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1
LIVRO DE BOLSO DO APRENDIZ-MAÇOM 
José Robson Gouveia Freire, M∴I∴(*)
S U M Á R I O
PARTE I – MAÇONARIA (GENERALIDADES)
Introdução ........................................................................................................04
ORIGENS..........................................................................................................04
Maçonaria e Sociedade.....................................................................................07
O Papel do Maçom............................................................................................08
Aprendizado Maçônico......................................................................................09
Organização da Maçonaria...............................................................................10
Regularidade em Maçonaria.............................................................................11
Princípios gerais da Maçonaria.........................................................................12
Religião.............................................................................................................16
O sigilo maçônico..............................................................................................17
Silencio do Aprendiz.........................................................................................21
Salmo 133........................................................................................................21
Dia do Maçom..................................................................................................25
A Maçonaria e a Independência do Brasil.......................................................26
O Aprendiz e sua Iniciação..............................................................................28
A Condição para Ingressar na Maçonaria.......................................................30
Ser Livre..........................................................................................................32
Ser de Bons Costumes...................................................................................36
 
1. INICIAÇÃO..................................................................................................40
2. CÂMARA DE REFLEXÕES.........................................................................44
 
A Lâmpada......................................................................................................50
O Pão, a Bilha e a Água ..................................................................................50 
VITRIOL...........................................................................................................51
Sal e o Enxofre.................................................................................................51
Mercúrio Vital....................................................................................................52
O Galo...............................................................................................................52
Ampulheta.........................................................................................................52
Os Emblemas Fúnebres...................................................................................52
Advertências.....................................................................................................53
Testamento.......................................................................................................53
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http://www.loja21demarco.com/conceitosp3.htm#SER%20DE%20BONS%20COSTUMES
http://www.loja21demarco.com/conceitosp3.htm#SER%20LIVRE
http://www.loja21demarco.com/conceitosp3.htm#A%20CONDI%C3%87%C3%83O%20PARA%20INGRESSAR%20NA%20MA%C3%87ONARIA
http://www.loja21demarco.com/conceitosp1.htm#A%20MA%C3%87ONARIA%20E%20A%20INDEPEND%C3%8ANCIA%20DO%20BRASIL
http://www.loja21demarco.com/conceitosp1.htm#DIA%20DO%20MA%C3%87OM
http://www.loja21demarco.com/conceitosp1.htm#SALMO%20133
http://www.loja21demarco.com/conceitosp1.htm#Silencio%20do%20Aprendiz
http://www.loja21demarco.com/conceitosp1.htm#O%20SIGILO%20MA%C3%87%C3%94NICO
http://www.loja21demarco.com/conceitosp1.htm#Religi%C3%A3o
http://www.loja21demarco.com/conceitosp1.htm#PRINC%C3%8DPIOS%20GERAIS%20DA%20MA%C3%87ONARIA
http://www.loja21demarco.com/conceitosp1.htm#Organiza%C3%A7%C3%A3o%20da%20Ma%C3%A7onaria
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http://www.loja21demarco.com/conceitosp1.htm#O%20Papel%20do%20Ma%C3%A7om
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2
 
3. VIAGENS PELOS NÍVEIS SUPERIORES DO AR, DA ÁGUA E DO FOGO................... 54
A primeira viagem..............................................................................................55
A segunda viagem.............................................................................................56
A terceira viagem...............................................................................................57
No início era o verbo..........................................................................................61
Levantar templos à virtude.................................................................................63
 PARTE II - MAÇONARIA – CONCEITOS
Questionário de 600 perguntas ...................................................................67/143
PARTE III - HISTÓRIA DA MAÇONARIA
APRESENTAÇÃO . . . . . . . . . ...........................................................................144
PRIMEIRA PARTE: DAS ORIGENS ATÉ 1717.................................................144
Considerações Preliminares ...............................................................................144
A Doutrina Interior ...............................................................................................145
Os Mistérios ........................................................................................................146
A Unidade da Doutrina ........................................................................................147
A Hierarquia Oculta .............................................................................................148
As Comunidades Místicas ...................................................................................149
As Escolas Filosóficas ........................................................................................150
A Escola Gnóstica ...............................................................................................151
A Cabala Hebraica .............................................................................................151
Alquimia e Hermetismo ......................................................................................152
Templários e Rosacruzes ...................................................................................153Espírito, Alma e Corpo ........................................................................................154
A Ars Structoria ...................................................................................................154
Maçonaria Operativa e Maçonaria Especulativa .................................................155
As Corporações Construtoras .............................................................................156
A Religião dos Construtores ...............................................................................157
O Grande Arquiteto do Universo .........................................................................158
As Primeiras Corporações ..................................................................................159
Os Construtores Fenícios ...................................................................................160
Construtores Gregos e Romanos .......................................................................160
As Corporações Medievais .................................................................................161
Os Maçons Aceitos..............................................................................................162
A Loja de São João..............................................................................................163
SEGUNDA PARTE: DE 1717 ATÉ O FINAL DO SÉCULO XIX
O Desenvolvimento Histórico da Maçonaria Moderna ........................................164
A Grande Loja de Londres ..................................................................................164
Primeiros Dirigentes ............................................................................................166
A Constituição de Anderson ................................................................................167
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3
Deveres Maçônicos .............................................................................................167
A Essência da Maçonaria Moderna ....................................................................168
Multiplicação das Lojas .......................................................................................169
O Desenvolvimento na Inglaterra ........................................................................169
A Maçonaria na França .......................................................................................171
Primeiro Anátema . .............................................................................................171
O Exórdio na Itália ..............................................................................................173
Na Península Ibérica (Portugal e Espanha) ........................................................174
Na Alemanha e Áustria........................................................................................175
Nos Demais Países da Europa ...........................................................................176
Na América ..........................................................................................................177
A Maçonaria na Primeira Metade do Século XIX.................................................178
Novas Perseguições ...........................................................................................179
Os Carbonários....................................................................................................180
Extensão da Maçonaria no Novo Continente ......................................................181
A Segunda Metade do Século XIX ......................................................................181
TERCEIRA PARTE: SÉCULO XX E PRIMEIRA DÉCADA DO SÉCULO XXI
O Poder da Maçonaria Anglo-Saxônica ..............................................................183
A Maçonaria Européia .........................................................................................184
Ásia, África e Oceania..........................................................................................186
Na América Latina ...............................................................................................187
O .Domínio Mundial. da Maçonaria......................................................................188
QUARTA PARTE: A MAÇONARIA NO BRASIL
Contexto Histórico e Político de sua Introdução no Brasil ..................................189
Período Colonial (1768 a 1822)...........................................................................189
Período Monárquico (1822 a 1889).....................................................................191
Período Republicano (1889 em diante) ..............................................................192
QUINTA PARTE: CONCLUSÃO .........................................................................197
BIBLIOGRAFIA ...................................................................................................198
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4
Introdução
 
O presente trabalho, fruto de laboriosas pesquisas da nossa Arte, brotou da 
necessidade sentida de buscar respostas às naturais dúvidas de todo aquele 
que se inicia no Mistério Maçônico. Resolvi fazer um guia pratico para 
consultas.
Este porém talvez não satisfará tão cabalmente, devido á vastidão e 
complexidade do assunto, e também não tenho nenhuma pretensão de 
apresentar nenhuma originalidade.
A maior dificuldade em vencer foi a de encontrar, selecionar e compilar 
todas matérias que se acham na ampla bibliografia maçônica.
Este se divide em três partes: Historia da Maçonaria do Brasil, Instruções do 
Grau de Aprendiz com perguntas e respostas e Iniciação.
A Maçonaria possui um “SEGREDO”. Todo aquele que procura admissão em 
seus mistérios para desvendá-lo jamais logrará êxito. Somente aquele que 
contaminar-se pela beleza da Arte Maçônica, permitindo que a Maçonaria 
penetre no fundo do seu Ser, poderá, um dia, cruzar o véu de Isis e triunfar 
no êxtase do descobrimento do Segredo que não se encontra em parte 
alguma mas no Todo Unificado.
 
ORIGENS
 
Se pesquisarmos e estudarmos isentos de paixões e ânimos, chegaremos a 
decepcionante conclusão de que existe muita insegurança e uma grande 
confusão entre os que pretendem explicar as origens da Maçonaria, 
vejamos então as várias teorias defendidas ou difundidas:
 
1. Deus iniciou Adão na Maçonaria 
2. Desde que o homem formou a primeira sociedade com a finalidade de 
lutar contra a opressão e pela liberdade. 
3. Civilização Persa, com mais de cem mil anos de existência, se 
considerarmos que estes já tinham as suas sociedades secretas, 
encerrando no meio destas a guarda dos conhecimentos místicos e 
científicos. 
4. Em 529 com a fundação da Ordem dos Beneditinos, já que estes 
receberam de seu fundador a iniciação e seus fundamentos. 
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5
5. Século X, com a Confraria de York, precisamente em 926, sendo esta 
a primeira associação que a historia registra onde aparece a 
denominação Franco-maçom, bem como a sua ordem hierárquica de; 
Aprendiz, Companheiro e Mestre. 
6. No século XI, com a fundação dos “obreiro construtores de ogivas” na 
Alemanha. 
7. No século XIII, quando os leigos já conhecedores dos segredosda 
construção bem como da forma de associação e aprendizado, se 
tornam independentes da Ordem dos Beneditinos. 
8. Em 1498, quando o Imperador Maximiliano I resolve legalizar as 
associações de construtores. 
9. No século XV com a “Constituição de York”, codificação das 
organizações de construtores, já decadentes e portanto pela 
necessidade de instrui-las e moraliza-las. 
10.Em 1717, quando o naturalista João Theophilo Degulier e o ministro 
protestante Jaques Anderson reuniram os membros das Lojas 
existentes para uma reunião no Albergue da Macieira, em Londres, 
na Inglaterra, com a finalidade de congrega-las, com o entendimento 
entre estas, desaparece a figura das antigas sociedades, e entra em 
cena a “Franco Maçonaria”. 
11.Em 1723, com a Constituição dos Maçons Livres e Aceitos 
(Constituição de Anderson). 
 Todas as pesquisas criteriosas, referentes às origens da Maçonaria, 
convergem à Idade Média. Portanto as alegações dos que defendem épocas 
remotas em torno do nascedouro maçônico não passam de suposições 
fictícias, hipóteses fabulosas, obviamente contrárias às provas documentais, 
aos indícios confiáveis ao proverbial bom-senso dos autênticos estudiosos e, 
enfim, contrárias à seriedade caracterizadora da História Universal.
A Maçonaria da maneira que conhecemos hoje, que é também conhecida 
como Franco-maçonaria (nome que tem origem nos mestres de obras das 
catedrais medievais, conhecidos na Inglaterra como Freestone mason), é, 
antes de tudo, uma associação voluntária de homens livres, cuja origem se 
perde na Idade Média, se considerarmos as suas origens Operativas ou de 
Ofício. Modernamente, fundada em 24 de junho de 1717, com o advento da 
Grande Loja de Londres, agrupa mais de onze milhões de membros em todo 
o mundo. É o mais belo sistema de conduta moral, que pretende fazer com 
que o Iniciado seja capaz de vencer suas paixões, dominar seus vícios, as 
ambições, o ódio, os desejos de vingança, e tudo que oprime a alma do 
homem, tornando-se exemplo de fraternidade, de igualdade, de liberdade 
absoluta de pensamento e de tolerância.
Em função disso, os objetivos perseguidos pela Maçonaria são: ajudar os 
homens a reforçarem o seu caráter, melhorar sua bagagem moral e 
espiritual e aumentar seus horizontes culturais.
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6
É uma sociedade fraternal, que admite a todo homem livre e de bons 
costumes, sem distinção de raça religião, ideário político ou posição social. 
Suas únicas exigências são que o candidato possua um espírito filantrópico 
e o firme propósito de tratar sempre de ir em busca da perfeição.
Simbolicamente, o Maçom vê-se a si mesmo como uma pedra bruta que 
tem de ser trabalhada, com instrumentos alegóricos adequados, para 
convertê-la em um cubo perfeito, capaz de se encaixar na estrutura do 
Templo do Grande Arquiteto do Universo.
Ela se fundamenta na crença em um Ser Superior ou Deus, ao qual 
denominamos Grande Arquiteto do Universo, que é o princípio e causa de 
todas as coisas. Parece rígida em seus princípios, mas é absolutamente 
tolerante com todas as pessoas, ensinado aos iniciados que é mister 
respeitar a opinião de todos, ainda que difiram de suas próprias, desafiando 
a todos à mais sincera Tolerância. A Ordem não visa em hipótese alguma 
lucro ou benefício, pessoal ou coletivo.
Uma pessoa para se iniciar na Maçonaria, tem que ser apresentado e 
avalizado por maçom, ser livre, de boa reputação junto a sociedade, 
exigindo dele, unicamente que possua espírito filantrópico, o firme propósito 
de estar sempre em busca da perfeição e que acredite em Deus.
A Maçonaria é rígida em seus princípios, mas é tolerante com as pessoas, 
ensinando-as a respeitar as diversas opiniões por mais antagônicas que 
sejam, incitando a prática sincera da tolerância.
Seu objetivo e ajudar ao homem a reforçar seu caráter, melhorar a sua 
visão moral e espiritual, procurando assim aumentar o seu horizonte 
mental.
Aos maçons, é exigido através dos seus “Landmarks” que proclamem os 
seguintes princípios: 
1. Amem a Deus, a sua pátria e a humanidade.
2. Pratiquem a beneficência se modo discreto, e sem humilhar. 
3. Pratiquem a solidariedade maçônica nas causas justas, fortalecendo 
assim os laços maçônicos de fraternidade. 
4. Defendam os direitos e garantias individuais do homem. 
5. Considerem o trabalho digno e lícito como dever do homem. 
6. Exijam de seus membros boa reputação moral, cívica, social e familiar, 
pugnando pelo aperfeiçoamento dos costumes. 
7. Sejam tolerantes para com toda forma de manifestação de 
consciência, de religião ou de filosofia, cujos objetivos sejam os de 
conquistar a verdade, a moral, a paz e o bem social.
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7
8. Lutem pelo princípio da equidade, dando a cada um o que for justo, de 
acordo com sua capacidade, obras e méritos.
9. Combatam o fanatismo, as paixões, o obscurantismo e os vícios
10. Simbolicamente, o maçom se vê como uma pedra bruta, que 
trabalhando com suas ferramentas alegóricas e adequadas, procura 
converter-se em um cubo perfeito e polido, para assim poder encaixar-
se justo e perfeito na estrutura do Templo do Grande Arquiteto do 
Universo.
 
Há três graus em Maçonaria. Outros corpos conferem graus adicionais, até 
o 33º no Rito Escocês, mas nas lojas normais ou simbólicas, tem-se os 
graus de Aprendiz, Companheiro e Mestre.
A maioria das lojas tem reuniões regulares e semanais e congregam-se em 
Potências Maçônicas, chamadas Grandes Orientes ou Grandes Lojas.
Muitas lendas envolvem a Maçonaria, mas muito poucos sabem o que ela 
representa na realidade, temos aqui algumas definições: 
Nas palavras de Wilmshurst: “Maçonaria é um sistema sacramental que, 
como todo sacramento, tem um aspecto externo visível, consistente em seu 
cerimonial, doutrinas e símbolos, e outro aspecto interno, mental e 
espiritual, oculto sob as cerimônias, doutrinas e símbolos, e acessível só ao 
maçom que haja aprendido a usar sua imaginação espiritual e seja capaz de 
apreciar a realidade velada pelo símbolo externo.”
Nas palavras de Lincoln: “A mais sublime de todas as Instituições é a 
Maçonaria, porque prega e luta pela fraternidade, que cultiva com 
devotamento; porque pratica a tolerância; porque deseja a humanidade 
inteirada em uma só família, cujos seres estejam unidos pelo amor, 
dominados pelo desejo de contribuir para o bem do próximo. É uma honra, 
para mim, ser maçom.”
Nas palavras de Newton: "A Maçonaria não é uma obra de época; pertence 
a todas as épocas e, sem aderir a nenhuma religião, encontra grandes 
Verdades em todas elas. A Maçonaria ostenta a Verdade comum às religiões 
superiores que formam a Abóbora de todos os credos. Não se apoia senão 
em dois sustentáculos extremamente simples: o amor a Deus e o amor ao 
Homem, que leva a si a Divindade e caminha para Ela."
Maçonaria e Sociedade
A Maçonaria exige de seus membros, respeito às leis do país em que cada 
Maçom vive e trabalha. Os princípios Maçônicos não podem entrar em 
conflito com os deveres que como cidadãos têm os Maçons. Na realidade 
estes princípios tendem a reforçar o cumprimento de suas responsabilidades 
públicas e privadas.
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8
A Ordem induz seus membros a uma profunda e sincera reforma de si 
mesmos, ao contrário de ideologias que pretendem transformar a 
sociedade, com uma sincera esperança de que, o progresso individual 
contribuirá, necessariamente, para a posterior melhora e progresso da 
Humanidade. E é por issoque os Maçons jamais participarão de 
conspirações contra o poder legítimo, escolhido pelos povos. Para um 
Maçom as suas obrigações como cidadão e pai de uma família, devem, 
necessariamente, prevalecer sobre qualquer outra obrigação, e, portanto, 
não dará nenhuma proteção a quem agir desonestamente ou contra os 
princípios morais e legais da sociedade.
Em suas Lojas são expressamente proibidos o proselitismo religioso e 
político, garantindo assim a mais absoluta liberdade de consciência, o que 
lhe permite permanecer progressista, sobrevivendo às mais diversas 
doutrinas e sistemas do mundo.
Curioso é perceber que sempre onde faltou a Liberdade, onde grassou a 
ignorância, foi aí que a Maçonaria foi mais contundentemente perseguida, 
tendo sido inclusive associada aos judeus durante o período de intenso anti-
semitismo da Europa Ocidental, nos primeiro e segundo quartos deste 
século.
O Papel do Maçom
 
A maçonaria mudou muito desde sua criação até os dias de hoje. 
Juntamente com ela mudaram os seus membros, os maçons. Todos os tipos 
de maçonaria já existentes exigiram um determinado comportamento de 
participantes, de acordo com o momento, com o local, com a sociedade. No 
entanto, em todas elas foi exigido que seus maçons adquirissem 
conhecimentos, e através da discussão desses conhecimentos chegassem à 
sabedoria, pois para uma sociedade que tenciona a liberdade, a igualdade e 
a fraternidade em todo o mundo sabe que só com sabedoria se consegue 
alcançar esses objetivos.
O conhecimento é a aquisição de informações e estas se consegue através 
de leituras, conversas, observações, filmes, etc. Mas o conhecimento sem a 
sabedoria leva a atos que podem ser usados para o bem e também para o 
mau. Temos como exemplos os homens que fazem muitos cursos de vários 
graus, formam-se em diversas profissões e não mudam seu comportamento 
perante o mundo, a sociedade ou mesmo em relação a sua família. Vemos 
os governos formados por esses homens que pouco se preocupam com a 
sociedade, atingem um grau de corrupção altíssimo e tentam perpetuar 
essa situação através da própria família e de correligionários.
A sabedoria é aplicação dos conhecimentos adquiridos para o bem da 
humanidade, de forma a levar todos os homens a alcançarem também a 
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9
sabedoria, e com ela todos cresçam em todos os níveis. A sabedoria prega a 
igualdade, que provoca a fraternidade e as duas levam à liberdade.
A maçonaria precisa promover, dentro de seus quadros, a discussão de 
informações de todos os tipos, de todas as épocas e trazer isso a reflexão 
de seus membros e cobrar de todos eles uma reflexão séria. O quadro 
maçônico deve dar bons exemplos de comportamento à sociedade e com 
isso transformar essa sociedade, começando pela própria família do maçom.
A maçonaria, de tempos imemoriais, precisa continuar sendo A Maçonaria, 
Ordem Universal formada de homens de todas as raças, credos e 
nacionalidades, acolhidos por iniciação e congregados em Lojas, nas quais, 
por métodos ou meios racionais, auxiliados por símbolos e alegorias, 
estudam e trabalham para a construção da SOCIEDADE HUMANA, fundada 
no AMOR FRATERNAL, na esperança de que o AMOR ao GRANDE 
ARQUITETO DO UNIVERSO, À PATRIA, À FAMÍLIA e ao PRÓXIMO, com 
Tolerância, Virtude e Sabedoria, com a constante e livre investigação da 
Verdade, com o progresso do Conhecimento Humano, das Ciências e das 
Artes, sob a tríade LIBERDADE, IGUALDADE E FRATERNIDADE, dentro dos 
princípios da Razão e da Justiça, propugna para que o mundo alcance 
FELICIDADE GERAL e a PAZ UNIVERSAL.
O papel do maçom de hoje continua sendo de grande importância, mas 
agora está no âmbito das idéias, do comportamento, do crescimento como 
pessoa. A luta agora é por valores intelectuais, não mais de uma classe, 
mas de toda a humanidade.
 
Aprendizado Maçônico
 
A transmissão dos preceitos Maçônicos se faz através de cerimônias 
ritualísticas, ricas em alegorias, que seguem antigas e aceitas formas, usos 
e costumes, que remontam às guildas dos construtores de Catedrais da 
Idade Média, usando inclusive as mesmas ferramentas do Ofício de 
pedreiro. Este aprendizado passa pela necessidade de todo iniciado 
controlar as suas paixões, de submeter a sua vontade às Leis e princípios 
morais, amar a sua família e à sua Nação, considerando o trabalho como 
um dever essencial do Ser Humano. O sistema de aprendizado está assente 
sobre a busca, por parte de cada Irmão, no seu trabalho dentro da Ordem, 
e respectivo ao seu Grau, de um aperfeiçoamento interior, em busca da 
perfeição, para fazer-se um Homem bom, Um Homem melhor.
A Maçonaria estimula a prática de princípios nobres, tais como: Gentileza, 
Honestidade, Decência, Amabilidade, Honradez, Compreensão, Afeto
Para os membros da Ordem todos os Homens, fazem parte da Grande 
Fraternidade Humana, portanto, todos são Irmãos, independentemente de 
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Credo, Política, Cor, Raça ou qualquer outro parâmetro que possa servir 
para dividir os homens.
Os Três Grandes Princípios sobre os quais está fundamentada a busca do 
progresso e da auto-realização do Maçom são:
O Amor Fraterno: O verdadeiro Maçons mostrará sempre a mais profunda 
tolerância e respeito pela opinião dos demais, portando-se sempre com 
compreensão.
Ajuda e Consolo: Não só entre os Maçons, mas com toda a Comunidade 
Humana.
Verdade: É o princípio norteador da vida do Maçom, mesmo porque faz-se 
necessária toda uma vida para chegar-se próximo de ser um bom Maçom.
 
Organização da Maçonaria
 
Desde a fundação da Grande Loja de Londres, em 24 de junho de 1717, as 
Loja Maçônicas têm-se organizado em Obediências, sejam elas Grandes 
Lojas ou Grandes Orientes.
Os Maçons estão reunidos em Lojas, que se reúnem regularmente uma vez 
por semana, geralmente. A verdadeira e antiga Maçonaria, divide-se em 
três Graus Simbólicos que compõem as Lojas Azuis: Aprendiz, 
Companheiro, Mestre.
Em regra as Grandes Lojas recebem reconhecimento da Grande Loja Unida 
da Inglaterra, que se arroga o direito de guardiã da ortodoxia maçônica, de 
evidente cunho teísta, enquanto que os Grandes Orientes, são reconhecidos 
pelo Grande Oriente da França, fiel ainda à constituição de Anderson de 
1723, com evidente influência iluminista, e caracterizado por uma profunda 
tolerância.
Porém esta regra não é universal, até porque não existe uma autoridade 
internacional que confira regularidade Maçônica. Portanto, temos em cada 
país uma Potência ou Obediência Maçônica, ou ainda, como acontece no 
Brasil, um Grande Oriente do Brasil, soberano, e as Grandes Lojas estaduais 
e Grandes Oriente independentes estaduais, também soberanos e que não 
prestam obediência ao GOB. É por isso que em nosso país temos mais de 
cinqüenta obediências regulares.
Ora, cada Obediência goza de absoluta soberania e independência em sua 
base territorial, sem que isso implique num completo desregramento. 
Exemplo disso é a Confederação Maçônica Brasileira, que reúne num foro 
único os Grandes Orientes estaduais, para que se promovam estudos sobre 
temas importantes de liturgia e ritualística, que exigem uma determinada 
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unidade. A COMAB apenas sugere a aceitação destas determinações, o que 
geralmente é bem vindo.
O Grande Oriente de Santa Catarina, Obediência Maçônica independente, é 
governado por um Grão-Mestre, eleito entre os Mestres Maçons, 
assessorado por um Grande Conselho. Existem também uma Câmara 
Legislativa e um Poder Judiciário. O GOSC tem uma Constituição e um 
Regulamento que regem o ordenamento jurídico da Potência.As unidades administrativas do Grande Oriente constituem-se das Lojas, 
onde estão congregados os Maçons, sob a liderança de um Venerável 
Mestre, eleito para um mandato de um ano.
 
Regularidade em Maçonaria
 
A regularidade Maçônica refere-se a um conjunto de deveres a que estão 
sujeitos os Maçons, suas Lojas e sua Obediência, os quais podemos resumir 
em três aspectos principais:
Legitimidade de Origem: Um Grande Oriente ou Grande Loja necessita, para 
ser regular do reconhecimento e da transmissão da Tradição, por outro 
Grande Oriente ou Grande Loja previamente regular junto às outras 
Potências, tendo assim uma Regularidade de Origem.
Respeito às antigas regras: A principal regra a ser seguida é a Constituição 
de Anderson, de 1723, formulada por Anderson, Payne e Desaguilliers, para 
a recém-fundada Grande Loja de Londres. Podemos, no entanto, levantar 
cinco pontos fundamentais para Regras que devem ser respeitadas:
1. Absoluto respeito aos antigos deveres, que estão reunidos em forma 
de Landmarks;
2. Só é possível aceitar homens livres, respeitáveis e de bons costumes 
que se comprometam a por em prática um ideal de Liberdade, Igualdade 
e Fraternidade;
3. Ter sempre como objetivo o aperfeiçoamento do Homem, e como 
conseqüência, de toda a Humanidade;
4. A Maçonaria exige de todos os seus membros a prática escrupulosa 
dos Rituais, como modo acesso ao Conhecimento, através de práticas 
iniciáticas que lhe são próprias;
5. A Maçonaria impõe a todos os seus membros o mais absoluto respeito 
às opiniões e crenças de cada um, proibindo categoricamente toda 
discussão, proselitismo ou controvérsia política ou religiosa em suas 
Lojas.
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Reconhecimento: Além das condições anteriores, para que uma Obediência 
seja regular, ela deve ser reconhecida por outras, geralmente após um 
tempo de observação. No entanto, o reconhecimento não é incondicional, 
pois caso o Grande Oriente ou Grande Loja desvie-se destes preceitos, ele 
deixa de ser regular, perdendo reconhecimento.
“Nunca houve nem nunca haverá um Homem que tenha um conhecimento 
certo dos deuses e de tudo aquilo de que eu falo. Se, mesmo por acaso, lhe 
acontecesse dizer toda a verdade, nem disso se daria conta. Todos se 
apóiam na aparência.”
 
PRINCÍPIOS GERAIS DA MAÇONARIA
 
As Constituições das Potências Maçônicas Modernas, geralmente, contêm 
princípios gerais a serem seguidos pelos Maçons.
 
I – “A Maçonaria é uma Instituição essencialmente iniciática, filosófica, 
educativa, filantrópica e progressista. Proclama a prevalência do espírito a 
matéria. Pugna pelo aperfeiçoamento moral, intelectual e social da 
humanidade, por meio do cumprimento inflexível do dever, da pratica 
desinteressada da beneficência e da investigação constante da verdade. 
Seus fins supremos são: a Liberdade, a Igualdade e a Fraternidade.”
A palavra INICIAÇÃO vem do latim INITIARE, de início ou ainda IN, para 
dentro. Começar de novo morrendo para o mundo profano, sectário e 
fanático que possibilitará a realização da gnose transcendental.
A Iniciação como drama, oferece a oportunidade de adentrarmos o 
inconsciente adormecido onde o Iniciador depositará o segredo maçônico de 
tal forma que, somente individual e misticamente, será compreendido, não 
se revelando por intenção, mas por ideal de operar a arte na construção dos 
símbolos, que refletirá a sinceridade, o fervor e a persistência no estudo e 
na prática.
Nossa doutrina é interior, oculta e esotérica. Manifesta-se pela via iniciática, 
induzindo o buscador a um estado reflexivo somente alcançado quando 
ingressa no estado particular de consciência conhecido pelos antigos como 
VITRIOL.
Temos a real oportunidade do conhecimento primeiro que nos torna 
verdadeiramente irmãos pelo saber. Nosso pai é o Grande Arquiteto do 
Universo e nossa Mãe a Loja que nos fez ver a Luz do Espírito quando gerou 
no útero o futuro construtor, livre do fanatismo, companheiro inseparável 
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da ignorância. Sendo filosófica, propõe o conhecimento de si mesmo e do 
ambiente dialético das realidades platônicas e afins. Educativa porque 
reproduz os Mistérios dos antigos nos Templos onde a palavra é ensinada. 
Filantrópica, não essencialmente em si mesma, mas na realização de seus 
pares e, finalmente, progressista porque transforma a pedra bruta no ouro 
fino do saber elevado; e exaltado na morte do Mestre.
Proclama a prevalência do espírito sobre a matéria quando nos ensina a 
percorrer a senda da materialidade própria do aprendiz que deve buscar a 
linguagem e princípios da trindade sobreposta ao quadrado. Logo, 
compreenderá que sempre estará abaixo do grau colado pois, ao recebê-lo, 
ainda não o existenciou.
O aperfeiçoamento moral conduz-nos à Iluminação. Uma Loja 
verdadeiramente iluminada e aquela onde brilha um conjunto de pequenas 
luzes que, refletindo na contraparte Macrocósmica o Ideal Maçônico, 
distribuirá em forma de cascata nossas intenções e virtudes para um mundo 
enegrecido por nossa arrogância e intolerância. Este é o esoterismo da 
beneficência desinteressada da investigação constante da verdade 
maçônica.
Um pretendente ao ingresso na Maçonaria deve ser livre e de bons 
costumes e acreditar num Criador, normalmente chamado de Grande 
Arquiteto do Universo.
Livre é aquele não comprometido com a vulgaridade, o excesso de arbítrio 
em conflito com o interesse alheio. Bons costumes é o super ego acorde os 
parâmetros da sociedade em que se vive. O conceito de um Grande 
Arquiteto, o Princípio Inteligente, a Atualidade por trás de nossas 
realidades, é a grande síntese iniciática que nos iguala na experiência 
íntima, pessoal e irrevelável. Brotando do instinto mais primitivo como 
essência sem forma, com algo a ser alcançado, o Grande Arquiteto do 
Universo é, nós desejamos ser. Como homens iluminados, admitidos pela 
porta de São João, guiados pelos Senhores da Sabedoria que constituem a 
Grande Ordem Maçônica, deixaremos de maneira justa e perfeita a Babel 
Profana e compreenderemos a verdadeira Fraternidade, nossa origem 
comum desde a noite dos tempos, compreendendo que o nosso futuro é o 
agora, nossa primeira e grande passagem pela porta mística do norte, 
estreita para o nosso corpo, pequena para a nossa altura, mas infinitamente 
grande no seu interior, que nos faz humildes buscadores na primeira prova 
da terra, quando começaremos a compreender a trilogia sintetizadora dos 
objetivos construtores do Homem novo numa humanidade renovada.
Desta forma, devemos admirar a divisa LIBERDADE, IGUALDADE e 
FRATERNIDADE.
II – “Condena a exploração do Homem, dos privilégios e as regalias 
indevidas, enaltece o mérito da inteligência e da virtude, bem como o valor 
demonstrado na prestação de serviço à Ordem, à Pátria e à Humanidade.”
Se o nosso Templo representa o Universo, o homem manifesta a vida que 
dá movimento ao universo representado na direção da uniformidade social, 
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onde o mais forte não é aquele que mata, mas aquele com maior 
capacidade de servir. Os privilégios e regalias não são compatíveis com uma 
sociedade que não exige do candidato sangue real, raça eleita ou 
determinado credo. Somente um coração puro, mente e corpo limpos, um 
desejo profundo de conhecimento, maior do que a própria vida que o 
direcionará virtualmente para a dignidade de ser reconhecido como Pai e 
Concidadão de sua Pátria.
Concluído este apostolado, o Iniciado compreenderáo serviço maior que 
deverá prestar à HUMANIDADE.
III – “Afirma que o sectarismo político, religioso ou racial é incompatível 
com a universalidade do espírito maçônico. Combate a ignorância, a 
superstição e a tirania.”
Quando a Maçonaria adotou o lema LIBERDADE, IGUALDADE e 
FRATERNIDADE, pretendeu uma emancipação das classes sociais, de forma 
justa e perfeita, independente do credo religioso, social ou raça. Abjurando 
o dogmatismo, tendo ainda na memória os horrores da Inquisição, nossa 
Arte extirpa de suas colunas o adorador do bezerro de ouro, o autocrático e, 
muito principalmente o ignorante que não sabe levantar templos à virtude 
nem cavar masmorras aos vícios.
IV – “Proclama que os Homens são livres e iguais em direitos e que a 
tolerância constitui o princípio cardeal nas relações humanas para que 
sejam respeitadas as convicções e a dignidade de cada um.”
Mais uma vez o legislador enfatiza o princípio da liberdade responsável. 
Livres em seus direitos e não anárquicos em suas vontades. Ensina-nos este 
princípio que para termos nosso direito respeitado deveremos usar de toda 
tolerância para com o direito do nosso semelhante, cujas convicções devem 
dignificá-lo e não desconsiderá-lo.
V – “Defende a plena liberdade de expressão do pensamento como direito 
fundamental do ser humano, admitida a correlata responsabilidade.”
A Maçonaria propugna o Estado de Direito onde todos tenham o inalienável 
direito de livre expressão sendo igualmente responsável, perante a Lei, por 
suas palavras e condutas.
VI – “Declara que o trabalho é um direito inalienável e um dever social do 
Homem, dignificante e nobre em qualquer de suas formas e finalidades.”
Nossa Arte propugna o direito ao trabalho. Estimula os IIr.’. na direção 
constante do progresso laborativo para ele e para os seus semelhantes, 
criando sempre que possível, oportunidade para aqueles que não desejam 
permanecer no ócio. Nivela o homem pelo trabalho e não pela titularidade.
 
