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1. CRIMES HEDIONDOS
❑ Para que o crime seja
considerado como Hediondo, é
necessário que esteja previsto no rol da
lei de crimes hediondos. Com isso,
podemos considerar algumas
classificações:
฀ SISTEMA LEGAL: ADOTADO!!! Considero hediondos aqueles crimes
previstos no rol da Lei 8.072/95.
฀ SISTEMA JUDICIAL: O juiz considera ou não a hediondez de acordo
com o caso.
฀ SISTEMA MISTO: Parte do rol é legal e a outra parte não.
A Constituição Federal menciona características dos crimes hediondos
quando estabelece que:
Art. 5º (...)
XLIII - a lei considerará crimes inafiançáveis e insuscetíveis de graça ou
anistia a prática da tortura, o tráfico ilícito de entorpecentes e drogas
afins, o terrorismo e os definidos como crimes hediondos, por eles
respondendo os mandantes, os executores e os que, podendo evitá-los,
se omitirem.
Os crimes de TORTURA, TERRORISMO e TRÁFICO não são considerados
crimes hediondos, mas sim equiparados a eles. Além disso, cabe destacar o
mencionado no artigo 2º da lei de crimes hediondos, estabelecendo a
impossibilidade de concessão de graça, anistia, indulto e fiança a tais
crimes.
Art. 2º Os crimes hediondos, a prática da tortura, o tráfico ilícito de
entorpecentes e drogas afins e o terrorismo são insuscetíveis de:
I - anistia, graça e indulto;
II - fiança.
2
INSUSCETÍVEIS DE
GRAÇA/ANISTIA/
INDULTO
INAFIANÇÁVEIS IMPRESCRITÍVEIS
✔ TRÁFICO
✔ TORTURA
✔ TERRORISMO
✔ HEDIONDOS
✔ TRÁFICO
✔ TORTURA
✔ TERRORISMO
✔ HEDIONDOS
✔ RACISMO
✔ AÇÃO DE GRUPOS ARMADOS
CIVIS E MILITARES CONTRA A
ORDEM CONSTITUCIONAL E O
ESTADO DEMOCRÁTICO
DE DIREITO
✔ RACISMO
✔ AÇÃO DE GRUPOS
ARMADOS CIVIS E MILITARES
CONTRA A ORDEM
CONSTITUCIONAL E O ESTADO
DEMOCRÁTICO DE DIREITO
BIZU: 3TH e RAÇÃO
2. EXERCÍCIOS
01 - Relativamente à Lei nº 8.072/1990, que dispõe sobre os crimes
hediondos, e a Lei nº 7.210/1984, que institui a Lei de Execução Penal,
assinale a alternativa INCORRETA.
A. A União manterá estabelecimentos penais, de segurança máxima,
destinados ao cumprimento de penas impostas a condenados de alta
periculosidade, cuja permanência em presídios estaduais ponha em risco a
ordem ou incolumidade pública.
B. A decisão do juiz que determinar a progressão de regime será
sempre motivada e precedida de manifestação do Ministério Público e do
defensor, procedimento que também será adotado na concessão de
livramento condicional, indulto e comutação de penas, respeitados os
prazos previstos nas normas vigentes.
C. A prisão temporária, nos crimes previstos como Hediondos, terá o
prazo de 30 dias, prorrogável por igual período em caso de extrema e
comprovada necessidade.
D. Os condenados que cumprem pena em regime fechado ou
semiaberto e os presos provisórios poderão obter permissão para sair,
concedida pelo diretor do estabelecimento onde se encontra o preso,
mediante escolta, com a duração necessária à finalidade da saída.
E. Os crimes hediondos, a prática da tortura, o tráfico ilícito de
entorpecentes e drogas afins e o terrorismo são insuscetíveis de fiança e
liberdade provisória.
3
02 - Os crimes hediondos são insuscetíveis de graça, anistia e indulto.
CERTO ( ) ERRADO ( )
03 - O ordenamento jurídico brasileiro adota o sistema legal para fins
de classificação das infrações penais como crimes hediondos, de modo
que incumbe ao legislador enunciar, de forma exaustiva, os crimes que
devem ser considerados hediondos.
CERTO ( ) ERRADO ( )
3. GABARITO
01 - E
02 – C
03 – C
4
 1. CRIMES HEDIONDOS 
 O rol taxativo da lei de crimes hediondos estabelece, como tendo essa 
 classificação, os crimes: 
 Art. 1 o São considerados hediondos os seguintes crimes, todos 
 tipificados no Decreto-Lei n o 2.848, de 7 de dezembro de 1940 - Código 
 Penal, consumados ou tentados: 
 I - homicídio (art. 121), quando praticado em atividade típica de grupo de 
 extermínio, ainda que cometido por um só agente, e homicídio 
 qualificado (art. 121, § 2º, incisos I, II, III, IV, V, VI, VII, VIII e IX); (Redação dada 
 pela Lei nº 14.344, de 2022) 
 I - A - lesão corporal dolosa de natureza gravíssima (art. 129, § 2 o ) e lesão 
 corporal seguida de morte (art. 129, § 3 o ), quando praticadas contra 
 autoridade ou agente descrito nos arts. 142 e 144 da Constituição Federal, 
 integrantes do sistema prisional e da Força Nacional de Segurança 
 Pública, no exercício da função ou em decorrência dela, ou contra seu 
 cônjuge, companheiro ou parente consanguíneo até terceiro grau, em 
 razão dessa condição; 
 II - roubo: (Redação dada pela Lei nº 13.964, de 2019) 
 a) circunstanciado pela restrição de liberdade da vítima (art. 157, § 2º, 
 inciso V); (Incluído pela Lei nº 13.964, de 2019) ; 
 b) circunstanciado pelo emprego de arma de fogo (art. 157, § 2º-A, inciso 
 I) ou pelo emprego de arma de fogo de uso proibido ou restrito (art. 
 157, § 2º-B); (Incluído pela Lei nº 13.964, de 2019) ; 
 c) qualificado pelo resultado lesão corporal grave ou morte (art. 157, § 
 3º); (Incluído pela Lei nº 13.964, de 2019) . 
 III - extorsão qualificada pela restrição da liberdade da vítima, ocorrência 
 de lesão corporal ou morte (art. 158, § 3º); (Redação dada pela Lei nº 
 13.964, de 2019) ; 
 IV - extorsão mediante sequestro e na forma qualificada (art. 159, caput , e 
 §§ l o , 2 o e 3 o ); 
 V - estupro (art. 213, caput e §§ 1 o e 2 o ); 
 VI - estupro de vulnerável (art. 217-A, caput e §§ 1 o , 2 o , 3 o e 4 o ); 
 VII - epidemia com resultado morte (art. 267, § 1 o ). 
 VII A – (VETADO) 
 VII B - falsificação, corrupção, adulteração ou alteração de produto 
 destinado a fins terapêuticos ou medicinais (art. 273, caput e § 1 o , § 1 o - A e § 
 1 o - B, com a redação dada pela Lei n o 9.677, de 2 de julho de 1998 ). 
 2 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Decreto-Lei/Del2848.htm
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Decreto-Lei/Del2848.htm
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Decreto-Lei/Del2848.htm
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2022/Lei/L14344.htm#art32
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2022/Lei/L14344.htm#art32
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Constituicao/Constituicao.htm#art142
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Constituicao/Constituicao.htm#art144
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Constituicao/Constituicao.htm#art144
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13964.htm#art5
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13964.htm#art5
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13964.htm#art5
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13964.htm#art5
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13964.htm#art5
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13964.htm#art5
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13964.htm#art5
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13964.htm#art5
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L9677.htm
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L9677.htm
 VIII - favorecimento da prostituição ou de outra forma de exploração 
 sexual de criança ou adolescente ou de vulnerável (art. 218-B, caput, e §§ 1º 
 e 2º). 
 IX - furto qualificado pelo emprego de explosivo ou de artefato análogo 
 que cause perigo comum (art. 155, § 4º-A). 
 Parágrafo único . Consideram-se também hediondos, tentados ou consumados: (Redação dada 
 pela Lei nº 13.964, de 2019) 
 I - o crime de genocídio, previsto nos arts. 1º, 2º e 3º da Lei nº 2.889, de 1º de 
 outubro de 1956; (Incluído pela Lei nº 13.964, de 2019) 
 II - o crime de posse ou porte ilegal de arma de fogo de uso proibido, 
 previsto no art. 16 da Lei nº 10.826, de 22 de dezembro de 2003; (Incluído 
 pela Lei nº 13.964, de 2019) 
 III - o crime de comércio ilegal de armas de fogo, previsto no art. 17 da Lei 
 nº 10.826, de 22 dedezembro de 2003; (Incluído pela Lei nº 13.964, de 2019) 
 IV - o crime de tráfico internacional de arma de fogo, acessório ou 
 munição, previsto no art. 18 da Lei nº 10.826, de 22 de dezembro de 2003; 
 (Incluído pela Lei nº 13.964, de 2019) 
 V - o crime de organização criminosa, quando direcionado à prática de 
 crime hediondo ou equiparado. 
 Podemos destacar que, por mais cruel que o crime possa ser, sua 
 classificação como hediondo não depende dessa conclusão pela 
 autoridade judicial, se não estiver previsto no rol de crimes hediondos, 
 assim não poderá ser nomeado. 
 2. EXERCÍCIOS 
 01 - É considerado um crime hediondo: 
 A. Associação ao tráfico de drogas. 
 B. Epidemia com resultado lesão grave ou morte. 
 C. Furto qualificado pelo emprego de explosivo. 
 D. Infanticídio. 
 E. Porte de artefato explosivo. 
 02 - Entre outros delitos, podem ser apontados como crimes 
 hediondos o estupro de vulnerável, o roubo qualificado pelo resultado 
 lesão corporal grave ou morte e o contrabando. 
 CERTO ( ) ERRADO ( ) 
 3 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13964.htm#art5
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13964.htm#art5
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L2889.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L2889.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L2889.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13964.htm#art5
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2003/L10.826.htm#art16
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2003/L10.826.htm#art16
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13964.htm#art5
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13964.htm#art5
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2003/L10.826.htm#art17
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2003/L10.826.htm#art17
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2003/L10.826.htm#art17
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13964.htm#art5
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2003/L10.826.htm#art18
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2003/L10.826.htm#art18
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13964.htm#art5
 03 - O reconhecimento da causa especial de diminuição de pena, 
 quando coexistir com o homicídio qualificado, afastará o caráter 
 hediondo do delito. 
 CERTO ( ) ERRADO ( ) 
 2. GABARITO 
 01 – C 
 02 – E 
 03 – C 
 4 
 CRIMES HEDIONDOS 
 1. CRIMES EQUIPARADOS A HEDIONDOS 
 REGIME INICIAL DE CUMPRIMENTO DE PENA 
 Art. 2º (...) 
 § 1 o A pena por crime previsto neste artigo será cumprida inicialmente 
 em regime fechado. 
 Este parágrafo foi considerado INCONSTITUCIONAL pelo STF em controle 
 difuso no julgamento do HC 111840 , pois “fere” o princípio da 
 individualização da pena. 
 OBS: A inconstitucionalidade ainda é prevista na súmula vinculante 26. 
 SÚMULA VINCULANTE 26: Para efeito de progressão de regime no 
 cumprimento de pena por crime hediondo, ou equiparado, o juízo da 
 execução observará a inconstitucionalidade do art. 2º da Lei 8.072, de 25 de 
 julho de 1990, sem prejuízo de avaliar se o condenado preenche, ou não, os 
 requisitos objetivos e subjetivos do benefício, podendo determinar, para tal 
 fim, de modo fundamentado, a realização de exame criminológico. 
 2. PRISÃO TEMPORÁRIA 
 Art. 2º (...) 
 § 4 o A prisão temporária, sobre a qual dispõe a Lei n o 7.960, de 21 de 
 dezembro de 1989, nos crimes previstos neste artigo, terá o prazo de 30 
 (trinta) dias, prorrogável por igual período em caso de extrema e 
 comprovada necessidade. 
 A regra é que a prisão temporária tenha um prazo de 5 dias, 
 prorrogáveis por igual período, em caso de extrema e comprovada 
 necessidade. Já na ocorrência de crimes hediondo, o prazo será de 30 dias, 
 prorrogáveis por igual período, em caso de extrema e comprovada 
 necessidade. 
 2 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L7960.htm
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L7960.htm
 3. ASSOCIAÇÃO CRIMINOSA 
 Art. 8º Será de três a seis anos de reclusão a pena prevista no art. 288 do 
 Código Pena l, quando se tratar de crimes hediondos, prática da tortura, 
 tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins ou terrorismo. 
 Parágrafo único. O participante e o associado que denunciar à 
 autoridade o bando ou quadrilha, possibilitando seu desmantelamento, 
 terá a pena reduzida de um a dois terços. 
 Quando a associação criminosa se destina à prática de crimes 
 hediondos ou equiparados , a pena do agente muda. Enquanto no CP, a 
 pena é de reclusão de 1 a 3 anos , aqui, será de reclusão de 3 a 6 anos. 
 DELAÇÃO PREMIADA: O participante e o associado que denunciar à 
 autoridade o bando ou quadrilha, possibilitando seu desmantelamento, 
 terá a pena reduzida de 1/3 a 2/3. 
 4. EXERCÍCIOS 
 01 - Considerando as disposições penais e processuais penais 
 estabelecidas na Lei n.º 8.072/1990 (Lei de Crimes Hediondos) e a 
 jurisprudência dos tribunais superiores acerca da matéria, assinale a 
 opção correta. 
 A. Os crimes hediondos e equiparados estão listados na Constituição 
 Federal, não dispondo o legislador ordinário de liberdade para ampliar tal 
 rol. 
 B. O prazo de prisão temporária para os crimes hediondos e 
 equiparados é de 30 dias, não sendo admitida prorrogação, porque ele já é 
 ampliado em relação ao regramento da Lei n.º 7.960/1989. 
 C. Se associação criminosa destinada à prática de crimes hediondos for 
 desmantelada em razão de informações fornecidas por participante ou 
 associado do grupo criminoso, este receberá perdão judicial. 
 D. O rol de crimes hediondos inclui o roubo qualificado por lesão 
 corporal grave, porém não abrange o homicídio simples, salvo se praticado 
 em atividade típica de grupo de extermínio. 
 E. Os crimes hediondos são insuscetíveis de anistia, graça, indulto, 
 liberdade provisória e fiança. 
 02 - Segundo entendimento do STF, é inconstitucional a fixação de 
 regime inicial fechado com base unicamente na hediondez do delito. 
 3 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Decreto-Lei/Del2848.htm#art288
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Decreto-Lei/Del2848.htm#art288
 CERTO ( ) ERRADO ( ) 
 03 Margarida foi indiciada pela prática de crime hediondo. Ao 
 comparecer à delegacia de polícia, ela apresentou a certidão de 
 nascimento, alegando ter apenas esse documento. Durante a oitiva, 
 espontaneamente confessou a autoria do fato. Com fundamento na 
 confissão, o delegado determinou algumas diligências. 
 Considerando a situação hipotética apresentada, julgue o item 
 seguinte. 
 Por se tratar de crime hediondo, justifica-se a imediata decretação da 
 prisão cautelar de Margarida. 
 CERTO ( ) ERRADO ( ) 
 5. GABARITO 
 01 - D 
 02 - C 
 03 - E 
 4 
 SUMÁRIO 
 1. TORTURA 3 
 2. TEORIA DO CENÁRIO DA BOMBA-RELÓGIO (TICKING BOMB SCENARIO) 3 
 3. ESPÉCIES DE CRIME 4 
 4. EXERCÍCIOS 6 
 5. GABARITO 6 
 2 
 TORTURA – LEI 9.455/97 
 1. TORTURA 
 TORTURA - constranger alguém com emprego de violência ou grave 
 ameaça , causando- lhe sofrimento físico ou mental – Art. 1º, I. 
 O bem jurídico protegido pela lei é a dignidade da pessoa humana , 
 relacionada diretamente à integridade física e psíquica. 
 ➤ COMPETÊNCIA PARA JULGAMENTO: Via de regra, a competência será 
 da JUSTIÇA ESTADUAL , porém, quando existir violação a algum bem da 
 União, a competência será da JUSTIÇA FEDERAL. 
 ATENÇÃO!!! Tortura praticada por Militar, no exercício de sua função – 
 Competência da JUSTIÇA MILITAR. 
 ➤ PRESCRITIBILIDADE – O crimede tortura é PRESCRITÍVEL , ou seja, 
 aplicam-se os prazos prescricionais estabelecidos no Código Penal. 
 ATENÇÃO!!! a ação de reparação por danos morais no âmbito civil, 
 ajuizadas em decorrência de atos de tortura cometidos durante o 
 Regime Militar é IMPRESCRITÍVEL. (2ª Turma STJ-2013; 1ª Turma 
 STJ-Agente-REsp 1.524.498-PE, DJE 20/02/2019). 
 Só será equiparado a crime hediondo os crimes de tortura praticados na 
 modalidade comissiva , ou seja, a tortura por omissão não recebe essa 
 classificação. 
 2. TEORIA DO CENÁRIO DA BOMBA-RELÓGIO ( TICKING 
 BOMB SCENARIO ) 
 Tendo em vista não existir nenhum direito tido como absoluto, a Teoria do 
 cenário das bomba-relógio aparece num contexto de atos terroristas. 
 Teoria Norte Americana estabelece uma relativização da vedação da 
 tortura, podendo esta ser usada em situações excepcionais e em casos 
 extremos, como por exemplo na hipótese de uma bomba ser implantada 
 por um terrorista, e para localizá-la, agentes de segurança podem 
 submeter o terrorista à tortura, caso se negue a falar a localização da 
 bomba, não configurando qualquer crime. 
 3 
 ➤ AÇÃO PENAL: Pública Incondicionada. 
 SUJEITO ATIVO X SUJEITO PASSIVO 
 ☛ SUJEITO ATIVO: Crime Comum – pode ser cometido por qualquer 
 pessoa – exceção - art. 1°, II (tortura castigo) e §2° (tortura omissão), onde a 
 lei exige uma característica comum do sujeito ativo. 
 ☛ SUJEITO PASSIVO: Crime Comum – pode ser cometido por qualquer 
 pessoa. 
 CUIDADO: Qualquer pessoa poderá cometer o crime de Tortura, inclusive o agente 
 público, quando cometido por ele (agente público) haverá aumento de pena – art. 1º, §4º, I. 
 3. ESPÉCIES DE CRIME 
 Art. 1º Constitui crime de tortura: 
 I - Constranger alguém com emprego de violência ou grave ameaça, 
 causando-lhe sofrimento físico ou mental: 
 a) com o fim de obter informação, declaração ou confissão da vítima ou de terceira pessoa; 
 b) para provocar ação ou omissão de natureza criminosa; 
 c) em razão de discriminação racial ou religiosa; 
 II - Submeter alguém, sob sua guarda, poder ou autoridade, com 
 emprego de violência ou grave ameaça, a intenso sofrimento físico ou 
 mental, como forma de aplicar castigo pessoal ou medida de caráter 
 preventivo. 
 Pena - reclusão, de dois a oito anos 
 ⇝ T. PROVA/PERSECUTÓRIA: com o fim de obter informação, declaração 
 ou confissão da vítima ou de terceira pessoa – Art. 1º, I, “a”. 
 ⇝ T. CRIME: para provocar ação ou omissão de natureza criminosa – Art. 1º, 
 I, “b”. 
 ⇝ T. DISCRIMINATÓRIA: em razão de discriminação racial ou religiosa – 
 Art. 1º, I, “c”. 
 4 
 ATENÇÃO!!! Trata-se de crime formal e que admite tentativa. 
 Além das modalidades estabelecidas no inciso I, é importante destacar 
 aquela contida no inciso II denominada TORTURA CASTIGO. 
 ⇝ T. CASTIGO: submeter alguém, sob sua guarda, poder ou autoridade , 
 com emprego de violência ou grave ameaça, a intenso sofrimento físico ou 
 mental, como forma de aplicar castigo pessoal ou medida de caráter 
 preventivo. 
 TORTURA CASTIGO – Art. 1º, II MAUS TRATOS - Art. 136 CP 
 Submeter alguém, sob sua guarda, poder 
 ou autoridade , com emprego de violência 
 ou grave ameaça, a intenso sofrimento 
 físico ou mental, como forma de aplicar 
 castigo pessoal ou medida de caráter 
 preventivo. 
 Expor a perigo a vida ou a saúde de pessoa 
 sob sua autoridade, guarda ou vigilância, 
 para fim de educação, ensino, tratamento ou 
 custódia, quer privando-a de alimentação ou 
 cuidados indispensáveis, quer sujeitando-a a 
 trabalho excessivo ou inadequado, quer 
 abusando de meios de correção ou 
 disciplina. 
 No crime de maus tratos, a conduta do agente é “ mais leve ”, existe 
 um excesso nos meios de correção, mas a vítima não é submetida a um 
 intenso sofrimento como previsto no crime de tortura castigo. 
