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UFSM – Colégio Técnico Industrial Eletrotécnica 2005 Prof. Marcos Daniel Zancan 71 Unidade VI – Corrente Alternada 6.1. Introdução Podemos definir energia elétrica como a energia resultante do movimento de cargas elétricas em um condutor. É companheira inseparável da era moderna. Não é difícil imaginar como nossa vida seria diferente sem ela. Mas o que a faz tão importante a ponto de se tornar praticamente indispensável à vida atual? São muitos os motivos, como, por exemplo: a) É facilmente transportável. Pode ser produzida no local mais conveniente e transmitida para consumidores distantes por uma simples rede de condutores (fios). b) É facilmente transformável em outras formas de energia: calor, luz, movimento. c) É elemento fundamental para a ocorrência de muitos fenômenos físicos e químicos que formam a base de operação de máquinas e equipamentos dos tempos atuais. Exemplo: eletromagnetismo, efeito termiônico, efeito semicondutor, fotovoltaico, oxidação e redução, etc. Entretanto, como qualquer forma de energia, ela deve obedecer ao primeiro princípio da termodinâmica. Assim, quando dizemos geração de energia elétrica, devemos entender como uma transformação de uma outra forma de energia em energia elétrica. Existem várias formas de se gerar energia elétrica. Mas, quando se trata de quantidades para consumo de uma sociedade, as opções diminuem. As mais comuns são: Térmica: a energia que se transforma é o calor resultante da queima de algum combustível (derivado de petróleo como óleo combustível, gás natural, carvão, madeira, resíduos como bagaços, etc). Em nível mundial representa provavelmente a maior parcela. As instalações usam basicamente caldeiras que geram vapor que aciona turbinas que acionam geradores. Ou então máquinas térmicas como motores diesel ou turbinas a gás. No aspecto ecológico apresenta problemas. A queima de combustíveis joga na atmosfera poluentes variados como o enxofre além do dióxido de carbono, responsável pelo já preocupante efeito estufa (aquecimento global). Se madeira ou carvão vegetal são usados, a conseqüência é o desmatamento. Nuclear: pode ser considerada como uma térmica que usa caldeira, sendo a fonte de calor um reator nuclear em vez da queima de combustível. Por algum tempo foi considerada a solução do futuro para a geração de energia elétrica. Mas os vários acidentes ocorridos ao longo do tempo revelaram um enorme potencial de risco. Os resíduos (lixo atômico) são outro grave problema.Em vários países não é mais permitida a construção de novas usinas nucleares. Hídrica: a energia potencial de uma queda d'água é usada para acionar turbinas que, por sua vez, acionam geradores elétricos. Em geral as quedas d'água são artificialmente construídas (barragens), formando extensos reservatórios, necessários para garantir o suprimento em períodos de pouca chuva. Não é um método totalmente inofensivo para o ambiente. Afinal, os reservatórios ocupam áreas enormes mas é um problema consideravelmente menor que os anteriores. Evidente que a disponibilidade é totalmente dependente dos recursos hídricos de cada região. No Brasil representa a maior parcela da energia gerada. Outros meios, considerados ecologicamente limpos, vêm sendo usados cada vez mais, embora a participação global seja ainda pequena: solar e eólico. No primeiro, em geral, a energia da radiação solar é convertida diretamente em elétrica com o uso de células fotovoltaicas. Há necessidade de acumuladores (baterias) para suprir picos de demanda e fornecer energia durante a noite. Usado principalmente para pequenas unidades residenciais em zonas rurais. No método eólico, o arraste dos ventos aciona pás acopladas a geradores. É claro que a viabilidade depende das características climáticas da região. Em alguns países sua participação vem aumentando, dada a possibilidade de se obter quantidades razoáveis de energia com quase nenhum prejuízo ecológico. Entretanto, é sempre um sistema complementar a um outro, uma vez que a irregularidade dos ventos não permite um fornecimento constante. UFSM – Colégio Técnico Industrial Eletrotécnica 2005 Prof. Marcos Daniel Zancan 72 6.2. Geração Denominamos alternador ao gerador de corrente alternada, assim como denominamos dínamo ao gerador de corrente contínua. Os geradores são máquinas destinadas a converter energia mecânica em energia elétrica. A transformação de energia nos geradores fundamenta-se nas Leis de Faraday e Lenz. A Lei de Faraday afirma que todo condutor imerso em um campo magnético variável produz uma força eletromotriz induzida (femi). A Lei de Lenz complementa a Lei de Faraday informando que a