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VII – “Considera irmãos todos os maçons, quaisquer que sejam suas raças, 
nacionalidades e crenças.”
O Maçom se irmana pelo conhecimento, pela solidariedade e por sua origem 
simbólica que se perde na noite dos tempos. Se o Templo é o arquétipo da 
solidariedade humana, o Homem deve se considerar o arquétipo da 
fraternidade universal.
VIII – “Sustenta que são deveres essenciais do Maçom: amar a família, 
servir com fidelidade e devotamento à Pátria e obedecer à Lei.”
Sábia em sua proposição, a Maçonaria estimula a alquimia do amor na sua 
própria fonte: A FAMÍLIA.
Partindo do conceito do reto proceder em sua própria casa, o Maçom terá a 
oportunidade de dignificar sua cidadania no serviço desinteressado ao seu 
País, defendendo intransigentemente sua Carta Magna.
A Maçonaria, como um Estado dentro do Estado, estabelece em todos os 
quadrantes os direitos das minorias, o livre expressar, tudo de acordo com 
Lei votada por homens livres e de bons costumes.
IX – “Determina que os Maçons estendam e liberalizem os laços fraternais 
que os unem entre si a todos os Homens esparsos pela superfície da Terra.”
Aqui nos deparamos com o ideal da FRATERNIDADE UNIVERSAL. Nossa Arte 
não elitiza suas fileiras mas, abrindo suas portas ao buscador de boa 
vontade, pretende transformar a sociedade internacional pelo conhecimento 
da via iniciática, depositando num futuro qualquer a filosofia Maçônica no 
coração dos herdeiros da LUZ.
X – “Recomenda a divulgação de sua doutrina pelo bom exemplo e por 
todos os meios de expressão do pensamento, opondo-se terminantemente 
ao recurso à forca e à violência.”
Aqui desmistifica-se magistralmente a acusação que nos fazem os inimigos 
da Arte Real, de que somos uma Sociedade SECRETA que não permite a 
informação do seu conhecimento aos outros.
Somos sim, uma Sociedade PRIVATIVA. Privativa daqueles que se 
qualificaram por mérito e capacidade.
Privativa daqueles que, compreendendo seus Mistérios farão cumprir seus 
princípios. Seria uma Reunião do Presidente da República com seus 
Ministros privativa ou secreta? Evidentemente que as decisões do Conselho 
de Defesa de qualquer Potência Mundial é privativa de seus pares no 
interesse dos seus nacionais, sendo, no máximo, CONFIDENCIAL.
 XI – “Adota sinais e emblemas de elevada significação simbólica que, além 
de utilizados nos trabalhos das oficinas, servem para que os Maçons se 
reconheçam e se auxiliem onde quer que se encontrem.”
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Muito mais do que um meio de reconhecimento entre os maçons, ao lado de 
palavra e do toque, os sinais e emblemas pretendem estabelecer uma 
linguagem comum e universal, acessível a todos obreiros sem distinção 
cultural, social ou racial. Sendo possuidora do SEGREDO DA PALAVRA, outra 
coisa não pretende senão o aperfeiçoamento do HOMEM, seu mais elevado 
EMBLEMA que pelo auxílio mútuo finalmente compreenderá NOSSA ORIGEM 
COMUM.
 
Religião
 
A Maçonaria, confirma e complementa a fé religiosa. Os princípios da nossa 
Ordem são baseados nos mesmos preceitos morais que fundamentam toda 
fé verdadeira. Todo Maçom deve crer na Existência de um SER SUPREMO 
(DEUS). Ele deve lutar para viver moralmente em conformidade com os 
mais altos padrões de caracter individual e conduta social. 
Consequentemente, todo Maçom aceita e executa os “Regulamentos da 
Ordem,” trabalha toda a sua vida para cumprir os objetivos da Maçonaria, 
que são; a filantropia para os necessitados e o amor fraterno para todos os 
membros da raça humana.
A Maçonaria tem sempre as suas portas abertas para todos os homens 
livres e de bons costumes e de todas as fés e crenças religiosas, que creiam 
no Supremo Arquiteto do Universo e na imortalidade da alma. Através de 
procedimentos e símbolos o maçom se prepara para receber a graça 
espiritual. Com uma fundamentação moral interna rígida, a Maçonaria 
trabalha para que os homens possam melhorar o seu edifício interior, sendo 
assim, cada Irmão dentro das Oficinas ou Lojas, seja através do seu 
trabalho ou dos outros Irmãos, Construirá o seu Templo Interior com os 
melhores princípios éticos e morais, ganhando a humanidade um 
Mensageiro Realizador da Vontade do Supremo Arquiteto do Universo.
A Fé de um maçom, após Ter percorrido os estreitos caminhos da sua 
iniciação, que, Infelizmente, em alguns casos poderá levar toda a sua vida, 
está muito acima do sectarismo estreito e das limitações dos Dogmas. O 
maçom trabalhará incansavelmente para imitar a perfeição do seu Criador.
A maçonaria não é um credo ou seita religiosa, o maçom busca a sabedoria 
contida em todos os Grandes Livros Sagrados reconhecidos pela Fé 
Universal, da Bíblia ao Alcorão. Crendo que neles encontra e sempre 
encontrará, os meios para buscar e promover a felicidades neste mundo e 
aguardar a sua recompensa no próximo. Portanto, a Maçonaria estará 
sempre com as suas Portas Abertas, para receber todos os Homens Livres e 
de Bons Costumes, sejam eles, Cristãos, Judeus, Muçulmanos, Budistas, 
etc, bons homens de todas as religiões, que verdadeiramente aspirem viver 
segundo a vontade do Criador.
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A Maçonaria é uma filosofia e uma Fraternidade, onde os homens bons se 
“encontram no Nível e se separam no Quadrado.” Isto une todos maçons 
através de um laço místico de irmandade sincera e amor mútuo. Fé e 
trabalho, alma e corpo, coração e mão estão sempre unidas entre os 
Maçons, por isto, em toda lugar onde trabalha, a Maçonaria levará PAZ E 
HARMONIA PARA HONRAR O CRIADOR E SERVIR A HUMANIDADE. 
Os objetivos da Maçonaria complementam e não contradizemas crenças 
religiosas, como alguns dos seus inimigos querem fazer crer.
A Maçonaria é uma fonte e uma poderosa força universal, que promove a 
melhora espiritual do indivíduo e deste na sociedade.
 
O SIGILO MAÇÔNICO
 
Em todas as religiões orientais herméticas, desde as praticadas na China, 
Índia, Egito, Grécia e outras, o processo de ensinamento consta de duas 
vertentes: a primeira, é o discurso livre, exotérico, para o conhecimento de 
todos, do povo em geral, sem reservas, em que pese o seu singelo estado 
cultural. O outro, é o processo esotérico, reservado aos homens 
rigorosamente selecionados, segundo o seu maior potencial e mais 
adiantado estado cultural, para a “iniciação” nos mistérios religiosos. Esses 
serão preparados devidamente para entrar na posse do conhecimento da 
verdade. Neste último ensinamento é que reside a exigência do “Sigilo”, 
para que os mistérios religiosos não sejam divulgados àqueles que não 
estão preparados para conhecê-los.
Como teria surgido nas religiões antigas a necessidade de se manter sigilo ?
Presume-se que nos idos do pós Dilúvio, quando prevalecia na terra as 
religiões na forma de idolatria, os judeus decidiram formar uma ordem 
religiosa distinta, a qual acolheria não somente os filhos de Israel mas, 
também, os gentios que tradicionalmente professavam a fé no mesmo 
Deus. Num dado momento em que a prática da religião tornou-se perigosa, 
para fugir à perseguição, para preservar os seus segredos, tiveram que 
lançar mão do artifício de ministrar os seus ensinamentos religiosos através 
de símbolos. Dentre os povos idólatras, os segredos religiosos sempre 
estiveram somente nas mãos dos sacerdotes, os quais praticavam a 
iniciação de adeptos sob o maior segredo. Mais tarde, a mesma prática foi 
adotada pelos devotos de outras religiões herméticas, chegando no correr 
dos tempos até à Maçonaria. 
 
Dentre as práticas das religiões antigas o “Sigilo” foi um dos subsídios 
absorvidos pela nossa Sublime Ordem, conservados que foram os mesmos 
conceitos, até hoje.
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A Maçonaria Universal, a nossa Sublime Ordem, na sua milenar sabedoria, 
ministra os seus mistérios através de um processo gradual de ensinamento, 
o processo esotérico, absorvido das religiões antigas, o qual é dado a 
conhecer aos seus membros ao longo de todos os seus graus. Dentre as 
recomendações transmitidas, duas delas merecem especial destaque neste 
trabalho. Em primeiro lugar, a recomendação da Moral Maçônica, que é o 
comportamento que os membros deverão observar, não somente nos 
templos maçônicos mas, o que é mais importante, nas suas atividades 
profanas, como homens livres e de bons costumes, para contribuírem como 
paradigmas na construção do bem estar social da Humanidade A segunda 
recomendação está inserida na primeira, é a do Sigilo Maçônico, o qual já é 
exigido do neófito no seu primeiro contato com a Maçonaria, no juramento 
que presta na sua Iniciação, como de resto é, também, exigido de todos os 
membros permanentemente no encerramento dos trabalhos das Lojas.
O Sigilo é, senão o mais importante, pelo menos um dos conceitos mais 
atacados pelos opositores da Maçonaria. Essa oposição teve início depois da 
Constituição de 1723, a conhecida Constituição de Anderson, o qual, 
coadjuvado por Desagulliers, modificou os rituais da Ordem, já, então, 
começando esta a ser dominada. pelos intelectuais, pelos aristocratas e 
pelos dissidentes religiosos. Começou aí a maçonaria especulativa. A partir 
de então teve início o confronto com as igrejas anglicana e católica. Isso 
aconteceu provavelmente porque a Constituição de Anderson não 
considerou o aspecto cristológico das Old Charges, as quais eram o esteio 
da Maçonaria Operativa desde o século XIV. 
Nessa ocasião, no correr dos séculos XVIII e XIX, a Maçonaria, como ordem 
dita secreta, tornou-se muito poderosa, tendo sido responsável pelos 
movimentos revolucionários que eclodiram no mundo todo, dos quais fez 
parte os ocorridos no Brasil, sendo o mais conhecido o movimento contra o 
jugo português, o da Inconfidência Mineira. 
No que respeita ao significado do vocábulo “sigilo”, se nos valermos do 
Dicionário Aurélio verificaremos que os verbetes relacionados em seguida 
querem significar, em suas raízes a mesma coisa. São praticamente 
sinônimos, encontram-se entrelaçados em seus mais diversos significados. 
São eles Mistério, Secreto, Reserva, Cautela, Precaução, Confidencial, 
Sigilo, Segredo, Enigma, Oculto. 
Para os leigos e de um modo geral para o grande público, esses termos 
passam a tomar significados diferentes, na medida em que tocam mais ou 
menos as emoções de cada um. Assim, alguns desses vocábulos, tais como 
Reserva, Cautela e Precaução, transmitem idéias normais, sem grande rigor 
na sua observância. Todavia, outros como Mistério, Secreto, Oculto e 
Enigma, representam idéias muito fortes e estremadas, de atividades 
pagãs, anti-cristãs, demoníacas, ligadas ao sobrenatural e que extrapolam 
os sentidos humanos. Esses vocábulos levam o homem a relaciona-los mais 
ao ocultismo, no seu sentido mais de feitiçaria, magia, adivinhação, 
quiromancia etc. Outros, ainda, como Sigilo e Segredo transmitem idéias 
medianas, cuja observância, entretanto, fica determinada, fica exigida.
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Assim é que a adjetivação usada pelos inimigos da Maçonaria, rotulando-a 
de religião ou organização secreta, objetiva impactar os sentimentos, as 
emoções do grande público incauto, transmitindo-lhe sempre o sentido 
“negro” do ocultismo.
Como pode ser secreta a Maçonaria, quando as suas Constituições são 
registradas em cartório? Como pode ser secreta a Maçonaria, quando ela 
dispõe de CGC? Como pode ser secreta a Maçonaria, quando você, meu 
caro Irmão, eventualmente paga os seus compromissos com a sua Loja, em 
banco, através de Ficha de Compensação nominal? Como pode ser secreta a 
Maçonaria quando o seu endereço, através dos templos maçônicos, são 
notoriamente conhecidos? Esses templos pagam os seus impostos e as taxa 
de consumo de água e luz. A Maçonaria é, portanto, conhecida dos povos e 
de todos os governos onde ela é praticada livremente.
Ao contrario de nossa Sublime Ordem, as organizações secretas operam na 
clandestinidade, na ilegalidade, sem paradeiros, sem endereços, em locais 
“subterrâneos”, desconhecidos e não sabidos. E mais, reúnem-se com fins 
escusos. 
A Maçonaria já esteve na clandestinidade mais de uma vez, principalmente 
em países totalitários. Mesmo no Brasil, pelas mãos do Imperador D. Pedro 
I, a Maçonaria, que o elevou ao alto cargo de Grão-Mestre da Loja Grande 
Oriente do Brasil, em 1822, foi fechada, por problemas políticos. O 
movimento maçônico estava procurando a liberdade do povo, não mais que 
isso.
Dizer-se que a Maçonaria é uma organização secreta, dentro desse conceito 
ocultista usado pelos seus detratores que sofismam na sua argumentação é 
realmente mera especulação. 
Como pode ser secreta uma organização que promove solenidades 
“brancas”, trazendo para os seus templos autoridades dos três poderes do 
governo, como convidados ou como palestrantes e, até mesmo, como 
homenageados?
Como pode ser secreta uma organização que não tem um poder central, 
como as praticadas por àquelas marginais e herméticas e por muitas 
organizações religiosas, inclusive as suas inimigas? 
Como se sabe, muitos livros escritos por Irmãos de nossos quadros, por 
Irmãos que deixaram nossas colunas e, até mesmo, por leigos estudiosos 
da Maçonaria, estão aí enchendo as prateleiras das livrarias, à disposição de 
quem queira adquiri-los. Esses livros contam tudo?Sim, quando se trata de 
Irmãos descontentes. Contam; contam quase tudo, quando se trata de 
autores verdadeiros e justos maçons. Neste caso, só não contam o 
essencial, aquilo que só aos iniciados cabe conhecer e que são os nossos 
mistérios, guardados do grande público, através da prática do sigilo.
Mas a segurança da Maçonaria é frágil. Ela pode e tem sido facilmente 
penetrada. Como poderemos, então, guardar os nossos segredos? A porta 
de penetração é a seleção de profanos para tomarem lugar entre nós. Por 
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isso que a infidelidade maçônica começa na má indicação de candidatos, 
passando pela sindicância mal feita. Esse é o ponto Aqueles que foram mal 
selecionados, certamente não permanecerão por muito tempo na nossa 
Sublime Ordem. Esses, via de regra, são potencialmente os que mais 
provavelmente não titubearão em dar a público o pouco conhecimento que 
chegaram a ter acesso. São esses maus maçons que até mesmo nos 
“passos perdidos” aproveitam a oportunidade para solapar a Maçonaria. 
Como deveremos reagir contra esses que, através da ignorância, da inveja, 
da insatisfação e do ciúme, denigrem a nossa Sublime Ordem? 
Entendo que a fórmula certa para evitar essas desastrosas atitudes de 
homens não preparados para integrar a nossa Sublime Ordem é, realmente, 
aumentar a segurança, apertar o cerco da escolha. É depurar rigorosamente 
na seleção, inclusive divulgando e submetendo as propostas às outras 
Lojas. Propor somente àqueles de boa formação moral, espiritual, justos, 
honestos, livres de consciência, de bons costumes, àqueles que já nasceram 
“maçons”. Essa é talvez a maneira de enobrecermos nossa colunas, a 
maneira de preservarmos e mantermos a intimidade de nossa Sublime 
Ordem.
A Maçonaria tem sim os seus segredos, não há o que negar. Mas longe está 
de ser uma organização secreta. A exigência de sigilo de seus segredos 
começa no juramento do recipiendário, do profano que está sendo iniciado 
nos mistérios da Maçonaria, o qual segue, resumido: “... jurais e prometeis, 
... em presença do Grande Arquiteto do Universo: e de todos os Maçons ... 
nunca revelar os Mistérios da Maçonaria que vos forem confiados...?
Bem, mas o que há de extraordinário nisso? Qual a organização, seja ela 
religiosa, comercial, intelectual ou familiar, que não tenha segredos ou não 
pratica reservas ou sigilo de algumas coisas ou fatos? Isso começa a ser 
praticado na célula social, a família. Todas, inclusive a nossa, 
evidentemente, mantém no recôndito de sua intimidade fatos, negócios, 
particularidades físicas e espirituais de seus membros. Esse é o sigilo. É o 
recatamento natural, inerente ao ser humano. Todos os governos têm os 
seus assim chamados “segredos de estado” e nem por isso são de caráter 
ocultista. E, no mundo dos negócios a “alma” é o segredo.
Os nossos segredos maçônicos sujeitam até mesmo os nossos Irmãos. São 
segredos de câmaras, tratados em níveis diferentes, especificamente nas 
Loja de cada grau. A Maçonaria proclama o cuidado que se deve ter no trato 
dos assuntos, sejam eles filosóficos, morais, ritualísticos, administrativos e, 
o que é muito comum e particularmente importante, os assuntos pessoais 
de Irmãos, cuja câmara específica para analisar e decidir sobre os mesmos 
é o Conselho de Família. Por isso que, para resguardar o sigilo da Ordem, 
não se encontram segredos escritos em nossos rituais. A sua transmissão é 
oral. É de boca para ouvido. É o sigilo de “confessionário”! De resto é isso 
que nos permite reconhecermo-nos discretamente.
 
Não seria demais citarmos que o próprio Jesus Cristo, o nosso amantíssimo 
Redentor, no seu ministério aqui na terra usava as duas formas, a exotérica 
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e a esotérica, nos seus ensinamentos ao povo e aos discípulos, 
respectivamente. Quando falava aos discípulos, pedia-lhes sigilo daquilo que 
ensinava. Entre tantas citações que se encontram na Bíblia a esse respeito, 
vale mencionar pelo menos a que se encontra em Mt. 17: 9, a qual registra 
as palavras de Jesus a Pedro, Tiago e João, depois da transfiguração: 
Enquanto desciam do monte, Jesus lhes ordenou:
“A ninguém conteis a visão, até que o Filho do homem seja ressuscitado 
dentre os mortos.”
A prática do sigilo é permanentemente lembrada nas Lojas. Por exemplo, 
em algumas Lojas, o encerramento dá-se sempre pelo Venerável Mestre 
pronunciando as seguintes palavras, que resumimos: “... Antes, porém. de 
nos retirarmos, juremos o mais profundo silêncio sobre tudo quanto aqui se 
passou!”
O cuidado de preservar os nossos segredos, o nosso sigilo, é muito 
importante e deve merecer de todos Irmãos uma grande e firme atenção, 
para assegurar à nossa Sublime Ordem uma eficiente, tranqüilizadora e 
cada vez maior segurança. Isso é parte indispensável do comportamento 
maçônico.
Silêncio do Aprendiz
O Aprendiz é um silenciário. Portanto deve se manter em constante silêncio, 
porém é necessário falar do silêncio que se manifesta a nossa volta; o 
silêncio é a chave das sociedades secretas; é ele que mantém viva as 
fraternidades iniciáticas. O silêncio é uma força poderosa, o Grande 
Arquiteto do Universo, em sua sabedoria, dotou o homem de dois ouvidos e 
uma só boca, o que significa que devemos ouvir o dobro do que falamos.
Uma chave de ouro colocada sobre a língua do iniciado simboliza o silêncio 
de um segredo misterioso, que ao revelá-lo deixou de ser segredo, e 
perdemos a confiança de quem nos confiou. Pois todo SEGREDO deve 
habitar no SILÊNCIO.
Vosso coração conhece em silêncio os segredos dos dias e das noites; Mas 
vossos ouvidos anseiam por ouvir o que vosso coração sabe.
 SALMO 133
A EXCELÊNCIA DO AMOR FRATERNAL
Salmo 133 - Cântico de Romagem. De Davi
1. Ó quão bom e quão suave é viverem os irmãos em união!
2. É como um azeite precioso derramado na cabeça, que desce sobre a 
barba, a barba de Aarão, que desce à orla do seu vestido;
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3. É como o orvalho do Hermón, que desce sobre o Monte Sião: Porque ali o 
Senhor derrama a sua bênção, a vida para sempre!
O Salmo 133 representa para os Maçons LIBERDADE, IGUALDADE e 
FRATERNIDADE. Para os seguidores das Doutrinas Orientais temos os 
MANTRAS. Para os Hebreus, os SALMOS. Para os esoteristas a SÍNTESE; o 
que é desvendado além do véu, O SOM DAS ESFERAS.
A união que este Salmo descreve depende tão-somente da união de cada 
irmão, individualmente com o Senhor Deus. Somente esta união pode 
apresentar um testemunho eficiente perante o mundo, e uma atmosfera na 
qual nossa fé pode florescer. 
A unção do sumo sacerdote Aarão, nessa passagem, simboliza a sua 
vocação de manter o povo de Israel em comunhão com Deus, sendo esta, 
portanto a grande e mais significativa mensagem transmitida por esse texto 
bíblico e esta reunida no titulo resumo que encima os versículos citados, ou 
seja, A EXCELÊNCIA DO AMOR FRATERNAL.
A citação do orvalho do Hermon alude ao fato que, naquelas regiões do 
Oriente, apesar do clima muitas vezes inóspito, o orvalho faz os campos 
florescerem e produzir boas ceifas. Simbolicamente demonstrando aos 
maçons que, apesar das dificuldades em semear bons e verdadeiros 
ensinamentos no coração humano, não se deve desanimar, pois sempre se 
pode contar com o orvalho simbólico, da fé em Deus, para se obter uma 
excelente ceifa, ou seja, para atingir o desiderato de bem formar homens 
para a construção Moral e Social a que se propõe a Ordem.
Segundo a palavra de Jesus Cristo, o AMOR AO PRÓXIMO está associado ao 
AMOR DE DEUS, que lhe dá, portanto, a mesma importância e o mesmo 
destaque.
Do pontode vista maçônico, encontramos na terceira Instrução do Ritual de 
Aprendiz Maçom a assertiva de que a inteligência, quando dirigida por uma 
sã Moral, é suficiente para discernir o Bem do Mal.
A Moral ensinada pela Maçonaria baseia-se no AMOR AO PRÓXIMO, nesse 
mesmo amor ensinado por Deus e por Jesus Cristo, que podemos conhecer 
pelos textos bíblicos acima citados é que nos dão a certeza do cuidado de 
Deus para com todos nós.
É esse amor fraterno que o verdadeiro Maçom deve praticar, não só dentro 
das Lojas, mas, sim e principalmente, na vida profana, para exercitar aquilo 
que foi aprendido nos nossos templos; do contrario seremos apenas 
acadêmicos bem formados.
Nos três graus simbólicos, o Venerável Mestre ergue uma prece ao Grande 
Arquiteto do Universo na qual se diz “... subjuguemos paixões e 
intransigências a fiel obediência dos sublimes princípios da Fraternidade, 
afim de que nossa Loja possa ser o reflexo da Ordem e da Beleza que 
resplandece em Teu trono.” Esta prece reitera para os maçons, que o amor 
fraternal é a preparação indispensável para pretender-se alcançar o cimo da 
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Escada de Jacó, que os verdadeiros Maçons haverão de galgar, um por um, 
todos os seu degraus, na busca Deus e de sua perfeita conformidade com 
Ele (Deus), tendo sempre presente em sua mente e em seu coração, o 
solene e fundamental dever de estreitar os laços de amizade fraternal que 
nos une (os maçons) como verdadeiros irmãos.
Em sua primeira estrofe, ouvimos com emoção:
“Ó quão bom e quão suave é viverem os irmãos em união!”
Eis aqui a primeira lição daquele que deverá ser o Eterno Aprendiz. A União 
que o faz fraterno pela Iniciação.
Toda subida, como a saída de nossos irmãos do cativeiro babilônico parece 
à primeira vista dolorosa, porém, a visão do alto do Monte é o prêmio da 
LIBERDADE.
CIRO liberta o povo eleito da Babilônia. Os irmãos em União caminham para 
Jerusalém. O APRENDIZ suporta o cativeiro da CÂMARA e começa suas 
viagens da direção da Jerusalém Celeste, guiado e exaltado pelos louvores 
da promessa suave e boa da União Interior.
A dor do cativeiro não se compara com a alegria da LIBERTAÇÃO NA 
EXCELÊNCIA DO AMOR FRATERNAL.
Levemos em conta que o salmista preocupava-se coma dispersão dos 
hebreus, que se acontecesse, iria sempre enfraquecer as tribos e tornar 
problemática a continuidade da raça e a crença em um só Deus, o que era 
um apanágio, porque só a religião e a fé em um Deus Único mantinha unido 
um povo com tendência à dispersão. Por ser um povo dedicado 
exclusivamente ao pastoreio, sua força e poderio refletia-se no volume dos 
rebanhos pertencentes à família, que normalmente permanecia unida, 
evitando-se inclusive casamento de seus varões com mulheres de outras 
Tribos, o que iria inevitavelmente provocar uma diminuição no rebanho 
bovino, caprino ou ovino com a passagem do homem para a tribo da 
esposa, isso sem falar na perda do guerreiro o que, naqueles tempos de 
conquistas, representava perda irreparável para o clã.
Nos tempos atuais, esta representatividade é trazida para os Templos 
Maçônicos, buscando mostrar que dentro de uma comunidade de 
pensamentos e religiões diferentes, embora com etnias diversas, pode-se 
viver em perfeita união e harmonia, desde que se busque o mesmo 
objetivo, que é o progresso coletivo através da eliminação das imperfeições 
individuais e busca incessante do conhecimento que traz como 
conseqüência, a liberdade espiritual. No ponto de vista prático, esta frase 
nos lembra que a união dá a força e proteção, devendo reunir-nos em torno 
da família e daqueles a quem amamos a fim de criar um escudo protetor 
contra as agressões externas. Levando-se um pouco mais longe, lembremos 
que devemos viver em união permanente com toda a humanidade, uma vez 
que, quando dizemos que Deus é o nosso Pai e o nosso vizinho, da casa ao 
lado, ou o habitante da longínqua Tasmânia, é o nosso irmão. Negar tal fato 
seria uma incoerência e até mesmo no tocante à religiosidade, uma heresia.
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O versículo dois nos diz:
“É como um azeite precioso derramado na cabeça, que desce sobre a 
barba, a barba de Aarão, que desce à orla do seu vestido.”
Como sabemos, o óleo ou azeite, fazem parte, desde tempo imemoriais, 
das cerimônias de consagração. Através dos mais variados rituais, este 
transmutador alquímico é despejado sobre a cabeça, que é o centro da 
inteligência e a sede do espírito. Já naquele tempo o salmista determinava a 
unção sagrada do "escolhido" através da colocação do óleo na parte física 
que representava o "canal" de comunicação com o Criador, a cabeça, que 
como sabemos, recebe as influências vindas dos planos superiores, sejam 
astral ou espiritual.
Aquele que é ungido com o azeite, passa a portar as virtudes alquímicas 
deste transmutador que, junto com o Mercúrio nos fará compreender o Sal 
da Vida e o significado solar do enxofre divino.
Fomos informados de que nas cerimônias maçônicas de Ordem Co-Maçônica 
o óleo é usado durante a admissão do Companheiro e nas Instalações de 
Lojas.
O óleo nos faz ungidos para serviço ainda maior na direção do ideal Maior 
da Fraternidade Universal.
Os Patriarcas tinham profunda consideração pela barba, atributo do varão 
que, com ela, mostrava toda sua dignidade. Não somente ter a barba, mas 
cuidá-la, pois não o fazendo, poderia ser considerado num estado de 
loucura.
Era costume beijar a barba de um amigo. Ofensa grave cortar parte ou toda 
a barba de alguém.
Vemos, deste modo, que o óleo do ungido desce sobre a dignidade do 
sacrificador, sua barba, a barba de Aarão, até a orla do seu vestido.
Observemos que o óleo antes de descer à orla do vestido de Aarão, deslizou 
pela sua barba, mas foi inicialmente derramado sobre sua cabeça, SEDE DA 
MENTE.
Não podemos esquecer que Aarão é o sacerdote que sacrifica para purgar 
os pecados do seu povo, daí o odor nauseabundo da carne queimando no 
altar.
Livre e ungido, ele prestará o SERVIÇO simbolizado pelo perfume do 
incenso, como o espiral na direção do Mestre Espiritual por excelência.
Neste instante, ele é incorruptível como a Mirra. Ele é o Ouro de Melquior e 
companheiro da Luz dos outros Magos, que o fazem retornar a Vida pelo 
Amor prestado no Altar dos Altares Quando o Homem adentrou no Templo 
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precisou da pele e, a vestimenta do nosso irmão de ontem, é o nosso 
avental de hoje.
Finalmente:
“É como o orvalho do Hermón, que desce sobre o Monte Sião: Porque ali o 
Senhor derrama a sua bênção, a vida para sempre.”
O orvalho do Hermon está representando para o salmista, a renovação da 
vida, seguindo os parâmetros da Natureza que revigora a vida na vegetação 
com a irrigação provocada pelo orvalho durante a madrugada do novo dia, 
recebendo a benção do Senhor pela renovação cíclica da vida, o que em 
linhas gerais significa a VIDA PARA SEMPRE.
Toda uma comparação aqui se encontra entre a Natureza prodigiosa e a Paz 
Profunda que reina nos corações dos Irmãos que vivem em União.
O óleo que ungiu Aarão é o mesmo orvalho que cobre o Monte, que é todo 
Luz onde tudo mais é sombra.
Moisés subiu o SINAI para receber a Lei. Não face a face como o Grande 
Arquiteto do Universo, mas como elo intermediário da Luz que habita e 
habitará sempre a FONTE INESGOTÁVEL E ETERNA que transborda seu 
orvalho para aqueles que suave e prazerosamente aceitam sua bênção e A 
VIDA PARA SEMPRE.
Quando estivermos presentes em Templo, estaremos, também, por ocasião 
da leitura do Salmo 133, recebendo o óleo precioso sobre as nossas cabeças 
e sentiremos que ele desce sobre nossos rostos e pelagola de nossas 
vestes, ocasião em que deve orvalhar o nosso coração, quando estaremos 
recebendo a benção do Grande Arquiteto do Universo na certeza da Vida 
Eterna.
DIA DO MAÇOM
Primeiramente, a proposta para a criação do DIA DO MAÇOM foi levantada 
pela Grande Loja de Santa Catarina, por ocasião da V MESA-REDONDA das 
Grandes Lojas do Brasil, realizada em Belém, nos dias 17 a 22 de julho de 
1957 e, lá por sugestão da Grande Loja de Minas Gerais, escolheu-se o dia 
20 DE AGOSTO, que na justificativa: “por ter sido nesse dia que a 
Independência do Brasil foi proclamada dentro de um Templo Maçônico”. E 
assim vários Trabalhos de esmerados irmãos têm consignado esta data 
como sendo o dia do registro da moção de independência do Brasil de 
Portugal, lá pelos idos de 1822.
A assertiva de que 20 de agosto foi quando se votou a moção de 
independência do Brasil dentro de um Templo Maçônico é menos verdade, 
não tem fundamento histórico/documental, conforme vimos – aconteceu 
sim esta moção, mas em 9 de setembro de 1822. Portanto, nossos irmãos 
das Grandes Lojas erraram ao justificar, em 1957, que a data aludia ao 
referido ato. E ainda notificamos que desde 1923, encontra-se na 
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BIBLIOTECA NACIONAL DO RIO DE JANEIRO, para quem quiser pesquisar, a 
Certidão das Atas do Grande Oriente do Brasil, de 1822, com o título 
DOCUMENTOS PARA A HISTÓRIA DA INDEPENDÊNCIA, VOLUME I, LISBOA 
– RIO DE JANEIRO, 1923 – A MAÇONARIA E A INDEPENDÊNCIA. Neste 
documento, grafa quando se refere à “Ata da Sessão de 20 do 6º mês Ano 
1822” a data correspondente no calendário Gregoriano como “(nove de 
setembro)” e ponto final.
Hoje, o 20 DE AGOSTO, DIA DO MAÇOM, é uma efeméride nacional 
consagrada e, como tal, deve ser comemorada com toda pompa, pois a 
Maçonaria em muito contribuiu para a efetiva emancipação político-social do 
Brasil e os Maçons de um modo geral devem reverenciar seus membros 
responsáveis pelas idéias e as efetivas ações, mas sempre sabedores da 
verdade histórica.
A MAÇONARIA E A INDEPENDÊNCIA DO BRASIL
De acordo com o Decreto no. 125 de 29 de setembro de 1821, o Rei de 
Portugal, D. João VI extinguiu o reinado do Brasil e determinou o regresso 
de D. Pedro com toda a família real para Portugal. Nessa época, 
funcionavam no Rio de Janeiro, a Loja Maçônica Comércio e Artes, da qual 
eram membros vários homens ilustres da corte como o Cônego Januário da 
Cunha Barbosa, Joaquim Gonçalves Ledo e José Clemente Pereira entre 
outros. Esses maçons reunidos e após terem obtido a adesão dos irmãos de 
São Paulo, Minas Gerais e Bahia, resolveram fazer um apelo a D. Pedro para 
que permanecesse no Brasil e que culminou com o célebre "como é para o 
bem de todos e felicidade geral da nação, diga ao povo que fico". 
Mas não parou ai o trabalho dos maçons. Começou-se logo em seguida, 
um movimento coordenado, entre os irmãos de outras províncias brasileiras 
com o intuito de promover a Independência do Brasil. 
Os movimentos nativistas para a convocação de uma assembléia 
constituinte e a concessão do título de “Príncipe Regente Constitucional e 
Defensor Perpétuo do Reino Unido do Brasil”, autorgado a D. Pedro, pelos 
brasileiros, acirrou ainda mais os ânimos entre os portugueses e nativistas.
Nessa época, havia na metrópole, três lojas maçônicas funcionando, a 
“Comércio e Artes”, a “Esperança de Niterói” e a “União e Tranqüilidade”, e 
nenhuma pessoa era iniciado em qualquer das três lojas, sem que fossem 
conhecidas suas opiniões sobre a Independência do Brasil e o neófito jurava 
não só defendê-la como também promovê-la.
Em princípios do ano de 1.822, funda-se no Rio de Janeiro, o Grande 
Oriente, onde se filiaram todas as lojas existentes naquele oriente, sendo 
eleito seu primeiro Grão Mestre José Bonifácio de Andrada e 1º Grande 
Vigilante Joaquim Gonçalves Ledo.
A 13 de julho de 1.822, por proposta de José Bonifácio, D. Pedro é iniciado 
na maçonaria na loja Comércio e Artes e logo elevado ao grau de Mestre 
Maçom. Enquanto isso, crescia em todo o Brasil, o movimento pela 
Independência, encabeçado pelos maçons.
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Os acontecimentos se sucediam, até que a 20 de agosto de 1.822 é 
convocada uma reunião extraordinária do Grande Oriente e nessa reunião 
assume o malhete da loja, Joaquim Gonçalves Ledo que era o 1º Grande 
Vigilante, devido a ausência de José Bonifácio que se encontrava viajando.
Joaquim Gonçalves Ledo, profere um eloqüente e enérgico discurso, 
expondo a todos os irmãos presentes, a necessidade de se proclamar 
imediatamente a Independência do Brasil. A proposta foi posta em votação 
e aprovada por todos e em seguida lavrou-se a ata dessa reunião.
Presume-se que a cópia da ata dessa memorável reunião, tenha sido 
enviada a D. Pedro, juntamente com outros documentos que o alcançaram 
na tarde do dia 7 de setembro de 1.822 as margens do riacho Ipiranga e 
culminou com a proclamação da Independência do Brasil oficialmente 
naquele dia e que a história assim registra.
Eis aí, porque o dia 20 de agosto foi escolhido para ser o dia do maçom 
brasileiro. Foi nesse dia que realmente passamos a ser nação e 
independente.
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O APRENDIZ E SUA INICIAÇÃO
 
