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EXAME FÍSICO LOCOMOTOR 
INSPEÇÃO: (inspeção geral: dados antropométricos, estado geral, fácies, marcha, pele, fâneros e mucosa) aumento 
de volume, rubor, atrofia, desalinhamento articular, deformidades e nódulos. 
PALPAÇÃO: Causa do aumento do volume articular, pontos hipersensíveis, nódulos, tumorações, calcificações, 
temperatura e crepitações 
MOBILIZAÇÃO ATIVA E PASSIVA: Verificação de dor - avaliação de limitação funcional 
 
1. EXAME FÍSICO DE MÃOS E PUNHOS: 
INSPEÇÃO 
*Nódulos de Heberden (aumento do 
volume a nível de articulação 
interfalangianas distais – osteoartrose) 
*Nódulos de Bouchard (aumento do 
volume a nível de articulação 
interfalangianas proximais - Artrite 
reumatóide) 
Os dois são vistos em artrose e não são 
reversíveis. 
*Deformidade do pescoço de cisne - 
flexão da Inter falange distal e extensão 
da intervalando proximal; 
*Paciente com esclerodermia: mãos 
lisas e brilhantes, perda das pregas naturais dos dedos. 
 
PALPAÇÃO: proximal para distal. 
 
 
MOBILIZAÇÃO: pede pro paciente mobilizar sozinho e depois faz a avaliação ativa 
 
 
 
 
 
*Pedir pro paciente fechar a mão para observar espaços entre metacarpos. Quando tem artrite ou edema, perde esse 
espaço. 
*Teste do aperto: normalmente sem dor, se tive dor sugere artrite. 
 
MANOBRAS ESPECIAIS: 
*Manobra de Tinnel: nervo mediano, pega martelo 
e percute sobre região do túnel do carpo, gera 
sensação de choque. 
*Manobra de phalen: paciente faz flexão dos 
punhos por pelo menos 1 minuto e ver se 
desencadeia sintomas 
Síndrome do túnel do carpo: compressão do nervo mediano, sintomas: formigamento, queimação, parestesias, na 
região inervada (indicador, polegar, dedo médio e face radial do dedo anelar) 
 
*Manobra de Finkelstein: pega o polegar do paciente e faz esforço no 
desvio ulnar, paciente terá dor sobre o punho e polegar. 
Avaliar tendinite ou tenossinovite de quervain, acontece no abdutor longo e 
extensor curto do polegar, processo inflamatório que gera dor, bastante 
frequente em mães com crianças pequenas (pega muito no colo); gera dor 
no punho e polegar 
 
2. EXAME FÍSICO DOS COTOVELOS 
 
INSPEÇÃO: observar se há psoríase (doença dermatológica) porque esses quadros podem evoluir para dor articular; 
observar se há nódulos; tofo gotoso (gota mal controlada, surgem em qualquer lugar) 
MOBILIZAÇÃO: pedir de forma passiva e depois fazer forma ativa 
 
 
MANOBRAS ESPECIAIS: 
*Epicondilite lateral (cotovelo de tenista) 
• Teste de Cozen – extensão ativa do punho contra resistência 
o Cotovelo fletido 90º, mão fechada em pronação, paciente realiza 
extensão contra a resistência. 
o Positivo na presença de dor 
 
• Teste de Mill – resistência à flexão do punho 
 
*Epicondilite medial: cotovelo golfista 
 
 
3. EXAME FÍSICO DO OMBRO: 
INSPEÇÃO E MOBILIZAÇÃO: observar desnível, pedir para fazer todos movimentos passivos e ativos 
Sinal de dragona: perda da parte do ombro, fica mais pontudo = quadro de dor aguda por conta de luxação 
Ombro congelado: perde amplitude do ombro, não consegue fazer os movimentos em decorrência de processo 
inflamatório longo. 
Síndrome do manguito rotador: inflamação de alguns ou vários músculos, mais frequente alterações aqui. 
 
