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22
CENTRO UNIVERSITÁRIO ENIAC
ROBERTO CARLOS DA SILVA 
PROJETO INTEGRADOR: INSTALAÇÕES PREDIAIS E HIDROLOGIA
 Orientadores
 
 Danielly Arcini de Souza
 Allan Miranda Pereira
 Igor Nobre Barreto
 José Carlos Guerra Junior
SUMÁRIO
1. RESUMO 
2. INTRODUÇÃO 
3. OBJETIVOS 
4. METODOLOGIA 
5. DESENVOLVIMENTO
6. RESULTADOS 
7. CONSIDERAÇÕES FINAIS 
8. FONTES CONSULTADAS
Projeto Integrador: Instalações Prediais e Hidrologia 
SOUZA, Danielly Arcini de.[footnoteRef:1] [1: Docente no Centro Universitário ENIAC. Email: danielly.arcini@eniac.edu.br] 
SILVA, Roberto Carlos da.[footnoteRef:2] [2: Discente no Centro Universitário ENIAC. Email: 503572017@eniac.edu.br] 
1. RESUMO 
Nos últimos anos, as instalações hidráulicas de água fria de edifícios residenciais com medição coletiva, evoluíram para um modelo individualizado de medição do consumo. O presente trabalho comparou algumas características das instalações hidráulicas prediais de água fria, como: porte do sistema, traçado das tubulações, quantitativo de materiais e custos envolvidos na construção e consumo de água. A partir dessas informações e de projetos hidráulicos elaborados para os diferentes sistemas de medição, comparou-se os resultados de custo para os diferentes cenários de redução no consumo de água esperados. O levantamento demonstrou que a instalação predial com medição individualizada, possui um custo inicial de construção superior a instalação com medição coletiva, porém, considerando a redução de água esperada para o sistema, a medição individualizada torna-se economicamente viável ao longo do tempo para o edifício estudado. No caso de uma intervenção no sistema existente, substituindo-se um sistema de medição coletiva por um de medição individualizada, também foi estudada a viabilidade econômica em função da redução esperada no consumo de água.
Palavras-chave: Instalações hidráulicas 1; Medição coletiva 2; Medição individualizado 3; Redução no consumo 4; Viabilidade econômica 5.
ABSTRACT
In recent years, the cold water plumbing of residential buildings with collective metering has evolved into an individualized model of metering consumption. The present work compared some characteristics of cold water building hydraulic installations, such as: system size, pipe layout, material quantity and costs involved in the construction and water consumption. From this information and from hydraulic projects developed for the different metering systems, the cost results for the different scenarios of water consumption reduction expected were compared. The survey showed that building with individualized metering has an initial construction cost higher than installation with collective metering, however, considering the expected water reduction for the system, individualized metering becomes economically viable over time. studied building. In the case of an intervention in the existing system, replacing a collective measurement system with an individual measurement system, the economic viability as a function of the expected reduction in water consumption was also studied.
Keywords:  Hydraulic installations 1. Collective measurement 2. Individualized measurement 3. Reduction in consumption 4. Economic viability 5.
2. INTRODUÇÃO 
A água é um elemento básico para a existência dos seres vivos. Somos completamente dependentes dela nas nossas atividades diárias. O abastecimento de água sempre foi uma preocupação do ser humano. Desde a antiguidade, as civilizações se acomodavam próximas a mananciais e preocupavam-se com a manutenção de qualidade da água que abastecia a população. 
Na atualidade, com o intuito de garantir que a água continue acessível, são realizados estudos sobre como garantir que a água distribuída pelas concessionárias alcance com qualidade o usuário final.
3. OBJETIVO
O objetivo deste estudo é desenvolver um projeto de abastecimento de água fria e esgoto para um edifício de 10 (dez) pavimentos, incluindo sistema de armazenamento por cisterna, além de captação de água de reuso (águas pluviais). Assim como o esquema elétrico para um apartamento desse prédio. O primeiro passo é entender o funcionamento de uma instalação predial de água fria (IPAF), que é o sistema mais utilizado na sociedade atual e pode ser facilmente adaptado para uma habitação de menor porte. Objetiva-se também desenvolver o esquema elétrico (projeto) para um apartamento do prédio objeto do estudo e que servirá de base para os demais apartamentos, por tratar-se de pavimento tipo.
