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FUNDAÇÃO UNIVERSIDADE DA REGIÃO DE BLUMENAU FURB DISCIPLINA: CULINÁRIA ÁRABE ROSANGELA BUHATEM LUZ 2023 Telefone ( Whats ) : 48 9 8844 7258 E-Mail: rosangelabuhatemluz@gmail.com INSTAGRAM @_receitasdatata mailto:rosangelabuhatemluz@gmail.com MUNDO ÁRABE 1- Origem do Termo Árabe Existem três fatores que podem ajudar, em graus diversos, na determinação se um indivíduo é considerado Árabe ou não: • Políticos: se ele vive em um país membro da Liga Árabe (ou, de maneira geral, no Mundo árabe); essa definição cobre mais de 300 milhões de pessoas. • Lingüísticos: se sua língua materna é o árabe; essa definição cobre mais de 200 milhões de pessoas. • Genealógicos: pode-se traçar sua ascendência até os habitantes originais da Península Arábica. A importância relativa desses fatores é estimada diferentemente por diferentes grupos. Muitas pessoas que se consideram Árabes o fazem com base na sobreposição da definição política e lingüística, mas alguns membros de grupos que preenchem os dois critérios rejeitam essa identidade com base na definição genealógica. Não há muitas pessoas que se consideram Árabes com base na definição política sem a lingüística - assim, os curdos ou os Berberes geralmente se identificam como não-Árabes – mas alguns sim (por exemplo, alguns Berberes consideram-se Árabes e nacionalistas árabes consideram os Curdos como Árabes). "Um Árabe, no sentido moderno da palavra, é alguém que é cidadão de um estado árabe, conhece a língua árabe e possui um conhecimento básico da tradição árabe, isto é, dos usos, costumes e sistemas políticos e sociais da cultura”. Quando da sua formação em 1946, a Liga árabe assim definiu um Árabe: "Um Árabe é uma pessoa cuja língua é o árabe, que vive em um país de língua árabe e que tem simpatia com as aspirações dos povos de língua árabe". A definição genealógica foi largamente utilizada durante a Idade Média (Ibn Khaldun, por exemplo, não utiliza a palavra Árabe para se referir aos povos "arabizados", mas somente àqueles de ascendência arábica original), mas não é mais geralmente considerada particularmente significativa. A maior parte dos Árabes, mas não todos, são muçulmanos. Nos Estados Unidos, por exemplo, cerca de dois terços dos Árabes são cristãos, particularmente os da Síria, Palestina e Líbano. O nacionalismo árabe declara que os Árabes estão unidos por uma história, cultura e língua comuns. Os nacionalistas árabes acreditam que a identidade árabe engloba mais do que características físicas, raça ou religião. Uma ideologia similar, o pan-arabismo, prega a união de todas as "terras árabes" em um Estado único, mas nem todos os Árabes concordam com essas definições . 2- O Significado do Termo "Árabe" Segundo uma explicação, a palavra "Árabe" significa "claro"; claro como em compreensível, não como em puro. Os idosos beduínos ainda utilizam esse termo com o mesmo significado; àqueles cuja língua eles compreendem ( falantes árabes) eles chamam Árabe, e àqueles cuja língua é desconhecida deles eles chamam Ajam (ajam ou ajami). Na região do Golfo Pérsico, o termo Ajam é freqüentemente empregado para se referir aos Persas. Outra explicação deriva a palavra Árabe de uma outra linha significando viajando pelas terras, isto é, nômade. Desta raiz derivam os termos Árabe e Hebreu, significando nômades. 3- Histórico da cozinha libanesa Os para nós habituais quibes, esfihas e tabule não são comuns em países árabes como Líbia, Marrocos, Iraque, Egito, Arábia Saudita e outros países que fazem parte da "Comunidade Árabe", formada por 21 países. Em contrapartida, os Libaneses também adotaram para o seu cotidiano pratos característicos dos outros países árabes tais como o M'luhie e o Falafel. A fartura e a variedade de comida em uma mesa árabe, além de fazer parte de seu cotidiano, serve também para homenagear e mostrar o afeto do anfitrião ao seu convidado. Geralmente nestas ocasiões o anfitrião prepara um banquete que espera ser inesquecível e faz de conta que nada preparou de especial. Por sua vez, os convidados devem comer além do seu habitual para demonstrar sua satisfação com a generosidade e hospitalidade do anfitrião. 4 - Origem da Culinária Árabe A região do oriente médio foi o berço a civilização, os grandes impérios que dominaram essa região, o persa (539-331 a.C.), o árabe (630-1258) e o otomano (1281-1918), foram responsáveis pela formação da cultura árabe, e isso se reflete também na culinária e nos hábitos alimentares, as primeiras tradições culinárias nasceram ali, há mais de 12 mil anos. Entre os rios Tigre e o Eufrates, no atual Iraque, os homens passaram a cultivar trigo, cevada, pistache, nozes, romãs e figos que floresciam ao lado dos rebanhos de carneiro e de cabras. Pela primeira vez misturaram ingredientes diferentes e fizeram o pão, que nasceu chato e redondo. Em um período posterior, entre os anos 3000 a.C. e 300 a.C, quando os fenícios povoaram a região do Líbano, surgiu o hábito de cobrir o pão com carne e cebola. Nascia a esfiha. Por volta de 500 a.C., os persas, antigos habitantes do Irã, trouxeram ingredientes mais complexos, como arroz, pato, amêndoas e frutos frescos, e muitas especiarias. Os sultões do Império Otomano acrescentaram as massas ensopadas com mel e recheadas com nozes e amêndoas moídas, bem como o café forte e adoçado. Carne de carneiro assada ou frita na manteiga ou no óleo era bastante apreciado nos palácios, assim como os miúdos macerados e mergulhados em uma mistura de leite azedo e especiarias. Com o fim das invasões, as diversas culinárias da região mesclaram-se em uma cozinha que cultivou respeito por suas tradições. 