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OLFAÇÃO E GUSTAÇÃO Paladar - O sentido do paladar é captado por células receptoras de paladar (receptores gustativos), presentes nas Papilas Gustativas. - Os receptores gustativos encontram-se sobretudo na língua, mas também no palato, na faringe, na epiglote e na laringe. Na língua, encontram-se localizados nas papilas. - A maioria dos estímulos gustativos constitui-se de moléculas não-voláteis e hidrofílicas solúveis na saliva - Sensibilidade gustativa agrupada em cinco: ● doce ● salgado ● azedo ● amargo ● umami - que significa "delicioso" em japonês, associada à detecção de certos aminoácidos como o glutamato monossódico ❖ NaCl, necessário para equilíbrio hidro-eletrolítico; ❖ Aminoácidos como glutamato, para síntese de proteínas; ❖ Açúcares como glicose, fonte de energia; ❖ Ácidos como ácido.cítricos, indicam palatabilidade de vários alimentos ❖ Moléculas de sabor amargo contendo alcalóides, quininos (geralmente detém a ingestão). Papilas Gustativas - Tem centenas de botões gustativos - Possuímos cerca de 5000 botões gustativos - A célula gustativa corresponde a 1% do epitélio lingual e se regenera em 15 dias - Concentrações muito baixas não são percebidas; limiar varia com a região da língua, sendo sensíveis apenas a um sabor básico; em concentrações aumentadas perdem a especificidade Botão Gustativo - Parte sensível do botão gustativo é o terminal apical (contém microvilos) - Se encontra o poro gustativo, região em que a célula gustativa é exposta ao conteúdo oral - Há três tipos de papilas gustativas: fungiformes (2/3 anterior da língua), foliáceas e as circunvaladas (1/3 posterior). Mecanismo de transdução das modalidades Via Gustativa - Via segregada, responsável pela percepção e discriminação do estímulo gustativo - Área rostral à área somatossensorial (tato, pressão e temperatura) - - As substâncias solúveis na saliva chegam até os microvilos dos botões gustativos e ali interagem com os receptores químicos - Quando a célula sensorial se associa ao seu estímulo químico, gera impulsos elétricos como resposta e estimula os nervos gustativos que encarregam de enviar os sinais neurais para o cérebro. - Receptores sensoriais: íons e moléculas - Transdução é efetuada por células epiteliais polarizadas não neurais - Célula epitelial polarizada não neural - Tronco encefálico - Tálamo (“estação de recebimento”) - Neurônios gustativos primário seguem pelos ● nervos cranianos VII (Facial) —------ ● IX (Glossofaríngeo) —----- ● X (Vago) —---- ● Bulbo —---- ● Tálamo —------- ● Córtex gustativa (Lobo frontal) - O potencial de ação gerado chega ao BULBO localizado no TRONCO ENCEFÁLICO e ao CÓRTEX GUSTATIVO por neurônios secundários que saem do TÁLAMO - A informação gustativa prepara o sistema gastrointestinal para receber o alimento, promovendo a salivação, deglutição e vômito através das conexões do Núcleo do Trato Solitário com o tronco encefálico e o hipotálamo. - Reflexos envolvidos no controle de ações motoras e vegetativas durante a ingestão de alimentos, incÌuido-se reflexos de proteção contra a ingestão de substâncias irritantes ou tóxicas - Importante reflexos salivatórios, para a adaptação adequada de um organismo ao seu ambiente e são organizados por circuitos neurais localizados principalmente no tronco encefálico. - Proteínas presentes na saliva podem ligar-se às substâncias gustativas, favorecendo seu contato com receptores ou removendo-as deles. - Saliva um importante elemento do processo de transdução gustativa Olfação - Um dos sentidos mais antigos - Bulbo olfatório - Porção mais antiga do encéfalo - Permite identificar odores - Olfação é habilidade de reconhecer e discriminar um amplo número de moléculas do ar com grande precisão e sensibilidade. - A olfação