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Diagnóstico bucal LESÕES COMUNS OU CASOS RAROS 1. Conheça as limitações das técnicas radiográficas 2. Conheça as alterações patológicas 3. Variações no padrão radiográfico podem ocorrer 4. Preste atenção nos detalhes 5. Alterações sistêmicas podem estar presentes 6. Lembre-se de que você está observando um momento estático. Consulte exames anteriores!!! 7. Observe com atenção I! Images discretas podem representar grandes alterações 8. Escolha o melhor método de coleta do material... 9. Técnica adequada e envio adequado 10. Conhecimento do comportamento biológico da lesão – Escolha da melhor opção terapêutica As lesões podem ter as mesmas características, sempre presentes, mas a lesão em si, podem se apresentar de maneiras diferentes. *o padrão pode estar presente ou não. BIÓPSIA - INDICAÇÕES Lesão que persista por mais de duas semanas sem fatores etiológicos determinantes; Lesões inflamatórias ou reacionais que não regridem após duas semanas de remoção do agente irritante; Qualquer lesão que provoque alterações morfológicas teciduais SEM DIAGNÓSTICO DEFINITIVO DECISÃO: INCISIONAL OU EXCISIONAL? Tamanho, localização, diagnóstico clínico, opções terapêuticas, experiência profissional, sempre enviar para exame anatomopatológico. ERROS E FALHAS: Falta de representatividade do material colhido, manipulação inadequada da peça, fixação inadequada, informação deficiente, amostras diferentes juntas ou não identificadas. EVITANDO ERROS PRINCÍPIOS CIRÚRGICOS: Injeção anestésica fora da lesão ou realizar bloqueio, evitar uso de bisturi elétrico, estender a área do tecido clinicamente normal em lesões ulceradas, evitar áreas de necrose, geralmente mais centrais. Lesões Císticas - realizar punção previa Lesões Ósseas - Cortical e medular Citologia - Doenças infecciosas ENCAMINHAMENTO DA PEÇA Solução de formol 10% (BIÓPSIA) ou Álcool absoluto (CITOLOGIA), informações clinicas e exames por imagem, laboratório de anatomia patológica, experiência em Patologia Bucal, técnicas adicionais podem ser necessárias. CONSIDERAÇÕES GERAIS Seja metódico e imparcial. Não pare quando localizar uma anormalidade, não seja obrigado a dar um diagnóstico em uma radiografia sem diagnóstico. Exames adicionais podem ser necessários! Use o bom senso, interprete exames no contexto clinico. DIAGNÓSTICO Identificação de uma doença por meio de um exame ou um conjunto de avaliações Determinar a existência ou não de uma doença pela observação dos sinais e sintomas ou por meio de exames. ** O exame clínico é soberano!! A exclusão de um diagnóstico também é uma forma de diagnóstico. Exame clínico: Objetivo- palpação - exame físico Subjetivo - anamnese - história Métodos semiológicos: colher informações, exame clínico e exames complementares. Anamnese: lembrança/recordação 1. Identificação do paciente 2. Queixa principal 3. História a doença atual 4. História médica/ Inventrio de saúde 5. História odontológia - História social/hábitos Exame físico: COMPLETO, METÓDICO, SEQÜENCIADO, DETALHADO Avaliação do estado geral: Atitude/ postura/orientação/respiração/hidratação/ nutrição. Respiração: Eupneico “com dificuldade”, dispneico, taquipneico “ofegante”. Estado de hidratação: Peso, pele, mucosas, olhos. Pele: Coloração, textura, lubrificação, elasticidade, manchas, erupções. EXAME FÍSICO EXTRABUCAL GERAL PELE -> SÍNDROMES Hemangioma: Sturge Weber Eritema Multiforme Nevos Neurofibromatoses Loco regional 1. Extra-bucal: Geral e loco-regional. 2. Intra-bucal: Interrogatório -> Paciente -> história clínica -> sintoma ANAMNESE *PROVA Identificação do paciente: Nome, idade, (leucoderma/caucasiano/melanoderma), estado Civil, endereço/contato. Queixa principal *sempre expressa entre aspas Anamnese provocada ou espontânea Registrada na linguagem do paciente *SIQ: segundo informações colhidas História da doença atual *parte diagnóstica *linguajar técnico → Relatório detalhado e cronológico da queixa principal da doença. → Procurar as pistas e investigá-las. → Pesquisar a relação causal. → Tratamentos ou medicamentos utilizados. → Evolução, sintomatologia, duração. → Oriente a investigação. → Tempo de evolução ou duração do processo? → Como se iniciou o quadro clínico? → Sintomatologia apresentada? → Período de exacerbação ou regressão da doença? → Associa algum fato com o aparecimento → da doença? → DOR → Onde? → Tipo de Dor: Qual tipo? Associações.. → Quanto? Discreta, moderada, severa → Quando? A quanto tempo…. evolução → Como? Continua, intermitente, espontânea, provocada… → Fator