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Clínica cirúrgica 
Foi atendida no setor de emergência de uma clínica veterinária particular de Salvador -
Bahia, com queixa de dor, uma canina da raça Daschund, II kg, 12 anos. Adentrou a clínica carregada por seu tutor e defecava pastoso. A paciente apresentava-se com dor.
Durante a anamnese, o tutor referiu que o animal apresentava sialorreia, sem presença de vômito e que permaneceu prostrada, escondida e vocalizava gemidos durante o dia.
Alegou que a paciente já apresentou reação adversa à Metoclopramida, que apresentava sensibilidade estomacal frequentemente e que a havia medicado com Amoxicilina com Clavulanato no mesmo dia pela manhã. Também foi relatado que a cadela é acompanhada por um ortopedista veterinário, devido a presença de hérnia de disco em segmento lombar da coluna vertebral.
Ao exame físico, observou-se mucosas hipocoradas, linfonados não reativos, sensibilidade dolorosa à palpação da região gástrica, temperatura retal de 38,6 °C, frequência cardíaca de 200 bpm
1) Qual a sua suspeita clínica?
dilatação vólvulo gástrica reação a metoclopramida que causou acúmulo de gás favorecendo a afecção 
2) Quais os diagnósticos diferenciais?
· Intuscepção 
· Gastrite ou úlcera- localização da dor 
· Torção de baço que vai mudar a topografia do baço por causa da dilatação 
3) Qual o diagnóstico e tratamento clínico (exames complementares) e/ou cirúrgico (técnica cirúrgica)?
· anamnese 
· exame físico 
· exames complementares : hemograma , radiografia , ultrassom, bioquímico a ureia pode estar aumentada FA e ALT podem estar aumentadas 
· antibioticoterapia - cefalotina 
· fluidoterapia para estabilizar o paciente 
· fazer descompressão para diminuir pressão da cavidade abdominal 
· oxigenoterapia 
· laparotomia 
· tratamento clínico: gastropexia para não ter recidiva 
Gastropexia 
· Deve-se realizar antissepsia prévia e definitiva, colocação dos panos de campo.
I-Realizar incisão pré-retro-umbilical, na linha alba, para ter acesso a cavidade abdominal e localizar o estômago,utilizar compressas ao redor do estômago e realizar lavagem com soro fisiológico aquecido.
2- Deve-se reposicionar o estômago em sentido horário, posteriormente deve-se realizar incisão na parede abdominal e passar uma sonda Foley e penetrar no corpo do estômago na camada seromuscular entre uma sutura de bolsa de tabaco com fio polidiaxanona, para realização da gastropexia. Deve-se fixar a sonda à pele com um padrão de sutura bailarina com fio nylon 2-0.
3 - Deve-se trocar a luva estéril e instrumental para evitar contaminação.
4- Por último, deve-se realizar a celiorrafia com um padrão de sutura sultan com vicryl 2-0, redução do espaço morto com um padrão zigue-zague com vicryl 2-0 e dermorrafia com um padrão de sutura simples interrompido com nylon 2-0.
Pós cirúrgico 
alimentação em pouca quantidade
analgesico - tramadol e dipirona 
antibiótico - METRONIDAZOL - para bactérias gram negativas 
fluido permanece 
protetor gástrico
4) Qual a terapêutica pós cirúrgica?
Fluidoterapia;
Analgésicos: (tramadol + dipirona);
Antiinflamatório: (meloxicam);
Antibiótico: (metronidazol + cefalaxina);
Protetor gástrico: ranitidina.
Foi atendido no HVU-UFSM, uma cadela, sem raça definida, com um ano e quatro meses de idade e pesando 13,4 kg. A cadela apresentava claudicação do membro torácico direito. Havia histórico de atropelamento por veículo na noite anterior ao atendimento e desde então apresentou dificuldade de apoio do membro torácico ao solo, não demonstrando ferimentos externos. Apresentava-se inapetente e com diminuição de ingestão hídrica.
Ao exame clínico observou-se parâmetros dentro da normalidade para a espécie, mas ao exame físico, constatou-se região da escápula direita edemaciada,
Suspeita clínica ?
fratura 
diagnóstico diferencial 
luxação 
contusão 
entorce 
Qual o diagnóstico e tratamento clínico exames complementares) e/ou cirúrgico (técnica cirúrgica)?
Raio x
classificação da fratura , como é feita a imobilização 
simples , fechada , completa, fiseal ( região epifisária salter- harris tipo 1) 
Estabilização 
pino intramedular fixação interno e fio de aço 
conduta pós cirúrgica
imobilização 
acompanhamento radiológico 
Analgésico (tramadol e dipirona);
Antiinflamatório (meloxicam);
Antibiótico (cefalexina);
Repouso;
Repetir Rx após 45 dias.
Uma fêmea da espécie canina, Pit bull, de oito anos de idade, foi atendida no serviço do Hospital Veterinário da Universidade Guarulhos apresentando lesões dermatológicas há aproximadamente quatro anos, sendo tratada de diversas formas apresentando sempre recidiva e piora do quadro.
