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Break 02 - O poder disponível na oração ESTRELLA, Pedro de A. & VILELA, Fábio P. Categoria: Vida Cristã / Maturidade Cristã / Devocional 1º Edição - Fevereiro de 2016 Edição: Fábio P. Vilela Revisão: Anaily Mafra Capa: Anderson Pereira Diagramação: Fábio P. Vilela Todos os direitos reservados. É proíbida a reprodução deste livro e de seu conteúdo com fins comerciais sem prévia autorização dos autores. Os textos das referências bíblicas foram extraídos da versão Almeida Revista e Atualizada (Sociedade Bíblica do Brasil), salvo indicações específicas. Publicação independente Impressão: Promove artes gráficas Contato: pedroestrell@hotmail.com / fabio.pv@gmail.com Sumário Introdução 005 Primeira Semana: Por que orar? 009 - 1º Dia - Falando com o Pai 011 - 2º Dia - Precisamos orar 013 - 3º Dia - A sós com Deus 015 - 4º Dia - Orando a um amigo 017 - 5º Dia - A oração que Cristo nos ensinou I 019 - 6º Dia - A oração que Cristo nos ensinou II 021 - 7º Dia - A oração que Cristo nos ensinou III 023 Segunda Semana: Oração do Justo 025 - 1º Dia - Deus ouve somente o Justo 027 - 2º Dia - O que é a justificação 029 - 3º Dia - O dom da Justiça 031 - 4º Dia - Devemos orar como justos 033 - 5º Dia - Graça 035 - 6º Dia - Deus não está zangado com você 037 - 7º Dia - Vencendo toda acusação 039 Terceira Semana: Principios da oração respondida 041 - 1º Dia - Principios da oração respondida 043 - 2º Dia - Seja específico 045 - 3º Dia - Espere o melhor 047 - 4º Dia - Faça da sua oração uma confissão 049 - 5º Dia - Perseverando em oração 051 - 6º Dia - Todo que pede recebe 053 - 7º Dia - Tenha um desejo profundo 055 Quarta Semana: Tipos de oração I 057 - 1º Dia - Os tipos de Oração 059 - 2º Dia - A oração da fé 061 - 3º Dia - Ore de acordo com a Palavra 063 - 4º Dia - Creia que já recebeu 065 - 5º Dia - O elemento ações de graças 067 - 6º Dia - A oração em nome de Jesus 069 - 7º Dia - Orando com Autoridade 071 Quinta Semana: Tipos de oração II 073 - 1º Dia - Orando com ações de graças 075 - 2º Dia - A virtude da gratidão 077 - 3º Dia - O poder do louvor 079 - 4º Dia - A oração de adoração 081 - 5º Dia - A oração de Entrega 083 - 6º Dia - A oração da intecerssão 085 - 7º Dia - O Espírito Santo, nosso intercessor 087 Sexta Semana: Tipos de oração III 089 - 1º Dia - A oração de consagração 091 - 2º Dia - Faça-se a tua vontade 093 - 3º Dia - A oração em espírito 095 - 4º Dia - As formas de oração 097 - 5º Dia - Andar em amor 099 - 6º Dia - Vitória certa na oração 101 - 7º Dia - A oração e o jejum 103 Sétima Semana: Obstáculos a oração I 105 - 1º Dia - Quando o céu fica em silêncio I 107 - 2º Dia - Quando o céu fica em silêncio II 109 - 3º Dia - Ingratidão 111 - 4º Dia - Adoração irreverente 113 - 5º Dia - Pecado não confessado 115 - 6º Dia - Incredulidade 117 - 7º Dia - Orgulho 119 Oitava Semana: Obstáculos a oração II 121 - 1º Dia - Recusa a ajudar os necessidatos 123 - 2º Dia - Relacionamento errado na família 125 - 3º Dia - Indisposição em perdoar 127 - 4º Dia - Motivações erradas 129 - 5º Dia - Rebeldia 131 - 6º Dia - Orando e trabalhando 133 - 7º Dia - Uma vida de oração 135 Introdução Seja bem vindo ao “Break”, o seu período diário de desfrutar do Senhor. “Break” é uma palavra inglesa, que significa “quebrar”; também utilizada, frequentemente, para expressar“intervalo”. Por exemplo: “Coffee break” significa “intervalo” para um café ou lanche; “have a break” nos remete à ideia de tirar um período de “intervalo” para descanso; e ter um “break” é o mesmo que interromper, momentaneamente, o que se está fazendo. Após definirmos o vocábulo “break”, temos como objetivo lhe propor que você venha separar um intervalo, um tempo, no meio de sua rotina dividida entre trabalho, estudos, cursos, academia, criação de filhos e viagens, para desfrutar de uma intimidade com o Senhor. “Break” é mais do que uma série ou um livro, é uma proposta de disciplina que o estimulará a desenvolver a sua intimidade com o Senhor, a ser mais piedoso; conduzindo-o a um novo estilo de vida. Entretanto, a prática das disciplinas espirituais; que são a oração, meditação na Palavra e o jejum; ou de uma vida piedosa, nos ajudam a consertar a inconstância de nossa alma. Mas para isso, é fundamental se aquietar e conectar o seu coração com o de Deus. Poucas coisas são tão difíceis quanto orar, e poucas coisas são tão difíceis como continuar orando. Quanto tempo você investe cultivando uma vida de oração? Quanto tempo do seu dia você investe na meditação da Palavra? O “Break” tem o propósito de nos ajudar na prática de orarmos uma hora por dia, ler a Bíblia e meditar em seus versículos diariamente. E dia a dia, durante estes próximos dois meses, você conhecerá mais a respeito dEle, bem como será desafiado a desenvolver e a estreitar esse relacionamento. Por isso, para cada dia da semana, escrevemos uma mensagem especial, um suprimento que contribuirá para a renovação da sua mente. Nesse segundo exemplar – O PODER DISPONÍVEL NA ORAÇÃO - trataremos das chaves espirituais para cultivarmos uma vida de oração frutífera. As páginas desse livro estão cheias de vida e revelação; sua percepção será completamente mudada a respeito da oração, uma vez que ela é vital para aprendermos a nos relacionar com Deus e assim conhecê-lo. Infelizmente, muitos não crescem no relacionamento com Deus por meio da oração, simplesmente porque não oram até o fim, até obter a resposta do Senhor. Quando a resposta não vem, presumem que não era a vontade de Deus, e simplesmente esquecem 5Introdução 6 Break - O Poder disponível na Oração do assunto. A oração é, na verdade, um grande privilégio espiritual. É uma oportunidade, dada pela graça de Deus, de mergulharmos na sua presença santa e desfrutarmos de todo poder disponível. Para o nosso “Break Time”, fazemos as seguintes recomendações: 1) Separe um tempo no seu dia para orar e meditar na mensagem do dia e nos textos bíblicos sugeridos. 2) Siga o disco de oração para que você consiga orar por todos os alvos e alcançar uma hora de oração diária. Invista cinco minutos para cada alvo, começando no item um e seguindo até o item doze. À medida que você for fluindo na oração, vá seguindo a direção do Espírito para o encontro diário com Deus. Ele trará sempre a direção necessária. 3) Escolha um dia na semana para jejuar e retire uma das refeições (Café da manhã, almoço, lanche da tarde e Jantar). Durante o horário da refeição escolhida para o jejum, invista esse tempo para oração e meditação na Palavra. 4) No momento que estiver meditando, desligue o celular, a TV e qualquer outra coisa que possa te desconcentrar. 5) Responda às perguntas do momento de confissão com sinceridade. Caso exista algum pecado, confesse-o diante de Deus em arrependimento. Isso te ajudará a crescer em maturidade espiritual. Momento de Confissão Diária: 1. Agi de forma hipócrita? Ensinei para alguém aquilo que não vivo? 2. Falei demais? Não pensei antes de falar? 3. Magoei alguém? 4. Contei algo pra alguém que me foi contado em segredo? 5. Traí a confiança de alguém? 6. Errei hoje e me justifiquei ao invés de assumir o meu erro? 7. A Palavra de Deus esteve viva em mim? 8. Tive meu “Break Time”? 9. Falei de Jesus para alguém? 10. Gastei mais dinheiro do que eu poderia? 7 Break - O Poder disponível na Oração 11. Desobedeci a Deus em alguma coisa? 12. Eu desprezei alguém? 13. Murmurei? 8Introdução 11Primeira Semana: Por que orar? Primeira Semana - Segunda-feira Texto Base: “Ou qual dentre vós é o homem que, se porventura o filho lhe pedir pão, lhe dará pedra? Ou, se lhe pedir um peixe, lhe dará uma cobra? Ora, se vós, que sois maus, sabeis dar boas dádivasaos vossos filhos, quanto mais vosso Pai, que está nos céus, dará boas coisas aos que lhe pedirem? ” Mateus 7.9-11 Leitura Bíblica: Lc 11.11-13; Rm 8.29 Falando com o Pai A oração é a base do nosso relacionamento com Deus; sem oração não há relacionamento, pois é através dela que podemos entrar em um diálogo com o nosso Pai Celestial. A oração é tão importante que foi desenvolvida e praticada na vida e ministério de Jesus. Havia uma íntima ligação entre a sua vida pública e sua vida secreta de oração. Jesus tinha tanto encargo por orar, que seus discípulos perceberam que tinham muito que aprender neste aspecto; por isso, pediram: Senhor, ensina-nos a orar (Lucas 11.1). Jesus inaugura este tempo e se dispõe a ensinar a todos os redimidos que desejam profundamente desfrutar deste mesmo poder em sua vida de oração. Jesus abre a porta que nos permite viver a mesma realidade vivida por Ele em sua vida de oração. Ao lermos os evangelhos percebemos algo muito comum em todas orações que Ele orou. Ele orou a Deus, porém o denominou como Pai. Não vemos Jesus endereçando suas orações ao Deus de Abraão, de Isaque e de Jacó, nem ao Senhor dos Exércitos. Sabemos que Deus tem esses nomes, porém, Ele também é chamado de Pai, de Aba, de Paizinho. Ao endereçar a sua oração ao Pai, Jesus nos revela a devida intimidade que podemos ter como filhos de Deus. O segredo da oração não está no tom da voz, em decorar versículos bíblicos, ou ter uma formação acadêmica que lhe forneça “uma proximidade de Deus”. O segredo da oração de Jesus, que lhe fazia ser ouvido sempre, e ter esta convicção, é que Ele sabia a quem estava orando; Ele orava ao seu Pai. E que pai não ouve um pedido de seu filho? Se os pais naturais agem assim, o que podemos dizer Daquele no qual se 12 Break - O Poder disponível na Oração origina a verdadeira paternidade? Deus é Pai, e o seu desejo é responder a oração de seus filhos. Não podemos começar essa jornada sem ter o entendimento correto sobre com quem estamos falando. Deus é amor, é Pai, nos fez seus filhos, logo, não precisamos ter medo, assim como não precisamos dar nada em troca para que Ele receba a nossa oração e a responda. Necessitamos apenas ter a convicção da infinita e eterna paternidade de Deus; que Ele nos fez filhos para sermos seus eternos filhos, a mesma semelhança de seu filho Jesus Cristo. E se somos filhos como Jesus Cristo, temos a mesma posição que Ele tem diante do Pai. Podemos orar como Ele orou, sabendo que nossas orações serão respondidas, como a dEle foi, pois, o Pai responde ao pedido de um filho. Confissão de fé: Eu sou filho e Deus é Pai. O Pai não rejeita ao pedido de um filho. Como filho, fui aceito por meu Pai e posso orar tendo a convicção de que não existe separação entre eu e Ele. Fui aceito nEle; e como um pai atende ao pedido de um filho, Deus atende ao pedido de seus filhos. Oração: Peça a Deus revelação a respeito de sua paternidade, para que você o enxergue como um Pai que te ama, te aceita, cuida de você e deseja responder aos seus pedidos. 13Primeira Semana: Por que orar? Primeira Semana - Terça-feira Texto Base: “Em verdade vos digo que tudo o que ligardes na terra terá sido ligado nos céus, e tudo o que desligardes na terra terá sido desligado nos céus.” Mateus 18.18 Leitura Bíblica: Mt 16.19; Jo 20.23 Precisamos orar Em nossa vida, não existe nada tão importante do que orar, e nada tão difícil do que manter uma vida de oração. Como vimos anteriormente, Jesus manteve uma vida de oração tão empolgante que inspirou os seus discípulos a quererem aprender a orar como Ele. Se Jesus priorizou a sua vida de oração, nós também devemos fazê-lo. Sem dúvidas, deve haver alguma necessidade em nossa oração. Precisamos entender que estamos aqui para edificar um reino, e este reino que estamos edificando tem as suas leis. Assim como no mundo físico e natural, temos leis que nos governam; no reino espiritual não é diferente; existem leis espirituais que também nos governam. Essas leis espirituais são superiores às leis terrenas, e são delas que se originaram as leis do reino desse mundo. Por mais que muitas delas não pareçam justas, todo sistema de governo teve origem em Deus. Para isso, gostaria de definir a soberania de Deus através de uma comparação com um imperador tirano. Deus é soberano, mas não é tirano. Todo tirano é soberano, ou seja, não existe nenhuma outra autoridade superior a ele, porém, o que o torna tirano é o fato de não se submeter a nenhuma lei estabelecida, nem por ele mesmo. O tirano não obedece à lei alguma, nem as que ele mesmo estabeleceu. No caso do soberano é diferente, não existe nenhuma autoridade acima dele; porém, ele é fiel e obedece às suas leis. Deus é soberano, e não tirano, logo, não há nenhuma autoridade sobre Ele. Mas, ao mesmo tempo, Ele não passa por cima das leis espirituais que Ele mesmo estabeleceu. A Bíblia nos revela que a terra pertence ao Senhor, tudo aquilo que Deus criou e estabeleceu pertence a Ele. Apesar de Deus ter a terra 14 Break - O Poder disponível na Oração como sua possessão, vemos em Gênesis que, após tê-la criado, Ele entregou toda a criação nas mãos do homem. Deus deu ao homem o governo, a autoridade sobre toda criação. Isso quer dizer que, enquanto não se encerra este tempo de domínio do homem sobre toda criação, Deus só pode fazer alguma coisa se ele assim pedir. Deus quer agir na terra, mas é necessário que o homem peça, isso quer dizer que Deus só pode agir se o homem lhe pedir em oração. John Wesley dizia que “Deus nada faz a não ser em resposta à oração”. Esta foi uma lei espiritual que Ele mesmo estabeleceu, mesmo tendo criado todas as coisas, deu a autoridade e o governo ao homem. Se Deus passar por cima desta lei, Ele se torna tirano, o que, de fato, Ele não é. Logo, tudo que Deus faz em nosso meio é em resposta a nossa oração, ou seja, nós O autorizamos a agir; nós O suplicamos, nós O pedimos, devolvemos a Ele a autoridade para que Ele faça na terra a sua vontade, como Ele faz no céu, que é a sua esfera de autoridade. Por isso que Mateus 18 afirma que, o que ligamos na terra, é ligado nos céus; o que desligamos na terra, é desligado nos céus. Sabemos que a vontade de Deus para o homem é boa, perfeita e agradável, porém, Ele só a viverá se assim pedir. Confissão de fé: Eu devolvo a Deus toda autoridade que recebi dEle, e escolho submeter-me a Deus. Que sua vontade seja feita em minha vida, minha família e meu ministério, como ela é feita nos céus. Oração: Peça a Deus o entendimento desta verdade para que você viva a realidade do reino de Deus em todas as áreas de sua vida. 15Primeira Semana: Por que orar? Primeira Semana - Quarta-feira Texto Base: “Tu, porém, quando orares, entra no teu quarto e, fechada a porta, orarás a teu Pai, que está em secreto; e teu Pai, que vê em secreto, te recompensará.” Mateus 6.6 Leitura Bíblica: Is 26.20; 1Rs 18.26; Ec 5.2 A sós com Deus Jesus compartilha com os seus discípulos um princípio fundamental da vida de oração: o secreto. É interessante percebermos que nos capítulos cinco, seis e sete de Mateus estão os relatos do sermão do monte. Neste momento, Jesus separou os seus discípulos para transmitir a eles princípios do reino de Deus. Entre tudo o que foi abordado neste discurso de Jesus, observamos Jesus ensinando os seus discípulos a todos os dias terem um tempo exclusivo com Deus. Jesus fazia isto. Regularmente, Jesus se distanciava das pessoas e ia orar, para desfrutar de um momento de comunhão com Deus. Ali, Ele recebia o frescor da sua presença e sua intimidade, para que pudesse caminhar no ministério que Deus havia estabelecido para Ele. Perceba a profundidade do que é abordado por Jesus neste texto - “Quando orares, entra no teu quarto” – o quarto é o nosso espaço. Não levamos qualquer pessoa para o nosso quarto, somente aqueles que desfrutam de nossa intimidade. Sendo assim, este tempo a sós com Deus não é apenas momentopara pedir, mas também para desfrutar da intimidade com o Pai. Jesus também nos manda fechar a porta. Quando queremos conversar algo com alguém no particular, nós fechamos a porta, para que fiquemos o mais a vontade possível. Jesus está nos ensinando que, neste momento, devemos fechar a porta para ficarmos sozinhos, ou seja, ninguém deve entrar ou não devemos levar nada conosco. Somos somente nós e o Senhor. Neste momento, desligue seu telefone, deixe todos os problemas e ansiedades do lado de fora. Ninguém é bem-vindo neste momento, a não ser o Senhor. Desfrute da intimidade dEle, e deixe que Ele desfrute de você. 16 Break - O Poder disponível na Oração Jesus continua dizendo que devemos orar ao Pai, que está em secreto. Secreto significa oculto, escondido; isso não quer dizer que Deus se esconde de nós, como se estivesse brincando de esconde-esconde. Na verdade, Jesus quer nos ensinar a encontrá-lo. Muitas vezes, estamos procurando o Senhor no lugar errado. Ele não está longe, lá no céu, intocável. Ele habita dentro de cada um de nós. Este lugar escondido, secreto, onde nunca entramos, onde nunca chegamos, é lá que o encontramos. A grande verdade é que encontramos Cristo ao voltarmos para o nosso interior, para o nosso íntimo, para o nosso espírito. Ele não está escondido debaixo da nossa cama ou em alguma gaveta de nosso quarto. Como mencionamos, o quarto nos fala de intimidade, ou seja, não são necessárias formalidades; fechar a porta nos fala de reservado, somente nós e Ele; e secreto nos fala de escondido, ou seja, em um lugar que não costumamos procurar. Desligue-se de tudo, despindo-se de toda formalidade e religião. Volte-se para o seu íntimo e, ali, desfrute da perfeita comunhão com Deus. Como o próprio Jesus diz, você não vai se arrepender, e Deus te recompensará. Experimente viver esta realidade, você perceberá que o Senhor está muito mais perto do que você imaginava. Confissão de fé: Eu sou morada do Altíssimo, Ele veio morar em mim. Eu posso desfrutar de sua intimidade e de sua presença, se tão somente voltar-me para dentro de mim. Oração: Ore a Deus para que esses dias de oração sejam dias onde você descubra a fonte que há dentro de você, onde, de fato, Deus habita. 17Primeira Semana: Por que orar? Primeira Semana - Quinta-feira Texto Base: “Disse-lhes ainda Jesus: Qual dentre vós, tendo um amigo, e este for procurá-lo à meia-noite e lhe disser: Amigo, empresta-me três pães, pois um meu amigo, chegando de viagem, procurou-me, e eu nada tenho que lhe oferecer. E o outro lhe responda lá de dentro, dizendo: Não me importunes; a porta já está fechada, e os meus filhos comigo também já estão deitados. Não posso levantar-me para tos dar; digo-vos que, se não se levantar para dar-lhos por ser seu amigo, todavia, o fará por causa da importunação e lhe dará tudo o de que tiver necessidade.” Lucas 11.5-8 Leitura Bíblica: Lc 18.1 Orando a um amigo O texto de Lucas 11 é uma parábola apresentada por Jesus para nos expor princípios importantes da oração. A principal figura desta ilustração são os amigos. Em ambos os casos, podemos perceber uma relação de amizade, afinal, somente amigos pedem para pousar na casa de alguém tarde da noite; e somente um amigo pede ajuda a outra pessoa quase meia-noite. O texto nos apresenta, então, a relação entre grupos de amigos; o primeiro é o viajante e quem o recebe, e o segundo o dono da casa e um amigo no qual lhe pede três pães. Podemos perceber, neste caso, que todos estavam precisando de ajuda para resolver um problema, e todos eles recorrem aos seus amigos. Amizade nos fala de liberdade, de intimidade; quem tem amigos tem tudo, pois sabemos que nos momentos mais apertados que passamos, somente os amigos estão ao nosso lado para cooperar conosco. Amigos fazem sem esperar nada em troca, nos ajudam simplesmente por nos amarem e desejarem ver o nosso bem. Jesus, então, lança esta parábola para ensinar aos seus discípulos princípios de oração. A primeira coisa que Ele nos ensina é que, quando oramos, estamos pedindo para um amigo. Jesus é alguém por nós, Ele está ao nosso favor; Ele quer nos ajudar, quer ver a nossa vitória, quer nos ver bem. Ele é alguém que temos a liberdade e a intimidade para pedirmos seja o que for, em que horário for. 18 Break - O Poder disponível na Oração O texto nos mostra que o amigo que foi importunado a meia- noite lhe atenderia ou pela amizade, ou pela importunação. Jesus não está nos ensinando que devemos importuná-lo, porque se formos bem chatos, Ele vai nos atender. O que Jesus nos ensina é que pessoas normais ajudam uns aos outros por esses dois motivos, ou porque são amigos, ou para que a importunação cesse. Mas nós somos amigos e amigos nunca importunam, amigos nunca incomodam. Não existe prazer maior do que poder ajudar alguém que amamos. Jesus revela nesta parábola qual o tipo de relacionamento que temos com Ele. Ele é nosso amigo e nós somos seus amigos. Ele nos ama e não existe nada que seja muito difícil ou incômodo demais para que Ele possa nos ajudar. Logo, não tenha vergonha, não tenha medo. Da mesma forma que você corre para pedir socorro a um amigo, você pode pedir socorro ao nosso Senhor, independente do dia, do horário, Ele está sempre disponível para nos abençoar. Confissão de fé: Jesus se coloca como meu amigo e me ensina que eu posso me achegar a Ele em qualquer circunstância, em qualquer horário, sem nenhum medo ou vergonha. Eu nunca o importuno, eu nunca o incomodo. Oração: Ore para que toda mentira seja quebrada. Você precisa entender que Deus se importa com você e não existe nada que seja importante para você que também não seja importante para Ele. É necessário que você compreenda a importância da oração para desfrutar do melhor que Deus tem para você. 19Primeira Semana: Por que orar? Primeira Semana - Sexta-feira Texto Base: “Portanto, vós orareis assim: Pai nosso, que estás nos céus, santificado seja o teu nome; venha o teu reino; faça-se a tua vontade, assim na terra como no céu; o pão nosso de cada dia dá-nos hoje; e perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós temos perdoado aos nossos devedores; e não nos deixes cair em tentação; mas livra-nos do mal [pois teu é o reino, o poder e a glória para sempre. Amém]! ” Mateus 6.9-13 Leitura Bíblica: Dt 326; Is 63.16; 64.8; Jo 16.27; Rm 8.14-17; 2Co 1.3-4; 11.3; Gl 4.4-7; Ef 1.3; Fl 4.20; Hb 12.8-10; Tg1.17; 1Jo 3.1-2 A oração que Cristo nos ensinou I Os capítulos cinco, seis e sete do livro de Mateus revelam um dos momentos mais importantes do ministério de Jesus. É neste relato que observamos Jesus escolhendo seus discípulos e estabelecendo os princípios do reino de Deus. Nestes versículos destacados acima, podemos observar Jesus ensinando seus discípulos a orar. O propósito da oração do Pai nosso é servir de modelo, para que saibamos como orar, afim de que ela não se torne uma reza a ser repetida inúmeras vezes, como uma ladainha. O Pai nosso revela o coração de Deus a respeito da oração, para que possamos aprender como orar, segundo a vontade de Deus. Como se faz com uma criança, Jesus então faz com os seus discípulos. Jesus não lançou um livro, uma apostila ou um curso “Aprenda a orar em sete dias”. Ele pegou os seus discípulos, e na simplicidade deles, no nível deles, mostrou-os como é possível orar, se aproximando do Pai. Qualquer criança poderia fazer aquela oração. Mas, apesar de tão simples, ela abrange tudo o que Deus pode dar. Uma forma de oração que se torna modelo e inspiração para todas as outras, para ser a mais profunda expressão da nossa alma diante de nosso Deus. A oração começa com a seguinte fala: Pai nosso, que estás nos céus! Nas Escrituras, vemos que ninguém se aventurou a dirigir a Deus como Pai. Todos os grandes homens de Deus do Antigo Testamento tinham apenas a revelação de Deus como Senhor. Essa abertura nos revela a missão 20 Break - O Poder disponível na Oração de Cristo, de revelara nós que seu Pai também é nosso Pai. É fantástico percebermos este avanço na relação entre o homem e Deus ao passar para o Novo Testamento. A oração tem início exatamente na consciência de que Ele é nosso Pai, e por isso, podemos desfrutar da sua comunhão e do seu amor. Jesus mostra que, da mesma forma que Ele podia desfrutar de uma poderosa e íntima vida de oração junto a Deus, como sendo Pai, nós também podemos, pois Ele é o “Pai nosso que estás no céus!”