 Como exceção a regra, essa modalidade de Tortura é classificada como 
 CRIME PÓPRIO, ou seja, exige uma qualidade específica do sujeito ativo, 
 que é deter a guarda, poder ou autoridade em relação à vítima, da 
 mesma forma, somente poderá ser sujeito passivo (vítima), aquele que está 
 submetido à guarda, poder ou autoridade do torturador. 
 ATENÇÃO! Com base no que acabamos de observar, parte da doutrina considera a tortura castigo como sendo 
 um crime bipróprio, já que exige características específicas tanto do sujeito ativo, como do sujeito passivo. 
 Nesse caso, diferente do inciso I que trata de crime formal (não 
 necessitando do resultado naturalístico para a consumação), aqui, o delito 
 é material, ou seja, se consuma quando a vítima é submetida , mediante 
 violência ou grave ameaça, a intenso sofrimento físico ou mental. 
 Art. 1º, I Art. 1º, II 
 ● CRIME COMUM 
 ● CRIME DOLOSO 
 ● CRIME FORMAL 
 ● CRIME PRÓPRIO 
 ● CRIME DOLOSO 
 ● CRIME MATERIAL 
 5 
 4. EXERCÍCIOS 
 01 - Assinale a opção correta em relação ao sujeito ativo dos crimes 
 de tortura, com base na Lei n.º 9.455/1997. 
 A. Qualquer indivíduo pode ser sujeito ativo dos crimes de tortura, já 
 que todos eles são comuns. 
 B. Todos os crimes de tortura são próprios, por isso só agentes públicos 
 serão considerados sujeitos ativos desses delitos. 
 C. O crime de tortura-prova é próprio, só podendo ser configurado se 
 praticado por funcionário público no exercício do cargo. 
 D. A tortura-omissão é crime comum, razão por que é irrelevante a 
 função pública do agente. 
 E. O crime de tortura-castigo é próprio, devendo o agente exercer 
 guarda, poder ou autoridade sobre a vítima. 
 02 – Assinale a opção correta em relação às disposições 
 estabelecidas na Lei n.° 9.455/1997. 
 A. A configuração do crime de tortura exige a prática de violência. 
 B. Para a caracterização do delito de tortura, é necessário que a conduta 
 criminosa se destine a atingir um fim específico, como a obtenção de 
 informação, declaração ou confissão sobre determinado fato. 
 C. O agente que se omite em face das condutas previstas nessa lei 
 quando tinha o dever de apurá-las incorre nas mesmas penas previstas 
 para os crimes nela descritos. 
 D. A perda do cargo público não é efeito automático da sentença que 
 condena o servidor público pela prática do crime de tortura. 
 E. Não se exige que o sujeito ativo da tortura seja agente público para a 
 caracterização dessa infração penal. 
 03 - Praticam o crime de tortura policiais rodoviários federais que, 
 dentro de um posto policial, submetem o autor de crime a sofrimento 
 físico, independentemente de sua intensidade. 
 CERTO ( ) ERRADO ( ) 
 5. GABARITO 
 01 – E 
 02 – E 
 03 – E 
 6 
 SUMÁRIO 
 1. TORTURA 3 
 2. TORTURA OMISSIVA 3 
 3. QUALIFICADORAS E CAUSAS DE AUMENTO DE PENA 4 
 4. EFEITOS DA CONDENAÇÃO 4 
 5. REGIME INICIAL DE CUMPRIMENTO DE PENA 4 
 6. EXTRATERRITORIALIDADE 5 
 7. EXERCÍCIOS 5 
 8. GABARITO 6 
 2 
 TORTURA – LEI 9.455/97 
 1. TORTURA 
 ➤ CONDUTA EQUIPARADA 
 § 1º Na mesma pena incorre quem submete pessoa presa ou sujeita a 
 medida de segurança a sofrimento físico ou mental, por intermédio da 
 prática de ato não previsto em lei ou não resultante de medida legal. 
 Aqui, diferente dos incisos I e II, o dolo é genérico, ou seja, não é 
 exigida qualquer finalidade específica. 
 # CUIDADO! 
 Para que haja a incidência no §1º, é necessário que a pessoa tenha sido presa 
 legalmente, se a prisão for ilegal, nãohaverá este crime, podendo incidir as 
 tipificações contidas na LEI DE ABUSO DE AUTORIDADE , sem prejuízo 
 de outras estabelecidas em lei. 
 ✔ SUJEITO ATIVO: Crime Comum, pode ser praticado por qualquer 
 pessoa. 
 ✔ SUJEITO PASSIVO: Crime Próprio : somente aquele que está PRESO 
 (definitivo ou provisório) ou submetido a MEDIDA DE SEGURANÇA 
 (internação e tratamento ambulatorial). 
 Temos um CRIME MATERIAL , se consumado no momento em que pessoa 
 presa ou sujeita a medida de segurança é submetida a sofrimento físico 
 ou mental . 
 2. TORTURA OMISSIVA 
 § 2º Aquele que se omite em face dessas condutas, quando tinha o dever 
 de evitá-las ou apurá-las, incorre na pena de detenção de um a quatro 
 anos. 
 3 
 ATENÇÃO!!! Única hipótese estabelecida na lei punida com DETENÇÃO. 
 Aqui o dolo do agente também é genérico e NÃO SE TRATA DE CRIME 
 HEDIONDO. 
 ✔ SUJEITO ATIVO: Crime Próprio – só poderá ser cometido por quem 
 tem o dever legal de evitar ou apurar o crime. 
 ✔ SUJEITO PASSIVO: Crime Comum – qualquer pessoa poderá ser 
 vítima. 
 CUIDADO!!! Como se trata de um crime omissivo – A TENTATIVA NÃO É POSSÍVEL. 
 3. QUALIFICADORAS E CAUSAS DE AUMENTO DE PENA 
 § 3º Se resulta lesão corporal de natureza grave ou gravíssima, a pena é 
 de reclusão de quatro a dez anos; se resulta morte, a reclusão é de oito a 
 dezesseis anos. 
 § 4º Aumenta-se a pena de um sexto até um terço: 
 I - se o crime é cometido por agente público; 
 II – se o crime é cometido contra criança, gestante, portador de 
 deficiência, adolescente ou maior de 60 (sessenta) anos; 
 III - se o crime é cometido mediante sequestro. 
 4. EFEITOS DA CONDENAÇÃO 
 § 5º A condenação acarretará a perda do cargo, função ou emprego 
 público e a interdição para seu exercício pelo dobro do prazo da pena 
 aplicada. 
 § 6º O crime de tortura é inafiançável e insuscetível de graça ou anistia . 
 Efeitos da condenação em crimes de Tortura são AUTOMÁTICOS. 
 5. REGIME INICIAL DE CUMPRIMENTO DE PENA 
 § 7º O condenado por crime previsto nesta Lei, salvo a hipótese do § 2º, 
 iniciará o cumprimento da pena em regime fechado. 
 O Plenário do STF já se manifestou, ao julgar o HC 111.840-ES (DJe 
 17.12.2013), afastando a obrigatoriedade do regime inicial fechado para os 
 condenados por crimes hediondos e equiparados. 
 4 
 Nestes termos, por ser equiparado a crime hediondo, como 
 estabelecido no art. 2º, caput e § 1º, da Lei 8.072/1990, essa interpretação 
 também deve ser aplicada ao crime de tortura, sendo o caso de se 
 desconsiderar a regra disposta no art. 1º, § 7º, da Lei 9.455/1997, que possui 
 a mesma disposição da norma tida como INCONSTITUCIONAL. 
 CUIDADO!!! A CEBRASPE, em 2021, decidiu pelo entendimento 
 minoritário considerando como correra a questão tratando do regime 
 fechado como inicial ao cumprimento de pena pelo crime de tortura, 
 usando como parâmetro os exatos termos da lei. 
 6. EXTRATERRITORIALIDADE 
 Art. 2º O disposto nesta Lei aplica-se ainda quando o crime não tenha 
 sido cometido em território nacional, sendo a vítima brasileira ou 
 encontrando-se o agente em local sob jurisdição brasileira. 
 Extraterritorialidade - consiste na possibilidade da aplicação da lei 
 brasileira aos crimes praticados fora do Brasil. Observe que existe a 
 possibilidade referente a tortura. 
 ATENÇÃO! Questão cobrada pela banca CEBRASPE foi ainda mais 
 detalhista cobrando que essa hipótese se encaixa em 
 EXTRATERRITORIALIDADE INCONDICIONADA. 
 7. EXERCÍCIOS 
 01 - Sobre a Lei nº 9.455/1997 – Crimes de Tortura, é correto afirmar 
 que: 
 A. o crime de tortura admite a forma culposa. 
 B. somente o agente público pode ser autor de crime de tortura. 
 C. o condenado por crime previsto nessa Lei cumprirá a pena 
 integralmente em regime fechado. 
 D. o crime de tortura é inafiançável e insuscetível de graça ou anistia. 
 E. a condenação acarretará a perda do cargo, função ou emprego 
 público e a interdição para seu exercício pelo triplo do prazo da pena 
 aplicada. 
 5 
 02 - José, após longa apuração, foi acusado pelo Ministério Público 
 da prática do crime de tortura no exercício de suas funções públicas. 
 Considerando a robustez das provas existentes, consultou o seu 
 advogado a respeito das consequências de eventual condenação 
 criminal, mais especificamente em relação à sua situação funcional, 
 pois ocupava cargo de provimento efetivo no âmbito do Poder 
 Executivo do Estado Alfa. 
 O advogado respondeu corretamente que, ante os termos da Lei nº 
 9.455/1997, José: 
 A. deve perder o cargo de provimento efetivo e não mais poderá 
 ingressar no serviço público, mesmo após o período de cinco anos de 
 reabilitação penal. 
 B. ficará suspenso do cargo de provimento efetivo durante o período de 
 cumprimento da pena, não tendo direito à remuneração correspondente. 
 C. deve perder o cargo de provimento efetivo, mas não há óbice a que 
 reingresse no serviço público, a qualquer tempo, caso preencha os 
 requisitos exigidos. 
 D. deve perder o cargo de provimento efetivo, e sofrerá a interdição para 
 o exercício de cargo, função ou emprego público pelo dobro do prazo da 
 pena aplicada. 
 E. terá a sua situação funcional apreciada pela autoridade 
 administrativa competente, que somente não aplicará a sanção de perda 
 do cargo se houver bons antecedentes. 
 03 - A Lei de Crimes de Tortura, ao prever sua incidência mesmo 
 sobre crimes que tenham sido cometidos fora do território nacional, 
 estabelece hipótese de extraterritorialidade incondicionada. 
 CERTO ( ) ERRADO ( ) 
 8. GABARITO 
 01 – D 
 02 – D 
 03 – C 
 6 
 SUMÁRIO 
 1. DISPOSIÇÕES PRELIMINARES 3 
 2. DOS DIREITOS FUNDAMENTAIS 4 
 3. EXERCÍCIOS 6 
 2 
 ESTATUTO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE I 
 1. DISPOSIÇÕES PRELIMINARES 
 Art. 2º Considera-se criança, para os efeitos desta Lei, a pessoa até doze 
 anos de idade incompletos, e adolescente aquela entre doze e dezoito 
 anos de idade. 
 Parágrafo único. Nos casos expressos em lei, aplica-se excepcionalmente 
 este Estatuto às pessoas entre dezoito e vinte e um anos de idade. 
 ● CRIANÇA – Pessoa de até 12 anos INCOMPLETOS. 
 ● ADOLESCENTE – Pessoa entre 12 e 18 anos. 
 A maioridade cessa aos 18 anos, e, consequentemente, a aplicação do ECA. 
 Quando o indivíduo atinge a sua maioridade, o Código Penal começará a 
 atuar sobre ele. 
  Art. 4º É dever da família, da comunidade, da sociedade em geral e do 
 poder público assegurar, com absoluta prioridade, a efetivação dos 
 direitos referentes à vida, à saúde, à alimentação, à educação, ao esporte, 
 ao lazer, à profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à 
 liberdade e à convivência familiar e comunitária. 
 Parágrafo único . A garantia de prioridade compreende: 
 a) primazia de receber proteção e socorro em quaisquer circunstâncias; 
 b) precedência de atendimento nos serviços públicos ou de relevância 
 pública; 
 c) preferência na formulação e na execução das políticas sociais públicas; 
 d) destinação privilegiada de recursos públicos nas áreas relacionadas 
 com a proteção à infância e à juventude. 
 Observe que o ECA estabelece proteção às crianças e aos adolescentes, 
 tendo em vista serem pessoas em desenvolvimento. Trata-se de um 
 reforço a todos os direitos inerentes à pessoa humana estabelecidos na 
 Constituição Federal. 
 3 
 2. DOS DIREITOS FUNDAMENTAIS 
 ⮚ DO DIREITO À VIDA E À SAÚDE 
 Art. 7º A criança e o adolescente têm direito à proteção, à vida e à saúde, 
 mediante a efetivação de políticas sociais públicas que permitam onascimento e o desenvolvimento sadio e harmonioso, em condições 
 dignas de existência. 
  Art. 8º  É assegurado a todas as mulheres o acesso aos programas e às 
 políticas de saúde da mulher e de planejamento reprodutivo e, às 
 gestantes, nutrição adequada, atenção humanizada à gravidez, ao parto 
 e ao puerpério e atendimento pré-natal, perinatal e pós-natal integral no 
 âmbito do Sistema Único de Saúde.  
 § 1º  O atendimento pré-natal será realizado por profissionais da atenção 
 primária.  
 § 2º  Os profissionais de saúde de referência da gestante garantirão sua 
 vinculação, no último trimestre da gestação, ao estabelecimento em que 
 será realizado o parto, garantido o direito de opção da mulher.  
 § 3º  Os serviços de saúde onde o parto for realizado assegurarão às 
 mulheres e aos seus filhos recém-nascidos alta hospitalar responsável e 
 contrarreferência na atenção primária, bem como o acesso a outros 
 serviços e a grupos de apoio à amamentação. 
 § 4º  Incumbe ao poder público proporcionar assistência psicológica à 
 gestante e à mãe, no período pré e pós-natal, inclusive como forma de 
 prevenir ou minorar as consequências do estado puerperal.  
 § 5º  A assistência referida no § 4 o deste artigo deverá ser prestada 
 também a gestantes e mães que manifestem interesse em entregar seus 
 filhos para adoção, bem como a gestantes e mães que se encontrem em 
 situação de privação de liberdade.  
 § 6º  A gestante e a parturiente têm direito a 1 (um) acompanhante de sua 
 preferência durante o período do pré-natal, do trabalho de parto e do 
 pós-parto imediato.  
 § 7º  A gestante deverá receber orientação sobre aleitamento materno, 
 alimentação complementar saudável e crescimento e desenvolvimento 
 infantil, bem como sobre formas de favorecer a criação de vínculos 
 afetivos e de estimular o desenvolvimento integral da criança.  
 § 8º  A gestante tem direito a acompanhamento saudável durante toda a 
 gestação e a parto natural cuidadoso, estabelecendo-se a aplicação de 
 cesariana e outras intervenções cirúrgicas por motivos médicos.  
 § 9º  A atenção primária à saúde fará a busca ativa da gestante que não 
 iniciar ou que abandonar as consultas de pré-natal, bem como da 
 puérpera que não comparecer às consultas pós-parto. 
 4 
 § 10.  Incumbe ao poder público garantir, à gestante e à mulher com filho 
 na primeira infância que se encontrem sob custódia em unidade de 
 privação de liberdade, ambiência que atenda às normas sanitárias e 
 assistenciais do Sistema Único de Saúde para o acolhimento do filho, em 
 articulação com o sistema de ensino competente, visando ao 
 desenvolvimento integral da criança. 
 Art. 8º-A.  Fica instituída a Semana Nacional de Prevenção da Gravidez 
 na Adolescência, a ser realizada anualmente na semana que incluir o dia 
 1º de fevereiro, com o objetivo de disseminar informações sobre medidas 
 preventivas e educativas que contribuam para a redução da incidência 
 da gravidez na adolescência. 
 Parágrafo único.  As ações destinadas a efetivar o disposto 
 no caput deste artigo ficarão a cargo do poder público, em conjunto com 
 organizações da sociedade civil, e serão dirigidas prioritariamente ao 
 público adolescente.  
  Art. 10. Os hospitais e demais estabelecimentos de atenção à saúde de 
 gestantes, públicos e particulares, são obrigados a: 
 I - manter registro das atividades desenvolvidas, através de prontuários 
 individuais, pelo prazo de dezoito anos; 
 II - identificar o recém-nascido mediante o registro de sua impressão 
 plantar e digital e da impressão digital da mãe, sem prejuízo de outras 
 formas normatizadas pela autoridade administrativa competente; 
 III - proceder a exames visando ao diagnóstico e terapêutica de 
 anormalidades no metabolismo do recém-nascido, bem como prestar 
 orientação aos pais; 
 IV - fornecer declaração de nascimento onde constem necessariamente 
 as intercorrências do parto e do desenvolvimento do neonato; 
 V - manter alojamento conjunto, possibilitando ao neonato a 
 permanência junto à mãe. 
 VI - acompanhar a prática do processo de amamentação, prestando 
 orientações quanto à técnica adequada, enquanto a mãe permanecer 
 na unidade hospitalar, utilizando o corpo técnico já existente. 
 Observe que o próprio estatuto da criança e do adolescente, em seus 
 artigos 228 e 229, criminaliza o descumprimento de tais preceitos 
 estabelecidos no artigo 10. 
 Art. 228. Deixar o encarregado de serviço ou o dirigente de 
 estabelecimento de atenção à saúde de gestante de manter registro das 
 atividades desenvolvidas, na forma e prazo referidos no art. 10 desta Lei, 
 bem como de fornecer à parturiente ou a seu responsável, por ocasião da 
 alta médica, declaração de nascimento, onde constem as intercorrências 
 do parto e do desenvolvimento do neonato: 
 Pena - detenção de seis meses a dois anos. 5 
 Parágrafo único. Se o crime é culposo: 
 Pena - detenção de dois a seis meses, ou multa. 
 Art. 229. Deixar o médico, enfermeiro ou dirigente de estabelecimento de 
 atenção à saúde de gestante de identificar corretamente o neonato e a 
 parturiente, por ocasião do parto, bem como deixar de proceder aos 
 exames referidos no art. 10 desta Lei: 
 Pena - detenção de seis meses a dois anos. 
 Parágrafo único . Se o crime é culposo: 
 Pena - detenção de dois a seis meses, ou multa. 
 ATENÇÃO! O médico, o professor ou o responsável por estabelecimento de 
 atenção à saúde ou de ensino fundamental que, sabendo do cometimento 
 de maus tratos contra a criança e o adolescente, se omite em relação à 
 comunicação, estará cometendo uma infração administrativa nos termos 
 do art. 245. 
 Art. 245. Deixar o médico, professor ou responsável por estabelecimento de 
 atenção à saúde e de ensino fundamental, pré-escola ou creche, de 
 comunicar à autoridade competente os casos de que tenha 
 conhecimento, envolvendo suspeita ou confirmação de maus-tratos contra 
 criança ou adolescente: 
 Pena - multa de três a vinte salários de referência, aplicando-se o dobro 
 em caso de reincidência. 
 3. EXERCÍCIOS 
 01 - De acordo com a Lei nº 8.069/1990, é considerada criança, o 
 indivíduo com idade até ________ anos de idade incompletos e 
 adolescente com idade entre _________ e ___________ anos de idade. 
 Assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as 
 lacunas do trecho acima. 
 A. onze – doze – dezenove 
 B. doze – doze – dezoito 
 C. dez – dez – dezoito 
 D. treze – treze – vinte 
 E. onze – onze – dezoito 
 02 - A criança e o adolescente têm direito a proteção à vida e à saúde, 
 mediante a efetivação de políticas sociais públicas que permitam o 
 6 
 nascimento e o desenvolvimento sadio e harmonioso, em condições 
 dignas de existência. 
 CERTO ( ) ERRADO ( ) 
 03 - Deixar o médico, professor ou responsável por estabelecimento de 
 atenção à saúde e de ensino fundamental, pré-escola ou creche, de 
 comunicar à autoridade competente os casos de que tenha 
 conhecimento, envolvendo suspeita ou confirmação de maus-tratos 
 contra criança ou adolescente, cometerá crime previsto no estatuto da 
 criança e do adolescente. 
 CERTO ( ) ERRADO ( ) 
 GABARITO 
 01 – B 
 02 – C 
 03 – E 
 7 
 SUMÁRIO 
 1. DOS DIREITOS FUNDAMENTAIS 3 
 ⮚ DO DIREITO À LIBERDADE, AO RESPEITO E À DIGNIDADE 3 
 ⮚ DO DIREITO À CONVIVÊNCIA FAMILIAR E COMUNITÁRIA 4 
 2. EXERCÍCIOS 5 
 3. GABARITO 6 
 ESTATUTO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE II 
 1. DOS DIREITOS FUNDAMENTAIS 
 ⮚ DO DIREITO À LIBERDADE, AO RESPEITO E À DIGNIDADE 
 Art. 16 . O direito à liberdade compreende os seguintes aspectos: 
 I - ir, vir e estar nos logradouros públicos e espaços comunitários, 
 ressalvadas as restrições legais; 
 II - opinião e expressão; 
 III - crença e culto religioso; 
 IV - brincar, praticar esportes e divertir-se;V - participar da vida familiar e comunitária, sem discriminação; 
 VI - participar da vida política, na forma da lei; 
 VII - buscar refúgio, auxílio e orientação. 
