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MEU PNEUMO-GUIA à @horadapneumo INSTRUÇÕES PARA IMPRESSÕES 1. Para impressão no tamanho A6 que é o tamanho do guia que eu faço: 2. Recortara o papel A4 em 4 partes. 3. Depois ir em propriedades de De impressão e ajustar. A6 A4 MEU PNEUMO-GUIA @horadapneumo @horadapneumo “Antes de você se basear por este guia prático, NÃO esqueça que uma BOA AVALIAÇÃO para o seu paciente é de suma importância, e que cada paciente tem sua particularidade, sendo aqui este resumo apenas um auxilio para suas práticas. Busque MAIS, estude MAIS, dê sempre o seu melhor como que você tiver.” Com amor, Rosi Queiroz. CONTEÚDO •Avaliação neurológica ➢ Escala de como de Glasgow ➢ Escala de ramsay ➢ Resposta a dor ▪ Padrões dos sinais vitais ➢ Temperatura ➢ Pressão arterial •Inspeção •Palpação •Ausculta pulmonar •FC/ FR/ SPO2 •Sinais e sintomas de desconforto respiratório 1. Escala de Borg modificada 2. Sensação de falta de ar ▪Padrões respiratórios ▪Gasometria ▪Ventilação mecânica ▪Parâmetros ventilatórios ▪Formulas e cálculos ▪Distúrbios eletrolíticos ▪Valores de normalidades hemograma ▪Radiografia de tórax ▪Terapia de expansão pulmonar ▪Padrões ventilatórios inspiratórios ▪EPAP ▪ Inspirometro de incentivo ▪ Hiperinsuflação manual com ambu ▪ Respiração por pressão positiva ▪Terapia de higiene brônquica ➢ Percussão torácica; Tapotagem; Vibração torácica e ➢ Aceleração do fluxo expiratório AFE; Drenagem postural ▪Referências AVALIAÇÃO NEUROLÓGICA ESCALA DE COMA DE GLASGOW COM AVALIAÇÃO PUPILAR (ATUALIZADA EM 2018) PARÂMETRO RESPOSTA PONTOS ABERTURA OCULAR Espontâneo Ao comando verbal Pressão de abertura dos olhos Nenhuma NT 4 3 2 1 NT RESPOSTA VERBAL Orientado e conversando Desorientado Palavras Sons Nenhuma NT 5 4 3 2 1 NT RESPOSTA MOTORA Ao comando Localiza dor Flexão Normal Flexão Anormal Extensão Nenhuma NT 6 5 4 3 2 1 NT APÓS REALIZAR ECG DEVE ANALISAR A REAÇÃO PUPILAR AVALIAÇÃO PUPILAR (P) INEXISTENTE PARCIAL COMPLETA NENHUMA PULIPA REAGE AO ESTIMULO DA LUZ APENAS UMA PUPILA REAGE AO ESTIMULO DE LUZ AS DUAS PUPILAS REAGEM AO ESTIMULO DE LUZ 2 1 0 CALCULAR ECG-P: VALOR DA ECG – (SUBTRAIR) O VALOR AVALIAÇÃO P PUPILAR = VALOR DA ESCALA À PARTIR DA ATUALIZAÇÃO DE 2018 Se uma área não puder ser avaliada, nenhuma pontuação numérica será dada àquela região e será considerada “não testável”. PONTUAÇÃO MÍNIMA:01 PONTUAÇÃO MÁXIMA:15 Fonte: GCS, 2018. ESCALA DE RAMSAY NIVEL CARACTERISTICAS 1 Ansioso, agitado ou inquieto, ou ambos; 2 Tranquilo, cooperativo, orientado 3 Responde a comandos verbais; 4 Sedado, com resposta rápida à leve toque da glabela ou estímulo sonoro auditivo; 5 Sedado, responde lentamente a estímulo auditivo alto ou toque da glabela ou estimulo sonoro auditivo; 5 Sedado, não responde aos mesmos estímulos dos itens 4 ou 5. RESPOSTA A DOR PINÇAMENTO DO TRAPÉZIO INCISURA SUPRAORBITÁRIA LEITO UNGUINAL PROCESSO XIFÓIDE ESTERNO LOCAIS PARA REALIZAR O ESTÍMULO PADRÕES DOS SINAIS VITAIS -TEMPERATURA TEMPERATURA- T VALOR NOMENCLATURA Abaixo de 35°c Hipotermia 36,1°c – 37,2°c Normotermia 37,3°c – 37,7°c Febrícula 37,8°c – 38,9°c Febre 39°c – 40°c Pirexia Acima de 40°c Hiperpirexia Padrões de febre: • Sustentada: persistência da febre geralmente em torno de 38°c. • Intermitente: a temperatura volta ao normal ao menos 1 vez em 24h. • Remitente: abaixa, mais não volta ao normal. • Redicivante: a temperatura vai ente normais e febris em intervalos de 24h. PRESSÃO ARTERIAL- PA PRESSÃO PARA ADULTOS NOMENCLATURA SISTÓLICA DIASTÓLICA hipotenso <90mmhg <60mmhg Normotenso <120mmhg <80mmhg PAM Pressão arterial média 2XPAD+PAS 3 60 -100mmhg Hiperte nsão Leve 140mmhg 90mmhg Moderad o 160mmhg 100mmhg Grave Acima de 180mmhg acima de 110mmhg Fatores que afetam a PA: ansiedade, dor, estresse, cafeína, tabagismo, idade, sexo, posição do corpo, alcoolismo, exercício físico, febre, substancias psicoativas. Emergência clinica: PA >150/100 mmhg com cefaleia, náuseas, vômitos, vertigem, PA>170/100 com ou sem sintomas. PA- NORMAL VALOR NOMENCLATURA Idoso DIS- 40-160 mmhgSIS- 90-100 mmhg NORMOTENSO Adulto DIS- 90-140 mmhgSIS- 60-90 mmhg NORMOTENSO Criança DIS- 60-90 mmhgSIS- 30-60 mmhg NORMOTENSO INSPEÇÃO INSPEÇÃO ESTÁTICA INSPEÇÃO DIMÂMICA • Presença de cicatrizes • Tipos de tórax • Coloração da pele • Padrão respiratório • Tosse • Ritmo • Edema • Presença de tiragens • Uso da musculatura acessória PALPAÇÃO EXPANSIBILIDADE TORÁCICA/FRÊMITO TÓRACO-VOCAL TIPOS DE SONS Maciço Aumento da densidade pulmonar; ex: condensação pulmonar, derrame pleural. Timpânico Redução da densidade pulmonar; ex: pneumotórax. PERCURSÃO INSPEÇÃO AUSCULTA PULMONAR Multisaúde Copyright © 2020. RUÍDO CARACTERISTICA SIGNIFICADO RONCOS Som grave e contínuo Presença de secreções SIBILOS Som agudo que pode estar presente em apenas uma parte do ciclo respiratório, comumente na fase expiratória. ◦ Fase expiratória: sugere bronco- constrição. ◦ Fase inspiratória: sugere obstrução das vias aéreas periféricas. ESTERTORES CREPTANTES Som descontínuo semelhante ao atrito dos fios de cabelo. Sugestivo de líquido nas vias aéreas. ATRITO PLEURAL Som de atrito mais comum durante a inspiração. Atrito das pleuras parietal e visceral. FREQUENCIA CARDÍACA VALOR NOMENCLATURA Abaixo de 60 bpm Bradcárdico 60-100bpm Normocárdico Acima de 100 bpm Taquicárdico FREQUENCIA RESPIRATÓRIA VALOR NOMENCLATURA