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A INFORMÁTICA COMO MEIO DE SUSTENTABILIDADE E INCLUSÃO SOCIAL: 2803 
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A INFORMÁTICA COMO MEIO DE 
SUSTENTABILIDADE E INCLUSÃO SOCIAL 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Caderno Pedagógico 
Equipe do Ceducaf 
 
A INFORMÁTICA COMO MEIO DE SUSTENTABILIDADE E INCLUSÃO SOCIAL: 2803 
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PROGRAMA DO CURSO 
 
Ementa 
A evolução da sustentabilidade demonstra uma relação entre o ser humano e o 
ambiente; Globalização, advento que transformou a vida da população mundial; A 
humanidade avança em direção ao desenvolvimento tecnológico e ao controle da 
natureza; Informática educativa de uma maneira mais democrática. 
Objetivo geral do curso 
Entender que a informática como meio de sustentabilidade e inclusão social é uma 
forma de crescer de proporcionar qualidade nos resultados de nossas intenções e ações, 
onde possamos transformar a sociedade com ideias que ficarão por toda a vida. 
Objetivos específicos 
 Proporcionar a formulação de conceitos sobre a evolução da sustentabilidade. 
 Reconhecer que a globalização transformou a vida de muitas pessoas e que por 
ela pode-se restituir o que já foi perdido na evolução do homem sobre a 
natureza, utilizando a informática de forma construtora de novos saberes para 
garantir um mundo melhor. 
 Identificar a inclusão e a exclusão da informática na educação brasileira. 
Conteúdos 
 A evolução da tecnologia e agrícola; 
 O avanço da tecnologia no ambiente escolar; 
 Sustentabilidade na educação; 
 Inclusão social; 
 O papel do professor na inclusão; 
 Tecnologia e inclusão social; 
 Inclusão digital e a inclusão social: uma relação com a educação; 
 A informática como meio de sustentabilidade; 
 Avaliação de conclusão de curso. 
A INFORMÁTICA COMO MEIO DE SUSTENTABILIDADE E INCLUSÃO SOCIAL: 2803 
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Metodologia 
 Desenvolvimento de questões objetivas, que tome como pressupostos teóricos os 
conteúdos estudados neste curso. 
 
 
ESTRUTURA CURRICULAR DO CURSO
 
Curso Unidades Curriculares CH 
 
 
 
A INFORMÁTICA COMO 
MEIO DE 
SUSTENTABILIDADE E 
INCLUSÃO SOCIAL 
 
 
 
 
A evolução da tecnologia 
agrícola 
25 
O avanço da tecnologia no 
ambiente escolar 
25 
Sustentabilidade na educação 25 
Inclusão social 25 
O papel do professor na inclusão 25 
Tecnologia e inclusão social 25 
Inclusão digital e a inclusão 
social: uma relação com a 
educação 
25 
A informática como meio de 
sustentabilidade 
25 
Trabalho de conclusão de curso 50 
Total: 250h 
 
*A carga horária do curso poderá ser flexível a pedido do cliente. 
 
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APRESENTAÇÃO 
É com grande satisfação que o Centro de 
Educação, Capacitação e Aperfeiçoamento Profissional - CEDUC@F chega até você 
para oferecer-lhe cursos que contribuirão para o seu aprimoramento profissional. 
Este curso apresenta uma breve apresentação teórica sobre a informática como meio de 
sustentabilidade e inclusão social. 
O ser humano, dotado de sua inteligência, buscou formas, durante toda a história, de 
vencer os obstáculos impostos pela natureza e problemas pela sociedade. Desta forma, foi 
desenvolvendo e inventando instrumentos tecnológicos com o objetivo de superar 
dificuldades e facilitar sua vida. Podemos dizer que a necessidade é a mãe das grandes 
invenções tecnológicas, a partir de um problema criamos uma solução. 
Na educação não seria diferente; as necessidades ou problemas faz com que nos 
aprimoramos desta tecnologia para a solução de problemas e também a facilidade de 
nosso trabalho. 
 
EQUIPE DO CEDUC@ 
 
 
A INFORMÁTICA COMO MEIO DE SUSTENTABILIDADE E INCLUSÃO SOCIAL: 2803 
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SUMÁRIO 
 
1-Introdução........................................................................................................................6 
2. A evolução da tecnologia.................................................................................................7 
2.1 Revolução industrial......................................................................................................9 
3.O avanço da tecnologia da tecnologia no ambiente escolar...........................................10 
4.Sustentabilidade na educação.........................................................................................14 
5.A tecnologia como instrumento de sustentabilidade......................................................16 
6.Atividades voltadas à sustentabilidade..........................................................................20 
7.Inclusão social................................................................................................................21 
7.1Inclusão social: O que é?..............................................................................................21 
7.2O papel do professor na inclusão..................................................................................22 
7.3Possíveis respostas para alguns questionamentos........................................................23 
8.Tecnologia e inclusão social...........................................................................................26 
9.Inclusão digital e a inclusão social:uma relação com a educação.................................28 
10.Ambiente escolar..........................................................................................................32 
11.Conceituando a educação digital..................................................................................33 
Considerações finais..........................................................................................................35 
Bibliografia........................................................................................................................37 
Avaliação de Conclusão de Curso.....................................................................................38 
 
 
A INFORMÁTICA COMO MEIO DE SUSTENTABILIDADE E INCLUSÃO SOCIAL: 2803 
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1-INTRODUÇÃO 
Iniciamos este curso salientando que estamos convictos de que a educação é o alicerce 
para formação de cidadãos, onde a tecnologia educacional também pode ser considerada 
uma ferramenta para esta formação, para facilitar o trabalho dos professores e possibilitar 
formas distintas de aproximação do aluno à educação, fornecendo a mobilidade, novas 
formas de aprender e pensar, através de equipamentos como os computadores, lousas, 
tabletes (ALMEIDA, 2007; MARQUES, 2002). 
 
Para entendermos mais e melhor essa relação entre o homem e a sustentabilidade, cabe 
relembrar que a palavra provém do latim “sustentare” (sustentar; defender; favorecer, 
apoiar; conservar, cuidar) de acordo com o LASSU – Laboratório de Sustentabilidade da 
Universidade de São Paulo, o conceito sistêmico da sustentabilidade é relacionado com a 
continuidade dos processos econômicos, sociais, culturais e ambientais globais (LASSU, 
2013). A evolução da sustentabilidade demonstra uma relação entre o ser humano e o 
ambiente, ambos em constante mudança. 
 
A escola, assim como seus envolvidos, deve preocupar-se, com a forma de criar 
procedimentos para introduzir no contexto tecnológico educacional assuntos que 
trabalhem questões de sustentabilidade, ampliando a proposta pedagógica e ajudando o 
aluno na construção de seu perfil social, econômico e ambiental. O uso das tecnologias 
educacionais, com maior foco em sustentabilidade dentro da escola, poderá servir de base 
para acompanhar as mudanças das gerações, das descobertas e dos acontecimentos 
humanos na terra, possibilitando uma nova forma de aproximação entre alunos e seus 
professores, transformando o ambiente da sala de aula em um ambiente mais desejado 
por todos. 
 
 
 
 
 
 
 
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2. A Evolução da Tecnologia 
As evoluções tecnológicas ocorrem desde sempre, pois a cada descobrimento do homemhavia uma nova tecnologia. 
Do básico e simples ato de caçar para alimentar-se, até a descoberta do fogo, a evolução 
tecnológica têm sido uma constante em nossa existência ao passo que a cada dia surgem 
novas necessidades e por consequência, novas formas de suprirmos estas necessidades 
através das invenções e novas descobertas. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
O fogo pode ser considerado um marco na evolução tecnológica. Foi a partir de sua 
descoberta que ocorreu maior aproveitamento de recursos naturais que precisam de calor 
para serem úteis. A ideia do combustível foi ganhando espaço através do tratamento de 
recursos naturais como argila para a produção de cerâmica, a queima de madeira para a 
produção do carvão, a fornalha (8000 a.c) utilizada para forjar metal e criar armas...as 
ligas como o bronze, o ferro e o aço (1.400 A.C). 
Mas muito mais importante que aproveitamento destes recursos, são as transformações 
que esta evolução promoveu nas sociedades humanas. 
 
 
 Pensemos: Na pré história, o homem não possuía um 
centésimo das necessidades que hoje, os aflige. Não 
precisavam do controle remoto, pois não tinham TV e 
nem precisavam de TV, pois não tinham energia...nem 
precisavam de energia pois não tinham consciência de 
sua existência. Mas espere, não precisavam de energia 
até descoberta do fogo. 
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Começamos a falar sobre a Revolução Agrícola, ocorrida na Grécia 6000 A.C, outro 
ponto chave na revolução tecnológica, transformou radicalmente o modo de vida de 
nômades, que viviam da caça e coleta de cereais que encontravam em seu caminho. 
 
 
Notamos que a partir deste evento que os nômades passaram a fixar-se em terras 
cultiváveis, formando uma sociedade mais sólida. Posteriormente, em virtude do 
crescimento demográfico ocorreu a necessidade de expandir-se para outros territórios, 
com novas terras e assim espalharam nossa espécie pelo mundo de acordo com as 
habilidades, afinidades, fazendo surgir o conceito de culturas, tribos, territórios, ente 
outras características. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Percebe como o evolução tecnológico 
afeta diretamente o modo de vida 
no planeta. 
http://2.bp.blogspot.com/_BuUP3uv-dKE/SZLV8GklapI/AAAAAAAAATc/8RyUTdXSgPQ/s400/neolitico2.jpg
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2.1 REVOLUÇÃO INDUSTRIAL 
 No final do século XVIII, a descoberta do carvão como fonte de energia para 
alimentação de máquinas a vapor e a locomotiva como meio de transporte, revolucionou 
sistematicamente o modo de vida e a forma de produção. De artesanal, manufaturado, à 
industrial, sistemático, ágil, em larga escala. E a demanda por produtos industrializados 
cresceu junto com as fábricas e a alienação, a separação do trabalhador do fruto do seu 
trabalho. E o surgimento de tantas ideologias. De tantas relações de trabalho, sociedade e 
consumo. E o crescimento desordenado dos grandes centros urbanos. 
A evolução tecnológica favoreceu também corridas armamentistas entre nações 
imperialistas, em contextos expansionistas como o que precedeu a primeira guerra 
mundial. 
Após a segunda guerra, o período da guerra fria, favoreceu a evolução de tecnologias 
avançadíssimas ao passo que as duas grandes potências mundiais, rivalizando-se em 
terra, rivalizaram-se também no espaço, promovendo até mesmo a chegada do homem à 
lua (fato discutível até hoje se real ou fraude ) mas que representou uma guerra travada 
entre dois blocos – capitalistas e socialistas – e que ironicamente, aproveitaram até 
mesmo cientistas alemães nazistas para o incremento desta empreitada... e que diga-se de 
passagem, nos contemplou com a internet, o boom do milênio, já no final dos anos 90, 
século XX. 
 
