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CRIMES CONTRA A PROPRIEDADE INDUSTRIAL LEI 9.729 DE 1996 JUIZ DE FORA 2023 1. Introdução Os crimes contra a propriedade industrial configuram uma significativa ameaça para o âmbito dos negócios e a economia global. A propriedade industrial concerne aos direitos exclusivos oferecidos a inventores, criadores e detentores de marcas registradas, patentes, desenhos industriais e segredos comerciais. Tais direitos garantem a proteção e o reconhecimento das criações intelectuais e inovações tecnológicas, incentivando o progresso e a concorrência justa. No entanto, a crescente globalização e a expansão das tecnologias de comunicação também abriram caminho para a proliferação de atividades ilegais que visam violar a propriedade industrial. Esses crimes são cometidos por indivíduos ou organizações que desrespeitam os direitos de propriedade alheios, buscando vantagens financeiras ilegítimas ou vantagens competitivas desleais. Os tipos mais comuns de crimes contra a propriedade industrial incluem a falsificação, a pirataria, o plágio e o roubo de segredos comerciais. A falsificação ocorre quando produtos são fabricados e comercializados ilegalmente, imitando marcas registradas, patentes ou designs originais. Já a pirataria envolve a reprodução não autorizada de obras protegidas por direitos autorais, como filmes, músicas, livros e software. O plágio refere-se à cópia não autorizada de conteúdo intelectual, como textos, artigos, pesquisas acadêmicas e obras de arte. Por fim, o roubo de segredos comerciais envolve a aquisição ilegal e o uso não autorizado de informações confidenciais e estratégicas pertencentes a empresas, como planos de negócios, fórmulas químicas, processos de fabricação e dados de pesquisa e desenvolvimento. Esses crimes não apenas causam prejuízos financeiros significativos às empresas e aos detentores dos direitos de propriedade industrial, mas também impactam a economia como um todo, afetando o investimento em pesquisa e desenvolvimento, a geração de empregos e a inovação. Além disso, a comercialização de produtos falsificados ou de baixa qualidade pode representar riscos à saúde e à segurança dos consumidores. Para combater esses crimes, os governos e as organizações internacionais têm implementado medidas legais mais rigorosas, fortalecido a cooperação internacional e promovido a conscientização sobre os danos causados pelos crimes contra a propriedade industrial. No mais, a educação, a tecnologia de rastreamento e a proteção de dados têm desempenhado um papel fundamental na prevenção e na repressão dessas práticas ilegais. 1 2. Aspecto histórico: Atualmente, no Brasil, a violação contra os direitos de propriedade industrial são abarcadas por sanções cíveis e criminais, e asseguradas pela Lei 9279/96. Essa legislação é assegurada dentro de um cenário bem recente, pois durante um longo período, não havia previsão legal para esse tipo de crime. Nos tempos do Brasil Colonial, não existia e sequer havia uma cogitação de previsão legal para a punibilidade de crimes contra a propriedade intelectual, o código utilizado na época era o Livro V das Ordenações Filipinas, ele foi o diploma Penal que vigorou no país por aproximadamente 220 anos, uma vez que depois de sua promulgação definitiva e entrada em vigor, a partir de 11 de janeiro de 1603 apenas deixou o ordenamento no ano de 1830, sendo subjugado posteriormente pelo Código Criminal do Império. (MELO, 2016) O Código Criminal do Império também não tinha previsão de sanções penais para os que iam contra a matéria de direitos de propriedade industrial, ainda que em seu art. 261 houvesse uma menção a violações de propriedade literária e artística, sendo estas, no Título III, Capítulo I, reprovadas a ação de condutas como imprimir, gravar, fotografar ou introduzir quaisquer escritos ou estampas trazidos por cidadão brasileiro, durante suas vidas e dez anos após sua morte. Houve então a promulgação da lei n° 91 de 28 de Agosto de 1830 ,que foi regulamentada pelo artigo 179, inciso XXVI da Carta Constitucional de 1824, onde tiveram pequenas concessões de privilégios, no que diz respeito ao âmbito de proteção industrial, onde aquele que inventasse, descobrisse ou contribuísse com a melhora industrial teria bem como uma prévia um prêmio ao introdutor de uma indústria estrangeira. No artigo 7° da mesma lei, foram estabelecidas correções de natureza civil e administrativa, mas não houve adição de sanções de cunho criminal. (SOUZA, 2019). “Art. 7º O infrator do direito de patente perderá os instrumentos e produtos, e pagará além disso uma multa igual à décima parte do valor dos produtos fabricados, e as custas, ficando sempre sujeito à indemnização de perdas e danos. Os instrumentos, e produtos e a multa, serão aplicados ao dono da patente.” (BRASIL, 1924) Por não haver nenhum posicionamento a respeito de infrações contra marcas e direitos industriais no Código Criminal do Império, a Câmara dos Deputados, com intuito de sanar o silêncio do legislativo, aprovou o Decreto 2.682 de 23 de outubro de 1875, sendo esta, a 2 primeira legislação a conferir proteção às marcas e sanções penais a crimes deste tipo, por exemplo: “Art. 6º. Será punido com prisão simples de um a seis meses e multa de 5 a 20% do dano causado ou que se poderia causar [...]”; “ Art. 7º. Será punido com um a três meses de prisão e multa de 5 a 20% do dano causado, ou que se poderia causar [...]”