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SECRETARIA DE ESTADO DE EDUCAÇÃO DE MINAS GERAIS
PLANO DE CURSO
TÉCNICO EM AGENTE COMUNITÁRIO DE SAÚDE
IDENTIFICAÇÃO DA UNIDADE OFERTANTE
Razão Social Secretaria de Estado de Educação de Minas Gerais
CNPJ 18.715.599/0001-05
Endereço Cidade Administrativa Presidente Tancredo Neves
Rodovia Rod. Papa João Paulo II, 4001 - Edifício Minas
11º andar, Bairro: Serra Verde
Belo Horizonte / Minas Gerais / CEP: 31.630-900
Email para contato educacaoprofissional@educacao.mg.gov.br
IDENTIFICAÇÃO DA OFERTA
Curso Técnico em Agente Comunitário de Saúde concomitante/subsequente ao
Ensino Médio
Eixo Tecnológico Ambiente e Saúde
Diplomação Técnico em Agente Comunitário de Saúde
Carga Horária 1200 horas
Certificação Intermediária Agente Comunitário de Saúde
Carga Horária 800 horas
1
SECRETARIA DE ESTADO DE EDUCAÇÃO DE MINAS GERAIS
Sumário
IDENTIFICAÇÃO DO CURSO …………………………………………. 3
JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS ……………………………………….. 3
Justificativa………………………………………………………………………… 3
Objetivos ………………………………………………………………………….. 4
REQUISITOS E FORMAS DE ACESSO ……………………………. 7
PERFIL PROFISSIONAL DE CONCLUSÃO ………………………. 8
PERFIL PROFISSIONAL DE SAÍDAS INTERMEDIÁRIAS………….. 9
LEGISLAÇÕES PROFISSIONAIS E/OU ASSOCIADAS …………….. 10
ORGANIZAÇÃO CURRICULAR ……………………………………. 11
ORIENTAÇÕES METODOLÓGICAS………………………………………. 12
CRITÉRIOS E PROCEDIMENTOS DE AVALIAÇÃO DE APRENDIZAGEM ……..… 14
Dos lançamentos dos Resultados …………………………………….. 15
Dos Estudos de Recuperação…………………………………………….. 15
Da Reclassificação ……………………………………………………………. 16
Da Progressão Parcial ………………………………………………………. 16
CRITÉRIOS DE APROVEITAMENTO DE CONHECIMENTOS E EXPERIÊNCIAS … 17
INFRAESTRUTURA FÍSICA E TECNOLÓGICA ……………….. 18
PRÁTICA PROFISSIONAL ……………………………………………. 18
PERFIL DOCENTE ……………………………………………………… 19
CERTIFICADOS E DIPLOMAS A SEREM EMITIDOS ………. 20
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ………………………………… 21
2
SECRETARIA DE ESTADO DE EDUCAÇÃO DE MINAS GERAIS
1. IDENTIFICAÇÃO DO CURSO
“O Curso Técnico em Agente Comunitário de Saúde, pertencente ao Eixo Tecnológico
Ambiente e Saúde, disponível no Catálogo Nacional de Cursos Técnicos - CNCT, é
oferecido em Escolas da Rede Estadual de Minas Gerais. Apresenta carga horária total
de 1200 horas, dividida em 03 (três) módulos semestrais de 400 horas cada, com
possibilidade de certificação intermediária em “Agente Comunitário de Saúde” a partir
do 2º módulo e integralização da carga horária de 800 horas”.
2. JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS
2.1 Justificativa:
O trabalho do Agente comunitário em saúde (ACS) é o alcance do cuidado do Centro de
Saúde na população do seu entorno. Como alguém que veio da comunidade local, o
ACS conhece as necessidades e desejos, bem como características, costumes, cultura e
valores locais, além da distribuição geográfica e movimentação interna da população.
Como membro da equipe de saúde, com boa capacidade de comunicação e estando
atento ao que acontece em relação à saúde em geral e em relação às questões
ambientais e estruturais, gosta de cuidar e zelar pela qualidade de vida dos residentes,
estando próximo tanto de quem cuida como de quem precisa de cuidado.
Atualmente, o Estado de Minas Gerais possui cerca de 446 Centros de Saúde 1sob
responsabilidade da administração pública.
Ao final de 2020, o Estado de Minas Gerais, com uma população total de 21.168.791,
possuía 5.407 equipes de saúde da família que atendiam 77,53% desta população, e
com a estimativa de cobertura populacional pela atenção básica de 87,98%. 2
Em dez/2020, Minas Gerais contava com 31.444 Agentes Comunitários de Saúde (ACS)3.
3 https://sisaps.saude.gov.br/painelsaps/acs
2 https://egestorab.saude.gov.br/paginas/acessoPublico/relatorios/relHistoricoCoberturaAB.xhtml
1 http://cnes.datasus.gov.br/pages/estabelecimentos/consulta.jsp?search=CENTRO%20DE%20SAUDE
3
http://cnct.mec.gov.br/cursos/curso?id=143
SECRETARIA DE ESTADO DE EDUCAÇÃO DE MINAS GERAIS
“Cada equipe de Saúde da Família (eSF) deve ser responsável por, no máximo,
4.000 pessoas, sendo a média recomendada de 3.000 pessoas, respeitando
critérios de equidade para essa definição. Recomenda-se que o número de
pessoas por equipe considere o grau de vulnerabilidade das famílias daquele
território, sendo que, quanto maior o grau de vulnerabilidade, menor deverá
ser a quantidade de pessoas por equipe (MS)”.