 
 
Hoje, simultaneamente, nos comunicamos em tempo real com qualquer parte do mundo. 
http://imgs.obviousmag.org/archives/uploads/2009/09072004_blog.uncovering.org_lua.jpg
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A chamada globalização, advento que transformou a vida da população mundial, último 
marco da evolução tecnológica na era contemporânea, é o maior exemplo de como a 
tecnologia é capaz de superar a si mesma, sob a égide da satisfação das necessidades e 
das demandas do homem. 
E hoje? Será que já esgotamos as possibilidades de avanço tecnológico? Será que, 
diferente de ontem, as descobertas e invenções são de fato para atender nossa demanda, 
nossas necessidades? Será que já somos capazes de evoluir com sustentabilidade? 
São perguntas que ainda não têm respostas claras. 
Ainda há muito o que evoluir, pois num paradoxo, apesar de tanta evolução, ainda 
engatinhamos quando o assunto são doenças incuráveis, genética, física quântica e outras 
tantas questões que independente dos recursos disponíveis, ainda estão longe de serem 
respondidas ou resolvidas pela tecnologia. Temos também a questão da sustentabilidade. 
Na pré-história descobriu-se o fogo e de lá pra cá, queimamos muita vegetação e 
esgotamos muitos dos nossos recursos naturais. 
Mas uma coisa podemos afirmar com certeza: na história da humanidade, percebe-se que 
a necessidade primitiva foi a responsável pelo surgimento da tecnologia e sua evolução, 
porém também podemos constatar uma inversão de sentidos nos dias de hoje a 
tecnologia se transformou na “mãe da necessidade”. 
 
3.O AVANÇO DA TECNOLOGIA NO AMBIENTE ESCOLAR 
 
No avanço da tecnologia de hoje é inevitável a irruptura da informática no mundo 
educacional. A partir dos anos 90 surge também a internet e a necessidade de se repensar 
a educação, os educadores e os educandos em vista de um paradigma que requer reflexão. 
 
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Como a educação é um segmento de grande importância em nossa vida, por ser 
responsável por grandes transformações na sociedade; mudando a cultura, os hábitos e a 
economia de uma nação, é que a explosão tecnológica também teve suas influências na 
escola e, sobretudo, na vida profissional do professor; que ao encarar este desafio, teve 
que se moldar a nova realidade, passando a viver no mundo da educação tecnológica. 
Vale lembrar que nos anos setenta, nas escolas da rede pública, não se contava sequer 
com um telefone, que na época já era muito necessário; em caso da necessidade de um 
contato mais rápido com os órgãos responsável pela educação no estado ou dentro do 
próprio município; para imprimir um material, como provas de alunos se usava o antigo 
mimeógrafo, a tinta ou a álcool, os requerimentos de matrículas já chegavam prontos da 
Secretaria de Educação do estado, o que demorava dias para chegar, pela dificuldade de 
transportes daquela época, a parte de digitação era toda feita em máquina de datilografar, 
que os alunos de hoje nem conhecem mais, mas, que teve grande contribuição na 
educação, pois, sem ela nenhum documento oficial se elaborava; as correspondências 
chegavam através de malotes (via correios), televisão, jornais impressos, nem se pensava 
nas escolas, era um isolamento quase que total; livros só o do professor e no máximo, o 
de língua portuguesa para cada aluno, as outras disciplinas, o professor tinha que copiar 
tudo no quadro-negro. 
Ao passar dos tempos e a chegada da modernização, o avanço tecnológico chega às 
escolas; sem dúvidas com muitas melhorias, mas, causando muito impacto pela falta de 
conhecimento de uma maioria sobre as vantagens e desvantagens destas mudanças, uma 
vez que se criou um pensamento na mente das pessoas que os professores aos poucos, 
perderiam seus espaços sendo substituídos automaticamente pelas máquinas, várias 
discussões foram abertas sobre a função didática e pedagógica desses equipamentos, 
como seu uso seria encaixado nas atividades escolares e principalmente em sala de aula, 
garantindoo espaço do professor. Conclui-se que com a chegada das novas tecnologias 
na escola, o professor continua sendo peça fundamental para facilitar a aprendizagem em 
sala de aula. Pois, o avanço tecnológico veio para garantir maior eficácia na atuação do 
professor, fortalecendo o ensino e proporcionando melhores resultados na aprendizagem. 
Claro que as escolas tiveram que se adaptar abrindo as portas para as inovações 
tecnológicas, formando seus professores e funcionários; para que aprendessem uma nova 
metodologia, no sentido de melhor atingir seus objetivos e metas. Nas escolas hoje, 
temos uma série de equipamentos que melhoraram muito o funcionamento das mesmas, 
alguns são utilizados em salas de aulas, outros não, mas, ajudam na comunicação. 
Temos: o telefone, o fax, a televisão, o vídeo, os computadores com internet, as máquinas 
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fotográficas e as filmadoras para os registros dos eventos, entre outros. Temos bibliotecas 
informatizadas com livros com abordagens de temas em diversas áreas do conhecimento 
científico e revistas e jornais, que são apenas instrumentos informativos. 
Segundo Silveira (1998), “a escola deve perceber que o valor 
instrumental, não está nos meios, mas, na maneira como são 
inseridos na ação didática e como são úteis no desenvolvimento 
desta ação”. 
Nada no mundo substitui o calor humano; as emoções e os sentimentos, pois, são fatores 
de motivação e de autoestima; por este motivo; sem a atividade humana, as escolas não 
funcionariam, sobretudo, a atividade do professor, que como intermediador ou 
facilitador, como queiramos chamá-lo conduzem o processo que leva aprendizagem, 
pois, a mesma depende destes importantes fatores, por influenciar de forma direta no 
comportamento do aluno, causando mudanças tanto na formação pessoal, como no 
caráter do indivíduo; até por que o que se ensina na escola, é a continuação do que se 
aprende em casa: na família, com os amigos e na comunidade, o que nos influencia desde 
criança, até a fase adulta e por isso deve ser levado em consideração como soma ao 
processo ensino-aprendizagem. Entende-se a importância da presença do professor, que 
o aluno sempre será a estrela da escola e da aprendizagem e o professor a luz que leva o 
conhecimento de forma sistemática, através do repasse de conteúdos, das orientações na 
aprendizagem de leitura e nas produções textuais bem como nas aplicações de técnicas de 
pesquisas; além de incentivar a participação do aluno em atividades esportivas e culturais 
diversificadas; proporcionando seu crescimento físico, intelectual e social. Em atividades 
como: Campeonatos esportivos, participação em grupos de teatro, semanas de artes e 
culturais, incentivo ao folclore, em festas como juninas e do padroeiro, feiras de ciências 
e de artesanato, bem como atividades relacionadas à preservação do meio ambiente e a 
conservação da água. Entre outras. 
O professor Dilermando Piva Júnior (2008), em artigo publicado num blog na internet, 
afirma que as escolas através de debates estão fazendo acordos, parcerias e projetos, 
tentando reescrever a forma de educar, o que concordo plenamente com sua afirmação, 
pois, nas escolas já percebemos claramente as mudanças nos posicionamentos dos 
professores e na elaboração de seus planejamentos, o que mostra um amadurecimento 
profissional e uma tomada de consciência da amplitude do seu papel, bem como na 
participação dos mesmos na comunidade em que estão inseridos. Dentre as diversas 
propostas da tecnologia na educação, a que mais tem se destacado é a educação à 
distância, prevista na LDB, Lei das Diretrizes e Bases do ensino de Nº 9394/96, de 20 de 
dezembro de 1996, o que se entende que educação à distância, é a distribuição da 
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instrução, em qualquer nível, sem a exigência da presença física do aluno e do instrutor 
em um mesmo local. 
Nesta modalidade de ensino, a internet tem grande serventia, de forma que o aluno recebe 
as instruções e as orientações dos professores, faz seus trabalhos e devolve aos 
professores via email. 
Perrenoud (2000), diz que as tecnologias da informação e da comunicação são 
instrumentos que podem ser criadoras e recriadoras da realidade na escola, por este 
motivo é que devem ser utilizadas de forma responsável no sentido de se obter resultados 
satisfatórios, ajudando ao professor a cumprir sua função social na escola, tendo o 
máximo de cuidados para não obter resultados contraditórios. Penso que a auto avaliação 
do trabalho do professor deve ser uma prática constante em sua vida profissional, para 
que assim, possa sempre melhorar sua prática. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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4.SUSTENTABILIDADE NA EDUCAÇÃO 
 
Fala-se muito sobre o tema: sustentabilidade, 
mas enquanto educadores, não temos nos 
mobilizado o suficiente para práticas 
educativas que garantam a continuidade dos 
aspectos culturais, sociais, econômicos, 
físicos e ambientais do planeta. 
A cultura de sustentabilidade ainda não foi 
adotada pela maioria da população do nosso 
país e, como educadores, devemos pensar 
numa escola que promova esse aprendizado, 
a fim de se ensinar a importância de atitudes 
de preservação, para que as gerações futuras não sofram com a destruição ambiental. 
Precisamos criar a responsabilidade social em nossos alunos, a fim de que sejam 
autossuficientes no sustento de suas famílias, sem ficarem na dependência de outras 
pessoas. 
Mas ser autossustentável requer alguns importantes requisitos: ser economicamente 
possível, socialmente justo, culturalmente aceito e ecologicamente correto. 
De que adianta ficarmos trabalhando conteúdos escolares, se não damos condições para 
os alunos se virarem sozinhos e a inclusão de alunos especiais diante das dificuldades da 
vida? Esse é o novo compromisso social da educação, qualificar para manter boas 
condições de vida, oportunizar para a dignidade e a inclusão social. 
Aprender a aproveitar materiais descartáveis é uma forma de enriquecer o conhecimento, 
além de mostrar que o lixo precisa ser transformado. Não temos mais lixões o suficiente 
para armazenar tudo que é descartado pelo homem. Além disso, é uma matéria prima sem 
custo para quem sabe reaproveitá-la. 
Com o lixo descartado, pode-se levar para a sala de aula técnicas que estimulem o saber, 
o aprender, pois o resultado aparece quase que instantaneamente, de forma rápida, e é 
isso que os alunos gostam. Montar uma mini fábrica de brinquedos é uma boa opção. 
 
