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FICHA TÉCNICA:
CENTEC - CENTRO DE ENSINO TÉCNICO 
Educação à Distância (EAD) 
Juliana Nakano
Diretora Administrativa
Eliana Cássia de Souza
Diretora Técnica
Conteúdo 
Viviane Leal Mello
Capa, projeto gráfico e diagramação 
Amanda Silva
Ebook - Ética Profissional - 1a Edição
SITE
www.centec-am.com.br
E-MAIL
faleconosco@centec-am.com.br
CONTATO
55 (92) 3249-6078
ENDEREÇO
Av. Djalma Batista, 646 - São Geraldo - Manaus - AM, 69053-355
SUMÁRIO:
1 ÉTICA: CONCEITUAÇÃO E OBJETIVOS .......................................................................................... 5
 1.1 O QUE É ÉTICA PROFISSIONAL? ................................................................................................ 7
 1.2 CONDUTA ÉTICA AJUDA A CONQUISTAR E MANTER SEU EMPREGO ................. 7
 1.3 O CÓDIGO DE CONDUTA ÉTICA ORGANIZACIONAL ................................................... 8
 1.4 CONDUTA ÉTICA ............................................................................................................................. 9
1.4.1 Virtudes Básicas Profissionais ............................................................................................ 9
1.4.2 Zelo .............................................................................................................................................. 10
 1.5 ATRIBUIÇÕES DO PROFISSIONAL ......................................................................................... 10
 1.6 ÉTICA EMPRESARIAL .................................................................................................................... 11
 1.7 RESPONSABILIDADE SOCIAL COM O PÚBLICO INTERNO E EXTERNO ............. 13
REFERÊNCIAS ................................................................................................................................................ 14
5ÉTICA PROFISSIONAL
1 ÉTICA: CONCEITUAÇÃO E OBJETIVOS
Ética é uma das questões mais importantes no contexto de nossa sociedade, tanto da esfera 
pública, quanto de nossas vidas privadas. Somos éticos quando refletimos sobre o que fazemos, 
quando medimos e qualificamos nossas ações levando em conta o que somos e podemos ser, com 
base no reconhecimento do outro, seja ele nosso próximo, a sociedade ou até mesmo o planeta. 
Sem a ética não sabemos nos situar em nenhuma esfera de nossas vidas. Sem a ética nos tornamos 
alienados, ou seja, figuras desconectadas de uma reflexão sobre o sentido da vida em sociedade.
Mas o que é ética hoje? Como ela vem sendo entendida? O que é ética no mundo do trabalho, 
na família, no cotidiano, na escola? O que os meios de comunicação têm feito da ética? Ética 
é, principalmente, a relação que estabelecemos uns com os outros. É o questionamento sobre o 
sentido da convivência baseada na pergunta “o que estamos fazendo uns com os outros?”.
Ética é um tipo de postura e, consequentemente, de ação, certamente mediada em princípios 
tais como o respeito à subjetividade, à dignidade da pessoa, à diversidade, ao outro. Mas não se 
trata de uma pura ação. Antes trata-se da relação entre pensamento e ação. Neste sentido, para que 
cheguemos à ética, precisamos lutar pela desmistificação da separação entre teoria e prática. Esta é 
uma das questões mais fundamentais quando falamos de ética como a “filosofia prática” que ela, de 
fato, é. Ética é a capacidade de pensar e fazer a partir de um princípio de autonomia pessoal em que 
cada sujeito se questiona sobre o que pensa e faz, levando em conta que o questionamento já é, em 
si mesmo, pensamento e ação que terá consequências concretas. 
Quem não pensa por conta própria é levado a pen-
sar o que os outros para ele definiram como verdade. É 
neste sentido que muitos introjetam aquilo mesmo que 
lhes faz mal, que é dito contra eles mesmos. A heterono-
mia pode até ser moral, mas não é ética, pois enquanto a 
moral é confirmação do hábito ou do previamente esta-
belecido, a ética implica seu questionamento.
No entanto, falamos de ética como de uma palavra 
mágica que, pelo simples fato de ser pronunciada, 
adquire validade concreta. Isso tem dois lados. De um, 
muitos acreditam que basta “falar” ética para ser ético. 
De outro, é verdade que a palavra ética tem um poder 
performativo radical. Quando pronuncio ética, a palavra 
como que ricocheteia sobre mim exigindo que eu a 
realize na prática. Isso quer dizer que se alguém fala em 
ética sem ser ético, uma contradição se escancara.
