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ENFERMAGEM MÉDICA II
ENFª PROFª MAITÊ KAPPEL
SISTEMA RESPIRATÓRIO
A RESPIRAÇÃO
O que é respiração????
Onde ocorre????
Como ocorre????
Nariz, cavidades nasais, seios paranasais, faringe, laringe.
Traqueia, brônquios, bronquíolos, alvéolos, pulmões, pleura, músculos que formam a cavidade.
ANATOMIA DO SISTEMA RESPIRATÓRIO
TRATO RESPIRATÓRIO SUPERIOR (fora da cavidade torácica)
TRATO RESPIRATÓRIO INFERIOR (dentro da cavidade torácica)
FOSSAS NASAIS
O ar entra no sistema respiratório pelas fossas nasais. 
Nessa região, encontram-se pelos e muco, os quais funcionam como uma barreira de proteção contra a entrada de partículas e micro-organismos nas vias respiratórias.
 Nesta região há uma grande vascularização, que ajuda aquecer o ar que entra nas fossas nasais. Desse modo, o ar é aquecido, filtrado e também umidificado ao passar por essa parte do sistema respiratório.
Os seios paranasais, também conhecidos como seios da face, são cavidades aéreas dentro dos ossos do crânio que ajudam na circulação do ar que é inspirado e expirado.
São 4 pares de cavidades revestidas pelas mucosas nasais - frontal, etmoide, esfenoide e maxilar. 
SEIOS PARANASAIS
SEIOS MAXILARES
localizados em cada lado do nariz, perto dos ossos da bochecha
SEIOS FRONTAIS
 localizados acima dos olhos, perto da testa
SEIOS ETMOIDAIS
localizados em cada lado da ponte do nariz, perto dos olhos
SEIOS ESFENOIDAIS
atrás dos olhos, mais profundamente no crânio
01
03
02
04
SEIOS PARANASAIS
FUNÇÃO DOS SEIOS PARANASAIS
São revestidos por mucosa semelhante ao do nariz, rico em glândulas produtoras de muco e cobertos por cílios, que auxiliam na movimentação do muco das vias aéreas superiores e desobstruir as passagens nasais.
FARINGE
A faringe é um órgão em formato tubular que fica localizado logo à frente das vértebras cervicais, também conhecida popularmente como garganta. 
Ela possibilita a passagem do ar e dos alimentos, por isso, pertence ao sistema respiratório e digestivo, simultaneamente.
A faringe conecta o nariz e a boca à laringe e ao esôfago.
DIVISÃO DA FARINGE
# Dividida em nasofaringe, orofaringe e laringofaringe.
# Nasofaringe: corresponde à primeira região da faringe, a região nasal. Ela está situada atrás do nariz.
# Orofaringe: região situada atrás da boca. Única porção que tem contato com o ar e o alimento.
# Laringofaringe: localizada atrás da laringe. 
Na faringe é possível identificar a presença de tonsilas – amigdalas – órgãos formados por tecido linfático e que atuam na defesa do organismo contra antígenos presentes nos alimentos e no ar.
TONSILAS
A função principal das tonsilas é desenvolver anticorpos para bactérias específicas com o objetivo do corpo se defender rapidamente do agente invasor e criar uma imunidade específica para caso seja atacado pelo mesmo patógeno novamente.
Laringe é um órgão tubular do sistema respiratório que promove a conexão entre a faringe e a traqueia e atua na formação dos sons devido à presença de pregas vocais.
Tem como funções:
Passagem do ar
Produção do som (voz)
Proteção – impede que alimentos e objetos estranhos entrem na via respiratória. 
LARINGE
CORDAS VOCAIS
As pregas vocais estão presentes na nossa laringe e são responsáveis pela emissão de sons.
Quando respiramos, as pregas vocais permanecem abertas, permitindo a passagem do ar. Quando falamos as cordas movem-se e a passagem do ar provoca a vibração dessas estruturas.
TRAQUÉIA
A traqueia é um tubo cilíndrico e vertical formado por anéis de cartilagem. Está localizada entre a laringe e os brônquios e funciona como um canal para a passagem de ar.
Responsável por umedecer e purificar o ar antes de levá-lo aos pulmões, protegendo o organismo da entrada de poluentes e micro-organismos, como vírus e bactérias.