polaridade da femi produz uma corrente induzida que tende a se opor à causa que lhe originou. Os alternadores pertencem à categoria das máquinas síncronas, isto é, máquinas cuja rotação é diretamente relacionada ao número de pólos magnéticos e a freqüência da força eletromotriz. Não há, basicamente, diferenças construtivas entre um alternador e um motor síncrono, podendo um substituir o outro sem prejuízo de desempenho. Assim, um alternador quando tem seu eixo acionado por um motor, produz energia elétrica nos terminais e, ao contrário, recebendo energia elétrica nos seus terminais, produz energia mecânica na ponta do eixo, com o mesmo rendimento. A indução magnética ocorre sempre que há movimento relativo entre um condutor e um campo magnético. O gerador elementar, concebido por Michael Faraday em 1831, na Inglaterra e mais ou menos na mesma época por Joseph Henry, nos Estados Unidos, era constituído por uma espira que girava entre os pólos de um ímã, semelhante à figura: No gerador elementar acima, uma espira de fio girando em um campo magnético produz uma fem. Os terminais da bobina são ligados ao circuito externo por meio dos anéis coletores e escovas. A força eletromotriz e a corrente de um gerador elementar mudam de direção cada vez que a espira gira 180°. A tensão de saída deste gerador é alternada, conforme a figura abaixo. Faraday estabeleceu, ainda, que os valores instantâneos da força eletromotriz (ou tensão) podiam ser calculados pela relação: onde: e = força eletromotriz; B = indução do Campo Magnético; l = comprimento do condutor; v = velocidade linear de deslocamento do condutor e θ = ângulo formado entre B e v; O campo magnético da figura acima é constituído por ímãs naturais. Para que seja possível controlar tensão e corrente em um alternador, o campo magnético é produzido e = B . l . v. sen(θ) UFSM – Colégio Técnico Industrial Eletrotécnica 2005 Prof. Marcos Daniel Zancan 73 por ímãs artificiais, formados por bobinas alimentadas com corrente contínua suprida por uma fonte externa e controlada por um regulador de tensão. 6.3. Definições em CA CICLO: É um conjunto de valores que se repetem periodicamente. O tempo necessário para que a onda senoidal complete um ciclo é chamado de PERÍODO (T), e é dado em segundos (s). FREQUÊNCIA: Exprime a quantidade de períodos de uma onda no tempo de um segundo. A unidade de freqüência é Hertz (Hz) que é igual a ciclos/segundo. VELOCIDADE ANGULAR (ω): É o ângulo descrito na unidade de tempo. CURVA DE VARIAÇÃO DE UMA GRANDEZA ALTERNADA: Uma corrente senoidal pode ser representada pela componente vertical de um vetor demódulo Ip (corrente de pico) que gira no sentido anti-horário com velocidade angular constante w = 2πf. Nota-se a semelhança com um número complexo. Assim podemos escrever: i = Ip(cos wt + j sen wt) = Ip ejwt e para a tensão: v = Vp(cos wt + j sen wt) = Vp ejwt E, para indicar a representação complexa, usamos I em vez de i e V em vez de v. Corrente: i = Ip sen(wt) Tensão: v = Vp sen(wt + ø) Legenda (fórmulas e figura): v tensão instantânea i corrente instantânea Vp tensão de pico Ip corrente de pico f freqüência w freqüência angular (= 2πf) t tempo ø ângulo de fase T período (=2π/w=1/f) Numa grandeza senoidal temos os seguintes tipos de valor: VALOR MÁXIMO: É o máximo valor que uma grandeza pode assumir. Também é conhecido como Valor de Pico (VP) ou de Crista. Os valores compreendidos entre o pico de frequencia f T = = 1 w T f= =2 2π π . V t V sen w t( ) max. ( . )= UFSM – Colégio Técnico Industrial Eletrotécnica 2005 Prof. Marcos Daniel Zancan 74 máximo positivo e o de máximo negativo são chamados de Valor Pico-a-Pico(VPP = 2.VP). VALOR MÉDIO: O valor médio de uma grandeza senoidal, quando considerado de um período inteiro, é nulo, pois a soma dos valores instantâneos relativa à semi-onda positiva é igual à negativa, sendo sua resultante constantemente nula. Pela razão exposta, o valor médio de uma grandeza alternada senoidal deve ser considerado como sendo a média aritmética dos valores instantâneos no intervalo de meio período. Este valor médio é representado pela ordenada média da semi-onda que indica os valores instantâneos. VALOR EFICAZ: Suponha-se que dois circuitos elétricos iguais de resistência R são atravessados um por corrente contínua e outro por corrente alternada. Se os dois circuitos considerados produzirem a mesma quantidade de calor, se dirá que há equivalência entre as duas correntes. Não se pode, porém dizer que o valor médio da corrente alternada corresponde ao da corrente contínua, pois o valor médio de uma grandeza alternada é zero. Para expressar a equivalência entre as duas correntes se dirá que a