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COMO AVALIAR O APRENDIZADO DO ALUNO? Nome: Sara Alves Guimarães Matricula: 470493993 Curso: Pedagogia Podemos verificar que a palavra “avaliação”, quando mencionada, é normalmente relacionada à palavra “prova” e não traz nenhum conforto para os alunos. As provas vêm sendo usada de forma ameaçadora. Dentro de uma perspectiva comportamental proposta por Skinner, temos a ideia de que o comportamento pode ser controlado por meio de recompensas e punições. A sensação é de que as provas são recompensas para quem atinge boas notas e punições para quem não atinge as notas mínimas que demonstrem o aproveitamento. Outro aspecto que pode ocorrer é a utilização das avaliações como um instrumento de repressão e de controle por parte dos professores, na tentativa de conscientizar o aluno de que ele deverá estudar, ignorando a possibilidade de usar métodos adequados para engajá-lo na aula, envolvendo-o como participe de duas próprias aprendizagens. A avaliação deve ser realizada naturalmente para que o professor possa verificar a compreensão dos alunos sobre determinados conteúdos trabalhados, observar se seus métodos e procedimentos escolhidos atingiram seu objetivo, se existem estudantes que precisam de um processo diferenciado; enfim; avaliar se o processo de ensino está garantindo a aprendizagem. Após realizar a avaliação, o professor precisa tomar decisões. Se for constatado que os objetivos de aprendizagem foram alcançados, ele poderá dar procedimento às aulas aumentando o nível de dificuldade cognitiva dos alunos sobre os assuntos já trabalhados. Se o professor constatar que existem alguns alunos com dificuldades, ele deve realizar atividades que propiciem a recuperação dos conteúdos trabalhados usando técnicas e processos diferentes e criar condições para que ocorra a aprendizagem. A avaliação não precisa ser realizada somente por meio de provas. O professor poderá avaliar processualmente seus alunos, observando outras atividades realizadas, suas produções, sua participação e considerando vários aspectos que podem influencias suas aprendizagens. Um aluno tímido poderá não se pronunciar em uma aula, mas, na atividade escrita, pode se sair muito bem. Um aluno disléxico, por sua vez, poderá ter entendimento certeiro do conteúdo, mas, na prova escrita, não ter as mesmas condições para expressar seu conhecimento, em função de sua dificuldade para ler e escrever. Assim, a avaliação deve ser entendida como um instrumento que norteará os trabalhos realizados em sala de aula. A metacognição é muito ignorada atualmente, mas é um dos processos que mais influenciam a aprendizagem. Como tenho consciência de que aprendo mais quando escrevo, sempre que tenho de estudar, escrevo sobre o assunto. Outras pessoas aprendem mais com recursos audiovisuais, e outras com a reflexão, e por isso os professores devem pensar em aulas que propiciem varias formas de aprendizagem, como usar recursos audiovisuais, propiciar reflexões, debates, solicitar que escrevam e assim por diante. Alguns professores estimulam a autoavaliação, propondo instrumentos reflexivos e que levem o aluno a perceber seu rendimento. Mas é preciso ir além. Os professores precisam usar instrumentos que ajudem os alunos a entenderem esses resultados e ainda planejarem elencar algumas sugestões de avaliação que favoreçam esse processo. É importante lembrar que, devemos ter objetivos estabelecidos e como será feita a avaliação antes de pensar em procedimentos de aula, estabelecer critérios de correção também é fundamental para que haja coerência e justiça. Outra questão é que o professor deve explorar ao máximo o desenvolvimento cognitivo dos alunos, mas nas salas de aulas temos diferentes alunos em condições variadas. Assim, é interessante que uma avaliação possibilite a todos os alunos realizarem pelo menos parte da prova. Oferecer questões das mais simples às mais complexas ajudará a perceber os níveis de aprendizagem da sala e programar a recuperação de conteúdos específicos. Referencias: https://monografias.brasilescola.uol.com.br/pedagogia/a-importancia-da-avaliacao-de-aprendizagem-como-pratica-reflexiva.htm