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MICRO E MACROECONOMIA 2 1) Leia o texto a seguir, extraído de Souza (2009, p. 45-46), sobre a inflação. No Brasil, entre os anos de 1986 e 1989 houve registro de hiperinflação, com taxas que alcançaram o patamar de 906% ao ano. Apesar da hiperinflação no Brasil ter sido tão prejudicial quanto qualquer outra, houve casos muito mais dramáticos na história contemporânea. Os episódios mais notáveis ocorreram na Europa logo após a Primeira Guerra Mundial: a hiperinflação que devastou a Alemanha entre 1922 e 1923 é lembrada até hoje pelas imagens de cidadãos empurrando carrinhos de mão repletos de dinheiro para comprar pão. O mês mais terrível do calvário alemão foi outubro de 1923, quando a inflação chegou a 324.000% mensais. SOUZA, Jobson Monteiro de. Economia brasileira. São Paulo: Pearson Education do Brasil, 2009, (adaptado). Analise as assertivas a seguir sobre as causas da inflação e seus efeitos em uma economia. I. Uma das causas da inflação de demanda é o desequilíbrio na lei da oferta e da procura. Um exemplo dessa causa se dá quando pessoas e empresas querem consumir muito, mas a oferta não é suficiente. II. Uma das causas da inflação de custos é a elevação do preço de determinado insumo. Um exemplo dessa causa se dá quando um determinado setor produtivo repassa esse aumento para o preço final do produto. III. Uma das causas da inflação inercial é a persistência da própria inflação. Um exemplo dessa causa se dá quando os agentes econômicos tendem a subir seus preços antecipadamente, evitando prejuízos. É correto o que se afirma em Alternativas A) II e III, apenas. B) I, II e III. C) I e II, apenas. D) I e III, apenas. E) II, apenas. 2) A teoria de Keynes, desenvolvida na década de 1930, proporcionou a base para a criação de políticas econômicas, de certa forma ainda presentes na economia atual. Exemplo disso está na compreensão das condições macroeconômicas envolvidas no fluxo de renda e de produtos, representado na figura a seguir. Nesse esquema, é possível identificar o fluxo de renda nacional (Y), o fluxo de consumo (C), os fluxos de poupança (S) e investimentos (I), bem como os fluxos de gastos (G) e impostos (T) governamentais. Porém, ainda se pode considerar os fluxos não monetários, não representados na figura, como os serviços dos fatores fornecidos pelo setor familiar para as empresas (mão de obra) e os produtos e/ou serviços fornecidos pelas empresas para as famílias. Diante disso, analise a imagem a seguir, que apresenta o fluxo circular de renda. FROYEN, Richard T. Macroeconomia: teorias e aplicações. 2. ed. São Paulo: Saraiva, 2013 (adaptado). Diante do exposto, sobre fluxo circular de renda, avalie as afirmações a seguir. I. O fluxo representado pela letra (Y) corresponde à renda nacional do setor empresarial para o setor familiar, que consiste na remuneração das famílias pelos serviços prestados, gerando o produto nacional. II. As famílias distribuem a renda nacional em três fluxos, sendo que um deles corresponde aos gastos de consumo (C), que retornam para o setor empresarial como uma demanda por produtos e serviços. III. Parte da renda nacional é convertida em poupança (S), que flui para os mercados financeiros, tornando-se um ativo financeiro, o qual servirá como investimento (I) no setor empresarial. IV. As famílias pagam impostos (T) ao setor governamental, proporcionando a participação estatal na economia, o qual demandará serviços e produtos do setor empresarial. É correto o que se afirma em Alternativas A) I, II, III e IV. B) III e IV, apenas. C) II, III e IV, apenas. D) I e II, apenas. E) I, apenas. 