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Prévia do material em texto

PROF. ALEXANDRE RONDINELE
 ESPECIALISTA EM ENFERMAGEM DO TRABALHO E 
 URGÊNCIA E EMERGENCIA
CONCEITO DE PARTO
• O parto é um processo fisiológico e natural que 
pode ser vivenciado sem complicações pela 
maioria das mulheres e bebês. Contudo, estudos 
mostram que uma proporção substancial de 
mulheres grávidas saudáveis sofre pelo menos 
uma intervenção clínica durante o parto e o 
nascimento.
EMERGÊNCIAS OBSTRÉTICAS
• Diferente do que muitos pensam, as 
emergências obstétricas não ocorrem apenas 
durante o parto. Sendo assim, refere-se a 
situações de emergência médica que ocorrem 
durante a gravidez, parto ou pós-parto, que 
colocam em risco a saúde da mãe e/ou do feto.
t u d o p o d e a c o n t e c e r
c a d a s i t u a ç ã o é ú n i c a
a u m e n t o d o ú t e r o
d e m a n d a m e t a b ó l i c a a u m e n t a d a 
p l a c e n t a e c i r c u l a ç ã o
d e s l o c a m e n t o d o d i a f r a g m a
t a q u i p n e i a f i s i o l ó g i c a 
a u m e n t o d a n e c s s i d a d e d e o x i g ê n i o
a d e q u a r n e c e s s c i d a d e s o r g â n i c a s d o c i c l o 
g r a v í d i c o
a ç ã o v a s o d i l a t a d o r a d a p r o g e s t e r o n a
c o m u n i c a ç õ e s a r t é r i o - v e n o s a s n a p l a c e n t a
p r o s t a g l a n d i n a s , p r o s t a c i c l i n a s e t r o m b o x a n o 
a u m e n t o d o v o l u m e s a n g u í n e o c i r c u l a n t e 
p o s i ç ã o e t a m a n h o d o c o r a ç ã o
h i p e r t r o f i a c a r d í a c a
f r e q u ê n i c a c a r d í a c a a u m e n t a d a 
h i p o t e n s ã o f i s i o l ó g i c a
r e d u ç ã o d o r e t o r n o v e n o s o p e l a c o m p r e s s ã o d a 
v e i a c a v a
r i s c o a u m e n t a d o p a r a b r o n c o a s p i r a ç ã o
c o l a b a m e n t o n a v e i a c a v a i n f e r i o r
d e i t a r e m d e c ú b i t o l a t e r a l e s q u e r d o
v e l o c i d a d e d a a m b u l â n c i a
m a i o r r i s c o d e h i p e r t e n s ã o e s o f r i m e n t o 
f e t a l
l o m b a d a s
r i s c o a u m e n t a d o d e d e s l o c a m e n t o p r e m a t u r o 
d e p l a c e n t a
s i r e n e s d e a l t a f r e q u ê n c i a
r i s c o a u m e n t a d o d e d e s l o c a m e n t o p r e m a t u r o 
d e p l a c e n t a
s a n g u e
l í q u i d o a m i n i ó t i c o 
s a l i v a
m e c ô n i o 
f l ú i d o s v a g i n a i s
f e z e s
2 5 d e r i s c o
d e a c i d e n t e
b i o l ó g i c o
d u r a n t e o
p a r t o
d e s d e o s 10 c m d e d i l a t a ç ã o a t é a 
s a í d a d o c o n c e p t o
i n í c i o d o s p u x o s - a l é m d a c o n t r a ç ã o 
d o m i o m é t r i o , o c o r r e p r e s s ã o
Conduta no trabalho de parto normal 
(eutócico)
• Atenção para os seguintes sinais e sintomas: 
• Eliminação de secreção (muco) com raios de sangue 
através da vagina; 
• Contrações uterinas de forte intensidade; Rompimento da 
bolsa de água (bolsa aminiótica); 
• Observar a coloração do líquido: - lóquido claro e com 
grumos – normal. - líquido na cor verde indica sofrimento 
fetal
Conduta trabalho de parto de urgência
A) Reconhecer se as dores sentidas são realmente contrações ou apenas dores na região 
lombar.
 B) Controlar a frequência e a intensidade das contrações. Quanto maior, mais próximo o 
parto está. 
C) Questionar a parturiente se já teve filhos e qual o tipo de parto.
