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N2 PATOLOGIA - A2
REF. Bibliográfica: Patologia Básica - ROBBINS
LAMINÁRIO
AIRES - NEOPLASIA MESENQUIMATOSAS
RETOMANDO - NEOPLASIAS:
“O câncer não é UMA doença, mas muitos distúrbios que compartilham uma profunda
desregulação do crescimento celular.”
As características fundamentais e compartilhadas dos cânceres são :
1. O câncer é um distúrbio genético causado pormutações do DNA
● A maioria das mutações patogênicas é induzida por exposição a agentes
mutagênicos ou ocorre espontaneamente como parte do envelhecimento.
● Os cânceres geralmente mostram alterações epigenéticas
- Essas alterações genéticas e epigenéticas alteram a expressão ou a
função de genes essenciais que regulam os processos celulares
fundamentais, como crescimento, sobrevivência e senescência.
2. Alterações genéticas no câncer são hereditárias e passadas para as células-filhas
na divisão celular (sofrem seleção darwiniana)
● As células que sofrem mutações proporcionam vantagens de crescimento
ou sobrevivência, passando para trás suas irmãs “normais” , desse modo
passando a dominar a população.
- No ponto de início do tumor, essas vantagens seletivas são conferidas a
uma única célula que se multiplica (clonalmente) e origina o tumor
- Progressão: A seleção darwiniana continua a moldar a evolução dos
cânceres, favorecendo o surgimento de subclones geneticamente distintos
com características mais agressivas, conceito denominado
1
https://drive.google.com/drive/u/1/folders/1fl_-KJzP6ysYz_e3qkLQayNlHjTG2x1l
3. As mutações e alterações epigenéticas conferem às células cancerosas um
conjunto de propriedades que são denominadas coletivamente marcas ou
características do câncer.
● Essas propriedades produzem o fenótipo celular que determina a evolução e
como será sua resposta a várias terapias
NOMENCLATURA:,
Neoplasia significa “novo crescimento”
● Diz-se que células neoplásicas são transformadas porque continuam a se replicar,
aparentemente “indiferentes” das influências reguladoras que controlam o
crescimento celular normal.
● Todas as neoplasias dependem do hospedeiro para sua nutrição e suprimento
sanguíneo. As neoplasias derivadas de tecidos sensíveis a hormônios muitas vezes
também necessitam de suporte endócrino, e essa dependência às vezes pode ser
explorada terapeuticamente.
No ambiente médico, geralmente uma neoplasia é chamada tumor:
Estudo dos tumores é chamado oncologia
TUMORES:
Todos os tumores, benignos e malignos, apresentam 2 componentes básicos:
1. Parênquima, constituído por células neoplásicas/transformadas
- Parênquima: células secretoras de uma glândula, são responsáveis pela função
de um determinado órgão
- O parênquima da neoplasia determina principalmente o seu comportamento
biológico e, a partir desse componente, deriva o seu nome. Afinal são as
PRÓPRIAS CÉLULAS.
2. Estroma não neoplásico e derivado do hospedeiro, é constituído por tecido
conjuntivo, vasos sanguíneos e células inflamatórias derivadas do hospedeiro
- ESTROMA: tecido conjuntivo no interior da glândula e que sustenta as células
secretoras
2
- O estroma é crucial para o crescimento da neoplasia, pois contém o
suprimento sanguíneo e proporciona suporte ao crescimento das células
parenquimatosas.
● Embora o comportamento biológico dos tumores reflita principalmente o
comportamento das células do parênquima, há uma percepção crescente de que as
células estromais e as neoplásicas mantêm uma “conversa” em mão dupla que
influencia o crescimento do tumor.
CLASSIFICAÇÃO DOS TUMORES:
A divisão das neoplasias em categorias benigna e maligna baseia-se no julgamento do
potencial comportamento clínico de um tumor.
TUMOR BENIGNO:
● Características micro e macroscópicas consideradas inocentes, indicando que
permanecerá localizado,tratável com a remoção cirúrgica.
● O paciente afetado geralmente sobrevive. PORÉM, algumas vezes, são responsáveis
por significativa morbidade e letalidade.
NOMENCLATURA:
“Tumores benignos são designados pelo acréscimo do sufixo -oma ao tipo celular do qual
eles se originam!”
- Um tumor benigno que surge no tecido conjuntivo fibroso é um fibroma;
- Um tumor benigno cartilaginoso é um condroma.
TUMORMALIGNO:
● A lesão pode invadir e destruir estruturas adjacentes, disseminar-se para locais
distantes (metástases) e levar à morte.