Ao mesmo tempo, vivemos em uma sociedade caracterizada por uma relação imediata com 
a informação e certa ideia de conhecimento que parece não prever muito espaço e tempo para o 
cultivo da subjetividade que nos permitiria a invenção da ética entre nós. 
Os relacionamentos já não são baseados em princípios éticos porque não existe mais a esfera da 
subjetividade, ou, em outros termos, da interioridade, da consciência de si, do autoquestionamento 
6 ÉTICA PROFISSIONAL
e da crítica social. Aquilo que antigamente chamávamos de “alma”. Experimentamos nos diversos 
contextos da experiência vivida, transformações profundas que alteram nosso modo de ver e, 
portanto, de agir no mundo. As novas tecnologias, a Internet, as Redes Sociais, têm levantado muitas 
questões que tanto o campo da filosofia, quanto o da antropologia, da sociologia e da educação 
procuram responder.
A ética, como capacidade inerente ao homem, apresenta-se nas relações sociais desenvolvidas 
na história como parte da práxis social e se consubstancia na totalidade do ser social intrínseco na 
cotidianidade, sendo esta repleta de complexos que se articulam e se movimentam, formando assim 
a própria realidade.
“É este processo que configura a essência humana do ser social, explicitação dinâmica e movente de 
uma estrutura histórica de possibilidades: a objetivação, a socialidade, a universalidade, a consciência e 
a liberdade.” (PAULO NETTO, 1994, p. 36).
Para Sócrates, o diálogo é o caminho para despertar nos homens a capacidade de refletir diante 
da instabilidade presente na cidade. Seu interesse maior está na moral, no despertar nos homens 
a pureza dos conceitos morais e em fazer com que estes cheguem a todos. Para ele, a ética está no 
homem, a partir do conhecimento de si mesmo; a ética socrática parte do princípio de que o homem, 
ao refletir sobre sua realidade, seus valores éticos e políticos (por ser sujeito da pólis), desenvolve 
dentro de si sua capacidade ética. Faz do diálogo a oportunidade para que os indivíduos alcancem 
tal compreensão, no despertar da consciência sobre valores e costumes, mas não determinados por 
forças exteriores.
A ética socrática apresenta três pilares: a concepção de bem e bom; a tese da virtude; e a tese de 
que a virtude pode ser ensinada ou transmitida. Para Sócrates, o bem seria a felicidade da alma, e o 
bom o útil para a felicidade; a virtude seria a capacidade e os conhecimentos do homem para aquilo 
que é bom, assim como o vício seria a negação do bem de forma involuntária (SÁNCHEZ VÁZQUEZ, 
2011). Para chegar à essência do saber, Sócrates busca os conceitos a partir da razão, com a 
utilização de método análogo ao dos geômetras: reduz as formas sensíveis a formas particulares. 
No mundo da moral há uma quantidade de ações, propósitos, resoluções, modos de conduta que 
se apresentam ao homem. Pois a primeira coisa que ocorre a Sócrates é reduzir essas ações e 
métodos de conduta a um certo número de formas particulares, concretas, a um certo número de 
virtudes; por exemplo: a justiça, a moderação, a temperança, a coragem. (MORENTE, 1980, p. 86). 
O método utilizado por Sócrates, sua fórmula racional, é denominada logos, ou seja, o conceito de 
algo que é dado pela razão. Esse logos irá influenciar Platão, que a partir do diálogo platônico, vai 
tentar estabelecer um discurso justificado. A força de seu questionamento diante de tudo em que o 
Estado crê, por negar deuses tradicionais de sua cultura, por induzir os jovens aos questionamentos 
e provocar uma mudança significativa emsua cultura levaram Sócrates à condenação e à morte.
A moral, como objeto da ética, expressa a ação prática, e esta representa o comportamento, 
conjunto de normas, atos humanos voluntários e conscientes. Presente em todo contexto histórico, 
desde a antiguidade até a contemporaneidade, os atos morais são atos humanos que diretamente 
influenciam as relações entre indivíduos, grupos, comunidades e sociedades. A ética concebida como 
uma normatização de valores, em determinada sociedade, em determinado espaço histórico, que 
socialmente determinam, como conjunto de valores de relações humanas, de relações interpessoais. 
