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Daniella	Machado		
TURMA	XXVI	
 
 
Morfofuncional IV: Módulo 3 
Macroscopia e Microscopia das Neoplasias – Proliferação Celular 
 
Características Macroscópicas das Neoplasias 
As características morfológicas das neoplasias interferem diretamente no quadro clínico e no prognóstico 
do paciente, sendo observado as caraterísticas arquiteturais e citológicas, com critérios para definição de 
potencial biológico patológico. Os tumores podem ser císticos ou sólidos. 
 
Pseudocápsulas 
Os tumores benignos tendem a apresentar crescimento lento e expansivo determinando a compressão 
dos tecidos vizinhos, levando à formação de uma pseudocápsula fibrosa. Nos tumores malignos, o crescimento 
rápido desordenado, infiltrativo e destrutivo não permite a formação desta pseudocápsula. 
 
Lesões elementares 
Termos/conceitos considerados básicos ou fundamentais, utilizados para descrever características das 
lesões apresentadas pelos pacientes. Cada lesão elementar apresenta descritores fundamentais para 
caracterização da lesão. 
 
Lesões sólidas 
Nódulo: (menor que 3 cm) ou massa (maior que 3 cm): lesões permeativas aos órgãos. 
Tumefação: aumento do volume, devido à extravasamento plasmático. 
 
Descritores 
Nódulo/Massa: benigna x maligna 
Contorno: regular x irregular 
Limite: bem delimitado x mal definido 
Crescimento: expansivo x infiltrativo 
Superfície de corte: homogênea x heterogênea (necrose, inflamação e/ou 
hemorragia). 
 
Pólipo 
Lesão exofítica (projeta externamente aos lúmens), podendo ser benigna ou 
maligna. Base: pediculado x séssil. Superfície: lisa x rugosa (irregular) x verrucosa (couve-
flor ou papiloma). 
 
Cistos 
Lesões císticas: aumentam o volume devido ao acúmulo de um conteúdo em uma cavidade neoformada, 
com revestimento epitelial interno. Lesão pseudocísticas não apresentam o revestimento epitelial interno. 
Quantidade de cistos: unicísticos x multicísticos 
Quantidade de lojas: uniloculado x multioculado (pode ser unicístico) 
Superfície interna: lisa x rugosa 
Conteúdo: variável, de acordo com material acumulado, podendo ser 
seroso, purulenta, ar ou muco. 
 
 Tumor forma uma massa expansiva que tende a ser esférica, na superfície ou na 
intimidade de órgãos, sendo visto em tumores benignos e em malignos originados em 
órgãos sólidos (fígado, pulmões e rins) – nodular. 
O tipo vegetante, encontrado em tumores benignos ou malignos que crescem em 
superfície (pele ou mucosas), forma massa exofítica que pode ser poliposa, papilomatosa 
ou em couve-flor, ulceram-se precocemente. O tipo infiltrativo é exclusivo de tumores 
malignos. Com infiltração maciça da região acometida, mas sem formar nódulos ou 
vegetações. O órgão fica mais espesso, mas menos deformado. Quando se origina em 
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Morfofuncional	–	4º	período	UniEVANGÉLICA																 	 	 	 	 															TURMA	XXVI	
 
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órgãos ocos, e do tipo anular (compromete circunferência do órgão), causando estenose. 
Outra variação é o tipo cirroso, no qual se forma abundante estroma conjuntivo, como no 
câncer de mama. O tumor ulcerado é o que sofre ulceração precoce, sendo exclusivo de 
neoplasias malignas. A lesão infiltra-se nos tecidos adjacentes e ulcera-se no centro, 
formando uma cratera com bordas endurecidas, elevadas e irregulares. Com 
combinações, como neoplasia ulcerovegetante. 
 
