Prévia do material em texto
L U N G I A G EN S � �� �� � � � � � � � � �� � E N S I N O M É D I O ÁREA DE L INGUAGENS E SUAS TECNOLOGIAS F e r n a n d a P i n h e i r o B a r r o s L u c i a n a M a r i z L u d m i l a C o i m b r a L y v i a B a r r o s L u i z a S a n t a n a C h a v e s P a u l o d o s S a n t o s R e n a t a d e M e l o G o m e s F r e d e r i c o D e l a z a r i P a u l a C a s t i g l i o n i T e r e z a A l k m i m D e n i s e F a l c ã o L á z a r o B a r r o s E l i s a b e t e C o s t a S i l v a L u a n L i n s G u a n a e s R e n a t o G o n ç a l v e s P e r u z z o A m a n d a S a n t o s G o m e s J a n i c e C h a v e s M a r i n h o D e i s e S a n t o s d e B r i t o � � � � � � � � � � � � � � � � L IN G U A G E N S ��� � � � � � � � � � � �� Á R E A D E L IN G U A G E N S E S U A S T E C N O L O G IA S E N S I N O M É D I O UU NN GGAA GG EENN SS L y v i a B a r r o s F r e d e r i c o D e l a z a r i L á z a r o B a r r o s R e n a t o G o n ç a l v e s P e r u z z o D e i s e S a n t o s d e B r i t o ��� � � � � � � � � � � �� M AT ER IA L D E D IV U LG AÇ ÃO − VE RS ÃO S U BM ET ID A À AV A LI AÇ ÃO CÓ D IG O D A CO LE Çà O : 0 1 5 8 P 2 1 2 0 1 CÓ D IG O D A O BR A: 0 1 5 8 P 2 1 2 0 1 1 3 5 ESTAÇÕES_PNLD2021_CAPA_Professor_V3.indd All PagesESTAÇÕES_PNLD2021_CAPA_Professor_V3.indd All Pages 4/13/21 6:35 PM4/13/21 6:35 PM R O T A S D O B E M - E S T A R E N S I N O M É D I O ÁREA DE L INGUAGENS E SUAS TECNOLOGIAS 1a edição, São Paulo, 2020 L U N G I A G E N S F e r n a n d a P i n h e i r o B a r r o s Doutora em Linguística do Texto e do Discurso pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG); professora adjunta do Departamento de Ciências da Educação da Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc-BA). L u c i a n a M a r i z Mestra em Linguística do Texto e do Discurso pela UFMG; professora de Língua Portuguesa da Educação Básica. L u i z a S a n t a n a C h a v e s Doutora em Estudos Literários pela UFMG; professora do Centro Pedagógico da UFMG. P a u l o d o s S a n t o s Doutor em Teoria da Literatura pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS); professor de Literatura da Educação Básica. R e n a t a d e M e l o G o m e s Mestra em Letras/Linguagens e Representações pela Uesc-BA; professora de Língua Portuguesa da Educação Básica. F r e d e r i c o D e l a z a r i Licenciado em Música pelo Centro Universitário Metodista Izabela Hendrix; professor de Música da Educação Básica. P a u l a C a s t i g l i o n i Mestra em Música pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp-SP); professora na Emesp Tom Jobim. T e r e z a A l k m i m Bacharela em Belas Artes pela UFMG; professora de Artes da Educação Básica. D e n i s e F a l c ã o Doutora em Estudos do Lazer pela UFMG; professora adjunta da Escola de Educação Física da Universidade Federal de Ouro Preto (Ufop-MG). L á z a r o B a r r o s Licenciado em Educação Física pela União Metropolitana de Educação e Cultura (Unime-BA); professor de Educação Física da Educação Básica. E l i s a b e t e C o s t a S i l v a Licenciada em Letras, com habilitação em Língua Portuguesa e suas Literaturas pela Uesc-BA; professora da Educação Básica. L u a n L i n s G u a n a e s Licenciado em Letras/Língua Portuguesa e suas Literaturas pela Uesc-BA; professor da Educação Básica. R e n a t o G o n ç a l v e s P e r u z z o Mestre em Letras/Linguagens e Representações pela Uesc-BA; professor de Língua Portuguesa da Educação Básica. A m a n d a S a n t o s G o m e s Licenciada em Letras/Língua Portuguesa e suas Literaturas e Língua Inglesa pela Uesc-BA; professora de Redação. J a n i c e C h a v e s M a r i n h o Doutora em Linguística pela UFMG; professora associada da Faculdade de Letras da UFMG. D e i s e S a n t o s d e B r i t o Doutora em Artes pela Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho” (Unesp-SP); licenciada em Teatro pela UFBA; técnica em Dança pela Escola de Dança da Fundação Cultural do Estado da Bahia (Funceb). L u d m i l a C o i m b r a Doutora em Língua e Cultura pela Universidade Federal da Bahia (UFBA); professora adjunta do Departamento de Letras e Artes da Uesc-BA. L y v i a B a r r o s Mestra em Letras pela Uesc-BA; professora de Língua Portuguesa da Educação Básica. M A N U A L D O P R O F E S S O R FRONTS_Estacoes_HM_ATICA_PNLD21_V3_MP.indd 1FRONTS_Estacoes_HM_ATICA_PNLD21_V3_MP.indd 1 9/26/20 12:58 PM9/26/20 12:58 PM 2 Presidência: Paulo Serino Direção editorial: Lauri Cericato Gestão de projeto editorial: Heloisa Pimentel Gestão de área: Alice Ribeiro Silvestre Coordenação de área: Rosângela Rago Edição: Juliana Lima Gonçalves, Natália Kessuani Bego Maurício e Ubiratã Souza Planejamento e controle de produção: Vilma Rossi e Camila Cunha Revisão: Rosângela Muricy (coord.), Alexandra Costa da Fonseca, Ana Paula C. Malfa, Ana Maria Herrera, Carlos Eduardo Sigrist, Flavia S. Vênezio, Heloísa Schiavo, Hires Heglan, Kátia S. Lopes Godoi, Luciana B. Azevedo, Luís M. Boa Nova, Luiz Gustavo Bazana, Patricia Cordeiro, Patrícia Travanca, Paula T. de Jesus, Sandra Fernandez e Sueli Bossi Arte: Claudio Faustino (ger.), Erika Tiemi Yamauchi (coord.), Daniele Fatima Oliveira (edição de arte), Fênix Editorial (diagramação) Iconografia e tratamento de imagens: Roberto Silva (coord.), campos de iconografia (pesquisa iconográfica), Cesar Wolf (tratamento de imagens) Licenciamento de conteúdos de terceiros: Fernanda Carvalho (coord.), Erika Ramires e Márcio Henrique (analistas adm.) Ilustrações: Daniel Klein Cartografia: Mouses Sagiorato Design: Flavia Dutra (proj. gráfico e capa), Luis Vassallo (proj. gráfico Manual do Professor) Foto de capa: OSTILL is Franck Camhi/Shutterstock Todos os direitos reservados por Editora Ática S.A. Avenida Paulista, 901, 4o andar Jardins – São Paulo – SP – CEP 01310-200 Tel.: 4003-3061 www.edocente.com.br atendimento@aticascipione.com.br Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP) Angélica Ilacqua - CRB-8/7057 2020 Código da obra CL 713774 CAE 729635 (AL) / 729636 (PR) 1a edição 1a impressão De acordo com a BNCC. Envidamos nossos melhores esforços para localizar e indicar adequadamente os créditos dos textos e imagens presentes nesta obra didática. Colocamo-nos à disposição para avaliação de eventuais irregularidades ou omissões de créditos e consequente correção nas próximas edições. As imagens e os textos constantes nesta obra que, eventualmente, reproduzam algum tipo de material de publicidade ou propaganda, ou a ele façam alusão, são aplicados para fins didáticos e não representam recomendação ou incentivo ao consumo. Impressão e acabamento V3_LINGUAGENS_Faccioli_g21At__Iniciais_002_LA.indd 2V3_LINGUAGENS_Faccioli_g21At__Iniciais_002_LA.indd 2 9/26/20 1:08 PM9/26/20 1:08 PM 3 APRESENTAÇÃO Caro estudante, Esta coleção foi criada com o objetivo de proporcionar a você cami- nhos de aprendizado diversificados pelo universo das Linguagens, articu- lando Língua Portuguesa, Educação Física e Arte. Por meio de diferentes estratégias pedagógicas, você será incentivado a agir de modo autônomo e colaborativo, tomando decisões individuais e coletivas com base em princípios éticos, solidários e democráticos. Transitando entre esses componentes curriculares, você vai ler e pro- duzir textos orais, escritos e multissemióticos e realizar análises linguísti- cas e semióticas, em diferentes campos de atuação. Também vai explorar textos das literaturas de língua portuguesa, de origem brasileira, indígena e africana. Em constante diálogo com a multiplicidade identitária da sociedade brasileira, vai compreender e analisar criticamente a cultura corporal do movimento, além de conhecer-se e cuidar dasaúde física e emocional. Por meio do contato com variadas formas de arte, você vai ampliar seu repertório, compreendendo os contextos de criação e circulação das obras trabalhadas, exercitando a fruição (crítica e estética) e exploran- do as possibilidades expressivas e criativas das linguagens artísticas, em seus recursos visuais, musicais, corporais e dramáticos. Os conteúdos trabalhados na coleção se relacionam com culturas ju- venis e temas contemporâneos transversais, privilegiando reflexões a res- peito de diversidade cultural, ciência e tecnologia, saúde, cidadania, meio ambiente e trabalho. Em alguns momentos, os caminhos percorridos cru- zarão, ainda, com práticas de pesquisa para que você encontre soluções para problemas do cotidiano. Desse modo, esperamos contribuir para tornar seu processo de apren- dizagem mais significativo e condizente com as demandas da atualidade. Bons estudos! As autoras. V3_LINGUAGENS_Faccioli_g21At_Iniciais_003a016_LA.indd 3V3_LINGUAGENS_Faccioli_g21At_Iniciais_003a016_LA.indd 3 14/09/2020 16:5714/09/2020 16:57 4 5 1CAPÍTULO 2 VIAGEM NA BNCC Competências gerais: 1, 2, 4, 6, 7, 9, 10 Competências específicas de Linguagens: 1, 2, 3 Habilidades de Linguagens: EM13LGG101, EM13LGG203, EM13LGG302, EM13LGG303 Habilidades de Língua Portuguesa: Todos os campos de atuação social: EM13LP02, EM13LP05, EM13LP12, EM13LP14 Campo da vida pessoal: EM13LP20, EM13LP22 Campo de atuação na vida pública: EM13LP23, EM13LP26, EM13LP27 Competência específica de Matemática: 1 Habilidade de Matemática: EM13MAT102 A pira olímpica está prestes a ser acesa! A tocha agora está em suas mãos e precisa percorrer um venturoso caminho até chegar ao destino dela! A largada foi dada! Prepare-se, pois os jogos vão começar! A CHAMA OLÍMPICA RUMO ÀS ESCOLAS O que você pensa sobre a realização de Jogos Olímpicos na escola? É a favor ou con- tra? Está na hora de discutir esse assunto que até já virou projeto de lei. 1 No início de 2020, o Projeto de Lei n. 5 015, de 2019 (idealizado desde 2012), que propõe a instituição da Semana da Educação Olímpica nas escolas, foi aprovado e seguiu para o Senado. Leia as razões pelas quais os idealizadores da proposta defendem a implantação dessa atividade escolar. Em seguida, discuta as questões com os colegas e o professor. 1ª PARADA NÃO ESCREVA NESTE LIVRO. Pira paralímpica acendida pelo nadador Clodoaldo Silva (1979-). Jogos Paralímpicos do Rio de Janeiro, 2016. A tocha olímpica é carregada por atletas e cidadãos comuns até o local da cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos. A chama, que traz uma mensagem pacífica, anuncia a celebração dos jogos. Na cerimônia de abertura, a chama acende a pira olímpica, que permanece acesa durante toda a competição e é apagada ao final da cerimônia de encerramento. BALCÃO DE INFORMAÇÕES Justifica•‹o [...] Mais do que um grande evento esportivo que mobiliza o mundo inteiro, os Jogos Olímpicos são um ponto de partida e uma gran- de chance de nosso país acumular em políticas para não só mar- car em sua história um grande acontecimento, mas evoluir ainda mais para alcançar a eliminação dos déficits sociais e ampliar a política de paz e desenvolvimento para as áreas que precisam. Não podemos tratar o cidadão como um simples consumidor, mas devemos tratar como um sujeito universal, dotado de neces- sidades que ultrapassam o trabalho e a moradia, fazendo com que olhemos para o esporte como uma área importante para contri- buir na construção desse cidadão. A realização dos principais megaeventos esportivos no país deve ser uma oportunidade para o desenvolvimento social e a formação cidadã e implantação de hábitos saudáveis. [...] N u rP h o to /A F P 2 7CAPÍTULO 1 3ª PARADA MÚSICA E POESIA: UMA RELAÇÃO SÓLIDA Conhecer e apreciar os diferentes gêneros musicais brasileiros é essencial para o processo de aprendizagem que você está construindo. Mas, além disso, aprofundar o conhecimento sobre a música e entender como ela se relaciona com outras artes vai contribuir bastante para as playlists que você vai fazer no Desembarque. 1 Leia o poema “Poesia”, de autoria de Antônio Vieira. NA BNCC Competências gerais: 1, 3, 4, 7, 9, 10 Competências específicas de Linguagens: 1, 3, 4, 5, 6, 7 Habilidades de Linguagens: EM13LGG101, EM13LGG103, EM13LGG104, EM13LGG105, EM13LGG301, EM13LGG401, EM13LGG501, EM13LGG503, EM13LGG601, EM13LGG602, EM13LGG603, EM13LGG604, EM13LGG701 Habilidades de Língua Portuguesa: Todos os campos de atuação social: EM13LP01, EM13LP02, EM13LP03, EM13LP04, EM13LP06, EM13LP07, EM13LP08, EM13LP13, EM13LP14, EM13LP16 Campo artístico-literário: EM13LP46, EM13LP49, EM13LP50, EM13LP51 Rep rod uç ão /w w w .b u d an o le ilo e ir o .c o m .b r ANTÔNIO VIEIRA (1949-) é um poeta, compositor e cordelista nascido em Santo Amaro (BA). Seu trabalho O cordel remoçado é uma coletânea de textos lançada em 2çç3 e posteriormente convertida em álbum musical em 2ç19. Ele une música e literatura popular. Suas histórias e personagens retratam sobretudo a cultura do Recôncavo baiano. Poesia A nossa poesia é uma só Eu não vejo razão pra separar Todo o conhecimento que está cá Foi trazido dentro de um só mocó E ao chegar aqui abriram o nó E foi como se ela saísse do ovo A poesia recebeu sangue novo Elementos deveras salutares Os nomes dos poetas populares Deveriam estar na boca do povo Os livros que vieram para cá O Lunário e a Missão Abreviada A donzela Teodora e a fábula Obrigaram o sertão a estudar De repente começaram a rimar A criar um sistema todo novo O diabo deixou de ser um estorvo E o boi ocupou outros lugares Os nomes dos poetas populares Deveriam estar na boca do povo No contexto de uma sala de aula Não estarem esses nomes me dá pena A escola devia ensinar Pro aluno não me achar um bobo Sem saber que os nomes que eu louvo São vates de muitas qualidades. O aluno devia bater palma Saber de cada um o nome todo Se sentir satisfeito e orgulhoso E falar deles para os de menor idade Os nomes dos poetas populares VIEIRA, Antônio. Poesia. In: BETHÂNIA, Maria. Pirata. [Encarte de CD]. Rio de Janeiro: Biscoito Fino, 2006, s/p. Faixa ó2. a) Converse com os colegas sobre as questões a seguir. • O poema homenageia os poetas populares. A quem o eu lírico chama de poetas populares? • Que estratégia é sugerida pelo eu lírico para tornar os poetas populares conhecidos? • Você já participou de atividades de valorização dos poetas populares? Lembra- se dos nomes de alguns poetas? b) Leia o poema silenciosamente. Treine para declamá-lo para a turma. Busque articular o sentido de cada palavra no momento da declamação. Mocó: saco de couro. O Lunário: O lunário perpétuo foi um almanaque (um calendário com previsões meteorológicas ligadas às fases da Lua) composto em 1594 pelo astrônomo espanhol Jerónimo Cortés (c. 1560-c. 1611). Traduzido para o português em 1703, foi um dos livros de maior circulação no Nordeste brasileiro. Missão Abreviada: livro publicado em 1859 pelo padre português Manuel José Gonçalves Couto (1819-1897). Misto de narrativa e devocional, a obra aborda a missão católica em aldeias. Foi o livro escrito em português com mais edições no século XIX: são 16 entre a publicação e 1904. A donzela Teodora: cordel publicado pelo pernambucano Leandro Gomes de Barros (1859-1918). Salutar: saudável. Vates: poeta, aedo, trovador. CONHEÇA SEU LIVRO Organizada em seis volumes, cada um deles dividido em quatro capítulos, esta coleção promove o diálogo entre os seguintes componentes curriculares da área de Linguagens e suas Tecnologias: Arte, Educação Física e Língua Portuguesa. Em cada capítulo, um desses componentes tem o papel de articular o percurso de aprendizado proposto, sempre estabelecendo relações com os demais. Em todos os volumes, são propostasduas práticas de pesquisa, valo- rizando a investigação científica. Os temas norteadores dos capítulos dialogam com os temas contemporâneos transversais (TCT) previstos na Base Nacional Comum Curricular (BNCC). Neste volume, predomina o TCT “Saúde”. Veja, a seguir, os detalhes de como este livro está organizado. Viagem Esta seção é o coração do capítulo e divide-se em paradas. Em cada parada, há uma oportunidade de descobrir coisas novas ou de se aprofundar naquilo que você já conhece. Você vai ler e ouvir textos surpreendentes e cativantes, além de produzir textos com propósitos variados e ver que, para atuar na sociedade com desenvoltura e responsabilidade, é preciso apropriar-se da língua, sabendo usá-la em diferentes situações. Glossário Esclarece o significado de alguns termos. GoodStudio/Shutterstock 1 8 CAPÍTULO 1 EMBARQUE A música está presente em diversas situações da vida, e sua importância pode ser observada no cotidiano. Para fazer as playlists no final desta viagem, você vai apreciar muitos gêneros musicais, por isso não se atrase: esta é a última chamada! Embarque observando imagens de momentos vividos ao som dessa arte e leia o que algumas pessoas falam sobre a música. NA BNCC Competências gerais: 1, 2, 7, 9 Competências específicas de Linguagens: 1, 3, 6 Habilidades de Linguagens: EM13LGG101, EM13LGG102, EM13LGG103, EM13LGG302, EM13LGG604 Habilidade de Língua Portuguesa: Todos os campos de atuação social: EM13LP04 1 Observe as imagens, leia o que algumas pessoas pensam sobre a música e converse com os colegas. Liu Man Ying, professora do curso de Violino e violão da Universidade Federal do Ceará (UFC). Adolescente yanomami ouvindo música no rádio. Aldeia do Castanha, Barcelos (AM), 2010. Pessoas assistindo a apresentação da banda do Exército de Salvação canadense, conduzida pelo maestro John Lam, na Basílica St. Paul, em Toronto, Canadá, 2019. A música é a vida que se transforma. Porque ela é vida e ela é trans- formação. Ninguém que entra em contato com a música sai do mesmo jeito. A música tem esse poder de transformação. Ela tan- to pode edificar como pode suscitar variadas emoções. A música transforma a vida das pessoas e a realidade que nós vivemos. OLIVEIRA, Isaac. Entrevista com Liu Man Ying: “A música transforma a vida das pessoas”. O Povo, Fortaleza, 24 jan. 201ã. Disponível em: https://www.opovo.com.br/jornal/dom/201ã/03/22/a-musica- transforma--a-vida-das-pessoas.html. Acesso em: 26 jun. 2020. A le x G o m e s /O P o v o S te v e R u s s e ll/ To ro n to S ta r/ G e tt y I m a g e s E d s o n S a to /P u ls a r Im a g e n s 1 9CAPÍTULO 1 Em que momentos a música se faz presente em sua vida? Em que ocasiões a música o ajuda a desenvolver alguma tarefa? 2 Para a professora Liu Man Ying e o rapper GP Emici, a música provoca transformação. Você também pensa que a música provoca transformação? Você já viveu algum momento em que a música provocou transformação em sua vida? Conte para os colegas. Jovens estudando e ouvindo música. Jovem fazendo atividade física ouvindo música. Nadador Michael Phelps antes de uma competição. O nadador Michael Phelps, que tem no currículo trinta e sete quebras de re- corde e oito medalhas de ouro em uma única Olimpíada, é outro grande apos- tador dos benefícios da música no esporte. Antes de entrar na água em uma competição, mesmo com toda a torcida gritando seu nome nas arquibanca- das, ele dá preferência ao seu fone de ouvido. Em entrevista ele afirma que o “ajuda a se manter focado e preparado para levantar e fazer o que está lá para fazer” no dia da competição. ÁVILA, Milton. A música no esporte. Muito mais que uma simples distração. Sensorial Sports, Ribeirão Preto, á jun. 201á. Disponível em: https://sensorialsports.com/a-musica- no-esporte-muito-mais-que-uma-simples-distracao/. Acesso em: 2á jun. 2020. Jovem se diverte ouvindo música.Jovem dormindo e, ao mesmo tempo, ouvindo música. Rapper GP Emici. Quando subi no palco e encarei aquela galera toda, senti um ar- repio pelo corpo todo. Porque estava vivendo o momento com o qual eu sonhava desde os oito anos. (GP Emici ao apresentar seu rap pela primeira vez) ANDRADE, Andrei. Infâncias tocadas pela música: conheça histórias de quem teve a vida transformada por notas e acordes. Pioneiro, Porto Alegre, 11 out. 2â19. Disponível em: http://pioneiro.clicrbs.com.br/rs/ cultura-e-tendencias/noticia/2â19/1â/infancias-tocadas-pelamusica- conheca-historias-de-quem-teve-a-vida-transformada-por-notas-e- acordes-11883â7â.html. Acesso em: 2á jun. 2â2â. L u c a s A m o re lli /A g e n c ia R B S v iv ia n a l o za /S h u tt e rs to ck te tx u /S h u tt e rs to ck S e a n G a rn s w o rt h y /G e tt y I m a g e s G a u d iL a b /S h u tt e rs to ck P a v le B u g a rs k i/ S h u tt e rs to ck Embarque Como todo embarque, esta seção tem o objetivo de dar início à viagem, momento em que os conhecimentos que você já tem sobre os temas serão explorados por meio de atividades diversificadas, que privilegiam aspectos lúdicos e a leitura de imagens. Na BNCC Identifica as competências e as habilidades mobilizadas em cada seção ou subseção. Este ícone indica que haverá um trabalho com uma das faixas disponíveis na coletânea de músicas que acompanha a obra. V3_LINGUAGENS_Faccioli_g21At_Iniciais_003a016_LA.indd 4V3_LINGUAGENS_Faccioli_g21At_Iniciais_003a016_LA.indd 4 14/09/2020 16:5714/09/2020 16:57 5 1 4 7CAPÍTULO 4 DESEMBARQUE PORTÃO 1 MINICONTOS DE TIRAR O FÔLEGO Agora, em vez de sentir medo, é hora de provocar medo! Você e a turma vão escrever minicontos para publicar em uma coletânea de minicontos de horror. NÃO ESCREVA NESTE LIVRO. Você e os colegas vão elaborar minicontos de horror para a organização de uma coletânea da turma, a fim de incluí-la na biblioteca ou na sala de leitura da escola. Informem-se sobre os detalhes da produção. Gênero Miniconto Situação A turma vai organizar e lançar uma coletânea de minicontos de horror que fará parte da biblioteca ou da sala de leitura da escola. Tema Horror, medo, suspense. Objetivos 1) Contar uma história em poucas palavras. 2) Organizar uma coletânea de minicontos de horror. Quem é você Um escritor iniciante. Para quem Frequentadores da biblioteca ou da sala de leitura escolar. Tipo de produção Individual e coletiva. PORTÃO 2 ãRE)CONHECENDO O MINICONTO 1 Neste capítulo, você leu o conto “Os olhos que comiam carne”, de Humberto de Campos. Esse conto tem aproximadamente 1 â50 palavras, sem contar o título. BAGAGEM Miniconto é um texto desenvolvido em poucas palavras (não é possível determinar exatamente a quantidade). Uma de suas principais características é a ênfase na sugestão, já que, pelo tamanho, não há espaço para descrições. Com isso, o leitor ganha protagonismo, pois precisa preencher as lacunas de significado do texto, buscando entender a história que se expressa em um fragmento formado por linhas escritas. Outra característica marcante do miniconto é um desfecho surpreendente, que pode causar espanto no leitor. NA BNCC Competências gerais: 1, 3, 4, 9, 10 Competências específicas de Linguagens: 1, 2, 3, 4 Habilidades de Linguagens: EM13LGG101, EM13LGG103, EM13LGG104, EM13LGG201, EM13LGG301, EM13LGG401 Habilidades de Língua Portuguesa: Todos os campos de atuação: EM13LP02, EM13LP0â, EM13LP11, EM13LP15 Campo artístico-literário: EM13LP47, EM13LP54 1 1 6 CAPÍTULO 3 PORTÃO 5 AVALIANDO O APRENDIZADO Avaliem a eficácia das atividades desenvolvidas ao longo do capítulo. As questões a seguir podem ajudá-los. ENTRETENIMENTO A BORDO Assista ao documentário Muito além do peso (Brasil, 2012, 1 h 23 min), dirigido por Estela Renner, no canal oficial da produtora, disponível em: https:// www.youtube.com/watch?v=8UGe5GiHCT4. Acesso em: 6 ago.2020. O documentário aborda a obesidade infantil das crianças brasileiras, tratando-a como uma epidemia, e discute também o papel da publicidade nos hábitos alimentares de nossas crianças. Leia a entrevista que Adelina von Fürstenberg, fundadora da ONG Art for The World e curadora da exposição Food, deu à revista Galileu, apreciando algumas das obras que discutem a alimentação a partir da arte. Disponível em: https:// revistagalileu.globo.com/Cultura/noticia/2014/03/papo-cabeca-exposicao-comida. html. Acesso em: 6 ago. 2020. QUESTÕES PARA AVALIAÇÃO 1 Vocês consideram que as atividades desenvolvidas ao longo do capítulo contribuíram para ampliar seus conhecimentos sobre a questão da alimentação? 2 Depois de toda a discussão sobre alimentação, vocês mudariam seus hábitos alimentares ou sua forma de conviver com quem tem hábitos diferentes? 3 Vocês recomendariam a familiares e amigos uma reflexão sobre esse tema? 4 Vocês consideram que o debate se desenvolveu de acordo com as recomendações? 5 A troca de argumentos e a refutação de contra-argumentos contribuíram para aprofundar a reflexão sobre o tema? 6 Como foi participar coletivamente da montagem do debate? Houve problemas de relacionamento com os colegas? Em caso afirmativo, o que fizeram para resolver as discordâncias? R e p ro d u ç ã o /F lo w I m p a c t R e v is ta G a lil e u /r e v is ta g a lil e u .g lo b o .c o m Assista ao episódio 1, “Da escassez ao excesso”, da websérie documental O que você vai comer amanhã? (Brasil, 2019), que aborda os desafios contemporâneos da alimentação (Canal Urban Farmcy). Disponível em: https://www.youtube.com/ watch?v=lâh7NQO-gzâ. Acesso em: 6 ago. 2020. U rb a n F a rm c y /Y o u tu b e Das figuras que apresentam grupos musicais em ação, pode-se concluir que o(s) grupo(s) mostrado(s) na(s) figura(s) a) 1 executa um gênero característico da música brasileira, conhecido como chorinho. b) ç executa um gênero característico da música clássica, cujo compositor mais conhecido é Tom Jobim. c) 3 executa um gênero característico da música europeia, que tem como representantes Beethoven e Mozart. d) 4 executa um tipo de música caracterizada pelos instrumentos acústicos, cuja intensidade e nível de ruído perma- necem na faixa dos 3á aos 4á decibéis. e) 1 a 4 apresentam um produto final bastante semelhante, uma vez que as possibilidades de combinações sonoras ao longo do tempo são limitadas. X QUESTÃO 1 (ENEM) A música pode ser definida como a combinação de sons ao longo do tempo. Cada produto final oriundo da infinidade de combinações possíveis será diferente, dependendo da escolha das notas, de suas durações, dos instrumentos utili- zados, do estilo de música, da nacionalidade do compositor e do período em que as obras foram compostas. CAPÍTULO 11 A MÚS ICA NA NOSSA VIDA Figura 1. Figura 3. Figura ç. Figura 4. CONEXÕES 1 5 1 R e p ro d u ç ã o /E n e m , 2 0 0 9 . R e p ro d u ç ã o /E n e m , 2 0 0 9 . R e p ro d u ç ã o /E n e m , 2 0 0 9 . R e p ro d u ç ã o /E n e m , 2 0 0 9 . Desembarque O fim de toda viagem é o desembarque. Nele, você vai reunir todos os conhecimentos construídos no decorrer do capítulo para ser o protagonista na produção de textos e eventos que podem ajudar a construir um mundo com mais respeito às diferenças e mais empatia. Conex›es Neste apêndice ao final do livro há questões que propõem uma conexão do que foi abordado nos capítulos com questões do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), de vestibulares e de outros concursos. Entretenimento a bordo Em viagens longas ou curtas, livros, filmes, músicas e sites são ótimas companhias para ir além. 9 6 CAPÍTULO 3 10 Releia outro trecho extraído da crônica “Aventuras naturais”. [...] Outro dia mesmo, quando Zé de Honorina estava lá em casa para tomar um cafezi- nho, observou que tínhamos bem menos grilos do que as outras casas da ilha. — Que é que você faz, usa muito inseticida? — perguntou ele. — Não. Nós usamos controle biol—gico — respondi, olhando para minha filha orgu- lhosamente. Considerando o que você estudou sobre a ironia e o humor nas questões an- teriores, e o contexto da crônica, atente às palavras em destaque e responda no caderno: a) Qual foi a intencionalidade do narrador ao criar esse jogo de palavras? b) Que efeito de sentido se produz por meio dele? 11 A crônica é um gênero textual que também pode propor reflexão. Em “Aventuras na- turais”, o relato do narrador leva o leitor a pensar sobre diferentes hábitos alimentares seguidos em uma mesma sociedade. Em certos momentos, o narrador parece criticar o que ele considera extremismo de algumas vertentes, pois age com estranheza ao que lhe é oferecido; em outros, parece não acreditar na alimentação natural; e, ao final, parece flexibilizar o olhar ao que é diferente do que está acostumado. a) Você já passou por alguma experiência semelhante à do narrador? Comente com a turma. Lembre-se de que nossos hábitos não podem ser utilizados como parâmetro valorativo para outras culturas. Cada cultura é singular, e isso faz parte da diversidade humana. Há costumes que podem não ser convencionais para você, mas são para o outro. b) Que reflexões você faz com base nas atitudes do narrador? Conte aos colegas. G o o d S tu d io / S h u tt e rs to c k Para responder a este item, considere questões como as semelhanças e diferenças entre os hábitos alimentares das personagens da crônica e os seus; que tipo de alimentação é considerada mais ou menos saudável; e os pontos positivos e negativos desses hábitos. Conheça as principais diferenças entre alimentação natural, vegetariana, funcional, orgânica, sem açúcar e sem glúten lendo o texto “As principais diferenças entre as vertentes de alimentação”, escrito por Flávia Schiochet e publicado no site do jornal Gazeta do Povo. Disponível em: https:// www.gazetadopovo.com. br/bomgourmet/veja- principais-diferencas- entre-vertentes-de- alimentacao/. Acesso em: 5 ago. 2020. VALE VISITAR Bagagem Fique sempre de olho em sua bagagem, pois ela tende a aumentar durante sua viagem escolar. Neste boxe, você vai retomar e sistematizar conceitos importantes para a compreensão de determinadas atividades. 6 2 CAPÍTULO 2 3ª PARADA UMA VIAGEM NA CARRUAGEM DE FOGO! Seja na cerimônia de abertura, seja no hino entoado pelos atletas de cada delegação ou no canto de apoio da torcida, a música sempre se faz presente nos Jogos Olímpicos. A história da música nos Jogos Olímpicos é tão antiga quanto o próprio evento! 1 Leia o artigo a seguir para saber um pouco mais sobre as relações entre as artes e os Jogos Olímpicos. Havia provas art’sticas nos Jogos Ol’mpicos? [...] Entre 1912 e 1948, foram sete edições com competições de arte. Inspirado nas Olimpíadas da Grécia antiga, o fundador dos Jogos modernos, Pierre du Coubertin, queria os corpos e as mentes mais sarados participando da festa – ele mes- mo foi ouro em literatura, concorrendo com nome falso, em 1912. Eram cinco modalidades: literatura, música, pintura, arquitetura e escultura. As obras eram enviadas para um comitê avaliador e precisavam ter temática esportiva. Dois atletas foram medalhistas no esporte e nas artes: o americano Walter Winans foi ouro no tiro (19é8) e em escultura (1912); o húngaro Alfréd Hajós, primeiro campeão na na- tação (189ó), levou prata em arquitetura (1924). [...] ORÁCULO. Havia provas artísticas nos Jogos Olímpicos? Superinteressante, 21 dez. 2é1ó. Disponível em: https://super.abril.com.br/blog/oraculo/havia-provas-artisticas-nos- jogos-olimpicos/. Acesso em: 4 jun. 2é2é. a) Você sabia que havia modalidades artísticas nos Jogos Olímpicos do início do século XX? O que pensa sobre isso? b) As práticas artísticas deixaram de ser modalidades olímpicas em á954. Hoje em dia, em quais modalidadesesportivas a música tem lugar de destaque? Use seus conhecimentos prévios sobre o assunto e converse com os colegas. 2 A música “Carruagens de fogo” [“Chariots of Fire”], composta por Vangelis para a trilha sonora do filme homônimo, dirigido pelo cineasta Hugh Hudson e lançado em á98á, tornou-se um dos hinos dos Jogos Olímpicos e um tema musical que re- mete à vitória e à glória. Escute-a para responder ao que se pede. NA BNCC Competências gerais: á, ô, 3, 4, õ Competências específicas de Linguagens: á, 3, 5, õ, ú Habilidades de Linguagens: EMá3LGGá03, EMá3LGG30á, EMá3LGG50á, EMá3LGG503, EMá3LGGõ0á, EMá3LGGõ0ô, EMá3LGGõ03, EMá3LGGõ04, EMá3LGGú0á, EMá3LGGú03 Habilidades de Língua Portuguesa: Todos os campos de atuação social: EMá3LPá3 Campo da vida pessoal: EMá3LPô0 Campo artístico-literário: EMá3LP53 NÃO ESCREVA NESTE LIVRO. Da ve M . B en et t/ G e tt y Im a g e s EVÁNGELOS ODYSSÉAS PAPATHANASSÍU (1943-), conhecido como Vangelis, é músico e nasceu em Agria, na Grécia. É um dos mais notáveis compositores musicais para produções cinematográficas. Ganhou o Oscar de melhor trilha sonora original com o filme Carruagens de fogo [Chariots of Fire] (1981). Lançado em 1981, o filme Carruagens de fogo [Chariots of Fire], do cineasta britânico Hugh Hudson (193á-), conta a história de como a equipe de atletismo da Grã-Bretanha se preparou para os Jogos Olímpicos de 1924. A trama, focada na superação dos atletas, é acompanhada pela trilha de Vangelis, que contribui para ressaltar a dramaticidade das cenas. BALCÃO DE INFORMAÇÕES CARRUAGENS de fogo. Intérprete: Vangelis. Compositor: Vangelis. In: CHARIOTS of Fire. [S.l.]: Polydor Records, áà8á. á CD, faixa ú. a) Conte aos colegas: Você já conhecia essa música? Qual foi a sua sensação ao ouvi-la agora? b) Tente reconhecer os instrumentos utilizados na música. Quais fazem parte do arranjo? Converse com os colegas e o professor. Biografia Apresenta dados biográficos de autores, artistas e personalidades. Dica Oferece dicas para ajudá-lo na realização das atividades. Balcão de informações Quem não precisa tirar uma dúvida durante uma viagem? Este boxe traz explicações e curiosidades para ampliar seus conhecimentos. Vale visitar Durante uma viagem, existem visitas que podem ser inesquecíveis. Este boxe traz indicações de sites interessantes relacionados aos assuntos discutidos. V3_LINGUAGENS_Faccioli_g21At_Iniciais_003a016_LA.indd 5V3_LINGUAGENS_Faccioli_g21At_Iniciais_003a016_LA.indd 5 14/09/2020 16:5714/09/2020 16:57 6 SUMçRIO CAPÍTULO 11 A música na nossa vida 17 COMPONENTE CURRICULAR ARTICULADOR: ARTE (MÚSICA), EM DIÁLOGO COM LÍNGUA PORTUGUESA E EDUCAÇÃO FÍSICA. TEMAS CONTEMPORÂNEOS TRANSVERSAIS: SAÚDE, DIVERSIDADE CULTURAL, VIDA FAMILIAR E SOCIAL. EMBARQUE ...................................................................................................................................... 18 VIAGEM ................................................................................................................................................ 20 1a parada – Gêneros musicais do Brasil como expressão da cultura ....................... 20 2a parada – “Toca essa aí”: contando com a ajuda do rádio ....................................... 24 PRÁTICA DE PESQUISA: PESQUISA-AÇÃO 3a parada – Música e poesia: uma relação sólida ............................................................. 27 4a parada – Os sons da saúde: a música no corpo e na mente! ................................ 32 5a parada – Movimento e música: harmonia, ritmo e expressão ............................. 38 DESEMBARQUE ............................................................................................................................ 42 Portão 1 – Nossas playlists .......................................................................................................... 42 Portão 2 – Discutindo o problema a ser solucionado .................................................... 42 Construindo e compartilhando as playlists comentadas ........................ 43 Portão 3 – Construindo o sociograma musical da turma ............................................. 44 Portão 4 – Analisando o sociograma musical da turma ............................................... 46 Portão 5 – Avaliando o aprendizado ...................................................................................... 46 CAPÍTULO 22 Uma experiência olímpica 47 COMPONENTE CURRICULAR ARTICULADOR: EDUCAÇÃO FÍSICA, EM DIÁLOGO COM LÍNGUA PORTUGUESA E ARTE (ARTES VISUAIS E MÚSICA). TEMAS CONTEMPORÂNEOS TRANSVERSAIS: SAÚDE, EDUCAÇÃO ALIMENTAR E NUTRICIONAL, DIVERSIDADE CULTURAL, EDUCAÇÃO EM DIREITOS HUMANOS. EMBARQUE ...................................................................................................................................... 48 VIAGEM ................................................................................................................................................ 51 1a parada – A chama olímpica rumo às escolas ................................................................. 51 2a parada – Arquitetando e recepcionando os Jogos Olímpicos ................................ 55 3a parada – Uma viagem na carruagem de fogo! ............................................................. 62 4a parada – Os Jogos Mundiais dos Povos Indígenas ..................................................... 65 5a parada – Unindo versos e aldeias ....................................................................................... 69 6a parada – E as Olimpíadas de Conhecimento?............................................................... 73 DESEMBARQUE ............................................................................................................................ 76 Portão 1 – Acendendo a pira olímpica ................................................................................... 76 Portão 2 – Arrumando a escola e organizando as delegações ................................... 76 Portão 3 – Selecionando as modalidades esportivas ..................................................... 78 Portão 4 – A cerimônia de abertura ...................................................................................... 79 Portão 5 – Durante a Semana Olímpica ................................................................................ 79 Portão 6 – A cerimônia de encerramento e as premiações ........................................ 79 Portão 7 – Avaliando o aprendizado ...................................................................................... 80 M a s te r1 3 0 5 /S h u tt e rs to c k V e rv e ri d is V a s il is /S h u tt e rs to c k V3_LINGUAGENS_Faccioli_g21At_Iniciais_003a016_LA.indd 6V3_LINGUAGENS_Faccioli_g21At_Iniciais_003a016_LA.indd 6 14/09/2020 16:5714/09/2020 16:57 7 CAPÍTULO 33 Você tem fome de quê? Um debate na escola 81 COMPONENTE CURRICULAR ARTICULADOR: LÍNGUA PORTUGUESA, EM DIÁLOGO COM ARTE (DANÇA E MÚSICA) E EDUCAÇÃO FÍSICA. TEMAS CONTEMPORÂNEOS TRANSVERSAIS: EDUCAÇÃO ALIMENTAR E NUTRICIONAL, SAÚDE, EDUCAÇÃO PARA O CONSUMO, EDUCAÇÃO EM DIREITOS HUMANOS. EMBARQUE ...................................................................................................................................... 82 VIAGEM ................................................................................................................................................ 85 1a parada – A fome e o desperdício: um debate necessário ........................................ 85 2a parada – Todo dia uma história diferente: o gênero crônica................................. 90 3a parada – Você tem fome de música? ................................................................................ 97 4a parada – Arte? Expressão corporal? Esporte?Atividade física? A dança em questão ....................................................................................................................... 102 5a parada – A chave do equilíbrio ............................................................................................ 107 DESEMBARQUE ............................................................................................................................ 109 Portão 1 – Debate ........................................................................................................................... 109 Portão 2 – Explorando o assunto do debate dentro da temática da alimentação .................................................................................................................................. 109 Portão 3 – Organizando as etapas do debate .................................................................... 113 Portão 4 – Realizando o debate ............................................................................................... 115 Portão 5 – Avaliando o aprendizado ...................................................................................... 116 CAPÍTULO 44 Você tem medo de quê? 117 COMPONENTE CURRICULAR ARTICULADOR: LÍNGUA PORTUGUESA, EM DIÁLOGO COM ARTE (TEATRO E ARTES VISUAIS) E EDUCAÇÃO FÍSICA. TEMAS CONTEMPORÂNEOS TRANSVERSAIS: SAÚDE, DIVERSIDADE CULTURAL. EMBARQUE ...................................................................................................................................... 118 VIAGEM ................................................................................................................................................ 120 1a parada – Que arrepio!!! ........................................................................................................... 120 2a parada – A “arquitetura” do horror ................................................................................... 127 3a parada – Horror em cena: não vale fechar os olhos! ................................................. 129 4a parada – O horror psicológico ............................................................................................. 134 5a parada – Estética do medo: estudo da recepção ......................................................... 137 PRÁTICA DE PESQUISA: ESTUDO DE RECEPÇÃO (DE OBRAS DE ARTE E DE PRODUTOS DA INDÚSTRIA CULTURAL) 6a parada – Medo, adrenalina, desafio: vai um esporte de aventura aí? .............. 139 DESEMBARQUE ............................................................................................................................ 147 Portão 1 – Minicontos de tirar o fôlego ................................................................................ 147 Portão 2 – (Re)Conhecendo o miniconto ............................................................................. 147 Portão 3 – Elaborando um glossário “de arrepiar” .......................................................... 148 Portão 4 – Arquitetando os elementos da narrativa ...................................................... 149 Portão 5 – Escrevendo um miniconto de horror ............................................................... 149 Portão 6 – Produzindo e divulgando o livro ....................................................................... 149 Portão 7 – Avaliando o aprendizado ...................................................................................... 150 Conexões ....................................................................................................................................... 151 Referências bibliográficas comentadas .................................. 159 ze fi rc h ik 0 6 /S h u tt e rs to ck R e p ro d u ç ã o /M u s e u B o ijm a n s V a n B e u n in g e n , R o te rd ã , H o la n d a . V3_LINGUAGENS_Faccioli_g21At_Iniciais_003a016_LA.indd 7V3_LINGUAGENS_Faccioli_g21At_Iniciais_003a016_LA.indd 7 14/09/2020 16:5714/09/2020 16:57 8 As atividades propostas nesta coleção de Linguagens e suas Tecnologias para a etapa do Ensino Médio estão alinhadas à BNCC e respeitam suas orientações. Você já ouviu falar em BNCC? É preciso entender o que significa essa sigla e como ela afeta o que você vai estudar. O que é a Base Nacional Comum Curricular? A BNCC é um documento orientador do currículo escolar que lista competências e habilidades que se espera que todos os estudantes desenvolvam ao longo da Educação Básica, de modo que seus direi- tos de aprendizagem e desenvolvimento sejam assegurados. Ela está orientada por princípios estéticos, éticos e políticos, para que, em seu dia a dia, você possa agir como protagonista e como cidadão crítico e ético na construção de uma sociedade democrática, inclusiva e justa. Por que base? Base é algo que serve de apoio ou suporte a alguma coisa. A BNCC é chamada de base porque é considerada o apoio ou o suporte para a elaboração de currículos. Por que nacional? Nacional é aquilo que é próprio de uma nação. A BNCC tem abrangência no Dis- trito Federal e em todos os estados e municípios brasileiros. Por que comum? Comum é o que diz respeito a mais de um ser, coisa ou lugar. A BNCC apresenta as aprendizagens essenciais que devem ser desenvolvidas por todos os estudantes brasileiros. Por que curricular? Curricular é aquilo que se refere a currículo, conjunto de conteúdos e conhe- cimentos que é ensinado nas escolas. A BNCC tem como objetivo ser a base para que as escolas e as redes de ensino definam o que os estudantes vão estudar. Qual é a estrutura da BNCC? A BNCC é um documento com força de lei, ou seja, que precisa ser cumprido, e tem o objetivo de orientar o funcionamento da educação básica brasileira pública e privada. A Base, como ficou conhecida, define regras desde a Educação Infantil até o Ensino Médio. Para isso, estabelece quais competências, habilidades e conhecimentos precisam ser adquiridos em cada um desses segmentos por todos os estudantes brasileiros. Isso faz da Base um instrumento importante para a democratização da educação no Brasil. Esse documento parte do princípio de que o desenvolvimento das competências se dá pela “mobili- zação de conhecimentos (conceitos e procedimentos), habilidades (práticas, cognitivas e socioemocio- nais), atitudes e valores [...]” (BRASIL, 2018, p. 8). Conheça, a seguir, as dez competências gerais que devem ser desenvolvidas ao longo de toda a Educação Básica: Competências gerais da Educação Básica 1. Valorizar e utilizar os conhecimentos historicamente construídos sobre o mundo físico, social, cultural e digital para entender e explicar a realidade, continuar aprendendo e colaborar para a construção de uma sociedade justa, democrática e inclusiva. 2. Exercitar a curiosidade intelectual e recorrer à abordagem própria das ciências, incluindo a in- vestigação, a reflexão, a análise crítica, a imaginação e a criatividade, para investigar causas, ela- borar e testar hipóteses, formular e resolver problemas e criar soluções (inclusive tecnológicas) com base nos conhecimentos das diferentes áreas. 3. Valorizar e fruir as diversas manifestações artísticas e culturais, das locais às mundiais, e tam- bém participar de práticas diversificadas da produção artístico-cultural. CONHEÇA A BNCC V3_LINGUAGENS_Faccioli_g21At_Iniciais_003a016_LA.indd 8V3_LINGUAGENS_Faccioli_g21At_Iniciais_003a016_LA.indd 8 14/09/2020 16:5714/09/2020 16:57 9 EM 13 LGG 103 O primeiro par de letras indica a etapa de Ensino Médio. O primeiro par de números (13) indica que as habilidades descritas podem ser desenvolvidas em qualquer série do Ensino Médio, conforme definição dos currículos. A segunda sequência de letras indica a área (três letras) ou o componente curricular (duas letras): LGG = Linguagens e suas Tecnologias LP = Língua Portuguesa MAT = Matemática e suas Tecnologias CNT = Ciências daNatureza e suas Tecnologias CHS = Ciências Humanas e Sociais Aplicadas Os números finais indicam a competência específica à qual se relaciona a habilidade (1o número) e a sua numeração no conjunto de habilidades relativas a cada competência (dois últimos números). Vale destacar que o uso de numeração sequencial para identificar as habilidades não representa uma ordem ou hierarquia esperada das aprendizagens. Cabe aos sistemas e escolas definir a progressão das aprendizagens, em função de seus contextos locais. 4. Utilizar diferentes linguagens – verbal (oral ou visual-motora, como Libras, e escrita), corpo- ral, visual, sonora e digital –, bem como conhecimentos das linguagens artística, matemática e científica, para se expressar e partilhar informações, experiências, ideias e sentimentos em diferentes contextos e produzir sentidos que levem ao entendimento mútuo. 5. Compreender, utilizar e criar tecnologias digitais de informação e comunicação de forma crí- tica, significativa, reflexiva e ética nas diversas práticas sociais (incluindo as escolares) para se comunicar, acessar e disseminar informações, produzir conhecimentos, resolver problemas e exercer protagonismo e autoria na vida pessoal e coletiva. 6. Valorizar a diversidade de saberes e vivências culturais e apropriar-se de conhecimentos e ex- periências que lhe possibilitem entender as relações próprias do mundo do trabalho e fazer es- colhas alinhadas ao exercício da cidadania e ao seu projeto de vida, com liberdade, autonomia, consciência crítica e responsabilidade. 7. Argumentar com base em fatos, dados e informações confiáveis, para formular, negociar e de- fender ideias, pontos de vista e decisões comuns que respeitem e promovam os direitos huma- nos, a consciência socioambiental e o consumo responsável em âmbito local, regional e global, com posicionamento ético em relação ao cuidado de si mesmo, dos outros e do planeta. 