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ÁREA DE L INGUAGENS E SUAS TECNOLOGIAS
F e r n a n d a P i n h e i r o B a r r o s L u c i a n a M a r i z L u d m i l a C o i m b r a L y v i a B a r r o s
L u i z a S a n t a n a C h a v e s P a u l o d o s S a n t o s R e n a t a d e M e l o G o m e s F r e d e r i c o D e l a z a r i
P a u l a C a s t i g l i o n i T e r e z a A l k m i m D e n i s e F a l c ã o L á z a r o B a r r o s
E l i s a b e t e C o s t a S i l v a L u a n L i n s G u a n a e s R e n a t o G o n ç a l v e s P e r u z z o
A m a n d a S a n t o s G o m e s J a n i c e C h a v e s M a r i n h o D e i s e S a n t o s d e B r i t o
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L y v i a B a r r o s
F r e d e r i c o D e l a z a r i
L á z a r o B a r r o s
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ESTAÇÕES_PNLD2021_CAPA_Professor_V3.indd All PagesESTAÇÕES_PNLD2021_CAPA_Professor_V3.indd All Pages 4/13/21 6:35 PM4/13/21 6:35 PM
R O T A S D O B E M - E S T A R
E N S I N O M É D I O
ÁREA DE L INGUAGENS E SUAS TECNOLOGIAS
1a edição, São Paulo, 2020
L
U
N
G
I
A
G
E N S
F e r n a n d a P i n h e i r o B a r r o s
Doutora em Linguística do Texto e do Discurso pela Universidade Federal 
de Minas Gerais (UFMG); professora adjunta do Departamento de 
Ciências da Educação da Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc-BA).
L u c i a n a M a r i z
Mestra em Linguística do Texto e do Discurso pela UFMG; professora de 
Língua Portuguesa da Educação Básica.
L u i z a S a n t a n a C h a v e s
Doutora em Estudos Literários pela UFMG; 
professora do Centro Pedagógico da UFMG.
P a u l o d o s S a n t o s
Doutor em Teoria da Literatura pela Pontifícia 
Universidade Católica do Rio Grande do 
Sul (PUC-RS); professor de Literatura da 
Educação Básica.
R e n a t a d e M e l o G o m e s
Mestra em Letras/Linguagens e 
Representações pela Uesc-BA; professora de 
Língua Portuguesa da Educação Básica.
F r e d e r i c o D e l a z a r i
Licenciado em Música pelo Centro 
Universitário Metodista Izabela Hendrix; 
professor de Música da Educação Básica.
P a u l a C a s t i g l i o n i
Mestra em Música pela Universidade 
Estadual de Campinas (Unicamp-SP); 
professora na Emesp Tom Jobim.
T e r e z a A l k m i m
Bacharela em Belas Artes pela UFMG; 
professora de Artes da Educação Básica.
D e n i s e F a l c ã o
Doutora em Estudos do Lazer pela UFMG; 
professora adjunta da Escola de Educação 
Física da Universidade Federal de Ouro Preto 
(Ufop-MG).
L á z a r o B a r r o s
Licenciado em Educação Física pela União 
Metropolitana de Educação e Cultura 
(Unime-BA); professor de Educação Física da 
Educação Básica.
E l i s a b e t e C o s t a S i l v a
Licenciada em Letras, com habilitação em 
Língua Portuguesa e suas Literaturas pela 
Uesc-BA; professora da Educação Básica.
L u a n L i n s G u a n a e s
Licenciado em Letras/Língua Portuguesa e 
suas Literaturas pela Uesc-BA; professor da 
Educação Básica.
R e n a t o G o n ç a l v e s 
P e r u z z o
Mestre em Letras/Linguagens e 
Representações pela Uesc-BA; professor de 
Língua Portuguesa da Educação Básica.
A m a n d a S a n t o s G o m e s
Licenciada em Letras/Língua Portuguesa 
e suas Literaturas e Língua Inglesa pela 
Uesc-BA; professora de Redação.
J a n i c e C h a v e s 
M a r i n h o
Doutora em Linguística pela UFMG; 
professora associada da Faculdade de Letras 
da UFMG.
D e i s e S a n t o s d e B r i t o
Doutora em Artes pela Universidade Estadual 
Paulista “Júlio de Mesquita Filho” (Unesp-SP); 
licenciada em Teatro pela UFBA; técnica em 
Dança pela Escola de Dança da Fundação 
Cultural do Estado da Bahia (Funceb).
L u d m i l a C o i m b r a
Doutora em Língua e Cultura pela Universidade Federal da Bahia 
(UFBA); professora adjunta do Departamento de Letras e Artes da 
Uesc-BA.
L y v i a B a r r o s
Mestra em Letras pela Uesc-BA; professora de Língua Portuguesa da 
Educação Básica.
M A N U A L D O 
P R O F E S S O R 
FRONTS_Estacoes_HM_ATICA_PNLD21_V3_MP.indd 1FRONTS_Estacoes_HM_ATICA_PNLD21_V3_MP.indd 1 9/26/20 12:58 PM9/26/20 12:58 PM
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Presidência: Paulo Serino
Direção editorial: Lauri Cericato
Gestão de projeto editorial: Heloisa Pimentel 
Gestão de área: Alice Ribeiro Silvestre
Coordenação de área: Rosângela Rago
Edição: Juliana Lima Gonçalves, Natália Kessuani Bego Maurício 
e Ubiratã Souza 
Planejamento e controle de produção: Vilma Rossi e Camila Cunha
Revisão: Rosângela Muricy (coord.), Alexandra Costa da Fonseca, 
Ana Paula C. Malfa, Ana Maria Herrera, Carlos Eduardo Sigrist, 
Flavia S. Vênezio, Heloísa Schiavo, Hires Heglan, Kátia S. Lopes Godoi, 
Luciana B. Azevedo, Luís M. Boa Nova, Luiz Gustavo Bazana, 
Patricia Cordeiro, Patrícia Travanca, Paula T. de Jesus, 
Sandra Fernandez e Sueli Bossi
Arte: Claudio Faustino (ger.), Erika Tiemi Yamauchi (coord.), 
Daniele Fatima Oliveira (edição de arte), Fênix Editorial (diagramação)
Iconografia e tratamento de imagens: Roberto Silva (coord.), 
campos de iconografia (pesquisa iconográfica), Cesar Wolf (tratamento de imagens)
Licenciamento de conteúdos de terceiros: Fernanda Carvalho (coord.), 
Erika Ramires e Márcio Henrique (analistas adm.)
Ilustrações: Daniel Klein
Cartografia: Mouses Sagiorato
Design: Flavia Dutra (proj. gráfico e capa), Luis Vassallo (proj. gráfico Manual do Professor) 
Foto de capa: OSTILL is Franck Camhi/Shutterstock
Todos os direitos reservados por Editora Ática S.A.
Avenida Paulista, 901, 4o andar
Jardins – São Paulo – SP – CEP 01310-200
Tel.: 4003-3061
www.edocente.com.br
atendimento@aticascipione.com.br
Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP) 
Angélica Ilacqua - CRB-8/7057
2020
Código da obra CL 713774
CAE 729635 (AL) / 729636 (PR)
1a edição
1a impressão
De acordo com a BNCC.
Envidamos nossos melhores esforços para localizar e indicar adequadamente os créditos dos textos e imagens 
presentes nesta obra didática. Colocamo-nos à disposição para avaliação de eventuais irregularidades ou omissões 
de créditos e consequente correção nas próximas edições. As imagens e os textos constantes nesta obra que, 
eventualmente, reproduzam algum tipo de material de publicidade ou propaganda, ou a ele façam alusão, 
são aplicados para fins didáticos e não representam recomendação ou incentivo ao consumo.
Impressão e acabamento
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APRESENTAÇÃO
Caro estudante,
Esta coleção foi criada com o objetivo de proporcionar a você cami-
nhos de aprendizado diversificados pelo universo das Linguagens, articu-
lando Língua Portuguesa, Educação Física e Arte. Por meio de diferentes 
estratégias pedagógicas, você será incentivado a agir de modo autônomo 
e colaborativo, tomando decisões individuais e coletivas com base em 
princípios éticos, solidários e democráticos.
Transitando entre esses componentes curriculares, você vai ler e pro-
duzir textos orais, escritos e multissemióticos e realizar análises linguísti-
cas e semióticas, em diferentes campos de atuação. Também vai explorar 
textos das literaturas de língua portuguesa, de origem brasileira, indígena 
e africana.
Em constante diálogo com a multiplicidade identitária da sociedade 
brasileira, vai compreender e analisar criticamente a cultura corporal do 
movimento, além de conhecer-se e cuidar dasaúde física e emocional.
Por meio do contato com variadas formas de arte, você vai ampliar 
seu repertório, compreendendo os contextos de criação e circulação das 
obras trabalhadas, exercitando a fruição (crítica e estética) e exploran-
do as possibilidades expressivas e criativas das linguagens artísticas, em 
seus recursos visuais, musicais, corporais e dramáticos.
Os conteúdos trabalhados na coleção se relacionam com culturas ju-
venis e temas contemporâneos transversais, privilegiando reflexões a res-
peito de diversidade cultural, ciência e tecnologia, saúde, cidadania, meio 
ambiente e trabalho. Em alguns momentos, os caminhos percorridos cru-
zarão, ainda, com práticas de pesquisa para que você encontre soluções 
para problemas do cotidiano. 
Desse modo, esperamos contribuir para tornar seu processo de apren-
dizagem mais significativo e condizente com as demandas da atualidade.
Bons estudos!
As autoras.
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4
5 1CAPÍTULO 2
VIAGEM
NA BNCC
Competências gerais: 1, 2, 4, 6, 
7, 9, 10 
Competências específicas de 
Linguagens: 1, 2, 3
Habilidades de Linguagens: 
EM13LGG101, EM13LGG203, 
EM13LGG302, EM13LGG303 
Habilidades de Língua 
Portuguesa: 
 Todos os campos de atuação 
social: EM13LP02, EM13LP05, 
EM13LP12, EM13LP14 
 Campo da vida pessoal: 
EM13LP20, EM13LP22 
 Campo de atuação na vida 
pública: EM13LP23, EM13LP26, 
EM13LP27
Competência específica de 
Matemática: 1
Habilidade de Matemática: 
EM13MAT102
A pira olímpica está prestes a ser acesa! A tocha agora está em suas 
mãos e precisa percorrer um venturoso caminho até chegar ao destino 
dela! A largada foi dada! Prepare-se, pois os jogos vão começar!
A CHAMA OLÍMPICA RUMO ÀS ESCOLAS
O que você pensa sobre a realização de Jogos Olímpicos na escola? É a favor ou con-
tra? Está na hora de discutir esse assunto que até já virou projeto de lei.
1
 
No início de 2020, o Projeto de Lei n. 5 015, de 2019 (idealizado desde 2012), que 
propõe a instituição da Semana da Educação Olímpica nas escolas, foi aprovado 
e seguiu para o Senado. Leia as razões pelas quais os idealizadores da proposta 
defendem a implantação dessa atividade escolar. Em seguida, discuta as questões 
com os colegas e o professor.
1ª PARADA
NÃO ESCREVA NESTE LIVRO. 
Pira paralímpica acendida pelo nadador Clodoaldo Silva 
(1979-). Jogos Paralímpicos do Rio de Janeiro, 2016.
A tocha olímpica é carregada por atletas e cidadãos comuns até o local da cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos. 
A chama, que traz uma mensagem pacífica, anuncia a celebração dos jogos. Na cerimônia de abertura, a chama acende 
a pira olímpica, que permanece acesa durante toda a competição e é apagada ao final da cerimônia de encerramento.
BALCÃO DE INFORMAÇÕES 
Justifica•‹o
[...]
Mais do que um grande evento esportivo que mobiliza o mundo 
inteiro, os Jogos Olímpicos são um ponto de partida e uma gran-
de chance de nosso país acumular em políticas para não só mar-
car em sua história um grande acontecimento, mas evoluir ainda 
mais para alcançar a eliminação dos déficits sociais e ampliar a 
política de paz e desenvolvimento para as áreas que precisam. 
Não podemos tratar o cidadão como um simples consumidor, 
mas devemos tratar como um sujeito universal, dotado de neces-
sidades que ultrapassam o trabalho e a moradia, fazendo com que 
olhemos para o esporte como uma área importante para contri-
buir na construção desse cidadão. 
A realização dos principais megaeventos esportivos no país deve 
ser uma oportunidade para o desenvolvimento social e a formação 
cidadã e implantação de hábitos saudáveis. 
[...]
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2 7CAPÍTULO 1
 3ª PARADA
MÚSICA E POESIA: UMA RELAÇÃO SÓLIDA
Conhecer e apreciar os diferentes gêneros musicais brasileiros é essencial para o 
processo de aprendizagem que você está construindo. Mas, além disso, aprofundar o 
conhecimento sobre a música e entender como ela se relaciona com outras artes vai 
contribuir bastante para as playlists que você vai fazer no Desembarque.
1 Leia o poema “Poesia”, de autoria de Antônio Vieira.
NA BNCC
Competências gerais: 1, 3, 4, 7, 9, 10
Competências específicas de 
Linguagens: 1, 3, 4, 5, 6, 7
Habilidades de Linguagens: 
EM13LGG101, EM13LGG103, 
EM13LGG104, EM13LGG105, 
EM13LGG301, EM13LGG401, 
EM13LGG501, EM13LGG503, 
EM13LGG601, EM13LGG602, 
EM13LGG603, EM13LGG604, 
EM13LGG701
Habilidades de Língua Portuguesa:
 Todos os campos de atuação social: 
EM13LP01, EM13LP02, EM13LP03, 
EM13LP04, EM13LP06, EM13LP07, 
EM13LP08, EM13LP13, EM13LP14, 
EM13LP16
 Campo artístico-literário: EM13LP46, 
EM13LP49, EM13LP50, EM13LP51
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ANTÔNIO VIEIRA (1949-) é um poeta, compositor e 
cordelista nascido em Santo Amaro (BA). Seu trabalho O 
cordel remoçado é uma coletânea de textos lançada em 2çç3 
e posteriormente convertida em álbum musical em 2ç19. Ele 
une música e literatura popular. Suas histórias e personagens 
retratam sobretudo a cultura do Recôncavo baiano. 
Poesia
A nossa poesia é uma só
Eu não vejo razão pra separar
Todo o conhecimento que está cá
Foi trazido dentro de um só mocó
E ao chegar aqui abriram o nó
E foi como se ela saísse do ovo
A poesia recebeu sangue novo
Elementos deveras salutares
Os nomes dos poetas populares
Deveriam estar na boca do povo
Os livros que vieram para cá
O Lunário e a Missão Abreviada
A donzela Teodora e a fábula
Obrigaram o sertão a estudar
De repente começaram a rimar
A criar um sistema todo novo
O diabo deixou de ser um estorvo
E o boi ocupou outros lugares
Os nomes dos poetas populares
Deveriam estar na boca do povo
No contexto de uma sala de aula
Não estarem esses nomes me dá pena
A escola devia ensinar
Pro aluno não me achar um bobo
Sem saber que os nomes que eu louvo
São vates de muitas qualidades.
O aluno devia bater palma
Saber de cada um o nome todo
Se sentir satisfeito e orgulhoso
E falar deles para os de menor idade
Os nomes dos poetas populares
VIEIRA, Antônio. Poesia. In: BETHÂNIA, Maria. 
Pirata. [Encarte de CD]. Rio de Janeiro: Biscoito 
Fino, 2006, s/p. Faixa ó2.
a) Converse com os colegas sobre as questões a seguir.
• O poema homenageia os poetas populares. A quem o eu lírico chama de 
poetas populares?
• Que estratégia é sugerida pelo eu lírico para tornar os poetas populares conhecidos?
• Você já participou de atividades de valorização dos poetas populares? Lembra-
se dos nomes de alguns poetas? 
b) Leia o poema silenciosamente. Treine para declamá-lo para a turma. Busque 
articular o sentido de cada palavra no momento da declamação.
Mocó: saco de couro.
O Lunário: O 
lunário perpétuo 
foi um almanaque 
(um calendário 
com previsões 
meteorológicas ligadas 
às fases da Lua) 
composto em 1594 pelo 
astrônomo espanhol 
Jerónimo Cortés 
(c. 1560-c. 1611). 
Traduzido para o 
português em 1703, foi 
um dos livros de maior 
circulação no Nordeste 
brasileiro.
Missão Abreviada: 
livro publicado em 
1859 pelo padre 
português Manuel 
José Gonçalves Couto 
(1819-1897). Misto de 
narrativa e devocional, 
a obra aborda a missão 
católica em aldeias. 
Foi o livro escrito em 
português com mais 
edições no século 
XIX: são 16 entre a 
publicação e 1904.
A donzela Teodora: 
cordel publicado pelo 
pernambucano Leandro 
Gomes de Barros 
(1859-1918).
Salutar: saudável.
Vates: poeta, aedo, 
trovador.
CONHEÇA SEU LIVRO
Organizada em seis volumes, cada um deles dividido em quatro capítulos, esta coleção promove o diálogo entre 
os seguintes componentes curriculares da área de Linguagens e suas Tecnologias: Arte, Educação Física e Língua 
Portuguesa. Em cada capítulo, um desses componentes tem o papel de articular o percurso de aprendizado proposto, 
sempre estabelecendo relações com os demais. Em todos os volumes, são propostasduas práticas de pesquisa, valo-
rizando a investigação científica.
Os temas norteadores dos capítulos dialogam com os temas contemporâneos transversais (TCT) previstos na Base 
Nacional Comum Curricular (BNCC). Neste volume, predomina o TCT “Saúde”. 
Veja, a seguir, os detalhes de como este livro está organizado.
Viagem
Esta seção é o coração do capítulo e divide-se em paradas. 
Em cada parada, há uma oportunidade de descobrir coisas 
novas ou de se aprofundar naquilo que você já conhece. Você 
vai ler e ouvir textos surpreendentes e cativantes, além de 
produzir textos com propósitos variados e ver que, para atuar 
na sociedade com desenvoltura e responsabilidade, é preciso 
apropriar-se da língua, sabendo usá-la em diferentes situações.
Glossário
Esclarece o 
significado de 
alguns termos. 
GoodStudio/Shutterstock
1 8 CAPÍTULO 1
EMBARQUE
A música está presente em diversas 
situações da vida, e sua importância 
pode ser observada no cotidiano. Para 
fazer as playlists no final desta viagem, 
você vai apreciar muitos gêneros 
musicais, por isso não se atrase: esta é a 
última chamada! Embarque observando 
imagens de momentos vividos ao som 
dessa arte e leia o que algumas pessoas 
falam sobre a música. 
NA BNCC
Competências gerais: 1, 2, 7, 9
Competências específicas de 
Linguagens: 1, 3, 6
Habilidades de Linguagens:
EM13LGG101, EM13LGG102, 
EM13LGG103, EM13LGG302, 
EM13LGG604 
Habilidade de Língua Portuguesa:
Todos os campos de atuação social: 
EM13LP04
1 Observe as imagens, leia o que algumas pessoas pensam sobre a música e converse com os colegas.
Liu Man Ying, professora do curso de Violino e 
violão da Universidade Federal do Ceará (UFC).
Adolescente yanomami ouvindo música no rádio. 
Aldeia do Castanha, Barcelos (AM), 2010.
Pessoas assistindo a apresentação da banda do Exército de 
Salvação canadense, conduzida pelo maestro John Lam, na 
Basílica St. Paul, em Toronto, Canadá, 2019. 
A música é a vida que se transforma. Porque ela é vida e ela é trans-
formação. Ninguém que entra em contato com a música sai do 
mesmo jeito. A música tem esse poder de transformação. Ela tan-
to pode edificar como pode suscitar variadas emoções. A música 
transforma a vida das pessoas e a realidade que nós vivemos.
OLIVEIRA, Isaac. Entrevista com Liu Man Ying: “A música transforma a 
vida das pessoas”. O Povo, Fortaleza, 24 jan. 201ã. Disponível em: 
https://www.opovo.com.br/jornal/dom/201ã/03/22/a-musica-
transforma--a-vida-das-pessoas.html. Acesso em: 26 jun. 2020.
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1 9CAPÍTULO 1
Em que momentos a música se faz presente em sua vida? Em que ocasiões a música o ajuda a desenvolver 
alguma tarefa?
2 Para a professora Liu Man Ying e o rapper GP Emici, a música provoca transformação. 
Você também pensa que a música provoca transformação? Você já viveu algum momento em que a música 
provocou transformação em sua vida? Conte para os colegas.
Jovens estudando e ouvindo música. Jovem fazendo atividade física ouvindo música.
Nadador Michael Phelps antes de uma competição.
O nadador Michael Phelps, que tem no currículo trinta e sete quebras de re-
corde e oito medalhas de ouro em uma única Olimpíada, é outro grande apos-
tador dos benefícios da música no esporte. Antes de entrar na água em uma 
competição, mesmo com toda a torcida gritando seu nome nas arquibanca-
das, ele dá preferência ao seu fone de ouvido. Em entrevista ele afirma que o 
“ajuda a se manter focado e preparado para levantar e fazer o que está lá para 
fazer” no dia da competição. 
ÁVILA, Milton. A música no esporte. Muito mais que uma simples distração. Sensorial 
Sports, Ribeirão Preto, á jun. 201á. Disponível em: https://sensorialsports.com/a-musica-
no-esporte-muito-mais-que-uma-simples-distracao/. Acesso em: 2á jun. 2020.
Jovem se diverte ouvindo música.Jovem dormindo e, ao mesmo tempo, ouvindo música.
Rapper GP Emici.
Quando subi no palco e encarei aquela galera toda, senti um ar-
repio pelo corpo todo. Porque estava vivendo o momento com o 
qual eu sonhava desde os oito anos. (GP Emici ao apresentar seu 
rap pela primeira vez)
ANDRADE, Andrei. Infâncias tocadas pela música: conheça histórias 
de quem teve a vida transformada por notas e acordes. Pioneiro, Porto 
Alegre, 11 out. 2â19. Disponível em: http://pioneiro.clicrbs.com.br/rs/
cultura-e-tendencias/noticia/2â19/1â/infancias-tocadas-pelamusica-
conheca-historias-de-quem-teve-a-vida-transformada-por-notas-e-
acordes-11883â7â.html. Acesso em: 2á jun. 2â2â.
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Embarque
Como todo embarque, esta seção 
tem o objetivo de dar início à viagem, 
momento em que os conhecimentos 
que você já tem sobre os temas serão 
explorados por meio de atividades 
diversificadas, que privilegiam aspectos 
lúdicos e a leitura de imagens. 
Na BNCC
Identifica as competências e as habilidades 
mobilizadas em cada seção ou subseção.
Este ícone indica que haverá um trabalho com uma das faixas 
disponíveis na coletânea de músicas que acompanha a obra.
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1 4 7CAPÍTULO 4
DESEMBARQUE
 PORTÃO 1
MINICONTOS DE TIRAR O FÔLEGO
Agora, em vez de sentir medo, é hora de provocar 
medo! Você e a turma vão escrever minicontos para 
publicar em uma coletânea de minicontos de horror.
NÃO ESCREVA NESTE LIVRO. 
Você e os colegas vão elaborar minicontos de horror para a organização 
de uma coletânea da turma, a fim de incluí-la na biblioteca ou na sala de 
leitura da escola. Informem-se sobre os detalhes da produção.
Gênero Miniconto
Situação A turma vai organizar e lançar uma coletânea de minicontos de 
horror que fará parte da biblioteca ou da sala de leitura da escola.
Tema Horror, medo, suspense.
Objetivos 1) Contar uma história em poucas palavras.
2) Organizar uma coletânea de minicontos de horror.
Quem é você Um escritor iniciante.
Para quem Frequentadores da biblioteca ou da sala de leitura escolar.
Tipo de produção Individual e coletiva.
 PORTÃO 2
ãRE)CONHECENDO O MINICONTO
1
 
Neste capítulo, você leu o conto “Os olhos que comiam carne”, de Humberto de 
Campos. Esse conto tem aproximadamente 1 â50 palavras, sem contar o título. 
BAGAGEM
Miniconto é um texto desenvolvido em poucas palavras (não é possível determinar 
exatamente a quantidade). Uma de suas principais características é a ênfase na 
sugestão, já que, pelo tamanho, não há espaço para descrições. Com isso, o leitor ganha 
protagonismo, pois precisa preencher as lacunas de significado do texto, buscando 
entender a história que se expressa em um fragmento formado por linhas escritas. Outra 
característica marcante do miniconto é um desfecho surpreendente, que pode causar 
espanto no leitor. 
NA BNCC
Competências gerais: 1, 3, 
4, 9, 10
Competências específicas de 
Linguagens: 1, 2, 3, 4
Habilidades de Linguagens: 
EM13LGG101, EM13LGG103, 
EM13LGG104, EM13LGG201, 
EM13LGG301, EM13LGG401
Habilidades de Língua 
Portuguesa:
 Todos os campos de atuação: 
EM13LP02, EM13LP0â, 
EM13LP11, EM13LP15
 Campo artístico-literário: 
EM13LP47, EM13LP54
1 1 6 CAPÍTULO 3
 PORTÃO 5
AVALIANDO O APRENDIZADO
Avaliem a eficácia das atividades desenvolvidas ao longo do capítulo. 
As questões a seguir podem ajudá-los.
ENTRETENIMENTO A BORDO 
 Assista ao documentário Muito além do peso (Brasil, 2012, 1 h 23 min), dirigido 
por Estela Renner, no canal oficial da produtora, disponível em: https://
www.youtube.com/watch?v=8UGe5GiHCT4. Acesso em: 6 ago.2020. O 
documentário aborda a obesidade infantil das crianças brasileiras, tratando-a 
como uma epidemia, e discute também o papel da publicidade nos hábitos 
alimentares de nossas crianças.
 Leia a entrevista que Adelina von Fürstenberg, fundadora da ONG Art for The 
World e curadora da exposição Food, deu à revista Galileu, apreciando algumas 
das obras que discutem a alimentação a partir da arte. Disponível em: https://
revistagalileu.globo.com/Cultura/noticia/2014/03/papo-cabeca-exposicao-comida.
html. Acesso em: 6 ago. 2020.
QUESTÕES PARA AVALIAÇÃO
1
Vocês consideram que as atividades desenvolvidas ao longo do capítulo contribuíram para ampliar seus conhecimentos 
sobre a questão da alimentação?
2
Depois de toda a discussão sobre alimentação, vocês mudariam seus hábitos alimentares ou sua forma de conviver com 
quem tem hábitos diferentes? 
3 Vocês recomendariam a familiares e amigos uma reflexão sobre esse tema?
4 Vocês consideram que o debate se desenvolveu de acordo com as recomendações?
5 A troca de argumentos e a refutação de contra-argumentos contribuíram para aprofundar a reflexão sobre o tema?
6
Como foi participar coletivamente da montagem do debate? Houve problemas de relacionamento com os colegas? 
Em caso afirmativo, o que fizeram para resolver as discordâncias?
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 Assista ao episódio 1, “Da escassez ao excesso”, 
da websérie documental O que você vai comer 
amanhã? (Brasil, 2019), que aborda os desafios 
contemporâneos da alimentação (Canal Urban 
Farmcy). Disponível em: https://www.youtube.com/
watch?v=lâh7NQO-gzâ. Acesso em: 6 ago. 2020.
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Das figuras que apresentam grupos musicais em ação, pode-se concluir que o(s) grupo(s) mostrado(s) na(s) figura(s) 
a) 1 executa um gênero característico da música brasileira, conhecido como chorinho. 
b) ç executa um gênero característico da música clássica, cujo compositor mais conhecido é Tom Jobim. 
c) 3 executa um gênero característico da música europeia, que tem como representantes Beethoven e Mozart.
d) 4 executa um tipo de música caracterizada pelos instrumentos acústicos, cuja intensidade e nível de ruído perma-
necem na faixa dos 3á aos 4á decibéis.
e) 1 a 4 apresentam um produto final bastante semelhante, uma vez que as possibilidades de combinações sonoras ao 
longo do tempo são limitadas.
X
QUESTÃO 1 (ENEM)
A música pode ser definida como a combinação de sons ao longo do tempo. Cada produto final oriundo da infinidade 
de combinações possíveis será diferente, dependendo da escolha das notas, de suas durações, dos instrumentos utili-
zados, do estilo de música, da nacionalidade do compositor e do período em que as obras foram compostas.
CAPÍTULO 11 A MÚS
ICA NA 
NOSSA VIDA
Figura 1.
Figura 3.
Figura ç.
Figura 4.
CONEXÕES
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Desembarque
O fim de toda viagem é o 
desembarque. Nele, você vai 
reunir todos os conhecimentos 
construídos no decorrer do 
capítulo para ser o protagonista 
na produção de textos e eventos 
que podem ajudar a construir 
um mundo com mais respeito às 
diferenças e mais empatia. 
Conex›es
Neste apêndice ao final do livro há 
questões que propõem uma conexão 
do que foi abordado nos capítulos 
com questões do Exame Nacional do 
Ensino Médio (Enem), de vestibulares 
e de outros concursos. 
Entretenimento a bordo
Em viagens longas ou curtas, 
livros, filmes, músicas e sites 
são ótimas companhias 
para ir além. 
9 6 CAPÍTULO 3
10 Releia outro trecho extraído da crônica “Aventuras naturais”.
[...] Outro dia mesmo, quando Zé de Honorina estava lá em casa para tomar um cafezi-
nho, observou que tínhamos bem menos grilos do que as outras casas da ilha. 
— Que é que você faz, usa muito inseticida? — perguntou ele. 
— Não. Nós usamos controle biol—gico — respondi, olhando para minha filha orgu-
lhosamente.
 Considerando o que você estudou sobre a ironia e o humor nas questões an-
teriores, e o contexto da crônica, atente às palavras em destaque e responda 
no caderno:
a) Qual foi a intencionalidade do narrador ao criar esse jogo de palavras?
b) Que efeito de sentido se produz por meio dele? 
11 A crônica é um gênero textual que também pode propor reflexão. Em “Aventuras na-
turais”, o relato do narrador leva o leitor a pensar sobre diferentes hábitos alimentares 
seguidos em uma mesma sociedade. Em certos momentos, o narrador parece criticar 
o que ele considera extremismo de algumas vertentes, pois age com estranheza ao 
que lhe é oferecido; em outros, parece não acreditar na alimentação natural; e, ao 
final, parece flexibilizar o olhar ao que é diferente do que está acostumado. 
a) Você já passou por alguma experiência semelhante à do narrador? Comente 
com a turma.
Lembre-se de que nossos hábitos não podem ser utilizados como parâmetro valorativo 
para outras culturas. Cada cultura é singular, e isso faz parte da diversidade humana. Há 
costumes que podem não ser convencionais para você, mas são para o outro.
b) Que reflexões você faz com base nas atitudes do narrador? Conte aos colegas.
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Para responder a este item, considere questões como as semelhanças e diferenças entre 
os hábitos alimentares das personagens da crônica e os seus; que tipo de alimentação é 
considerada mais ou menos saudável; e os pontos positivos e negativos desses hábitos.
Conheça as principais 
diferenças entre 
alimentação natural, 
vegetariana, funcional, 
orgânica, sem açúcar e 
sem glúten lendo o texto 
“As principais diferenças 
entre as vertentes de 
alimentação”, escrito 
por Flávia Schiochet 
e publicado no site do 
jornal Gazeta do Povo. 
Disponível em: https://
www.gazetadopovo.com.
br/bomgourmet/veja-
principais-diferencas-
entre-vertentes-de-
alimentacao/. Acesso 
em: 5 ago. 2020.
VALE VISITAR
Bagagem
Fique sempre de olho em sua bagagem, 
pois ela tende a aumentar durante 
sua viagem escolar. Neste boxe, você 
vai retomar e sistematizar conceitos 
importantes para a compreensão de 
determinadas atividades.
6 2 CAPÍTULO 2
3ª PARADA 
UMA VIAGEM NA CARRUAGEM DE FOGO!
Seja na cerimônia de abertura, seja no hino entoado pelos atletas de cada delegação 
ou no canto de apoio da torcida, a música sempre se faz presente nos Jogos Olímpicos. 
A história da música nos Jogos Olímpicos é tão antiga quanto o próprio evento!
1
 
Leia o artigo a seguir para saber um pouco mais sobre as relações entre as artes e 
os Jogos Olímpicos.
Havia provas art’sticas nos Jogos Ol’mpicos? 
[...] Entre 1912 e 1948, foram sete edições com competições de arte.
Inspirado nas Olimpíadas da Grécia antiga, o fundador dos Jogos modernos, Pierre du 
Coubertin, queria os corpos e as mentes mais sarados participando da festa – ele mes-
mo foi ouro em literatura, concorrendo com nome falso, em 1912.
Eram cinco modalidades: literatura, música, pintura, arquitetura e escultura. As obras 
eram enviadas para um comitê avaliador e precisavam ter temática esportiva. Dois 
atletas foram medalhistas no esporte e nas artes: o americano Walter Winans foi ouro 
no tiro (19é8) e em escultura (1912); o húngaro Alfréd Hajós, primeiro campeão na na-
tação (189ó), levou prata em arquitetura (1924).
[...]
ORÁCULO. Havia provas artísticas nos Jogos Olímpicos? Superinteressante, 21 dez. 2é1ó. 
Disponível em: https://super.abril.com.br/blog/oraculo/havia-provas-artisticas-nos-
jogos-olimpicos/. Acesso em: 4 jun. 2é2é.
a) Você sabia que havia modalidades artísticas nos Jogos Olímpicos do início do 
século XX? O que pensa sobre isso?
b) As práticas artísticas deixaram de ser modalidades olímpicas em á954. Hoje em 
dia, em quais modalidadesesportivas a música tem lugar de destaque? Use 
seus conhecimentos prévios sobre o assunto e converse com os colegas.
2
 
