujeito de valor genérico 
(generalizador), impreciso. 
 
Ex.: Lá se era mais feliz. (VL) / Aqui se vive em paz. (VI) / Lamentavelmente, não se 
confia mais nos governantes. (VTI) / Ama-se a Deus aqui nesta Igreja. (VTD) 
 
Apassivador 
 
Sempre acompanha VTD ou VTDI para indicar que o sujeito explícito da frase tem valor 
paciente, ou seja, sofre a ação verbal. Sempre é possível reescrever a frase passando 
para a voz passiva analítica, ou seja, transformando o verbo em locução verbal (SER + 
PARTICÍPIO). 
 
Ex.: Alugavam-se apartamentos aqui. = Apartamentos eram alugados aqui. / Sabe-se 
que as línguas evoluem = É sabido que as línguas evoluem. / Jabuticaba se chupa no pé 
= Jabuticaba é chupada no pé. / Guerra se faz com armas = Guerra é feita com armas. / 
Dar-te-ei um ósculo = Um ósculo será dado por mim a ti. / Amores não se compram = 
Amores não são comprados. 
 
4- 
De fato! Coloca na ordem direta e verás! “Moedas mexicanas e peruanas 
(sujeito) continuavam sendo usadas (locução verbal) no comércio no 
extremo norte (adjunto adverbial)”. Simples assim! 
 
GABARITO: CERTO. 
 
 
CESPE/UnB – EBC – CARGOS DE NÍVEL MÉDIO – 2011 
 
5- 
A conjunção conquanto é concessiva, portanto não estabelece uma 
relação de causa, não inicia oração subordinada adverbial causal. As 
outras conjunções iniciam orações subordinadas adverbiais causais sem 
problemas. 
 
GABARITO: ERRADO. 
 
Veja mais sobre orações subordinadas adverbiais: 
 
Orações Subordinadas Adverbiais 
 
Funcionam como adjuntos adverbiais da oração principal, sendo 
introduzidas por conjunção subordinativa. Grave as conjunções 
subordinativas e dificilmente vai errar uma questão de oração 
subordinada adverbial! 
 
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Existem nove tipos alistados pela NGB (Nomenclatura Gramatical 
Brasileira): causais, comparativas,concessivas, condicionais, 
conformativas, consecutivas, temporais, finais e proporcionais. 
 
� Causais: exprimem ideia de causa, motivo, razão. 
 
conjunções subordinativas: porque, que, porquanto, pois, visto que, visto como, 
já que, uma vez que, como (início de oração), posto que, dado que, na medida em 
que... 
 
Ex.: A aluna chorou intensamente, porque passou na prova. 
 
Como hoje está nublado, fiquemos em casa e estudemos. 
 
 Uma vez que é possível entender a matéria, insistirei. 
 
 
Diferença entre subordinada causal e coordenada explicativa 
 
Na subordinada causal, a circunstância de causa precede e gera o fato ou o ocorrido 
(na linha do tempo, 1º vem a causa, depois a consequência). 
 
Na coordenada explicativa, a circunstância não precede nem gera o fato ou o 
ocorrido. 
 
A confusão é gerada, geralmente, por causa do uso das conjunções porque, pois, 
que, etc. 
 
Exemplos clássicos: 
 
Choveu aqui, porque a calçada está molhada. (explicativa) — O fato de a calçada 
estar molhada não provocou a chuva, ou seja, não é a causa da chuva, certo? 
 
A calçada está molhada, porque choveu. (causal) — É fato que a chuva provocou o 
molhamento da calçada. 
 
Nesses exemplos clássicos, vemos que a relação causa-consequência é muito nítida 
só no segundo período. 
 
Por ser uma situação difícil e polêmica, explicarei com mais fluidez ainda. Existem 
três casos importantes a considerar, meu nobre; veja: 
 
1º caso: Se o verbo que antecede a conjunção vier no imperativo, é certo que a 
conjunção será coordenativa explicativa. 
 
Ex.: Estude, que seu futuro estará garantido! 
 
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2º caso: Se a afirmação anterior à conjunção vier expressando uma opinião/tese, 
uma subjetividade, a conjunção será tomada como coordenativa explicativa. 
 
Ex.: O Brasil vai se beneficiar muito com a Copa de 2014, pois haverá muitos 
investimentos em infraestrutura. — Será que o Brasil vai, realmente, se 
beneficiar da Copa de 2014 ou isso é uma mera opinião? 
 
3º caso: Se a afirmação anterior à conjunção for uma suposição ou uma 
constatação por dedução, gerada por uma apuração, uma comprovação, a 
conjunção será explicativa (este é o caso de “Choveu, porque a rua está molhada”; 
ou seja, você deduz que choveu por causa de uma apuração (a rua molhada)). 
 
Ex.: João agora deve estar cheio de dinheiro, porque vive comprando carros 
novos, ora. 
 
Qualquer outra frase que não se encaixe nestes casos a relação será causal. 
 
� Consecutivas: exprimem ideia de consequência, efeito, 
resultado. 
 
conjunções subordinativas: que (após tanto, tão, tamanho, tal, ou após de sorte, de 
modo, de maneira, de forma)... 
 
Ex.: Nesta cidade, chove que é o Diabo! ('tanto' não expresso 
antes do 'que') 
 
Isso é tão prazeroso que me vicia. 
 
Obs.: Diferença entre oração adjetiva e oração adverbial consecutiva 
 
Ex.: Nós fizemos um barulho que ninguém conseguia conversar. (consecutiva) - 
Fizemos um barulho tão grande que... 
 
Nós fizemos um barulho que incomodava a todos. (adjetiva restritiva) - O 
barulho incomodava a todos. 
 
� Comparativas: exprimem ideia de comparação; normalmente o 
verbo da oração subordinada vem elíptico. 
 
conjunções subordinativas: (mais, menos, maior, menor, melhor, pior)... (do) 
que; (tal)... qual/ como; (tão, tanto)... como/quanto; como; assim como; como se; 
que nem, feito... 
 
Ex.: Amo-o como (amo) a um filho. 
 
O professor hoje é mais didático do que nunca (foi). 
 
A sua sabedoria é tão intrigante quanto sua humildade (é). 
 
� Concessivas: exprimem um fato contrário, em oposição ao da 
oração principal, sem anulá-lo. 
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conjunções subordinativas: embora, malgrado, conquanto, ainda que, mesmo 
que, se bem que, posto que, nem que, apesar de que, por (mais, menos, melhor, 
pior, maior, menor) que, sem que (= embora não)... 
 
Ex.: Embora estivesse cansado, foi fazer a prova. 
 
Por pior que esteja sua vida, não desista de estudar. 
 
Nunca paro de estudar, conquanto eu trabalhe. 
 
Obs.: Dado que e Posto que podem ser locuções conjuntivas causais, 
modernamente, dependendo do contexto (com verbo no indicativo): Dado 
que/Posto que ele estudou, nunca mais esqueceu as explicações do professor. 
 
� Condicionais: exprimem ideia de condição, hipótese. 
 
conjunções subordinativas: se, caso, contanto que, exceto se, salvo se, desde 
que (verbo no subjuntivo), a menos que, a não ser que, sem que (= se não)... 
 
Ex.: Chegaremos hoje, salvo se houver imprevistos. 
 
Tudo ficará bem, desde que façamos nossa parte. 
 
Se você acordar cedo, comece a estudar. 
 
Obs.: 
 
1- Modernamente o SE vem sendo considerado como causal quando equivaler a 'já que', 
daí que a oração iniciada por ele será subordinada adverbial causal. Poucos gramáticos 
concordam com isso, como Sacconi, José Carlos de Azeredo e Cegalla. Polêmicas... 
 
Ex.: Se (=já que) os humanos são imperfeitos, não podemos esperar atitudes 
sempre perfeitas. 
 
2- A expressão coesiva sem que pode indicar uma relação de concessão ou condição: 
 
Ex.: Sem que estudasse, passou. (concessão) 
 
Sem que estude, dificilmente passará. (condição) 
 
3- Às vezes, a oração pode vir elíptica: O candidato disse que, se (for) eleito, cumprirá 
as promessas. 
 