 Privar a criança ou o adolescente do direito à liberdade implica em 
 maus tratos , e, além da infração administrativa, o responsável será ainda 
 punido – art. 294: 
 ● PERDA DA GUARDA; 
 ● DESTITUIÇÃO DA TUTELA; 
 ● SUSPENSÃO DO PÁTRIO PODER; 
 ● DESTRUIÇÃO DO PÁTRIO PODER. 
 Art. 249. Descumprir, dolosa ou culposamente, os deveres inerentes 
 ao poder familiar ou decorrente de tutela ou guarda, bem assim 
 determinação da autoridade judiciária ou Conselho Tutelar:  (Expressão 
 substituída pela Lei nº 12.010, de 2009)  Vigência 
 Pena - multa de três a vinte salários de referência, aplicando-se o dobro 
 em caso de reincidência. 
 ATENÇÃO! O ECA determina que é DEVER DE TODOS prevenir a 
 ocorrência de ameaça ou violação dos direitos da criança e do adolescente. 
 Os artigos 18 – A e 18 – B tratam do uso de castigo físico ou tratamento 
 cruel ou degradante, trazendo o conceito de cada um 
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2009/Lei/L12010.htm#art3
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2009/Lei/L12010.htm#art3
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2009/Lei/L12010.htm#art7
 Art. 18-A . A criança e o adolescente têm o direito de ser educados e 
 cuidados sem o uso de castigo físico ou de tratamento cruel ou 
 degradante, como formas de correção, disciplina, educação ou qualquer 
 outro pretexto, pelos pais, pelos integrantes da família ampliada, pelos 
 responsáveis, pelos agentes públicos executores de medidas 
 socioeducativas ou por qualquer pessoa encarregada de cuidar deles, 
 tratá-los, educá-los ou protegê-los.  
 Parágrafo único.  Para os fins desta Lei, considera-se:  
 I - castigo físico: ação de natureza disciplinar ou punitiva aplicada com o 
 uso da força física sobre a criança ou o adolescente que resulte em:  
 a) sofrimento físico; ou  
 b) lesão;  
 II - tratamento cruel ou degradante: conduta ou forma cruel de 
 tratamento em relação à criança ou ao adolescente que:  
 a) humilhe; ou  
 b) ameace gravemente; ou  
 c) ridicularize.  
  Art. 18-B. Os pais, os integrantes da família ampliada, os responsáveis, os 
 agentes públicos executores de medidas socioeducativas ou qualquer 
 pessoa encarregada de cuidar de crianças e de adolescentes, tratá-los, 
 educá-los ou protegê-los que utilizarem castigo físico ou tratamento cruel 
 ou degradante como formas de correção, disciplina, educação ou 
 qualquer outro pretexto estarão sujeitos, sem prejuízo de outras sanções 
 cabíveis, às seguintes medidas, que serão aplicadas de acordo com a 
 gravidade do caso:  
 I - encaminhamento a programa oficial ou comunitário de proteção à 
 família;  
 II - encaminhamento a tratamento psicológico ou psiquiátrico;  
 III - encaminhamento a cursos ou programas de orientação;  
 IV - obrigação de encaminhar a criança a tratamento especializado;  
 V - advertência.  
 VI - garantia de tratamento de saúde especializado à vítima.       
 Parágrafo único.  As medidas previstas neste artigo serão aplicadas pelo 
 Conselho Tutelar, sem prejuízo de outras providências legais.  
 A convivência familiar e comunitária é considerada um direito 
 fundamental e o ECA estabelece a criação e educação no seio da família 
 natural, ou, quando necessário, em família substituta. 
 ⮚ DO DIREITO À CONVIVÊNCIA FAMILIAR E COMUNITÁRIA 
 Art. 19.  É direito da criança e do adolescente ser criado e educado no seio 
 de sua família e, excepcionalmente, em família substituta, assegurada a 
 convivência familiar e comunitária, em ambiente que garanta seu 
 desenvolvimento integral.  
 §1º  Toda criança ou adolescente que estiver inserido em programa de 
 acolhimento familiar ou institucional terá sua situação reavaliada, no 
 máximo, a cada 3 (três) meses, devendo a autoridade judiciária 
 competente, com base em relatório elaborado por equipe 
 interprofissional ou multidisciplinar, decidir de forma fundamentada pela 
 possibilidade de reintegração familiar ou pela colocação em família 
 substituta, em quaisquer das modalidades previstas no art. 28 desta Lei. 
 §2º  A permanência da criança e do adolescente em programa de 
 acolhimento institucional não se prolongará por mais de 18 (dezoito 
 meses), salvo comprovada necessidade que atenda ao seu superior 
 interesse, devidamente fundamentada pela autoridade judiciária.  
 §3º  A manutenção ou a reintegração de criança ou adolescente à sua 
 família terá preferência em relação a qualquer outra providência, caso 
 em que será esta incluída em serviços e programas de proteção, apoio e 
 promoção, nos termos do § 1 o do art. 23, dos incisos I e IV do caput do art. 
 101 e dos incisos I a IV do caput do art. 129 desta Lei.  
 §4º  Será garantida a convivência da criança e do adolescente com a mãe 
 ou o pai privado de liberdade, por meio de visitas periódicas promovidas 
 pelo responsável ou, nas hipóteses de acolhimento institucional, pela 
 entidade responsável, independentemente de autorização judicial.  
 §5º  Será garantida a convivência integral da criança com a mãe 
 adolescente que estiver em acolhimento institucional. 
 §6º  A mãe adolescente será assistida por equipe especializada 
 multidisciplinar. 
 Observe que a criança e o adolescente têm direito a convivência com 
 seus pais, o §4º estabelece esse direito em relação ao pai ou a mãe privada 
 de liberdade. 
 ATENÇÃO! A condenação da mãe ou do pai não implica a destituição do 
 poder familiar, salvo na hipótese de crime doloso, sujeito à pena de 
 reclusão, contra outrem igualmente titular do mesmo poder familiar ou 
 contra filho, filha ou outro descendente. 
 2. EXERCÍCIOS 
 01 - De acordo com o Estatuto da Criança e do Adolescente, no que 
 tange ao seu direito à convivência familiar e comunitária, assinale a 
 alternativa incorreta. 
 A. É direito da criança e do adolescente ser criado e educado no seio de 
 sua família e, excepcionalmente, em família substituta, assegurada a 
 convivência familiar e comunitária, em ambiente que garanta seu 
 desenvolvimento integral  
 B. Toda criança ou adolescente que estiver inserido em programa de 
 acolhimento familiar ou institucional terá sua situação reavaliada, no 
 máximo, a cada três meses, devendo a autoridade judiciária 
 competente, com base em relatório elaborado por equipe 
 interprofissional ou multidisciplinar, decidir de forma fundamentada 
 pela possibilidade de reintegração familiar ou pela colocação em 
 família substituta 
 C. Será garantida a convivência da criança e do adolescente com a mãe 
 ou o pai privado de liberdade, somente mediante autorização judicial 
 D. A manutenção ou a reintegração de criança ou adolescente à sua 
 família terá preferência em relação a qualquer outra providência, 
 caso em que esta será incluída em serviços e programas de proteção, 
 apoio e promoção. 
 02 - As legislações sociais são importantes instrumentos no exercício 
 profissional do assistente social. A respeito do Estatuto da Criança e do 
 Adolescente, da Lei Maria da Penha e do Estatuto da Pessoa Idosa, 
 julgue o item. 
 A permanência da criança e do adolescente em programa de 
 acolhimento institucional não se prolongará por mais de 24 meses, 
 salvo comprovadanecessidade que atenda ao seu superior interesse, 
 devidamente fundamentada pelo Conselho Tutelar.   
 CERTO ( ) ERRADO ( ) 
 03 - A humilhação é uma forma de tratamento cruel ou degradante e 
 seu uso contra crianças e adolescentes pelas pessoas encarregadas do 
 seu cuidado, do seu trato, da sua educação ou da sua proteção é 
 proibido por lei. 
 CERTO ( ) ERRADO ( ) 
 3. GABARITO 
 01 – C 
 02 – E 
 03 – C 
 SUMÁRIO 
 1. DA PREVENÇÃO 3 
 ⮚ DA PREVENÇÃO ESPECIAL 3 
 2. PERMISSÃO PARA VIAJAR 4 
 3. EXERCÍCIOS 5 
 4. GABARITO 6 
 ESTATUTO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE III 
 1. DA PREVENÇÃO 
 Art. 70. É dever de todos prevenir a ocorrência de ameaça ou violação dos 
 direitos da criança e do adolescente. 
 ATENÇÃO! A criança e o adolescente têm direito à informação, à cultura, 
 ao lazer, ao esporte, à diversão, aos espetáculos e produtos e serviços que 
 respeitem sua condição peculiar de pessoa em desenvolvimento - Art. 71. 
 As obrigações previstas nesta Lei não excluem da prevenção especial 
 outras decorrentes dos princípios por ela adotados - Art. 72 
 A inobservância das normas de prevenção importará em responsabilidade 
 da pessoa física ou jurídica, nos termos desta Lei -  Art. 73. 
 ⮚ DA PREVENÇÃO ESPECIAL 
 Art. 74 . O poder público, através do órgão competente, regulará as 
 diversões e espetáculos públicos, informando sobre a natureza deles, as 
 faixas etárias a que não se recomendem, locais e horários em que sua 
 apresentação se mostre inadequada. 
 Parágrafo único. Os responsáveis pelas diversões e espetáculos públicos 
 deverão afixar, em lugar visível e de fácil acesso, à entrada do local de 
 exibição, informação destacada sobre a natureza do espetáculo e a faixa 
 etária especificada no certificado de classificação. 
 ATENÇÃO!   É proibida a hospedagem de criança ou adolescente em 
 hotel, motel, pensão ou estabelecimento congênere, salvo se autorizado 
 ou acompanhado pelos pais ou responsável - Art. 82. 
 A inobservância destas determinações configura infração administrativa , 
 prevista no ECA nos artigos 252 e 253. 
 Art. 252. Deixar o responsável por diversão ou espetáculo público de 
 afixar, em lugar visível e de fácil acesso, à entrada do local de exibição, 
 informação destacada sobre a natureza da diversão ou espetáculo e a 
 faixa etária especificada no certificado de classificação: 
 Pena - multa de três a vinte salários de referência, aplicando-se o dobro 
 em caso de reincidência. 
 Art. 253. Anunciar peças teatrais, filmes ou quaisquer representações ou 
 espetáculos, sem indicar os limites de idade a que não se recomendem: 
 Pena - multa de três a vinte salários de referência, duplicada em caso de 
 reincidência, aplicável, separadamente, à casa de espetáculo e aos 
 órgãos de divulgação ou publicidade. 
 ATENÇÃO! Os menores de 10 anos somente poderão ingressar e 
 permanecer nos locais de espetáculos acompanhados dos pais ou 
 responsáveis. 
 Nenhum espetáculo poderá ser apresentado ou vir ao ar sem as 
 informações da classificação indicada, sob pena de infração administrativa. 
 Art. 254. Transmitir, através de rádio ou televisão, espetáculo  em horário 
 diverso do autorizado ou sem aviso de sua classificação:  (Expressão 
 declarada inconstitucional pela ADI 2.404). 
 Pena - multa de vinte a cem salários de referência; duplicada em caso de 
 reincidência a autoridade judiciária poderá determinar a suspensão da 
 programação da emissora por até dois dias. 
 2. PERMISSÃO PARA VIAJAR 
 Art. 83.  Nenhuma criança ou adolescente menor de 16 (dezesseis) anos 
 poderá viajar para fora da comarca onde reside desacompanhado dos 
 pais ou dos responsáveis sem expressa autorização judicial.  (Redação 
 dada pela Lei nº 13.812, de 2019) 
 § 1º A autorização não será exigida quando: 
 a) tratar-se de comarca contígua à da residência da criança ou do 
 adolescente menor de 16 (dezesseis) anos, se na mesma unidade da 
 Federação, ou incluída na mesma região metropolitana;  (Redação dada 
 pela Lei nº 13.812, de 2019) 
 b) a criança ou o adolescente menor de 16 (dezesseis) anos estiver 
 acompanhado:  (Redação dada pela Lei nº 13.812, de 2019) 
 1) de ascendente ou colateral maior, até o terceiro grau, comprovado 
 documentalmente o parentesco; 
 2) de pessoa maior, expressamente autorizada pelo pai, mãe ou 
 responsável. 
 § 2º A autoridade judiciária poderá, a pedido dos pais ou responsável, 
 conceder autorização válida por dois anos. 
http://www.stf.jus.br/portal/peticaoInicial/verPeticaoInicial.asp?base=ADIN&s1=2404&processo=2404
http://www.stf.jus.br/portal/peticaoInicial/verPeticaoInicial.asp?base=ADIN&s1=2404&processo=2404
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13812.htm#art14
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13812.htm#art14
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13812.htm#art14
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13812.htm#art14
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2019/Lei/L13812.htm#art14
 ● VIAGEM NACIONAL – autorização judicial apenas para os menores de 
 16 anos que viajem para fora da comarca onde residem desacompanhadas 
 dos pais ou responsáveis. 
 ● VIAGEM INTERNACIONAL – necessária autorização judicial para 
 crianças ou adolescentes que não estejam acompanhadas dos pais ou 
 responsáveis. Se estiver acompanhada de um dos pais, precisa da 
 autorização expressa do outro através de documentação com firma 
 reconhecida. 
 Art. 251. Transportar criança ou adolescente, por qualquer meio, com 
 inobservância do disposto nos arts. 83, 84 e 85 desta Lei: 
 Pena - multa de três a vinte salários de referência, aplicando-se o dobro 
 em caso de reincidência . 
 3. EXERCÍCIOS 
 01 - Em relação ao Estatuto da Criança e do Adolescente assinale a 
 alternativa CORRETA: 
 A. Toda criança poderá viajar para fora da comarca onde reside, 
 desacompanhada dos pais ou responsável, sem expressa autorização 
 judicial. 
 B. Toda criança ou adolescente nascido em território nacional poderá 
 sair do País em companhia de estrangeiro residente ou domiciliado no 
 exterior sem autorização judicial. 
 C. É proibida a hospedagem de criança ou adolescente em hotel, 
 pensão ou estabelecimento congênere, salvo se autorizado ou 
 acompanhado pelos pais ou responsável. 
 D. É proibida a venda à criança ou ao adolescente de armas, munições e 
 explosivos, bebidas alcoólicas, salvo fogos de estampido e de artifício e 
 bilhetes lotéricos. 
 02 - O Estatuto da criança e do Adolescente, dispõe sobre a autorização 
 para viajar, sobre o tema, assinale a alternativa CORRETA: 
 A. A autoridade judiciária poderá, a pedido dos pais ou responsável, 
 conceder autorização válida por um ano. 
 B. Nenhuma criança ou adolescente menor de 16 (dezesseis) anos 
 poderá viajar para fora da comarca onde reside desacompanhado dos pais 
 ou dos responsáveis sem expressa autorização judicial.  
 C. Nenhuma criança ou adolescente menor de 14 (quatorze) anos 
 poderá viajar para fora da comarca onde reside desacompanhado dos pais 
 ou dos responsáveis sem expressa autorização judicial. 
 D. A criança ou adolescente nascido em território nacional poderá sair 
 do País em companhia de estrangeiro residente no exterior. 
 E. A autorização será exigida quando a criança ou o adolescente viajar 
 para região metropolitana.  
 03 - Mediante expressa autorização dos pais ou responsáveis legais, 
 qualquer criança ou adolescente nascido em território nacional poderá 
 sair do país nacompanhia de estrangeiro residente ou domiciliado no 
 exterior. 
 CERTO ( ) ERRADO ( ) 
 4. GABARITO 
 01 – C 
 02 – B 
 03 – E 
1
ECA
1. DOS CRIMES
Este Capítulo dispõe sobre crimes praticados contra a criança e o
adolescente, por ação ou omissão, sem prejuízo do disposto na
legislação penal - Art. 225.
Art. 226. Aplicam-se aos crimes definidos nesta Lei as normas da Parte
Geral do Código Penal e, quanto ao processo, as pertinentes ao Código de
Processo Penal.
ATENÇÃO!!! Aos crimes cometidos contra a criança e o adolescente,
independentemente da pena prevista, NÃO SE APLICA A LEI Nº 9.099, DE
26 DE SETEMBRO DE 1995. Nos casos de violência doméstica e familiar
contra a criança e o adolescente, é vedada a aplicação de penas de cesta
básica ou de outras de prestação pecuniária, bem como a substituição de
pena que implique o pagamento isolado de multa - §§1° e 2° Incluído pela
Lei nº 14.344, de 2022.  
AÇÃO PENAL: Os crimes definidos nesta Lei são de ação pública
incondicionada - Art. 227.
2. DOS CRIMES EM ESPÉCIE
 Art. 230. Privar a criança ou o adolescente de sua liberdade, procedendo à
sua apreensão sem estar em flagrante de ato infracional ou inexistindo
ordem escrita da autoridade judiciária competente:
Pena - detenção de seis meses a dois anos.
Parágrafo único. Incide na mesma pena aquele que procede à apreensão
sem observância das formalidades legais.
Observe que o adolescente somente poderá ter sua liberdade privada se
estiver em flagrante de ato infracional ou por ordem judicial, a ausência de
qualquer desses critérios legais constitui crime no próprio ECA.
Art. 231. Deixar a autoridade policial responsável pela apreensão de criança
ou adolescente de fazer imediata comunicação à autoridade judiciária
competente e à família do apreendido ou à pessoa por ele indicada:
2
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L9099.htm
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L9099.htm
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2022/Lei/L14344.htm#art29
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2022/Lei/L14344.htm#art29
1
Pena - detenção de seis meses a dois anos.
A comunicação da apreensão deverá ser feita imediatamente a:
● AUTORIDADE JUDICIÁRIA ● FAMÍLIA DO PRESO OU
PESSOA POR ELE INDICADA.
Art. 234. Deixar a autoridade competente, sem justa causa, de ordenar a
imediata liberação de criança ou adolescente, tão logo tenha
conhecimento da ilegalidade da apreensão:
Pena - detenção de seis meses a dois anos.
Quando a apreensão é ilegal, deverá ser imediatamente determinada a
liberação do adolescente, a ausência injustificada dessa liberação
constitui crime.
 Art. 237. Subtrair criança ou adolescente ao poder de quem o tem sob sua
guarda em virtude de lei ou ordem judicial, com o fim de colocação em lar
substituto:
Pena - reclusão de dois a seis anos, e multa.
 Art. 238. Prometer ou efetivar a entrega de filho ou pupilo a terceiro,
mediante paga ou recompensa:
Pena - reclusão de um a quatro anos, e multa.
Parágrafo único. Incide nas mesmas penas quem oferece ou efetiva a
paga ou recompensa.
 Art. 239. Promover ou auxiliar a efetivação de ato destinado ao envio de
criança ou adolescente para o exterior com inobservância das
formalidades legais ou com o fito de obter lucro:
Pena - reclusão de quatro a seis anos, e multa.
Parágrafo único. Se há emprego de violência, grave ameaça ou fraude: 
Pena - reclusão, de 6 (seis) a 8 (oito) anos, além da pena correspondente à
violência.
As condutas constitutivas dos três crimes mencionados são, basicamente,
tirar a criança ou adolescente de quem tem sua guarda ou poder;
entregá-lo a outra pessoa mediante paga ou recompensa; promover ou
auxiliar o seu envio ao exterior com inobservância das formalidades legais
ou com o fito de obter lucro.
3
1
Art. 241-A.  Oferecer, trocar, disponibilizar, transmitir, distribuir, publicar ou
divulgar por qualquer meio, inclusive por meio de sistema de informática
ou telemático, fotografia, vídeo ou outro registro que contenha cena de
sexo explícito ou pornográfica envolvendo criança ou adolescente:
Pena – reclusão, de 3 (três) a 6 (seis) anos, e multa.
§ 1° Nas mesmas penas incorre quem: 
I – assegura os meios ou serviços para o armazenamento das fotografias,
cenas ou imagens de que trata o caput deste artigo; 
II – assegura, por qualquer meio, o acesso por rede de computadores às
fotografias, cenas ou imagens de que trata o caput deste artigo.
§ 2° As condutas tipificadas nos incisos I e II do § 1 o deste artigo são
puníveis quando o responsável legal pela prestação do serviço,
oficialmente notificado, deixa de desabilitar o acesso ao conteúdo ilícito
de que trata o caput deste artigo
Trata-se de TIPO MISTO ALTERNATIVO, em que mais de uma conduta não
gera mais de um crime, mudando apenas a pena.
