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CROMATINA PROCARIOTOS Sequência de aula 1 CR0MATINA Organização do material genético - moléculas DNA Compactadas para sua acomodação no compartimento ocupado São moléculas extensas e constituem os genomas Bactéria Escherichia coli Célula cilíndrica de 2 um de comprimento e 1 um de diâmetro Abriga um genoma de DNA circular de 1.6 um CR0MATINA - COMPARAÇÃO Eucariotos Núcleo esférico de 6 um de diâmetro Abriga uma extensão total de DNA de 1,8 m A CR0MATINA Fundamental: A compactação Organizada do material genético Isso viabilizada a ocorrência de processos funcionais: Replicação, Segregação de cromossomos ou mesmo Expressão gênica Compactação funcional é alcançada: Pelas Interações organizadas das moléculas de ácidos nucleicos com as proteínas específicas CR0MATINA Procariotos e Eucariotos DNA que constitui o genoma É compactado por sua associação com proteínas em um arranjo complexo Grau de compactação varia de acordo com estado funcional Arranjo nucleoproteico organizado e dinâmico Chamado de CROMATINA CR0MATINA PROCARIÓTICA Todos os procariotos bactérias e arqueas Têm genomas estruturados em um nucleoide uma massa de cromatina ocupa ~ cerca de 1/4 do volume celular Nucleoides procarióticos não têm uma forma fixa Ditos ~ Cilíndricos Não delimitados por qualquer tipo de envoltório São estruturas funcionalmente dinâmicas CR0MATINA PROCARIÓTICA Cromossomos procarióticos – nucleoide Precisam ser compactados algumas centenas de vezes Formam uma estrutura de cromatina organizada e funcional BACTÉRIAS E ARQUEAS DIFEREM ASPECTOS MOLECULARES BÁSICOS Como a estrutura da cromatina Pois diferentes proteínas interagem com o DNA em nucleoides de bactérias e arqueas E os complexos nucleoproteicos formados definem configurações de cromatina distintas NUCLEOIDE E CROMATINA BACTERIANA A estrutura geral do nucleoide Depende de forças inerentes à própria estrutura do DNA cromossômico e de interações entre o DNA e outras moléculas Podem ser identificados diferentes níveis de compactação e organização estrutural e funcional na cromatina bacteriana. No espaço ocupado pelo nucleoide em uma célula: DNA, proteínas e íons que têm afinidade pelo DNA NUCLEOIDE E CROMATINA BACTERIANA Presença de cátions e a estrutura polianiônica do DNA levam à ocorrência de mudanças de trajetórias no DNA a cada 150 pb e Definem o primeiro nível de compactação do DNA cromossômico NUCLEOIDE E CROMATINA BACTERIANA Um nível maior de compactação do cromossomo Proporcionado pela formação de alças Formam domínios topológicos NUCLEOIDE E CROMATINA BACTERIANA Cada alça que constitui um domínio tem, em média, 10 kb de extensão total, sua base e o seu ápice são mantidos por interações entre o DNA e as proteínas cromatínicas 10 Kb 10 000 pb NUCLEOIDE E CROMATINA BACTERIANA Macrodomínios são superestruturas que abrangem de dezenas a centenas de domínios topológicos Macrodomínios: Envolvidos em eventos de recombinação, ou com a frequência de transcrição dos genes presentes na região CROMATINA PROCARIOTOS Sequência de aula 2 NUCLEOIDE E CROMATINA BACTERIANA A estrutura do nucleoide bacteriano é dinâmica e varia conforme o estado fisiológico da célula Uma bactéria na fase exponencial de sua multiplicação: O nucleoide se organiza em grande número de centenas a milhares de domínios topológicos NUCLEOIDE E CROMATINA BACTERIANA Os limites e a extensão de cada domínio variam Pode haver agrupamentos de certos genes altamente transcritos Como os genes de rRNA Se há diminuição do nível geral de transcrição – agrupamentos são desorganizados NUCLEOIDE E CROMATINA BACTERIANA Proteínas que delimitam as alças: Atuam como barreiras que impedem o livre superenrolamento ao longo do DNA Assim em cada domínio DNA pode apresentar diferentes graus de superenrolamento NUCLEOIDE E CROMATINA BACTERIANA A Fase estacionária da multiplicação. É Caracterizada: Desaceleração do processo de divisão celular e Diminuição acentuada da atividade transcricional