Potencial Biológico Patológico 
A distinção entre benignidade e malignidade tem grande impacto para o paciente e, na grande maioria 
dos casos, é possível distinguir, com critérios morfológicos, o potencial de uma neoplasia. Há situações em que 
essa distinção não é possível (entidades BORDERLINE ou limitação do método diagnósticos), sendo necessária 
complementação com dados clínicos e outros exames complementares 
Em neoplasias benignas, as células são bem diferenciadas e podem ser 
indistinguíveis das células normais correspondentes. As atipias celulares e 
arquiteturais são discretas, e o tumor reproduz bem o tecido que lhe deu origem. 
As células crescem unidas entre si, e não se infiltram nos tecidos vizinhos e formam 
uma massa esférica. Seu crescimento é expansivo e comprime as estruturas 
adjacentes, que sofrem hipotrofia. Formando uma cápsula fibrosa em torno do 
tumor. 
As neoplasias malignas têm taxa de multiplicação elevada (alto índice mitótico) com crescimento rápido, o 
mesmo não acontece com o estroma e os vasos sanguíneos que se desenvolvem lentamente, resultando em 
degenerações, necrose, hemorragia e ulceração: as neoplasias malignas sangram e apresentam áreas de 
necrose (sem cápsula). 
Elas são mais volumosas, com aumento da relação núcleo/citoplasma. 
Hipercelularidade (maior quantidade de células por unidade de área). Atipias variadas, 
culminando em anaplasia. As células são menos aderidas entre elas, movimentando-se e 
infiltrando-se no estroma e nos tecidos adjacentes. Em muitos os casos, em torno da lesão 
principal existem ilhotas ou cordões de células neoplásicas que proliferam e podem dar 
origem a novos tumores. O cirurgião normalmente procura retirar certa quantidade de 
tecidos aparentemente normais (margem de segurança). 
Na evolução inicial de carcinomas, as células neoplásicas ficam restritas à 
camada epitelial e limitadas pela membrana basal. 
As neoplasias malignas têm estroma com células endoteliais, periquitos, 
fibroblastos, mastócitos e células originadas da medula 
óssea (leucócitos, precursores de células dendríticas, 
células-tronco mesenquimais e células supressoras 
mieloides). Células do estroma do câncer tem propriedades diferentes daquelas 
do estroma do tecido de onde o tumor originou-se, para facilitar a progressão 
da neoplasia. 
A quantidade e a qualidade das células no estroma nos diferentes tipos 
de câncer variam bastante, exsudato inflamatório está presente em todos os tumores. As células inflamatórias 
exercem efeito defensivo contra a neoplasia. Quando se tem muitos linfócitos T CD4 produtores de interferon-
gama (Th1), macrófagos ativados do tipo M1 e linfócitos citotóxicos T D8+, há correlação com melhor prognóstico. 
Se tem predomínio de linfócitos Th2, de macrófagos alternativamente ativados (M2) ou de células mieloides 
supressoras, o número dessas células associa-se a pior evolução. 
Normalmente, a quantidade de colágeno é pequena e de ácido hialurônico grande, favorecendo o 
deslocamento das células tumorais. Há tumores que induzem grande produção de MEC, especialmente de 
colágeno, formando tecido conjuntivo denso, pobre em células (tumores desmoplásicos). 
 
Características citológicas 
Pleomorfismo: células de formatos e volumes diferentes. 
Anisocitose: células de tamanhos diferentes. 
Aumento da relação núcleo-citoplasma (e aumento do núcleo). 
Figuras de mitose: em número aumentado (típicas) ou atípicas (tri ou multipolares). 
Multinucleação: formação de células com vários núcleos. 
 
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Características nucleares 
Cariomegalia: núcleos de tamanho aumentado. 
Hipercromatismo nuclear: núcleos de coloração mais intensa com cromatina irregular e mais compacta. 
Anisocariose: núcleos de tamanhos diferentes. 
Nucléolos: em número aumentado, por vezes macronucléolos. 
 