● Nem todos os tumores malignos apresentam evolução letal. Os mais agressivos
também são alguns dos mais curáveis, mas a designação maligno constitui um “alerta
vermelho”.
3
NOMENCLATURA: SARCOMAS E LINFOMAS/LEUCEMIAS
● As neoplasias malignas das células epiteliais são chamadas carcinomas
MESENQUIMAL:
● Neoplasias malignas que se originam de tecidos mesenquimais “sólidos” ou seus
derivados são chamadas sarcomas,
● Neoplasia malignas mesenquimais circulatórias são chamadas leucemias ou
linfomas.
● Os sarcomas são designados pelo tipo celular que os compõem, que
presumivelmente é sua célula de origem.
- Assim, uma neoplasia maligna composta por células semelhantes aos
adipócitos é um lipossarcoma
- Uma neoplasia maligna composta por células semelhantes a condrócitos é um
condrossarcoma.
● O mesoderma pode dar origem a carcinomas (epiteliais), sarcomas (mesenquimais) e
tumores hematolinfoides (leucemias e linfomas).
DE ACORDO COMO ROBBINS
CARACTERÍSTICAS DAS NEOPLASIAS
BENIGNAS E MALIGNAS
Os tumores benignos e malignos podem ser separados por 3 características fundamentais:
1. Diferenciação e anaplasia
2. Invasão local
3. Metástase
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1.Diferenciação e Anaplasia:
● Diferenciação refere se ao quanto as células neoplásicas se assemelham às
células parenquimatosas de origem (tanto morfologicamente como funcionalmente)
● Anaplasia é a perda da diferenciação (células neoplásicas totalmente diferentes
das células parenquimatosas de origem)
- Quanto se diferenciou desde a CÉLULA TRONCO, maturidade.
DIFERENCIAÇÃO
As neoplasias benignas são compostas por células bem diferenciadas que se
assemelham estreitamente com suas células parenquimatosas de origem.
● Um lipoma é constituído por :
- Adipócitos maduros carregados com vacúolos lipídicos
- Um condroma é constituído por condrócitos maduros que sintetizam sua
matriz cartilaginosa
- Ambas características de tecido adiposo , o que evidência de
diferenciação funcional e morfológica
Em tumores benignos bem diferenciados, normalmente as mitoses são raras e sua
configuração é normal.
As neoplasias malignas caracterizam-se por uma ausência de células bem
diferenciadas (Portanto não apresentam semelhanças com suas células parenquimatosas)
● Contudo muitas exibem alterações morfológicas que traem sua natureza maligna
No câncer bem diferenciado, essas características podem ser muito sutis, por exemplo:
● Adenocarcinomas bem diferenciados da tireoide podem conter:
- Folículos com aparência normal
- E o seu potencial de malignidade é revelado pela:
→ Invasão aos tecidos adjacentes
→ Ocorrência de metástases
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MARCADORES DE MALIGNIDADE :
NÃO confiáveis:
1. Taxa de crescimento
● Em geral, o crescimento rápido também significa malignidade, mas muitos tumores
malignos crescem lentamente e, como resultado, a taxa de crescimento não é um
discriminador confiável entre atores bons e maus
2. Estroma com suprimento sanguíneo:
● O estroma que contém o suprimento sanguíneo é crucial para o crescimento dos
tumores, mas não ajuda na separação entre tumores benignos e malignos.
OBS : A quantidade de tecido conjuntivo estromal determina, porém, a consistência da
neoplasia. Certos cânceres induzem um estroma fibroso abundante (desmoplasia), conferindo uma
consistência firme, os chamados tumores cirróticos.
Confiáveis :
1. Invasividade
2. Metástase
ANAPLASIA
Neoplasias malignas, que são compostas por células indiferenciadas, são denominadas
anaplásicos
● O termo anaplasia significa literalmente “formação retrógrada ou formação inversa”
- Portanto uma “desdiferenciação” ou perda de diferenciação estrutural e
funcional das células normais.
Nos cânceres que se originam de células-tronco nos tecidos:
● A falta dediferenciação é responsável por sua aparência indiferenciada
- E não a desdiferenciação das células especializadas
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● A desdiferenciação de células aparentemente maduras ocorre durante a
carcinogênese.
CARACTERÍSTICAS DAS CÉLULAS ANAPLÁSICAS:
1. Pleomorfismo (Variação de tamanho e forma)
2. Anormalidades nucleares
● Hipercromáticos (coloração escura)
● Variação no tamanho e forma nuclear
● Nucléolo único ou múltiplos e proeminentes.
