Prévia do material em texto
<p>APH</p><p>Atendimento</p><p>Pré - Hospitalar</p><p>Profº BRUNO ALVES DE ALMEIDA</p><p>Enfermeiro Especialista em Urgência e Emergência Adulto / Pediatria</p><p>PÓS – GRADUAÇÃO ENFERMAGEM EM URGÊNCIA E EMERGÊNCIA</p><p>Módulo: Atendimento Pré, Intra e Extra hospitalar</p><p>Definições do APH:</p><p>1. ATENDIMENTO PRÉ-HOSPITALAR</p><p>É o atendimento às urgências médicas, traumáticas ou não, realizado por</p><p>profissionais habilitados e equipados, no local da ocorrência e durante o</p><p>transporte, seguido do recebimento organizado do paciente por uma instituição</p><p>hospitalar.</p><p>TIPOS:</p><p>SBV: SUPORTE BÁSICO À VIDA:</p><p>Procedimentos mais simples, não invasivos, como imobilização, contenção de</p><p>hemorragia, atendimento inicial a um desmaio, etc.</p><p>SAV: SUPORTE AVANÇADO À VIDA:</p><p>Procedimentos exclusivos de uso médico, invasivos, como intubação, uso de</p><p>drogas,etc.</p><p>APH – ATENDIMENTO PRÉ HOSPITALAR</p><p>Definições do APH:</p><p>RESGATE</p><p>É a retirada da vítima de um local de onde ela não consegue sair por</p><p>si e sem risco.</p><p>É comum o APH e o RESGATE serem praticados ao mesmo tempo e</p><p>em alguns locais, pelos mesmos profissionais.</p><p>PRIMEIROS SOCORROS</p><p>É o atendimento inicial a uma urgência médica, realizado por qualquer</p><p>pessoa, preferencialmente treinada, com o objetivo de auxiliar uma</p><p>vítima até que ela seja atendida por um sistema organizado de socorro.</p><p>APH – ATENDIMENTO PRÉ HOSPITALAR</p><p>ESTRUTURA BÁSICA DE UM SISTEMA DE APH</p><p>Atendimento no</p><p>local.</p><p>Ambulância</p><p>com equipe e</p><p>equipamento.</p><p>Transporte</p><p>p/ hospital</p><p>adequado.</p><p>Recepção</p><p>organizada.</p><p>Central de</p><p>despacho e</p><p>regulação</p><p>médica</p><p>Observa a</p><p>emergência e</p><p>aciona a</p><p>central.</p><p>• Parábola do Bom Samaritano ( Novo</p><p>Testamento)</p><p>• 900 D. C - Anglo Saxões utilizam Carruagem para</p><p>conduzir enfermos</p><p>• 1100 D.C - Normandos utilizam liteiras para</p><p>transporte de enfermos</p><p>• 1300 D.C - Ingleses utilizam carruagens</p><p>pesadas para socorrer vítimas</p><p>SÍNTESE HISTÓRICA NO MUNDO</p><p>Carruagem</p><p>Carroça</p><p>Liteiras</p><p>Carruagem Pesada</p><p>SÍNTESE HISTÓRICA NO MUNDO</p><p>• 1795 D.C - Médico Francês DOMINIQUE JEAN</p><p>LARREY (Pai do Atendimento Pré-Hospitalar), cria um</p><p>sistema de atendimento dos feridos nos próprios locais</p><p>de batalha, utilizando carruagens leves, tornando-se o</p><p>cirurgião chefe das tropas napoleônicas.</p><p>• Primeira Guerra Mundial - 1914 a 1918</p><p>SÍNTESE HISTÓRICA NO MUNDO</p><p>• Guerra da Coréia - 1950</p><p>Utilização de Helicópteros - transporte</p><p>Aeromédico</p><p>• Guerra do Vietnã - 1960</p><p>Hospitais Móveis com apoio de helicópteros e</p><p>atendimento por pessoal treinado não médico.</p><p>• Em 1863 formação da Cruz</p><p>Vermelha Internacional,</p><p>atuação destacada nas</p><p>Guerras Mundiais do século</p><p>XX.</p><p>- 1960 : surgem os paramédicos norte americanos</p><p>(profissional classificado em nível básico, intermédiarios e</p><p>avançados para atender as emergências pré - hospitalares).</p><p>- 1965: criado na frança surgem os serviços de urgência</p><p>os atendimentos são realizados por equipe multidisciplinar,</p><p>porém centrado no médico.</p><p>a) Modelo francês Figura</p><p>central: Médico.</p><p>Filosofia: médico se desloca até o paciente.</p><p>b) Modelo americano Figura</p><p>central: paramédico</p><p>Filosofia: 1ª intervenção pelo paramédico.