Características Arquiteturais 
Perda da polaridade: Adição de queratina, glicogênio e depois núcleo picnótico. 
Invasão local (fibrose estromal – desmoplasia) 
Invasão de estruturas adjacentes 
Necrose tumoral 
Indícios de metastatização 
Metástase 
 
Classificação Temporal das Neoplasias 
Quando um paciente apresenta duas neoplasias distintas, é necessário estabelecer o tempo em relação 
ao diagnóstico das duas entidades: 
Diagnosticados na mesma ocasião: neoplasias de colisão. 
Diagnosticados com um período menor que 6 meses: neoplasias sincrônicas. 
Diagnosticados com um períodomaior que 6 meses: neoplasias metacrônicas. 
 
Classificação Microscópicas das Neoplasias 
A grande maioria das neoplasias é formada por apenas um tipo celular. Neoplasias mistas ou multifásicas: 
composta por mais de um tipo celular, como o carcinossarcoma e o carcinoma metaplásico. 
 
Tipos histológicos 
Þ Epiteliais (revestimento ou glandular) 
Þ Mesenquimal 
Þ Neuroglial, neuroendócrino e endócrino 
Þ Melanocítico 
Þ Hematopoiético 
Þ Germinativo 
Þ Blastematoso 
Þ Anaplásicos 
 
Neoplasias epiteliais 
Principais neoplasias humanas, havendo várias subdescritores, dependendo da topografia. Presença de 
moléculas de adesão e de ancoragem. Produção de proteínas epiteliais (colorações especiais e à imuno-
histoquímica): citoqueratinas (revestimento) e mucinas (secreção). 
 
Descritores do revestimento: 
o Padrão escamoso (espinocelular ou de células escamosas): forma blocos celulares (junções com os 
desmossomos), núcleo cor de rosa, moléculas de adesão. 
o Padrão basalóide: multipotentes, menos citoplasma, roxo, formato da camada basal. 
o Padrão transicional 
o Padrão de células claras: revestimento e glandular. 
o Padrão linfoepiteliomatoso: formação de lençóis. 
 
Descritores do glandular: 
o Padrão cístico 
o Padrão papilar 
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o Padrão mucossecretor (anéis em sinete) 
o Padrão oncocítico: citoplasma rosa repleto de mitocôndrias. 
o Padrão colóide: muco extravasa. 
o Padrão ducta,acinar ou tubularl: estrutura secretora neoplásica. 
 
Neoplasias Mesenquimais 
Envolvem neoplasias do tecido conjuntivo (exceto hematopoiético), incluindo vasos e nervos periféricos. 
Músculo liso: fascículos de células fusiformes poliédricas com muito citoplasma em ângulos retos, 
Fibro-histiocítico: fascículos curtos de células fusiformes irradiando-se a partir de um ponto central 
(estoriforme). 
Células de Schwann: núcleos em colunas paliçadas. 
Fibrossarcoma: espinha de peixe. 
Sarcoma sinovial: mistura de fascículos fusiformes e grupos de células epiteliais (bifásico). 
Rabdomiossarcoma: células pequenas e arredondadas, com pouco citoplasma. 
Þ Morfologia celular (poliédricas x fusiformes) 
Þ Padrão arquitetural 
Þ Produção de matriz extracelular (não é obrigatório) 
 
Neoplasias Melanocíticas 
Neoplasias de potencial variáveis (sendo as malignas agressivas) de células melanocíticas. 
Þ Pleomorfismo celular variável. 
Þ Padrão arquitetural variável. 
Þ Padrão de disseminação variável. 
Þ Índice mitótico variável. 
Þ Pigmentação melânica (não obrigatória). 
 
Neoplasias Hematopoiéticas 
Neoplasia de potencial biológico variável de células hematopoiéticas, não havendo 
contraparte benigna. 
Þ Alto potencial invasivo (potencial leucemizante). 
Þ Neoplasias de células isoladas, formando lençóis. 
Þ Características imunofenotípicas necessárias para classificação e manejo. 
 
Nomenclatura 
Leucemia: neoplasias de medula óssea (células linfoides ou mieloides), em fase 
circulante. 
Linfomas (incluindo mieloma múltiplo): neoplasias de 
linfócitos, em tecido/órgãos. 
Sarcoma mieloide: neoplasias de células da linhagem 
mieloide, em tecidos/órgãos. 
Neoplasias histiocitárias: grupo particular de neoplasias. 
 