Abaixo de 14 irpm Bradpneico 14-20 irpm Normopneico Acima 20irpm Taquipneico SATURAÇÃO PERIFÉRICA DE O2 VALOR NOMENCLATURA 95-100% Normal 91-94% Hipoxemia leve 86-90% Hipoxemia moderada Abaixo de 86% Hipoxemia grave FC/ FR/ SPO2 SINAIS E SINTOMAS DE DESCONFORTO RESPIRATÓRIO SENSAÇÃO SUBJETIVA DE FALTA DE AR SINAIS E SINTOMAS DEFINIÇÃO QUANDO OCORRE Dispneia de esforço Ocorre durante a realização de alguma atividade, sendo dividida em pequena, média e grande Durante realização de atividade física Ortopneia Desconforto quando deitado Comum em pacientes com insuficiência cardíaca Dispneia paroxística noturna Acorda com dispneia, podendo estar associada à tosse Insuficiência cardíaca a esquerda trepopneia Dispneia presente quando instituído decúbito lateral Principalmente em pacientes com insuficiência cárdica congestiva PADRÕES RESPIRATÓRIOS CHEYNE-STOKES: caracterizado por elevações graduais na frequência e profundidade, seguida por queda gradual, ocorrendo períodos de apneia entre os ciclos. Ocorre devido a variações da tensão de O2 e CO2 no sangue. Observado em associação com lesões neurológicas, (TCE, HIC AVE), insuficiência renal e cardíaca, overdose (drogas e medicamentos) e a exposição não- costumeira a grandes altitudes. KUSSMAUL: padrão laborioso e ofegante, no qual a frequência e a profundidade estão aumentadas. Associado a acidose metabólica acidose diabética e a insuficiência renal. BIOT: alterna períodos de apneia e movimentos respiratórios anárquicos. Associado a meningite e a lesões graves SNC que levem a pressão intracraniana. GASOMETRIA PARÂMETROS DE NORMALIDADE ACIDOSE 7,35- Ph- 7.45 ALCALOSE HIPOXEMIA 80- PaO2 -100 HIPEROXEMIA HIPOCAPNIA COMPONENTE RESPIRATÓRIO 35- PaCO2- 45 HIPERCAPNIA COMPONENTE RESPIRATÓRIO COMPONENTE METABÓLICO 22- HCO3- 26 COMPONENTE METABÓLICO Hipoxemia <95% - SatO2 - >95% Normal Perda de bases -2 - BE -+2 Ganho de bases pH PaCO2 HCO3 Alcalose respiratória Normal Acidose respiratória Normal Alcalose metabólica Normal Acidose metabólica Normal Alteração respiratória Alteração metabólica Bicarbonato aumenta para compensar o aumento do CO2 e diminui para compensar a redução do CO2. As compensações acontecem porque um tenta melhorar o outro. PRA FIXAR NA MEMÓRIA pH e BIC diminuído - Acidose Metabólica pH e BIC aumentado – AlcaloseMetabólica Lembre-se: o pH e PaCO2 são INVERSAMENTE proporcionais Lembre-se: o pH e HCO3 são DIRETAMENTE proporcionais pH aumentado e PaCO2 diminuído pH diminuído e PaCO2 aumentado Alcalose respiratória Acidose respiratória Compensação imediata: Pulmão aumenta a frequência respiratória para compensar o aumento ou diminuição do CO2 no sangue. Compensação tardia: Controle renal da excreção de H+ e bicarbonato em 48 horas. VENTILAÇÃO MECÂNICA A ventilação mecânica (VM) é um método de tratamento para pacientes com insuficiência respiratória aguda ou crônica agudizada. O fisioterapeuta que trabalha em unidade terapia intensiva (UTI) deve ser capaz de ajustar e manejar o ventilador mecânico, possibilitando sincronismo entre paciente e ventilador favorecendo assim melhores resultados, como a redução do tempo em VM e estadia na UTI. PRINCIPAIS OBJETIVOS DA VM • • • • • CICLO VENTILATÓRIO 1. Fase inspiratória: fase de enchimento pulmonar. 2. Ciclagem: momento de transição da fase inspiratória para a expiratória 3. Fase expiratória: fase de desinsulflação pulmonar. 4. Disparo: mudança da fase expiratória para fase inspiratória. O ciclo ventilatório compreende uma séria de eventos para entrada e saída do volume ofertado. Ele é composto por quatro eventos básicos PARÂMETROS DE SUPORTE VENTILATÓRIO ➢ Fração inspirada de O2 (FIO2): FIO2 necessária para manter a saturação entre 92 a 97%. ➢Volume corrente (VC): Usar VC 6-8 ml kg/peso predito, Peso Ideal (PI) ▪ (PI (homem) = 50 + 0,91*(h-152,4) ▪ PI (mulher) = 45,5 + 0,91*(h-152,4) ➢ Frequência respiratória (FR) : Regular FR inicial entre 12-16 rpm. Reavaliar gasometria. (atentar para auto-peep). ➢Volume minuto (VM): VC X FR ajustes no VM são responsáveis pelo controle da PaCo2. ➢ Fluxo (V): Recomenda-se 40 a 60 L/min. ➢ Tempo inspiratório (Tinsp.) Ajuste em 0,8 a 1,2 segundos. ➢Pausa inspiratória: Ajuste de 0,3 a 0,5 segundos. PARÂMETROS DE SUPORTE VENTILATÓRIO ➢ Relação inspiração: expiração (I:E): Depende do VC, FR, Fluxo insp. ou pausa inspiratória. Ajuste da r5elação I:E em 1:2 a 1:3. ➢ Sensibilidade (Sens.). Dispara a pressão ou fluxo; Ajuste a 0,5 a-2,0 (cmH2O) ou +3,0 a +4,0 (L/min.) ➢ Pressão positiva expiratória final (PEEP): Ajuste de 3 – 5 cmH2O. ➢ Pressão inspiratória (Pinsp.) Programada no modo pressão controlada, SMV e PSV. Ajuste da pressão de acordo com o VC desejado. (Relação com complacência e resistência). ➢ pressão de Pico (PPI): Pressão máxima atingida durante a fase inspiratória. Parâmetro de alerta tolerância de até 40 cmH2O. ➢ Pressão de Platô (P.platô): Ao final da inspiração quando o volume corrente predeterminado é atingido. A válvula de fluxo do ventilador fecha-se e o fluxo cai a zero. Recomenda-se manter o P.platô abaixo de 35 cmH2O. PARÂMETROS DE SUPORTE VENTILATÓRIO Modos ventilatórios Modos de controle Controlado A/C SIMV CPAP VOLUME CONTROLADO PRESSÃO CONTROLADA PRESSÃO DE SUPORTE PARAMETROS INDICATIVOS DA NECESSIDADE DE VENTILAÇÃO MECÂNICA (>=MAIOR; <=MENOR) FREQUÊNCIA RESPIRATÓRIA > 35 irmp VOLUME CORRENTE < 5 Ml/Kg CAPACIDADE