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EMPREENDEDORISMO
CONCEITO
O termo empreendedorismo é uma livre tradução que se faz da palavra
francesa entrepreneurship e designa realizar algo (iniciativa + inovação). 
Nesse contexto, é a disciplina que tem por fundamento o gerenciamento e
administração de um negócio/empreendimento (empresa/ vida/trabalho) .
O empreendedorismo é uma revolução silenciosa, que será para o século 21 mais do que a
revolução industrial foi para o século 20. No entanto, é certo que o empreendedorismo é um
fenômeno cultural e o empreendedor é objeto do meio social em que vive. Alertamos que o ensino
tradicional não foi feito para formar empreendedores, eis que a política aplicada no Brasil sempre
foi equivocada, isto é, foi preparada para criarem apenas empregados.
Definimos empreendedor como a pessoa que inicia e/ou opera um negócio para realizar uma ideia ou
projeto pessoal, assumindo e calculando os riscos e responsabilidades do negócio e sempre
inovando. Evidentemente que o risco do empreendedor deve ser sempre moderado, isto é, calculado,
tendo plena ciência do risco, porém, minimizado através dos planejamentos.
 define empreendedor de forma simples e abrangente: “uma pessoa que imagina, desenvolve
e realiza visões”, (DOLABELA, p.29).
O espírito empreendedor envolve alto comprometimento, emoção, paixão, impulso, inovação, risco,
intuição, criatividade, racionalidade, muito trabalho, inovando continuamente, e, geralmente, são
influenciados por uma pessoa do círculo de relações (família ou amigos).
Há alguns anos acreditava-se que o empreendedorismo era inato ao ser humano, isto é, a pessoa já
nascia com um diferencial predestinado. No entanto, apesar de ainda existirem os empreendedores
inatos, atualmente acredita-se ser plenamente possível alguém se tornar empreendedor através de
estudos e técnicas apropriadas.
Parece ser hoje em dia consensual que não se nasce empreendedor. Podemos, sim, herdar
algumas características que certamente nos ajudarão nas nossas incursões pelo mundo dos
negócios. É também certo que muitos empreendedores se revelam muito precocemente (durante
a infância e juventude) destacando-se pela sua capacidade de liderança, competitividade ou “jeito”
para os pequenos negócios. Contudo, está ao alcance de qualquer um tornar-se empreendedor.
Exige-se trabalho, força de vontade e um profundo conhecimento de si próprio.
empreendedorismo
Filion
Objetivos
No final deste capítulo o formando deverá ser capaz de:
Descrever o perfil do empreendedor
Diagnosticar as suas próprias capacidades empreendedoras
Reconhecer os aspectos que poderá modificar de forma a incrementar o seu
potencial enquanto empreendedor
PERFIL DO EMPREENDEDOR
CONCEITO
O empreendedor precisa planejar e estar preparado para as tempestades, saber
poupar e investir no momento certo, trabalhando com dedicação e comprometimento,
administrando com otimismo e coragem os desafios de uma empresa. 
O bom empreendedor é aquele que está preparado para criar e manter seu negócio com um ciclo de
vida prolongado e obter retornos significativos de seus investimentos. O diferencial está no exercício
de percepção e de reformulação de conceitos estabelecidos e herdados através do conhecimento
geralmente vivenciado por outras pessoas.
O verdadeiro empreendedor vive de aprender a aprender continuamente, considerando a
possibilidade de errar e corrigir, de se perder e encontrar. É ver o mundo com novos olhos, com novos
conceitos, com novas atitudes e propósitos.
Ao observar verdadeiros empreendedores, é possível identificar um conjunto de aspectos que
lhes são muito próprios:
1. Os empreendedores são peritos em identificar, explorar e comercializar oportunidades.
2. São exímios na arte de criar (novos produtos, serviços ou processos).
3. Conseguem pensar “fora do quadrado”: a maioria das pessoas, por temer o insucesso e ser
avessa ao risco, tem dificuldade em considerar novas formas de abordar problemas e
perspectivar a realidade. Quem o consegue fazer beneficia de uma enorme vantagem na
detecção de novas oportunidades.
4. Pensam de forma diferente: os empreendedores têm uma perspectiva diferente das coisas;
adivinham problemas que os outros não vêm ou que ainda nem existem; descobrem soluções
antes mesmo de outros sentirem as necessidades.
5. Vêm o que outros não vêm: o empreendedor vê oportunidades que escapam aos outros, ou a
que os outros não atribuem relevância.
6. Gostam de : acreditam nos seus palpites e seguem-nos.
7. Os empreendedores competem consigo próprios e acreditam que o sucesso ou fracasso
dependem de si. Na sua maioria não desistem e nunca param de lutar pelo sucesso.
8. Aceitam o insucesso: embora nenhum empreendedor goste de falhar, sabe que a possibilidade
de fracassar é inerente ao risco que qualquer atividade empreendedora comporta. O insucesso é
encarado como uma possibilidade de aprender e evoluir e previne futuros fracassos.
9. Observam o que os rodeia: a grande maioria das ideias e inovações bem sucedidas foram
desenvolvidas a partir de uma realidade próxima ao empreendedor – no âmbito profissional,
familiar, de lazer.
10. Os empreendedores nunca se conformam…
assumir riscos
CARACTERÍSTICAS
Em vários estudos feitos com empreendedores sobre as características às quais atribuíam o seu
sucesso, as que mais se destacaram foram a perseverança, o desejo e vontade de traçar o rumo da
sua vida, a competitividade, a auto-estima, o forte desejo de vencer, a auto-confiança e a flexibilidade.
Curiosamente, a vontade de ganhar muito dinheiro, as competências de gestão ou o desejo de poder
costumam ocupar os últimos lugares das listas…
Mas para além destas há um conjunto de outras características comuns aos empreendedores:
Curiosidade
Capacidade de resistência (física e emocional)
Orientação para objetivos
Independência
Exigência
Elevada propensão ao risco calculado
Tolerância à ambiguidade e à incerteza
Criatividade
Inovação
Visão
Empenho
Aptidão para resolução de problemas
Capacidade de adaptação
Iniciativa
Integridade
Capacidade de angariação de recursos
Capacidade de persuasão
Forte apetência pela mudança
Empatia
Tolerância ao fracasso
Grande capacidade de trabalho
Capacidade de liderança
Sorte
COMPETÊNCIAS
CONCEITO
Conjunto de conhecimentos, habilidades e atitudes que viabilizam a
um indivíduo imprimir sua visão, estratégias e ações na criação de valor
(intangíveis ou tangíveis) para a sociedade.
Em grande medida a performance do empreendedor está associada a características pessoais como a
inciativa, a empatia, a capacidade de adaptação e de persuasão.
Daniel Goleman (2000) agrupou as competências emocionais em quatro grandes grupos cabendo
dentro de cada um dos grupos um conjunto de competências específicas:
1. Auto-consciência
Auto-consciência emocional – Esta competência permite reconhecer e compreender os diferentes
estados de espírito e a forma como afetam o desempenho social e profissional bem como as
relações com os outros.
Auto-avaliação rigorosa – Trata-se da capacidade de avaliar de forma realista as suas forças mas
também as suas fraquezas.
Autoconfiança – Competência que permite valorizar devidamente os seus pontos fortes e
capacidades mais distintivas.
2. Autogestão
Autocontrole – Capacidade para manter as emoções sob controlo.
Inspirar confiança – A confiança conquista-se através de comportamentos que revelem
integridade, honestidade, fiabilidade e autenticidade.
Conscienciosidade - Capacidade para se autogerir de modo responsável (e.g., ser organizado e
cuidadoso no trabalho).
Adaptabilidade – Competência revelada pela abertura a novas ideias e abordagens, flexibilidade
na resposta à mudança, tolerância à ambiguidade.
Orientação para o êxito - Optimismo, necessidade de auto-aperfeiçoamento e de alcance de um
padrão interno de excelência, persistência.
Iniciativa - Prontidão para aproveitar as oportunidades, inclinação para exceder objetivos,
proatividade.
3. Consciência social
Empatia – Capacidade para perceber os sentimentos e perspectivas dos outros, interesse ativo
pelas suaspreocupações, sensibilidade às suas especificidades.
Consciência organizacional - Capacidade para ler a realidade organizacional, construir redes de
decisão e ter consciência das correntes sociais e políticas da organização.