. É importante ressaltar que não são todos filhos de Deus, ou seja, não são todos que podem orar como “Pai nosso”. Por mais que vejamos muitos insistirem em dizer que Deus é Pai de todos, sabemos que Deus só é Pai daqueles que nasceram de novo, daqueles que estão em Cristo, daqueles que foram feitos filhos de Deus. Se Deus fosse Pai de todos, Jesus não tinha ensinado esta oração somente para os seus discípulos, mas para toda a multidão que o seguia. Confissão de fé: Senhor, eu te chamo de Pai pois tu és meu Pai. Posso desfrutar da mesma liberdade e intimidade que Cristo desfrutava, pois estou nEle e Ele está em ti. Não sou mais estranho, Tu me fizestes filho. Oração: Em oração, declare todo seu amor a Ele como seu Pai. Busque compreender a paternidade à luz de Deus para que você viva e desfrute de dEle como seu Pai. 21Primeira Semana: Por que orar? Primeira Semana - Sábado Texto Base: “Portanto, vós orareis assim: Pai nosso, que estás nos céus, santificado seja o teu nome; venha o teu reino; faça-se a tua vontade, assim na terra como no céu; o pão nosso de cada dia dá-nos hoje; e perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós temos perdoado aos nossos devedores; e não nos deixes cair em tentação; mas livra-nos do mal [pois teu é o reino, o poder e a glória para sempre. Amém]! ” Mateus 6.9-13 Leitura Bíblica: Sl 8.1; 72.17; 145.11-13; Is 9.6-7; Mt 4.17; 6.33; Lc 17.21-23; Jo 1.14; Rm 14.17; I Co 4.20; Cl 1.12-14; Hb 12.28 A oração que Cristo nos ensinou II Jesus ensina seus discípulos a orar revelando a eles a paternidade de Deus, mostrando que podemos e devemos nos achegar a Ele como filhos amados. Uma barreira é quebrada, pois além de Senhor, de Deus, de Soberano e Todo Poderoso, Ele também toma a forma íntima e próxima, como Pai. Jesus continua a oração dizendo: Santificado seja o teu nome. Jesus inverte a ordem natural de nossas orações. Ao invés de começar como costumamos começar, isto é, levando nossas próprias necessidades a Deus para depois pensar sobre o que pertence a Ele e seus interesses, Jesus coloca em primeiro lugar o TEU NOME, TEU REINO e a TUA VONTADE, para depois “dá-nos”, “perdoe-nos”, “guia-nos” e “liberta- nos”. Jesus, em sua oração, nos ensina que Deus tem a primazia, e quanto mais cedo aprendermos a esquecer de nós mesmos, desejando que Ele seja glorificado, mais rica será a bênção que a oração trará para nossas vidas. É estranho dizer “santificado seja o seu nome” pois o nome de Deus é santo. Jesus nos ensina aqui a santificar este novo nome de Deus. Deus foi conhecido como vários outros nomes no Antigo Testamento, mas agora, no Novo Testamento, o GRANDE EU SOU recebe o nome de Pai. Este nome é separado para se referir ao nosso Deus, a partir de Cristo. Jesus continua: “Venha o teu reino”. Nosso Pai também é Rei, e 22 Break - O Poder disponível na Oração como Rei, Ele tem um reino. Nossa maior ambição deve ser de querer ver a glória deste reino do Pai. Estamos aqui neste mundo como peregrinos, como estrangeiros, não somos daqui. Este mundo não é o reino do nosso Pai, é território inimigo. O reino que está nos céus ainda não se manifestou plenamente para nós. Por isso, é natural para nós, seus filhos, almejarmos e clamarmos com profundo entusiasmo: venha o teu reino. É muito difícil para um filho se adaptar a um ambiente que não é a sua casa; por isso clamamos, pois temos um anseio pela eternidade. A oração continua com “faça-se a tua vontade, assim na terra como no céu”. No céu, a vontade de Deus é feita. Jesus nos ensina a pedir para que a vontade dEle seja feita na terra como acontece no céu. Será que no céu há sofrimento? Há enfermos? Há miséria? Não podemos aceitar de maneira nenhuma em nosso meio estas realidades, pois somos filhos, e como filhos, devemos viver na glória do nosso Pai. Por isso, devemos pedir para que a sua vontade seja uma realidade entre nós, da mesma forma como ela é real no céu. Esta verdade nos revela que há um nível de glória muito superior que devemos buscar. Não podemos nos acomodar com o que temos, se sabemos que a vontade de Deus é infinitamente superior. Confissão de fé: Meu Pai, eu te dou a minha vida para que nela se cumpra conforme o seu querer. Que seu nome seja glorificado através de minha vida; que teu reino venha através de mim e que sua vontade seja tão real em minha vida, como é real no céu. Oração: Peça para que Deus te dê uma insatisfação para que nunca se acomode, aceitando qualquer coisa que seja diferente da vontade de Deus para você. Peça a Deus para que você se posicione diante de qualquer circunstância diferente do que Deus tem para a sua vida. 23Primeira Semana: Por que orar? Primeira Semana - Domingo Texto Base: “Portanto, vós orareis assim: Pai nosso, que estás nos céus, santificado seja o teu nome; venha o teu reino; faça-se a tua vontade, assim na terra como no céu; o pão nosso de cada dia dá-nos hoje; e perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós temos perdoado aos nossos devedores; e não nos deixes cair em tentação; mas livra-nos do mal [pois teu é o reino, o poder e a glória para sempre. Amém]! ” Mateus 6.9-13 Leitura Bíblica: Rm 4.7-8; 1Co 10.13; 2Co 9.10; Gl 1.4-5; Fl 4.19; 1Ts 1.10; 1Jo 1.9; 2.12. A oração que Cristo nos ensinou III Jesus, na oração do Pai nosso, nos revela que Deus é Pai e o coloca em primeiro lugar para que seu nome seja santificado entre nós, para que seu reino e sua vontade sejam uma realidade em nosso meio. Depois de colocar a Deus em lugar de primazia, Jesus então nos ensina a orar pelas nossas necessidades pessoais. “Pão nosso de cada dia” nos fala do nosso pão diário, ou das nossas necessidades diárias. Uma vez que nossas vidas foram rendidas totalmente a Ele, podemos dar continuidade fazendo nossos pedidos pessoais. Deus não deseja ver os seus filhos passando necessidades, Ele se importa com a comida dos seus servos. Podemos orar sem medo a Deus, tendo a confiança de que Ele cuida de você. Aquilo que é seu pão de cada dia, ou seja, aquilo que é uma necessidade sua hoje, você não precisa ter vergonha de pedir, pois o Pai quer cuidar de cada uma das suas necessidades. Lembre-se sempre que não existe nada que seja importante para você que também não seja importante para o nosso Pai. Pão nos fala de necessidades do nosso corpo; perdão nos fala de uma necessidade da nossa alma. “Perdoa-nos as nossas dívidas assim como nós perdoamos os nossos devedores” nos apresenta essa necessidade de termos de Deus perdão constante. Aquilo que é confessado diante de Deus é perdoado por Ele, e, pela fé, recebemos o seu perdão. Porém, percebemos uma condição posta por Cristo, que nos mostra que somos perdoados à medida que perdoamos. Deus é 24 Break - O Poder disponível na Oração perdoador por natureza, Ele é gracioso, contudo, precisamos andar nesta mesma graça que Ele, sendo perdoadores. Perdoe, pois você é perdoado à medida que você perdoa. Depois do pão de cada dia, e do perdão, Jesus nos revela que também podemos pedir proteção a Deus contra toda tentação e ataques do maligno. É libertador sabermos que não vencemos as tentações, nem o diabo na força do nosso braço, mas na força do Senhor. Você não vence o pecado por você mesmo, mas é o Senhor que te dá vitória sobre o pecado. Isto significa que temos vitória sobre o diabo e as tentações somente pedindo a Ele e descansando em sua proteção. Mesmo tendo reconhecido o senhorio de Deus no início da oração, após todas as petições, Jesus a encerra reconhecendo que deDeus é o reino, o poder e a glória; não só hoje, como para todo o sempre. Este encerramento é o reconhecimento de que somente o Pai pode responder a estas petições, pois tudo é dEle e para Ele; ontem, hoje e sempre será. Em nossas orações não pode faltar o reconhecimento de sua soberania. Confissão de fé: Como meu Pai, eu sei que não existe nada que seja importante para mim que não seja importante para ti. Por isso, eu creio que o Senhor está cuidando de cada uma das minhas necessidades pessoais; creio que em ti tenho perdão para minhas falhas e proteção diante das tentações e do maligno. Oração: Ore a Deus pedindo aquilo de que você necessita, com fé, crendo que Ele te responderá. Peça perdão pelas suas falhas, com fé, crendo que Ele te perdoará. Peça proteção contra o mal, com fé, crendo que Ele te protegerá. 27Segunda Semana: Oração do Justo Segunda Semana - Segunda-feira Texto Base: “Confessai, pois, os vossos pecados uns aos outros e orai uns pelos outros, para serdes curados. Muito pode, por sua eficácia, a súplica do justo”. Tiago 5.16 Leitura Bíblica: Jo 16.8; Rm 3.24; 4.4-5; 5.9, 17; 8.1; 10.4; 2Co 5.21; Hb 4.14-16 Deus ouve somente o justo Cultivar uma vida de oração não é apenas a nossa maior prioridade, mas também nossa maior necessidade. Uma vez que aprendemos o motivo pelo qual devemos cultivá-la, podemos avançar na revelação de uma chave espiritual fundamental para desfrutarmos do poder disponível na oração: a revelação de que fomos justificados em Cristo. Como poderemos ter ousadia, confiança e liberdade para nos aproximarmos diante de Deus? Como poderemos ter a certeza de que nossas orações sempre serão ouvidas? Deus somente ouve a oração dos justos. As pessoas estão sempre à procura de alguém que consideram estar mais “pertinho” de Deus para que ore por elas. Na verdade, elas estão corretas; mas o que não sabem é que, em Cristo, todo aquele que crê é declarado justo, e por causa do sangue de Jesus que nos aproxima, já estamos mais perto do Pai quanto é possível estar. Possuir a revelação de que fomos justificados em Cristo é a chave. Pense um pouco sobre isso. O que impede alguns de terem uma vida de oração? O que impede alguns de serem curados? Por que não recebem resposta para determinado pedido de oração? Porque se sentem indignos de receber, pensando que ainda são injustas, que há pecado em sua vida; ainda pensam que a doença é um castigo de Deus. Mas quando temos revelação e consciência do dom da justiça, nos tornamos inabaláveis. Enquanto pensarmos que ainda temos pecado diante de Deus; enquanto nos permitirmos ser dominados pelo medo e pela culpa, não teremos fé para orar com ousadia. Entretanto, no momento em que cremos que fomos justificados em Cristo, a fé e a ousadia invadem o 28 Break - O Poder disponível na Oração nosso coração. O dom da justiça, o perdão dos pecados, a remoção do medo e da culpa, sempre irão gerar fé em nosso coração. Nunca pense que esse é um assunto pequeno e sem importância; antes, é a fonte para uma vida de oração frutífera. Se você crê que é justificado, também será curado, liberto e santificado, desfrutando de toda sorte de bênção espiritual. Rejeite toda culpa pelo que você fez no passado, pois em Cristo não há mais condenação. Encha a sua mente dessa verdade e desfrute de um relacionamento verdadeiro e profundo com o Seu Pai Celestial. Quando Adão pecou, ele começou a experimentar sentimentos que não conhecia antes; e, dominado pela culpa, se escondeu da presença de Deus. O processo da obra redentora de Cristo foi remover o pecado, para, então, anular a culpa por meio do conhecimento da verdade. Assim, o homem teria o relacionamento com Deus restaurado. Você crê que, se morresse hoje, entraria no céu? A mesma qualificação que lhe garante entrar no céu, lhe garante que o céu venha até você. Tiago 5.16 diz que “muito pode, por sua eficácia, a súplica do justo”. Sempre pensamos que justo é aquele que possui um comportamento mais santo que os demais, e por causa disso, está mais perto de Deus. Mas não é esse o conceito de justo na Nova Aliança. Justo é aquele que teve todos os seus pecados perdoados pelo sangue de Jesus, e que recebeu a justiça de Cristo pela fé. A justiça é um dom, um presente de Deus. Então, não podemos orar apropriadamente se não compreendermos que fomos justificados pela obra de Cristo na cruz. Confissão de fé: Obrigado Pai pelo dom da justiça. Posso orar com fé e confiança, pois sei que fui justificado em Cristo. Eu tenho liberdade para desfrutar da presença de Deus com ousadia. Oração: Ore expressando a sua gratidão pelo perdão dos pecados e pela realidade da justificação em Cristo. 29Segunda Semana: Oração do Justo Segunda Semana - Terça-feira Texto Base: “Justificados, pois, mediante a fé, temos paz com Deus por meio de nosso Senhor Jesus Cristo.” Romanos 5.1 Leitura Bíblica: Rm 3.24,28-30; 4.4-5; 5.17,20; 2Co 5.21; Ef 1.7; Cl 1.20; 2.6,14 O que é Justificação? Suponha que uma mulher muito pobre tenha se casado com um homem muito rico. Por meio da união do casamento, ela desfruta de todas as riquezas do marido. Da mesma forma, nós fomos unidos a Cristo e desfrutamos de toda a sua riqueza. Nós nos unimos a Cristo e nos tornamos um com Ele. É assim que fomos justificados diante de Deus. Pela fé, a justiça de Cristo foi transferida a nós. Visto que nós e Cristo somos um, tudo o que pertence a Ele é nosso. A justiça dEle é a nossa justiça. Quando o Senhor Jesus derramou o seu sangue na Cruz, todos os nossos pecados foram perdoados. Contudo, existe uma verdade que ainda vai além: quando Cristo morreu, nós morremos com Ele, e quando Ele ressuscitou, nós ressuscitamos com Ele; agora Ele é a nossa vida. Se Ele é a nossa vida, isso significa que Ele também é a nossa justiça. Fomos enxertados no Cristo, portanto, somos membros do Justo. Só existe um que é justo, Cristo Jesus; e nós somos justos porque estamos nEle. O que é justificação? É o oposto exato de condenação. Condenar é declarar uma pessoa culpada; justificar é declará-la sem culpa, ou justa. Justificação é o ato de Deus perdoar o pecador, declarando-o sem culpa, e ainda o aceitando como justo. A Palavra de Deus diz que todo homem é pecador, no entanto, a humanidade não sabia disso. Assim, Deus mandou o seu prumo para a terra. O prumo de Deus é a lei. Pela lei, sabemos que estamos fora do padrão da justiça de Deus. Entretanto, não era a intenção de Deus justificar o homem pela lei. Pela lei veio apenas o pleno conhecimento do pecado. A lei é santa, mas não tem poder para santificar. A lei é justa, mas não tem poder para justificar. Ninguém pode ser justificado tentando guardar a lei, pois ela foi dada para condenar, e não salvar o homem. Deus tomou a lei e a 30 Break - O Poder disponível na Oração substituiu pela fé. Crer é a única lei que Deus exige do homem pecador. Se o homem crê em Cristo, esta fé lhe é imputada por justiça. Não que o homem possa crer por si mesmo; sua fé é apenas um eco da voz de Cristo chamando-o. Cristo é o autor da nossa fé e a nossa própria justiça. A justificação é apenas pela fé. Somos declarados justos quando cremos na obra consumada de Cristo na Cruz. Precisamos conhecer essa verdade e aplicá-la em todas as áreas da nossa vida cristã, principalmente na prática da oração. Se as acusações e mentiras do diabo o convencerem de que você não é suficientemente bom para receber uma resposta da parte de Deus à sua oração, ele já o derrotou. Se chegarmos diante de Deus com esse sentimento de condenação e acusação, nunca conseguiremos ter fé para ter uma vida de oração frutífera. Confissão de fé: Eu estou em Cristo Jesus. Eu e Cristo somos um. Fui enxertado no Cristo, portanto, sou membro do Justo. Oração: Peça a Deus revelação da justificação. 31Segunda Semana: Oração do Justo Segunda Semana - Quarta-feira Texto Base: “Aquele que não conheceu pecado, ele o fez pecado por nós; para que,nele, fôssemos feitos justiça de Deus.” 2Coríntios 5.21 Leitura Bíblica: Jo 3.16-17; Rm 1.17; 5.1, 17; 8.32-33; 1Co 1.30; Hb 10.12- 14; 1Jo 1.9; 3.8 O dom da Justiça Nossa justiça é um dom de Deus. Você foi feito justo, não por meio do seu comportamento, mas pela fé; Nele e em sua obra consumada na cruz. Seu direito de ser justo foi comprado pelo sangue de Jesus. Entretanto, muitos crentes ainda vivem debaixo de condenação e acusação. Se você não se sente merecedor de tudo quanto Deus providenciou para você, então a consciência da justiça ainda não é uma realidade na sua vida. Nunca poderemos ter uma vida de oração frutífera debaixo de culpa. Simplesmente não temos fé quando estamos debaixo de condenação. Muitos cristãos vivem cheios de culpa, depressivos e doentes. Isso é resultado de falta de revelação do que se é em Cristo e do dom da justiça. Esse dom é como uma chave que Deus nunca escondeu de nós. Todos que nasceram de novo já estão em posse dela. Quando usada, ela abre imensuráveis tesouros da graça de Deus diante de nós. A justiça de Deus em nós é um presente, uma dádiva. A palavra “dom” significa exatamente isso. É uma posição que nos foi dada pela graça. Não há nada que você possa fazer para se tornar justo aos olhos de Deus. Através do novo nascimento, Deus mesmo lançou sobre nós o manto da justiça, como um presente, um dom destinado aos seus filhos. Como isso aconteceu? Jesus é a justiça de Deus; e o homem corrompido e rebelde, possui uma natureza de pecado. Como esse homem poderia se relacionar com Deus? Deus fez em Cristo o que a mente humana pode achar um completo absurdo: Ele tomou sobre si o pecado, e a maldição do pecador, afim de transformá-lo num homem santo e justo. Na Cruz, o Senhor Jesus se tornou o que nós éramos, se tornando pecado em nosso lugar, assumindo toda a culpa. E porque Ele fez isso? Para que, pela fé Nele, fôssemos feitos justiça de Deus. 32 Break - O Poder disponível na Oração Hoje podemos chegar à sua presença sem qualquer condenação, culpa ou sentimento de inferioridade, como se nunca tivéssemos pecado; porque, agora, todas as vezes que Deus olha para nós, Ele vê do que estamos revestidos, Cristo Jesus. Assim como Ele olhou para a Cruz e viu nela o pecador, agora Ele olha para o pecador redimido e vê nele o Seu filho. Na Cruz, o pecado foi julgado e a justiça de Deus satisfeita, para que essa mesma justiça fosse transferida para todo aquele que crê. Um cão não tenta ser um cão; ele simplesmente o é por natureza. Um peixe não se esforça para ser um peixe; ele o é por natureza. Igualmente você, pelo novo nascimento, foi feito justo por natureza. Porém, aquele que não tem revelação dessa realidade, está sempre com uma sensação de desqualificação. O inimigo o acusa constantemente, mostrando-lhe o quanto está fora do padrão de Deus, e que, por isso mesmo, não pode ser abençoado. Isso acontece porque olham para si mesmos todo tempo, para encontrar algum mérito, afim de ter suas orações respondidas. Quanto mais olham, menos fé têm. Nunca se esqueça: não tem nada haver com você, tem tudo haver com Cristo. O Senhor não responde nossas orações porque somos bons, mas porque Ele é bom. Se você pensa que precisa ser justo para ser ouvido pelo Pai, está completamente certo. Deus só pode ouvir aquele que é justo. Mas a boa notícia é que Cristo se tornou a nossa justiça. Tudo depende de Cristo e da sua justiça. A nossa justiça é uma pessoa e não o nosso comportamento; a nossa justiça é Cristo. Nem no céu você será mais justo do que é hoje, pois sua justiça é Cristo. Confissão de fé: Sou justo; portanto sou perdoado. Sou justo; portanto minhas orações são ouvidas pelo Pai. Sou justo; portanto posso ser curado. Sou justo; portanto sempre triunfarei em Cristo Jesus. Sou justo; portanto os céus estão abertos sobre mim. Oração: Ore para que o Espírito Santo te revele e te ensine no seu dia a dia a desfrutar do dom da justiça. 33Segunda Semana: Oração do Justo Segunda Semana - Quinta-feira Texto Base: “Muito pode, por sua eficácia, a súplica do justo.” Tiago 5.16 Leitura Bíblica: Is 61.10; Os 4.6; Mc 11.23; Lc 11.5-13; Rm 1.17; 2Co 5.21; Tg 4.2; Tt 3.4-7; Hb 4.14 Devemos orar como justos A maneira como você ora determina o tipo de vida que você vive. Quando você tem ousadia para pedir coisas grandes, poderá pedir aquilo que você nunca teve coragem antes; portas que normalmente não são abertas. Quando você faz orações como justo, confiando na graça, pedirá coisas do tamanho de Deus. Por outro lado, saber disso não é suficiente. Precisamos aprender a fazer orações do tamanho de Deus. Quando você orar, faça-o confiando na justiça de Cristo, que lhe foi dada gratuitamente (2Co 5.21). O crente que não tem revelação do dom da justiça, não tem fé para pedir coisas maiores para Deus. O tamanho dos seus pedidos a Deus é do tamanho da revelação que você tem da graça. A nossa vida de oração revela o quanto conhecemos da graça de Deus, porque quem conhece a graça pede muito; quem conhece pouco só pede um pouquinho ou não pede nada. Deus é gracioso, generoso, onipotente, não conhece limites; um Deus que é capaz do impossível, por isso, suas orações não devem ser do seu tamanho, e sim do tamanho de Deus. A maioria dos cristãos não possui uma vida de oração frutífera; são tímidos porque são tomados por uma visão errada de si mesmos. “Porque, como imagina em sua alma, assim ele é...” Provérbios 23.7. Ou seja, a forma como nos vemos, é como somos. Então aprenda a se ver como Deus lhe vê, para passar a agir como Deus quer que você aja. Aquilo em que acreditamos determina o nosso comportamento. Quando você vir um crente fracassado é porque ele se vê fracassado. Porque ele não se vê com os olhos de Deus, ele se vê com os seus próprios olhos. A questão é que muito do que se crê é absolutamente 34 Break - O Poder disponível na Oração falso. As pessoas aprenderam a viver enxergando erradamente, como nas “casas de espelho” dos parques de diversão. Nessas casas de espelho há espelhos que, quando você olha, se vê magrinho e comprido; mas há também outro em que você se vê gordinho e achatado. Os espelhos distorcem a imagem. Se o que vemos nos espelhos em nossa volta não é algo alinhado com a Palavra de Deus, as imagens que temos são distorcidas. Qual é o remédio para essas imagens distorcidas? Veja como Deus vê. Quando você se vê com os olhos de Deus, nunca mais dirá: “Eu não presto. Não valho nada. Não sou merecedor.” Quando você aprende a se ver como Deus te vê realmente, e entende a revelação do dom da justiça, essa revelação gera em seu interior uma convicção, uma coragem e uma ousadia, que te faz não aceitar mais viver debaixo da acusação do inimigo. Só assim você consegue fazer orações do tamanho de Deus. Ele nos justificou pela graça e nos tornou seus herdeiros. Se Deus me fez herdeiro e me justificou, logo, sou aceitável, aprovado. Não importa o que nós fizemos no passado; aos olhos de Deus nós já estamos justificados, lavados, regenerados, redimidos, perdoados, aceitos e aprovados. Abandone a visão distorcida dos espelhos da religiosidade que marcaram a sua vida, que o impediu de ter uma visão correta de si mesmo. Você pode orar orações do tamanho de Deus, porque sobre você está a justiça de Deus! Você não é um devedor tentando abater sua dívida com Deus. Toda sua dívida já foi paga! Desafiamos você a pedir, a esticar a sua fé. Desafiamos você a tirar os limites, desafiamos você a fazer orações do tamanho de Deus! Confissão de fé: Há poder na oração de um justo. Quando um justo abre a boca para orar, um poder é colocado disponível. Quando oro, o poder de Deus é disponibilizado. Oração: Se enxergue, nesse momento, como a Palavra diz. Declare verdades da Palavra sobre a sua vida, sabendo que há poder de Deus em tudo que você declara em oração. 35Segunda Semana: Oração do Justo Segunda Semana - Sexta-feira Texto Base: “Se, pela ofensa de ume por meio de um só, reinou a morte, muito mais os que recebem a abundância da graça e o dom da justiça reinarão em vida por meio de um só, a saber, Jesus Cristo” Romanos 5.17 Leitura Bíblica: Jo 1.17; 16.8; Rm 4.4-5; 6.14; 10.17; 2Co 4.4; Cl 2.6; Hb 10.12-14 Graça Graça é tudo o que precisamos, mas que não merecemos. Se você crê no evangelho, você não recebeu pouca graça, mas recebeu a abundante e transbordante graça. Se você crê no evangelho e tem revelação da graça, você irá desfrutar de vida, saúde, paz, prosperidade, vitória, proteção, restauração e muito mais. Não creia num evangelho com pouca graça; o verdadeiro evangelho promete bênçãos sem medidas porque procede de uma graça superabundante. Precisamos experimentar essa graça superabundante. Essa graça não é uma doutrina que você aprende, não é uma teologia que nos é ensinada; essa graça é uma pessoa, Cristo Jesus. João 1.17 diz que “a lei foi dada por intermédio de Moisés; a graça e a verdade vieram por meio de Jesus Cristo”. A lei foi dada porque é uma coisa, mas a graça veio provando que é uma pessoa. A graça é o próprio Cristo. Somente quando você tem revelação da graça é que recebe fé para se apropriar das bênçãos de Deus. A graça é a base para desfrutarmos de todas as bênçãos. Suponha que alguém esteja enfermo. Depois de ter revelação da graça de Deus, ele para e pondera: “se eu já estou perdoado, então eu não preciso mais viver doente. Se Ele já levou minhas maldições, eu não preciso mais suportar essa enfermidade. Eu não preciso pagar pelos meus pecados, pois Cristo já pagou”. Esse vai receber a cura, porque a fé veio quando compreendeu a graça. A medida da sua fé é a exata extensão do seu entendimento da graça. Muitas vezes limitamos Deus, temos uma visão pequena de quem Ele é. Pensamos que Ele está lá longe cuidando do universo, e que não podemos incomodá-lo com esse pequeno problema. Deus sabe 36 Break - O Poder disponível na Oração o número de fios de cabelo na sua cabeça; Ele sabe as suas palavras antes mesmo que você as diga. Você não incomoda a Deus quando pede para Ele o ajudar no seu dia a dia. Não existe nada tão grande que Deus não possa fazer; não existe nada tão pequeno que para Deus seja insignificante. Tudo o que diz respeito a você para Deus é importante, por isso, peça em oração. Ouse pedir! Deve haver algo pelo qual você está orando. Algo que você peça e pareça fora do normal; que você não poderia fazer com as suas próprias forças. Quando você faz um pedido ousado, você provoca um sorriso no rosto de Deus. Pare de pedir como se estivesse incomodando a Deus. Imagine-se chegando na eternidade e ouvindo Deus dizer: Eu tinha tudo isso para você; favor, oportunidades, suprimento, estratégias, conexões divinas; mas você nunca pediu, você ficou na zona de conforto. Eu queria você na zona da fé. Você fez orações comuns. Eu queria que você tivesse feito orações do tamanho de mim. Agora mesmo, enquanto você está lendo essas palavras, há bênçãos que tem o seu nome nelas, guardadas: ministérios, livros, filhos, negócios, casas, ideias; tem o seu nome nelas. Deus quer liberá-las. Ele só está esperando você pedir. Você teria ousadia de pedir por coisas que parecem impossíveis? Peça por seus sonhos, peça por seus alvos, peça pelos desejos secretos do seu coração. Peça pelo crescimento da sua liderança. Peça pela multiplicação da sua célula. Peça para que Deus te alargue em revelação da Palavra. Peça para que você cresça em realidade espiritual. Peça para que toda a sua família se converta ao Senhor. Peça não apenas por provisão financeira, mas para que você tenha condições de abençoar outras pessoas. Peça por filhos espirituais. Peça para Deus abrir o mar vermelho. Peça para que a água flua da pedra. Confissão de fé: Declare em voz alta: “Eu recebi a abundância da graça. Eu recebi o dom da justiça, por isso eu posso reinar em vida por meio de Jesus Cristo”. Oração: Ore pedindo a Deus aquilo que você nunca teve coragem de pedir antes. 