. Posteriormente, no capítulo V, Seção I do Código de 1890 passou a reconhecer as violações à indústria e comércio “da violação dos direitos de marcas de fábricas e de comércio” dispostas nos respectivos artigos: 353, 354 e 355, do mesmo código. Nesse viés, na contemporaneidade, no pós Segunda Guerra Mundial, “nasceu” o neoliberalismo atrelado especialmente ao novo contexto capitalista da sociedade, ele foi visto como uma reação teórica e política veemente contra o Estado intervencionista e de bem-estar, uma vez que objetivava a limitação dos mecanismos de mercado por parte do Estado, denunciadas como uma ameaça letal à liberdade, não somente econômica, mas também política. De forma analógica pode-se observar, que no Brasil a Constituinte de 1988, aderiu parte desse posicionamento, dado que o seu artigo 170, determinou: “A ordem econômica, fundada na valorização do trabalho humano e na livre iniciativa, tem por fim assegurar a todos existência digna, conforme os ditames da justiça social, observados os seguintes princípios: ”. Nesse sentido, a Lei de Propriedade Industrial é uma das demonstrações dessa livre iniciativa e concorrência, haja vista que ela busca regular os direitos e as obrigações desses autores/empreendedores, além disso, busca evitar a concorrência desleal ao penalizá-la em seu artigo 195. (ANDERSON, 1995). Na recente Lei de Propriedade Industrial (Lei 9.279/96), encontramos todos os direitos e obrigações relacionados ao tema, que abarca os crimes contra as patentes, marcas, desenhos industriais, indicações geográficas, repressão à concorrência desleal, etc. Esses crimes, na atual conjuntura, são disciplinados por uma legislação especializada, já que sua matéria saiu do âmbito de atuação do código penal e houve o seu afastamento de outros crimes contra a propriedade imaterial. 3. Esclarecimentos acerca da lei 3 Primeiramente, cabe salientar que a Lei Nº 9.279, de 14 de Maio de 1996, também denominada Lei de Propriedade Industrial, visa regulamentar os direitos e as obrigações relacionados à propriedade industrial, com a utilização de patentes, marcas, desenhos industriais, indicações geográficas, entre outros, conforme disposto no primeiro artigo da lei. A propriedade industrial deve ser vista como parte da propriedade intelectual e detentora da função protetiva do inventor e/ou empresário em diferentes aspectos. Nesse sentido, é notório a necessidade de distinguir as criações humanas, uma vez que ela pode ser exercida no campo da estética ou da técnica, sendo esta segunda oobjeto direto da propriedade industrial. Noutras palavras, apenas as criações humanas técnicas são tuteladas pela Lei de Propriedade Industrial, em especial aquelas que consistem em um novo produto ou processo industrial. Segundo Silveira (2018), as obras protegidas pelo direito de autor (Lei dos Direitos Autorais - Nº 9610/98) têm como único requisito a originalidade, já as criações no campo da propriedade industrial, tais como invenções, modelos de utilidade e desenhos industriais, dependem do requisito de novidade, objetivamente considerado, ou seja, criação nova, anteriormente inexistente. Além disso, o autor entende que no campo das criações técnicas, não é raro acontecer de duas ou mais pessoas chegarem, independentemente da outra, à mesma solução, em virtude de se acharem diante do estado atual da técnica. Entretanto, tal coincidência é extremamente rara no campo da criação artística, visto que o autor trabalha com elementos de sua própria imaginação. Tratando-se da lei, é estabelecido que essas obras devem ser novas do ponto de vista objetivo, colocando o interesse da coletividade acima do interesse pessoal do autor. Outrossim, quando restrita a análise da lei aos crimes contra a propriedade industrial, discute-se o título V desta, em seu capítulo I são os crimes contra as patentes, que seria o direito, concedido a um inventor ou titular pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), que oferece o uso exclusivo de uma invenção por um período limitado de tempo; no capítulo II são os crimes contras os desenhos industriais, os quais consistem em formas plásticas ornamentais de um objeto ou o conjunto ornamental de linhas e cores que possa ser aplicado a um produto, proporcionando resultado visual novo e original na sua configuração externa e que possa servir de tipo de fabricação industrial; os