Partindo da reflexão do sujeito de pesquisa, a ética é manifestação do homem como ser social e 
histórico frente aos fenômenos morais. Para isso, concebe sua relação com as categorias humanas, 
tais como a liberdade, a necessidade, o trabalho, pois esse homem é criador e transformador da sua 
realidade — complexa e contraditória —, e como tal recria sua natureza humana. Forti (2010, p. 39) 
contribui com essa análise ao afirmar: [...] esses elementos [a ética e a moral] têm como função social 
7ÉTICA PROFISSIONAL
a atuação no espaço que se torna aberto pela contradição entre o gênero e o particular, permitindo 
aos homens a escolha de valores, sejam os referentes às necessidades humano-genéricas, sejam 
os referentes aos interesses apenas particulares de indivíduos ou grupos sociais. Partindo desta 
concepção, a ética e a moral apresentam-se no campo objetivo e subjetivo, teórico e prático, 
ultrapassam o caráter apenas filosófico e se apresentam na totalidade do ser humano. “O presente 
é contraditório, está sempre sobrecarregado de passado, mas ao mesmo tempo está sempre grávido das 
possibilidades concretas de futuro.” (KONDER, 1992, p. 123).
1.1 O QUE É ÉTICA PROFISSIONAL?
A ética profissional é um conjunto de valores e 
normas de comportamento e de relacionamento 
adotados no ambiente de trabalho, no exercício de 
qualquer atividade. Ter uma conduta ética é saber 
construir relações de qualidade com colegas, chefes 
e subordinados, contribuir para bom funcionamen-
to das rotinas de trabalho e para a formação de uma 
imagem positiva da instituição perante os públicos 
de interesse, como acionistas, clientes e a socieda-
de em geral.
Líderes de empresas e organizações têm defen-
dido que bons ambientes de trabalho, com relações amigáveis e respeitosas, contribuem para o au-
mento do nível de confiança e comprometimento entre os funcionários, refletindo no aumento da 
produção e no desenvolvimento da empresa. E que comportamentos antiéticos prejudicam o clima 
organizacional, afetando o rendimento das equipes.
1.2 CONDUTA ÉTICA AJUDA A CONQUISTAR E MANTER SEU EMPREGO?
Os colaboradores que conseguem construir relações de qualidade entre os colegas e conquistar 
a confiança dos líderes, com uma postura de trabalho adequada e resultados concretos, são os que 
obtêm maior sucesso no desenvolvimento de suas carreiras. Você precisa entender e respeitar 
os limites de sua função, zelar pelos instrumentos de trabalho e o patrimônio da organização e 
contribuir para o bom rendimento de sua equipe. Essas são condições básicas para a construção de 
uma postura ética no trabalho.
Conheça ainda outros fatores importantes que auxiliam neste processo:
1. Honestidade: Fale sempre a verdade e assuma a responsabilidade por suas falhas. É
muito melhor aprender com os erros do que procurar um culpado para suas falhas.
2. Sigilo: Algumas informações de trabalho são extremamente sigilosas. Respeite esta
condição, mantendo o sigilo.
3. Competência: Cumpra sua função com comprometimento e consciência, visando o
melhor resultado para a organização, e não apenas o seu resultado pessoal.
8 ÉTICA PROFISSIONAL
4. Prudência: Respeite a hierarquia da sua empresa e não interfira de forma negativa no
trabalho de seus colegas.
5. Humildade: Reconheça o seu espaço e o seu papel dentro da organização.
6. Imparcialidade: Aprenda a diferenciar as relações pessoais das profissionais e consi-
dere sempre como prioridade a realização do seu trabalho
1.3 O CÓDIGO DE CONDUTA ÉTICA ORGANIZACIONAL
Você sabe que todas as empresas ou organizações 
seguem os padrões éticos profissionais ditados pelo 
senso comum. Mas, muitas vezes, elas acabam criando 
suas próprias regras para garantir o bom funcionamen-
to dos processos de trabalho e o alcance dos seus ob-
jetivos estratégicos. Quanto maior a instituição, mais 
necessário se faz a adoção do Código de Conduta Ética 
Organizacional, um instrumento que padroniza os pro-
cedimentos de trabalho e estabelece regras e valores 
de conduta para todas as áreas, de forma igualitária. 