INTRODUÇÃO
 
Em todos os sistemas e ritos da Maçonaria Simbólica universal, 
denomina-se aprendiz o iniciado nos seculares segredos dessa 
Ordem. O termo foi tirado da Maçonaria Operativa, na qual o 
Aprendiz ocupava o lugar mais inferior da escala entre os operários. A 
Maçonaria Especulativa, que sucedeu à Maçonaria Operativa, ocupada 
não mais com a arte de construção, mas com a moral, com o 
simbolismo e rituais, adotou os usos, costumes e regulamentos bem 
como os instrumentos da antiga modalidade. Através da adoção de 
todos os elementos da Maçonaria Operativa, a Maçonaria 
Especulativa estabeleceu o seu próprio sistema de organização e de 
moralidade.
O que representa o homem quando é apresentado aos primeiros 
elementos da Maçonaria, o aprendiz, portanto? Representa o ser 
humano nos primeiros passos da civilização, na sua infância cultural, 
tentando sair da escuridão, da ignorância. Assim são deveres do 
Aprendiz a luta contra os inimigos naturais do homem as paixões, o 
estudo das leis, usos e costumes da Maçonaria através do seu 
trabalho simbólico em desbastar a Pedra Bruta desde o meio-dia até 
a meia-noite, o combate contra a mentira, o fanatismo, a ambição e 
a ignorância. O Aprendiz deve lutar arduamente pela vitória da luz 
sobre as trevas, da honra sobre a perfídia, da verdade sobre a 
hipocrisia.
O Aprendiz, em Loja, deve permanecer em absoluto silêncio, em 
atitude de respeito e meditação, sempre procurando tirar o máximo 
de proveito de cada ensinamento vindo do Oriente. O Aprendiz deve 
saber esperar a concessão da palavra e saber usá-la com sabedoria. 
O Sinal de Ordem ao falar, deve lembrar ao Maçom que precisa 
dominar a exteriorização de seus pensamentos.
 
O trabalho em Loja sempre é iniciado ao meio-dia porque esta hora 
faz alusão ao período da vida em que o homem estaria capacitado a 
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trabalhar pelo semelhante. Antes do meio-dia o homem vive a fase 
de aprendizado sobre os mistérios da existência. Ao meio-dia começa 
o seu trabalho. A morte, o fim, o encerramento dos trabalhos chega 
com as doze badaladas da noite.
Enquanto Aprendiz, o Maçom recebe a revelação do que representa o 
trabalho da Maçonaria, e aprendeque para ser digno e capaz de 
desempenhar suas funções como legítimo Maçom precisará libertar e 
purificar o seu coração. Apagar antigos rancores, superstições, ódios 
e equívocos históricos e filosóficos. Nessa fase diz-se que a Pedra 
Bruta começa a ser desbastada, ou seja, todos os maus costumes são 
abandonados juntamente com os preconceitos e paixões que enchem 
o nosso mundo profano. Para o trabalho de desbastar a Pedra Bruta, 
o Aprendiz recebe as suas ferramentas especiais: o Cinzel para tirar 
as asperezas da pedra, que equivale a faculdade de pensar com 
retidão. O Cinzel é impulsionado pelo Maço ao ser aplicado sobre a 
Pedra Bruta. É sempre seguro com a mão esquerda o lado passivo 
que corresponde à receptividade intelectual e ao discernimento 
especulativo. O Cinzel produz a beleza final da obra e realiza os 
ornamentos e adornos ao mesmo tempo em que dá vida às figuras. 
Representa ainda o senso crítico para afastar o supérfluo e corrigir o 
erro sob os golpes do Maço. A outra ferramenta que o Aprendiz 
recebe é o Maço ou Malho instrumento de madeira com cabo, usado 
pelos carpinteiros e escultores. Simboliza a força dirigida e 
controlada. Representa a aplicação da força em determinado ponto; 
representa a vontade ativa e a perseverança do Aprendiz. O Maço 
direciona a energia necessária para dar forma ao trabalho.
Além do Cinzel e do Maço, o Aprendiz recebe ainda o Avental, sempre 
presente no traje maçônico. Esta peça tem a forma quadrada com 
uma abeta triangular voltada para cima, simbolizando a sua falta de 
conhecimento do ofício. A cor é branca para traduzir a inocência do 
Aprendiz. Uma vez trajando seu Avental, o Aprendiz não é mais 
aquela pessoa de antes. Tem agora gestos solenes, postura serena, 
porém disciplinada, e sua palavras, estando à ordem devem ser 
calmas e cuidadosamente pronunciadas ao defender suas idéias e 
posicionamentos.
Em Loja, um Aprendiz ocupará a coluna do Norte ou o Setentrião que 
é a Coluna destinada aos que ainda receberam mui fraca luz, e ainda 
não compreendem os simbolismos e as mensagens do Oriente. Ali o 
Aprendiz desenvolverá seu trabalho recebendo toques, gestos e 
palavras secretos e outros ensinamentos básicos para um Maçom, 
esperando pela oportunidade em que receberá um aumento de 
salário. O pagamento do trabalho dos Aprendizes e Companheiros é 
feito pelos Vigilantes. Pagar em linguagem maçônica quer dizer 
ensinar, satisfazer a vontade por conhecimento, fazer justiça. É 
através de um aumento de salário que os Aprendizes e Companheiros 
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são recompensados, isto é, pela promoção ou elevação a um grau 
superior. Tanto o Cinzel como o Maço, tanto o Avental como o 
Pagamento e o Aumento de Salário, são símbolos retirados da 
Maçonaria Operativa.
O Aprendiz não deve deixar que tanta riqueza em simbolismo e 
tantas informações representem um obstáculo para o seu trabalho 
em Loja. Com calma e sensatez ele será capaz de compreender todos 
os elementos que encontrar pela frente, contando sempre com a 
valiosa ajuda dos Companheiros e Mestres. Ele descobrirá que as 
reuniões são realizadas muitas vezes num clima de grande emoção e 
outras vezes dando a impressão que são muito difíceis de serem 
entendidas. É importante para o Aprendiz saber que tudo virá a seu 
tempo certo, sempre obedecendo o progresso do seu trabalho em 
Loja.
Do momento em que sua venda lhe é arrancada dos olhos, quando 
ele se encontra cercado de Irmãos conhecidos e desconhecidos em 
um ambiente absolutamente novo e intrigante para o resto de sua 
vida, o Aprendiz de Maçom jamais será o mesmo, e, todas as suas 
dúvidas serão esclarecidas na freqüência assídua de sua Loja. Poderá 
então perceber, mas não poderá divulgar ao mundo profano todas as 
maravilhas que lhe serão apresentadas. Poderá logo aprender, mas 
não poderá ensinar, sob o peso de um solene juramento, as 
revelações milenares que constituem o vasto conhecimento 
maçônico.
 
A CONDIÇÃO PARA INGRESSAR NA MAÇONARIA
A seleção do candidato obedece a alguns requisitos, devendo ser uma 
pessoa que faz parte da sociedade, simples, honesta, crendo em 
Deus e numa vida futura e que tenha inclinação para a socialização e 
com recursos financeiros para atender os compromissos da 
Instituição.
 
No entanto, existem mais duas condições essenciais: ser livre e de 
bons costumes.
Hoje, pelo menos entre nós, o conceito de liberdade passa a ser 
simples, e o de bons costumes, diz respeito a um comportamento 
normal.
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No Brasil, todos os cidadãos são livres.
Em conseqüência, a condição do candidato de ser livre, já não 
desperta qualquer interesse.
E evidente que o conceito de liberdade e muito mais amplo que o 
direito de ir e vir.
Da mesma forma, ser de bons costumes não significa o 
comportamento dentro de certos padrões ordenados pela sociedade.
 
O bom costume, prima faciela, se entenderia como aquele que 
demonstra bom comportamento social, porque pretende ingressar em 
uma Instituição Fraternal, como e a Maçonaria. Bom costume e 
moral, aqui, seriam sinônimos.
 
A Maçonaria é milenar, mas fixemo-lhe uma data limite para 
argumentar, como existindo em fins do século passado, em 1890; 
apenas cem anos atrás.
 
O que se entendia por bons costumes, naquela época? 
Indubitavelmente, um conceito muito diverso da atualidade!
É evidente que um bom comportamento não diz respeito, 
exclusivamente, a obediência de certas regras sociais.
Como qualquer outra Instituição, a Maçonaria, constantemente, 
reúne os seus adeptos para analisar as novas posições a serem 
tomadas, diante dos novos conceitos que surgem.
Nós, quando permanecemos na horizontalidade profana, sufocamos o 
instinto de liberdade.
O ser livre não e privilegio algum; apenas, o anseio de buscarmos o 
primeiro passo do caminho.
Ninguém pode considerar-se livre e independente, a começar pelo 
seu nascimento, pelo nome que lhe e imposto, pela dependência, ate 
a sua maioridade, pelo longo preparo para a vida.
Ser livre não significa romper as cadeias da tradição, do sistema 
social, da conjuntura familiar; ser livre significa trilhar um caminho de 
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satisfações puras, sadias, que possa conduzir a uma meta realista: a 
felicidade.
Ninguém poderá considerar-se livre, se infeliz.
A liberdade da tranqüilidade e paz de espírito.
Liberdade não e acomodação.
O asceta pretende libertar-se de todas as convenções; Buda 
principiou assim; pos-se em contemplação, abandonando tudo. E no 
exagero que iremos encontrar a supressão da liberdade.
Um povo livre não é um povo arruaceiro. Dai a grande dificuldade dos 
homens viverem em democracia.
Não se pode confundir as coisas.
 
SER LIVRE, no conceito maçônico é possuir o pensamento flutuante, 
pronto a aceitar o que é bom e satisfatório, sem depender ate de 
uma analise profunda. O pensamento livre e rápido, instantâneo.
A filosofia maçônica e a plenitude de uma vivencia correta e feliz, 
mas de difícil alcance, porque os seus adeptos não vem sendo 
selecionados com rigor; já não são convidados os homens livres, mas 
o são somente aqueles que tem uma conduta normal.
 
E a horizontalidade da liberdade, quando há necessidade de uma 
liberdade vertical.
Ser livre e a possibilidade de dispor de animo para receber o Irmão 
Maçom, com fraternidade.
Pelo menos, com o primeiro impulso de concordância.
O retoque para a conquista plena será dado posteriormente; pouco, 
através do convívio salutar, da experiência e do cultivo.A fraternidade é algo que deve ser conquistado; ninguém poderá 
impor a alguém, que ame a seu irmão de ideal! Seria atentar contra o 
conceito de liberdade que a Maçonaria proclama.
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Essa proclamação não constitui o sigilo maçônico, porque quando o 
proponente contata o proposto, lhe fará a pergunta: Sois livre e de 
bons costumes?
Não basta a simples resposta afirmativa, porque os conceitos usuais 
sobre a liberdade e moral são muito acanhados e primários.
Compete ao proponente pesquisar sobre essas condições, as quais, 
poderíamos dizer, seriam inatas do candidato.
Ninguém, isoladamente e de forma individual, poderá formar um 
candidato e adapta-lo as exigências maçônicas.
Um candidato visado poderá ser instruído a ponto de se tornar apto 
ao ingresso na Ordem maçônica.
A maçonaria precisa encontrar para propor, alguém que seja livre e 
de bons costumes, porque será um predestinado.
E por este motivo que os Maçons são em número limitado; uma 
Instituição milenar tem poucos prosélitos, justamente porque e muito 
difícil encontrar um candidato ideal.
Felizmente a humanidade não e tão dissoluta a ponto de não possuir 
elementos aceitáveis para a maçonaria. Podemos adiantar que são 
milhões de homens dignos, mas a grande dificuldade e que nos não 
os encontramos e às vezes, estão ao nosso lado e dentro de nossa 
própria família.
Aqui deveria funcionar a terceira visão. Logo, um proponente deve 
estar apto a enxergar no candidato em potencial, o elemento justo e 
perfeito para vir a ser... Mais um irmão.
Seria muito penoso respondermos a provável pergunta: e os maus 
maçons? Realmente, são por não ter havido uma seleção correta; 
existem os maus maçons; talvez não devêssemos exagerar e nos 
expressar melhor: existem dentro das Lojas maçônicas elementos 
que não eram, ao serem propostos, livres e de bons costumes, e que 
se tomaram pomo de discórdia, mas, nada podemos fazer, senão 
usar de melhor arma que a maçonaria nos proporciona, para com 
esses, a tolerância!
 A esperança de que, algum dia, possam ser instruídos e que se 
ajustem, o que seria, para a instituição, um beneficio, mas para esses 
elementos, uma grande conquista!
Para que alguém se possa considerar livre ou que os outros o possam 
assim admitir, faz-se necessário o toque espiritual.
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 A aproximação de Deus - pois para o profano, a expressão da 
espiritualidade e Deus, enquanto para o maçom e o Grande Arquiteto 
do Universo poderá ser consciente ou inconsciente; quem busca a 
Deus o fará por desejo, por impulso ou por necessidade, mas será 
sempre a Grande Busca.
 
Aqui não entra qualquer conceito de religião; apenas o 
comportamento natural entre o homem e o seu Criador. Será um 
sentido, além dos cinco sentidos físicos, orientador para uma espécie 
de sobrevivência espiritual.
Sabemos, e qualquer compendio filosófico nos instrui, que além dos 
cinco sentidos físicos, possuímos mais outros cinco materiais, como, 
por exemplo, citaremos a terceira visão, que não constitui um 
mistério, mas uma faculdade do homem; oculta para a grande 
maioria, mas perfeitamente desenvolvida para os que tem interesse.
 
Além desses dez sentidos, obviamente, existem outros, mas não 
devemos suscitar confusões; o sentido da busca de Deus é Místico.
 
O conceito pleno de liberdade admite certa dose de misticismo.
 Ser livre, portanto, passa a constituir um dom espiritual, que pode 
ser inato ou cultivado.
 Inato, numa condição de privilégios; certos homens nascem com o 
dom de serem livres, assim como existem os dons para a música, 
para a pintura, o canto, enfim, o que e exceção ao homem comum.
 Certa corrente espírita afirma que o homem virtuoso, assim e porque 
esta em sua última reencarnação.
A maior virtuosidade, além do que se nota como excepcional ou 
paranormal, não será possuir uma voz privilegiada e um ouvido 
apurado, ou qualquer outro dom artístico, mas sim: SER LIVRE!
 São pessoas predestinadas; não só os homens, mas também, as 
mulheres. O fato da maçonaria não aceitar mulheres não significa que 
elas não sejam, espiritualmente, iguais aos homens.
Ser predestinado a ser livre não constitui um condicionamento que 
poderia ser interpretado como uma interferência a essa liberdade, 
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mas uma escolha feita por quem tem poder para predestinar, 
firmando-se assim, um pouco mais, da crença do que algo, a quem 
denominamos de Deus, tudo pode.
 
A escolha independe de berço, ou seja, de onde provem a pessoa, de 
raça, cor, situação social ou intelectual. Os mistérios do espírito estão 
colocados acima dessas diferenças; há diferenças, mas dentro da 
estreiteza mental do homem que não quer admitir que todos sejam 
iguais.
 O caminho mais difícil será para aquele que busca a libertação, como 
aspiração, como uma solução dada por alguém, um por um impulso 
inato.
 
Se alguém se aproximar a um maçom e lhe disser que deseja 
ingressar na Ordem maçônica e como resposta ficar ciente de que a 
condição primeira será a de ser livre e de bons costumes e, em 13 
não o sendo, busque a maneira de conquistar a liberdade, poderá 
perfeitamente, despir-se de todos os entraves e aperfeicoar-se para 
se sentir livre, dentro dos conceitos acima expendidos e, assim, 
habilitar-se ao ingresso na instituição maçônica.
De forma que, o homem pode se reconstruir num trabalho de auto - 
realização!
 
Excluído o ingresso na maçonaria, o ser livre gratifica o homem, 
porque se tomara receptivo a compreensão do mistério da Vida e da 
Morte, principio e fim da existência humana e principio da existência 
espiritual.
 
Dentro da Sociedade moderna e permanente a reunião desses 
homens livres, esperança derradeira para o Mundo melhor que todos 
querem e de que a humanidade necessita.
 
O primeiro grande passo para a Vida Mística é esse; ninguém poderá 
usufruir da potencialidade que o homem possui sem esse primeiro 
passo.
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Num gesto de reflexão, cada um deve perguntar-se: sou um homem 
livre?
 
A auto-análise conduzira a bons resultados; o homem não esta só; 
ele pode encontrar um número enorme de entidades orientadoras; de 
amigos que individualmente o podem aconselhar; de bibliografia 
abundante, experiência de outrem que já superaram as mesmas 
dificuldades.
 
Em qualquer parte do mundo, o homem pode, com extrema 
facilidade, encontrar o seu Mestre; esse não precisa ser um guru, 
mas alguém que passou e superou a mesma dificuldade.
 
É verdade, a triste realidade, que este trabalho deveria ser encetado, 
em primeiro lugar, nas fileiras dos Membros da Ordem maçônica, 
para uma recauchutagem, porque, muitos e muitos esqueceram de 
que devem ser livres.
 
Para a maçonaria - em tese - congregar os simpatizantes e filia-los, 
seria uma tarefa simples, porque para os que forem livres e de bons 
costumes, meio caminho já seria andado; somando essa condição, o 
conhecimento filosófico, não seria trabalho ingente.
 
SER DE BONS COSTUMES - sociologicamente, costume a atitude ou 
valor social consagrado pela tradição e que, impondo-se aos 
indivíduos do grupo, transmite-se através de gerações.
 
Esses costumes, obviamente, devem ter uma característica: serem 
bons porque não se aceitaria em Maçonaria algo que não se pautasse 
por uma moral aceita, consagrada e já comprovada de ser adotada.
 
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Bons costumes, portanto, no sentido lato, seriam o comportamento 
moral do indivíduodentro da sociedade.
Sociedade de grupo, evidentemente, quer compreendida no meio 
social ambiente, quer num meio privado, como é a Sociedade 
Maçônica, que apesar de ser universal, em cada recanto do mundo, 
restringe-se a uma Loja formada de um pequeno grupo.
 
Seja o grupo diminuto ou muito extenso, o comportamento social 
deve ser um só e ter, como norma, os princípios consagrados pela 
tradição, posto que de época em época, esse comportamento possa 
ser alterado.
 
O bom comportamento faz parte da filosofia da vida; do que ficou 
convencionado ser recomendável, assim os excessos num 
comportamento apresentam-se como desvio de conduta.
 
O hábito pode ser considerado sinônimo de costume, ele é uma 
disposição duradoura, formada pela repetição.
Repetição é a técnica de educação familiar; de tanto recomendar e 
repetir o indivíduo adquire o hábito do bom comportamento; 
comportar-se bem, tanto no lar, como na escola ou na sociedade, é 
uma resultante dessa constante repetição. Maçonicamente, o método 
é igual; nas reuniões os Maçons, ao repetirem os Rituais, nada mais 
fazem que incutir o bom hábito de uma convivência tradicional.
 
Diz-se que a família brasileira é conservadora e tradicional; em certos 
Estados, com maior veemência; em outros com maior liberalidade.
 
Por que seguir a tradição? Porque constitui uma herança familiar que 
toda família preza e conserva transmitida aos descendentes.
A moral tem sido, sempre, o motivo da ordem, do prestígio, da 
credibilidade e, de certa forma, da estabilidade.
É evidente que o vocábulo moral, comporta muitas digressões, o 
dicionarista diz: Parte da filosofia que trata dos costumes ou dos 
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deveres do homem. Logo, o comportamento moral, faz parte do 
sistema de valores que devem ser preservados e cultivados.
 
A moral não é um freio, nem uma camisa de força, nem um entrave à 
liberdade, porque tudo deve ser considerado como possuindo 
implicitamente o valor moral.
Classificar os atos sob o ponto de vista moral, se toma muito difícil, 
porque as fronteiras são indefinidas; o ato imoral depende de uma 
série de circunstancias, de momentos psicológicos.
É a preocupação de todos frear o mau comportamento, parta ele do 
próprio indivíduo, da família ou da sociedade.
Seria simples convidar para ingressar na Ordem Maçônica um profano 
que demonstre ser de bons costumes, ou que tenha, sempre, 
pautado a sua conduta de forma a ser reconhecido como pessoa de 
excepcional bom comportamento, ou na linguagem maçônica, de 
ilibado comportamento.
Um grande número de candidatos e analisado e considerado 
capacitado para ingressar na Maçonaria.
 
A seleção tem processo simples; há um proponente que apresenta 
por escrito sua proposta dando todas as qualificativas do proposto; o 
nome do proponente permanece em sigilo para a congregação; 
apenas e conhecido pelo Venerável Mestre porque a proposta e 
retirada do receptáculo que as coleta; todos os presentes fazem o 
gesto de colocar propostas na Bolsa; além dessas, são colocadas, 
também, as proposições e informações; por esse motivo, o 
receptáculo e denominado de Bolsa de Propostas e informações. O 
venerável Mestre, de imediato, lê o coletado e o Põe em votação para 
uma aprovação preliminar; uma vez aprovadas, expede sindicâncias 
e faz a comunicação ao Poder Central.
 
Os sindicantes que devem ser, no mínimo em número de três, 
passam a pesquisar o comportamento do proposto; o Poder Central 
emite Circulares para as demais Lojas.
Decorrido um período plausível, as sindicâncias retomam e passam 
pela aprovação ou rejeição.
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Portanto, o método obedece a uma regra comum a todas as 
Instituições, Entidades congêneres e Associações.
Certos Sindicantes buscam junto ao Poder Publico civil, cientificar-se 
sobre a situação do proposto, obtendo negativas fiscais, criminais ou 
no âmbito do cível, para verificar se o proposto não teve algum titulo 
protestado ou não responde a algum processo ou ação.
 
Todos os Maçons sabem que a analise do proposto diz respeito, 
exclusivamente ao seu comportamento moral.
Ninguém cogitara de perquirir se o candidato e de condição livre, eis 
que não há preocupação neste sentido; afinal, todos nos, não somos 
livres?
 
Aqui e que cabe a critica a respeito da pratica tradicional da 
sindicância.
 
E muito pouco constatar-se que o candidato e possuidor de bons 
costumes dentro do conceito social.
 
Dessa pratica tradicional e que se apresenta, mesmo assim, 
superficial e que as Lojas recebem, sucessivamente, pessoas que não 
tem qualquer inclinação para ser Maçom.
 
O grande trabalho para os Maçons da atualidade e a preocupação, 
sempre crescente, de melhorar, os Irmãos de suas fileiras!
 
O Maçom que ingressou na Loja totalmente despreparado, com o 
convívio com aquele devidamente preparado, descobrira por si o que 
deve fazer para unir-se aos verdadeiros Iniciados.
 
Nosso estudo não diz respeito à necessidade de elitizar uma Loja; em 
absoluto. Não queremos apenas, intelectuais, mas sim, pessoas de 
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bons hábitos intelectuais; pode ser pessoa de cultura modesta; 
possuir, apenas, o grau de escolaridade mínimo; não importa, porque 
o valor esta na disposição de somar conhecimentos, para penetrar 
em uma filosofia de vida, compatível com o ideal maçônico que e o 
amar ao próximo como a si mesmo.
Essa ansiedade nos vem do bom costume que trazemos do mundo 
profano, porque é comum a todos.
 
Ser livre e de bons costumes não são duas atitudes separadas, mas 
uma complementação inseparável; ninguém poderá ser livre se não 
tiver bons costumes e ninguém terá bons costumes se não for livre.
Portanto, a condição para um profano ser proposto para a Iniciação 
maçônica há de ser o acima exposto, através de uma analise seria e 
completa, sem vacilações ou protecionismos, porque o ingresso de 
um só elemento desajustado põe em risco toda a instituição.
 
1. INICIAÇÃO
 
O ano de 1717 fixa o marco inicial da Maçonaria Moderna, ou seja, da 
Instituição atual, pois nessa data surgiu a Constituição de Londres.
 
Na atualidade, cada país possui a sua própria Instituição, 
independente, ligando-se às demais, tão-somente por tratados, 
reconhecimentos e atos de tradição.
 
Com a evolução natural das coisas, do pensamento, da filosofia e até 
da religião, cada país possui uma Maçonaria própria; os Rituais são 
alterados, as Constituições formadas pelas necessidades locais, os 
Regulamentos e Estatutos ficam na dependência de uma só vontade, 
a de um Grão-Mestre.
 
Porém, conservam-se os princípios fundamentais, e entre tantos o de 
que, para ser aceito um novo Membro, esse deverá ser Iniciado.
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A Iniciação é um ato de liturgia; com nuanças variadas, mas sempre, 
mantendo uma tradição e uma base.
 
A tradição é histórica e a base, mística.
 
Todas as Iniciações se assemelham; uma mais requintadas, outras 
mais severas, mas sempre, sigilosas.
 
A Câmara das Reflexões é um local onde têm início os mistérios da 
iniciação, é um local mantido com a maior discrição.
 
Ninguém adentra na Câmara por sua espontânea iniciativa; sempre 
será conduzido por um Experto; para dela sair, também deverá 
aguardar que o venham buscar, agora, uma criatura débil que deve 
ser conduzida pela mão. O segundo aspecto é o de que o Neófito 
recebe um novo nome que a Maçonaria denomina de nome simbólico, 
comprovando que o que nasceu, ainda não tem sequer, 
personalidadejurídica.
 
Nova criatura; novas roupagens; novo nome!
 
O candidato, lá dentro da Câmara, age como ser humano comum e 
profano, e morre, lentamente, sofrendo a agonia própria do 
moribundo.
 
Os seus pensamentos são conduzidos, para provar que não possui 
vontade própria.
 
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O candidato concordou em submeter-se à prova da terra; ingressa 
conscientemente na Câmara; enfrenta como se fora uma aventura 
em sua vida, eis que já ingressou na maioridade e é homem maduro.
 
Assume pela sua virilidade e entusiasmo, qualquer risco, mormente 
porque já lhe fora esclarecido de que iria ingressar em um mundo 
simbólico.
 
Ao ser fechada a porta da Câmara, no silencio do ambiente, a sua 
imaginação e despertada; suprimida a vontade, ele passa a notar os 
símbolos que a Câmara contém; como há muita penumbra, ele 
descobre, a luz bruxuleante do toco de vela ou da pálida chama de 
uma candeia, não só as frases escritas nas paredes, como a 
ampulheta, a formula do testamento, as disposições finais, o 
questionário, as ossadas, tudo o que compõe a Câmara.
 
Esses são os momentos de agonia; o homem cai em si; realmente, 
ele e criatura frágil, desamparada e desconhece o que o dia do 
amanha lhe reserva.
 
Medita; passa a limpo a sua vida; reveste-se de esperança porque já 
tem certeza de que existe muito mais, dentro de si, a ponto de 
desprezar a morte e ansiar pelo novo nascimento.
 
A Iniciação, portanto, não e simples ato litúrgico; não e apenas um 
ingresso simbólico no ventre da terra, mas uma etapa inicial, muito 
séria.
 
As conseqüências da Iniciação são notadas de imediato. O Neófito em 
sua aprendizagem, que na Antiguidade abrangia um período de três 
anos e que hoje foi reduzido a um ano, deve demonstrar que, 
realmente, é nova criatura, e que no seu aprendizado demonstra ter 
assimilado os ensinamentos que conduzem a disposição de amar ao 
seu Irmão como a Si mesmo.
 
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Assistimos com freqüência alarmante, dissensões nas Lojas das quais 
os Aprendizes participam.
Vemos atitudes de desamor, de ódio, de competição desonesta, de 
menosprezo, caluniadoras; notamos desligamentos e expulsões.
 
Essas atitudes, infelizmente muito comuns, comprovam que poucos, 
dentro do Quadro de uma Loja Maçônica, foram Iniciados!
 
De uma Iniciação resulta uma nova criatura que os Mestres adotam e 
cultivam para que possa haver continuidade no ideal maçônico.
 
Se, de um lado, o Neófito não absorveu a lição da Câmara das 
Reflexões, do outro, os Mestres fracassaram.
 
Quem não foi Iniciado não poderá tomar-se, realmente, um 
verdadeiro Mestre.
 
Como pode o Mestre orientar a outrem se não sabe orientar a si 
próprio?
 
Perguntamos a ti, leitor: como esta a tua Loja Maçônica?
 
Amas a cada um, indistintamente, de teus Irmãos?
Como te comportas dentro da Cadeia de União?
As respostas, darás a ti próprio e saberás se es um Iniciado!
Se não fores, terás, ainda, a oportunidade de buscar em outros 
Graus, o aperfeiçoamento que te falta.
Já escrevemos, em outro livro, do oportunismo de uma Loja, em 
Cerimônia própria, de renovar a Iniciação.
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Maçonicamente, temos somente uma Iniciação mas, espiritualmente, 
e dentro de nos mesmos, no mundo espiritual interior, a cada dia, 
uma nova Iniciação nos aguarda.
 
Como a luz do Sol, em cada hemisfério, a cada dia ressurge, assim 
em nos, a cada dia, a cada momento, a Nova 
Criatura adquire novas perspectivas, para lançar aos mundos 
(material e espiritual) os frutos sazonados e úteis.
Durante o aprendizado, permanece humildemente na escuta; no 
silencio da submissão, acumula conhecimentos, ate que lhe e 
permitido avançar e ingressar no companheirismo, através da 
Cerimônia de Elevação.
 
Já terá deveres a cumprir.
 
Tudo se desculpa no Aprendiz; quem dele exigir atitudes adultas, 
estará comprometendo o aprendizado.
Da Iniciação, surge uma nova criatura.
Uma criatura, espiritual; com conteúdo interior iluminado.
 
O candidato tem que passar por quatro provas, a da terra, a da água, 
a do ar e a do fogo. Ele deve triunfar os quatro elementos que 
compõem o seu corpo físico.
 
A câmara da Reflexão é a prova da terra.
 
2. CÂMARA DA REFLEXÕES
 
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A Maçonaria é escola, das mais úteis e minuciosas: sempre e em tudo 
estamos aprendendo.
 
O candidato, com os olhos vendados, não se encontra propriamente 
em escuridão. Inexiste a escuridão total. A percepção da vida é muito 
acurada, pois embora com os olhos vendados, as vibrações alcançam 
o fundo do olho e a retina passa a perceber certas luzes, certos 
lampejos até então desconhecidos.
Estas vibrações formam quadros coloridos. Cada cor tem o seu 
significado e se o candidato tiver percepção acurada, saberá fazer 
distinções. A escuridão límpida difere da escuridão confusa e opaca. O 
órgão da visão reage à escuridão. 
 