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Os produtos construídos podem ir para o acervo da escola ou serem doados para uma 
instituição que atende crianças carentes. Comercializá-los levará os alunos a aprenderem 
que seu trabalho tem valor e que é possível iniciar as primeiras atividades lucrativas, que 
podem garantir o sustento de suas famílias. 
Montar uma horta na escola é uma forma enriquecedora de trabalhar a sustentabilidade. 
Técnicas de plantio podem ser ensinadas aos alunos, que poderão cultivar espécies 
vegetais que garantam a qualidade de uma boa refeição. Com isso, vão percebendo que 
podem se manter, que esses aprendizados podem ser estendidos para suas casas, suas 
famílias, ou mesmo que os alimentos colhidos podem ser divididos entre toda a 
comunidade escolar. Tem-se a segurança de que a fome não estará mais presente em suas 
vidas; basta cultivar. Além disso, é o aprendizado de uma profissão que também poderá 
trazer o sustento da casa. 
Às vezes os alunos têm frutas no quintal de casa e não sabem reaproveitá-las, como 
bananas, abacates, laranjas, limões, mamões, etc. É papel da escola capacitar os mesmos 
para estas aprendizagens, pois poderão encontrar dignidade emsuas vidas. Com uma 
cozinha experimental, pode-se ensinar a fazer compotas de doces e aproveitar as frutas 
que antes eram desperdiçadas. As cascas poderão ir para receitas de tortas, sucos ou 
mesmo para a horta da escola, servindo como adubo. E aos poucos, cria-se a consciência 
de que através da transformação é possível sobreviver. As mesmas ainda podem ser 
vendidas em feiras livres, levando algum dinheiro para a vida dos mesmos. 
Precisamos mostrar que a coletividade é uma forma de crescer, que a divisão de tarefas e 
responsabilidades pode proporcionar qualidade nos resultados de nossas intenções, e que 
um grupo de pessoas pode transformar a sociedade. Dessa forma nossos alunos estarão 
convivendo com conceitos de sustentabilidade, conteúdos e aprendizados que ficarão por 
toda a vida. E transformaremos o mundo através de pequenas atitudes, primeiramente 
realizadas por pequenos grupos. 
 
 
 
 
 
 
 Pensar em sustentabilidade é pensar na 
família, no próximo e em você mesmo. 
 D. Augusto Moura 
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5. A TECNOLOGIA COMO UM INSTRUMENTO DE SUSTENTABILIDADE 
As mudanças mundiais dos 
últimos anos, aquelas 
vinculadas à degradação 
ambiental e à crescente 
desigualdade social entre os 
países, promovem 
estratégias de governança 
transnacional global. 
Articulam-se, de um lado, 
os impactos da crise 
socioeconômica e a 
necessidade de repensar os 
atuais modelos de 
desenvolvimento dos países; 
e, de outro lado, a crise ecológica e/ou ambiental e a necessidade de reflexão dos riscos 
ambientais globais e locais. Com o advento da modernidade, grandes transformações 
ocorrem na sociedade. Na modernidade, houve o avanço da tecnologia e do consumo 
que, se por um lado, facilitou e aumentou a produção, por outro lado, substituiu a 
produção e o laboro do ser humano pela máquina e pela tecnologia. A humanidade 
avança em direção ao desenvolvimento tecnológico e ao controle da natureza; porém, se 
esse avanço trouxe benefícios em inúmeros lugares, podemos citar as escolas como 
exemplo e podemos dizer que até no aprendizado de crianças especiais. Na inclusão 
delas, porém nem tudo tem um lado só, no mesmo tempo em que está beneficiando, 
também apresenta malefícios para o meio ambiente e para o ser humano, pois coloca em 
risco a sua própria sobrevivência, como resultado dos crescentes desequilíbrios 
provocados pela contínua interferência do homem sobre a natureza e/ou recursos 
naturais. Por isso, quando analisa o ser humano e o planeta ameaçados, 
Jonas salienta que: 
“Só uma ética que nos responsabilize a todos pode cumprir o papel 
de apontar os valores e os fins a serem perseguidos e a utilizar os 
meios como aquilo que realmente são, sem transformá-los em fins 
em si mesmos”. 
 
 
 
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O compromisso da tecnologia moderna converteu-se em ameaça, e a ciência protesta por 
uma ética que impeça o poder dos seres humanos de se transformarem em uma desgraça 
para eles mesmos. 
Ao estabelecer o princípio da responsabilidade, Jonas afirma que... 
 
“Está pensando menos no perigo da pura e simples destruição física 
da humanidade, mas sim na sua morte essencial, aquela que advém 
da desconstrução e da aleatória reconstrução tecnológica do homem 
e do ambiente”. 
 
O princípio da responsabilidade tem que ter um significado ético, não pode referir-se 
unicamente à natureza como abstração, mas antes se relaciona com o meio ambiente 
natural da vida humana. Este pensamento expressa que não se deve pôr em perigo a 
continuidade da humanidade na Terra. Também em relação ao comportamento humano, 
o mesmo autor comenta que “a ética da responsabilidade é princípio primordial e 
norteador dos paradigmas, no qual o ser humano busca categorias que o ajudem a 
continuar vivendo uma vida digna e merecendo o nome de humana”. O princípio da 
responsabilidade significa o dever de obrigação de cada geração de respeitar o meio 
ambiente como condição para a existência das próximas gerações. 
Para Jonas, “a solidariedade de destino entre o ser humano e a natureza faz igualmente 
redescobrir a dignidade autônoma da natureza e obriga a respeitar a sua integralidade, 
além do aspecto utilitário”. 
Existe uma dupla responsabilidade de solidariedade entre os seres vivos e os seres 
humanos. No entanto, ao estabelecer os modelos de vida, os valores e os imperativos que 
norteiam a conduta humana, não foi considerada a relação de integração e dependência 
do ser humano com a natureza. 
A promessa da tecnologia moderna se converteu em ameaça, ou esta se associou àquela 
de forma indissolúvel. [...]. Concebida para a felicidade humana, a submissão da 
natureza, na sobre medida de seu sucesso, que agora se estende à própria natureza do 
homem, conduziu ao maior desafio já posto ao ser humano pela sua própria ação. 
 
 
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A sociedade e/ou o Estado contemporâneo devem desenvolver novas tecnologias que 
permitam o uso eficiente dos recursos naturais, sem causar danos ao meio ambiente e ao 
ser humano. Nessa perspectiva, há uma relação intrínseca entre a sustentabilidade, a 
globalização, a tecnologia e o consumo. 
Por conseguinte, proteger e conscientizar sobre o meio ambiente e o ser humano são os 
objetivos dos professores e demais educadores, baseados na sustentabilidade. Entretanto, 
A degradação ambiental, o risco do colapso ecológico, a globalização e o avanço da 
desigualdade e da pobreza são sinais eloquentes da crise do mundo globalizado. A 
sustentabilidade é o significante de uma falha fundamental na história da humanidade; 
crise de civilização que alcança seu momento culminante na modernidade, mas cujas 
origens remetem a concepção do mundo que serve de base à civilização ocidental. A 
sustentabilidade é o tema do nosso tempo, do final do século XX e da passagem para o 
terceiro milênio, da transição da modernidade truncada e inacabada para uma pós- 
modernidade incerta, marcada pela diferença, pela diversidade, pela democracia e pela 
autonomia. 
O desenvolvimento da sustentabilidade e da tecnologia tem a finalidade de buscar o 
equilíbrio entre os fatores econômicos, sociais, ambientais e tecnológicos e educacionais. 
Diante disso, existe uma relação intrínseca entre a sustentabilidade e a tecnologia 
educacional. Portanto, implica uma inter-relação necessária de justiça social, qualidade 
de vida, equilíbrio ambiental e uso adequado da tecnologia 
A sociedade moderna vive uma grave crise ecológica e social e a coletividade convive 
um impacto ecológico mundial das atividades de produção e consumo, demonstrando a 
insustentabilidade atual do modo de produção e consumo, no âmbito global. Segundo 
afirmam os autores, “el impacto ecológico mundial de las actividades de producción y 
consumo […] ha crecido sin cesar hasta manifestarse en síntomas de una grave crisis 
ecológico-social”, pois os atuais modelos de desenvolvimento, produção e consumo são 
estimulados e dominados pelo capitalismo. A noção de sustentabilidade refere-se a três 
dimensões distintas, ou seja, a ecológica, a social e a econômica. A sustentabilidade 
propõe intensas transformações nas três dimensões para reorganizar a sociedade, em 
longo prazo. Trata-se de buscar novas formas de socialização, de organização social e 
econômica, que permitam romper com os atuais modelos de desenvolvimento, produção 
e consumo, que são impulsionados e dominados pelo capitalismo. 
Consequentemente, buscar a sustentabilidade implica na transformação da dimensão 
social, econômica e ambiental. Nesse contexto, “la sostenibilidad es una noción positiva 
A INFORMÁTICA COMO MEIO DE SUSTENTABILIDADE E INCLUSÃO SOCIAL: 2803 
19 
 
