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CONSTITUINTES NORMAIS DOS ESFREGAÇOS CERVICOVAGINAIS CARACTERISTICAS GERAIS • O colo uterino é representado pela endocérvice e ectocérvice. • Endocérvice -> epitélio colunar simples • Ectocérvice -> epitélio escamoso estratificado não queratinizado • Junção escamocolunar (JEC) -> ponto de junção entre os dois epitélios • Coleta -> endocérvice e ectocérvice EPITÉLIO ESCAMOSO ESTRATIFICADO NÃO QUERATINIZADO • Este epitélio reveste a mucosa da ectocérvice e da vagina. • Na fase reprodutiva, este epitélio apresenta 4 camadas: basal, parabasal, intermediária, superficial. • Em fase reprodutiva, não ocorre queratinização como nas células córneas da pele. CÉLULAS BASAL • Camada germinativa com presença de células basais. • Responsável pela regeneração celular deste epitélio (replicação celular). • Raramente vistas nos esfregaços, ao menos que haja atrofia intensa ou ulceração da mucosa. • Morfologia -> redondas ou ovais, citoplasma escasso corando em verde ou azul. Núcleos redondos, cromatina uniformemente distribuída. CÉLULAS PARABASAL • Condições fisiológicas associadas à deficiência estrogênica, como na infância, lactação e menopausa (epitélio atrófico). • Isoladas ou em grupo (em sincício) • Como esta camada deriva-se de um esfregaço atrófico, esta é mais responsiva, portanto, mais inflamatória. constituintes normais dos esfregaços cervicovaginais • Células arredondada ou oval com citoplasma basofílico (cianofílico), como tonalidade menos intensa que a encontrada nas células basais. • Núcleo redondo ou oval com grânulos de cromatina ou cromocentros. CÉLULAS INTERMEDIÁRIAS • Condições fisiológicas -> período pós-ovulatório do ciclo menstrual, durante a gravidez e na menopausa precoce. • Predominância do hormônio progesterona e adrenocorticais. • Estas células intermediárias exibem citoplasma basofílico e poliédrica. • Núcleo vesicular, ou seja, redondo ou oval, com cromatina delicada; • Células naviculares -> subtipo de células intermediarias com abundância de glicogênio citoplasmático, que pode corar amarelado ou acastanhado. • As células naviculares são frequentes na gravidez. • O glicogênio das células naviculares é utilizado como fonte de energia pelos lactobacillus vaginal, os quais regulam as condições ideias da vagina. CÉLULAS SUPERFICAIS • Condição fisiológica -> período ovulatório do ciclo menstrual, ou seja, pico de estrogênio. • Células poliédricas mais maduras • Núcleo picnótico pela condensação da cromatina, que se torna escura com grânulos indistintos. • Citoplasma mais aplanado e transparente, geralmente eosinófilo. CÉLULAS ANUCLEADAS • Núcleo fantasma • Citoplasma eosinófilos, mas pode se corar em laranja, amarelo ou vermelho. • Escamosa córnea • Maior maturação celular • Lactobacillus digere o núcleo das células superficiais como fonte de energia e com isso provoca a citólise a formação das células anucleadas. EPITÉLIO CILÍNDRICO COLUNAR SIMPLES • Este epitélio reveste a mucosa da endocérvice e das glândulas endocervicais (criptas). • Células do tipo secretor; • Citoplasma abundante, delicado, semitransparente, cora-se fracamente em azul; • Núcleos redondos ou ovais, cromatina finamente granular. • Agrupadas em formado de “favo de mel”; CÉLULA DE RESERVA • Indistinguíveis de histiócitos e células do estroma endometrial. • Pequenas, menores que as células parabasais, com levada relação núcleo citoplasma, com citoplasma escasso, delicado, finamente vacuolizado com limites mal definidos; CÉLULAS METAPLÁSICA ESCAMOSA • Metaplasia escamosa -> evento fisiológico adaptativo que ocorre a eversão do epitélio endocervical pela ação hormonal; • Inicia-se com as células de reserva que tem o potencial de se diferenciarem em células glandulares endocervicais e escamosas. • A alteração do pH vaginal induzem as células de reservas a proliferarem em múltiplas camadas (hiperplasia). • Primeira etapa -> hiperplasia das células de reserva • Segunda etapa -> metaplasia imatura, em que as células de reserva adquirem características das células escamosas. • Terceira etapa -> metaplasia madura • As células se dispõem em agrupamentos frouxos como em “calçamento de pedras”. CÉLULAS ENDOMETRIAIS • Estas células são vistas no esfregaço até o 12º dia do ciclo menstrual. • Podem descamar por ocasião de aborto, no pós parto imediato e em mulheres menopausadas na vigência de reposição hormonal. • Em usuárias de DIU as células podem ser encontradas na segunda metade do ciclo menstrual e as vezes são atípicas. • Em qualquer outra circunstância, o encontro de células endometriais é anormal CÉLULAS ENDOMETRIAIS GLANDULARES • Estas células apresentam citoplasma escasso, delicado, às vezes vacuolizado, com bordas mal definidas. • Núcleos pequenos, redondos, hipercromáticos, com cromatina grosseiramente granular; CÉLULAS ENDOMETRIAIS ESTROMAIS • Células endometriais estromais superficiais -> lembra pequenos histiócitos, e revelam um citoplasma vacuolizado, cianofílico. • Células endometriais estromais profundas -: células fusiformes ou estrelados, exibem citoplasma mais escasso e pobremente preservado. • Êxodo -> descamação endometrial CÉLULAS NÃO EPITELIAIS • Hemácias • Leucócitos Polimorfonucleares neutrófilos • Linfócitos • Plasmócitos • Histiócitos • Muco • Contaminantes -> espermatozoides, fungos, talco, lubrificante, parte de insetos