3. Células tumorais gigantes (apresentam um núcleo enorme ou vários núcleos)
4. Mitoses atípicas (pode produzir figuras mitóticas tripolares ou tetrapolares)
5. Perda de polaridade (As células anaplásicas perdem a capacidade de
reconhecer os padrões de orientação umas com as outras)
Quantomais diferenciada é a célula tumoral, mais ela retém as capacidades funcionais de
suas células parenquimatosas de origem, enquanto, células tumorais neoplásicas são
menos propensas a manter as atividades funcionais especializadas.
DISPLASIA
Displasia é a proliferação desordenada, mas não neoplásica
O epitélio displásico é reconhecido pela: Substituição de células maduras por imaturas
● Perda na uniformidade das células individuais
● Sua orientação arquitetônica anárquica (uma bagunça)
As células displásicas exibem pleomorfismo considerável e muitas vezes apresentam núcleos
hipercromáticos anormalmente grandes.
Quando as alterações displásicas são graves e envolvem toda a espessura do epitélio, a
lesão é denominada carcinoma in situ, um estágio pré-invasivo do câncer
2. Invasão Local
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O crescimento dos cânceres/tumores malignos é acompanhado por infiltração progressiva,
invasão e destruição dos tecidos circundantes
Já o crescimento de tumores benignos ocorre como massas expansivas coesas que
permanecem localizadas nos seus locais de origem.
TUMORES BENIGNOS E O ENCAPSULAMENTO
Como os tumores benignos crescem e se expandem lentamente, geralmente desenvolvem
uma cápsula de tecido fibroso(borda de tecido fibroso comprimido)
A encapsulação torna o tumor :
● Bem-definido
● Facilmente palpável
● Móvel (não fixo)
● Excisável por enucleação cirúrgica.
No entanto, é importante reconhecer que nem todas as neoplasias benignas são
encapsuladas.
● Embora o encapsulamento seja a regra em tumores benignos, a falta de uma
cápsula não significa que um tumor seja maligno.
TUMORESMALIGNOS E A INVASÃO
Os tumores malignos / cânceres, tem como características principais :
● Não possuem cápsula bem definida
● Invasividade (invade outros tecidos)
● Metástase
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Os tumores malignos podem “enganar” o diagnóstico, pois eles podem crescer lentamente e
parecer estar bem delimitado por uma cápsula ,mas ao exame microscópico ele
apresentaminúsculas projeções de células ( “patas de caranguejo”), que invadem
as estruturas adjacentes
3. Metástase
Ametástase é definida pela disseminação de um tumor para locais que são
anatomicamente distantes do tumor primário
● A metástase marca, de forma inequívoca, um tumor maligno, pois, por definição,
neoplasias benignas não metastatizam.
A invasividade dos cânceres permite que eles penetrem nos vasos sanguíneos, linfáticos e
cavidades do corpo, que fornecem oportunidades de propagação, gerando a metástase
MEIOS DE PROLIFERAÇÃO DAMETÁSTASE
As neoplasias malignas disseminam-se por uma das três vias:
1. Semeadura dentro das cavidades do corpo
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● A disseminação por semeadura ocorre quando as neoplasias invadem uma
cavidade corporal natural.
- Este modo de disseminação é particularmente característico dos
cânceres do ovário, que muitas vezes cobrem amplamente as
superfícies peritoneais
2. Disseminação linfática
● Mais típica dos carcinomas (epiteliais)
3. Disseminação hematogênica
● Mais típica dos sarcomas (mesenquimais).
OBS : NO SARCOMA DISSEMINAÇÃO HEMATOGÊNICA depois LINFÁTICA
EM RESUMO:
10
DE ACORDO COMO AMADO AIRES
DIFERENCIAÇÃO DE MALIGNO E BENIGNO
Os tumores malignos e benignos podem ser diferenciados por 3 pontos principais:
1. Caracteres gerais macroscópicos
● Configuração, coloração , consistência e ulceração
2. Características microscópicas
3. Características celulares de malignidade
OBS: Tumores em vaso linfático são exclusivamenteMALIGNOS
Características gerais MACROscópicas:
Quanto a:
CONFIGURAÇÃO (FORMATO):
● Papiloma→ lesões papilares. Ex; superfície de bexiga urinária, ducto de mama
● Pólipo→ ex: nasal, endocervical, normalmente benigno mas pode ser maligno
● Fungosidade→ aspecto de cogumelo. Ex: epitélio de revestimento
● Verruga→ Lesões irregulares, formando ondas, muito típica em superfície
● Nódulo → Aspecto de botão (órgãos internos)
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COLORAÇÃO
Tumores Benignos→mantém a coloração do tecido de origem.