desencadeante? → Exacerbadores ou aliviadores? História médica/ inventário de saúde: Doenças de cunho hereditário/congênito, auxilia no diagnóstico, situação sistêmica que interfira no tratamento, medicações utilizadas, procedimentos ou tratamentos prévios ou atuais, alergias, doenças crônicas. Sistemas: Cardiovascular, respiratório, digestório, geniturinário, neurológico e hormonal. Antecedentes familiares: Doenças com influência familiar, hipertensão, cardiopatias, hemorrágicas, câncer. História odontológica TRATAMENTOS ANTERIORES: Experiência, intercorrências e traumas. HÁBITOS: Roer unha, caneta, dedo/língua. HISTÓRIA SOCIAL/FAMILIAR: Fumo/álcool, trabalho, estresse, sono, atividades físicas e vícios. QUESTÕES LEGAIS DATADO e ASSINADO Ciência, permissão, verdade, registro, compromisso, autorização, TCLE, riscos, complicações, intercorrências. Tórus palatal e Tórus mandibular: Densidade de tecido duro, formato lobular ou aumento de volume único, recoberto por uma mucosa íntegra - coloração normal, assintomático, não precisa fazer biópsia, localização. Tórus mandibular: Na cortical lingual na região de caninos e pré-molares, unilateral ou bilateral; séssil. Tórus palatal: Na linha média do palato, pediculado. Não há necessidade de tirar. Pigmentação melânica racial: Mancha em decorrência da presença de melanina mucosa (melanina dentro dos queratinócitos). Melanócitos e células névicas produzem melanina; O peeling degasta o tecido epitelial e retira as manchas. Entretanto, não podemos garantir que as manchas não voltarão. Características que diferenciam do melanoma: não tem alteração de relevo, não tem crescimento tecidual, não tem invasão do tecido ósseo subjacente, não tem variação de tons enegrecidos no meio da lesão acastanhada, limites definidos, você tem a textura gengival mantida, manchas variadas na boca toda. Grânulos de Fordyce: São glândulas sebáceas ectópicas. Pequenas bolinhas branco-amareladas. Aparece em lábios e submucosa labial, mucosa jugal, trígono retro molar, região de linha alba. São confluentes e assintomáticas. Erosão (descamação de parte do epitélio) das papilas filiformes: Despapilação das papilas filiformes com a manutenção da camada basal do epitélio. Assim, como o epitélio fica mais o leito vascularizado do tecido conjuntivo subjacente fica mais perto. Logo, alimentos mais ácidos geram ardor durante a alimentação. Podem mudar de lugar, orientar o paciente que não vai virar câncer, evitar alimentos ácidos durante a sintomatologia, indicar bochechos com antiinflamatórios (ex: dexametasona) e aplicar laser para contribuir na recuperação do tecido. É imunomediada – ficou nervoso /estressado vai aparecer mais. Não é hereditária, mas há uma tendência familiar (como a língua fissurada). Leucoedema: São manchas branco- acinzentada, quando everte a mucosa ela some, é a degeneração hidrópica dos queratinócitos e é assintomática. Hiperqueratose friccional: Não some quando everte, tem aspectogrosso. Pode ser de forma generalizada ou de forma localizada na linha alba, não precisa retirar. O diagmóstico é a base para o sucesso da terapêutica! O exame vai depender fundamental se o diagnóstico foi realizado da forma correta. EXAMES COMPLEMENTARES (após o exame físico/clínico) Fornecem informações necessárias para a realização do diagnóstico, proporcionando o planejamento terapêutico e acompanhamento do paciente. Os dados obtidos através da anamnese e exame físico devem direcionar a realização ou solicitação de determinado exame complementar. Quando o fazemos devemos saber exatamente o que pretendemos obter, conhecendo corretamente o valor e limitações do exame solicitado. • Imagiologia e exames radiológicos: Radiografias intra-bucais, extra-bucais e tomografia computadorizada. • Ultrassonografia: Ressonância magnética e medicina nuclear. • Exames laboratoriais, hematológicos, sorológicos, bioquímicos, biópsia e citológicos. RADIOGRAFIAS CONVENCIONAIS Técnicas radiografias intrabucais: Proporcionam imagens detalhadas, porém a área de estudo é limitada pelo tamanho do filme. Lesões dentárias e periodontais. Técnicas radiografias extrabucais: Proporcionam a observação de áreas mais extensas, embora com menor definição das estruturas adjacentes. PERIAPICAIS: História de tratamentos endodônticos, periodontais, episódios de traumatismo, implantes, história familiar de alterações de desenvolvimento ou síndromes com manifestações estomatognáticas. INTERPROXIMAIS: Avaliar coroas dentárias e as cristas ósseas dos arcos em oclusão. Investigação de cáries interproximais e excesso proximais de