dois capítulos seguinte são referentes aos crimes contra a marca e a concorrência desleal, são definidos respectivamente; e por fim o capítulo VII, que trata das disposições gerais acerca de como será determinada as sanções no caso de cometimento desses crimes, por exemplo, se a pena deve ser aumentada, se o ator lesado merece indenização, a determinação de multa, além de possibilidade de busca e apreensão, entre outras determinações a serem aplicada de acordo com caso. 4 Dessa forma, entende-se que a propriedade industrial está atrelada à propriedade intelectual, sendo a primeira tutelada de forma específica, pela lei 9729/96 e carecendo de que a inovação seja desconhecida, requisito objetivo, ao passo que propriedade intelectual não depende de que a obra seja objetivamente nova, mas sim subjetivamente novo, isto significa, é aquilo que era ignorado pelo autor durante o processo criativo. 4. Das sanções previstas No que tange às sanções aos crimes contra a propriedade industrial, o capítulo I trata dos contra as patente de invenção ou modelo de utilidade, quando utilizado sem autorização do titular, além de ser criminalizado quem fornecer componente de um produto patenteado, ou material ou equipamento para realizar um processo patenteado, dispostos nos artigos 183 a 186 da Lei, com penalidade de detenção de um a três meses, ou multa. O capítulo seguinte, determina os crimes contra os desenhos industriais, que podem ser cometidos, por meio de fabricação, sem autorização do titular, do produto que incorpore desenho industrial registrado, ou imitação substancial que possa induzir em erro ou confusão, e quanto às sanções, os limites e o regime mantém-se o mesmo dos crimes contra as patentes. Já no capítulo III, acomete os crimes contra o registro de marca, os quais implicará a quem reproduz, sem autorização do titular do produto assinalado com marca ilicitamente reproduzida ou imitada, de outrem, no todo ou em parte, ou quem importa, exporta, vende, oferece, expõe à venda, oculta ou tem em estoque, no que tange às penalidades foram mantidas em detenção de um a três meses, ou multa. Ademais, o capítulo IV, prevê os crimes contra a concorrência desleal, a qual pode ser feita de diversas formas, como: I - publica, por qualquer meio, falsa afirmação, em detrimento de concorrente, com o fim de obter vantagem; II - presta ou divulga, acerca de concorrente, falsa informação, com o fim de obter vantagem; III - emprega meio fraudulento, para desviar, em proveito próprio ou alheio, clientela de outrem; entre outras hipóteses, mas as sanções são mais severas, detenção, de três meses a um ano, ou multa. Contudo, é notório que essas penalidades não constituem caráter retributivo e sim preventivo, em específico, prevenção geral e prevenção especial, a primeira pode ser negativa, quando o objetivo é dissuadir os possíveis delinquentes das práticas criminais, por meio da ameaça da pena, ou pode ser positiva, que assume a função de reforçar a fidelidade dos cidadãos à ordem social; 5 já a segunda destina-se ao delinquente, que busca com esse não volte a delinquir. (BITTENCOURT, 2020). 5. Da concorrência desleal O artigo 195 da Lei 9.729 de 1996, dispõe acerca dos crimes contra a concorrência desleal: Art. 195. Comete crime de concorrência desleal quem: I - publica, por qualquer meio, falsa afirmação, em detrimento de concorrente, com o fim de obter vantagem; II - presta ou divulga, acerca de concorrente, falsa informação, com o fim de obter vantagem; III - emprega meio fraudulento, para desviar, em proveito próprio ou alheio, clientela de outrem; IV - usa expressão ou sinal de propaganda alheios, ou os imita, de modo a criar confusão entre os produtos ou estabelecimentos; V - usa, indevidamente, nome comercial, título de estabelecimento ou insígnia alheios ou vende, expõe ou oferece à venda ou tem em estoque produto com essas referências; VI - substitui, pelo seu próprio nome ou razão social, em produto de outrem, o nome ou razão social deste, sem o seu consentimento; VII - atribui-se, como meio de propaganda, recompensa ou distinção que não obteve; VIII - vende ou expõe ou oferece à venda, em recipiente ou invólucro de outrem, produto adulterado ou falsificado, ou dele se utiliza para negociar com produto da mesma espécie, embora não adulterado ou falsificado, se o fato não constitui crime mais grave; IX - dá ou promete dinheiro ou outra utilidade a empregado de concorrente, para que o empregado, faltando ao dever do emprego, lhe proporcione vantagem; 6 X - recebe dinheiro ou outra utilidade, ou aceita promessa de paga ou recompensa, para, faltando ao dever de empregado, proporcionar vantagem a concorrente do empregador; XI - divulga, explora ou utiliza-se, sem autorização, de conhecimentos, informações ou dados confidenciais, utilizáveis na indústria, comércio ou prestação de serviços, excluídos aqueles que sejam de conhecimento público ou