37Segunda Semana: Oração do Justo Segunda Semana - Sábado Texto Base: “Este é meu filho amado, no qual tenho todo o meu prazer”. Mateus 3.17 Leitura Bíblica: Jo 1.12-13; 16.8; 17.23; Rm 6.14; 8.29; 2Co 5.21; 12.9; Ef 1.5; Cl 2.14; Hb 2.10; 1Jo 4.16-19 Deus não está zangado com você Deus nos ama e não está zangado conosco. Quando confiamos no amor de Deus, então temos o céu aberto para nossa oração. No dia do seu batismo no rio Jordão, Jesus ouviu do Pai: “Esse é o meu filho amado, em quem tenho todo o meu prazer! ” Mateus 3.17. Nós somos amados pelo Pai da mesma maneira que o Senhor Jesus. Ele é o primogênito, mas nós somos os muitos filhos. O Senhor Jesus orou para que tivéssemos revelação de que somos amados pelo Pai do mesmo modo que Ele o é; “Eu neles, e tu em mim, a fim de que sejam aperfeiçoados na unidade, para que o mundo conheça que tu enviaste e os amaste, como também amaste a mim”. João 17.23. Nós somos aceitos no amado. Deus está satisfeito com você porque você está em Cristo. Quando você sabe que é amado por Deus, não importa o que o diabo possa fazer, você sempre irá prevalecer sobre ele. Mas se paira alguma dúvida sobre isso, não teremos ousadia, nem firmeza em nossa fé. Depois que o Senhor Jesus ouviu o Pai dizer que Ele era o seu filho amado, Ele foi conduzido ao deserto para ser tentado pelo diabo. A primeira coisa que o diabo lhe disse foi: “Se você é filho de Deus (...). A estratégia do diabo, em toda tentação, é colocar em dúvida aquilo que Deus disse. Depois disso, ele disse: “Se você é filho, manda que essas pedras se transformem em pães”. Mateus 4.3. Não existe nada de errado em transformar pedras em pães, o problema é quando fazemos algo para ter uma prova da Palavra de Deus. O Senhor respondeu: “Não só de pão viverá o homem, mas de toda a palavra que procede da boca de Deus”. Mateus 4.4. O que o Senhor quis dizer com isso? Quando o Senhor mencionou a palavra que sai da boca de Deus, Ele estava se referindo ao rhema de Deus, sua palavra viva, revelada. Que palavra 38 Break - O Poder disponível na Oração era essa? “Este é meu filho amado, no qual tenho todo o meu prazer”. Mateus 3.17. Essa é a palavra que o Pai havia dito. Essa é a palavra que deve ser o nosso alimento hoje também. Deus o vê em Cristo. Você foi revestido de Cristo. Ele nos ama como ama a Cristo. Não é possível ser mais amado por Deus do que isso. A ira de Deus está reservada para seus inimigos, não para seus filhos. Você é objeto do amor de Deus; por isso, não avalie esse amor com base em circunstâncias, exatamente como uma criança que gosta de pegar uma flor, ficar despetalando e dizendo: “bem me quer, mal me quer”. É possível se relacionar com Deus assim? Alguns, infelizmente, se relacionam com Deus dessa maneira. O amor de Deus não depende do que acontece ao redor. Nosso relacionamento com Deus somente pode ser pela graça. Confissão de fé: Eu sou filho de Deus, os céus estão abertos sobre mim. Eu sou favorecido. Eu sou amado por Deus, nada poderá me separar deste amor. Oração: Peça a Deus revelação do Seu amor e da Sua graça derramada sobre a sua vida. 39Segunda Semana: Oração do Justo Segunda Semana - Domingo Texto Base: “Agora, pois, já nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus”. Romanos 8.1 Leitura Bíblica: Rm 3.23-24; 5.17; 6.1,14; 1Co 15.45; 2Co 5.14; Gl 5.13,17; 1Pe 2.16; 1Jo1.9 3.6 Vencendo toda acusação A Palavra de Deus afirma que, aquele que viu a graça de Deus, desfruta da paz. Este, certamente, é um sinal de alguém que enxergou a graça de Deus; ele sente paz no coração (Rm 5.1-2). Por outro lado aquele que não tem revelação do dom da justiça está sempre com uma sensação de desqualificação. O inimigo o acusa constantemente e, por isso, ele não consegue ter fé para receber coisa alguma. Essas pessoas não oram, porque acreditam que não são boas o suficiente para receber algo de Deus. Entretanto, o Senhor não nos ouve porque somosbons, mas porque Ele é bom. Um dos maiores problemas que enfrentamos em nossas orações é a acusação. Quando nos ajoelhamos para orar debaixo de acusação e condenação, não temos convicção de que receberemos do Senhor aquilo que buscamos. O objetivo das acusações do diabo em nossa mente é tornar-nos fracos em nossa vida de oração. Vença toda acusação, creia no perdão! Jesus mandou que seus discípulos fossem pelo mundo, pregando arrependimento para remissão de pecados. Quando as pessoas creem que seus pecados são perdoados, elas ganham fé para ser curadas, libertas, restauradas, enriquecidas, e tudo o mais de que precisarem. Esta é a fonte da nossa fé, o perdão dos pecados. O evangelho de Marcos nos conta que, em certa ocasião, Jesus estava numa casa em Cafarnaum, e um grupo de amigos decidiu levar um paralítico para ser curado por Ele. Mas quando chegaram à casa em que Jesus estava, não podiam entrar por causa da grande aglomeração de pessoas ali para ouvi-lO. Eles, então, tiveram uma ideia: decidiram puxar o paralítico até o telhado, quebrar a laje e descê-lo diante de Jesus. 40 Break - O Poder disponível na Oração Quando Jesus viu o paralítico sendo descido por cordas diante d’Ele, disse: “Filho, os teus pecados estão perdoados”. (Mc 2.5). Não era exatamente aquilo que o paralítico esperava ouvir naquele dia. Ele queria ser curado. Então, por que o Senhor resolveu perdoar os seus pecados antes de curá-lo? Eu creio que a resposta está na maldição da lei. Deuteronômio 28 diz que “se atentamente ouvires a voz do Senhor, teu Deus, tendo cuidado de guardar todos os seus mandamentos [...], então virão sobre ti e te alcançarão todas estas bênçãos”. (Dt 28.1-2). A bênção era resultado da obediência. Todavia, se não ouvissem a voz de Deus, então uma longa lista de maldições os alcançaria. As maldições podiam ser resumidas em pobreza, doença e morte. Aquele paralítico estava experimentando a maldição da lei. Ele estava enfermo e, por causa dessa enfermidade, tinha de mendigar. Doença e miséria eram sinal de que ele era muito pecador, por isso era tão amaldiçoado. Este, certamente, era o seu pensamento. Mas, no momento em que Jesus disse que os seus pecados estavam perdoados, ele entendeu que não precisava mais estar debaixo de maldição. Se ele não tinha pecado, então poderia desfrutar da bênção. Aquele homem teve fé para ser curado porque primeiro creu que não tinha mais pecado. Foi o perdão dos pecados que lhe trouxe fé. O mesmo princípio se aplica hoje. Enquanto pensamos que ainda temos pecado diante de Deus, não temos fé para receber coisa alguma. Enquanto achamos que os nossos pecados não foram perdoados, não temos fé para pedir grandes coisas. Mas, no momento em que cremos no perdão, a fé e a ousadia invadem o nosso coração. Confissão de fé: Obrigado, Pai, pelo teu perdão. Obrigado pela tua fidelidade em perdoar-me e purificar-me de toda injustiça. Oração: Ore para que Deus te torne mais consciente da justiça e do perdão disponíveis através da obra consumada na Cruz. 43Terceira Semana: Principios da oração respondida Terceira Semana - Segunda-feira Texto Base: “Pedi, e dar-se-vos-á; buscai e achareis; batei, e abrir-se-vos-á. Pois todo o que pede recebe; o que busca encontra; e, a quem bate, abrir-se-lhe-á.” Mateus 7.7-8 Leitura Bíblica: Js 1.8; Jr 29.11-13; Mt 7.7-8; 21.22; Mc 11.23-24; Lc 11.9- 10; Tg 1.6-8; 4.3; 1Jo 3.22 Princípio da oração respondida Mais uma vez vemos Jesus falando sobre oração no Sermão do Monte. Primeiramente, Ele nos ensinou a entrar no secreto, pois, em secreto, Ele nos recompensa. Em seguida, Ele nos deu um modelo de oração através do Pai nosso; agora vemos Jesus nos apresentando os princípios para que nossa oração seja respondida, são eles: pedir, buscar e bater. Cada um desses verbos tem uma implicação, como o próprio Jesus mostrou: quem pede, recebe; quem busca, acha; e quem bate, se lhe abre. Jesus nos deixa a segurança de que se a ação é feita, o resultado vem logo em seguida. Logo, o segredo para se ter a oração respondida é não ficar na passividade, mas agir de alguma forma, ou pedindo, ou buscando ou batendo. Jesus nos garante que aquele que pede, recebe. Ele nos deu essa certeza. Então, como você pode pedir e não receber? Se você pediu, aguarde, espere, confie na palavra que Jesus nos fala, pois é certo que você receberá. Pedir nos fala de dom, de presente, de algo que precisamos. Deus é pronto para dar; para isso, nós precisamos estar também prontos para receber. Na oração existem dois lados, o humano e o divino. O lado humano é pedir, e o divino é dar; agora, como existem pessoas que esperam receber algo de Deus se não pediram? Se você deseja algo da parte de Deus, não hesite em pedir. Jesus também diz que todo aquele que busca, encontra. Jesus revela o Pai como sendo alguém disponível para aqueles que querem buscá-lo. Ou seja, não existe quem busque a Deus e não o encontre. No Antigo Testamento, vemos que todos aqueles que buscaram a Deus o encontraram. Ele está disponível para aqueles que o desejam, o caminho 44 Break - O Poder disponível na Oração está aberto; Ele está lá, só precisamos ir a sua “caça”. Da mesma forma que o que pede, recebe e o que busca, encontra. Você não se frustrará em sua busca pelo Senhor, pois, certamente, você se surpreenderá. Além de pedir e buscar, nós também devemos bater. Bater e abrir nos falam de permissão. Quando batemos em uma porta, estamos pedindo permissão para entrar; quando alguém nos abre a porta é porque recebemos a devida autorização. Não há porta fechada para os filhos de Deus. Da mesma forma que podemos pedir sabendo que receberemos; da mesma forma que podemos buscar sabendo que acharemos; devemos bater sem medo, pois as portas já estão abertas para nós. Não tenha medo ou vergonha, não se acomode, não fique passivo. Você deve agir da forma que o Senhor nos ensinou: chegando-se a Deus e pedindo para Ele fazer. Porém, não chegue tímido ou incrédulo; chegue tendo a certeza de que todo aquele que pede, recebe; todo que busca, acha; e todo que bate, se lhe abre. Esta é a chave para que sua oração seja respondida. Confissão de fé: Eu sei que em Ti minha oração é respondida; eu sei que se te busco, te encontro; se bato, uma porta é aberta para mim. Oração: Ore a Deus pedindo que esta convicção seja gerada em seu coração. 45Terceira Semana: Principios da oração respondida Terceira Semana - Terça-feira Texto Base: “Perguntou-lhe Jesus: Que queres que eu te faça? Respondeu o cego: Mestre, que eu torne a ver.” Marcos 10.51 Leitura Bíblica: Mt 9.22; Lc 18.41 Seja específico Um homem cego gritava alto por várias vezes: Jesus, filho de Davi, tem misericórdia de mim! Jesus, então, ouviu o seu clamor; Ele sabia o que aquele homem queria e estava disposto a conceder o que ele necessitava. Mas antes de operar o milagre, Ele lhe fez a seguinte pergunta: O que queres que eu te faça? Jesus desejava ouvir de seus lábios não somente um pedido geral de misericórdia, mas o que ele desejava, de fato. Enquanto isso não fosse expressado, ele não seria curado. Nosso clamor a Deus não pode ser algo generalizado; um pedido vago por misericórdia, ou indefinido por uma bênção. Nosso clamor deve ser uma declaração específica de uma necessidade definida. Muitos podem até pensar: mas Deus não é onisciente? Por que Ele precisa que eu lhe diga, se Ele já sabe o que eu preciso? Sem dúvidas, Deus é onisciente; sabe de todas as coisas, conhece cada uma de suas necessidades; porém, Ele deseja que você seja específico por dois motivos. Primeiramente, isto te levará a se conhecer melhor. Uma vez que você precisa ter o conhecimento da sua necessidade para ter a sua oração respondida, você precisará descobrir o que você precisa. Isso revela que você precisará gastar tempo de meditação, análise, oração, para descobrir tudo que está no seu coração; coisas que você não deseja mais, e o que você não tem e precisa.Isso te ajudará no seu autoconhecimento e, por consequência, no seu aperfeiçoamento. À medida que nos relacionamos com Cristo, O contemplamos mais e mais. A cada contemplação, nos admiramos com sua beleza, glória e perfeição; e, ao olharmos para nós, vemos o quanto somos pequenos e necessitados. Isso nos ajudará a ver o que precisamos, assim, podemos pedir especificamente; e como já vimos, Ele concede a todo aquele que pede. 46 Break - O Poder disponível na Oração Além de cooperar com o nosso aperfeiçoamento, quando somos específicos em nossa oração, nós estamos provando a nossa fé. Todas as pessoas, quando precisam de ajuda, só buscam em quem elas sabem que vão obter o que necessitam. Ou seja, temos a tendência de procurar quem nós temos a certeza de que pode nos ajudar naquilo de que necessitamos. Quando conseguimos resolver, nem pedimos ajuda; mas, quando não conseguimos mais, corremos para alguém que sabemos que pode nos ajudar. Quando eu chego para Deus, então, e lhe faço um pedido, estou me humilhando perante Ele e reconhecendo que eu não consigo resolver aquilo. Além de reconhecer que eu não consigo, eu dou a Deus o reconhecimento de que Ele pode. Assim, estou expressando a minha fé, a minha convicção e confiança em Deus de que Ele pode fazer. Eu exerço minha fé ao pedir algo específico para Deus; e como já aprendemos, sabemos que Ele vai nos responder. Não seja genérico. Não peça por misericórdia, pois Ele já teve misericórdia de você ao enviar Jesus Cristo; não peça para ser abençoado, pois você foi abençoado com toda sorte de bênçãos espirituais. Peça o que você precisa, o que você ainda não tem, o que ainda não recebeu. Confissão de fé: Eu sei que o Senhor me ama e se importa com todas as coisas que se referem a minha vida. Por essa razão, eu posso pedir a Deus tudo o que eu preciso. Oração: Neste momento, faça uma lista de três coisas que são necessárias em sua vida, e peça-as a Deus de forma específica. 47Terceira Semana: Principios da oração respondida Terceira Semana - Quarta-feira Texto Base: “Eu é que sei que pensamentos tenho a vosso respeito, diz o SENHOR; pensamentos de paz e não de mal, para vos dar o fim que desejais. Então, me invocareis, passareis a orar a mim, e eu vos ouvirei. Buscar-me-eis e me achareis quando me buscardes de todo o vosso coração”. Jeremias 29.11-13 Leitura Bíblica: Dt 4.29; Lc 11.13; Rm 12.2 Espere o melhor Nesse texto, vemos Deus colocando de forma clara a sua vontade para cada um de nós; o que Ele pensa a nosso respeito, o seu caráter, de fato, abençoador. O início do texto afirma que Ele é que sabe os pensamentos que tem ao nosso respeito. Ou seja, não tem melhor pessoa para falar da vontade de Deus para nós do que Ele mesmo. Ele é que sabe o que passa em sua mente e coração, Ele que sabe os seus desejos. Se você deseja conhecer a sua vontade, busque ao Senhor. Além de nos mostrar que Ele é quem sabe os pensamentos que tem ao nosso respeito, Ele nos afirma qual é a qualidade desses pensamentos. São pensamentos de paz, e não de mal. Bem, antes de falar da paz, vamos falar do mal. Deus traz uma negativa na sua fala: seus pensamentos não são de mal. Ou seja, os pensamentos de Deus ao nosso respeito não são maus. Logo, nós não devemos viver escravos de coisas ruins, que simplesmente suportamos, pensando ser a vontade de Deus. Paulo diz, em Romanos 12, que a vontade de Deus é boa, perfeita e agradável. Logo, não aceite nada ruim ou mal como sendo a vontade de Deus. Sendo assim, os pensamentos de Deus para nós não são maus, mas de paz. A palavra paz em seu original hebraico é “shalom”. Este termo é muito conhecido por todos nós. Porém, não sabemos de fato a profundidade que esta palavra tem para os judeus. Shalom é uma expressão que se refere a uma esperança em um tempo em que nada furtará a paz; um estado perfeito de paz, ou tudo que possa nos levar a este estado perfeito de paz. Sendo assim, Deus deseja que todos nós desfrutemos deste 48 Break - O Poder disponível na Oração perfeito estado de paz, pois isso é o que Ele tem para nós. Agora, vamos levantar algumas questões para compreendermos melhor o que é paz. Você ficaria em plena paz com uma pilha de contas para pagar e sem nenhum dinheiro no banco? Ficaria em paz com seus filhos chorando de fome e nada na despensa para dar-lhes de comer? Ficaria em paz sofrendo em um leito por uma enfermidade? Ficaria em paz sabendo que existe uma guerra acontecendo na sua rua? Com esta pergunta, percebemos que o conceito de paz está ligado a circunstâncias. Porém, a paz de Deus não depende de circunstância alguma. O que Deus tem para nós é tudo aquilo que pode nos colocar em pleno estado de paz. Deus não deseja que você viva o medo ou a ansiedade, Ele deseja que você desfrute do mesmo que Ele desfruta, da perfeita paz. Sendo assim, quando você orar, peça esperando o melhor de Deus para você. Não vá achando que você vai pedir a Deus um peixe e Ele te dará um escorpião. Deus é aquele que gosta de surpreender os seus filhos ao desfrutar do melhor. Deus é perfeito no dar, ninguém é mais generoso que Ele. Logo, descanse em Deus, sabendo que a vontade dEle é muito melhor que a sua, e que o melhor já está preparado para você. Confissão de fé: Eu sei que o Senhor já preparou o melhor para mim, eu sei que a sua vontade para minha vida é boa, perfeita e agradável. Por isso, eu só posso aguardar o melhor. Oração: Ore a Deus debaixo desta convicção, de que Ele tem preparado o melhor para você. Profetize sobre várias áreas da sua vida, em que você ainda não está desfrutando do melhor de Deus. 49Terceira Semana: Principios da oração respondida Terceira Semana - Quinta-feira Texto Base: “Porque, assim como descem a chuva e a neve dos céus e para lá não tornam, sem que primeiro reguem a terra, e a fecundem, e a façam brotar, para dar semente ao semeador e pão ao que come, assim será a palavra que sair da minha boca: não voltará para mim vazia, mas fará o que me apraz e prosperará naquilo para que a designei.” Isaias 55.10-11 Leitura Bíblica: Is 54.9; Jo 15.7; 2Co 9.10 Faça da sua oração uma confissão Devemos fazer de cada uma de nossas orações uma oportunidade para confessarmos a Palavra de Deus. Para entendermos a importância da confissão, vamos usar uma ilustração. A constituição de um país é o elemento norteador para todas as suas leis. Da mesma forma, a Bíblia é como uma constituição do reino de Deus; ela é o nosso manual e fonte de oração, pois é ela que nos norteia. Deus disse, através do profeta Isaías, que a sua Palavra, ao sair de sua boca, não voltaria para Ele vazia, sem antes produzir ou cumprir o propósito para o qual ela foi designada. Sendo assim, quando pegamos a Palavra de Deus e a oramos, já sabemos qual será a resposta da nossa oração, pois aquela Palavra não voltará sem cumprir o que Deus disse. Palavra invocada é promessa lembrada. Quando oramos assim, estamos dizendo que está escrito, é promessa de Deus, é Palavra de Deus, logo se cumprirá. Podemos nos apropriar e confessar as promessas de Deus em nossas orações. Imaginemos que você esteja em uma situação de perseguição; você está sendo coagido e parece que estão armando algo contra você. O que a Palavra de Deus diz sobre isso? Existe alguma promessa que te protege? “Toda arma forjada contra ti não prosperará; toda língua que ousar contra ti em juízo, tu a condenarás; esta é a herança dos servos do SENHOR e o seu direito que de mim procede, diz o SENHOR.” Isaías 54.17 50 Break - O Poder disponível na Oração Você tem a promessa, ela vem do trono de Deus, está em seu coração. Quando você a ora, você a devolve para Deus; ela produz um efeito dentro de você quando você a confessa. Ela gera fé dentro de você, uma certeza que, de fato, ninguém conseguirá te tocar porque Deus está te guardando. Perceba que as orações de confissão da Palavra são diretas, objetivas, firmes, carregadas de vida e fé. É como se o próprioDeus estivesse falando quando você se posiciona em oração. Na verdade, é como se emprestássemos a nossa boca para Deus, para que a sua Palavra seja liberada. Por isso, procure na Bíblia versículos, promessas que envolvam o que você está precisando. Se posicione em oração e declare, profetize, confesse, permita que seu coração seja tomado por uma fé como você nunca teve, e aguarde, confiante, a resposta de sua oração. Confissão de fé: Eu sou o que a Bíblia diz que eu sou, eu tenho o que a Bíblia diz que eu tenho, eu posso fazer o que a Bíblia diz que eu posso fazer. Ela é meu ponto de partida, e ela é também o meu limite. Minha vida está baseada naquilo que a Palavra de Deus fala sobre ela. Oração: Pegue um texto bíblico que envolva uma promessa de Deus para você e que se encaixe em uma necessidade sua. Declare, confesse este texto, ore essa passagem e perceba a sua fé sendo alargada, a sua confiança crescendo, e a certeza de que Deus vai responder a sua oração se estabelecendo. 51Terceira Semana: Principios da oração respondida Terceira Semana - Sexta-feira Texto Base: “Abraão, esperando contra a esperança, creu, para vir a ser pai de muitas nações, segundo lhe fora dito: Assim será a tua descendência. E, sem enfraquecer na fé, embora levasse em conta o seu próprio corpo amortecido, sendo já de cem anos, e a idade avançada de Sara, não duvidou, por incredulidade, da promessa de Deus; mas, pela fé, se fortaleceu, dando glória a Deus, estando plenamente convicto de que ele era poderoso para cumprir o que prometera.” Romanos 4.18-21 Leitura Bíblica: Gn 15.5; 17.17; Sl 115.3; Lc 18.1-8; Hb 11.9 Perseverando em oração Ao contrário do que muitos possam pensar, perseverar em oração não é orar dezenas de vezes a mesma coisa até que o Senhor decida nos responder. Deus não nos atende por conta da nossa insistência, Deus nos atende porque Ele é fiel à sua Palavra e ela nos garante isso. Se assim cremos, Ele fará. Porém, a Bíblia mostra a importância da perseverança na oração, e é sobre isso que meditaremos hoje. O melhor exemplo de alguém que perseverou em oração foi Abraão. Paulo descreve a sua perseverança de forma perfeita. Abraão havia recebido uma promessa de Deus de que seria pai de uma multidão; que da semente dele, uma nação surgiria. Porém, apesar da promessa, havia um quadro circunstancial complicado, visto que Abraão já era bem idoso e Sara, além de idosa, era estéril. Paulo nos apresenta, no texto, que Abraão esperou contra a esperança, ou seja, ele não esperou aquilo que era natural, aquilo que era a esperança do mundo; mas ele esperou o cumprimento da Palavra de Deus. Paulo diz que ele não enfraqueceu na fé, ao mesmo tempo que não negava a realidade sobre sua idade, seu corpo amortecido e a idade de Sara. O texto nos mostra que ele não se enfraqueceu na fé, mas dava glória a Deus. O texto não nos mostra Abraão insistentemente orando pelo seu filho, mas deixa claro que ele tinha a palavra de Deus em seu coração; reconhecia as dificuldades, mas decidiu se posicionar em oração, 52 Break - O Poder disponível na Oração dando glória a Deus e aguardando, convictamente, o cumprimento da promessa. Logo, perseverar em oração não é encher o ouvido de Deus de uma ladainha, achando que assim você vai convencê-lo, mas é manter uma postura de fé, de convicção, de uma esperança firme; e, em oração, não demonstrar incredulidade, mas fé, glorificando a Deus; pois existe uma certeza em seu coração de que Deus está respondendo a sua oração. Este é um princípio fundamental para oração respondida. A grande maioria dos irmãos não fazem como Abraão fez; negam a realidade, porém, isso não resolve o problema. Outros são levados pela realidade, creem mais nas circunstâncias do que na Palavra de Deus. Por não perseverarem em oração, posicionados em fé, glorificando a Deus, acabam naufragando na incredulidade, perdendo a bênção. Do dia em que Abraão recebeu a promessa, até o seu cumprimento, foram dez anos. Do dia em que os judeus foram libertos do Egito, até a conquista da terra, foram quarenta anos. A resposta nem sempre vem no tempo que imaginamos, mas é um fato que ela vem. E neste tempo, em que aguardamos convictamente, Deus opera poderosamente em nossos corações. Confissão de fé: Se Deus prometeu, Ele vai cumprir. Enquanto a promessa não se cumpre, não esmorecerei na fé; reconhecerei a realidade, porém, minha confiança permanecerá na Palavra que Deus me deu. Oração: Ore a Deus, não pedindo, mas agradecendo pela certeza que você tem de que Deus recebeu a sua oração e a resposta já está chegando. 