O Código de Ética Organizacional propõe o cumpri-
mento obrigatório das normas estabelecidas pela ins-
tituição, apesar de a ética não ser coactiva (coagir ou 
obrigar), ou seja, o seu descumprimento não implica em 
penas legais. O processo de elaboração do Código envol-
ve a participação de trabalhadores de diferentes setores, 
para tornar o documento acessível e adequado a todas as áreas, da forma mais democrática possível. É 
comum que todos os funcionários recebam uma cópia do documento, como instrumento de trabalho, 
e sejam orientados a consultá-lo regularmente, recorrendo aos líderes apenas em caso de dúvida.
Muitos Códigos de Conduta Ética Organizacional preveem ainda um espaço ou um canal de 
comunicação próprio para denúncias, onde os funcionários da empresa podem relatar, de forma 
anônima, fatos relacionados ao descumprimento das normas estabelecidas que tenham sido obser-
vados dentro do ambiente de trabalho ou na relação com clientes, por exemplo.
Ao colocar dessa forma, parece que estamos falando de um instrumento punitivo, criado apenas 
para exigir disciplina. Mas, acredite: é muito mais fácil desempenhar um trabalho com qualidade e 
competência quando se conhece as regras da empresa e o que os líderes esperam de você.
9ÉTICA PROFISSIONAL
1.4 CONDUTA ÉTICA
A conduta ética não é um procedimento prático, é fácil de se diagnosticar. Ela se aplica às infinitas 
situações, que podem ocorrer no trabalho ou no próprio ambiente familiar, e são essenciais para 
manter uma melhor relação comunitária e de negócios. 
O que importa é que os homens de negócios sejam bem formados, que os profissionais sejam 
treinados, pois o cerne da questão está na formação pessoal. Caso contrário, a implantação do 
Código de Ética será inócua. As questões éticas devem ser trabalhadas em todos os níveis da 
atividade empresarial. A ética empresarial envolve as regras básicas de comportamento, tanto a 
níveis de colaboradores, como a de gestor e dos dirigentes da empresa.
E é através da ética profissional que estamos tentando melhorar o clima organizacional. 
Assim, esperamos que todos tomem consciência para a necessidade de terem um comportamento 
fundamentado na ética. Através de pesquisa em vários livros que abordam sobre o assunto “Ética”, 
podemos citar um texto, que em meu ponto de vista é de extrema importância, sobre as virtudes 
básicas profissionais. 
Moralidade: Conjunto de valores institucionais, onde há identidade da vontade universal 
e particular e uma consciência entre deveres e direitos.
Subsidiariedade: Princípio que volta ao respeito às relações entre os níveis de concentra-
ção de poder e os interesses sociais a serem satisfeitos.
Eticidade: Código de valores capaz de guiar a conduta do homem e suas respectivas es-
colhas e decisões.
1.4.1 Virtudes Básicas Profissionais
Segundo o Artigo sobre Implantação do códi-
go de ética ou conduta ética nas empresas nos fala 
que, muitas são as virtudes que um profissional 
precisa ter para que desenvolva com eficácia seu 
trabalho. 
Em verdade, múltiplas exigências existem, 
mas entre elas, destacam-se algumas, básicas, 
sem as quais se impossibilita a consecução do êxi-
to moral”. Quase sempre, na maioria dos casos, o 
sucesso profissional se faz acompanhar de condu-
tas fundamentais corretas. 
Tais virtudes básicassão comuns a quase todas as profissões, mas destacam-se, ainda mais, na-
quelas de natureza liberal. Virtudes básicas profissionais são aquelas indispensáveis, sem as quais 
não se consegue a realização de um exercício ético competente, seja qual for a natureza do serviço 
prestado. Tais virtudes devem formar a consciência ética estrutural, os alicerces do caráter e, em 
conjunto, habilitarem o profissional ao êxito em seu desempenho.
10 ÉTICA PROFISSIONAL
1.4.2 Zelo
Um trabalho continua sempre presente, ainda quando falta aquele que o produziu. O que fazemos, 
pois, representa-nos, mesmo em nossa ausência. Por um dever para consigo mesmo, o profissional 
deve cuidar de realizar sua tarefa com a maior perfeição possível, para a produção favorável de sua 
própria imagem. O zelo ou cuidado com o que se faz, começa, portanto, com uma responsabilidade 
individual, ou seja, fundamentada na relação entre o sujeito e o objeto de trabalho. Marco Aurélio, 
na antigüidade clássica, já advertia, escrevendo sobre a questão: “O homem comum é exigente com 
os outros; o homem superior é exigente consigo mesmo. “. O zelo é uma virtude que, como as demais, 
muito depende do próprio ser. Pela qualidade do serviço mede-se a qualidade do profissional. Quem 
busca a utilidade, profissionalmente, pratica o zelo e quem pratica o zelo produz a utilidade.