A música “Carruagens de fogo” [“Chariots of Fire”], composta por Vangelis para a 
trilha sonora do filme homônimo, dirigido pelo cineasta Hugh Hudson e lançado 
em á98á, tornou-se um dos hinos dos Jogos Olímpicos e um tema musical que re-
mete à vitória e à glória. Escute-a para responder ao que se pede.
NA BNCC
Competências gerais: á, ô, 3, 
4, õ
Competências específicas de 
Linguagens: á, 3, 5, õ, ú
Habilidades de Linguagens: 
EMá3LGGá03, EMá3LGG30á, 
EMá3LGG50á, EMá3LGG503, 
EMá3LGGõ0á, EMá3LGGõ0ô, 
EMá3LGGõ03, EMá3LGGõ04, 
EMá3LGGú0á, EMá3LGGú03 
Habilidades de Língua 
Portuguesa: 
 Todos os campos de atuação 
social: EMá3LPá3
 Campo da vida pessoal: 
EMá3LPô0
 Campo artístico-literário: 
EMá3LP53
NÃO ESCREVA NESTE LIVRO. 
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EVÁNGELOS ODYSSÉAS PAPATHANASSÍU (1943-), 
conhecido como Vangelis, é músico e nasceu em Agria, 
na Grécia. É um dos mais notáveis compositores musicais 
para produções cinematográficas. Ganhou o Oscar de 
melhor trilha sonora original com o filme Carruagens de fogo 
[Chariots of Fire] (1981).
Lançado em 1981, o 
filme Carruagens de 
fogo [Chariots of Fire], do 
cineasta britânico Hugh 
Hudson (193á-), conta 
a história de como a 
equipe de atletismo 
da Grã-Bretanha se 
preparou para os Jogos 
Olímpicos de 1924. 
A trama, focada na 
superação dos atletas, 
é acompanhada pela 
trilha de Vangelis, que 
contribui para ressaltar 
a dramaticidade das 
cenas.
BALCÃO DE 
INFORMAÇÕES 
CARRUAGENS de fogo. 
Intérprete: Vangelis. 
Compositor: Vangelis. In: 
CHARIOTS of Fire. [S.l.]: 
Polydor Records, áà8á. á CD, 
faixa ú.
a) Conte aos colegas: Você já conhecia essa música? Qual foi a sua sensação ao 
ouvi-la agora? 
b) Tente reconhecer os instrumentos utilizados na música. Quais fazem parte do 
arranjo? Converse com os colegas e o professor.
Biografia
Apresenta dados 
biográficos de autores, 
artistas e personalidades.
Dica
Oferece dicas para ajudá-lo 
na realização das atividades.
Balcão de informações
Quem não precisa tirar uma 
dúvida durante uma viagem? 
Este boxe traz explicações 
e curiosidades para ampliar 
seus conhecimentos.
Vale visitar
Durante uma viagem, 
existem visitas que podem 
ser inesquecíveis. Este boxe 
traz indicações de sites 
interessantes relacionados 
aos assuntos discutidos. 
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6
SUMçRIO
CAPÍTULO 11 
A música na nossa vida 17
COMPONENTE CURRICULAR ARTICULADOR: ARTE (MÚSICA), EM DIÁLOGO COM 
LÍNGUA PORTUGUESA E EDUCAÇÃO FÍSICA.
TEMAS CONTEMPORÂNEOS TRANSVERSAIS: SAÚDE, DIVERSIDADE CULTURAL, VIDA 
FAMILIAR E SOCIAL.
EMBARQUE ...................................................................................................................................... 18
VIAGEM ................................................................................................................................................ 20
 1a parada – Gêneros musicais do Brasil como expressão da cultura ....................... 20
 2a parada – “Toca essa aí”: contando com a ajuda do rádio ....................................... 24
PRÁTICA DE PESQUISA: PESQUISA-AÇÃO
 3a parada – Música e poesia: uma relação sólida ............................................................. 27
 4a parada – Os sons da saúde: a música no corpo e na mente! ................................ 32
 5a parada – Movimento e música: harmonia, ritmo e expressão ............................. 38
DESEMBARQUE ............................................................................................................................ 42
 Portão 1 – Nossas playlists .......................................................................................................... 42
 Portão 2 – Discutindo o problema a ser solucionado .................................................... 42
Construindo e compartilhando as playlists comentadas ........................ 43
 Portão 3 – Construindo o sociograma musical da turma ............................................. 44
 Portão 4 – Analisando o sociograma musical da turma ............................................... 46
 Portão 5 – Avaliando o aprendizado ...................................................................................... 46
CAPÍTULO 22
Uma experiência olímpica 47
COMPONENTE CURRICULAR ARTICULADOR: EDUCAÇÃO FÍSICA, EM DIÁLOGO COM 
LÍNGUA PORTUGUESA E ARTE (ARTES VISUAIS E MÚSICA).
TEMAS CONTEMPORÂNEOS TRANSVERSAIS: SAÚDE, EDUCAÇÃO ALIMENTAR E 
NUTRICIONAL, DIVERSIDADE CULTURAL, EDUCAÇÃO EM DIREITOS HUMANOS.
EMBARQUE ...................................................................................................................................... 48
VIAGEM ................................................................................................................................................ 51
 1a parada – A chama olímpica rumo às escolas ................................................................. 51
 2a parada – Arquitetando e recepcionando os Jogos Olímpicos ................................ 55
 3a parada – Uma viagem na carruagem de fogo! ............................................................. 62
 4a parada – Os Jogos Mundiais dos Povos Indígenas ..................................................... 65
 5a parada – Unindo versos e aldeias ....................................................................................... 69
 6a parada – E as Olimpíadas de Conhecimento?............................................................... 73
DESEMBARQUE ............................................................................................................................ 76
 Portão 1 – Acendendo a pira olímpica ................................................................................... 76
 Portão 2 – Arrumando a escola e organizando as delegações ................................... 76
 Portão 3 – Selecionando as modalidades esportivas ..................................................... 78
 Portão 4 – A cerimônia de abertura ...................................................................................... 79
 Portão 5 – Durante a Semana Olímpica ................................................................................ 79
 Portão 6 – A cerimônia de encerramento e as premiações ........................................ 79
 Portão 7 – Avaliando o aprendizado ...................................................................................... 80
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7
CAPÍTULO 33
Você tem fome de quê? 
Um debate na escola 81
COMPONENTE CURRICULAR ARTICULADOR: LÍNGUA PORTUGUESA, EM DIÁLOGO COM 
ARTE (DANÇA E MÚSICA) E EDUCAÇÃO FÍSICA.
TEMAS CONTEMPORÂNEOS TRANSVERSAIS: EDUCAÇÃO ALIMENTAR E NUTRICIONAL, 
SAÚDE, EDUCAÇÃO PARA O CONSUMO, EDUCAÇÃO EM DIREITOS HUMANOS.
EMBARQUE ...................................................................................................................................... 82
VIAGEM ................................................................................................................................................ 85
 1a parada – A fome e o desperdício: um debate necessário ........................................ 85
 2a parada – Todo dia uma história diferente: o gênero crônica................................. 90
 3a parada – Você tem fome de música? ................................................................................ 97
 4a parada – Arte? Expressão corporal? Esporte?Atividade física? 
A dança em questão ....................................................................................................................... 102
 5a parada – A chave do equilíbrio ............................................................................................ 107
DESEMBARQUE ............................................................................................................................ 109
 Portão 1 – Debate ........................................................................................................................... 109
 Portão 2 – Explorando o assunto do debate dentro da temática 
da alimentação .................................................................................................................................. 109
 Portão 3 – Organizando as etapas do debate .................................................................... 113
 Portão 4 – Realizando o debate ............................................................................................... 115
 Portão 5 – Avaliando o aprendizado ...................................................................................... 116
CAPÍTULO 44
Você tem medo de quê? 117
COMPONENTE CURRICULAR ARTICULADOR: LÍNGUA PORTUGUESA, EM DIÁLOGO 
COM ARTE (TEATRO E ARTES VISUAIS) E EDUCAÇÃO FÍSICA.
TEMAS CONTEMPORÂNEOS TRANSVERSAIS: SAÚDE, DIVERSIDADE CULTURAL.
EMBARQUE ...................................................................................................................................... 118
VIAGEM ................................................................................................................................................ 120
 1a parada – Que arrepio!!! ........................................................................................................... 120
 2a parada – A “arquitetura” do horror ................................................................................... 127
 3a parada – Horror em cena: não vale fechar os olhos! ................................................. 129
 4a parada – O horror psicológico ............................................................................................. 134
 5a parada – Estética do medo: estudo da recepção ......................................................... 137
PRÁTICA DE PESQUISA: ESTUDO DE RECEPÇÃO (DE OBRAS DE ARTE E DE PRODUTOS 
DA INDÚSTRIA CULTURAL)
 6a parada – Medo, adrenalina, desafio: vai um esporte de aventura aí? .............. 139
DESEMBARQUE ............................................................................................................................ 147
 Portão 1 – Minicontos de tirar o fôlego ................................................................................ 147
 Portão 2 – (Re)Conhecendo o miniconto ............................................................................. 147
 Portão 3 – Elaborando um glossário “de arrepiar” .......................................................... 148
 Portão 4 – Arquitetando os elementos da narrativa ...................................................... 149
 Portão 5 – Escrevendo um miniconto de horror ............................................................... 149
 Portão 6 – Produzindo e divulgando o livro ....................................................................... 149
 Portão 7 – Avaliando o aprendizado ...................................................................................... 150
Conexões ....................................................................................................................................... 151
Referências bibliográficas comentadas .................................. 159
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8
As atividades propostas nesta coleção de Linguagens e suas Tecnologias para a etapa do Ensino 
Médio estão alinhadas à BNCC e respeitam suas orientações. Você já ouviu falar em BNCC? É preciso 
entender o que significa essa sigla e como ela afeta o que você vai estudar. 
O que é a Base Nacional Comum Curricular?
A BNCC é um documento orientador do currículo escolar que lista competências e habilidades que 
se espera que todos os estudantes desenvolvam ao longo da Educação Básica, de modo que seus direi-
tos de aprendizagem e desenvolvimento sejam assegurados. Ela está orientada por princípios estéticos, 
éticos e políticos, para que, em seu dia a dia, você possa agir como protagonista e como cidadão crítico 
e ético na construção de uma sociedade democrática, inclusiva e justa.
Por que base? Base é algo que serve de apoio ou suporte a alguma coisa. A BNCC é chamada de base 
porque é considerada o apoio ou o suporte para a elaboração de currículos.
Por que nacional? Nacional é aquilo que é próprio de uma nação. A BNCC tem abrangência no Dis-
trito Federal e em todos os estados e municípios brasileiros.
Por que comum? Comum é o que diz respeito a mais de um ser, coisa ou lugar. A BNCC apresenta as 
aprendizagens essenciais que devem ser desenvolvidas por todos os estudantes brasileiros. 
Por que curricular? Curricular é aquilo que se refere a currículo, conjunto de conteúdos e conhe-
cimentos que é ensinado nas escolas. A BNCC tem como objetivo ser a base para que as escolas e as 
redes de ensino definam o que os estudantes vão estudar.
Qual é a estrutura da BNCC?
A BNCC é um documento com força de lei, ou seja, que precisa ser cumprido, e tem o objetivo de 
orientar o funcionamento da educação básica brasileira pública e privada.
A Base, como ficou conhecida, define regras desde a Educação Infantil até o Ensino Médio. Para 
isso, estabelece quais competências, habilidades e conhecimentos precisam ser adquiridos em cada 
um desses segmentos por todos os estudantes brasileiros. Isso faz da Base um instrumento importante 
para a democratização da educação no Brasil.
Esse documento parte do princípio de que o desenvolvimento das competências se dá pela “mobili-
zação de conhecimentos (conceitos e procedimentos), habilidades (práticas, cognitivas e socioemocio-
nais), atitudes e valores [...]” (BRASIL, 2018, p. 8). 
Conheça, a seguir, as dez competências gerais que devem ser desenvolvidas ao longo de toda a 
Educação Básica:
Competências gerais da Educação Básica
1. Valorizar e utilizar os conhecimentos historicamente construídos sobre o mundo físico, social, 
cultural e digital para entender e explicar a realidade, continuar aprendendo e colaborar para a 
construção de uma sociedade justa, democrática e inclusiva.
2. Exercitar a curiosidade intelectual e recorrer à abordagem própria das ciências, incluindo a in-
vestigação, a reflexão, a análise crítica, a imaginação e a criatividade, para investigar causas, ela-
borar e testar hipóteses, formular e resolver problemas e criar soluções (inclusive tecnológicas) 
com base nos conhecimentos das diferentes áreas.
3. Valorizar e fruir as diversas manifestações artísticas e culturais, das locais às mundiais, e tam-
bém participar de práticas diversificadas da produção artístico-cultural.
CONHEÇA A BNCC
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EM 13 LGG 103
O primeiro par de letras indica 
a etapa de Ensino Médio.
O primeiro par de 
números (13) indica 
que as habilidades 
descritas podem 
ser desenvolvidas 
em qualquer série 
do Ensino Médio, 
conforme definição 
dos currículos.
A segunda sequência de letras indica a área 
(três letras) ou o componente curricular 
(duas letras):
LGG = Linguagens e suas Tecnologias
LP = Língua Portuguesa
MAT = Matemática e suas Tecnologias
CNT = Ciências daNatureza e suas Tecnologias
CHS = Ciências Humanas e Sociais Aplicadas
Os números finais indicam a competência 
específica à qual se relaciona a habilidade 
(1o número) e a sua numeração no conjunto 
de habilidades relativas a cada competência 
(dois últimos números).
Vale destacar que o uso de numeração 
sequencial para identificar as habilidades não 
representa uma ordem ou hierarquia esperada 
das aprendizagens. Cabe aos sistemas e escolas 
definir a progressão das aprendizagens, em 
função de seus contextos locais.
4. Utilizar diferentes linguagens – verbal (oral ou visual-motora, como Libras, e escrita), corpo-
ral, visual, sonora e digital –, bem como conhecimentos das linguagens artística, matemática 
e científica, para se expressar e partilhar informações, experiências, ideias e sentimentos em 
diferentes contextos e produzir sentidos que levem ao entendimento mútuo.
5. Compreender, utilizar e criar tecnologias digitais de informação e comunicação de forma crí-
tica, significativa, reflexiva e ética nas diversas práticas sociais (incluindo as escolares) para se 
comunicar, acessar e disseminar informações, produzir conhecimentos, resolver problemas e 
exercer protagonismo e autoria na vida pessoal e coletiva.
6. Valorizar a diversidade de saberes e vivências culturais e apropriar-se de conhecimentos e ex-
periências que lhe possibilitem entender as relações próprias do mundo do trabalho e fazer es-
colhas alinhadas ao exercício da cidadania e ao seu projeto de vida, com liberdade, autonomia, 
consciência crítica e responsabilidade.
7. Argumentar com base em fatos, dados e informações confiáveis, para formular, negociar e de-
fender ideias, pontos de vista e decisões comuns que respeitem e promovam os direitos huma-
nos, a consciência socioambiental e o consumo responsável em âmbito local, regional e global, 
com posicionamento ético em relação ao cuidado de si mesmo, dos outros e do planeta.
8. Conhecer-se, apreciar-se e cuidar de sua saúde física e emocional, compreendendo-se na di-
versidade humana e reconhecendo suas emoções e as dos outros, com autocrítica e capacidade 
para lidar com elas.
9. Exercitar a empatia, o diálogo, a resolução de conflitos e a cooperação, fazendo-se respeitar e 
promovendo o respeito ao outro e aos direitos humanos, com acolhimento e valorização da 
diversidade de indivíduos e de grupos sociais, seus saberes, identidades, culturas e potenciali-
dades, sem preconceitos de qualquer natureza.
10. Agir pessoal e coletivamente com autonomia, responsabilidade, flexibilidade, resiliência e de-
terminação, tomando decisões com base em princípios éticos, democráticos, inclusivos, sus-
tentáveis e solidários.
BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular. Brasília, DF: MEC, 2018. 
Disponível em: http://basenacionalcomum.mec.gov.br/. Acesso em: 3 jan. 2020. p. 9-10.
A parte da Base que se destina ao Ensino Médio se estrutura em quatro áreas do conhecimento: Lin-
guagens e suas Tecnologias; Matemática e suas Tecnologias; Ciências da Natureza e suas Tecnologias 
e Ciências Humanas e Sociais Aplicadas. As disciplinas, chamadas de componentes curriculares, foram 
distribuídas nessas quatro áreas do conhecimento. Cada uma dessas áreas tem suas competências 
específicas e habilidades. 
Cada habilidade apresenta um código alfanumérico que pode ser mais bem compreendido por meio 
do esquema a seguir. 
BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular. Brasília: MEC, 2018. p. 34.
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CONHEÇA A BNCC
Competência 1 Habilidades
Compreender o funcionamento das diferentes 
linguagens e práticas culturais (artísticas, 
corporais e verbais) e mobilizar esses 
conhecimentos na recepção e produção de 
discursos nos diferentes campos de atuação 
social e nas diversas mídias, para ampliar as 
formas de participação social, o entendimento 
e as possibilidades de explicação e 
interpretação crítica da realidade e para 
continuar aprendendo.
(EM13LGG101) Compreender e analisar processos de produção e circulação de 
discursos, nas diferentes linguagens, para fazer escolhas fundamentadas em 
função de interesses pessoais e coletivos.
(EM13LGG102) Analisar visões de mundo, conflitos de interesse, preconceitos e 
ideologias presentes nos discursos veiculados nas diferentes mídias, ampliando 
suas possibilidades de explicação, interpretação e intervenção crítica da/na 
realidade.
(EM13LGG103) Analisar o funcionamento das linguagens, para interpretar e 
produzir criticamente discursos em textos de diversas semioses (visuais, verbais, 
sonoras, gestuais).
(EM13LGG104) Utilizar as diferentes linguagens, levando em conta seus 
funcionamentos, para a compreensão e produção de textos e discursos em 
diversos campos de atuação social.
(EM13LGG105) Analisar e experimentar diversos processos de remidiação de 
produções multissemióticas, multimídia e transmídia, desenvolvendo diferentes 
modos de participação e intervenção social.
Competência 2 Habilidades
Compreender os processos identitários, 
conflitos e relações de poder que permeiam 
as práticas sociais de linguagem, respeitando 
as diversidades e a pluralidade de ideias 
e posições, e atuar socialmente com base 
em princípios e valores assentados na 
democracia, na igualdade e nos Direitos 
Humanos, exercitando o autoconhecimento, a 
empatia, o diálogo, a resolução de conflitos e 
a cooperação, e combatendo preconceitos de 
qualquer natureza.
(EM13LGG201) Utilizar as diversas linguagens (artísticas, corporais e verbais) 
em diferentes contextos, valorizando-as como fenômeno social, cultural, 
histórico, variável, heterogêneo e sensível aos contextos de uso.
(EM13LGG202) Analisar interesses, relações de poder e perspectivas de mundo 
nos discursos das diversas práticas de linguagem (artísticas, corporais e verbais), 
compreendendo criticamente o modo como circulam, constituem-se e 
(re)produzem significação e ideologias.
(EM13LGG203) Analisar os diálogos e os processos de disputa por legitimidade 
nas práticas de linguagem e em suas produções (artísticas, corporais e verbais).
(EM13LGG204) Dialogar e produzir entendimento mútuo, nas diversas 
linguagens (artísticas, corporais e verbais), com vistas ao interesse comum 
pautado em princípios e valores de equidade assentados na democracia e 
nos Direitos Humanos.
A área de Linguagens e suas Tecnologias é composta de quatro componentes curriculares: Língua 
Portuguesa, Língua Inglesa, Arte e Educação Física. Para essa área, foram definidas sete competências 
específicas e 24 habilidades.
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Competência 3 Habilidades
Utilizar diferentes linguagens (artísticas, 
corporais e verbais) para exercer, com 
autonomia e colaboração, protagonismo 
e autoria na vida pessoal e coletiva, de 
forma crítica, criativa, ética e solidária, 
defendendo pontos de vista que respeitem 
o outro e promovam os Direitos Humanos, 
a consciência socioambiental e o consumo 
responsável, em âmbito local, regional e 
global.
(EM13LGG301) Participar de processos de produção individual e colaborativa 
em diferentes linguagens (artísticas, corporais e verbais), levando em conta suas 
formas e seus funcionamentos, para produzir sentidos em diferentes contextos.
(EM13LGG302) Posicionar-se criticamente diante de diversas visões de mundo 
presentes nos discursos em diferentes linguagens, levando em conta seus 
contextos de produção e de circulação.
(EM13LGG303) Debater questões polêmicas de relevância social, analisando 
diferentes argumentos e opiniões, para formular, negociar e sustentar posições, 
frente à análise de perspectivas distintas.
(EM13LGG304) Formular propostas,intervir e tomar decisões que levem em 
conta o bem comum e os Direitos Humanos, a consciência socioambiental e o 
consumo responsável em âmbito local, regional e global.
(EM13LGG305) Mapear e criar, por meio de práticas de linguagem, possibilidades 
de atuação social, política, artística e cultural para enfrentar desafios 
contemporâneos, discutindo princípios e objetivos dessa atuação de maneira 
crítica, criativa, solidária e ética.
Competência 4 Habilidades
Compreender as línguas como fenômeno 
(geo)político, histórico, cultural, social, 
variável, heterogêneo e sensível aos contextos 
de uso, reconhecendo suas variedades e 
vivenciando-as como formas de expressões 
identitárias, pessoais e coletivas, bem como 
agindo no enfrentamento de preconceitos de 
qualquer natureza.
(EM13LGG401) Analisar criticamente textos de modo a compreender e 
caracterizar as línguas como fenômeno (geo)político, histórico, social, cultural, 
variável, heterogêneo e sensível aos contextos de uso.
(EM13LGG402) Empregar, nas interações sociais, a variedade e o estilo de 
língua adequados à situação comunicativa, ao(s) interlocutor(es) e ao gênero 
do discurso, respeitando os usos das línguas por esse(s) interlocutor(es) e sem 
preconceito linguístico.
(EM13LGG403) Fazer uso do inglês como língua de comunicação global, levando 
em conta a multiplicidade e variedade de usos, usuários e funções dessa língua 
no mundo contemporâneo.
Competência 5 Habilidades
Compreender os processos de produção e 
negociação de sentidos nas práticas corporais, 
reconhecendo-as e vivenciando-as como 
formas de expressão de valores e identidades, 
em uma perspectiva democrática e de 
respeito à diversidade.
(EM13LGG501) Selecionar e utilizar movimentos corporais de forma consciente 
e intencional para interagir socialmente em práticas corporais, de modo a 
estabelecer relações construtivas, empáticas, éticas e de respeito às diferenças.
(EM13LGG502) Analisar criticamente preconceitos, estereótipos e relações de poder 
presentes nas práticas corporais, adotando posicionamento contrário a qualquer 
manifestação de injustiça e desrespeito a direitos humanos e valores democráticos.
(EM13LGG503) Vivenciar práticas corporais e significá-las em seu projeto de vida, 
como forma de autoconhecimento, autocuidado com o corpo e com a saúde, 
socialização e entretenimento.
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CONHEÇA A BNCC
Competência 6 Habilidades
Apreciar esteticamente as mais diversas 
produções artísticas e culturais, considerando 
suas características locais, regionais e globais, 
e mobilizar seus conhecimentos sobre as 
linguagens artísticas para dar significado e 
(re)construir produções autorais individuais 
e coletivas, exercendo protagonismo de 
maneira crítica e criativa, com respeito 
à diversidade de saberes, identidades e 
culturas.
(EM13LGG601) Apropriar-se do patrimônio artístico de diferentes tempos 
e lugares, compreendendo a sua diversidade, bem como os processos de 
legitimação das manifestações artísticas na sociedade, desenvolvendo visão 
crítica e histórica.
(EM13LGG602) Fruir e apreciar esteticamente diversas manifestações artísticas e 
culturais, das locais às mundiais, assim como delas participar, de modo a aguçar 
continuamente a sensibilidade, a imaginação e a criatividade.
(EM13LGG603) Expressar-se e atuar em processos de criação autorais individuais 
e coletivos nas diferentes linguagens artísticas (artes visuais, audiovisual, dança, 
música e teatro) e nas intersecções entre elas, recorrendo a referências estéticas 
e culturais, conhecimentos de naturezas diversas (artísticos, históricos, sociais e 
políticos) e experiências individuais e coletivas.
(EM13LGG604) Relacionar as práticas artísticas às diferentes dimensões da 
vida social, cultural, política e econômica e identificar o processo de construção 
histórica dessas práticas.
Competência 7 Habilidades
Mobilizar práticas de linguagem no universo 
digital, considerando as dimensões técnicas, 
críticas, criativas, éticas e estéticas, para 
expandir as formas de produzir sentidos, de 
engajar-se em práticas autorais e coletivas, 
e de aprender a aprender nos campos da 
ciência, cultura, trabalho, informação e vida 
pessoal e coletiva.
(EM13LGG701) Explorar tecnologias digitais da informação e comunicação 
(TDIC), compreendendo seus princípios e funcionalidades, e utilizá-las de modo 
ético, criativo, responsável e adequado a práticas de linguagem em diferentes 
contextos.
(EM13LGG702) Avaliar o impacto das tecnologias digitais da informação e 
comunicação (TDIC) na formação do sujeito e em suas práticas sociais, para 
fazer uso crítico dessa mídia em práticas de seleção, compreensão e produção de 
discursos em ambiente digital.
(EM13LGG703) Utilizar diferentes linguagens, mídias e ferramentas digitais em 
processos de produção coletiva, colaborativa e projetos autorais em ambientes 
digitais.
(EM13LGG704) Apropriar-se criticamente de processos de pesquisa e busca 
de informação, por meio de ferramentas e dos novos formatos de produção e 
distribuição do conhecimento na cultura de rede.
BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular. Brasília, DF: MEC, 2018. Disponível em: 
http://basenacionalcomum.mec.gov.br/. Acesso em: 3 jan. 2020. p. 491-497.
Complementando a área de Linguagens e suas Tecnologias, o componente curricular Língua Portuguesa reúne 
habilidades específicas, organizadas em cinco campos de atuação social: da vida pessoal, de atuação na vida pública, 
das práticas de estudo e pesquisa, jornalístico-midiático e artístico-literário.
Acesse esse documento para conhecer melhor os seus direitos de aprendizagem. Ele está disponível em: http://
basenacionalcomum.mec.gov.br/. Acesso em: 11 ago. 2020.
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1 3
A BNCC neste volume
As competências gerais, as competências específicas e as habilidades estão distribuídas da seguinte forma em cada 
capítulo deste volume.
Capítulo 1 – A música na nossa vida
COMPETÊNCIAS 
GERAIS
COMPETÊNCIAS 
ESPECÍFICAS*
HABILIDADES ESPECÍFICAS* HABILIDADES DE LÍNGUA PORTUGUESA
Embarque
1, 2, 7, 9 LGG: 1, 3, 6 EM13LGG101, EM13LGG102, 
EM13LGG103, EM13LGG302, 
EM13LGG604
Todos os campos de atuação social: 
EM13LP04
Viagem
1a parada
1, 2, 3, 4, 5, 8, 
9, 10
LGG: 1, 2, 3, 6, 7 EM13LGG101, EM13LGG102,
EM13LGG103, EM13LGG104,
EM13LGG201, EM13LGG202,
EM13LGG301, EM13LGG302,
EM13LGG305, EM13LGG601,
EM13LGG602, EM13LGG604,
EM13LGG701, EM13LGG703,
EM13LGG704
Todos os campos de atuação
social: EM13LP11, EM13LP12,
EM13LP15
Campo da vida pessoal: EM13LP20, EM13LP21
Campo de atuação na vida pública:
EM13LP24
Campo das práticas de estudo e
pesquisa: EM13LP28, EM13LP30, EM13LP32
Campo jornalístico-midiático:
EM13LP43, EM13LP45
Campo artístico-literário: EM13LP53
2a parada
1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 
9, 10
LGG: 1, 2, 3, 6, 7 EM13LGG101, EM13LGG103,
EM13LGG104, EM13LGG201,
EM13LGG202, EM13LGG204,
EM13LGG301, EM13LGG304,
EM13LGG305, EM13LGG601,
EM13LGG602, EM13LGG604,
EM13LGG701, EM13LGG703
Todos os campos de atuação social: EM13LP11, 
EM13LP12
Campo da vida pessoal: EM13LP20
Campo de atuação na vida pública: 
EM13LP24, EM13LP27
Campo das práticas de estudo e
pesquisa: EM13LP28, EM13LP30, EM13LP33
3a parada
1, 3, 4, 7, 9, 10 LGG: 1, 3, 4, 5, 6, 7 EM13LGG101, EM13LGG103,
EM13LGG104, EM13LGG105,
EM13LGG301, EM13LGG401, 
EM13LGG501, EM13LGG503, 
EM13LGG601, EM13LGG602, 
EM13LGG603, EM13LGG604, 
EM13LGG701
Todos os campos de atuação social: 
EM13LP01, EM13LP02, EM13LP03, EM13LP04, 
EM13LP06, EM13LP07, EM13LP08, EM13LP13, 
EM13LP14, EM13LP16
Campo artístico-literário: EM13LP46, 
EM13LP49, EM13LP50, EM13LP51
4a parada1, 4, 8 LGG: 1, 2, 3, 5 EM13LGG101, EM13LGG103,
EM13LGG104, EM13LGG201,
EM13LGG301, EM13LGG501,
EM13LGG502, EM13LGG503
Todos os campos de atuação
social: EM13LP01, EM13LP02, EM13LP03, 
EM13LP07
Campo jornalístico-midiático: EM13LP45
5a parada
1, 2, 5 LGG: 1, 5, 7 EM13LGG103, EM13LGG501,
EM13LGG701, EM13LGG704
Todos os campos de atuação social: 
EM13LP12, EM13LP13, EM13LP14
Desembarque
1, 2, 3, 4, 5, 8, 
9, 10
LGG: 1, 2, 3, 6, 7 EM13LGG101, EM13LGG103,
EM13LGG104, EM13LGG201,
EM13LGG204, EM13LGG301,
EM13LGG302, EM13LGG305,
EM13LGG601, EM13LGG602,
EM13LGG604, EM13LGG701,
EM13LGG703
Todos os campos de atuação social: 
EM13LP01, EM13LP02, EM13LP11
Campo da vida pessoal: EM13LP20, EM13LP21
Campo das práticas de estudo e pesquisa: 
EM13LP28, EM13LP33, EM13LP34
Campo artístico-literário: EM13LP46, 
EM13LP47, EM13LP51, EM13LP53
* De todas as áreas.
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1 4
CONHEÇA A BNCC
Capítulo 2 – Uma experiência olímpica
COMPETÊNCIAS 
GERAIS
COMPETÊNCIAS 
ESPECÍFICAS*
HABILIDADES ESPECÍFICAS* HABILIDADES DE LÍNGUA PORTUGUESA
Embarque
1, 2, 3, 4, 6 LGG: 1, 2, 3, 5 EM13LGG104, EM13LGG201,
EM13LGG202, EM13LGG204,
EM13LGG301, EM13LGG302,
EM13LGG501, EM13LGG502
Campo da vida pessoal: EM13LP20
Viagem
1a parada
1, 2, 4, 6, 7, 9, 10 LGG: 1, 2, 3
MAT: 1
EM13LGG101, EM13LGG203,
EM13LGG302, EM13LGG303,
EM13MAT102
Todos os campos de atuação social: 
EM13LP02, EM13LP05,
EM13LP12, EM13LP14
Campo da vida pessoal:
EM13LP20, EM13LP22
Campo de atuação na vida pública: 
EM13LP23, EM13LP26, EM13LP27
2a parada
1, 2, 3, 4, 5, 6, 9 LGG: 1, 2, 3, 4, 
5, 6, 7
EM13LGG101, EM13LGG102,
EM13LGG202, EM13LGG302,
EM13LGG304, EM13LGG402,
EM13LGG502, EM13LGG601,
EM13LGG602, EM13LGG603,
EM13LGG604, EM13LGG701,
EM13LGG703
Todos os campos de atuação social: 
EM13LP01, EM13LP02,
EM13LP11, EM13LP12
Campo jornalístico-midiático: EM13LP42, 
EM13LP45
3a parada
1, 2, 3, 4, 6 LGG: 1, 3, 5, 6, 7 EM13LGG103, EM13LGG301,
EM13LGG501, EM13LGG503,
EM13LGG601, EM13LGG602,
EM13LGG603, EM13LGG604,
EM13LGG701, EM13LGG703
Todos os campos de atuação social: 
EM13LP13
Campo da vida pessoal: EM13LP20
Campo artístico-literário: EM13LP53
4a parada
1, 2, 3, 4, 6, 9 LGG: 1, 3, 4, 5 EM13LGG102, EM13LGG103,
EM13LGG302, EM13LGG401,
EM13LGG501, EM13LGG502,
EM13LGG503
Todos os campos de atuação social: 
EM13LP01, EM13LP02
Campo da vida pessoal: EM13LP20
5a parada
1, 3, 4, 6, 9, 10 LGG: 1, 2, 3, 4, 6, 7 EM13LGG101, EM13LGG102,
EM13LGG103, EM13LGG104,
EM13LGG201, EM13LGG203,
EM13LGG204, EM13LGG302,
EM13LGG303, EM13LGG401,
EM13LGG602, EM13LGG701,
EM13LGG703
Todos os campos de atuação social: 
EM13LP01, EM13LP02,
EM13LP06, EM13LP11, EM13LP12
Campo artístico-literário: EM13LP46, 
EM13LP49, EM13LP51, EM13LP52, EM13LP53
6a parada
2, 4, 6, 9, 10 LGG: 1, 2, 3, 7 EM13LGG101, EM13LGG203,
EM13LGG302, EM13LGG704
Todos os campos de atuação social: 
EM13LP01, EM13LP06, EM13LP07
Campo da vida pessoal:
EM13LP20
Campo das práticas de estudo e pesquisa: 
EM13LP28, EM13LP30, EM13LP32
Desembarque
1, 3, 4, 8, 9, 10 LGG: 1, 2, 3, 5, 6, 7 EM13LGG101, EM13LGG103,
EM13LGG201, EM13LGG301,
EM13LGG501, EM13LGG502,
EM13LGG503, EM13LGG603,
EM13LGG703
Campo da vida pessoal: EM13LP20
* De todas as áreas.
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1 5
Capítulo 3 – Você tem fome de quê? Um debate na escola
COMPETÊNCIAS 
GERAIS
COMPETÊNCIAS 
ESPECÍFICAS*
HABILIDADES ESPECÍFICAS*
HABILIDADES DE LÍNGUA 
PORTUGUESA
Embarque
1, 2, 4, 7, 9, 10 LGG: 1, 2, 3, 4 EM13LGG101, EM13LGG102,
EM13LGG104, EM13LGG201,
EM13LGG202, EM13LGG203,
EM13LGG204, EM13LGG302,
EM13LGG303, EM13LGG401,
EM13LGG402
Todos os campos de atuação social:
EM13LP14
Campo da vida pessoal: EM13LP20
Viagem
1a parada
1, 2, 4, 7, 9, 10 LGG: 1, 2, 3
CHS: 3
EM13LGG101, EM13LGG102,
EM13LGG204, EM13LGG303,
EM13CHS304
Todos os campos de atuação social: 
EM13LP02, EM13LP05
Campo de atuação na vida pública: 
EM13LP27
Campo jornalístico-midiático:
EM13LP45
2a parada
1, 3, 7, 8, 9 LGG: 2, 3, 6 EM13LGG202, EM13LGG203,
EM13LGG204, EM13LGG302,
EM13LGG303, EM13LGG602
Todos os campos de atuação social: 
EM13LP05, EM13LP06, EM13LP07, 
EM13LP08, EM13LP09, EM13LP10,
EM13LP11, EM13LP12
Campo da vida pessoal: EM13LP20
Campo das práticas de estudo e
pesquisa: EM13LP28
Campo artístico-literário: EM13LP46, 
EM13LP49
3a parada
1, 3, 4, 5, 7, 9 LGG: 1, 2, 3, 6, 7 EM13LGG102, EM13LGG103,
EM13LGG104, EM13LGG201,
EM13LGG202, EM13LGG301,
EM13LGG302, EM13LGG303,
EM13LGG601, EM13LGG602,
EM13LGG603, EM13LGG701,
EM13LGG703
Todos os campos de atuação social: 
EM13LP06, EM13LP07, EM13LP13, 
EM13LP17, EM13LP18
Campo da vida pessoal: EM13LP20
Campo de atuação na vida pública: 
EM13LP23
Campo jornalístico-midiático:
EM13LP43
Campo artístico-literário: EM13LP47, 
EM13LP53, EM13LP54
4a parada
1, 2, 3, 4, 7, 8, 9 LGG: 1, 2, 3, 4, 
5, 6
EM13LGG101, EM13LGG103,
EM13LGG201, EM13LGG202,
EM13LGG203, EM13LGG204,
EM13LGG301, EM13LGG302,
EM13LGG303, EM13LGG401,
EM13LGG501, EM13LGG502,
EM13LGG503, EM13LGG601, 
EM13LGG603, EM13LGG604
Todos os campos de atuação social: 
EM13LP01, EM13LP02, EM13LP03, 
EM13LP04, EM13LP05, EM13LP07
Campo da vida pessoal: EM13LP20
Campo de atuação na vida pública: 
EM13LP24
Campo das práticas de estudo e 
pesquisa: EM13LP28, EM13LP32
5a parada
2, 4, 7, 8, 9 LGG: 1, 2, 3, 7 EM13LGG104, EM13LGG201,
EM13LGG204, EM13LGG302,
EM13LGG704
Todos os campos de atuação social: 
EM13LP01, EM13LP11, EM13LP12, 
EM13LP15
Campo das práticas de estudo e
pesquisa: EM13LP28, EM13LP30, 
EM13LP31, EM13LP32
Desembarque
1, 2, 4, 5, 7, 8, 
9, 10
LGG: 1, 2, 3, 7 EM13LGG101, EM13LGG102,
EM13LGG103, EM13LGG104,
EM13LGG201, EM13LGG204,
EM13LGG301, EM13LGG302,
EM13LGG303, EM13LGG304,
EM13LGG305, EM13LGG701, 
EM13LGG703, EM13LGG704
Todos os campos de atuação social: 
EM13LP07, EM13LP16, EM13LP17, 
EM13LP18
Campo da vida pessoal: EM13LP20
Campo de atuação na vida pública: 
EM13LP25, EM13LP27
Campo das práticas de estudo e 
pesquisa: EM13LP28, EM13LP29, 
EM13LP32
* De todas as áreas.
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1 6
CONHEÇA A BNCC
Capítulo 4 – Você tem medo de quê?
COMPETÊNCIAS 
GERAIS
COMPETÊNCIAS 
ESPECÍFICAS*
HABILIDADES ESPECÍFICAS*
HABILIDADES DE LÍNGUA 
PORTUGUESA
Embarque
3, 4, 8 LGG: 1, 6 EM13LGG102, EM13LGG103,
EM13LGG104, EM13LGG602
Todos os campos de atuação social: 
EM13LP06, EM13LP14
Campo da vida pessoal: EM13LP20
Campo artístico-literário: EM13LP50
Viagem
1a parada
1, 3 LGG: 1, 2, 6, 7 EM13LGG103, EM13LGG104,
EM13LGG201, EM13LGG601, 
EM13LGG602, EM13LGG704
Todos os campos de atuação
social: EM13LP01, EM13LP02,
EM13LP03, EM13LP06, EM13LP11 
Campo das práticas de estudo e 
pesquisa: EM13LP30
Campo artístico-literário: EM13LP46, 
EM13LP49, EM13LP51
2a parada
3, 4 LGG: 1, 2, 3, 6 EM13LGG104, EM13LGG201,
EM13LGG301, EM13LGG602
Todos os campos de atuação social: 
EM13LP01, EM13LP03
Campo artístico-literário: EM13LP46, 
EM13LP52
3a parada
3, 4, 6, 9 LGG: 1, 3, 6 EM13LGG103, EM13LGG104,
EM13LGG105, EM13LGG301,
EM13LGG602, EM13LGG603
Todos os campos de atuação social: 
EM13LP02, EM13LP06,
EM13LP14, EM13LP16
Campo artístico-literário: EM13LP47, 
EM13LP49, EM13LP54
4a parada
1, 2, 8, 9 LGG: 1, 2, 3, 6 EM13LGG101, EM13LGG201,
EM13LGG302, EM13LGG604
Todos os campos de atuação social: 
EM13LP01
Campo da vida pessoal: EM13LP20
Campo artístico-literário: EM13LP46
5a parada
1, 2, 3, 4 LGG: 1, 2, 3, 7 EM13LGG101, EM13LGG103,
EM13LGG104, EM13LGG201,
EM13LGG301, EM13LGG703,
EM13LGG704
Todos os campos de atuação social: 
EM13LP11, EM13LP15
Campo das práticasde estudo e 
pesquisa: EM13LP28, EM13LP30, 
EM13LP32, EM13LP33, EM13LP34
Campo artístico-literário:
EM13LP46, EM13LP49, EM13LP50, 
EM13LP51
6a parada
1, 4, 8, 10 LGG: 1, 2, 3, 5 EM13LGG102, EM13LGG202,
EM13LGG301, EM13LGG501, 
EM13LGG502, EM13LGG503
Campo da vida pessoal: EM13LP20
Desembarque
1, 3, 4, 9, 10 LGG: 1, 2, 3, 4 EM13LGG101, EM13LGG103,
EM13LGG104, EM13LGG201,
EM13LGG301, EM13LGG401
Todos os campos de atuação: 
EM13LP02, EM13LP06, EM13LP11, 
EM13LP15
Campo artístico-literário:
EM13LP47, EM13LP54
* De todas as áreas.
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1 7CAPÍTULO 1
A MÚSIC
A NA NO
SSA VID
A
1C A P Í T U L O
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este capítulo, você vai refletir sobre a presença da 
música na vida das pessoas, valorizando e utilizan-
do conhecimentos sobre o mundo físico, social, cultu-
ral e digital, a fim de exercitar a empatia, o diálogo e 
a cooperação.
Por meio de um jogo, vai perceber que a música faz 
parte da expressão cultural dos lugares e conhecer gê-
neros musicais do Brasil, a fim de ampliar seu repertório 
artístico-cultural. Em seguida, vai compreender, por meio 
de uma pesquisa-ação, como o rádio pode ser um aliado 
na divulgação de gêneros musicais pouco conhecidos. 
Vai realizar também uma performance para ativar as rela-
ções entre música e poesia.
Você também vai vivenciar práticas corporais em que 
a música e a dança exercem funções terapêuticas. Além 
disso, vai focar a atenção em esportes para os quais a 
música tem importância fundamental, a fim de desenvol-
ver critérios de apreciação dessas modalidades. Tudo isso 
vai culminar na construção de um sociograma musical 
da turma! 
Pronto para agir pessoal e coletivamente ao som de 
suas músicas preferidas?
COMPONENTE CURRICULAR 
ARTICULADOR: ARTE
A música pode mudar nosso dia.
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Consulte mais informações para o trabalho com este capítulo nas Orientações específicas deste Manual.
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GoodStudio/Shutterstock
1 8 CAPÍTULO 1
EMBARQUE
A música está presente em diversas 
situações da vida, e sua importância 
pode ser observada no cotidiano. Para 
fazer as playlists no final desta viagem, 
você vai apreciar muitos gêneros 
musicais, por isso não se atrase: esta é a 
última chamada! Embarque observando 
imagens de momentos vividos ao som 
dessa arte e leia o que algumas pessoas 
falam sobre a música. 
NA BNCC
Competências gerais: 1, 2, 7, 9
Competências específicas de 
Linguagens: 1, 3, 6
Habilidade s de Linguagens:
EM13L GG101, EM13LGG102, 
EM13LGG103, EM13LGG302, 
EM13LGG604 
Habilidade de Língua Portuguesa:
Todos os campos de atuação social: 
EM13LP04
1 Observe as imagens, leia o que algumas pessoas pensam sobre a música e converse com os colegas.
Liu Man Ying, professora do curso de Violino e 
violão da Universidade Federal do Ceará (UFC).
Adolescente yanomami ouvindo música no rádio. 
Aldeia do Castanha, Barcelos (AM), 2010.
Pessoas assistindo a apresentação da banda do Exército de 
Salvação canadense, conduzida pelo maestro John Lam, na 
Basílica St. Paul, em Toronto, Canadá, 2019. 
A música é a vida que se transforma. Porque ela é vida e ela é trans-
formação. Ninguém que entra em contato com a música sai do 
mesmo jeito. A música tem esse poder de transformação. Ela tan-
to pode edificar como pode suscitar variadas emoções. A música 
transforma a vida das pessoas e a realidade que nós vivemos.
OLIVEIRA, Isaac. Entrevista com Liu Man Ying: “A música transforma a 
vida das pessoas”. O Povo, Fortaleza, 24 jan. 2019. Disponível em: 
https://www.opovo.com.br/jornal/dom/2019/03/22/a-musica-
transforma--a-vida-das-pessoas.html. Acesso em: 26 jun. 2020.
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Consulte respostas esperadas e mais informações 
para o trabalho com as atividades desta seção nas 
Orientações específi cas deste Manual.
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1 9CAPÍTULO 1
Em que momentos a música se faz presente em sua vida? Em que ocasiões a música o ajuda a desenvolver 
alguma tarefa?
2 Para a professora Liu Man Ying e o rapper GP Emici, a música provoca transformação. 
Você também pensa que a música provoca transformação? Você já viveu algum momento em que a música 
provocou transformação em sua vida? Conte para os colegas.
Jovens estudando e ouvindo música. Jovem fazendo atividade física ouvindo música.
Nadador Michael Phelps antes de uma competição.
O nadador Michael Phelps, que tem no currículo trinta e sete quebras de re-
corde e oito medalhas de ouro em uma única Olimpíada, é outro grande apos-
tador dos benefícios da música no esporte. Antes de entrar na água em uma 
competição, mesmo com toda a torcida gritando seu nome nas arquibanca-
das, ele dá preferência ao seu fone de ouvido. Em entrevista ele afirma que o 
“ajuda a se manter focado e preparado para levantar e fazer o que está lá para 
fazer” no dia da competição. 
ÁVILA, Milton. A música no esporte. Muito mais que uma simples distração. Sensorial 
Sports, Ribeirão Preto, 6 jun. 2016. Disponível em: https://sensorialsports.com/a-musica-
no-esporte-muito-mais-que-uma-simples-distracao/. Acesso em: 26 jun. 2020.
Jovem se diverte ouvindo música.Jovem dormindo e, ao mesmo tempo, ouvindo música.
Rapper GP Emici.
Quando subi no palco e encarei aquela galera toda, senti um ar-
repio pelo corpo todo. Porque estava vivendo o momento com o 
qual eu sonhava desde os oito anos. (GP Emici ao apresentar seu 
rap pela primeira vez)
ANDRADE, Andrei. Infâncias tocadas pela música: conheça histórias 
de quem teve a vida transformada por notas e acordes. Pioneiro, Porto 
Alegre, 11 out. 2019. Disponível em: http://pioneiro.clicrbs.com.br/rs/
cultura-e-tendencias/noticia/2019/10/infancias-tocadas-pelamusica-
conheca-historias-de-quem-teve-a-vida-transformada-por-notas-e-
acordes-11883070.html. Acesso em: 26 jun. 2020.
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Respostas pessoais.
O objetivo das questões é estimular a discussão sobre o tema do capítulo e veri� car as informações que os estudantes 
trazem sobre a presença da música na vida deles.
Resposta pessoal. Deixe que os estudantes relatem livremente suas experiências. Comente com eles que a música é formada por sons que denotam 
movimento e transformação. Desse modo, a prática e a audição de música podem, de alguma maneira, promover transformações.
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2 0 CAPÍTULO 1
VIAGEM
 Imagem 4 
Banda Farofa Tropikal, com músicos 
do Pará e do Paraná, 2018.
Guitarrada.
GÊNEROS MUSICAIS DO BRASIL 
COMO EXPRESSÃO DA CULTURA
Explore gêneros musicais que compõem a diversidade cultural brasileira e fazem 
parte da vida de pessoas de diferentes lugares para compartilhar com a comunidade 
uma playlist comentada. Não perca uma nota dessa melodia!
1 Teste seus conhecimentos sobre os gêneros musicais do Brasil com um quiz! Or-
ganize-se em grupos com os colegas, observe o mapa, as imagens e as descrições, 
depois relacione-os seguindo os passos apresentados na sequência.
A viagem está apenas começando, e você 
ainda precisa de muita bagagem para 
elaborar as playlists. Prepare-se para 
refletir sobre a presença da músicano 
cotidiano!
NA BNCC
Competências gerais: 1, 2, 3, 4, 
5, 8, 9, 10
Competências específicas de 
Linguagens: 1, 2, 3, 6, 7
Habilidades de Linguagens:
EM13LGG101, EM13LGG102, 
EM13LGG103, EM13LGG104, 
EM13LGG201, EM13LGG202, 
EM13LGG301, EM13LGG302, 
EM13LGG305, EM13LGG601, 
EM13LGG602, EM13LGG604, 
EM13LGG701, EM13LGG703, 
EM13LGG704
Habilidades de Língua 
Portuguesa:
 Todos os campos de atuação 
social: EM13LP11, EM13LP12, 
EM13LP15
 Campo da vida pessoal: 
EM13LP20, EM13LP21
 Campo de atuação na vida 
pública: EM13LP24
 Campo das práticas de estudo e 
pesquisa: EM13LP28, EM13LP30, 
EM13LP32 
 Campo jornalístico-midiático: 
EM13LP43, EM1 3LP45
 Campo artístico-literário: 
EM13LP53
 Imagem 3 
Casal dança carimbó em Belém (PA), 2011.
Carimbó.
 Imagem 1 
Frame do filme Copacabana Palace, de 
Stefano Vanzina, 1962 (Itália, 127 min). 
Na cena, contracenam João Gilberto 
(1931-2019) e Tom Jobim (1927-1994).
Bossa nova.
 Imagem 2 
Desfile do GRES 
Estação Primeira de 
Mangueira no Rio de 
Janeiro (RJ), em 2019.
Samba de enredo.
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1ª PARADA
Consulte respostas esperadas e mais informações 
para o trabalho com as atividades desta parada nas 
Orientações específi cas deste Manual.
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2 1CAPÍTULO 1
1
2
3
4
5
1
3
4
5
2
0 310
km
 Imagem 7 
Grupo dançando catira ou cateretê na Festa do Divino 
Espírito Santo, em São Luiz do Paraitinga (SP), 2014. 
Catira ou cateretê.
 Imagem 6 Maracatu.
 Imagem 5 Frevo.
 Imagem 8 
Mulheres dançam polca de 
carão em evento no Mato 
Grosso do Sul (MS), 2017.
Polca de carão.
 Imagem 9 Xote.
 Imagem 10 
Grupo Os 
Monarcas tocando 
milonga, em 
Erechim (RS), 2017.
Milonga.
Grupo de 
danças gaúchas 
dançando xote 
inglês, em 
Santa Maria 
(RS), 2018.
Desfile de 
maracatu rural, 
em Aliança 
(PE), 2015.
Apresentação 
de frevo, na 
abertura do 
Carnaval de 
Olinda (PE), 
em 2018.
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NORTE
NORDESTE
CENTRO-OESTE
SUDESTE
SUL
V3_LINGUAGENS_Faccioli_g21At_Cap1_017a046_LA.indd 21V3_LINGUAGENS_Faccioli_g21At_Cap1_017a046_LA.indd 21 14/09/2020 16:5814/09/2020 16:58
2 2 CAPÍTULO 1
 COMO FAZER
Quiz de gêneros musicais brasileiros
 Leia a descrição e associe-a a um dos gêneros musicais listados. Cada descrição está 
relacionada a um gênero musical.
 Relacione, no caderno, o par descrição + gênero a uma imagem junto ao mapa. Cada 
gênero musical está representado por uma imagem. 
 Relacione, no caderno, cada uma das descrições com as letras e os números correspon-
dentes. Cada região do país está caracterizada por dois importantes gêneros musicais.
Nome dos gêneros musicais
a) Bossa nova
b) Carimbó
c) Catira (cateretê)
d) Xote
e) Frevo
f) Guitarrada
g) Maracatu
h) Milonga
i) Polca de carão
j) Samba de enredo
Descrição dos gêneros musicais
 Bastante tocado no Carnaval, surgiu em Pernambuco e é uma mistura de maxixe, mar-
cha e capoeira.
 Muito apreciado pela elite do Segundo Império, originou-se da dança de salão euro-
peia; pode ser encontrado em todo o Brasil.
 Considerado um derivado do samba, exerceu grande influência no jazz estadunidense 
e, ao mesmo tempo, incorporou procedimentos desse gênero; surgiu no Brasil no fim 
da década de 1950.
 Com influências indígenas, africanas e europeias, é marcado por batidas de pés e de 
mãos dos participantes, que dançam ao som da moda de viola caipira.
 Guiado por instrumentos de cordas, incorporou outros instrumentos, como a flauta e 
o piano, evoluindo paralelamente ao tango.
 Gênero musical paraense que se originou na década de 1970 com Mestre Vieira. Ca-
racteriza-se por ser uma música instrumental surgida da fusão do choro com carimbó, 
cúmbia e jovem guarda. É também chamada de lambada instrumental.
 Tocado com instrumentos de percussão e muito presente nas ruas do Recife durante o 
Carnaval, está ligado ao enredo do boi, com seus personagens, e tem as variantes rural 
e nação.
 Típico do Pará, tem origem indígena, com outras influências. Também é conhecido 
como samba de roda do Marajó.
 Gênero musical de matrizes africanas, muito tocado no Carnaval brasileiro, atrai turistas 
do mundo inteiro para apreciá-lo. Tornou-se um dos símbolos nacionais mais conhecidos.
 A música é executada durante uma brincadeira feita pelos pares dançantes: só acaba 
quando todos os dançarinos forem esnobados pelos pares.
Confira as respostas com o professor e avalie seus conhecimentos sobre a diversidade 
musical brasileira.
2 Organizem-se em duplas ou trios, e, juntos, façam uma busca na internet para 
ampliar os conhecimentos sobre os gêneros musicais do quiz. Cada dupla ou trio 
deve pesquisar um gênero.
a) Busquem informações sobre o gênero que ficou sob responsabilidade do gru-
po: história e características, músicos mais conhecidos, gravações mais repre-
sentativas, entre outras que despertem o interesse de vocês. Registrem, no 
caderno, os resultados da busca, pois eles serão compartilhados com a turma. 
Há vários métodos 
para fazer anotações. 
Você pode anotar os 
resultados da busca em 
uma tabela como a do 
modelo a seguir. Copie-a 
no caderno ou crie um 
arquivo digital.
Letra e, Imagem 5 (Frevo)
Letra d, Imagem 9 (Xote)
Letra a, Imagem 1 (Bossa nova)
Letra c, Imagem 7 
(Catira, cateretê)
Letra h, Imagem 10 (Milonga)
Letra f, Imagem 4 
(Guitarrada)
Letra g, Imagem 6 (Maracatu)
Letra b, Imagem 3 (Carimbó)
Letra j, Imagem 2 (Samba de enredo)
Letra i, Imagem 8 (Polca de carão)
Ajude os estudantes a encontrar fontes con�áveis. É essencial que aproveitem esse momento para aprofundar o 
aprendizado sobre como e onde realizar pesquisas con�áveis, em conformidade com os princípios de letramento 
midiático. O objetivo é que desenvolvam critérios próprios para o desenvolvimento de uma consciência crítica das 
fontes.
Há vários métodos de anotação: 
linhas gerais, método Cornell, 
mapeamento, sentenças ou 
frases, tabela. Para esta atividade, 
os estudantes podem usar o 
método de tabela, como a do 
modelo disponibilizado a seguir. 
Oriente-os a reproduzir a tabela 
no caderno ou criar um arquivo 
digital.
V3_LINGUAGENS_Faccioli_g21At_Cap1_017a046_LA.indd 22V3_LINGUAGENS_Faccioli_g21At_Cap1_017a046_LA.indd 22 14/09/2020 16:5814/09/2020 16:58
2 3CAPÍTULO 1
Gênero musical
História e 
características
Músicos mais 
conhecidos
Músicas mais 
representativas 
Outras 
informações
b) Entre as músicas representativas, escolham uma gravação para ser reproduzida 
quando o grupo for compartilhar os resultados da pesquisa com a turma.
3 Em uma roda de conversa, compartilhem as informações que o grupo registrou na 
tabela e reproduzam para a turma a gravação selecionada. Depois de todos terem 
compartilhado, conversem com base nestas questões.
a) Você conhecia todos os gêneros musicais do quiz? Já tinha escutado alguma 
música representativa desses gêneros?
b) Quais gêneros musicais agradaram o maior número de pessoas da turma?
c) Relembre outros gêneros musicais brasileiros que não estavam no quiz para 
revelar seus gostos e seus conhecimentos sobre a diversidade cultural brasileira. 
4 Que tal conhecer ainda mais a diversidade musicalbrasileira e espalhar as novidades? 
a) Elaborem uma playlist comentada com outros gêneros brasileiros que o grupo 
considerar pouco divulgados na sua região. Assim vocês poderão contribuir 
para popularizar gêneros musicais!
 COMO FAZER
Playlist comentada de divulgação dos gêneros musicais brasileiros
 Continuem organizados em dupla ou em trio. Escolham um gênero musical pouco 
divulgado na sua região. Aproveitem os resultados da busca que �zeram na atividade 
anterior ou procedam a novas buscas, seguindo os mesmos critérios. Organizem-se 
para não escolherem gêneros repetidos.
 Escolham uma imagem e uma gravação musical ou um vídeo da música do gênero 
musical pesquisado pelo grupo. 
 Redijam um pequeno texto descrevendo o gênero escolhido. 
 Elaborem um comentário crítico sobre o gênero musical, com informações sobre a histó-
ria e as características, os músicos mais conhecidos, as músicas mais representativas, etc.
 Postem a playlist comentada em suas redes sociais e na rede social da escola para 
compartilhar com a comunidade, promovendo, assim, a diversidade musical brasileira.
b) Discuta com os colegas: Qual é a importância de produzir e divulgar a playlist 
comentada em redes sociais?
NÃO ESCREVA NESTE LIVRO. 
Para realizar a busca 
das gravações, observe 
critérios fazendo 
perguntas como:
 Quem gravou as 
músicas? 
 Quem tem o direito 
de reproduzi-las na 
internet?
 É do canal oficial 
de alguma 
instituição, artista 
ou gravadora?
Durante a atividade, é preciso selecionar fontes con�áveis. Por isso, dê 
preferência a fontes especializadas em história da música e da cultura que 
detenham o direito de reprodução de arquivos em áudio.
Para avaliar as fontes, observe os seguintes itens:
 Você já consultou essa fonte antes? O que você sabe sobre ela?
 É possível encontrar a autoria das informações? Essa autoria é reconhecida 
na área pesquisada?
Sites como o do Instituto do Pa-
trimônio Histórico e Artístico 
Nacional (Iphan), bem como dos 
diversos órgãos de tombamento 
e preservação nas esferas esta-
duais e municipais, costumam ter 
informações seguras oriundas de 
meios especializados de recolha e 
pesquisa. 
Para a busca das gravações musicais importantes, informe aos estudantes que plataformas de streaming gra-
tuitas costumam disponibilizar faixas que respeitam contratos com os detentores de direitos autorais, assim 
como os canais oficiais em plataformas de vídeos.
3. Contribua com a organização da 
turma para a realização da roda de 
conversa. Acompanhe atentamen-
te os comentários em relação a gê-
neros que mais agradaram e con-
tribua para que haja uma discussão 
crítica capaz de relativizar o gosto 
e os conhecimentos em função 
das hegemonias e das assimetrias 
regionais na divulgação da música 
no Brasil. Relacione a quantidade 
de gêneros musicais brasileiros 
à amplitude territorial e à diversi-
dade. Ressalte a importância das 
diversas culturas para a formação 
musical brasileira, demonstrando 
que a identidade brasileira é fruto 
dos diálogos entre elas. Aborde o 
fato de que muitos gêneros têm 
muitos subgêneros e classifica-
ções distintas, como os diversos 
tipos de samba, por exemplo. Se 
julgar conveniente e os estudantes 
se mostrarem receptivos, convide-
-os a cantar músicas dos gêneros 
preferidos que não foram mencio-
nados no quiz. Esse pode ser um 
momento importante de entreteni-
mento e socialização.
4. Contribua com o trabalho da 
turma. Observe os gêneros, as 
músicas escolhidas e os sites 
usados para buscar informações. 
Ajude os estudantes a perceber 
se são confiáveis. 
4. b) Contribua para que os estudantes façam uma leitura crítica da divulgação dos gêneros musicais 
brasileiros. Leve-os a refletir acerca das instâncias em que esses gêneros podem circular: plata-
formas de vídeos e streaming, redes sociais e veículos de comunicação em massa, como emissoras de televisão e de rádio. Ajude-os a 
perceber que, por meio da atividade de fazer uma playlist comentada de gêneros pouco conhecidos, eles estão contribuindo para diminuir o 
preconceito contra uma parte da cultura musical brasileira que não é reconhecida por razões comerciais, e não porque 
não tem qualidade musical. 
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2 4 CAPÍTULO 1
 2ª PARADA 
“TOCA ESSA AÍ”: CONTANDO COM A AJUDA DO RÁDIO 
Você viu que a música tem um papel muito importante na vida das pessoas e que 
o Brasil é um país com vários gêneros musicais. Também sugeriu novos gêneros à co-
munidade escolar por meio de uma playlist comentada. Chegou a hora de realizar uma 
pesquisa-ação para promover a valorização de toda essa diversidade musical. 
1 Você já ouviu falar em pesquisa-ação? Quais procedimentos básicos você acha que 
são necessários nesse tipo de pesquisa?
2 Leia uma definição do que é pesquisa-ação e observe um diagrama com seus 
procedimentos básicos.
[Pesquisa-ação] Caracteriza-se pela interação entre os pesquisadores e o grupo social 
pesquisado, ocorrendo entre eles um certo envolvimento de modo cooperativo ou par-
ticipativo e supõe o desenvolvimento de ações planejadas, de caráter social.
MICHALISZYN, Mário Sérgio; TOMASINI, Ricardo. Pesquisa: orientações e normas para 
elaboração de projetos, monografias e artigos científicos. Petrópolis: Vozes, 2005. p. 32.
NA BNCC
Competências gerais: 1, 2, 3, 4, 
5, 6, 7, 9, 10
Competências específicas de 
Linguagens: 1, 2, 3, 6, 7
Habilidades de Linguagens: 
EM13LGG101, EM13LGG103, 
EM13LGG104, EM13LGG201, 
EM13LGG202, EM13LGG204, 
EM13LGG301, EM13LGG304, 
EM13LGG305, EM13LGG601, 
EM13LGG602, EM13LGG604, 
EM13LGG701, EM13LGG703
Habilidades de Língua 
Portuguesa:
 Todos os campos de atuação 
social: EM13LP11, EM13LP12
 Campo da vida pessoal: 
EM13LP20
 Campo de atuação na vida 
pública: EM13LP24, EM13LP27
 Campo das práticas de estudo e 
pesquisa: EM13LP28, 
EM13LP30, EM13LP33
 Os procedimentos básicos da pesquisa-ação elencados na questão anterior fo-
ram confirmados ou você conheceu novos procedimentos?
3 Na 1a parada, você pesquisou gêneros musicais de diferentes regiões do Brasil e 
compreendeu que existem gêneros musicais pouco divulgados e, por isso, pouco 
conhecidos.
a) Como você avalia o impacto do rádio na divulgação da música?
b) Agora, você vai realizar coletivamente uma pesquisa-ação com o objetivo de 
incentivar a reprodução, nas rádios, de gêneros musicais pouco divulgados 
na comunidade em que você vive, a fim de valorizar a diversidade musical 
brasileira. Para isso, siga as orientações.
Implementar a ação planejada
Avaliar os efeitos da ação implementada
Planejar uma ação para melhorar a prática Descrever os efeitos da ação implementada
Procedimentos básicos em uma 
pesquisa-ação.
S
pi
cy
Tr
uf
fe
l/S
hu
tt
er
st
oc
k
Consulte respostas esperadas e mais informações para o trabalho com as atividades desta parada nas 
Orientações específicas deste Manual.
Deixe que os estudantes ativem eventuais 
conhecimentos prévios sobre o assunto e oriente-os a 
levantar hipóteses sobre quais seriam os procedimentos básicos nesse tipo de pesquisa. Pelo nome, a expectativa 
é de que eles percebam que existe um movimento de ação para além da pesquisa, unindo prática e teoria.
Oriente os estudantes a checar as 
informações. Esses procedimentos 
serão retomados ao longo da 
parada na execução da pesquisa-
-ação a ser feita por eles. A 
pesquisa-ação proposta é um 
trabalho de maior fôlego, que exige 
planejamento para que as etapas 
possam ser contempladas de 
maneira satisfatória. A natureza da 
pesquisa-ação exige que as ações 
sejam monitoradas, avaliadas 
e, se necessário, reelaboradas. 
Como é uma pesquisa de caráter 
colaborativo, é essencial que os 
profissionais da emissora rádio se 
envolvam com a proposta.
3. a) Para saber mais sobre o papel 
do rádio como mediador e curador 
do consumo musical, leia o artigo 
“Adivulgação musical no rádio 
brasileiro: ‘caitituagem’ aos desa-
fios da concorrência digital”, de 
Daniel Gambaro, Eduardo Vicen-
te e Thaís Ramos (Contracampo, 
Niterói, n. 37 v. 2, ago./nov. 2018, 
p. 132-151). Disponível em: https://
periodicos.uff.br/contracampo/
article/view/17631. Acesso em: 
1o jan. 2020.
3. b) Ajude a turma a encontrar as emissoras da região. No site Rádios do Brasil, há uma lista bastante completa das emis-
soras de rádio do país e do mundo. É possível fazer buscas por cidade, estado ou país. Disponível em: https://www.radios.
com.br/lista/pais/brasil/33. Acesso em: 11 jul. 2020.
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2 5CAPÍTULO 1
 COMO FAZER 
Planejando uma pesquisa-ação para melhorar a prática 
 Forme grupos com os colegas, e façam um levantamento das emissoras de rádio AM e FM da região onde você vive.
 Escolha uma emissora de rádio e registre informações sobre a programação, considerando os seguintes aspectos: Como 
a programação se distribui entre os dias da semana (nos �ns de semana a programação é especial)? Qual é o per�l de 
cada programa (se noticioso, se musical, se religioso ou com outra característica)? Observe, então, os programas que 
executam música e faça o levantamento dos gêneros musicais tocados.
 Uma equipe deve �car responsável por agendar uma conversa com o programador musical ou o diretor da emissora de rádio 
que o grupo monitorou: Será que o rádio pode ser um importante meio para divulgar a diversidade musical brasileira? Se sim, 
como fazer? 
 A �m de se preparar melhor para a conversa, leia com o grupo uma entrevista com o programador musical de uma rádio.
Os sinais de rádio em AM (amplitude modulada) e FM (frequência modulada) são variações de modulações em amplitude 
das ondas sonoras. O AM é o mais antigo e está vigente no Brasil há quase um século, mas é mais sensível a interferências 
de outros sinais, enquanto o FM é mais estável. Por isso, as emissoras têm migrado seu sinal de faixa AM para FM.
BALCÃO DE INFORMAÇÕES 
Saiba como é o trabalho do programador de rádio
Todo mundo já deve ter ficado curioso para desco-
brir quem está por trás da lista de músicas que tocam 
na sua rádio favorita todos os dias. Tem horas que a 
gente até queria dar um abraço no sujeito que “toma 
conta” dessa função, de tanto que uma sequência de 
músicas agradou.
Mas o que faz, de fato, um programador musical de rá-
dio? Basta ser apaixonado por música para seguir na 
profissão? Conversamos com o Leo Albertini, progra-
mador musical da Rádio Inconfidência, para contar um 
pouco pra gente sobre esse trabalho!
O começo
“Comecei como radialista no ano de 1998 em uma rádio 
comunitária de Belo Horizonte, a Rádio Cidade Nova. 
Eu comecei de um jeito diferente, não tinha experiên-
cia ainda como radialista. Mas quando eu era adoles-
cente, eu fui o que as pessoas costumavam chamar de 
“piolho de rádio” – sempre fui interessado nessa área 
e ia para os bastidores com o meu irmão, que era radia-
lista, e ficava lá tentando entender o funcionamento de 
tudo. Um ano depois, a rádio foi vendida e eu precisei 
seguir meu rumo profissional. Acabei indo para a área 
de comunicação, até que, em 2005, fiz o concurso para a 
Rádio Inconfidência, onde estou até hoje. Atualmente, 
trabalho também na Rádio Guarani Web”.
Montando a programação da rádio
“O segredo é se atrapalhar menos possível (risos). Brinca-
deiras à parte, com o tempo cheguei à conclusão de que o 
melhor mesmo é se reinventar e não inventar: é que cada 
emissora tem a sua proposta e eu tenho que trabalhar 
dentro do que ela propõe. O que faço é mesclar artistas 
consagrados com os contemporâneos, uma fórmula, 
creio eu, que agrada a todos (não fui eu o criador dessa 
fórmula, ela já é recorrente). Então, você precisa pegar 
esses ingredientes e fazer uma receita infalível. Impor-
tante também é ter autocrítica: ver se vale a pena apostar 
naquilo que você está programando, pois tem que pensar 
se a sequência de músicas em cada bloco está bem har-
monizada, se esses artistas/músicas têm uma identidade 
entre si. Isso tudo é importante para o programador.
É preciso ter também uma preocupação com os horá-
rios: de manhã é a hora que as pessoas estão acordan-
do, indo para o trabalho ou para a escola. É hora de uma 
música mais calma, para relaxar e embalar o momento 
da rotina, do trânsito (que costuma ser bem estressan-
te)... Já de tarde, colocamos uma música mais agitada, 
‘pra cima’... Há alguns critérios desse tipo que todo pro-
gramador deve saber”.
Estar bem informado musicalmente 
é importante!
“A minha rotina é sempre ler, diariamente, sobre lança-
mentos e as críticas musicais que saem. Preciso ficar por 
dentro de tudo o que está acontecendo na música. A partir 
daí, procuro trazer os lançamentos para a emissora, pes-
s
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b
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a
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to
ck
Auxilie os estudantes na divisão de tarefas. Organize-os por turnos, equipes, 
dias da semana. Eles precisam ser organizados de maneira que consigam ouvir 
e registrar a programação completa da emissora durante uma semana.
Faça a mediação entre os estudantes e o programador musical da emissora de rádio. Se possível, o pro�ssional pode 
ser convidado a ir à escola a �m de conversar com a turma. Uma das características da pesquisa-ação é essa interação 
colaborativa entre os pesquisadores e o grupo social pesquisado, representado, nesse caso, pelo programador musical. Participe ativamente 
dessa etapa. Busque formalizar o contato, explicando a natureza do contato e da pesquisa-ação. Se necessário, produza um documento com os 
estudantes. Também é essencial discutir com o grupo o que vai ser falado durante a conversa com o 
programador musical e como as ideias devem ser colocadas.
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2 6 CAPÍTULO 1
quiso sobre as músicas e coloco as autorias em cada uma 
das faixas, para valorizar o trabalho do compositor. Na rá-
dio onde trabalho, o locutor fala quem compôs a canção. 
Acho importante porque, além de dar créditos ao artista, 
acaba sendo uma informação a mais para o ouvinte.
Eu vim de uma formação muito diferente, nada de hu-
manas: atuava com engenharia, era cálculo por cima de 
cálculo (risos). Mas eram outros tempos, hoje a formação 
é cobrada nos processos seletivos e tem até graduação na 
área de comunicação voltada para rádio. Isso é um cri-
tério importante, um diferencial. Como disse, é preciso 
estar bem informado e atualizado sempre, a constante 
atualização e a pesquisa musical é mais que essencial.”
COELHO, Damy. Saiba como é o trabalho do programador de 
rádio: entrevista com radialista Léo Albertini. Cifraclub News, 
23 set. 2017. Disponível em: https://www.cifraclubnews.com.
br/especiais/127742-profissao-musico-como-e-o-trabalho-do-
programador-de-radio.html. Acesso em: 28 jul. 2020.
 Elabore com o grupo uma proposta de ação para que a rádio execute músicas de gêneros pouco divulgados (o trabalho 
realizado com os gêneros musicais na 1a parada pode ser um ponto de partida para a seleção desses gêneros). Para isso, 
o grupo deve considerar os seguintes aspectos:
• Seria viável pensar em um programa especí�co para ser inserido em uma programação especial da rádio? Ou seria 
melhor destinar um momento para esse �m em algum programa de grande audiência? Seria um programa que tocasse 
músicas de um único gênero ou que mesclasse músicas de dois ou três gêneros? Ele iria ao ar nos �ns de semana ou 
no meio da semana? Qual seria o tempo de duração? O programa poderia trazer informações sobre os gêneros entre 
uma música e outra? Os estudantes poderiam participar do programa? Seria mais impactante apresentar os gêneros 
menos conhecidos ao longo da programação diária? 
 Durante a conversa como programador, o grupo deve apresentar a proposta de ação delineada. Assim, o programador 
poderá intervir antes do fechamento do plano. 
• Ouçam com atenção as sugestões do programador musical, discutam com ele as melhores soluções, considerando-as nos 
ajustes �nais da proposta de ação. 
Implementando a ação planejada
 Chegou o momento de implementar a ação elaborada coletivamente com o programador musical da rádio. De acordo 
com o estilo do programa criado, decidam conjuntamente com o programador os seguintes pontos:
• Caso o programa seja só sobre um gênero musical: Qual será a ordem das músicas? Os comentários sobre o gênero 
musical serão apresentados em um único bloco – antes ou depois das músicas – ou é melhor apresentá-los entre a 
execução de uma música e outra?
• Caso o programa mescle dois ou mais gêneros musicais: Como os gêneros serão apresentados, de forma mesclada ou 
por bloco (por exemplo: 10 bloco: guitarrada; 20 bloco: frevo; etc.)? Quantas músicas de cada gênero serão executadas? 
Os comentários sobre os gêneros serão apresentados em um único bloco – antes ou depois das músicas – ou é melhor 
apresentá-los entre a execução de uma música e outra? 
• Caso as músicas sejam tocadas ao longo da programação diária: Quantas serão executadas por dia? Elas serão de um 
mesmo gênero ou de gêneros diferentes? Os comentários sobre os gêneros virão antes ou depois da execução delas? 
As músicas serão repetidas ao longo da semana? 
• Converse com o programador para que o programa esteja adequado ao per�l do ouvinte da rádio, que ele conhece 
bem.
Descrevendo e avaliando os efeitos da ação planejada
 De�nam índices para acompanhar a reação dos ouvintes. Algumas sugestões são: novas conversas com o programador 
musical, conversas com o apresentador do programa, monitoramento das redes sociais da emissora e solicitações para 
que os ouvintes se manifestem sobre a proposta.
• Inspirem-se nas manifestações dos ouvintes nas redes para propor, com o 
programador musical da rádio, novas ações de valorização da diversidade 
musical brasileira.
4 Depois de ter protagonizado com os colegas a realização de uma pesquisa-
ação, você considera esse tipo de pesquisa eficaz para a resolução de 
problemas sociais? Em que outras situações esse tipo de pesquisa seria 
recomendado? Converse com os colegas e o professor.
R
ad
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 D
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st
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Converse com os estudantes sobre o que o entrevistado relata sobre a pro�ssão de programador musical de uma rádio: Que tipo de formação é 
desejada para esse pro�ssional? Que funções ele realiza? Como é sua rotina?
Estimule a discussão. É importante que percebam que esse 
tipo de pesquisa pode provocar impactos sociais, já que está 
ligada ao diálogo entre culturas – interlocução fundamental para o estabelecimento de 
novas alteridades e a promoção do respeito e da igualdade.
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2 7CAPÍTULO 1
 3ª PARADA
MÚSICA E POESIA: UMA RELAÇÃO SÓLIDA
Conhecer e apreciar os diferentes gêneros musicais brasileiros é essencial para o 
processo de aprendizagem que você está construindo. Mas, além disso, aprofundar o 
conhecimento sobre a música e entender como ela se relaciona com outras artes vai 
contribuir bastante para as playlists que você vai fazer no Desembarque.
1 Leia o poema “Poesia”, de autoria de Antônio Vieira.
NA BNCC
Competências gerais: 1, 3, 4, 7, 9, 10
Competências específicas de 
Linguagens: 1, 3, 4, 5, 6, 7
Habilidades de Linguagens: 
EM13LGG101, EM13LGG103, 
EM13LGG104, EM13LGG105, 
EM13LGG301, EM13LGG401, 
EM13LGG501, EM13LGG503, 
EM13LGG601, EM13LGG602, 
EM13LGG603, EM13LGG604, 
EM13LGG701
Habilidades de Língua Portuguesa:
 Todos os campos de atuação social: 
EM13LP01, EM13LP02, EM13LP03, 
EM13LP04, EM13LP06, EM13LP07, 
EM13LP08, EM13LP13, EM13LP14, 
EM13LP16
 Campo artístico-literário: EM13LP46, 
EM13LP49, EM13LP50, EM13LP51
Rep
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ANTÔNIO VIEIRA (1949-) é um poeta, compositor e 
cordelista nascido em Santo Amaro (BA). Seu trabalho O 
cordel remoçado é uma coletânea de textos lançada em 2003 
e posteriormente convertida em álbum musical em 2019. Ele 
une música e literatura popular. Suas histórias e personagens 
retratam sobretudo a cultura do Recôncavo baiano. 
Poesia
A nossa poesia é uma só
Eu não vejo razão pra separar
Todo o conhecimento que está cá
Foi trazido dentro de um só mocó
E ao chegar aqui abriram o nó
E foi como se ela saísse do ovo
A poesia recebeu sangue novo
Elementos deveras salutares
Os nomes dos poetas populares
Deveriam estar na boca do povo
Os livros que vieram para cá
O Lunário e a Missão Abreviada
A donzela Teodora e a fábula
Obrigaram o sertão a estudar
De repente começaram a rimar
A criar um sistema todo novo
O diabo deixou de ser um estorvo
E o boi ocupou outros lugares
Os nomes dos poetas populares
Deveriam estar na boca do povo
No contexto de uma sala de aula
Não estarem esses nomes me dá pena
A escola devia ensinar
Pro aluno não me achar um bobo
Sem saber que os nomes que eu louvo
São vates de muitas qualidades.
O aluno devia bater palma
Saber de cada um o nome todo
Se sentir satisfeito e orgulhoso
E falar deles para os de menor idade
Os nomes dos poetas populares
VIEIRA, Antônio. Poesia. In: BETHÂNIA, Maria. 
Pirata. [Encarte de CD]. Rio de Janeiro: Biscoito 
Fino, 2006, s/p. Faixa 12.
a) Converse com os colegas sobre as questões a seguir.
• O poema homenageia os poetas populares. A quem o eu lírico chama de 
poetas populares?
• Que estratégia é sugerida pelo eu lírico para tornar os poetas populares conhecidos?
• Você já participou de atividades de valorização dos poetas populares? Lembra-
se dos nomes de alguns poetas? 
b) Leia o poema silenciosamente. Treine para declamá-lo para a turma. Busque 
articular o sentido de cada palavra no momento da declamação.
Mocó: saco de couro.
O Lunário: O 
lunário perpétuo 
foi um almanaque 
(um calendário 
com previsões 
meteorológicas ligadas 
às fases da Lua) 
composto em 1594 pelo 
astrônomo espanhol 
Jerónimo Cortés 
(c. 1560-c. 1611). 
Traduzido para o 
português em 1703, foi 
um dos livros de maior 
circulação no Nordeste 
brasileiro.
Missão Abreviada: 
livro publicado em 
1859 pelo padre 
português Manuel 
José Gonçalves Couto 
(1819-1897). Misto de 
narrativa e devocional, 
a obra aborda a missão 
católica em aldeias. 
Foi o livro escrito em 
português com mais 
edições no século 
XIX: são 16 entre a 
publicação e 1904.
A donzela Teodora: 
cordel publicado pelo 
pernambucano Leandro 
Gomes de Barros 
(1859-1918).
Salutar: saudável.
Vates: poeta, aedo, 
trovador.
Consulte respostas esperadas e mais informações para o trabalho com as atividades desta parada nas 
Orientações específicas deste Manual.
Aos poetas do povo. Populares nesse contexto não signi�ca apenas que são co-
nhecidos, mas aqueles que são do povo. Exemplos de poesia popular: cantos de 
A estratégia de levar esses poetas populares para a sala de aula a �m de que os estudantes os conheçam, valorizem e falem 
movimento de valorização dos poetas populares.
Peça a pelo menos três estudantes voluntários que declamem o poema de Antônio Vieira.
lavadeira, cordéis, repentes, etc. Um poeta popular que se tornou bastante conhecido é Patativa do Assaré.
deles “aos de menor idade”, visando torná-los ainda mais conhecidos (alcançando, assim, outro signi�cado de “popular”). 
Comente com eles que levar os poetas populares para a escola 
implica o processo de reconhecimento de sua importância, pois fatos, pessoas, conteúdos, textos são selecionados para 
fazer parte do currículo.Incentive os estudantes a relatar suas experiências com a poesia popular. Esse é também um 
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2 8 CAPÍTULO 1
2 Ouça a gravação de Maria Bethânia interpretando “Poesia”, com Naná Vasconcelos 
na percussão.
a) Você gostou de ouvir a interpretação de Bethânia e Naná Vasconcelos? 
Compartilhe os sentidos que você construiu para a turma, destacando o que 
mais o emocionou.
b) Na gravação, Naná Vasconcelos reproduz um ritmo chamado “baticum”, 
próprio do maracatu, por meio de instrumentos como a alfaia. De que modo a 
presença dessa composição percussiva se relaciona com o objetivo do eu lírico 
de valorizar os poetas populares?
Capa do álbum Pirata. Intérprete: 
Maria Bethânia. Rio de Janeiro: 
Biscoito Fino, 2006. 1 CD, 15 faixas.
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MARIA BETHÂNIA (1946-) nasceu em Santo Amaro (BA). Em 1965 foi ao Rio de Janeiro (RJ) 
substituir a cantora Nara Leão no espetáculo Opinião, do Teatro de Arena, destacando-se pela 
força de sua interpretação e pelo timbre raro de sua voz. Ao longo das décadas, consolidou-se 
como uma das principais intérpretes da música brasileira, desenvolvendo vasto trabalho de 
pesquisa estética ligado à literatura e à música brasileira. Maria Bethânia, ao lado de Gal Costa, 
Gilberto Gil e Caetano Veloso (de quem é irmã), formou, no ano de 1976, a banda Doces Bárbaros, 
para comemorar os dez anos de sucesso em suas carreiras individuais. O álbum Doces Bárbaros – 
Ao vivo é considerado uma das obras-primas da música brasileira.
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NANÁ VASCONCELOS (1944-2016), nascido e falecido no Recife (PE), foi percussionista, 
compositor e vocalista. Aos 11 anos, Naná ganhou do pai seu primeiro instrumento musical, 
um bongô (instrumento formado por dois pequenos tambores unidos entre si) e, aos 12 anos, 
já tocava em festas da capital pernambucana. Em 1978, Naná se mudou para Nova York, onde 
criou o trio Codona, em parceria com os músicos Don Cherry (1936-1995), trompete e percussão, 
e Collin Walcott (1945-1984), tabla e cítara. O trio gravou dois discos que incorporaram ao jazz 
características da música africana, asiática e brasileira. Reconhecido internacionalmente como 
um dos principais percussionistas do mundo, ganhou oito vezes o Grammy.
 No ano de 2010, Maria Bethânia 
estreou o espetáculo Bethânia e as 
palavras, em que reafirmou a proposta 
de seu trabalho nos palcos e nos 
álbuns: a relação entre a poesia, o 
teatro e a canção. Bethânia abriu esse 
espetáculo dirigindo-se ao público 
da seguinte maneira: “Eu gosto de 
emprestar a minha vida, a minha voz, 
às histórias e às personagens que os 
autores nos revelam. Eu sei que ler, 
ouvir, dizer poesia hoje, neste tempo 
de tanto desapego, tanta correria, 
é uma tarefa quixotesca, é como 
provocar e ofender o mundo, pois 
vivemos como se não coubessem 
mais o silêncio, as delicadezas. Isso 
me comove e me atrai” (apud FORIN 
JR., Renato. Lirismo e construção 
rapsódica na performance de Maria 
Bethânia. Estação Literária, Londrina, 
v. 15, jan./jun. 2015, p. 221-236).
Reprodução/Biscoito Fino
2. a) Incentive os estudantes a 
justificar seus gostos com base 
em elementos da composição: 
o tom de voz de Maria Bethânia, 
a maneira como ela fala o 
texto, as pausas que ela faz, o 
acompanhamento do baticum 
do maracatu pelo percussionista 
Naná Vasconcelos.
2. b) As alfaias, assim como diver-
sos outros tipos de tambor, são 
presentes em diversas manifes-
tações culturais de matrizes afri-
canas, sobretudo em contextos 
sagrados e ritualizados, como é 
o próprio maracatu. A voz grave e 
cadenciada de Bethânia, somada 
aos tambores, cria uma espécie 
de ritual em que se propõe a refle-
xão sobre a importância da cultura 
e das tradições cantadas pelos 
poetas populares.
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2 9CAPÍTULO 1
3 O poema a seguir, do baiano Waly Salomão, fez parte do repertório de alguns 
espetáculos de Maria Bethânia. 
a) Leia-o silenciosamente.
Olho de lince 
quem fala que sou esquisito hermético
é porque não dou sopa estou sempre elétrico
nada que se aproxima nada me é estranho
fulano sicrano beltrano
seja pedra seja planta seja bicho seja humano
quando quero saber o que ocorre à minha volta
ligo a tomada abro a janela escancaro a porta
experimento invento tudo nunca jamais me iludo
quero crer no que vem por aí beco escuro
me iludo passado presente futuro
urro arre i urro
viro balanço reviro na palma da mão o dado
futuro presente passado
tudo sentir total é chave de ouro do meu jogo
é fósforo que acende o fogo de minha mais alta razão
e na sequência de diferentes naipes
quem fala de mim tem paixão
SALOMÃO, Waly. Olho de lince. In: Poesia total. 
São Paulo: Companhia das Letras, 2014. p. 114-115.
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WALY SALOMÃO (1943-
-2003) nasceu na cidade 
de Jequié (BA). Foi poeta, 
letrista, articulador cultural, 
artista visual e diretor 
de espetáculos. Autor de 
nove livros, teve poemas 
musicados por Caetano 
Veloso, Adriana Calcanhoto, 
Gilberto Gil, Jards Macalé e 
João Bosco. 
b) Acesse a internet e assista à interpretação de Maria Bethânia para esse poema 
no espetáculo Amor, festa e devoção, disponível em https://www.youtube.com/
watch?v=TLYtWlhMrV8 (acesso em: 1o ago. 2020). 
• Assistir ao vídeo ajudou você a preencher lacunas da leitura silenciosa, 
possibilitando outra reconstrução de sentidos para o poema? Comente com 
os colegas.
Frames de Maria Bethânia recitando o 
poema “Olho de lince” no espetáculo Amor, 
festa e devoção, dirigido por André Horta e 
Lizanne Paulo, gravado em 2010.
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3. b) Se preferir, projete o vídeo 
para que os estudantes possam 
assisti-lo coletivamente. Para am-
pliar a atividade, sugira que procu-
rem outras leituras dramatizadas 
em plataformas de compartilha-
mento de vídeos e comparem as 
leituras encontradas, observando 
diferenças entre as interpreta-
ções.
A expectativa é de que os estudantes percebam que a interpretação de Maria Bethânia enfatiza o sentimento do 
eu lírico de se perceber pleno, dono de si, em qualquer lugar e em qualquer tempo com diferentes pessoas. O 
tom de voz forte da intérprete, que pronuncia as palavras de forma rascante, seu gestual, sua expressão facial e 
corporal são elementos que colaboram para a construção dos sentidos.
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3 0 CAPÍTULO 1
c) Assista novamente ao vídeo, prestando especial atenção ao cenário, aos 
instrumentos e ao gênero musical que acompanha a récita. 
• Identifique os instrumentos e o gênero.
• O cenário é minimalista: uma coluna de flores vermelhas ao centro e, ao 
lado, os instrumentos musicais e os pedestais em que estão as partituras e os 
microfones. Como esse cenário dialoga com a performance de Maria Bethânia? 
d) É possível dizer que o título resume a ideia central do poema? Explique 
aos colegas.
Para assistir ao vídeo completo do espetáculo Amor, festa e devoção, de Maria Bethânia, 
acesse o canal oficial da produtora do álbum. Disponível em: https://www.youtube.com/
watch?v=_2vgExf3HNM. Acesso em: 3 ago. 2020.
VALE VISITAR
4 Em grupo, criem uma performance para o poema “Olho de lince”. Sigam as 
orientações.
 COMO FAZER
 Leiam o poema várias vezes em voz alta, imaginando diferentes possibilidades para 
recitar cada verso, cada palavra. Considerem o ritmo, a métrica e os sentidos do poema.
 Experimentem gêneros musicais que vocês conheçam na criação da performance: ser-
tanejo, rock, axé, funk, rap, etc. Os gêneros musicais trabalhados na 1ª parada também 
podem servir de inspiração. Se quiserem, usem aplicativos grátis para celulares que 
fornecem as bases dos gêneros musicais.
 Criem coletivamente movimentoscorporais que ajudem o espectador a reconstruir os 
sentidos do texto. 
 Considerem a possibilidade de explorar outros elementos como a iluminação e o cenário. 
 Ao final, converse com os colegas: Como vocês avaliam as performances 
da turma? 
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3. c) Um violão, um teclado e ins-
trumentos de percussão. O gêne-
ro musical é o samba, que apre-
senta um ritmo bem leve, cuja 
cadência é marcada principalmen-
te pelo violão e pelo atabaque.
• O cenário, ao apresentar poucos 
objetos e cor predominantemen-
te vibrante, contribui para focar os 
poemas, destacando a performance 
da intérprete e dos músicos. Em 
primeiro plano, central, está Maria 
Bethânia, destacada pela luz: o foco 
recai, dessa maneira, em sua �gura, 
que contrasta com a coluna verme-
lha, já que veste uma camisa branca, 
e no texto.
4. Organize a turma em grupos e 
peça aos estudantes que pensem 
em formas diferentes de performar 
o poema “Olho de lince”. Oriente 
os grupos a selecionar quem vai 
recitar; os demais integrantes par-
ticipam da criação e da produção.
Para conhecer melhor a poesia 
de Waly Salomão, consulte o ar-
tigo: REBECHI JUNIOR, Arlindo. 
Waly Salomão: a poesia da in-
quietação. Comunicação & Edu-
cação, v. 22, n. 1, 2017, p. 157- 
-164. Disponível em: http://www. 
revistas.usp.br/comueduc/article/
view/131547. Acesso em: 27 jun. 
2020.
É importante que os estudantes mobilizem 
suas impressões pessoais, uma vez que o 
impacto de uma performance artística, em-
bora tenha base coletiva, também é uma ex-
periência individual. Não há problemas que 
as performances dos grupos tenham sido 
diferentes, desde que tenham respeitado os 
limites da forma e do sentido do texto. Co-
labore com a discussão fazendo perguntas 
complementares que salientem a possibilidade de usar diferentes entonações de voz a �m de contribuir com o sentido do texto, bem como de utilizar o 
corpo, desde as expressões faciais até a movimentação dos membros. Comente também como a métrica da leitura, a velocidade dos versos e o tempo de 
cada frase sofreram alterações em virtude do gênero musical escolhido.
Sim, “Olho de lince” remete à ideia de que o eu lírico é alguém que vê mais que os demais, 
que vê além do que os outros conseguem. O lince é um felino carnívoro do hemisfério 
norte, reconhecido como símbolo de sagacidade e boa visão.
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3 1CAPÍTULO 1
As relações entre música e poesia não são uma invenção contemporânea. Houve um tempo em que essas duas linguagens 
estavam juntas em uma mesma manifestação. Leia o texto a seguir para conhecer melhor essa história.
BALCÃO DE INFORMAÇÕES 
Da Grécia à MPB: poesia, música e oralidade
O termo grego mousiké englobava uma unidade integrada de melodia e verso e repre-
sentava o principal canal de formação dos homens, bem como de manifestação de 
uma cultura predominantemente oral. Era desta forma, pelo discurso oral, em perfor-
mance, que se concretizava uma voz coletiva. Assim é que a oralidade se manteve pra-
ticamente onipresente durante muito tempo, também na Idade Média. Característica 
das canções medievais, a oralidade estava presente no próprio gérmen das poesias, 
que nasciam para serem cantadas. Até por volta de 1400, em todo o Ocidente, a escritu-
ra pouco influenciava o comportamento ou o pensamento dos poetas e as expectativas 
do público, na sua maioria analfabeto. Mas a escrita, gradativamente, enraizou-se nas 
civilizações, como necessário e natural produto da oralidade. No entanto, a palavra 
falada subsiste e já no Renascimento vários textos foram musicados, porém foi com 
o Simbolismo, no fim do século XIX, que Baudelaire procurou 
fazer com que as palavras tivessem “um valor essencialmente 
musical”. Buscaram a voz viva da palavra na música internali-
zada da poesia. Muito adiante, já no século [XX], uma forte ten-
dência de fazer reintervir a voz na mensagem poética se impõe 
decisiva, a “poesia sonora”. E a poesia musical de cinco ou seis 
séculos de história europeia estendeu seus efeitos em vários 
setores da música popular, nos dois lados do Atlântico, até o 
século XIX, quando não ao XX. Foi quando, no Brasil, “[...] toda 
uma geração de bons poetas escolhe a música popular e não o 
livro como canal de comunicação”. (SILVA, 1975, p. 178)
GALINDO, Cláudia Sabbag Ozawa. Da Grécia à MPB: poesia, 
música e oralidade. Boitatá, Londrina, v. 1, n. 2, 2006, s/p. 
Disponível em: http://www.uel.br/revistas/uel/index.php/
boitata/article/view/30695. Acesso em: 29 jul. 2020. 
Trovadores medievais (página do Codex Manesse, 
c. 1305-1340, pergaminho ilustrado, 35 cm × 25 cm – 
Biblioteca da Universidade de Heidelberger, Alemanha).
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Aedos gregos em 
ilustração sem autoria 
identificada feita 
com inspiração em 
A Odisseia, de Homero 
(928 a. C.-898 a. C.).
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3 2 CAPÍTULO 1
O que é musicoterapia e qual o seu potencial?
A música está ganhando poder de remédio para silenciar males tão distintos quanto dor e depressão. 
Entenda como ela afeta a cabeça e o corpo
Antes de falar da musicoterapia, cabe pensar no efeito 
da música. Veja só: a cacatua Snowball virou febre [...]. 
Seus vídeos chegam a 7 milhões de visualizações. Neles, 
a ave dança e chacoalha a cabeça ao som de hits do can-
tor Michael Jackson e da banda Queen. Esse requebrado 
todo chamou a atenção de cientistas das universidades 
americanas Tufts e Harvard, que resolveram investigar 
a fundo essa habilidade única. Eles descobriram que o 
pássaro, morador de um santuário na cidade de Dun-
can, na Carolina do Sul (EUA), é capaz de realizar 14 mo-
vimentos, que variam conforme a batida das canções.
O bailado de Snowball pode até parecer inusitado e ar-
rebatar milhões de espectadores. Mas você já parou pra 
pensar sobre a influência que a música tem sobre nós, 
seres humanos? Afinal, ela está presente em todas as 
fases da vida e dita o ritmo das mais variadas situações e momentos. Pode reparar: até mesmo os bebês recém-nasci-
dos fazem sons com a boca e são atraídos por barulhos muito antes de dizerem as primeiras palavras.
NA BNCC
Competências gerais: 1, 4, 8
Competências específicas de 
Linguagens: 1, 2, 3, 5
Habilidades de Linguagens: 
EM13LGG101, EM13LGG103, 
EM13LGG104, EM13LGG201, 
EM13LGG301, EM13LGG501, 
EM13LGG502, EM13LGG503
Habilidades de Língua 
Portuguesa: 
 Todos os campos de atuação 
social: EM13LP01, EM13LP02, 
EM13LP03, EM13LP07
 Campo jornalístico-midiático: 
EM13LP45
 4ª PARADA
OS SONS DA SAÚDE: A MÚSICA NO CORPO E NA MENTE!
Você sabia que a música e a dança podem funcionar como terapia, ajudando a de-
senvolver o autoconhecimento e o autocuidado? Esta parada vai focar o alcance tera-
pêutico da música e da dança. 
1 Você acha que a música pode ser usada em terapias, ajudando na manutenção da 
saúde física e mental? 
2 Agora leia o texto e discuta as questões com os colegas para ficar por dentro 
do assunto. 
A música tem impacto na saúde física e mental.
A música pode ser integrada em processos terapêuticos. Boston, Estados Unidos, 2020.
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Deixe que os estudantes apresentem seus conhecimentos prévios sobre o 
assunto. As reflexões serão aprofundadas nas próximas atividades.
Consulte respostas esperadas e mais informações para o 
trabalho com as atividades desta parada nas Orientações 
específicas deste Manual.
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3 3CAPÍTULO 1
Para a ciência, não há dúvidas de que a música tem um 
impacto nas emoções, no comportamento e, em últi-
ma análise, até na saúde de cada um de nós. Quando 
tocamos um instrumento ou ouvimos alguma grava-
ção, diversas áreas do cérebro são instigadas – poucas 
atividades intelectuais têm um efeito tão amplo.
“Regiões responsáveis por atividade motora, memória, 
linguagem e sentimentos são recrutadas para inter-
pretar os estímulos sonoros”, destrincha a enfermei-
ra Eliseth Leão, pesquisadora do Instituto Israelita de 
Ensino e Pesquisa Albert Einstein, na capital paulista.
Mas essas reações não se limitam à massa cinzenta. Ex-
perimentos mundo afora vêm testando e reconhecen-
do o poder terapêutico das melodias para enfrentar os 
males que abalam a mente e também o corpo. Tanto é 
que estudiosos já ousam encará-las como um remédio 
de verdade, com prescrição de dose e esquema de uso.
Os trabalhos pioneiros nessa área foram iniciados na psi-
quiatria e mostraram que as composições têm um papel 
a cumprir em doenças como a ansiedade e a depressão.
“Elas também são capazes de reduzir o nível de es-
tresse durante um procedimento cirúrgico, baixam a 
pressão arterial e a frequência cardíaca e até aceleram 
a recuperação após uma sessão de exercícios físicos”, 
lista o fisiologista Vitor Engrácia Valenti, da Universi-
dade Estadual Paulista, em Marília, que publicou uma 
série de pesquisas que investigam essas questões. Mas 
será que todos os estilos musicais têm o mesmo efeito?
Os efeitos de cada estilo musical na saúde
Intuitivamente, nós sabemos selecionar o melhor tipo 
de som para cada ocasião. Na academia de ginástica, 
por exemplo, preferimos ritmos mais acelerados, que 
ajudam a dar aquele gás extra para o esforço físico. Já 
durante a meditação ou a leitura, apostamos em com-
posições mais calmas, que auxiliam a focar e relaxar. 
Mas é preciso considerar que isso muda de acordo com 
o lugar onde você nasceu.
“Na cultura ocidental, batidas mais rápidas e progressivas 
são sinal de alegria, enquanto um compasso lento denota 
certa tristeza”, ensina o neurocientista Raphael Bender, 
do Centro Estadual de Educação Profissional Professo-
ra Lourdinha Guerra, em Parnamirim, no Rio Grande do 
Norte. Em alguns países orientais, essa lógica se inverte.
Com base nessas observações, cientistas começaram 
a questionar se havia um estilo musical que fosse mais 
vantajoso que os outros. A escolha natural na maioria das 
pesquisas são as músicas clássicas compostas por Mo-
zart, Bach ou Vivaldi. “É impressionante como elas con-
tinuam a transmitir uma mensagem mesmo após três ou 
quatro séculos de seu lançamento”, observa Eliseth.
Porém, não dá pra cravar que esse seja o estilo mais sau-
dável de todos. Ora, se você não curte a Nona Sinfonia 
de Beethoven, escutá-la repetidamente só vai deixá-lo 
mais incomodado. Por isso, nesse processo é essencial 
botar na balança os gostos pessoais de cada um.
Como funciona a musicoterapia
É justamente aí que entra a figura do musicoterapeuta, 
profissional que faz uma graduação ou uma pós-gra-
duação com o objetivo de aplicar a música como um 
tratamento complementar às mais diversas condições.
“Lançamos mão de técnicas que envolvem a audição, 
a recriação de sons, a composição e o ato de tocar um 
instrumento para alcançar um objetivo terapêutico, 
sempre levando em consideração o histórico e as pre-
ferências do paciente”, explica o musicoterapeuta José 
Davison da Silva Junior, professor da Universidade Fe-
deral de Minas Gerais.
Essa profissão, que começa a ganhar mais força e des-
taque no Brasil, tem atuação garantida em diversas 
áreas da saúde. Pode aprimorar, por exemplo, o apren-
dizado na infância ou até mesmo dar suporte para 
que crianças autistas interajam melhor com amigos 
e familiares.
“Por meio dos sons, trabalhamos habilidades impor-
tantes, como os movimentos corporais, a memória e o 
raciocínio, além da percepção auditiva e espacial”, lista 
o psicopedagogo Junior Cadima, do Instituto Brasilei-
ro de Formação de Educadores, em São Paulo.
A musicoterapia ganha espaço em outras fases da vida. 
Ela vem se mostrando um recurso importante após um 
acidente vascular cerebral (AVC), especialmente nos ca-
sos em que o indivíduo desenvolve uma sequela chamada 
afasia. Nessas situações, há uma dificuldade em encon-
trar as palavras para descrever as coisas e se comunicar 
com os outros. Por meio das canções, essa recuperação se 
torna mais suave e natural. O mesmo princípio se encaixa 
em outras doenças, como o Alzheimer e o Parkinson.
Há tentativas ainda mais sofisticadas que envolvem 
criar melodias específicas voltadas para tratar deter-
minadas condições, como o zumbido ou o excesso 
de estresse. É o que faz o maestro Marcelo Fagundes, 
de São Paulo, que desenvolveu um aplicativo com as 
chamadas músicas binaurais. “Por meio de fones, nós 
mandamos frequências de sons diferentes para os ou-
vidos direito e esquerdo, o que traz um ganho ao cé-
rebro”, conta Fagundes. Pesquisas estão em curso para 
mensurar a eficácia dessa estratégia.
De maneira geral, a ciência precisa evoluir bastante 
antes de realmente entendermos todas as potenciali-
dades da música em nossa saúde e a prescrição delas 
como um medicamento. Enquanto esse dia não chega, 
nos resta botar o fone de ouvido (em um volume não 
tão alto, por favor), relaxar e curtir os cantores e ins-
trumentistas que deixam a mente leve e feliz – quem 
sabe até remexendo o corpo feito a cacatua Snowball.
As aplicações terapêuticas da música com 
maior número de evidências científicas
Estresse: tons calmos e alegres aliviam a tensão do dia 
a dia e aplacam o nervosismo acumulado.
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3 4 CAPÍTULO 1
Hipertensão: o coração tende a acompanhar as bati-
das da música. Se o ritmo for mais lento, a tendência 
é a pressão cair.
Parkinson: percussões bem demarcadas ajudam no 
tremor e na marcha. A musicoterapia é uma boa pe-
dida aqui.
Autismo: brincar com instrumentos é uma forma de in-
teragir com os outros e estabelecer laços sociais fortes.
AVC: as letras e composições são uma tática para recor-
dar palavras perdidas após um derrame.
Dor: experimentos viram que a quantidade de analgé-
sicos usados após a cirurgia era menor em quem escu-
tava música.
Aprendizado: canções e paródias são um recurso usa-
do por professores para ajudar os alunos a memorizar 
certos conteúdos.
[...]
BIERNATH, André. O que é musicoterapia e qual o seu benefício. 
Veja Saœde, 18 out. 2019. Disponível em: https://saude.abril.com.
br/bem-estar/o-que-e-a-musicoterapia/. Acesso em: 29 jun. 2020.
a) Considere o site em que a reportagem foi publicada, o título e os subtítulos de 
suas seções. Como eles sinalizam o assunto do texto? 
b) Como a imagem do texto ajuda a materializar o seu sentido? Descreva para a 
turma uma outra possibilidade de ilustração para a reportagem. 
c) As aplicações terapêuticas da música são um assunto relativamente novo. Que 
estratégias foram usadas para dar credibilidade às informações sobre a música 
como terapia veiculadas pelo texto? 
d) Você ou alguém da sua família já usou a música para melhorar a saúde física e 
emocional? Conte para os colegas. 
3 Embora a reportagem destaque apenas os benefícios de se escutar música, dançar 
também pode ter efeitos terapêuticos. Essa é a proposta da dançaterapia. 
 Observe estas imagens de aulas de dançaterapia e converse com os colegas 
sobre as questões propostas. 
a) As pessoas parecem viver um momento agradável? Que elementos sugerem isso?
b) Que elementos sinalizam que as imagens são registros de dançaterapia? 
Pessoas vivenciando aulas 
de dançaterapia.
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2. a) O texto foi retirado de um site que publica matérias relacionadas à área da Saúde. O título e os subtítulos usam um vocabulário que pertence 
aos campos semânticos da saúde e da música. Essas pistas sinalizam que o texto vai abordar a relação entre música e saúde.
2. b) A imagem mostra um ins-
trumento musical do qual saem 
comprimidos, expressando a me-
táfora da música como remédio. 
Acolha as ideias dos estudantes 
sobre outros modos de ilustrar o 
texto; essa é uma boa oportunida-
de para exercitar a criatividade em 
um contexto determinado.
2. c) O uso de depoimentos de es-
pecialistas por meio do discurso 
direto com aspas e a apresenta-
ção de exemplos para ilustrar os 
benefícios da musicoterapia.
Comente com os estudantes que 
o discurso direto, nesse caso 
marcado com aspas, caracteriza 
o uso do discurso de autoridade.
2. d) Incentive os estudantes a 
relatar os usos intencionais da 
música na vida deles e na dos 
familiares.
Espera-se que os estudantes respondam que sim, já que as pessoas estão com semblante alegre e relaxado, parecendo se sentir à vontade.
O fato de as pessoas estarem em posições que sinalizam movimentos: encurvadas, com os braços es-
tendidos, pernas flexionadas. 
Comente com os estudantes que as imagens expressam o caráter livre e relaxante dos movimentos.
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3 5CAPÍTULO 1
4 Relacione as imagens observadas aos textos a seguir e discuta com os colegas.
O corpo humano é naturalmente predisposto ao movimento. A pele, os músculos, a 
estrutura óssea são um convite constante à dança concebida como capacidade pro-
funda de expressão, comunicação, relação. Quando por causa da doença, dos traumas, 
da depressão ou da perda de interesse pelo que está ao nosso redor nos afastamos de 
nós mesmos e entramos nos campos nebulosos do “não sentir”, a dançaterapia, que é 
um movimento de afirmação e de recuperação também da própria identidade, pode 
reconduzir à dimensão do prazer, do equilíbrio, da criação.
CAMPO, Pio. O que é dançaterapia. Centro Internacional de Dançaterapia Maria Fux. 
Disponível em: http://dancaterapia.org/dancaterapia/. Acesso em: 14 jul. 2020. 
[...] A dançaterapia [...] não se alimenta de receitas ou de invenções que seguem cri-
térios ditados pelo marketing. Creio que é, ao contrário, uma escolha feita de voos e 
quedas, uma aprendizagem sábia de escuta, alheia à vaidade e à pressa. [...]
CAMPO, Pio. Processo formativo. Centro Internacional de Dançaterapia Maria Fux. 
Disponível em: http://dancaterapia.org/formacao/. Acesso em: 14 jul. 2020.
a) Há características da pele, dos músculos e da estrutura óssea humana que 
demonstram que o corpo é naturalmente predisposto ao movimento e à dança?
• Há elementos nas imagens que comprovem essa disposição corporal ao 
movimento?
b) Que elementos nas imagens permitem relacionar a dançaterapia à ausência de 
receitas, de critérios de marketing e de vaidade? Como você compreende essas 
características?
A dançaterapia foi criada pela reconhecida dançarina e coreógrafa argentina Maria Fux 
(1922-). Sua inquietação em expandir a arte da dança para além das exposições e dos 
espetáculos contribuiu para criar essa metodologia que, fundindo dança e teatro, 
tornou-se uma ponte entre as pessoas. A dançaterapia propõe uma reapropriação da 
linguagem corporal, permitindo abandonar a rigidez, o medo e a instabilidade. Ela busca 
uma compreensão mais profunda do próprio corpo e a superação de bloqueios emocionais 
e corporais. A dançaterapia tem sido utilizada para complementar intervenções médicas 
e psicológicas.
BALCÃO DE INFORMAÇÕES 
A coreógrafa e dançarina Maria Fux. Imagem extraída do documentário Dancing with Maria 
[Dançando com Maria], dirigido por Ivan Gergolet (Argentina, 2014, 75 min).
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4. a) Ajude os estudantes a 
perceber que a pele e os músculos 
são flexíveis, maleáveis, e que 
a estrutura óssea humana é 
móvel, com várias articulações 
que possibilitam diferentes 
movimentos.
4. a) • Estimule os estudantes a 
perceber que as imagens demons-
tram movimentos explorando essa 
flexibilidade e maleabilidade do 
corpo: as pessoas estão inclinadas 
para a frente e para os lados, aga-
chadas, com os braços arqueados.
4. b) Incentive os estudantes a ob-
servar as imagens como expres-
sões de espontaneidade e mo-
vimentos livres, sem muito rigor 
ou excesso de especialização; as 
pessoas parecem se movimentar 
de acordo com os limites do pró-
prio corpo.
A ideia é que os estudantes per-
cebam que a dançaterapia é uma 
possibilidade de as pessoas busca-
rem autoconhecimento e autocui-
dado com a saúde física e emocio-
nal. A dança é voltada à expressão, 
à comunicação e à relação entre 
as pessoas por meio do corpo e 
do movimento. Isso contribui para 
que o praticante encontre seus li-
mites e explore as potencialidades 
físicas, desenvolvendo autoconhe-
cimento corporal.
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3 6 CAPÍTULO 1
5 Que tal fazer uma aula de dançaterapia? Siga os passos e curta essa experiência!
 COMO FAZER
Onde e como
 A turma deve se reunir em uma sala espaçosa, com um aparelho de som. 
 Todos devem vestir roupas confortáveis e ficar descalços. 
 Os estudantes devem seguir as instruções do professor.
Observe os movimentos que serão realizados
1o momento: reconhecimento dos sons e adaptação 
do corpo ao espaço (1 minuto)
 Ouça os sons da música e comece a se movi-
mentar pelo espaço. Pense em qual movimen-
to seu corpo pede para fazer ao ouvir o som. 
Fique à vontade consigo mesmo, com o som e 
com a tentativa de encaixar seus movimentos 
na música. Não se preocupe com os movimen-
tos executados pelos colegas. 
Momento de reconhecimento dos sons em aula 
de dançaterapia. Pelotas (RS), 2011.
Momento de ambientação em aula de 
dançaterapia. Araraquara (SP), 2014.
Momento de voos e quedas em aula de dançaterapia, em Brasília (DF), s.d.
2o momento: ambientação (de 1 minuto até 4 minu-
tos, aproximadamente)
 Busque sentir se seu corpo está ambientado. 
Comece a se mover naturalmente de acordo 
com as sinalizações dos sons.
3o momento: voos e quedas (de 4 minutos a 7 minu-
tos, aproximadamente)
 Vivencie momentos conturbados em re-
lação aos sons. Tente se movimentar, mas 
aja como se não conseguisse, compor-
tando-se como se algumas partes do seu 
corpo estivessem coladas. Depois desse 
esforço, você deve, finalmente, se movimen-
tar. Na sequência, seu corpo volta a ficar 
como se as partes estivessem coladas, e o 
esforço para se mover volta a ser enorme. Ao 
final, você consegue mover o corpo novamen-
te, e os movimentos tornam-se leves e sincro-
nizados à música.
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5. Caso não seja possível utilizar um 
espaço amplo, use a própria sala com 
as carteiras afastadas. 
O primeiro passo é escolher a 
música para a realização da aula. 
Uma possibilidade é o “Adágio para 
cordas e órgão em Sol menor”, de 
Tomaso Albinoni, executada pela 
Orquestra Filarmônica de Berlim 
com regência de Herbert von 
Karajan. Disponível em: https://
youtu.be/o6Q8Y9rhLQc. Acesso em: 
14 jul. 2020. É essencial escutar a 
música antes para saber os momentos 
em que você deve indicar o que fazer.
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3 7CAPÍTULO 1
Para saber mais sobre dançaterapia, acesse o site do Centro Internacionalde Dançaterapia Maria Fux, disponível em: http://
dancaterapia.org/. Acesso em: 14 jul. 2020. Nele, você vai obter diversas informações sobre o tema, além de ver fotos de eventos 
realizados pelo centro.
VALE VISITAR
4o momento: relaxamento (de 7 minutos a 8 minutos)
 Desfrute a sensação de bem-estar e sinta o cor-
po se movimentar livremente de acordo com os 
sons. O corpo se movimenta lentamente e se 
acalma.
6 Faça um círculo com os colegas e converse com eles sobre a experiência com a 
dançaterapia.
a) Como foi viver cada momento? Quais sensações vivenciaram? Vocês fariam de 
novo? Indicariam a alguém?
b) Ao vivenciar a dança como uma manifestação corporal espontânea, produzindo 
uma sequência de movimentos interligados pela música e criando uma 
coreografia, você foi capaz de perceber em sua dança elementos expressivos 
como leve/pesado, forte/fraco, rápido/lento, fluido/interrompido? O que gerou 
essas expressões nos movimentos e suas mudanças? 
c) Coordenação motora, equilíbrio, organização espacial, organização temporal, 
ritmo, lateralidade e esquema corporal são elementos básicos da motricidade 
humana. Baseando-se em sua experiência com essa prática, você acredita que 
dançar leva ao desenvolvimento dessas habilidades? 
d) Deixar o corpo ser levado pela música e, a partir dessa movimentação 
(expressão) corporal, vivenciar a própria capacidade de criação foi uma 
experiência fácil ou difícil? Por quê? 
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NÃO ESCREVA NESTE LIVRO. 
Momento de relaxamento em aula de 
dançaterapia. Milão, Itália, 2010.
Terapeuta Pio Campo, do Centro 
Internacional de Dançaterapia Maria Fux, 
orientando aula de dançaterapia.
5o momento: alegria e satisfação
 Realize movimentos fortes e extravagantes de 
expressão de alegria durante o final da música 
e por algum tempo ainda depois de seu final, 
pensando que está tocando sua própria música 
de alegria.
6. a) Estimule a discussão. Ajude os estudantes a refletir sobre cada momento. É muito importante que 
eles compartilhem o que sentiram com a experiência.
6. b) É importante levar os estu-
dantes a recordar seus movimen-
tos coreografados e perceber qual 
estímulo os conduziu a mudanças. 
Provavelmente, a resposta estará 
relacionada ao ritmo da música e 
a variações de intensidade e de 
frequência nela.
6. c) Elementos da motricidade 
humana sempre estão em proces-
so de desenvolvimento quando 
são acionados para a ação. Sendo 
assim, dançar ajuda muito o sujei-
to a trabalhar seu potencial motriz 
com base na consciência corporal 
e nas habilidades colocadas em 
prática.
6. d) Espera-se que os estudantes 
façam um autorreconhecimento 
de sua facilidade e/ou sua dificul-
dade em se expressar pela dança. 
Muitos elementos entram nessa 
situação para balizar as respostas: 
vergonha, timidez, falta de costu-
me em dançar, medo de se expor, 
questões de gênero, pouca habi-
lidade motora, gostar de dançar, 
ser desinibido, ser leve diante dos 
desafios, etc.
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3 8 CAPÍTULO 1
 5ª PARADA
MOVIMENTO E MÚSICA: HARMONIA, RITMO E EXPRESSÃO
Você viu que a música contribui até para melhorar a saúde das pessoas, mas os es-
portes também dialogam com essa linguagem? Aproveite a última parada para explorar 
essa relação. Afinal, se você quiser produzir uma playlist para praticar uma atividade 
física, será preciso compreender como se ligam o esporte e a música. Por isso, nesta 
parada, você conhecerá melhor a ginástica rítmica. 
1 No Embarque, vocês viram que a música pode auxiliar na concentração e na 
melhora do desempenho em competições esportivas. 
a) Você conhece modalidades esportivas que ocorrem com música? Quais são elas? 
NA BNCC
Competências gerais: 1, 2, 5
Competências específicas de 
Linguagens: 1, 5, 7
Habilidades de Linguagens: 
EM13LGG103, EM13LGG501, 
EM13LGG701, EM13LGG704
Habilidades de Língua Portuguesa: 
 Todos os campos de atuação social: 
EM13LP12, EM13LP13, EM13LP14
Há modalidades esportivas que integram música, dança e competição esportiva. 
O sportdance, ou dança esportiva, por exemplo, é uma modalidade esportiva inspirada 
em danças urbanas, como o breaking dance, ligado à cultura hip-hop. No break, os 
integrantes propõem diversos tipos de disputa em que se desafiam com movimentos 
intensos feitos próximo ao chão. Essa modalidade esportiva será integrada aos Jogos 
Olímpicos de Paris, em 2024.
BALCÃO DE INFORMAÇÕES 
BAGAGEM
Há modalidades 
esportivas que 
consideram a qualidade 
dos movimentos de 
acordo com critérios 
técnico-combinatórios 
para a realização das 
competições. É o caso 
das ginásticas: artística 
(masculina e feminina), 
acrobática, aeróbica 
e de trampolim, nado 
sincronizado e saltos 
ornamentais.
Apesar de não ter 
caráter competitivo, e 
sim demonstrativo e 
participativo, a ginástica 
para todos segue os 
mesmos princípios. 
A Gymnaestrada é 
um dos eventos mais 
importantes da ginástica 
participativa e ocorre 
quadrienalmente, 
reunindo muitos atletas.
Os atletas Le Minh Hieu, do Vietnã, e Ramu Kawai, do Japão, na disputa pela medalha de 
ouro na competição de equipes mistas de break dance nos Jogos Olímpicos da Juventude, 
em Buenos Aires, Argentina, 2018.
b) Você já conhecia o sportdance? Você acha que a popularidade entre os jovens é 
um bom motivo para a inclusão desse esporte no programa olímpico?
c) Em sua opinião, como a música pode estar ligada aos critérios de avaliação de 
esportes como o sportdance?
2 Você conhece as principais características da ginástica rítmica? Caso não conheça, 
faça uma busca em enciclopédias esportivas ou sites de federações estaduais, 
nacionais e internacionais para obter essas informações.
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1. a) Espera-se que os estudantes mencionem esportes como ginástica rítmica, gi-
nástica artística, nado sincronizado e patinação artística. É possível que mencionem 
1. b) Respostas pessoais. Acolha 
os argumentos dos estudantes, 
considerando, sobretudo, se 
conhecem o break e se já viven-
ciaram essa prática. O Comitê 
Olímpico Internacional tem reno-
vado seu quadro de esportes no 
programa olímpico a �m de cha-
mar atenção de um público mais 
jovem. Modalidades como o sur-
fe, o skate, a escalada esportiva e 
o BMX foram incluídas nos Jogos 
Olímpicos.
1. c) A avaliação é feita, principal-
mente, por meio da comparação 
dos movimentos. Como são de-
senvolvidos de acordo com os 
sons das músicas, que devem 
estar em harmonia com os movi-
mentos, pode-se considerar que a 
avaliação dessas competições tem 
estreita relação com a música.
2. Além da competição realizada por meio de uma avaliação comparativa dos movimentos, a ginástica rítmica depende de 
música e elementos de coreogra�a em todas as suas provas e aparelhos (só o nado sincronizado apresenta essa mesma 
característica). Os aparelhos especí�cos também podem ser apontados (arco, corda, �ta, maças, bola, dois arcos menores e 
bastão), provas individuais por aparelho, provas coletivas, competição em grupo.
também jogos não inseridos nos esportes de alta performance, como a capoeira ou o treino de academias, entre outras manifestações da cultura 
corporal. O importante é levantar referências dos estudantes que associam o movimento, a música, a dança e o esporte.
Consulte respostas esperadas e mais informações para o trabalho com 
as atividades desta parada nas Orientações específicas deste Manual.
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3 9CAPÍTULO 1
3 Assista à apresentação da equipe feminina brasileira 
nos Jogos Olímpicos de Atenas 2004, no Canal 
Olímpico, disponível em: https://www.olympicchannel.
com/pt/video/detail/ginastica-ritmica-canta-brasil-music-monday-s/ (acesso em: 29 jul. 2020). A equipe 
competiu ao som de “Canta Brasil”, canção de Alcyr Pires 
Vermelho, Clotilde Arias e David Nasser, muito conhecida 
na voz da cantora Gal Costa.
 Após observar a apresentação pela primeira vez, 
retorne ao início do vídeo e analise-o com os colegas 
e o professor, baseando-se nas perguntas a seguir.
a) Durante a apresentação, escute atentamente a 
música, observando seus elementos constitutivos: 
intensidade e ritmo. Os movimentos das atletas têm 
características semelhantes às da música?
b) Observe a movimentação das atletas. Como elas exploram o espaço variando 
os planos e as direções dos deslocamentos?
c) Observe o ritmo da dança: Quando as atletas se movimentam em frequência 
lenta, moderada ou rápida? Como é a impressão de tempo, peso e fluência nos 
movimentos das atletas?
d) Que outros elementos ajudam a compor a apresentação? 
e) Qual é a relação entre a música e a movimentação corporal na ginástica rítmica?
4 A competição na ginástica rítmica ocorre por meio de notas de desempenho 
atribuídas por árbitros. Eles avaliam a série de duas formas: uma nota de dificuldade 
e uma nota de execução. 
 Converse com os colegas sobre as questões a seguir e registre uma síntese das 
respostas no caderno.
a) A nota de dificuldade está associada a elementos obrigatórios e de livre 
escolha, informados previamente aos árbitros. Piruetas, giros, paradas de mão, 
equilíbrios de complexificação, saltos mortais, lançamentos e movimentos 
dos aparelhos já têm uma pontuação de dificuldade preestabelecida pela 
federação. Você conhece algum desses movimentos? Consegue identificá-los 
na apresentação da equipe brasileira?
b) A nota de execução está ligada à realização de todos os elementos da série com 
máxima perfeição. Precisão, ângulo, velocidade, entre outros aspectos, podem 
subtrair ou somar pontos. Conta, sobretudo, a apreciação estética dos movimentos 
de dança e da fluência de gestos. Erros, quedas e descontrole dos aparelhos podem 
subtrair pontos. Qual é a função da música para a nota de execução?
c) Você acha que a expressão artística do atleta pode se manifestar na ginástica 
rítmica? 
NÃO ESCREVA NESTE LIVRO. 
Equipe brasileira de ginástica rítmica nos Jogos Olímpicos de 
Atenas, apresentando-se ao som de “Canta Brasil”, em 15 de 
agosto de 2004.
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3. b) A movimentação é composta de corridas, deslocamentos laterais, caminhadas e deslocamentos dan-
çados em diferentes direções, preenchendo e ocupando todo o espaço. Há passagens em que as atletas 
se concentram em um mesmo ponto. Os gestos ocorrem em planos baixos (próximos ao chão), planos 
médios, quando estão de pé, e 
planos altos, quando saltam.
3. c) A coreografia é composta de 
uma sequência de movimentos que 
se sucedem rápida, lenta ou mode-
radamente em fluências distintas, po-
dendo ser constantes e consistentes 
ou abruptos e espaçados. A gestuali-
dade corporal causa impressão de le-
veza e facilidade em alguns gestos e 
emprego de força e peso em outros. 
Ajude os estudantes a perceber as 
variações conforme o vídeo avança.
3. d) Oriente os estudantes a obser-
var as características de figurino, 
maquiagem, iluminação, cenário e 
adequação da música. A modalidade 
tem um padrão comum, contudo a 
cor e os detalhes da vestimenta e da 
maquiagem são variáveis e precisam 
se adequar à expressividade da co-
reografia e da música escolhida. 
3. e) É importante que os estudantes percebam que as variações de ritmo, timbre, melodia e intensidade da 
música ditam as variações de fluência, de peso, dos deslocamentos, do ritmo e dos próprios movimentos 
da ginástica. Na composição coreográfica, é preciso buscar expressões que harmonizem com a música.
4. a) Resposta pessoal. Proponha aos estudantes que busquem informa-
ções sobre cada um desses movimentos caso não os conheçam. É provável 
que apontem movimentos de aparelhos como um elemento mais visível.
4. b) Espera-se que os estudantes 
apontem que a sincronia entre os 
movimentos dançados e a música de 
acordo com o ritmo, a intensidade e a 
fluência garante a harmonização entre 
o corpo e o som. Nesse sentido, é 
fundamental uma boa escolha musi-
cal articulada a uma boa composição 
coreográfica.
4. c) Apesar da componente estética ser um dos critérios mais importantes para a ginástica rítmica, 
estimule a discussão no sentido de que os atletas não têm liberdade total, uma vez que podem 
perder pontos de execução caso sua expressão artística fuja dos rígidos 
códigos e parâmetros definidos pela Federação Internacional.
3. Exiba a apresentação e oriente os estudantes a perceber os movimentos e a relação deles com a música, destacando as variações de movimentos 
das atletas e sua relação com os movimentos da música. 
3. a) Incentive os estudantes a identificar as características de intensidade e ritmo 
na movimentação das atletas, estabelecendo relação entre a ocupação do espaço, o 
tempo, a leveza e a fluência. Esses dados serão explorados na sequência, então, nes-
se momento, estimule-os a fazer 
uma comparação prévia. 
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4 0 CAPÍTULO 1
5 Observe as fotografias de atletas usando os diferentes aparelhos da ginástica 
rítmica.
A ginástica rítmica é um esporte recente, com forte influência de práticas corporais artísticas do Leste Europeu. Ela entrou 
oficialmente nos Jogos Olímpicos em 1984. Sua modalidade masculina é ainda mais nova e múltipla, sendo muito tradicional na 
Espanha. A modalidade masculina é igual à feminina e tem como aparelhos fita, arco, maças, corda e bola.
A prova coletiva é realizada com cinco ginastas que se apresentam com aparelhos previamente determinados. Há também um tipo de 
ginástica rítmica masculina originado no Japão, com muita influência na Ásia, que absorveu elementos inspirados nas artes marciais 
asiáticas. Nela os aparelhos são diferentes, e apresentações de grupo acontecem com seis ginastas com as mãos livres. Ainda não 
existem competições internacionais de ginástica rítmica masculina, e a modalidade também não está nos Jogos Olímpicos.
BALCÃO DE INFORMAÇÕES 
Unai Arrieta, atleta espanhol, utilizando as 
maças como aparelho. Fotografia de 2020.
Naazmi Johnston, atleta 
australiana, utilizando a 
corda como aparelho. Delhi, 
Índia, 2010.
Grace Legote, atleta sul-africana, 
utilizando a bola como aparelho. 
Austrália, 2018.
Chisaki Oiwa, atleta japonesa, utilizando a fita 
como aparelho. Japão, 2019.
San Wong Poh, atleta malaia, 
utilizando o arco como 
aparelho. Inglaterra, 2014.
Kohei Ogawa, atleta 
japonês, utilizando 
o bastão como aparelho. 
Japão, 2015.
 Nos Jogos Olímpicos, não há modalidade masculina do nado sincronizado. Além 
disso, a prova de solo da ginástica artística masculina não incorpora elementos 
de coreografia como a feminina. Converse com os colegas: O que tem levado à 
exclusão das modalidades masculinas desses esportes dos Jogos Olímpicos? É 
possível que haja relação com a música e a expressão corporal?
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5. Deixe que os estudantes formulem suas opiniões e incentive-os a construir argumentos para defendê-las. A constituição histórica desses esportes 
na modernidade apelou para um padrão feminino ligado à delicadeza e à harmonia e um padrão masculino vigoroso e cheio de esforço. Esses paradig-
mas binários ainda subsistem nas ginásticas competitivas. Hoje em dia, entretanto, essa lógica bináriaestá em questionamento, devido às discussões 
sociais e políticas ligadas à questão dos gêneros.
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4 1CAPÍTULO 1
Renan Alcantara e Giovana Stephan no Campeonato Mundial de Esportes Aquáticos em Gwangju, Coreia do Sul, 2019.
6 Veja a seguir outros exemplos de esportes ligados à música que envolvem modalidades masculina, feminina e 
mista. A seguir, discuta com os colegas em uma roda de conversa.
Atletas brasileiros de ginástica acrobática Fabrício Abreu 
e Yasmin Menezes em preparação para o Campeonato 
Mundial de 2014.
Equipe mista de ginástica acrobática da Universidade Federal 
de Lavras, quando foi tricampeã da Copa Pan-americana de 
2018, na Colômbia.
 Em relação às competições esportivas com música, o que você pensa sobre a inclusão de modalidades mascu-
lina e mista em Jogos Olímpicos? 
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Conduza os estudantes a perceber que os esportes apresentados na página não estão inseridos nos Jogos Olímpicos e são modalidades 
mistas. Deixe-os debater livremente, inibindo comentários sexistas com argumentos contrários.
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4 2 CAPÍTULO 1
DESEMBARQUE
 PORTÃO 1
NOSSAS PLAYLISTS
Gênero Sociograma musical da turma
Situação 
Você vai investigar as afinidades musicais da turma por meio 
de playlists comentadas individuais e organizar as informações 
encontradas em um sociograma. 
Tema Afinidades musicais.
Objetivos
1) Construir e compartilhar playlists comentadas individuais. 
2) Descobrir possíveis afinidades musicais entre os colegas da turma.
3) Exercitar a empatia, o diálogo e a cooperação na resolução 
de conflitos. 
Quem é você
Uma pessoa que gosta de escutar música para fazer 
atividades diversas.
Para quem Sua turma. 
Tipo de produção Mista (parte individual e parte em grupo). 
 PORTÃO 2
DISCUTINDO O PROBLEMA A SER SOLUCIONADO
1 Neste capítulo, você e os colegas refletiram sobre a presença da música na 
sociedade, considerando aspectos individuais e sociais. Converse com a turma: 
Será que os gostos individuais podem ser investigados também a partir de uma 
perspectiva social? Ou dizem respeito apenas à individualidade? 
2 Vocês vão participar de uma investigação para resolver o seguinte problema:
 “Quais são as afinidades musicais da turma? O que elas dizem sobre o grupo?”
Informe-se sobre o que você vai fazer.
NA BNCC
Competências gerais: 1, 2, 3, 4, 5, 
8, 9, 10
Competências específicas de 
Linguagens: 1, 2, 3, 6, 7
Habilidades de Linguagens: 
EM13LGG101, EM13LGG103, 
EM13LGG104, EM13LGG201, 
EM13LGG204, EM13LGG301, 
EM13LGG302, EM13LGG305, 
EM13LGG601, EM13LGG602, 
EM13LGG604, EM13LGG701, 
EM13LGG703
Habilidades de Língua Portuguesa:
 Todos os campos de atuação social: 
EM13LP01, EM13LP02, EM13LP11
 Campo da vida pessoal: EM13LP20, 
EM13LP21
 Campo das práticas de estudo e 
pesquisa: EM13LP28, EM13LP33, 
EM13LP34
 Campo artístico-literário: EM13LP46, 
EM13LP47, EM13LP51, EM13LP53
Neste capítulo, você experimentou a música de vários 
modos: expressão cultural, componente essencial em 
modalidades esportivas, parceira de outras artes e 
prática terapêutica. Agora, a música será o tema de 
uma investigação sobre as afinidades entre você e os 
colegas da turma.
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Leia o projeto de comunicação com os estudantes. Informe que se 
trata de um trabalho que terá uma parte desenvolvida individual-
mente e outra, em grupo. Há sugestões de divisão em grupos com 
suas respectivas funções, mas os estudantes podem optar por ou-
tra forma de organização com sua ajuda. Não explique ainda o que 
é sociograma, pois isso será tratado ao longo do Desembarque.
Consulte respostas esperadas e mais informações para o trabalho com 
as atividades desta seção nas Orientações específicas deste Manual.
1. Após o estudo orientado no capítulo, espera-se que os estudantes concluam que os gostos individuais 
também podem ser observados a partir de uma perspectiva social, até porque esses campos não cons-
tituem aspectos isolados da vida. Ao contrário, as dimensões individuais e sociais são interdependentes.
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4 3CAPÍTULO 1
CONSTRUINDO E COMPARTILHANDO AS PLAYLISTS COMENTADAS 
2 Ouça a playlist publicada no blog da Secretaria de Saúde do governo de Minas 
Gerais no Outubro Rosa de 2017. Disponível em: http://blog.saude.mg.gov.br/ 
2017/10/04/outubrorosa-cuidados-cotidianos-devem-fazer-parte-da-rotina/. 
Acesso em: 15 jul. 2020.
a) Qual é a especificidade da playlist que você ouviu?
b) O que o blog sugere que se faça ouvindo a playlist?
c) Você usaria essa playlist para realizar o mesmo tipo de atividade proposto pelo 
blog? Por quê? Comente com os colegas.
3 Construa sua playlist. 
 COMO FAZER 
Escolhendo as faixas
 Busque, em sites especializados, quatro faixas musicais para serem ouvidas desenvol-
vendo as seguintes atividades. 
• estudar;
• fazer atividade física;
• dançar; 
• dormir.
 Anote o nome das faixas, considerando as gravações de sua preferência.
Comentando as escolhas
 Pense em justificativas para suas escolhas: Por quais motivos você optou por essa fai-
xa e essa gravação? Você prefere gêneros musicais com andamento mais rápido para 
fazer atividades físicas e para dançar e gêneros musicais com andamento mais lento 
para dormir e para estudar? Para apresentar esses motivos, escreva um breve comen-
tário, utilizando elementos próprios da linguagem musical.
4 Crie com os colegas um grupo em uma plataforma de trocas de informações on-line 
para compartilhar todas as playlists comentadas que a turma produziu. O professor 
deve ficar como mediador para organizar as informações. 
5 Antes de postar as playlists na plataforma, cada um de vocês deve selecionar uma 
imagem que o represente. 
1 Durante a viagem, você leu sobre a relação entre música e reações corporais. 
Troque experiências com os colegas.
a) A música influencia a sua vida? 
b) Você consegue perceber reações corporais causadas pela música?
c) Uma música com o andamento mais rápido alegra ou anima você?
O objetivo desta atividade é que os estudantes pesquisem músicas que se relacionem ao desenvolvimento 
de atividades preestabelecidas e à troca de experiências sobre esse tema, promovendo a reflexão sobre 
relações sociais, cultura e escolhas pessoais.
1. Estimule trocas de experiências 
sobre o papel da música na vida de 
cada um e sobre as diferenças de 
reações corporais relacionadas a 
diferentes gêneros musicais. Ajude- 
-os a iniciar uma interpretação crítica 
de textos sonoros, relacionando as 
reações corporais aos diferentes 
gêneros musicais.
Ela é composta somente de músicas cantadas por vozes femininas.
Que seja praticada atividade física.
Respostas pessoais. Contribua para que os estudantes façam análises críticas de dife-
rentes visões de mundo veiculadas em diferentes mídias e da influência dessas visões 
na construção das escolhas e dos interesses pessoais. Às vezes, o blog indica que seja realizada determinada atividade, mas algumas pessoas 
usariam as mesmas músicas para outras. No entanto, cabe reforçar que as mídias direcionam os gostos e os desejos das pessoas.
4. Contribua para que os estudan-
tes façam uma interpretação críti-
ca de suas preferências musicais, 
considerando o que aprenderam 
em casa, no espaço escolar e em 
outras esferas.5. Participe ativamente desse grupo, orientando os estudantes a expandir as formas de produzir sentidos além das dimensões técnicas, criativas e 
estéticas, alcançando, assim, dimensões críticas e éticas. Existem plataformas gratuitas que podem ser usadas para criar o grupo.
O andamento musical é a velocidade do compasso, ou seja, quão rápida ou lenta uma música pode ser. Basicamente são três tipos 
de andamento: rápido, moderado e lento. 
BAGAGEM
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4 4 CAPÍTULO 1
 PORTÃO 3
CONSTRUINDO O SOCIOGRAMA MUSICAL DA TURMA
1 Chegou o momento de construir o sociograma musical da turma. 
a) Converse com os colegas e levantem hipóteses: Vocês sabem o que é um 
sociograma? O que imaginam que seja?
b) Cheque as hipóteses levantadas considerando as informações do boxe abaixo. 
 Registrem, em uma tabela, as informações das playlists que �caram sob a responsa-
bilidade do seu grupo. Essas informações serão usadas para construir o sociograma 
musical da turma. Vejam a seguir um modelo de tabela.
Metrônomo.
BAGAGEM
Sociograma é um tipo de gráfico que permite visualizar as relações entre integrantes 
de um grupo social, observando tendências de afinidades e objetivos comuns. Por meio 
dele, é possível, por exemplo, ativar ligações potenciais entre integrantes que não se 
conhecem, mas têm afinidades. As afinidades mais influentes, ou seja, aquelas que têm 
maior preferência entre os componentes, são denominadas “líderes sociométricos”.
2 Para construir o sociograma musical, vocês vão trabalhar com o reconhecimento 
de padrões, ou seja, com a identificação de características comuns entre os dados 
encontrados. Sigam as orientações.
 COMO FAZER 
Classificando as músicas das playlists pelo andamento
 Organizem-se em grupos e dividam, da forma mais equitativa possível, as playlists 
produzidas pela turma.
 Classi�quem as músicas selecionadas pelo andamento (em lentas, moderadas ou rá-
pidas). Para isso, vocês podem usar aplicativos gratuitos de metrônomos disponíveis 
na internet. 
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Estimule os estudantes a falar palavras que con-
siderem ter relação com um sociograma e ano-
te-as no quadro. 
Se julgar conveniente, faça, co-
letivamente, a leitura do boxe, a 
�m de garantir que todos os estu-
dantes se apropriem do conceito 
de sociograma. Esclareça que 
ele pode ser utilizado de várias 
formas, até mesmo para que os 
grupos percebam subdivisões 
internas e possam dissolvê-las. 
Pontue que o sociograma permite 
que falsas a�nidades sejam des-
cobertas e diferenças aparentes 
sejam descartadas.
Participe ativamente de todos os grupos, contribuindo sempre que houver 
discordância de ideias. Caso as discussões �quem muito longas, opte por 
promover uma votação.
Oriente os estudantes a usar o 
metrônomo para identi�car o tipo 
de andamento das músicas das 
playlists. Caso seja necessário, 
realize a medição do andamento 
das músicas de uma das playlists 
como exemplo. Não é preciso 
fazer análises muito so�sticadas 
das músicas, apenas atribuir uma 
classi�cação prévia entre lentas, 
moderadas e rápidas.
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4 5CAPÍTULO 1
Música lenta para estudar (MLE) Augusto, Pedro, Roberta 
Música lenta para fazer atividade física (MLAF) Augusto
Música lenta para dançar (MLDan) Augusto, Roberta 
Música lenta para dormir (MLDor) Pedro
Música moderada para estudar (MME)
Música moderada para fazer atividade física (MMAF) Pedro
Música moderada para dançar (MMDan) Pedro
Música moderada para dormir (MMDor) Augusto 
Música rápida para estudar (MRE)
Música rápida para fazer atividade física (MRAF) Roberta
Música rápida para dançar (MRDan)
Música rápida para dormir (MRDor) Roberta
Analisando um sociograma musical 
 Observem um exemplo de sociograma, construído com base nas informações 
da tabela. 
 Considere o conceito e as possibilidades de interpretação de um sociograma e 
converse com os colegas sobre as questões a seguir.
a) Como é possível visualizar as relações de afinidade no grupo por meio do 
sociograma?
b) Relacionando os tipos de andamento com as atividades, qual seria o andamento 
que funciona como líder sociométrico? E como essa informação é destacada no 
sociograma?
c) Augusto, Pedro e Roberta poderiam compartilhar uma playlist para fazer 
atividade física?
Construindo o sociograma musical da turma
 Usando um computador e um projetor, construam, coletivamente, o sociograma mu-
sical da turma com base nas informações das tabelas elaboradas pelos grupos. Desta-
quem os líderes sociométricos.
MLE MLAF MLDan MLdor MME MMAF MMDan MMDor MRE MRAF MRDan MRDor
Augusto RobertaPedro
NÃO ESCREVA NESTE LIVRO. 
A expectativa é de que os estudantes percebam que Augusto, Pedro e Roberta preferem música lenta para estudar. Se 
eles fossem estudar juntos, provavelmente não haveria problema em relação à escolha do andamento das músicas. Além 
disso, é possível apontar a�nidade entre Augusto e Roberta em relação à preferência da música lenta para dançar.
O líder sociométrico é MLE, já que três estudantes escolheram música lenta para estudar. Essa informação foi destacada 
no sociograma pelo uso de letras em fonte maior e negrito.
A expectativa é de que os estudantes respondam que não, já que, pelo sociograma, os integrantes preferem andamentos 
distintos de música para praticar atividade física: Augusto prefere MLAF; Pedro, MMAF; e Roberta, MRAF.
Caso não seja possível o uso do computador e do projetor, os estudantes podem construir o sociograma na 
lousa e depois fazer o registro fotográ�co. Esse registro do sociograma é essencial para as atividades de análise 
que serão feitas no próximo portão.
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4 6 CAPÍTULO 1
 PORTÃO 4 
ANALISANDO O SOCIOGRAMA MUSICAL DA TURMA 
a) Segundo os índices sociométricos, quais colegas poderiam compartilhar uma playlist para estudar em grupo? 
Por quê?
b) Quais colegas poderiam compartilhar uma playlist para fazer atividades físicas? Por quê?
c) Quais colegas poderiam compartilhar uma playlist para dançar? Por quê?
d) Quais colegas poderiam compartilhar uma playlist para dormir? Por quê?
e) Quais fatores podem influenciar o estabelecimento dos líderes sociométricos da turma: preferências e 
experiências pessoais, familiares ou fatores relacionados à cultura? 
f) Ter afinidades musicais garante a empatia, o diálogo e a cooperação na resolução de conflitos?
 PORTÃO 5
AVALIANDO O APRENDIZADO 
Em uma roda de conversa, discutam as questões a seguir para fazer uma 
análise coletiva do sociograma musical da turma.
Reflita sobre o que vocês e os colegas vivenciaram neste capítulo.
ENTRETENIMENTO A BORDO 
 Para conhecer a história do rock brasileiro, desde os 
precursores, como Celly Campello, até os anos 1980, 
leia ABZ do rock brasileiro, de Marcelo Dolabela (Estrela 
do Sul, 1987). Esse guia ilustrado traz informações 
sobre mais de 2.500 astros do rock nacional.
 Assista ao documentário Pedrinha de Aruanda, sobre 
Maria Bethânia. Dirigido por Andrucha Waddington 
(Brasil, 2006, 61 min), ele pode ser visto no canal 
oficial da produtora. Disponível em: https://youtu.be/
L56nApN7Jp4. Acesso em: 3 ago. 2020.
QUESTÕES PARA AVALIAÇÃO
1 Você ampliou seu repertório, conhecendo novos gêneros musicais com as atividades do capítulo?
2 Foi importante realizar a pesquisa-ação para divulgar gêneros musicais pouco conhecidos em sua comunidade?
3
Você já havia evidenciado a relação entre música e poesia? Como? De que maneira você avalia essa relação após as ativi-
dades do capítulo?
4 Você já conhecia práticas terapêuticas que utilizam música e dança?
5
Conhecer a importânciada música para alguns esportes pode deixá-lo mais preparado para apreciar as apresentações dos 
atletas dessas modalidades?
6 Quais outras afinidades da turma poderiam ser quantificadas em outros sociogramas?
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Os estudantes devem ser estimulados a analisar criticamente o sociograma musical da turma. É essencial que percebam, por exemplo, que não são 
apenas as músicas que fazem as pessoas se saírem bem ao realizar determinadas atividades juntas. É necessário ainda que percebam que a cultura 
também pode influenciar escolhas e gostos musicais. Por exemplo, em alguns países, as pessoas se divertem ouvindo óperas e músicas de concerto, 
o que não é tão popular no Brasil.
Respostas pessoais.
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4 7CAPÍTULO 2
2
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OLÍMPICA
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Mulher com traje tradicional grego acendendo a tocha olímpica 
durante cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos de Inverno 
no estádio Panatenaico, em Atenas, na Grécia, em 2018.
N
este capítulo, você vai participar da organização 
de um evento esportivo com inspiração nos ideais 
olímpicos! Para iniciar essa jornada, vai refletir sobre di-
ferentes modalidades que fazem parte de eventos mul-
tiesportivos, para compreendê-las como práticas cultu-
rais diversificadas.
Depois, vai estudar o projeto de lei que institui a Se-
mana da Educação Olímpica nas escolas, utilizando co-
nhecimentos historicamente construídos para entender 
a realidade. Na sequência, vai analisar o modo como os 
países sede se planejam para recepcionar os Jogos Olím-
picos, a fim de exercitar a empatia e o respeito à diversi-
dade de indivíduos e grupos sociais. Em uma viagem na 
“carruagem de fogo” e em poemas indígenas, vai utilizar 
diferentes linguagens para descobrir que a música e a 
literatura têm mais em comum com as Olimpíadas do 
que imagina. Além disso, vai conhecer um pouco mais os 
jogos dos povos indígenas, acolhendo e valorizando os 
saberes desses grupos sociais. Por fim, vai conhecer algu-
mas competições que buscam promover o conhecimento 
científico, agindo pessoal e coletivamente com base em 
princípios éticos e solidários.
Prepare-se para acender a tocha olímpica!
COMPONENTE CURRICULAR 
ARTICULADOR: EDUCAÇÃO FÍSICA
Ververidis Vasilis/Shutterstock
Consulte mais informações para o trabalho com este capítulo nas Orientações específicas deste Manual.
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4 8 CAPÍTULO 2
EMBARQUE
1 Você já assistiu a alguma competição dos Jogos Olímpicos, Paralímpicos ou Indígenas, presencialmente, pela 
televisão ou pela internet? Que modalidades você acompanhou? Fale para os colegas.
2 As várias modalidades dos Jogos Olímpicos, Paralímpicos e Indígenas exploram e viabilizam a expressão da 
pluralidade por meio de diversas características corporais, aptidões e habilidades físicas. Observe as imagens e 
responda às questões a seguir.
Os Jogos Olímpicos constituem um 
dos eventos esportivos mais notáveis 
do mundo. Por meio de competições 
de tirar o fôlego, atletas de diversas 
nações, etnias e culturas reúnem-se 
para representar seus países e superar 
seus limites. Trata-se de um momento 
de aproximação e celebração global do 
corpo e da mente em sua diversidade.
NA BNCC
Competências gerais: 1, 2, 3, 4, 6
Competências específicas de 
Linguagens: 1, 2, 3, 5 
Habilidades de Linguagens:
EM13LGG104, EM13LGG201, 
EM13LGG202, EM13LGG204, 
EM13LGG301, EM13LGG302, 
EM13LGG501, EM13LGG502
Habilidade de 
Língua Portuguesa:
Campo da vida 
pessoal: 
EM13LP20
Ginasta artística 
estadunidense Simone 
Biles (1997-). Rio de 
Janeiro (RJ), 2016.
Velocista jamaicana 
Shelly-Ann Fraser-Pryce 
(1986-). Rio de Janeiro 
(RJ), 2016.
Levantadora de peso e halterofilista 
sul-coreana Jang Mi-ran (1983-). 
Londres, Inglaterra, 2012.
Jogador do Wheel Blacks passa a 
bola em partida do campeonato 
nacional de rúgbi em cadeiras de 
rodas. Sydney, Austrália, 2019.
Indígenas 
mongolianos em 
disputa de arco 
e flecha. Palmas 
(TO), outubro 
de 2015.
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Consulte respostas esperadas e mais informações para o trabalho com 
as atividades desta seção nas Orientações específi cas deste Manual.
1. Respostas pessoais. O objetivo é suscitar uma possível identi� cação e/ou expectativa nos estudantes quanto ao tema, para que possam se 
expressar comentando impressões e vivências a respeito de eventos esportivos.
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4 9CAPÍTULO 2
CEIA CAFÉ DA MANHÃ
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a) Você já praticou alguma das modalidades apresentadas nas imagens? Quais 
delas você ainda não conhecia?
b) Que outras modalidades que fazem parte desses jogos você conhece? 
c) Com base nas imagens, é possível dizer que existe um padrão físico para se tornar um atleta?
3
 
