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Administração Geral - Vinícius Bastos Abordagem Contingencial A Abordagem Contingencial (ou Teoria da Contingência) surgiu, juntamente com a Abordagem Sistémica, na sequência da detecção de diversas limitações das escolas de gestão anteriores, nomeadamente a Escola Clássica e a Escola Comportamental. A Abordagem Contingencial apresenta como princípio base o fato de que as organizações não atuam isoladamente, estando sujeitas a diversos tipos de contingências (contingência significa algo cuja ocorrência é incerta ou eventual sendo a sua confirmação possível apenas pela experiência e pela evidência e não pela razão). Tudo o que acontece na sua envolvente externa, quer a nível sociológico, tecnológico, político ou demográfico poderá condicionar a sua atividade, a sua estrutura organizacional, a sua gestão e as decisões dos seus gestores. Por isso, segundo a Abordagem Contingencial, não é possível estabelecer uma única forma ótima de gerir as organizações: cada situação específica requer um tipo de gestão específica. Estas conclusões foram obtidas a partir de estudos realizados por diversos investigadores, entre os quais: -Tom Burns, G. M. Stalker; - Alfred D. Chandler; - Paul Lawrence e Jay Lorsch. Os quais incidiram na análise do impacto ambiental sobre o funcionamento das organizações. No intuito de se verificar os modelos de estruturas organizacionais mais eficazes em determinados tipos de indústrias, alguns pesquisadores passaram a abordar os vários aspectos que compunham o êxito ou não de várias organizações procurando compreender e explicar o modo como as empresas funcionavam em diferentes condições. Baseados nestes estudos, puderam confrontar como (aspecto das organizações) interagem as variáveis ambientais, as técnicas administrativas e a relação funcional dentro das organizações. A abordagem contingencial conclui que os fatores ambiente e tecnologia são fundamentais para o equilíbrio e ponderação dentro das organizações, podendo tais Administração Geral - Vinícius Bastos aspectos atuarem como oportunidade ou restrições que influenciam a estrutura e os processos internos da organização e que tais fatores devem ser constantemente identificados, especificados e reformulados para uma Administração equilibrada e de acordo com seu objetivo alcançado. Abordagem Contingencial: no ambiente A Teoria da contingência ou Teoria contingencial enfatiza que não há nada de absoluto nas organizações ou na teoria administrativa. Tudo é relativo. Tudo depende de algo. A abordagem contingencial explica que existe uma relação funcional entre as condições do ambiente e as técnicas administrativas apropriadas para o alcance eficaz dos objetivos da organização. As variáveis ambientais são variáveis independentes, enquanto as técnicas administrativas são variáveis dependentes dentro de uma relação funcional. A relação funcional entre as variáveis independentes e dependentes não implica que haja uma relação de causa e efeito, pois a gestão é ativa e não passivamente dependente na prática da gestão contingencial. O reconhecimento, diagnóstico e adaptação à situação são certamente importantes, porém, eles não são suficientes. As relações funcionais entre as condições ambientais e as práticas administrativas devem ser constantemente identificadas e especificadas. Segundo Chiavenato (2004, p. 22), "as empresas bem-sucedidas são aquelas que conseguem adaptar-se adequadamente às demandas ambientais." As características das organizações dependem das características do ambiente que estão inseridas. Nesse sentido, o ambiente molda as organizações. A abordagem contingencial mesmo tendo analisado outras escolas como a Teoria Clássica ou a Teoria de Sistemas, aceitou suas premissas básicas, mas adaptou-as a outros termos, pois, nela nada é absoluto ou universalmente aplicável. Tudo é composto de variáveis sejam situacionais, circunstanciais, ambientais, tecnológicas e econômicas. De todas as Teorias Administrativas, a abordagem contingencial enfoca as organizações de dentro