Orientação para o cliente - Capacidade para antecipar, reconhecer e ir ao encontro das
necessidades dos clientes.
4. Habilidades sociais
Liderança visionária - Capacidade para inspirar e guiar os indivíduos ou grupos em torno de uma
visão convincente.
Influência - Capacidade para persuadir os outros através dos métodos mais adequados a cada
situação.
Desenvolver os outros - Capacidade para identificar necessidades/oportunidades de
desenvolvimento dos outros e para agir de forma a promover o alargamento das suas
competências.
Comunicação - Ser bom ouvinte e ser capaz de comunicar de modo claro e convincente.
Catalisador da mudança – Capacidade para promover e incentivar a mudança dentro da
organização contribuindo ativamente para a eliminação das resistências por parte da equipa que
lidera.
Gestão de conflitos - Capacidade para gerir os conflitos emergentes na organização.
Criar laços – Competência que permite a criação e desenvolvimento de redes de relações
interpessoais.
Espírito de equipe e cooperação – Capacidade colaborar eficazmente com os outros
conseguindo criar sinergias de grupo na prossecução de objetivos comuns.
CRIATIVIDADE
CONCEITO
A criatividade é uma característica inata a todos os seres humanos, cabendo a cada um
de nós desenvolver essa capacidade. 
De todas as características do empreendedor uma das essenciais e que mais facilmente podemos
desenvolver é a criatividade.
Embora todos tenhamos talentos criativos falta-nos muitas vezes confiança na nossa própria
criatividade.
O termo criatividade tem um significado que vai muito além de possuir um talento artístico. É sim, a
capacidade de utilizar a imaginação para criar novas ideias.
Comece por ver o mundo que construiu à sua volta: a sua casa, o seu trabalho, as suas relações
sociais são expressões criativas criadas por si. Compreender que a criatividade pode assumir
muitas formas é um primeiro passo para desenvolver a sua capacidade de criar de forma
consciente.
Características das pessoas criativas:
1. Inteligência
2. Capacidade de adaptação
3. Auto-estima elevada
4. Orientação para desafios
5. Curiosidade
6. Interesse
Técnicas para desenvolver a criatividade:
1. Brainstorm: a técnica da “tempestade de ideias” é um processo que permite gerar um conjunto de
ideias, associações e conceitos livres e aleatórios que vistos de fora poderão parecer sem nexo.
Contudo, e por se tratar de uma técnica onde as ideias fluem sem qualquer censura, permite bons
resultados em termos de criatividade. A velocidade do processo permite ultrapassar o circuito lógico do
hemisfério esquerdo do nosso cérebro, permitindo o surgimento de ideias imaginativas vindas do
hemisfério direito – o lado criativo. Deste processo nascem muitas vezes soluções para problemas ou
produto/serviço especialmente inovador.
2. Potenciar o surgimento de ideias: esta estratégia consiste em reunir o máximo de informação
possível sobre determinado problema (através da leitura, de conversas com outras pessoas entendidas
nesse assunto, etc.). Depois deverá pensar sobre esse tema durante o tempo necessário ao
surgimento de uma ideia. A solução encontrada é razoável? Em caso afirmativo, experimente-a. Caso
contrário continue a pensar. Se resultar ótimo, senão, recomece o processo até que surja uma ideia. O
importante é aprender a não colocar obstáculos à sua mente.
3. Estimular o lado criativo do cérebro: existem técnicas que permitem “desligar” o lado lógico do
cérebro permitindo o livre trabalho do nosso lado criativo. Uma dessas formas é escrever ou desenhar
algo com a mão não-dominante, deixando o instinto conduzir os músculos. O que de aqui resultar é um
produto do seu lado criativo. Outra possibilidade é fechar os olhos e desenhar o que visualiza na sua
mente. Poderá ainda escrever os seus pensamentos diariamente, à medida que vão surgindo. As
ideias deverão fluir livremente procurando não fazer qualquer juízo de valor. Quanto mais praticar esta
técnica mais facilidade terá em deixar fluir as suas ideias, pensar de forma abstrata e em tomar
decisões. A sua mente está progressivamente mais aberta a novas ideias e menos preconceituosa.
4. Relaxe e medite: o pensamento lógico gera ondas beta no cérebro enquanto que a meditação e o
relaxamento produzem ondas alfa que têm muitos efeitos positivos entre os quais se inclui o
pensamento criativo. Existem técnicas de respiração que ajudam a libertar a mente e a mudar a
atividade cerebral de ondas beta para alfa. Ouvir melodias simples e suaves também ajuda a mudar a
frequência das ondas cerebrais.
5. Faça qualquer coisa fora de contexto: ser criativo é estar aberto a novos pensamentos e
experiências. Tente quebrar algumas rotinas fazendo algo que nunca fez, algo simples como alterar a
rota para o emprego ou sentar-se num diferente lugar à mesa. Ficará surpreendido com o efeito
criativo que as pequenas mudanças conseguem provocar.
6. Pedir ajuda: Uma experiência interessante pode ser pedir a ajuda de uma criança ou de uma
familiar mais velho na resolução de um problema particularmente difícil. A criança sem o
constrangimento do conhecimento e a pessoa mais velha com a sabedoria da experiência poderão
trazer algo de novo ao problema e novas perspectivas que se poderão revelar bastante úteis e
inspiradoras.
INOVAÇÃO EMPREENDEDORA
CONCEITO
Inovar é desenvolver uma criatividade com uma utilidade, é assim, de maneira simples,
podemos definir a inovação. A inovação e a criatividade dominam o mercado mundial,
admitindo grande importância, no mundo globalizado. 
O termo inovar é oriundo de uma razão de ser, empresarial ou pessoal, onde um conjunto
de elementos define sua capacidade de prevalecer, no mundo real. A inovação representa
a força criativa da sabedoria humana. Sua prevalescência é fundamental para o
desempenho da competividade global. 
A criatividade participa dos processos produtivos organizacionais, de modo que, deva
existir um ponto de equilíbrio que satisfaça a visão empresarial. É importante salientar
que a criatividade ou inovação sem ações empreendedoras será apenas uma simples ‘’
idéia ‘’ sem vantagens lucrativas. 
Estar comprovado que o Brasil possui mais empresas criativas do que inovadoras.
Podemos constatar esse fato ao analisar a quantidade de empresas falidas anualmente por
falta de uma infra-estrutura empresarial moderna. A triste realidade é impulsionada pela
falta de conhecimentos universais que aumentaria a capacidade de ‘’ visão ‘’ dos
empreendedores. 
Muitas empresas inovadoras persistem seus sucessos empresariais com muita criatividade
e sempre acompanhando o mercado globalizado. O segredo que fazem dessas
organizações líderes de mercado chama-se: Condicionamento Evolutivo Empresarial. 
Conjunto de ações organizacionais que estimulam a criatividade, empreendedorismo
interno e a inovação em meio a equipes de trabalho, condicionando pessoas e empresa
rumo a grandes vitórias. 
A fórmula para o sucesso mercadológico está na inovação, onde conjuntos de sistemas
produtivos diferenciados produzem a formulação de novos serviços e produtos. Tudo isso
agregará mais valor ao sistema empresarial, influindo em todas as equipes setoriais. 
O resplendor da inovação reina naquele capaz de mudar aquilo que as pessoas acham que
não pode ser mudado.
Inovação e criatividade são essenciais para o continuo desenvolvimento e competitividade
de uma nação. Coisas boas acontecem quando o pensamento inovador começa, ele
poderá ajudar a criar novos produtos, melhoria nos processos e novas tecnologias,
tornando a empresa mais competitiva.
O investimento em criação de novas tecnologias favorece não somente a pesquisa de
idéias, mas também contribui para que a empresa torne-se mais produtiva.
Mesmo diante de situações de crise, onde nem sempre dispomos de dinheiro para investir,
temosque buscar várias idéias mesmo com recursos limitados, sempre pensando:
De que maneira poderei melhorar esta atividade?
De que forma poderei contribuir com maior impacto na rentabilidade, qualidade dos
produtos, segurança do trabalhador, satisfação do cliente, obviamente sem ferir a
ética?
Como poderei contribuir para uma sociedade melhor?
Como poderei aumentar a minha renda?
Nem sempre utilizamos todo o nosso potencial, embora percebamos que há muitas idéias
criativas implementadas e apresentando resultados de uma forma geral.
