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SONDAGEM VESICAL

Sondagem vesical: diferencia SVA (intermitente) e SVD (permanente), indicações e risco aumentado de infecção, cuidados de enfermagem, materiais e técnica, com questões de prova sobre posição do paciente, escolha de calibre e condutas.

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SONDAGEM VESICAL
Quando a urina não pode ser eliminada naturalmente e precisa ser drenada de maneira artificial, podem ser inseridos cateteres diretamente na bexiga, no ureter ou na pelve renal.
Um paciente só deve ser submetido à sondagem vesical (SV) quando necessário, visto que existe um aumento do risco de infecção urinária.
Existem dois tipos de cateterização vesical:
Sonda Vesical de Alívio – SVA ou Cateterismo Intermitente
Introduz-se um cateter reto e descartável, longo o suficiente para drenar a bexiga. Quando estiver vazia, retira-se imediatamente o cateter.
INDICAÇÕES:
· Aliviar o desconforto da distensão da bexiga;
· Obter amostra estéril de urina quando for difícil de obter amostras de urina limpa;
· Avaliar a urina residual depois da micção;
· Tratamento a longo prazo de clientes com lesão de medula espinhal;
· Degeneração neuromuscular ou bexigas incompetentes em longo prazo.
OBS: o cateterismo intermitente pode ser repetido no paciente quando necessário, mas cada inserção da sonda aumentará o risco de trauma e infecção.
1. (Prefeitura de Areal-RJ/GUALIMP/2020) É um procedimento estéril que consiste na introdução de uma sonda no interior da bexiga, através da uretra, a fim de drenar a urina, sendo removida após atingida a finalidade do procedimento:
a) Cateterismo vesical de alívio. 
b) Cateterismo vesical de demora.
c) Cistectomia.
d) Cistostomia.
2. (Residência Multiprofissional COREMU/UFG/2021) Analise o seguinte caso. M.A.S., do sexo feminino, de 58 anos, diabética há sete anos, deu entrada em uma Unidade de Pronto Socorro com história de retenção urinária há 24 horas. No histórico de enfermagem, verificou-se o registro de disúria que foi controlada após o início da administração de antibioticoterapia há dez dias. Após avaliação prévia, ficou decidida a realização da cateterização intermitente da bexiga. Em relação ao procedimento considera-se que:
a) o profissional deve preparar a bandeja para a cateterização intermitente, tendo o cuidado de utilizar a sonda de acordo com o sexo e tamanho da paciente; no caso acima, o indicado é uma sonda de Foley calibre 18 Fr.
b) a cateterização intermitente promove alívio do desconforto da distensão, além de permitir a mensuração do volume urinário; para tanto, o profissional deve realizar, antes do início do procedimento, higiene íntima criteriosa.
c) para a cateterização intermitente, o profissional deverá utilizar obrigatoriamente coletor fechado para evitar risco de contaminação, conectado à sonda de Foley de duas vias.
d) o profissional deve orientar a paciente quanto ao procedimento; colocá-la em decúbito lateral esquerdo; realizar higiene íntima; e introduzir a sonda uretral até a bexiga, esperando o retorno da urina por um período entre dez e 15 min.
3. (Residências em Áreas Profissionais de Saúde/UPE/2020) K.M., sexo feminino, 61 anos, diagnóstico de Diabetes Mellitus tipo 2 há 11 anos, foi admitida em uma unidade de saúde com dor na região suprapúbica e história de retenção urinária há 36 horas. Após avaliação prévia, a equipe de saúde decidiu pela realização da cateterização urinária intermitente. Sobre os cuidados de enfermagem que devem ser observados para a realização do procedimento, analise as afirmativas a seguir:
I. Para realizar a cateterização intermitente, que tem por função promover o alívio, o desconforto da distensão da bexiga e permitir a mensuração do volume urinário, o enfermeiro deve, para iniciar o procedimento, realizar higiene íntima criteriosa.
II. Preparar os materiais necessários para a cateterização intermitente, tendo o cuidado de utilizar a sonda de acordo com o sexo e tamanho da paciente. Para o caso acima, o indicado é uma sonda de Foley calibre 12 Fr.
III. Para a cateterização intermitente com técnica limpa, o mais indicado é utilizar o coletor fechado, para evitar risco de contaminação, conectado à sonda de Foley de duas vias.