para fora, colocando o ambiente como fator primordial na estrutura e no comportamento das organizações. De um lado o ambiente oferece oportunidades e recursos, de outro impões coações e ameaças à organização. Administração Geral - Vinícius Bastos Como o ambiente é extremamente vasto e complexo, as organizações não podem absorvê-lo, conhecê-lo e compreendê-lo em sua totalidade e complexidade, o que seria inimaginável. O ambiente pode ser analisado em dois segmentos, o ambiente geral e o ambiente de tarefa. Conclusão desta teoria: diferentes ambientes levam as empresas a adotarem diferentes estratégias, que exigem diferentes estruturas organizacionais. Ambiente geral: É o macroambiente, ou seja, o ambiente genérico e comum a todas as organizações. Tudo o que acontece no ambiente geral afeta direta ou indiretamente todas as organizações. O ambiente geral é constituído de um conjunto de condições semelhantes para todas as organizações, como: 1. Condições Tecnológicas 2. Condições Legais 3. Condições Políticas 4. Condições Econômicas 5. Condições Demográficas 6. Condições Ecológicas 7. Condições Culturais Ambiente de tarefa: É o ambiente mais próximo e imediato de cada organização. É o segmento do ambiente geral do qual cada organização extrai as suas entradas e deposita as suas saídas. É o ambiente de operações de cada organização e é constituído por: 1. Fornecedores de Entradas 2. Clientes ou Usuários 3. Concorrentes 4. Entidades Reguladoras Administração Geral - Vinícius Bastos Origens da Teoria da Contingência A Teoria contingencial nasceu a partir de uma série de pesquisas feitas para verificar quais os modelos de estrutura organizacionais mais eficazes em determinados tipos de indústrias. Essas pesquisas e estudos foram contingentes na medida em que procuravam compreender e explicar o modo pelo qual as empresas funcionavam em diferentes condições. Estas condições variam de acordo com o ambiente ou contexto que as empresas escolheram como seu domínio de operações. Por outras palavras, essas condições são ditadas de acordo com o seu ambiente externo. Essas contingências externas podem ser consideradas como oportunidades ou como restrições que influenciam a estrutura e os processos internos das organizações. Pesquisas foram realizadas na década de 1960 sobre a relação entre modelos de estruturas organizacionais e a eficácia em determinados tipos de indústria. Os resultados surpreenderam, pois indicava que não havia uma forma melhor ou única, e sim que tanto a estrutura quanto o funcionamento das organizações dependiam da relação com o ambiente externo. PESQUISA DE BURNS E STALKER Tom Burns e G. M Stalker, dois sociólogos industriais, pesquisaram em 1961 vinte indústrias inglesas procurando analisar a correlação entre as práticas administrativas e o ambiente externo dessas indústrias. Classificaram as indústrias em dois tipos: organizações Mecanisticas e Orgânicas. Comentam os autores que o sistema "mecanicista" parecia ser apropriado a uma empresa que opera em condições ambientais relativamente estáveis, o outro, orgânico, parecia exigido pelas condições ambientais em transformação. - Sistema Mecanicista: A administração é baseada na hierarquia como demostrado em organogramas. É um sistema vertical onde as operações, o sistema de trabalho, as informações seguem o padrão de comando do superior ao funcionário. Devendo o indivíduo executar esta tarefa para o retorno ao superior, sem se preocupar com a cumplicidade de seu trabalho na totalidade da organização. As Organizações Mecanicistas apresentam as seguintes características: • Estrutura burocrática organizada a partir de uma minuciosa divisão de trabalho. A organização se caracteriza por ciclos de atividades rotineiras que se repetem indefinidamente. Administração Geral - Vinícius Bastos • Cargos ocupadospor especialistas nas respectivas tarefas com atribuições fixas, definidas e delimitadas. Cada um executa sua tarefa como se fosse distinta e separada das demais. • Centralização das decisões: tomadas somente pela cúpula da organização • Hierarquia