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Prévia do material em texto

MARCIA GOMES E BÁRBARA SANTANA
CONHECIMENTOS PEDAGÓGICOS COM
ESTRATÉGIAS DE COACHING
Dedico esta obra aos futuros servidores públicos da área de
Educação.
Desejo que o compromisso com os estudantes da rede
pública e com a transformação social esteja presente na
prática pedagógica de cada um dos professores que tomarem
posse no serviço público.
Agradeço a Deus, em primeiro lugar, pela presença
constante em minha vida; aos meus pais, marido, filha e
sobrinhos, por serem meu porto seguro.
Também agradeço a todos os alunos com quem tive o
privilégio de conviver e que possibilitaram a ampliação dos
meus conhecimentos.
Aos colegas professores, pelas trocas constantes, em
especial à professora Bárbara Santana, por colaborar no
projeto inicial do livro.
APRESENTAÇÃO
 
 
Há 15 anos trabalhamos com formação de professores em cursos de
graduação e pós-graduação. Desde 2008 temos nos dedicado à preparação de
futuros servidores públicos na área de Educação, trabalhando nos principais
cursos preparatórios para concursos da área de Educação do Distrito Federal
e entorno. Nesse tempo, observando o desempenho dos nossos alunos que
não alcançaram êxito, percebemos vários hábitos que os levavam à
reprovação, tais como:
• Começavam a estudar somente quando da publicação do edital.
• Estudavam somente no momento da aula do cursinho.
• Não revisavam as matérias em casa.
• Não faziam exercícios e, quando faziam, não verificavam o porquê dos
erros.
• Perdiam o foco facilmente.
• Não controlavam a ansiedade.
• Procrastinavam durante o período de preparação.
• Não se sentiam capazes de serem aprovados.
• Cultivavam pensamentos limitantes.
 
A partir dessas constatações, elaboramos um método de estudos baseado
em princípios do coaching e teoria da aprendizagem acelerada, nomeado de
Método Trilha. O resultado foi surpreendente, pois vários alunos mudaram
seus hábitos de estudos, superaram suas crenças limitantes, tornaram-se mais
ativos no período de preparação e alcançaram a tão sonhada vaga no serviço
público.
Sabemos que não encontrar o nome na lista dos aprovados causa um
sentimento de frustração que, às vezes, paralisa e faz com que muitos
concurseiros desistam dos seus sonhos. Pensando nisso, resolvemos
compartilhar este método, por meio deste livro e ajudá-lo em sua preparação
até o momento da prova.
Então, por que este livro é para você?
• Ele apresenta os conteúdos de maneira interativa e objetiva.
• Traz ferramentas para gestão de tempo e planejamento de estudos.
• Contribui com a consolidação da aprendizagem de forma acelerada.
• Possibilita a revisão por meio de mapas mentais, esquemas e quadros
para a consolidação da aprendizagem e questões.
• Trabalha com técnicas de memorização.
 
Este livro foi pensado para você. Ele vai mudar o seu modo de estudar
porque foi elaborado fugindo dos padrões convencionais. Tivemos cuidado
com cada detalhe para facilitar sua aprendizagem: deixamos um espaço ao
final de cada capítulo para observações; colocamos questões sobre cada tema
estudado com definições de metas e espaço para correção. Escrevemos com
uma linguagem dialógica, como se estivéssemos em um bate-papo.
Trabalhamos com ícones que o alertarão para as diversas atividades, tais
como:
Indica que é o momento de refletir por meio de ferramentas de coaching.
 
 
Aparece no momento em que surgir algo que requeira maior atenção.
 
 
Momento de consolidação da aprendizagem. São atividades fundamentais que ajudarão na compreensão
memorização e revisão posterior.
 
 
 
 
 
Utilize o livro como se fosse seu caderno! Faça anotações, grife palavras e
releia sempre que necessário.
Torcemos para que seu novo projeto de estudos seja um sucesso, da
preparação à nomeação!
Conforme Brian Tracy (2005), estabelecer metas tem um poder incrível,
pois elas ativam a mente positiva, liberando energia; sem elas, você
simplesmente é levado pelo cotidiano e se desvia mais facilmente dos seus
objetivos.
Então, vamos lá. Preencha o seu perfil de estudo e evidencie suas metas.
MEU PERFIL
Nome:
Órgão desejado:
Minhas fragilidades:
Minhas potencialidades:
Minhas desculpas mais comuns para não estudar:
Como posso transformar essas desculpas em potencialidades:
 
 
MINHA META
Ser
(talentos/características), por meio de
(comportamentos), para conquistar a vaga no(a) (órgão)
,
cargo
em (previsão de data) .
 
 
Capítulo 0
PARA INÍCIO DE CONVERSA 
GESTÃO DE TEMPO E
PLANEJAMENTO
 
Para começar o seu caminho rumo à aprovação, precisamos que você
responda: Você quer passar em um concurso público, ser nomeado e tomar
posse? Parece uma pergunta retórica ou que nós estamos de brincadeira, mas
não. Isso é sério!
Muitos concurseiros pensam que querem ser servidores públicos, mas não
agem como tal. Para Brian Tracy (2005) “O ponto de partida de qualquer
processo de concretização de metas é o desejo”. Saber o que de fato
queremos nos move em direção ao objetivo.
Trabalharemos ao longo do livro com a premissa de que falar que faz não
é suficiente. É necessário tomar ciência de quais ações o levam ao sucesso ou
ao fracasso. Somos as nossas ações e não o que pensamos delas. Vamos parar
e refletir: você está disposto a encarar-se e mudar o que for necessário? Se a
resposta for sim, passemos a uma análise da sua trajetória como concurseiro
até agora:
• Como você tem se preparado?
• O que acha que tem funcionado?
• O que deu errado?
 
Vamos ver isso na prática? Preencha o quadro a seguir com sinceridade!
São seus sonhos que estão em jogo.
Hábitos de estudos até agora
 
O QUE TEM DADO CERTO
DURANTE A PREPARAÇÃO?
(Quais os hábitos que levam 
à aprendizagem?)
O QUE NÃO
DEU CERTO ATÉ AGORA?
(Quais os hábitos que prejudicam a aprendizagem?)
 
 
 
 
 
 
Agora é o momento de mudança de hábitos. Sair da zona de conforto,
negociar com familiares, amigos, namorado ou namorada, no trabalho...
É o momento de se priorizar, de focar em suas metas. Paulo Vieira (2015)
aponta que “Tem poder quem age, e mais poder quem age certo”. Assim,
vamos ajudá-lo a seguir pelo caminho certo; vamos promover mudanças de
hábitos, organizar os estudos e gerenciar melhor o tempo.
Para iniciar as mudanças, coloque no quadro a seguir os hábitos de que
você precisa para alcançar sua posse no órgão pretendido.
Hábitos necessários para tomar posse no órgão pretendido
 
 
De 0 a 10, qual o seu grau de engajamento para tornar esses hábitos uma prática em seu cotidiano?
 
 
 
De quem é a responsabilidade para que esses hábitos se tornem uma prática em seu cotidiano?
 
 
 
 
1. ORGANIZAÇÃO DE HORÁRIOS
Ao começar a estudar para concursos públicos, você já se deparou com
dificuldade de organização, concentração e retenção do conhecimento,
enquanto o ponteiro do relógio dá voltas, indiferente à sua ansiedade e
estresse? Então, você irá gostar das dicas para organização e estratégias de
aprendizagem valiosas que apresentaremos aqui.
A primeira será organizar uma agenda de concurseiro vencedor! Tomar
posse no órgão dos sonhos é a parte boa, mas, para chegar lá, é necessário ter
determinação, perseverança e muita coragem para mudar o dia a dia e abdicar
de alguns prazeres momentâneos.
Segundo Brian Tracy (2005) A vida é mais parecida com uma lanchonete
do que com um restaurante. Em um restaurante, você faz uma refeição
completa e, em seguida, paga a conta. Mas, em uma lanchonete, primeiro
você se serve e paga para, só então, desfrutar da refeição. Muitos
concurseiros cometem o erro de pensar que pagarão o preço depois de
alcançar o sucesso, ou seja, a nomeação, e continuam levando a vida como se
estivessem numa grande festa.
Que preço você está disposto a pagar para assumir a vaga pretendida?
Vamos pensar em como você organiza seu dia e como isso contribui ou não
para a sua aprovação?
Preencha o quadro com os seus horários atuais.
 
 
GESTÃO DO TEMPO
Hora Atividade Impacto
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Volte ao quadro e marque A, B, C, D ou E em frente a cada atividade,
conformea tabela
1
 a seguir:
A Alto impacto: grande importância, com consequências altamente positivas: quais são as atividade
diárias que trazem grandes resultados para sua vida como um todo?
B Médio impacto: possuem importância, mas, se não forem realizadas, trarão poucas consequências para 
realização dos objetivos.
C Baixo impacto: seriam boas, mas com pouca consequência. Quais tarefas não possuem importância, nã
são urgentes e trazem poucas consequências imediatas para realização de seu sonho?
D Delegáveis: quais tarefas você poderia delegar para outra pessoa fazer?
E Elimináveis: em que você desperdiça seu tempo? O que você faz que traz conforto, mas não tem impact
na sua vida?
 
Como você pode se organizar melhor para utilizar seu tempo e mover-se em direção ao seu sonho?
 
 
 
 
 
Agora preencha o quadro abaixo com os seus novos horários. Lembre-se de
sua meta! Tomar posse no (a)
____________________________________________.
(coloque o órgão).
Seja bem detalhista e sincero. Na última linha coloque o total de horas que estudará por dia. Vamo
trabalhar com o que o especialista em concursos públicos Willian Douglas chama de horas líquidas d
estudo, ou seja, desconte o tempo de deslocamento, lanches etc. Coloque o tempo que de fato terá par
estudar.
 
 
DOMINGO SEGUNDA TERÇA QUARTA QUINTA SEXTA SÁBADO
01h
02h
03h
04h
05h
06h
07h
08h
09h
10h
11h
12h
13h
14h
15h
16h
17h
18h
19h
20h
21h
22h
23h
00h
Total de horas de estudo por dia
 
Agora que já organizou seus horários, é o momento de montar a agenda de
estudos por matéria. Você sabia que intercalar as matérias no momento de
estudo é mais eficaz? Como assim? Isso mesmo! O ideal é organizar as
matérias em tempos de 30 minutos a duas horas e 30 minutos. Com esses
intervalos, mantemos a atenção e a retenção é maior.
Então, você montará um ciclo de estudos com as disciplinas que serão
cobradas na prova. O ciclo permite que você estude várias matérias ao longo
do dia, não especificando um único dia para cada uma. Assim, por exemplo,
se colocar português para segunda, e tiver um compromisso, não precisará
esperar uma semana para estudar essa matéria.
Para Alexandre Meirelles (S/D), outro especialista em concursos públicos,
a organização por ciclos trará duas grandes vantagens:
• Você estudará a matéria com a cabeça pronta para aprender, pois seu
cérebro está mais suscetível à aprendizagem, uma vez que não entrará na
curva descendente de aprendizado.
• Você estará sempre vendo uma matéria diferente, o que facilita a
memorização.
 
Para montar o seu ciclo, você começará pelas matérias em que tem maior
dificuldade, colocando mais tempo para elas e, em seguida, as em que tem
mais facilidade. Lembre-se, coloque 30 minutos, no mínimo e, no máximo,
duas horas e 30 minutos. Exemplo de um ciclo de estudo para a Secretaria de
Educação do Distrito Federal (edital de 2013). Nesse caso, o total de tempo
do ciclo foi de oito horas, começando com Português e finalizando com
Atualidades:
 
Agora monte o seu ciclo!
 
 
2. QUALIDADE DO TEMPO DE ESTUDO
Algumas pessoas que não passam em concursos públicos utilizam a falta
de tempo como a principal desculpa. Em vários casos que acompanhamos
não é a falta de tempo o grande problema, mas, sim, a sua utilização.
As pessoas estão acostumadas a fazer mil coisas ao mesmo tempo, a
querer estar presentes nas redes sociais, ligadas ao que está acontecendo com
todos os seus conhecidos, entre outras coisas. Agora é o momento de abdicar
de alguns comportamentos para alcançar a sua vaga no serviço público.
Vamos otimizar o tempo e pensar no uso qualificado do momento de estudos.
Do que você abdicará no período de preparação para a prova?
 
 
 
 
2.1 Estado de mindfulness (atenção plena)
No mindfulness você tem uma experiência direta do momento presente,
com consciência plena, atitude aberta e não julgadora a cada instante.
Combata o estado de desatenção (“piloto automático”) e de reatividade
excessiva em situações do cotidiano. Desligue o celular, desapegue das redes
sociais e faça uma coisa de cada vez, porque, caso contrário, o seu cérebro
perderá a concentração e, para reiniciar, demandará tempo e energia.
Qual será sua estratégia em relação às redes sociais?
Se continuar com o uso, quais serão os horários definidos para isso? Anote aqui.
 
 
 
 
2.2 Ambiente adequado
O ambiente de estudo deve ser limpo, organizado e arejado. Escolha um
local para guardar os materiais que utilizará no período de preparação para o
concurso. Separe-os por assunto, use e abuse de etiquetas e pastas, guarde-os
ao final.
A mesa deve estar limpa; deixe nela somente o que usará naquele
momento. O excesso de material causa distração e desânimo.
Tenha uma cópia do seus horários e ciclo de estudos colados em um local
visível.
Cuide para que a luminosidade esteja apropriada, assim como a
tranquilidade do ambiente.
Quando a casa está constantemente com pessoas circulando e oferece
muitas distrações, é aconselhável buscar outros espaços como bibliotecas ou
salas de estudos.
Estudará em casa ou em outro lugar? Qual?
 
 
Se for estudar em casa, qual será o espaço? Quando o organizará?
 
 
 
 
2.3 Postura correta
A cama é o lugar de dormir e não de estudar. O ideal é manter-se sentado,
com a coluna ereta, o joelho dobrado 90 graus e não baixar excessivamente a
cabeça.
 
2.4 Pausas
Não conseguimos ficar concentrados o tempo todo, então é necessário
fazer pausas. Planeje paradas de cinco a 10 minutos. Durante a pausa, levante
da cadeira, faça alongamentos, ande um pouco, mas não vá longe. Evite
televisão, pois essa poderá prender sua atenção e ultrapassar o tempo
estipulado, também não é recomendado acessar as redes sociais nesses
intervalos, para evitar distrações e perda de seu foco.
 
2.5 Relógio biológico a seu favor
Você é do tipo matutino, vespertino ou noturno? Cada um produz melhor
em determinado tempo. Faça uma autoanálise e descubra em que momento
do dia você é mais produtivo e aproveite para estudar os pontos mais difíceis.
2.6 Técnicas de leitura dinâmica
Busque técnicas de leitura dinâmica como usar os dedos para acompanhar
a leitura, marcar o tempo para ler uma página e verificar os progressos feitos
são algumas dicas. Sublinhar também é uma ótima estratégia e ainda a
manutenção da atenção.
 
2.7 Foco
O foco é fundamental em todo o processo de preparação e no momento da
prova. Esteja atento a uma única atividade em cada momento. Aposte no foco
exclusivo.
 
2.8 Leitura dupla
Para algumas pessoas é necessária uma leitura despretensiosa e uma
segunda leitura mais aprofundada; se esse é o seu caso, apenas tome cuidado
com a data da prova e o tempo necessário para estudar todo o edital.
 
2.9 Resumos e mapas mentais
Ler, resumir e fazer mapas mentais é uma forma bastante eficaz de
apreender o conteúdo. Veja dicas ao longo do livro.
 
2.10 Associações ao que foi estudado
Buscar exemplos práticos da teoria é uma estratégia que dá resultado. Peça
exemplos aos professores e procure nos livros a aplicação prática de
conceitos abstratos.
 
2.11 Resolução de questões de provas anteriores
Assine sites que ofereçam questões comentadas e imprima as provas dos
últimos concursos do cargo e da banca organizadora. Depois, resolva as
questões fazendo o mapeamento daquilo que é mais cobrado e dos seus erros
e acertos. Em seguida, estude o conteúdo em que mais errou até estar expert.
Repita as questões até acertar 90%.
2.12 Revisão e ensino
Revise periodicamente os resumos e/ou mapas mentais com 24 horas, sete
dias e 30 dias, para que haja retenção maior do conhecimento. Em seguida,
explique em voz alta e, se possível, grave para utilizar também na revisão;
assim, você poderá alcançar um índice de aprendizagem próximo dos 90%.
 
2.13 Priming
Priming, ou pré-ativação
 
refere-se à influência que a exposição prévia a determinado estímulo pode acarretar na
resposta a um estímulo subsequente, sem que exista consciência do indivíduo sobre tal
influência. (JÚNIOR, DAMACENA eBRONZATTI, 2015)
 
Mas o que isso significa?
Quando acordamos cedo, por exemplo, o nosso cérebro já associa ao
trabalho, ou quando chega o fim de semana associa ao descanso.
Então, é necessário construir uma agenda de estudo e segui-la, assim o seu
cérebro será pré-ativado e seu foco e atenção tendem a aumentar. Você fixará
hábitos produtivos para o estudo.
 
Agora de posse dessas dicas, vamos mudar os hábitos de estudos e passar à
teoria e exercícios.
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Capítulo 1
RELAÇÃO EDUCAÇÃO E SOCIEDADE:
DIMENSÕES FILOSÓFICA,
SOCIOCULTURAL 
E PEDAGÓGICA
 
 
Depois de ter organizado a sua rotina de concurseiro vencedor, vamos
iniciar a parte conceitual com o tema: Relação Educação e Sociedade:
dimensões filosófica, sociocultural e pedagógica.
Quais os seus conhecimentos sobre este tema. Preencha o quadro a seguir sem se preocupar se está certo o
não.
 
 
Quais os principais conceitos e concepções em relação à 
Educação e Sociedade?
Cite pelo menos cinco dos 
principais teóricos educacionais 
e suas principais concepções
 
 
 
 
 
 
 
1.1 Educação e sociedade
Vamos verificar se o que você lembrou está em consonância com os
conhecimentos sistematizados sobre o tema?
Estudar as relações entre educação e sociedade demanda refletir sobre os
diversos períodos da história da humanidade e situá-la em cada um dos
momentos. Para cada sociedade, e em cada contexto histórico, político e
social, a educação cumpre um papel e tem uma finalidade específica.
Optamos por tratar essa relação a partir da perspectiva crítica e dialética.
Conforme Aranha (1997), nessa compreensão, a educação é entendida como
um fenômeno social e universal que deve instrumentalizar os sujeitos para
atuar sobre o mundo e compreender as diversas relações que existem na
sociedade e quais as possibilidades de transformação e emancipação.
 
A dialética era, na Grécia antiga, a arte do diálogo, mas que, aos poucos,
passou a ser a arte de, no diálogo, demonstrar uma tese por meio de um
argumento capaz de definir e distinguir os conceitos envolvidos na discussão.
Já na concepção moderna, dialética significa o modo de pensar as
contradições da realidade, como essencialmente dinâmicas e em permanente
transformação.
 
Vamos aos principais conceitos e os mais cobrados em provas.
Um conceito clássico de Educação é o formulado por Durkheim. Para ele,
(citado por GADOTTI, 2005), a educação é
 
(...) a ação exercida pelas gerações adultas sobre as gerações que não se encontram ainda
preparadas para a vida social; tem por objeto suscitar e desenvolver, na criança, certo
número de estados físicos, intelectuais e morais, reclamados pela sociedade política no
seu conjunto e pelo meio especial a que a criança, particularmente, se destine.
 
Nessa concepção, a educação tem a função de perpetuar as relações
sociais, ou seja, a manutenção da sociedade de classes.
Para Gadotti (2008)
 
a prática mais humana, considerando-se a profundidade e a amplitude de sua influência
na existência dos homens. (grifo nosso).
 
Já para Brandão (1985),
 
A educação ajuda a pensar tipos de homens, mais do que isso, ela ajuda a criá-los,
através de passar uns para os outros o saber que o constitui e legitima. Produz o conjunto
de crenças e ideias, de qualificações especialidades que envolvem as trocas de
símbolos, bens e poderes que, em conjunto constroem tipos de sociedades. (grifo nosso)
 
Em Libâneo (1994), a educação é pensada como um conceito amplo que
diz respeito ao desenvolvimento onilateral da personalidade humana
envolvendo a formação das qualidades físicas, morais, intelectuais e estéticas
com o objetivo de orientar a atividade humana na sua relação com o meio
social, num determinado contexto social.
Ainda de acordo com Libâneo (idem), a educação é
 
(...) toda modalidade de influências e inter-relações que convergem para a formação de
traços de personalidade social e do caráter, implicando uma concepção de mundo, ideais,
valores, modos de agir, que se traduzem em convicções ideológicas, morais, políticas,
princípios de ação frente a situações reais e desafios da vida prática.
 
Freitag (1986) faz uma excelente síntese da relação sociedade-educação
quando aponta que:
 
1) a educação sempre expressa uma doutrina pedagógica, a qual implícita ou
explicitamente se baseia em uma filosofia de vida, concepção de homem e sociedade;
2) numa realidade social concreta, o processo educacional se dá através de instituições
específicas (família, igreja, escola, comunidade) que se tornam porta-vozes de uma
determinada doutrina pedagógica.
 
Luckesi (2011) afirma que a educação é uma prática humana direcionada
por determinada concepção teórica. Assim, não podemos desvincular
educação e sociedade, lembrando sempre que as relações sociais, históricas
e econômicas interferem diretamente no modelo de cada época e, como
acrescenta Saviane (2013), a educação também interfere na sociedade.
 
A reflexão filosófica auxilia na descoberta de antropologias e de
ideologias subjacentes ao sistema educacional, às concepções, doutrinas e
práticas da educação.
“A educação formal tem objetivos claros e específicos e é representada principalmente pelas escolas 
universidades. Ela depende de uma diretriz educacional centralizada como o currículo, com estrutura
hierárquicas e burocráticas, determinadas em nível nacional, com órgãos fiscalizadores do Ministério d
Educação.
A educação não formal é mais difusa, menos hierárquica e menos burocrática. Os programas de educaçã
não formal não precisam necessariamente seguir um sistema sequencial e hierárquico de “progressão”
Podem ter duração variável, e podem, ou não, conceder certificados de aprendizagem.” (GADOTTI, 2005)
 
 
1.2 Principais teóricos da educação
Agora, vamos à segunda parte, os principais pensadores que influenciaram
a educação.
Preencha o quadro com as palavras-chave ao lado de cada pensador, para lembrar as ideias dos teóricos.
 
 
Teórico Principais ideias Palavras
-chave
Sócrates:
Filósofo
grego (469-
399 a.C)
Defendia o diálogo como método de educação e utilizava a maiêutica (técnica de
trazer à luz). A preocupação de Sócrates era a busca pessoal e a verdade, a voz
interior. Acreditava que o autoconhecimento pode levar à sabedoria e à prática do
bem. Do seu pensamento surgem duas vertentes: o idealismo (Platão) e o realismo
(Aristóteles). Sócrates foi condenado à morte por envenenamento, acusado de
blasfemar contra os deuses e corromper os jovens, mas, apesar de poder fugir da
prisão, foi fiel a si e a sua missão.
Platão:
Filósofo
grego
(427-347
a.C)
Era um idealista, foi considerado o primeiro pedagogo. Era o principal discípulo
de Sócrates. Concebeu um sistema educacional (escola pública) e integrou-o à
ética e política. Para ele, a educação consiste em dar ao corpo e à alma toda a
beleza e perfeição de que são capazes. Platão considerava que as crianças
deveriam ser tiradas dos pais, por acreditar corruptora a influência dos mais
velhos.
Aristóteles:
Filósofo
grego
(384-322
a.C)
Discípulo de Platão e contrário ao idealismo, prega de maneira realista que as
ideias estão nas coisas como sua essência. O Estado era responsável pela
educação. Acreditava que o princípio do aprendizado é a imitação e que
aprendemos fazendo. Suas ideias marcaram o pensamento ocidental.
Jesuítas A ordem dos Jesuítas foi fundada em 1534. Sua influência chegou aos diversos
cantos do mundo. Chegaram ao Brasil em 1549 e foram expulsos em 1759, com a
Reforma Pombalina. Retornaram em 1847. Sua educação destinava-se à
catequização dos índios e à formação da burguesia. Descuidaram-se da educação
popular. Utilizavam a Ratio Studiorum, que é o plano de estudos de métodos e a
base filosófica dos jesuítas.
Comênio:
Filósofo
tcheco
(1592-1670),
sec. XVII
Escreveu a Didactica Magna ou Carta Magna, tornando-se o “pai da didática
moderna”. Defendeu uma educação que interpretasse e alargasse a experiência de
cada dia e utilizasse os meios clássicos como o ensino da religião e da ética. Sua
propostaera de uma metodologia que ensinasse “tudo a todos”. Respeitou os
sentimentos e a inteligência das crianças.
Locke:
Pensador
inglês (1632-
1704)
Foi um dos principais teóricos do Liberalismo. Considerava que o aprendizado é
dependente de informações e vivências a que a criança é submetida passivamente,
assim aconteceria uma absorção mecânica e passiva dos conteúdos. Uma frase
muito famosa que define o seu pensamento é: “a mente humana é tabula rasa”,
expressão latina análoga à ideia de uma tela em branco.
Rousseau:
Pensador
suíço (1712-
1778)
Rousseau foi o precursor de Montessori e Dewey. Para ele, os homens nascem
bons e a sociedade é que os corrompe. Em sua concepção, as crianças deveriam
aprender a partir de experiências, correndo, divertindo-se e caindo; assim, a cada
queda, aprenderiam mais cedo a se levantar. Suas ideias deram origem à Escola
Nova.
Kant: Para o filósofo, conhecemos o mundo por meio de nossas experiências sensível
Filósofo
alemão
(1724-1804)
das coisas. O homem só pode alcançar a plenitude a partir da educação.
Kant afirma que o papel da educação é aperfeiçoar as disposições que o homem já
traz dentro de si e deve desenvolver quatro aspectos principais: disciplina, cultura,
civilidade e moralidade.
Pestalozzi:
Educador
suíço (1746-
1827)
Primeiro teórico a incorporar o afeto à educação. Para ele, o amor propicia a
autoeducação. A escola deveria ser não apenas a extensão do lar, mas se inspirar
nele para fomentar uma atmosfera de segurança e afeto. O processo educativo,
para ele, baseia-se nas dimensões intelectual, física e moral.
Herbart:
Filósofo e
psicólogo
alemão
(1776-1841)
O teórico foi profundamente intelectualista, mas também objetivava a formação
moral. Considerava que a criança era um ser moldado intelectual e psiquicamente
por forças externas. Prioriza a instrução. Para ele, os procedimentos educativos
dividiam-se em três partes: o primeiro é o governo, manutenção da ordem e
controle do comportamento da criança. O segundo é a instrução. O terceiro é a
disciplina, que visa à formação do caráter.
Herbart previa cinco etapas para o ato de ensinar:
1. Preparação;
2. Apresentação do conteúdo;
3. Associação;
4. generalização e
5. Aplicação.
Froebel:
Educador
alemão
(1782-1852)
Foi um dos primeiros educadores a valorizar a infância. Ele fundou os jardins de
infância a partir do princípio de que, assim como as plantas, as crianças têm uma
fase de formação que requer cuidado para que cresçam saudáveis.
Augusto
Comte:
Pensador
francês
(1798-1857)
Considerado o pai do Positivismo; acredita que a única forma de conhecimento
válido é o conhecimento científico. Assim, não considera o senso comum e as
crenças. Estudou o desenvolvimento da sociedade e do indivíduo com critérios
das ciências exatas e biológicas. Grande sistematizador da Sociologia. A
educação tem o papel de mostrar a importância da obediência e da hierarquia, e
ainda desenvolver nos jovens o altruísmo.
Durkheim:
Sociólogo
francês
(1858-1917)
É um dos principais expoentes do pensamento pedagógico positivista. Considera
que a educação é uma socialização da jovem geração pela geração adulta. Quanto
mais eficiente for o processo, melhor será o desenvolvimento da comunidade.
Essa concepção é chamada de funcionalista. A educação é elemento integrador
da sociedade e os pais e professores são responsáveis pela inculcação de valores
sociais nos educandos. A criança, ao nascer, traz
Durkheim:
(continuação)
consigo a natureza do indivíduo, mas traz dentro de si um sistema de ideias que
exprime a sociedade de que faz parte. A construção do ser social é a assimilação
pelo indivíduo de normas e princípios – morais, religiosos, éticos ou de
comportamento. O homem, além de ser formador da sociedade, é um produto
dela. A educação é um mecanismo de coerção social. Durkheim é um dos
mentores de uma educação pública e laica sob a administração do Estado.
Parsons:
Sociólogo
norte-
-americano
(1902-1979)
Considerado o difusor das ideias de Durkheim. Para ele, a socialização por meio
da educação é o instrumento de manutenção da sociedade, exercida
principalmente pela escola.
Cabe à escola difundir os valores sociais para que cada indivíduo exerça seu papel
social.
Marx: Para Marx, tudo se encontra em constante processo de mudança e o motor disso
Pensador
alemão
(1818-1883)
são as contradições. Para ele, as sociedades estruturam-se a partir dos interesses
das classes dominantes, a burguesia que detém o poder econômico. A educação
deve cumprir o papel de combater a alienação e a desumanização.
Conforme Marx, a educação deveria pautar-se no desenvolvimento intelectual,
físico e técnico. O que é denominada onilateral (múltipla), diferindo da educação
integral, pois essa tem uma conotação moral e afetiva que deveria ser trabalhada
por outros adultos e não pela escola.
Weber:
Advogado
alemão
(1864-1920)
Importante sociólogo, seus estudos contribuíram muito para administração e
economia. Estudou a burocracia como uma possibilidade de perceber a ideologia
presente na ordem social e na organização do trabalho pedagógico.
Karl
Mannheim:
Sociólogo
húngaro
(1893-1947)
Mannheim entendia a educação como técnica social, que não é boa ou má por si
só, depende do uso que os homens fazem dela. Para ele, a educação escolar é uma
forma de influenciar o comportamento humano para que esse se enquadre nos
padrões vigentes de interação social. Em sua concepção, os objetivos são
formulados dentro de uma ordem social e, por isso, para serem compreendidos,
devemos remeter à época em que estão situados.
Makarenko:
Mestre
ucraniano
(1888-1939
Ao trabalhar com jovens infratores, o professor ucraniano concebeu um modelo
de educação baseado na vida em grupo, no trabalho e na disciplina.
Criou um método revolucionário em que pensava a escola como coletividade, em
que os alunos deveriam ir em busca da felicidade que só teria sentido se fosse
para todos. Respeitava os direitos na infância, privilegiando a discussão e as
opiniões.
Para ele, educar é mais que disciplinar com rigidez; sua preocupação era formar
personalidades, pessoas conscientes de seu papel na sociedade, valorizando a
solidariedade.
Gramsci:
Filósofo
italiano
(1891-1937)
Preocupou-se em interpretar e dar continuidade às obras de Karl Marx, mas
acreditava que a mudança de poder viria por meio da mudança de mentalidades, a
criação de uma contrahegemonia a ser desenvolvida pelos intelectuais e pela
escola.
Como a maior parte de sua obra foi escrita na prisão, utilizou linguagem cifrada,
tal como: bloco histórico, intelectual orgânico, sociedade civil, hegemonia e
filosofia da práxis (para designar o marxismo). Propôs uma escola unitária ou
única em oposição à escola tradicional.
O pensador diferencia intelectuais tradicionais (comprometidos com a tradição e a
cultura dominante) e os intelectuais orgânicos (que buscam criar e fomentar a
consciência entre os membros da classe a que pertencem).
Dewey:
Filósofo
norte-
americano
(1859-1952).
Dewey ficou conhecido por defender a corrente pragmatista ou instrumentalista,
em que as ideias só têm importância se conduzirem à prática, ou seja, à resolução
de problemas.
No Brasil, inspirou o movimento da Escola Nova, liderado por Anísio Teixeira.
O princípio pedagógico de Dewey se assenta na ideia de que os alunos aprendem
melhor se realizarem tarefas associadas aos conteúdos ensinados, considerando o
crescimento: físico, emocional e intelectual.
Foi defensor da democracia institucional no interior das escolas.
Partia do pressuposto de que o conhecimento é construído por meio de consensos,
resultados de discussões coletivas.
Maria
Montessori:
Médica italiana. Seu método de educação é baseado no desenvolvimento natural
da criança. Ela acreditava que a educação é uma conquista da criança, pois o ser
Pesquisadora
italiana
(1870-1952)
humano nasce com a capacidade de se autoensinar se tiver as condições
adequadas.
A base de sua teoria está na liberdade e individualidade; ao professor cabe
conduzir o processo de modo a perceberas particularidades de cada criança e
auxiliá-la em seu desenvolvimento.
O objetivo da educação, para Montessori, é a formação integral do jovem, uma
educação para a vida.
Seu método vai do concreto para o abstrato e, para torná-lo mais efetivo, ela
desenvolveu uma série de materiais pedagógicos muito difundidos até hoje.
Decroly:
Educador
belga (1871-
1932)
Foi um dos primeiros a difundir a ideia de uma escola centrada no aluno e com
métodos ativos que preparassem o jovem para a vida e não se centrasse nos
conteúdos. Difundia a ideia bastante conhecida hoje de aprender a aprender.
Decroly foi o precursor do que chamamos de globalização, ou seja, partir dos
aspectos mais gerais para depois chegar aos mais específicos; essa ideia tomou
muita forma no método de alfabetização que denominamos método global;
também foi o idealizador dos centros de interesses.
Anísio
Teixeira:
Educador
brasileiro
(1900-1971)
Ex-aluno de Dewey, foi o grande difusor de suas ideias no Brasil. Um dos
signatários do documento Manifesto dos Pioneiros, objetivava uma escola laica e
gratuita a todos.
Para Anísio Teixeira, a escola deveria, mais do que instruir, formar homens livres
capazes de viver com mais inteligência, autonomia e felicidade. Para tanto,
deveria ter condições de trabalhar atitudes e senso crítico.
Ele sugere que o trabalho pedagógico seja realizado a partir de problemas ou
projetos. O ambiente escolar deve ser pautado na liberdade e confiança entre
professores e alunos.
Carl Rogers:
Psicólogo
norte-
americano
(1902-1987)
Rogers leva para a educação a teoria que desenvolveu nos consultórios como
psicólogo, uma psicologia humanista não diretiva.
Para ele, o professor, tal qual o terapeuta, deve facilitar o aprendizado,
propiciando novas experiências, capacidade de viver o presente, autoconfiança,
dentre outras características.
Carl Rogers:
(continuação)
Sua marca registrada é a não diretividade. O professor, para desenvolver isso,
deverá apresentar três qualidades: congruência – ser autêntico com o aluno;
empatia – compreender os sentimentos do outro e consideração positiva
incondicional.
Freinet:
Educador
francês
(1896-1966)
Freinet considerava que a forma mais profunda de aprendizado é o
desenvolvimento afetivo. Seus conceitos foram amplamente difundidos e muito
utilizados, tais como as aulas-passeio, os cantinhos e a troca de correspondências.
Em sua concepção, era necessário transformar a escola por dentro, pois lá é o
espaço em que as contradições se manifestam.
O professor deve ser aquele que colabora para o êxito dos alunos e organiza o
trabalho para que os alunos possam fazer experiências e buscar respostas às suas
inquietações.
Ele propôs a pedagogia do bom senso, em que a aprendizagem resulta de uma
relação dialética entre ação e pensamento, teoria e prática. Sua teoria fundamenta-
se nos seguintes eixos: cooperação, comunicação, documentação e afetividade.
Neill:
Educador e
escritor
É conhecido por fundar a Summerhill School, na Inglaterra, que se fundamenta na
liberdade da criança de escolher e decidir o que deseja aprender e, a partir daí,
desenvolver-se num ritmo próprio.
escocês
(1883-1973)
Tem grande influência de Rousseau, Freud e Reich. Acreditava que a educação
deveria se fundamentar na dimensão emocional para que a sensibilidade superasse
a racionalidade. Desejava que seu método fosse utilizado “como remédio para a
infelicidade” que a sociedade de consumo, família e educação tradicional geram.
O sucesso, para ele, é trabalhar feliz.
Bourdieu e
Passeron:
Sociólogos
franceses
(séc. XX).
 
Escreveram o livro A Reprodução (1970), em que concluem que a escola, em vez
de ter uma função transformadora, reproduz e reforça as desigualdades sociais. A
escola, sob a aparência de neutralidade, exerce a violência simbólica.
Violência simbólica: é exercida pelo poder de imposição das ideias transmitidas
por meio da comunicação cultural, da doutrinação política e religiosa, das práticas
esportivas, da educação escolar.
Bourdieu e
Passeron:
(continuação)
Outro conceito importante é o de capital cultural, utilizado para designar nichos
da atividade humana nos quais se desenrolam lutas pela detenção do poder
simbólico, que produz e confirma significados, consagra valores que se tornam
aceitáveis pelo senso comum.
Althusser:
Filósofo
francês
(1918-1990)
Louis Althusser é considerado crítico-reprodutivista. Sua principal tese é de que o
Estado é composto por dois tipos de aparelhos, os ideológicos e os repressivos.
Os Aparelhos Repressivos do Estado (ARE) são as instituições que funcionam
prioritariamente pela força, tais como exército, prisão e tribunais. Os Aparelhos
Ideológicos do Estado (AIE) são compostos por instituições públicas e privadas
que funcionam a partir da ideologia. São considerados AIE: AIE religioso (o
sistema das diferentes igrejas); AIE escolar (o sistema das diferentes escolas
públicas e privadas); AIE familiar; AIE jurídico; AIE político (o sistema político
dos diferentes partidos); AIE sindical; AIE de informação (a imprensa, o rádio, a
televisão etc.).
Os aparelhos ideológicos e repressivos são criados pela classe dominante com o
intuito de manter seu status quo. O mais importante aparelho da sociedade
moderna é o AIE escolar.
Establet e
Baudelot:
Professores
de Sociologia
da educação
na França
Para os sociólogos Establet e Baudelot, a escola não é unitária, como afirmam
Bourdieu e Passeron, mas, sim, dividida conforme as classes sociais. Dessa
forma, desenvolveram a teoria da escola dualista, ou SS (Secundária Superior) e
PP (Primária Profissionalizante), em que a primeira era destinada à elite e seu
trabalho fundamenta-se no desenvolvimento intelectual. A segunda destina-se à
classe proletária e tem como base o trabalho manual.
Ivan Illich:
Teólogo
austríaco
(1926-2002)
Autor do livro Sociedade sem escolas, defendia a desescolarização da sociedade.
Para ele, os sujeitos adquiriam a maior parte de seus conhecimentos fora da
escola, que manipula e é hierarquizada. O sistema escolar impõe um trabalho
repetitivo por meio de currículos extensos e superficiais.
Paulo Freire:
Educador
brasileiro
(1921-1997)
Patrono da educação, Paulo Freire é reconhecido internacionalmente por seu
trabalho como educador, principalmente pelo seu método de alfabetização de
jovens e adultos. Nesse método, é possível perceber três grandes passos:
Paulo Freire:
(continuação)
• No primeiro, o professor investiga os saberes que o educando traz, valorizando
sua cultura.
• No segundo momento, explora as questões relativas aos temas das discussões,
ampliando os conhecimentos, partindo do senso comum rumo a uma visão
crítica.
• No terceiro momento, volta-se do abstrato para o concreto; o conteúdo é
trabalhado e são sugeridas ações para superar impasses.
 
Sua prática pedagógica é assumidamente política, cujo objetivo é conscientizar os
estudantes, levando-os à compreensão de oprimidos e à busca de sua libertação.
Critica as concepções tradicionais, denominando-as educação bancária, em que
se deposita conhecimentos sem crítica e problematização.
O professor tem um papel diretivo na prática pedagógica em que assume uma
postura de autoridade e não autoritarismo, garantindo as trocas de saberes.
Edgar Morin:
Sociólogo
francês
(1921)
Diante das mudanças que aconteceram no final do século XX, o sociólogo francês
propõe o conceito de complexidade em seu sentido etimológico – aquilo que é
tecido junto. Considera que as incertezas e as contradições fazem parte da
natureza humana, mas traz também a solidariedade e a ética como fundamentais
ao homem.
A pedido da Unesco, em 1999, ele escreve um livro em que traz reflexões que
serviriam de ponto de partida para a educação no século XXI. Denominado Os
sete saberes necessários à educação do futuro, o livro apresenta os seguintes
pontos, como saberes:
1. As cegueiras do conhecimento: o erro e a ilusão;
2. Os princípios do conhecimento pertinente;
3. Ensinar a condição humana;
4. Ensinar a identidade terrena;
5. Enfrentar as incertezas;
6. Ensinara compreensão, e
7. A ética do gênero humano.
Perrenoud:
Sociólogo
suíço
(1955)
Desenvolve a Teoria das Competências, que são entendidas como a capacidade de
mobilizar um conjunto de recursos cognitivos (saberes, capacidades,
informações etc.) para resolver situações do cotidiano. Já as habilidades são
menos amplas do
Perrenoud:
(continuação)
 
 
que as competências que são formadas por várias delas. Uma mesma habilidade
pode estar presente em várias competências.
Para o sociólogo, o professor deverá desenvolver 10 competências em sua
profissão:
1. Organizar e dirigir situações de aprendizagem.
2. Administrar a progressão das aprendizagens.
3. Conceber e fazer evoluir os dispositivos de diferenciação.
4. Envolver os alunos em sua aprendizagem e em seu trabalho.
5. Trabalhar em equipe.
6. Participar da administração da escola.
7. Informar e envolver os pais.
8. Utilizar novas tecnologias.
9. Enfrentar os deveres e os dilemas éticos da profissão.
10. Administrar sua própria formação contínua.
 
 
1.3 Papel político-pedagógico e organicidade do
ensinar, aprender e pesquisar. Função sociocultural
da escola. Escola: comunidade escolar e contextos
institucional e sociocultural
 
Já vimos o conceito de educação de diversos autores, mas qual o papel da
educação em nossa sociedade? Qual a função sociocultural da escola?
A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, em seu art. 2º, aponta
caminhos para entender o papel da educação escolar em nosso país:
 
A educação, dever da família e do Estado, inspirada nos princípios de liberdade e nos
ideais de solidariedade humana, tem por finalidade o pleno desenvolvimento do
educando, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho.
(BRASIL)
 
 
É importante entender que a escola possui um papel e que está ligada
diretamente às relações sociais, políticas, econômicas e culturais. Seus
objetivos, o trabalho docente, os conteúdos, as metodologias estão envolvidos
pelos significados sociais. Libâneo (1994) aponta que:
 
O caráter pedagógico da prática educativa se verifica como ação consciente, intencional e
planejada no processo de formação humana, através de objetivos e meios estabelecidos
por critérios socialmente determinados e que indicam o tipo de homem a formar, para
qual sociedade, com que propósitos.
 
Estamos vivendo acontecimentos que afetam diretamente a instituição
escolar. Vivemos num momento em que as informações estão disponíveis em
diversos espaços e a formação não se restringe, como em tempos passados, à
escola. Há diversos meios para o desenvolvimento de habilidades cognitivas
e competências sociais requeridas pela prática.
Conforme Libâneo (2012), existe uma “tensão” em relação aos processos
formativos, mas não significa o fim da escola como espaço socioeducativo e
nem o caminho para a desescolarização da sociedade. O que ele sugere é que
a escola de hoje precisa conviver com outras modalidades de educação, tais
como a educação não formal e a educação profissional e integrar-se a elas a
fim de formar cidadãos mais preparados para o contexto atual. Assim, o
ensino escolar deve contribuir para:
• formar para aprendizagem permanente;
• fomentar uma formação global que possibilite melhor qualificação
profissional;
• desenvolver conhecimentos, capacidades, e qualidades que promovam o
exercício consciente e crítico da cidadania;
• formar cidadãos éticos e solidários.
 
1.4 Organização do trabalho na escola pública:
articulação das diferentes instâncias e agentes
educativos na construção da cidadania e na melhoria
da qualidade do ensino
Ao falar do trabalho na escola pública, não podemos deixar de situá-la no
contexto atual, uma sociedade globalizada, dentro de uma revolução
tecnológica e permeada pela ideologia do livre mercado (neoliberalismo).
Diante disso, a questão que se impõe é: como deve ser o trabalho pedagógico
da escola para que o aluno se insira no mundo do trabalho e exerça,
plenamente, a sua cidadania?
A escola, ao contrário das empresas, não deve situar seu trabalho na
perspectiva da Qualidade Total em que se busca a uniformização, mas, como
aponta a Resolução nº 4/2010, ela deve se pautar na Qualidade Social, na
qual se consideram as diferenças inerentes aos sujeitos e se pretende trabalhar
o conhecimento para o desenvolvimento de capacidades cognitivas, afetivas e
sociais.
Como aponta a Resolução nº 4/2010, a educação básica deve se pautar no
princípio do cuidar e educar em que o trabalho pedagógico:
 
[..] busca garantir a aprendizagem dos conteúdos curriculares, para que o estudante
desenvolva interesses e sensibilidades que lhe permitam usufruir dos bens culturais
disponíveis na comunidade, na sua cidade ou na sociedade em geral, e que lhe
possibilitem ainda sentir-se como produtor valorizado desses bens.
 
Libâneo et al. (2012) traz a escola pública numa perspectiva voltada para a
maioria da sociedade, em que passa a ser compreendida como um “direito
universal básico, e como um bem social público, condição para emancipação
social”. 
Assim, a prática pedagógica deve estar voltada para a emancipação na qual 
professores, gestores, pais e comunidade devem ser concebidos como agentes
de transformação social.
A busca dessa transformação deve aparecer no currículo, no projeto
político-pedagógico, nos planos de trabalho do professor; enfim, a escola
deve estar consciente de todas as dimensões que afetam os processos
educativos e os resultados escolares.
 
1.5 Análise de dificuldades, problemas e
potencialidades no cotidiano escolar em sua relação
com a sociedade concreta
Souza e Orso (2008) afirmam que são muitos os problemas que a escola
enfrenta hoje, tais como: a defasagem na formação inicial e continuada dos
educadores para enfrentar os desafios em sala de aula; a crescente
desobrigação dos órgãos públicos em face da educação; a carga excessiva de
obrigações da escola atribuída pela sociedade; a organização do tempo
escolar, que não respeita o ritmo de aprendizagem dos alunos, a diversidade
cultural e as condições socioculturais, como, também, a indisciplina e o
desinteresse dos alunos.
Esses desafios impõem-se cotidianamente aos professores que necessitam
conhecer as situações de aprendizagem que possam possibilitar a apropriação
de conhecimentos sistematizados, sem que se perca a formação na e para a
cidadania. Busca constante de aperfeiçoamento e compreensão dos processos
de aprendizagem.
Outros problemas se apresentam no cotidiano escolar como a pouca
participação da família na escola, poucas horas-atividade para planejamento e
utilização de recursos audiovisuais disponíveis, falta de recursos materiais,
infraestrutura precária.
 
 
Mesmo com tantos problemas, a escola também tem muitas
potencialidades e possibilidades. A escola, na sociedade moderna, é o
principal locus de aquisição do conhecimento sistematizado e, portanto, tem a
vantagem de possibilitar grandes mudanças sociais quando se propõe a
intervir na realidade dos alunos, ampliando os seus conhecimentos.
O trabalho em equipe, fruto de uma gestão democrática, pode facilitar a
resolução dos problemas na escola, diminuindo as dificuldades enfrentadas
no cotidiano. O grupo de profissionais, não apenas os professores, pode
tomar decisões coletivas e cada segmento fazer sua parte. O projeto político-
pedagógico deve ser construído a partir de um diagnóstico da realidade
contendo uma visão do que desejam para o futuro. Criação de espaços para
troca de informações sobre as dificuldades e espaço para deliberações
cooperativas sobre ações.
Foram muitas informações em nosso primeiro capítulo. Vamos verificar o
que você aprendeu?
Faça um resumo no quadro a seguir com os principais pontos do que você estudou.
 
 
 
 
 
 
 
Meta de acertos: Total de questões certas: Porcentagem de acertos:
Conteúdos que preciso rever:
 
 
 
 
 
 
 
1. (Upenet/Colégio Militar-PE/Professor – Cultura, Cidadania e
Sociologia/
2011) “Para o sociólogo francês Émile Durkheim (1858-1917), a sociedade
prevalecesobre o indivíduo”. (TOMAZI, N. D. Iniciação à Sociologia. São
Paulo: Atual, 1993, p. 18).
Sobre a concepção de Sociedade e Sociologia em Durkheim, analise as
afirmativas abaixo:
I – A sociedade é definida como um conjunto de normas de ação, pensamento
e sentimento que não existem, apenas, nas consciências dos indivíduos.
II – O objeto de estudo da sociologia são os fatos sociais, que diferem dos
fatos estudados pelas outras ciências, pois se referem às regras e normas
coletivas que orientam a vida do indivíduo em sociedade.
III – Os fatos sociais são interiores e coercitivos aos indivíduos, ou seja, têm
origem na coletividade e são seguidos pelos membros da sociedade.
IV – Para Durkheim, os fenômenos sociais têm origem no indivíduo e se
consolidam no conjunto de normas e regras criadas pelas instituições para
manter a ordem, que as gerações transmitem umas às outras.
V – O conceito de solidariedade mecânica está baseado na ideia de
consciência coletiva, em que sua origem está nas semelhanças entre os
membros de uma sociedade. Já o conceito de solidariedade orgânica se
fundamenta no princípio da consciência individual que implica maior
autonomia e liberdade de ação.
Estão corretas
a) I, II, IV e V.
b) III, IV e V.
c) I, II e V.
d) II, III e IV.
e) I e IV.
 