Art. 244-B.  Corromper ou facilitar a corrupção de menor de 18 (dezoito)
anos, com ele praticando infração penal ou induzindo-o a praticá-la: 
Pena - reclusão, de 1 (um) a 4 (quatro) anos. 
§ 1° Incorre nas penas previstas no caput deste artigo quem pratica as
condutas ali tipificadas utilizando-se de quaisquer meios eletrônicos,
inclusive salas de bate-papo da internet. 
§ 2° As penas previstas no caput deste artigo são aumentadas de um
terço no caso de a infração cometida ou induzida estar incluída no rol
do art. 1 o da Lei n o 8.072, de 25 de julho de 1990 .
SÚMULA 500-STJ: A configuração do crime previsto no artigo 244-B
do Estatuto da Criança e do Adolescente independe da prova da efetiva
corrupção do menor, por se tratar de delito formal.
4
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L8072.htm#art1
1
3. EXERCÍCIOS
01 - Nos termos da Lei n° 8.069/90 (Estatuto da Criança e do
Adolescente), a conduta daquele que promete a entrega de filho ou
pupilo a terceiro, mediante paga ou recompensa, é:
A. punível apenas por multa.
B. considerada atípica.
C. punível com pena de reclusão e multa.
D. considerada uma contravenção penal.
E. punível com pena de detenção e multa.
02 - Valdo recebeu por e-mail um vídeo gravado por seu amigo Lucas
com pornografia envolvendo uma adolescente e uma outra pessoa,
maior de idade. Após assistir ao vídeo, Valdo arquivou as imagens no
HD do seu computador. Nessa situação, a conduta de Lucas configurou
crime de divulgação de vídeos com pornografia envolvendo
adolescente, e a de Valdo foi atípica.
CERTO ( ) ERRADO ( )
03 - Godofredo, maior e capaz, recorrentemente fingia ser adolescente,
entrava em jogos online e tentava aliciar menores para a venda de
drogas a colegas de suas escolas. Em uma de suas tentativas, em uma
sala de bate-papo, enquanto conversava com um menor de dezesseis
anos, ele foi preso em flagrante delito. Nessa situação, Godofredo
responderá por crime previsto no Estatuto da Criança e do
Adolescente, independentemente da prova da efetiva corrupção do
menor.
CERTO ( ) ERRADO ( )
4. GABARITO
01 – C
02 – E
03 – C
5
 SUMÁRIO 
 1. LEI MARIA DA PENHA 3 
 2. FORMAS DE VIOLÊNCIA 3 
 3. DO ATENDIMENTO PELA AUTORIDADE POLICIAL 4 
 4. EXERCÍCIOS 4 
 5. GABARITO 5 
 2 
 LEI MARIA DA PENHA I 
 1. LEI MARIA DA PENHA 
 Para os efeitos desta Lei, configura violência doméstica e familiar contra a 
 mulher qualquer ação ou omissão baseada no gênero que lhe cause 
 morte, lesão, sofrimento físico, sexual ou psicológico e dano moral ou 
 patrimonial - Art. 5º: 
 ● ÂMBITO DA UNIDADE DOMÉSTICA: compreendida como o espaço 
 de convívio permanente de pessoas, com ou sem vínculo familiar, inclusive 
 as esporadicamente agregadas; 
 ● ÂMBITO DA FAMÍLIA: compreendida como a comunidade formada 
 por indivíduos que são ou se consideram aparentados, unidos por laços 
 naturais, por afinidade ou por vontade expressa; 
 ● QUALQUER RELAÇÃO ÍNTIMA DE AFETO: na qual o agressor 
 conviva ou tenha convivido com a ofendida, independentemente de 
 coabitação. 
 ATENÇÃO!!! As relações pessoais enunciadas neste artigo independem 
 de orientação sexual.A violência doméstica e familiar contra a mulher constitui uma das formas 
 de violação dos direitos humanos - Art. 6º. 
 2. FORMAS DE VIOLÊNCIA 
 A violência pode se dar de ordens várias, que não estritamente a física, 
 sendo elas – art. 7º: 
 ● VIOLÊNCIA FÍSICA: entendida como qualquer conduta que ofenda 
 sua integridade ou saúde corporal; 
 ● VIOLÊNCIA PSICOLÓGICA: entendida como qualquer conduta que 
 lhe cause dano emocional e diminuição da autoestima ou que lhe 
 prejudique e perturbe o pleno desenvolvimento ou que vise degradar ou 
 controlar suas ações, comportamentos, crenças e decisões, mediante 
 ameaça, constrangimento, humilhação, manipulação, isolamento, 
 vigilância constante, perseguição contumaz, insulto, chantagem, violação 
 de sua intimidade, ridicularização, exploração e limitação do direito de ir e 
 vir ou qualquer outro meio que lhe cause prejuízo à saúde psicológica e à 
 autodeterminação;   
 ● VIOLÊNCIA SEXUAL: entendida como qualquer conduta que a 
 constranja a presenciar, a manter ou a participar de relação sexual não 
 desejada, mediante intimidação, ameaça, coação ou uso da força; que a 3 
 induza a comercializar ou a utilizar, de qualquer modo, a sua sexualidade, 
 que a impeça de usar qualquer método contraceptivo ou que a force ao 
 matrimônio, à gravidez, ao aborto ou à prostituição, mediante coação, 
 chantagem, suborno ou manipulação; ou que limite ou anule o exercício 
 de seus direitos sexuais e reprodutivos; 
 ● VIOLÊNCIA PATRIMONIAL: entendida como qualquer conduta que 
 configure retenção, subtração, destruição parcial ou total de seus objetos, 
 instrumentos de trabalho, documentos pessoais, bens, valores e direitos ou 
 recursos econômicos, incluindo os destinados a satisfazer suas 
 necessidades; 
 ● VIOLÊNCIA MORAL: entendida como qualquer conduta que 
 configure calúnia, difamação ou injúria. 
 3. DO ATENDIMENTO PELA AUTORIDADE POLICIAL 
 Art. 10. Na hipótese da iminência ou da prática de violência doméstica e 
 familiar contra a mulher, a autoridade policial que tomar conhecimento da 
 ocorrência adotará, de imediato, as providências legais cabíveis. 
 Parágrafo único. Aplica-se o disposto no caput deste artigo ao 
 descumprimento de medida protetiva de urgência deferida. 
 4. EXERCÍCIOS 
 01 - De acordo com a Lei Maria da Penha, a violência sexual, a violência 
 psicológica, a violência moral, a violência física e a violência 
 patrimonial são formas de violência doméstica e familiar contra a 
 mulher. Assinale a correta relação entre o tipo de violência e seu 
 entendimento legal. 
 A. A violência física, entendida como qualquer conduta que configure 
 calúnia, difamação ou injúria. 
 B. A violência patrimonial, entendida como qualquer conduta que 
 ofenda sua integridade ou saúde corporal. 
 4 
 C. A violência moral, entendida como qualquer conduta que configure 
 retenção, subtração, destruição parcial ou total de seus objetos, 
 instrumentos de trabalho, documentos pessoais, bens, valores e direitos ou 
 recursos econômicos, incluindo os destinados a satisfazer suas 
 necessidades. 
 D. A violência psicológica é entendida como qualquer conduta que lhe 
 cause dano emocional e diminuição da autoestima ou que lhe prejudique 
 e perturbe o pleno desenvolvimento ou que vise degradar ou controlar 
 suas ações, comportamentos, crenças e decisões, mediante ameaça, 
 constrangimento, humilhação, manipulação, isolamento, vigilância 
 constante, perseguição contumaz, insulto, chantagem, violação de sua 
 intimidade, ridicularização, exploração e limitação do direito de ir e vir, ou 
 qualquer outro meio que lhe cause prejuízo à saúde psicológica e à 
 autodeterminação. 
 02 - A Lei Maria da Penha incide apenas nos casos em que a violência 
 doméstica e familiar contra a mulher, que consiste em ação ou 
 omissão, baseada no gênero, que resulte em morte, lesão, sofrimento 
 físico, sexual ou psicológico e dano moral ou patrimonial, é praticada 
 no âmbito da unidade doméstica. 
 CERTO ( ) ERRADO ( ) 
 03 - A conceituação de violência contra a mulher no âmbito da unidade 
 doméstica, da família ou em qualquer relação íntima de afeto não 
 depende da demonstração de coabitação. 
 CERTO ( ) ERRADO ( ) 
 5. GABARITO 
 01 – D 
 02 – E 
 03 – C 
 5 
 LEI MARIA DA PENHA II 
 1. DO ATENDIMENTO PELA AUTORIDADE POLICIAL 
 Art. 10-A . É direito da mulher em situação de violência doméstica e 
 familiar o atendimento policial e pericial especializado, ininterrupto e 
 prestado por servidores - preferencialmente do sexo feminino - 
 previamente capacitados. 
 § 1º A inquirição de mulher em situação de violência doméstica e familiar 
 ou de testemunha de violência doméstica, quando se tratar de crime 
 contra a mulher, obedecerá às seguintes diretrizes: 
 I - salvaguarda da integridade física, psíquica e emocional da depoente, 
 considerada a sua condição peculiar de pessoa em situação de violência 
 doméstica e familiar; 
 II - garantia de que, em nenhuma hipótese, a mulher em situação de 
 violência doméstica e familiar, familiares e testemunhas terão contato 
 direto com investigados ou suspeitos e pessoas a eles relacionadas; 
 III - não revitimização da depoente, evitando sucessivas inquirições sobre 
 o mesmo fato nos âmbitos criminal, cível e administrativo, bem como 
 questionamentos sobre a vida privada. 
 § 2º Na inquirição de mulher em situação de violência doméstica e 
 familiar ou de testemunha de delitos de que trata esta Lei, 
 adotar-se-á, preferencialmente, o seguinte procedimento: 
 I - a inquirição será feita em recinto especialmente projetado para esse 
 fim, o qual conterá os equipamentos próprios e adequados à idade da 
 mulher em situação de violência doméstica e familiar ou testemunha e 
 ao tipo e à gravidade da violência sofrida; 
 II - quando for o caso, a inquirição será intermediada por profissional 
 especializado em violência doméstica e familiar designado pela 
 autoridade judiciária ou policial; 
 III - o depoimento será registrado em meio eletrônico ou magnético, 
 devendo a degravação e a mídia integrar o inquérito. 
 Art. 11. No atendimento à mulher em situação de violência doméstica e 
 familiar, a autoridade policial deverá, entre outras providências: 
 I - garantir proteção policial, quando necessário, comunicando de 
 imediato ao Ministério Público e ao Poder Judiciário; 
 II - encaminhar a ofendida ao hospital ou posto de saúde e ao Instituto 
 Médico Legal; 
 III - fornecer transporte para a ofendida e seus dependentes para abrigo 
 ou local seguro, quando houver risco de vida; 
 2 
 IV - se necessário, acompanhar a ofendida para assegurar a retirada de 
 seus pertences do local da ocorrência ou do domicílio familiar; 
 V - informar à ofendida os direitos a ela conferidos nesta Lei e os serviços 
 disponíveis, inclusive os de assistência judiciária para o eventual 
 ajuizamento perante o juízo competente da ação de separação judicial, 
 de divórcio, de anulação de casamento ou de dissolução de união estável. 
 Art. 12. Em todos os casos de violência doméstica e familiar contra a 
 mulher, feito o registro da ocorrência, deverá a autoridade policial 
 adotar, de imediato, os seguintes procedimentos, sem prejuízo 
 daqueles previstos no Código de Processo Penal: 
 I - ouvir a ofendida, lavrar o boletim de ocorrência e tomar a 
 representação a termo, se apresentada; 
 II - colher todas as provas que servirempara o esclarecimento do fato e 
 de suas circunstâncias; 
 III - remeter, no prazo de 48 (quarenta e oito) horas, expediente apartado 
 ao juiz com o pedido da ofendida, para a concessão de medidas 
 protetivas de urgência; 
 IV - determinar que se proceda ao exame de corpo de delito da ofendida 
 e requisitar outros exames periciais necessários; 
 V - ouvir o agressor e as testemunhas; 
 VI - ordenar a identificação do agressor e fazer juntar aos autos sua folha 
 de antecedentes criminais, indicando a existência de mandado de prisão 
 ou registro de outras ocorrências policiais contra ele; 
 VI-A - verificar se o agressor possui registro de porte ou posse de arma de 
 fogo e, na hipótese de existência, juntar aos autos essa informação, bem 
 como notificar a ocorrência à instituição responsável pela concessão do 
 registro ou da emissão do porte, nos termos da Lei nº 10.826, de 22 de 
 dezembro de 2003 ( Estatuto do Desarmamento ); 
 VII - remeter, no prazo legal, os autos do inquérito policial ao juiz e ao 
 Ministério Público. 
 § 1º O pedido da ofendida será tomado a termo pela autoridade policial e 
 deverá conter: 
 I - qualificação da ofendida e do agressor; 
 II - nome e idade dos dependentes; 
 III- descrição sucinta do fato e das medidas protetivas solicitadas pela 
 ofendida. 
 IV - informação sobre a condição de a ofendida ser pessoa com 
 deficiência e se da violência sofrida resultou deficiência ou agravamento 
 de deficiência preexistente. 
 § 2º A autoridade policial deverá anexar ao documento referido no § 1º o 
 boletim de ocorrência e cópia de todos os documentos disponíveis em 
 posse da ofendida. 
 3 
 § 3º Serão admitidos como meios de prova os laudos ou prontuários 
 médicos fornecidos por hospitais e postos de saúde. 
 Art. 12-A. Os Estados e o Distrito Federal, na formulação de suas políticas 
 e planos de atendimento à mulher em situação de violência doméstica e 
 familiar, darão prioridade, no âmbito da Polícia Civil, à criação de 
 Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher (Deams), de Núcleos 
 Investigativos de Feminicídio e de equipes especializadas para o 
 atendimento e a investigação das violências graves contra a mulher. 
 § 3º A autoridade policial poderá requisitar os serviços públicos 
 necessários à defesa da mulher em situação de violência doméstica e 
 familiar e de seus dependentes. 
 Art. 12-C.  Verificada a existência de risco atual ou iminente à vida ou à 
 integridade física ou psicológica da mulher em situação de violência 
 doméstica e familiar, ou de seus dependentes, o agressor será 
 imediatamente afastado do lar, domicílio ou local de convivência com a 
 ofendida:     
 I - pela autoridade judicial;   
 II - pelo delegado de polícia, quando o Município não for sede de 
 comarca; ou          
 III - pelo policial, quando o Município não for sede de comarca e não 
 houver delegado disponível no momento da denúncia.        
 § 1º Nas hipóteses dos incisos II e III do caput deste artigo, o juiz será 
 comunicado no prazo máximo de 24 (vinte e quatro) horas e decidirá, em 
 igual prazo, sobre a manutenção ou a revogação da medida aplicada, 
 devendo dar ciência ao Ministério Público concomitantemente.         
 § 2º Nos casos de risco à integridade física da ofendida ou à efetividade 
 da medida protetiva de urgência, não será concedida liberdade 
 provisória ao preso.        
 Na hipótese da prática, ou iminência de se praticar, violência 
 doméstica e familiar contra a mulher, a Lei 11.340/06 elenca algumas 
 medidas a serem adotadas pela autoridade policial e seus agentes quando 
 do atendimento à vítima, previstas nos arts. 10-A e 11. 
 Cuida-se da situação em que a vítima chega à Delegacia para registrar 
 uma ocorrência policial ou quando a polícia vai ao local dos fatos, 
 verifica a plausibilidade das informações e conduz os envolvidos à 
 Delegacia para proceder ao registro da ocorrência, auto de prisão em 
 flagrante etc. 
 Após o registro da ocorrência, o art. 12 da lei dispõe ainda sobre alguns 
 procedimentos a serem observados pela autoridade policial nos casos de 
 violência doméstica e familiar contra mulher. 
 4 
 ATENÇÃO!!! Primeiramente, é importante destacar que será 
 disponibilizado à vítima atendimento policial e pericial especializado, 
 prestado por servidores preferencialmente (e não “exclusivamente”) 
 do sexo feminino. 
 Caso não seja possível o atendimento por policial mulher, um policial 
 homem irá realizá-lo. 
 Durante a tomada do depoimento, algumas observações pela autoridade 
 são de substancial importância, que devem ser observadas no art. 10-A, da 
 Lei Maria da Penha. Após a tomada das declarações, devem ser observadas 
 as medidas necessárias para atender efetivamente a vítima de violência e 
 todas essas providências são trazidas pelo art. 11 em um rol meramente 
 exemplificativo. 
 CUIDADO!!! Importante destaque, diz respeito à inclusão do art. 12-C 
 (trazido pela Lei 13.827/2019), que permite a possibilidade de afastamento 
 imediato do agressor do local de convivência com a ofendida, pela 
 autoridade judicial ou policial em situações excepcionais. 
 Atenção para o § 2º do art. 12-C que estabelece que nos casos de risco à 
 integridade física da ofendida ou à efetividade da medida protetiva , não 
 será concedida liberdade provisória ao preso. 
 2. EXERCÍCIOS 
 01 - A respeito do atendimento pela autoridade policial da mulher 
 vítima de violência doméstica e familiar, a Lei nº 11.340/2006 (Lei Maria 
 da Penha) estabelece que: 
 A. É garantia da mulher ter contato direto com investigados ou 
 suspeitos e pessoas a eles relacionadas, para comprovar as suas acusações. 
 B. Não poderão ser admitidos como meios de prova os laudos ou 
 prontuários médicos fornecidos por hospitais e postos de saúde. 
 C. O pedido da ofendida, para a concessão de medidas protetivas de 
 urgência, deverá ser remetido, no prazo de 48 (quarenta e oito) horas, ao 
 Promotor de Justiça. 
 D. É direito da mulher o atendimento policial e pericial especializado, 
 ininterrupto e prestado por servidores – preferencialmente do sexo 
 feminino – previamente capacitados. 
 E. É vedado à autoridade policial determinar a realização de exame de 
 corpo de delito da ofendida e requisitar outros exames periciais, sem 
 autorização judicial. 
 5 
 02 - No Brasil, mulheres de todas as idades, classes e raças e vários 
 níveis de escolaridade são atingidas pela violência de gênero. A Lei 
 Maria da Penha constitui um importante instrumento para enfrentar e 
 coibir a violência doméstica e familiar contra a mulher. No que 
 concerne à Lei Maria da Penha, julgue o item. 
 Realizar o encaminhamento da mulher vítima de violência doméstica 
 ao hospital ou posto de saúde e ao Instituto Médico Legal configura 
 uma das providências da autoridade policial no atendimento à mulher 
 em situação de violência doméstica e familiar. 
 CERTO ( ) ERRADO ( ) 
 03 - Nos casos de risco à integridade física da ofendida ou à efetividade 
 da medida protetiva de urgência, não será concedida liberdade 
 provisória ao preso. 
       
 CERTO ( ) ERRADO ( ) 
 3. GABARITO 
 01 – D 
 02 – C 
 03 – C 
 6 
 LEI MARIA DA PENHA III 
 1. PROCEDIMENTO 
 É competente,por OPÇÃO DA OFENDIDA , para os processos cíveis 
 regidos por esta Lei, o Juizado - Art. 15: 
 ● DO SEU DOMICÍLIO OU DE SUA RESIDÊNCIA; 
 ● DO LUGAR DO FATO EM QUE SE BASEOU A DEMANDA; 
 ● DO DOMICÍLIO DO AGRESSOR. 
 RETRATAÇÃO - Nas ações penais públicas condicionadas à representação 
 da ofendida de que trata esta Lei, só será admitida a renúncia à 
 representação perante o juiz, em audiência especialmente designada com 
 tal finalidade, antes do recebimento da denúncia e ouvido o Ministério 
 Público - Art. 16. 
 ATENÇÃO! - É vedada a aplicação, nos casos de violência doméstica e 
 familiar contra a mulher, de penas de cesta básica ou outras de prestação 
 pecuniária , bem como a substituição de pena que implique o pagamento 
 isolado de multa - Art. 17. 
 2. DAS MEDIDAS PROTETIVAS DE URGÊNCIA 
 Art. 18. Recebido o expediente com o pedido da ofendida, caberá ao juiz, 
 no prazo de 48 (quarenta e oito) horas: 
 I - conhecer do expediente e do pedido e decidir sobre as medidas 
 protetivas de urgência; 
 II - determinar o encaminhamento da ofendida ao órgão de assistência 
 judiciária, quando for o caso, inclusive para o ajuizamento da ação de 
 separação judicial, de divórcio, de anulação de casamento ou de 
 dissolução de união estável perante o juízo competente;           
 III - comunicar ao Ministério Público para que adote as providências 
 cabíveis. 
 IV - determinar a apreensão imediata de arma de fogo sob a posse do 
 agressor.       
   
 Art. 19. As medidas protetivas de urgência poderão ser concedidas pelo 
 juiz, a requerimento do Ministério Público ou a pedido da ofendida. 
 § 1º As medidas protetivas de urgência poderão ser concedidas de 
 imediato, independentemente de audiência das partes e de 
 2 
 manifestação do Ministério Público, devendo este ser prontamente 
 comunicado. 