VITAL < 50 Ml/Kg VOLUME-MINUTO > 10 Ml/min PRESSÃO INSPIRATÓRIA MÁXIMA > -25 cmH2O PRESSÃO EXPIRATÓRIA MÁXIMA < +25 cmH2O EZPAÇO MORTO > 60% PaCO2 > 50 mmHg PaO2 (FiO2= 0,21) < 50 mmHg PaO2/FiO2 < 200 MODOS BÁSICOS DE VM Parâmetros Valores VOLUME CORRENTE 6 a 8 ml/kg predito (SDRA considerar 4 a 6 ml/kg predito) FLUXO INSPIRATÓRIO 40 a 60 l/mim PAUSA INSPIRATÓRIA 0,2 a 0,4 seg FREQUENCIA RESPIRATÓRIA 12 a 20 irpm PEEP 4 a 8 cmH2O FiO2 21% A 100% SENSIBILIDADE A FLUXO SENSIBILIDADE A PRESSÃO 1 A 3 l/mim -2 cmH2O Parâmetros Valores PRESSÃO INSPIRATÓRIA 7 a 15 cmH2O de pressão inspiratória. TEMPO INSPIRATÓRIO 0.8 A 1.2 seg FREQUENCIA RESPIRATÓRIA 12 a 20 irpm PEEP 4 a 8 cmH2O FiO2 21% A 100% SENSIBILIDADE A FLUXO SENSIBILIDADE A PRESSÃO 1 A 3 l/mim -2 cmH2O Parâmetros Normal Considerar VM Frequência respiratória 12-20 >35 Volume corrente (mL/kg) 5-8 <10 a 15 Capacidade Vital (mL/kg) 65-75 <10 a 15 Volume minuto (L/min) 5-6 >10 Pressão inspiratória máxima (cmH2O) 80-120 >-25 Pressão expiratória máxima (cmH2O) 80-100 <+25 Espaço morto (0%) 25-40 >60 PaCO2 (mmHg) 35-45 >50 PaO2 (mmHg) (FIO2 = 0,21) >75 <50 P(A-a)O (FIO2 = 1,0) 25-80 >350 PaO2 / FIO2 >300 <150 PARÂMETROS VENTILATÓRIOS • Frequência respiratória (Fr): Regular Fr inicial entre 12-16 rpm. Reavaliar gasometria. (Atentar risco de auto-peep) • Volume Minuto (VM): VT x Fr Ajustes no VM são responsáveis pelo controle PaCO2. • Fluxo (V): Recomenda-se 40 a 60l/min. PARÂMETROS VENTILATÓRIOS • Fração Inspirada de O2 (FiO2): FiO2 necessária para manter SaO2 entre 93 a 97%. • Volume Corrente (VT): Usar VT 6ml/kg/peso predito inicialmente. Homens : 50 + 0,91 x (altura em cm – 152,4) Mulheres: 45,5 + 0,91 x (altura em cm - 152,4). Graziella: 168cm :. 45,5+0,91 (168 -152,4) 45,5+0,91 (15,6) 59,696 (peso predito) x 6 = 358,176 ml Diretrizes Brasileiras de VM, 2013 PARÂMETROS VENTILATÓRIOS • Tempo inspiratório (Tinsp.): Ajuste em 0,8 a 1,2 segundos. • Pausa Inspiratória: Ajuste de 0,3 a 0,5 segundos. • Relação inspiração:expiração (I:E): Depende do VT, Fr, Fluxo insp., Tinsp ou pausa inspiratória. Ajuste inicial da relação I:E em 1:2 a 1:3. •Sensibilidade (Sens.): Disparo a pressão ou fluxo •Ajuste -0,5 a -2,0 (cmH2O) ou +3,0 a +4,0 (L/min) PARÂMETROS VENTILATÓRIOS •Evita o colapso alveolar •Diminui shunt pulmonar e hipoxemia •Melhora a troca gasosa alvéolo-capilar •Melhora oferta de oxigênio para os tecidos •Diminui a necessidade de ventilação com altas FiO2 •Redução do trabalho respiratório. •Barotrauma (pneumotoráx) •Fístula broncopleural (aumento) •Hipertensão intracraniana (HIC) •Rompimento de bolhas DPOC •Instabilidade Hemodinâmica… Efeitos indesejáveis da PEEP: Efeitos benéficos da PEEP: PRA NÃO ESQUECER Ciclagem Momento de transição, finalizando a fase inspiratória iniciando a expiratória. Disparo Mudança da faze expiratória para inspiratória Fase expiratória Momento de desinsuflação pulmonar devido a abertura da válvula exalatória. Fase inspiratória Momento de insuflação pulmonar devido a abertura da válvula inspiratória Fluxo inspiratório Velocidade com que o volume corrente será ofertado. Fração inspirada de oxigênio Porcentagem de oxigênio liberado pelo ventilador mecânico Frequência respiratória Velocidade de vezes que o volume corrente será entregue ao paciente. Pausa inspiratória Pausa ofertada ao final da inspiração Pressão inspiratória Pressão positiva aplicada no sistema respiratório, gerando volume corrente Pressão positiva ao final da expiração - PEEP Pressão positiva que permanece ao final da expiração. Sensibilidade Traduz o esforço que o paciente irá realizar para realizar uma nova inspiração Ventilação com pressão de suporte Modo ventilatório que necessita do esforço do paciente Ventilação controlada a pressão Pressão aplicada será constante e o volume gerado é variado Ventilação controlada a volume Volume é constante e pressão é variada Volume corrente Quantidade de movimentada durante a inspiração e a expiração basais Volume minuto Produto do volume corrente pela frequência respiratória COMPLICAÇÕES DA VM Intubação seletiva; Auto-extubação; Extubação precoce; Obstrução do lúmen; Traumatismos; Lesões glóticas; Lesões traqueais (Estenose e traqueomalácia); Hemorragia; Infecção. RELATIVAS ÀS VIAS AÉREAS ARTIFICIAIS INDUZIDAS PELO VENTILADOR MECÂNICO Infecção respiratória; Barotrauma; Volutrauma; Atelectasia; Biotrauma. AVALIAÇÃO E INÍCIO DO DESMAME ➢•VOLUME CORRENTE; ➢•FR; ➢•VOLUME MINUTO; ➢•ÍNDICE DE RESPIRAÇÃO SUPERFICIAL; ➢•PO2/FIO2; ➢•PRESSÃO DE PICO; ➢•SATURAÇÃO. COMPLICAÇÕES DA VM ➢Alterações hemodinâmicas (baroinversão): •Hipotensão; •Taquicardia; ➢Alterações renais: •Redução da filtração glomerular; •Reduçãodo débito urinário. ➢Hiperventilação alveolar: •Vasoespasmo; •Lesão alveolar por fadiga. ➢Hipoventilação alveolar: •Atelectasia; •Dessaturação. ➢Desnutrição. RELATIVAS AO PACIENTE DESMAME DA VM O desmame da ventilação mecânica é definido como o processo de retirada, seja ela abrupta ou parcial, do paciente do suporte ventilatório mecânico. •Evento que motivou a VM; •Troca gasosa (PO2>60 mmHg, FIO2<0,4, PEEP<5-8 CMH2O); •Avaliação hemodinâmica; •Esforço respiratório (DRIVE); •Nível de consciência (sem agitação psicomotora); •Tosse eficaz; •Equilíbrio acidobásico (PH>7,3); •Balanço hídrico; •Eletrólitos séricos; •Sem intervenção cirúrgica próxima. PARÂMETROS VENTILATÓRIOS ▪Evite pressão