(Cespe/Ministério das Comunicações/Empresa Brasileira de Correios e
Telégrafos/Pedagogo/2011)Acerca da história da sociedade e educação,
julgue os itens que se seguem em certo ou errado.
2. ( ) A concepção tecnicista de educação introduziu, no âmbito educacional,
conceitos como o de produtividade e o de eficiência.
3. ( ) O sistema educacional idealizado por Auguste Comte tem origem na lei
dos três estados, que faz referência a estados da região Sul, considerados
os de maior desenvolvimento educacional.
4. ( ) Antonio Gramsci propôs o estabelecimento da escola unitária, também
denominada escola única, como alternativa à escola tradicional,
caracterizada pela divisão do ensino em clássico e profissional.
5. ( ) A luta de John Dewey contra o analfabetismo tornou-o o mais eminente
defensor da educação libertária.
6. ( ) O Conselho Federal de Educação, criado em 1962, foi instituído pela
primeira lei de diretrizes e bases da educação nacional.
 
7. (Consultec/Unicentro/Vestibular – Sociologia/2012) A relação indivíduo
e sociedade é um dos eixos dos estudos sociológicos. Sobre esse assunto,
um dos autores clássicos da Sociologia observa a primazia da sociedade e
dos grupos sociais, que exercem determinado tipo de coerção sobre os
indivíduos, fazendo-os assumir papéis sociais específicos em relação a
determinados fenômenos particulares.
Trata-se, nesse caso, de.
a) Karl Marx.
b) Max Weber.
c) Augusto Comte
d) Émile Durkheim.
e) Herbert Spencer.
 
8. (IF-PB/IF-PB/Professor – Sociologia/2014) “A educação é a ação
exercida, pelas gerações adultas, sobre as gerações que não se encontrem
ainda preparadas para a vida social; tem por objetivo suscitar e
desenvolver, na criança, certo número de estados físicos, intelectuais e
morais, reclamados pela sociedade política, no seu conjunto, e pelo meio
especial a que a criança, particularmente, se destine” (DURKHEIM, E.
Educação e Sociologia. 1978, p. 41).
De acordo com o que expressa o trecho, analise as afirmativas a seguir:
I – A Educação faz emergir os conflitos e as desigualdades sociais presentes
na sociedade.
II – A Educação contribui para o processo de socialização.
III – A Educação exerce um papel na coesão social.
IV – A Educação proporciona ao indivíduo construir a sua individualidade.
 
Está correto o que se afirma apenas em:
a) I e III.
b) I e IV.
c) II e III.
d) III e IV.
e) II.
 
9. (Funrio/IF-PI/Professor – Sociologia/2014) A educação, como objeto da
Sociologia, é uma das mais importantes instituições sociais. Como
instrumento de socialização do indivíduo, é correto afirmar que
a) a Educação é o instrumento pelo qual a sociedade transmite cultura.
b) o processo educacional distancia-se da cultura no sentido em que não é
um fim em si mesmo, é apenas um instrumento social.
c) a Educação, enquanto objeto da Sociologia, reflete as perspectivas
sociais através de uma visão de senso comum para manter os grupos
sociais.
d) nas sociedades chamadas equivocadamente de “primitivas”, não se
identifica nenhum processo educacional sociologicamente observável.
e) a Educação não é a instituição que detém o poder de preparar os jovens
para o desempenho de papéis sociais.
 
10. (Cesgranrio/SEEC-RN/Professor – Sociologia/2011) O positivismo,
como escola filosófica, derivou do chamado cientificismo que, por sua vez,
se caracteriza pela
a) busca de uma identidade entre as leis biológicas e as leis sociais,
hereditariedade e história.
b) crença na possibilidade de a razão humana conhecer e traduzir a
realidade sob a forma de leis.
c) certeza de que existem caracteres universais, dispostos sob a forma de
sistemas, que se desenvolvem em interação.
d) convicção no princípio a partir do qual as sociedades se modificam e se
desenvolvem de formas diferentes.
e) criação de um modelo que representa a passagem da sociedade de um
estágio superior para outro inferior.
 
11. (Cespe/Semec-PI/Pedagogo/2010) Assinale a opção correta acerca da
função social e política da escola, segundo Gramsci.
a) A escola é um espaço de luta pela hegemonia da sociedade e de
formação do intelectual orgânico.
b) A escola tem exclusivamente a função de transmitir valores dominantes,
contribuindo para a adaptação dos indivíduos à sociedade.
c) A escola deve valorizar a experiência para criar um ser autônomo capaz
de renovar os costumes de uma sociedade capitalista.
d) A função da escola está relacionada ao desenvolvimento econômico por
meio da formação de trabalhadores mais qualificados.
e) A escola é considerada um aparelho ideológico do Estado, tendo como
função reproduzir as relações de exploração na sociedade capitalista.
 
12. (Consultec/Unicentro/Vestibular – Sociologia/2012) Ao observar que a
sociedade não é capaz de encaminhar seus jovens ao mercado de trabalho e
não lhes oferece oportunidades para o desenvolvimento da criatividade e de
atividades de lazer, considera-se uma realidade que exemplifica um dos
conceitos desenvolvidos por Pierre Bourdieu denominado
a) interacionismo simbólico.
b) agressividade simbólica.
c) ideologia simbólica.
d) violência simbólica.
e) violência urbana.
 
(Cespe/Correios/Analista de Correios – Pedagogo/2011) Julgue o item
abaixo com Certo (C) ou Errado (E) a respeito do tema “Educação e
Sociedade”.
13. ( ) A concepção tecnicista de educação introduziu, no âmbito educacional,
conceitos como o de produtividade e o de eficiência.
 
(Cespe/Secretaria de Educação – Sedu/Pedagogo/2012) Acerca da relação
sociedade e educação, responda os itens 14 e 15 em (C) Certo ou (E) Errado.
14. ( ) A visão sociológica de Durkheim se fundamenta em pressupostos
progressistas que veem na educação um fator de desenvolvimento e de
superação de estruturas societárias arcaicas.
15. ( ) Gramsci, em uma perspectiva conservadora da relação educação e
sociedade, fornece elementos que permitem conceber uma teoria
dialética para a educação.
 
(Cespe/Seduc-AM/Professor de Sociologia/2011) Considerando as
contribuições da sociologia, da filosofia e da psicologia para a educação,
julgue os itens a seguir em certo ou errado.
16. ( ) Louis Althusser, herdeiro intelectual de Karl Marx, elaborou crítica
radical aos sistemas de ensino, denunciando o seu caráter de classe e de
aparelho ideológico do Estado.
17. ( ) Uma das contribuições de Célestin Freinet para a educação diz respeito
ao uso de grande quantidade de material didático, tais como cubos,
sólidos, cartões, em atividades voltadas para o desenvolvimento dos
sentidos do educando.
18. ( ) Segundo Émile Durkheim, a educação constitui elemento integrador da
sociedade, sendo pais e professores agentes sociais responsáveis pela
inculcação de valores sociais nos educandos.
19. ( ) A concepção de escola como instituição responsável pela
transformaçãosocial fundamenta-se no pensamento positivista.
20. ( ) De acordo com a tendência pedagógica liberal tradicional, os
conteúdos de ensino devem corresponder a conhecimentos socialmente
acumulados e a valores socialmente estabelecidos.
21. ( ) Consoante a tendência pedagógica marxista, para que ocorra a
formação integral do ser humano, os conteúdos educacionais devem
propiciar a educação mental, física e tecnológica.
 
(Cespe/Seplag-DF/Professor de Educação Básica/2010) Acerca da temática
educação e sociedade julgue os itens seguintes em (C) Certo ou (E) Errado.
22. ( ) No campo da sociologia da educação, destaca-se a presença dos
clássicos Durkheim, Marx e Weber que contemplaram em suas análises
os sistemas educacionais. Durkheim, por exemplo, comparou a educação
alemã àquela dos literatos chineses e Weber estuda o sistema educacional
francês.
23. ( ) Para Durkheim, a educação era uma instituição fundamental para a
ordem social. A sua preocupação em relação à educação estava
diretamente ligada ao estudo da moral por ser o melhor meio para a
socialização dos indivíduos, para as regras fundamentais da sociedade.
24. ( ) No contexto brasileiro, a educação como objeto de investigação
sociológica foi analisada a partir de uma perspectiva que buscava
enfatizar a sua importância social mediante, por exemplo, a compreensão
dos seus aspectos político-institucional, as suas reformas, os diferentes
papéis que a 
sociedade atribui e a espera da educação em seus diversos níveis.
Destaca-se 
que a relação entre educação e desenvolvimento tem sido uma temática
de grande importância seja na educação, na economia ou na sociologia,
os vínculos e interações entre educação e desenvolvimento aparecem sob
as mais diversas formas.
25. ( ) Marx, Durkheim e Weber perceberam que a posição da educação na
estrutura social e sua relação com outras instituições eram as chaves para
compreender a dinâmica da mudança educacional. Embora somente
Marx tenha teorizado profundamente sobre os reais mecanismos de
desenvolvimento educacional, nenhum deles deixou dúvida de que esta
deveria ser uma parte integrante de suas macroteorias – para Marx, a
mudança educacional nasceu do jogo dialético entre infraestrutura e
superestrutura; para Weber, ela estava associada à dinâmica da
burocratização; para Durkheim, ela estaria, e deveria estar, unida a ação
política e, desse modo, ao desenvolvimento de uma sociedade orgânica,
integrada e normativa.
 
(Cespe/Semec-PI/Professor Classe A/2010) Julgue o item abaixo em Certo
ou Errado.
26. ( ) Marx afirma que a educação não pode encaminhar a superação efetiva
do modo de produção entendido como um todo, pois a atividade do
educador é apenas uma parte do sistema.
 
Gabarito
ESPAÇO DO ALUNO
 
 
 
 
 
 
Capítulo 2
ASPECTOS PEDAGÓGICOS E SOCIAIS
DA PRÁTICA EDUCATIVA, SEGUNDO
AS TENDÊNCIAS PEDAGÓGICAS
 
Agora, vamos tratar de um dos conteúdos mais cobrados em provas de
concurso para professores: tendências pedagógicas. Inicialmente, queremos
saber quais os seus conhecimentos sobre esse assunto. Preencha o quadro a
seguir sem se preocupar se está certo ou não.
Tendências Liberais Tendências Progressistas
 
 
 
 
 
 
 
2.1 Desenvolvimento histórico das concepções
pedagógicas
Então vamos lá! As tendências pedagógicas são extremamente
importantes, pois embasam a nossa visão de educação e trazem o panorama
das principais abordagens na evolução e trajetória educacional.
Uma interessante abordagem é a de Demerval Saviani (2002) que aponta
quatro grandes tendências/concepções: o humanismo tradicional (visão
essencialista do homem); o humanismo moderno (visão de homem centrada
na existência), a concepção analítica (sem definição filosófica clara, no
início positivista, depois passou a ser tecnicista) e a concepção dialética
(visão histórica concreta do homem).
A evolução, segundo o autor, ocorre nesta sequência:
 
Saviani se inclui na concepção dialética, que busca compreender o
fenômeno educativo, considerando a contradição, a totalidade, a
reprodução, a mediação e a hegemonia.
 
Então, tranquilo até aqui? Está fazendo anotações ao longo do texto?
Vamos continuar...
 
Não podemos deixar de falar no autor mais cobrado em provas de
concursos: José 
Carlos Libâneo. O autor classifica as tendências em dois grandes grupos:
Liberais e Progressistas, conforme o esquema a seguir:
 
 
Outro autor muito cobrado é Luckesi (2011), que apresenta três tendências
filosófico-políticas para compreender a educação: educação para a
redenção, educação como reprodução e educação como transformação
da sociedade. Para ele, é necessário compreender essas perspectivas para
nortear o trabalho pedagógico. Então, vamos ver o que traz cada uma delas.
 
 
 
Educação para a
redenção
Educação como
reprodução
Educação como transformação da sociedade
A educação “cura”
a sociedade de
suas mazelas,
adaptando os
indivíduos ao
modelo ideal de
sociedade.
A educação não
sofre interferência
da sociedade; ao
contrário, ela que
Não propõe uma prática
pedagógica, apenas
demonstra como atua a
educação dentro da
sociedade,
reproduzindo o modelo
capitalista.
Nessa perspectiva, não
há possibilidade de
mudanças por meio da
educação.
A educação não redime nem reproduz a sociedade, mas serv
de meio, ao lado de outros, para realizar um projeto d
sociedade. Pretende compreender a educação dentro de seu
condicionantes e agir estrategicamente para a su
transformação. Recusa-se ao otimismo ilusório (redenção) e a
pessimismo imobilizador (crítico-reprodutivista).
Também é denominada teoria crítica, coloca-se como um
instância entre outras para a transformação da sociedade.
interfere nos
destinos do todo
social.
 
 
2.2 Tendências pedagógicas
Vamos às principais características de cada tendência pedagógica.
 
2.2.1 Tendências liberais
2.2.1.1 Tendência liberal tradicional
Acentua o ensino humanístico, de cultura geral. Busca a preparação
intelectual e moral dos alunos para assumirem seus papéis na sociedade, por
meio do repasse de conteúdos acumulados pela humanidade. A metodologia
baseia-se na exposição e demonstração verbal. O professor representa a
autoridade que exige a atitude receptiva dos alunos. A aprendizagem é
mecânica e confundida com memorização. É chamada educação bancária.
 
2.2.1.2 Tendência liberal renovada/escola nova
Valoriza o aluno como sujeito do conhecimento, a experiência no meio, e o
ensino centrado no aluno e no grupo. Esta tendência apresenta duas vertentes:
Progressivista: difundida pela Escola Nova (Anísio Teixeira, Montessori,
Decroly e Piaget). Nessa tendência, a escola deve adequar as necessidades
individuais ao meio social. Os conteúdos são trabalhados a partir das
experiências vividas pelos alunos. A metodologia pauta-se na resolução de
problemas, trabalhos em grupos e atividades cooperativas. O professor é o
auxiliador do desenvolvimento da criança. A aprendizagem é baseada na
motivação.
Não diretiva: orientada para a autorrealização e as relações interpessoais
(Carl Rogers). Baseia-se na busca dos conhecimentos pelos próprios alunos e
na formação de atitudes. Trabalha com métodos que facilitem a
aprendizagem. As relações são horizontais e o professor garantirá um
relacionamento de respeito.
 
2.2.1.3 Tendência liberal tecnicista
O essencial não é o conteúdo, mas as técnicas e a preparação para mão de
obra. Utiliza-se do enfoque sistêmico, da tecnologia educacional e da análise
experimental do comportamento. Traz conceitos da administração para a
organização escolar, como o taylorismo, em que se prega a divisão do
trabalho: alguns são responsáveis pelo planejamento e outros pela execução.
Também trabalha com vistas à eficiência e eficácia.
Pode-se afirmar que o papel da escola é modelar o comportamento por
meio de técnicas específicas. Os conteúdos são trabalhados em uma
sequência lógica a partir de procedimentos e técnicas para transmissão e
recepção de informações. A relação professor-aluno é vertical, em que ao
professor cabe transmitir o conteúdo e ao alunofixá-la.
 
2.2.2 Tendências progressistas (termo cunhado por
Snyders)
2.2.2.1 Tendência progressista libertadora
O maior representante é Paulo Freire; o foco é a educação de jovens e
adultos. Tem como objetivo levar professores e alunos a atingirem um nível
de consciência da realidade em que vivem e buscar transformações sociais. A
metodologia baseia-se em temas geradores. A relação é horizontal e dialógica
de igual para igual. Trabalha-se com grupos de discussões para a resolução de
situações-problema.
 
2.2.2.2 Tendência progressista libertária
Caracteriza-se por ser defensora da autogestão, é antiautoritária e valoriza
a experiência do aluno e o processo de aprendizagem grupal (assembleias,
discussões). Busca transformar a personalidade num sentido libertário e
autogestionário. Os conteúdos são colocados, mas não exigidos. O trabalho
pedagógico organiza-se por meio de vivência grupal na forma de autogestão.
A relação com os alunos é não diretiva e o professor é orientador de alunos
livres.
2.2.2.3 Tendência crítico-social dos conteúdos
Nessa tendência, os conteúdos culturais universais são incorporados pela
humanidade frente à realidade social. A metodologia parte da relação direta
entre a experiência do aluno e o conhecimento sistematizado. O professor é o
mediador do conhecimento.
Você sabia que o educador americano Edgar Dale desenvolveu uma teoria denominada Cone d
Aprendizado? Nela, ele aponta que apreendemos apenas 10% do que lemos e 90% do que realizamos, po
isso as atividades de consolidação da aprendizagem e a resolução de questões são tão importantes em su
preparação.
 
Em muitos materiais preparatórios são apresentados quadros-resumo prontos. Como nossa proposta é a su
aprovação, você irá construir o seu quadro com os principais pontos das tendências pedagógicas. Apó
preenchê-lo, leia – em voz alta.
 
 
 
 
 
Nome da Tendência Pedagógica Papel daEscola Conteúdos Métodos
Professor
x
aluno
Aprendizagem Manifestações
TENDÊNCIAS LIBERAIS
Pedagogia Liberal
Tradicional.
Nas escolas que adotam filosofias
humanistas clássicas ou científicas.
Tendência
Liberal Renovadora Progressivista.
Montessori Decroly
Dewey
*Piaget
Tendência
Liberal Renovadora não diretiva
(Escola Nova)
Carl Rogers, “Sumermerhill” escola de A
Neill.
Tendência
Liberal
Tecnicista.
Leis n
os
 5.540/1968
e 5.692/1971.
TENDÊNCIAS PROGESSISTAS
Tendência Progressista Libertadora Paulo Freire.
Tendência Progressista Libertária. C. Freinet
Miguel Gonzales
Arroyo.
Tendência Progressista crítico
social
dos conteúdos.
Makarenko
B. Charlot
Suchodoski
Manacorda
G. Snyders
Demerval Saviani.
 
 
Meta de acertos: Total de questões certas: Porcentagem de acertos:
Conteúdos que preciso rever:
 
 
 
 
 
 
 
1. (Cespe/Semec/Pedagogo/2009) Considerando a tendência pedagógica
renovada não diretiva, assinale a opção correta quanto à relação professor-
aluno.
a) O professor, por meio do sistema instrucional, é o elo entre o
conhecimento científico e o aluno.
b) A educação deve ser centrada no aluno, e o professor deve ser um
especialista em relações humanas.
c) A atitude receptiva do aluno e a autoridade do professor são o centro do
processo educativo.
d) O diálogo e a relação horizontal são os pilares nas relações na sala de
aula.
 
2. (Cespe/Semec/Pedagogo/2009) A tendência pedagógica cuja base do
planejamento da ação didática seja a sequência: motivação do aluno,
apresentação do conteúdo, associação de conhecimentos e generalização
denomina-se
a) liberal renovada progressivista.
b) progressista libertária.
c) progressista libertadora.
d) liberal tradicional.
 
3. (Cespe/Semec/Pedagogo/2009) Acerca da concepção de educação
segundo a tendência crítico-social dos conteúdos, assinale a opção correta.
a) A educação é uma atividade mediadora entre uma experiência
fragmentada do conhecimento e uma visão organizada e unificada.
b) A preparação intelectual e moral dos alunos para assumirem
determinadas posições na sociedade é a função primordial da educação.
c) O foco da educação está na adequação das necessidades individuais ao
meio social por meio da reprodução de situações da vida.
d) O questionamento das relações do homem com a natureza, visando à
transformação da realidade, é a base da educação.
 
4. (Cespe/Semec/Pedagogo/2009) A tendência pedagógica da escola que
trabalha com temas extraídos da prática social e da realidade dos alunos
para a construção do conhecimento é identificada como
a) liberal renovada progressivista.
b) progressista libertária.
c) progressista libertadora.
d) renovada não diretiva.
 
5. (Cespe/Semec/Pedagogo/2009) Assinale a opção correta em relação à
pedagogia tradicional.
a) A atividade de ensinar, na pedagogia tradicional, não está centrada no
professor.
b) Na pedagogia tradicional, a proposta pedagógica está voltada para o
interesse da maioria da população.
c) A pedagogia tradicional é uma educação não diretiva.
d) Em geral, considera-se que, na pedagogia tradicional, o aluno é um
recebedor da matéria, e sua tarefa é decorá-la.
 
6. (Cespe/Semec/Pedagogo/2009) Assinale a opção incorreta a respeito da
pedagogia libertadora.
a) A pedagogia libertadora prescinde de uma proposta explícita de didática.
b) A atividade escolar, nessa pedagogia, é centrada na discussão de temas
sociais.
c) A pedagogia libertadora é muito utilizada na educação de jovens e
adultos.
d) Nessa abordagem pedagógica, não se utilizam temas geradores.
 
7. (Cespe/Semec/Pedagogo/2009) A pedagogia crítico-social dos conteúdos,
a) os conhecimentos sistematizados devem ser confrontados com as
experiências socioculturais.
b) não é atribuída importância à didática escolar e à direção do processo de
ensinar.
c) busca-se a transmissão passiva dos conhecimentos escolares articulados
com a sociedade.
d) é dada preferência aos interesses minoritários da sociedade,
privilegiando-se 
algumas classes.
 
8. (Cespe/Semec/Pedagogo/2009) A tendência liberal renovada não diretiva,
orientada para os objetivos da autorrealização, tem como um de seus
principais inspiradores.
a) Jean Piaget.
b) Ovídio Decroly.
c) Carl Rogers.
d) Paulo Freire.
e) Demerval Saviani.
 
(Cespe/SEDF/Professor de Atividades/2008) Julgue os itens de acordo com
as concepções pedagógicas.
9. ( ) A escola que adota uma orientação humanística clássica e trata os
conteúdos como verdades absolutas repassadas de uma geração a outra
está assentada nos pressupostos da concepção liberal tradicional.
10. ( ) A concepção liberal renovada não diretiva tem em Maria Montessori
uma de suas principais representantes e baseia-se no trabalho de
estimulação da resolução de problemas.
11. ( ) A Lei nº 5.692/1971 teve como sustentação os princípios da concepção
liberal renovada progressivista em sua vertente de formação
profissionalizante.
12. ( ) Os processos autogestionários e a vivência grupal para a construção do
conhecimento são traços marcantes da concepção progressista
libertadora.
13. ( ) Freinet desenvolveu um trabalho significativo em relação à
concretização da concepção progressista libertária.
14. ( ) O confronto entre a experiência do aluno e os saberes historicamente
sistematizados caracteriza a concepção investigada especialmente por
Demerval Saviani.
 
(Cespe/SEDF/Professor de Atividades/2008) Julgue os itens de 15 a 19,
considerando as tendências pedagógicas na dimensão da relação professor e
aluno.
15. ( ) A tendência liberal tecnicista tem como objetivo assegurar a eficácia
técnica de transmissão do conteúdo instrucional pelo professor e de
fixação pelo aluno.
16. ( ) A centralidade na autoridade do professor e na atitude receptiva do
aluno é característica da tendência liberal tradicional.
17. ( ) Na tendência progressista libertária, o diálogo é o método que sustenta
a relação entre o professor e o aluno, e a total identificação com o povo é
a garantia de um bom relacionamento.
18. ( ) Uma relação baseada na mediação exercida pelo professor e na não
diretividade na orientação do trabalho pedagógico épressuposto da
tendência progressista crítico-social dos conteúdos.
19. ( ) Na tendência liberal renovada progressivista, o professor deve ser um
especialista em relações humanas para assegurar um clima de
relacionamento autêntico.
 
Gabarito
 
2.3 Pedagogia histórico-crítica
Ao analisar os editais dos últimos concursos, percebemos que é comum
cobrarem a teoria histórico-crítica descolada das tendências pedagógicas,
por isso, vamos abrir uma sessão específica para esse conteúdo.
Mas o que traz tal teoria? Como ela se apresenta no cotidiano das salas de
aula? Vamos, agora, entender um pouco mais sobre essa perspectiva teórica
(cuidado para não confundi-la com a tendência crítico-social dos conteúdos,
pois elas têm muito em comum).
A teoria histórico-crítica fundamenta-se no materialismo histórico
dialético, que tem em Marx seu principal teórico. Nessa perspectiva, dito de
forma bem simplista, a realidade é compreendida a partir dos contextos
político, social, econômico e cultural. O trabalho, ou a produção, é central
para a compreensão dos fenômenos sociais. O método dialético pode ser
representado da seguinte forma:
 
 
A teoria histórico-crítica vem sendo citada nos últimos 20 anos como a
possibilidade de se resgatar a importância da escola. Saviani (2013) afirma
que essa corrente firma-se a partir de 1979. Para Gasparin e Petenucci (S/D),
ela é um marco no desenvolvimento do pensamento educacional brasileiro,
pois traz a perspectiva de uma prática pedagógica comprometida com a
aprendizagem, a promoção do desenvolvimento das capacidades
psíquicas dos seres humanas e o rompimento com a alienação.
 
 
 
Saviani (2013) evidenciou o porquê dessa nomenclatura:
Histórico: porque nessa perspectiva a educação interfere na sociedade,
podendo contribuir para a sua transformação.
Crítica: pela clareza que se tem de que a sociedade interfere na educação.
É importante destacar que essa pedagogia visa resgatar a importância da
escola e o trabalho com o conhecimento sistematizado, próprio dessa
instituição.
A pedagogia histórico-crítica traz um formato de trabalho baseado no
método dialético, cujo objetivo é o desenvolvimento do aluno:
 
Vantagens do método de ensino:
• Estimular a atividade e iniciativa do professor;
• Favorecer o diálogo dos alunos;
• Favorecer o diálogo com a cultura acumulada historicamente;
• Levar em conta os interesses dos alunos, os ritmos de aprendizagem e o
desenvolvimento psicológico;
• Sistematização lógica dos conhecimentos.
 
 
2.3.1 Filosofia da teoria histórico-crítica
Como dito anteriormente, o materialismo histórico dialético é a base da
teoria histórico-crítica, é considerado a base filosófica dessa pedagogia. Para
Gasparin (2005), seus principais fundamentos são:
• a interpretação da realidade;
• a visão de mundo;
• a práxis (prática articulada com a realidade);
• a materialidade (organização dos homens em sociedade para a produção
da vida);
• concreticidade (caráter histórico sobre a organização que os homens
constroem através de sua história);
• o princípio básico da dialética é a contradição: tese, antítese, síntese;
• a atuação do professor deve ir no sentido da prática-teoria-prática.
 
 
Parte do pressuposto de que a existência social dos homens é que gera o
conhecimento. Para Gasparin (2005), o conhecimento é um fato histórico e 
social e ele está sujeito a continuidades, rupturas, reelaborações,
reincorporações, permanências e avanços.
Gasparin (2005) apresenta cinco passos que formam a didática na Teoria
Histórico-Crítica:
1. Prática social inicial: nível de desenvolvimento atual do educando.
Prática social inicial dos conteúdos que parte dos conhecimentos prévios dos
alunos e do professor. Desenvolve-se em dois momentos: anúncio dos
conteúdos e dos objetivos e investigação sobre o que os alunos sabem sobre o
conteúdo, por meio de diálogos, desafiando-os para o que irão aprender.
 
2. Problematização: explicação dos principais problemas postos pela
prática social relacionados ao conteúdo. Desenvolve-se em dois passos:
• breve discussão sobre os problemas e sua relação com o conteúdo
científico;
• transformação do conhecimento em questões problematizadoras, levando
em conta as dimensões científica, conceitual, cultural, histórica, social,
política, ética, econômica, religiosa etc., conforme os aspectos sobre os
quais se deseja abordar o tema, considerando-o sob múltiplos olhares.
 
3. Instrumentalização: expressa-se no trabalho do professor e dos
alunos.Apresentação do conhecimento científico formal, abstrato, pelo
professor aos alunos. Momento em que os educandos realizam comparação
mental com a vivência cotidiana que possuem sobre o assunto a fim de se
apropriarem do novo conhecimento. Utilização de recursos para mediação
pedagógica.
4. Catarse: é a compreensão do que foi estudado elaborando uma nova
forma de compreender a realidade. Conforme Gasparin (2005), ela se realiza:
• por meio da nova síntese mental a que o educando chegou;
• esta síntese se expressa por meio de uma avaliação oral ou escrita, formal
ou informal, na qual o educando traduz tudo o que aprendeu até aquele
momento.
 
5. Prática social final: novo nível de desenvolvimento atual do educando.
Consiste em assumir uma nova proposta de ação a partir do que foi
aprendido. Conforme Gasparin (2005), este passo se manifesta:
• pela nova postura prática, pelas novas atitudes, novas disposições que se
expressam nas intenções de como o aluno levará à prática, fora da sala de
aula, os novos conhecimentos científicos;
• pelo compromisso e pelas ações que o educando se dispõe a executar em
seu cotidiano, pondo em efetivo exercício social o novo conteúdo
científico adquirido.
 
Nessa didática, o professor parte da prática, ascende à teoria e volta à
prática novamente, mas não como a prática inicial e, sim, como práxis.
A avaliação tem como foco mostrar o crescimento do aluno, tendo como
critério a aquisição do conhecimento científico com vistas à transformação
social. É importante saber que o ponto inicial para essa avaliação é o
conhecimento que o aluno traz sobre o assunto, comparado ao conhecimento
científico que ele adquiriu.
Preencha o quadro-resumo do capítulo.
 
 
Conceitos
consolidados
Conceitos em processo de consolidação (devo me apropriar
melhor)
Termos
importantes
 
 
 
 
 
 
 
Meta de acertos: Total de questões certas: Porcentagem de acertos:
Conteúdos que preciso rever:
 
 
 
 
 
 
 
1. (Consuplan/Prefeitura de Ipueiras/2013) A perspectiva histórico-cultural
da aprendizagem considera a avaliação como fonte de informação para
novos procedimentos a serem tomados a cada instante no processo
educacional. Isso significa que:
a) a avaliação deve ocorrer para decidir quanto a aprovação ou reprovação
do aluno, no final do período letivo.
b) a ação de avaliar deve ser sempre classificatória.
c) a ação de avaliar deve ser sempre diagnóstica e processual.
d) a avaliação deve ser somente quantitativa.
 
2. (Funiversa/Sesi-DF/Professor de 1º ao 5º ano/2010) Os teóricos da
pedagogia histórico-crítica afirmam que a dialética é a essência dessa
proposta didática. Acerca desse tema, assinale a alternativa correta.
a) Nessa concepção didática, há um entendimento idealista da dialética, que
se resume no ato de transformar as questões sociais em diálogo, no qual
todos têm espaço para expor suas ideias, sem haver uma reordenação
teórica destas.
b) Não é possível a emancipação do sujeito sem que ele se aproprie de
conhecimentos historicamente construídos e sistematizados socialmente,
tendo como ponto de partida e de chegada a prática social vivida pelo
educando, respeitando as três fases do método dialético – prática, teoria,
prática.
c) A ideia de práxis, defendida pelos marxistas, não se aplica aqui pelo fato
de transformar a educação em um ato político. Essa concepção está mais
preocupada com as questões histórico-críticas que com as políticas.
d) Essa concepção defende a emancipação do educando por meio da
retrospectivahistórico-crítica. Por isso, tem como fundamento psicológico
as teorias da aprendizagem focadas no estímulo e na resposta.
e) A emancipação do sujeito ocorre de diferentes formas: a educação é um
importante instrumento; mas, sem ela, é possível se apropriar dos
conhecimentos historicamente construídos e socialmente sistematizados.
 
3. (Funiversa/Sesi-DF/Professor de 1º ao 5º ano/2010) De acordo com os
teóricos da pedagogia histórico-crítica, é possível realizar um trabalho
pedagógico significativo para o aluno, por meio de uma metodologia de
trabalho que venha ao encontro de seus interesses, confrontando-os com a
realidade em que vivem. A respeito desse assunto, assinale a alternativa
incorreta.
a) Uma proposta de trabalho crítico e transformador da realidade vivida
pelo aluno, que aponte caminhos e ações didático-pedagógicas de
mediação entre aluno e objeto de conhecimento, pode tornar as aulas mais
interessantes e significativas para os alunos.
b) É necessário que cada educador realize uma avaliação de sua prática
docente, visando atender às necessidades de transformação social por
meio de uma prática educativa significativa.
c) Além das ferramentas convencionais de mediação utilizadas em sala de
aula, os educadores precisam lançar mão das novas tecnologias, que os
auxiliam no processo de ensino e de mediação da aprendizagem dos
conteúdos escolares.
d) O confronto com a realidade dá-se por meio da tomada de consciência
de suas limitações. O melhor instrumento do professor para tornar isso
significativo para o aluno é a avaliação somativa.
e) O compromisso da escola e dos educadores, nesse momento, é ensinar
de forma significativa, lançando mão de metodologias que instiguem o
aluno para a aprendizagem, tendo a certeza de que estes farão um novo
uso social dos conteúdos científicos aprendidos na escola para a
transformação da sociedade.
 
4. (Funiversa/Sesi-DF/Professor de 1º ao 5º ano/2010) A didática, na
perspectiva sociohistórica, tem a prática social como ponto de partida de
todo o processo pedagógico. A esse respeito, assinale a alternativa correta.
a) A prática social imediata do aluno não é tema relevante para o professor.
b) A relação do conteúdo com a vivência dos alunos está ausente no
cotidiano dessa prática pedagógica.
c) A preparação do aluno ocorre por meio de uma mobilização para a
construção do conhecimento escolar, partindo-se do princípio de que ele
nada conhece.
d) O conteúdo a ser desenvolvido deve estar vinculado à realidade, uma vez
que é socialmente necessário.
e) Devem ser trazidos para a sala de aula apenas as vivências e as
experiências que o educador tem sobre o conteúdo a ser trabalhado.
 
5. (Funiversa/Sesi-DF/Professor de 1º ao 5º ano/2010) A problematização é
um dos elementos essenciais da didática na perspectiva sociohistórica. É o
momento no qual ocorre a discussão de questões inerentes ao conteúdo
proposto. A respeito da problematização, assinale a alternativa correta.
a) É o momento de superação da teoria sobre a prática social dos
indivíduos.
b) Um conteúdo problematizado deverá mostrar-se exclusivamente nas
dimensões histórica, social e política.
c) É o espaço para desligar a vivência do conteúdo, percebida no momento
da prática social do conteúdo em sua teoria.
d) O processo de investigação para solucionar as questões em estudo nega a
aprendizagem significativa.
e) É momento no qual se aproximam conhecimentos espontâneos dos
conhecimentos científicos.
 
6. (Funiversa/Sesi-DF/Professor de 1º ao 5º ano/2010) De acordo com a
didática de ensino, na perspectiva sociohistórica, entende-se por
instrumentalização o(a):
a) momento em que a criança é capaz de realizar sozinha o processo de
aprendizagem. Dessa maneira, o nível de desenvolvimento de uma criança
resulta daquilo que ela consegue realizar sem a ajuda dos outros.
b) etapa na qual o professor deve desenvolver o conteúdo, de modo
sistematizado, buscando equacionar, conceitualmente, os problemas
levantados na etapa anterior.
c) processo no qual se parte do conhecimento complexo e abrangente a que
se tem chegado para um conhecimento mais ampliado (sincrético).
d) momento em que o educando vai se apropriar de instrumentos culturais e
científicos necessários para transformar sua vida, pois ela não traz
nenhum conhecimento aproveitável.
e) etapa final na qual o docente modifica o discente, por meio da
transferência dos conhecimentos científicos.
 
7. (Fafipa/Professor/2014) Conforme Gasparin, o planejamento é sempre um
projeto, isto é, lança-se para frente e constitui-se na previsão de todo o
processo didático-pedagógico que será desenvolvido pelo docente e pelos
discentes. São itens do plano de aula na perspectiva da Pedagogia
Histórico-Crítica, exceto:
a) instrumentalização.
b) catarse.
c) problematização.
d) assimilação.
 
8. (Fafipa/Pref. Jardim Alegre-PR/Professor/2012) Gasparin apresenta, no
seu livro Uma didática para a pedagogia histórico-crítica, cinco passos
para 
efetivar uma prática docente na perspectiva histórico-crítica. Assinale a
ordem correta dos cinco passos:
a) Prática Social Inicial – Problematização – Instrumentalização – Catarse
– Prática Social Final.
b) Prática Social Inicial – Instrumentalização – Catarse – Problematização -
Prática Social Final.
c) Prática Social Inicial – Problematização – Catarse – Instrumentalização
– Prática Social Final.
d) Prática Social Inicial – Instrumentalização – Problematização – Catarse
– Prática Social Final.
e) Prática Social Inicial – Catarse – Problematização – Instrumentalização
– Prática Social Final.
 
Gabarito
ESPAÇO DO ALUNO
 
 
 
 
 
Capítulo 3
DIDÁTICA E PRÁTICA HISTÓRICO-
SOCIAL E FORMAÇÃO DE
PROFESSORES
 
Vamos começar verificando o que você sabe sobre o tema deste capítulo.
 
 
O que é
didática?
Qual a importância da didática na formação dos
professores?
Quais as principais visões sobre
didática?
 
 
 
 
 
 
 
3.1 A didática e a prática histórico-social
A didática, como todos os elementos ligados à educação está diretamente
relacionada ao momento histórico. Em cada período, as questões sociais, o
entendimento de homem e de educação interferem diretamente em como
pensamos a didática.
Para Libâneo (2002), a didática estuda o processo de ensino em seu
conjunto, relacionando as relações entre objetivos, conteúdos, métodos e
formas organizativas da aula com vistas à criação de condições para
aprendizagem dos alunos. É a disciplina que auxilia o professor na direção e
orientação das tarefas do ensino e aprendizagem, não perdendo de vista o
para quê educar, uma vez que vivemos numa sociedade formada por
diferentes grupos com visões e objetivos distintos.
Assim,
 
a Didática trata dos objetivos, condições e meios de realização do processo de ensino,
ligando meios pedagógico-didáticos a objetivos sociopolíticos. Não há técnica
pedagógica sem uma concepção de homem e de sociedade, como não há concepção de
homem e sociedade sem uma competência técnica para realizá-la educacionalmente.
(LIBÂNEO, 2002)
 
Nessa perspectiva, o planejamento do ensino deve começar com
propósitos claros sobre as finalidades do ensino na preparação dos alunos
para a vida social: que objetivos mais amplos queremos atingir com o nosso
trabalho, qual o significado social das matéria que ensinamos, o que
pretendemos fazer para que nossos alunos reais e concretos possam tirar
proveito da escola etc. As finalidades ou objetivos gerais que o professor
deseja atingir vão orientar a seleção e a organização de conteúdos e métodos
e das atividades propostas aos alunos.
Pontos importantes para conceituar didática, conforme Libâneo (2002)
1. A didática é um ramo da ciência pedagógica. Por essa razão, a didática está voltada, intencionalmente
para a formação do aluno em função de finalidades educativas.
2. A didática tem como objeto de estudo o processo de ensino e aprendizagem, especificamente os nexos 
relações entre o ato de ensinar e o ato de aprender.
3. A didática aborda o ensino como atividade demediação para promover o encontro formativo, educativo
entre o aluno e a matéria de ensino, explicitando o vínculo entre teoria do ensino e teoria d
conhecimento.
 
 
Em resumo, o campo da didática é o ensino, isto é, investigar os nexos
entre ensino e aprendizagem para propor princípios, formas, diretrizes que
são comuns e fundamentais ao ensino de todas as matérias.
 
3.1.1 Dimensões do processo didático na educação
básica: ensinar, aprender e avaliar
De acordo com Pimenta (2001), a Didática tem caráter prático e seu objeto
de estudo específico é a problemática do ensino, como prática de educação,
bem como o estudo do ensino em situação, ou seja, o ensino e sua
intencionalidade. A Didática deve estudar a aula como um microcosmo social
em que estão presentes as contradições sociais. Assim, seu objeto de estudo
vai além de conhecer a estrutura e o funcionamento dos processos que já
existem; deve estudar as possibilidades.
Libâneo (2002) traz as seguintes questões que se constituem o núcleo forte
da didática:
• para quê ensinar?
• o quê ensinar?
• quem ensina?
• quem aprende?
• como se ensina?
• em que condições se ensina?
 
A relação e a articulação entre essas questões modificam-se de acordo com
as concepções conhecidas. Ora a dimensão normativa converte-se em
prescrições apriorísticas para a prática, ora privilegia-se a prática. Ora a
referência predominante é o ensino ora a aprendizagem.
Tais questionamentos também definem os elementos constitutivos ou as
categorias da Didática:
• “Instrução diz respeito à formação intelectual, formação e desenvolvimento das capacidade
cognoscitivas mediante o domínio de certo nível de conhecimentos sistematizados”.
• Ensino “ações, meios e condições para que a instrução ocorra”.
• Os objetivos, “antecipam resultados e processos esperados do trabalho conjunto do professor e dos alunos
expressando conhecimentos, habilidades e hábitos (conteúdos) a serem assimilados (...)”.
• Conteúdos “retratam a experiência social da humanidade no que se refere a conhecimentos e modos d
ação, transformando-se em instrumentos pelos quais os alunos assimilam, compreendem e enfrentam a
exigências teóricas e práticas da vida social”.
• Intencionalidade da ação docente, que envolve também os alunos. Essas dimensões entram em área
como: Filosofia, Psicologia, Sociologia, Linguística, Teoria da Comunicação e as áreas compostas como 
Psicopedagogia, a Sociolinguística etc.
• Os métodos mantêm estreita relação com objetivos e conteúdos, são meios para alcança los e também
relacionam-se com o sujeito que aprende.
(LIBÂNEO, 2002
 
Segundo Veiga (apud TARDIFF e LESARD, 2006), o ensino responde a três desafios:
1. Tratar-se de uma tarefa humana, por trabalhar com seres humanos, a respeito de seres humanos e para o
seres humanos;
2. Tarefa de considerar a dimensão afetiva, do compartilhamento e da interação;
3. Deve cumprir o papel cognitivo no momento em que permite a cada aluno construa seu conhecimento.
 
Por fim, a autora afirma que o ensino é “carregado de razão e emoção; é o espaço para a vida, para 
vivência das relações entre professores e alunos, para a ampliação da convivência socioafetiva e cultural do
alunos”.
 
 
A Didática já foi entendida como a arte de ensinar tudo a todos; disciplina
que fornece receitas sobre como ensinar e agir na sala de aula; área da
Pedagogia que ensina as técnicas para dinamizar o ensino, resolver problemas
de disciplina e desinteresse dos alunos, ou com apenas a função de ensinar a
fazer planos de aula.
Passemos a um breve histórico dessa área do conhecimento em nosso país. Preencha o quadro com a
palavras-chave.
 
 
Data Contexto Enfoque do papelda Didática
Palavra
-chave
1549 Chegada dos Jesuítas ao Brasil.
Modelo econômico: agrário-exportador-
dependente.
Educação não era um valor social
importante.
Ensino baseado no Ratio Studiorium.
Homem universal, humanista e cristão.
A educação preocupava-se com o ensino
humanista de cultura geral enciclopédico
e alheio à realidade da colônia.
Exercício da memória e o
desenvolvimento do raciocínio.
Modelo de educação tradicional
confessional.
• Pressupostos didáticos enfocavam instrumentos e regras metodológicas.
• Estudo privado.
• Repetição.
• Desafio.
• Disputa.
• Exames orais e escritos.
• Visão essencialista do homem.
1870 Expansão cafeeira. Passagem do modelo
agrário exportador para o urbano
comercial. Iluminismo.
Suprime-se o ensino religioso. Influência
positivista.
Ênfase no ensino humanístico, de cultura
geral centrado no professor.
Didática vista como um conjunto de regras, visando assegurar aos futuros
professores as orientações necessárias ao trabalho docente. A atividade docente
vista como autônoma face à política. Separação entre teoria e prática.
Década
de
1930
Modificação do modelo
socioeconômico. Crise cafeeira.
Revolução de 1930.
Manifesto dos Pioneiros.
Reforma Francisco Campos.
Concepção humanista clássica e
humanista moderna.
Predomínio do aspecto psicológico sobre
o lógico.
Valorização da criança.
Acentua-se o caráter prático-técnico do processo ensino-aprendizagem, em que
teoria e prática são justapostas.
Centros de interesse, estudo dirigido, unidades didáticas, métodos dos projetos,
fichas didáticas, contrato de ensino.
Privilégio da dimensão técnica.
Ignora-se o contexto sociopolítico-econômico.
1945-
1960
Democracia liberal com crescimento e
participação das massas.
Estado populista desenvolvimentista.
Didática inspirada no liberalismo e no pragmatismo, acentuando a
predominância da própria aquisição do conhecimento.
Voltava-se para as variáveis do processo de ensino sem considerar o contexto
político.
Pós
1964
Ditadura militar.
Modelo desenvolvimentista.
À educação cabia preparar a mão de
obra.
Neutralidade científica, inspirada nos
princípios de racionalidade, eficiência e
produtividade.
Divisão do trabalho dentro da escola.
Alternativa não psicológica. Tecnologia educacional, tendo como preocupação
básica a eficácia e a eficiência do processo de ensino.
Neutralidade científica.
Organização racional do processo de ensino.
Didática como estratégia para o alcance dos produtos previstos para o processo
ensino-aprendizagem.
O processo é que define o que os professores e alunos devem fazer, quando e
como farão.
1974 Abertura gradual do País. Discursos sociológico, filosófico e histórico secundarizando sua dimensão
técnica.
A
partir
da
década
de
1980
Elevação da inflação e do desemprego.
Educação voltada para o homem e sua
realização em sociedade.
Escola como espaço de negação de
dominação e não mero instrumento para
reproduzir a estrutura social vigente.
Trabalhar no sentido de ir além dos métodos e técnicas, procurando associar
escola-sociedade, teoria-prática, conteúdo--forma, técnico-político, ensino--
pesquisa, professor-aluno.
Ampliar a visão do professor quanto às perspectivas didático-pedagógicas mais
coerentes.
Auxilia no processo de politização do futuro professor.
Compreender a realidade em que a escola está inserida.
Observações!
Para Veiga (1991):
1. Na Pedagogia Tradicional Leiga é necessário destacar dois teóricos:
• Comênio, que escreveu o livro Didática Magna, em 1657, no qual prioriza a arte de ensinar e propõe um método para ensinar tudo a todos.
• Herbart, que inspirou a pedagogia conservadora. Ele colocava o professor como arquiteto da mente. Formulou um método de ensino qu
consiste em quatro passos: preparação e apresentação da matéria; associação; sistematização dos conhecimentos e aplicação.
2. Hoje trabalhamos na perspectiva da Didática crítica que ultrapassa os aspectos técnicos do ensino e tem como principais objetivos:
a) refletir sobre o papel sociopolítico da educação, da escola e do ensino;
b) compreender o processo de ensino em suas múltiplas determinações;
c) instrumentalizar, teórica e praticamente, o futuro professor para captar e resolver os problemas postos pela prática pedagógica;
d) redimensionar a prática pedagógica, por meio da elaboração das propostas de ensino numa perspectiva crítica daeducação.
 
Estimular a análise e a reflexão do trabalho docente, a relação entre o saber científico e o saber escolar, e assumir uma postura de transformaçã
social.
 
 
 
 
Meta de acertos: Total de questões certas: Porcentagem de acertos:
Conteúdos que preciso rever:
 
 
 
 
 
 
 
1. “A principal fragilidade ocorrida no processo didático foi tornar
independentes as dimensões ensinar e aprender. Disso resultará a divisão de
funções: ao professor cabe o ensino; ao aluno a aprendizagem. Dentro
dessa ótica dicotômica, não é possível que o processo ocorra de forma
racional. Enfatizar o processo didático sob a perspectiva relacional
significa analisar suas características a partir de quatro dimensões: ensinar,
aprender, pesquisar e avaliar”. (Texto prof. Ilma Passos Alencastro Veiga –
com adaptações).
Com referência ao texto acima e aos aspectos diversos relacionados ao
processo didático, é possível afirmar que (assinale apenas uma opção):
a) Hoje, o processo didático requer uma relação pedagógica desarticulada
pela ação professor/aluno/conhecimento.
b) No processo didático que envolve as conexões
aluno/professor/conhecimento não se exige alto grau de coerência,
permitindo a fragmentação dessa conexão.
c) O processo didático, em que se dão as relações diretas, imediatas do
ensinar, aprender, pesquisar e avaliar, existe independente da dinâmica
interna da sala de aula, bem como do lugar social.
d) O processo didático não implica vincular as relações professor e aluno.
e) A partir da leitura do texto, entende-se que o processo didático se
desenvolve mediante a ação recíproca e interdependente das dimensões
fundamentais, integram-se e são complementares.
2. “Na sociedade pós-moderna, as transformações estão acontecendo de
forma ultrarrápida em todos os setores sociais. A presença das redes
eletrônicas no processo facilitará a democratização do ensino e da
aprendizagem. Este novo ambiente nos faz pensar que a escola,
forçosamente, está exigindo novos profissionais para a educação. O perfil
vem se alterando porque a visão de mundo está mudando, ou seja, a
sociedade mudou e a escola precisa mudar e os professores precisam saber
que ser professor, hoje em dia, exige qualidades diferentes daquelas de
vinte ou trinta anos atrás”. (Abreu, Maria C. & MASETTO, M. T., O
professor universitário em aula. SP:MG Editores Associados, 1990). A
partir da leitura do texto, assinale a afirmativa incorreta.
a) Somente aqueles professores que alcançarem um alto grau de
conhecimento sobre seus conteúdos é que serão capazes de se libertarem
dos mesmos, para efetivamente, dar atenção devida para as reais
necessidade de seus alunos.
b) O professor deverá permitir que seu aluno construa e reconstrua, elabore
e reelabore seu conhecimento e, neste contexto, o uso das redes dificultará
o processo de ensino e aprendizagem.
c) O professor, usando as redes, poderá gerar e gerenciar uma grande
quantidade de informação e conhecimento, podendo trabalhar na pesquisa
e na produção de novos conhecimentos.
d) Não será o discurso do professor que garantirá autenticidade ao
conhecimento, pois o professor privilegiará as atividades de interação em
laboratórios, visitas a museus, trabalho em grupo, projetos educativos,
teatros, vídeos e redes eletrônicas.
e) É através da prática colaborativo-interativa que o professor poderá tomar
gosto pelo pesquisar e estudar, portanto, as redes eletrônicas
proporcionam essas atividades colaborativas com pares distantes em
culturas diferentes e com diferenças étnicas.
 