● Ex: tecido adiposo- amarelado, tecido muscular – róseo (leiomioma), tecido vascular-
vermelho (angiomioma).
● Pinta - enegrecida (proliferação de melanócitos com aumento da síntese de mielina )
Tumores Malignos→ se diferencia da coloração do tecido de origem
● Coloração esbranquiçada, devido a baixa vascularização
CONSISTÊNCIA
Tumor benigno: apresenta a consistência do local de origem
● Ex. Tumor benigno de tecido ósseo é pétreo, o do tecido adiposo é mole
Tumores Malignos tendem a ser moles
ULCERAÇÃO
Tumores Malignos: frequentemente ulceram
A ulceração é consequência da necrose
● Tumor ulcerado em mão esquerda/ membro superior esquerdo: tumor do
caminhoneiro
Todos nós temos tumores em pele, se necrosar e úlcerar se pensa em malignidade
12
Nosso principal fator de proteção: melanina
● Investigar: Tempo, exposição, proliferação, profissão
● A ulceração está relacionada com o estroma
Características MICROscópicas:
TUMORES BENIGNOS
Trazem consigo características do tecido de origem
Qualquer célula do organismo pode se diferenciar e vir a ser um tumor benigno, onde ele irá
trazer consigo as características microscópicas do parênquima de origem
● As células do tumor benigno são iguais as células do local de origem, em cor,
consistência e caracteres microscópico
OBS: Toda e qualquer células do organismo pode virar maligna ou benigna, exceto tecido linfóide,
que são sempre malignos = linfoma.
TUMORESMALIGNOS
Totalmente diferente do tecido de origem
Tumores malignos: características macroscópicas totalmente diferentes do tecido mãe
● Os tumores que ulceram e tem necrose com maior frequência são os malignos.
ESTROMA
O estroma é definido por :
● Tecido de sustentabilidade que possui vasos sanguíneos e tecido conjuntivo
frouxo (TCF dá forma ao órgão)
- Sendo assim o responsável pela IRRIGAÇÃO do tecido / tumor
OBS → Parênquima é definido por : todo e qualquer órgão, tecido funcional
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As neoplasias benignas e malignas formam seu próprio estroma:
● Neoplasia benigna:
- O estroma do benigno é bem mais desenvolvido quando comparado com o
maligno
→ Assim são mais oxigenados e nutridos, sua origem é mais no parênquima
→Devido a essa nutrição exacerbada o TB tem grande expansibilidade e
atinge grandes volumes.
- OU SEJA , Os tumores que atingem grande volume costumam ser os
benignos, pois a proliferação é lenta e o estroma acompanha, ou seja, o tumor
benigno consegue ser irrigado, já que velocidade de multiplicação é menor,
- Úlcera com menor frequência (eles quase nunca ulceram, porque esses
tumores tem origem e características próximas do tecido de origem).
● Neoplasia maligna:
- O tumor maligno possui velocidade exacerbada de mitose, com o
rápido crescimento o estroma e o parênquima não acompanham
- Sem o acompanhamento do estroma, não ocorre a correta proliferação dos
vasos sanguíneos e assim irá ocorrer isquemia e hipóxia , gerando
NECROSE ISQUÊMICA, ULCERAÇÃO E HEMORRAGIA
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CARACTERÍSTICAS CELULARES DE MALIGNIDADE
As células malignas, apresentam características típicas:
1. Polimorfismo→ Várias formas (células diferentes uma das outras)
2. Anormalidades nucleares
- Hipercromatismo aumento do núcleo, perde a relação núcleo/citoplasma
(DNA exacerbado)
- Nucléolo evidente único ou múltiplo
- Núcleo com variação de tamanho e forma
3. Mitosesatípicas
4. Basofilia citoplasmática→ muito DNA na citoplasma da célula
5. Irregularidade de membrana
EM RESUMO
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NEOPLASIA MESENQUIMAL:
DEFINIÇÃO:
Neoplasias de origem do mesoderma:
Tecidos mesenquimatosos correspondem a:
● Tecidos conjuntivos (ósseo e cartilaginoso),
● Tecidos musculares (tecido vascular)
NOMENCLATURA:
BENIGNAS: Oma- benigno
“Tumores benignos são designados pelo acréscimo do sufixo -oma ao tipo celular do qual
eles se originam!”