Brônquios são vias que garantem que o ar chegue até os alvéolos.
Se originam da ramificação da traqueia, a qual se bifurca e dá origem ao brônquio direito e ao brônquio esquerdo, onde se dividem entre os dois pulmões.
 Esta região chamamos de Carina. 
O brônquio direito que é mais curto, mais vertical e mais largo.
Os brônquios vai se ramificando dentro dos pulmões até a formação de bronquíolos. 
BRÔNQUIOS
BRONQUÍOLOS
 Os bronquíolos constituem as ramificação terminais dos brônquios que penetram os alvéolos pulmonares. 
Dentro dos pulmões os brônquios se ramificam em bronquíolos.
Os alvéolos pulmonares são minúsculos sacos aéreos localizados no final dos bronquíolos. 
Nos alvéolos pulmonares, ocorre o processo conhecido como hematose (troca gasosa), que garante que o sangue pobre em oxigênio torne-se oxigenado.
ALVÉOLOS
HEMATOSE
O ar inspirado é levado pelas vias aéreas até os alvéolos, e, ao chegar a essa estrutura, o oxigênio presente no ar difunde-se (processo de difusão) para o interior dos capilares e o gás carbônico presente no sangue difunde-se em direção contrária.
SURFACTANTE
Para que o gás entre e saia do alvéolo é importante que ele esteja aberto. Se ele estiver “fechado” (colabado) será necessário uma maior pressão para fazer com que ele abra. 
Para manter esse alvéolo aberto é necessário o surfactante, um líquido que permite a respiração. Quando não tem surfactante os alvéolos diminuem de tamanho e fecham (colabam), impossibilitando a troca gasosa e a respiração. 
SURFACTANTE
Produzido naturalmente pelos pulmões, o surfactante age no interior dos alvéolos, permitindo que eles se mantenham abertos durante a expiração,
através de uma tensão, o que facilita a entrada de oxigênio na circulação de sangue. 
Reduz a tensão superficial, aumenta a complacência pulmonar, tornando o enchimento do pulmão mais fácil. 
A principal função do surfactante pulmonar é formar uma camada de filme que permitir a abertura adequada dos alvéolos pulmonares e permitir a respiração, através da:
Manutenção da abertura dos alvéolos;
Diminuição da força necessária para a expansão dos pulmões;
Estabilização do tamanho dos alvéolos.
FUNÇÃO DO SURFACTANTE
Dois órgãos esponjosos localizados dentro da caixa torácica. O pulmão tem partes conhecidas como lobos/lóbulos.
PULMÕES
PULMÃO DIREITO: 3 lóbulos
PULMÃO ESQUERDO: 2 lóbulos
				
Pulmão esquerdo é menor devido
ao coração
LOBULOS PULMONARES
Os pulmões são circundados pelo esterno (osso do tórax) e pela caixa torácica na frente e pelas vértebras (coluna vertebral) nas costas. 
Esta gaiola óssea ajuda a proteger os pulmões e outros órgãos do tórax.
ÁPICE DO PULMÃO: parte superior do pulmão, que apresenta uma forma arredondada. 
BASE DO PULMÃO: apresenta uma forma côncava, apoiando-se sobre a base do diafragma. A concavidade da base do pulmão direito é mais profunda que a do esquerdo (devido à presença do fígado).
CAIXA TORÁCICA
Sua principal função é oxigenar o sangue e eliminar o gás carbônico ou dióxido de carbono (CO2) do corpo. 
MUSCULATURA ACESSÓRIA
MÚSCULOS ACESSÓRIOS
Os diversos músculos da respiração auxiliam tanto na inspiração quanto na expiração, o que requer mudanças na pressão dentro da cavidade torácica.
O trabalho da respiração é realizado pelo diafragma, pelos músculos entre as costelas (músculos intercostais), pelos músculos do pescoço e pelos músculos abdominais.
INSPIRAÇÃO: é o conjunto de movimentos que permite a entrada de ar nos pulmões.
EXPIRAÇÃO: consiste no conjunto de movimentos que resulta na retirada do ar do interior das vias respiratórias.
