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SEMINÁRIO DE GENÉTICA Tema: Hipercolesterolemia familiar Docentes: Ana Carolina Palmieri & Guilherme Batista do Nascimento Nomes: Flavia de Souza RA: 1067/18 Izabela Brilhante RA: 0730/18 Stefanye Catezani RA: 1098/18 Bianca Volpe RA: 0720/18 Vanessa Milani RA: 0698/18 O que é Hipercolesterolemia Familiar? ➔ A hipercolesterolemia hereditária ou familiar é uma doença genética do metabolismo das lipoproteínas, onde as taxas de colesterol estão elevadas desde a infância em diversas pessoas da mesma família. ➔ Decorrente de uma mutação no gene que codifica o receptor para a lipoproteína de baixa densidade (LDL), o qual está envolvido no transporte e no metabolismo do colesterol, cujo modo de HERANÇA AUTOSSÔMICA DOMINANTE. ➔ Embora portadores de HF tenham uma vida saudável com excelentes dietas e ótimos regimes de exercícios físicos , mesmo assim acabam por apresentar essa alteração no colesterol total e no LDL. ➔ É uma doença monogênica. Com uma frequência heterozigótica, enquanto a forma homozigótica é rara. https://www.google.com/url?q=https://www.mundoboaforma.com.br/hipercolesterolemia-familiar-sintomas-diagnostico-e-tratamento/&sa=D&source=editors&ust=1696291965899120&usg=AOvVaw1lcB8wlAJDH8Yvmj1IRE-_ O que causa a HF? ➔ Sabe-se que a hipercolesterolemia sofre influência de fatores não só ligados à idade, sexo, hábitos de vida, uso de medicamentos, determinadas doenças, mas o que causa realmente os elevados índices de LDL colesterol são as mutações genéticas. As mutações genéticas impedem o fígado de metabolizar (ou remover) o excesso de LDL colesterol, isto resulta em níveis sanguíneos muito altos, que podem levar a doença cardiovascular prematura. ➔ Os 3 genes associados a essas mutações são: o gene LDLR (genes do receptor de LDL), que apresenta maior frequência de mutações (85%-90% dos casos) no fígado, e em menor frequência e o gene APOB (genes da apoproteína B) (5-8%) encontrado na molécula de LDL. Mutações genéticas ➔ As mutações nos genes do receptor das lipoproteínas de baixa densidade (LDL-R), deveria ser formada uma proteína com função associada a captação e degradação das LDL, permitindo assim a remoção do colesterol LDL do plasma (via do receptor das LDL). Porém não é o que acontece. O fenótipo mais comum na HF é uma mutação no gene específico para LDL plasmático. ➔ O gene do receptor LDL localiza-se no cromossomo 19 (19p13.2- 19p13.3) e codifica uma proteína de 839 aminoácidos. Os quais, já foram identificados polimorfismos nesse gene LDL-R e mutações. ➔ Esse gene do LDL compreende aproximadamente 45 mil pares de bases de DNA e está dividido em 18 exons e 17 introns. Há uma forte correlação entre os domínios estruturais na proteína (receptor de LDL) e a sequência dos exons no gene. ➔ Polimorfismo no gene do receptor LDL: já foram identificados 45 tipos de polimorfismos, dentre eles destacam-se o RsaI (extremidade 5'), StuI (exon 2), MaeIII (exon 4), TaqI (intron 4), SphI (intron 6), StuI (exon 8), HhaI (exon 11), HincII (exon 12), AvaII (exon 13), MspI (exon 15), PvuII (intron 15), MspI e NcoI (exon 18) e PstI (extremidade 3'). Todos esses locais de mutação acarretam em alterações no gene que será transcrito e às vezes o gene não chega a ser transcrito ou somente parcialmente transcrito. ➔ Muitas vezes o genótipo no polimorfismo é visto de acordo com a quantidade de genes funcionais e quantos desses possuem a mutação. Dessa maneira, os polimorfismos destacados acima apresentam na sua maioria o genótipo X+X+ e X+X-. Ou seja, X+X+ expressão 100% e X+X- expressão 50% da HF. ➔ Há cinco principais classes de defeitos/mutações no gene LDL-R. ● Classe I: o receptor de LDL não é sintetizado. ● Classe II: formação de proteínas incapazes ou em menos expressão na superfície