 § 2º As medidas protetivas de urgência serão aplicadas isolada ou 
 cumulativamente, e poderão ser substituídas a qualquer tempo por 
 outras de maior eficácia, sempre que os direitos reconhecidos nesta Lei 
 forem ameaçados ou violados. 
 § 3º Poderá o juiz, a requerimento do Ministério Público ou a pedido da 
 ofendida, conceder novas medidas protetivas de urgência ou rever 
 aquelas já concedidas, se entender necessário à proteção da ofendida, de 
 seus familiares e de seu patrimônio, ouvido o Ministério Público. 
 § 4º As medidas protetivas de urgência serão concedidas em juízo de 
 cognição sumária a partir do depoimento da ofendida perante a 
 autoridade policial ou da apresentação de suas alegações escritas e 
 poderão ser indeferidas no caso de avaliação pela autoridade de 
 inexistência de risco à integridade física, psicológica, sexual, patrimonial 
 ou moral da ofendida ou de seus dependentes.     (Incluído pela Lei nº 
 14.550, de 2023) 
 § 5º As medidas protetivas de urgência serão concedidas 
 independentemente da tipificação penal da violência, do ajuizamento de 
 ação penal ou cível, da existência de inquérito policial ou do registro de 
 boletim de ocorrência.     (Incluído pela Lei nº 14.550, de 2023) 
 § 6º As medidas protetivas de urgência vigorarão enquanto persistir risco 
 à integridade física, psicológica, sexual, patrimonial ou moral da ofendida 
 ou de seus dependentes. (Incluído pela Lei nº 14.550, de 2023) 
 Art. 20. Em qualquer fase do inquérito policial ou da instrução criminal, 
 caberá a prisão preventiva do agressor, decretada pelo juiz, de ofício, a 
 requerimento do Ministério Público ou mediante representação da 
 autoridade policial. 
 Parágrafo único. O juiz poderá revogar a prisão preventiva se, no curso do 
 processo, verificar a falta de motivo para que subsista, bem como de novo 
 decretá-la, se sobrevierem razões que a justifiquem. 
 Art. 21. A ofendida deverá ser notificada dos atos processuais relativos ao 
 agressor, especialmente dos pertinentes ao ingresso e à saída da prisão, 
 sem prejuízo da intimação do advogado constituído ou do defensor 
 público. 
 Parágrafo único. A ofendida não poderá entregar intimação ou notificação 
 ao agressor. 
 Observe que a Lei 14.550, de 2023 trouxe alterações significativas 
 referentes à Lei Maria da Penha e que você precisa observar. 
 3 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2023-2026/2023/Lei/L14550.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2023-2026/2023/Lei/L14550.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2023-2026/2023/Lei/L14550.htm#art1
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2023-2026/2023/Lei/L14550.htm#art1
 3. EXERCÍCIOS 
 01 - A audiência preliminar do Art. 16 da Lei nº 11.340/2006 (confirmação 
 de retratação) é: 
 A. facultativa, não devendo ser realizada de ofício, tendo cabimento em 
 crimes de qualquer natureza no âmbito da Violência Doméstica e Familiar; 
 B. obrigatória, devendo ser realizada de ofício, sendo exigível como 
 normal fase de desenvolvimento do procedimento dos crimes da 
 competência da Violência Doméstica e Familiar; 
 C. facultativa, não devendo ser realizada de ofício, somente sendo 
 exigível quando a vítima demonstrar, por qualquer meio, que pretende 
 desistir do prosseguimento do feito; 
 D. obrigatória, devendo ser realizada de ofício, sendo exigível como 
 normal fase de desenvolvimento do procedimento dos crimes de ação 
 penal pública incondicionada; 
 E. facultativa, podendo ser realizada de ofício, sempre que o juiz 
 verificar, em crimes de qualquer natureza, que a vítima pretende desistir 
 do prosseguimento do feito. 
 02 - As medidas protetivas de urgência vigorarão enquanto persistir 
 risco à integridade física, psicológica, sexual, patrimonial ou moral da 
 ofendida ou de seus dependentes. 
 CERTO ( ) ERRADO ( ) 
 03 - Entre as possíveis penas aplicadas nos casos de violência 
 doméstica contra a mulher, estão o pagamento de cestas básicas e 
 outras penas de prestação pecuniária.  
 CERTO ( ) ERRADO ( ) 
 4. GABARITO 
 01 – C 
 02 – C 
 03 - E 
 4 
 LEI MARIA DA PENHA IV 
 1. DAS MEDIDAS PROTETIVAS DE URGÊNCIA QUE 
 OBRIGAM O AGRESSOR 
 Art. 22. Constatada a prática de violência doméstica e familiar contra 
 a mulher, nos termos desta Lei, o juiz poderá aplicar, de imediato, ao 
 agressor, em conjunto ou separadamente, as seguintes medidas 
 protetivas de urgência, entre outras: 
 I - suspensão da posse ou restrição do porte de armas, com 
 comunicação ao órgão competente, nos termos da  Lei nº 10.826, de 22 
 de dezembro de 2003 ; 
 II - afastamento do lar, domicílio ou local de convivência com a 
 ofendida; 
 III - proibição de determinadas condutas, entre as quais: 
 a) aproximação da ofendida, de seus familiares e das testemunhas, 
 fixando o limite mínimo de distância entre estes e o agressor; 
 b) contato com a ofendida, seus familiares e testemunhas por qualquer 
 meio de comunicação; 
 c) frequentação de determinados lugares a fim de preservar a 
 integridade física e psicológica da ofendida; 
 IV - restrição ou suspensão de visitas aos dependentes menores, ouvida a 
 equipe de atendimento multidisciplinar ou serviço similar; 
 V - prestação de alimentos provisionais ou provisórios. 
 VI – comparecimento do agressor a programas de recuperação e 
 reeducação; e  (Incluído pela Lei nº 13.984, de 2020) 
 VII – acompanhamento psicossocial do agressor, por meio de 
 atendimento individual e/ou em grupo de apoio.  (Incluídopela Lei nº 
 13.984, de 2020) 
 § 1º As medidas referidas neste artigo não impedem a aplicação de outras 
 previstas na legislação em vigor, sempre que a segurança da ofendida ou 
 as circunstâncias o exigirem, devendo a providência ser comunicada ao 
 Ministério Público. 
 § 2º Na hipótese de aplicação do inciso I, encontrando-se o agressor nas 
 condições mencionadas no  caput e incisos do art. 6º da Lei nº 10.826, de 22 
 de dezembro de 2003,  o juiz comunicará ao respectivo órgão, corporação 
 ou instituição as medidas protetivas de urgência concedidas e 
 determinará a restrição do porte de armas, ficando o superior imediato 
 do agressor responsável pelo cumprimento da determinação judicial, sob 
 pena de incorrer nos crimes de prevaricação ou de desobediência, 
 conforme o caso. 
 § 3º Para garantir a efetividade das medidas protetivas de urgência, 
 poderá o juiz requisitar, a qualquer momento, auxílio da força policial. 
 2 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2003/L10.826.htm
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2003/L10.826.htm
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2020/Lei/L13984.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2020/Lei/L13984.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2019-2022/2020/Lei/L13984.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2003/L10.826.htm#art6
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/2003/L10.826.htm#art6
 § 4º Aplica-se às hipóteses previstas neste artigo, no que couber, o 
 disposto no caput e nos  §§ 5º e 6º do art. 461 da Lei no 5.869, de 11 de 
 janeiro de 1973 (Código de Processo Civil). 
 O juiz poderá aplicar, de imediato , ao agressor, em conjunto ou 
 separadamente. 
 2. DAS MEDIDAS PROTETIVAS DE URGÊNCIA À 
 OFENDIDA 
 Art. 23. Poderá o juiz, quando necessário, sem prejuízo de outras 
 medidas: 
 I - encaminhar a ofendida e seus dependentes o programa oficial ou 
 comunitário de proteção ou de atendimento; 
 II - determinar a recondução da ofendida e a de seus dependentes ao 
 respectivo domicílio, após afastamento do agressor; 
 III - determinar o afastamento da ofendida do lar, sem prejuízo dos 
 direitos relativos a bens, guarda dos filhos e alimentos; 
 IV - determinar a separação de corpos. 
 V - determinar a matrícula dos dependentes da ofendida em instituição 
 de educação básica mais próxima do seu domicílio, ou a transferência 
 deles para essa instituição, independentemente da existência de vaga.     
 Art. 24: Para a proteção patrimonial dos bens da sociedade conjugal ou 
 daqueles de propriedade particular da mulher, o juiz poderá determinar, 
 liminarmente, as seguintes medidas, entre outras: 
 ● RESTITUIÇÃO DE BENS INDEVIDAMENTE SUBTRAÍDOS PELO AGRESSOR À OFENDIDA; 
 ● PROIBIÇÃO TEMPORÁRIA PARA A CELEBRAÇÃO DE ATOS E CONTRATOS DE COMPRA, VENDA E LOCAÇÃO DE 
 PROPRIEDADE EM COMUM, SALVO EXPRESSA AUTORIZAÇÃO JUDICIAL; 
 ● SUSPENSÃO DAS PROCURAÇÕES CONFERIDAS PELA OFENDIDA AO AGRESSOR; 
 ● PRESTAÇÃO DE CAUÇÃO PROVISÓRIA, MEDIANTE DEPÓSITO JUDICIAL, POR PERDAS E DANOS MATERIAIS 
 DECORRENTES DA PRÁTICA DE VIOLÊNCIA DOMÉSTICA E FAMILIAR CONTRA A OFENDIDA. 
 OBS: Descumprimento de medidas protetivas de urgência: constitui 
 crime!!! 
 Art. 24-A . Descumprir decisão judicial que defere medidas protetivas de 
 urgência previstas nesta Lei:        
 Pena – detenção, de 3 (três) meses a 2 (dois) anos.   
 3 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L5869.bak2#art461%C2%A75
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L5869.bak2#art461%C2%A75
 § 1º A configuração do crime independe da competência civil ou criminal 
 do juiz que deferiu as medidas.          
 § 2º Na hipótese de prisão em flagrante, apenas a autoridade judicial 
 poderá conceder fiança.          
 § 3º O disposto neste artigo não exclui a aplicação de outras sanções 
 cabíveis.  
 3. EXERCÍCIOS 
 01 - Constatada a prática de violência doméstica e familiar contra a 
 mulher, nos termos da Lei Maria da Penha, o juiz poderá aplicar, de 
 imediato, ao agressor, em conjunto ou separadamente, medidas 
 protetivas de urgência. Sobre a aplicação dessas medidas protetivas de 
 urgência, assinale a alternativa INCORRETA. 
 A. Pode o juiz determinar o afastamento do agressor do lar, domicílio ou 
 local de convivência com a ofendida. 
 B. Pode o juiz determinar a suspensão da posse ou restrição do porte de 
 armas do agressor, com a devida comunicação ao órgão competente e nos 
 termos da lei. 
 C. Não pode o juiz restringir ou suspender as visitas do agressor aos 
 dependentes menores. 
 D. Pode o juiz determinar que o agressor se abstenha de realizar 
 contato com a ofendida, seus familiares e testemunhas por qualquer meio 
 de comunicação. 
 E. Pode o juiz determinar ao agressor a realização de acompanhamento 
 psicossocial obrigatório, por meio de atendimento individual e/ou em 
 grupo de apoio, podendo o descumprimento implicar na prática de crime. 
 02 - Para garantir a efetividade das medidas protetivas de urgência, 
 poderá o juiz requisitar, a qualquer momento, auxílio da força policial. 
 CERTO ( ) ERRADO ( ) 
 03 - Na proposta de aplicação imediata de pena (art. 76 da Lei n. 
 9.099/1995) a autor de crime de menor potencial ofensivo praticado 
 com violência doméstica contra mulher, deverão ser incluídas medidas 
 protetivas de urgência (art. 22 da Lei n. 11.340/2006), sempre que a 
 vítima as solicitar. 
 CERTO ( ) ERRADO ( ) 
 4 
 4. GABARITO 
 01 – C 
 02 – C 
 03 – E 
 5 
 SUMÁRIO 
 1. ABUSO DE AUTORIDADE 3 
 2. DOS SUJEITOS DO CRIME 3 
 3. AÇÃO PENAL 4 
 4. DOS EFEITOS DA CONDENAÇÃO E DAS PENAS RESTRITIVAS DE 
 DIREITOS 4 
 5. DAS SANÇÕES DE NATUREZA CIVIL E ADMINISTRATIVA 6 
 6. EXERCÍCIOS 6 
 7. GABARITO 7 
 2 
 ABUSO DE AUTORIDADE – LEI 3.869/19 – I 
 1. ABUSO DE AUTORIDADE 
 Esta Lei define os crimes de abuso de autoridade, cometidos por agente 
 público, servidor ou não, que, no exercício de suas funções ou a pretexto de 
 exercê-las, abuse do poder que lhe tenha sido atribuído. 
 Art. 1º  Esta Lei define os crimes de abuso de autoridade, cometidos por 
 agente público, servidor ou não, que, no exercício de suas funções ou a 
 pretexto de exercê-las, abuse do poder que lhe tenha sido atribuído. 
 § 1º  As condutas descritas nesta Lei constituem crime de abuso de 
 autoridade quando praticadas pelo agente com a finalidade específica 
 de prejudicar outrem ou beneficiar a si mesmo ou a terceiro, ou, ainda, 
 por mero capricho ou satisfação pessoal. 
 § 2º  A divergência na interpretação de lei ou na avaliação de fatos e 
 provas não configura abuso de autoridade. 
 Os crimes estabelecidos pela lei de abuso de autoridade são PRÓPRIOS, 
 ou seja, somente podem ser praticados por agentes públicos. 
 FINALIDADE ESPECÍFICA: O parágrafo primeiro estabelece um dolo 
 específico para o agente responder pelos crimes, que é: 
 ● PREJUDICAR OUTREM; 
 ● BENEFICIAR A SI MESMO OU A TERCEIRO; 
 ● POR MERO CAPRICHO OU SATISFAÇÃO PESSOAL. 
 ATENÇÃO!!! A divergência na interpretação de lei ou na avaliação de fatos 
 e provas não configura abuso de autoridade. 
 2. DOS SUJEITOS DO CRIME 
 Art. 2º É sujeito ativo do crime de abuso de autoridade qualquer agente 
 público, servidor ou não, da administração direta, indireta ou fundacional 
 de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal, dos 
 Municípios e de Território, compreendendo, mas não se limitando a: 
 I - servidores públicos e militares ou pessoas a eles equiparadas;II - membros do Poder Legislativo; 
 3 
 III - membros do Poder Executivo; 
 IV - membros do Poder Judiciário; 
 V - membros do Ministério Público; 
 VI - membros dos tribunais ou conselhos de contas. 
 Parágrafo único.   Reputa-se agente público, para os efeitos desta Lei, 
 todo aquele que exerce, ainda que transitoriamente ou sem 
 remuneração, por eleição, nomeação, designação, contratação ou 
 qualquer outra forma de investidura ou vínculo, mandato, cargo, 
 emprego ou função em órgão ou entidade abrangidos pelo caput deste 
 artigo. 
 Lembre-se que estamos diante de crimes próprios, aqueles que somente 
 podem ser cometidos por agentes públicos, mas, isso não quer dizer que 
 somente estes agentes mencionados no art. 2° podem cometer o crime de 
 abuso de autoridade, ou seja, é um ROL EXEMPLIFICATIVO. 
 3. AÇÃO PENAL 
 Art. 3º Os crimes previstos nesta Lei são de ação penal pública 
 incondicionada.         
 § 1º Será admitida ação privada se a ação penal pública não for 
 intentada no prazo legal, cabendo ao Ministério Público aditar a queixa, 
 repudiá-la e oferecer denúncia substitutiva, intervir em todos os termos 
 do processo, fornecer elementos de prova, interpor recurso e, a todo 
 tempo, no caso de negligência do querelante, retomar a ação como parte 
 principal. 
 § 2º A ação privada subsidiária será exercida no prazo de 6 (seis) meses, 
 contado da data em que se esgotar o prazo para oferecimento da 
 denúncia. 
 ⮚ AÇÃO PENAL – PÚBLICA INCONDICIONADA 
 Atenção para a possibilidade da AÇÃO PENAL PRIVADA SUBSIDIÁRIA 
 DA PÚBLICA, no caso de inércia do Ministério Público em oferecer a 
 denúncia. 
 4. DOS EFEITOS DA CONDENAÇÃO E DAS PENAS 
 RESTRITIVAS DE DIREITOS 
 Art. 4º São efeitos da condenação: 
 I - tornar certa a obrigação de indenizar o dano causado pelo crime, 
 devendo o juiz, a requerimento do ofendido, fixar na sentença o valor 4 
 mínimo para reparação dos danos causados pela infração, considerando 
 os prejuízos por ele sofridos; 
 II - a inabilitação para o exercício de cargo, mandato ou função pública, 
 pelo período de 1 (um) a 5 (cinco) anos; 
 III - a perda do cargo, do mandato ou da função pública. 
 Parágrafo único . Os efeitos previstos nos incisos II e III do caput deste 
 artigo são condicionados à ocorrência de reincidência em crime de abuso 
 de autoridade e não são automáticos, devendo ser declarados 
 motivadamente na sentença. 
 Art. 5º As penas restritivas de direitos substitutivas das privativas de 
 liberdade previstas nesta Lei são: 
 I - prestação de serviços à comunidade ou a entidades públicas; 
 II - suspensão do exercício do cargo, da função ou do mandato, pelo 
 prazo de 1 (um) a 6 (seis) meses, com a perda dos vencimentos e das 
 vantagens; 
 III - (VETADO). 
 Parágrafo único . As penas restritivas de direitos podem ser aplicadas 
 autônoma ou cumulativamente. 
 ➤ EFEITOS DA CONDENAÇÃO 
 ✔ INDENIZAÇÃO 
 ✔ INABILITAÇÃO PARA O EXERCÍCIO DE CARGO, MANDATO OU 
 FUNÇÃO PÚBLICA, PELO PERÍODO DE 1 A 5 ANOS; 
 ✔ PERDA DO CARGO, DO MANDATO OU DA FUNÇÃO PÚBLICA. 
 ATENÇÃO!!! Os efeitos da condenação NÃO SÃO AUTOMÁTICOS , ou seja, 
 precisam ser declarados na sentença, além disso, salvo a indenização, 
 estão CONDICIONADOS à ocorrência de reincidência em crime de abuso 
 de autoridade . 
 ➤ PENAS RESTRITIVAS DE DIREITO 
 ✔ PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS À COMUNIDADE OU A ENTIDADES 
 PÚBLICAS; 
 ✔ SUSPENSÃO DO EXERCÍCIO DO CARGO, DA FUNÇÃO OU DO 
 MANDATO, PELO PRAZO DE 1 A 6 MESES , COM A PERDA DOS 
 VENCIMENTOS E DAS VANTAGENS. 
 5 
 As penas restritivas de direito são substitutivas das privativas de liberdade, 
 ou seja, não podem ser aplicadas em conjunto com estas. 
 5. DAS SANÇÕES DE NATUREZA CIVIL E ADMINISTRATIVA 
 Art. 6º As penas previstas nesta Lei serão aplicadas independentemente 
 das sanções de natureza civil ou administrativa cabíveis. 
 Parágrafo único. As notícias de crimes previstos nesta Lei que 
 descreverem falta funcional serão informadas à autoridade competente 
 com vistas à apuração. 
 Art. 7º As responsabilidades civil e administrativa são independentes da 
 criminal, não se podendo mais questionar sobre a existência ou a autoria 
 do fato quando essas questões tenham sido decididas no juízo criminal. 
 Art. 8º Faz coisa julgada em âmbito cível, assim como no 
 administrativo-disciplinar, a sentença penal que reconhecer ter sido o ato 
 praticado em estado de necessidade, em legítima defesa, em estrito 
 cumprimento de dever legal ou no exercício regular de direito. 
 6. EXERCÍCIOS 
 01 - De acordo com a Lei nº 13.869, de 5 de setembro de 2019, em 
 relação aos sujeitos do crime de abuso de autoridade, é correto 
 afirmar: 
 A. O sujeito ativo do crime de abuso de autoridade é todo agente 
 público que exerça mandato, cargo, emprego ou função pública, em 
 caráter permanente e remunerado. 
 B. A inabilitação para o exercício de cargo, mandato ou função pública, 
 pelo período de cinco a dez anos é uma das penas restritivas de direitos a 
 quem comete crime de abuso de autoridade. 
 C. Membros do Poder Legislativo, Executivo e Judiciário são sujeitos 
 ativos do crime de abuso de autoridade e podem perder cargo, mandato e 
 função pública como efeito da condenação desde que reincidentes em 
 crime de abuso de autoridade. 
 D. A suspensão do exercício do cargo, da função ou do mandato, pelo 
 prazo de um a dois anos, com a perda dos vencimentos e vantagens, é um 
 dos efeitos da condenação por crime de abuso de autoridade. 