São números significativos que demonstram a importância que o tema saúde recebe
da gestão pública estadual, mas que requerem tanto a ampliação contínua da área de
cobertura do atendimento em saúde, como a educação continuada, qualificação e
requalificação de todos os profissionais envolvidos.
Em se tratando dos Agentes Comunitários de Saúde, cuja importância na viabilização
do cuidado e operacionalização do trabalho em saúde foi abordado anteriormente,
deve-se observar a lei nº 13.595, de 05/01/2018 que, entre outros temas, trata do grau
de formação profissional dos ACS´s. A legislação ampliou a iniciativa dos programas e
ações do governo de Minas Gerais que desde 2016 já buscava de democratização do
acesso à educação profissional e tecnológica para públicos diversos, de modo que a
especialização, o aperfeiçoamento e a atualização de jovens e adultos trabalhadores
contribuíssem para sua inserção, reinserção e/ou melhor desempenho no exercício do
trabalho, isso tudo associado à proximidade da residência.
Nesse contexto, a preparação de profissionais como o Técnico em Agente Comunitário
de Saúde se torna necessária, contribuindo, decisivamente, ao mudar seu perfil de
formação, para sua valorização e reconhecimento tanto da equipe de saúde quanto da
sociedade, qualificação e a efetivação da Política Nacional de Saúde no que se refere à
atenção primária à saúde.
2.2 Objetivos do curso:
Objetivo geral
Formar o profissional Técnico em Agente Comunitário de Saúde para ser uma
extensão dos serviços de saúde dentro da comunidade, contribuindo ativamente para
a promoção da saúde e qualidade de vida das pessoas ao identificar áreas e situações
de risco individual e coletivo; encaminhar as pessoas aos serviços de saúde sempre que
necessário; orientar as pessoas, de acordo com as instruções da equipe de saúde;
4
SECRETARIA DE ESTADO DE EDUCAÇÃO DE MINAS GERAIS
acompanhar a situação de saúde das pessoas, para ajudá-las a conseguir bons
resultados.
Objetivos específicos
● Desenvolver habilidades e conhecimento linguístico para a leitura e
interpretação de textos e mensagens, bem como para a produção de textos que
transmitam o conteúdo desejado, além da escolha da melhor maneira e
recursos para a transmissão da mensagem oral.
● Transmitir informações e conceitos básicos sobre informática, tipos,
componentes e funcionalidade do computador, bem como a utilização de
programas e aplicativos no âmbito da saúde e nas atividades do Técnico em
Agente Comunitário de Saúde.
● Conhecer como foi a estruturação do sistema de saúde a partir da da CF/88,
principalmente quanto às estratégias do atendimento primário, configurado nas
unidades básicas de saúde e suas equipes de saúde da família.
● Relacionar as estruturas macroscópicas dos sistemas orgânicos, tendo uma
visão geral da estruturação morfológica do corpo humano de modo a fornecer
subsídios teóricos para a construção do conhecimento acerca do
funcionamento do organismo, além de correlacionar os conceitos fisiológicos e
os mecanismos de alteração e/ou perda de função orgânica (doenças).
● Estudar a Microbiologia, Parasitologia e Animais de importância para Saúde
Pública, para uma melhor compreensão dos fenômenos comportamentais e
ambientais, tanto para o estabelecimento de agravos à saúde relacionados a
estes organismos, quanto para implementação de ações preventivas ou
profiláticas que promovam a saúde da população local, regional ou nacional.
● Fornecer instrumentos necessários para caracterizar, quantificar e investigar as
doenças e seus agravos, compreendendo o processo saúde-doença no âmbito
das populações.
● Conhecer os principais agravos e doenças crônicas nãotransmissíveis de
importância em saúde pública, estados predisponentes, aspectos clínicos
relacionados e caracterização epidemiológica e qual a participação do ACS,
como integrante da assistência básica em saúde, para a promoção da saúde.
● Qualificar, através de uma visão holística do indivíduo, para o desenvolvimento
da estratégia de saúde da família e da comunidade, bem como a promoção da
saúde nos serviços que compõem a Rede de Atenção Básica à Saúde que,
utilizando os recursos dos serviços de saúde disponíveis na comunidade,
viabilizam ações que resultam em melhoria da qualidade de vida da população.
5
SECRETARIA DE ESTADO DE EDUCAÇÃO DE MINAS GERAIS
● Relacionar os aspectos da distribuição epidemiológica das doenças e os
indicadores de saúde, com as características e metodologias da avaliação em
saúde e equipamentos públicos que viabilizem a promoção da saúde coletiva,
que embasam e fundamentam o planejamento, a programação, a implantação
e a avaliação das ações de prevenção e enfrentamento de agravos à saúde.
● Discutir sobre as políticas públicas de saúde no Brasil.
● Compreender a importância das práticas educativas e a promoção da saúde,
tanto da comunidade, ao incentivar o autocuidado, quanto dos profissionais da
“Estratégia Saúde da Família” que atuam no atendimento primário à saúde nas
UBS.
● Analisar como algumas condições de trabalho podem interferir na saúde, tanto
física quanto emocional, imediata ou futura, do trabalhador e afetar a
qualidade dos relacionamentos na vida diária, quer seja no meio social, quer
seja no ambiente profissional ou ainda na qualidade do trabalho que
desempenhe.
● Reconhecer o espaço de atuação do Agente Comunitário em Saúde na
promoção da saúde pública e prevenção de agravos, atuando de modo crítico e
criativo, fundamentando-se numa reflexão sobre as situações, fatores ou
condições que potencialmente ou concretamente possam representar dano ou
prejuízo ao meio ambiente, ou mesmo à saúde da comunidade, interferindo no
processo saúde-doença.