53Terceira Semana: Principios da oração respondida Terceira Semana - Sábado Texto Base: “Por isso, vos digo que tudo quanto em oração pedirdes, crede que recebestes, e será assim convosco.” Marcos 11.24 Leitura Bíblica: Mt 7.7; 17.20; Mc 9.23; 11.23; 17.20; Jo 14.13; 1Co 13.2 Todo que pede recebe Jesus usa uma palavra que deixa os incrédulos em crise: tudo. Jesus deixa muito claro em sua fala que não há limites para o pedido de alguém que crê; tudo quanto ele pede, crendo, ele recebe. Jesus usou este termo algumas vezes, e deixa claro que, realmente, não há limites para uma fé verdadeira. A questão em pauta não é se Ele pode ou não pode fazer; se é possível ou não é possível; se é a vontade dEle, ou não é. O fato fundamental é pedir, mas pedir crendo que receberá, e assim se fará. Sem dúvidas, fé não é algo natural; não é uma simples conclusão baseada em uma promessa de Deus. Fé é fruto de um ouvido que ouviu Deus dizer o que vai fazer; de um olho que viu Deus fazendo o que prometeu. Para uma fé de verdade, é impossível que a resposta não venha. Jesus fala este verso após um momento com seus discípulos. Jesus e seus discípulos saíram de Betânia em direção a Jerusalém. No caminho, Jesus estava com fome e, vendo uma figueira, foi até ela pegar fruto, mas ela não apresentava fruto algum. Logo, Ele amaldiçoa a figueira para que ela não desse mais figo. No dia seguinte, Ele e seus discípulos fazem o mesmo caminho novamente, e Pedro fica perplexo ao ver que aquela figueira, que Jesus havia amaldiçoado, estava seca desde a raiz. Jesus podia ter perguntado a Pedro qual era a surpresa dele, pois qual foi a palavra liberada por sua boca que não se cumprira? Por que no caso da figueira seria diferente? Jesus, então, aproveita a oportunidade para ensinar aos seus discípulos sobre fé e oração. Para Jesus, não havia dúvidas de que aquela figueira iria secar, pois Ele possuía convicção de sua Palavra. Porém, percebemos que alguns discípulos, como Pedro, não colocaram muita fé. Jesus diz para 54 Break - O Poder disponível na Oração eles, então, que, quando eles fossem orar, tudo que eles viessem a pedir, se pedissem com fé, crendo, não duvidando, assim seria feito. Jesus usa um exemplo bem extremo ao dizer que se algum deles cresse e desse uma ordem a um monte para que ele fosse lançado no mar, sem duvidar no seu coração, assim seria feito. Por isso, não existem limites ou barreiras para aqueles que creem, para aqueles que oram crendo, tendo a certeza de que Deus é bom o suficiente para abençoar, e tem poder suficiente para operar o que se precisa. Se não há fé, nem é necessário orar; porém se você crê suficientemente, não perca tempo, peça e receba. Este texto é uma grande loucura para muitos dos incrédulos, porém, ele é real. Quando Jesus diz “tudo quanto” é porque é tudo quanto. Não há limites, não há restrições. Sua medida vai até onde a sua fé alcança. Isso inclui tudo realmente; seja a cura para uma enfermidade, a conversão de alguém querido, um problema aparentemente insolúvel, um aperto financeiro, a ressurreição de um morto, ou até algo que você considere aparentemente insignificante. Para Deus, o que realmente importa não é tanto Ele, mas sim o que você crê a respeito dEle. Confissão de fé: Eu tenho uma fé viva, a fé de Deus. Não uma fé baseada em circunstâncias, mas uma fé baseada naPalavra que Deus liberou sobre a minha vida. Oração: Eu tenho uma fé viva, a fé de Deus. Não uma fé baseada em circunstâncias, mas uma fé baseada na Palavra que Deus liberou sobre a minha vida. 55Terceira Semana: Principios da oração respondida Terceira Semana - Domingo Texto Base: “Buscar-me-eis e me achareis quando me buscardes de todo o vosso coração.” Jeremias 29.13 Leitura Bíblica: Sl 37.4; Is 58.14; Rm 8.18-19; Fl 3.12-14 Tenha um desejo profundo Nunca teremos aquilo que não desejamos. Ao contrário do que pensamos, a primeira condição para oração não é fé, mas sim um desejo ardente. Somente pessoas assim estão aptas para receberem de Deus. Muitos pedem e não recebem porque não desejam, realmente, receber. A falta de fé é provada pela indiferença. Quando queremos muito receber algo, aquilo se torna uma “santa obstinação” dentro de nós, não conseguimos pensar em outra coisa; por isso, não abrimos mão daquilo facilmente. Quando a pessoa tem este desejo profundo em seu coração, e uma convicção de que é o desejo de Deus cumpri-lo, temos, então, uma poderosa explosão de fé. Quantas vezes vemos pessoas em dúvida se é a vontade de Deus ou não que ele viva isso ou aquilo. Quantas pessoas não vivem o casamento porque não oram a Deus por não terem convicção se é a vontade de Deus ou não que elas se casem. Querido, não pergunte se é a vontade de Deus ou não, mas veja em seu coração o que você realmente deseja. Muitas pessoas acomodadas, sem perspectiva e sem paixão não vivem nada significante por sua falta de fé, se escondendo no argumento de que não é a vontade de Deus. Jesus diz, em sua Palavra, que aquele que pede recebe. Se é um desejo grande em seu coração, não é pecado, não é desaprovado pela Palavra, por que não seria a vontade de Deus? A promessa de Deus é que todo aquele que pedir crendo, tudo lhe será dado. Será que é a vontade de Deus que algumas pessoas fiquem solteiras, ou será que algumas pessoas estão solteiras por não terem a coragem de assumir um relacionamento, por não desejarem isso ardentemente? Nós somos responsáveis por escrever a nossa história. Deus nos deu a capacidade de escolher. Sabemos qual a Sua vontade para nós, que 56 Break - O Poder disponível na Oração é boa, perfeita e agradável. Porém, só vamos viver aquilo que, de fato, desejamos. No final, recebemos o que cremos. Quem não crê que vai casar, termina solteiro; quem não crê no melhor de Deus, termina sem ele. Quando analisamos a história bíblica, percebemos que todos aqueles que fizeram grandes feitos para Deus, antes foram tomados por um desejo profundo, que os fez romper todas as barreiras. Essa paixão alimenta a nossa fé e nos faz buscar aquilo que realmente importa para nós. Todos os grandes lideres da história bíblica foram conhecidos por uma obstinação santa, que os levou muito além dos seus limites. Nestes dias, busque do Senhor o que Ele tem para sua vida. Permita que seu coração seja tomado por um desejo profundo pela vontade de Deus. Deixe-se ser tomado por algo maior que você; se veja vivendo coisas que você nunca viveu. Deixe que os sonhos de Deus tomem seu coração a tal ponto, que coisas que eram tão valiosas para você, percam o valor. Deixe-se estragar para tudo, de forma que você sirva apenas para uma coisa: os propósitos de Deus. Uma vez que essa realidade for alcançada em seu coração, ele estará alinhado ao coração de Deus e pronto para crescer em fé; provar das promessas de Deus se tornará uma realidade. Deixe que a sua vida de oração seja gerada dos desejos mais profundos de Deus em você. Confissão de fé: Meu coração pertence ao Senhor e eu permito que Ele desperte em mim os seus desejos, as suas vontades. Que nele não reine mais o meu querer, mas sim o querer de Deus. Oração: O encargo e a paixão vêm pela oração. Por isso, peça a Deus mais encargo e mais paixão por aquilo que está no coração de Deus. 59Quarta Semana: Tipos de oração I Quarta Semana - Segunda-feira Texto Base: “Com toda oração e súplica, orando em todo tempo no Espírito e para isto vigiando com toda perseverança e súplica por todos os santos” Efésios 6.18 Leitura Bíblica: Mt 7.7; 21.22; Fl 4.6-7; 1Ts 5.17; Tg 5.14-16; 1Pe 3.12 Os tipos de Oração Nessa jornada, temos aprendido o lugar que a oração precisa ocupar em nossa caminhada com Deus; não apenas como uma prioridade, mas também como uma necessidade. A oração deve ser vista como o nosso oxigênio espiritual, é a verdadeira respiração espiritual. Devemos fazer da oração o nosso estilo de vida, ela precisa, realmente, fazer parte do nosso dia a dia, para recebermos o que precisamos de Deus. Hoje aprenderemos que há tipos diferentes de oração, com diferentes regras e propósitos. Muitas vezes, caímos no erro de tomarmos esses tipos de oração, misturando-os, como se fosse uma única coisa. Precisamos entender que há certos princípios e regras espirituais que governam cada tipo de oração. “Orai em todo tempo (em cada ocasião, em cada época) no Espírito (com toda a maneira de oração e súplica)”. Ef 6.18 – Amplificada Veja que, apesar de todo o nosso diálogo com Deus ser definido numa palavra, a saber, a oração, há diferentes tipos de oração. E aqui está um dos problemas que justifica a falta de resposta para a maioria das orações. Para que a oração seja respondida, deve ser feita de acordo com os princípios estabelecidos na Palavra de Deus; da mesma forma que toda semeadura é feita com sementes, e que existem vários tipos de sementes, e que cada uma delas produz de acordo com a sua espécie. Portanto, existem diferentes tipos de oração, com regras distintas e resultados específicos. Algumas pessoas pensam que devemos terminar todas as orações com a expressão: “Seja feita a tua vontade”. Quando são questionadas a respeito do motivo pelo qual fazem isso, elas respondem que Jesus 60 Break - O Poder disponível na Oração orou desse modo. Entretanto, ele não orou assim todas as vezes. Ele só usou essa expressão em uma ocasião específica, e em um tipo de oração (Lc 22.42). Quando Jesus ressuscitou Lázaro, Ele não disse: “Pai, se for da tua vontade, ressuscita Lázaro”. De outro modo, Jesus disse: “Pai, graças te dou porque me ouviste. Aliás, eu sei que sempre me ouves...” (Jo 11.41-42). Em seguida, Jesus disse para Lázaro sair do túmulo, e ele saiu. Essa oração foi feita com o propósito de alterar uma circunstância. Sempre que estiver orando com esse propósito, nunca devemos usar a expressão “se”. Esse “se” seria sinal de dúvida. Ao orar deste modo, estaria usando uma regra errada, e sua oração não funcionaria. Que tipo de oração Jesus fez quando usou a expressão “se for da tua vontade?”. Foi a oração de consagração. Esse é um tipo de oração que requer a expressão “se”, quando não sabemos exatamente qual seria a vontade de Deus numa determinada situação. No entanto, quando se trata de receber algo da parte de Deus ou de alterar as circunstâncias ao nosso redor, de acordo com a Sua Palavra, não devemos orar usando a expressão “se for da tua vontade”. Pois, quando fazemos a oração da fé, nós já sabemos qual é a vontade de Deus; e a vontade de Deus é que todas as nossas necessidades sejam supridas. Da mesma forma como há muitas modalidades de esporte, para praticarmos cada uma delas, precisamos seguir as regras estabelecidas. Não podemos simplesmente decidir jogar basquetebol com as regras do futebol. O que aconteceria? Uma grande confusão. Por isso, a partir dessa semana, meditaremos juntos nos diferentes tipos de oração: oração da fé, oração de ações graças, oração de louvor, oração de adoração, oração de súplica, oração de intercessão, oração de consagração, oração de entrega, oração em Espírito, e nas diferentes formas de orar. Confissão de fé: Estou em comunhão com o Deus vivo, que habita dentro de mim e ouve as minhas orações. E não somente me ouve, como também responde as minhas orações. Oração: Ore pedindo ao Espírito Santo para que teinstrua a orar usando os diferentes tipos de oração. 61Quarta Semana: Tipos de oração I Quarta Semana - Terça-feira Texto Base: “Pedi, e dar-se-vos-á; buscai e achareis; batei, e abrir-se-vos-á. Pois todo o que pede recebe; o que busca encontra; e, a quem bate, abrir-se-lhe-á” Mateus 7.7-8 Leitura Bíblica: Mc 11.17, 24; Jo 16.24; Fl 4.6,19; Hb 11.6; Tg 4.2-3 A oração da Fé A oração é a fonte de poder para vivermos uma vida vitoriosa em todas as áreas. E o único responsável por não desfrutar desse poder somos nós mesmos, por não orarmos. Poucas coisas são tão difíceis quanto orar, e poucas são tão difíceis como continuar orando. Há suprimento, provisão, milagres; tudo acontece quando há oração. A nossa vida de oração é uma marca e um teste do nosso relacionamento com Deus. É o nosso “dependenciômetro”, ou seja, é através dela que a nossa dependência de Deus pode ser medida. Quem depende, ora; quem não depende, não ora. O primeiro requisito para uma vida de oração eficaz é a necessidade. Se não dependemos de Deus, estamos agindo na carne, porque tudo o que é feito no nosso esforço próprio é carne. Qualquer trabalho no Reino de Deus só tem sucesso se for através de uma vida de oração. A obra de Deus deve ser gerada e sustentada por oração, sendo fruto de fé e de dependência de Deus. Por isso, você precisa aprender a orar. A oração deve ser o primeiro recurso, e não o último. As pessoas costumam orar depois de terem todas as possibilidades naturais esgotadas, ou seja, quando estão sem saída. Por isso, o Senhor permite situações que somente Ele pode nos livrar, para que possamos aprender a lição da dependência, de uma forma que nunca mais esquecemos. O que temos perdido por não orar? Nada está fora do alcance da oração, exceto aquilo que está fora da vontade de Deus. E a maneira de conhecermos a vontade de Deus é pelas Escrituras. Quando oramos segundo a vontade de Deus, podemos ser ousados em fé. Quando estamos diante de uma necessidade, ou de uma circunstância que precisa ser alterada, devemos orar a oração da 62 Break - O Poder disponível na Oração fé, que também é conhecida como oração de petição. É uma oração acompanhada da certeza de que o motivo da petição está em linha com a vontade de Deus. Petição é um requerimento formal a uma autoridade, baseado na lei ou na promessa. Oração de petição é um tipo de oração em que vamos a Deus, de acordo com a Sua Palavra, para apresentar o nosso pedido. É necessário pedir, pois todo o que pede recebe. Isso parece muito simples, mas alguns nunca pediram, e, por isso, também nunca receberam. Mas, para pedir corretamente, o primeiro passo é ser especifico, mas em linha com a Palavra de Deus. Se pedimos algo fora da Palavra de Deus, não temos como receber (Tg 4.2-3). O segundo passo, é que o pedido precisa ser fruto de um desejo profundo do coração. Perceba a sequência do “pedir-buscar-bater”; essa sequência nos fala de um desejo ardente do coração, de intensidade. O terceiro passo é confiar que Deus deseja responder a sua oração; por isso, nunca duvide da bondade de Deus. A graça de Deus é do tamanho da sua necessidade. Não há nada tão grande que Ele não possa fazer, nem há uma necessidade tão pequena que, para Ele, não seja importante. O quarto e último passo, é pedir de acordo com a vontade de Deus, pois, dessa forma, certamente, Ele nos ouvirá. Orar de acordo com a vontade de Deus é orar de acordo com a sua Palavra. Deus age somente de acordo com a sua Palavra. Se você tem o respaldo da Palavra de Deus, você já tem a resposta. Confissão de fé: Se oro segundo a vontade de Deus, Ele ouve a minha oração e também atende aquilo que estou pedindo. Dessa forma, posso orar segundo a vontade de Deus, certo que Ele me atenderá. Oração: Busque textos na Palavra de Deus que venham lhe dar respaldo a respeito da vontade de Deus na área em que você necessita. Agora, siga os passos da oração da fé e creia que será atendido. 63Quarta Semana: Tipos de oração I Quarta Semana - Quarta-feira Texto Base: “E esta é a confiança que temos para com ele: que, se pedirmos alguma coisa segundo a sua vontade, ele nos ouve. E, se sabemos que ele nos ouve quanto ao que lhe pedimos, estamos certos de que obtemos os pedidos que lhe temos feito” 1João 5.14-15 Leitura Bíblica: Js 1.8; Mt 7.7-8; Mc 11.23-24; Jo 15.7; Rm 3.4; Ef 1.3; Fp 4.19; Tg 1.6-8; 3Jo 2 Ore de acordo com a Palavra Se as nossas orações estiverem alinhadas com a vontade de Deus, podemos ter a confiança de que seremos ouvidos. Esse, certamente, é o princípio mais importante para a oração da fé, isto é, o conhecimento da vontade de Deus. A fé é gerada em nosso coração quando temos a certeza de que algo é a vontade de Deus. A fé começa onde a vontade de Deus é conhecida. A petição é feita em fé, e sem o fundamento da Palavra de Deus, é impossível fazer a oração da fé. É claro que, quando não oramos de acordo com a vontade de Deus, nossas orações não são atendidas. Por isso, a melhor maneira de assegurar que estamos orando dentro da vontade de Deus é orar a Palavra. Para aplicarmos esse princípio de forma prática, precisamos usar um versículo, uma passagem, ou um princípio da Palavra de Deus, dando respaldo às nossas orações. Nem sempre encontramos passagens nas Escrituras sobre todas as nossas necessidades e desejos. Não encontramos, por exemplo, um versículo que diga para comprarmos uma casa nova; mas encontramos passagens que afirmam que a vontade de Deus é suprir as nossas necessidades. Se uma casa nova é uma necessidade legítima, podemos orar e crer que a vontade de Deus é suprir essa necessidade. Em alguns momentos, queremos orar por coisas que não temos a certeza se é a vontade de Deus para nós, de acordo com a Sua Palavra. Nesses casos, precisamos, simplesmente, pedir a Deus para nos dar essas coisas, caso seja da vontade Dele fazê-lo; e devemos ficar contentes e satisfeitos com a Sua decisão. 64 Break - O Poder disponível na Oração Por outro lado, há muitas coisas que sabemos ser a vontade de Deus, porque está de forma bem específica na Sua Palavra. Por exemplo: quando oramos para que pessoas sejam salvas, temos a certeza de que estamos orando conforme a vontade de Deus; pois em 2 Pedro 3.9 está escrito: “que ninguém pereça, mas que todos cheguem ao arrependimento”. Quando orarmos de acordo com a vontade de Deus, teremos o que buscarmos. É possível que seja necessário esperar, porque o tempo de Deus é parte da Sua vontade; mas, certamente, a resposta chegará. Não precisamos crer para ver, mas veremos porque cremos e confiamos na vontade de Deus. Para termos uma vida de oração frutífera, a Palavra de Deus precisa ter primazia. Por isso, quanto mais você se encher da Palavra, mais estará preparado em tempos de necessidade. Quando o inimigo se levantar contra você, colocando em dúvida as promessas de Deus a seu respeito, tudo o que devemos fazer diante dos pensamentos, ideias e sugestões do diabo é dizer: “Está escrito!”. Se a Palavra de Deus estiver firmemente plantada em seu coração, estará preparado para uma vida de oração bem sucedida. É maravilhoso saber que a Palavra de Deus é o nosso manual de oração. O Senhor mesmo declara que Sua Palavra produz exatamente o que ela diz (Is 55.10-11). Portanto, quando oramos em concordância com a Palavra, já começamos com a resposta. Confissão de fé: A vontade de Deus para mim é boa, perfeita e agradável. Eu conheço a vontade de Deus, porque a vontade de Deus é a Sua Palavra. Oração: Apresente sua petição a Deus. Faça seu pedido a Deus de modo simples e claro, invocando o que Ele prometeu na Sua Palavra. 65Quarta Semana: Tipos de oração I Quarta Semana - Quinta-feira Texto Base: “Porque em verdade vos afirmo que, se alguém disser a este monte: Ergue-te e lança-te no mar, e não duvidar no seu coração, mas crer que se fará o que diz, assim será com ele. Por isso, vos digo que tudo quanto em oração pedirdes, crede querecebestes, e será assim convosco” Marcos 11.23-24 Leitura Bíblica: Nm 23.19; Pv 4.20-22; Mt 4.1-11; 14.24-31; 2Co 5.7; 10.3- 5; Tg 1.6-8 Creia que já recebeu A oração da fé é feita apenas uma única vez. Quando pedimos a mesma coisa muitas vezes, é porque, ou não entendemos o que estamos fazendo, ou não cremos que Deus respondeu. Por isso, ao fazer a oração da fé, ou de petição, creia que Deus te ouviu e que a manifestação da resposta já está a caminho. Em outras palavras, creia que você já recebeu o que pediu. Tudo o que pedimos em oração, se cremos que já recebemos, assim será conosco. Aquele que crê, crê no passado, como algo já realizado. Quem espera, espera no futuro. É pela fé, e não pela esperança que recebemos respostas para as nossas orações. Aquele que crê, afirma: “Já recebi, já é meu. Isso já aconteceu na dimensão espiritual, já é realidade lá. Eu não estou vendo aqui ainda, mas já é realidade no coração de Deus”. Acredite, aquilo que você faz depois da oração é tão importante quanto a oração em si. Por isso, após orar, mantenha a tomada da fé ligada. Muitos crentes têm a prática errada de fazer uma dupla confissão; de maneira que, primeiramente, declaram: “Minha necessidade será suprida”. Depois, começam a duvidar e questionar: “Como isso vai acontecer?”. A última confissão cancela a primeira. Uma confissão errada, de dúvida e incredulidade, corrói a oração da fé. Depois de fazer a oração da fé, tenha atitudes e conversas que estejam em linha com a sua fé. Nem sempre percebemos o efeito das palavras que saem da nossa boca em nosso coração e mente, mas elas sempre produzem frutos negativos ou positivos, de acordo com o que foi dito. Produzimos frutos com a nossa boca, um fruto bom ou um fruto 66 Break - O Poder disponível na Oração mau; as palavras que falamos criam realidades (Pv 12.14). Aprenda a fazer com que as palavras trabalhem a seu favor. Como você poderá fazer isso? Enchendo suas palavras de fé. A fé nasce no coração, mas é expressa com a confissão dos lábios. Quando a fé do espírito e a confissão da boca se casam, a materialização daquilo que se creu e se confessou, acontece. Essa é a ordem: creio, confesso, tenho. O que os lábios dizem devem concordar com a fé do coração. Por isso, encha a sua boca com a Palavra de Deus, pois a Palavra de Deus na sua boca tem o mesmo poder que a Palavra de Deus na boca dEle. Esse é o princípio da fé: temos o que confessamos, porque a confissão revela o que está em nosso coração. A confissão dos lábios precisa caminhar em harmonia com a fé do coração. As palavras contrárias à fé neutralizam a nossa oração. É importante que você tenha a revelação de que palavras são sementes. Por isso, quando confessamos a palavra, estamos plantando sementes; quando repetimos a confissão, estamos regando essas sementes; e as sementes que foram plantadas e regadas corretamente, acabam germinando. Lembre-se: mantenha a tomada da fé ligada! Entre a sua petição e a manifestação da resposta, existe um tempo. Exatamente nesse período, o inimigo tentará lançar dúvidas em sua mente e roubar a sua bênção. Por isso, mantenha uma atitude segura contra esses pensamentos, porque quando a dúvida entra pela porta, a fé sai pela janela. Dúvida e fé não caminham juntas, pois a dúvida é o inimigo número um da fé. Duvide das suas dúvidas, mas nunca duvide da Palavra de Deus. Confissão de fé: Ando por fé e não pelo que vejo. Não sou movido por aquilo que sinto. Não sou movido por aquilo que vejo. Sou movido apenas por aquilo que creio. Oração: Separe textos da Palavra de Deus que dão respaldo para a sua oração e mantenha firme a sua confissão de fé, crendo que já recebeu. 67Quarta Semana: Tipos de oração I Quarta Semana - Sexta-feira Texto Base: “Não andeis ansiosos de coisa alguma; em tudo, porém, sejam conhecidas, diante de Deus, as vossas petições, pela oração e pela súplica, com ações de graças” Filipenses 4.6 Leitura Bíblica: Sl 95.1-3; 100.4; Pr 3.6; Lc 18.10-14; Jo 6.11; 15.7; Ef 5.20; Cl 4.2; 1Ts 5.18; Hb 13.5; Tg 1.22 O elemento ações de graças A oração da fé nunca é repetida. Ela é feita uma única vez, com a certeza de que já foi ouvida. Você deve orar com ações de graças, até que aquilo se torne realidade, visível e concreta. Mas, você nunca deve orar anulando a sua própria oração. Você deve permanecer e continuar orando, em gratidão, até que o motivo pelo qual você está orando se torne visível; sem colocar em descrédito a oração feita anteriormente. Às vezes, nós oramos pela segunda vez porque ficamos com o sentimento de que, talvez, Deus não tenha ouvido a primeira oração; ou que, talvez, da primeira vez em que oramos, a oração não tenha sido tão boa assim; ou que não oramos tão forte. Algumas vezes, pensamos que Deus não ouviu direito. “Perseverai na oração, vigiando com ações de graças”. Colossenses 4.2 Como você persevera na oração? Como você deve continuar orando? Vigiando com ações de graças. Da primeira vez em que você orou, Deus não estava surdo. Ele o ouviu e o atendeu. A resposta virá? Sim! Mas, persevere em oração, vigiando, velando com ações de graças. O que é velar? É o que fazemos quando alguém morre: ficamos ali, vigiando o morto. Uma vez que oramos, sabendo que Deus nos ouviu, até que chegue o momento da manifestação concreta daquilo que foi pedido, nesse período devemos perseverar em oração com ações de graças. Entretanto, o foco da oração sai de: “Deus, ouça-me!”, para: 68 Break - O Poder disponível na Oração “Pai, obrigado porque Tu me ouvistes”!; de: “Senhor, dê a mim!”, para: “Senhor, obrigado porque o Senhor já me deu!”. Você nunca deixa de orar; e Paulo está dizendo que você persevera orando. E, imediatamente após pedirmos, já podemos levantar as mãos em ações de graças. As ações de graças são uma das expressões e manifestações de nossa fé, porque, antes de acontecer, já agradecemos, crendo que Deus ouviu e que está trabalhando em nosso favor. A sua oração sempre tem que ter o elemento ações de graças; Jesus sempre utilizou este elemento. Um outro exemplo foi quando multiplicou pães e peixes, e ofereceu ações de graças ao Senhor. Às vezes, as nossas orações, ao invés de serem expressões de nossa fé, são expressões de incredulidade. Oramos na tentativa de convencer a Deus de nos abençoar e trabalhar por nós; enquanto, na verdade, não é esse o propósito da oração. Ela não convence Deus a trabalhar por você, ou a amá-lo. Ele nunca vai amar você mais do que já ama; afinal, não existe nada que você possa fazer para que Ele o ame mais ou menos. A nossa oração nos coloca na posição de receber d’Ele, de receber desse amor, dessa graça e desse favor. Há uma graça estocada para cada um de nós. A palavra diz, em Romanos, que Abraão fortalecia sua fé, dando glórias a Deus (Rm 4.16-21). Então, quando a dúvida vier à sua mente, levante suas mãos aos céus e ofereça ao Senhor ações de graças, declarando o que a Palavra diz a seu respeito. Confissão de fé: Pai te agradeço porque seus ouvidos estão sempre abertos para ouvir minhas orações. Louvo ao Senhor pela sua bondade. Dou graças ao Senhor porque já sou abençoado com toda sorte de bênçãos espirituais. Oração: O louvor é a expressão da fé em Deus. Agradeça a Deus pela resposta da sua oração, pois a sua convicção é que Deus é fiel à Sua Palavra, e a materialização da resposta é apenas uma questão de tempo. 69Quarta Semana: Tipos de oração I Quarta Semana - Sábado Texto Base: “Naquele dia, nada me perguntareis. Em verdade, em verdade vos digo: se pedirdes alguma coisa ao Pai, ele vo-la concederá em meu nome. Até agora nada tendes pedido em meu nome; pedi e recebereis, para que a vossa alegria seja completa. Estas coisas vos tenho dito por meio de figuras; vem a hora em que não vos falarei por meio de comparações, mas vos falarei claramente a respeito do Pai. Naquele dia, pedireis em meu nome; e não vos digo que rogarei ao Pai por vós” João 16.23-26 Leitura Bíblica:Mc 16.17-18; Lc 10.17; Ef 3.14-15; 5.20; Fl 2.6-11; Tg 1.22 A oração em nome de Jesus Pela fé, nós fomos incluídos em Cristo. Para compreender isso, pense numa mulher grávida. Aquele bebê está nela, assim como nós estamos em Cristo. Aquele bebê participa da vida da mãe: ele come o que ela come e tem a vida que ela tem. Quem olha para o bebê, no momento em que está na barriga, não vai vê-lo, mas apenas a mulher. Todavia, o bebê está lá, é uma realidade nela. A mesma coisa acontece conosco. Nós fomos colocados em Cristo. Aonde aquela mulher grávida vai, o bebê vai junto. A posição que ela ocupa, o bebê ocupa junto, porque ele é parte dela. Nós também somos parte de Cristo. É por isso que oramos no nome de Jesus. O que é orar no nome de Jesus? Significa que não estamos mais sozinhos, somos como aquele bebê na barriga da mãe, estamos chegando diante de Deus, mas estamos chegando em Cristo. Orar em nome de Jesus é chegar diante do Pai e dizer: “Senhor, eu estou aqui em nome de Jesus. Não estou em meu próprio nome; venho no nome de Jesus e o Senhor não pode negar nada para Jesus, porque Ele é justo e perfeito, e eu estou aqui pedindo no nome dEle”. Portanto, orar em nome de Jesus é mais do que repetir a frase no final da oração: “Em nome de Jesus, amém”. Temos uma chave que abre a porta da nossa casa, podemos dizer que destrancamos a porta, mas quem faz isso, realmente, é a chave. Há uma chave na oração, capaz de abrir portas para suprir todas as nossas necessidades. Sem essa chave, 70 Break - O Poder disponível na Oração nada conseguiremos. O nome de Jesus é a chave de acesso ao coração do Pai. Cristo é o nosso mediador, intercessor, advogado e Senhor; Ele está entre nós e o Pai, por isso, sempre devemos orar ao Pai, em nome de Jesus. Essa é a chave que abre os céus em nosso favor. Porque o Senhor Jesus se humilhou, foi exaltado pelo Pai recebendo um nome acima de todo nome (Fl 2.6-11). Esse nome acima de todo nome é o nome de Jesus. Precisamos ter revelação dessa verdade; o Senhor Jesus recebeu um nome que foi exaltado acima de todos os outros nomes. Jesus afirmou aos seus discípulos: “Até agora, nada tentes pedido em meu nome; pedi e recebereis, para que a vossa alegria seja completa. Naquele dia, pedireis em meu nome” (Jo 16.24, 26). Quando o Senhor diz “naquele dia”, Ele está se referindo aos dias de hoje. Antes de ser elevado aos céus, os discípulos não oravam em nome de Jesus, mas hoje nós oramos, porque Ele foi exaltado e está assentado à direita de Deus. Não temos mais de Deus porque não temos revelação dessa chave. O nome de Jesus é como uma procuração que o próprio Senhor nos deu para usarmos em seu nome. Os limites dessa procuração estão demarcados na Palavra de Deus. Diante dessa verdade, a Igreja hoje desfruta da maior posição de autoridade. Ao dar o seu nome à Igreja, o Senhor Jesus deu-lhe a mais alta garantia. O nome representa tudo o que Ele é. Quando nós oramos em nome de Jesus, é como se o próprio Senhor estivesse dizendo aquilo. A Igreja tem a autorização para falar em nome do Senhor, e, diante da dimensão espiritual, é como se o próprio Senhor estivesse falando. Isso é poderoso! Confissão de fé: Sei que o Nome de Jesus tem poder e autoridade. Sei que tenho o direito legal de usar esse nome, o nome que está acima de todo nome! Oração: Se queremos ter uma vida de oração frutífera, devemos agir de acordo com as regras determinadas na Palavra. Sempre ore ao Pai, em nome de Jesus. 