 02 - A respeito da identificação criminal, do crime de tortura, do abuso 
 de direito, da prevenção do uso indevido de drogas, da comercialização 
 de armas de fogo e dos crimes hediondos, julgue o item que se segue. 
 6 
 Qualquer agente público, ainda que não seja servidor e não perceba 
 remuneração, pode ser sujeito ativo do crime de abuso de autoridade. 
 CERTO ( ) ERRADO ( ) 
 03 - Dentre as penas restritivas de direito previstas expressamente na 
 Lei de Abuso de Autoridade, pode ser citada: 
 A. perda de bens ou valores 
 B. prestação pecuniária 
 C. perda do pátrio poder  
 D. prestação de serviços à comunidade ou a entidades públicas 
 7. GABARITO 
 01 – C 
 02 – C 
 03 – D 
 7 
 SUMÁRIO 
 1. DOS CRIMES E DAS PENAS 3 
 2. EXERCÍCIOS 6 
 3. GABARITO 7 
 2 
 ABUSO DE AUTORIDADE – LEI 3.869/19 – II 
 1. DOS CRIMES E DAS PENAS 
 Art. 9º  Decretar medida de privação da liberdade em manifesta 
 desconformidade com as hipóteses legais:         
 Pena - detenção, de 1 (um) a 4 (quatro) anos, e multa. 
 Parágrafo único .  Incorre na mesma pena a autoridade judiciária que, 
 dentro de prazo razoável, deixar de: 
 I - relaxar a prisão manifestamente ilegal; 
 II - substituir a prisão preventiva por medida cautelar diversa ou de 
 conceder liberdade provisória, quando manifestamente cabível; 
 III - deferir liminar ou ordem de  habeas corpus , quando manifestamente 
 cabível. 
 Ocorrerá o crime sempre que a autoridade judiciária decretar privações de 
 liberdade em desacordo com as hipóteses autorizadas pela lei. 
 CRIME PRÓPRIO: Somente pode ser praticado pela autoridade judiciária. 
 O crime estará consumado com a decretação da medida, ainda que esta 
 não venha a ser cumprida. 
 Art. 10 .  Decretar a condução coercitiva de testemunha ou investigado 
 manifestamente descabida ou sem prévia intimação de comparecimento 
 ao juízo: 
 Pena - detenção, de 1 (um) a 4 (quatro) anos, e multa. 
 OBS: Condução coercitiva consiste na possibilidade do agente ser 
 conduzido à presença de determinada autoridade, mesmo que contra a 
 sua vontade. 
 ATENÇÃO!!! O STF decidiu, em 2018, que não é válida a condução 
 coercitiva do investigadoou do réu para interrogatório policial ou da ação 
 penal. 
 Art. 12 .  Deixar injustificadamente de comunicar prisão em flagrante à 
 autoridade judiciária no prazo legal: 
 Pena - detenção, de 6 (seis) meses a 2 (dois) anos, e multa. 
 Parágrafo único.   Incorre na mesma pena quem: 
 I - deixa de comunicar, imediatamente, a execução de prisão temporária 
 ou preventiva à autoridade judiciária que a decretou; 
 II - deixa de comunicar, imediatamente, a prisão de qualquer pessoa e o 
 local onde se encontra à sua família ou à pessoa por ela indicada; 
 3 
 III - deixar de entregar ao preso, no prazo de 24 (vinte e quatro) horas, a 
 nota de culpa, assinada pela autoridade, com o motivo da prisão e os 
 nomes do condutor e das testemunhas; 
 IV - prolonga a execução de pena privativa de liberdade, de prisão 
 temporária, de prisão preventiva, de medida de segurança ou de 
 internação, deixando, sem motivo justo e excepcionalíssimo, de executar o 
 alvará de soltura imediatamente após recebido ou de promover a soltura 
 do preso quando esgotado o prazo judicial ou legal. 
 Observe que a prisão em flagrante deve ser comunicada IMEDIATAMENTE, 
 e, de forma injustificada, ela não foi. 
 Art. 13.   Constranger o preso ou o detento, mediante violência, grave 
 ameaça ou redução de sua capacidade de resistência, a: 
 I - exibir-se ou ter seu corpo ou parte dele exibido à curiosidade pública; 
 II - submeter-se a situação vexatória ou a constrangimento não 
 autorizado em lei; 
 III - produzir prova contra si mesmo ou contra terceiro:        
 Pena - detenção, de 1 (um) a 4 (quatro) anos, e multa, sem prejuízo da 
 pena cominada à violência. 
 O crime é praticado contra pessoa presa e mediante uso de violência, 
 grave ameaça ou redução de sua capacidade de resistência. 
 Art. 15.   Constranger a depor, sob ameaça de prisão, pessoa que, em 
 razão de função, ministério, ofício ou profissão, deva guardar segredo ou 
 resguardar sigilo: 
 Pena - detenção, de 1 (um) a 4 (quatro) anos, e multa. 
 Parágrafo único.   Incorre na mesma pena quem prossegue com o 
 interrogatório:         
 I - de pessoa que tenha decidido exercer o direito ao silêncio; ou 
 II - de pessoa que tenha optado por ser assistida por advogado ou 
 defensor público, sem a presença de seu patrono. 
 4 
 O crime é cometido contra aquela pessoa que deve guardar segredo em 
 razão da profissão, ministério, ofício, função. Poderá ser cometido por 
 autoridade policial ou judiciária. 
 Art. 15-A . Submeter a vítima de infração penal ou a testemunha de 
 crimes violentos a procedimentos desnecessários, repetitivos ou invasivos, 
 que a leve a reviver, sem estrita necessidade: (Incluído pela Lei nº 14.321, de 2022) 
 I - a situação de violência; ou      
 II - outras situações potencialmente geradoras de sofrimento ou 
 estigmatização:      
 Pena - detenção, de 3 (três) meses a 1 (um) ano, e multa.  
 § 1º Se o agente público permitir que terceiro intimide a vítima de crimes 
 violentos, gerando indevida revitimização, aplica-se a pena aumentada 
 de 2/3 (dois terços).     (Incluído pela Lei nº 14.321, de 2022) 
 § 2º Se o agente público intimidar a vítima de crimes violentos, gerando 
 indevida revitimização, aplica-se a pena em dobro (Incluído pela Lei nº 14.321, de 
 2022) 
 Trata-se do crime de VIOLÊNCIA INSTITUCIONAL , onde a vítima ou 
 testemunha passam por procedimento invasivos, fazendo com que 
 revivam todo o crime, tornando-as vítimas novamente. 
 Art. 16.   Deixar de identificar-se ou identificar-se falsamente ao preso por 
 ocasião de sua captura ou quando deva fazê-lo durante sua detenção ou 
 prisão:     
 Pena - detenção, de 6 (seis) meses a 2 (dois) anos, e multa. 
 Parágrafo único.   Incorre na mesma pena quem, como responsável por 
 interrogatório em sede de procedimento investigatório de infração penal, 
 deixa de identificar-se ao preso ou atribui a si mesmo falsa identidade, 
 cargo ou função. 
 A constituição como direito da pessoa presa o conhecimento em relação a 
 identificação de quem o prendeu, a omissão ou a identificação falsa 
 constitui abuso de autoridade. 
 Art. 18 .  Submeter o preso a interrogatório policial durante o período de 
 repouso noturno, salvo se capturado em flagrante delito ou se ele, 
 devidamente assistido, consentir em prestar declarações: 
 Pena - detenção, de 6 (seis) meses a 2 (dois) anos, e multa. 
 O interrogatório prestado a noite, constitui abuso de autoridade, salvo 
 quando o agente consentir prestar informações nesse horário ou em caso 
 de flagrante delito. 
 5 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2019-2022/2022/Lei/L14321.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2019-2022/2022/Lei/L14321.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2019-2022/2022/Lei/L14321.htm#art2
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2019-2022/2022/Lei/L14321.htm#art2
 Art. 19.   Impedir ou retardar, injustificadamente, o envio de pleito de preso 
 à autoridade judiciária competente para a apreciação da legalidade de 
 sua prisão ou das circunstâncias de sua custódia: 
 Pena - detenção, de 1 (um) a 4 (quatro) anos, e multa. 
 Parágrafo único. Incorre na mesma pena o magistrado que, ciente do 
 impedimento ou da demora, deixa de tomar as providências tendentes a 
 saná-lo ou, não sendo competente para decidir sobre a prisão, deixa de 
 enviar o pedido à autoridade judiciária que o seja. 
 Este crime também está associado à prisão em flagrante, na situação de 
 impedir ou retardar, injustificadamente, o envio de pleito de preso à 
 autoridade judiciária competente para que ocorra o relaxamento de sua 
 prisão. 
 O parágrafo único estabelece a situação do magistrado que fica sabendo 
 do problema e não toma nenhuma providência, neste caso, temos um 
 crime que somente pode ser praticado pela autoridade judiciária. 
 2. EXERCÍCIOS 
 01 - Conforme a Lei nº 13.869/2019, que dispõe sobre os crimes de abuso 
 de autoridade, assinale a alternativa CORRETA. 
 É considerado crime de abuso de autoridade: 
 A. submeter o preso a interrogatório policial durante o período de repouso 
 diurno. (Art. 18) 
 B. deixar justificadamente de comunicar prisão em flagrante à autoridade 
 judiciária no prazo legal. (Art. 12) 
 C. constranger o preso ou o detento, mediante violência, grave ameaça ou 
 redução de sua capacidade de resistência, a submeter-se a situação 
 vexatória ou a constrangimento não autorizado em lei. (Art. 13) 
 D. decretar medida de privação da liberdade em conformidade com as 
 hipóteses legais. (Art. 9º) 
 E. manter presos do mesmo sexo na mesma cela ou espaço de 
 confinamento. (Art. 21) 
 02 - No que se refere ao crime de abuso de autoridade, admitem-se as 
 modalidades dolosa e culposa. 
 CERTO ( ) ERRADO ( ) 
 03 - Submeter o preso a interrogatório policial durante o período de 
 repouso noturno, em qualquer hipótese, configura abuso de 
 autoridade. 6 
 CERTO ( ) ERRADO ( ) 
 3. GABARITO 
 01 – C 
 02 – E 
 03 – E 
 7 
 SUMÁRIO 
 1. DOS CRIMES E DAS PENAS 3 
 2. EXERCÍCIOS 7 
 3. GABARITO 8 
 2 
 ABUSO DE AUTORIDADE – LEI 3.869/19 – III 
 1. DOS CRIMES E DAS PENAS 
 Art. 20.   Impedir, sem justa causa, a entrevista pessoal e reservada do 
 preso com seu advogado:         
 Pena - detenção, de 6 (seis) meses a 2 (dois) anos, e multa. 
 Parágrafo único .  Incorre na mesma pena quem impede o preso, o réu 
 solto ou o investigado de entrevistar-se pessoal e reservadamente com 
 seu advogado ou defensor,por prazo razoável, antes de audiência 
 judicial, e de sentar-se ao seu lado e com ele comunicar-se durante a 
 audiência, salvo no curso de interrogatório ou no caso de audiência 
 realizada por videoconferência. 
 É direito do preso a consulta pessoal e reservada com o seu advogado, a 
 recusa injustificada constitui abuso de autoridade. 
 Art. 21.   Manter presos de ambos os sexos na mesma cela ou espaço de 
 confinamento: 
 Pena - detenção, de 1 (um) a 4 (quatro) anos, e multa. 
 Parágrafo único.   Incorre na mesma pena quem mantém, na mesma 
 cela, criança ou adolescente na companhia de maior de idade ou em 
 ambiente inadequado, observado o disposto na  Lei nº 8.069, de 13 de 
 julho de 1990  (Estatuto da Criança e do Adolescente). 
 Importante que não apenas a conduta de manter preso de ambos os sexos 
 na mesma cela constitui crime, também incorre na mesma pena quem 
 mantém, na mesma cela, criança ou adolescente na companhia de maior 
 de idade ou em ambiente inadequado. 
 Art. 22.   Invadir ou adentrar, clandestina ou astuciosamente, ou à revelia 
 da vontade do ocupante, imóvel alheio ou suas dependências, ou nele 
 permanecer nas mesmas condições, sem determinação judicial ou fora 
 das condições estabelecidas em lei: 
 Pena - detenção, de 1 (um) a 4 (quatro) anos, e multa. 
 § 1º   Incorre na mesma pena, na forma prevista no caput deste artigo, 
 quem: 
 I - coage alguém, mediante violência ou grave ameaça, a franquear-lhe o 
 acesso a imóvel ou suas dependências; 
 III - cumpre mandado de busca e apreensão domiciliar após as 21h (vinte 
 e uma horas) ou antes das 5h (cinco horas). 
 § 2º   Não haverá crime se o ingresso for para prestar socorro, ou quando 
 houver fundados indícios que indiquem a necessidade do ingresso em 
 razão de situação de flagrante delito ou de desastre. 
 3 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L8069.htm
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L8069.htm
 Lembre-se que a entrada em domicílio, sem que constitua abuso de 
 autoridade, é estabelecida pela Constituição Federal, nas seguintes 
 hipóteses: 
 ➛ FLAGRANTE DELITO 
 ➛ DESASTRE 
 ➛ PRESTAR SOCORRO 
 ➛ DURANTE O DIA – POR DETERMINAÇÃO JUDICIAL 
 Art. 23.   Inovar artificiosamente, no curso de diligência, de investigação 
 ou de processo, o estado de lugar, de coisa ou de pessoa, com o fim de 
 eximir-se de responsabilidade ou de responsabilizar criminalmente 
 alguém ou agravar-lhe a responsabilidade: 
 Pena - detenção, de 1 (um) a 4 (quatro) anos, e multa. 
 Parágrafo único.   Incorre na mesma pena quem pratica a conduta com 
 o intuito de: 
 I - eximir-se de responsabilidade civil ou administrativa por excesso 
 praticado no curso de diligência; 
 II - omitir dados ou informações ou divulgar dados ou informações 
 incompletos para desviar o curso da investigação, da diligência ou do 
 processo. 
 O objetivo deste crime é modificar o resultado da investigação, do 
 processo, da diligência, através da modificação de lugar, de coisa etc. 
 Art. 24.   Constranger, sob violência ou grave ameaça, funcionário ou 
 empregado de instituição hospitalar pública ou privada a admitir para 
 tratamento pessoa cujo óbito já tenha ocorrido, com o fim de alterar local 
 ou momento de crime, prejudicando sua apuração: 
 Pena - detenção, de 1 (um) a 4 (quatro) anos, e multa, além da pena 
 correspondente à violência. 
 Aqui, o agente também pretende alterar o resultado da investigação, da 
 diligência ou do processo, mas com outra conduta, constrangendo 
 funcionário a admitir pessoa que já está morta na instituição hospitalar. 
 Art. 25 .  Proceder à obtenção de prova, em procedimento de investigação 
 ou fiscalização, por meio manifestamente ilícito: 
 Pena - detenção, de 1 (um) a 4 (quatro) anos, e multa. 4 
 Parágrafo único.   Incorre na mesma pena quem faz uso de prova, em 
 desfavor do investigado ou fiscalizado, com prévio conhecimento de sua 
 ilicitude. 
 Provas ilícitas devem ser desentranhadas do processo, a conduta 
 consiste em obter provas de forma ilícita. Observe ainda que incorre na 
 mesma pena quem, sabendo da ilicitude, utiliza tais provas. 
 Art. 27.   Requisitar instauração ou instaurar procedimento investigatório 
 de infração penal ou administrativa, em desfavor de alguém, à falta de 
 qualquer indício da prática de crime, de ilícito funcional ou de infração 
 administrativa:         (Vide ADIN 6234)          (Vide ADIN 6240) 
 Pena - detenção, de 6 (seis) meses a 2 (dois) anos, e multa. 
 Parágrafo único.   Não há crime quando se tratar de sindicância ou 
 investigação preliminar sumária, devidamente justificada. 
 Estamos diante da conduta de instauração de um procedimento 
 investigatório de infração penal ou administrativa sem fundamentação 
 suficiente. 
 ATENÇÃO!!! A instauração de SINDICÂNCIA ou PROCEDIMENTO 
 PRELIMINAR não constitui este crime, pois, o objetivo deles é justamente 
 analisar se existem indícios suficientes para a instauração de um 
 processo punitivo. 
 Art. 28.   Divulgar gravação ou trecho de gravação sem relação com a 
 prova que se pretenda produzir, expondo a intimidade ou a vida privada 
 ou ferindo a honra ou a imagem do investigado ou acusado: 
 Pena - detenção, de 1 (um) a 4 (quatro) anos, e multa. 
 Art. 29 .  Prestar informação falsa sobre procedimento judicial, policial, 
 fiscal ou administrativo com o fim de prejudicar interesse de 
 investigado:          (Vide ADIN 6234)         (Vide ADIN 6240) 
 Pena - detenção, de 6 (seis) meses a 2 (dois) anos, e multa. 
 Os crimes consistem tanto na figura do agente que divulga gravações que 
 não têm relação com o processo, apenas com o objetivo de expor a 
 intimidade ou ferir a honra de alguém, quanto na conduta de prestar 
 informações falsas com o intuito de prejudicar outra pessoa. 
 Art. 30.   Dar início ou proceder à persecução penal, civil ou administrativa 
 sem justa causa fundamentada ou contra quem sabe inocente:   
 Pena - detenção, de 1 (um) a 4 (quatro) anos, e multa. 
 Diferentemente da conduta do artigo 27, aqui, o agente, efetivamente, dá 
 início a persecução penal sabendo que o réu é inocente. 5 
http://www.stf.jus.br/portal/peticaoInicial/verPeticaoInicial.asp?base=ADIN&s1=6234&processo=6234
http://www.stf.jus.br/portal/peticaoInicial/verPeticaoInicial.asp?base=ADIN&s1=6240&processo=6240
http://www.stf.jus.br/portal/peticaoInicial/verPeticaoInicial.asp?base=ADIN&s1=6234&processo=6234
http://www.stf.jus.br/portal/peticaoInicial/verPeticaoInicial.asp?base=ADIN&s1=6240&processo=6240
 Art. 31 .  Estender injustificadamente a investigação, procrastinando-a em 
 prejuízo do investigado ou fiscalizado:           (Vide ADIN 6234)         (Vide 
 ADIN 6240) 
 Pena - detenção, de 6 (seis) meses a 2 (dois) anos, e multa. 
 Parágrafo único.   Incorre na mesma pena quem, inexistindo prazo para 
 execução ou conclusão de procedimento, o estende de forma imotivada, 
 procrastinando-o em prejuízo do investigado ou do fiscalizado. 
 Este crime é cometido pela autoridade competente para investigar, não 
 sendo limitada a investigação policial. Observe que é necessário que haja 
 prejuízo causado pela procrastinação. 
 Art. 32 .  Negar ao interessado, seu defensor ou advogado acesso aos 
 autos de investigação preliminar, ao termo circunstanciado, ao inquérito 
 ou a qualquer outro procedimento investigatóriode infração penal, civil 
 ou administrativa, assim como impedir a obtenção de cópias, ressalvado 
 o acesso a peças relativas a diligências em curso, ou que indiquem a 
 realização de diligências futuras, cujo sigilo seja imprescindível 
 Pena - detenção, de 6 (seis) meses a 2 (dois) anos, e multa. 
 Lembre-se que a SÚMULA VINCULANTE 14, estabelece que os elementos 
 já documentados não podem ser negados. 
 ATENÇÃO!!! Procedimentos EM ANDAMENTO ou que AINDA SERÃO 
 REALIZADOS , podem ser negados. 
 Art. 33.   Exigir informação ou cumprimento de obrigação, inclusive o 
 dever de fazer ou de não fazer, sem expresso amparo legal: 
 Pena - detenção, de 6 (seis) meses a 2 (dois) anos, e multa. 
 Parágrafo único.   Incorre na mesma pena quem se utiliza de cargo ou 
 função pública ou invoca a condição de agente público para se eximir de 
 obrigação legal ou para obter vantagem ou privilégio indevido. 
 Art. 36.   Decretar, em processo judicial, a indisponibilidade de ativos 
 financeiros em quantia que extrapole exacerbadamente o valor estimado 
 para a satisfação da dívida da parte e, ante a demonstração, pela parte, 
 da excessividade da medida, deixar de corrigi-la: 
 Pena - detenção, de 1 (um) a 4 (quatro) anos, e multa. 
 O artigo 36 estabelece um crime que é cometido, ou seja, é próprio da 
 autoridade judiciária . 
 Art. 37.   Demorar demasiada e injustificadamente no exame de processo 
 de que tenha requerido vista em órgão colegiado, com o intuito de 
 procrastinar seu andamento ou retardar o julgamento: 
 Pena - detenção, de 6 (seis) meses a 2 (dois) anos, e multa. 
 6 
http://www.stf.jus.br/portal/peticaoInicial/verPeticaoInicial.asp?base=ADIN&s1=6234&processo=6234
http://www.stf.jus.br/portal/peticaoInicial/verPeticaoInicial.asp?base=ADIN&s1=6240&processo=6240
http://www.stf.jus.br/portal/peticaoInicial/verPeticaoInicial.asp?base=ADIN&s1=6240&processo=6240
 Art. 38.   Antecipar o responsável pelas investigações, por meio de 
 comunicação, inclusive rede social, atribuição de culpa, antes de 
 concluídas as apurações e formalizada a acusação:       
 Pena - detenção, de 6 (seis) meses a 2 (dois) anos, e multa. 