5 - Sabores da Culinária Árabe Carnes: O carneiro é o principal animal consumido. Sua carne é assada ou guisada, normalmente recheada e ricamente temperada. Peixes, frango e o peru também são apreciados. Grãos: Entre os grãos destacam-se o trigo, a lentilha, a ervilha, o grão-de-bico e o arroz. Favas são típicas do Egito. Verduras , Frutas e Legumes: São preparados recheados e em conserva, Na Síria e no Líbano, eles recebem o nome de mehchi; na Turquia, dolmas; na Grécia, dolmathes; no Irã, dolmeh. Entre os principais legumes usados estão a abobrinha, repolho, folha de videira , acelga, tomate, pimentão e berinjela. Técnicas agrícolas transformaram o deserto em férteis campos verdes, onde crescem uvas, figos, romãs, ameixas, damascos, amêndoas, pistaches, avelãs, pinhões, tâmaras, azeitonas, goiabas, mangas, laranjas, bananas, abacates e melões. As frutas são encontradas nos mercados ao natural, cristalizadas e secas. São usadas no preparo de bolos, pudins, caldas, geléias, saladas, ensopados de carne, docinho, refrescos, xaropes e licores. Especiarias: são muito utilizadas na culinária árabe para dar sabor ou perfume aos alimentos. As mais utilizadas são semente de anis, cravo-da-índia, cominho, gengibre, sumagre, noz-moscada, macís, semente de gergelim, alho, cebola, snoubar e pimenta-da-Jamáica. Entre as ervas são usados: manjericão, coentro, endro, funcho, manjerona, hortelã, salsa, alecrim e salva, açafrão . E como aromatizantes o almíscar, água de rosas e água de flor de laranjeira. É comum cada país possuir seu próprio mix de especiarias, encontrado já pronto no comércio. Os sírios fazem a bahar e a pimenta Síria, que geralmente leva cravo, canela, noz-moscada, gengibre, pimenta--Jamaica e pimenta-do-reino preta e branca. Na Jordânia e no Líbano, existe a zaatar, mistura de folhas de zaatar, manjerona, tomilho, sementes de gergelim torradas e as bagas vermelhas e azedas do sumagre. Os iemenitas preferem a zhug, pasta de cardamomo, cominho, alho e malagueta moídos, deixando essa mistura bem apimentada . Peixe: é abundante no litoral do Oriente Médio. Os principais: salmonete, o peixe-espada e a sardinha marinados.Os pratos são temperados com uma rica seleção de especiarias e molhos. Na mesa, todos são regados com azeite de oliva. 6- Líbano O Líbano é um pais, cuja tradição é exemplo de dignidade, respeito e admiração dos tradicionais povos pacíficos do mundo. Por muito tempo denominado "Suíça do Oriente", seu índice de analfabetos não ultrapassam os 10% da população. Sua posição estratégica une o Oriente ao Ocidente. Milênios atrás funcionavam ali numa faixa estreita costeira com 200 km de extensão por 50 km de largura, um centro comercial e marítimo da maior importância: a Fenícia. Foi palco de um verdadeiro desfile de civilizações e dali os fenícios criaram o alfabeto fonético que até hoje constitui a base de todos os alfabetos europeus, do Oriente Médio, e outros. Curiosidades sobre o Líbano DADOS ESTATÍSTICOS SOBRE O LÍBANO 1. Há no Líbano 18 comunidades religiosas convivendo em harmonia 2. Há 40 jornais diários 3. Há 42 universidades 4. Há mais de 100 bancos ( bancos e não filiais de bancos) 5. 70% dos estudantes freqüentam escolas particulares 6. 60% da população libanesa é cristã (é o mais alto percentual em todos os países árabes) 7. Há no Líbano um medico para cada 10 pessoas (na Europa e nos EUA, há um para cada 100 pessoas) 8. O nome LÍBANO aparece 75 vezes no Velho Testamento 9. A palavra CEDRO (árvore do Líbano) também aparece 75 vezes no Velho Testamento! 10. Beirute foi destruída e reconstruída 7 vezes (por isto ela é comparada à fênix) 11. Há 4 milhões de libaneses no Líbano 12. Há em torno de 12 milhões de libaneses fora do Líbano! OUTROS FATOS INTERESSANTES: 1. Líbano, já foi ocupado por egípcios, hititas, assírios, babilônios, persas, Alexandre o Grande, o império romano bizantino, a Península Arábica, os cruzados, o império otomano, Inglaterra, França, Israel, Síria) 2. Biblos (cidade no Líbano) é a mais antiga cidade continuamente habitada no mundo 3. O nome Líbano tem sido empregado por 4.000 anos (é o mais velho nome de uma nação no mundo!) 4. O Líbano é o único país na Ásia/África que não contém um deserto 5. Há 15 rios no Líbano (todos eles nascendo em montanhas libanesas) 6. O Líbano é um dos países que mais têm sítios arqueológicos, no mundo! 7. O primeiro alfabeto foi criado em Biblos (cidade no Líbano) 8. O único templo remanescente de Júpiter (o principal Deus romano) fica em Baalbeck, Líbano (a Cidade do Sol) 9. O nome de Bíblia vem da Biblos! 