restaurações. OCLUSAIS (menos utilizadas, tem muita sobreposição): Necessita de uma visão mais ampliada da maxila ou mandíbula, realçando dentes ou tecidos adjacentes de acordo com a variação da angulação. Em desdentados totais, na procura de raízes residuais, dentes inclusos, fraturas ósseas ou áreas com lesões que não puderam ser totalmente avaliadas em Rx periapicais. Maior visualização com menor precisão. Radiografias Panorâmicas: Formular a interpretação radiográfica, normal/ anormal, desenvolvimento /adquirida, classificação, cistos, tumores benignos e malignos, lesões inflamatórias, displasias ósseas, anormalidades vasculares, doenças metabólicas, alterações físicas (fraturas). Tomografia computadorizada (TC): Estruturas ósseas e dentárias, presença e extensão de tumores, determinação de fraturas, localização de corpos estranhos, localização de dentes inclusos, ATM. VANTAGENS: Não existe sobreposição, fácil acesso, exame rápido, boa definição anatômica da cortical óssea, riqueza de detalhes, visualização da planos não vistos em exames de rotina, custo relativo, nenhuma contra-indicação absoluta, variações de protocolos. ULTRASSONOGRAFIA: Glândulas tireoide e paratireoide, glândulas salivares, musculatura mastigatória e aumentos de volume cervicais. RESSONÂNCIA MAGNÉTICA (Usada em exames da ATM) Sem a exposição do paciente a radiação ionizante, imagens são produzidas pela interação dos núcleos de hidrogênios presentes nos tecidos humanos com um intenso campo magnético e pulsos de radiofrequência. O contraste se dá pelas diferenças de quantidades de hidrogênios nos tecidos. Visualização: Delimitação de neoplasias e estudo da ATM. INDICAÇÕES: Lesões de tecido mole, lesões ligamentares e/ou musculares, distúrbios de ATM, lesões de Glândula salivar. CONTRA INDICAÇÕES: Pacientes com próteses oculares ou marca-passo, pacientes com claustrofobia, com trauma grave na emergência, "idosos e crianças". CINTILOGRAFIA: Um equipamento dotado de um cristal de iodeto de sódio e tálio interage com a radiação emitida pelo paciente produzindo um efeito fotoelétrico. Visualização: Órgão interno / tecido pelo mapeamento automático da distribuição espacial de isótopos radioativos dentro do corpo Na odontologia é utilizado para: Cintilografia óssea, pesquisa de Hemangiomas, linfomas, glândulas salivares, pesquisa de linfonodos metastáticos. 21/11 Plano de tratamento Sequência ideal: Urgência de cada componente do plano, interrelação técnica de outras especialidades, conveniência. Obedecendo as etapas, vai facilitar a execução de tratamento. Vantagens: Faz com que o clinico tenha uma visão geral e objetiva do tratamento, facilita a determinação de ações de tratamento e prevenção, reduz o risco de omissão de itens do tratamento e auxilia na integração das áreas de atuação. Falta de planejamento = Horários curtos e exame incompleto. Promover a saúde: Evitar ao máximo de invadir o tecido, a mínima invasão possível promove q saúde e evita problemas jurídicos. Acompanhamento clínico: 6 em 6 meses. Pacientes com alto risco de cáries: 3 em 3 meses. Paciente e aspectos a analisar: Higiene oral e dieta, condições, idade. Dente: Tamanho e localização da lesão. Etapas: 1. Diagnóstico. 2. Adequação do meio bucal - Controle da doença. 3. Tratamento – Procedimentos. 4. Manutenção - Procedimentos e orientações. DIAGNÓSTICO: Anamnese bem elaborada com dados que ajudem. Exame clínico minucioso, exame radiográfico, exames complementares. Identificação de uma doença por meio de um exame ou um conjunto de avaliações. Observar sinais, sintomas e através de exames. Exame clínico + Anamnese + Exame físico + Exames complementares MULTIDISCIPLINARIDADE É o exame, avaliação e definição de um único objeto sob diversos olhares de diferentes disciplinas. Cada especialista, neste caso, faz suas próprias observações considerando seus saberes, sem estabelecer contato com os saberes diferentes do seu. INTERDISCIPLINARIDADE (Com o mesmo propósito) Mais de uma disciplina ou especialidade se une em um projeto comum, com um planejamento que as relacione. Durante o processo, estas áreas trocam conhecimentos e enriquece ainda mais as possibilidades. Como resultado, há um novo saber, menos fragmentado e mais dinâmico. TRANSDICIPLINARIDADE Conhecimento sem fronteiras disciplinares. Um nível bem superior e complexo de integração continua os conhecimentos. Neste caso, não há mais disciplinas segmentadas, mas o propósito é a relação complexa dos diversos saberes sendo que nenhum é mais importante que o outro. As relações disciplinares não estão mais em foco.