Participar dos Jogos Olímpicos requer muita disposição e energia. Observe os infográficos com a dieta de alguns 
atletas olímpicos brasileiros e responda às questões a seguir.
Jogadoras de futebol 
das seleções brasileira 
e chinesa. Chongqing, 
China, 2019.
Indígenas brasileiras em 
corrida de tora. Palmas 
(TO), outubro de 2015.
 Infográfico II 
 Infográfico I 
Dieta do nadador carioca 
Bruno Fratus (1989-). 
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Dieta da ginasta paulista 
Daniele Hypólito (1984-).
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Barra de
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Canela Ameixas
secas
Carne de 
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e mamão
Iogurte
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NÃO ESCREVA NESTE LIVRO. 
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BRUNO FRATUS
MÉDIA DO 
BRASILEIRO
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DANIELE HYPÓLITO
MÉDIA NACIONAL
(FEMININA)
1.700
2. a) Respostas pessoais. Permita que os estudantes compartilhem as próprias impressões. É possível ampliar a discussão questionando sobre as 
possíveis razões que levam determinados setores a receber mais visibilidade que outros. Abra espaço para que reflitam acerca da necessidade de uma 
divulgação mais efetiva de eventos como os Jogos Paralímpicos e os Jogos Mundiais dos Povos Indígenas.
2. b) Resposta pessoal. Deixe que 
os estudantes expressem o que 
sabem sobre o assunto. Se achar 
conveniente, registre o nome das 
modalidades esportivas no quadro 
para posterior discussão.
2. c) Espera-se que os estudantes 
reconheçam a pluralidade corpo-
ral dos atletas participantes dos 
eventos esportivos retratados. 
Esse é um bom momento para 
ampliar a discussão e descons-
truir a ideia de que existe um cor-
po atlético ideal, de modo a pro-
mover um olhar mais consciente 
e respeitoso para a diversidade 
humana. 
Se achar pertinente, convide 
os estudantes a ler na íntegra o 
artigo “A dieta dos atletas”, de 
Rafael Quick, publicado na revis-
ta Superinteressante em 31 de 
outubro de 2016. Disponível em: 
https://super.abril.com.br/saude/a-
dieta-dos-atletas/. Acesso em: 25 
jul. 2020.
V3_LINGUAGENS_Faccioli_g21At_Cap2_047a080_LA.indd 49V3_LINGUAGENS_Faccioli_g21At_Cap2_047a080_LA.indd49 14/09/2020 16:5914/09/2020 16:59
5 0 CAPÍTULO 2
 Infográfico III 
a) Qual é a importância da nutrição para o desempenho esportivo desses atletas? 
b) De acordo com os infográficos, há diferenças na dieta de cada atleta. Por que as dietas não são iguais se são 
todos esportistas? Converse com os colegas e o professor.
4
 