INSPIRAÇÃO
Ao inspirarmos iniciamos um caminho complexo da entrada do ar no nosso aparelho respiratório. 
O ar entra pelas narinas (ou pela boca), passa pela faringe e laringe, encaminha-se para traqueia seguindo por pequenos tubos, os brônquios. 
A partir dos brônquios o ar é levado para outras regiões pulmonares – bronquíolos e alvéolos, onde ocorre a troca gasosa. 
A esse processo de entrada do ar damos o nome de inspiração. 
Um movimento involuntário que é controlado pelo cérebro controla a entrada e saída de ar dos pulmões.
Nesse processo ocorrea contração do diafragma, ocasionando seu abaixamento. Os músculos intercostais também se contraem fazendo com que as costelas se levantem.
Isso faz com que o tórax aumente de tamanho e a pressão interna dos pulmões torne-se menor que a externa. 
Com a redução da pressão intrapulmonar, o ar acaba entrando pelas vias respiratórias e chegando até os alvéolos para que ocorram as trocas gasosas.
Após a troca gasosa nos alvéolos, o ar faz o caminho inverso da inspiração. Sai dos alvéolos para os bronquíolos, caminhado para os brônquios. 
Passa para a traqueia, laringe, faringe e boca ou nariz, saindo assim o nosso sistema respiratório, cheio de gás carbônico – dióxido de carbono. 
A esse processo de saída do ar dos pulmões chamamos de expiração.
EXPIRAÇÃO
Nesse caso, ocorre o relaxamento dos músculos intercostais e do diafragma.
Diferentemente do que ocorre na inspiração, há uma redução do volume da caixa torácica, que volta ao seu tamanho de repouso.
Ocorre uma retração dos pulmões, o que faz com que a pressão interna fique maior que a externa. 
O aumento da pressão intrapulmonar faz com que o ar seja lançado para fora do nosso corpo.
https://www.youtube.com/watch?v=sQU4LVJr7TI
PATOLOGIAS SISTEMA RESPIRATÓRIO SUPERIOR
EPISTAXE
Perda de sangue pelas vias nasais.
CAUSAS
O nariz é muito vascularizado por pequenos vasos sanguíneos, sobretudo em sua porção dianteira, os quais se rompem e sangram facilmente, seja por condições locais ou por repercussão de problemas gerais. 
PRINCIPAIS CAUSAS
Traumatismo
Inflamações
Corpos estranhos
Tumores 
		Drogas		
Ar frio e seco
HAS
Coagulopatias
Acalmar o paciente
Manter via aérea pérvea
Avaliar o volume de sangramento
Sentar o paciente com o tronco elevado e cabeça ereta.
Comprimir a narina contra o septo por 5 a 10 minutos.
Aplicação de frio
Tamponamento nasal SN – uso de vasoconstritor. 
CUIDADOS DE ENFERMAGEM
DESVIO DE SEPTO
O septo nasal é uma estrutura localizada no nariz, sendo responsável pela separação entre ambas as fossas nasais.
É composto por uma porção óssea (mais posterior ou “mais atrás”) e por uma porção cartilagínea (mais anterior ou “à frente”), sendo ambas recobertas por mucosa.
Ocorre quando o septo não está devidamente centrado no nariz.
Obstrução nasal
Dificuldade de respirar pelo nariz
Dor de cabeça ou no rosto
Sangramento pelo nariz
Nariz entupido
Ronco
Cansaço excessivo
Apneia de sono
SINTOMAS DO DESVIO DE SEPTO
CAUSAS
Traumáticas (por traumatismos). Pode ocorrer quer na criança quer no adulto;
Constitucionais (alterações que ocorrem ao nascimento e se vão desenvolvendo até à idade adulta, possuindo incidência semelhante em ambos os sexos (homens e mulheres).
TRATAMENTO
Cirurgia (septoplastia)
Realizada sob anestesia geral, com cortes dentro do nariz, sem cicatriz externa. 
Irritação e inflamação crônica ou aguda da mucosa nasal. A rinite pode ser não-alérgica ou alérgica. 
A não-alérgica é geralmente causada por inflamação causada tanto por vírus como por bactérias.
A alérgica é causada por alérgenos presentes no ar, como o pólen, poeira, pêlos de animais e o ácaro, principal causador de alergia respiratória nos seres humanos.