3. A didática, na perspectiva sociohistórica, tem a prática social como ponto
de partida de todo o processo pedagógico. A esse respeito, assinale a
alternativa correta.
a) A prática social imediata do aluno não é tema relevante para o professor.
b) A relação do conteúdo com a vivência dos alunos está ausente no
cotidiano dessa prática pedagógica.
c) A preparação do aluno ocorre por meio de uma mobilização para a
construção do conhecimento escolar, partindo-se do princípio de que ele
nada conhece.
d) O conteúdo a ser desenvolvido deve estar vinculado à realidade, uma vez
que é socialmente necessário.
e) Devem ser trazidos para a sala de aula apenas as vivências e as
experiências que o educador tem sobre o conteúdo a ser trabalhado.
 
4. Melo e Urbanetz (2008) enfatizam os elementos mais importantes da
didática: o ensino e a aprendizagem, elementos, que possuem diversas
concepções didático-pedagógicas. Sobre essa temática, julgue as opções
que seguem:
I – O ato educativo tem como característica a intencionalidade, ou seja, é uma
ação proposital que visa a um fim que depende das concepções dos atores
envolvidos.
II – O fato de se ter a intenção de ensinar, ou seja, de proporcionar, pela
educação, a formação da humanidade aos homens, distingue, em primeiro
lugar, a educação escolar de outras formas de educação espontânea, não
sistematizadas, preponderantes na maior parte da história.
III – Os elementos culturais para a humanização, a concepção de educação
visa à socialização daqueles conhecimentos mais avançados, que
significam conquistas do gênero abstrato, o que significa redemocratizar o
que há de mais avançado na cultura humana através da história.
IV – A didática trata da complexidade presente no processo de ensino, que
envolve o conhecimento desde a psicanálise do desenvolvimento da
criança, passando pelas determinações sociais (conhecimento a serviço de
um objeto) e especificamente didáticas, como sequência dos conteúdos.
A quantidade de opções incorretas é:
a) 0.
b) 1.
c) 2.
d) 3.
e) 4.
 
5. É pressuposto da aprendizagem da Didática na Tendência Pedagógica
Tecnicista a ideia de que aprender é
a) modificar o desempenho comportamental, sendo o aprendizado baseado
em estímulos e respostas.
b) colocar o aluno numa situação que valorize a autoeducação, priorizando
as técnicas do estudo do meio natural e social e o método de solução de
problemas.
c) garantir ao aluno a aprendizagem receptiva do conteúdo, considerando
ainda como centro do processo a autoridade e domínio do conteúdo pelo
professor, que deve exigir participação ativa e disciplina na sala de aula.
d) um processo de construção coletiva, em que predominam a dinâmica, o
contínuo e a reconstrução das experiências docentes e discentes.
 
6. Na própria natureza humana, o homem traz consigo um sentimento de
inter-relação, de interação com o outro. No contexto da sala de aula, a
interação entre professores e alunos precisa provocar reciprocidades no
ensinar e aprender e, nesse sentido, podemos considerar que
a) os alunos não aprendem apenas com o professor, mas também por meio
da troca de conhecimento, sentimentos e emoções com os demais colegas.
b) a noção de grupo não está vinculada à de interação, mas somente ao
campo afetivo.
c) a noção de grupo não está vinculada somente à interação, mas
prioritariamente ao campo cognitivo.
d) tanto os professores quanto os alunos devem ser pensados
independentemente, desvinculados de sua história de vida para garantir
uma objetividade no processo de ensino e aprendizagem.
 
7. Na execução do trabalho didático, o docente define ações, reformula outras
em função dos objetivos propostos no planejamento e da realidade vivida.
Nas escolas, a aula expositiva tem sido identificada, segundo a literatura da
educação, como uma das formas mais usada na transmissão dos
conhecimentos. A literatura evidencia que, na educação brasileira, a sua
utilização em sala de aula aparece desde o plano pedagógico dos jesuítas,
marco inicial do ideário pedagógico nacional, até nos mais recentes livros
de Didática. A aula expositiva, sendo bem utilizada numa perspectiva
crítica da 
Didática, deve
a) motivar apenas a conversação entre alunos e professores, sem haver
necessidade de relacionar as experiências discentes com o assunto a ser
estudado.
b) ter, como propósito central, a economia de tempo quando há urgência
em se apresentar um assunto, bem como ressaltar o autoritarismo e
disciplina pelo professor.c) estimular o pensamento do aluno, desde que assuma uma dimensão
dialógica no processo de ensino e aprendizagem, para estabelecer uma
relação de intercâmbio de conhecimento e experiência entre docente e
discente.
d) primar pela objetividade do processo de ensino e aprendizagem, pois,
dependendo da estruturação lógica do conteúdo pelo professor, os
questionamentos não devem ser permitidos, já que interferem na
ordenação lógica das ideias apresentadas em sala de aula.
 
8. A prática educativa, quando se apresenta com um caráter fragmentado,
expressa, na escola, sob várias formas: ações isoladas, um projeto
pedagógico desarticulado, dentre outras práticas. É possível ainda
identificar esse caráter fragmentário nas
a) ações compartilhadas na escola, bem como quando existe um projeto
pessoal relacionado a um projeto coletivo das ações educativas.
b) diversas atividades e contribuições das disciplinas e do trabalho docente
quando acontecem por justaposição, sem conseguir convergir e se
articular em razão da unicidade do fim.
c) ações intencionais identificadas com os interesses de todos os que fazem
a escola e onde há possibilidade do rompimento da fragmentação da ação
educativa.
d) diversas contribuições entre as disciplinas para facilitar o diálogo sobre o
conhecimento, superando a fragmentação de práticas isoladas.
 
9. A Didática, numa concepção tradicional de ensino, delega ao ato de
ensinar do professor a mera transmissão de conhecimentos e a realização de
exercícios repetitivos sob uma lógica formal e objetiva. Nesse sentido,
alunos e professores assumem posições variadas em que
a) professores e alunos são sujeitos passivos no processo de ensino e
aprendizagem, pois, mesmo quando ambos assumem uma atividade, esta
é muito limitada na sistematização dos conhecimentos e as técnicas de
ensino passam então a ser o centro do processo de aprendizagem.
b) o aluno é sujeito central do processo de ensino e aprendizagem, embora
seja o professor a autoridade do saber em sala de aula.
c) o sujeito do processo é o professor e o aluno assume a postura de
passividade diante do processo de ensino e aprendizagem.
d) professores e alunos assumem posições e obrigações conjuntas na
condução do processo de ensino e aprendizagem.
 
10. A condução do processo de ensino e aprendizagem requer do professor o
domínio do conteúdo, bem como o conhecimento de princípios, diretrizes e
procedimentos de ensino. Por isso, é fundamental que o professor conheça
as finalidades dos métodos de ensino empregados no contexto escolar e
saiba relacionar as suas opções a uma situação concreta. Torna-se relevante
que o docente, ao utilizar determinados métodos de ensino, entenda que
a) eles limitam-se aos procedimentos de ensino.
b) eles estão vinculados aos objetivos gerais e específicos da escola e que
dependem de uma concepção metodológica mais ampla do processo
educativo.
c) eles não dependem de uma concepção metodológica mais ampla do
processo educativo, e sim da visão de mundo do professor.
d) somente os interesses e necessidades do aluno devem determinar o tipo
de método de ensino a ser empregado pelo professor em sala de aula, pois
isso é garantia de sucesso do processo de ensino e aprendizagem.
 
11. A Didática possui várias dimensões que exige tratamento de
reciprocidades. Dentre elas, destacam-se as dimensões
a) técnica, pedagógica, política e humana.
b) microestrutural e política.
c) instrumentalista, pedagógica e crítica.
d) técnica, pedagógica, libertadora e humana.
 
12. Segundo os estudos atuais em educação, a pesquisa tem o seu fundamento
indispensável na formação docente, pois é necessário formar professores-
pesquisadores que aprendam a buscar conhecimentos, reflitam sobre a sua
práxis pedagógica num movimento dialético e construam sua própria visão
de mundo como sujeitos históricos. Nesse sentido, a pesquisa no ensino
deve
a) priorizar o estereótipo do cientista isolado e solitário em sua mesa ou
laboratório, mesmo que seja para estimular a atualização do conhecimento
pelo professor.
b) possibilitar ao professor estar sempre aberto ao novo, buscar
conhecimento, mesmo sabendo que o saber é algo que já foi construído e
está pronto e acabado.
c) estimular a atualização e aperfeiçoamentos permanentes do professor,
contribuindo para a assunção das identidades, a socialização de
descobertas e do espírito criativo.
d) consumar-se como uma prática cotidiana do professor para melhorar a
sua competência profissional e aprender a buscar o conhecimento com
vistas à objetividade e a fragmentação do trabalho pedagógico.
13. A pesquisa, na formação docente, contribui significativamente para a
compreensão de que
a) o profissional da educação deve buscar a pesquisa porque ela contribui
para o questionamento reconstrutivo da realidade, evidenciando, nesse
processo, que o aluno é objeto de ensino e somente o professor é sujeito
do processo.
b) o profissional da educação seja pesquisador e perceba a pesquisa como
um princípio científico e educativo. Ela deve ser considerada como
atitude cotidiana por docentes e discente relacionada à realidade concreta.
c) educação e pesquisa primam pela dicotomia entre teoria e prática por
uma questão de manter a especificidade de cada uma na formação
docente.
d) educação e pesquisa caminham juntas, embora a pesquisa exclua sempre
a percepção emancipatória do sujeito.
 
14. A concepção tecnológica da Didática como ciência aplicada ao ensino de
forma eficiente para resolver os problemas da prática educativa tem sido
colocada em discussão nos últimos anos no sentido de negar que a Didática
deva limitar-se a uma concepção positivista e meramente instrumental.
Vários enfoques teóricos têm enriquecido a investigação didática nas
últimas décadas, dentre os quais,
a) o aparecimento de novos enfoques epistemológicos e a aceitação do
paradigma positivista como o único a dar conta do conhecimento da
realidade.
b) a ruptura epistemológica e o aparecimento de novos paradigmas, bem
como a contribuição da sociologia, da antropologia e a ênfase das ciências
humanas sobre o educativo e o didático.
c) a ideia de caracterizar a Didática como teoria que trata os problemas
educacionais como meramente formais ou metodológicos.
d) algumas rupturas epistemológicas, mas o enfoque que deve predominar é
o que caracteriza a explicação científica da natureza causal e consiste em
subordinar casos particulares a leis gerais.
 
15. Estudos na área da didática enfocam a importância dos professores
refletirem sobre a sua própria prática. Denominada de professor reflexivo,
essa abordagem defende a ideia de que as transformações das práticas
docentes são efetivadas na medida em que o professor amplia
a) a sua consciência por meio da reflexão crítica.
b) o planejamento das suas atividades para uma ação reflexiva.
c) a sua consciência por meio da reflexão realizada na ação.
d) a sua capacidade de reflexão coletiva.
16. João Amós Comênio, autor da Didática Magna (1657), é considerado um
grande educador do pensamento pedagógico moderno. No que concerne às
suas concepções, é correto afirmar que ele defendeu
a) uma educação permanente, perpetuada durante toda a vida humana, em
que o ensino deveria ser unificado com a criação de um sistema
educacional articulado.
b) concepções baseadas na teoria da bondade natural do homem, em que a
educação não deveria apenas instruir e sim permitir o desenvolvimento
dos instintos e interesses naturais.
c) uma educação articulada em três momentos: infância, adolescência e
maturidade. A primeira entendida como idade da natureza, a segunda
como idade da força, da razão e dos impulsos, e à terceira denominada
idade da sabedoria e do casamento.
d) uma educação baseada no racionalismo tendo como fonte de formação o
discurso do método.
 
17. A evolução histórica da didática evidencia concepções que embasam o
ensinar e o aprender, como abordagem tradicional,
a) comportamentalista, humanista, cognitivista e sociocultural.
c) interacionista, modeladora, cognitivistae sociocultural.
b) integradora, humanista, cognitivista e sociocultural.
d) comportamentalista, modeladora, cognitivista e sociocultural.
 
18. Veiga (2006) revela, em seus estudos, que uma escola comprometida com
o atendimento das necessidades da sociedade atual requer professores
solidamente formados. Dentre as disciplinas que contribuem para essa
formação, destaca-se a Didática como teoria cujos objetos são os
fundamentos e os modos de realização do processo de ensinar. Pode-se
afirmar, então, que a Didática contribui para a formação do professor,
porque faz a mediação entre
a) as bases teórico-filosóficas e o planejamento.
b) ação avaliativa e os fins políticos da educação.
c) as bases teóricos-científicas da educação escolar e a prática docente.
d) os instrumentos avaliativos e o planejamento.
e) a prática docente e os procedimentos administrativos escolares.
 
Gabarito
3.2 Educação continuada dos profissionais da escola
A sociedade atual é marcada pelo avanço tecnológico e pela quantidade e
variedade de informações, o que demanda a busca constante de formação. O
professor, ao assumir o papel de mediador para as aprendizagens
significativas, deverá ter em vista a busca constante de conhecimento. A meta
principal dos educadores é satisfazer as necessidades específicas de
aprendizagem de cada educando, a partir de sua realidade particular,
respeitando a diversidade encontrada em sala de aula.
A docência é compreendida por Tardiff e Lessard (2005) como uma forma
particular de trabalho em que o trabalhador se dedica ao seu “objeto”, que é
justamente outro ser humano. Para esses autores:
 
(...) o trabalho docente não acontece senão através dos quadros organizacionais e dos
processos temporais dos quais não é mais que o produto ou resultado objetivo; ele possui
também sua própria dinâmica interna, que provém principalmente do fato de ser uma
atividade com finalidades e orientadas por objetivos.
 
As Diretrizes Curriculares Nacionais para a Formação Inicial e Continuada
dos Professores foram aprovadas em 2015 (Resolução nº 2, de 1º de julho de
2015); nelas, a docência é entendida como
 
(...) ação educativa e como processo pedagógico intencional e metódico, envolvendo
conhecimentos específicos, interdisciplinares e pedagógicos, conceitos, princípios e
objetivos da formação que se desenvolvem na construção e apropriação dos valores
éticos, linguísticos, estéticos e políticos do conhecimento inerentes à sólida formação
científica e cultural do ensinar/aprender, à socialização e construção de conhecimentos e
sua inovação, em diálogo constante entre diferentes visões de mundo.
 
A formação deve estimular uma perspectiva crítico-reflexiva que
possibilite o pensamento autônomo e que o professor se desenvolva nos
níveis:
• pessoal;
• profissional;
• organizacional.
Importante distinguir:
Profissionalização: refere-se às condições ideais que garantam o exercício profissional de qualidade.
Profissionalismo: refere-se ao desempenho competente e comprometido dos deveres e da
responsabilidades, que constituem a especificidade de ser professor e refere-se, ainda, ao comportament
ético e político expresso nas atitudes relacionadas à prática profissional.
Profissionalidade: está ligada à profissionalização e ao profissionalismo.
 
 
Segundo Terezinha Rios (2001), o professor deve desenvolver a sua
competência em quatro dimensões:
Dimensão Técnica: referente à ação profissional propriamente dita. A
práxis associada à autonomia consciente dos objetivos sociais da educação.
Dimensão Estética: percepção sensível da realidade. Apreensão
consciente da realidade.
Dimensão Política: diz respeito à participação na construção coletiva de
uma sociedade mais justa e que respeite os direitos à cidadania.
Dimensão Ética: orientação da ação fundamentada no respeito e na
solidariedade voltada ao bem comum.
 
Nas Diretrizes Curriculares para a Formação Continuada de Professores
(2015) acrescentam-se as dimensões coletivas, organizacionais e
profissionais.
Importante considerar o que está escrito nas Diretrizes Curriculares para a Formação Continuada d
Professores (2015):
• Necessidade de acompanhar as inovações e o desenvolvimento tecnológico.
• Respeitar o protagonismo do professor e seu espaço de reflexão.
• Fomentar o diálogo e a parceria com atores e instituições capazes de contribuir para a formação.
• A formação continuada envolve atividades formativas organizadas pelos sistemas, redes e instituições d
educação básica, incluindo desenvolvimento de projetos, inovações pedagógicas, entre outros.
 
 
3.2.1 Autores e suas principais contribuições para a
formação continuada de professores
Pedro Demo destaca as capacidades necessárias ao professor:
• Capacidade de pesquisa;
• Capacidade de elaboração própria;
• Capacidade de analisar processualmente;
• Capacidade de teorizar as práticas;
• Capacidade de atualização;
• Capacidade de trabalho interdisciplinar e
• Capacidade de manejar instrumentos eletrônicos.
 
Perrenoud traz 10 novas competências para uma nova profissão:
1. Organizar e estimular situações de aprendizagem.
2. Gerar a progressão das aprendizagens.
3. Conceber e fazer com que os dispositivos de diferenciação evoluam.
4. Envolver os alunos em suas aprendizagens e no trabalho.
5. Trabalhar em equipe.
6. Participar da gestão da escola.
7. Informar e envolver os pais.
8. Utilizar as novas tecnologias.
9. Enfrentar os deveres e os dilemas éticos da profissão.
10. Gerar sua própria formação contínua.
 
Tardiff (2005) apresenta os saberes docentes
• Saberes da formação profissional;
• Saberes disciplinares;
• Saberes curriculares, e
• Saberes experienciais.
 
3.2.2 A didática na formação dos professores
Para Libâneo (1994), a formação dos professores possui duas dimensões: a
formação teórico-científica, incluindo a formação acadêmica específica nas
diversas disciplinas em que o docente irá especializar-se e a formação
técnico-prática que diz respeito à preparação específica para a docência, em
que se inclui a Didática.
A didática na formação de professores ocupa o lugar de mediação entre as
bases teórico-científicas da educação escolar e a prática docente. Ela faz a
ligação entre o quê e o como, ou seja, ela orienta a prática pedagógica do
professor a partir da formulação dos objetivos, conteúdos e tarefas da
formação cultural e científica, tendo em vista a sociedade concreta. Cabe a
ela a descrição e a explicação dos nexos, relações e ligações entre o ensino e
a aprendizagem.
3.2.3 Compromisso social e ético do professor
O primeiro compromisso social do professor com a sociedade é a
docência, cujo objetivo é preparar os estudantes na e para a cidadania e para a
inserção no mundo do trabalho. A sua tarefa é extremamente relevante, pois
parte da responsabilidade pela formação cultural e social da sociedade está
em suas mãos.
Como toda profissão, o magistério é um ato político que demanda
compromisso e competência em sua atuação.
Vamos montar um resumo do que vimos.
 
PROFISSIONALIZAÇÃO:
 
 
PROFISSIONALISMO:
 
 
PROFISSIONALIDADE:
 
 
DIMENSÕES DA COMPETÊNCIA
TÉCNICA
ESTÉTICA
POLÍTICA
ÉTICA
 
 
10 NOVAS
COMPETÊNCIAS –
PERRENOUD
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
CAPACIDADES NECESSÁRIAS AO PROFESSOR – DEMO
 
 
 
 
 
 
 
 
 
SABERES
DOCENTES –
TARDIFF
 
 
 
 
 
 
Meta de acertos: Total de questões certas: Porcentagem de acertos:
Conteúdos que preciso rever:
 
 
 
 
1. (Cespe/TJRO/2012) A respeito da formação dos profissionais da escola,
assinale a opção correta.
a) É tarefa do coordenador pedagógico da escola fiscalizar o trabalho do
professor.
b) A formação continuada caracteriza-se pelos estudos voltados para o
aperfeiçoamento profissional no exercício da profissão.
c) A formação inicial do professor é marcada pela data de sua posse na
escola.
d) A formação continuada é de total responsabilidade e domínio das
secretarias de educação.
e) Apenas os cursos oferecidos pelo Ministério da Educação têm validade
para a atualização profissional.
 
(Cespe-UnB/Unipampa/2013)Considerando os princípios éticos que
norteiam o trabalho dos profissionais da educação, julgue os itens a seguir.
2. ( ) O profissional da educação deve saber distinguir, se a ação violenta que
se manifesta por meio da agressão, no ambiente escolar, constitui meio
para a obtenção de um fim específico ou se decorre de motivos
ideológicos, como diferenças étnicas, raciais, culturais e outras, o que
caracteriza a prática de bullying.
3. ( ) As greves de servidores no setor educacional podem representar um
dilema ético para o professor, em razão de os movimentos grevistas 
interromperem o atendimento direto ao aluno, o que caracteriza um
comportamento descompromissado e, portanto, oposto ao caráter
educativo e formador da profissão.
4. ( ) Dada a natureza da profissão docente, o profissional da educação
excede, muitas vezes, o tempo de sua carga horária de trabalho, situação
que contribui, entre outras, para o desenvolvimento da síndrome de
burnout.
5. ( ) As pesquisas na área da educação têm demonstrado que mais de 50%
das mulheres que atuam como profissionais da educação no ensino
básico vivenciam conflito ético em decorrência da dificuldade de
conciliar a dedicação ao trabalho e a dedicação à família.
 
6. (Cespe/UnB/Semec-PI/2010) A Constituição Federal, no art. 206,
assegura, como princípio da educação nacional, a valorização dos
profissionais do ensino por meio de diversos elementos. Entre esses
elementos, consta o(a)
a) plano de cargos e salários, com inclusão obrigatória de gratificação de
dedicação exclusiva.
b) piso salarial nacional para professores da educação básica no valor do
salário mínimo.
c) ingresso na carreira exclusivamente por concurso público de provas e
títulos.
d) aperfeiçoamento profissional continuado, com a exigência de curso de
mestrado para professores de ensino médio.
e) reserva do período de 50% da jornada de trabalho para estudos e
planejamentos.
 
7. (Cespe-UnB/Semec-PI/2010) 2010) Assinale a opção correta acerca do
papel do professor e da prática docente.
a) Uma das possibilidades de superação da racionalidade técnica no papel
do professor é a consideração da prática docente como lugar de produção
do conhecimento.
b) O conhecimento produzido na ação e sobre a ação de ensinar se
contrapõe à perspectiva de resolução de problemas.
c) A busca de meios para alcançar os fins e resolver os problemas
produzidos pelos outros é uma ação fundamental para o professor
reflexivo.
d) Um componente irrelevante na construção de um profissional reflexivo
que trabalha com a sua prática e a relação coletiva é a experiência.
e) Como responsável pela formação intelectual, afetiva e ética dos alunos, o
professor precisa desconsiderar as relações de poder implícitas nas
decisões administrativas da escola.
8. (Consuplan/Sec. de Est. da Administração e dos Rec. Hum. Gov. do
RN/
2008) O princípio da aprendizagem reflexiva desenvolvido por Donald
Schön (2000), trata da necessidade de formar profissionais que venham a
refletir sobre a sua própria prática na expectativa de que a reflexão seja um
instrumento de desenvolvimento do pensamento e da ação. Assinale V para
as afirmativas verdadeiras e F para as falsas.
( ) O professor reflexivo pergunta criticamente, intui, imagina, investiga,
utiliza a gama de conhecimento de maneira criativa e sistêmica.
( ) O professor reflexivo utiliza-se da experiência para reconstruir
competências e concepções e agir em situações singulares, variando os
conhecimentos.
( ) O desafio para a formação profissional inclui o autoaprendizado de
quem se propõe a formar, colaborar no desenvolvimento de pessoas
autônomas capazes de pensar, de refletir, de escolher e de aprender.
( ) É no trabalho em conjunto que se constrói uma prática reflexiva
possível.
( ) É na relação de diálogo de confiança mútua entre professor e aluno que
se desenvolvem capacidades, competências e conhecimentos.
 
A sequência está correta em
a) V, V, V, F, F.
b) F, F, V, V, F.
c) V, V, V, V, V.
d) F, V, F, V, F,
e) V, V, V, V, F.
 
9. (Consulplan) A presença das redes eletrônicas no processo facilitará a
democratização do ensino e da aprendizagem. Este novo ambiente nos faz
pensar que a escola, forçosamente, está exigindo novos profissionais para a
educação. O perfil vem se alterando porque a visão de mundo está
mudando, ou seja, a sociedade mudou e a escola precisa mudar e os
professores precisam saber que ser professor, hoje em dia, exige qualidades
diferentes daquelas de vinte ou trinta anos atrás”. (Abreu, Maria C. &
MASETTO, M. T., O professor universitário em aula. SP: MG Editores
Associados, 1990).
A partir da leitura do texto, assinale a afirmativa incorreta.
a) Somente aqueles professores que alcançarem um alto grau de
conhecimento sobre seus conteúdos é que serão capazes de se libertarem
dos mesmos, para efetivamente, dar atenção devida para as reais
necessidade de seus alunos.
b) O professor deverá permitir que seu aluno construa e reconstrua, elabore
e reelabore seu conhecimento e, neste contexto, o uso das redes dificultará
o processo de ensino e aprendizagem.
c) O professor, usando as redes, poderá gerar e gerenciar uma grande
quantidade de informação e conhecimento, podendo trabalhar na pesquisa
e na produção de novos conhecimentos.
d) Não será o discurso do professor que garantirá autenticidade ao
conhecimento, pois o professor privilegiará as atividades de interação em
laboratórios, visitas a museus, trabalho em grupo, projetos educativos,
teatros, vídeos e redes eletrônicas.
e) É através da prática colaborativo-interativa que o professor poderá tomar
gosto pelo pesquisar e estudar, portanto, as redes eletrônicas
proporcionam essas atividades colaborativas com pares distantes em
culturas diferentes e com diferenças étnicas.
 
10. (Consulplan) “O mercado de trabalho é cada vez mais exigente e quem
não se enquadra acaba excluído e com dificuldade de encontrar emprego.
Os números são duros e preocupantes, mas é possível escapar da crise e
conseguir destaque investindo na formação profissional”. (Revista
Pedagógica – Ano XII nº 34, 2003). Sobre o compromisso social e ético no
mercado de trabalho do professor, julgue as afirmativas a seguir:
I – O diploma significa sucesso absoluto e definitivo na formação do docente;
é garantidor de mercado de trabalho.
II – A falta de dinheiro e tempo justifica a acomodação por parte do professor
e o isenta do seu compromisso ético-social.
III – A competência do professor vai além do domínio de conceituar recursos,
socializando-os eticamente ao contexto social em que ocorre a prática
educativa, representando o compromisso do professor com a construção da
cidadania.
É/são verdadeira(s) somente a(s) afirmativa(s):
a) I.
b) II.
c) III.
d) I, II e III.
e) Nenhuma das afirmativas é verdadeira.
11. (Consulplan) O papel do professor é de grande importância no contexto
da sala de aula atualmente, pois cabe a este assessorar os alunos em
diversos campos do conhecimento. De acordo com a concepção
sociohistórica da educação, assinale a alternativa que não apresenta uma
habilidade essencial ao exercício da profissão docente.
a) Flexibilidade, capacidade de adequar uma situação a outra, de acordo
com o contexto sócio, político, econômico e cultural.
b) Diagnóstico, capacidade de identificar e analisar as características gerais
e específicas de cada situação de aprendizagem.
c) Estilos de liderança, capacidade de escolher o estilo de liderança mais
adequado à situação.
d) Espírito de coletividade, capacidade de trabalhar com projetos coletivos
e compartilhado na escola.
e) Autoritarismo, capacidade de liderar sem permitir a intervenção daqueles
que são subalternos.
 
12. (Consulplan) A análise crítica da atual situação de formação de
professores aponta para operacionalização de movimentos de
profissionalização exigindo mudanças nas práticas e criação de sistemas de
formação. Sobre os pressupostos dos referenciais para formação de
professores de educação básica, marque a opção incorreta.
a) O desenvolvimento profissionalpermanente é necessidade intrínseca à
atuação do professor.
b) A atuação do professor tem como dimensão principal a docência e, por
isso, os sistemas de formação devem priorizar e restringir sua atuação a
essa dimensão da atuação docente.
c) O professor exerce uma atividade profissional de natureza pública, que
tem dimensão coletiva e pessoal, implicando simultaneamente autonomia
e responsabilidade.
d) A atuação do professor inclui, também, a participação no projeto
educativo e curricular da escola, a produção de conhecimento pedagógico
e a participação educacional.
e) Os projetos de desenvolvimento profissional só terão eficácia se
estiverem vinculados a condições de trabalho, avaliação, carreira e
salário.
 
13. (Consulplan) A natureza do trabalho docente é complexa, mutável,
muitas vezes, conflituosa. Marque, então, a opção que não é alternativa
para fortalecer a qualidade das relações afetivas e dos valores entre alunos
e professores:
a) Acolhimento do aluno por parte do professor.
b) Desenvolvimento da autoconfiança do aluno.
c) Favorecimento da autoimagem positiva do aluno.
d) Valorização de ações de respeito por si próprio e pelos outros por parte
dos alunos.
e) Demonstração de piedade frente à condição do aluno.
 
14. (Consulplan) Competência, segundo Perrenoud (1999), é algo que se
constrói na prática em situações de interação entre saberes de diferentes
origens, mobilizados em direção a um determinado fazer. Assim sendo,
trata-se de características de currículos formados pela noção de
competência, exceto:
a) interdisciplinaridade.
b) transposição didática.
c) contextualização.
d) conhecimento declarativo.
e) código disciplinar prévio.
 
15. (Consulplan) A construção da identidade docente envolve conceitos de
educação permanente para o fortalecimento da formação inicial. Melucci
(1996) afirma que a formação ajuda a definir o significado daquilo que os
Highlight
professores fazem e a proporcionar novos saberes. Sobre essa temática,
julgue as opções que seguem:
I – Os programas de formação continuada devem ser definidos a partir da
análise da realidade; avaliação de ações de formação anteriores e novas
demandas exigidas pelos órgãos controladores.
II – As ações de formação continuada devem incluir a observação, análise e
discussão do trabalho de outros professores, de modo a possibilitar que os
docentes (re)elaborem o que já sabem fazer.
III – Os programas de formação podem desconsiderar a utilização de recursos
de documentação, como diários do professor.
IV – O processo de formação continuada com vistas à construção da
identidade docente envolve a minimização das crenças, valores, ideias,
conhecimentos prévios e opiniões dos professores a fim de desenvolver
práticas pedagógicas mais concretas.
A quantidade de opções incorretas é:
a) 0.
b) 1.
c) 2.
d) 3.
e) 4.
 
16. (Consulplan) Day (2006) afirma que os conceitos de eu e de identidade
são utilizados muitas vezes de forma intercambiável. O (re)conhecimento
da identidade permite interpretar melhor o trabalho docente, já que o ensino
requer um envolvimento pessoal. A potencialização da identidade docente
pode ser favorecida pela:
a) submissão hierárquica.
b) manutenção do currículo fechado.
c) subjetividade racional.
d) formação permanente do professorado.
e) experiência educativa neutra.
 
Gabarito
ESPAÇO DO ALUNO
 
 
 
 
 
 
Capítulo 4
CURRÍCULO E CONSTRUÇÃO DO
CONHECIMENTO
 
Vamos falar sobre o currículo escolar e, como já vimos anteriormente, não
podemos estudar os elementos da educação sem contextualizá-los histórica e
socialmente. Antes de iniciarmos o assunto, queremos saber quais são os seus
conhecimentos sobre este tema.
O que é currículo?
 
 
 
Teoria Tradicional
 
 
 
Teoria Crítica
 
 
 
Teoria Pós-Crítica
 
 
 
 
 
Quando se fala em currículo, o primeiro entendimento deve ser o de que
ele é um documento vivo, permeado por contradições. Está situado num
momento histórico, suas concepções estão ligadas às seguintes questões:
• Que ser humano se quer construir?
• Para que tipo de sociedade?
• Que conhecimento deve ser reconhecido, validado e selecionado para as
escolas?
• Quem deve selecionar o conhecimento escolar?
As respostas a esses questionamentos são diferentes nas Teorias
Tradicional, Crítica e Pós-Crítica. Estudar as teorias do currículo implica
entendê-lo como um espaço de disputa e embates. Como afirma Silva (2009):
 
O currículo tem significados que vão muito além daqueles aos quais as teorias
tradicionais nos confinaram. O currículo é lugar, espaço, território. O currículo é relação
de poder. O currículo é trajetória, viagem, percurso. O currículo é autobiografia, nossa
vida, curriculum vitae: no currículo se forja nossa identidade. O currículo é texto,
discurso, documento. O currículo é documento de identidade.
 
Em Libâneo, Oliveira e Toschi (2012), currículo é definido como:
 
(...) um modo de seleção da cultura produzida pela sociedade, para a formação dos
alunos; é tudo o que se espera seja aprendido e ensinado na escola.
 
Para Forquin (apud LIBÂNEO, OLIVEIRA E TOSCHI, (2012), currículo
é
 
o conjunto dos conteúdos cognitivos e simbólicos (saberes, competências,
representações, tendências, valores) transmitidos (de modo explícito ou implícito) nas
práticas pedagógicas e nas situações de escolarização, isto é, tudo aquilo a que
poderíamos chamar de dimensão cognitiva e cultural da educação escolar.
 
Passaremos, a seguir, às principais teorias do currículo, seus conceitos e os
principais autores.
 
4.1 Currículo tradicional
O marco para o surgimento do currículo tradicional é o livro do americano
Bobbit, publicado em 1918, intitulado The Currriculum. De acordo com Silva
(2009), esse livro foi escrito em um momento no qual as forças econômicas,
política e culturais dos Estados Unidos buscavam moldar os objetivos e as
formas de educação de massas de acordo com suas diferentes e particulares
visões.
O modelo expresso nessa concepção é que a escola deveria funcionar
como qualquer outra empresa comercial ou industrial. Bobbit queria
transferir o modelo fabril desenvolvido por Frederick Taylor para a
administração escolar, o que denominamos taylorismo.
Para Bobbit (apud SILVA, 2009), o sistema educacional deveria especificar:
• resultados a obter;
• métodos para obtenção dos resultados de forma precisa;
• formas para mensuração que precisem o resultado.
 
Assim, poderia tornar a educação científica.
 
 
Um grande expoente dessa concepção é Tyler, para quem o currículo é
essencialmente uma questão técnica que gira em torno da definição de
metas/objetivos e de verificação de sua realização.
Segundo Silva (2009), a concepção racionalista de Tyler busca responder a
quatro questões básicas para o currículo:
1. Que objetivos educacionais a escola deve procurar atingir?
2. Que experiências educacionais podem servir para alcançar estes
objetivos?
3. Como organizar de forma eficiente as experiências educacionais?
4. Como saber se os objetivos foram alcançados?
 
• Baseado no modelo de administração científica (taylorismo).
• Prima pelo rigor, exatidão, predeterminação, previsibilidade,
racionalidade, mensurabilidade, diz-se neutro e apolítico.
• Currículo técnico-operacional.
• Preocupa-se com o “como fazer”, com o desenvolvimento e com a
organização curricular.
• É elaborado por especialistas.
• Conhecimentos lineares, hierarquizados e prescritivos.
• Professor não tem autonomia, não considera as vivências dos alunos,
diferenças culturais ou diversidades sociais.
• Currículo-produto: conteúdo e métodos, com a finalidade de alcançar
objetivos preestabelecidos.
• Avaliação apenas para aperfeiçoar o produto desenvolvido, para
harmonizar resultado e objetivos.
• O controle do currículo é feito por aqueles que o desenvolvem, sem a
participação dos professores, pais, alunos.
• Os meios estão separados dos fins.
• Padronização, diversificação, fragmentação no currículo visa à
estratificação e à seletividade social.
• O controle do comportamentopassa a ser procedimento curricular por
intermédio dos objetivos educacionais.
• Especifica níveis de desempenho aceitáveis.
• O saber traduz-se no conhecimento objetivo que será transmitido ao
aluno como exigência de um modelo de desempenho.
 
4.2 Currículo crítico
Conforme Silva (2009), a década de 1960 foi marcada por grandes
contestações e transformações. Em vários lugares do mundo surgem
movimentos de contracultura, tais como, na França, Brasil e Estados Unidos.
As teorias críticas do currículo surgem nesse cenário e trazem uma
inversão dos fundamentos das teorias tradicionais. Elas questionam o caráter
prescritivo, a pretensa neutralidade e desvinculação do currículo com a
realidade social, responsabilizam o status quo pelas desigualdades e
injustiças sociais.
São teorias da desconfiança, questionamento e transformação radical.
Nessa concepção, o importante não é
 
desenvolver técnicas de como fazer o currículo, mas desenvolver conceitos que nos
permitam compreender o que o currículo faz (SILVA, 2009).
 
• Preocupa-se com o que o currículo faz com as pessoas, que tipo de
homem e sociedade ele ajuda a construir.
• Relação currículo, cultura, poder, ideologia e conhecimento.
• A quem pertence o conhecimento? Quem o selecionou? Por que é
organizado e transmitido dessa forma? E para que grupo determinado?
Quem planeja? Com que finalidade?
• A ideologia torna-se questão relevante para a compreensão das relações
entre o ensino e o currículo.
• Currículo como formação, construção de identidades.
• Reconhece os conflitos e o currículo se coloca como campo de embates,
de disputas por modos de vida e modelo social.
• Não faz do saber um instrumento de manutenção do status quo.
• Escola como espaço de resistência e contestação.
• A escola não é um espaço totalmente determinado e as pessoas não são
espelhos passivos da economia, mas agentes ativos no processo de
produzir cultura e conhecimento.
• É identificado com a realidade, resgatando a cultura de que os alunos são
portadores.
• Tem a tarefa de resistir à reprodução.
• Há lugar para a ação humana na escola e que a sala de aula pode deixar
de ser um campo exclusivo da reprodução e abrir-se para um trabalho
crítico, esforço contínuo de ação, reflexão, de teorização sobre a prática.
• Não pode ser padronizado, mas criativo, experimental, situado,
interativo.
• Na perspectiva crítica, o currículo trabalha com a construção do
conhecimento, com a criatividade dos professores e dos alunos para
produzir conhecimento.
• Uma das dificuldades de se pôr em prática um currículo crítico está na
formação dos professores para a realização desse esforço, que exige um
trânsito permanente entre a ação e a reflexão.
• Preocupa-se com o quê, o para quê, o como, o porquê, o para quem
ensinar.
• Nenhuma teoria é neutra ou desinteressada, pois traz, implícitas, as
relações de poder. (RÊGO S/D mimeo)
Na visão crítica do currículo fala-se muito de currículo oculto, mas o que é isso?
 
O currículo oculto é constituído por todos aqueles aspectos do ambiente escolar que, sem fazer parte do currículo oficia
explícito, contribuem, de forma implícita, para aprendizagens sociais relevantes. (...) o que se aprende no currículo ocult
são fundamentalmente atitudes, comportamentos, valores e orientações [...] (SILVA, 2009)
 
 
4.3 Currículo pós-crítico
As discussões denominadas pós-críticas estão presentes no Brasil desde
1990, mas apenas nos anos 2000 foram de fato incorporadas no discurso
educacional.
Tais discussões são marcadas pela concepção do fim das utopias e
certezas, da verdade centrada na prova empírica e a busca pelos direitos às
diferenças. Conforme Lopes (2013)
 
No campo do currículo, a expressão teorias pós-críticas é utilizada para se referir a
teorias que questionam os pressupostos das teorias críticas, marcadas pelas influências do
marxismo, da Escola de Frankfurt e em alguma medida da fenomenologia, discussões em
que as conexões entre currículo, poder e ideologia são destacadas.
 
As teorias pós-críticas não significam uma evolução das teorias críticas,
mas trazem outros elementos para o debate sobre currículo, tais como gênero,
raça, etnia e gênero. Fica marcante a presença do multiculturalismo, que
discute as diferenças dentro de relações de poder no qual ser diferente está
em relação ao que se considera socialmente não diferente.
 
 
• Valorização da diversidade cultural.
• Discussão de gênero, raças, etnias, identidades, subjetividade.
• Oposição a todas as formas de homogeneização de culturas e
padronização.
• Crítica à racionalidade científica moderna, ao currículo linear.
• Valoriza o poder local, as multiculturas.
Fique atento!
 
 
Tradicionais Críticas Pós-críticas
Concepções
Aceitação, ajuste e
adaptação, ensino,
aprendizagem, avaliação,
metodologia, didática,
organização,
planejamento, eficiência,
objetivos.
Ideologia, reprodução cultural e
social, poder, classe social,
capitalismo, relações sociais de
produção, conscientização,
emancipação, libertação,
currículo oculto, resistência.
Identidade, alteridade
diferença, subjetividade
significação e discurso, saber
poder, representação, cultura
gênero, raça, etnia
sexualidade, multiculturalismo
Autores
Bobbit, Tylor, Dewey. Althusser, Bourdieu e Passeron,
Freire, Michael 
Apple, Henri Giroux, Basil
Bernstein, Bowles.
Miguel Arroyo, Tomás Tade
da Silva.
 
Em algumas provas do Cespe têm aparecido referências à teoria queer. Mas o que é isso?
Conforme Silva (2009), é uma certa radicalização do questionamento da estabilidade e da fixidez d
identidade de gênero.
O termo vem do inglês, e significa “estranho, esquisito” e também possui uma referência, pejorativa, a
homossexualismo. Foi adotado pelos grupos para polemizar as questões da sexualidade, tendo com
premissa que a identidade de gênero é construída socialmente, não sendo definida simplesmente pel
biologia; mas, por outro lado, avança, radicalizando a possibilidade do trânsito entre as fronteiras d
identidade.
Para Silva (2009), “Pensar queer significa questionar, problematizar, contestar todas as formas bem
comportadas de conhecimento e de identidade”.
 
Vamos aos mapas mentais sobre o tema.
 
 
 
 
 
4.4 Manifestação do currículo
4.4.1 Currículo formal ou oficial
É aquele prescrito como desejável por uma organização normativa;
sistema de ensino, traduzindo diretrizes curriculares, objetivos, em
disciplinas, programas, livros didáticos. Ex.: Parâmetros Curriculares
Nacionais, Diretrizes Curriculares, Orientações Curriculares dos estados e
municípios.
 
4.4.2 Currículo real
É o que acontece na sala de aula, o realizado pelos professores a partir do
projeto político-pedagógico e de seus planos. Divide-se em:
Currículo operacional: o que o observador vê quando está presente na
sala de aula.
Currículo percebido: o que o professor diz estar fazendo e o porquê dessa
ação.
Currículo experienciado: o que os alunos percebem e como reagem ao
que está sendo oferecido.
 
4.4.3 Currículo oculto
Apresenta-se como uma estrutura profunda, construído que foi
historicamente. Ao longo do tempo, as formas cotidianas de interação
tornaram-se padronizadas, constituindo-se em regularidades
comportamentais. Um conjunto de regras do senso comum que passaram a
integrar o currículo, determinando a seleção dos conteúdos a serem
transmitidos e a organização da experiência escolar. Refere-se à cultura,
símbolos.
Para Libâneo, Oliveira e Toschi (2012), é necessário considerar alguns pontos ao planejar o currículo:
a) o currículo precisa ser democrático;
b) o currículo representa o cruzamento de culturas, constituindo-se como espaço de síntese;
c) a escola deve incluir a interculturalidade (valorização das diferentes culturas);
d) é necessário atender à comunidade, mas, também, pensar sobre valores, modos de vida e hábitos qu
precisam ser modificados para construção de um projeto civilizatório;
e) deve se relacionar com a organização espacial da cidade e o modo como as pessoas de todos o
segmentos sociais se movemnela;
f) é necessário ajudar a fortalecer a identidade pessoal, a subjetividade dos alunos;
g) deve prever tentativas de enriquecimento do currículo, por meio da interdisciplinaridade, coordenação d
disciplinas e projetos comuns.
 
 
A atual Lei nº 9.394/1996 (LDB) trata o currículo em vários artigos e
indica uma tendência crítica e pós-crítica:
• Art. 2º: das finalidades;
• Art. 3º: dos princípios;
• Art. 9º: da competência da União de coordenar uma proposta curricular;
• Art. 26: quando trata da Base Nacional Comum, da Parte Diversificada e
de temas transversais;
• Art. 26-A: do cumprimento das Leis nºs 10.639/2003 e 11.645/2008: da
obrigatoriedade do estudo da história e cultura afro-brasileira e indígena;
• Nos artigos específicos de cada etapa e modalidade da Educação Básica.
Agora, vamos montar um esquema com o que foi visto sobre currículo:
 
 
 
Meta de acertos: Total de questões certas: Porcentagem de acertos:
Conteúdos que preciso rever:
 
 
 
 
 
 
 
1. (FCC/TJ-AP/Analista Judiciário – Pedagogo/2009) O currículo como
espaço de reconhecimento de nossas identidades culturais precisa
a) organizar os conteúdos em disciplinas, com o cuidado de não fragmentar
os conhecimentos prioritários.
b) examinar como determinados conceitos foram propostos historicamente,
porque se tornaram ou não aceitos, porque permaneceram ou foram
substituídos.
c) reconhecer o desenvolvimento cognitivo das diversas faixas etárias para
poder escolher os conhecimentos necessários à formação das pessoas.
d) pesquisar metodologicamente como integrar as várias culturas existentes
num determinado grupo social.
e) selecionar imparcialmente os vários saberes existentes em cada grupo
social a fim de organizar os conteúdos necessários à emancipação
intelectual dos alunos.
 
2. (FCC/TJ-AP/Analista Judiciário – Pedagogo/2009) O currículo por
competências expressa estreita vinculação entre educação e mundo
produtivo, visando preparar o sujeito para viver em um mundo mais
competitivo, onde o desenvolvimento da “empregabilidade” torna-se vital.
O risco efetivo é de que tal perspectiva resulte no esvaziamento do espaço
do conteúdo dos diferentes saberes disciplinares e/ou científicos em favor
do saber técnico de como desenvolver a atividade, a partir da valorização
do desempenho, do resultado e da eficiência social.
A afirmação alerta para o fato de o currículo por competência
a) estar fortemente vinculado à produtividade e à técnica, em detrimento
dos saberes disciplinares e/ou científicos.
b) ser a forma mais efetiva de desenvolver uma educação crítica e integral.
c) garantir um processo permanente de construção do conhecimento e de
preparo para o mercado de trabalho.
d) ser a melhor forma de obter o máximo em termos de desempenho
profissional e eficiência social.
e) implicar em uma formação de habilidades desconectada do mundo
moderno.
 
3. (Consulplan/Pedagogo/IF-RJ/2010) “Currículo é um termo muitas vezes
utilizado para se referir a programas de conteúdos de cada disciplina.”
(PCN – Introdução). Mas, currículo pode significar também:
a) discussões e reelaborações de conteúdo.
b) diferentes contextos da Pedagogia.
c) expressão de princípios e metas do projeto educativo.
d) flexibilidade de conteúdo.
e) organização da matéria de estudo.
 
4. (Fepese/MPE-SC/Analista em Pedagogia/2014) Segundo o documento
orientador Indagações sobre currículo: currículo, conhecimento e cultura
(Brasília: Ministério da Educação, Secretaria de Educação Básica, 2007), o
currículo é compreendido como:
1. As experiências escolares que se desdobram em torno do conhecimento,
em meio a relações sociais, e que contribuem para a construção das
identidades de nossos/as estudantes.
2. Exclusivamente os conteúdos ensinados e aprendidos no espaço escolar.
3. Apenas os conteúdos presentes nos livros didáticos utilizados nas
escolas.
4. O conjunto de esforços pedagógicos desenvolvidos com intenções
educativas.
Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.
a) É correta apenas a afirmativa 4.
b) São corretas apenas as afirmativas 1 e 4.
c) São corretas apenas as afirmativas 2 e 3.
d) São corretas apenas as afirmativas 1, 3 e 4.
e) São corretas apenas as afirmativas 2, 3 e 4.
 
5. (Fepese/MPE-SC/Analista em Pedagogia/2014) Sobre a relação
currículo e conhecimento, é correto afirmar:
1. O currículo é um campo em que se tenta impor tanto a definição
particular de cultura de um dado grupo quanto o conteúdo dessa cultura.
2. O currículo é um território em que se travam ferozes competições em
torno dos significados.
3. O papel do educador no processo curricular é fundamental. Ele é um dos
grandes artífices da construção dos currículos que se materializam nas
escolas e nas salas de aula.
4. Todo currículo é neutro, isto é, independe de questões externas à escola.
Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.
a) É correta apenas a afirmativa 2.
b) É correta apenas a afirmativa 4.
c) São corretas apenas as afirmativas 2 e 3.
d) São corretas apenas as afirmativas 3 e 4.
e) São corretas apenas as afirmativas 1, 2 e 3.
 