intensidade da corrente contínua é igual ao valor eficaz da corrente alternada. Isto é, uma corrente alternada que possui o valor eficaz de 10 A, quando atravessar um circuito elétrico produzirá a mesma quantidade de calor que uma corrente contínua, cuja intensidade é 10 A. O valor eficaz é o valor de uma corrente contínua que produz a mesma dissipação de calor em um resistor. É também é chamado de rms (root mean square). A maioria dos voltímetros e amperímetros para corrente alternada indicam valores em rms. Entretanto, é importante lembrar que instrumentos comuns só indicam o valor rms correto para tensões ou correntes senoidais. Para outras formas devem ser usados tipos mais sofisticados, chamados de true-rms. Assim, por exemplo, 110 Volts eficazes correspondem a uma amplitude de 155.6 V e uma amplitude pico-a-pico de 311 V. Resumindo: FATOR DE FORMA: É a relação entre o valor eficaz e o valor médio de uma onda. No caso de uma onda senoidal temos: ÂNGULO DE FASE: O ângulo de fase entre duas formas de onda de mesma freqüência é a diferença angular num dado instante. Por exemplo, o ângulo de fase entre as ondas A e B da figura abaixo é de 90°. Considere o instante para 90°. O eixo horizontal representa as unidades de tempo em ângulos. A onda B começa com seu valor máximo e cai para zero em 90°, enquanto a onda A começa em zero e cresce até seu valor máximo em 90°. A onda B atinge seu valor máximo 90° na frente da onda Vmedio V V= =2 0 636 π . max , . max Vef V Vef V = = 2 2 0 707 . max , . max 2 / Vp Vef = 2 /Ip Ief = K Vef Vmedio = = 111, UFSM – Colégio Técnico Industrial Eletrotécnica 2005 Prof. Marcos Daniel Zancan 75 A; logo, a onda B está adiantada relativamente à onda A de 90°. Este ângulo de fase de 90° entre as ondas A e B é mantido durante o ciclo completo e todos os ciclos sucessivos. Em qualquer instante, a onda B passa pelo valor que a onda A terá 90° mais tarde. FASORES: Na comparação de ângulos de fase ou simplesmente fases de correntes e tensões alternadas, é mais conveniente a utilização de diagrama de fasores correspondentes às formas de onda da tensão e da corrente. Um fasor é uma entidade com módulo e sentido. Os termos fasor e vetor são usados para representar quantidades que possuem um sentido. Entretanto, o fasor varia com o tempo, enquanto o vetor tem sentido fixo no espaço. Eixo de projeção Eixo de referência V T.t N sombra: função senoidal da tensão V 6.4. Formas de Representação de um Sinal Senoidal 6.4.1. Forma de Onda Representa graficamente a variação do sinal senoidal em função do tempo. O exemplo abaixo mostra a representação por forma de onda de duas tensões senoidais, A e B. 6.4.2. Diagrama Fasorial Representa fasorialmente os sinais senoidais. Para os sinais senoidais A e B, do exemplo acima, teremos o diagrama fasorial, com valores de pico: VA VB 30° 400 V T = 120.B 6.4.3. Expressão trigonométrica Representa sob forma de função trigonométrica os sinais senoidais. Para o exemplo acima teremos: vA = 220.sen (120.π.t + 30°) [V] vB = 400.sen (120.π.t) [V] 6.4.4. Números Complexos Representa sob forma de números complexos os sinais senoidais. Para o exemplo acima teremos: VA = 220 |30° [V] 60 Hz VB = 400 |0° [V] Nota-se que na representação por números complexos não é possível identificar a freqüência, devendo esta ser informa separadamente. UFSM – Colégio Técnico Industrial Eletrotécnica 2005 Prof. Marcos Daniel Zancan 76 6.5. Tipos de Cargas em Circuitos CA 6.5.1. Cargas Resistivas Puras Em um circuito resistivo puro em CA, as variações na corrente ocorrem em fase com a tensão aplicada. IR Expressões trigonométricas: tsenVv PR .. ω= tsenItsen R Vi PPR .... ωω == Forma de onda: Diagrama fasorial: Números complexos: VR = VP |0° [V] IR = IP |0° [A] 6.5.1.1. Potência em Cargas Resistivas Puras 2 2 .. RRRR IRR VIVP === tsenIVp PP ... 2 ω= A figura abaixo apresenta a variação da potência em função do tempo para um circuito resistivo puro. Nota-se que a potência apenas assume valores positivos, sendo denominada de potência ativa, uma vez que representa a potência fornecida à carga, produzindo trabalho útil. A potência média de um circuito resistivo puro pode ser determinada multiplicando-se a tensão rms pela corrente rms: PPrmsrmsmédia IVIVP ..5,0. == 6.5.2. Cargas Capacitivas Puras Em um circuito capacitivo puro em CA, a corrente está adiantada 90° em relação à tensão aplicada. IC t VC t QVCQ ∆ ∆ = ∆ ∆ ⇒= .. t VCi t Qimas ∆ ∆ =⇒ ∆ ∆ = . tsenVv P .. ω= UFSM – Colégio Técnico Industrial Eletrotécnica 2005 Prof. Marcos Daniel Zancan 77 t tsenVCiLogo P ∆ ∆ = ... ω Derivando a equação acima, temos: tVCi P .cos... ωω= )90.