� Conformativas: exprimem ideia de acordo, conformidade. 
 
conjunções subordinativas: conforme, consoante, segundo, como (= conforme), em 
consonância com que, de acordo com que... 
 
Ex.: Como todos sabemos, o Brasil já é autossuficiente em 
petróleo. 
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Em consonância com que ele disse, vale a pena estudar. 
 
Essa notícia, consoante já anunciamos, é verdadeira. 
 
� Finais: exprimem ideia de finalidade, objetivo. 
 
conjunções subordinativas: para que, a fim de que, que (= para que), porque (raro; 
= para que), com o objetivo/escopo/fito/intuito de que... 
 
Ex.: Entre em silêncio para que as crianças não acordem. 
 
Tudo fiz porque ela se casasse comigo. 
 
Estudem mais a fim de que resolvam bem as questões. 
 
� Proporcionais: exprimem ideia de concomitância, 
simultaneidade, proporção. 
 
conjunções subordinativas: à proporção que, à medida que, ao passo que, quanto 
(mais, menos, menor, maior, melhor, pior)... 
 
Ex.: Quanto mais conheço os homens, mais confio nos 
cachorros. 
 
À medida que o país progride, o meio ambiente sofre. 
 
Eu só estudo ao passo que me motivam. 
 
Obs.: ‘à medida em que’ e ‘na medida que’ não são formas cultas!!! 
 
� Temporais: exprimem ideia de temporalidade. 
 
conjunções subordinativas: quando, logo que, depois que, antes que, sempre que, 
desde que (verbo no indicativo), até que, assim que, enquanto (indica simultaneidade), 
mal... 
 
Ex.: A gente vive bem enquanto ama. 
 
Desde que essas explicações chegaram à minha vida, 
nunca mais fui o mesmo estudante. 
 
Mal entrei em sala, começaram os aplausos! 
 
 Obs.: O que é conjunção temporal nesta construção, segundo Bechara: 
 
Ex.: Faz dois meses que não leio os artigos do Pestana. 
 
 
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Só de curiosidade: algumas orações adverbiais não listadas na NGB: 
 
- de modo: Saiu da sala sem que ninguém percebesse. 
- de lugar: Fico onde me põem. 
- de companhia:Só saio com quem conheço. 
- de assunto: Só falo sobre quem conheço. 
 
6- 
Observe que não há sujeito explícito. Os verbos, devido à presença da 
partícula de indeterminação do sujeito (se (PIS)), apresentam a ideia 
genérica, vaga, indeterminada de um sujeito. A regra é clara: verbo na 3ª 
pessoa do singular + se (PIS), sem sujeito explícito, resultado: sujeito 
indeterminado. Quem fala? Quem pensa? Qualquer indivíduo. Percebe a 
indeterminação do sujeito? Fácil. 
 
GABARITO: CERTO. 
 
7- 
Vocativo não é o mesmo que aposto!!! A afirmação não procede. A 
justificativa apresentada é adequada para o aposto. 
 
Veja a diferença entre aposto e vocativo (não há como confundir!): 
 
Aposto (APO) 
 
É um termo de valor substantivo que explica, esclarece, desenvolve ou 
resume outro termo anterior. Pode aparecer entre vírgulas, depois de 
dois-pontos ou travessão. Há 5 tipos de aposto, basicamente; vejamos: 
 
1- Explicativo 
 
Ex.: Carolina, uma ótima pessoa, e seu amigo, um idiota, estavam 
íntimos demais. 
 
2- Distributivo 
 
Ex.: Tenho dois filhos: um baixinho, o outro altinho. 
 
3- Resumitivo 
 
Ex.: João, Maria e eu, ninguém resolvia a questão. 
 
4- Enumerativo 
 
Ex.: Atenderemos a todos: homens, mulheres, velhos e crianças. 
 
5- Especificativo 
 
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Ex.: No mês de novembro, a presidenta Dilma foi eleita e usou a 
palavra satisfação no seu discurso. 
 
Obs.: Note que o aposto especificativo é um termo que tem o mesmo valor semântico 
da palavra especificada anterior, ou seja, "presidenta Dilma", Dilma é o quê? Uma 
presidenta. Existem vários presidentes e a palavra específica Dilma aponta qual 
presidente é. 
 
Vocativo (VOC) 
 
É o termo que põe em evidência algum ser a quem se dirige; indica a 
invocação de alguém ou algo; refere-se a um interlocutor; vem sempre 
separado por vírgula; pode se deslocar pela oração. 
 
Ex.: Só tem uma garrafa, mãe! 
 
Ó querida, não faça isso comigo. 
 
 
- Diferença entre VOC e APO 
 
O vocativo não mantém relação sintática com nenhum termo de uma oração. 
 
Ex.: Solte os rapazes, senhor, urgentemente. (VOC) 
 
Os rapazes, amigos entre si, são honestos. (APO) 
 
GABARITO: ERRADO. 
 
 
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8- 
Estamos diante de um sujeito oracional, ou seja, um sujeito em forma de 
oração! Veja como o núcleo do sujeito é um verbo: “Viver em ambiente 
sem gravidade faz coisas curiosas com o corpo”. Isto é um sujeito 
oracional. Portanto é claro que se pode determinar o sujeito de faz. 
 
GABARITO: ERRADO. 
 
9- 
O verbo considerar é transitivo direto, ou seja, exige um complemento 
sem preposição (objeto direto). Este complemento, por sua vez, vem em 
forma de oração. Portanto a afirmação procede. Pregunta para achar o 
objeto direto: Dondonim considera o quê? Resposta: que o 
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assistencialismo oficial prejudicou os índios. Esta oração com função de 
objeto direto é classificada como subordinada substantiva objetiva direta. 
 
GABARITO: CERTO. 
 
Relembremos agora os objetos (direto e indireto) e as orações 
subordinadas substantivas. Pode to be? ☺ 
 
Complementos verbais 
 
São elementos que estabelecem uma relação sintática com o verbo e 
completam seu sentido. Existem dois tipos: 
 
• Objeto direto (OD): complemento do VTD, sem o auxílio de 
preposição. 
 
Ex.: O político desonesto quebrou todos os protocolos. 
 
A Língua Portuguesa e todas as suas regrinhas, só 
mesmo o professor domina. 
 
 
1- Os pronomes oblíquos o(s) e a(s) (e suas variações) quase sempre exercem a 
função de OD. Os pronomes oblíquos me, te, se, nos, vos podem exercer a função 
de OD. 
 
Ex.: O político os quebrou sem cerimônia. 
 
Só mesmo o professor as domina. 
 
Levou-me à sabedoria esta aula. 
 
2- Existe o objeto direto preposicionado, geralmente através da 
preposição a ou de; lembre-se sempre de que não é o verbo que exige a preposição, 
mas sim ela é posta por motivo de ênfase ou clareza (existem muitos casos, 
abordarei apenas aqueles que costumo ver no seu concurso); esse tipo de 
complemento pode aparecer quando: 
 
• OD é pronome oblíquo tônico. 
 
Ex.: Não entendo nem a ele nem a ti. 
 
• OD com o nome Deus e verbos de sentimento. 
 
Ex.: Nós amamos a Deus. 
 
• evitando a ambiguidade. 
 
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Ex.: Venceram aos vascaínos os flamenguistas. (perceba que se não houvesse a 
preposição ‘a’, ficaríamos na dúvida de quem venceu quem... apesar de que o Vasco 
normalmente é vice, então... ☺) 
 
• OD é pronome indefinido 
 
Ex.: O amor fere a uns, mas a outros não. 
 
• OD é de um sujeito indeterminado pela partícula se (PIS). 
 
Ex.: Admira-se aos mais dispostos. 
 
• OD é constituído por expressões idiomáticas 
 
Ex.: beber da água, comer do pão (essas preposições indicam parte de um todo), dar 
do leite, puxar da faca, arrancar da espada, sacar do revólver, pedir por 
socorro, pegar pelo braço, cumprir com o dever, esperar por alguém, gozar de 
liberdade, saber da verdade... 
 