6. (FCC/MPE-AM/Agente Técnico – Pedagogo/2013) Nos modelos
tradicionais de currículo, o conhecimento existente é tomado como dado,
como inquestionável (...). Como consequência, os modelos técnicos de
currículo limitam-se à questão do “como” organizar o currículo. No
entanto, na perspectiva de 
teóricos críticos, como Michael Apple, é importante que o educador faça
alguns questionamentos ao elaborar uma proposta curricular, como por
exemplo:
I – Por que esses conhecimentos e não outros?
II – Por que esse conhecimento é considerado importante e não outros?
III – Quais interesses guiaram a seleção desse conhecimento particular?
IV – Devemos incorporar e/ou problematizar conhecimentos das classes
menos favorecidas, mesmo sendo estes conhecimentos do senso comum?
 
Está correto o que consta em
a) I e IV, apenas.
b) II e III, apenas.
c) I, II e III, apenas.
d) II, III e IV, apenas.
e) I, II, III e IV.
 
7. (FCC/MPE-AM/Agente Técnico – Pedagogo/2013)
“As pessoas de baixa renda não aprendem porque são fracas das ideias”.
“A cultura das pessoas de baixa renda é pobre”. “Esta aluna não aprende
porque é fraca da cabeça”.
Nas teorias críticas do currículo, as afirmações preconceituosas acima são
exemplos de como a escola funciona como mecanismo de exclusão, pois
a) os conhecimentos trazidos pelas classes dominadas são valorizados para
o crescimento cognitivo dos alunos na escola.
b) os valores e hábitos de toda a população se completam e se entrosam na
organização curricular das escolas públicas.
c) o currículo propicia o ensino dos conteúdos necessários para a formação
geral do indivíduo cidadão.
d) o currículo da maioria das escolas está baseado na cultura dominante,
enquanto a cultura das classes dominadas têm sua cultura desvalorizada.
e) o preconceito na maioria das vezes parte da própria pessoa, na medida
em que ela percebe suas dificuldades intelectuais.
 
(Cespe/Detran-DF/Analista de Trânsito – Pedagogo/2009) Julgue os itens
a seguir à luz da concepção crítica de currículo e de construção do
conhecimento.
8. ( ) A eficiência é a diretriz que conduz todo o planejamento da organização
do trabalho pedagógico.
9. ( ) O reconhecimento da existência de um currículo oculto é primordial
para a identificação da ideologia presente no cotidiano escolar.
10. ( ) A subjetividade e o multiculturalismo são traços marcantes das teorias
baseadas nessa concepção.
11. ( ) A neutralidade dos saberes é defendida para a garantia da
cientificidade da seleção de conteúdos.
12. ( ) A análise das relações sociais de produção, na busca da emancipação e
da libertação das classes dominadas, direciona a organização curricular.
 
(AMB/DF-2016) De acordo com as Teorias Tradicionais Críticas e Pós-
críticas de Currículo, julgue os itens:
13. ( ) Ensino, planejamento e eficiência são conceitos enfatizados pela teoria
tradicional de currículo.
14. ( ) A teoria crítica põe emrelevo os conceitos de subjetividade,
multiculturalismo e identidade.
15. ( ) Os conceitos de ideologia, emancipação e reprodução cultural são
próprios da teoria pós-crítica.
16. ( ) Para Bobbitt, o currículo deveria ser organizado de acordo com os
princípios da administração científica de Taylor.
17. ( ) As dimensões de gênero, de sexualidade ou de etnia são
frequentemente trabalhadas por meio do currículo oculto.
18. ( ) Para o pós-estruturalismo, a diferença é uma característica natural e,
portanto, absoluta, e assim deve ser tratada no currículo.
19. ( ) Para alguns teóricos críticos, o importante não é saber se o
conhecimento é verdadeiro, mas as formas pelas quais os conhecimentos
são tidos como legítimos ou ilegítimos.
 
Gabarito
ESPAÇO DO ALUNO
 
 
 
 
 
 
Capítulo 5
BASES PSICOLÓGICAS DA
APRENDIZAGEM
 
Neste capítulo, vamos trabalhar os principais aspectos da Psicologia do
Desenvolvimento. Começaremos trazendo as principais teorias que têm
influenciado o processo de ensino-aprendizagem; em seguida, os princípios e
etapas do desenvolvimento e, por fim, os principais teóricos.
Para iniciar, vamos preencher o quadro com os conhecimentos que você já possui sobre esse tema.
 
 
Inatistmo/Apriorismo
 
 
 
Ambientalismo/
Empirismo
 
 
 
Behaviorismo/
Comportamentalismo
 
 
 
Interacionismo
 
 
 
Gestalt
 
 
 
Humanismo
 
 
 
 
5.1 Teorias da aprendizagem e desenvolvimento
O primeiro passo é entender que o modo como concebemos os processos
de aprendizagem e desenvolvimento estão atrelados ao momento histórico,
às questões sociais, econômicas e políticas.
Desse modo, falar sobre desenvolvimento e aprendizagem não é neutro,
traz em si concepções de homem e de mundo. Mizukami, citada por Polônia e
outros (2002), aponta que as explicações sobre esse tema se estruturam na
relação sujeito-objeto. Temos, assim, a primazia do sujeito no inatismo, a
primazia no objeto no empirismo e no interacionismo a primazia recai na
interação sujeito-objeto.
Traremos, agora, as três principais correntes que explicam o
desenvolvimento e a aprendizagem.
 
5.1.1 Inatismo/racionalismo/apriorismo
Você já ouviu que pau que nasce torto morre torto ou filho de peixe,
peixinho é? Com certeza já ouviu essas ou outras expressões similares.
 
Muitas vezes, não atentamos que essas falas trazem em si um
entendimento de aprendizagem. Nessas, por exemplo, está presente a
concepção de que o indivíduo já nasce com as suas predisposições, ou seja,
há o que podemos definir como determinismo biológico.
Essa é a principal ideia da corrente inatista que tem em Platão seu
precursor. Ele acreditava que a alma vinha antes do corpo; por isso, conhecer
é relembrar o que a pessoa já traz consigo ao nascer.
O meio tem pouca influência no desenvolvimento. Considera-se que as
pessoas já nascem com aptidões, habilidades, conceitos, qualidades.
Segundo Mizukami (1986), podemos representar a relação do indivíduo
com o objeto da seguinte maneira:
 
 
 
 
Nessa concepção, o professor deve interferir o mínimo possível, apenas
trazendo à consciência os processos internos. Essa é a base psicológica
presente na tendência pedagógica da Escola Nova.
 
5.1.2 Empirismo/ambientalismo
A abordagem empirista ou ambientalista tem em Aristóteles um grande
representante. Contrapondo-se à ideia de Platão, ele fala que mesmo as
pessoas nascendo com capacidades de aprender, elas precisam de
experiências ao longo de suas vidas. Para ele, o conhecimento é adquirido
pela experiência, que chega por meio dos sentidos.
John Locke (1632-1704) destaca que a mente humana é como uma tabula
rasa, ou uma folha em branco. Assim, as escolas deveriam instruir e o aluno
acumular informações. O professor é tido como o único detentor do
conhecimento válido. Outros representantes dessa corrente são Francis Bacon
(1561-1626) e Thomas Hobbes (1588-1679).
O esquema para entendermos a relação indivíduo-objeto nessa concepção
é:
 
 
 
 
 
No contexto educacional, essa visão está presente na escola tradicional, em
que se privilegiam as atividades que facilitam a memorização, repetição e
cópia.
 
5.1.3 Comportamentalismo ou behaviorismo
Conforme Nunes e Silveira (2009), o Comportamentalismo surgiu nos
Estados Unidos com Watson (1878-1958), no início do século XX. O termo
comportamentalismo deriva da palavra inglesa behavior, que significa
comportamento. No Brasil, essa teoria também é chamada de behaviorismo.
O principal representante é Skinner (1904-1990). Para ele, a aprendizagem
é um processo pelo qual mudamos o comportamento por meio da
apresentação de estímulo e reforços, aí teremos as respostas desejadas.
Nunes e Silveira (2009) acrescentam que Skinner definiu os reforços em
positivos e negativos. No reforço positivo, após um comportamento, um
estímulo é apresentado (elogio). No caso do reforço negativo, após um
comportamento desejado, um estímulo aversivo (ruim) será retirado.
Skinner (1995) postula algumas ideias que se tornam muito presentes na
educação:
• o comportamento é o que podemos estudar de forma objetiva;
• a personalidade é composta por comportamentos objetivos que podem
ser analisados;
• as ideias de liberdade, autonomia, dignidade e criatividade são ficções
sobre o comportamento;
• o comportamento pode ser modelado por meio de reforços positivos e
negativos. Uma relação causal entre reforço e comportamento.
 
 
 
 
O Comportamentalismo esteve muito presente no Tecnicismo. O ensino
era organizado como um arranjo de contingências de reforços. O professor
deveria selecionar métodos e técnicas com vistas à apreensão dos conteúdos.
Os reforços se apresentavam como elogios, notas, reconhecimento verbal etc.
 
5.1.4 Interacionismo
Com o interacionismo, chegamos ao caminho do meio, a primazia não
está no objeto e nem no indivíduo, mas na relação de interdependência entre
os dois. Nessa perspectiva, que tem em Vygotsky seu grande representante,
vamos entender que há a junção entre o biológico e o social.
O desenvolvimento humano é entendido como fruto da interação de
fatores biológicos com ambientais, sendo que quando citamos ambiente
referimo-nos aos espaços sociais, históricos e culturais. Nessa concepção,
podemos, então, afirmar que somos sujeitos ativos e temos a capacidade de
construir nossas características de acordo com a relação que estabelecemos
com o meio físico, social e cultural.
No interacionismo o desenvolvimento acontece por meio das relações
socioculturais. É nessa concepção que o desenvolvimento produz
aprendizagem e aprendizagem produz desenvolvimento, em um movimento
dialético.
 
 
 
A concepção interacionista está presente em todas as tendências
progressistas: Libertadora, Libertária e Crítico-Social dos Conteúdos. Nela, a
compreensão é que a educação exerce um papel fundamental no
desenvolvimento e aprendizagem. As interações ocupam lugar central em
todo o processo.
 
5.1.5 Gestalt
A teoria Gestalt surgiu na Alemanha no início do século XX. A principal
ideia é que a percepção humana apresenta um sentido de totalidade, de
conjuntos unificados. Nessa perspectiva percebemos a realidade total e não
estímulos isolados de um contexto. O termo Gestalt vem do alemão gestalten,
que significa dar uma forma significante. (NUNES E SILVEIRA, 2009)
De acordo com Gestalt, a aprendizagem representa uma estruturação do
campo da percepção para a superação de problemas. O ponto principal está
na cognição e sua capacidade de reestruturação constante e a possibilidade de
compreensão por meio de insights (NUNES E SILVEIRA, 2009).
Os principais representantes são Max Wertheimer (1880-1943), Kurt
Koffka (1886-1941); Kurt Lewin (1890-1947); e Wolfgang Köhler (1887-
1967). No Brasil há poucos textos sobre a Gestalt, os principais autores
brasileiros dessa corrente são: Nilton Campos, Anita Cabral e Antônio
Gomes Penna.
Conforme Silva et al. (2011), a aprendizagem na Gestalt se apresenta a partir dos seguintes aspectos:
1. Aprendizagem por gradação: aprende-se aos poucos.
2. Aprendizagempor diferenciação: destaca-se uma parte entre as restantes do objeto que se est
percebendo.
3. Aprendizagem por assimilação: está em continuidade com o processo de diferenciação. Constituição d
novas estruturas a partir do todo que foi destacado no processo de diferenciação.
4. Aprendizagem por redefinição – perceber um estímulo de uma forma completamente nova, de acord
com a situação total que ele se apresenta. (BARROS apud SILVA et al. 2011).
 
 
5.1.6 Humanismo
O humanismo surgiu na década de 1940 nos Estados Unidos, com Maslow,
que agregava pesquisadores que se opunham ao behaviorismo e ao
comportamentalismo.
O teórico mais famoso dessa corrente é Carl Rogers que acreditava na
autorrealização como promotora do desenvolvimento da personalidade. Para
ele, a qualidade das interações entre os professores e os alunos possibilita
melhor eficácia no processo de aprendizagem. O foco não deve ser no ensino,
mas, sim, nas condições que promovam a aprendizagem.
Para Silva et al. (2011) os principais pontos dessa teoria são:
• Acreditar no potencial dos alunos possibilita maior aprendizagem.
• Sentimento de confiança entre professores e alunos e clima de liberdade
possibilitam, entre outras coisas, falar sobre os problemas e juntos
buscarem soluções, favorecendo a aprendizagem.
• Incentivo ao aprofundamento de conhecimentos.
• Disposição para disponibilizar recursos necessários à aprendizagem.
• Flexibilidade no trabalho, propiciando a troca de experiências.
• Compartilhamento de ideias e sentimentos, professores e alunos
pertencentes ao mesmo grupo sem relações hierárquicas.
• Trabalho com autenticidade, autoavaliação e relações empáticas.
Vamos elaborar um mapa mental para recordar o que estudamos até agora.
 
 
Até aqui vimos um pouco sobre as teorias que explicam o
desenvolvimento e a aprendizagem. Agora, vamos entender como ocorre o
desenvolvimento, quais são os seus princípios e quais as etapas e, em
seguida, os principais teóricos.
 
 
5.2 Conceitos de desenvolvimento
Desenvolvimento pode ser conceituado como mudanças que ocorrem na
pessoa ao longo do tempo, de maneira ordenada e relativamente duradoura,
afetando as estruturas físicas e neurológicas, os processos de pensamento, as
emoções, as formas de interação social e muitos outros comportamentos.
Para Pikunas (1979), o desenvolvimento é um termo amplo que se refere
a todos os processos de mudança pelos quais as potencialidades de um
indivíduo se desdobram e aparecem como novas qualidades, habilidades,
traços e características correlatas.
 
5.2.1 Principais fatores que influenciam o
desenvolvimento
O desenvolvimento caracteriza-se pelo crescimento orgânico e mental. Vai
se estabelecer por meio das interações do indivíduo com o meio físico e
social.
 
Hereditariedade: carga genética que todos possuímos; estabelece o
potencial de desenvolvimento que poderá se concretizar ou não conforme as
interações com o ambiente.
Crescimento orgânico: estabilização orgânica que nos permite interagir
com o mundo.
Maturação neurofisiológica: torna possível determinados padrões de
comportamento. Por exemplo, para uma criança engatinhar ou andar, antes é
necessário segurar a cabeça.
Meio ambiente: estímulos e influências que a pessoa tem do ambiente.
 
5.2.2 Princípios do desenvolvimento
O desenvolvimento humano possui alguns princípios, mesmo cada
indivíduo apresentando suas particularidades:
 
 
5.2.3 Aspectos básicos do desenvolvimento
Físico-motor: crescimento orgânico e maturação neurofisiológica.
Intelectual: capacidades cognitivas.
Afetivo-emocional: integração das experiências vividas, estrutura
emocional.
Social: reação diante das situações sociais.
 
As teorias do desenvolvimento articulam esses aspectos, não os separando.
5.4 Principais teóricos do desenvolvimento e
aprendizagem
5.4.1 Vygotsky
Nasceu na Bielo Rússia, estudou na Universidade de Moscou, começou a
estudar Medicina, mas optou pelo Direito, formou-se também em Filosofia,
História e Letras. Em 1924 mudou o rumo de sua carreira e passou a se
dedicar à psicologia evolutiva, educação e psicopatologia.
Suas pesquisas são marcadamente fundamentadas no materialismo
histórico dialético de Karl Marx. Com a guerra fria e a tensão entre a antiga
União Soviética e os Estados Unidos sua obra demorou chegar ao Ocidente.
Para Vygotsky, todas as atividades cognitivas do indivíduo são
influenciadas por sua história social e se constituem no produto do
desenvolvimento histórico-
-cultural. Nosso desenvolvimento cognitivo é marcadamente sociohistórico.
 
Principais ideias sobre o desenvolvimento, segundo Vygotsky:
• as funções psicológicas têm um suporte biológico, pois são produtos da atividade cerebral;
• o funcionamento psicológico fundamenta-se nas relações sociais entre o indivíduo e o meio exterior, a
quais desenvolvem-se num processo histórico; (Base do Interacionismo);
• a relação homem/mundo é uma relação mediada por sistemas simbólicos.
 
 
Conforme Pulino (2005), o ser humano, nessa teoria, é um ser biológico
que se constrói e reconstrói, transformando-se historicamente, no interior da
cultura. Os principais pontos da teoria de Vygotsky são:
• O ser humano constrói-se biologicamente na história, no interior de uma
cultura e se desenvolve cultural e historicamente na sua relação com a
natureza e as outras pessoas.
• Utiliza o método dialético em que o indivíduo não é uma unidade
isolada, mas síntese de uma rede de múltiplas determinações, biológicas,
históricas, sociais, econômicas, culturais e psicológicas.
• Introduz o conceito de mediação em que a ligação do ser humano com o
mundo se dá por meio de ferramentas e signos. As ferramentas são
instrumentos materiais e os signos são instrumentos psicológicos.
• Mediação simbólica: a relação entre o homem e o meio e os outros
homens, que não se baseia diretamente em objetos, pessoas e situações
que estejam presentes, mas em signos, representações.
• Processos mentais superiores: processos cognitivos de percepção,
atenção, memória, linguagem e pensamento, utilizados de forma
consciente.
• No início dos processos de evolução e de desenvolvimento, o
pensamento e a linguagem têm percursos distintos:
– 1º linguagem pré-intelectual e inteligência pré-verbal.
– 2º linguagem racional, e constitui-se o pensamento verbal.
• Internalização: reconstrução interna de uma operação externa. Passam do
plano social (interpsicológico) para o plano individual (intrapsicológico).
 
Zona de desenvolvimento proximal ou iminente
É a distância entre o desenvolvimento real e o desenvolvimento potencial,
ou seja, é um espaço psicológico entre o que a pessoa pode realizar sozinha e
o que só pode realizar com a ajuda de uma pessoa mais experiente, o
mediador.
 
 
5.4.2 Piaget
Contemporâneo de Vygotsky, Piaget nasceu no mesmo ano, mas viveu
muito mais. Sendo assim, teve mais tempo de desenvolver sua teoria,
chamada de Epistemologia Genética. Aos 21 anos, formou-se em Biologia e
no ano seguinte doutorou-se em Ciências Naturais; aos 25 anos já havia
publicado 25 trabalhos científicos em que demonstrava que o
desenvolvimento biológico não era apenas devido a fatores hereditários, mas,
também, a interação com o ambiente, por isso é considerado interacionista.
Piaget não enfatiza as questões sociais, culturais, econômicas ou políticas, como Vygotsky faz em sua teoria
 
Conforme Pulino (2005),
 
o desenvolvimento psicológico é um processo de equilibração progressiva, uma
passagem contínua de um estado de menor equilíbrio para um estado de equilíbrio
superior.
 
Esse processo acontece por meio da assimilação e da acomodação.
Assimilação: o processo mental pelo qual uma pessoa integra um novo
dado perceptual, motor ou conceitual aos esquemas ou padrões de
comportamento já existentes.
Acomodação: consiste em criar ou transformar esquemas ou estruturas
mentais, por meio do reajuste das ações e pensamentos, com vistas ao contato
com os dados de realidade assimilados.
• Adaptação é o equilíbrio das assimilações e acomodações.• Esquemas são as estruturas mentais pelas quais os indivíduos organizam
seu meio e se adaptam. São os conceitos que construímos ao longo de
nossas vidas.
 
Para Piaget, o nosso desenvolvimento é linear e acontece por meio de
estágios.
 
1º estágio – Sensório-motor: 0 – 2 anos
• Não permanência do objeto. Para as crianças só existe o que é perceptível
aos olhos.
• Conhecimento do mundo por meio das percepções sensório-motoras. A
criança se expressa e descobre o mundo por meio de seus sentidos e pelo
movimento.
• Pensamento prático. O pensamento é a própria ação.
 
Piaget subdivide esse estágio em três etapas:
a) estágio dos reflexos, ou mecanismos hereditários;
b) estágio dos primeiros hábitos motores, das primeiras percepções
organizadas e dos primeiros sentimentos diferenciados;
c) estágio da inteligência senso-motora, ou prática, e das regulações
afetivas elementares.
 
2º estágio – Pré-Operatório: 2 – 6 anos
• A linguagem consolida-se como elemento organizador.
• Começa a representar a realidade para si mesma, pelo uso de símbolos,
incluindo imagens mentais, palavras e gestos. Desenvolvimento do
simbolismo.
• Introdução efetiva no mundo simbólico do jogo, do desenho.
Highlight
Highlight
Highlight
• Egocentrismo: criança, nessa etapa, não consegue descentrar-se de si
mesma. O único ponto de vista válido é o seu próprio.
• Animismo é a tendência de a criança conceber as coisas como vivas e
dotadas de intenção.
• Pensamento intuitivo.
• Artificialismo.
• Fase dos “porquês”.
• Animismo: atribuição de emoções e pensamentos a objetos inanimados.
• Realismo: a realidade é construída pela criança sem objetividade (se
sonhou que o lobo está no corredor, pode ter medo de sair do quarto).
• Finalismo: dado o egocentrismo da criança, as coisas têm como
finalidade a própria criança (o monte é um declive para ela poder correr).
• Artificialismo: explicação de fenômenos naturais como se fossem
produzidos pelos seres humanos (o sol foi aceso por um fósforo gigante).
• O pensamento é irreversível.
• A criança pode classificar e seriar objetos por aproximações sucessivas,
embora sem lógica de conjunto.
 
3º estágio – Operações Concretas: 6 – 11 anos
• Mudanças radicais na estrutura psíquica da criança e no seu
comportamento.
• Comportamento cooperativo.
• Pensamento operacional.
• Desenvolvimento das operações lógicas:
– reversibilidade mental (capacidade de o pensamento voltar ao ponto de
partida);
– pensamento lógico, ação sobre o real;
– operações mentais: contar, classificar, seriar, incluir classes;
– conservação da matéria sólida, líquida, peso, volume;
– conceitos de tempo e de espaço globais e de velocidade.
 
4º estágio – Operações Formais: a partir dos 11/12 anos
• Raciocínio torna-se lógico e formal, isto é, não depende de processos
empíricos, mas de relações racionais, operadas mentalmente.
• Emprega teorias e hipóteses na solução de problemas, usando várias
operações intelectuais simultaneamente.
Highlight
Highlight
• Pensamento abstrato (as operações mentais não necessitam apoiar-se no
concreto para serem formuladas).
• Operações formais, ação sobre o possível.
• Raciocínio hipotético-dedutivo (o adolescente formula hipóteses e deduz
conclusões; é capaz de resolver problemas a partir de enunciados
verbais).
• Definição de conceitos e de valores.
• Egocentrismo cognitivo, que leva o adolescente a considerar que por
meio do seu pensamento pode resolver todos os problemas e que as suas
ideias são as mais corretas.
Piaget não intencionava criar uma teoria da aprendizagem, mas compreender como o ser humano constró
seus conhecimentos.
No entanto, sua teoria contribuiu muito para a área educacional. A partir dela temos o que denominamo
teoria construtivista, na qual se entende que o ser humano constrói ativamente seu conhecimento sobre 
realidade externa e as interações são fundamentais nesse processo.
 
 
5.4.3 David Ausubel
Nascido nos Estados Unidos, filho de pais judeus, Ausubel sofreu muito
preconceito na escola. Quando se formou em Psicologia resolveu dedicar-se à
Educação, buscando as melhorias necessárias ao verdadeiro aprendizado.
A teoria da aprendizagem significativa é baseada no cognitivismo.
Ausubel propõe que os conhecimentos prévios dos alunos sejam valorizados.
A partir desses conhecimentos, é possível construir estruturas mentais
utilizando mapas conceituais.
Ele trabalha com o subsunçor, que é definido como uma estrutura
específica ao qual uma nova informação pode se integrar ao cérebro humano,
que é altamente organizado e detentor de uma hierarquia conceitual que
armazena experiências prévias do aprendiz. Cria-se, assim, pontos de
ancoragem entre o conhecimento a ser aprendido e os conhecimentos já
existentes.
Em sua visão, para que a aprendizagem significativa possa ocorrer, é
preciso haver duas condições:
• o aluno precisa estar predisposto a aprender;
• o material a ser aprendido tem que ser potencialmente significativo.
 
5.4.4 Howard Gardner
Cientista norte-americano formado na área de Psicologia e Neurologia;
revolucionou a área de estudo quando trouxe sua teoria das inteligências
múltiplas. Critica veementente o uso de testes para medir a inteligência.
Para ele, a inteligência é definida como:
 
a capacidade para resolver problemas ou elaborar produtos que sejam valorizados em um
ou mais ambientes culturais ou comunitários.
 
A inteligência é tratada por Gardner como possuindo várias facetas, as
quais a escola deverá valorizar e trabalhar. Inicialmente, definiu sete
inteligências:
Inteligência linguística: a capacidade de usar as palavras de forma
efetiva, quer oralmente, quer escrevendo.
Inteligência interpessoal: a capacidade de perceber e fazer distinções no
humor, intenções, motivações e sentimentos de outras pessoas.
Inteligência intrapessoal: o autoconhecimento e a capacidade de agir
adaptativamente com base nesse conhecimento.
Inteligência lógico-matemática: a capacidade de usar os números de
forma efetiva e de raciocinar bem.
Inteligência musical: a capacidade de perceber, discriminar, transformar e
expressar formas musicais.
Inteligência espacial: a capacidade de perceber com precisão o mundo
visuo-espacial (por exemplo, como caçador, escoteiro ou guia) e de realizar
transformações sobre essas percepções (por exemplo, como decorador de
interiores, arquiteto, artista ou inventor). Essa inteligência envolve
sensibilidade à cor, linha, forma, configuração e espaço. Inclui, também, a
capacidade de visualizar, de representar graficamente ideias visuais e de
orientar-se apropriadamente em uma matriz espacial.
Inteligência corporal-cinestésica: perícia no uso do corpo todo para
expressar ideias e sentimentos (por exemplo, como ator, mímico, atleta ou
dançarino) e facilidade no uso das mãos para produzir ou transformar coisas
(por exemplo, como artesão, escultor, mecânico ou cirurgião). Essa
inteligência inclui habilidades físicas específicas, tais como coordenação,
equilíbrio, destreza, força, flexibilidade e velocidade, assim como
capacidades proprioceptivas, táteis e hápticas.
 
Depois acrescentou mais três:
Inteligência naturalística: habilidade para interagir com outros seres e
com o ambiente, valorizando e preservando condições de sobrevivência
equilibrada e responsável dos organismos e espaços que compõem uma
comunidade.
Inteligência pictórica: habilidade de desenhar. Essa inteligência tem seu
destaque e integra a lista de Gardner devido aos estudos de Nilson José
Machado, professor da USP, quando caracterizou o desenho como uma
importante forma de comunicação e expressão. Representada pelos artistas
plásticos, desenhista, designers.
Inteligência existencial: aquela em que o homem se preocupa com o seu
“eu”. Preocupa-se com si mesmo, sua origem e seu futuro.
 
5.4.5 Henri Wallon
Nascido na França, em 1879, Wallon viveu toda sua vida em Paris, onde
morreu em 1962. Ele teve uma vida intensa, produzindo muito
intelectualmente e engajando-se em questões sociais e políticas. Sua
formação inicial foi em Medicinae Filosofia.
Wallon é o estudioso da pessoa completa, considerada em suas relações
com o meio e em seus diversos domínios. A base de sua teoria é o
materialismo histórico dialético; assim, ele entende o sujeito numa
reciprocidade de ação com o meio social no qual está inserido.
Para ele, o homem é um ser geneticamente social e propõe a psicogênese
da pessoa completa, ou seja, o estudo integrado do desenvolvimento.
 
 
Em sua teoria, alguns conceitos são destacados:
Afetividade: processos psíquicos que acompanham as manifestações
orgânicas das emoções e que evoluem junto com os processos cognitivos,
alternando-se durante o ciclo vital.
Motricidade: expressão corporal do ato mental variando dos reflexos até
movimentos coordenados pela atividade intelectual. Os movimentos são
expressões da natureza afetiva e cognitiva.
Inteligência: dimensão cognitiva do indivíduo que se estrutura por meio
da linguagem e da interação como os elementos da cultura passando por
progressivas diferenciações ao longo da vida.
Emoção: tem origem fisiológica, expressando-se visualmente no
organismo; é a expressão motora em ação, de caráter hábil e momentâneo.
Tem como características:
• Plasticidade: capacidade de impregnar no corpo efeitos visuais. Ex.:
rubor na face.
• Contagiosidade: capacidade de atingir outras pessoas com seus efeitos.
 
Conforme Wallon, o nosso desenvolvimento não é linear, mesmo ele
formulando uma teoria com estágios. Ele deixa claro que o desenvolvimento
é pontuado por conflitos endógenos e exógenos e enfatiza que os conflitos
são os propulsores da aprendizagem. Os estágios, dessa forma, alternam-se na
predominância ora cognitiva ora afetiva.
O nosso pensamento nessa perspectiva caminha do sincrético para o
sintético.
 
 
 
Estágio Impulsivo-Emocional: 0 – 1 ano
• Movimentação desordenada ocasionada por sensações de bem e mal-
estar.
• Todos os seus gestos, mímicas e vocalizações, ou seja, suas maneiras de
comunicação expressam algum tipo de emoção.
• Emoção é a principal característica.
 
Estágio Sensório-Motor e Projetivo: 1 – 3 anos
• O interesse da criança volta-se para a exploração sensória-motora do
mundo físico (sensibilidade exteroceptiva).
• As aquisições da marcha e da preensão possibilitam-lhe maior autonomia
na manipulação de objetos e na exploração de espaços.
• Desenvolvimento da função simbólica e da linguagem.
Personalismo: 3 – 6 anos
• Estágio do espelho.
• Momento fortemente exibicionista.
• Amplia as relações sociais.
 
Estágio Categorial: 6 – 11 anos
• A criança começa a perceber que existe uma diferenciação entre si e o
mundo externo; maior evidência do fator cognitivo.
• Exploração mental do mundo físico.
• Consolidação da função simbólica e a diferenciação da personalidade
adquiridos no estágio anterior possibilitam avanços na inteligência.
• Os progressos intelectuais dirigem o interesse da criança para as coisas,
para o conhecimento e conquista do mundo exterior, imprimindo às
relações com o mundo exterior preponderância do aspecto cognitivo.
 
Predominância Funcional
• Predomínio do caráter intelectual: etapas em que a ênfase está na
elaboração do real e no conhecimento do mundo físico.
• Predomínio do caráter afetivo: etapas em que a ênfase está na elaboração
do eu.
Agora você fará um mapa mental colocando os principais pontos da teoria de cada autor.
 
 
 
 
Meta de acertos: Total de questões certas: Porcentagem de acertos:
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(Cespe/Correios/2011) Com relação às teorias de desenvolvimento e
aprendizagem, julgue os itens seguintes.
1. ( ) A tese de que desenvolvimento psicológico do indivíduo independe do
ambiente social é compatível com a perspectiva histórico-cultural
desenvolvida por Vygotsky.
2. ( ) O conceito de zona de desenvolvimento proximal formulado por
Vygotsky diz respeito à necessidade intrínseca que todo adulto tem de
realizar, no lugar da criança, as tarefas que considera que ela seja incapaz
de desempenhar sozinha.
3. ( ) Segundo Jean Piaget, o desenvolvimento psíquico, que se inicia no
nascimento e se encerra na idade adulta, orienta-se essencialmente para o
equilíbrio.
4. ( ) De acordo com a epistemologia genética, o pensamento formal consiste
na capacidade de transposição das operações lógicas do plano das ideias
para o da manipulação concreta.
 
(Cespe-UnB/Unipampa/2013) A respeito das bases psicológicas da
aprendizagem, julgue os itens que se seguem.
5. ( ) De acordo com os pressupostos da psicologia genética, o
desenvolvimento cognitivo humano se apoia em dois grandes eixos: a
adaptação biológica e o intercâmbio entre sujeito e objeto.
6. ( ) As concepções de Vygotsky a respeito do desenvolvimento humano
fundamentam-se na ideia da existência de uma estrutura fixa do sistema
nervoso de um sistema cerebral fechado.
7. ( ) Segundo a abordagem behaviorista da aprendizagem, o
desenvolvimento de comportamentos geralmente se realiza mediante a
técnica de modelagem por aproximações sucessivas, que consiste no
reforço seletivo das respostas semelhantes à resposta final esperada.
8. ( ) De acordo com os princípios psicogenéticos, o ambiente social é
determinante para a formação da personalidade, interferindo, inclusive,
nas fases de desenvolvimento cognitivo.
 
9. (UnB/Cespe/Semec-PI) Assinale a opção correta acerca das teorias da
aprendizagem.
a) A obra de Jean Piaget demonstra que existe um percurso natural de
desenvolvimento de cada ser humano.
b) Para Wallon, a aprendizagem é basicamente a mudança de
comportamento por meio de reforços positivos.
c) A aprendizagem significativa e a disposição do aluno em aprender são
características fundamentais para Skinner.
d) Para David Ausubel, o processo de aprender é que gera o
desenvolvimento das estruturas mentais, o que ocorre na zona de
desenvolvimento proximal.
e) Para Vygotsky, a aprendizagem está diretamente relacionada com a
realização de experiências pelos próprios alunos.
 
(Cespe-UnB/Seplag-DF/2008) Com relação às bases psicológicas da
aprendizagem, julgue os itens.
10. ( ) Comportamentos objetivamente observáveis e condicionantes
operantes são características do behaviorismo.
11. ( ) Ausubel afirma que existem funções que ainda não amadureceram,
porém estão em maturação, e que a aprendizagem ocorre por meio da
mediação de outros sujeitos.
12. ( ) Para Piaget, a aprendizagem deve ser significativa, por meio de
organizadores prévios para o desenvolvimento de conceitos subsunçores.
13. ( ) A autenticidade é uma característica importante na teoria de Carl
Rogers, sendo que o professor deve exercer o papel de facilitador do
processo de aprendizagem.
14. ( ) Para Gardner, tanto a inteligência como a aprendizagem são
diversificadas e a presença mais evidenciada de uma inteligência não
nega a existência de outra.
15. ( ) Para Vygotsky, as capacidades humanas não são inatas, mas sim o
resultado da interação do sujeito com o meio, e o professor deve ser um
desequilibrador de estruturas.
16. (Cespe-UnB/Semec-PI/2009) Com relação à aplicação dos princípios da
teoria comportamental no processo de ensino-aprendizagem, assinale a
opção correta.
a) A aprendizagem deve ser diretamente observada, mediante a resposta
emitida pelo aluno.
b) Controlar as condições do ambiente e o aluno, para assegurar a
aprendizagem, é atribuição que excede o conjunto de atribuições dos
professores.
c) Medir a mudança de comportamento do aluno é procedimento
inadequado quando se deseja avaliar os objetivos de aprendizagem.
d) A mudança de comportamento do aluno é um aspecto que deve ser
negligenciado quando são formulados os objetivos educacionais.
 
17. (Cespe-UnB/Semec-PI/2009) Com relação à teoria de Piaget acerca do
processo de desenvolvimento e aprendizagem, assinale a opção correta.
a) O desenvolvimento cognitivo não é um processo sequencial marcado por
etapas caracterizadas por estruturas diferenciadas.
b) Ao explicar a interação construtiva da criança com o ambiente, Piaget
utilizou os conceitos de assimilação,acomodação e adaptação.
c) As estruturas mentais mantêm-se inalteradas com o passar da idade.
d) O equilíbrio progressivo entre assimilação e acomodação tende a
impedir o desenvolvimento intelectual.
 
18. (Cespe-UnB/Seduc-CE/2013) A teoria da aprendizagem que se refere à
hereditariedade do sujeito e afirma que suas características são
determinadas desde o seu nascimento, é a denominada
a) cognitivismo.
b) empirismo.
c) inatismo.
d) behaviorismo.
e) interacionismo.
 
(Cespe-UnB/Sedu-ES) Costuma-se definir aprendizagem como mudança de
comportamento. Esse termo não se aplica somente às atividades escolares,
mas é um fenômeno do dia-a-dia que ocorre desde o início da vida. Uma área
específica dentro da psicologia investiga a aprendizagem e seus processos.
Julgue os itens que se seguem, relativos às teorias da aprendizagem.
19. ( ) De acordo com a teoria piagetiana, a assimilação e a acomodação são
dois aspectos complementares do processo de construção do
conhecimento. A criança assimila um objeto e acomoda um esquema.
Assimila um objeto dentro de um esquema já dominado e acomoda um
esquema para que ele dê origem a outro.
20. ( ) Piaget apresenta quatro estágios de desenvolvimento da inteligência:
pré--operacional, de 0 a 2 anos de idade; operacional concreto, de 2 a 7
anos; operacional formal, de 7 a 11 anos; e sensório motor, de 11 anos em
diante.
21. ( ) De acordo com diversas teorias da aprendizagem, maturação é o
desenvolvimento do corpo e do sistema nervoso que prepara o animal
para dar determinadas respostas. Os comportamentos que dependem da
maturação surgem em épocas previsíveis e não requerem treinamento
específico.
22. ( ) De acordo com a teoria behaviorista, o comportamento humano
consiste em reflexos inatos ou aprendidos, por isso, para todo estímulo,
há uma resposta, e é nessa direção que o professor deve pensar as
atividades de ensino.
23. ( ) Na perspectiva sociointeracionista, a linguagem humana não é
estudada, por ser um processo de abstração e generalização que não
reflete a realidade.
24. ( ) Para Vygotsky, a maturação biológica é um fator primordial no
desenvolvimento das formas complexas de comportamento humano.
Apoia-se na ideia de que a criança contém os estágios de
desenvolvimento intelectual esperando o momento adequado para
emergir.
25. ( ) Vygotsky identifica dois níveis de desenvolvimento: um que se refere
às conquistas já efetivadas, nível de desenvolvimento real; e outro, de
desenvolvimento potencial, que se relaciona às capacidades a serem
construídas. Entre esses dois níveis, se localiza a zona de
desenvolvimento proximal.
 
Gabarito
ESPAÇO DO ALUNO
 
 
 
 
 
 
Capítulo 6
PROJETO POLÍTICO-PEDAGÓGICO:
CONCEPÇÕES, PRINCÍPIOS E EIXOS
NORTEADORES E A GESTÃO
EDUCACIONAL DECORRENTE DE
SUA CONCEPÇÃO
 
 
Chegamos, agora, ao tema projeto político-pedagógico e gestão. Esse
conteúdo sempre é cobrado nas provas. A principal referência é a professora
Ilma Passos de Alencastro Veiga.
Para iniciar o estudo, preencha o quadro.
 
 
Quais os principais conceitos em relação ao PPP? Quais os principais conceitos em relação à Gestão
 
 
 
 
 
 
 
6.1 Projeto político-pedagógico
Segundo Veiga (1998), o projeto político-pedagógico é um documento que
não se reduz ao conjunto de projetos, atividades diversas e planos de aula ou
mero cumprimento de uma tarefa burocrática. Deve apontar um rumo, uma
direção, um sentido explícito para um compromisso estabelecido
coletivamente. E, ainda, explicitar os fundamentos teóricos-metodológicos,
objetivos, tipo de organização e as formas de implementação e avaliação
da escola.
Em termos teóricos, fundamenta-se na unicidade teoria e prática
estabelecidos em parâmetros curriculares, ações conscientes e organizadas da
escola, tendo como pressuposto a reflexão coletiva que articule escola,
família, comunidade.
A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional – Lei nº 9.394/1996, prevê, em seu art. 12, inciso I, que
 
os estabelecimentos de ensino, respeitadas as normas comuns e as do seu sistema de ensino, terão a incumbência de elabora
e executar sua proposta pedagógica.
 
 
Na referida lei, teremos três termos para projeto político-pedagógico:
• No art. 12, vem como proposta pedagógica;
• no art. 13, plano de trabalho;
• no art. 14, projeto pedagógico.
 
Veiga (2000) utiliza o termo projeto político-pedagógico. Político por
estar intimamente articulado ao compromisso sociopolítico e aos interesses
reais e coletivos da população, além da formação de cidadãos. Pedagógico
por buscar as ações educativas e as características necessárias às escolas para
o cumprimento de seus propósitos e intencionalidade.
 
6.1.1 Concepções de projeto político-pedagógico
Estudos atuais na área de Educação apontam para a importância do projeto
político-pedagógico (PPP). De acordo com Veiga (2003), temos duas grandes
concepções de PPP, uma pautada na inovação regulatória ou técnica e outra
pautada na concepção de inovação emancipatória ou edificante de PPP.
 
Inovação regulatória ou técnica
Nessa concepção há a distinção entre fins e meios. Os processos de
inovação orientam-se para a padronização, uniformidade, controle
burocrático e planejamento centralizado.
O projeto político-pedagógico volta-se para a aplicação técnica do
conhecimento, pauta-se na tríade insumo/processo/produto, visando à
eficácia. Assim, torna-se um documento programático e burocrático.
Inovação emancipatória ou edificante
Essa perspectiva entende o PPP como a própria organização do trabalho
pedagógico da escola, articulando-o com a inovação e integrando o processo
de construção com o produto. Portanto, a escola deve assumir como tarefa a
reflexão sobre sua intencionalidade educativa.
A inovação emancipatória ou edificante trabalha com os processos
formativos de natureza ético-social. Para Veiga (2003), a inovação é fruto da
reflexão da realidade interna da instituição pautada no contexto social mais
amplo.
 
 
6.1.2 Princípios, eixos norteadores e autonomia do
projeto político pedagógico
A construção do projeto político-pedagógico demanda:
• Aglutinação de crenças;
• Convicções;
• Conhecimento da comunidade escolar;
• Do contexto social e científico;
• Compromisso político e pedagógico.
 
Para tanto, deve ser construído a partir de princípios que propiciem a
aglutinação de crenças e ideias. Conforme Veiga (2003), os princípios para a
elaboração do PPP são:
 
Igualdade de condições para acesso e permanência na escola, é mais que a expansão quantitativa d
vagas.
Qualidade de educação para todos, implica duas dimensões indissociáveis técnica/formal e polític
(participação).
Gestão
democrática
consagrada pela Constituição e abrange as dimensões política, administrativa e financeira
visa romper como os pressupostos neotecnicistas (separação entre concepção e execução
entre pensar e fazer, entre teoria e prática).
Liberdade associada à ideia de autonomia, liberdade para aprender, ensinar, pesquisar e divulgar a arte 
o saber direcionados para uma intencionalidade definida coletivamente.
Valorização
do
magistério
formação inicial e continuada, condições de trabalho, dedicação integral à escola, redução d
número de alunos, remuneração etc.
 
A construção do PPP exige esforço coletivo que implica:
• seleção de valores a serem consolidados;
• pressupostos teóricos e metodológicos;
• análise do contexto externo da escola.
 
Veiga (2003) aponta que é necessário considerar a autonomia da escola no
momento de construção e execução do projeto político-pedagógico. Ela
possui um sentido sociopolítico e se volta para a construção da identidade da
instituição e pode se considerar em quatro dimensões como aponta a figura
abaixo.
 
 
Principais características do projeto político-pedagógico, segundo Veiga (2000):
• movimento de luta a favor da democratização da escola;
• está voltado para inclusão;
• coletivo e integrador fruto da confiança, cooperação e negociação coletiva;
• pautado na autonomia;
• legitimidade ligada à participação;
• propiciaunidade e coerência ao processo educativo.
 
 
6.1.3 Outros olhares sobre o projeto político-
pedagógico
A discussão do projeto político-pedagógico exige uma reflexão acerca da
concepção da educação, o homem e sua relação com a sociedade e a escola.
A seguir, apresentamos um quadro conceitual sobre o PPP, a partir da visão
dos autores Ilma Passos Veiga, Celso Vasconcellos e Libâneo, que são os
mais cobrados pelas bancas.
 
Ilma Passos
Veiga
O projeto político-pedagógico é um documento que não se reduz ao conjunto de projetos
atividades diversas e planos de aula ou mero cumprimento de uma tarefa burocrática.
Deve apontar um rumo, uma direção, um sentido explícito para um compromisso estabelecid
coletivamente. E, ainda, explicitar os fundamentos teóricos-metodológicos, objetivos, tipo d
organização e as formas de implementação e avaliação da escola.
O projeto busca um rumo e uma direção. É uma ação intencional, que integra o pedagógico 
possibilidade da efetivação da intencionalidade da escola e a formação do cidadã
participativo, responsável, compromissado, crítico e criativo e o político – no sentido d
compromisso com a formação do cidadão para um tipo de sociedade.
Celso
Vasconcellos
O projeto político-pedagógico é a sistematização, nunca definitiva, de um processo d
planejamento participativo, que se aperfeiçoa e se concretiza na caminhada, que defin
claramente o tipo de ação educativa que se quer realizar. É um importante caminho para 
construção da identidade da instituição. É um instrumento teórico-metodológico para 
intervenção e mudança da realidade. É um elemento de organização e integração da atividad
prática da instituição nesse processo de transformação.
Libâneo O projeto pedagógico-curricular é a concretização do processo de planejamento. Englob
os objetivos, diretrizes, ações do processo educativo, expressando a síntese das exigência
sociais e legais do sistema de ensino e os propósitos e expectativas da comunidade escolar. É
a expressão da cultura organizacional e ainda um conjunto de princípios e práticas que reflet
e recria essa cultura, visando à intervenção e transformação da realidade.
O projeto pedagógico-curricular deve ser compreendido como instrumento e processo d
organização da escola. O projeto é um guia para a ação, prevê, dá uma direção política 
pedagógica para o trabalho escolar, formula metas, institui procedimentos e instrumentos d
ação.
Elabore um quadro-resumo.
 
 
Conceito
 
 
 
Concepções
 
 
 
Princípios
 
 
 
Dimensões da
Autonomia
 
 
 
 
 
 
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(Cespe/Analista de Correios(ECT)/Pedagogo/2012) A respeito do Projeto
Político-Pedagógico (PPP), julgue os itens a seguir.
1. ( ) O PPP caracteriza-se por ser um documento estritamente administrativo,
no qual devem estar expressos os objetivos de aprendizagem, as metas
das instituições educativas bem como os métodos pedagógicos para o
cumprimento do currículo.
2. ( ) A elaboração do PPP compete aos gestores públicos, que devem
observar não só a legislação educacional vigente, mas também as
aspirações da sociedade contemporânea, no estabelecimento das
concepções pedagógicas que fundamentarão as ações educacionais, de
cuja execução devem participar apenas os profissionais das instituições
educativas.
3. ( ) O PPP deve refletir as prioridades da instituição escolar articuladas às
ações educativas previstas, cuja intencionalidade também deve ser
explicitada nesse documento.
4. ( ) As concepções de autonomia e de gestão democrática devem ser
contempladas no PPP.
 
(Cespe/Governo do Estado do Espírito Santo/Sedu)/Pedagogo/2011)
Considerando o Planejamento de organização do trabalho escolar, julgue os
próximos itens.
5. ( ) O projeto político-pedagógico de uma escola, além de ser um
documento formal, deve explicitar o compromisso com a formação do
cidadão com base em princípios de autonomia da escola, de solidariedade
entre os agentes educativos, de estímulo à participação de todos em um
projeto comum e coletivo.
6. ( ) Em uma perspectiva transformadora, o PPP deve refletir um conjunto de
ações coordenadas entre si, buscando garantir o alcance de resultados,
previsíveis e imutáveis para atender às dificuldades, problemas e
potencialidades identificadas no cotidiano.
 
(Cespe/Governo do Estado do Amazonas/Seduc/Pedagogo/2011) No que
diz respeito à relação professor-aluno e à aprendizagem, julgue o próximo
item.
7. ( ) O projeto político-pedagógico, por se tratar de documento no qual se
apresenta a organização da escola, não influencia o trabalho pedagógico
em sala de aula nem a relação professor-aluno.
 
8. (Cespe/Prefeitura Municipal de Teresina/Sema/Pedagogo/2011) A
construção do projeto político-pedagógico na perspectiva da emancipação
parte dos princípios de igualdade, qualidade, liberdade, gestão democrática
e valorização do magistério. Em relação a esses princípios, assinale a opção
correta.
a) A igualdade pressupõe a expansão quantitativa de oferta de alunos em
detrimento da manutenção da qualidade.
b) A gestão democrática implica o repensar da estrutura de poder da escola,
visando à sua socialização.
c) A qualidade implica duas dimensões dissociáveis, a técnica e a política,
estando uma diretamente subordinada à outra.
d) A liberdade deve ser considerada como liberdade para aprender e ensinar
a arte e o saber direcionados para uma intencionalidade definida pela
direção da escola.
 
9. (Cespe-UnB/Fundac-PB/Pedagogo/2012) O processo de construção do
projeto político-pedagógico
a) esgota-se em um plano de ação único e acabado.
b) contém um conjunto de ações intencionais que objetivam ação futura.
c) não tem compromisso com os processos decisórios.
d) ignora a possibilidade de haver problemas e conflitos futuros.
 
10. (Cespe-UnB/Fundac-PB/Pedagogo/2012) Na concepção emancipatória,
o projeto político-pedagógico da escola é
a) um plano direto para a escola, com objetivos, metas e procedimentos.
b) um processo de dimensão estritamente técnica e que, por isso, não
engloba todos os atores da escola.
c) um processo normativo de controle burocrático do ato educativo.
d) uma referência à ação de todos os atores envolvidos no ato educativo.
 