Estimular e investir no pensamento criativo e inovador é retorno garantido. O processo
criativo exige mente aberta, receptiva ao novo, equilíbrio entre as emoções, pois nem
sempre negócio combina com emoção, seguida da lógica.
Quando falamos em criatividade e inovação com foco em resultado, o pensamento lógico
não poderá vir à frente, temos que inicialmente deixar a mente livre para buscar idéias,
intuir, usar o pensamento divergente, expandir e depois colocar a lógica em ação através
do pensamento convergente, buscando resultados qualitativos e quantitativos.
Percebo a criatividade como algo que é novo, útil, tanto para o criador, quanto para a
sociedade, tratando-se de um processo que possui começo meio e fim.
Há o processo de criação, com a mente aberta, que necessita da imaginação, mas temos
que colocar em prática o que imaginamos passando pelo crivo da lógica entre outros o
mercado consumidor.
O processo criativo exige trabalho duro, disciplina, porém suas idéias também surgem
quando sua mente está brincando, ociosa, quando está curioso, inquieto, por vezes
incomodado.
Se você for uma pessoa curiosa, idéias vão bater à sua porta, pois vai perceber lacunas,
necessidades, costumes e que certamente favorecerá a geração de idéias.
Hoje a inovação está mais centrada à gestão de negócios, onde há constantemente
melhorias no que já existe, e por vezes percebemos baixa originalidade, porém o
pensamento criativo servirá como base tanto para um processo de inovação quanto de
originalidade.
O pensamento criativo é a fundamentação sobre a qual você constrói uma idéia inovadora
ou original.
Exercitar este pensamento é simples. Pense sempre nas perguntas e busque respostas:
Se eu não fizesse estas atividades desta forma, de que outra forma faria? 
Como poderei dinamizar as minhas atividades sem comprometer a qualidade? 
Como poderei agregar valor às atividades que executo? 
Com o poderei agregar valos ao negócio da empresa? 
Que outros produtos ou serviços poderei criar a partir do que já existe? 
Que outros produtos ou serviços poderei criar para preencher uma necessidade
específica de uma população? Lembre-se dos curiosos! 
Muitas vezes é preciso criar várias respostas para cada pergunta. Faça um grande
Braisntorming, é da quantidade que sai a qualidade, e lembre-se não é preciso uma
grande idéia e sim uma idéia de grande resultado.
Nunca foi tão fácil criar como hoje.
As necessidades de informações são inúmeras e o mercado consumidor é vasto. O
processo criativo, em alguns casos, é solitário, partindo de observações, sentimentos,
inquietudes, mas que para ser colocado em prática é necessário compartilhar, este é em
alguns casos um grande entrave.
As pessoas nem sempre compartilham suas idéias por medo de serem furtadas, correndo
o risco de morrerem na gaveta, ficando assim somente na geração de idéias deixando de
lado sem colocar em prática.
Experiência da autora citada na bibliografia ao fim:
“Na fase embrionária da idéia, por vezes é aconselhável que seja solitária, mas
temos que buscar parceiros para viabilizá-la. Poderei citar um exemplo: Prêmio
APARH - Revista Vencer de Criatividade nas empresas. Ao assumir a Vice
Presidência de Criatividade e Inovação da APARH, desenhei várias atividades
entre elas o prêmio.”
 Conversando com Celso Estrela, Diretor do prêmio e um forte colaborador nas minhas
atividades, verifiquei que ele também havia pensado e ficou entusiasmado; sendo assim,
partimos para desenhar o projeto, pesquisando mercado, definindo critérios, conversando
com pessoas e formatando o regulamento. 
 
Vendemos a idéia para Paulo Xavier, Presidente da APARH, que agregou informações. E
agora, o que fazer?
Fomos buscar parceiros, adeptos, vendemos a idéia, conversamos com Mauricio Cita que
agregou idéias, surgindo assim a parceria com a revista Vencer.
 Assim, como vários outros apoiadores gerando idéias e viabilizando o projeto, a cada dia
vão surgindo idéias e ajustes em torno de um único objetivo: “incentivar a criatividade nas
empresas” através do prêmio.
Observe o processo, fase embrionária, pesquisa, venda, busca de parceiros, geração de
idéias, concretização de idéias e já estamos colhendo resultados, recebendo cases
valiosos.
Ocorrerão críticas, desinteresses e desincentivos, sem dúvidas. Sempre que lançamos
uma idéia estamos sujeitos a críticas, reprovações, e, às vezes, ao rótulo de “maluquice”,
mas saiba que ela poderá ter grande valor, vá em frente, pois o processo criativo é um
ato de coragem”.
Entenda o processo:
Motivação: tenha um objetivo e trace desafios.
Preparação: defina metas, desconsidere formas e caminhos, levante informações.
Incubação: confine-se, deixe o inconsciente trabalhar.
Iluminação: registre a idéia.
Elaboração: plano de ação, avaliação.
Ação: atacar, fogo.
Avaliar: quantitativo e qualitativo. 
A inovação é desafio, sempre foi e sempre será, porque é um passo para o desconhecido,
é uma aceitação do ambíguo, algo que somente pessoas corajosas fazem. Ser criativo é
escolher não ser medroso, e é isso que fazemos nas empresas. Incentivamos a coragem a
romper modelos mentais pessoais e da organização, pois consideramos que eles são
naturalmente modelos em evolução.
 Podemos perceber que os modelos mentais tornam-se limitados por conhecimentos
técnicos, experiências prévias similares, e pela forma como o ser humano percebe e
processa as informações, favorecendo ou não a criação.
A inovação é um processo que usamos para focar nossa criatividade e o pensamento
criativo. É fruto de um processo de educação que vai desde os ensinamentos no lar, nas
escolas e no ambiente de trabalho que nos tornam prisioneiros ou livres.
A educação para o pensamento criativo é o passo essencial para a melhora do nível de
inovação que acontece nas empresas. Trata-se de uma forte arma estratégica de
sobrevivência na selva da competição.
O ambiente de trabalho é muito importante. Incentivo à criação individual e coletiva,
processos abertos de comunicação , cuidados com a qualidade de vida do cliente interno e
externo, como também as políticas de recursos humanos adotadas, são fatores
importantes, sendo assim a cultura corporativa que encoraja o pensamento criativo deve
ser ativamente sustentada, isso supõe correr risco. 
Se quiser fazer grandes progressos terá que correr riscos calculados, pois idéias não
funcionam sempre, devem ser registradas em banco de idéias, como também colocadas
em prática. Em criatividade não existem erros e sim ensaios, e uma idéia poderá ser
inadequada para determinado momento e valiosa em outro, aprender com erros e acertos
é fundamental. Estudos apontam que, quanto mais idéias você gerar, mais provavelmente
terá uma idéia espetacular.
Se quiser ter uma grande idéia, tenha muitas idéias, propicie insigths através de
observações, sentimentos e pensamentos para chegar aos resultados esperados, mas
lembre-se que num determinado momento temos que utilizar o pensamento lógico. Para
cada problema há várias soluções. Ficar somente com uma resposta pouco vai adiantar,
não existe nada pior do que uma única idéia, uma única opção.
Entenda profundamente a causa, entre no âmago do problema e depois ataque-o com
várias e várias soluções, decida e implemente-a. Solte a imaginação, invente! 
LIDERANÇA
CONCEITO
Para Lindo[1], a liderança se constitui como um dos temas centrais da
literatura sobre administração e continua a ser vista como um fator crítico na
performance de uma organização. É o processo através doqual um indivíduo
influencia outras pessoas a alcançarem as metas desejadas, sendo que pode
atuar de formas diferenciadas de acordo com o seu perfil.
Podemos então conceituar liderança como sendo a realização de metas por meio da
direção de colaboradores. A pessoa que comanda com sucesso seus colaboradores para
alcançar finalidades específicas é líder. Um grande líder tem essa capacidade dia após dia,
ano após ano, numa grande variedade de situações.
Segundo Maximiano (2003), liderança é o processo de conduzir as ações ou influenciar o
comportamento e a mentalidade de outras pessoas. Proximidade física ou temporal não é
importante nessa definição. Um cientista pode ser influenciado por um colega de profissão
que nunca viu ou mesmo que viveu em outra época. Da mesma forma, líderes religiosos
são capazes de influenciar adeptos que estão muito longe e que têm pouquíssima chance
de vê-los pessoalmente.