permite um monitoramento contínuo de moléculas voláteis dos arredores, incluindo sinais químicos que identificam territórios, alimento, predadores, crias e parceiros. - A olfação exerce um papel chave na adaptação e sobrevivência do indivíduo. - O sistema olfatório consiste de um epitélio olfatório revestindo a cavidade nasal na concha superior, onde estão inseridos os neurônios sensoriais primários e bipolares (neurônios sensoriais olfatórios que possuem apenas um dendrito e um axônio) cujos axônios formam o nervo olfatório. - As fibras do trato olfatório passam pela lâmina cribriforme, saindo da cavidade nasal e entrando na cavidade craniana, faz sinapse com neurônios sensoriais secundários no bulbo olfatório localizado no lobo frontal (possui glomérulos com células mitrais e células em tufo), de lá se projetam para o trato olfatório e para o córtex olfatório - É a única via que não passa pelo tálamo. - Cada neurônio olfatório individual contém um único tipo de receptor olfatório, que responde a uma faixa limitada de moléculas odoríferas. - Epitélio olfativo: milhões de neurônios e células da glia regeneração constante via células basais - Muco Secretado pelo epitélio: ambiente molecular e iônico para detecção odores - Transdução do sinal olfativo: na superfície do epitélio há cílios imóveis embebidos por uma cada de muco, produzido pelas glândulas olfatórias (glândulas de bowman). - As moléculas odoríferas se dissolvem e penetram no muco para que possam se ligar a uma proteína receptora olfatória no cílio. - Os receptores para substâncias odoríferas são receptores de membrana acoplados à proteína G, então a acoplação deles forma uma proteína específica, a Golf, que aumenta o AMPc intracelular abrindo canais catiônicos dependentes e despolarizando a célula ao permitir a entrada de grande quantidade de sódio. - Se o potencial for suficiente ocorre um disparo que é transmitido pelo bulbo olfatório. - Sistema olfatório primitivo- área olfatória medial: consiste em núcleos localizados no encéfalo, como os núcleos septais. - Sistema olfatório mais novo- área olfatória lateral: nela os sinais não passam pelo córtex. A via mais recente passa pelo tálamo, para o núcleo talâmico dorsomedial e, então, para o quadrante posterolateral do córtex orbitofrontal (discriminação do odor). - Hipotálamo e amígdala fazem a mediação de aspectos emocionais e motivacionais do cheiro, assim como efeitos comportamentais e fisiológicos do odor. VIAS OLFATÓRIAS - Epitélio olfatório: Contém células receptoras olfatórias (3 cm3) - Bulbo Conexão com a córtex olfatória do lobo temporal - Tálamo - Córtex do lobo frontal (associação) - Sistema límbico do diencéfalo (Memória) MECANISMO DE TRANSDUÇÃO OLFATIVA - Maior concentração de AMPc altera permeabilidade da membrana e provoca abertura dos canais de cálcio e despolarização celular - A transdução olfativa é efetuada por neurônios sensitivos que formam o nervo olfatório (craniano I), faz conexão com o neurônio secundário no BULBO OLFATÓRIO que segue para a CÓRTEX OLFATIVA. - Essas informações também chegam a outros locais do SNC em associação, como SISTEMA LÍMBICO, CÓRTEX MOTORA e outros. - O mecanismo de transdução olfativa se dá pela modificação da proteína G no complexo molécula odorífera e receptor da membrana dendrítica do neurônio sensitivo ATIVANDO a enzima Adenilciclase e aumentando o AMPc. - A despolarização ocorre pelo aumento de AMPc intracelular promovendo a abertura dos canais de cálcio, influxo de Ca++ e Na++ e efluxo de Cl- - Glomérulo - Região do Bulbo Olfativo onde ocorre a primeira sinapse olfativa no SNC entre nervo olfativo e neurônios olfativos de segunda ordem: Células Mitrais e Células Tufadas - Células Mitrais e Tufadas são células de projeção do bulbo olfativo que compõem o trato olfativo