8. Conhecer-se, apreciar-se e cuidar de sua saúde física e emocional, compreendendo-se na di- versidade humana e reconhecendo suas emoções e as dos outros, com autocrítica e capacidade para lidar com elas. 9. Exercitar a empatia, o diálogo, a resolução de conflitos e a cooperação, fazendo-se respeitar e promovendo o respeito ao outro e aos direitos humanos, com acolhimento e valorização da diversidade de indivíduos e de grupos sociais, seus saberes, identidades, culturas e potenciali- dades, sem preconceitos de qualquer natureza. 10. Agir pessoal e coletivamente com autonomia, responsabilidade, flexibilidade, resiliência e de- terminação, tomando decisões com base em princípios éticos, democráticos, inclusivos, sus- tentáveis e solidários. BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular. Brasília, DF: MEC, 2018. Disponível em: http://basenacionalcomum.mec.gov.br/. Acesso em: 3 jan. 2020. p. 9-10. A parte da Base que se destina ao Ensino Médio se estrutura em quatro áreas do conhecimento: Lin- guagens e suas Tecnologias; Matemática e suas Tecnologias; Ciências da Natureza e suas Tecnologias e Ciências Humanas e Sociais Aplicadas. As disciplinas, chamadas de componentes curriculares, foram distribuídas nessas quatro áreas do conhecimento. Cada uma dessas áreas tem suas competências específicas e habilidades. Cada habilidade apresenta um código alfanumérico que pode ser mais bem compreendido por meio do esquema a seguir. BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular. Brasília: MEC, 2018. p. 34. V3_LINGUAGENS_Faccioli_g21At_Iniciais_003a016_LA.indd 9V3_LINGUAGENS_Faccioli_g21At_Iniciais_003a016_LA.indd 9 14/09/2020 16:5714/09/2020 16:57 1 0 CONHEÇA A BNCC Competência 1 Habilidades Compreender o funcionamento das diferentes linguagens e práticas culturais (artísticas, corporais e verbais) e mobilizar esses conhecimentos na recepção e produção de discursos nos diferentes campos de atuação social e nas diversas mídias, para ampliar as formas de participação social, o entendimento e as possibilidades de explicação e interpretação crítica da realidade e para continuar aprendendo. (EM13LGG101) Compreender e analisar processos de produção e circulação de discursos, nas diferentes linguagens, para fazer escolhas fundamentadas em função de interesses pessoais e coletivos. (EM13LGG102) Analisar visões de mundo, conflitos de interesse, preconceitos e ideologias presentes nos discursos veiculados nas diferentes mídias, ampliando suas possibilidades de explicação, interpretação e intervenção crítica da/na realidade. (EM13LGG103) Analisar o funcionamento das linguagens, para interpretar e produzir criticamente discursos em textos de diversas semioses (visuais, verbais, sonoras, gestuais). (EM13LGG104) Utilizar as diferentes linguagens, levando em conta seus funcionamentos, para a compreensão e produção de textos e discursos em diversos campos de atuação social. (EM13LGG105) Analisar e experimentar diversos processos de remidiação de produções multissemióticas, multimídia e transmídia, desenvolvendo diferentes modos de participação e intervenção social. Competência 2 Habilidades Compreender os processos identitários, conflitos e relações de poder que permeiam as práticas sociais de linguagem, respeitando as diversidades e a pluralidade de ideias e posições, e atuar socialmente com base em princípios e valores assentados na democracia, na igualdade e nos Direitos Humanos, exercitando o autoconhecimento, a empatia, o diálogo, a resolução de conflitos e a cooperação, e combatendo preconceitos de qualquer natureza. (EM13LGG201) Utilizar as diversas linguagens (artísticas, corporais e verbais) em diferentes contextos, valorizando-as como fenômeno social, cultural, histórico, variável, heterogêneo e sensível aos contextos de uso. (EM13LGG202) Analisar interesses, relações de poder e perspectivas de mundo nos discursos das diversas práticas de linguagem (artísticas, corporais e verbais), compreendendo criticamente o modo como circulam, constituem-se e (re)produzem significação e ideologias. (EM13LGG203) Analisar os diálogos e os processos de disputa por legitimidade nas práticas de linguagem e em suas produções (artísticas, corporais e verbais). (EM13LGG204) Dialogar e produzir entendimento mútuo, nas diversas linguagens (artísticas, corporais e verbais), com vistas ao interesse comum pautado em princípios e valores de equidade assentados na democracia e nos Direitos Humanos. A área de Linguagens e suas Tecnologias é composta de quatro componentes curriculares: Língua Portuguesa, Língua Inglesa, Arte e Educação Física. Para essa área, foram definidas sete competências específicas e 24 habilidades. V3_LINGUAGENS_Faccioli_g21At_Iniciais_003a016_LA.indd 10V3_LINGUAGENS_Faccioli_g21At_Iniciais_003a016_LA.indd 10 14/09/2020 16:5714/09/2020 16:57 1 1 Competência 3 Habilidades Utilizar diferentes linguagens (artísticas, corporais e verbais) para exercer, com autonomia e colaboração, protagonismo e autoria na vida pessoal e coletiva, de forma crítica, criativa, ética e solidária, defendendo pontos de vista que respeitem o outro e promovam os Direitos Humanos, a consciência socioambiental e o consumo responsável, em âmbito local, regional e global. (EM13LGG301) Participar de processos de produção individual e colaborativa em diferentes linguagens (artísticas, corporais e verbais), levando em conta suas formas e seus funcionamentos, para produzir sentidos em diferentes contextos. (EM13LGG302) Posicionar-se criticamente diante de diversas visões de mundo presentes nos discursos em diferentes linguagens, levando em conta seus contextos de produção e de circulação. (EM13LGG303) Debater questões polêmicas de relevância social, analisando diferentes argumentos e opiniões, para formular, negociar e sustentar posições, frente à análise de perspectivas distintas. (EM13LGG304) Formular propostas,intervir e tomar decisões que levem em conta o bem comum e os Direitos Humanos, a consciência socioambiental e o consumo responsável em âmbito local, regional e global. (EM13LGG305) Mapear e criar, por meio de práticas de linguagem, possibilidades de atuação social, política, artística e cultural para enfrentar desafios contemporâneos, discutindo princípios e objetivos dessa atuação de maneira crítica, criativa, solidária e ética. Competência 4 Habilidades Compreender as línguas como fenômeno (geo)político, histórico, cultural, social, variável, heterogêneo e sensível aos contextos de uso, reconhecendo suas variedades e vivenciando-as como formas de expressões identitárias, pessoais e coletivas, bem como agindo no enfrentamento de preconceitos de qualquer natureza. (EM13LGG401) Analisar criticamente textos de modo a compreender e caracterizar as línguas como fenômeno (geo)político, histórico, social, cultural, variável, heterogêneo e sensível aos contextos de uso. (EM13LGG402) Empregar, nas interações sociais, a variedade e o estilo de língua adequados à situação comunicativa, ao(s) interlocutor(es) e ao gênero do discurso, respeitando os usos das línguas por esse(s) interlocutor(es) e sem preconceito linguístico. (EM13LGG403) Fazer uso do inglês como língua de comunicação global, levando em conta a multiplicidade e variedade de usos, usuários e funções dessa língua no mundo contemporâneo. Competência 5 Habilidades Compreender os processos de produção e negociação de sentidos nas práticas corporais, reconhecendo-as e vivenciando-as como formas de expressão de valores e identidades, em uma perspectiva democrática e de respeito à diversidade. (EM13LGG501) Selecionar e utilizar movimentos corporais de forma consciente e intencional para interagir socialmente em práticas corporais, de modo a estabelecer relações construtivas, empáticas, éticas e de respeito às diferenças. (EM13LGG502) Analisar criticamente preconceitos, estereótipos e relações de poder presentes nas práticas corporais, adotando posicionamento contrário a qualquer manifestação de injustiça e desrespeito a direitos humanos e valores democráticos. (EM13LGG503) Vivenciar práticas corporais e significá-las em seu projeto de vida, como forma de autoconhecimento, autocuidado com o corpo e com a saúde, socialização e entretenimento. V3_LINGUAGENS_Faccioli_g21At_Iniciais_003a016_LA.indd 11V3_LINGUAGENS_Faccioli_g21At_Iniciais_003a016_LA.indd 11 14/09/2020 16:5714/09/2020 16:57 1 2 CONHEÇA A BNCC Competência 6 Habilidades Apreciar esteticamente as mais diversas produções artísticas e culturais, considerando suas características locais, regionais e globais, e mobilizar seus conhecimentos sobre as linguagens artísticas para dar significado e (re)construir produções autorais individuais e coletivas, exercendo protagonismo de maneira crítica e criativa, com respeito à diversidade de saberes, identidades e culturas. (EM13LGG601) Apropriar-se do patrimônio artístico de diferentes tempos e lugares, compreendendo a sua diversidade, bem como os processos de legitimação das manifestações artísticas na sociedade, desenvolvendo visão crítica e histórica. (EM13LGG602) Fruir e apreciar esteticamente diversas manifestações artísticas e culturais, das locais às mundiais, assim como delas participar, de modo a aguçar continuamente a sensibilidade, a imaginação e a criatividade. (EM13LGG603) Expressar-se e atuar em processos de criação autorais individuais e coletivos nas diferentes linguagens artísticas (artes visuais, audiovisual, dança, música e teatro) e nas intersecções entre elas, recorrendo a referências estéticas e culturais, conhecimentos de naturezas diversas (artísticos, históricos, sociais e políticos) e experiências individuais e coletivas. (EM13LGG604) Relacionar as práticas artísticas às diferentes dimensões da vida social, cultural, política e econômica e identificar o processo de construção histórica dessas práticas. Competência 7 Habilidades Mobilizar práticas de linguagem no universo digital, considerando as dimensões técnicas, críticas, criativas, éticas e estéticas, para expandir as formas de produzir sentidos, de engajar-se em práticas autorais e coletivas, e de aprender a aprender nos campos da ciência, cultura, trabalho, informação e vida pessoal e coletiva. (EM13LGG701) Explorar tecnologias digitais da informação e comunicação (TDIC), compreendendo seus princípios e funcionalidades, e utilizá-las de modo ético, criativo, responsável e adequado a práticas de linguagem em diferentes contextos. (EM13LGG702) Avaliar o impacto das tecnologias digitais da informação e comunicação (TDIC) na formação do sujeito e em suas práticas sociais, para fazer uso crítico dessa mídia em práticas de seleção, compreensão e produção de discursos em ambiente digital. (EM13LGG703) Utilizar diferentes linguagens, mídias e ferramentas digitais em processos de produção coletiva, colaborativa e projetos autorais em ambientes digitais. (EM13LGG704) Apropriar-se criticamente de processos de pesquisa e busca de informação, por meio de ferramentas e dos novos formatos de produção e distribuição do conhecimento na cultura de rede. BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular. Brasília, DF: MEC, 2018. Disponível em: http://basenacionalcomum.mec.gov.br/. Acesso em: 3 jan. 2020. p. 491-497. Complementando a área de Linguagens e suas Tecnologias, o componente curricular Língua Portuguesa reúne habilidades específicas, organizadas em cinco campos de atuação social: da vida pessoal, de atuação na vida pública, das práticas de estudo e pesquisa, jornalístico-midiático e artístico-literário. Acesse esse documento para conhecer melhor os seus direitos de aprendizagem. Ele está disponível em: http:// basenacionalcomum.mec.gov.br/. Acesso em: 11 ago. 2020. V3_LINGUAGENS_Faccioli_g21At_Iniciais_003a016_LA.indd 12V3_LINGUAGENS_Faccioli_g21At_Iniciais_003a016_LA.indd 12 14/09/2020 16:5714/09/2020 16:57 1 3 A BNCC neste volume As competências gerais, as competências específicas e as habilidades estão distribuídas da seguinte forma em cada capítulo deste volume. Capítulo 1 – A música na nossa vida COMPETÊNCIAS GERAIS COMPETÊNCIAS ESPECÍFICAS* HABILIDADES ESPECÍFICAS* HABILIDADES DE LÍNGUA PORTUGUESA Embarque 1, 2, 7, 9 LGG: 1, 3, 6 EM13LGG101, EM13LGG102, EM13LGG103, EM13LGG302, EM13LGG604 Todos os campos de atuação social: EM13LP04 Viagem 1a parada 1, 2, 3, 4, 5, 8, 9, 10 LGG: 1, 2, 3, 6, 7 EM13LGG101, EM13LGG102, EM13LGG103, EM13LGG104, EM13LGG201, EM13LGG202, EM13LGG301, EM13LGG302, EM13LGG305, EM13LGG601, EM13LGG602, EM13LGG604, EM13LGG701, EM13LGG703, EM13LGG704 Todos os campos de atuação social: EM13LP11, EM13LP12, EM13LP15 Campo da vida pessoal: EM13LP20, EM13LP21 Campo de atuação na vida pública: EM13LP24 Campo das práticas de estudo e pesquisa: EM13LP28, EM13LP30, EM13LP32 Campo jornalístico-midiático: EM13LP43, EM13LP45 Campo artístico-literário: EM13LP53 2a parada 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 9, 10 LGG: 1, 2, 3, 6, 7 EM13LGG101, EM13LGG103, EM13LGG104, EM13LGG201, EM13LGG202, EM13LGG204, EM13LGG301, EM13LGG304, EM13LGG305, EM13LGG601, EM13LGG602, EM13LGG604, EM13LGG701, EM13LGG703 Todos os campos de atuação social: EM13LP11, EM13LP12 Campo da vida pessoal: EM13LP20 Campo de atuação na vida pública: EM13LP24, EM13LP27 Campo das práticas de estudo e pesquisa: EM13LP28, EM13LP30, EM13LP33 3a parada 1, 3, 4, 7, 9, 10 LGG: 1, 3, 4, 5, 6, 7 EM13LGG101, EM13LGG103, EM13LGG104, EM13LGG105, EM13LGG301, EM13LGG401, EM13LGG501, EM13LGG503, EM13LGG601, EM13LGG602, EM13LGG603, EM13LGG604, EM13LGG701 Todos os campos de atuação social: EM13LP01, EM13LP02, EM13LP03, EM13LP04, EM13LP06, EM13LP07, EM13LP08, EM13LP13, EM13LP14, EM13LP16 Campo artístico-literário: EM13LP46, EM13LP49, EM13LP50, EM13LP51 4a parada1, 4, 8 LGG: 1, 2, 3, 5 EM13LGG101, EM13LGG103, EM13LGG104, EM13LGG201, EM13LGG301, EM13LGG501, EM13LGG502, EM13LGG503 Todos os campos de atuação social: EM13LP01, EM13LP02, EM13LP03, EM13LP07 Campo jornalístico-midiático: EM13LP45 5a parada 1, 2, 5 LGG: 1, 5, 7 EM13LGG103, EM13LGG501, EM13LGG701, EM13LGG704 Todos os campos de atuação social: EM13LP12, EM13LP13, EM13LP14 Desembarque 1, 2, 3, 4, 5, 8, 9, 10 LGG: 1, 2, 3, 6, 7 EM13LGG101, EM13LGG103, EM13LGG104, EM13LGG201, EM13LGG204, EM13LGG301, EM13LGG302, EM13LGG305, EM13LGG601, EM13LGG602, EM13LGG604, EM13LGG701, EM13LGG703 Todos os campos de atuação social: EM13LP01, EM13LP02, EM13LP11 Campo da vida pessoal: EM13LP20, EM13LP21 Campo das práticas de estudo e pesquisa: EM13LP28, EM13LP33, EM13LP34 Campo artístico-literário: EM13LP46, EM13LP47, EM13LP51, EM13LP53 * De todas as áreas. V3_LINGUAGENS_Faccioli_g21At_Iniciais_003a016_LA.indd 13V3_LINGUAGENS_Faccioli_g21At_Iniciais_003a016_LA.indd 13 14/09/2020 16:5714/09/2020 16:57 1 4 CONHEÇA A BNCC Capítulo 2 – Uma experiência olímpica COMPETÊNCIAS GERAIS COMPETÊNCIAS ESPECÍFICAS* HABILIDADES ESPECÍFICAS* HABILIDADES DE LÍNGUA PORTUGUESA Embarque 1, 2, 3, 4, 6 LGG: 1, 2, 3, 5 EM13LGG104, EM13LGG201, EM13LGG202, EM13LGG204, EM13LGG301, EM13LGG302, EM13LGG501, EM13LGG502 Campo da vida pessoal: EM13LP20 Viagem 1a parada 1, 2, 4, 6, 7, 9, 10 LGG: 1, 2, 3 MAT: 1 EM13LGG101, EM13LGG203, EM13LGG302, EM13LGG303, EM13MAT102 Todos os campos de atuação social: EM13LP02, EM13LP05, EM13LP12, EM13LP14 Campo da vida pessoal: EM13LP20, EM13LP22 Campo de atuação na vida pública: EM13LP23, EM13LP26, EM13LP27 2a parada 1, 2, 3, 4, 5, 6, 9 LGG: 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7 EM13LGG101, EM13LGG102, EM13LGG202, EM13LGG302, EM13LGG304, EM13LGG402, EM13LGG502, EM13LGG601, EM13LGG602, EM13LGG603, EM13LGG604, EM13LGG701, EM13LGG703 Todos os campos de atuação social: EM13LP01, EM13LP02, EM13LP11, EM13LP12 Campo jornalístico-midiático: EM13LP42, EM13LP45 3a parada 1, 2, 3, 4, 6 LGG: 1, 3, 5, 6, 7 EM13LGG103, EM13LGG301, EM13LGG501, EM13LGG503, EM13LGG601, EM13LGG602, EM13LGG603, EM13LGG604, EM13LGG701, EM13LGG703 Todos os campos de atuação social: EM13LP13 Campo da vida pessoal: EM13LP20 Campo artístico-literário: EM13LP53 4a parada 1, 2, 3, 4, 6, 9 LGG: 1, 3, 4, 5 EM13LGG102, EM13LGG103, EM13LGG302, EM13LGG401, EM13LGG501, EM13LGG502, EM13LGG503 Todos os campos de atuação social: EM13LP01, EM13LP02 Campo da vida pessoal: EM13LP20 5a parada 1, 3, 4, 6, 9, 10 LGG: 1, 2, 3, 4, 6, 7 EM13LGG101, EM13LGG102, EM13LGG103, EM13LGG104, EM13LGG201, EM13LGG203, EM13LGG204, EM13LGG302, EM13LGG303, EM13LGG401, EM13LGG602, EM13LGG701, EM13LGG703 Todos os campos de atuação social: EM13LP01, EM13LP02, EM13LP06, EM13LP11, EM13LP12 Campo artístico-literário: EM13LP46, EM13LP49, EM13LP51, EM13LP52, EM13LP53 6a parada 2, 4, 6, 9, 10 LGG: 1, 2, 3, 7 EM13LGG101, EM13LGG203, EM13LGG302, EM13LGG704 Todos os campos de atuação social: EM13LP01, EM13LP06, EM13LP07 Campo da vida pessoal: EM13LP20 Campo das práticas de estudo e pesquisa: EM13LP28, EM13LP30, EM13LP32 Desembarque 1, 3, 4, 8, 9, 10 LGG: 1, 2, 3, 5, 6, 7 EM13LGG101, EM13LGG103, EM13LGG201, EM13LGG301, EM13LGG501, EM13LGG502, EM13LGG503, EM13LGG603, EM13LGG703 Campo da vida pessoal: EM13LP20 * De todas as áreas. V3_LINGUAGENS_Faccioli_g21At_Iniciais_003a016_LA.indd 14V3_LINGUAGENS_Faccioli_g21At_Iniciais_003a016_LA.indd 14 14/09/2020 16:5714/09/2020 16:57 1 5 Capítulo 3 – Você tem fome de quê? Um debate na escola COMPETÊNCIAS GERAIS COMPETÊNCIAS ESPECÍFICAS* HABILIDADES ESPECÍFICAS* HABILIDADES DE LÍNGUA PORTUGUESA Embarque 1, 2, 4, 7, 9, 10 LGG: 1, 2, 3, 4 EM13LGG101, EM13LGG102, EM13LGG104, EM13LGG201, EM13LGG202, EM13LGG203, EM13LGG204, EM13LGG302, EM13LGG303, EM13LGG401, EM13LGG402 Todos os campos de atuação social: EM13LP14 Campo da vida pessoal: EM13LP20 Viagem 1a parada 1, 2, 4, 7, 9, 10 LGG: 1, 2, 3 CHS: 3 EM13LGG101, EM13LGG102, EM13LGG204, EM13LGG303, EM13CHS304 Todos os campos de atuação social: EM13LP02, EM13LP05 Campo de atuação na vida pública: EM13LP27 Campo jornalístico-midiático: EM13LP45 2a parada 1, 3, 7, 8, 9 LGG: 2, 3, 6 EM13LGG202, EM13LGG203, EM13LGG204, EM13LGG302, EM13LGG303, EM13LGG602 Todos os campos de atuação social: EM13LP05, EM13LP06, EM13LP07, EM13LP08, EM13LP09, EM13LP10, EM13LP11, EM13LP12 Campo da vida pessoal: EM13LP20 Campo das práticas de estudo e pesquisa: EM13LP28 Campo artístico-literário: EM13LP46, EM13LP49 3a parada 1, 3, 4, 5, 7, 9 LGG: 1, 2, 3, 6, 7 EM13LGG102, EM13LGG103, EM13LGG104, EM13LGG201, EM13LGG202, EM13LGG301, EM13LGG302, EM13LGG303, EM13LGG601, EM13LGG602, EM13LGG603, EM13LGG701, EM13LGG703 Todos os campos de atuação social: EM13LP06, EM13LP07, EM13LP13, EM13LP17, EM13LP18 Campo da vida pessoal: EM13LP20 Campo de atuação na vida pública: EM13LP23 Campo jornalístico-midiático: EM13LP43 Campo artístico-literário: EM13LP47, EM13LP53, EM13LP54 4a parada 1, 2, 3, 4, 7, 8, 9 LGG: 1, 2, 3, 4, 5, 6 EM13LGG101, EM13LGG103, EM13LGG201, EM13LGG202, EM13LGG203, EM13LGG204, EM13LGG301, EM13LGG302, EM13LGG303, EM13LGG401, EM13LGG501, EM13LGG502, EM13LGG503, EM13LGG601, EM13LGG603, EM13LGG604 Todos os campos de atuação social: EM13LP01, EM13LP02, EM13LP03, EM13LP04, EM13LP05, EM13LP07 Campo da vida pessoal: EM13LP20 Campo de atuação na vida pública: EM13LP24 Campo das práticas de estudo e pesquisa: EM13LP28, EM13LP32 5a parada 2, 4, 7, 8, 9 LGG: 1, 2, 3, 7 EM13LGG104, EM13LGG201, EM13LGG204, EM13LGG302, EM13LGG704 Todos os campos de atuação social: EM13LP01, EM13LP11, EM13LP12, EM13LP15 Campo das práticas de estudo e pesquisa: EM13LP28, EM13LP30, EM13LP31, EM13LP32 Desembarque 1, 2, 4, 5, 7, 8, 9, 10 LGG: 1, 2, 3, 7 EM13LGG101, EM13LGG102, EM13LGG103, EM13LGG104, EM13LGG201, EM13LGG204, EM13LGG301, EM13LGG302, EM13LGG303, EM13LGG304, EM13LGG305, EM13LGG701, EM13LGG703, EM13LGG704 Todos os campos de atuação social: EM13LP07, EM13LP16, EM13LP17, EM13LP18 Campo da vida pessoal: EM13LP20 Campo de atuação na vida pública: EM13LP25, EM13LP27 Campo das práticas de estudo e pesquisa: EM13LP28, EM13LP29, EM13LP32 * De todas as áreas. V3_LINGUAGENS_Faccioli_g21At_Iniciais_003a016_LA.indd 15V3_LINGUAGENS_Faccioli_g21At_Iniciais_003a016_LA.indd 15 14/09/2020 16:5714/09/2020 16:57 1 6 CONHEÇA A BNCC Capítulo 4 – Você tem medo de quê? COMPETÊNCIAS GERAIS COMPETÊNCIAS ESPECÍFICAS* HABILIDADES ESPECÍFICAS* HABILIDADES DE LÍNGUA PORTUGUESA Embarque 3, 4, 8 LGG: 1, 6 EM13LGG102, EM13LGG103, EM13LGG104, EM13LGG602 Todos os campos de atuação social: EM13LP06, EM13LP14 Campo da vida pessoal: EM13LP20 Campo artístico-literário: EM13LP50 Viagem 1a parada 1, 3 LGG: 1, 2, 6, 7 EM13LGG103, EM13LGG104, EM13LGG201, EM13LGG601, EM13LGG602, EM13LGG704 Todos os campos de atuação social: EM13LP01, EM13LP02, EM13LP03, EM13LP06, EM13LP11 Campo das práticas de estudo e pesquisa: EM13LP30 Campo artístico-literário: EM13LP46, EM13LP49, EM13LP51 2a parada 3, 4 LGG: 1, 2, 3, 6 EM13LGG104, EM13LGG201, EM13LGG301, EM13LGG602 Todos os campos de atuação social: EM13LP01, EM13LP03 Campo artístico-literário: EM13LP46, EM13LP52 3a parada 3, 4, 6, 9 LGG: 1, 3, 6 EM13LGG103, EM13LGG104, EM13LGG105, EM13LGG301, EM13LGG602, EM13LGG603 Todos os campos de atuação social: EM13LP02, EM13LP06, EM13LP14, EM13LP16 Campo artístico-literário: EM13LP47, EM13LP49, EM13LP54 4a parada 1, 2, 8, 9 LGG: 1, 2, 3, 6 EM13LGG101, EM13LGG201, EM13LGG302, EM13LGG604 Todos os campos de atuação social: EM13LP01 Campo da vida pessoal: EM13LP20 Campo artístico-literário: EM13LP46 5a parada 1, 2, 3, 4 LGG: 1, 2, 3, 7 EM13LGG101, EM13LGG103, EM13LGG104, EM13LGG201, EM13LGG301, EM13LGG703, EM13LGG704 Todos os campos de atuação social: EM13LP11, EM13LP15 Campo das práticasde estudo e pesquisa: EM13LP28, EM13LP30, EM13LP32, EM13LP33, EM13LP34 Campo artístico-literário: EM13LP46, EM13LP49, EM13LP50, EM13LP51 6a parada 1, 4, 8, 10 LGG: 1, 2, 3, 5 EM13LGG102, EM13LGG202, EM13LGG301, EM13LGG501, EM13LGG502, EM13LGG503 Campo da vida pessoal: EM13LP20 Desembarque 1, 3, 4, 9, 10 LGG: 1, 2, 3, 4 EM13LGG101, EM13LGG103, EM13LGG104, EM13LGG201, EM13LGG301, EM13LGG401 Todos os campos de atuação: EM13LP02, EM13LP06, EM13LP11, EM13LP15 Campo artístico-literário: EM13LP47, EM13LP54 * De todas as áreas. V3_LINGUAGENS_Faccioli_g21At_Iniciais_003a016_LA.indd 16V3_LINGUAGENS_Faccioli_g21At_Iniciais_003a016_LA.indd 16 14/09/2020 16:5714/09/2020 16:57 1 7CAPÍTULO 1 A MÚSIC A NA NO SSA VID A 1C A P Í T U L O N este capítulo, você vai refletir sobre a presença da música na vida das pessoas, valorizando e utilizan- do conhecimentos sobre o mundo físico, social, cultu- ral e digital, a fim de exercitar a empatia, o diálogo e a cooperação. Por meio de um jogo, vai perceber que a música faz parte da expressão cultural dos lugares e conhecer gê- neros musicais do Brasil, a fim de ampliar seu repertório artístico-cultural. Em seguida, vai compreender, por meio de uma pesquisa-ação, como o rádio pode ser um aliado na divulgação de gêneros musicais pouco conhecidos. Vai realizar também uma performance para ativar as rela- ções entre música e poesia. Você também vai vivenciar práticas corporais em que a música e a dança exercem funções terapêuticas. Além disso, vai focar a atenção em esportes para os quais a música tem importância fundamental, a fim de desenvol- ver critérios de apreciação dessas modalidades. Tudo isso vai culminar na construção de um sociograma musical da turma! Pronto para agir pessoal e coletivamente ao som de suas músicas preferidas? COMPONENTE CURRICULAR ARTICULADOR: ARTE A música pode mudar nosso dia. Master1305/Shutterstock Consulte mais informações para o trabalho com este capítulo nas Orientações específicas deste Manual. V3_LINGUAGENS_Faccioli_g21At_Cap1_017a046_LA.indd 17V3_LINGUAGENS_Faccioli_g21At_Cap1_017a046_LA.indd 17 14/09/2020 16:5714/09/2020 16:57 GoodStudio/Shutterstock 1 8 CAPÍTULO 1 EMBARQUE A música está presente em diversas situações da vida, e sua importância pode ser observada no cotidiano. Para fazer as playlists no final desta viagem, você vai apreciar muitos gêneros musicais, por isso não se atrase: esta é a última chamada! Embarque observando imagens de momentos vividos ao som dessa arte e leia o que algumas pessoas falam sobre a música. NA BNCC Competências gerais: 1, 2, 7, 9 Competências específicas de Linguagens: 1, 3, 6 Habilidade s de Linguagens: EM13L GG101, EM13LGG102, EM13LGG103, EM13LGG302, EM13LGG604 Habilidade de Língua Portuguesa: Todos os campos de atuação social: EM13LP04 1 Observe as imagens, leia o que algumas pessoas pensam sobre a música e converse com os colegas. Liu Man Ying, professora do curso de Violino e violão da Universidade Federal do Ceará (UFC). Adolescente yanomami ouvindo música no rádio. Aldeia do Castanha, Barcelos (AM), 2010. Pessoas assistindo a apresentação da banda do Exército de Salvação canadense, conduzida pelo maestro John Lam, na Basílica St. Paul, em Toronto, Canadá, 2019. A música é a vida que se transforma. Porque ela é vida e ela é trans- formação. Ninguém que entra em contato com a música sai do mesmo jeito. A música tem esse poder de transformação. Ela tan- to pode edificar como pode suscitar variadas emoções. A música transforma a vida das pessoas e a realidade que nós vivemos. OLIVEIRA, Isaac. Entrevista com Liu Man Ying: “A música transforma a vida das pessoas”. O Povo, Fortaleza, 24 jan. 2019. Disponível em: https://www.opovo.com.br/jornal/dom/2019/03/22/a-musica- transforma--a-vida-das-pessoas.html. Acesso em: 26 jun. 2020. A le x G o m e s /O P o v o S te v e R u s s e ll/ To ro n to S ta r/ G e tt y I m a g e s E d s o n S a to /P u ls a r Im a g e n s Consulte respostas esperadas e mais informações para o trabalho com as atividades desta seção nas Orientações específi cas deste Manual. V3_LINGUAGENS_Faccioli_g21At_Cap1_017a046_LA.indd 18V3_LINGUAGENS_Faccioli_g21At_Cap1_017a046_LA.indd 18 14/09/2020 16:5714/09/2020 16:57 1 9CAPÍTULO 1 Em que momentos a música se faz presente em sua vida? Em que ocasiões a música o ajuda a desenvolver alguma tarefa? 2 Para a professora Liu Man Ying e o rapper GP Emici, a música provoca transformação. Você também pensa que a música provoca transformação? Você já viveu algum momento em que a música provocou transformação em sua vida? Conte para os colegas. Jovens estudando e ouvindo música. Jovem fazendo atividade física ouvindo música. Nadador Michael Phelps antes de uma competição. O nadador Michael Phelps, que tem no currículo trinta e sete quebras de re- corde e oito medalhas de ouro em uma única Olimpíada, é outro grande apos- tador dos benefícios da música no esporte. Antes de entrar na água em uma competição, mesmo com toda a torcida gritando seu nome nas arquibanca- das, ele dá preferência ao seu fone de ouvido. Em entrevista ele afirma que o “ajuda a se manter focado e preparado para levantar e fazer o que está lá para fazer” no dia da competição. ÁVILA, Milton. A música no esporte. Muito mais que uma simples distração. Sensorial Sports, Ribeirão Preto, 6 jun. 2016. Disponível em: https://sensorialsports.com/a-musica- no-esporte-muito-mais-que-uma-simples-distracao/. Acesso em: 26 jun. 2020. Jovem se diverte ouvindo música.Jovem dormindo e, ao mesmo tempo, ouvindo música. Rapper GP Emici. Quando subi no palco e encarei aquela galera toda, senti um ar- repio pelo corpo todo. Porque estava vivendo o momento com o qual eu sonhava desde os oito anos. (GP Emici ao apresentar seu rap pela primeira vez) ANDRADE, Andrei. Infâncias tocadas pela música: conheça histórias de quem teve a vida transformada por notas e acordes. Pioneiro, Porto Alegre, 11 out. 2019. Disponível em: http://pioneiro.clicrbs.com.br/rs/ cultura-e-tendencias/noticia/2019/10/infancias-tocadas-pelamusica- conheca-historias-de-quem-teve-a-vida-transformada-por-notas-e- acordes-11883070.html. Acesso em: 26 jun. 2020. L u c a s A m o re lli /A g e n c ia R B S v iv ia n a l o za /S h u tt e rs to ck te tx u /S h u tt e rs to ck S e a n G a rn s w o rt h y /G e tt y I m a g e s G a u d iL a b /S h u tt e rs to ck P a v le B u g a rs k i/ S h u tt e rs to ck Respostas pessoais. O objetivo das questões é estimular a discussão sobre o tema do capítulo e veri� car as informações que os estudantes trazem sobre a presença da música na vida deles. Resposta pessoal. Deixe que os estudantes relatem livremente suas experiências. Comente com eles que a música é formada por sons que denotam movimento e transformação. Desse modo, a prática e a audição de música podem, de alguma maneira, promover transformações. V3_LINGUAGENS_Faccioli_g21At_Cap1_017a046_LA.indd 19V3_LINGUAGENS_Faccioli_g21At_Cap1_017a046_LA.indd 19 14/09/2020 16:5814/09/2020 16:58 2 0 CAPÍTULO 1 VIAGEM Imagem 4 Banda Farofa Tropikal, com músicos do Pará e do Paraná, 2018. Guitarrada. GÊNEROS MUSICAIS DO BRASIL COMO EXPRESSÃO DA CULTURA Explore gêneros musicais que compõem a diversidade cultural brasileira e fazem parte da vida de pessoas de diferentes lugares para compartilhar com a comunidade uma playlist comentada. Não perca uma nota dessa melodia! 1 Teste seus conhecimentos sobre os gêneros musicais do Brasil com um quiz! Or- ganize-se em grupos com os colegas, observe o mapa, as imagens e as descrições, depois relacione-os seguindo os passos apresentados na sequência. A viagem está apenas começando, e você ainda precisa de muita bagagem para elaborar as playlists. Prepare-se para refletir sobre a presença da músicano cotidiano! NA BNCC Competências gerais: 1, 2, 3, 4, 5, 8, 9, 10 Competências específicas de Linguagens: 1, 2, 3, 6, 7 Habilidades de Linguagens: EM13LGG101, EM13LGG102, EM13LGG103, EM13LGG104, EM13LGG201, EM13LGG202, EM13LGG301, EM13LGG302, EM13LGG305, EM13LGG601, EM13LGG602, EM13LGG604, EM13LGG701, EM13LGG703, EM13LGG704 Habilidades de Língua Portuguesa: Todos os campos de atuação social: EM13LP11, EM13LP12, EM13LP15 Campo da vida pessoal: EM13LP20, EM13LP21 Campo de atuação na vida pública: EM13LP24 Campo das práticas de estudo e pesquisa: EM13LP28, EM13LP30, EM13LP32 Campo jornalístico-midiático: EM13LP43, EM1 3LP45 Campo artístico-literário: EM13LP53 Imagem 3 Casal dança carimbó em Belém (PA), 2011. Carimbó. Imagem 1 Frame do filme Copacabana Palace, de Stefano Vanzina, 1962 (Itália, 127 min). Na cena, contracenam João Gilberto (1931-2019) e Tom Jobim (1927-1994). Bossa nova. Imagem 2 Desfile do GRES Estação Primeira de Mangueira no Rio de Janeiro (RJ), em 2019. Samba de enredo. O s w a ld o F o rt e /A c e rv o d o f o tó g ra fo K ly to n S ilv a /w w w .f a c e b o o k .c o m / fa ro fa tr o p ik a l R e p ro d u ç ã o /I ta l- V ic to ri a F ilm s F e rn a n d o G ri lli /R io Tu r A n g e lin a B a m b in a /S h u tt e rs to ck 1ª PARADA Consulte respostas esperadas e mais informações para o trabalho com as atividades desta parada nas Orientações específi cas deste Manual. V3_LINGUAGENS_Faccioli_g21At_Cap1_017a046_LA.indd 20V3_LINGUAGENS_Faccioli_g21At_Cap1_017a046_LA.indd 20 14/09/2020 16:5814/09/2020 16:58 2 1CAPÍTULO 1 1 2 3 4 5 1 3 4 5 2 0 310 km Imagem 7 Grupo dançando catira ou cateretê na Festa do Divino Espírito Santo, em São Luiz do Paraitinga (SP), 2014. Catira ou cateretê. Imagem 6 Maracatu. Imagem 5 Frevo. Imagem 8 Mulheres dançam polca de carão em evento no Mato Grosso do Sul (MS), 2017. Polca de carão. Imagem 9 Xote. Imagem 10 Grupo Os Monarcas tocando milonga, em Erechim (RS), 2017. Milonga. Grupo de danças gaúchas dançando xote inglês, em Santa Maria (RS), 2018. Desfile de maracatu rural, em Aliança (PE), 2015. Apresentação de frevo, na abertura do Carnaval de Olinda (PE), em 2018. R u b e n s C h a v e s /P u ls a r Im a g e n s A n d e rs o n F re ir e /A G IF /A F P R ic a rd o T e le s /P u ls a r Im a g e n s V id a n o S u l P ro d u ç õ e s /Y o u tu b e B a n c o d e i m a g e n s /A rq u iv o d a e d it o ra G e rs o n G e rl o ff /P u ls a r Im a g e n s C ri s ti a n e L u c a /A rq u iv o P e s s o a l NORTE NORDESTE CENTRO-OESTE SUDESTE SUL V3_LINGUAGENS_Faccioli_g21At_Cap1_017a046_LA.indd 21V3_LINGUAGENS_Faccioli_g21At_Cap1_017a046_LA.indd 21 14/09/2020 16:5814/09/2020 16:58 2 2 CAPÍTULO 1 COMO FAZER Quiz de gêneros musicais brasileiros Leia a descrição e associe-a a um dos gêneros musicais listados. Cada descrição está relacionada a um gênero musical. Relacione, no caderno, o par descrição + gênero a uma imagem junto ao mapa. Cada gênero musical está representado por uma imagem. Relacione, no caderno, cada uma das descrições com as letras e os números correspon- dentes. Cada região do país está caracterizada por dois importantes gêneros musicais. Nome dos gêneros musicais a) Bossa nova b) Carimbó c) Catira (cateretê) d) Xote e) Frevo f) Guitarrada g) Maracatu h) Milonga i) Polca de carão j) Samba de enredo Descrição dos gêneros musicais Bastante tocado no Carnaval, surgiu em Pernambuco e é uma mistura de maxixe, mar- cha e capoeira. Muito apreciado pela elite do Segundo Império, originou-se da dança de salão euro- peia; pode ser encontrado em todo o Brasil. Considerado um derivado do samba, exerceu grande influência no jazz estadunidense e, ao mesmo tempo, incorporou procedimentos desse gênero; surgiu no Brasil no fim da década de 1950. Com influências indígenas, africanas e europeias, é marcado por batidas de pés e de mãos dos participantes, que dançam ao som da moda de viola caipira. Guiado por instrumentos de cordas, incorporou outros instrumentos, como a flauta e o piano, evoluindo paralelamente ao tango. Gênero musical paraense que se originou na década de 1970 com Mestre Vieira. Ca- racteriza-se por ser uma música instrumental surgida da fusão do choro com carimbó, cúmbia e jovem guarda. É também chamada de lambada instrumental. Tocado com instrumentos de percussão e muito presente nas ruas do Recife durante o Carnaval, está ligado ao enredo do boi, com seus personagens, e tem as variantes rural e nação. Típico do Pará, tem origem indígena, com outras influências. Também é conhecido como samba de roda do Marajó. Gênero musical de matrizes africanas, muito tocado no Carnaval brasileiro, atrai turistas do mundo inteiro para apreciá-lo. Tornou-se um dos símbolos nacionais mais conhecidos. A música é executada durante uma brincadeira feita pelos pares dançantes: só acaba quando todos os dançarinos forem esnobados pelos pares. Confira as respostas com o professor e avalie seus conhecimentos sobre a diversidade musical brasileira. 2 Organizem-se em duplas ou trios, e, juntos, façam uma busca na internet para ampliar os conhecimentos sobre os gêneros musicais do quiz. Cada dupla ou trio deve pesquisar um gênero. a) Busquem informações sobre o gênero que ficou sob responsabilidade do gru- po: história e características, músicos mais conhecidos, gravações mais repre- sentativas, entre outras que despertem o interesse de vocês. Registrem, no caderno, os resultados da busca, pois eles serão compartilhados com a turma. Há vários métodos para fazer anotações. Você pode anotar os resultados da busca em uma tabela como a do modelo a seguir. Copie-a no caderno ou crie um arquivo digital. Letra e, Imagem 5 (Frevo) Letra d, Imagem 9 (Xote) Letra a, Imagem 1 (Bossa nova) Letra c, Imagem 7 (Catira, cateretê) Letra h, Imagem 10 (Milonga) Letra f, Imagem 4 (Guitarrada) Letra g, Imagem 6 (Maracatu) Letra b, Imagem 3 (Carimbó) Letra j, Imagem 2 (Samba de enredo) Letra i, Imagem 8 (Polca de carão) Ajude os estudantes a encontrar fontes con�áveis. É essencial que aproveitem esse momento para aprofundar o aprendizado sobre como e onde realizar pesquisas con�áveis, em conformidade com os princípios de letramento midiático. O objetivo é que desenvolvam critérios próprios para o desenvolvimento de uma consciência crítica das fontes. Há vários métodos de anotação: linhas gerais, método Cornell, mapeamento, sentenças ou frases, tabela. Para esta atividade, os estudantes podem usar o método de tabela, como a do modelo disponibilizado a seguir. Oriente-os a reproduzir a tabela no caderno ou criar um arquivo digital. V3_LINGUAGENS_Faccioli_g21At_Cap1_017a046_LA.indd 22V3_LINGUAGENS_Faccioli_g21At_Cap1_017a046_LA.indd 22 14/09/2020 16:5814/09/2020 16:58 2 3CAPÍTULO 1 Gênero musical História e características Músicos mais conhecidos Músicas mais representativas Outras informações b) Entre as músicas representativas, escolham uma gravação para ser reproduzida quando o grupo for compartilhar os resultados da pesquisa com a turma. 3 Em uma roda de conversa, compartilhem as informações que o grupo registrou na tabela e reproduzam para a turma a gravação selecionada. Depois de todos terem compartilhado, conversem com base nestas questões. a) Você conhecia todos os gêneros musicais do quiz? Já tinha escutado alguma música representativa desses gêneros? b) Quais gêneros musicais agradaram o maior número de pessoas da turma? c) Relembre outros gêneros musicais brasileiros que não estavam no quiz para revelar seus gostos e seus conhecimentos sobre a diversidade cultural brasileira. 4 Que tal conhecer ainda mais a diversidade musicalbrasileira e espalhar as novidades? a) Elaborem uma playlist comentada com outros gêneros brasileiros que o grupo considerar pouco divulgados na sua região. Assim vocês poderão contribuir para popularizar gêneros musicais! COMO FAZER Playlist comentada de divulgação dos gêneros musicais brasileiros Continuem organizados em dupla ou em trio. Escolham um gênero musical pouco divulgado na sua região. Aproveitem os resultados da busca que �zeram na atividade anterior ou procedam a novas buscas, seguindo os mesmos critérios. Organizem-se para não escolherem gêneros repetidos. Escolham uma imagem e uma gravação musical ou um vídeo da música do gênero musical pesquisado pelo grupo. Redijam um pequeno texto descrevendo o gênero escolhido. Elaborem um comentário crítico sobre o gênero musical, com informações sobre a histó- ria e as características, os músicos mais conhecidos, as músicas mais representativas, etc. Postem a playlist comentada em suas redes sociais e na rede social da escola para compartilhar com a comunidade, promovendo, assim, a diversidade musical brasileira. b) Discuta com os colegas: Qual é a importância de produzir e divulgar a playlist comentada em redes sociais? NÃO ESCREVA NESTE LIVRO. Para realizar a busca das gravações, observe critérios fazendo perguntas como: Quem gravou as músicas? Quem tem o direito de reproduzi-las na internet? É do canal oficial de alguma instituição, artista ou gravadora? Durante a atividade, é preciso selecionar fontes con�áveis. Por isso, dê preferência a fontes especializadas em história da música e da cultura que detenham o direito de reprodução de arquivos em áudio. Para avaliar as fontes, observe os seguintes itens: Você já consultou essa fonte antes? O que você sabe sobre ela? É possível encontrar a autoria das informações? Essa autoria é reconhecida na área pesquisada? Sites como o do Instituto do Pa- trimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), bem como dos diversos órgãos de tombamento e preservação nas esferas esta- duais e municipais, costumam ter informações seguras oriundas de meios especializados de recolha e pesquisa. Para a busca das gravações musicais importantes, informe aos estudantes que plataformas de streaming gra- tuitas costumam disponibilizar faixas que respeitam contratos com os detentores de direitos autorais, assim como os canais oficiais em plataformas de vídeos. 3. Contribua com a organização da turma para a realização da roda de conversa. Acompanhe atentamen- te os comentários em relação a gê- neros que mais agradaram e con- tribua para que haja uma discussão crítica capaz de relativizar o gosto e os conhecimentos em função das hegemonias e das assimetrias regionais na divulgação da música no Brasil. Relacione a quantidade de gêneros musicais brasileiros à amplitude territorial e à diversi- dade. Ressalte a importância das diversas culturas para a formação musical brasileira, demonstrando que a identidade brasileira é fruto dos diálogos entre elas. Aborde o fato de que muitos gêneros têm muitos subgêneros e classifica- ções distintas, como os diversos tipos de samba, por exemplo. Se julgar conveniente e os estudantes se mostrarem receptivos, convide- -os a cantar músicas dos gêneros preferidos que não foram mencio- nados no quiz. Esse pode ser um momento importante de entreteni- mento e socialização. 4. Contribua com o trabalho da turma. Observe os gêneros, as músicas escolhidas e os sites usados para buscar informações. Ajude os estudantes a perceber se são confiáveis. 4. b) Contribua para que os estudantes façam uma leitura crítica da divulgação dos gêneros musicais brasileiros. Leve-os a refletir acerca das instâncias em que esses gêneros podem circular: plata- formas de vídeos e streaming, redes sociais e veículos de comunicação em massa, como emissoras de televisão e de rádio. Ajude-os a perceber que, por meio da atividade de fazer uma playlist comentada de gêneros pouco conhecidos, eles estão contribuindo para diminuir o preconceito contra uma parte da cultura musical brasileira que não é reconhecida por razões comerciais, e não porque não tem qualidade musical. V3_LINGUAGENS_Faccioli_g21At_Cap1_017a046_LA.indd 23V3_LINGUAGENS_Faccioli_g21At_Cap1_017a046_LA.indd 23 14/09/2020 16:5814/09/2020 16:58 2 4 CAPÍTULO 1 2ª PARADA “TOCA ESSA AÍ”: CONTANDO COM A AJUDA DO RÁDIO Você viu que a música tem um papel muito importante na vida das pessoas e que o Brasil é um país com vários gêneros musicais. Também sugeriu novos gêneros à co- munidade escolar por meio de uma playlist comentada. Chegou a hora de realizar uma pesquisa-ação para promover a valorização de toda essa diversidade musical. 1 Você já ouviu falar em pesquisa-ação? Quais procedimentos básicos você acha que são necessários nesse tipo de pesquisa? 2 Leia uma definição do que é pesquisa-ação e observe um diagrama com seus procedimentos básicos. [Pesquisa-ação] Caracteriza-se pela interação entre os pesquisadores e o grupo social pesquisado, ocorrendo entre eles um certo envolvimento de modo cooperativo ou par- ticipativo e supõe o desenvolvimento de ações planejadas, de caráter social. MICHALISZYN, Mário Sérgio; TOMASINI, Ricardo. Pesquisa: orientações e normas para elaboração de projetos, monografias e artigos científicos. Petrópolis: Vozes, 2005. p. 32. NA BNCC Competências gerais: 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 9, 10 Competências específicas de Linguagens: 1, 2, 3, 6, 7 Habilidades de Linguagens: EM13LGG101, EM13LGG103, EM13LGG104, EM13LGG201, EM13LGG202, EM13LGG204, EM13LGG301, EM13LGG304, EM13LGG305, EM13LGG601, EM13LGG602, EM13LGG604, EM13LGG701, EM13LGG703 Habilidades de Língua Portuguesa: Todos os campos de atuação social: EM13LP11, EM13LP12 Campo da vida pessoal: EM13LP20 Campo de atuação na vida pública: EM13LP24, EM13LP27 Campo das práticas de estudo e pesquisa: EM13LP28, EM13LP30, EM13LP33 Os procedimentos básicos da pesquisa-ação elencados na questão anterior fo- ram confirmados ou você conheceu novos procedimentos? 3 Na 1a parada, você pesquisou gêneros musicais de diferentes regiões do Brasil e compreendeu que existem gêneros musicais pouco divulgados e, por isso, pouco conhecidos. a) Como você avalia o impacto do rádio na divulgação da música? b) Agora, você vai realizar coletivamente uma pesquisa-ação com o objetivo de incentivar a reprodução, nas rádios, de gêneros musicais pouco divulgados na comunidade em que você vive, a fim de valorizar a diversidade musical brasileira. Para isso, siga as orientações. Implementar a ação planejada Avaliar os efeitos da ação implementada Planejar uma ação para melhorar a prática Descrever os efeitos da ação implementada Procedimentos básicos em uma pesquisa-ação. S pi cy Tr uf fe l/S hu tt er st oc k Consulte respostas esperadas e mais informações para o trabalho com as atividades desta parada nas Orientações específicas deste Manual. Deixe que os estudantes ativem eventuais conhecimentos prévios sobre o assunto e oriente-os a levantar hipóteses sobre quais seriam os procedimentos básicos nesse tipo de pesquisa. Pelo nome, a expectativa é de que eles percebam que existe um movimento de ação para além da pesquisa, unindo prática e teoria. Oriente os estudantes a checar as informações. Esses procedimentos serão retomados ao longo da parada na execução da pesquisa- -ação a ser feita por eles. A pesquisa-ação proposta é um trabalho de maior fôlego, que exige planejamento para que as etapas possam ser contempladas de maneira satisfatória. A natureza da pesquisa-ação exige que as ações sejam monitoradas, avaliadas e, se necessário, reelaboradas. Como é uma pesquisa de caráter colaborativo, é essencial que os profissionais da emissora rádio se envolvam com a proposta. 3. a) Para saber mais sobre o papel do rádio como mediador e curador do consumo musical, leia o artigo “Adivulgação musical no rádio brasileiro: ‘caitituagem’ aos desa- fios da concorrência digital”, de Daniel Gambaro, Eduardo Vicen- te e Thaís Ramos (Contracampo, Niterói, n. 37 v. 2, ago./nov. 2018, p. 132-151). Disponível em: https:// periodicos.uff.br/contracampo/ article/view/17631. Acesso em: 1o jan. 2020. 