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INTRODUÇÃO Como se dá inicio da atividade crítica de candido De acordo com Rodrigo Martins Ramassote, aos 21 anos, Antonio Candido matriculou-se no curso de direito da Faculdade do Largo São Francisco, bem como no curso de Ciências Sociais da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras na Universidade de São Paulo (FFCL-USP). Durante a era Vargas, Antonio Candido decidiu deixar o curso de direito e se aprofundar no curso de ciências sociais. Nesse período participou de grupos radicais de ações populares contra o Estado Novo e também de movimentos contra ao governo do atual presidente. Neste período jovem e universitário foi o melhor momento para compreender a posição socialista declarada por Antonio Candido. Criou-se assim a circunstância de poder comentar a orientação política que teve na juventude e na carreira acadêmica. Durante este percurso, foi importante destacar a sua militância e abraçar diferentes orientações, tanto sociais como políticas. É importante notar que estamos lidando aqui com o período em que Candido se envolveu com a política, iniciou uma trajetória de estudos através de um curso de Ciências Sociais e, assim, construiu uma carreira como intelectual canônico e crítico literário respeitado. Para construir essa trajetória como um crítico literário respeitado, foi preciso se dedicar tanto ao curso quanto ao envolvimento em projetos. Assim, todo espaço que construiu para a formação cultural de Antonio Candido teve cenários relevantes para estabelecer sua personalidade e inclinações que podem ser atreladas à sua militância político-ideológica. Seu professor de filosofia, José Mangue, foi um dos responsáveis por aproximar Candido de sua crítica literária por meio de "Notas de Rodapé". Neste projeto, teve destaque, e através de "Rodapés" estabeleceu uma reputação de crítico literário militante. Durante seu percurso academico, foi convidado trabalhar na revista Clima, que atiçou ainda mais seu interesse crítico científico para comentar obras de repercussão. Além de sua estreia no jornal Folha da Manhã com seu primeiro artigo intitulado "Ouverture" - Candido foi o responsável por publicar neste jornal paulistano seus apontamentos sobre os grandes poetas literários brasileiros da época, como João Cabral de Melo Neto, Cecília Meirelles, Carlos Drummond de Andrade, Bueno de Rivera, entre outros. Sua participação se deu por indicação de Lourival Gomes Machado, que também concluiu o mesmo curso e colabora com a seção de artes visuais e sob a direção de Hermínio Sacchetto (Diretor Editorial). Candido, permaneceu atuando na revista Clima, criada em 1941, por dois anos. Assumindo uma parte crítica do jornal "Folha da Manhã". Essa participação foi promissora para o desenvolvimento de sua análise crítica e também foi resultante para sua colaboração na grande imprensa paulista, como a Folha de São Paulo e o Diário de São Paulo. Assim, neste período foi crucial para que definisse sua trajetória intelectual, profissional e política. Durante toda sua trajetória intelectual foi responsável por produzir mais de 162 inscritos. Todo esse material foi produzido por Candido, que pode ser encontrado em alguns livros como em "Observador Literário" de 1959. Contudo, suas preferências por autores privilegiados foi muito promissor para sua carreira como crítico científico - marcou sua trajetória acadêmica no campo da Sociologia e culminou com seu ingresso na FFCL-USP - como professor-assistente do Departamento de Sociologia II (sob a orientação de Fernando Azevedo). Como Rodrigo Ramassote vê as inquietações Rodrigo Ramassote, detendo-se nas notas de rodapé de Candido, procurou relacionar a perspectiva analítica definida pela crítica à sua militância política em pequenos grupos de esquerda e apontou os critérios que nortearam a seleção e compilação do conteúdo produzido por Antonio Candido. Para esta pesquisa, contou com o apoio de produção de Luiz Carlos Jackson e a participação de integrantes do projeto temático Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo). De acordo com Ramassote que tem por intenção levantar pontos que demonstra esta militância, veio com intenção definir os contornos mais gerais do contexto social e do clima político - ideológico do período que ele tinha uma perspectiva pré definida em torno da militância