y altamente proactiva que supone la introducción de los câmbiosnecesarios para que la 
sociedad planetaria, constituida por la humanidad, sea capaz de perpetuarse 
indefinidamente en el tiempo”, dito de outro modo, uma sociedade capaz de permanecer 
indefinidamente no tempo; consequentemente, a sustentabilidade busca uma sociedade 
global, constituída pela humanidade. 
É a manutenção das condições da natureza ou do ecossistema que tornam a vida humana 
possível, pois a sociedade não pode entrar em colapso com os sistemas naturais. Nessa 
linha, Cruz e Bodnar defendem que “a sustentabilidade importa em transformação 
social, sendo conceito integrador e unificante, isso implica na celebração da unidade 
ser humano e natureza, na origem e no destino comum”. Disso se apreende que a 
sustentabilidade deve contribuir com os demais princípios constitucionais e com a 
atuação conjunta da sociedade civil do Estado, deve buscar a governança com 
sustentabilidade ecológica e social. A sustentabilidade implica em que o 
desenvolvimento da sociedade sustentável não pode desconhecer as dimensões culturais, 
as relações de poder existentes e o reconhecimento das limitações ecológicas, com o 
intuito de manter o modelo de desenvolvimento insustentável. 
 Do mesmo modo, Jacobi menciona que “a sustentabilidade, como novo critério básico 
e integrador, precisa estimular permanentemente as responsabilidades éticas, na 
medida em que a ênfase nos aspectos extra econômicos serve para reconsiderar os 
aspectos relacionados com a equidade, a justiça social e a ética dos seres vivos”, pois 
reforça o comprometimento de responsabilização da sociedade e de constituição de 
valores éticos. 
Assim, quando se fala em sustentabilidade, pensa-se na sustentabilidade ambiental, 
porque se necessita do entorno para sobreviver. Mas, quando se pensa em uma sociedade, 
não se trata somente de pensar em sobreviver, mas em criar uma sociedade global mais 
justa. Para isso, é preciso falar nas dimensões ambiental, social, econômica e tecnológica. 
É necessário buscar uma sociedade que possa resolver os problemas da injustiça social, 
bem como os demais Objetivos de Desenvolvimento do Milênio. 
O conceito de sustentabilidade fundamenta-se na tripla dimensão: a econômica, a social e 
a ambiental, que regula de forma justa e harmônica o ambiente natural com os 
semelhantes e estabelece relações e interações mútuas entre os seres humanos e a 
natureza. Portanto, a sustentabilidade econômica propõe aumentar a geração de riqueza 
de forma ambientalmente sustentável, bem como encontrar mecanismos para uma 
distribuição justa e uniforme; já a sustentabilidade social propõe construir uma sociedade 
harmônica e integrada, para garantir o acesso aos bens e serviços de forma igualitária e 
sustentável e a sustentabilidade ambiental propõe buscar o equilíbrio da natureza, a fim 
de garantir a sobrevivência e o futuro das presentes e futuras gerações. 
A INFORMÁTICA COMO MEIO DE SUSTENTABILIDADE E INCLUSÃO SOCIAL: 2803 
20 
 
 
6. ATIVIDADES VOLTADAS À SUSTENTABILIDADE 
 
Existem várias atividades voltadas à sustentabilidade que podem ser trabalhadas nas 
escolas/creches com o uso das tecnologias educacionais, algumas ações práticas que, no 
dia a dia, podem propiciar a redução do nosso impacto sobre o planeta, melhorando a 
vida atual e contribuindo com a qualidade de vida das próximas gerações. 
 
 Repensar os hábitos de consumo e descarte. É importante orientar os alunos a 
pensarem na real necessidade da compra de um produto, antes de comprá-lo. Se a 
compra for realmente necessária, após consumi-lo, orientá-lo a realizar a coleta 
seletiva, enfim, orientando-os a mudarem seus hábitos de consumo, descarte e 
maneiras de pensar. 
 
 Recusar os produtos que prejudicam o meio ambiente e a saúde. O incentivo aos 
alunos para as compras de produtos que não agridem o meio ambiente e a saúde é 
importante. Devem também evitar o uso excessivo de sacos plásticos e 
embalagens, preferindo sacolas de panos. Mudança que pode ser fomenta por 
estudos e projetos sobre a temática sustentável. 
 
 Reduzir o consumo desnecessário, dando preferência aos materiais que tenham 
maior durabilidade, evitar o desperdício de água, energia e recursos naturais. Se 
possível, adotando para as aulas as embalagens retornáveis e nas aulas de 
tecnologia educacional incentivar os alunos a utilizarem armazenamento em 
nuvem, e quando houver a necessidade de impressão utilizar papel reciclado e nos 
dois lados da folha. 
 
 Reutilizar e recuperar ao máximo antes de descartar. Ampliar a vida útil dos 
produtos e do aterro sanitário, economizando a extração de matérias-primas 
virgens. Criando produtos artesanais a partir da reutilização de embalagens de 
papel, vidro, plástico, metal, isopor e CDs. 
 
 Reciclar aproveitando a matéria prima embutida no resíduo para fabricar o mesmo 
ou outro tipo de produto. Esse processo diminui a extração de recursos naturais e 
economiza água, energia, gera trabalho e renda para milhares de pessoas. As 
próprias instituições de ensino como a escola e a universidade podem fomentar 
projetos de coleta seletiva de lixo eletrônico através de parcerias com empresas 
A INFORMÁTICA COMO MEIO DE SUSTENTABILIDADE E INCLUSÃO SOCIAL: 2803 
21 
 
que recolham materiais como baterias de celulares, pilhas, cartuchos de 
impressoras, dentre outros artefatos utilizados nas atividades pedagógicas. 
 
 
Outros exemplos de atividades sustentáveis, que podem ser exploradas com o uso das 
tecnologias educacionais, são as campanhas de conscientização para uso correto das 
tecnologias; pesquisa dentro do ambiente escolar e debates sobre assuntos que fazem 
parte do cotidiano dos alunos envolvidos. Atividades sustentáveis para as escolas podem 
e devem ser realizadas cada vez mais, em busca do aprendizado, redução de impacto 
ambiental e novos desafios (LASSU, 2013; INSTITUTO AKATU, 2001). 
 
 
7.INCLUSÃO SOCIAL 
 
7.1 INCLUSÃO SOCIAL: O QUE É? 
 
“É o conjunto de meios e ações que combatem a exclusão aos 
benefícios da vida em sociedade, provocada pela classe 
social, educação, idade, deficiência, sexualidade, 
religiosa, preconceito social ou preconceitos raciais”. 
 
 
 
https://pt.wikipedia.org/wiki/Vida
https://pt.wikipedia.org/wiki/Sociedade
https://pt.wikipedia.org/wiki/Classe_social
https://pt.wikipedia.org/wiki/Classe_social
https://pt.wikipedia.org/wiki/Educa%C3%A7%C3%A3o
https://pt.wikipedia.org/wiki/Idade
https://pt.wikipedia.org/wiki/Defici%C3%AAncia
https://pt.wikipedia.org/wiki/Preconceito_social
https://pt.wikipedia.org/wiki/Preconceito_racial
A INFORMÁTICA COMO MEIO DE SUSTENTABILIDADE E INCLUSÃO SOCIAL: 2803 
22 
 
 
 
Inclusão social é oferecer, aos mais necessitados, oportunidades de acesso 
a bens e serviços dentro de um sistema que beneficie a todos e não apenas aos mais 
favorecidos no sistema meritocrático vigente na sociedade. 
 
 
7.2 O PAPEL DO PROFESSOR NA INCLUSÃO 
 
Para o professor desenvolver boas práticas inclusivas, devem se fazer algumas perguntas: 
 O processo das aulas responde à diversidade do aluno? 
 As aulas são preparadas para o trabalho na diversidade? Atividades de cópia 
mecânica são evitadas? 
 As aulas são acessíveis a todos estudantes? Os materiais curriculares 
contemplam os diferentes contextos e culturas dos alunos? A linguagem usada 
em sala de aula é acessível a todos? 
 As aulas contribuem para maior compreensão das diferenças? 
 Os alunos são estimulados a ouvir opiniões diferentes? O currículo estimula o 
entendimento das diferenças de cultura, gênero, deficiência, religiões etc? 
 Os alunos são ativos no seu processo de aprendizagem? Os alunos são 
estimulados a dirigir sua própria aprendizagem? Os alunos são estimulados a 
ajudar os colegas? 
 A avaliação estimula o êxito de todos os alunos? Há oportunidades de, em 
equipe, avaliar o trabalho realizado? Os resultados das avaliações servem para 
introduzir mudanças? 
 A disciplinana sala de aula inspira-se no respeito mutuo? Os alunos são 
consultados sobre como podem melhorar sua atenção para aprender? As 
normas de comportamento são explícitas? 
 Os professores planejam, revisam e ensinam em colaboração? Os professores 
compartilham do planejamento dos trabalhos na escola e nos de casa? Os 
professores mudam suas práticas a partir das sugestões recebidas? 
 Os professores preocupam-se em apoiar a aprendizagem e participação de todos 
os alunos? Eles reconhecem a importância de tratar a todos os alunos com 
equidade? Os professores procuram desenvolver nos alunos a independência e a 
autonomia? 
 Os profissionais de apoio preocupam-se com a participação de todos? Existe 
uma descrição clara acerca das funções e tarefas do pessoal de apoio? 
https://pt.wikipedia.org/wiki/Bem_(economia)
https://pt.wikipedia.org/wiki/Servi%C3%A7o_(economia)
https://pt.wikipedia.org/wiki/Sistema
https://pt.wikipedia.org/wiki/Meritocracia
A INFORMÁTICA COMO MEIO DE SUSTENTABILIDADE E INCLUSÃO SOCIAL: 2803 
23 
 
 Os deveres de casa contribuem para a aprendizagem de todos? Os deveres têm 
sempre um objetivo pedagógico claro? Estão relacionados com as atividades da 
escola? Todos os alunos participam de atividades complementares e 
extraescolares? São todos estimulados a participarem de diferentes atividades? 
As visitas escolares são acessíveis para todos? 
 
7.3 POSSÍVEIS RESPOSTAS PARA ALGUNS DOS QUESTIONAMENTOS ACIMA 
 
A instituição escolar inclusiva tem o papel de adaptar-se ao aluno e não o oposto. 
Entende-se, por educação inclusiva, a adaptação do currículo escolar regular para 
crianças com necessidades educacionais especiais (NEE). Esse processo de educação 
inclusiva escolar deve ser compartilhado por todos: educadores, familiares, políticos e 
comunidade em conjunto para o sucesso efetivo. A nossa sociedade é formada por 
diversas pessoas com diferentes crenças, culturas e valores. É perfeitamente normal, no 
âmbito escolar, a diversidade, então é exigido, do professor, que saiba lidar com a 
mesma, reconhecendo, no aluno, suas virtudes e facilidades e não as dificuldades, dando 
ao aluno com necessidades educacionais especiais as mesmas responsabilidades que os 
demais alunos a fim de construir um conhecimento único entre todos, tornando, assim, a 
educação igual para todos conforme a Lei da Constituição Federal (Artigo 1º, incisos II e 
III e Artigo 3º, inciso IV). 
 
7.4 INCLUSÃO SOCIAL NO BRASIL 
Através da Lei 839, de 1857, dom Pedro II fundou o "Imperial Instituto dos Surdos-
mudos". Em 1957, passou a denominar-se Instituto Nacional de Educação de Surdos. E 
assim sendo necessária a inclusão de portadores de deficiência em escolas regulares. 
A inclusão social orientou a elaboração de políticas e leis na criação de programas e 
serviços voltados ao atendimento das necessidades especiais de deficientes nos últimos 
50 anos. Este parâmetro consiste em criar mecanismos que adaptem os deficientes aos 
sistemas sociais comuns e, em caso de incapacidade por parte de alguns deles, criar-lhes 
sistemas especiais em que possa participar ou tentar acompanhar o ritmo dos que não 
tenham alguma deficiência específica. 
 
