Prévia do material em texto
AO2 Substitutiva Entrega 23 de dez de 2022 em 23:59 Pontos 6 Perguntas 10 Disponível 16 de dez de 2022 em 0:00 - 23 de dez de 2022 em 23:59 Limite de tempo Nenhum Instruções Este teste não está mais disponível, pois o curso foi concluído. Histórico de tentativas Tentativa Tempo Pontuação MAIS RECENTE Tentativa 1 82 minutos 6 de 6 Pontuação deste teste: 6 de 6 Enviado 17 de dez de 2022 em 11:16 Esta tentativa levou 82 minutos. Importante: Caso você esteja realizando a atividade através do aplicativo "Canvas Student", é necessário que você clique em "FAZER O QUESTIONÁRIO", no final da página. 0,6 / 0,6 ptsPergunta 1 Leia o texto abaixo: José Fonseca é dono de uma rede de postos de gasolina na cidade de Dourados – Mato Grosso do Sul. Visando expandir seus negócios, José se dirigiu à Prefeitura e entrou com requerimento para concessão de licença de instalação de um novo posto na rua Duque de Caxias, 100. A 500m dali está instalado outro posto de gasolina, de propriedade da família Silva. No entanto, uma lei municipal estabelece que apenas poderão ser implantados postos de gasolina em terrenos com, pelo menos, 1000 metros de distância um do outro. Assim, o pedido de José Fonseca foi indeferido. Considerando as informações apresentadas, avalie as informações a seguir. A+ A A- https://famonline.instructure.com/courses/24262/quizzes/110025/history?version=1 I - A decisão da Prefeitura está correta, pois a Constituição Federal não limita a livre iniciativa, e portanto José pode instalar o posto de gasolina onde bem entender. II - A decisão da Prefeitura está incorreta, pois viola Jurisprudência específica que dispõe que “ofende o princípio da livre concorrência lei municipal que impede a instalação de estabelecimentos comerciais do mesmo ramo em determinada área”. III - José não poderá questionar a decisão da Prefeitura judicialmente, pois o princípio do devido processo legal, que engloba os princípios do contraditório e da ampla defesa, não se aplica aos processos administrativos, apenas aos judiciais. Estão corretas as afirmativas: I e II, apenas II, apenas Correto!Correto! A resposta está correta, pois apenas a afirmação II é verdadeira. A afirmação I é falsa. A decisão da Prefeitura não está correta, pois a Constituição Federal limita a livre iniciativa, possibilitando ao Estado intervir no mercado por meios de leis para assegurar os direitos dos consumidores. A afirmação II é verdadeira. A decisão da Prefeitura está incorreta, pois viola a Súmula Vinculante 49 do STF, que dispõe que “ofende o princípio da livre concorrência lei municipal que impede a instalação de estabelecimentos comerciais do mesmo ramo em determinada área”. A afirmação III é falsa, pois, o princípio do devido processo legal, em seu aspecto formal, significa que a parte de um processo pode utilizar todos os meios jurídicos existentes para se defender. Assim, José poderá entrar na justiça para questionar a decisão da Prefeitura. Ainda, pelo princípio do contraditório e da ampla defesa, tanto no processo judicial quanto no processo administrativo, as partes têm direito de conhecer as alegações relevantes do processo e se contrapor a elas e de fazer uso de todos os meios de prova admitidos em Direito. III, apenas II e III, apenas A+ A A- I, apenas 0,6 / 0,6 ptsPergunta 2 Leia o texto abaixo: Os fatos e, mais especificamente, os atos humanos podem se apresentar como relações jurídicas, que não são quaisquer relações sociais, mas tão-somente aquelas que reúnem diversos requisitos que serão objeto de nossa aula. Um dos elementos essenciais da experiência jurídica é representado pela relação jurídica, cujo conceito é fundamental na Ciência do Direito, tendo sido estabelecido, de maneira mais clara, por F. C. Savigny, no decorrer do século passado. Alguns juristas sustentam mesmo que a Ciência do Direito se apresentou não apenas como ciência autônoma, mas como ciência que já atingira a maturidade, no instante em que Savigny situou de maneira precisa o conceito de relação jurídica. Jhering chegou a dizer que a relação jurídica está para a Ciência do Direito como o alfabeto está para a palavra. (REALE, Miguel. Lições preliminares de direito. 