Prévia do material em texto
3ª semana Celoma intra-embrionário ou primórdio das cavidades corporais Fornece espaço para desenvolvimento e movimentação dos órgãos - CAVIDADES CORPORAIS - Formação da cavidade intra-embrionária Mesoderma intra-embrionário se diferencia em: o Mesod. Paraxial o Mesod. Intermediário o Mesod. Lateral (fendas intercelulares) Mesoderma somático Mesoderma esplâncnico Dobramento cefalocaudal e lateral (4ª semana) cavidades intra e extra-embrionárias perdem contato o Forma-se grande cavidade intra-embrionária que se estende da região torácica até região pélvica A. Desenho de vista dorsal de um embrião de 22 dias mostrando o contorno do celoma intraembrionário em formato de ferradura. O âmnio foi removido e o celoma é mostrado como se o embrião fosse translúcido. A continuidade do celoma e a comunicação de suas extensões laterais direita e esquerda com o celoma extraembrionário são indicadas pelas setas. B. Corte transversal do embrião no nível mostrado em A Diferenciação do mesoderma Diagrama mostrando consequências dos dobramentos do embrião Ilustrações do dobramento embrionário e seus efeitos no celoma intraembrionário e em outras estruturas. A. Vista lateral de um embrião (aproximadamente 26 dias). B. Corte sagital esquemático do mesmo embrião mostrando as pregas cefálica e caudal. C. Corte transversal no nível mostrado em A indicando como a fusão das pregas laterais dá ao embrião uma forma cilíndrica. D. Vista lateral de um embrião (com aproximadamente 28 dias). E. Corte sagital esquemático do mesmo embrião mostrando a comunicação reduzida entre os celomas intraembrionário e extraembrionário (seta dupla). F. Corte transversal no nível mostrado em D ilustrando a formação da parede ventral do corpo e o desaparecimento do mesentério ventral. As setas indicam a junção das camadas somáticas e esplâncnicas do mesoderma. O mesoderma somático formará o peritônio parietal que reveste a parede abdominal e o mesoderma esplâncnico irá formar o peritônio visceral que cobre os órgãos (p. ex., o estômago). Cavidades corporais originadas do Celoma Embrionário Cavidade pericárdica Dois canais pericardioperitoneais Cavidade peritoneal Desenhos esquemáticos de um embrião (aproximadamente 24 dias). A. A parede lateral da cavidade pericárdica foi removida para expor o coração primordial. B. Corte transversal do embrião ilustra a relação dos canais pericardioperitoneais com o septo transverso (primórdio do centro tendíneo do diafragma) e o intestino anterior. C. Vista lateral do embrião com o coração retirado. O embrião também foi seccionado transversalmente para mostrar a continuidade dos celomas intraembrionário e extraembrionário (seta). D. O desenho mostra os canais pericardioperitoneais originando-se da parte posterior da cavidade pericárdica e avançando de cada lado do intestino anterior para se reunirem na cavidade peritoneal. A seta indica a comunicação do celoma extraembrionário com o celoma intraembrionário e a continuidade do celoma intraembrionário desse estágio. Membranas Serosas Parede parietal revestida por mesotélio derivado da somatopleura o Reveste interior da parede externa das cavidades peritoneal, pleural e pericárdica Parede visceral revestida por mesotélio derivado da esplâncnopleura o Reveste órgãos abdominais, pulmões e coração Mesentérios o Camadas duplas de peritônio o Via de acesso para vasos sanguíneos e linfáticos e nervos Mesentério dorsal = porção onde parede visceral e parietal são contínuas - Suspende tubo intestinal na cavidade peritoneal (do limite caudal do intestino anterior até fim intestino posterior Mesentério ventral - da porção caudal do intestino anterior até porção superior do duodeno Ilustrações dos mesentérios e das cavidades corporais no início da 5a semana de desenvolvimento. A. Corte sagital esquemático. Observe que o mesentério dorsal serve como via de passagem para as artérias que suprem o intestino médio em desenvolvimento. Os nervos e os vasos linfáticos também passam entre as camadas desse mesentério. B a E. Cortes transversais através do embrião nos níveis indicados em A. O mesentério ventral desaparece, exceto na região terminal do esôfago, no estômago e na primeira parte do duodeno. Note que as partes direita e esquerda da cavidade peritoneal se separam em C, mas são contínuas em E. Cavidades Diafragmáticas e Torácicas Septo transverso o Placa mesodérmica espessa o Localizado entre cavidade