- Um tumor benigno que surge no tecido conjuntivo fibroso é um fibroma;
- Um tumor benigno cartilaginoso é um condroma.
MALIGNAS: SARCOMAS E LINFOMAS/LEUCEMIAS
● As neoplasias malignas das células epiteliais são chamadas carcinomas
● Neoplasias malignas que se originam de tecidos mesenquimais “sólidos” ou seus
derivados são chamadas sarcomas,
● Neoplasia malignas mesenquimais circulatórios são chamadas leucemias ou
linfomas.
● Os sarcomas são designados pelo tipo celular que os compõem, que
presumivelmente é sua célula de origem.
- Assim, uma neoplasia maligna composta por células semelhantes aos
adipócitos é um lipossarcoma
- Uma neoplasia maligna composta por células semelhantes a condrócitos é um
condrossarcoma.
● O mesoderma pode dar origem a carcinomas (epiteliais), sarcomas (mesenquimais) e
tumores hematolinfoides (leucemias e linfomas).
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OBS: SE TEM “SARCOMA” É MALIGNO:
EX (MIOMA = BENIGNO /MIOSSARCOMA = MALIGNO)
ANÁLISE DA IDADE:
● As neoplasias mesenquimatosas ocorrem em toda idade, porém elas são as mais
frequentes em crianças (sarcomas)
● No adulto e idoso SÃO mais frequente as neoplasias epiteliais - exposição ao sol
METÁSTASES NEOPLASIA MESENQUIMATOSA :
• Via INICIAL é hematogênica (sanguínea)
• Em segundo momento, via linfática
No SARCOMA DISSEMINAÇÃO HEMATOGÊNICA depois LINFÁTICA e no
CARCINOMA é o inverso! (Primeiro via linfática)
TIPOS DE NEOPLASIAS MESENQUIMAIS:
BENIGNAS:
CONDROMA:
Tumor benigno de condrócito. Condrócito produz cartilagem.
Na aula foi visto: Condroma de meninge
- Anfractuosa: irregular (moldou-se conforme o cérebro)
- Sinais clínicos: devido a compressão do cérebro Consistência: endurecida (não pétrea)
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- Neoplasia Benigna (não apresenta zonas de necrose ou ulceração)
LIPOMA: L49
https://www.osmosis.org/learn/Lipoma:_Clinical_sciences
Tumor no tecido adiposo do cólon, devido a passagem do bolo fecal.
- Isso ocorre por passagem do bolo fecal.
● É benigno pois apresenta as mesmas características do tecido mãe
- Se fosse maligno→ lipossarcoma
LEIOMIOMA: TUMOR DOS LEIOMIÓCITOS L36
Tumor deMúsculo liso→ Leiomiócitos
Leiomioma → tumor benigno MUITO COMUM em corpo uterino
- Pois, corpo uterino é INTEIRAMENTE músculo liso → miometro
- CAUSA: hormônio estrogênio dependente
- Porém onde tiver músculo liso é passível de leiomioma: vasos, homens, etc
- Os LEIOMIOMAS são benignos não causam metástase
Crescimento exofítico: Crescimento anormal que se projeta PARA FORA da superfície de
um tecido.
OBS: LEMBRAR QUE O PROBLEMA DO TUMOR BENIGNO É FICAR GIGANTE!
3 origens:
Submucoso, Subseroso e Intramural
1. Submucoso: embaixo da mucosa- sangramento fora do período menstrual
- Sangramento incomum NO período menstrual→ pólipos endometriais
● Traz complicações clínicas mais sérias, precisa operar, mais agressivo POR crescer
MUITO, porque a cavidade é maior, pode se externalizar para fora da vagina
2. Subseroso: tumor formado em baixo da serosa - segundo que precisa operar, traz mais
complicações porque comprime outros órgãos, mas não sangra fora do período,
segundo maior em crescimento
3. Intramural: desenvolvido na parede - esse não precisa operar com frequência, tem
menor impacto clínico, cresce menos, tem um espaço menor, costuma acometer mais
senhoras, porque são tumores menores e precisam de menos hormônios - tumores
18
https://www.osmosis.org/learn/Lipoma:_Clinical_sciences
diminuem de volume espontaneamente tudo depende de onde ele é, fator causal, e o
tipo do tumor. → COMUM EM IDOSOS
RELAÇÃO DO LEIOMIOMA E MENOPAUSA:
O LEIOMIOMA é hormônio dependente (estrógeno) então diminui de tamanho durante a
menopausa, pois existe queda da produção hormonal, diminuindo o estímulo para seu
crescimento.