● Conhecer como agir de maneira assertiva na prestação dos primeiros socorros
imediatos a pessoas acidentadas ou acometidas de mal súbito, respeitando as
medidas de segurança, fazendo a correta classificação das prioridades e
empregando as técnicas corretas de acordo com a disponibilidade de recursos,
de modo a viabilizar o atendimento secundário, caso seja necessário.
● Conhecer a Política Nacional de Atenção Integral à Saúde do Homem, com o
intuito de promover ações de saúde que contribuam significativamente para a
compreensão da realidade singular masculina nos seus diversos contextos
socioculturais e político-econômicos, respeitando os diferentes níveis de
desenvolvimento e organização dos sistemas locais de saúde e tipos de gestão
de Estados e Municípios.
● Conhecer a Política Nacional de Atenção Integral à Saúde da Mulher, com o
intuito de promover a melhoria das condições de vida e saúde das mulheres,
que por meio da atenção integral e atendimento humanizado, busca garantir
direitos legalmente constituídos e ampliar o acesso aos meios e serviços de
promoção, prevenção, assistência e recuperação da saúde, o que reduz a
morbimortalidade feminina em todos os ciclos de vida, especialmente por
causas evitáveis.
6
SECRETARIA DE ESTADO DE EDUCAÇÃO DE MINAS GERAIS
● Conhecer as características e necessidades de assistência do recém-nascido,
lactente, criança e adolescente, para a efetiva ação de promoção da saúde e
redução de agravos.
● Conhecer as características e necessidades do idoso para colaborar ativamente
na promoção do envelhecimento saudável, assistência integral ao idoso e
desenvolvimento de cuidados.
● Abordar as diferentes concepções de loucura e sua historicidade, sob a
diferentes estratégias de políticas de saúde, ao longo do tempo, e como
evoluíram os tratamentos dos principais transtornos mentais e de dependência
química utilizados para os cuidados em saúde mental nos diversos espaços
terapêuticos.
● Elaborar uma proposta de intervenção comunitária de acordo com os
levantamentos epidemiológicos, características sócio demográficas locais,
prioridades de ação, exequibilidade, disponibilidade de equipamentos de
assistência à saúde e parcerias intersetoriais.
● Conhecer as próprias qualidades, capacidades, fatores motivadores,
características emocionais, entre outros, e até algo que precisa ser melhorado,
bem como a importância do contínuo aprimoramento para ser uma pessoa, um
cidadão e um profissional melhor a cada dia, tendo em vista que o
autoconhecimento é o primeiro passo para aprimorar os relacionamentos
interpessoais.
● Compreender a importância do aprimoramento dos relacionamentos
intrapessoal e interpessoal como alicerce das relações humanas, quer sejam no
ambiente familiar, social ou profissional, buscando o desenvolvimento de
atitudes e valores.
● Elaborar um “Projeto de Vida” a partir das reflexões e conhecimentos
oferecidos ao longo do curso, ampliando a compreensão sobre si mesmo e suas
possibilidades de ação individuais e coletivas.
3. REQUISITOS E FORMAS DE ACESSO
O ingresso ao Curso Técnico em Agente Comunitário de Saúde dar-se-á a partir da
comprovação de: 
● Modalidade Concomitante: Estar regularmente matriculado no Ensino Médio,
inclusive na Educação de Jovens e Adultos.
● Modalidade Subsequente: Apresentar diploma de conclusão do Ensino Médio
ou equivalente.
7
SECRETARIA DE ESTADO DE EDUCAÇÃO DE MINAS GERAIS
Em todos os casos deverão ser seguidas orientações e regulamentos publicados
periodicamente pela Secretaria de Estado de Educação de Minas Gerais com critérios
complementares.
4. PERFIL PROFISSIONAL DE CONCLUSÃO
O Curso Técnico em Agente Comunitário de Saúde aspira “uma formação que permita
a mudança de perspectiva de vida por parte do aluno; a compreensão das relações que
se estabelecem no mundo do qual ele faz parte; a ampliação de sua leitura de mundo e
a participação efetiva nos processos sociais”. (Projeto PROEJA, Agosto 2007). Dessa
forma, almeja-se propiciar uma formação humana e integral em que o objetivo
profissionalizante não tenha uma finalidade em si, nem seja orientado somente pelos
interesses do mercado de trabalho, mas se constitui em uma possibilidade para a
construção dos projetos de vida dos estudantes (FRIGOTTO, CIAVATTA e RAMOS, 2005),
que deverão ter adquirido e aprimorado competências que lhes proporcionem mais
chances de inserção no mundo do trabalho. Que sejam capazes de construir
conhecimentos, habilidades e valores que transcendam os espaços formais da
escolaridade e os conduzam à realização de si mesmos e atuação ativa na assistência à
saúde da área de abrangência que esteja sob seus cuidados.
O Técnico em Agente Comunitário de Saúde atua na perspectiva de promoção,
prevenção e proteção da saúde. Orienta e acompanha famílias e grupos em seus
domicílios e os encaminha aos serviços de saúde. Identifica e intervém nos múltiplos
determinantes e condicionantes do processo saúde e doença, para a promoção da
saúde e redução de riscos à saúde da coletividade. Realiza mapeamento e
cadastramento de dados sociais, demográficos e de saúde. Desenvolve suas atividades
norteadas pelas diretrizes, princípios e estrutura organizacional do Sistema Único de
Saúde. Promove a comunicação entre equipe multidisciplinar, unidade de saúde,
autoridades e comunidade.