25 ed. São Paulo: Saraiva, 2001, p. 198). Considerando as informações apresentadas, avalie as informações a seguir. I - Uma relação social é considerada jurídica quando preenche dois requisitos: (a) vínculo entre duas ou mais pessoas, (b) previsto na norma jurídica. II - Pode haver vínculo entre duas ou mais pessoas que não esteja previsto na norma jurídica, como ocorre no Direito Penal. III - A relação jurídica é composta por 4 elementos: sujeito ativo, sujeito passivo, vínculo de atributividade e objeto. IV - O vínculo de atributividade é a ligação existente entre os sujeitos da relação, que lhes confere o direito de exigir o cumprimento da prestação principal da relação jurídica Estão corretas apenas as afirmativas: a I, III e IV Correto!Correto! A+ A A- A resposta está correta, pois apenas as afirmações I, III e IV são verdadeiras. A afirmação I é verdadeira, pois uma relação social apenas será considerada uma relação jurídica se preenchidos os requisitos da existência do vínculo entre duas ou mais pessoas, e desde que esse vínculo esteja previsto na norma jurídica. A afirmação II é falsa, pois não existe relação jurídica sem que haja previsão do vínculo na norma jurídica. No Direito Penal, se não existir norma específica para o caso em análise, não haverá relação jurídica penal. A afirmação III é verdadeira, pois a relação jurídica é composta pelos seguintes elementos: sujeito ativo (credor da relação jurídica); sujeito passivo (devedor da relação jurídica); vínculo de atributividade (vínculo existente entre os sujeitos da relação); e objeto (o fim visado pela relação jurídica). A afirmação IV é verdadeira, pois o vínculo de atributividade é o vínculo existente entre os sujeitos da relação, muitas vezes, de maneira recíproca, tendo ambas as partes direitos e obrigações. É o que confere às partes o direito de exigir o cumprimento da prestação principal da relação jurídica. II e III I, II e IV III e IV II, III e IV 0,6 / 0,6 ptsPergunta 3 Leia o texto a seguir: Através da definição legal de empresário podem ser extraídos os seus principais elementos caracterizadores: economicidade; organização; profissionalidade; assunção do risco; e direcionamento ao mercado. A economicidade relaciona-se ao fato do empresário – enquanto sujeito de direitos que exerce a empresa –, desenvolver atividades econômicas, ou seja, atividades voltadas para a produção de riquezas. A organização é essencial na vida de qualquer empresário, pois para o bom exercício da A+ A A- atividade empresarial, é preciso organizar os fatores de produção. Vale lembrar que essa organização também pode ser de trabalho alheio, de bens, ou de ambos. Disponível em: https://marciomorena.jusbrasil.com.br/artigos/121943993/quem-e-o-empresario-na- legislacao-brasileira (https://marciomorena.jusbrasil.com.br/artigos/121943993/quem-e-o-empresario-na- legislacao-brasileira) . Acesso em: 28 de novembro de 2022. Considerando as informações apresentadas, assinale a opção correta. A empresa não representa o aparato produtivo que coordena a produção. Os produtores rurais e “empresários do campo” são distintos, pois o produtor rural exerce atividade fora da atividade econômica. Os produtores rurais e “empresários do campo” são distintos, pois o produtor rural exerce atividade fora da atividade econômica. Empresário é a pessoa que exerce de forma profissional a atividade econômica organizada. Correto!Correto! A alternativa está correta. O artigo 966 do Código Civil traz de forma expressa o conceito de empresário como sendo aquele que exerce profissionalmente atividade econômica organizada para a produção ou a circulação de bens ou de serviços. Diante dessa definição legal podem ser extraídos os seus principais elementoscaracterizadores: economicidade; organização; profissionalidade; assunção do risco; e direcionamento ao mercado. Nem sempre o empresário se vale do trabalho de outras pessoas e usa o capital próprio na empresa. 