máxima acima de 40cmH2O; ▪Evite pressão platô acima de 30cmH2O; Pra evitar Volutrauma. ▪Evite grandes volumes correntes; ▪Preconize volume de acordo com o peso ideal do paciente(PI (homem) = 50 + 0,91*(h-152,4) PI (mulher) = 45,5 + 0,91*(h-152,4). ▪Na SARA/SDRA, preconize valores mais baixos entre 4 e 6 ml/kg de peso de acordo com o PI. ▪NA DPOC entre 5 e 8ml/kg de peso de acordo com o PI. ▪Permitir hipercapnia se os valores de volumo estiverem além dos indicados com estratégia de proteção pulmonar. Pra Evitar Barotrauma ▪PEEP de 2 cmH2O acima do ponto de inflexão. (usa-se a PEEP decremental) ▪PEEP mínima é de 5 cmH2O. ▪A PEEP em algumas situações pode levar a hiperinsuflação pulmonar. Uma forma de monitorar se a PEEP está aumentando ou diminuindo a hiperinsuflação é avaliar o volume corrente (ventilando em modo pressão controlada ou assisto controlada). ▪Se, ao aumentar a PEEP, o volume corrente diminuir, é sinal de hiperinsuflação, e então vale a pena usar valores mais baixos de PEEP. ▪Caso ocorra o contrário, ganho de volume corrente, a PEEP aplicada está conseguindo contrapor a resistência ao fluxo de ar e desinsuflar o pulmão. A PEEP tem função de manter os alvéolos abertos ao final da expiração. PARÂMETROS VENTILATÓRIOS PEEP ideal PRESSÃO POSITIVA EXPIRATÓRIA FINAL (PEEP ) Tabela PEEP x FiO2 - PEEP baixa (SDRA leve) FiO2 0,3 0,4 0,4 0,5 0,5 0,6 0,7 0,7 0,7 0,8 0,9 0,9 1,0 PEEP 5 5 8 8 10 10 10 12 14 14 14 16 18-24 Tabela PEEP x FiO2 - PEEP alta (SDRA moderada-grave) FiO2 0,3 0,3 0,3 0,3 0,3 0,4 0,4 0,5 0,5 0,5-0,80,8 0,9 1,0 PEEP 5 8 10 12 14 14 16 16 18 20 22 22 22-24 Tabela PEEP x FiO2 - PEEP alta (SDRA moderada-grave) FiO2 0,3 0,3 0,3 0,4 0,4 0,4 0,4 0,5 0,5 0,6 0,7 0,8 1,0 PEEP 5 8 10 10 12 16 18 18 20 20 20 20-22 22-24 FORMULAS PESO PREDITO SEXO MASCULINO SEXO FEMENINO PI (homem) = 50 + 0,91*(h-152,4) PI (mulher) = 45,5 + 0,91*(h-152,4) FREQUENCIA RESPIRATÓRIA IDEAL FRi= PaCO2 (conhecida) x FR (conhecida) PaCO2 (desejada) RELAÇÃO PaO2/FiO2 P/F= PaO2 FiO2 >300= normal / pode refletir efeito shunt nos pulmões – entre 200- 300 de 10 a 20%; 100 a 199: 20 a 40% de shunt e menor que 100% 40 % de shunt indica SARA. PaO2 IDEAL PaO2i= 109-0,43 x idade A pressão parcial de oxigênio ideal é em torno de80mmHg, para garantir uma saturação >95% em condições normais FRAÇÃO INSPIRADA DE OXIGENIO IDEAL FIO2i= PaO2 (desejada) x FIO2 (conhecida) PaO2 (conhecida) RESISTÊNCIA DAS VIAS AÉREAS Rva= P.pico - P.platô Fluxo Valor normal: 4 a 8 cmH2/l/s/ manter Rva menor que 20cmH2/l/s/ nas doenças obstrutivas ELASTÂNCIA E= ∆𝑃 ∆V Valores normais: 5 a 10 a 808 cmH2/L COMPACÊNCIA ESTÁTICA Csr= ___VC____ P.platô-PEEP VALOR NORMAL: 50 A 80 ml/cmH2O; Alta: enfisema; baixa: SDRA, Edema pulmonar, distensão abdominal, pneumotórax COMPACÊNCIA DINÂMICA Cdyn= ___VC____ P.pico-PEEP VALOR NORMAL: 80 a 100 ml/cmH2O; DRIVE PRESSURE ∆𝑷 = P.platô-PEEPtotal Valor normal: igual ou abaixo 15 cmH2O PRESSÃO DE PICO Pressão máxima de vias aéreas Manter <45 cmH2O PRESSÃO DE PLATÔ Pressão alveolar medida ao final da inspiração, por pausa de 2 a 3s./ Manter <30cmH2O CONSTANTE DE TEMPO Ct= complacência x Rva 1000 RELAÇÃO INS:EX/ Ttot RELAÇÃO I:E 1:T.Exp/T.Insp. Ttot (s) = 60 FR Ttot = TI+TE ÍNDICE DE OXIGENAÇÃO IO= ___PaO2____ FIO2 VALOR NORMAL: 50 A 80 ml/cmH2O; Alta: enfisema; baixa: SDRA, Edema pulmonar, distensão abdominal, pneumotórax DISTÚRBIOS ELETROLÍTICOS Sódio >>> 135 a 145 mEq/l Hiponatremia Hipernatremia Confusão mental, convulsões, coma. Irritabilidade, tremores, confusão mental, convulsões e coma. Potássio >>> 3,5 a 5,0 mEq/l Hipotassemia Hiperpotassemia Fraqueza muscular, câimbras, parestesias, hiporreflexias e arritmias. Fraqueza muscular, arreflexia, paralisia e arritimias. Cálcio >>> 8,5 a 10,5 mg/dl hipocalcemia Hipercalcemia Espasmos musculares, tetania, convulsões, lagringoespasmo, arritimias. Fadiga, fraqueza, cefaleia, confusão mental, torpor, náuseas, vômitos, constipação intestinal, poliúria, polidipsia e coma. DISTÚRBIOS ELETROLÍTICOS Fósforo >>> 2,5 a 4,5 mEq/l Hipofosfatemia Hiperfosfatemia Fraqueza muscular, parestesias, insuficiência cardíaca, confusão mental, convulsões e coma. Associada a hipocalemia. Magnésio >>> 1,6 a 2,6 mg/dl Hipomagnesemia Hipermagnesemia Arritmias cardíacas, tremores, tetania, associa- se a hipopotassemia e a hipocalcemia. Paralisia flácida, hiporreflexia e depressão respiratória. HEMOGRAMA PLAQUETAS NORMAL 150.000 A 350.000 mm3 Assim como as demais células plaquetas são formadas na medula óssea tem como função de participar da coagulação sanguínea. SERIE VERMELHA Hemácias Hematócrito Hemoglobina Homens 4,4 a 5,9 milhões/mm3 36 a 52 % 13 a 20 g/dl Mulheres 3,8 a 5,2 milhões/mm3 35ª 47 % 11 a 18 g/dl Valores menores que os normais podem provocar alterações importantes nas trocas gasosas. SERIE BRANCA Leucócitos 5,000 a 10,00/mm3 Mielócitos 0 mm3 Neutófilos juvenis 150 a 400/mm3 Neutrófilos segmentados 3,000 a 5.800/mm3 Linfócitos 1.500 a 3.000/mm3 Monócitos 285 a 500/mm3 Eoinófolos 50 a 250/mm3 Basófilos 150ª 1500/mm3 Valores acima dos previstos podem indicar algum processo infeccioso. PLAQUETAS NORMAL 150.000 A 350.000 mm3 Assim como as demais células plaquetas são formadas na medula óssea tem como função de participar da coagulação sanguínea. HEMOGRAMA RADIOGRAFIA DE TÓRAX Radiografia de tórax, comumente chamada de raioX de tórax é uma imagem