3. b) Ajude a turma a encontrar as emissoras da região. No site Rádios do Brasil, há uma lista bastante completa das emis- soras de rádio do país e do mundo. É possível fazer buscas por cidade, estado ou país. Disponível em: https://www.radios. com.br/lista/pais/brasil/33. Acesso em: 11 jul. 2020. V3_LINGUAGENS_Faccioli_g21At_Cap1_017a046_LA.indd 24V3_LINGUAGENS_Faccioli_g21At_Cap1_017a046_LA.indd 24 14/09/2020 16:5814/09/2020 16:58 2 5CAPÍTULO 1 COMO FAZER Planejando uma pesquisa-ação para melhorar a prática Forme grupos com os colegas, e façam um levantamento das emissoras de rádio AM e FM da região onde você vive. Escolha uma emissora de rádio e registre informações sobre a programação, considerando os seguintes aspectos: Como a programação se distribui entre os dias da semana (nos �ns de semana a programação é especial)? Qual é o per�l de cada programa (se noticioso, se musical, se religioso ou com outra característica)? Observe, então, os programas que executam música e faça o levantamento dos gêneros musicais tocados. Uma equipe deve �car responsável por agendar uma conversa com o programador musical ou o diretor da emissora de rádio que o grupo monitorou: Será que o rádio pode ser um importante meio para divulgar a diversidade musical brasileira? Se sim, como fazer? A �m de se preparar melhor para a conversa, leia com o grupo uma entrevista com o programador musical de uma rádio. Os sinais de rádio em AM (amplitude modulada) e FM (frequência modulada) são variações de modulações em amplitude das ondas sonoras. O AM é o mais antigo e está vigente no Brasil há quase um século, mas é mais sensível a interferências de outros sinais, enquanto o FM é mais estável. Por isso, as emissoras têm migrado seu sinal de faixa AM para FM. BALCÃO DE INFORMAÇÕES Saiba como é o trabalho do programador de rádio Todo mundo já deve ter ficado curioso para desco- brir quem está por trás da lista de músicas que tocam na sua rádio favorita todos os dias. Tem horas que a gente até queria dar um abraço no sujeito que “toma conta” dessa função, de tanto que uma sequência de músicas agradou. Mas o que faz, de fato, um programador musical de rá- dio? Basta ser apaixonado por música para seguir na profissão? Conversamos com o Leo Albertini, progra- mador musical da Rádio Inconfidência, para contar um pouco pra gente sobre esse trabalho! O começo “Comecei como radialista no ano de 1998 em uma rádio comunitária de Belo Horizonte, a Rádio Cidade Nova. Eu comecei de um jeito diferente, não tinha experiên- cia ainda como radialista. Mas quando eu era adoles- cente, eu fui o que as pessoas costumavam chamar de “piolho de rádio” – sempre fui interessado nessa área e ia para os bastidores com o meu irmão, que era radia- lista, e ficava lá tentando entender o funcionamento de tudo. Um ano depois, a rádio foi vendida e eu precisei seguir meu rumo profissional. Acabei indo para a área de comunicação, até que, em 2005, fiz o concurso para a Rádio Inconfidência, onde estou até hoje. Atualmente, trabalho também na Rádio Guarani Web”. Montando a programação da rádio “O segredo é se atrapalhar menos possível (risos). Brinca- deiras à parte, com o tempo cheguei à conclusão de que o melhor mesmo é se reinventar e não inventar: é que cada emissora tem a sua proposta e eu tenho que trabalhar dentro do que ela propõe. O que faço é mesclar artistas consagrados com os contemporâneos, uma fórmula, creio eu, que agrada a todos (não fui eu o criador dessa fórmula, ela já é recorrente). Então, você precisa pegar esses ingredientes e fazer uma receita infalível. Impor- tante também é ter autocrítica: ver se vale a pena apostar naquilo que você está programando, pois tem que pensar se a sequência de músicas em cada bloco está bem har- monizada, se esses artistas/músicas têm uma identidade entre si. Isso tudo é importante para o programador. É preciso ter também uma preocupação com os horá- rios: de manhã é a hora que as pessoas estão acordan- do, indo para o trabalho ou para a escola. É hora de uma música mais calma, para relaxar e embalar o momento da rotina, do trânsito (que costuma ser bem estressan- te)... Já de tarde, colocamos uma música mais agitada, ‘pra cima’... Há alguns critérios desse tipo que todo pro- gramador deve saber”. Estar bem informado musicalmente é importante! “A minha rotina é sempre ler, diariamente, sobre lança- mentos e as críticas musicais que saem. Preciso ficar por dentro de tudo o que está acontecendo na música. A partir daí, procuro trazer os lançamentos para a emissora, pes- s a v a s _ b o zk a y a /S h u tt e rs to ck Auxilie os estudantes na divisão de tarefas. Organize-os por turnos, equipes, dias da semana. Eles precisam ser organizados de maneira que consigam ouvir e registrar a programação completa da emissora durante uma semana. Faça a mediação entre os estudantes e o programador musical da emissora de rádio. Se possível, o pro�ssional pode ser convidado a ir à escola a �m de conversar com a turma. Uma das características da pesquisa-ação é essa interação colaborativa entre os pesquisadores e o grupo social pesquisado, representado, nesse caso, pelo programador musical. Participe ativamente dessa etapa. Busque formalizar o contato, explicando a natureza do contato e da pesquisa-ação. Se necessário, produza um documento com os estudantes. Também é essencial discutir com o grupo o que vai ser falado durante a conversa com o programador musical e como as ideias devem ser colocadas. V3_LINGUAGENS_Faccioli_g21At_Cap1_017a046_LA.indd 25V3_LINGUAGENS_Faccioli_g21At_Cap1_017a046_LA.indd 25 14/09/2020 16:5814/09/2020 16:58 2 6 CAPÍTULO 1 quiso sobre as músicas e coloco as autorias em cada uma das faixas, para valorizar o trabalho do compositor. Na rá- dio onde trabalho, o locutor fala quem compôs a canção. Acho importante porque, além de dar créditos ao artista, acaba sendo uma informação a mais para o ouvinte. Eu vim de uma formação muito diferente, nada de hu- manas: atuava com engenharia, era cálculo por cima de cálculo (risos). Mas eram outros tempos, hoje a formação é cobrada nos processos seletivos e tem até graduação na área de comunicação voltada para rádio. Isso é um cri- tério importante, um diferencial. Como disse, é preciso estar bem informado e atualizado sempre, a constante atualização e a pesquisa musical é mais que essencial.” COELHO, Damy. Saiba como é o trabalho do programador de rádio: entrevista com radialista Léo Albertini. Cifraclub News, 23 set. 2017. Disponível em: https://www.cifraclubnews.com. br/especiais/127742-profissao-musico-como-e-o-trabalho-do- programador-de-radio.html. Acesso em: 28 jul. 2020. Elabore com o grupo uma proposta de ação para que a rádio execute músicas de gêneros pouco divulgados (o trabalho realizado com os gêneros musicais na 1a parada pode ser um ponto de partida para a seleção desses gêneros). Para isso, o grupo deve considerar os seguintes aspectos: • Seria viável pensar em um programa especí�co para ser inserido em uma programação especial da rádio? Ou seria melhor destinar um momento para esse �m em algum programa de grande audiência? Seria um programa que tocasse músicas de um único gênero ou que mesclasse músicas de dois ou três gêneros? Ele iria ao ar nos �ns de semana ou no meio da semana? Qual seria o tempo de duração? O programa poderia trazer informações sobre os gêneros entre uma música e outra? Os estudantes poderiam participar do programa? Seria mais impactante apresentar os gêneros menos conhecidos ao longo da programação diária? Durante a conversa como programador, o grupo deve apresentar a proposta de ação delineada. Assim, o programador poderá intervir antes do fechamento do plano. • Ouçam com atenção as sugestões do programador musical, discutam com ele as melhores soluções, considerando-as nos ajustes �nais da proposta de ação. Implementando a ação planejada Chegou o momento de implementar a ação elaborada coletivamente com o programador musical da rádio. De acordo com o estilo do programa criado, decidam conjuntamente com o programador os seguintes pontos: • Caso o programa seja só sobre um gênero musical: Qual será a ordem das músicas? Os comentários sobre o gênero musical serão apresentados em um único bloco – antes ou depois das músicas – ou é melhor apresentá-los entre a execução de uma música e outra? • Caso o programa mescle dois ou mais gêneros musicais: Como os gêneros serão apresentados, de forma mesclada ou por bloco (por exemplo: 10 bloco: guitarrada; 20 bloco: frevo; etc.)? Quantas músicas de cada gênero serão executadas? Os comentários sobre os gêneros serão apresentados em um único bloco – antes ou depois das músicas – ou é melhor apresentá-los entre a execução de uma música e outra? • Caso as músicas sejam tocadas ao longo da programação diária: Quantas serão executadas por dia? Elas serão de um mesmo gênero ou de gêneros diferentes? Os comentários sobre os gêneros virão antes ou depois da execução delas? As músicas serão repetidas ao longo da semana? • Converse com o programador para que o programa esteja adequado ao per�l do ouvinte da rádio, que ele conhece bem. Descrevendo e avaliando os efeitos da ação planejada De�nam índices para acompanhar a reação dos ouvintes. Algumas sugestões são: novas conversas com o programador musical, conversas com o apresentador do programa, monitoramento das redes sociais da emissora e solicitações para que os ouvintes se manifestem sobre a proposta. • Inspirem-se nas manifestações dos ouvintes nas redes para propor, com o programador musical da rádio, novas ações de valorização da diversidade musical brasileira. 4 Depois de ter protagonizado com os colegas a realização de uma pesquisa- ação, você considera esse tipo de pesquisa eficaz para a resolução de problemas sociais? Em que outras situações esse tipo de pesquisa seria recomendado? Converse com os colegas e o professor. R ad om an D ur ko vi c/ S hu tt er st oc k Converse com os estudantes sobre o que o entrevistado relata sobre a pro�ssão de programador musical de uma rádio: Que tipo de formação é desejada para esse pro�ssional? Que funções ele realiza? Como é sua rotina? Estimule a discussão. É importante que percebam que esse tipo de pesquisa pode provocar impactos sociais, já que está ligada ao diálogo entre culturas – interlocução fundamental para o estabelecimento de novas alteridades e a promoção do respeito e da igualdade. V3_LINGUAGENS_Faccioli_g21At_Cap1_017a046_LA.indd 26V3_LINGUAGENS_Faccioli_g21At_Cap1_017a046_LA.indd 26 14/09/2020 16:5814/09/2020 16:58 2 7CAPÍTULO 1 3ª PARADA MÚSICA E POESIA: UMA RELAÇÃO SÓLIDA Conhecer e apreciar os diferentes gêneros musicais brasileiros é essencial para o processo de aprendizagem que você está construindo. Mas, além disso, aprofundar o conhecimento sobre a música e entender como ela se relaciona com outras artes vai contribuir bastante para as playlists que você vai fazer no Desembarque. 1 Leia o poema “Poesia”, de autoria de Antônio Vieira. NA BNCC Competências gerais: 1, 3, 4, 7, 9, 10 Competências específicas de Linguagens: 1, 3, 4, 5, 6, 7 Habilidades de Linguagens: EM13LGG101, EM13LGG103, EM13LGG104, EM13LGG105, EM13LGG301, EM13LGG401, EM13LGG501, EM13LGG503, EM13LGG601, EM13LGG602, EM13LGG603, EM13LGG604, EM13LGG701 Habilidades de Língua Portuguesa: Todos os campos de atuação social: EM13LP01, EM13LP02, EM13LP03, EM13LP04, EM13LP06, EM13LP07, EM13LP08, EM13LP13, EM13LP14, EM13LP16 Campo artístico-literário: EM13LP46, EM13LP49, EM13LP50, EM13LP51 Rep rod uç ão /w w w .b u d an o le ilo e ir o .c o m .b r ANTÔNIO VIEIRA (1949-) é um poeta, compositor e cordelista nascido em Santo Amaro (BA). Seu trabalho O cordel remoçado é uma coletânea de textos lançada em 2003 e posteriormente convertida em álbum musical em 2019. Ele une música e literatura popular. Suas histórias e personagens retratam sobretudo a cultura do Recôncavo baiano. Poesia A nossa poesia é uma só Eu não vejo razão pra separar Todo o conhecimento que está cá Foi trazido dentro de um só mocó E ao chegar aqui abriram o nó E foi como se ela saísse do ovo A poesia recebeu sangue novo Elementos deveras salutares Os nomes dos poetas populares Deveriam estar na boca do povo Os livros que vieram para cá O Lunário e a Missão Abreviada A donzela Teodora e a fábula Obrigaram o sertão a estudar De repente começaram a rimar A criar um sistema todo novo O diabo deixou de ser um estorvo E o boi ocupou outros lugares Os nomes dos poetas populares Deveriam estar na boca do povo No contexto de uma sala de aula Não estarem esses nomes me dá pena A escola devia ensinar Pro aluno não me achar um bobo Sem saber que os nomes que eu louvo São vates de muitas qualidades. O aluno devia bater palma Saber de cada um o nome todo Se sentir satisfeito e orgulhoso E falar deles para os de menor idade Os nomes dos poetas populares VIEIRA, Antônio. Poesia. In: BETHÂNIA, Maria. Pirata. [Encarte de CD]. Rio de Janeiro: Biscoito Fino, 2006, s/p. Faixa 12. a) Converse com os colegas sobre as questões a seguir. • O poema homenageia os poetas populares. A quem o eu lírico chama de poetas populares? • Que estratégia é sugerida pelo eu lírico para tornar os poetas populares conhecidos? • Você já participou de atividades de valorização dos poetas populares? Lembra- se dos nomes de alguns poetas? b) Leia o poema silenciosamente. Treine para declamá-lo para a turma. Busque articular o sentido de cada palavra no momento da declamação. Mocó: saco de couro. O Lunário: O lunário perpétuo foi um almanaque (um calendário com previsões meteorológicas ligadas às fases da Lua) composto em 1594 pelo astrônomo espanhol Jerónimo Cortés (c. 1560-c. 1611). Traduzido para o português em 1703, foi um dos livros de maior circulação no Nordeste brasileiro. Missão Abreviada: livro publicado em 1859 pelo padre português Manuel José Gonçalves Couto (1819-1897). Misto de narrativa e devocional, a obra aborda a missão católica em aldeias. Foi o livro escrito em português com mais edições no século XIX: são 16 entre a publicação e 1904. A donzela Teodora: cordel publicado pelo pernambucano Leandro Gomes de Barros (1859-1918). Salutar: saudável. Vates: poeta, aedo, trovador. Consulte respostas esperadas e mais informações para o trabalho com as atividades desta parada nas Orientações específicas deste Manual. Aos poetas do povo. Populares nesse contexto não signi�ca apenas que são co- nhecidos, mas aqueles que são do povo. Exemplos de poesia popular: cantos de A estratégia de levar esses poetas populares para a sala de aula a �m de que os estudantes os conheçam, valorizem e falem movimento de valorização dos poetas populares. Peça a pelo menos três estudantes voluntários que declamem o poema de Antônio Vieira. lavadeira, cordéis, repentes, etc. Um poeta popular que se tornou bastante conhecido é Patativa do Assaré. deles “aos de menor idade”, visando torná-los ainda mais conhecidos (alcançando, assim, outro signi�cado de “popular”). Comente com eles que levar os poetas populares para a escola implica o processo de reconhecimento de sua importância, pois fatos, pessoas, conteúdos, textos são selecionados para fazer parte do currículo.Incentive os estudantes a relatar suas experiências com a poesia popular. Esse é também um V3_LINGUAGENS_Faccioli_g21At_Cap1_017a046_LA.indd 27V3_LINGUAGENS_Faccioli_g21At_Cap1_017a046_LA.indd27 14/09/2020 16:5814/09/2020 16:58 2 8 CAPÍTULO 1 2 Ouça a gravação de Maria Bethânia interpretando “Poesia”, com Naná Vasconcelos na percussão. a) Você gostou de ouvir a interpretação de Bethânia e Naná Vasconcelos? Compartilhe os sentidos que você construiu para a turma, destacando o que mais o emocionou. b) Na gravação, Naná Vasconcelos reproduz um ritmo chamado “baticum”, próprio do maracatu, por meio de instrumentos como a alfaia. De que modo a presença dessa composição percussiva se relaciona com o objetivo do eu lírico de valorizar os poetas populares? Capa do álbum Pirata. Intérprete: Maria Bethânia. Rio de Janeiro: Biscoito Fino, 2006. 1 CD, 15 faixas. Ro be rt a Pa rk in /R e d fe rn s MARIA BETHÂNIA (1946-) nasceu em Santo Amaro (BA). Em 1965 foi ao Rio de Janeiro (RJ) substituir a cantora Nara Leão no espetáculo Opinião, do Teatro de Arena, destacando-se pela força de sua interpretação e pelo timbre raro de sua voz. Ao longo das décadas, consolidou-se como uma das principais intérpretes da música brasileira, desenvolvendo vasto trabalho de pesquisa estética ligado à literatura e à música brasileira. Maria Bethânia, ao lado de Gal Costa, Gilberto Gil e Caetano Veloso (de quem é irmã), formou, no ano de 1976, a banda Doces Bárbaros, para comemorar os dez anos de sucesso em suas carreiras individuais. O álbum Doces Bárbaros – Ao vivo é considerado uma das obras-primas da música brasileira. Jo rd i V id al /R e d fe rn s NANÁ VASCONCELOS (1944-2016), nascido e falecido no Recife (PE), foi percussionista, compositor e vocalista. Aos 11 anos, Naná ganhou do pai seu primeiro instrumento musical, um bongô (instrumento formado por dois pequenos tambores unidos entre si) e, aos 12 anos, já tocava em festas da capital pernambucana. Em 1978, Naná se mudou para Nova York, onde criou o trio Codona, em parceria com os músicos Don Cherry (1936-1995), trompete e percussão, e Collin Walcott (1945-1984), tabla e cítara. O trio gravou dois discos que incorporaram ao jazz características da música africana, asiática e brasileira. Reconhecido internacionalmente como um dos principais percussionistas do mundo, ganhou oito vezes o Grammy. No ano de 2010, Maria Bethânia estreou o espetáculo Bethânia e as palavras, em que reafirmou a proposta de seu trabalho nos palcos e nos álbuns: a relação entre a poesia, o teatro e a canção. Bethânia abriu esse espetáculo dirigindo-se ao público da seguinte maneira: “Eu gosto de emprestar a minha vida, a minha voz, às histórias e às personagens que os autores nos revelam. Eu sei que ler, ouvir, dizer poesia hoje, neste tempo de tanto desapego, tanta correria, é uma tarefa quixotesca, é como provocar e ofender o mundo, pois vivemos como se não coubessem mais o silêncio, as delicadezas. Isso me comove e me atrai” (apud FORIN JR., Renato. Lirismo e construção rapsódica na performance de Maria Bethânia. Estação Literária, Londrina, v. 15, jan./jun. 2015, p. 221-236). Reprodução/Biscoito Fino 2. a) Incentive os estudantes a justificar seus gostos com base em elementos da composição: o tom de voz de Maria Bethânia, a maneira como ela fala o texto, as pausas que ela faz, o acompanhamento do baticum do maracatu pelo percussionista Naná Vasconcelos. 2. b) As alfaias, assim como diver- sos outros tipos de tambor, são presentes em diversas manifes- tações culturais de matrizes afri- canas, sobretudo em contextos sagrados e ritualizados, como é o próprio maracatu. A voz grave e cadenciada de Bethânia, somada aos tambores, cria uma espécie de ritual em que se propõe a refle- xão sobre a importância da cultura e das tradições cantadas pelos poetas populares. V3_LINGUAGENS_Faccioli_g21At_Cap1_017a046_LA.indd 28V3_LINGUAGENS_Faccioli_g21At_Cap1_017a046_LA.indd 28 14/09/2020 16:5814/09/2020 16:58 2 9CAPÍTULO 1 3 O poema a seguir, do baiano Waly Salomão, fez parte do repertório de alguns espetáculos de Maria Bethânia. a) Leia-o silenciosamente. Olho de lince quem fala que sou esquisito hermético é porque não dou sopa estou sempre elétrico nada que se aproxima nada me é estranho fulano sicrano beltrano seja pedra seja planta seja bicho seja humano quando quero saber o que ocorre à minha volta ligo a tomada abro a janela escancaro a porta experimento invento tudo nunca jamais me iludo quero crer no que vem por aí beco escuro me iludo passado presente futuro urro arre i urro viro balanço reviro na palma da mão o dado futuro presente passado tudo sentir total é chave de ouro do meu jogo é fósforo que acende o fogo de minha mais alta razão e na sequência de diferentes naipes quem fala de mim tem paixão SALOMÃO, Waly. Olho de lince. In: Poesia total. São Paulo: Companhia das Letras, 2014. p. 114-115. Selma Yas su da /E st ad ão C o n te ú d o /A E WALY SALOMÃO (1943- -2003) nasceu na cidade de Jequié (BA). Foi poeta, letrista, articulador cultural, artista visual e diretor de espetáculos. Autor de nove livros, teve poemas musicados por Caetano Veloso, Adriana Calcanhoto, Gilberto Gil, Jards Macalé e João Bosco. b) Acesse a internet e assista à interpretação de Maria Bethânia para esse poema no espetáculo Amor, festa e devoção, disponível em https://www.youtube.com/ watch?v=TLYtWlhMrV8 (acesso em: 1o ago. 2020). • Assistir ao vídeo ajudou você a preencher lacunas da leitura silenciosa, possibilitando outra reconstrução de sentidos para o poema? Comente com os colegas. Frames de Maria Bethânia recitando o poema “Olho de lince” no espetáculo Amor, festa e devoção, dirigido por André Horta e Lizanne Paulo, gravado em 2010. Y o u tu b e /B is c o it o F in o Y o u tu b e /B is c o it o F in o 3. b) Se preferir, projete o vídeo para que os estudantes possam assisti-lo coletivamente. Para am- pliar a atividade, sugira que procu- rem outras leituras dramatizadas em plataformas de compartilha- mento de vídeos e comparem as leituras encontradas, observando diferenças entre as interpreta- ções. A expectativa é de que os estudantes percebam que a interpretação de Maria Bethânia enfatiza o sentimento do eu lírico de se perceber pleno, dono de si, em qualquer lugar e em qualquer tempo com diferentes pessoas. O tom de voz forte da intérprete, que pronuncia as palavras de forma rascante, seu gestual, sua expressão facial e corporal são elementos que colaboram para a construção dos sentidos. V3_LINGUAGENS_Faccioli_g21At_Cap1_017a046_LA.indd 29V3_LINGUAGENS_Faccioli_g21At_Cap1_017a046_LA.indd 29 14/09/2020 16:5814/09/2020 16:58 3 0 CAPÍTULO 1 c) Assista novamente ao vídeo, prestando especial atenção ao cenário, aos instrumentos e ao gênero musical que acompanha a récita. • Identifique os instrumentos e o gênero. • O cenário é minimalista: uma coluna de flores vermelhas ao centro e, ao lado, os instrumentos musicais e os pedestais em que estão as partituras e os microfones. Como esse cenário dialoga com a performance de Maria Bethânia? d) É possível dizer que o título resume a ideia central do poema? Explique aos colegas. Para assistir ao vídeo completo do espetáculo Amor, festa e devoção, de Maria Bethânia, acesse o canal oficial da produtora do álbum. Disponível em: https://www.youtube.com/ watch?v=_2vgExf3HNM. Acesso em: 3 ago. 2020. VALE VISITAR 4 Em grupo, criem uma performance para o poema “Olho de lince”. Sigam as orientações. COMO FAZER Leiam o poema várias vezes em voz alta, imaginando diferentes possibilidades para recitar cada verso, cada palavra. Considerem o ritmo, a métrica e os sentidos do poema. Experimentem gêneros musicais que vocês conheçam na criação da performance: ser- tanejo, rock, axé, funk, rap, etc. Os gêneros musicais trabalhados na 1ª parada também podem servir de inspiração. Se quiserem, usem aplicativos grátis para celulares que fornecem as bases dos gêneros musicais. Criem coletivamente movimentoscorporais que ajudem o espectador a reconstruir os sentidos do texto. Considerem a possibilidade de explorar outros elementos como a iluminação e o cenário. Ao final, converse com os colegas: Como vocês avaliam as performances da turma? Ve ct or M in e/ S hu tt er st oc k 3. c) Um violão, um teclado e ins- trumentos de percussão. O gêne- ro musical é o samba, que apre- senta um ritmo bem leve, cuja cadência é marcada principalmen- te pelo violão e pelo atabaque. • O cenário, ao apresentar poucos objetos e cor predominantemen- te vibrante, contribui para focar os poemas, destacando a performance da intérprete e dos músicos. Em primeiro plano, central, está Maria Bethânia, destacada pela luz: o foco recai, dessa maneira, em sua �gura, que contrasta com a coluna verme- lha, já que veste uma camisa branca, e no texto. 4. Organize a turma em grupos e peça aos estudantes que pensem em formas diferentes de performar o poema “Olho de lince”. Oriente os grupos a selecionar quem vai recitar; os demais integrantes par- ticipam da criação e da produção. Para conhecer melhor a poesia de Waly Salomão, consulte o ar- tigo: REBECHI JUNIOR, Arlindo. Waly Salomão: a poesia da in- quietação. Comunicação & Edu- cação, v. 22, n. 1, 2017, p. 157- -164. Disponível em: http://www. revistas.usp.br/comueduc/article/ view/131547. Acesso em: 27 jun. 2020. É importante que os estudantes mobilizem suas impressões pessoais, uma vez que o impacto de uma performance artística, em- bora tenha base coletiva, também é uma ex- periência individual. Não há problemas que as performances dos grupos tenham sido diferentes, desde que tenham respeitado os limites da forma e do sentido do texto. Co- labore com a discussão fazendo perguntas complementares que salientem a possibilidade de usar diferentes entonações de voz a �m de contribuir com o sentido do texto, bem como de utilizar o corpo, desde as expressões faciais até a movimentação dos membros. Comente também como a métrica da leitura, a velocidade dos versos e o tempo de cada frase sofreram alterações em virtude do gênero musical escolhido. Sim, “Olho de lince” remete à ideia de que o eu lírico é alguém que vê mais que os demais, que vê além do que os outros conseguem. O lince é um felino carnívoro do hemisfério norte, reconhecido como símbolo de sagacidade e boa visão. V3_LINGUAGENS_Faccioli_g21At_Cap1_017a046_LA.indd 30V3_LINGUAGENS_Faccioli_g21At_Cap1_017a046_LA.indd 30 14/09/2020 16:5814/09/2020 16:58 3 1CAPÍTULO 1 As relações entre música e poesia não são uma invenção contemporânea. Houve um tempo em que essas duas linguagens estavam juntas em uma mesma manifestação. Leia o texto a seguir para conhecer melhor essa história. BALCÃO DE INFORMAÇÕES Da Grécia à MPB: poesia, música e oralidade O termo grego mousiké englobava uma unidade integrada de melodia e verso e repre- sentava o principal canal de formação dos homens, bem como de manifestação de uma cultura predominantemente oral. Era desta forma, pelo discurso oral, em perfor- mance, que se concretizava uma voz coletiva. Assim é que a oralidade se manteve pra- ticamente onipresente durante muito tempo, também na Idade Média. Característica das canções medievais, a oralidade estava presente no próprio gérmen das poesias, que nasciam para serem cantadas. Até por volta de 1400, em todo o Ocidente, a escritu- ra pouco influenciava o comportamento ou o pensamento dos poetas e as expectativas do público, na sua maioria analfabeto. Mas a escrita, gradativamente, enraizou-se nas civilizações, como necessário e natural produto da oralidade. No entanto, a palavra falada subsiste e já no Renascimento vários textos foram musicados, porém foi com o Simbolismo, no fim do século XIX, que Baudelaire procurou fazer com que as palavras tivessem “um valor essencialmente musical”. Buscaram a voz viva da palavra na música internali- zada da poesia. Muito adiante, já no século [XX], uma forte ten- dência de fazer reintervir a voz na mensagem poética se impõe decisiva, a “poesia sonora”. E a poesia musical de cinco ou seis séculos de história europeia estendeu seus efeitos em vários setores da música popular, nos dois lados do Atlântico, até o século XIX, quando não ao XX. Foi quando, no Brasil, “[...] toda uma geração de bons poetas escolhe a música popular e não o livro como canal de comunicação”. (SILVA, 1975, p. 178) GALINDO, Cláudia Sabbag Ozawa. Da Grécia à MPB: poesia, música e oralidade. Boitatá, Londrina, v. 1, n. 2, 2006, s/p. Disponível em: http://www.uel.br/revistas/uel/index.php/ boitata/article/view/30695. Acesso em: 29 jul. 2020. Trovadores medievais (página do Codex Manesse, c. 1305-1340, pergaminho ilustrado, 35 cm × 25 cm – Biblioteca da Universidade de Heidelberger, Alemanha). C u lt u re C lu b /G e tt y I m a g e s Aedos gregos em ilustração sem autoria identificada feita com inspiração em A Odisseia, de Homero (928 a. C.-898 a. C.). U n iv e rs a l H is to ry A rc h iv e /U n iv e rs a l Im a g e s G ro u p /G e tt y I m a g e s V3_LINGUAGENS_Faccioli_g21At_Cap1_017a046_LA.indd 31V3_LINGUAGENS_Faccioli_g21At_Cap1_017a046_LA.indd 31 14/09/2020 16:5814/09/2020 16:58 3 2 CAPÍTULO 1 O que é musicoterapia e qual o seu potencial? A música está ganhando poder de remédio para silenciar males tão distintos quanto dor e depressão. Entenda como ela afeta a cabeça e o corpo Antes de falar da musicoterapia, cabe pensar no efeito da música. Veja só: a cacatua Snowball virou febre [...]. Seus vídeos chegam a 7 milhões de visualizações. Neles, a ave dança e chacoalha a cabeça ao som de hits do can- tor Michael Jackson e da banda Queen. Esse requebrado todo chamou a atenção de cientistas das universidades americanas Tufts e Harvard, que resolveram investigar a fundo essa habilidade única. Eles descobriram que o pássaro, morador de um santuário na cidade de Dun- can, na Carolina do Sul (EUA), é capaz de realizar 14 mo- vimentos, que variam conforme a batida das canções. O bailado de Snowball pode até parecer inusitado e ar- rebatar milhões de espectadores. Mas você já parou pra pensar sobre a influência que a música tem sobre nós, seres humanos? Afinal, ela está presente em todas as fases da vida e dita o ritmo das mais variadas situações e momentos. Pode reparar: até mesmo os bebês recém-nasci- dos fazem sons com a boca e são atraídos por barulhos muito antes de dizerem as primeiras palavras. NA BNCC Competências gerais: 1, 4, 8 Competências específicas de Linguagens: 1, 2, 3, 5 Habilidades de Linguagens: EM13LGG101, EM13LGG103, EM13LGG104, EM13LGG201, EM13LGG301, EM13LGG501, EM13LGG502, EM13LGG503 Habilidades de Língua Portuguesa: Todos os campos de atuação social: EM13LP01, EM13LP02, EM13LP03, EM13LP07 Campo jornalístico-midiático: EM13LP45 4ª PARADA OS SONS DA SAÚDE: A MÚSICA NO CORPO E NA MENTE! Você sabia que a música e a dança podem funcionar como terapia, ajudando a de- senvolver o autoconhecimento e o autocuidado? Esta parada vai focar o alcance tera- pêutico da música e da dança. 1 Você acha que a música pode ser usada em terapias, ajudando na manutenção da saúde física e mental? 2 Agora leia o texto e discuta as questões com os colegas para ficar por dentro do assunto. A música tem impacto na saúde física e mental. A música pode ser integrada em processos terapêuticos. Boston, Estados Unidos, 2020. Jo hn T lu m ac ki /T he B os to n/ G et ty Im ag es Jo na ta n S ar m en to /S A Ú D E é V it al Deixe que os estudantes apresentem seus conhecimentos prévios sobre o assunto. As reflexões serão aprofundadas nas próximas atividades. Consulte respostas esperadas e mais informações para o trabalho com as atividades desta parada nas Orientações específicas deste Manual. V3_LINGUAGENS_Faccioli_g21At_Cap1_017a046_LA.indd 32V3_LINGUAGENS_Faccioli_g21At_Cap1_017a046_LA.indd32 14/09/2020 16:5814/09/2020 16:58 3 3CAPÍTULO 1 Para a ciência, não há dúvidas de que a música tem um impacto nas emoções, no comportamento e, em últi- ma análise, até na saúde de cada um de nós. Quando tocamos um instrumento ou ouvimos alguma grava- ção, diversas áreas do cérebro são instigadas – poucas atividades intelectuais têm um efeito tão amplo. “Regiões responsáveis por atividade motora, memória, linguagem e sentimentos são recrutadas para inter- pretar os estímulos sonoros”, destrincha a enfermei- ra Eliseth Leão, pesquisadora do Instituto Israelita de Ensino e Pesquisa Albert Einstein, na capital paulista. Mas essas reações não se limitam à massa cinzenta. Ex- perimentos mundo afora vêm testando e reconhecen- do o poder terapêutico das melodias para enfrentar os males que abalam a mente e também o corpo. Tanto é que estudiosos já ousam encará-las como um remédio de verdade, com prescrição de dose e esquema de uso. Os trabalhos pioneiros nessa área foram iniciados na psi- quiatria e mostraram que as composições têm um papel a cumprir em doenças como a ansiedade e a depressão. “Elas também são capazes de reduzir o nível de es- tresse durante um procedimento cirúrgico, baixam a pressão arterial e a frequência cardíaca e até aceleram a recuperação após uma sessão de exercícios físicos”, lista o fisiologista Vitor Engrácia Valenti, da Universi- dade Estadual Paulista, em Marília, que publicou uma série de pesquisas que investigam essas questões. Mas será que todos os estilos musicais têm o mesmo efeito? Os efeitos de cada estilo musical na saúde Intuitivamente, nós sabemos selecionar o melhor tipo de som para cada ocasião. Na academia de ginástica, por exemplo, preferimos ritmos mais acelerados, que ajudam a dar aquele gás extra para o esforço físico. Já durante a meditação ou a leitura, apostamos em com- posições mais calmas, que auxiliam a focar e relaxar. Mas é preciso considerar que isso muda de acordo com o lugar onde você nasceu. “Na cultura ocidental, batidas mais rápidas e progressivas são sinal de alegria, enquanto um compasso lento denota certa tristeza”, ensina o neurocientista Raphael Bender, do Centro Estadual de Educação Profissional Professo- ra Lourdinha Guerra, em Parnamirim, no Rio Grande do Norte. Em alguns países orientais, essa lógica se inverte. Com base nessas observações, cientistas começaram a questionar se havia um estilo musical que fosse mais vantajoso que os outros. A escolha natural na maioria das pesquisas são as músicas clássicas compostas por Mo- zart, Bach ou Vivaldi. “É impressionante como elas con- tinuam a transmitir uma mensagem mesmo após três ou quatro séculos de seu lançamento”, observa Eliseth. Porém, não dá pra cravar que esse seja o estilo mais sau- dável de todos. Ora, se você não curte a Nona Sinfonia de Beethoven, escutá-la repetidamente só vai deixá-lo mais incomodado. Por isso, nesse processo é essencial botar na balança os gostos pessoais de cada um. Como funciona a musicoterapia É justamente aí que entra a figura do musicoterapeuta, profissional que faz uma graduação ou uma pós-gra- duação com o objetivo de aplicar a música como um tratamento complementar às mais diversas condições. “Lançamos mão de técnicas que envolvem a audição, a recriação de sons, a composição e o ato de tocar um instrumento para alcançar um objetivo terapêutico, sempre levando em consideração o histórico e as pre- ferências do paciente”, explica o musicoterapeuta José Davison da Silva Junior, professor da Universidade Fe- deral de Minas Gerais. Essa profissão, que começa a ganhar mais força e des- taque no Brasil, tem atuação garantida em diversas áreas da saúde. Pode aprimorar, por exemplo, o apren- dizado na infância ou até mesmo dar suporte para que crianças autistas interajam melhor com amigos e familiares. “Por meio dos sons, trabalhamos habilidades impor- tantes, como os movimentos corporais, a memória e o raciocínio, além da percepção auditiva e espacial”, lista o psicopedagogo Junior Cadima, do Instituto Brasilei- ro de Formação de Educadores, em São Paulo. A musicoterapia ganha espaço em outras fases da vida. Ela vem se mostrando um recurso importante após um acidente vascular cerebral (AVC), especialmente nos ca- sos em que o indivíduo desenvolve uma sequela chamada afasia. Nessas situações, há uma dificuldade em encon- trar as palavras para descrever as coisas e se comunicar com os outros. Por meio das canções, essa recuperação se torna mais suave e natural. O mesmo princípio se encaixa em outras doenças, como o Alzheimer e o Parkinson. Há tentativas ainda mais sofisticadas que envolvem criar melodias específicas voltadas para tratar deter- minadas condições, como o zumbido ou o excesso de estresse. É o que faz o maestro Marcelo Fagundes, de São Paulo, que desenvolveu um aplicativo com as chamadas músicas binaurais. “Por meio de fones, nós mandamos frequências de sons diferentes para os ou- vidos direito e esquerdo, o que traz um ganho ao cé- rebro”, conta Fagundes. Pesquisas estão em curso para mensurar a eficácia dessa estratégia. De maneira geral, a ciência precisa evoluir bastante antes de realmente entendermos todas as potenciali- dades da música em nossa saúde e a prescrição delas como um medicamento. Enquanto esse dia não chega, nos resta botar o fone de ouvido (em um volume não tão alto, por favor), relaxar e curtir os cantores e ins- trumentistas que deixam a mente leve e feliz – quem sabe até remexendo o corpo feito a cacatua Snowball. As aplicações terapêuticas da música com maior número de evidências científicas Estresse: tons calmos e alegres aliviam a tensão do dia a dia e aplacam o nervosismo acumulado. V3_LINGUAGENS_Faccioli_g21At_Cap1_017a046_LA.indd 33V3_LINGUAGENS_Faccioli_g21At_Cap1_017a046_LA.indd 33 14/09/2020 16:5814/09/2020 16:58 3 4 CAPÍTULO 1 Hipertensão: o coração tende a acompanhar as bati- das da música. Se o ritmo for mais lento, a tendência é a pressão cair. Parkinson: percussões bem demarcadas ajudam no tremor e na marcha. A musicoterapia é uma boa pe- dida aqui. Autismo: brincar com instrumentos é uma forma de in- teragir com os outros e estabelecer laços sociais fortes. AVC: as letras e composições são uma tática para recor- dar palavras perdidas após um derrame. Dor: experimentos viram que a quantidade de analgé- sicos usados após a cirurgia era menor em quem escu- tava música. Aprendizado: canções e paródias são um recurso usa- do por professores para ajudar os alunos a memorizar certos conteúdos. [...] BIERNATH, André. O que é musicoterapia e qual o seu benefício. Veja Saœde, 18 out. 2019. Disponível em: https://saude.abril.com. br/bem-estar/o-que-e-a-musicoterapia/. Acesso em: 29 jun. 2020. a) Considere o site em que a reportagem foi publicada, o título e os subtítulos de suas seções. Como eles sinalizam o assunto do texto? b) Como a imagem do texto ajuda a materializar o seu sentido? Descreva para a turma uma outra possibilidade de ilustração para a reportagem. c) As aplicações terapêuticas da música são um assunto relativamente novo. Que estratégias foram usadas para dar credibilidade às informações sobre a música como terapia veiculadas pelo texto? d) Você ou alguém da sua família já usou a música para melhorar a saúde física e emocional? Conte para os colegas. 3 Embora a reportagem destaque apenas os benefícios de se escutar música, dançar também pode ter efeitos terapêuticos. Essa é a proposta da dançaterapia. Observe estas imagens de aulas de dançaterapia e converse com os colegas sobre as questões propostas. a) As pessoas parecem viver um momento agradável? Que elementos sugerem isso? b) Que elementos sinalizam que as imagens são registros de dançaterapia? Pessoas vivenciando aulas de dançaterapia. Po nt e do A rc o Ír is /p on te do ar co iri s. co mE sp aç o V ív er e/ w w w .v iv er ed an ca te ra pi a. co m .b r E sp aç o V ív er e/ w w w .v iv er ed an ca te ra pi a. co m .b r 2. a) O texto foi retirado de um site que publica matérias relacionadas à área da Saúde. O título e os subtítulos usam um vocabulário que pertence aos campos semânticos da saúde e da música. Essas pistas sinalizam que o texto vai abordar a relação entre música e saúde. 2. b) A imagem mostra um ins- trumento musical do qual saem comprimidos, expressando a me- táfora da música como remédio. Acolha as ideias dos estudantes sobre outros modos de ilustrar o texto; essa é uma boa oportunida- de para exercitar a criatividade em um contexto determinado. 2. c) O uso de depoimentos de es- pecialistas por meio do discurso direto com aspas e a apresenta- ção de exemplos para ilustrar os benefícios da musicoterapia. Comente com os estudantes que o discurso direto, nesse caso marcado com aspas, caracteriza o uso do discurso de autoridade. 2. d) Incentive os estudantes a relatar os usos intencionais da música na vida deles e na dos familiares. Espera-se que os estudantes respondam que sim, já que as pessoas estão com semblante alegre e relaxado, parecendo se sentir à vontade. O fato de as pessoas estarem em posições que sinalizam movimentos: encurvadas, com os braços es- tendidos, pernas flexionadas. Comente com os estudantes que as imagens expressam o caráter livre e relaxante dos movimentos. V3_LINGUAGENS_Faccioli_g21At_Cap1_017a046_LA.indd 34V3_LINGUAGENS_Faccioli_g21At_Cap1_017a046_LA.indd 34 14/09/2020 16:5814/09/2020 16:58 3 5CAPÍTULO 1 4 Relacione as imagens observadas aos textos a seguir e discuta com os colegas. O corpo humano é naturalmente predisposto ao movimento. A pele, os músculos, a estrutura óssea são um convite constante à dança concebida como capacidade pro- funda de expressão, comunicação, relação. Quando por causa da doença, dos traumas, da depressão ou da perda de interesse pelo que está ao nosso redor nos afastamos de nós mesmos e entramos nos campos nebulosos do “não sentir”, a dançaterapia, que é um movimento de afirmação e de recuperação também da própria identidade, pode reconduzir à dimensão do prazer, do equilíbrio, da criação. CAMPO, Pio. O que é dançaterapia. Centro Internacional de Dançaterapia Maria Fux. Disponível em: http://dancaterapia.org/dancaterapia/. Acesso em: 14 jul. 2020. [...] A dançaterapia [...] não se alimenta de receitas ou de invenções que seguem cri- térios ditados pelo marketing. Creio que é, ao contrário, uma escolha feita de voos e quedas, uma aprendizagem sábia de escuta, alheia à vaidade e à pressa. [...] CAMPO, Pio. Processo formativo. Centro Internacional de Dançaterapia Maria Fux. Disponível em: http://dancaterapia.org/formacao/. Acesso em: 14 jul. 2020. a) Há características da pele, dos músculos e da estrutura óssea humana que demonstram que o corpo é naturalmente predisposto ao movimento e à dança? • Há elementos nas imagens que comprovem essa disposição corporal ao movimento? b) Que elementos nas imagens permitem relacionar a dançaterapia à ausência de receitas, de critérios de marketing e de vaidade? Como você compreende essas características? A dançaterapia foi criada pela reconhecida dançarina e coreógrafa argentina Maria Fux (1922-). Sua inquietação em expandir a arte da dança para além das exposições e dos espetáculos contribuiu para criar essa metodologia que, fundindo dança e teatro, tornou-se uma ponte entre as pessoas. A dançaterapia propõe uma reapropriação da linguagem corporal, permitindo abandonar a rigidez, o medo e a instabilidade. Ela busca uma compreensão mais profunda do próprio corpo e a superação de bloqueios emocionais e corporais. A dançaterapia tem sido utilizada para complementar intervenções médicas e psicológicas. BALCÃO DE INFORMAÇÕES A coreógrafa e dançarina Maria Fux. Imagem extraída do documentário Dancing with Maria [Dançando com Maria], dirigido por Ivan Gergolet (Argentina, 2014, 75 min). W ik i D a n ç a /w ik id a n c a .n e t 4. a) Ajude os estudantes a perceber que a pele e os músculos são flexíveis, maleáveis, e que a estrutura óssea humana é móvel, com várias articulações que possibilitam diferentes movimentos. 4. a) • Estimule os estudantes a perceber que as imagens demons- tram movimentos explorando essa flexibilidade e maleabilidade do corpo: as pessoas estão inclinadas para a frente e para os lados, aga- chadas, com os braços arqueados. 4. b) Incentive os estudantes a ob- servar as imagens como expres- sões de espontaneidade e mo- vimentos livres, sem muito rigor ou excesso de especialização; as pessoas parecem se movimentar de acordo com os limites do pró- prio corpo. A ideia é que os estudantes per- cebam que a dançaterapia é uma possibilidade de as pessoas busca- rem autoconhecimento e autocui- dado com a saúde física e emocio- nal. A dança é voltada à expressão, à comunicação e à relação entre as pessoas por meio do corpo e do movimento. Isso contribui para que o praticante encontre seus li- mites e explore as potencialidades físicas, desenvolvendo autoconhe- cimento corporal. V3_LINGUAGENS_Faccioli_g21At_Cap1_017a046_LA.indd 35V3_LINGUAGENS_Faccioli_g21At_Cap1_017a046_LA.indd 35 14/09/2020 16:5814/09/2020 16:58 3 6 CAPÍTULO 1 5 Que tal fazer uma aula de dançaterapia? Siga os passos e curta essa experiência! COMO FAZER Onde e como A turma deve se reunir em uma sala espaçosa, com um aparelho de som. Todos devem vestir roupas confortáveis e ficar descalços. Os estudantes devem seguir as instruções do professor. Observe os movimentos que serão realizados 1o momento: reconhecimento dos sons e adaptação do corpo ao espaço (1 minuto) Ouça os sons da música e comece a se movi- mentar pelo espaço. Pense em qual movimen- to seu corpo pede para fazer ao ouvir o som. Fique à vontade consigo mesmo, com o som e com a tentativa de encaixar seus movimentos na música. Não se preocupe com os movimen- tos executados pelos colegas. Momento de reconhecimento dos sons em aula de dançaterapia. Pelotas (RS), 2011. Momento de ambientação em aula de dançaterapia. Araraquara (SP), 2014. Momento de voos e quedas em aula de dançaterapia, em Brasília (DF), s.d. 2o momento: ambientação (de 1 minuto até 4 minu- tos, aproximadamente) Busque sentir se seu corpo está ambientado. Comece a se mover naturalmente de acordo com as sinalizações dos sons. 3o momento: voos e quedas (de 4 minutos a 7 minu- tos, aproximadamente) Vivencie momentos conturbados em re- lação aos sons. Tente se movimentar, mas aja como se não conseguisse, compor- tando-se como se algumas partes do seu corpo estivessem coladas. Depois desse esforço, você deve, finalmente, se movimen- tar. Na sequência, seu corpo volta a ficar como se as partes estivessem coladas, e o esforço para se mover volta a ser enorme. Ao final, você consegue mover o corpo novamen- te, e os movimentos tornam-se leves e sincro- nizados à música. R ep ro du çã o/ ds br as ili a. or g .b r E sp aç o V ív er e/ Yo ut ub e E sp aç o de A rt e Á ga pe /a ga pe 44 80 .b lo gs po t. co m 5. Caso não seja possível utilizar um espaço amplo, use a própria sala com as carteiras afastadas. O primeiro passo é escolher a música para a realização da aula. Uma possibilidade é o “Adágio para cordas e órgão em Sol menor”, de Tomaso Albinoni, executada pela Orquestra Filarmônica de Berlim com regência de Herbert von Karajan. Disponível em: https:// youtu.be/o6Q8Y9rhLQc. Acesso em: 14 jul. 2020. É essencial escutar a música antes para saber os momentos em que você deve indicar o que fazer. V3_LINGUAGENS_Faccioli_g21At_Cap1_017a046_LA.indd 36V3_LINGUAGENS_Faccioli_g21At_Cap1_017a046_LA.indd 36 14/09/2020 16:5814/09/2020 16:58 3 7CAPÍTULO 1 Para saber mais sobre dançaterapia, acesse o site do Centro Internacionalde Dançaterapia Maria Fux, disponível em: http:// dancaterapia.org/. Acesso em: 14 jul. 2020. Nele, você vai obter diversas informações sobre o tema, além de ver fotos de eventos realizados pelo centro. VALE VISITAR 4o momento: relaxamento (de 7 minutos a 8 minutos) Desfrute a sensação de bem-estar e sinta o cor- po se movimentar livremente de acordo com os sons. O corpo se movimenta lentamente e se acalma. 6 Faça um círculo com os colegas e converse com eles sobre a experiência com a dançaterapia. a) Como foi viver cada momento? Quais sensações vivenciaram? Vocês fariam de novo? Indicariam a alguém? b) Ao vivenciar a dança como uma manifestação corporal espontânea, produzindo uma sequência de movimentos interligados pela música e criando uma coreografia, você foi capaz de perceber em sua dança elementos expressivos como leve/pesado, forte/fraco, rápido/lento, fluido/interrompido? O que gerou essas expressões nos movimentos e suas mudanças? c) Coordenação motora, equilíbrio, organização espacial, organização temporal, ritmo, lateralidade e esquema corporal são elementos básicos da motricidade humana. Baseando-se em sua experiência com essa prática, você acredita que dançar leva ao desenvolvimento dessas habilidades? d) Deixar o corpo ser levado pela música e, a partir dessa movimentação (expressão) corporal, vivenciar a própria capacidade de criação foi uma experiência fácil ou difícil? Por quê? A la m y/ Fo to ar en a R ep ro du çã o/ da nc at er ap ia .o rg NÃO ESCREVA NESTE LIVRO. Momento de relaxamento em aula de dançaterapia. Milão, Itália, 2010. Terapeuta Pio Campo, do Centro Internacional de Dançaterapia Maria Fux, orientando aula de dançaterapia. 5o momento: alegria e satisfação Realize movimentos fortes e extravagantes de expressão de alegria durante o final da música e por algum tempo ainda depois de seu final, pensando que está tocando sua própria música de alegria. 6. a) Estimule a discussão. Ajude os estudantes a refletir sobre cada momento. É muito importante que eles compartilhem o que sentiram com a experiência. 6. b) É importante levar os estu- dantes a recordar seus movimen- tos coreografados e perceber qual estímulo os conduziu a mudanças. Provavelmente, a resposta estará relacionada ao ritmo da música e a variações de intensidade e de frequência nela. 6. c) Elementos da motricidade humana sempre estão em proces- so de desenvolvimento quando são acionados para a ação. Sendo assim, dançar ajuda muito o sujei- to a trabalhar seu potencial motriz com base na consciência corporal e nas habilidades colocadas em prática. 6. d) Espera-se que os estudantes façam um autorreconhecimento de sua facilidade e/ou sua dificul- dade em se expressar pela dança. Muitos elementos entram nessa situação para balizar as respostas: vergonha, timidez, falta de costu- me em dançar, medo de se expor, questões de gênero, pouca habi- lidade motora, gostar de dançar, ser desinibido, ser leve diante dos desafios, etc. V3_LINGUAGENS_Faccioli_g21At_Cap1_017a046_LA.indd 37V3_LINGUAGENS_Faccioli_g21At_Cap1_017a046_LA.indd 37 14/09/2020 16:5814/09/2020 16:58 3 8 CAPÍTULO 1 5ª PARADA MOVIMENTO E MÚSICA: HARMONIA, RITMO E EXPRESSÃO Você viu que a música contribui até para melhorar a saúde das pessoas, mas os es- portes também dialogam com essa linguagem? Aproveite a última parada para explorar essa relação. Afinal, se você quiser produzir uma playlist para praticar uma atividade física, será preciso compreender como se ligam o esporte e a música. Por isso, nesta parada, você conhecerá melhor a ginástica rítmica. 1 No Embarque, vocês viram que a música pode auxiliar na concentração e na melhora do desempenho em competições esportivas. a) Você conhece modalidades esportivas que ocorrem com música? Quais são elas? NA BNCC Competências gerais: 1, 2, 5 Competências específicas de Linguagens: 1, 5, 7 Habilidades de Linguagens: EM13LGG103, EM13LGG501, EM13LGG701, EM13LGG704 Habilidades de Língua Portuguesa: Todos os campos de atuação social: EM13LP12, EM13LP13, EM13LP14 Há modalidades esportivas que integram música, dança e competição esportiva. O sportdance, ou dança esportiva, por exemplo, é uma modalidade esportiva inspirada em danças urbanas, como o breaking dance, ligado à cultura hip-hop. No break, os integrantes propõem diversos tipos de disputa em que se desafiam com movimentos intensos feitos próximo ao chão. Essa modalidade esportiva será integrada aos Jogos Olímpicos de Paris, em 2024. BALCÃO DE INFORMAÇÕES BAGAGEM Há modalidades esportivas que consideram a qualidade dos movimentos de acordo com critérios técnico-combinatórios para a realização das competições. É o caso das ginásticas: artística (masculina e feminina), acrobática, aeróbica e de trampolim, nado sincronizado e saltos ornamentais. Apesar de não ter caráter competitivo, e sim demonstrativo e participativo, a ginástica para todos segue os mesmos princípios. A Gymnaestrada é um dos eventos mais importantes da ginástica participativa e ocorre quadrienalmente, reunindo muitos atletas. Os atletas Le Minh Hieu, do Vietnã, e Ramu Kawai, do Japão, na disputa pela medalha de ouro na competição de equipes mistas de break dance nos Jogos Olímpicos da Juventude, em Buenos Aires, Argentina, 2018. b) Você já conhecia o sportdance? Você acha que a popularidade entre os jovens é um bom motivo para a inclusão desse esporte no programa olímpico? c) Em sua opinião, como a música pode estar ligada aos critérios de avaliação de esportes como o sportdance? 2 Você conhece as principais características da ginástica rítmica? Caso não conheça, faça uma busca em enciclopédias esportivas ou sites de federações estaduais, nacionais e internacionais para obter essas informações. pi ct ur e al lia nc e/ G et ty Im ag es 1. a) Espera-se que os estudantes mencionem esportes como ginástica rítmica, gi- nástica artística, nado sincronizado e patinação artística. É possível que mencionem 1. b) Respostas pessoais. Acolha os argumentos dos estudantes, considerando, sobretudo, se conhecem o break e se já viven- ciaram essa prática. O Comitê Olímpico Internacional tem reno- vado seu quadro de esportes no programa olímpico a �m de cha- mar atenção de um público mais jovem. Modalidades como o sur- fe, o skate, a escalada esportiva e o BMX foram incluídas nos Jogos Olímpicos. 