10. Líbano é o país que tem o maior número de livros escritos sobre si. 11. Jesus Cristo fez seu primeiro milagre no Líbano, em Sidon (o milagre da transformação de água em vinho) 12. Os fenícios (o povo original do Líbano) construíram o primeiro barco e foram os primeiros a navegar mundo afora! 13. Os fenícios também chegaram à América muito antes que Cristóvão Colombo. 14. A primeira escola de Direito no mundo foi criada no Líbano, no centro de Beirute 15. O povo diz que os cedros foram plantados pelas próprias mãos de Deus (por isto eles são chamados "Os Cedros de Deus", e por isto o Líbano é chamado "O País de Deus na Terra".) 7 - Doces sabores do Líbano Por mais que seja farta a refeição libanesa, é impossível para não dizer uma descortesia recusar as sobremesas. Os libaneses superam-se em requinte nesta etapa. Belos e perfumados, os doces chegam á mesa depois de um laborioso trabalho em que paciência e habilidade se somam á delicadeza de ingredientes. Fartos em calda e perfumes, são aromatizados com almíscar e essência de flores, que lhes emprestam um sabor inigualável. Uma sobremesa geralmente não se restringe a um único doce; pelo contrario, alem de frutas secas ou frescas, sucedem-se bandejas variadas, e é impossível não sucumbir ao primeiro olhar, por mais que tenha siso farta a refeição. Com seu formato esmerado, seu perfume arrebatador e seu sabor irresistível, os doces libaneses são pequenas obras de arte, capaz de encantar cada um de nossos sentidos. 8 - COSTUMES Os hábitos alimentares dos mulçumanos são restritos pelas leis do Alcorão: a bebida alcoólica não é permitida, assim como a carne de porco, pois ele é um considerado um animal impuro. Desta forma o consumo de carne de carneiro é predominante entre eles. Durante as comemorações religiosas, como o Ramadã, o jejum é rigoroso e até mais longo do que o dos judeus. Não se pode comer e beber durante o dia. As refeições noturnas, então, é um banquete. Já os árabes cristãos seguem hábitos alimentares ocidentais, sem restrições. Entre os árabes é costume se servirem de um café da manhã farto, que inclui pão com ovos, frutos e vegetais frescos, mel, nozes ou iogurte. As refeições são verdadeiros rituais, demoram-se a mesa, que apresenta uma grande variedade de pratos servidos em pequenas porções. São os Mazza , ou antepastos árabes, sempre acompanhados de pão pita e áraque, bebida típica à base de anis. Em seguida vem os doces e por fim café árabe ou chá preto com hortelã. Eles adoram receber, em todos os lares enquanto a mesa estiver posta, as portas das casas permanecem abertas. Todos que chegam são convidados a se sentar. Segundo a tradição a mesa deve conter ao menos o dobro da quantidade de iguarias suficientes para alimentar os convidados. 09 - CAFÉ ÁRABE No mundo árabe, a cerimônia de preparar e servir o café faz parte da tão conhecida hospitalidade árabe, é sinal de que a visita é bem-vinda e honrada por seu anfitrião. No deserto ou em uma casa árabe moderna, o tradicional preparar e servir o café é sempre feito com muita dedicação. O ritual básico não mudou muito através das gerações. Tradicionalmente no deserto o café é preparado na fogueira, em um utensílio, bule especial conhecido como dale. O tradicional fogo de chão é o preferido para o preparo do café porque dizem adicionar um sabor especial. O café depois de pronto e preparado com temperos especiais como hal (cardamomo), é servido em outro bule especial limpo, acompanhado de pequenas xícaras sem alça. O café árabe não é coado, espera-se a borra sentar no fundo para servir. O anfitrião costuma servir um pouco em cada xícara e costuma-se repetir por várias vezes, o café geralmente é servido amargo nessas ocasiões. 10 – Termos ESPECIARIAS A utilização das especiarias é um marco da culinária árabe. Na comida árabe tudo tem um sabor peculiar. Conheça algumas especiarias e ingredientes utilizados em pratos árabes: AÇAFRÃO O nome vem do árabe zafaran, que significa amarelo. São pistilos secos de um arbusto especial que são colhidos manualmente. São necessários aproximadamente 80 mil pistilos para obter meio quilo da especiaria. Originário do Oriente foi introduzido na Espanha pelos Árabes em torno do ano 900. O açafrão tem uma forte cor amarela e tem um gosto único e penetrante. ÁGUA DE FLOR DE LARANJEIRA (MAÉ ZAHAR) Essência típica da culinária sírio-libanesa é utilizada para aromatizar vários doces. ÁGUA DE ROSAS (MA'WARD) Líquido bastante perfumado, extraídos de rosas e utilizados em doces e caldas. ÁRAQUE (ARAK) Nome dado aos destilados produzidos nos países do Oriente Médio, Índia, Indonésia, Grécia, Turquia e Egito. São aromatizados com anis e outras especiarias. Na Síria e no Líbano, é destilado da uva; no Iraque e no Egito, da tâmara. CARDAMOMO (HÂL) Sementes utilizadas secas no café. COENTRO (CORIANDRUM SATIVUM) Originário do sul da Europa e do Oriente Médio, o coentro é popular nas cozinhas do mundo todo. Todas as partes são usadas: folhas, sementes e raiz. Está presente na culinária da Índia e do Sudeste Asiático, China, Oriente Médio, México, América do Sul, no Norte e no Nordeste do Brasil. As sementes têm sabor adocicado e um toque amargo que lembra o da casca de laranja. Eram utilizadas pelos hebreus para aromatizar bolos e para conservar