Ele passa a funcionar com maior intensidade, com a vantagem de que 
não gasta a mesma energia se os seus olhos estivessem abertos. O 
candidato de olhos vendados coloca na visão a sua maior 
preocupação. Ele busca encontrar uma definição, dentro do seu 
casulo.
 
Passado um determinado momento, o Mestre de Cerimônias toma a 
mão direita do candidato e diz: acompanhe-me. 
 
Não há resistência. Obediente e submisso, com muita dificuldade 
porque o candidato está sentado e não experimentou caminhar às 
cegas, acompanha o estranho e, após percorrer determinado trecho, 
ouve o seu guia bater a uma porta.
 
Ninguém responde. A Câmara das Reflexões está situada numa parte 
muito restrita, oculta, na maioria das vezes, em um porão e cerrada 
por uma porta robusta, maciça. O candidato ouve os sons das batidas 
e sabe que a porta é de madeira maciça. Já pressente que adentram 
em alguma parte oculta, segura, quiçá perigosa.
 
Passados instantes, a porta é aberta. O candidato não sabe se 
alguém abriu de dentro. O guia e o candidato entram. 
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A porta se fecha com certo estrépito: um ferrolho é manejado, o 
ruído é característico. O candidato sabe que seu guia ou alguém 
cerrou a porta e sente, pelo olfato, que se encontra em um recinto 
fechado, com pouco ar. Cheiro de mofo, de coisas velhas.
 
Sem esperar, o guia retira a venda dos olhos do candidato. A luz é 
escassa, uma lanterna ou uma vela, colocada sobre uma mesa, um 
tanto tosca. Pouco a pouco, o candidato percebe que está em uma 
masmorra, ou caverna, em suma, em um local tenebroso. Não vê o 
guia porque está encapuzado.
 
Por que este guia é o Mestre de cerimônias e não o Experto? Quem 
pode passar por uma porta, batendo ou não, só pode ser um Mestre 
de Cerimônias. Ninguém mais tem a faculdade de bater à porta, 
senão um Mestre de Cerimônias. Ele será o guia do candidato até 
posterior ingresso no Templo, quando o entregará a um dos Expertos.
 
O candidato é abandonado ao seu destino. É deixado sozinho e nada 
lhe é explicado; apenas lhe é dito que deve meditar, ler o que está 
sobre a mesa, preencher o questionário e fazer seu testamento. O 
silêncio se faz tumba.
 
Ele nota que há uma cadeira, na verdade um banco tosco, e senta. 
Perscruta tudo.
 
Paulatinamente, seus olhos descobrem os objetos, Os símbolos, e que 
se encontram em um lugar um tanto tenebroso. A curiosidade, o 
exame acurado e a observação o afastam abruptamente do 
misticismo.
 
Dá-se conta sobre o que lhe foi dito (deve meditar)porque os 
escritos colocados nas paredes são curiosos: todos despertando o seu 
interesse para o além da vida.
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47
 
Vê a fórmula do testamento e então inicia as suas conjecturas: para 
que deve ele deixar um testamento?
 
Nem sempre um candidato possui bens, e não entende que esse 
testamento é apenas mais um símbolo para que materialize a 
possibilidade de vir a sucumbir, deixando para a sua família uma 
última mensagem.
 
Não se poderá, aqui, proceder a uma análise a respeito da Instituição 
do testamento.
 
Obviamente não é assim que um testador dispõe de seus bens. No 
entanto, trata-se de um alerta, de que a vida é fugaz e que, de certa 
forma, sempre é conveniente estar prevenido e deixar aos seus entes 
queridos, aos amigos, aos vivos, uma última vontade sua.
 
Temos assistido - e muitas vezes testemunhado a testamentos.
 
Nossa lei prevê duas modalidades de testamento: o público e o 
fechado. Este último escrito do próprio punho do testador e ninguém 
tendo acesso às disposições que contém. É entregue ao tabelião na 
presença de cinco testemunhas, aquele o dobra, o autentica, o 
costura com uma linha grossa e forte e apões selos, lacrando-o e 
colocando num envelope, que é fechado, o guarda ou o entrega à 
guarda; mas não há registro dessa última vontade.
 
O testamento público também é escrito, é elaborado pelo tabelião e 
ditado pelo testador na presença de cinco testemunhas que tomam 
conhecimento de seu conteúdo. É feito um termo, registrado e 
permanece uma cópia em cartório.
 
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Se da primeira modalidade ninguém toma conhecimento do 
conteúdo, da segunda, de certa forma pública, no entanto, sem que 
haja exigência a respeito, as testemunhas, escrivão e tabelião 
guardam um sigilo espontâneo.
 
O respeito a uma última vontade e ato de boa educação, de 
sensibilidade e de consideração.
 
Quando alguém faz um testamento cerrado, trazendo-o já pronto, os 
momentos de emoção por que passa o testador são de foro intimo, e 
ele os supera quando comparece a presença do tabelião.
 
Porem, o testador, ao tomar parte no ato que reflete os seus últimos 
desejos, dispondo do que lhe pertence, aquinhoando mais a quem 
mais preza, propicia momentos de grande emoção para todos. Temos 
assistido a quadros pungentes, com lagrimas vertidas, porque o 
testador não se crê próximos dos seus últimos momentos. São 
emoções naturais, normais.
 
No entanto, vendo-se o candidato nas circunstancias já descritas. 
Cercado de símbolos que lhe dão certeza absoluta de um momento 
que, fatalmente, ha de vir, a emoção toma conta de todo o seu ser e 
ele passa então, como inicio de uma meditação, ao exame de 
consciência. Momentaneamente se vê as portas da morte.
 
Pouco a pouco, reage e nota que esta passando por uma prova, e 
descobre que, por mais lúgubre que possa ser o recinto onde se 
encontra enclausurado, jamais será como a realidade. A meditação se 
aprofunda e o candidato, descobrindo sua situação física, nem nu 
nem vestido, só e abandonado, aspirando um ar mofado, enxergando 
pouco, ouvindo apenas o bater do coração, percebe o que possa ser a 
passagem da vida para a morte.
 
O questionário contém perguntas que nas atuais circunstancias lhe 
parecem bastante adequadas.
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49
Como define Deus?
Deveres com Deus?
Deveres com a Humanidade?
Deveres com a Pátria?
Deveres com a família?
Deveres com o próximo?
Deveres convosco?
 
Percebe, então, que sua situação tem varias dependências. Deve se 
preocupar com a permanente questão sobre a existência ou não de 
um Deus. A cada questão, maior e a sua ânsia, o seu desconforto. 
Um turbilhão de idéias, definições apressadas, enfim, propósitos que 
deseja cultivar, contratando com a serenidade da caverna, com a 
tranqüilidade da tumba, com a realidade de seu intimo, 
transformaram a curiosidade inicial em um torvelinho de confusões, 
que cessa comente quando ouve batidas a porta.
 
Nem sempre a luz da lanterna ou da vela permanece por muito 
tempo acesa. O candidato, ao se ver em total escuridão, passa a 
outro estado de consciência; o temor. Nota que a antecâmara da 
morte e a falta da luz.
 
As batidas na porta tem o dom de estancar os pensamentos que 
afligem o candidato, Há, no entanto, candidatos de certa forma já 
com um conhecimento a respeito do que possa ser a morte.
 
Esses não se afligem.
 
Sua meditação será serena e apreciara a oportunidade de um contato 
tão real do seu EU interno. A morte, ao final, não é chegada do terror 
e da desgraça, mas o primeiro passo para a eternidade.
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Analisemos, porem, com mais cuidado, o comportamento do homem 
comum, que se situa na faixa mais numerosa. As batidas na porta 
não significam que o candidato deva abri-la, pois sabe perfeitamente, 
e não se esqueceu, que quando o seu guia saiu, fechou aporta e 
aferrolhou-a por fora.
 
Se alguém bateu e porque o candidato já não esta só. Então fica na 
expectativa.
 
A porta se abre, surge o guia que entra e recoloca no candidato a 
venda, conduzindo-o pela mão até um lugar, onde para. Novamente 
uma porta e batida. Alguém de dentro pergunta: Quem vem lá? 
Recebida à resposta: É um profano que busca a Luz! A porta se abre.
 
De acordo com os antigos gregos a verdadeira Gnose estava no 
CONHECE A TI MESMO. Dentro do homem reside a contra parte do 
Grande Arquiteto do Universo à disposição do profano que se 
dispuser a entrar num puro estado de consciência, cuja porta 
primeira da Maçonaria é a da CÂMARA DA REFLEXÃO.
 
Negra e escura, simboliza o corpo físico que aprisiona o Ser Real, 
impedindo sua expressão e desenvolvimento. Isola-se o profano para 
que contemple a nudez da vida até o momento que se tornar digno 
dos paramentos da SABEDORIA OCULTA.
Vários são os símbolos ou emblemas nesta câmara.
A LÂMPADA
 Representa o conhecimento objetivo material. O superego freudiano. 
Tudo o que o homem aprendeu e esquecerá. Inspirado, ele 
compreenderá mais tarde que tudo que a Alma aprende jamais será 
perdido. Neste estado deverá se alimentar simbolicamente com 
disposição de progresso.
 
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O PÃO, A BILHA E A ÁGUA
Em si mesmo nos lembram a falibilidade dos nossos cinco sentidos 
objetivos. Individualmente, O PÃO significa a matéria prima, o trigo 
que semeado ao solo apropriado brotará na direção do sol 
revitalizador.
O vaso com água, o elemento úmido, outro aspecto da Substância 
Mãe, apresenta-se como fator indispensável para o crescimento, 
amadurecimento, reprodução e regeneração. Estes elementos, em 
adição ao despojamento dos metais, farão do profano um homem 
renascido. Saindo do útero humano para o ventre cósmico, 
compreenderá a Matéria Prima.
 
VITRIOL
 
VISITA INTERIORA TERAE RECTIFICANDO, INVENIES OCCULTUM 
LAPIDEM, ou seja, VISITA O INTERIOR DA TERRA, RETIFICANDO 
ENCONTRARÁS A PEDRA OCULTA. Descendo ao fundo de si mesmo, 
pesquisando no mais recôndito do seu ser, o profano terá a 
oportunidade pela real iniciação de descobrir a pedra filosofal que 
constitui o segredo dos sábios, a verdadeira sabedoria. A Alquimia do 
iniciado não transforma o ferro em ouro mas, fundamentalmente, a 
pedra bruta, que reside em nosso interior no ouro puro do 
conhecimento maior.
 
A palavra “vitriol”
 
V.I.T.R.I.O.L. é uma sigla, alusiva à máxima hermética alquímica 
"Visita Interiore Terrae Retificandoque Invenies Ocultum Lapidem" 
(Vá ao Interior da Terra e Seguindo em Linha Reta, em Profundidade, 
Encontrarás a Pedra Oculta). A alusão é à pedra filosofal, que teria o 
poder de transformar os metais inferiores em ouro. Mas, para a 
alquimia oculta é um convite à procura do "eu" interior, do espírito, 
do âmago de cada ser.
 
O SAL E O ENXOFRE
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Que propõem ao candidato uma vida virtuosa pela Energia Ativa que 
reside na Força. Universal, no princípio criador e imanente, 
simbolizado pelo SAL agregado ao princípio atrativo que constitui o 
magnetismo vital, a estabilidade que permitirá a criação e expressão 
da gnose.
Assim como o PÃO e a ÁGUA penetram no seu interior, vitalizando o 
HOMEM MÁQUINA, os outros dois elementos projetam uma imagem 
do HOMEM DEUS como alimentos espirituais, vitalizando a imagem 
que o fará semelhante ao Grande Arquiteto do Universo.
São representativos dos aspectos ativos e passivos da criação. Fluxo 
e Refluxo do Universo.
 
MERCÚRIO VITAL
 
Ou seja, o equilíbrio que dá a forma, a síntese da transformação real. 
A possibilidade de optar pelo bem ou pelo mal. Pela vida ou morte. 
Livre é de Bons Costumes ou escravo dos vícios. O MERCÚRIO 
representa o pensamento humano, aquilo que transmuda, - que - 
molda, forjando nosso próprio destino. O futuro Maçom deverá 
VIAJAR sempre. Terá que estar atento na investigação dos símbolos, 
mostrando-se PERSEVERANTE na busca esotérica do significado dos 
emblemas usados pela Arte Real.
O GALO
Que adverte o profano que ele receberá a Luz. Não é este animal que 
anuncia o nascer do dia sem princípio nem fim somente medido 
simbolicamente pela ampulheta.
AMPULHETA
Primeiro relógio humano que nos diz: O TEMPO PASSA MAIS 
DEPRESSA QUE A MINHA AREIA; TENS DE SER PERSEVERANTE NA 
AÇÃO PORQUE SABE TU, Ó MORTAL, QUANTO TEMPO TENS PARA 
ENCONTRAR O CAMINHO QUE TE LEVARÁ À SABEDORIA DIVINA?
OS EMBLEMAS FÚNEBRES
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Representam as forças regeneradoras da Natureza pois transmudam 
as forças negativas em positivas.
São as imagens da morte que fazem o profano compreender que 
deverá morrer para o mundo e renascer para a vida. Se os cinco 
sentidos oferecem morte, a Luz da Maçonaria lhe dará a vida eterna.
Este novo nascimento, todo ele representado nos símbolos citados, 
requer uma declaração de vontade, um último desejo antes da morte, 
onde o profano reconhecerá seus deveres para com a Ordem. 
 
ADVERTÊNCIAS
 
Assim como os ossos e imagens da morte se acham nas paredes da 
câmara, também as inscrições indicam conselhos do ser interno que 
deve guiar o homem à verdade e ao poder.
 
Se a curiosidade aqui te conduz, retira-te
Se queres bem empregar tua vida, pensa na morte
Se temes que se descubram os teus defeitos, não estás bem entre 
nós
Se és apegado às distinções mundanas, retira-te, nós aqui, não as 
conhecemos
Se fores dissimulado será descoberto
Se tens medo, não vá adiante
 
TESTAMENTO
 
Testar vem da palavra “TESTARE” que significa testemunhar. Na 
Maçonaria o testamento difere do testamento civil que é, uma 
preparação para a morte enquanto que a disposição de vontade do 
candidato está direcionada para a vida filosófica; é preparação para 
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uma vida nova. Ele serve para o profano testemunhar, por escrito, 
suas intenções filosóficas.
Como última manifestação de sua vontade, o testamento maçônico 
permitirá a compreensão da PREPARAÇÃO necessária para que o 
profano esteja apto a prosseguir na senda iniciática.
 
3. VIAGENS PELOS NÍVEIS SUPERIORES DO AR, DA ÁGUA E DO 
FOGO
 
Antes de ser admitido no templo interior o candidato, prepara-se da 
seguinte maneira:
Venda-se os olhos, põe – se uma corda ao pescoço e descobre o peito 
ao lado esquerdo, joelho direito e pé esquerdo.
A venda é para simbolizar o estado de cegueira do mundo profano 
em que se encontra o candidato e a cegueira dos sentidos, para o 
candidato sentir primeiro as emoções antes que seus olhos possam 
contemplar o que se passa.
 
A corda simboliza o estado de escravidão às paixões, lembra-nos 
também o cordão umbilical do feto no ventre materno.
 
A desnudez do coração figura a de todo preconceito, ódio, 
convencionalismo, que impede a manifestação sincera dos 
sentimentos.
 
A desnudez do joelho direito simboliza a vanglória, o orgulho 
intelectual que impede a inclinação do joelho ante o altar da Verdade.
 
A desnudez do pé esquerdo é para marcar a caminhada para o 
templo em busca de luz, e para se preparar para pisar em solo 
sagrado.
 
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Preparado fisicamente, o candidato continuará sendo instruído 
normalmente pelo simbolismo iniciático.
 
Sua cegueira é uma perfeita continuação da Câmara da Reflexão. 
Ainda ignorante à Luz do Conhecimento, deverá estar consciente de 
que seu sacrifício é voluntário. Não estará sofrendo, não será um 
mártir, pois logo compreenderá que o iniciado não sofre as dores 
físicas porque conhece o segredo que reside no seu interior.
Desnudo de toda arrogância, deverá sentir o frio metal no seu peito e 
tropeçar no primeiro degrau da Luz que busca.
À porta do templo bate três vezes e é recebido pelo irmão cobridor 
que é o responsável pela entrada do templo. 
Informa-se que o candidato sendo livre e de bons costumes deseja 
obter a luz. Com deferência e dignidade deverá afirmar sua condição 
de homem livre e de bons costumes.
 
O candidato é recebido com a ponta da espada no peito para chamar-
lhe a atenção à solenidade do ato.
O candidato é interrogado sobre suas meditações na câmara das 
reflexões, quais são seus deveres para com Deus, para consigo 
mesmo, para com a pátria, para com sua família, e para com a 
humanidade. Quais são suas idéias sobre o vício e a virtude?
 Após responder estas questões, faz as três viagens superiores que 
são do ar, da água e do fogo.
 Cruzando o Umbral encontrará a síntese dos três degraus simbólicos, 
representados pelas três viagens que terá de fazer. Cada viagem 
representará uma nova etapa do seu progresso.
 Ao iniciar as viagens é perguntado: Em quem no caso de dificuldades 
o candidato deposita a sua confiança? Comumente se reponde “Em 
Deus”
 O venerável lhe responde que agrada a confiança depositada em 
Deus e este jamais lhe faltará.
 
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A primeira viagem a prova do ar, é cheia de obstáculos a vencer, e 
muitos perigos a enfrentar que sem o apoio do condutor o candidato 
poderá sucumbir.
 
Esta viagem simboliza os conflitos da vida humana, o tumulto das 
paixões, o choque dos interesses, as dificuldades das empresas, os 
obstáculos que concorrem para nos extraviar - mos, tudo isso é 
significado nos alvoroços, perigos e dificuldades a vencer, nessa 
primeira viagem.
 
A viagem termina com três pancadas pelo Segundo Vigilante nas 
espáduas do candidato.
 
Estas três pancadas significam que pode ser feita a segunda viagem.
 
A bonança, como resultante das tempestades, será sua única 
esperança quando se deparar com os ventos instáveis das falsas 
crenças, correntes ideológicas contrárias ao progresso do homem e 
da Ordem Estabelecida pelo Pacto Adâmico.
 
Alvoroços, ruídos e água do mar de bronze, na qual é submersa a 
mão do candidato. 
A segunda viagem representa a prova da água, domínio e 
purificação do corpo, os combates que o homem virtuoso tem de 
sustentar para triunfar do vício, até alcançar o caminho da 
purificação, tudoisto é figurado pelos estrondos, ruídos de espadas, 
assim como pela água, onde é em parte purificado o candidato.
 
Sabe que deverá superar suas paixões, hábitos e tendências 
negativas. Retificando os pensamentos, estará apto para o batismo 
que o transmudará pela água que desce pelo monte Hermon, onde o 
Grande Arquiteto do Universo fez a sua morada. Purificado e 
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regenerado, estará apto para o batismo do fogo, do espírito que 
domina a matéria, o positivo que se manifesta no negativo.
 
A segunda viagem termina com três pancadas na outra espádua pelo 
Primeiro Vigilante. Significam que pode ser feita a terceira viagem
 
A terceira viagem torna-se uma viagem mais silenciosa e tranqüila 
a prova do fogo, que é o emblema da purificação completa do 
candidato.
 
O fogo é a essência do amor infinito, livre de todo o desejo, as 
chamas devem acender nos corações dos maçons, o amor a seu 
semelhante. A descida do espírito, a purificação pelo fogo, eliminarão 
qualquer resíduo de impureza. 
 
Quando a luz brilhar, tudo o mais será trevas.
 
Aprendendo a caminhar no fogo, o candidato desconsiderará para 
sempre as ilusões e contra-sensos dos sentidos.
 
A terceira viagem termina com três pancadas na cabeça do candidato 
pelo Venerável Mestre. Ela significa que estão terminadas as viagens.
 
Vitorioso nas provas, redimido pelo sacrifício, renascido pelo 
conhecimento, estará, finalmente, pronto para provar o cálice da 
amargura.
 
O candidato é convidado a apurar o cálice da amargura, simboliza a 
purificação do coração, representa os dissabores e dores da vida, 
sendo uma advertência tendente a assegurar o silencio.
 
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A doçura do cálice é a promessa que lhe é feita de que não estará 
mais sozinho. Seus pares serão os elementos e as espadas outrora 
apontadas para seu coração não mais o atingirão e sim o protegerão.
 
Todavia, a amargura do mesmo cálice poderá levá-lo ao desespero, 
tendo contra si seus pares e irmãos. Não mais disporá de sua língua, 
pois sua garganta será cortada e seu corpo um objeto ao sabor das 
ondas.
Compreendendo a alquimia do cálice, o futuro maçom guardará o 
Terrível Segredo da Maçonaria que não se encontra em parte alguma, 
mas apenas no coração de alguns poucos, no âmago de seus seres.
 
Após ter tragado até a ultima gota, o candidato é convidado à prova 
da sangria.
 
Diz-lhe que deve assinar um juramento com o próprio sangue, firmar 
um juramento com sangue significa aderir à Causa Sagrada 
eternamente, de modo que esse pacto, assinado com sangue não 
pode quebrar-se nem com a morte.
 
Estando o candidato disposto a dar seu sangue para o juramento ou 
em qualquer tempo e em qualquer condição, deve defender seus 
irmãos maçons, ainda que seja à custa do seu próprio sangue. 
Bastando a resignação do candidato, o Venerável Mestre satisfaz-se.
 
Solicita-se uma esmola para as viúvas e órfãos que a maçonaria 
ampara. Estando o candidato quase desnudo e sem nenhum valor 
consigo, sente não poder fazê-lo, e vendo isso o Venerável Mestre 
afirma-lhe que aprecia os seus sentimentos.
 
Esta prova tem como objetivo conhecer os sentimentos caridosos do 
candidato, para convencer os irmãos presentes que o candidato não 
tinha consigo nenhum metal (dinheiro), e para que a todo tempo o 
candidato não se esqueça que foi recebido pobre e quase nu.
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Livre de todas as suas impurezas, pelos elementos o candidato estará 
apto para interrelacionar-se com a Ordem prestando e recebendo 
compromissos. O candidato esta pronto para receber o premio de 
seus esforços.
Ele é conduzido ao oriente e em frente ao altar coloca sua mão direita 
sobre o Livro da Lei, e com a mão esquerda segura um compasso 
cujas pontas estão encostadas ao seu peito, e este pode feri-lo se 
fizer mau uso ou revelar os segredos que recebe.
Compreendendo o inevitável não encontrará palavras para revelá-lo, 
somente atitudes e comportamentos a adotar, é o juramento do 
Silencio “não deis pérolas aos porcos”. Terá, então, cumprido sua 
primeira obrigação.
 
Sua segunda obrigação será a de não escrever ou revelar quaisquer 
palavras ou sinais que venha a receber. Este segundo princípio 
deverá ser guardado como uma severa advertência de que, aquilo 
que é recebido por graça, com dignidade deverá ser guardado.
 
Por fim, é a sua união eterna com a fraternidade, com seus ideais, 
aspirações e tendências, deverá consagrar-se aos seus irmãos dentro 
do princípio da Fraternidade Universal representada pelo Grau de 
Aprendiz e Internacionalizada pela Maçonaria Mundial.
 Fraternidade, entretanto, não significa discriminação, elitismo ou 
distorções de valores. A Maçonaria, embora esteja sempre dando sua 
Luz ao buscador sincero, espera receber permanentemente o 
concurso de seus obreiros na distribuição da justiça, da igualdade e 
da liberdade, não apenas entre eles, mas a todo aquele que, por 
mérito próprio, concorrer com maçons ou não.
Lamentável engano pensar que a Maçonaria é um clube de favores, 
onde o membro incapaz, irresoluto ou preguiçoso, encontrará apoio 
para seus objetivos em detrimento de um melhor qualificado. A nossa 
Arte busca o homem na sociedade e não a aparência representada 
pela máscara que nos envolve a fronte. Um dos seus maiores 
segredos está na arte de dar sempre sem esperar receber, a não ser 
a vontade ainda maior de continuar servindo.
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 Cumpridas as obrigações, compreendido o sentido maior da união de 
propósitos, seus irmãos estarão dispostos e felizes por poderem 
participar do ponto culminante da Iniciação.
Para o iniciado, LUZ significa SABEDORA. Por duas vezes foi lhe dada 
a oportunidade de vê-la, foi-lhe permitido retirar-se do Templo para, 
simbolicamente, recompor-se. Sempre solicitado a reafirmar seus 
compromissos solenes, o futuro irmão estará apto para o Mistério e a 
Luz lhe será dada como gáudio à sua coragem.
A terceira pancada do malhete, o Venerável Diz: Faça-se a Luz. Cai, 
então, a venda dos olhos do candidato e “A LUZ FOI FEITA!”.
 
A principio o neófito fica deslumbrado, depois vê os irmãos com as 
espadas dirigidas para ele. Essas espadas não são ameaças, elas 
demonstram as dificuldades que deve o iniciado afrontar. Quer dizer 
também que não somente aquelas espadas porem centenas de 
milhares de outras se acham ocultas estão prontas a acudir em 
socorro, mas também serão as defensoras da ordem se o maçom se 
tornar culpado e perjuro.
 
No início o mundo vivia em trevas. Esta escuridão não existia em si 
mesma, mas como contraparte absorvente da Luz que não teve 
começo e jamais terá fim, apenas aguarda que o véu da obscuridade 
humana seja levantado e o profano morra para a vida morta e 
renasça para a imortalidade do Ser, único bem imperecível, tão bem 
Simbolizado pela Luz. 
 
Não sopramos as velas, pois não desejamos dispersar a Luz do 
Conhecimento, mas concentrá-la para que, em união ternária esteja 
sempre ardendo no nosso triângulo de Luz, de Vida e Amor.
 
Compreendendo que o conhecimento maçônico é o conhecimento da 
Alma, portanto eterno, desprezará a importância dos bens materiais 
que são temporários e efêmeros.
 
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Conduzido novamente ao altar, confirmará ainda uma vez seus 
solenes compromissos com a espada flamígera, acompanhada dos 
golpes do grau.
Finalmente terá chegado o momentode receber sua insígnia 
representada pelo avental.
Assim como a espada flamígera encontrava-se com os querubins, 
representando o poder criador latente no homem, o avental maçônico 
deverá ser entendido como a pele, o invólucro que encobre o homem 
real. Será sempre o seu instrumento primordial de serviço, pois assim 
como a alma se expressa no corpo, a Arte Maçônica precisará sempre 
da Loja revestida com a pele honrada de seus membros que formam 
o corpo da Instituição.
 
Dois pares de luvas brancas lhe serão entregues. Símbolo da pureza, 
estas luvas lembrarão para sempre seus compromissos de honra para 
consigo mesmo e para com a Maçonaria. Um dos pares deverá ser 
entregue à sua companheira, ou a sua contraparte mais amada.
 
Ainda que nossas irmãs não possam adentrar a moderna Maçonaria, 
este ato deve ser entendido como uma admissão, pelo menos moral, 
ou se preferirem, espiritual na nossa Instituição. São elas que darão 
o necessário apoio ao obreiro. Pacientes e amorosas, saberão 
dignificar a Arte ainda que dela não façam parte física. Que sublime 
paciência e amor à Maçonaria! Que homem seria capaz de tal 
sacrifício? Ser não sendo, elas serão sempre muito mais maçons do 
que qualquer procedimento discriminatório; justificado ou não por 
princípios que nos limitam, estabelecidos numa época em que ainda 
existiam escravos e os índios não possuíam alma.
São revelados ao neófito os mistérios do Grau de Aprendiz de Maçom.
 
Palavras:
Saudação:
Toque:
Bateria:
Marcha:
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62
Tempo de Trabalho:
 
NO INÍCIO ERA O VERBO
 
Esta afirmação do evangelista João é essencialmente iniciática, ou 
seja, só podemos entendê-la se adentrarmos sua essência.
Antes de Ser na forma, o Homem existia em pensamento. Por meio 
da PALAVRA, o SER tomou forma sensível e o Grande Arquiteto do 
Universo outorgou os atributos que fizeram dele uma Alma Vivente.
O uso correto da palavra que o Aprendiz recebe estabelecerá. a 
disciplina que ele mesmo busca, quando, regenerado e integrado, 
construirá, em harmonia, a síntese do seu próprio pensamento.
A PALAVRA SAGRADA distingue-se das demais por ser o próprio 
Verbo, ou seja, o que de mais elevado podemos conceber.
O Aprendiz a recebe no ouvido, letra por letra para que possa meditar 
profundamente sobre o seu real significado e, desta forma, formular 
a segunda, tornando-se digno de receber a terceira. Tudo conforme 
foi na Noite que antecedeu o Tempo.
Sendo sábio, compreenderá a Força da Palavra, o próprio Verbo que 
reside no seu interior.
Portanto, se a primeira letra nos conscientiza objetivamente, a 
segunda nos levará a percepção do mundo interior, a atualidade que 
reside por trás de toda e qualquer realidade, a Unidade representada 
pela terceira letra.
A cerimônia iniciática chega ao seu término. O novo irmão ocupa seu 
lugar na Coluna Norte após o reconhecimento de todos os seus 
irmãos e da restituição dos metais.
Esta restrição dos metais significa que seu conhecimento profano 
poderá novamente ser possuído.
Nada se perdeu. O NOVO HOMUS provou seu merecimento nas 
provas e testes. Deste modo estará apto a distribuir exotericamente o 
que aprendeu esotericamente.
Completo pelo que conhecia e, ainda exaltado pelo que vivenciou, 
estará apto para sua primeira Instrução Maçônica:
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63
No ritual maçônico, durante o interrogatório, é feita a pergunta: Para 
que nos reunimos? A Resposta é: Para levantar templos à Virtude, 
forjar algemas ao Vício e cavar masmorras ao Crime. Vamos tentar 
explicar esta resposta.
Virtude, que do latim virtus, significa disposição constante de praticar 
o bem e evitar o mal; ato virtuoso; castidade pudicícia; qualidade 
própria para produzir certos efeitos, propriedade; força, poder físico 
ou moral. Segundo a Teologia, para o cristianismo, as virtudes 
naturais, ou morais, se fundamentam na natureza do ser humano; as 
principais dentre elas, que condicionam as outras, são chamadas 
cardeais: a prudência, a justiça, a força (fortaleza) e a temperança. 
As virtudes sobrenaturais ou infusas, são dadas por Deus no 
dinamismo da graça. A Escritura e a Tradição privilegiam, sob o nome 
de virtudes teologais, três dessas virtudes: a fé, a esperança e a 
caridade.
Prudência é a qualidade da pessoa que age com moderação, 
comedimento, de forma a evitar tudo que possa causar danos; 
cautela, precaução; circunspecção, serenidade de espírito. A religião 
diz que essa virtude ajuda a inteligência a discernir os meios ao fim 
sobrenatural. O instrumento que representa a prudência é o Prumo.
Justiça é a virtude moral pela qual se atribui a cada indivíduo o que 
lhe compete; conformidade com o direito; ação ou poder de julgar 
alguém, punindo ou recompensando. O instrumento que representa é 
a Espada.
Força é toda causa capaz de agir, de produzir um efeito; violência; 
vigor físico; energia moral; autoridade; virtude e eficácia das coisas; 
vivacidade, veemência; auge, o mais alto grau de uma coisa; 
necessidade, urgência; motivo, determinação; abundância, grande 
quantidade; resistência, solidez. Fortaleza significa força, vigor, 
robustez, energia, força moral.
Temperança é a disciplina dos desejos e das paixões humanas; 
moderação, comedimento, parcimônia.
Fé é a adesão total do homem a um ideal que o excede; fidelidade 
em honrar seus compromissos. Leva o homem a aderir às verdades 
reveladas por Deus.
A Esperança leva o homem a aderir a Deus enquanto fim supremo do 
homem, para obter a graça divina e a eterna união com Deus.
A Caridade leva o homem a amar a Deus e a seu próximo, prestar 
favores e benefícios, a ser bondoso e ter compaixão dos outros.
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64
 
Levantar templos à Virtude significa desenvolver essas qualidades 
de forma rígida a ponto de se agir sempre mediante seus princípios. 
Desenvolvimento esse que se consegue mediante o estudo, o 
conhecimento e a sabedoria. 
Para isso a prática do dia a dia, sempre se corrigindo as faltas, 
sempre se refletindo sobre tudo que foi feito, o que se poderia fazer 
ou deixar de fazer, o que precisa ser refeito, é assim que se consegue 
transformar-se as virtudes em hábito. A confiança em Deus e em 
nossos irmãos que sempre estão prontos a nos ajudar, a sintonia com 
as correntes de pensamentos positivas, o desejo de sempre se 
praticar o bem nos ajuda a desenvolver essas habilidades.
 
O que mais se vê ultimamente são os maus exemplos de todas as 
formas, em todos os lugares, desde a uma simples tonalidade de voz 
ao desrespeito total às leis do país. Isso tudo à frente de amigos, 
pais, filhos, ao público em geral.
Vício do latim vitium significa defeito que torna algo ou alguém 
inadequado a determinado fim, imperfeição, deformidade; tendência 
a determinado hábito prejudicial; disposição para o mal; costume 
moralmente censurável, devassidão, libertinagem.
 
A definição é muito clara, a tendência que precisa ser mudada. Ao se 
violar uma virtude e ao se conseguir vantagem com essa violação, 
tende-se ao hábito de repetir a violação. Tudo isso porque existe uma 
falsa sensação de que é melhor, mais fácil, mais agradável, mais 
rápido não importando o preço que se pague, quem sairá 
prejudicado, o que será destruído. E aí estão colocados os furadores 
de fila, os viciados em produtos químicos, os violadores de leis, os 
que faltam com respeito aos outros, os que lesam a empresa em que 
trabalham, etc..
 