71Quarta Semana: Tipos de oração I Quarta Semana - Domingo Texto Base: “Em verdade vos digo que tudo o que ligardes na terra terá sido ligado nos céus, e tudo o que desligardes na terra terá sido desligado nos céus” Mateus 18.18 Leitura Bíblica: Mc 11.23-24; 2Co 5.20; Ef 1.20-22; Ef 2.6; 1Jo 3.8 Orando com autoridade Para cada lugar ou tarefa, existe uma roupa apropriada. Sendo assim, não é adequado ir para a praia de blazer, isso é algo fora do normal; assim como não é adequado ir com roupa de praia para um casamento, pois, definitivamente, não é a roupa apropriada. Da mesma forma, para fazer a vontade do Senhor, nós precisamos da roupa apropriada, ou seja, precisamos do revestimento de poder e autoridade. Tomemos, como exemplo, um guarda de trânsito. Se ele fizer o sinal característico de parada obrigatória a qualquer motorista, este deve parar imediatamente o veículo que está dirigindo, até mesmo se for um “caminhão”. Todavia, não é a força física do guarda que faz com que isto aconteça. Nenhum guarda de trânsito tem poder físico suficiente para parar um carro, se o condutor resolver não fazê-lo. Os carros param, simplesmente, por causa da autoridade que está por trás daquele guarda. Todo motorista sabe que, se o desobedecer, estará afrontando o governo, e isso poderá resultar em multa ou até mesmo em prisão. O que os motoristas respeitam é a autoridade do governo, representada pelo guarda. A farda é um indicador de autoridade. Nenhum guarda de trânsito exerce sua função sem o uniforme, pois ninguém o respeitará como autoridade. Neste caso, se ele se põe à frente de um veículo em movimento e ordena ao mesmo que pare, correrá o risco de ser atropelado. De modo semelhante, o sinal da nossa autoridade é o revestimento. Quando estamos revestidos, temos a mais alta autoridade do Universo. Esse mesmo poder deve estar sobre nós, revestindo-nos como um uniforme. É um revestimento invisível aos olhos naturais, mas visível no mundo espiritual. O diabo tem conhecimento dele. Por isso, 72 Break - O Poder disponível na Oração grande é o temor que vem sobre as hostes do diabo, pois sabem que o poder de Deus em nós pode destruir as obras delas. O Senhor não diz que devemos falar a Deus sobre a montanha, mas, em vez disso, Ele diz que precisamos ordenar à montanha (Mc 11.23- 24). O Senhor afirma que falar ao monte, ordenando-lhe que se lance no mar, é uma forma de oração. Devemos aprender a lidar diretamente com os problemas; todo crente deve aprender a falar com o monte. Qual é o significado do monte? O monte é tudo aquilo que se coloca diante de nós para impedir o nosso caminho. É todo obstáculo que nos impede de avançar. O que devemos fazer nessas circunstâncias? Muitos oram pedindo a Deus que remova o problema, mas devemos exercitar a autoridade da qual fomos revestidos, ordenando que o monte saia. Você precisa aprender a falar com as coisas, com o monte, com a figueira, com o vento, com o mar, com as circunstâncias. Você precisa ordenar à doença: “Saia de Mim!”. Você precisa ter ousadia para orar sobre os problemas, dizendo: “Não o aceito em minha vida. Saia em nome de Jesus!”. Pode ser que a montanha se recuse a sair, mas você precisa perseverar, crendo que já é como você disse. A base para orarmos com autoridade é a convicção de que se trata da vontade de Deus. Se tivermos a menor dúvida de que a vontade de Deus seja remover o monte; a doença, a circunstância, o problema; não teremos fé para ordenar contra ele. Não devemos pensar que a vontade de Deus será feita automaticamente na terra. É preciso que a Igreja se levante, ligando na terra a perfeita vontade de Deus. Pela autoridade em que fomos revestidos, podemos desfazer as obras do diabo e colocar limites nas suas ações. Confissão de fé: Estou revestido de autoridade contra todo o poder do inimigo. A autoridade que há no nome que está acima de todo nome foi dada à Igreja. Foi dada a mim. Tenho autoridade para falar às circunstâncias. Tenho autoridade sobre todo o poder do inimigo. Oração: Levante-se em oração, ordenando ao monte que seja removido diante de você. 75Quinta Semana: Tipos de oração II Quinta Semana - Segunda-feira Texto Base: “Então, Jesus tomou os pães e, tendo dado graças, distribuiu-os entre eles; e também igualmente os peixes, quanto queriam.” João 6.11 Leitura Bíblica: Sl 95.1-3; 100.4; Pr 3.6; Lc 18.10-14; Ef 5.20; Cl 3.15; 1Ts 5.18 Orando com ações de graças Ações de graças são basicamenteo ato de expressar reconhecimento e gratidão a Deus por bênçãos que Ele tem derramado sobre nós. Estamos sensibilizados com o que Ele nos faz e nos dá; como a salvação, o alimento, a provisão material, a família, enfim, as coisas que Ele faz em nossa vida. Portanto, reconhecemos e expressamos isso. Ações de graças podem ser expressadas por pensamentos ou falas, apresentadas em palavras, cânticos ou atitudes. Ações de graças são um tipo de oração em que nos achegamos diante de Deus, confessando suas bênçãos. A gratidão agrada o coração do Pai e também enriquece a nossa vida. Um coração agradecido dificilmente conhece a amargura, mas a ingratidão é como um veneno para a alma. Este tipo de oração tem origem em um coração grato; aquele que está cheio de gratidão a Deus acaba exalando esta essência, pois a boca fala do que está cheio o coração (Mt 12.11). Vemos que a oração de gratidão, antes de tudo, era praticada na vida de Jesus. Ele nos ensina, neste evento da multiplicação dos pães e dos peixes, a começar a nossa oração sendo grato; Ele deu graças pelo que Ele tinha em suas mãos antes de tudo. Podemos perceber que a ação de graças tem o poder de multiplicar o pão. Quantos de nós, em uma situação como essa, começaríamos a nossa oração agradecendo a Deus? Com certeza, já começaríamos a oração declarando a nossa fé. Se não há contentamento naquilo que Deus está dando, não há como multiplicar. Seria muito incoerente da parte de Deus continuar dando algo que não desejamos receber, ou que não somos gratos. Imagine você abençoando uma pessoa constantemente e a pessoa te demonstrar uma ingratidão ou uma insatisfação. Você continuaria a abençoá-la? Dificilmente. 76 Break - O Poder disponível na Oração O descontente deprecia a bênção do céu; mas o contentamento, que vem pela gratidão, dá ao Senhor ocasião para nos dar porção ainda maior. A gratidão tem o poder da multiplicação. O milagre da multiplicação é um dos milagres operados por Jesus que mais nos surpreende. Mas esse grande milagre não foi operado por uma oração “superpoderosa”, mas sim uma oração de ações de graças. Poucos de nós acreditam que aquela oração que fazemos no momento de nossas refeições pode ser tremendamente poderosa. Ação de graças tem o poder de produzir abundância em sua vida, pois um coração grato toca o coração de Deus. As pessoas que são contentes com aquilo que Deus dá acabam recebendo mais e mais. Não é só ter um coração generoso que faz alguém prosperar, mas também o contentamento seguido de ações de graças. Confissão de fé: Eu sou grato a Deus por tudo que tenho vivido. Eu sei que Deus cuida de mim e de cada detalhe da minha vida. Não há nada na minha vida que esteja fora do controle do Senhor. Sou grato pela minha família, pelo meu trabalho, pela minha renda, pelo meu suprimento, pela minha igreja. Em tudo na minha vida, eu vejo as mãos de Deus. Oração: Experimente fazer uma lista de bênçãos que o Senhor já te deu este ano. Coloque todas elas, não esqueça de nenhuma. Após isso, ore agradecendo a Deus por cada uma delas. 77Quinta Semana: Tipos de oração II Quinta Semana - Terça-feira Texto Base: “Tiraram, então, a pedra. E Jesus, levantando os olhos para o céu, disse: Pai, graças te dou porque me ouviste. Aliás, eu sabia que sempre me ouves, mas assim falei por causa da multidão presente, para que creiam que tu me enviaste. E, tendo dito isto, clamou em alta voz: Lázaro, vem para fora!” João 11.41-43 Leitura Bíblica: Lc 24.30-31; Cl 3.16; 1Ts 5.18 A virtude da gratidão As ações de graças talvez sejam o tipo de oração mais negligenciado pelas pessoas. Muitos pensam que elas não são orações poderosas para mudar as circunstâncias da vida, mas esse é um grande engano. A vontade de Deus é que, em meio a todas as circunstâncias, demos graças: “Em tudo, dai graças, porque esta é a vontade de Deus em Cristo Jesus para convosco” 1Ts 5.18. A única maneira de sermos gratos em todo tempo é reconhecendo o Senhor em nossos caminhos, e assim, Ele endireitará as nossas veredas. Se formos capazes de ver a mão de Deus continuamente, seremos capazes de ver a obra que Ele faz em nós. Por que Deus se interessa tanto pela nossa gratidão? Porque ações de graças mudam a nossa atitude diante da vida. Ações de graças produzem contentamento. Um coração grato é um coração contente com o seu Deus. Um coração grato está sempre pronto para receber mais de Deus. Assim como vimos no capítulo de ontem, mais uma vez Jesus está diante de um milagre extraordinário, e não O vemos fazendo uma oração “super ungida”. Jesus, simplesmente, agradece ao Pai, porque Ele sempre O ouvia. Da mesma forma que as ações de graças multiplicaram os pães e os peixes, vemos que este tipo de oração também tem o poder de trazer vida onde há morte. A gratidão coloca vida onde não existia. A gratidão a Deus nos enche de sentido para viver, faz brotar dentro de nós um prazer novo. Como Jesus disse “graças te dou”, trazendo vida onde imperava 78 Break - O Poder disponível na Oração a morte, você também pode trazer vida à sua casa, tendo um coração grato. Você já notou o quanto a murmuração gera morte? Ela torna o ambiente pesado e morto. Como é difícil conviver com pessoas que reclamam o tempo inteiro, com pessoas que estão sempre insatisfeitas. Agora pense no contrário, em como pessoas contentes e felizes alegram o ambiente. Você pode ser alguém que enche o ambiente de vida, mas também pode encher o ambiente de morte. Às vezes, você pode transformar o ambiente simplesmente por permitir que a vida, manifestada através da gratidão, inunde o ambiente. Ações de graças são a fonte de toda bênção. Confissão de fé: Eu tenho um coração grato, e, por isso, posso liberar vida em qualquer ambiente que eu estiver. Onde a morte, vida é liberada; onde há tristeza, alegria é ministrada. A vida de Deus é liberada através do meu coração contente. Oração: Comece o seu dia orando, agradecendo a Deus por tudo e por todos que Ele lhe tem dado. 79Quinta Semana: Tipos de oração II Quinta Semana - Quarta-feira Texto Base: “Ainda que a figueira não floresça, nem haja fruto na vide; o produto da oliveira minta, e os campos não produzam mantimento; as ovelhas sejam arrebatadas do aprisco, e nos currais não haja gado, todavia, eu me alegro no SENHOR, exulto no Deus da minha salvação.” Habacuque 3.17-18 Leitura Bíblica: 1Sm16.23; 2Cr 20.2-22; Sl 22.3; Hc 3.17-18; Ap 14.2-3 O poder do Louvor “Por volta da meia-noite, Paulo e Silas oravam e cantavam louvores a Deus, e os demais companheiros de prisão escutavam. De repente, sobreveio tamanho terremoto, que sacudiu os alicerces da prisão; abriram-se todas as portas, e soltaram-se as cadeias de todos.” Atos 16.25-26 Paulo e Silas nos apresentam um situação em que todos nós, crentes passamos. Quem nunca enfrentou o dia mal? Quem nunca passou por uma situação de dificuldade? Em momentos como este, o recurso mais poderoso que podemos usar é o louvor. Paulo e Silas estavam presos por pregarem o evangelho em Filipos. Eles foram colocados em uma situação deplorável, foram açoitados e presos na região mais inferior da cadeia. Presos em um tronco, em uma posição muito desconfortável, com suas feridas abertas, tomados pela umidade do local, ao cheiro de dejetos, era normal se esperar qualquer tipo de murmuração da boca dos dois. Porém, o que o texto nos apresenta é que, mesmo em uma situação terrível, os corações de ambos estavam no céu. Nestas circunstâncias, muitos de nós apenas reclamaríamos, tentando descobrir onde pecamos para sofrer algo deste tipo. Paulo e Silas não assumiram esta postura. Por volta da meia noite, em meio a muita dor, os dois levantaram a voz e louvaram ao Senhor. Foi feito de todo o coração, de toda a alma; e as demais pessoas que também 80 Break - O Poder disponível na Oração estavam presas só ouviram. De repente, um terremoto aconteceu e as portas da cadeia foram quebradas; todos estavam livres, inclusiveaqueles que só ouviram o louvor. No meio do fogo da tribulação, da angústia de uma prisão espiritual; em meio a muitas contrariedades, no momento mais difícil, quando parece estar doendo mais, não lamente, não murmure. Não é errado lamentar, porém, a Palavra de Deus nos mostra que os nobres não lamentam. Neste momento, abra sua boca e entoe ao Senhor um cântico novo, não um cântico de auto piedade ou auto preservação, mas um cântico que exalte ao Senhor. Louve bem alto, não se preocupe, não tenha vergonha. Podem existir pessoas ao seu redor que precisam ouvir o seu louvor, e quando o terremoto vier, elas também serão abençoadas, as cadeias que prendem os seus pés serão quebradas. Assuma a postura esperada por Deus em meio a luta e muitas pessoas serão abençoadas por você. Nunca permita que o inimigo cale a sua boca. Nunca pare de louvar. Aquele que se cala já está derrotado. Não importa o que aconteça, cante um novo cântico ao Senhor. Confissão de fé: Eu não preciso temer as circunstâncias, pois eu sei que Deus está comigo em qualquer situação. Por isso, posso levantar a minha voz e louvar ao Deus da minha salvação, meu Senhor, que me deu vida, que me restaurou, que me regenerou. Oração: Pegue uma folha e descreva a contrariedade em que você está vivendo. Coloque cada situação difícil que você está enfrentando. Diante disso, coloque-se de pé, erga a sua cabeça e entoe ao Senhor um novo cântico. Louve ao Senhor com todo seu coração, com toda a sua alma e deixe o terremoto acontecer. 81Quinta Semana: Tipos de oração II Quinta Semana - Quinta-feira Texto Base: “Seis dias antes da Páscoa, foi Jesus para Betânia, onde estava Lázaro, a quem ele ressuscitara dentre os mortos. Deram-lhe, pois, ali, uma ceia; Marta servia, sendo Lázaro um dos que estavam com ele à mesa. Então, Maria, tomando uma libra de bálsamo de nardo puro, mui precioso, ungiu os pés de Jesus e os enxugou com os seus cabelos; e encheu-se toda a casa com o perfume do bálsamo. Mas Judas Iscariotes, um dos seus discípulos, o que estava para traí-lo, disse: Por que não se vendeu este perfume por trezentos denários e não se deu aos pobres? Isto disse ele, não porque tivesse cuidado dos pobres; mas porque era ladrão e, tendo a bolsa, tirava o que nela se lançava.” João 12.1-6 Leitura Bíblica: 2Cr 16.9; Jo 4.24; Rm 5.5 Oração de Adoração Adorar é amar a Deus, é a minha resposta ao amor divino. Só podemos adorá-lo porque Ele nos amou primeiro. A adoração é uma resposta do meu espírito a um mover de amor do Espírito Santo dentro de mim, e que me leva para o Pai. Não há adoração verdadeira sem o auxílio do Espírito Santo. Adoração é o reconhecimento do que Deus é. Enquanto o louvor se encontra no que Deus faz, a adoração se concentra no que ele é: Ele é sábio, santo, onipresente, onipotente, onisciente, soberano, infinito, eterno, sublime, justo, amoroso, o que era, que é e que há de vir, único Senhor. Na adoração, nos concentramos em seus atributos, na sua natureza, na pessoa de Deus, nas qualidades do seu ser. Jesus nos ensina em João 4.24 que Deus é espírito e seus adoradores O adoram em espírito e em verdade. Logo, a adoração não é um gesto do corpo, não é uma emoção da alma, mas é uma ação espiritual. Nós adoramos a Deus com o nosso espírito, é dele que procede a adoração. Maria, apresentada no texto acima, é um exemplo de adoradora no Novo Testamento. Sua atitude apresenta um padrão a ser seguido por aqueles que desejam adorar a Deus, de fato. O texto diz que Marta servia, mas Maria estava aos pés do Senhor. Estar aos pés do Senhor nos mostra que o seu único anseio era Ele, 82 Break - O Poder disponível na Oração e mais ninguém. Maria estava completamente encantada e deslumbrada com a presença de Jesus. Por essa razão, Jesus foi muito claro ao dizer que Maria escolhera a melhor parte, ela escolhera a intimidade com o Senhor. Nosso desejo não é criar aqui uma rivalidade entre Marta e Maria, entre aqueles que servem, trabalham, fazem; e entre aqueles que só querem contemplar. Sem dúvida, o trabalho de Marta foi muito importante. É importante servir, é importante fazer. Porém, existem pessoas que se envolvem em tantas atividades que acabam perdendo o foco central, que é a contemplação. Muitas pessoas têm muito ânimo de fazer o trabalho braçal, mas não têm disposição de investir tempo unicamente adorando ao Senhor. Muitos acham que, com o trabalho, estão tocando o coração do Senhor. Mas, o que vemos na prática, é que a Igreja é edificada por aqueles que são atraídos pelo Senhor, que possuem uma sede insaciável pela Sua presença. Adoração nos fala de paixão. Passamos a expressar com nossas vidas aquilo pelo qual nosso coração foi tomado. Nosso coração não pertence mais a nós mesmos, mas ao Senhor; e por isso, nós nos rendemos completamente a Ele. É importante a organização, tudo aquilo que fazemos. Porém, tire a adoração, tire a contemplação, tire a paixão que está envolvida, e você verá que, em uma questão de tempo, toda motivação se esgotará. A adoração expressa a nossa paixão e ela é a fonte de tudo aquilo que fazemos. Confissão de fé: Amo o Senhor, meu salvador! Eu O desejo, eu O anseio, eu O aguardo. O dia em que mais espero é o dia em que O verei face a face. Oração: Separe hoje um tempo especial para contemplação. Desligue seus telefones, televisão e tudo mais que possa distrai-lo. Se você toca algum instrumento, pegue-o e tenha um tempo precioso de adoração e contemplação. Se você não toca nenhum instrumento, coloque para tocar músicas que te inspiram a adorar. Tenha um tempo precioso de adoração e contemplação. 83Quinta Semana: Tipos de oração II Quinta Semana - Sexta-feira Texto Base: “lançando sobre ele toda a vossa ansiedade, porque ele tem cuidado de vós.” 1Pedro 5.7 Leitura Bíblica: Sl 37.5; Mt 6.25-34; 21.21-22; Lc 12.29-32; Fl 4.6-7 Oração de Entrega Não podemos aceitar sobre nós nenhum tipo de peso de ansiedade ou de preocupação. A oração de entrega trata exatamente deste problema. A oração de entrega é feita quando os cuidados, as inquietações, angústias, incertezas e pesos da vida nos batem à porta. Consiste em entregá-los ao Senhor, que tem condições de levá-los; e, assim, podemos entrar no descanso da fé. A oração de entrega é, portanto, a transferência de fardos, problemas, inquietações e preocupações ao Senhor; é o soltar de cargas nas mãos daquele que tem todo o poder e condições para carregar, bem como para resolver. Pedro nos ensina a pegar o fardo da ansiedade e das preocupações e lançar, ou seja, jogar sobre o Senhor. Podemos entregar nossos cuidados e preocupações a Deus, gozando de Sua paz divina. Este é um tipo de oração que é melhor expressado com atitudes do que com palavras. A oração de entrega é uma atitude de descanso em Deus. Quem entrega já não possui mais o que entregou. Não é possível você possuir aquilo que você já deu. O problema é que muitos crentes entregam o problema para Deus, mas muitas vezes tomam da sua mão de volta. Deixe-me contar uma história. Certa vez, um senhor carregava um pacote pesado sobre sua cabeça. Este senhor parou na beira de uma estrada para pedir carona. Um jovem, então, parou o seu carro e ofereceu carona ao senhor. O senhor entrou no carro, sentou no banco, mas continuou com aquele pacote pesado sobre sua cabeça. O jovem então perguntou porque ele não tirava aquele pacote de sua cabeça, e não o colocava no chão. Ele, então, o respondeu – Já é tanta bondade me dar uma carona, que nem passou pela minha cabeça que você também pudesse levar o meu pacote. 84 Break - O Poder disponível na Oração Muitos cristãos vivem como este senhor; entregaram a vida ao Senhor, mas querem continuar carregando os seus fardos. Da mesma forma que era desnecessário que aquele pacote continuasse na cabeça daquele senhor, uma vez que ele estava sendo transportado em um carro, é desnecessário que você continue carregando as preocupações e as ansiedades doscuidados da vida se você está em Cristo. Jesus já carregou na Cruz tudo o que te impedia de viver o pleno descanso do Senhor. Se aprendermos a oração de entrega, a maioria do tempo que supomos gastar em oração, conversando sobre nossas preocupações, sem nada resultar, será remido, pois já não precisaremos dele. Todas elas terão sido transferidas para o Senhor. A inquietação da alma nada produz, exceto estresse, esgotamento e morte. A bíblia é contra a preocupação, pois ela é a ausência de confiança em Deus. Temos na oração recursos para entrarmos no descanso da fé e vencer todas essas coisas, para que não sejamos destruídos pela crise, pelas circunstâncias, pelas preocupações e ansiedades. Há alguém que nos conhece, que é poderoso, nos ama e nos protege. Por isso, liberte-se dos fardos, das noites não dormidas, pois há um descanso em Deus para você na oração de entrega. Confissão de fé: Eu não devo andar ansioso por coisa alguma. Não devo viver uma vida cheia de preocupações. Eu tenho um Deus que cuida de mim e sabe de cada uma das minhas necessidades. Creio que Ele responde cada uma das minhas orações. Por isso, eu escolho lhe entregar toda ansiedade, e descanso nEle. Oração: Ore a Deus entregando tudo aquilo que te preocupa, te deixa ansioso e te rouba a paz. Entregue ao Senhor e experimente entrar no descanso da fé. 85Quinta Semana: Tipos de oração II Quinta Semana - Sábado Texto Base: “Busquei entre eles um homem que tapasse o muro e se colocasse na brecha perante mim, a favor desta terra, para que eu não a destruísse; mas a ninguém achei.” Ezequiel 22.30 Leitura Bíblica: Jó 9.32-33; Is 59.16; 62.6-7; 64.7; Rm 8.26,34; 1 Tm 2.1-4; Hb 7.25 Oração de Intercessão Deus deseja operar sobre a terra, levando os homens ao pleno conhecimento da verdade, e executando o juízo contra o inferno. Sabemos disso com muita convicção. Agora, sabemos que Deus tem poder e autoridade para isso, então, por que Ele não faz logo? Como já vimos, Deus não é tirano, Ele é soberano. Deus não passaria pelas lei que Ele mesmo criou. “Os céus são os céus do SENHOR, mas a terra, deu-a ele aos filhos dos homens.” Salmo 115.16 Para entendermos o motivo de servimos a um Deus soberano, mas ainda assim precisarmos interceder pela sua vontade, precisamos voltar lá em Gênesis. Dessa forma, observamos que Deus, quando criou o homem, lhe deu o domínio sobre toda criação, sobre toda a terra. Adão era o governante deste mundo. A terra é dos homens, mas quando Adão pecou, ele entregou o domínio deste mundo a Satanás. Por isso, a Bíblia diz que satanás é o deus deste século (2Co 4.4); por isso, Lucas relata na tentação de Jesus o diabo oferecendo os poderes desse mundo como se o mesmo fosse dele (Lc 4.5-7). Quem entregou a satanás os reinos deste mundo foi Adão ao pecar. Por isso, o responsável pelas guerras, crimes, violência e toda desgraça deste mundo é o próprio diabo. Nada disto vem de Deus. Para que Deus possa, então, agir na terra, intervir sobre alguma situação, nós homens, precisamos pedir para que Ele haja. 86 Break - O Poder disponível na Oração A autoridade de satanás sobre a terra só pode ser sobrepujada quando os cristãos oram e intercedem em favor dos homens e da nação. Deus está buscando homens que possam orar pelos homens e pela terra, para que Deus não a destrua. Precisamos interceder para que a vontade de Deus seja feita na terra. Foi Jesus quem nos ensinou a orar pedindo para que a vontade de Deus seja feita na terra, como é feita nos céus. A obra de Deus só vai avançar se houver homens orando. Os pecadores só irão se converter se homens de Deus clamarem. A vontade de Deus só será vista na terra se a Igreja se levantar para orar. Somos chamados para interceder, pois Deus nada faz na terra sem a cooperação do homem. Deus revela seus propósitos, e seus servos falam na terra em linha com eles; tornando-se instrumentos para gerá- los e vê-los nascer. Deus convoca a sua Igreja para levantar sua voz ao Trono, e rogar ao Senhor que se cumpra na terra aquilo que é propósito divino. Deus tem um plano em seu coração para a humanidade. Mas, para que Ele aja na terra, torna-se necessário que os filhos dos homens entrem em concordância com Ele, através da sua Palavra, e digam no planeta o que Ele está dizendo no Céu. Confissão de fé: Eu faço parte de um exército que Deus está levantando nestes dias para clamar a Ele por sua vontade. Eu faço parte de um mover de Deus que nunca foi visto e que será responsável pela conquista da minha geração. Oração: Nesta hora, separe alguns versículos bíblicos que revelam qual é a vontade de Deus para o homem. Em oração, peça a Deus para que Sua vontade seja real na terra, como ela é real nos céus. Seja tomado pelo Espírito Santo para interceder pela nossa geração. 