carnes entre os romanos. Egípcios e chineses achavam que elasconferiam imortalidade e, entre os árabes, tinham fama de afrodisíacas. O coentro é uma das especiarias que compõem o curry (caril) indiano. COMINHO (CUMINUM CYMINUM) É uma especiaria de sabor picante e levemente amargo. Também vem do Oriente Médio e é cultivado desde os tempos bíblicos. Os celtas usavam suas sementes para condimentar peixes e, no Império Romano, servia como digestivo para os fartos banquetes e como substituto da pimenta em grão. Uma de suas variedades, conhecida como cominho-negro, cresce no Irã e no norte da Índia. ESSÊNCIA DE ROMÃ (DIBS RUMMAN) Xarope de suco de romã, utilizado em substituição ao limão. HORTELÃ (MENTHA VIRIDIS) Também conhecida como menta, a hortelã é uma planta aromática de cheiro puro, refrescante e de sabor intenso. As suas variedades podem vir do sul e do centro da Europa, do Oriente Médio e do centro da Ásia. No Brasil as espécies mais conhecidas são hortelã-de-cozinha, hortelã-de-horta, hortelã-pimenta e poejo. Acredita-se que a hortelã possua propriedades analgésicas, anti-sépticas, antiinflamatórias, desodorantes, digestivas, refrescantes e descongestionantes. É ingrediente indispensável do tabule, prato à base de trigo típico da cozinha árabe. É o principal tempero do kebab (cordeiro grelhado). A hortelã seca é usada para temperar coalhadas e rechear pastéis e legumes como berinjela, pimentão e tomate. MISKI Espécie de resina vegetal de cor clara originária da árvore Pistacchia lenticus, de sabor forte e muito utilizada para aromatizar doces e bebidas. Adquirido em forma de pequenas pedras, que devem ser trituradas para compor os pratos. PÁPRICA (CAPSICUM ANNUUM) A páprica é uma das três especiarias mais populares do mundo. Há duas versões para a sua criação. Uma dá conta que ela é nativa da América Central e foi levada à Europa pelos exploradores. A outra, acredita-se que foram os espanhóis que levaram e difundiram na América a técnica de produção e o gosto pela especiaria. É feita a partir do pó de diferentes espécies de pimentão vermelho. Existem dois tipos de páprica no mercado brasileiro, a doce, mais delicada, e a picante. A melhor páprica é a rosa (doce), da região húngara de Szeged, e as espanholas de Jarandilla e do vale do rio Vera. Nos países árabes, faz parte do baharat, uma mistura feita com pimenta preta, chilles e páprica a base picante da mistura, noz-moscada, cravo, canela e cardamomo a base aromática, cominho e coentro. PIMENTA DA JAMAICA Diferente das outras pimentas tem sabor suave e perfumado. PIMENTA SÍRIA (BHAR OU BAHARAT) Mistura de especiarias moídas, tais como: Pimenta da Jamaica, Pimenta do Reino preta e branca, Canela, Noz Moscada e Cravo. PISTACHE É uma castanha com semente verde-clara, comum no Mediterrâneo, é empregada em doces e pratos salgados. SNOUBAR Sementes de uma espécie de pinheiro, Pinus pinea, nativo da região do Mediterrâneo. É conhecido também como pignoli e usado no preparo de massas, esfihas, charutos recheados, coalhadas e algumas sobremesas. A árvore precisa de cem anos para começar sua produção. Usado em ocasiões festivas nos recheios e decorações de pratos. SUMMAC (RHUS CORIORIA) Pó vermelho e ácido extraído das frutas da planta sumagre. Acelga recheada e tabule são alguns dos pratos preparados com este tempero. Também conhecido como sumac ou sumagre, este pó tem gosto ácido de fruta silvestre. Vem das folhas vermelhas de um arbusto que cresce nas montanhas do Líbano. Enquanto no Ocidente é considerada apenas ornamental, os cozinheiros do Oriente Médio usam muito as espigas que a planta produz. Por ser azeda, foi usada pelos romanos antes dos limões terem chegado à Europa. TAHINE Pasta espessa feita com sementes de gergelim, utilizada na culinária do Oriente Médio. É empregada como tempero, em molhos, pastas e doces. TOMILHO SECO Usado como tempero em saladas, na coalhada seca ou acrescido de azeite de oliva e sal e degustado com pão Árabe. ZAATAR OU ZAHTAR Condimento salgado da culinária árabe e libanesa é uma mistura de folhas verdes de tomilho, secas e moídas, com sementes de gergelim e summac. Alguns acrescentam coentro, orégano, manjerona e sal a esses ingredientes. É um tempero granulado, com sabor picante e salgado, usado no tempero de carnes, vegetais, patês, pães e massas de esfiha. Também serve para aromatizar azeites. 11- REFERÊNCIAS BUHATEM, Georgette, Consultoria. BARUKI, Lili, Consultoria. BUATIM, Raimunda Haddad, Consultoria. CHIDIAC, Antoinette Francis. O melhor da culinária libanesa. CHIDIAC, Jorge Salim. Consultoria histórica. CHIDIAC, Prof Sandra . Caderno de Receitas. CHOUEIRI, Chef Ramzi N. Patrimônio Culinário do Líbano. Hadeth-Libano: 2002 EDITORA GLOBO. As melhores receitas da cozinha árabe. São Paulo: GLOBO, 1993. ENG. ALI H. KHADRA. Tyros. Líbano, 2006, Disponível em < www.tyros.leb.net/ indexpt.html> Acessado em: 17/01/2006. GABRIEL, Adélia Salem, Cozinha árabe. São Paulo, 9 ed.1998, LOGARIA BRASIL EDITORAÇÃO E DESIGN. São Paulo, 2006. Disponível em: < www.libanbylody.com.br> Acessado em: 17/01/2006. SELOUAN, Samira, Consultoria TOUMA, Habib Hassan. The Music of the Arab's. trans. Laurie Schwartz. Portland, Oregon: Amadeus Press, 1996. 