RINITE
SINAIS E SINTOMAS
Obstrução nasal (entupimento)
Espirros (por vezes mais de 20 seguidos) 
Coceira no nariz. Esta coceira pode ser na garganta ou nos olhos.
Coriza 
Descongestionantes, anti-histamínicos, estabilizadores de membranas, corticoides.
Controle ambiental: significa evitar contato com a substância que causa os sintomas.
TRATAMENTO
FARMACOLÓGICO
NÃO FARMACOLÓGICO
SINUSITE
É a inflamação das mucosas de um ou mais seios paranasais. A abertura que conduz desde a cavidade cheia de ar até o nariz, torna-se fechada ou estreitada pela congestão da mucosa nasal ou por um tampão de pus ou de muco que bloqueia a pequena passagem. 
DIVISÃO
AGUDA: inflamação que durar no máximo 4 semanas.
CRÔNICA: sintomas que persistem e que ultrapassam os 3 meses.
SINAIS E SINTOMAS
Dor ou pressão facial, agravada com a inclinação da cabeça, com localização variável, consoante o seio ou seios mais afetados (sintoma major)
Obstrução nasal com corrimento nasal purulento anterior ou posterior (sintoma major)
Hiposmia ou anosmia, ou seja, a redução ou ausência de cheiro (sintoma major)
Febre (sintoma major)
Cefaleias (dor de cabeça), halitose (mau hálito), odontalgia, otalgia / sensação de plenitude auricular, tosse, fadiga ou cansaço (sintoma minor).
TONSILITE OU AMIGDALITE
TONSILITE: inflamação das tonsilas – viral ou bacteriana.
São nódulos linfáticos localizados na parte posterior da boca em cima da garganta. 
Ajudam a impedir a passagem de bactérias e outros organismos para prevenir infecções no corpo, produzindo anticorpos. 
TONSILITE OU AMIGDALITE
A tonsilite viral é mais comuns durante os resfriados. 
A bacteriana ocorre devido a germes hospedeiros naturais ou não do corpo humano. 
No caso dos germes naturais, eles se tornam hospedeiros patogênicos, principalmente devido à quedas da resistência imunológica. 
A amigdalite é uma doença contagiosa e que pode se adquirir de uma pessoa para outra em determinadas situações. 
O mais comum é que os microorganismos passem através da inalação de gotículas no ar, que se libera quando o paciente espirra ou tosse.
TONSILITE OU AMIGDALITE
DIAGNÓSTICO
SINAIS E SINTOMAS
Odinofagia – dor de garganta
Disfagia – dificuldade para deglutir
Febre
Roncos
Cefaléia
Calafrios
Afonia – perda da voz
Dispnéia
Exame físico – inspeção da boca e garganta, que vai mostrar manchas brancas (placas), nódulos no pescoço aumentados e doloridos a palpação.
TONSILITE OU AMIGDALITE
TRATAMENTO 
ATB – bacteriana
Sintomáticos – viral
Analgésicos e antitérmicos
Repouso
Gargarejo com água salgada ou SF
Quando a água morna entra em contato com a mucosa, seu calor faz com que haja uma dilatação dos vasos sanguíneos do local. Esse aumento da circulação auxilia um número maior de glóbulos brancos a passar do sangue para o tecido afetado, diminuindo a inflamação.
FARINGITE
A faringite é uma reação inflamatória que acomete a faringe.
Ela pode ser causada por bactérias ou vírus (a maioria dos casos).
FARINGITE
SINAIS E SINTOMAS VIRAL
SINTOMAS DA FARINGITE BACTERIANA
Dor de garganta
Dificuldade para engolir alimentos sólidos
Aumento dos linfonodos
Dores no corpo
Pode haver formação de secreção purulenta nas amígdalas
Febre alta que começa subitamente e pode chegar a 39℃
Dor de garganta
Dificuldade para engolir alimentos sólidos
Coriza
Tosse
Febre baixa, de até 38,5℃
FARINGITE
TRATAMENTO
Dieta líquida e pastosa
Repouso
Analgésico e antitérmicos
Hidratação
Gargarejo com solução salina
ATB
FARINGITE VIRAL
FARINGITE BACTERIANA
LARINGITE
A laringe é uma estrutura cartilaginosa que liga a faringe a traquéia e tem como uma das funções é permitir a vocalização.