1. c) A avaliação é feita, principal- mente, por meio da comparação dos movimentos. Como são de- senvolvidos de acordo com os sons das músicas, que devem estar em harmonia com os movi- mentos, pode-se considerar que a avaliação dessas competições tem estreita relação com a música. 2. Além da competição realizada por meio de uma avaliação comparativa dos movimentos, a ginástica rítmica depende de música e elementos de coreogra�a em todas as suas provas e aparelhos (só o nado sincronizado apresenta essa mesma característica). Os aparelhos especí�cos também podem ser apontados (arco, corda, �ta, maças, bola, dois arcos menores e bastão), provas individuais por aparelho, provas coletivas, competição em grupo. também jogos não inseridos nos esportes de alta performance, como a capoeira ou o treino de academias, entre outras manifestações da cultura corporal. O importante é levantar referências dos estudantes que associam o movimento, a música, a dança e o esporte. Consulte respostas esperadas e mais informações para o trabalho com as atividades desta parada nas Orientações específicas deste Manual. V3_LINGUAGENS_Faccioli_g21At_Cap1_017a046_LA.indd 38V3_LINGUAGENS_Faccioli_g21At_Cap1_017a046_LA.indd 38 14/09/2020 16:5814/09/2020 16:58 3 9CAPÍTULO 1 3 Assista à apresentação da equipe feminina brasileira nos Jogos Olímpicos de Atenas 2004, no Canal Olímpico, disponível em: https://www.olympicchannel. com/pt/video/detail/ginastica-ritmica-canta-brasil-music-monday-s/ (acesso em: 29 jul. 2020). A equipe competiu ao som de “Canta Brasil”, canção de Alcyr Pires Vermelho, Clotilde Arias e David Nasser, muito conhecida na voz da cantora Gal Costa. Após observar a apresentação pela primeira vez, retorne ao início do vídeo e analise-o com os colegas e o professor, baseando-se nas perguntas a seguir. a) Durante a apresentação, escute atentamente a música, observando seus elementos constitutivos: intensidade e ritmo. Os movimentos das atletas têm características semelhantes às da música? b) Observe a movimentação das atletas. Como elas exploram o espaço variando os planos e as direções dos deslocamentos? c) Observe o ritmo da dança: Quando as atletas se movimentam em frequência lenta, moderada ou rápida? Como é a impressão de tempo, peso e fluência nos movimentos das atletas? d) Que outros elementos ajudam a compor a apresentação? e) Qual é a relação entre a música e a movimentação corporal na ginástica rítmica? 4 A competição na ginástica rítmica ocorre por meio de notas de desempenho atribuídas por árbitros. Eles avaliam a série de duas formas: uma nota de dificuldade e uma nota de execução. Converse com os colegas sobre as questões a seguir e registre uma síntese das respostas no caderno. a) A nota de dificuldade está associada a elementos obrigatórios e de livre escolha, informados previamente aos árbitros. Piruetas, giros, paradas de mão, equilíbrios de complexificação, saltos mortais, lançamentos e movimentos dos aparelhos já têm uma pontuação de dificuldade preestabelecida pela federação. Você conhece algum desses movimentos? Consegue identificá-los na apresentação da equipe brasileira? b) A nota de execução está ligada à realização de todos os elementos da série com máxima perfeição. Precisão, ângulo, velocidade, entre outros aspectos, podem subtrair ou somar pontos. Conta, sobretudo, a apreciação estética dos movimentos de dança e da fluência de gestos. Erros, quedas e descontrole dos aparelhos podem subtrair pontos. Qual é a função da música para a nota de execução? c) Você acha que a expressão artística do atleta pode se manifestar na ginástica rítmica? NÃO ESCREVA NESTE LIVRO. Equipe brasileira de ginástica rítmica nos Jogos Olímpicos de Atenas, apresentando-se ao som de “Canta Brasil”, em 15 de agosto de 2004. Ilu st ra çõ es : N in a R ey es /S hu tt er st oc k R ay S tu bb le bi ne /R eu te rs /F ot oa re na 3. b) A movimentação é composta de corridas, deslocamentos laterais, caminhadas e deslocamentos dan- çados em diferentes direções, preenchendo e ocupando todo o espaço. Há passagens em que as atletas se concentram em um mesmo ponto. Os gestos ocorrem em planos baixos (próximos ao chão), planos médios, quando estão de pé, e planos altos, quando saltam. 3. c) A coreografia é composta de uma sequência de movimentos que se sucedem rápida, lenta ou mode- radamente em fluências distintas, po- dendo ser constantes e consistentes ou abruptos e espaçados. A gestuali- dade corporal causa impressão de le- veza e facilidade em alguns gestos e emprego de força e peso em outros. Ajude os estudantes a perceber as variações conforme o vídeo avança. 3. d) Oriente os estudantes a obser- var as características de figurino, maquiagem, iluminação, cenário e adequação da música. A modalidade tem um padrão comum, contudo a cor e os detalhes da vestimenta e da maquiagem são variáveis e precisam se adequar à expressividade da co- reografia e da música escolhida. 3. e) É importante que os estudantes percebam que as variações de ritmo, timbre, melodia e intensidade da música ditam as variações de fluência, de peso, dos deslocamentos, do ritmo e dos próprios movimentos da ginástica. Na composição coreográfica, é preciso buscar expressões que harmonizem com a música. 4. a) Resposta pessoal. Proponha aos estudantes que busquem informa- ções sobre cada um desses movimentos caso não os conheçam. É provável que apontem movimentos de aparelhos como um elemento mais visível. 4. b) Espera-se que os estudantes apontem que a sincronia entre os movimentos dançados e a música de acordo com o ritmo, a intensidade e a fluência garante a harmonização entre o corpo e o som. Nesse sentido, é fundamental uma boa escolha musi- cal articulada a uma boa composição coreográfica. 4. c) Apesar da componente estética ser um dos critérios mais importantes para a ginástica rítmica, estimule a discussão no sentido de que os atletas não têm liberdade total, uma vez que podem perder pontos de execução caso sua expressão artística fuja dos rígidos códigos e parâmetros definidos pela Federação Internacional. 3. Exiba a apresentação e oriente os estudantes a perceber os movimentos e a relação deles com a música, destacando as variações de movimentos das atletas e sua relação com os movimentos da música. 3. a) Incentive os estudantes a identificar as características de intensidade e ritmo na movimentação das atletas, estabelecendo relação entre a ocupação do espaço, o tempo, a leveza e a fluência. Esses dados serão explorados na sequência, então, nes- se momento, estimule-os a fazer uma comparação prévia. V3_LINGUAGENS_Faccioli_g21At_Cap1_017a046_LA.indd 39V3_LINGUAGENS_Faccioli_g21At_Cap1_017a046_LA.indd 39 14/09/2020 16:5814/09/2020 16:58 4 0 CAPÍTULO 1 5 Observe as fotografias de atletas usando os diferentes aparelhos da ginástica rítmica. A ginástica rítmica é um esporte recente, com forte influência de práticas corporais artísticas do Leste Europeu. Ela entrou oficialmente nos Jogos Olímpicos em 1984. Sua modalidade masculina é ainda mais nova e múltipla, sendo muito tradicional na Espanha. A modalidade masculina é igual à feminina e tem como aparelhos fita, arco, maças, corda e bola. A prova coletiva é realizada com cinco ginastas que se apresentam com aparelhos previamente determinados. Há também um tipo de ginástica rítmica masculina originado no Japão, com muita influência na Ásia, que absorveu elementos inspirados nas artes marciais asiáticas. Nela os aparelhos são diferentes, e apresentações de grupo acontecem com seis ginastas com as mãos livres. Ainda não existem competições internacionais de ginástica rítmica masculina, e a modalidade também não está nos Jogos Olímpicos. BALCÃO DE INFORMAÇÕES Unai Arrieta, atleta espanhol, utilizando as maças como aparelho. Fotografia de 2020. Naazmi Johnston, atleta australiana, utilizando a corda como aparelho. Delhi, Índia, 2010. Grace Legote, atleta sul-africana, utilizando a bola como aparelho. Austrália, 2018. Chisaki Oiwa, atleta japonesa, utilizando a fita como aparelho. Japão, 2019. San Wong Poh, atleta malaia, utilizando o arco como aparelho. Inglaterra, 2014. Kohei Ogawa, atleta japonês, utilizando o bastão como aparelho. Japão, 2015. Nos Jogos Olímpicos, não há modalidade masculina do nado sincronizado. Além disso, a prova de solo da ginástica artística masculina não incorpora elementos de coreografia como a feminina. Converse com os colegas: O que tem levado à exclusão das modalidades masculinas desses esportes dos Jogos Olímpicos? É possível que haja relação com a música e a expressão corporal? O u e n M R G /Y o u tu b e T h e A s a h i S h im b u n /G e tt y I m a g e s J o s e a n R o za d a /w w w .d o n o s ti ti k .c o m A le x L iv e s e y /G e tt y I m a g e s C a m e ro n S p e n c e r/ G e tt y I m a g e s M ik e E g e rt o n /P A I m a g e s v ia G e tt y I m a g e s 5. Deixe que os estudantes formulem suas opiniões e incentive-os a construir argumentos para defendê-las. A constituição histórica desses esportes na modernidade apelou para um padrão feminino ligado à delicadeza e à harmonia e um padrão masculino vigoroso e cheio de esforço. Esses paradig- mas binários ainda subsistem nas ginásticas competitivas. Hoje em dia, entretanto, essa lógica bináriaestá em questionamento, devido às discussões sociais e políticas ligadas à questão dos gêneros. V3_LINGUAGENS_Faccioli_g21At_Cap1_017a046_LA.indd 40V3_LINGUAGENS_Faccioli_g21At_Cap1_017a046_LA.indd 40 14/09/2020 16:5814/09/2020 16:58 4 1CAPÍTULO 1 Renan Alcantara e Giovana Stephan no Campeonato Mundial de Esportes Aquáticos em Gwangju, Coreia do Sul, 2019. 6 Veja a seguir outros exemplos de esportes ligados à música que envolvem modalidades masculina, feminina e mista. A seguir, discuta com os colegas em uma roda de conversa. Atletas brasileiros de ginástica acrobática Fabrício Abreu e Yasmin Menezes em preparação para o Campeonato Mundial de 2014. Equipe mista de ginástica acrobática da Universidade Federal de Lavras, quando foi tricampeã da Copa Pan-americana de 2018, na Colômbia. Em relação às competições esportivas com música, o que você pensa sobre a inclusão de modalidades mascu- lina e mista em Jogos Olímpicos? C o n fe d e ra ç ã o B ra s ile ir a d e G in á s ti c a /w w w .c b g in a s ti c a .c o m .b r Iv a n F e rr e ir a /U n iv e rs id a d e F e d e ra l d e L a v ra s /u fl a .b r S a ti ro S o d ré /r e d e d o e s p o rt e .g o v. b r Conduza os estudantes a perceber que os esportes apresentados na página não estão inseridos nos Jogos Olímpicos e são modalidades mistas. Deixe-os debater livremente, inibindo comentários sexistas com argumentos contrários. V3_LINGUAGENS_Faccioli_g21At_Cap1_017a046_LA.indd 41V3_LINGUAGENS_Faccioli_g21At_Cap1_017a046_LA.indd 41 14/09/2020 16:5814/09/2020 16:58 4 2 CAPÍTULO 1 DESEMBARQUE PORTÃO 1 NOSSAS PLAYLISTS Gênero Sociograma musical da turma Situação Você vai investigar as afinidades musicais da turma por meio de playlists comentadas individuais e organizar as informações encontradas em um sociograma. Tema Afinidades musicais. Objetivos 1) Construir e compartilhar playlists comentadas individuais. 2) Descobrir possíveis afinidades musicais entre os colegas da turma. 3) Exercitar a empatia, o diálogo e a cooperação na resolução de conflitos. Quem é você Uma pessoa que gosta de escutar música para fazer atividades diversas. Para quem Sua turma. Tipo de produção Mista (parte individual e parte em grupo). PORTÃO 2 DISCUTINDO O PROBLEMA A SER SOLUCIONADO 1 Neste capítulo, você e os colegas refletiram sobre a presença da música na sociedade, considerando aspectos individuais e sociais. Converse com a turma: Será que os gostos individuais podem ser investigados também a partir de uma perspectiva social? Ou dizem respeito apenas à individualidade? 2 Vocês vão participar de uma investigação para resolver o seguinte problema: “Quais são as afinidades musicais da turma? O que elas dizem sobre o grupo?” Informe-se sobre o que você vai fazer. NA BNCC Competências gerais: 1, 2, 3, 4, 5, 8, 9, 10 Competências específicas de Linguagens: 1, 2, 3, 6, 7 Habilidades de Linguagens: EM13LGG101, EM13LGG103, EM13LGG104, EM13LGG201, EM13LGG204, EM13LGG301, EM13LGG302, EM13LGG305, EM13LGG601, EM13LGG602, EM13LGG604, EM13LGG701, EM13LGG703 Habilidades de Língua Portuguesa: Todos os campos de atuação social: EM13LP01, EM13LP02, EM13LP11 Campo da vida pessoal: EM13LP20, EM13LP21 Campo das práticas de estudo e pesquisa: EM13LP28, EM13LP33, EM13LP34 Campo artístico-literário: EM13LP46, EM13LP47, EM13LP51, EM13LP53 Neste capítulo, você experimentou a música de vários modos: expressão cultural, componente essencial em modalidades esportivas, parceira de outras artes e prática terapêutica. Agora, a música será o tema de uma investigação sobre as afinidades entre você e os colegas da turma. Il u s tr a ç õ e s : S p ic y Tr u ff e l/ S h u tt e rs to ck Leia o projeto de comunicação com os estudantes. Informe que se trata de um trabalho que terá uma parte desenvolvida individual- mente e outra, em grupo. Há sugestões de divisão em grupos com suas respectivas funções, mas os estudantes podem optar por ou- tra forma de organização com sua ajuda. Não explique ainda o que é sociograma, pois isso será tratado ao longo do Desembarque. Consulte respostas esperadas e mais informações para o trabalho com as atividades desta seção nas Orientações específicas deste Manual. 1. Após o estudo orientado no capítulo, espera-se que os estudantes concluam que os gostos individuais também podem ser observados a partir de uma perspectiva social, até porque esses campos não cons- tituem aspectos isolados da vida. Ao contrário, as dimensões individuais e sociais são interdependentes. V3_LINGUAGENS_Faccioli_g21At_Cap1_017a046_LA.indd 42V3_LINGUAGENS_Faccioli_g21At_Cap1_017a046_LA.indd 42 14/09/2020 16:5814/09/2020 16:58 4 3CAPÍTULO 1 CONSTRUINDO E COMPARTILHANDO AS PLAYLISTS COMENTADAS 2 Ouça a playlist publicada no blog da Secretaria de Saúde do governo de Minas Gerais no Outubro Rosa de 2017. Disponível em: http://blog.saude.mg.gov.br/ 2017/10/04/outubrorosa-cuidados-cotidianos-devem-fazer-parte-da-rotina/. Acesso em: 15 jul. 2020. a) Qual é a especificidade da playlist que você ouviu? b) O que o blog sugere que se faça ouvindo a playlist? c) Você usaria essa playlist para realizar o mesmo tipo de atividade proposto pelo blog? Por quê? Comente com os colegas. 3 Construa sua playlist. COMO FAZER Escolhendo as faixas Busque, em sites especializados, quatro faixas musicais para serem ouvidas desenvol- vendo as seguintes atividades. • estudar; • fazer atividade física; • dançar; • dormir. Anote o nome das faixas, considerando as gravações de sua preferência. Comentando as escolhas Pense em justificativas para suas escolhas: Por quais motivos você optou por essa fai- xa e essa gravação? Você prefere gêneros musicais com andamento mais rápido para fazer atividades físicas e para dançar e gêneros musicais com andamento mais lento para dormir e para estudar? Para apresentar esses motivos, escreva um breve comen- tário, utilizando elementos próprios da linguagem musical. 4 Crie com os colegas um grupo em uma plataforma de trocas de informações on-line para compartilhar todas as playlists comentadas que a turma produziu. O professor deve ficar como mediador para organizar as informações. 5 Antes de postar as playlists na plataforma, cada um de vocês deve selecionar uma imagem que o represente. 1 Durante a viagem, você leu sobre a relação entre música e reações corporais. Troque experiências com os colegas. a) A música influencia a sua vida? b) Você consegue perceber reações corporais causadas pela música? c) Uma música com o andamento mais rápido alegra ou anima você? O objetivo desta atividade é que os estudantes pesquisem músicas que se relacionem ao desenvolvimento de atividades preestabelecidas e à troca de experiências sobre esse tema, promovendo a reflexão sobre relações sociais, cultura e escolhas pessoais. 1. Estimule trocas de experiências sobre o papel da música na vida de cada um e sobre as diferenças de reações corporais relacionadas a diferentes gêneros musicais. Ajude- -os a iniciar uma interpretação crítica de textos sonoros, relacionando as reações corporais aos diferentes gêneros musicais. Ela é composta somente de músicas cantadas por vozes femininas. Que seja praticada atividade física. Respostas pessoais. Contribua para que os estudantes façam análises críticas de dife- rentes visões de mundo veiculadas em diferentes mídias e da influência dessas visões na construção das escolhas e dos interesses pessoais. Às vezes, o blog indica que seja realizada determinada atividade, mas algumas pessoas usariam as mesmas músicas para outras. No entanto, cabe reforçar que as mídias direcionam os gostos e os desejos das pessoas. 4. Contribua para que os estudan- tes façam uma interpretação críti- ca de suas preferências musicais, considerando o que aprenderam em casa, no espaço escolar e em outras esferas.5. Participe ativamente desse grupo, orientando os estudantes a expandir as formas de produzir sentidos além das dimensões técnicas, criativas e estéticas, alcançando, assim, dimensões críticas e éticas. Existem plataformas gratuitas que podem ser usadas para criar o grupo. O andamento musical é a velocidade do compasso, ou seja, quão rápida ou lenta uma música pode ser. Basicamente são três tipos de andamento: rápido, moderado e lento. BAGAGEM V3_LINGUAGENS_Faccioli_g21At_Cap1_017a046_LA.indd 43V3_LINGUAGENS_Faccioli_g21At_Cap1_017a046_LA.indd 43 14/09/2020 16:5814/09/2020 16:58 4 4 CAPÍTULO 1 PORTÃO 3 CONSTRUINDO O SOCIOGRAMA MUSICAL DA TURMA 1 Chegou o momento de construir o sociograma musical da turma. a) Converse com os colegas e levantem hipóteses: Vocês sabem o que é um sociograma? O que imaginam que seja? b) Cheque as hipóteses levantadas considerando as informações do boxe abaixo. Registrem, em uma tabela, as informações das playlists que �caram sob a responsa- bilidade do seu grupo. Essas informações serão usadas para construir o sociograma musical da turma. Vejam a seguir um modelo de tabela. Metrônomo. BAGAGEM Sociograma é um tipo de gráfico que permite visualizar as relações entre integrantes de um grupo social, observando tendências de afinidades e objetivos comuns. Por meio dele, é possível, por exemplo, ativar ligações potenciais entre integrantes que não se conhecem, mas têm afinidades. As afinidades mais influentes, ou seja, aquelas que têm maior preferência entre os componentes, são denominadas “líderes sociométricos”. 2 Para construir o sociograma musical, vocês vão trabalhar com o reconhecimento de padrões, ou seja, com a identificação de características comuns entre os dados encontrados. Sigam as orientações. COMO FAZER Classificando as músicas das playlists pelo andamento Organizem-se em grupos e dividam, da forma mais equitativa possível, as playlists produzidas pela turma. Classi�quem as músicas selecionadas pelo andamento (em lentas, moderadas ou rá- pidas). Para isso, vocês podem usar aplicativos gratuitos de metrônomos disponíveis na internet. A lz b e ta /S h u tt e rs to ck Estimule os estudantes a falar palavras que con- siderem ter relação com um sociograma e ano- te-as no quadro. Se julgar conveniente, faça, co- letivamente, a leitura do boxe, a �m de garantir que todos os estu- dantes se apropriem do conceito de sociograma. Esclareça que ele pode ser utilizado de várias formas, até mesmo para que os grupos percebam subdivisões internas e possam dissolvê-las. Pontue que o sociograma permite que falsas a�nidades sejam des- cobertas e diferenças aparentes sejam descartadas. Participe ativamente de todos os grupos, contribuindo sempre que houver discordância de ideias. Caso as discussões �quem muito longas, opte por promover uma votação. Oriente os estudantes a usar o metrônomo para identi�car o tipo de andamento das músicas das playlists. Caso seja necessário, realize a medição do andamento das músicas de uma das playlists como exemplo. Não é preciso fazer análises muito so�sticadas das músicas, apenas atribuir uma classi�cação prévia entre lentas, moderadas e rápidas. V3_LINGUAGENS_Faccioli_g21At_Cap1_017a046_LA.indd 44V3_LINGUAGENS_Faccioli_g21At_Cap1_017a046_LA.indd 44 14/09/2020 16:5814/09/2020 16:58 4 5CAPÍTULO 1 Música lenta para estudar (MLE) Augusto, Pedro, Roberta Música lenta para fazer atividade física (MLAF) Augusto Música lenta para dançar (MLDan) Augusto, Roberta Música lenta para dormir (MLDor) Pedro Música moderada para estudar (MME) Música moderada para fazer atividade física (MMAF) Pedro Música moderada para dançar (MMDan) Pedro Música moderada para dormir (MMDor) Augusto Música rápida para estudar (MRE) Música rápida para fazer atividade física (MRAF) Roberta Música rápida para dançar (MRDan) Música rápida para dormir (MRDor) Roberta Analisando um sociograma musical Observem um exemplo de sociograma, construído com base nas informações da tabela. Considere o conceito e as possibilidades de interpretação de um sociograma e converse com os colegas sobre as questões a seguir. a) Como é possível visualizar as relações de afinidade no grupo por meio do sociograma? b) Relacionando os tipos de andamento com as atividades, qual seria o andamento que funciona como líder sociométrico? E como essa informação é destacada no sociograma? c) Augusto, Pedro e Roberta poderiam compartilhar uma playlist para fazer atividade física? Construindo o sociograma musical da turma Usando um computador e um projetor, construam, coletivamente, o sociograma mu- sical da turma com base nas informações das tabelas elaboradas pelos grupos. Desta- quem os líderes sociométricos. MLE MLAF MLDan MLdor MME MMAF MMDan MMDor MRE MRAF MRDan MRDor Augusto RobertaPedro NÃO ESCREVA NESTE LIVRO. A expectativa é de que os estudantes percebam que Augusto, Pedro e Roberta preferem música lenta para estudar. Se eles fossem estudar juntos, provavelmente não haveria problema em relação à escolha do andamento das músicas. Além disso, é possível apontar a�nidade entre Augusto e Roberta em relação à preferência da música lenta para dançar. O líder sociométrico é MLE, já que três estudantes escolheram música lenta para estudar. Essa informação foi destacada no sociograma pelo uso de letras em fonte maior e negrito. A expectativa é de que os estudantes respondam que não, já que, pelo sociograma, os integrantes preferem andamentos distintos de música para praticar atividade física: Augusto prefere MLAF; Pedro, MMAF; e Roberta, MRAF. Caso não seja possível o uso do computador e do projetor, os estudantes podem construir o sociograma na lousa e depois fazer o registro fotográ�co. Esse registro do sociograma é essencial para as atividades de análise que serão feitas no próximo portão. V3_LINGUAGENS_Faccioli_g21At_Cap1_017a046_LA.indd 45V3_LINGUAGENS_Faccioli_g21At_Cap1_017a046_LA.indd 45 14/09/2020 16:5814/09/2020 16:58 4 6 CAPÍTULO 1 PORTÃO 4 ANALISANDO O SOCIOGRAMA MUSICAL DA TURMA a) Segundo os índices sociométricos, quais colegas poderiam compartilhar uma playlist para estudar em grupo? Por quê? b) Quais colegas poderiam compartilhar uma playlist para fazer atividades físicas? Por quê? c) Quais colegas poderiam compartilhar uma playlist para dançar? Por quê? d) Quais colegas poderiam compartilhar uma playlist para dormir? Por quê? e) Quais fatores podem influenciar o estabelecimento dos líderes sociométricos da turma: preferências e experiências pessoais, familiares ou fatores relacionados à cultura? f) Ter afinidades musicais garante a empatia, o diálogo e a cooperação na resolução de conflitos? PORTÃO 5 AVALIANDO O APRENDIZADO Em uma roda de conversa, discutam as questões a seguir para fazer uma análise coletiva do sociograma musical da turma. Reflita sobre o que vocês e os colegas vivenciaram neste capítulo. ENTRETENIMENTO A BORDO Para conhecer a história do rock brasileiro, desde os precursores, como Celly Campello, até os anos 1980, leia ABZ do rock brasileiro, de Marcelo Dolabela (Estrela do Sul, 1987). Esse guia ilustrado traz informações sobre mais de 2.500 astros do rock nacional. Assista ao documentário Pedrinha de Aruanda, sobre Maria Bethânia. Dirigido por Andrucha Waddington (Brasil, 2006, 61 min), ele pode ser visto no canal oficial da produtora. Disponível em: https://youtu.be/ L56nApN7Jp4. Acesso em: 3 ago. 2020. QUESTÕES PARA AVALIAÇÃO 1 Você ampliou seu repertório, conhecendo novos gêneros musicais com as atividades do capítulo? 2 Foi importante realizar a pesquisa-ação para divulgar gêneros musicais pouco conhecidos em sua comunidade? 3 Você já havia evidenciado a relação entre música e poesia? Como? De que maneira você avalia essa relação após as ativi- dades do capítulo? 4 Você já conhecia práticas terapêuticas que utilizam música e dança? 5 Conhecer a importânciada música para alguns esportes pode deixá-lo mais preparado para apreciar as apresentações dos atletas dessas modalidades? 6 Quais outras afinidades da turma poderiam ser quantificadas em outros sociogramas? R ep ro du çã o/ E di to ra E st re la d o S ul R ep ro du çã o/ B is co ito F in o Os estudantes devem ser estimulados a analisar criticamente o sociograma musical da turma. É essencial que percebam, por exemplo, que não são apenas as músicas que fazem as pessoas se saírem bem ao realizar determinadas atividades juntas. É necessário ainda que percebam que a cultura também pode influenciar escolhas e gostos musicais. Por exemplo, em alguns países, as pessoas se divertem ouvindo óperas e músicas de concerto, o que não é tão popular no Brasil. Respostas pessoais. V3_LINGUAGENS_Faccioli_g21At_Cap1_017a046_LA.indd 46V3_LINGUAGENS_Faccioli_g21At_Cap1_017a046_LA.indd 46 14/09/2020 16:5814/09/2020 16:58 4 7CAPÍTULO 2 2 UMA EX PERIÊNC IA OLÍMPICA C A P Í T U L O Mulher com traje tradicional grego acendendo a tocha olímpica durante cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos de Inverno no estádio Panatenaico, em Atenas, na Grécia, em 2018. N este capítulo, você vai participar da organização de um evento esportivo com inspiração nos ideais olímpicos! Para iniciar essa jornada, vai refletir sobre di- ferentes modalidades que fazem parte de eventos mul- tiesportivos, para compreendê-las como práticas cultu- rais diversificadas. Depois, vai estudar o projeto de lei que institui a Se- mana da Educação Olímpica nas escolas, utilizando co- nhecimentos historicamente construídos para entender a realidade. Na sequência, vai analisar o modo como os países sede se planejam para recepcionar os Jogos Olím- picos, a fim de exercitar a empatia e o respeito à diversi- dade de indivíduos e grupos sociais. Em uma viagem na “carruagem de fogo” e em poemas indígenas, vai utilizar diferentes linguagens para descobrir que a música e a literatura têm mais em comum com as Olimpíadas do que imagina. Além disso, vai conhecer um pouco mais os jogos dos povos indígenas, acolhendo e valorizando os saberes desses grupos sociais. Por fim, vai conhecer algu- mas competições que buscam promover o conhecimento científico, agindo pessoal e coletivamente com base em princípios éticos e solidários. Prepare-se para acender a tocha olímpica! COMPONENTE CURRICULAR ARTICULADOR: EDUCAÇÃO FÍSICA Ververidis Vasilis/Shutterstock Consulte mais informações para o trabalho com este capítulo nas Orientações específicas deste Manual. V3_LINGUAGENS_Faccioli_g21At_Cap2_047a080_LA.indd 47V3_LINGUAGENS_Faccioli_g21At_Cap2_047a080_LA.indd 47 14/09/2020 16:5914/09/2020 16:59 4 8 CAPÍTULO 2 EMBARQUE 1 Você já assistiu a alguma competição dos Jogos Olímpicos, Paralímpicos ou Indígenas, presencialmente, pela televisão ou pela internet? Que modalidades você acompanhou? Fale para os colegas. 2 As várias modalidades dos Jogos Olímpicos, Paralímpicos e Indígenas exploram e viabilizam a expressão da pluralidade por meio de diversas características corporais, aptidões e habilidades físicas. Observe as imagens e responda às questões a seguir. Os Jogos Olímpicos constituem um dos eventos esportivos mais notáveis do mundo. Por meio de competições de tirar o fôlego, atletas de diversas nações, etnias e culturas reúnem-se para representar seus países e superar seus limites. Trata-se de um momento de aproximação e celebração global do corpo e da mente em sua diversidade. NA BNCC Competências gerais: 1, 2, 3, 4, 6 Competências específicas de Linguagens: 1, 2, 3, 5 Habilidades de Linguagens: EM13LGG104, EM13LGG201, EM13LGG202, EM13LGG204, EM13LGG301, EM13LGG302, EM13LGG501, EM13LGG502 Habilidade de Língua Portuguesa: Campo da vida pessoal: EM13LP20 Ginasta artística estadunidense Simone Biles (1997-). Rio de Janeiro (RJ), 2016. Velocista jamaicana Shelly-Ann Fraser-Pryce (1986-). Rio de Janeiro (RJ), 2016. Levantadora de peso e halterofilista sul-coreana Jang Mi-ran (1983-). Londres, Inglaterra, 2012. Jogador do Wheel Blacks passa a bola em partida do campeonato nacional de rúgbi em cadeiras de rodas. Sydney, Austrália, 2019. Indígenas mongolianos em disputa de arco e flecha. Palmas (TO), outubro de 2015. N u rP h o to /A F P O liv ie r M o ri n /A F P J a m ie S q u ir e /G e tt y I m a g e s C a m e ro n S p e n c e r/ G e tt y I m a g e s R ic a rd o T e le s /P u ls a r Im a g e n s A tt o S to ck /S h u tt e rs to ck Consulte respostas esperadas e mais informações para o trabalho com as atividades desta seção nas Orientações específi cas deste Manual. 1. Respostas pessoais. O objetivo é suscitar uma possível identi� cação e/ou expectativa nos estudantes quanto ao tema, para que possam se expressar comentando impressões e vivências a respeito de eventos esportivos. V3_LINGUAGENS_Faccioli_g21At_Cap2_047a080_LA.indd 48V3_LINGUAGENS_Faccioli_g21At_Cap2_047a080_LA.indd 48 14/09/2020 16:5914/09/2020 16:59 4 9CAPÍTULO 2 CEIA CAFÉ DA MANHà G or du ra C arb o id rato 20 % 27 % 5 3 % AL M OÇ O LANCHE DA TARDE JA N TA R LA N C H E Leite desnatado Leite Manga Isotônico Queijo branco DURANTE O TREINO DURANTE O TREINO DURANTE O TREINO DEPOIS DO TREINO Pr o te ín a a) Você já praticou alguma das modalidades apresentadas nas imagens? Quais delas você ainda não conhecia? b) Que outras modalidades que fazem parte desses jogos você conhece? c) Com base nas imagens, é possível dizer que existe um padrão físico para se tornar um atleta? 3 Participar dos Jogos Olímpicos requer muita disposição e energia. Observe os infográficos com a dieta de alguns atletas olímpicos brasileiros e responda às questões a seguir. Jogadoras de futebol das seleções brasileira e chinesa. Chongqing, China, 2019. Indígenas brasileiras em corrida de tora. Palmas (TO), outubro de 2015. Infográfico II Infográfico I Dieta do nadador carioca Bruno Fratus (1989-). VC G /V C G /G et ty Im ag es A le x S ilv a/ R ev is ta S up er in te re ss an te B ud a M en de s/ G et ty Im ag es Dieta da ginasta paulista Daniele Hypólito (1984-). A le x S ilv a/ R ev is ta S up er in te re ss an te Barra de cereal Canela Ameixas secas Carne de frango Suco de laranja e mamão Iogurte Carne de peixe C arb o id rato 6 3 % P ro te ín a G or dur a1 5% 2 2 % NÃO ESCREVA NESTE LIVRO. C A L O R IA S 4.200 BRUNO FRATUS MÉDIA DO BRASILEIRO 2.200 C A L O R IA S 1.200 DANIELE HYPÓLITO MÉDIA NACIONAL (FEMININA) 1.700 2. a) Respostas pessoais. Permita que os estudantes compartilhem as próprias impressões. É possível ampliar a discussão questionando sobre as possíveis razões que levam determinados setores a receber mais visibilidade que outros. Abra espaço para que reflitam acerca da necessidade de uma divulgação mais efetiva de eventos como os Jogos Paralímpicos e os Jogos Mundiais dos Povos Indígenas. 2. b) Resposta pessoal. Deixe que os estudantes expressem o que sabem sobre o assunto. Se achar conveniente, registre o nome das modalidades esportivas no quadro para posterior discussão. 2. c) Espera-se que os estudantes reconheçam a pluralidade corpo- ral dos atletas participantes dos eventos esportivos retratados. Esse é um bom momento para ampliar a discussão e descons- truir a ideia de que existe um cor- po atlético ideal, de modo a pro- mover um olhar mais consciente e respeitoso para a diversidade humana. Se achar pertinente, convide os estudantes a ler na íntegra o artigo “A dieta dos atletas”, de Rafael Quick, publicado na revis- ta Superinteressante em 31 de outubro de 2016. Disponível em: https://super.abril.com.br/saude/a- dieta-dos-atletas/. Acesso em: 25 jul. 2020. V3_LINGUAGENS_Faccioli_g21At_Cap2_047a080_LA.indd 49V3_LINGUAGENS_Faccioli_g21At_Cap2_047a080_LA.indd49 14/09/2020 16:5914/09/2020 16:59 5 0 CAPÍTULO 2 Infográfico III a) Qual é a importância da nutrição para o desempenho esportivo desses atletas? b) De acordo com os infográficos, há diferenças na dieta de cada atleta. Por que as dietas não são iguais se são todos esportistas? Converse com os colegas e o professor. 4 Os primeiros Jogos Olímpicos da era moderna aconteceram em 1896, em Atenas, na Grécia. Desde a primeira edição, muitos esportes deixaram de ser olímpicos, e outros tantos passaram a integrar o evento mundial. Vamos testar seus conhecimentos sobre as modalidades olímpicas? COMO FAZER Material necessário Folha de papel Caixa para armazenar tirinhas de papel Venda para os olhos Passo a passo Identifiquem quais modalidades foram escolhidas para fazer parte dos Jogos Olímpicos de Tóquio, no Japão. Coletivamente busquem informações e listem essas modalidades. Recortem tirinhas da folha de papel e, em cada uma, escrevam o nome de uma moda- lidade esportiva. Dobrem as tirinhas e coloquem-nas em uma caixa. Vendem os olhos de um colega e o posicionem no centro da sala de aula. O professor sorteará uma modalidade e, silenciosamente, escreverá o nome dela no quadro, revelando-a à turma. Na sequência, cada estudante deverá dizer uma palavra para descrever o esporte sorteado, que pode ser uma característica ou uma regra relacionada à modalidade esportiva. Caso o estudante vendado desconfie de que sabe a resposta, deverá fazer um movi- mento que simule o esporte em questão. Se ele estiver enganado, o professor vai ins- truir a turma a continuar dando pistas. Caso queira dar um novo palpite, o estudante deverá repetir o mesmo procedimento. Se o estudante vendado der um palpite correto, a turma deve bater palmas duas vezes e, em seguida, dizer o nome da modalidade esportiva, concluindo a rodada. O professor, então, vai iniciar um novo turno, selecionando uma nova modalidade na caixa e vendando outro estudante. Saiba mais sobre as práticas atléticas e a pluralidade do biotipo dos atletas brasileiros em: http:// app.globoesporte. globo.com/olimpiadas/ biotipos-dos-atletas/ index.html (acesso em: 30 jul. 2020). Faça o teste “Qual atleta tem o biotipo mais próximo do seu” e descubra quais modalidades olímpicas combinam com seu biotipo. VALE VISITAR A le x S ilv a/ R ev is ta S up er in te re ss an te Suco de laranja Carne Arroz Feijão Bacon Macarrão CarneManteiga Sorvete Carboid ra to G o rd u ra 3 9 % 30% Proteína 31% C A L O R IA S 8.900 FERNANDO REIS MÉDIA DO BRASILEIRO 2.200 Dieta do halterofilista paulista Fernando Reis (1990-). 4. Esta atividade é uma oportunidade de ativar os conhecimentos prévios dos es- tudantes de forma divertida. 3. b) Cada modalidade espor- tiva é diferente e demanda ha- bilidades físicas específicas, além de despender uma quan- tidade distinta de energia. Por- tanto, os atletas precisam de dietas diferentes para otimizar o desempenho. A quantidade de comida necessária depen- de de fatores como idade, altura, peso, nível de intensi- dade, etc. Cada competidor tem uma constituição óssea, muscular e metabólica distin- ta, e as dietas devem ser ade- quadas a ela e às demandas da modalidade praticada. É importante que os estudantes reflitam sobre esse aspecto e percebam quão diferentes po- dem ser as necessidades de cada pessoa. 3. a) Espera-se que os estudantes reflitam que, pelo intenso ritmo de treinos e práticas de atividade física, os atletas necessitam de uma alimentação específica e cuidadosamente planejada, que forneça os nutrientes necessários para que tenham um bom desempenho. O objetivo da questão é convi- dá-los a compreender a importância de o atleta profissional ter boa nutrição para sua performance esportiva e perceber que as dietas variam de acordo com a modalidade praticada. V3_LINGUAGENS_Faccioli_g21At_Cap2_047a080_LA.indd 50V3_LINGUAGENS_Faccioli_g21At_Cap2_047a080_LA.indd 50 14/09/2020 16:5914/09/2020 16:59 5 1CAPÍTULO 2 VIAGEM NA BNCC Competências gerais: 1, 2, 4, 6, 7, 9, 10 Competências específicas de Linguagens: 1, 2, 3 Habilidades de Linguagens: EM13LGG101, EM13LGG203, EM13LGG302, EM13LGG303 Habilidades de Língua Portuguesa: Todos os campos de atuação social: EM13LP02, EM13LP05, EM13LP12, EM13LP14 Campo da vida pessoal: EM13LP20, EM13LP22 Campo de atuação na vida pública: EM13LP23, EM13LP26, EM13LP27 Competência específica de Matemática: 1 Habilidade de Matemática: EM13MAT102 A pira olímpica está prestes a ser acesa! A tocha agora está em suas mãos e precisa percorrer um venturoso caminho até chegar ao destino dela! A largada foi dada! Prepare-se, pois os jogos vão começar! A CHAMA OLÍMPICA RUMO ÀS ESCOLAS O que você pensa sobre a realização de Jogos Olímpicos na escola? É a favor ou con- tra? Está na hora de discutir esse assunto que até já virou projeto de lei. 1 No início de 2020, o Projeto de Lei n. 5 015, de 2019 (idealizado desde 2012), que propõe a instituição da Semana da Educação Olímpica nas escolas, foi aprovado e seguiu para o Senado. Leia as razões pelas quais os idealizadores da proposta defendem a implantação dessa atividade escolar. Em seguida, discuta as questões com os colegas e o professor. 1ª PARADA NÃO ESCREVA NESTE LIVRO. Pira paralímpica acendida pelo nadador Clodoaldo Silva (1979-). Jogos Paralímpicos do Rio de Janeiro, 2016. A tocha olímpica é carregada por atletas e cidadãos comuns até o local da cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos. A chama, que traz uma mensagem pacífica, anuncia a celebração dos jogos. Na cerimônia de abertura, a chama acende a pira olímpica, que permanece acesa durante toda a competição e é apagada ao final da cerimônia de encerramento. BALCÃO DE INFORMAÇÕES Justifica•‹o [...] Mais do que um grande evento esportivo que mobiliza o mundo inteiro, os Jogos Olímpicos são um ponto de partida e uma gran- de chance de nosso país acumular em políticas para não só mar- car em sua história um grande acontecimento, mas evoluir ainda mais para alcançar a eliminação dos déficits sociais e ampliar a política de paz e desenvolvimento para as áreas que precisam. Não podemos tratar o cidadão como um simples consumidor, mas devemos tratar como um sujeito universal, dotado de neces- sidades que ultrapassam o trabalho e a moradia, fazendo com que olhemos para o esporte como uma área importante para contri- buir na construção desse cidadão. A realização dos principais megaeventos esportivos no país deve ser uma oportunidade para o desenvolvimento social e a formação cidadã e implantação de hábitos saudáveis. [...] N u rP h o to /A F P 1. Até meados de 2020, o projeto de lei que estabelece a Semana da Educação Olímpica no âmbito das escolas públicas, a ser come- morada a partir do dia 23 de junho de cada ano, estava em análise no plenário do Senado. Acompanhe a tramitação do projeto no por- tal do Senado, disponível em: https://www25.senado.leg.br/web/ atividade/materias/-/materia/138712 (acesso em: 31 jul. 2020). Consulte respostas esperadas e mais informações para o trabalho com as atividades desta parada nas Orientações específicas deste Manual. V3_LINGUAGENS_Faccioli_g21At_Cap2_047a080_LA.indd 51V3_LINGUAGENS_Faccioli_g21At_Cap2_047a080_LA.indd 51 14/09/2020 16:5914/09/2020 16:59 5 2 CAPÍTULO 2 Contudo, necessário alertar que a realização da competição Jogos Olímpicos e Paralím- picos não se restringe à questão de busca de medalhas ou de participação nas competi- ções esportivas. Paralelamente a essa paixão por assistir ao espetáculo esportivo, deve-se implantar e desenvolver projetos e programas que promovam e incentivem a Educação Olímpica na busca e conquista dos legados socioeducacionais tão necessários e impres- cindíveis. A competição esportiva em si encerra-se ao término de cada modalidade. Con- tudo, os princípios do MovimentoOlímpico, a criação de hábitos saudáveis para a vida individual e coletiva da sociedade, a implantação dos valores éticos, sociais e morais têm a possibilidade de serem mantidos e desenvolvidos. [...] Todo processo educacional passa efetivamente pela escola. Portanto, um projeto de Educação Olímpica está centrado na escola, mesmo que não exclusivamente. Con- siderando a proposta de que o esporte contribuiu para o processo educacional, uma proposta em termos de valores para a vida é desenvolver o Programa Educação Olím- pica nas escolas, envolvendo todas as disciplinas e culminando com uma semana que envolva o dia 23 de junho, dia reconhecido mundialmente como do esporte olímpico. Assim, justifica-se a implantação da Semana Olímpica nas escolas brasileiras baseadas no princípio 1 da Carta Olímpica que reforça a tese de que, associando o esporte com a cultura, a educação, e promoção da saúde e o meio ambiente, o Olimpismo estimula o desenvolvimento de um estilo de vida calcado na alegria do esforço, o valor educativo do bom exemplo e o respeito aos fundamentais princípios universais. [...] E se há um ambiente ideal para esse trabalho, é na escola, onde as crianças têm a oportu- nidade de vivenciar as primeiras experiências dos movimentos dos esportes, inclusive olímpicos, sendo o espaço para aquisição de boas atitudes, hábitos e práticas saudáveis. [...] Defendemos, pois, ser importante inserir nas escolas os Valores Olímpicos como parte da vida das nossas crianças e jovens. [...] Fundamental compreender que o ESPORTE É MUITO MAIS DO QUE COMPETIÇÃO. É um estado de espírito. O desafio é educar e encorajar os jovens à prática do esporte e a ensinar os valores. Esporte ajuda as pessoas, especialmente os jovens, a escapar do cotidiano, a respeitar uns aos outros e aprender que regras existem e como é impor- tante respeitá-las. [...] BRASIL. Congresso Nacional. Projeto de lei de 2012. Instituir a Semana Olímpica nas Escolas Públicas. Disponível em: https://www.camara.leg.br/proposicoesWeb/ prop_mostrarintegra;jsessionid=E89CFAAD51EF9F2C0CC3898FE6534F2B. proposicoesWebExterno1?codteor=1007234&filename=PL+4129/2012. Acesso em: 25 jul. 2020. Os aros olímpicos foram idealizados em 1914 pelo barão francês Pierre de Coubertin (1863-1937). Eles simbolizam a união dos cinco continentes, cada um representado por uma cor: azul, amarelo, preto, verde e vermelho. Essa é a principal identidade visual dos Jogos Olímpicos. a) A realização de eventos esportivos é uma prática consolidada e pre- sente no cronograma anual de atividades de algumas escolas. Você já teve a oportunidade de participar de um evento desse tipo na escola? Como foi a experiência? Caso não tenha participado, como acha que poderiam ser organizados? b) Segundo os autores do projeto, por que a Semana da Educação Olímpica nas escolas públicas é importante? Você acha que os argu- mentos utilizados justificam a proposta? Explique. c) No texto do projeto, a palavra “olimpismo” é mencionada como uma conduta a ser incentivada. Você já tinha ouvido falar nesse ter- mo? Busque mais informações no portal do Comitê Olímpico Bra- sileiro, disponível em: https://www.cob.org.br/pt/cob/movimento- olimpico/o-olimpismo (acesso em: 31 jul. 2020). Tocha paralímpica com relevo da Pedra da Gávea e curvas do calçadão de Copacabana. Jogos Paralímpicos do Rio de Janeiro, 2016. Tocha paralímpica com relevo da Pedra da Gávea e curvas do calçadão de Copacabana. Jogos Paralímpicos do Rio de Janeiro, 2016. Va nd er le i A lm ei da /A FP Ta ta C he n/ S hu tt er st oc k 1. a) Respostas pessoais. O objetivo da questão é abrir espaço para que os estudantes possam relacionar o assunto tratado no texto do projeto de lei com as experiências prévias. A realização de eventos esportivos é algo que há muito tempo vem sendo feito no âmbito escolar. É possível que essa tradição já exista na escola em que estudam. No caso de terem vivenciado um evento desse tipo, deixe que compartilhem as impressões que tiveram durante a participação. b) Espera-se que os estudantes identi- � quem que os autores do projeto de lei buscam justi� car a relevância da proposta elencando os pontos positivos da práti- ca de esportes e os valores atrelados à educação olímpica nas escolas públicas. Para dar credibilidade ao que propõem, mencionam, por exemplo, um documento o� cial conhecido como “Carta Olímpica”, que rege os princípios do olimpismo des- de 1899, quando foi escrita à mão pelo barão francês Pierre de Coubertin (1863 - - 1937), fundador dos Jogos Olímpicos da era moderna; entretanto, a carta ganhou a forma e o nome atuais apenas em 1978. A ideia não é que os estudantes citem cada trecho no qual isso seja perceptível, mas que reconheçam os recursos argumenta- tivos que os autores utilizam para defen- der as ideias deles. c) Resposta pessoal. O olimpismo é uma � loso� a olímpica de vida que tem como fundamento o equilíbrio entre corpo, men- te e força de vontade. O objetivo desse movimento é contribuir para a construção de um mundo mais pací� co por meio da prática de esportes, unida à cultura e à educação. V3_LINGUAGENS_Faccioli_g21At_Cap2_047a080_LA.indd 52V3_LINGUAGENS_Faccioli_g21At_Cap2_047a080_LA.indd 52 14/09/2020 16:5914/09/2020 16:59 5 3CAPÍTULO 2 • Considerando seus conhecimentos e a leitura do texto, responda: Por meio do olimpismo, que valores poderiam ser construídos socialmente?* d) Os autores do projeto de lei defendem que o âmbito escolar é ideal para a promoção da prática esportiva. Você concorda com essa ideia? Por quê? e) Quais seriam os benefícios que os esportes podem trazer à vida de um estudante? f) Em sua opinião, que tipos de benefício essa proposta pode trazer às esco- las brasileiras? Você gostaria de ver a realização desse projeto na escola em que estuda? 2 Leia as imagens para responder ao que se pede. Imagem I Medalhas olímpicas do Brasil ao longo das competições entre 1920 e 2016. Imagem II Quadro de medalhas dos Jogos Olímpicos de 2016, no Rio de Janeiro. G a ze ta d o P o v o /e s p e c ia is .g a ze ta d o p o v o .c o m .b r G o v e rn o F e d e ra l/ C â m a ra d o s D e p u ta d o s /C o m is s ã o d o E s p o rt e d) Respostas pessoais. Nesta questão, o objetivo é estimular os estudantes a expressar ideias e refletir sobre as funções da es- cola. A expectativa é que reconhe- çam a escola como um ambiente responsável e capaz de propor- cionar a construção de novos co- nhecimentos e transformações sociais. e) Espera-se que os estudantes reflitam que os esportes têm um papel importante no aprimora- mento da saúde mental e física. Além disso, promovem o trabalho colaborativo, estimulam a auto- confiança e a liderança, trabalham a tomada de decisões e o geren- ciamento do tempo, além de ensi- narem que ganhar e perder fazem parte da vida. A ideia é que os estudantes possam reconhecer essas questões. Não é por acaso que a Educação Física, que se de- * O olimpismo é centrado em três valores. Um deles é o respeito, não só a si mesmo, mas também ao próprio corpo, ao próximo, ao esporte e, ainda, aos regulamentos. Outro valor promovido é a amizade, coração do movimento olímpico, que encoraja uma visão do esporte como ferramenta de compreensão entre os indivíduos. O terceiro valor é a excelência, a ideia de fazer o melhor possível, independentemente da vitória ou da recompensa. Com base nesses valores, é possível trabalhar a solidariedade, a alegria, as práticas saudáveis, entre outros aspectos importantes para a sociedade. dica ao estudo de temas como os esportes e a cultura corporal em geral, está entre os componentes curriculares que compõem o currí- culo na Educação Básica. f) Respostas pessoais. Uma pro- posta como essa possibilitaria uma compreensão maior dos princípios olímpicos, promoveria o acesso ao esporte e viabilizariadebates acerca dos impactos so- ciais, culturais e econômicos ge- rados pelos eventos multiespor- tivos. Permita que os estudantes se expressem e incentive-os a compartilhar as opiniões sobre o assunto. V3_LINGUAGENS_Faccioli_g21At_Cap2_047a080_LA.indd 53V3_LINGUAGENS_Faccioli_g21At_Cap2_047a080_LA.indd 53 14/09/2020 16:5914/09/2020 16:59 5 4 CAPÍTULO 2 a) Com base nas imagens, que leitura é possível fazer da performance brasileira na história dos Jogos Olímpicos? Justifique sua resposta. b) Para refletir sobre a premiação que vai ser usada nos Jogos Olímpicos escolares que serão propostos na seção Desembarque, organizem uma roda de conversa para debater os seguintes itens: I. Atletas que não conquistaram o pódio devem continuar com patrocínio e incentivos para competir? II. O que aconteceria se todos os atletas que não estivessem no pódio olímpi- co parassem de competir? III. Como os valores olímpicos de amizade, excelência e respeito podem ser assi- milados em uma competição de alto desempenho, como os Jogos Olímpicos? IV. Qual é a importância de premiar atletas com a medalha de fair play? • Aproveitem a ocasião para começar a planejar como vocês vão premiar os atletas nos jogos que organizarão. Haverá premiação para a participação ou serão contemplados apenas os vencedores? Busquem definir um critério que todos considerem justo. c) De todas as participações nos Jogos Olímpicos, os atletas brasileiros obtiveram maior número de medalhas em 2016, quando o país sediou o evento. Que fato- res podem ter conduzido a esse resultado? d) Agora, debata com a turma: A existência de um projeto de lei de incentivo a atletas, similar ao projeto que incentiva estudantes, poderia influenciar positi- vamente o desempenho de atletas brasileiros? De que forma? 