3- Existe o objeto direto pleonástico, cujos elementos são repetidos em motivo 
de ênfase; o oblíquo é normalmente o pleonástico. 
 
Ex.: Este carro (OD), comprei-o (ODP.) hoje. 
 
A mim (ODPrep.) ele nunca me (ODP) vê. 
 
4- Existe o objeto direto interno ou intrínseco, cujo núcleo possui radical 
normalmente cognato, semelhante ao radical do verbo da oração; sempre há um 
modificador do núcleo. 
 
Ex.: Ele vive uma vida de rei. / Chorei lágrimas amargas por ti. 
 
• Objeto indireto (OI): complemento do VTI, com preposição 
obrigatória; se o OI for um oblíquo, a preposição não aparece. 
 
Ex.: Acredito muito em Deus. 
 
O inimigo resistiu ao ataque. 
 
Desobedeceu-me propositalmente. 
 
 
1- Se o verbo for transitivo direto e indireto (VTDI), haverá presença obrigatória de 
OD e OI. 
 
Ex.: Comprei um carro para mim. 
 
Sempre dou graças a Deus por minhas realizações. 
 
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2- Geralmente, o pronome oblíquo LHE tem função de OI. Só se refere a pessoas 
físicas ou jurídicas, seres animados ou personifcados, nunca a coisas (nesse caso, 
usa-se ‘a ele’). 
 
Ex.: Entreguei-lhe o livro. 
 
O filme é bom; já assisti a ele. 
 
Obs.: Pode ter função de Adjunto Adnominal (ADN), quando indicar posse: Beijei-lhe o 
rosto = Beijei o seu rosto 
 
3- Existe o objeto indireto pleonástico, cujos elementos são repetidos para 
enfatizar algo, em forma de pronome oblíquo átono, como se pode ver: 
 
Ex.: De que lhe vale ao homem ganhar o mundo? 
 
A mim não me agrada esse cantor. 
 
Ao ingrato, nada lhe daremos. 
 
Orações Subordinadas Substantivas 
 
São iniciadas pelas conjunções integrantes QUE ou SE; exercem função 
própria dos substantivos; segundo o famoso “bizu”, podem ser 
substituídas por ISSO; são seis tipos tradicionais (as subordinadas vêm 
em azul; as outras são as orações principais): 
 
� Subjetivas (OSSS): funcionam como sujeito da oração 
principal; há quatro casos ou construções clássicos: 
 
1º CASO: V. SER + ADJETIVO/SUBSTANTIVO/ADVÉRBIO + QUE/SE... (OSSS) 
 
 Ex.: Era importante que você entendesse a matéria. 
 
 (O que era importante? Isso era importante.) 
 
 Será verdade que ele internalizou a informação? 
 
 É assim que eu vou ensinar a matéria.2º CASO: VTD (3ª p. s.) + SE (partícula apassivadora) + QUE/SE... (OSSS) 
 
Está se comentando que ele explica bem a matéria. 
 
 (O que está se comentando? Isso está sendo comentado.) 
 
Não se sabe se haverá aula. 
 
 Viu-se que o aluno entendeu direito a explicação. 
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3º CASO: LOC. VERBAL (SER/ESTAR/FICAR + PARTICÍPIO) + QUE/SE... (OSSS) 
 
 Foi dito que todos ficaram satisfeitos com os resultados. 
 
 (O que foi dito? / Isso foi dito.) 
 
 Está decidido que o professor vai ministrar aulas em PDF. 
 
Ficou provado que ele foi classificado no exame. 
 
 
4º CASO: Parecer, Convir, Suceder, Acontecer, Importar... + QUE/SE... (OSSS) 
 
 Convém que todos estudem com frequência. 
 
 (O que convém? Isso convém.) 
 
 Não me importa nem um pouco que o concurso seja difícil! 
 
Parece que nós estamos aprendendo Português. 
 
Obs.: Às vezes, as orações subordinadas substantivas, em geral, vêm iniciando o 
período: Que o concurso seja difícil, não me importa nem um pouco. 
 
 
� Objetivas diretas: funcionam como objeto direto da principal, 
que apresenta um VTD ou um VTDI obrigatoriamente. 
 
Ex.: Espero que você aprenda português. 
 
 (Eu espero o quê? Eu espero isso.) 
 
Não sabemos se haverá aula. 
 
Ela te disse que esperaria aqui? 
 
 
� Objetivas indiretas: funcionam como objeto indireto da 
principal; que apresenta um VTI ou um VTDI obrigatoriamente; a 
preposição exigida pelo verbo da principal pode vir elíptica, 
segundo alguns gramáticos, como Cegalla e Sacconi. 
 
 Ex.: Ele não me informou de que o concurso seria este ano. 
 
 (Ele não te informou de quê? Ele não me informou disso.) 
 
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 O professor insiste (em) que eu tenho de estudar mais. 
 Não resisti a que tu me ajudasses. 
 
 
� Completivas nominais: funcionam como complemento nominal 
da principal, que apresenta um nome exigindo um complemento 
preposicionado obrigatoriamente; se bem que Cegalla diz que a 
preposição também pode vir implícita. 
 
 Ex.: Eu tinha certeza (de) que você aceitaria minha sugestão. 
 
 (Você tinha certeza de quê? Eu tinha certeza disso.) 
 
A notícia de que ela se classificou me alegrou muito. 
 
Fiz menção a que você tinha passado logo de primeira. 
 
 
� Predicativas: funcionam como predicativo do sujeito da 
principal, que apresenta o verbo de ligação SER 
obrigatoriamente. 
 
 Ex.: A verdade é que a prova não é tão difícil. 
 
A impressão era (de) que ela não desistiria tão fácil. 
(preposição ‘de’ expletiva (realce)) 
 
O certo é que todos querem a felicidade. 
 
Obs.: Certo é que todos querem a felicidade (Isso é certo). A oração é subjetiva, 
pois na principal não há artigo ou pronome. Se houver artigo ou pronome na principal, a 
oração subordinada será predicativa. Veja: Sua certeza é que as pessoas estudiosas 
sempre passam. 
 
 
� Apositivas: funcionam como aposto da principal, normalmente 
separadas por dois-pontos, vírgula ou travessão. 
 
 Ex.: Quero isto: que você aprenda português. 
 
Tenho um grande sonho, que você aprenda português! 
 
A minha vontade — que aprendesses — se realizou. 
 
 
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Entre as subordinadas substantivas poderíamos incluir as que exercem a função 
de agente da passiva, iniciadas por de ou por + pronome indefinido. 
 
Ex.: O livro foi escrito por quem entende do assunto. 
 
São chamadas de orações subordinadas substantivas justapostas as que não são 
iniciadas por conjunção integrante, mas sim por nenhum vocábulo ou pronomes 
interrogativos (que, quem, qual, quanto) e advérbios interrogativos (onde, como, 
quando, por que). Essa de cima (com função sintática de agente da passiva) é 
justaposta. 
 
Ex.: Quem espera sempre alcança. (subjetiva) / Eu achei quem me ama de verdade. 
(objetiva direta) / O amor é quando a gente mora um no outro. (predicativa) / Eu 
tenho pavor de onde ele mora (...) 
 
 
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10- 
A relação não é de condição, mas sim de causa-consequência. Veja: 
“Diferentes pessoas, visto que/já que/uma vez que/porque pertencem a 
grupos sociais diferentes, têm não apenas histórias diferentes para 
contar, mas formas diferentes de contá-las...”. Ou seja, elas ‘têm não 
apenas histórias diferentes para contar, mas formas diferentes de contá-
las’ PORQUE pertencem a grupos sociais diferentes”. Agora ficou clara a 
relação de causa, não? 
 
Percebeu as conjunções subordinativas causais em itálico? Coloquei-as 
para desenvolver a oração reduzida de gerúndio (pertencendo a grupos 
sociais diferentes). Lembra-se das orações reduzidas? Veja mais: 
 
Orações Reduzidas 
 
• São as que apresentam o verbo numa das formas nominais 
(gerúndio, particípio e infinitivo); 
 
• Nunca são iniciadas por conjunções (no caso das substantivas e 
adverbiais) nem por pronomes relativos (no caso das adjetivas); 
 
• Normalmente podem ser reescritas (desenvolvidas) com esses 
conectivos; 
 
• Podem ser iniciadas por preposição. 
 