de autoridade rígida: com pouca permeabilidade entre os níveis hierárquicos, autoridade baseada na posição. • Sistemas rígido de controle: com estreita amplitude administrativa pela qual cada supervisor tem um número determinado de subordinados. • Sistema simples de comunicação: o fluxo de informação quase sempre conduz mais ordens de cima para baixo do que dados e retorno de baixo para cima. • Predomínio da interação vertical: entre superior e subordinado. • Ênfase nas regras e nos procedimentos: formalizados por escrito e que servem para definir os comportamentos das pessoas • Ênfase nos princípios universais da gestão: princípios funcionam como norma sobre como a empresa deve ser organizada e dirigida. • Na realidade a organização mecanicista funciona como um sistema mecânico, fechado e introspectivo, determinístico e racional, voltado para si mesmo e ignorando totalmente o que ocorre no ambiente externo que o envolver - Sistema Orgânico: É adaptado a condições instáveis, os sistemas de trabalho são atribuídos a especialistas que executam suas tarefas com o conhecimento global da importância delas para a empresa. Os indivíduos se interagem em suas funções. A situação efetua-se tanto lateral como verticalmente. Há a comunicação entre indivíduos de categorias diferentes e hierarquias diferentes, a chefia passa a ser parte do grupo, todos buscando um êxito comum. As Organizações Orgânicas apresentam: • Estrutura organizacional flexível e adaptável • Os cargos são continuamente modificados e redefinidos • Descentralização das decisões • Hierarquia flexível Administração Geral - Vinícius Bastos • Amplitude de comando do supervisor e extensa • Maior confiabilidade nas comunicações informais • Predomínio da interação lateral e horizontal • Ênfase nos princípios do bom relacionamento humano • Na realidade as organizações orgânicas funcionam como um sistema vivo, aberto e complexo, extrovertido e voltado principalmente para a sua interação com o ambiente externo. A adaptação e o ajustamento as demandas ambientais provocam constantes mudanças internas na organização. PESQUISA DE CHANDLER Em 1962, Alfred Chandler Jr. realizou uma das mais sérias investigações históricas abordando a estratégia de negócios. Estudou quatro grandes empresas americanas: a DuPont, a General Motors, a Standar Oil Co.(New Jersey) e a Sears Roebuck & Co; demonstrou que as estruturas destas empresas foram necessariamente adaptadas e ajustadas às suas estratégias durante todo um processo histórico envolvendo quatro fases distintas: 1) Acumulação de Recursos: A expansão da rede ferroviária iniciada após a Guerra da Secessão Americana ocasionou o fortalecimento do mercado de ferro e aço e o moderno mercado de capitais, com isso houve um rápido crescimento urbano gerado pela facilidade da estrada, como a migração rural e o início da imigração europeia. As empresas tiveram que ampliar suas instalações de produção e organizar uma rede de distribuição, passaram então a deter o mercado de matérias-primas através da compra de empresas fornecedoras. Daí o controle por Integração Vertical que possibilitou o aparecimento da economia em escala. 2) Racionalização do Uso de Recursos: As novas empresas integradas tornaram-se grande e passaram a ter a necessidade de serem organizadas pois tinham muito recursos desnecessários (instalações e pessoal). Haveria então a criação de uma estrutura funcional para a redução de custos, pois esta racionalização e a nova estrutura deveriam estar adequadas às oscilações de mercado, para isto se preocupavam com planejamento, organização e coordenação. 3) Continuação do Crescimento: A reorganização geral ocasionou um aumento de eficiência nas vendas, compras, produção e distribuição, mas em contrapartida os lucros baixaram, o mercado saturou-se, diminuindo a oportunidade de se reduzir os Administração Geral - Vinícius Bastos custos. As empresas partiram então para a diversificação (próxima de novos mercados e novos produtos). A antiga estrutura funcional não estava preparada para essa diversificação. A nova estratégia gerou o surgimento de departamentos de pesquisa e desenvolvimento, engenharia do produto e desenho industrial. 