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1 UFAM UNIVERSIDADE FEDERAL DO AMAZONAS FACULDADE DE EDUCAÇÃO/ FACED ATIVIDADE DE FILOSOFIA E EDUCAÇÃO II ALUNA: LAURIANE PEREIRA GOMES PROFESSOR: DR EVANDRO LUIS GHEDIN 20019/MANAUS-AM 2 DIÁRIO DE BORDO Atividade de Filosofia da Educação II, solicitada Pelo professor Doutor Evandro Ghedin. LAURIANE PEREIRA GOMES 2019/MANAUS-AM 3 SUMÁRIO Introdução---------------------------------------------------------------------------------------4 Principais Tendências Pedagógicas e seus Pressupostos Filosóficos----------7 Formação de Professores e novos Paradigmas na Educação--------------------8 Questões Atuais da Filosofia da Educação---------------------------------------------9 Conclusão---------------------------------------------------------------------------------------10 Nota de Esclarecimento---------------------------------------------------------------------11 4 INTRODUÇÃO Um bom planejamento é muito importante na vida de todos. Sempre que pretendemos realizar algo, precisamos analisar algumas questões tais como: O que pretendo? Como devo fazer? e analisar se teremos condições de fazer. Eu estou pretendendo pôr em prática alguns projetos que tenho para minha vida que envolvem minha atual situação acadêmica e outros que envolvem estudos do meu dia-a-dia, por isso, tenho que colocar em prática essas perguntinhas básicas e criar um projeto de planejamento rico e aproveitável. Para um desses projetos eu tenho alguns objetivos: pretendo alcançar ainda esse semestre uma nota maior que o semestre passado nas minhas disciplinas, em particular, Filosofia( pois esta faz parte da minha rotina e é em especial a minha matéria favorita), participando das aulas em sala de aula e grupos em redes sociais voltados para os assuntos dado em sala, no decorrer dessa aventura, em que presenciei meus colegas superando seus limites, pude perceber que cada um tem seu grau de dificuldades ao ultrapassar os obstáculos que encontramos durante o percurso desta viagem pela Educação. Eu mesmo! Enfrentei vários obstáculos como depressão, ansiedade e fobia social, estou surpresa com os resultados obtidos e o quanto a boa didática do meu professor e sua orientanda foram engrandecedoras e fizeram diferença. Muito bem! Antes de tudo, devemos analisar nossa situação como estudantes e tudo que sabemos sobre Filosofia. Para isso, busquei anotações do começo do ano e fiz um gráfico com o que estamos vivenciando hoje. Nem preciso relatar o quanto a relação aluno-professor cresceu, e com os dados, temos os seguintes resultados de percepção, além disso, é possível afirmar que outros mecanismos de assimilação de conteúdo foram ativados, parece que emergem em função do avanço do próprio esforço que o grupo obteve para conseguir ter independência na hora de elaborar as atividades sugeridas pelo professor. ● Fase1- Início: nesta fase, o que era considerado e levado em conta era principalmente de caráter individual, sempre ouvi falar que Filosofia era a 5 matéria mais “boba”(leigo engano) de se estudar e por isso nem sempre era levada à sério no Ensino Médio. Isso estava tão enraizado na maioria da turma que as intervenções do professor ficaram desfocadas pela indiferença e reação de alguns colegas em relação ao conteúdo trazido para nós. Estruturar a tarefa, planejar a participação e o aporte individual, oferecer suporte aos colegas que não compreendiam o assunto até a orientação que estimulassem a integração com os membros do grupo de trabalho, tornaram-se trabalhoso e pesado. E em relação a essa atividade cognitiva, as reações de alguns colegas, apontaram que a informação por mais que seja clara e objetiva não fariam diferença, pois exteriorizando concepções, percebi que as informações são abordadas e recebidas de pontos de vista diferentes sobre o conteúdo. ● Fase2- Intercambio: nesta fase, percebi que as regulações de pontos de aquisição do conteúdo oscilavam entre os modos de reação da turma na recepção dos assuntos. Observei que o tipo de informação trocado era acumulativo, embora isso favoreça de forma positiva a realização das tarefas não era suficientemente crítico a ponto de estimular a classe, e nem todos chegaram ao ponto de espanto e deslumbramento com a matéria. O que geralmente, carece elaboração de perfil social e sensibilidade com seu papel nesta sociedade, introdução esta, que precisa ser adquirida ainda nos primeiros anos de estudos, exatamente onde a turma apontou não levar a Filosofia “à sério”. Ainda nesta fase, evidenciaram-se reflexões que relacionaram saberes e experiências prévias com o intuito de se estabelecer um ponto de partida para a realização do planejamento do professor. Por exemplo, o objetivo do professor era exteriorizar o conhecimento e licitar a participação da turma, nos dando inclusive a oportunidade de monitorar nossa própria evolução. ● Fase3-Negociação: esse foi o auge da dinâmica do grupo, essa fase foi caracterizada pelo foco central, que foi responder ao objetivo das tarefas, era importante filtrar as informações compiladas na fase1 mediante nossa própria análise crítica, com argumentos, propostas e