 D) Verificar os SSVV 
E) Questionar sobre o tempo de gestação, anormalidades durante a gestação, sangramentos, 
movimentos do feto.
 F) Conduzir a gestante ao hospital em decúbito lateral esquerdo, ministrando oxigênio; 
G) Manter um familiar junto à gestante; 
H) Levar se possível, o cartão do pré-natal;
Realização da avaliação obstétrico Abordagem da 
gestante –
 Intra-hospitalar
•Deve estar presente acompanhante;
• Devemos explicar às pacientes, previamente e de 
forma detalhada os procedimentos que irão ser 
realizados; Exame físico; Peso; PA; AU; BCF; Exame 
Pélvico; Laboratoriais;
• Ultrassonografia; 
•Outros..
PARTO IMINENTE
PARTO IMINENTE 
• A) Sinais e sintomas: - Sangramento ou presença de secreções devido 
ao rompimento do saco amniótico; 
• - Contrações uterinas de forte intensidade, abaixo de 5 minutos, com 
duração de 30 segundos; 
• - Intensa sensação de urinar e defecar;
• - Visualização da cabeça do bebê (coroamento)
TRABALHO DE PARTO IMINENTE 
• Perguntar nome e idade da mãe;
• Manter um familiar junto a 
parturiente; 
• Perguntar se realizou o pré-natal;
• Perguntar se é o primeiro filho; 
• Deitar a paciente sobre lençóis 
limpos;
• Verificar SSVV; 
• Remover as roupas que possam 
impedir o nascimento, sem expor 
a parturiente;
• Colocar a parturiente em posição 
ginecológica;
• Lavar as mãos e calçar as luvas; 
• Fazer assepcia da região genital e 
coxas da parturiente (água e 
sabão).
• Orientar a parturiente para respirara fundo e fazer força durante as 
contrações, como se estivesse evacuando, deixando-a descansar no 
período de relaxamento (intervalo das contrações); 
• Durante a expulsão, amparar com uma das mãos a cabeça do bebê, 
evitando que ela sai abruptamente, e, com a polpa dos dedos indicador e 
médio da outra mão, abaixar levemente a parte posterior da vagina;
• Caso o cordão umbilical esteja envolvendo o pescoço do bebê, afrouxá-
lo, removendo-o no sentido da nuca para o abdome do bebê; Limpar a 
face do bebê com um pano limpo; 
• Com as duas mãos, pegar a cabeça na mandíbula e atrás da base do 
crânio, tomando cuidado para não pressionar o pescoço do bebê;
• Forças a cabeça suavemente para baixo 
até passar o ombro superior e depois pra 
cima, até passar o outro ombro; Segurar 
firmemente o bebê, evitando sua queda
• Limpar as vias aéreas usando gases e aspirador de secreção; 
Estimular o bebê, passando os dedos suavemente nas 
costas; Envolver o bebê em panos limpos, inclusive a 
cabeça, mantendo-o aquecido e mantê-lo no mesmo nível 
que o corpo da mãe;
• Manter observação constante do padrão respiratório do 
bebê; Colocar os clamps no cordão umbilical. O primeiro 
clamp a 4 dedos (8cm) do abdome do bebê e o segundo a 
três dedos do primeiro clamp.
• Cortar o cordão entre os dois clamps com bisturi estéril; 
Aguardar a saída espontânea da placenta durante 
aproximadamente 15 min e nunca tentar puxá-la;
• Após a saída da placenta, verificar se saiu inteira e 
condicioná-la em saco plástico; 
• Remover os lençóis sujos, colocar absorvente higiênico na 
vagina da parturiente;
•Massagear o abdome da parturiente, 
verificando se o útero se mantém contraído;
• Verificar novamente os SSVV (mãe e bebê); 
•Manter a mãe em repouso; 
•Conduzier a mãe, o bebê e a placenta para o 
hospital
GESTANTE VÍTIMA DE TRAUMATISMO
• A gravidez causa alterações anatômicas e fisiológicas nos 
sistemas do organismo materno. 
• Essas alterações podem afetar o padrão de lesões e fazer 
com que a avaliação da gestante se torne um grande 
desafio.