12- PROGRAMAÇÃO 1º Dia Obs. Considerar 1 xícara de grão de bico por bancada, e deixar de molho em agua um dia antes de fazer o Hummus. Se a aula for a noite, pode deixar de molho pela manha. Entrada: Tabbule Hummus Bi Tahine Hummus com Beterraba Yogurt Natural - fazer quando tiver 2 dias de aulas seguidas Prato Principal: Esfiha de Carne Arroz de Frango com Castanhas ou Arroz de Carneiro com Castanhas. OBS 1 – algumas bancadas fazem com frango e outras com carneiro OBS 2 – Colocar primeiro o Grão de Bico na panela de pressão por 30 min e depois colocar o carneiro . Bebida: Refresco de Framboesa com Pistache ( ou Snawba ) FICHA TÉCNICA Nome do Prato: Yogurt Fresco – Lában Quantidade Ingredientes 01 litro Leite 2 colheres sopa Iogurte Natural 1 colher sopa Leite em pó Modo de Preparo: Inicialmente levar o leite para ferver , em seguida apagar o fogo, colocar o leite em po. Deixe esfriar na temperatura de 48 ºC. http://www.tyros.leb.net/ http://www.libanbylody.com.br/ Adicionar o iogurte , mexendo bem. Tampar e reservar por algumas horas enrolado em um cobertor, (necessário para garantir a temperatura adequada para a fermentação e transformação do leite em Yogurt ) depois retirar o cobertor e levar a geladeira. Observações: Todo libanês guarda na memória os saborosos sanduíches de labné, o yogurt seco regado com um delicioso azeite e enfeitado com hortelã seco, preparados pela mãe para os lanches escolares. O Yogurt está presente de muitas formas na culinária libanesa – seja delicado recheio, seja como acompanhamento em saladas. Esta receita é a base, portanto, de mil e uma criações da cozinha do Líbano. FICHA TÉCNICA Nome do Prato: Tabbule Quantidade Ingredientes 1 xic chá Salsinha picada ( lavar e secar antes de picar ) 1 xic chá Cebolinha picada 1 xic chá Tomate picado ( com casca e sementes ) 1 xic chá Alface picado 1 xic chá Cebola picada Algumas folhas Hortelã fresca picada ( lavar e secar antes de picar ) 50 g Trigo moído para quibe lavado e bem escorrido Para o tempero 1 ud Suco de limão A gosto Azeite A gosto Sal Acompanhamento A gosto Folhas de Alface, tenras Modo de Preparo: Lavar o trigo, espremer bem e misturar com a cebola, acrescentado sal, limão e o azeite. Reservar para o trigo hidratar neste tempero. Tirar as folhas de hortelã e salsa, lavar, secar e picar. Cortar o tomate em cubos pequenos Lavar e picar o alface Misturar os ingredientes verdes em um bowl , espremendo para tirar o excesso de água caso tenha formadoágua quando picou . Na hora de servir acrescentar o trigo temperado e a metade do tomate. Conferir o tempero. NÃO misture antes, pois vai murchar os verdes. Servir frio , colocando por cima o resto do tomate. Acompanha com folhas tenras de alface ou repolho. Notas: O processo de lavagem do trigo é o mesmo do quibe cru. Secar bem a salsinha. MISTURAR O TRIGO TEMPERADO SOMENTE NA HORA DE SERVIR. Anotações: ALGUMAS BANCADAS FAZEM DE FRANGO E OUTRAS DE CARNEIRO FICHA TÉCNICA • Nome do Prato: Arroz com Carne de Frango e castanhas OU Arroz de Carneiro e castanha TAMBEM CHAMADO DE ARROZ MARROQUINO Para o Arroz : Ingredientes 200 g Arroz parborizado. 200 g Carne moída ( patinho ou colchão mole ) 50 g Manteiga A gosto Sal A gosto Pimenta Árabe Caldo suficiente para cozinhar o arroz com a carne Para o Caldo: 400 g Carne de frango com osso e pele OU Carne de Carneiro 2 Und. Canela em pau Um punhado Pimenta Jamaica A gosto Sal A gosto Pimenta Árabe A gosto Canela em pó Decoração: 50 G Castanha de Caju ou Amendoas sem sal 1/ 2 colher sopa Manteiga Modo de Preparo: Para o caldo: Juntar todos os ingredientes do “Caldo” em uma panela de pressão e cozinhar até que a carne ficar macia ( aproximadamente 30 min ) com água suficiente para cozinhar depois o arroz. Não abuse da quantidade de água. Desossar e separar a carne em pedaços graúdos. Eliminar os ossos, colocar a carne em um recipiente coberto por uma xícara do caldo. Reservar. Reservar o restante do caldo, suficiente para cozinhar o arroz. Para a Decoração: Colocar a manteiga em uma frigideira e levar ao fogo brando para derreter. Adicionar o caju ( cortado ao meio) ou as amêndoas inteiras , e saltear, mexendo sempre até ficarem dourados. Retirar do fogo e reservar. Para o arroz: Derreter a manteiga em fogo brando, acrescentar a carne moída, temperar com um pouco de sal e pimenta árabe . Frite até que a carne fique solta e seca. Adicionar o arroz, refogar e cobrir com o caldo de carne já reservado. Misturar bem , confira o sal e cozinhe até que o arroz esteja macio, PORÉM ÚMIDO. Para a Montagem: Colocar o arroz em uma travessa, distribuir os pedaços de carne por cima, polvilhar com a castanha de caju ou amendoas e servir . Usa-se muito o snauba ( ou pinoles ) também, Anotações: FICHA TÉCNICA Nome do Prato: Hommus Bi Tahine - Quantidade Ingredientes 1 xic chá Grão de Bico seco 50 ml Suco de limão 1 ou 2 colheres Creme de Gergelim TAHINE 1 dente Alho socado 1/ 4 Beterraba cozida Q.B. Sal Decoração Q.B. Salsinha Q.B. Páprica doce Modo de Preparo: Lavar os grãos de bico e deixá-los de molho de véspera. No dia seguinte lavar novamente cobrindo com água fria. Cozinhar