Os primeiros Jogos Olímpicos da era moderna aconteceram em 1896, em Atenas, na Grécia. Desde a primeira 
edição, muitos esportes deixaram de ser olímpicos, e outros tantos passaram a integrar o evento mundial. Vamos 
testar seus conhecimentos sobre as modalidades olímpicas?
 COMO FAZER
Material necessário
 Folha de papel Caixa para armazenar tirinhas de papel Venda para os olhos
Passo a passo
 Identifiquem quais modalidades foram escolhidas para fazer parte dos Jogos Olímpicos de 
Tóquio, no Japão. Coletivamente busquem informações e listem essas modalidades.
 Recortem tirinhas da folha de papel e, em cada uma, escrevam o nome de uma moda-
lidade esportiva. 
 Dobrem as tirinhas e coloquem-nas em uma caixa.
 Vendem os olhos de um colega e o posicionem no centro da sala de aula.
 O professor sorteará uma modalidade e, silenciosamente, escreverá o nome dela no 
quadro, revelando-a à turma. 
 Na sequência, cada estudante deverá dizer uma palavra para descrever o esporte sorteado, 
que pode ser uma característica ou uma regra relacionada à modalidade esportiva.
 Caso o estudante vendado desconfie de que sabe a resposta, deverá fazer um movi-
mento que simule o esporte em questão. Se ele estiver enganado, o professor vai ins-
truir a turma a continuar dando pistas. Caso queira dar um novo palpite, o estudante 
deverá repetir o mesmo procedimento. 
 Se o estudante vendado der um palpite correto, a turma deve bater palmas duas vezes 
e, em seguida, dizer o nome da modalidade esportiva, concluindo a rodada. 
 O professor, então, vai iniciar um novo turno, selecionando uma nova modalidade na 
caixa e vendando outro estudante.
Saiba mais sobre 
as práticas atléticas 
e a pluralidade do 
biotipo dos atletas 
brasileiros em: http://
app.globoesporte.
globo.com/olimpiadas/
biotipos-dos-atletas/
index.html (acesso em: 
30 jul. 2020). Faça o 
teste “Qual atleta tem o 
biotipo mais próximo do 
seu” e descubra quais 
modalidades olímpicas 
combinam com seu 
biotipo.
VALE VISITAR
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Suco de 
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S 8.900
FERNANDO REIS
MÉDIA DO 
BRASILEIRO
2.200 Dieta do halterofilista 
paulista Fernando 
Reis (1990-).
4. Esta atividade é uma oportunidade de ativar os conhecimentos prévios dos es-
tudantes de forma divertida.
3. b) Cada modalidade espor-
tiva é diferente e demanda ha-
bilidades físicas específicas, 
além de despender uma quan-
tidade distinta de energia. Por-
tanto, os atletas precisam de 
dietas diferentes para otimizar 
o desempenho. A quantidade 
de comida necessária depen-
de de fatores como idade, 
altura, peso, nível de intensi-
dade, etc. Cada competidor 
tem uma constituição óssea, 
muscular e metabólica distin-
ta, e as dietas devem ser ade-
quadas a ela e às demandas 
da modalidade praticada. É 
importante que os estudantes 
reflitam sobre esse aspecto e 
percebam quão diferentes po-
dem ser as necessidades de 
cada pessoa.
3. a) Espera-se que os estudantes reflitam que, pelo intenso ritmo de treinos e práticas de atividade física, os atletas necessitam de uma alimentação 
específica e cuidadosamente planejada, que forneça os nutrientes necessários para que tenham um bom desempenho. O objetivo da questão é convi-
dá-los a compreender a importância de o atleta profissional ter boa nutrição para sua performance esportiva e perceber que as dietas variam de acordo 
com a modalidade praticada.
V3_LINGUAGENS_Faccioli_g21At_Cap2_047a080_LA.indd 50V3_LINGUAGENS_Faccioli_g21At_Cap2_047a080_LA.indd 50 14/09/2020 16:5914/09/2020 16:59
5 1CAPÍTULO 2
VIAGEM
NA BNCC
Competências gerais: 1, 2, 4, 6, 
7, 9, 10 
Competências específicas de 
Linguagens: 1, 2, 3
Habilidades de Linguagens: 
EM13LGG101, EM13LGG203, 
EM13LGG302, EM13LGG303 
Habilidades de Língua 
Portuguesa: 
 Todos os campos de atuação 
social: EM13LP02, EM13LP05, 
EM13LP12, EM13LP14 
 Campo da vida pessoal: 
EM13LP20, EM13LP22 
 Campo de atuação na vida 
pública: EM13LP23, EM13LP26, 
EM13LP27
Competência específica de 
Matemática: 1
Habilidade de Matemática: 
EM13MAT102
A pira olímpica está prestes a ser acesa! A tocha agora está em suas 
mãos e precisa percorrer um venturoso caminho até chegar ao destino 
dela! A largada foi dada! Prepare-se, pois os jogos vão começar!
A CHAMA OLÍMPICA RUMO ÀS ESCOLAS
O que você pensa sobre a realização de Jogos Olímpicos na escola? É a favor ou con-
tra? Está na hora de discutir esse assunto que até já virou projeto de lei.
1
 
No início de 2020, o Projeto de Lei n. 5 015, de 2019 (idealizado desde 2012), que 
propõe a instituição da Semana da Educação Olímpica nas escolas, foi aprovado 
e seguiu para o Senado. Leia as razões pelas quais os idealizadores da proposta 
defendem a implantação dessa atividade escolar. Em seguida, discuta as questões 
com os colegas e o professor.
1ª PARADA
NÃO ESCREVA NESTE LIVRO. 
Pira paralímpica acendida pelo nadador Clodoaldo Silva 
(1979-). Jogos Paralímpicos do Rio de Janeiro, 2016.
A tocha olímpica é carregada por atletas e cidadãos comuns até o local da cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos. 
A chama, que traz uma mensagem pacífica, anuncia a celebração dos jogos. Na cerimônia de abertura, a chama acende 
a pira olímpica, que permanece acesa durante toda a competição e é apagada ao final da cerimônia de encerramento.
BALCÃO DE INFORMAÇÕES 
Justifica•‹o
[...]
Mais do que um grande evento esportivo que mobiliza o mundo 
inteiro, os Jogos Olímpicos são um ponto de partida e uma gran-
de chance de nosso país acumular em políticas para não só mar-
car em sua história um grande acontecimento, mas evoluir ainda 
mais para alcançar a eliminação dos déficits sociais e ampliar a 
política de paz e desenvolvimento para as áreas que precisam. 
Não podemos tratar o cidadão como um simples consumidor, 
mas devemos tratar como um sujeito universal, dotado de neces-
sidades que ultrapassam o trabalho e a moradia, fazendo com que 
olhemos para o esporte como uma área importante para contri-
buir na construção desse cidadão. 
A realização dos principais megaeventos esportivos no país deve 
ser uma oportunidade para o desenvolvimento social e a formação 
cidadã e implantação de hábitos saudáveis. 
[...]
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1. Até meados de 2020, o projeto de lei que estabelece a Semana 
da Educação Olímpica no âmbito das escolas públicas, a ser come-
morada a partir do dia 23 de junho de cada ano, estava em análise 
no plenário do Senado. Acompanhe a tramitação do projeto no por-
tal do Senado, disponível em: https://www25.senado.leg.br/web/ 
atividade/materias/-/materia/138712 (acesso em: 31 jul. 2020).
Consulte respostas esperadas e mais informações 
para o trabalho com as atividades desta parada nas 
Orientações específicas deste Manual.
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5 2 CAPÍTULO 2
Contudo, necessário alertar que a realização da competição Jogos Olímpicos e Paralím-
picos não se restringe à questão de busca de medalhas ou de participação nas competi-
ções esportivas. Paralelamente a essa paixão por assistir ao espetáculo esportivo, deve-se 
implantar e desenvolver projetos e programas que promovam e incentivem a Educação 
Olímpica na busca e conquista dos legados socioeducacionais tão necessários e impres-
cindíveis. A competição esportiva em si encerra-se ao término de cada modalidade. Con-
tudo, os princípios do MovimentoOlímpico, a criação de hábitos saudáveis para a vida 
individual e coletiva da sociedade, a implantação dos valores éticos, sociais e morais têm 
a possibilidade de serem mantidos e desenvolvidos.
[...]
Todo processo educacional passa efetivamente pela escola. Portanto, um projeto de 
Educação Olímpica está centrado na escola, mesmo que não exclusivamente. Con-
siderando a proposta de que o esporte contribuiu para o processo educacional, uma 
proposta em termos de valores para a vida é desenvolver o Programa Educação Olím-
pica nas escolas, envolvendo todas as disciplinas e culminando com uma semana que 
envolva o dia 23 de junho, dia reconhecido mundialmente como do esporte olímpico.
Assim, justifica-se a implantação da Semana Olímpica nas escolas brasileiras baseadas 
no princípio 1 da Carta Olímpica que reforça a tese de que, associando o esporte com a 
cultura, a educação, e promoção da saúde e o meio ambiente, o Olimpismo estimula o 
desenvolvimento de um estilo de vida calcado na alegria do esforço, o valor educativo 
do bom exemplo e o respeito aos fundamentais princípios universais.
[...]
E se há um ambiente ideal para esse trabalho, é na escola, onde as crianças têm a oportu-
nidade de vivenciar as primeiras experiências dos movimentos dos esportes, inclusive 
olímpicos, sendo o espaço para aquisição de boas atitudes, hábitos e práticas saudáveis.
[...] Defendemos, pois, ser importante inserir nas escolas os Valores Olímpicos como 
parte da vida das nossas crianças e jovens.
[...]
Fundamental compreender que o ESPORTE É MUITO MAIS DO QUE COMPETIÇÃO. É 
um estado de espírito. O desafio é educar e encorajar os jovens à prática do esporte e 
a ensinar os valores. Esporte ajuda as pessoas, especialmente os jovens, a escapar do 
cotidiano, a respeitar uns aos outros e aprender que regras existem e como é impor-
tante respeitá-las.
[...]
BRASIL. Congresso Nacional. Projeto de lei de 2012. Instituir a Semana Olímpica 
nas Escolas Públicas. Disponível em: https://www.camara.leg.br/proposicoesWeb/
prop_mostrarintegra;jsessionid=E89CFAAD51EF9F2C0CC3898FE6534F2B.
proposicoesWebExterno1?codteor=1007234&filename=PL+4129/2012. Acesso em: 25 jul. 2020.
Os aros olímpicos foram idealizados em 
1914 pelo barão francês Pierre de Coubertin 
(1863-1937). Eles simbolizam a união dos cinco 
continentes, cada um representado por uma 
cor: azul, amarelo, preto, verde e vermelho. 
Essa é a principal identidade visual dos Jogos 
Olímpicos.
a) A realização de eventos esportivos é uma prática consolidada e pre-
sente no cronograma anual de atividades de algumas escolas. Você 
já teve a oportunidade de participar de um evento desse tipo na 
escola? Como foi a experiência? Caso não tenha participado, como 
acha que poderiam ser organizados?
b) Segundo os autores do projeto, por que a Semana da Educação 
Olímpica nas escolas públicas é importante? Você acha que os argu-
mentos utilizados justificam a proposta? Explique. 
c) No texto do projeto, a palavra “olimpismo” é mencionada como 
uma conduta a ser incentivada. Você já tinha ouvido falar nesse ter-
mo? Busque mais informações no portal do Comitê Olímpico Bra-
sileiro, disponível em: https://www.cob.org.br/pt/cob/movimento-
olimpico/o-olimpismo (acesso em: 31 jul. 2020). 
Tocha paralímpica 
com relevo da Pedra 
da Gávea e curvas 
do calçadão de 
Copacabana. Jogos 
Paralímpicos do Rio 
de Janeiro, 2016.
Tocha paralímpica 
com relevo da Pedra 
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Copacabana. Jogos 
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1. a) Respostas pessoais. O objetivo da questão é abrir espaço para que os estudantes possam relacionar o assunto tratado no texto do projeto de lei 
com as experiências prévias. A realização de eventos esportivos é algo que há muito tempo vem sendo feito no âmbito escolar. É possível que essa 
tradição já exista na escola em que estudam. No caso de terem vivenciado um evento desse tipo, deixe que compartilhem as impressões que tiveram 
durante a participação. 
b) Espera-se que os estudantes identi-
� quem que os autores do projeto de lei 
buscam justi� car a relevância da proposta 
elencando os pontos positivos da práti-
ca de esportes e os valores atrelados à 
educação olímpica nas escolas públicas. 
Para dar credibilidade ao que propõem, 
mencionam, por exemplo, um documento 
o� cial conhecido como “Carta Olímpica”, 
que rege os princípios do olimpismo des-
de 1899, quando foi escrita à mão pelo 
barão francês Pierre de Coubertin (1863 -
- 1937), fundador dos Jogos Olímpicos da 
era moderna; entretanto, a carta ganhou a 
forma e o nome atuais apenas em 1978. A 
ideia não é que os estudantes citem cada 
trecho no qual isso seja perceptível, mas 
que reconheçam os recursos argumenta-
tivos que os autores utilizam para defen-
der as ideias deles. 
c) Resposta pessoal. O olimpismo é uma 
� loso� a olímpica de vida que tem como 
fundamento o equilíbrio entre corpo, men-
te e força de vontade. O objetivo desse 
movimento é contribuir para a construção 
de um mundo mais pací� co por meio da 
prática de esportes, unida à cultura e à 
educação.
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5 3CAPÍTULO 2
• Considerando seus conhecimentos e a leitura do texto, responda: Por meio 
do olimpismo, que valores poderiam ser construídos socialmente?*
d) Os autores do projeto de lei defendem que o âmbito escolar é ideal para a 
promoção da prática esportiva. Você concorda com essa ideia? Por quê?
e) Quais seriam os benefícios que os esportes podem trazer à vida de um 
estudante?
f) Em sua opinião, que tipos de benefício essa proposta pode trazer às esco-
las brasileiras? Você gostaria de ver a realização desse projeto na escola 
em que estuda?
2
 