• O socorrista deverá lembrar sempre que está cuidando de 
dois ou mais doentes e deve atentar para as alterações que 
ocorrem na anatomia e na fisiologia da mãe
AVALIAÇÃO DA GESTANTE VÍTIMA DE 
TRAUMA NO LOCAL DA CENA
• Ao chegar no local do acidente, deverá observar e anotar todas 
as informações relevantes para o tratamento da paciente, como 
por exemplo: O tipo de trauma (atropelamento, colisão de 
veículos...); 
• Observar se houve impacto frontal, lateral, traseiro ou 
capotamento, em caso de acidente automobilístico;
• Certifica-se sobre o uso do cinto de segurança pela vítima; 
Avaliar a altura da queda;
• O tipo de objeto perfurante, se arma de fogo, arma branca.
TRANSPORTE DA GESTANTE VÍTIMA DE 
TRAUMATISMO
• A gestante traumatizada deverá ser conduzida ao hospital sob 
prancha longa,em decúbito lateral esquerdo Se houver 
indicação de imobilização da coluna, deve-se elevar o lado 
direito da prancha em 10 a 15 cm Se a doente não puder ser 
rodada, deve-se elevar a perna direita para deslocar o útero para 
a esquerda O útero poderá ser deslocado manualmente para o 
lado esquerdo da gestante O deslocamento manual do útero 
para a esquerda promove a descompressão da veia cava inferior 
e aumenta o débito cardíaco (fluxo de sangue), ao coração
EMERGÊNCIAS OBSTÉTRICAS SEGUNDA 
METADE DA GESTAÇÃO
•Síndromes Hipertensivas da gestação 
•PRÉ-ECLAMPSIA
•Aborto
ABORTO POE SER CLASSIFICADO NAS 
SEGUINTES FORMAS CLÍNICAS:
•AMEAÇA DE ABORTO OU ABORTO 
EVITÁVEL
ABORTO INEVITÁVEL
• Caracteriza-se por perda da integridade do ovo, 
sangramento moderado a acentuado contendo 
coágulos e/ou restos ovulares, colo permeável, dor em 
cólica de forte intensidade e redução do volume uterino 
em relação a idade gestacional. Pode culminar em 
aborto completo ou incompleto. Encaminhar paciente 
para um hospital de referência obstétrica para realizar 
curetagem. 
ABORTO RETIDO
•Caracteriza-se pela interrupção da gestação com 
permanência do produto conceptual na 
cavidade uterina. Pode ocorrer discreto 
sangramento, regressão dos fenômenos 
gravídicos e redução do volume uterino em 
relação a idade gestacional
ABORTO INFECTADO
• Caracteriza-se por quadro infeccioso materno, com presença de ovo íntegro ou 
não e quadro hemorrágico variável.
• Associa-se, habitualmente, à manipulação uterina. Pode apresentar secreção 
fétida endovaginal, dor pélvica intensa a palpação, calor local e febre, além do 
comprometimento variável do estado geral.
• Dividido em: Grau 1: mais frequente, infecção limitada ao conteúdo da 
cavidade uterina. 
• Grau 2: Infecção se expande à pelve (pelveperitonite). 
• Grau 3: Peritonite generalizada e infecção sistêmica com grave 
comprometimento do estado geral, coagulação intravascular generalizada, 
insuficiência renal crônica, falência de múltiplos órgãos e choque séptico
O B R I G A D O !
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	Slide 5: CONCEITO DE PARTO
	Slide 6: EMERGÊNCIAS OBSTRÉTICAS
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	Slide 27: Conduta no trabalho de parto normal (eutócico)
	Slide 28: Conduta trabalho de parto de urgência
	Slide 29: Realização da avaliação obstétrico Abordagem da gestante – Intra-hospitalar
	Slide 30: PARTO IMINENTE
	Slide 31: PARTO IMINENTE 
	Slide 32: TRABALHO DE PARTO IMINENTE 
	Slide 33
	Slide 34
	Slide 35
	Slide 36
	Slide 37
	Slide 38: GESTANTE VÍTIMA DE TRAUMATISMO
	Slide 39: AVALIAÇÃO DA GESTANTE VÍTIMA DE TRAUMA NO LOCAL DA CENA
	Slide 40: TRANSPORTE DA GESTANTE VÍTIMA DE TRAUMATISMO
	Slide 41: EMERGÊNCIAS OBSTÉTRICAS SEGUNDA METADE DA GESTAÇÃO
	Slide 42: ABORTO POE SER CLASSIFICADO NAS SEGUINTES FORMAS CLÍNICAS:
	Slide 43: ABORTO INEVITÁVEL
	Slide 44: ABORTO RETIDO
	Slide 45: ABORTO INFECTADO
	Slide 46: Obrigado!

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