4. METODOLOGIA 
Em princípio fez-se necessário o levantamento de dados para compor uma planilha, seguidamente foram feitas visitas técnicas com o intuito de verificar in loco as ocorrências relatadas, suas patologias, consequências e desdobramentos. O objetivo era obter e reunir a maior quantidade de dados e informações possível sobre as questões analisadas. Muitas informações foram obtidas analisando literatura pertinente, seja impressa, online ou em fórum de discussões sobre o assunto. A composição dos dados levantados e a posterior análise possibilitou a abordagem dos vários tópicos, tornando possível a composição deste trabalho. 
Na medida em que foram levantados esses dados, sendo eles analisados, foi possível chegar a uma solução adequada para cada problema apresentado.
Os principais pontos do cronograma são: identificação do problema, verificação das causas, ensaios não destrutivos e coleta de dados, apresentação dos custos e soluções aplicáveis, atualização de dados em conformidade com os resultados obtidos para cada caso.
5. DESENVOLVIMENTO
 
Os sistemas prediais hidráulicos (SPH) são os que apresentam as patologias mais sentidas pelos condôminos. Foi o que revelou a pesquisa realizada pelo Sindicato de Habitação do Rio de Janeiro em 52 edifícios de oito construtoras. Segundo o órgão, 38% dos respondentes atribuíram aos SPH a sua maior insatisfação. As principais queixas foram em relação à parte hidráulica (o que comprova a grande frequência das infiltrações nos edifícios), trincas nas paredes, problemas de esquadrias, impermeabilizações, etc.
 Para que o sistema de instalações hidráulicas prediais possa funcionar adequadamente, é necessário que a vazão mínima seja disponibilizada em cada um dos aparelhos: pia, chuveiro, vaso sanitário, entre outros. Além da vazão, as pressões devem estar adequadas em todos os pontos do sistema de distribuição, garantindo pressão mínima e máxima. A velocidade é o terceiro parâmetro importante para o projeto, pois velocidades elevadas causam danos e desconforto aos usuários.
A NBR 5626 fixa as exigências e os critérios para o dimensionamento das canalizações de água fria, incluindo os limites mínimo e máximo de vazões, pressões e velocidades. 
O projetista deve conhecer a norma e os limites para o dimensionamento de cada uma das partes do sistema. O projeto deve ser apresentado detalhadamente, trecho a trecho.
Principais parâmetros a serem adotados no dimensionamento do sistema de água fria.
Vazões: devem ser suficientes para que todos os aparelhos funcionem adequadamente, considerando o máximo consumo provável em uma edificação. Quando não é considerado o consumo máximo, pode causar o funcionamento inadequado ou o não funcionamento de alguns aparelhos quando ligados mais de um simultaneamente. 
Velocidades: Devem ser verificadas as velocidades máximas, não devendo ser maiores que 4 m/s. caso esse limite não seja respeitado, pode ocasionar ruídos na tubulação que se propagam pela estruturae causam desconforto, também pode ocasionar danos às tubulações quando ocorrer interrupções abruptas do escoamento.
Pressões: Estáticas, não devem exceder 40 m.c.a.; dinâmica: não devem ser maiores que 0,5 m.c.a. em qualquer ponto de utilização. 
De serviço: máxima pressão que um aparelho ou tubulação pode suportar garantindo segurança. Pressões estáticas acima da máxima causam problemas em tubulações e aparelhos que não suportam pressões elevadas, pressões dinâmicas abaixo da mínima comprometem o funcionamento dos aparelhos, principalmente dos que necessitam de uma pressão mínima um pouco superior, com no caso de chuveiros.