 
Ex.: Agindo assim, nada ocorrerá. (reduzida) 
 Se agirmos assim, nada ocorrerá. (desenvolvida) 
 
 Saí da sala, sem ser incomodado. (reduzida) 
 Saí da sala, sem que me incomodassem. (desenvolvida) 
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 Terminada a prova, fomos ao restaurante. (reduzida) 
 Quando terminou a prova, fomos ao restaurante. (desenvolvida) 
 
 
Reduzidas de gerúndio 
 
Podem ser coordenadas, substantivas, adjetivas e adverbiais. 
 
Coordenada aditiva 
 
Ex.: Pagou a conta, ficando livre dos juros. (Pagou a conta e ficou 
livre dos juros) 
 
Substantiva apositiva 
 
Ex.: Esta é a melhor maneira de conhecer as pessoas: convivendo com 
elas. 
 
Adjetiva 
 
Ex.: Achei seu irmão, levando uma surra. 
 
Adverbial 
 
Ex.: Mesmo não tendo condições, comprou um terno. (concessiva) 
 
Agindo desse modo, ninguém ficará com você. (condicional) 
 
Temendo a reação do pai, não contou a verdade. (causal) 
 
Saindo do estádio, encontrei meus amigos. (temporal) 
 
 
Reduzidas de infinitivo 
 
Podem ser substantivas, adjetivas e adverbiais. 
 
Substantivas: 
 
Ex.: É preciso trabalhar muito. (subjetiva) 
 
Deixe o aluno pensar. (objetiva direta) 
 
Os adversários o acusaram de fazer coisas erradas. (objetiva 
indireta) 
 
A melhor política é ser honesto. (predicativa) 
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Uma parte do povo é capaz de mobilizar toda a nação. 
(completiva nominal) 
 
Temos uma missão: criar os filhos. (apositiva) 
 
Adjetiva restritiva 
 
Ex.: João não é homem de meter os pés pelas mãos. 
 
Adverbiais 
 
Ex.: Apesar de estar machucado, continua jogando bola. (concessiva) 
 
Sem estudar, não passarão. (condicional) 
 
Ela passou mal de tanto comer balas. (causal) 
 
Aquela cena o chocou a ponto de lhe tirar o sono. (consecutiva) 
 
Ela estuda para fazer um concurso. (final) 
 
Pense muito antes de tomar uma ação. (temporal) 
 
Obs.: 
1- É praxe que as adverbiais reduzidas iniciadas pelas preposições AO, PARA, POR, SEM 
sejam, respectivamente,de tempo, finalidade, causa e concessão/condição: Ao entrar, 
faça silêncio. / Para viajar, é preciso dinheiro. / Por ser exato, o amor não cabe em si. / 
Sem estudar, passou/Sem estudar, não passa. 
 
2- O infinitivo não constitui oração basicamente em dois casos: em locução verbal e 
substantivado. Bechara alista outros casos, mas eles não são exigidos em prova de 
concurso. 
 
Ex.: Mesmo que tenha sido ele o culpado, deve haver algum engano aqui. / O comer 
e o beber fazem parte da vida. 
 
 
Reduzidas de particípio 
 
Podem ser adjetivas ou adverbiais. 
 
Adjetivas: 
 
Ex.: Havia aqui uma árvore, plantada por mim. 
 
A notícia divulgada pela mídia era falsa. 
 
Adverbiais 
 
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Ex.: Agredido pelo outro, mantive a calma. (concessiva) 
 
Aceitas as condições, não haveria problemas. (condicional) 
 
Preocupado com a prova, ele se esqueceu da carteira. (causal) 
 
Terminada a aula, todos pularam de alegria. (temporal) 
 
 
 
- Os particípios nem sempre serão orações reduzidas; poderão assumir valor de adjetivo 
com função de adjunto adnominal ou predicativo. 
 
Ex.: Os alunos foram apaixonados pela professora. (predicativo) 
 
Os alunos apaixonados estão felizes. (ADN) 
 
- Em um período composto, a locução verbal ou o tempo composto não constituem 
oração reduzida. Para que haja oração reduzida com locução verbal, é necessário que o 
verbo auxiliar esteja em forma nominal do verbo (gerúndio, infinitivo, particípio) 
 
Ex.: Tendo recebido o dinheiro, comprarei o carro. (oração reduzida de gerúndio) 
 
Olhe com cuidado, pois as crianças estão brincando. 
(locução verbal com o verbo auxiliar flexionado, fazendo parte de uma 
 coordenada explicativa) 
 
11- 
De fato o sujeito de ter é simples e o núcleo está no singular, por isso o 
verbo fica igualmente no singular. Esta questão exigia de você o 
reconhecimento de sujeito e o conhecimento de concordância. Veja: “O 
fato de que o homem vê o mundo por meio de sua cultura tem...” 
 
GABARITO: CERTO. 
 
12- 
A oração subordinada adjetiva restritiva reduzida de infinitivo (a separar) 
pode ser desenvolvida mediante o uso de um pronome relativo, que inicia 
oração subordinada adjetiva desenvolvida. Portanto A = B: “é ideal que o 
fosso material a separar as pessoas seja menos profundo” = “é ideal que 
o fosso material que separa as pessoas seja menos profundo”. 
 
GABARITO: CERTO. 
 
 
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13- 
Aqui vai uma questão que tira o sono de muuuuuita gente: a diferença 
entre complemento nominal e adjunto adnominal. Observe que “do 
espírito laico” e “da fé” mantém uma relação de posse com os 
substantivos expressão e impulsos, respectivamente, portanto são 
adjuntos adnominais. 
 
GABARITO: ERRADO. 
 
Veja mais: 
 
Complemento nominal (CN) 
 
É o complemento de um nome (substantivo abstrato, adjetivo ou 
advérbio); sempre regido por preposição. 
 
Ex.: Eu tenho certeza da vitória. (substantivo) 
 
A sala está cheia de gente. (adjetivo) 
 
O júri votou favoravelmente ao réu. (advérbio) 
 
Independentemente disso, volte para mim. (advérbio) 
 
O livro é útil à humanidade. (adjetivo) 
 
A lembrança da namorada ocorreu de repente. (substantivo) 
 
 
1- Diferença entre CN e OI: enquanto o VTI exige um OI, o nome exige um CN. 
 
Ex.: Creio em Deus. (OI) 
 
A crença em Deus é importante. (CN) 
 
O povo necessita de atenção. (OI) 
 
O povo tem necessidade de atenção. (CN) 
 
Se você não notou, é superválido dizer que os nomes antes dos CNs são derivados dos 
verbos; normalmente o CN está ligado a um substantivo deverbal, ou seja, derivado de 
verbo (crer > crença; necessitar > necessidade (...)) 
 
Adjunto adnominal (ADN) 
 
É um termo sintático que determina um núcleo substantivo; nunca 
separado por pontuação (vírgula e afins) 
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As classes gramaticais que podem funcionar como ADN são: 
 
Pronome 
Locução Adjetiva 
Adjetivo 
Numeral 
Artigo 
 
Ex.: O homem de negócios comprou só um imóvel: aquela bela casa. 
 
 
Diferença entre Complemento Nominal (CN) ou Adjunto Adnominal (ADN) 
 
1- Será sempre CN se a expressão regida de preposição estiver ligada 
a adjetivo ou advérbio terminado em -mente. 
 
Ex.: Estou desgostoso com vocês / Nada faremos relativamente a este caso. 
 
2- Será sempre CN se a expressão ligada a substantivo abstrato estiver antecedida 
de qualquer preposição, exceto a preposição de. 
 
Ex.: Fiz menção (substantivo abstrato) a você ontem. / Tenho amor (substantivo 
abstrato) pelo meu filho. 
 
Obs.: Note que menção e amor têm verbos correspondentes: mencionar e amar. 
 
3- Será sempre ADN se a expressão preposicionada, semelhante ao CN, estiver ligada 
a substantivo concreto, inclusive iniciado por de. 
 