4) Racionalização do Uso de Recursos em Expansão: O suporte de autoridade e comunicação da estrutura funcional, sem terem como atender à cumplicidade crescente de produtos e operários, levaram à nova estrutura divisional departamentalizada. De um lado a descentralização de operações e, de outro, a centralização de controles administrativos. Em resumo diferentes ambientes levam as organizações a adotar novas estratégias e estas, exigem diferente estruturas organizacionais. PESQUISA DE F.E. EMERY e E.L. TRIST Esse estudo sobre os contextos ambientais e suas consequências para as organizações procuravam identificar o processo e as reações que ocorrem no ambiente como um todo, no sentido de classificar a natureza do ambiente que circunda a organização e as consequências da natureza ambiental sobre a natureza da organização. Para ambos existem quatro tipos de contexto ambiental, cada qual proporcionando determinada estrutura e comportamentos organizacionais. Identificaram 4 tipos de ambientes: 1) Meio Plácido e Aleatório: concorrência pura, produtos homogêneos e muitas empresas pequenas que não conseguem sozinhas influenciar o mercado. Justamente pelo seu pequeno tamanho, a organização não pode afetar as outras organizações do ambiente. Essas organizações sobrevivem em pequenas unidades, isoladas, e dificilmente se adaptariam a um outro tipo de ambiente: são bares, mercearias e pequenas oficinas. 2) Meio Plácido e Segmentado: concorrência monopolística, produtos diferenciados e organizações de médio porte com alguns controles sobre o mercado. Dentro das condições ambientais as organizações tendem a crescer em tamanho, tornam-se multifuncionais e muito hierarquizadas e possuem controle e coordenação centralizados. 3) Meio Perturbado e Reativo: neste ambiente mais dinâmico que estático, Administração Geral - Vinícius Bastos desenvolvem-se organizações do mesmo tamanho, tipo, objetivos, dispondo das mesmas informações e pretendendo o mesmo mercado. Neste contexto ambiental, as confrontações não ocorrem mais ao acaso, uma vez que todos sabem o que os outros pretendem fazer e aonde a organização quer chegar. Oligopólio, poucas e grandes organizações dominantes do mercado. Bancos, concessionárias. Surgem rivalidades, tornando necessário o conhecimento das reações dos rivais. Exemplo organizações que atuam num mercado estreitamente disputado, como companhias de petróleo ou de cimento. 4) Meio de Campos Turbulentos: caracterizam-se pela complexidade, turbulência e dinamicidade. Entretanto, esta dinamicidade não é causada somente pela presença de outras organizações, mais pelo complexo dinâmico de forças existente no próprio ambiente. Esta condição requer um relacionamento que, enquanto maximiza a cooperação, reconhece a autonomia de cada organização. Além da cooperação interorganizacional, ocorre neste tipo de ambiente uma continua mudança associada com inovação, provocando relevantes incertezas. Forte impulso para pesquisa e desenvolvimento ou tecnologia avançada. Mercado monopólio puro, uma ou pouquíssimas organizações controladoras do mercado. PESQUISA DE LAWRENCE E LORSCH Pesquisaram sobre organização e ambiente marcando o aparecimento da Teoria da Contingência. Entre três empresas diferentes concluíram que os problemas básicos de organização são a diferenciação e a integração. É um processo gerado por pressões, no sentido de obter unidade de esforços e coordenação entre váriosdepartamentos. O desenvolvimento da pesquisa Foram escolhidas as indústrias de plásticos, alimentos empacotados e de recipientes de alto e baixo desempenho, ambientes industriais de diferentes graus, desde ambientes de rápida mudança tecnológica até ambientes estáveis que exigem pequena diferença de organização. Essas quatro pesquisas revelaram que: A organização em relação ao seu ambiente e a tecnologia adotada surgiu a Teoria da Contingência. Administração Geral - Vinícius Bastos As organizações precisam ser