5.1 O golpe de aríete 
O golpe de aríete é um pico de pressão causado por uma alteração súbita na velocidade da vazão na tubulação. Esses picos de pressão são frequentemente acompanhados por um grande ruído na tubulação. Esse ruído provocado pelos golpes sucessivos não é prejudicial, causando apenas desconforto aos usuários, mas o choque hidráulico pode causar rompimento de tubulações (caso a pressão de ruptura seja ultrapassada), microfissuramento de tubulações plásticas que podem evoluir para trincas e fissuras e enfraquecimento de juntas, dando origem a vazamentos. 
5.2 Reservatórios – Solução Adotada 
Uma forma de prevenir ou atenuar o Golpe de Aríete em uma rede de tubulações é evitar o fechamento brusco de válvulas e registros.
Foi executada a substituição das válvulas existente por outro modelo com fechamento suave, também foi feita uma campanha para conscientizar os usuários quanto ao fechamento brusco de válvulas e registros a fim de evitar e/ou amenizar a alteração súbita de velocidade na tubulação, o que pode causar picos de pressão e danificar as tubulações.
5.3 Reservatórios - Dimensionamento e Abastecimento
Após várias observações e estudos, chegou-se a duas (2) possíveis soluções que podem ser adotadas para que todos os usuários recebam água em pressão e velocidade adequadas nos pontos de utilização, minimizando ocorrência de patologias e desconfortos. Por norma, a pressão mínima na rede pública deve ser de 10 m.c a. em qualquer ponto. Essa pressão é suficiente para abastecer diretamente um reservatório de uma pequena edificação sem necessitar de bombeamento. 
Sistema Indireto: No sistema indireto (com bombeamento e válvula redutora de pressão) há o uso de reservatórios de água (superior e/ou inferior), garantindo o uso de água mesmo quando há a interrupção de fornecimento pela rede pública.
Sistema Direto: O sistema direto de abastecimento é utilizado quando existe pressão suficiente na rede de abastecimento para abastecer o reservatório superior sem utilização de sistema de bombeamento.
Para que a água seja distribuída adequadamente na edificação, o projeto, as especificações e a execução das instalações devem atender às exigências estabelecidas pela norma brasileira. O sistema de distribuição deve ser adaptado conforme as características da edificação e do sistema de abastecimento.
5.4 Reservatórios – Solução Adotada 
A verificação da pressão dinâmica nos pontos da tubulação de abastecimento de um sistema predial é fundamental em um projeto. Muitas vezes, ao optar pela tubulação mínima, em função dos pontos de abastecimento, a perda de carga é maior e a pressão dinâmica em alguns pontos não é suficiente. Quando isso ocorre, deve-se aumentar o diâmetro de alguns trechos e verificar novamente até atingir a pressão dinâmica mínima nos pontos mais críticos, que geralmente são os chuveiros. O sistema aprovado e executado foi o sistema indireto com bombeamento, reservatório inferior e superior e válvula redutora de pressão instalada no 5° andar; garantindo assim uma pressão compatível com o sistema de distribuição e com as normas NBR.
5.5 Sistemas de Distribuição
O sistema de instalação predial é a parte que distribui a água a partir do hidrômetro da residência até o ponto de utilização. Esse sistema é composto por diferentes aparelhos e materiais que garantem o abastecimento de uma edificação de forma segura e econômica. O reservatório é parte importante, servindo como reserva em caso de interrupções e garantindo pressão constante na distribuição. Ao dimensionar um reservatório, devem ser consideradas as recomendações da NBR 5.626, garantindo que tenha um tamanho adequado para a edificação.