em fogo alto. Quando o grão de bico estiver cozido percebemos que a pele dele estará boiando na superfície, retire. Reservar alguns grãos para decoração e a água do cozimento. Em seguida levar ao processador para fazer um purê dos grãos ainda quente. Juntar o creme de gergelim e misturar bem temperando com alho, suco de limão e sal. O gosto final e a proporção dos temperos vão sendo ajustadas de acordo com o paladar. Retire do processador a metade e faça o empratado para servir decorado com grãos de bico cozidos, salsinha picadinha e páprica doce. A outra metade que ficou no processador coloque a beterraba cozida , processe, emprate , decore , regue com azeite de oliva e sirva com pão. Curiosidade: o gergelim é uma da plantas mais antigas cultivadas pelo homem, o local exato de sua origem é incerto, no tempo dos Faraós já se utilizava o gergelim para obter o óleo, os orientais consideravam o gergelim quase sagrado. VARIAÇÕES: O Húmmus com a beterraba tem origem dos Emirados Árabes. FICHA TÉCNICA Nome do Prato: ESFIHA DE CARNE Cada Bancada fazer meia receita MASSA Quantidade Ingredientes 500 g Trigo 01 ud Ovo inteiro 40 g Banha porco 20 g Acucar 10 g Sal 05 g Fermento Biológico seco ( para pão ) 150 a 300 ml Agua morna coloque aos poucos para não perder o ponto RECHEIO 150 g Carne moída 150 g Cebola picada 150 g Tomate picado 80 g Bacon moído 01 ud Suco de limão A gosto Sal, pimenta síria , canela em pó. Modo de Preparo: MASSA : Misturar todos os ingredientes secos e juntar os ovos, a banha e a agua morna aos poucos . Sovar bem a massa ate ficar homogênea. Cobrir a massa com um pano e deixar dobrar de volume RECHEIO : Misturar todos os ingredientes e deixar escorrer em uma peneira Montagem: .Cortar a massa em pedaços de aproximadamente 20 g, Abrir com a ponta dos dedos em forma de discos, colocar o recheio e fechar formando 3 ou 4 pontas. Colocar em, assadeira untada com óleo e assar em forno quente ate dourar. Sirva quente com coalhada fresca e fatuche . RENDIMENTO - 40 esfihas . Como estamos fazendo meia receita, vai dar 20 esfihas por bancada. VARIAÇÕES : Pode substituir a carne por espinafre, refogando com cebola e temperos, escorrer bem antes de rechear. FICHA TÉCNICA Nome do Prato: Refresco de Framboesa com Pistache Quantidade Ingredientes Água A vontade Gelo triturado 30 a 40 ml Melaço de Framboesa ( Xarope ) 30 g Pistache descascada ( sem sal ) Decoração : Broto de hortelã fresca e colheres de cabo comprido Modo de Preparo: 1. Colocar bastante gelo num copo alto , o melaço e complete com água . Acrescentar o pistache . Usar uma colherinha de cabo comprido e servir enfeitado com broto de hortelã fresca 13- Programação 2º Dia Entrada: Salada Fatuche Melancia Boleada com Queijo Feta ou Minas e Hortelã Prato Principal: Quibe Cru (Kibe Naié) Quibe Assado Quibe Frito Sobremesa Brigadeiro de Tahine com Pistache Entre Quibes e Coalhadas ( YOGURT ) Quando se fala em cozinha libanesa, impossível não pensar num prato de quibes quentinhos e crocantes ou no frescor de uma coalhada. Durante muito tempo, o arroz foi produto raro no consumo diário do Líbano, e o trigo ocupava o lugar de grande protagonista dos seus pratos. O quibe é apenas um dos modos de sua utilização. Não é por acaso que ele chega á mesa de tantas formas diferentes. Para um clássico quibe libanês, a carne de cordeiro é a preferida. Nem pensar em moê-la usando uma dessas máquinas que o progresso trouxe para as cozinhas. Na melhor tradição da culinária do Líbano, a carne é trabalhada manualmente, em uma espécie de pilão, para que qualquer resquício de aparas ou gordura seja eliminada. FICHA TÉCNICA Nome do Prato: Salada Fatuche Quantidade Ingredientes 4 folhas Alface 1 Und. Tomate 1/ 3 Und. Pepino (não tirar a casca) 1/2 Und. Rabanete ½ Und. Cebola pequena 1 colherinha Hortelã seco 1 Und Pão Árabe pequeno Ingredientes para o molho: 1 dente pequeno Alho socado com sal Meia xic. cafézinho Vinagre de Vinho Tinto 2 colh sopa Manteiga para fritar o pao A gosto Azeite de Oliva A gosto Sal Modo de Preparo: Cortar os tomate e os pepinos em pedaços médios Lavar e higienizar e secar as folhas de alface, e rasgá-las. Cortar em Julienne a cebola. E os rabanetes em rodelas finas. Cortar o pão em quadrados aproximadamente 2cmx2cm e levar para fritar com manteiga..ou em tirinhas bem finas. Para o molho: Socar um dente de alho com o sal, adicionar o azeite e o vinagre. Emulsione e reserve. Montagem: Colocar a alface, o tomate, pepino, rabanete e a cebola . Acrescentar o molho SOMENTE NA HORA DE SERVIR, misturar bem . Polvilhar com a hortelã seca e colocar o pao frito por cima. Pode também colocar sementes de roma Observação: Fatte são pequenas torradas de pão árabe torrado. São elas que inspiram o nome deste prato. Esta salada simples e deliciosa ocupa um lugar de destaque naculinária libanesa. Durante o mês do Ramadã ela é uma das opções favoritas após as longas horas de jejum. Outra variação é servi-la com uma coalhada por cima temperada com alho e sal ou fazer o molho substituindo o vinagre por Xarope de Roma , diluído com um pouco de agua. Anotações: O PAO PODE SER CORTADO EM TIRAS BEM FINAS. PODE USAR SEMENTES DE ROMA PARA