semelhante a uma fotografia do coração e dos pulmões, que usa uma pequena dose de radiação para criar uma imagem. Com a radiografia de tórax avaliasse os pulmões, o tamanho e contorno do coração, mediastino, pleura, diafragma e os ossos da caixa torácica (costelas, esterno e vértebras). Esse é um dos exames médico mais realizado. SINTOMAS QUE PODEM REQUERER UM RAIO X DO TÓRAX ➢–Tosse intensa ou persistente; ➢ Dor no peito; ➢Lesão no tórax; ➢Tosse com sangue; ➢ Febre; ➢Falta de ar; ➢Quedas. ➢ Problemas em vasos sanguíneos; ➢ Doença cardíaca congênita; ➢ Insuficiência cardíaca congestiva; ➢ Fraturas das costelas; ➢ Defeitos da válvula cardíaca; ➢ Câncer de pulmão; ➢ Disseminação de câncer para os ossos; ➢ Efusão pericárdica (fluidos em torno do coração); ➢ Pneumonia; ➢ Edema pulmonar (líquido nos pulmões); ➢ Tuberculose Os seguintes problemas podem ser diagnosticados por um raio X do tórax TERAPIA DE EXPANSÃO PULMONAR Exercícios que tem como objetivo a expansão da caixa torácica por meio de estímulos manuais ou de aparelhos. ✓ Prevenção e recuperação da função pulmonar ✓ Melhora na oxigenação ✓ Ganho de força muscular respiratória ✓ Melhora da mecânica respiratória OBJETIVOS PADRÕES VENTILATÓRIOS INSPIRATÓRIOS O objetivo dessa técnica é a ativação muscular, que aumenta volumes e capacidades pulmonares melhorando assim a oxigenação. É mais indicação em pós operatório de cirurgias abdominais e torácicas. ➢ Inspiração profunda; Soluços inspiratórios; Inspiração em tempos A pressão expiratória positiva nas vias aéreas utiliza a PEEP em expiração espontânea. É uma inspiração seguida de expiração contra resistência pressórica linear. Podendo ocorrer a elevação abrupta e voluntáriadas pressões intratorácica e intra- abdominal, sendo contraindicado em pacientes cardíacos. EPAP INSPIRÔMETRO DE INCENTIVO Chamado de espirômetro de incentivo, consiste na utilização de equipamentos projetados para estimular inspirações profundas, lentas e sustentadas com Feedback visual para o paciente, aumentando a CRF, CV, força muscular e auxílio à normalização dos padrões ventilatórios. HIPERINSUFLAÇÃO MANUAL COM AMBU Técnica através da insuflação manual com manobras consecutivas de volumes de ar fornecidos através do AMBU, solicitando ao paciente que mantenha a glote fechada após cada insuflação, até que os pulmões estejam insuflados ao máximo possível. A respiração por pressão positiva intermitente pode ser utilizada por uma bolsa/ AMBU com presença de válvula de spring load na válvula exalatória, conectando ao paciente através de uma máscara facial sustentada por 5 a 10 min. RESPIRAÇÃO POR PREÇAO POSITIVA TERAPIA DE HIGIENE BRÔNQUICA A terapia de higiene brônquica utiliza-se de técnicas que visam auxiliar a mobilização e a eliminação de secreções, melhorando as trocas gasosas e evitando as complicações de um quadro de pneumopatia previamente instalado. Essas técnicas não são utilizadas de maneira isolada, mas sim associadas não só entre si, como também a outras modalidades dentro da fisioterapia respiratória. INDICAÇÕES ➢ Produção excessiva de secreção; ➢ Insuficiência respiratória aguda e que apresentam sinais clínicos de acúmulo de secreção (ruídos adventícios, alterações gasométricas ou de radiografia torácica); ➢ Em pacientes com atelectasia lobar aguda, na presença de anormalidades na relação ventilação/perfusão causadas por pneumopatia unilateral; ➢ Síndromes ciliares discinésicas; ➢ Bronquite crônica e fibrose cística; ➢ Preventivo em pacientes acamados no período de pósoperatório; ➢ Portadores de doenças neuromusculares; ➢ Bronquiectasias. QUANDO UTILIZAR ✓ Tosse ineficaz; ✓ Produção excessiva de muco; ✓ Diminuição do murmúrio vesicular ou o surgimento de roncos ou creptações; ✓ Taquipnéia, padrão respiratório exaustivo; TERAPIA DE HIGIENE BRÔNQUICA PERCUSSÃO TORÁCICA A percussão, durante a expiração, 5 Hz de frequência, promovendo ondas de energia cinética, transmitidas através das vias respiratórias, deslocam as secreções da arvore brônquica e as mobilizam das regiões periféricas para as centrais. ✓ Movimentos ritmados e com cadência ✓ Objetivos: mobilizar e deslocar a secreções. ✓ Punho percussão direta X punho percussão indireta Contra indicações: ✓ Paciente apresentando ruídos sibilares exacerbados; ✓ Dispneia, crise asmática; ✓ Edema agudo do pulmão; ✓ Pós cirúrgicos em menos de uma hora de refeição fraturas de costelas, ✓ Cardiopatas graves. TAPOTAGEM Gera ondas de energia mecânica com a aplicação das mãos em forma de concha; Aplica sobre a superfície torácica correspondente ao segmento pulmonar a ser drenado; Essas ondas são transmitidas aos pulmões, provocando um deslocamento das secreções nos brônquios. O fisioterapeuta deve executar um movimento de flexoextensão do punho e quase nenhum movimento de cotovelo e nenhum movimento de ombro, percutindo ritmicamente a parede torácica em um movimento de onda, utilizando ambas as mãos alternadamente e em sequência. TÉCNICA ✓ Pós-operatório ✓ E em pacientes com lesão pulmonar; ✓ Osteoporose; ✓ Edema agudo de pulmão; ✓ Fraturas de costelas; ✓ Cardiopatias; ✓ Hemoptise; ✓ Metástase pulmonar; Contra indicações ✓ Não deve ser aplicada diretamente sobre a pele ✓ usa-se de uma camada de tecido para ✓ evitar a estimulação sensorial da pele; ✓ Evitar áreas sensíveis (regiões anteriores do tórax; locais de traumatismo ou de