0,6 / 0,6 ptsPergunta 4 A+ A A- https://marciomorena.jusbrasil.com.br/artigos/121943993/quem-e-o-empresario-na-legislacao-brasileira https://marciomorena.jusbrasil.com.br/artigos/121943993/quem-e-o-empresario-na-legislacao-brasileira https://marciomorena.jusbrasil.com.br/artigos/121943993/quem-e-o-empresario-na-legislacao-brasileira https://marciomorena.jusbrasil.com.br/artigos/121943993/quem-e-o-empresario-na-legislacao-brasileira https://marciomorena.jusbrasil.com.br/artigos/121943993/quem-e-o-empresario-na-legislacao-brasileira Leia o texto abaixo: RECURSO ESPECIAL. CIVIL. PLANO DE SAÚDE. VIOLAÇÃO DO ART. 535 DO CPC. NÃO OCORRÊNCIA. INTERNAÇÃO HOSPITALAR. CONVERSÃO EM ATENDIMENTO MÉDICO DOMICILIAR. POSSIBILIDADE. SERVIÇO DE HOME CARE. CLÁUSULA CONTRATUAL OBSTATIVA. ABUSIVIDADE. SUSPENSÃO TEMPORÁRIA DO TRATAMENTO. DANO MORAL. CONFIGURAÇÃO. AGRAVAMENTO DAS PATOLOGIAS. GRANDE AFLIÇÃO PSICOLÓGICA. 1. Ação ordinária que visa a continuidade e a prestação integral de serviço assistencial médico em domicílio (serviço home care 24 horas), a ser custeado pelo plano de saúde bem como a condenação por danos morais. 2. Apesar de os planos e seguros privados de assistência à saúde serem regidos pela Lei nº 9.656/1998, as operadoras da área que prestam serviços remunerados à população enquadram-se no conceito de fornecedor, existindo, pois, relação de consumo, devendo ser aplicadas também, nesses tipos contratuais, as regras do Código de Defesa do Consumidor (CDC). Ambos instrumentos normativos incidem conjuntamente, sobretudo porque esses contratos, de longa duração, lidam com bens sensíveis, como a manutenção da vida. Incidência da Súmula nº 469/STJ. 3. Apesar de, na Saúde Suplementar, o tratamento médico em domicílio não ter sido incluído no rol de procedimentos mínimos ou obrigatórios que devem ser oferecidos pelos planos de saúde, é abusiva a cláusula contratual que importe em vedação da internação domiciliar como alternativa de substituição à internação hospitalar, visto que se revela incompatível com a equidade e a boa-fé, colocando o usuário (consumidor) em situação de desvantagem exagerada (art. 51, IV, da Lei nº 8.078/1990). Precedentes. (...) (REsp 1537301/RJ, Rel. Ministro RICARDO VILLAS BÔAS CUEVA, TERCEIRA TURMA, julgado em 18/08/2015, DJe 23/10/2015) Considerando o julgado apresentado, avalie as afirmações a seguir: I - O STJ aplicou ao caso em tela a teoria do diálogo das fontes. II - O STJ não reconheceu a aplicação direta dos direitos fundamentais ao caso em tela. III - A recusa no fornecimento de atendimento home care viola a função social do contrato, pois coloca os interesses financeiros da seguradora acima dos interesses do paciente, causando-lhe onerosidade excessiva. IV - O STJ aplicou ao caso em tela a boa-fé subjetiva. Estão corretas apenas as alternativas: II e IV A+ A A- I e II III e IV I e IV Correto!Correto! A resposta está certa, pois somente as assertivas I e IV são corretas. A afirmativa I está correta, de fato, o STJ aplicou ao caso em tela a teoria do diálogo das fontes. A afirmativa II está incorreta, pois o STJ reconheceu a aplicação direta dos direitos fundamentais ao caso em tela. A afirmativa III está incorreta, pois a recusa no fornecimento de atendimento home care não violou a função social do contrato, nem colocou os interesses financeiros da seguradora acima dos interesses do paciente, não caracterizando a onerosidade excessiva. A afirmativa IV está correta, pois STJ aplicou ao caso em tela a boa- fé subjetiva. II e III 0,6 / 0,6 ptsPergunta 5 Leia o texto abaixo: A senhora inofensiva com filho no colo vendendo cigarros na porta da rodoviária