IV. Orientar a paciente quanto ao procedimento, posicionar a paciente em posição ginecológica, realizar higiene íntima criteriosa, introduzir a sonda uretral até a bexiga, esperando o retorno da urina por um período entre 05 e 10 min ou enquanto houver drenagem de urina.
Somente está CORRETO o que se afirma em
a) I, II e III.
b) I e II. 
c) II e IV. 
d) III e IV. 
e) I e IV.
4. (Prefeitura de Riacho dos Cavalos-PB/Ápice Consultoria/2019) O cateterismo vesical de alívio consiste na introdução de um cateter da uretra até a bexiga. É uma técnica asséptica e invasiva. São necessários os seguintes materiais para a sondagem vesical de alívio, exceto:
a) Lubrificante;
b) Sonda vesical;
c) Campo fenestrado estéril;
d) Luvas estéreis;
e) Água destilada.
Sonda Vesical de Demora – SVD ou Cateterismo Permanente
Permanece no local por um período maior, até que o cliente seja capaz de urinar de modo voluntário, ou que as medições contínuas de urina não sejam mais necessárias. A cateterização de demora pode ser de curto prazo (duas semanas ou menos) ou de longo prazo (mais de um mês).
INDICAÇÕES:
Segundo a Anvisa (2017), não se deve realizar a troca rotineira da sonda. A Resolução do COFEN nº 450/2013 recomenda que a equipe de Enfermagem obedeça a critérios determinados por protocolos para troca do cateter vesical. A literatura internacional também aponta que a indicação para trocas de sonda deve ser individualizada e não estabelecida como rotina para pacientes que necessitam de cateterização.
Nesse contexto, sugere-se que cateteres e bolsas de drenagem sejam trocados utilizando-se indicadores clínicos, como (PERRY; POTTER; OSTENDORF, 2014; POTTER; PERRY; ELKIN, 2013; POTTER et al., 2020):
· Presença de vazamento ou obstrução;
· Antes da coleta de uma amostra estéril para culturas de urina ou de tratamento de uma ITU sintomática;
· Mau funcionamento do cateter;
· Comprometimento do sistema fechado (quebra da técnica asséptica ou desconexão).
Cuidados relacionados à SVD (PERRY; POTTER; OSTENDORF,2014; POTTER; PERRY; ELKIN, 2013; POTTER et al., 2018, 2020):
5. (Prefeitura de Santo Antônio do Sudoeste-PR/Instituto UniFil/2020) A sondagem vesical é um procedimento caracterizado pela introdução de uma sonda de látex ou plástico, através da uretra, para o interior da bexiga. É um procedimento invasivo e que pode trazer riscos ao paciente, como infecção ou traumatismo. Em relação às competências do técnico de enfermagem na sondagem vesical, assinale a alternativa correta.
a) É permitido ao técnico de enfermagem realizar a sondagem vesical de alívio, mas a sondagem vesical de demora é privativa ao enfermeiro.
b) Ao técnico de enfermagem cabe apenas a monitorização e registro das queixas do paciente dentre as atividades prescritas pelo enfermeiro.
c) É um procedimento privativo ao enfermeiro, no âmbito hospitalar, que deve ser realizado sob técnica asséptica.
d) É permitido ao técnico de enfermagem realizar o manuseio do sistema de drenagem, da coleta de urina para exames e monitoramento do balanço hídrico, sob supervisão do enfermeiro.
6. (Residências em Áreas Profissionais de Saúde/UPE/2021) MJS, sexo feminino, 43 anos, com diagnóstico de esclerose múltipla há 6 anos, desenvolveu a bexiga neurogênica e foi admitida em uma unidade de saúde, com dor na região suprapúbica e história de retenção urinária há 36 horas. Após avaliação, a equipe de saúde decidiu pela realização da cateterização urinária de demora. Quais cuidados de enfermagem devem ser observados para a realização do procedimento?
I. Utilizar técnica asséptica rigorosa no momento da inserção do cateter. Utilizar um sistema de drenagem urinária fechada, estéril e pré-montado.
II. Preparar os materiais necessários para a cateterização, tendo o cuidado para definir o calibre da sonda, de acordo com o sexo e tamanho da paciente; para o caso acima, o indicado é uma sonda de Foley calibre 10 Fr.
III. Para evitar a contaminação do sistema fechado, nunca desconectar o equipo e manter o cuidado para a bolsa de drenagem não tocar o chão.
IV. Manter a bolsa coletora acima do nível da bexiga; esse procedimento evitará o fluxo retrógado daurina contaminada para a bexiga.
Estão CORRETAS apenas
a) I, II e III.
b) II e III.
c) I e IV.
d) I e III.
e) II e IV.
GABARITO:
1 - A
2 - B
3 - E
4 - E
5 - D
6 - D

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