MALIGNAS:
L137 - OSTEOSSARCOMA CABEÇA DE FÊMUR:
Fratura cabeça de fêmur→ substituição do osso compacto e esponjoso por osso
poroso (osteoporose)
Neoplasia: massa brancacenta (e não mais vermelho - medula óssea) (estroma não
acompanha o crescimento do tecido ósseo - a velocidade das mitoses do tecido
parenquimatoso é extremamente exagerada, de forma que o estroma não acompanha →
ulceração/ necrose
O que é mais frequente: idoso cair e fraturar ou fraturar e cair? Inicialmente fratura e queda, e
não queda e fratura (caso os fatores de risco sejam retirados - tapetes, vestes adequadas,
calçados adequados)
Características de malignidade: Trabéculas ósseas rosadas, hipercromatismo, núcleo
evidente
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CONDROSSARCOMA:
Neoplasia maligna de condrócito
Normalmente atinge cartilagem que envolve a cabeça do fêmur
● Aspecto gelatinoso por Condrócitos com alterações de malignidade
RABDOMIOSSARCOMA:
https://www.osmosis.org/notes/Muscle_tumors#page-1
● Neoplasia maligna de músculo esquelético
FOXO1 e PAX3 → Raro, agressivo // Benigno- rabdomio
LEIOMIOSSARCOMAS:
leiomiossarcoma (maligno)
NEOPLASIA DE CLASSE ESPECIAL:
Neoplasias originárias de melanócitos (eles são encontrados com maior frequência
na camada basal da epiderme, mas estão espalhados em várias áreas do nosso organismo,
essas lesões pode, ocorrer em diversas áreas do nosso organismo):
1. Benignas: nevos pigmentados (nevo de maior frequência no homem é o nevo
intradérmico - essas células se proliferam e se alojam na derme) As neoplasias
benignas podem evoluir para neoplasias malignas. Caso ocorra essa transformação
de benigno para maligno, ele se transforma na neoplasia de pior prognóstico para o
homem: o melanoma. - nevo em área de atrito: remove-se
20
https://www.osmosis.org/notes/Muscle_tumors#page-1
2. Malignas: melanomas (neoplasia de pior prognóstico para o homem) Localização:
todos os locais que possuem melanócitos, como meninges, pele, etc.
- mioblastoma: destrói o hospedeiro sem metástase (tumor de células granulares benigno) -
A principal função da melanina é a proteção, e protege dos raios ultravioletas-sol
→ tumores de maior frequência em pele: basocelular e epidermóide (não é o melanoma)
Sinais de alerta (ABC): assimetria, borda e coloração (azul, vermelho, enegrecido, rosado,
amarelado).
Patogenia: genes herdados e exposição solar
- Lesão pigmentada em região plantar até que se prove o contrário é melanoma
114 - MELANOMA:
● Forma mais agressiva de câncer de pele é omelanoma
- que envolve os melanócitos.
- Localização
- Sinais de alerta : assimetria , borda , coloração.
21
- PATOGENIA -genes herdados e exposição solar
- Indivíduos de pele clara .
Agora, o nevo melanocítico (toupeira) , resulta de um tipo de melanócito que
produz melanina em excesso.
● Essas manchas da produção em excesso de melanina podem ser
consideradas pré-cancerosas porque apresentam um risco aumentado de
se tornarem melanoma .
- “Tire essa verruga, porque pode dar câncer”
● A metástase está mais associada à profundidade da invasão e, de fato, o
melanoma é a forma mais mortal de câncer de pele devido à sua
tendência de metastatizar rapidamente. Ele necrosa e Úlcera.
Normalmente, as células tumorais têm núcleos grandes com contornos irregulares e
produzem melanina em diversas cores: marrom, vermelho, azul escuro e cinza
NEOPLASIA MISTA:
Tecido epitelial e mesenquimatoso juntos
Um tipo de neoplasia mista é o FIBROADENOMA mamário, um tumor benigno de
glândula (mesênquima que é o fibroma + adenoma de mama que é uma glândula).