 
 
https://pt.wikipedia.org/wiki/Virtude
https://pt.wikipedia.org/wiki/Constitui%C3%A7%C3%A3o_brasileira_de_1988
https://pt.wikipedia.org/wiki/Dom_Pedro_II
https://pt.wikipedia.org/wiki/Instituto_Nacional_de_Educa%C3%A7%C3%A3o_de_Surdos
A INFORMÁTICA COMO MEIO DE SUSTENTABILIDADE E INCLUSÃO SOCIAL: 2803 
24 
 
 
Tem sido prática comum deliberar e discutir acerca da inclusão de pessoas com algum 
tipo de deficiência mencionando direitos inerentes a uma deficiência específica, ou então 
abrangendo-os de forma generalizada, sem distinguir entre os diferentes tipos de 
deficiência. 
Assim, a sociedade modificará em suas estruturas e serviços oferecidos, abrindo espaços 
conforme as necessidades de adaptação específicas para cada pessoa com deficiência a 
serem capazes de interagir naturalmente na sociedade. Todavia, este parâmetro não 
promove a discriminação e a segregação na sociedade. A pessoa com deficiência passa a 
ser vista pelo seu potencial, suas habilidades e outras inteligências e aptidões. 
Desta forma, é proposto o paradigma da inclusão social. Este consiste em tornar, toda a 
sociedade, um lugar viável para a convivência entre pessoas de todos os tipos e 
inteligências na realização de seus direitos, necessidades e potencialidades. 
Por este motivo, os inclusivistas (adeptos e defensores do processo de inclusão social) 
trabalham para mudar a sociedade e a estrutura dos seus sistemas sociais comuns e 
atitudes em todos os aspectos, tais como educação, trabalho, saúde, lazer. 
Sobretudo, a inclusão social é uma questão de políticas públicas, pois cada política 
pública foi formulada e basicamente executada por decretos e leis, assim como em 
declarações e recomendações de âmbito internacional (como o Tratado de Madrid). O 
objetivo básico é a importância da caracterização do território como espaço de expressão 
da cidadania e da reconquista dos direitos sociais. 
Para a verdadeira escola inclusiva, é necessária a transformação da concepção de 
deficiência vista pelos profissionais envolvidos. A ação deve ser baseada neste conceito. 
Pessoas com deficiência visual não veem e, com isso, desenvolvem seus outros sentidos, 
como o olfato, o paladar, o tato e a audição. Mas a visão é dos sentidos mais importantes. 
É ela que nos ajuda a compreender tudo que está a nossa volta. Por isso, estão sendo 
colocados, nas cidades, pisos táteis de guia e alerta para auxiliar a segurança das pessoas 
com essa deficiência. Pessoas com deficiência motora pode ter nascido assim, ou ter 
sofrido acidente. Um exemplo é um acidente no trânsito. Pessoas com essas necessidades 
sofrem muito para se deslocar por falta de calçadas sem buracos e por falta de rampas. 
Até mesmo por causa de carros que param em frente ao local de acesso a essas rampas. 
Outro problema dessas pessoas é o transporte. A maioria dos meios de transporte 
coletivos não possui elevadores para deficientes; nos poucos que possuem, a maioria dos 
elevadores não funciona. 
 
 
https://pt.wikipedia.org/wiki/Direito_subjetivo
https://pt.wikipedia.org/wiki/Sociedade
https://pt.wikipedia.org/wiki/Discrimina%C3%A7%C3%A3o
https://pt.wikipedia.org/wiki/Segrega%C3%A7%C3%A3o
https://pt.wikipedia.org/wiki/Paradigma
https://pt.wikipedia.org/wiki/Educa%C3%A7%C3%A3o
https://pt.wikipedia.org/wiki/Trabalho
https://pt.wikipedia.org/wiki/Sa%C3%BAde
https://pt.wikipedia.org/wiki/Lazer
https://pt.wikipedia.org/wiki/Pol%C3%ADtica_p%C3%BAblica
https://pt.wikipedia.org/wiki/Pol%C3%ADtica_p%C3%BAblica
https://pt.wikipedia.org/wiki/Decreto
https://pt.wikipedia.org/wiki/Lei
https://pt.wikipedia.org/wiki/Tratado_de_Madrid
https://pt.wikipedia.org/wiki/Cidadania
https://pt.wikipedia.org/wiki/Sistema_sensorial
https://pt.wikipedia.org/wiki/Olfato
https://pt.wikipedia.org/wiki/Paladar
https://pt.wikipedia.org/wiki/Tato
https://pt.wikipedia.org/wiki/Audi%C3%A7%C3%A3o
https://pt.wikipedia.org/wiki/Piso_t%C3%A1til
https://pt.wikipedia.org/wiki/Acidente_rodovi%C3%A1rio
https://pt.wikipedia.org/wiki/Rampa
https://pt.wikipedia.org/wiki/Transporte_coletivo
https://pt.wikipedia.org/wiki/Transporte_coletivo
A INFORMÁTICA COMO MEIO DE SUSTENTABILIDADE E INCLUSÃO SOCIAL: 2803 
25 
 
 
Assim como os outros sentidos, a audição é muito importante para o desenvolvimento do 
ser humano na sociedade. As pessoas que nascem surdas têm mais dificuldade de 
aprender, pois, não conhecendo a fonética das palavras, têm mais dificuldade em 
aprender uma língua. 
Bem diferente das pessoas que ficam surdas ao longo da vida e que, de certo modo, já 
sabem se comunicar. Muitas pessoas adquirem a deficiência por lesões ou doenças. Em 
muitos casos, essas pessoas passam a usar aparelhos auditivos ou recorrem a cirurgias. 
Caso isso não ocorra, as pessoas precisam se comunicarde outra maneira. Existem dois 
métodos de aprendizagem: o oralista, que se baseia na linguagem oral, sem usar gestos; e 
o gestulista, que usa a linguagem oral e gestual juntas. No dia 10 de Dezembro, 
comemoramos o dia da inclusão social. Antigamente, a sociedade não aceitava bem os 
portadores de deficiência. Algumas famílias tinham vergonha de ter um parente assim. 
Pessoas assim não estudavam nem trabalhavam; isso porque a sociedade tinha um padrão 
em relação às pessoas e todos os que fossem diferentes sofriam preconceitos. 
A proposta de inclusão social de alunos com necessidades especiais, no ensino regular, é 
hoje garantida pela legislação educacional brasileira. Contudo, a inclusão social com 
garantia de direitos e qualidade de educação ainda é um sonho a ser alcançado, um 
caminho a ser construído, para o qual várias mudanças serão necessárias: estruturais, 
pedagógicas e de capacitação de professores no que se diz respeito a lidar com situações 
corriqueiras do dia a dia de sala de aula. 
 
 
 
 
 
 
 
 
https://pt.wikipedia.org/wiki/Fon%C3%A9tica
https://pt.wikipedia.org/wiki/L%C3%ADngua_natural
https://pt.wikipedia.org/wiki/Aparelho_auditivo
https://pt.wikipedia.org/wiki/Cirurgia
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26 
 
 
8. TECNOLOGIA E INCLUSÃO SOCIAL 
 
Há uma grande procura hoje por 
inclusa é um tema muito 
discutido, porém para 
considerarmos um indivíduo 
incluído socialmente, ou seja, um 
cidadão com plenitude de 
direitos, é necessário observarmos 
diversos aspectos. O conceito de 
cidadania envolve itens básicos 
como emprego, moradia, 
alimentação e educação. Porém, 
em um mundo em que a 
tecnologia cada vez mais é 
utilizada para conectar pessoas, formar opiniões e agilizar a comunicação, será que 
podemos pensar em cidadania sem pensarmos em inclusão digital? 
Há pouco tempo, o acesso à tecnologia poderia parecer algo secundário. Mas isto mudou 
à medida que a mesma passou a ser cada vez mais usada para automatizar processos e 
agilizar rotinas diárias, melhorando a qualidade de vida dos cidadãos. Hoje, há diversos 
projetos já em andamento visando colaborar com este objetivo. 
Porém, é necessária uma análise cuidadosa do que de fato significa “Inclusão digital”. A 
expressão já foi sinônima de saber usar o computador. Depois, passou a significar saber 
navegar na internet e ter um email. Hoje, os recursos expandiram-se e ganharam novas 
proporções com o uso disseminado das redes sociais para os mais diversos fins, inclusive 
profissionais. 
Para que este potencial gerado pela tecnologia seja aproveitado da melhor forma, é 
necessário um investimento das empresas em mais ações que promovam a inclusão 
digital no seu sentido mais amplo. Já existem iniciativas que buscam aumentar o número 
de pessoas com acesso à internet e outros recursos tecnológicos, mas não é só isto. Há 
também diversas formas de utilizar a tecnologia para promover o engajamento em 
projetos de voluntariado e também para aprimorar a capacitação de jovens e 
profissionais. 
 
A INFORMÁTICA COMO MEIO DE SUSTENTABILIDADE E INCLUSÃO SOCIAL: 2803 
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A World Community Grid (que pode ser traduzida como ‘Comunidade Mundial de 
Grade’) – https://secure.worldcommunitygrid.org – um bom exemplo de como a 
tecnologia pode ser utilizada para promover o engajamento social. Trata-se de uma rede 
mundial de computadores formada a partir de diversas máquinas conectadas ao redor do 
mundo. O engajamento é voluntário, ou seja, qualquer pessoa pode doar o tempo ocioso 
do seu computador para pesquisas científicas. 
Desta forma, é possível desenvolver pesquisas como a que visa desenvolver 
medicamentos direcionados ao tratamento da esquistossomose. Este estudo está sendo 
desenvolvido em parceria com a Inforium e Fundação Oswaldo Cruz – MG (Fiocruz) de 
Minas Gerais. Parcerias anteriores já permitiram, por exemplo, a realização de um 
projeto de comparação de genomas no Brasil, com o objetivo de obter uma melhor 
compreensão das funções de proteínas e genes ainda não decifrados pelos cientistas. Já 
são mais de 520 mil pessoas inscritas e mais de 1,5 milhões de computadores envolvidos 
Analisando as iniciativas já existentes, percebemos que se trata de uma via de mão dupla. 
Ao mesmo tempo em que a tecnologia ajuda a trazer mais cidadãos para o centro da 
sociedade, permite também que aqueles que têm boas condições sociais envolvam-se em 
projetos que visam a melhoria de vida de toda a população. 
As empresas podem desenvolver seus negócios de forma lucrativa e, mesmo assim, 
contribuir para o bem-estar das comunidades em que estão inseridas. Os governos podem 
encontrar na tecnologia um forte aliado para prestar um serviço público de mais 
qualidade, ao mesmo tempo em que controlam seus custos. Afinal, um planeta inteligente 
se faz com o uso dos recursos em prol do bem comum. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 CEDUCAF 
 
Inclusão Social e Inclusão 
Digital andam lado a lado, 
todos temos que fazer nossa 
parte! 
A INFORMÁTICA COMO MEIO DE SUSTENTABILIDADE E INCLUSÃO SOCIAL: 2803 
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9. A INCLUSÃO DIGITAL E A INCLUSÃO SOCIAL: UMA RELAÇÃO COM A EDUCAÇÃO 
 
Para Minayo (2002), a pesquisa é atividade básica da ciência na sua indagação e 
construção da realidade. É a pesquisa que alimenta a e a atualiza a do ensino. Ela ainda 
diz que a definição teórica e conceitual é um momento crucial da investigação cientifica, 
é a sua base de sustentação. Devemos ter cuidado para não reescrevermos a obra dos 
autores que embasam a teoria escolhida, reconstruindo um o tratado e certamente de 
menor qualidade. Devemos então ser sintéticos e objetivos, estabelecendo, 
primordialmente, um diálogo entre a teoria e o problema a ser investigado. 
 