A laringite é a inflamação da laringe (cordas vocais).
CAUSAS
ABUSO DA VOZ
	Infecções respiratórias - resfriado, bronquite, pneumonia.
Exposição à agentes irritantes – alcool, poeira, fumaça, poluentes. 
DIVISÃO DA LARINGITE
LARINGITE AGUDA: curto tempo de duração (geralmente causada por vírus)
LARINGITE CRÔNICA: quando a rouquidão dura um longo período (tabagismo, agentes irritantes, tosse violenta, uso intenso da voz)
SINTOMATOLOGIA
Rouquidão
Afonia
Tosse seca
Chiados
Secura na garganta
Pouca ou nenhuma dor
Diminuição da voz progressivamente.
# Descanço da voz
# Parar de fumar – agentes irritantes
# Viral – sintomáticos
# Bacteriana – ATB
# Vaporização
TRATAMENTO
RESFRIADO COMUM
RESFRIADO COMUM
O resfriado comum é uma infecção aguda viral, do revestimento interno do nariz, seios paranasais e garganta.
Muitos vírus diferentes causam resfriados – existem mais de 100 subtipos de vírus. 
Altamente contagiosa, geralmente duram de três a sete dias. 
RESFRIADO COMUM
CONTÁGIO
Os resfriados comuns propagam-se com o contato com as secreções nasais de uma pessoa infectada. Quando a pessoatoca sua própria boca, nariz ou olhos, os vírus entram no seu organismo e causam um resfriado. 
Podem se propagar quando se respira ar que contém gotículas expulsas através da tosse ou dos espirros de uma pessoa infectada. 
Um resfriado comum é contagioso durante o primeiro ou segundo dia após o início dos sintomas.
RESFRIADO COMUM
SINAIS E SINTOMAS
Os resfriados muitas vezes começam com garganta irritada ou inflamada ou desconforto no nariz, seguidos de espirros, corrimento nasal, tosse e sensação de mal-estar geral.
Inicialmente, as secreções do nariz são aquosas e claras, podendo incomodar por serem abundantes; depois, tornam-se mais espessas, opacas, amarelo-esverdeadas e menos abundantes.
Febre não é comum, mas pode ocorrer febre leve no início do resfriado.
Muitas pessoas também desenvolvem tosse leve. 
Os sintomas desaparecem habitualmente em quatro a dez dias, mas a tosse frequentemente persiste por até duas semanas.
RESFRIADO COMUM
TRATAMENTO
Repouso em casa para prevenir a disseminação para outros
Bastante líquido e inalação de vapor
Se necessário, medicamentos de venda livre para aliviar os sintomas
GRIPE
GRIPE
A gripe é uma doença aguda que acomete as vias respiratórias. 
Ela ocorre quando organismo é infectado pelo vírus influenza.
A maioria das infecções é causada pelos vírus da influenza A, B e C.
Como a incidência maior de casos se dá no período mais frio do ano, o quadro recebe o nome de gripe sazonal.
GRIPE
Os vírus B e C acometem apenas a nossa espécie, sendo o do tipo C o mais brando e menos frequente.
Já o Influenza A, é capaz de infectar diversas espécies animais, sendo também o responsável pelas epidemias e pandemias gripais. 
Este é classificado em subtipos, de acordo com o arranjo das moléculas de sua superfície.
GRIPE
SINAIS E SINTOMAS
TRANSMISSÃO INCUBAÇÃO
A transmissão direta é a mais comum e ocorre por meio de gotículas do indivíduo contaminado ao falar, espirrar ou tossir. 
A incubação da doença é de 1 a 4 dias e a transmissibilidade ocorre, principalmente, entre as primeiras 24 até 72 horas da doença. 
Febre
Coriza
dor de garganta
Tosse 
Dor de cabeça 
Dores musculares (mialgias) 
Sensação de indisposição (mal-estar) geral.
GRIPE
COMPLICAÇÕES
A complicação mais comum da gripe é Pneumonia.