DECORAR. FICHA TÉCNICA Nome do Prato: Melancia Boleada com queijo Feta e Hortela Quantidade Ingredientes 10 bolas Melancia 10 cubos medios Queijo Feta ( ou Minas ) 10 espetinhos. Espetinho japones 20 folhas Hortela fresca Modo de Preparo: Boleie a melancia , corte o queijo em cubos médios e intercale com as folhas de hortelã ( queijo, hortelã, melancia, hortelã ) . Espete com o espetinho japonês e sirva gelado como entrada. FICHA TÉCNICA Nome do Prato: Kibe Cru (Kibe Naié) Quantidade Ingredientes 100 g Carne Moída de Colchão mole sem nervos 40 g Trigo para quibe 1/4 Und. Cebola em gomos A gosto Pimenta Árabe A gosto Sal A gosto Canela em pó 10 g Manteiga sem sal Xx Gelo Xx Hortelã fresca para decorar e 1 pão boina Modo de Preparo: Deixar o trigo de molho de 10 minutos. Lavar bem e torcer bem entre as mãos. Cortar as cebolas em gomos, colocar na água com gelo para degustar com o kibe e pão. Reserve na geladeira . Num bowl juntar a carne já limpa e moída , o trigo e a manteiga, temperar com sal e pimenta a gosto e misturar bem, com as mãos. Bater rapidamente no processador até que a massa forme uma bola. ESSE É O PONTO. Cuidado para não virar patê. Em outro bowl colocar água gelada e cubos de gelo. Molhar as mãos na água e ir amassando a mistura de carne e trigo até ficar macia e incorporada. Trabalhar com a massa do kibe sempre com as mãos geladas. Ajustar o tempero se for necessário. Montar em uma travessa, decorar com hortelã fresca e servir à parte a cebola. Curiosidade: Em qualquer boa casa libanesa, não há de faltar no cardápio da semana, um prato de quibe cru. As receitas variam de acordo com os temperos usados, mas tem sempre como ingrediente principal, a carne crua. No Líbano, utiliza-se geralmente carne de carneiro ou de cabra, perfumada com cebolas raladas, manjericão e casca de limão ralada e folhas de hortelã. Como se lava o trigo: Lava-se o trigo em varias águas, muitas vezes até que fique completamente limpo. Deixa-se de molho na ultima água por 10 minutos, para tirar o excesso d’água aperte entre as duas mãos. Este é o mesmo processo para todos os pratos a base de trigo. Anotações: Quando se tem disponível a gordura do carneiro, não precisa da manteiga. FICHA TÉCNICA Nome do Prato: Kibe Assado Quantidade Ingredientes 400g Carne Moída de colchão mole sem nervos 250 g Trigo para quibe 1 Und. Cebola média A gosto Pimenta Árabe A gosto Sal A gosto Canela em pó Xx Gelo Modo de Preparo: Deixar o trigo de molho de 10 minutos. Lavar bem e torcer bem entre as mãos. Num bowl juntar a carne já limpa e moída , o trigo e a cebola, temperar com sal e pimenta a gosto e misturar bem, com as mãos. Bater rapidamente no processador até que a massa forme uma bola. ESSE É O PONTO. Cuidado para não virar patê. Em outro bowl colocar água gelada e cubos de gelo. Molhar as mãos na água e ir amassando a mistura de carne e trigo até ficar macia e incorporada. Trabalhar com a massa do kibe sempre com as mãos geladas. Ajustar o tempero se for necessário. Numa assadeira, untar com manteiga, colocar uma fina camada do kibe ( 1cm ), polvilhar com canela . Pode colocar snaubar . Colocar outra camada de kibe. Alisar bem, sempre com as mãos geladas, e cortar com a faca em quadrados. Colocar por cima 2 colheres de manteiga sem sal e regar com azeite. Assar . NAO USE TODA A RECEITA PARA ASSAR, SEPARE UM POUCO PARA FAZER O RECHEADO ( 50 g POR INTEGRANTE DA EQUIPE ). FICHA TÉCNICA Nome do Prato: Kibe Frito recheado Quantidade Ingredientes para o recheio 150g Carne Moída sem nervos 2 colh sobremesa Manteiga 1 Und. Cebola media cortada bem pequena A gosto Pimenta Árabe A gosto Sal 01 Tomate bem maduro 01 receita KIBE DE FORNO Modo de Preparo: Prepare a massa de Kibe como na receita do KIBE DE FORNO. Reserve Faca o recheio , fritando bem a carne com a manteiga, coloque a cebola refogue junto ate ficar transparente, acrescente o tomate, e demais temperos. Faca bolinhas de kibe ( 50 g ) , faca um furo com o dedo polegar, deixando a parede bem fina. Recheie com a carne moída refogada, feche e frite. Coloque os quibes fritos numa panela e tampe para não ressecar. FICHA TÉCNICA Nome do Prato: Brigadeiro de Tahine e pistache Quantidade Ingredientes 1 lata Leite Condensado 2 colheres sopa Tahine 2 colheres sopa Pistache sem sal picados xx Pistache inteiros sem sal para decorar Modo de Preparo: Misture o Leite condensado com o Tahine num pirex e leve ao microndas por 4 min, mexendo a cada minuto. Quando tirar do micro, mexa bem, ele vai ficar parecendo talhado. esfriando um pouco, ja coloque o pistache picado. Depois de frio faca bolinhas , decore com pistache inteiro e coloque em forminhas. Se gostar pode colocar um pouco de Flor de Sal. OBSERVAÇÃO : pode ser apresentado de 3 formas : • Misturar o pistache moído na massa; • Passar as bolinhas no pistache moído, • Só colocar um pistache na bolinha como decoração 14 - PROGRAMAÇÃO 3º Dia Entrada : Pate de Beringela ( serve com torradas ou pão boina ) Pão Pita ( também chamado de Boina ou Sirio ) Coalhada escorrida - Labne ( pedir aos alunos para fazer primeiro , mas tirar o necessario para a salada de pepino). Prato principal: Ciediee ( peixe de forno ) Pepino com Coalhada Sobremesa : Baklawa ( doce folhado com pistache ) FICHA TÉCNICA Nome do Prato: Paté de Berinjela Quantidade Ingredientes 1 und Berinjela média .1/2 Pimentão vermelho 1/2 Pimentão Verde 1/2 Pimentão Amarelo 1 und Cebola 10 ml Vinagre de Vinho A gosto Orégano A gosto Sal 10 g Amêndoas sem sal e sem pele, frita no óleo Óleo e Azeite de Oliva Modo de Preparo: Corte as verduras em quadrados pequenos, frite levemente com o azeite de oliva e deixe cozinhar com a própria agua e no vinagre de vinho, coloque os temperos. Depois de cozido e frio, bata no processador para formar um patê. Corrija o tempero. Acrescente as amêndoas fritas e picadas. Sirva com pão boina ou torradas FICHA TÉCNICA Nome do Prato: Pepino com Coalhada fresca Quantidade Ingredientes 150 ml Coalhada fresca ½ xic chá Pepino Japonês cortado em rodelas finas com a casca ½ Dente Alho socado com o sal. A gosto Sal A gosto Hortelã seca para pulverizar. A gosto Hortelã fresca para decorar. Modo de Preparo: Amassar em um recipiente fundo o alho e o sal. Acrescentar a coalhada e o pepino, mexer bem e acrescentar a hortelã seca. Servir decorado com hortelã. Curiosidades: A hortelã é utilizada na culinária desde a antiguidade tanto que na sua história se confunde com a lenda usada por hebreus, egípcios, gregos e romanos, durante o século IX foi introduzido na Europa. Os árabes tinham costume de regar a mesa de banquete e limpar o chão com a erva para estimular o apetite dos convidados. Observações: Agora que você já conhece o segredo de uma boa coalhada á moda libanesa, dê asas à imaginação. Experimente outros sabores. Esta salada refrescante é perfeita para o almoço num dia quente de verão. Anotações: FICHA TÉCNICA Nome do Prato: Ciediee Quantidade Ingredientes 2 postas Peixe firme ( garoupa, tijareva, miraguaia, cação, namorado....) 1 ud Batata grande descascada e cortada em cubos +/- 1,5x1,5 cm 1und. Cebola cortada a Julienne Oleo de soja para fritar o peixe, batata e cebola MOLHO DE TARATUR : 3 colh sopa Tahine 3 Limões - suco Agua gelada Sal 3 a 4 dentes Alho Modo de Preparo • Temperar com pouco sal as postas de peixe e selar com óleo de soja. Reservar numa assadeira. • Na mesma frigideira, fritar as batatas, ate ficarem levemente douradas, e colocar intercaladas na assadeira juntamente com as postas. • Repetir o mesmo processo com as cebolas. • Prepare um molho de Tahine ( Taratur ) , batendo no liquidificador o alho, Tahine, suco de limão, sal e acrescente a agua GELADA aos poucos , suficiente para ficar um caldo ralo e levemente azedo. • Verifique a sal e cubra o peixe na assadeira • Leve ao forno quente ate a batata e o peixe ficarem macios, sem secar e sem escurecer o molho. Anotações: FICHA TÉCNICA Nome do Prato: Pão Pita ( Sírio , Boina...) Quantidade Ingredientes 150 g Farinha de Trigo +/- 100 ml Agua morna ( máximo 40 graus ) 1 colher chá Sal e a mesma quantidade de açúcar 10 g Fermento Biológico seco (para pão) Modo de Preparo: Numa vasilha funda colocar os ingredientes secos e no meio ir dissolvendo o fermento com a agua, depois junte a farinha até o ponto de massa firme. NÃO SOVAR MUITO a massa . Divida a massa em bolas do tamanho de uma bola de tênis, cubra com um pano e deixe descansar. Aqueça o forno 200 graus ( em casa a 300 graus ). Abrir a massa, em discos, máximo 3 mm de altura. Colocar em forma com farinha e deixar crescer por mais 15 min. Assar em forno BEM quente colocando também uma vasilha com agua para deixar o ambiente úmido, até leve coloração dourada. Tirar do forno e permanecer cobertos para não secar. FICHA TÉCNICA Nome do Prato: Coalhada Escorrida Quantidade Ingredientes Coalhada fresca Modo de Preparo: Colocar a coalhada fresca num saco de pano , colocar uma pitada de sal, amarrar a boca e pendurar durante aproximadamente 4 horas. Para pouca quantidade pode usar um filtro de cafe. Tirar do saco , e degustar regado com a azeite e pao. Anotações: ATENCAO – Antes de colocar para escorrer retirar o suficiente para os outros pratos e um pouco para degustacao. FICHA TÉCNICA Nome do Prato: BAKLAWA - Folhado Árabe Quantidade Ingredientes para a calda 125 g Açúcar Branco 115 ml Água 10 ml Suco de Limão 2 colh sopa Água de Flor de Laranjeira Ingredientes para o doce 250 g Massa Philo 70 g Manteiga sem sal 80 g Pistache Moído 120 ml Óleo de Soja Modo de Preparo • Derreta a manteiga e adicione o óleo de soja • Abra a massa em uma bancada, pincele com a manteiga, coloque um pouco do pistache e enrole, usando um espetinho de madeira. Pressione um pouco e retire o espetinho, colocando o doce na assadeira. Escolha um tamanho onde os doces ficam bem próximos uns dos outros. Corte os doces com mais ou menos 2 a 3 cm de tamanho, sem contar com as pontas. Regue bem com a sobra da manteiga .Leve ao fogo por aproximadamente 15 a 20 min ( 180 Graus ), até dourar. Prepare a calda, colocando todos os ingredientes da calda para ferver ( exceto a agua de Flor de Laranjeira ) ate a temperatura de 105 graus. Tire do fogo e coloque a Agua de Flor de Laranjeira. Tire os folhados do forno , coloque no prato de servir e regue ainda quente com a calda. Reserve um pouco da calda para servir a parte.