 CUIDADO!!! A Lei de Abuso de Autoridade não estabelece um 
 procedimento especial. Aplicam-se ao processo e ao julgamento dos 
 delitos previstos nesta Lei, no que couber, as disposições do  Decreto-Lei nº 
 3.689, de 3 de outubro de 1941  (Código de Processo Penal), e da  Lei nº 
 9.099, de 26 de setembro de 1995 - Art. 39.  
 2. EXERCÍCIOS 
 01 - De acordo com a Lei nº 13.869/2019, que dispõe sobre os crimes de 
 abuso de autoridade, haverá crime quando o agente policial 
 A. cumprir mandado de busca e apreensão domiciliar depois das 5 h 
 (cinco horas) e antes das 21 h (vinte e uma horas).  
 B. ingressar, à revelia da vontade do ocupante, em imóvel alheio ou suas 
 dependências. 
 C. permanecer em imóvel alheio ou suas dependências, sem 
 determinação judicial, para prestar socorro.  
 D. ingressar em imóvel alheio ou suas dependências, quando houver 
 fundados indícios de situação de flagrante delito.  
 E. adentrar imóvel alheio ou suas dependências, quando houver fundados 
 indícios da necessidade do ingresso em razão de desastre. 
 02 - A antecipação, por delegado da Polícia Federal, por meio de rede 
 social, da atribuição de culpa, antes de concluídas as apurações e 
 formalizada a acusação, caracteriza crime previsto na Lei de Abuso de 
 Autoridade. 
 CERTO ( ) ERRADO ( ) 
 03 – Um servidor público determinou a instauração de procedimento 
 fiscalizatório com base no teor de uma correspondência fechada, 
 pertencente ao fiscalizado, cujo conteúdo foi indevidamente 
 devassado por terceiro, e esse fato era previamente conhecido pelo 
 servidor. Nesse caso, o servidor público praticou, em tese, um dos 
 crimes de abuso de autoridade. 
 7 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Decreto-Lei/Del3689.htm
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Decreto-Lei/Del3689.htm
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L9099.htm
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L9099.htm
 CERTO ( ) ERRADO ( ) 
 3. GABARITO 
 01 – B 
 02 – C 
 03 – C 
 8 
 ESTATUTO DO DESARMAMENTO 
 LEI 10.826/2003 I 
 CADASTRO 
 O Decreto nº 9.847 de 2019 regulamenta a Lei nº 10.826/03 para tratar, 
 inclusive, sobre o cadastro: 
 SINARM - serão cadastradas as armas de fogo: 
 👉 DA POLÍCIA FEDERAL; 
 ¥ DA POLÍCIA RODOVIÁRIA FEDERAL; 
 ¥ DA FORÇA NACIONAL DE SEGURANÇA PÚBLICA; 
 ¥ DO DEPARTAMENTO PENITENCIÁRIO NACIONAL; 
 SIGMA - serão cadastradas as armas de fogo: 
 ¥ DAS FORÇAS ARMADAS; 
 ¥ DAS POLÍCIAS MILITARES E DOS CORPOS DE BOMBEIROS 
 MILITARES DOS ESTADOS 
 ¥ DA AGÊNCIA BRASILEIRA DE INTELIGÊNCIA; E 
 ¥ DO GABINETE DE SEGURANÇA INSTITUCIONAL DA PRESIDÊNCIA 
 DA REPÚBLICA. 
 O Cadastro consiste em colocar a arma em um banco de dados, não 
 está vinculada a nenhuma pessoa. 
 DO REGISTRO 
 Diferentemente do Cadastro, o registro da arma de fogo consiste na 
 matrícula da arma que esteja vinculada à identificação do respectivo 
 proprietário em banco de dados, ou seja, aqui, há a vinculação a 
 determinada pessoa. 
 Art. 3º É obrigatório o registro de arma de fogo no órgão 
 competente. 
 Parágrafo único. As armas de fogo de uso restrito serão registradas 
 no comando do exército, na forma do regulamento desta Lei. 
 2 
 ARMAS DE USO PERMITIDO – Registro no SINARM , regido pela 
 Polícia Federal. 
 ARMAS DE USO RESTRITO - Registro no Comando do Exército, que 
 rege o SIGMA. 
 AQUISIÇÃO DE ARMA DE FOGO DE USO PERMITIDO 
 P ara adquirir arma de fogo de uso permitido o interessado deverá , 
 além de declarar a efetiva necessidade, atender aos seguintes requisitos 
 (Art. 4º): 
 I - COMPROVAÇÃO DE IDONEIDADE , COM A APRESENTAÇÃO DE 
 CERTIDÕES NEGATIVAS DE ANTECEDENTES CRIMINAIS 
 FORNECIDAS PELA JUSTIÇA FEDERAL, ESTADUAL, MILITAR E 
 ELEITORAL E DE NÃO ESTAR RESPONDENDO A INQUÉRITO 
 POLICIAL OU A PROCESSO CRIMINAL, QUE PODERÃO SER 
 FORNECIDAS POR MEIOS ELETRÔNICOS; 
 II – APRESENTAÇÃO DE DOCUMENTO COMPROBATÓRIO DE 
 OCUPAÇÃO LÍCITA E DE RESIDÊNCIA CERTA; 
 III – COMPROVAÇÃO DE CAPACIDADE TÉCNICA E DE APTIDÃO 
 PSICOLÓGICA PARA O MANUSEIO DE ARMA DE FOGO, ATESTADAS 
 NA FORMA DISPOSTA NO REGULAMENTO DESTA LEI. 
 O Sinarm expedirá autorização de compra de arma de fogo 
 após atendidos os requisitos anteriormente estabelecidos, em nome do 
 requerente e para a arma indicada, sendo intransferível esta 
 autorização (§1º). 
 ATENÇÃO!!! A aquisição de munição somente poderá ser feita no calibre 
 correspondente à arma registrada e na quantidade estabelecida no 
 regulamento desta Lei. (§2º) 
 A empresa que comercializar arma de fogo em território 
 nacional é obrigada a comunicar a venda à autoridade competente, como 
 também a manter banco de dados com todas as características da arma 
 e cópia dos documentos previstos neste artigo (§3º). 
 A empresa que comercializa armas de fogo, acessórios e 
 munições responde legalmente por essas mercadorias, ficando 
 3 
 registradas como de sua propriedade enquanto não forem vendidas 
 (§4º). 
 A comercialização de armas de fogo, acessórios e munições 
 entre pessoas físicas somente será efetivada mediante autorização do 
 Sinarm (§5º). 
 A expedição da autorização a que se refere o § 1º será 
 concedida, ou recusada com a devida fundamentação, no prazo de 30 
 (trinta) dias úteis , a contar da data dorequerimento do interessado (§6º). 
 O registro precário a que se refere o § 4º prescinde do 
 cumprimento dos requisitos dos incisos I, II e III deste artigo (§7º). 
 CUIDADO!!! Estará dispensado das exigências constantes do inciso III 
 do caput deste artigo, na forma do regulamento, o interessado em adquirir 
 arma de fogo de uso permitido que comprove estar autorizado a portar 
 arma com as mesmas características daquela a ser adquirida. (§8º) 
 C ertificado de Registro – CRAF 
 Autoriza o proprietário de arma de fogo a mantê-la 
 exclusivamente no interior de sua residência ou no seu local de 
 trabalho. 
 CUIDADO!!! É comum bancas de concursos associarem o CRAF ao PORTE , 
 o que está errado! 
 A Polícia Federal expedirá o certificado de registro com 
 autorização do Sinarm. 
 Art. 5º O certificado de Registro de Arma de Fogo, com validade em 
 todo o território nacional, autoriza o seu proprietário a manter a 
 arma de fogo exclusivamente no interior de sua residência ou 
 domicílio, ou dependência desses, ou, ainda, no seu local de 
 trabalho, desde que seja ele o titular ou o responsável legal pelo 
 estabelecimento ou empresa. 
 § 1º O certificado de registro de arma de fogo será expedido pela 
 Polícia Federal e será precedido de autorização do Sinarm. 
 👉 O CRAF não autoriza o proprietário a portar a arma de fogo dentro da 
 residência ou local de trabalho (ficar com ela em seu corpo, por exemplo); 
 ¥ Para mantê-la em seu local de trabalho, o proprietário tem que ser o 
 titular. 
 4 
 → Não sendo o titular, a outra única possibilidade de manter sua arma em 
 seu local de trabalho será se ele for o responsável legal pelo 
 estabelecimento ou empresa. 
 → Lei nº 13.870/2019 estabeleceu uma norma penal explicativa, 
 esclarecendo que o conceito de residência ou domicílio em área rural 
 para fins de interpretação da autorização dada pelo Certificado de Registro 
 de Arma de Fogo (CRAF). 
 § 5º Aos residentes em área rural, para os fins do disposto no caput 
 deste artigo, considera-se residência ou domicílio toda a extensão 
 do respectivo imóvel rural. (Incluído pela Lei nº 13.870, de 2019) 
 1. EXERCÍCIOS 
 01 - Sobre o certificado de Registro de Arma de Fogo, nos termos da Lei nº 
 10.826/2003 (Estatuto do Desarmamento), é correto afirmar que:  
 A. Tem validade apenas no território da comarca em que foi requerido, 
 autoriza o seu proprietário a manter a arma de fogo exclusivamente no 
 interior de sua residência ou domicílio, ou dependência desses, ou, 
 ainda, no seu local de trabalho, desde que seja ele o titular ou o 
 responsável legal pelo estabelecimento ou pela empresa. 
 B. Tem validade em todo o território nacional, autoriza o seu proprietário a 
 manter a arma de fogo exclusivamente no interior de sua residência ou 
 domicílio, ou dependência desses, ou, ainda, no seu local de trabalho, 
 desde que seja ele o titular ou o responsável legal pelo estabelecimento 
 ou da empresa. 
 C. Tem validade em todo o território nacional, autoriza o seu proprietário a 
 manter a arma de fogo no interior de sua residência ou domicílio, ou 
 dependência desses, ou, ainda, no interior de residência ou domicílio de 
 5 
 terceiros, desde que expressamente autorizado pelo proprietário do 
 imóvel. 
 D. Tem validade em todo o território do Estado da Federação em que foi 
 expedido, autoriza o seu proprietário a manter a arma de fogo 
 exclusivamente no interior de sua residência ou domicílio, ou 
 dependência desses, ou, ainda, no seu local de trabalho, desde que seja 
 ele o titular ou o responsável legal pelo estabelecimento ou empresa. 
 E. Tem validade em todo o território nacional, autoriza o seu proprietário a 
 manter a arma de fogo exclusivamente no interior de sua residência ou 
 domicílio, ou dependência desses, ou, ainda, no seu local de trabalho, 
 desde que autorizado por seu superior hierárquico.  
 02 - Marque a alternativa CORRETA, tendo como base o Estatuto do 
 Desarmamento: 
 A. É possível a comercialização de armas de fogo, acessórios e munições 
 entre pessoas físicas, desde que o comerciante fique de posse da nota 
 fiscal, com nome completo e endereço do adquirente. 
 B. É proibido o porte de arma de fogo em todo o território nacional para os 
 integrantes das Carreiras de Auditoria da Receita Federal do Brasil e de 
 Auditoria-Fiscal do Trabalho, cargos de Auditor-Fiscal e Analista 
 Tributário. 
 C. Compete à Polícia Federal, juntamente com o Ministério da Justiça, 
 cadastrar as armas de fogo produzidas, importadas e vendidas no País. 
 D. A autorização para o porte de arma de fogo das guardas municipais 
 está condicionada à formação funcional de seus integrantes em 
 estabelecimentos de ensino de atividade policial e à existência de 
 mecanismos de fiscalização e de controle interno, nas condições 
 estabelecidas pelo Estatuto do Desarmamento, observada a supervisão 
 do Comando do Exército e da Polícia Federal. 
 E. O certificado de Registro de Arma de Fogo, com validade em todo o 
 território nacional, autoriza o seu proprietário a manter a arma de fogo 
 exclusivamente no interior de sua residência ou domicílio, ou 
 6 
 dependência desses, ou, ainda, no seu local de trabalho, desde que seja 
 ele o titular ou o responsável legal pelo estabelecimento ou empresa. 
 03 - Aos residentes em área rural, considera-se residência ou domicílio toda 
 a extensão do respectivo imóvel rural. 
 CERTO ( ) ERRADO ( ) 
 2. GABARITO 
 01 – B 
 02 – E 
 03 - C 
 7 
 ESTATUTO DO DESARMAMENTO 
 LEI 10.826/2003 II 
 DOS CRIMES E DAS PENAS 
 O Estatuto do Desarmamento não pune condutas envolvendo 
 apenas Armas de Fogo, com isso, podemos afirmar que é objeto material: 
 → ARMA DE FOGO 
 → ACESSÓRIO 
 → MUNIÇÃO 
 CUIDADO!!! Existem dois crimes que não possuem os três objetos 
 materiais de forma alternativa: 
 1º – OMISSÃO DE CAUTELA – Art. 13, “caput” – apenas a ARMA DE 
 FOGO 
 2º – DISPARO DE ARMA DE FOGO – Art. 15 – apenas a ARMA DE 
 FOGO e MUNIÇÃO 
 ARMA DE FOGO 
 ARMA DE FOGO - Tipo de arma capaz de disparar um ou mais 
 projéteis em alta velocidade por meio de uma ação pneumática 
 provocada pela expansão de gases resultantes da queima de um 
 propelente de alta velocidade. 
 Alguns entendimentos que você não encontra na letra da Lei são de 
 extrema importância para a sua prova, vamos a elas: 
 → ARMA DESMUNICIADA – CRIME 
 O STJ tem jurisprudência pacificada no sentido de que o porte 
 ilegal de arma de fogo desmuniciada ou desmontada configura hipótese 
 de perigo abstrato , bastando apenas a prática do ato de levar consigo 
 para a consumação do delito - STF (HC 119154/BA) e STJ (HC 
 248580/2014) STJ (1400337/2013) e STF(RHC 117566/2013) 
 → ARMA DESMONTADA - CRIME 
 2 
 O STJ tem jurisprudência pacificada no sentido de que o porte 
 ilegal de arma de fogo desmuniciada ou desmontada configura hipótese 
 de perigo abstrato , bastando apenas a prática do ato de levar consigo 
 para a consumação do delito - STF (HC 119154/BA) e STJ (HC 248580/2014) 
 STJ (1400337/2013) e STF(RHC 117566/2013) 
 👉 ARMA QUEBRADA – DEPENDE! (LAUDO PERICIAL) 
 O exame pericial, por ser crime de perigo abstrato , é DISPENSÁVEL 
 e PRESCINDÍVEL. 
 Obs: Realizado o exame pericial, o resultado será vinculante: 
 ● ARMA INAPTA PARA O DISPARO – FATO ATÍPICO – CRIME 
 IMPOSSÍVEL (Informativo 544/STJ) 
 ● ARMA APTA PARA O DISPARO – É CRIME 
 ● PERÍCIA NEM FOI REALIZADA – É CRIME 
 ¥ ARMA COM REGISTRO VENCIDO – NÃO É CRIME (Informativo 572 do 
 STJ) 
 ¥ ARMA DE BRINQUEDO – NÃO É CRIME 
 Restringe-se à seara administrativa. 
 CUIDADO!!! O Estatuto do Desarmamento não criminaliza a conduta de 
 portar ou possuir arma de brinquedo, porém, veda a fabricação, venda, 
 comercialização e a importação (art.26). 
 ACESSÓRIO 
 Quaisquer objetos que acopladosa arma: 
 ¥ POTENCIALIZAM SEUS EFEITOS (LUNETA, MIRA...); 
 ¥ MODIFICAM UM EFEITO SECUNDÁRIO (SILENCIADOR…) 
 ATENÇÃO!!! Partes isoladas da arma não configuram objeto material 
 (cano, cabo…) nem objetos que não alteram o funcionamento (coldre). 
 MUNIÇÃO 
 Projétil a ser disparado de uma arma de fogo (incluindo o cartucho) 
 → MUNIÇÃO DESACOMPANHADA DA ARMA DE FOGO 
 3 
 → PRINCÍPIO DA INSIGNIFICÂNCIA: A apreensão de ÍNFIMA 
 QUANTIDADE de munição DESACOMPANHADA DE ARMA DE FOGO , 
 excepcionalmente , a depender da análise do caso concreto, pode levar ao 
 reconhecimento de atipicidade da conduta, diante da ausência de 
 exposição de risco ao bem jurídico tutelado pela norma. (STF, 13/11/2017; 
 STJ n.º 108/2018). 
 → MUNIÇÃO USADA COMO CHAVEIRO OU COLAR: A natureza do projétil 
 é descaracterizada mediante a utilização em obra de arte ou para 
 confecção de chaveiro, colar etc. (STJ, 16/05/2017). 
 CRIMES EM ESPÉCIE 
 ⮚ POSSE IRREGULAR DE ARMA DE FOGO DE USO PERMITIDO - ART. 
 12. 
 Art. 12. possuir ou manter sob sua guarda arma de fogo, acessório 
 ou munição, de uso permitido, em desacordo com determinação 
 legal ou regulamentar, no interior de sua residência ou dependência 
 desta, ou, ainda no seu local de trabalho, desde que seja o titular ou 
 o responsável legal do estabelecimento ou empresa. pena – 
 detenção, de 1 (um) a 3 (três) anos, e multa. 
 O crime ocorrerá quando o agente possuir ou manter a arma, 
 acessório ou munição, de uso permitido na SUA CASA (interior, 
 dependências) ou LOCAL DE TRABALHO (titular ou responsável legal), 
 SEM O REGISTRO no órgão competente. 
 CUIDADO!!! O tipo penal fala em “possuir” ou “manter” , não se exigindo a 
 propriedade para a configuração do crime. 
 BOLEIA DE CAMINHÃO – STJ considera como PORTE ILEGAL 
 (Art.14) por entender não ser casa. 
 O momento consumativo do crime ocorre quando o objeto material 
 entra na residência ou no estabelecimento comercial. É possível a 
 ocorrência da tentativa. Podemos ainda classificá-lo como: 
 ● CRIME PERMANENTE 
 ● DE MERA CONDUTA 
 ⮚ PORTE ILEGAL DE ARMA DE FOGO DE USO PERMITIDO - ART. 14 
 4 
 Art. 14. Portar, deter, adquirir, fornecer, receber, ter em depósito, 
 transportar, ceder, ainda que gratuitamente, emprestar, remeter, 
 empregar, manter sob guarda ou ocultar arma de fogo, acessório 
 ou munição, de uso permitido, sem autorização e em desacordo 
 com determinação legal ou regulamentar: Pena – reclusão, de 2 a 4 
 anos, e multa. 
 Parágrafo único. O crime previsto neste artigo é inafiançável, salvo 
 quando a arma de fogo estiver registrada em nome do agente. 
 TIPO MISTO ALTERNATIVO - A prática de várias condutas no mesmo 
 contexto fático, configura crime único. 
 Por ser um CRIME DE MERA CONDUTA, se consuma quando o 
 agente realiza as condutas típicas sem autorização ou em desacordo com 
 determinação legal. 
 ATENÇÃO!!! Cuidado com a inconstitucionalidade do Parágrafo Único, 
 quando determina que o crime é inafiançável. 
 1. EXERCÍCIOS 
 01- Tendo como base as disposições estabelecidas na Lei n.º 10.826/2003 e 
 a jurisprudência do STJ e do STF acerca da matéria, assinale a opção 
 correta. 
 A. Não afasta a tipicidade da conduta criminosa o fato de a arma de fogo 
 apreendida ter sido declarada absolutamente ineficaz por meio de 
 perícia realizada no curso da ação penal. 
 B. Não se admite a incidência do princípio da insignificância aos crimes 
 previstos na referida lei, ainda que seja apreensão de pouca munição 
 desacompanhada de arma de fogo, por se tratar de infrações penais de 
 perigo abstrato. 
 C. Configura o delito de porte de arma, e não de posse de arma de fogo, a 
 conduta do caminhoneiro que seja surpreendido transportando em seu 
 caminhão revólver de uso permitido, sem autorização e em desacordo 
 com determinação legal ou regulamentar. 
 5 
 D. O indivíduo que carrega consigo silenciador, desacompanhado de 
 qualquer arma de fogo ou munição, não pratica crime, pois a lei não 
 prevê punição para a posse ou porte de acessórios. 
 E. Pena referente ao delito de posse de arma de fogo de uso permitido, 
 prevista no art. 12 da referida lei, é aumentada de metade se a conduta 
 criminosa for praticada por integrante de empresas de segurança 
 privada e de transporte de valores. 