FATORES DE RISCO
Pessoas com alto risco de complicações e morte decorrente de gripe incluem
Crianças com menos de cinco anos de idade
Adultos com mais de 65 anos de idade
Pessoas com distúrbios clínicos crônicos (principalmente os que afetam o coração, os pulmões, os rins, o fígado ou o sistema imune) ou diabetes mellitus
Obesidade
Paciente sequelados de AVC
O VÍRUS INFLUENZA
Há três tipos de vírus da gripe:
Tipo A
Tipo B
Tipo C
O tipo A causa a maioria dos casos de gripe (geralmente mais de 70% em uma estação típica) e a maioria dos outros casos é causada pelo tipo B. A gripe tipo C ocorre menos frequentemente, principalmente em crianças.
O VÍRUS INFLUENZA
A cepa do vírus da gripe que causa surtos está sempre mudando ligeiramente, a cada ano, o vírus da gripe se apresenta ligeiramente diferente em relação ao ano anterior. Muitas vezes, ele muda o suficiente para que as vacinas anteriormente eficazes, não funcionem mais.
COMPLICAÇÕES DA INFLUENZA
Pneumonia bacteriana
Desidratação
Problemas nos seios da face e infecções de ouvido
Amigdalites
Piora de doenças pré-existentes – asma e diabetes
H1N1
A gripe H1N1 ou influenza A é provocada pelo vírus H1N1 da influenza tipo A.
Esse é a variação de vírus da gripe responsável por causar a gripe suína.
Ela recebeu esse nome por afetar porcos ao mesmo tempo em que afetava os seres humanos, mas o vírus H1N1 é, na verdade, uma combinação de diferentes tipos de vírus influenza, inclusive com a participação do vírus da gripe aviária.
O H1N1 é transmitido de um indivíduo para o outro por meio do contato com secreções de uma pessoa que esteja infectada com a doença. 
Por via aérea ou partículas de saliva e de secreções das vias respiratórias. 
TRANSMISSÃO
SINAIS E SINTOMAS
Febre
Tosse
Coriza
Dor de garganta
Dor muscular
Dor de cabeça
Mal-estar
Irritação nos olhos
Falta de apetite
Falta de ar
Calafrios
Cansaço e fadiga
TRATAMENTO
O H1N1 tem cura e seu tratamento pode ser feito por meio de medicamentos que tratam e aliviam os sintomas da doença, como o medicamento Tamiflu – fosfato de oseltamivir.
Repouso, ingerir muito líquido.
CORONAVÍRUS
A Covid-19 é uma infecção respiratória aguda causada pelo coronavírus SARS-CoV-2, potencialmente grave, de elevada transmissibilidade e de distribuição global.
É a doença causada por uma nova espécie de coronavírus. Ele pertence a uma família de vírus que já circulava no Brasil antes da pandemia e era responsável por grande parte dos resfriados comuns.
 
COVID - 19
Outras espécies foram responsáveis por doenças mais graves, como a Síndrome Aguda Respiratória Severa (SARS-CoV-1) e a Síndrome Respiratória do Oriente Médio (MERS-CoV) que não tiveram casos no Brasil.
COVID - 19
O nome Covid é a junção de letras que se referem a (co)rona (vi)rus (d)isease, o que na tradução para o português seria "doença do coronavírus". 
Já o número 19 está ligado a 2019, quando os primeiros casos foram publicamente divulgados.
SINAIS E SINTOMAS
Sintomas mais comuns:
Febre
tosse seca
Cansaço
Sintomas menos comuns:
dores e desconfortos
dor de garganta
Diarreia
Conjuntivite
dor de cabeça
perda de paladar ou olfato
erupção cutânea na pele ou
descoloração dos dedos das mãos ou dos pés
SINAIS E SINTOMAS
Sintomas graves:
dificuldade de respirar ou falta de ar
dor ou pressão no peito
perda de fala ou movimento
Assintomático
DIAGNOSTICO
Biologia molecular 
Permite identificar a presença do material genético (RNA) do material genético (RNA) do vírus SARS-CoV-2 em amostras de secreção respiratória, por meio das metodologias de RT-PCR em tempo real.
DIAGNÓSTICO
Sorologia 
Detecta anticorpos IgM, IgA e/ou IgG produzidos pela resposta imunológica do indivíduo em relação ao vírus SARS-CoV-2, podendo diagnosticar doença ativa ou pregressa.