ajustadas ao sistema das condições ambientais. Os aspectos universais devem ser substituídos pelas normas de acordo entre organização ambiente e tecnologia. A defrontação entre organizações e ambiente, envolvendo dez empresas (plásticos, alimentos e recipientes), concluíram que os problemas básicos são: 1) Diferenciação: à divisão da organização em subsistemas ou departamentos cada qual desempenham uma tarefa especializada em um contexto ambiental também especializado. Cada subsistema ou departamento tende a reagir unicamente àquela parte do ambiente que é relevante para a sua própria tarefa especializada. Se houver diferenciação ambiental, aparecerão diferenciações na estrutura organizacional e na abordagem empregada pelos departamentos: do ambiente geral emergem assim ambientes específicos, a cada qual correspondendo um subsistema ou departamento da organização. Cada subsistema da empresa reage apenas à parte do ambiente que é relevante às suas atividades. 2) Diferenciação versus integração: ambos os estados – diferenciação e integração – são opostos e antagônicos: quanto mais diferenciada é uma organização, mais difícil é a solução de pontos de vista conflitantes dos departamentos e a obtenção de colaboração efetiva. 3) Integração: refere-se ao processo oposto, isto é, ao processo gerado por pressões vindas do ambiente global da organização para alcançar unidades de esforços e coordenação entre os vários departamentos. As partes de uma empresa constituem um todo indissolúvel e nenhuma parte pode ser afetada sem afetar as outras partes. Esta pesquisa levou à formulação da Teoria da Contingência: não existe uma única forma melhor de organizar, em vez disso, as organizações precisam ser sistematicamente ajustadas às condições ambientais. Assim, a Teoria da Contingência apresenta os seguintes aspectos básicos: Administração Geral - Vinícius Bastos • A organização é de natureza sistemática; ela é um sistema aberto. • As variáveis organizacionais apresentam um complexo inter-relacionamento entre si e com o ambiente. PESQUISA DE JOAN WOODWARD Socióloga industrial inglesa, pesquisou sobre os princípios de administração em 100 empresas de diferentes tipos com média de 100 a 8.000 empregados. Cem empresas foram classificadas em três grupos de tecnologia de produção cada qual desenvolvendo diferentes maneiras de produzir. - Produção Unitária: é feita por unidades ou pequenas quantidades. Os trabalhadores usam variadas ferramentas. O processo de produção é menos padronizado. - Produção em Massa: é feita em grande quantidade. Os trabalhadores operam máquinas e linha de produção ou montagem padronizados. Como as montadoras de veículos. - Produção em Processo: um ou mais operários lidera um processo total ou parcial de produção. A participação humana é pouco usada. Ex: as refinarias de petróleo, as siderúrgicas, etc. Nessas três tecnologias, casa uma tem um processo de produção diferente. A tecnologia extrapola a produção influenciando toda a organização empresarial. Resumindo a pesquisa de Woodward: a tecnologia adotada para uma empresa é que determina a sua estrutura e seu comportamento organizacional. AMBIENTE Ambiente é tudo o que acontece externamente, mas influenciando internamente uma organização. A Análise do Ambiente foi iniciada pelos estruturalistas, como a análise tinha abordagem de sistemas abertos aumentou o estudo do meio ambiente como base para verificar a eficácia das organizações, mas nem toda a preocupação foi capaz de produzir total entendimento do meio ambiente. O Ambiente Geral é o genérico e comum que afeta direta ou indiretamente toda e qualquer organização, é constituído de um conjunto de condições semelhantes, são Administração Geral - Vinícius Bastos elas tecnológicas, legais, políticas, econômicas, demográficas, ecológicas ou culturais. • Tecnológica: É quando ocorre desenvolvimento tecnológico nas outras organizações, é preciso se adaptar para não perder a competitividade. • Condições Legais: Constituem a legislação, são leis trabalhistas, fiscais, civis, de caráter comercial, etc. • Condições