de Belo Horizonte, o ex-servente de pedreiro que agora oferece óculos sem procedência pelo centro da capital e o proprietário de uma loja de produtos piratas podem ter histórias, idades e rendas diferentes. Mas todos eles e todos os demais que ganham a vida oferecendo bens e serviços sem prestar contas ou pagar impostos estão inseridos na chamada economia subterrânea. Juntos, sonegadores, vendedores de contrabando e de ligações irregulares de internet, televisão a cabo, luz e água, traficantes de drogas e armas, entre outros trabalhadores informais e ilícitos, causaram uma perda R$ 1,173 trilhão aos cofres públicos e para a concorrência legal em 2018. (O TEMPO. Ilegalidade some com R$ 1,173 tri da renda do Brasil todo ano. Disponível em: https://www.otempo.com.br/economia/ilegalidade-some-com-r-1-173-tri-da-renda-do-brasil-todo-ano- 1.2205995 (https://www.otempo.com.br/economia/ilegalidade-some-com-r-1-173-tri-da-renda-do-brasil-todo- ano-1.2205995) . Acesso em: 29 novembro 2022). A+ A A- https://www.otempo.com.br/economia/ilegalidade-some-com-r-1-173-tri-da-renda-do-brasil-todo-ano-1.2205995 https://www.otempo.com.br/economia/ilegalidade-some-com-r-1-173-tri-da-renda-do-brasil-todo-ano-1.2205995 https://www.otempo.com.br/economia/ilegalidade-some-com-r-1-173-tri-da-renda-do-brasil-todo-ano-1.2205995 https://www.otempo.com.br/economia/ilegalidade-some-com-r-1-173-tri-da-renda-do-brasil-todo-ano-1.2205995 https://www.otempo.com.br/economia/ilegalidade-some-com-r-1-173-tri-da-renda-do-brasil-todo-ano-1.2205995 Considerando as informações apresentadas, avalie as afirmações a seguir: I - A livre concorrência é um dos princípios da ordem econômica ao lado da livre iniciativa, mas com ela não se relaciona nem se confunde. II - A concorrência ilícita apresenta duas dimensões: concorrência desleal e infração contra a ordem econômica. III - A venda de produtos falsificados caracteriza concorrência desleal. É correto o que se afirma em: I e III, apenas III, apenas I e II, apenas II, apenas II e III, apenas Correto!Correto! A resposta está correta, pois apenas as afirmações II e III são verdadeiras. A asserção I é falsa, pois a livre concorrência garante que cheguem ao mercado produtos e serviços com qualidade e preços razoáveis, sendo uma manifestação da livre iniciativa, com ela se relacionando e, muitas vezes, se confundindo. A asserção II é verdadeira, pois concorrência ilícita pode ocorrer através da prática de atos de concorrência desleal ou através de atos que configuram infração contra a ordem econômica. A asserção II é verdadeira, pois a venda de produtos falsificados está incluída nas condutas que atingem um concorrente in concreto, caracterizando a concorrência desleal. 0,6 / 0,6 ptsPergunta 6 Leia o texto a seguir: Teorias dos Atos de Comercio: A+ A A- De acordo com o Código Comercial francês de 1807, ato de comércio é a compra com intenção de revender. Nessa fase, o Direito Comercial tinha por objeto, principalmente, estabelecer regras sobre os atos daqueles que compravam para revender, ou seja, a atividade dos comerciantes. Para que alguém fosse considerado comerciante, os atos de comércio deviam ser realizados habitual e profissionalmente. Isso também era chamado de mercancia. Assim, atos de comércio ou mercancia pressupunham habitualidade, atuação contínua no exercício da atividade comercial. A doutrina francesa criou a teoria dos atos de comércio, que tinha como uma de suas funções essenciais a de atribuir, a quem praticasse os denominados atos de comércio, a qualidade de comerciante, o que era pressuposto para a aplicação das normas do Código Comercial. O direito comercial regularia, portanto, as relações jurídicas que envolvessem a prática de alguns atos definidos em lei como atos de comércio. Não envolvendo a relação à prática destes atos, seria ela regida pelas normas do Código Civil. Disponível em: https://lincolnpaulino99.jusbrasil.com.br/artigos/881921821/teoria-geral-do-direito- empresarial (https://lincolnpaulino99.jusbrasil.com.br/artigos/881921821/teoria-geral-do-direito-empresarial) . Acesso em: 29 denovembro de 2022 Considerando a situação expressa no texto, avalie as afirmações a seguir: I. Considerando o Código Comercial francês de 1807, um comerciante só poderia ser denominado como tal se seguisse determinados atos regulatórios, com a intenção, por exemplo, de regularizar os atos de compra e revenda. II. Os atos comerciais eram orientações necessárias, que se o comerciante seguisse, teria mais facilidade para realizar suas obrigações comerciais, mesmo que outros meios estivessem disponíveis para essa categoria. III. O Direito comercial era direcionado a grupos que realizavam relações de troca, cujos comerciantes se incluiam, estando ligados aos atos comerciais. É correto o que se afirma em: III, apenas I, apenas. Correto!Correto! A+ A A- https://lincolnpaulino99.jusbrasil.com.br/artigos/881921821/teoria-geral-do-direito-empresarial https://lincolnpaulino99.jusbrasil.com.br/artigos/881921821/teoria-geral-do-direito-empresarial https://lincolnpaulino99.jusbrasil.com.br/artigos/881921821/teoria-geral-do-direito-empresarial https://lincolnpaulino99.jusbrasil.com.br/artigos/881921821/teoria-geral-do-direito-empresarial A alternativa está correta. A afirmação I está correta pois, nessa fase, o Direito Comercial tinha por objeto principalmente, estabelecer regras sobre os atos daqueles que compravam para revender, ou seja, a atividade dos comerciantes. Para que alguém fosse considerado comerciante, os atos de comércio deviam ser realizados habitual e profissionalmente. A afirmação II está incorreta, porque a teoria dos atos de comércio tinha como uma de suas funções essenciais a de atribuir, não orientar, a quem praticasse os denominados atos de comércio a qualidade de comerciante, o que era pressuposto para a aplicação das normas do Código Comercial. A afirmação III também está incorreta pois, a noção do direito comercial é fundada exclusivamente na figura dos atos de comércio, ou seja, exclusivamente na categoria dos denominados comerciantes. Com o passar do tempo, mostrou-se uma noção extremamente ultrapassada, já que a efervescência do mercado, sobretudo após a Revolução Industrial, acarretou o surgimento de diversas outras atividades econômicas relevantes, e muitas delas não estavam compreendidas no conceito de ato de comércio ou de mercancia. II e III apenas II, apenas. I, II e III. 0,6 / 0,6 ptsPergunta 7 Leia o texto abaixo: A DPU (Defensoria Pública da União) elaborou uma nota técnica em que afirma que a portaria publicada nesta semana pelo ministro Sérgio Moro (da Justiça e Segurança Pública) sobre a deportação de “pessoa perigosa” viola a Constituição e legislações sobre o direito migratório. A análise, feita por coordenadores da DPU, afirma que a portaria 666/2019 fere diversos dispositivos da Constituição, da Lei de Migração (13.445/2017) e da Lei do Refúgio (9.474/1997). Segundo o texto, ficam prejudicados em especial a garantia do devido processo legal no âmbito migratório, o contraditório e a ampla defesa. (…) A+ A A- O documento chama atenção para o fato de a portaria criar um novo mecanismo no direito migratório chamado de “deportação sumária”. Os técnicos afirmam que o instituto não existe no ordenamento brasileiro e permitirá, com base em portaria ministerial, que qualquer imigrante esteja sob risco de ser deportado a qualquer momento “sob alegações genéricas de periculosidade, por meio de um processo administrativo materialmente inexistente, sem a adequada possibilidade de defesa e produção de prova e sem qualquer vinculação com a regularidade, ou não, de sua situação migratória no País”. Disponível em: http://www.osul.com.br/a-portaria-de-sergio-moro-sobre-a-deportacao-de-estrangeiros- viola-a-constituicao-diz-a-defensoria-da-uniao (http://%20http://www.osul.com.br/a-portaria-de-sergio- moro-sobre-a-deportacao-de-estrangeiros-viola-a-constituicao-diz-a-defensoria-da-uniao) Acesso em: 28 novembro 2022. De acordo com o texto apresentado, avalie as seguintes asserções e a relação proposta entre elas. I. A Portaria 666/2019 viola a Constituição Federal, em especial, os princípios do devido processo legal, do contraditório e da ampla defesa. PORQUE II. Pelo princípio do devido processo legal, que compreende os princípios do contraditório e da ampla defesa, a parte de um processo tem direito à plenitude de defesa, consistente em conhecer as alegações relevantes do processo e contrapondo-se a elas, utilizar todos os meios jurídicos disponíveis para se defender, e produzir as provas que entende cabíveis. A respeito dessas asserções, assinale a opção correta. As asserções I e II são proposições verdadeiras, e a asserção II é uma justificativa correta da asserção I. Correto!Correto! A+ A A- http://%20http//www.osul.com.br/a-portaria-de-sergio-moro-sobre-a-deportacao-de-estrangeiros-viola-a-constituicao-diz-a-defensoria-da-uniao http://%20http//www.osul.com.br/a-portaria-de-sergio-moro-sobre-a-deportacao-de-estrangeiros-viola-a-constituicao-diz-a-defensoria-da-uniao http://%20http//www.osul.com.br/a-portaria-de-sergio-moro-sobre-a-deportacao-de-estrangeiros-viola-a-constituicao-diz-a-defensoria-da-uniao http://%20http//www.osul.com.br/a-portaria-de-sergio-moro-sobre-a-deportacao-de-estrangeiros-viola-a-constituicao-diz-a-defensoria-da-uniao http://%20http//www.osul.com.br/a-portaria-de-sergio-moro-sobre-a-deportacao-de-estrangeiros-viola-a-constituicao-diz-a-defensoria-da-uniao A resposta está correta, pois as asserções I e II são proposições verdadeiras, e a asserção II é uma justificativa correta da asserção I. De acordo com o texto apresentado, a Portaria 666/2019 viola a Constituição Federal, em especial, os princípios do devido processo legal, do contraditório e da ampla defesa, pois esses princípios asseguram à parte envolvida em um processo que conheça as alegações em seu desfavor, contrapondo-se a elas, utilize todos os meios jurídicos disponíveis para se defender, e produza as provas que entende cabíveis, no que se chama de “plenitude de defesa”. Segundo a Defensoria da União, o instituto da “deportação sumária”, por não possibilitar ao imigrante a apresentação de defesa técnica por advogado e a produção de provas, viola os princípios do devido processo legal, do contraditório e da ampla defesa. As asserções I e II são proposições verdadeiras, mas a asserção II não é uma justificativa correta da asserção I. A asserção I é uma proposição falsa, e a asserção II é uma proposição verdadeira. As asserções I e II são proposições falsas. A asserção I é uma proposição verdadeira, e a asserção II é uma proposição falsa. 0,6 / 0,6 ptsPergunta 8 Leia o texto abaixo: O Supremo Tribunal Federal (STF) determinou na quinta-feira, 13 de junho, que a discriminação por orientação sexual e identidade de gênero passe a ser considerada um crime. (...) Em seguida, Ricardo Lewandowski disse haver violência contra estas minorias e que a criminalização destas condutas é uma obrigação constitucional do Estado. Portanto, haveria uma "dívida histórica" com estes grupos. A+ A A- "A omissão parlamentar em cumprir esse mandado pode se compreendida como um fenômeno político. Os atores políticos têm ciência de que são mais facilmente responsabilizados perante eleitores por suas ações do que por suas omissões", disse. No entanto, o ministro rejeitou a aplicação da Lei de Racismo, porque isso criaria um novo tipo de crime, na sua avaliação, algo que a Constituição estabelece como função exclusiva do Legislativo. "A extensão do tipo penal para abarcar situações especificamente tipificadas pela norma penal atenta contra o princípio da reserva legal, que promove a segurança jurídica de todos", disse o ministro, que defendeu que o Congresso fosse notificado para criminalizar a homotransfobia. (BBC News Brasil. STF aprova a criminalização da homofobia. Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/brasil-47206924 (https://www.bbc.com/portuguese/brasil-47206924). Acesso em: 29 novembro. 2022). De acordo com o texto apresentado, avalie as seguintes asserções e a relação proposta entre elas. I. O Ministro do STF, Enrique Lewandoski, entendeu que a aplicação da Lei de Racismo aos casos de homotransfobia criaria um novo tipo penal não previsto em lei, o que vai de encontro ao princípio da reserva legal. PORQUE II. Pelo princípio da reserva legal, determinadas matérias apenas podem ser disciplinadas por lei formal, cabendo ao Poder Legislativo elaborar a lei que criminaliza a homotransfobia. As asserções I e II são proposições verdadeiras, e a asserção II é uma justificativa correta da asserção I. Correto!Correto! A resposta está correta. As asserções I e II são proposições verdadeiras, e a asserção II é uma justificativa correta da asserção I. O Ministro do STF entendeu que a aplicação da Lei de Racismo aos casos de homotransfobia criaria um novo crime não previsto em lei, o que vai de encontro ao princípio da reserva legal, que determina que a regulamentação de algumas matérias apenas pode ser feita mediante lei formal, a ser elaborada pelo Poder Legislativo. A+ A A- https://www.bbc.com/portuguese/brasil-47206924 https://www.bbc.com/portuguese/brasil-47206924 https://www.bbc.com/portuguese/brasil-47206924 A asserção I é uma proposição falsa, e a asserção II é uma proposição verdadeira A asserção I é uma proposição verdadeira, e a asserção II é uma proposição falsa. As asserções I e II são proposições falsas. As asserções I e II são proposições verdadeiras, mas a asserção II não é uma justificativa correta da asserção I. 0,6 / 0,6 ptsPergunta 9 Leia o texto abaixo: Dona Maria trabalha como copeira na empresa XYZ Corporate há mais de 15 anos. Nos últimos 6 meses, o salário de Dona Maria foi pago em atraso, e houve rumores de que a empresa estava “mal das pernas”. Certo dia, Dona Maria chegou para trabalhar e encontrou a empresa fechada. Todos os funcionários estavam do lado de fora do prédio, sem poder entrar para trabalhar, e sem qualquer explicação a respeito do ocorrido. Nos dias que se seguiram, Dona Maria soube que a empresa foi encerrada na Junta Comercial, que os sócio-proprietários fugiram para o exterior sem pagar as verbas trabalhistas a que seus funcionários – incluindo Dona Maria – teriam direito, e que também havia pedido de decretação de falência da empresa formulado por seus credores. De acordo com o texto apresentado, avalie as afirmações a seguir: I - O encerramento irregular da empresa na Junta Comercial, sem o pagamento das verbas trabalhistas dos funcionários, configura fraude e abuso de direito, e autoriza a desconsideração da personalidade jurídica. II - Pelo princípio da autonomia patrimonial, é impossível que os sócios venham a responder por dívidas assumidas pela sociedade, ainda que tenha havido fraude contra os credores. III - Pelo princípio da subsidiariedade da responsabilidade dos sócios, os sócios apenas responderão pelas dívidas da sociedade após o A+ A A- esgotamento dos bens dela e, mesmo assim, observando-se as limitações impostas pela lei. IV - O intuito da desconsideração da personalidade jurídica é considerar os bens dos sócios e da sociedade como uma universalidade que deve responder pelas dívidas da sociedade em caso de fraude ou abuso de direito. É correto o que se afirma em: I, II e III II e III, apenas I, apenas I, III e IV, apenas Correto!Correto! A resposta está correta, pois apenas as afirmações I, III e IV são verdadeiras. A asserção I é verdadeira, pois o encerramento irregular da empresa na Junta Comercial, sem o pagamento das verbas trabalhistas dos funcionários, configura fraude e abuso de direito, autorizando a desconsideração da personalidade jurídica, nos