O animal apresentava lesões em membros pélvicos, sendo mais evidente em terço médio, face medial de membro pélvico esquerdo (MPE), e face lateral de membro pélvico direito (MPD); com áreas alopécicas, eritematosas, com presença de
pápulas, comedos e secreção sanguinolenta. Ao exame físico, notou-se sensibilidade intensa à palpação das lesões, com prurido leve e secreção evidente, principalmente à manipulação.
 Suspeita clínica 
foliculite e furunculose evolução infeciosa 
Diagnóstico diferencial 
dermatite 
sarna 
esporotricose 
piodremite - pode ter causado foliculite que evoluiu 
Qual o diagnóstico e tratamento clínico (exames complementares) e/ou cirúrgico técnica cirúrgica)?
Tratamento clínico
Solicitação de exames: hemograma, citologia.
Terapêutica:
Antibiótico (cefalexina)
Antiinflamatório: prednisolona
Shampoo: antiséptico;
Imunoestimulante;
Observação: descobrir a causa base que leva a imunossupressão.
Olho
Correção de coloboma palpebral em um felino por meio da técnica de transposição da comissura labial - Relato de caso
1. COLOBOMA PALPEBRAL: Desenvolvimento incompleto da margem palpebral
· congênito/ hereditário
· usualmente bilateral
· felinos (persas) – porção temporal da pálpebra superior
· associado a outras alterações congênitas
· dermóides, microftalmia, mem. pupilar. pers.
· Implicações
· ressecamento corneano
· atrito dos pêlos
· ceratite, pigmentação, dor, epífora
· Tratamento cirúrgico
· Blefaroplastia
· -“Técnica de Robert e Bistner”-
Foi atendido no Hospital Veterinário Universitário da Universidade Federal do Piauí, um felino, sem raça definida, de 6 meses de idade, apresentando como queixa principal secreção muco-purulenta e sinais de déficit visual. No exame físico foi observado edema e úlcera de córnea, tríquiase e coloboma palpebral superior bilateral. Os parâmetros fisiológicos se encontravam dentro da normalidade e a tutora relatou normofagia, normodipsia, normoquezia e normuria.
1. Qual a sua suspeita clínica?
 coloboma palpebral 
2. Quais os diagnósticos diferenciais?
 atrofia de iris 
3. Qual o diagnóstico e tratamento clínico (exames complementares) e/ou cirúrgico (técnica cirúrgica)?
Exames complementares: hemograma e bioquímico 
O tratamento foi cirúrgico fazendo uma blefaroplastia através de uma técnica de transposição da comissura labial, sendo realizado um flap de rotação partindo da comissura labial até o canto lateral do olho afetado. 
Após o enxerto ser rodado e posicionado, a mucosa bucal foi suturada à mucosa conjuntival do leito receptor usando um padrão de sutura simples contínuo utilizando polidioxanona 4/0. Para a pele foi usado mononailon 4-0 em padrão simples separado.
4. Qual a terapêutica pós cirúrgica?
Pós-operatório: 
· Cefalexina 75mg/BID/4 dias
· Meloxicam 0,5mg/SID/3 dias 
· Cloridrato de tramadol 2mg/BID/4 dias
· limpeza diária dos pontos com solução fisiológica
· compressas de água morna 
· colar elisabetano. 
Foi realizada uma avaliação após dez dias do procedimento cirúrgico e o animal apresentou-se bem, com discreta melhora dos sinais corneais, porém foi observado necrose da ponta do retalho transplantado, onde foi realizado o desbridamento dos bordos para melhora da cicatrização
Ouvido 
Oto-hematoma 
Coleção de sangue dentro da placa da cartilagem da orelha 
Está ligado ao fato do animal balançar a cabeça, arranhar a orelhae ter uma otite externa 
Exame complementar: radiografia e tomografia computadorizada 
Diagnóstico definitivo: exame físico
Objetivos:
– Remover o hematoma
– Evitar recorrência
– Manter a aparência natural da orelha
Otoplastia: Técnica cirúrgica
• Tricotomia de toda orelha
• Decúbito lateral
• Realize uma incisão em forma de S na superfície
côncava da orelha
• Remova o coágulo
Aplique suturas de 0,75 a 1 cm de
comprimento
• Podem ser posicionadas através da cartilagem , sem incorporar a pele
na superfície convexa ou podem ter espessura completa
• Coloque um número amplo de suturas
Coloque uma atadura protetora leve sobre a orelha e apóie a orelha sobre a cabeça do
animal
• Remova após 10-14 dias
Considerações do tratamento:
· identificar e tratar a causa
· drenar o acúmulo de sangue
· aproximar pele e cartilagem
· prevenir recidivas
* técnica adequada
POS OPERATORIO - PROGNÓSTICO FAVORÁVEL 
Diagnóstico diferencial : otite externa , Inflamação do epitélio do conduto auditivo externo, caracterizada por aumento de produção de cerúmen e material sebáceo, descamação do epitélio, prurido e dor