necessária para que seus estímulos, leitura, crítica, da literatura e manejo desses materiais produzidos sejam compreendido na construção da primeira versão de “Inquietudes da crítica literária militante de Antonio Candido”. Em decorrência imediata dessa posição, que atravessava de ponta a ponta o conjunto, pode-se identificar uma insistente preocupação com o papel do intelectual diante das circunstâncias históricas de período marcado pela agitação e confusão político- ideológica. Com a mudança provocada pela situação externa, o posicionamento do intelectual no debate sobre vida nacional avança para primeiro plano e, com isso, a importância do empenho participativo nos rumos de sua época.(Ramassote,2011, p.48) Assim, diante das circunstâncias históricas de período marcado por agitação e confusão política - ideológica é necessário compreender o contexto dos acontecimentos que exigem uma postura intelectual para que seja debatido. Porque, diante dos relatos, há observações críticas que necessitam de embasamento para fazer este contorno social. Isto justifica que entre as agitações políticas que cercaram o Antonio Candido deve se dar prioridade ao declínio do Estado Novo e o decorrer da Segunda Guerra Mundial para analisar este participativo rumos que ocorrem em sua época. De 1930 a 1945 foi o período conhecido como Era Vargas. Torna-se, portanto, fundamental compreender como este Governo Provisório e como as discussões políticas eram pautadas por militantes que não compreende este papel do governo constitucional que leva ao último momento da era vargas, marcado pelo autoritarismo, censura e centralização do poder até o declínio do Estado Novo. Depois, podemos destacar o curso da Segunda Guerra Mundial, que teve repercussão nacional e, por isto, era comum ver alguns críticos, poetas e literatos por meio de escrita indicarem sua opinião sobre o acontecimento. Sobre os jornais, era preciso que o noticiário tivesse uma análise crítica e também o posicionamento daquele desfecho da guerra por meio de oposição de ideias sobre o fato relacionado a este percurso da guerra. A certa altura da vida, vai ficando possível dar balanço no passado sem cair em autocomplacência, pois o nosso testemunho se torna registro da experiência de muitos, de todos que, pertencendo ao que se denomina uma geração, julgam-se a princípio diferentes uns dos outros e vão, aos poucos, ficando tão iguais, que acabam desaparecendo como indivíduos para se dissolverem nas características gerais da sua época. (Candido, 1995, p.9) Visando em certa altura da vida, que estes registros tinham por princípio dissolver as características fez por necessário por meio de crítica compreender fatos que são relevantes para sua época. Tais fatos, pode-se destacar as oposições de esquerda e de direita que se chocam com ideias opostoas sobre o governo e as suas medidas. Logo, conhecer este contexto ideológico que era comum em grupos de esquerda com propostas mais adequadas, era o oposto de grupos de direita com propostas ideológicas comuns. Ramassote destacou que na USP, o interesse pelas questões de ideologia política surgiu durante a infância, o curso de Ciências Sociais intensificou. Além disso, as indicações do professor de filosofia Jean Maugüé foram importantes para que sua experiência social e política tivesse uma expressividade. Depois de ingressar na FFCL-USP e ainda com o interesse fortalecido pelo contato com o professor de filosofia Jean Maugué, que é um professor simpatizante do comunismo, recomendou a leitura de Karl Marx. No entanto, o contato com Paulo Emílio ajudou a revelar e identificar os problemas marxistas que eram a indicação do professor de filosofia. Na sequência, com o incentivo doamigo e futuro editor José Martins, reuniu em livro uma grande expressividade de notas de rodapé que foram publicadas em capítulos no Folha da Manhã, colocando-o no primeiro plano de sua carreira de escritor. Não é possível compreender as posições analíticas adotadas por Candido nos rodapés sob exame sem levar em conta seu envolvimento com a militância política. É neste período que sua filiação doutrinária de esquerda aparece com maior estridência.