reflexões. As intervenções mostraram aberturas flexíveis, o que estimulavam diálogos, construções de significados e o consenso grupal. Os indicadores observados nesta fase correspondem exatamente a perspectiva que inicialmente apontaram que 6 alguns alunos não acompanhariam a dimensão do contexto e nem teriam na sua própria participação, motivação, afeto e perspectiva mútua com a matéria. ● Fase4-Aplicação: Muito bem, nessa relação aluno-professor, chegamos ao ponto em que percebemos que o produto final desta jornada, exige uma tarefa cooperativa. Nesta fase, observei que a perseverança e responsabilidade dos membros para com o grupo, trouxeram asseverações cognitivas ilustrando a modificação dos esquemas nos resultados de interação. Os indicadores de regulação nessa fase são da dimensão da Motivação/Afeto com reforços sociais, onde cada um apesar de trabalharem juntos, buscaram mecanismos de aquisição de conhecimento dentro e fora da sala com experiências próprias e divididas nas atividades, Planejamento Individual, em menor medida, tendo em vista que a maioria das atividades foram feitas em grupo ou em dupla em que, cada um ficou responsável de escrever sobre sua visão em relação sua participação nesse semestre, quer dizer, em diferentes atividades cooperativas, conseguimos reforçar a aprendizagem e suprimos a demanda de tarefas o que configuram uma participação regulada e pertinente a proposta de aula do professor. ● FASE1-João: este tema me interessa porque... ● FASE2-João: compartilho com vocês os endereços que encontrei em relação ao tema... ● FASE3-João: Luís, conforme analisado o projeto tem também deficiências que poderiam melhorar-se considerando... ● FASE4-João: boa iniciativa Maria,o que pensam se, além disso, fazermos uns 7 esquemas para resumir os processos? PRINCIPAIS TENDÊNCIAS PEDAGÓGICAS E SEUS PRESSUPOSTOS FILOSÓFICOS Levando em conta, minha prévia e rasa experiência com aprofundamentos filosóficos na área da Educação, consegui integrar conceitos atribuídos em sala com os estudos cotidianos. Adquirindo uma postura mais séria em relação aos meios de selecionar e elaborar melhores estratégias e técnicas afim de facilitar este processo de imersão nas Tendências e Teorias. Entendi, que as Tendências e Teorias oferecem, além do entendimento sobre o processo de ensino-aprendizagem, a fundamentação teórica para selecionar e diagnosticar a melhor proposta para um bom desempenho profissional. Essas Teorias são as que proporcionam as ferramentas tanto para a realização deste tipo de análise, como também, para elaborar intervenções educativas efetivas. Com essas definições, compreendi que, é possível aprender sempre e isso é um processo vinculado à mudança, e que isso amplia-se expressivamente em cima da primeira impressão que a turma teve no início do ano letivo. A partir desse momento, nos centramos em conhecer as perspectivas que conduziriam essa aprendizagem, assim como suas bases filosóficas e implicações didáticas. Por que foi importante para mim conhecer essas Tendências e Teorias? Compreendi como a aprendizagem foi adquirida, manuseada e moldada até nossos dias, e como isso reflete sobre nosso próprio processo de aprendizagem e o tipo de pedagogos que queremos ser, o objetivo dessa introdução e dos trabalhos propostos é que a gente aprenda a dominar as 8 Teorias e Tendências para facilitar nas tomadas de nossas decisões pedagógicas. FORMAÇÃO DE PROFESSORES E NOVOS PARADIGMAS DA EDUCAÇÃO Qual será o melhor tipo de aprendizagem? Seguramente, ao iniciar este tema já havíamos compreendido que não existe apenas um tipo de saber e que nem sempre a escola é o melhor e o único local de aquisição de aprendizagem, muito menos o professor dono da verdade e único meio de obter conhecimento. O cognitivismo e o construtivismo, continuam sendo as bases do século XXI, embora já se apresentem abordagens, como o conectivismo, que une os elementos do nosso cotidiano, como a tecnologia ao processo de aprendizagem. Nas primeiras aulas, tratamos das Tendências e Teorias da aprendizagem e dos aspectos que competem aos processos de ensino-aprendizagem, ainda mantendo o foco em nós estudantes. Ao compreender sobre a identidade docente, analisamos o histórico da função docente, identificamos os principais modelos de formação, classificamos e comparamos as diferenças competências docentes em nosso estado. Ficou óbvio que há uma defasagem muito clara, na formação de educadores e foi o que me motivou a pesquisar profundamente sobre este problema voltado para a docência no interior. A docência é um elemento fundamental no processo de ensino aprendizagem e nós como futuros “ESPECIALISTAS EM EDUCAÇÃO”(rsrs) devemos compreender não somente o papel do professor em sala de aula, mas também os aspectos relacionados desde sua formação até o seu desenvolvimento profissional. 