Ex.: Comprei um material (substantivo concreto) do Estratégia Concursos. 
 
4- Normalmente o ADN mantém uma relação de posse com o substantivo. 
 
Ex.: A atitude do professor foi justa. (A atitude pertence ao professor) 
 
5- O CN tem valor paciente (normalmente o seu núcleo não é uma pessoa) e encontra 
respaldo na reescritura de voz passiva analítica; já o ADN tem valor agente 
(normalmente o seu núcleo é uma pessoa) e encontra respaldo na reescritura de voz 
ativa. 
 
Ex.: A resolução da questão foi ótima. (CN/A questão foi resolvida/valor paciente) / A 
resolução do professor foi ótima (ADN/O professor resolveu/valor agente) 
 
----------------------------------------------------------------------------------------- 
OBS.: Nos dois exemplos abaixo, há de se observar se o substantivo antes do CN ou do 
ADN é abstrato ou concreto, para encontrar a diferença. 
 
Ex.: A plantação de cana é lucrativa. (CN) 
 
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A plantação de cana incendiou. (ADN) 
--------------------------------------------------------------------------------------------------- 
 
Depois dessa explicação acima, dá para errar alguma questão na prova? Duvido! 
Internalize aos poucos esta diferença, por ler e reler as informações. 
 
14- 
Questão interessante! Raciocine: “essa agilidade, muito provavelmente, 
teve o quê?” Teve isto: permitir-nos decidir o que merecia a nossa 
atenção como objetivo exclusivo”. Tal expressão em negrito é um 
predicativo do objeto direto, que vem em forma de oração reduzida 
(permitir-nos decidir o que merecia a nossa atenção). 
 
GABARITO: ERRADO. 
 
 
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15- 
Questão perigosa! 
 
Note que “ou sequer” equivale a nem, tampouco (conjunções aditivas), 
portanto a relação é de adição. Veja: “não é preciso trabalhar com esses 
temas, nem/tampouco saber que existem”. Não há ideia alguma de 
alternância, por mais que “ou”, conjunção alternativa, esteja entre as 
orações. Há uma relação de coordenação entre as orações, sendo a 
segundo aditiva. 
 
GABARITO: ERRADO. 
 
Saiba mais sobre orações coordenadas: 
 
A coordenação trata da relação de independência entre palavras e 
orações. Fique tranquilo, pois explicarei com bastante cautela este 
assunto. Fique sabendo que, para os concursos, o que importa de 
verdade é a coordenação entre as orações. 
 
Vamos lá. Quando você lê uma frase com duas orações (período 
composto), é certo que elas mantêm algum tipo de relação. No caso da 
coordenação,percebemos que as orações estão simplesmente uma ao 
lado da outra (coordenadas), com uma estrutura sintática completa, 
de modo que uma oração não depende da outra. Falar que uma 
oração tem estrutura sintática completa significa dizer que ela tem sujeito 
+ predicado (nas orações sem sujeito, só vai haver predicado). Veja: 
 
Os alunos se encontram muito ansiosos; já as alunas estão tranquilas. 
 
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 Note que a primeira oração (Os alunos se encontram muito 
ansiosos) tem sujeito e predicado, está completa; perceba também que é 
até possível colocar um ponto (.) no fim dela. “Por que, Pestana?” 
Simples. O ponto indica que o período se concluiu, terminou, não há mais 
nada o que dizer. O mesmo ocorre com a segunda oração (já as alunas 
estão tranquilas), que também tem sujeito e predicado, está com a 
estrutura sintática completa. Concluindo: uma oração não depende da 
outra, porque cada uma tem sua estrutura completa, uma não precisa da 
outra sintaticamente. 
 
É por isso que se diz que o período composto por coordenação 
apresenta orações sintaticamente independentes. “Agora foi, 
Pestana!” Espero que sim, meu nobre. 
 
 Tenho mais a dizer. Assim como em aulas presenciais dos cursos 
onde ensino a norma culta da Língua Portuguesa aqui no RJ, depois de 
explicar tudo isso, não me satisfaço. Então, vou apresentar mais 
argumentos para ajudar seu cérebro. :) 
 
Vamos lá, é o seguinte... as orações coordenadas podem ser 
separadas por vírgula, ponto-e-vírgula (já visto acima), dois-pontos ou 
travessão. Veja: 
 
Os alunos se encontram muito ansiosos, já as alunas estão tranquilas. 
 
Os alunos estão se esforçando muito: com certeza serão classificados. 
 
Tirei a ansiedade de um só aluno — não fui bem-sucedido com os outros. 
 
 Percebeu que as orações separadas por pontuação se encontram 
coordenadas, independentes sintaticamente? Muito bem! 
 
 Falarei agora de dois tipos de orações coordenadas: as 
assindéticas e as sindéticas. Não há mistério algum nisso, beleza? As 
assindéticas são aquelas não ligadas por conjunção, não são iniciadas por 
conjunção de jeito nenhum! Adivinha quais são as sindéticas? (rs) Isso 
mesmo, são as iniciadas por síndeto? “Ahn?!” Síndeto = conjunção. “Ah, 
sim...!!! Entendi.” 
 
Vejamos as assindéticas e as sindéticas: 
 
 “Sou um gigolô das palavras, vivo às suas custas e tenho com elas 
exemplar conduta de um cáften profissional; abuso delas... maltrato-as, 
sem dúvida, e jamais me deixo dominar por elas; não me meto na sua 
vida particular, não me interessa seu passado, suas origens, 
sua família...” (Luís Fernando Veríssimo) 
 
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 Percebeu que nenhuma assindética (em azul) é iniciada por 
conjunção coordenativa? O contrário não é verdadeiro, ou seja, as 
sindéticas (em vermelho) são SEMPRE iniciadas por conjunção 
coordenativa (no caso, a conjunção ‘e’). Dica: decore as conjunções 
coordenativas que você já vai ter mais do que meio caminho 
andado. Vamos ver mais sistematicamente as orações coordenadas 
sindéticas. 
 
 
Orações Coordenadas Sindéticas 
 
São orações com a estrutura sintática completa, iniciadas por uma 
conjunção (chamada também de síndeto ou conectivo). Existem 5 tipos 
(em azul; as que não estão em azul são assindéticas): 
 
� Aditivas: exprimem ideia de soma, adição; iniciadas pelas 
conjunções coordenativas aditivas sempre. 
 
e, nem, tampouco; (não só/apenas/somente)... mas/(assim, bem)como/senão 
(também, ainda); (tanto)... quanto/como... 
 
Ex.: Eu compro e vendo. 
 
José não trabalha nem estuda. 
 
Tanto leciono, quanto advogo. 
 
O Brasil não só vai sediar a Copa, bem como sediará as 
Olimpíadas. 
 
� Adversativas: exprimem ideia de contraste, oposição, ressalva, 
adversidade; iniciadas pelas conjunções coordenativas 
adversativas sempre. 
 
mas, porém, todavia, contudo, entretanto, no entanto, não obstante, só que... 
 
Ex.: A polícia invadiu a comunidade; o tiroteio, porém, 
continuava." 
 
O conhecimento enfuna, todavia é uma necessidade. 
 
Enriqueceu-se, não obstante continuou a defender as 
classes mais desfavorecidas. 
 
Obs.: O e pode ter valor adversativo, e a oração será considerada sindética 
adversativa (isso é polêmico entre alguns gramáticos, mas a tradição nos "força" a 
analisar assim). 
 
Ex.: Acordou cedo, e chegou tarde. (= mas) 
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� Alternativas: exprimem ideia de opção, exclusão, alternância; 
iniciadas pelas conjunções coordenativas alternativas sempre. 
 
ou, ou...ou, ora...ora, quer...quer, seja...seja, umas vezes...outras vezes, 
talvez...talvez... 
 
Ex.: A mulher ora o agradava, ora o ofendia. 
 
Você vai ou não (vai)? 
 
 Quer chovesse, quer fizesse sol, tinha de sair. 
 
