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Dica do autor: O quadro descrito é típico de Doença Inflamatória Pélvica (DIP) aguda com sinais de gravidade: febre alta, dor abdominal intensa, dor à mobilização do colo (cervical motion tenderness), descarga purulenta cervical e sinais de irritação peritoneal. Numa situação dessas, o pulo do gato é reconhecer que é preciso tratar de imediato e de forma empírica, sem esperar identificação etiológica, porque a morbi-mortalidade reprodutiva aumenta com atraso no início do antimicrobiano. O tratamento inicial deve ser hospitalar e com antibioticoterapia parenteral de amplo espectro que cubra Neisseria gonorrhoeae, Chlamydia trachomatis, bactérias anaeróbias e enterobactérias, além de monitorização para possíveis complicações (abscesso tubo-ovariano, sepse, necessidade de drenagem). Coletas para exame (teste de gravidez, exames microbiológicos/cultura/NAAT, hemograma, PCR, exames de imagem quando indicado) são importantes, mas nunca devem atrasar a antibioticoterapia em pacientes com sinais de gravidade.
Qual a conduta mais adequada diante de um quadro de Doença Inflamatória Pélvica aguda com sinais de gravidade?
Alternativa A: INCORRETA. Identificar o agente etiológico é desejável, mas não pode preceder o início do tratamento em casos graves. As amostras para cultura e testes nucleicos devem ser coletadas antes da primeira dose quando possível, mas a conduta imediata é iniciar antimicrobianos empíricos. A espera pela identificação delayaria uma terapêutica que pode ser decisiva para evitar progressão para sepse e comprometer fertilidade.
Alternativa B: CORRETA. Encaminhar para tratamento em ambiente hospitalar com antibioticoterapia injetável é a conduta adequada diante de sinais de gravidade: febre alta, dor abdominal intensa, comprometimento hemodinâmico relativo e descarga purulenta com dor anexial bilateral. No hospital, administra-se esquema parenteral de amplo espectro, realiza-se monitorização clínica, exames complementares (incluindo US para avaliar abscesso) e interrupção de anticoncepcionais se houver indicação, além de tratar partners e avaliar necessidade cirúrgica se houver abscesso roto ou falta de resposta ao tratamento.
Alternativa C: INCORRETA. O tratamento ambulatorial é indicado apenas para casos leves e quando o paciente tem condições de retorno e observação próximas. Este caso apresenta sinais de gravidade que contraindicam manejo ambulatorial: febre alta, dor intensa, hipotensão relativa e secreção purulenta com dor anexial. Mandar o tratamento ambulatorial com retorno em 48 horas seria arriscado demais.
Alternativa D: INCORRETA. Encaminhar diretamente para tratamento cirúrgico não é a primeira medida, salvo quando há suspeita de abscesso roto, peritonite franca ou falha do tratamento clínico. A maioria dos casos graves inicia com antibioticoterapia parenteral; a cirurgia ou drenagem só vem como segunda etapa se houver indicação (abscesso grande, ruptura, isquemia ou não resolução com antibióticos).
A
B
C
D
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Desvendando com Questões

há 3 meses

S2 D5
33 pág.

UNIGUAÇU

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há 3 meses

A questão trata do manejo da Doença Inflamatória Pélvica (DIP) aguda com sinais de gravidade, como febre alta, dor intensa, dor à mobilização do colo, descarga purulenta e sinais de irritação peritoneal. Analisando as alternativas: - A: Incorreta, pois embora seja importante coletar amostras para identificação do agente, o tratamento empírico imediato não pode ser adiado. - B: Correta, pois recomenda tratamento hospitalar com antibioticoterapia parenteral de amplo espectro, monitorização e exames complementares, conduta adequada para casos graves. - C: Incorreta, pois o tratamento ambulatorial é contraindicado em casos graves. - D: Incorreta, pois cirurgia não é primeira medida, salvo em complicações específicas. Portanto, a alternativa correta é: B

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