de transportar o receptor de LDL devidamente ao retículo endoplasmático para o aparelho de golgi. ● Classe III: o receptor de LDL-R não se liga corretamente ao LDL na superfície da célula graças a um defeito na apoliproteina (Apo B-100) ou no receptor de LDL, fazendo com que o lipídio fique em grandes quantidades na célula. ● Classe IV: proteínas transportadoras ligam-se normalmente à LDL, mas não se situam nas depressões revestidas e, portanto, a LDL não é sintetizada. ● Classe V: o receptor de LDL não é reciclado de volta para a superfície celular, devido ao gene PCSK9. ➔ Causada por mutações do gene que codifica o receptor da LDL ou nos genes codificadores da Apoliproteina B-100 que quando mutada apresenta menor afinidade pelo LDL-R e nos genes da pró-proteína convertase (PCSK-9) que codifica a proteína NARC-1 que participa do catabolismo do LDL-R e o deixa com ganho de função, ou seja, degradação do LDL-R acelerado. ➔ O gene da Apoliproteina B-100 está situado no cromossomo 2. Suas principais mutações são: R3500Q (troca de arginina pela glutamina), R3500W (troca de arginina pelo triptofano), R3531C (troca de arginina por cisteína), Q3405E (troca de glutamina por glutamato) e R3480P (troca de arginina por prolina). Recentemente, foram descritas as mutações N3516K (troca de asparagina por lisina) e T3492I (troca de treonina por isoleucina). Essas alterações interferem na conformação do domínio de ligação da apo B, ou seja, essas mutações apresentam perda de função, reduzindo a afinidade da LDL pelo receptor LDL-R, elevando assim os níveis circulantes de LDL. Provocam uma forma de dislipidemia conhecida como apo B-100 defeituosa familiar. ➔ O gene da PCSK-9 codifica uma proteína cuja função ainda é desconhecida, onde a mesma é regulada pelo colesterol e por isso pode estar envolvido em um novo mecanismo de modulação da função do LDL-R, por uma via alternativa de ativar do catabolismo/degradação do gene LDL-R. Mutações nesse gene poderão causar ganho de função dessa proteína, resultando na hipercolesterolemia, ou seja, o LDL-R fica menos disponível na superfície da célula e tem mais LDL circulante. ➔ Além disso, essa pró-proteína PCSK-9 quando chega a sintetiza receptor com afinidade de LDL, porém quando os captura internalizam-os e impedem a saída para os endossomos impedindo a reciclagem dos receptores. Como a HF é herdada? ➔ Doença autossômica dominante. ➔ Dois tipos: HF heterozigótica e HF homozigótica. 1. HF heterozigótica: Quando a doença é herdada de um só pai (mãe ou pai); considerada a mais comum pois sua estatística é de 1 em 500 pessoas. O heterozigoto apresenta 50% de receptores de LDL não funcionais. 2. HF homozigótica: Quando a doença é herdada de ambos os pais; considerada rara por sua estatística é de 1 em 1 milhão. ➔ HF é uma doença hereditária monogênica. ➔ Chances dos parentes apresentarem a doença: Parentes de primeiro grau a chance é de 50% e parentes de segundo grau a chance é de 25%. ➔ Mutações herdadas. Prevalência da HF ➔ A HF é um problema de saúde mundial reconhecido pela Organização Mundial de Saúde (OMS). ➔ O Brasil tem cerca de 800 mil pessoas com HF. Menos de 1% desses casos são diagnosticados e tratados ➔ Estima-se que no mundo todo existam mais de 10.000.000 de indivíduos portadores de HF; no entanto, menos de 10% desses têm diagnóstico conhecido de HF, e menos de 25% recebem tratamento ➔ A frequência da HF na sua forma heterozigótica é de cerca de 1:500 indivíduos, sendo muito rara na forma homozigótica, onde se estima uma frequência de 1:1.000.000 de indivíduos afetados. Entretanto, a HF é mais prevalente em algumas populações, devido a um efeito "fundador". Esses são os sul-africanos (1:100), libaneses (1:170), franco-canadenses (1:270) e finlandeses Sintomas da HF ➔ Doença silenciosa. ➔ Xantelasmas. ➔ Xantomas. ➔ Angina de peito. ➔ Arco senil. ➔ Obesidade. ➔ Feridas nos pés que não cicatrizam. ➔ Sintomas semelhantes ao AVC. ➔ Importante: Anamnese e exame físico. Diagnóstico ➔ Primeira vez por níveis elevados de LDL ➔ Sinais clínicos de depósitos extravasculares decolesterol ➔ História familiar de hipercolesterolemia e/ou doença aterosclerótica prematura ➔ Após isso testes genéticos podem ser realizados para confirmar o diagnóstico https://dle.com.br/biologia-molecular-genetica-humana/eim-e-outras-doencas-geneticas/395-hipercolesterolemia-familiar-estudo-molecular -gene-ldrl http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0066-782X2012001700001&script=sci_arttext https://www.google.com/url?q=https://dle.com.br/biologia-molecular-genetica-humana/eim-e-outras-doencas-geneticas/395-hipercolesterolemia-familiar-estudo-molecular-gene-ldrl&sa=D&source=editors&ust=1696291969403412&usg=AOvVaw3lnILcdQBcYolPMLmAoP0W https://www.google.com/url?q=https://dle.com.br/biologia-molecular-genetica-humana/eim-e-outras-doencas-geneticas/395-hipercolesterolemia-familiar-estudo-molecular-gene-ldrl&sa=D&source=editors&ust=1696291969403669&usg=AOvVaw3h-YE1-KH3WjsFkUyEcs2U https://www.google.com/url?q=http://www.scielo.br/scielo.php?pid%3DS0066-782X2012001700001%26script%3Dsci_arttext&sa=D&source=editors&ust=1696291969403805&usg=AOvVaw1SWuR2-qwGkBpMqYXviQ0K Tratamento da HF ➔ Primeiramente, a orientação terapêutica tem que estar focada na mudança do estilo de vida. ● Dieta: diminuir as gorduras saturadas e colesterol. ● Atividade física: manutenção ou diminuição do peso; com uma atividade física regular há diminuição os níveis de TG, aumento do HDL, entre outros. ➔ Tratamento Farmacológico é indicado a indivíduos portadores de HF que apresentam risco elevado de doença coronariana ao longo da vida, então, o tratamento farmacológico deve ser iniciado mais cedo. Ex. estatinas, que diminui o colesterol. ➔ Terapias Alternativas: ● Derivação ileal parcial (Bypass ileal) é uma intervenção cirúrgica que permite redução persistente da colesterolemia. Consiste na exclusão em alça cega de 200cm ou ⅔ do intestino delgado na sua porção distal e anastomose término-lateral do segmento proximal na região da válvula íleo-cecal, pode ser um procedimento reversível. A exclusão do segmento ileal permite redução significativa da absorção do colesterol contido nos alimentos, e interfere no ciclo entero-hepático do colesterol. Reduz a colesterolemia de 25% a 35% e o LDL de 30% a 35%. ● Aférese: um procedimento seguro capaz de reduzir de forma imediata e drástica o LDL-C em até 70%, mas exigindo repetições das sessões em intervalos regulares de 15 a 21 dias, ficando sua aplicação limitada pelo alto custo e sofisticação tecnológica. Complicações da HF ➔ Desenvolvimento de Doença Arterial Coronariana (DAC) ● Incidência maior em homens do que em mulheres ● Principal causa de morte em portadores com HF é a DAC ● Tratamento precoce reduz risco de DAC ➔ Infarto agudo do miocárdio ➔ Angina de peito ➔ AVE ➔ Acidente Isquêmico Transitório ➔ Diabetes* ➔ Hipertensão arterial ➔ Obesidade Referências bibliográficas ➔ ALVES BEZERRA, HIRISLEIDE. et al. GENETICA MOLECULAR DA HIPERCOLESTEROLEMIA FAMILIAR COM ENFASE NO ENVELHECIMENTO VASCULAR. Anais CIEH (2015) – Vol. 2, N.1 ISSN 2318-0854. ➔ DIAGNÓSTICO e prevenção hipercolesterolemiafamiliar. 1. Disponível em: <http:/ /www.mundoboaforma.com.br/hipercolesterolemia-familiar-sintomas-diagnostico-e -tratamento/ >. Acesso em: 30 Abril. 2019. ➔ AMARAL, Sílvia Cristina Coelho do. Caracterização clínica e molecular de um caso de hipercolesterolémia familiar. Tese de Doutorado. ➔ FORTI, Neusa et al. Alterações genéticas e colesterolemia: recentes estudos brasileiros. 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