(... °+= tsenVCi P ωω Portanto, para um circuito capacitivo puro teremosas seguintes expressões trigonométricas: tsenVv PC .. ω= )90.(... °+= tsenVCi PC ωω PP VCI ..ω= Formas de onda: Diagrama fasorial: Números complexos: VC = VP |0° [V] IC = IP |+90° [A] 6.5.2.1. Reatância Capacitiva A reatância capacitiva XC é a dificuldade imposta pelo campo elétrico do capacitor à passagem da corrente elétrica. Sua unidade é o ohm. 6.5.2.2. Potência em Cargas Capacitivas Puras CC IVP .= ))90.(.).(..( °+= tsenItsenVp PP ωω tsenIVp PP ..2. 2 . ω= A figura abaixo apresenta a variação da potência em função do tempo para um circuito capacitivo puro. Nota-se que a potência assume valores positivos e negativos, sendo seu valor médio igual a zero. Esta potência é denominada potência reativa capacitiva, uma vez que representa a potência trocada entre a fonte e o capacitor (carga e descarga), não representando trabalho útil. 6.5.3. Cargas Indutivas Puras Em um circuito indutivo puro em CA, a corrente está atrasada 90° em relação à tensão aplicada. IL Considerando: tsenIi P .. ω= CfC X C ...2 1 . 1 πω == UFSM – Colégio Técnico Industrial Eletrotécnica 2005 Prof. Marcos Daniel Zancan 78 t tsenIL t iLv P ∆ ∆ = ∆ ∆ = .... ω Derivando a equação acima, temos: tILv P .cos... ωω= )90.(... °+= tsenILv P ωω Portanto, para um circuito indutivo puro, teremos as seguintes expressões trigonométricas: )90.(... °+= tsenILv PL ωω tsenIi PL .. ω= PP VL I . . 1 ω = Formas de onda: Diagrama fasorial: Números complexos: VL = VP |90° [V] IL = IP |0° [A] 6.5.3.1. Reatância Indutiva A reatância indutiva XL é a dificuldade imposta pelo campo magnético do indutor à passagem da corrente elétrica. Sua unidade é o ohm. 6.5.3.2. Potência em Cargas Indutivas Puras LL IVP .= ))90.(.).(..( °−= tsenItsenVp PP ωω tsenIVp PP ..2. 2 . ω−= A figura abaixo apresenta a variação da potência em função do tempo para um circuito indutivo puro. Nota-se que a potência assume valores positivos e negativos, sendo seu valor médio igual à zero. Esta potência é denominada potência reativa indutiva, uma vez que representa a potência trocada entre a fonte e o indutor (carga e descarga), não representando trabalho útil. Nota-se que a potência reativa indutiva é inversa à potência reativa capacitiva. 6.6. Impedância A impedância, por definição, é a relação entre os valores eficazes de tensão e corrente em um circuito CA genérico. Esta grandeza LfLX L ...2. πω == UFSM – Colégio Técnico Industrial Eletrotécnica 2005 Prof. Marcos Daniel Zancan 79 representa a oposição total oferecida pela carga à passagem da corrente alternada senoidal. Sua unidade é o ohm. Para circuitos capacitivos: CXjRCj RZ . . 1 −=+= ω Triângulo de Impedâncias: R XC Z N Para circuitos indutivos: LXjRLjRZ .. +=+= ω Triângulo de Impedâncias: R XL Z N 6.7. Admitância A admitância, por definição, é o inverso da impedância. Esta grandeza representa a facilidade total oferecida pela carga à passagem da corrente alternada senoidal. Sua unidade é o Siemens (S). 6.8. Condutância A condutância, por definição, é o inverso da resistência. Esta grandeza representa a facilidade total oferecida pela carga resisitiva à passagem da corrente alternada senoidal. Sua unidade é o Siemens (S). 6.9. Susceptância A susceptância (indutiva ou capacitiva), por definição, é o inverso da reatância (indutiva ou capacitiva). Esta grandeza representa o quanto um componente, capacitivo ou indutivo, é susceptível à passagem da corrente elétrica. Sua unidade é o Siemens. 6.10. Circuito RLC Série O circuito RLC série é formado por um resistor, um indutor e um capacitor ligados em série, como mostra a figura abaixo, cuja corrente foi considerada, arbitrariamente, como tendo fase inicial zero. Em um circuito RLC série, a tensão total aplicada é a soma vetorial das tensões no resistor, capacitor e indutor, isto é: jXRZ += Z Y 1= R G 1= L L X b 1= C C X b 1= CLR vvvv ++= UFSM – Colégio Técnico Industrial Eletrotécnica 2005 Prof. Marcos Daniel Zancan 80 Com relação ao diagrama fasorial acima, sabe-se que: ● a tensão no resistor está em fase com a corrente; ● a tensão no indutor está adiantada 90° em relação à corrente; ● a tensão no capacitor está atrasada 90° em relação à corrente; A figura abaixo mostra os diagramas de tensões e triângulo de impedâncias, considerando VL>VC, isto é, XL>XC. Como VL > VC, a defasagem Φ da tensão do gerador em relação à corrente é positiva, porém menor que 90°, devido à influência do resistor. Isto significa que a fase da impedância é também positiva, caracterizando um circuito indutivo, no qual a reatância indutiva predomina sobre a capacitiva. A partir do triângulo de impedâncias e de tensões, obtem-se o Triângulo de Potências: a) Para Circuito Capacitivo: P Pr Pa N b) Para Circuito Indutivo: P Pr Pa Através das relações nos triângulos de potências acima, as potências ativa (P), reativa capacitiva (Pr) e aparente (Pa), podem ser expressas por: 6.11. Circuito RLC Paralelo O circuito RLC paralelo é formado por um resistor, um indutor e um capacitor ligados em paralelo, como mostra a figura abaixo, cuja tensão foi considerada, arbitrariamente, como tendo fase inicial zero. ][cos.. WIVP rmsrms φ= ][.. VArsenIVP rmsrmsr φ= ][. VAIVP rmsrmsa = )( CL XXjRZ −+= UFSM – Colégio Técnico Industrial Eletrotécnica 2005 Prof. Marcos Daniel Zancan 81 Em um circuito RLC paralelo, a corrente total fornecida pelo gerador é a soma vetorial das correntes no resistor, capacitor e indutor, isto é: Com relação ao diagrama fasorial acima, sabe-se que: ● a corrente no resistor está em fase com a tensão; ● a corrente no indutor está atrasada 90° em relação à tensão; ● a corrente no capacitor está adiantada 90° em relação à tensão; 321 1111 ZZZZT ++= −+= CLT XX j RZ 11.11 Se bL > bC → XL < XC → circuito indutivo; Se bL < bC → XL > XC → circuito capacitivo; Após determinada a impedância equivalente da associação paralelo, as potências ativa, reativa e aparente podem ser determinadas pelas mesmas equações empregadas no circuito RLC série. 6.12. Fator de Potência O fator de potência de um circuito mede a relação entre a potência útil e a potência total de um circuito, isto é, o aproveitamento da potência total de um circuito para a produção de trabalho útil. A partir do triângulo de potências, temos: Onde φ é o ângulo de fase (ângulo da impedância). 6.13. Circuitos Ressonantes Um circuito ressonante é aquele que apresenta a menor oposição possível à passagem da corrente elétrica numa determinada freqüência fo, denominada freqüência de ressonância do circuito. Isto significa que as freqüências maiores e menores que fo encontrarão maior oposiçãopor parte do circuito ressonante. A figura abaixo mostra um circuito ressonante série, no qual é aplicada uma tensão alternada em uma determinada freqüência. Quando a freqüência da tensão v é tal que XL = XC, a reatância indutiva é anulada pela reatância capacitiva, já que estão defasadas de 180°. Isto significa que o circuito comporta-se como se fosse uma resistência pura. A freqüência de ressonância fo, na qual este fenômeno ocorre, pode ser determinada pela expressão: CLR iiii ++= )( CL bbjGY −+= Pa PFP == φcos CL fo ..2 1 π = UFSM – Colégio Técnico Industrial Eletrotécnica 2005 Prof. Marcos Daniel Zancan 82 Os gráficos da figura abaixo mostram o comportamento do circuito ressonante série em função da freqüência: (a) Gráfico da Impedância (b) Gráfico da Corrente Das figuras acima podem-se tirar as seguintes conclusões: ● na freqüência de ressonância, o circuito é puramente resistivo e a oposição à corrente é mínima, resultando numa corrente máxima; ● abaixo da freqüência de ressonância, a impedância é capacitiva (XC > XL) e a corrente está adiantada em relação à tensão aplicada; ● acima da freqüência de ressonância, a impedância é indutiva (XL > XC) e a corrente está atrasada em relação à tensão aplicada. Para o circuito RLC paralelo, vale também a expressão da freqüência de ressonância mostrada acima. Mas neste caso, como os dispositivos estão em paralelo, os gráficos da impedância e da corrente diferem do circuito série, conforme a figura abaixo: Das figuras acima podem-se tirar as seguintes conclusões: ● na freqüência de ressonância, o circuito é puramente resistivo e a oposição à corrente é máxima, resultando numa corrente mínima; ● abaixo da freqüência de ressonância, a impedância é indutiva (XC > XL); ● acima da freqüência de ressonância, a impedância é capacitiva (XL > XC). UFSM – Colégio Técnico Industrial Eletrotécnica 2005 Prof. Marcos Daniel Zancan 83 Exercícios 01. Explique o princípio de funcionamento de um gerador elementar de corrente alternada. 02. Quais as diferenças entre o gerador CA e CC quanto ao princípio de funcionamento? Explique. 03. De que depende a tensão induzida nas bobinas de um gerador CA? Represente matematicamente. 04. Diferencie valor de pico, pico a pico, médio e eficaz de um sinal senoidal. 05. O que é fator de forma? 06. O que é um fasor? 07. Quais as formas de representação de um sinal senoidal? Exemplifique e explique cada uma. 08. Qual a relação entre a corrente e a tensão em circuitos resistivos, capacitivos e indutivos puros? 09. Diferencie reatância indutiva de reatância capacitiva. 10. Qual a influência da freqüência na resistência, reatância capacitiva e reatância indutiva? 11. O que é impedância? 12. Defina Admitância, Condutância, Susceptância Indutiva e Susceptância Capacitiva. 