torácica e pedículo do saco vitelino o Separa parcialmente cavidades torácica e abdominal Canais pericárdioperitoneais de ambos os lados do intestino anterior (seus derivados) Brotos dos pulmões surgem e se expandem no mesênquima da parede do corpo nos sentidos dorsal, lateral e ventral Expansão ventral e lateral ocorre em posição posterior às dobras pleuropericárdicas (dobras que se projetam para a cavidade torácica primitiva ainda sem partição Expansão dos pulmões o Mesoderma da parede do corpo Parede definitiva do tórax Membranas pleuropericárdicas (contendo veias cardinais comuns e nervos frênicos) Desenvolvimento do coração o Veias cardinais comuns desviam em direção a linha média o Membranas pleuropericárdicas se afastam e posteriormente se fundem com a raiz dos pulmões dividindo cavidade em Cavidade pericárdica Cavidades pleurais E formam o pericádio fibroso Diagrama esquemático de cortes transversais mostrando sucessivos estágios na separação das cavidades pleurais e pericárdica Desenhos de cortes transversais de embriões craniais ao septo transverso ilustram estágios sucessivos na separação das cavidades pleurais da cavidade pericárdica. O crescimento e o desenvolvimento dos pulmões, a expansão das cavidades pleurais e a formação do pericárdio fibroso também são mostrados. A. Com 5 semanas. As setas indicam as comunicações entre os canais pericardioperitoneais e a cavidade pericárdica. B. Com 6 semanas. As setas indicam o desenvolvimento das cavidades pleurais à medida que se expandem dentro da parede do corpo. C. Com 7 semanas. Mostra-se a expansão das cavidades pleurais anteriormente em torno do coração. As membranas pleuropericárdicas estão agora fundidas no plano mediano e com o mesoderma anteriormente ao esôfago. D. Com 8 semanas. Ilustra-se a continuação da expansão dos pulmões e das cavidades pleurais e a formação do pericárdio fibroso e da parede torácica. Formação do Diafragma Diafragma deriva o Septo transverso – tendão central do diafragma o Duas membranas pleuroperitoneais o Componentes musculares da parede do corpo (lateral e dorsal) o Mesentério dorsal do esôfago – crura do diafragma A. As cavidades corporais primordiais são vistas do lado esquerdo após a remoção da parede lateral do corpo. B. Fotografia de um embrião de 5 semanas de idade mostra o desenvolvimento do septo transverso (seta), tubo cardíaco (T) e fígado (F). C. Corte transversal de um embrião no nível mostrado em A. Fechando conexão entre porções pleural e peritoneal Mioblastos migram e formam parte muscular do diafragma Formação do Diafragma Comunicação entre futuras cavidades pleurais e peritonial é fechada o Dobras pleuroperitoneais se projetam para extremidade caudal dos canais pericardioperitoneais Se estendem até se fundirem com mesentério do esôfago e septo transverso Uma expansão do mesênquima da parede do corpo acrescenta uma borda periférica às membranas pleuroperitoneais Formação do diafragma Desenvolvimento do diafragma. A. Vista lateral de um embrião ao fim da 5a semana (tamanho real), indicando o nível dos cortes B a D. B. Corte transversal mostra as membranas pleuroperitoneais não fundidas. C. Corte semelhante no fim da 6a semana após a fusão das membranas pleuroperitoneais comos outros dois componentes do diafragma. D. Corte transversal de um feto de 12 semanas depois da invaginação do quarto componente do diafragma proveniente da parede do corpo. E. Vista inferior do diafragma de um neonato indicando a origem embriológica de seus componentes. A e B. Extensões das cavidades pleurais para as paredes do corpo a partir das partes periféricas do diafragma e dos recessos costodiafragmáticos e o estabelecimento da configuração em forma de cúpula característica do diafragma. Observe que o tecido da parede do corpo é adicionado perifericamente ao diafragma conforme os pulmões e cavidades pleurais aumentam. Formação do diafragma Reposicionamento do diafragma é causado pelo rápido crescimento da parte dorsal do embrião em comparação com o crescimento ventral Inervação do diafragma Durante a 5ª semana mioblastos dos SOMITOS CERVICAIS migram para dentro do diagragma em desenvolvimento levando suas fibras nervosas (III, IV, V nervos espinhais cervicais), formando o NERVO FRÊNICO, que suprem inervação MOTORA e SENSITIVA diafragma. A borda costal do diafragma recebe fibras sensitivas dos NERVOS INTERCOSTAIS INFERIORES, porque se originam das paredes laterais do corpo.