O aluno formado no Curso Técnico de Agente Comunitário de Saúde terá sua atuação
profissional associada à classificação brasileira de ocupações (CBO), sob os códigos
3522-10 que determina sua atuação como Agente de Saúde Pública; 5151-05, que
determina sua atuação como Agente Comunitário de Saúde. Em todos os casos, o
campo de atuação está vinculado ao Sistema Único de Saúde (SUS), cujo acesso
dar-se-á via processo seletivo e posterior curso introdutório de formação inicial e
continuada (CF/88, artigo 198, § 4º).
8
SECRETARIA DE ESTADO DE EDUCAÇÃO DE MINAS GERAIS
4.1 PERFIL PROFISSIONAL DE SAÍDAS INTERMEDIÁRIASAo final dos Módulos I e II o Agente Comunitário de Saúde será capaz de:
Entender o Perfil Epidemiológico, Ambiental e Sanitário e identificar situações de risco
a saúde da população de sua área de atuação;
● Identificar as ações do profissional de saúde no suporte básico de vida;
● Conhecer ações de prevenção e monitoramento dirigidas às situações de risco
ambiental, social e sanitário para a população, baseadas no plano de ação da
equipe de saúde;
● Planejar e executar junto à equipe de Estratégia de Saúde da Família ações de
Promoção da Saúde;
● Compreender as políticas públicas de promoção da saúde;
● Conhecer a Legislação e as Normas Técnicas da sua área de atuação;
● Identificar e estabelecer a relação entre as ações que buscam a integração
entre as equipes de saúde e a população adscrita à unidade básica de saúde;
● Identificar a importância do acompanhamento da família no domicílio como
base para o desenvolvimento de suas ações;
● Avaliar os hábitos de vida saudáveis;
● Conhecer os princípios de realização de trabalho cooperativos;
● Apresentar postura ética no desempenho de suas atividades e no ambiente de
trabalho, bem como no convívio social;
● Conhecer a organização e funcionamento do sistema de saúde vigente no país;
● Compreender sua importância como um Agente de Mudança Social.
Ao final do curso, cumpridos os três módulos, além das competências atribuídas ao
Agente Comunitário de Saúde, o Técnico em Agente Comunitário de Saúde será capaz
de:
● Identificar e executar ações de prevenção de riscos sanitários e recuperação da
saúde, visando à melhoria da qualidade de vida da população;
● Avaliar as metodologias de educação em saúde;
● Planejar e avaliar ações de saúde no âmbito de adscrição da unidade básica de
saúde;
● Identificar doenças e agravos relacionados à criança, ao adolescente, à mulher,
ao adultos, ao idoso e às pessoas com transtorno mental definido, no plano de
ação das equipes de saúde e nos protocolos de saúde pública;
● Conhecer os tratamentos alternativos de saúde;
● Analisar os protocolos do atendimento de urgência e emergência.
9
SECRETARIA DE ESTADO DE EDUCAÇÃO DE MINAS GERAIS
4.2 LEGISLAÇÕES PROFISSIONAIS E/OU ASSOCIADAS
Lei nº 14.536, de 20/01/2023 – Altera a Lei nº 11.350, de 5 de outubro de 2006, a fim de
considerar os Agentes Comunitários de Saúde e os Agentes de Combate às Endemias como
profissionais de saúde, com profissões regulamentadas, para a finalidade que especifica.
Lei nº 11.350, de 05/10/2006 – Rege as atividades de Agente Comunitário de Saúde e de
Agente de Combate às Endemias (em substituição à lei nº 10.507 de 10 de julho de 2002).
Decreto nº 3.189, de 04/10/1999 - Fixa diretrizes para o exercício da atividade de Agente
Comunitário de Saúde (ACS), e dá outras providências.
Portaria MS nº 1.886, de 18/12/1997 - Aprova as Normas e Diretrizes do Programa de
Agentes Comunitários de Saúde e do Programa de Saúde da Família.
Portaria MS nº 2488, de 21/10/2011 - Aprova a Política Nacional de Atenção Básica,
estabelecendo a revisão de diretrizes e normas para a organização da Atenção Básica, para a
Estratégia Saúde da Família (ESF) e o Programa de Agentes Comunitários de Saúde (PACS).
______________________________________________________________
Lei nº 13.595, de 05/01/2018 - Altera a Lei nº 11.350, de 05 de outubro de 2006, para dispor
sobre a reformulação das atribuições, a jornada e as condições de trabalho, o grau de formação
profissional, os cursos de formação técnica e continuada e a indenização de transporte dos
profissionais Agentes Comunitários de Saúde e Agentes de Combate às Endemias.
Lei nº 13.708, de 14/08/2018 - Altera a Lei nº 11.350, de 05 de outubro de 2006, para
modificar normas que regulam o exercício profissional dos Agentes Comunitários de Saúde e
dos Agentes de Combate às Endemias.
Lei nº 12.994, de 17/06/2014 - Altera a Lei nº 11.350, de 05 de outubro de 2006, para
instituir piso salarial nacional e diretrizes para o plano de carreiras dos Agentes Comunitários
de Saúde e dos Agentes de Combate às Endemias.
Portaria nº 1007, de 04/05/2021 - Define critérios para regulamentar a incorporação do
Agente de Combate às Endemias - ACE, ou dos agentes que desempenham essas atividades,
mas com outras denominações, na atenção primária à saúde para fortalecer as ações de
vigilância em saúde junto às equipes de Saúde da Família.