que sejam evidentes para um técnico no assunto, a que teve acesso mediante relação contratual ou empregatícia, mesmo após o término do contrato; XII - divulga, explora ou utiliza-se, sem autorização, de conhecimentos ou informações a que se refere o inciso anterior, obtidos por meios ilícitos ou a que teve acesso mediante fraude; ou XIII - vende, expõe ou oferece à venda produto, declarando ser objeto de patente depositada, ou concedida, ou de desenho industrial registrado, que não o seja, ou menciona-o, em anúncio ou papel comercial, como depositado ou patenteado, ou registrado, sem o ser; XIV - divulga, explora ou utiliza-se, sem autorização, de resultados de testes ou outros dados não divulgados, cuja elaboração envolva esforço considerável e que tenham sido apresentados a entidades governamentais como condição para aprovar a comercialização de produtos. Pena - detenção, de 3 (três) meses a 1 (um) ano, ou multa. § 1º Inclui-se nas hipóteses a que se referem os incisos XI e XII o empregador, sócio ou administrador da empresa, que incorrer nas tipificações estabelecidas nos mencionados dispositivos. § 2º O disposto no inciso XIV não se aplica quanto à divulgaçãopor órgão governamental competente para autorizar a comercialização de produto, quando necessário para proteger o público. Desse modo, entende-se desse dispositivo que concorre deslealmente quem emprega meio fraudulento, para desviar, em proveito próprio ou alheio, clientela de outrem; essa clientela é tido como uma das exigências lógicas para a constatação deste crime o fato de haver competidores que constituam duas partes: uma, o sujeito ativo, o competidor que promove o desvio de clientela, e outra, o sujeito passivo, que sofre com a perda dos clientes, ou seja, esse desvio deve ser feito de modo antijurídico, quando algum concorrente busca 7 expandir utilizando de bem alheio sem autorização. Entretanto, existem empresas matrizes que possuem outras empresas subsidiárias, que vendem o mesmo produto, isso não pode ser enquadrado como concorrência desleal. A jurisprudência determina para qualificação como delito: (ii) instalação de negócio idêntico pelo sócio que transferiu concessão; (iii) instalação de atividade por quem vendeu o negócio do mesmo ramo; (iv) aproveitamento ilícito da homonímia; (v) imitação do nome comercial; (vi) recurso à falsa identidade, entre outros. No mais, o artigo 1.147 do Código Civil veda ao alienante do estabelecimento fazer concorrência ao adquirente, nos cinco anos subsequentes à transferência. Assim, depreende-se que a Lei 9.729/96, subsidiariamente da Constituição Federal de 1988 e do Código Civil cria meios de proteção à economia, à livre iniciativa e à concorrência justa. 6. Conclusão Conclui-se que houve uma evolução ao longo da história da legislação brasileira para abordar os crimes contra a propriedade industrial. Nesse viés, a proteção legal contra crimes relacionados à propriedade industrial é garantida pela Lei 9279/96. Assim, torna-se necessário ressaltar que durante um período longo, não havia previsão legal específica para esse tipo de crime, lembrando que no período colonial não existia nem mesmo a consideração ou previsão legal para punir tais infrações contra a propriedade intelectual. Nesse período, o código utilizado era o Livro V das Ordenações Filipinas que teve vigência por aproximadamente 220 anos, após foi criado o Código Criminal do Império em 1830. Similarmente, o Código mencionado anteriormente não incluía também as sanções penais para as violações de propriedade industrial, ainda que mencionasse violações de propriedade literária e artística, no Título III, Capítulo I, a ação de condutas como imprimir, gravar, fotografar ou introduzir escritos ou estampas de cidadãos brasileiros era reprovada. No entanto, não existiam disposições específicas sobre crimes contra marcas e direitos industriais. Ademais, somente com a promulgação da Lei de Propriedade Industrial (Lei 9279/96) que os direitos e obrigações relacionados à propriedade industrial foram consolidados em uma legislação especializada. Tal lei aborda crimes contra patentes, marcas, desenhos industriais, repressão à concorrência desleal, dentre outras. Portanto, atualmente, os crimes contra a produção industrial são regulamentados pela Lei de Propriedade Industrial na sociedade brasileira, a qual estabelece sanções penais e civis 8 para as violações nesse campo. A legislação representa um avanço significativo na proteção dos direitos de propriedade industrial e na repressão a condutas ilícitas relacionadas a marcas, patentes e outros elementos de propriedade intelectual. Em suma, esse avanço fortalece a proteção dos direitos de propriedade contribuindo para o desenvolvimento econômico e tecnológico do país. 7. Referências ANDERSON, Perry. Balanço do neoliberalismo. In: SADER, Emir & GENTILI, Pablo (orgs.) 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