11. (FGV/Companhia de Desenvolvimento Urbano do Estado da
Bahia/Pedagogo/2013) O projeto político-pedagógico, obrigatório em
todos os estabelecimentos de ensino, é um reflexo e um produto do
processo de planejamento escolar, dando visibilidade ao planejamento
participativo, fazendo com que seja, de fato, uma expressão da identidade
da escola.
Sobre o projeto político-pedagógico, assinale a afirmativa correta.
a) Tem um caráter deliberativo sobre os conteúdos curriculares que cada
disciplina deve abordar.
b) Deve restringir os deveres dos componentes do ambiente escolar, com o
objetivo de manter a ordem e criar um ambiente favorável ao ensino e à
aprendizagem.
c) Deve ser elaborado por uma equipe técnica especializada, composta
pelos gestores educacionais e especialistas com formação em nível de
pós‐graduação.
d) Deve avaliar as políticas públicas voltadas para a educação nas
diferentes esferas do poder e o debate sobre quanto do Produto Interno
Bruto (PIB) deve ser aplicado na educação.
e) Deve ser o produto de um processo que engloba o compromisso com a
realidade da escola e trazer, em sua essência, a proposta pedagógica da
escola.
 
12. (FGV/Secretaria de Estado de Educação e Qualidade de Ensino do
Estado do Amazonas – Seduc-AM/Pedagogo/2014) Leia o fragmento a
seguir:
“... não se constitui na simples produção de um documento, mas na
consolidação de um processo de ação-reflexão-ação, que exige o esforço
conjunto e a vontade política do coletivo escolar.”
Assinale a opção que indica o conceito apresentado no fragmento acima.
a) Plano de Aula.
b) Projeto Político-Pedagógico.
c) Prestação de Contas.
d) Avaliação dos Estudantes.
e) Escolha do Livro Didático.
13. (FGV/Instituto Estadual do Ambiente/Inea-RJ/2013)“O projeto
político‐pedagógico tem a ver com a organização do trabalho pedagógico
em dois níveis: como organização da escola como um todo e como
organização da sala de aula, incluindo sua relação com o contexto social
imediato, procurando preservar a visão de totalidade.” (Veiga, I. A. Projeto
Político‐Pedagógico da Escola: uma construção coletiva. 7. ed. Campinas,
SP: Papirus, 1998, p. 14).
As dimensões institucionais, políticas e pedagógicas constituem o projeto
político--pedagógico que articula as atividades culturais e sociais ao
trabalho pedagógico, apontando uma direção explícita e um compromisso
coletivo para o alcance dos propósitos e das intencionalidades da escola.
Tendo como base os trechos acima, assinale a alternativa que explicita a
dimensão pedagógica do projeto político‐pedagógico.
a) Define e organiza a maneira como o espaço e o tempo serão distribuídos
para favorecer o desenvolvimento de competências por meio de
aprendizagem significativa.
b) Define o papel social da escola, a visão de mundo, de sociedade, de
educação, de profissional e de aluno que a escola deseja construir.
c) Define o perfil, a missão, as crenças, os valores, além dos objetivos e
metas que a escola pretende alcançar.
d) Define as características socioeconômicas dos alunos, o posicionamento
teórico e apresenta a etnografia da escola.
e) Define os conteúdos, metodologias, técnicas e formas de avaliação
adotadas por cada disciplina, bem como o cronograma de aquisição de
recursos escolares e insumos para a administração da unidade escolar
durante o ano letivo.
 
14. (Consulplan/Enade/2008) A elaboração do projeto político-pedagógico é
um processo de consolidação da democracia e da autonomia da escola, com
vistas à construção de sua identidade. É uma ação intencional, com um
compromisso definido coletivamente, que reflete a realidade, busca a
superação do presente e aponta as possibilidades para o futuro.
“O projeto político-pedagógico é um documento que não se reduz à dimensão
didático-pedagógica.”
Nesse trecho, o projeto político-pedagógico se constitui como
a) instrumento legitimador das ações normativas da equipe gestora.
b) desenvolvimento de ações espontâneas da comunidade escolar.
c) definição de princípios e diretrizes que projetam o vir a ser da escola.
d) incorporação de múltiplas teorias pedagógicas, produzidas na
contemporaneidade.
e) implementação de estrutura organizacional visando à administração
interna da escola.
 
15. (Consulplan/Município de São Leopoldo-RS/Pedagogo) Para Veiga, “o
projeto político-pedagógico (PPP) dá o norte, o rumo e a direção para a
escola, possibilitando que as potencialidades sejam equacionadas,
deslegitimando as formas instituídas.”
De acordo com a autora, não está correto afirmar que o PPP:
a) apresenta uma legitimidade estreitamente ligada ao grau e ao tipo de
participação de todos os envolvidos com o processo educativo.
b) é coletivo e integrador; portanto, requer desenvolvimento de um clima
de confiança que favoreça o diálogo e o direito das pessoas de
interferirem na tomada de decisões que afetam a vida da instituição
educativa.
c) define o tipo de ação educativa a se realizar, a partir de um
posicionamento quanto às intencionalidades e leituras da realidade.
d) exclui as relações sistêmicas e diretrizes gerais das políticas públicas em
nome da autonomia e do sentido sócio político que delineia a identidade
institucional.
e) é um movimento de luta em prol da democratização da escola para uma
orientação constante à reflexão e ação da escola.
 
16. (Consulplan/Prefeitura Municipal de Itapira-SP/Pedagogo/2010) A
autonomia da escola implica em uma organização escolar que permita
repensar os processos de gestão e a construção coletiva do projeto político-
pedagógico, de modo que a escola possa traçar seu próprio caminho.
A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (Lei nº 9.394/1996)
remete à normatização da gestão democrática, garantindo dois instrumentos
fundamentais ao incremento da participação. Identifique-os nos itens
relacionados:
I – Elaboração do projeto pedagógico da escola, contando com a participação
de todos os profissionais da educação.
II – Desenvolvimento de ações que promovam a formação continuada.
III – Participação das comunidades escolar e local em conselhos escolares e
equivalentes.
IV – Implementação do processo didático visando à qualidade do ensino.
V – Elaboração do planejamento do pedagogo, demonstrando a sua
autonomia.
Estão corretas apenas as alternativas:
a) III, V.
b) I, IV.
c) III, IV.
d) I, III.
e) II, III.
 
17. (Consulplan/Prefeitura Municipal de Carangola-MG/Pedagogo/2011)
Na elaboração do projeto político-pedagógico da escola é imprescindível
considerar, exceto:
a) que a definição teórico-metodológica da escola constrói a sua identidade.
b) o engajamento e compromisso de todos.
c) o rompimento com algumas práticas obsoletas na ação educativa.
d) a disposição dos envolvidos na construção do PPP.
e) a compreensão dos participantes sobre a necessidade de sua construção.
 
18. (Consulplan/Prefeitura Municipal de Carangola-MG/Pedagogo/2011)
São algumas finalidades do projeto político-pedagógico, exceto:
a) Afirmar e confirmar o trabalho estanque de cada professor.
b) Ser um instrumento de transformação da realidade.
c) Dar um referencial de conjunto para o trabalho.
d) Ser um canal de participação efetiva.
e) Resgatar a intenção da ação educativa.
 
19. (MSConcursos/Universidade Federal do Acre – Ufac/Técnico-
Administrativo em Educação/2014) O projeto político-pedagógico
envolve três dimensões que evidenciam a sua importância. A dimensão
política é importante porque
a) considera a escola como espaço de formação de cidadãos.
b) é necessário estabelecer regras e limites.
c) deve ser envolvida nos processos educativos para fins de eleições.
d) constitui-se como dimensão específica da escola.
e) é necessária especialmente para que a escola possa receber verbas e
investimentos.
20. (MSconcursos/Universidade Federal do Acre (Ufac)/Técnico-
Administrativo em Educação/2014) Considerando o projeto político-
pedagógico como um plano de gestão que procura desenvolver os alunos a
partir de processos de ensino-aprendizagem que privilegiem o contexto da
escola e a participação da comunidade, é incorreto afirmar que
a) a elaboração de um PPP deve ser essencialmente focado no cumprimento
das metas do sistema de ensino na qual a escola está inserida.
b) é preciso estabelecer objetivos pedagógicos coerentes na construção do
PPP.
c) a elaboração do PPP a partir das contribuições da comunidade evidencia
uma prática democrática de gestão.
d) a elaboração de um PPP deve envolver a comunidade, incluindo pais e
alunos.
e) compartilhar a elaboração do PPP é essencial para uma gestão
democrática.
 
Gabarito
 
6.2 Gestão educacional decorrente do projeto político
pedagógico
6.2.1 Conceito
Segundo Libâneo (2012),
 
gestão é a atividade pela qual são mobilizados meios e procedimentos para atingir os
objetivos da organização.
 
Os processos de gestão assumem diferentes modalidades, conforme a
concepção que se tenha das finalidades sociais e políticas da educação em
relação à sociedade e à formação dos alunos.
 
6.2.2 Concepções de gestão
Existem várias concepções de gestão. Serão abordadas aqui as duas
principais: a técnico-científica e a democrático-participativa.
 
Técnico-científica
• O poder de decisão é centrado em uma pessoa.
• As decisões são verticalizadas ascendentes (de cima para baixo).
• A realidade educacional deve ser rigidamente organizada, controlada
para se alcançar maiores índices de eficiência.
• Valoriza-se a hierarquia dos cargos, o poder e a autoridade.
• Enfatiza-se as relações de subordinação e as tarefas.
• Há baixo grau de participação das pessoas.
 
Democrático-participativa
• Baseia-se no estabelecimento de objetivos comuns assumidos pelos
envolvidos.
• As decisões são tomadas coletivamente, devendo cada integrante assumir
as suas responsabilidades.
• Enfatiza tanto as tarefasquanto as relações entre as pessoas.
• Também chamada simplesmente de democrática ou participativa.
 
A democrática é o modelo de gestão que se aproxima dos ideais do
projeto político-pedagógico, uma vez que a participação dos envolvidos é
fundamental para a construção do PPP. Nessa concepção de gestão, valoriza-
se tanto a equipe 
diretiva quanto os demais da comunidade escolar. Importante destacar que a
gestão democrática não é um modelo pronto, mas uma construção que requer
a ação responsável de todos.
Libâneo (2012) traz um quadro comparativo entre as concepções de
organização e gestão escolar. Nele são apontadas quatro concepções:
 
Concepções de organização escolar
Técnico-científica Autogestionária Interpretativa Democrático-
-participativa
• Prescrição detalhada de funções e
tarefas, acentuando a divisão técnica
do trabalho escolar.
• Poder centralizado no diretor,
destacando-se as relações de
subordinação, em que uns têm mais
autoridade do que outros.
• Ênfase na administração regulada
(rígido sistema de normas, regras,
procedimentos burocráticos e de
controle das atividades), descuidando-
se, às vezes, dos objetivos específicos
da instituição escolar.
• Comunicação linear (de cima para
baixo), baseada em normas e regras.
• Mais ênfase nas tarefas do que nas
pessoas.
• Vínculo das formas de
gestão interna com as
formas de autogestão social
(poder coletivo na escola
para preparar formas de
autogestão no plano
político).
• Decisões coletivas
(assembleia, reuniões),
eliminação de todas as
formas de exercício de
autoridade e de poder.
• Ênfase na auto-organização
do grupo de pessoas da
instituição, por meio de
eleições e de alternância no
exercício de funções.
• Recusa a normas e a
sistemas de controles,
acentuando a
responsabilidade coletiva.
• Crença no poder instituinte
da instituição e recusa de
todo poder instituído. O
caráter instituinte dá-se 
por pela prática da
participação e da
autogestão, modos pelos
quais se contesta o poder
instituído.
• Ênfase nas inter-relações,
mais do que nas tarefas.
• A escola é uma realidade social
subjetivamente construída, não
dada nem objetiva.
• Privilegia menos o ato de
organizar e mais a “ação
organizadora”, com valores e
práticas compartilhados.
• A ação organizadora valoriza
muito as interpretações, os
valores, as percepções e os
significados subjetivos,
destacando o caráter humano e
preterindo o caráter estrutural,
normativo.
• Definição explícita, por parte d
equipe escolar, de objetivo
sociopolíticos e pedagógicos d
escola.
• Articulação da atividade d
direção com a iniciativa e 
participação das pessoas d
escola e das que se relaciona
com ela.
• Qualificação e competênc
profissional.
• Busca de objetividade no tra
das questões da organização 
da gestão mediante coleta d
informações reais.
• Acompanhamento e avaliaçã
sistemáticos com finalidad
pedagógica: diagnóstic
acompanhamento, do
trabalhos, reorientação d
rumos e ações, tomada d
decisões.
• Todos dirigem e são dirigido
todos avaliam e são avaliados.
• Ênfase tanto nas tarefas quan
nas relações.
 
 
Para o autor, essas concepções não aparecem puras na escola, mas, sim,
misturadas. No entanto, pode-se observar um estilo mais dominante.
Na Lei nº 9.394/1996, a gestão democrática, enquanto princípio, aparece no art. 3º, inciso VIII:
 
Gestão democrática do ensino público, na forma desta lei e da legislação dos sistemas de ensino.
 
 
Sobre os princípios norteadores da gestão democrática nas escolas
públicas de educação básica, a LDB dispõe:
 
Art. 14. Os sistemas de ensino definirão as normas de gestão democrática do ensino
público na educação básica, de acordo com as suas peculiaridades e conforme os
seguintes princípios
I – participação dos profissionais da educação na elaboração do projeto político-
pedagógico da escola;
II – participação das comunidades escolar e local em conselhos escolares ou
equivalentes.
 
Aspectos básicos para implementação da gestão democrática, conforme a
LDB – Lei nº 9.394/1996:
• Participação política.
• Gratuidade do ensino.
• Universalização da educação básica.
• Coordenação.
• Planejamento.
• Descentralização dos processos de decisão e de execução.
• Fortalecimento das unidades escolares.
• Articulação entre os diferentes níveis de ensino.
• Instituição do Conselho Nacional de Educação.
• Garantia de assistência técnica e financeira aos Estados e Municípios
pela União.
• Fixação de diretrizes gerais.
• Planos de carreira para o magistério público.
• Erradicação do analfabetismo.
 
Dourado (2003) aponta os principais mecanismos de participação na
instituição escolar:
• Escolha do dirigente escolar.
• O grêmio escolar.
• O conselho escolar.
• O conselho de classe.
Quadro-resumo
Itens de
análise
Estratégico-empresarial Educação emancipatória
Escola Bancária, cartorial e
padronizada por ser:
mercoescola, submissa aos
valores do mercado; voltada
para formar clientes e
consumidores; privatistas,
excludente.
Emancipadora e cidadã, por ser: estatal quanto a
funcionamento; democrática quanto à gestão; públic
quanto à destinação e inclusiva.
Desafio Garantir qualidade formal, a
fim de aumentar o desempenho
da escola por meio do
planejamento eficaz.
Garantir qualidade técnica e política para todos.
Pressupostos Pensamento separado da ação;
estratégia separada do
operacional; os pensadores
separados dos concretizadores;
os estrategistas separados das
estratégias.
Unicidade da teoria e da prática; ação consciente 
organizada; participação efetiva da comunidade escolar 
trabalho coletivo; articulação da escola, da família e d
comunidade.
Gestão Processo autoritário de tomada
de decisões; construída numa
obrigação política vertical
professores – direção – estado;
baseada na separação, no
tempo e na posição funcional
dos professores; autonomia
decretada, palavra de ordem e
vazia de significado.
Processo democrático para constituir um caminho real d
melhoria da qualidade do ensino; construída num
colaboração voluntária cidadão-cidadão fundadora de um
verdadeira federação de esforços participativos. Construíd
com base em um projeto coletivo gestado com a presenç
efetiva de outros protagonistas: alunos, família
professores, funcionários e demais forças sociais
autonomia construída, social e politicamente, pela interaçã
dos diferentes protagonistas.
Currículo e
conhecimento
Currículo homogêneo é uma
estratégia para a padronização
que consolida a exclusão.
Conhecimento como produto
pronto e acabado, podendo ser
transmitido e arquivado por
meio da repetição e da
memorização.
Currículo como instrumento de compreensão do mundo, d
transformação social e de cunho político-pedagógico
Conhecimento como um processo de construçã
permanente, interdisciplinar e contextualizado fruto d
ação individual e coletiva dos sujeitos.
Avaliação Visa aferir e controlar a
qualidade por meio de
instrumentos técnico-
burocrático e aplicados por
grupos estratégicos articulados
em diferentes níveis da esfera
administrativa.
Visa à emancipação, voltada para a construção do sucess
escolar e a inclusão, como princípio e compromisso social
 
Fonte: VEIGA, 2001.
Elabore um quadro-resumo.
 
 
Conceito de gestão
 
 
 
 
Concepções de gestão
 
 
 
 
 
 
 
Meta de acertos: Total de questões certas: Porcentagem de acertos:
Conteúdos que preciso rever:
 
 
 
 
 
 
 
(Cespe-UnB/FNDE/2012) No que se refere à relação entre educação e
democracia, julgue os itens a seguir.
1. ( ) Atualmente, a gestão democrática da educação é centrada,
prioritariamente, no sistema escolar, devendo estimular a participação
comunitária nos processos decisórios locais de gestão escolar.
2. ( ) A educação, como formação e transmissão de valores construídos
historicamente, desempenha um papel fundamental na perspectiva
democrática atual, pois, por meio das práticas educativas, valores como
igualdade, liberdade, cooperação e colaboração são enfatizados.
3. ( ) A tarefa primordial da educação é formar indivíduos que sejam capazes
de criar novos direitose que atuem como autênticos sujeitos
democráticos.
 
(Cespe-UnB/FNDE/2012) Julgue os itens que se seguem, relativos aos
princípios da gestão democrática e à importância da educação para a
construção e o exercício da cidadania.
4. ( ) O combate ao preconceito, a articulação entre os conteúdos formais de
ensino e os conhecimentos informais dos alunos e a liberdade de
expressão e intervenção são características da gestão educacional
democrática.
5. ( ) A gestão democrática, formulada de maneira autotélica, deve ser
ensinada aos atores sociais para possibilitar a superação das
desigualdades sociais.
A respeito das referências legais e dos desafios da gestão democrática da
educação, julgue os itens subsequentes.
6. ( ) Os conflitos decorrentes da convivência democrática, apesar de
positivos para o crescimento grupal, devem ser evitados, de modo a
garantir o respeito à vontade coletiva.
7. ( ) A articulação entre escola, família e comunidade, como meio de
integração do trabalho pedagógico com a sociedade, é uma incumbência
que consta da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional.
8. ( ) Organização e participação dos discentes em entidades estudantis é um
princípio democrático assegurado pelo Estatuto da Criança e do
Adolescente.
9. ( ) As exigências legais da gestão democrática da educação são uma
garantia incontestável da democracia nos espaços educativos formais e
informais.
10. ( ) Submeter os atores sociais a debates populares para tomadas de
decisão de caráter técnico revela adequada aplicação do princípio da
gestão democrática pela cultura do sistema educacional.
 
(Cespe-UnB/FNDE/2012) Julgue os próximos itens, relativos à
administração da educação e à gestão da educação.
11. ( ) Gestão da educação é o processo político-administrativo que toma a
educação como prática social planejada, sistematizada e realizada por
uma lógica diferenciada das demais organizações, em função de sua
natureza e finalidade.
12. ( ) Administração da educação e gestão da educação são atividades
equivalentes e referem-se, no contexto brasileiro, à técnica dos processos
decisórios que ocorrem no processo político-administrativo do fenômeno
educativo.
 
(Cespe-UnB/FNDE/2012) Acerca dos elementos constitutivos da gestão
democrática da educação, julgue os itens que se seguem.
13. ( ) O pluralismo assegura o respeito à diversidade de ideias e às posturas
político-pedagógicas, o compartilhamento de responsabilidades e
obrigações e a ressignificação da democratização do poder.
14. ( ) A transparência, associada à ética e à cidadania, contribui
significativamente para a participação ativa dos cidadãos nas decisões
que ocorrem nas diversas instâncias do sistema educacional.
15. ( ) Participação refere-se à situação em que os indivíduos, sujeitos da
ação, estão envolvidos nas decisões em diversas instâncias, em um
processo de análise de problemas, no intuito de formular soluções.
16. ( ) Autonomia, que é sinônimo de soberania no sistema educacional
democrático, pressupõe sujeitos críticos e politizados, que reflitam sobre
as consequências de suas ações e permitam um processo de construção
coletiva.
 
(Cespe-UnB/Prefeitura de Aracaju/Semad/2008) Organização e gestão
constituem o conjunto das condições e dos meios utilizados para assegurar o
bom funcionamento da escola para que se alcancem os objetivos
educacionais esperados. Com relação a esse assunto, julgue os itens que se
seguem.
17. ( ) O exercício profissional do professor inclui as três atribuições
seguintes: a docência, a atuação na gestão e organização da escola e a
produção de conhecimento pedagógico.
18. ( ) Na elaboração do projeto pedagógico da escola, deve-se levar em
conta a cultura organizacional que se revela no currículo, na estrutura
organizacional, nas relações humanas, nas ações de formação continuada
e nas práticas de avaliação.
19. ( ) Na proposta democrático-participativa de gestão escolar, existe uma
articulação entre todas as pessoas que se relacionam com a escola (pais,
alunos, professores, funcionários e comunidade em geral) no
acompanhamento das ações e nas avaliações sistemáticas, nas quais todos
avaliam e são avaliados.
 
(Cespe-UnB/Semec-PI/2009) Assinale a opção correta sobre o processo de
gestão democrática escolar.
20. ( ) O diretor deve assumir o papel de representante do Estado, com a
tarefa de zelar pelos seus interesses e sua conservação.
21. ( ) Existe a prevalência dos mecanismos gerenciais relacionados ao
controle do trabalho dos profissionais da educação.
22. ( ) A divisão do trabalho deve ser aproximada da produção capitalista,
tornando as atividades didáticas unidades pormenorizadas e
fragmentadas.
23. ( ) A criação de mecanismos que favoreçam o exercício efetivo da
participação é a tarefa essencial do gestor.
24. ( ) A estrutura de gestão da escola deve ser verticalizada, obedecendo à
hierarquia burocrática.
Gabarito
ESPAÇO DO ALUNO
 
 
 
 
 
 
 
Capítulo 7
PLANEJAMENTO
 
O planejamento é uma ação que está presente em nosso cotidiano. Muitas
vezes não nos damos conta, mas planejamos o horário para acordar, o
caminho a tomar para trabalhar, o melhor horário para almoçar, a roupa que
usaremos etc.
Na educação não é diferente, o planejamento está ou deve estar presente
em todas as instâncias, diferenciando-se a complexidade de acordo com o
nível. Para Calazans (1990), o planejamento escolar ocorre em três níveis:
• Planejamento no âmbito dos sistemas e redes de ensino.
• Planejamento no âmbito da unidade escolar.
• Planejamento no âmbito do ensino.
Libâneo (1994), ao tratar do planejamento escolar, traz três modalidades (em alguns editais aparece com
níveis) articuladas entre si:
• Plano da Escola: denominado também projeto político-pedagógico, é o documento norteador d
instituição. É o mais geral dentro da instituição escolar.
• Plano de Ensino: sistematização da proposta geral de trabalho do professor naquela determinad
disciplina ou área de estudo, numa dada realidade. Pode ser anual ou semestral. Possibilita a referência d
conjunto.
• Plano de Aula: proposta de trabalho do professor para determinada aula ou conjunto de aulas. Nível maio
de detalhamento e objetividade do processo de planejamento didático.
 
 
Complementando as primeiras considerações sobre o planejamento,
Vasconcellos (2002) faz uma distinção entre planejamento, planejar e
plano. Utilizando uma concepção dicotomizada, como ele mesmo afirma,
temos o seguinte:
Planejamento: 1. Ato ou efeito de planejar. 2. Trabalho de preparação para
qualquer empreendimento, seguindo roteiro e métodos determinados;
planificação: o planejamento de um livro, de uma comemoração. (Dicionário
Aurélio)
Planejar: 1. Fazer o plano de projetar, traçar. (...) 3. Fazer tensão ou
resolução de, tencionar, projetar. (Dicionário Aurélio).
Plano: projeto ou empreendimento com fim determinado. Conjunto de
métodos e medidas para execução de um empreendimento.
 
Libâneo (1999) também distingue esses conceitos:
Plano ou projeto é um esboço, um esquema que representa uma ideia, um
objetivo, uma meta, uma sequência de ações que irão orientar a prática.
Planejamento de ações de ensino e de aprendizagem, determinadas por
uma intencionalidade educativa envolvendo objetivos, valores, atitudes,
conteúdos, modos de agir dos educadores que atuam na escola.
Podemos perceber que há sutilezas entre os conceitos: planejamento está
no campo conceitual, é o processo contínuo e dinâmico, enquanto o plano é a
concretização do planejamento, é o produto dessa reflexão.
Conforme Vasconcelos (2000), o planejamento como processo é
permanente e o plano como produto é provisório.
 
7.1 Conceitos de planejamento
Continuando a tratar sobre esse tema, traremos três autores já conhecidos
para conceituar planejamento:
 
Percebemos que os conceitos trazem em comum a ideia de antecipação da
prática com vista à ação. Libâneo (1994) acrescenta que o planejamento
também é um momento de pesquisa e reflexão intimamente ligado à
avaliação. Para o autor, o planejamentose constitui como um processo de
racionalização, organização e coordenação da ação docente, articulando
escola e o contexto social.
Vasconcellos (2002) amplia o conceito quando coloca o planejamento
como
 
construção – transformação de representações, é uma mediação teórico-metodológica
para a ação, que, em função de tal mediação, passa a ser consciente e intencional. (grifo
nosso)
 
Para ele, o planejamento tem como finalidade procurar fazer algo vir à
tona, fazer acontecer. Assim, o planejamento passa pela seguinte fases:
• Estabelecer condições – objetivas e subjetivas.
• Prever o desenvolvimento das ações no tempo – o que vem primeiro, o
que vem em seguida.
• Prever o espaço – onde vai ser feita.
• Prever as condições materiais – recursos materiais, estrutura.
• Prever condições políticas – relações de poder, negociações, estruturas.
• Disposição interior – desejo, mobilização.
Principais características do planejamento:
• Caráter processual.
• Atividade de reflexão e ação.
• Processo contínuo de conhecimento e análise da realidade escolar em suas condições concretas.
• Roteiro para a prática.
• Não determina rigidamente os resultados.
• Atividade de reflexão individual e coletiva.
• Não se reduz ao preenchimento de formulários.
 
 
É importante lembrar que qualquer plano exige:
Coerência: as atividades planejadas devem manter perfeita coesão entre si,
de modo que não se dispersem em distintas direções, de sua unidade e
correlação dependerá o alcance dos objetivos propostos.
Sequência: deve existir uma linha ininterrupta que integre gradualmente as
distintas atividades desde a primeira até a última, de modo que nada fique
jogado ao acaso.
Flexibilidade: é outro pré-requisito importante que permite a inserção
sobre a marcha de temas ocasionais, subtemas não previstos e questões que
enriqueçam os conteúdos por desenvolver, bem como permitir alteração, de
acordo com as necessidades ou interesses dos alunos.
Precisão e objetividade: os enunciados devem ser claros, precisos,
objetivos e sintaticamente impecáveis. As indicações não podem ser objetos
de dupla interpretação, as sugestões devem ser inequívocas.
Em algumas provas cobram-se os níveis de planejamento: estratégico, tático e operacional. Como tem um
viés da administração, nem sempre são utilizados nas instituições pedagógicas, mas é importante que s
saiba do que se trata cada um deles:
• Planejamento estratégico.
Trata de objetivos mais amplos que são definidos para prazos mais longos entre dois e cinco anos.
• Planejamento tático.
Planejamento para médio prazo em que se trabalha com objetivos para unidades específicas da instituição.
• Planejamento operacional.
É o nível mais específico e com prazo menor, voltado para ações do dia a dia.
 
Vamos elaborar alguns mapas mentais. Os mapas mentais auxiliam na revisão rápida, melhoram 
organização das informações, compreensão e memorização, possibilitando maior aprendizado.
 
 
Características do planejamento
 
 
7.2 Elementos do planejamento
Já vimos o que é planejamento e quais são as principais características;
agora, vamos aos elementos que o compõem.
O planejamento deve ser concebido como um processo de ação – reflexão
– ação. Sendo assim, seu primeiro elemento serão os objetivos a serem
alcançados e sempre se encerrará com a avaliação. Temos, entre os objetivos
e a avaliação, os outros elementos: conteúdos, métodos/técnicas. Vamos,
agora, abordar cada um desses elementos, de maneira bem objetiva, tendo
como referência Libâneo (2003), que ainda é o autor mais cobrado no que se
refere a esse conteúdo.
 
7.2.1 Objetivos de ensino
Os objetivos são elaborados na perspectiva da formação de habilidades a
serem desenvolvidas pelos alunos nas áreas atitudinais, cognitivas, sociais
etc. Eles devem iniciar com verbos no infinitivo, pois irão indicar a
habilidade 
desejada. Têm pelo menos três referências para sua formulação: os valores e
ideais proclamados pela legislação; os conteúdos básicos das ciências e as
necessidades e expectativas de formação cultural.
Possuem dois níveis de objetivos:
Objetivos gerais: expressam propósitos amplos acerca dos papéis da
escola e do ensino.
Os objetivos gerais têm três níveis de abrangência:
a) Sistema escolar;
b) Escola;
c) Professor.
 
Objetivos específicos: expressam exigências e resultados referentes às
habilidades requeridas dos alunos em relação aos conteúdos estudados. São
alcançados em menor tempo.
Os objetivos específicos particularizam a compreensão das relações entre a
escola e a sociedade. Têm sempre um caráter pedagógico.
 
7.2.2 Conteúdos
Referem-se ao saber sistematizado, hábitos, atitudes, valores e convicções.
Conforme Libâneo (2003), o professor deverá, na seleção dos conteúdos,
considerar critérios como: validade, relevância, gradualidade, acessibilidade,
interdisciplinaridade, articulação com outras áreas, cientificidade e
adequação.
 
Além do conhecimento da ciência, o professor, por exercer uma função formadora, deve
inserir outros conteúdos: socialização, valores, solidariedade, respeito, ética, política,
cooperação, cidadania, etc. (LEAL, 2005)
 
Elementos do conteúdo, segundo Libâneo (2003):
• Conhecimentos sistematizados;
• Habilidades e hábitos;
• Atitudes e convicções.
 
7.2.3 Metodologia
Metodologia de ensino significa o conjunto de métodos aplicados à
situação didático-pedagógica.
Método de ensino é o caminho escolhido pelo professor para organizar as
situações de ensino-aprendizagem. A técnica é a operacionalização do
método. No planejamento, ao elaborar o projeto de ensino, o professor antevê
quais os métodos e as técnicas que poderá desenvolver com seu aluno em sala
de aula na perspectiva de promover a aprendizagem.
Classificação dos métodos, conforme Libâneo (2003):
Método de exposição pelo professor: atividades e tarefas apresentadas
por ele.
Método de trabalho independente: tarefas dirigidas e orientadas pelo
professor para que o aluno resolva de modo relativamente independente.
Método de elaboração conjunta: interação ativa entre professor e alunos.
Supõe um conjunto de condições prévias: a incorporação pelos alunos dos
objetivos a atingir, o domínio de conhecimentos básicos.
Método de trabalho em grupo: distribuição de temas para grupos.
Atividades especiais: atividades que complementam os métodos de
ensino.
 
7.2.4 Recursos de ensino
Com o avanço das novas tecnologias da informação e comunicação
(NTIC), os recursos na área do ensino tornaram-se valiosos, principalmente
do ponto de vista do trabalho do professor e do aluno, não só em sala de aula,
mas como fonte de pesquisa.
Ao planejar, o professor deverá levar em conta as reais condições dos
alunos, os recursos disponíveis pelo aluno e na instituição de ensino, a fim de
organizar situações didáticas em que possam utilizar as novas tecnologias,
como: datashow, transparências coloridas, hipertextos, bibliotecas virtuais,
internet, e-mail, sites, teleconferências, vídeos, e outros recursos mais
avançados, na medida em que o professor for se aperfeiçoando.
 
7.2.5. Avaliação
A avaliação é uma etapa presente quotidianamente em sala de aula, exerce
uma função fundamental, que é a função diagnóstica. O professor deverá
acolher as dificuldades do aluno no sentido de tentar ajudá-lo a superá-las, a
vencê-las. Evitar a função classificatória, comparando sujeitos entre sujeitos.
A avaliação deverá considerar o avanço que aquele aluno obteve durante o
curso.
Vamos elaborar um mapa mental para os elementos do planejamento.
 
 
Objetivos
 
 
 
Conteúdos
 
 
 
Metodologia
 
 
 
Avaliação
 
 
 
 
 
 
Meta de acertos: Total de questões certas: Porcentagem de acertos:
Conteúdos que preciso rever:
 
 
 
 
 
 
 
(Cespe/Correios/2011) Com relação à didática, que compreende a
elaboração de planejamento de ensino, projeto de educação, plano de curso e
plano de aula, julgue os itens subsecutivos.
1. ( ) O plano de aula consiste em um documento elaborado pelo professor,
no qual deve constar descriçãopormenorizada do trabalho docente a ser
desenvolvido em um semestre letivo.
2. ( ) Ao se elaborar um plano didático, deve-se primar pela rigidez e
exatidão, a fim de se garantir a implementação de todas as atividades
nele previstas.
3. ( ) O planejamento de ensino corresponde ao conjunto de ações previsto
para ser desenvolvido pelo professor com a colaboração dos alunos.
4. ( ) O plano de curso corresponde a um documento no qual é descrito o
trabalho a ser realizado, por docente e discentes, em determinado período
letivo.
5. ( ) As formas de avaliação, em regra, não devem constar no plano de curso,
mas em documento à parte.
 
6. (Cespe/TJRO/2012) A educação brasileira é organizada com base em
parâmetros, planejamentos, projetos político-pedagógicos, entre outros
instrumentos. No que se refere a planejamento no âmbito da educação,
assinale a opção correta.
a) O planejamento curricular corresponde ao processo de decisão sobre a
atuação concreta dos professores em sala de aula, ou seja, no desempenho
de seu trabalho pedagógico cotidiano.
b) O projeto político-pedagógico deve ser incorporado no momento do
planejamento operacional, um dos últimos níveis do planejamento
educacional.
c) O planejamento educacional corresponde ao primeiro nível de
planejamento, que se processa unicamente em âmbito federal.
d) O planejamento educacional constitui o primeiro nível de planejamento,
ou seja, aquele que se processa em âmbito governamental. Os PCNs são
instrumento resultante desse nível de planejamento.
e) Os planos de aula são os principais instrumentos do nível de
planejamento escolar.
 
7. (Cespe/TJRO/2012) Com relação às características e funções do
planejamento de ensino, assinale a opção correta.
a) O exercício de planejar se traduz como uma antecipação da prática,
permitindo aos profissionais da escola prever ações que possam levar aos
resultados almejados.
b) O planejamento de ensino consiste no resumo das atividades didáticas da
escola.
c) O planejamento da disciplina não inclui a avaliação; esta deverá fazer
parte de outro momento pedagógico.
d) Os objetivos essenciais do planejamento de ensino são organizar, dirigir
e controlar os serviços necessários à educação.
e) O planejamento de ensino contempla a ação de dispor elementos dentro
de condições operativas que conduzam a fins determinados.
 
8. (Cespe/TJRO/2012) Acerca do planejamento de ensino, assinale a opção
correta.
a) O planejamento do ensino, a ser seguido por todos, será elaborado por
um grupo eleito pela comunidade escolar.
b) Para o bom andamento do trabalho da escola, é importante planejar
primeiro para executar depois.
c) Recursos didáticos são meios materiais e humanos que auxiliam
professor e alunos na promoção da aprendizagem.
d) A ação educativa deve guiar os interesses dos alunos.
e) Procedimentos de ensino são comportamentos que visam à aquisição do
hábito de estudar.
 
(Cespe-UnB/Seduc-AM/2011) Julgue os próximos itens, relativos aos
elementos constitutivos do planejamento de ensino e à avaliação educacional.
9. ( ) São funções da avaliação de ensino o diagnóstico, o controle e a
classificação.
10. ( ) A elaboração do planejamento de ensino deve iniciar-se pela seleção e
organização de conteúdos.
11. ( ) Ao elaborar seu planejamento de ensino, o professor deve estar atento
à definição dos conteúdos a serem ministrados, que devem ser
estabelecidos de acordo com os objetivos propostos.
12. ( ) Uma vez observadas pelo professor as normas de avaliação da escola e
as do sistema de ensino no desenvolvimento da avaliação educacional, é
desnecessário adequar a avaliação aos objetivos, conteúdos e
procedimentos de ensino.
13. ( ) A avaliação, cujos resultados fornecem ao professor dados sobre o
progresso dos alunos e sobre as dificuldades a serem superadas, é
essencial ao avanço do processo educativo, podendo ser denominada, em
razão de tal função, feedback.
 
(Cespe-UnB/Seduc-AM/2011) Acerca de planejamento, julgue os itens a
seguir.
14. ( ) No âmbito escolar, o termo planejamento é empregado estritamente em
referência a ações administrativas, não abrangendo as pedagógicas, como
a elaboração do currículo.
15. ( ) A realização de um trabalho sistematizado com base em uma visão
estratégica e objetiva da realidade é própria de planejamentos elaborados
por meio da metodologia de projetos.
16. ( ) O processo de planejamento compreende três dimensões: técnica,
conceitual e política.
17. ( ) A elaboração e a execução constituem etapas separadas, que não se
correlacionam, da elaboração de um projeto.
18. ( ) Ao elaborar um projeto, os gestores devem certificar-se da
compatibilidade dos objetivos pretendidos com a metodologia a ser
utilizada para alcançá-los.
 
Gabarito
7.3 Concepções de planejamento participativo
O planejamento participativo é uma tendência atual. Encontra-se ao lado
de outras correntes como o Planejamento Estratégico e o Gerenciamento da
Qualidade Total. Gandin (2004) distingue-o das demais correntes nos
seguintes aspectos:
• Ele foi desenvolvido para instituições, grupos e movimentos que não têm
como primeira tarefa ou missão aumentar o lucro, competir e sobreviver,
mas contribuir para construção da realidade social.
• Ele parte da verificação de que não existe participação real em nossas
sociedades, isto é, de que há pessoas e grupos dentro delas que não
podem dispor dos recursos necessários ao seu mínimo bem-estar.
• Propõe-se, por isso, como ferramenta para que as instituições, grupos e
movimentos que para isso existirem e, obviamente, para os governos e
seus órgãos, porque, para isso existem, possam ter uma ação e um ser
direcionados a influir na realidade, ou seja, a serem, eles mesmos, apenas
meios para a busca de fins sociais maiores.
• (...) constrói um conjunto de conceitos, de modelos, de técnicas e de
instrumentos que permitam utilizar processos científicos e ideológicos e
organizar a participação para intervir na realidade, na direção
conjuntamente estabelecida.
Cornely, citado por Silva (S/D) define o planejamento participativo como
 
(...) um processo político, um contínuo propósito coletivo de reflexão e amplo debate a
fim de deliberar sobre a construção do futuro da comunidade com a participação do
maior número possível de membro das categorias que a constituem.
 
Veiga (1989) traz o planejamento participativo como a busca da integração
entre a escola e a realidade histórico-social, em que a ênfase recai no inter-
relacionamento entre teoria e prática. Para tanto, tem como princípios: o
trabalho coletivo, a ação interdisciplinar com vista à solução de problemas
comuns, a convivência harmoniosa de pessoas que decidem, discutem,
refletem, questionam e se conscientizam do seu papel transformador.
Já para Gandin (2001), o planejamento participativo é mais do que uma
ferramenta para a administração, vai para além da ideia de “fazer bem as
coisas”. Pressupõe o desenvolvimento de conceitos, modelos, técnicas,
instrumentos para definir as “coisas certas” a fazer para a construção da
sociedade. Ele nasce da análise situacional, que vê a sociedade organizada de
forma injusta. Assim, participação não é apenas estar presente, mas, sim, a
possibilidade de todos usufruírem dos bens, os naturais e os produzidos pela
humanidade. Inclui a distribuição de poder em todas as esferas.
Para Gandin (2004), há níveis de participação. São eles:
• Colaboração: o nível mais frequente. Nível em que que a “autoridade” chama as pessoas para trazerem
contribuição para que essa mesma “autoridade” decidiu como proposta. A participação nesse níve
acontece pelo trabalho, apoio ou até mesmo o silêncio, com vistas ao bom resultado da autoridade.
 
 
• Decisão: vai além da colaboração e aparenta ser mais democrático.
O “chefe” decide que todos vão “decidir”; leva, então, algumas questões a um grande plenário ou a algun
grupos e manda que todos decidam.
As questões que serão decididas têm pouco impacto no projeto como um todo.
 
• Construção em conjunto: o poder está com as pessoas,há igualdade real entre elas. Todos contribuem
com seu saber próprio. O crescimento é coletivo, todos transformam a realidade criando o novo em
proveito do grupo.
 
 
É importante ressaltar que o planejamento participativo incorpora
elementos da visão estratégica e da situacional, mas se situa na perspectiva da
globalidade social. Vamos ver as principais diferenças entre essas visões:
 
Gerenciamento Planejamento Estratégico Planejamento
de Qualidade
Total
Participativo
Finalidade do
planejamento
Satisfazer o
cliente.
Firmar-se no mercado. Contribuir para a transformação d
sociedade na linha da justiça social.
Planejar é Solucionar os
problemas que
aparecerem.
Analisar as oportunidades,
descobrir pontos fracos e pontos
fortes e compatibilizar conforme
os objetivos da empresa.
Desenvolver o processo técnico par
contribuir num projeto político
Conceitos distintivos: marc
referencial e necessidade.
Definição de
horizonte
Satisfação do
cliente.
Missão. Marco referencial. Inclui um
dimensão política, ideológica, d
opção coletiva.
Diagnóstico Começa com o
diagnóstico,
porque o
referencial já está
dado.
Levantar as ameaças e
oportunidades.
Intermediação entre a proposta idea
e a proposta na prática. O plano nã
começa com o diagnóstico, mas com
o referencial.
 
 
7.4 Avaliação do planejamento
A avaliação do projeto é entendida como uma aliada necessária. Como
aponta Luckesi (2012), ela se constitui como um recurso que investiga a
qualidade dos resultados e se há necessidade de correções de rumo.
O autor chama de avaliação operacional aquela que se apresenta como
um
 
(...) recurso metodológico pelo qual se qualifica alguma coisa (pessoa, grupo de pessoas,
instituições, resultados de uma ação, produtos), comprometida com o projeto que deu
forma a esse produto ou que configura os resultados que estão sendo construídos.
(LUCKESI, 2012)
Esse tipo de avaliação é definido e tem seus instrumentos configurados
conforme o projeto. É realizada ao término de um período previsto. É o
momento de confrontar o que foi planejado com o que efetivamente foi
realizado e quais as consequências disso.
Vasconcellos (2002) sugere que se o grupo sentir necessidade pode fazer
uma análise se o marco referencial ajudou a iluminar a prática, se há
necessidade de rever algum ponto.
Como dito anteriormente, o planejamento é processual; a avaliação
possibilitará analisar e alterar o que for necessário.
 
 
Meta de acertos: Total de questões certas: Porcentagem de acertos:
Conteúdos que preciso rever:
 
 
 
 
 
 
 
1. (FCC/MPE-AM/Agente Técnico – Pedagogo/2013) Em um
planejamento participativo é preciso tomar alguns cuidados como
a) tolerar a omissão dos membros nas decisões polêmicas.
b) não permitir divergências em relação à realização das ações
educacionais.
c) definir um grupo de coordenação que decida os objetivos do
planejamento.
d) não marginalizar nenhum membro do grupo.
e) escolher os membros que deverão deliberar as questões prioritárias.
 
2. (FCC/TJ-PE/Analista Judiciário/Pedagogo/2012) Para garantir um bom
planejamento das atividades e avaliação dos processos é importante que o
educador defina
a) com clareza os objetivos das atividades, a partir da realização de
diagnósticos dos saberes dos alunos, e desenvolva periodicamente
processos avaliativos.
b) a metodologia a ser utilizada durante as atividades e realize a avaliação
ao final do ano letivo com o objetivo de verificar o que foi aprendido
pelos alunos.
c) os instrumentais de avaliação a serem utilizados com antecedência e
possa aplicá-los durante todo o processo educativo.
d) os materiais a serem utilizados e implemente processos de autoavaliação,
com o objetivo de auxiliar os alunos em novas aprendizagens.
e) os conteúdos procedimentais e atitudinais a serem desenvolvidos e
realize a avaliação ao final do ano letivo para verificar quais conteúdos
foram assimilados pelos alunos
 
3. (FCC/TJ-AP/Analista Judiciário/Pedagogo/2009) Considere as
afirmativas:
I – Planejamento é o processo de transformar ideias em ação.
II – Uma ação planejada é uma ação não improvisada.
III – As decisões sobre a ação devem ser tomadas por todos: os que planejam
e os que agem.
IV – Na execução do planejamento, acompanhar não é assistir: é poder
interferir.
V – Em um planejamento, quando os métodos vão se aperfeiçoando na
prática, tornam-se tão importantes quanto a definição precisa de objetivos.
Estão corretas somente as afirmativas
a) I, II, III e IV.
b) I, II e IV.
c) I, III e V.
d) II, III, IV e V.
e) I, III, IV e V.
 
4. (FCC/TJ-AP/Analista Judiciário – Pedagogo/2009) O planejamento
participativo enquanto estratégia de trabalho se caracteriza pela
a) coordenação central do projeto e pela ação coletiva de todos os membros
do grupo que participam do trabalho social humano.
b) participação democrática de todos os membros do grupo e como meio
para solucionar os problemas sociais da comunidade quando o Estado se
omite.
c) integração de todos os setores da atividade humana social, num processo
global para a solução de problemas comuns.
d) ação coletiva e cooperativa de todos os membros do grupo e pela tomada
de decisões pelos dirigentes de setores numa perspectiva interdisciplinar.
e) definição de um contrato social em que todos os membros do grupo se
responsabilizam pelas definições de objetivos, execução e avaliação do
trabalho.
 
5. (FCC/Metrô-SP/Analista Trainee – Pedagogo/2008) A prática do
planejamento em nosso país, especialmente na Educação, tem sido
conduzida como se fosse uma atividade neutra, sem comprometimentos e
pouco ou nada se discute a respeito do real significado social e político da
ação que se está planejando.
Nesta concepção de planejamento,
a) as principais preocupações são a prática educativa e a qualidade social
de ensino.
b) o professor planeja sua prática de sala de aula, com competência, em
função de conteúdos previamente estabelecidos.
c) a função da escola é de assegurar acesso a todos alunos,
independentemente da qualidade de ensino.
d) não se pergunta pelas determinações sociais que estão na base do
problema a ser enfrentado.
e) não se considera o que a comunidade escolar reivindica, mas os
resultados que a prática escolar conseguiu alcançar.
 
6. (FCC/Metrô-SP/Analista Trainee – Pedagogo/2008) Planejamento
Participativo avança para questões amplas e complexas, combatendo a
noção de neutralidade, e buscando como se pode contribuir para interferir
na realidade social, para transformá-la e para construí-la numa direção
estabelecida, em conjunto, por todos os que participam da instituição,
grupo ou movimento.
Participação, nesta concepção de planejamento, inclui
a) distribuição do poder com a possibilidade de decidir na sua construção.
b) escolha de profissionais que saibam elaborar um planejamento.
c) decisão de quais pessoas podem participar do planejamento.
d) coordenação coletiva, sem a presença de um único coordenador.
e) decisão sempre coletiva e consensual.
 
7. (Consulplan/Pref. Monte Belo-MG/Pedagogo/2011) Segundo Libâneo
(2004), o projeto político-pedagógico é o documento que detalha objetivos,
diretrizes e ações do processo educativo a ser desenvolvido na escola,
expressando a síntese das exigências sociais e legais do sistema de ensino e
os propósitos e expectativas da comunidade escolar. Assim sendo, é
incorreto apontar como finalidade do projeto político-pedagógico
a) definir coletivamente objetivos e metas comuns à escola como um todo.
b) reconhecer e expressar a identidade da escola de acordo com sua
realidade, características próprias e necessidades locais.
c) estimular o sentido de responsabilidade e de comprometimento da escola
na direção do seu próprio crescimento.
d) definir, coletivamente, parâmetros de acompanhamento e de avaliação
do trabalho escolar, visando a qualidade da educação.
e) possibilitar individualmente a tomada de consciência dos principais
problemas da escola, evitando a proposta de soluções prioritárias.
 
8. (UFT/Copese/DPE-TO/Analistaem Gestão Especializado – Pedagogia/
2012) Acerca do planejamento participativo, analise as assertivas e marque
a alternativa correta:
I – Procura a conciliação de ideias entre o planejamento e a participação
usando uma metodologia que exige compromisso e a responsabilidade de
todos nas decisões;
II – Possui sua base no entendimento de ciência como produto, busca do
provável e comparável;
III – A ênfase conceitual está assentada na crença de planejamento como
instrumento de eficiência administrativa;
IV – Não dispensa a coordenação que exerce papel de liderança visando
articular e catalisar os diferentes interesses e potenciais, no sentido de que
cada parte envolvida tenha uma forma de participação nas deliberações e se
responsabilize pelos resultados.
a) Todas as assertivas estão corretas.
b) Somente uma das assertivas é correta.
c) Somente duas assertivas são corretas.
d) Somente três assertivas estão corretas.
 
9. (UFT/Copese/DPE-TO/Analista em Gestão Especializado – Pedagogia/
2012) Sobre as concepções de planejamento participativo é incorreto
afirmar:
a) É de fato uma tendência, uma escola, dentro de um campo de propostas
de ferramentas para intervir na realidade.
b) Ele foi desenvolvido para instituições, grupos e movimentos que não
têm como primeira tarefa ou missão aumentar o lucro, competir e
sobreviver, mas contribuir para a construção da realidade social.
c) Parte da verificação de que não existe participação real em nossas
sociedades e tem clareza que isso é consequência natural das injustiças
destas mesmas sociedades.
d) Propõe-se como ferramenta para instituições, grupos, movimentos e,
para isso, constrói um conjunto de conceitos, de modelos, de técnicas e de
instrumentos que permitam utilizar processos científicos e ideológicos e
organizar a participação para intervir na realidade, na direção
conjuntamente estabelecida.
 