� Conclusivas: exprimem ideia de conclusão; iniciadas pelas 
conjunções coordenativas conclusivas sempre. 
 
logo, portanto, por isso, por conseguinte, então, assim, em vista disso, sendo 
assim, pois (entre vírgulas e depois do verbo), destarte, dessarte... 
 
Ex.: Vocês são especiais em minha vida, por isso não vivo sem 
vocês. 
 
Ele estuda todo dia, logo resolverá fácil as questões. 
 
Não me sinto preparado ainda, destarte prestarei concurso 
no próximo ano. 
 
Obs.: 
1- A palavra logo, de acordo com o contexto, poderá ser conjunção conclusiva ou 
advérbio de tempo. 
 
Ex.: Ele virá de avião; logo chegará mais rápido que ela. (conjunção conclusiva) 
 
Ele virá de avião; logo chegará aqui, antes dela. (advérbio de tempo) 
 
2- A conjunção pois será conclusiva quando vier após o verbo, e a oração será 
considerada sindética conclusiva. 
 
Ex.: O povo não consegue alimentar-se bem, é um fato, pois, a necessidade de 
empregos. 
 
� Explicativas: exprimem ideia de motivo, razão, explicação; 
iniciadas pelas conjunções coordenativas explicativas sempre. 
 
porque, que, porquanto, pois (antes do verbo)... 
 
Ex.: A necessidade de empregos é fato, pois o índice aumenta a 
cada dia. 
 
 A criança devia estar doente, porquanto chorava muito. 
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Amai, porque amor é tudo. 
 
Obs.: Se vier um verbo no imperativo antes de uma dessas conjunções, como no último 
exemplo, tenha certeza de que a oração iniciada por uma dessas conjunções é 
coordenada sindética explicativa, sempre! 
 
 
CESPE/UnB – CORREIOS – ANALISTA (LETRAS) – 2011 
 
16- 
O erro está em afirmar que ‘meu nome’ é sujeito e que ‘meu nome’ está 
anteposto a seu predicado verbal. Na primeira oração, o sujeito vem 
antes do predicado, ok! Na segunda oração, ‘meu nome’ é objeto direto 
do verbo gritar, ou seja, “... o carteiro chegou e (o carteiro) gritou meu 
nome.”. Pescou? 
 
GABARITO: ERRADO. 
 
17- 
A ordem direta é tão somente esta: “Joaquim Silvério (sujeito) começa a 
redigir (verbo) sua carta (complemento verbal) com pena bem aparada 
no palácio da Cachoeira (adjuntos adverbiais)”. Na reescritura proposta, o 
adjunto adverbial inicia o verso, portanto a ordem é indireta, diferente da 
sequência sujeito-verbo-complemento verbal-adjunto adverbial. 
 
GABARITO: ERRADO. 
 
18- 
De fato, tais orações não seguem a ordem direta, que deveria ser sujeito-
verbo-objeto; assim: “como a prevalência da forma pronominal (sujeito) 
inclina (verbo)-nos (objeto) a pensar” e “uma vez que levar em conta anoção de memória coletiva (sujeito) foi (verbo de ligação) necessário 
(predicativo do sujeito)”. 
 
Inclusive a questão foi mal formulada, pois necessário é predicativo do 
sujeito e não objeto. Coisas da vida... 
 
GABARITO: CERTO. 
 
19- 
Quando se fala em circunstâncias temporais, está-se falando de adjuntos 
adverbiais de tempo. Em todos os parágrafos, há adjuntos adverbiais de 
tempo ou orações subordinadas adverbiais temporais, sim senhor! Veja: 
 
1- Nos primeiros anos como seminarista 
2- enquanto seus colegas de monastério estavam nos cultos religiosos 
3- durante os estudos 
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4- Em 1508 
5- A partir de então 
 
GABARITO: CERTO. 
 
Relembre adjuntos adverbiais: 
 
Adjunto adverbial (ADV) 
 
É um termo ou expressão de valor adverbial que se relaciona a um verbo, 
adjetivo ou outro advérbio, modificando-os. Abordo os principais, 
presentes em concursos, ok? Veja, em ordem alfabética: 
 
1- assunto: Falemos sobre futebol agora e não de política. 
 
2- causa: Ele morreu de fome, e vocês discutem por nada?! 
 
3- companhia: Saiu com a namorada ontem. 
 
4- concessão: Apesar da gripe, saiu de casa. 
 
5- condição: Sem recibo, não pago nem levo o produto. 
 
6- conformidade: Você dança conforme a música? 
 
7- dúvida: Talvez os problemas sejam resolvidos. 
 
8- finalidade: Ele estuda para doutor. 
 
9- instrumento: Escreveu com a caneta especial. 
 
10- intensidade: Estava meio envergonhada, quase sorumbática. 
 
11- lugar (real ou virtual): Cheguei à sala, mas entrei atrasado no 
assunto. 
 
12- meio: Mandei o recado por e-mail. 
 
13- modo: A cerveja que desce redondo. 
 
14- tempo: Jamais serei zilionário. 
 
 
Lembre-se de que o ADV modifica verbo, adjetivo ou outro advérbio; já o PS e o ADN 
modificam um termo de valor substantivo. 
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Diferença entre ADV e PS 
 
Ex.: O aluno continua sério. (PS) 
 
O aluno falou sério em sala com o professor. (ADV) 
 
Diferença entre ADV e ADN 
 
Ex.: Preciso de muito pensamento positivo. (ADN) 
 
 As pessoas trabalham muito. (ADV) 
 
20- 
A construção sintática “mais... do que...” é típica de oração subordinada 
adverbial comparativa, logo o vocábulo que não inicia oração subordinada 
adjetiva restritiva, pois não é um pronome relativo, mas uma conjunção 
comparativa. 
 
GABARITO: ERRADO. 
 
Saiba mais sobre orações subordinadas adjetivas: 
 
Orações Subordinadas Adjetivas 
 
São equivalentes a um adjetivo, pois caracterizam um substantivo ou 
termo de valor substantivo; todas as orações subordinadas adjetivas 
exercem sempre função sintática de adjunto adnominal (ADN); sempre 
são iniciadas por pronome relativo: que, o qual, quem, quanto, cujo, 
onde, quando, como. Há dois tipos: explicativas e restritivas. 
 
Explicativas 
 
Vêm sempre separadas por vírgulas, travessões ou parênteses; 
modificam um termo, generalizando a ideia ou simplesmente tecendo um 
comentário extra sobre ele. 
 
Ex.: Brasília, que é a capital do Brasil, foi fundada em 1960. 
 
Brasília é a capital do Brasil, certo? Então, é só uma informação extra, 
acessória sobre Brasília. 
 
Restritivas 
 
Não vêm separadas por pontuação; limitam a significação do termo 
antecedente, por restringir um ser (ou alguns seres) dentre um grupo de 
seres. 
 
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Ex.: Os alunos do Estratégia que estudaram as aulas anteriores não 
estão encontrando grandes dificuldades. 
 
São todos os alunos do Estratégia que não estão encontrando grandes 
dificuldades? Claro que não! Apenas alguns, ou seja, só aqueles que 
estudaram as aulas anteriores não estão encontrando grandes 
dificuldades; os que não fizeram isso estão sofrendo. (rs) 
 
 
1- Valor semântico das orações adjetivas. 
 
Ex.: Ela saiu com o namorado — que mora em Ipanema. (explicativa) 
 
Ela saiu com o namorado que mora em Ipanema. (restritiva) 
 
A frase 1 indica que ela tem SÓ um namorado, e ele mora em Ipanema. Já a 2ª frase 
indica que ela tem outros namorados; e eles moram em outros bairros. Percebeu que a 
pontuação fez toda a diferença?! 
 
2- O antecedente do pronome relativo pode ser um pronome demonstrativo (o, a, os, 
as) 
 
Ex.: Eu comprei apenas o que me interessou. 
 
3- Pronomes relativos e suas funções sintáticas 
É muito fácil reconhecer a função sintática do pronome relativo. Basta substituí-lo pelo 
termo anterior. Em seguida leia a frase a partir dele, analise-a sintaticamente. Pronto! 
Descobrir-se-á a função sintática da "criança". Vamos ver? 
 