3 Os representantes do Poder Legislativo exercem uma função importante no âm- bito político, por isso devem estar atentos às necessidades da população para ela- borar projetos que possam de fato facilitar a vida das pessoas. Você já pensou em trabalhar nessa área? Converse com os colegas. 4 Que outros projetos poderiam ser elaborados com o objetivo de melhorar a área do esporte e do lazer ou, ainda, desenvolver os valores olímpicos e paralímpicos na escola em que estuda ou no município em que mora? Discuta essas questões com os colegas e o professor. A corredora neozelandesa Nikki Hamblin (1988-) ganhou a medalha de fair play esportivo do Comitê Olímpico Internacional (COI), nos Jogos Olímpicos de 2016, no Rio de Janeiro, por sua atitude de parar de correr para ajudar a estadunidense Abbey D’Agostino (1992-), sua concorrente, que havia sofrido uma queda na pista de corrida. V ik iV ec to r/ S hu tt er st oc k As medalhas olímpicas de ouro, prata e bronze são prêmios entregues aos atletas que sobem no pódio. Entretanto, todos os atletas e oficiais que participam dos Jogos Olímpicos recebem uma medalha de participação, dada pelo Comitê Organizador da competição. Ia n W al to n/ G et ty Im ag es 3. Respostas pessoais. Esse momento de refl exão pode ser interessante para que os estudantes consi- derem as relações do mundo do trabalho, a fi m de que possam fazer escolhas alinhadas ao exercício da cidadania e ao seu projeto de vida. Escute o que eles têm a dizer. d) Respostas pessoais. Abra espa- ço para que os estudantes se posi- cionem e apresentem o respectivo ponto de vista. Aqueles que se po- sicionarem favoravelmente poderão argumentar que, uma vez que a imersão dos estudantes no universo olímpico produziria uma espécie de cultura do esporte, as práticas es- portivas também seriam ampliadas, e mais pessoas vislumbrariam o ca- minho dessas práticas como projeto de vida. Por outro lado, aqueles que se posicionarem negativamente po- derão argumentar que o processo de melhoria na performance dos esportistas olímpicos já estava com uma tendência crescente mesmo sem um projeto de lei, pois essa iniciativa não é nova, uma vez que o olimpismo é um estilo de vida presente há muito tempo no âmbito esportivo, ou argumentarão que o real campo de desenvolvimento do esporte de alto rendimento é em ou- tros lugares que não na escola. 4. Respostas pessoais. A ideia é que os estudantes refl itam sobre o tratamento dado aos esportes no local onde estudam ou vivem. Ajude-os a analisar se as instituições dão atenção a essas questões. Deixe que apresentem possíveis soluções para os problemas que identifi carem e incentive-os a justifi car a relevância do que estão propondo. b) Respostas pessoais. A expectativa é que os estudantes percebam que existe uma valoriza- ção da vitória, da medalha de ouro e do pódio nas competições olímpicas, mas que elas só são possíveis em um cenário que incentiva a participação e a cooperação entre diferentes atletas e nações durante os jogos. Esses princí- pios são importantes para o momento da reali- zação da Semana Olímpica na escola, proposta na seção Desembarque. c) Resposta pessoal. A expectativa é que os estudantes apontem aspectos além do envolvimento maior da torcida brasileira ou a questão de os competidores estarem jogan- do em solo pátrio. É importante que perce- bam também que, pelo fato de o Brasil sediar os Jogos Olímpicos de 2016, investimentos fi nanceiros foram feitos tanto na infraestrutu- ra quanto nos incentivos à competição, isto é, houve um projeto de desenvolvimento espor- tivo para que essa melhoria ocorresse, com mais atenção dada aos atletas. a) Espera-se que os estudantes concluam que, com base no número de medalhas apresentadas na imagem I, o desempenho do Brasil melhorou no decorrer das participações nos Jogos Olímpicos, obtendo o maior número de medalhas, principalmente de ouro, quando sediou a competição em 2016, na cidade do Rio de Janeiro. Contudo, de acordo com a imagem II, ainda teve desempenho inferior ao de outros países, como Estados Unidos, Rei- no Unido, China, Rússia e Alemanha. V3_LINGUAGENS_Faccioli_g21At_Cap2_047a080_LA.indd 54V3_LINGUAGENS_Faccioli_g21At_Cap2_047a080_LA.indd 54 14/09/2020 16:5914/09/2020 16:59 5 5CAPÍTULO 2 ARQUITETANDO E RECEPCIONANDO OS JOGOS OLÍMPICOS Sediar os Jogos Olímpicos é uma tarefa que exige atenção, cuidado e responsabilida- de. Quando um país abre as portas para um evento desse porte, precisa se planejar para receber os convidados de forma educada e inclusiva. Assim, torna-se um bom anfitrião! 1 Observe as imagens e converse com os colegas sobre as questões a seguir. 2ª PARADA NA BNCC Competências gerais: 1, 2, 3, 4, 5, 6, 9 Competências específicas de Linguagens: 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7 Habilidades de Linguagens: EM13LGG101, EM13LGG102, EM13LGG202, EM13LGG302, EM13LGG304, EM13LGG402, EM13LGG502, EM13LGG601, EM13LGG602, EM13LGG603, EM13LGG604, EM13LGG701, EM13LGG703 Habilidades de Língua Portuguesa: Todos os campos de atuação social: EM13LP01, EM13LP02, EM13LP11, EM13LP12 Campo jornalístico-midiático: EM13LP42, EM13LP45 NÃO ESCREVA NESTE LIVRO. a) Qual é a função das arenas e dos estádios retratados nas imagens? O que am- bos têm em comum? b) O visual desses espaços, muitas vezes, é inspirado nos aspectos histórico-cul- turais do país anfitrião, de modo a criar uma atmosfera convidativa tanto para os espectadores como para os atletas. • Busque informações na internet sobre o Estádio Panatenaico, em Atenas, o primeiro a sediar os Jogos Olímpicos modernos. Depois, converse com os cole- gas sobre como essa construção traduz aspectos histórico-culturais da Grécia. c) Por que as cidades sede precisam fazer um planejamento urbano e arquitetô- nico antes de receber as delegações e os visitantes de cada nação? Ao fazer a busca, dê preferência a fontes especializadas nos Jogos Olímpicos. Para avaliá-las, observe os seguintes itens: É possível encontrar a autoria das informações? Há possibilidade de encontrar essas informações em outras fontes? Asversões são iguais ou diferentes? Estádio Panatenaico, em Atenas, Grécia. É um dos estádios mais antigos do mundo, construído em 566 a.C. Passou por diversas mudanças ao longo dos séculos e sediou os primeiros Jogos Olímpicos da era moderna, em 1896. O Estádio Olímpico de Munique, na Alemanha, foi construído a partir de 1966 para sediar os Jogos Olímpicos de 1972. Centro Aquático Nacional de Pequim, conhecido como Cubo d’Água, foi construído para os Jogos Olímpicos de Pequim, na China, em 2008. O velódromo construído para os Jogos Olímpicos de Londres, na Inglaterra, em 2012, é inspirado no movimento do ciclismo e dispõe de 6 mil assentos para o público. G eo rg io s Ts ic hl is /S hu tt er st oc k I W ei H ua ng /S hu tt er st oc k N en ad N ed om ac ki /S hu tt er st oc k ea n X u/ S hu tt er st oc k 1. c) Durante a realização dos Jogos Olímpicos, o fluxo de visitantes nacionais e internacionais na cidade sede cresce. Para conseguir receber todos apropriadamente, muitas vezes a dinâmica do município precisa ser alterada durante o período do evento, pois novas infraestruturas Consulte respostas esperadas e mais informações para o trabalho com as atividades desta parada nas Orientações específicas deste Manual. 1. a) Espera-se que os estudantes mencionem que, além de serem espaços dedicados a competições esportivas, essas construções são palco de apre- 1. b) A expectativa é que os estudantes já tenham familiaridade com os aspectos mais emblemáticos da cultura grega, tendo em vista o percurso deles na Arte e na área de Ciências Humanas e Sociais Aplicadas. Nas antigas construções gregas, o material mais utilizado eram as pedras, em particular o mármore. No Estádio Panatenaico é possível notar essa referência cultural. Não à toa, também é conhecido como Calimármaro ou, na tradução em língua portuguesa, “beleza em mármore”. Além disso, o nome Panatenaico faz menção a celebrações nas quais se rendia culto à deusa Atena, o que é precisam ser construídas, até mesmo para contemplar pessoas com deficiência. Um dos exemplos disso são as alterações nos meios de transporte públicos. sentações culturais, como as cerimônias de abertura e encerramento dos eventos olímpicos. A maioria das constru- ções foi feita especificamente para os Jogos Olímpicos de suas respectivas cidades. uma clara demonstração de que as referências dos primeiros Jogos Olím- picos da modernidade eram os jogos gregos. A escolha da cidade sede do estádio também se alinha a esses aspectos socioculturais. Comente com os estudantes que o velódromo e o Cubo d’Água foram inspirados nos movimentos dos esportes disputados nesses espa- ços: o ciclismo e as competições aquáticas. V3_LINGUAGENS_Faccioli_g21At_Cap2_047a080_LA.indd 55V3_LINGUAGENS_Faccioli_g21At_Cap2_047a080_LA.indd 55 14/09/2020 16:5914/09/2020 16:59 5 6 CAPÍTULO 2 2 Organizem um e-clipping selecionando notícias em sites para ter um apanhado sig- nificativo de informações sobre as principais mudanças feitas na cidade do Rio de Janeiro para a realização dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos de 2016. O objetivo é se posicionar sobre a seguinte questão: O legado dos jogos para o Rio de Janeiro foi prin- cipalmente positivo ou negativo? Para organizar o e-clipping, sigam as orientações. COMO FAZER E-clipping Organizem-se em grupos de até cinco estudantes. Busquem na internet pelo menos três textos que tratem das transformações na cidade do Rio de Janeiro para os Jogos Olímpicos e Paralímpicos de 2016. Para fazer a busca, selecionem palavras-chave. Leiam os textos checando se as informações apresentadas são complementares ou contraditórias. Analisem a natureza das informações, atribuindo um ponto para cada informação po- sitiva e um ponto para cada informação negativa. Avaliem, no final, se houve mais referências positivas ou negativas no e-clipping em relação ao legado dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos para o Rio de Janeiro. Façam uma avaliação subjetiva (além dos números) para discutir se concordam ou não com os posicionamentos dos textos. Compartilhem, em uma roda de conversa, o posicionamento de seu grupo e escutem com atenção e respeito os posicionamentos dos outros grupos. Empreguem a varieda- de e o estilo de língua adequados a essa situação comunicativa, atentando, sobretudo, às concordâncias verbal e nominal. Avaliem, ao final da roda de conversa, se foi possível formar um consenso sobre a questão. 3 As mobilizações que ocorrem em decorrência dos Jogos Olímpicos são, algumas vezes, motivo de controvérsia. Leiam a reportagem a seguir para saber mais a res- peito das decisões do Comitê Olímpico Internacional. Ninguém quer as Olimpíadas: COI escolhe sede dos jogos de inverno Cinco das 7 candidatas a sediar as Olimpíadas de Inverno de 2026 retiraram sua candidatura, em problema que acontece também com os jogos de verão Sediar as Olimpíadas costumava ser uma honra pela qual cida- des e países batalhavam com unhas e dentes. Não mais. O Comitê Olímpico Internacional (COI) escolhe [...] a sede das Olimpíadas de Inverno de 2026 com cinco das sete candidaturas iniciais já tendo desistido ao longo do processo. [...] Os custos e exigências do COI assustam os interessados: os últimos jogos de inverno, em 2018, na cidade sul-coreana de PyeongChang, custaram quase 13 bilhões de dólares, enquanto os de verão, no Rio de Janeiro, em 2016, custaram mais de 20 bilhões de dólares. Para os jogos de verão de Tóquio [...], os gastos de 25 bilhões de dólares já são quatro vezes maiores que o previsto. Na lista do ônus de uma cidade sede, há ainda uma herança de equipamen- tos e obras de infraestrutura subutilizados e frequentemente mal planejados. Sede do COI, na Suíça: exigências da entidade fazem cidades não quererem sediar os Jogos Olímpicos. Fotografia de 2019. BAGAGEM E-clipping é o processo de monitoramento, análise e arquivamento de menções feitas na mídia digital a determinado evento, marca ou celebridade, como se fosse uma coleção. R e u te rs /F o to a re n a NÃO ESCREVA NESTE LIVRO. V3_LINGUAGENS_Faccioli_g21At_Cap2_047a080_LA.indd 56V3_LINGUAGENS_Faccioli_g21At_Cap2_047a080_LA.indd 56 14/09/2020 16:5914/09/2020 16:59 5 7CAPÍTULO 2 Os Jogos Olímpicos de Inverno são realizados a cada quatro anos e reúnem atletas de modalidades disputadas no gelo e na neve. As edições desses jogos acontecem no meio do intervalo dos Jogos Olímpicos de Verão, o que significa que a cada dois anos há uma edição de Jogos Olímpicos. Algumas das modalidades disputadas nos Jogos Olímpicos de Inverno são esqui, hóquei no gelo, patinação artística e snowboard. BALCÃO DE INFORMAÇÕES Assim, nos ciclos entre 2008 e 2017, cidade atrás de cidade rejeitaram o concurso do COI em referendo – incluindo para os jogos de verão –, como Budapeste (Hungria), Davos (Suíça), Hamburgo e Munique (Alemanha) e Cracóvia (Polônia). Mesmo quan- do a candidatura olímpica venceu no voto popular, em Oslo, na Noruega, o governo local desistiu de ir em frente (neste caso, depois que um documento vazado mostrou esdrúxulas exigências do COI que incluíam encontros com a família real e tratamento especial em aeroportos e estradas). A saída de Oslo daquela disputa, inclusive, fez a sede escolhida para 2022 ser Pequim, na China, onde neva menos de uma semana por ano (e será usada neve artificial). NINGUÉM quer as Olimpíadas: COI escolhe sede dos jogos de inverno. Exame, 24 jun. 2019. Disponível em: https://exame.com/casual/ninguem-quer-as-olimpiadas- coi-escolhe-sede-dos-jogos-de-inverno/. Acesso em: 4 jun. 2020. a) De acordo com a reportagem, por que algumas cidades se recusam a sediar os Jogos Olímpicos? b) Ao receberem um evento como os Jogos Olímpicos, as cidades anfitriãs buscam mostrar sua melhor face ao mundo. Quais são as implicações disso? O quees- ses lugares podem esconder? 4 A acessibilidade é muito importante quando se trata da recepção de atletas e tor- cedores paralímpicos. Considerando os seguintes itens de acessibilidade que de- vem ser garantidos em estádios e arenas de competições esportivas, discuta com os colegas: Todos os locais estão preparados para receber as pessoas com deficiên- cia? O que é preciso ser feito para uma inclusão apropriada? I. Rampa para cadeira de rodas II. Piso tátil III. Escada rolante IV. Ingresso em braile V. Elevador VI. Catracas espaçosas VII. Sanitário acessível com maior tamanho e barra de apoio VIII. Arquibancada com lugares reservados para pessoas obesas e com deficiência IX. Vagas no estacionamento para pessoas com deficiência X. Kits de fones de ouvido com audiodescrição para pessoas com deficiência visual total ou parcial XI. Guias para orientação XII. Bancada de restaurante rebaixada VALE VISITAR O Estatuto de Defesa do Torcedor, homologado pela Lei n. 10 671, em 15 de maio de 2003, assegura a acessibilidade ao torcedor com deficiência ou mobilidade reduzida, que tem direito à segurança nos locais onde são realizados eventos esportivos. Saiba mais sobre os direitos do torcedor em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/ leis/2003/l10.671.htm (acesso em: 30 jul. 2020). Ilu st ra çõ es : A nu ta B er g/ S hu tt er st oc k Até meados de 2020, a data dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos de Inverno de Pequim, em 2022, estava mantida. 4. Respostas pessoais. Espera-se que os estudantes reflitam sobre a acessibilidade em construções voltadas a eventos esportivos. É possível ampliar a discussão levando em con- sideração se essas adaptações para a inclusão são feitas em outros locais públicos, como escolas, parques, bibliotecas, locais para eventos culturais, refeitórios, etc. 3. b) Quando sediam os Jogos Olímpicos, muitas cidades procu- ram divulgar na mídia a nova infraestrutura, como novos estádios a) Segundo a reportagem, a principal razão para que algumas cidades assumam esse posicionamento são os altos gastos gerados para as cidades sede. Outro fator que motiva essa decisão é o número de exigências feitas pelo COI. e vilas olímpicas. Porém, apesar de gerarem empregos temporários, deixam de mostrar o número de pessoas que são desalojadas para que os locais possam dar lugar a essas cons- truções. Há ainda a tentativa de ocultar e remover as pessoas carentes da visão dos espectadores estrangeiros, a fim de esconder problemas sociais, como a desigualdade. É importante que os estudantes possam discutir questões social- mente relevantes como essa. Deixe que se expressem de forma respeitosa e empática. Se considerar conveniente, comente com eles que, enquanto “Jogos Olímpicos” é a denominação do evento esportivo propriamente dito, aquele inspirado no rito helênico e organizado pelo COI que ocorre de quatro em qua- tro anos, as “Olimpíadas” determinam o período de quatro em quatro anos de intervalo entre cada edição dos jogos. V3_LINGUAGENS_Faccioli_g21At_Cap2_047a080_LA.indd 57V3_LINGUAGENS_Faccioli_g21At_Cap2_047a080_LA.indd 57 14/09/2020 16:5914/09/2020 16:59 5 8 CAPÍTULO 2 Daniel Dias exibe uma das medalhas de ouro conquistadas nos Jogos Paralímpicos de 2016, no Rio de Janeiro. A arremessadora de peso e de disco Rosinha dos Santos (1971-) conquistou diversas medalhas e recordes mundiais em competições internacionais. Desde que começou a competir em Paralimpíadas em 2011, ela não deixou de ser premiada nesse tipo de evento. Alan Fonteles disputa prova nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, em 2016. Rosinha dos Santos (1971-) exibe a medalha de bronze conquistada no Parapan-Americanos de Toronto, em 2015. O nadador brasileiro Daniel Dias (1988-) é chamado de Phelps Paralímpico em analogia ao estadunidense Michael Phelps (1985-), considerado o maior nadador de todos os tempos. A nadadora estadunidense Jessica Long (1992-) ganhou 23 medalhas paralímpicas e bateu vários recordes nas quatro Paralimpíadas de Verão de que participou: Atenas em 2004, Pequim em 2008, Londres em 2012 e Rio de Janeiro em 2016. Jessica Long disputando prova durante os Jogos Paralímpicos de 2016, no Rio de Janeiro. Teresa Perales celebra a conquista da medalha de prata nos Jogos Paralímpicos de 2016, no Rio de Janeiro. A nadadora espanhola María Teresa Perales Fernández (1975-) ganhou mais de 26 medalhas em competições paralímpicas, tendo participado de cinco edições consecutivas, desde a de Sydney em 2000 até a do Rio de Janeiro em 2016. 6 Leia o texto a seguir, sobre a história dos Jogos Paralímpicos do Brasil, de acordo com o Comitê Paralímpico Bra- sileiro. Depois, responda às questões oralmente. História do esporte paralímpico brasileiro O primeiro esporte adaptado praticado no Brasil foi o basquete em cadeira de rodas. Enquanto realizavam tratamento médico nos Estados Unidos, brasileiros com deficiência conheceram a modalidade e a trouxeram para o país. Em 1958, foi fundado o Clube do Otimismo, no Rio de Janeiro, por iniciativa de Robson Sampaio de Almeida e pela ação do téc- nico Aldo Miccolis – dois pioneiros do Movimento no Brasil. A velocista brasileira Terezinha Guilhermina (1971-) conquistou diversas medalhas. Foi considerada pelo Livro dos Recordes, durante as Paralimpíadas de Londres em 2012, a mais rápida atleta com deficiência visual no mundo. Terezinha Guilhermina, junto ao seu guia, vence em competição no Estádio Olímpico de Londres, em 2013. 5 Observe as fotografias de paratletas que ganharam destaque em variados Jogos Paralímpicos. Você conhece algum deles? Costuma acompanhar essas competições que ocorrem imediatamente após a realização dos Jogos Olímpicos? O brasileiro Alan Fonteles (1992-), especialista em provas de velocidade no atletismo, quebrou o recorde mundial em 2013. Detentor de várias medalhas paralímpicas, tornou-se um dos principais velocistas da categoria. G ly n K ir k /A F P D a n ie l R a m a lh o /A G IF A .R IC A R D O /S h u tt e rs to ck Y a s u y o s h i C h ib a /A F P T â n ia R ê g o /A g ê n c ia B ra s il B u d a M e n d e s /G e tt y I m a g e s 5. Respostas pessoais. Peça aos estudantes que leiam as legendas das imagens e discutam a audiência dos Jogos Paralímpicos, incentivando o respeito ao próximo e a inclusão. V3_LINGUAGENS_Faccioli_g21At_Cap2_047a080_LA.indd 58V3_LINGUAGENS_Faccioli_g21At_Cap2_047a080_LA.indd 58 14/09/2020 16:5914/09/2020 16:59 5 9CAPÍTULO 2 Cão Waldi, mascote dos Jogos Olímpicos de Munique, na Alemanha, em 1972. Cão Cobi, mascote dos Jogos Olímpicos de Barcelona, na Espanha, em 1992. Gomdoori, mascote dos Jogos Paralímpicos de Seul, na Coreia do Sul, em 1988. Vinicius e Tom, mascotes, respectivamente, dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos do Rio de Janeiro, no Brasil, em 2016. Kallyhute, mascote dos Jogos Mundiais dos Povos Indígenas em Tocantins, no Brasil, 2015. Dois anos mais tarde, houve a primeira edição dos Jogos Paralímpicos, em Roma, na Itália. O Brasil, no entanto, só estrearia no evento na edição realizada na cidade de Heidelberg, na Alemanha Ocidental, em 1972. A primeira medalha paralímpica do país foi conquistada nos Jogos de Toronto, em 1976. Justamente Robson Sampaio de Almei- da, acompanhado de Luiz Carlos, o “Curtinho”, faturaram a prata na modalidade lawn Bowls, antecedente da bocha que era praticada na grama. Com exceção das duas primeiras edições do evento, a competição paralímpica ainda não era realizada na mesma cidade sede dos Jogos Olímpicos. A partir da edição de Seul, em 1988, a organização dos eventos assumiu o formato atual, ocorrendo na mes- ma cidade e em sequência. HISTÓRIA do esporte paralímpico brasileiro. Comitê Paralímpico Brasileiro. Disponível em: https://www.cpb.org.br/ocomite/institucional. Acesso em: 30 jul. 2020. a) Aprimeira edição dos Jogos Paralímpicos aconteceu em Roma, na Itália, em 1960. Se a primeira edição dos Jogos Olímpicos modernos aconteceu em 1896, que motivos podem ter levado os Jogos Paralímpicos a acon- tecer apenas 64 anos depois? b) A partir da edição de Seul, na Coreia do Sul, em 1988, os Jogos Paralímpicos passaram a ocorrer na mesma cidade e em sequência dos Jogos Olímpicos. Por que essa mudança é considerada um marco na história do esporte? c) Por que os Jogos Paralímpicos são um exemplo de cidadania e inclusão social? d) Como você enxerga os valores olímpicos de amizade, excelência e respeito e os valores paralímpicos de de- terminação, coragem, igualdade e inspiração na comunidade em que vive? 7 Os Jogos Olímpicos têm vários símbolos, como os aros, a tocha e a pira olímpica, o hino, as mascotes, o lema, as medalhas de premiação (ouro, prata e bronze) e o juramento. Reflita sobre as mascotes e responda oralmente às questões. a) Você já ouviu o termo “mascote” associado ao esporte? Fale para os colegas o que você sabe sobre isso. b) Como você acha que uma mascote é escolhida para os Jogos Olímpicos? c) Observe algumas mascotes escolhidas para representar diferentes países, durante a celebração dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos, bem como dos Jogos Mundiais dos Povos Indígenas. VALE VISITAR Saiba mais sobre os símbolos olímpicos no portal do Comitê Olímpico Brasileiro em: https://www.cob.org. br/pt/cob/movimento- olimpico/simbolos- olimpicos (acesso em: 31 jul. 2020). • Qual é a relação dessas mascotes com os países que deram origem a elas? S ur to O lím pi co /w w w .s ur to ol im pi co .c om .b r A lb um /F ot oa re na K ay N ie tf el d/ P ic tu re A lli an ce /G et ty Im ag es O N U B ra si l/n ac oe su ni da s. or g B et tm an n A rc hi ve /G et ty Im ag es 6. a) Espera-se que os estudantes reflitam sobre o fato de que a primeira edição dos Jogos Paralímpicos aconteceu apenas 64 anos depois da primeira edição dos Jogos Olímpicos, o que significa que as pessoas com deficiência por muito tempo foram excluídas das práticas esportivas. Ressalte que todas as conquistas e direitos das pessoas com deficiência são resultado da luta contra o preconceito e dos movimentos pela inclusão. a) “Mascote” é o nome dado a um animal, uma pessoa ou um objeto animado escolhido como representante visual ou identificador de uma marca, uma empresa ou um evento. São reconhecidas, principalmente, pelo forte carisma com o público. b) Resposta pessoal. De acordo com a respos- ta da pergunta anterior, os estudantes podem supor que a mascote deve gerar identificação c) Incentive os estudantes a buscar informações a respeito das mascotes e de seus respectivos países. com aquilo que representa. No caso dos Jogos Olímpicos, ela deve se relacionar aos esportes e ao lugar que receberá aquela edição do evento. b) Espera-se que os estudantes concluam que os Jogos Paralímpicos permitem que pessoas com diferentes tipos de deficiência participem de competições oficiais, antes restritas às pessoas não deficientes. Ao serem realizados imediatamente após os Jogos Olímpicos, os Paralímpicos dão visibilidade às pessoas com deficiência e mostram que, com adequações de instrumentos e infraestrutura, elas são capazes de realizar práticas esportivas como qualquer pessoa. c) Espera-se que os estudantes discutam como a inclusão social nos remete a falar sobre cidadania, respeito, direitos e deveres que cada indivíduo tem na sociedade. As diferenças devem ser encaradas positivamente, reconhecendo sua fundamental importância na construção da identidade social dos seres huma- nos, pois é um fator muito significativo para uma vida de respeito, empatia, aceitação, diálogo, acolhimento, cooperação e solidariedade. d) Respostas pessoais. Incentive os estu- dantes a, com base em suas vivências, po- sicionarem-se em relação a como esses valores se materializam em sua comunidade. É importante que observem que os valores são diferentes de uma competição para outra, embora seja possível dizer que amizade, excelência, respeito, determinação, coragem, igualdade e inspiração são valo- res presentes tanto nos Jogos Olímpicos quanto nos Paralímpicos. Por exemplo, atletas paralímpicos também trabalham em busca de excelência. V3_LINGUAGENS_Faccioli_g21At_Cap2_047a080_LA.indd 59V3_LINGUAGENS_Faccioli_g21At_Cap2_047a080_LA.indd 59 14/09/2020 16:5914/09/2020 16:59 6 0 CAPÍTULO 2 8 Agora, você e a turma vão idealizar e produzir uma mascote que represente a cida- de onde moram e dar vida a essa personagem! Sigam os passos. a) Em primeiro lugar, caracterizem a cidade onde vivem. Considerem aspectos como cultura, história, natureza, pontos turísticos, pessoas ilustres, entre ou- tras peculiaridades. b) Em seguida, individualmente, desenhem a mascote tendo como referência as características que vocês identificaram. c) Coletivamente, promovam uma eleição na sala de aula. Todos poderão apre- sentar sua criação para concorrer como mascote representante da Semana Olímpica na escola. 9 Com a imagem e o nome da mascote escolhidos, vocês vão transformá-la em um objeto tridimensional. O modelo do passo a passo será o Fuleco, mascote da Copa do Mundo de 2014. Entretanto, vocês devem aplicar a técnica demonstrada a se- guir para a produção da mascote eleita pela turma. Fuleco, mascote da Copa do Mundo de Futebol de 2014, no Brasil. COMO FAZER Mascotes Material para fazer um exemplar Cinco folhas de jornal 1 litro de água Mixer ou liquidificador Plástico filme de PVC Uma peneira média Uma bacia 40 gramas de cola branca 1 metro de arame flexível Meia folha de papel de seda ou 1 metro de papel higiênico Fita adesiva Alicate Tinta mais acessível para a turma Avental para proteger a roupa A le x Li ve se y/ G et ty Im ag es Fe rn an do F av or et to /C ria r Im ag em Fe rn an do F av or et to /C ria r Im ag em Fe rn an do F av or et to /C ria r Im ag em Fe rn an do F av or et to /C ria r Im ag em Produzindo o papel mach• Pique as folhas de jornal em pedaços pequenos (Figura A). Figura A. Figura B. Figura C. Figura D. Cubra os pedaços de jornal com água e deixe de mo- lho por 48 horas (Figura B). Bata a mistura utilizando um mixer ou um liquidifica- dor, depois das 48 horas (Figura C). Passe a mistura pela peneira apoiada na bacia, de modo a retirar toda a água (Figura D). a) Resposta pessoal. Incentive os estudantes a reconhecer aspectos que destacam o lugar onde vivem. b) Resposta pessoal. Comente com os estudantes que essa poderá ser a mascote dos Jogos Olímpicos da escola. Incentive-os a criar uma per- sonagem que possa ser relacionada com facilidade à cidade onde vivem. c) Resposta pessoal. A atividade também pode ser feita em duplas ou grupos. Procure desenvolver uma dinâmica em que todos estejam à von- tade para mostrar o que foi feito. A votação pode envolver toda a comunidade escolar, por exemplo, por meio do per�l da turma em uma rede social. O nome da mascote pode ser também um desdobramento desta atividade e envolver, mais uma vez, a comunidade escolar para votação. Cada estudante deve preparar uma re- ceita de papel machê para a escultura da própria mascote, que deve ter de 10 cm a 15 cm. Se achar necessário, prepare receitas extras para que, no momento da modelagem, não falte material. É importante (re)lembrar aos estudantes os conceitos de obras bi- e tridimensionais e levá-los a com- preender que, ao transformarem um desenho em escultura, eles estão mudando o caráter dimensional da obra; nesse caso, trazendo mais detalhes, uma vez que a mascote poderá ser vista em 360°. Essas esculturas podem ser distribuídas durante os jogos da escola. A ideia é que possam fazer parte da pre- miação, como troféus ao �nal da Semana Olímpica. Para a confecção das mascotes, serão necessárias, pelo menos, trêsaulas: uma para produzir o papel machê e duas para modelar a mascote. Oriente os estudantes a colocar o papel de molho 48 horas antes da aula em que produzirão o papel machê. Reforce para eles que a maioria das masco- tes tem traços simples, costuma carregar os aros olímpicos e transparece simpatia. V3_LINGUAGENS_Faccioli_g21At_Cap2_047a080_LA.indd 60V3_LINGUAGENS_Faccioli_g21At_Cap2_047a080_LA.indd 60 14/09/2020 16:5914/09/2020 16:59 6 1CAPÍTULO 2 Esprema a massa com as mãos até ela �car esfare- lando (Figura E). Figura E. Acrescente a cola branca na massa (Figura F). Figura F. Misture até se tornar uma massa homogênea (Figura G). Essa massa é o papel machê. Figura G. Envolva o papel machê em plástico �lme para evitar que ele resseque (Figura H). Figura H. Modelando a escultura da mascote Com base no desenho eleito da mascote, modele a base da escultura utilizando um arame flexível (Figura I). Se necessário, use o alicate para fazer as dobras. Figura I. Recheie essa estrutura com o papel de seda ou o pa- pel higiênico. Use pequenos pedaços de �ta adesiva para ajudar a completar o espaço (Figura J). Figura J. Cubra a estrutura com o papel machê, modelando a mascote de acordo com o desenho (Figuras K e L). Figura K. Figura L. A c e rv o d o a u to r/ A rq u iv o d a e d it o ra A c e rv o d o a u to r/ A rq u iv o d a e d it o ra A c e rv o d o a u to r/ A rq u iv o d a e d it o ra A c e rv o d o a u to r/ A rq u iv o d a e d it o ra F e rn a n d o F a v o re tt o /C ri a r Im a g e m F e rn a n d o F a v o re tt o /C ri a r Im a g e m F e rn a n d o F a v o re tt o /C ri a r Im a g e m F e rn a n d o F a v o re tt o /C ri a r Im a g e m V3_LINGUAGENS_Faccioli_g21At_Cap2_047a080_LA.indd 61V3_LINGUAGENS_Faccioli_g21At_Cap2_047a080_LA.indd 61 14/09/2020 16:5914/09/2020 16:59 6 2 CAPÍTULO 2 3ª PARADA UMA VIAGEM NA CARRUAGEM DE FOGO! Seja na cerimônia de abertura, seja no hino entoado pelos atletas de cada delegação ou no canto de apoio da torcida, a música sempre se faz presente nos Jogos Olímpicos. A história da música nos Jogos Olímpicos é tão antiga quanto o próprio evento! 1 Leia o artigo a seguir para saber um pouco mais sobre as relações entre as artes e os Jogos Olímpicos. Havia provas art’sticas nos Jogos Ol’mpicos? [...] Entre 1912 e 1948, foram sete edições com competições de arte. Inspirado nas Olimpíadas da Grécia antiga, o fundador dos Jogos modernos, Pierre du Coubertin, queria os corpos e as mentes mais sarados participando da festa – ele mes- mo foi ouro em literatura, concorrendo com nome falso, em 1912. Eram cinco modalidades: literatura, música, pintura, arquitetura e escultura. As obras eram enviadas para um comitê avaliador e precisavam ter temática esportiva. Dois atletas foram medalhistas no esporte e nas artes: o americano Walter Winans foi ouro no tiro (1908) e em escultura (1912); o húngaro Alfréd Hajós, primeiro campeão na na- tação (1896), levou prata em arquitetura (1924). [...] ORÁCULO. Havia provas artísticas nos Jogos Olímpicos? Superinteressante, 21 dez. 2016. Disponível em: https://super.abril.com.br/blog/oraculo/havia-provas-artisticas-nos- jogos-olimpicos/. Acesso em: 4 jun. 2020. a) Você sabia que havia modalidades artísticas nos Jogos Olímpicos do início do século XX? O que pensa sobre isso? b) As práticas artísticas deixaram de ser modalidades olímpicas em 1954. Hoje em dia, em quais modalidades esportivas a música tem lugar de destaque? Use seus conhecimentos prévios sobre o assunto e converse com os colegas. 2 A música “Carruagens de fogo” [“Chariots of Fire”], composta por Vangelis para a trilha sonora do filme homônimo, dirigido pelo cineasta Hugh Hudson e lançado em 1981, tornou-se um dos hinos dos Jogos Olímpicos e um tema musical que re- mete à vitória e à glória. Escute-a para responder ao que se pede. NA BNCC Competências gerais: 1, 2, 3, 4, 6 Competências específicas de Linguagens: 1, 3, 5, 6, 7 Habilidades de Linguagens: EM13LGG103, EM13LGG301, EM13LGG501, EM13LGG503, EM13LGG601, EM13LGG602, EM13LGG603, EM13LGG604, EM13LGG701, EM13LGG703 Habilidades de Língua Portuguesa: Todos os campos de atuação social: EM13LP13 Campo da vida pessoal: EM13LP20 Campo artístico-literário: EM13LP53 NÃO ESCREVA NESTE LIVRO. Dav e M . B en et t/G et ty Im ag es EVÁNGELOS ODYSSÉAS PAPATHANASSÍU (1943-), conhecido como Vangelis, é músico e nasceu em Agria, na Grécia. É um dos mais notáveis compositores musicais para produções cinematográficas. Ganhou o Oscar de melhor trilha sonora original com o filme Carruagens de fogo [Chariots of Fire] (1981). Lançado em 1981, o filme Carruagens de fogo [Chariots of Fire], do cineasta britânico Hugh Hudson (1936-), conta a história de como a equipe de atletismo da Grã-Bretanha se preparou para os Jogos Olímpicos de 1924. A trama, focada na superação dos atletas, é acompanhada pela trilha de Vangelis, que contribui para ressaltar a dramaticidade das cenas. BALCÃO DE INFORMAÇÕES CARRUAGENS de fogo. Intérprete: Vangelis. Compositor: Vangelis. In: CHARIOTS of Fire. [S.l.]: Polydor Records, 1981. 1 CD, faixa 7. a) Conte aos colegas: Você já conhecia essa música? Qual foi a sua sensação ao ouvi-la agora? b) Tente reconhecer os instrumentos utilizados na música. Quais fazem parte do arranjo? Converse com os colegas e o professor. Consulte respostas esperadas e mais informações para o trabalho com as atividades desta parada nas Orientações específicas deste Manual. b) Espera-se que os estudantes mencionem modalidades como a ginástica rítmica, a ginástica artís- tica, o nado sincronizado e a patinação artística no gelo. A ideia é levá-los a refletir acerca da impor- tância da música no âmbito esportivo, especialmente no que diz respeito a algumas competições. a) Resposta pessoal. A expectativa é que os estudantes não conheçam esse fato e se surpreendam com a infor- mação. Deixe que compartilhem as reações. 2. b) Vangelis utiliza diversos ti- pos de sintetizador, além de pia- no e teclados. Vale ressaltar que ele vem de uma escola de músi- ca que valoriza texturas, ruídos e mesclas e segue uma linha da música moderna e concreta que explora diversas nuances, am- biências que se tornam objetos sonoros e parte da composição. Em “Carruagens de fogo”, es- cutamos uma gama de sons que pode facilmente ser confundida com uma orquestra, mas ela é fruto de uma composição eletrô- nica, feita por meio de sintetiza- dores, que é uma característica da música do século XX. a) Respostas pessoais. Os estudantes podem ter diversas reações. É provável que a música os remeta a uma corrida, uma conquista ou uma vitória, mas pode ser que os leve a outros campos da imaginação. V3_LINGUAGENS_Faccioli_g21At_Cap2_047a080_LA.indd 62V3_LINGUAGENS_Faccioli_g21At_Cap2_047a080_LA.indd 62 14/09/2020 16:5914/09/2020 16:59 F a g re ia /S h u tt e rs to ck 6 3CAPÍTULO 2 3 Vamos aprender a melodia da música “Carruagens de fogo” por meio de movimen- tos corporais? Com os colegas, sigam as orientações. COMO FAZER Ouçam os trechos da música que o professor vai reproduzir em velocidade mais lenta (em plataformas de compartilhamento de vídeos, é possível configurar a velocidade da reprodução; nesse caso, o ideal é retardá-la para 0,5). De pé, façam os movimentos indicados a seguir, sincronizando-os com as notas da melodia. 1a parte da música (0 min 39 s a 1 min 8 s) • Dó (grave) – primeira nota da melodia: bater um dos pés no chão. • Fá (grave) – segunda nota da melodia: bater as mãos no quadril. • Sol – terceira nota da melodia: bater as mãos no peito. • Lá – quarta nota da melodia: estalar os dedos. • Sol – quinta nota da melodia: bater as mãos no peito. • Mi – sexta nota da melodia: baternos joelhos com as mãos. • Dó (grave) – sétima nota da melodia: bater um dos pés no chão. • Fá (grave) – oitava nota da melodia: bater as mãos no quadril. • Sol – nona nota da melodia: bater as mãos no peito. • Lá – décima nota da melodia: estalar os dedos. • Sol – décima primeira nota da melodia: bater as mãos no peito. • Dó (grave) – décima segunda nota da melodia: bater um dos pés no chão. • Fá (grave) – décima terceira nota da melodia: bater as mãos no quadril. • Sol – décima quarta nota da melodia: bater as mãos no peito. • Lá – décima quinta nota da melodia: estalar os dedos. • Sol – décima sexta nota da melodia: bater as mãos no peito. • Mi – décima sétima nota da melodia: bater nos joelhos com as mãos. • Mi – décima oitava nota da melodia: bater nos joelhos com as mãos. • Fá (grave) – décima nona nota da melodia: bater as mãos no quadril. • Mi – vigésima nota da melodia: bater nos joelhos com as mãos. • Dó (grave) – vigésima primeira nota da melodia: bater um dos pés no chão. • Dó (grave) – vigésima segunda nota da melodia: bater um dos pés no chão. 2a parte da música (1 min 9 s a 1 min 22 s) • Dó (aguda): dar um pulo para a direita. • Si: dar um pulo para a esquerda. • Lá: estalar os dedos. • Sol: bater as mãos no peito. • Si: dar um pulo para a esquerda. • Sol: bater as mãos no peito. • Lá: estalar os dedos. • Fá (grave): bater as mãos no quadril. • Sol: bater as mãos no peito. • Dó (aguda): dar um pulo para a direita. • Si: dar um pulo para a esquerda. • Lá: estalar os dedos. • Sol: bater as mãos no peito. • Si: dar um pulo para a esquerda. • Dó (aguda): dar um pulo para a direita. • Si: dar um pulo para a esquerda. A versão de “Carruagens de fogo” apresentada pelo músico brasileiro Carlos Trilha está disponível em: https://www. instrumentalsescbrasil.org. br/artistas/carlos-trilha/ show-em-14-janeiro-2019 (faixa 12, 3 min 34 s); acesso em: 10 ago. 2020. Com base nela, reproduzam os movimentos corporais indicados para os dois trechos da música. Essa melodia se repete ao longo de toda a música. V3_LINGUAGENS_Faccioli_g21At_Cap2_047a080_LA.indd 63V3_LINGUAGENS_Faccioli_g21At_Cap2_047a080_LA.indd 63 14/09/2020 16:5914/09/2020 16:59 6 4 CAPÍTULO 2 • Lá: estalar os dedos. • Sol: bater as mãos no peito. • Si: dar um pulo para a esquerda. • Sol: bater as mãos no peito. • Lá: estalar os dedos. • Fá (grave): bater as mãos no quadril. • Sol: bater as mãos no peito. • Mi: bater nos joelhos com as mãos. • Fá (grave): bater as mãos no quadril. • Mi: bater nos joelhos com as mãos. • Dó (grave): bater um dos pés no chão. • Dó (grave): bater um dos pés no chão. Repitam os movimentos acompanhando a música com a velocidade lenta de reprodu- ção, até que esses movimentos �quem automatizados. Ouçam novamente os trechos com a velocidade de reprodução normal do vídeo e refaçam os movimentos. 4 Depois de vivenciar a melodia de “Carruagens de fogo” em movimentos corporais, em uma roda de conversa, discuta as questões a seguir com a turma. a) Você conseguiu fazer todos os movimentos corporais em sincronia com a me- lodia? Qual foi a sensação de tocar a música com o corpo? b) Quais foram seus maiores desafios para realizar a atividade? c) Você conseguiu distinguir as duas partes da música? d) Ao assistir ao vídeo, o que você sentiu ao saber que a música é tocada com sintetizadores e teclados? Alessand ra M ar� sa /A ce rv o d a fo tó g ra fa CARLOS TRILHA (1970-), nascido em Florianópolis, Santa Catarina, é instrumentista e produtor musical. Em 2007, seu trabalho solo Retrotec evidenciou sua paixão pelos sintetizadores e pelos teclados da década de 1980. Em 2018, lançou o álbum Moogbeat: Nação Zumbi para MiniMoog, com releituras das músicas da banda pernambucana criadas em um único sintetizador analógico dos anos 1960 chamado de MiniMoog. O show Concerto #1 para sintetizadores, um dos projetos mais recentes, apresenta versões futuristas de Vangelis, Villa-Lobos, Jean-Michel Jarre e outros artistas. Como produtor musical, trabalhou com artistas como Renato Russo, Lobão, Marisa Monte e Ana Carolina. Acesse o portal do Sesc para assistir ao show de Carlos Trilha realizado para o projeto Instrumental Sesc Brasil em 2019, a fim de vivenciar uma releitura impactante da sonoridade clássica da música eletrônica. Disponível em: https:// www.instrumentalsescbrasil.org.br/artistas/carlos-trilha/show-em-14-janeiro-2019. Acesso em: 10 ago. 2020. VALE VISITAR Respostas pessoais. Incentive os estudantes a se posicionarem sobre a atividade, que permite a vivência de uma prática corporal, como forma de autoconhecimen- to, socialização e entretenimento, com respeito à diversidade dos in- divíduos e a suas particularidades. V3_LINGUAGENS_Faccioli_g21At_Cap2_047a080_LA.indd 64V3_LINGUAGENS_Faccioli_g21At_Cap2_047a080_LA.indd 64 14/09/2020 16:5914/09/2020 16:59 6 5CAPÍTULO 2 4ª PARADA OS JOGOS MUNDIAIS DOS POVOS INDÍGENAS Prática corporal, cultura, conhecimento e diversidade. Os Jogos Mundiais dos Povos Indígenas abrem espaço para o protagonismo e a união dos povos originários. Seja dentro da arena, seja no interior de uma oca, todos são bem-vindos para vivenciar esse diálogo intercultural. 1 Para ficar por dentro dos Jogos Mundiais dos Povos Indígenas, leia o fragmento a seguir da publicação impressa sobre a primeira edição do evento, ocorrida em 2015 no Brasil. NA BNCC Competências gerais: 1, 2, 3, 4, 6, 9 Competências específicas de Linguagens: 1, 3, 4, 5 Habilidades de Linguagens: EM13LGG102, EM13LGG103, EM13LGG302, EM13LGG401, EM13LGG501, EM13LGG502, EM13LGG503 Habilidades de Língua Portuguesa: Todos os campos de atuação social: EM13LP01, EM13LP02 Campo da vida pessoal: EM13LP20 Os I Jogos Mundiais dos Povos Indígenas (JMPI) caracterizam-se por ser um evento que busca a valorização dos jogos tradicionais indígenas, ou grupos autóctones, como forma de salvaguardar seu patrimônio cultural. Os Jogos buscam promover a aproxima- ção entre os diferentes povos, como forma de celebração de seus costumes, tradições e valores. Por fim, visam a sensibilizar os não indígenas sobre a diversidade das culturas indígenas e sobre a importância dessas culturas para a formação dos Estados nacionais. Os Jogos Mundiais dos Povos Indígenas foram idealizados pelo Comitê Intertribal (ITC), associação indígena brasileira, com o apoio de 16 países que decidiram que esse even- to seria realizado no Brasil. Assim, o evento é uma realização do ITC como idealizador, organizador e articulador do apoio de setores governamentais e privados, de maneira especial o apoio da ONU, por meio do próprio secretário-geral. Os jogos tradicionais são uma expressão do patrimônio cultural imaterial e colabo- ram para a transmissão desse patrimônio, na medida em que guardam em si uma série de valores ancestrais, uma cosmovisão específica e contribuem para o diálogo intergeracional. É nesse sentido que as manifestações associadas aos jogos autóctones devem ser incenti- vadas, não somente como demonstração de força e habilidade dos praticantes, mas como expressão de sua cultura. Os I Jogos Mundiais dos Povos Indígenas são uma das mais signi- ficativas iniciativas no sentido da salvaguarda dessas manifestações em escala global. [...] Foi uma grande celebração da diversidade cultural entre os povos, do respeito humano e recíproco; enfim, de uma cultura de paz. Entre os dias 22 e 31 de outubro de 2015, foi formada uma grande comunidade composta por irmãos e irmãs de diferentes nações indígenas de diversas partes do globo, que conviveram praticando o respeito, a troca de experiências, a cooperação fraterna para a busca de soluções para problemas – compartilhados ou não – e a busca do bem-estar físico e espiritual de homens e mu- lheres. Assim, “A unidade na diversidade” poderia ser o outro título dos Jogos Mundiais dos Povos Indígenas. [...] Épreciso dizer que esse evento somente foi possível em função da importante traje- tória dos Jogos dos Povos Indígenas (JPI), realizados desde 1996 em vários estados do Brasil, idealizados por Carlos Terena e organizados pelo ITC. Foi a realização dos eventos nacionais que forneceu as bases teóricas, técnicas e logísticas que um evento mundial, como os JMPI, demanda. A sua realização com o protagonismo indígena é um feito que, por si só, merece ser celebrado. A formação do Grupo Coordenador Mundial para os JMPI foi fundamental para que essa celebração fosse possível, na medida em que possibilitou que irmãos indígenas de todo o mundo se reunissem e decidissem conjuntamente as características do evento. Igualmente, os objetivos estabelecidos desde os primeiros Jogos Nacionais de 1996 permanecem e se fortalecem a cada nova edição. Mais ainda, agora com os Jogos Mundiais, os objetivos consistem em resgatar e valorizar os jogos esportivos indígenas, promovendo congraçamento e intercâmbio entre as nações participantes, fortalecimento da identidade cultu- ral desses povos e confraternização digna e respeitosa dos índios com a sociedade não indígena. [...] ROQUE, Lucas; TERENA, Marcos; CALFIN, Juan Antonio; TERENA, Taily. Jogos mundiais dos povos indígenas: Brasil, 2015: O importante é celebrar! Brasília: Pnud, 2017. p. 13-16. Disponível em: https://unesdoc.unesco.org/ark:/48223/pf0000249170. Acesso em: 26 jul. 2020. NÃO ESCREVA NESTE LIVRO. Consulte respostas esperadas e mais informações para o trabalho com as atividades desta parada nas Orientações específicas deste Manual. V3_LINGUAGENS_Faccioli_g21At_Cap2_047a080_LA.indd 65V3_LINGUAGENS_Faccioli_g21At_Cap2_047a080_LA.indd 65 14/09/2020 16:5914/09/2020 16:59 6 6 CAPÍTULO 2 Após a leitura, formem uma roda para debater as questões com os colegas e o professor. a) Qual é a importância dos Jogos Mundiais dos Povos Indígenas para a preservação da cultura desses povos? b) De que maneira a realização desse evento, em escala mundial, dá visibilidade aos jogos tradicionais indígenas? 