O sistema de instalações hidráulicas prediais requer algumas condições para funcionar adequadamente, entre elas a garantia de pressão mínima em alguns pontos e a continuidade no abastecimento. Por questões de segurança a pressão máxima é limitada por norma. A instalação predial de água fria deve ser dimensionada de forma que em qualquer ponto da rede em condições estáticas a pressão não deve ser superior a 40 m.c.a (metros de coluna de água). A instalação de um reservatório tem como finalidade garantir uma reserva para eventuais interrupções no abastecimento da residência, além de garantir mais estabilidade nas pressões ao longo das tubulações e nos pontos de utilização. Hoje as edificações são projetadas para garantir abastecimento de água potável de forma intermitente aos ocupantes. Para o correto dimensionamento de um reservatório o projetista deve considerar o tipo de edificação, que influencia no consumo, além das possíveis falhas no abastecimento público, já que se recomenda que o reservatório tenha capacidade suficiente para dois dias de consumo, caso ocorra interrupção do abastecimento público.
A norma NBR orienta que a capacidade do reservatório deve ficar entre 1 e 3 o consumo diário da edificação; sabe-se que normalmente utiliza-se duas (2) vezes o consumo diário da edificação. Em grandes edifícios, o sistema de distribuição de água fria merece atenção, pois se não forem considerados alguns aspectos, o surgimento de patologias e desconforto pelo excesso de pressão e velocidade na tubulação pode ser frequente. Em instalações hidrossanitárias, é necessário dominar o funcionamento e as funções de diferentes peças que possam ser utilizadas em uma instalação predial de água fria. Para calcular o diâmetro das colunas de distribuição, vazões ao longo de seu comprimento e a pressão d’água, seguiram-se os seguintes passos:
 - Verificou-se o peso de cada peça de utilização. - Fez-se o somatório de pesos por andar. - Elaborou-se uma tabela fazendo o somatório dos pesos por andar. - No nomograma, verifica-se qual a vazão e diâmetro para cada andar. (sempre considerando o peso acumulado). - Calculou-se a pressão aproximada, em metros, de coluna d’água considerando as informações obtidas. Chegando-se ao resultado abaixo: Tabela 1 – Cálculos de carga dos aparelhos. 
5.6 Normas Técnicas
Ao longo das últimas décadas, exigências técnicas foram estabelecidas, a fim de garantir higiene, segurança e conforto aos usuários de instalações hidráulicas prediais. A elaboração de um projeto (de instalações hidráulicas prediais) será desenvolvido em conformidade com as normas vigentes e atenderá as seguintes normas técnicas brasileiras (NBR):
NBR 5626/1996 – Instalação predial de água fria. 
1.1 Esta Norma estabelece exigências e recomendações relativas ao projeto, execução e manutenção da instalação predial de água fria. As exigências e recomendações aqui estabelecidas emanam fundamentalmente do respeito aos princípios de bom desempenho da instalação e da garantia de potabilidade da água no caso de instalação de água potável.
1.1.2 À instalação objeto desta Norma podem estar integrados outros sistemas hidráulicos prediais para os quais devem ser observadas normas específicas existentes. 
No caso da instalação predial de água quente, deve ser atendida a NBR 7198 e no caso da instalação predial de combate a incêndio deve ser atendida a NBR 13714.
NBR 5.626/1998 - Esta Norma estabelece exigências e recomendações relativas ao projeto e instalação de reservatórios em edificações. 
5.7 Captação de águas pluviais - Metodologia de dimensionamento de calhas
Para o dimensionamento, sugere-se a utilização da fórmula de Manning-Strickler para o cálculo da vazão de projeto. Esta vazão calculadadeve ser maior que a vazão de contribuição.
Fórmula de Manning-Strickler. 
Onde: Q = vazão do projeto, em L/min.; S = área da seção molhada, em m²;
n = coeficiente de rugosidade; R = raio hidráulico, em m, = P/S perímetro molhado, em m; I = declividade da calha, em m/m; K = 60.000.
O coeficiente de rugosidade varia com o material utilizado, e seus valores são estabelecidos em norma (veja a Tabela 1).
Tabela 2 – Coeficientes de rugosidade para alguns tipos de materiais. 
5.8 Referências normativas
Portaria nº 36, de 19 de janeiro de 1990, do Ministério da Saúde (normas e o padrão de potabilidade da água). NBR 10844/1989 - Instalações prediais de águas pluviais. 