87Quinta Semana: Tipos de oração II Quinta Semana - Domingo Texto Base: “Também o Espírito, semelhantemente, nos assiste em nossa fraqueza; porque não sabemos orar como convém, mas o mesmo Espírito intercede por nós sobremaneira, com gemidos inexprimíveis. E aquele que sonda os corações sabe qual é a mente do Espírito, porque segundo a vontade de Deus é que ele intercede pelos santos.” Romanos 8.26-27 Leitura Bíblica: Dn 10.10-13; Jo 14.16; 1Co 14.14-15 O Espírito Santo, nosso Intercessor A vida de oração é um desfrutar da comunhão com Deus. Quando nascemos de novo, o próprio Deus, na pessoa do Espírito Santo, veio habitar em nós. Podemos dizer sim que temos o mais alto grau de intimidade com Deus, pois Ele mesmo se mudou, vindo morar dentro de nós. Hoje, estamos misturados com Ele em nosso interior, em nosso espírito. O Espírito de Deus e eu somos um. Além de ser nosso Senhor, Deus também se tornou um grande amigo. Em João, Jesus chama o Espírito Santo de Consolador (Jo 14.16). De acordo com o dicionário e léxico Strong, no grego, Consolador é a palavra “parakletos” e seu significado é alguém convocado para estar ao lado, para ajudar, advogado, conselheiro. Deus convocou o Espírito Santo para morar em nós e ser o nosso grande conselheiro, Aquele que caminha do nosso lado. Quantos de nós gostamos de estar junto de amigos que tanto amamos? A presença deles nos alegra, e nos momentos difíceis, achamos conforto. Nas tomadas de decisão, suas palavras nos aconselham. Enfim, como seria difícil a nossa vida sem os nossos amigos. Agora imagine como seria a nossa vida sem o Espírito Santo? Ele que é o nosso amigo fiel e que está sempre ao nosso lado para nos auxiliar. Paulo nos diz que Ele nos assiste em nossas fraquezas. A palavra assistir significa, também, dar assistência, trabalhar junto, lado a lado com alguém. Ao dizer que nos assiste, Paulo quer deixar claro que o Espírito de Deus está trabalhando do nosso lado nos momentos de nossas fraquezas. Portanto, não pense que nas situações difíceis, ou quando nos 88 Break - O Poder disponível na Oração sentimos fracos ou tentados, Ele nos abandona. Pelo contrário, saiba que, principalmente nesses momentos, Ele estará trabalhando lado a lado conosco. O Espírito Santo trabalha de uma forma muito efetiva, intercedendo por nós. Nós não conhecemos a mente do Espírito, mas Ele a conhece. Nós não sabemos o que Deus deseja para nós, mas Ele sabe. E não é em cima da nossa fraqueza que Ele intercede, muito menos a favor da nossa vontade que Ele pede. Mas o texto diz que é segundo a vontade de Deus que Ele intercede por nós. Mesmo sabendo o quanto somos limitados e, muitas vezes, carnais, o Espírito Santo não leva em conta. Ele ora a Deus, intercedendo em nosso lugar, pedindo ao Pai para que tudo seja feito segundo a vontade de Deus. E o resultado de uma oração feita segundo a vontade de Deus é que Deus a ouve e a responde. Por isso, temos mais um motivo para mantermos uma vida fiel de oração. Mesmo que estejamos fracos, Ele não nos abandona. Ele está do nosso lado para nos auxiliar em nossas fraquezas, pedindo a Deus, segundo a Sua vontade, para nos abençoar.Então, que venhamos desfrutar desse grande amigo que habita dentro de nós e que intercede por nós. Confissão de fé: Eu tenho um grande amigo chamado Espírito Santo, que não me abandona. E mesmo quando estou mal, Ele está comigo. Ele está sempre intercedendo ao Pai em meu favor, pois Ele conhece a vontade de Deus ao meu respeito. Oração: Uma vez que o Espírito Santo está intercedendo por você diante de Deus em suas fraquezas, peça-O para guiá-lo em oração. 91Sexta Semana: Tipos de oração III Sexta Semana - Segunda-feira Texto Base: “Então, disse Maria: Aqui está a serva do Senhor; que se cumpra em mim conforme a tua palavra” Lucas 1.38 Leitura Bíblica: Jr 29.11; Lc 22.42; Rm 12.2; Ef 1.4-6; 5.17; Fp 2.13 A Oração de consagração A oração de consagração é o tipo de oração que deve ser feita em momentos de decisões; onde caminhos precisam ser determinados em nossa vida, e não temos certeza da direção de Deus, ou até mesmo percebemos a vontade de Deus, mas ainda há uma luta interior. Nesse tipo de oração, há disposição de aceitar a vontade de Deus; nela podemos fazer a afirmação “se for da tua vontade”. Como uma atitude de consagrar-se, declarando, com essa atitude, que Ele é o dono das nossas vidas. Sempre há ocasiões em que precisamos tomar decisões, e a vontade de Deus naquela área das nossas vidas não está revelada claramente em Sua Palavra. Por exemplo, não há um texto nas Escrituras dizendo onde devemos morar, qual profissão devemos seguir, em que igreja devemos congregar... Diante dessas situações, o que fazer? Como orar? Esse tipo de oração requer uma atitude de submissão, dependência e obediência. Exige mais tempo e, às vezes, pode ser bastante demorada. Exige calma antes de agir. E uma vez que a vontade de Deus é conhecida, não há o que pedir, é só segui-la em submissão e obediência. Nesse tipo de oração, há uma disposição de fazermos ou aceitarmos a vontade de Deus naquela determinada circunstância. Vamos com disposição de abrir mão da nossa própria vontade, e com o desejo de que a vontade dEle seja estabelecida sobre a nossa. A vontade de Deus é sempre a melhor, e quando a vivenciamos, temos a garantia de que seremos abençoados e prósperos; ela visa o nosso bem, mesmo que não saibamos ainda discerni-la. A oração de consagração alinha a nossa vontade com a vontade de Deus, afim de trazer a bênção e o favor de Deus numa determinada situação. Esse tipo 92 Break - O Poder disponível na Oração de oração nos coloca em parceria com Deus, direcionados para o mesmo alvo. Consagrar-se é o mesmo que dedicar-se. Quem se consagra verdadeiramente a Deus, não o faz de maneira subjetiva; aquele que se consagra, o faz à vontade de Deus. Somente discípulos consagrados realizam algo significante para o Reino de Deus. Há pessoas que fazem coisas, mas poucas são realmente consagradas. Na igreja, há pessoas que querem ajudar, mas não há muitas realmente consagradas. Há muitas pessoas querendo fazer coisas para Deus, mas não há muitas querendo fazer a vontade de Deus. Aqueles que querem fazer coisas para Deus, querem fazer aquilo que é agradável, atraente, mais recompensador; querem fazer o que gostam e querem fazer para Deus. Isso, certamente, é fazer coisas para Deus, mas não é consagração; pois, consagração é fazer vontade de Deus. Senhor, gosto de cantar, mas o que o Senhor quer de mim? Senhor, queria mesmo morar em Belo Horizonte, mas aonde o Senhor que eu vá? Senhor, quero fazer algo nessa igreja, mas o quer que eu faça? Uma coisa é fazer coisas para Deus, e outra é fazer a vontade de Deus. Isso é consagração. Talvez este seja um dos mais difíceis tipos de oração; porque nossa vontade, em muitos momentos, é tão forte, que temos dificuldade de calar a voz da alma, para discernirmos a voz do Espírito de Deus em nosso espírito. Nunca se esqueça de que “há semelhança nas vozes”; em muitos momentos, a voz da alma parece ser muito parecida com a voz do espírito. Por isso, é necessário guardar o nosso coração, para termos percepção sensível ouvindo a voz de Deus. Quanto mais crescemos espiritualmente, avançando em maturidade espiritual, mais temos habilidade para discernir a vontade de Deus. Confissão de fé: “A minha comida consiste em fazer a vontade daquele que me enviou, e realizar a Sua obra” João 4.34 Oração: Ore buscando discernimento e percepção espiritual para conhecer a vontade de Deus em todas as áreas da sua vida. 93Sexta Semana: Tipos de oração III Sexta Semana - Terça-feira Texto Base: “...faça-se a tua vontade, assim na terra como no céu” Mateus 6.10 Leitura Bíblica: Sl 37.34; 40.8; Mt 6.9-15; Lc 22.42; Jo 6.37-40; Rm 12.2; Fp 2.5-7; 1Jo 2.17 Faça-se a tua vontade Ser discípulo é seguir a vontade do mestre. Estar no reino é se submeter a vontade do Rei. Jesus morreu e ressuscitou para ser Senhor, e nos comprou com preço de sangue para sermos seus servos. Fomos comprados, temos um Senhor e dono. Não somos mais de nós mesmos, pertencemos a Cristo, e dEle somos servos. A diferença entre o crente espiritual e o crente carnal é que o crente carnal conhece Jesus como salvador, mas não conhece Jesus como Senhor; ele ainda governa sua própria vida e faz tudo de acordo com seu próprio entendimento. Este é o princípio básico do Reino: o senhorio. O problema é que, por causa da mentalidade moderna, perdemos completamente o sentido da palavra “servo”. Na verdade, para não ofender a mentalidade do homem moderno, nem usamos a palavra escravo, mas o fato é que temos um senhor e dono. Afinal, fomos comprados. Se temos um Senhor, então, não podemos ser outra coisa. Somos servos designados a fazer a Sua vontade. Conta-se que um homem chegou a uma tribo perguntando se poderia ser o rei deles. Porém, eles disseram que aquele homem jamais havia feito coisa alguma por eles. Como, portanto, poderia ser seu rei? O bom homem, então, começou a curar os doentes que lá estavam, prosperar os necessitados, resolver os problemas de relacionamentos e etc. Depois de ter feito tantas coisas, voltou a perguntar se poderia ser seu rei. Contudo, respondeu-lhe o povo: Mas, agora que está tudo tão bem, para que precisamos de um rei? Essa ilustração nos fala muito da realidade de alguns cristãos em nossos dias; desejam todas as bênçãos de um Salvador, mas não se comprometem a se tornarem servos do Senhor. Contudo, a oração que 94 Break - O Poder disponível na Oração abala os céus e faz tremer a terra é dos discípulos e servos que oram pela vontade de Deus, se consagrando a ela. Quando Jesus ensina seus discípulos a orar, Ele usa uma expressão preciosa: “faça-se a tua vontade, assim na terra como no céu”. Todos os dias, milhões de pessoas repetem essa oração como uma reza, sem ter o menor entendimento a respeito da vontade de Deus. Muitos oram para que Deus abençoe sua própria vontade, mas poucos se preocupam em conhecer a vontade de Deus. Muitos têm a atitude de viver a sua vida, com o sentimento de que Deus virá por detrás, acertando e corrigindo tudo o que fazem de errado. Porém, Deus não é obrigado a abençoar o que Ele não quer; descubra, portando, o que Deus está abençoando e entre debaixo da benção de dEle. Viva no centro da vontade de Deus. Essa é uma oração de consagração. A causa de toda frustração, desgaste, decepção e tristeza na vida de um discípulo de Jesus pode ser atribuída a tentar seguir a sua própria vontade. Por trás de todo fracasso está o desejo de realizar nossa própria vontade. Precisamos orar, todos os dias, para conhecer a vontade de Deus, em todas as áreas de nossas vidas, e nos submetermos. Confissão de fé: Entrego a minha vida ao Senhor. Lanço o meu caminho sobre Ele. Confio nEle, e o mais Ele fará. Oração: Ore buscando conhecer a vontade de Deus para a sua vida e um coração disposto a obedecer. 95Sexta Semana: Tipos de oração III Sexta Semana - Quarta-feira Texto Base: “Vós, porém, amados, edificando-vos na vossa fé santíssima, orando no Espírito Santo”Judas 20 Leitura Bíblica: Mc 16.17; Rm 8.26-27; 1Co 13.13; 14.2.4,14,18; Ef 5.18-19; 6.18 A oração em espírito A oração em espírito é uma linguagem de oração inaugurada pelo batismo no Espírito Santo. No entanto, muitas pessoas não fluem nela por causa de bloqueios mentais, ou mesmo por falta de exercício espiritual e de fé. Depois do derramamento do Espírito como revestimento de poder, os discípulos tiveram uma atitude, isto é, passaram a falar segundo o Espírito lhes concedia que falassem (At 2:4). Perceba que o texto está afirmando que os discípulos é quem falavam e o Espírito lhes permitia. Ou seja, quem tem a atitude de falar em línguas somos nós, e não o Espírito Santo que fala em nosso lugar. Algumas pessoas ficam à espera de um arrepio, uma imposição de mãos, uma unção com óleo, uma reunião de oração “especial”; e só assim se sentem impelidas a falar. No entanto, esse falar espiritual é uma atitude em fé, e não baseada em um sentimento ou em um fator externo. Falar em línguas não é sinal de maturidade espiritual, mas abre portas para o sobrenatural e nos capacita para tocarmos os segredos e mistérios de Deus. Esse tipo de oração é um instrumento poderoso para a edificação da nossa fé. Paulo declara que a fé vem pelo ouvir a Palavra de Deus (Rm 10.17). Acontece que, quando meditamos na Palavra, primeiramente, alcançamos a nossa mente. No entanto, a palavra, de fato, só opera em nossas vidas quando atinge o nosso espírito. É aí que a oração em espírito se torna uma chave poderosa; quanto mais usamos esse recurso de oração, mais a palavra em nosso espírito é vivificada; crescemos em revelação e, consequentemente, nossa fé desenvolve músculos. Quando oramos em espírito, falamos segredos e mistérios espirituais com o Senhor (1Co 14.2). A experiência da oração em espírito 96 Break - O Poder disponível na Oração acontece da boca para baixo, pois não há nenhuma participação da mente. Paulo afirma que, quando oramos em línguas, nossa mente não compreende o que estamos orando, a menos que nos sejam reveladas pela interpretação. Isso faz com que a nossa oração seja pura, não contaminada pela influência dos nossos pensamentos carnais. Orar em espírito também é uma maneira de orar corretamente nos momentos em que, realmente, não sabemos como fazer isso. A mensagem é transmitida de forma precisa, pois é dada pelo Espírito Santo, Aquele que intercede por meio de nós. É muito importante inserir a prática da oração em espírito em nosso dia a dia, certamente, fará uma grande diferença na sua vida. Essa prática mantem o seu coração aquecido, o seu espírito sendo cheio, a sua fé edificada, e ativa o poder de Deus em todos os aspectos da sua vida; capacitando-o e lhe dando sabedoria, graça e uma força sobrenatural diante das circunstâncias. Paulo ensina que aquele que ora em línguas edifica a si mesmo (1Co 14.4), mas como isto acontece? A palavra edificar tem inúmeros significados; dentre eles, temos: construir, edificar, recarregar. Sendo assim, a oração em línguas tem o papel de nos construir. Também podemos comparar o efeito que o orar em espírito causa em nós com o carregador da bateria. Quando oramos em línguas, estamos edificando uma superestrutura dentro de nós, para receber alguma coisa; e quando recarregamos uma bateria, estamos juntando energia para ser utilizada também. Confissão de fé: Quando oro em línguas, edifico o meu homem interior, e falo os mistérios de Deus, que são segredos divinos. Nesse exato momento, rios de água viva estão fluindo do meu interior. Oração: Invista um tempo orando em outras línguas e seja edificado. 97Sexta Semana: Tipos de oração III Sexta Semana - Quinta-feira Texto Base: “Orai sem cessar” 1Tessalonicenses 5.17 Leitura Bíblica: Lv 26.8; Dt 32.30; 2Cr 5.6,7,11-14; Mt 6.6; 18.19; At 4.23- 31; 16.20-26 As formas de oração Todos esses tipos de oração, que estudamos juntos, podem ser feitos de três formas: a sós, em concordância com outra pessoa, ou coletivamente, com o Corpo. “Tu, porém, quando orares, entra no teu quarto e, fechada a porta, orarás a teu Pai, que está em secreto; e teu Pai, que vê em secreto, te recompensará” (Mt 6.6). Aqui, Jesus está falando a respeito de uma atitude na prática da oração, isto é, não devemos estar presos a forma. Ou seja, não devemos, necessariamente, estar num quarto com a porta fechada, de forma literal. Antes, devemos concentrar o nosso coração totalmente nEle, numa intensa comunhão. A oração privada acontece entre você e Deus. Em alguns momentos, é apenas se voltar para o seu espírito, levantando o seu coração a Ele; mas também pode ser um longo período de diálogo com Deus, envolvendo todos os tipos de oração. Devemos cultivar essa forma de oração, através da disciplina, o exercício regular da oração. Nesse livro, apresentamos um plano, o disco de oração. Orando cinco minutos em cada ponto do disco de oração, você alcançará uma hora de oração diária. Ele não deve ser usado como uma fórmula, mas podemos usá-lo como uma ferramenta, que nos ajuda a cultivar um tempo regular de oração. Certamente, você descobrirá que poderá orar por dias seguidos, sem dificuldade, pois crescerá no relacionamento e na comunhão com Deus. “Em verdade também vos digo que, se dois dentre vós, sobre a terra, concordarem a respeito de qualquer coisa que, porventura, pedirem, ser-lhes-á concedida por meu Pai, que está nos céus” (Mt 18.19). Orar em concordância é muito mais do que orar com outra pessoa; é como tocar numa orquestra, todos os instrumentos tocam em harmonia. 98 Break - O Poder disponível na Oração Só oramos em concordância, verdadeiramente, quando temos, de fato, o mesmo coração em relação àquele propósito. Em primeiro lugar, precisamos orar em concordância com a Palavra de Deus. A petição está alinhada com a vontade de Deus? Existe algum respaldo das Escrituras para essa petição? Em segundo lugar, as pessoas envolvidas na oração precisam estar concordância. Por isso, é necessário examinar o coração, pois se estamos feridos, ofendidos, magoados, com um espírito não perdoador, certamente, não seremos bem sucedidos na oração (Mc 11.25). Há um poder extraordinário na oração de concordância, pois a unidade tem uma força poderosa! Os seus efeitos são devastadores para o império das trevas, e liberam as grandes manifestações de Deus no meio do seu povo. Na oração de concordância, duas pessoas entram de acordo a respeito de um determinado assunto. Eles estão em concordância com a Palavra e um com o outro. “Ouvindo isto, unânimes, levantaram a voz a Deus...”(At 4.24). Quando oramos de forma coletiva, multiplicamos a oração em concordância, e um grande poder explosivo é liberado. Essa forma de oração também é chamada de unânime; vemos essa prática constante na vida da Igreja primitiva. Quando os apóstolos eram perseguidos, açoitados e proibidos de pregar o evangelho, como a Igreja reagia? Ela se levantava como Corpo, orando em perfeita concordância, uns com os outros, com o Espírito Santo e com a Palavra. E como resultado, eram cheios do Espírito Santo, tomados de intrepidez e ousadia. Orar de forma coletiva é mais do que ter todos falando ao mesmo tempo, e sim ter unidade de espírito e concordância sobre o que se ora. Não é cada um falando uma coisa com a mente, sobre assuntos diferentes; mas, é estar em perfeita sintonia de sentimentos, pensamentos e também em assunto. Quando isso acontece, o resultado é poderoso! Confissão de fé: Há poder na minha oração. Quando oro, o poder de Deus é disponibilizado. Deus compartilhou comigo a sua autoridade para que, através da oração, algo seja ligado ou desligado. Oração: Experimente, na sua oração privada, passar um tempo maior de oração em um dos doze pontos do disco de oração. 99Sexta Semana: Tipos de oração III Sexta Semana - Sexta-feira Texto Base: “Novo mandamento vos dou: que vos ameis uns aos outros; assim como eu vos amei, que também vos ameis uns aosoutros” João 13.34 Leitura Bíblica: Rm 12. 9-10; 1Co 13. 4-7,13; Fp 1.9-11; Cl 3.14; 1Pe 4.8; 1Jo 4.7-8 Andar em amor Andar em amor é uma chave importante para a oração respondida. Devemos cultivar um amor genuíno e puro para com as pessoas. Uma maneira de garantir que as nossas orações sejam eficazes é andarmos em amor. Quanto mais crescemos na revelação de que Deus nos ama, mais estendemos esse amor às outras pessoas, descobrindo, assim, que a nossa oração é frutífera. Ter uma fé forte não é o sinal mais importante de maturidade espiritual, ao contrário do que alguns pensam. O verdadeiro teste da maturidade espiritual é o andar em amor. Nossa caminhada de amor alimenta a nossa caminhada de fé, e quando essas duas dinâmicas espirituais trabalham juntas, nossas orações têm resultados tremendos. Não podemos ter uma vida de oração frutífera sem ter fé em Deus; mas o amor demonstra a expressão da nossa fé. Se amamos a Deus, temos fé nEle, e confiamos na sua Palavra. A fé opera através do amor. O amor não é baseado em palavras ou teorias, mas é baseado em ação; ele é prático. Na verdade, a Bíblia nos ensina que não podemos estar andando em amor se virmos um irmão passando necessidade, tivermos o que é necessário para suprir a sua necessidade, e não fizermos nada para ajudá-lo (1Jo 3.17). Tentar andar em fé, mas sem amor, é como ter uma lanterna sem pilhas. Precisamos ter certeza de que mantemos a nossa bateria de amor carregada em todo tempo. Do contrário, nossa fé não funcionará! Queremos desfrutar das bênçãos; queremos ser curados; queremos prosperar; queremos que a nossa célula se multiplique; queremos ter uma carreira profissional de sucesso, mas parece que não queremos desesperadamente buscar e procurar andar em amor, 100 Break - O Poder disponível na Oração manifestando o fruto do Espírito. Temos a impressão de que o inimigo está procurando construir uma fortaleza de esfriamento do amor em nossos corações. Ele quer que tenhamos um coração duro, que não se importa com a necessidade dos outros. Ele sabe que a fé opera através do amor e que, sem amor, nossa fé equivale a nada. Precisamos ter revelação disso e tomar cuidado para desenvolver uma caminhada de amor, enquanto procuramos crescer em fé. Amar verdadeiramente as pessoas envolve uma atitude do coração que é agradável a Deus. Acima de tudo, Deus honra o coração que, realmente, o ama e ama as pessoas. Na verdade, expressamos o nosso amor por Ele, quando amamos as pessoas. O amor é a natureza de Deus, e quanto mais demonstramos amor, mais parecido com Ele nos tornamos. À medida que andamos nos Seus caminhos, e o imitamos amando aos outros, nosso relacionamento com Ele se aprofunda e é fortalecido; bem como nossa vida de oração é enriquecida. Confissão de fé: Deus é amor. Nasci de Deus, logo, nasci do amor. Sou filho do amor de um Deus de amor. O amor de Deus é derramado em meu coração pelo Espírito Santo. Minha natureza é o amor e, para mim, é natural andar em amor. Oração: Agradeça a Deus pelo amor que já foi derramado em seu coração e peça oportunidades para manifestá-lo. 101Sexta Semana: Tipos de oração III Sexta Semana - Sábado Texto Base: “Sujeitai-vos, portanto, a Deus; mas resisti ao diabo, e ele fugirá de vós” Tiago 4.7 Leitura Bíblica: Mc 16.15-18; Jo 16.23-24; 1Tm 6.12; 1Pe 5.7; 1Jo 5.14-15 Vitória certa na oração Watchman Nee escreveu: “No momento em que Deus ouve as nossas orações, o plano de satanás é definitivamente derrotado. Respondendo à nossa oração, Deus desbarata a vontade maligna de satanás, e consequentemente, ele não é mais capaz de nos maltratar de acordo com o seu plano original. Tudo o que ganhamos através da oração é uma perda para o maligno”. O nosso inimigo é invisível, mas é real (Ef 6.12). Satanás tem um plano para a destruição do seu casamento e da sua família; para a destruição da sua saúde, das suas finanças, das suas emoções; e de todas as áreas da sua vida. Mas há uma boa notícia: você pode frustrar os planos dele, e você faz isso através do poder da oração. Paulo nos instrui a ficarmos firmes “no dia mau” (Ef 6.13). Qual é o dia mau? É o dia em que sofremos ataques do inimigo. Então, o que devemos fazer? Resistir com armas espirituais, porque essa guerra que combatemos é na esfera espiritual. Há um poder inacreditável no nome de Jesus! O seu nome é superior a qualquer outro (Fl 2.9-10). Se crermos que Jesus recebeu o nome que está acima de todo nome, entenderemos o poder incrível, disponível a nós no Seu Nome. O nome de Jesus é o nome acima de todo câncer. É o nome acima do nome do divórcio. Seja qual for o nome que você possa pensar, o nome de Jesus está acima desse nome. Não precisamos ser abalados por nenhum ataque do inimigo, o importante é conhecermos o poder que está disponível a nós, no nome de Jesus (Jo 16.23-24). Nesses versículos, Jesus estava essencialmente dizendo: “Agora, vocês podem ir ao Pai em meu nome; e quando vocês falam em meu nome, vocês estarão apresentando tudo o que Eu sou a Ele; não quem vocês são, mas quem eu sou”. 102 Break - O Poder disponível na Oração Desse modo, quando oramos e pedimos alguma coisa em nome de Jesus, é como se fosse o próprio Jesus fazendo o pedido ao Seu Pai. Não nos aproximamos de Deus com base nos nossos méritos, mas com base nos méritos de Jesus. Não há poder em nossos nomes, mas há um poder tremendo no nome de Jesus, por tudo o que o Seu nome representa. Como Andrew Murray escreve: “O nome de um rei inclui a sua honra, o seu poder, o seu reino. O nome dele é o símbolo do seu poder... o nome de Cristo é a expressão de tudo o que Ele fez, de tudo o que Ele é e vive para fazer...”. Em qualquer momento em que resistirmos ao diabo e nos levantarmos contra ele em oração, precisamos fazer isso em nome de Jesus. O diabo não nos teme, mas teme a chave que possuímos nas mãos, o nome de Jesus. É uma pena muitos crentes ainda não terem a revelação de que o inimigo pode ser resistido e imobilizado através da oração. Com certeza, se conhecêssemos o verdadeiro poder disponível na oração, oraríamos mais. Veríamos que orar é um grande privilégio e nunca uma obrigação. Os ataques de satanás são sutis, ele opera através de pessoas e coisas. A sua esperança é que o povo de Deus coloque a culpa em tudo e em todos, menos nele. O inimigo ataca a mente e a emoção das pessoas, tenta enganá-las e desviá-las do caminho. Ele faz as pessoas se sentirem deprimidas, tristes, inquietas e esgotadas. As maneiras de satanás atacar são intermináveis, e devemos resistir a elas. Devemos resistir a satanás com determinação! Não se permita mergulhar na passividade ou na inércia. Quando o inimigo lhe atacar de alguma maneira, comece, imediatamente, a resisti-lo em oração. Confissão de fé: O nome de Jesus está acima de todo nome na terra. Ele está acima do nome de qualquer adversário que venha contra mim; ele é mais poderoso do que qualquer tentativa de me fazer mal ou me destruir; e ele fala mais alto do que qualquer voz levantada para me acusar. Oração: Rejeite hoje toda passividade e levante-se em oração, determinado a resistir ao diabo através do nome de Jesus. 103Sexta Semana: Tipos de oração III Sexta Semana - Domingo Texto Base: “Esta não deixava o templo, mas adorava noite e dia em jejuns e orações” Lucas 2.37 Leitura Bíblica: Dt 9.18-20; Jr 36.6; Mt 17.21; 28.20; Mc 6.16-18,31,46; 2Co 6.5 A oração e o jejum O jejum é a abstinência de alimento, exceto água, por um período determinado de tempo, acompanhado de consagração e oração. Mais do que qualquer outra disciplina espiritual, o jejum é alvo mais frequente de ataques e resistências. Provavelmente, isso ocorre por alguns fatores básicos. Primeiramente, porque o jejum ficou associado com as práticas ascéticas da idade média. Quando ouvimos sobre jejum, logo pensamos em algum monge isolado num mosteiro. Também, para muitos hoje, a ideia de ficar sem comer parece extremamente penosa.E muitos possuem o falso conceito de que o jejum é prejudicial para o organismo. Além disso, o jejum não é uma prática exclusivamente cristã, mas é praticado por budistas, hinduístas e muçulmanos; por causa disso, é visto com desconfiança por muitos cristãos. Entretanto, a verdade é que o jejum é bíblico, e se trata de uma prática genuinamente cristã. Homens e mulheres de Deus como Moisés, Davi, Elias, Ester, Daniel, Ana, Paulo e o próprio Jesus jejuaram. Também jejuaram homens de Deus, no decorrer da história, como Martinho Lutero, João Calvino, João Wesley, Jonathan Edwards, Charles Finney, e muitos outros. Se todos esses homens sentiram a necessidade do jejum, certamente, não podemos abrir mão dele. Se desejamos ter o resultado ministerial de tais homens, precisamos ter as mesmas práticas espirituais que os fizeram ser bem sucedidos. Não há regras na Bíblia sobre quando e como jejuar. Também não existe uma ordem bíblica para jejuar. Isso, porém, não significa que não precisamos jejuar. Apesar de não haver uma ordem, existem muitos 104 Break - O Poder disponível na Oração exemplos de homens de Deus que jejuaram; e, desta forma, sugerem que também devemos fazê-lo. Quando lemos o ensino de Jesus, não há como negar que o Senhor espera que jejuemos (Mt 6.16-18). Observe que o Senhor não disse “se jejuardes...”, mas “quando jejuardes...”