( Ramassote, 2011, p.50) Sobretudo, diante de sua carreira como escritor, com produções reconhecidas, destaque-se a “Brigada ligeira” que teve o objetivo de analisar romances com expressividade que na época eram bem receptivos. Tanto que, na revista Clima, foi criada uma sessão literária, que teve um grande destaque que até causou tumultos pelo público que tem por interesse em ler na perspectiva de uma militância crítica. Antonio, desde de jovem participou de pequenos grupos de esquerda em Poços de Caldas ( MG) Assim, por causa desse interesse precoce pelas ideias de esquerda, isso foi crucial para sua carreira acadêmica. Em 1942, Cândido integrou um pequeno grupo de intelectuais constituído por Paulo Zingg, Eric Czaschke, Germinal da Costa Feijó e António Costa Correia. Então passou a se reunir nos finais de semana para ouvir assuntos políticos, redigir documentos e tomar algumas medidas contra o estado político daquele momento. Segundo Ramassote, afirma que Antonio Candido tinha algumas visões que se baseavam em sua participação no Grupo Radical de Ação Popular (GRAP). Então, em 1943, participou de um grupo de combate com estudantes e jovens que tentavam criar alguma resistência à situação política da época. Nesse período envolvido nesses grupos, além do manifesto (escrito por Paulo Emílio), foram publicadas, em 1945, quatro edições de um jornal secreto denominado A Resistência. Com o declínio da ditadura e divergências internas dentro do próprio grupo, acabou se desfazendo. Ao mesmo tempo, fica evidente que a União Democrática Nacional (UDN) e a União Democrática Socialista (UDS) seguiram como forma de ter certa liberdade de oposição nesses movimentos políticos ideológicos. Ramassote construiu uma abordagem muito interessante em torno das expressões políticas militantes de Candido quando fala sobre como a atividade política muitas vezes ocorreu no início do Estado Novo (1937-1945), período que teve alguns embates políticos. No artigo, o autor apresenta a seguinte indagação sobre esse momento de formação dos grupos políticos e da forma mais anatômica das ideologias políticas. Distanciada dos embates políticos, centrada na elucubração e intervenção intelectual, a militância assumida por Candido reivindicava uma posição independente e autônoma da disciplina e do conteúdo doutrinário exigido pelos tradicionais partidos políticos de esquerda. (Ramassote, 2011,p.52). Por fim, neste artigo de Rodrigo Ramassote, ele analisa como as estruturas opressoras isolam os intelectuais em mero exercício de autocontemplação, por se tratar de uma linha excessivamente personalista que começa a dominar o panorama literário do início da década de 1940. Então, sobre o movimento e a vida literária criado pelos resquícios da modernidade no início da década e poetas modernistas com novas tendências que ainda eram consideradas uma grande imersão no conteúdo literário, fez que as associações feitas por Candido se tornasse um grande avanço para crítica da época. Tais avanços seriam uma forma introspectiva de encobrir os problemas políticos. Finalmente, a maioria das notas de rodapé que ele escreveu durante o período permaneceu inédita. Porque, se desenvolveu em uma fase de incerteza profissional em que o ativismo político e as atribuições do Departamento de Sociologia II se entrelaçam, esses escritos instauram princípios analíticos, ações ideológicas, preferências estéticas e inclusão disciplinar para sua formação acadêmica e profissional. Diante dessas experiências foi um base para que a produção do intelectual seja feita com uma certa atenuação em torno da compreensão e reformulando o conceito de militante. Antonio Candido realizou uma compreensão do quadro de referência de uma maneira muito reflexiva e com uma interação difícil. Suas escritas tem um estética que é uma referência para a mídia e que foi denotada por Rodrigo Martins Ramassote, na qual foi construído este artigo com um bom aprofundamento em suas “Notas”. Que relação é possível estabelecer entre o artigo de Rodrigo Ramassote e o Artigo ordem e progresso. Como se vê, o artigo de Rodrigo Ramassote fez uma análise crítica das notas de rodapé feitas por Antonio Candido durante sua passagem pela Folha da Manhã. Pretendeu-se, portanto, relacionar alguns pontos que podem ser interessantes de aprofundar para melhor compreender a perspectiva analítica defendida pelo crítico. Em suma, adquiriu algumas funções enquanto membro de um grupo de esquerda, o que foi fundamentalmente importante para a sua carreira e reconhecimento. Diante desse conhecimento, é