Quando alguém satisfaz um vício, seja ele qual for, não é somente 
ele que está perdendo e sim todos os que estão próximos dele, como 
a família, como também a populaçãoe, geral pois terá que pagar por 
sua recuperação ou pelos danos causados.
 
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65
Os homens costumam calcular somente prejuízos monetários mas 
existem também os prejuízos sociais e afetivos, sem se levar em 
conta os prejuízos espirituais.
 
Crime do latim crimen qualquer violação grave da lei moral, civil ou 
religiosa; ato ilícito; contravenção; ato condenável, de conseqüências 
desagradáveis.
Se a tendência a violar as virtudes é vício, sua violação propriamente 
dita é um crime, não importando sua graduação ou sua 
conseqüência.
Costuma-se considerar como crimes somente aqueles cujas 
conseqüências são consideradas graves ou imediatas, mas existem 
aqueles crimes cujas conseqüências somente aparecerão muito 
tempo depois ou talvez mesmo nem apareçam.
Muitos pais são criminosos ao acostumarem seus filhos a cultivarem 
certos hábitos que serão prejudiciais a eles próprios e à sociedade em 
geral, tempos depois.
Portanto, levantar templos à Virtude significa cultivar bons hábitos, 
assim já se está forjando algemas ao vício e cavando masmorras ao 
crime, pois portador de virtudes tem sempre boas tendências e, 
portanto, não cometerá crimes. A melhor maneira de se adquirir as 
virtudes é adquirindo conhecimento e a partir do conhecimento 
chegar-se à sabedoria, pois é através dela que se desvia dos vícios e, 
portanto, dos crimes.
O grau de Aprendiz representa o polimento individual do iniciado, 
simbolizado pelo desbastamento da pedra bruta e pelo seu 
esquadrejamento, com o uso do malho e do cinzel. O compasso, 
símbolo do conhecimento, tendo as suas hastes presas pelos ramos 
do esquadro, mostra que, no Aprendiz, ainda muito imperfeito, a 
razão encontra-se embotada pelas paixões e pelos preconceitos 
humanos; do ponto de vista místico, mostra o encarceramento do 
espírito, ainda suplantado pela matéria. A corda de nós, além da 
fraternal união maçônica universal, mostra, por ser aberta, que a 
Maçonaria é uma escola de aprendizado e é evolutiva, estando 
sempre aberta às idéias que possam contribuir para o 
aperfeiçoamento da Humanidade.
Os três degraus de acesso ao templo, referem-se ao número do 
Aprendiz: a Loja, iluminada por três luzes, os três passos, as três 
pancadas da bateria. Ele é encontrado na mística do Delta Radiante, 
que, representativo de Deus, simboliza a divindade única, mas 
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também as tríades divinas dos povos antigos: Osíris, Ísis e Hórus, 
dos egípcios; Brahma, Vishnu e Siva, do hinduísmo; Yang, Ying e 
Tao, do taoismo, etc. 
O quadro do Primeiro Grau representa, através de uma simbologia 
muito depurada, o ser humano individual e o lugar que ocupa nos 
Quatro Mundos. Representando a lei da dualidade temos o sol, a lua 
e as estrelas. No nível da psique, a idéia está expressa pelas colunas 
dóricas e jônicas. A “Regra de Três” está nas três colunas. O 
pavimento quadrado representa o pátio, em íntima relação com o 
mundo físico. A zona média-dominada pelas colunas-representa a 
câmara central da alma, a essência da psique; os céus levam à porta 
de acesso, em íntimo contato com o espírito. O quarto nível, a 
divindade em si mesma, é representado pela glória, situada no centro 
do quadrado. Os pontos cardeais situados nos bordos do Quadro 
definem a direção Leste-Oeste, é a direção da "dimensão consciência" 
que é a matéria de estudo. A escada de Jacó, mostra o caminho na 
direção Leste-Oeste. Símbolo que representa níveis hierárquicos de 
consciência. A escada tem três degraus principais: Fé, Esperança, 
Caridade
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PARTE II - MAÇONARIA - CONCEITOS 
 
 600 PERGUNTAS RELATIVAS AO GRAU DE APRENDIZ-MAÇOM
1 - Entre vós e mim existe alguma coisa?
Sim, existe um Culto 
2 - Que Culto é este?
 Um segredo 
3 - Que segredo é este?
 A Maçonaria 
4 - Sois Maçom e qual a vossa idade?
Meus irmãos como tal me reconhecem e minha idade é de três 
anos. 
5 - O que é preciso para ser Maçom?
 Ser livre e de bons costumes 
6 - Como vós se preparastes para ser recebido maçom?
Principiei a preparar-me pelo coração 
7 - Aonde fostes depois levado?
A uma câmara contígua, a Loja. 
8 - Como estáveis preparado?
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Nem nú, nem vestido, tiraram-me todos os metais, vendaram-
me e fui conduzido à porta do Templo por um amigo. 
9 - Como soubestes que estáveis à porta do templo, se 
estáveis vendado?
 Por um amigo, que depois reconheci como irmão. 
10 - Como foste admitido?
Por uma grande pancada. 
11 - Que vos disseram?
Quem vem lá. 
12 - E como pudestes conceber tal esperança?
Porque sou livre e dotado de bons costumes. 
13 - Que vos disseram então?
 Pediram-me para declarar meu nome, Pátria, idade, 
qualidade civil e profissão. 
14 - Que vos mandaram fazer depois?
Mandaram-me entrar. 
15 - Como entrastes?
Entrei tendo a ponta de uma espada assentada no peito.
16 - Que vos perguntaram?
Se eu sentia ou via alguma coisa. 
17 - Que respondestes?
Que sentia e porem nada via. 
18 - Por quem fostes recebido depois de vossa entrada?
Pelo Segundo Vigilante que me entregou ao Primeiro 
Experto. 
19 - Que vos fez ele?
 Mandou-me ajoelhar e tomar parte de uma oração que o 
Ven∴ recitou. 
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20 - Que vos perguntaram depois dessa Oração?
 Perguntaram em quem eu punha a minha confiança. 
21 - Que respondeste?
Que depositava em Deus. 
22 - Que vos fizeram depois?
Pegaram-me pela mão direita, fizeram-me levantar, disseram-
me que nada receasse, e sem temer seguisse a mão que me 
guiava. 
23 - Aonde vos conduziu este guia?
Fez-me praticar três viagens. 
24 - Onde encontraste o primeiro obstáculo?
Encontrei o primeiro obstáculo no meio dia, por trás da coluna 
do irmão 2º Vig∴, onde bati levemente três pancadas. 
25 - Que resposta vos deram?
 Perguntaram quem vem lá. 
26 - Que respondestes?
O mesmo que havia respondido na porta. 
27 - Aonde encontrastes o segundo obstáculo?
 Encontrei o segundo obstáculo por trás do 1º Vig∴no 
Ocidente, onde dei também três pancadas, e dei também as 
mesmas respostas as suas perguntas. 
28 - Aonde encontrastes o terceiro obstáculo?
Encontrei o terceiro obstáculo por trás do Ven∴ onde bati da 
mesma forma e dei as três respostas.
29 - O que vos foi ordenado então?
Mandaram conduzir ao irmão 1º Vig∴no Oc∴para ser 
instruído. 
30 - Que instrução vos deu ele?
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Este me ensinou a dar os primeiros passos no ângulo de um 
quadrilátero, a fim de que pudesse chegar ao altar e ali 
prestar a minha obrigação. 
31 - Onde a prestastes?
 No altar dos Juramentos. 
32 - Depois de prestar esse juramento, que vos disseram?
Perguntaram-me o que mais queria. 
33 - Que respondestes?
A Luz. 
34 - Quem vos deu a Luz?
A mim foi dada pelo Ven∴M∴e todos os irmãos. 
35 - Quando recebestes a Luz, o que vistes?
Vi neste momento o L∴L∴, o Esq∴, o Comp∴
36 - Que vos disseram significar estas luzes?
 Disseram significar três grandes luzes da maçonaria. 
37 - Explicai-me?
O L∴L∴regula a nossa conduta no Lar, no Trabalho e na 
Sociedade; o Esq∴ é o símbolo da retidão, nos ensina a 
permanecermos fiéis para com os nossos semelhantes; e o 
Comp∴ que representa a justiça que nos ensina onde 
começam e onde terminam os nossos direitos. 
38 - Que vos mostram depois?
 Mostraram-me as três sublimes luzes da Maçonaria, o Sol, a 
Lua e o Ven∴
39- Que vos disseram depois?
O Ven∴tomou-me pela mão direita, deu-me o toque e a 
palavra e disse-me, levantai-vos meu irmão e ensinou-me 
também os números que compõem uma Loja. 
40 - Que números compõe uma Loja, meu irmão?
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Três, Cinco e Sete. 
41 - Porque razão o número três compõe uma Loja?
Três foram os mestres na construção do Templo de Salomão. 
42 - E o número Cinco, por que?
Porque todo homem deve possuir cinco sentidos. 
43 - Quais são os cinco sentidos?
 Audição, Olfato, Visão, Paladar e o Tato. 
44 - Para que servem eles na maçonaria?
Três dentre eles para muito. 
45 - Explicai-me os seus usos?
A visão para ver os sinais, o tato para sentir o toque e 
reconhecer os irmãos, tanto nas trevas como na luz, a audição 
para ouvir as palavras. 
46 - Por que razão o número sete compõe uma Loja?
Porque sete são as ciências liberais. 
47 - Dizei-me quais são?
A gramática, a retórica, a lógica, a aritmética, a geometria, a 
música e a astronomia. 
48 - De que utilidades são estas ciências na Maçonaria?
Elas têm grande utilidade de ensinamento.
49 - Que nos ensina a retórica?
A retórica é a arte de falar e de discorrer sobre qualquer 
assunto. 
50 - Que nos ensina a aritmética?
Nos ensina o valor do número. 
51 - Que nos ensina a geometria?
 Nos ensina a medir a terra, para nela marcarmos o pedaço 
que nos pertence na grande partilha da humanidade. 
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52 - Que nos ensina a música?
Nos ensina a virtude dos sons. 
53 - Que nos ensina a astronomia?
Nos ensina o conhecimento dos corpos celestes.
54 - Que forma tem a vossa Loja?
Tem a forma de um quadrilongo. 
55 - De que largura é a vossa Loja?
Tem a largura do norte ao sul. 
56 - De que comprimento é uma Loja?
 Tem o comprimento do Oriente ao Ocidente. 
57 - De que altura é uma Loja?
Tem a altura da Terra ao Céu. 
58 - E qual a profundidade?
 Tem a profundidade da superfície ao centro da terra. 
59 – Por que a Loja Maçônica tem essas medidas?
Porque a Maçonaria é universal e o Universo é uma Loja. 
60 - Por que razão a Loja está situada do Oriente ao Ocidente?
 Porque assim estão todas as Lojas. 
61 - Por que?
Porque o Evangelho principiou a ser pregado no Oriente e 
estendeu-se depois para o Ocidente. 
62 - O que sustenta a Loja?
Três colunas. 
63 - Como se chamam?
Sabedoria, Força e Beleza.
64 - Quem representa o pilar da Sabedoria?
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73
 É representada pelo Venerável no Oriente.
 65 - Quem representa o Pilar da Força?
Representa o Primeiro Vigilante no Ocidente.
 66 - Quem representa o Pilar da Beleza?
 Representada pelo Segundo Vigilante no Meio Dia.
 67 – Por que representa o V∴M∴o Pilar da Sabedoria?
Porque dirige os obreiros e mantém a ordem.
 68 – Por que representa o Primeiro Vigilante o Pilar da Força?
Porque paga os obreiros, cujos salários são a força e a 
manutenção de sua existência.
 69 – Por que representa o Segundo Vigilante o Pilar da 
Beleza?
Porque faz repousar os obreiros, fiscalizá-los no trabalho a 
fim de que ao V∴M∴resultem honra e glória ao G∴A∴D∴U∴
 70 – Por que a Loja é sustentada por três colunas?
Porque a sabedoria, a força e a beleza são o complemento de 
tudo, sem elas nada é duradouro.
 71 - Por que?
 Porque a sabedoria inventa, a força sustenta e a beleza 
adorna.
 72 - Como a Loja é coberta?
É coberta por uma Abóbada Celeste e de diversas nuvens.
73 - De onde sopram os ventos para os maçons?
Sopram do Oriente para o Ocidente.
 74 - À que horas começam os Aprendizes Maçons os seus 
trabalhos?
Ao meio dia.
 75 - À que horas terminam?
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A meia-noite.
 76 - Quais os símbolos que representam o início e o término?
Sol e a Lua.
 77 - O que significa P∴B∴?
Significa a inteligência, o sentimento do homem primitivo 
áspero, que mais tarde, que com as instruções dos mestres 
adquira finalmente a educação liberal e virtuosa. A 
P∴B∴significa o estado imperfeito de nossa natureza.
 78 - Quais os instrumentos que os AAp∴ utilizam para poli-la?
O Maço, o Cinzel e a Régua Lisa.
 79 - Onde se encontram localizados em nossa Loja (Maço e o 
Cinzel)?
Junto ao Pedestal do Primeiro Vigilante.
 80 - Como faz um maçom para se reconhecer?
Utilizam sinais, toques e palavras.
 81 - Qual é o sinal?
 O sinal é o gutural representa que o Maçom prefere ter 
cortada a garganta e arrancada a língua pela raiz, a faltar 
com o juramento.
 82 - Dei-me a P∴S∴
N∴V∴P∴D∴S∴S∴Dá-me a 1ª L∴e eu V∴D∴a S∴
 83 - Qual é o seu significado?
Força e alegria.
 84 - Para que é utilizada no início dos trabalhos?
Com o objetivo de transmitir aos irmãos que guiarão a sessão 
uma palavra de estímulo e coragem, para que tudo ocorra 
com harmonia e perfeição.
 85 - O que significa S∴S∴S ∴?
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 Sapientia, Salus e Stabilitas.
 86 - Quais são os tipos de colunas existentes em um Templo 
Maçônico?
- Jônica – a Sabedoria – V∴M∴– Minerva
- Dórica – a Força – 1º Vig∴– Hércules
- Coríntia – a Beleza – 2º Vig∴– Vênus
87 - Quais os ornamentos, paramentos e jóias de uma Loja 
Simbólica?
 Os ornamentos são três: O Pavimento de Mosaico, a Orla 
Denteada e a Corda de 81 Nós.
Os Paramentos são: O Livro da Lei, o Compasso e o Esquadro.
 As jóias são: - Móveis: O Esquadro, o Nível e o Prumo.
- Fixas...: A P∴B∴, a P∴P∴e a Prancheta da Loja.
88 – Por que são ditas jóias móveis e jóias fixas?
Jóias Móveis porque os Oobr∴que as utilizam, não serão 
sempre os mesmos, e a cada eleição elas passarão as mãos de 
novos iir∴
Jóias Fixas porque sempre serão utilizadas pelo mesmo tipo 
de Obr∴dependendo do grau que a utiliza.
89 - Quais símbolos representam a Fé, a Esperança e a 
Caridade?
Fé - Cruz, Esperança – Âncora, Caridade – Taça.
 90 - Quais suas relações com a escada de Jacó?
Representa o Início, o Meio e o Fim.
 91 - Quais são as dignidades de uma Loja Maçônica?
Ven∴M∴, 1º Vig∴, 2º Vig∴, Orador e Secretário.
 92 - Qual a diferença entre Templo, Loja e Oficina?
Templo – representa especificamente a construção, o prédio, 
o edifício, onde funciona uma Loja ou Oficina.
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Loja – é uma Oficina composta de diversos membros, que se 
reúnem liturgicamente com fins definidos longe das vistas e 
indiscrições profanas, e é dirigida por suas luzes.
93 - Explique o que é Maçonaria Operativa e Maçonaria 
Especulativa.
Maçonaria Operativa é a fase dos Construtores e Artífices 
estritamente profissionais, antigos mistérios.
Maçonaria Especulativa é a fase atual.
 94 - Qual o significado das Romãs na Maçonaria?
As Romãs simbolizam a UNIÃO de todos os maçons da face da 
terra, pela LIBERDADE, IGUALDADE E FRATERNIDADE.
 95 - Quais as quatro virtudes cardeais?
Temperança, Justiça, Coragem e Prudência.
 96 - Qual o sentido para se circular em uma Loja Maçônica?
Sentido Horário
 97 - Em que parte do L∴L∴são abertos os trabalhos do Grau 
de Aprendiz?
No Salmo 133.
 98 - O que é maçonaria?
 Maçonaria não é uma religião, nem uma associação 
dogmática, muito menos uma teoria política ou um partido. 
Também não é uma corrente filosófica. Seu conceito fica como 
o de uma sociedade secreta, educativa, filantrópica, 
destinada a reunir homens de boa vontade que se proponham 
a debater e equacionar os grandes problemas da humanidade, 
do seu tempo, de sua Pátria e de sua comunidade, lutando 
pela realização das soluções. Cultua valores básicos e 
imutáveis, como a existênciade um Princípio Criador, a 
filosofia liberal, o patriotismo e a liberdade de pensamento.
 99 - A Maçonaria é Regional?
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Não, é Universal.
 100 - Quais os três graus básicos da Maçonaria?
Aprendiz, Companheiro e Mestre.
 101 - Os membros da administração da Loja usam jóias 
pendentes nos respectivos colares, quais são as jóias do:
Ven∴M∴– um esquadro
1º Vig∴– um nível
2º Vig∴– um prumo ou perpendicular
Orador – um livro aberto
Secretário – duas penas cruzadas
Tesoureiro – duas chaves cruzadas
Chanceler – um timbre
Hospitaleiro – uma bolsa
Diáconos – uma pomba
Expertos – um punhal
Porta Bandeiras – uma bandeira
Porta Estandarte – um estandarte
Cobridor Interno – duas espadas cruzadas
Cobridor Externo – um alfanje
Arquiteto – uma trolha
Mestre de Harmonia – uma lira
Mestre de Banquete – uma taça
 102 - Quais os segredos que não podem ser revelados a 
profanos?
Sinais, Toques e Palavras.
 103 - O que é a Sala dos P ∴P ∴? e o Átrio?
 A Sala dos PP∴PP∴é o local que precede imediatamente o 
Átrio. Lugar onde os maçons se revestem de suas insígnias 
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assina o livro de presença. Também ai, os visitantes explicam 
aos expertos a razão de sua presença e apresentam a 
documentação de maçom regular. 
O Átrio em sentido histórico refere-se as três portas do 
Templo de Salomão, onde havia um átrio destinado a praça 
dos gentios; um átrio de Israel destinados aos Hebreus; um 
átrio dos sacerdotes que exerciam seu ofício. Em linguagem 
maçônica é a área livre que fica a frente da porta de entrada 
do Templo. Neste espaço livre os irmãos se preparam para a 
entrada ritualística no Templo.
104 - O que é o sólio?
Sólio é o Trono do Venerável Mestre.
 105 - O que é o Delta Luminoso?
 É a figura triangular que aparece sobre o trono ocupado pelo 
Ven∴M∴, no centro do triângulo aparece o Olho que tudo Vê, 
símbolo do mais alto poder, da sapiência, da verdadeira Luz.
 106 - O que significa a palavra profano?
Que não pertence a Ordem. Aquele que está fora do Templo, 
que está diante do Templo, mas ainda não admitido e nem 
está dentro. È composta de “pro”, antes, fora, e “fanum”, 
templo.
 107 – Por que sois sempre obrigados a trazer o seu avental 
em Loja, assim como os demais irmãos?
 Porque ele nos lembra que o homem nasceu para o trabalho 
e que todo maçom deve trabalhar infatigavelmente para a 
descoberta da verdade e o aperfeiçoamento da humanidade. 
O avental, entre nós, é um símbolo de fraternização, e por 
isso dois irmãos desavindos não podem absolutamente usá-lo 
antes da reconciliação. 
 108 - O que lembra o Sinal de Ordem?
Uma das sanções do antigo juramento do maçom: preferir ter 
o pescoço cortado ao invés de ser perjuro á nossa ordem.
 109 - Para fazer o Sinal de Ordem, como deve estar o 
maçom?
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Com o corpo ereto, os pés formando uma esquadria. 
110 - Quais são os meios universais de reconhecimento e que 
são os segredos da ordem?
Os sinais, toques e palavras.
111 - Para que serve o Sinal de Saudação?
Para saudar, á entrada, as três luzes da Loja depois de se ter 
feito a marcha real de três passos.
112 – Por que o Sinal do Rito Brasileiro é muito expressivo?
Porque a sua terceira parte, a mão estendida, é um apelo a 
fraternidade.
113 - Para que servem o sinal de obediência e a parte final do 
sinal do Rito Brasileiro?
 Valem como senha e contra senha de reconhecimento no 
mundo profano.
114 - Em Loja de Apr∴há Palavra de Passe? Por que?
 Não, porque na antiga maçonaria o aprendiz não podia ir ao 
mundo profano e assim não precisava de uma palavra para 
sair e voltar.
115 - Porque são as Lojas Maçônica Loja de São João?
 São João (Evangelista), o discípulo dileto de Jesus, foi o 
último patrono das Corporações de Construtores ou Lojas da 
idade média. Não resta dúvida de que a expressão “São João 
Nosso Padroeiro”, vêm da Maçonaria Operativa.
 116 - O que é o Pavimento de Mosaico?
 Ornamento colocado no centro da Loja, formado por ladrilhos 
alternadamente brancos e pretos. Estes Ladrilhos são unidos 
uns aos outros por meio de cimento, significando 
simbolicamente a união de todos os maçons do mundo, coisas 
que os profanos não vêem, pois só vislumbram os ladrilhos, 
enquanto que os irmãos maçons vão além, ultrapassando os 
obstáculos que por ventura deparem na busca da verdade. O 
simbolismo representado pelo pavimento de mosáico 
compreende a gama dos opostos, isto é, do positivo e do 
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80
negativo, conforme se observa em toda a natureza, sendo um 
espaço consagrado da Loja.
117 - Porque os símbolos são essenciais a maçonaria?
Porque sem eles iria se tornar uma instituição profana.
118 - O que significa a venda nos olhos do candidato no dia de 
sua iniciação?
Significa as trevas e os preconceitos do mundo profano e a 
necessidade, que tem os homens de procurar a luz entre os 
iniciados.
119 - O que significa o p∴d∴calçado de alpargata no dia de 
sua iniciação?
Representa o respeito que todo profano deve nutrir pelo 
templo sagrado da maçonaria.
 120 - O que significa o lado esq ∴do peito desnudo, no dia de 
sua iniciação? 
 Exprime o desejo do profano de dar o seu coração aos 
irmãos.
121 - O que significa as purificações na iniciação?
 Afirma que o profano não pode alcançar, por si só, o templo 
da filosofia.
 122 - O que significa os três pp∴formando cada um e a cada 
junção dos pés um ângulo reto?
 Significam que a exatidão é necessária aos que desejam 
vencer na ciência e na virtude.
 123 - O que nos lembra as pontas do C∴sobre o peito?
Lembram que, na maçonaria a retidão regula os pensamentos 
e as ações de seus adeptos.
 124 - O que significam as três viagens do candidato?
As três viagens revelam as conquistas de novos 
conhecimentos. Na primeira o candidato representa a criança, 
na segunda o discípulo e na terceira o amigo.
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125 - No L∴L∴há alguma referência sobre o pé d∴do 
candidato calçado de alpargata?
Esse uso milenar lembra a lição do Supr∴Arq∴do Un∴quando 
apareceu a Moisés, numa sarça de fogo, sobre o monte Horeb: 
“ Não te chegues assim: tira os sapatos de teus pés, porque o 
lugar em que estas, é Terra Santa.
126 - Qual é o símbolo mais expressivo do grau de aprendiz 
em relação ao neófito? 
 É a Pedra Bruta, que ele tem que desbastar para prosseguir a 
sua carreira maçônica.
 127 - Porque a idade do Aprendiz é de três anos?
Essa era o tempo necessário ao seu preparo, no trabalho do 
maço, do cinzel e da régua, que eram suas ferramentas.
 128 - Sendo o avental símbolo de fraternidade, poderá ele 
ser usado entre dois irmãos desavindos? O que deve ser feito 
então?
Não, se na Loja estiver um ir∴com quem estejamos em 
desacordo, devemos não entrar e convidá-lo á sala dos passos 
perdidos para amigavelmente resolver a divergência, o que, 
obtido, podemos então colocar nossa insígnia, entrar no 
templo é trabalhar. Se, porém, a animosidade não for 
suprimida, será preferível que um ou ambos se retirem, e 
imediatamente após, o Ven∴M∴formará o conselho de 
família. 
129 - Onde fostes recebido maçom?
Em uma Loja justa e perfeita e regular.
130 - O que é preciso para que uma Loja seja justa e perfeita?
Que três a governem, cinco a componham e sete a 
completem, isto é: o Ven∴M∴e os VVig∴; o Ven∴M∴, os 
VVig∴, o Orador e o Secretário; finalmente, o Ven∴M∴, os 
VVig∴, o Orador, o Secretário, o Mestre de Cer∴e o Cobridor.
131 - O que é uma Loja regular?É a que sendo justa e perfeita, obedece a uma Potência 
regular, da qual recebeu sua Carta Constitutiva e pratica 
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rigorosamente todos os princípios básicos da maçonaria 
universal.
132 - Porque usa símbolos a maçonaria?
Porque se origina dos antigos mistérios, onde os símbolos e 
alegorias eram a chave da ciência; conserva-os por tradição e 
para auxiliar a memória a reter os seus ensinamentos pela 
impressão que causa aos sentidos e ao espírito.
133 - Conheceis a escada de Jacó?
 Sim, ela é um expressivo símbolo iniciático: representa a 
ponte de ascensão da terra ao céu.
134 - Ao longo da escada de Jacó vedes alguns símbolos?
Sim, há três símbolos: na base, no centro e no topo, 
representando a fé, a esperança, a caridade. A escada coroa-
se pela estrela radiante de sete pontas, inscrita num círculo, 
símbolo do Arq∴Univ∴
135 - Que há no interior de uma Loja maçônica?
Há os paramentos, os ornamentos e as jóias.
136 - Quais os paramentos de uma Loja Maçônica?
Os Paramentos são: o L∴da L∴, o Comp∴e o Esq∴
137 - O L ∴L∴é um L ∴determinado?
Não. Usamos freqüentemente a Bíblia, mas o L∴da L∴é o 
L∴Sagr∴de cada religião, onde os crentes afirmam existirem 
as verdades pregadas por seus profetas.
138 - Conheceis a Esp∴Flam∴?
A E∴ F∴ou ondulada, é emblema de magistério e instrumento 
necessário á consagração do neófito pois nela soa a bateria 
do grau.
139 - O que se vê de cada lado da entrada do Templo?
Duas colunas de bronze, designadas pelas letras J e B, são 
ocas e nelas guardam as ferramentas dos companheiros e 
aprendizes.
140 - O que representam as colunas B e J?
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Marcam os dois pontos solsticiais, a coluna B representa os 
solstícios do inverno e a coluna J os solstícios do verão.
141 - Quantos degraus existem entre o piso do ocidente e o 
piso do oriente? 
Sobe-se ao oriente por quatro degraus e representam a força, 
o trabalho, a ciência e a virtude.
142 - O que é Mar de Bronze?
Recipiente para as purificações litúrgicas pela água.
 
143 - A que é consagrado o Grau de Aprendiz?
Lavrar a Pedra Bruta.
144 - Como esta coberta uma Loja Maçônica?
Está coberta por uma Abóbada Celeste. 
 145 - De onde sopram os ventos para os MMaç∴?
Do Oriente para o Ocidente.
146 - A Maçonaria se divide em dois grandes ramos que são 
estreitamente ligados, quais são?
É a Maçonaria Simbólica e a Maçonaria Filosófica.
147 - Quais são os graus básicos da Maçonaria Simbólica?
Grau de Aprendiz, Grau de Companheiro e Grau de Mestre.
148 - O que são os Landmarks?
Podemos dizer que as Leis Não Escritas, ou regras 
consagradas pela prática na Maçonaria constituem os 
Landmarks. Landmark é uma palavra inglesa aplicada ao 
direito Maçônico e foi tirada da Bíblia e significa Marca, 
Senda, Sinal sagrado e inviolável que dividia terras de 
diferentes donos.
149 - Qual a origem do REAA?
O REAA, em seus graus filosóficos, surgiu na França, em 1739, 
em virtude de uma dissidência ocorrida na Grande Loja da 
Inglaterra.
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150 - A que é consagrado o Grau do Aprendiz?
O Grau do Aprendiz é consagrado á Fraternidade Humana, 
simbolizada na União dos irmãos.
151 - O que é a P∴S∴?
A P∴S∴é uma senha temporária, alterada de seis em seis 
meses pelo Sob∴Grão Mestre Geral da Ordem e serve para 
atestar a regularidade dos OObr∴
 152 - Como é dada a P∴S∴?
A P∴S∴é dada somente em Loja e é comunicada aos 
integrantes do Quadro em cerimônia especial designada como 
Cadeia de União.
153 - O que é Trolha Falada?
Trolha Falada é o trolhamento feito ao visitante que não seja 
conhecido de nenhum irmão do Quadro que por ele se 
responsabilize.
154 - O que é Trolha Muda?
A Trolha Muda não é muito comum, mas as lojas podem 
empregá-la, consiste que o visitante que bate a porta do 
templo receba das mãos de um dos membros da Loja o L∴da 
L∴e o esq∴, que o visitante deverá colocar na posição do grau 
na página correspondente ao versículo.
 155 - Qual o significado da palavra que se encontra na Coluna 
B?
Os significados e as interpretações desta palavra são 
diversos, mas para o Aprendiz a Palavra da Coluna B quer 
dizer força e alegria.
156 - Qual é a jóia do Primeiro Vigilante?
O Nível é a jóia do primeiro vigilante, sendo que ela é uma 
jóia móvel.
157 - Qual é a jóia do Segundo Vigilante?
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O Prumo é a jóia do Segundo Vigilante, sendo que ela é uma 
jóia móvel.
 158 - O que é Pilar?
Pilar (deriva do Latim = pilore), é uma coluna simples e sem 
ornatos que sustenta uma construção.
159 - O que é Coluna?
Coluna (deriva do Latim = columnu), é um pilar cilíndrico que 
sustenta abóbadas ou que serve de ornatos em edifícios, e se 
divide em três partes base, fuste e capitel.
 160 - Quais são as Colunas e quais são os Pilares?
As Colunas são B e J, que existem na entrada do Templo; 
Coluna do Norte e Coluna do Sul, que são as colunas onde 
tomam acento os irmãos.
Os Pilares são Jônico, Dórico e Coríntio, são três pilares 
gregos de grande significado simbólico.
161 - O que é Malhete?
O Malhete é o símbolo da autoridade do Ven∴M∴, também os 
VVig∴ usam o Malhete. O Malhete é o símbolo da firmeza e da 
perseverança.
 
162 - O que é Óbolo?
Óbolo é uma oferta, uma dádiva ou metal que o irmão coloca 
no Tronco de Beneficência.
 163 - O que é Tronco de Beneficência?
Em maçonaria, a palavra tem origem no francês = tronc, que 
tanto significa Tronco, como Caixa de Esmolas, em nosso caso 
o que importa é o segundo sentido. A expressão original para 
designar a coleta era “TRONCO DA VIÚVA”, mas 
modernamente é mais conhecido como TRONCO DE 
BENEFICÊNCIA ou TRONCO DE SOLIDARIEDADE. É o auxílio 
material que os irmãos oferecem, através de suas respectivas 
Lojas, a quem esta em necessidades.
164 - O que é Livro de Arquitetura?
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É o Livro destinado a lavratura das atas.
165 - O que é Loja Aberta?
É a Loja que está em funcionamento, ou seja realizando uma 
sessão ordinária.
 166 - O que é Loja Adormecida?
É a Loja que abateu colunas; o contrário de Loja ativa.
167 - O que é Loja Coberta?
É a Loja que está funcionando a coberto, ou seja, sem a 
presença de profanos. Diz-se, também, da Loja que trabalha 
sob a égide de uma Obediência maçônica, ao contrário de 
uma Loja descoberta, que não está inserida em nenhuma 
jurisdição, condição considerada irregular (também chamada 
de Loja livre).
168 - O que é Loja de Mesa?
É a sessão ritualística em que os maçons confraternizam-se 
em torno de uma mesa de refeições. Solenidade 
impropriamente chamada de banquete ritualístico.
169 - O que é uma Loja Justa, Perfeita e Regular?
Para que uma Loja seja justa e perfeita, segundo as 
instruções maçônicas, é preciso que três a governem, que 
cinco a componham e que sete a completem. Os três são as 
Luzes, os cincos são as Dignidades — incluídas as Luzes — e 
os setes são os obreiros necessários, no mínimo, para que 
uma Loja seja aberta. Para que a Loja justa e perfeita, seja 
regular, é necessário que ela tenha o seu breve constitutivo 
emitido por uma Obediência regular, à qual ela fica 
jurisdicionada.
 