Teratoma: tumor em que se encontra todos os tecidos germinativos - pode ser maduro
benignos (todas as células e tecidos são bem diferenciado, geralmente ocorrem em gonadas
como ovários) ou imaturo malignos (células indiferenciadas, totipotentes, dão origem a vários
tecidos mesenquimatosos, geralmenteem abdômen)
Neoplasias especiais - Neoplasias epiteliais - Neoplasias mistas - Neoplasias complexas -
Neoplasias supercomplexas
22
https://www.osmosis.org/learn/Skin_cancer:_Clinical
https://www.osmosis.org/learn/Atomic_units_and_moles
https://www.osmosis.org/answers/precancerous-skin
https://www.osmosis.org/learn/Skin_cancer:_Pathology_review
.
23
FEBRE E CARDIOPATIA REUMÁTICA
https://www.osmosis.org/learn/Rheumatic_heart_disease
CONCEITO E EPIDEMIOLOGIA
FEBRE REUMÁTICA: É uma complicação AUTOIMUNE resultante de
uma infecção por estreptococos beta-hemolítico grupo A – Lancefield
● Mas não é o agente infeccioso que causa ação diretamente nos órgãos afetados, é uma
resposta do sistema imune que se torna HIPERREATIVO, levando a uma doença
AUTOIMUNE
- Sistema imune produz anticorpos contra esse antígeno (bactéria) e esse
anticorpo acaba se confundindo e agredindo células normais do corpo
● É uma doença inflamatória aguda, imunomediada e multissistêmica
A Resposta Imune deficitária é a principal causa de cardiopatia adquirida crônica em
menores de 20 anos de idade
- Maior ocorrência entre os 5 e 15 anos (rara antes dos 3 e depois dos 20 anos)
Mecanismo da febre reumática:
Na febre reumática aguda, tem uma resposta anormal ao estreptococcus, e essa
resposta imune precisa de tempo para acontecer.
● Geralmente ela aparece um período depois que o paciente já sarou da infecção
causada pelo estreptococo (10 dias a 6 semanas)
● A pessoa que apresenta essa febre reumática possui uma predisposição. Então não é
toda criança que tem infecção por estreptococo vai desenvolver
- (apenas 3% das crianças)
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https://www.osmosis.org/learn/Rheumatic_heart_disease
PATOGENIA:
1. Mimetismo molecular = reação cruzada, os estreptocos expressam uma proteína
M – e são produzidos anticorpos contra essa proteína. Os anticorpos acabam
reconhecendo outros tecidos também como estranhos (como coração, tecidos
articulares)
- Mimetismo molecular é hipersensibilidade do tipo II
2. Autoimunidade = indução de produção de autoanticorpos
3. Citotoxicidade celular: ativação de linfócito TCD4 → liberam IL 2 e IL 12 →
Ativam macrófagos e linfócitos TCD8
QUADRO CLÍNICO:
A doença (FR) é caracterizada por três fases:
1. Infecção de orofaringe (cerca 30% dos pacientes nem apresentam sintomas)
2. Período de latência – de 7 a 14 dias (paciente não tem nada e depois desse
período começa a aparecer)
3. Assim se tem a doença propriamente dita – FR:
● Poliartrite migratória de grandes articulações
● Pancardite – processo inflamatório das 3 camadas do músculo cardíaco
● Nódulo subcutâneo
● Eritema marginado da pele
● Coréia – movimentos involuntários (envolvimento do SNC→ Gânglios
da base)
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CRITÉRIOS DIAGNÓSTICOS:
Critérios maiores:
CRITÉRIOS DE JONES:
● Cardite
● Poliartrite
● Coréia
● Nódulos subcutâneos
● Eritema marginado
Critérios menores:
● Febre
● Artralgia (dor na articulação)
● Elevação de citocinas / proteínas inflamatórias da fase aguda
Investigar → febre , proteína c , eletrocardiograma e leucocitose
Diagnóstico:
Fecha diagnóstico se tiver:
● 2 critérios maiores
● 1 critério maior + 2 menores (junto com evidencias da infecção estreptococo)
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CARDIOPATIA REUMÁTICA:
A cardite é a manifestação mais importante da febre reumática
● Todos os 3 folhetos podem ser acometidos – e quando ocorre: pancardite
Cardiopatia reumática AGUDA:
1. ENDOCARDITE - Valvas VALVULITE:
É a manifestação mais frequente – assintomática ou sopros.
● MACRO: vegetações→ pequenas lesões de aspecto nodular enfileiradas ao
longo das bordas de fechamento das valvas, (placas de MacCallum)
● MICRO: NECROSE FIBRINÓIDE hiperemia, edema e infiltrado
inflamatório (linfócitos, monócitos e número variável de neutrófilos)
- Podem apresentar nódulo de ASCHOFF, mas é mais comum na
miocardite.
