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INSTITUTO FEDERAL DE EDUCAÇÃO, CIÊNCIA E TECNOLOGIA DO 
CEARÁ 
IFCE CAMPUS MARACANAÚ 
LICENCIATURA EM QUÍMICA 
 
 
 
 
 
ARIANA ESTEVES BRITO 
FABRICIANY LOURENÇO MOREIRA 
RAFAEL DE SOUZA ALVES 
RUAN LOBO DE SOUSA 
 
 
EXPERIMENTO N° 02: TÉCNICAS DE AQUECIMENTO EM LABORATÓRIO 
 
 
 
 
 
MARACANAÚ 
2022 
2 
 
RELATÓRIO N° 03 
1 INTRODUÇÃO 
O aquecimento de substâncias em geral, líquidas ou sólidas, é um trabalho 
rotineiro em laboratório. No entanto, temos diferentes sistemas de aquecimento que 
podem ser usados neste procedimento. Para se encontrar o melhor método de 
aquecimento deve-se levar em conta a características da substancia que irá ser 
aquecida e o resultado esperado no final do processo. 
Portanto, as técnicas de aquecimento são, cada uma para um tipo 
específico de substâncias, como: o banho-maria recomendáveis para temperaturas 
inferiores a 100°C, os banhos de óleos que é recomendável para temperaturas 
superiores a 100°C, as mantas de aquecimento, sendo o aquecimento rápido e o 
controle da temperatura não tão eficiente, o banho de areia utilizado para 
temperaturas superiores a 200°C, as chapas de aquecimento que são empregadas 
para solventes menos voláteis e inflamáveis e pôr fim a tela de amianto que é 
recomendável para líquidos não inflamáveis. 
A fonte de aquecimento mais utilizada é o gás e energia elétrica, sendo o 
Bico de gás ou Bico de Bünsen utilizado neste trabalho, esse dispositivo é usado para 
efetuar aquecimento de soluções em laboratório. Este queimador é formado por um 
tubo com orifícios laterais, na base, por onde entra o ar, o qual se vai misturar com o 
gás que entra através do tubo de borracha. 
Bico de Bunsen queima gás natural, ou alternativamente um GPL, tal como 
propano ou butano, ou uma mistura de ambos. Para se usar o bico de Bunsen, deve-
se primeiramente fechar a entrada de ar; em seguida, um fósforo deve ser aceso perto 
do ponto mais alto da câmara de mistura, depois, a válvula de gás pode ser aberta, 
dando origem a uma chama grande e amarela que desprende fuligem. Esta chama 
(redutora) não tem temperatura suficiente para o aquecimento de substância, para 
conseguir uma chama mais "quente", a entrada de ar deve ser aberta até que se 
consiga uma chama azul (oxidante), isto ocorre porque o oxigênio mistura-se com o 
gás, tornando a queima deste mais eficiente. 
 
2 OBJETIVO 
Praticar os métodos de aquecimento em laboratório empregando as fontes de 
calor e os principais equipamentos de controle de temperatura. 
3 
 
 
3 MATERIAIS E REAGENTES 
• Materiais: tubo de ensaio, espátula, béquer de 100 mL, tela de amianto, 
tripé de ferro, pinça de madeira, cadinho. 
• Reagentes: cristais de iodo, solução saturada de cloreto de sódio, 
CuSO4.5H2O. 
 
4 METODOLOGIA 
• Procedimento A 
Inicialmente foi verificado se o registro de alimentação do Bico de Bunsen está 
fechado, para depois se abrir o registro geral de distribuição de gás da bancada. Com 
a válvula de gás aberta, fechou-se a válvula de regulagem da chama localizada na 
parte inferior do bico acima da base e acendeu-se o fósforo regulando a válvula de ar 
até a chama estabilizar. Esta estabilidade foi percebida através da cor da chama, que 
tem tonalidade azulada. 
Aquecimento de líquido em tubo de ensaio 
Foi apoiando o Bico de Bunsen sobre a bancada, neste teste foi realizado o 
aquecimento de forma direta do tubo de ensaio com água abaixo da metade de sua 
capacidade, segurando-o por uma pinça de madeira, realizando movimentos 
circulares e contínuos acima da chama com o tubo de ensaio inclinado, até o líquido 
quase secar. O aquecimento foi realizado usado a chama oxidante, porém iniciando o 
aquecimento de forma gradual e contínua. Levando em consideração o cuidado de 
nunca direcionar o tubo de ensaio para alguém que se encontre nas proximidades. 
Em seguida, semelhante ao procedimento anterior foi utilizado um tubo de 
ensaio limpo e seco e, com uma espátula, foi adicionado um iodo (cristal). Após, foi 
realizado o aquecimento de forma branda, segurando-o por uma pinça de madeira, 
realizando movimentos circulares e contínuos acima da chama com o tubo de ensaio 
inclinado, até completa sublimação do iodo cristalino. O aquecimento foi realizado 
usado a chama oxidante, porém iniciando o aquecimento de forma gradual e contínua. 
 