3) Sabe-se que a taxa de juros Selic é um importante instrumento de política monetária. Acerca dos efeitos esperados quando da decisão de reduzir, elevar ou manter a taxa, marque a alternativa CORRETA. Alternativas A) Gabarito da questão A redução da taxa de juros básica, a denominada taxa SELIC, eleva a demanda agregada e, consequentemente, eleva as pressões inflacionárias. B) A redução da taxa de juros básica, a denominada taxa SELIC, diminui a demanda agregada e reduz, consequentemente, as pressões inflacionárias. C) A redução da taxa de juros básica, a denominada taxa SELIC, eleva a demanda agregada e reduz, consequentemente, as pressões inflacionárias. D) A elevação da taxa de juros básica, a denominada taxa SELIC, eleva a demanda agregada e reduz, consequentemente, as pressões inflacionárias. E) A elevação da taxa de juros básica, a denominada taxa SELIC, reduz a demanda agregada e aumenta, consequentemente, as pressões inflacionárias. 4) A palavra economia deriva do grego oikonomía (de óikos, casa; nómos, lei), que significa a administração de uma casa, ou do Estado, e pode ser assim definida: Ciência Social que estuda como o indivíduo e a sociedade decidem (escolhem) empregar recursos produtivos escassos na produção de bens e serviços, de modo a distribuí-los entre as várias pessoas e grupos da sociedade, a fim de satisfazer as necessidades humanas. É válido destacar que, em qualquer sociedade, os recursos produtivos ou os fatores de produção são limitados. GARCIA, Manuel Enriques. Fundamentos de economia. São Paulo: Saraiva Educação SA, 2002. Com base no texto exposto, tem-se que a Economia, enquanto disciplina, precisa estar atenta às necessidades humanas, uma vez que essas são ilimitadas e sempre se renovam por força do crescimento populacional ou do contínuo desejo do ser humano de elevar padrões. Nesse sentido, as organizações devem considerar o pensamento econômico para empregar corretamente seus recursos, tendo como base esse problema fundamental com o qual a Economia se preocupa. Considerando o texto exposto e a situação elucidada, pode-se considerar que o problema fundamental com o qual a Economia se preocupa é Alternativas A) a estrutura de mercado de uma economia, uma vez que decisões econômicas envolvem diferentes pensamentos econômicos. B) a taxação daqueles que recebem toda e qualquer espécie de renda, para que a riqueza não fique concentrada. C) a pobreza, ou seja, queda da renda, alta da inflação e, consequentemente, dos juros para assegurar os preços, entre outros. D) a escassez, uma vez que, em qualquer sociedade, os recursos produtivos e os fatores de produção são limitados. E) o controle dos bens produzidos, pois é necessário equilibrar oferta e demanda de um país. 5) Leia os textos a seguir. TEXTO 1 Quando tratamos de definir economia, nos deparamos com a descrição de que esta é a ciência que estuda a utilização dos recursos escassos na produção de bens e serviços para a satisfação das necessidades ou dos desejos humanos. Sua principal tarefa é descobrir e analisar o funcionamento do sistema econômico. Para isso, a Economia procura entender o problema básico de qualquer sociedade: como alocar recursos fixos e variáveis para atender aos desejos individuais e coletivos? Como os recursos são escassos, sua alocação assume uma importância considerável. MENDES, J. T. G. Economia: bibliografia universitária Pearson. São Paulo: Pearson Prentice Hall, 2012 (adaptado). TEXTO 2 Essencial para a preparação do acarajé, do abará e moquecas, tão comuns na Bahia, o azeite de dendê anda difícil de encontrar. Nas fábricas, por exemplo, ele já acabou. O que mantém a comercialização atualmente é o estoque. Representante de uma das principais distribuidoras locais, a empresa Sabor Baiano, Marcos Parente esclareceu a situação. "O problema do azeite é que a produção regional foi muito abaixo do esperado. Já acabou. A gente está enfrentando a escassez e está chegando ao ponto de faltar. Só não chegou ao extremo porque ainda há um estoque, mas em breve vai faltar", disse Parente em entrevista ao jornal Correio. Disponível em: https://www.bahianoticias.com.br/noticia/251465-safra-abaixo-do-esperado-provoca-escassez-de-dende-na-bahia.html. Acesso em: 