Prévia do material em texto
... INSTRUTORA: ALEXANDRE RONDINELE Enfermeiro ESPECIALISTA EM ENFERMAGEM DO TRABALHO. HISTÓRIA DO APH HISTORIA DO APH “A HISTÓRIA É ABSOLUTAMENTE FUNDAMENTAL PARA UM POVO. QUEM NÃO SABE DE ONDE VEM, NÃO SABE PARA ONDE VAI.” HISTÓRIA DO APH O atendimento às urgências e emergências ocorre desde o período das grandes guerras, mais precisamente no século XVIII, no período napoleônico. Nesse período, os soldados feridos em campos de batalha eram transportados em carroças com tração animal, para serem atendidos por médicos, longe dos conflitos. A primeira tentativa de organização moderna de auxílio médico de urgência foi colocada em prática, em 1792, por DOMINIQUE JEAN LARREY, cirurgião e chefe militar. O “Barão Larrey” é conhecido como o pai dos serviços de emergência médica e conseguiu reconhecer a necessidade de atendimento pré-hospitalar imediato. Dominique teve uma visão diferenciada, e começou a praticar os cuidados iniciais aos soldados no próprio campo de batalha, com o objetivo de prevenir possíveis complicações. O PAI DO APH Além do implantar o atendimento no local do agravo, Larrey elaborou o primeiro modelo de ambulância com condições de atendimento imediato e veloz. Perfilando dois cavalos, diminuindo as rodas, curvando o telhado para evitar acúmulo de água e peso, abrindo janelas para ventilação, acoplando maca retrátil e kit de primeiros socorros. Seu invento móvel foi batizado de “Ambulância Voadora”. AMBULÂNCIA VOADORA PERÍODO LARREY No inicio dos anos 1800, Larrey havia estabelecido a teoria básica do atendimento pré-hospitalar que continuamos a usar até os dias de hoje: - A ambulância “voadora” - Treinamento adequado da equipe médica - Movimento até o campo durante a batalha para atendimento e recuperação do paciente - Controle da hemorragia ainda em campo - Deslocamento para um hospital nas proximidades - Prestação de cuidados durante o caminho - Desenvolvimento de hospitais na linha de frente CONVENÇÃO DE GENEBRA A primeira convenção de Genebra criou a CRUZ VERMELHA INTERNACIONAL, órgão responsável pelo socorro em tempos e locais de guerra, tanto a civis quanto a militares. A convenção reconheceu a neutralidade dos hospitais, dos enfermos, da equipe envolvida, garantiu passagem segura das ambulâncias e sua equipe e instituiu a simbologia da cruz vermelha. Sua aplicabilidade pôde ser constatada já nos campos de batalha da primeira guerra mundial. Convenção de Genebra é o nome dado a um conjunto de Tratados celebrados em Genebra, na Suíça, que versam sobre Direito Humanitário Internacional. CRUZ VERMELHA INTERNACIONAL O Comitê Internacional da Cruz Vermelha é uma organização imparcial, neutra e independente, cuja missão exclusivamente humanitária é proteger a vida e a dignidade das vítimas de conflitos armados e outras situações de violência, assim como prestar-lhes assistência. O CICV também se esforça para evitar o sofrimento por meio da promoção e do fortalecimento do direito e dos princípios humanitários universais. CRUZ VERMELHA INTERNACIONAL Atualmente a Cruz Vermelha atua com base em princípios fundamentais, que são: - Humanidade - Imparcialidade - Neutralidade - Independência - Voluntariado - Unidade - Universalidade ORÍGEM DO SAMU Na França, foram criadas, em 1955, as primeiras equipes móveis de reanimação, tendo como missão inicial a assistência médica aos pacientes vítimas de acidentes de trânsito e aos pacientes