Portaria nº 2.436, de 21/09/2021 – Aprova a Política Nacional de Atenção Básica,
estabelecendo a revisão de diretrizes para a organização da Atenção Básica, no âmbito do
Sistema Único de Saúde (SUS). A Portaria de Consolidação nº2, anexo XXII estabelece a
seguinte alocação dos Agentes:
10
SECRETARIA DE ESTADO DE EDUCAÇÃO DE MINAS GERAIS
Art. 3º O Agente Comunitário de Saúde tem como atribuição o exercício de
atividades de prevenção de doenças e promoção da saúde, mediante ações
domiciliares ou comunitárias, individuais ou coletivas, desenvolvidas em
conformidade com as diretrizes do SUS e sob supervisão do gestor municipal,
distrital, estadual ou federal. A Portaria também define as atribuições comuns
dos ACS e ACE, bem como suas atribuições específicas.
Constituição Federal de 1988, Art. 198, § 4º - Estabelece que a forma de ingresso do
Agente Comunitário de Saúde deverá ser via processo seletivo público, tendo como agente
tratante a administração pública direta. Ainda, para o exercício da atividade dos agentes, é
necessário que seja realizado o curso introdutório de formação inicial e continuada, sendo a
formação ministrada por profissional de saúde de nível superior e, após o treinamento
específico, a gestão deverá fornecer equipamentos adequados para o desenvolvimento do seu
processo de trabalho.
Portaria nº 3.270, de 11/12/2019 - Fixa o valor do incentivo de custeio referente à
implantação de Agentes Comunitários de Saúde (ACS).
5. ORGANIZAÇÃO CURRICULAR
A organização curricular é a estrutura formada pelo conjunto de componentes
curriculares voltados para a formação humana e profissional, e está alinhada com o
conceito de competência profissional apresentado na Resolução CNE/CP n º 1/2021,
que traz em seu Art 7º, § 3º o seguinte conceito: “Para os fins desta Resolução,
entende-se por competência profissional a capacidade pessoal de mobilizar, articular,
integrar e colocar em ação conhecimentos, habilidades, atitudes, valores e emoções
que permitam responder intencionalmente, com suficiente autonomia intelectual e
consciência crítica, aos desafios do mundo do trabalho.”
Para cada componente curricular temos a apresentação da carga horária, dos recursos
instrucionais sugeridos, dos objetivos gerais e específicos e das referências
bibliográficas que darão suporte ao desenvolvimento das aprendizagens propostas. As
atividades de prática profissional são inerentes a todas as formações técnicas e os
estágios obrigatórios apresentam-se na matriz quando a experimentação do campo de
atuação profissional faz-se essencial para a garantia de uma formação qualificada.
A organização curricular do curso Técnico em Agente Comunitário de Saúde,
integrante do Eixo Tecnológico Ambiente e Saúde, está estruturada em 03 (três)
módulos de 400 horas totalizando 1200 horas. O curso admite certificação
intermediária e ao final do 2º módulo, cumpridas 800 horas e obtido desempenho
satisfatório nos componentes apresentados na matriz, o estudante poderá obter
11
https://www.in.gov.br/en/web/dou/-/resolucao-cne/cp-n-1-de-5-de-janeiro-de-2021-297767578
SECRETARIA DE ESTADO DE EDUCAÇÃO DE MINAS GERAIS
certificado de conclusão de curso de qualificação profissional como Agente
Comunitário de Saúde.
MATRIZ CURRICULAR
Para melhor visualização da matriz acesse:
https://drive.google.com/drive/u/1/folders/1ACjGGT0CGcAwyhdkQbFObFTbqyCLwGs
5.1 ORIENTAÇÕES METODOLÓGICAS
No contexto do curso Técnico em Agente Comunitário de Saúde, as metodologias
didáticas e avaliativas deverão considerar os diferentes ritmos de aprendizagens e a
subjetividade do aluno,valorizando as experiências pregressas na assimilação dos
conteúdos do curso, tendo sempre como parâmetro a proposta curricular apresentada.
12
https://drive.google.com/drive/u/1/folders/1ACjGGT0CGcAwyhdkQbFObFTbqyCLwGs
SECRETARIA DE ESTADO DE EDUCAÇÃO DE MINAS GERAIS
Conforme as diretrizes fixadas pela Resolução CNE/CEB 01/2021, a proposta
metodológica deve primar pela relação e articulação entre a formação geral e a
preparação para o exercício da profissão técnica, visando à formação integral do
estudante. O professor assume o papel de mediador da apropriação da informação
pelo aluno, colocando-o numa posição de protagonista de seu próprio aprendizado ao
“contextualizar os conteúdos dos componentes curriculares, identificando estratégias
para apresentá-los, representá-los, exemplificá-los, conectá-los e torná-los, com base
na realidade do lugar e do tempo nos quais as aprendizagens estão situadas (Brasil,
2018, p.16), facilitando a posterior elaboração dos novos conhecimentos, embasados
em vivências e conhecimentos pregressos de cada aluno. A metodologia investigativa
contextualiza bem os conteúdos que estão sendo abordados e, orientada pelo
professor, estimula os alunos a agirem proativamente na pesquisa por soluções ou
coleta de informações pertinentes, tendo o trabalho em grupo uma estratégia
potencializadora de resultados. A pergunta recorrente por parte dos alunos: “Para que
preciso aprender isso?” deve perder o sentido na medida em que perceba que o que
está estudando é um componente curricular significativo em sua formação, ou seja,
importante para sua vida.
Para a formação cidadã, que extrapola o conhecimento e a utilização de equipamentos
e materiais, é preciso propiciar aos alunos condições para que saibam utilizar este
espírito investigativo, ao longo da vida, para interpretar, analisar, criticar, refletir, buscar
soluções e propor alternativas para as mais diferentes situações a que venham se
deparar.
