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Hidráulica Industrial Prof. Me. Benjamin Batista de Oliveira Neto Departamento de Processos Industriais IFAM Campus Manaus Centro Conteúdo Programático Cavitação e Aeração Dimensionamento de Tubulações Circuito Hidráulico Regenerativo Vazão Induzida Pressão Induzida Válvula de Controle de Pressão CAVITAÇÃO E AERAÇÃO Cavitação e aeração são duas das principais causas de desgastes e quebras de bombas hidráulicas, e paradoxalmente, são fenômenos físicos pouco compreendidos, e que causam muitos danos e reduzem significativamente o tempo de vida dos componentes. CAVITAÇÃO Cavitação é a evaporação de óleo a baixa pressão na linha de sucção em função das restrições e deficiências que o sistema pode apresentar. Conforme essas cavidades são expostas à alta pressão na saída da bomba, as paredes das cavidades se rompem e geram toneladas de força por centímetro quadrado. O desprendimento da energia gerada pelo colapso das cavidades desgasta as superfícies do metal. ▪ Interfere na lubrificação. ▪ Destrói a superfície dos metais. Velocidade recomendada para o Fluido ➢ Na sucção < 1,0m/s. ➢ No retorno < 4,0m/s ➢ Na pressão < 5,0 m/s AERAÇÃO É a entrada de ar no sistema através da sucção da bomba. O ar retido é aquele que está presente no líquido, sem estar dissolvido no mesmo. Problemas: ▪ Oscilação de pressão. ▪ Repetibilidade/Resposta das válvulas de comando eletrônico. ▪ Vibração e desbalanceamento do conjunto motriz, desgaste de rolamentos e eixos. ▪ Deterioração do óleo com perda de aditivos, oxidação e perda de propriedades lubrificantes. Solução: Verificar o nível do óleo do reservatório. Conexões empregadas na linha de sucção (vedação). Linhas de Retorno COMO AUMENTAR A VELOCIDADE DO ATUADOR? Através do aumento de Vazão. Quais mecanismos possibilitam essa ação? Trocando uma bomba que forneça maior vazão. Os custos podem ser bastantes elevados! Circuito Hidráulico Regenerativo. CIRCUITO HIDRÁULICO REGENATIVO ▪ O circuito regenerativo surgiu com o objetivo de otimizar os tempos não produtivos durante os ciclos das operações de máquinas operatrizes, minimizando-os tanto quanto possível. ▪ O comando regenerativo surge, então, como uma alternativa de baixo custo para otimizar os tempos não produtivos, ou seja, elevar a velocidade durante os deslocamentos de aproximação, possibilitando velocidades diferenciadas durante o ciclo. ▪ A redução do tempo gasto em cada ciclo é obtida sem adicionar potência ao sistema, e o custo adicional relativo ao uso de componentes que viabilizam o circuito regenerativo é menor que o custo da utilização do sistema convencional com maior vazão e, portanto, maior potência. CIRCUITO HIDRÁULICO REGENATIVO Situação para analisar Nesse circuito existe as duas conexões (êmbolo/haste) recebem pressão ao mesmo tempo. Qual o comportamento do cilindro? ▪ Ficar parado? ▪ Avançar? ▪ Retornar? CIRCUITO HIDRÁULICO REGENATIVO Conclusão O Atuador vai avançar: ➢Maior vazão. ➢Maior velocidade. ➢Menos força. Qual a maior vazão de um sistema hidráulico? A vazão da bomba. >>> ERRADO! VAZÃO INDUZIDA Vamos considerar uma bomba com uma vazão de 1L/min. VAZÃO INDUZIDA ▪ O fenômeno da vazão induzida ocorre pelo seguinte motivo: quando se fornece uma vazão qualquer para um cilindro de duplo efeito, na tomada de saída do fluido haverá uma vazão que pode ser maior ou menor que a vazão de entrada. ▪ Logo, a maior VAZÃO de um sistema hidráulico não é a Vazão da Bomba e sim a Vazão Induzida de RETORNO. VAZÃO INDUZIDA Há dois métodos para calcular a Vazão Induzida Qi: a) primeiro método: a partir das velocidades de avanço e retorno; b) b) segundo método: a partir da relação de áreas do pistão e coroa. Fonte: FIALHO, 2019 VAZÃO INDUZIDA ▪ A análise numérica que utiliza as equações leva à conclusão de que filtros, dutos de retorno e válvulas em geral, que receberão fluido proveniente de cilindros, devem sempre ser dimensionados a partir da máxima vazão, isto é, a vazão induzida de retorno Qir, pois, do contrário, criaremos uma pressão induzida. ▪ Nos cilindros de haste dupla e duplo efeito, a vazão induzida no retorno é igual à vazão fornecida pela bomba. PRESSÃO INDUZIDA ▪ A pressão induzida é originada da resistência à passagem do fluxo do fluido. Assim, um duto ou filtro de retorno mal dimensionado, ou qualquer outra resistência à saída de fluido