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Técnicas Diagnósticas na Cirurgia Equina A maioria dos erros médicos não se deve a falhas de raciocínio sobre fatos bem avaliados, mas de raciocínio bem conduzido, porém sobre fatos mal observados (Pascal – século XVII). Pela observação cuidadosa dos enfermos, muitas doenças tornaram-se conhecidas por seus sintomas e por sua evolução, antes que suas causas fossem identificadas. Dessa maneira, surgiu a possibilidade do diagnóstico (do grego diágnõsis = ato de discernir, de conhecer), ou seja, de reconhecer uma dada enfermidade por suas manifestações clínicas, bem como de prever a sua evolução, ou melhor, o seu prognóstico. Para o clínico, cada diagnóstico representa um desafio a ser vencido; para tanto, ele deve identificar, distinguir e particularizar um determinado estado de enfermidade. Escolher o exame mais adequado. É difícil pois o paciente não fala. IMPORTÂNCIA DO DIAGNÓSTICO Direcionamento do caso Acompanhamento Tratamento O diagnóstico faz parte do tratamento, assim como o direcionamento do caso. TIPOS DE DIAGNÓSTICO Diagnóstico terapêutico: administra a medicação e vê se melhora. Diagnóstico anatômico: exame físico em geral, visualização do diagnóstico através dos conhecimentos anatômicos. Diagnóstico etológico: quando se conhece o agente etiológico. Diagnóstico histopatológico: coleta de matéria para análise. Diagnóstico por imagem: visualização e imagem, é rotina na clínica cirúrgica e imporntate. É parte importante da cura, mas não a principal. União de todas as etapas: Anamnese – 50% Exame físico – 35% Complementares – 15% Diagnóstico é uma parte do problema. Tem como diagnosticar sem o diagnóstico por imagem. Suspeita → diagnóstico. Deve-se fazer tudo: anamnese, exame físico e complementar. IMPORTÂNCIA DO DIAGNÓSTICO Atribuir a aparelhos o sucesso da clínica é o mesmo que atribuir a arte de Picasso à marca dos seus pincéis (Luiz Roberto Londres, cardiologia – RJ). Os exames complementares quando realizados posteriormente ao exame físico do animal, aumentam acentuadamente as possibilidades de identificar com precisão e rapidez as modificações orgânicas provocadas por diferentes enfermidades. No entanto, à medida que evoluem, tanto em qualidade quanto em quantidade, torna-se seu elevado custo a capacidade individual de interpretar seus resultados de maneira consciente e crítica. É importante ressaltar que o exame subsidiário, como o próprio nome diz, serve apenas para auxiliar ou complementar os procedimentos clínicos anteriores (ex: anamnese e exame físico), com o intuito de chegar ao diagnóstico provisório ou definitivo. Começa com exame mais barato. DIAGNÓSTICO NA CIRURGIA VETERINÁRIA EQUINA Exames de imagem. Associação principalmente ao sistema locomotor. Grande parte são problemas anatômicos/físicos, resolve coma cirurgia e diagnosticados com cirurgia. O cavalo é atleta – o sistema locomotor afeta todo o organismo. Também fazem parte do tratamento – laparoscopia (diagnóstico e tratamento) Conhecimento da anatomia normal – metade do caminho. Realizados ou não pelo cirurgião. São esses: Radiografia Ultrassonografia Endoscopia Artroscopia Laparoscopia Cintigrafia nuclear Tomografia computadorizada Ressonância magnética PET-Scan DIAGNÓSTICO RADIOGRÁFICO Raio X atravessa a matéria, é absorvido e baseado na sua relação tecido/espessura, cria-se a imagem. Estrutura branca – radiopaca. Menor custo em relação aos outros exames. Indicado como primeira opção. Emergência? Depende. Particularidades em equinos. Faz parte da rotina: fazer e interpretar. Em equinos adultos: sistema locomotor (membros anteriores e posteriores). Potros: cavidade abdominal e torácica. O adulto pode fazer abdominal e torácico, mas vai depender da máquina. Avaliação restrita aos ossos na maioria dos casos. Estudos contrastados. Talvez necessite de outros exames de imagem. Joelho inchado. Articulação Osteocondrite Degenerativa (fragmento ósseo). OCD Coluna cervical (contraste na coluna medular) – Mielopatia Cervical Estenótica (genético). Sobre-osso (tíbia e fíbula) – reação peristeal ao redor do osso. DIAGNÓSTICO ULTRASSONOGRÁFICO Utiliza o eco gerado por ondas ultrassônicas de alta frequência para visualizar estruturas internas do organismo. Segundo exame mais comum. Complementa o RX. Para tendão, ligamento e articulação. Diferença do RX para USG: exame físico. RX é ósseo. Qual usar? Começa com o RX (+ fácil e – técnico). Exame dinâmico. Emergências. Especificidades: USH é o problema nos olhos de quem vê. Emergências abdominais. Doenças clínicas. Prática. Auxílio diagnóstico. DIAGNÓSTICO ENDOSCÓPIO Visualização do trato respiratório/digestivo. Exame em estação ou dinâmico. Afecções clínicas e cirúrgicas. Pode ser utilizado durante a cirurgia. Principalmente via aérea superior. Cirurgia pode ou não ser realizada em estação. Exames compra/venda. DIAGNÓSTICO ARTROSCÓPIO Astro: articulação / Copia: visualização. Visualização dentro da articulação. Relativamente novo. + tratamento do que diagnóstico. Porém está evoluindo para ser mais diagnóstico. Associação com outros exames de imagem. Ambiente cirúrgico? Sim, dentro do ambiente cirúrgico. Animal em estação. Visualização melhor que o RX. Variações na técnica, de acordo com a articulação. DIAGNÓSTICO LAPAROSCÓPICO Visualização por acesso a cavidade abdominal. Abordagem restrita. Diagnóstico e tratamento. Técnica bem estabelecida. Incisão pelo flanco. Animal em estação. Diagnóstico ou tratamento? Os dois. Visualização limitada. Cirurgia preventiva: fecha o forame que pode entrar intestino (compressão) pelo ato do cavalo engolir ar e formar pressão negativa. DIAGNÓSTICO CINTILOGRÁFICO Substância radioativa introduzida no corpo. Raios gama interpretados pela administração de TECNÉSIO. Substância injetada pela via intravenosa. Injeta o Tecnésio e passa o raio gama. Afinidade com hidroxiapatita. Ligação em até 60 minutos. Não precisa de anestesia geral. Hidroxiapatita é encontrada em áreas de lise óssea, proliferação e nos ossos de animais jovens. Fisiologia óssea. Exame ultra específico. + reativo for → + branco fica. DIAGNÓSTICO TOMOGRÁFICO Usado na medicina humana desde 1972. Também baseado em RX, cálculos matemáticos interpretam a imagem. Limitações: Disponibilidade Anestesia geral Tamanho do paciente Recomendável em várias situações cirúrgicas. Locomotor e cabeça. Foco na cabeça e suas particularidades. Membros distais também são comuns. Seleção de animais acostumados com manejo. Pode utilizar contrastes. DIAGNÓSTICO POR RESSONÂNCIA MAGNÉTICA Sinais gerados por prótons de hidrogênio. Diferentes tipos de pulso. Prótons sob influência de campo magnético através de radiofrequência. Tempos e pulsos variam com estrutura. Todos os tecidos do corpo podem ser avaliados. Osso e tecido mole. Lesões profundas ou não observadas em outras modalidades. Diagnóstico precoce: vê o início da fratura por estresse. Anestesia geral? Sim. Prevenção de fraturas por estresse. DIAGNÓSTICO PET SCAN Mias nova modalidade na medicina veterinária equina. Na medicina humana seu uso é comum em neurologia e oncologia. Tomografia por emissão de pósitron. Exame de contraste. Afinidade por neoplasias. Necessidade de injeção de substâncias (variável). 18F-fluoreto de sódio (18F-NaF). Imagens complementares a outras modalidades. Uso ainda restrito. MODALIDADES DE IMAGEM DO SISTEMA LOCOMOTOR Radiography Ultrasound Nuclear Scintigraphy MRI CT PET SCAN Inexpensive X X X X Fast acquisition X X At-barn acquisition X X X X No general anesthesia X X Enhanced diagnostic ability X X Inexpensive = preço. Fast acquisition = aquisição rápida. At-barn acquisition= aquisição no haras. No general anesthesia= precisa de anestesia geral. Enganced diagnostic ability= habilidade diagnóstico avançado. MRI= ressonância magnética. CT= tomografia computadorizada. Prova: qual exame utilizar e quando?