A Inclusão Social tem por finalidade constitui um processo no qual as pessoas que por 
algum motivo são excluídas da sociedade buscam em parceria equacionar problemas, 
decidir sobre soluções e efetivar a equiparação de oportunidades para todos. A prática da 
inclusão social repousa em princípios considerados incomuns tais como: a aceitação das 
diferenças individuais, a valorização de cada pessoa, a convivência dentro da diversidade 
humana, a aprendizagem através da cooperação. 
 
Podemos perceber quer a Inclusão Digital é um conceito que envolve as novas 
tecnologias da informação e comunicação, a educação, o protagonismo, possibilitando a 
construção de uma cidadania criativa e empreendedora. A Inclusão Digital é um meio 
para promover a melhoria da qualidade de vida, para garantir maior liberdade social, 
gerar conhecimento e troca de informações. A tecnologia de informação é uma das 
principais forças motrizes da sociedade contemporânea. Ela também representa uma 
atração irresistível para os jovens. A cidadania vem da capacidade dos indivíduos de 
atuarem sobre o espaço público de maneira a instituir direitos, sempre referentes a 
alguma dimensão particular da comunidade. 
 
Já Silveira (2003) diz que a universalização do acesso e de uso interativo da tecnologia 
de informação contra a miséria, não deve ser adotada em descompasso com as políticas 
voltadas à tecnologia e à autonomia coletiva dos segmentos socialmente excluídos sob a 
pena de transformar as políticas de inclusão é mais uma forma de expansão dos mercados 
e de consolidação de monopólios informacionais. 
 
A consequência da produção de global implica a produção do local ou a produção de 
localização. Nesse processo completamente assimétrico é estabelecida a hierarquização 
dominante no Sistema Mundial em Transição (conceito criado por Boaventura para 
definir as transformações pelas quais o planeta está passando). 
 
 
A INFORMÁTICA COMO MEIO DE SUSTENTABILIDADE E INCLUSÃO SOCIAL: 2803 
29 
 
 
Assim, o foco da inclusão tem o seu epicentro na profissionalização e na capacitação. O 
terceiro está voltadomais à educação. Reivindica a importância da formação sócio 
cultural dos jovens na sua orientação diante do dilúvio informacional, no fomento de uma 
inteligência coletiva capaz de assegurar a inserção autônoma do país na sociedade 
informacional. 
 
No início, os projetos de inclusão digital referiam-se mais ao foco da profissionalização. 
Atualmente, estão cada vez mais reclamando a ampliação da cidadania, e assim começam 
a surgir com mais força os discursos voltados ao fomento da inteligência coletiva local ou 
nacional. 
 
Em geral, as maiorias dos programas de inclusão digitais estão voltados apenas ao acesso 
à conexão, esquecendo que se trata de um passo inicial. Não é à toa que no início do 
século XXI temos assistido à proliferação de inúmeros projetos de totens, computadores 
embutidos em caixas, quase sempre para o uso em pé e sem nenhuma possibilidade de 
utilização de aplicativos, além do browser como a grande saída para inclusão digital. 
Esses projetos portam uma concepção bem reduzida do que dever ser o acesso à 
informática e à Internet. 
 
Um divisor crescente entre os projetos de inclusão digital girará em torno das opções 
tecnológicas, proprietárias, subordinadas aos monopólios do localismo globalizante 
(SOUZA SANTOS, 2003) versus as soluções não-proprietárias, livres e desenvolvidas de 
modo compartilhado por coletivos inteligentes e dispersos pelo planeta. 
 
Conscientizar a população da importância da inclusão digital e da utilização das novas 
TIC, não com o simples intuito de “ingressar no mercado” - o próprio espaço para 
“cursinhos” de informática vai, ao pouco a pouco, diminuindo nos tele centros pelo 
natural recuo de demanda, mas com a visão de que as TIC são ferramentas a serem 
utilizadas para uma relação mais ampla com a sociedade, para absorção e difusão de 
informações e conhecimento. Um tele centro deve obrigatoriamente ser gerador de renda, 
mas vislumbrando a capacidade de abrigar iniciativas individuais e coletivas locais que 
possam ser impulsionadas pelas novas tecnologias, abrigando cooperativas, divulgação e 
organização do comércio regional das pequenas empresas, etc. O Tele centro deve, 
portanto, ser um espaço em que essas atividades encontrem ou expandam sua voz através 
da Rede Pública, ampliando seu público ou sua área de atuação. 
 
 
 
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O processo de alfabetização tecnológica não consiste apenas em oferecer formação a 
todos os setores da população (adultos, jovens, mulheres, profissionais, estudantes, etc.), 
mas também e da comunicação esteja realmente ao alcance de todos os cidadãos. 
 
Uma das causas mais prováveis para a exclusão digital e o custo do acesso às tecnologias 
de informação e comunicação, as TICs. A possibilidade de acesso está diretamente 
relacionada ao preço do equipamento, ao custo da linha telefônica e ao custo dos 
serviços. O barateamento dos equipamentos e serviços amplia cada vez mais o acesso as 
TICs. Infelizmente, isso ocorre um ritmo ainda lento. É necessário considerar outros 
obstáculos ao uso da tecnologia, como o nível de escolaridade, a capacitação para o uso 
das TICs e conteúdo oferecido. 
 
Quando ouvimos a expressão “Plano de Inclusão Digital”, quase sempre pensamos 
automaticamente em computadores, em equipamentos de última geração com nomes em 
inglês, na modernidade. A associação se deve ao termo digital faz sentido se ignorarmos 
processos analógicos. A dicotomia entre analógico e digital leva-nos a crer na 
superioridade do digital sobre o analógico. 
 
O conhecimento na forma analógica é usualmente ignorado ou rejeitado de maneira 
bastante enfática. O digital está associado a aquilo que é preciso, estável, lógico, em 
contraposição ao analógico. Mas o desprezo ou a discriminação aos processos analógicos 
mais prejudica do que ajuda o entendimento de qualquer atividade. 
 
Na alfabetização digital é preciso descobrir formas de afastar o risco da Mecanização, 
trabalhando com computadores e lembrando que os homens são essencialmente 
diferentes das máquinas e superiores a estas. Por isso estamos diante de um grande 
desafio. 
 
Sem educação atualizada voltada para a revolução da informação e do conhecimento, a 
sociedade e todo nosso país param. A educação não se faz apenas com professores e 
alunos, mas também com métodos e com aproveitamento de oportunidades. Nunca foi 
tão fácil obter informações. Em contrapartida, nunca foi tão difícil fazer milhares de 
pessoas compartilharem a informação e dos dividendos dela. 
 
Temos então que aproveitar rapidamente o desejo de mudanças do nosso povo para 
educarmos e todos em tecnologia. Dessa forma poderemos dar às gerações futuras 
condições de reconhecerem aquilo que é bom. Poderemos indicar também, as diferentes 
formas de participação da sociedade. O cidadão não deve ser apenas um pagador de 
impostos. Deve, principalmente, agir um crítico construtivo do seu país. 
A INFORMÁTICA COMO MEIO DE SUSTENTABILIDADE E INCLUSÃO SOCIAL: 2803 
31 
 
 
O processo de educação, tanto no ser humano quantos nos outros seres, é uma atividade 
constante e ininterrupta. Pais ensinam filhos, que por sua vez ensinam as próximas 
gerações. Portanto torna-se simples compreender que dado o acesso ao conhecimento 
podemos ter mais ou menos facilidades para nossa existência. 
 
Vários são os fatores que determinam o bom aproveitamento do conhecimento, mas 
sempre a informação é o ponto central, sem ela as pessoas não conseguem ter os 
elementos para fazerem qualquer escolha ou até mesmo para criarem as condições 
necessárias à sua existência. 
 
Está claro que a falta do conhecimento pode ocasionar o fim devida, ou ainda, a morte da 
própria consciência. Um ser humano desprovido conhecimento torna-se um ser incapaz, 
comparável a um animal ferido ou incapacitado que é escolhido no ataque predador a 
uma manada. O conhecimento para nós é um bem preciso, e faz parte da nossa natureza 
repassá-lo aos demais. Perrenoud (2000) diz que formar para as novas tecnologias é 
formar o julgamento, o senso crítico, o pensamento hipotético e dedutivo, as faculdades 
de observação e de pesquisa, a imaginação, a capacidade de memorizar e classificar, a 
leitura e a análise de textos e de imagens, a representações de redes, de procedimentos e 
estratégias de comunicação. É evidente que o progresso das novas tecnologias oferece 
novos campos de desenvolvimento a essas competências fundamentais e, sem dúvida, 
aumenta o alcance das desigualdades do domínio das relações sociais da informação e do 
mundo. 
 