Podemos entender a liderança como a influência interpessoal numa situação, por
intermédio do processo de comunicação, para que seja atingida uma meta, ou metas
especificadas. Assim, a liderança sempre envolve influência por parte do líder
(influenciador) para afetar (influenciar) o comportamento de um seguidor (influenciado)
ou seguidores numa situação. Trabalhar com pessoas e com grupos é lidar diretamente
com a resistência. Liderar é manejar com decisões que nem sempre agradam as pessoas,
é administrar conflitos de interesses, é imprimir novas realidades, normas, procedimentos.
Segundo Lacombe, Heilborn (2003, p. 348) liderar é:
"Conduzir um grupo de pessoas, influenciando seus comportamentos e ações,
para atingir objetivos e metas de interesse comum desse grupo, de acordo com
uma visão do futuro baseada num conjunto coerente de idéias e princípios".
Segundo Chopra (2002), liderança é um conceito misterioso e ilusório. O que lemos como
sendo história é, na realidade, a criação de mitos. De uma pessoa comum, a sociedade
cria um Napoleão ou um Gandhi, um Martin Luther King ou uma Joana D'Arc, alguém que
adquire o status de ser capaz de moldar o destino.
Assim, podemos dizer que uma pessoa está liderando quando ela está coordenando os
esforços de um grupo para alcançar um objetivo comum. Por exemplo, um jogador
gerente de software pode liderar sua equipe de programadores objetivando o
desenvolvimento de um novo sistema.
Assim, a liderança é o processo de influenciar as atividades de um grupo organizado na
direção da realização de um objetivo.
O que se espera de um verdadeiro líder é que seu grupo produza, mediante aos objetivos
que devem ser atingidos. Uma vez alcançados, a satisfação dos membros do grupo passa
a ser algo de fácil constatação. Considera-se, portanto, ainda como de sua
responsabilidade o fato de garantir o moral dos membros que se acham sob sua direção.
Finalmente, esse moral do grupo deve retratar também a satisfação de cada membro em
particular, o que implica uma sensibilidade especial em dar a cada um a oportunidade de
utilizar-se de seus próprios recursos da forma mais natural. Dessa forma, ele está sempre
atento no sentido de favorecer o ajustamento de cada pessoa dentro do contexto grupal
ao qual está inserida.
Parece ficar bem evidente que a grande tarefa do líder consiste em ter a habilidade de
coordenar as atividades de cada membro em particular, a fim de que atividade grupal flua
de forma normal e sem interrupções, ao mesmo tempo em que se verifique um clima de
harmonia no que se refere à participação de cada um. Verifica-se com freqüência que a
atuação do líder não está exclusivamente ligada a aspectos internos do grupo. A ele são
atribuídas também atividades de adaptação do grupo ao meio ambiente. Cabe a ele ter
sensibilidade de perceber e diagnosticar variáveis ambientais, para que possa estar
habilitado a imprimir diferentes orientações ao futuro destino do grupo. Há sempre que se
pensar que o subgrupo não subsiste isoladamente, independente de outros grupos.
O LÍDER
CONCEITO
É todo aquele que desejando ou não, consegue de outrem, adesão
espontânea às suas atitudes ou idéias. Todo líder é capaz de provocar noutra
pessoa estímulos psico-sociais, condicionando dessa forma, as reações
coletivas.
O líder é o guia, tem iniciativa nas situações que os demais vacilam, os demais se sentem
seguros com a sua presença.
O líder tende a possuir rapidez e firmeza de decisão, imaginação e, freqüentemente,
algum conhecimento especial, é respeitado por disposição de reconhecer igualmente o
direito de cada um.
Um líder pode ser consciente ou não do seu papel de condutor de homens. É a pessoa no
grupo à qual foi atribuída, formal ou informalmente uma posição de responsabilidade para
dirigir e coordenar as atividades relacionadas à tarefa.
Sua maior preocupação prende-se à consecução de algum objetivo específico do grupo.
Sendo que a maneira pela qual uma pessoa numa posição de líder influencia as demais
pessoas no grupo é chamada "estilo de liderança".
O líder do grupo é mais amplamente conhecido do que os demais membros, em
conseqüência de sua capacidade de mobilidade maior. O líder comprometido com o grupo,
respeitando as diferenças individuais mobiliza o grupo, dirigindo-se primeiramente ao seu
auxiliar direto. Para Lacombe, Heilborn (2003, p. 348): "Líder é alguém que os outros
consideram como o principal responsável pela realização dos objetivos do grupo".
Muitas características são normalmente apontadas como componentes necessários à
personalidade de um líder, como honestidade, carisma, coragem, sendo que em qualquer
ramo de atividade humana, podem ser encontrados exemplos de liderança.
No exercício de liderança, o líder encontrará tanto mais facilidade de atingir os objetivos
quanto maior for a confiança que os liderados nele depositarem.
Aquele que lidera precisa em todos os sentidos e momentos apresentar um
comportamento exatamente igual àquele que espera de seus liderados.
Segundo Robbins (2002), qualidades que são característica de bons líderes: 
Integridade: qualidade que faz com que as pessoas confiem em
você. Integridade significa, literalmente que a pessoa é completa;
Entusiasmo: é uma característica geral dos líderes;
Calor: uma personalidade quente é contagiante;
Calma: transmite calma para os subordinados;
Firme apesar de justo: a combinação de firmeza ou exigências e justiça apareceu na
industria nos últimos dez anos como qualidade desejável. 
Pontos fundamentais segundo Moraes (2001):
Os líderes devem personificar as qualidades esperadas ou necessárias de suas equipes de
trabalho;O conhecimento – técnico e profissional – é importante, mas não é tudo. A
autoridade flui daquele que sabe;Há outra abordagem à liderança, baseada numa análise
das necessidades apresentadas em grupos de trabalho. São: executar a tarefa manter-se
como uma equipe de trabalho, responder as necessidades individuais das pessoas.
Segundo Robbins (2002), o líder do futuro, para acompanhar a constante evolução precisa
ter certas características, como as seguintes:
Ter visão abrangente, observar problemas e interpretar o que está acontecendo;
Ouvir o que as pessoas dizem e como dizem quando defendem uma idéia;
Manter confidentes por perto;
Defender boas idéias com entusiasmo e ter coragem de rejeitar as más, quando
surgirem;
Renovar-se espiritualmente, dê um tempo para você mesmo;
Demonstrar empatias, respeitar as dificuldades dos subordinados em lidar com as
mudanças.
Características de um líder
Segundo Lacombe, Heilborn (2003), uma característica comum aos líderes é a confiança
que têm em si próprio. Assim, a confiança pode ser considerada a característica básica dos
líderes. Ora, se nem eu aposto em mim, quem irá apostar? Se não me tenho em alta
conta, como esperar que os outros me respeitem? Desta forma, se o líder tiver uma
dúvida, seus seguidores terão várias. Uma das principais controvérsias sobre a liderança
relaciona-se com a possibilidade de identificar características para os líderes, ou seja, se
existem traços comuns da liderança. Nos dias de hoje, já não sefala mais em liderança
como sendo um traço psicológico, intrínseco a um indivíduo, que uns têm sorte de ter e
outros não, ou que uns têm mais do que os outros. A liderança somente faz sentido
quando especificamos para que fim e em que circunstâncias se espera que o líder deva
agir.
Ainda segundo Lacombe, Heilborn (2003), os pesquisadores sobre liderança destacam as
seguintes características dos líderes, afirmando que eles devem ser capazes de: ver com
clareza os seus objetivos e se esforçar para alcançá-los;tomar decisões e ter calma na
hora da crise;verificar o cumprimento das ordens;julgar as pessoas e fazer com que as
pessoas certas ocupem os lugares certos nos momentos certos;compreender que a
diversidade das pessoas traz força para a equipe;visualizar o sistema como um todo,
holisticamente, ver o conjunto.
Qualidades do líder
De acordo com Adair (2000), existem algumas qualidades essenciais que qualquer líder
deve possuir. Basicamente, o líder deveria possuir, servir de exemplo, e talvez até mesmo
personificar as qualidades esperadas ou requeridas em seu grupo de trabalho. O líder
deve, portanto, ser um exemplo vivo para seu grupo de trabalho. Assim, por exemplo,
para trabalhar na área de criação de uma agência de marketing deve-se ser uma pessoa
comunicativa, com boa visão de mercado e criativa. Logo, o líder da equipe de criação
deve possuir, dentre outras qualidades, as exigidas para todos os outros funcionários da
área, só que em um nível exemplar.