2 Observe as imagens a seguir. Os jogos tradicionais espelham a diversidade cultural que existe entre os povos originários e expressam um modo de vida que está intimamente associado ao seu meio ambiente – recursos vegetais, animais, hídricos e minerais – e com as diferentes etapas da vida – o percurso entre o nascimento e a morte, bem como todos os sentidos que são atribuídos a esses períodos da trajetória humana. Os jogos fazem parte de um conjunto de significações culturais composto pelos rituais, pelas tradições orais, pelos ritos de passagem e pelas atividades cotidianas para a garantia da sobrevivência. [...] ROQUE, Lucas; TERENA, Marcos; CALFIN, Juan Antonio; TERENA, Taily. Jogos mundiais dos povos indígenas: Brasil, 2015: O importante é celebrar! Brasília: Pnud, 2017. p. 21. Disponível em: https://unesdoc.unesco.org/ark:/48223/pf0000249170. Acesso em: 26 jul. 2020. BALCÃO DE INFORMAÇÕES Indígena bororo em competição de arco e flecha, nos I Jogos Mundiais dos Povos Indígenas, em Palmas (TO), 2015. Mulheres indígenas competem no cabo de força, nos I Jogos Mundiais dos Povos Indígenas, em Palmas (TO), 2015. Indígena kanela em competição de arremesso com lança, nos I Jogos Mundiais dos Povos Indígenas, em Palmas (TO), 2015. Competição de corrida de 100 metros, nos I Jogos Mundiais dos Povos Indígenas, em Palmas (TO), 2015. Indígenas xerentes competem na corrida de tora, nos I Jogos Mundiais dos Povos Indígenas, em Palmas (TO), 2015. Competição de canoagem, nos I Jogos Mundiais dos Povos Indígenas, em Palmas (TO), 2015. Para ajudar na discussão, leia a Declaração das Nações Unidas sobre os Direitos dos Povos Indígenas, publicada em 2008 no portal da Fundação Nacional do Índio (Funai), disponível em: http://www.funai.gov.br/arquivos/conteudo/cogedi/pdf/ LEGISLACAO_INDIGENISTA/Legislacao-Fundamental/ONU-13-09-2007.pdf. Acesso em: 1o ago. 2020. B u d a M e n d e s /G e tt y I m a g e s R ic a rd o T e le s /P u ls a r Im a g e n s B u d a M e n d e s /G e tt y I m a g e s R ic a rd o T e le s /P u ls a r Im a g e n s B u d a M e n d e s /G e tt y I m a g e s R ic a rd o T e le s /P u ls a r Im a g e n s b) Espera-se que os estudantes percebam que esses jogos valorizam as culturas de diferentes povos e, ao mesmo tempo, proporcionam a convivência de respeito, troca de experiências e cooperação, valores da cidadania exercida mundialmente. a) Espera-se que os estudantes sejam capazes de perceber que os Jogos Mundiais dos Povos Indígenas são uma competição que preserva, compartilha e garante visibilidade para as práticas culturais de cada povo indígena envolvido na competição. Sobre a trajetória do Brasil nas competições indígenas, vale comentar as edições nacionais iniciadas em 1996 e que seguiram até 2013, antes da realização da primeira edição mundial. Seria importante ler parte da Declaração das Nações Unidas sobre os Direitos dos Povos Indígenas, principalmente o artigo 31o, que trata dos direitos ao desenvolvimento e à proteção de todo tipo de manifestação cultural e cientí�ca dos povos indígenas. V3_LINGUAGENS_Faccioli_g21At_Cap2_047a080_LA.indd 66V3_LINGUAGENS_Faccioli_g21At_Cap2_047a080_LA.indd 66 14/09/2020 16:5914/09/2020 16:59 6 7CAPÍTULO 2 a) Nas fotografias, quais são os jogos retratados? Quais chamam mais a sua atenção? b) Você já praticou alguma dessas atividades? Já assistiu a algumas delas em com- petições? c) Você já pesquisou jogos tradicionais indígenas? Conhece modalidades que te- nham influências indígenas ou que sejam praticadas por essas comunidades? d) De que forma os jogos tradicionais retratados nas imagens estão ligados à cul- tura e ao cotidiano dos povos indígenas? e) Nos Jogos Mundiais dos Povos Indígenas, as provas praticadas dividem-se em três modalidades: jogos de integração, jogos de demonstração e jogo ociden- tal. Leia o quadro, converse com os colegas e procurem explicar os critérios para a categorização dos jogos. Jogos de integração Jogos de demonstração Jogo ocidental arco e flecha prova de velocidade: akô (praticada pelos Gavião Parkatêjê e Kyikatêjê, originários do sul do Pará) futebol feminino e masculino arremesso de lança futebol de cabeça: jikunahati e xikunahaty (praticado pelos Paresi, Nambikwara e Enawenê Nawê, em Mato Grosso) cabo de força futebol com o joelho: katukaywa (praticado pelos povos do Parque Nacional do Xingu, em Mato Grosso) corrida de 100 metros jogos com flechas: jawari (praticado exclusivamente pelos povos habitantes do Alto Xingu, região localizada em Mato Grosso); kagot (praticado pelos Xikrin e Kayapó, do Pará); kaipy (praticado pelos Gavião Parkatêjê e Kyikatêjê, do sul do Pará) corrida de fundo jogo com bastão de madeira: ronkrã (praticado pelos Kayapó, do Pará) corrida de tora jogos de arremessos: tihimore (praticados pelas mulheres dos Paresi, de Mato Grosso); zarabatana (praticado pelos Matis, originários do Amazonas) canoagem lutas corporais: aipenkuit (praticadas somente pelos homens dos Gavião Kyikatêjê, do Pará); huka-huka (praticado por homens e mulheres dos povos xinguanos); iwo (praticado pelos Xavante, de Mato Grosso); idjassú (praticado pelos Karajá, da ilha do Bananal, em Tocantins) natação/travessia jogos com bola: ki-o-rahi (típico da Nova Zelândia); pelota p’urhepecha (típico do México); bola do jogo (típico da Guatemala) Relacione as informações do quadro com seus conhecimentos prévios sobre jogos e competições para explicar os critérios. NÃO ESCREVA NESTE LIVRO. a) São retratados jogos com cordas e toras; competições aquáticas, praticadas com canoa. Em cada imagem, é possível observar a participação de pessoas de diferen- tes etnias indígenas. Espera-se queos estudantes sejam capazes de identificar que, além de todas as imagens apresentarem diferentes competições indígenas, se trata de comunidades distintas, com culturas diferentes. b) Respostas pessoais. Algumas atividades apresenta- das são amplamente conhecidas, como “arco e flecha” e “cabo de força”, muitas vezes fazendo parte da infância dos estudantes. É interessante que sejam capazes de per- ceber similaridades entre os jogos praticados nos Jogos Mundiais dos Povos Indígenas e em outras competições, como os Jogos Olímpicos. Outra similaridade é que algu- mas modalidades são praticadas em equipe, o que promo- ve as capacidades de organização, gestão, compreensão e compartilhamento entre os participantes. c) Respostas pessoais. A expectativa é que os estudan- tes compartilhem vivências e conhecimentos. Se houver estudantes indígenas na turma, estimule-os a falar sobre as práticas corporais da respectiva cultura. d) Espera-se que os estudantes identifiquem que esses jogos estão diretamente relacionados ao modo de ser dos povos indígenas. Por meio das modalidades retratadas nas imagens, é possível perceber esses aspectos. O “tiro com arco”, o “arremesso de lança” e a “canoagem” de- monstram características de sobrevivência, como a caça e a pesca. A “corrida” e a “corrida de tora”, por sua vez, refletem o espírito guerreiro de superação, bem como ca- racterísticas presentes em alguns rituais sagrados. Sugira aos estudantes que (re)leiam o boxe Balcão de informa- ções (na página anterior) para responder a essa questão. e) Espera-se que os estudantes concluam, por inferência, que os jogos de integração são modalidades tradicionais praticadas por vários povos indígenas. Os jogos de de- monstração, por sua vez, são modalidades particulares de cada povo, portanto são praticadas por membros da etnia de origem do jogo. O jogo ocidental é o futebol, pra- ticado por povos indígenas e não indígenas. Se os estu- dantes quiserem saber mais sobre o assunto, oriente-os a consultar a obra Jogos mundiais dos povos indígenas: Brasil, 2015: o importante é celebrar!, de Lucas Roque, Marcos Terena, Juan Antonio Calfin e Taily Terena, publi- cada em 2017. Disponível em: https://unesdoc.unesco. org/ark:/48223/pf0000249170. Acesso em: 1o ago. 2020. V3_LINGUAGENS_Faccioli_g21At_Cap2_047a080_LA.indd 67V3_LINGUAGENS_Faccioli_g21At_Cap2_047a080_LA.indd 67 14/09/2020 16:5914/09/2020 16:59 6 8 CAPÍTULO 2 f) Além de praticarem a versão ocidental do futebol, os povos indígenas têm suas próprias versões dessa modalidade. Leia o texto a seguir e discuta com a turma: Seria fácil, para uma pessoa que tenha habilidade com a versão ocidental do futebol, realizar a prática na versão indígena? E o contrário, também ocorreria? Jikunahati (“futebol de cabeça”) O mito de fundação dos Paresis conta que o povo surgiu da fenda de uma pedra e que o seu ser superior, Azari, forneceu as orientações para a condução da vida daquela nação indígena. Dentre os vários ensinamentos, ele mostrou como jogar o futebol de cabeça. Na prática desta modalidade, é permitido somente o uso da cabeça para movimentar a bola. Veja mais detalhes de como o futebol de cabeça dos Paresi, de Mato Grosso, é praticado com a leitura da reportagem feita à época dos I Jogos Mundiais dos Povos Indígenas de 2015, disponível em: https:// www.youtube.com/ watch?v=DKnRLW12RiE (acesso em: 10 ago. 2020). VALE VISITAR Xikunahaty (zigunahiti) É outra espécie de “futebol de cabeça”, com uma bola de látex fabricada pelos povos Paresi, Nambikwara e Enawenê Nawê, de Mato Grosso. ROQUE, Lucas; TERENA, Marcos; CALFIN, Juan Antonio; TERENA, Taily. Jogos mundiais dos povos ind’genas: Brasil, 2015: O importante é celebrar! Brasília: Pnud, 2017. p. 40. Disponível em: https://unesdoc.unesco.org/ark:/48223/pf0000249170. Acesso em: 26 jul. 2020. 3 Com base nos exemplos do quadro de classificação das modalidades que fazem parte dos Jogos Mundiais Indígenas, selecionem alguns deles para praticar na es- cola, com a orientação do professor de Educação Física. B u d a M e n d e s /G e tt y I m a g e s © F ra n c is c o M e d e ir o s /M in is té ri o d o E s p o rt e 3. Nesse momento, é importante que os estudantes, em conjunto, escolham alguns dos jogos para praticar na aula de Educação Física. Caso seja necessário, auxilie-os na decisão, considerando as condições e a infraestru- tura do ambiente escolar para a execução efetiva e em segurança do jogo selecionado. Respostas pessoais. V3_LINGUAGENS_Faccioli_g21At_Cap2_047a080_LA.indd 68V3_LINGUAGENS_Faccioli_g21At_Cap2_047a080_LA.indd 68 14/09/2020 16:5914/09/2020 16:59 6 9CAPÍTULO 2 5ª PARADA UNINDO VERSOS E ALDEIAS Das batidas de pé ao chocalhar do maracá. Do urucum encarnado aos ritos ances- trais. Nesta parada, vamos conhecer um pouco mais a pluralidade linguística e cultural das comunidades indígenas a fim de compreender que seu valor se manifesta não ape- nas nos jogos, mas também na literatura! 1 Leia o poema dos Kaxinawá “Eu pensava que a terra remendava com o céu” e, na sequência, a letra do canto “Parixara 2”, dos povos indígenas do circum-Roraima, em língua macuxi e acompanhada de sua tradução em língua portuguesa. Depois, discuta as questões com os colegas. Texto I Eu pensava que a terra remendava com o cŽu No meu pensamento de antigamente, Quando eu era menino, O mundo, eu pensava Que era que nem tocaia, A terra remendava com o céu. O sol, Eu pensava que eram muitos, Passando dias e dias. A noite, Eu pensava que era que nem fumaça, Porque quando o sol ia embora, A noite vinha cobrir o mundo. O céu, Eu pensava que era que nem ferro, Nunca acaba. A chuva, Eu pensava que eram alguns bichos grandes, Esturrando em cima do céu. O homem, Eu pensava que só nós mesmos vivíamos, Só nós mesmos, o povo Kaxinawá. Um dia, eu vi um branco chegando na nossa casa falando diferente. Mas eu pensava que quando eu fosse na casa dele, ele ia falar em Kaxinawá. Um dia, eu fui viajar com meu pai, para ver onde estava a terra remendada com o céu. Nós íamos descendo o rio e quando passaram alguns dias perguntei ao meu pai onde estava a terra remendada com o céu. O meu pai me disse que não estava remendada a terra com o céu. Que o mundo é muito grande e não tem fim... KAXINAWÁ, Noberto Sales Tene. Eu pensava que a terra remendava com o céu. Epifenomenologia, 21 nov. 2010. Disponível em: http://epifenomenos.blogspot.com/2010/11/ eu-pensava-que-terra-remendava-com-o.html. Acesso em: 26 jul. 2020. NA BNCC Competências gerais: 1, 3, 4, 6, 9, 10 Competências específicas de Linguagens: 1, 2, 3, 4, 6, 7 Habilidades de Linguagens: EM13LGG101, EM13LGG102, EM13LGG103, EM13LGG104, EM13LGG201, EM13LGG203, EM13LGG204, EM13LGG302, EM13LGG303, EM13LGG401, EM13LGG602, EM13LGG701, EM13LGG703 Habilidades de Língua Portuguesa: Todos os campos de atuação social: EM13LP01, EM13LP02, EM13LP06, EM13LP11, EM13LP12 Campo artístico-literário: EM13LP46, EM13LP49, EM13LP51, EM13LP52, EM13LP53 NÃO ESCREVA NESTE LIVRO. GoodStudio/Shuttersto ck Consulte respostas esperadas e mais informações para o trabalho com as atividades desta parada nas Orientações específi cas deste Manual. V3_LINGUAGENS_Faccioli_g21At_Cap2_047a080_LA.indd 69V3_LINGUAGENS_Faccioli_g21At_Cap2_047a080_LA.indd 69 14/09/2020 16:5914/09/2020 16:59 7 0 CAPÍTULO 2 Texto II Parixara 2 awairi kamaini itun etaato’pe makatairîmîko mamako awairi kamaini itun etaato’pe makatairîmîko mamako mamai warekeruwa mamai warekeruwa mamai warekeruwa awairi kamaini itun etaato’pe makatairîmîko mamako awairi kamaini itun etaato’pe makatairîmîko mamako mamai warekeruwa mamai warekeruwa mamai warekeruwa awairi kamaini itun etaato’pe makatairîmîko mamako awairi kamaini itun etaato’pe makatairîmîko mamako mamai warekeruwa mamai warekeruwa mamai warekeruwa [tradução em línguaportuguesa] ao ouvir o som do meu instrumento kamaini mamãe dorme mamãe dorme mamãe dorme SEU TERÊNCIO; dona Zenita. Parixara 2. Projeto Panton PiaÕ. p. 76-77. Disponível em: https://pantonpia.com.br/#portfolio. Acesso em: 26 jul. 2020. kamaini: flauta indígena, em geral longa, feita de madeira da árvore embaúba, muito utilizado nos rituais parixara, com o kewei (chocalho) e o sampura (tambor). Indígenas Macuxi durante o ritual parixara. Aldeia Raposa 1, Normandia (RR), 2019. VALE VISITAR Eremu são cantos presentes na região do circum-Roraima, principalmente das etnias Macuxi e Taurepang. O projeto Panton Pia’ disponibiliza em seu portal as letras em macuxi e sua tradução, além das partituras e dos áudios dos cantos. Os artistas responsáveis pela execução do canto “Parixara 2” são Seu Terêncio e dona Zenita, da comunidade Ubaru, na Terra indígena Raposa Serra do Sol. Esses cantos fazem parte do livro Eremu do circum-Roraima, escrito pelo professor e escritor Devair Antônio Fiorotti (1972-2020). Ouça “Parixara 2”, que está disponível em: https://pantonpia.com.br/wp- content/uploads/2018/11/parixara-2.mp3 (acesso em: 8 ago. 2020). C ad u D e C as tr o/ P ul sa r Im ag en s 2. a) Espera-se que os estudantes identifiquem que “Eu pensava” é a expressão que dá tom ao poema, a começar pelo título. Por meio dela, o eu lírico compartilha sua cosmo- visão e descreve a natureza tal qual via em seus tempos de menino. 2. b) Respostas pessoais. Deixe que os estudantes compartilhem as impressões. Provavelmente, nesta fase de novas descobertas, eles já devem ter vivenciado experiências em que precisaram confrontar e re- pensar crenças e expectativas. 2. c) Espera-se que os estudantes mencionem a chegada do homem branco onde o eu lírico vivia, o re- conhecimento de que os Kaxinawá não eram o único povo nem existia apenas a sua língua e a descoberta de que a terra não remendava com o céu. 2. f) O que dá forma ao poema é o registro que o eu lírico faz dos frag- mentos de sua memória infantil. Nesse tom de testemunho, com o qual ele desvela seu passado, é pos- sível perceber os traços da oralidade. Para o leitor, uma possibilidade de interpretação é a sensação de que, em uma conversa franca, alguém lhe conta uma história. As folhas do papel, nesse caso, assumem a fun- ção de um gravador que, em vez de armazenar a fala, grafa, por meio das letras, a voz do eu lírico. 3. a) Respostas pessoais. Se algum estudante tiver conhecimentos so- bre o ritual ou sobre o canto parixa- ra, peça que os compartilhe com os colegas. O ritual tem por finalidade resgatar a relação dos nativos com a natureza e trazer alegria. É uma fes- ta de agradecimento pela fartura da colheita, da caça e da pesca. 2. d) Na primeira parte do poema, o eu lírico fala, por meio de versos, de sua subjetividade ao rememorar o mundo de sua infância. A estrutura do texto poético – artística e onírica por natureza – ajuda a enfatizar esse sentimento. Porém, na segunda parte do texto, que está em prosa, o mundo como o eu lírico conhecia é dissolvido pelas incertezas de uma nova realidade, apresentada pelo homem branco. A estratégia utilizada pelo autor, de escrever o trecho final em prosa, intensifica a sensação de rasura da imaginação causada pela nova realidade. 2. e) Espera-se que os estudantes mencionem a implantação da cate- quese, sendo a religião católica e os costumes europeus impostos pelos jesuítas aos povos indígenas duran- te o período da colonização no Bra- sil, ao longo dos séculos XVI e XVII. • Resposta pessoal. É importante que os estudantes tenham a oportu- nidade de debater questões social- mente relevantes como essa. Abra espaço para que reflitam sobre o lu- gar dos povos indígenas em nossa sociedade. V3_LINGUAGENS_Faccioli_g21At_Cap2_047a080_LA.indd 70V3_LINGUAGENS_Faccioli_g21At_Cap2_047a080_LA.indd 70 14/09/2020 16:5914/09/2020 16:59 7 1CAPÍTULO 2 2 Releia o primeiro poema (texto I) para responder ao que se pede. a) Os versos do poema são construídos a partir do imaginário que, na infância, povoava a mente do eu lírico. Que expressão é utilizada para evocar essa ideia? Como ele enxergava o mundo? b) Você se lembra de alguma vivência semelhante em sua época de criança? E ao longo da adolescência até agora? O que você imaginava de uma forma, mas descobriu ser de outra? c) Ao se confrontar com uma nova realidade, não é só o mundo ao redor do eu lírico que se transforma. A estrutura do texto também se modifica, deixando a composi- ção em versos para se tornar prosa. Quais conflitos desencadeiam essa mudança? d) De que forma o hibridismo entre as formas auxilia na construção de efeitos de sentido do texto? Justifique sua resposta. e) No poema, a questão da diferença entre as línguas é comentada. Contudo, uma língua mostra-se dominante em relação à outra. Por meio do trecho em prosa, de que momento histórico vivido pelos povos indígenas é possível se lembrar? • Debata com os colegas: Em que medida essa dominação pode se relacionar com o processo de apagamento e invisibilização das culturas indígenas? f) A principal fonte das literaturas indígenas é a oralidade. De que forma esse aspecto se faz presente no texto? 3 Retome o texto II para reler a letra do canto “Parixara 2”. a) Você já conhecia o canto parixara ou o ritual de que ele faz parte? Se sim, conte para a turma; se não, busque informações para descobrir do que se trata. b) Uma das características das canções parixara é exprimir as crenças e o modo de viver dos povos indígenas da região do circum-Roraima. É possível notar isso na letra do canto na tradução em língua portuguesa? Justifique. c) O que você observa no modo como os versos do canto foram distribuídos? O efeito visual possibilita criar que tipos de imagem poética? d) Com base nos dois textos lidos, é possível afirmar que no Brasil só se fala a língua portuguesa? Explique. 4 De que forma a literatura pode auxiliar os povos indígenas na preservação de suas culturas? Justifique sua resposta. 5 Prepare-se, pois olimpíadas diferentes estão prestes a começar. Assim como nos Jogos Mundiais dos Povos Indígenas, o objetivo é demonstrar a força dos povos originários e fortalecer os laços comunitários. Nessas Olimpíadas de Literatura, você e os colegas vão apresentar um sarau. COMO FAZER Olimpíadas de Literatura Demarcando o território: entenda como funcionarão as Olimpíadas de Literatura 1a etapa – “Canoagem” É hora de remar para organizar uma coletânea de textos literários e artísticos de indí- genas brasileiros! Para responder, considere também a tradução da canção em língua portuguesa. NÃO ESCREVA NESTE LIVRO. 3. b) Espera-se que os estudan- tes respondam que sim. Além da menção ao instrumento kamaini, presente na cultura desses povos indígenas, o canto fala da sensação que sua melodia causa, revelando um traço do modo de viver dessas comunidades. 3. c) Respostas pessoais. A dis- posição das estrofes e dos versos não é gratuita, pois cria um efeito visual que permite interpretações diversas. Uma possibilidade é en- tender que a imagem faz referência aos grafismos indígenas, forma de arte comum em várias etnias indí- genas brasileiras que pode adornar o corpo das pessoas (em pinturas corporais), objetos (como cestos e potes de cerâmica), etc. Outra pos- sibilidade é relacionar a imagem do vaivém dos versos com o balanço de uma rede. 3. d) No poema, o eu lírico, repre- sentante dos Kaxinawá, povo indí- gena sul-americano, e da língua ho- mônima, comenta o estranhamento que sentiu ao escutar a língua do homem branco pela primeira vez. Já o canto mostra a riqueza linguística dos Macuxi, povos indígenas tam- bém sul-americanos. Entre os po- vos indígenas do Brasil, há cerca de 274 línguas, de acordo com dados do Censo realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatís- tica (IBGE) em 2010. Logo,a ideia de que no Brasil só se fala a língua portuguesa é um mito. Mais infor- mações a respeito das línguas e das etnias dos povos indígenas es- tão disponíveis no portal do IBGE: https://indigenas.ibge.gov.br/estu- dos-especiais-3/o-brasil-indigena/ lingua-falada (acesso em: 1o ago. 2020). 4. Para muitos povos indígenas bra- sileiros, preservar a cultura e manter a tradição é ser fiel ao que lhes foi ensinado. Por meio dos registros literários, eles renovam a memória ancestral, uma vez que difundem o caminho de seus antepassados e reforçam a cultura e as histórias de seus povos no presente. Além disso, espera-se que os es- tudantes reflitam que as literaturas indígenas cumprem ainda o papel de dar voz a indivíduos e comunida- des historicamente invisibilizados, divulgando seus saberes, seus modos de vida e sua diversidade histórico-cultural a outros grupos sociais. Por meio da literatura, é possível desmistificar a noção equi- vocada de que a cultura indígena é exótica, pertencente apenas ao passado. Trata-se, portanto, de um ato de liberdade e também de resis- tência dos escritores da literatura indígena atual. V3_LINGUAGENS_Faccioli_g21At_Cap2_047a080_LA.indd 71V3_LINGUAGENS_Faccioli_g21At_Cap2_047a080_LA.indd 71 14/09/2020 16:5914/09/2020 16:59 7 2 CAPÍTULO 2 Posicionando as canoas: com o auxílio do professor, organizem-se em cinco grupos. Remos a postos: antes de iniciar a busca, levem em consideração alguns aspectos importantes. • A seleção dos textos deve se guiar pelo tema “a união dos povos”. • O objetivo é reunir uma pluralidade de textos literários e canções produzidos por autores e cantores pertencentes a diferentes comunidades indígenas. • Os grupos adicionarão a esse conjunto uma obra de arte (pintura, fotografia, escultura) de autoria indígena. A obra deve dialogar de alguma forma com o texto literário ou a canção escolhida. Conhecendo as águas que vão desbravar: os grupos podem realizar a pesquisa a partir dos nomes listados a seguir. • Escritores: Marcia Wayna Kambeba (Omágua/Kambeba), Eliane Potiguara (Potiguara), Graça Graúna (Potiguara), Daniel Munduruku (Munduruku), Tiago Hakiy (Sateré Mawé). • Cantores: Kunumi MC (Guarani), Cristino Wapichana (Wapichana), Djuena Tikuna (Tikuna), Ademilson Umutina (Umu- tina), Bro Mc’s (Guarani Kaiowá). • Artistas plásticos: Arissana Pataxó (Pataxó), Carmézia Emiliano (Macuxi), Duhigó Tukano (Tukano), Jaider Esbell (Ma- cuxi), Denilson Baniwa (Baniwa). Durante a atividade, é preciso selecionar fontes confiáveis. Por isso, dê preferência a fontes especializadas que tratam de artistas indígenas. Para avaliá-las, observe os seguintes itens: Você já consultou essa fonte antes? O que você sabe sobre ela? É possível encontrar a autoria das informações? Essa autoria é reconhecida na área pesquisada? Quando essas informações foram publicadas? Há informações mais recentes? O circuito: Após decidir com qual escritor, cantor e artista o grupo vai trabalhar, a largada será anunciada. • Selecionem dois textos de seu escritor (poemas, contos, crônicas, etc.) ou seu cantor. • Caso optem por canções, lembrem-se de dar preferência àquelas em que o cantor se expressa na língua materna. • Por fim, selecionem uma obra de arte que dialogue com um dos dois textos literários escolhidos pelo grupo. 2a etapa – “Corrida com obstáculos” Em suas marcas: informem-se sobre a história, a trajetória e a cultura do escritor/cantor que seu grupo escolheu trabalhar. Superando os obstáculos: por meio de uma pesquisa em sites confiáveis, descubram cinco ideias equivocadas que as pessoas têm a respeito das comunidades indígenas, a fim de desconstruir estereótipos relacionados a elas. 3a etapa – “Corrida de tora” A união faz a força: reúnam-se em grupo para organizar todos os dados que conseguiram coletar. É importante que planejem a apresentação do sarau, descrito na etapa a seguir, distribuindo igualmente as funções. 4a etapa – “Tiro com arco” A literatura será seu arco. As palavras serão suas flechas. O coração das pessoas é o alvo que vocês precisam alcançar! Reconhecimento de perímetro: agora que vocês já têm o material necessário, está na hora de apresentá-lo aos colegas por meio de um sarau literário! Sob a supervisão do professor, organizem a sala de aula para esse evento. Descarregando a aljava: é hora de celebrar a arte e reunir todos os povos. • Apresentem o autor/cantor pesquisado aos colegas e falem um pouco sobre ele: sua origem, seu povo, entre outros aspectos. • Em seguida, de maneira artística, recitem/narrem/contem/cantem os textos literários que o grupo selecionou. Todos os membros devem participar de alguma forma. • Exibam a obra de arte escolhida e expliquem como ela dialoga com os textos lidos ou declamados. • Expliquem aos colegas como as produções dos ar- tistas que pesquisaram auxiliam no combate aos preconceitos e às visões equivocadas que algumas pessoas têm em relação aos povos indígenas. • Finalizada a apresentação do seu grupo, tomem assento e aproveitem para apreciar a apresentação dos demais. Saiba mais sobre o papel de mulheres indígenas na literatura com a leitura do artigo “Leia Mulheres Indígenas: 25 escritoras para você conhecer”, publicado no blog Visibilidade Ind’gena, disponível em: https://www.visibilidadeindigena.com/post/ leia-mulheres-ind%C3%ADgenas-25-escritoras-para- voc%C3%AA-conhecer (acesso em: 10 ago. 2020). VALE VISITAR V3_LINGUAGENS_Faccioli_g21At_Cap2_047a080_LA.indd 72V3_LINGUAGENS_Faccioli_g21At_Cap2_047a080_LA.indd 72 14/09/2020 16:5914/09/2020 16:59 7 3CAPÍTULO 2 6ª PARADA E AS OLIMPÍADAS DE CONHECIMENTO? Após ter vivenciado as Olimpíadas de Literatura, você já deve ter percebido que as olimpíadas não estão relacionadas apenas ao mundo dos esportes. No Brasil, são realizadas algumas competições entre estudantes com o intuito de avaliar, por meio de provas e testes, a excelência intelectual em uma área específica. Esses eventos são conhecidos como Olimpíadas Científicas ou Olimpíadas de Conhecimento. O que você sabe sobre esse tema? 1 Para conhecer um pouco mais a proposta das Olimpíadas Científicas, leia os textos informativos a seguir. Olimp’adas cient’ficas As Olimpíadas Científicas são consideradas momentos privilegiados para a divulga- ção científica e para a descoberta e incentivo de novos talentos. O caráter competitivo estimula a inventividade dos alunos e professores, além de fornecer elementos funda- mentais ao Ministério da Educação para avaliar os estudantes brasileiros em relação aos alunos de outros países. Como benefício adicional, muitas olimpíadas incentivam o trabalho em equipe, reforçando hábitos de estudo, o despertar de vocações científi- cas e os vínculos de cooperação entre equipes de estudantes e professores. [...] OLIMPÍADAS científicas. Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). Disponível em: http://cnpq.br/olimpiadas-cientificas. Acesso em: 26 jul. 2020. Com base no texto lido, responda oralmente: a) Na escola onde você estuda, é comum ocorrerem Olimpíadas Científicas ou ou- tras competições que envolvam conhecimento? Você já participou de alguma edição? Em caso afirmativo, relate à turma como foi a sua experiência. b) Você acredita que seja possível ter Olimpíadas Científicas de qualquer área do saber? Por quê? c) Caso fosse participar de Olimpíadas Científicas, em qual área do conhecimento você gostaria de se inscrever? Explique. d) Em sua opinião, o espírito competitivo é importante para a aquisição de conhe- cimento? 2 As Olimpíadas de Conhecimento ocorrem nas diversas áreas do saber. Agora, va- mos conhecer um pouco de duas Olimpíadas brasileiras: as de Matemática e as de Língua Portuguesa. Leia os textos informativos e, em seguida, discuta as questões com os colegas. Texto I Apresenta•‹o A Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas – OBMEPé um projeto nacional dirigido às escolas públicas e privadas brasileiras [...]. Criada em 2005 para estimular o estudo da matemática e identificar talentos na área, a OBMEP tem como objetivos principais: 1. b) Resposta pessoal. Permita que os estudantes apresentem suas opiniões. Espera-se que eles percebam que existe a possibilidade de haver competições de conhecimento das mais diversas áreas do saber. Resposta pessoal. Os estudantes são convidados a falar sobre seus gostos. A ideia é que reflitam acerca de suas aptidões científicas e pensem sobre as áreas do conhecimento que mais dialogam com seus interesses e suas habilidades. NA BNCC Competências gerais: 2, 4, 6, 9, 10 Competências específicas de Linguagens: 1, 2, 3, 7 Habilidades de Linguagens: EM13LGG101, EM13LGG203, EM13LGG302, EM13LGG704 Habilidades de Língua Portuguesa: Todos os campos de atuação social: EM13LP01, EM13LP06, EM13LP07 Campo da vida pessoal: EM13LP20 Campo das práticas de estudo e pesquisa: EM13LP28, EM13LP30, EM13LP32 NÃO ESCREVA NESTE LIVRO. Resposta pessoal. A depender das vivências de cada estudante, é possível que assumam posturas diferentes. Até mesmo entre educadores, a questão da competitividade nas Olimpíadas Científicas é debatida. Alguns se mostram contra e afirmam que competições incentivam a rivalidade e o individualismo. Outros se posicionam a favor, alegando que essas práticas estimu- lam o pensamento científico, o posicionamento crítico e soluções criativas diante de problemas. Por isso, é importante que os Consulte respostas esperadas e mais informações para o trabalho com as atividades desta parada nas Orientações específicas deste Manual. 1. a) Respostas pessoais. Deixe que os estudantes relatem experiências. Se participaram, a opinião pode ser positiva ou negativa. O importante é que expli- quem como foi essa vivência. Caso nenhum deles tenha participado das Olim- píadas Científicas, mas seja comum a participação da escola, é importante que comente as edições do evento em que a escola concorreu ou concorre. estudantes possam refletir a respeito disso, lembrando-se, por exemplo, do espírito de respeito e coopera- ção dos Jogos Olímpicos. Estimule o debate, permitindo o confronto de ideias. É fundamental ainda ressaltar o respeito a todas as opiniões. V3_LINGUAGENS_Faccioli_g21At_Cap2_047a080_LA.indd 73V3_LINGUAGENS_Faccioli_g21At_Cap2_047a080_LA.indd 73 14/09/2020 16:5914/09/2020 16:59 7 4 CAPÍTULO 2 – Estimular e promover o estudo da Matemática; – Contribuir para a melhoria da qualidade da educação básica, possibilitando que um maior número de alunos brasi- leiros possa ter acesso a material didático de qualidade; – Identificar jovens talentos e incentivar seu ingresso em universidades, nas áreas científicas e tecnológicas; – Incentivar o aperfeiçoamento dos professores das escolas públicas, contribuindo para a sua valorização profissional; – Contribuir para a integração das escolas brasileiras com as universidades públicas, os institutos de pesquisa e com as sociedades científicas; – Promover a inclusão social por meio da difusão do conhecimento. O público-alvo da OBMEP é composto de alunos do 6o ano do Ensino Fundamental até último ano do Ensino Médio. Em 2019, mais de 18 milhões de alunos participaram da olimpíada. [...] APRESENTAÇÃO. Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas. Disponível em: http://www.obmep.org.br/apresentacao.htm. Acesso em: 26 jul. 2020. Texto II Olimpíada de Língua Portuguesa A Olimpíada de Língua Portuguesa é um concurso de produção de textos para estudantes de escolas públicas de todo o país. Iniciativa do Ministério da Educação e [de uma empresa privada], com coordenação técnica do CENPEC, a Olimpíada integra as ações desenvolvidas pelo Programa Escrevendo o Futuro. Em 2019, a partir do tema “O lugar onde vivo” e tendo como homenageada a escritora Conceição Evaristo, a 6a edição da Olimpíada teve a participação de 85 908 professores, de 42 086 escolas, distribuídas em 4 876 municípios brasileiros. Professores inscritos orientaram seus estudantes a escreverem textos nas categorias Poema (5o ano EF), Memórias Literárias (6o e 7o anos EF), Crônica (8o e 9o anos EF) e Artigo de opinião (3o ano EM), e a produzirem um documen- tário (1o e 2o anos EM). Após essas atividades em sala de aula, professores e estudantes que passaram pelas etapas Escolar, Municipal e Estadual, viajaram para São Paulo para participar dos cinco Encontros de Semifinalistas, um por categoria. [...] Dentre os 569 estudantes semifinalistas e seus professores (medalha de bronze), 173 foram selecionados como finalis- tas (medalha de prata) e, por fim, 28 foram vencedores (medalha de ouro). OLIMPÍADA de Língua Portuguesa – 6a edição 2019. Escrevendo o Futuro. 2019. Disponível em: https://www.escrevendoofuturo.org.br/concurso. Acesso em: 8 ago. 2020. Em 2016, estudantes do Piauí conquistaram 11 medalhas de ouro, 20 de prata e 64 de bronze, além de 567 menções honrosas, na 12a Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (Obmep). 3 Ao longo dos anos, estudantes brasileiros vêm sendo premiados por sua capacidade e sua excelência em áreas específicas do saber. A seguir, você vai ler um artigo para conhecer a história de duas irmãs que participaram da Olimpíada da Língua Portuguesa do Programa Escrevendo o Futuro. a) Em sua opinião, é importante que competições na- cionais, a exemplo das citadas nos textos, sejam realizadas como ferramenta de estímulo ao estudo? b) Além do incentivo à aprendizagem, que outras prá- ticas as Olimpíadas de Conhecimento oportunizam? c) É possível reconhecer os valores olímpicos de ami- zade, respeito e excelência nas Olimpíadas de Co- nhecimento? De que forma? d) O que muda nas escolas quando elas participam desses eventos? Como a rotina de todos é alterada? e) De que modo a participação dos estudantes nesse tipo de competição pode auxiliá-los na escolha de uma profissão? R a o n i B a rb o s a /A c e rv o d a f o tó g ra fa /w w w .c o n s e d .o rg .b r a) Resposta pessoal. A ideia é que os estudantes percebam que os desafios propostos por essas competições apresentam caráter motivacional. Elas buscam despertar a empatia pelo conteúdo da área visada, de modo a promover um aprofundamento nos conhecimentos que são foco de cada uma. c) Espera-se que os estudantes percebam que, embora as olimpíadas esportivas e as olimpíadas científicas tenham pro- postas diferentes, ambas promovem valores semelhantes, como a integração entre os competidores, a consideração que devem ter uns pelos outros e o incentivo para que os participantes deem o melhor de si, independentemente do resultado. d) A preparação das escolas para esses eventos abre espaço para a execução de atividades diferenciadas e contextualizadas. Além disso, pos- sibilita a integração dessas instituições aos institutos de pesquisa e sociedades científicas. Conforme sinalizado nos textos informativos, esses eventos contribuem, ainda, para o aperfeiçoamento dos professores e a melhoria da interação destes com os estudantes. b) Espera-se que os estudantes mencionem que, além de desenvolver a autonomia intelec- tual e o interesse pelo estudo, essas olimpía- das proporcionam um intercâmbio de conheci- mentos entre pessoas de diferentes escolas, realidades e regiões, oportunizando o trabalho colaborativo. e) Resposta pessoal. O objetivo é que os estudantes possam refletir sobre a importância das Olimpíadas de Conhecimento para o aprofundamento e o aprimoramento de talentos, conhecimentos e habilidades. Ao possibilitar esse contato com o mundo científico, essas competições mostram a eles as pos- sibilidades de uma carreira profissional e acadêmica, oportunizando, muitas vezes, o ingresso em universidades e cursos técnicos. V3_LINGUAGENS_Faccioli_g21At_Cap2_047a080_LA.indd 74V3_LINGUAGENS_Faccioli_g21At_Cap2_047a080_LA.indd 74 14/09/2020 16:5914/09/202016:59 7 5CAPÍTULO 2 A etapa final da 5a edição da Olimpía- da da Língua Portuguesa Escrevendo o Futuro vem aí. E pela primeira vez existe a possibilidade de a medalha de ouro ser passada de irmã para irmã. Bianca Souza Soares, que foi vencedora nacional em 2010, está na torcida por Brenda, que hoje, com os mesmos 16 anos da irmã Bianca na ocasião, também está na final da ca- tegoria Artigo de Opinião. As jovens são duas dos cinco filhos do casal Sheila e Wanderley Soares, moradores de Caldas Novas, Goiás. Depois da premiação na Olimpíada, Bianca concluiu o Ensino Médio e mudou para São Paulo. Na cidade, onde conquistou o prêmio há seis anos, está perto de con- cluir o curso de Jornalismo [...]. “A Olimpíada traz confiança para o aluno. Depois disso, acho que fiquei mais segura para ir atrás de objetivos mais desafiadores [...]”, conta a jovem, que hoje traba- lha na Folha de S.Paulo. A história da família Souza Soares com a Olimpíada de Língua Portuguesa começa em 2008, quando Bianca participou pela primeira vez. Depois de ver um anúncio, ela mobilizou a escola para con- correr no gênero Memórias Lite- rárias. “Ao ver uma menina lendo seu texto na televisão, eu disse pra minha mãe: ‘Ano que vem eu vou ler meu texto na TV também’ – E ela respondeu: ‘Vai sim!’”. Na primeira tentativa, a então ado- lescente ficou com a medalha de prata. E veio a gana de ganhar o ouro, no gênero Artigo de Opinião, dois anos depois. “Foi meio que um marco na cidade e na minha casa. A Olimpíada não é só um concurso, en- volve um processo de formação do aluno e do professor, tem um potencial transformador de toda uma comuni- dade em que está inserida. Minha família e eu consegui- mos sonhar mais alto”, relata Bianca, “O que me deixa mais feliz é saber que meus irmãos também passaram a acreditar mais neles, e meus colegas de classe também”. [...] RARA, Marina. Escrevendo o futuro, 7 dez. 2016. Disponível em: https://www.escrevendoofuturo.org.br/ conteudo/programa/historias-do-escrevendo-o-futuro/ artigo/2288/aprendizagem-no-sangue-e-na-ponta-da- lingua. Acesso em: 26 jul. 2020. Em roda, debata as questões com os colegas. a) Você sabe quais olimpíadas regionais ou estaduais acontecem na região onde vivem? Informe-se e comparti- lhe com os colegas. b) Você acredita que é possível “sonhar mais alto” após a participação em olimpíadas, como relatou Bianca no artigo? Quais são seus sonhos profissionais? A participação em Olimpíadas poderia colaborar para a realiza- ção desses sonhos? c) Como uma vitória em uma olimpíada mudaria a realidade da escola onde você estuda? 4 Agora, você e os colegas vão pesquisar mais as diversas Olimpíadas Científicas existentes no Brasil destinadas a estudantes do Ensino Médio. Como ponto de partida, organizem-se em grupos de acordo com os tipos de olim- píada apoiados pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). Resposta pessoal. Incentive os estudantes a se informarem sobre eventos regionais e estaduais nos quais a escola pode participar. Respostas pessoais. Incentive os estudantes a compartilhar possíveis projetos pessoais. Resposta pessoal. Aprendizagem no sangue e na ponta da L’ngua As irmãs Bianca e Brenda Souza Soares, vencedoras da Olimpíada de Língua Portuguesa. Olimpíada Brasileira de Agropecuária (OBAP) Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica (OBA) Olimpíada Brasileira de Biologia (OBB) Olimpíada Brasileira de Física (OBF) Olimpíada Brasileira de Matemática (OBM) Olimpíada Brasileira de Robótica (OBR) Olimpíada Brasileira de Saúde e Meio Ambiente (OBSMA) Olimpíada Nacional em História do Brasil (ONHB) Programa Nacional Olimpíadas de Química Conheça mais as Olimpíadas Científicas no portal digital do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) em: http://cnpq.br/web/guest/saiba-mais (acesso em: 29 jul. 2020). VALE VISITAR Com base no interesse da maioria dos estudan- tes em participar de uma das competições, ava- liem se a escola cumpre os critérios necessários para a inscrição em uma das olimpíadas. Com o apoio do professor da área, consultem a direção e o apoio pedagógico e sugiram a inscri- ção na olimpíada selecionada. Respostas pessoais. E s c re v e n d o o F u tu ro / w w w .e s c re v e n d o o fu tu ro .o rg .b r V3_LINGUAGENS_Faccioli_g21At_Cap2_047a080_LA.indd 75V3_LINGUAGENS_Faccioli_g21At_Cap2_047a080_LA.indd 75 14/09/2020 16:5914/09/2020 16:59 7 6 CAPÍTULO 2 DESEMBARQUE ACENDENDO A PIRA OLÍMPICA Reúnam-se em grupo e informem-se sobre o que vocês vão fazer. Gênero Semana Olímpica na escola. Situação Vocês vão organizar a Semana Olímpica da escola para todos os estudantes do Ensino Médio, promovendo os valores olímpicos e paralímpicos para a comunidade escolar. Tema Jogos Olímpicos. Objetivos 1) Realizar a Semana Olímpica escolar para os estudantes do Ensino Médio. 2) Tornar as atividades esportivas na escola mais dinâmicas. 3) Promover a integração e o respeito entre os estudantes por meio das práticas esportivas. Quem é você Um atleta e membro do Comitê Olímpico da escola. Para quem Todos os estudantes do Ensino Médio e a comunidade escolar. Tipo de produção Coletiva. PORTÃO 1 Após um percurso cheio de aventuras, a tocha olímpica, finalmente, chegou ao seu destino! Depois de explorar os Jogos Olímpicos e os Paralímpicos, os Jogos Mundiais dos Povos Indígenas e as Olimpíadas de Conhecimento, chegou o momento de receber a Semana Olímpica na escola. É hora de movimentar corpo e mente para organizar esse evento e vivenciar uma celebração única! NA BNCC Competências gerais: 1, 3, 4, 8, 9, 10 Competências específicas de Linguagens: 1, 2, 3, 5, 6, 7 Habilidades de Linguagens: EM13LGG101, EM13LGG103, EM13LGG201, EM13LGG301, EM13LGG501, EM13LGG502, EM13LGG503, EM13LGG603, EM13LGG703 Habilidades de Língua Portuguesa: Campo da vida pessoal: EM13LP20 PORTÃO 2 ARRUMANDO A ESCOLA E ORGANIZANDO AS DELEGAÇÕES 1 Para que os jogos aconteçam em harmonia, o primeiro passo é preparar o espaço e as equipes. Em grupos e com a ajuda do professor de Educação Física, discutam: a) Quais são os espaços e os horários disponíveis na escola para a realização da Semana Olímpica? b) Onde serão realizadas as cerimônias de abertura e de encerramento? c) Onde serão realizadas as práticas esportivas? Consulte respostas esperadas e mais informações para o trabalho com as atividades desta seção nas Orientações específicas deste Manual. NÃO ESCREVA NESTE LIVRO. 1. Na 2a parada da seção Viagem, os estudantes conheceram como um país e uma cidade sede or- ganizam-se para as Olimpíadas, além de escolher e confeccionar a mascote da turma. Da mesma for- ma, é preciso planejar e organizar a escola para o evento, além de conversar com outros professores para integrar as turmas do Ensino Médio. É neces- sário ainda avaliar o espaço que pode ser usado para que aconteça a Semana Olímpica na escola. Esse reconhecimento é fundamental para a escolha das modalidades olímpicas que serão disputadas. A es- cola também precisa estar organizada para receber os convidados. A limpeza e a decoração podem ser realizadas em mutirão. A decoração é importante para criar uma atmosfera de encantamento para os visitantes e os competidores. É preciso também va- lorizar a mascote criada e eleita pela turma. É importante que você faça a leitura da proposta com os estudantes, certi�cando-se de que eles entenderam o objetivo. V3_LINGUAGENS_Faccioli_g21At_Cap2_047a080_LA.indd 76V3_LINGUAGENS_Faccioli_g21At_Cap2_047a080_LA.indd 76 14/09/2020 16:5914/09/2020 16:59 7 7CAPÍTULO 2 Cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos Escolares de Mangaratiba (RJ), de 2018. d) Qual será o formato da competição: grupos, chaves, confrontos diretos? e) Todas as turmas do Ensino Médio vão participar? Como será feito o convite? f) Como serãoas premiações? g) Há espaço para a torcida? h) O que é preciso preparar nos espaços escolares para receber o evento adequadamente? i) Há infraestrutura ou elementos que permitem a acessibilidade de atletas e convidados com deficiência? j) De que forma a mascote da turma, anfitriã do evento, vai aparecer? k) Como será a decoração do evento? l) Como se dará a limpeza do local após o encerramento? 2 Sob a supervisão do professor, organizem o processo de divisão das equipes e da organização interna. Para isso, sigam as orientações abaixo. COMO FAZER Semana Ol’mpica na escola Compondo as delegações Os atletas do Ensino Médio que vão competir nos Jogos Olímpicos escolares serão alocados em uma delegação. A divisão pode ser feita em quatro delegações, por exemplo: a Nação das Linguagens (cor azul), o País da Matemática (cor roxa), o Reino das Ciências da Natureza (cor verde) e a República das Ciências Humanas e Sociais (cor laranja). Os professores dessas áreas ficarão responsáveis por orientar as equipes e integrar os estudantes das diferentes turmas, assumindo o papel de monitores. Organizando as equipes Peçam ajuda ao professor para definir o número de estudantes que farão parte da Semana Olímpica. Em seguida, dividam esse número por quatro para saber quantos integrantes cada delegação vai receber. Os estudantes descobrirão em qual equipe ficarão por meio de um sorteio. Para realizar essa dinâmica, serão necessárias fitas azuis, roxas, verdes e laranja. O total necessário deve se basear na divisão feita previamente. Se, por exemplo, o total de estudantes for 360, cada equipe receberia 90 deles. Nesse caso, 90 fitas de cada cor seriam necessárias para o sorteio. Misturem as fitas coloridas e coloquem-nas dentro de uma urna ou sacola. Cada estudante participante deverá puxar uma fita de dentro do recipiente. De acordo com a cor sorteada, serão dire- cionados para suas equipes. Os estudantes deverão amarrar as fitas ao redor do pulso nos dias do evento. Isso facilitará o reconhecimento dos mem- bros das delegações pelos monitores e pelos membros das delegações. De�nindo a identidade de cada delegação Confeccionem uma bandeira e estandartes para representar cada delegação. Criem um “grito de paz” que expresse o espírito da equipe. Discutam quem representará a delegação nas cerimônias de abertura e de encerramento. J o rn a l A tu a l/ jo rn a la tu a l. c o m .b r V3_LINGUAGENS_Faccioli_g21At_Cap2_047a080_LA.indd 77V3_LINGUAGENS_Faccioli_g21At_Cap2_047a080_LA.indd 77 14/09/2020 16:5914/09/2020 16:59 7 8 CAPÍTULO 2 PORTÃO 3 SELECIONANDO AS MODALIDADES ESPORTIVAS 1 Com o auxílio do professor de Educação Física, selecionem as modalidades que farão parte da Semana Olímpica. No momento da escolha, é importante levar em consideração os espaços de que a escola dispõe, a equidade entre as modalidades e a duração do evento. COMO FAZER Modalidades olímpicas Escolham as modalidades de acordo com as práticas da escola, o espaço e o tempo disponíveis para a ocorrência do evento. Discutam se há necessidade de criar diferentes categorias, como por faixa etária, por gênero, etc. Modalidades paralímpicas Lembrem-se de que todos são bem-vindos na Semana Olímpica. Por isso, procurem conhecer os estudantes da escola. Façam um levantamento para saber se há pessoas com deficiência. Se houver, pensem em como elas podem ser incluídas nas equipes e colaborar nas atividades. Verifiquem se há uma quantidade suficiente de estudantes para competir em modali- dade individuais, como atletismo, ou modalidades coletivas, como o vôlei sentado. Modalidades indígenas Selecionem alguns jogos indígenas para compor o evento. Conforme vocês estudaram, esses jogos proporcionam momentos de integração para todos que os vivenciam. Mo- dalidades como o cabo de força e a corrida de tora são simples de serem organizadas, além de reforçarem a importância do trabalho em equipe. 2 Após definir essas questões, preparem uma relação das modalidades que serão disputadas para que as delegações possam tomar conhecimento. Dessa forma, elas poderão se planejar e decidir quais estudantes vão participar de cada competição. 