• Procedimento B 
Em um béquer de 100mL, acrescentou-se 20mL de solução saturada de cloreto 
de sódio. Em seguuda, aqueceu-se sobre uma tela de amianto com tripé de ferro com 
4 
 
chama forte (oxidante), até o inicio da ebulição da solução. Reduziu-se o aquecimento 
quando os primeiros cristais começaram a se formar. 
• Procedimento C 
Primeiramente pesou-se 27,45g de um cadinho limpo e seco e, pesou-se 2,0g 
de sulfato de cobre II pentahidratado [CuSO4.5H2O]. Em seguida, utilizando-se um 
sistema de aquecimento indireto constituído de tripé de ferro, tela de amianto e o bico 
de gás, aqueceu-se com chama intensa o sulfato de cobre II pentahidratado contido 
no cadinho, até o desaparecimento da coloração azul. 
Com o auxílio de uma pinça transferiu-se o cadinho quente para um 
dessecador. Deixou-se resfriar o até o atingimento da temperatura ambiente. No dia 
seguinte, pesou-se 28,91g do cadinho com a amostra de sulfato de cobre II [CuSO4] 
anidro. Em seguida, acrescentou-se 5 gotas de água destilada no [CuSO4] anidro e, 
observou-se que o sólido tornou-se quente ( elevou a temperatura). 
 
4 RESULTADOS E DISCUSSÕES 
• Procedimento A 
Podemos observar que ao movimentarmos o tubo de ensaio com constância 
no primeiro momento, podemos perceber a vibração no interior do tubo no momento 
que o líquido atingiu seu ponto de ebulição. Esta técnica de aquecimento é bem 
rápida, pois o tubo está em contato direto com a chama, porém não tem a mesma 
eficácia quanto a homogeneidade de temperatura, pois a parte inferior ou a parte em 
contato direto com a chama aquece primeiro do que a parte sem contato e como a 
parte aquecida tende a virar vapor o sistema entra em ebulição rapidamente. 
No segundo momento o iodo (cristal) que foi colocado no tubo de ensaio, passa 
pelo processo de sublimação, que é a passagem direta da fase sólida para a gasosa. 
Depois de um tempo do início do aquecimento podemos observar a liberação dos 
vapores coloridos típicos do iodo (cor roxa). 
• Procedimento B 
 Neste experimento foi observado que ocorreu a formação de cristais na 
superfície da solução, além dos sais precipitados e sedimentados no fundo do béquer. 
Isso ocorreu porque com aumento da temperatura, o coeficiente de solubilidade 
também aumentou, ou seja, todo o corpo de fundo foi dissolvido, gerando desta forma 
uma solução supersaturada. Como esse tipo de solução é muito instável, toda a 
5 
 
massa de soluto dissolvido que supera o coeficiente de solubilidade passou a ser 
novamente corpo de fundo (precipitado). 
 
 Formação dos primeiros cristais 
 
 
• Procedimento C 
A partir dos dados obtidos em laboratório, têm-se que: 
m1 = massa do cadinho seco → m1 = 27,45 g 
m2 = massa do CuSO4.5H2O → m2 = 2,0 g 
m3 = massa do cadinho + CuSO4 → m3 = 28,91 g 
m4 = massa do CuSO4 anidro 
A partir desses valores, encontraremos a massa (CuSO4 ) 
m4 = ( massa do cadinho + massa (CuSO4 )) – massa do cadinho seco 
m4 = 28,91 g – 27,45 g → m4 = 1,46 g 
 O cálculo da porcentagem de sulfato de cobre anidro (CuSO4 ) na amostra, é: 
 % (CuSO4) = [(m3 – m1) / m2] x100 
 % (CuSO4) = [(28,91 – 27,45) / 2,0] x 100 
 % (CuSO4) = 73 % 
O CuSO4. 5H2O, é um sal hidratado de cor azul. Quando submetido a uma 
fonte de calor, ocorre a sua desidratação, ou seja, ele perde suas moléculas de água. 
Este processo é caraterizado pela mudança de coloração do sal. A partir dos dados 
obtidos têm-se que ao final do experimentohavia 73% do sulfato de cobre anidro II. 
Por ser muito higroscópico (tem facilidade de absorver umidade), como passar do 
tempo, este sal tornou-se azul, ou seja 27% correponde a moléculas de água 
provenientes da umidade do ar. 
 