170 - O que é uma Loja Mãe?
Primitivamente, era o titulo dado à primeira Loja de um país, 
ou de uma região. Embora esse conceito ainda esteja em 
vigor, ele se tornou mais amplo, significando, para o maçom, 
a Loja em que ele foi iniciado.
 171 - O que é LOWTON?
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É o filho (HOMEM) do maçom, o qual, mediante um ritual 
próprio, é adotado pela Loja, ficando sob a sua tutela e 
orientação. Alguns chamam a cerimônia de “batismo 
maçônico”, o que É UM ERRO.
172 - O que é Medalha Cunhada?
Expressão usada para designar o dinheiro, ou melhor, a 
moeda circulante no país. Ao anunciar o produto do Tronco, o 
Orador da Loja diz que ele “produziu a medalha cunhada 
de...”.
173 - O que são os metais?
Quaisquer objetos de metais nobres e, por extensão, o 
dinheiro.O uso do termo vem dos tempos em que imperava 
um costume maçônico de entregar, á Loja, peças de metais 
preciosos.
 174 - O que é Oficina?
É o local de trabalho dos maçons, seja no templo, ou em outro 
local onde se reúnam para tratar de assuntos maçônicos (em 
Loja de Mesa, por exemplo). O termo tem sido usado como 
sinônimo de Loja, embora se prefira, como definição de Loja, 
a corporação de maçons reunida no templo, ou na oficina 
(terminados os trabalhos, a Loja é fechada).
175 - O que é um Oficial?
Em Loja, designa o detentor de um cargo, que é, portanto, o 
maçom que exerce um, oficio. Embora todos os detentores de 
cargos sejam Oficiais, o uso maçônico consagrou, para os três 
principais dirigentes de uma Loja (Venerável Mestre e 
Vigilantes), o titulo de Luzes e, também, Dignidades (neste 
caso, juntamente com o Orador e o Secretário).
176 - O que é o ORIENTE?
Além de ponto cardeal que designa, no templo maçônico, o 
local onde, simbolicamente nasce o Sol — e, portanto é onde 
reina a Luz — e onde têm assento as Dignidades da Loja e da 
Obediência, é, também, o termo maçônico usado para 
designar uma cidade, ou uma localidade. Primitivamente, 
referia-se a um local onde houvesse Loja, já que esta, como 
irradiadora de luz, tinha que estar no Oriente, onde nasce o 
Sol. Depois, o termo passou a designar a cidade onde 
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residisse o maçou, onde houvesse Loja e, de maneira geral, 
qualquer cidade. Especificamente como local do templo, por 
ser o fim da escalada iniciática, que vai das trevas à Luz, ou 
seja, do Ocidente para o Oriente, passando, sucessivamente, 
pelo Norte e pelo Sul, é vedado aos Aprendizes e 
Companheiros Maçons.
177 - O que é Oriente Eterno?
Trata-se do céu metafísico. Quando do falecimento do maçom, 
diz-se que ele partiu para o Oriente Eterno.
 178 - O que é o Painel?
É um quadro que contem símbolos alusivos ao grau em que a 
Loja está trabalhando. Sua origem está na época em que não 
existiam templos maçônicos e os maçons reuniam-se em 
tabernas e nos adros das igrejas, traçando os símbolos, com 
giz ou carvão, no chão. Depois surgiram artistas que 
desenharam painéis.
179 - O que é Peça de Arquitetura?
É o nome maçônico para qualquer peça de oratória (discurso, 
ou trabalho cultural).
 180 - O que é PLACET, OU QUITE-PLACET?
Placet — cuja pronúncia correta é placé — é uma palavra 
francesa que significa memorial, ou anotação das coisas que 
devem ser lembradas não deve ser confundida com “place”, 
cuja pronúncia é placê e significa colocação. Designa, 
portanto, o memorial da vida maçônica do obreiro. O quite-
placet alem do memorial, traz a comprovação de que o 
obreiro está livre de obrigações financeiras para com a Loja 
(“quite” significa livre de dívida ou de obrigação). O quite-
placet é expedido a pedido de um obreiro, quando ele deseja 
sair de uma Loja, para se filiar a outra, O placet demonstra 
que ele é maçom regular, enquanto que a prova de quitação 
mostra que ele saiu da Loja espontaneamente e não por 
eliminação devida à falta de cumprimento de suas obrigações.
181 - O que é Polir?
Redigir, escrever.
 182 - O que é Prancha?
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É o nome maçônico para designar as cartas e circulares 
trocadas entre maçons, Lojas, ou Obediências. Pode aludir à 
prancha — grande tábua larga e grossa — usada como 
material de construção. Todavia, como o termo deriva do 
francês “planche”, o qual vem do latim “planca”, que 
significa, entre outras coisas, lâmina (gravura) e placa (de 
metal), mais de acordo com o significado de prancha 
maçônica estaria a chapa de metal usada para a gravação de 
caracteres, a partir da Idade dos Metais (5.000 anos a.C.).
183 - O que quer dizer Profano?
É, para os maçons, aquele que não é maçom, ou seja, o 
individuo leigo, que não faz parte da associação e não está 
iniciado em seus conhecimentos.
 184 - O que é quadro?
Designa o conjunto de maçons de uma Loja; é o rol, a lista, a 
relação dos obreiros.
185 - O que quer dizer Recreação?
Designa a suspensão momentânea dos trabalhos de uma Loja, 
realizada segundo uma ritualística própria; diz-se, então, que 
há a chamada para a recreação, ao final da qual há a chamada 
para o trabalho.
186 - O que quer dizer reerguer colunas?
Quer dizer reabrir uma Loja que estava parada, ou 
adormecida, ou seja, Loja que estava de colunas abatidas.
 187 - O que é Sagração?
 É a cerimônia durante a qual o neófito é investido no grau de 
Aprendiz Maçom, o Aprendiz, no de Companheiro Maçom e o 
Companheiro, no de Mestre Maçom. Sagrar, ai, não tem o 
sentido de santificar, mas, sim o de INVESTIR NA DIGNIDADE 
DO GRAU. O termo também é usado para a cerimônia de 
inauguração de um templo maçônico (sagração do templo).
188 - O que é Sessão Branca?
É a sessão aberta ao público, ou Sessão Pública. Estão nesse 
caso as sessões de Adoção de Lowtons, de Confirmação 
Matrimonial, de Pompas Fúnebres (em uma parte), as 
Festivas, as Cívicas e as de Conferência sobre temas não 
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vedados a profanos. Nessas sessões, A ABERTURA É 
RITUALÍSTICA e, depois dela, ingressam os profanos, seguidos 
das autoridades maçônicas e da Bandeira Nacional, que é a 
última a entrar (com exceção das Pompas Fúnebres, onde não 
há entradas festivas das autoridades e da bandeira). Todos os 
profanos têm lugar designado no templo: os homens sentam-
se, EXCLUSIVAMENTE, na Coluna da Força (a do lº. Vig∴) e as 
mulheres, EXCLUSIVAMENTE, na Coluna da Beleza (a do 2º. 
Vig∴).
 
189 - O que quer dizer “Sob Malhete”?
Diz-se do assunto que fica para ser resolvido posteriormente, 
ou seja, cuja discussão é adiada.
190 - O que é Telhamento?
É o exame de alguém, nos toques, sinais e palavras, para 
verificar sua qualidade maçônica, ou se tem grau suficiente 
para assistir a um trabalho maçônico em grau superior ao de 
Aprendiz. Representa uma cobertura e, como as telhas, serve 
para COBRIR O TEMPLO a profanos, ou aos que não possuam 
grau suficiente para assistir à sessão. O termo é muito 
confundido com “trolhamento”, que, para este caso, é 
TOTALMENTE ERRADO, pois quando o Cobrídor (ou Telhador) 
examina alguém nos toques, sinais e palavras, etc estará se 
cobrindo e cobrindo o templo e os trabalhos a eventuais 
intrusos; estará fazendo o telhamento e não “trolhamento”, 
que é outra coisa.
191 - O que quer dizer traçar?
Redigir, escrever.
192 - O que é TROLHAR?
Significa passar a trolha. A trolha é uma espécie de pá 
retangular, na qual fica a argamassa, de que o pedreiro vai se 
servindo; depois da aplicação do material, ele usa a trolha 
PARA ALISAR A MASSA APLICADA, APARANDO AS ARESTAS. 
Assim, passar a trolha — ou trolhar — significa apaziguar as 
divergências entre maçons, aparando e alisando as arestas. 
Não confundir com telhar.
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193 - O que quer dizer CHOVER?
Quer dizer, estar presentealgum profano.
194 - O que significa COBRIR O TEMPLO?
Significa fazer sair do templo aqueles que não possam 
continuar assistindo uma sessão, ou impedir a entrada de 
quem não é qualificado para assisti-la. Quem cobre o templo 
a um obreiro é o Cobridor; o obreiro que sai tem o templo 
coberto, não se justificando, portanto, as ordens, que 
constam em alguns rituais, quando o Venerável Mestre manda 
o Mestre de Cerimônias fazer os Aprendizes cobrirem o 
templo, ou o Ir.: Fulano cobrir o templo, quando o correto é 
mandar cobrir o templo ao obreiro, através do Cobridor.
195 - O que é a Coluna De Harmonia?
É a trilha musical das sessões maçônicas, planejada e 
executada pelo Mestre de Harmonia, ou por obreiro 
especificamente designado para isso.
196 - O que é Coluna Gravada?
Em linguagem maçônica, designa qualquer papel escrito: 
cartas, propostas. comunicações, certificados, etc.
197 - O que quer dizer COPO D’ÁGUA?
Designa, normalmente, o lanche dado em manifestação de 
amigos, ou a pequena colação (refeição leve que se toma fora 
das horas do almoço e do jantar), oferecida a pessoas a quem 
se deseja obsequiar. Em Maçonaria, a expressão é mais usada 
para designar um coquetel, embora possa, também, servir 
para indicar uma refeição informal.
198 - O que quer dizer DEMOLIR OS MATERIAIS?
Designa o ato de comer, em Loja de Mesa. Como os alimentos 
são considerados materiais de construção, que devem ser 
destruídos na demolição, para construção de novos edifícios 
(são as proteínas que edificam o corpo), comer é demolir 
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esses materiais, para que sejam construídas novas células no 
corpo. 
199 - O que quer dizer dormir ou adormecer?
Significa estar afastado da Maçonaria, estar em estado de 
irregularidade (o maçom, ou a Loja). Os maçons que se 
encontram nosso caso, são adormecidos, ou estão dormindo, 
já que esse é um estado transitório, que pode, a qualquer 
momento, ser interrompido, com o retomo a uma Loja (como a 
pessoa que dorme e que desperta, novamente, para a Luz).
200 - O que quer dizer “Em Família”?
É a expressão usada para designar as sessões em que, em 
caráter excepcional, são dispensadas as formalidades 
ritualísticas, principalmente no uso da palavra. Também é 
usada para designar a entrada de delegações de Lojas, sem 
as formalidades ritualísticas.
201 - O quer dizer “Entre Colunas”?
Significa em segredo. Diz-se do assunto que não pode ser 
revelado a terceiros, mesmo quando tratado fora dos 
templos.
202 - O que quer dizer “Está Chovendo”?
Expressão usada para dar a entender que não se está a 
coberto, ou seja, que existem profanos presentes entre os 
maçons, motivo pelo qual fica proibido tratar de qualquer 
assunto maçônico.
203 - O que são estrelas?
São as velas, ou luzes. Seu, uso, originariamente, era de 
ordem prática: elas eram utilizadas para iluminar o caminho 
dos que se apresentavam aos trabalhos. Posteriormente, com 
o surgimento de melhores meios de iluminação, embora 
mantida a tradição do uso das “estrelas”, houve mudança de 
seu significado: conduzidas por uma comissão de recepção as 
autoridades maçônicas, ou a maçons ilustres, simbolizam a 
luz que emana desses maçons.
204 - O que significa “Fazer Fogo”?
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Significa beber, em Loja de Mesa; como os copos são as 
armas. ou canhões, ao beber, faz-se fogo, numa bateria de 
saúde.
205 - O que significa dizer “Filhos da Viúva”?
É como se autodenominam os maçons. Seriam, no terreno da 
mitologia egípcia, os filhos de Isis (a Terra), viúva de Osíris (o 
Sol). Outras explicações, não místicas, são abordadas apenas 
no terceiro grau.
206 - O que é goteira?
É o profano presente entre maçons, quando os assuntos dos 
diálogos são maçônicos e devem ficar restritos a eles. Nesse 
caso, diz-se que “há goteira”, ou “esta chovendo”, para 
mostrar que não há cobertura, para tratar de assuntos 
maçônicos.
207 - O que é Gravar?
Significa escrever.
208 - O que é Iniciação?
É a cerimônia através da qual se inicia alguém nos mistérios 
de uma religião, doutrina, ou sociedade. Em Maçonaria, é o 
ingresso do profano em uma Loja, depois de passar pelas 
formalidades ritualísticas exigidas.
209 - O que quer dizer “Justo e Perfeito”?
Desde remotos tempos, os construtores verificavam a 
exatidão da obra com o Prumo, ou Perpendicular, e com o 
Nível, proclamando, ao constatar essa exatidão: “tudo está 
justo e perfeito”. A expressão está presente no Rito 
Brasileiro, mas tem sido usada, indiscriminadamente, como 
sinal de reconhecimento entre maçons, O QUE É UM ERRO, — 
tal reconhecimento se faz através da pergunta: “Sois 
Maçom?”, a qual exige uma resposta especifica: “MM.: IIr.: C.: 
T.: M.: R.:”.
210 - Sois Maçom, Irmão Aprendiz?
MM∴IIr∴C∴T∴M∴R∴
211 - Que idade tendes?
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Três anos V∴M∴
 212 - Que objetos devem estar sobre o altar de Juramentos?
O L∴da L∴o Esq∴e o Comp∴
213 - Que jóias representam as Três Luzes?
O Esq∴, o Nível e o Prumo.
 214 - Que sinais são feitos com malhete pelas Três Luzes? E 
com os bastões pelo Mestre de Cerimônias? E com a espada 
pelo Cobridor? 
Símbolo do poder de decisão e da força a serviço das luzes da 
loja,o malhete deve ser de madeira. Empunhado sempre a 
com a mão direita, serve para dar as batidas do grau, 
executar as baterias , conceder, pedir ou retirar a palavra, 
chamar a atenção dos obreiros e para os demais 
procedimentos ritualísticos. Em pé, parados ou circulando, o 
Ven∴M∴ e os vigilantes descasam o malhete sobre o peito, 
em direção ao ombro esquerdo. O bastão, instrumento de 
trabalho do mestre de cerimônias e dos diáconos, deve ser de 
madeira escura e ter 2m de comprimento, o do mestre de 
cerimônia é encimado por uma régua (jóia do cargo) o bastão 
é empunhado com a mão direita, punho para frente, 
entreaberto na horizontal e braço colado ao corpo, formando 
uma esquadria. O cobridor interno e o cobridor externo 
devem empunhar a espada mantendo-a obliquamente em 
direção ao ombro esquerdo como punho junto ao quadril 
direito. Nenhum ir∴portando espada fará sinais.
215 - Por onde se entra e sai de uma loja?
A porta de entrada e a de saída é no OCIDENTE, no meio da 
parede que separa do Átrio, fazendo frente ao Oriente.
216 - Como se faz a circulação dos Obreiros, do tronco de 
beneficência e do saco de propostas e informações?
A circulação no Ocidente far-se-á no sentido horário, sem o 
Sin∴de Ord∴, no Oriente não há padronização de circulação. 
Na circulação do Saco de PProp∴e IInf∴, Escr∴Secr∴e 
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Tron∴de Benef∴não é necessário que o Ven∴diga a expressão 
com formalidade, pois deve entender-se que o giro é 
formal. Na circulação deve seguir-se a ordem: Ven∴, 1° e 2° 
Vvig∴, Orad∴, Secr∴, CCobr∴, MMest∴do Or∴, MMest∴das 
CCol∴Sul e Norte, CComp∴, AApr∴, e, finalmente, antes de 
chegar entre Ccol∴, o próprio portador do recipiente coloca o 
seu óbulo, proposta ou voto, ajudado pelo Cobr∴Int∴ 
217 - Autorizado pelo Venerável Mestre, como entrar em loja, 
após iniciados os trabalhos?
Dá-se o ingresso de forma usual, entrar e ficar entre colunas.
218 - Porque razão nossos trabalhos começam ao "meio dia” e 
ritualisticamente, como é representado esse fato?
Começam ao meio dia e terminam à meia noite, pois é uma 
homenagem a um dos primeiros instituidores dos Mistérios 
Zoroastro, que reunia secretamente seus discípulos ao meio 
dia e terminava seus trabalhosà meia noite, com um 
banquete fraternal.
SIMBOLOGIA DO GRAU
 
219 - Quantas e quais são as Jóias da Loja?
As jóias são: Três móveis: O Esquadro, o Nível e o Prumo.
Três fixas...: A P∴B∴, a P∴P∴e a Prancheta da Loja.
220 - Quando da iniciação, ao se lhe dar a Luz, o Irmão 
Aprendiz viu o Livro da Lei, o esquadro e o compasso; 
posteriormente dito que significavam as Três Grandes Luzes 
da Maçonaria, pode explicar-nos?
O L∴da L∴regula a nossa conduta no Lar, no Trabalho e na 
Sociedade;O Esq∴símbolo da Retidão, nos ensina a 
permanecermos fiéis para com os nossos semelhantes; e o 
Comp∴que representa a Justiça, ensina onde começam e 
onde terminam os nossos direitos.
221 - Que números compõe uma Oficina? Por que?
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Uma Oficina compõe-se de Três, Cinco e Sete. Porque Três 
foram os mestres na construção do Templo de Salomão. Cinco 
porque todo homem deve possuir cinco sentidos que são: 
audição, olfato, visão, paladar e o tato. E sete porque sete 
são as ciências liberais: a gramática, a retórica, a lógica, a 
aritmética, a geometria, a música e a astronomia.
222 - Para que servem a Prancheta da Loja, a Pedra Bruta e a 
Pedra Polida?
A Prancheta da Loja é uma jóia de utilização restrita do 
mestre maçom, serve para que ele guarde seus instrumentos 
de trabalho, e seu simbolismo será conhecido no terceiro 
grau, a Pedra Bruta é uma jóia de utilização do Apr∴M∴, será 
utilizada apenas pelo Apr∴M∴, e seu simbolismo detalhado 
esta contida na segunda instrução e a P∴P∴é uma jóia de 
utilização do Comp∴M∴, será utilizada apenas pelo 
Comp∴M∴, e seu simbolismo será conhecido no segundo 
grau.
223 - Porque o iniciando se despe dos metais e tem os olhos 
vendados, na iniciação?
A privação dos metais faz lembrar o homem antes da 
civilização, em seu estado natural quando desconhecia as 
vaidades e o orgulho; os olhos vendados lembra a 
obscuridade em que se achava imerso, figurava o homem 
primitivo na ignorância de todas as coisas.
224 - Em quantas portas bateu o Irmão Aprendiz na sua 
iniciação, onde se achavam e que significado têm elas no 
Painel Simbólico do Grau?
Em três portas que se localizam nos três altares, sendo estes 
o do Ven∴M.'., do 1° Vig∴e do 2° Vig.'., e que significam as 
três disposições necessárias à procura da verdade que são: 
Sinceridade, Coragem e Perseverança, representados no 
Painel da Loja por três Luzes de três janelas. 
225 - Que lhe faz recordar o Esquadro, o Compasso, o Nível e 
o Prumo?
 O Esquadro é um instrumento que permite a construção de 
corpos quadrados. Em certo sentido, o Esquadro representa a 
ação do homem sobre a matéria; em outro, a ação do homem 
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sobre si mesmo. Já o Compasso que não somente serve para 
traçar círculos mas também para tomar e marcar medidas, 
representa a imagem do pensamento, onde figuram os 
diversos modos de raciocínio que em certos casos devem ser 
largo e abundante e, em outros apertado e preciso, porém 
sempre claro e persuasivo. 
O Nível não fornece apenas a linha horizontal, mas a 
horizontal precisamente comprovada pela posição correta da 
linha vertical, o nível é o símbolo da igualdade. O Prumo é o 
símbolo da independência, da dignidade, altivez e 
imparcialidade dos justos. 
226 - Que significa o Malho, o Cinzel e a Prancheta de 
Desenho, no Painel Simbólico do Grau 1?
O Malho e o Cinzel são duas ferramentas necessárias para 
talhar a Pedra Bruta. O cinzel, que se aplica sobre a pedra 
com a mão esquerda, lado passivo, corresponde a 
receptividade, ao discernimento especulativo. O Maço, 
vibrado com a mão direita, lado ativo, é a vontade executiva, 
a determinação moral, donde emana a realização prática. A 
Prancheta serve para o aprendiz guardar seu material de 
trabalho.
227 - Porque o uso do avental é obrigatório na Loja, e o 
Aprendiz tem a abeta levantada?
O Avental é o adorno ou a insígnia do Apr∴, é a vestimenta de 
todo maçom, é o Símbolo do Trabalho, têm a forma de um 
polígono de 5 lados, um retângulo encimado por uma parte 
triangular chamada abeta. A Abeta simboliza o espírito do 
homem. A Abeta levantada significa a proteção do epigástrio 
do Apr∴, esotericamente o epigástrio seria o centro das 
emoções e sentimentos. A abeta defende o Ir∴Aprendiz 
destas emoções e sentimentos, contra as quais ele deve 
aprender a se defender, se quiser conquistar a serenidade do 
espírito, que constitui o atributo do verdadeiro iniciado.
228 - Em cima das colunas que ladeiam o pórtico descansam 
três romãs, explique simbolicamente o significado?
Esses frutos, divididos internamente por compartimentos 
cheios de um número considerável de grãos, 
sistematicamente dispostos, representam a família maçônica, 
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cujos membros são todos harmonicamente ligados pelo 
espírito de ordem e de fraternidade. A divisão interna mostra 
os bens produzidos pela influência das estações, 
representando as Lojas e os Maçons espalhados pela 
superfície da terra. Suas sementes, intimamente unidas, nos 
lembram a fraternidade e a união que devem existir entre os 
homens.
ALEGORIA DO GRAU
 229 - Que significa a Pedra Bruta e seu desbastar o que 
significa para o Aprendiz?
A P∴B∴serve para nela trabalharem os aprendizes, marcando-
a e desbastando-a, até que seja julgada polida pelo mestre da 
Loja. Este processo de julgamento é feito através de provas, 
trabalhos de pesquisas apresentados em Loja e da verificação 
do trolhamento. A P∴B∴representa a inteligência, o 
sentimento do homem primitivo, áspero, que mais tarde, com 
as instruções dos mestres, adquire finalmente educação 
liberal e virtuosa.
230 - Que representa o Livro da Lei?
O L∴da L∴Regula nossa conduta no lar, no trabalho e na 
sociedade Inspira-nos a viver voltados para a pratica do Bem.
No sentido esotérico, quando se abre o L∴ da L∴no início dos 
nossos trabalhos, e se faz a leitura do versículo apropriado, 
passa-se a circular em Loja uma corrente de energia emanada 
do cosmo, que é receptada pela luz do altar dos juramentos e 
transmitida instantaneamente as luzes dos altares do 
Ven∴Mestre, e dos Vigilantes. Essa corrente de energia 
cósmica é que manterá todo o tempo, o equilíbrio das colunas 
que sustentam a nossa Loja.
231 - Quais as medidas de uma Loja, porque dessas medidas e 
qual a razão da Loja se orientar do oriente para o ocidente?
 Tem a forma de um quadrilongo, sendo as suas medidas: A 
Largura, do sul ao norte; O Comprimento, do Oriente ao 
Ocidente; A Altura, da Terra ao Céu; e a Profundidade, da 
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superfície ao centro da Terra, tem essas medidas porque a 
Maçonaria é Universal e o Universo um Templo. Está 
orientado do oriente para o ocidente porque assim estão 
situados todos os Templos, pois o início da vida aconteceu no 
Oriente, estendendo-se ao Ocidente, e assim será até o fim 
dos Tempos.
232 - Quantas são, que ordens arquitetônicas lhe foram dadas 
e que alegorias trazem as colunas que sustentam um templo?
São três ordens arquitetônicas, que são três grandes colunas 
– Jônica, a sabedoria; Coríntia, a beleza e Dórica, a força. 
Também são chamadas de Minerva, Vênus e Hércules.
 233 - Qual o nome dado e que representa a escada existente 
no Painel Alegórico do Grau?
Escada de Jacó, e representa a Fé, a Esperança e a Caridade.
234 - Que alegoria guarda o Pavimento Mosaico?
Ornamento colocado no centro da Loja,formado por ladrilhos 
alternadamente brancos e pretos. Estes Ladrilhos são unidos 
uns aos outros por meio de cimento, significando 
simbolicamente a união de todos os maçons do mundo. O 
simbolismo representado pelo pavimento de mosaico 
compreende a gama dos opostos, isto é, do positivo e do 
negativo, conforme se observa em toda a natureza, sendo um 
espaço consagrado da Loja. O principal simbolismo do 
pavimento de mosaico é a Dualidade Antagônica, sendo as 
principais: do bem, do mal, da espiritualidade e da 
materialidade.
235 - O que representa a Estrela Flamejante?
Representa a principal luz da loja. Simboliza o sol, glória do 
criador e, nos dá o exemplo da maior e da melhor virtude, que 
deve encher o coração do maçom a caridade.
236 - Que representa em Loja alegoricamente, o princípio da 
atração universal simbolizado no amor?
Representa com seus múltiplos dentes, os planetas que 
gravitam em torno do sol, os povos reunidos em torno de um 
chefe, os filhos reunidos em volta dos pais, enfim, os maçons 
unidos e reunidos no seio da loja, cujo ensinamento a maioria 
aprendem, para espalhá-los aos quatro ventos do planeta.
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237 - Pendentes da corda de nós e nos quatro cantos da Loja 
há quatro borlas, duas no oriente e duas no ocidente, que 
significados têm as mesmas?
A Corda de 81 nós percorre sem interrupção, as paredes do 
Templo, terminando, de cada lado da porta do Ocidente, por 
uma borla pendente. Duas outras borlas (estas artificiais), são 
colocadas no Ocidente, de modo que, ao todo são quatro 
borlas: duas (reais) no Ocidente e duas (artificiais) no 
Oriente. A razão disso é que as borlas devem representar as 
quatro virtudes cardeais: Temperança, Justiça, Coragem e 
Prudência. A Coragem e a Temperança devem corresponder 
às borlas situadas no Ocidente; a Justiça e a Prudência são 
representadas pelas borlas do Oriente, devendo, a Justiça ser 
aquela que fica do lado do Orador.
FILOSOFIA DO GRAU
238 - Em síntese, o que é Maçonaria?
Maçonaria é uma instituição essencialmente caritativa, 
filantrópica e progressista, tem por objetivo a indagação da 
verdade, o estudo da moral e a prática da solidariedade, 
trabalhando pelo melhoramento material e moral e pelo 
aperfeiçoamento intelectual da Humanidade.
 
239 - Que existe de comum entre todos os Maçons?
Sinais, toques e palavras.
240 - Qual o significado de "livres e de bons costumes"?
 Porque o homem pode estar preso a entraves sociais que o 
priva de parte de sua liberdade, e o que é pior, o torna 
escravo de suas próprias paixões e de seus preconceitos. É 
precisamente desse jugo que se deve libertar o homem que 
aspira ser maçom.
 241 - Quais os deveres do Maçom?
 Independentemente do dever de auxílio e socorro aos seus 
IIr∴, o maçom deve trabalhar sem descanso pela realização 
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dos fins da maçonaria. Ele deve estudar com cuidado todas as 
questões que agitam as sociedades humanas, procurar a sua 
solução pelas vias pacíficas e propagar em redor de si os 
conhecimentos que tiver adquirido. Deve ser bom, justo, 
digno, dedicado, corajoso, isento de orgulho e de ambição, 
livre de todo o preconceito e toda a servidão, pronto a todos 
os sacrifícios pelo triunfo do direito e da verdade. 
 242 - Porque o Aprendiz não tem a Palavra de Passe?
Porque ainda não esta em condições de passar para o estudo 
do Cosmo e da obra da vida.
 243 - Que filosofia encerram as três grandes colunas que 
sustentam a Oficina?
Simbolicamente a Ordem Maçônica tem sustentáculos, que 
são as três grandes colunas, sendo estas, a Sabedoria, a 
Força e a Beleza. A Sabedoria vinda do alto é infinita, a Força, 
onipotente; a Beleza, a luminosidade que resplandece em 
toda a natureza. 
244 - Que corrente filosófica adota a Maçonaria?
Adota a corrente filosófica da moral e da ética pura.
245 - Pode resumir a filosofia do grau?
O Grau de Aprendiz é o alicerce da filosofia simbólica, 
resumindo ele toda a moral maçônica de aperfeiçoamento 
humano e compete ao Aprendiz Maçom o trabalho de 
desbastar a P.'.B.'., isto é, desvencilhar-se dos defeitos e 
paixões, para poder concorrer à construção moral de 
humanidade, que é a verdadeira obra da Maçonaria.
 
LEGISLAÇÃO, RITUAL E RITUALÍSTICA
 
246 - Nas iniciações, de que forma bate à porta o Mestre de 
Cerimônias, conduzindo o profano? Por que?
O Ir∴Mestre de Cerimônias bate profanamente à porta do 
templo, dando duas pancadas, pois está acompanhado de 
candidato, não podendo assim bater maçonicamente.
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247 - Adentrado ao templo, quantas viagens realiza e que 
gradação tem as mesmas com as Luzes da Oficina?
São realizadas três viagens, sendo a primeira junto ao 2° 
Vig∴; a segunda junto ao 1° Vig∴ e a terceira junto ao 
Ven∴M∴ .
248 - Ao realizar o seu primeiro trabalho de aprendizado, 
onde e como o faz o Aprendiz? Qual o altar que contém o 
material para tanto?
O 1° Vig∴ ensina-lhe como entrar no Templo, depois manda-o 
fazer a Marcha, ajoelhar-se com a p∴esq∴e ensina-lhe a 
trabalhar na P.'.B∴, faz-se dando Tr∴pancadas com o Malho 
sobre o Cinzel.
249 - Em que coluna se assenta o Aprendiz em Loja?
Na Coluna do Norte.
250 - Descreva a constituição física do Templo, determinando, 
respectivamente, os lugares das Luzes, Diáconos e Oficiais.
O local de reunião da Loja chama-se TEMPLO, tem, a forma de 
um retângulo. A parte do fundo, que fica em plano mais 
elevado chama-se ORIENTE, separado por uma grade, a 
Balaustrada, aberta ao meio. A porta de entrada é no 
OCIDENTE, no meio da parede que o separa do Átrio, fazendo 
frente ao Oriente. O Templo não deve ter janelas ou outras 
aberturas, a não ser que por elas nada se veja e nada se ouça 
do exterior. As paredes são em azul-celeste. Rodeando-as, ao 
alto, na frisa fica a corda de 81 nós, que se estende pelo 
norte e pelo sul, terminando os seus extremos em ambos os 
lados da porta ocidental de entrada, em duas borlas, que 
representam a Justiça (ou Eqüidade) e a Prudência (ou 
Moderação). Na parede do fundo, no Oriente, em um painel, 
são representados os astros do dia e da noite (Sol e Lua), 
ficando o Sol à direita do Venerável e a Lua, em quarto 
crescente, à esquerda do Venerável; entre eles, o Delta 
Luminoso em fundo dourado. Este painel fica bem em frente à 
porta de entrada e sob um dossel vermelho com franjas de 
ouro. Pendente do teto, no Meio-Dia, sobre o Altar do 2° Vig∴ 
estará uma Estrela de 5 pontas com a letra “G” no centro.
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Sob o dossel, num estrado de três degraus, estão o Trono e o 
Altar do Venerável, de forma retangular; na face frontal, 
deverão estar gravados, aplicados ou pintados um esquadro e 
um compasso entrelaçados. Sobre o Altar, um candelabro de 
três braços, com três luzes, (devendo ficar acesa somente a 
luz do centro), um malhete, um exemplar da Constituição, do 
Regulamento Geral da Federação, o Regimento Interno da 
Loja, a espada flamejante e o Ritual para os trabalhos. Ao 
lado direito, haverá um lugar para a maior autoridade do 
simbolismo. Ao lado direito do Venerável, logo abaixo do 
estrado, fica o lugar do 1° Diác∴Em ambos os lados do Trono, 
ao fundo, ficam os Mestres Instalados à esquerda e as 
autoridades do simbolismo à direita.
No Oriente, de cada lado e em frente ao Altar do Venerável, 
próximo à balaustrada, há mesas retangulares com assentos,à direita para o Orador, e à esquerda para o Secretário. Em 
cada mesa há um castiçal (com uma luz ou vela), para facilitar 
a leitura, que poderá ser acesa pelo próprio sempre que 
necessário. À frente do Orador fica o Porta-Bandeira e à 
frente do Secretário o Porta-Estandarte.
Junto à parede oriental, no Oriente, lado direito do Venerável, 
será colocada a Bandeira Nacional. À esquerda, ficam a 
Bandeira do GOB e o Estandarte da Loja.
No centro do Oriente, entre os degraus do Trono e a 
balaustrada, fica o Altar dos Juramentos, que é uma pequena 
mesa triangular ou uma pequena coluna de um metro de 
altura, com caneluras e truncada, em cima da qual ficam: o 
L∴da L∴ (Bíblia), um Esquadro e um Compasso.
O Compasso tem a abertura de 45 graus e será colocado com 
as pontas voltadas para o Ocidente. No Ocidente, à frente da 
coluna do Norte, há, sobre um estrado móvel de dois degraus, 
uma mesa retangular e o assento para o 1° Vig∴, podendo, as 
faces da mesa serem revestidas por painéis de madeira, nos 
quais será gravado, aplicado ou pintado um Nível.
Na parte Sul (direita da entrada do Templo) em sua região 
mediana e junto à parede, está uma mesa retangular com um 
assento, sobre um estrado de um degrau, destinada ao 2° 
Vig∴, podendo, as faces da mesa serem revestidas de 
madeira, nas quais será gravado, aplicado ou pintado um 
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Prumo. Sobre os Altares dos VVig∴deverão estar um 
candelabro de três braços, com três luzes, (devendo estar 
acesa unicamente a luz do centro), um Malhete e um 
exemplar do Ritual.
Fora da balaustrada, ao lado do Orador, há uma mesa 
retangular para o Tesoureiro, decorada com a jóia do cargo. A 
sua frente haverá uma cadeira para o Hospitaleiro. 
Simetricamente, fora da balaustrada, ao lado do Secretário, 
fica uma mesa retangular para o Chanceler, decorada com a 
jóia do seu cargo. À sua frente, e à esquerda, é o lugar para o 
Mestre de Cerimônias. Ao Sul e ao Norte, são colocadas 
cadeiras ou bancos, no sentido longitudinal, em duas ou mais 
fileiras, conforme as dimensões do Templo. Por extensão, dar-
se-á o nome de Col∴do Norte e Col∴do Sul ao conjunto de 
IIr∴que se sentam nessas cadeiras. No centro do Ocidente é 
colocado o Painel do Grau. As almofadas, cortinas, e se for o 
caso, os assentos e encostos das cadeiras deverão ser na cor 
vermelha encarnada. Chama-se Átrio o recinto que precede o 
Templo e onde os Irmãos se revestem de suas insígnias e 
paramentos, onde o M∴de CCer∴ organiza o cortejo para a 
entrada no Templo. No Átrio, junto à porta do Templo, 
deverão estar colocadas as Colunas em estilo egípcio, “J” (à 
direita de quem entra) e “B” (à esquerda de quem entra), 
ficando o Cobridor Externo junto à porta do Templo (onde fica 
durante a abertura dos trabalhos; depois, entra e senta-se no 
Ocidente, ao lado sul da porta de entrada). Precedendo o 
Átrio, deverá haver uma sala (Sala dos Passos Perdidos) 
destinada a receber os visitantes.
251 - Descreva, executando, a circulação em Loja, incluindo a 
entrada no oriente.
A circulação no Ocidente far-se-á no sentido horário, sem o 
Sin∴de Ord∴No Oriente não há padronização de circulação. 
Na circulação do Saco de Pprop∴e IInf∴, Escrut∴Secr∴e 
Tron∴de Benef∴não é necessário que o Ven∴diga a expressão 
“com formalidade”, pois deve entender-se que o giro é 
formal. Na circulação deve seguir-se a ordem: Ven∴, 10 e 20 
VVig∴, Orad∴, Secr∴, CCobr∴, MMest∴ do Or∴, MMest∴das 
CCol∴Sul e Norte, CComp∴, AApr∴e, finalmente, antes de 
chegar entre CCol∴, o próprio portador do recipiente coloca o 
seu óbolo, proposta ou voto. (Ajudado pelo Cobr∴ Int∴).
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A saudação maçônica é feita somente ao Ven∴Mestre quando 
da entrada e saída do Or∴e ao Ven∴Mestre e VVig∴quando da 
entrada no Templo. O Obreiro portando objeto “de trabalho” 
quando da entrada e saída do Or∴não fará Sin∴e sim uma 
parada (rápida e formal).
252 - Qual a função do Guarda Interno e onde a desempenha?
O Cobridor da Loja deve sempre empunhar a Espada com a 
mão direita, ele é o defensor do Templo e, neste caso, a sua 
Espada é uma arma, estará sempre de guarda junto a porta 
do Templo. 
253 - Onde se assentam, respectivamente, os Hospitaleiros, 
Segundo Diácono, Arquiteto e Chanceler?
No Ocidente.
 