termos do art. 28 do Código de Defesa do Consumidor. A asserção II é falsa. Pelo princípio da autonomia patrimonial, os bens, direitos e obrigações da pessoa jurídica não se confundem com os dos seus sócios, porém, estes poderão ser responsabilizados depois de executados os bens da sociedade e se constatada a fraude ou abuso de direito. A asserção III é verdadeira, pois o princípio da subsidiariedade da responsabilidade dos sócios pelas obrigações sociais significa que, em caso de dívida assumida pela sociedade, os bens dos sócios apenas poderão ser executados após a execução dos bens da sociedade, e mesmo assim observando-se eventuais limitações impostas pela lei. Esse princípio é uma decorrência do princípio da autonomia patrimonial. A asserção IV é verdadeira, pois o intuito da desconsideração da personalidade jurídica é afastar a divisão existente entre os bens dos sócios e da empresa, considerando-os como uma universalidade de bens que deve responder pelas dívidas da sociedade assumidas pelos sócios com fraude ou abuso de direito. II, apenas A+ A A- 0,6 / 0,6 ptsPergunta 10 Leia o texto abaixo: O Código Civil de 2002 trata, no seu Livro II, Título I, do “Direito de Empresa”. Desaparece a figura do comerciante, e surge a figura do empresário (da mesma forma, não se fala mais em sociedade comercial, mas em sociedade empresarial). A mudança, porém, está longe de se limitar a aspectos terminológicos. Ao disciplinar o direito de empresa, o direito brasileiro afasta-se, definitivamente, da ultrapassada teoria dos atos de comércio, e incorpora a teoria da empresa ao nosso ordenamento jurídico, adotando o conceito de empresarialidade para delimitar o âmbito de incidência do regime jurídico comercial. Não se fala mais em comerciante, como sendo aquele que pratica habitualmente atos de comércio. Fala-se agora em empresário, sendo este o que “exerce profissionalmente atividade econômica organizada para a produção ou a circulação de bens ou de serviços” (CC/02, art. 966). RAMOS, André Luiz Santa Cruz. Direito Comercial ou Direito Empresarial? – Notas sobre a evolução do ius mercatorum. Disponível em: https://edisciplinas.usp.br/mod/resource/view.php?id=887391 (https://edisciplinas.usp.br/mod/resource/view.php?id=887391) Acesso em: 29 novembro 2022 Analise as seguintes afirmativas e a possível relação entre ambas: I. É obrigatória a inscrição do empresário ou da sociedade na Junta Comercial PORQUE II. O registro na Junta Comercial confere existência e regularidade à atividade empresarial, sendo que a principal sanção pela ausência de registro é a responsabilização ilimitada dos sócios pelas obrigações empresariais. As asserções I e II são proposições verdadeiras, e a asserção II é uma justificativa correta da asserção I. Correto!Correto! A+ A A- https://edisciplinas.usp.br/mod/resource/view.php?id=887391 https://edisciplinas.usp.br/mod/resource/view.php?id=887391 https://edisciplinas.usp.br/mod/resource/view.php?id=887391 https://edisciplinas.usp.br/mod/resource/view.php?id=887391 A alternativa está correta, pois as asserções I e II são proposições verdadeiras, e a asserção II é uma justificativa da I. A asserção I é verdadeira, pois a inscrição do empresário ou da sociedade na Junta Comercial é requisito obrigatório, pois é ele que dá existência legal à atividade empresária e confere a ela regularidade. A asserção II é verdadeira, pois a exploração de atividade econômica sem o devido registro sujeita o seu titular a várias sanções, dentre elas, a responsabilização ilimitada dos sócios pelas obrigações empresariais. A asserção I é uma proposição verdadeira, e a asserção II é uma proposição falsa. As asserções I e II são proposições falsas. A asserção I é uma proposição falsa, e a asserção II é uma proposição verdadeira As asserções I e II são proposições verdadeiras, mas a asserção II não é uma justificativa correta da asserção I Pontuação do teste: 6 de 6 A+ A A-