Esta Norma fixa as exigências necessárias aos projetos das instalações de drenagem de águas pluviais, visando a garantir níveis aceitáveis de funcionabilidade, segurança, higiene, conforto, durabilidade e economia.
4.2.1 Estas devem ser projetadas de modo a obedecer às seguintes exigências: a) recolher e conduzir a vazão de projeto até locais permitidos pelos dispositivos legais; i) resistir às pressões a que podem estar sujeitas.
4.2.2 As águas pluviais não devem ser lançadas em redes de esgoto usadas apenas para águas residuárias (despejos, líquidos domésticos ou industriais) (Ver NBR 9814). 
4.2.3 A instalação predial de águas pluviais se destina exclusivamente ao recolhimento e condução das águas pluviais, não se admitindo quaisquer interligações com outras instalações prediais.
5.3.1 A vazão de projeto deve ser calculada pela fórmula: 
Q = Onde: Q = Vazão de projeto, em L/min. I = intensidade pluviométrica, em mm/h. A = área de contribuição, em m².
5.9 Esgotos domésticos - Definição
O esgoto doméstico pode ser definido como despejo líquido resultante do uso da água para higiene em geral dentro de uma residência incluindo necessidades fisiológicas humanas. O esgoto doméstico inclui todo e qualquer despejo líquido de uma residência. Os esgotos domésticos possuem impurezas físicas, químicas e biológicas, como: altos teores de sólidos dissolvidos, coloidais e suspensos; altos teores de nutrientes e matéria orgânica; altos números de bactérias do grupo coliformes (que indicam contaminação fecal); Elevada DBO (demanda bioquímica de oxigênio para degradação de matéria orgânica).
 Uma pessoa gera, em média, de 100 a 200 litros de esgoto por dia, dependendo da região onde vive e das atividades que desempenha. A quantidade de esgoto gerado é uma função do consumo de água diário. Veja na Tabela 1 a seguir como é distribuído o consumo de água em uma residência.
Tabela 3 – Cálculos de contribuição dos aparelhos. 
 6. Instalações Elétricas 
Conceito - Definição
A carga elétrica em movimento constitui-se na corrente elétrica, que necessita de uma diferença de potencial (tensão) para acontecer. A resistência à passagem da corrente elétrica é que vai definir a própria corrente elétrica.
6.1 Dimensionamento e Projetos
Um projeto luminotécnico deve abranger a altura de suspensão da luminária, a altura do plano de trabalho, as dimensões do ambiente e a refletância do teto, da parede e do piso. Todos esses itens são analisados no método das cavidades zonais, o mais completo método que temos para calcular a iluminação de um ambiente. O melhor método para o cálculo de iluminação, o método das cavidades zonais, considera a limitação do ofuscamento no seu cálculo para que o projeto seja feito englobando todas as variáveis possíveis. 
Na figura abaixo se vê um projeto de instalação elétrica de um apartamento. 
Figura 1 – Projeto de instalação elétrica do apartamento. 
Escolhendo a configuração mais econômica para o projeto de luminotécnica de um apartamento de uso residencial que possui área de 70 m², onde foi adotado um nível de iluminamento de 400 lux. Dado que o fator de utilização do local é 0,9 e que o fator de depreciação é 0,75 a melhor solução em termos de custo total, para a otimização deste projeto é: 
A iluminância em uma superfície de 70 m² vale 5.000 lux. Nesse caso, o fluxo luminoso incidente na superfície, em lúmens vale 200.000.
A iluminância, em lumens é dado por: φ = S x E onde:
φ = fluxo luminoso total, em lumens;
S = área do recinto, em m²;
Logo a iluminância considerando os dados deste enunciado vale:
E = 70 x 5.000 = 200.000 lumens.