9 O que mais me incomodou foi descobrir números alarmantes de profissionais que trabalham sem especialização, como diz o professor e alguns Teóricos estudados, não é qualquer um que se torna professor, não basta apenas vocação e uma formação de qualidade é necessária e urgente. Confesso que esse quadro me gerou uma certa revolta, pois temos direitos garantidos na Constituição e nenhum olhar do Estado para a complexidade do povo brasileiro. Não foi difícil identificar essas dificuldades na profissionalização docente. O controle dos políticos sobre a situação é forte e toda essa feminização da profissão, além da burocracia em cima das reformas educativas tornam-se os maiores responsáveis por dificultar a reformulação da identidade docente. QUESTÕES ATUAIS DA FILOSOFIA DA EDUCAÇÃO Está aí um assunto mais que interessante, na atividade em que trabalhamos sobre os vídeos dos grandes teóricos da Educação no Brasil, podemos perceber que este assunto está loooonge de encerrar-se, tomando o impulso de grandes nomes como o professor Demerval Saviani (queridíssimo, aliás), Anísio Teixeira, Paulo Freire e Ruben Alves. Não tive como não me identificar com a corrente histórico-crítica! Passando desta fase tiete e aprofundando nos estudos e nos objetivos de cada autor, parei para pensar em algo inovador, claro que sim! Mas logo vi que para pensar e desenvolver um modelo de formação inicial inovador, é preciso pensar em uma cultura inovadora. Uma cultura que seja capaz de assimilar sua situação e romper com esquemas tradicionais, por isso pensar em inovar sofre uma resistência, não somente por parte dos professores, mas também por parte da comunidade, foi o que observamos na atividade em que fomos às escolas para entrevistar professores e pedagogos na prática sobre seus métodos de ensino e correntes teóricas. Foi quando entendi que para formular uma inovação devemos planejar a mudança e principalmente, pensar a receptividade à mudança, não basta apenas acordar 10 as 3:00 da madrugada com ideias pedagógicas e querer sair correndo para salvar o mundo. Sem os envolvimentos dos formadores nessas mudanças e com a melhora do processo formador, o modelo não será inovador e terá o mero papel de reproduzir o modelo já existente. O legal da minha Universidade e do corpo docente que me acompanharam nesse tão curto período é que depois de situarmos podemos perceber algumas diretrizes do modelo inovador pelo menos no nosso curso de Licenciatura em Pedagogia. A interação entre estudantes, professores e ambiente universitário nos possibilitou superar a cultura de isolamento profissional e o que me chamou atenção foi a forma com que isso foi encarado, completamente comum e bem aceito, sem contar que faz parte do nosso currículo. CONCLUSÃO Diante dessas descobertas pedagógicas, de tantos problemas superados e de tanto desafios consistentes que só agregaram conhecimentos. Particularmente, posso afirmar que não há sensação melhor do que a de dever cumprido. As avaliações, acima de tudo, me ajudaram a superar concepções associadas ao que significa uma responsabilidade exclusiva com meu curso. Em primeiro lugar, assinalar que, de fato, a avaliação baseada no desenvolvimento de tarefas autenticas como a das críticas das teses dos professores da Faced atribuiu um valor maior em minha avaliação do conhecimento concebido nesse período de aquisição e desenvolvimento da Filosofia. A atitude do professor em conceber avaliações práticas como processo de imersão no processo de aprendizagem, me fez pensar além de notas ou classificações. Me assegurou que desde que nosso foco esteja a serviço da aprendizagem, claramente nos melhora como alunos e temores e prejuízos são superados e dessa forma eu me aproximei tanto da aprendizagemquanto da vida, que me promoveram como cidadã 11 ciente do meu espaço cultural e me deram conta do desenvolvimento das competências para aprender. Claro que depois que o semestre acabar, a minha perspectiva educativa deve reconstruir-se progressivamente, pois a aprendizagem que eu obtive nesta disciplina se integra com diferentes saberes. Em qualquer caso, o essencial do discurso sobre o saber centra-se na sua ideia de refletir em modos espontâneos de pensar em minha cultura, saber que eu posso fazer a diferença em meu meio social é que me possibilita centrar minha energia em aquisição de ferramentas cognitivas para associar com minhas perspectivas de inovação. Pensar que sou um ser humano que pensa e que sou capaz de refletir sobre o que pensei e mais, passar esse pensamento para o papel e tentar o máximo estudar esse pensamento, faz com que eu me esforce ainda mais para esclarecer outras informações importantes. Talvez, me dar conta dessa possibilidade e poder transformador tenha sido a minha maior descoberta. 12 NOTA DE ESCLARECIMENTO: O conteúdo utilizado para o desenvolvimento deste Diário de Bordo, é referente às anotações particulares acumuladas ao longo de dois períodos cursados na Universidade Federal do Amazonas, no curso de Licenciatura em Pedagogia da matéria Filosofia da Educação I e II. Como sugerido pelo professor Doutor Evandro Luís Ghedin, os alunos deveriam relatar sobre sua experiência ao longo do semestre e este material deveria transformar-se em Diário de Bordo. Porém, devido à problemas de saúde relatados ainda na introdução desta atividade, me ausentei da sala de aula diversas vezes para tratamento. O que impossibilitou a aquisição de anotações mais constantes.