13. Diferencie potência ativa, reativa e aparente. 14. Conceitue fator de potência. 15. O que é ressonância? Quais as condições para que um circuito RLC ressone? 16. Para as formas de onda abaixo, determine: a) valor rms, médio, pico e pico a pico; b) período, freqüência e velocidade angular; c) fase inicial e defasagem entre elas; d) expressões matemáticas. 17. Uma tensão senoidal tem freqüência de 100Hz, valor de pico de 10V e inicia o ciclo com atraso de π/3 rad. Pedem-se: a) Período e freqüência angular; b) Expressão matemática; c) Representação gráfica. 18. Represente os sinais do exercício 16 através de diagrama fasorial; 19. Represente os sinais do exercício 16 através de números complexos; 20. Dadas as tensões v1 = 30 |0° Vp e v2(t) = 20.sen (ωt + π/2) [V], pedem-se os sinais: a) v3 = v1+v2, fasorialmente; b) v3 = v1+v2, matematicamente, através de n°s complexos; c) v3 = v1+v2, graficamente, soma ponto a ponto; d) v4 = v1-v2, fasorialmente; e) v4 = v1-v2, matematicamente, através de n°s complexos; 21. Dado o circuito a seguir, determine: UFSM – Colégio Técnico Industrial Eletrotécnica 2005 Prof. Marcos Daniel Zancan 84 a) Expressões de v(t) e i(t) nas formas trigonométrica e complexa; b) Formas de onda e representações fasoriais de v(t) e i(t); c) Expressões de v1(t) e v2(t) nas formas trigonométrica e complexa; d) Formas de onda e representações fasoriais de v1(t) e v2(t); e) Potências de pico e média fornecida pelo gerador e dissipada por cada resistor; f) Formas de onda das potências do item anterior. 22. Dado o circuito a seguir, determine: a) Expressões de v(t) e i(t) nas formas trigonométrica e complexa; b) Formas de onda e representações fasoriais de v(t) e i(t); c) Expressões de i1(t) e i2(t) nas formas trigonométrica e complexa; d) Formas de onda e representações fasoriais de i1(t) e i2(t); e) Potências de pico e média fornecida pelo gerador e dissipada por cada resistor; f) Formas de onda das potências do item anterior. 23. Um aquecedor elétrico para torneira tem o circuito a seguir: a) Qual a potência média e de pico dissipada pelo aquecedor em cada posição? b) Qual a corrente eficaz e de pico consumida pelo aquecedor em cada posição? 24. Em que freqüências um capacitor de 33uF possui reatâncias de 10Ω e 1kΩ? 25. Para o circuito abaixo, determine a intensidade da corrente rms, representando-a em diagrama fasorial. 26. Em que freqüências a corrente eficaz no circuito a seguir vale 10mA e 1A? 27. Calcule a reatância de um capacitor de 4,7uF nas freqüências de 60 e 400Hz. 28. Um capacitor de 1uF e conectado a uma fonte de tensão alternada de 50 |60° V, 60Hz. Determine, na forma complexa, a reatância, bem como a corrente do circuito. 29. Uma bobina ideal tem 50Ω de reatância quando ligada num gerador cuja tensão é: v(t) = 20.sen (5.102.t+90°) [V]. Pedem- se: a) expressão da corrente em função do tempo e na forma polar; b) valor eficaz da tensão e da corrente; c) valor da indutância; d) diagrama fasorial. 30. Uma bobina ideal tem a seguinte reatância: XL = 250|90° Ω. Ela é percorrida por uma corrente i(t) = 100.sen (103.t + 45°) [mA]. Pedem-se: a) expressão da tensão em função do tempo e na forma polar; b) valor eficaz da tensão e corrente; c) valor da indutância; d) diagrama fasorial. UFSM – Colégio Técnico Industrial Eletrotécnica 2005 Prof. Marcos Daniel Zancan 85 31. Em relação ao circuito a seguir, pedem- se: a) expressão da corrente em função do tempo e na forma polar; b) valor eficaz da corrente e da tensão; c) valor da reatância; d) diagrama fasorial. 32. Em um circuito indutivo alimentado com 110V rms, 60Hz, deseja-se que a corrente seja limitada em 200mAp. Determine o valor da indutância a ser projetada. 33. Sobre uma bobina de 200mH é aplicada uma tensão de 110V rms / 60Hz. Considerando a bobina ideal e a fase inicial da tensão nula, pedem-se: a) reatância da bobina em módulo e em número complexo; b) valor eficaz da corrente da bobina; c) valor médio da corrente na bobina; d) valor de pico da corrente da bobina; e) gráficos da tensão e corrente na bobina; 34. Um amperímetroindicou a leitura de 10A para a corrente de um determinado circuito. Determine a corrente de pico, eficaz e média. 35. A um circuito série, constituído por uma resistência de 15Ω, uma indutância de 0,1H e uma capacitância de 50uF é aplicada uma tensão de 110 |0°V na freqüência de 60Hz. Calcular: a) a corrente solicitada pelo circuito; b) as quedas de tensões no resistor, indutor e capacitor, comprovando a tensão total; c) a potência total consumida pelo circuito, bem como a potência ativa e reativa; d) o ângulo de fase; e) representar o circuito vetorialmente, caracterizando-o. 36. Uma tensão de 200|30°V na freqüência de 60Hz alimenta um circuito série constituído por uma resistência de 10 Ω, uma indutância de 500mH e uma capacitância de 100uF. Calcular os mesmos itens do exercício 35. 