Ainda segundo Adair (2000), essas qualidades consideradas "essenciais" são necessárias
para ser um líder, contudo, não são suficientes para fazer com que ele seja visto como tal.
Por exemplo, não se pode admitir um líder militar sem coragem. Mas existem muitos
soldados com coragem que não são líderes. Da mesma forma, um trabalhador que faz
parte do sindicato pode ter uma boa comunicação, mas não é o líder do sindicato. Logo,
podemos perceber que além das qualidades essenciais é preciso ter outras qualidades
para poder ser um líder e se destacar dentre outras pessoas.
Desta forma, pode-se falar em traços genéricos ou amplos de liderança. Embora as
qualidades do líder estejam bastante relacionadas com os campos aos quais os líderes
estão inseridos, existem determinadas qualidades de liderança mais genéricas ou
transferíveis:
Entusiasmo: Você consegue pensar em algum líder que não tenha entusiasmo? É
muito difícil, não é?
Integridade: Essa é a qualidade que faz com que as pessoas acreditem em você.
E confiança é essencial em todos os relacionamentos humanos – sejam profissionais
ou pessoais. "Integridade" significa tanto inteireza pessoal como a adesão a valores
externos a você, principalmente bondade e sinceridade.
Firmeza: Muitas vezes os líderes são pessoas exigentes, sendo incômodo tê-los por
perto, pelo fato de seus padrões serem muito elevados. Eles são obstinados e
persistentes. Líderes querem ser respeitados, mas não são necessariamente
populares.
Imparcialidade: Líderes eficientes tratam indivíduos diferentemente, porém de
forma igualitária. Eles não têm favoritos. Eles são imparciais ao darem recompensas
ou penalidade pelo rendimento.
Zelo: A insensibilidade não leva a bons líderes. A liderança envolve o coração, assim
como a mente. Gostar do que você faz e importar-se com as pessoas é igualmente
essencial.
Humildade: Uma qualidade curiosa, porém própria dos melhores líderes é a
humildade. O oposto da humildade é a arrogância. Quem deseja trabalhar para um
administrador arrogante? Os sinais de um bom líder são o desejo de ouvir as pessoas
e ausência de egocentrismo.
Confiança: Confiança é essencial. As pessoas sentem a sua presença, e portanto o
desenvolvimento de autoconfiança é sempre anterior ao exercício da liderança. Mas
não se permita que a autoconfiança seja excessiva, que é o primeiro passo no
caminho para a arrogância.
O líder deve ter um forte entusiasmo. Você já viu um bom líder desanimado, preguiçoso?
Assim, por exemplo, Fidel Castro sempre demonstrou um grande entusiasmo em seus
discursos. O líder precisa então desenvolver esta importante qualidade. Um líder
desanimado transmite o seu desanimo para seus subordinados. Você prefere assistir uma
aula ministrada por um professor que demonstra entusiasmo ou desânimo? A qual dos
dois você prestaria maior atenção?
A integridade é uma qualidade que o líder deve ter. Contudo, existem na história da
humanidade relatos de líderes que não eram íntegros, como Adolf Hitler, por exemplo.
Contudo, quando a falta de integridade do líder vem à tona, ele pode cair. Veja o que
aconteceu com Hitler. Por isso, podemos dizer que um líder eficaz deve ser íntegro, a fim
de ser merecedor da confiança de seus subordinados.
O líder deve manter a firmeza diante de qualquer situação. Deve ser firme na hora de
cobrar resultados dos subordinados. Deve passar uma percepção de exigência aos seus
subordinados.
A imparcialidade é também uma qualidade importante no perfil do líder eficaz. Ele deve
ser capaz de tratar cada indivíduo de acordo com suas características, pois ninguém é
igual a ninguém. Contudo, o tratamento deve ser igualitário. Os líderes não podem ter
favoritos, devem distribuir recompensas de maneira imparcial, baseado em critérios
objetivos e bem definidos.
O zelo também é uma característica genérica dos líderes. É importante que o líder seja
sensível, saiba agir com o coração, se preocupe com as pessoas e saiba lidar com elas.
Líderes não podem ser insensíveis.
Os líderes eficazes também são humildes. A arrogância deve ser evitada ao extremo, já
que ninguém gosta de trabalhar com pessoas arrogantes. O bom líder deve estar disposto
a ouvir as pessoas, a não abusar do poder que lhe foi conferido.
Por fim, temos a confiança como uma importante qualidade do líder. Os líderes devem
transmitir confiança aos seus liderados, executando as suas tarefas com convicção,
demonstrando que realmente sabe o que está fazendo. Contudo, a confiança não deve ser
excessiva, caso contrário pode se transformar em arrogância, que é uma qualidade (se é
que podemos chamar a arrogância de qualidade) que os líderes não podem nem pensar
em ter.
AMBIENTE DE TRABALHO
O ambiente reflete no ser humano?
Bem, podemos, por exemplo, observar um shopping center e a maneira como as pessoas
normalmente se comportam quando estão lá dentro, a limpeza, o clima, a decoração, as
pessoas bem vestidas ou não, fazem com que ajamos de certa maneira, podemos também
ir à praia e veremos como as pessoas estão se comportando, ou em uma igreja, um clube,
uma noitada ou o contrário um casamento formal e poderíamos dar tantos outros
exemplos. Mas é claro que não seria só o tipo do ambiente que pode influir em nosso
comportamento, também deve influenciar a forma em que o ambiente é moldado,
decorado, o tipo de roupa permitido, a climatização, o visual, as cores das paredes, flores
no ambiente, obras de arte, quadros, conforto em geral, entre tantos outros fatores.
Portanto podemos supor que o ambiente de trabalho também deve influir no
comportamento das pessoas e, por conseguinte influenciar nas relações interpessoais e
supostamente nos resultados das empresas em todos os sentidos Pode-se observar
historicamente uma grande evolução no ambiente de trabalho desde a revolução industrial
até o final do século XX e quais serão as perspectivas para o século XXI? 
Deve-se lembrar que estamos no século XXI, assim sendo, já não seria hora de questionar
alguns paradigmas quanto aos ambientes de trabalho? Muito bem! Sabe-se que muitos já
pensaram nisto, porém não há trabalhos significativos neste campo. Ao se pensar nisto
decidiu-se elaborar um projeto de pesquisa onde se buscará demonstrar que muitos
aspectos e formas no ambiente de trabalho já podem e devem ir modificando-se, o ideal
poderia ser o nosso ambiente de trabalho tornar -se a extensão de nossa casa e muitas
vezes será a nossa própria casa ou como se assim fosse. E como que o ambiente de
trabalho pode influir ou não nos relacionamentos interpessoais?
É sabido queo ser humano é fruto do meio em que vive e que é gerido por necessidades
básicas que os podem motivar ou não, são elas: necessidades fisiológicas como
alimentação, sono, atividades física, satisfação sexual etc.; necessidades psicológicas:
como segurança intima, participação, autoconfiança e afeição; necessidades de auto-
realização: como impulso para realizar o próprio potencial, estar em contínuo auto-
desenvolvimento. Estas necessidades não satisfeitas também são motivadoras de
comportamento, podendo levar a: desorganização de comportamento; agressividade;
reações emocionais; alienação e apatia. A motivação se refere ao comportamento que é
causado por necessidades dentro do indivíduo e que é dirigido em direção aos objetivos
que possam satisfazer essas necessidades. 
O homem é considerado um animal dotado de necessidades que se alternam ou se
sucedem conjunta ou isoladamente. Satisfeita uma necessidade surge outra em seu lugar
e, assim por diante, contínua e infinitamente. As necessidades motivam o comportamento
humano dando-lhe direção e conteúdo.
Influência do Ambiente
Não se podem exigir resultados de uma equipe se esta não tiver um mínimo de
comodidade e de condições para realizar suas necessidades básicas. Mas se acredita que
quanto melhor e mais bem atendidas estas necessidades tanto melhor será o desempenho
de uma equipe. O ambiente de trabalho é constituído de duas partes distintas: a física
(instalações, móveis, decoração etc.) e a social (as pessoas que o habitam). Influem no
conforto social. Evidentemente, se tais elementos forem precários, ninguém trabalhará
com moral elevado. Conforme a natureza do trabalho, exigir-se-á uma luminosidade, uma
temperatura, um grau de umidade diferente, o que também deverá estar de acordo com a
região onde se trabalha e a época do ano.