submetidos a transferências inter- hospitalares. A história do SAMU da França inicia-se nos anos 60, para sanar a desproporção existente entre os meios disponíveis para tratar doentes e feridos nos hospitais e os meios arcaicos do atendimento pré-hospitalar até então existentes. Foi constatada a necessidade de um treinamento adequado das equipes de socorro e a importância da participação médica no local, para aumentar as chances de sobrevivência dos pacientes, iniciando pelos cuidados básicos e avançados essenciais, e centrados na reestruturação da ventilação, respiração e circulação adequadas. SAMU BRASILEIRO No Brasil, o SAMU teve início através de um acordo bilateral, assinado entre o Brasil e a França, através de uma solicitação do Ministério da Saúde, o qual optou pelo modelo francês de atendimento, em que as viaturas de suporte avançado possuem obrigatoriamente a presença do médico, diferentemente dos moldes americanos em que as atividades de resgate são exercidas primariamente por profissionais paramédicos. TIPOS DE VEÍCULOS DE EMERGÊNCIA A ambulância é considerada um carro equipado para o transporte de doentes e feridos. Existem 06 tipos de viaturas no Brasil e cada tipo destina-se a lidar com um certo tipo de situação/emergência. TIPOS DE VEÍCULOS DE EMERGÊNCIA TIPO A: Ambulância de transporte, destinada a transferência e remoções simples e de caráter eletivo de pacientes sem risco de vida. Tripulação: 01 Motorista; 01 Técnico de enfermagem TIPOS DE VEÍCULOS DE EMERGÊNCIA TIPO B: Ambulância de Suporte Básico. Veículo indicado para suporte básico de vida, ou seja, transporte de pacientes com risco de vida, mas sem a necessidade de intervenção clínica no local. Tripulação: 01 Motorista; 01 técnico de enfermagem. TIPOS DE VEÍCULOS DE EMERGÊNCIA TIPO C: Utilizada para resgate e atendimento de vítimas de acidentes, com equipamentos de socorros onde for necessário. Tripulação: 01 Motorista; e 2 militares com capacitação para salvamento e suporte básico de vida. TIPOS DE VEÍCULOS DE EMERGÊNCIA TIPO D: Destinada ao suporte avançado de vida de pacientes de alto risco que necessitam de cuidados médicos intensivos. Tripulação: 01 Condutor Socorrista; 01 Enfermeiro; 01 Médico TIPOS DE VEÍCULOS DE EMERGÊNCIA TIPO E: Aeronave de Transporte Médico A aeronave de transporte médico é usada para transportar pacientes entre hospitais e atendimento de resgate. Sendo assim, devem estar presentes equipamentos médicos homologados pelo Departamento de Aviação Civil – DAC. Tripulação: um piloto, um médico e um enfermeiro. TIPOS DE VEÍCULOS DE EMERGÊNCIA TIPO F: Embarcação de transporte aquaviário, destinado às vias marítima ou fluvial. Deve possuir os equipamentos médicos necessários ao atendimento de pacientes conforme sua gravidade. Este tipo de viatura pode ser tripulada de 2 formas: 01 Condutor; 01 Enfermeiro; 01 Médico. 01 Condutor; 01 técnico de enfermagem TIPOS DE VEÍCULOS DE EMERGÊNCIA VEÍCULOS DE INTERVENÇÃO RÁPIDA Também chamados de veículos leves, veículos rápidos ou veículos de ligação médica, são utilizados para transporte de médicos com equipamentos que possibilitam oferecer suporte avançado de vida nas ambulâncias do Tipo A, B, C e F. TIPOS DE VEÍCULOS DE EMERGÊNCIA VEÍCULOS DE INTERVENÇÃO RÁPIDA As MOTOLÂNCIAS são pilotadas exclusivamente por profissionais de enfermagem. A equipe dotada desse recurso diminui o tempo resposta e faz um primeiro atendimento emergencial