Nucleoide passa a ter um número menor de domínios DNA apresenta uma estrutura mais relaxada em cada domínio Ou seja, menor grau de superenrolamento CROMATINA PROCARIOTOS Sequência de aula 3 NUCLEOIDE E CROMATINA BACTERIANA Um grupo heterogêneo com mais de uma dezena de proteínas que se ligam ao DNA Proteínas associadas ao nucleoide: NAPs - Nucleoid Associated Proteins São Responsáveis pela estruturação do nucleoide As NAPs tem diferentes papéis na organização da cromatina bacteriana Atividade de cada proteína: Depende do(s) efeito(s) que exerce sobre o trecho do DNA no qual está ligada NUCLEOIDE E CROMATINA BACTERIANA Todas as NAPs têm a capacidade de compactar o DNA Na organização da cromatina: Contribuição individual de cada tipo de NAP é modesta Os graus de compactação e organização atingidos: Resultado do somatório das atividades de várias NAPs Há também sobreposição parcial de funções entre as NAPs NUCLEOIDE E CROMATINA BACTERIANA Pouco conhecimento sobre as funções específicas desempenhadas pelas NAPs: Associadas à compactação global do nucleoide Formação de determinadas estruturas da cromatina bacteriana Definição do grau de superenrolamento do DNA NUCLEOIDE E CROMATINA BACTERIANA O repertório de NAPs expressas na célula Varia em função do estado fisiológico da bactéria NUCLEOIDE E CROMATINA BACTERIANA A Figura 3.4 Apresenta os padrões de expressão diferencial de algumas NAPs, em função do andamento do processo de multiplicação de E. coli, demonstrando que diferentes composições de proteínas que dobram e interligam o DNA modulam a estrutura do nucleoide em cada fase As diferentes composições proteicas e o estado de compactação do DNA modulam funcionalmente a cromatina bacteriana, que, em fase exponencial de multiplicação, é muito mais ativa do ponto de vista da transcrição e da replicação do que no estágio de multiplicação estacionário. NUCLEOIDE E CROMATINA BACTERIANA A Mecânica molecular dos processos de regulação da expressão gênica: Influenciada pela estrutura da cromatina Muitos genes podem ter a sua transcrição regulada por NAPs NUCLEOIDE E CROMATINA BACTERIANA Regulação pode ser de dois tipos: INDIRETO: Em razão de alterações no grau de supertorção de um domínio cromossômico –Alça Afetando: Positiva ou negativamente a transcrição de genes na região DIRETO: Algumas NAPs podem se ligar a regiões reguladoras e ativar ou reprimir a transcrição de alguns genes NUCLEOIDE E CROMATINA BACTERIANA Algumas enzimas como a DNA-girase e a RNA-polimerase Desempenhem papel na organização da cromatina bacteriana A Ligação ao DNA e as atividades de polimerase e topoisomerase: Alteram de forma localizada a distribuição de superenrolamentos no DNA Constituem barreiras topológicas de natureza transitória na cromatina Responsáveis em parte: Definição dos limites entre domínios ou entre macrodomínios Transições nos estados de superenrolamento CROMATINA PROCARIOTOS Sequência de aula 4 Nucleoide e cromatina de Arqueas Nas arqueas Material genético como nas bactérias: Organizado em um nucleoide Consiste em uma massa de cromatina, cujo grau de compactação varia conforme o estado fisiológico da célula Nucleoide e cromatina de Arqueas Fibras de cromatina que compõem o nucleoide em arqueas Diferem estruturalmente das bacterianas Apresentam sistemas de compactação distintos Alguns dos quais lembram mais estruturas da cromatina eucariótica Nucleoide e cromatina de Arqueas Organização “híbrida” da cromatina de Arqueas Reflexo da história evolutiva do domínio Archaea Arquea se separou inicialmente da linhagem bacteriana e, em um segundo momento, da linhagem eucariótica Arqueas atuais apresentam um amplo repertório de NAPs incluindo tanto proteínas exclusivas do domínio Archaea como proteínas ortólogas* de NAPs bacterianas ou de proteínas cromatínicas eucariótica *genes que divergirampor especiação - tendência à conservar função Nucleoide e cromatina de arqueas As NAPs de arqueas e algumas de suas principais propriedades estruturais e funcionais