1.5 ATRIBUIÇÕES DO PROFISSIONAL
De acordo com site do Conselho Federal de Psicolo-
gia nos diz que, toda profissão define-se a partir de um 
corpo de práticas que busca atender demandas sociais, 
norteado por elevados padrões técnicos e pela existên-
cia de normas éticas que garantam a adequada relação 
de cada profissional com seus pares e com a sociedade 
como um todo.
Um Código de Ética profissional, ao estabelecer 
padrões esperados quanto às práticas referendadas 
pela respectiva categoria profissional e pela socieda-
de, procura fomentar a auto-reflexão exigida de cada 
indivíduo acerca da sua práxis, de modo a responsabi-
lizá-lo, pessoal e coletivamente, por ações e suas con-
sequências no exercício profissional. A missão primor-
dial de um código de ética profissional não é de normatizar a natureza técnica do trabalho, e, sim, 
a de assegurar, dentro de valores relevantes para a sociedade e para as práticas desenvolvidas, 
um padrão de conduta que fortaleça o reconhecimento social daquela categoria.
Códigos de Ética expressam sempre uma concepção de homem e de sociedade que determina a 
direção das relações entre os indivíduos. Traduzem-se em princípios e normas que devem se pautar 
pelo respeito ao sujeito humano e seus direitos fundamentais. Por constituir a expressão de valores 
universais, tais como os constantes na Declaração Universal dos Direitos Humanos; sócio-culturais, 
que refletem a realidade do país; e de valores que estruturam uma profissão, um código de ética 
não pode ser visto como um conjunto fixo de normas e imutável no tempo. As sociedades mudam, 
as profissões transformam-se e isso exige, também, uma reflexão contínua sobre o próprio código 
de ética que nos orienta.
11ÉTICA PROFISSIONAL
1.6 ÉTICA EMPRESARIAL
A Ética Empresarial é algo de grande importância nas empresas nos dias de hoje, não porque as 
organizações tornaram-se bem feitoras, mas sim porque a sociedade está mais consciente, e vem 
exigindo mais de seus direitos e as empresas por sua vez exigindo mais de seus parceiros. 
Para Moreira (2002, p. 31),
Os procedimentos éticos facilitam e solidificam os laços de parceria empresarial, 
quer com os clientes, quer com os fornecedores, quer ainda, com sócios efetivos 
ou potencias. Isso ocorre em função do respeito que um agente ético gera em seus 
parceiros. 
A Ética Empresarial não é somente uma relação de pessoas, é também a relação da empresa 
perante a sociedade como um todo, na qual ela esta. A Empresa quando se instala em um determinado 
lugar, ele não necessita somente da mão de obra qualificada de seus colaboradores, ela precisa de 
vários recursos, espaço físico, recursos naturais, matérias-primas diversas, fontes energéticas, e os 
recursos humanos, do intelecto e esforço físico de seus colaboradores. Se a empresa não tem uma 
postura ética e transparente, perante a todos os que estão envolvidos diretamente e indiretamente, 
essa empresa não será bem vista. 
De acordo com Srour (2000, p.18), empresas éticas seriam aquelas que subordinam suas 
atividades e estratégias a uma prévia reflexão Ética e agem de forma socialmente responsável. O 
autor sugere que se pense, fale e pratique a ética, pois, dessa forma haverá coerência no que se fala 
e no que se faz. 16 Nos dias atuais o que vemos são empresas de todas as partes do mundo, aqui no 
Brasil. As organizações têm que lidar com um outro problema, que é o choque cultural e as formas 
de fazer negócios, nem sempre estão de acordo com a matriz da empresa, que fica em outro país. 
Por isso, como uma forma de ajudar nesse problema, as empresas vêm criando códigos de ética 
corporativos.
Conforme Debeljuh (2003), à medida que se configura a cultura corporativa, a responsabilidade 
de contribuir para o bem comum é de todos da empresa, não dependendo de ações individualizadas, 
o que cria um ambiente favorável para a educação e para as virtudes. A autora defende a ideia de
que a cultura corporativa reforça e difunde ações virtuosas sem eliminar a liberdade de cada um.