. Isso revela que Ele esperava que os discípulos jejuassem. Ele até os instruiu quanto a motivação e a maneira como deveriam jejuar. E quando disse que o Pai os recompensaria, estava demonstrando que o jejum realmente funciona. A recompensa que devemos esperar em nosso jejum é a resposta das nossas orações. Não veja o jejum como uma espécie de penitência que você faz, com o intuito de persuadir a Deus a fazer algo que Ele não quer fazer. O jejum não muda a Deus. Ele é o mesmo antes, durante e depois de seu jejum. Mas, jejuar, com certeza, mudará você; irá lhe ajudar a ser mais sensível ao Espírito de Deus. O jejum não atinge a Deus, mas toca em nossa carne. O jejum não tornará Deus mais bondoso ou misericordioso para conosco, mas ele está relacionado à nossa necessidade de romper com as barreiras e limitações da carne e do corpo. O jejum desperta o nosso espírito, pois mortifica a carne. Qualquer um que procura mais intimidade com Deus, já percebeu o quanto o nosso corpo pode ser um obstáculo para essa comunhão. Quando jejuamos, o corpo se abate; o nosso espírito se levanta; nossa fé é liberada com mais ousadia, e podemos ter mais enchimento do Espírito Santo. Os líderes da igreja de Antioquia serviam a Deus com jejuns (At 13.2). Não podemos dizer que servimos a Deus, da maneira que os homens de Deus do Novo Testamento faziam, se não jejuamos. O jejum intensifica a nossa comunhão com Deus por meio da oração, e também demonstra a intensidade do nosso desejo por aquilo que estamos buscando diante de Deus. Se jejuamos para buscar intimidade, isso mostra que ansiamos pelo Senhor mais do que pela comida. Confissão de fé: Eu tenho um Pai que me ama e deseja se relacionar comigo, juntos desfrutaremos de um precioso tempo de comunhão e intimidade. Oração: Escolha um dia da semana para jejuar e lembre-se de que tempo de jejum é tempo de intensificarmos na oração. 107Sétima Semana: Obstáculos a oração I Sétima Semana - Segunda-feira Texto Base: “E, para que não me ensoberbecesse com a grandeza das revelações, foi-me posto um espinho na carne, mensageiro de Satanás, para me esbofetear, a fim de que não me exalte. Por causa disto, três vezes pedi ao Senhor que o afastasse de mim. Então, ele me disse: A minha graça te basta, porque o poder se aperfeiçoa na fraqueza. De boa vontade, pois, mais me gloriarei nas fraquezas, para que sobre mim repouse o poder de Cristo. Pelo que sinto prazer nas fraquezas, nas injúrias, nas necessidades, nas perseguições, nas angústias, por amor de Cristo. Porque, quando sou fraco, então, é que sou forte.” 2Corintios 12.7-1 Leitura Bíblica: Lc 7.47; Jo 1.17; 2Co 11.11; .23-29; Gl 6.11; Tg 4.6 Quando o céu fica em silêncio I Estamos diante de um clássico texto de Paulo, onde ele nos fala a respeito do seu espinho na carne. Paulo diz que foi colocado nele um espinho. Espinho é algo que incomoda, causa dor; seu significado no grego é uma estaca ou pedaço de madeira afiado, como uma farpa. Certamente, Paulo não tinha um pedaço de madeira encravado em sua pele, mas isso representava um problema que ele vinha enfrentando. Muitos estudiosos bíblicos possuem ideias diferentes a respeito do que era o espinho na carne de Paulo; uns dizem que era uma tentação; outros falam que eram as perseguições; um problema na vista; uma aparência fraca. Com certeza, não chegaremos a uma conclusão sobre o que era o espinho na carne de Paulo, afinal, ele mesmo não deixou claro. Contudo, podemos aprender muito com este texto, pois todos nós já oramos pedindo a Deus alguma coisa e recebemos uma outra resposta. Paulo pediu por três vezes que este espinho lhe fosse tirado, mas vemos que Deus lhe respondeu que somente a sua graça já era o suficiente. Todos nós temos espinhos em nossas vidas. O espinho é a área na sua vida onde você é mais vulnerável ou mais fragilizado. Talvez seja um relacionamento, uma limitação física, uma depressão, um mau hábito. Seja como for, o que for, esta passagem nos ensina a como lidar com um espinho em nossas vidas. Primeiramente, reconheça o espinho. Uma joia não é polida sem 108 Break - O Poder disponível na Oração fricção, assim como um homem não é aperfeiçoado sem provações. Paulo não somente reconheceu o espinho, como demonstrou o incômodo e a angústia que lhe causava, orando por três vezes para que o Senhor o removesse. Paulo derramou o seu coração, todavia, depois de orar, o céu ficou em silêncio. Depois de responder, a resposta não foi a que Paulo esperava. Deus lhe disse que sua graça era o bastante e que seu poder se aperfeiçoava em sua fraqueza. Deus não lhe ofereceu a remoção do espinho, mas a graça viva com o espinho. Deus lhe promete graça e favor, mesmo reconhecendo que havia uma imperfeição em Paulo. Paulo parou de orar para que o espinho fosse removido, pois reconheceu que o fruto deste espinho era mais graça em sua vida. Independentemente do que este espinho fosse, Paulo estava cheio de graça. Foi a graça de Deus que sustentou Paulo onde ele chegou. Foi a graça de Deus que o fez resistir a tentação de desistir de tudo; foi a graça de Deus que o fez vencer o sentimento de indignidade. Deus nos ensina através desta oração de Paulo que não devemos orar por cargas mais leves, mas sim, por ombros mais fortes. Não devemos orar por um caminho mais fácil, mas sim, por pés mais resistentes. Não devemos orar por menos problemas, mas sim, por soluções divinas. Assim, experimentaremos uma vida cheia de graça. Confissão de fé: A graça do Senhor me é suficiente. Eu não preciso de mais nada. Somente o favor e a graça de Deus me são o bastante. Logo, tenho tudo o que preciso, pois Ele já providenciou tudo em sua graça. Oração: Experimente fazer uma oração diferente. Peça para que Deus te faça enxergar este problema, que parece não se resolver, e que você já pediu a Deus para que Ele te livre há muito tempo. Veja em que você pode ser alargado, e peça a Deus que o faça. 109Sétima Semana: Obstáculos a oração I Sétima Semana - Terça-feira Texto Base: “E, para que não me ensoberbecesse com a grandeza das revelações, foi-me posto um espinho na carne, mensageiro de Satanás, para me esbofetear, a fim de que não me exalte. Por causa disto, três vezes pedi ao Senhor que o afastasse de mim. Então, ele me disse: A minha graça te basta, porque o poder se aperfeiçoa na fraqueza. De boa vontade, pois, mais me gloriarei nas fraquezas, para que sobre mim repouse o poder de Cristo. Pelo que sinto prazer nas fraquezas, nas injúrias, nas necessidades, nas perseguições, nas angústias, por amor de Cristo. Porque, quando sou fraco,então, é que sou forte.” 2Corintios 12.7-1 Leitura Bíblica: Lc 7.47; Jo 1.17; 2Co 11.11; .23-29; Gl 6.11; Tg 4.6 Quando o céu fica em silêncio II Continuando a reflexão sobre o espinho na carne de Paulo, podemos perceber que Paulo não aceitou o espinho na carne de forma passiva; ele orou insistentemente para que o Senhor o livrasse. A primeira atitude que muitas pessoas têm ao se deparar com um espinho é desistir de Deus ou desistir de orar. Paulo não parou a sua vida de oração, muito pelo contrário, a Bíblia nos revela que ele foi fortalecido no Senhor. Além disso, Paulo não ficou escondendo ou negando as suas fraquezas; ele mesmo disse que, de boa vontade, mais se gloriaria nas suas fraquezas. Nossa tendência natural é de vestir uma máscara e fingir que nada está errado com as nossas vidas. Tentar esconder-se atrás de máscaras faz de você um infeliz. Pessoas que escondem suas fraquezas se tornam escravas da culpa. Elas vestem uma máscara do que gostariam de ser e se sentem indignas de qualquer coisa, pois não se acham perfeitas o suficiente. Confesse os seus pecados e você encontrará a liberdade que a verdade traz. O mundo nos ensina a desprezar toda forma de fraqueza, mas a Bíblia nos ensina a abraçar a nossa fraqueza, para assim, podermos abandonar a nossa autoconfiança e olhar para a fonte da verdadeira força em nossas vidas. Os espinhos nos lembram de nossas necessidades e da nossa dívida de amor com Jesus. Não ore por uma vida fácil, ore para ser uma pessoa mais forte. 110 Break - O Poder disponível na Oração Não ore por tarefas iguais a sua capacidade, ore para ser capacitado para as suas tarefas. Talvez você não consiga fazer nenhum milagre, mas você pode ser um milagre. Todos os dias devemos perguntar como compartilhar a riqueza que temos recebido pela graça de Deus. No que se trata de espinhos, Jesus foi o nosso exemplo. Na cruz, Ele usou uma coroa de espinhos. Ele levou nossos espinhos em si mesmo por nós. Fez-se fraco o suficiente para sofrer e morrer, para que seu poder pudesse ser aperfeiçoado em nós. Confissão de fé: A graça do Senhor me é suficiente. Eu não preciso de mais nada. Somente o favor e a graça de Deus me são o bastante. Logo, tenho tudo o que preciso, pois Ele já providenciou tudo em sua graça. Oração: Experimente fazer uma oração diferente. Peça para que Deus te faça enxergar este problema, que parece não se resolver, e que você já pediu a Deus para que Ele te livre há muito tempo. Veja em que você pode ser alargado, e peça-o a Deus. 111Sétima Semana: Obstáculos a oração I Sétima Semana - Quarta-feira Texto Base: “Em paga do meu amor, me hostilizam; eu, porém, oro. Pagaram-me o bem com o mal; o amor, com ódio. Suscita contra ele um ímpio, e à sua direita esteja um acusador. Quando o julgarem, seja condenado; e, tida como pecado, a sua oração.” Salmos 109.4-7 Leitura Bíblica: Sl 35.7; Pv 28.9; Zc 3.1; 1Co 4.7 Ingratidão Agora que aprendemos algumas das chaves para desfrutar do poder disponível na oração, queremos ver com você alguns obstáculos para que a sua oração seja respondida. Se vamos investir tempo cultivando uma vida de oração, queremos fazer tudo o que tiver ao nosso alcance para termos uma vida de oração eficaz. Gostaríamos de apresentar dez obstáculos à oração que devemos estar constantemente atentos, afim de termos as nossas orações respondidas pelo Senhor. E o primeiro obstáculo que estudaremos juntos é a ingratidão. Ingrato é aquele que paga o bem que recebeu com o mal. A maioria das pessoas não dizem “obrigado” porque, instintivamente, percebem que a gratidão nos torna devedores e dependentes de outra pessoa. Se eu agradeço, eu estou dizendo que sou dependente e me torno devedor. Gratidão tem suas raízes na graça, no livre e imerecido amor de Deus. Quando somos verdadeiramente agradecidos, ficamos completamente conscientes de que somos totalmente dependentes da graça de Deus para tudo. Quando somos gratos, reconhecemos que o favor de Deus nos alcançou, e que não merecíamos. Precisamos tomar cuidado para não tomar o crédito daquilo que recebemos, isso quer dizer, não nos sentirmos merecedores. Muitas pessoas dizem: levantei cedo, trabalhei muito, estudei demais, orei até ficar sem voz, jejuei até virar “Olívia Palito”. Essas pessoas tomam o crédito por aquilo que possuem, ou seja, não foi Deus quem deu, foram elas que conquistaram. Devemos reconhecer que, tudo que possuímos, 112 Break - O Poder disponível na Oração vem do Senhor. A oração baseada na justiça própria não recebe nada de Deus. Ao mesmo tempo, não podemos achar que, porque somos filhos de Deus, merecemos suas bênçãos. Nós não merecemos nada! Na verdade, o que merecíamos era o inferno, mas Deus nos amou de tal maneira que nos deu seu Filho; por isso fomos livrados do futuro o qual estávamos destinados, isto é, da condenação. E, além disso, também recebemos todos as bênçãos. Há uma maldição terrível sobre o homem ingrato que recebe o bem de Deus, mas paga o bem que recebeu com o mal da ingratidão. O livro de Salmos nos mostra que até a sua oração será tida como pecado. Quem é ingrato o é porque confia nas suas obras. Fazendo isso, ele se coloca novamente debaixo da maldição da lei. Como já vimos, a ação de graças faz com que as janelas dos céus se abram sobre nós, pois Deus se agrada de quem se agrada dEle. No caso da ingratidão, é o inverso, e Deus não se agrada, logo, não abençoa. Deus se interessa tanto em nossa gratidão porque ela é o reconhecimento de que tudo procede de Deus, e Ele nos concede tudo pela sua graça. Quando agimos com ingratidão, estamos pagando o bem de Deus com o mal; tudo se fecha diante de nós, e até a nossa oração passa a ser tida como um pecado. Confissão de fé: A graça do Senhor está sobre mim. Eu sou muitíssimo abençoado. Em todas as áreas da minha vida, eu vejo a benção de Deus. Eu rejeito toda raiz de ingratidão e me aproprio da natureza graciosa de Deus em minha vida. Oração: Gratidão é uma prática. À medida que você vai praticando, você se torna mais simples, mais humilde, mais gracioso. Por isso, sempre ao começar uma oração, comece rendendo graças a Deus por tudo que Ele tem feito em sua vida. Com certeza, você tem bênçãos para agradecer. Além disso, procure praticar mais o agradecimento, sendo grato às pessoas. 113Sétima Semana: Obstáculos a oração I Sétima Semana - Quinta-feira Texto Base: “Ofereceis sobre o meu altar pão imundo e ainda perguntais: Em que te havemos profanado? Nisto, que pensais: A mesa do SENHOR é desprezível. Quando trazeis animal cego para o sacrificardes, não é isso mal? E, quando trazeis o coxo ou o enfermo, não é isso mal? Ora, apresenta-o ao teu governador; acaso, terá ele agrado em ti e te será favorável? – diz o SENHOR dos Exércitos. Agora, pois, suplicai o favor de Deus, que nos conceda a sua graça; mas, com tais ofertas nas vossas mãos, aceitará ele a vossa pessoa? – diz o SENHOR dos Exércitos. Tomara houvesse entre vós quem feche as portas, para que não acendêsseis, debalde, o fogo do meu altar. Eu não tenho prazer em vós, diz o SENHOR dos Exércitos, nem aceitarei da vossa mão a oferta.” Malaquias 1.7-10 Leitura Bíblica: Dt 15.21; Is 1.11; Os 13.9; Am 5.21; 1Co 9.13 Adoração irreverente Uma das coisas mais irreverentes que fazemos é orar pelas pessoas de forma descuidada. Pessoas nos param no final de uma reunião e nos pedem oração, e nós, apressadamente, oramos apenas para despachá- las. Ou alguém nos pede para orar por uma refeição, ou por algum pedido de oração na célula, e oramos sem vida, sem encargo, somente para cumprir com a agenda de orar. Em casos como os listados acima, não estamos orando para Deus, mas para homens. Orar para despachar alguém ou para cumprir uma agenda é orar com outra intenção, que não é falar com Deus. Aonde diz que nossa oração tem que ser “bonita”; qual é a forma religiosa que ela deve ter? Jesus nos ensina, quebrando todos os protocolos na oraçãodo Pai nosso. Quando não somos sérios em nossa oração e adoração, não podemos esperar que o Senhor nos ouça. Quantas vezes oramos sem nenhum encargo? Não podemos esperar que tais orações tenham um impacto espiritual. Quando oramos assim, não ter a resposta de Deus é a recompensa; pois não oramos para sermos ouvidos, oramos por outro motivo. 114 Break - O Poder disponível na Oração O problema é quando essa atitude passa a permear a nossa vida espiritual. Nossa prática espiritual não tem mais vida, pois passamos a servir meramente a religião. Orações pomposas, para parecerem espirituais, ou aqueles que oram a mesma coisa sempre, as mesmas frases; estes são sinais de que passamos a lidar com as coisas de Deus de forma displicente. O resultado é que nossas orações, além de não serem ouvidas, são tidas como pecado. Livre-se desta realidade. Busque orar em casa, não pare a sua vida de oração. Quando for orar em público, ore com encargo, coloque vida em sua oração, ore como se tudo dependesse da sua oração. Ore até orar de verdade, até perceber que vida está fluindo de você. Rompa com este marasmo que pode estar te envolvendo e te levando a mesmice espiritual. Confissão de fé: Deus é um Deus de novidade, Deus é Deus de vida; com Ele não há mesmice. Todos os dias, em todos os momentos em que vou orar, posso desfrutar de graça, de sua presença. Oração: Ore com todo seu coração. Coloque vida, fé, expectativa. Ore por coisas que você nunca ora, de uma forma que você nunca ora. Permaneça orando até que você tenha certeza que fluiu vida em você. 115Sétima Semana: Obstáculos a oração I Sétima Semana - Sexta-feira Texto Base: “Eis que a mão do SENHOR não está encolhida, para que não possa salvar; nem surdo o seu ouvido, para não poder ouvir. Mas as vossas iniqüidades fazem separação entre vós e o vosso Deus; e os vossos pecados encobrem o seu rosto de vós, para que vos não ouça.” Isaias 59.1-2 Leitura Bíblica: Sl 66.18; Hb 12.1-2 Pecado não confessado Eu fui um pecador, mas hoje fui salvo pela graça de Deus. Entretanto, se eu guardar o pecado em meu coração, Deus não vai ouvir as minhas orações. É claro que não devemos dar ouvidos a acusação quando vamos orar, pois não oramos confiando em nossa justiça própria. Podemos sempre entrar com ousadia no Santo dos Santos, por causa da Justiça de Cristo que nos foi imputada. Apesar disso, sabemos que existem momentos em que sabemos que há pecado em nossas vidas, e insistimos em ignorá-lo. Nem precisamos dizer o quanto o pecado destrói a nossa comunhão com Deus. O problema de muitos é que se acostumaram com o pecado. Já não sentem peso no coração diante do pecado ao redor. Pecado é igual perfume; de tanto usar, acostumamos com o cheiro. Acostumamos tão facilmente com as coisas, que elas se tornam corriqueiras para nós. Naturalmente, nos acostumamos com as coisas, sejam boas ou sejam ruins. Apesar desta habilidade de adaptação do homem, nós não podemos tratar a presença de Deus como algo corriqueiro. Devemos nos livrar de tudo que nos afasta da comunhão com o Pai. Precisamos entender que não estamos em uma luta com Deus. Se não foi liberada a benção, os bloqueios estão em nós, e não em Deus. Deus está sempre disposto a nos ouvir. Qualquer obstáculo que possa existir está em nós, e não no Senhor. A Bíblia diz que todos nós pecamos, e se dizemos que não temos pecados, nos fazemos de mentirosos. O pecado, porém, não pode ficar escondido. Há cristãos que escondem o pecado, têm uma vida dupla. 116 Break - O Poder disponível na Oração No fundo, sabem que estão errados, mas se convencem de que não estão cometendo um erro tão grave. Pecam, escondem; não confessam e não abandonam. Deus não é surdo, é a nossa iniquidade que lhe serve de tampão para que não possa ouvir. Deus não está com as mãos encolhidas, é a nossa iniquidade que produz separação entre Ele e nós. O problema é o pecado não confessado. Os pecados que confessamos são apagados diante de Deus, e deles não há memória. Mas o pecado oculto em nosso coração impede que Ele ouça a nossa oração. Por isso, livre-se de todo peso, pecado e amarra que possam te impedir de desfrutar de uma plena e perfeita comunhão com Deus. Livre-se de tudo que possa ser um empecilho à sua vida de oração. Livre-se de tudo que possa impedi-lo de correr a sua carreira. Confissão de fé: Deus habita em mim e eu nEle. Em Cristo, eu encontrei a minha libertação dos pecados, de uma vida de pecado e da natureza de pecado. Hoje sou livre e posso desfrutar de uma vida em liberdade, em Cristo Jesus. Oração: Ore confessando pecados, que você tem a consciência que ainda pratica, e não gostaria de vivê-los mais. 117Sétima Semana: Obstáculos a oração I Sétima Semana - Sábado Texto Base: “Peça-a, porém, com fé, em nada duvidando; pois o que duvida é semelhante à onda do mar, impelida e agitada pelo vento. Não suponha esse homem que alcançará do Senhor alguma coisa.” Tiago 1.6-7 Leitura Bíblica: Mt 7.7-8; 14.24-31; Jo 16.24; Rm 4.17-21; Hb 11.1; 12.2 Incredulidade Estamos aprendendo a razão pela qual muitos oram, mas não obtêm respostas para as suas orações. Por que muitos não veem suas orações respondidas? Porque elas deixam de considerar os obstáculos à oração. Precisamos estar sempre atentos a esses obstáculos, a fim de ter as nossas orações respondidas. Hoje, aprenderemos sobre mais um obstáculo, a incredulidade. Sabemos que a fé é um elemento fundamental para ter sua oração respondida, portanto, é obvio que a dúvida e a incredulidade, ambos opostos à fé, impedirão que nossas orações sejam respondidas. A nossa fé não fica sem oposição. Satanás atacará a nossa mente com a dúvida, a incredulidade; e quando ele faz isso, precisamos guardar o nosso coração em relação ao que ele diz. Podemos crer em algo em nosso coração, mesmo quando a nossa mente questiona; portanto, precisamos seguir o que está em nosso coração, e não na nossa mente. Não devemos acreditar em nossas dúvidas; devemos duvidar das nossas dúvidas, e crer na Palavra de Deus. O que o toca o céu não são as suas lágrimas, mas a sua fé. Não é a sua necessidade, mas a sua fé. Somente a fé honra a Deus. Precisamos crer na fidelidade de Deus. Nós podemos mudar, mas Deus nunca muda (Tg 1.17). Ele não pode mentir. Se prometeu, certamente cumprirá Sua palavra. Ele é obrigado a cumprir tudo aquilo que falou. A incredulidade é quando alguém sabe que há um Deus que responde às orações, e ainda assim não crê em Sua Palavra. E não crer nas promessas de Deus é duvidar do caráter de dEle. A dúvida é o inimigo número um da fé. Mateus 14.24-31 narra o incidente de como Pedro naufragou diante do olhar de Jesus, após 118 Break - O Poder disponível na Oração ter andando sobre as águas, só porque duvidou. Quando duvidamos da Palavra de Deus é porque estamos crendo em algo contrário a ela. E duvidar dela é duvidar do próprio Deus. Isso impede a resposta à oração, pois a dúvida é mãe da derrota. A dúvida e a fé não caminham juntas. Se uma entra pela porta, a outra sai pela janela. Nunca duvide, nem por um momento. Caso as dúvidas insistam, trate logo de repreendê-las. Tiago 4.7 diz: “Resisti ao diabo, e ele fugirá de vós”. A dúvida vem do diabo, por isso, resista a ela. Rejeite toda sugestão, qualquer sentimento ou pensamento que não contribuam com a sua fé. Uma das chaves para vencermos a dúvida e a incredulidade encontra-se em Hebreus 12.2, que diz: “olhando firmemente para o Autor e Consumador da fé, Jesus, o qual, em troca da alegria que lhe estava proposta, suportou a cruz, não fazendo caso da ignomínia, e está assentado à destra do trono de Deus”. A dúvida e a incredulidade começam com a distração. Quando deixamos de fixar os nossos olhos no Senhor e nas Suas promessas, então começamos a duvidar, e assim, a nossa fé começa a diminuir. Para resistir a dúvida e continuar mantendo a tomada da fé ligada, precisamos olhar firmemente para Ele, para a Sua fidelidade,para a Sua graça. Não há motivos para duvidar. Confissão de fé: Segundo a minha fé, assim será feito comigo. Estou usando a minha fé. Não há dúvidas em meu coração. Coloco a minha fé em prática para manter a minha fé funcionando. Oração: Não há fé sem confissão. A confissão é o modo da fé expressar- se. Confesse a Palavra para que a sua fé aumente. 119Sétima Semana: Obstáculos a oração I Sétima Semana - Domingo Texto Base: “Cingi-vos todos de humildade, porque Deus resiste aos soberbos, contudo, aos humildes concede a sua graça.” 1Pedro 5.5 Leitura Bíblica: Pv 16.5; 22.4; 29.23; Mt 5.5; Rm 12.3; Fl 2.3; Tg 4.6; 5.16 Orgulho O orgulho, certamente, é um impedimento para que a oração seja respondida. Quando oramos e pedimos a graça de Deus em alguma determinada situação, o orgulho a bloqueará, mas a humildade abrirá o caminho para ela. Quando somos orgulhosos, não achamos que precisamos de Deus; nós nos sentimos autossuficientes, por isso o orgulho é muito grave para Deus. Alguns enfrentam resistência das trevas ao orar, e para isso, basta usar a autoridade do nome de Jesus e frustrar todos os planos do inimigo. Mas há outros que, quando vão orar, é o próprio Deus quem os resiste. A Palavra de Deus diz, claramente, que Deus resiste ao soberbo. Isso significa que ele até tenta orar, mas não consegue, pois o Espírito o resiste. Se queremos que nossas orações sejam ouvidas e que Deus nos responda, precisamos lidar com o orgulho. Precisamos pedir para que o Espírito Santo nos mostre áreas do nosso coração onde somos orgulhosos, bem como áreas das quais precisamos nos arrepender. Ao vencer o orgulho, precisamos pedir a Deus para nos ajudar a desenvolver a humildade e fazer tudo o que podemos para cultivá-la em nosso coração. Precisamos ser humildes diante de Deus, mas também com nosso relacionamento com as pessoas. Pedro dá uma ordem: os cristãos devem cingir-se de humildade, porque Deus resiste aos soberbos, mas dá graça aos humildes. A palavra enkombosasthe significa “vestir um avental”, cingir-se bem firmemente com alguma peça de roupa; o que é vestido de humildade. Todos que desejam ter uma vida de oração frutífera precisam vestir-se com as “vestes” da humildade. 120 Break - O Poder disponível na Oração A sugestão é que os cristãos devem atar a humildade ao seu estilo de vida para que todos possam reconhecê-los. Pedro nos exorta a amarrarmos a humildade a nós mesmos, de uma vez por todas. Em outras palavras, ela deve nos acompanhar pelo resto da vida. A humildade é um sentimento de nada-ser, permitindo que Deus seja tudo em nós. Lembre-se: Deus resistirá àqueles que têm orgulho no coração e o orgulho deles será um obstáculo às suas orações. Mas Deus ouve a oração dos corações humildes e envia a Sua graça como resposta. O orgulhoso fará com que suas orações fiquem sem resposta, mas a humildade atrai a graça de Deus. Confissão de fé: Não tenho nada de mim mesmo, sem Deus eu nada sou. Deus é a vida em mim, Ele é tudo em mim, e por isso, dependo de Ti, Senhor. Oração: Peça a Deus para lhe trazer o pleno entendimento da libertação do orgulho. Peça também para que o Senhor o leve a compreender o que existe por trás do orgulho humano. Peça-O para que te faça vencer toda dificuldade para deixar de ser orgulhoso. 