Nucleoide e cromatina de arqueas Maioria das NAPs de arqueas Capaz de polimerizar sobre o DNA e formar fibras nucleoproteicas Fibras cromatínicas de arqueas Podem apresentar diferentes configurações Dependendo da espécie Em função do repertório de NAPs presentes e da quantidade relativa de cada uma dessas proteínas Nucleoide e cromatina de arqueas Importante salientar: Distribuição das NAPs não é homogênea no domínio Archaea Várias NAPs: Têm distribuição restrita a um determinado filo ou a certas classes ou gêneros Nucleoide e cromatina de arqueas Análise filogenética sobre a distribuição dos genes codificadores de NAPs Demonstra que: Em diferentes linhagens evolutivas do domínio Archaea, diversos subconjuntos de NAPs são utilizados para a compactação da cromatina Nas espécies com genomas já sequenciados Os dois tipos de NAPs com maior distribuição entre arqueas: Proteínas Alba e Histonas CROMATINA PROCARIOTOS Sequência de aula 5 Nucleoide e cromatina de Arqueas Estrutural e funcionalmente: As Proteínas Alba e as histonas são mais conhecidas São empregadas para apresentação de algumas características da cromatina de arqueas Proteínas Alba em arqueas são codificadas por um ou dois genes Dímeros de Alba associam-se ao DNA cobrindo-o em arranjos nucleoproteicos em tandem Nucleoide e cromatina de Arqueas As histonas são proteínas básicas - elevada afinidade pelo DNA Nas arqueas, são tipificadas pelas duas isoformas: Denominadas HMfA e HMfB As histonas foram inicialmente caracterizadas como componentes da cromatina eucariótica Demonstração da sua presença e ampla distribuição entre arqueas Evidenciou aspectos comuns na organização da cromatina Nos domínios Archaea e Eukarya Nucleoide e cromatina de Arqueas Histonas de arqueas São menores e Estruturalmente muito similares a histonas eucarióticas Consistem de uma cadeia de 65 a 75 aminoácidos Enovelada em 3 alfa-hélices separadas por alças curtas Uma estrutura homóloga àquela do domínio das histonas centrais eucarióticas De um a seis genes codificadores de histonas são encontrados nos genomas de espécies de arqueas Nucleoide e cromatina de arqueas Em espécies de arqueas com duas ou mais isoformas de histonas, Diferentes combinações de histonas determinam várias propriedades de associação ao DNA Levando a modificações na estrutura das fibras de cromatina Combinações de histonas determinam alterações na orientação de um dímero em relação a outro Promove mudanças no sentido de enrolamento do DNA no nucleossomo Podendo levar à introdução de Superenrolamento negativo ou positivo na molécula Superenovelamento positivo – característico de árquea Nucleoide e cromatina de arqueas De 60 a 90 pb associam-se a histonas para formar um nucleossomo em arqueas e essa extensão de DNA não chega a dar uma volta completa no tetrâmero Nucleoide e cromatina de arqueas O número exato de pares de bases de DNA, em cada nucleossomo, depende da composição de isoformas das histonas presente no tetrâmero Há uma preferência para a montagem de nucleossomos sobre segmentos de DNA que estejam de acordo com a sequência consensual (A/T)3NN(G/C)3NN sendo N qualquer base nitrogenada Sequencia com uma ampla distribuição ao longo de genomas de arqueas Nucleoide e cromatina de arqueas Devido à maior simplicidade dos nucleossomos em arqueas (menor conteúdo de histonas), o grau de compactação atingido na fibra cromatina é menor do que o atingido em fibras cromatínicas eucarióticas. Isso determina diferenças fisiológicas importantes entre a cromatina de arqueas e a de eucariotos Nas arqueas, a configuração menos compacta da cromatina proporciona à maquinaria transcricional alta acessibilidade ao genoma, o que não ocorre nos eucariotos Essa acessibilidade proporciona às arqueas a capacidade de responder, com rapidez, a mudanças ambientais (em termos de expressão gênica), o que é uma exigência comum para procariotos, pois, em geral, estão em contato direto com os fatores ambientais (bióticos e abióticos) que os condicionam