importante perceber que é possível estabelecer relação entre o artigo de Ramassote e o trecho de Vinicius Dantas intitulado como “Ordem e Progresso na poesia”. Porque, em sua perspectiva apresenta e aponta em relação de Antonio Candido no período que era colaborador de revista, jornais, e além disso, engrandece grandes autores da época na perspectiva de Candido. Dantas, por sua parte, faz o mesmo, exalta Bueno de Rivera estabelecendo relação de produção em torno de Mundo Submerso. Diante disso, é necessário perceber que enquanto em um, possui por sua vez a intenção de pontos políticos, outro aponta a evolução poética de um autor que foi uns dos precursores da geração 45. Ser responsável por organizar uma pauta de um contexto político eminente naquela época significa tornar-se um elo de discussão é algo que pode ser inovador para um estudante de Ciências Sociais. Que, por sua vez, o estudo da sociedade visa trazer argumentos com o objetivo de melhorar ou buscar mudanças para a população. Assim, em sua carreira acadêmica, foi de grande importância. Mas, devido ao contato com o professor de filosofia Jean Mangue e sua motivação por parte dele, para que se caso venha se ter interesse em aplicar sua percepção das políticas públicas, é , por necessário leituras marxistas com um certo aprofundamento em torno das ideias ideológicas de Karl Marx fez que sua percepção teve um aprofundamento de certas questão que faz um paralelo do lirismo e humano e uma linguagem. Assim, Dantas comenta que “a indiferença pelo tema ( tudo é objeto de poesia, etc..) a inexistência de separação entre o lirismo pessoal ( egocêntrico) e humano ( de participação) e, finalmente, a precisão da linguagem.” Dantas então destacou a produção de Mundo Submerso como a maior e principal obra de Bueno de Rivera, que se interessou em aproximar sua poesia de um amadurecimento bastante promissor para sua carreira. No entanto, Ramassote teve uma certa atitude em relação à importância de Antonio Candido em suas produções, bem estruturada na abordagem da produção do grande renome da geração na época em que trabalhou em revistas e nos jornais. É importante lembrar que o incentivo à leitura de Karl Marx feitas por Candido e ao progresso na poesia de forma madura de Bueno é um processo único de conhecer o que está sendo criado dentro do aspecto da criação e apontamentos sobre todo um contexto pré - definido. Definindo uma constatação, é importante perceber que é possível criar um certo paralelo entre o artigo de Ramassote e a passagem de Vinicius Dantas, que, a seu ver, representa e aponta em Cândido, com um percurso íntegro por parte do seu apontamentos em suas Notas. Em ponto único as “inquietudes da crítica literária militante", Rodrigo, elogia Antonio Candido todo seu percurso académico e profissional. Por outro lado, Dantas exalta Bueno de Rivera e sua grande contribuição para a poesia da época com uma grande alternância de palavras que aproxima o leitor. Ordem e Progresso nas poesias, é possível perceberque Bueno de Rivera é objeto de prova. Neste texto, seus poemas publicados no livro Mundo Submerso revelam que a maturidade e o poder da poesia diante da vigilância extraíram alguns indícios que não podem ser desconstruídos devido a uma publicação bem estruturada e planejada de acordo com seu cotidiano faz que toda sua produção em alguns aspectos se aproxima com produções de Carlos Drummond de Andrade. Diante desse planejamento e do esforço de publicar algo para ser publicado, foi necessário um aprofundamento poético com intenção filosófica de trazer algo bem maturado para o leitor visando trazer poemas profundos. É por isto que suas produções chamaram atenção da crítica e dos leitores nacionalmente. Então um exemplo disso, seria o famoso poema “O microscópio": O microscópio O olho no microscópio vê o outro lado, é solene sondando o indefinível. Dramática a paciência do olho através da lente, buscando o mundo na lâmina. A tosse espera a sentença, o leitor aguarda a resposta. O tísico pensa na morte. . O silêncio é puro e o frio envolve o laboratório. Os frascos tremeram de susto. O infinito dos germes reflete no olho imenso que pousa na objetiva. O avental se levanta. Os dedos inconscientes escrevem a palavra ríspida. O resultado terrível entra nos óculos do médico e ele diz: positivo. O doente tira o lenço. Aperta a mulher e o