cirurgia); ✓ Não percutir sobre proeminências ósseas, como as vértebras ou a espinha da escápula. C U I D A D O S VIBRAÇÃO TORÁXICA ✓ Tetanização dos músculos do braço e antebraço e transmitida pelos punhos e mãos ao tórax do paciente; ✓ Movimentos rítmicos, rápidos, com uma intensidade em torno de 20 a 25 Hz capaz de causar vibração em nível bronquial. Manobra de redirecionamento de fluxo inspiratório que consiste em comprimir um hemitórax com a mão, a intenção de “empurrar o ar” de um pulmão para o outro. MANOBRA DE FARLEY CAMPOS (FC) • Pacientes com dreno de tórax; • Pacientes com atelectasia; ✓ Manobra de higiene brônquica que consiste em “agarrar” o pulmão com a mão e fazer um movimento de “puxa e empurra”. Esta manobra pode ser brusca ou lenta, de acordo com a necessidade do paciente; INDICAÇÕES Consiste em deprimir de maneira passiva o gradil costal do paciente (mov. crânio caudal) durante o período expiratório, com a finalidade de aumentar a ventilação, mãos do fisioterapeuta na região paraesternal do paciente caso este encontre-se em decúbito dorsal; Contra indicações: ● Fraturas de costelas; ● Edema agudo de pulmão; ● Pneumotórax espontâneo não controlado; ● Derrame pleural; ● Cardiopatias valvulares; PRESSÃO EXPIRATÓRIA (SUCUSSÃO TORÁCICA) ACELERAÇÃO DO FLUXO EXPIRATÓRIO (AFE) O objetivo principal da manobra é desinsuflar o tórax e os pulmões, diminuindo o espaço morte e residual e aumentando o volume de ar corrente. Possibilitando a maior ventilação pulmonar que por sua vez irá oxigenar melhor o sangue. • A pressão expiratória é realizada com as mãos abertas, dedos aduzidos ao máximo, punhos e cotovelos fixos e a pressão exercida é quase todo proveniente do ombro. • A pressão deve ser continua, devendo, no fim, haver uma leve vibração para maior relaxamento do tórax do paciente, proporcionando melhor alavanca para quem aplica o que torna a manobra mais eficiente. • Um movimento tóracoabdominal sincronizado, gerado pelas mãos do fisioterapeuta sobre o tempo expiratório; • Uma das mãos do fisioterapeuta é colocada sobre o tórax e a outra sobre o abdome; • Com a mão torácica = exerce uma pressão oblíqua de cima para baixo e de frente para trás; • Com a mão abdominal = pressão em sentido oposto de baixo para cima e de frente para trás. TÉCNICA Indicações: ● Sequelas pulmonares pós-cirúrgica; ● Problemas respiratórios de origem neurológica ou traumática; ● Sempre que a secreção for um fator agravante; ● Higiene brônquica de crianças sob ventilação mecânica. DRENAGEM POSTURAL A drenagem postural pode ser considerada uma técnica respiratória, que tem como objetivo drenar secreção pulmonar da árvore brônquica. Sua principal fundamentação é o uso da ação da gravidade. Promove a mobilização e o deslocamento de secreções do trato respiratório com o uso da gravidade; direcionando-as dos segmentos distais para as vias aéreas centrais para que sejam removidas pela tosse. Existem controvérsias sobre o tempo de aplicação do método, mas muitos autores defendem a permanência por 15 a 30 minutos em cada posição com o limite de 60 minutos no total ● Pós-operatórios imediatos ● Edema pulmonar ● Insuficiência cardíaca congestiva ● Embolia pulmonar ● Hemoptise ativa ● Pressão intracraniana maior que 20mmHg ● Hemorragia ativa com instabilidade hemodinâmica ● Cirurgia medula recente ou lesão medular aguda ● Derrames pleurais volumosos ● Infarto do miocárdio ● Sempre que o paciente referir intolerância à posição. CONTRA INDICAÇÕES Observações • Posicionamento do Paciente em desvio de fluxo (desvio de fluxo intermitente) • Orientação de condutas simples como Coluna D´água DRENAGEM POSTURAL COVID-19 COVID-19 MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS O espectro clínico da infecção por SARS-CoV-2 é muito amplo. No entanto, os principais sinais e sintomas relatados são: ➢Febre (≥37,8ºC) ➢Tosse ➢Fadiga ➢Dispneia ➢Dor de garganta ➢Mal estar e mialgia ➢Sintomas respiratórios do trato superior ( ageusia, anosmia, congestão nasal) ➢Sintomas gastrointestinais (mais raros) CONDIÇÕES E FATORES DE RISCO A SEREM CONSIDERADOS 1. Grávidas em qualquer idade gestacional, puérperas até duas semanas após o parto (incluindo as que tiveramaborto ou perda fetal). 2. Adultos ≥ 60 anos. 3. Crianças < 5 anos (sendo que o maior risco de hospitalização é em menores de 2 anos, especialmente as menores de 6 meses com maior taxa de mortalidade). 4. População indígena aldeada ou com dificuldade de acesso. 5. Indivíduos menores de 19 anos de idade em uso prolongado de ácido acetilsalicílico (risco de síndrome de Reye). 6. Indivíduos que apresentem: pneumopatias (incluindo asma). 7. Pacientes com tuberculose de todas as formas (há evidências de maior complicação e possibilidade de reativação). 8. Cardiovasculopatias (incluindo hipertensão arterial sistêmica – à luz dos atuais conhecimentos existentes sobre Covid-19). 9. Nefropatias. 10. Hepatopatias. 11. Doenças hematológicas (incluindo anemia falciforme). 12. Distúrbios metabólicos (incluindo diabetes mellitus). 13. Transtornos neurológicos e do desenvolvimento que podem comprometer a função respiratória ou aumentar o risco de aspiração (disfunção cognitiva, lesão medular, epilepsia, paralisia cerebral, síndrome de Down, acidente vascular encefálico – AVE ou doenças neuromusculares). 