10. (UFT/Copese/DPE-TO/Analista em Gestão Especializado –
Pedagogia/
2012) Acerca dos elementos presentes na construção do planejamento
participativo é correto afirmar:
I – Marco situacional diz como o grupo percebe a realidade global e seus
problemas, desafios e esperanças;
II – Marco doutrinal, expressa a utopia social o “para que direção nos
movemos” do grupo;
III – Marco operativo expõe as opções, em termos ideais, em relação ao
campo de ação e à instituição e fundamenta esta opção em teorias;
IV – Realidade institucional existente, não se inclui no plano, mas é
necessário conhecê-la para elaborar o diagnóstico;
a) Todas as assertivas são verdadeiras.
b) Todas as assertivas são falsas.
c) As assertivas I, II e III são verdadeiras.
d) Somente a assertiva I é falsa.
 
11. (Fepese/MPE-SC/Analista em Pedagogia/2014) O processo de
planejamento participativo da escola vem ganhando importância na
literatura acadêmica entre pesquisadores que defendem a descentralização
do sistema educacional como um caminho para a democratização da gestão
da educação e a melhoria da qualidade do ensino.
Nesse sentido, é correto afirmar:
1. ( ) A construção do planejamento participativo da escola está ancorada
fundamentalmente nas relações de poder estabelecidas entre a
comunidade escolar e os dirigentes do sistema educacional.
2. ( ) O planejamento participativo tem por função modernizar os tempos e
os espaços da escola, tendo como referência uma realidade em
constante transformação social.
3. ( ) A construção do planejamento participativo deve levar em conta que a
escola possui vínculos institucionais com um determinado sistema
escolar, ou seja, sua autonomia deve ser entendida de forma relacional,
inserida em um contexto de interdependências.
4. ( ) A participação ativa da comunidade escolar, se constituindo como um
coletivo que pensa a escola favorece a construção de um planejamento
no qual estejam presentes diferentes pontos de vista sobre a realidade
escolar, possibilitando a interação entre famílias, professores,
estudantes, funcionários e especialistas.
5. ( ) O diálogo e o debate democrático são fundamentais para a produção
de critérios coletivos na orientação do processo de planejamento
participativo, pois significados comuns são estabelecidos corroborando
para a identificação destes na escola.
Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.
a) São corretas apenas as afirmativas 1, 2 e 3.
b) São corretas apenas as afirmativas 1, 3 e 4.
c) São corretas apenas as afirmativas 2, 3 e 5.
d) São corretas apenas as afirmativas 2, 4 e 5.
e) São corretas apenas as afirmativas 3, 4 e 5.
 
(Fepese/MPE-SC/Analista em Pedagogia/2014) Esta é uma história sobre 4
pessoas. 
Todo mundo, alguém, qualquer um e ninguém. Havia um importante trabalho
a ser feito e todo mundo tinha certeza de que alguém o faria. Qualquer um
podia tê-lo feito, mas ninguém fez. Alguém se zangou porque era um
trabalho de todo mundo. Todo mundo pensou que qualquer um poderia fazê-
lo, mas ninguém imaginou que todo mundo deixasse de fazê-lo. Ao final,
todo mundo culpou alguém, quando ninguém fez o que qualquer um poderia
ter feito. (Autor desconhecido)
 
12. Com base no texto, é correto afirmar:
1. ( ) Em um grupo, a responsabilidade pode ser compreendida como a
capacidade que a pessoa tem de sentir-se comprometida a dar uma
resposta ou de cumprir uma tarefa sem nenhuma pressão externa.
2. ( ) O sucesso de um grupo é de responsabilidade exclusiva de líderes
autoritários e competentes. São eles que elaboram de maneira rigorosa e
sistemática o planejamento e a implementação de novos projetos.
3. ( ) O intercâmbio de esforços e de experiências de todos que participam
de um grupo é fundamental para identificar possíveis problemas, tomar
decisões, propor inovações e compreender o papel de cada um no
processo de planejamento e de execução das ideias.
4. ( ) Quando as pessoas fazem parte de um grupo e têm objetivos comuns,
referentes a uma instituição, por exemplo, esperam que lhes deem
ordens buscando harmonia e coesão.
5. ( ) Aprender a relativizar, evitar a passividade e a indiferença, responder
pelos seus atos, compartilhar decisões e buscar soluções para um
problema no coletivo são aspectos relacionados à capacidade das
pessoas de se sentirem responsáveis em um grupo.
Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.
a) São corretas apenas as afirmativas 1, 2 e 3.
b) São corretas apenas as afirmativas 1, 3 e 4.
c) São corretas apenas as afirmativas 1, 3 e 5.
d) São corretas apenas as afirmativas 2, 4 e 5.
e) São corretas apenas as afirmativas 3, 4 e 5.
 
13. (Funrio/UFRB/Pedagogo/2015) O planejamento participativo é de
grande utilidade para os professores e para o processo pedagógico, uma vez
que (com adaptações)
a) facilita o enriquecimento profissional, por ser uma atividade que é
motivo de reflexão sobre a prática e um esquema flexível para uma ação
consciente.
b) é elaborado para além da prática concreta, das características dos alunos
e das condições do meio em que trabalham.
c) desvincula sua elaboração da avaliação dos processos educativos e
pedagógicos instaurados pelo currículo.
d) obriga à busca prévia de materiais, tomando o tempo da elaboração dos
itens dos conteúdos para a programação das disciplinas.
e) discutido e conhecido pelos alunos, é uma forma de descomprometê-los
com as atividades e comunicar-lhes seu sentido.
 
14. (Cespe/Semec-PI/Professor/Classe A/2009) Assinale a opção correta
sobre a importância do trabalho coletivo para a prática pedagógica do
professor.
a) O trabalho coletivo na escola é fundamental para uma prática pedagógica
docente comprometida com a qualidade da educação, por isso é exclusivo
do grupo de profissionais da escola.
b) No processo de tomada de decisão, o trabalho coletivo deve ter caráter
participativo; não pode ser uma ação de caráter colaborativo.
c) Os entraves burocráticos e hierárquicos não interferem nas ações de um
processo de trabalho coletivo na escola.
d) A busca de consenso sobre problemas e soluções, em um trabalho
coletivo, requer que se escondam as divergências, os conflitose os
interesses pessoais.
e) As atividades de formação continuada de professores são estratégias que
favorecem o trabalho coletivo, por isso devem ser sempre realizadas por
mais de um profissional da instituição e jamais individualmente.
 
15. (Cespe/TJ-RO/Analista Judiciário/Pedagogo/2012) Assinale a opção
correta acerca do planejamento participativo.
a) Dado o caráter democrático do planejamento participativo, a presença de
um coordenador ou mediador compromete ou invalida seu processo de
elaboração.
b) A concepção de totalidade da realidade a ser transformada por meio das
ações do planejamento é pressuposto estruturante desse método.
c) A neutralidade é característica fundante dos instrumentos gerenciais
utilizados na avaliação externa das ações previstas no planejamento
participativo.
d) A elaboração do planejamento participativo deve fundamentar-se no
princípio da centralidade do orçamento, para se assegurar a
implementação bem-sucedida das ações nele previstas.
e) A formação de grupos homogêneos favorece a consecução das etapas do
planejamento, pois inibe o aparecimento de conflitos.
 
(Cespe/Unipampa/Pedagogo/2013) Considerando o planejamento e seus
elementos constitutivos, julgue o item abaixo:
16. ( ) No planejamento de ensino, a fase de preparação consiste na previsão
de todos os passos para assegurar a sistematização, o desenvolvimento e
a concretização dos objetivos pretendidos.
 
(Cespe/Unipampa/Pedagogo/2013) Considerando o planejamento e seus
elementos constitutivos, julgue o item abaixo:
17. ( ) Na elaboração do planejamento, a etapa na qual se busca conhecer a
realidade a ser modificada chama-se classificação.
 
Gabarito
ESPAÇO DO ALUNO
 
 
 
 
 
 
Capítulo 8
COMUNICAÇÃO E INTERAÇÃO
GRUPAL
 
 
Neste capítulo, trabalharemos com o tema comunicação e interação grupal.
Para iniciar, vamos ao preenchimento do quadro para verificar os seus
conhecimentos prévios sobre o tema:
Quais os principais conceitos e concepções em relação à comunicação e interação grupal?
 
 
 
 
 
 
 
 
8.1 Aspectos teóricos da comunicação
Para Scroferneker (2006), a comunicação, quando abordada
conceitualmente, pode ser entendida como meio, função, processo de
interação e fonte de dominação.
Goldhaber, citado por Wels (2005), traz a comunicação como o fluxo de
mensagens dentro de uma rede de relações interdependentes. Para o
autor, há quatro pontos importantes no processo de comunicação:
• mensagem, como informação que contém significado;
• rede, que consiste no caminho percorrido pela mensagem e que pode ser
entre duas, poucas ou muitas pessoas;
• interdependência, que, a partir da concepção da organização como
sistema aberto, percebe as partes do todo relacionadas entre si e com o
meio ambiente;
• relações, que dizem respeito ao fato de que toda essa conexão de redes
interdependentes de mensagens está nas mãos de pessoas.
 
8.1.1 Modelos teóricos da comunicação
Daniels, Spiker e Papa (1997), citados por Scroferneker (2006),
identificaram a comunicação a partir de três modelos ou perspectivas:
tradicional, interpretativo e crítico.
 
Modelo tradicional
Este modelo é o mais antigo e entende a comunicação como uma atividade
cujo comportamento pode ser medido, padronizado e classificado.
 
Modelo interpretativo
A comunicação é tida como um processo por meio do qual a construção
social ocorre e a organização se constitui como um espaço de negociação,
produto de transações e discursos coletivos.
 
Modelo crítico
A comunicação nesse modelo é considerada um instrumento de
dominação. Acredita-se que ela é uma ação deliberada e contínua do processo
simbólico para cooptar os interesses dos empregados.
Scroferneker (2006) ainda traz as teorias de Goodall Jr. e Eisnberg sobre a
comunicação organizacional. Para esses autores, a comunicação
organizacional se apresenta em cinco teorias:
 
Comunicação organizacional como transferência de informações
Informação repassada de uma pessoa a outra. Comunicação assimétrica,
em que se transmite metas e objetivos da cúpula para os demais membros da
organização. É um modelo linear, simplificado e incompleto. O emissor
define os significados das mensagens e repassa aos demais.
 
Comunicação como processo transacional
Nesse modelo, a ênfase recai sobre o feedback, em como a mensagem é
recebida e entendida. O entendimento não precisa necessariamente ser verbal,
pode se manifestar por meio de mudança de comportamentos. Difere do
modelo anterior por considerar importante o entendimento da mensagem, ou
seja, como esta é recebida, entendida, desconstruída e construída.
Comunicação como estratégia de controle
A comunicação é entendida como uma ferramenta para controle do
ambiente organizacional. Entende que o comunicador competente é aquele
que seleciona bem as estratégias para comunicação. Nesse modelo, utiliza-se
a ambiguidade como ferramenta para alcance dos objetivos. Ignoram-se os
significados compartilhados e a motivação.
 
Comunicação como equilíbrio entre criatividade
constrangimento/coação/sujeição
Esse modelo se aproxima das teorias sociológicas no que se refere a
indivíduo e sociedade, considere – Scroferneker (2006) as tensões entre a
macro e microperspectiva. A comunicação é a mediadora dessas tensões,
equilibrando a sujeição institucional, o potencial criativo e o contexto da
interpretação.
 
Comunicação como espaço de diálogo
A visão dessa concepção é de que o diálogo é a comunicação equilibrada,
ou seja, o indivíduo tem a oportunidade de falar e de ser ouvido.
Níveis hierárquicos da comunicação
• A comunicação intrapessoal diz respeito ao nível básico de comunicação humana e refere-se ao process
interno de pensamento, em que se concebem ideias a serem transmitidas e se interpretam mensagen
recebidas, codificando e decodificando permanentemente as mensagens.
• A comunicação interpessoal se estabelece entre duas pessoas e consiste na exteriorização do
pensamentos, representando a unidade social básica da organização.
• A comunicação de pequenos grupos ocorre entre três ou mais pessoas, as quais interagem para alcança
metas comuns. A comunicação de pequenos grupos é mais rica e mais complexa do que a interpessoa
pois é composta de muitas relações interpessoais.
• A comunicação entre grupos múltiplos é um desdobramento dos pequenos grupos, que agem de mod
interdependente. Esse nível encerra, em si, os três anteriores, e tem grande representação para 
funcionamento de empresas em que é necessária a coordenação de um grande número de pessoas para 
cumprimento de atividades canalizadas para atingir objetivos organizacionais.
 
8.1.2 Componentes do processo de comunicação
Para Chiavenato, citado por Nogueira et al. (2007), a comunicação grupal
tem os seguintes componentes:
Fonte: a fonte significa a pessoa, coisa ou processo que emite ou fornece
as mensagens por intermédio do sistema.
Remetente: organiza sua ideia ou a mensagem por meio de uma série de
símbolos, sinais ou códigos pelos quais pretende comunicar a outra pessoa
(destino).
Transmissor: significa o meio, o processo ou o equipamento que codifica
e transporta a mensagem por algum canal até o receptor (destino) que deve
recebê-la.
Canal: é o espaço intermediário situado entre o transmissor e o receptor,
que geralmente constituem dois pontos distantes.
Receptor: significa o processo ou equipamento que capta e recebe a
mensagem no canal. Para tanto, o receptor decodifica a mensagem para poder
colocá-la à disposição do destino.
Destino: é a pessoa, coisa ou processo a quem é destinada a mensagem no
ponto final do sistema de comunicação.
Ruído: é a perturbação indesejável que tende a deturpar e alterar, de
maneira imprevisível, as mensagens transmitidas.
 
8.2 Interação grupal
Quando falamos em organizações, necessariamente temos que remeter às
pessoas e o que elas trazem para dentro de seus trabalhos: sonhos, desejos,
necessidades, interesses, potencialidades e limitações. Não há como separar a
pessoa profissional da pessoa fora do ambiente detrabalho.
As organizações já perceberam que o trabalho se torna mais produtivo
quando se abandona o trabalho individual e este passa a ser realizado em
grupo.
 
 
Grupo é o conjunto de pessoas que compartilham crenças e valores.
 
pluralidade de pessoas que num determinado momento estabelecem uma interação
precisa e sistemática entre si. (GRIMBERG apud CASADO, 2002)
Chiavenato (2009) traz outra composição para o trabalho coletivo, que é a
equipe. Para o autor, nessa modalidade há maior capacidade dos envolvidos,
múltiplas habilidades, maior análise e experiência.
Ele define equipe como:
 
um grupo de pessoas com habilidades complementares e que trabalham em conjunto para
alcançar um propósito comum pelo qual são coletivamente responsáveis.
 
 
 
8.2.1 Aspectos relevantes na formação de grupos de
trabalho
São muitos os elementos que interferem no trabalho em grupo nas
instituições. Casado (2002) apresenta os cinco mais relevantes:
Tamanho: o número de pessoas para o trabalho vai depender dos objetivos
a serem alcançados. Grupos muito grandes podem dificultar o processo de
comunicação, tornando-o lento e impreciso, também pode diluir a
responsabilidade pelos resultados.
Regras: a existência de padrões morais, valores e regras de funcionamento
nos grupos auxilia os componentes a saber o que é esperado, válido e
legítimo em termos de comportamento.
Papéis: definir e esclarecer os diversos papéis presentes nos grupos auxilia
os participantes a entender as expectativas mútuas e a se situar para um
exercício profícuo da experiência grupal.
Ritmo: cada grupo tem um ritmo próprio e é importante compreendê-lo. O
ritmo é representado pela dinâmica de forças, pela velocidade de sua
comunicação, pela agilidade de suas ações e pela tomada de decisões.
Linguagem: a linguagem verbal, não verbal e simbólica dos grupos são
mapas para sua compreensão. Para compreender o funcionamento de um
grupo, é necessário atentar para a forma e o conteúdo do discurso dos
componentes e suas diversas expressões.
 
8.2.2 Habilidades para o trabalho em grupo
Habilidades de comunicação: a equipe deve trabalhar colaborativamente para comunicar aberta 
honestamente, ouvir ativamente para obter sinergia;
Habilidade de autogerenciamento: a equipe deve, em conjunto, ultrapassar obstáculos por meio d
construção de um senso de propriedade, responsabilidade, compromisso e eficiência de cada membro
encorajando a total participação e autocrítica para melhorar incessantemente as condições de trabalho;
Habilidades de liderança: devem existir oportunidades para que todos exerçam a liderança. Cada membr
deve aprender a organizar, colaborar, planejar, facilitar, relacionar e servir como coach e mentor;
Habilidades de responsabilidade: cada membro da equipe é responsável não só pelo seu trabalho, ma
também pelo trabalho dos seus colegas. A responsabilidade do trabalho é compartilhada por todos;
Habilidade de apoio à diversidade: quanto mais diversificada a equipe tanto maior sua habilidade d
responder a novos problemas e apresentar novas soluções. Os preconceitos devem ser evitados;
Habilidade de retroação e avaliação: sem aprender com os erros passados, nenhuma equipe cresce
Devemos incentivar a autocrítica e a busca pelo autoaprendizado constante;
Habilidade de planejamento estratégico: em vez de responder a problemas com respostas isoladas, 
equipe deve utilizar o planejamento estratégico para mapear os desafios e oportunidades de mod
participativo;
Habilidade de conduzir reuniões bem-sucedidas: não deve existir perda de tempo com reuniões longas 
pouco produtivas. A equipe deve aprender a utilizar técnicas de modo que as reuniões sejam curtas 
produtivas;
Habilidade de resolver conflitos: a equipe deve aprender a resolver problemas, negocia
colaborativamente, responder a situações difíceis e resolver conflitos internos;
Habilidades de desfrutar: o trabalho não deve ser encarado como uma “pena” para os membros da equipe
Aprender a gostar do trabalho que é feito e desfrutar dos momentos juntos é importante para que a equip
tenha sucesso.
Fonte: Chiavenato, 200
 
 
Para que o trabalho coletivo se estabeleça e tenha sucesso, Chiavenato
indica que algumas habilidades são requeridas:
Vamos elaborar mapas mentais sobre esse tema.
 
 
 
 
Meta de acertos: Total de questões certas: Porcentagem de acertos:
Conteúdos que preciso rever:
 
 
 
 
 
 
 
1. (UFT/Copese/DPE-TO/Analista em Gestão Especializado – Pedagogia/
2012) Leia as assertivas a partir da ótica da comunicação e a interação
grupal e, posteriormente, escolham a alternativa correta:
I – Proporcionar informações e compreensões necessárias para que as pessoas
possam se conduzir em suas tarefas é um dos propósitos da comunicação
administrativa;
II – Outro propósito é proporcionar atitudes necessárias que promovam a
motivação, a cooperação e a satisfação nos cargos;
III – Os dois propósitos anteriores promovem um ambiente que conduz a um
espírito de equipe e a um melhor desempenho das tarefas;
IV – Assim, é necessário enfatizar os grupos e não o comportamento
individual uma vez que a comunicação deve ser tratada como um fenômeno
social;
a) Todas as assertivas são corretas.
b) Somente as assertivas I e II são corretas.
c) Somente as assertivas I, II e IV são corretas.
d) Nenhuma das assertivas é correta.
 
2. (UFT/Copese/DPE-TO/Analista em Gestão Especializado –
Pedagogia/2012) Relativamente à constituição de equipes é correto
afirmar, exceto:
a) Um grupo se transforma em uma equipe somente quando passa a prestar
atenção à sua forma de agir e procura resolver os problemas que
comprometem o seu funcionamento.
b) Um grupo que se desenvolve se conforma como uma equipe
obrigatoriamente, incorpora ao seu modo de agir, a sua dinâmica, as
habilidades de diagnóstico e de solução de problemas.
c) É um grupo de pessoas, independente do número, que possuem
habilidades semelhantes, comprometidas com o mesmo objetivo, as metas
de desempenho e a mesma abordagem, pelos quais elas se consideram
mutuamente responsáveis.
d) O trabalho em equipe constituiu um constante processo de
experimentação, troca e aprendizagem.
 
3. (UFT/Copese/DPE-TO/Analista em Gestão Especializado – Pedagogia/
2012) À constituição de equipes tendo em vista a interação grupal no
processo de planejamento, são requisitos, exceto:
a) Consciência dos objetivos, pois deve haver uma ideia clara do propósito
da atividade a ser desenvolvida pela equipe.
b) Comunicação aberta porque todos devem ter acesso às informações e
liberdade para expressar suas ideias e sentimentos.
c) Conhecimento das condições, pois é preciso dar a conhecer todos os
prazos e os recursos disponíveis para as atividades bem como as normas e
os valores que deverão norteá-las.
d) Uma comunicação fechada das informações acerca do planejamento
visando ao não conhecimento dos propósitos da equipe.
 
4. (UFT/Copese/DPE-TO/Analista em Gestão Especializado – Pedagogia/
2012) A constituição de equipes bem-sucedidas depende tanto da
administração quanto das pessoas que a comporão, pois delas são
requeridas habilidades especiais. Analise as assertivas e marque a
alternativa correta:
I – Habilidade de autogerenciamento diz respeito à capacidade de a equipe
ultrapassar obstáculos por intermédio do senso de responsabilidade,
compromisso, eficiência, entre outros;
II – Habilidade de conduzir reuniões bem-sucedidas: a equipe deve aprender
por meio da participação, observação e correção a desenvolver reuniões
rápidas e mais produtivas;
III – Habilidade de apoio à diversidade, pois quanto mais diversificada a
equipe tanto maior será sua capacidade de responder positivamente a novos
problemas;
IV – Habilidade de desfrutar: a equipe deve aprender a fazer um trabalho
agradável e alegre mesmo trabalhando arduamente;
a) Todas as assertivas são corretas.
b) Somente as assertivas I, II e III são corretas.
c) Somente as assertivas III e IV são corretas.
d) Todas as assertivas são falsas.
 
5. (AOCP/Ebserh-HU-UFMS/Pedagogo/2014)Para fomentar a cultura do
trabalho em grupo, é incorreto destacar:
a) ideias novas e espírito de solidariedade.
b) capacidade de compreensão.
c) aspirações construtivas.
d) ideias conservadoras e competição agressiva.
 
(Cespe/Inca/Analista em C&T Jr – Gestão de Recursos Humanos/2010)
A respeito do trabalho em equipe nas organizações e da administração da
diversidade de funcionários, julgue os itens seguintes.
6. ( ) Em uma equipe, o poder deve ser compartilhado entre os membros para
que a liderança não seja confundida com chefia.
7. ( ) A diversidade de funcionários afeta de forma negativa a comunicação
no âmbito da organização.
8. ( ) A diversidade de funcionários ajuda a acessar diferentes segmentos de
consumidores, compreendendo melhor os clientes.
9. ( ) A diversidade de funcionários traz maiores perspectivas e ideias para os
grupos, aumentando a inovação e a criatividade dentro da empresa.
 
(Cespe/Correios/Analista de Correios – Pedagogo/2011) No que se refere à
comunicação e à interação grupal no processo de planejamento, julgue os
próximos itens.
10. ( ) O pedagogo deve minimizar as diferenças individuais existentes no
grupo para não prejudicar a convivência e o aprendizado de cada
integrante.
11. ( ) Cabe ao pedagogo, na condição de facilitador da construção de novos
conceitos, coordenar o processo de aprendizagem do grupo.
12. ( ) O trabalho em grupo é uma oportunidade para o exercício da
comunicação e da educação emancipadora, dadas as diferentes
concepções e práticas de comunicação envolvidas nesse processo.
 
13. (AOCP/Ebserh-HU-UFMS/Pedagogo/2014) Selecione o critério que
não corresponde aos aspectos significativos para a estruturação de uma
equipe de trabalho.
a) Tamanho da equipe.
b) Estrutura de poder.
c) Estrutura de trabalho.
d) Raça dos participantes.
e) Composição da equipe.
 
14. (AOCP/Ebserh-HU-UFMS/Pedagogo/2014) Analise as assertivas e
assinale a alternativa que aponta aquela(s) que se relaciona à desvantagem
do trabalho em equipe.
I – Interpretação menos rígida dos fatos e das situações.
II – Criação da cultura do “consenso obrigatório”.
III – Radicalização em torno das decisões tomadas.
IV – Melhor aproveitamento das potencialidades individuais.
a) Apenas I e IV.
b) Apenas II e III.
c) I, II, III e IV.
d) Apenas I.
e) Apenas IV.
 
Gabarito
ESPAÇO DO ALUNO
 
 
 
 
 
 
 
 
Capítulo 9
AVALIAÇÃO EDUCACIONAL
 
Vamos, agora, a mais um tema relevante e muito cobrado nas seleções para
professores – Avaliação Educacional. Antes de iniciarmos os conceitos,
preencha o quadro com os conhecimentos que já tem sobre o tema. Lembre-
se de retirar as palavras-chave ao longo do texto.
Avaliação da Aprendizagem 
Avaliação Institucional 
Avaliação de
Larga Escala
 
 
 
Avaliação formativa Avaliação somativa
 
 
 
 
 
 
 
9.1 Conceitos
Em vários editais o tema avaliação tem sido cobrado classificado em
níveis. Os níveis de avaliação educacional são: avaliação da aprendizagem,
avaliação institucional e avaliação de larga escala. Vamos começar falando
sobre avaliação da aprendizagem. Para isso, buscamos a visão do professor
Libâneo (2002), para quem a avaliação educacional é:
 
Uma tarefa didática necessária e permanente do trabalho docente, que deve acompanhar
passo a passo o processo de ensino e aprendizagem. Através dela, os resultados que vão
sendo obtidos no decorrer do trabalho conjunto do professor e dos alunos são
comparados com os objetivos propostos, a fim de constatar progressos, dificuldades, e
reorientar o trabalho para as correções necessárias. (destaque nosso)
 
Para Libâneo, a avaliação cumpre as funções:
Pedagógico-didática: comprovar sistematicamente os resultados dos
processos de ensino.
Diagnóstico: identificar progressos e dificuldades dos alunos e a atuação
do professor.
Controle: verificar e qualificar os resultados escolares, diagnosticar as
situações didáticas.
A função controle não pode ser confundida com avaliação somativa. Lembre-se 
de que esse é um conceito de Libâneo.
Apesar de o livro Didática ser de 1990, os conceitos que estão lá ainda são muito cobrados pelas bancas.
Libâneo é uma das maiores referências nas seleções.
 
 
Luckesi (2012), ao trabalhar o tema relaciona-o com o modelo de
sociedade. Aponta que o entendimento de avaliação se constrói a partir de um
modelo teórico de mundo e de educação que se traduz em práticas
pedagógicas. Hoje vivemos um modelo conservador de sociedade que se
reflete na escola. Para mudar, é necessário que se busque uma pedagogia
transformadora.
Para o autor, a avaliação “pode ser caracterizada como uma forma de
ajuizamento da qualidade do objeto avaliado”. Isso implica uma tomada de
decisão para aceitação ou transformação.
Luckesi ensina que investigar para conhecer e conhecer para agir são dois
algoritmos básicos para a produção de resultados satisfatórios, pois sem
investigação, não se tem conhecimentos, e, sem conhecimentos não se tem
eficiência e qualidade nas ações.
O ato de avaliar a aprendizagem na escola se expressa como uma
investigação da qualidade dos resultados obtidos. É o conhecer o
desempenho do educando, individualmente, assim como de sua turma,
coletivamente.
Maria Teresa Esteban é uma autora que vem aparecendo em inúmeras
provas. Para ela, a avaliação ainda está marcada pela homogeneidade, não se
consideram as especificidades dos alunos no momento de avaliar. É
necessário entender que a avaliação realizada na sala de aula
 
articula sujeitos e contextos diversos confrontando os múltiplos conhecimentos que
perpassam o saber, o fazer e o pensar de alunos, alunas, professores e professoras.
(ESTEBAN, 2002)
 
A autora acrescenta que a avaliação como prática de investigação não deve
paralisar diante do erro, mas o considerar como fonte de informação. O
professor deve investigar quais conhecimentos e desconhecimentos estão
presentes nos acertos e nos erros.
Em cada momento histórico, ou em cada tendência pedagógica, temos uma concepção de avaliação
Observe a seguir.
 
 
Tendências Concepções
Tradicional Medir, classificar
Renovada
progressivista
Descobrir, experimentar
Renovada não diretiva Autoavaliar-se
Tecnicista Medir, classificar, instrumentalizar resultados
Libertadora Conhecer a realidade, ressignificar, construir novo olhar, ter consciência
emancipar
Libertária Desnecessária
Crítico-social dos
conteúdos
Aprender os conteúdos de forma crítica
 
 
9.2 Funções da avaliação
A avaliação apresenta algumas funções que são, basicamente,
diagnosticar (avaliação diagnóstica), acompanhar (avaliação formativa e
processual) e classificar (avaliação somativa).
Podemos dizer que a avaliação se divide em duas grandes abordagens:
avaliação somativa ou classificatória e avaliação qualitativa ou
formativa.
 
9.2.1 Função formativa ou qualitativa
A avaliação formativa ou qualitativa é aplicada ao longo do processo, de
forma contínua, e tem como objetivo corrigir rumos durante a execução das
ações. A avaliação formativa ou qualitativa tem um compromisso com a
formação de qualidade, pois não é apenas um resultado isolado.
 
9.2.2. Função somativa ou quantitativa
A avaliação somativa ou classificatória é realizada ao final do processo de
ensino e tem por objetivo classificar. Oferece informação que determina o
grau de domínio dos conteúdos ou objetivos previamente definidos.
Podemos dizer que a função somativa ou classificatória tem por objetivo a
certificação. É a medição expressa por meio de nota ou conceito sobre o
desempenho do aluno.
Esse tipo de avaliação acontece ao final de um período previamente
definido. Pode ser no final de uma unidade de ensino, ao final de cada
bimestre, ao final do ano letivo etc.
Libâneo (2002) ensina que a função diagnóstica permite identificar processos e dificuldades dos alunos, 
isso serve de orientador para o professor. A função diagnóstica permite ao professor um ponto de partida
pois, com ela, o professor tem mais conhecimento de “onde está pisando”, qual é o “nível” da turma etc.
 
 
SegundoLibâneo (2002), a função diagnóstica ocorre no início, durante e
no final do desenvolvimento das aulas.
Vejamos o quadro-resumo:
 
Início Verificação das condições prévias dos alunos de modo a prepará-los para o estudo da matéri
nova.
Etapa de sondagem de conhecimentos e experiências já disponíveis.
Verificação dos pré-requisitos para a sequência da unidade didática.
Durante Verificação do processo de transmissão e assimilação dos alunos.
Apreciação dos resultados, correção das falhas, esclarecimento de dúvidas.
Continuação dos trabalhos e adaptações (se necessárias) para atingimento do objetivo desejado.
Final Verificação dos resultados da aprendizagem no final de uma unidade didática, do bimestre ou d
ano letivo.
Avaliação global de determinado período.
Realimentação do processo de ensino.
 
A seguir, um quadro de dicas para ajudar nos estudos:
 
 
Funções da
Avaliação
Dicas
Diagnóstica • Início, meio e fim;
• Sondagem;
• Diagnóstico;
• Pré-requisitos;
• Orienta a prática.
Somativa ou
classificatória
• Acontece no fim de uma etapa;
• Verifica resultados;
• Grau de domínio;
• Notas, conceitos;
• Certifica;
• Desempenho final;
Formativa ou
qualitativa
• Acontece ao longo do processo;
• Reorientação do trabalho;
• Feedback;
• Adequação de materiais;
• Formação contínua.
Pedagógico-
-didática
• Cumprimento dos objetivos gerais e específicos da educação escolar;
• Atitude mais responsável do aluno frente ao estudo;
• Correção dos erros contribui para assimilação, fixação e aprofundamento do
conhecimentos, habilidades e atitudes;
• Finalidades sociais do ensino;
• Preparação dos alunos para as exigências sociais;
• Processo global;
• Aprimoramento, aprofundamento de conhecimentos e habilidades;
• Desenvolvimento de capacidades cognoscitivas.
Controle • Meios utilizados para verificação dos resultados;
• Frequência da verificação dos resultados;
• Controla o processo de interação professor-aluno durante as aulas;
• Controle sistemático e contínuo;
• Possibilita diagnósticos.
 
 
Art. 24. A educação básica, nos níveis fundamental e médio, será organizada de acordo
com as seguintes regras comuns:
(...)
V – a verificação do rendimento escolar observará os seguintes critérios:
a) avaliação contínua e cumulativa do desempenho do aluno, com prevalência dos
aspectos qualitativos sobre os quantitativos e dos resultados ao longo do período
sobre os de eventuais provas finais;
b) possibilidade de aceleração de estudos para alunos com atraso escolar;
c) possibilidade de avanço nos cursos e nas séries mediante verificação do
aprendizado;
d) aproveitamento de estudos concluídos com êxito;
e) obrigatoriedade de estudos de recuperação, de preferência paralelos ao período letivo,
para os casos de baixo rendimento escolar, a serem disciplinados pelas instituições de
ensino em seus regimentos; (grifo nosso)
Cabe destacar que a concepção vigente que temos de avaliação, segundo a LDB, é que ela é processual
contínua e sistemática. Ou seja, ela acontece ao longo do processo educativo e não apenas em momento
isolados.
 
 
Art. 29. A educação infantil, primeira etapa da educação básica, tem como finalidade o
desenvolvimento integral da criança de até 5 (cinco) anos, em seus aspectos físico,
psicológico, intelectual e social, complementando a ação da família e da comunidade.
(...)
Art. 31. A educação infantil será organizada de acordo com as seguintes regras comuns:
I – avaliação mediante acompanhamento e registro do desenvolvimento das crianças,
sem o objetivo de promoção, mesmo para o acesso ao ensino fundamental; (grifo nosso)
 
 
A avaliação deve ser usada sempre para aperfeiçoar o trabalho docente e a
aprendizagem discente. A avaliação jamais deve ser usada para prejudicar,
ameaçar ou atingir controle sobre alunos, por exemplo.
O resultado da avaliação é base para o planejamento do professor, pois,
a partir da avaliação, é possível organizar, reorganizar e rever o ato
pedagógico para o atingimento dos objetivos desejados.
Enfim, a avaliação é um importante sinalizador do desempenho da
educação, levando em consideração uma visão sistêmica. A avaliação não é
apenas dos conhecimentos do aluno, mas da atuação do professor, da
administração escolar e da política do sistema educacional como um todo.
Por fim, a avaliação é um guia para a tomada de decisões.
Preencha o quadro.
 
 
9.3 Avaliação institucional
A avaliação institucional está ligada à gestão do espaço escolar, ou seja,
organização administrativa, financeira e pedagógica da escola. É um
instrumento que permite aos gestores, docentes, funcionários, alunos, pais e
demais membros da comunidade escolar avaliar as ações desenvolvidas pela
instituição e tomar decisões mais fundamentadas.
A avaliação institucional, assim como a avaliação da aprendizagem,
permite a correção de rumos e está intimamente ligada ao planejamento
escolar e ao projeto político-pedagógico da escola.
Atualmente, a avaliação institucional não é mais vista como um
instrumento centralizador de controle burocrático, mas, sim, como um
instrumento de gestão democrática, auxiliar da administração das questões
escolares. A avaliação institucional serve de apoio à melhoria da qualidade da
educação, visto que subsidia o diagnóstico e a tomada de decisão no espaço
escolar.
9.4 Avaliação em larga escala
Quando falamos em avaliação em larga escala estamos falando também de
políticas públicas. Isso porque a avaliação em larga escala é uma avaliação
governamental de grande visibilidade. As avaliações em larga escala são
também chamadas de avaliações externas, pois são definidas, organizadas e
conduzidas por quem não se encontra no interior das escolas e, sim, por
gestores governamentais externos.
É importante destacar que a avaliação em larga escala se utiliza de
instrumentos padronizados como provas, questionários e outros meios que
possibilitem resultados objetivos e ofereçam respostas para as perguntas que
os governos querem saber.
Com os resultados das pesquisas, o governo traça estratégias, planos de
ações, faz novos estudos, toma medidas e busca atingir o ideal de qualidade
de educação previsto nas leis (Constituição, LDB etc.).
Veja, a seguir, exemplos de avaliações realizadas pelo Governo Federal, apoiado por instituições como 
Ministério da Educação e seus órgãos vinculados, como o FNDE, o Inep, o CNE, a Capes, entre outras.
 
 
9.4.1 Sistema Nacional de Avaliação da Educação
Básica e Prova Brasil (Saeb)
Objetivo
Avaliar a Educação Básica brasileira e contribuir para a melhoria de sua
qualidade e para a universalização do acesso à escola, oferecendo subsídios
concretos 
para a formulação, reformulação e o monitoramento das políticas públicas
voltadas para a Educação Básica. Além disso, procura também oferecer dados
e indicadores que possibilitem maior compreensão dos fatores que
influenciam o desempenho dos alunos nas áreas e anos avaliados.
 
Composição
O Saeb é composto por três avaliações externas em larga escala:
 
• Avaliação Nacional da Educação Básica (Aneb)
Abrange, de maneira amostral, alunos das redes públicas e privadas do
País, em áreas urbanas e rurais, matriculados na 4ª série/5º ano e 8ª série/9º
ano do Ensino Fundamental e no 3º ano do Ensino Médio, tendo como
principal objetivo avaliar a qualidade, a equidade e a eficiência da educação
brasileira. Apresenta os resultados do País como um todo, das regiões
geográficas e das unidades da Federação.
 
• Avaliação Nacional do Rendimento Escolar (Anresc) – também
denominada Prova Brasil
Trata-se de uma avaliação censitária envolvendo alunos da 4ª série/5º ano
e 8ª série/9º ano do Ensino Fundamental das escolas públicas das redes
municipais, estaduais e federal, com o objetivo de avaliar a qualidade do
ensino ministrado nas escolas públicas. Participam desta avaliação as escolas
que possuem, no mínimo, 20 alunos matriculados nas séries/anos avaliados,
sendo os resultados disponibilizados por escola e por ente Federativo.
 
• A Avaliação Nacional da Alfabetização (ANA)
Avaliação censitáriaenvolvendo os alunos do 3º ano do Ensino
Fundamental das escolas públicas, com o objetivo principal de avaliar os
níveis de alfabetização e letramento em Língua Portuguesa, alfabetização
Matemática e condições de oferta do Ciclo de Alfabetização das redes
públicas.
A ANA foi incorporada ao Saeb pela Portaria nº 482, de 7 de junho de
2013.
A Aneb e a Anresc/Prova Brasil são realizadas bianualmente; a ANA foi
realizada anualmente em 2013 e 2014, não foi realizada em 2015 e está
prevista a realização em 2016.
 
9.4.2 Provinha Brasil
A Provinha Brasil é uma avaliação diagnóstica do nível de alfabetização
das crianças matriculadas no segundo ano de escolarização das escolas
públicas brasileiras.
Essa avaliação acontece em duas etapas, uma no início e a outra ao
término do ano letivo. A aplicação em períodos distintos possibilita aos
professores e gestores educacionais a realização de um diagnóstico mais
preciso que permite conhecer o que foi agregado na aprendizagem das
crianças, em termos de habilidades de leitura dentro do período avaliado.
A partir das informações obtidas pela avaliação, os gestores e professores
têm condições de intervir de forma mais eficaz no processo de alfabetização,
aumentando as chances de que todas as crianças, até os oito anos de idade,
saibam ler e escrever, conforme uma das metas previstas pelo Plano de
Metas Compromisso Todos pela Educação.
A Provinha Brasil é elaborada pelo Inep, e distribuída pelo MEC/FNDE
para todas as secretarias de educação municipais, estaduais e do Distrito
Federal. Assim, todos os anos os alunos da rede pública de ensino,
matriculados no segundo ano de escolarização, têm oportunidade de
participar do ciclo de avaliação da Provinha Brasil.
Essas avaliações normalmente são realizadas em âmbito federal mesmo.
Isso porque o Governo Federal tem mais competência técnica e financeira
para realizá-las. Além disso, são avaliações em âmbito nacional e os
resultados são uma grande “radiografia” da educação brasileira. Trata-se de
uma avaliação sistêmica, geral e estratégica que subsidia Estados e
Municípios a compreenderem as suas realidades, realizar as suas próprias
pesquisas e executar as ações pretendidas.
Preencha o quadro com as principais informações de cada avaliação.
 
 
Avaliação da aprendizagem 
Avaliação institucional 
Avaliação de larga escala A. Saeb e Aneb
 Anresc
 ANA
B. Provinha Brasil
 
 
 
 
Meta de acertos: Total de questões certas: Porcentagem de acertos:
Conteúdos que preciso rever:
 
 
 
 
 
 
 
1. (Access/Prefeitura de Duque de Caxias-RJ/2002) Em relação à
verificação da aprendizagem dos estudantes, a Lei no 9.394/1996 afirma
que, para os casos de baixo rendimento escolar, os estudos de recuperação
devem ser:
a) obrigatórios e somente ao final de cada ano letivo.
b) obrigatórios e, preferencialmente, paralelos ao período letivo.
c) facultativos e paralelos ao período letivo.
d) facultativos e ao final de cada semestre.
e) obrigatórios e ao final de cada trimestre.
 
2. (Iepro/Uece/Prefeitura de Caucaia-CE/2009) A LDB 9.394/1996 tem na
flexibilidade uma de suas características, o que pode ser exemplificado
quando apresenta critérios para a verificação do rendimento escolar (art.
24, V). Um destes critérios presentes na LDB é a:
a) prevalência dos aspectos quantitativos sobre os qualitativos.
b) participação compulsória das escolas públicas nos sistemas nacionais de
avaliação.
c) obrigatoriedade da recuperação paralela em horário diferenciado, ao
longo do ano letivo.
d) possibilidade de cada escola estipular o percentual permitido de faltas.
e) possibilidade de avanços nos cursos e nas séries mediante verificação do
aprendizado.
3. (Educa/Prefeitura de Juripiranga-PB/Orientador Educacional/2007)
Acerca dos critérios que devem ser observados na verificação do
rendimento escolar, assinale a opção incorreta, com base na LDB.
a) Avaliação contínua e cumulativa do desempenho do aluno, com
prevalência dos aspectos qualitativos sobre os quantitativos e dos
resultados ao longo do período sobre os de eventuais provas finais.
b) Possibilidade de aceleração de estudos para alunos com atraso escolar.
c) Possibilidade de avanços nos cursos e nas séries mediante verificação do
aprendizado.
d) Aproveitamento de estudos concluídos com êxito.
e) Estudos de recuperação facultativos, de referência não paralela ao
período letivo, para os casos de baixo rendimento escolar, a serem
disciplinados pelas instituições de ensino em seus regimentos.
 
4. (FCC/TRT 23a Região (MT)/Analista Judiciário – Pedagogia/2011)
Avaliar pressupõe
a) julgamento de valor, sobre nós mesmos, sobre que estamos fazendo,
sobre o resultado de trabalhos.
b) transformações em que a avaliação, por si só, provoca nos sujeitos e nos
resultados de trabalhos.
c) uma atividade objetiva desvinculada das experiências e vivências.
d) formulação permanente de novos instrumentos que contemplem as
avaliações contínuas.
e) definição de técnicas e procedimentos científicos para aferição de
resultados.
 
5. (Consulplan/TSE/Analista Judiciário/Pedagogia/2012) Para Cipriano
Carlos Luckesi (2000), a avaliação é um ato amoroso e dialógico que
envolve sujeitos e, como tal, a primeira fase do processo de avaliação
começa com
a) o acolhimento do sujeito avaliado.
b) a qualificação dos conhecimentos prévios.
c) o julgamento das aprendizagens avaliadas.
d) o diagnóstico do perfil do sujeito.
 
6. (Consuplan/Prefeitura de Congonhas-MG/Professor/2010) A avaliação
é uma das atividades que ocorre dentro de um processo pedagógico,
incluindo outras ações que implicam na própria formulação dos objetivos
da ação educativa, na definição de seus conteúdos e métodos, entre outros.
Sendo parte de um processo maior, a avaliação pode ser formativa ou
somativa. Considerando o enunciado, analise as afirmativas e marque V
para as verdadeiras e F para as falsas:
I – A avaliação formativa é utilizada para uma apreciação final sobre o que o
aluno pode obter em um determinado período.
II – A avaliação somativa é utilizada ao longo do processo pedagógico, no
sentido de acompanhamento do desenvolvimento e reorientação da
aprendizagem do aluno.
III – Tanto a avaliação somativa quanto a formativa, podem levar a processos
de exclusão e classificação na dependência das concepções que norteiam o
processo educativo.
IV – A avaliação formativa é aquela em que o professor deve estar atento aos
processos e às aprendizagens dos seus alunos.
A sequência está correta em:
a) V, F, V, F.
b) F, F, V, V.
c) V, V, F, F.
d) F, V, F, V.
e) V, F, F, V.
 
7. (Consuplan/Prefeitura de Congonhas- MG/Professor/2010) Segundo
Luckesi, para que uma avaliação cumpra sua função diagnóstica, deve ser
executada com um certo rigor técnico, o que implica algumas exigências.
Para serem adequados, estes instrumentos devem, exceto:
a) Medir resultados de aprendizagem claramente definidos e com harmonia
com os objetivos institucionais.
b) Ser construídos tão fidedignos quanto possível e, em consequência, ser
interpretados com cautela.
c) Ser utilizados para melhorar a aprendizagem do aluno e do sistema de
ensino.
d) Ser destinados exclusivamente a uma atribuição de notas e conceitos aos
alunos, visando classificar o educando num certo estágio de
desenvolvimento.
e) Ser planejados para se ajustar aos usos particulares a serem feitos dos
resultados.
(Cespe/Agência Brasileira de Inteligência (Abin)/Oficial Técnico de
Inteligência – Área Pedagogia/2010) Julgue os itens a seguir, relativos a
diferentes concepções de avaliação da aprendizagem.
8. ( ) Em uma avaliação mediadora, é função do professor interpretar o
resultado das provas e, com base nessa interpretação, estabelecer
estratégias pedagógicas que intervenham de forma positiva no processo
de aprendizagem de seus alunos.
9. ( ) Na abordagem tradicional, o conhecimento é considerado uma
construção contínua, na qual a mudança de comportamento configura a
construção de uma nova aprendizagem.
10. ( ) De acordo com a concepção cognitivista,a avaliação é realizada com o
intuito de verificar a apreensão exata do conteúdo trabalhado em sala de
aula, sendo o aluno avaliado pela quantidade de informações que
consegue reproduzir por meio de instrumentos como provas ou exames.
11. ( ) O comportamentalismo é identificado na avaliação quando o professor
constata que o aluno aprendeu e atingiu os objetivos propostos após a
conclusão de uma etapa de estudos.
12. ( ) A concepção transformadora de avaliação, que se caracteriza pela
progressividade e terminalidade, privilegia o processo, os conteúdos e a
abrangência do processo educativo.
 
13. (Cespe/Saeb-BA/Todos os cargos/2011) A escola somente pode avaliar,
no cotidiano, aquilo que ela ensinou; as avaliações externas em larga escala
propiciam medir o nível de domínio daquilo que se reputa ter sido ensinado
em todas as escolas a partir do currículo formal. (Philippe Perrenoud.
Sucesso na escola: só o currículo, nada mais que o Currículo! In: Cadernos
de Pesquisa, São Paulo, n. 119, jul./2003, p. 11 – com adaptações).
Com base nas informações do texto, é correto afirmar que as avaliações
externas correspondem a:
a) avaliações realizadas pelo Ministério da Educação para identificar o
nível de proficiência dos estudantes em interpretação e produção de textos
em língua portuguesa e na resolução de problemas de ciências e
matemática.
b) avaliações elaboradas pelos próprios professores da escola para turmas
diferentes, com objetivo de verificar se o trabalho dos docentes está sendo
desenvolvido de acordo com o previsto no projeto pedagógico da escola e
de garantir a manutenção do padrão de qualidade do ensino oferecido pela
escola.
c) avaliações realizadas por agentes externos, em estreita colaboração com
a equipe gestora da escola, com objetivo de verificar o alcance das metas
de aprendizagem estabelecidas no projeto pedagógico.
d) avaliações para diagnóstico, que objetivam avaliar a qualidade do ensino
oferecido pelos sistemas de ensino, por meio de testes padronizados e
questionários socioeconômicos.
 
14. (Consulplan/TSE/Analista Judiciário – Pedagogia/2012) A forma
como o ensino é concebido, o entendimento do que é aprender, do que é
ensinar, do papel da escola está intimamente relacionado com a forma de
avaliar. Portanto, uma mudança na avaliação dos processos de
aprendizagem numa perspectiva da construção do conhecimento, exige que
o professor tenha as seguintes concepções, exceto aquela na qual
a) o sujeito que aprende é concebido como um ser crítico, criativo e
participativo, com autonomia e capacidade de tomar decisões.
b) o ensino privilegia a participação, o diálogo, a autonomia, a reflexão
tanto por parte dos professores quanto dos alunos.
c) a avaliação é analisada à parte do processo de aprendizagem e de ensino,
para posteriormente proporcionar tomada de decisões e diferentes
aprendizagens.
d) o erro é visto como propiciador de aprendizagens e as dúvidas dos
alunos altamente significativas e reveladoras de um envolvimento e
exercício intelectuais.
 