Neoplasias neuroendócrinas 
Conjunto de neoplasias que apresentam classificação particular do potencial biológico/estadiamento, 
Neurogliais: classificação OMS. 
Neuroendócrinas: índice mitótico (microscopia ou imuno-histoquímica). 
Endócrinas: invasão e/ou metástase. 
Þ Formação de ninhos 
Þ Índice mitótico variável 
Þ Células com núcleo em aspecto de “sal com pimenta” 
Þ Grânulos citoplasmáticos de secreção (positividade em colorações especiais). 
Þ Positividade, à imuno-histoquímica, para marcadores específicos 
 
Neuroblastomas – germinativos 
Blastomas de origem mesenquimal ou de origem ectodérmica. 
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Classificação dos teratomas segundo quantidade de folhetos: 
Monofásico (apenas um folheto/tecido). 
Multifásico (vários folhetos/tecidos representados). 
 
Potencial biológico 
Maduro: apenas componentes histologicamente normais. 
Imaturo: apresenta elementos imaturos (principalmente tecido neuroepitelial), 
normalmente maligno. 
Maligno (teratocarcinoma): apresentação do 
testículo, ovário, SNC. Teratoma com componente 
maligno não seminomatoso, principalmente carcinoma 
embrionário. 
Indício de malignidade: teratoma benigno, um componente maligno (câncer). 
 
Neoplasias Blastematosas 
Agressivas, acometendo, principalmente, faixa etária pediátrica 
ou adolescentes/adultos jovens. Exemplos: melanoma, 
rabdomiossarcoma, carcinoma sinusal indiferenciado, linfoma etc. 
Þ Células pequenas (pouco citoplasma) 
Þ Células redondas (formato do núcleo) 
Þ Células azuis (basofílica) 
Þ Formação de estruturas rosetóides 
 
Rosetas e estruturas rosetóides 
Diferenciação neural (indicativo neural) 
Primeira imagem: Flexner, do retinoblastoma. 
Imagem do meio: Homer-Wright, células tubulares, do neuroblastoma. 
Última imagem: perivascular. 
 
Neoplasias anaplásicas 
São neoplasias indiferenciadas ou desdiferenciadas, com pouca ou nenhuma 
proximidade microscópica com o tecido de origem (imuno-histoquímica para definição 
de histogênese). Atipias citológicas francas. Alto índice mitótico. Necrose, hemorragia 
e sinais de invasão e/ou metástase. 
 
Imunologia Tumoral 
 
Bases para teoria imunológica (vigilância imunológica) 
Resultados experimentais (neoplasias transplantadas). Infiltrado inflamatório peritumoral e em linfonodos 
adjacentes. Aumento da incidência de canceres em pacientes imunocomprometidos. 
Detecção de linfócitos T específicos e Anticorpos. Teoria que explica o papel protetor do sistema imune e 
efeito seletor do sistema imune de variantes tumorais (imunoedição do câncer) 
 
Microambiente estromal 
A reação imune pode criar um ambiente propício para o desenvolvimento da neoplasia. É significativa a 
interação entre as células tumorais e as células estromais (estudos in vitro e de câncer de mama): 
Células inflamatórias: agressão e secreção de citocinas (pró-sobrevivência e pró-proliferação). 
Macrófagos perivasculares: quimiotaxia para vasos. 
Fibroblastos: desmoplasia. 
A clivagem de componentes da matriz extracelular pode promover: 
o Angiogênese (colágeno tipo IV). 
o Mobilidade de células tumorais (laminina 5 por MMP 2). 
o Proliferação (fatores de crescimento inativos, presentes na matriz extracelular). 
 
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Antígenos tumorais 
Produtos de genes mutados. Hiperexpressão ou expressão aberrante de proteínas (tirosinase em 
melanomas). 
Antígenos produzidos por vírus oncogênicos (HPV e EBV). Antígenos oncofetais (CEA, alfaFP). 
Glicoproteínas e glicolipídeos de membrana alterados (gangliosídeos, mucinas e grupos sanguíneos). 
Antígenos de diferenciação celular. 
 