O fluxo total luminoso em lumens é dado por:
Φ = = = = 4.1481.481 lumens
Onde: 
φ = fluxo luminoso total, em lumens;
S = área do recinto, em m²;
E = nível de iluminamento em luxes
u = fator de utilização ou coeficiente de utilização
d = fator de depreciação ou manutenção;
Se utilizarmos lâmpadas de 500 lumens cada teremos:
n = = 82.962 lâmpadas
Cada lâmpada custa R$ 20,00 logo o custo total do projeto luminotécnico será: 82.962 x 20 = R$ 16.592,40. 
Na figura abaixo se vê a comparação de um local bem iluminado com outro mal iluminado.
Figura 2 – Imagem de ambiente iluminado. 
Primeiro: (à esquerda) local bem iluminado; com paredes claras, luz natural, iluminação indireta e direta.
Segundo: (à direita) local mal iluminado; paredes escuras, luminárias muito baixas, locais de sombra.
Há diferenças entre os tipos de lâmpadas, as suas composições e os ambientes a que melhor se destinam.
6.2 Lâmpadas fluorescentes 
 A lâmpada fluorescente caracteriza-se por sua média eficiência luminosa, média vida útil e reprodução de cores que depende das características do revestimento fluorescente utilizado. Nas lâmpadas fluorescentes são usados starter na partida, reator elétrico; que produz sobretensão e limita a corrente. Esse processo provoca o aquecimento dos filamentos das lâmpadas e inicia-se a descarga entre os contatos do starter. 
Esta descarga aquece os elementos bimetálicos que se fecham e depois abrem gerando uma sobretensão. Essa sobretensão faz romper um arco elétrico que desloca os elétrons para chocar-se com os átomos do vapor de mercúrio. Esse choque provoca a liberação da energia luminosa. No projeto de iluminação de um escritório, é correto adotar uma combinação que limite o ofuscamento, tanto o direto quanto o reflexivo.
 
 6.3 Conceito – Definição Lâmpadas LED
 LED é a sigla para Light Emitting Diode, que significa “diodo emissor de luz”. Consiste numa tecnologia de condução de luz, a partir da energia elétrica. 
Diferente das lâmpadas comuns, as lâmpadas LED (Light Emitting Diode) não possuem filamento, o que faz com que elas durem mais por não produzirem tanto calor quanto as lâmpadas que usam estes filamentos. Por dentro dessa lâmpada existe uma fita de LED que produz luz quando por ela é percorrido energia elétrica. As lâmpadas de LED são muito mais eficientes do que as comuns pois produzem a mesma quantidade de luz (ou lúmem, para ser mais correto) utilizando bem menos energia. Outra grande vantagem das lâmpadas de LED é  que elas são muito mais resistentes do que as incandescentes e fluorescentes. 
 
 6.4 Consumo de energia de uma luz de LED
 A lâmpada de LED consegue ser ainda mais econômica no consumo de energia. Com apenas 10 W você deixa um ambiente iluminado com a mesma intensidade que a fluorescente compacta de 15 W. Mas estas vantagens fazem a lâmpada de LED custar bem mais.
 É um cálculo muito simples: basta multiplicar a potência conhecida pelo número de horas da lâmpada ligada e pela quantidade de dias de uso. Ao verificar uma conta de luz, percebe-se que as companhias de fornecimento fazem seus cálculos em Quilowatts/hora (KWh) e não Watts/hora (W/h).
 6.5 Para calcular o consumo de energia elétrica por mês é só utilizar a expressão:
1. Consumo = Potência do aparelho em Watts x horas de funcionamento por mês.
2. Consumo = 2 x 100 W x 8 horas/dia x 30 dias.
3. Consumo = 1 x 150 W x 10 horas/dia x 30 dias.
 Fazendo as contas do consumo de energia elétrica considerando às 120 horas ligadas por mês, o gasto mensal com energia elétrica pelo uso da fluorescente é de R$ 1,44 enquanto o da de LED é de R$ 0,82.
Economia de energia em relação à lâmpada fluorescente e halógena;
· LED: reduz em até 85% o consumo de energia.
· Fluorescente:a economia pode chegar a 80%.