17 set. 2020 (adaptado). Diante do exposto nos textos 1 e 2, acerca da escassez e do que ela representa na área da economia, avalie as asserções a seguir e a relação proposta entre elas. I. Em qualquer sociedade, tanto os fatores de produção quanto os recursos produtivos possuem limitações que impedem o atendimento das necessidades humanas, o que se torna um problema para governos, empresas e para a própria sociedade, conforme o que se observa no texto 2. PORQUE II. A dinâmica resultante da falta de recursos cria a necessidade de escolhas entre alternativas de distribuição e produção de bens e serviços, visando satisfazer os anseios de consumo das diversas camadas que compõem a sociedade. A respeito dessas asserções, assinale a alternativa correta. Alternativas A) As asserções I e II são proposições verdadeiras, e a II é uma justificativa da I. B) As asserções I e II são proposições verdadeiras, mas a II não é uma justificativa da I. C) A asserção I é uma proposição verdadeira, e a II é uma proposição falsa. D) As asserções I e II são proposições falsas. E) A asserção I é uma proposição falsa, e a II é uma proposição verdadeira. 6) Após o término da Guerra Fria e do colapso social, econômico e político da União Soviética no começo dos anos 1990, o Socialismo perdeu sua representatividade como um sistema econômico planificado, sendo substituído por lógicas associadas ao Capitalismo em todo mundo. No entanto, ainda nos dias atuais, é possível encontrar, em alguns países, lógicas mistas de organização de sistemas econômicos baseadas em governos centralizados politicamente e economias parcialmente livres, com menor grau de intervenção governamental do que em um sistema planificado, conforme se observa na figura a seguir. É o exemplo de duas das nações mais importantes geopoliticamente no cenário atual: a China e a Rússia, a primeira pela sua força e influência econômicas, a segunda pela sua relevância militar. A respeito da utilização de lógicas mistas na organização econômica de países como a China e a Rússia, avalie as asserções a seguir e a relação proposta entre elas. I. As lógicas aplicadas atualmente pela China e pela Rússia abrangem a abertura de setores econômicos associados ao bem-estar e consumo da sociedade, enquanto as atividades produtivas essenciais, como obtenção de recursos minerais, são realizadas sob forte postura intervencionista. PORQUE II. A adoção de práticas e métodos de organização capitalista nestes países aconteceu sob grande influência da limitação da organização democrática de suas respectivas sociedades, devido à herança centralizadora e absolutista presente nos regimes planificados que utilizavam anteriormente. A respeito destas asserções, assinale a alternativa correta. Alternativas A) A asserção I é uma proposição verdadeira, e a II é uma proposição falsa. B) As asserções I e II são proposições verdadeiras, mas a II não é uma justificativa da I. C) As asserções I e II são proposições verdadeiras, e a II é uma justificativa da I. D) As asserções I e II são proposições falsas. E) A asserção I é uma proposição falsa, e a II é uma proposição verdadeira. 7) Em um mercado competitivo, a curva de demanda é dada por , em que é a quantidade demandada e p é o preço do produto; e a curva de oferta é dada por , em que é a quantidade ofertada. Com base nos dados apresentados, avalie as afirmações a seguir. I. Em equilíbrio, sem intervenção governamental, a quantidade de produto transacionado no mercado será de 90 unidades, e o preço praticado será de R$ 7,00 por unidade. II. O consumidor tem um excedente no valor de R$ 135,00. III. Se o governo tabelar o preço do produto em R$ 6,00, haverá um excesso de oferta de 50 unidades. É correto o que se afirma em Alternativas A) I, apenas. B) I e II, apenas. C) I, II e III. D) III, apenas. E) II e III, apenas. 