As empresas buscam serem éticas independente de sua nacionalidade e ramo de atuação. A ética é
vista como um dos elementos fundamentais de sucesso de uma empresa.
Grayson e Hodges (2002, p. 69) afirmam que,
A consequência da perda de reputação das instituições- entre as quais instituições 
de negócios- é que elas não podem mais esperar confiança e respeito automáticos. É 
preciso adquirir e readquirir continuamente a credibilidade e a autoridade, o que re-
quer um grau mais alto de responsabilidade do que demonstrado hoje pela maioria. 
Passos (2004), enfatiza que este bem intangível , a reputação, quando abalado, para o bem ou 
para o mal, tem poder impactante sobre os valores tangíveis de uma empresa. A reputação de uma 
empresa é construída ao longo do tempo, e é algo mais amplo do que sua imagem, afinal, com uma 
boa propaganda, com apenas trinta segundos se constrói uma imagem. Já a reputação diz respeito 
como as partes interessadas, têm suas expectativas reconhecidas e atendidas, o que seguramente 
não acontece a curto prazo. 
A Ética pode ser um diferencial, como já dito, no mercado empresarial e profissional. Como em 
geral a imagem da organização está ligada diretamente à empresa e aos seus profissionais, a falta 
de ética pode comprometer consideravelmente o desempenho da mesma.Por isso é de grande im-
portância a ética empresarial ser vista como algo muito importante para obter metas e objetivos, e 
12 ÉTICA PROFISSIONAL
garantir o sucesso perante todos.
Responsabilidade Social Empresarial A responsabilidade social empresarial, é algo ligado dire-
tamente à postura ética de uma empresa. Para Ferrel (2000), responsabilidade social é a obrigação 
que a empresa assume com a sociedade. Isso implica que as empresas devem maximizar os efeitos 
positivos e minimizar os efeitos negativos de suas ações. 
Srour (2005) argumenta que ,
Maximização do retorno deixa de ser perseguida a qualquer custo. Por pressão 
da sociedade civil, parte do valor adicionado acaba sendo convertido em ganhos 
sociais. Por conseguinte, uma empresa socialmente responsável deve buscar o lu-
cro ainda, implementar políticas que melhorem a qualidade de vida da sociedade 
como um todo. 
Numa definição ampla, Melo Neto e Brennand (2004), afirmam que a responsabilidade social,
 É uma atividade favorável ao desenvolvimento sustentável, à qualidade de vida 
no trabalho e na sociedade, ao respeito às minorias e aos mais necessitados, à 
igualdade de oportunidades, à justiça comum ao fomento da cidadania e respeito 
aos princípios e valores. 
O senso de responsabilidade social , porém , não é sustentado apenas pelosresultados que pos-
sa produzir. Trata-se de uma questão de princípios. Duarte e Dias (1986) concordam,
É claro que numa sociedade informada e crítica como a atual, uma postura so-
cialmente responsável constitui a melhor base para uma sólida imagem e para 
aceitação social da empresa. Mas este e outros benefícios que possam advir a 
empresa não são determinantes de sua atuação, quando ela age em função de 
sua responsabilidade social. 
A responsabilidade social pode ser definida como um dever da empresa de ajudar a socie-
dade a atingir seus objetivos. É uma maneira de a empresa mostrar que não existe apenas para 
explorar recursos econômicos e humanos, mas também para contribuir para o desenvolvimento 
social. 
De acordo com Certo e Peter (1993), responsabilidade social é a obrigação administrativa de 
tomar atitudes que protejam e promovam os interesses da organização juntamente com o bem-
estar da sociedade como um todo. A responsabilidade social empresarial de hoje é diferente da 
do passado, porém seus objetivos devem estar ligados à ideia do bem-estar social. No estudo da 
responsabilidade social empresarial, existem ao menos duas correntes que se contrapõem: para uma 
delas, a finalidade da empresa é apenas o lucro e nada mais e, assim, agindo ela já está cumprindo 
sua função social; no entanto, para outra corrente, a 18 responsabilidade social vai além do lucro, 
não podendo um empreendimento ser um fim em si mesmo. 