</p><p>Médico aguarda o paciente no hospital</p><p>PRINCIPAIS MODELOS DE APH</p><p>• 1982 - Distrito Federal</p><p>• 1986 - Rio de Janeiro: Corpo de Bombeiros</p><p>• 1989 - Paraná</p><p>• 1990 - São Paulo-Secretaria Estadual de Saúde</p><p>(SES),- SAMU-SP e Secretaria de</p><p>Segurança Pública (SSP), através do CB e a PMSP</p><p>através do Grupamento de Rádio Patrulhamento</p><p>Aéreo;</p><p>• 1990- Curitiba: Sistema Integrado de Atendimento ao</p><p>Trauma e Emergências (SIATE)- Saúde e Segurança</p><p>• 1994 - Minas Gerais</p><p>• Fev 2006 - Manaus</p><p>SÍNTESE HISTÓRICA NO BRASIL</p><p>CLASSIFICAÇÃO DAS URGÊNCIAS EM NÍVEIS</p><p>• Nível 1 (vermelha) - urgência de prioridade</p><p>absoluta</p><p>• Nível 2 (amarela) - urgência de prioridade</p><p>moderada</p><p>• Nível 3 (verde) - urgência de prioridade baixa</p><p>• Nível 4 (azul) - urgência de prioridade mínima</p><p>AVALIAÇÃO DA CENA E VÍTIMA</p><p>OBJETIVO:</p><p>Identificar ameaças à segurança do socorrista e da</p><p>vítima;</p><p>ESTABELECER PRIORIDADES:</p><p>1º Condições que levem a perda da vida</p><p>2º Condições que levem a perda de membros</p><p>3º Outras condições</p><p>COMPONENTES DA AVALIAÇÃO</p><p>DA CENA</p><p>SEGURANÇA DA EQUIPE E DA VÍTIMA:</p><p>Avaliar existência de fatores de risco: Fogo, fios</p><p>elétricos caídos, explosão, materiais tóxicos, sangue,</p><p>tráfego de veículos, inundações, armas branca e de</p><p>fogo etc.</p><p>SITUAÇÃO:</p><p>O que aconteceu ? Mecanismo do trauma; Quantas</p><p>pessoas; Qual idade da(s) vítima(s); Quais os fatores</p><p>que contribuem para o agravo do caso; Recursos</p><p>adicionais; Equipes especializadas.</p><p>AVALIAÇÃO E CONDUTA INICIAL</p><p>Observar:</p><p>▪ Condição atual da vítima</p><p>▪ Impressão do estado geral:respiração,circulação e consciência.</p><p>▪ Pedir ajuda</p><p>▪ Estabelecer prioridades</p><p>“Identificar condições com risco demorte”</p><p>1º EQUIPE D E SOCORRISTAS N O L O C A L</p><p>• Estacionamento:forma de proteger a equipe e vítima</p><p>•Posicionar-se ANTES da ocorrência</p><p>• Sinalização com cones: deve obedecer a velocidade</p><p>máxima da via</p><p>-Dia: contar nº de passos igual a velocidade máxima da via</p><p>-Noite ou na chuva ou neblina:contar nº de passos o dobro da</p><p>velocidade máxima da</p><p>via</p><p>Exemplo:</p><p>Dia = 60 Km/h =</p><p>60 passos</p><p>Noite= 60 Km/h=</p><p>120 passos</p><p>O U T R A S EQUIPES</p><p>• Se a cena já estiver sinalizada: Posicionar-se DEPOIS</p><p>da ocorrência</p><p>PRINCÍPIOS DE OURO DO</p><p>ATENDIMENTO PRÉ-HOSPITALAR</p><p>1 Garantir a segurança dos socorristas e do doente;</p><p>2 Avaliar a situação para determinar a necessidade de recursos adicionais;</p><p>3 Reconhecer a cinemática que produziu as lesões;</p><p>4 Usar a avaliação primária para identificar condições de risco à vida;</p><p>5 Cuidar adequadamente da via aérea enquanto a coluna vertebral</p><p>permanece estabilizada conforme indicado;</p><p>6 Providenciar ventilação e oferecer oxigênio para manter o nível de SpO2</p><p>superior a 95%;</p><p>7 Controlar toda hemorragia externa significativa;</p><p>8 Realizar terapia básica de choque, incluindo a imobilização adequada das</p><p>lesões musculoesqueléticas e o restabelecimento e manutenção da</p><p>temperatura corpórea normal;</p><p>9 Manter a estabilização manual da coluna até que o doente esteja</p><p>imobilizado;</p><p>10 Quando se trata de doentes traumatizados graves, iniciar o transporte à</p><p>unidade adequada o quanto antes, após a chegada do AME no local;</p><p>11 Iniciar reposição de volume com fluídos intravenosos</p><p>aquecidos a caminho do local de atendimento;</p><p>12 Obter histórico clínico do doente e realizar uma avaliação</p><p>secundária quando os problemas de risco à vida tiverem sido</p><p>tratados de forma satisfatória ou tiverem sido descartados;</p><p>13 Proporcionar alívio adequado da dor;</p><p>14 Comunicar de forma minuciosa e precisa as informações</p><p>sobre o doente e as circunstâncias do trauma ao serviço médico</p><p>de destino;</p><p>15 Acima de tudo, não causar mais dano.</p><p>Slide 1</p><p>Slide 2: APH – ATENDIMENTO PRÉ HOSPITALAR</p><p>Slide 3: APH – ATENDIMENTO PRÉ HOSPITALAR</p><p>Slide 4: ESTRUTURA BÁSICA DE UM SISTEMA DE APH</p><p>Slide 5: SÍNTESE HISTÓRICA NO MUNDO</p><p>Slide 6</p><p>Slide 7</p><p>Slide 8</p><p>Slide 9</p><p>Slide 10: PRINCIPAIS MODELOS DE APH</p><p>Slide 11: SÍNTESE HISTÓRICA NO BRASIL</p><p>Slide 12</p><p>Slide 13: AVALIAÇÃO DA CENA E VÍTIMA</p><p>Slide 14: COMPONENTES DA AVALIAÇÃO DA CENA</p><p>Slide 15: AVALIAÇÃO E CONDUTA INICIAL</p><p>Slide 16: 1º EQUIPE DE SOCORRISTAS NO LOCAL</p><p>Slide 17: OUTRAS EQUIPES</p><p>Slide 18: PRINCÍPIOS DE OURO DO ATENDIMENTO PRÉ-HOSPITALAR</p><p>Slide 19</p>