O processo avaliativo contínuo e cumulativo da aprendizagem deverá ser ilustrativo do
grau de aprendizagem e da ainda necessária, ou não, assimilação de conteúdos e
aprimoramento de metodologias e práticas de coleta, armazenamento, análise,
produção de relatórios e proposição de ações corretivas, propiciando, em tempo, que
dúvidas possam ser esclarecidas e que o aluno compreenda seu processo de
aprendizagem para tornar-se apto a atuar profissionalmente como técnico em agente
comunitário de saúde.
Assiduidade, responsabilidade, pontualidade, interesse, iniciativa e participação nas
aulas são importantes, mas, além desses, apresentam-se como sugestão a serem
consideradas no percurso avaliativo, o domínio do conteúdo teórico e das técnicas
apresentadas na disciplina; zelo com os materiais de uso individual e coletivo, ética,
postura profissional e relacionamento interpessoal, aferidos por meio de avaliações
individuais ou grupais, escritas ou não; produção de portfólio, trabalhos ou relatórios
relativos aos registros das técnicas aprendidas ou atividades desenvolvidas; auto
avaliação.
13
SECRETARIA DE ESTADO DE EDUCAÇÃO DE MINAS GERAIS
Método investigativo
Para implementar o método investigativo e reflexivo anteriormente citado, sugerimos
a execução de uma atividade que provoque vários questionamentos considerando
contextos similares àqueles encontrados nas condições reais de trabalho. Por sua
natureza, a resposta a estas sugestões automaticamente implicaria na busca por
informações e instigaria reflexões que permeiam diferentes objetos e áreas de
conhecimento, principalmente dos contextos fenomenológico existenciais,
relacionamentos pessoais e interpessoais, de empoderamento na busca pelo
conhecimento, entre outros.
Compreender uma situação, refletir sobre suas variáveis, questionar com argumentos
sensatos, ponderar baseando-se também em outras opiniões, e utilizar-se de todas as
situações em todos os momentos para construir seu próprio conhecimento, ao invés de
decorar e repetir uma sequência de conceitos que na grande maioria das vezes não
fazem o menor sentido prático, é a chave para a formação do cidadão buscador ao qual
se propõe a metodologia da aprendizagem experiencial.
No planejamento dos professores, por vezes com a participação da equipe pedagógica
da escola, além das pesquisas em diferentes fontes, podem compor o repertório de
atividades do trabalho por Projeto: o estudo de casos, a proposição de problemas que
estimulem o uso do raciocínio lógico e da criatividade, simulações de contextos e
vivências em sala de aula, o contato direto com a comunidade, trabalho de campo,
visitas técnicas, atividades comunitárias etc. Os questionamentos que forem
apresentados poderão servir para auxiliar no entendimento do tema por parte do
professor, do aluno ou de ambos, tendo em vista que somos eternos aprendizes e que
nada é, tudo está. Sempre há oportunidades para novos aprendizados, para que
antigas certezas sejam reelaboradas ou reafirmadas com novos argumentos ou, ainda,
completamente desprezadas. Só a maturidade existencial e a busca contínua pelo
conhecimento, ditará, individualmente, o ritmo do crescimento pessoal.
Para melhor compreensão do percurso formativo proposto e planejamento do trabalho
pedagógico, acesse a tabela contendo os componentes curriculares e seus
detalhamentos:
TÉCNICO EM AGENTE COMUNITÁRIO DE SAÚDE
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6. CRITÉRIOS E PROCEDIMENTOS DE AVALIAÇÃO DE APRENDIZAGEM
A avaliação da aprendizagem transcende a simples concepção da mera aplicação de
provas e testes para assumir uma práxis diagnóstica, processual e formativa com
destaque aos aspectos qualitativos. Todas as práticas avaliativas devem ser
estruturadas em alinhamento com os objetivos de aprendizagem e perfil profissional
propostos para o curso.
Para fazer jus à diplomação os estudantes deverão apresentar frequência igual ou
superior a 75% da carga horária formativa e desempenho igual ou superior a 60% dos
pontos distribuídos. Acreditando que o sucesso da formação profissional e do exercício
qualificado de atividades laborais no contexto do Curso Técnico em Agente
Comunitário de Saúde é uma responsabilidade partilhada entre docentes e discentes,
é importante que os resultados quantitativos das avaliações estejam alinhados e
expressem a assertividade das estratégias didáticas e metodologias, o envolvimento e
o comprometimento de todos com os processos de ensino-aprendizagem.
6.1. Dos lançamentos dos Resultados
Os professores podem se utilizar de diversos formatos e estratégias para o
acompanhamento e mensuração dos resultados de aprendizagem. Para fins de
lançamento no sistema, devem haver dois momentos, bimestrais, onde serão
distribuídos, proporcionalmente:
1º bimestre: 50 pontos para atividades avaliativas diversas, conforme objetivos de
aprendizagem propostos para cada componente curricular.
2º bimestre: 50 pontos para atividades avaliativas diversas, conforme objetivos de
aprendizagem propostos para cada componente curricular.
6.2 Dos Estudos de Recuperação
A escola deve oferecer aos estudantes, sempre que necessário, diferentes
oportunidades de recuperação da aprendizagem, que devem ser registradas em seu
Plano de Intervenção Pedagógica, ao longo de todo o semestre letivo e formalmente
garantir:
• Estudos contínuos de recuperação, ao longo do processo de ensino
aprendizagem, constituídos de atividades especificamente programadas para o
atendimento ao aluno ou grupos de alunos que não adquiriram as aprendizagens
básicas com as estratégias adotadas em sala de aula;
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• Estudos periódicos de recuperação, aplicados imediatamente após o
encerramento de cada bimestre, para o aluno ou grupo de alunos que não
apresentarem domínio das aprendizagens básicas previstas para o período;
• Estudos independentes de recuperação antes do encerramento do período
escolar, com orientação de atividades de aprendizageme aplicação de avaliação,
sempre que as demais estratégias de intervenção pedagógica não tiverem sido
suficientes para atender às necessidades mínimas de aprendizagem propostas para o
curso.