Para iniciar seriamente os alunos, incluindo os especiais na informática, o caminho mais 
interessante seria inseri-lo completamente nas diversas atividades intelectuais cujo 
domínio é visado, particularmente cada vez que as TIC liberam das tarefas longas e 
fastidiosas que desestimulam os alunos, tornando mais visíveis os procedimentos de 
tratamento ou as estruturas conceituais ou permitindo que os alunos cooperem e 
compartilhem os recursos. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
A INFORMÁTICA COMO MEIO DE SUSTENTABILIDADE E INCLUSÃO SOCIAL: 2803 
32 
 
 
10. A IMPORTÂNCIA DA INCLUSÃO DIGITAL NO AMBIENTE ESCOLAR 
 
Com o avanço da tecnologia a escola tem 
vivido um momento muito importante na era 
da sociedade da informação, onde a 
disseminação das tecnologias de informação 
e comunicação tem chegado inevitavelmente 
às salas de aulas. A partir deste raciocínio 
vemos que há um intuito de levar esta parte 
integrante da sociedade, alunos 
principalmente de escolas públicas, a se inteirarem de tecnologias que apropriem o 
sentido de informática educativa de uma maneira mais democrática. 
Quando um cidadão é incluído digitalmente, ele estará inserido a sociedade da 
informação de modo a evitar a exclusão social, pelo uso das tecnologias de informação e 
comunicação, tendo direito ao livre acessoà informação. 
Para apresentarmos a conceitualização de inclusão digital, a dimensão da proposta de 
inclusão, citamos as palavras de Teixeira onde ressalta que: 
 
[...] Assim, propõe-se o alargamento do conceito de inclusão 
digital para uma dimensão reticular, caracterizando-o como um 
processo horizontal que deve acontecer a partir do interior dos 
grupos com vista ao desenvolvimento de cultura de rede, numa 
perspectiva que considere processos de interação, de construção 
de identidade, de ampliação da cultura e de valorização da 
diversidade, para a partir de uma postura de criação de 
conteúdos próprios e de exercício da cidadania, possibilitar a 
quebra do ciclo de produção, consumo e dependência 
tecnocultural. (TEIXEIRA, 2010, p. 39). 
 
 
 
A INFORMÁTICA COMO MEIO DE SUSTENTABILIDADE E INCLUSÃO SOCIAL: 2803 
33 
 
Através deste entendimento, percebe-se a dimensão acerca da apropriação dos recursos 
tecnológicos, seja no âmbito escolar ou mesmo no cotidiano do aluno. É necessário saber 
que incluir digitalmente é disponibilizar a tecnologia e fazer dela um instrumento de 
ensino e até mesmo de possibilidade de inclusão social. 
Com essas possibilidades tecnológicas que surgem juntamente com as tecnologias de 
rede, é preciso entender que incluir digitalmente não deixa de ser um processo de 
colaboração, onde a rede se torna um ambiente de troca de informações e conhecimentos, 
fazendo sentido em valer a cidadania, exercendo-a de uma forma democrática e 
consciente. 
11.CONCEITUANDO A EXCLUSÃO DIGITAL 
Para que possamos entender mais sobre os reflexos que a inclusão digital tem gerado, 
deve-se ressaltar a realidade que a exclusão digital no Brasil demonstra, caracterizando 
os que não são incluídos digitalmente e que estão fora da linha de privilegiados no 
mundo virtual, temos então, a exclusão digital que nada mais é que um conceito dos 
campos teóricos da comunicação, sociologia, tecnologia da informação, história e outras 
humanidades, que diz respeito às extensas camadas das sociedades que ficaram à margem 
do fenômeno da sociedade da informação e da expansão das redes digitais. Ela tem sido 
assunto de debates entre várias organizações governamentais e multilaterais. Políticas de 
inclusão digital incluem a criação de pontos de acesso à internet em comunidades 
carentes (favelas, cortiços, ocupações, assentamentos) e capacitação (treinamento) de 
usuários de ferramentas digitais (computadores, DVDs, vídeo digital, som digital, 
telefonia móvel). (WIKIPEDIA, 2010). 
Contudo, não se deve pensar que, apenas pelo fato destas pessoas sentirem a necessidade 
de acessarem as novas tecnologias disponíveis, elas estarão munidas dessas tecnologias 
ou mesmo serão delas conhecedoras. Conforme o filósofo Lévy, precisa haver condição 
para o uso das tecnologias: 
[...] não basta estar na frente de uma tela, munido de todas as 
interfaces amigáveis que se possa pensar, para superar uma 
situação de inferioridade. É preciso antes de mais nada estar em 
condições de participar ativamente dos processos de inteligência 
coletiva que representam o principal interesse do ciberespaço. 
(LÉVY, 1999, p. 238Podemos entender assim que, ao se propor a 
inclusão digital, de alguma forma ela precisa ser planejada 
dentro de uma ação pedagógica onde professores, coordenação e 
direção estejam dispostos a realizar a proposta de incluir seus 
alunos digitalmente dentro das mídias disponíveis. 
A INFORMÁTICA COMO MEIO DE SUSTENTABILIDADE E INCLUSÃO SOCIAL: 2803 
34 
 
 
 
Na Figura 01 visualiza-se o mapa da exclusão digital no Brasil, considerando o acesso à 
internet, onde é possível observar que a realidade que permeia o país, está baseada no 
fato de que a maioria dos brasileiros não são incluídos digitalmente. 
 
Figura 01 – Mapa da exclusão digital no Brasil 
Fonte: Mapa da Exclusão Digital (INFOEXAME,2010) 
 
 
 
 
 
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35 
 
 
CONSIDERAÇÕES FINAIS 
A educação e a sustentabilidade dependem da colaboração e conscientização dos alunos, 
professores, e cidadãos que são elementos essenciais no processo. Sem a colaboração de 
todos, colocamos em risco o meio ambiente, a saúde das pessoas, seu desenvolvimento 
social e cultural. 
 
O desenvolvimento da tecnologia educacional provavelmente trará muitos outros 
benefícios para as distintas áreas do mercado, novos empregos, líderes e metodologias. 
Assim na evolução do material escolar, possivelmente surgirão novas ferramentas e 
métodos de interação, podendo ser outros tipos de telas, lousas, celulares, etc. 
 
A influência na formação dos alunos para elaboração de pensamentos e ideias, o modo 
como os mesmos podem ser inseridos na sociedade, como se relacionarão, suas 
inclinações para desenvolvimento e criação, são alguns dos inúmeros benefícios que a 
educação preocupada com a sustentabilidade e o uso da tecnologia poderá trazer. 
 
É importante utilizar as ferramentas tecnológicas a favor do desenvolvimento social do 
aluno, mas o sucesso deste trabalho depende da forma como essa ferramenta tecnológica 
é utilizada, exigindo foco e estratégias para usar qualquer um dos equipamentos, seja ele 
a lousa digital, o tablete ou até mesmo o notebook dentro da sala de aula, do contrário, 
todos os estudos e pesquisas terão sido realizados em vão ou pouco a favor dos alunos. 
 
Se o uso de recursos tecnológicos como tabletes, smatphones, câmeras digitais e outros 
equipamentos, já fazem parte da rotina dos alunos, é importante que os mesmos 
equipamentos sejam utilizados nas escolas, como ferramentas nas atividades; por isso, o 
educador deve sempre tentar identificar como a tecnologia educacional e a 
sustentabilidade podem ajudar no desenvolvimento do aluno. Segundo Freire: 
 
“Ninguém começa a ser educador numa certa terça-feira as quatro da tarde. Ninguém 
nasce educador ou marcado para ser educador. A gente se faz educador, a gente se 
forma como educador, permanentemente, na prática e na reflexão sobre a prática” 
(FREIRE, 1979). 
 
O educador precisa compreender as mudanças, as inovações, criando objetivos para 
mudar o método de ensino a favor do aluno, transformando sua aula em um processo 
inovador, mudando a relação pessoal com os alunos, a fim de proporcionar uma 
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36 
 
formação contínua para ambos e reformando a cultura da sustentabilidade junto com a 
escola e o meio na qual esta instituição se encontra inserida. O desafio é saber utilizá-las 
da melhor forma, para tornar as aulas mais atrativas e conseguir, ao mesmo tempo, 
desenvolver alunos mais conscientes. 
 
O crescimento econômico que acompanha e determina essas transformações globais traz 
um aumento insustentável do consumo, da poluição e o esgotamento dos recursos 
naturais de solo, água e biodiversidade. E tudo isso nos obriga a repensar nosso papel 
como profissionais da área de educação e como cidadãos. 
 
A escola não pode ficar alheia a todas essas mudanças. Além do compromisso de formar 
cidadãos capazes de obter informações e transformá-las em conhecimento, é essencial 
que também realize ações que promovam uma cultura de sustentabilidade, entendida 
como “uma outra maneira de configurar a civilização e a atividade humana, de tal 
maneira que as sociedades e as suas economias possam satisfazer as suas necessidades e 
expressar o seu maior potencial no presente e ao mesmo tempo preservar a 
biodiversidade, os ecossistemas naturais e a qualidade de vida das pessoas”. 
 
Construir uma escola sustentável é uma missão ambiciosa que demanda planejamento, 
coerência, realismo, compromisso socioambiental e criatividade. 
 
 
 
 
 
 A tecnologia se transformou na “mãe da necessidade”. 
 
 
 
 
 
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37 
 
 
BIBLIOGRAFIA 
ALMEIDA,Fernando J. Computador, Escola e Vida: Aprendizagem e Tecnologias Dirigidas ao 
Conhecimento. Editora Cubzac. São Paulo, SP. 2007. 
ALMEIDA, Maria Elizabeth. Informática e Formação de Professores. Brasília: SEED, 2000. 
DEMO, P. Inclusão digital – cada vez mais no centro da inclusão social. Inclusão Social. Brasília: 
IBICT, n. 1, p. 36-38, 2005. 
FREIRE, Paulo. (1979). Educação como prática da liberdade. 17a ed. Rio de Janeiro, Paz e Terra. 
HAETINGER, Max. Informática na educação – um olhar criativo. São Paulo: Papirus, 2003. 
INSTITUTO AKATU. Os jovens e o consumo sustentável: Construindo o próprio futuro. 2001. 
LÉVY, P. (1993). As tecnologias da inteligência: o futuro do pensamento na era da informática. Rio de 
Janeiro: Editora 34. 
MARTINI, R. Inclusão digital & inclusão social. Revista Inclusão Social. Brasília: IBICT, v. 1, n. 1, 
2005 
MARQUES, A.C. Utilização da Informática na Escola. In: MERCADO, L. P. (Org.) Novas Tecnologias 
na Educação: reflexões sobre a prática. UFAL, 2002. 
MENEGUELLI, Flaviana. O novo perfil do professor: usar as novas tecnologias. In.: Nova Escola, São 
Paulo, Ano XXV, Nº236, out. 2010, p.49. 
MORAES, Maria Cândida. Informática Educativa no Brasil: Uma História Vivida. 1997. Revista 
Brasileira de Informática na Educação 
SILVEIRA, S. A. Exclusão digital: a miséria na era da informação. São Paulo: Fundação Perseu 
Abramo, 2001. 
TEIXEIRA, Adriano Canabarro. Inclusão Digital: novas perspectivas para a informática educativa. Ijuí: 
Ed. Unijuí, 2010. 
WIKIPEDIA, Exclusão digital. 
WARSCHAUER, M. Tecnologia e inclusão social: a exclusão digital em debate. São Paulo: Senac, 
2006 
WERTHEIN, J. A sociedade da informação e seus desafios. Ciência da Informação. Brasília: IBICT, v. 
29, n. 2, 2000. p.71-77. 
 