Leia as imagens para responder ao que se pede.
 Imagem I 
Medalhas olímpicas do Brasil ao longo 
das competições entre 1920 e 2016.
 Imagem II 
Quadro de medalhas dos 
Jogos Olímpicos de 2016, 
no Rio de Janeiro.
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d) Respostas pessoais. Nesta 
questão, o objetivo é estimular 
os estudantes a expressar ideias 
e refletir sobre as funções da es-
cola. A expectativa é que reconhe-
çam a escola como um ambiente 
responsável e capaz de propor-
cionar a construção de novos co-
nhecimentos e transformações 
sociais. 
e) Espera-se que os estudantes 
reflitam que os esportes têm um 
papel importante no aprimora-
mento da saúde mental e física. 
Além disso, promovem o trabalho 
colaborativo, estimulam a auto-
confiança e a liderança, trabalham 
a tomada de decisões e o geren-
ciamento do tempo, além de ensi-
narem que ganhar e perder fazem 
parte da vida. A ideia é que os 
estudantes possam reconhecer 
essas questões. Não é por acaso 
que a Educação Física, que se de-
* O olimpismo é centrado em três valores. Um deles é o respeito, não só a si mesmo, mas também ao próprio corpo, ao próximo, ao esporte e, ainda, 
aos regulamentos. Outro valor promovido é a amizade, coração do movimento olímpico, que encoraja uma visão do esporte como ferramenta de 
compreensão entre os indivíduos. O terceiro valor é a excelência, a ideia de fazer o melhor possível, independentemente da vitória ou da recompensa. 
Com base nesses valores, é possível trabalhar a solidariedade, a alegria, as práticas saudáveis, entre outros aspectos importantes para a sociedade.
dica ao estudo de temas como os 
esportes e a cultura corporal em 
geral, está entre os componentes 
curriculares que compõem o currí-
culo na Educação Básica. 
f) Respostas pessoais. Uma pro-
posta como essa possibilitaria 
uma compreensão maior dos 
princípios olímpicos, promoveria 
o acesso ao esporte e viabilizariadebates acerca dos impactos so-
ciais, culturais e econômicos ge-
rados pelos eventos multiespor-
tivos. Permita que os estudantes 
se expressem e incentive-os a 
compartilhar as opiniões sobre o 
assunto.
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5 4 CAPÍTULO 2
a) Com base nas imagens, que leitura é possível fazer da performance brasileira na 
história dos Jogos Olímpicos? Justifique sua resposta.
b) Para refletir sobre a premiação que vai ser usada nos Jogos Olímpicos escolares 
que serão propostos na seção Desembarque, organizem uma roda de conversa 
para debater os seguintes itens:
I. Atletas que não conquistaram o pódio devem continuar com patrocínio e 
incentivos para competir?
II. O que aconteceria se todos os atletas que não estivessem no pódio olímpi-
co parassem de competir?
III. Como os valores olímpicos de amizade, excelência e respeito podem ser assi-
milados em uma competição de alto desempenho, como os Jogos Olímpicos?
IV. Qual é a importância de premiar atletas com a medalha de fair play?
• Aproveitem a ocasião para começar a planejar como vocês vão premiar os 
atletas nos jogos que organizarão. Haverá premiação para a participação ou 
serão contemplados apenas os vencedores? Busquem definir um critério que 
todos considerem justo.
c) De todas as participações nos Jogos Olímpicos, os atletas brasileiros obtiveram 
maior número de medalhas em 2016, quando o país sediou o evento. Que fato-
res podem ter conduzido a esse resultado? 
d) Agora, debata com a turma: A existência de um projeto de lei de incentivo a 
atletas, similar ao projeto que incentiva estudantes, poderia influenciar positi-
vamente o desempenho de atletas brasileiros? De que forma?
3 Os representantes do Poder Legislativo exercem uma função importante no âm-
bito político, por isso devem estar atentos às necessidades da população para ela-
borar projetos que possam de fato facilitar a vida das pessoas. Você já pensou em 
trabalhar nessa área? Converse com os colegas.
4 Que outros projetos poderiam ser elaborados com o objetivo de melhorar a área 
do esporte e do lazer ou, ainda, desenvolver os valores olímpicos e paralímpicos na 
escola em que estuda ou no município em que mora? Discuta essas questões com 
os colegas e o professor.
A corredora neozelandesa 
Nikki Hamblin (1988-) 
ganhou a medalha de fair play
esportivo do Comitê Olímpico 
Internacional (COI), nos Jogos 
Olímpicos de 2016, no Rio de 
Janeiro, por sua atitude de 
parar de correr para ajudar a 
estadunidense Abbey D’Agostino 
(1992-), sua concorrente, que 
havia sofrido uma queda na 
pista de corrida.
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As medalhas olímpicas de ouro, prata e bronze são prêmios entregues aos atletas que sobem 
no pódio. Entretanto, todos os atletas e oficiais que participam dos Jogos Olímpicos recebem 
uma medalha de participação, dada pelo Comitê Organizador da competição.
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3. Respostas pessoais. Esse momento de refl exão pode ser interessante para que os estudantes consi-
derem as relações do mundo do trabalho, a fi m de que possam fazer escolhas alinhadas ao exercício da 
cidadania e ao seu projeto de vida. Escute o que eles têm a dizer. 
d) Respostas pessoais. Abra espa-
ço para que os estudantes se posi-
cionem e apresentem o respectivo 
ponto de vista. Aqueles que se po-
sicionarem favoravelmente poderão 
argumentar que, uma vez que a 
imersão dos estudantes no universo 
olímpico produziria uma espécie de 
cultura do esporte, as práticas es-
portivas também seriam ampliadas, 
e mais pessoas vislumbrariam o ca-
minho dessas práticas como projeto 
de vida. Por outro lado, aqueles que 
se posicionarem negativamente po-
derão argumentar que o processo 
de melhoria na performance dos 
esportistas olímpicos já estava com 
uma tendência crescente mesmo 
sem um projeto de lei, pois essa 
iniciativa não é nova, uma vez que 
o olimpismo é um estilo de vida 
presente há muito tempo no âmbito 
esportivo, ou argumentarão que o 
real campo de desenvolvimento do 
esporte de alto rendimento é em ou-
tros lugares que não na escola. 
4. Respostas pessoais. A ideia é que os estudantes refl itam sobre o 
tratamento dado aos esportes no local onde estudam ou vivem. Ajude-os a analisar se as instituições dão 
atenção a essas questões. Deixe que apresentem possíveis soluções para os problemas que identifi carem e 
incentive-os a justifi car a relevância do que estão propondo.
b) Respostas pessoais. A expectativa é que os 
estudantes percebam que existe uma valoriza-
ção da vitória, da medalha de ouro e do pódio 
nas competições olímpicas, mas que elas só 
são possíveis em um cenário que incentiva a 
participação e a cooperação entre diferentes 
atletas e nações durante os jogos. Esses princí-
pios são importantes para o momento da reali-
zação da Semana Olímpica na escola, proposta 
na seção Desembarque. 
c) Resposta pessoal. A expectativa é que 
os estudantes apontem aspectos além do 
envolvimento maior da torcida brasileira ou a 
questão de os competidores estarem jogan-
do em solo pátrio. É importante que perce-
bam também que, pelo fato de o Brasil sediar 
os Jogos Olímpicos de 2016, investimentos 
fi nanceiros foram feitos tanto na infraestrutu-
ra quanto nos incentivos à competição, isto é, 
houve um projeto de desenvolvimento espor-
tivo para que essa melhoria ocorresse, com 
mais atenção dada aos atletas. 
a) Espera-se que os estudantes concluam que, com base no número de medalhas apresentadas na imagem I, o desempenho do Brasil melhorou no decorrer 
das participações nos Jogos Olímpicos, obtendo o maior número de medalhas, principalmente de ouro, quando sediou a competição em 2016, na cidade 
do Rio de Janeiro. Contudo, de acordo com a 
imagem II, ainda teve desempenho inferior ao 
de outros países, como Estados Unidos, Rei-
no Unido, China, Rússia e Alemanha. 
V3_LINGUAGENS_Faccioli_g21At_Cap2_047a080_LA.indd 54V3_LINGUAGENS_Faccioli_g21At_Cap2_047a080_LA.indd 54 14/09/2020 16:5914/09/2020 16:59
5 5CAPÍTULO 2
ARQUITETANDO E RECEPCIONANDO OS JOGOS OLÍMPICOS
Sediar os Jogos Olímpicos é uma tarefa que exige atenção, cuidado e responsabilida-
de. Quando um país abre as portas para um evento desse porte, precisa se planejar para 
receber os convidados de forma educada e inclusiva. Assim, torna-se um bom anfitrião!
1
 
Observe as imagens e converse com os colegas sobre as questões a seguir.
2ª PARADA 
NA BNCC
Competências gerais: 1, 2, 3, 4, 
5, 6, 9
Competências específicas de 
Linguagens: 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7
Habilidades de Linguagens: 
EM13LGG101, EM13LGG102, 
EM13LGG202, EM13LGG302, 
EM13LGG304, EM13LGG402, 
EM13LGG502, EM13LGG601, 
EM13LGG602, EM13LGG603, 
EM13LGG604, EM13LGG701, 
EM13LGG703
Habilidades de Língua 
Portuguesa:
 Todos os campos de atuação 
social: EM13LP01, EM13LP02, 
EM13LP11, EM13LP12
 Campo jornalístico-midiático: 
EM13LP42, EM13LP45
NÃO ESCREVA NESTE LIVRO. 
a) Qual é a função das arenas e dos estádios retratados nas imagens? O que am-
bos têm em comum?
b) O visual desses espaços, muitas vezes, é inspirado nos aspectos histórico-cul-
turais do país anfitrião, de modo a criar uma atmosfera convidativa tanto para 
os espectadores como para os atletas. 
• Busque informações na internet sobre o Estádio Panatenaico, em Atenas, o 
primeiro a sediar os Jogos Olímpicos modernos. Depois, converse com os cole-
gas sobre como essa construção traduz aspectos histórico-culturais da Grécia. 
c) Por que as cidades sede precisam fazer um planejamento urbano e arquitetô-
nico antes de receber as delegações e os visitantes de cada nação?
Ao fazer a busca, dê 
preferência a fontes 
especializadas nos 
Jogos Olímpicos. Para 
avaliá-las, observe os 
seguintes itens:
 É possível encontrar 
a autoria das 
informações? 
 Há possibilidade 
de encontrar essas 
informações em 
outras fontes? Asversões são iguais 
ou diferentes?
Estádio Panatenaico, em Atenas, Grécia. 
É um dos estádios mais antigos do 
mundo, construído em 566 a.C. Passou 
por diversas mudanças ao longo dos 
séculos e sediou os primeiros Jogos 
Olímpicos da era moderna, em 1896.
O Estádio Olímpico de 
Munique, na Alemanha, 
foi construído a partir 
de 1966 para sediar os 
Jogos Olímpicos de 1972.
Centro Aquático Nacional de 
Pequim, conhecido como Cubo 
d’Água, foi construído para os 
Jogos Olímpicos de Pequim, na 
China, em 2008.
O velódromo construído para 
os Jogos Olímpicos de Londres, 
na Inglaterra, em 2012, é 
inspirado no movimento do 
ciclismo e dispõe de 6 mil 
assentos para o público. 
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1. c) Durante a realização dos Jogos Olímpicos, o fluxo de visitantes nacionais e internacionais na cidade sede cresce. Para conseguir receber 
todos apropriadamente, muitas vezes a dinâmica do município precisa ser alterada durante o período do evento, pois novas infraestruturas 
Consulte respostas esperadas e mais informações para o trabalho com as atividades desta parada nas Orientações 
específicas deste Manual.
1. a) Espera-se que os estudantes mencionem que, além de serem espaços 
dedicados a competições esportivas, essas construções são palco de apre-
1. b) A expectativa é que os estudantes já tenham familiaridade com os aspectos mais emblemáticos da cultura grega, tendo em vista o percurso deles 
na Arte e na área de Ciências Humanas e Sociais Aplicadas. Nas antigas construções gregas, o material mais utilizado eram as pedras, em particular 
o mármore. No Estádio Panatenaico é possível notar essa referência cultural. Não à toa, também é conhecido como Calimármaro ou, na tradução em 
língua portuguesa, “beleza em mármore”. Além disso, o nome Panatenaico faz menção a celebrações nas quais se rendia culto à deusa Atena, o que é 
precisam ser construídas, até mesmo para contemplar pessoas com deficiência. Um dos exemplos disso são as alterações nos 
meios de transporte públicos.
sentações culturais, como as cerimônias de abertura e encerramento dos eventos olímpicos. A maioria das constru-
ções foi feita especificamente para os Jogos Olímpicos de suas respectivas cidades.
uma clara demonstração de que as referências dos primeiros Jogos Olím-
picos da modernidade eram os jogos gregos. A escolha da cidade sede do 
estádio também se alinha a esses aspectos socioculturais. Comente com 
os estudantes que o velódromo e o Cubo d’Água foram inspirados nos movimentos dos esportes disputados nesses espa-
ços: o ciclismo e as competições aquáticas.
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5 6 CAPÍTULO 2
2
 
Organizem um e-clipping selecionando notícias em sites para ter um apanhado sig-
nificativo de informações sobre as principais mudanças feitas na cidade do Rio de 
Janeiro para a realização dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos de 2016. O objetivo é se 
posicionar sobre a seguinte questão: O legado dos jogos para o Rio de Janeiro foi prin-
cipalmente positivo ou negativo? Para organizar o e-clipping, sigam as orientações.
 COMO FAZER
E-clipping
 Organizem-se em grupos de até cinco estudantes.
 Busquem na internet pelo menos três textos que tratem das transformações na cidade 
do Rio de Janeiro para os Jogos Olímpicos e Paralímpicos de 2016. Para fazer a busca, 
selecionem palavras-chave.
 Leiam os textos checando se as informações apresentadas são complementares ou 
contraditórias.
 Analisem a natureza das informações, atribuindo um ponto para cada informação po-
sitiva e um ponto para cada informação negativa. 
 Avaliem, no final, se houve mais referências positivas ou negativas no e-clipping em 
relação ao legado dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos para o Rio de Janeiro.
 Façam uma avaliação subjetiva (além dos números) para discutir se concordam ou não 
com os posicionamentos dos textos.
 Compartilhem, em uma roda de conversa, o posicionamento de seu grupo e escutem 
com atenção e respeito os posicionamentos dos outros grupos. Empreguem a varieda-
de e o estilo de língua adequados a essa situação comunicativa, atentando, sobretudo, 
às concordâncias verbal e nominal.
 Avaliem, ao final da roda de conversa, se foi possível formar um consenso sobre a 
questão.
3
 
As mobilizações que ocorrem em decorrência dos Jogos Olímpicos são, algumas 
vezes, motivo de controvérsia. Leiam a reportagem a seguir para saber mais a res-
peito das decisões do Comitê Olímpico Internacional.
Ninguém quer as Olimpíadas: 
COI escolhe sede dos jogos de inverno
Cinco das 7 candidatas a sediar as Olimpíadas de Inverno de 2026 retiraram sua 
candidatura, em problema que acontece também com os jogos de verão
Sediar as Olimpíadas costumava ser uma honra pela qual cida-
des e países batalhavam com unhas e dentes. Não mais. O Comitê 
Olímpico Internacional (COI) escolhe [...] a sede das Olimpíadas de 
Inverno de 2026 com cinco das sete candidaturas iniciais já tendo 
desistido ao longo do processo.
[...]
Os custos e exigências do COI assustam os interessados: os últimos 
jogos de inverno, em 2018, na cidade sul-coreana de PyeongChang, 
custaram quase 13 bilhões de dólares, enquanto os de verão, no 
Rio de Janeiro, em 2016, custaram mais de 20 bilhões de dólares. 
Para os jogos de verão de Tóquio [...], os gastos de 25 bilhões de 
dólares já são quatro vezes maiores que o previsto. Na lista do 
ônus de uma cidade sede, há ainda uma herança de equipamen-
tos e obras de infraestrutura subutilizados e frequentemente 
mal planejados.
Sede do COI, na Suíça: exigências da entidade fazem 
cidades não quererem sediar os Jogos Olímpicos. 
Fotografia de 2019.
BAGAGEM
E-clipping é o 
processo de 
monitoramento, análise 
e arquivamento de 
menções feitas na mídia 
digital a determinado 
evento, marca ou 
celebridade, como se 
fosse uma coleção.
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5 7CAPÍTULO 2
Os Jogos Olímpicos de 
Inverno são realizados 
a cada quatro anos 
e reúnem atletas 
de modalidades 
disputadas no gelo e na 
neve. As edições desses 
jogos acontecem no 
meio do intervalo dos 
Jogos Olímpicos de 
Verão, o que significa 
que a cada dois anos 
há uma edição de Jogos 
Olímpicos. Algumas 
das modalidades 
disputadas nos Jogos 
Olímpicos de Inverno 
são esqui, hóquei no 
gelo, patinação artística 
e snowboard.
BALCÃO DE 
INFORMAÇÕES 
Assim, nos ciclos entre 2008 e 2017, cidade atrás de cidade rejeitaram o concurso do 
COI em referendo – incluindo para os jogos de verão –, como Budapeste (Hungria), 
Davos (Suíça), Hamburgo e Munique (Alemanha) e Cracóvia (Polônia). Mesmo quan-
do a candidatura olímpica venceu no voto popular, em Oslo, na Noruega, o governo 
local desistiu de ir em frente (neste caso, depois que um documento vazado mostrou 
esdrúxulas exigências do COI que incluíam encontros com a família real e tratamento 
especial em aeroportos e estradas). A saída de Oslo daquela disputa, inclusive, fez a 
sede escolhida para 2022 ser Pequim, na China, onde neva menos de uma semana por 
ano (e será usada neve artificial).
NINGUÉM quer as Olimpíadas: COI escolhe sede dos jogos de inverno. Exame, 24 jun. 2019. 
Disponível em: https://exame.com/casual/ninguem-quer-as-olimpiadas- 
coi-escolhe-sede-dos-jogos-de-inverno/. Acesso em: 4 jun. 2020.
a) De acordo com a reportagem, por que algumas cidades se recusam a sediar os 
Jogos Olímpicos?
b) Ao receberem um evento como os Jogos Olímpicos, as cidades anfitriãs buscam 
mostrar sua melhor face ao mundo. Quais são as implicações disso? O quees-
ses lugares podem esconder?
4
 
A acessibilidade é muito importante quando se trata da recepção de atletas e tor-
cedores paralímpicos. Considerando os seguintes itens de acessibilidade que de-
vem ser garantidos em estádios e arenas de competições esportivas, discuta com 
os colegas: Todos os locais estão preparados para receber as pessoas com deficiên-
cia? O que é preciso ser feito para uma inclusão apropriada?
I. Rampa para cadeira de rodas
II. Piso tátil
III. Escada rolante
IV. Ingresso em braile
V. Elevador
VI. Catracas espaçosas
VII. Sanitário acessível com maior tamanho e barra de apoio
VIII. Arquibancada com lugares reservados para pessoas obesas e com deficiência
IX. Vagas no estacionamento para pessoas com deficiência
X. Kits de fones de ouvido com audiodescrição para pessoas com deficiência visual 
total ou parcial
XI. Guias para orientação
XII. Bancada de restaurante rebaixada
VALE VISITAR
O Estatuto de Defesa do Torcedor, homologado pela Lei n. 10 671, em 15 de maio de 
2003, assegura a acessibilidade ao torcedor com deficiência ou mobilidade reduzida, 
que tem direito à segurança nos locais onde são realizados eventos esportivos. 
Saiba mais sobre os direitos do torcedor em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/
leis/2003/l10.671.htm (acesso em: 30 jul. 2020).
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Até meados de 2020, a data dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos 
de Inverno de Pequim, em 2022, estava mantida.
4. Respostas pessoais. Espera-se que os estudantes reflitam sobre a acessibilidade em 
construções voltadas a eventos esportivos. É possível ampliar a discussão levando em con-
sideração se essas adaptações para a inclusão são feitas em outros locais públicos, como 
escolas, parques, bibliotecas, locais para eventos culturais, refeitórios, etc. 
3. b) Quando sediam os Jogos Olímpicos, muitas cidades procu-
ram divulgar na mídia a nova infraestrutura, como novos estádios 
a) Segundo a reportagem, a principal razão para que algumas cidades assumam 
esse posicionamento são os altos gastos gerados para as cidades sede. Outro 
fator que motiva essa decisão é o número de exigências feitas pelo COI.
e vilas olímpicas. Porém, apesar de gerarem empregos temporários, deixam de mostrar o 
número de pessoas que são desalojadas para que os locais possam dar lugar a essas cons-
truções. Há ainda a tentativa de ocultar e remover as pessoas carentes da visão 
dos espectadores estrangeiros, a fim de esconder problemas sociais, como a 
desigualdade. É importante que os estudantes possam discutir questões social-
mente relevantes como essa. Deixe que se expressem de forma respeitosa e 
empática. Se considerar conveniente, comente com eles que, enquanto “Jogos 
Olímpicos” é a denominação do evento esportivo propriamente dito, aquele 
inspirado no rito helênico e organizado pelo COI que ocorre de quatro em qua-
tro anos, as “Olimpíadas” determinam o período de quatro em quatro anos de 
intervalo entre cada edição dos 
jogos.
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5 8 CAPÍTULO 2
Daniel Dias exibe uma das 
medalhas de ouro conquistadas 
nos Jogos Paralímpicos de 2016, 
no Rio de Janeiro.
 A arremessadora de peso e de disco Rosinha dos 
Santos (1971-) conquistou diversas medalhas e recordes 
mundiais em competições internacionais. Desde que 
começou a competir em Paralimpíadas em 2011, ela 
não deixou de ser premiada nesse tipo de evento.
Alan Fonteles disputa prova 
nos Jogos Olímpicos do 
Rio de Janeiro, em 2016.
Rosinha dos Santos (1971-) exibe a 
medalha de bronze conquistada no 
Parapan-Americanos de Toronto, em 2015.
 O nadador brasileiro Daniel Dias (1988-) 
é chamado de Phelps Paralímpico em 
analogia ao estadunidense Michael Phelps 
(1985-), considerado o maior nadador de 
todos os tempos.
 A nadadora estadunidense Jessica 
Long (1992-) ganhou 23 medalhas 
paralímpicas e bateu vários recordes 
nas quatro Paralimpíadas de Verão 
de que participou: Atenas em 2004, 
Pequim em 2008, Londres em 2012 
e Rio de Janeiro em 2016.
Jessica Long disputando prova durante os 
Jogos Paralímpicos de 2016, no Rio de Janeiro.
Teresa Perales 
celebra a conquista 
da medalha de 
prata nos Jogos 
Paralímpicos de 2016, 
no Rio de Janeiro.
 A nadadora espanhola María 
Teresa Perales Fernández (1975-) 
ganhou mais de 26 medalhas 
em competições paralímpicas, 
tendo participado de cinco 
edições consecutivas, desde a 
de Sydney em 2000 até a do 
Rio de Janeiro em 2016.
6
 
Leia o texto a seguir, sobre a história dos Jogos Paralímpicos do Brasil, de acordo com o Comitê Paralímpico Bra-
sileiro. Depois, responda às questões oralmente.
História do esporte paralímpico brasileiro
O primeiro esporte adaptado praticado no Brasil foi o basquete em cadeira de rodas. Enquanto realizavam tratamento 
médico nos Estados Unidos, brasileiros com deficiência conheceram a modalidade e a trouxeram para o país. Em 1958, 
foi fundado o Clube do Otimismo, no Rio de Janeiro, por iniciativa de Robson Sampaio de Almeida e pela ação do téc-
nico Aldo Miccolis – dois pioneiros do Movimento no Brasil.
 A velocista brasileira Terezinha Guilhermina 
(1971-) conquistou diversas medalhas. Foi 
considerada pelo Livro dos Recordes, durante 
as Paralimpíadas de Londres em 2012, a mais 
rápida atleta com deficiência visual no mundo.
Terezinha Guilhermina, junto ao seu guia, 
vence em competição no Estádio Olímpico 
de Londres, em 2013.
5
 
Observe as fotografias de paratletas que ganharam destaque em variados Jogos Paralímpicos. Você conhece algum 
deles? Costuma acompanhar essas competições que ocorrem imediatamente após a realização dos Jogos Olímpicos? 
 O brasileiro Alan Fonteles (1992-), especialista 
em provas de velocidade no atletismo, quebrou 
o recorde mundial em 2013. Detentor de várias 
medalhas paralímpicas, tornou-se um dos 
principais velocistas da categoria.
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5. Respostas pessoais. Peça aos estudantes que leiam as legendas das imagens e discutam a audiência dos Jogos Paralímpicos, incentivando 
o respeito ao próximo e a inclusão. 
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5 9CAPÍTULO 2
Cão Waldi, mascote 
dos Jogos Olímpicos 
de Munique, na 
Alemanha, em 1972. 
Cão Cobi, mascote 
dos Jogos Olímpicos 
de Barcelona, na 
Espanha, em 1992. 
Gomdoori, mascote dos 
Jogos Paralímpicos de Seul, 
na Coreia do Sul, em 1988.
Vinicius e Tom, mascotes, 
respectivamente, dos Jogos 
Olímpicos e Paralímpicos do Rio 
de Janeiro, no Brasil, em 2016.
Kallyhute, mascote dos Jogos 
Mundiais dos Povos Indígenas 
em Tocantins, no Brasil, 2015.
Dois anos mais tarde, houve a primeira edição dos Jogos Paralímpicos, em Roma, na 
Itália. O Brasil, no entanto, só estrearia no evento na edição realizada na cidade de 
Heidelberg, na Alemanha Ocidental, em 1972. A primeira medalha paralímpica do país 
foi conquistada nos Jogos de Toronto, em 1976. Justamente Robson Sampaio de Almei-
da, acompanhado de Luiz Carlos, o “Curtinho”, faturaram a prata na modalidade lawn 
Bowls, antecedente da bocha que era praticada na grama.
Com exceção das duas primeiras edições do evento, a competição paralímpica ainda 
não era realizada na mesma cidade sede dos Jogos Olímpicos. A partir da edição de 
Seul, em 1988, a organização dos eventos assumiu o formato atual, ocorrendo na mes-
ma cidade e em sequência.
HISTÓRIA do esporte paralímpico brasileiro. Comitê Paralímpico Brasileiro. 
Disponível em: https://www.cpb.org.br/ocomite/institucional. Acesso em: 30 jul. 2020.
a) Aprimeira edição dos Jogos Paralímpicos aconteceu em Roma, na Itália, em 1960. Se a primeira edição dos 
Jogos Olímpicos modernos aconteceu em 1896, que motivos podem ter levado os Jogos Paralímpicos a acon-
tecer apenas 64 anos depois?
b) A partir da edição de Seul, na Coreia do Sul, em 1988, os Jogos Paralímpicos passaram a ocorrer na mesma cidade 
e em sequência dos Jogos Olímpicos. Por que essa mudança é considerada um marco na história do esporte?
c) Por que os Jogos Paralímpicos são um exemplo de cidadania e inclusão social?
d) Como você enxerga os valores olímpicos de amizade, excelência e respeito e os valores paralímpicos de de-
terminação, coragem, igualdade e inspiração na comunidade em que vive? 
7
 
Os Jogos Olímpicos têm vários símbolos, como os aros, a tocha e a pira olímpica, o hino, as mascotes, o lema, as 
medalhas de premiação (ouro, prata e bronze) e o juramento. 
 Reflita sobre as mascotes e responda oralmente às questões.
a) Você já ouviu o termo “mascote” associado ao esporte? Fale para os colegas o que você sabe sobre isso. 
b) Como você acha que uma mascote é escolhida para os Jogos Olímpicos?
c) Observe algumas mascotes escolhidas para representar diferentes países, durante a celebração dos Jogos 
Olímpicos e Paralímpicos, bem como dos Jogos Mundiais dos Povos Indígenas.
VALE VISITAR
Saiba mais sobre os 
símbolos olímpicos 
no portal do Comitê 
Olímpico Brasileiro em: 
https://www.cob.org.
br/pt/cob/movimento-
olimpico/simbolos-
olimpicos (acesso em: 
31 jul. 2020).
• Qual é a relação dessas mascotes com os países que deram origem a elas?
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6. a) Espera-se que os estudantes reflitam sobre o fato de que a primeira edição dos Jogos Paralímpicos aconteceu apenas 64 anos depois da primeira 
edição dos Jogos Olímpicos, o que significa que as pessoas com deficiência por muito tempo foram excluídas das práticas esportivas. Ressalte que 
todas as conquistas e direitos das pessoas com deficiência são resultado da luta contra o preconceito e dos movimentos pela inclusão.
a) “Mascote” é o nome dado a um animal, uma pessoa ou 
um objeto animado escolhido como representante visual ou 
identificador de uma marca, uma empresa ou um evento. 
São reconhecidas, principalmente, pelo forte carisma com 
o público.
b) Resposta pessoal. De acordo com a respos-
ta da pergunta anterior, os estudantes podem 
supor que a mascote deve gerar identificação 
c) Incentive os estudantes a buscar informações a respeito das mascotes e de seus respectivos países.
com aquilo que representa. No caso dos Jogos Olímpicos, ela deve se relacionar aos esportes e ao lugar que receberá aquela edição do evento.
b) Espera-se que os estudantes concluam que os Jogos Paralímpicos permitem que pessoas 
com diferentes tipos de deficiência participem de competições oficiais, antes restritas às pessoas 
não deficientes. Ao serem realizados imediatamente após os Jogos Olímpicos, os Paralímpicos dão visibilidade às pessoas com deficiência 
e mostram que, com adequações de instrumentos e infraestrutura, elas são capazes de realizar práticas esportivas como qualquer pessoa.
c) Espera-se que os estudantes discutam como a inclusão social nos remete a falar sobre cidadania, respeito, direitos e deveres que cada 
indivíduo tem na sociedade. As diferenças devem ser encaradas positivamente, reconhecendo sua fundamental importância na construção 
da identidade social dos seres huma-
nos, pois é um fator muito significativo para uma vida de respeito, empatia, aceitação, diálogo, acolhimento, cooperação e solidariedade.
d) Respostas pessoais. Incentive os estu-
dantes a, com base em suas vivências, po-
sicionarem-se em relação a como esses valores se materializam em sua comunidade. É importante que observem que os valores são diferentes de 
uma competição para outra, embora seja possível dizer que amizade, excelência, respeito, determinação, coragem, igualdade e inspiração são valo-
res presentes tanto nos Jogos Olímpicos quanto nos Paralímpicos. Por exemplo, atletas paralímpicos também trabalham em busca de excelência.
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6 0 CAPÍTULO 2
8
 
Agora, você e a turma vão idealizar e produzir uma mascote que represente a cida-
de onde moram e dar vida a essa personagem! Sigam os passos.
a) Em primeiro lugar, caracterizem a cidade onde vivem. Considerem aspectos 
como cultura, história, natureza, pontos turísticos, pessoas ilustres, entre ou-
tras peculiaridades.
b) Em seguida, individualmente, desenhem a mascote tendo como referência 
as características que vocês identificaram.
c) Coletivamente, promovam uma eleição na sala de aula. Todos poderão apre-
sentar sua criação para concorrer como mascote representante da Semana 
Olímpica na escola. 
9
 
Com a imagem e o nome da mascote escolhidos, vocês vão transformá-la em um 
objeto tridimensional. O modelo do passo a passo será o Fuleco, mascote da Copa 
do Mundo de 2014. Entretanto, vocês devem aplicar a técnica demonstrada a se-
guir para a produção da mascote eleita pela turma.
Fuleco, mascote da 
Copa do Mundo de Futebol 
de 2014, no Brasil.
 COMO FAZER
Mascotes
Material para fazer um exemplar
 Cinco folhas de jornal
 1 litro de água
 Mixer ou liquidificador
 Plástico filme de PVC
 Uma peneira média
 Uma bacia
 40 gramas de cola branca
 1 metro de arame flexível
 Meia folha de papel de seda ou 1 metro de papel higiênico
 Fita adesiva
 Alicate
 Tinta mais acessível para a turma
 Avental para proteger a roupa
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Produzindo o papel mach•
 Pique as folhas de jornal em pedaços pequenos 
(Figura A).
Figura A.
Figura B.
Figura C.
Figura D.
 Cubra os pedaços de jornal com água e deixe de mo-
lho por 48 horas (Figura B).
 Bata a mistura utilizando um mixer ou um liquidifica-
dor, depois das 48 horas (Figura C).
 Passe a mistura pela peneira apoiada na bacia, de 
modo a retirar toda a água (Figura D).
a) Resposta pessoal. Incentive os estudantes a reconhecer aspectos que destacam o lugar onde vivem.
b) Resposta pessoal. Comente com os estudantes que essa poderá ser 
a mascote dos Jogos Olímpicos da escola. Incentive-os a criar uma per-
sonagem que possa ser relacionada com facilidade à cidade onde vivem. 
c) Resposta pessoal. A atividade também pode ser feita em duplas ou grupos. Procure desenvolver uma dinâmica em que todos estejam à von-
tade para mostrar o que foi feito. A votação pode envolver toda a comunidade escolar, por exemplo, por meio do per�l da turma em uma rede 
social. O nome da mascote pode ser também um desdobramento desta atividade e envolver, mais uma vez, a comunidade escolar para votação.
Cada estudante deve preparar uma re-
ceita de papel machê para a escultura 
da própria mascote, que deve ter de 
10 cm a 15 cm. Se achar necessário, 
prepare receitas extras para que, no 
momento da modelagem, não falte 
material.
É importante (re)lembrar aos estudantes os conceitos de obras bi- e tridimensionais e levá-los a com-
preender que, ao transformarem um desenho em escultura, eles estão mudando o caráter dimensional 
da obra; nesse caso, trazendo mais detalhes, uma vez que a mascote poderá ser vista em 360°. Essas 
esculturas podem ser distribuídas durante os jogos da escola. A ideia é que possam fazer parte da pre-
miação, como troféus ao �nal da Semana Olímpica. Para a confecção das mascotes, serão necessárias, 
pelo menos, trêsaulas: uma para produzir o papel machê e duas para modelar a mascote. Oriente os 
estudantes a colocar o papel de molho 48 horas antes da aula em que produzirão o papel machê. 
Reforce para eles que a maioria das masco-
tes tem traços simples, costuma carregar os 
aros olímpicos e transparece simpatia.
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6 1CAPÍTULO 2
 Esprema a massa com as mãos até ela �car esfare-
lando (Figura E).
 
 Figura E.
 Acrescente a cola branca na massa (Figura F). 
 
 Figura F.
 Misture até se tornar uma massa homogênea (Figura 
G). Essa massa é o papel machê.
 
 Figura G.
 Envolva o papel machê em plástico �lme para evitar 
que ele resseque (Figura H).
 
 Figura H.
 Modelando a escultura da mascote
 Com base no desenho eleito da mascote, modele 
a base da escultura utilizando um arame flexível 
(Figura I). Se necessário, use o alicate para fazer 
as dobras.
 
 Figura I.
 Recheie essa estrutura com o papel de seda ou o pa-
pel higiênico. Use pequenos pedaços de �ta adesiva 
para ajudar a completar o espaço (Figura J).
 
 Figura J.
 Cubra a estrutura com o papel machê, modelando a 
mascote de acordo com o desenho (Figuras K e L).
 
 Figura K.
 
 Figura L.
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6 2 CAPÍTULO 2
3ª PARADA 
UMA VIAGEM NA CARRUAGEM DE FOGO!
Seja na cerimônia de abertura, seja no hino entoado pelos atletas de cada delegação 
ou no canto de apoio da torcida, a música sempre se faz presente nos Jogos Olímpicos. 
A história da música nos Jogos Olímpicos é tão antiga quanto o próprio evento!
1
 
Leia o artigo a seguir para saber um pouco mais sobre as relações entre as artes e 
os Jogos Olímpicos.
Havia provas art’sticas nos Jogos Ol’mpicos? 
[...] Entre 1912 e 1948, foram sete edições com competições de arte.
Inspirado nas Olimpíadas da Grécia antiga, o fundador dos Jogos modernos, Pierre du 
Coubertin, queria os corpos e as mentes mais sarados participando da festa – ele mes-
mo foi ouro em literatura, concorrendo com nome falso, em 1912.
Eram cinco modalidades: literatura, música, pintura, arquitetura e escultura. As obras 
eram enviadas para um comitê avaliador e precisavam ter temática esportiva. Dois 
atletas foram medalhistas no esporte e nas artes: o americano Walter Winans foi ouro 
no tiro (1908) e em escultura (1912); o húngaro Alfréd Hajós, primeiro campeão na na-
tação (1896), levou prata em arquitetura (1924).
[...]
ORÁCULO. Havia provas artísticas nos Jogos Olímpicos? Superinteressante, 21 dez. 2016. 
Disponível em: https://super.abril.com.br/blog/oraculo/havia-provas-artisticas-nos-
jogos-olimpicos/. Acesso em: 4 jun. 2020.
a) Você sabia que havia modalidades artísticas nos Jogos Olímpicos do início do 
século XX? O que pensa sobre isso?
b) As práticas artísticas deixaram de ser modalidades olímpicas em 1954. Hoje em 
dia, em quais modalidades esportivas a música tem lugar de destaque? Use 
seus conhecimentos prévios sobre o assunto e converse com os colegas.
2
 
A música “Carruagens de fogo” [“Chariots of Fire”], composta por Vangelis para a 
trilha sonora do filme homônimo, dirigido pelo cineasta Hugh Hudson e lançado 
em 1981, tornou-se um dos hinos dos Jogos Olímpicos e um tema musical que re-
mete à vitória e à glória. Escute-a para responder ao que se pede.
NA BNCC
Competências gerais: 1, 2, 3, 
4, 6
Competências específicas de 
Linguagens: 1, 3, 5, 6, 7
Habilidades de Linguagens: 
EM13LGG103, EM13LGG301, 
EM13LGG501, EM13LGG503, 
EM13LGG601, EM13LGG602, 
EM13LGG603, EM13LGG604, 
EM13LGG701, EM13LGG703 
Habilidades de Língua 
Portuguesa: 
 Todos os campos de atuação 
social: EM13LP13
 Campo da vida pessoal: 
EM13LP20
 Campo artístico-literário: 
EM13LP53
NÃO ESCREVA NESTE LIVRO. 
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EVÁNGELOS ODYSSÉAS PAPATHANASSÍU (1943-), 
conhecido como Vangelis, é músico e nasceu em Agria, 
na Grécia. É um dos mais notáveis compositores musicais 
para produções cinematográficas. Ganhou o Oscar de 
melhor trilha sonora original com o filme Carruagens de fogo 
[Chariots of Fire] (1981).
Lançado em 1981, o 
filme Carruagens de 
fogo [Chariots of Fire], do 
cineasta britânico Hugh 
Hudson (1936-), conta 
a história de como a 
equipe de atletismo 
da Grã-Bretanha se 
preparou para os Jogos 
Olímpicos de 1924. 
A trama, focada na 
superação dos atletas, 
é acompanhada pela 
trilha de Vangelis, que 
contribui para ressaltar 
a dramaticidade das 
cenas.
BALCÃO DE 
INFORMAÇÕES 
CARRUAGENS de fogo. 
Intérprete: Vangelis. 
Compositor: Vangelis. In: 
CHARIOTS of Fire. [S.l.]: 
Polydor Records, 1981. 1 CD, 
faixa 7.
a) Conte aos colegas: Você já conhecia essa música? Qual foi a sua sensação ao 
ouvi-la agora? 
b) Tente reconhecer os instrumentos utilizados na música. Quais fazem parte do 
arranjo? Converse com os colegas e o professor.
Consulte respostas esperadas e mais informações para o trabalho com as atividades desta parada nas Orientações específicas deste Manual.
b) Espera-se que os estudantes mencionem modalidades como a ginástica rítmica, a ginástica artís-
tica, o nado sincronizado e a patinação artística no gelo. A ideia é levá-los a refletir acerca da impor-
tância da música no âmbito esportivo, especialmente no que diz respeito a algumas competições. 
a) Resposta pessoal. A expectativa é que os estudantes 
não conheçam esse fato e se surpreendam com a infor-
mação. Deixe que compartilhem as reações.
2. b) Vangelis utiliza diversos ti-
pos de sintetizador, além de pia-
no e teclados. Vale ressaltar que 
ele vem de uma escola de músi-
ca que valoriza texturas, ruídos 
e mesclas e segue uma linha da 
música moderna e concreta que 
explora diversas nuances, am-
biências que se tornam objetos 
sonoros e parte da composição. 
Em “Carruagens de fogo”, es-
cutamos uma gama de sons que 
pode facilmente ser confundida 
com uma orquestra, mas ela é 
fruto de uma composição eletrô-
nica, feita por meio de sintetiza-
dores, que é uma característica 
da música do século XX.
a) Respostas pessoais. Os estudantes podem ter diversas reações. É provável 
que a música os remeta a uma corrida, uma conquista ou uma vitória, mas pode 
ser que os leve a outros campos da imaginação. 
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6 3CAPÍTULO 2
3
 
Vamos aprender a melodia da música “Carruagens de fogo” por meio de movimen-
tos corporais? Com os colegas, sigam as orientações. 
 COMO FAZER
 Ouçam os trechos da música que o professor vai reproduzir em velocidade mais lenta 
(em plataformas de compartilhamento de vídeos, é possível configurar a velocidade 
da reprodução; nesse caso, o ideal é retardá-la para 0,5). De pé, façam os movimentos 
indicados a seguir, sincronizando-os com as notas da melodia.
 1a parte da música (0 min 39 s a 1 min 8 s)
• Dó (grave) – primeira nota da melodia: bater um dos pés no chão.
• Fá (grave) – segunda nota da melodia: bater as mãos no quadril.
• Sol – terceira nota da melodia: bater as mãos no peito.
• Lá – quarta nota da melodia: estalar os dedos.
• Sol – quinta nota da melodia: bater as mãos no peito.
• Mi – sexta nota da melodia: baternos joelhos com as mãos.
• Dó (grave) – sétima nota da melodia: bater um dos pés no chão.
• Fá (grave) – oitava nota da melodia: bater as mãos no quadril.
• Sol – nona nota da melodia: bater as mãos no peito.
• Lá – décima nota da melodia: estalar os dedos.
• Sol – décima primeira nota da melodia: bater as mãos no peito.
• Dó (grave) – décima segunda nota da melodia: bater um dos pés no chão.
• Fá (grave) – décima terceira nota da melodia: bater as mãos no quadril.
• Sol – décima quarta nota da melodia: bater as mãos no peito.
• Lá – décima quinta nota da melodia: estalar os dedos.
• Sol – décima sexta nota da melodia: bater as mãos no peito.
• Mi – décima sétima nota da melodia: bater nos joelhos com as mãos.
• Mi – décima oitava nota da melodia: bater nos joelhos com as mãos.
• Fá (grave) – décima nona nota da melodia: bater as mãos no quadril.
• Mi – vigésima nota da melodia: bater nos joelhos com as mãos.
• Dó (grave) – vigésima primeira nota da melodia: bater um dos pés no chão.
• Dó (grave) – vigésima segunda nota da melodia: bater um dos pés no chão. 
 2a parte da música (1 min 9 s a 1 min 22 s)
• Dó (aguda): dar um pulo para a direita.
• Si: dar um pulo para a esquerda.
• Lá: estalar os dedos.
• Sol: bater as mãos no peito.
• Si: dar um pulo para a esquerda.
• Sol: bater as mãos no peito.
• Lá: estalar os dedos.
• Fá (grave): bater as mãos no quadril.
• Sol: bater as mãos no peito.
• Dó (aguda): dar um pulo para a direita.
• Si: dar um pulo para a esquerda.
• Lá: estalar os dedos.
• Sol: bater as mãos no peito.
• Si: dar um pulo para a esquerda.
• Dó (aguda): dar um pulo para a direita.
• Si: dar um pulo para a esquerda.
A versão de “Carruagens 
de fogo” apresentada pelo 
músico brasileiro Carlos 
Trilha está disponível 
em: https://www.
instrumentalsescbrasil.org.
br/artistas/carlos-trilha/
show-em-14-janeiro-2019 
(faixa 12, 3 min 34 s); acesso 
em: 10 ago. 2020. Com 
base nela, reproduzam 
os movimentos corporais 
indicados para os dois 
trechos da música. Essa 
melodia se repete ao longo 
de toda a música.
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6 4 CAPÍTULO 2
• Lá: estalar os dedos.
• Sol: bater as mãos no peito.
• Si: dar um pulo para a esquerda.
• Sol: bater as mãos no peito.
• Lá: estalar os dedos.
• Fá (grave): bater as mãos no quadril.
• Sol: bater as mãos no peito.
• Mi: bater nos joelhos com as mãos.
• Fá (grave): bater as mãos no quadril.
• Mi: bater nos joelhos com as mãos.
• Dó (grave): bater um dos pés no chão.
• Dó (grave): bater um dos pés no chão.
 Repitam os movimentos acompanhando a música com a velocidade lenta de reprodu-
ção, até que esses movimentos �quem automatizados.
 Ouçam novamente os trechos com a velocidade de reprodução normal do vídeo e 
refaçam os movimentos.
4
 
Depois de vivenciar a melodia de “Carruagens de fogo” em movimentos corporais, 
em uma roda de conversa, discuta as questões a seguir com a turma. 
a) Você conseguiu fazer todos os movimentos corporais em sincronia com a me-
lodia? Qual foi a sensação de tocar a música com o corpo?
b) Quais foram seus maiores desafios para realizar a atividade?
c) Você conseguiu distinguir as duas partes da música? 
d) Ao assistir ao vídeo, o que você sentiu ao saber que a música é tocada com 
sintetizadores e teclados?
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CARLOS TRILHA (1970-), nascido em Florianópolis, Santa 
Catarina, é instrumentista e produtor musical. Em 2007, 
seu trabalho solo Retrotec evidenciou sua paixão pelos 
sintetizadores e pelos teclados da década de 1980. Em 2018, 
lançou o álbum Moogbeat: Nação Zumbi para MiniMoog, com 
releituras das músicas da banda pernambucana criadas em 
um único sintetizador analógico dos anos 1960 chamado 
de MiniMoog. O show Concerto #1 para sintetizadores, um 
dos projetos mais recentes, apresenta versões futuristas de 
Vangelis, Villa-Lobos, Jean-Michel Jarre e outros artistas. 
Como produtor musical, trabalhou com artistas como Renato 
Russo, Lobão, Marisa Monte e Ana Carolina.
Acesse o portal do Sesc para assistir ao show de Carlos Trilha realizado para 
o projeto Instrumental Sesc Brasil em 2019, a fim de vivenciar uma releitura 
impactante da sonoridade clássica da música eletrônica. Disponível em: https://
www.instrumentalsescbrasil.org.br/artistas/carlos-trilha/show-em-14-janeiro-2019. 
Acesso em: 10 ago. 2020.
VALE VISITAR
Respostas pessoais. Incentive 
os estudantes a se posicionarem 
sobre a atividade, que permite a 
vivência de uma prática corporal, 
como forma de autoconhecimen-
to, socialização e entretenimento, 
com respeito à diversidade dos in-
divíduos e a suas particularidades.
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6 5CAPÍTULO 2
4ª PARADA 
OS JOGOS MUNDIAIS DOS POVOS INDÍGENAS
Prática corporal, cultura, conhecimento e diversidade. Os Jogos Mundiais dos Povos 
Indígenas abrem espaço para o protagonismo e a união dos povos originários. Seja 
dentro da arena, seja no interior de uma oca, todos são bem-vindos para vivenciar esse 
diálogo intercultural. 
1
 
Para ficar por dentro dos Jogos Mundiais dos Povos Indígenas, leia o fragmento a seguir 
da publicação impressa sobre a primeira edição do evento, ocorrida em 2015 no Brasil.
NA BNCC
Competências gerais: 1, 2, 3, 
4, 6, 9
Competências específicas de 
Linguagens: 1, 3, 4, 5
Habilidades de Linguagens: 
EM13LGG102, EM13LGG103, 
EM13LGG302, EM13LGG401, 
EM13LGG501, EM13LGG502, 
EM13LGG503
Habilidades de Língua 
Portuguesa: 
 Todos os campos de atuação 
social: EM13LP01, EM13LP02
 Campo da vida pessoal: 
EM13LP20
Os I Jogos Mundiais dos Povos Indígenas (JMPI) caracterizam-se por ser um evento 
que busca a valorização dos jogos tradicionais indígenas, ou grupos autóctones, como 
forma de salvaguardar seu patrimônio cultural. Os Jogos buscam promover a aproxima-
ção entre os diferentes povos, como forma de celebração de seus costumes, tradições e 
valores. Por fim, visam a sensibilizar os não indígenas sobre a diversidade das culturas 
indígenas e sobre a importância dessas culturas para a formação dos Estados nacionais. 
Os Jogos Mundiais dos Povos Indígenas foram idealizados pelo Comitê Intertribal (ITC), 
associação indígena brasileira, com o apoio de 16 países que decidiram que esse even-
to seria realizado no Brasil. Assim, o evento é uma realização do ITC como idealizador, 
organizador e articulador do apoio de setores governamentais e privados, de maneira 
especial o apoio da ONU, por meio do próprio secretário-geral.
Os jogos tradicionais são uma expressão do patrimônio cultural imaterial e colabo-
ram para a transmissão desse patrimônio, na medida em que guardam em si uma série de 
valores ancestrais, uma cosmovisão específica e contribuem para o diálogo intergeracional. 
É nesse sentido que as manifestações associadas aos jogos autóctones devem ser incenti-
vadas, não somente como demonstração de força e habilidade dos praticantes, mas como 
expressão de sua cultura. Os I Jogos Mundiais dos Povos Indígenas são uma das mais signi-
ficativas iniciativas no sentido da salvaguarda dessas manifestações em escala global.
[...] Foi uma grande celebração da diversidade cultural entre os povos, do respeito 
humano e recíproco; enfim, de uma cultura de paz. Entre os dias 22 e 31 de outubro de 
2015, foi formada uma grande comunidade composta por irmãos e irmãs de diferentes 
nações indígenas de diversas partes do globo, que conviveram praticando o respeito, a 
troca de experiências, a cooperação fraterna para a busca de soluções para problemas 
– compartilhados ou não – e a busca do bem-estar físico e espiritual de homens e mu-
lheres. Assim, “A unidade na diversidade” poderia ser o outro título dos Jogos Mundiais 
dos Povos Indígenas.
[...]
Épreciso dizer que esse evento somente foi possível em função da importante traje-
tória dos Jogos dos Povos Indígenas (JPI), realizados desde 1996 em vários estados do Brasil, 
idealizados por Carlos Terena e organizados pelo ITC. Foi a realização dos eventos nacionais 
que forneceu as bases teóricas, técnicas e logísticas que um evento mundial, como os JMPI, 
demanda. A sua realização com o protagonismo indígena é um feito que, por si só, merece 
ser celebrado. A formação do Grupo Coordenador Mundial para os JMPI foi fundamental para 
que essa celebração fosse possível, na medida em que possibilitou que irmãos indígenas 
de todo o mundo se reunissem e decidissem conjuntamente as características do evento.
Igualmente, os objetivos estabelecidos desde os primeiros Jogos Nacionais de 1996 
permanecem e se fortalecem a cada nova edição. Mais ainda, agora com os Jogos Mundiais, 
os objetivos consistem em resgatar e valorizar os jogos esportivos indígenas, promovendo 
congraçamento e intercâmbio entre as nações participantes, fortalecimento da identidade cultu-
ral desses povos e confraternização digna e respeitosa dos índios com a sociedade não indígena.
[...]
ROQUE, Lucas; TERENA, Marcos; CALFIN, Juan Antonio; TERENA, Taily. Jogos mundiais dos 
povos indígenas: Brasil, 2015: O importante é celebrar! Brasília: Pnud, 2017. p. 13-16. Disponível 
em: https://unesdoc.unesco.org/ark:/48223/pf0000249170. Acesso em: 26 jul. 2020.
NÃO ESCREVA NESTE LIVRO. 
Consulte respostas esperadas e 
mais informações para o trabalho 
com as atividades desta parada 
nas Orientações específicas 
deste Manual.
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6 6 CAPÍTULO 2
 Após a leitura, formem uma roda para debater as questões com os colegas e o professor.
a) Qual é a importância dos Jogos Mundiais dos Povos Indígenas para a preservação da cultura desses povos?
b) De que maneira a realização desse evento, em escala mundial, dá visibilidade aos jogos tradicionais indígenas?
2
 