3 Elaborem o cronograma, organizando os dados em uma tabela com dia, horário, local, modalidade, equipes e juízes. Compartilhem o cronograma nas redes sociais da escola. V Jogos Escolares Indígenas e II Jogos Escolares Indígenas dos Alunos Especiais da Reserva Indígena de Dourados, na Vila Olímpica. Mato Grosso do Sul, 2018. P re fe it u ra M u n ic ip a l d e D o u ra d o s /w w w .d o u ra d o s .m s .g o v. b r NÃO ESCREVA NESTE LIVRO. 2. Após a elaboração da relação de modalidades, oriente os estu- dantes a distribuí-la aos professo- res monitores de cada delegação para que as equipes se organizem. V3_LINGUAGENS_Faccioli_g21At_Cap2_047a080_LA.indd 78V3_LINGUAGENS_Faccioli_g21At_Cap2_047a080_LA.indd 78 14/09/2020 16:5914/09/2020 16:59 7 9CAPÍTULO 2 PORTÃO 4 PORTÃO 5 A CERIMÔNIA DE ABERTURA DURANTE A SEMANA OLÍMPICA Uma das partes mais marcantes dos Jogos Olímpicos é a cerimônia de abertura. Reúnam-se para planejar esse momento. Sigam os passos abaixo. Quando as competições tiverem início, lembrem-se de reforçar a importância do jogo limpo (fair play), do trabalho em equipe e do respeito a todos os competidores. Não se esqueçam também de beber água e dos cuidados com a alimentação. E o mais importante: divirtam-se! COMO FAZER O desfile das delegações O primeiro momento da cerimônia será destinado ao desfile das delegações. Cada uma deverá entrar ostentando suas bandeiras e seus estandartes. Na 3a parada da seção Viagem, vocês trabalharam com a música “Carruagens de fogo”, de Vangelis. Esse será o tema que guiará a marcha. Enquanto a música é reproduzida, as equipes vão aparecer uma a uma. Outras opções e sugestões podem ser avaliadas de acordo com os participantes – a escolha fica a critério do que a maioria decidir. Caso a escola possua uma fanfarra ou uma banda marcial, convide-a a se apresentar, para que o espetáculo ganhe ainda mais vida. A apresentação das equipes Quando todas as delegações estiverem reunidas, os atletas entoam o “grito de paz” e apresentam a mascote do evento. PORTÃO 6 A CERIMÔNIA DE ENCERRAMENTO E AS PREMIAÇÕES 1 De cada modalidade um atleta ou um time sairá vencedor. Na 2a parada da seção Viagem, vocês transformaram a mascote em esculturas de papel machê. Esse pode ser o prêmio dado aos vencedores. Outras opções podem ser avaliadas também. Delegação sul-africana apresentando-se na abertura dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro. Estádio do Maracanã, 2016. P a u l G ilh a m /G e tt y I m a g e s 1. Se a turma preferir, os estudantes podem confeccionar medalhas usando material reciclável nas cores ouro, prata e bronze. V3_LINGUAGENS_Faccioli_g21At_Cap2_047a080_LA.indd 79V3_LINGUAGENS_Faccioli_g21At_Cap2_047a080_LA.indd 79 14/09/2020 16:5914/09/2020 16:59 8 0 CAPÍTULO 2 PORTÃO 7 AVALIANDO O APRENDIZADO Reflita sobre o que você e os colegas vivenciaram neste capítulo. QUESTÕES PARA AVALIAÇÃO 1 Você gostou da experiência de organizar a Semana Olímpica na escola? A turma se envolveu no planejamento de forma colaborativa? 2 As atividades que você realizou ao longo da viagem prepararam a turma para a realização do evento? Como? 3 As atividades realizadas ao longo da viagem ajudaram você a exercitar a empatia e o acolhimento da diversidade dos indivíduos e dos grupos sociais? 4 Como vocês se sentiram durante as competições? E a torcida, como reagiu ao evento? O resultado foi o que vocês esperavam? 5 Participar do evento fez vocês pensarem na possibilidade de se tornarem atletas ou organizadores de eventos esportivos? ENTRETENIMENTO A BORDO Aprofunde seus conhecimentos sobre esportes paralímpicos lendo o livro Esporte paralímpico, de MarcoTulio de Melo e Ciro Winckler (Rio de Janeiro: Atheneu, 2012). A obra discute os esportes paralímpicos em três partes: aspectos históricos, filosóficos e políticos; impactos da deficiência sobre o rendimento esportivo e a classificação esportiva das pessoas com deficiência; apresentação das modalidades disputadas nos Jogos Paralímpicos de Verão. Convide os amigos para conhecer um pouco mais os jogos tradicionais indígenas, e, juntos, assistam ao documentário brasileiro Jogos indígenas, dirigido pelos brasilienses Thiago Frade e Alexandre Magno, em 2013 (21 min 16 s). Disponível em: https://www.youtube. com/watch?v=yig0LbDD8Aw. Acesso em: 6 jun. 2020. Assista ao filme Carruagens de fogo (Inglaterra, 1981) e emocione-se com a história dos atletas britânicos Eric Liddell (1902-1945) e Harold Abrahams (1899-1978). 2 Se possível, selecionem um comitê de professores para avaliar a equipe que melhor demonstrou os valores olím- picos ao longo da competição e premiem-na também. 3 Ao final do evento, realizem uma cerimônia de encerramento, em que as delegações possam desfilar mais uma vez. Em seguida, promovam um momento para que os atletas e os monitores possam se expressar. Organizem-se em pequenos grupos para compartilhar experiências, comentando o que acharam da Semana Olímpica na escola. H e a d I m a g e s /Y o u tu b e R e p ro d u ç ã o /2 0 th C e n tu ry F o x R e p ro d u ç ã o /E d it o ra A th e n e u Respostas pessoais. Esse é um bom momento para os estudantes exercitarem a empatia e o diálogo, fazendo-se respeitar e promovendo o respeito ao outro. 2. Seria interessante que a escola oferecesse a todos os estudantes um certi�cado de participação. V3_LINGUAGENS_Faccioli_g21At_Cap2_047a080_LA.indd 80V3_LINGUAGENS_Faccioli_g21At_Cap2_047a080_LA.indd 80 14/09/2020 16:5914/09/2020 16:59 8 1CAPÍTULO 3 N este capítulo, você e os colegas vão organizar um debate sobre alimentação. Para começar, vão am- pliar os conhecimentos sobre os vários contextos em que acontecem debates, refletindo sobre o que é uma ques- tão polêmica e socialmente relevante. Em seguida, vão analisar as relações entre fome e desperdício de alimentos a fim de ampliar a discussão para as eventuais consequências socioambientais desses problemas. Vão explorar, ainda, recursos linguísticos e estilísticos de uma crônica argumentativa, de modo a se apropriarem de estratégias argumentativas. Depois, po- derão apreciar a canção “Comida” para ampliar os senti- dos conotativos de alimentação. Vão aprimorar também a competência argumentativa, debatendo sobre diferen- tes facetas da dança e, por fim, descobrir que o equilí- brio é essencial na alimentação e no debate, explorando a habilidade de compreender os processos de produção e negociação de sentidos nas práticas sociais, em uma perspectiva democrática e de respeito à diversidade. Nesse trajeto, vocês vão concordar uns com os outros e discordar entre si, mas, sobretudo, vão mobilizar sabe- res, sabores, valores, crenças e atitudes, essenciais para agir pessoal e coletivamente com autonomia, responsa- bilidade e empatia. Está aberto o debate! 3 VOCÊ TEM FOME DE QUÊ? UM DEBATE NA ESCOLA C A P Í T U L O COMPONENTE CURRICULAR ARTICULADOR: LÍNGUA PORTUGUESA Uma mesa farta, colorida e saudável enche os olhos, dá água na boca, desperta memórias e emoções. ze fi rc h ik 0 6 /S h u tt e rs to ck Consulte mais informações para o trabalho com este capítulo nas Orientações específicas deste Manual. V3_LINGUAGENS_Faccioli_g21At_Cap3_081a116_LA.indd 81V3_LINGUAGENS_Faccioli_g21At_Cap3_081a116_LA.indd 81 14/09/2020 17:0014/09/2020 17:00 8 2 CAPÍTULO 3 EMBARQUE 1 Para entender melhor como se realiza um debate, em uma roda de conversa, observe as imagens e responda às questões propostas. NA BNCC Competências gerais: 1, 2, 4, 7, 9, 10 Competências específicas de Linguagens: 1, 2, 3, 4 Habilidades de Linguagens: EM13LGG101, EM13LGG102, EM13LGG104, EM13LGG201, EM13LGG202, EM13LGG203, EM13LGG204, EM13LGG302, EM13LGG303, EM13LGG401, EM13LGG402 Habilidades de Língua Portuguesa: Todos os campos de atuação social: EM13LP14 Campo da vida pessoal: EM13LP20 O debate é um gênero discursivo oral que consiste em um confronto de opiniões a respeito de um assunto específico. Os debatedores usam a palavra para expor seus pontos de vista e, para apoiá-los, valem-se de argumentos que possam sustentar o que foi dito, refutar a fala de outro participante, concordar com algumas questões e até negociar outras. Tudo depende dos interesses e das condições sociais em que o debate for realizado. Debate do Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas, Genebra, Suíça, 2015. Debate eleitoral de grêmio estudantil do Instituto Federal do Rio Grande do Norte (RN), 2011. Debate esportivo por videoconferência, 2020. R ep ro du çã o/ In st itu to F ed er al d o R io G ra nd e do N or te Th om as T ru ts ch el /P ho to th ek /G et ty Im ag es G oo dS tu di o /S hu tt er st oc k E S P N /Y ou tu be Consulte respostas esperadas e mais informações para o trabalho com as atividades desta seção nas Orientações específicas deste Manual. É interessante que os estudantes sejam organizados em círculo para melhor condução desta atividade. V3_LINGUAGENS_Faccioli_g21At_Cap3_081a116_LA.indd 82V3_LINGUAGENS_Faccioli_g21At_Cap3_081a116_LA.indd 82 14/09/2020 17:0014/09/2020 17:00 8 3CAPÍTULO 3 a) As imagens reúnem diferentes tipos de debate. Quais são eles? b) Em um debate, é o mediador quem conduz a dinâmica da interação e assegura que tudo se desenvolva de forma organizada e proveitosa. Cabe a ele estabelecer as regras, reconduzir, se necessário, o debate e, às vezes, apaziguar o ânimo dos participantes. • Observe as imagens do debate do grêmio estudantil, do debate na rádio e do debate esportivo. Quem exer- ce o papel de mediador nessas situações? • De que forma os mediadores desempenham suas funções em cada um desses contextos? c) Além da função do moderador, a dinâmica dos debates também pode variar. O que diferencia, por exemplo, um debate em rádio de um debate eleitoral? Debate eleitoral de candidatos à presidência, na capital de São Paulo, 2018. Debate em feira literária, Paraty (RJ), 2018. Final do Campeonato Brasileiro de Debates, Fortaleza (CE), 2015. N e ls o n A lm e id a /A F P R e p ro d u ç ã o /Y o u tu b e R a d io U n iv e rs it a ri a /w w w .r a d io u n iv e rs it a ri a fm .c o m .b r W a lt e r C ra v e ir o /F lip Debate na Rádio Universitária FM, em Fortaleza (CE), 2017. 1. c) Espera-se que os estudantes imaginem como esses debates se desenvol- vem e façam avaliações considerando a própria experiência como espectador. 1. a) Espera-se que os estudantes per- cebam que, basicamente, há três tipos de debate: alguns são realizados ape- nas para a exposição de acordo e desa- cordo entre os participantes; outros vi- sam à resolução de conflitos e embates específicos; e há ainda aqueles que são a confluência dos dois anteriores, com a finalidade de deliberar em direção a um bem comum. Nas imagens, vemos exemplos de debates variados: entre chapas estudantis; em rádio; em con- texto eleitoral; em uma feira literária; em um campeonato de debatedores; em programas esportivos de TV. 1. b) Auxilie os estudantes a analisar as imagens e a discutir o papel do mediador em um debate. V3_LINGUAGENS_Faccioli_g21At_Cap3_081a116_LA.indd 83V3_LINGUAGENS_Faccioli_g21At_Cap3_081a116_LA.indd 83 14/09/2020 17:0014/09/2020 17:00 8 4 CAPÍTULO 3 d) Assim como nos textos escritos, as situações de comunicação oral também exigem mais ou menos formalidade. Isso significa que a maneira de utilizar a língua se altera de acordo com o evento comunicativo do qual estamos parti- cipando.Os tipos de debate também podem ser classificados dentro de uma escala que vai do informal ao formal. • Analise as imagens anteriores novamente e, no caderno, classifique-as, con- siderando essa escala. Depois, explique como a escolha foi orientada. e) Em um debate, enquanto uma pessoa argumenta, é importante que as outras permaneçam em silêncio, respeitando o turno de fala. É uma regra simples de conversação: uma única pessoa fala por vez. Caso os participantes não obede- çam a esse princípio, quais dificuldades podem surgir? f) Você já participou de algum tipo de debate? Conte para a turma como foi essa experiência, avaliando sua participação. Considere as reflexões feitas sobre o tema até agora. g) Por mais que se queira dizer tudo o que foi programado para um debate, sem- pre é possível complementar a argumentação, pois os assuntos não se encer- ram. Após assistir a um debate ou participar de um deles, você já ficou com a sensação de que mais coisas poderiam ter sido faladas, ou de que você ou ou- tro participante não conseguiram se expressar bem em relação a uma questão, ou ainda que várias coisas que poderiam ter sido exploradas foram esquecidas devido ao nervosismo? Como você se sentiu? • Compartilhe sua experiência, ouça os relatos dos colegas e conclua: É possí- vel, em um debate, abordar um tema por completo? Ou seja, é possível dizer tudo o que se quer dizer sobre um tema? 2 Os textos produzidos em interações diárias se desenvolvem com base em um tema. Como seres plurais que somos, é natural que, em argumentações dialogadas, surjam opiniões divergentes e sejam geradas questões polêmicas. Uma questão polêmica é aquela que trata de um tema que mobiliza um coletivo e demanda que os sujeitos se posicionem, produzindo, por esse motivo, divergências e confrontos de pontos de vista. Abaixo, estão listadas algumas questões que geram discussões recorrentes. I. A organização de eventos esportivos de grande porte no país, como a Copa do Mundo e as Olimpíadas, deixa um legado positivo? II. Há apenas uma forma correta de falar o português? III. Os estudantes devem participar de decisões relativas ao que deve ser ensi- nado em cada ano letivo nas escolas? a) Converse com os colegas: Qual seria o provável perfil dos defensores e oposi- tores dessas questões? Dê preferência às linhas temáticas com que você tenha familiaridade e que sejam de interesse coletivo. A mobilização gerada pelo tema em debate geralmente é um indício de sua relevância social. b) Elabore duas questões polêmicas consi- derando os títulos a seguir. Depois de for- mular as questões, compartilhe-as com os colegas e justifique sua escolha. I. O trânsito II. O consumo III. As dietas N a d ia S n o p e k /S h u tt e rs to ck 1. f) Resposta pessoal. O objetivo é que os estudantes façam uma breve autoava- liação de suas experiências com o debate. A ideia é que questionem se, nos debates de que participaram, argumentaram expli- citando um raciocínio, um argumento ou um exemplo para fundamentar suas posi- ções; e se a participação continha critici- dade, responsividade e respeito à fala dos outros. Por meio dessas avaliações, es- pera-se que percebam em que aspectos podem melhorar sua comunicação oral. 1. d) Resposta pessoal. Peça aos estudan- tes que expliquem aos colegas como fize- ram a classificação dos tipos de debate. Ao definir sua proposta de ordem em es- cala, eles deverão considerar o fato de que as práticas orais exigem diferentes níveis de monitoramento linguístico, em razão das diversas condições de produção. A fala, assim como a escrita, segue conven- ções e regras sociais que variam e geram mais ou menos tensão. Os fatores que definem o grau de formalidade de uma situação comunicativa são: os sujeitos envolvidos (grau de letramento, estágio de desenvolvimento linguístico, grau de proximidade/intimidade ou de afastamen- to/cerimônia entre si); maior ou menor pla- nejamento das falas; as relações de poder entre os interlocutores; o público-alvo; o suporte; entre outros aspectos. 1. e) Espera-se que os estudantes men- cionem que, se houver superposição de vozes, é possível que os espectadores não ouçam adequadamente as propostas dos participantes do debate. Além disso, o participante que não respeitar essa re- gra pode construir uma imagem negativa diante da audiência, mostrando, por exem- plo, despreparo para o exercício do diálogo respeitoso e, em decorrência, para o cargo pleiteado, em caso de debate eleitoral. Respostas pessoais. Respostas pessoais. Os estudantes poderão estabelecer rela- ções entre: I. Ações para evitar conflitos no trânsito; menores de idade estão aptos a dirigir?; II. Consumo e pirataria; III. Dietas ver- sus educação alimentar. 2. a) Resposta pessoal. Respostas pessoais O objetivo é que os estudantes reflitam sobre a importância da escuta e do respeito à alternância dos turnos de fala em situações de comunicação oral. Caso con- trário, poderão surgir falhas como: interrupção (ofensiva ou não), superposição de falas, escuta prejudicada, intrusão (um falante “ilegítimo” toma a palavra, inter- ferindo no circuito interlocutivo), falas conflituosas, apresentação de argumentos desconexos, entre outras. A atividade é uma opor- tunidade de alerta à necessidade de se respeitar posicionamentos distintos e as formas de comuni- cação próprias de cada um: se a pessoa é tímida ou desenvolta; se é mais ou menos escolarizada; se utiliza entonação adequada; se faz uso de um registro mais ou me- nos formal, etc. V3_LINGUAGENS_Faccioli_g21At_Cap3_081a116_LA.indd 84V3_LINGUAGENS_Faccioli_g21At_Cap3_081a116_LA.indd 84 14/09/2020 17:0014/09/2020 17:00 8 5CAPÍTULO 3 VIAGEM A FOME E O DESPERDÍCIO: UM DEBATE NECESSÁRIO Fome, desn utrição, obesidade e desperdício de alimentos são problemas que afetam a economia, a saúde, o meio ambiente e precisam ser debatidos a fim de se pensar em soluções que colaborem para a construção de um mundo melhor para todos. 1 Pelo mundo afora, uma das questões que mais suscita debates diz respeito à fome e à deficiência alimentar. Leia o trecho de um artigo produzido com base no rela- tório sobre segurança alimentar e nutrição no mundo, publicado pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 2019. Depois, discuta as questões com a turma. Fome aumenta no mundo e atinge 820 milhões de pessoas, diz relatório da ONU Cerca de 820 milhões de pessoas em todo o mundo não tiveram acesso suficiente a ali- mentos em 2018, frente a 811 milhões no ano anterior, no terceiro ano consecutivo de aumento. O dado representa um imenso desafio para alcançar o Objetivo de Desenvol- vimento Sustentável (ODS) número 2, que prevê fome zero até 2030, advertiu [...] a nova edição do relatório anual “O estado da segurança alimentar e da nutrição no mundo”. [...] O ritmo do progresso para reduzir para a metade o número de crianças com atraso no crescimento e de bebês nascidos abaixo do peso ideal é demasiado lento, o que tam- bém faz com que as metas de nutrição do ODS 2 estejam mais longe de serem alcança- das, segundo o estudo. Ao mesmo tempo e além desses desafios, o sobrepeso e a obesidade continuam aumen- tando em todas as regiões, em especial entre crianças em idade escolar e adultos. [...] FOME aumenta no mundo e atinge 820 milhões de pessoas, diz relatório da ONU. Brasília: Nações Unidas Brasil, 20 fev. 2020. Disponível em: https://nacoesunidas.org/fome-aumenta-no- mundo-e-atinge-820-milhoes-de-pessoas-diz-relatorio-da-onu/. Acesso em: 4 jul. 2020. a) Quais são os dois problemas apontados no artigo? De que forma eles estão relacionados à questão da nutrição? NA BNCC Competências gerais: 1, 2, 4, 7, 9, 10 Competências específicas de Linguagens: 1, 2, 3 Habilidades de Linguagens: EM13LGG101, EM13LGG102, EM13LGG204, EM13LGG303 Habilidades de Língua Portuguesa: Todos os campos de atuação social: EM13LP02, EM13LP05Campo de atuação na vida pública: EM13LP27 Campo jornalístico-midiático: EM13LP45 Competência específica de Ciências Humanas e Sociais: 3 Habilidade de Ciências Humanas e Sociais: EM13CHS304 GoodStudio /Shutterstock Nesta viagem, você vai estudar a importância de agir pessoal e coletivamente com responsabilidade e respeito aos princípios de sustentabilidade e solidariedade quando o assunto é alimentação e saúde física. Além disso, vai fruir e valorizar manifestações artísticas e culturais como alimentos essenciais à manutenção da saúde emocional. 1ª PARADA Consulte respostas esperadas e mais informações para o trabalho com as atividades desta parada nas Orientações específi cas deste Manual. 1. a) Espera-se que os estudantes mencionem que o artigo chama a atenção para o aumento da quanti- dade de pessoas que não tiveram acesso su� ciente à alimentação no mundo, ao mesmo tempo que houve crescimento nos índices de sobrepeso e obesidade. V3_LINGUAGENS_Faccioli_g21At_Cap3_081a116_LA.indd 85V3_LINGUAGENS_Faccioli_g21At_Cap3_081a116_LA.indd 85 14/09/2020 17:0014/09/2020 17:00 8 6 CAPÍTULO 3 b) O acesso à alimentação adequada é um direito humano, contemplado na De- claração Universal dos Direitos Humanos, que foi proclamada pela Assembleia Geral das Nações Unidas em Paris, em 1948. Toda a pessoa tem direito a um nível de vida suficiente para lhe assegurar e à sua família a saúde e o bem-estar, principalmente quanto à alimentação, ao vestuário, ao alojamento, à assistência médica e ainda quanto aos serviços sociais necessá- rios, e tem direito à segurança no desemprego, na doença, na invalidez, na viuvez, na velhice ou noutros casos de perda de meios de subsistência por circunstâncias independentes da sua vontade. [...] DECLARAÇÃO Universal dos Direitos Humanos. Paris: Assembleia Geral das Nações Unidas Paris, 10 dez. 1948. Disponível em: https://www.ohchr.org/EN/UDHR/Documents/UDHR_ Translations/por.pdf. Acesso em: 18 jul. 2020. ¥ O que as informações do trecho do artigo revelam a respeito desse direito? c) Em sua opinião, a falta de alimento é a principal causa da fome como problema social? Justifique sua resposta. NÃO ESCREVA NESTE LIVRO. VALE VISITAR Conheça os novos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU. Disponível em: https://nacoesunidas.org/ conheca-os-novos-17-objetivos-de-desenvolvimento-sustentavel-da-onu/. Acesso em: 18 jul. 2020. 2 Apesar das inúmeras discussões sobre a fome, um cenário preocupante vem sendo observado: o desperdício de alimentos. Você já observou essa prática nos lugares que frequenta? Comente a esse respeito com os colegas. 3 Os infográficos a seguir mostram alguns dados sobre o desperdício de alimentos no Brasil. Leia-os para responder ao que se pede. Infográfico I BALDASSIN, Paula. Evite o desperdício de alimentos. iGUi Ecologia, 9 set. 2019. Disponível em: https://www.iguiecologia.com/evite-o- desperdicio-de-alimentos/. Acesso em: 18 jul. 2020. Fonte: Universidade Federal de Goiás R ep ro du çã o/ U ni ve rs id ad e Fe de ra l d e G oi ás 1. b) Espera-se que os estudantes concluam que, apesar de haver uma necessidade ali- mentar e nutricional comum a todos os seres humanos, tanto para a saúde como para a qua- lidade de vida, o trecho do artigo mostra que, por diferentes razões, há uma grande parte da população mundial que não tem esse direito plenamente assegurado. Nesse sentido, é possível perceber que a alimentação saudável ainda é um privilégio, embora devesse ser de acesso a todos. 1. c) Resposta pessoal. O objetivo é in- centivar os estudantes a refletir sobre os possíveis aspectos causadores da fome como problema social. O problema não é propriamente a falta de alimentos, uma vez que a produção atual é suficiente para ali- mentar toda a população mundial; o proble- ma é que essa produção não é distribuída de modo igualitário. É importante que, na discussão, a turma leve em conta aspectos sociais como a desigualdade, a concentra- ção de rendas e a cultura do desperdício. 2. Resposta pessoal. Incentive os estudantes a compartilhar o que sabem sobre o desperdício de alimentos e se percebem essa prática em casa ou nos locais que frequentam. V3_LINGUAGENS_Faccioli_g21At_Cap3_081a116_LA.indd 86V3_LINGUAGENS_Faccioli_g21At_Cap3_081a116_LA.indd 86 14/09/2020 17:0014/09/2020 17:00 8 7CAPÍTULO 3 a) De que forma o desperdício de alimentos pode impactar a sociedade? Que outros desperdícios são desencadeados pela perda de alimentos? Converse com os colegas. b) Existe relação entre o desperdício alimentar e o consumo? Compartilhe com os colegas o que você pensa sobre essa questão. c) Na hora das compras e em casa, que atitudes podem evitar que esse desperdí- cio aconteça? 4 Você já pensou sobre o destino que é dado à comida exce- dente de um restaurante? Boa parte vai parar nas latas de lixo. a) Levante hipóteses e responda oralmente: Por que será que isso acontece? b) Na sua casa também ocorre o desperdício ali- mentar? Se sim, como você e as pessoas com quem mora podem reduzir o desperdício? Co- mente com os colegas. MARIA, Ana. Brasil participa de campanha mundial contra desperdício de alimentos. Agência Envolverde Jornalismo, 17 abr. 2019. Disponível em: https://envolverde.com.br/brasil-participa- de-campanha-mundial-contra-desperdicio-de-alimentos/. Acesso em: 18 jul. 2020. Infográfico II R ep ro du çã o/ O N U G oo dS tu di o /S hu tt er st oc k 3. a) Espera-se que os estudantes mencionem que a questão do desper- dício de alimentos não agrava apenas a fome, mas traz, também, problemas ao meio ambiente, haja vista a quanti- dade de lixo que é gerada. Além disso, como ilustra o primeiro infográfico, as consequências resultam em altos pre- juízos econômicos, já que boa parte dos produtos se perde antes mesmo de chegar aos supermercados e con- sumidores. Em relação à segunda per- gunta, o objetivo é possibilitar a per- cepção de que desperdiçar alimentos é, também, desperdiçar água, ener- gia, força de trabalho, combustível, di- nheiro. Se julgar necessário, amplie a discussão dialogando com os profes- sores da área de Ciências da Natureza e suas Tecnologias. 3. b) A expectativa é que os estudantes reconheçam que sim. 4. b) Respostas pessoais. 3. c) Resposta pessoal. Por meio dessa pergunta, os estudantes são convidados a refletir sobre o papel deles no combate ao desper- dício de alimentos e no consumo consciente e responsável, e sobre como ações incorporadas ao dia a dia podem evitar esse cenário. Incentive-os a se posicionarem e compartilhe com eles suas ideias. É provável que surjam propostas como: elaborar uma lista de compras, de modo que só o necessário seja comprado; comprar alimentos perecíveis aos poucos para que não estraguem; prestar atenção ao prazo de validade; manusear frutas, legumes e verduras com cuidado para evitar danificá-los; não basear a escolha de alimentos soltos ou embalados apenas na aparência; fazer o armazenamento e a desinfecção adequados para aumentar a durabilidade dos alimentos; reaproveitar sobras; entre outras. 4. a) Incentive os estudantes a levantar hipóteses. É possível que eles apon- tem situações como o desperdício interno, proveniente da cozinha na prepa- ração dos alimentos e, às vezes, na produção de comida em excesso; e o desperdício externo, relacionado ao consumo dos clientes e aos restos que são deixados nos pratos. V3_LINGUAGENS_Faccioli_g21At_Cap3_081a116_LA.indd 87V3_LINGUAGENS_Faccioli_g21At_Cap3_081a116_LA.indd 87 14/09/2020 17:0014/09/2020 17:00 8 8 CAPÍTULO 3 5 Uma solução para esse problema seria a doação dos alimentos que sobraram. Con- tudo, a questão não é tão simples quanto parece. Leia a reportagem a seguir para ficar por dentro desse debate. Em seguida, responda às questões no caderno. Uma lei que mata de fome Norma regulada pela Anvisa proíbe a doação de alimentos não comercializados.Enquanto isso, pessoas procuram comida em sacos de lixo O desperd’cio e a lei O desperdício acontece em três níveis. Entre os consumidores, pelo varejo (restauran- tes e supermercados) e pelos produtores. Nos restaurantes, não é raro sobrar comida nos bufês. No entanto, são impedidos de doar o excedente. A lei que grande parte dos restaurantes teme é a RDC 216, regulamentada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A data de vencimento estipulada para os alimentos preparados é de aproximadamente cinco dias. Mas, na maioria das vezes, é muito inferior ao verdadeiro prazo de venci- mento para que não sejam mais considerados seguros. Nesses casos, a legislação de- termina que a comida deve ser descartada, sendo proibida a doação. O mesmo aconte- ce na indústria, que, na tentativa de se precaver de possíveis contaminações, antecede os prazos de validade – levando toneladas de alimentos seguros às latas de lixo. O clima de pânico que a segurança alimentar gerou, no entanto, não impede que pes- soas como Alexandre recorram aos sacos de lixo para encontrar aquilo que não deveria estar ali. “Esta lei é muito ruim para nós. É muito alimento desperdiçado nos restau- rantes. Quando não consigo dinheiro ou não nos dão um pouco de comida, procuro nas lixeiras”, conta o morador de rua. CÂMARA, Rafaella; GOMEZ, Daniela. Uma lei que mata de fome. Revista PUCRS, n. 191, jul./set. 2019. Disponível em: http://www.pucrs.br/revista /uma-lei-que-mata-de-fome/. Acesso em: 6 jul. 2020. a) O texto mostra que a polêmica passa por, pelo menos, três pontos de vista diferentes. Quais são eles? NÃO ESCREVA NESTE LIVRO. iv e c to r/ S h u tt e rs to ck Leia a reportagem com os estu- dantes e ajude-os na discussão e na resolução dos questionamen- tos dos itens a, b e c. V3_LINGUAGENS_Faccioli_g21At_Cap3_081a116_LA.indd 88V3_LINGUAGENS_Faccioli_g21At_Cap3_081a116_LA.indd 88 14/09/2020 17:0014/09/2020 17:00 8 9CAPÍTULO 3 6 Em 2020, foi sancionada a Lei nº 14.016/20, que incentiva a doação de alimentos e refeições excedentes para pessoas em situação de vulnerabilidade ou risco alimen- tar. A doação pode ser feita por empresas, restaurantes, supermercados e outros estabelecimentos. A exigência para doação é que os alimentos estejam dentro do prazo de validade. Considerando essas informações, responda oralmente: a) Você concorda com essa lei? Por quê? b) Em sua opinião, a proposta contempla os três pontos de vista sinalizados na reportagem? Justifique sua resposta. 7 Converse com os colegas e o professor: Quais seriam as soluções possíveis para os problemas da fome e do desperdício? Conheça mais sobre o Regulamento Técnico de Boas Práticas para Serviços de Alimentação (RDC) nº 216, publicado pela Anvisa em 2004. Disponível em: http://portal. anvisa.gov.br/documents/33916/388704/RESOLU%25C3%2587%25C3%2583O-RDC%2BN %2B216%2BDE%2B15%2BDE%2BSETEMBRO%2BDE%2B2004.pdf/23701496-925d-4d4d- 99aa-9d479b316c4b. Acesso em: 18 jul. 2020. VALE VISITAR b) Qual é o posicionamento das autoras da reportagem em relação a esse assun- to? Justifique sua resposta com elementos do texto. c) A resolução da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) não proíbe a doação de alimentos, mas estabelece uma série de regras para que estabeleci- mentos comerciais doem as sobras. Por que existem esses cuidados por parte da agência? a d d k m /S h u tt e rs to ck Distribuição de refeições gratuitas para pessoas em situação de vulnerabilidade social. 6. a) Resposta pessoal. Incentive cada estudante a compartilhar seu ponto de vista, ressaltando a im- portância do respeito às diferen- tes opiniões. 6. b) Resposta pessoal. A expec- tativa é que os estudantes respon- dam que sim. Ao mesmo tempo que a lei incentiva as doações, favorecendo as pessoas que ne- cessitam e dando aos estabele- cimentos mais segurança para realizarem essa ação, ela exige que os alimentos estejam dentro do prazo de validade, sem colocar em risco a saúde da população. 7. Resposta pessoal. De acordo com as reflexões realizadas ao longo desta parada, a quantidade de comida desperdiçada no mun- do seria suficiente para alimentar um grande número de pessoas. Considerando essa realidade, al- guns projetos e organizações não governamentais (ONG) já fazem um trabalho de reaproveitamento e doação desses alimentos como forma de minimizar ambos os pro- blemas relacionados à alimenta- ção. O objetivo desta atividade é que os estudantes pensem critica- mente sobre a questão, de modo a elaborar possíveis propostas de intervenção para os problemas mencionados. Incentive todos da turma a participar. Caso existam projetos voltados para esse traba- lho na cidade em que vivem, cite- -os como exemplos. V3_LINGUAGENS_Faccioli_g21At_Cap3_081a116_LA.indd 89V3_LINGUAGENS_Faccioli_g21At_Cap3_081a116_LA.indd 89 14/09/2020 17:0014/09/2020 17:00 CAPÍTULO 39 0 NA BNCC Competências gerais: 1, 3, 7, 8, 9 Competências específicas de Linguagens: 2, 3, 6 Habilidades de Linguagens: EM13LGG202, EM13LGG203, EM13LGG204, EM13LGG302, EM13LGG303, EM13LGG602 Habilidades de Língua Portuguesa: Todos os campos de atuação social: EM13LP05, EM13LP06, EM13LP07, EM13LP08, EM13LP09, EM13LP10, EM13LP11, EM13LP12 Campo da vida pessoal: EM13LP20 Campo das práticas de estudo e pesquisa: EM13LP28 Campo artístico-literário: EM13LP46, EM13LP49 TODO DIA UMA HISTÓRIA DIFERENTE: O GÊNERO CRÔNICA Quando falamos em alimentação, muitas vezes nossos hábitos e estilo alimentar também impulsionam interessantes discussões. Nesta parada, você vai ler uma crônica que trata desses assuntos de forma bem-humorada. BAGAGEM A crônica é um gênero textual que transita entre os campos literário e jornalístico, e trata de assuntos relacionados às experiências cotidianas. Construindo uma linguagem mais próxima dos textos orais informais, os cronistas se valem de construções sintáticas coloquiais e pontuais; breve marcação do tempo; mecanismos de ironia e de humor aliados a uma ação crítico-reflexiva; e, em alguns casos, sequências argumentativas sobre os fatos relatados. NÃO ESCREVA NESTE LIVRO. 1 Leia a crônica “Aventuras naturais”, do escritor João Ubaldo Ribeiro, e responda às atividades propostas no caderno. O objetivo é reconhecer as características desse gênero textual e perceber quais são os efeitos de sentido que esses elementos produzem no texto. Boa leitura! Aventuras naturais Uma vez o cineasta Geraldo Sarno, que é muito natural embora não pareça, me levou para almoçar num restaurante natural e saí de lá deprimido, levei dois dias para me recuperar. Quanto a ele, garantiu-me que adorava aquilo tudo, apesar de comer com o mesmo ar funéreo dos demais presentes. Pior do que essa experiência acabrunhante, só a que tive num restaurante macrobiótico de Salvador, ao qual concordei que me levassem num momento de insensatez e que me deixou abaladíssimo – aqueles mas- tigadores obstinados, aquela aura de expiação de pecados através de penitências ali- mentares, aquela atmosfera pálida e ast•nica. astênica: que apresenta sentimentos depressivos. 2ª PARADA Se necessário, explique aos estudantes que a crônica é um gênero que pode se assemelhar a artigos de opinião, reportagens e contos. Não tem formato fi xo (diferente de um soneto, por exemplo) e pode conter sequências dissertativas, descritivas, narrativas ou argumentativas, podendo também corresponder a um Consulte respostas esperadas e mais informações para o tra- balho com as atividades desta parada nas Orientações espe- cífi cas deste Manual. texto de memórias e refl exões ou a um poema em prosa. Para alguns es- tudiosos, a crônica tem muitas “más- caras”. Para o jornalista e escritor mineiro Ivan Ângelo (1936-), os ele- mentos que funcionam na crônica são “humor, intimidade, lirismo, surpresa, estilo, elegância e solidariedade”. Para mais informações, leia “Sobre a crô- nica”,publicada na íntegra em 2016, disponível em: https://vejasp.abril. com.br/cidades/sobre-cronica/. Aces- so em: 18 jul. 2020. V3_LINGUAGENS_Faccioli_g21At_Cap3_081a116_LA.indd 90V3_LINGUAGENS_Faccioli_g21At_Cap3_081a116_LA.indd 90 14/09/2020 17:0014/09/2020 17:00 M ic ro O n e /S h u tt e rs to c k 9 1CAPÍTULO 3 Desconfiado, diria mesmo que intimidado, perguntei se não havia qualquer coisi- nha para beber e responderam que havia, claro que havia. Maravilhoso, que podia ser, então? Dependia da minha preferência. Ah, sim, nesse caso, que sugeriam? Com revoltante cinismo, o falso amigo que me levou a esse lugar desfiou um rosário horripilante de possibilidades, a começar por suco de espinafre (que nunca vi, mas considero imoral por definição) e terminando por suco de beldroega, que não sei o que é mas tampouco soa como algo decente. Perguntei se não havia água, então, uma aguinha mineral. Mi- neral não, responderam com desdém, temos água descansada. — Água descansada? Descansada? — Sim, água descansada. — E essa água descansada é diferente da água comum? Quer dizer que normalmente bebo água cansada? Isso é mau? — De certa maneira, você bebe água cansada, sim, pode-se dizer isso. Água misturada com aditivos nocivos, talvez poluída, esterilizada através de meios violentos e antina- turais como a filtragem e a fervura. — A daqui não é filtrada nem fervida? — Claro que não. É água natural, de uma fonte límpida, que deixamos decantando em vasos de cerâmica especial. Descansando, portanto. — Fantástica água. Será que eu posso beber um copo d’água geladinha? — Geladinha não temos. — Por quê? Gelar cansa a água? — Não é natural beber água gelada, é outra violência que se comete contra o organis- mo. Além disso, o senhor não devia beber água às refeições, não é bom, talvez um chá, temos chás excelentes. — De beldroega? — Se o senhor quiser. Mas temos de t’lia, de... — Não, não, esqueça, tudo bem, eu espero a comida. beldroega: erva nativa do Brasil, de folhas comestíveis, na cor púrpura. t’lia: árvore nativa da Europa ao sudoeste da Ásia, com flores branco-amareladas e de cujas sementes se extraem óleos comestíveis. V3_LINGUAGENS_Faccioli_g21At_Cap3_081a116_LA.indd 91V3_LINGUAGENS_Faccioli_g21At_Cap3_081a116_LA.indd 91 14/09/2020 17:0014/09/2020 17:00 MicroOne/Shutterstock M ic ro O n e / S h u tt e rs to c k 9 2 CAPÍTULO 3 Não sei por que resolvi esperar, devia ter fugido antes, inclusive porque, de outra ponta da sala, como um espectro ossudo, aparece um outro amigo meu, que por sinal não reconheci na mesma hora. Macilento, de uma cor parda indefinida, gestos fluidos, voz aflautada, cumprimentou-me festivamente. Que alegria eu lhe dava, aparecendo ali, vendo finalmente o caminho da saúde, da felicidade e da paz de espírito. — Nunca tive tanta saúde — disse, com um sorriso de múmia. — Você não está me achando bem? — Hein? Sim, muito bem, está muito bem mesmo. — Pois é — disse ele, os olhos muito protuberantes no rosto escaveirado. — Sinto-me uns 10 a 15 anos mais moço. “Embora pareça uns 40 mais velho”, pensei eu, mas não disse, até porque estava che- gando a comida. Ao contrário do que acontece quando a comida chega em circunstân- cias normais, ninguém esfregou as mãos, lambeu os beiços, sorriu ou lançou um olhar satisfeito sobre os pratos. Ao contrário, criou-se um clima contido e grave, piorado no meu caso pela dor nas costas que me dá sentar em almofadas no chão, o que também me deixa sem saber o que fazer com as pernas. Mas, de fato, a comida não mereceria outro tipo de recepção que não aquele velório. — Que é isto aqui? — perguntei a um dos amigos, apontando uma massa de cor repe- lente e consistência suspeita. — Isto é arroz, arroz integral. Receita da casa, os donos são gênios culinários. — Com certeza, conseguem vender esse negócio e o pessoal ainda paga e agradece. — Hein? — Nada, não. Arroz, hein? Quem diria, assim à primeira vista eu pensei que era papa de alpiste com goma arábica. — Ha-ha, mas é arroz. É uma delícia, experimente. — Está certo. Acontecendo alguma coisa, avise à família. — Hein, que tal? Hein? Não! Não! — Não o quê? O que foi, eu estou pálido? Estou roxo? — Não é isso, você não mastigou. — Mastiguei, sim. Não havia muito o que mastigar, mas mastiguei. — Nada disso, você tem de mastigar pelo menos 50 vezes. — Cinquenta vezes? É por isso que ninguém fala aqui, todo mundo contando as mastigadas? — Não é preciso que sejam rigorosamente 50 mastigadas. Mas essa é a média para que você consiga liquidificar a comida na boca. — Se é assim, então por que não passam tudo logo no liquidificador? — Não, tem de ser feito na boca. Deve-se mastigar até a água. — Cinquenta vezes cada gole? — Mais ou menos. V3_LINGUAGENS_Faccioli_g21At_Cap3_081a116_LA.indd 92V3_LINGUAGENS_Faccioli_g21At_Cap3_081a116_LA.indd 92 14/09/2020 17:0014/09/2020 17:00 M ic ro O n e / S h u tt e rs to ck M ic ro O n e / S h u tt e rs to ck 9 3CAPÍTULO 3 Na saída, com os maxilares destroncados e a sensação de que tinha comido vento moí- do, refugiei-me imediatamente num boteco da esquina, comi um sanduíche de pernil e jurei romper relações com o primeiro que me levasse à macrobiótica ou à naturalida- de ou a qualquer coisa correlata. Mas o destino é irônico. Não é que minha filha Chica, que recentemente colheu a primeira flor no jardim de sua existência, com 13 quilos e físico de lutador de sumô, é metida a natural? Com essa idade, vejam vocês, já é toda natural, não come carne, toda cheia de novidades. Altas preocupações na família, grandes leituras do dr. Spock e do dr. Delamare, essa menina precisa comer proteínas, carboidratos e lipídios. Mas o preparo físico dela (se houvesse recorde infantil para levantamento de peso, essa medalha já estava no papo) demonstra que alguma coisa dá certo na dieta dela. Como será que ela obtém as tão faladas proteínas? A resposta, como outras grandes descobertas, veio por acaso. Aqui em Itaparica tivemos também uma praga de grilos, uma infestação generalizada, grilo por tudo quanto era canto. Em nossa casa, contudo, a infestação era mais moderada que em outros lugares. Por quê? Eis que, observando Chica brincando no chão, noto que ela pegou alguma coisa que pôs na boca. — Que é isso aí na boca? Tire isso da boca! Tarde demais. Mastigando com grande prazer gastronômico, Chica acabara de jantar um grilo ao primo cri-cri. Só consegui puxar uma perninha, já mastigadinha. — Mulher! — gritei lá para dentro. — Chica comeu um grilo! — São João Batista também comia — disse ela. — Mas você acha certo esse negócio de Chica comer grilo? — Não posso fazer nada, isso nem é a pior coisa que ela já comeu. Você quer saber o que eu já peguei ela comendo? Ela... — Não, não diga, não diga, eu já sei! Bem, é proteína, isso ninguém pode negar. Dobramos a vigilância, mas Chica conse- gue traçar uns dois grilos por dia, no mínimo. E a verdade é que tudo na vida pode ser visto por um ângulo favorável. Outro dia mesmo, quando Zé de Honorina estava lá em casa para tomar um cafezinho, observou que tínhamos bem menos grilos do que as outras casas da ilha. — Que é que você faz, usa muito inseticida? — perguntou ele. — Não. Nós usamos controle biológico — respondi, olhando para minha filha orgu- lhosamente. RIBEIRO, João Ubaldo. Aventuras naturais. In: ZILBERMAN, Regina (org.). Contos e crônicas para ler na escola. Rio de Janeiro: Objetiva, 2010. p. 81-85. Flavio Mo rae s/F ot oa re na /F o lh a p re s s JOÃO UBALDO OSÓRIO PIMENTEL RIBEIRO (1941-2014) nasceu em Itaparica, na Bahia. Escritor, jornalista e professor, iniciou sua formação literária ainda nos primeiros anos de estudante. Trabalhando na imprensa, pôde escrever livros de ficção e construir uma carreira que o consagrou como romancista, cronista, jornalista e tradutor. Em 1994, passou a fazer parte da Academia Brasileirade Letras (ABL). Entre suas várias obras estão os livros Setembro não tem sentido (1968), Sargento Getúlio (1971), Viva o povo brasileiro (1984), O sorriso do lagarto (1989), Casa dos budas ditosos (1999), Diário do farol (2002) e O albatroz azul (2009). Que tal aderir ao hábito de ler uma crônica por dia? Além de se manter atualizado sobre os assuntos mais recentes da sociedade, você terá a chance de ampliar seus conhecimentos sobre os temas, o estilo e a composição desse gênero textual. Aprecie todo dia uma história diferente do projeto Crônica do dia, disponível em: http://www.cronicadodia.com.br/. Acesso em: 18 jul. 2020. VALE VISITAR V3_LINGUAGENS_Faccioli_g21At_Cap3_081a116_LA.indd 93V3_LINGUAGENS_Faccioli_g21At_Cap3_081a116_LA.indd 93 14/09/2020 17:0014/09/2020 17:00 9 4 CAPÍTULO 3 a) Engraçada, positiva e sutil. b) Sarcástica, corrosiva e explícita. 4 Durante o relato das “aventuras” no restaurante natural e macrobiótico, o narrador faz referências a um cineasta e a dois amigos. Com base na descrição dessas per- sonagens, escreva um comentário sobre a percepção que o narrador tem de cada uma delas. a) O cineasta. b) O “falso” amigo. c) O outro amigo. Anote no caderno duas situações da crônica “Aventuras naturais” que evidenciem: a) Referências a assuntos do cotidiano. b) Marcas da linguagem coloquial. 2 Segundo o E-dicionário de termos literários: o humor é fundamentalmente a capacidade de exprimir as excentricidades de deter- minada ação ou situação que são susceptíveis de provocar o riso. CASTRO, Catarina. E-dicionário de termos literários. Disponível em: https://edtl.fcsh.unl.pt/encyclopedia/humor/. Acesso em: 28 jul. 2020. Considere essa definição e registre três passagens do texto em que se nota a presença do humor. 3 O humor nessa crônica de João Ubaldo Ribeiro ganha força por meio da ironia que, algumas vezes, é engraçada, positiva e sutil e, em outras, é sarcástica, corrosiva e explícita. Essas formas de ironia aparecem nos diálogos entre o narrador e os inter- locutores. Identifique esses momentos no texto, selecione as ironias encontradas e organize-as em dois grupos. NÃO ESCREVA NESTE LIVRO. BAGAGEM A ironia é uma figura de linguagem que consiste no emprego de uma palavra ou expressão de forma que tenha um sentido diferente do habitual e produza efeitos de sentido que transitam entre o divertimento e a irritação. É, portanto, um mecanismo que instaura ambiguidade, e o contexto social em que é produzida é um fator crucial para sua compreensão. Para que a ironia funcione, esse jogo com as palavras deve ser feito de maneira que a intenção do locutor não seja imediatamente identificada. Deve estimular o raciocínio e fazer o interlocutor considerar os diversos sentidos possíveis que determinada palavra ou expressão possa ter, até encontrar aquele que se encaixe na mensagem, produzindo um significado inusitado. Wik ipe dia /W iki m ed ia C om m on s GERALDO SARNO (1938-) nasceu em Poções, na Bahia. É roteirista e diretor de cinema. Durante a carreira, foi premiado e ficou conhecido por filmes que abordam temas ligados à história nacional e ao Nordeste, como a migração, os elementos religiosos e a cultura popular. G oo dS tu di o /S hu tt er st oc k 1. a) Algumas possibilidades de referências a assuntos do cotidiano são os encontros e os almoços com os amigos; as idas a restaurantes; os pedidos feitos e a conversa com quem o atende (possivelmente um gar- çom); a conversa familiar com a esposa e a filha; a visita de um amigo ou vizinho; reunir-se com amigos; tomar café com amigos, etc. 1. b) Resposta pessoal. 2. Espera-se que os estudantes compreendam que o humor, nes- se caso, foi utilizado para marcar um ponto de vista. Para isso, o narrador transforma as situações que poderiam ser informativas (sobre a alimentação macrobióti- ca, por exemplo) em ocasiões que favorecem o riso. Em alguns mo- mentos, satiriza o cenário em que a comunicação inicial se situa e ridiculariza o comportamento dos sujeitos envolvidos. É importante que os estudantes percebam que todos os textos têm uma finali- dade e uma orientação valorativa diante dos temas e hábitos sociais abordados, até mesmo quando se utiliza o humor. São exemplos de passagens bem-humoradas da crônica, isto é, que provocam o riso: “experiência acabrunhante”, “momento de insensatez”, “masti- gadores obstinados”, “aura de ex- piação de pecados”, “penitências alimentares”, “atmosfera pálida e astênica”, “revoltante cinismo”, “falso amigo”, “rosário horripilante de possibilidades”, “suco de espi- nafre (que nunca vi, mas considero imoral por definição) e terminando por suco de beldroega, que não sei o que é mas tampouco soa como algo decente”, entre outras. 3. b) Os estudantes poderão citar: “De beldroega?”, “Hein? Sim, muito bem, está muito bem mesmo.”, “Com certeza, conseguem vender esse 3. a) Os estudantes poderão citar: “E essa água descansada é diferente da água comum?”, “Quer dizer que normalmente bebo água cansada? Isso é mau?”, “Fantástica água. Será que eu posso beber um copo de água geladinha?”, “Por quê? Gelar cansa a água?”, “Cinquenta vezes? É por isso que ninguém fala aqui, todo mundo contando as mastigadas?”, “Cinquenta vezes cada gole?”, entre outras. 4. a) Em relação ao cineasta, a percepção sugerida é de que se trata de uma pessoa que consome alimentos naturais, mas que não aparenta ser alguém que faz esse tipo de escolha ali- mentar. Aqui parece haver uma ironia, utilizada para sugerir que o cineasta não tem uma estrutura corporal dentro dos padrões sociais estabelecidos; ou que ele seja um sujeito que não fala muito sobre os seus hábitos alimentares com os outros e, por isso, ninguém imaginaria que esses seriam os seus. 4. b) O narrador passa a ideia de que esse amigo não foi leal, pois o levou a um lugar que o deixou “abaladíssimo”, “intimidado” e como quem paga penitências: o restaurante macrobiótico. Se a in- tenção era mostrar ou apresentar uma possibilidade de alimentação natural, o “falso amigo” apenas o assustou com esse programa do qual o narrador acredita que “de- via ter fugido antes”. 