 02 - Breno foi preso em flagrante de posse de uma unidade de munição de 
 uso permitido (calibre .9mm), desacompanhada de arma de fogo 
 compatível com sua utilização. Nesse sentido, com base no entendimento 
 mais recente do STF acerca do tema, assinale a alternativa correta. 
 A. Incide o princípio da insignificância, causa supralegal de exclusão da 
 tipicidade penal em sua dimensão material. A conduta, portanto, não é 
 típica. 
 B. A conduta é típica formal e materialmente, mas não haverá 
 responsabilização penal em virtude do exercício regular do direito. 
 C. A conduta é típica, antijurídica e culpável, mas não punível pelo 
 princípio da insignificância. 
 D. Não incide o princípio da insignificância, pois o delito é crime de dano, e, 
 portanto, a lesão é presumida. 
 E. A conduta é atípica formalmente, sendo certo que a atipicidade formal 
 está respaldada no princípio da insignificância. 
 03 - De acordo com o posicionamento do STJ, comete crime de porte ilegal 
 de arma de fogo o agente que porta revólver, ainda que desmuniciado, 
 sem a devida autorização da autoridade competente. 
 CERTO ( ) ERRADO ( ) 
 6 
 2. GABARITO 
 01 – C 
 02 – A 
 03 – C 
 7 
 ESTATUTO DO DESARMAMENTO 
 LEI 10.826/2003 III 
 ⮚ POSSE OU PORTE DE ARMA DE FOGO DE USO PROIBIDO OU 
 RESTRITO - ART. 16 
 Art. 16 . Possuir, deter, portar, adquirir, fornecer, receber, ter em 
 depósito, transportar, ceder, ainda que gratuitamente, emprestar, 
 remeter, empregar, manter sob sua guarda ou ocultar arma de 
 fogo, acessório ou munição de uso restrito, sem autorização e em 
 desacordo com determinação legal ou regulamentar: Pena – 
 reclusão, de 3 a 6 anos, e multa. 
 Não esqueça da natureza hedionda do art. 16 estabelecida pelo 
 pacote anticrime. 
 ❖ LEI 13.964/19 – PACOTE ANTICRIMES 
 Antes do pacote anticrime, duas espécies de armas de fogo eram 
 previstas no art. 16 – USO RESTRITO e USO PROIBIDO – Hoje, as condutas 
 são separadas: 
 ● USO PROIBIDO – Qualificadora – art.16, §2º 
 ● USO RESTRITO – Modalidade simples – art. 16, “caput” 
 Quanto a hediondez da conduta a redação foi mais detalhista, 
 trazendo apenas o crime de posse ou porte ilegal de arma de fogo de uso 
 PROIBIDO como crime hediondo (art.1º, parágrafo único, II da Lei 
 8.072/1990). 
 CUIDADO!!! Há doutrinadores que acreditam que a hediondez vale para o 
 art. 16 por completo, art. 16 caput e parágrafos, inclusive era decisão do STJ 
 prévia ao Pacote Anticrime. 
 CONDUTAS EQUIPARADAS 
 § 1º Nas mesmas penas incorre quem: 
 I – Suprimir ou alterar marca, numeração ou qualquer sinal de 
 identificação de arma de fogo ou artefato; 
 2 
 II – Modificar as características de arma de fogo, de forma a torná-la 
 equivalente a arma de fogo de uso proibido ou restrito ou para fins 
 de dificultar ou de qualquer modo induzir a erro autoridade policial, 
 perito ou juiz; 
 III – possuir, detiver, fabricar ou empregar artefato explosivo ou 
 incendiário, sem autorização ou em desacordo com determinação 
 legal ou regulamentar; 
 IV – Portar, possuir, adquirir, transportar ou fornecer arma de fogo 
 com numeração, marca ou qualquer outro sinal de identificação 
 raspado, suprimido ou adulterado; 
 V – Vender, entregar ou fornecer, ainda que gratuitamente, arma de 
 fogo, acessório, munição ou explosivo a criança ou adolescente; 
 VI – Produzir, recarregar ou reciclar, sem autorização legal, ou 
 adulterar, de qualquer forma, munição ou explosivo. 
 § 2º Se as condutas descritas no caput e no § 1º deste artigo 
 envolverem arma de fogo de uso proibido, a pena é de reclusão, de 4a 12 anos. 
 As figuras previstas nos incisos se aplicam tanto a arma de fogo de 
 USO PERMITIDO quanto a arma de fogo de USO RESTRITO. 
 ● SUPRESSÃO OU ALTERAÇÃO DE SINAL DE IDENTIFICAÇÃO 
 I – Suprimir ou alterar marca, numeração ou qualquer sinal de 
 identificação de arma de fogo ou artefato; 
 A conduta aqui equiparada se aplica não apenas àquele que raspa a 
 numeração da arma, mas também para quem dificulta sua identificação 
 de qualquer outra forma. 
 ATENÇÃO!!! Artefato também é levado em consideração. 
 ● TRANSFORMAÇÃO PARA ARMA DE FOGO DE USO PROIBIDO OU 
 PARA INDUZIR EM ERRO A AUTORIDADE. 
 II – Modificar as características de arma de fogo, de forma a torná-la 
 equivalente a arma de fogo de uso restrito ou para fins de dificultar 
 ou de qualquer modo induzir a erro autoridade policial, perito ou 
 juiz; 
 A arma permitida é transformada em arma restrita. 
 Posso ainda modificar as características da arma para dificultar ou 
 induzir a erro o policial, juiz ou perito - Dolo Específico. 
 ATENÇÃO!!! PRINCÍPIO DA ESPECIALIDADE – O crime do Estatuto do 
 Desarmamento é especial em relação ao crime de fraude processual (art. 
 3 
 347 do CP) Ou seja, esse inciso II é norma especial em relação ao inciso 
 347 do CP. 
 ● POSSE, FABRICAÇÃO OU EMPREGO DE ARTEFATO EXPLOSIVO OU 
 INCENDIÁRIO: 
 III – possuir, detiver, fabricar ou empregar artefato explosivo ou 
 incendiário, sem autorização ou em desacordo com determinação 
 legal ou regulamentar; 
 O objeto material desta conduta será o ARTEFATO explosivo ou 
 incendiário. 
 ● PORTE DE ARMA DE FOGO COM NUMERAÇÃO RASPADA 
 IV – Portar, possuir, adquirir, transportar ou fornecer arma de fogo 
 com numeração, marca ou qualquer outro sinal de identificação 
 raspado, suprimido ou adulterado; 
 Não importa, para a caracterização da conduta, se a arma é permitida ou 
 proibida. 
 CUIDADO!!! Se a questão trouxer que a numeração desapareceu pelo 
 simples decurso de tempo (arma estava muito velha e ocorreu oxidação), a 
 conduta não se amolda aqui! 
 ● VENDA, ENTREGA OU FORNECIMENTO DE ARMA DE FOGO A 
 CRIANÇA OU ADOLESCENTE 
 V – Vender, entregar ou fornecer, ainda que gratuitamente, arma de 
 fogo, acessório, munição ou explosivo a criança ou adolescente; 
 A conduta aqui é dolosa (cuidado para não confundir com a Omissão 
 de Cautela). Observe ainda a redação estabelecida no Estatuto da Criança 
 e do Adolescente. 
 “ Art. 242. Vender, fornecer, ainda que gratuitamente ou entregar, de 
 qualquer forma, a criança ou adolescente arma, munição ou explosivo: 
 Pena - reclusão, de 3 (três) a 6 (seis) anos” 
 Já que o inciso V do art.16 trata apenas de arma de fogo , 
 considera-se que somente a entrega de ARMAS BRANCAS configuraria o 
 crime do ECA. 
 ► ARMA DE FOGO, ACESSÓRIO ou MUNIÇÃO – Estatuto do 
 Desarmamento 
 ► ARMA BRANCA – Estatuto da Criança e do Adolescente 
 4 
 ● PRODUÇÃO, RECARGA OU RECICLAGEM DE MUNIÇÃO OU 
 EXPLOSIVO 
 VI – produzir, recarregar ou reciclar, sem autorização legal, ou 
 adulterar, de qualquer forma, munição ou explosivo. 
 A produção, recarga e reciclagem de munição somente podem ser 
 executadas com a devida autorização 
 QUALIFICADORA 
 § 2º Se as condutas descritas no caput e no § 1º deste artigo 
 envolverem arma de fogo de uso proibido, a pena é de reclusão, de 4 
 a 12 anos. 
 Como já mencionado, o parágrafo 2º apenas se refere às armas de fogo de 
 USO PROIBIDO. 
 1. EXERCÍCIOS 
 01 - De acordo com a Lei n° 10.826/2003, Estatuto do Desarmamento, 
 aquele que, em via pública, portar arma de fogo de uso permitido com 
 numeração suprimida responde: 
 A. como incurso nas penas do crime de porte ilegal de arma de fogo de 
 uso permitido, disposto no artigo 14 do referido Estatuto. 
 B. como incurso nas penas do crime de posse ou porte ilegal de arma de 
 fogo de uso restrito, disposto no artigo 16 do referido estatuto. 
 C. como incurso nas penas do crime de posse irregular de arma de fogo 
 de uso permitido, disposto no artigo 12 do referido Estatuto. 
 D. como incurso nas penas do crime de disparo de arma de fogo, disposto 
 no artigo 15 do referido Estatuto. 
 5 
 E. como incurso nas penas do crime de omissão de cautela, disposto no 
 artigo 13 do referido Estatuto. 
 02 - Sobre o Estatuto do Desarmamento (Lei n o 10.826/2003), está correto 
 afirmar que: 
 A. A posse e guarda de arma de fogo no interior da residência ou no local 
 de trabalho é autorizada, desde que a arma de fogo seja de uso 
 permitido. 
 B. O Estatuto do Desarmamento só regula condutas envolvendo armas de 
 fogo de uso permitido 
 C. O artigo 14 do Estatuto do Desarmamento dispõe sobre o porte de 
 arma de fogo de uso permitido e o artigo 16 da mesma lei dispõe sobre 
 o porte de arma de fogo de uso restrito. 
 D. O crime de disparo de arma de fogo previsto no artigo 15 do Estatuto 
 admite tanto a conduta dolosa (disparo proposital), como culposa 
 (disparo acidental). 
 E. O Estatuto do Desarmamento não pune o porte ou a posse de acessório 
 ou munição para armas de fogo. 
 03 - Produzir, recarregar ou reciclar, sem autorização legal, ou adulterar, de 
 qualquer forma, munição ou explosivo, constitui crime equiparado à posse 
 ou ao porte de arma de fogo de uso restrito. 
 CERTO ( ) ERRADO ( ) 
 2. GABARITO 
 01 – B 
 02 – C 
 03 – CERTO 
 6 
 SUMÁRIO 
 1. OMISSÃO DE CAUTELA 3 
 2. DISPARO DE ARMA DE FOGO 4 
 3. COMÉRCIO ILEGAL DE ARMA DE FOGO, ACESSÓRIO OU MUNIÇÃO 5 
 4. LEI 13.964/19 – PACOTE ANTI CRIMES 5 
 5. TRÁFICO INTERNACIONAL DE ARMA DE FOGO, ACESSÓRIO OU MUNIÇÃO 6 
 6. EXERCÍCIOS 7 
 7. GABARITO 8 
 2 
 ESTATUTO DO DESARMAMENTO 
 1. OMISSÃO DE CAUTELA - ART. 13 
 Art. 13 Deixar de observar as cautelas necessárias para impedir que menor 
 de 18 anos ou pessoa portadora de deficiência mental se apodere de arma 
 de fogo que esteja sob sua posse ou que seja de sua propriedade: 
 Pena – detenção, de 1 (um) a 2 (dois) anos, e multa. 
 Trata-se de um crime omissivo praticado na modalidade culposa, sendo 
 ainda de menor potencial ofensivo. A conduta pode se dar em relação a 
 qualquer modalidade de arma de fogo (permitida ou não). 
 A consumação ocorre com o apoderamento da arma pelo menor ou pelo 
 portador de deficiência mental, independentemente de gerar ou não 
 algum perigo. 
 CUIDADO!!! Estamos tratando de um crime culposo, então, não será 
 admitida a tentativa. 
 Se, voluntariamente, o agente entrega a arma a uma criança – cometerá o 
 crime de porte ilegal. 
 Art. 13 - Parágrafo único. Nas mesmas penas incorrem o proprietário ou 
 diretor responsável de empresa de segurança e transporte de valores que 
 deixarem de registrar ocorrência policial e de comunicar à Polícia Federal 
 perda, furto, roubo ou outras formas de extravio de arma de fogo, 
 acessório ou munição que estejam sob sua guarda, nas primeiras 24 
 horas depois de ocorrido o fato. 
 Pena – detenção, de 1 (um) a 2 (dois) anos, e multa. 
 Nessa modalidade, estamos tratando de um crime próprio, pois só pode 
 ser praticado por empresário de segurança ou empresa de transporte de 
 valores. 
 3 
 O agente deverá: 
 ✦ REGISTRAR OCORRÊNCIA. 
 ✦ COMUNICAR À PF. 
 OBS: A falta de qualquer desses elementos já confirma o crime. 
 Art. 13, parágrafo único ✎ crime é doloso ✎ decisão unânime 
 CRIME A PRAZO – A consumação do crime só ocorrerá após 24 horas da 
 ocorrência do fato. 
 Exemplo: apropriação de coisa achada (artigo 162, inciso II, do CP) e o de lesão 
 corporal de natureza grave com resultado de incapacidade para as ocupações 
 habituais, por mais de trinta dias (artigo 129, § 1º, inciso I, do CP). 
 2. DISPARO DE ARMA DE FOGO - ART. 15 
 Art. 15. Disparar arma de fogo ou acionar munição em lugarhabitado 
 ou em suas adjacências, em via pública ou em direção a ela, desde que 
 essa conduta não tenha como finalidade a prática de outro crime: Pena 
 – reclusão, de 2 a 4 anos, e multa. 
 Parágrafo único: o crime previsto neste artigo é inafiançável 
 O indivíduo que tenha o porte legal de arma também poderá figurar 
 como sujeito ativo deste crime. 
 ✔ CRIME SUBSIDIÁRIO - só será configurado se a conduta do agente não 
 se enquadrar em crime mais grave. 
 As condutas podem ser: 
 ● DISPARAR ARMA DE FOGO; 
 ● ACIONAR MUNIÇÃO, SEM QUE OCORRA O DISPARO (EX.: FALHA DA MUNIÇÃO). 
 CUIDADO! 
 SE ESSAS CONDUTAS OCORREREM EM LOCAL ERMO OU DESABITADO – FATO ATÍPICO . 
 SE O DISPARO FOI ACIDENTAL – O FATO TAMBÉM SERÁ ATÍPICO. O ELEMENTO SUBJETIVO DA CONDUTA É O DOLO. 
 4 
 ATENÇÃO!!! O parágrafo único, que estabelece ser o crime inafiançável, é considerado INCONSTITUCIONAL. 
 3. COMÉRCIO ILEGAL DE ARMA DE FOGO, ACESSÓRIO 
 OU MUNIÇÃO - ART. 17 
 Art. 17. Adquirir, alugar, receber, transportar, conduzir, ocultar, ter em 
 depósito, desmontar, montar, remontar, adulterar, vender, expor à venda, 
 ou de qualquer forma utilizar, em proveito próprio ou alheio, no exercício 
 de atividade comercial ou industrial, arma de fogo, acessório ou munição, 
 sem autorização ou em desacordo com determinação legal ou 
 regulamentar: 
 § 1º . Equipara-se à atividade comercial ou industrial, para efeito deste 
 artigo, qualquer forma de prestação de serviços, fabricação ou comércio 
 irregular ou clandestino, inclusive o exercido em residência. pena - 
 reclusão, de 6 a 12 anos, e multa. 
 § 2º. Incorre na mesma pena quem vende ou entrega arma de fogo, 
 acessório ou munição, sem autorização ou em desacordo com a 
 determinação legal ou regulamentar, a agente policial disfarçado, 
 quando presentes elementos probatórios razoáveis de conduta criminal 
 preexistente. 
 4. LEI 13.964/19 – PACOTE ANTI CRIMES 
 Três foram as mudanças estabelecidas pelo pacote anticrime 
 1º – TORNOU O CRIME HEDIONDO 
 2º – MUDANÇA NA PENA ( ANTES : REC. DE 4 A 8 ANOS. DEPOIS : REC. DE 6 A 12 ANOS) 
 3º - ACRESCENTOU O PARÁGRAFO 2º - AGENTE DISFARÇADO. 
 Temos um crime próprio – Só pode ser comerciante ou industrial, legal ou 
 ilegal, de arma de fogo, acessório ou munição. 
 § 2º Incorre na mesma pena quem vende ou entrega arma de fogo, 
 acessório ou munição, sem autorização ou em desacordo com a 
 determinação legal ou regulamentar, a agente policial disfarçado, quando 
 presentes elementos probatórios razoáveis de conduta criminal 
 preexistente. 
 O Pacote Anticrime introduziu a figura do Agente Disfarçado. Para a 
 validade da atuação do agente disfarçado deve haver a demonstração de 
 provas em grau suficiente a indicar que o autor realizou antes uma 
 conduta criminosa, circunstância objeto da investigação proporcionada 
 pelo disfarce. 
 5 
 5. TRÁFICO INTERNACIONAL DE ARMA DE FOGO, 
 ACESSÓRIO OU MUNIÇÃO - ART. 18 
 Art. 18. Importar, exportar, favorecer a entrada ou saída do território 
 nacional, a qualquer título, de ARMA DE FOGO, ACESSÓRIO ou MUNIÇÃO, 
 sem autorização da autoridade competente: 
 Pena - reclusão, de 8 a 16 anos, e multa. 
 Parágrafo único. Incorre na mesma pena quem vende ou entrega arma de 
 fogo, acessório ou munição, em operação de importação, sem autorização 
 da autoridade competente, a agente policial disfarçado, quando presentes 
 elementos probatórios razoáveis de conduta criminal preexistente. 
 ➽ CAUSAS DE AUMENTO DE PENA – Art. 19 
 Art. 19 . Nos crimes previstos nos arts. 17 e 18, a pena é aumentada da 
 metade se a arma de fogo, acessório ou munição forem de uso proibido ou 
 restrito. 
 ● COMÉRCIO ILEGAL DE ARMA DE FOGO – ART.17 
 ● TRÁFICO INTERNACIONAL DE ARMA DE FOGO – ART.18 
 Art. 20. Nos crimes previstos nos arts. 14, 15, 16, 17 e 18, a pena é aumentada 
 da metade se: 
 I - forem praticados por integrante dos órgãos e empresas referidas nos 
 arts. 6º, 7º e 8º desta Lei; ou 
 II - o agente for reincidente específico em crimes dessa natureza. 
 A causa de aumento de pena engloba os seguintes crimes: 
 ➠ PORTE ILEGAL DE ARMA DE FOGO DE USO PERMITIDO – ART. 14 
 ➠ DISPARO DE ARMA DE FOGO – ART. 15 
 6 
 ➠ PORTE OU POSSE ILEGAL DE ARMA DE FOGO DE USO RESTRITO – 
 ART.16 
 ➠ COMÉRCIO ILEGAL DE ARMA DE FOGO – ART.17 
 ➠ TRÁFICO INTERNACIONAL DE ARMA DE FOGO – ART.18 
 Art. 21. Os crimes previstos nos arts. 16, 17 e 18 são insuscetíveis de 
 liberdade provisória. 
 ATENÇÃO!!! O Art. 21 do Estatuto teve sua inconstitucionalidade 
 declarada pelo STF na ADI 3112/DF, rel. Min. Ricardo Lewandowski, 
 02/05/2007. 
 6. EXERCÍCIOS 
 01 - Em certo domingo, J. M. S., com vontade livre e consciente, sacou a 
 própria arma, devidamente registrada, e efetuou disparos de arma de 
 fogo, por diversão, nas proximidades da feira permanente de sua 
 cidade. A ação ocorreu por volta de 10 horas, exatamente no momento 
 em que J. M. S. passava de carro pela avenida central, em sentido à 
 rodoviária. Nessa situação hipotética, ele responderá por 
 A. comércio ilegal de arma de fogo. 
 B. homicídio qualificado tentado. 
 C. disparo de arma de fogo em via pública. 
 D. lesão corporal gravíssima tentada. 
 E. perigo para a vida ou para a saúde de outrem 
 02 - Responderá pelo delito de omissão de cautela o proprietário ou o 
 diretor responsável de empresa de segurança e transporte de valores 
 que deixar de registrar ocorrência policial e de comunicar à Polícia 
 Federal, nas primeiras vinte e quatro horas depois de ocorrido o fato, a 
 perda de munição que esteja sob sua guarda. 
 CERTO ( ) ERRADO ( ) 
 03 - No caso específico de tráfico internacional de arma de fogo, em 
 que a ação se inicie no território nacional e tenda à consumação no 
 território estrangeiro, ou vice-versa, a ação penal correspondente é 
 pública incondicionada e de competência da justiça federal. 
 CERTO ( ) ERRADO ( ) 
 7 
 7. GABARITO 
 01 – C 
 02 – C 
 03 - C 
 8

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