· Halógena: economiza cerca de 30% de energia.
A equivalência entre lâmpadas LED e lâmpadas convencionais é uma dúvida muito comum entre todos os consumidores.
 A empresa Boreal LED (de Renato F. Lima)  realizou um estudo (em 2018), onde categorizou todas as lâmpadas LED Bulbo das principais marcas que se encontra nas prateleiras das lojas. Este estudo se concluiu com a criação da tabela de comparação para lâmpadas LED mais completa que você irá encontrar na internet.
 
 6.6 Potência vs Fluxo Luminoso
Existe um erro comum entre os consumidores ao escolher a lâmpada, a maioria das pessoas escolhe a lâmpada pela potência, neste caso indicada em watts. Porém o fator importante para mensurarmos a luz emitida pela lâmpada se chama fluxo luminoso (lúmens – Lm), este sim se refere a quantidade de luz que a lâmpada avaliada emite, e este pode ser utilizado como fator de comparação entre diversos modelos de lâmpadas, seja:
· LED X Halógena LED X Vapor Metálico LED X Fluorescente 
· LED X Luz Mista LED X Vapor Mercúrio LED X Vapor de Sódio
Vê-se abaixo a tabela de equivalência. 
Tabela 4 - Tabela de Equivalência Lâmpadas LED e lâmpadas convencionais.
Lembramos que os valores podem variar conforme o fluxo luminoso da lâmpada que você está adquirindo, ou conforme o fluxo luminoso da lâmpada o qual você já possui e está comparando (exemplo: LED X Halógena, etc.).
7. Condutores elétricos
Em um sistema elétrico, uma das partes mais importantes é a fiação condutora que liga todos os componentes. Os condutores devem ser capazes de fornecer energia necessária, sem perdas por resistência ou aquecimento. Também devem ter isolamento adequado e devem ser instalados dentro de conduítes de proteção (eletrodutos). O diâmetro da fiação deve ser compatível com a carga, sem perdas. As tabelas definem a área da secção transversal, corrente máxima. Além disso, devemos avaliar as perdas de carga com a fiação. 
Em instalações elétricas prediais, é necessário o correto dimensionamento da bitola dos fios para os vários circuitos. Os circuitos de maior potência elétrica demandam fios com bitolas maiores, e vice-versa. Nas capitais, a tensão em corrente alternada é, normalmente, 127 Volts; no interior, é 220 volts. Em estados mais ao Sul, onde é mais frio e os chuveiros demandam maiores potências e consomem maiores corrente elétricas, os dispositivos de proteção como disjuntores devem ser calculados e dimensionados para cada tipo de corrente exigida e consumida. O chuveiro elétrico terá circuito especial, com disjuntor e fiação adequada para a alta corrente de consumo. 
Os circuitos de menor consumo, como iluminação, demandam menores correntes e necessitam de fios mais finos. Usando as relações de corrente, tensão e resistência, pode-se dimensionar adequadamente a fiação elétrica e os dispositivos de segurança. O conhecimento de condutores, cabos e cordões é importante para dimensionar, de maneira adequada e econômica, a fiação elétrica para circuitos e cargas. A utilização de condutores mais grossos que o necessário vai refletir em maiores custos. Se forem utilizados condutores mais finos que o necessário vai haver perda de carga, aquecimento da fiação e queda de tensão para a carga. Ao confeccionar uma extensão elétrica, deve-se estimar a correta bitola da fiação, em função da carga e do comprimento da extensão.
8. RESULTADOS 
Obteve-se com o desenvolvimento do Projeto Integrador, o conhecimento das partes integrantes dos sistemas de abastecimentos e distribuição de água fria, água quente, bem como o sistema de esgotamento sanitário e suas patologias decorrentes do dimensionamento insuficiente e suas consequências nas diversas áreas que integram uma edificação. 