4. c) O narrador descreve o outro amigo como alguém de “espec- tro ossudo”, “macilento” e de “rosto escaveirado” – o que é irônico, já que o comumente esperado é que a alimentação adequada reflita também nos aspectos físicos do sujeito. Da forma como o narrador o descreve, parece que se trata de alguém quase debilitado. O com- portamento do outro amigo é diferente do comportamento dos an- teriores, pois ele reafirma o tempo todo quanto se sente saudável e rejuvenescido. negócio e o pessoal ainda paga e agradece.”, “Arroz, hein? Quem diria, assim à primeira vista eu pensei que era papa de alpiste com goma arábica.”, “Está certo. Acontecendo alguma coisa, avise à família.”, entre outras. V3_LINGUAGENS_Faccioli_g21At_Cap3_081a116_LA.indd 94V3_LINGUAGENS_Faccioli_g21At_Cap3_081a116_LA.indd 94 14/09/2020 17:0014/09/2020 17:00 9 5CAPÍTULO 3 5 O narrador identifica um dos amigos pelo nome, pela profissão e o caracteriza como uma pessoa “muito natural”. Os outros dois são descritos, respectivamen- te, como “um falso amigo” e alguém que aparenta ser “uns 40 anos mais velho”. Responda no caderno: Em sua opinião, essas diferentes definições teriam relação com o posicionamento do narrador a respeito dos restaurantes que esses amigos frequentam? Explique. 6 Releia este trecho extraído da crônica de João Ubaldo Ribeiro. Em seguida, escreva no caderno suas respostas às questões. — E essa água descansada é diferente da água comum? Quer dizer que normalmente bebo água cansada? Isso é mau? — De certa maneira, você bebe água cansada, sim, pode-se dizer isso. Água misturada com aditivos nocivos, talvez poluída, esterilizada através de meios violentos e antina- turais como a filtragem e a fervura. a) A resposta dada ao narrador apresentaexpressões que atenuam o que é dito. Identifique essas expressões. b) Por que essas expressões foram usadas na resposta dada ao narrador? 7 A expressão “ironia do destino” é utilizada para designar aquelas situações em que um acontecimento inesperado se manifesta. São essas ocasiões que lembram a impossibilidade de se controlar tudo o que acontece, pois surpresas fazem parte da vida de qualquer ser humano. Responda no caderno: Como é possível relacionar essa expressão ao que acontece ao narrador no que se refere aos hábitos alimen- tares de sua filha Chica? Explique. 8 O narrador menciona que sua filha come grilos. Ele está sendo irônico nesse caso? Desenvolva argumentos que justifiquem sua resposta. 9 Leia as informações sobre os médicos Benjamin Spock e Rinal- do De Lamare. Em seguida, escreva no caderno uma explicação sobre como a ironia se manifesta por meio da referência que o narrador faz a eles na crônica. Dr. Spock Benjamin Mclane Spock (1903-1998) foi um médico estadunidense que se tornou conhecido por defender uma postura mais flexível dos pais em relação à educação das crianças. Em 1946, ele publicou Meu filho, meu tesouro, obra em que reunia orientações sobre os cuidados básicos que se deve ter com os bebês e que se tor- naria um dos livros mais vendidos na História. De Lamare Rinaldo Victor De Lamare (1910-2002) era professor e médico pediatra brasileiro, autor do livro A vida do beb•, que tem até hoje grande vendagem devido às orien- tações sobre os cuidados e a educação de crianças. Também ficou famoso no Brasil e no exterior pela criação do soro caseiro, remédio simples que desde a década de 1930 tem sido usado para curar a desidratação infantil. NÃO ESCREVA NESTE LIVRO. E ile en K um pf /S hu tt er st oc k Grilo. 5. Espera-se que os estudantes mencionem que é provável que sim. A descrição dos amigos pelo narrador colabora para que se tenha uma percepção negativa a respeito dos restaurantes (os naturais e os macrobióticos) que frequentam. A forma como ele se refere a cada uma das pessoas fortalece o posicionamento, que é explorado ao longo do texto, e destaca uma quase aversão a tudo que remeta “à naturalidade ou a qualquer coisa correlata”. Como se acredita, o tipo de alimentação se reflete na estrutura corporal, na aparência e na energia dos indiví- duos, por isso o narrador trata de marcar esses aspectos na descri- ção das pessoas citadas. 7. Espera-se que os estudantes observem que, como todos os hábitos alimentares das pessoas mencionadas causavam descon- forto ao narrador, o esperado é que em seu núcleo familiar as pessoas tivessem costumes se- melhantes aos dele. No entanto, o improvável acontece, pois, confor- me suas palavras: “[...] o destino é irônico”. Em casa, ele lida com a aversão que a sua filha Chica tem às carnes, somada ao inusitado apetite da menina, que teria se arriscado a comer grilos. As expressões são “de certa maneira”, “pode-se dizer” e “talvez”. Espera-se que os estudantes concluam que essas expressões são usadas por quem atendeu o nar- rador no restaurante, possivelmente um garçom, porque ele quer responder sem parecer agressivo, evidenciando respeito ao cliente do restaurante. 8. Os estudantes poderão respon- der que sim, argumentando que o narrador menciona que descobriu por acaso onde sua filha obtém as tão faladas proteínas, o que seria 9. Resposta pessoal. Aguce a percepção e a interpretação dos estudantes para o uso de ironias. Uma das formas de construir essa figura de linguagem é dizer o con- trário daquilo que de fato se quer expressar, lidando com a ambiva- lência entre a proposição real ou pensada e aquela que foi rede- senhada ou externada. No texto, o narrador faz referência a dois renomados médicos – Spock e De Lamare – para fortalecer o relato. É interessante que os estudan- tes percebam que essa escolha demonstra a intencionalidade de reforçar uma fala ou um ponto de vista: a filha Chica precisa de “pro- teínas, carboidratos e lipídios” e o hábito alimentar seguido não é o adequado. Trata-se de uma ma- neira bem-humorada de respaldar um posicionamento. O narrador apresenta sua filha Chica, que recentemente completou um ano de vida, como uma criança fora dos padrões, pois pesa 13 quilos e “tem físico de lutador de sumô”, ou seja, está com sobrepeso, é “metida a natural” (utilizando a ironia mais uma vez) e não come carne. Isso desperta preocupações na família e, por isso, eles recorrem às referências do dr. Spock e do dr. De Lamare, que defendem, nas obras deles, que a criança precisa comer proteínas, carboidratos e lipídios para crescer e ser saudável. uma explicação irônica para a robustez da criança e seu preparo físico, apesar de não gostar de co- mer carne. Ele ainda diz que a infestação de grilos era mais moderada em sua casa que em outros lugares, porque Chica come grilos, mastigando-os com grande prazer gastronômico. A ironia é reforçada pela resposta da mãe da menina de que são João Batista, o último dos profetas que anunciaram a vinda de Jesus Cristo à Terra, de acordo com o cristianismo, também comia grilos. V3_LINGUAGENS_Faccioli_g21At_Cap3_081a116_LA.indd 95V3_LINGUAGENS_Faccioli_g21At_Cap3_081a116_LA.indd 95 14/09/2020 17:0014/09/2020 17:00 9 6 CAPÍTULO 3 10 Releia outro trecho extraído da crônica “Aventuras naturais”. [...] Outro dia mesmo, quando Zé de Honorina estava lá em casa para tomar um cafezi- nho, observou que tínhamos bem menos grilos do que as outras casas da ilha. — Que é que você faz, usa muito inseticida? — perguntou ele. — Não. Nós usamos controle biol—gico — respondi, olhando para minha filha orgu- lhosamente. Considerando o que você estudou sobre a ironia e o humor nas questões an- teriores, e o contexto da crônica, atente às palavras em destaque e responda no caderno: a) Qual foi a intencionalidade do narrador ao criar esse jogo de palavras? b) Que efeito de sentido se produz por meio dele? 11 A crônica é um gênero textual que também pode propor reflexão. Em “Aventuras na- turais”, o relato do narrador leva o leitor a pensar sobre diferentes hábitos alimentares seguidos em uma mesma sociedade. Em certos momentos, o narrador parece criticar o que ele considera extremismo de algumas vertentes, pois age com estranheza ao que lhe é oferecido; em outros, parece não acreditar na alimentação natural; e, ao final, parece flexibilizar o olhar ao que é diferente do que está acostumado. a) Você já passou por alguma experiência semelhante à do narrador? Comente com a turma. Lembre-se de que nossos hábitos não podem ser utilizados como parâmetro valorativo para outras culturas. Cada cultura é singular, e isso faz parte da diversidade humana. Há costumes que podem não ser convencionais para você, mas são para o outro. b) Que reflexões você faz com base nas atitudes do narrador? Conte aos colegas. G o o d S tu d io / S h u tt e rs to ck Para responder a este item, considere questões como as semelhanças e diferenças entre os hábitos alimentares das personagens da crônica e os seus; que tipo de alimentação é considerada mais ou menos saudável; e os pontos positivos e negativos desses hábitos. Conheça as principais diferenças entre alimentação natural, vegetariana, funcional, orgânica, sem açúcar e sem glúten lendo o texto “As principais diferenças entre as vertentes de alimentação”, escrito por Flávia Schiochet e publicado no site do jornal Gazeta do Povo. Disponível em: https:// www.gazetadopovo.com. br/bomgourmet/veja- principais-diferencas- entre-vertentes-de- alimentacao/. Acesso em: 5 ago. 2020. VALE VISITAR 10. a) Espera-se que os estu- dantes percebam que o todo do texto deve ser considerado para a compreensão das partes. Além disso, entender que as palavras são elementos importantes para a construção de efeitos de sentido e podem fornecer pistas e dire- cionamentos a respeito da inten- cionalidadedo autor, narrador ou personagem. O jogo de palavras é um mecanismo bastante utiliza- do quando se pretende instaurar trocadilhos, ser poético ou, ainda, atribuir ao texto peculiaridades humorísticas que causem o riso – como é o caso do trecho analisa- do. Ao sugerir que a criança come todos os grilos, o narrador faz um trocadilho com o fato de aquela ação se tratar de um controle bio- lógico, isto é, algo que seria natu- ral, embora não seja. O narrador cria esse jogo com as palavras, que têm significados divergentes ou mesmo contrapostos, com a intenção de ser irônico, de promo- ver humor e provocar o riso. O leitor percebe uma ironia mais sutil, visto que o narrador, que criticava a ati- tude da filha de não comer carne, agora, ao saber que ela come grilos, mostra-se orgulhoso por sua ação ser uma forma “biológica”, mais natural, de controlar a infestação destes em sua casa. Resposta pessoal. O objetivo é que os estudantes compartilhem suas expe- riências com a turma, identificando afinidades com a experiência do narrador, Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes reflitam sobre o tema considerando as ideias apontadas no enunciado: crítica aos extremismos de vertentes e escolhas, incredulidade na alimentação natural e flexibilização de ponto de vista. assim como respeitando diferenças de hábitos alimentares em uma sociedade ou entre comunidades. V3_LINGUAGENS_Faccioli_g21At_Cap3_081a116_LA.indd 96V3_LINGUAGENS_Faccioli_g21At_Cap3_081a116_LA.indd 96 14/09/2020 17:0014/09/2020 17:00 9 7CAPÍTULO 3 VOCÊ TEM FOME DE MÚSICA? O corpo físico não é o único que precisa de cuidados. Alimentar a alma também é importante! Como diz a famosa frase do poeta romano Juvenal: “Mente sã, corpo são”. Sorte que o “cardápio” desta parada, além de nutritivo, é variado: música, dança, circo... Você tem fome de quê? 1 Leia a letra da canção “Comida”, da banda Titãs, e responda às atividades no caderno. Comida Bebida é água Comida é pasto Você tem sede de quê? Você tem fome de quê? A gente não quer só comida A gente quer comida, diversão e arte A gente não quer só comida A gente quer saída para qualquer parte A gente não quer só comida A gente quer bebida, diversão, balé A gente não quer só comida A gente quer a vida como a vida quer Bebida é água Comida é pasto Você tem sede de quê? Você tem fome de quê? A gente não quer só comer A gente quer comer e quer fazer amor A gente não quer só comer A gente quer prazer pra aliviar a dor A gente não quer só dinheiro A gente quer dinheiro e felicidade A gente não quer só dinheiro A gente quer inteiro e não pela metade Diversão e arte Para qualquer parte Diversão, balé Como a vida quer Desejo, necessidade, vontade Necessidade, desejo, eh Necessidade, vontade, eh Necessidade COMIDA. Intérprete: Titãs. Compositores: Arnaldo Antunes, Marcelo Fromer, Sérgio Britto. In: JESUS não tem dentes no país dos banguelas. Rio de Janeiro: Liminha, 1987. 1 CD, faixa 2. NA BNCC Competências gerais: 1, 3, 4, 5, 7, 9 Competências específicas de Linguagens: 1, 2, 3, 6, 7 Habilidades de Linguagens: EM13LGG102, EM13LGG103, EM13LGG104, EM13LGG201, EM13LGG202, EM13LGG301, EM13LGG302, EM13LGG303, EM13LGG601, EM13LGG602, EM13LGG603, EM13LGG701, EM13LGG703 Habilidades de Língua Portuguesa: Todos os campos de atuação social: EM13LP06, EM13LP07, EM13LP13, EM13LP17, EM13LP18 Campo da vida pessoal: EM13LP20 Campo de atuação na vida pública: EM13LP23 Campo jornalístico-midiático: EM13LP43 Campo artístico-literário: EM13LP47, EM13LP53, EM13LP54 NÃO ESCREVA NESTE LIVRO. Re pr od uç ão /I n st a g ra m TITÌS é uma banda brasileira formada em 1982. Conhecidos pelas letras bem-humoradas e pela grande quantidade de integrantes (nove membros na formação original), os Titãs fizeram parte de um cenário de efervescência cultural no país em que surgiram muitas outras bandas de rock. Desde 1982, a banda já lançou mais de vinte álbuns e ganhou diversos prêmios, transitando entre o rock e o pop. Ao longo da carreira, teve diversos integrantes, entre os quais Arnaldo Antunes, Nando Reis e Paulo Miklos. A formação atual conta com Tony Bellotto, Branco Mello e Sérgio Britto, integrantes desde a origem do grupo, além dos músicos de apoio Mario Fabre e Beto Lee. 3ª PARADA Consulte respostas esperadas e mais informações para o trabalho com as ativi- dades desta parada nas Orientações específicas deste Manual. V3_LINGUAGENS_Faccioli_g21At_Cap3_081a116_LA.indd 97V3_LINGUAGENS_Faccioli_g21At_Cap3_081a116_LA.indd 97 14/09/2020 17:0014/09/2020 17:00 9 8 CAPÍTULO 3 a) Considere a letra da canção “Comida”: Qual é a crítica feita na música? b) Releia os dois primeiros versos da letra: “Bebida é água / Comida é pasto”. Que conteúdos implícitos são transmitidos neles? c) E você, tem fome e sede de quê? 2 O Objetivo 2 (ODS2), um dos 17 implementados pela ONU em 2015 para transfor- mar o mundo até 2030, é “Acabar com a fome, alcançar a segurança alimentar e melhoria da nutrição e promover a agricultura sustentável”. Mas, segundo dados da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO, 2020), falta comida para mais de 45 milhões de pessoas na América Latina e no Caribe. Leia o trecho da reportagem a seguir para responder às atividades no caderno. A volta da fome [...] O Brasil não escapou. Após tirar quase 14 milhões de pessoas da desnutrição, estamos de volta ao Mapa da Fome das Nações Unidas, de onde havíamos saído em 2014, quan- do menos de 5% da população ficou abaixo da linha da miséria. Em 2017, 11,7 milhões de brasileiros (5,6%) viviam com menos [de] US$ 1,90 (R$ 7,22) ao dia, o que os tornou vulneráveis à desnutrição, mal que afeta principalmente idosos e crianças. Decorren- tes da crise econômica e dos cortes orçamentários, o encolhimento dos programas so- ciais e de incentivo aos pequenos produtores dificulta o acesso a alimentos. De acordo com a FAO, hoje 5,2 milhões de brasileiros estão desnutridos, um aumento de 200 mil pessoas desde 2012. Algo vexaminoso para um país que colhe 300 milhões de tone- ladas anuais de grãos. “Precisamos avançar para que todos recebam cuidados devido à desnutrição e suas consequências”, disse Carissa Etienne, diretora da Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS). [...] VARGAS, André. A volta da fome. Istoƒ, 15 nov. 2018. Disponível em: https://istoe.com.br/a-volta-da-fome/. Acesso em: 7 jul. 2020. a) Tanto a canção “Comida” quanto o trecho da reportagem “A volta da fome” têm a fome como tema. Discuta com um colega os sentidos dessa palavra nos dois textos. b) O que você pode fazer para ajudar a combater a fome de comida no Brasil? m an tin ov /S hu tt er st oc k 1. b) O objetivo é explorar a pro- dução de inferências. Espera-se que os estudantes interpretem a inferência semântica gerada pelas expressões linguísticas nesses versos e pelo contexto. Água e pasto são oferecidos a outros animais, bois, seres irracionais, que não são capazes de lutar por seus direitos. A arte, a diversão e a cultura reivindicadas na can- ção são anseios de pessoas que raciocinam e que, portanto, são capazes de demandar ou mesmo exigir direitos. 1. c) Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes apresentem respostas que evidenciem inter- pretações que a canção “Comida” permite. Uma delas seria a de crí- tica às injustiças sociais, à existên- cia no Brasil de muitas pessoas po- bres e desamparadas que passam fome, e que não têm condições de satisfazer outras necessidades humanas. Outra leitura seria a de que a letra pode fazer referência ao nosso desejo de sempre querer mais, embora nunca estejamos felizes e satisfeitos. Ainda há uma terceira interpretação, a de que a canção “Comida”, lançada no ano de 1987, pode ser vista como uma canção relacionada ao contexto da redemocratização, período vivido no Brasil após o Movimento das Diretas Já (1984).Nesse contexto, haveria fome e sede de liberdade, cultura, diversão, arte, etc. 2. a) Espera-se que os estudantes reflitam que, na canção, a palavra fome é usada tanto em sentido denotativo, relacionado à carên- cia alimentar, quanto em sentido conotativo, pois trata de desejo, ambição, avidez. Já no trecho da reportagem, a palavra fome é usada apenas em sentido deno- tativo e significa a necessidade fisiológica de comer. Nessa dis- cussão, instrua os estudantes a argumentarem, esclarecendo as razões que os levaram à opinião que defendem. 2. b) Resposta pessoal. É interes- sante chamar a atenção dos es- tudantes para posturas e atitudes que eles mesmos podem adotar no dia a dia, como não desperdiçar alimentos (aproveitar as sobras), adotar dietas mais saudáveis e sus- tentáveis, consumir produtos de estabelecimentos mais próximos do bairro ou da cidade, promover a conscientização da comunidade e propor mudanças de atitudes vi- sando à melhoria das condições de vida em todos os aspectos. 1. a) Espera-se que os estudantes infiram que a canção “Comida” critica a falta de cultura, diversão, arte, felicidade e liberdade na so- ciedade. A música remete não só à satisfação de duas necessida- des vitais do ser humano – comer/ comida/fome e beber/bebida/ sede –, mas também reivindica o direito da população (“a gente”) à satisfação de outras necessida- des humanas, de se querer intei- ro e não pela metade: dinheiro e felicidade, sexo e amor, alimento para o corpo físico e para a alma. V3_LINGUAGENS_Faccioli_g21At_Cap3_081a116_LA.indd 98V3_LINGUAGENS_Faccioli_g21At_Cap3_081a116_LA.indd 98 14/09/2020 17:0014/09/2020 17:00 9 9CAPÍTULO 3 3 A canção dos Titãs faz um apelo à cultura, diversão e arte. Investir em arte e cul- tura é importante? Por quê? Você e os colegas vão discutir essa questão em uma roda de conversa. a) Antes da discussão, leia os seguintes trechos de uma entrevista com o pesqui- sador de políticas públicas de cultura e músico Ulisses Galetto, para definir seu ponto de vista e construir argumentos a respeito do assunto. Países ricos são os que mais investem em arte Brasil é dos países que menos investe em arte, afirma o pesquisador de políticas públicas de cultura, Ulisses Galetto Apesar de ser um dos países mais ricos culturalmente, o Brasil é um dos que menos in- veste em arte, indo na contramão do que fazem, por exemplo, Estados Unidos e França, que reservam grande parte dos recursos públicos para o setor cultural. Nesta entrevista exclusiva ao Brasil de Fato Paraná, o pesquisador de políticas públicas de cultura, o músico Ulisses Galetto, analisa por que o Brasil não dá a devida importância à arte e cultura. Brasil de Fato Paraná – Parece que no Brasil a cultura não é encarada como política estratégica. O que precisa ser feito para mudar isso? Essa falta de reconhecimento da cultura e arte está diretamente ligada à qualificação dos gestores, às pessoas para as quais damos nosso voto. Isso é fruto de certa ignorân- cia sobre o setor. As pessoas simplesmente não compreendem que investir em cultura dá retorno para a sociedade muito maior que indústria ou outras áreas em que o Estado investe pesado. [...] BdFPR – Por que investir em arte e cultura é importante? Porque estamos investindo no que somos, além do aspecto financeiro. O dinheiro é o que parece chamar atenção dos que estão no poder. Então, se é sobre dinheiro que eles falam, vamos aos dados. Os estudos mais pessimistas dizem que a cada dólar investido [em arte e cultura] volta 0,9 dólar para a sociedade. Os mais otimistas dizem que a cada dólar investi- do, volta 1,5 dólar. Ganha-se dinheiro, lucra-se com investimento em arte e cultura. CALDAS, Ana Carolina. Países ricos são os que mais investem em arte. Brasil de Fato Paraná. Curitiba, 9 jan. 2019. Disponível em: https://www.brasildefatopr.com.br/2019/01/09/ paises-ricos-sao-os-que-mais-investem-em-arte. Acesso em: 7 jul. 2020. Câmara Municipal de Ca str o/ w w w .c as tr o .p r. le g .b r Nascido em Castro, no Paraná, ULISSES GALETTO (1966-) é historiador, pesquisador da área cultural e músico. Desde 1994, faz parte da banda eclética FATO como vocalista, contrabaixista, arranjador, compositor, produtor e técnico de gravação. J a c o b L u n d /S h u tt e rs to ck N e w A fr ic a /S h u tt e rs to ck Jovens em atividades culturais. V3_LINGUAGENS_Faccioli_g21At_Cap3_081a116_LA.indd 99V3_LINGUAGENS_Faccioli_g21At_Cap3_081a116_LA.indd 99 14/09/2020 17:0014/09/2020 17:00 1 0 0 CAPÍTULO 3 b) Para participar da roda de conversa, siga as instruções. COMO FAZER A turma deve organizar-se em uma roda, ajustando as carteiras em um círculo na sala de aula. Para iniciar a discussão, o professor vai dar a palavra aos que se apresentarem para expor seu ponto de vista sobre a questão. Vocês devem: • Pedir a palavra e esperar a vez de falar. • Justificar os pontos de vista com argumentos que os sustentem. • Ouvir com atenção os pontos de vista dos colegas e, se for o caso, pedir que os justifiquem. • Contra-argumentar em defesa dos próprios pontos de vista, de forma respeitosa e admitindo que existem perspectivas diferentes das suas sobre uma mesma questão. • Atentar para o fato de que, em interações argumentativas, o desacordo ou a ausên- cia de ratificação positiva são naturais, não devendo provocar tensão ou ameaça. • Concluir a fala com a síntese de sua posição em relação ao que foi discutido. 4 Agora, ouça a canção “Comida”, gravada no álbum Jesus não tem dentes no país dos banguelas, de 1987. Preste atenção aos instrumentos usados e observe as ca- racterísticas do gênero musical, o rock. Em seguida, faça as atividades propostas no caderno. a) Quais instrumentos musicais você reconhece na música? b) Quando se fala em rock, qual é o primeiro instrumento musical de que você se lembra? c) Agora que você conhece a letra e os sons da canção “Comida”, que tal cantar e reproduzir a parte rítmica da bateria com objetos que a turma tem disponíveis? Observe um trecho da partitura musical dessa canção e siga as orientações do professor. Adotem procedimentos de polidez linguística, utilizando, por exemplo: suavizadores, como os verbos no condicional (“você poderia pensar...”, “eu gostaria de defender...”, etc.); minimizadores, que reduzem a sensação de ameaça ao interlocutor, como os diminutivos e alguns advérbios (“simplesmente”, “apenas”, “quase”, etc.); modalizadores, como “talvez”, “possivelmente”, “provavelmente”, “eu penso/creio/acho/tenho a impressão de que...”, etc.; e moderadores, como “por favor”, “por gentileza”, “obrigado”, etc. Tata tumdumdum ta ta ta tarata | tum ta tum ta tum. Partitura criada pelos autores. Conheça mais sobre a obra dos Titãs no canal oficial da banda, disponível em: https://www.youtube.com/channel/UCmeh3Gt12ye2nLIUmYIPZAg. Acesso em: 20 jul. 2020. VALE VISITAR d) Vamos gravar! Organizem-se em dois grupos para fazer um coral da canção dos Titãs. Ensaiem e, depois, gravem um vídeo para divulgar a atuação da turma. A c e rv o d o a u to r/ A rq u iv o d a E d it o ra 3. b) A discussão pode ser realizada em sala de aula ou até mesmo em outro espaço da escola, se for viável para a turma. Durante a atividade, é impor- tante evitar que: (1) os estudantes tentem tomar a palavra ou se recusem a cedê-la por não concordarem com algum ponto de vista apresentado; (2) haja superposições de turnos de fala; (3) haja elevação do tom de voz, ironias, recusa em respeitar os colegas, críticas ou ofensas pessoais, suspiros de impa- ciência, meneios negativos de cabeça, agitações, entre outros. Os procedimentos de polidez linguística podem favorecer a prática de uma comunicação não violenta, inclusive em outras situações interlocutivas. 4. b) Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes respondam algum destes instrumentos:guitarra elétrica, bateria, contrabaixo. Se for possível, mostre a eles fotos das primeiras gui- tarras elétricas para que conheçam esse importante instrumento do sécu- lo XX, um dos principais utilizados em gêneros musicais como rock, punk, heavy-metal, blues, country, entre ou- tros. Apresente-lhes alguns dos gran- des guitarristas que marcaram época e o gênero musical rock. Resposta pessoal. Resposta pessoal. V3_LINGUAGENS_Faccioli_g21At_Cap3_081a116_LA.indd 100V3_LINGUAGENS_Faccioli_g21At_Cap3_081a116_LA.indd 100 14/09/2020 17:0014/09/2020 17:00 1 0 1CAPÍTULO 3 Comida COMIDA. Intérprete: Titãs. Compositores: Arnaldo Antunes, Marcelo Fromer, Sérgio Britto. In: JESUS não tem dentes no país dos banguelas. Intérprete: Titãs. Rio de Janeiro: Liminha, 1987. 1 CD, faixa 2. COMO FAZER Coral O professor vai reger o coral. Organizem-se em dois grupos, um composto por quem tem vozes mais graves e outro, por quem tem vozes mais agudas. Ensaiem os versos de acordo com a divisão acima e o acompanhamento da canção. Quando tiverem domínio da letra e do ritmo, cantem sem o acompanhamento da faixa de áudio. Depois dos ensaios, façam a gravação em vídeo (videoclipe) com o aparelho escolhido pela turma (celular ou tablet), usando um aplicativo gratuito de edição de vídeo. Vocês podem escolher se a gravação será feita por um colega ou pelo professor, com a orientação da turma. Durante a gravação, �quem atentos aos seguintes itens. • Orientação: de�nam se a gravação será feita com o aparelho na vertical ou na horizontal, de acordo com a plataforma em que o videoclipe será divulgado. • Enquadramento: pensem nos elementos que devem aparecer nas imagens e ajeitem o aparelho para captar o ângulo certo. • Iluminação: pensem se vão precisar de algum tipo de iluminação arti�cial; para que a imagem do coral se diferencie do fundo, é bom que vocês estejam de frente para a luz. Se quiserem que a �lmagem mostre silhuetas, podem usar a contraluz. • Áudio: prestem atenção aos barulhos ao redor, para que não haja ruídos que possam atrapalhar a gravação. • Ambiente de gravação: escolham um lugar em que a turma possa se posicionar da forma desejada e, de preferência, sem interferências visuais indesejadas. Se quiserem mostrar objetos nas cenas, isso deve ser intencional. Postem o videoclipe no grupo de mensagens ou em algum per�l de rede social da turma. Bebida é (grupo 1) água (grupo 2) Comida é (grupo 1) pasto (grupo 2) Você tem sede (grupo 1) de quê? (grupo 2) Você tem fome (grupo 1) de quê? (grupo 2) A gente não quer só (grupo 1) comida (grupo 2) A gente quer (grupo 1) comida, diversão e arte (grupo 2) A gente não quer só (grupo 1) comida (grupo 2) A gente quer saída para qualquer parte (todos) A gente não quer só (grupo 1) comida (grupo 2) A gente quer (grupo 1) bebida, diversão, balé (grupo 2) A gente não quer só (grupo 1) comida (grupo 2) A gente quer a vida como a vida quer (todos) Bebida é (grupo 1) água (grupo 2) Comida é (grupo 1) pasto (grupo 2) Você tem sede (grupo 1) de quê? (grupo 2) Você tem fome (grupo 1) de quê? (grupo 2) A gente não quer só (grupo 1) comer (grupo 2) A gente quer (grupo 1) comer e quer fazer amor (grupo 2) A gente não quer (grupo 1) só comer (grupo 2) A gente quer prazer pra aliviar a dor (todos) A gente não quer só (grupo 1) dinheiro (grupo 2) A gente quer (grupo 1) dinheiro e felicidade (grupo 2) A gente não quer só (grupo 1) dinheiro (grupo 2) A gente quer inteiro e não pela metade (todos) Diversão e arte (grupo 1) Para qualquer parte (grupo 2) Diversão, balé (grupo 1) Como a vida quer (grupo 2) Desejo, (grupo 1) necessidade, vontade (grupo 2) Necessidade, (grupo 1) desejo, (grupo 2) eh (todos) Necessidade, (grupo 1) vontade, (grupo 2) eh (todos) Necessidade (todos) M o n k e y B u s in e s s I m a g e s /S h u tt e rs to ck Organize a turma em dois grupos para diferenciar os timbres das vozes entre grave e agudo; é possível fazer testes de voz e dividi-los como acharem mais conveniente e se sentirem mais à vontade. Alterne os grupos 1 e 2 para que todos possam cantar todas as partes. Misture os grupos e mostre para os estudantes a diferença dos timbres. Reproduza para eles a canção “Comida”, dos Titãs, para que cantem e se sintam seguros. Ao perceber a evolução e o desprendimento da turma, o relaxa- mento sem perder a concentração na atividade, desligue a versão gravada e deixe que criem a própria interpretação. Com um aparelho como celular ou tablet, grave primeiramente o ensaio ou a performance dos grupos e, com base no vídeo, discuta com os estudantes os pontos que podem ser melhorados. Quando a turma estiver bem ensaiada e com esses pontos ajustados, oriente-a na gravação do videoclipe o�cial. V3_LINGUAGENS_Faccioli_g21At_Cap3_081a116_LA.indd 101V3_LINGUAGENS_Faccioli_g21At_Cap3_081a116_LA.indd 101 14/09/2020 17:0114/09/2020 17:01 1 0 2 CAPÍTULO 3 NA BNCC Competências gerais: 1, 2, 3, 4, 7, 8, 9 Competências específicas de Linguagens: 1, 2, 3, 4, 5, 6 Habilidades de Linguagens: EM13LGG101, EM13LGG103, EM13LGG201, EM13LGG202, EM13LGG203, EM13LGG204, EM13LGG301, EM13LGG302, EM13LGG303, EM13LGG401, EM13LGG501, EM13LGG502, EM13LGG503, EM13LGG601, EM13LGG603, EM13LGG604 Habilidades de Língua Portuguesa: Todos os campos de atuação social: EM13LP01, EM13LP02, EM13LP03, EM13LP04, EM13LP05, EM13LP07 Campo da vida pessoal: EM13LP20 Campo de atuação na vida pública: EM13LP24 Campo das práticas de estudo e pesquisa: EM13LP28, EM13LP32 ARTE? EXPRESSÃO CORPORAL? ESPORTE? ATIVIDADE FÍSICA? A DANÇA EM QUESTÃO A dança possibilita cuidado com o corpo, entretenimento, socialização, expressão de ideias e sentimentos... E, por ser tão plural, também é território de debates! Ao final desta parada, de que lado dessa questão você vai estar? 1 A palavra “dança” pode suscitar as mais variadas ideias e imagens. Afinal, a dança apresenta diferentes perspectivas para cada um. Para você, o que é dança? Res- ponda, no caderno, em no máximo três linhas. Depois, oralmente, apresente sua compreensão do tema para a turma. 2 Agora, que tal ativar os conhecimentos que você tem sobre os tipos de dança res- pondendo, com um colega, ao quiz a seguir? Vocês terão um tempo, determinado pelo professor, para responder às perguntas no caderno. Valendo! NÃO ESCREVA NESTE LIVRO. a) Qual destas danças tem como característica ser praticada em academias com a finalidade de queima calórica e atividade física? I. Break. II. Rock’n’roll. III. Zumba. IV. Todas as respostas anteriores. V. Nenhuma das respostas anteriores. b) A Companhia de Dança Debora Colker, criada em 1994 no Rio de Janeiro, é uma das mais expressivas no cená- rio nacional. Agregando movimentos acrobáticos, as coreografias desafiam os limites físicos dos bailarinos e, muitas vezes, trabalham com a integração de várias artes. Com quais outros artistas a companhia já trabalhou? I. Cirque Du Soleil, companhia de entretenimento sediada em Montreal, no Canadá. II. Compositora e bailarina carioca Fernanda Abreu (1961-), em um clipe da cantora. III. Comissão de frente da escola de samba Estação Primeira de Mangueira, fundada em 1928 no Rio de Janeiro. IV. Todas as respostas anteriores. V. Nenhuma das respostas anteriores. c) Indique a alternativa em que uma dança é reconhecida como modalidade esportiva ou uma modalidade espor- tiva é reconhecida como dança: I. Ginástica rítmica. II. Dança esportiva ou Dança de Salão Internacional. III. Patinação artística no gelo. IV. Todas as respostas anteriores. V. Nenhuma das respostas anteriores. d) A dança de salão engloba vários estilos de dança em pares e costuma ser praticada em salões. Pertencem a essa categoria os seguintes estilos: I. Samba de gafieira, bolero e jazz. II. Salsa, tango e zouk. III. Bolero, salsa e street dance. IV. Todas as respostas anteriores. V. Nenhumadas respostas anteriores. e) Aerodance é um estilo de dança e ginástica que possibilita o desenvolvimento de várias valências físicas, ou seja, qualidades físicas motoras passíveis de treinamento. Entre elas, pode(m)-se citar: X X X 4ª PARADA Consulte respostas esperadas e mais informações para o trabalho com as atividades desta parada nas Orientações específicas deste Manual. Resposta pessoal. Sugerimos que o tempo para a atividade seja de 10 minutos, ou, quando a primeira dupla terminar, o tempo estará encerrado. X V3_LINGUAGENS_Faccioli_g21At_Cap3_081a116_LA.indd 102V3_LINGUAGENS_Faccioli_g21At_Cap3_081a116_LA.indd 102 14/09/2020 17:0114/09/2020 17:01 1 0 3CAPÍTULO 3 I. Condicionamento cardiorrespiratório e resistência. II. Coordenação motora. III. Fortalecimento muscular. IV. Todas as respostas anteriores. V. Nenhuma das respostas anteriores. f) O balé clássico é dançado de forma altamente técnica e requer muita dedicação de seus praticantes. Vários espetáculos são mundialmente famosos e encenados por grandes companhias. Qual destes espetáculos cor- responde a outro estilo de dança? I. O Mágico de Oz. II. O Lago dos Cisnes. III. Dom Quixote. IV. Todas as respostas anteriores. V. Nenhuma das respostas anteriores. g) Para as Olimpíadas de 2024, sediada na cidade de Paris, na França, o Comitê Olímpico Internacional (COI) discute a inclusão de mais modalidades olímpicas, como a escalada esportiva, o skate e o surfe. Há ainda mais uma, que é também um estilo de dança, que é: I. Forró universitário. II. Zumba. III. Break dance. IV. Todas as respostas anteriores. V. Nenhuma das respostas anteriores. h) Considerando as possíveis interfaces da dança, pode-se afirmar que essa prática corporal se circunscreve e se expressa pelo(a): I. Arte. II. Esporte. III. Atividade física. IV. Expressão corporal. V. Todas as respostas anteriores. X X Até meados de 2020, o Comitê Olímpico Internacional aprovou a inclusão pro- visória dessas quatro modalidades esportivas na competição. X X Dança esportiva. Ginástica rítmica. V ik to r D ra ch e v /T A S S /G e tt y I m a g e s U lr ik P e d e rs e n /N u rP h o to /G e tt y I m a g e s C a rl o s G a rc ia G ra n th o n /F o to h o lic a P re s s / L ig h tR o ck e t/ G e tt y I m a g e s Ia k o v F ili m o n o v /S h u tt e rs to ck Balé clássico. Zumba. V3_LINGUAGENS_Faccioli_g21At_Cap3_081a116_LA.indd 103V3_LINGUAGENS_Faccioli_g21At_Cap3_081a116_LA.indd 103 14/09/2020 17:0114/09/2020 17:01 1 0 4 CAPÍTULO 3 3 Leia os textos a seguir e responda no caderno às questões propostas. Texto I Nos giros da dan•a A dança é uma arte! Não, não é… digo, é sim! Mas não somente uma arte, é um hobby e um esporte também. Sem dúvida, é uma das mais belas formas de expressão do ser humano. Tem o poder de alegrar, emocionar, divertir, inspirar e, apesar da companhia da música, faz tudo sem o uso das palavras. Muito podem dizer os gestos suaves de uma bailarina que interpreta um cisne em seus últimos momentos de vida. Um casal dançando tango ou valsa na mais perfeita sin- cronia e harmonia pode nos remeter a uma sensação de sedução e paixão, tudo com muito requinte. O samba, o frevo e o forró contagiam com alegria qualquer um que se proponha a observar os passos dos dançarinos. Assim, a dança é um poema em si, e poesia para quem estabelece alguma relação com ela, nem que seja a de mero observa- dor. É a substituição da palavra pelo movimento. Como hobby, é alívio e prazer. Quem gosta, encontra na dança um meio para fugir do stress do trabalho e dos afazeres do dia a dia, aproveitando, ao mesmo tempo, para se deixar levar pelas sensações presentes nos gestos e ações. Valéria Christina Maldonado, 42 anos, é aluna de street dance e alega que, tanto para ela quanto para as amigas, a dança é uma válvula de escape, um momento para esquecer o mundo e se dedicar unicamente a ela. Por outro lado, não há como negar o lado esportivo da arte de dançar. Ora, os músculos não são exercitados a cada passo? E os quilinhos perdidos no suor de cada movimento? Não é justo esquecer os benefícios físicos que a dança pode trazer. Ajuda a queimar calorias, fortalece a musculatura, melhora o condicionamento aeróbico e a capacidade cardiorrespiratória. Além disso, pode trazer benefícios psicológicos também, já que o corpo, ao exercitar-se, faz com que o cérebro libere uma substância magnífica cha- mada serotonina, responsável pela sensação de alegria e bem-estar. É... a dança é a parceira perfeita para acompanhar todas as etapas de nossas vidas. Luisa Peralta Krauze, 20 anos, professora de street dance, concorda. Para ela, é possível usar a dança como forma de praticar um exercício físico ou para se expressar, tanto artística quanto culturalmente. E relata ainda que, para si, a dança é uma fuga, um escape do stress, uma forma de se desprender da realidade. A fr ic a S tu d io /S h u tt e rs to ck Oriente os estudantes a se apoiarem em seus conhecimentos prévios e vivências pessoais sobre os pontos de vista que vão apresentar, bem como em informações dos textos que vão ler a seguir. Para responder, seria importante que lançassem mão de exemplos, ilustrações, comparações e citações. V3_LINGUAGENS_Faccioli_g21At_Cap3_081a116_LA.indd 104V3_LINGUAGENS_Faccioli_g21At_Cap3_081a116_LA.indd 104 14/09/2020 17:0114/09/2020 17:01 1 0 5CAPÍTULO 3 O mundo tem mais cor com a dança. E o mais importante de tudo é que todos podem dançar! Sim, todos, à sua própria maneira ou limitações, podem usufruir dessa arte do prazer. Basta se permitir. Acredito que a expressão “dance como se ninguém estivesse olhando”, na verdade, quer dizer: “ei, esqueça tudo, tire os sentimentos da mente e os coloque nos movimentos. E sinta, somente sinta e aproveite a sensação”. [...] NOVAES, Mariana. Nos giros da dança. Medium, 21 nov. 2014. Disponível em: https://medium.com/bola-da-vez/nos-giros-da-danca-afa6ae107562. Acesso em: 7 jul. 2020. Texto II Dança é a arte de movimentar expressivamente o corpo seguindo movimentos ritma- dos, em geral ao som de música. [...] É considerada a mais completa das artes, pois envolve elementos artísticos como a música, o teatro, a pintura e a escultura, sendo capaz de exprimir tanto as mais sim- ples quanto as mais fortes emoções. O significado da dança vai além da expressão artística, podendo ser vista como um meio para adquirir conhecimentos, como opção de lazer, fonte de prazer, desenvol- vimento da criatividade e importante forma de comunicação. Através da dança, uma pessoa pode expressar o seu estado de espírito. A dança pode ser acompanhada por instrumentos de percussão ou melódicos, ou ainda pela leitura de diferentes textos. [...] SIGNIFICADOS de dança. Significados, 16 jul. 2019. Disponível em: https://www.significados.com.br/danca/. Acesso em: 8 jul. 2020. Texto III [...] Todos os estilos de dança trazem inúmeros benefícios, como o aumento da flexibilidade, o aprimoramento da coordenação motora, a melhora cardiorrespiratória, o aumento da circulação sanguínea, mantêm a pressão arterial controlada, ativam o sistema linfático, otimizam o condicionamento aeróbico e, o principal, liberam endorfina. Além de ser um exercício físico excelente, dançar é também uma grande terapia. Quem dança traba- lha sua socialização com os colegas da turma, combate a timidez e a depressão, aumen- ta sua autoestima e disposição para enfrentar o dia a dia. É um exercício que interliga mente e corpo. [...] DIAS, Karina. Os benefícios da dança como atividade física. Portal da Educação Física, 9 jun. 2016. Disponível em: https://www.educacaofisica.com.br/fitness2/ os-beneficios-da-danca-como-atividade-fisica-2/. Acesso em: 8 jul. 2020. Ia k o v F il im o n o v /S h u tt e rs to c k V3_LINGUAGENS_Faccioli_g21At_Cap3_081a116_LA.indd 105V3_LINGUAGENS_Faccioli_g21At_Cap3_081a116_LA.indd105 14/09/2020 17:0114/09/2020 17:01 1 0 6 CAPÍTULO 3 a) Que argumentos dos textos podem ser apresentados a favor da ideia de que dança é arte e expressão corporal? b) Que argumentos dos textos podem ser apresentados a favor da ideia de que dança é esporte e atividade física? 4 Depois de ter ativado seus conhecimentos prévios com o quiz e lido textos que apresentam argumentos a favor da compreensão da dança como arte e expressão corporal e da compreensão da dança como esporte e atividade física, como você se posiciona quanto a essa questão? Compartilhe seus argumentos com os colegas. 5 Releia a descrição de dança que você escreveu na atividade 1 desta parada e reflita: Houve ampliação de sua compreensão sobre ela? 6 Chegou a hora de colocar o corpo em movimento e, assim, vivenciar uma expe- riência sensorial e expressiva. Siga as orientações do professor e deixe os movi- mentos fluírem. Não pense em uma coreografia, apenas sinta o som e movimente o corpo. COMO FAZER Experimentando a dan•a Material necessário Aparelho de som. Pano, faixa ou máscara para cobrir os olhos. Passo a passo Escolham, com a ajuda do professor, um espaço livre na escola. Vendem os olhos com o pano, a faixa ou a máscara. Distribuam-se pelo espaço predeterminado. Ouçam a sequência de músicas que o professor vai reproduzir. Movimentem-se no ritmo das músicas, expressando o que corpo e a mente desejarem. Compartilhem com os colegas o que sentiram durante esta experimentação. Argumentar é convencer e persuadir o outro, ou seja, é defender um ponto de vista demonstrando ou provando com base em fatos, dados e informações confiáveis. É, também, falar à emoção do outro com posicionamento ético em relação ao cuidado de si mesmo e promovendo os direitos humanos em relação ao próximo. ill u s io n ix /S h u tt e rs to ck 3. a) Espera-se que os estudantes apontem trechos dos textos que se relacionem à expressão corporal, por exemplo: “gestos suaves de uma bailarina que interpreta um cisne em seus últimos momentos de vida”; “Um casal dançando tango ou valsa na mais perfeita sincronia e harmonia pode nos remeter a uma sensação de sedução e paixão”; “a dança é um poema em si, e poesia para quem estabelece alguma relação com ela, nem que seja a de mero observador”. 3. b) Espera-se que os estudantes apontem trechos que abordem a dança como forma de se prati- car exercícios físicos, como “[é] um meio para fugir do stress do trabalho e dos afazeres do dia a dia”; “é uma válvula de escape, um momento para esquecer o mundo e se dedicar unicamente a ela”; “pode trazer benefícios psi- cológicos também, já que o cor- po, ao exercitar-se, faz com que o cérebro libere uma substância magní� ca chamada serotonina, responsável pela sensação de alegria e bem-estar”. Além dis- so, espera-se que os estudantes considerem trechos que tratam do “exercitar dos músculos a cada passo de dança”; “os benefícios físicos que a dança pode trazer. Ajuda a queimar calorias, fortale- ce a musculatura, melhora o con- dicionamento aeróbico e a capaci- dade cardiorrespiratória”. Resposta pessoal. Os estudantes podem apresentar diferentes posicionamentos: podem ter se sentido persuadidos por um lado ou por outro, mas podem também defender que é possível conciliar os dois pontos de vista. 5. Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes sejam capazes de rede� nir suas compreensões sobre dança, ampliando os aspectos que, em alguma me- dida, eram desconhecidos ou tenham sido esquecidos ou negligenciados. Caso tenham se pautado no aspecto do lazer, que eles também possam ver a dança como arte. Se foram mais contundentes na prática esportiva, que sejam capa- zes de relativizar sua concepção com a expressão corporal. O importante é que eles sejam capazes de argumentar, esclarecendo os motivos que levam a deter- minada opinião e admitindo que os colegas podem pensar de modo diferente, ampliando assim seus conhecimentos sobre o assunto ao considerar a primeira descrição que � zeram do conceito de dança. 6. Para além do entretenimento, esta atividade pode ser importante para que os estudantes, utilizando movimentos corporais, reconheçam suas emoções, exercitem a empatia, acolhendo e valorizando a diversidade de potencialidades dos indivíduos, sem preconceitos de qualquer natureza. V3_LINGUAGENS_Faccioli_g21At_Cap3_081a116_LA.indd 106V3_LINGUAGENS_Faccioli_g21At_Cap3_081a116_LA.indd 106 14/09/2020 17:0114/09/2020 17:01 1 0 7CAPÍTULO 3 BRASIL. Ministério da Saúde. Alimentação saudável. Disponível em: https://bvsms. saude.gov.br/bvs/publicacoes/alimentacao_saudavel.pdf. Acesso em: 8 ago. 2020. A CHAVE DO EQUILÍBRIO Fazer boas escolhas do que comer é essencial para manter-se saudável. Mas será que o equilíbrio na hora de escolher a alimentação tem influência direta no desenvolvimen- to de habilidades físicas, como força e equilíbrio? Vamos debater esse assunto. 1 Observe a pirâmide alimentar para adolescentes de 10 a 19 anos, produzida pelo Ministério da Saúde. Depois, converse com os colegas sobre as questões a seguir. NA BNCC Competências gerais: 2, 4, 7, 8, 9 Competências específicas de Linguagens: 1, 2, 3, 7 Habilidades de Linguagens: EM13LGG104, EM13LGG201, EM13LGG204, EM13LGG302, EM13LGG704 Habilidades de Língua Portuguesa: Todos os campos de atuação social: EM13LP01, EM13LP11, EM13LP12, EM13LP15 Campo das práticas de estudo e pesquisa: EM13LP28, EM13LP30, EM13LP31, EM13LP32 NÃO ESCREVA NESTE LIVRO. a) Qual é a relevância de se organizarem os grupos de alimentos em uma pirâmide? b) Pensando nas transformações pelas quais os adolescentes passam e usando seus conhecimentos prévios, por que a pirâmide recomenda o consumo de carboidratos em porções mais generosas? c) Observe os grupos de alimento que estão no topo da pirâmide. De acordo com a recomendação, o que é possível inferir a respeito deles e por quê? B ib lio te ca V irt ua l e m S aú de /b vs m s. sa ud e. go v. br 5ª PARADA FEIJÕES 1 porção VERDURAS E LEGUMES 4 ½ porções ARROZ, PÃO, MASSA, BATATA, MANDIOCA 7 PORÇÕES FRUTAS 4 porções CARNE E OVOS 1 ½ porção LEITE, QUEIJO, IOGURTE 3 porções AÇÚCARES E DOCES 1 ½ porção ÓLEOS E GORDURAS 1 ½ porção Legenda (naturalmente presente ou adicionada) Gordura Açúcar Fonte: PHILIPPI, S. T. e col, 2000. 1. c) A expectativa é que os estu- dantes in� ram que esses grupos de alimentos devem ser consu- midos com moderação, pois são menos saudáveis. Isso, no entan- to, não signi� ca que eles devem ser totalmente eliminados da dieta, pois também são fontes de nutrientes e sais minerais impor- tantes para a saúde. Consulte respostas esperadas e mais informações para o trabalho com as atividades desta parada nas Orientações específi cas deste Manual. 1. b) Espera-se que os estudantes relacionem a quantidade generosa de carboidratos com a ener- gia necessária para a fase da adolescência, em que ocorre o chamado “estirão do crescimento”. É impor- tante que eles observem que a fonte de energia indi- cada pela pirâmide são os carboidratos, considerados mais saudáveis do que açúcares e gorduras, por exemplo. Comente com os estu- dantes que dietas que pregam a ausência total de carboidratos, por exemplo, podem provocar fraqueza, tontura, problemas com os níveis glicêmicos, entre outros. 1. a) Espera-se que os estudantes concluam que organizar os grupos de alimentos em uma pirâmide é um modo de explicitar visualmen- te quais são os tipos de alimento que se devem consumir em maior ou menor quantidade. O grupo que está na base, o dos carboidratos, deve ser consumido em maior quantidade, pois tem a função de “sustentação”, uma vez que é res- ponsável por fornecer energia para o funcionamento do corpo; os gru- pos alimentares que estão no topo da pirâmide, açúcares e gorduras, devem ser consumidos em menor quantidade. Explique aos estudantes que os valores