ao paciente. A ambulância chega para dar um suporte posterior e transporta o paciente quando a situação requer esse transporte. QUEM REALIZAVA O ATENDIMENTO PRÉ-HOPITALAR ANTES DO SAMU? Na prática civil, os médicos demoraram a se mobilizar, porém diante do aumento progressivo das perdas de vidas humanas por traumas advindos de causas externas, principalmente acidentes de trânsito, as autoridades sanitárias, inicialmente, delegaram as responsabilidades deste serviço aos responsáveis pelos resgates, os militares do Corpo de Bombeiros, retirando a característica sanitária deste atendimento. ESTRELA DA VIDA 1- DETECÇÃO: momento em que um indivíduo nota a existência de uma situação de risco e necessária intervenção de socorro. Ele mesmo, possuindo conhecimentos básicos de primeiros socorros, pode desenvolver ações que evitem o agravamento da ocorrência. 2- ALERTA: após a detecção, se a situação não for de fácil controle, a fase de contato às linhas de emergência é crucial.3- PRÉ-SOCORRO: conjunto de ações simples, passadas via telefone, que podem ser realizadas até à chegada do socorro especializado. A Estrela da Vida é composta por uma estrela azul de seis pontas com um bastão e uma serpente no meio do desenho, sendo utilizada para representar os técnicos em emergências médicas ou socorristas. Cada uma das seis faixas representa uma ação relacionada às emergências médicas: 4- SOCORRO NO LOCAL DO ACIDENTE: início do atendimento às vítimas, com o objetivo de melhorar ou evitar o agravante da situação. 5- CUIDADOS DURANTE O TRANSPORTE: após o atendimento inicial, se houver a necessidade de transporte para uma unidade de saúde, a vítima tem assegurada a continuação de seu tratamento em uma infraestrutura hospitalar mais adequada. 6- TRANSFERÊNCIA E TRATAMENTO DEFINITIVO: nessa fase a vítima é encaminhada ao serviço de saúde mais adequado à situação. E por último, mas não menos importante, há o Bastão de Asclépio, o qual também consta no Símbolo da Medicina. Ele é composto por um bastão com uma cobra entrelaçada, a qual simboliza cura ou renascimento (SAÚDE), pois é capaz de trocar de pele. ESTRELA DA VIDA SÍMBOLO DA ESTRELA DA VIDA URGÊNCIA Na urgência não há risco imediato de vida, porém pode-se se transformar em uma emergência se não for solucionada rapidamente. EMERGÊNCIA Emergência é tudo aquilo que implica em um risco iminente de morte, que deve ser diagnosticado e tratado nos primeiros momentos após sua constatação. PRIMEIROS SOCORROS São os cuidados imediatos prestados a uma vítima clínica ou traumática, cujo estado físico põe em perigo sua vida. Tem como objetivo manter as funções vitais e evitar o agravamento de seu estado, aplicando medidas e procedimentos até a chegada de assistência qualificada. Qualquer pessoa pode realizar esse atendimento, conduzindo-se com serenidade, compreensão e confiança. Esses conhecimentos básicos são fundamentais, e devem ser difundidos por toda a população. - Ficar calmo; - Avaliar a situação - Gerenciar a cena e pedir ajuda especializada; - Atender a vítima como um todo e humanizar esse atendimento; - Realizar intervenções passo a passo, apenas passar para o próximo quando o anterior estiver resolvido. PRINCÍPIOS DOS PRIMEIROS SOCORROS ATENDIMENTO PRÉ-HOSPITALAR Atendimento a urgências traumáticas, clínicas e psiquiátricas, realizado por profissionais treinados e equipados, oriundos da saúde ou não. Esses atendimentos podem ser