254 - Diga-nos onde se localizam, em Loja, o Altar de 
Perfumes, dos Juramentos, a Pedra Bruta, Pedra Cúbica e o 
Mar de Bronze?
O Altar de Perfumes e o Altar dos Juramentos se localizam no 
Oriente e a P∴B∴, a P∴C∴e o Mar de Bronze se localizam no 
Oriente.
255 - Quantas colunas zodiacais existem no interior do 
Templo?
Doze Colunas Zodiacais.
256 - Que características têm as Jóias: do Venerável, do 
Secretário, do Orador e dos Expertos?
A Jóia do Ven∴M∴é um esquadro com ramos desiguais, do 
Secretário são duas penas cruzadas, do Orador um livro 
aberto e dos Expertos um punhal.
257 - Quais são os ornamentos de uma Loja? Pode o 
Pavimento Mosaico, durante os trabalhos, ser cruzado pelos 
obreiros?
Os ornamentos são o Pavimento de Mosaico, a Orla Denteada 
e a Corda de 81 Nós. O Pavimento de Mosaico durante os 
trabalhos pode ser cruzado pelos obreiros.
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258 - Irmão Aprendiz, respondei-me: Sois Maçom?
MM∴IIr∴C∴T∴M∴R∴
259 - Usando um bastão, queira fazer o trabalho do 
Ir∴Prim∴Diácono, na abertura dos trabalhos.
O 1° Diac∴sobe os degraus do Trono, pelo norte, com passos 
normais e coloca-se em frente ao Ven∴M∴, fazendo a 
saudação. O Ven∴M∴dá-lhe, ao ouvido direito, a 
Pal∴Sagr∴letra por letra. O 1° Diac∴dirige-se ao 1° 
Vig∴transmite-lhe a Pal∴Sagr∴da forma que recebeu e volta 
ao seu lugar.
260 - A quem compete a abertura do Livro da Lei, no inicio 
dos trabalhos?
Ao Ir∴Orador.
261 - Em que atos ritualísticos o Mestre de Cerimônias porta o 
bastão?
Na abertura e no encerramento dos Trabalhos, ou quando o 
ritual determinar.
 262 - Quais os sinais usados em uma sessão Branca e o que 
ela significa?
Em uma sessão branca os irmãos não farão nenhum sinal 
maçônico, em nenhuma oportunidade.
 
263 - Caso se atrase o Ven∴M∴no inicio dos trabalhos, como 
deverá se dar sua entrada?
O Ven∴M∴que preside a sessão à vista do aviso do cobridor 
dirá: “De pé e à ordem” e assim todos se conservarão até que 
o recém-chegado Ven∴M∴ocupe o seu lugar e seja feita a 
transmissão do malhete, sentando-se todos logo que o 
Ven∴M∴o mande por uma simples pancada de malhete. 
264 - O que é Abóbada de Aço e quando ela deve ser usada?
A Abóbada de Aço é o cruzamento das espadas acima da 
cabeça e é usada quando de Cerimônia especial, de Honra 
prestada a dignitários, treze Mestres, empunhando Espadas 
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com a mão direita, formam a Abóbada de Aço, sob a qual 
passa a Dignidade que está sendo recebida, sendo que estas 
mesmas espadas figuram como arma para defesa e proteção 
da personalidade em questão. 
265 - Os Irmãos adotam a mesma posição ao falarem na 
"Ordem do Dia" e "Palavra a Bem da Ordem em Geral e do 
Quadro em Particular"?
Sim, em pé e a ordem.
266 - Descreva os objetos que se encontram sobre o Altar de 
Juramentos.
O Compasso e o esquadro, na posição do Grau, e o Livro da 
Lei.
267 - Que forma tem o nível Maçônico?
O Nível Maçônico é diferente do nível comum. O Nível 
maçônico não fornece apenas a linha horizontal, mas a 
horizontal precisamente comprovada pela posição correta da 
linha vertical. Para que a horizontal seja realmente a 
horizontal,precisa formar, com a vertical, um ângulo de 90 
graus. O Nível maçônico é o símbolo da igualdade.
268 - Como o Aprendiz usa seu avental Maçônico? Quais suas 
dimensões?
O Avental é o adorno ou a insígnia essencial do Apr∴, é o 
símbolo do trabalho. Este ornamento tem a forma de um 
polígono de 5 lados, ou seja, um retângulo encimado por uma 
parte triangular chamada abeta, é de pele branca, sendo sua 
parte retangular de 30 cm por 40 cm, com abeta triangular de 
15 cm de altura, preso à cintura por cordões ou fitas brancas 
e o Apr∴deverá usar este avental sempre com a abeta 
levantada.
 SIMBOLISMO
 269 - Que simbolismo tem, nos trabalhos Maçônicos, o Grau 
1?
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É o alicerce da filosofia simbólica, resumindo ele toda a moral 
maçônica de aperfeiçoamento humano e compete ao Aprendiz 
Maçom o trabalho de desbastar a P.'.B.'., isto é, desvencilhar-
se dos defeitos e paixões, para poder concorrer à construção 
moral de humanidade, que é a verdadeira obra da Maçonaria.
270 - Que significa a abeta levantada no avental de Aprendiz?
A abeta levantada significa a proteção do epigástrio do Apr∴, 
do ponto de vista esotérico e antigo, o epigástrio seria o 
centro das emoções e sentimentos. A abeta defenderia o 
ir∴Apr∴destas emoções e sentimentos, contra as quais ele 
deve aprender a se defender, se quiser conquistar a 
serenidade do espírito, que constitui o apanágio do 
verdadeiro Iniciado.
 271 - Lembra-lhe alguma coisa o sinal de ordem?
Sim, o Esquadro ou Esquadria, o Nível e a Perpendicular.
 272 - Que significado tem o sinal gutural?
Significa que o maçom prefere ter cortada à garganta e 
arrancada a língua pela raiz a faltar ao juramento.
 273 - O Irmão poderia interpretar o Painel da Loja de 
Aprendiz?
O Painel da Loja de Apr∴representa para o Apr∴M∴a bússola 
que determina o rumo seguro a ser seguido, para a realização 
da grande tarefa a que se propôs, quando ingressou em nossa 
Subl∴Ord∴, ou seja, o Domínio de si próprio. No Painel da 
Loj∴estão desenhados todos os símbolos que o 
Apr∴M∴deverá dominar, que bem utilizados e interpretados, 
o ajudará no seu aperfeiçoamento moral através do polimento 
das arestas da P∴B∴e conseqüentemente partir para a 
construção do Templo da Virtude, o verdadeiro edifício da 
perfeição humana.
 274 - Nas iniciações, os candidatos passam por quatro 
provas: da terra, do ar, do fogo e da água. Quais as suas 
significações simbólicas?
Simbolicamente a prova da terra representa que o verdadeiro 
maçom deva morrer para o vício, para os erros, para os 
preconceitos vulgares e nascer de novo para a Virtude, para a 
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Honra e para a Sabedoria. A prova do ar representa o 
progresso de um povo, e o progresso é a vida geral da 
humanidade, é o seu avançar coletivo, ela encontra delongas 
e obstáculos, tem suas estações e as suas noites, mas sabe 
vencer todos os tropeços e tem o seu despertar. A prova do 
fogo cujas chamas simbolizam as aspirações, fervor e zelo, 
lembra ao maçom que deveis aspirar a excelência e a 
verdadeira glória e trabalhar com dedicação pelas causas em 
que empenhardes, principalmente as do povo, da Pátria e da 
Ordem. A prova da água é simbolicamente a purificação da 
alma, e assim como o oceano é um símbolo do povo, a cujo 
serviço dedicam-se os verdadeiros maçons, que não deveis 
deixar de servir ao povo quando ele precisar dos vossos 
serviços, conduzindo-o sempre pelos caminhos da Liberdade e 
da Justiça.
275 - Que significado simbólico tem a apresentação, ao 
neófito, da Taça Sagrada, com os líqüidos doce e amargo?
Significa que o homem sábio e justo deve gozar os prazeres 
da vida com moderação.
276 - Qual o significado do Livro da Lei em uma Loja?
O Livro da Lei regula nossa conduta no lar, no trabalho e na 
sociedade, inspira-nos a viver voltados para a prática do bem, 
representa a crença ou a mais alta expressão de fé. 
277 - Símbolo do que é o Esquadro?
É o símbolo da retidão e das ações pautadas na justiça, 
simboliza a Matéria.
278 - O Compasso simboliza o que, no grau 1?
O Compasso simboliza o Espírito.
279 - Que significa o fato de três números compor uma 
Oficina? O Irmão pode nos dizer quais são?
Se o número de M∴M∴for inferior a sete, ainda assim, 
poderão eles se reunirem, mas nesse caso não formarão ou 
fundarão uma Loja, mas sim um Triângulo, o qual é 
constituído por mestres em número de três. Um Triângulo 
poderá posteriormente transformar-se em Loja, desde que 
preenchidas as exigências correspondentes.
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280 - Sendo nossa Oficina um quadrilongo, que mede a 
largura do oriente ao ocidente, o comprimento do sul ao norte 
e que tem a altura da terra ao céu e a profundidade da 
superfície ao centro da terra, que significado tem essas 
dimensões?
Significa dizer que a Maçonaria é Universal e o Universo um 
verdadeiro Templo.
281 - Nossa Oficina é sustentada por três grandes colunas: 
Coríntia, Dórica e Jônica. Dê-nos seus nomes e representações 
na organização da Loja.
- Jônica – a Sabedoria – V∴M∴– Minerva
- Dórica – a Força – 1º Vig∴ – Hércules
- Coríntia – a Beleza – 2º Vig∴ – Vênus
282 - Que significado simbólico tem o Pavimento Mosaico?
O principal simbolismo do Pav∴de Mos∴é a dualidade 
antagônica, sendo as principais a do bem e a do mal, a 
espiritualidade e a materialidade.
 283 - Que representa a Orla Denteada?
Representa o princípio da atração universal simbolizada no 
amor, os dentes brancos e pretos entravados, simbolizam que 
o maçom deve estar unido aos seus irmãos pelo laço 
indestrutível da fraternidade, as borlas colocadas nos pontos 
extremos da Orla Denteada, lembram as quatro virtudes, que 
são a temperança, a justiça, a coragem e a prudência.
284 - Simbolicamente, qual o significado da corda de 81 nós?
Seu maior simbolismo esta na realidade simples que espelha, 
ela é confeccionada de fios de fibras frágeis, que porém 
unidos, tornam-se fortes e indestrutíveis, como a união de 
todos os irmãos maçons.
285 - Que representa a Pedra Bruta?
A P∴B∴representa a inteligência, o sentimento do homem 
primitivo, áspero, que mais tarde, com as instruções dos 
mestres, adquira finalmente educação liberal e virtuosa. A 
P∴B∴significa o estado imperfeito de nossa natureza.
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286 - São jóias móveis de uma Loja; o Esquadro, o Nível e o 
Prumo. Diga-nos quais seus significados e porque são móveis?
São jóias móveis porque os obreiros que as utilizam, não 
serão sempre os mesmos, e a cada eleição elas passarão as 
mãos de novos irmãos. São elas o esquadro, o nível e o 
prumo, que são o Ven∴M.'., o 1° Vig∴e o 2° Vig∴.
 287 - Que simbolismo tem a circunvolução em Loja?
A circulação em Loja deve ser sempre no sentido do 
movimento dos ponteiros do relógio, ou seja, dextrocêntrico, 
pois simbolicamente o maçom deve ir sempre para frente, 
progredir sempre e nunca retornar.
288 - Que simbolismo tem, nos trabalhos Maçônicos do grau 
1, a letra "B"?
São vários os significados e interpretações a respeito, mas 
devemos saber que a palavra que dá nome a coluna B, quer 
dizer Força e Alegria.
289 - Que simbolismo lhe diz o fato da jóia do Mestre de 
Cerimônias ser um triângulo?
Porque reúne três em um; porque formado por três linhas e 
três ângulos, é na Geometria a figura principal, e porque 
servindo para medir as maiores distâncias, é uma das basesda ciência humana.
290 - Que significa na Câmara de Reflexões, a presença do 
crânio humano ou esqueleto, do galo e da ampulheta, 
juntamente com as palavras VIGILÂNCIA E PERSEVERANÇA?
O esqueleto humano foi em tempos passado empregado para 
experimentar a coragem do candidato, era essa a primitiva 
prova, hoje, porém, é o emblema da verdadeira igualdade, a 
sua presença serve para indicar ao candidato o termo fatal de 
todos os membros da humanidade, qualquer que seja a 
camada social de que cada um faça parte. A ampulheta, 
mostrando pelo escoamento da areia o decorrer do tempo e o 
galo, geralmente tido como o símbolo da vigilância, servem 
para indicar ao iniciado que deve estar vigilante no papel que 
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tem, a desempenhar na sociedade, tendo em vista que o 
tempo não para.
291 - O que é Maçonaria?
Maçonaria é uma ordem cujas doutrinas básicas são amor 
fraterno, auxílio mútuo, filantropia e constante busca da 
verdade. Os maçons se esforçam para desfrutar da companhia 
de seus irmãos, ajudando-se em tempos de dificuldade 
pessoal e reforçamos valores morais essenciais. Um antigo 
provérbio maçom diz que a Maçonaria ensina os homens a 
serem bons e os que já o são, ela os torna melhor. 
Como os homens são um produtos do meio, a Maçonaria 
oferece uma oportunidade para se entrar em contato regular 
e agradável com homens de caráter, reforçando o próprio 
desenvolvimento pessoal e moral, num clima de 
companheirismo e fraternidade. 
Para manter esta fraternidade, é proibida a discussão de 
religião e política dentro das lojas, uma vez que estes 
assuntos dividiram freqüentemente os homens ao longo da 
história. A Maçonaria encoraja um homem a ser religioso sem 
defender uma religião em particular, tanto quanto incentiva 
que ele seja ativo na comunidade, sem defender um sistema 
ou partido político em particular. 
Os Maçons, também conhecidos como pedreiros, não 
encontram na Maçonaria ensinamentos sobre a arte da 
construção, como o faziam os Maçons operativos da Idade 
Média. O trabalho atual da Maçonaria usa os símbolos do 
pedreiro como uma para o desenvolvimento moral. Assim, as 
ferramentas comuns que eram usado nos canteiros 
medievais, como o maço, o cinzel, o nível, o prumo e outros, 
têm cada uma um significado simbólico na Maçonaria. 
A Maçonaria se distingue de outras ordens fraternais por sua 
ênfase no caráter moral, no seu sistema de rituais e na sua 
longa tradição, com uma história que data aproximadamente 
do século XVII. 
Há três graus em Maçonaria. Outros corpos conferem graus 
adicionais, até o 33º no Rito Brasileiro, mas nas lojas normais 
ou simbólicas, tem-se os graus de Aprendiz, Companheiro e 
Mestre
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A maioria das lojas tem reuniões regulares e semanais e 
congregam-se em Potências Maçônicas, chamadas Grandes 
Orientes ou Grandes Lojas. 
292 - O que é o Rito Brasileiro?
Criado em 1878, em Pernambuco, mas tem sua existência 
legal a partir de 23 de dezembro de 1914, quando foi 
publicado o Decreto nº. 500, do então Grão-Mestre do Grande 
Oriente do Brasil, Lauro Sodré, fazendo saber que, em sessão 
do Conselho Geral da Ordem havia sido aprovado o 
reconhecimento e incorporação do Rito Brasileiro entre os que 
compunham o Grande Oriente do Brasil. Depois o Rito 
desapareceria, para ressurgir em 1940 e novamente em 1962, 
praticamente desaparecer, até que em 1968, o Decreto nº. 
2.080, de 19 de março de 1968, do Grão-Mestre Álvaro 
Palmeira, renova os objetivos do Ato nº. 1617 de 3 de agosto 
de 1940, como o marco inicial da efetiva implantação do Rito 
Brasileiro. A partir daí, o rito teve grande crescimento no 
país.
O Rito Brasileiro é um corpo de normas que regem os 
trabalhos de uma Loja, quando em reunião regular. É o 
segundo rito mais praticado no Brasil, enquanto que o mais 
utilizado no mundo é o Rito de York ou Rito Emulação. As 
diferenças entre eles não chegam a ser significativas. Outros 
ritos, como o Escocês, o Moderno e o Adonhiramita convivem 
com os dois primeiros. 
293 - Se a Maçonaria não é uma religião, por que usa um ritual? 
A relação entre ritual e religião é muito freqüente, mas se 
analisarmos o assunto vamos notar que os rituais são uma 
parte de nós que nós pouco notamos. Ritual é simplesmente a 
maneira como algumas coisas são feitas, uma espécie de 
procedimento padrão para impor ordem e disciplina aos 
trabalhos. Uma reunião de condôminos obedece uma ordem 
determinada, da mesma forma como uma reunião de pais e 
mestres num colégio. Sem essa seqüência de atos a serem 
vencidos temos a baderna e a perda de tempo. O resultado 
será sempre questionável.
Há rituais sociais ou convenções que nos dizem devemos nos 
Apresentar às pessoas, como participar de uma conversação, 
esperando por uma pausa, como enfrentar uma fila, com 
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paciência, sem empurrar ou tentar passar à frente com algum 
tipo de artifício. 
A Maçonaria usa um ritual porque é um modo efetivo para 
ensinar idéias importantes. Além disso, o ritual Maçônico é 
muito rico e muito antigo, remontando aos primórdios de sua 
criação.
294 - O que é um templo maçônico?
Templo é o local onde se realizam as reuniões regulares das 
Lojas Maçônicas. Essas reuniões, nos seus primórdios, não 
eram feitas em um local específica. A partir da construção do 
Fremason's Hall, na Inglaterra, em 1776, as reuniões 
ganharam um local fixo. Muitas lojas, em função do tamanho 
de seu quadro, utilizam as instalações ou templos de outras 
lojas. 
Esse templo tem algum caráter religioso? 
Não e isso pode ser observado na própria definição da 
palavra. Templo pode ser um edifício de tamanho imponente, 
que serve o público ou uma organização de algum modo 
especial, não tendo, necessariamente, caráter religioso. 
295 - O que é De Molay?
A Ordem Internacional De Molay é uma organização fraternal 
que congrega jovens entre 13 e 21 anos, fundada na cidade 
de Kansas, Missouri, em 24 de março de 1919, por Frank 
Sherman Land. Os Capítulos De Molay são patrocinados por 
Lojas Maçônicas, cujos membros fazem parte do seu Conselho 
Consultivo. 
Os Capítulos De Molay celebram reuniões semanais, valendo-
se de um ritual própria para direcionar essas reuniões. Além 
disso, promovem atividades que incluem torneios, eventos 
sociais, filantrópicos, cívicos, etc. 
Seu nome vem de Jacques De Molay, que foi último dos 
Cavaleiros Templários a ser executado pela Inquisição, em 18 
de março de 1314. 
296 - O que é Arco-íris?
A Ordem Internacional Arco-íris para Meninas é uma 
organização para meninas de 11 a 20 anos idade, sendo a 
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correspondente feminina da Ordem De Molay, com quem 
freqüentemente desenvolve atividades conjuntas, com o 
mesmo objetivo fraterno.
297 - O que é o avental maçônico?
Durante a cerimônia da iniciação, o Maçom é revestido com 
um avental branco, símbolo do trabalho. Ao atingir o grau de 
mestre, esse avental é trocado por um outro, com as cores do 
rito, normalmente vermelho e/ou azul. Assim como os antigos 
pedreiros utilizavam seu avental como proteção, 
simbolicamente o Maçom, quando em Loja, usa o seu avental 
para realizar seus trabalhosos rotineiros.
 298 - O que pensa a Maçonaria do racismo?
Para a Maçonaria, todos os homens foram feitos iguais, não 
havendo, entre seus membros, distinção de raça, crença ou 
cor. 
299 - A Maçonaria é uma elite?
Se considerarmosque apenas são convidados a participar da 
Maçonaria homens virtuosos e representativos da sociedade, 
pode-se dizer que ela é uma elite, embora o correto seja 
afirmar que ela impõe critérios rigorosos para a iniciação de 
um novo membro. Costuma-se dizer que o que no homem 
comum é uma virtude, no Maçom é uma obrigação. 
300 - Uma vez iniciado na Maçonaria, uma pessoa jamais poderá desfiliar-
se?
Não há esse impedimento. Desejando afastar-se da 
Maçonaria, basta que o Maçom requeira seu afastamento a 
sua Loja, pois isso é um direito seu. A Maçonaria preza a 
liberdade de seus membros e defende-a tanto quanto luta 
para preservar a liberdade dos cidadãos em geral. 
301 - A Maçonaria é uma sociedade secreta?
Não, pois a localização de seus templos é conhecida e pode 
ser encontrada facilmente em qualquer lista telefônica. Suas 
reuniões são secretas, porque reservadas apenas aos 
membros efetivos, diferentemente de uma sociedade secreta, 
cuja existência é desconhecida ao público e negada por seus 
participantes. 
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As reuniões são fechadas para preservar os segredos 
maçônicos, que são principalmente seus modos de 
reconhecimento, como sinais, cumprimentos e frases pelos 
quais os Maçons se reconhecem um ao outro. 
302 - A Maçonaria é uma religião?
Não, a Maçonaria não é uma religião, mas defende a 
existência de um Ser Superior ou Princípio Criador. Uma 
religião é muito mais complexa, implicando em detalhes como 
a existência de um plano para salvação ou caminho pelo qual 
se alcança uma recompensa depois da vida. Implica também 
numa teologia que tenta descrever a natureza Deus e divulga 
a descrição de modos ou práticas pelo qual um homem ou um 
mulher podem buscar comunicar-se com Deus. 
A Maçonaria não faz nenhum dessas coisas. Apenas abre e 
fecha seus trabalhos com uma oração e ensina que nenhum 
homem deveria começar qualquer empresa importante sem 
antes buscar apoio espiritual em Deus. Apesar disso, não 
ensina aos homens como eles devem rezar ou o que devem 
pedir. Ao invés disso, prega que cada um tem que achar suas 
respostas para suas grandes perguntas na sua própria fé, na 
sua igreja, sinagoga ou templo religioso. 
303 - Quais são as exigências para se tornar um Maçom?
É necessário que o candidato prime pela moral e pelos bons 
costumes. Deve ter uma profissão definida que lhe garanta a 
subsistência. 
304 - Como se faz para ser um maçom? 
É preciso que o candidato seja indicado por um Mestre Maçom 
e tenha a sua iniciação aprovada pela Loja. Ninguém se 
inscreve para ser maçom. Por suas qualidades, ele é notado 
por um maçom que o indica para sua Loja. Todo um processo 
de admissão é desenvolvido, quando o candidato é ouvido, 
bem como sua família. Nesta fase, são prestadas informações 
preliminares sobre a Ordem Maçônica, seus objetivos e 
atividades. 
305 - Um religioso pode ser um Maçom?
Nada impede que um religioso seja aceito como maçom. O que 
jamais se verá, no entanto, é um ateu sendo recebido na 
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Maçonaria, pois um dos princípios básicos para admissão na 
Ordem é a crença num Ser Supremo. 
306 - Onde posso encontrar livros sobre a Maçonaria? 
Existem editoras especializadas em publicar livros maçônicos. 
Pelo seu conteúdo, alguns têm sua leitura restrita apenas a 
Maçons, enquanto que outros, pelo conteúdo histórico ou 
explicativo, são acessíveis aos não-iniciados. Uma editora 
conceituada seguramente prestará as informações 
necessárias e fornecerá uma lista de livros recomendados.
307 - Como surgiu a Maçonaria no Brasil? 
Maçonaria é a mais antiga fraternidade no mundo. 
Provavelmente surgiu nos canteiros de obras dos castelos e 
catedrais da Idade Média. Em 1717, A Maçonaria criou uma 
organização formal na Inglaterra, quando a primeira loja foi 
formada. A partir daí, levada pelo seu lema principal, 
Liberdade, Igualdade e Fraternidade, espalhou-se pela Europa 
e pelo mundo, chegando à América e ao Brasil. Para saber 
mais sobre o assunto, consulte o texto Historia da Maçonaria 
no Brasil.
308 - Qual a finalidade da Maçonaria? 
Combater a ignorância, os erros e os preconceitos em todas 
as suas modalidades.
309 - Qual o programa da Maçonaria? 
a) obedecer as leis do País
b) praticar a justiça
c) amar o próximo
d) viver segundo os ditames da honra
e) trabalhar pela felicidade dos homens. 
310 - Qual é o objetivo da Maçonaria? 
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É o aperfeiçoamento social, moral e intelectual da 
humanidade, procurando constantemente a verdade, dentro 
de uma moral inflexível e da prática da solidariedade.
311 - Por que a Maçonaria combate a ignorância? 
Porque ela é a mãe de todos os vícios.
312 - Por que a Maçonaria combate o fanatismo? 
Porque a exaltação religiosa ou política perverte a razão.
313 - A Maçonaria é política ou religiosa? 
Nem política e nem religiosa. Ela se coloca eqüidistante de 
todos os credos religiosos e partidarismos políticos.
314 - A Maçonaria impõe determinado credo religioso? 
A maçonaria deseja para suas fileiras elementos que saibam 
dirigir seus passos numa crença qualquer, desde que ligada a 
Deus. Assim, não impõe nem cogita de um determinado credo 
religioso.
315 - O que prega a Maçonaria? 
A crença na existência do Supremo Arquiteto do Universo. 
Subsidiariamente a essa crença, exige-se acreditar em uma 
vida futura. 
316 - Quais as denominações usuais utilizadas na Maçonaria no 
que diz respeito ao Criador? 
Supremo Arquiteto do Universo, Supremo Construtor e 
Grande Geômetra. 
317 - Qual o mais precioso bem para a Maçonaria? 
A liberdade, que é o patrimônio de toda a humanidade. 
318 - Em que se baseia a moral ensinada pela Maçonaria? 
No amor ao próximo. 
319 - Qual é o segredo maçônico? 
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É a significação profunda de seus símbolos. São os sinais 
figurativos e as palavras sagradas que compõem o linguajar 
maçônico, para comunicação a uma distancia maior e para 
reconhecimento dos maçons, não importando o idioma que 
falem. 
320 - Qual a origem da Maçonaria? 
Sua origem se perde na noite dos tempos. 
321 - Por que a maçonaria é uma instituição? 
Porque tem por objetivo tornar feliz a humanidade pelo amor, 
pelo aperfeiçoamento de costumes, pela tolerância, pela 
igualdade e pelo respeito à autoridade legalmente 
constituída, às leis do país em que se acha estabelecida, 
sendo Universal, espalhando-se as suas Oficinas por todos os 
recantos da Terra. 
 