(Cespe/Abin/Oficial Técnico de Inteligência – Pedagogia/2010) Julgue os
itens a seguir, a partir da concepção emancipadora e elaboração do projeto
pedagógico.
15. ( ) A avaliação tem por objetivo aferir e controlar a qualidade do processo
pedagógico por meio de instrumentos técnicos aplicados por equipes
estratégicas das diferentes esferas administrativas.
 
16. (Ceperj/Prefeitura de Angra dos Reis-RJ/Professor/2008) Hoffmann
afirma que há, por parte dos professores, o uso equivocado dos testes,
principalmente considerando-se que a sua finalidade mais importante, na
escola, deve ser:
a) investigação, mensuração e classificação;
b) investigação, análise de resultados e nova ação;
c) constatação, mensuração e análise de resultados;
d) constatação, classificação e repetição de conteúdos;
e) análise de resultados, repetição de conteúdos e classificação.
 
Gabarito
ESPAÇO DO ALUNO
 
 
 
 
 
 
 
Capítulo 10
METODOLOGIA DE PROJETOS,
MULTIMÍDIA EDUCACIONAL E
PESQUISA PARTICIPANTE
 
 
10.1 Metodologia de projetos
O trabalho com projetos não é uma metodologia nova, surgiu no século
XVIII, quando Pestalozzi e Frobel destacam a necessidade de se trabalhar
com os interesses das crianças. Quando falamos em metodologia de projetos,
do que você se recorda?
Coloque no quadro os seus conhecimentos sobre a temática.
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Conforme Hernández e Ventura (2009), o requisito fundamental para se
trabalhar com projetos é se voltar mais para os questionamentos do que para
as respostas. Trabalhar na perspectiva da práxis, em que teoria e prática estão
presentes em todos os momentos.
Para esses autores, o trabalho com projetos significa reconstruir a
experiência de dentro para fora, teorizar e torná-la comunicável. Para tanto, é
necessária uma organização curricular em espiral, ou seja, captar a estrutura
fundamental das disciplinas e desenvolver nos diversos níveis de
complexidade.
O trabalho com projetos demanda mudança nas concepções de ensino e
aprendizagem e no modo como o professor percebe sua função em sala de
aula. Para Hernández (1998), os projetos não podem ser considerados um
modelo pronto e acabado, como metodologia didática, ou separados de sua
dimensão política. Trabalhar com projetos significa dar novo sentido ao
processo do aprender e do ensinar. Eles devem estar voltados para uma ação
concreta, partindo da necessidade dos alunos de resolver problemas da sua
realidade, para uma prática social que pode ser adaptada ao contexto escolar
por meio de exposições, maquetes, músicas, dança, trabalhos artísticos,
artesanatos, passeios, dentre outros.
 
 
 
Século XVIII Pestalozzi e Frobel destacam a necessidade do trabalho com os interesses das crianças
Início do século
XX
Ferrière, Krupskaia e Makarenko realizam projetos integrados.
1907 Montessori e Decrolly defendem temas lúdicos e o ensino ativo.
Década de 1920 Dewey e Kilpatrik – tornar o espaço escolar vivo e aberto ao real.
Década de 1930 Freinet – valorização do trabalho em grupo para estimular a cooperação e a iniciativa.
Década de 1960 Paulo Freire – temas geradores.
Década de 1990 Jurjo Santomé e Fernando Hernández – currículo integrado e os projetos de trabalho.
Década de 1990
e século XXI
Antoni Zabala – enfoque globalizador e interdisciplinar.
 
 
Segundo Nogueira (2001),
 
(...) um projeto, na verdade é, em princípio, uma irrealidade que vai se tornando real,
conforme começa a ganhar corpo a partir da realização de ações e, consequentemente,
das articulações desta.
 
É como um conjunto de ingredientes necessários para se fazer um bolo.
Esses ingredientes ainda não são o próprio bolo, mas podem ser considerados
como o desejo, a necessidade, a vontade de se produzir o alimento que
simboliza o resultado da união e determinação em se construir algo.
O trabalho com projetos também se caracteriza pela possibilidade de
propiciar uma frequente execução de tarefas por todos os alunos como
sujeitos ativos dentro do processo de construção, execução e avaliação do
projeto. Segundo Perrenoud (2002), um projeto em que somente cinco alunos
participam e os outros ficam olhando, ou então fazem trabalhos menores para
ajudar os outros, pode ser considerado deficitário.
 
• Possibilitar a interação do aluno no processo de construção do
conhecimento.
• Viabilizar a aprendizagem real, significativa, ativa e interessante.
• Trabalhar o conteúdo conceitual de forma procedimental e atitudinal.
• Proporcionar ao aluno uma visão globalizada da realidade e um desejo
contínuo da aprendizagem.
Quais os pontos importantes até agora?
 
 
 
 
 
 
 
 
Tipo Características Palavras
-chave
Projetos de
Intervenção2
São projetos desenvolvidos no âmbito de um sistema educacional ou de uma
organização, com vistas a promover uma intervenção, propriamente dita, no
contexto em foco, por meio da introdução de modificações na estrutura
(organização) e/ou na dinâmica (operação) do sistema ou organização, afetando
positivamente seu desempenho emfunção de problemas que resolve ou de
necessidades que atende (esse tipo de projeto ocorre também em outras
instituições e contextos, tais como: setor produtivo, comercial etc.).
 
2
Projetos de
Pesquisa
São projetos que têm por objetivo a obtenção de conhecimentos sobre determinado
problema, questão ou assunto, com garantia de verificação experimental (existem
diversos tipos de projetos de pesquisas, próprios dos setores acadêmicos e de
instituições de pesquisa, que podem ser estudados à parte por meio de uma literatura
rica e abrangente).
Projetos de
Desenvolvimento
(ou produto)
São projetos que ocorrem no âmbito de um sistema ou organização com a finalidade de
produção ou implantação de novas atividades, serviços ou “produtos”. Exemplos de
projetos desse tipo são: desenvolvimento de novos materiais didáticos;
desenvolvimento de nova organização curricular; desenvolvimento de um novo curso;
desenvolvimento de softwares educacionais etc. (esse tipo de projeto é muito comum
também em outras organizações e contextos, como o setor produtivo, comercial,
serviços etc.).
Projetos de
Ensino
São projetos elaborados dentro de uma (ou mais) disciplina(s), dirigidos à melhoria do
processo ensino-aprendizagem e dos elementos de conteúdos relativos a essa disciplina
(esse tipo de projeto é próprio da área educacional e refere-se ao exercício das funções
do professor).
Projetos de
Trabalho
São projetos desenvolvidos por alunos em uma (ou mais) disciplina(s), no contexto
escolar, sob orientação de professor, e têm por objetivo a aprendizagem de conceitos e
desenvolvimento de competências e habilidades específicas. Esses projetos são
conduzidos de acordo com uma metodologia denominada Metodologia de Projetos, ou
Pedagogia de Projetos. A principal diferença entre esses dois últimos tipos é que,
enquanto os projetos de ensino são executados pelo professor, os projetos de trabalho
são executados pelos alunos sob orientação do professor visando à aquisição de
determinados conhecimentos, habilidades e valores.
Projetos de
Trabalho
(continuação)
A ideia de trabalhar com projetos como recurso pedagógico na construção de
conhecimentos remonta ao final do século XIX a partir de ideias enunciadas por John
Dewey, em 1897. Os projetos de trabalho merecem tratamento à parte, em função de
suas finalidades essencialmente educativas.
 
 
A organização do trabalho pedagógico com projetos demanda contemplar
multidisciplinaridade, interdisciplinaridade e transdisciplinaridade, mas qual
a diferença entre esses conceitos?
Disciplina: conjunto de conhecimentos específicos que possui
características próprias, no terreno do ensino e formação.
Multidisciplinaridade: envolve mais de uma disciplina sem que uma se
relacione com a outra. Cada uma mantém metodologias e teorias próprias,
não há integração.
Interdisciplinaridade: envolve mais de uma disciplina. Busca a
integração dos resultados obtidos por meio da adoção de perspectiva teórico-
metodológica comum, preservando as especificidades e objetivos próprios de
cada disciplina.
Transdisciplinaridade: constitui um grau de integração maior que o da
interdisciplinaridade, não existindo fronteira entre as disciplinas. Todos os
saberes são importantes, não existindo hierarquia entre eles.
Fonte: Ramos (2014
 
Além desses conceitos, estão presentes no trabalho com projetos as
concepções do enfoque globalizador. Para Zabala (2002) são características
desse enfoque:
• Desenvolvimento das capacidades da pessoa para dar respostas aos
problemas que a vida em sociedade coloca.
• Conteúdos devem ser selecionados com critérios que respondam às
demandas da vida em sociedade.
• Organização não fragmentada das disciplinas e conteúdos.
• Trabalhar os conteúdos de forma que a aprendizagem seja pautada em
estabelecimento do máximo de relações possíveis entre os diferentes
saberes que são potencializados pela sua capacidade explicativa.
• O objeto de estudo na escola deve ser a realidade e os processos de
ensino devem favorecer o maior número possível de relações entre os
diferentes conteúdos aprendidos.
• Organização visando ao conhecimento e à intervenção na realidade.
• Potencializar as crianças a responderem aos problemas reais em todos os
âmbitos de desenvolvimento pessoal: sociais, emocionais, profissionais.
• Desenvolver o pensamento complexo.
 
Percebe-se que
 
o enfoque globalizador, pretende, de algum modo, recuperar na escola o verdadeiro
objeto de estudo do saber ao situar a realidade como objeto prioritário do conhecimento.
(ZABALA, 2002).
 
Assim, trabalhar com projetos é ressignificar a própria escola.
A partir do seu entendimento dos conceitos, preencha o quadro.
 
 
Disciplina 
 
Multidisciplinaridade 
 
Interdisciplinaridade 
 
Transdisciplinaridade 
 
 
10.2 Multimídia educativa
O que você entende por multimídia educativa? Coloque no quadro os seus
conhecimentos.
 
 
 
 
 
 
 
A escola, hoje, muito mais do que ensinar conteúdos, deve preparar
para o exercício da cidadania e para o mundo do trabalho que está em
constantes mudanças. Não basta aprender os conteúdos; hoje, temos que
trabalhar com a capacidade de aprender constantemente e modificar os
conhecimentos conforme as demandas.
A escola, nesse contexto, deve se reinventar e os professores necessitam se
apropriarem das novas tecnologias de informação e comunicação. Devem
trazer para o seu dia a dia as ferramentas de multimídia.
 
 
Para Klein et al. (2013), multimídia
 
(...) é o conjunto dos mais variados meios de comunicação (meios digitais, tais como
texto, gráfico, imagem, áudio, animação, vídeo) que visam transmitir de alguma forma as
informações.
 
Os recursos de multimídia mais utilizados nas escolas são: fotos, rádio,
televisão, softwares educativos e sites da internet. O principal objetivo da
utilização dos recursos de multimídia são ilustrar um conteúdo ou promover
associação de ideias na exposição de um assunto, não se exclui a função dos
professores e, sim, são utilizados como recursos acessórios na preparação e
apresentação 
das aulas.
É muito importante entender que os recursos de multimídia devem ser
escolhidos criteriosamente em consonância com os objetivos educacionais de
ensino.
As tecnologias sozinhas não agregam valor ao processo pedagógico. A
mediação dos professores e a interação entre os alunos é que possibilitará as
aprendizagens. Nesse sentido os recursos de multimídia são entendidos como
meios para potencializar o desenvolvimento da aprendizagem significativa
dos alunos.
Quais os pontos principais desse assunto?
 
 
 
 
 
 
 
 
 
10.3 Pesquisa participante
Vamos, agora, ao tema Pesquisa Participante. O que você sabe sobre esse
tema? Coloque no quadro os seus conhecimentos.
 
 
 
 
 
 
 
A pesquisa participante também é chamada de autodiagnóstico, pesquisa-
-ação, pesquisa participativa, investigação ação participativa, surgiu entre
as décadas de 1960 e 1980, nos países da América Latina. Rompe com o
positivismo e com a pretensa neutralidade científica, está a serviço dos
movimentos sociais e transformação da sociedade; tem sua base no
marxismo.
Para Brandão (1981), a pesquisa participante é um enfoque de
investigação social que busca a participação plena da comunidade na análise
de sua própria realidade, com o objetivo de promover a participação e
promoção de benefícios dos participantes. Trata-se de uma investigação que
se caracteriza como uma atividade educativa e ação social.
De acordo com Brandão et al. (2007), a pesquisa participante tem sua
origem nos movimentos sociais populares. Ela coloca os dois polos da
pesquisa em relação e ação, os pesquisadores e os participantes da pesquisa.
Para o autor, esse modelo de pesquisa tende a ser concebido como um
instrumento, um método de ação científica ou um momento de trabalho
popular que possui uma dimensão pedagógica e política.
Principais características da pesquisa participante
• A realidade social é estudada em sua totalidade e complexidade.
• Parte-se da realidadeconcreta da vida cotidiana dos próprios participantes.
• É necessário contextualizar em sua dimensão histórica: os processos, as estruturas, as organizações e o
diferentes sujeitos sociais.
• A relação tradicional sujeito-objeto é substituída pela relação sujeito-sujeito, uma vez que todas as pessoa
e culturas são fontes originais de saber.
• Articulação entre o conhecimento científico e o popular.
• Unidade teoria e prática.
• É pensada como um momento dinâmico de um processo de ação comunitária.
• Os estilos e procedimentos da pesquisa são definidos a partir de questões e desafios surgidos ao longo da
ações sociais.
• Os resultados de uma pesquisa interferem na realidade e podem suscitar novas pesquisas.
• O compromisso social, político e ideológico e com a comunidade.
 
 
Para Brandão (2007), o conhecimento científico não é absoluto, pois pode
mudar conforme os objetivos do grupo envolvido na pesquisa. Ele traz seis
princípios para a realização da pesquisa participante:
Autenticidade e compromisso: é necessário que o chamado intelectual
mostre honestamente seu compromisso com a causa popular, integrando
conhecimento científico e popular nas lutas sociais.
Antidogmatismo: rever a rigidez ideológica e o paternalismo. Respeitar
os grupos sociais, assegurando autonomia para defesa de seus interesses.
Restituição sistemática: elevação do nível de consciência da população e
a instrumentalização para a luta contra a hegemonia burguesa. Divide-se em:
• Comunicação diferencial: apresentação diferenciada do relatório.
• Simplicidade de comunicação: ampliar o público a ser atingido.
• Autoinvestigação e controle: uma vez que a população participa da
pesquisa ela passa a ter o controle sobre a qualidade, finalidade e
prioridades, bem como controle sobre desvios ideológicos.
• Popularização da técnica: generalidade das técnicas de pesquisa.
Feedback para os intelectuais orgânicos: realimentação dos intelectuais
orgânicos.
Ritmo e equilíbrio da ação-reflexão: articular teoria e ação; o particular e
o geral.
Ciência modesta e técnicas dialogais: ciência modesta não quer dizer de
baixa qualidade, mas, sim, o abandono da arrogância erudita e o uso de
recursos locais, por mais modestos que se apresentem. Este princípio diz
respeito ao rompimento com a hierarquização entre pesquisador e
pesquisado, entrevistador e entrevistado.
 
Primeira fase: montagem institucional e metodologia da pesquisa
• Discussão do projeto com a população e seus representantes;
• Definição do quadro teórico: objetivos, conceitos, métodos etc.;
• Delimitação da região a ser estudada;
• Organização do processo de pesquisa – distribuição de tarefas,
procedimentos etc.;
• Seleção e formação de pesquisadores e/ou grupos de pesquisas;
• Elaboração de cronograma.
 
Segunda fase: estudo preliminar da região e da população envolvida
• Identificação da estrutura social da comunidade;
• Diferenciar as necessidades e os problemas da população estudada;
• Selecionar a população na qual se deseja intervir;
• Descentralização da pesquisa;
• Investigação do universo vivido pela população pesquisada.
 
Terceira fase: análise crítica dos problemas considerados prioritários
e que os participantes desejam estudar
• Constituição de grupos de estudos;
• Análise crítica dos problemas.
 
Quarta fase: programação e aplicação de um plano de ação (incluindo
atividades educacionais) que contribua para a solução dos problemas
encontrados
• Promoção de atividades educativas que permitam analisar melhor os
problemas e situações vividas;
• Medidas para promoção de melhorias locais;
• Ações para promover as soluções identificadas.
Vamos montar um resumo com os principais pontos sobre pesquisa participante.
 
 
Conceito
Características
Fases
Princípios
 
 
 
Meta de acertos: Total de questões certas: Porcentagem de acertos:
Conteúdos que preciso rever:
 
 
 
 
 
 
 
1. (Cespe-UnB/Semec-PI/2010) A educação no mundo contemporâneo, por
meio do uso de tecnologias da informação e de comunicação, privilegia a
mediação pedagógica no processo de construção do conhecimento. A esse
respeito, assinale a opção correta.
a) O fortalecimento do papel do professor de comunicar e transmitir
assuntos de seu total domínio é uma estratégia fundamental.
b) Privilegiar o conceito de ensinar em detrimento ao de aprender torna a
mediação mais eficiente.
c) A substituição do quadro-negro e do giz por transparências e outros
recursos de mídia de última geração garante a transformação do processo
pedagógico.
d) Incentivar o desenvolvimento de ações que permitam o exercício de
habilidades de pesquisa e de trabalho em equipe favorece a mediação
pedagógica.
e) Não variar muito a forma e as técnicas utilizadas em sala de aula facilita
a interação do aluno com esquemas padronizados.
 
(Cespe-UnB/Abin/2010) Julgue os itens, referentes ao uso de tecnologias na
educação.
3. ( ) Independentemente do investimento tecnológico realizado, muitos
procedimentos didáticos empregados na educação corporativa a distância
remetem a cursos tradicionais, sem articulação entre teoria e prática.
5. ( ) Em programas inovadores de formação na modalidade a distância, a
adoção de softwares deve ser o foco da tomada de decisão e anteceder a
definição de resultados e opções sobre processos de aprendizagem.
6. ( ) O uso de ferramentas tecnológicas interativas garante por si só o
compartilhamento e a construção do sentimento de pertencimento entre
os envolvidos em um processo de formação.
7. ( ) A utilização de tecnologias em processos de formação e o debate a esse
respeito se desvinculam da discussão sobre o papel do professor e sua
mediação pedagógica no processo de aprendizagem.
8. ( ) A aprendizagem online por meio de comunidades virtuais de
aprendizagem com o apoio dos recursos da internet favorece a adoção de
práticas inovadoras de educação nas corporações.
9. ( ) Ensinar com mídias será uma inovação se, simultaneamente, forem
mudados os paradigmas convencionais de ensino, que mantêm o
afastamento entre professores e estudantes.
 
(Cespe-UnB/Seduc-AM/2011) Considerando que a pesquisa participante tem
contribuído para o desenvolvimento de uma prática pedagógica
comprometida com a realidade social na qual a escola se insere, julgue os
próximos itens, a respeito de pesquisa participante e do papel político e
pedagógico da pesquisa.
10. ( ) A pesquisa participante caracteriza-se pela ausência de neutralidade do
pesquisador, por constituir-se em uma lógica não acabada de construção
do conhecimento, e também por ser uma prática pedagógica de
aprendizagem e uma teoria esclarecedora da realidade.
11. ( ) De acordo com a concepção da pesquisa do tipo participante, deve-se
abordar a escola apenas quanto a seus componentes internos.
12. ( ) Entre as modalidades de pesquisa participativa, destacam-se a
pesquisa-ação, a autoinvestigação e o levantamento participativo.
13. ( ) A pesquisa participante inscreve-se em um movimento de
questionamento da realidade social latino-americana que surgiu na
década de 1960 do século passado como questionamento do predomínio
do positivismo nas práticas das ciências sociais.
14. ( ) De acordo com certa concepção de pesquisa participante, a verdade é
construída com base em dados empíricos observados pelo pesquisador,
que deve formular previamente hipóteses a respeito do comportamento
dos diferentes atores sociais envolvidos no processo a ser investigado.
15. ( ) A pesquisa participante tem dupla função: a de possibilitar aos sujeitos
conhecer e apreender as relações existentes em seu contexto e a de
transformar esse contexto e as relações sociais mais amplas em que o
sujeito está inserido.
16. ( ) O pesquisador, ao realizar pesquisa participante, deve evitar a
intermediação de categorias analíticas na apreensão do objeto ou
fenômeno investigado.
17. ( ) Relacionar o cotidiano escolar rico em história à totalidade do
processo histórico social é condição indispensável ao bom
desenvolvimento de uma pesquisa participante.(Cespe-UnB/FUB/2013) Acerca da pesquisa participante como instrumento
de inovação e de avaliação do ensinar e do aprender, julgue os itens a seguir.
18. ( ) A pesquisa participante implica uma modéstia metodológica e técnica
que rompa com as relações assimétricas entre pesquisadores e
pesquisados e incorpore pessoas das bases sociais como indivíduos ativos
e pensantes nos esforços de pesquisa.
19. ( ) Na pesquisa participante, a metodologia varia, evolui e se transforma
segundo as condições políticas locais ou a correlação das forças sociais.
20. ( ) A pesquisa participante não pretende resolver a tensão contínua entre o
mundo acadêmico e o irreal; os intelectuais e os trabalhadores; a ciência
e a vida.
21. ( ) Na coleta de dados, deve-se enfatizar posturas qualitativas e
hermenêuticas, e também a comunicação interpessoal.
22. ( ) O processo de pesquisa participante termina com a realização da quarta
fase, em que se faz a análise crítica da realidade e se executam as ações
programadas.
 
Julgue os itens a seguir, relativos à pesquisa participante.
23. ( ) Não deve haver variação ou transformação na metodologia de uma
pesquisa participante conforme as condições políticas locais, dado o
distanciamento desse método de pesquisa em relação ao contexto social.
24. ( ) Além de objetivar a resolução da tensão contínua entre o processo de
geração de conhecimento e o uso do conhecimento, a pesquisa
participante visa romper com as relações assimétricas entre
pesquisadores e pesquisados.
25. ( ) A despeito das diferenças existentes entre a pesquisa participante e a
tradicional, na pesquisa participante são utilizados métodos de coleta de
dados comumente empregados na pesquisa tradicional.
 
26. (Cespe/TJRO/2012) No contexto de ensino e aprendizagem, diversos
métodos são criados a partir das muitas teorias que explicam os fenômenos
observados. Com relação à metodologia de projetos, assinale a opção
correta.
a) O aluno é conquistado dia a dia para participar dos projetos.
b) O vocábulo problema designa uma situação de risco para o trabalho
pedagógico.
c) O vocábulo problema designa a situação caracterizada pela diferença
entre uma situação atualmente descrita e a que se pretende alcançar.
d) Nem todos os modelos de ensino se aplicam ao método de projetos.
e) Nessa metodologia o professor exerce o papel de idealizador.
 
27. (Cespe/TJRO/2012) Com relação aos aspectos relacionados à
metodologia de projetos, assinale a opção correta.
a) Culminação é a etapa da ação.
b) Anteprojeto é a denominação das ações impeditivas à execução do
projeto.
c) A identificação do projeto é o espaço de colocação do título.
d) O que importa na metodologia de projetos é o caminho percorrido,
portanto não se dá importância à comprovação.
e) A etapa mais importante do projeto é a definição do objetivo.
 
28. (Cespe/TJRO/2012) É correto afirmar que a organização curricular por
projetos
a) trata da integração do trabalho pedagógico com outras áreas do
conhecimento.
b) só pode ser implementada na escola por regulamentação do MEC.
c) visa à participação de outros profissionais da escola na avaliação dos
alunos.
d) constitui um movimento político liderado pelos alunos e acatado pelos
professores.
e) permite trabalhar temas comuns em diferentes disciplinas, de maneira
integrada.
 
29. (Cespe/TJRO/2012) A sociedade contemporânea tem passado por
rápidas transformações, exigindo do cidadão constantes movimentos de
adaptação. No âmbito educacional, as mudanças também chegaram
alterando modos de pensar e de ensinar. A interação entre duas ou mais
disciplinas, podendo ir da simples comunicação à integração recíproca de
conceitos fundamentais e princípios metodológicos é denominada
a) interdisciplinaridade.
b) transposição didática.
c) multidisciplinaridade.
d) multiculturalismo.
e) multirreferencialidade.
 
(Cespe-UnB/Seplag-DF/2008) A partir da concepção de
interdisciplinaridade e da metodologia de projetos na organização do trabalho
pedagógico, julgue os itens que se seguem.
30. ( ) Na metodologia de projetos, as disciplinas curriculares tornam-se fins
da construção do conhecimento.
31. ( ) A interdisciplinaridade é uma possibilidade de superação da
fragmentação e da compartimentalização do saber.
32. ( ) A centralidade da metodologia de projetos está no ensino de
habilidades e competências.
33. ( ) A interdisciplinaridade requer a superação das especificidades das
diferentes áreas de conhecimento.
34. ( ) A metodologia de projetos permite o diálogo de diferentes formas de
saber, pois inter-relaciona conceitos e métodos.
35. ( ) No trabalho com uma metodologia de projetos, a autoridade do
professor é outorgada pela instância superior.
36. ( ) O diálogo do senso comum com o conhecimento científico é uma das
características da metodologia de projetos.
 
(Cespe/Embasa) Julgue os itens a seguir, acerca da metodologia de projetos
educacionais.
37. ( ) Os projetos da área educacional não são excludentes entre si e se
restringem aos seguintes tipos: intervenção, pesquisa, ensino, trabalho,
gestão.
38. ( ) Atividades de desenvolvimento de projetos propiciam a
interdisciplinaridade e o foco em áreas especiais e prioritárias, além de
permitirem construir-se com os alunos um aprendizado abrangente e rico
em relações sociais.
39. ( ) A discussão sobre pedagogia de projetos não é recente. Ela surgiu com
Froebel no início do século XX, época em que se concebeu a educação
como um processo de vida, e não como uma preparação para o futuro,
devendo a escola representar o contexto da vida presente.
 
Gabarito
ESPAÇO DO ALUNO
 
 
 
 
 
 
 
Capítulo 11
FUNDAMENTOS LEGAIS DA
EDUCAÇÃO INCLUSIVA E O PAPEL DO
PROFESSOR
 
DIRETRIZES CURRICULARES NACIONAIS
GERAIS DA EDUCAÇÃO BÁSICA –
RESOLUÇÃO N° 4/2010
 
11.1 Diretrizes Curriculares Nacionais e Diretrizes
Curriculares Nacionais para o ensino fundamental 
de 9 anos
Neste capítulo vamos trabalhar com educação especial na perspectiva da
educação inclusiva.
O que você já sabe sobre o tema? Coloque no quadro o que entende por cada conceito.
 
 
Pessoas com Necessidades Educacionais Especiais
Integração
Inclusão
Educação Especial
Adequações Curriculares
Acessibilidade
 
 
11.1.1 Principais conceitos
Para iniciarmos, vamos situar historicamente a educação especial no
Brasil. Sassaki (1997) aponta os seguintes marcos:
Exclusão: período em que as pessoas com deficiências eram perseguidas,
rejeitadas, exploradas; não havia nenhum tipo de atendimento educacional.
Segregação institucional: o atendimento às pessoas com deficiências
(física, intelectual e sensorial) era realizado, geralmente em instituições
especializadas. Ex.: Instituto dos Meninos Cegos, que depois passa a se
chamar Instituto Benjamim Constant.
Integração: período em que aumentam as classes especiais em escolas de
ensino regular. A concepção é que as pessoas com deficiência deveriam ser
separadas das pessoas ditas normais para não as atrapalhar.
Inclusão: período em que os alunos, independente do tipo ou grau de
comprometimento, são matriculados, preferencialmente na rede regular de
ensino. A escola deve adaptar-se para atender às suas necessidades.
 
Hoje, vivemos o momento em que a concepção predominante é a educação
especial na perspectiva da educação inclusiva. Ela aparece na legislação
brasileira como modalidade de ensino, oferecida preferencialmente na rede
regular de ensino para atender alunos com deficiências, transtornos globais
do desenvolvimento e altas habilidades e no Atendimento Educacional
Especializado (AEE), que é ofertado em salas de recursos multifuncionais ou
em centros de Atendimento Educacional Especializado da rede pública ou de
instituições comunitárias, confessionais ou filantrópicas sem fins lucrativos.
 
 
Alunos com deficiência Alunos com transtornos globais do desenvolvimento Alunos com altas habilidades/superdotaçã
Aqueles que têm impedimentos de Aqueles que apresentam um quadro de alterações no Aqueles que apresentam um potencial elevad
longo prazo denatureza física,
intelectual, mental ou sensorial. Ou
seja:
• Deficiência Intelectual (DI, antes
chamada de deficiência mental);
• Deficiência física;
• Deficiências sensoriais:
a) Deficiência Visual;
b) Deficiência Auditiva.
desenvolvimento neuropsicomotor, comprometimento nas
relações sociais, na comunicação ou estereotipias motoras.
A nomenclatura mudou para Transtorno do Espectro
Autista (TEA), mas a legislação ainda não alterou os
termos.
Fazem parte:
• Autismo;
• Asperger;
• Psicose infantil.
e grande envolvimento com as áreas d
conhecimento humano, isoladas o
combinadas.
 
I – prover condições de acesso, participação e aprendizagem no ensino
regular aos alunos especiais.
II – garantir a transversalidade das ações da educação especial no ensino
regular;
III – fomentar o desenvolvimento de recursos didáticos e pedagógicos que
eliminem as barreiras no processo de ensino e aprendizagem; e
IV – assegurar condições para a continuidade de estudos nos demais níveis
de ensino.
Um conceito muito importante para educação especial é o de adequações 
curriculares.
 
 
As adequações curriculares são: “possibilidades educacionais de atuar
frente às dificuldades de aprendizagem dos alunos” (MEC, 2002). Elas são
destinadas aos alunos que necessitam de serviços e/ou situações especiais de
educação, devem estar respaldadas no projeto político-pedagógico da escola,
não criando um novo currículo, mas adaptando progressivamente o do
regular, conforme as demandas. Níveis de adequações:
• Projeto pedagógico.
• Currículo desenvolvido na sala de aula.
• No nível individual.
• Políticas públicas.
É fundamental que você saiba a diferença entre integração e inclusão. São conceitos sempre presentes na
provas.
 
 
INCLUSÃO INTEGRAÇÃO
Inserção total e incondicional (crianças
com deficiência não precisam “se
preparar” para ir à escola regular).
Inserção parcial e condicional (crianças “se preparam” em
escolas ou classes especiais para estar em escolas ou classe
regulares).
Exige rupturas nos sistemas Pede concessões aos sistemas.
Mudanças que beneficiam toda e qualquer
pessoa (não se sabe quem “ganha” mais;
todas ganham).
Mudanças visando prioritariamente a pessoas com deficiênci
(consolida a ideia de que elas “ganham” mais).
Exige transformações profundas. Contenta-se com transformações superficiais.
Sociedade se adapta para atender às
necessidades das pessoas com deficiência
e, com isso, se torna mais atenta às
necessidades de todos.
Pessoas com deficiência se adaptam às necessidades do
modelos que já existem na sociedade, que faz apenas ajustes.
Defende o direito de todas as pessoas,
com e sem deficiência.
Defende o direito de pessoas com deficiência.
Traz para dentro dos sistemas os grupos
de “excluídos” e, paralelamente,
transforma esses sistemas para que se
tornem de qualidade para todos.
Insere nos sistemas os grupos de “excluídos que provarem esta
aptos” (sob este aspecto, as cotas podem ser questionadas com
promotoras da inclusão).
O adjetivo inclusivo é usado quando se O adjetivo integrador é usado quando se busca qualidade na
busca qualidade para todas as pessoas
com e sem deficiência (escola inclusiva,
trabalho inclusivo, lazer inclusivo etc.).
estruturas que atendem apenas pessoas com deficiênci
consideradas aptas (escola integradora, empresa integrador
etc.).
Valoriza a individualidade de pessoas
com deficiência (pessoas com deficiência
podem ou não ser bons funcionários;
podem ou não ser carinhosas etc.).
Como reflexo de um pensamento integrador podemos citar 
tendência a tratar pessoas com deficiência como um bloc
homogêneo (ex.: surdos se concentram melhor; cegos sã
excelentes massagistas).
Não quer disfarçar as limitações porque
elas são reais.
Tende a disfarçar as limitações para aumentar a possibilidade d
inserção.
Não se caracteriza apenas pela presença
de pessoas com e sem deficiência em um
mesmo ambiente.
A presença de pessoas com e sem deficiência no mesm
ambiente tende a ser suficiente para o uso do adjetivo integrador
A partir da certeza de que todos somos
diferentes, não existem “os especiais”,
“os normais”, “os excepcionais”; o que
existe são pessoas com deficiência.
Incentiva pessoas com deficiência a seguir modelos, nã
valorizando, por exemplo, outras formas de comunicação com
Libras. Seríamos um bloco majoritário e homogêneo de pessoa
sem deficiência rodeado pelas que apresentam diferenças.
 
 
Fonte: WERNECK, Cláudia, 2002.
11.1.2 Legislação Internacional
Como sugerimos no capítulo anterior, o ideal para estudar legislação é seguir estes passos:
1. Imprimir as leis;
2. Responder questões anteriores, anotando ao lado do artigo a banca e o ano em que ele foi cobrado em
prova;
3. Voltar e verificar quais são os artigos que mais caem nas provas;
4. Concentrar-se nos artigos que mais caem.
 
 
A educação especial tem muitas leis específicas que a regulamentam e está
presente em outras gerais. Diante disso, fizemos uma seleção prévia dos
principais assuntos tratados em cada uma.
Coloque no quadro termos para se lembrar dos aspectos principais de cada dispositivo.
 
 
PRINCIPAIS DOCUMENTOS INTERNACIONAIS Palavra-chave
Declaração Mundial de
Educação para Todos
(Jontien – Tailândia –
1990)
• Fornece definições e novas abordagens sobre as necessidades básicas de aprendizagem, tendo em vista
estabelecer compromissos mundiais para garantir a todas as pessoas os conhecimentos básicos
necessários a uma vida digna, visando a uma sociedade mais humana e mais justa.
• Concentrar a atenção na aprendizagem de todas as crianças, jovens e adultos.
• Expandir o enfoque da educação, ampliando seu raio de ação.
• Universalizar a educação para todos.
• Fortalecer alianças.
• Propiciar um ambiente adequado de aprendizagem.
• Desenvolver uma política contextualizada de apoio.
• Mobilização de recursos.
• Solidariedade internacional.
Declaração de
Salamanca (1994)
• Reafirma o compromisso com a Educação para Todos, reconhecendo a necessidade e urgência de
providências de educação para as crianças, jovens e adultos com necessidades educacionais especiais
dentro do sistema regular de ensino.
• Princípio da inclusão.
• Foco na diversidade.
Declaração de
Salamanca (1994)
(continuação)
• Aponta que cada pessoa possui uma maneira singular de aprender e desenvolver-se.
• Pedagogia centrada na criança de modo a satisfazer suas necessidades.
• Concepção de que as escolas regulares que possuem orientação inclusiva possuem meios mais eficazes
de combater atitudes discriminatórias e podem criar comunidades acolhedoras.
• Dedicar esforços para identificar e intervir precocemente junto às pessoas com necessidades
educacionais especiais.
• Traz a necessidade de formação de professores para atender esse público;
• Programas de cooperação internacional.
• Destaca o termo necessidades educacionais especiais para se referir a todas aquelas crianças ou jovens
cujas necessidades educacionais especiais se originam em função de deficiências ou dificuldades de
aprendizagem.
• Aponta para a necessidade de serviços especializados.
• Entende que a educação especial, ao incorporar uma pedagogia centrada na criança, beneficiará todos
os estudantes.
• Entende que as diferenças são inerentes aos seres humanos e que, ao invés de as crianças se adaptarem
à escola, essa é que deve ser adaptada ao modo de aprender das crianças com necessidades especiais.
• Orienta o trabalho na perspectiva da avaliação formativa.
• Participação dos pais.
Convenção da
Guatemala (1999),
promulgada no Brasil
pelo Decreto nº
3.956/2001
• As pessoas com deficiência têm os mesmos direitos humanos e liberdades fundamentais que as demais
pessoas, definindo como discriminação com base na deficiência toda diferenciação ou exclusão que
possa impedir ou anular o exercício dos direitos humanos e de suas liberdades fundamentais.
• Reinterpretação da educação especial, compreendida no contexto da diferenciação, adotado para
promover a eliminação das barreiras que impedem o acesso à escolarização.
• Tomar as medidasde caráter legislativo, social, educacional, trabalhista, ou de qualquer outra natureza,
que sejam necessárias para eliminar a discriminação contra as pessoas portadoras de deficiência e
proporcionar a sua plena integração à sociedade, entre as quais as medidas a seguir enumeradas, que
não devem ser consideradas exclusivas.
Convenção da
Guatemala
(continuação)
• Trabalhar prioritariamente nas seguintes áreas:
a) prevenção de todas as formas de deficiência preveníveis;
b) detecção e intervenção precoce, tratamento, reabilitação, educação, formação ocupacional e
prestação de serviços completos para garantir o melhor nível de independência e qualidade de vida para
as pessoas portadoras de deficiência; e
c) sensibilização da população, por meio de campanhas de educação, destinadas a eliminar
preconceitos, estereótipos e outras atitudes que atentam contra o direito das pessoas a serem iguais,
permitindo, dessa forma, o respeito e a convivência com as pessoas portadoras de deficiência.
 
No Brasil, a política de inclusão social de pessoas com deficiência está presente desde a Constituição d
1988 que deu origem à Lei nº 7.853/1989, regulamentada pelo Decreto nº 3.298/1999.
Essa legislação, bem como as Leis nºs 10.048 e 10.098, de 2000, e o Decreto nº 5.296/2004 (decreto d
acessibilidade) nos coloca em igualdade com o ideário da Convenção da ONU.
Fonte: Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiênci
 
 
11.1. 3 Legislação nacional
Coloque no quadro termos para se lembrar dos aspectos principais de cada lei.
 
 
PRINCIPAIS DOCUMENTOS NACIONAIS Palavra
chave
Constituição
Federal de 1988
• “promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de
discriminação” (art. 3º, inciso IV).
• Define, no art. 205, a educação como um direito de todos, garantindo o pleno desenvolvimento da pessoa, o
exercício da cidadania e a qualificação para o trabalho.
• No seu art. 206, inciso I, estabelece a “igualdade de condições de acesso e permanência na escola”.
• Como um dos princípios para o ensino e garante, como dever do Estado, a oferta do atendimento
educacional especializado, preferencialmente na rede regular de ensino (art. 208).
Estatuto da Criança
e do Adolescente –
ECA, Lei nº
8.069/1990, nos arts.
53 e 54
• Reforça os dispositivos legais da Constituição Federal
 
Art. 53. A criança e o adolescente têm direito à educação, visando o pleno desenvolvimento de sua
pessoa, preparo para o exercício da cidadania e qualificação para o trabalho assegurando-lhes:
I – igualdade de condições para o acesso e permanência na escola;
 
Art. 54. É dever do Estado assegurar à criança e ao adolescente:
(...)
III – atendimento educacional especializado aos portadores de deficiência, preferencialmente na rede
regular de ensino.
 
Cuidado!
Hoje, não usamos o termo portador, mas ainda está presente em alguns documentos oficiais e leis.
Lei de Diretrizes e
Bases da Educação
Nacional, Lei nº
9.394/1996
A definição de educação especial aparece no art. 58, que foi modificado em 2013:
 
Art. 58. Entende-se por educação especial, para os efeitos desta Lei, a modalidade de educação escolar
oferecida preferencialmente na rede regular de ensino, para educandos com deficiência, transtornos
globais do desenvolvimento e altas habilidades ou superdotação. (Redação dada pela Lei nº 12.796, de
2013).
 
• Traz a possibilidade dos serviços de apoio especializado nas escolas regulares e o atendimento em classes,
escolas ou serviços especializados conforme as condições específicas dos alunos.
• O art. 59 traz o que os sistemas de ensino deverão assegurar:
A. Currículo, métodos, recursos e organização específicos para atender às necessidades;
B. Terminalidade específica àqueles que não atingiram o nível exigido para a conclusão do ensino
fundamental, em virtude de suas deficiências; e
Lei de Diretrizes e assegura a aceleração de estudos aos superdotados para conclusão do programa escolar.
Bases da Educação
Nacional, Lei nº
9.394/1996
(continuação)
C. Professores especializados ou capacitados.
D. Educação especial para o trabalho visando à integração na vida em sociedade (o termo integração é
usado nesse artigo).
E. Mesmo direito aos benefícios dos programas sociais suplementares disponíveis para o respectivo nível de
ensino.
 
Atenção!
Foi inserido o art. 59-A, que traz o seguinte texto:
 
Art. 59-A. O Poder Público deverá instituir cadastro nacional de alunos com altas habilidades ou
superdotação matriculados na educação básica e na educação superior, a fim de fomentar a execução
de políticas públicas destinadas ao desenvolvimento pleno das potencialidades desse alunado.
(Incluído pela Lei nº 13.234, de 2015)
Parágrafo único. A identificação precoce de alunos com altas habilidades ou superdotação, os critérios
e procedimentos para inclusão no cadastro referido no caput deste artigo, as entidades responsáveis
pelo cadastramento, os mecanismos de acesso aos dados do cadastro e as políticas de desenvolvimento
das potencialidades do alunado de que trata o caput serão definidos em regulamento.
 
• No art. 60 define apoio técnico às instituições privadas sem fins lucrativos que atendem exclusivamente os
alunos público-alvo da educação especial.
• Define, entre as normas para a organização da educação básica, a “possibilidade de avanço nos cursos e nas
séries mediante verificação do aprendizado” (art. 24, inciso V) e “(...) oportunidades educacionais
apropriadas, consideradas as características do alunado, seus interesses, condições de vida e de trabalho,
mediante cursos e exames” (art. 37).
Diretrizes Nacionais
para a Educação
Especial na
Educação Básica,
Resolução
CNE/CEB nº 2/2001
• “Os sistemas de ensino devem matricular todos os alunos, cabendo às escolas organizarem-se para o
atendimento aos educandos com necessidades educacionais especiais, assegurando as condições necessárias
para uma educação de qualidade para todos.” (MEC, 2001)
Diretrizes Nacionais
para a Educação
Especial na
Educação Básica,
Resolução
CNE/CEB nº 2/2001
(continuação)
• A educação especial deve realizar o atendimento educacional especializado complementar ou suplementar à
escolarização e em alguns casos substituir o ensino regular.
 
Importante!
Hoje o atendimento da Educação Especial é para complementar e suplementar e não mais substituir o
atendimento no ensino regular.
Política Nacional de
Educação Especial
na Perspectiva da
Educação Inclusiva
(2007)
• Transversalidade da educação especial desde a educação infantil até a educação superior, ou seja, não se
constitui um sistema paralelo, mas, sim, permeia toda educação em seus níveis e etapas.
• Atendimento educacional especializado.
• Continuidade da escolarização nos níveis mais elevados do ensino.
• Formação de professores para o atendimento educacional especializado e demais profissionais da educação
para a inclusão escolar.
• Participação da família e da comunidade.
• Acessibilidade urbanística, arquitetônica, nos mobiliários e equipamentos, nos transportes, na comunicação
e informação.
• Articulação intersetorial na implementação das políticas públicas.
Resolução nº 4, de 2
de outubro de 2009
• Institui as Diretrizes Operacionais para o Atendimento Educacional Especializado na Educação Básica.
• Supera a visão do caráter substitutivo da Educação Especial ao ensino comum, trazendo somente as funções
suplementar e complementar.
• Traz a obrigatoriedade da matrícula dos alunos, público-alvo da Educação Especial, na escola comum do
ensino regular e da oferta do atendimento educacional especializado (AEE).
• Define que o AEE é realizado, prioritariamente em sala de recursos multifuncionais da própria escola ou em
outra do ensino regular, no turno inverso ao da escolarização. Pode ser realizado também em centro de
atendimento educacional especializado, ou instituições comunitárias, confessionais ou filantrópicas
conveniadas.
É importante destacar que as formas de matrícula concomitantes no ensino regular e no atendimento
educacionalespecializado são contabilizadas
Resolução nº 4, de 2
de outubro de 2009
(continuação)
duplamente no âmbito do Fundeb, conforme definido no Decreto nº 6.571/2008. O financiamento da
matrícula no AEE é condicionado à matrícula no ensino regular, conforme o Censo Escolar/MEC/Inep do
ano anterior.
• Define que a elaboração e a execução do plano do AEE são de competência dos professores que atuam na
sala de recursos multifuncionais ou centros de AEE, em articulação com os demais professores do ensino
regular, com participação das famílias e em interface com outros serviços necessários, tais como saúde,
assistência social etc.
• Traz a necessidade da inclusão do AEE no projeto pedagógico da escola da rede regular de ensino.
• Define como atribuições do professor que realiza o AEE:
I – identificar, elaborar, produzir e organizar serviços, recursos pedagógicos, de acessibilidade e estratégias
considerando as necessidades específicas dos alunos público-alvo da Educação Especial;
II – elaborar e executar plano de Atendimento Educacional Especializado, avaliando a funcionalidade e a
aplicabilidade dos recursos pedagógicos e de acessibilidade;
III – organizar o tipo e o número de atendimentos aos alunos na sala de recursos multifuncionais;
 
 
 
 
 
 
 
IV – acompanhar a funcionalidade e a aplicabilidade dos recursos pedagógicos e de acessibilidade na sala de
aula comum do ensino regular, bem como em outros ambientes da escola;
V – estabelecer parcerias com as áreas intersetoriais na elaboração de estratégias e na disponibilização de
recursos de acessibilidade;
VI – orientar professores e famílias sobre os recursos pedagógicos e de acessibilidade utilizados pelo aluno;
VII – ensinar e usar a tecnologia assistiva de forma a ampliar habilidades funcionais dos alunos, promovendo
autonomia e participação;
VIII – estabelecer articulação com os professores da sala de aula comum, visando à disponibilização dos
serviços, dos recursos pedagógicos e de acessibilidade e das estratégias que promovem a participação dos
alunos nas atividades escolares.
• A formação do professor para atuar na Educação Especial e no AEE.
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Decreto nº
7.611/2011
• Redefine os serviços de atendimento educacional especializado como conjunto de atividades, recursos de
acessibilidade e pedagógicos organizados institucional e continuamente, prestado das seguintes formas:
I – complementar à formação dos estudantes com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento, como
apoio permanente e limitado no tempo e na frequência dos estudantes às salas de recursos multifuncionais;
ou
II – suplementar à formação de estudantes com altas habilidades ou superdotação.
• O atendimento educacional especializado deve integrar a proposta pedagógica da escola, envolver a
participação da família para garantir pleno acesso e participação dos estudantes, atender às necessidades
específicas das pessoas público-alvo da educação especial, e ser realizado em articulação com as demais
políticas públicas.
Lei nº 13.146, de 6
de junho de 2015:
Institui a Lei
Brasileira de
Inclusão da Pessoa
com Deficiência
(Estatuto da Pessoa
com Deficiência).
• Destina-se “(...) a assegurar e a promover, em condições de igualdade, o exercício dos direitos e das
liberdades fundamentais por pessoa com deficiência, visando à sua inclusão social e cidadania.” (Art. 1º)
• Conceitua pessoa com deficiência como “(...) aquela que tem impedimento de longo prazo de natureza
física, mental, intelectual ou sensorial, o qual, em interação com uma ou mais barreiras, pode obstruir sua
participação plena e efetiva na sociedade em igualdade de condições com as demais pessoas.” (Art. 2º)
• No art. 3º traz os principais conceitos referentes à inclusão:
“I – acessibilidade: possibilidade e condição de alcance para utilização, com segurança e autonomia, de
espaços, mobiliários, equipamentos urbanos, edificações, transportes, informação e comunicação, inclusive
seus sistemas e tecnologias, bem como de outros serviços e instalações abertos ao público, de uso público
ou privados de uso coletivo, tanto na zona urbana como na rural, por pessoa com deficiência ou com
mobilidade reduzida;
II – desenho universal: concepção de produtos, ambientes, programas e serviços a serem usados por todas as
pessoas, sem necessidade de adaptação ou de projeto específico, incluindo os recursos de tecnologia
assistiva;
Lei nº 13.146, de 6
de junho de 2015
(continuação)
III – tecnologia assistiva ou ajuda técnica: produtos, equipamentos, dispositivos, recursos, metodologias,
estratégias, práticas e serviços que objetivem promover a funcionalidade, relacionada à atividade e à
participação da pessoa com deficiência ou com mobilidade reduzida, visando à sua autonomia,
independência, qualidade de vida e inclusão social;
IV – barreiras: qualquer entrave, obstáculo, atitude ou comportamento que limite ou impeça a participação
social da pessoa, bem como o gozo, a fruição e o exercício de seus direitos à acessibilidade, à liberdade de
movimento e de expressão, à comunicação, ao acesso à informação, à compreensão, à circulação com
segurança, entre outros, classificadas em:
a) barreiras urbanísticas: as existentes nas vias e nos espaços públicos e privados abertos ao público ou de
uso coletivo;
b) barreiras arquitetônicas: as existentes nos edifícios públicos e privados;
c) barreiras nos transportes: as existentes nos sistemas e meios de transportes;
d) barreiras nas comunicações e na informação: qualquer entrave, obstáculo, atitude ou comportamento que
dificulte ou impossibilite a expressão ou o recebimento de mensagens e de informações por intermédio de
sistemas de comunicação e de tecnologia da informação;
e) barreiras atitudinais: atitudes ou comportamentos que impeçam ou prejudiquem a participação social da
pessoa com deficiência em igualdade de condições e oportunidades com as demais pessoas;
f) barreiras tecnológicas: as que dificultam ou impedem o acesso da pessoa com deficiência às tecnologias;
V – comunicação: forma de interação dos cidadãos que abrange, entre outras opções, as línguas, inclusive a
Língua Brasileira de Sinais (Libras), a visualização de textos, o Braille, o sistema de sinalização ou de
comunicação tátil, os caracteres ampliados, os dispositivos multimídia, assim como a linguagem simples,
escrita e oral, os sistemas auditivos e os meios de voz digitalizados e os modos, meios e formatos
aumentativos e alternativos de comunicação, incluindo as tecnologias da informação e das comunicações;
Lei nº 13.146, de 6
de junho de 2015
(continuação)
VI – adaptações razoáveis: adaptações, modificações e ajustes necessários e adequados que não acarretem
ônus desproporcional e indevido, quando requeridos em cada caso, a fim de assegurar que a pessoa com
deficiência possa gozar ou exercer, em igualdade de condições e oportunidades com as demais pessoas,
todos os direitos e liberdades fundamentais;
VII – elemento de urbanização: quaisquer componentes de obras de urbanização, tais como os referentes a
pavimentação, saneamento, encanamento para esgotos, distribuição de energia elétrica e de gás, iluminação
pública, serviços de comunicação, abastecimento e distribuição de água, paisagismo e os que materializam
as indicações do planejamento urbanístico;
VIII – mobiliário urbano: conjunto de objetos existentes nas vias e nos espaços públicos, superpostos ou
adicionados aos elementos de urbanização ou de edificação, de forma que sua modificação ou seu traslado
não provoque alterações substanciais nesses elementos, tais como semáforos, postes de sinalização e
similares, terminais e pontos de acesso coletivo às telecomunicações, fontes de água, lixeiras, toldos,
marquises, bancos, quiosques e quaisquer outros de natureza análoga;
IX – pessoa com mobilidade reduzida: aquela que tenha, por qualquer motivo, dificuldade de
movimentação, permanente ou temporária, gerando redução efetiva da mobilidade, da flexibilidade, da
coordenação motora ou da percepção,incluindo idoso, gestante, lactante, pessoa com criança de colo e
obeso;
X – residências inclusivas: unidades de oferta do Serviço de Acolhimento do Sistema Único de Assistência
Social (Suas) localizadas em áreas residenciais da comunidade, com estruturas adequadas, que possam
contar com apoio psicossocial para o atendimento das necessidades da pessoa acolhida, destinadas a jovens
e adultos com deficiência, em situação de dependência, que não dispõem de condições de
autossustentabilidade e com vínculos familiares fragilizados ou rompidos;
XI – moradia para a vida independente da pessoa com deficiência: moradia com estruturas adequadas
capazes de proporcionar serviços de apoio coletivos e individualizados que respeitem e ampliem o grau de
autonomia de jovens e adultos com deficiência;
XII – atendente pessoal: pessoa, membro ou não da família, que, com ou sem remuneração, assiste ou presta
cuidados básicos e essenciais à pessoa com deficiência no exercício de suas atividades diárias, excluídas as
técnicas ou os procedimentos identificados com profissões legalmente estabelecidas;
XIII – profissional de apoio escolar: pessoa que exerce atividades de alimentação, higiene e locomoção do
estudante com deficiência e atua em todas as atividades escolares nas quais se fizer necessária, em todos os
níveis e modalidades de ensino, em instituições públicas e privadas, excluídas as técnicas ou os
procedimentos identificados com profissões legalmente estabelecidas;
XIV – acompanhante: aquele que acompanha a pessoa com deficiência, podendo ou não desempenhar as
funções de atendente pessoal.”
• Traz os principais direitos agrupados nas seguintes áreas:
A. Atendimento prioritário;
B. Vida;
C. Habilitação e reabilitação;
D. Saúde;
E. Educação;
F. Moradia;
G. Trabalho;
H. Assistência social;
I. Previdência social;
J. Cultura, esporte, turismo e lazer;
K. Transporte e mobilidade.
 