6 
 
 
 
 
 
 
 
 
CONCLUSÃO 
Os métodos diferentes de aquecimento são utilizados para diferentes 
objetivos dependendo das especificações de cada experimento. Portanto, termos 
como conclusão que o Bico de Bunsen é uma das ferramentas importante para testes 
laboratório que necessitam desta técnica, e é um aparelho utilizado com eficiência 
para o aquecimento de substâncias acondicionadas em certa aparelhagem. 
Como conclusão do experimento pode-se constatar a diferença de um 
aquecimento direto e aquecimento indireto, assim como as diversas fases da chama. 
Foi observado também junto as análises, a diferença de ponto de ebulição por conta 
da presença da pressão atmosférica, além de que observamos também os aspectos 
de segurança necessários para iniciação de cada experimento. 
 
REFERÊNCIAS 
CUIN, Alexandre. Laboratório de Química dos Elementos QUI081. 2019. 
Universidade Federal de Juiz de Fora Instituto de Ciências Exatas. Disponível em: 
https://www.ufjf.br/quimica/files/2018/08/Apostila_QUI081_Lab_Elementos_2019.pdf. 
Acesso em: 14 maio 2022. 
GOMES, Bianca Trettin; MACHADO, Daiana; OLIVEIRA, Jefferson de; KRELING, 
Okssana Letícia. Sublimação do iodo. Universidade Federal do Pampa (Bagé). 
Disponível em: https://imagens.tabelaperiodica.org/sublimacao-do-iodo/. Acesso em: 
15 maio 2022. 
QUÍMICA, Laboratório de. Técnica de Aquecimento de Soluções. Disponível em: 
https://cesad.ufs.br/ORBI/public/uploadCatalago/17193616022012Laboratorio_de_Q
uimica_Aula_7.pdf. Acesso em: 15 maio 2022. 
 
CuSO4. 5H2O, antes do aquecimento CuSO4, após o aquecimento 
7 
 
QUESTIONÁRIO 
 
1) O gás combustível do bico de Bünsen, normalmente é o G.L.P. Considerando a 
maior presença do butano [C4H10], mostre as reações de combustão parcial e 
total deste gás. 
R: 
• Reação de combustão completa: 
 2 C4H10(g) + 13 O2(g) → 8 CO2(g) + 10 H2O(g) + calor 
• Reação de combustão parcial 
 C4H10(g) + 9 O2(g) → 8 CO(g) + 10 H2O(g) 
2) Justifique porque no aquecimento direto de sólidos o tubo de ensaio deve estar 
completamente seco. 
R: Para evitar que o tubo de ensaio se quebre com o aquecimento. 
3) Que ocorre com os cristais de iodo, quando são levemente aquecidos no tubo de 
ensaio? O que aconteceria se o aquecimento fosse mais intenso? 
R: Ocorre a sublimação do iodo, onde seu gás apresenta mudança de cor de vilotea 
escuro para rosa durante os primeiros iinstantesCaso fosse mais intenso processo 
(acima de 113,7°C), ocorreria a formação de iodo líquido. 
4) Na desidratação do CuSO4.5H2O por que houve mudança de coloração do sal. 
R: Ocorreu uma mudança de coloração porque o sal que inicialmente é hidratado e 
apresenta uma coloração azul quando ele é submetido a aquecimento evapora as 
moléculas de agua presentes, perdendo desta forma sua cor azul para e tornando-se 
branco. 
5) Pelas massas com que você trabalhou qual o teor (percentagem) de água 
aproximada na amostra do sulfato de cobre II pentahidratado? 
R: Dados: MMCuSO4.5H2O = 249,61 g/mol 
 MMH2O = 18 g/mol 
Cálculo da percentagem de água contida na amostra 
CuSO4.5H2O --------- H2O 
249, 61 g/mol ---------- 5 x 18 g/mol 
100% --------------------- (%) H2O 
(%) H2O = 36,06 % 
 
8 
 
6) Ao se hidratar novamente o CuSO4 o cadinho aqueceu ou esfriou? Justifique. 
R: O cadinho aqueceu, porque com a adição de água, a amostra tornou-se hidratada 
novamente. Este processo, é caracterizado pela mudança de coloração e pelo 
aumento da temperatura, o equilíbrio foi deslocado no sentido de liberação de calor, 
reação exotérmica.