A pesquisa em si trouxe a luz do conhecimento questões diversa relativas aos erros recorrentes de projetos de construção e de mau dimensionamento dos sistemas que os compõem, assim como seus desdobramentos; o que acarreta em gastos excessivos para os usuários em geral e prejuízo para a natureza com a produção de resíduos resultantes de retrabalho.
A abordagem individual de cada tópico possibilitou o conhecimento de novos materiais e suas aplicações, nova técnicas construtivas assim como benefícios advindos de suas aplicações. Também possibilitou uma nova perspectiva quanto ao desenvolvimento de projetos, quando comparado ao que se vinha praticando.
A substituição do tipo de lâmpadas (de fluorescente para LED) trouxe uma economia real da ordem 75%, apesar do custo de aquisição inicial ser maior. No tocante ao sistema de medição coletiva de água existente, o mesmo foi substituído por um sistema de medição individualizado. A economia gerada resultante foi em torno de 60% no caso do edifício em estudo, porém não se aplica a todas as situações. Cada caso deverá ser estudado individualmente.
 9. CONSIDERAÇÕES FINAIS 
De um modo geral este trabalho me proporcionou a oportunidade de integrar as matérias estudadas, tornando possível interagir e aprender no meio físico das diversas áreas que compõem a engenharia. A interação direta com o ambiente físico, seus sistemas específicos com suas patologias e desdobramentos, serviram para elucidar muitas das minhas indagações (bem como gerar outras); equacionadas em parte através de análise e pesquisa de algumas questões recorrentes dos sistemas de abastecimento e esgotamento sanitário.
No tocante ao estudo do dimensionamento de energia elétrica e métodos de iluminação residencial, o ganho de conhecimento foi considerável, pois esta é de fato uma matéria além de muito requisitada em toda e qualquer atividade, também é uma área de estudo interessante. 
O presente trabalho traz consigo um estudo de situações recorrentes (nas áreas de hidráulica e elétrica) seja no sistema de abastecimento de água; ou substituindo válvulas de descarga por vaso sanitário com caixa acoplada (mais econômico), bem como na substituição do sistema de medição de água coletiva por um sistema de medição individualizada, ou na substituição das lâmpadas fluorescente por lâmpadas LED. Em qualquer um dos casos a economia gerada foi significativa, o que é muito relevante nos dias atuais, além de contribuir com a preservação dos recursos naturais. Podendo, inclusive, servir de parâmetro para o desenvolvimento de projetos e incorporado a novos empreendimentos.
10. REFERENCIAS BIBLIOGRAFICAS 
PETRUZELLA, F.D. Eletrotécnica I. Série Tekne. Porto Alegre: AMGH, 2013.
SADIKU, M.N.O.; MUSA, S.; ALEXANDER, C.K. Análise de circuitos elétricos com aplicações. Porto Alegre: AMGH, 2014.
CARVALHO, Jr., R. Instalações hidráulicas e o projeto de Arquitetura. 7ª edição. Ed. Blucher, 2013.
CENTERATO, Eliane; ESPARTEL, Lélis; SIMIONATO, Vinicius. Instalações hidráulicas. Porto Alegre: SAGA, 2017.
CREDER, Hélio, Instalações hidráulicas e sanitárias. 6ª edição. Ed. LTC, 2006.
MACINTYRE, Archibald Joseph. Instalações hidráulicas prediais e industriais. 4ª edição. Ed. LTC, 2010.
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS 
NBR 5.626/1998 - Projeto e instalação de reservatórios em edificações. 
NBR 10844/1989 - Instalações prediais de águas pluviais.
NBR 5410 - Instalações elétricas de baixa tensão.
NBR 9814 – Instalações de águas residuárias (despejos, líquidos domésticos ou industriais).
TRATA BRASIL, Situação de saneamento no Brasil. Disponível <https://tratabrasil.org.br/saneamento-no-brasil>. Acesso em 26 out. 2019.
https://blog.borealled.com.br/lampada-led-equivale-quanto-tabela-comparativa/
ANEXO I
Vídeo da Apresentação
https://youtu.be/MQMrqk2Fs5I

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