filho, chora no ombro da esposa. Imagina a reclusão no sanatório, saudade e o vento no quarto branco. Olha o papel: positivo. Cresce a palavra com a tosse. A febre queima a esperança. O microscopista, no entanto conta anedotas no bar. Está alheio e feliz. Não sabe que o olho esquerdo ditou a sentença e a morte Paga o café e caminha. No entanto, deixou seu legado com sua poesia surrealista e ontológica. Revela então uma produção com abordagem referente ao contexto humano e social, com ênfase em sua densidade psicológica para criar uma dimensão visual à palavra. Nesse sentido, utilizou a filosofia para explicar o seu “eu”, que neste caso seria o contexto social e humano. Antonio Candido, com seus estudos sobre a ideologia de Karl Marx, alguns estudos em filosofia, sociologia e algumas disciplinas afins, fez assim sua carreira reconhecida nacionalmente por seus rodapés de notícias. Isso vem de muito esforço e determinação para obter esse reconhecimento da impresa. Em suma, pode - se dizer que tanto Antonio Candido e Bueno de Rivera tem certa relação com o Modernismo. Vejo, portanto, que sua escrita está tentando almejar uma posição em um contexto literário com uma virtude sugestiva característica de explicar seu “ser” em sua poesia com uma abordagem para construir o ornamento do espiritismo. Algo semelhante com a ideia de Jean Maugué, partidário do comunismo, sugere que a filosofia de Karl Marx, pede-se que ele use sua espiritualidade para entender alguns pontos em suas ideologias. Há implicações da ontologia que podem ser apontadas em seus pensamentos de argumentar com o seu entorno e abordar sua vida cotidiana com intimidade em sua poesia para justificar o "ser" de uma forma muito íntima. Tanto que alguns poemas de Rivera como “O poço” vem nítido as imagens reproduzidas nos poemas é extremamente visual. Portanto, seu assunto é muito profundo e tem uma certa inquietação individual que muitas vezes faz os versos soam mais altos. O mesmo fez Antonio Candido, que tentou usar uma abordagem político-ideológica para as questões políticas da época para implicar alguns grupos de esquerda para discussão de pautas. Mas, às vezes, as obras não podem ser analisadas pelo crítico. Isso é fato comprovado, pois quando se trata de tratar de alguns temas muito pessoais dos autores, eles procuram não analisá-los, por se tratar de algo íntimo demais para ser analisado por ele. Porém, em Ordem e Progresso, revelaram-se maturidade e força diante da poesia, e muitas páginas trazem as marcas do bom sucesso que Rivera expressou. Segundo Dantas, comenta em Ordem e progresso na poesia “Não obstante a impregnação do Sr. Carlos Drummond, o Sr. Bueno de Rivera manifesta qualidade propus de poeta criador, pois no seu caso o que há é menos uma imitação( como acontece com Sr. Ruy Guilherme Barata em relação ao Sr. Augusto Frederico Schmid) ou uma apropriação do processo técnicos ( como aconteceu com o Sr. Lêdo Ivo em relação a quase todos os nossos grandes poetas modernos) do que um movimento de comungar nesta colecção poesia e na mesma visão do seu objeto. Em "Mundo Submerso" ele tem uma verdadeira ausência de preconceitos poéticos. É um livro que não nos choca quando nos comove. Nós a aceitamos como uma linguagem familiar e bela. Assim, Dantas indica que esta obra surge como exemplo da instalação do modernismo que vimos assistir. Se analisarmos a fundo, fica clara a aproximação entre Bueno de Rivera e Carlos Drummond de Andrade. Por que Drummond, também tem uma certa melodia e também alguns méritos artísticos de Vinicius de Moraes. À medida que Antonio Candido desenvolvia suas contribuições, aparecia como um crítico militante. Destacou-se situação semelhante à de Bueno de Rivera, que, por se dedicar mais à poesia com uma forma de produção mais lenta. Assim, conseguiu-se esta magnífica síntese entre o lirismo pessoal e o sentimento coletivo pela sua forma de escrever. Referências biográficas BOSI, A. Mediação não é conciliação. Sobre um legado da obra de Antonio Candido. Estudos Avançados, v. 31, n. 90, p. 341–347, maio de 2017. CAROLINA, A. Literatura e militância: A sociedade na crítica de Antonio Candido.v. 3, n. 2, 31 dez. 2018. RODRIGO MARTINS RAMASSOTE. Inquietudes da crítica literária militante de Antonio Candido. v. 23, n. 2, p. 41–70, 1 nov. 2011. JACKSON, L. C. 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