Segundo Benedicto (1997),
 Toda empresa tem uma responsabilidade social. É seu dever pensar no bem-estar 
da sociedade, e não apenas no lucro. A preocupação com o social passou a ser até 
uma questão de sobrevivência. É uma forma de “marketing”. A responsabilidade 
social pode ser definida como dever da empresa em ajudar a sociedade a atingir 
seus objetivos. É uma maneira de a empresa mostrar que não existe apenas para 
explorar recursos econômicos e humanos, mas também para contribuir com o de-
senvolvimento social. É, em síntese, uma espécie de prestação de contas.
As empresas existem para atender às necessidades dos indivíduos e da sociedade, por meio de 
produtos, serviços e ações que contribuam para um desenvolvimento econômico e ambiental sus-
13ÉTICA PROFISSIONAL
tentável, além de socialmente mais justo. Dentre os objetivos empresariais, deve haver uma con-
centração de esforços a fim de contribuir de forma inovadora e exemplar para o aperfeiçoamento 
da sociedade, provocando mudanças de atitudes e de valores que materializam o ideal de uma so-
ciedade mais justa.
1.7 RESPONSABILIDADE SOCIAL 
COM O PÚBLICO INTERNO E EX-
TERNO 
Como temos visto, o fator mais importante 
para uma empresa nos dias atuais, é o seu ca-
pital humano ou seja os seus colaboradores. A 
empresa socialmente responsável deve preo-
cupar-se com seu público interno. As pessoas, 
como o diferencial de uma organização, devem 
ser valorizadas e motivadas, a fim de obter uma 
maior sucesso nos objetivos da organização.
 O tratamento dos funcionários com dignidade, responsabilidade e liberdade de iniciativa deve 
fazer parte da cultura da empresa. A responsabilidade social com seu público interno resulta em 
maior produtividade, comprometimento e motivação, assim como numa menor rotatividade de 
mão de obra. Isso afeta de forma positiva a qualidade dos produtos e serviços prestados pela orga-
nização. 
Para o público externo a responsabilidade social da empresa na comunidade deve ser condizente 
com seus valores e prioridades, podendo ser realizada diretamente, mediante apoio material e de 
serviços a projetos comunitários voltados a crianças e adolescentes carentes, educação, saúde e 
trabalho. Outra forma é disponibilizar seus funcionários para trabalho voluntários que tragam algo 
positivo para comunidade. As empresas devem focar na sua responsabilidade social em sua cadeia 
de negócios, englobando preocupações com os diversos stakeholders - acionistas, colaboradores, 
prestadores de serviços, fornecedores, consumidores, comunidade, governo e meio ambiente 
buscando entender e incorporar suas demandas de negócios. 
Para Roddick (2002), vai mais além, ao entender que a mudança social consiste no foco central 
da responsabilidade social das empresas , 
Independente de um rótulo socialmente responsável, socialmente consciente, ou 
socialmente reflexivo, o que nos importa é mostrar que as empresas devem se 
transformar em força voltada para uma mudança social positiva. 
A transmissão dos valores éticos deve estar no cumprimento de contratos e no relacionamento 
com os parceiros. Além disso, a empresa socialmente responsável deve atuar com transparência 
política, estimular a cidadania na sociedade, além de não oferecer ou receber propinas.
14 ÉTICA PROFISSIONAL
REFERÊNCIAS: 
Atribuições do Profissional. Disponível em: <https://atosoficiais.com.br/lei/codi-
go-de-etica-cfp?origin=instituicao>. Acesso em 04 de maio de 2021.
BENEDICTO, G. C. Responsabilidade social das empresas: uma exigência dos novos tempos. 
Cadernos da FACECA/PUC: Campinas, v.6, n. 2, p. 76-84, jul./dez., 1997.
CERTO, S. C.; PETER, J. P. Administração estratégica: planejamento e implantação da estratégia. 
São Paulo: Makron Books, 1993.
DEBELJUH, P. Los Códigos de Ética en Las Empresas. VI CONGRESSO LATINOAMERICANO DE 
ÉTICA, NEGÓCIOS E ECONOMIA, Fundação Getulio Vargas, Anais ... São Paulo: 16-18 jul. 2003.
DUARTE, G. D. ; DIAS, J. M. A. M. Responsabilidade social: a empresa hoje. Rio de Janeiro: Livros 
Técnicos e Científicos Editora, 1986
FERREL, O. C. ; FRAEDRICH, J. ; FERREL, L. Ética empresarial: dilemas, tomada de decisões e 
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