Ex.: O livro que sumiu é meu. > O livro sumiu. > O que sumiu? > O livro sumiu. 
Logo, a função do 'que' é sujeito. 
 
Vamos ver em detalhes: 
 
Como eu já disse, para determinar o papel sintático que o relativo desempenha, basta 
reconstruir a oração adjetiva que ele introduz, substituindo-o pelo termo antecedente a 
que se refere. O pronome relativo QUE é o realmente nos importa para a prova, ok? 
 
A) QUE (=O QUAL) 
 
Sujeito: O pronome relativo é o sujeito do verbo da oração subordinada adjetiva. 
 
Ex.: Comprei um livro que (=o qual) fez sucesso. (O livro fez sucesso) 
 
Objeto direto: O pronome relativo é o objeto direto do verbo da oração subordinada 
adjetiva. 
 
Ex.: Comprei um livro que (= o qual) você vai amar. (Você vai amar o livro) 
 
Objeto indireto: O pronome relativo é o objeto indireto do verbo da oração 
subordinada adjetiva. 
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Ex.: Comprei um livro de que (= do qual) você vai gostar. (Você vai gostar do livro) 
 
Predicativo do sujeito: O pronome relativo é o predicativo do sujeito da oração 
subordinada adjetiva. 
 
Ex.: Este é o homem que (= o qual) eu serei algum dia. (Eu serei este homem algum 
dia) 
 
Complemento nominal: O pronome relativo é o complemento nominal da oração 
subordinada adjetiva. 
 
Ex.: Comprei um livro de que (= do qual) tinha necessidade. (Tinha necessidade do 
livro.) 
 
Agente da passiva: O pronome relativo é o agente da passiva da oração subordinada 
adjetiva. 
 
Ex.: Comprei um livro por que (= pelo qual) fiquei seduzido. (Fiquei seduzido pelo livro) 
 
Adjunto adverbial: O pronome relativo é o adjunto adverbial da oração subordinada 
adjetiva. 
 
Ex.: Comprei um livro de que (= do qual) falaram bem. (Falaram bem do livro) 
 
B) QUEM 
 
Pode exercer função de objeto direto preposicionado, objeto indireto, 
complemento nominal e agente da passiva pelos mesmos motivos que o QUE 
acima. 
 
C) CUJO 
 
Exerce sempre função sintática de adjunto adnominal. 
 
D) ONDE 
 
Exerce sempre função sintática de adjunto adverbial de lugar. 
 
E) COMO 
 
Exerce sempre função sintática de adjunto adverbial de modo. 
 
F) QUANDO 
 
Exerce sempre função sintática de adjunto adverbial de tempo. 
 
G) QUANTO (não usual nos concursos) 
 
Exerce função sintática de sujeito ou objeto direto. 
 
 
CESPE/UnB – CBM/ES – OFICIAL BOMBEIRO – 2011 
 
21- 
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Se o sujeito não está explícito na frase, mas há um sujeito determinado 
para o verbo transportar ((ele) transporta muito mais passageiros), 
dizemos que ele é oculto, ou implícito, ou elíptico. É o que ocorre neste 
caso. 
 
O que transporta muitos passageiros? Resposta: o tal veículoleve sobre o 
trilho, o tal meio de transporte que causa estranheza, o tal misto de 
metrô e ônibus, o tal tipo de transporte coletivo capaz de melhorar o 
trânsito nas cidades... Resumindo: ele transporta... Foi? 
 
GABARITO: CERTO. 
 
 
CESPE/UnB – FUB – CARGOS DE NÍVEL MÉDIO – 2011 
 
22- 
O sujeito da oração é “os realmente capazes”. Veja na ordem direta: “Os 
(=Aqueles) realmente capazes (sujeito) só passam pela estreita peneira 
do programa”. Este “os” equivale a “aqueles”, por isso é um pronome 
demonstrativo, núcleo do sujeito. 
 
GABARITO: ERRADO. 
 
23- 
Verbo haver no sentido existir = oração sem sujeito. Isso precisa estar no 
sangue!!! Logo, não há sujeito, quanto mais gente funcionando com 
sujeito. 
 
GABARITO: ERRADO. 
 
 
CESPE/UnB – TJ/ES – CARGOS DE NÍVEL SUPERIOR – 2011 
 
24- 
A locução conjuntiva “sem que” nunca inicia oração com valor causal. 
Neste caso, ela tem valor semântico de modo. Que o diga Bechara! Em 
sua gramática, ele coloca um exemplo semelhante, chamando a dita cuja 
de oração subordinada adverbial modal, o que faz todo o sentido. 
Raciocine: “A semana terminou como? De que modo?” Resposta: “A 
semana terminou sem que estivesse claro...”. Beleza? 
 
GABARITO: ERRADO. 
 
 
CESPE/UnB – STM – TÉCNICO JUDICIÁRIO – 2011 
 
25- 
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O sujeito do verbo perceber é indeterminado. Veja o trecho em que este 
verbo se encontra: “Não era preciso ser médium... para (alguém) 
perceber que a leniência...”. Quem percebe? Qualquer um. Percebe a 
ideia de generalização, vaguidão, indefinição, indeterminação? Este é o 
terceiro caso de indeterminação do sujeito. Falei sobre isso no comentário 
da 1ª questão. 
 
GABARITO: ERRADO. 
 
 
CESPE/UnB – TRE/ES – TÉCNICO – 2011 
 
26- 
Sim! O aposto explicativo é um termo que pode ser separado por 
vírgulas, travessões ou parênteses, explicando um termo anterior. Neste 
caso, “o mais abundante dos gases-estufa” explica CO2, o termo anterior. 
 
GABARITO: CERTO. 
 
27- 
O pronome oblíquo átono lhe nunca exerce função sintática de objeto 
direto. Quem emite, emite algo A alguém. O lhe substitui este “A 
alguém”, portanto tem função de objeto indireto. Na maioria das vezes, 
lhe tem função de objeto indireto. 
 
GABARITO: ERRADO. 
 
 
CESPE/UnB – PC/ES – CARGOS DE NÍVEL SUPERIOR – 2011 
 
28- 
Perfeito! Este termo é um agente da passiva, por isso é o agente da ação 
verbal. A oração em que se encontra apresenta sempre verbo na voz 
passiva. O que é possível tornar o trecho na voz ativa, lembra? Veja: 
“Criminosos que andavam livremente pelas ruas com fuzis e 
metralhadoras dominavam uma área tão populosa”. O agente da passiva 
vira sujeito agente (é claro!) na ativa, percebeu? 
 
GABARITO: CERTO. 
 
“O que vem a ser um agente da passiva mesmo, Pest?” Veja mais: 
 
Agente da passiva (AGP) 
 
É o complemento de um verbo na voz passiva precedido da 
preposição por ou de; o núcleo normalmente é um nome. 
 
Voz passiva analítica 
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Sujeito paciente + locução verbal + agente da passiva. 
 
Ex.: O cantor ficou rodeado de fãs. 
 
Os governantes foram repreendidos pelo povo. 
 
 
1- O agente da passiva corresponde ao sujeito da ativa. 
 
Ex.: Os fãs rodearam o cantor = O cantor ficou rodeado por/de fãs. 
 
2- O agente da passiva pode estar indeterminado se o sujeito da ativa for 
indeterminado. 
 
Ex.: Nossas casas foram atacadas (por alguém) ontem. 
 
3- Diferença entre AGP e CN 
 
Simples: Se você conseguir passar da passiva para a ativa, mantendo o significado, 
achará a resposta a sua dúvida. 
 
Ex.: O rapaz foi apaixonado pela colega. (CN) = A colega apaixonou o rapaz??? 
 
O rapaz foi assediado pela colega. (AGP) = A colega assediou o rapaz. 
 
 
CESPE/UnB – PGM/RR – PROCURADOR MUNICIPAL – 2010 
 
29- 
Não há dúvidas de que há um resumo, uma conclusão da ideia anterior, 
do primeiro parágrafo, pois o segundo parágrafo é iniciado pela conjunção 
coordenativa “Assim”, que apresenta ideia de conclusão. Moleza! Decore 
as conjunções! 
 