Mecanismos antitumorais 
A imunidade tumoral é principalmente mediada por células (linfócitos citotóxicos CD8+, NK e macrófagos). 
Terapia humoral (anticorpos contra antígenos tumorais específicos). 
 
Mecanismo de evasão imune 
Crescimento seletivo de variantes 
antígeno-negativas. 
Perda ou redução da expressão de 
moléculas MHC. 
Perda da coestimulação linfocitária. 
Imunossupressão induzida (oncogênicos 
químicos, físicos e produção de TGF-B tumoral). 
Mascaramento antigênico. 
Apoptose induzida de linfócitos 
citotóxicos (expressão de FasL). 
 
Características Clínicas das Neoplasias 
Olhar problema 7 do M3. 
 
Fatores intervenientes: 
1. Potencial biológico 
2. Localização e relação com estruturas adjacentes3. Funções biológicas de células tumorais 
4. Fenômenos inflamatórios 
5. Sangramento, rotura e infarto 
6. Infecções sobrepostas 
 
Caquexia 
Desnutrição calórico-proteica em pacientes com SIDA ou com neoplasias. Ocorre em 50% dos pacientes 
oncológicas e é responsável por 30% dos óbitos (insuficiência respiratória pela atrofia dos músculos respiratórios 
e do diafragma). Mediadores químicos: fator indutor de proteólise (PIF) e fator mobilizador de lipídeos (LMP). 
 
Efeito Warburg 
Estado hipermetabólico da célula tumoral, com metabolismo eficiente da glicose, mesmo em condições 
de baixa oxigenação (glicólise anaeróbico). Aumento da oferta de oxigênio para novas células tumorais. 
Aumento de nutrientes básicos (piruvato) para criação dos blocos de 
construção. Modulação do estado de autofagia. 
Aplicação clínica: tomografia de emissão de pósitrons (PET), com injeção de 
18F- fluorodeoxiglicose. 
 
Síndromes Paraneoplásicas 
Sintomas não relacionados ao tumor primário ou metastático. Ocorrem em 10% dos cânceres. Podem 
ocorrer como primeira manifestação e serem letais. 
 
Mecanismos 
o Hipercalcemia (osteólise ou produção de substâncias calcêmicas). 
o Produção endócrina ectópica. 
Macroscopia	e	Microscopia	das	neoplasias	–	Módulo	3	 							 	 	 	 						Daniella	Machado	
Morfofuncional	–	4º	período	UniEVANGÉLICA																 	 	 	 	 															TURMA	XXVI	
 
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o Produção de autoimunidade. 
o Hiperpigmentação cutânea (acantose nigricans). 
o Distúrbios vasculares e hematológicos (tromboflebite migratória, CIVD, anemia, endocardite não 
bacteriana). 
 
Gradação das Neoplasias 
Gradação: grau de diferenciação das células neoplásicas. Diferenciação refere-se ao grau de semelhança 
que as células neoplásicas apresentam em relação às células normais 
correspondentes, tanto morfologicamente (citologia e arquitetura), quanto 
funcionalmente. Anaplasia é a perda completa da diferenciação. Ocorre o aumento 
da celularidade. Baixo e alto grau. 
Bem diferenciada (G1), moderadamente diferenciadas (G2), pouco 
diferenciadas (G3) e Anáplasicas (G4). 
 
Estadiamento das Neoplasias 
Olhar problema 6 do M3. 
Extensão da disseminação de um câncer em um paciente: 
Sistema UICC (Union Internationale Contre Cancer): sistema TMN. 
Sistema AJC (American Joint Committee): estádios 0-IV 
 
Sistema TMN 
T (“tumor” primário): lesão in situ (T0/Tis) 
Lesão invasora (T1-T4): órgãos sólidos x vísceras ocas. 
N (linfonodos regionais): N0 – N2/N3 
M(metástase): M0-M1/M2 
Estadiamento anatomopatológico: pTx, pNx e pMx

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