Como se viu as pessoas são produtos do meio em que vivem, tem emoções, sentimentos
e agem de acordo com o conjunto que as cercam sejam o espaço físico ou social.
A valorização do ser humano, a preocupação com sentimentos e emoções, e com a
qualidade de vida são fatores que fazem a diferença. O trabalho é a forma como o
homem, por um lado, interage e transforma o meio ambiente, assegurando a
sobrevivência, e, por outro, estabelece relações interpessoais, que teoricamente serviriam
para reforçar a sua identidade e o senso de contribuição.
Normalmente procura-se passar a responsabilidade para a outra parte, porém é
importante lembrar que somos produto do meio, mas também influímos no meio. 
Além de constituir responsabilidade da empresa, qualidade de vida é uma conquista
pessoal. O auto conhecimento e a descoberta do papel de cada um nas organizações, da
postura facilitadora, empreendedora, passiva ou ativa, transformadora ou conformista é
responsabilidade de todos.
Fatores Intrapessoais
Cada pessoa tem uma história de vida, uma maneira de pensar a vida e assim também o
trabalho é visto de sua forma especial. Há pessoas mais dispostas a ouvir, outras nem
tanto, há pessoas que se interessa em aprender constantemente, outras não, enfim as
pessoas tem objetivos diferenciados e nesta situação muitas vezes priorizam o que melhor
lhes convém e às vezes estará em conflito com a própria empresa. O auto conhecimento e
conhecimento do outro são componentes essenciais na compreensão de como a pessoa
atua no trabalho, dificultando ou facilitando as relações. Dentre as dificuldades mais
observadas, destacam-se: falta os Objetivos pessoais, dificuldade em priorizar, dificuldade
em ouvir.
É bom lembrar também que o ser humano é individual, é único e que, portanto também
reage de forma única e individual a situações semelhantes. No cenário idealizado de pleno
emprego, mesmo de ótimas condições financeiras, conforto e segurança, alguns
trabalhadores ainda estarão tomados pelo sofrimento emocional. Outros, necessitados,
cavando o alimento diário com esforço excessivo, ainda assim se declaram felizes,
esperançosos.
 
Arranjo Físico e Ambiente de Trabalho
O objetivo de um arranjo funcional é garantir conforto, bem-estar, satisfação e segurança
para os funcionários e garantir aos clientes melhores condições de visualizar os produtos,
além de um ambiente saudável e agradável de ser visitado, ao espaço físico oferecer
flexibilidade na disposição dos materiais e bom aproveitamento do espaço, à empresa
propiciar aumento dos níveis de qualidade, produtividade e eliminação dos desperdícios.
Muito bem, isto é sabido e faz parte de muitas correntes de pensamentos da
administração, esses fatores em si não promovem a satisfação, mas a sua ausência a
inibe. Por outro lado, fatores como oportunidade de auto-realização, reconhecimento pela
qualidade e dedicação no trabalho, a atratividade do próprio trabalho em si e a
possibilidade de desenvolvimento pessoal e profissional do trabalhador são motivadores
em essência. Recebem o nome de fatores de motivação.
Princípios dos 5 s
Como se sabe os 5 s são sinônimos de qualidade para o ambiente de trabalho e cabem
aqui algumas observações como a realidade e percepção do ambiente que é observada de
maneiras distintas por cada pessoa. Os nossos sentidos e os nossos valores podem nos
confundir. Quando isso ocorre deixamos de ver a bagunça, o desperdício, e todo tipo de
comportamento que gera má qualidade de vida. É preciso prestar mais atenção para
perceber a realidade Os 5 sensos ou bom senso, que é mais adequado assim colocar,
procura mostrar que com uma boa utilização dos materiais, uma boa ordenação, com uma
limpeza constante, com saúde e higiene e acima de tudo com autodisciplina se alcança
maior conforto e um melhor relacionamento no trabalho e conseqüentemente melhores
resultados para a empresa. Pode-se criar um ambiente de qualidade em torno de si,
usando as mãos para agir, a cabeça para pensar e o coração para sentir, por meio do
sistema ou programa 58. É só colocar em ação cinco sensos que estão dentro de cada um.
Os passos que se deve seguir são faxinas gerais, limpar o ambiente e os objetos, separar
tudo o que se precisa com freqüência daquilo que se usa esporadicamente, fazer uma
arrumação de forma a se facilitar a vida no trabalho, guardar cada coisa em seu lugar,
manter os equipamentos em ordem e bom funcionamento, combater o desperdício,
ordenar as informações, estar atento as condições de saúde e higiene e por fim uma auto
disciplina e aperfeiçoamento constante do local de trabalho. 
Podemos iniciar a longa caminhada da melhoria continua praticando os cinco (bons)
sensos que cada um tem dento de si utilização, ordenação, limpeza, saúde e
autodisciplina. A mudança deverá OCOI crer dentro de cada um. Se não tornarmos a
decisão pessoal de viver com dignidade, ninguém poderá nos ajudar.
O convívio pessoal sempre foi um desafio para a humanidade e, durante algum tempo,
passou sem ser notado devido a algumas condutas relacionadas à individualidade, à
centralização do poder e à valorização dos produtos em vez das pessoas. 
Com o aumento da facilidade de acesso à informação e com o sensível aumento da
escolaridade da população, temos a formação de cidadãos exigentes e críticos. Desta
forma, passou-se a valorizar a qualidade de produtos e serviços e, posteriormente, as
pessoas que os produzem.
As instituições perceberam que o sucesso de sua filosofia está no fator humano, ou seja,
em seu interior. Somando o fator acima com a situação atual mundial, onde vivemos um
acelerado ritmo de mudanças que exige uma capacidade permanente de adaptação, não é
mais possível negar a necessidade de investir no ser humano, gerando os mais variados
processos de trabalho, com um conceito diferenciado de gestão de pessoas. 
Dentre estes processos, podemos destacar a gerência participativa, o 5 s, o trabalho
humanizado, o horário de trabalho pedagógico coletivo, o horário de estudo em conjunto,
o desenvolvimento de pessoas e as dinâmicas de grupos, sendo este último o foco
principal deste artigo. 
Não tenho, portanto, a pretensão de defini-lo e esgotá-lo,mas sim de refletir sobre o
trabalho de relacionamento interpessoal por meio de dinâmicas de grupo.
Dinâmica de grupo é uma ideologia política, interessada nas formas de organização e na
direção de grupos, acentuando a importância da liderança democrática, a participação dos
membros nas decisões e vantagens das atividades cooperativas em grupo.
Ressalto que o grupo não é uma invenção, mas sim uma forma de viver, onde algumas
leis regem seu desenvolvimento e as relações nele contidas, como indivíduo/grupo,
grupo/grupo e grupo/instituições.
Desta forma, as dinâmicas de grupo têm como principais objetivos:
Facilitar o trabalho em grupo;
Sensibilização; 
 Desenvolvimento individual;
Desenvolvimento interpessoal; 
Administração de conflitos;
Ludicidade; 
Contribui para a sociedade;
Criatividade; 
Desinibição; 
Avaliação de processos;
Reflexão;
Cooperação; 
 
Competitividade sadia; 
Obtenção de melhores resultados;
Formação crítica;
Participação coletiva;
Melhora da comunicação entre os participantes.
Mas para chegarmos a tal êxito, devemos respeitar o momento do grupo, vendo-o como
único, pois nele teremos embutidos valores que por meio de dinâmicas poderão vir à tona,
explicitando dificuldades, facilidades e expectativas e, muitas vezes, tornando o implícito,
explícito. Estes detalhes são fundamentais para o trabalho em grupo, pois é por meio
deles que acabam se banalizando as técnicas de dinâmicas de grupo, com comentários do
tipo "As dinâmicas de grupo estão cada vez mais difíceis", "Dinâmica de grupo é
brincadeira" ou, ainda, "Acho que as dinâmicas de grupo expõem as pessoas ao ridículo".
Problemas como estes podem surgir se não fizermos o uso desta técnica de forma
sensata, como deve ser sempre. Primeiramente, a dinâmica de grupo deve ser realizada
apenas por profissionais capacitados. 