GABARITO: CERTO. 
 
 
CESPE/UnB – INSTITUTO RIO BRANCO – DIPLOMATA – 2010 
 
30- 
Moleza também! Houve simples permuta de no entanto por entretanto, 
ambas conjunções coordenativas adversativas. Por isso nada deve a 
reescritura. 
 
GABARITO: C 
 
31- 
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O sujeito implícito do predicado “for original” remete ao referente “obra 
de arte”. 
 
GABARITO: ERRADO. 
 
32- 
Vejamos o contexto de cada verso: 
 
19: A cana doce de Málaga não é mar, embora em praias, dá sempre em 
pequenas poças, restos de uma onda recuada. (intransitivo, pois não 
exige complemento; ‘em pequenas poças’ é adjunto adverbial de lugar) 
 
27: A cana doce de Málaga dá dócil, disciplinada: dá em fundos de quintal 
e podia dar em jarras. (intransitivo, pois não exige complemento; ‘em 
fundos de quintal’ é adjunto adverbial de lugar) 
 
2: A cana doce de Málaga dá domada, em cão ou gata: deixam-na perto, 
sem medo, quase vai dentro das casas. (transitivo indireto, pois exige 
complemento; ‘em cão ou gata’ é objeto indireto) 
 
26: A cana doce de Málaga dá dócil, disciplinada: dá em fundos de quintal 
e podia dar em jarras (intransitivo, pois não exige complemento; ‘dócil, 
disciplinada’ é predicativo do sujeito) 
 
GABARITO: ERRADO. 
 
33- 
Questão capciosa, maldooooosa! 
 
De fato o período está na ordem indireta, mas ‘de criar a menor 
representação das coisas’ não é complemento de ‘privado’, mas 
complemento de ‘faculdade’. O complemento de ‘privado’ é ‘Dessa 
faculdade de representar’. Veja a ordem direta: “Fui inteiramente privado 
dessa faculdade de representar, de criar a menor representação das 
coisas”. Safo? 
 
GABARITO: ERRADO. 
 
34- 
Questão bem interessante! Poucos gramáticos dizem que quando pode 
ter valor de oposição. O gramático Sacconi fala sobre isso. O dicionário 
Aulete também. Portanto, não há problemas na reescritura de “Mesmo 
que” no lugar de ‘Quando”. 
 
GABARITO: CERTO. 
 
35- 
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De fato as funções são distintas! No primeiro segmento, o termo é 
complemento nominal de gosto (quem tem gosto, tem gosto por). No 
segundo segmento, o termo é um adjunto adverbial de meio, modificando 
o verbo revelar. 
 
GABARITO: CERTO. 
 
36- 
A oração subordinada adjetiva “que se tornariam centrais na produção 
intelectual e artística do século XX” não está entre vírgulas, portanto é 
restritiva e não explicativa. Visível diferença. 
 
GABARITO: ERRADO. 
 
CESPE/UnB – TCDF – AUDITOR DE CONTROLE EXTERNO – 2012 
 
37- 
GABARITO: E. 
 
A primeira convicção política do narrador foi APENAS que o município não 
tinha recursos. O que se fala depois não é convicção, é constatação. 
Portanto, a oração subordinada substantiva predicativa (que o município 
não tinha recursos) é que completa a oração principal (A primeira 
convicção política foi), constituindo sua única convicção. A outra oração 
predicativa (que por esse motivo andava descalçado, ou devia o calçado) 
não carrega a ideia de convicção política, mas sim de constatação. 
 
 
CESPE/UnB – PF – AGENTE – 2012 
 
38- 
GABARITO: E. 
 
Só os adjuntos adverbiais do primeiro grupo indicam valor semântico de 
meio. Os demais indicam causa, e não meio. Veja esta reescritura na 
ordem direta: “Vós inutilmente matastes por que razões (causas)? Por 
fictícia autoridade, por vãs razões,por falsos motivos”. 
 
 
CESPE/UnB – PC/CE – INSPETOR – 2012 
 
39- 
GABARITO: E. 
 
O verbo da oração principal está na 3ª pessoa do singular, pois seu 
sujeito está em forma de oração subordinada substantiva subjetiva: É 
verdade ISSO (que a CE vem desenvolvendo novas formas políticas) = 
ISSO (que a CE vem desenvolvendo novas formas políticas) é verdade 
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(na ordem direta). Então, esse papo de que o verbo está no singular 
porque o sujeito não está explícito é conversa para boi dormir. Cuidado 
com as pegadinhas do CESPE. 
 
40- 
GABARITO: C. 
 
Perceba que esta frase está na voz passiva analítica: “Sua soberania 
(sujeito) foi ultrapassada (locução verbal) pelas redes transnacionais 
de poder (agente da passiva)”; Mole! 
 
 
CESPE/UnB – IRBr – DIPLOMATA – 2012 
 
41- 
GABARITO: E. 
 
O pronome relativo não tem função sintática de sujeito. Perceba que ele 
retoma “dois manos”, mas não com função de sujeito, e sim com função 
de objeto direto. Vou colocar um sujeito hipotético só para você 
visualizar melhor. Leia de novo, com atenção: “[João] Ficava no canto da 
maloca, [João] trepado no jirau de paxiúba, [João] espiando o trabalho 
dos outros e principalmente os dois manos que [João] tinha”, ou seja, 
[João] tinha (VTD) o quê (OD)? Dois manos (OD). 
 
42- 
GABARITO: E. 
 
O sujeito do verbo chamar não é simples, mas sim indeterminado. Note 
que o verbo está na 3ª pessoa do plural sem sujeito explícito. “Essa 
criança” é o objeto direto do verbo chamar. Veja na ordem direta, sem a 
expressão expletiva ‘é que’: “(?)Chamaram essa criança de Macunaíma”. 
Detalhe importante: a expressão de realce (ou expletiva) “é que”, apesar 
de ter um verbo em sua construção, não é contada como oração! 
 
43- 
GABARITO: E. 
 
Os termos “o endereço” e “a literatura desta missiva” são o sujeito 
composto do verbo surpreender. O verbo não está no plural, pois, 
segundo uma das regras de concordância verbal, ele pode concordar com 
o núcleo mais próximo do sujeito composto posposto ao verbo. Como o 
verbo surpreender é transitivo direto, o termo “vos” exerce função de 
objeto direto, e não indireto. 
 
44- 
GABARITO: C. 
 
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Todo período começa com letra maiúscula e termina em ponto. Dentro 
desse período, de fato existe uma frase em discurso direto como 
complemento do verbo dicendi “exclamar”: — Ai! Que preguiça!... Antes 
que você pire me perguntando o que é verbo dicendi, é simples: trata-se 
de todo verbo transitivo direto, normalmente, que “abre” a fala de uma 
personagem; normalmente vem antes de dois-pontos. Dentro ainda do 
período: há de fato uma oração coordenada sindética aditiva “e não dizia 
mais nada”. Muito boa a questão do CESPE! 
 
45- 
GABARITO: E. 
 
A afirmação procede, até aqui: “se Demócrito era um homem tão grande 
entre os homens e um filósofo tão sábio... como ria?”. Este “se” é uma 
conjunção subordinativa causal, que inicia uma oração subordinada 
ADVERBIAL causal, equivalendo a “já que/uma vez que/visto que 
Demócrito era um homem tão grande entre os homens e um filósofo tão 
sábio... como ria?”. 
 
46- 
GABARITO: C. 
 
De fato, “Que Demócrito não risse” é o objeto direto do verbo “provar”. O 
“o” é só um objeto direto pleonástico, que retoma “Que Demócrito não 
risse”. Questão punk, mas sem mistério... Só mesmo para quem domina 
análise sintática. 
 
---------------------------------------------------------------------------------- 
 
 Muito bem! Conhecemos mais um pouco sobre o padrão de 
questões sobre morfossintaxe no CESPE. Espero que tenha curtido e 
relembrado algumas questões sintáticas da língua portuguesa. 
 
Grande abraço! 
 
Pestana 
fernandopest@yahoo.com.br ou fernandopestana@estrategiaconcursos.com.br

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