6.3 Da Reclassificação
O estudante que apresentar desempenho satisfatório e frequência inferior a 75%
(setenta e cinco por cento), no final do período letivo, poderá ser submetido à
reclassificação, para definir o seu grau de desenvolvimento e experiência,
possibilitando-lhe posicionamento no período letivo/módulo subsequente e
permitindo-lhe o prosseguimento de estudos.
Nos casos dos cursos ofertados pelo Pronatec/Novos Caminhos, em que o estudante
receba *Bolsa Formação, não há possibilidade de aplicação da estratégia de
Reclassificação, uma vez que a frequência está atrelada, não só à mensuração dos
resultados pedagógicos, como também à destinação de recursos públicos. Nas
hipótese de ausência, resguardada por previsões legais, deverão ser providenciadas
estratégias pedagógicas que garantam o desenvolvimento das atividades formativas de
modo não presencial e estas devem ser validadas pelo inspetor escolar e comprovadas
em registros. Neste sentido é importante acompanhar, com maior atenção, a
frequência mensal dos estudantes nestes contextos de modo a possibilitar
intervenções em tempo hábil, evitando resultados insuficientes e evasão.
6.4 Da Progressão Parcial
O resultado final dos estudantes, referentes a cada módulo/semestre, devem ser
decididos em conselho de classe com a participação de todos os professores e demais
integrantes da equipe pedagógica. Deverão ser considerados os conhecimentos,
habilidades, atitudes e comportamentos previstos nos Planos de curso e seu alcance
pelos estudantes. Aos que ainda apresentarem fragilidades no processo de construção,
pode ser oportunizado o avanço para a etapa subsequente ficando em “Progressão
Parcial” em até 03(três) componentes curriculares.
O(s) professor(es/as), responsável(is) pelo(s) componente(s) curricular(es) em que o
estudante apresentou dificuldades de aprendizagem não resolvidas, mediante todas as
estratégias de recuperação, deverá registrar, para cada estudante, os temas e tópicos
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que deverão ser retomados no semestre subsequente, assim como as atividades de
ensino e verificação da aprendizagem.
O Professor Coordenador da Educação Profissional é responsável por indicar os
professores que acompanharão os estudantes na realização das atividades propostas. A
Progressão Parcial deverá cumprir o critério de brevidade e especificidade, ou seja,
resolver as dificuldades pontuais persistentes no menor tempo possível.
7. CRITÉRIOS DE APROVEITAMENTO DE CONHECIMENTOS E EXPERIÊNCIAS
O aproveitamento de conhecimentos e experiências anteriores, no contexto dos cursos
de Educação Profissional, consiste na possibilidade do estudante valer-se, para fins de
dispensa de conteúdos, ou componentes curriculares referentes ao curso que esteja
realizando, de conhecimentos adquiridos em experiências anteriores, formais ou
informais, diretamente relacionados com o perfil profissional de conclusão da
respectiva qualificação ou habilitação profissional.
O aproveitamento de conhecimentos e experiências anteriores no contexto do Curso
Técnico em Agente Comunitário de Saúde poderá se dar mediante apresentação de:
• certificado de conclusão de cursos de qualificação profissional de no mínimo
160h cujos conhecimentos desenvolvidos estejam relacionados aos propostos neste
plano de curso;
• declaração de conclusão de módulo ou etapa de curso técnico do mesmo eixo
tecnológico, cujos conhecimentos desenvolvidos estejam relacionados aos propostos
neste plano de curso;
• declaração de conclusão de módulo ou etapa de curso técnico de eixo
tecnológico diferente, desde que os componentes curriculares apresentem afinidade e
alinhamento com os conhecimentos propostos neste plano de curso;
• declaração de experiência profissional que tenha possibilitado o
desenvolvimento dos conhecimentos propostos neste plano de curso, somada à
demonstração de proficiência em avaliação a ser estruturada pelo professor
responsável pelo(s) componente(s) curricular(s) em questão e aplicada pela escola;
Os estudantes poderão ser dispensados de até 02(dois) componentes curriculares,
desde que comprovada plenamente uma das situações apresentadas acima.
Em todos os casos o inspetor escolar e equipe pedagógica da escola são responsáveis
pela avaliação e registro das deliberações referentes aos processos de aproveitamento
de conhecimentos e experiências anteriores.
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8. INFRAESTRUTURA FÍSICA E TECNOLÓGICA
Instalações e ambiente físico para as aulas teóricas
a) Sala de aula com 40 carteiras individuais, equipada com quadro branco, kit
multimídia específico e computador;
b) Biblioteca contendo bibliografia específica e complementar para o curso;
c) Laboratório de informática com computadores ligados em rede, com conexão à
Internet, equipados com kit multimídia e instalação de softwares indicados para o
curso e complementares.
Instalações e ambiente físico para as aulas práticas
As aulas práticas serão vinculadas às visitas técnicas programadas pelo professor.