8) A operação em maior escala proporciona uma queda nos preços dos fatores ou insumos e nos custos de comercialização, devido ao menor custo de aquisição e transporte quando as compras são feitas em grandes quantidades. Vendas em quantidades maiores também podem propiciar rendas mais altas ou obtenção de menores prazos para recebimentos. Nesse contexto, considere os seguintes itens: I. Macroeconomia. II. Economia tecnológica. III. Economia pecuniária. IV. Economia de escopo. V. Microeconomia Um maior volume de negócio relaciona-se ao que está indicado em Alternativas A) II e V. B) III e IV. C) II e III. D) III e V. E) I e II. 9) Uma safra boa pode ser algo ruim quando começa a sobrar produto no mercado. Começou a sobrar tomate. E os preços afundaram – de volta para a faixa dos R$ 10; um valor além da linha vermelha, do ponto de vista dos agricultores. E tome mais prejuízo, mais caixa de tomate abandonada e mais frutos apodrecendo na fazenda, já que nem valia a pena colher. E o que aconteceu? Diminuíram mais ainda as áreas de plantio, claro. Pra que gastar dinheiro plantando o que não dá retorno? (Disponível em: <https://super.abril.com.br/blog/alexandre- versignassi>). Considerando essas definições, avalie os itens a seguir. I. A redução das áreas de plantio de tomate, diante da redução do preço do produto, fere a lógica econômica. II. Movidos pela busca da maximização do lucro, os produtores de tomate decidem reduzir a oferta do produto, diante da redução do preço. III. A redução do preço do tomate estimula a oferta do produto. É CORRETO o que se afirma em Alternativas A) I, II e III. B) II e III, apenas. C) II, apenas. D) I, apenas. E) I e II, apenas. 10) Quando o Banco Central altera a taxa de juros, as expectativas dos agentes econômicos em relação à evolução presente e futura da economia podem sofrer alterações, ou seja, um aumento da taxa de juros na tentativa de evitar um aumento da inflação causa efeitos recessivos no curto termo; no entanto, o Banco Central pode restabelecer a confiança no desempenho futuro da economia, fazendo com que as taxas de juros esperadas em médio e longo termo sejam menores. Portanto, é esperado que, no longo termo, o efeito negativo sobre o produto oriundo de um aumento na taxa de juros para evitar um processo inflacionário seja revertido, e que, com a recuperação da normalidade, seja gerado, no longo termo, um estímulo ao investimento capaz de promover aumento no produto. Apesar de o Banco Central ter a capacidade de reduzir a taxa de juros real e depreciar a moeda para estimular a atividade econômica, essa postura não pode ser adotada de forma indefinida. No longo prazo, a taxa de juros real de equilíbrio é neutra, isto é, ela é compatível com o produto ao nível potencial. De outra forma, a taxa de juros real de longo prazo é aquela que resulta da ausência de rigidez de preços e outras fricções. Portanto, se o Banco Central insistir em manter uma taxa de juros real abaixo da de equilíbrio por muito tempo, a demanda agregada excede o produto potencial, e, como consequência, há uma pressão para que ocorra aumento da inflação na economia. MENDONÇA, Helder Ferreira de. Transparência, condução da política monetária e metas para inflação. Nova economia, Belo Horizonte, v. 16, n. 1, p. 175-198, jan./abr. 2006 (adaptado). Com base nas informações apresentadas, no que diz respeito à política monetária, avalie as afirmações a seguir. I. Caso o Banco Central aumente a taxa de juros, ele diminui o volume de empréstimos a famílias e empresas, desestimulando o consumo e o investimento. II. Em um cenário inflacionário, em razão dos altos níveis de taxa de juros, as pessoas poupam mais, já que o Banco Central concede títulos com rendimentos maiores. III. Caso a política econômica praticada seja o combate à inflação sem a perspectivada população, será necessário um grande sacrifício social para que ocorra a desinflação. É correto o que se afirma em Alternativas A) I, apenas. B) III, apenas. C) I, II e III. D) I e II, apenas. E) II e III, apenas.