123Oitava Semana: Obstáculos a oração II Oitava Semana - Segunda-feira Texto Base: “O que tapa o ouvido ao clamor do pobre também clamará e não será ouvido.” Provérbios 21.13 Leitura Bíblica: Pv 11.24; Mt 24.12; Jo 3.17; At 20.35; 2Co 9.13; 1Tm 6.17-19; Tg 1.27; 1Jo 3.17-18 Recusa a ajudar os necessitados Obviamente, um obstáculo absoluto para a oração é não orar. O diabo não pode impedir o Senhor de ouvir nossas orações, mas ele pode nos impedir de orar. Se não oramos, não recebemos. No Getsêmani, o Senhor ficou perplexo porque os seus discípulos não puderam orar nem por uma hora. Certamente, o Senhor não nos ouve pelo muito falar; mas aqueles que oram pouco, não podem esperar receber muito (Mt 26. 40-41). No entanto, hoje aprenderemos mais um obstáculo para a nossa oração, a saber, a fata de generosidade. A recusa de ajudar o que se encontra em necessidade, quando podemos fazê-lo, impede a resposta às orações. Se queremos que nossas orações sejam respondidas, precisamos ser generosos e cuidar dos necessitados. Esse versículo de Provérbios fala por si mesmo; se quisermos que Deus ouça as nossas orações, precisamos cuidar daqueles que estão ao nosso redor, que são mais necessitados. O ponto central não são os necessitados , mas sim a generosidade. Se você é alguém que nunca oferta na igreja, nunca colabora com nada, é porque em seu coração não há generosidade; você é avarento e isso vai bloquear as suas orações. Por isso, avalie bem antes de dizer “Não!” para alguém. Veja se você não tem condições mesmo de ajudar. Você não tem que dar quando não tiver, mas, se você tem condição, avalie bem, para o bem da sua oração. Não bloqueie seu canal de oração. “Irmãos, não vos maravilheis se o mundo vos odeia. Nós sabemos que já passamos da morte para a vida, porque amamos os irmãos; aquele que não ama permanece na morte. Todo aquele que odeia a seu irmão é assassino; ora, vós sabeis que todo assassino não tem a vida eterna permanente em si. Nisto conhecemos o amor: que Cristo deu a sua vida 124 Break - O Poder disponível na Oração por nós; e devemos dar nossa vida pelos irmãos. Ora, aquele que possuir recursos deste mundo, e vir a seu irmão padecer necessidade, e fechar- lhe o seu coração, como pode permanecer nele o amor de Deus?” (1Jo 3.17-18). Às vezes, fechamos o nosso ouvido e o nosso coração para os necessitados por pensarmos que outros devem atendê-los; mas, como Igreja, temos a responsabilidade de cuidar dos pobres e necessitados. O governo não foi comissionado por Deus, mas a Igreja sim. Às vezes, evitamos ajudar, com o temor de alguém tirar vantagem de nós. Precisamos ser dirigidos pelo Espírito, servindo bem ao outro, sem permitir que sejamos explorados. É possível que você conheça tantas necessidades ao seu redor, que até mesmo já tenha se acostumado com elas; dessa forma, talvez já tenha até se endurecido, por ouvir e ver tantas coisas como tragédias, desastres, enchentes, doenças e acidentes. Lembre-se: temos a natureza de Deus dentro de nós; temos um coração compassivo, quebrantado, generoso, por isso, ao ver um necessitado, não feche o seu coração. O desejo do inimigo é que o nosso coração realmente se esfrie (Mt 24.12), mas a melhor maneira de combater a dureza do coração é permanecer ativo, ajudando aqueles que precisam. Não ignore os necessitados fechando o seu coração, em vez disso, responda a eles. Precisamos ser um canal da graça e da bênção de Deus para todos, mas principalmente para os pobres, necessitados, órfãos, viúvas e doentes que estão perto de nós. Se fizermos isso, estaremos expressando o amor de Deus e Ele responderá às nossas orações. Confissão de fé: Eu tenho a natureza de Deus dentro de mim. Sou um canal da bênção e da graça de Deus na vida daqueles que estão ao meu redor. Oração: Ore para que o Espírito Santo te guie para ajudar os necessitados que estão ao seu redor. Certamente, há algo que você possa fazer. 125Oitava Semana: Obstáculos a oração II Oitava Semana - Terça-feira Texto Base: “Mulheres, sede vós, igualmente, submissas a vosso próprio marido, para que, se ele ainda não obedece à palavra, seja ganho, sem palavra alguma, por meio do procedimento de sua esposa.” 1Pedro 3.1 “Maridos, vós, igualmente, vivei a vida comum do lar, com discernimento; e, tendo consideração para com a vossa mulher como parte mais frágil, tratai-a com dignidade, porque sois, juntamente, herdeiros da mesma graça de vida, para que não se interrompam as vossas orações.” 1Pedro 3.7 Leitura Bíblica: Js 24.15; Pv 18.22; Ec 9.9; Mt 19.6; 1Co 13.4-7; Fp 2.3-4; Cl 3.14-17; Hb 13.4 Relacionamento errado na família O não cumprimentodos deveres dos cônjuges, um para com o outro, impede a resposta às orações. A vida conjugal deve ser posta diante de Deus. Quando as orações não estão sendo respondidas, pode haver falha no relacionamento. Segundo a Palavra de Deus, o marido, sob o encabeçamento de Cristo, é o cabeça do lar (Ef 5.22-27). Na verdade, Cristo é o cabeça do lar, mas o marido é o cabeça da esposa. Ele é quem, em última análise, é o responsável por guiar sua família. Para desempenhar seu papel, ele precisa amar a sua esposa, assim como Cristo amou a Igreja, ou seja, ele deve fazer de tudo para que sua esposa seja feliz. Se por um lado o homem é o líder, a mulher é a ajudadora, aquela que administra a casa no dia a dia. O esposo pode tomar decisões sobre certos assuntos, mas a esposa que as cumpre. Nesse sentido, a palavra de Deus diz que a mulher deve se submeter ao marido em amor. De uma forma bem resumida, esses são os papéis do marido e da mulher no casamento; e creio não existir dúvida sobre isso, uma vez que já está bem claro na Palavra de Deus, no capítulo 5 de Efésios. Cada casal, porém, vai enfrentar uma batalha diferente para praticar essas verdades espirituais. 126 Break - O Poder disponível na Oração Os cristãos devem ter casamentos melhores do que incrédulos. Afinal de contas, nós temos o Espírito de Deus para nos guiar e a Palavra de Deus para nos instruir. Nascemos de novo e somos capazes de perdoar e de pedir perdão. Há ainda irmãos, na vida da igreja, que são modelo e que podem ajudar outros casais a superar os desafios. Portanto, com base em tudo isso, preciso dizer que o casamento cristão deve ser diferente e melhor do que os casamentos onde Cristo não está presente. Contudo, infelizmente, não é isso que observamos. Muitos casamentos de cristãos são bem parecidos com os casamentos seculares. Há pouquíssima distinção entre eles. A taxa de divórcios nas igrejas evangélicas tem crescido. Hoje em dia, é normal um casal evangélico se divorciar. Grande parte dos casais cristãos não está vivendo de acordo com os princípios em que eles próprios dizem acreditar. Se a nossa fé é real, ela deve fazer a diferença e influenciar não só a maneira como vivemos, mas também a forma como tratamos o cônjuge. Pedro diz que os problemas conjugais podem ser um grande impedimento para as orações. Por que algumas pessoas oram e parece que o céu está fechado, que suas orações estão interrompidas? Quando marido e mulher brigam e resolvem alimentar mágoas, isso vai obstruindo a oração. Se você não estiver bem com a sua esposa ou com seu esposo, o Senhor simplesmente não ouvirá a sua oração. A solução para superar esse obstáculo é simples, ore com a sua esposa ou esposo. Somente orando você resolve na hora os seus problemas. Depois de casados, Deus não trata mais individualmente com os cônjuges, mas com ambos, visto que os dois se tomaram uma só carne. Quando tiver um problema com o seu cônjuge, seja ousado e diga: “Meu bem, vamos orar?” Orem juntos. Não permita que suas orações sejam interrompidas. Confissão de fé: O meu lar é cheio da graça de Deus. Cada promessa que Deus liberou sobre minha família será uma realidade, porque aquele que começou a boa obra é fiel. Oração: Ore junto com seu cônjuge antes de encerrar o “break”, procurem ouvir qual é a vontade de Deus para cada um em relação ao casamento. 127Oitava Semana: Obstáculos a oração II Oitava Semana - Quarta-feira Texto Base: “E, quando estiverdes orando, se tendes alguma coisa contra alguém, perdoai, para que vosso Pai celestial vos perdoe as vossas ofensas. Mas, se não perdoardes, também vosso Pai celestial não vos perdoará as vossas ofensas.” Marcos 11. 25-26 “Se, pois, ao trazeres ao altar a tua oferta, ali te lembrares de que teu irmão tem alguma coisa contra ti, deixa perante o altar a tua oferta, vai primeiro reconciliar-te com teu irmão; e, então, voltando, faze a tua oferta.” Mateus 5. 23-24 “Perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós temos perdoado aos nossos devedores.” Mateus 6.12 Leitura Bíblica: Mt 18.21-22; Lc 6.37; 17.3-4; Ef 4.26,32; Cl 3.13 Indisposição de perdoar A falta de perdão é, provavelmente, o motivo número um pelo qual nossas orações não são respondidas. Se existe uma área que precisamos estar, constantemente, sendo limpos é na área dos entulhos do ressentimento. Constantemente somos ofendidos, pessoas nos agridem, nos desprezam, nos causam prejuízos; constantemente precisamos, então, exercitar o perdão. Não há como viver uma vida plena se não aprender a perdoar, se não fizer do perdão um estilo de vida. Somos muito mais sensíveis do que imaginamos, e por isso, coisas pequenas se acumulam dentro de nós; uma palavra áspera; uma atitude grosseira; uma traição; são pequenas coisas que se acumulam, até que se tornam uma grande coisa. Precisamos aprender a parar e passar a limpo. Meu coração está fechado para alguém? O perdão é uma decisão, mas o ressentimento é uma emoção. O ressentimento é como um ferro elétrico conectado na tomada. 128 Break - O Poder disponível na Oração Quando você decide perdoar, o ferro é desconectado, mas ele não esfria automaticamente. Demora um tempo até ele se esfriar, mas acabará se esfriando, porque já foi desconectado da fonte. Assim também é o ressentimento. No momento da decisão, parece que ainda está quente a emoção; mas ela vai esfriar, porque o ressentimento foi desconectado pela da decisão de perdoar. Qual é a base do perdão? É o fato de reconhecer que somos iguais, e por isso, não temos nenhum direito de cobrar alguma coisa de alguém. Quem tem espelho em casa, não guarda ressentimento. Só não perdoa quem não se enxerga! Por vivermos em um mundo caído, cheio de pessoas imperfeitas como nós, não podemos evitar sermos magoados, ofendidos, feridos ou traídos. Teremos motivos para ficar ofendidos, mas a ofensa não resolvida se transforma em amargura e falta de perdão; e isso, certamente, será um obstáculo para as nossas orações. Simplesmente, não podemos nos apegar ao ressentimento e à ofensa, abrigando falta de perdão no coração, se quisermos que Deus responda às nossas orações. Não importa se o problema é grande ou pequeno, precisamos deixá-lo para trás. Não devemos esperar até sentirmos vontade de perdoar; perdoar é fazer uma escolha; perdoar é uma decisão. Quando fazemos isso, abrimos um caminho para que as nossas orações sejam respondidas. Além de perdoar, precisamos também nos dispor a pedir perdão. Se sabemos que erramos com alguém que está magoado conosco, precisamos procurá-lo e nos reconciliar. A falta de perdão nos aprisiona, pois o ressentimento produz fortalezas espirituais que nos mantém cativos. Perdoar é libertar-se! Confissão de fé: Eu me recuso a ficar ofendido. Eu decido perdoar livremente. A graça de Deus me capacita para que o perdão seja o meu estilo de vida. Oração: Faça uma lista de todas as pessoas que você tem dificuldade de relacionamento. Observe se há mágoa contra alguma delas e libere perdão livremente. Procure a pessoa que o ofendeu ou a quem você tenha ofendido e reconcilie-se com ela. Não peça perdão de forma genérica. Seja específico ao dizer em que ofendeu o outro. Ore por esse propósito de perdoar. 129Oitava Semana: Obstáculos a oração II Oitava Semana - Quinta-feira Texto Base: “Nada tendes, porque não pedis; pedis e não recebeis, porque pedis mal, para esbanjardes em vossos prazeres.” Tiago 4.2-3 Leitura Bíblica: Pv 16.2; Mt 5.8; Fp 1.9-11; 1Tm 1.5; 2Tm 2.22; 1Jo 3.2-3 Motivações erradas Um motivo de não termos orações respondidas é o “por que”, por de trás do “o que”. É a razão pela qual fazemos o que fazemos. Na oração, o motivo pelo qual oramos, o que nos leva a orar, é muito mais importante do que as palavras usadas. Deus não apenas nos ouve, Ele vê o nosso coração; e quando vê um motivo errado, impuro, egoísta, Ele não pode responder à oração. Podemos orar por coisas em linha com a vontade de Deus, mas se o motivofor errado, não haverá resposta. O propósito primeiro da oração deve ser a glória de Deus; e o que deve nos mover é amor. O egoísmo é inaceitável; a vingança é inaceitável; a manipulação é inaceitável; a manipulação e o controle são inaceitáveis; o ciúme é inaceitável; Na verdade, tudo que não há amor é um motivo inaceitável. Qual é a motivação do seu pedido diante de Deus? Por que você está pedindo isso para Deus? Deus está muito interessado no porquê das coisas, no motivo real do seu coração. A motivação do coração é algo muito sério. Há pessoas que não são sinceras nem consigo mesmas; não falam a verdade, nem para si mesmas. Não olhe o exterior, Deus não vê como vê o homem; o homem vê o exterior, mas Deus vê o coração! A Bíblia diz que “os olhos do Senhor passam por toda a Terra procurando o homem cujo o coração seja inteiramente dEle.” (2Cr 16.9). Motivação errada é algo perigoso. Ela leva a ações erradas; e leva a orações erradas. O Senhor tira uma radiografia do nosso interior e é conhecedor das nossas reais motivações. Talvez você ore para que Deus faça crescer o seu ministério, ou multiplicar a sua célula. Faz isso porque acha que é algo necessário e importante. Mas talvez você não esteja vendo sua oração ser respondida. Na verdade, até que seus motivos sejam puros, e que o egoísmo seja eliminado, nada vai acontecer. Nada 130 Break - O Poder disponível na Oração promove uma pessoa tão rápido no Reino de Deus como o seu próprio coração! Não é o quão bem se prega, canta ou toca um instrumento; não são suas habilidades. Ele não está procurando atestado de perfeição, até porque ninguém teria. Mas está buscando aqueles que possuem coração sincero e com a motivação correta. Do mesmo modo, talvez queiramos que Deus resolva as coisas da nossa maneira; pedindo para que Ele mude o coração de alguém para concordar conosco, sem levar em consideração o que realmente seria melhor para essa pessoa. Deus não responderá essa oração egoísta. Às vezes, pedimos para Ele fazer com que alguém nos peça perdão, quando na verdade, Deus quer que nós o peçamos. Precisamos, honestamente, examinar o que nos impulsiona a orar. O nosso coração deve ser puro e a nossa motivação correta. Suas orações irão mudar quando você começar a se tornar sensível ao motivo que há por trás delas. Isso poderá ser difícil e doloroso, mas, realmente, deve ser feito se, de fato, desejamos viver diante de Deus com um coração aprovado. Confissão de fé: Coloco o meu coração diante de Deus, para que na Sua luz eu possa enxergar todas as coisas. Na luz de Deus eu vejo a luz. A luz de Deus é o lugar mais seguro que eu posso estar. Oração: Ore pedindo para que Deus purifique o seu coração, para que você possa orar com a motivação correta. 131Oitava Semana: Obstáculos a oração II Oitava Semana - Sexta-feira Texto Base: “Todo homem esteja sujeito às autoridades superiores; porque não há autoridade que não proceda de Deus; e as autoridades que existem foram por ele instituídas.” Romanos 13.1 Leitura Bíblica: 1Sm 15.23; Ef 5.21; 1Tm 5.17; Tt 3.1; Hb 13.7 Rebeldia Ter uma atitude de rebeldia para com as autoridades que estão sobre a sua vida impedirá suas orações de serem respondidas. Um coração submisso, o oposto de um coração rebelde, é sensível a Deus e anseia por obedecer-Lhe. Uma pessoa rebelde, por outro lado, desobedecerá deliberadamente, e Deus não abençoa a desobediência. Não há ninguém que não tenha problemas com a figura e a posição de autoridade. Todos nós cobiçamos poder, reino e glória, para servir ao nosso próprio ego. Quando Deus estabelece que tudo estava disponível a Adão no Éden, menos o fruto da árvore do conhecimento do bem e do mal, Ele estava, na verdade, colocando limites e ensinando o princípio de autoridade ao homem. Tudo lhe pertencia, menos aquela árvore. Mas porque Deus a coloca ali? Para servir de tentação? De forma alguma! Deus estava ensinando que há limites para nós; há coisas que não nos pertencem; há fronteiras de perigo, e devemos entender esse princípio. Era como se um pai chegasse ao filho e dissesse: “Todas estas gavetas aqui, meu filho, te pertencem e tudo aqui é seu. Todos os seus brinquedos, doces, e biscoitos estão aqui. Tudo é seu. Esta outra gaveta, do outro lado, pertence ao papai. São minhas coisas, meus documentos e há também um revólver que nunca, jamais, em hipótese alguma, eu quero que você retire do lugar, entendeu?” O que estava no coração do pai ao estabelecer que há gavetas que não são nossas? Um pai faz isso por maldade ou há limites saudáveis e autoridade protetora envolvida? Infelizmente, o argumento do diabo na mente do homem o enganou, fazendo-o duvidar das reais motivações de Deus ao estabelecer o princípio da restrição e autoridade. 132 Break - O Poder disponível na Oração A autoridade nos protege, nos ensina; mas, ao mesmo tempo, também foi posta por Deus para nos restringir e ensinar a conviver em comunidade de maneira saudável. A restrição causa segurança e sensação de espaço e de limite. A falta dela é o que causa muitos problemas em muitas pessoas. Por que você acha que Deus põe um pai experiente na vida de um filho inexperiente? Para guardá-lo de muitos perigos e da morte. As autoridades são uma bênção em nossas vidas para nos proteger, instruir, nos fazer crescer em sabedoria e experiência e também nos guardar. De qualquer forma, a autoridade nos restringe e bloqueia, e não gostamos disso. O nosso ego não gosta de ouvir “NÃO” ou de ter nossa vontade contrariada. No entanto, o primeiro ensino na vida de Jesus foi aprender a se submeter. Hebreus 5.8 diz que ele aprendeu a obediência, e Lc 2.41-51 diz que Ele aprendeu a submissão, sendo submisso aos seus pais. O primeiro grande teste na vida de um discípulo é a questão da autoridade, porque está implícito que o que se submete é inferior àquele que está em posição de autoridade. As pessoas não gostam de tomar a cruz em relação a nenhuma autoridade. Isso exige renúncia do nosso orgulho, do desejo de ser reconhecido. É inevitável que venham confrontos quanto à autoridade. Mas qual será a sua resposta quando essa questão de autoridade for envolvida? Precisamos permitir que o Espírito Santo trabalhe em nossos corações, para, finalmente, aprender a viver em paz e sem dramas sob autoridade! Precisamos permanecer debaixo da cobertura que Deus nos deu. Todos nós precisamos permanecer debaixo da autoridade que Ele colocou em nossa vida, afim de que o nosso coração esteja reto perante Ele e nossas orações sejam respondidas. Confissão de fé: Eu escolho me sujeitar às autoridades que Deus colocou sobre a minha vida. Louvo a Deus porque estou guardado e protegido, debaixo da cobertura que Ele me deu. Oração: Ore pelas autoridades que Deus estabeleceu sobre a sua vida. 133Oitava Semana: Obstáculos a oração II Oitava Semana - Sábado Texto Base: “Em verdade, em verdade vos digo que aquele que crê em mim fará também as obras que eu faço e outras maiores fará, porque eu vou para junto do Pai. E tudo quanto pedirdes em meu nome, isso farei, a fim de que o Pai seja glorificado no Filho.” João 14.12-13 Leitura Bíblica: Mt 7.7; 21.21; Lc 10.17; 11.9; Tg 1.5; 1Jo 3.22 Orando e trabalhando Da mesma forma que Jesus começa o seu ministério público, junto aos seus discípulos, em um discurso chamado Sermão do Monte, Ele o encerra com um discurso de despedida, preservado por João para nós. Em ambos discursos, Jesus fala sobre oração. Porém, o primeiro é para os discípulos que acabaram de entrar em sua escola ministerial; enquanto no segundo, Ele fala a discípulos que estão preparados como Seus mensageiros para assumir o Seu lugar e o Seu trabalho. Os discípulos devem agora ir e fazer a sua obra, no seu poder, obras ainda maiores. A oração se torna o canal pelo qual esse poder será recebido para realizar seu trabalho. Aquele que deseja fazer as obras de Jesus, tem de orar em Seu nome. Aquele que deseja orar em Seunome, tem de trabalhar em Seu nome também. Aquele que deseja trabalhar, tem de orar; pois é pela oração que o poder para o trabalho é obtido. Aquele que, em fé, deseja fazer as obras que Jesus fez, tem de orar em Seu nome. Quando Jesus foi para o Pai, Ele não estava aqui encarnado para operar na terra. A Igreja agora é o seu Corpo; todo seu trabalho, a partir do trono no céu aqui na terra, deverá ser feito por meio dela. Jesus diz que “aquele que crê em mim fará também as obras que eu faço e outras maiores fará, porque eu vou para junto do Pai”. Jesus precisava ir para junto do Pai para receber todo poder e autoridade, e uma vez que isso já é uma realidade, nós precisamos crer nEle e pedir ao Pai, em nome de Jesus, para receber poder a autoridade. À medida que cremos e pedimos em seu nome, o poder vem e nos reveste para fazer as obras maiores. 134 Break - O Poder disponível na Oração Como vemos em nosso meio queixas de fraquezas, de falta de habilidade, de inaptidão; como vemos crentes engrandecendo demais as suas dificuldades! Mas, para cada uma dessas murmurações, Jesus tem uma mesma resposta: aquele que crê em mim fará também as obras que eu faço e outras maiores fará, porque eu vou para junto do Pai. Sem esta certeza e convicção, o nosso trabalho é simplesmente natural e carnal. O trabalho eficaz necessita de oração eficaz. Porém, se você pediu poder para trabalhar, trabalhe, pois é no trabalho que o poder é disponibilizado. Jesus nos deu esta maravilhosa promessa de usar livremente seu nome com o Pai, em ligação com o realizar de suas obras. Aquele que busca orar a oração da fé porque necessita dela para o trabalho do Mestre, deve orar com convicção, pois há poder disponível para aquele que pede em seu nome; e ainda há uma promessa de fazer as mesmas obras e obras ainda maiores. Confissão de fé: Eu fui chamado por Jesus Cristo para fazer parte do seu ministério aqui na terra. Eu sou Seu embaixador, Seu representante. Eu posso fazer as Suas obras. A mesma unção que estava sobre Jesus está sobre mim. Há graça, há favor, há habilidade dos céus sobre a minha vida. Existe poder disponível quando oro em Seu nome, para realizar as Suas obras. Oração: Olhe os seus desafios ministeriais. Talvez seja a plantação de uma igreja, um desejo de evangelizar um vizinho ou sua família, a multiplicação de sua célula. Saiba que quando você ora em nome de Jesus, Ele te disponibiliza poder para ser frutífero. Por isso, em fé, coloque cada um desses desafios e se aproprie do poder para frutificar. 135Oitava Semana: Obstáculos a oração II Oitava Semana - Domingo Texto Base: “Regozijai-vos sempre. Orai sem cessar. Em tudo, dai graças, porque esta é a vontade de Deus em Cristo Jesus para convosco.” 1Tessalonicenses 5.16-18 Leitura Bíblica: Lc 18.1; Rm 12.2; 2Co 6.10; Ef 5.20; 6.18-19; Cl 4.2-3 Uma vida de oração Como estudamos em toda essa jornada de dois meses, a Bíblia nos incentiva a orar e a manter uma vida de oração. Foram muitos ensinos de Jesus sobre este assunto; foram muitas parábolas para ilustrar esta realidade; as palavras nas epístolas que falam de perseverar e vigiar em oração, orar sempre no espírito. Em tudo isso, vemos que a prática da oração é, de fato, um princípio bíblico para nossas vidas. Para cultivarmos a prática da oração, a primeira coisa é, sem dúvidas, o sacrifício total da vida para o reino e para a glória de Deus. É o esquecimento da minha vida, de meus cuidados pessoais; é a entrega de mim mesmo para viver para Deus e sua honra, que enche o meu coração de sua vontade e me ensina a considerar tudo à luz de Deus, para que Ele seja glorificado. Não há vida de oração sem a certeza de que somos o sacrifício. Saiba que nunca a sua carne e a sua alma cooperarão com sua vida de oração. É uma escolha, é uma decisão, é pegar-se “pelo colarinho” e orar. Uma vida devota a Deus em oração deve ser acompanhada, também, de uma profunda confiança de que nossa oração é eficaz – A oração do justo pode muito em seus efeitos. Nossa justiça não está apoiada em nossas obras; nossa justiça vem de Cristo, é nEle que fomos justificados. Nunca perca essa convicção de que você, realmente, pode se achegar a Deus sem medo, vergonha ou qualquer sentimento de inferioridade. Você foi aceito no Amado e nada pode te separar desta realidade. Além do sacrifício e da convicção, é necessário um desejo profundo que nos une a Deus em oração. Isso é resultado da vida do Espírito Santo dentro de nós. Ele habita em nós, se esconde nas profundezas do nosso ser e desperta em nós o desejo pelo divino. É o 136 Break - O Poder disponível na Oração Espírito Santo que produz no coração sede por Deus e um anseio para que o Seu ser seja manifestado e glorificado. Nosso desejo é que esta jornada tenha sido um tempo precioso, em que você tenha sido acrescentado em fé e revelação a respeito da oração e da importância de uma vida de oração. Ela é o nosso combustível, é por ela que tudo começa. Tudo vem por meio da oração; é nela que ativamos nossa comunhão com Deus; é através dela que exercemos a nossa fé; é por ela que vem o santo descanso; é por meio dela que exercemos a adoração e o louvor. Não deixe que nada obstrua a sua vida de oração. Remova cada uma das barreiras, dos empecilhos; cuide com zelo do manancial que vai irrigar todas as áreas da sua vida. Procure a Deus todos os dias em oração, e você perceberá que é impossível viver e manter-se firme sem esta tão importante prática. Seja bem-vindo a uma vida cheia do poder disponível na oração. Confissão de fé: Sou grato a Deus pelo canal aberto que tenho com Ele. Posso desfrutar da comunhão, da intimidade e de uma vida de oração. Oração: Agradeça a Deus por este período de dois meses onde você foi alargado na revelação da importância da vida de oração. Peça para que, a cada dia, seu coração seja ainda mais despertado para viver esta realidade.