Observe as imagens a seguir.
Os jogos tradicionais espelham a diversidade cultural que existe entre os povos originários e expressam um modo de 
vida que está intimamente associado ao seu meio ambiente – recursos vegetais, animais, hídricos e minerais – e com as 
diferentes etapas da vida – o percurso entre o nascimento e a morte, bem como todos os sentidos que são atribuídos a 
esses períodos da trajetória humana.
Os jogos fazem parte de um conjunto de significações culturais composto pelos rituais, pelas tradições orais, pelos ritos 
de passagem e pelas atividades cotidianas para a garantia da sobrevivência. [...]
ROQUE, Lucas; TERENA, Marcos; CALFIN, Juan Antonio; TERENA, Taily. Jogos mundiais dos povos indígenas: Brasil, 2015: O importante é 
celebrar! Brasília: Pnud, 2017. p. 21. Disponível em: https://unesdoc.unesco.org/ark:/48223/pf0000249170. Acesso em: 26 jul. 2020.
BALCÃO DE INFORMAÇÕES 
Indígena bororo 
em competição de 
arco e flecha, nos 
I Jogos Mundiais 
dos Povos 
Indígenas, em 
Palmas (TO), 2015.
Mulheres indígenas 
competem no cabo 
de força, nos 
I Jogos Mundiais 
dos Povos 
Indígenas, em 
Palmas (TO), 2015.
Indígena kanela 
em competição 
de arremesso com 
lança, nos I Jogos 
Mundiais dos 
Povos Indígenas, 
em Palmas (TO), 
2015.
Competição 
de corrida de 
100 metros, nos 
I Jogos Mundiais 
dos Povos 
Indígenas, em 
Palmas (TO), 2015.
Indígenas xerentes 
competem na 
corrida de tora, nos 
I Jogos Mundiais 
dos Povos 
Indígenas, em 
Palmas (TO), 2015.
Competição de 
canoagem, nos 
I Jogos Mundiais 
dos Povos 
Indígenas, em 
Palmas (TO), 2015.
Para ajudar na discussão, leia a Declaração das Nações Unidas sobre os Direitos dos Povos Indígenas, publicada em 2008 
no portal da Fundação Nacional do Índio (Funai), disponível em: http://www.funai.gov.br/arquivos/conteudo/cogedi/pdf/
LEGISLACAO_INDIGENISTA/Legislacao-Fundamental/ONU-13-09-2007.pdf. Acesso em: 1o ago. 2020.
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b) Espera-se que os estudantes percebam que esses jogos valorizam as culturas de diferentes povos e, ao mesmo tempo, proporcionam a 
convivência de respeito, troca de experiências e cooperação, valores da cidadania exercida mundialmente.
a) Espera-se que os estudantes sejam capazes de perceber que os Jogos Mundiais dos Povos Indígenas são uma competição que preserva, 
compartilha e garante visibilidade para as práticas culturais de cada povo indígena envolvido na competição. Sobre a trajetória do Brasil nas 
competições indígenas, vale comentar as edições nacionais iniciadas em 1996 e que seguiram até 2013, antes da realização da primeira
edição mundial. Seria importante ler parte da Declaração das Nações Unidas sobre os Direitos dos Povos Indígenas, principalmente o artigo 
31o, que trata dos direitos ao desenvolvimento e à proteção de todo tipo de manifestação cultural e cientí�ca dos povos indígenas.
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6 7CAPÍTULO 2
a) Nas fotografias, quais são os jogos retratados? Quais chamam mais a sua atenção?
b) Você já praticou alguma dessas atividades? Já assistiu a algumas delas em com-
petições?
c) Você já pesquisou jogos tradicionais indígenas? Conhece modalidades que te-
nham influências indígenas ou que sejam praticadas por essas comunidades?
d) De que forma os jogos tradicionais retratados nas imagens estão ligados à cul-
tura e ao cotidiano dos povos indígenas? 
e) Nos Jogos Mundiais dos Povos Indígenas, as provas praticadas dividem-se em 
três modalidades: jogos de integração, jogos de demonstração e jogo ociden-
tal. Leia o quadro, converse com os colegas e procurem explicar os critérios 
para a categorização dos jogos. 
Jogos de integração Jogos de demonstração Jogo ocidental
arco e flecha prova de velocidade: akô (praticada 
pelos Gavião Parkatêjê e Kyikatêjê, 
originários do sul do Pará)
futebol feminino e 
masculino
arremesso de lança futebol de cabeça: jikunahati e 
xikunahaty (praticado pelos Paresi, 
Nambikwara e Enawenê Nawê, 
em Mato Grosso)
cabo de força futebol com o joelho: katukaywa 
(praticado pelos povos do Parque 
Nacional do Xingu, em Mato Grosso)
corrida de 100 metros jogos com flechas: jawari (praticado 
exclusivamente pelos povos 
habitantes do Alto Xingu, região 
localizada em Mato Grosso); kagot 
(praticado pelos Xikrin e Kayapó, 
do Pará); kaipy (praticado pelos 
Gavião Parkatêjê e Kyikatêjê, 
do sul do Pará)
corrida de fundo jogo com bastão de madeira: ronkrã 
(praticado pelos Kayapó, do Pará)
corrida de tora jogos de arremessos: tihimore 
(praticados pelas mulheres dos 
Paresi, de Mato Grosso); zarabatana 
(praticado pelos Matis, originários 
do Amazonas) 
canoagem lutas corporais: aipenkuit (praticadas 
somente pelos homens dos Gavião 
Kyikatêjê, do Pará); huka-huka 
(praticado por homens e mulheres 
dos povos xinguanos); 
iwo (praticado pelos Xavante, de 
Mato Grosso); idjassú (praticado 
pelos Karajá, da ilha do Bananal, 
em Tocantins)
natação/travessia jogos com bola: ki-o-rahi (típico da 
Nova Zelândia); pelota p’urhepecha 
(típico do México); bola do jogo 
(típico da Guatemala)
Relacione as 
informações do 
quadro com seus 
conhecimentos 
prévios sobre jogos 
e competições para 
explicar os critérios.
NÃO ESCREVA NESTE LIVRO. 
a) São retratados jogos com cordas e toras; competições 
aquáticas, praticadas com canoa. Em cada imagem, é 
possível observar a participação de pessoas de diferen-
tes etnias indígenas.
Espera-se queos estudantes sejam capazes de identificar 
que, além de todas as imagens apresentarem diferentes 
competições indígenas, se trata de comunidades distintas, 
com culturas diferentes.
b) Respostas pessoais. Algumas atividades apresenta-
das são amplamente conhecidas, como “arco e flecha” e 
“cabo de força”, muitas vezes fazendo parte da infância 
dos estudantes. É interessante que sejam capazes de per-
ceber similaridades entre os jogos praticados nos Jogos 
Mundiais dos Povos Indígenas e em outras competições, 
como os Jogos Olímpicos. Outra similaridade é que algu-
mas modalidades são praticadas em equipe, o que promo-
ve as capacidades de organização, gestão, compreensão e 
compartilhamento entre os participantes.
c) Respostas pessoais. A expectativa é que os estudan-
tes compartilhem vivências e conhecimentos. Se houver 
estudantes indígenas na turma, estimule-os a falar sobre 
as práticas corporais da respectiva cultura. 
d) Espera-se que os estudantes identifiquem que esses 
jogos estão diretamente relacionados ao modo de ser dos 
povos indígenas. Por meio das modalidades retratadas 
nas imagens, é possível perceber esses aspectos. O “tiro 
com arco”, o “arremesso de lança” e a “canoagem” de-
monstram características de sobrevivência, como a caça 
e a pesca. A “corrida” e a “corrida de tora”, por sua vez, 
refletem o espírito guerreiro de superação, bem como ca-
racterísticas presentes em alguns rituais sagrados. Sugira 
aos estudantes que (re)leiam o boxe Balcão de informa-
ções (na página anterior) para responder a essa questão.
e) Espera-se que os estudantes concluam, por inferência, 
que os jogos de integração são modalidades tradicionais 
praticadas por vários povos indígenas. Os jogos de de-
monstração, por sua vez, são modalidades particulares 
de cada povo, portanto são praticadas por membros da 
etnia de origem do jogo. O jogo ocidental é o futebol, pra-
ticado por povos indígenas e não indígenas. Se os estu-
dantes quiserem saber mais sobre o assunto, oriente-os 
a consultar a obra Jogos mundiais dos povos indígenas: 
Brasil, 2015: o importante é celebrar!, de Lucas Roque, 
Marcos Terena, Juan Antonio Calfin e Taily Terena, publi-
cada em 2017. Disponível em: https://unesdoc.unesco.
org/ark:/48223/pf0000249170. Acesso em: 1o ago. 2020.
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6 8 CAPÍTULO 2
f) Além de praticarem a versão ocidental do futebol, os povos indígenas têm suas 
próprias versões dessa modalidade. Leia o texto a seguir e discuta com a turma: 
Seria fácil, para uma pessoa que tenha habilidade com a versão ocidental do 
futebol, realizar a prática na versão indígena? E o contrário, também ocorreria?
Jikunahati (“futebol de cabeça”)
O mito de fundação dos Paresis conta que o povo surgiu da fenda de uma pedra 
e que o seu ser superior, Azari, forneceu as orientações para a condução da vida 
daquela nação indígena. Dentre os vários ensinamentos, ele mostrou como jogar 
o futebol de cabeça. Na prática desta modalidade, é permitido somente o uso da 
cabeça para movimentar a bola.
Veja mais detalhes 
de como o futebol de 
cabeça dos Paresi, 
de Mato Grosso, é 
praticado com a leitura 
da reportagem feita 
à época dos I Jogos 
Mundiais dos Povos 
Indígenas de 2015, 
disponível em: https://
www.youtube.com/
watch?v=DKnRLW12RiE 
(acesso em: 10 ago. 
2020).
VALE VISITAR
Xikunahaty (zigunahiti)
É outra espécie de “futebol de cabeça”, com uma bola de látex fabricada pelos povos 
Paresi, Nambikwara e Enawenê Nawê, de Mato Grosso.
ROQUE, Lucas; TERENA, Marcos; CALFIN, Juan Antonio; TERENA, Taily. Jogos mundiais dos 
povos ind’genas: Brasil, 2015: O importante é celebrar! Brasília: Pnud, 2017. p. 40. Disponível 
em: https://unesdoc.unesco.org/ark:/48223/pf0000249170. Acesso em: 26 jul. 2020.
3
 
Com base nos exemplos do quadro de classificação das modalidades que fazem 
parte dos Jogos Mundiais Indígenas, selecionem alguns deles para praticar na es-
cola, com a orientação do professor de Educação Física.
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3. Nesse momento, é importante que os estudantes, em conjunto, escolham alguns dos jogos para praticar na 
aula de Educação Física. Caso seja necessário, auxilie-os na decisão, considerando as condições e a infraestru-
tura do ambiente escolar para a execução efetiva e em segurança do jogo selecionado.
Respostas pessoais.
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6 9CAPÍTULO 2
5ª PARADA 
UNINDO VERSOS E ALDEIAS
Das batidas de pé ao chocalhar do maracá. Do urucum encarnado aos ritos ances-
trais. Nesta parada, vamos conhecer um pouco mais a pluralidade linguística e cultural 
das comunidades indígenas a fim de compreender que seu valor se manifesta não ape-
nas nos jogos, mas também na literatura!
1 Leia o poema dos Kaxinawá “Eu pensava que a terra remendava com o céu” e, na 
sequência, a letra do canto “Parixara 2”, dos povos indígenas do circum-Roraima, 
em língua macuxi e acompanhada de sua tradução em língua portuguesa. Depois, 
discuta as questões com os colegas.
 Texto I 
Eu pensava que a terra remendava com o cŽu
No meu pensamento de antigamente,
Quando eu era menino,
O mundo, eu pensava
Que era que nem tocaia,
A terra remendava com o céu.
O sol,
Eu pensava que eram muitos,
Passando dias e dias.
A noite,
Eu pensava que era que nem fumaça,
Porque quando o sol ia embora,
A noite vinha cobrir o mundo.
O céu,
Eu pensava que era que nem ferro,
Nunca acaba.
A chuva,
Eu pensava que eram alguns bichos grandes,
Esturrando em cima do céu.
O homem,
Eu pensava que só nós mesmos vivíamos,
Só nós mesmos, o povo Kaxinawá.
Um dia, eu vi um branco chegando na nossa casa falando diferente. Mas eu pensava 
que quando eu fosse na casa dele, ele ia falar em Kaxinawá. Um dia, eu fui viajar com 
meu pai, para ver onde estava a terra remendada com o céu. Nós íamos descendo o rio 
e quando passaram alguns dias perguntei ao meu pai onde estava a terra remendada 
com o céu. O meu pai me disse que não estava remendada a terra com o céu. Que o 
mundo é muito grande e não tem fim... 
KAXINAWÁ, Noberto Sales Tene. Eu pensava que a terra remendava com o céu. 
Epifenomenologia, 21 nov. 2010. Disponível em: http://epifenomenos.blogspot.com/2010/11/
eu-pensava-que-terra-remendava-com-o.html. Acesso em: 26 jul. 2020.
NA BNCC
Competências gerais: 1, 3, 4, 
6, 9, 10
Competências específicas de 
Linguagens: 1, 2, 3, 4, 6, 7
Habilidades de Linguagens:
EM13LGG101, EM13LGG102, 
EM13LGG103, EM13LGG104, 
EM13LGG201, EM13LGG203, 
EM13LGG204, EM13LGG302, 
EM13LGG303, EM13LGG401, 
EM13LGG602, EM13LGG701, 
EM13LGG703 
Habilidades de Língua 
Portuguesa: 
Todos os campos de atuação 
social: EM13LP01, EM13LP02, 
EM13LP06, EM13LP11, EM13LP12
Campo artístico-literário: 
EM13LP46, EM13LP49, EM13LP51, 
EM13LP52, EM13LP53
NÃO ESCREVA NESTE LIVRO. 
GoodStudio/Shuttersto
ck
Consulte respostas esperadas e mais informações para o 
trabalho com as atividades desta parada nas Orientações 
específi cas deste Manual.
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7 0 CAPÍTULO 2
 Texto II 
Parixara 2
awairi kamaini itun etaato’pe makatairîmîko mamako
awairi kamaini itun etaato’pe makatairîmîko mamako
 mamai warekeruwa
 mamai warekeruwa
 mamai warekeruwa
awairi kamaini itun etaato’pe makatairîmîko mamako
awairi kamaini itun etaato’pe makatairîmîko mamako
 mamai warekeruwa
 mamai warekeruwa
 mamai warekeruwa
awairi kamaini itun etaato’pe makatairîmîko mamako
awairi kamaini itun etaato’pe makatairîmîko mamako
 mamai warekeruwa
 mamai warekeruwa
 mamai warekeruwa
[tradução em línguaportuguesa]
ao ouvir o som do meu instrumento kamaini
mamãe dorme mamãe dorme mamãe dorme
SEU TERÊNCIO; dona Zenita. Parixara 2. Projeto Panton PiaÕ. p. 76-77. Disponível em: 
https://pantonpia.com.br/#portfolio. Acesso em: 26 jul. 2020.
kamaini: flauta 
indígena, em geral 
longa, feita de madeira 
da árvore embaúba, 
muito utilizado nos 
rituais parixara, com 
o kewei (chocalho) e o 
sampura (tambor).
Indígenas Macuxi durante o 
ritual parixara. Aldeia Raposa 1, 
Normandia (RR), 2019.
VALE VISITAR
Eremu são cantos presentes na região do circum-Roraima, principalmente das etnias Macuxi e Taurepang. O projeto 
Panton Pia’ disponibiliza em seu portal as letras em macuxi e sua tradução, além das partituras e dos áudios dos cantos. 
Os artistas responsáveis pela execução do canto “Parixara 2” são Seu Terêncio e dona Zenita, da comunidade Ubaru, na 
Terra indígena Raposa Serra do Sol. Esses cantos fazem parte do livro Eremu do circum-Roraima, escrito pelo professor e 
escritor Devair Antônio Fiorotti (1972-2020). Ouça “Parixara 2”, que está disponível em: https://pantonpia.com.br/wp-
content/uploads/2018/11/parixara-2.mp3 (acesso em: 8 ago. 2020).
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2. a) Espera-se que os estudantes 
identifiquem que “Eu pensava” é a 
expressão que dá tom ao poema, a 
começar pelo título. Por meio dela, 
o eu lírico compartilha sua cosmo-
visão e descreve a natureza tal qual 
via em seus tempos de menino.
2. b) Respostas pessoais. Deixe 
que os estudantes compartilhem as 
impressões. Provavelmente, nesta 
fase de novas descobertas, eles já 
devem ter vivenciado experiências 
em que precisaram confrontar e re-
pensar crenças e expectativas.
2. c) Espera-se que os estudantes 
mencionem a chegada do homem 
branco onde o eu lírico vivia, o re-
conhecimento de que os Kaxinawá 
não eram o único povo nem existia 
apenas a sua língua e a descoberta 
de que a terra não remendava com 
o céu.
2. f) O que dá forma ao poema é o 
registro que o eu lírico faz dos frag-
mentos de sua memória infantil. 
Nesse tom de testemunho, com o 
qual ele desvela seu passado, é pos-
sível perceber os traços da oralidade. 
Para o leitor, uma possibilidade de 
interpretação é a sensação de que, 
em uma conversa franca, alguém 
lhe conta uma história. As folhas do 
papel, nesse caso, assumem a fun-
ção de um gravador que, em vez de 
armazenar a fala, grafa, por meio das 
letras, a voz do eu lírico. 
3. a) Respostas pessoais. Se algum 
estudante tiver conhecimentos so-
bre o ritual ou sobre o canto parixa-
ra, peça que os compartilhe com os 
colegas. O ritual tem por finalidade 
resgatar a relação dos nativos com a 
natureza e trazer alegria. É uma fes-
ta de agradecimento pela fartura da 
colheita, da caça e da pesca. 
2. d) Na primeira parte do poema, o 
eu lírico fala, por meio de versos, de 
sua subjetividade ao rememorar o 
mundo de sua infância. A estrutura 
do texto poético – artística e onírica 
por natureza – ajuda a enfatizar esse 
sentimento. Porém, na segunda 
parte do texto, que está em prosa, 
o mundo como o eu lírico conhecia 
é dissolvido pelas incertezas de 
uma nova realidade, apresentada 
pelo homem branco. A estratégia 
utilizada pelo autor, de escrever o 
trecho final em prosa, intensifica a 
sensação de rasura da imaginação 
causada pela nova realidade. 
2. e) Espera-se que os estudantes 
mencionem a implantação da cate-
quese, sendo a religião católica e os 
costumes europeus impostos pelos 
jesuítas aos povos indígenas duran-
te o período da colonização no Bra-
sil, ao longo dos séculos XVI e XVII.
• Resposta pessoal. É importante 
que os estudantes tenham a oportu-
nidade de debater questões social-
mente relevantes como essa. Abra 
espaço para que reflitam sobre o lu-
gar dos povos indígenas em nossa 
sociedade. 
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7 1CAPÍTULO 2
2
 
Releia o primeiro poema (texto I) para responder ao que se pede.
a) Os versos do poema são construídos a partir do imaginário que, na infância, 
povoava a mente do eu lírico. Que expressão é utilizada para evocar essa ideia? 
Como ele enxergava o mundo?
b) Você se lembra de alguma vivência semelhante em sua época de criança? E ao 
longo da adolescência até agora? O que você imaginava de uma forma, mas 
descobriu ser de outra?
c) Ao se confrontar com uma nova realidade, não é só o mundo ao redor do eu lírico 
que se transforma. A estrutura do texto também se modifica, deixando a composi-
ção em versos para se tornar prosa. Quais conflitos desencadeiam essa mudança?
d) De que forma o hibridismo entre as formas auxilia na construção de efeitos de 
sentido do texto? Justifique sua resposta. 
e) No poema, a questão da diferença entre as línguas é comentada. Contudo, uma 
língua mostra-se dominante em relação à outra. Por meio do trecho em prosa, 
de que momento histórico vivido pelos povos indígenas é possível se lembrar? 
• Debata com os colegas: Em que medida essa dominação pode se relacionar 
com o processo de apagamento e invisibilização das culturas indígenas?
f) A principal fonte das literaturas indígenas é a oralidade. De que forma esse 
aspecto se faz presente no texto? 
3
 
Retome o texto II para reler a letra do canto “Parixara 2”.
a) Você já conhecia o canto parixara ou o ritual de que ele faz parte? Se sim, conte 
para a turma; se não, busque informações para descobrir do que se trata.
b) Uma das características das canções parixara é exprimir as crenças e o modo de 
viver dos povos indígenas da região do circum-Roraima. É possível notar isso 
na letra do canto na tradução em língua portuguesa? Justifique. 
c) O que você observa no modo como os versos do canto foram distribuídos? O 
efeito visual possibilita criar que tipos de imagem poética?
d) Com base nos dois textos lidos, é possível afirmar que no Brasil só se fala a 
língua portuguesa? Explique.
4
 
De que forma a literatura pode auxiliar os povos indígenas na preservação de suas 
culturas? Justifique sua resposta.
5
 
Prepare-se, pois olimpíadas diferentes estão prestes a começar. Assim como nos 
Jogos Mundiais dos Povos Indígenas, o objetivo é demonstrar a força dos povos 
originários e fortalecer os laços comunitários. Nessas Olimpíadas de Literatura, 
você e os colegas vão apresentar um sarau.
 COMO FAZER
Olimpíadas de Literatura
Demarcando o território: entenda como funcionarão as Olimpíadas de Literatura
1a etapa – “Canoagem”
 É hora de remar para organizar uma coletânea de textos literários e artísticos de indí-
genas brasileiros!
Para responder, 
considere também a 
tradução da canção em 
língua portuguesa.
NÃO ESCREVA NESTE LIVRO. 
3. b) Espera-se que os estudan-
tes respondam que sim. Além da 
menção ao instrumento kamaini, 
presente na cultura desses povos 
indígenas, o canto fala da sensação 
que sua melodia causa, revelando 
um traço do modo de viver dessas 
comunidades.
3. c) Respostas pessoais. A dis-
posição das estrofes e dos versos 
não é gratuita, pois cria um efeito 
visual que permite interpretações 
diversas. Uma possibilidade é en-
tender que a imagem faz referência 
aos grafismos indígenas, forma de 
arte comum em várias etnias indí-
genas brasileiras que pode adornar 
o corpo das pessoas (em pinturas 
corporais), objetos (como cestos e 
potes de cerâmica), etc. Outra pos-
sibilidade é relacionar a imagem do 
vaivém dos versos com o balanço 
de uma rede. 
3. d) No poema, o eu lírico, repre-
sentante dos Kaxinawá, povo indí-
gena sul-americano, e da língua ho-
mônima, comenta o estranhamento 
que sentiu ao escutar a língua do 
homem branco pela primeira vez. Já 
o canto mostra a riqueza linguística 
dos Macuxi, povos indígenas tam-
bém sul-americanos. Entre os po-
vos indígenas do Brasil, há cerca de 
274 línguas, de acordo com dados 
do Censo realizado pelo Instituto 
Brasileiro de Geografia e Estatís-
tica (IBGE) em 2010. Logo,a ideia 
de que no Brasil só se fala a língua 
portuguesa é um mito. Mais infor-
mações a respeito das línguas e 
das etnias dos povos indígenas es-
tão disponíveis no portal do IBGE: 
https://indigenas.ibge.gov.br/estu-
dos-especiais-3/o-brasil-indigena/
lingua-falada (acesso em: 1o ago. 
2020).
4. Para muitos povos indígenas bra-
sileiros, preservar a cultura e manter 
a tradição é ser fiel ao que lhes foi 
ensinado. Por meio dos registros 
literários, eles renovam a memória 
ancestral, uma vez que difundem o 
caminho de seus antepassados e 
reforçam a cultura e as histórias de 
seus povos no presente.
Além disso, espera-se que os es-
tudantes reflitam que as literaturas 
indígenas cumprem ainda o papel 
de dar voz a indivíduos e comunida-
des historicamente invisibilizados, 
divulgando seus saberes, seus 
modos de vida e sua diversidade 
histórico-cultural a outros grupos 
sociais. Por meio da literatura, é 
possível desmistificar a noção equi-
vocada de que a cultura indígena 
é exótica, pertencente apenas ao 
passado. Trata-se, portanto, de um 
ato de liberdade e também de resis-
tência dos escritores da literatura 
indígena atual. 
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7 2 CAPÍTULO 2
 Posicionando as canoas: com o auxílio do professor, organizem-se em cinco grupos. 
 Remos a postos: antes de iniciar a busca, levem em consideração alguns aspectos importantes.
• A seleção dos textos deve se guiar pelo tema “a união dos povos”.
• O objetivo é reunir uma pluralidade de textos literários e canções produzidos por autores e cantores pertencentes a 
diferentes comunidades indígenas.
• Os grupos adicionarão a esse conjunto uma obra de arte (pintura, fotografia, escultura) de autoria indígena. A obra 
deve dialogar de alguma forma com o texto literário ou a canção escolhida.
 Conhecendo as águas que vão desbravar: os grupos podem realizar a pesquisa a partir dos nomes listados a seguir. 
• Escritores: Marcia Wayna Kambeba (Omágua/Kambeba), Eliane Potiguara (Potiguara), Graça Graúna (Potiguara), 
Daniel Munduruku (Munduruku), Tiago Hakiy (Sateré Mawé).
• Cantores: Kunumi MC (Guarani), Cristino Wapichana (Wapichana), Djuena Tikuna (Tikuna), Ademilson Umutina (Umu-
tina), Bro Mc’s (Guarani Kaiowá).
• Artistas plásticos: Arissana Pataxó (Pataxó), Carmézia Emiliano (Macuxi), Duhigó Tukano (Tukano), Jaider Esbell (Ma-
cuxi), Denilson Baniwa (Baniwa).
Durante a atividade, é preciso selecionar fontes confiáveis. Por isso, dê preferência a fontes especializadas que tratam de 
artistas indígenas. Para avaliá-las, observe os seguintes itens:
 Você já consultou essa fonte antes? O que você sabe sobre ela?
 É possível encontrar a autoria das informações? Essa autoria é reconhecida na área pesquisada?
 Quando essas informações foram publicadas? Há informações mais recentes?
 O circuito: Após decidir com qual escritor, cantor e artista o grupo vai trabalhar, a largada será anunciada. 
• Selecionem dois textos de seu escritor (poemas, contos, crônicas, etc.) ou seu cantor.
• Caso optem por canções, lembrem-se de dar preferência àquelas em que o cantor se expressa na língua materna.
• Por fim, selecionem uma obra de arte que dialogue com um dos dois textos literários escolhidos pelo grupo.
2a etapa – “Corrida com obstáculos”
 Em suas marcas: informem-se sobre a história, a trajetória e a cultura do escritor/cantor que seu grupo escolheu trabalhar. 
 Superando os obstáculos: por meio de uma pesquisa em sites confiáveis, descubram cinco ideias equivocadas que as 
pessoas têm a respeito das comunidades indígenas, a fim de desconstruir estereótipos relacionados a elas. 
3a etapa – “Corrida de tora”
 A união faz a força: reúnam-se em grupo para organizar todos os dados que conseguiram coletar. É importante que planejem 
a apresentação do sarau, descrito na etapa a seguir, distribuindo igualmente as funções. 
4a etapa – “Tiro com arco”
A literatura será seu arco. As palavras serão suas flechas. O coração das pessoas é o alvo que vocês precisam alcançar!
 Reconhecimento de perímetro: agora que vocês já têm o material necessário, está na hora de apresentá-lo aos colegas 
por meio de um sarau literário! Sob a supervisão do professor, organizem a sala de aula para esse evento. 
 Descarregando a aljava: é hora de celebrar a arte e reunir todos os povos. 
• Apresentem o autor/cantor pesquisado aos colegas e falem um pouco sobre ele: sua origem, seu povo, entre outros aspectos. 
• Em seguida, de maneira artística, recitem/narrem/contem/cantem os textos literários que o grupo selecionou. Todos 
os membros devem participar de alguma forma.
• Exibam a obra de arte escolhida e expliquem como 
ela dialoga com os textos lidos ou declamados. 
• Expliquem aos colegas como as produções dos ar-
tistas que pesquisaram auxiliam no combate aos 
preconceitos e às visões equivocadas que algumas 
pessoas têm em relação aos povos indígenas. 
• Finalizada a apresentação do seu grupo, tomem 
assento e aproveitem para apreciar a apresentação 
dos demais.
Saiba mais sobre o papel de mulheres indígenas na 
literatura com a leitura do artigo “Leia Mulheres 
Indígenas: 25 escritoras para você conhecer”, 
publicado no blog Visibilidade Ind’gena, disponível 
em: https://www.visibilidadeindigena.com/post/
leia-mulheres-ind%C3%ADgenas-25-escritoras-para-
voc%C3%AA-conhecer (acesso em: 10 ago. 2020).
VALE VISITAR
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7 3CAPÍTULO 2
6ª PARADA 
E AS OLIMPÍADAS DE CONHECIMENTO?
Após ter vivenciado as Olimpíadas de Literatura, você já deve ter percebido que 
as olimpíadas não estão relacionadas apenas ao mundo dos esportes. No Brasil, são 
realizadas algumas competições entre estudantes com o intuito de avaliar, por meio 
de provas e testes, a excelência intelectual em uma área específica. Esses eventos são 
conhecidos como Olimpíadas Científicas ou Olimpíadas de Conhecimento. O que você 
sabe sobre esse tema?
1
 
Para conhecer um pouco mais a proposta das Olimpíadas Científicas, leia os textos 
informativos a seguir.
Olimp’adas cient’ficas
As Olimpíadas Científicas são consideradas momentos privilegiados para a divulga-
ção científica e para a descoberta e incentivo de novos talentos. O caráter competitivo 
estimula a inventividade dos alunos e professores, além de fornecer elementos funda-
mentais ao Ministério da Educação para avaliar os estudantes brasileiros em relação 
aos alunos de outros países. Como benefício adicional, muitas olimpíadas incentivam 
o trabalho em equipe, reforçando hábitos de estudo, o despertar de vocações científi-
cas e os vínculos de cooperação entre equipes de estudantes e professores.
[...]
OLIMPÍADAS científicas. Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). 
Disponível em: http://cnpq.br/olimpiadas-cientificas. Acesso em: 26 jul. 2020.
 Com base no texto lido, responda oralmente:
a) Na escola onde você estuda, é comum ocorrerem Olimpíadas Científicas ou ou-
tras competições que envolvam conhecimento? Você já participou de alguma 
edição? Em caso afirmativo, relate à turma como foi a sua experiência. 
b) Você acredita que seja possível ter Olimpíadas Científicas de qualquer área do 
saber? Por quê?
c) Caso fosse participar de Olimpíadas Científicas, em qual área do conhecimento 
você gostaria de se inscrever? Explique.
d) Em sua opinião, o espírito competitivo é importante para a aquisição de conhe-
cimento?
2
 
As Olimpíadas de Conhecimento ocorrem nas diversas áreas do saber. Agora, va-
mos conhecer um pouco de duas Olimpíadas brasileiras: as de Matemática e as de 
Língua Portuguesa. Leia os textos informativos e, em seguida, discuta as questões 
com os colegas.
 Texto I 
Apresenta•‹o
A Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas – OBMEPé um projeto 
nacional dirigido às escolas públicas e privadas brasileiras [...].
Criada em 2005 para estimular o estudo da matemática e identificar talentos na área, a 
OBMEP tem como objetivos principais:
1. b) Resposta pessoal. Permita que os estudantes apresentem suas opiniões. Espera-se que eles percebam que 
existe a possibilidade de haver competições de conhecimento das mais diversas áreas do saber.
Resposta pessoal. Os estudantes são convidados a falar sobre seus gostos. A 
ideia é que reflitam acerca de suas aptidões científicas e pensem sobre as áreas 
do conhecimento que mais dialogam com seus interesses e suas habilidades.
NA BNCC
Competências gerais: 2, 4, 6, 
9, 10
Competências específicas de 
Linguagens: 1, 2, 3, 7
Habilidades de Linguagens: 
EM13LGG101, EM13LGG203, 
EM13LGG302, EM13LGG704
Habilidades de Língua 
Portuguesa: 
 Todos os campos de atuação 
social: EM13LP01, EM13LP06, 
EM13LP07
 Campo da vida pessoal: 
EM13LP20
 Campo das práticas de 
estudo e pesquisa: EM13LP28, 
EM13LP30, EM13LP32
NÃO ESCREVA NESTE LIVRO. 
Resposta pessoal. A depender das vivências de cada estudante, é possível que assumam posturas diferentes. Até mesmo 
entre educadores, a questão da competitividade nas Olimpíadas Científicas é debatida. Alguns se mostram contra e afirmam 
que competições incentivam a rivalidade e o individualismo. Outros se posicionam a favor, alegando que essas práticas estimu-
lam o pensamento científico, o posicionamento crítico e soluções criativas diante de problemas. Por isso, é importante que os 
Consulte respostas esperadas e mais informações para o 
trabalho com as atividades desta parada nas Orientações 
específicas deste Manual.
1. a) Respostas pessoais. Deixe que os estudantes relatem experiências. Se 
participaram, a opinião pode ser positiva ou negativa. O importante é que expli-
quem como foi essa vivência. Caso nenhum deles tenha participado das Olim-
píadas Científicas, mas seja comum a participação da escola, é importante que 
comente as edições do evento em que a escola concorreu ou concorre.
estudantes possam refletir a respeito 
disso, lembrando-se, por exemplo, 
do espírito de respeito e coopera-
ção dos Jogos Olímpicos. Estimule 
o debate, permitindo o confronto de 
ideias. É fundamental ainda ressaltar 
o respeito a todas as opiniões.
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7 4 CAPÍTULO 2
– Estimular e promover o estudo da Matemática;
– Contribuir para a melhoria da qualidade da educação básica, possibilitando que um maior número de alunos brasi-
leiros possa ter acesso a material didático de qualidade;
– Identificar jovens talentos e incentivar seu ingresso em universidades, nas áreas científicas e tecnológicas;
– Incentivar o aperfeiçoamento dos professores das escolas públicas, contribuindo para a sua valorização profissional;
– Contribuir para a integração das escolas brasileiras com as universidades públicas, os institutos de pesquisa e com 
as sociedades científicas;
– Promover a inclusão social por meio da difusão do conhecimento.
O público-alvo da OBMEP é composto de alunos do 6o ano do Ensino Fundamental até último ano do Ensino Médio. Em 
2019, mais de 18 milhões de alunos participaram da olimpíada. 
[...]
APRESENTAÇÃO. Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas. 
Disponível em: http://www.obmep.org.br/apresentacao.htm. Acesso em: 26 jul. 2020.
 Texto II 
Olimpíada de Língua Portuguesa 
A Olimpíada de Língua Portuguesa é um concurso de produção de textos para estudantes de escolas públicas de todo 
o país. Iniciativa do Ministério da Educação e [de uma empresa privada], com coordenação técnica do CENPEC, a 
Olimpíada integra as ações desenvolvidas pelo Programa Escrevendo o Futuro.
Em 2019, a partir do tema “O lugar onde vivo” e tendo como homenageada a escritora Conceição Evaristo, a 6a edição da 
Olimpíada teve a participação de 85 908 professores, de 42 086 escolas, distribuídas em 4 876 municípios brasileiros.
Professores inscritos orientaram seus estudantes a escreverem textos nas categorias Poema (5o ano EF), Memórias 
Literárias (6o e 7o anos EF), Crônica (8o e 9o anos EF) e Artigo de opinião (3o ano EM), e a produzirem um documen-
tário (1o e 2o anos EM). Após essas atividades em sala de aula, professores e estudantes que passaram pelas etapas 
Escolar, Municipal e Estadual, viajaram para São Paulo para participar dos cinco Encontros de Semifinalistas, um 
por categoria. [...]
Dentre os 569 estudantes semifinalistas e seus professores (medalha de bronze), 173 foram selecionados como finalis-
tas (medalha de prata) e, por fim, 28 foram vencedores (medalha de ouro).
OLIMPÍADA de Língua Portuguesa – 6a edição 2019. Escrevendo o Futuro. 2019. 
Disponível em: https://www.escrevendoofuturo.org.br/concurso. Acesso em: 8 ago. 2020.
Em 2016, estudantes do Piauí conquistaram 11 medalhas de ouro, 
20 de prata e 64 de bronze, além de 567 menções honrosas, 
na 12a Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas 
(Obmep).
3
 
Ao longo dos anos, estudantes brasileiros vêm sendo premiados por sua capacidade e sua excelência em áreas 
específicas do saber. A seguir, você vai ler um artigo para conhecer a história de duas irmãs que participaram da 
Olimpíada da Língua Portuguesa do Programa Escrevendo o Futuro. 
a) Em sua opinião, é importante que competições na-
cionais, a exemplo das citadas nos textos, sejam 
realizadas como ferramenta de estímulo ao estudo?
b) Além do incentivo à aprendizagem, que outras prá-
ticas as Olimpíadas de Conhecimento oportunizam? 
c) É possível reconhecer os valores olímpicos de ami-
zade, respeito e excelência nas Olimpíadas de Co-
nhecimento? De que forma? 
d) O que muda nas escolas quando elas participam 
desses eventos? Como a rotina de todos é alterada?
e) De que modo a participação dos estudantes nesse 
tipo de competição pode auxiliá-los na escolha de 
uma profissão?
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a) Resposta pessoal. A ideia é que os estudantes percebam que os desafios propostos por essas competições apresentam caráter motivacional. Elas 
buscam despertar a empatia pelo conteúdo da área visada, de modo a promover um aprofundamento nos conhecimentos que são foco de cada uma.
c) Espera-se que os estudantes percebam que, embora as olimpíadas esportivas e as olimpíadas científicas tenham pro-
postas diferentes, ambas promovem valores semelhantes, como a integração entre os competidores, a consideração que 
devem ter uns pelos outros e o incentivo para que os participantes deem o melhor de si, independentemente do resultado.
d) A preparação das escolas para esses eventos abre espaço para a execução de atividades diferenciadas e contextualizadas. Além disso, pos-
sibilita a integração dessas instituições aos institutos de pesquisa e sociedades científicas. Conforme sinalizado nos textos informativos, esses 
eventos contribuem, ainda, para o aperfeiçoamento dos professores e a melhoria da interação destes com os estudantes.
b) Espera-se que os estudantes mencionem 
que, além de desenvolver a autonomia intelec-
tual e o interesse pelo estudo, essas olimpía-
das proporcionam um intercâmbio de conheci-
mentos entre pessoas de diferentes escolas, 
realidades e regiões, oportunizando o trabalho 
colaborativo.
e) Resposta pessoal. O objetivo é que os estudantes possam refletir sobre a importância das Olimpíadas de Conhecimento para o aprofundamento e o 
aprimoramento de talentos, conhecimentos e habilidades. Ao possibilitar esse contato com o mundo científico, essas competições mostram a eles as pos-
sibilidades de uma carreira profissional e acadêmica, oportunizando, muitas vezes, o ingresso em universidades e cursos técnicos.
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7 5CAPÍTULO 2
A etapa final da 5a edição da Olimpía-
da da Língua Portuguesa Escrevendo 
o Futuro vem aí. E pela primeira vez 
existe a possibilidade de a medalha 
de ouro ser passada de irmã para 
irmã. Bianca Souza Soares, que foi 
vencedora nacional em 2010, está na 
torcida por Brenda, que hoje, com os 
mesmos 16 anos da irmã Bianca na 
ocasião, também está na final da ca-
tegoria Artigo de Opinião.
As jovens são duas dos cinco filhos do casal Sheila e 
Wanderley Soares, moradores de Caldas Novas, Goiás. 
Depois da premiação na Olimpíada, Bianca concluiu o 
Ensino Médio e mudou para São Paulo. Na cidade, onde 
conquistou o prêmio há seis anos, está perto de con-
cluir o curso de Jornalismo [...].
“A Olimpíada traz confiança para o aluno. Depois disso, 
acho que fiquei mais segura para ir atrás de objetivos 
mais desafiadores [...]”, conta a jovem, que hoje traba-
lha na Folha de S.Paulo.
A história da família Souza Soares com a Olimpíada de 
Língua Portuguesa começa em 2008, quando Bianca 
participou pela primeira vez. Depois de ver um anúncio, 
ela mobilizou a escola para con-
correr no gênero Memórias Lite-
rárias. “Ao ver uma menina lendo 
seu texto na televisão, eu disse pra 
minha mãe: ‘Ano que vem eu vou 
ler meu texto na TV também’ – E 
ela respondeu: ‘Vai sim!’”.
Na primeira tentativa, a então ado-
lescente ficou com a medalha de 
prata. E veio a gana de ganhar o 
ouro, no gênero Artigo de Opinião, 
dois anos depois. “Foi meio que um marco na cidade e 
na minha casa. A Olimpíada não é só um concurso, en-
volve um processo de formação do aluno e do professor, 
tem um potencial transformador de toda uma comuni-
dade em que está inserida. Minha família e eu consegui-
mos sonhar mais alto”, relata Bianca, “O que me deixa 
mais feliz é saber que meus irmãos também passaram a 
acreditar mais neles, e meus colegas de classe também”.
[...]
RARA, Marina. Escrevendo o futuro, 7 dez. 2016. 
Disponível em: https://www.escrevendoofuturo.org.br/
conteudo/programa/historias-do-escrevendo-o-futuro/
artigo/2288/aprendizagem-no-sangue-e-na-ponta-da-
lingua. Acesso em: 26 jul. 2020.
 Em roda, debata as questões com os colegas.
a) Você sabe quais olimpíadas regionais ou estaduais acontecem na região onde vivem? Informe-se e comparti-
lhe com os colegas.
b) Você acredita que é possível “sonhar mais alto” após a participação em olimpíadas, como relatou Bianca no 
artigo? Quais são seus sonhos profissionais? A participação em Olimpíadas poderia colaborar para a realiza-
ção desses sonhos?
c) Como uma vitória em uma olimpíada mudaria a realidade da escola onde você estuda?
4
 
Agora, você e os colegas vão pesquisar mais as diversas Olimpíadas Científicas existentes no Brasil destinadas a 
estudantes do Ensino Médio. Como ponto de partida, organizem-se em grupos de acordo com os tipos de olim-
píada apoiados pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). 
Resposta pessoal. Incentive os estudantes a se informarem sobre eventos regionais e estaduais nos quais a 
escola pode participar.
Respostas pessoais. Incentive os estudantes a compartilhar possíveis projetos pessoais.
Resposta pessoal.
Aprendizagem no sangue e na ponta da L’ngua
As irmãs Bianca e Brenda Souza Soares, 
vencedoras da Olimpíada de Língua 
Portuguesa.
Olimpíada Brasileira de Agropecuária (OBAP)
Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica (OBA)
Olimpíada Brasileira de Biologia (OBB)
Olimpíada Brasileira de Física (OBF)
Olimpíada Brasileira de Matemática (OBM)
Olimpíada Brasileira de Robótica (OBR)
Olimpíada Brasileira de Saúde e Meio Ambiente (OBSMA)
Olimpíada Nacional em História do Brasil (ONHB)
Programa Nacional Olimpíadas de Química
Conheça mais as Olimpíadas Científicas no portal digital do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e 
Tecnológico (CNPq) em: http://cnpq.br/web/guest/saiba-mais (acesso em: 29 jul. 2020).
VALE VISITAR
 Com base no interesse da maioria dos estudan-
tes em participar de uma das competições, ava-
liem se a escola cumpre os critérios necessários 
para a inscrição em uma das olimpíadas.
 Com o apoio do professor da área, consultem a 
direção e o apoio pedagógico e sugiram a inscri-
ção na olimpíada selecionada.
Respostas pessoais.
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7 6 CAPÍTULO 2
DESEMBARQUE
ACENDENDO A PIRA OLÍMPICA
Reúnam-se em grupo e informem-se sobre o que vocês vão fazer.
Gênero Semana Olímpica na escola.
Situação Vocês vão organizar a Semana Olímpica da escola para todos os estudantes do Ensino Médio, 
promovendo os valores olímpicos e paralímpicos para a comunidade escolar.
Tema Jogos Olímpicos.
Objetivos 1) Realizar a Semana Olímpica escolar para os estudantes do Ensino Médio.
2) Tornar as atividades esportivas na escola mais dinâmicas.
3) Promover a integração e o respeito entre os estudantes por meio das práticas esportivas.
Quem é você Um atleta e membro do Comitê Olímpico da escola.
Para quem Todos os estudantes do Ensino Médio e a comunidade escolar.
Tipo de produção Coletiva.
PORTÃO 1
Após um percurso cheio de aventuras, a tocha 
olímpica, finalmente, chegou ao seu destino! Depois 
de explorar os Jogos Olímpicos e os Paralímpicos, os 
Jogos Mundiais dos Povos Indígenas e as Olimpíadas 
de Conhecimento, chegou o momento de receber a 
Semana Olímpica na escola. É hora de movimentar 
corpo e mente para organizar esse evento e vivenciar 
uma celebração única!
NA BNCC
Competências gerais: 1, 3, 4, 8, 
9, 10
Competências específicas de 
Linguagens: 1, 2, 3, 5, 6, 7
Habilidades de Linguagens: 
EM13LGG101, EM13LGG103, 
EM13LGG201, EM13LGG301, 
EM13LGG501, EM13LGG502, 
EM13LGG503, EM13LGG603, 
EM13LGG703 
Habilidades de Língua 
Portuguesa:
 Campo da vida pessoal: EM13LP20 
PORTÃO 2
ARRUMANDO A ESCOLA E ORGANIZANDO AS DELEGAÇÕES 
1
 
Para que os jogos aconteçam em harmonia, o primeiro passo é preparar o espaço e as equipes. Em grupos e com 
a ajuda do professor de Educação Física, discutam:
a) Quais são os espaços e os horários disponíveis na escola para a realização da Semana Olímpica? 
b) Onde serão realizadas as cerimônias de abertura e de encerramento?
c) Onde serão realizadas as práticas esportivas?
Consulte respostas esperadas e mais informações para o trabalho com 
as atividades desta seção nas Orientações específicas deste Manual.
NÃO ESCREVA NESTE LIVRO. 
1. Na 2a parada da seção Viagem, os estudantes 
conheceram como um país e uma cidade sede or-
ganizam-se para as Olimpíadas, além de escolher e 
confeccionar a mascote da turma. Da mesma for-
ma, é preciso planejar e organizar a escola para o 
evento, além de conversar com outros professores 
para integrar as turmas do Ensino Médio. É neces-
sário ainda avaliar o espaço que pode ser usado para 
que aconteça a Semana Olímpica na escola. Esse 
reconhecimento é fundamental para a escolha das 
modalidades olímpicas que serão disputadas. A es-
cola também precisa estar organizada para receber 
os convidados. A limpeza e a decoração podem ser 
realizadas em mutirão. A decoração é importante 
para criar uma atmosfera de encantamento para os 
visitantes e os competidores. É preciso também va-
lorizar a mascote criada e eleita pela turma.
É importante que você faça a leitura da proposta com os estudantes, certi�cando-se de que eles entenderam o objetivo. 
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7 7CAPÍTULO 2
Cerimônia de abertura dos 
Jogos Olímpicos Escolares de 
Mangaratiba (RJ), de 2018.
d) Qual será o formato da competição: grupos, chaves, confrontos diretos?
e) Todas as turmas do Ensino Médio vão participar? Como será feito o convite?
f) Como serãoas premiações? 
g) Há espaço para a torcida?
h) O que é preciso preparar nos espaços escolares para receber o evento adequadamente?
i) Há infraestrutura ou elementos que permitem a acessibilidade de atletas e convidados com deficiência? 
j) De que forma a mascote da turma, anfitriã do evento, vai aparecer?
k) Como será a decoração do evento?
l) Como se dará a limpeza do local após o encerramento?
2
 
Sob a supervisão do professor, organizem o processo de divisão das equipes e da organização interna. Para isso, 
sigam as orientações abaixo.
 COMO FAZER
Semana Ol’mpica na escola
Compondo as delegações
 Os atletas do Ensino Médio que vão competir nos Jogos Olímpicos escolares serão alocados em uma delegação. A divisão 
pode ser feita em quatro delegações, por exemplo: a Nação das Linguagens (cor azul), o País da Matemática (cor roxa), 
o Reino das Ciências da Natureza (cor verde) e a República das Ciências Humanas e Sociais (cor laranja).
 Os professores dessas áreas ficarão responsáveis por orientar as equipes e integrar os estudantes das diferentes turmas, 
assumindo o papel de monitores.
Organizando as equipes
 Peçam ajuda ao professor para definir o número de estudantes que farão parte da Semana Olímpica. 
 Em seguida, dividam esse número por quatro para saber quantos integrantes cada delegação vai receber. 
 Os estudantes descobrirão em qual equipe ficarão por meio de um sorteio. Para realizar essa dinâmica, serão necessárias fitas 
azuis, roxas, verdes e laranja. O total necessário deve se basear na divisão feita previamente. Se, por exemplo, o total de 
estudantes for 360, cada equipe receberia 90 deles. Nesse caso, 90 fitas de cada cor seriam necessárias para o sorteio. 
 Misturem as fitas coloridas e coloquem-nas dentro de uma urna ou sacola.
 Cada estudante participante deverá puxar uma fita de dentro do recipiente. De acordo com a cor sorteada, serão dire-
cionados para suas equipes.
 Os estudantes deverão amarrar as fitas ao redor do pulso nos dias do evento. Isso facilitará o reconhecimento dos mem-
bros das delegações pelos monitores e pelos membros das delegações.
De�nindo a identidade de cada delegação
 Confeccionem uma bandeira e estandartes para representar cada delegação. 
 Criem um “grito de paz” que expresse o espírito da equipe.
 Discutam quem representará a delegação nas cerimônias de abertura e de encerramento. 
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7 8 CAPÍTULO 2
PORTÃO 3
SELECIONANDO AS MODALIDADES ESPORTIVAS
1
 
Com o auxílio do professor de Educação Física, selecionem as modalidades que 
farão parte da Semana Olímpica. No momento da escolha, é importante levar em 
consideração os espaços de que a escola dispõe, a equidade entre as modalidades 
e a duração do evento.
 COMO FAZER
Modalidades olímpicas
 Escolham as modalidades de acordo com as práticas da escola, o espaço e o tempo 
disponíveis para a ocorrência do evento.
 Discutam se há necessidade de criar diferentes categorias, como por faixa etária, por 
gênero, etc.
Modalidades paralímpicas
 Lembrem-se de que todos são bem-vindos na Semana Olímpica. Por isso, procurem 
conhecer os estudantes da escola. Façam um levantamento para saber se há pessoas 
com deficiência. Se houver, pensem em como elas podem ser incluídas nas equipes e 
colaborar nas atividades.
 Verifiquem se há uma quantidade suficiente de estudantes para competir em modali-
dade individuais, como atletismo, ou modalidades coletivas, como o vôlei sentado. 
Modalidades indígenas
 Selecionem alguns jogos indígenas para compor o evento. Conforme vocês estudaram, 
esses jogos proporcionam momentos de integração para todos que os vivenciam. Mo-
dalidades como o cabo de força e a corrida de tora são simples de serem organizadas, 
além de reforçarem a importância do trabalho em equipe. 
2
 