 
 
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1. (Udesc/Pref. Porto Belo-SC/Professor de Ensino Fundamental –
Inclusão/2012) O Decreto nº 6.571/2008 dispõe sobre o Atendimento
Educacional Especializado (AEE) e regulamenta o parágrafo único do art.
60 da Lei 
nº 9.394/1996. Para fins deste decreto o AEE é compreendido como:
a) conjunto de atividades, recursos de acessibilidade e pedagógicos
organizados institucionalmente, prestados de forma complementar ou
suplementar à formação dos alunos no ensino regular.
b) conjunto de atividades, recursos de acessibilidade e pedagógicos
organizados institucionalmente, prestados de maneira substitutiva à
formação dos alunos do ensino regular.
c) conjunto de atividades, recursos de acessibilidade e pedagógicos
organizados exclusivamente por instituições especializadas.
d) serviço clínico, reabilitatório, realizado por profissionais tais como
fonoaudiólogos, psicólogos, fisioterapeutas e terapeutas ocupacionais.
e) serviço da escola comum, prestado de maneira complementar ou
suplementar, realizado no contra turno da escolarização, objetivando o
reforço escolar.
 
2. (Udesc/Pref. Porto Belo-SC/Professor de Ensino Fundamental –
Inclusão/2012) A Tecnologia Assistiva (TA) tem sido comumente utilizada
nos espaços educacionais por pessoas com deficiência. Em decorrência da
ampliação 
do uso destes recursos, muitos pesquisadores estão dedicando uma atenção
especial para esta temática. Rita Bersch (2009) em seus estudos apresenta
onze (11) categorias de TA. Assinale a alternativa que contempla somente
estas categorias.
a) Comunicação Aumentativa Alternativa (CAA), auxílio de mobilidade,
órteses e próteses.
b) Comunicação Aumentativa Alternativa (CAA), recursos humanos de
apoio e auxílio de mobilidade.
c) Recursos de acessibilidade ao computador, recursos humanos de apoio e
sistemas de controle de ambiente.
d) Sistema de controle de ambientes, auxílio para vida diária e recursos
humanos de apoio.
e) Comunicação Aumentativa Alternativa (CAA), sistema de controle de
ambientes e Libras (Língua Brasileira de Sinais).
 
3. (Udesc/Pref. Porto Belo-SC/Professor de Ensino Fundamental –
Inclusão/2012) O Decreto nº 6.094/2007, que dispõe sobre a
implementação do Plano de Metas Compromisso Todos pela Educação,
pela União Federal, em regime de colaboração com Municípios, Distrito
Federal e Estados, e a participação das famílias e da comunidade, visando à
mobilização social pela melhoria da qualidade da educação básica, traça
algumas diretrizes no que diz respeito à educação de pessoas com
deficiência. Assinale a alternativa que corresponde a estas diretrizes.
a) A garantia do acesso e permanência no ensino especial e o atendimento
às necessidades educacionais especiais dos alunos, fortalecendo o espaço
das escolas especiais sem fins lucrativos.
b) A garantia do acesso e permanência no ensino regular e o atendimento às
necessidades educacionais especiais dos alunos, fortalecendo a inclusão
educacional nas escolas públicas.
c) A garantia do acesso no ensino regular e o atendimento às necessidades
educacionais especiais dos alunos no contra turno da escolarização,
fortalecendo a criação de classes especiais.
d) A garantia da universalização do acesso ao ensino regular, com criação
de classes paralelas para atendimento às dificuldades de aprendizagem.
e) A garantia do acesso e permanência no ensino regular com o
compromisso dos municípios em estruturarem Centros de Apoio para o
Atendimento Educacional Especializado.
4. (Udesc/Pref. Porto Belo-SC/Professor de Ensino Fundamental –
Inclusão/2012) A Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva
da Educação Inclusiva é um documento orientador para os sistemas de
ensino. Apresenta em seu texto alguns objetivos a serem alcançados.
Analise as proposições em relação a estes objetivos.
I – Assegurar a inclusão escolar de alunos com deficiência, transtornos
globais do desenvolvimento e altas habilidades/superdotação.
II – Assegurar a inclusão escolar de alunos com deficiência, transtornos
globais do desenvolvimento, dificuldades de aprendizagem, dislexia,
transtornos psiquiátricos e altas habilidades/superdotação.
III – Orientar os sistemas de ensino para garantir acesso ao ensino regular,
com participação, aprendizagem e continuidade nos níveis mais elevados
do ensino.
IV – Transversalidade da modalidade de educação especial desde a educação
infantil até a educação superior.
Assinale a alternativa correta.
a) Somente as afirmativas I e IV são verdadeiras.
b) Somente as afirmativas II, III e IV são verdadeiras.
c) Somente as afirmativas II e III são verdadeiras.
d) Somente as afirmativas I, III e IV são verdadeiras.
e) Somente as afirmativas II e IV são verdadeiras.
 
5. (Udesc/Pref. Porto Belo-SC/Professor de Ensino Fundamental –
Inclusão/2012) O Decreto nº 5.296/2004, em seu art. 4º, explicita as
categorias que definem pessoa portadora de deficiência. Assinale a
alternativa que corresponde a esse grupo de pessoas.
a) deficiência mental, deficiência física, deficiência auditiva, deficiência
visual e surdocegueira.
b) deficiência intelectual, deficiência física, deficiência auditiva,
deficiência visual, autismo e deficiências múltiplas.
c) deficiência mental, deficiência física, deficiência auditiva, deficiência
visual, deficiências múltiplas.
d) deficiência mental, deficiência física, deficiência auditiva, deficiência
visual, deficiências múltiplas e transtorno de déficit de atenção.
e) deficiência intelectual, deficiência física, deficiência auditiva,
deficiência visual, altas habilidades e deficiências múltiplas.
6. (Udesc/Pref. Porto Belo-SC/Professor de Ensino Fundamental –
Inclusão/2012) No período final do século XIX, tem-se um marco histórico
da Educação Especial no Brasil, que foi a criação de duas importantes
instituições. Assinale a alternativa que apresenta essas duas instituições.
a) Associação dos Pais e Amigos dos Excepcionais e Sociedade Pestalozzi
de Minas Gerais.
b) Instituto dos Surdos-Mudos – atual Instituto Nacional de Educação deSurdos e Associação dos Pais e Amigos dos Excepcionais.
c) Instituto dos Meninos Cegos – atual Instituto Benjamin Constant e
Associação dos Pais e Amigos dos Excepcionais.
d) Instituto dos Meninos Cegos – atual Instituto Benjamin Constant e
Instituto dos Surdos Mudos – atual Instituto Nacional de Educação de
Surdos.
e) Associação dos Pais e Amigos dos Excepcionais e Instituto Brasileiro de
Direitos da Pessoa com Deficiência.
 
7. (Udesc/Pref. Porto Belo-SC/Professor de Ensino Fundamental –
Inclusão/2012) No art. 3º da Convenção sobre os Direitos das Pessoas com
Deficiência, também conhecida como Convenção da ONU, são
apresentados os princípios gerais. Analise as proposições, e assinale (V)
para verdadeira ou (F) para falsa, no que se refere aos princípios defendidos
nesta Convenção.
( ) A igualdade de oportunidades.
( ) O respeito pela diferença e pela aceitação das pessoas com deficiência
como parte da diversidade humana e da humanidade.
( ) O direito de escolarização especial para todas as pessoas, com
possibilidade de escolha nas diferentes modalidades de ensino.
( ) A igualdade entre o homem e a mulher.
Assinale a alternativa que contém a sequência correta, de cima para baixo.
a) V – V – F – F.
b) V – V – V – V.
c) F – V – V – F.
d) F – F – V – F.
e) V – V – F – V.
 
8. (Udesc/Pref. Porto Belo-SC/Professor de Ensino Fundamental –
Inclusão/2012) O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) foi
instituído em julho de 1990. Ele regulamenta os direitos das crianças e dos
adolescentes, inspirado pelas diretrizes fornecidas pela Constituição
Federal de 1988, internalizando uma série de normativas internacionais. De
acordo com este estatuto, a criança e o adolescente têm direito à educação,
visando ao seu pleno desenvolvimento, preparo para o exercício da
cidadania e qualificação para o trabalho. Conforme o exposto, analise as
proposições que contêm os direitos às crianças e aos adolescentes
assegurados pelo ECA.
I – Igualdade de condições para o acesso e a permanência na escola.
II – Direito de ser respeitado por seus educadores.
III – Direito de atendimento domiciliar escolar por motivo de deficiência.
IV – Acesso à escola pública e gratuita próxima à sua residência.
Assinale a alternativa correta.
a) Somente as afirmativas II e IV são verdadeiras.
b) Somente as afirmativas I, III e IV são verdadeiras.
c) Somente as afirmativas I e IV são verdadeiras.
d) Somente as afirmativas I, II e IV são verdadeiras.
e) Somente as afirmativas II e III são verdadeiras.
 
9. (Udesc/Pref. Porto Belo-SC/Professor de Ensino Fundamental –
Inclusão/2012) De acordo com as Diretrizes da Política Nacional da
Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva, a Educação
Especial é uma:
a) modalidade de ensino paralela ao ensino regular que disponibiliza os
recursos e serviços e orienta quanto a sua utilização no processo de ensino
e aprendizagem das turmas comuns do ensino regular.
b) modalidade de ensino que perpassa todos os níveis, etapas e
modalidades da educação básica, realiza o atendimento educacional
especializado, disponibiliza os recursos e serviços e orienta quanto a sua
utilização no processo de ensino e aprendizagem das turmas comuns do
ensino básico.
c) modalidade de ensino que perpassa todos os níveis, etapas e
modalidades, realiza o atendimento educacional especializado,
disponibiliza os recursos e serviços e orienta quanto a sua utilização no
processo de ensino e aprendizagem das turmas comuns do ensino regular.
d) modalidade de ensino que perpassa todos os níveis, etapas e
modalidades, realiza o atendimento educacional especializado,
disponibiliza os recursos e serviços e orienta quanto a sua utilização no
processo de ensino e aprendizagem nas classes ou escolas especiais.
e) etapa do ensino destinada às pessoas com deficiência, Transtorno Global
do Desenvolvimento e Altas Habilidades/Superdotação, realizada no
atendimento educacional especializado, e orienta os sistemas quanto à
inclusão do público-alvo quando elegíveis, nas turmas comuns do ensino
regular.
 
10. (Udesc/Pref. Porto Belo-SC/Professor de Ensino Fundamental –
Inclusão/2012) Em 2001, por meio do Decreto nº 3.956, foi promulgada a
Convenção Interamericana para a Eliminação de Todas as Formas de
Discriminação contra as Pessoas Portadoras de Deficiência, mais conhecida
por Convenção de Guatemala. Nesta convenção muitos conceitos foram
elucidados, dentre eles o da discriminação. Para os efeitos desta
Convenção, discriminação é toda a diferenciação:
a) exclusão ou restrição baseada em deficiência ou antecedente de
deficiência, cor, raça, religião, gênero ou idade.
b) exclusão ou restrição baseada em deficiência, antecedente de deficiência,
consequência de deficiência anterior ou percepção de deficiência presente
ou passada, que tenha o efeito ou propósito de impedir ou anular o
reconhecimento, gozo ou exercício por parte das pessoas portadoras de
deficiência de seus direitos humanos e suas liberdades fundamentais.
c) ou preferência adotada pelo Estado Parte para promover a integração
social ou o desenvolvimento pessoal dos portadores de deficiência,
estabelecendo a diferenciação ou preferência obrigando a sociedade a
aceitar tal diferenciação ou preferência.
d) exclusão ou restrição baseada em deficiência, antecedente de deficiência,
consequência de deficiência anterior ou percepção de deficiência presente
ou passada, que tenha o efeito ou propósito de possibilitar o acesso e a
participação da pessoa com deficiência no espaço escolar.
e) exclusão ou restrição baseada em deficiência, antecedente de deficiência,
consequência de deficiência anterior ou percepção de deficiência presente
ou passada, que tenha o efeito ou propósito de impedir ou anular a
participação, o acesso e a permanência de crianças, jovens, adolescentes e
adultos, no espaço do ensino formal.
 
Gabarito
11.2 Diretrizes Curriculares Nacionais Gerais para a
Educação Básica
 
A Resolução nº 4, de julho de 2010, define as Diretrizes Curriculares para
a Educação Básica.
Principais obejtivos:
Estabelecer bases comuns nacionais para a Educação Infantil, o Ensino Fundamental e o Ensino Médio
bem como para as modalidades com que podem se apresentar, a partir das quais os sistemas federa
estaduais, distrital e municipais, por suas competências próprias e complementares, formularão as sua
orientações, assegurando a integração curricular das três etapas sequentes desse nível da escolarização
essencialmente para compor um todo orgânico.
 
 
Como se trata de legislação, lembre-se de imprimir a lei, resolver questões
e anotar os principais artigos que costumam ser cobrados nas provas. Para
facilitar o seu estudo, trouxemos um quadro com os principais temas tratados
nessa resolução. Ao lado de cada item você deve colocar com suas palavras o
que considera mais importante.
Coloque no quadro termos para se lembrar dos principais aspectos de cada tópico.
 
 
Palavra
-chave
Ideias
principais
• Presidir as demais diretrizes curriculares específicas para as etapas e modalidades, contemplando o conceito de
Educação Básica, princípios de organicidade, sequencialidade e articulação, relação entre as etapas e
modalidades: articulação, integração e transição;
• Garantia do direito à educação de qualidade.
• Educação Básica como direito e considerada, contextualizadamente, em um projeto de Nação, em consonância
com os acontecimentos e suas determinações histórico-sociais e políticas no mundo;
• Indissociabilidade dos conceitos referenciais de cuidar e educar;
• Educação Básica como sistema educacional articulado e integrado;
Ideias
principais
(continuação)
• A democratização do acesso, permanência e sucesso escolar com qualidade social, científica, cultural;
• A articulação da educação escolar com o mundo do trabalho e a prática social;
• A gestão democrática e a avaliação;
• A formação e a valorização dos profissionais da educação;
• O financiamento da educação e o controle social.
Objetivos I – sistematizar os princípios e diretrizes gerais da EducaçãoBásica contidos na Constituição, na LDB e demais
dispositivos legais, traduzindo-os em orientações que contribuam para assegurar a formação básica comum
nacional, tendo como foco os sujeitos que dão vida ao currículo e à escola;
II – estimular a reflexão crítica e propositiva que deve subsidiar a formulação, execução e avaliação do projeto
político-
-pedagógico da escola de Educação Básica;
III – orientar os cursos de formação inicial e continuada de profissionais – docentes, técnicos, funcionários – da
Educação Básica, os sistemas educativos dos diferentes entes federados e as escolas que os integram,
indistintamente da rede a que pertençam.
Referências
conceituais
• Remete se ao art. 3º da Lei nº 9.394/1996 (LDB) com as seguintes alterações:
– Além de acesso e permanência, acrescenta a inclusão.
– Traz respeito à liberdade e aos direitos, ao invés de apreço à tolerância.
– Traz as dimensões do educar e do cuidar, tendo como foco o educando, na sua essência humana.
Sistema
Nacional de
Educação
• Reitera a Lei nº 9.394/1996 (LDB), quando traz institucionalização do regime de colaboração entre União,
Estados, Distrito Federal e Municípios.
• Acrescenta a necessidade de vencer a fragmentação das políticas públicas e superar a desarticulação institucional.
• Possibilidade de um Sistema Nacional de Educação a partir da colaboração de cada ente federativo para
transformar a Educação Básica em um sistema orgânico, sequencial e articulado.
• “O regime de colaboração entre os entes federados pressupõe o estabelecimento de regras de equivalência entre
as funções distributiva, supletiva, normativa, de supervisão e avaliação da educação nacional, respeitada a
autonomia dos sistemas e valorizadas as diferenças regionais”. (Art. 7º, § 3º).
Acesso e
permanência
para a
conquista da
qualidade
social
• O documento traz o conceito de qualidade social, que é alcançada mediante:
I – revisão das referências conceituais quanto aos diferentes espaços e tempos educativos, abrangendo espaços
sociais na escola e fora dela;
Acesso e
permanência
para a
conquista da
qualidade
social
(continuação)
II – consideração sobre a inclusão, a valorização das diferenças e o atendimento à pluralidade e à diversidade
cultural, resgatando e respeitando as várias manifestações de cada comunidade;
III – foco no projeto político-pedagógico, no gosto pela aprendizagem e na avaliação das aprendizagens como
instrumento de contínua progressão dos estudantes;
IV – interrelação entre organização do currículo, do trabalho pedagógico e da jornada de trabalho do professor,
tendo como objetivo a aprendizagem do estudante;
V – preparação dos profissionais da educação, gestores, professores, especialistas, técnicos, monitores e outros;
VI – compatibilidade entre a proposta curricular e a infraestrutura entendida como espaço formativo dotado de
efetiva disponibilidade de tempos para a sua utilização e acessibilidade;
VII – integração dos profissionais da educação, dos estudantes, das famílias, dos agentes da comunidade
interessados na educação;
VIII – valorização dos profissionais da educação, com programa de formação continuada, critérios de acesso,
permanência, remuneração compatível com a jornada de trabalho definida no projeto político-pedagógico;
IX – realização de parceria com órgãos, tais como os de assistência social e desenvolvimento humano, cidadania,
ciência e tecnologia, esporte, turismo, cultura e arte, saúde, meio ambiente.
• Exigência de padrões mínimos de qualidade definidos em dois eixos:
1. Planejamento de ações coletivas.
2. Padrão mínimo de insumos.
Organização
curricular
• Referência à multidimensionalidade.
• Os sistemas educacionais deverão definir: o programa de escolas de tempo parcial diurno (matutino ou
vespertino), tempo parcial noturno, e tempo integral (turno e contraturno ou turno único com jornada escolar de
sete horas, no mínimo, durante todo o período letivo), tendo em vista a amplitude do papel socioeducativo
atribuído ao conjunto orgânico da Educação Básica.
Formas para a
organização
• A organização do percurso formativo, aberto e contextualizado.
• Ampliação do espaço curricular e físico.
curricular • Parcerias: escola, família e comunidade.
• Abordagem didático-pedagógica disciplinar, pluridisciplinar, interdisciplinar ou transdisciplinar pela escola.
Formas para a
organização
curricular
(continuação)
• Compreensão da matriz curricular entendida como propulsora de movimento, dinamismo curricular e
educacional.
• Entendimento do trabalho com eixos temáticos para organizar o trabalho pedagógico, centrado na visão
interdisciplinar.
• Estímulo à criação de métodos didático-pedagógicos utilizando-se recursos tecnológicos de informação e
comunicação, a serem inseridos no cotidiano escolar.
• Constituição de rede de aprendizagem, entendida como um conjunto de ações didático-pedagógicas, com foco na
aprendizagem e no gosto de aprender.
• Rede de aprendizagem, também, como ferramenta didático-
-pedagógica relevante nos programas de formação inicial e continuada de profissionais da educação.
Formação
básica e parte
diversificada
Base Nacional Comum: Língua Portuguesa; Matemática; conhecimento do mundo físico, natural, da realidade
social e política, especialmente do Brasil, incluindo-se o estudo da História e das Culturas Afro-Brasileira e
Indígena, a Arte, em suas diferentes formas de expressão, incluindo-se a Música; Educação Física; Ensino
Religioso.
Parte diversificada:
• Não é um bloco diferenciado da Base Nacional Comum;
• Deve ser organicamente planejada e gerida;
• Enriquece e complementa a Base Nacional Comum, prevendo o estudo das características regionais e locais da
sociedade, da cultura, da economia e da comunidade escolar.
• Deve ser organizada em temas gerais, na forma de eixos temáticos selecionados colegialmente pelos sistemas
educativos ou unidades de ensino.
• A LDB inclui o estudo de, pelo menos, uma língua estrangeira moderna na parte diversificada.
 
Importante!
• A língua espanhola, por força da Lei nº 11.161/2005, é obrigatoriamente ofertada no Ensino Médio, embora
facultativa para o estudante, bem como possibilitada no Ensino Fundamental, do 6º ao 9º ano.
• Leis específicas, que complementam a LDB determinam que sejam incluídos componentes não disciplinares,
como temas relativos ao trânsito, ao meio ambiente e à condição e direitos do idoso.
• No Ensino Fundamental e no Ensino Médio, destinar-se-ão, pelo menos, 20% do total da carga horária anual ao
conjunto de programas e projetos interdisciplinares eletivos criados pela escola, previsto no projeto pedagógico,
de modo que os estudantes do Ensino Fundamental e do Médio possam escolher aquele programa ou projeto com
que se identifiquem e que lhes permitam melhor lidar com o conhecimento e a experiência.
Organização
da educação
básica
“Na organização da Educação Básica, devem-se observar as Diretrizes Curriculares Nacionais comuns a todas as
suas etapas, modalidades e orientações temáticas, respeitadas as suas especificidades e as dos sujeitos a que se
destinam.” (Art. 18.)
 
Estruturação das etapas e modalidades:
• Dimensão orgânica: observação das especificidades e as diferenças de cada sistema educativo, sem perder o que
lhes é comum: as semelhanças e as identidades que lhe são inerentes;
• Dimensão sequencial: processos educativos que acompanham as exigências de aprendizagens definidas em cada
etapa do percurso formativo, contínuo e progressivo.
 
Etapas da educação básica
• Educação Infantil, que compreende: a Creche, englobando as diferentes etapas do desenvolvimento da criança até
3 (três) anos e 11 (onze) meses; e a Pré-Escola, com duração de 2 (dois) anos;
• Ensino Fundamental, obrigatório e gratuito, com duração de 9 (nove) anos; é organizado e tratado em duas fases:
a dos 5 (cinco) anos iniciais e a dos 4 (quatro) anos finais;
• Ensino Médio, com duração mínima de 3 (três) anos.
 
Essas etapas e fases têm previsão de idades próprias, as quais, no entanto, são diversas quando se atenta para
sujeitoscom características que fogem à norma, como é o caso, entre outros:
– atraso na matrícula e/ou no percurso escolar;
– retenção, repetência e retorno de quem havia abandonado os estudos;
– portadores de deficiência limitadora;
– jovens e adultos sem escolarização ou com esta incompleta;
– habitantes de zonas rurais;
– indígenas e quilombolas;
– adolescentes em regime de acolhimento ou internação, jovens e adultos em situação de privação de liberdade nos
estabelecimentos penais.
 
 
 
Meta de acertos: Total de questões certas: Porcentagem de acertos:
Conteúdos que preciso rever:
 
 
 
 
 
 
 
1. “As Diretrizes Curriculares Nacionais Gerais para a Educação Básica estão
postas pela emergência da atualização das políticas educacionais que
consubstanciem o direito de todo brasileiro à formação humana e cidadã e à
formação profissional, na vivência e convivência em ambiente educativo”.
À luz dessas Diretrizes, responda às próximas quatro questões.
No que se refere às Diretrizes Curriculares Nacionais Gerais para a Educação
Básica, não é verdadeira a alternativa:
a) O desafio posto pela contemporaneidade à educação é o de garantir,
contextualizadamente, o direito humano universal e social inalienável à
educação. A educação é, pois, processo e prática que se concretizam nas
relações sociais que transcendem o espaço e o tempo escolares.
b) Desde sua implantação, a atual LDB recebeu várias alterações,
particularmente no referente à Educação Básica, em suas diferentes etapas
e modalidades. Após a edição da Lei nº 9.475/1997, que alterou o art. 33
da LDB, prevendo a obrigatoriedade do respeito à diversidade cultural
religiosa do Brasil, outras leis modificaram-na quanto à Educação Básica.
c) Os conteúdos curriculares da Educação Básica observarão, ainda, as
seguintes diretrizes: a difusão de valores fundamentais ao interesse
educacional, aos direitos e deveres dos cidadãos, de respeito ao bem
comum e à ordem democrática; consideração das condições de
escolaridade dos estudantes em cada estabelecimento; formação para o
trabalho; promoção do desporto educacional e apoio às práticas
desportivas não formais.
d) A escola, face às exigências da Educação Básica, precisa ser
reinventada: priorizar processos capazes de gerar sujeitos inventivos,
participativos, cooperativos, preparados para diversificadas inserções
sociais, políticas, culturais, laborais e, ao mesmo tempo, capazes de
intervir e problematizar as formas de produção e de vida.
e) As Diretrizes Curriculares Nacionais Gerais para a Educação Básica
visam estabelecer bases comuns nacionais para a Educação Infantil, o
Ensino Fundamental e o Ensino Médio, bem como para as modalidades
com que podem se apresentar, a partir das quais os sistemas federal,
estaduais, distrital e municipais, por suas competências próprias e
complementares, formularão as suas orientações assegurando a integração
curricular das três etapas sequentes desse nível da escolarização,
essencialmente para compor um todo orgânico.
 
2. Podemos afirmar que não é correta a alternativa:
a) A Educação Infantil tem por objetivo o desenvolvimento integral da
criança até seis anos de idade, em seus aspectos físico, afetivo,
psicológico, intelectual e social, complementando a ação da família e da
comunidade e a promoção para o ensino fundamental.
b) As Diretrizes Curriculares Nacionais Gerais compreendem orientações
para a elaboração das diretrizes específicas para cada etapa e modalidade
da Educação Básica, tendo como centro e motivação os que justificam a
existência da instituição escolar: os estudantes em desenvolvimento.
c) As Diretrizes Curriculares Nacionais Gerais para a Educação Básica
devem presidir as demais diretrizes curriculares específicas para as etapas
e modalidades, contemplando o conceito de Educação Básica, princípios
de organicidade, sequencialidade e articulação, relação entre as etapas e
modalidades: articulação, integração e transição.
d) Os fundamentos que orientam a Nação brasileira estão definidos
constitucionalmente no art. 1º da Constituição Federal, que trata dos
princípios fundamentais da cidadania e da dignidade da pessoa humana,
do pluralismo político, dos valores sociais do trabalho e da livre iniciativa.
e) As Diretrizes Curriculares Nacionais Gerais têm por objetivos:
sistematizar os princípios e diretrizes gerais da Educação Básica contidos
na Constituição, na LDB e demais dispositivos legais.
 
3. Analise as afirmativas e assinale a alternativa errada.
a) Cuidar e educar significa compreender que o direito à educação parte do
princípio da formação da pessoa em sua essência humana.
b) A articulação das dimensões orgânica e sequencial das etapas e
modalidades da Educação Básica, e destas com a Educação Superior,
implica a ação coordenada e integradora do seu conjunto; o exercício
efetivo do regime de colaboração entre os entes federados, cujos sistemas
de ensino gozam de autonomia constitucionalmente reconhecida.
c) A relação entre cuidar e educar se concebe mediante internalização
consciente de eixos norteadores, que remetem à experiência fundamental
do valor, que influencia significativamente a definição da conduta, no
percurso cotidiano escolar.
d) Educar exige cuidado; cuidar é educar, envolvendo acolher, ouvir,
encorajar, apoiar, no sentido de desenvolver o aprendizado de pensar e
agir, cuidar de si, do outro, da escola, da natureza, da água, do Planeta.
e) A Educação Infantil, Ensino Fundamental Ensino Médio e Ensino
Superior são etapas da Educação Básica.
 
4. Analise os seguintes itens:
I – Quanto à obrigatoriedade de permanência do estudante na escola,
principalmente no Ensino Fundamental, há exigências que se centram nas
relações entre a escola, os pais ou responsáveis, e a comunidade, de tal
modo que a escola e os sistemas de ensino tornam-se responsáveis por
informar os pais e responsáveis sobre a frequência e o rendimento dos
estudantes.
II – A qualidade na escola exige de todos os sujeitos do processo educativo
ampliação da visão política expressa por meio de habilidades inovadoras,
fundamentadas na capacidade para aplicar técnicas e tecnologias orientadas
pela ética e pela estética.
III – A escola de qualidade social adota como centralidade o diálogo, a
colaboração, os sujeitos e as aprendizagens, o que pressupõe revisão das
referências conceituais quanto aos diferentes espaços e tempos educativos,
abrangendo espaços sociais na escola e fora dela.
IV – Toda política curricular é uma política cultural, pois o currículo é fruto
de uma seleção e produção de saberes: campo conflituoso de produção de
cultura, de embate entre pessoas concretas, concepções de conhecimento e
aprendizagem, formas de imaginar e perceber o mundo.
É correto o que está posto na alternativa:
a) Não é correto o item II.
b) São corretos apenas os itens III e IV.
c) São corretos os itens I, II, III e IV.
d) Não é correto o item III.
e) Não é correto o item IV.
 
5. Considerando que as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação
Básica reconhecem a relevância e a obrigatoriedade da Educação
Ambiental em todos os níveis de ensino, é correto afirmar que:
a) A educação ambiental torna-se menos visível no atual contexto nacional
e mundial em que a preocupação com as mudanças climáticas não tem
sido tão frequentes.
b) A educação ambiental visa o desenvolvimento de habilidades, atitudes e
valores sociais sem preocupação com a construção de conhecimentos,
tendo em vista que essa é uma preocupação que deve estar contemplada
nas disciplinas específicas.
c) A educação ambiental é uma dimensão da educação, é atividade
intencional da prática social, que deve imprimir ao desenvolvimento
individual um caráter social em sua relação com a natureza e com os
outros seres humanos, visando potencializar essa atividade humana com a
finalidade de torná-la plena de prática social e de ética ambiental.
d) São princípios da educação ambiental, dentre outros, a unificação de
ideias e das concepções pedagógicas.
 
Gabarito
 
11.3 DiretrizesCurriculares Nacionais Gerais para o
Ensino Fundamental de 9 (nove) anos
Assim como fizemos com a Resolução nº 4/2010, trouxemos um quadro
com os principais temas tratados na Resolução nº 7/2010. Ao lado de cada
item você deve colocar com suas palavras o que considera mais importante.
Ao lado de cada item você deve colocar com suas palavras o que considera mais importante.
 
 
Palavra
-chave
Principais ideias • Reitera a educação como direito público subjetivo e traz ainda o dever do Estado e da família e sua
oferta a todos.
• Quanto ao dever do Estado, acrescenta que não há requisitos de seleção.
• Considerada a etapa da educação capaz de assegurar a cada um e a todos o acesso ao conhecimento e
aos elementos da cultura imprescindíveis para o seu desenvolvimento pessoal e para a vida em
sociedade.
• Traz o conceito de qualidade social, na qual a qualidade é posta em três perspectivas:
– Relevância: promoção de aprendizagens significativas do ponto de vista das exigências sociais e
de desenvolvimento pessoal.
– Pertinência: possibilidade de atender às necessidades e às características dos estudantes de
diversos contextos sociais e culturais e com diferentes capacidades e interesses.
– Equidade: importância de tratar de forma diferenciada o que se apresenta como desigual no ponto
de partida, com vistas a obter desenvolvimento e aprendizagens equiparáveis, assegurando a todos
a igualdade de direito à educação.
Matrícula no Ensino
Fundamental de nove anos
e carga horária
• Faixa etária dos 6 (seis) aos 14 (quatorze) anos de idade e se estende, também, a todos os que, na
idade própria, não tiveram condições de frequentá-lo.
• É obrigatória a matrícula no Ensino Fundamental de crianças com 6 (seis) anos completos ou a
completar até o dia 31 de março do ano em que ocorrer a matrícula, nos termos da Lei e das normas
nacionais vigentes.
• As crianças que completarem 6 (seis) anos após essa data deverão ser matriculadas na Educação
Infantil (Pré-Escola).
• A carga horária é mesma disposta na Lei nº 9.394/1996 (mínimo de 200 dias letivos e mínimo de
800 horas).
Projeto político- -
pedagógico
Projeto educativo coerente, articulado e integrado, de acordo com os modos de ser e de se desenvolver
das crianças e adolescentes nos diferentes contextos sociais.
Gestão democrática • Foco na elaboração do PPP e do Regimento Escolar com ênfase na participação dos professores e
comunidade.
Relevância dos conteúdos,
integração e abordagens
• Integração dos conhecimentos escolares.
• Currículo integrado e interdisciplinar.
• Propostas curriculares ordenadas em torno de grandes eixos articuladores, projetos
interdisciplinares.
• Levar em conta a diversidade sociocultural da população escolar.
• Princípio da continuidade.
• Utilização qualificada das tecnologias e conteúdos das mídias como recurso aliado ao
desenvolvimento do currículo.
Articulações e
continuidade da trajetória
escolar
• Os três anos iniciais do Ensino Fundamental devem assegurar:
– a alfabetização e o letramento;
– o desenvolvimento das diversas formas de expressão, incluindo o aprendizado da Língua
Portuguesa, a Literatura, a Música e demais artes, a Educação Física, assim como o aprendizado da
Matemática, da Ciência, da História e da Geografia;
– a continuidade da aprendizagem, tendo em conta a complexidade do processo de alfabetização e os
prejuízos que a repetência pode causar no Ensino Fundamental como um todo e, particularmente,
na passagem do primeiro para o segundo ano de escolaridade e deste para o terceiro.
• Considerar os três anos iniciais do Ensino Fundamental como um bloco pedagógico ou um ciclo
sequencial não passível de interrupção.
• Do 1º ao 5º ano do Ensino Fundamental, os componentes curriculares Educação Física e Arte
poderão estar a cargo do professor de referência da turma, aquele com o qual os alunos permanecem
a maior parte do período escolar, ou de professores licenciados nos respectivos componentes.
• Nas escolas que optarem por incluir Língua Estrangeira nos anos iniciais do Ensino Fundamental, o
professor deverá ter licenciatura específica no componente curricular.
Avaliação: parte integrante
do currículo
• Tem como referência o art. 24 da Lei nº 9.394/1996 (LDB).
• Acrescenta que a avaliação deve:
– identificar potencialidades e dificuldades de aprendizagem e detectar problemas de ensino;
– subsidiar decisões sobre a utilização de estratégias e abordagens de acordo com as necessidades
dos alunos;
– criar condições de intervir de modo imediato e a mais longo prazo para sanar dificuldades e
redirecionar o trabalho docente;
– manter a família informada sobre o desempenho dos alunos;
Avaliação: parte integrante
do currículo
(continuação)
– reconhecer o direito do aluno e da família de discutir os resultados de avaliação, inclusive em
instâncias superiores à escola, revendo procedimentos sempre que as reivindicações forem
procedentes;
– utilização de instrumentos diversos;
– articular-se com as avalições externas.
A educação em escola de
tempo integral
• Período integral: a jornada escolar que se organiza em 7 (sete) horas diárias, no mínimo, perfazendo
uma carga horária anual de, pelo menos, 1.400 (mil e quatrocentas) horas.
• Ampliação de tempos, espaços e oportunidades educativas e o compartilhamento da tarefa de educar
e cuidar entre os profissionais da escola e de outras áreas, as famílias e outros atores sociais, sob a
coordenação da escola.
– O currículo da escola de tempo integral, concebido como um projeto educativo integrado:
– acompanhamento pedagógico;
– o reforço e o aprofundamento da aprendizagem;
– experimentação e a pesquisa científica;
– a cultura e as artes;
– o esporte e o lazer;
– as tecnologias da comunicação e informação;
– a afirmação da cultura dos direitos humanos;
– a preservação do meio ambiente, a promoção da saúde.
Educação do campo,
educação escolar indígena
e educação escolar
quilombola
• Tratada como educação rural na legislação brasileira, incorpora os espaços da floresta, da pecuária,
das minas e da agricultura e se estende, também, aos espaços pesqueiros, caiçaras, ribeirinhos e
extrativistas.
• A Educação Escolar Indígena e a Educação Escolar Quilombola são, respectivamente, oferecidas em
unidades educacionais inscritas em suas terras e culturas.
• As escolas indígenas terão ensino intercultural e bilíngue, com vistas à afirmação e à manutenção da
diversidade étnica e linguística.
Educação especial • Melhoria do acesso e permanência.
• Conceito do público atendido.
• Possibilidades do Atendimento Educacional Especializado.
Educação de jovens e
adultos
• Reitera a LDB e acrescenta:
– gestão e financiamento para isonomia em relação ao Ensino Fundamental regular;
– modelo pedagógico próprio que permita a apropriação e a contextualização das Diretrizes
Curriculares Nacionais;
– implantação de um sistema de monitoramento e avaliação;
– política de formação permanente de seus professores;
– alocação de recursos para que seja ministrada por docentes licenciados;
Educação de jovens e
adultos
(continuação)
– a idade mínima para o ingresso nos cursos de Educação de Jovens e Adultos e para a realização de
exames de conclusão de EJA será de 15 (quinze) anos;
– educação de Jovens e Adultos, nos anos iniciais do Ensino Fundamental, será presencial e a sua
duração ficará a critério de cada sistema de ensino;
– nos anos finais, ou seja, do 6º ano ao 9º ano, os cursos poderão ser presenciais ou a distância
devidamente credenciados, com duração mínima de 1.600 horas.
 
 
 
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1. (UFPI/Copese/Pref. Timon-MA/Prof. de Ed. Inf. e Ens.
Fundamental/2014) De acordo com os princípios éticos, políticos e
estéticos estabelecidos no art. 6º da Resolução nº 7/2010, que fixa as
Diretrizes Curriculares para o Ensino Fundamental de nove anos e em
conformidade com os arts. 22 e 32 da Lei nº 9.394/1996 (LDB), as
propostas curriculares do Ensino Fundamentalvisarão desenvolver o
educando, assegurar-lhe a formação comum indispensável para o exercício
da cidadania e fornecer-lhe os meios para progredir no trabalho e em
estudos posteriores, mediante os objetivos previstos para esta etapa da
escolarização. São objetivos previstos para o Ensino Fundamental, exceto:
a) o fortalecimento dos vínculos com a família, dos laços de solidariedade
humana em que se assenta a vida no contexto social.
b) o desenvolvimento da capacidade de aprender, tendo como meios
básicos o pleno domínio da leitura, da escrita e do cálculo.
c) a compreensão do ambiente natural e social, do sistema político, das
artes, da tecnologia e dos valores em que se fundamenta a sociedade.
d) a aquisição de conhecimentos e habilidades e a formação de atitudes e
valores como instrumentos para uma visão crítica do mundo.
e) o fortalecimento da identidade e da individualidade para convívio social
e de atitudes de intolerância as diferenças étnico-raciais.
2. (Fadesp/Pref. Nova Esperança de Piriá-PA/Prof. de Ed. Inf. e
Séries/Anos Iniciais do Ensino/2014) O(A) __________ constitui uma das
maneiras de trabalhar os componentes curriculares, as áreas de
conhecimento e os temas sociais em uma perspectiva integrada, de acordo
com as Diretrizes Curriculares do Ensino Fundamental.
A expressão que preenche corretamente o enunciado acima é
a) núcleo comum.
b) sociometria.
c) transversalidade.
d) disciplinaridade.
 
3. (Fadesp/Pref. Nova Esperança de Piriá-PA/Prof. de Ed. Inf. e
Séries/Anos Iniciais do Ensino/2014) O currículo do Ensino Fundamental,
de acordo com as Diretrizes Curriculares próprias, tem uma base nacional
comum, complementada em cada sistema de ensino e em cada
estabelecimento escolar por.
a) um currículo especial.
b) uma parte diversificada.
c) atividades práticas a partir da cultura local.
d) uma parte dos saberes tradicionais regionais.
 
4. (Fadesp/Pref. Nova Esperança de Piriá-PA/Prof. de Ed. Inf. e
Séries/Anos Iniciais do Ensino/2014) De acordo com as Diretrizes
Curriculares Nacionais do Ensino Fundamental, a carga horária mínima
anual do Ensino Fundamental regular
a) será de 800 (oitocentas) horas aula, distribuídas em, pelo menos, 180
(cento e oitenta) dias de efetivo trabalho escolar.
b) será de 600 (seiscentas) horas relógio, distribuídas em, pelo menos, 200
(duzentos) dias de efetivo trabalho escolar.
c) será de 1.200 (mil e duzentas) horas relógio, distribuídas em, pelo
menos, 180 (cento e oitenta) dias de efetivo trabalho escolar.
d) será de 800 (oitocentas) horas relógio, distribuídas em, pelo menos, 200
(duzentos) dias de efetivo trabalho escolar.
 
5. (Fafipa/Pref. Iguaraçu-PR/Professor/2014) De acordo com as Diretrizes
Curriculares para o Ensino Fundamental, os sistemas de ensino e as escolas
adotarão, como norteadores das políticas educativas e das ações
pedagógicas, os seguintes princípios:
a) éticos, políticos e estéticos.
b) éticos, políticos e artísticos.
c) pedagógicos, plurais e sociais.
d) pedagógicos, políticos e sociais.
 
6. (Reis & Reis/Pref. Guarda Mor-MG/Professor de Educação
Básica/2014) O Ensino Fundamental de ______________ é necessário no
momento atual, pois novas tecnologias, maior acesso às informações, as
leituras são necessárias para que se concretizem, e tais mudanças, exigiram
a elaboração de novas Diretrizes Curriculares Nacionais pelo Conselho
Nacional de Educação, uma reelaboração de proposta pedagógica pelos
órgãos competentes em nível nacional, e pelas secretarias estaduais e
municipais de educação. Além da atualização do projeto político-
pedagógico pelas escolas. A decisão sobre notas, conceitos, relatórios
descritivos ou até mesmo o misto conceito/nota é uma decisão dos sistemas
de ensino.
A opção que completa corretamente a definição acima é:
a) sete anos;
b) oito anos;
c) nove anos;
d) dez anos.
 
7. (Fadesp/Pref. Parauapebas-PA/Professor de Educação Básica I/2014)
De acordo com as Diretrizes Curriculares do Ensino Fundamental, é dever
do Estado garantir a sua oferta pública, gratuita e de qualidade
a) em algumas modalidades contidas na LDB.
b) sem critério de seleção.
c) com critério de seleção.
d) aos que se encontram na idade certa.
 
8. (Fadesp/Pref. Parauapebas-PA/Professor de Educação Básica I/2014)
De acordo com as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação
Básica, a escola de qualidade social adota como centralidade o
a) professor e o planejamento.
b) planejamento e a aprendizagem.
c) estudante e o planejamento.
d) estudante e a aprendizagem.
 
9. (Fadesp/Pref. Parauapebas-PA/Professor de Educação Básica I/2014)
De acordo com as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação
Básica, a __________ refere- se à dimensão didático-pedagógica, e a
__________, à abordagem epistemológica dos objetos de conhecimento.
São termos que completam correta e respectivamente as lacunas acima:
a) interdisciplinaridade e transversalidade.
b) transversalidade e interdisciplinaridade.
c) multidisciplinaridade e questão norteadora.
d) transversalidade e multidisciplinaridade.
 
10. (Fadesp/Pref. Parauapebas-PA/Professor de Educação Básica I/2014)
De acordo com as Diretrizes Curriculares Nacionais do Ensino
Fundamental, a educação de qualidade, como direito fundamental, é, antes
de tudo, relevante, pertinente e equitativa. É equitativa porque
a) reporta-se à promoção de aprendizagens significativas do ponto de vista
das exigências sociais, escolares e de mercado, de desenvolvimento
pessoal e de evolução de todos os que compõem a comunidade escolar e
extraescolar.
b) trata de forma igualitária aquilo que se apresenta como desigual no
ponto de partida, com vistas a obter desenvolvimento e aprendizagens
equiparáveis, de modo a assegurar a todos igualdade no direito à
educação.
c) refere-se à possibilidade de atender igualmente às necessidades e às
características dos estudantes de diversos contextos sociais e culturais e
com diferentes capacidades e interesses.
d) Trata de forma diferenciada aquilo que se apresenta como desigual no
ponto de partida, com vistas a obter desenvolvimento e aprendizagens
equiparáveis, de modo a assegurar a todos igualdade no direito à
educação.
 
11. (Fadesp/Pref. Parauapebas-PA/Professor de Educação Básica I/2014)
De acordo com as Diretrizes Curriculares Nacionais, na Educação Básica é
necessário considerar as dimensões do __________ e do __________ em
sua inseparabilidade.
São termos que completam correta e respectivamente as lacunas acima:
a) educar e aprender.
b) ensinar e aprender.
c) educar e cuidar.
d) ensinar e sentir.
 
12. (Instituto Neo Exitus/Pref. Jucás-CE/Professor de Educação Básica
II/2014) A Resolução CNE/CEB nº 2, de 7 de abril de 1998, institui as
Diretrizes Curriculares Nacionais para o Ensino Fundamental. Com
referência a esta resolução, analise as afirmativas a seguir:
I – As escolas utilizarão a parte diversificada de suas propostas curriculares
para enriquecer e complementar a base nacional comum, propiciando, de
maneira específica, a introdução de projetos e atividades do interesse de
suas comunidades.
II – Ao definir suas propostas pedagógicas, as escolas deverão explicitar o
reconhecimento da identidade pessoal de alunos, professores e outros
profissionais e a identidade de cada unidade escolar e de seus respectivos
sistemas de ensino.
III – Em algumas escolas deverá ser garantida a igualdade de acesso para
alunos a uma base nacional comum, de maneira a legitimar a unidade e a
qualidade da ação pedagógica na diversidade nacional.
Marque a opção que indica a(s) afirmativa(s) correta(s).
a) I – II.
b) II – III.
c) II.
d) I – III.
e) I – II – III.
 
13. (Idest/Pref. Cortês-PE/Professor de Ensino Fundamental I/2014)
Segundo as Diretrizes Curriculares Nacionais, é necessário que o currículo
seja planejado e desenvolvido de modo que os alunos possam sentir prazer
na leitura de um livro, na identificação do jogo de sombra e luz de uma
pintura, na preparação de um trabalho sobre a descoberta da luz elétrica.
Nestas condições, é correto afirmar que:

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