● ENDOCARDITE MARCADA POR: Valvas acometidas
1º Somente a valva mitral, é o comum
2ª Valvas mitral e aórtica, pode vir a atingir ambas
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2. Miocardite - ASCHOFF:
Miocardite – taquicardia, aumento da área cardíaca, sinais de IC
- taquicardia desproporcional a febre
- aumento da área cardíaca
- Sinais de IC (ritmo de galope, congestão pulmonar, congestão porto-sistêmica)
Miocardite é a causa mais comum de morte na febre reumática aguda porque esta
inflamação e necrose resultam em insuficiência cardíaca .
● MACRO: em caso de insuficiência cardíaca pode haver
dilatação/HIPERTROFIA das câmaras cardíacas
● MICRO: Nódulo de Aschoff (reuniao de macrofagos)
- Patognomônico da FR = Nódulos de Aschoff – são granulomas inflamados
no tecido miocárdico
- Eles apresentam um infiltrado linfoplasmocitario e macrófagos ativados
(Células Anitschkow) – e quando essas células se unem forma um
aglomerado: células gigantes de Aschoff
● São áreas de necrose fibrinóide, com células imunes como as células T e
essas células características de Anitschkow: macrófagos aumentados que
possuem núcleos característicos com aparência de lagarta.
• Formam um aglomerado celular arredondado ou fusiforme, não raro, com células
multinucleadas (células gigantes de Aschoff) – hipersensibilidade tipo 4
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3. PERICARDITE - FIBROSE
Inflamação da cobertura externa do coração - pericárdio
Pode causar dor e também uma fricção do pericárdio visceral inflamado contra o pericárdio
parietal inflamado - que pode realmente ser ouvido com um estetoscópio.
● Dor precordial
● Atrito pericárdico
● Alterações no ECG
● Com ou sem sinais de derrame pericárdico
● Pericardite isolada não ocorre na Febre Reumática
MACRO: ocorre uma pericardite fibrinosa→ pão com manteiga
- Os folhetos visceral e parietal do pericárdio assumem aspecto de "pão com manteiga"
MICRO: observa-se um exsudato com depósitos fibrinosos→ pericardite fibrinosa
- Nódulos de Aschoff também podem ser observados
Evolução: começa a ter fibrose – pericárdio com aderência fibrosa entre os folhetos
visceral e parietal
● Óbito é raro na fase aguda à em geral ocorre em consequência da miocardite
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https://www.osmosis.org/learn/Anatomy_clinical_correlates:_Heart
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Cardiopatia reumática CRÔNICA
Na fase crônica/cicatricial que ocorrem as complicações (em geral anos após a fase aguda)
● A fase crônica / cicatricial é mais provável que ocorra:
1. Primeiro surto ocorre cedo na infância;
2. Lesão aguda grave;
3. Surtos recorrentes.
1. Pericárdio - aderências fibrosas
● As lesões crônicas limitam-se a aderências fibrosas entre os folhetos visceral e
parietal do pericárdio
- Raramente levando ao quadro da pericardite constritiva
2. Miocárdio - Aschoff
● Lesões cicatriciais fusiformes perivasculares correspondendo à presença prévia dos
nódulos de Aschoff
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3. Endocárdio
● Espessamento dos folhetos
● Fusão e encurtamento das comissuras e eventual calcificação
● As cordoalhas tendinosas também podem sofrer espessamento e fusão
● Neovascularização
● Lesões valvares do tipo estenose, insuficiência ou ambas.
● Pontes fibrosas que se estendem de um lado a outro das comissuras e calcificações
dão origem às estenoses em “boca de peixe” ou em “casa de botão”
COMPLICAÇÕES DA FASE CRÔNICA
A fase crônica/cicatricial possui esse nome, pois após tanta inflamação da febre
reumática aguda, começa a deposição da matriz extracelular de forma desregulada nas
valvas
- Os folhetos das válvulas tornam-se mais espessos e podem até se fundir, o que é
chamado de fusão comissural
● Estenose valvar mitral com dilatação do átrio esquerdo com ICE; formação de
trombos murais e embolia
● NECROSE VALVAR É ASSOCIADA A DEPOSIÇÃO DE SUBSTÂNCIA
FIBRINÓIDE
● Predisposição das valvas lesadas à endocardite bacteriana
- Estas áreas ásperas também apresentam maior risco de fixação e invasão
microbiana, chamada endocardite infecciosa
Como tratamento pode-se oferecer a estes pacientes a troca por valvas artificiais através
de cirurgia cardíaca31
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