Após definir essas questões, preparem uma relação das modalidades que serão 
disputadas para que as delegações possam tomar conhecimento. Dessa forma, elas 
poderão se planejar e decidir quais estudantes vão participar de cada competição.
3
 
Elaborem o cronograma, organizando os dados em uma tabela com dia, horário, 
local, modalidade, equipes e juízes. Compartilhem o cronograma nas redes sociais 
da escola.
V Jogos Escolares Indígenas e 
 II Jogos Escolares Indígenas dos 
Alunos Especiais da Reserva Indígena 
de Dourados, na Vila Olímpica. Mato 
Grosso do Sul, 2018. 
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NÃO ESCREVA NESTE LIVRO. 
2. Após a elaboração da relação 
de modalidades, oriente os estu-
dantes a distribuí-la aos professo-
res monitores de cada delegação 
para que as equipes se organizem.
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7 9CAPÍTULO 2
PORTÃO 4
PORTÃO 5
A CERIMÔNIA DE ABERTURA 
DURANTE A SEMANA OLÍMPICA
Uma das partes mais marcantes dos Jogos Olímpicos é a cerimônia de abertura. Reúnam-se para 
planejar esse momento. Sigam os passos abaixo. 
Quando as competições tiverem início, lembrem-se de reforçar a importância do jogo limpo 
(fair play), do trabalho em equipe e do respeito a todos os competidores. Não se esqueçam 
também de beber água e dos cuidados com a alimentação. E o mais importante: divirtam-se!
 COMO FAZER
O desfile das delegações
 O primeiro momento da cerimônia será destinado ao desfile das delegações. Cada uma deverá entrar ostentando suas 
bandeiras e seus estandartes.
 Na 3a parada da seção Viagem, vocês trabalharam com a música “Carruagens de fogo”, de Vangelis. Esse será o tema 
que guiará a marcha. Enquanto a música é reproduzida, as equipes vão aparecer uma a uma. Outras opções e sugestões 
podem ser avaliadas de acordo com os participantes – a escolha fica a critério do que a maioria decidir. 
 Caso a escola possua uma fanfarra ou uma banda marcial, convide-a a se apresentar, para que o espetáculo ganhe ainda 
mais vida. 
A apresentação das equipes
 Quando todas as delegações estiverem reunidas, os atletas entoam o “grito de paz” e apresentam a mascote do evento.
PORTÃO 6
A CERIMÔNIA DE ENCERRAMENTO E AS PREMIAÇÕES
1
 
De cada modalidade um atleta ou um time sairá vencedor. Na 2a parada da seção Viagem, vocês transformaram a 
mascote em esculturas de papel machê. Esse pode ser o prêmio dado aos vencedores. Outras opções podem ser 
avaliadas também.
Delegação sul-africana 
apresentando-se na abertura dos 
Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro. 
Estádio do Maracanã, 2016.
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1. Se a turma preferir, os estudantes podem confeccionar medalhas usando material reciclável nas cores ouro, 
prata e bronze.
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8 0 CAPÍTULO 2
PORTÃO 7
AVALIANDO O APRENDIZADO
Reflita sobre o que você e os colegas vivenciaram neste capítulo.
QUESTÕES PARA AVALIAÇÃO
1
Você gostou da experiência de organizar a Semana Olímpica na escola? A turma se envolveu no planejamento de forma 
colaborativa?
2 As atividades que você realizou ao longo da viagem prepararam a turma para a realização do evento? Como? 
3
As atividades realizadas ao longo da viagem ajudaram você a exercitar a empatia e o acolhimento da diversidade dos 
indivíduos e dos grupos sociais?
4
Como vocês se sentiram durante as competições? E a torcida, como reagiu ao evento? O resultado foi o que vocês 
esperavam? 
5
Participar do evento fez vocês pensarem na possibilidade de se tornarem atletas ou organizadores de eventos 
esportivos?
ENTRETENIMENTO A BORDO 
 Aprofunde seus conhecimentos sobre esportes 
paralímpicos lendo o livro Esporte paralímpico, 
de MarcoTulio de Melo e Ciro Winckler (Rio de 
Janeiro: Atheneu, 2012). A obra discute os esportes 
paralímpicos em três partes: aspectos históricos, 
filosóficos e políticos; impactos da deficiência sobre 
o rendimento esportivo e a classificação esportiva 
das pessoas com deficiência; apresentação das 
modalidades disputadas nos Jogos Paralímpicos 
de Verão.
 Convide os amigos para conhecer um pouco mais os 
jogos tradicionais indígenas, e, juntos, assistam ao 
documentário brasileiro Jogos indígenas, dirigido pelos 
brasilienses Thiago Frade e Alexandre Magno, em 2013 
(21 min 16 s). Disponível em: https://www.youtube.
com/watch?v=yig0LbDD8Aw. Acesso em: 6 jun. 2020.
 Assista ao filme Carruagens de fogo (Inglaterra, 1981) e 
emocione-se com a história dos atletas britânicos Eric 
Liddell (1902-1945) e Harold Abrahams (1899-1978).
2
 
Se possível, selecionem um comitê de professores para avaliar a equipe que melhor demonstrou os valores olím-
picos ao longo da competição e premiem-na também.
3
 
Ao final do evento, realizem uma cerimônia de encerramento, em que as delegações possam desfilar mais uma 
vez. Em seguida, promovam um momento para que os atletas e os monitores possam se expressar. Organizem-se 
em pequenos grupos para compartilhar experiências, comentando o que acharam da Semana Olímpica na escola.
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Respostas pessoais.
Esse é um bom momento para os estudantes exercitarem a empatia e o diálogo, fazendo-se respeitar e promovendo o respeito ao outro.
2. Seria interessante que a escola oferecesse a todos 
os estudantes um certi�cado de participação. 
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8 1CAPÍTULO 3
N
este capítulo, você e os colegas vão organizar um 
debate sobre alimentação. Para começar, vão am-
pliar os conhecimentos sobre os vários contextos em que 
acontecem debates, refletindo sobre o que é uma ques-
tão polêmica e socialmente relevante.
Em seguida, vão analisar as relações entre fome e 
desperdício de alimentos a fim de ampliar a discussão 
para as eventuais consequências socioambientais desses 
problemas. Vão explorar, ainda, recursos linguísticos e 
estilísticos de uma crônica argumentativa, de modo a se 
apropriarem de estratégias argumentativas. Depois, po-
derão apreciar a canção “Comida” para ampliar os senti-
dos conotativos de alimentação. Vão aprimorar também 
a competência argumentativa, debatendo sobre diferen-
tes facetas da dança e, por fim, descobrir que o equilí-
brio é essencial na alimentação e no debate, explorando 
a habilidade de compreender os processos de produção 
e negociação de sentidos nas práticas sociais, em uma 
perspectiva democrática e de respeito à diversidade. 
Nesse trajeto, vocês vão concordar uns com os outros 
e discordar entre si, mas, sobretudo, vão mobilizar sabe-
res, sabores, valores, crenças e atitudes, essenciais para 
agir pessoal e coletivamente com autonomia, responsa-
bilidade e empatia.
Está aberto o debate!
3
VOCÊ TEM
 FOME DE
 QUÊ?
UM DEBATE NA ESCOLA
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COMPONENTE CURRICULAR 
ARTICULADOR: LÍNGUA PORTUGUESA
Uma mesa farta, colorida e saudável 
enche os olhos, dá água na boca, desperta 
memórias e emoções.
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Consulte mais informações para o trabalho com este capítulo nas Orientações 
específicas deste Manual.
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8 2 CAPÍTULO 3
EMBARQUE
1 Para entender melhor como se realiza um debate, em uma roda de conversa, observe as imagens e responda às 
questões propostas. 
NA BNCC
Competências gerais: 1, 2, 4, 7, 
9, 10
Competências específicas de 
Linguagens: 1, 2, 3, 4
Habilidades de Linguagens: 
EM13LGG101, EM13LGG102, 
EM13LGG104, EM13LGG201, 
EM13LGG202, EM13LGG203, 
EM13LGG204, EM13LGG302, 
EM13LGG303, EM13LGG401, 
EM13LGG402
Habilidades de 
Língua Portuguesa:
 Todos os campos 
de atuação social: 
EM13LP14
 Campo da vida pessoal: 
EM13LP20
O debate é um gênero discursivo oral que 
consiste em um confronto de opiniões a 
respeito de um assunto específico. 
Os debatedores usam a palavra para 
expor seus pontos de vista e, para 
apoiá-los, valem-se de argumentos que 
possam sustentar o que foi dito, refutar 
a fala de outro participante, concordar 
com algumas questões e até negociar 
outras. Tudo depende dos interesses e 
das condições sociais em que o debate 
for realizado.
Debate do Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas, 
Genebra, Suíça, 2015.
Debate eleitoral de grêmio estudantil do Instituto Federal do 
Rio Grande do Norte (RN), 2011.
Debate esportivo por 
videoconferência, 
2020.
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Consulte respostas esperadas e mais informações para o trabalho com as atividades desta seção nas 
Orientações específicas deste Manual.
É interessante que os estudantes sejam organizados em círculo para melhor condução desta atividade.
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8 3CAPÍTULO 3
a) As imagens reúnem diferentes tipos de debate. Quais são eles? 
b) Em um debate, é o mediador quem conduz a dinâmica da interação e assegura que tudo se desenvolva de 
forma organizada e proveitosa. Cabe a ele estabelecer as regras, reconduzir, se necessário, o debate e, às 
vezes, apaziguar o ânimo dos participantes. 
• Observe as imagens do debate do grêmio estudantil, do debate na rádio e do debate esportivo. Quem exer-
ce o papel de mediador nessas situações?
• De que forma os mediadores desempenham suas funções em cada um desses contextos? 
c) Além da função do moderador, a dinâmica dos debates também pode variar. O que diferencia, por exemplo, 
um debate em rádio de um debate eleitoral?
Debate eleitoral de candidatos à presidência, na capital de São Paulo, 2018.
Debate em feira 
literária, Paraty 
(RJ), 2018. 
Final do Campeonato 
Brasileiro de Debates, 
Fortaleza (CE), 2015.
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Debate na Rádio 
Universitária FM, 
em Fortaleza 
(CE), 2017. 
1. c) Espera-se que os estudantes imaginem como esses debates se desenvol-
vem e façam avaliações considerando a própria experiência como espectador. 
1. a) Espera-se que os estudantes per-
cebam que, basicamente, há três tipos 
de debate: alguns são realizados ape-
nas para a exposição de acordo e desa-
cordo entre os participantes; outros vi-
sam à resolução de conflitos e embates 
específicos; e há ainda aqueles que são 
a confluência dos dois anteriores, com 
a finalidade de deliberar em direção a 
um bem comum. Nas imagens, vemos 
exemplos de debates variados: entre 
chapas estudantis; em rádio; em con-
texto eleitoral; em uma feira literária; 
em um campeonato de debatedores; 
em programas esportivos de TV.
1. b) Auxilie os estudantes a analisar as imagens e a discutir o papel do mediador 
em um debate.
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8 4 CAPÍTULO 3
d) Assim como nos textos escritos, as situações de comunicação oral também 
exigem mais ou menos formalidade. Isso significa que a maneira de utilizar a 
língua se altera de acordo com o evento comunicativo do qual estamos parti-
cipando.Os tipos de debate também podem ser classificados dentro de uma 
escala que vai do informal ao formal. 
• Analise as imagens anteriores novamente e, no caderno, classifique-as, con-
siderando essa escala. Depois, explique como a escolha foi orientada.
e) Em um debate, enquanto uma pessoa argumenta, é importante que as outras 
permaneçam em silêncio, respeitando o turno de fala. É uma regra simples de 
conversação: uma única pessoa fala por vez. Caso os participantes não obede-
çam a esse princípio, quais dificuldades podem surgir? 
f) Você já participou de algum tipo de debate? Conte para a turma como foi essa 
experiência, avaliando sua participação. Considere as reflexões feitas sobre o 
tema até agora.
g) Por mais que se queira dizer tudo o que foi programado para um debate, sem-
pre é possível complementar a argumentação, pois os assuntos não se encer-
ram. Após assistir a um debate ou participar de um deles, você já ficou com a 
sensação de que mais coisas poderiam ter sido faladas, ou de que você ou ou-
tro participante não conseguiram se expressar bem em relação a uma questão, 
ou ainda que várias coisas que poderiam ter sido exploradas foram esquecidas 
devido ao nervosismo? Como você se sentiu?
• Compartilhe sua experiência, ouça os relatos dos colegas e conclua: É possí-
vel, em um debate, abordar um tema por completo? Ou seja, é possível dizer 
tudo o que se quer dizer sobre um tema? 
2 Os textos produzidos em interações diárias se desenvolvem com base em um tema. 
Como seres plurais que somos, é natural que, em argumentações dialogadas, surjam 
opiniões divergentes e sejam geradas questões polêmicas. Uma questão polêmica é 
aquela que trata de um tema que mobiliza um coletivo e demanda que os sujeitos se 
posicionem, produzindo, por esse motivo, divergências e confrontos de pontos de vista.
 Abaixo, estão listadas algumas questões que geram discussões recorrentes.
 I. A organização de eventos esportivos de grande porte no país, como a Copa 
do Mundo e as Olimpíadas, deixa um legado positivo?
 II. Há apenas uma forma correta de falar o português? 
 III. Os estudantes devem participar de decisões relativas ao que deve ser ensi-
nado em cada ano letivo nas escolas? 
a) Converse com os colegas: Qual seria o provável perfil dos defensores e oposi-
tores dessas questões?
Dê preferência às linhas 
temáticas com que você 
tenha familiaridade 
e que sejam de 
interesse coletivo.
A mobilização gerada 
pelo tema em debate 
geralmente é um indício 
de sua relevância social. b) Elabore duas questões polêmicas consi-
derando os títulos a seguir. Depois de for-
mular as questões, compartilhe-as com os 
colegas e justifique sua escolha.
 I. O trânsito
 II. O consumo
 III. As dietas
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1. f) Resposta pessoal. O objetivo é que 
os estudantes façam uma breve autoava-
liação de suas experiências com o debate. 
A ideia é que questionem se, nos debates 
de que participaram, argumentaram expli-
citando um raciocínio, um argumento ou 
um exemplo para fundamentar suas posi-
ções; e se a participação continha critici-
dade, responsividade e respeito à fala dos 
outros. Por meio dessas avaliações, es-
pera-se que percebam em que aspectos 
podem melhorar sua comunicação oral.
1. d) Resposta pessoal. Peça aos estudan-
tes que expliquem aos colegas como fize-
ram a classificação dos tipos de debate. 
Ao definir sua proposta de ordem em es-
cala, eles deverão considerar o fato de que 
as práticas orais exigem diferentes níveis 
de monitoramento linguístico, em razão 
das diversas condições de produção. A 
fala, assim como a escrita, segue conven-
ções e regras sociais que variam e geram 
mais ou menos tensão. Os fatores que 
definem o grau de formalidade de uma 
situação comunicativa são: os sujeitos 
envolvidos (grau de letramento, estágio 
de desenvolvimento linguístico, grau de 
proximidade/intimidade ou de afastamen-
to/cerimônia entre si); maior ou menor pla-
nejamento das falas; as relações de poder 
entre os interlocutores; o público-alvo; o 
suporte; entre outros aspectos.
1. e) Espera-se que os estudantes men-
cionem que, se houver superposição de 
vozes, é possível que os espectadores 
não ouçam adequadamente as propostas 
dos participantes do debate. Além disso, 
o participante que não respeitar essa re-
gra pode construir uma imagem negativa 
diante da audiência, mostrando, por exem-
plo, despreparo para o exercício do diálogo 
respeitoso e, em decorrência, para o cargo 
pleiteado, em caso de debate eleitoral.
Respostas pessoais.
Respostas pessoais. Os estudantes poderão estabelecer rela-
ções entre: I. Ações para evitar conflitos no trânsito; menores de 
idade estão aptos a dirigir?; II. Consumo e pirataria; III. Dietas ver-
sus educação alimentar.
2. a) Resposta pessoal. 
Respostas pessoais
O objetivo é que os estudantes 
reflitam sobre a importância da 
escuta e do respeito à alternância 
dos turnos de fala em situações 
de comunicação oral. Caso con-
trário, poderão surgir falhas como: 
interrupção (ofensiva ou não), 
superposição de falas, escuta 
prejudicada, intrusão (um falante 
“ilegítimo” toma a palavra, inter-
ferindo no circuito interlocutivo), 
falas conflituosas, apresentação 
de argumentos desconexos, entre 
outras. A atividade é uma opor-
tunidade de alerta à necessidade 
de se respeitar posicionamentos 
distintos e as formas de comuni-
cação próprias de cada um: se a 
pessoa é tímida ou desenvolta; se 
é mais ou menos escolarizada; se 
utiliza entonação adequada; se faz 
uso de um registro mais ou me-
nos formal, etc.
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8 5CAPÍTULO 3
VIAGEM
A FOME E O DESPERDÍCIO: UM DEBATE NECESSÁRIO
Fome, desn utrição, obesidade e desperdício de alimentos são problemas que afetam 
a economia, a saúde, o meio ambiente e precisam ser debatidos a fim de se pensar em 
soluções que colaborem para a construção de um mundo melhor para todos.
1 Pelo mundo afora, uma das questões que mais suscita debates diz respeito à fome 
e à deficiência alimentar. Leia o trecho de um artigo produzido com base no rela-
tório sobre segurança alimentar e nutrição no mundo, publicado pela Organização 
das Nações Unidas (ONU) em 2019. Depois, discuta as questões com a turma.
Fome aumenta no mundo e atinge 820 milhões 
de pessoas, diz relatório da ONU
Cerca de 820 milhões de pessoas em todo o mundo não tiveram acesso suficiente a ali-
mentos em 2018, frente a 811 milhões no ano anterior, no terceiro ano consecutivo de 
aumento. O dado representa um imenso desafio para alcançar o Objetivo de Desenvol-
vimento Sustentável (ODS) número 2, que prevê fome zero até 2030, advertiu [...] a nova 
edição do relatório anual “O estado da segurança alimentar e da nutrição no mundo”.
[...]
O ritmo do progresso para reduzir para a metade o número de crianças com atraso no 
crescimento e de bebês nascidos abaixo do peso ideal é demasiado lento, o que tam-
bém faz com que as metas de nutrição do ODS 2 estejam mais longe de serem alcança-
das, segundo o estudo.
Ao mesmo tempo e além desses desafios, o sobrepeso e a obesidade continuam aumen-
tando em todas as regiões, em especial entre crianças em idade escolar e adultos.
[...]
FOME aumenta no mundo e atinge 820 milhões de pessoas, diz relatório da ONU. Brasília: 
Nações Unidas Brasil, 20 fev. 2020. Disponível em: https://nacoesunidas.org/fome-aumenta-no-
mundo-e-atinge-820-milhoes-de-pessoas-diz-relatorio-da-onu/. Acesso em: 4 jul. 2020.
a) Quais são os dois problemas apontados no artigo? De que forma eles estão 
relacionados à questão da nutrição?
NA BNCC
Competências gerais: 1, 2, 4, 7, 
9, 10
Competências específicas de 
Linguagens: 1, 2, 3
Habilidades de Linguagens:
EM13LGG101, EM13LGG102, 
EM13LGG204, EM13LGG303
Habilidades de Língua 
Portuguesa:
 Todos os campos de atuação 
social: EM13LP02, EM13LP05Campo de atuação na vida 
pública: EM13LP27
 Campo jornalístico-midiático: 
EM13LP45
Competência específica de 
Ciências Humanas e Sociais: 3
Habilidade de Ciências Humanas 
e Sociais: EM13CHS304
GoodStudio /Shutterstock
Nesta viagem, você vai estudar 
a importância de agir pessoal e 
coletivamente com responsabilidade e 
respeito aos princípios de sustentabilidade 
e solidariedade quando o assunto é 
alimentação e saúde física. Além disso, vai 
fruir e valorizar manifestações artísticas 
e culturais como alimentos essenciais à 
manutenção da saúde emocional. 
1ª PARADA Consulte respostas esperadas e 
mais informações para o trabalho 
com as atividades desta parada nas 
Orientações específi cas deste 
Manual.
1. a) Espera-se que os estudantes 
mencionem que o artigo chama a 
atenção para o aumento da quanti-
dade de pessoas que não tiveram 
acesso su� ciente à alimentação 
no mundo, ao mesmo tempo que 
houve crescimento nos índices de 
sobrepeso e obesidade.
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8 6 CAPÍTULO 3
b) O acesso à alimentação adequada é um direito humano, contemplado na De-
claração Universal dos Direitos Humanos, que foi proclamada pela Assembleia 
Geral das Nações Unidas em Paris, em 1948. 
Toda a pessoa tem direito a um nível de vida suficiente para lhe assegurar e à sua 
família a saúde e o bem-estar, principalmente quanto à alimentação, ao vestuário, 
ao alojamento, à assistência médica e ainda quanto aos serviços sociais necessá-
rios, e tem direito à segurança no desemprego, na doença, na invalidez, na viuvez, 
na velhice ou noutros casos de perda de meios de subsistência por circunstâncias 
independentes da sua vontade.
[...]
DECLARAÇÃO Universal dos Direitos Humanos. Paris: Assembleia Geral das Nações Unidas 
Paris, 10 dez. 1948. Disponível em: https://www.ohchr.org/EN/UDHR/Documents/UDHR_ 
Translations/por.pdf. Acesso em: 18 jul. 2020.
¥ O que as informações do trecho do artigo revelam a respeito desse direito? 
c) Em sua opinião, a falta de alimento é a principal causa da fome como problema 
social? Justifique sua resposta.
NÃO ESCREVA NESTE LIVRO. 
VALE VISITAR
Conheça os novos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU. Disponível em: https://nacoesunidas.org/ 
conheca-os-novos-17-objetivos-de-desenvolvimento-sustentavel-da-onu/. Acesso em: 18 jul. 2020.
2 Apesar das inúmeras discussões sobre a fome, um cenário preocupante vem sendo 
observado: o desperdício de alimentos. Você já observou essa prática nos lugares 
que frequenta? Comente a esse respeito com os colegas.
3 Os infográficos a seguir mostram alguns dados sobre o desperdício de alimentos 
no Brasil. Leia-os para responder ao que se pede.
 Infográfico I 
BALDASSIN, Paula. Evite o desperdício de alimentos. iGUi Ecologia, 9 set. 2019. Disponível em: https://www.iguiecologia.com/evite-o-
desperdicio-de-alimentos/. Acesso em: 18 jul. 2020.
Fonte: Universidade Federal de Goiás
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1. b) Espera-se que os estudantes concluam 
que, apesar de haver uma necessidade ali-
mentar e nutricional comum a todos os seres 
humanos, tanto para a saúde como para a qua-
lidade de vida, o trecho do artigo mostra que, 
por diferentes razões, há uma grande parte da 
população mundial que não tem esse direito 
plenamente assegurado. Nesse sentido, é 
possível perceber que a alimentação saudável 
ainda é um privilégio, embora devesse ser de 
acesso a todos.
1. c) Resposta pessoal. O objetivo é in-
centivar os estudantes a refletir sobre os 
possíveis aspectos causadores da fome 
como problema social. O problema não é 
propriamente a falta de alimentos, uma vez 
que a produção atual é suficiente para ali-
mentar toda a população mundial; o proble-
ma é que essa produção não é distribuída 
de modo igualitário. É importante que, na 
discussão, a turma leve em conta aspectos 
sociais como a desigualdade, a concentra-
ção de rendas e a cultura do desperdício.
2. Resposta pessoal. Incentive 
os estudantes a compartilhar o 
que sabem sobre o desperdício 
de alimentos e se percebem essa 
prática em casa ou nos locais que 
frequentam.
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8 7CAPÍTULO 3
a) De que forma o desperdício de alimentos pode impactar a sociedade? Que 
outros desperdícios são desencadeados pela perda de alimentos? Converse com 
os colegas.
b) Existe relação entre o desperdício alimentar e o consumo? Compartilhe com os 
colegas o que você pensa sobre essa questão.
c) Na hora das compras e em casa, que atitudes podem evitar que esse desperdí-
cio aconteça? 
4 Você já pensou sobre o destino que é dado à comida exce-
dente de um restaurante? Boa parte vai parar nas latas de 
lixo.
a) Levante hipóteses e responda oralmente: Por que será que 
isso acontece?
b) Na sua casa também ocorre o desperdício ali-
mentar? Se sim, como você e as pessoas com 
quem mora podem reduzir o desperdício? Co-
mente com os colegas.
MARIA, Ana. Brasil participa de campanha mundial contra desperdício de alimentos. Agência 
Envolverde Jornalismo, 17 abr. 2019. Disponível em: https://envolverde.com.br/brasil-participa-
de-campanha-mundial-contra-desperdicio-de-alimentos/. Acesso em: 18 jul. 2020.
 Infográfico II 
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3. a) Espera-se que os estudantes 
mencionem que a questão do desper-
dício de alimentos não agrava apenas 
a fome, mas traz, também, problemas 
ao meio ambiente, haja vista a quanti-
dade de lixo que é gerada. Além disso, 
como ilustra o primeiro infográfico, as 
consequências resultam em altos pre-
juízos econômicos, já que boa parte 
dos produtos se perde antes mesmo 
de chegar aos supermercados e con-
sumidores. Em relação à segunda per-
gunta, o objetivo é possibilitar a per-
cepção de que desperdiçar alimentos 
é, também, desperdiçar água, ener-
gia, força de trabalho, combustível, di-
nheiro. Se julgar necessário, amplie a 
discussão dialogando com os profes-
sores da área de Ciências da Natureza 
e suas Tecnologias.
3. b) A expectativa é que os estudantes reconheçam que sim.
4. b) Respostas pessoais.
3. c) Resposta pessoal. Por meio dessa pergunta, os estudantes são convidados a refletir sobre o papel deles no combate ao desper-
dício de alimentos e no consumo consciente e responsável, e sobre como ações incorporadas ao dia a dia podem evitar esse cenário. 
Incentive-os a se posicionarem e compartilhe com eles suas ideias. É provável que surjam propostas como: elaborar uma lista de 
compras, de modo que só o necessário seja comprado; comprar alimentos perecíveis aos poucos para que não estraguem; prestar 
atenção ao prazo de validade; manusear frutas, legumes e verduras com cuidado para evitar danificá-los; não basear a escolha de 
alimentos soltos ou embalados apenas na aparência; fazer o armazenamento e a desinfecção adequados para aumentar a durabilidade 
dos alimentos; reaproveitar sobras; entre outras.
4. a) Incentive os estudantes a levantar hipóteses. É possível que eles apon-
tem situações como o desperdício interno, proveniente da cozinha na prepa-
ração dos alimentos e, às vezes, na produção de comida em excesso; e o desperdício 
externo, relacionado ao consumo dos clientes e aos restos que são deixados nos pratos.
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8 8 CAPÍTULO 3
5 Uma solução para esse problema seria a doação dos alimentos que sobraram. Con-
tudo, a questão não é tão simples quanto parece. Leia a reportagem a seguir para 
ficar por dentro desse debate. Em seguida, responda às questões no caderno.
Uma lei que mata de fome
Norma regulada pela Anvisa proíbe a doação de alimentos não comercializados.Enquanto isso, pessoas procuram comida em sacos de lixo
O desperd’cio e a lei
O desperdício acontece em três níveis. Entre os consumidores, pelo varejo (restauran-
tes e supermercados) e pelos produtores. Nos restaurantes, não é raro sobrar comida 
nos bufês. No entanto, são impedidos de doar o excedente. A lei que grande parte dos 
restaurantes teme é a RDC 216, regulamentada pela Agência Nacional de Vigilância 
Sanitária (Anvisa).
A data de vencimento estipulada para os alimentos preparados é de aproximadamente 
cinco dias. Mas, na maioria das vezes, é muito inferior ao verdadeiro prazo de venci-
mento para que não sejam mais considerados seguros. Nesses casos, a legislação de-
termina que a comida deve ser descartada, sendo proibida a doação. O mesmo aconte-
ce na indústria, que, na tentativa de se precaver de possíveis contaminações, antecede 
os prazos de validade – levando toneladas de alimentos seguros às latas de lixo.
O clima de pânico que a segurança alimentar gerou, no entanto, não impede que pes-
soas como Alexandre recorram aos sacos de lixo para encontrar aquilo que não deveria 
estar ali. “Esta lei é muito ruim para nós. É muito alimento desperdiçado nos restau-
rantes. Quando não consigo dinheiro ou não nos dão um pouco de comida, procuro 
nas lixeiras”, conta o morador de rua.
CÂMARA, Rafaella; GOMEZ, Daniela. Uma lei que mata de fome. 
Revista PUCRS, n. 191, jul./set. 2019. Disponível em: http://www.pucrs.br/revista 
/uma-lei-que-mata-de-fome/. Acesso em: 6 jul. 2020.
a) O texto mostra que a polêmica passa por, pelo menos, três pontos de vista 
diferentes. Quais são eles? 
NÃO ESCREVA NESTE LIVRO. 
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Leia a reportagem com os estu-
dantes e ajude-os na discussão e 
na resolução dos questionamen-
tos dos itens a, b e c.
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8 9CAPÍTULO 3
6 Em 2020, foi sancionada a Lei nº 14.016/20, que incentiva a doação de alimentos e 
refeições excedentes para pessoas em situação de vulnerabilidade ou risco alimen-
tar. A doação pode ser feita por empresas, restaurantes, supermercados e outros 
estabelecimentos. A exigência para doação é que os alimentos estejam dentro do 
prazo de validade. Considerando essas informações, responda oralmente:
a) Você concorda com essa lei? Por quê? 
b) Em sua opinião, a proposta contempla os três pontos de vista sinalizados na 
reportagem? Justifique sua resposta. 
7 Converse com os colegas e o professor: Quais seriam as soluções possíveis para os 
problemas da fome e do desperdício?
Conheça mais sobre o Regulamento Técnico de Boas Práticas para Serviços de 
Alimentação (RDC) nº 216, publicado pela Anvisa em 2004. Disponível em: http://portal.
anvisa.gov.br/documents/33916/388704/RESOLU%25C3%2587%25C3%2583O-RDC%2BN
%2B216%2BDE%2B15%2BDE%2BSETEMBRO%2BDE%2B2004.pdf/23701496-925d-4d4d-
99aa-9d479b316c4b. Acesso em: 18 jul. 2020.
VALE VISITAR
b) Qual é o posicionamento das autoras da reportagem em relação a esse assun-
to? Justifique sua resposta com elementos do texto. 
c) A resolução da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) não proíbe a 
doação de alimentos, mas estabelece uma série de regras para que estabeleci-
mentos comerciais doem as sobras. Por que existem esses cuidados por parte 
da agência? 
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Distribuição de refeições gratuitas para pessoas em situação de vulnerabilidade social.
6. a) Resposta pessoal. Incentive 
cada estudante a compartilhar seu 
ponto de vista, ressaltando a im-
portância do respeito às diferen-
tes opiniões.
6. b) Resposta pessoal. A expec-
tativa é que os estudantes respon-
dam que sim. Ao mesmo tempo 
que a lei incentiva as doações, 
favorecendo as pessoas que ne-
cessitam e dando aos estabele-
cimentos mais segurança para 
realizarem essa ação, ela exige 
que os alimentos estejam dentro 
do prazo de validade, sem colocar 
em risco a saúde da população.
7. Resposta pessoal. De acordo 
com as reflexões realizadas ao 
longo desta parada, a quantidade 
de comida desperdiçada no mun-
do seria suficiente para alimentar 
um grande número de pessoas. 
Considerando essa realidade, al-
guns projetos e organizações não 
governamentais (ONG) já fazem 
um trabalho de reaproveitamento 
e doação desses alimentos como 
forma de minimizar ambos os pro-
blemas relacionados à alimenta-
ção. O objetivo desta atividade é 
que os estudantes pensem critica-
mente sobre a questão, de modo 
a elaborar possíveis propostas de 
intervenção para os problemas 
mencionados. Incentive todos da 
turma a participar. Caso existam 
projetos voltados para esse traba-
lho na cidade em que vivem, cite-
-os como exemplos.
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CAPÍTULO 39 0
NA BNCC
Competências gerais: 1, 3, 7, 8, 9
Competências específicas de 
Linguagens: 2, 3, 6
Habilidades de Linguagens:
EM13LGG202, EM13LGG203, 
EM13LGG204, EM13LGG302, 
EM13LGG303, EM13LGG602
Habilidades de Língua Portuguesa:
 Todos os campos de atuação social: 
EM13LP05, EM13LP06, EM13LP07, 
EM13LP08, EM13LP09, EM13LP10, 
EM13LP11, EM13LP12
 Campo da vida pessoal: EM13LP20
 Campo das práticas de estudo e 
pesquisa: EM13LP28
 Campo artístico-literário: 
EM13LP46, EM13LP49
TODO DIA UMA HISTÓRIA DIFERENTE: O GÊNERO CRÔNICA 
Quando falamos em alimentação, muitas vezes nossos hábitos e estilo alimentar 
também impulsionam interessantes discussões. Nesta parada, você vai ler uma crônica 
que trata desses assuntos de forma bem-humorada.
BAGAGEM
A crônica é um gênero textual que transita entre os campos literário e jornalístico, e 
trata de assuntos relacionados às experiências cotidianas. Construindo uma linguagem 
mais próxima dos textos orais informais, os cronistas se valem de construções sintáticas 
coloquiais e pontuais; breve marcação do tempo; mecanismos de ironia e de humor aliados 
a uma ação crítico-reflexiva; e, em alguns casos, sequências argumentativas sobre os 
fatos relatados.
NÃO ESCREVA NESTE LIVRO. 
1 Leia a crônica “Aventuras naturais”, do escritor João Ubaldo Ribeiro, e responda às 
atividades propostas no caderno. O objetivo é reconhecer as características desse 
gênero textual e perceber quais são os efeitos de sentido que esses elementos 
produzem no texto. Boa leitura!
Aventuras naturais
Uma vez o cineasta Geraldo Sarno, que é muito natural embora não pareça, me levou 
para almoçar num restaurante natural e saí de lá deprimido, levei dois dias para me 
recuperar. Quanto a ele, garantiu-me que adorava aquilo tudo, apesar de comer com o 
mesmo ar funéreo dos demais presentes. Pior do que essa experiência acabrunhante, 
só a que tive num restaurante macrobiótico de Salvador, ao qual concordei que me 
levassem num momento de insensatez e que me deixou abaladíssimo – aqueles mas-
tigadores obstinados, aquela aura de expiação de pecados através de penitências ali-
mentares, aquela atmosfera pálida e ast•nica.
astênica: que 
apresenta sentimentos 
depressivos.
2ª PARADA 
Se necessário, explique aos estudantes que a crônica é um gênero que pode se assemelhar a artigos de 
opinião, reportagens e contos. Não tem formato fi xo (diferente de um soneto, por exemplo) e pode conter 
sequências dissertativas, descritivas, narrativas ou argumentativas, podendo também corresponder a um 
Consulte respostas esperadas e mais informações para o tra-
balho com as atividades desta parada nas Orientações espe-
cífi cas deste Manual.
texto de memórias e refl exões ou a 
um poema em prosa. Para alguns es-
tudiosos, a crônica tem muitas “más-
caras”. Para o jornalista e escritor 
mineiro Ivan Ângelo (1936-), os ele-
mentos que funcionam na crônica são 
“humor, intimidade, lirismo, surpresa, 
estilo, elegância e solidariedade”. Para 
mais informações, leia “Sobre a crô-
nica”,publicada na íntegra em 2016, 
disponível em: https://vejasp.abril.
com.br/cidades/sobre-cronica/. Aces-
so em: 18 jul. 2020.
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9 1CAPÍTULO 3
Desconfiado, diria mesmo que intimidado, perguntei se não havia qualquer coisi-
nha para beber e responderam que havia, claro que havia. Maravilhoso, que podia 
ser, então?
Dependia da minha preferência. Ah, sim, nesse caso, que sugeriam? Com revoltante 
cinismo, o falso amigo que me levou a esse lugar desfiou um rosário horripilante de 
possibilidades, a começar por suco de espinafre (que nunca vi, mas considero imoral 
por definição) e terminando por suco de beldroega, que não sei o que é mas tampouco 
soa como algo decente. Perguntei se não havia água, então, uma aguinha mineral. Mi-
neral não, responderam com desdém, temos água descansada. 
— Água descansada? Descansada?
— Sim, água descansada.
— E essa água descansada é diferente da água comum? Quer dizer que normalmente 
bebo água cansada? Isso é mau?
— De certa maneira, você bebe água cansada, sim, pode-se dizer isso. Água misturada 
com aditivos nocivos, talvez poluída, esterilizada através de meios violentos e antina-
turais como a filtragem e a fervura.
— A daqui não é filtrada nem fervida?
— Claro que não. É água natural, de uma fonte límpida, que deixamos decantando em 
vasos de cerâmica especial. Descansando, portanto.
— Fantástica água. Será que eu posso beber um copo d’água geladinha?
— Geladinha não temos.
— Por quê? Gelar cansa a água?
— Não é natural beber água gelada, é outra violência que se comete contra o organis-
mo. Além disso, o senhor não devia beber água às refeições, não é bom, talvez um chá, 
temos chás excelentes.
— De beldroega? 
— Se o senhor quiser. Mas temos de t’lia, de...
— Não, não, esqueça, tudo bem, eu espero a comida.
beldroega: erva nativa 
do Brasil, de folhas 
comestíveis, na 
cor púrpura.
t’lia: árvore nativa da 
Europa ao sudoeste 
da Ásia, com flores 
branco-amareladas 
e de cujas sementes 
se extraem óleos 
comestíveis.
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9 2 CAPÍTULO 3
Não sei por que resolvi esperar, devia ter fugido antes, inclusive porque, de outra ponta 
da sala, como um espectro ossudo, aparece um outro amigo meu, que por sinal não 
reconheci na mesma hora. Macilento, de uma cor parda indefinida, gestos fluidos, voz 
aflautada, cumprimentou-me festivamente. Que alegria eu lhe dava, aparecendo ali, 
vendo finalmente o caminho da saúde, da felicidade e da paz de espírito.
— Nunca tive tanta saúde — disse, com um sorriso de múmia. — Você não está me 
achando bem?
— Hein? Sim, muito bem, está muito bem mesmo.
— Pois é — disse ele, os olhos muito protuberantes no rosto escaveirado. — Sinto-me 
uns 10 a 15 anos mais moço.
“Embora pareça uns 40 mais velho”, pensei eu, mas não disse, até porque estava che-
gando a comida. Ao contrário do que acontece quando a comida chega em circunstân-
cias normais, ninguém esfregou as mãos, lambeu os beiços, sorriu ou lançou um olhar 
satisfeito sobre os pratos. Ao contrário, criou-se um clima contido e grave, piorado no 
meu caso pela dor nas costas que me dá sentar em almofadas no chão, o que também 
me deixa sem saber o que fazer com as pernas. Mas, de fato, a comida não mereceria 
outro tipo de recepção que não aquele velório.
— Que é isto aqui? — perguntei a um dos amigos, apontando uma massa de cor repe-
lente e consistência suspeita.
— Isto é arroz, arroz integral. Receita da casa, os donos são gênios culinários.
— Com certeza, conseguem vender esse negócio e o pessoal ainda paga e agradece.
— Hein?
— Nada, não. Arroz, hein? Quem diria, assim à primeira vista eu pensei que era papa 
de alpiste com goma arábica.
— Ha-ha, mas é arroz. É uma delícia, experimente.
— Está certo. Acontecendo alguma coisa, avise à família.
— Hein, que tal? Hein? Não! Não!
— Não o quê? O que foi, eu estou pálido? Estou roxo? 
— Não é isso, você não mastigou.
— Mastiguei, sim. Não havia muito o que mastigar, mas mastiguei.
— Nada disso, você tem de mastigar pelo menos 50 vezes. 
— Cinquenta vezes? É por isso que ninguém fala aqui, todo mundo contando as 
mastigadas?
— Não é preciso que sejam rigorosamente 50 mastigadas. Mas essa é a média para que 
você consiga liquidificar a comida na boca.
— Se é assim, então por que não passam tudo logo no liquidificador?
— Não, tem de ser feito na boca. Deve-se mastigar até a água. 
— Cinquenta vezes cada gole?
— Mais ou menos.
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9 3CAPÍTULO 3
Na saída, com os maxilares destroncados e a sensação de que tinha comido vento moí-
do, refugiei-me imediatamente num boteco da esquina, comi um sanduíche de pernil 
e jurei romper relações com o primeiro que me levasse à macrobiótica ou à naturalida-
de ou a qualquer coisa correlata. Mas o destino é irônico. Não é que minha filha Chica, 
que recentemente colheu a primeira flor no jardim de sua existência, com 13 quilos e 
físico de lutador de sumô, é metida a natural? Com essa idade, vejam vocês, já é toda 
natural, não come carne, toda cheia de novidades. Altas preocupações na família, 
grandes leituras do dr. Spock e do dr. Delamare, essa menina precisa comer proteínas, 
carboidratos e lipídios.
Mas o preparo físico dela (se houvesse recorde infantil para levantamento de peso, 
essa medalha já estava no papo) demonstra que alguma coisa dá certo na dieta dela. 
Como será que ela obtém as tão faladas proteínas? A resposta, como outras grandes 
descobertas, veio por acaso. Aqui em Itaparica tivemos também uma praga de grilos, 
uma infestação generalizada, grilo por tudo quanto era canto. Em nossa casa, contudo, 
a infestação era mais moderada que em outros lugares. Por quê? Eis que, observando 
Chica brincando no chão, noto que ela pegou alguma coisa que pôs na boca.
— Que é isso aí na boca? Tire isso da boca!
Tarde demais. Mastigando com grande prazer gastronômico, Chica acabara de jantar 
um grilo ao primo cri-cri. Só consegui puxar uma perninha, já mastigadinha.
— Mulher! — gritei lá para dentro. — Chica comeu um grilo!
— São João Batista também comia — disse ela.
— Mas você acha certo esse negócio de Chica comer grilo?
— Não posso fazer nada, isso nem é a pior coisa que ela já comeu. Você quer saber o que 
eu já peguei ela comendo? Ela...
— Não, não diga, não diga, eu já sei!
Bem, é proteína, isso ninguém pode negar. Dobramos a vigilância, mas Chica conse-
gue traçar uns dois grilos por dia, no mínimo. E a verdade é que tudo na vida pode ser 
visto por um ângulo favorável. Outro dia mesmo, quando Zé de Honorina estava lá em 
casa para tomar um cafezinho, observou que tínhamos bem menos grilos do que as 
outras casas da ilha.
— Que é que você faz, usa muito inseticida? — perguntou ele.
— Não. Nós usamos controle biológico — respondi, olhando para minha filha orgu-
lhosamente.
RIBEIRO, João Ubaldo. Aventuras naturais. In: ZILBERMAN, Regina (org.). 
Contos e crônicas para ler na escola. Rio de Janeiro: Objetiva, 2010. p. 81-85. 
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JOÃO UBALDO OSÓRIO PIMENTEL RIBEIRO (1941-2014) nasceu em Itaparica, na Bahia. 
Escritor, jornalista e professor, iniciou sua formação literária ainda nos primeiros anos de 
estudante. Trabalhando na imprensa, pôde escrever livros de ficção e construir uma carreira 
que o consagrou como romancista, cronista, jornalista e tradutor. Em 1994, passou a fazer 
parte da Academia Brasileirade Letras (ABL). Entre suas várias obras estão os livros Setembro 
não tem sentido (1968), Sargento Getúlio (1971), Viva o povo brasileiro (1984), O sorriso do lagarto
(1989), Casa dos budas ditosos (1999), Diário do farol (2002) e O albatroz azul (2009).
Que tal aderir ao hábito de ler uma crônica por dia? Além de se manter atualizado sobre os assuntos mais recentes da 
sociedade, você terá a chance de ampliar seus conhecimentos sobre os temas, o estilo e a composição desse gênero textual. 
Aprecie todo dia uma história diferente do projeto Crônica do dia, disponível em: http://www.cronicadodia.com.br/. Acesso 
em: 18 jul. 2020.
VALE VISITAR
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9 4 CAPÍTULO 3
a) Engraçada, positiva e sutil. 
b) Sarcástica, corrosiva e explícita.
4 Durante o relato das “aventuras” no restaurante natural e macrobiótico, o narrador 
faz referências a um cineasta e a dois amigos. Com base na descrição dessas per-
sonagens, escreva um comentário sobre a percepção que o narrador tem de cada 
uma delas. 
a) O cineasta. b) O “falso” amigo. c) O outro amigo. 
 Anote no caderno duas situações da crônica “Aventuras naturais” que evidenciem: 
a) Referências a assuntos do cotidiano. 
b) Marcas da linguagem coloquial.
2 Segundo o E-dicionário de termos literários:
o humor é fundamentalmente a capacidade de exprimir as excentricidades de deter-
minada ação ou situação que são susceptíveis de provocar o riso. 
CASTRO, Catarina. E-dicionário de termos literários. 
Disponível em: https://edtl.fcsh.unl.pt/encyclopedia/humor/. Acesso em: 28 jul. 2020.
 Considere essa definição e registre três passagens do texto em que se nota a 
presença do humor.
3 O humor nessa crônica de João Ubaldo Ribeiro ganha força por meio da ironia que, 
algumas vezes, é engraçada, positiva e sutil e, em outras, é sarcástica, corrosiva e 
explícita. Essas formas de ironia aparecem nos diálogos entre o narrador e os inter-
locutores. Identifique esses momentos no texto, selecione as ironias encontradas e 
organize-as em dois grupos.
NÃO ESCREVA NESTE LIVRO. 
BAGAGEM
A ironia é uma figura de linguagem que consiste no emprego de uma palavra ou 
expressão de forma que tenha um sentido diferente do habitual e produza efeitos de 
sentido que transitam entre o divertimento e a irritação. É, portanto, um mecanismo 
que instaura ambiguidade, e o contexto social em que é produzida é um fator crucial 
para sua compreensão. Para que a ironia funcione, esse jogo com as palavras deve ser 
feito de maneira que a intenção do locutor não seja imediatamente identificada. Deve 
estimular o raciocínio e fazer o interlocutor considerar os diversos sentidos possíveis 
que determinada palavra ou expressão possa ter, até encontrar aquele que se encaixe 
na mensagem, produzindo um significado inusitado.
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GERALDO SARNO (1938-) nasceu em Poções, na Bahia. 
É roteirista e diretor de cinema. Durante a carreira, foi 
premiado e ficou conhecido por filmes que abordam temas 
ligados à história nacional e ao Nordeste, como a migração, 
os elementos religiosos e a cultura popular.
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1. a) Algumas possibilidades de referências a assuntos 
do cotidiano são os encontros e os almoços com os 
amigos; as idas a restaurantes; os pedidos feitos e a 
conversa com quem o atende (possivelmente um gar-
çom); a conversa familiar com a esposa e a filha; a visita 
de um amigo ou vizinho; reunir-se com amigos; tomar 
café com amigos, etc.
1. b) Resposta pessoal.
2. Espera-se que os estudantes 
compreendam que o humor, nes-
se caso, foi utilizado para marcar 
um ponto de vista. Para isso, o 
narrador transforma as situações 
que poderiam ser informativas 
(sobre a alimentação macrobióti-
ca, por exemplo) em ocasiões que 
favorecem o riso. Em alguns mo-
mentos, satiriza o cenário em que 
a comunicação inicial se situa e 
ridiculariza o comportamento dos 
sujeitos envolvidos. É importante 
que os estudantes percebam que 
todos os textos têm uma finali-
dade e uma orientação valorativa 
diante dos temas e hábitos sociais 
abordados, até mesmo quando se 
utiliza o humor. São exemplos de 
passagens bem-humoradas da 
crônica, isto é, que provocam o 
riso: “experiência acabrunhante”, 
“momento de insensatez”, “masti-
gadores obstinados”, “aura de ex-
piação de pecados”, “penitências 
alimentares”, “atmosfera pálida e 
astênica”, “revoltante cinismo”, 
“falso amigo”, “rosário horripilante 
de possibilidades”, “suco de espi-
nafre (que nunca vi, mas considero 
imoral por definição) e terminando 
por suco de beldroega, que não sei 
o que é mas tampouco soa como 
algo decente”, entre outras.
3. b) Os estudantes poderão citar: “De beldroega?”, “Hein? Sim, muito 
bem, está muito bem mesmo.”, “Com certeza, conseguem vender esse 
3. a) Os estudantes poderão citar: “E essa água descansada é diferente da 
água comum?”, “Quer dizer que normalmente bebo água cansada? Isso é 
mau?”, “Fantástica água. Será que eu posso beber um copo de água geladinha?”, “Por quê? Gelar cansa 
a água?”, “Cinquenta vezes? É por isso que ninguém fala aqui, todo mundo contando as mastigadas?”, 
“Cinquenta vezes cada gole?”, entre outras.
4. a) Em relação ao cineasta, a percepção sugerida é de que 
se trata de uma pessoa que consome alimentos naturais, mas 
que não aparenta ser alguém que faz esse tipo de escolha ali-
mentar. Aqui parece haver uma ironia, utilizada para sugerir que 
o cineasta não tem uma estrutura corporal dentro dos padrões 
sociais estabelecidos; ou que ele seja um sujeito que não fala 
muito sobre os seus hábitos alimentares com os outros e, por 
isso, ninguém imaginaria que esses seriam os seus.
4. b) O narrador passa a ideia de 
que esse amigo não foi leal, pois 
o levou a um lugar que o deixou 
“abaladíssimo”, “intimidado” e 
como quem paga penitências: o 
restaurante macrobiótico. Se a in-
tenção era mostrar ou apresentar 
uma possibilidade de alimentação 
natural, o “falso amigo” apenas o 
assustou com esse programa do 
qual o narrador acredita que “de-
via ter fugido antes”.
4. c) O narrador descreve o outro amigo como alguém de “espec-
tro ossudo”, “macilento” e de “rosto escaveirado” – o que é irônico, 
já que o comumente esperado é que a alimentação adequada reflita 
também nos aspectos físicos do sujeito. Da forma como o narrador 
o descreve, parece que se trata de alguém quase debilitado. O com-
portamento do outro amigo é diferente do comportamento dos an-
teriores, pois ele reafirma o tempo todo quanto se sente saudável e 
rejuvenescido.
negócio e o pessoal ainda paga e agradece.”, “Arroz, hein? Quem diria, assim à primeira vista eu pensei que era papa 
de alpiste com goma arábica.”, “Está certo. Acontecendo alguma coisa, avise à família.”, entre outras.
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9 5CAPÍTULO 3
5 O narrador identifica um dos amigos pelo nome, pela profissão e o caracteriza 
como uma pessoa “muito natural”. Os outros dois são descritos, respectivamen-
te, como “um falso amigo” e alguém que aparenta ser “uns 40 anos mais velho”. 
Responda no caderno: Em sua opinião, essas diferentes definições teriam relação 
com o posicionamento do narrador a respeito dos restaurantes que esses amigos 
frequentam? Explique. 
6 Releia este trecho extraído da crônica de João Ubaldo Ribeiro. Em seguida, escreva 
no caderno suas respostas às questões.
— E essa água descansada é diferente da água comum? Quer dizer que normalmente 
bebo água cansada? Isso é mau? 
— De certa maneira, você bebe água cansada, sim, pode-se dizer isso. Água misturada 
com aditivos nocivos, talvez poluída, esterilizada através de meios violentos e antina-
turais como a filtragem e a fervura. 
a) A resposta dada ao narrador apresentaexpressões que atenuam o que é dito. 
Identifique essas expressões.
b) Por que essas expressões foram usadas na resposta dada ao narrador?
7 A expressão “ironia do destino” é utilizada para designar aquelas situações em 
que um acontecimento inesperado se manifesta. São essas ocasiões que lembram 
a impossibilidade de se controlar tudo o que acontece, pois surpresas fazem parte 
da vida de qualquer ser humano. Responda no caderno: Como é possível relacionar 
essa expressão ao que acontece ao narrador no que se refere aos hábitos alimen-
tares de sua filha Chica? Explique. 
8 O narrador menciona que sua filha come grilos. Ele está sendo 
irônico nesse caso? Desenvolva argumentos que justifiquem sua 
resposta.
9 Leia as informações sobre os médicos Benjamin Spock e Rinal-
do De Lamare. Em seguida, escreva no caderno uma explicação 
sobre como a ironia se manifesta por meio da referência que o 
narrador faz a eles na crônica.
Dr. Spock
Benjamin Mclane Spock (1903-1998) foi um médico estadunidense que se tornou 
conhecido por defender uma postura mais flexível dos pais em relação à educação 
das crianças. Em 1946, ele publicou Meu filho, meu tesouro, obra em que reunia 
orientações sobre os cuidados básicos que se deve ter com os bebês e que se tor-
naria um dos livros mais vendidos na História.
De Lamare
Rinaldo Victor De Lamare (1910-2002) era professor e médico pediatra brasileiro, 
autor do livro A vida do beb•, que tem até hoje grande vendagem devido às orien-
tações sobre os cuidados e a educação de crianças. Também ficou famoso no Brasil 
e no exterior pela criação do soro caseiro, remédio simples que desde a década de 
1930 tem sido usado para curar a desidratação infantil.
NÃO ESCREVA NESTE LIVRO. 
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Grilo.
5. Espera-se que os estudantes 
mencionem que é provável que 
sim. A descrição dos amigos pelo 
narrador colabora para que se 
tenha uma percepção negativa 
a respeito dos restaurantes (os 
naturais e os macrobióticos) que 
frequentam. A forma como ele 
se refere a cada uma das pessoas 
fortalece o posicionamento, que 
é explorado ao longo do texto, e 
destaca uma quase aversão a tudo 
que remeta “à naturalidade ou a 
qualquer coisa correlata”. Como 
se acredita, o tipo de alimentação 
se reflete na estrutura corporal, na 
aparência e na energia dos indiví-
duos, por isso o narrador trata de 
marcar esses aspectos na descri-
ção das pessoas citadas.
7. Espera-se que os estudantes 
observem que, como todos os 
hábitos alimentares das pessoas 
mencionadas causavam descon-
forto ao narrador, o esperado é 
que em seu núcleo familiar as 
pessoas tivessem costumes se-
melhantes aos dele. No entanto, o 
improvável acontece, pois, confor-
me suas palavras: “[...] o destino é 
irônico”. Em casa, ele lida com a 
aversão que a sua filha Chica tem 
às carnes, somada ao inusitado 
apetite da menina, que teria se 
arriscado a comer grilos.
As expressões são “de certa maneira”, “pode-se dizer” e “talvez”.
Espera-se que os estudantes concluam que essas expressões são usadas por quem atendeu o nar-
rador no restaurante, possivelmente um garçom, porque ele quer responder sem parecer agressivo, 
evidenciando respeito ao cliente do restaurante. 
8. Os estudantes poderão respon-
der que sim, argumentando que o 
narrador menciona que descobriu 
por acaso onde sua filha obtém as 
tão faladas proteínas, o que seria 
9. Resposta pessoal. Aguce a 
percepção e a interpretação dos 
estudantes para o uso de ironias. 
Uma das formas de construir essa 
figura de linguagem é dizer o con-
trário daquilo que de fato se quer 
expressar, lidando com a ambiva-
lência entre a proposição real ou 
pensada e aquela que foi rede-
senhada ou externada. No texto, 
o narrador faz referência a dois 
renomados médicos – Spock e De 
Lamare – para fortalecer o relato. 
É interessante que os estudan-
tes percebam que essa escolha 
demonstra a intencionalidade de 
reforçar uma fala ou um ponto de 
vista: a filha Chica precisa de “pro-
teínas, carboidratos e lipídios” e 
o hábito alimentar seguido não é 
o adequado. Trata-se de uma ma-
neira bem-humorada de respaldar 
um posicionamento. O narrador 
apresenta sua filha Chica, que 
recentemente completou um ano 
de vida, como uma criança fora dos padrões, pois pesa 13 quilos e “tem físico de lutador de sumô”, ou seja, está com sobrepeso, é “metida a natural” 
(utilizando a ironia mais uma vez) e não come carne. Isso desperta preocupações na família e, por isso, eles recorrem às referências do dr. Spock e do 
dr. De Lamare, que defendem, nas obras deles, que a criança precisa comer proteínas, carboidratos e lipídios para crescer e 
ser saudável.
uma explicação irônica para a robustez da criança e seu preparo físico, apesar de não gostar de co-
mer carne. Ele ainda diz que a infestação de grilos era mais moderada em sua casa que em outros 
lugares, porque Chica come grilos, mastigando-os com grande prazer gastronômico. A ironia é reforçada pela resposta da mãe da menina de 
que são João Batista, o último dos profetas que anunciaram a vinda de Jesus Cristo à Terra, de acordo com o cristianismo, também comia grilos.
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9 6 CAPÍTULO 3
10 Releia outro trecho extraído da crônica “Aventuras naturais”.
[...] Outro dia mesmo, quando Zé de Honorina estava lá em casa para tomar um cafezi-
nho, observou que tínhamos bem menos grilos do que as outras casas da ilha. 
— Que é que você faz, usa muito inseticida? — perguntou ele. 
— Não. Nós usamos controle biol—gico — respondi, olhando para minha filha orgu-
lhosamente.
 Considerando o que você estudou sobre a ironia e o humor nas questões an-
teriores, e o contexto da crônica, atente às palavras em destaque e responda 
no caderno:
a) Qual foi a intencionalidade do narrador ao criar esse jogo de palavras?
b) Que efeito de sentido se produz por meio dele? 
11 A crônica é um gênero textual que também pode propor reflexão. Em “Aventuras na-
turais”, o relato do narrador leva o leitor a pensar sobre diferentes hábitos alimentares 
seguidos em uma mesma sociedade. Em certos momentos, o narrador parece criticar 
o que ele considera extremismo de algumas vertentes, pois age com estranheza ao 
que lhe é oferecido; em outros, parece não acreditar na alimentação natural; e, ao 
final, parece flexibilizar o olhar ao que é diferente do que está acostumado. 
a) Você já passou por alguma experiência semelhante à do narrador? Comente 
com a turma.
Lembre-se de que nossos hábitos não podem ser utilizados como parâmetro valorativo 
para outras culturas. Cada cultura é singular, e isso faz parte da diversidade humana. Há 
costumes que podem não ser convencionais para você, mas são para o outro.
b) Que reflexões você faz com base nas atitudes do narrador? Conte aos colegas.
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Para responder a este item, considere questões como as semelhanças e diferenças entre 
os hábitos alimentares das personagens da crônica e os seus; que tipo de alimentação é 
considerada mais ou menos saudável; e os pontos positivos e negativos desses hábitos.
Conheça as principais 
diferenças entre 
alimentação natural, 
vegetariana, funcional, 
orgânica, sem açúcar e 
sem glúten lendo o texto 
“As principais diferenças 
entre as vertentes de 
alimentação”, escrito 
por Flávia Schiochet 
e publicado no site do 
jornal Gazeta do Povo. 
Disponível em: https://
www.gazetadopovo.com.
br/bomgourmet/veja-
principais-diferencas-
entre-vertentes-de-
alimentacao/. Acesso 
em: 5 ago. 2020.
VALE VISITAR
10. a) Espera-se que os estu-
dantes percebam que o todo do 
texto deve ser considerado para 
a compreensão das partes. Além 
disso, entender que as palavras 
são elementos importantes para a 
construção de efeitos de sentido 
e podem fornecer pistas e dire-
cionamentos a respeito da inten-
cionalidadedo autor, narrador ou 
personagem. O jogo de palavras 
é um mecanismo bastante utiliza-
do quando se pretende instaurar 
trocadilhos, ser poético ou, ainda, 
atribuir ao texto peculiaridades 
humorísticas que causem o riso 
– como é o caso do trecho analisa-
do. Ao sugerir que a criança come 
todos os grilos, o narrador faz um 
trocadilho com o fato de aquela 
ação se tratar de um controle bio-
lógico, isto é, algo que seria natu-
ral, embora não seja. O narrador 
cria esse jogo com as palavras, 
que têm significados divergentes 
ou mesmo contrapostos, com a 
intenção de ser irônico, de promo-
ver humor e provocar o riso.
O leitor percebe uma ironia mais sutil, 
visto que o narrador, que criticava a ati-
tude da filha de não comer carne, agora, ao saber que ela come grilos, mostra-se orgulhoso por sua ação 
ser uma forma “biológica”, mais natural, de controlar a infestação destes em sua casa.
Resposta pessoal. O objetivo é que os estudantes compartilhem suas expe-
riências com a turma, identificando afinidades com a experiência do narrador, 
Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes reflitam sobre o tema considerando as ideias apontadas 
no enunciado: crítica aos extremismos de vertentes e escolhas, incredulidade na alimentação natural e 
flexibilização de ponto de vista.
assim como respeitando diferenças de hábitos alimentares em uma sociedade ou entre comunidades.
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9 7CAPÍTULO 3
VOCÊ TEM FOME DE MÚSICA?
O corpo físico não é o único que precisa de cuidados. Alimentar a alma também é 
importante! Como diz a famosa frase do poeta romano Juvenal: “Mente sã, corpo são”. 
Sorte que o “cardápio” desta parada, além de nutritivo, é variado: música, dança, circo... 
Você tem fome de quê?
1 Leia a letra da canção “Comida”, da banda Titãs, e responda às atividades no caderno.
Comida
Bebida é água
Comida é pasto
Você tem sede de quê?
Você tem fome de quê?
A gente não quer só comida
A gente quer comida, diversão e arte
A gente não quer só comida
A gente quer saída para qualquer parte
A gente não quer só comida
A gente quer bebida, diversão, balé
A gente não quer só comida
A gente quer a vida como a vida quer
Bebida é água
Comida é pasto
Você tem sede de quê?
Você tem fome de quê?
 