realizados em locais físicos, como, o local do acidente, UPAS, ou pode ser um APH móvel como nos casos das ambulâncias. SUPORTE BÁSICO DE VIDA O SBV conhecido no termo em inglês como BLS (Basic Life Support), é um conjunto de providências em sequência realizados por pessoa leiga, leigo treinado e profissionais da saúde ou resgate. É usado no âmbito extra e intra-hospitalar, não abrange manobras invasivas e deve ser de conhecimento de todo cidadão. As prioridades são: reconhecer uma emergência, chamar por ajuda, proceder uma RCP de alta qualidade, ventilações eficazes e a utilização do DEA. SUPORTE BÁSICO DE VIDA C: Checar responsividade, Chamar por ajuda, Checar o pulso e a respiração da vítima, iniciar Compressões (30 compressões); A: abertura das vias aéreas; B: boa ventilação (2 ventilações); D: desfibrilação, neste caso, com o desfibrilador externo automático (DEA). O atendimento segue a ordem do CABD, que se trata de um mnemônico para descrever os passos simplificados do atendimento SBV, onde: SUPORTE AVANÇADO DE VIDA Consiste em uma extensão do suporte básico de vida, onde serão realizadas manobras invasivas por profissionais qualificados. No SAV temos a utilização de uma via aérea avançada, como uma máscara laríngea ou intubação orotraqueal, uso do oxigênio suplementar, instalação de acesso venoso com utilização de drogas. OMISSÃO DE SOCORRO O artigo 135 do Código Penal Brasileiro é bem claro: deixar de prestar socorro à vítima de acidentes ou pessoas em perigo eminente, podendo fazê-lo é CRIME. Todo cidadão é obrigado a prestar auxílio a quem esteja necessitando, tendo três formas para fazê-lo: atender, auxiliar quem esteja atendendo ou chamar ajuda. (Art. 135 do Código Penal - Decreto Lei 2848/40) PENA: Detenção de 1 a 6 meses ou multa. A pena é aumentada na metade, se da omissão resulta lesão corporal de natureza grave, e triplica, se resulta em morte. CENTRO INTEGRADO DE OPERAÇÕES DE SEGURANÇA PÚBLICA - CIOSP O CIOPS foi idealizado para unir as forças de segurança do Estado e dessa forma gerir com eficiência e eficácia os recursos materiais e pessoais disponibilizados para atuar na segurança pública. O CIOPS tem as seguintes atribuições: planejar, normatizar, coordenar e controlar os serviços de atendimento às chamadas de emergência e distribuição de ocorrências, centralizando e gerenciando as ações de polícia preventiva, ostensiva e judiciária e o socorro à população. O serviço de atendimento, registro e despacho de ocorrências é ININTERRUPTO, funcionando em turnos de 12 horas pelas equipes. CENTRO INTEGRADO DE OPERAÇÕES DE SEGURANÇA PÚBLICA - CIOSP CENTRO INTEGRADO DE OPERAÇÕES DE SEGURANÇA PÚBLICA - CIOSP D e s c o n f i e d o d e s t i n o e a c r e d i t e e m v o c ê . G a s t e m a i s h o r a s r e a l i z a n d o q u e s o n h a n d o , f a z e n d o q u e p l a n e j a n d o , v i v e n d o q u e e s p e r a n d o p o r q u e , e m b o r a q u e m q u a s e m o r r e e s t e j a v i v o , q u e m q u a s e v i v e j á m o r r e u . S a r a h W e s t p h a l r OBRIGADO! Slide 1: ... Slide 2 Slide 3 Slide 4: HISTORIA DO APH Slide 5 Slide 6 Slide 7 Slide 8 Slide 9 Slide 10 Slide 11 Slide 12 Slide 13 Slide 14 Slide 15 Slide 16 Slide 17 Slide 18 Slide 19 Slide 20 Slide 21 Slide 22 Slide 23 Slide 24 Slide 25 Slide 26 Slide 27 Slide 28 Slide 29 Slide 30 Slide 31 Slide 32 Slide 33 Slide 34 Slide 35 Slide 36 Slide 37 Slide 38 Slide 39 Slide 40 Slide 41: r