 
 
 
 
MANOBRAS: 
*Manobra do arco: paciente faz elevação lateral e vê se desencadeia ou não dor 
• Bursite subacromial e tendinite de supra: dor entre 60º e 120º 
 
 
 
*Teste de Yergarson: avaliar possibilidade de tendinite bicipital; paciente tenta fazer 
supinação com o braço pronado e eu vou fazer força contrária (supinação resistida) vai 
gerar dor na região do tendão bicipital no processo coracoide. 
 
 
*Teste de Jobe: o membro superior é colocado em extensão e rotação interna e o 
paciente deve elevar o membro superior no plano da escápula contra resistência 
oferecida pelo examinador; testa o supra espinhoso. 
 
 
4. EXAME FÍSICO DO QUADRIL: 
INSPEÇÃO: articulação profunda, mesmo palpando não consegue ver se tem 
aumento de temperatura; observa se há deformidade ou diferença de tamanho; 
MOBILIZAÇÃO: avalia a rotação medial ou interna e a externa 
• Patologias frequentes: artrose de quadril ou bursa trocantérica inflamada 
= geram dor. 
• Artrote – reduz o movimento 
• Bursa trocantérica – não reduz o movimento; 
 
MANOBRAS: 
*Teste de Fabere/patrick: avaliação da flexão, abdução e rotação externa, 
avalia a região sacro-ilíaca; paciente faz o 4, uma mão no joelho e outra na 
crista ilíaca e vai fazer força pra baixo na 
• Queixa de dor lombar/posterior: Fabere positivo 
• Qualquer outra dor: Fabere negativo. 
• Dor na região inguinal: artrose de quadril 
 
 
5. EXAME FÍSICO DO JOELHO: 
INSPEÇÃO: comparar os dois joelhos e observar se há deformidade, aumento de volume ou hiperemia. 
MOVIMENTAÇÃO: flexão e extensão 
Verificar se há alteração de temperatura, se joelho está saudável está gelado, ver se tem diferença entre os joelhos. 
Se houver dúvidas, palpa o joelho e perna, pois o joelho estará mais gelado. Se tiver quente pode ter uma artrite.
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
MANOBRAS: 
*Manobra de rechaço/tecla: patela é empurrada de encontro a 
articulação do joelho, retoma e bate na mão do examinador. 
• Positivo: existe derrame articular no joelho. 
 
 
6. EXAME FÍSICO DA COLUNA CERVICAL: 
INSPEÇÃO: observar eixo axial. 
MOBILIZAÇÃO: realizar passivamente, flexão, extensão, rotação, lateralização e depois fazer ativamente. 
MANOBRAS: 
*Manobra de spurling: lateralizar a cabeça do paciente pra onde tem a queixa e 
pressionar, isso diminui o espaço articular e faz pinçamento da raiz nervosa e 
desencadeia dor. 
• Se tem paciente com queixa de cervicobraquialgia (queixa de dor cervical 
normalmente com pareseteisa e sensação de choque e que irradia para 
membro superior) 
 
 
7. EXAME FÍSICO DA COLUNA TORACOLOMBAR: 
INSPEÇÃO: despir o paciente e observar se há alterações 
MOBILIZAÇÃO: flexão, extensão, indução lateral. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
MANOBRAS: 
*Teste de Adams: pra escoliose (ver qual o nível – angulação) casos graves cirurgia 
e casos leves reavaliação postural. 
 
 
*Teste de Schorer: paciente vestido adequadamente para marcação, pegar duas 
espinhas ilíacas e marcar ponto no meio das duas; pegar fita métrica e medir 10 
cm e marcar outro ponto, pedir pro paciente fletir o tronco e medir de novo, essa 
distância que antes era 10, tem que estar maior que 10 cm para ser normal. 
• Paciente com espondilite perde essa flexão: negativo. 
 
 
*Teste de Lasegue: deixar o paciente deitado e fazer elevação da perna, avaliar o 
membro com dor e elevar ele; dependendo do grau, vai ter dor ou não; a partir dos 40º 
começa a ter dor. 
• Dor na região lombar com irradiação para o membro inferior = lombociatalgia = 
ciático.

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