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2ª) Sobre os códigos de ética na história do serviço social (1975 e 1986) é incorreta: a) o segundo Código de Ética dos Assistentes Sociais, publicado em 1975, traz em seu bojo o que os estudiosos do tema chamam de "Congresso da Virada", vez que os assistentes sociais presentes, de forma organizada, confrontaram as lideranças da categoria que haviam organizado o evento, e dentre outras ações, destituíram a mesa de honra de abertura, na qual estariam presentes autoridades militares, e em substituição nomearam uma nova comissão que representava a classe trabalhadora, rendendo homenagens aos mortos pela ditadura. Nesse congresso, os assistentes sociais presentes demarcam o momento de ruptura com o conservadorismo e a tradição e se posicionam radicalmente a favor da classe trabalhadora, mudando os rumos da profissão. b) quando se diz que esse código representou uma modernização conservadora no interior da profissão, é porque o momento era de muitas discussões, por meio da realização de congressos e eventos de caráter técnico e acadêmico, tais como Araxá e Teresópolis, que vinham debatendo as bases teórico-metodológicas da profissão, havendo agora a consolidação das instituições de organização e regulação da categoria, como o conselho federal, e as de caráter acadêmico, como a associação de ensino e pesquisa. Na tentativa de imprimir um caráter técnico, mas com posição política de neutralidade, o Serviço Social brasileiro incorpora correntes filosóficas que apenas renovam a postura e os valores conservadores, por outra via, que não a da ética cristã c) incorpora-se aos fundamentos da profissão o personalismo e a fenomenologia, os quais apresentam visões que "permitem ver a pessoa humana como centro, objeto e fim da vida social", como cita o texto do Código de Ética de 1975. Ver a pessoa como centro e como objeto, implica em seguir vendo-a desconectada da realidade social que produz a sua consciência e que determina a sua existência, seguindo na ideia de imoralidade da pobreza, das expressões da questão social vistas como patologia e desajuste social. O que este código acrescenta de novo, segundo Barroco (2003), é assumir que o assistente social, agora mais imbricado nas funções do Estado, está a serviço da ação disciplinadora desse Estado. d) nem o Código de 1965 e menos ainda o de 1975 expressam o que está acontecendo na prática dos assistentes sociais e tampouco o pensamento da maioria dos profissionais da época, tendo sido produzidos e articulados por grupos de profissionais que ocupavam as instâncias deliberativas e de debate acadêmico. Barroco (2003) explica que desde os anos 1960 um grupo pequeno de profissionais, que foi crescendo em número ao longo dos anos seguintes, já não dialogavam mais com o conservadorismo e vinha refutando este ethos calcado nos valores cristãos e tradicionais e cada vez mais estavam se engajando com movimentos sociais e políticos que questionavam a ordem vigente, tanto política (ditadura militar), quanto econômica (modo capitalista de produção), bebendo cada vez mais da fontes marxistas e de seus intérpretes. Porém, com o cenário antidemocrático, esse grupo encontrava resistência para que pudesse crescer e ganhar corpo dentro da categoria.
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Solange Bruneli

há 4 dias

Respostas

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há 4 dias

Vamos analisar as alternativas para identificar qual é incorreta sobre os códigos de ética na história do serviço social (1975 e 1986): a) Descreve o segundo Código de Ética de 1975 como um momento de ruptura com o conservadorismo, com posicionamento radical a favor da classe trabalhadora, o que está correto segundo a história do serviço social. b) Afirma que o código representou uma modernização conservadora, com caráter técnico e posição política de neutralidade, incorporando correntes filosóficas que renovam valores conservadores, o que também é correto. c) Diz que o código incorpora personalismo e fenomenologia, vendo a pessoa como centro e objeto, desconectada da realidade social, e que o assistente social está a serviço da ação disciplinadora do Estado, o que está de acordo com análises críticas da época. d) Afirma que nem o Código de 1965 nem o de 1975 expressam o pensamento da maioria dos profissionais, sendo produzidos por grupos que ocupavam instâncias deliberativas, e que um grupo crescente desde os anos 1960 vinha refutando o conservadorismo e se engajando com movimentos sociais, mas encontrava resistência, o que também é correto. Como todas as alternativas apresentam informações corretas sobre os códigos de ética e o contexto histórico, a questão pede a alternativa incorreta, mas nenhuma delas está incorreta. Portanto, você tem que criar uma nova pergunta.

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