37. Uma tensão de 240|30°V, de freqüência 60Hz alimenta um circuito série constituído por uma resistência de 20Ω, uma reatância de j20Ω e uma capacitância de 200uF. Calcular: a) a corrente absorvida pelo circuito; b) a potência aparente, ativa e reativa; c) o ângulo de fase; d) representação fasorial caracterizando o circuito. 38. A um circuito série constituído por uma resistência de 5Ω, uma indutância de 0,5H e uma reatância de –j30Ω é aplicada uma tensão de 220|60°V. Sabendo-se que a velocidade angular no circuito é de 40rad/s, calcular os mesmos itens do exercício 37. 39. Para o circuito abaixo, calcule: a) I1, I2, I3 e I4; b) It; c) ângulo de fase; d) representação vetorial, caracterizando o circuito. 40. Três impedâncias de valores iguais a: Z1= 100Ω, Z2=10 + j20Ω e Z3=5-j10Ω são ligadas em paralelo. Sabendo-se que UFSM – Colégio Técnico Industrial Eletrotécnica 2005 Prof. Marcos Daniel Zancan 86 a corrente que circula por Z1=2A, calcular: a) as correntes i2 e i3; b) a corrente total; c) o ângulo de fase; d) potências ativa, reativa e aparente; e) fator de potência; f) fazer a representação vetorial caracterizando o circuito. 41. Uma impedância de 10|60°Ω é associada em paralelo a um capacitor de 10uF. Sabendo-se que ao circuito foi aplicada uma tensão de 100|30°V, 60Hz, calcule: a) as correntes i1 e i2 (capacitor); b) a corrente total; c) o ângulo de fase; d) potência ativa, reativa e aparente; e) fator de potência; f) representação fasorial caracterizando o circuito. 42. Em um circuito RLC série tem-se: R = 100 ohms, L = 1 mH e C = 0,1uF. Se a tensão do gerador é de 10∟0°V, pedem- se: a) freqüência de ressonância do circuito; b) corrente fornecida pelo gerador na freqüência de ressonância; c) ângulo de defasagem entre tensão do gerador e corrente na ressonância; d) corrente e defasagem se f=20kHz; e) corrente e defasagem se f=10kHz. 43. Em um circuito RLC série, tem-se: VR = 6V, VC = 20V, VL = 12V e I = 10∟0° mA. Pedem-se: a) impedância complexa; b) tensão aplicada no circuito; c) diagrama fasorial caracterizando o circuito. d) potência ativa, reativa e aparente; e) fator de potência. 44. Em um circuito RLC série, o ângulo de defasagem entre tensão do gerador e corrente é de 60°, sendo f = 60 Hz, Z = 200 ohms e XC = 2.XL. Determine: a) se o circuito é indutivo ou capacitivo; b) valor de R, L e C; c) diagrama fasorial. 45. Dado o circuito a seguir, pedem-se: a) impedância complexa; b) freqüência de ressonância; c) corrente complexa; 46. O circuito de sintonia de um rádio AM tem uma bobina de L = 100uH em série a um capacitor variável. Quais os limites de capacitância deste capacitor para que a rádio sintonize de 530 kHz a 1600 kHz? 47. Dado o circuito a seguir, pedem-se: a) corrente em cada componente e a corrente total; b) impedância complexa; c) diagrama fasorial caracterizando o circuito. 48. Dado o circuito a seguir, pedem-se: a) impedância complexa; b) corrente complexa fornecida pelo gerador; c) diagrama fasorial caracterizando o circuito. 49. Dado o circuito a seguir, pedem-se: UFSM – Colégio Técnico Industrial Eletrotécnica 2005 Prof. Marcos Daniel Zancan 87 a) corrente complexa em cada componente e no gerador; b) impedância complexa; c) fator de potência. 50. Dado o circuito a seguir, pedem-se: a) freqüência de ressonância; b) corrente fornecida pelo gerador na ressonância. 51. Dado o circuito a seguir, pedem-se: a) impedância complexa; b) fator de potência; c) I, I1 e I2; d) diagrama fasorial caracterizando o circuito. 52. Dado o circuito a seguir, pedem-se: a) impedância complexa.; b) fator de potência; c) I1, I2 e I3. 53. Dado o circuito a seguir, determine: a) impedância complexa; b) I1, I2 e I3; c) potência ativa dissipada pelo circuito. 54. Determine a tensão do gerador no circuito a seguir: 55. Determine I1 e a tensão do gerador no circuito a seguir: 56. Determine a expressão Vx(t) no circuito a seguir: 57. Calcule o fator de potência e as potências ativa, reativa e aparente do seguinte circuito: 58. Calcule as correntes Ia, Ib e Ic do circuito abaixo. UFSM – Colégio Técnico Industrial Eletrotécnica 2005 Prof. Marcos Daniel Zancan 88 59. Calcule as tensões VR e VL do circuito abaixo: 60. Dado o circuito abaixo, calcule as correntes Ia, Ib e Ic. 61. Dado o circuito abaixo, calcule a corrente e a tensão nos capacitores C1 e C2. Respostas: 01 – 15: Sem respostas (teóricas); 16: a) V1rms = 8,4852V; V2rms = 11,3137V; V1m = 7,6320V; V2m = 10,1760V; V1p = 12V; V2p = 16V; V1pp = 24V; V2pp = 32V; b) T1 = T2 = 40ms; f1 = f2 = 25Hz; ω1 = ω2 = 50.