 
 
A INFORMÁTICA COMO MEIO DE SUSTENTABILIDADE E INCLUSÃO SOCIAL: 2803 
38 
 
 
IMPORTANTE! 
 
 
AVALIAÇÃO DE CONCLUSÃO DO CURSO: 2803 
 
 
Estimado (a) cursista. 
 
DESENVOLVA AS ATIVIDADES CORRESPONDENTES PARA CERTIFICAÇÃO DO CURSO. 
 
1 - Assinale a alternativa correta sobre a informática como um meio, 
segundo o autor Perrenoud, (2000). 
A) As tecnologias da informação e da comunicação são instrumentos que podem ser 
criadoras e recriadoras da subjetividade na escola, por este motivo é que devem 
ser utilizadas de forma responsável no sentido de se obter resultados satisfatórios, 
ajudando ao professor a cumprir sua função social na escola, tendo o máximo de 
cuidados para não obter resultados contraditórios. Penso que a auto avaliação do 
trabalho do professor deve ser uma prática constante em sua vida profissional, para 
que assim, possa sempre melhorar sua prática. 
B) As tecnologias da informação e da comunicação são instrumentos que podem ser 
criadoras e recriadoras da realidade na escola, por este motivo é que devem ser 
utilizadas de forma responsável no sentido de se obter resultados satisfatórios, 
ajudando ao professor a cumprir sua função social na escola, tendo o máximo de 
cuidados para não obter resultados contraditórios. Penso que a auto avaliação do 
A INFORMÁTICA COMO MEIO DE SUSTENTABILIDADE E INCLUSÃO SOCIAL: 2803 
39 
 
trabalho do professor deve ser uma prática constante em sua vida profissional, para 
que assim, possa sempre melhorar sua prática. 
C) As tecnologias da informação e da comunicação são instrumentos que podem ser 
criadoras e recriadoras da informalidade na escola, por este motivo é que devem 
ser utilizadas de forma responsável no sentido de se obter resultados satisfatórios, 
ajudando ao professor a cumprir sua função social na escola, tendo o máximo de 
cuidados para não obter resultados contraditórios. Penso que a auto avaliação do 
trabalho do professor deve ser uma prática constante em sua vida profissional, para 
que assim, possa sempre melhorar sua prática. 
D) As tecnologias da informação e da comunicação são instrumentos que podem ser 
criadoras e recriadoras da improbabilidade na escola, por este motivo é que 
devem ser utilizadas de forma responsável no sentido de se obter resultados 
satisfatórios, ajudando ao professor a cumprir sua função social na escola, tendo o 
máximo de cuidados para não obter resultados contraditórios. Penso que a auto 
avaliação do trabalho do professor deve ser uma prática constante em sua vida 
profissional, para que assim, possa sempre melhorar sua prática. 
2- Marque as alternativas incorretas sobre a tecnologia e inclusão social. 
A) Inclusão social e inclusão digital nunca poderão andar lado a lado, todos temos que 
fazer nossa parte. 
B) A instituição escolar inclusiva tem o papel de adaptar-se ao aluno e não o oposto. 
C) Inclusão social é o conjunto de meios e ações que combatem a exclusão aos 
benefícios da vida em sociedade. 
D) A Inclusão Social tem por finalidade constituir um processo no qual as pessoas que 
por algum motivo são queridas da sociedade buscam em parceria equacionar 
problemas, decidir sobre soluções e efetivar a equiparação de oportunidades para 
todos. 
3- Para a verdadeira escola inclusiva, é necessário a transformação da concepção de 
deficiência, vista pelos profissionais envolvidos. A ação deve ser baseada neste conceito. 
A) Verdadeira esta afirmativa. 
B) Falsa esta afirmativa. 
C) Tudo depende do olhar de cada um. 
D) A concepção de deficiência é algo do passado. 
 
4- [...] Assim, propõe-se o alargamento do conceito de inclusão digital para uma 
dimensão reticular, caracterizando-o como um processo horizontal que deve acontecer a 
https://pt.wikipedia.org/wiki/Vida
https://pt.wikipedia.org/wiki/Sociedade
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40 
 
partir do interior dos grupos com vista ao desenvolvimento de cultura de rede, numa 
perspectiva que considere processos de interação, de construção de identidade, de 
ampliação da cultura e de valorização da diversidade, para a partir de uma postura de 
criação de conteúdos próprios e de exercício da cidadania, possibilitar a quebra do ciclo 
de produção, consumo e dependência tecnocultural. 
 A) (TEIXEIRA, 2010) 
B) (FREIRE, 1979) 
C) (MARTINI, 2005) 
D) (HAETINGER, 2003) 
5- Circule a afirmativa correta. 
 
A) O educador precisa compreender as mudanças, as inovações, criando objetivos para 
mudar o método de ensino a favor do aluno, transformando sua aula em um processo 
defensor, mudando a relação pessoal com os alunos, a fim de proporcionar uma 
formação contínua para ambos e reformando a cultura da sustentabilidade junto com 
a escola e o meio na qual esta instituição se encontra inserida. 
B) O educador precisa compreender as mudanças, as inovações, criando objetivos para 
mudar o método de ensino a favor do aluno, transformando sua aula em um processo 
gerador, mudando a relação pessoal com os alunos, a fim de proporcionar uma 
formação contínua para ambos e reformando a cultura da sustentabilidade junto com 
a escola e o meio na qual esta instituição se encontra inserida. 
C) O educador precisa compreender as mudanças, as inovações, criando objetivos para 
mudar o método de ensino a favor do aluno, transformando sua aula em um processo 
inovador, mudando a relação pessoal com os alunos, a fim de proporcionar uma 
formação contínua para ambos e reformando a cultura da sustentabilidade junto com 
a escola e o meio na qual esta instituição se encontra inserida. 
D) O educador precisa compreender as mudanças, as inovações, criando objetivos para 
mudar o método de ensino a favor do aluno, transformando sua aula em um processo 
aconselhador, mudando a relação pessoal com os alunos, a fim de proporcionar uma 
formação contínua para ambos e reformando a cultura da sustentabilidade junto com 
a escola e o meio na qual esta instituição se encontra inserida. 
 
 
 
A INFORMÁTICA COMO MEIO DE SUSTENTABILIDADE E INCLUSÃO SOCIAL: 2803 
41 
 
6- Cruz e Bodnar defendem que “a sustentabilidade importa 
em_______________________,sendo conceito integrador e unificante, isso implica 
na celebração da unidade ser humano e natureza, na origem e no destino comum”. 
A) transformação social 
B) transformação familiar 
C) transformação escolar 
D) transformação universal 
 
7- Já Silveira (2003) diz que a _________________________________________de 
informação contra a miséria, não deve ser adotada em descompasso com as políticas 
voltadas à tecnologia e à autonomia coletivos dos segmentos socialmente excluídos sob a 
pena de transformar as políticas de inclusão é mais uma forma de expansão dos mercados 
e de consolidação de monopólios informacionais. 
 
A) universalização do acesso e de uso interativo da auditoria 
B) universalização do acesso e de uso interativo da tecnologia 
C) universalização do acesso e de uso interativo da mídia televisiva 
D) universalização do acesso e de uso interativo da sociedade capitalista 
 
8- Sobretudo, a inclusão social é uma questão de políticas públicas, pois cada política 
pública foi formulada e basicamente executada por decretos e leis, assim como em 
declarações e recomendações de âmbito internacional (___________________). O 
objetivo básico é a importância da caracterização do território como espaço de expressão 
da cidadania e da reconquista dos direitos sociais. 
A) Tratado de Madrid 
B) Lei dos direitos civis 
C) Tratado de Tordesilhas 
D) Lei do ECA 
 
 
 
 
 
 
 
 
https://pt.wikipedia.org/wiki/Pol%C3%ADtica_p%C3%BAblica
https://pt.wikipedia.org/wiki/Pol%C3%ADtica_p%C3%BAblica
https://pt.wikipedia.org/wiki/Decreto
https://pt.wikipedia.org/wiki/Lei
https://pt.wikipedia.org/wiki/Cidadania
https://pt.wikipedia.org/wiki/Tratado_de_Madrid
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42 
 
9- A inclusão social se define como: 
A) É um conjunto de meios e ações que combatem a exclusão aos benefícios da vida em 
sociedade, provocada pela classe social, educação, idade, deficiência, sexualidade, 
religiosa, preconceito social ou preconceitos raciais. 
B) É um conjunto de meios e provas que combatem a inclusão das pessoas idosas. 
C) É um conjunto de meios e ações que investem em cursos para qualificar os 
trabalhadores gerais. 
D) É um conjunto de meios legais e imprecisos que atuam somente nas escolas de 
alguns estados para defender as pessoas com deficiência. 
 
10- A universalização do acesso e de uso interativo da tecnologia de informação contra a 
miséria, não deve ser adotada em descompasso com as políticas voltadas à tecnologia e à 
autonomia coletivos dos segmentos socialmente excluídos sob a pena de transformar as 
políticas de inclusão é mais uma forma de expansão dos mercados e de consolidação de 
monopólios informacionais. 
A) SILVEIRA, 2003 
B) INFOEXAME, 2010 
C) FREIRE, 1979 
D) LÉVY, 1999 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
A INFORMÁTICA COMO MEIO DE SUSTENTABILIDADE E INCLUSÃO SOCIAL: 2803 
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 AVALIAÇÃO DE CONCLUSÃO DO CURSO 2803 
NOME:____________________________________________________________________________ 
 
DATA: _____________________________CARGA HORÁRIA: ____________________________ 
 
CPF:_________________________________RG:_________________________________________ 
 
Preencha o cartão resposta e nos encaminhe por e-mail ou WhatsApp. 
 
01 A B C D 
02 A B C D 
03 A B C D 
04 A B C D 
05 A B C D 
06 A B C D 
07 A B C D 
08 A B C D 
09 A B C D 
10 A B C D 
 
Assinatura do (a) Cursista 
 
 
CEDUCAF – CENTRO DE EDUCAÇÃO, CAPACITAÇÃO E APERFEIÇOAMENTO PROFISSIONAL 
 
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