Outras recomendações são importantes, como conhecimento prévio do grupo e de seus
objetivos, respeito ao tempo do grupo, diversidades da técnica em processos maiores,
adaptação da técnica de acordo com o quê o grupo apresenta, realização das dinâmicas de
forma descontraída, regras claras, favorecer a participação de todos, foco definido,
respeito às opiniões e propiciar discussões, feedback e avaliação.
Tendo em vista os problemas naturais das relações humanas, bem como a importância da
coletividade, onde nem sempre é reconhecida e explorada tal capacidade, temos as
dinâmicas de grupo como apoio para despertar os talentos do processo coletivo,
favorecendo o progresso do grupo. Desta forma, as organizações governamentais,
filantrópicas, privadas e não-governamentais podem aproveitar melhor o conhecimento do
grupo para atingir seus propósitos institucionais.
Atitudes no Ambiente Profissional
Uma sentença originada dos filósofos gregos recomendava: "Diga-me com quem andas e
eu te direi quem és". Transpondo isto para o ambiente profissional, pode ser que os
relacionamentos dentro das empresas realmente reflitam traços da personalidade de uma
pessoa, mas certamente refletirão o momento que ela vive e que este sim determina as
atitudes que ela tomará. Uma pessoa pode estar
evitando confrontos, ou pode ter uma estratégia de crescimento na empresa, que implica
estabelecer contatos em todos os níveis para criar apoio, ou simplesmente está numa fase
em que perder o emprego poderia ser a maior catástrofe de sua vida. Circunstâncias como
esta fazem com que uma pessoa aceite ou rejeite atitudes, dos chefes, dos colegas, ou
suas próprias, dentro da empresa em que trabalha.
Todos nós desejamos ardentemente que a vida nos conceda duas coisas: sucesso e
felicidade. Somos todos diferentes uns dos outros. O conceito de sucesso pode variar de
pessoa para pessoa, mas existe um fator muito importante e decisivo para o sucesso de
todos os homens: ninguém pode obter a realização e a felicidade sozinha. 
É na convivência com o seu semelhante que o homem encontra as bases de sustentação
para ser feliz. Mas esta convivência nem sempre é fácil. Ao mesmo tempo em que nossos
relacionamentos nos abastecem de gratificação, é por meio deles que experimentamos
nossas agruras e aborrecimentos.
Todos já encontramos pela frente aquelas pessoas difíceis de suportar e que sempre
mostram aos outros sua faceta mais negativa. Pode ser um chefe, um colega, um
subordinado ou até um parente ou conhecido. São as "malas sem alça". Apesar de serem
irritantes e despertarem em nós, às vezes, os piores sentimentos, a verdade é que elas
estão aqui para ficar, e a saída é aprendermos à maneira certa de carregarias. 
Nunca se esqueça de que ninguém muda ninguém, mas você pode mudar a sua maneira
de receber e dar sentimentos para as pessoas. Para lidar com pessoas difíceis use o
preceito de Eleanor Roosevelt: "Ninguém pode fazê-lo sentir-se inferior sem o seu
consentimento". Diversos estudos comportam mentais demonstraram que se você se
capacitar em relações interpessoais, haverá percorrido em torno de 85% do caminho rumo
ao seu sucesso em qualquer profissão, e perto de 99% do caminho que o conduzirá à
felicidade no âmbito pessoal. Se todas as pessoas que cruzassem o nosso caminho nos
mostrassem o seu melhor lado, não haveria problemas. É muito fácil construir
relacionamentos com aqueles que se encontram nas mais altas esferas evolutivas.
Geralmente são pessoas plenas de amor, dispostas a reparti-lo sem cobrar retorno ou
reconhecimento. São humildes e sempre prontas a servir ao seu próximo. No patamar em
que a maioria da humanidade se encontra, essas criaturas se destacam nas grandes
causas humanitárias, e quando deixa a vida, seu lugar fica irremediavelmente vazio. 
Segundo estudiosos, os seres humanos de todos os continentes possuem quase que na
sua totalidade quatro características básicas:
1. Todos têm sede de alimentar o próprio ego. Necessitam aumentar sua auto-estima.
2. Todos estão mais interessados em si mesmos do que em qualquer outra coisa no
mundo.
3. Todos querem se sentir importantes e chegar a ser alguém.
4. Todos desejam ter a aceitação dos outros para poderem então se aceitar.
Quando encontramos pessoas que possuem alta dose de auto-estima, fica fácil nos
darmos bem com elas. Geralmente são leves, generosas, tolerantes, dispostas a escutar
as idéias dos outros, possuem jovialidade nas atitudes. É como se estivessem saciado de
auto-estima e por isso podem se dar ao luxo de suprir, em grande quantidade, a carência
das outras pessoas. Como se gostam e se aprovam, aceitam às vezes correr alguns riscos
ao se submeterem à avaliação dos demais. Admitem, sem nenhum problema, que não
são perfeitas que cometem erros, que se equivocam. Podem ser criticadas, pois a crítica
não abala a sua sólida e elevada auto-estima.
Quando surgem a nossa frente alguém com baixa auto-estima é que a coisa se complica
sobremaneira. Isso porque estas pessoas são o estopim para criar situações de brigas e
desentendimentos. Se esta pessoa tiver um baixíssimo nível de auto-estima então, será
inevitável que a atitude mais insignificante do mundo se transforme numa ameaça. Um
simples olhar ou um gesto podem ter um efeito devastador sobre ela. 
Os Arrogantes, os Briguentos e os Prepotentes, têm um baixo conceito de si mesmos,
por isso têm uma necessidade enorme de aumentar a sua importância como pessoas, e
conseguem isso diminuindo os outros. Eles também são muito medrosos. Esse medo faz
com que se sintam extremamente vulneráveis. Eles trazem no mais profundo de seu ser a
convicção de que qualquer humilhação vinda de você os deixará completamente
destruídos. Presumindo o ataque iminente, preferem não se arriscar, e atacam primeiro,
rebaixando você.As pessoas mais hábeis em relações humanas sabem lidar muito bem com estes
tipos.Primeiramente aplique diariamente os seguintes preceitos:
"Hoje não julgarei nada". 
 "Dê a si próprio e aos outros a liberdade de ser o que são".
Percebendo que as pessoas que agem assim carecem de auto-estima, você estará melhor
preparado para um relacionamento produtivo com elas, se não agravar a situação em que
se encontram. Vença o impulso quase natural de desprezarias ainda mais. Evite
comentários que possam soar como deboche, observações sarcásticas e cortantes. 
Não adote posições polêmicas e faça tudo para se esquivar de qualquer confronto,
principalmente os de opinião. Não se esqueça também de jamais falar mal destas pessoas
para colegas de trabalho ou conhecidos de ambos, pois tomando conhecimento de seu
comentário se transformarão em suas eternas inimigas. Desarme o gatilho usando um
elogio sincero. No exato momento em que o "mala" estiver preparado para odiá-lo, faça-o
gostar de você. Expresse seu apreço por qualquer coisa que ele faça bem, fale sobre seus
interesses e ofereça sugestões úteis. Quebre o ciclo de antagonismo. Raiva gera raiva.
Intimidação gera intimidação e retaliação também Pergunte-se: Como posso virar este
jogo e ao mesmo tempo fazer com que esta pessoa fique minha amiga?
 
A única forma de lidarmos bem com as "malas sem alça" é fazer com que gostarem mais
de si mesmas. Quando você aprender a alimentar o ego das pessoas elas jamais se
antagonizarão com você. Afaste o medo destas pessoas aproximando-se delas com
autoconfiança. Nunca demonstre medo, mas também não deixe transparecer nada de
agressivo em suas atitudes. Chegue sempre perto delas sinalizando que vem em paz, que
é amigo, que jamais será uma ameaça para elas. O sorriso, o tom de voz equilibrado e o
elogio colocado na hora e na dose certa funcionarão como verdadeiros "passes de
mágica", aplacando qualquer indício de agressividades destas "bombas de dinamite".
 A segunda característica que os seres humanos
possuem é a que os faz estarem primeiro mais interessados em si mesmos que nos
outros. Portanto, quando você quiser persuadir uma pessoa a fazer algo, deverá sempre
dar uma razão que enalteça o ego dela. Isso funciona com todas as pessoas, em todos os
níveis: crianças, executivos, operários ou reis. Você sempre deve dar ao outro uma razão
para ajudá-lo, mas esta razão deve contemplar sempre algum benefício para ele e não só
para você. As pessoas tornam-se automaticamente cooperativas quando sentem que
ganharão com isso. Sempre devemos procurar encontrar uma razão pela quais as outras
pessoas queiram fazer algo, e elas farão. 