9. PRÁTICA PROFISSIONAL
A Prática profissional se apresenta como estratégia metodológica transversal nos
currículos dos cursos de educação profissional, sendo base para o desenvolvimento
qualificado das habilidades e competências propostas para o curso técnico em Agente
Comunitário de Saúde. Apresentamos a seguir os três pilares que sustentam esta
premissa e que devem ser considerados no planejamento e desenvolvimento das
práticas pedagógicas dos professores:
a) Aprendizagem experiencial: pressupõe a construção do conhecimento a partir
da observação, reflexão e vivência de situações e processos, podendo ser desenvolvida
a partir da aplicação de metodologias ativas nos contextos de ensino-aprendizagem.
b) Trabalho como princípio educativo: considera o trabalho em sentido amplo,
como ação humana de transformação do ambiente e da sociedade e neste sentido, ele
estabelece um elo com os processos formativos ao possibilitar que os estudantes
compreendam as mudanças ocorridas na sociedade e como elas impactam
diretamente na realidade do indivíduo e da coletividade.
c) Pesquisa como estratégia pedagógica: valoriza os processos de reflexão,
investigação, observação, levantamento de hipóteses, testagem, experimentação,
prototipagem, entre outros, direcionado a atenção de estudantes e professores para
compreender e buscar interagir com o conhecimento de modo sistêmico e responsável.
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A prática profissional supervisionada deve garantir diferentes situações de vivência
profissional, aprendizagem e trabalho, como experimentos e atividades específicas em
ambientes simulados, bem como investigação sobre atividades profissionais, projetos
de pesquisa ou intervenção, visitas técnicas e observações. Pode também ser
desenvolvida com o apoio de diferentes recursos tecnológicos em oficinas, laboratórios
ou salas ambientes na própria instituição de ensino ou em entidade parceira.
A prática profissional não se confunde com o estágio profissional supervisionado,
sendo este último processo formal e regulamentado, a ser desenvolvido em ambiente
real de trabalho, assumido como ato educativo e supervisionado pela instituição de
ensino, em regime de parceria com organizações do mundo do trabalho, objetivando
também a efetiva preparação do estudante para o trabalho.
10. PERFIL DOCENTE
A contratação de docente será feita conforme critérios especificados em regulamentos,
orientações e editais publicados pela SEE/MG. Os profissionais contratados devem
apresentar as seguintes competências gerais:
1. Organizar e gerenciar programas de ensino, planos de aula e situações de
aprendizagem, considerando o perfil profissional a ser formado.2. Gerenciar a progressão das aprendizagens dos alunos, concebendo e
administrando situações-problema ajustadas ao nível e às possibilidades dos alunos e à
natureza da formação profissional, sabendo correlacionar as atividades com as teorias
que lhes dão suporte.
3. Selecionar e utilizar metodologias, considerando a interdisciplinaridade e a
contextualização dos conteúdos.
4. Envolver os alunos nos processos de construção do conhecimento, suscitando o
desejo de aprender e favorecendo a estruturação de um projeto de vida.
5. Avaliar a aprendizagem dos alunos segundo uma perspectiva diagnóstica,
formativa, contínua e participativa.
6. Utilizar tecnologias de informação e comunicação para facilitar e potencializar
os processos de aprendizagem.
7. Compreender os objetos do conhecimento e informações atualizadas referentes
ao Curso Técnico em Agente Comunitário de Saúde, sabendo aplicar metodologias de
modo a construir e administrar situações de aprendizagem coerentes com o perfil de
egresso desejado.
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8. Refletir sobre a realidade, com foco em identificar descobertas e construções,
conduzindo os alunos a atitudes criativas e inovadoras e à inventividade no campo
profissional e social.
9. Identificar as demandas requeridas pela sociedade contemporânea relativas ao
mundo do trabalho quanto a conhecimentos, habilidades, atitudes, valores e conduzir
os programas de ensino para seu atendimento.
10. Compreender a formação do trabalhador sob uma ótica de integralidade -
unindo a técnica à ciência, o saber fazer ao saber por que, a preocupação com
resultados individuais ao fomento do desenvolvimento social.
11. CERTIFICADOS E DIPLOMAS A SEREM EMITIDOS
A certificação compreende a emissão de certificados e diplomas de cursos de Educação
Profissional para fins de exercício profissional e de prosseguimento e conclusão de
estudos.
Ao estudante que concluir o módulo de curso técnico com previsão de certificação
intermediária considerada qualificação profissional técnica para o exercício no mundo
do trabalho será conferido certificado de qualificação profissional explicitando o título
obtido e a carga horária da formação conforme apresentado na identificação da oferta.
Ao estudante que concluir todos os módulos e obtiverem frequência e desempenho
necessários nos componentes curriculares apresentados na matriz será conferido
diploma técnico na respectiva habilitação profissional, indicando o eixo tecnológico ao
qual se vincula.
Os históricos escolares que acompanham os certificados e diplomas devem explicitar o
perfil profissional de conclusão, as unidades curriculares cursadas, registrando as
respectivas cargas horárias, frequências e aproveitamento de estudos e, quando for o
caso, as horas de realização de estágio profissional supervisionado e atividades
complementares, conforme descrito no Projeto Político Pedagógico e demais
documentos da instituição escolar.
Os modelos de diploma, histórico e certificado estão disponíveis no Documento
Orientador para oferta de Cursos de Educação Profissional publicado anualmente pela
SEE/MG.
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12. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
CATÁLOGO NACIONAL DE CURSOS TÉCNICOS - 4ª Edição (Resolução CNE/CEB nº
02/2020). Disponível em: http://cnct.mec.gov.br/cnct-api/catalogopdf. Acesso em 27
out 2021.
CIAVATTA, Maria; FRIGOTTO, Gaudêncio; RAMOS, Marise. A política de educação
profissional no Governo Lula: um percurso histórico controvertido. Educação &
Sociedade (Impresso), Campinas, v. 26, p. 1087-1156, 2005.
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Ou acesse
https://forms.gle/sGvLQMjw7n2L25nA8
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http://cnct.mec.gov.br/cnct-api/catalogopdf
https://forms.gle/sGvLQMjw7n2L25nA8

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