 
A gente não quer só comer
A gente quer comer e quer fazer amor
A gente não quer só comer
A gente quer prazer pra aliviar a dor
A gente não quer só dinheiro
A gente quer dinheiro e felicidade
A gente não quer só dinheiro
A gente quer inteiro e não pela metade
Diversão e arte
Para qualquer parte
Diversão, balé
Como a vida quer
Desejo, necessidade, vontade
Necessidade, desejo, eh
Necessidade, vontade, eh
Necessidade
COMIDA. Intérprete: Titãs. Compositores: Arnaldo 
Antunes, Marcelo Fromer, Sérgio Britto. 
In: JESUS não tem dentes no país dos banguelas. 
Rio de Janeiro: Liminha, 1987. 1 CD, faixa 2.
NA BNCC
Competências gerais: 1, 3, 4, 5, 7, 9
Competências específicas de 
Linguagens: 1, 2, 3, 6, 7
Habilidades de Linguagens: 
EM13LGG102, EM13LGG103, 
EM13LGG104, EM13LGG201, 
EM13LGG202, EM13LGG301, 
EM13LGG302, EM13LGG303, 
EM13LGG601, EM13LGG602, 
EM13LGG603, EM13LGG701, 
EM13LGG703
Habilidades de Língua Portuguesa: 
 Todos os campos de atuação social: 
EM13LP06, EM13LP07, EM13LP13, 
EM13LP17, EM13LP18
 Campo da vida pessoal: EM13LP20
 Campo de atuação na vida pública: 
EM13LP23
 Campo jornalístico-midiático: 
EM13LP43
 Campo artístico-literário: EM13LP47, 
EM13LP53, EM13LP54
NÃO ESCREVA NESTE LIVRO. 
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TITÌS é uma banda brasileira formada em 1982. Conhecidos 
pelas letras bem-humoradas e pela grande quantidade de 
integrantes (nove membros na formação original), os Titãs 
fizeram parte de um cenário de efervescência cultural no 
país em que surgiram muitas outras bandas de rock. Desde 
1982, a banda já lançou mais de vinte álbuns e ganhou 
diversos prêmios, transitando entre o rock e o pop. Ao longo 
da carreira, teve diversos integrantes, entre os quais Arnaldo 
Antunes, Nando Reis e Paulo Miklos. A formação atual conta 
com Tony Bellotto, Branco Mello e Sérgio Britto, integrantes 
desde a origem do grupo, além dos músicos de apoio Mario 
Fabre e Beto Lee.
3ª PARADA 
Consulte respostas esperadas e mais informações para o trabalho com as ativi-
dades desta parada nas Orientações específicas deste Manual.
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9 8 CAPÍTULO 3
a) Considere a letra da canção “Comida”: Qual é a crítica feita na música?
b) Releia os dois primeiros versos da letra: “Bebida é água / Comida é pasto”. Que 
conteúdos implícitos são transmitidos neles?
c) E você, tem fome e sede de quê? 
2 O Objetivo 2 (ODS2), um dos 17 implementados pela ONU em 2015 para transfor-
mar o mundo até 2030, é “Acabar com a fome, alcançar a segurança alimentar e 
melhoria da nutrição e promover a agricultura sustentável”. Mas, segundo dados 
da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO, 2020), 
falta comida para mais de 45 milhões de pessoas na América Latina e no Caribe. 
Leia o trecho da reportagem a seguir para responder às atividades no caderno.
A volta da fome
[...] 
O Brasil não escapou. Após tirar quase 14 milhões de pessoas da desnutrição, estamos 
de volta ao Mapa da Fome das Nações Unidas, de onde havíamos saído em 2014, quan-
do menos de 5% da população ficou abaixo da linha da miséria. Em 2017, 11,7 milhões 
de brasileiros (5,6%) viviam com menos [de] US$ 1,90 (R$ 7,22) ao dia, o que os tornou 
vulneráveis à desnutrição, mal que afeta principalmente idosos e crianças. Decorren-
tes da crise econômica e dos cortes orçamentários, o encolhimento dos programas so-
ciais e de incentivo aos pequenos produtores dificulta o acesso a alimentos. De acordo 
com a FAO, hoje 5,2 milhões de brasileiros estão desnutridos, um aumento de 200 mil 
pessoas desde 2012. Algo vexaminoso para um país que colhe 300 milhões de tone-
ladas anuais de grãos. “Precisamos avançar para que todos recebam cuidados devido 
à desnutrição e suas consequências”, disse Carissa Etienne, diretora da Organização 
Pan-Americana de Saúde (OPAS).
[...]
VARGAS, André. A volta da fome. Istoƒ, 15 nov. 2018. 
Disponível em: https://istoe.com.br/a-volta-da-fome/. Acesso em: 7 jul. 2020.
a) Tanto a canção “Comida” quanto o trecho da reportagem “A volta da fome” têm a 
fome como tema. Discuta com um colega os sentidos dessa palavra nos dois textos.
b) O que você pode fazer para ajudar a combater a fome de comida no Brasil?
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1. b) O objetivo é explorar a pro-
dução de inferências. Espera-se 
que os estudantes interpretem a 
inferência semântica gerada pelas 
expressões linguísticas nesses 
versos e pelo contexto. Água e 
pasto são oferecidos a outros 
animais, bois, seres irracionais, 
que não são capazes de lutar por 
seus direitos. A arte, a diversão 
e a cultura reivindicadas na can-
ção são anseios de pessoas que 
raciocinam e que, portanto, são 
capazes de demandar ou mesmo 
exigir direitos.
1. c) Resposta pessoal. Espera-se 
que os estudantes apresentem 
respostas que evidenciem inter-
pretações que a canção “Comida” 
permite. Uma delas seria a de crí-
tica às injustiças sociais, à existên-
cia no Brasil de muitas pessoas po-
bres e desamparadas que passam 
fome, e que não têm condições 
de satisfazer outras necessidades 
humanas. Outra leitura seria a de 
que a letra pode fazer referência 
ao nosso desejo de sempre querer 
mais, embora nunca estejamos 
felizes e satisfeitos. Ainda há uma 
terceira interpretação, a de que a 
canção “Comida”, lançada no ano 
de 1987, pode ser vista como uma 
canção relacionada ao contexto da 
redemocratização, período vivido 
no Brasil após o Movimento das 
Diretas Já (1984).Nesse contexto, 
haveria fome e sede de liberdade, 
cultura, diversão, arte, etc.
2. a) Espera-se que os estudantes 
reflitam que, na canção, a palavra 
fome é usada tanto em sentido 
denotativo, relacionado à carên-
cia alimentar, quanto em sentido 
conotativo, pois trata de desejo, 
ambição, avidez. Já no trecho 
da reportagem, a palavra fome é 
usada apenas em sentido deno-
tativo e significa a necessidade 
fisiológica de comer. Nessa dis-
cussão, instrua os estudantes a 
argumentarem, esclarecendo as 
razões que os levaram à opinião 
que defendem.
2. b) Resposta pessoal. É interes-
sante chamar a atenção dos es-
tudantes para posturas e atitudes 
que eles mesmos podem adotar 
no dia a dia, como não desperdiçar 
alimentos (aproveitar as sobras), 
adotar dietas mais saudáveis e sus-
tentáveis, consumir produtos de 
estabelecimentos mais próximos 
do bairro ou da cidade, promover 
a conscientização da comunidade 
e propor mudanças de atitudes vi-
sando à melhoria das condições de 
vida em todos os aspectos.
1. a) Espera-se que os estudantes 
infiram que a canção “Comida” 
critica a falta de cultura, diversão, 
arte, felicidade e liberdade na so-
ciedade. A música remete não só 
à satisfação de duas necessida-
des vitais do ser humano – comer/
comida/fome e beber/bebida/
sede –, mas também reivindica o 
direito da população (“a gente”) à 
satisfação de outras necessida-
des humanas, de se querer intei-
ro e não pela metade: dinheiro e 
felicidade, sexo e amor, alimento 
para o corpo físico e para a alma.
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9 9CAPÍTULO 3
3 A canção dos Titãs faz um apelo à cultura, diversão e arte. Investir em arte e cul-
tura é importante? Por quê? Você e os colegas vão discutir essa questão em uma 
roda de conversa. 
a) Antes da discussão, leia os seguintes trechos de uma entrevista com o pesqui-
sador de políticas públicas de cultura e músico Ulisses Galetto, para definir seu 
ponto de vista e construir argumentos a respeito do assunto.
Países ricos são os que mais investem em arte
Brasil é dos países que menos investe em arte, afirma o pesquisador 
de políticas públicas de cultura, Ulisses Galetto
Apesar de ser um dos países mais ricos culturalmente, o Brasil é um dos que menos in-
veste em arte, indo na contramão do que fazem, por exemplo, Estados Unidos e França, 
que reservam grande parte dos recursos públicos para o setor cultural. Nesta entrevista 
exclusiva ao Brasil de Fato Paraná, o pesquisador de políticas públicas de cultura, o 
músico Ulisses Galetto, analisa por que o Brasil não dá a devida importância à arte e 
cultura.
Brasil de Fato Paraná – Parece que no Brasil a cultura não é encarada como política 
estratégica. O que precisa ser feito para mudar isso?
Essa falta de reconhecimento da cultura e arte está diretamente ligada à qualificação 
dos gestores, às pessoas para as quais damos nosso voto. Isso é fruto de certa ignorân-
cia sobre o setor. As pessoas simplesmente não compreendem que investir em cultura 
dá retorno para a sociedade muito maior que indústria ou outras áreas em que o Estado 
investe pesado.
[...]
BdFPR – Por que investir em arte e cultura é importante?
Porque estamos investindo no que somos, além do aspecto financeiro. O dinheiro é o que 
parece chamar atenção dos que estão no poder. Então, se é sobre dinheiro que eles falam, 
vamos aos dados. Os estudos mais pessimistas dizem que a cada dólar investido [em arte e 
cultura] volta 0,9 dólar para a sociedade. Os mais otimistas dizem que a cada dólar investi-
do, volta 1,5 dólar. Ganha-se dinheiro, lucra-se com investimento em arte e cultura.
CALDAS, Ana Carolina. Países ricos são os que mais investem em arte. Brasil de Fato Paraná. 
Curitiba, 9 jan. 2019. Disponível em: https://www.brasildefatopr.com.br/2019/01/09/ 
paises-ricos-sao-os-que-mais-investem-em-arte. Acesso em: 7 jul. 2020.
Câmara Municipal 
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Nascido em Castro, no 
Paraná, ULISSES GALETTO 
(1966-) é historiador, 
pesquisador da área 
cultural e músico. Desde 
1994, faz parte da banda 
eclética FATO como 
vocalista, contrabaixista, 
arranjador, compositor, 
produtor e técnico 
de gravação.
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Jovens em 
atividades culturais.
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1 0 0 CAPÍTULO 3
b) Para participar da roda de conversa, siga as instruções.
 COMO FAZER
 A turma deve organizar-se em uma roda, ajustando as carteiras em um círculo na sala 
de aula.
 Para iniciar a discussão, o professor vai dar a palavra aos que se apresentarem para 
expor seu ponto de vista sobre a questão. Vocês devem:
• Pedir a palavra e esperar a vez de falar.
• Justificar os pontos de vista com argumentos que os sustentem.
• Ouvir com atenção os pontos de vista dos colegas e, se for o caso, pedir que 
os justifiquem.
• Contra-argumentar em defesa dos próprios pontos de vista, de forma respeitosa e 
admitindo que existem perspectivas diferentes das suas sobre uma mesma questão.
• Atentar para o fato de que, em interações argumentativas, o desacordo ou a ausên-
cia de ratificação positiva são naturais, não devendo provocar tensão ou ameaça. 
• Concluir a fala com a síntese de sua posição em relação ao que foi discutido.
4 Agora, ouça a canção “Comida”, gravada no álbum Jesus não tem dentes no país 
dos banguelas, de 1987. Preste atenção aos instrumentos usados e observe as ca-
racterísticas do gênero musical, o rock. Em seguida, faça as atividades propostas 
no caderno.
a) Quais instrumentos musicais você reconhece na música? 
b) Quando se fala em rock, qual é o primeiro instrumento musical de que você 
se lembra?
c) Agora que você conhece a letra e os sons da canção “Comida”, que tal cantar e 
reproduzir a parte rítmica da bateria com objetos que a turma tem disponíveis? 
Observe um trecho da partitura musical dessa canção e siga as orientações do 
professor.
Adotem procedimentos 
de polidez linguística, 
utilizando, por exemplo: 
suavizadores, como os 
verbos no condicional 
(“você poderia 
pensar...”, “eu gostaria 
de defender...”, etc.); 
minimizadores, que 
reduzem a sensação de 
ameaça ao interlocutor, 
como os diminutivos 
e alguns advérbios 
(“simplesmente”, 
“apenas”, “quase”, etc.); 
modalizadores, como 
“talvez”, “possivelmente”, 
“provavelmente”, “eu 
penso/creio/acho/tenho 
a impressão de que...”, 
etc.; e moderadores, 
como “por favor”, “por 
gentileza”, “obrigado”, etc.
Tata tumdumdum ta ta ta tarata | tum ta tum ta tum. Partitura criada pelos autores.
Conheça mais sobre a obra dos Titãs no canal oficial da banda, disponível em: 
https://www.youtube.com/channel/UCmeh3Gt12ye2nLIUmYIPZAg. Acesso em: 20 jul. 2020.
VALE VISITAR
d) Vamos gravar! Organizem-se em dois grupos para fazer um coral da canção dos 
Titãs. Ensaiem e, depois, gravem um vídeo para divulgar a atuação da turma.
 
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3. b) A discussão pode ser realizada em sala de aula ou até mesmo em outro espaço da escola, se for viável para a turma. Durante a atividade, é impor-
tante evitar que: (1) os estudantes tentem tomar a palavra ou se recusem a cedê-la por não concordarem com algum ponto de vista apresentado; (2) haja 
superposições de turnos de fala; (3) haja elevação do tom de voz, ironias, recusa em respeitar os colegas, críticas ou ofensas pessoais, suspiros de impa-
ciência, meneios negativos de cabeça, agitações, entre outros. Os procedimentos de polidez linguística podem favorecer a prática de uma comunicação 
não violenta, inclusive em outras situações interlocutivas.
4. b) Resposta pessoal. Espera-se 
que os estudantes respondam algum 
destes instrumentos:guitarra elétrica, 
bateria, contrabaixo. Se for possível, 
mostre a eles fotos das primeiras gui-
tarras elétricas para que conheçam 
esse importante instrumento do sécu-
lo XX, um dos principais utilizados em 
gêneros musicais como rock, punk, 
heavy-metal, blues, country, entre ou-
tros. Apresente-lhes alguns dos gran-
des guitarristas que marcaram época 
e o gênero musical rock.
Resposta pessoal. 
Resposta pessoal. 
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1 0 1CAPÍTULO 3
Comida
COMIDA. Intérprete: Titãs. Compositores: Arnaldo Antunes, Marcelo Fromer, Sérgio Britto. 
In: JESUS não tem dentes no país dos banguelas. Intérprete: Titãs. Rio de Janeiro: Liminha, 1987. 1 CD, faixa 2.
 COMO FAZER
Coral
 O professor vai reger o coral.
 Organizem-se em dois grupos, um composto por quem tem vozes mais graves e outro, por quem tem vozes mais agudas.
 Ensaiem os versos de acordo com a divisão acima e o acompanhamento da canção.
 Quando tiverem domínio da letra e do ritmo, cantem sem o acompanhamento da faixa de áudio. 
 Depois dos ensaios, façam a gravação em vídeo (videoclipe) com o aparelho escolhido pela turma (celular ou tablet), 
usando um aplicativo gratuito de edição de vídeo. Vocês podem escolher se a gravação será feita por um colega ou pelo 
professor, com a orientação da turma.
 Durante a gravação, �quem atentos aos seguintes itens.
• Orientação: de�nam se a gravação será feita com o aparelho na vertical ou na horizontal, de acordo com a plataforma 
em que o videoclipe será divulgado.
• Enquadramento: pensem nos elementos que devem aparecer nas imagens e ajeitem o aparelho para captar o ângulo certo.
• Iluminação: pensem se vão precisar de algum tipo de iluminação arti�cial; para que a imagem do coral se diferencie 
do fundo, é bom que vocês estejam de frente para a luz. Se quiserem que a �lmagem mostre silhuetas, podem usar 
a contraluz.
• Áudio: prestem atenção aos barulhos ao redor, para que não haja 
ruídos que possam atrapalhar a gravação.
• Ambiente de gravação: escolham um lugar em que a turma possa se 
posicionar da forma desejada e, de preferência, sem interferências 
visuais indesejadas. Se quiserem mostrar objetos nas cenas, isso 
deve ser intencional.
 Postem o videoclipe no grupo de mensagens ou em algum per�l de 
rede social da turma.
Bebida é (grupo 1) água (grupo 2)
Comida é (grupo 1) pasto (grupo 2)
Você tem sede (grupo 1) de quê? (grupo 2)
Você tem fome (grupo 1) de quê? (grupo 2)
A gente não quer só (grupo 1) comida (grupo 2)
A gente quer (grupo 1) comida, diversão 
e arte (grupo 2)
A gente não quer só (grupo 1) comida (grupo 2)
A gente quer saída para qualquer parte (todos)
A gente não quer só (grupo 1) comida (grupo 2)
A gente quer (grupo 1) bebida, diversão, balé 
 (grupo 2)
A gente não quer só (grupo 1) comida (grupo 2)
A gente quer a vida como a vida quer (todos)
Bebida é (grupo 1) água (grupo 2)
Comida é (grupo 1) pasto (grupo 2)
Você tem sede (grupo 1) de quê? (grupo 2)
Você tem fome (grupo 1) de quê? (grupo 2)
A gente não quer só (grupo 1) comer (grupo 2)
A gente quer (grupo 1) comer e quer fazer amor 
(grupo 2)
A gente não quer (grupo 1) só comer (grupo 2)
A gente quer prazer pra aliviar a dor (todos)
A gente não quer só (grupo 1) dinheiro (grupo 2)
A gente quer (grupo 1) dinheiro e felicidade 
(grupo 2)
A gente não quer só (grupo 1) dinheiro (grupo 2)
A gente quer inteiro e não pela metade (todos)
Diversão e arte (grupo 1)
Para qualquer parte (grupo 2)
Diversão, balé (grupo 1)
Como a vida quer (grupo 2)
Desejo, (grupo 1) necessidade, vontade 
(grupo 2)
Necessidade, (grupo 1) desejo, (grupo 2) eh (todos)
Necessidade, (grupo 1) vontade, (grupo 2) eh (todos)
Necessidade (todos)
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Organize a turma em dois grupos para diferenciar os timbres das vozes entre grave e agudo; é possível fazer testes de voz 
e dividi-los como acharem mais conveniente e se sentirem mais à vontade. Alterne os grupos 1 e 2 para que todos possam 
cantar todas as partes. Misture os grupos e mostre para os estudantes a diferença dos timbres. Reproduza para eles a canção 
“Comida”, dos Titãs, para que cantem e se sintam seguros. Ao perceber a evolução e o desprendimento da turma, o relaxa-
mento sem perder a concentração na atividade, desligue a versão gravada e deixe que criem a própria interpretação. Com um 
aparelho como celular ou tablet, grave primeiramente o ensaio ou a performance dos grupos e, com base no vídeo, discuta 
com os estudantes os pontos que podem ser melhorados. Quando a turma estiver bem ensaiada e com 
esses pontos ajustados, oriente-a na gravação do videoclipe o�cial.
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1 0 2 CAPÍTULO 3
NA BNCC 
Competências gerais: 1, 2, 3, 4, 7, 8, 9
Competências específicas de 
Linguagens: 1, 2, 3, 4, 5, 6
Habilidades de Linguagens: 
EM13LGG101, EM13LGG103, 
EM13LGG201, EM13LGG202, 
EM13LGG203, EM13LGG204, 
EM13LGG301, EM13LGG302, 
EM13LGG303, EM13LGG401, 
EM13LGG501, EM13LGG502, 
EM13LGG503, EM13LGG601, 
EM13LGG603, EM13LGG604
Habilidades de Língua Portuguesa:
 Todos os campos de atuação social: 
EM13LP01, EM13LP02, EM13LP03, 
EM13LP04, EM13LP05, EM13LP07
 Campo da vida pessoal: EM13LP20
 Campo de atuação na vida pública: 
EM13LP24
 Campo das práticas de estudo e 
pesquisa: EM13LP28, EM13LP32
ARTE? EXPRESSÃO CORPORAL? ESPORTE? 
ATIVIDADE FÍSICA? A DANÇA EM QUESTÃO
A dança possibilita cuidado com o corpo, entretenimento, socialização, expressão 
de ideias e sentimentos... E, por ser tão plural, também é território de debates! Ao final 
desta parada, de que lado dessa questão você vai estar?
1 A palavra “dança” pode suscitar as mais variadas ideias e imagens. Afinal, a dança 
apresenta diferentes perspectivas para cada um. Para você, o que é dança? Res-
ponda, no caderno, em no máximo três linhas. Depois, oralmente, apresente sua 
compreensão do tema para a turma. 
2 Agora, que tal ativar os conhecimentos que você tem sobre os tipos de dança res-
pondendo, com um colega, ao quiz a seguir? Vocês terão um tempo, determinado 
pelo professor, para responder às perguntas no caderno. Valendo! 
NÃO ESCREVA NESTE LIVRO. 
a) Qual destas danças tem como característica ser praticada em academias com a 
finalidade de queima calórica e atividade física?
 I. Break.
 II. Rock’n’roll.
III. Zumba. 
IV. Todas as respostas anteriores.
 V. Nenhuma das respostas anteriores.
b) A Companhia de Dança Debora Colker, criada em 1994 no Rio de Janeiro, é uma das mais expressivas no cená-
rio nacional. Agregando movimentos acrobáticos, as coreografias desafiam os limites físicos dos bailarinos e, 
muitas vezes, trabalham com a integração de várias artes. Com quais outros artistas a companhia já trabalhou? 
 I. Cirque Du Soleil, companhia de entretenimento sediada em Montreal, no Canadá.
 II. Compositora e bailarina carioca Fernanda Abreu (1961-), em um clipe da cantora.
III. Comissão de frente da escola de samba Estação Primeira de Mangueira, fundada em 1928 no Rio de Janeiro.
IV. Todas as respostas anteriores.
 V. Nenhuma das respostas anteriores.
c) Indique a alternativa em que uma dança é reconhecida como modalidade esportiva ou uma modalidade espor-
tiva é reconhecida como dança:
 I. Ginástica rítmica.
 II. Dança esportiva ou Dança de Salão Internacional.
III. Patinação artística no gelo.
IV. Todas as respostas anteriores.
 V. Nenhuma das respostas anteriores.
d) A dança de salão engloba vários estilos de dança em pares e costuma ser praticada em salões. Pertencem a 
essa categoria os seguintes estilos:
 I. Samba de gafieira, bolero e jazz.
 II. Salsa, tango e zouk.
III. Bolero, salsa e street dance.
IV. Todas as respostas anteriores.
 V. Nenhumadas respostas anteriores.
e) Aerodance é um estilo de dança e ginástica que possibilita o desenvolvimento de várias valências físicas, ou 
seja, qualidades físicas motoras passíveis de treinamento. Entre elas, pode(m)-se citar:
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4ª PARADA 
Consulte respostas esperadas e mais informações para o trabalho com as atividades desta parada nas 
Orientações específicas deste Manual.
Resposta pessoal. 
Sugerimos que o tempo para a atividade seja de 10 minutos, ou, quando a primeira dupla terminar, o tempo estará encerrado.
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1 0 3CAPÍTULO 3
 I. Condicionamento cardiorrespiratório 
e resistência.
 II. Coordenação motora.
III. Fortalecimento muscular.
IV. Todas as respostas anteriores.
 V. Nenhuma das respostas anteriores.
f) O balé clássico é dançado de forma altamente técnica e requer muita dedicação de seus praticantes. Vários 
espetáculos são mundialmente famosos e encenados por grandes companhias. Qual destes espetáculos cor-
responde a outro estilo de dança?
 I. O Mágico de Oz. 
 II. O Lago dos Cisnes.
III. Dom Quixote.
IV. Todas as respostas anteriores.
 V. Nenhuma das respostas anteriores.
g) Para as Olimpíadas de 2024, sediada na cidade de Paris, na França, o Comitê Olímpico Internacional (COI) 
discute a inclusão de mais modalidades olímpicas, como a escalada esportiva, o skate e o surfe. Há ainda mais 
uma, que é também um estilo de dança, que é:
 I. Forró universitário.
 II. Zumba.
III. Break dance. 
IV. Todas as respostas anteriores.
 V. Nenhuma das respostas anteriores. 
h) Considerando as possíveis interfaces da dança, pode-se afirmar que essa prática corporal se circunscreve e se 
expressa pelo(a):
 I. Arte.
 II. Esporte.
III. Atividade física.
IV. Expressão corporal.
 V. Todas as respostas anteriores.
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Até meados de 2020, o Comitê Olímpico Internacional aprovou a inclusão pro-
visória dessas quatro modalidades esportivas na competição.
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Dança esportiva.
Ginástica 
rítmica.
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Balé clássico.
Zumba.
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1 0 4 CAPÍTULO 3
3 Leia os textos a seguir e responda no caderno às questões propostas.
 Texto I 
Nos giros da dan•a
A dança é uma arte! Não, não é… digo, é sim! Mas não somente uma arte, é um hobby 
e um esporte também. Sem dúvida, é uma das mais belas formas de expressão do ser 
humano. Tem o poder de alegrar, emocionar, divertir, inspirar e, apesar da companhia 
da música, faz tudo sem o uso das palavras.
Muito podem dizer os gestos suaves de uma bailarina que interpreta um cisne em seus 
últimos momentos de vida. Um casal dançando tango ou valsa na mais perfeita sin-
cronia e harmonia pode nos remeter a uma sensação de sedução e paixão, tudo com 
muito requinte. O samba, o frevo e o forró contagiam com alegria qualquer um que se 
proponha a observar os passos dos dançarinos. Assim, a dança é um poema em si, e 
poesia para quem estabelece alguma relação com ela, nem que seja a de mero observa-
dor. É a substituição da palavra pelo movimento.
Como hobby, é alívio e prazer. Quem gosta, encontra na dança um meio para fugir do 
stress do trabalho e dos afazeres do dia a dia, aproveitando, ao mesmo tempo, para se 
deixar levar pelas sensações presentes nos gestos e ações. Valéria Christina Maldonado, 
42 anos, é aluna de street dance e alega que, tanto para ela quanto para as amigas, a dança 
é uma válvula de escape, um momento para esquecer o mundo e se dedicar unicamente 
a ela.
Por outro lado, não há como negar o lado esportivo da arte de dançar. Ora, os músculos 
não são exercitados a cada passo? E os quilinhos perdidos no suor de cada movimento? 
Não é justo esquecer os benefícios físicos que a dança pode trazer. Ajuda a queimar 
calorias, fortalece a musculatura, melhora o condicionamento aeróbico e a capacidade 
cardiorrespiratória. Além disso, pode trazer benefícios psicológicos também, já que 
o corpo, ao exercitar-se, faz com que o cérebro libere uma substância magnífica cha-
mada serotonina, responsável pela sensação de alegria e bem-estar. É... a dança é a 
parceira perfeita para acompanhar todas as etapas de nossas vidas.
Luisa Peralta Krauze, 20 anos, professora de street dance, concorda. Para ela, é possível 
usar a dança como forma de praticar um exercício físico ou para se expressar, tanto 
artística quanto culturalmente. E relata ainda que, para si, a dança é uma fuga, um 
escape do stress, uma forma de se desprender da realidade.
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Oriente os estudantes a se apoiarem em seus conhecimentos prévios e vivências pessoais sobre os 
pontos de vista que vão apresentar, bem como em informações dos textos que vão ler a seguir. Para 
responder, seria importante que lançassem mão de exemplos, ilustrações, comparações e citações.
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1 0 5CAPÍTULO 3
O mundo tem mais cor com a dança. E o mais importante de tudo é que todos podem 
dançar! Sim, todos, à sua própria maneira ou limitações, podem usufruir dessa arte do 
prazer. Basta se permitir. Acredito que a expressão “dance como se ninguém estivesse 
olhando”, na verdade, quer dizer: “ei, esqueça tudo, tire os sentimentos da mente e os 
coloque nos movimentos. E sinta, somente sinta e aproveite a sensação”.
[...]
NOVAES, Mariana. Nos giros da dança. Medium, 21 nov. 2014. Disponível em: 
https://medium.com/bola-da-vez/nos-giros-da-danca-afa6ae107562. Acesso em: 7 jul. 2020.
 Texto II 
Dança é a arte de movimentar expressivamente o corpo seguindo movimentos ritma-
dos, em geral ao som de música. 
[...] É considerada a mais completa das artes, pois envolve elementos artísticos como 
a música, o teatro, a pintura e a escultura, sendo capaz de exprimir tanto as mais sim-
ples quanto as mais fortes emoções.
O significado da dança vai além da expressão artística, podendo ser vista como um 
meio para adquirir conhecimentos, como opção de lazer, fonte de prazer, desenvol-
vimento da criatividade e importante forma de comunicação. Através da dança, uma 
pessoa pode expressar o seu estado de espírito. A dança pode ser acompanhada por 
instrumentos de percussão ou melódicos, ou ainda pela leitura de diferentes textos.
[...]
SIGNIFICADOS de dança. Significados, 16 jul. 2019. 
Disponível em: https://www.significados.com.br/danca/. Acesso em: 8 jul. 2020.
 Texto III 
[...]
Todos os estilos de dança trazem inúmeros benefícios, como o aumento da flexibilidade, 
o aprimoramento da coordenação motora, a melhora cardiorrespiratória, o aumento da 
circulação sanguínea, mantêm a pressão arterial controlada, ativam o sistema linfático, 
otimizam o condicionamento aeróbico e, o principal, liberam endorfina. Além de ser 
um exercício físico excelente, dançar é também uma grande terapia. Quem dança traba-
lha sua socialização com os colegas da turma, combate a timidez e a depressão, aumen-
ta sua autoestima e disposição para enfrentar o dia a dia. É um exercício que interliga 
mente e corpo.
[...]
DIAS, Karina. Os benefícios da dança como atividade física. Portal da Educação Física, 9 jun. 2016. 
Disponível em: https://www.educacaofisica.com.br/fitness2/ 
os-beneficios-da-danca-como-atividade-fisica-2/. Acesso em: 8 jul. 2020.
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1 0 6 CAPÍTULO 3
a) Que argumentos dos textos podem ser apresentados a favor da ideia de que 
dança é arte e expressão corporal? 
b) Que argumentos dos textos podem ser apresentados a favor da ideia de que 
dança é esporte e atividade física?
4 Depois de ter ativado seus conhecimentos prévios com o quiz e lido textos que 
apresentam argumentos a favor da compreensão da dança como arte e expressão 
corporal e da compreensão da dança como esporte e atividade física, como você se 
posiciona quanto a essa questão? Compartilhe seus argumentos com os colegas.
5 Releia a descrição de dança que você escreveu na atividade 1 desta parada e reflita: 
Houve ampliação de sua compreensão sobre ela?
6 Chegou a hora de colocar o corpo em movimento e, assim, vivenciar uma expe-
riência sensorial e expressiva. Siga as orientações do professor e deixe os movi-
mentos fluírem. Não pense em uma coreografia, apenas sinta o som e movimente 
o corpo. 
 COMO FAZER 
Experimentando a dan•a
Material necessário
 Aparelho de som.
 Pano, faixa ou máscara para cobrir os olhos.
Passo a passo
 Escolham, com a ajuda do professor, um espaço livre na escola.
 Vendem os olhos com o pano, a faixa ou a máscara.
 Distribuam-se pelo espaço predeterminado.
 Ouçam a sequência de músicas que o professor vai reproduzir.
 Movimentem-se no ritmo das músicas, expressando o que corpo e a mente desejarem.
 Compartilhem com os colegas o que sentiram durante esta experimentação. 
Argumentar é 
convencer e persuadir 
o outro, ou seja, é 
defender um ponto de 
vista demonstrando 
ou provando com base 
em fatos, dados e 
informações confiáveis. 
É, também, falar à 
emoção do outro com 
posicionamento ético em 
relação ao cuidado de si 
mesmo e promovendo 
os direitos humanos em 
relação ao próximo.
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3. a) Espera-se que os estudantes apontem trechos dos textos que se relacionem à expressão corporal, por exemplo: “gestos suaves de uma bailarina que 
interpreta um cisne em seus últimos momentos de vida”; “Um casal dançando tango ou valsa na mais perfeita sincronia e harmonia pode nos remeter a uma 
sensação de sedução e paixão”; “a dança é um poema em si, e poesia para quem estabelece alguma relação com ela, nem que seja a de mero observador”.
3. b) Espera-se que os estudantes 
apontem trechos que abordem 
a dança como forma de se prati-
car exercícios físicos, como “[é] 
um meio para fugir do stress do 
trabalho e dos afazeres do dia a 
dia”; “é uma válvula de escape, 
um momento para esquecer o 
mundo e se dedicar unicamente a 
ela”; “pode trazer benefícios psi-
cológicos também, já que o cor-
po, ao exercitar-se, faz com que 
o cérebro libere uma substância 
magní� ca chamada serotonina, 
responsável pela sensação de 
alegria e bem-estar”. Além dis-
so, espera-se que os estudantes 
considerem trechos que tratam 
do “exercitar dos músculos a cada 
passo de dança”; “os benefícios 
físicos que a dança pode trazer. 
Ajuda a queimar calorias, fortale-
ce a musculatura, melhora o con-
dicionamento aeróbico e a capaci-
dade cardiorrespiratória”.
Resposta pessoal. Os estudantes podem apresentar diferentes posicionamentos: podem ter se sentido 
persuadidos por um lado ou por outro, mas podem também defender que é possível conciliar os dois 
pontos de vista.
5. Resposta pessoal. Espera-se que os estudantes sejam capazes de rede� nir 
suas compreensões sobre dança, ampliando os aspectos que, em alguma me-
dida, eram desconhecidos ou tenham sido esquecidos ou negligenciados. Caso 
tenham se pautado no aspecto do lazer, que eles também possam ver a dança 
como arte. Se foram mais contundentes na prática esportiva, que sejam capa-
zes de relativizar sua concepção com a expressão corporal. O importante é que 
eles sejam capazes de argumentar, esclarecendo os motivos que levam a deter-
minada opinião e admitindo que os colegas podem pensar de modo diferente, 
ampliando assim seus conhecimentos sobre o assunto ao considerar a primeira 
descrição que � zeram do conceito de dança.
6. Para além do entretenimento, esta atividade pode ser importante para que os estudantes, utilizando movimentos corporais, reconheçam suas 
emoções, exercitem a empatia, acolhendo e valorizando a diversidade de potencialidades dos indivíduos, sem preconceitos de qualquer natureza.
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1 0 7CAPÍTULO 3
BRASIL. Ministério da Saúde. Alimentação saudável. Disponível em: https://bvsms.
saude.gov.br/bvs/publicacoes/alimentacao_saudavel.pdf. Acesso em: 8 ago. 2020.
A CHAVE DO EQUILÍBRIO
Fazer boas escolhas do que comer é essencial para manter-se saudável. Mas será que 
o equilíbrio na hora de escolher a alimentação tem influência direta no desenvolvimen-
to de habilidades físicas, como força e equilíbrio? Vamos debater esse assunto.
1 Observe a pirâmide alimentar para adolescentes de 10 a 19 anos, produzida pelo 
Ministério da Saúde. Depois, converse com os colegas sobre as questões a seguir.
NA BNCC
Competências gerais: 2, 4, 7, 8, 9
Competências específicas de 
Linguagens: 1, 2, 3, 7
Habilidades de Linguagens:
EM13LGG104, EM13LGG201, 
EM13LGG204, EM13LGG302, 
EM13LGG704
Habilidades de Língua Portuguesa: 
 Todos os campos de atuação social: 
EM13LP01, EM13LP11, EM13LP12, 
EM13LP15
 Campo das práticas de estudo e 
pesquisa: EM13LP28, EM13LP30, 
EM13LP31, EM13LP32
NÃO ESCREVA NESTE LIVRO. 
a) Qual é a relevância de se organizarem os grupos de alimentos em uma pirâmide?
b) Pensando nas transformações pelas quais os adolescentes passam e usando 
seus conhecimentos prévios, por que a pirâmide recomenda o consumo de 
carboidratos em porções mais generosas? 
c) Observe os grupos de alimento que estão no topo da pirâmide. De acordo com 
a recomendação, o que é possível inferir a respeito deles e por quê?
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5ª PARADA 
FEIJÕES
1 porção
VERDURAS E 
LEGUMES
4 ½ porções
ARROZ, PÃO, MASSA, 
BATATA, MANDIOCA
7 PORÇÕES
FRUTAS
4 porções
CARNE E OVOS
1 ½ porção
LEITE, QUEIJO, IOGURTE
3 porções
AÇÚCARES E DOCES
1 ½ porção
ÓLEOS E 
GORDURAS
1 ½ porção
Legenda (naturalmente presente ou adicionada)
Gordura
Açúcar
Fonte: PHILIPPI, S. T. e col, 2000.
1. c) A expectativa é que os estu-
dantes in� ram que esses grupos 
de alimentos devem ser consu-
midos com moderação, pois são 
menos saudáveis. Isso, no entan-
to, não signi� ca que eles devem 
ser totalmente eliminados da 
dieta, pois também são fontes de 
nutrientes e sais minerais impor-
tantes para a saúde.
Consulte respostas esperadas e mais informações para o 
trabalho com as atividades desta parada nas Orientações 
específi cas deste Manual.
1. b) Espera-se que os 
estudantes relacionem a 
quantidade generosa de 
carboidratos com a ener-
gia necessária para a fase 
da adolescência, em que 
ocorre o chamado “estirão 
do crescimento”. É impor-
tante que eles observem 
que a fonte de energia indi-
cada pela pirâmide são os 
carboidratos, considerados 
mais saudáveis do que 
açúcares e gorduras, por 
exemplo. 
Comente com os estu-
dantes que dietas que 
pregam a ausência total de 
carboidratos, por exemplo, 
podem provocar fraqueza, 
tontura, problemas com 
os níveis glicêmicos, entre 
outros.
1. a) Espera-se que os estudantes 
concluam que organizar os grupos 
de alimentos em uma pirâmide é 
um modo de explicitar visualmen-
te quais são os tipos de alimento 
que se devem consumir em maior 
ou menor quantidade. O grupo que 
está na base, o dos carboidratos, 
deve ser consumido em maior 
quantidade, pois tem a função de 
“sustentação”, uma vez que é res-
ponsável por fornecer energia para 
o funcionamento do corpo; os gru-
pos alimentares que estão no topo 
da pirâmide, açúcares e gorduras, 
devem ser consumidos em menor 
quantidade. 
Explique aos estudantes que os 
valores

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