Políticas: São decisões e definições políticas. • Condições Econômicas: constituem o que determina o desenvolvimento econômico. Inflação, balança de pagamento do país, distribuição de renda interna, etc; são problemas econômicos que não passam despercebidos pela organização. • Condição Demográfica: Determina o mercado de acordo com a taxa de crescimento, população, raça, religião, distribuição geográfica, etc. • Condição Cultural: É a expectativa da população que interfere no consumo. Todas essas condições interagem entre si, e suas forças juntas têm efeito sistêmico. O Ambiente Geral é genérico, mas as Organizações têm também o Ambiente Particular ou de Tarefa. O Ambiente de Tarefa (Microambiente) é o de operações de entrada e de saída em cada organização, e é constituído por fornecedores de entradas, clientes ou usuários, concorrentes e entidades reguladoras. - Fornecedores de entrada: São fornecedores de todos os recursos para trabalhar, tais como matéria-prima, recursos financeiros e recursos humanos. - Clientes: São consumidores. Administração Geral - Vinícius Bastos - Concorrentes: São tanto de recurso e consumidores. - Entidades Reguladoras: São as que fiscalizam a organização tais como sindicatos, associações de classe, órgãos regulamentares do governo regulador do consumidor, etc. Definir Ambiente de Tarefa é quando a organização já escolheu o produto ou serviço e o mercado onde vender. É no ambiente de tarefa que a organização se preocupa em estabelecer seu domínio, quanto a consumidores e fornecedores, querem também reduzir a dependência. Tipologia de Ambientes O ambiente é um só, mas as organizações estão expostas à apenas uma parte dele que pode ser diferente das demais, é dividido em tipologias e são características do ambiente de tarefas. Os ambientes podem ser homogêneos ou heterogêneos de acordo com a estrutura. • É homogêneo quando há pouca mistura de mercados; • É heterogêneo quando existe diferenciamento múltiplo nos mercados. Administração Geral - Vinícius Bastos Os ambientes podem ser classificados estáveis ou instáveis de acordo com sua dinâmica: • É estável quando quase não ocorrem mudanças, e quando ocorrem, são previsíveis. • É instável quando há mudanças o tempo inteiro, essas mudanças geram a incerteza. (Inovação e Criatividade, ênfase na eficácia, reações variadas e inovadoras, etc). O ambiente homogêneo terá diferenciação menor e os problemas poderão ser tratados de forma simples, com pouca departamentalização. O mesmo acontece com a estabilidade e instabilidade. Quanto mais estável menor a contingência, permitindo uma estrutura burocrática e conservadora, porém quanto mais instável, maior a contingência e maior a incerteza, porque há uma estrutura organizacional mutável e inovadora Resumo da Teoria Contingencial • Avanço em relação a Teoria dos Sistemas em administração; • Organização é um sistema composto por subsistemas e inserido em um sistema ambiental; • Enfatiza as circunstâncias variáveis em que atuam as diferentes organizações; • Considera que há uma relação funcional entre as condições do ambiente e as técnicas administrativas a serem adotadas; Modelo Mecânico • Adequado a ambientes estáveis; • Trabalho especializado;• Papéis determinados; • Padronização de tarefas; • Hierarquia reforçada; • Centralização da autoridade; • Controles burocráticos fortes; • Organização informal: símbolos de status. Administração Geral - Vinícius Bastos Modelo Orgânico • Adequado a ambientes turbulentos; • Equipes multifuncionais; • Papéis complexos e dinâmicos; • Integração complexa; • Descentralização da autoridade; • Autonomia; • Controles burocráticos fracos; • Organização informal: baseada em competência. O Homem Complexo • O indivíduo tem necessidades variadas e complexas; • O ser humano tem desejo de desenvolvimento e de autorrealização (conceito complexo e variável); • O trabalho fornece sentido à existência pessoal; • Os trabalhadores possuem autonomia de pensamento. Abordagem Contingencial Origens da Teoria da Contingência Resumo da Teoria Contingencial