do cilindro, pode criar uma pressão induzida. ▪ A pressão induzida, assim como a vazão induzida, pode ser maior ou menor que a pressão fornecida ao cilindro. PRESSÃO INDUZIDA Há dois métodos para calcular a Pressão Induzida Pi: a) primeiro método: a partir das forças de avanço e retorno; b) segundo método: a partir da relação entre as áreas do pistão e da coroa. Fonte: FIALHO, 2019 PRESSÃO INDUZIDA ▪ Sempre que possível, devemos evitar a formação de pressão induzida, pois, assim, evitamos indiretamente o choque hidráulico. SELEÇÃO DO ATUADOR Atuadores hidráulicos são automatismos destinados a guiar partes de um mecanismo – articulado ou não – em trajetórias específicas, produzindo deslocamentos lineares ou angulares com acurada precisão de velocidade e posição, sendo, ainda, agente de transferência de força ou torque por meio da transmissão da energia hidráulica. SELEÇÃO DO ATUADOR Dados necessários: ▪ Carga (força necessária) do cilindro. ▪ Tipo de montagem e fixação do cilindro. ▪ Curso do cilindro. ▪ Pressão de trabalho. Na plaqueta do cilindro Ø25/18 x 300 De Dh S Legenda De = Diâmetro do Êmbolo Dh = Diâmetro da Haste S = Comprimento do curso SELEÇÃO DO ATUADOR ▪ Força: o Avanço: FA = PA x AE o Retorno: FR = PR x AC Legenda De = Diâmetro do Êmbolo Dh = Diâmetro da Haste S = Comprimento do curso AE = Área do êmbolo AC = Área da coroa FA = Força no avanço FR = Força no Retorno vA = veloc. avanço vR = veloc. retorno VA = volume avanço VR = volume retorno ▪ Vazão: o Avanço: QA = vA x AE ou QA = VA/ tA o Retorno: QR = vR x AC ou QR = VR/ tR AE FA, vA FR, vR AC SELEÇÃO DO ATUADOR 3000kgf 5000kgf EXEMPLO Sabe-se que: FA = 3000kgf FR = 5000kgf tA = 4s tR = 3s Dado que o atuador: Ø100/45x300mm Pede-se: Pressão [P]; Vazão [Q]; Potência [N]; Volume reservatório [Vres]. VAZÃO [Q] o Avanço: QA = vA x AE vA = 300mm /4s = 75mm/s QA = 7,5cm/s x 78,54cm2 QA ≈ 35litros/min o Retorno: QR = vRx AC vR = 300mm /3s = 100mm/s QR = 10cm/s x 62,64cm 2 QR ≈ 38litros/min PRESSÃO [P] o Avanço: PA = FA / AE PA = 3000kgf /78,54cm 2 PA ≈ 38bar o Retorno: PR = FR / AC PR = 3000kgf /62,64cm 2 PR ≈ 80bar +10-20% 95bar POTÊNCIA [N] N = P x Q / 360 N = 95 x 38 / 360 N ≈ 10CV VOLUME RESERVATÓRIO [VRES] VRES = 4 X 38 VRES ≈ 160litros Fonte: Catálogo Roxroth VÁLVULA DE CONTROLE DE PRESSÃO As Válvulas Controladoras de Pressão são usualmente assim chamadas por suas funções primárias abaixo relacionadas: ▪ Válvula limitadora de pressão (segurança). ▪ Válvula de sequência. ▪ Válvula de descarga. ▪ Válvula redutora de pressão. ▪ Válvula de frenagem. ▪ Válvula de contrabalanço. VÁLVULA DE CONTROLE DE PRESSÃO VÁLVULA LIMITADORAS DE PRESSÃO VÁLVULA DE CONTROLE DE PRESSÃO VÁLVULA DE DESCARGA Válvula Limitadora Válvula de Descarga VÁLVULA DE CONTROLE DE PRESSÃO VÁLVULA DE SEQUÊNCIA VÁLVULA DE CONTROLE DE PRESSÃO VÁLVULA REDUTORA DE PRESSÃO Com a redução da pressão teremos a redução da força disponível no atuador. Projeto Final • Desenvolver um Sistema Hidráulico e aplicar os conceitos abordados: Pressão, Força, Lei de Pascal e etc; • O protótipo deverá ser composto por um detalhamento com a devida estrutura que segue: • 1. Introdução • 2. Desenvolvimento • 2.1 Metodologia • 2.2 Materiais e Métodos • 2.3 Cálculos – Fazer os cálculos para levantar ao mínimo 0,3kg* • 2.4 Croqui • 2.5 Tabela de orçamento • 2.6 Funcionamento • 2.7 Dados Técnicos do Projeto • 3. Conclusão • 4. Referências bibliográficas • O sistema deverá, obrigatoriamente, possuir pelo menos 3 graus de liberdade; • O projetoserá composto por equipes de no máximo 3 integrantes. • Data de Entrega: 01/12/2022 *Protótipo que levantar maior peso, ganha premiação REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS CAMPANHOLI, Flávio. Pílula do Conhecimento, Fluidos Hidráulicos. Bosch Rexroth, 2020 [link] FIALHO, Arivelto Bustamante. Automação Hidráulica: Projetos, Dimensiomento e Análise de Circuitos. 7ª ed. São Paulo: Érica, 2019. [Disponível na Minha Biblioteca*] Parker Hannifin. Apostila de Tecnologia Hidráulica Industrial. São Paulo: Parker Training, 2014. [link] Rexroth Bosch Group. Treinamento Hidráulico - Volume 1. Princípios Básicos e Componentes da Tecnologia dos Fluidos. São Paulo: Bosch Rexroth AG, 2014. https://youtube.com/playlist?list=PLRO3LeFQeLyOGlZy7Nh0ogrclfmCQwInH https://drive.google.com/file/d/197SeBW1n83UbEf3cVdql7BDRfAMoIYY6/view?usp=sharing