DIAGNÓSTICO
Testes rápidos
 Estão disponíveis dois tipos de testes rápidos, de antígeno e de anticorpo. O teste rápido de antígeno detecta proteína do vírus em amostras coletadas de naso/orofaringe, devendo ser realizado na infecção ativa (fase aguda) e o teste rápido de anticorpos detecta IgM e IgG (fase convalescente), em amostras de sangue total, soro ou plasma.
O tratamento da infecção pelo coronavírus (COVID-19) varia de acordo com a intensidade dos sintomas.
Nos casos mais leves, em que existe apenas febre acima de 38ºC, tosse intensa, perda do olfato e do paladar ou dor muscular, o tratamento pode ser feito em casa com repouso e uso de alguns medicamentos para aliviar os sintomas.
Já nos casos mais graves, em que existe dificuldade para respirar, sensação de falta de ar e dor no peito, o tratamento precisa ser feito em internamento no hospital.
TRATAMENTO
VACINA CONTRA COVID
O principal objetivo da vacina contra a COVID-19 é o de prevenir o aparecimento da infecção. No entanto, a administração da vacina parece diminuir a gravidade da infecção mesmo que a pessoa fique infectada.
TIPOS DE VACINAS
Várias vacinas contra a COVID-19 estão sendo estudadas e desenvolvidas em todo o mundo para tentar combater a pandemia causada pelo novo coronavírus. Até ao momento, as principais vacinas aprovadas para uso emergencial pela OMS são:
Pfizer e BioNTech: a vacina apresentou 95% de eficácia contra infecção e 100% contra casos graves da doença;
Moderna (mRNA-1273): a vacina apresentou 94,1% de eficácia contra infecção e 95% contra casos graves da doença;
TIPOS DE VACINAS
Instituto de Pesquisa Gamaleya (Sputnik V): a vacina russa apresentou 91,6% de eficácia contra a COVID-19;
AstraZeneca e Universidade de Oxford: a vacina demonstrou eficácia de 70,4% contra a infecção e 100% contra casos graves da infecção;
Sinovac (Coronavac): demonstrou uma taxa de eficácia de 78%para casos leves e de 100% para infecções moderadas e graves;
Johnson & Johnson: apresentou taxa de eficácia de 66 a 85%, sendo que essa taxa variou de acordo com o país onde foi aplicada. Apresenta ainda 100% de eficácia contra casos graves de COVID-19.
As vacinas contra a COVID-19 têm sido desenvolvidas com base em 3 tipos de tecnologia:
Tecnologia genética do RNA mensageiro (Pfizer e Moderna): é uma tecnologia mais utilizada na produção de vacinas para animais e que faz com que as células saudáveis do corpo produzam a mesma proteína que o coronavírus utiliza para entrar nas células. Ao fazer isso, o sistema imune é obrigado a produzir anticorpos que, durante uma infecção, podem neutralizar a proteína do verdadeiro coronavírus e impedir o desenvolvimento da infecção;
VACINAS
VACINAS
Uso de adenovírus modificados (Astrazeneca, Sputnik V e J&J)
Consiste em utilizar adenovírus, que são inofensivos para o corpo humano, e modificá-los geneticamente para que atuem de forma parecida com o coronavírus, mas sem risco para a saúde. Isso faz com que o sistema imunológico treine e produza anticorpos capazes de eliminar o vírus caso aconteça a infecção.
VACINAS
Uso do coronavírus inativado (Coronavac) 
 
É utilizada uma forma inativada do novo coronavírus que não provoca a infecção, nem problemas para a saúde, mas que permite ao corpo produzir os anticorpos necessários para combater o vírus.
POSSÍVEIS EFEITOS COLATERIAS
De acordo com a OMS, os efeitos colaterais mais comuns das vacinas que estão sendo usadas contra a COVID-19 são:
Geralmente surgem nos primeiros 3 dias após a vacinação e desaparecem rapidamente sem necessitar de qualquer tratamento específico.
Dor e/ou inchaço no local da injeção
Cansaço excessivo
Dor de cabeça
Dor muscular
Febre e calafrios
Diarreia.