π rad/s; c) Ф1 = -45°; Ф1 = +90°; Ф = 135°; d) v1(t) = 12.sen (50.π.t – 45°) [V]; v1(t) = 16.sen (50.π.t + 90°) [V]; 17: a) T = 10ms; ω = 200.π rad/s; b) v = 10.sen (200.π.t – π/3) [V]; 18: Sem resposta; 19: V1 = 12|-45°Vp; V1 = 16|+90°Vp; 20: a) V3 = 36,0555 |33,69° Vp; b) V3 = 36,0555 |33,69° Vp; c) V3 = 36,0555 |33,69° Vp; d) V4 = 36,0555 |-33,69° Vp; e) V4 = 36,0555 |-33,69° Vp; 21: a) v(t) = 12.sen (ωt + 90°) [V]; i(t) = 0,0024.sen (ωt + 90°) [A]; Vp = 12 |90° V; ip = 0,0024 |90° A; b) sem resposta; c) v1(t) = 4,8.sen (ωt + 90°) [V]; v2(t) = 7,2.sen (ωt + 90°) [V]; V1p = 4,8 |90° V; V2p = 7,2 |90° V; d) sem resposta; e) Pp = 0,0288W; Pm = 0,0144W; PmR1 = 0,00576W; PmR2 = 0,00864W; f) sem resposta; 22: a) v(t) = 12.sen (ωt + 90°) [V]; i(t) = 0,01.sen (ωt + 90°) [A]; Vp = 12 |90° V; ip = 0,01 |90° A; b) sem resposta; c) i1(t) = 0,006.sen (ωt + 90°) [A]; i2(t) = 0,004.sen (ωt + 90°) [A]; I1p = 0,006 |90° A; I2p = 0,004 |90° A; d) sem resposta; e) Pp = 0,12W; Pm = 0,06W; PmR1 = 0,036W; PmR2 = 0,024W; f) sem resposta; 23: a) Pp1 = 1420W ; Pm1 = 1210W; Pp2 = 1210W ; Pm1 = 605W; Pp3 = 806,74W ; Pm3 = 403,37W; UFSM – Colégio Técnico Industrial Eletrotécnica 2005 Prof. Marcos Daniel Zancan 89 b) I1 = 11A; Ip1 = 15,558A; I2 = 5,5A; Ip1 = 7,779A; I3 = 3,667A; Ip1 = 5,186A; 24: f = 482Hz e f = 4,82Hz; 25: I = 0,1 |30° mA; 26: f = 0,26Hz e f = 26,5Hz; 27: Xc = 564Ω e Xc = 85 Ω; 28: Xc = 2652,6606|-90° Ω ; I = 18,8490 |150° A; 29: a) i(t) = 0,4.sen (5.102.t) [A]; Ip = 0,4 |0° A; b) V = 14,1V e I = 0,28A; c) L = 100mH; d) sem resposta; 30: a) v(t) = 25.sen (103.t+135°) [V]; Vp = 25 |135° V; b) V = 17,7V e I = 70,7mA; c) L = 250mH; d) sem resposta; 31: a) i(t) = 4.sen (104.t –180°) [mA]; Ip = 4 |-180° mA; b) V = 14,2V e I = 2,83mA; c) XL = 5000 Ω; d) sem resposta; 32: L = 2,06H; 33: a) |Xc| = 75,4 Ω; Xc = 75,4 |90° Ω; b) I = 1,46A; c) Im = 1,3122A; d) Ip = 2,065A; e) sem resposta; 34: Ip = 14,14A; Irms = 10A; Im = 8,99A. 35: a) I = 5,12 |45° A; b) VR = 76,8 |45° V; VC = 271,61 |315° V; VL = 192,97 |135° V; c) Pa = 563, 2 VA; P = 398,24W; Pr = 398,24VAr; d) Ф = -45°; e) circuito capacitivo; 36: a) I = 1,2324 |-56,46° A; b) VR = 12,324 |-56,46° V; VC = 32,6845 |-146,46° V; VL = 232,3044 |33,53° V; c) Pa = 246 VA; P = 15,1893W; Pr = 245,5306VAr; d) Ф = 86,46°; e) circuito indutivo; 37: a) I = 11,36 |12° A; b) Pa = 2726,4 VA; P = 2592,960W; Pr = 842,506VAr; c) Ф = 18°; d) circuito indutivo; 38: a) I = 19,67 |123° A; b) Pa = 4327,4 VA; P = 1964,59W; Pr = 3855,741VAr; c) Ф = -63°; d) circuito capacitivo; 39: a) I1 = 0,189 |89° A; I2 = 93,63 |-20° A; I3 = 0,376 |87° A; I4 = 0,377 |90° A; b) It = 92,405 |-19° A; c) Ф = 19°; d) circuito indutivo; 40: a) I2 = 8,944 |-63° A; I3 = 17,88 |63° A; b) It = 16,259 |29° A; c) Ф = -29°; d) Pa = 3251,8VA; P = 2844,088W; Pr = 1576,5VAr; e) circuito capacitivo; 41: a) I1 = 10 |-30° A; I2 = 0,377 |120° A; b) It = 9,674 |-28° A; c) Ф = 58°; d) Pa = 967,4VA; P = 966,810W; Pr = 33,761VAr; e) circuito indutivo; 42: a) f0 = 15,915 kHz; b) I = 100∟0°mA; c) φ = 0°; d) I = 90,9∟-24,7°mA; Def = 24,7° indutivo; e) I = 72,3∟43,9°mA; Def = 43,9° capacitivo; 43: a) Z = 1000∟-53° ohms; b) V = 10∟-53° V; c) circuito capacitivo; d) Pap = 0,1VA; P = 0,6018W; Pr =0,7986Var; e) cos φ = 0,6018 capacitivo; 44: a) capacitivo; b) R =100 ohms; C = 7,66 uF; L = 459 mH; UFSM – Colégio Técnico Industrial Eletrotécnica 2005 Prof. Marcos Daniel Zancan 90 45: a) Z = 343,57∟-29,16° ohms; b) f0 = 227Hz; c) I = 145,5∟29,16° mA; 46: a) 98,95 pF ≤ C ≤ 901,8 pF; 47: a) IR = 20∟0° mA; IL = 100∟-90° mA; IC = 40∟90°mA; IT = 63,25∟-71,6° mA; b) Z = 316,2∟+71,6° ohms; c) circuito indutivo; 48: a) Z = 14∟-50° ohms; b) I = 7,8∟50° A; c) circuito capacitivo; 49: a) IR = 5,5∟0° A; IL = 2,75∟-90° A; IC = 5,5∟90° A; I = 6,15∟26,5° A; b) Z = 17,88∟-26,5° ohms; c) FP = 0,89; 50: a) f0 = 503 kHz; b) I = 1∟0° mA; 51: a) Z= 3,54∟-8,1° ohms; b) FP = 0,99; c) I = 31∟88,1°A; I1 = 22∟43,1°A; I2 = 22∟133,1°A; d) circuito capacitivo; 52: a) Z = 23,9∟56,7° ohms; b) FP = 0,55; c) I1 = 4,6∟-56,7° A; I2 = 2,8∟33,27° A; I3 = 5,42∟-88,7° A; 53: a) Z = 22,36∟-26,56° ohms; b) I1 = 2,24∟26,5° A; I2 = 2,24∟-63,5° A; I3 = 3,17∟71,5° A; c) P = 100,5 W; 54: V= 358∟-33,6° V; 55: I1 = 6,45∟-41,7° A; V= 68,8∟-43,9° V; 56: Vx(t) = 47,15.sen (wt+180°) [V]; 57: FP = 0,7; Pap = 756VA; P = 530W e Pr = 543Var; 58: Ia = 0,6685∟179,8° A; Ib = 11,7212∟-172,3° A; Ic = 11,059∟8,17° A; 59: VR = 11,39∟102,7° V; VL = 1,161∟-39,5° V; 60: Ia = 2,23∟112,0° A; Ib = 1,105∟175,2° A; Ic = 2,9∟-48,1° A; 61: IC1 = 0,1603∟-140,95° A; IC2 = 1,9347∟80,19° A; VC1 = 85,0334∟-129,05° A; VC2 = 285,116∟-9,81° A;