Outra característica muito importante no homem é que um dos seus desejos universais é
se sentir importante, ter sua dignidade confirmada pelos outros, ser valorizado e
reconhecido. Todos desejam isto, até mesmo os artistas famosos ou os mais ricos e
aparentemente bem-sucedidos. Por esta razão, o indivíduo não consegue manter por
muito tempo seus sentimentos de dignidade e valor, tão necessários ao seu bem-estar, se
todos aqueles que cruzam o seu caminho o tratam como se fosse um "Nada" ou um
"Ninguém". As boas maneiras e a cortesia são as ferramentas mais importantes para
demonstrarmos que reconhecemos a importância da outra pessoa.
Quando você se mostra avesso a ouvir o que os outros têm a dizer, quando não olha para
a pessoa que fala com você, quando não trata esta pessoa pelo nome, depois de já ter
conhecimento dele, quando cumprimenta com a mão-mole, quando quer impor suas
opiniões, quando mede as pessoas de cima abaixo com o seu olhar, quando deixa que
esperem por você sem lhes dar nenhuma justificativa, estará sinalizando com estas coisas
"aparentemente pequenas" que não considera importante a outra pessoa. Saiba que os
pressupostos da etiqueta, ao contrário do que muitos pensam, não estão distantes do dia-
a-dia das pessoas e não se restringem somente a ensinar o manuseio correto de copos e
talheres. Com eles você estará construindo as bases para o edifício de seus
relacionamentos em todos os níveis.
Como não está escrito na testa de ninguém o nível de auto-estima que cada um possui,
encontrando-se com alguém que carece dela, automaticamente você estará criando um
cenário favorável a brigas e desentendimentos. Mas reconhecer e demonstrar que
considera todas as pessoas importantes deve ser algo verdadeiro dentro de você. Não
pode ser falso, da boca para fora. Ninguém consegue todo o tempo fingir aquilo que não
sente. Os que fazem gentilezas mentirosas logo são percebidos pelos seus pares como
pessoas medíocres e bajuladoras. Não é isto que você deve ser.
Desenvolva um real interesse pelas necessidades das outras pessoas, aprenda a prestar
atenção nas outras pessoas e jamais queira se colocar perante elas como sendo você o
mais importante. Por isto um dos "h's" do profissional de sucesso é a humildade. Sempre
que você conseguir inculcar no outro a idéia de que o considera importante, terá lavrado
um tento nas relações humanas. Você também “se tornará muito mais capaz de carregar
as malas sem alça”.
Você também pode aprender a controlar as emoções destas pessoas consideradas
"difíceis".
Se decidir previamente que terá uma conversa difícil, é bem possível que você se
aproxime de uma forma hostil, com os punhos fechados, pronto para brigar. Assim você
próprio monta o cenário no qual a outra pessoa vai agir Ela agirá segundo o seu roteiro.
Quando nos relacionamos com as outras pessoas, vemos nossas próprias atitudes
refletidas no comportamento dos outros. É como se estivéssemos diante de um espelho.
Quando sorrimos, a pessoa do espelho também sorri. Quando fechamos a fisionomia, o
outro também fecha. Nosso tom de voz também pode pilotar o do outro. Se alguém gritar
com você, responda num tom equilibrado. Isto fará com que o outro baixe o tom. Procure
plantar dentro de seu coração e de sua mente a empatia, aprenda a trocar de lugar com o
outro. Não tome as ofensas que receber dos outros para si. A resolução de conflitos é uma
atribuição humana. É para isto que você está aqui na escola do planeta Terra. Por isso
você só cresce no convívio com o seu semelhante. Mas você só conseguirá construir
relacionamentos sólidos e bem sucedidos se mentalmente e emocionalmente estiver
sintonizado com a compaixão.
Quando alguém cruzar o seu caminho, saiba que não será por acaso, você certamente
terá algo a compartilhar com esta pessoa. Dizem os grandes mestres que na vida não
temos amigos nem inimigos, todos são nossos instrutores.
As várias mudanças que ocorrem hoje no mundo do trabalho não podem ser traduzidas
apenas e tão somente em termos da economia e das ciências da administração e da
produção. Não se pode esquecer, igualmente, que a globalização da economia e o novo
liberalismo, por um lado, e o esvanecimento das utopias e enfraquecimento dos
movimentos operários, por outro, fortaleceram grandemente o capital. Isso não obstante,
o capital não pode ser entendido em uma visão monolítica. Pelo menos duas categorias
gerais se contrapõem: o capital especulativo e o capital produtivo. Independente do foco
do olhar que se dirige ao trabalho, percebe-se que essas mudanças extraordinárias
afetaram todos os fatores ligados à formação profissional. Dentre os vários aspectos da
formação no terceiro grau, interessam-nos, nesse estudo, as demandas (maximizadas) de
relações interpessoais no trabalho. Como dissemos em outro estudo: "os novos
paradigmas organizacionais que orientam a reestruturação produtiva têm priorizado
processos de trabalho que remetem, diretamente, à natureza e à qualidade das relações
interpessoais". 
ATITUDES RECOMENDADAS
1. Estar receptivo a novas ideias: pessoas que não valorizam o seu talento criativo perdem inúmeras
oportunidades de criar algo de inovador. É frequente colocar de lado algumas ideias por desafiarem
algunsvalores e convicções nunca antes questionados. Antes de rejeitar uma ideia pense se o está a
fazer por hábito ou preconceito. Se for o caso, volte a pensar nela.
 
2. Ser realista na apreciação de novas ideias: uma ideia só por ser nova não é necessariamente
boa. Deve ser feita uma análise cuidada e realista que permita avaliar o potencial dessa ideia no
mercado.
3. Não desistir antes do tempo: as novas ideias nem sempre são bem aceites de imediato. Pode ser
necessário esperar algum tempo para ver o seu esforço criativo recompensado. (Thomas Edison
realizou mais de 1000 experiências para desenvolver a lâmpada. Falhou mais de 1000 vezes até
acertar…)
RESUMO
 
De entre as várias características que permitem identificar um empreendedor podemos
destacar a perseverança, o desejo e vontade de traçar o rumo da sua vida, a
competitividade, a auto-estima, o forte desejo de vencer, a auto-confiança e a
flexibilidade.
Para além destas características, que embora se possam considerar inatas podem e
devem ser potenciadas pelo empreendedor, existe um conjunto de outras competências
que um líder deve possuir e desenvolver continuamente: as competências emocionais, o
auto-conhecimento e a criatividade.
Recomenda-se ao empreendedor que se mantenha receptivo à inovação e criatividade
de forma a conseguir identificar oportunidades, que seja realista na apreciação de novas
ideias e que seja persistente na prossecução de um objetivo.
GLOSSÁRIO
 
Brainstorming: técnica de dinâmica de grupo utilizada para explorar o potencial criativo
dos seus elementos. É um método de geração colectiva de novas ideias através da
contribuição e participação dos diversos indivíduos inseridos no grupo. A utilização deste
método baseia-se no pressuposto de que um grupo gera mais ideias do que os indivíduos
isoladamente e constitui, por isso, uma importante fonte de inovação através do
desenvolvimento de pensamentos criativos e promissores.
Criatividade: capacidade de criar novas ideias e maneiras de resolver problemas que
proporcionam boas oportunidades. Empatia: resposta afetiva apropriada à situação de
outra pessoa.
Inovação: ideia, prática ou bem material percebido como novo, relevante e único,
adotado num determinado processo, área ou por toda a organização. Inteligência
emocional: tipo de inteligência que envolve a capacidade de perceber, avaliar e controlar
as emoções de si próprio, de outro e/ou de grupos.
Liderança: capacidade de conseguir que os outros façam aquilo que o líder quer que
eles façam; capacidade para influenciar um conjunto de pessoas a atuar no sentido da
prossecução dos objetivos do grupo.
Risco: uma situação de risco ocorre quando existe um grau de incerteza em relação ao
resultado de uma alternativa, mas dispõe-se de informação suficiente para prever a
probabilidade de que o resultado desejado venha ou não a ser atingido.
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Faça aproveito dessa facilidade e bons estudos!
 
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