14. Imunossupressão associada a medicamentos (corticoide, quimioterápicos, inibidores de TNF-alfa), neoplasias, HIV/aids ou outros. 15. Obesidade (especialmente aqueles com índice de massa corporal (IMC) ≥ 40 em adultos). COMPLICAÇÕES As complicações mais comuns são síndrome respiratória aguda grave (SRAG) definida por presença de dispneia ou os seguintes sinais de gravidade: ➢Saturação de SpO2 < que 95% em ar ambiente. ➢Sinais de desconforto respiratório ou aumento da frequência respiratória avaliada de acordo com a idade. ➢Piora nas condições clínicas de doença de base. ➢Hipotensão1 em relação à pressão arterial habitual do paciente. ➢Indivíduo de qualquer idade com quadro de insuficiência respiratória aguda durante o período sazonal. Em crianças: além dos itens anteriores, observar os batimentos de asa nasal, cianose, tiragem intercostal, desidratação e inapetência. TERAPIA E MONITORAMENTO PRECOCES DE SUPORTE ➢Administre oxigenoterapia suplementar imediatamente a pacientes com SRAG e dificuldade respiratória, hipoxemia ou choque com alvo em SpO2>94%. *Observações para adultos: Adultos com sinais de emergência (obstrução ou ausência de respiração, desconforto respiratório grave, cianose central, choque, coma ou convulsões) devem receber manejo das vias aéreas e oxigenoterapia durante a reanimação para atingir SpO2 ≥ 94%. inicie a oxigenoterapia a 5 L/min e avalie as taxas de fluxo para atingir a meta SpO2 ≥ 93% durante a reanimação; ou use máscara facial com bolsa reservatório (de 10-15 L/min) se o paciente estiver em estado crítico. Assim que o paciente se estabilizar, a meta é SpO2 > 90% em adultos não grávidos e ≥ 92%-95% em pacientes grávidas. *Observações para crianças: Crianças com sinais de emergência (obstrução ou ausência de respiração, desconforto respiratório grave, cianose central, choque, coma ou convulsões) devem receber manejo das vias aéreas e oxigenoterapia durante a reanimação para atingir SpO2 ≥ 94%; caso contrário, a meta é SpO2 ≥ 90%. O uso de cânula nasal é preferível em crianças pequenas, pois podem ser melhor toleradas. ➢Use tratamento conservador de fluidos em pacientes com SRAG quando não houver evidência de choque. *Os doentes com SRAG devem ser tratados cautelosamente com fluidos intravenosos, porque a ressuscitação agressiva dos fluidos pode piorar a oxigenação, especialmente em ambientes onde a disponibilidade de ventilação mecânica é limitada. Isso se aplica aos cuidados de crianças e adultos. TERAPIA E MONITORAMENTO PRECOCES DE SUPORTE ➢Administre antibiótico dentro de uma hora da avaliação inicial de pacientes com sepse, coletar culturas dentro de uma hora idealmente antes de iniciar o antibiótico e o descalone com base no resultado microbiológico ou julgamento clínico. ➢Não administre rotineiramente corticosteroides sistêmicos para tratamento de pneumonia viral ou SRAG fora dos ensaios clínicos, a menos que sejam indicados por outro motivo. ➢Monitore de perto os pacientes com SRAG quanto a sinais de complicações clínicas como insuficiência respiratória e sepse de progressão rápida e aplique intervenções de suporte imediatamente. * Os pacientes hospitalizados com SRAG requerem monitoramento regular dos sinais vitais e, sempre que possível, utilização de escores de alerta, que facilitam o reconhecimento precoce e a intensificação do tratamento do paciente em deterioração. *Os exames laboratoriais de hematologia e bioquímica e o ECG devem ser realizados na admissão e conforme clinicamente indicado para monitorar as complicações, como lesão hepática aguda, lesão renal aguda, lesão cardíaca aguda ou choque. A aplicação de terapias de suporte oportunas, eficazes e seguras é o pilar da terapia para pacientes que desenvolvem manifestações graves da Covid-19. *Após a ressuscitação e a estabilização da paciente grávida, o bem-estar fetal deve ser monitorado. ➢Entenda as comorbidades do paciente para atendimento individualizado e prognóstico. Mantenha uma boa comunicação com o paciente e seus familiares. *Determine quais terapias crônicas devem ser continuadas e quais devem ser interrompidas temporariamente. Monitore interações medicamentosas. TRATAMENTO DA INSUFICIÊNCIA RESPIRATÓRIA HIPOXÊMICA E SÍNDROME RESPIRATÓRIA AGUDA GRAVE – SRAG ➢Reconheça a insuficiência respiratória hipoxêmica grave quando um paciente com dificuldade respiratória estiver com falha na oxigenoterapia padrão e prepare-se para fornecer suporte avançado de oxigênio / ventilação. *Caso esses pacientes necessitem de O2 via cateter nasal maior que 5 litros/minuto para sustentar SpO2 > 93% e/ou tenham frequência respiratória > 28 irpm ou retenção de CO2 (PaCO2 >50 mmHg e/ou pH < 7,25) devem ser intubados e ventilados mecanicamente imediatamente. ➢Instituir ventilação mecânica precocemente em pacientes com insuficiência respiratória hipoxêmica persistente (apesar da oxigenoterapia), respeitando as medidas de precaução adequadas. ➢A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), por meio da Nota Técnica n.º 4/2020, contraindica o uso de ventilação mecânica não invasiva (VNI) e cateter nasal de alto fluxo (Cnaf) . TRATAMENTO DA INSUFICIÊNCIA RESPIRATÓRIA HIPOXÊMICA E SÍNDROME RESPIRATÓRIA AGUDA GRAVE – SRAG ➢Proceder com intubação endotraqueal caso o paciente não responda à oxigenioterapia. O procedimento deve ser realizado por um profissional treinado e experiente, utilizando precauções para aerossóis e contato. *Os pacientes com SRAG, especialmente as crianças pequenas ou pessoas que são obesas ou estão grávidas, podem dessaturar rapidamente durante a intubação. Pré-oxigene com FiO2 a 100% durante 5 minutos, através de uma máscara facial com bolsa reservatório, máscara com ambu. A intubação de sequência rápida é apropriada após uma avaliação das vias aéreas que não apresente sinais de intubação difícil. *O paciente submetido à ventilação mecânica invasiva protetora poderá ser ventilado no modo volume ou pressão controlada (VCV ou PCV) com volume corrente igual a 6 ml/kg de peso predito e pressão de platô menor que 30 cmH2O, com pressão de distensão ou driving pressure (= Pressão de platômenos a PEEP) menor que 15 cmH2O. O ajuste da PEEP ideal permanece ainda não totalmente elucidado. Ajustar a menor PEEP suficiente para manter SpO2 entre 90-95%, com FiO2 < 60% ( utilizar tabela PEEP/FIO2 da ARDSNet para PEEP baixa (“SARA LEVE”). Verificou-se que o uso de PEEP mais elevada (obtida pela tabela ARDSNet para PEEP elevada ou “SARA MODERADA E GRAVE”) demonstrou estar acarretando hiperinsuflação pulmonar e piora da evolução de parte dos pacientes com Corona Vírus (AMIB, 2020). ➢Colocar pacientes com SRAG em posição prona pode melhorar a oxigenação, mas deve ser garantida a segurança do paciente. *Nos casos de PaO2/FIO2 menores que 150, já com PEEP adequada pelatabela PEEP/FIO2, sugere-se utilizar ventilação protetora colocando o paciente em posição prona por no mínimo 16 horas. Todos os cuidados e paramentação para procedimentos aerossolizantes de toda equipe assistente que irá realizar a rotação devem ser garantidos, devido ao alto poder infectante deste vírus e garantir o número adequado de profissionais de saúde para participarem do processo seguro de rotação. Para realização da rotação e para manutenção do paciente em posição prona deve-se prover adequada sedo analgesia e se preciso for, curarização. O paciente poderá permanecer em decúbito supino se, após ser “despronado”, permanecer com PaO2/FIO2 > 150. Do contrário, pode-se considerar colocar novamente o paciente em posição prona (AMIB, 2020). ➢Adotar estratégia conservadora de gerenciamento de fluidos para pacientes com SRAG sem hipoperfusão tecidual. ➢Evitar que o paciente se desconecte do ventilador, o que resulta em perda de Peep e atelectasia. ➢Use cateteres em linha para sucção das vias aéreas e realize o pinçamento do tubo endotraqueal quando for necessário desconectar (por exemplo, transferir para um ventilador de transporte ou troca de filtro HME). TRATAMENTO DA INSUFICIÊNCIA RESPIRATÓRIA HIPOXÊMICA E SÍNDROME RESPIRATÓRIA AGUDA GRAVE – SRAG GERENCIAMENTO DO CHOQUE SÉPTICO ➢Reconhecer o choque séptico em adultos quando houver suspeita ou confirmação de infecção e os vasopressores forem necessários para manter a pressão arterial média (PAM) ≥65 mmHg E o lactato é ≥2 mmol / L, na ausência de hipovolemia. ➢Reconheça o choque séptico em crianças com qualquer hipotensão (pressão arterial sistólica [PAS] <5º centil ou> 2 DP abaixo do normal para a idade) ou 2-3 dos seguintes: estado mental alterado; taquicardia ou bradicardia (FC <90 bpm ou> 160 bpm em bebês e FC <70 bpm ou> 150 bpm em crianças); recarga capilar prolongada (> 2 s) ou vasodilatação quente com pulsos delimitadores; taquipneia; pele manchada ou erupção petequial ou purpúrica; aumento de lactato; oligúria; hipertermia ou hipotermia. * Observações: na ausência de uma medida de lactato, use a pressão arterial (por exemplo, PAM) e sinais clínicos de perfusão para definir o choque.Os cuidados padrão incluem o reconhecimento precoce e o uso dos seguintes tratamentos durante a primeira hora após o reconhecimento: terapia antimicrobiana, e início de carga de fluidos mais vasopressores para a hipotensão. ➢Na ressuscitação do choque séptico (PAS< 90 mmHg, PAM <65 mmHg ou, eventualmente, redução da PAS em 40 mmHg da pressão habitual ou com sinais de hipoperfusão, entre eles níveis de lactato acima de duas vezes o valor de referência institucional (hiperlactatemia inicial)) em adultos, administre pelo menos 30 m/ kg de cristaloide adultos na primeira uma hora. ➢Na ressuscitação do choque séptico em crianças em locais com bons recursos, administre 20 ml/kg em bolus rápido e até 40-60 ml/kg na primeira uma hora. ➢Não use soluções hipotônicas ou baseadas em amidos para ressuscitação. REFE: MINISTÉRIO DA SAÚDE/ Protocolo de Manejo Clínico da Covid-19 na Atenção Especializada Brasília – DF 2020 REFERENCIAS CHANG, D. W. Fórmula s e Cálculos de Terapia Respiratória. 1ª ed. 2015. MACHADO, M. G. Bases da Fisioterapia Respiratória – Terapia Intensiva e Rea bilitação. 2ªed. 2018. SARMENTO, G. J. V. O ABC da Fisioterapia Respira tória . 2ª ed. 2015. E-book produzido por @pneumostudents / Fisioterapeuta Ana Ravene Bezerra GALEÃO, Thalita. Coleção Manuais da Fisioterapia: respiratória e terapia intensiva. 1. ed. salvador: SANAR, 2020. p. 41-187. MARCON; FARIA, Liliane De. Fisioterapia em Unidade Hospitalar. 1. ed. Londrina: Editora e Distribuidora Educacional S.A., 2019. p. 100-150. TORRES, D. D. F. M. FISIOTERAPIA: guia prático para clínica. 2013. ed. Rio de Janeiro: Guanabara koogan, 2006. p. 14-110. Ebook Fisioterapia Hospitalar Completo 2016 MANEJO CLÍNICO. DO CORONAVÍRUS. (COVID-19) NA. ATENÇÃO PRIMÁRIA. À SAÚDE. | Versão 9. Brasília - DF. Maio de 2020. @horadapneumo