OS LANDMARKS E OS MANDAMENTOS
322 - O que se entende por Landmarks? 
Os landmarks são considerados como as mais antigas leis que 
regem a maçonaria universal, caracterizando-se por sua 
antigüidade. 
323 - Qual a duração dos Landmarks? 
São eternos e imutáveis. Enquanto a maçonaria existir os 
landmarks serão os mesmos, como o eram há séculos. 
324 - Quantos são os Landmarks? 
São vinte e cinco e foram colecionados pelo irmão A. Mackey. 
325 - Qual o primeiro Landmark da Maçonaria? 
Crer no Supremo Arquiteto do Universo. 
326 - Por que o sigilo é um dos principais lindeiros maçônicos? 
Porque os métodos de reconhecimento e identificação e os 
trabalhos maçônicos devem ser sigilosos. Trata-se de regra 
que resulta mais dos ensinamentos bíblicos e do culto da 
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modéstia e da humildade, do que do receio de indiscrições 
profanas. 
327 - O que são regras gerais? 
São certas normas tradicionais ainda conservadas nos 
Regulamentos Maçônicos,quer como complemento dos 
Landmarks, quer como corolário da própria doutrina 
maçônica. 
328 - Conheça cinco mandamentos da maçonaria universal. 
a) adora o Supremo Arquiteto do Universo que é Deus 
b) faze o bem pelo próprio bem 
c) ama o teu próximo como a ti mesmo 
d) não faças o mal, embora não esperes o bem 
e) faze do teu corpo um templo, do teu coração um altar e do 
teu espírito um apostolo do amor, da verdade e da justiça 
329 - No que consistem as boas obras? 
No verdadeiro culto que se pode tributar ao Supremo 
Arquiteto do Universo que é Deus. 
A MAÇONARIA SIMBÓLICA
 
330 - Como se divide a Maçonaria Simbólica? 
A maçonaria simbólica se divide nos três primeiros graus 
universalmente reconhecidos e adotados, Aprendiz, 
Companheiro e Mestre. 
331 - O que é uma Loja Simbólica?
É uma entidade jurídica que congrega um numero ilimitado de 
maçons, com um mínimo de sete mestres, sujeita a leis e 
regulamentos da sua potência e aos princípios da maçonaria 
universal. 
332 - Em quantas categorias dividem-se as lojas simbólicas? 
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Em três categorias. Constituídas, provisórias e ocasionais. 
333 - O que se sabe sobre a Maçonaria Simbólica?
Embora a maçonaria de qualquer grau se inspire em 
alegorismo e simbologia, os maçons separam a maçonaria 
simbólica da maçonaria de perfeição e da maçonaria 
filosófica. 
334 - O que constitui a Maçonaria Simbólica?
Constitui a maçonaria básica, essencial e fundamental, só 
abrangendo os três primeiros graus. 
335 - Todo maçom tem que pertencer a uma Loja Simbólica?
Sim, todo maçom, mesmo do grau máximo de qualquer rito, 
tem de pertencer a uma loja simbólica. 
336 - O que ocorrerá se ele não pertencer a uma Loja 
Simbólica? 
Será considerado irregular e perderá até o direito de 
freqüentar as reuniões de seu próprio grau. 
O MAÇOM
 
337 - O que significa a palavra Maçom?
Trata-se de palavra vinda do francês “maçon” que em 
português recebe a grafia de “maçom” ou “mação” e quer 
dizer “pedreiro”.
338 - O que é um Maçom?
É maçom todo aquele que for regularmente iniciado nos 
Augustos Mistérios da Ordem Maçônica em Loja Justa e 
Perfeita.
339 - Como deve ser um Maçom?
Ser maçom, não é apenas colocar-se dentro de um Templo, 
devidamente revestido de suas insígnias e em postura 
correta; ser maçom é irradiar as qualidades mentais e 
espirituais adquiridas através de uma vivência maçônica.
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340 - O que se espera de um Maçom?
O maçom, desde que integrado na essência da iniciação, deve 
ser bom pai, melhor filho, apreciável irmão, ótimo esposo e 
invejável cidadão.
341 - Como deve agir um Maçom?
Deve tornar-se uma criatura transfigurada espiritualmente, 
pautando sua norma de agir dentro dos princípios maçônicos, 
elegendo sua consciência como guia e proclamando sua 
liberdade como requisito fundamental.
342 - Quais são os valores que a Maçonaria reconhece?
São os sentimentos nobres e as ações altruísticas, únicos 
valores pessoais que a maçonaria reconhece como de alta 
valia para os homens.
343 - Como se denominam os atuais maçons?
Maçons antigos, livres e aceitos.
344 - O que se entende por Maçom Aceito?
São maçons não profissionais ou não operativos, admitidos ou 
agregados a corporações de pedreiros-livres e respectivas 
fraternidades, nos tempos em que a maçonaria operativa 
passou a congregar nobres, intelectuais e protetores.
345 - O que se entende pelo adjetivo “Livre” em Maçonaria?
Designa o homem independente, senhor de si mesmo e que 
pode, por sua condição, pertencer à Ordem Maçônica, sem 
sacrifício de seu bem-estar pessoal e do sustento de sua 
própria família.
346 - Quais os principais direitos de um Maçom?
a) a justa proteção de sua Loja, da Ordem e dos maçons;
b) emitir livremente sua opinião, desde que não fira os 
preceitos da Ordem;
c) pugnar pelos seus direitos, exercendo a mais ampla 
liberdade de defesa;
d) pedir em qualquer tempo a sua demissão.
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347 - Quais os principais deveres de um Maçom?
a) cumprir e fazer cumprir todas as leis e resoluções 
emanadas das autoridades maçônicas competentes;
b) instruir-se nos princípios e práticas maçônicas;
c) ser membro ativo de uma loja e ser assíduo em seus 
trabalhos;
d) reunir e discutir assuntos maçônicos somente em lugar 
vedado à vista e aos ouvidos dos não maçons.
348 - Quais as obrigações de um Maçom?
a) honrar e venerar o G∴A∴D∴U∴ que quer dizer: Supremo 
Arquiteto do Universo;
b) tratar todos os homens como seus iguais;
c) combater a ambição;
d) lutar contra a ignorância;
e) praticar a justiça.
349 - Quais são os deveres de um maçom para com o 
G∴A∴D∴U∴?
Amá-lo sobre todas as coisas, venerando-o com todo o 
respeito e não tomando o seu Santo Nome em vão.
350 - O que ambiciona o Maçom? 
Sendo livre de bons costumes e estando nas trevas, 
ambiciona ver a luz.
351 - Onde o Maçom é recebido? 
Em uma Loja justa, perfeita e regular.
352 - Por quem o Maçom é levado a uma Loja?
Sempre por um amigo que, depois, acaba reconhecendo como 
irmão.
353 - Por que se usa o tratamento de Irmão?
Porque os maçons devem amarem-se uns aos outros e serem 
leais e dedicados mutuamente. Traduz uma maneira de 
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proceder muito afetiva e agradável a todos os corações dos 
que militam em seus augustos Templos ou augustos 
mistérios.
354 - Qual a obrigação que encerra o titulo de Irmão?
Encerra uma obrigação muito séria, que é a de socorrer 
qualquer outro irmão que se achar em situação difícil, desde 
que não seja originada por sua própria culpa ou leviandade.
355 - Como o Maçom se liga à Sublime Instituição?
Por um juramento e uma consagração.
356 - Qual a promessa que o Maçom faz ao ser admitido?
Proteger e socorrer a seus irmãos, dentro do que é justo.
357 - Para que serve o segredo maçônico?
O segredo e mistério que cobrem os trabalhos maçônicos 
servem para conservar fora de qualquer ostentação os 
benefícios distribuídos.
358 - Quais são as características de um bom Maçom?
Ser possuidor de virtude, honra e bondade.
359 - Quais as qualidades essenciais ao Maçom? 
Cultivar amor, vontade e inteligência.
360 - O que é trolhamento ou telhamento? 
É a verificação da identidade de um visitante em uma Loja 
que não seja a sua, quando responderá a um questionário que 
lhe é proposto pelo Venerável Mestre, precedido da 
apresentação de documentos.
361 - Qual a origem da identificação maçônica? 
A identificação por meio de Sinais, Toques e Palavras é de 
origem medieval, praticada que era, principalmente, entre os 
“pedreiros-livres” nas respectivas fraternidades.
362 - Como o Maçom se faz reconhecer? 
Pelos sinais, toques e palavras.
363 - O que significa o sinal? 
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A honra de guardar o segredo.
364 - Qual o significado da Palavra Sagrada? 
Força, Moral e Apoio.
365 - O que se entende por tolerância em Maçonaria? 
Entende-se que o comportamento do maçom deve ser de 
respeito a todas as manifestações da consciência.
366 - O que significa a expressão “Entre Colunas”? 
Significa “entre irmãos”, ou,” em segredo” e, ainda, em 
“Loja coberta”.
367 - Qual a verdadeira insígnia do Maçom? 
O Avental que usa.
368 - Pode o Maçom apresentar-se em Loja sem a sua insígnia? 
Em nenhuma sessão poderá o maçom apresentar-se sem estar 
revestido do avental.
369 - Porque o Maçom deve usar o avental em Loja? 
O maçom trabalha de avental. É ele o símbolo do trabalho e a 
dignidade do trabalho e mais importante que qualquer outro 
distintivo.
370 - Por que o aprendiz usa o avental com a abeta levantada? 
A tradição afirma que os aprendizes carregavam pedras junto 
ao peito. Por isso a aprendiz usa o avental com a parte 
superior levantada.
371 - O que significam as luvas brancas trazidas pelos maçons? 
Elas são o símbolo da pureza e significam que o maçom 
deverá Ter sempre suas mãos limpas de qualquer impureza.
A LOJA MAÇÔNICA
 
372 - O que deve ser uma Loja? 
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Ela deve ser o reino da harmonia. O modelo da futura 
sociedade almejada pelos maçons.
373 - O que é o local onde os maçons se reúnem? 
É o mundo da fraternidade e da justiça social, o local onde os 
maçons trabalham pela futura comunhão universal.
374 - O que se entende por loja constituída? 
São aquelas que possuem Cartas Constitutivas Permanentes, 
estando investidas na plenitude de seus direitos.
375 - O que é uma Loja? 
É o lugar onde se reúnem os maçons periodicamente para 
praticar as cerimônias ritualísticas que lhe são permitidas, 
num ambiente de fraternidade.
376 - O que representa o recinto de uma Loja? 
O recinto de uma Loja Maçônica representa um sodalício de 
elevadas experiências morais, onde são dosados os 
caracteres dos homens. É um laboratório de cultura, de 
estudo, de progresso moral e de saber avantajado.
377 - Para que os maçons se reúnem em Loja? 
Para combater a tirania, a ignorância, os preconceitos e os 
erros e para glorificar o direito, a justiça e a verdade.
378 - O que pretendem promover os maçons reunidos em Loja? 
O bem-estar da Pátria e da Humanidade.
379 - O que se pratica dentro de uma Loja? 
Levantam-se Templos à Virtude e cavam-se Masmorras ao 
Vício.
380 - Onde se reúnem os maçons? 
Os trabalhos de uma Loja regularmente constituída devem 
realizar-se em local adequado, especialmente construído para 
essa finalidade, ou devidamente adaptado. Este lugar onde os 
maçons se reúnem para os seus trabalhos chama-se 
“Templo”.
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381 - Qual é o templo espiritual de um Maçom? 
É o Templo simbólico construído no coração de todos os 
maçons. É através do aperfeiçoamento moral e intelectual de 
seus membros que a Sublime Instituição pretende alcançar a 
evolução de toda a humanidade.
382 - Qual a linguagem que predomina dentro da Loja? 
A linguagem dos símbolos, eis que estes falam 
incessantemente à alma humana o idioma da razão, em busca 
de um grande ideal – a perfeição.
383 - Quais os tipos de sessões que uma Loja realiza? 
Sessões Ordinárias, Extraordinárias e Magnas.
384 - Quantos obreiros são necessários para que uma Loja 
possa se reunir? 
Deverão estar presentes pelo menos sete obreiros, dos quais, 
no mínimo, três Mestres Maçons.
385 - Por que associar-se a loja ao Templo de Salomão? 
Na concepção maçônica, ficaram sendo Templos todas as 
edificações destinadas às Lojas, reproduzindo, destarte, o de 
Salomão, com as imagens e a idéia do Universo e todas as 
maravilhas da criação.
386 - O que lembra o designativo “de Salomão”? 
Lembra o vulto de grande monarca que se transformou num 
símbolo inimitável de sabedoria e de justiça. De sua sabedoria 
invulgar nasceu sua magnífica obra arquitetônica, que deu 
origem ao simbolismo maçônico.
387 - Qual a forma e quais as dimensões de uma loja? 
É a de um quadrilongo. Seu comprimento é do Oriente ao 
Ocidente; sua largura é do norte ao sul; sua profundidade é 
da terra ao Céu.
388 - O que simboliza tão vasta extensão? 
A universalidade da Sublime Instituição.
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389 - O que é uma loja regular? 
É a que obedece a uma Potência Maçônica regular.
390 - Por que razão a Loja está situada do Oriente para o 
Ocidente? 
Porque a luz do sol e as luzes do Evangelho da civilização 
vieram do Oriente espalhando-se pelo Ocidente.
391 - O que sustenta uma Loja? 
Três grandes colunas, denominadas: Sabedoria, Força e 
Beleza. 
392 - O que representam essas três colunas? 
Respectivamente: Salomão, Hiram e Hiram Abif.
393 - Quais ordens de arquitetura foram dadas a essas três 
colunas? 
A Jônica para representar a Sabedoria; a Dórica para 
representar a Força e a Corintia para representar a Beleza.
394 - O que representa o teto de um templo?
A abóbada celeste.
395 - Quais são os sustentáculos da abóbada que cobre uma 
Loja?
Doze lindas colunas que representam os doze signos 
zodiacais.
396 - O que simbolizam as romãs sobre os capitéis? 
As Lojas e os maçons espalhados pela face da Terra.
397 - O que lembram as sementes? 
Suas sementes unidas lembram a fraternidade e a união entre 
os homens.
398 - O que é a sala dos passos perdidos? 
É uma sala que existe antes do Templo, devendo ser ato 
confortável quanto possível, servindo para a recepção dos 
visitantes e permanência dos obreiros.
399 - O que é o Átrio? 
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Nas Lojas Maçônicas dá-se este nome ao espaço ou sala que 
existe entre as entradas do Templo e a Sala dos Passos 
Perdidos.
400 - Como é feita a circulação dentro de um Templo? 
Da esquerda para a direita, no sentido do movimento dos 
ponteiros do relógio.
401 - Para se retirar de um Templo o que se necessita? 
A permissão do Venerável Mestre, deixando o óbolo na Bolsa 
de Beneficência e jurando nada revelar do que ali foi tratado.
402 - Qual a ordem dos trabalhos em Loja? 
a) Abertura ritualística;
b) Leitura do Balaústre;
c) Leitura do expediente;
d) Entrada de visitantes;
e) Saco de propostas e informações;
f) Ordem do dia; 
g) Tronco de Solidariedade;
h) Palavra a bem da ordem geral e do quadro em particular;
i) Saudação aos visitantes;
j) Encerramento ritualístico; e,
j) Cadeia de união.
403 - Por que se encontra a Bandeira Nacional dentro do 
Templo? 
Porque o amor, respeito e glorificação da Pátria constituem o 
apanágio permanente da maçonaria. Assim, para que se 
preste esse culto é que o Pavilhão Nacional encontra-se 
dentro do Templo.
404 - Qual é o traje para as sessões magnas? 
É obrigatório o uso de traje a rigor preto ou azul-marinho, 
gravata (da cor do Rito), sapatos e meias pretos, camisa 
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branca, sendo tolerado, em casos excepcionais, o uso do 
balandrau pelos visitantes.
405 - O que é o balandrau? 
É o traje antigo usado pelos maçons com formato de “opa” ou 
capote longo, com mangas compridas e capuz, hoje 
simplificado como simples capa ou beca.
406 - Quando se permite a presença de não maçons 
especialmente convidados nas sessões das lojas? 
Nas Sessões Magnas Publicas.
A ADMINISTRAÇÃO DA LOJA
407 - Como se compõe a administração de uma Loja? 
Compõe-se de Luzes, Dignidades e Oficiais.
408 - Quais são as luzes de uma Loja?
O Venerável Mestre e os primeiro e segundo Vigilantes.
409 - Quais são as dignidades de uma Loja? 
Orador, Secretário, Tesoureiro e Chanceler.
410 - Quais são os oficiais de uma Loja? 
Mestre de Cerimônias, Hospitaleiro, Primeiro e Segundo 
Diáconos, Porta Espada, Porta Estandarte, Primeiro e 
Segundos Expertos, Guarda do Templo, Cobridor, Mestre de 
Banquetes, Mestre de Harmonia, Arquiteto e Bibliotecário.
411 - Qual é a função do Venerável Mestre em uma Loja? 
É o seu presidente nato, representando-a junto à sua Potência 
Maçônica, ao poder civil e em suas relações com terceirosem 
geral. Internamente dirige a Loja.
412 - Qual deve ser conduta do Venerável? 
Deve ser um exemplo aos que dirige de recomendação e 
prestigio à Maçonaria.
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413 - Quem substitui o Venerável Mestre em suas faltas ou 
impedimentos? 
Será substituído, observada a seguinte ordem: 
I - o 1º e 2º Vigilantes;
II - o Ex-Venerável;
III - os Grandes Beneméritos da Ordem, Membros da Loja;
IV - os Beneméritos da Ordem, Membros da Loja;
V - o Decano dos Membros presentes
414 - Quais as funções dos Vigilantes? 
São responsáveis pela disciplina e ordem em suas colunas, 
competindo-lhes anunciar, cumprir e fazer cumprir as ordens 
do Venerável Mestre.
415 - Quais as funções principais do Primeiro Vigilante? 
Verificar se o Templo está a coberto e se todos os presentes 
são maçons.
416 - Quais as funções do Orador? 
O Orador é o principal responsável pelo fiel cumprimento das 
disposições legais, competindo-lhe entre outras, opor-se, de 
oficio, a toda e qualquer deliberação contrária às leis e 
resoluções emanadas da autoridade competente, 
interpretando e dirimindo dúvidas sobre tais disposições e 
apresentar as conclusões finais de toda a matéria em debate, 
sem entrar no mérito da questão.
417 - Qual a função do Guarda do Templo? 
Verificar se, realmente, o Templo está coberto, zelando para 
que ninguém venha perturbar a sessão.
418 - O que simboliza o Mestre de Cerimônias? 
Simboliza o ordenamento do caos e a criação do Universo, 
tendo a missão de compor a Loja, preenchendo os cargos.
419 - O que simbolizam os bastões usados pelo Mestre de 
Cerimônias e pelos Diáconos? 
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Os três bastões simbolizam o poder da união, já que, juntos, 
não poderão ser quebrados com facilidade. São o símbolo da 
autoridade moral e da fortaleza material da Loja.
420 - O que é preciso para que uma Loja seja Justa e Perfeita? 
Que três a governem, cinco a componham e sete a 
completem.
421 - O que representam as Colunas da Loja? 
Jônica – sabedoria – venerável – oriente;
Dórica – beleza – primeiro vigilante – ocidente;
Corintia – beleza – segundo vigilante – sul.
422 - Por que o Venerável representa o Pilar da Sabedoria? 
Porque dirige os obreiros.
423 - Por que o Primeiro Vigilante representa o Pilar da Força? 
Porque paga o salário aos obreiros, que é a força e a 
manutenção da existência.
424 - Por que o Segundo Vigilante representa o Pilar da 
Beleza? 
Porque faz repousar os obreiros e fiscaliza-os no trabalho.
425 - Quais são as jóias moveis da Loja? 
O esquadro, o nível e o prumo, porque são transferidas a cada 
ano aos novos dirigentes.
426 - O que significa o Esquadro no colar do Venerável Mestre? 
Que deve agir com retidão, obedecendo os Estatutos da 
Ordem.
427 - O que significa o nível trazido pelo Primeiro Vigilante? 
Significa a igualdade social, base do direito natural.
428 - O que significa o prumo trazido pelo Segundo Vigilante? 
Que o maçom deve ser reto em seu julgamento.
429 - Durante os trabalhos quem pode falar sentado? 
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O Venerável Mestre, os ex-Veneráveis, os vigilantes e Oficiais.
430 - Quem mais pode falar sentado durante os trabalhos? 
O Orador ao fazer as suas conclusões e o Secretário ao fazer a 
leitura do balaústre e do Expediente.
OS SÍMBOLOS MAÇÔNICOS
431 - O que é o símbolo na Maçonaria? 
Entre a maçonaria antiga e a maçonaria moderna existe um 
ponto fundamental e comum: o símbolo. O símbolo é a própria 
essência, a razão de ser da maçonaria. O visível é o reflexo do 
invisível.
432 - Qual a finalidade dos Símbolos? 
Sua finalidade é de selecionar aqueles que os integrando 
sejam dignos da verdade.
433 - O que se sabe a respeito dos Símbolos na Maçonaria? 
A maçonaria possui inúmeros símbolos, emblemas e adornos, 
cada qual com seu significado especial, destinados ao uso de 
seus obreiros.
434 - Qual a função dos símbolos maçônicos? 
A função dos símbolos não é a de ocultar. Tem a finalidade de 
levar aos adeptos da maçonaria os mais sábios ensinamentos, 
por meio de instrumentos, sinais, figuras e alegorias que, em 
conjunto, se resumem num elevado sistema de moral.
435 - No que se inspira a Maçonaria quando adota os símbolos? 
Inspira-se em alto grau na ciência simbólica, sugerindo que o 
homem aprende melhor por meio de comparações, do que por 
qualquer outro método.
436 - O que transmitem os símbolos na Maçonaria? 
Num templo maçônico não há adornos supérfluos, mas, sim, 
uma série de símbolos, cada um deles contendo uma 
transcendente mensagem que deverá ser decifrada e 
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entendida para que se possa, realmente, saber o que é a 
maçonaria.
437 - O que constituem as Lojas Simbólicas? 
Constituem incontestavelmente o alicerce sobre o qual s 
apóia toda a estrutura da pirâmide maçônica.
438 - Quais são as três grandes luzes emblemáticas da 
Maçonaria? 
O Livro da Lei, o Esquadro e o Compasso.
439 - O que significa o Livro da Lei? 
Significa o traçado espiritual para o aperfeiçoamento do 
maçom.
440 - O que representa o Livro da Lei? 
O código de moral, a fé que governa e anima a todos os 
maçons.
441 - O que prescreve o Compasso? 
Como emblema da precessão e da exatidão, prescreve aos 
verdadeiros maçons – com o circulo que traça – nada 
empreender que não seja justo.
442 - O que representa o Esquadro? 
Representa o símbolo da retidão, da justiça e da eqüidade.
443 - Por que o Venerável Mestre usa o Esquadro no colar? 
Porque ele deve ser o maçom mais reto e mais justo da Loja.
444 - O que simbolizam as pontas do Compasso ocultas sob o 
Esquadro? 
Simbolizam que o Aprendiz, trabalhando na Pedra Bruta, 
embora consciente da existência do Compasso, não o pode 
usar, enquanto sua obra não estiver perfeitamente acabada, 
polida e esquadrejada.
445 - O que representam o Compasso e o Esquadro unidos? 
A medida justa que deve presidir todas as ações dos maçons.
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446 - Durante que tempo o Compasso e o Esquadro 
permanecem unidos em Loja? 
Permanecem unidos, enquanto a Loja estiver em 
funcionamento
447 - O que recordam o Esquadro, o Compasso, o Nível e o 
Prumo? 
Recordam o papel de construtor social que compete a todos 
os maçons, traçando as normas pelas quais devem se 
conduzir.
448 - O que esses instrumentos representam ainda? 
O Esquadro representa a retidão;
O Compasso representa a justa medida;
O Nível representa a igualdade; e,
O Prumo representa a justiça
O que representa o Delta Sagrado? 
Representa o Supremo Arquiteto do Universo, a Suprema 
Perfeição e a Divina Providencia.
449 - O que lembra o Triângulo? 
Considera-se o triângulo a figura mais perfeita para lembrar 
aquele que foi, que é e que será.
450 - Qual o principal símbolo do Oriente? 
É o Delta, ou Triângulo Radiante, representando no alto do 
Painel do Trono, de modo que os obreiros possam contemplá-
lo sempre, sem esquecer jamais o Supremo Arquiteto do 
Universo.
451 - O que se encontra no centro do Delta? 
A letra IOD, inicial do tetragrama IEVE, símbolo da Grande 
Evolução (do que existiu, do que existe e do existirá).
452 - O que é o Altar dos Juramentos? 
O altar dos juramentos é a parte mais sagrada de uma Loja. 
Representa um altar de sacrifícios, eis que o neófito deixará, 
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quando de seu juramento, todos os seus vícios e as suas 
paixões aí, oferendaao Supremo Arquiteto do Universo.
453 - O que se encontra sobre o Altar dos Juramentos? 
O Livro da Lei, um Esquadro com seus ramos voltados para o 
Oriente e um Compasso aberto com as pontas voltadas para o 
Ocidente.
454 - O que representam os candelabros de três luzes que 
estão em cima dos altares? 
Os candelabros de três luzes representam os três aspectos do 
Logos, a Trindade Divina, manifestada no poder do Pai, na 
solicitude do Filho e na sabedoria do espírito Santo, que 
devem presidir os trabalhos da Loja.
455 - O que representa o Maço? 
É o símbolo da decisão voluntária que impele o cinzel em sua 
obra de aperfeiçoamento. É o instrumento indicado para 
trabalhar a Pedra Bruta, representando as resoluções retidas 
em nosso espírito.
456 - O que representa o malhete que está sobre o altar do 
Venerável Mestre? 
Ele representa a vontade quando bem dirigida; a força que 
age sob a direção do espírito, da sabedoria e da ciência.
457 - Nas mãos do Venerável Mestre o que representa o 
malhete? 
Simboliza, nesse caso, a autoridade e o poder. Às suas 
pancadas a Loja pára ou se movimenta, segundo a sabedoria 
do Mestre.
458 - Que interpretação se dá à movimentação das colunas nos 
altares dos Vigilantes? 
Sendo o primeiro vigilante o encarregado de velar para que os 
trabalhos transcorram com disciplina e ordem, sua coluna 
deve ser levantada enquanto têm lugar as trabalhos 
maçônicos. Quando, porém cessam estes trabalhos, ou para 
recreação ou para seu término definitivo, os irmãos passam à 
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responsabilidade do segundo vigilante que, então, levantará a 
sua coluna para mostrar a sua autoridade.
459 - O que significa a Espada Flamígera? 
É o emblema da Justiça do Ser Supremo.
460 - O que simbolizam as espadas? 
O símbolo da lealdade e da honra. Elas são o símbolo da 
proteção contra o mundo profano. São símbolos de 
combatividade e de igualdade.
461 - Por que a espada é uma insígnia maçônica? 
A espada, além de simbolizar a harmonia e o valor, é a 
insígnia do poder e do mando, lembrando aos maçons o dever 
que têm de proteger-se contra os opressores e a tirania.
462 - Quantos tipos de painéis existem? 
Na maçonaria simbólica a cada grau corresponde um painel 
próprio. Há dois tipos de painéis: o painel simbólico e o painel 
alegórico.
463 - O que representa o Painel para a Loja? 
É uma de suas jóias fixas e varia conforme os ritos e graus.
464 - O que é o Painel Simbólico? 
É o conjunto de símbolos, jóias e alegorias do grau.
465 - Como também é conhecido o Painel Alegórico do grau de 
Aprendiz? 
O painel alegórico é mais sugestivo e é também conhecido por 
“tábua de traçar”. 
466 - Onde é colocado o Painel Alegórico durante as reuniões 
da Loja? 
Geralmente é pintado ou bordado e é colocado, normalmente, 
em frente ao Ara, em lugar visível, porque contém todos os 
símbolos maçônicos do grau.
467 - Quais são as jóias fixas da Loja? 
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A prancheta da Loja, a pedra bruta e a pedra polida ou cúbica.
468 - O que contém o Painel da Loja? 
Nele se condensam todos os símbolos que o maçom deve 
conhecer.
469 - O que simboliza a Pedra Bruta? 
A inteligência e o sentimento do homem no estado primitivo, 
áspero e despolido.
470 - O que representa a Pedra Bruta? 
O homem sem instrução, com as suas asperezas de caráter, 
devidas a ignorância em que se encontra e as paixões que o 
dominam.
471 - O que simboliza a Pedra Polida? 
Simboliza o saber do homem no fim da vida, quando a aplicou 
em atos de piedade e de virtude.
472 - O que representa a Pedra Polida? 
O homem instruído, que dominou as paixões e abandonou os 
preconceitos.
473 - O que é a Escada de Jacó? 
É o caminho do céu. A escada de Jacó sugere como alegoria o 
verdadeiro caminho iniciático da perfectibilidade.
474 - O que representam os degraus dessa Escada? 
Representam as virtudes que um verdadeiro maçom deve 
possuir.
475 - Que símbolos aparecem nessa Escada? 
A Cruz, a Âncora e o Cálice.
476 - O que significa a Cruz? 
Significa a fé, ou seja, os sentimentos de confiança e certeza 
e a convicção da existência do Supremo Arquiteto do 
Universo.
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477 - O que significa a Âncora?
A âncora que simboliza a esperança sugere aos maçons a 
segurança com que se pode alcançar os verdadeiros objetivos 
da vida.
478 - O que significa o Cálice? 
A caridade, representada pelo cálice, significa o verdadeiro 
amor que o maçom deve dedicar ao próximo, cuja prática está 
na disposição de auxiliar o nosso semelhante.
479 - O que simboliza o Sol? 
Simboliza a principal luz da Loja, lembrando a Glória do 
Criador. Representa também a Caridade.
480 - Por que o Sol e a Lua foram colocados no Templo 
Maçônico? 
Porque sendo a Loja a imagem do Universo, nela devem estar 
representados os astros.
481 - Por que a Lua se apresenta no seu quarto crescente? 
É a maneira de lembrar ao maçom o dever de aumentar os 
conhecimentos que recebe.
482 - A abóbada estrelada é exclusiva dos templos maçônicos? 
Não. Assim eram decorados os Templos da antigüidade e 
também numerosas igrejas antigas. Se o Templo representa o 
Universo, seu teto figura o firmamento. Por isso mesmo tem a 
forma de abobada, pintada de azul celeste e semeada de 
estrelas.
483 - Por que o Maçom contempla em Loja o céu estrelado? 
Porque contemplar o céu estrelado estampado no teto da Loja 
transmite grande quietude de espírito e incita à meditação.
484 - Qual o significado da palavra estrela? 
Maçonicamente, o termo é aplicado para definir o que é 
chamado tocha, de que se mune o maçom de comissão para 
recepcionar visitantes e autoridades.
485 - O que simboliza a Estrela de Cinco Pontas? 
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O homem espiritual, reflexo da verdade, sabedoria e amor de 
Deus.
486 - O que simboliza a Estrela de Sete Pontas que encima a 
escada de Jacó? 
Simboliza as setes principais direções em que, lentamente, se 
move toda vida até entrar em harmonia com a vontade do 
Supremo Arquiteto do Universo.
487 - O que indica a Estrela de Sete Pontas? 
As sete maneiras através das quais o homem pode atingir a 
perfeição.
488 - O que representa o Pavimento Mosaico? 
Representa a união de todos os maçons.
489 - O que simboliza o Pavimento Mosaico? 
Simboliza a diversidade dos homens e de todos os seres, 
animados ou inanimados, entrelaçando-se o espírito com a 
matéria.
490 - O que representa ainda o Pavimento Mosaico? 
Com seus ladrilhos unidos e simétricos representa a harmonia 
universal, a união de homens de todas as raças e crenças e a 
afirmação de que a maçonaria não admite preconceitos.
491 - O que lembra o Pavimento Mosaico? 
Lembra que apesar da diversidade do antagonismo das coisas 
da natureza, em tudo reside a mais perfeita harmonia.
492 - O que representa a Orla Denteada? 
Ela representa a atração universal, simbolizada no amor.
493 - O que simboliza a Orla Denteada? 
Contornando o painel, ela simboliza os astros gravitando em 
torno do Sol.
494 - Simbolicamente, o que lembra a Orla Denteada? 
O símbolo lembra a família e a Pátria, isto é, os filhos 
reunidos em torno dos pais e cada nação reunida em torno do 
respectivo chefe.
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495 - O que representam as borlas que aparecem em cada 
canto do Painel? 
As virtudes que devem existir em todos os maçons: 
temperança, coragem, justiça e prudência.
496 - Quem pode pisar o Pavimento Mosaico? 
Somente o Oficiante poderá pisaro Pavimento Mosaico na 
abertura e no encerramento dos trabalhos.
497 - Quais são os utensílios de trabalho do Aprendiz? 
A régua de 24 polegadas, o maço e o cinzel.
498 - O que representam o Maço e o Cinzel? 
A inteligência e a razão que tornam o maçom capaz de 
discernir o bem do mal, o justo do injusto.
499 - O que simboliza a Trolha? 
Os sentimentos e a indulgência que devem animar a todos os 
homens esclarecidos e de boa vontade.
500 - O que simboliza a Régua? 
A retidão dos princípios maçônicos e a retidão da conduta que 
deve ser observada por todos os maçons.
501 - Qual o simbolismo da Abóbada de Aço? 
Instrui os maçons que a integram, indicando que os mesmos, 
em tal atitude, colocam sua força a serviço de quem eles 
honram com a cerimônia.
A INICIAÇÃO
502 - O que é o Ritual de Iniciação? 
É o resultado de numerosos mitos esotéricos da antigüidade e 
mantém no mundo ocidental as formas primordiais da 
espiritualidade elaborada pelos antigos.
503 - A iniciação é exclusiva da Maçonaria? 
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Não. Em todas as escolas herméticas há uma cerimônia com a 
qual se recebe o candidato chamada de iniciação. É um ato 
muito significativo, cuja real importância está oculta sob a 
verdadeira aparência do véu exterior.
504 - Como deve ser a Iniciação? 
A iniciação é um ato ritualístico e litúrgico que deve cercar-se 
do mais absoluto respeito. Durante ela devem ouvir-se 
unicamente as vozes dos que nela intervém, guardando os 
demais assistentes completo silencio e respeitosa atitude.
505 - O que se pretende através da Iniciação? 
Pretende-se dar ao iniciado uma responsabilidade maior não 
somente como ser humano com vida espiritual, mas também 
como homem e cidadão. Procura-se despertar nele uma vida 
interior mais intensa e uma compreensão melhor da vida.
506 - A Iniciação é mística? 
Sim, pois em não possuindo o homem, em geral, dotes 
intelectuais, capazes de fazê-lo conhecer-se a si próprio e de 
compreender o grande mistério do Universo, somente através 
do misticismo poderá ele alcançar o Desconhecido, desde que 
o anime a crença no Supremo Arquiteto do Universo.
507 - Que requisitos deve preencher o candidato a Iniciação? 
a) Ter instrução e qualidades morais suficientes para 
compreender e praticar os ensinamentos maçônicos;
b) Ter meios honestos e suficientes de subsistência;
c) Ter reputação ilibada;
d) Ter no mínimo 21 anos.
508 - O que é necessário para se tornar Maçom? 
É necessário que o candidato seja proposto por um mestre 
Maçom, membro ativo da mesma Loja.
509 - Como o candidato se torna Maçom? 
A admissão será sempre através de iniciação, filiação ou 
regularização, de acordo com os rituais.
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510 - O que devem os candidatos à maçonaria possuir? 
Devem ser livres e de bons costumes, capazes de direito e de 
assumir obrigações, isentos de defeitos físicos que os 
impossibilitem de se dedicar às práticas maçônicas.
511 - O que pretende o iniciado quando de seu ingresso na 
Maçonaria? 
O ingresso na maçonaria implica o primeiro passo na senda 
infinita que busca a perfeição humana, aspiração fundamental 
de todo o maçom, significando que o objetivo principal de 
todo o iniciado é converter-se em um modelo útil e proveitoso 
para a sociedade, para a família, à pátria e a humanidade.
512 - Como o candidato é recebido? 
Nem nu nem vestido, despojado de todos os metais e com os 
olhos vendados.
513 - O que significa “nem nu nem vestido”? 
Vestido desta maneira um tanto bizarra o candidato é, em si 
mesmo, uma preciosa lição de respeito e humildade. 
Simbolicamente nu ele se sente fraternalmente igual a todos, 
desaparecendo as distinções sociais.
514 - Como o simbolismo explica isto? 
Explica como uma preparação para o desnudamento completo 
da alma que só será sentido e compreendido pelo candidato 
quando ele se der conta de que há um real desnudamento do 
corpo.
515 - O que significa a venda sobre os olhos? 
Significa as trevas e os preconceitos do mundo profano e a 
necessidade que têm os homens de procurar a luz entre os 
iniciados.
516 - O que mais lembra a obscuridade? 
Lembra o homem primitivo na ignorância de todas as coisas.
517 - O que lembra a privação dos metais? 
Ela lembra ao homem o seu estado natural antes da 
civilização.
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518 - Qual o primeiro contato que o postulante tem com a 
maçonaria? 
O primeiro contato real se dá através da câmara de reflexões.
519 - Para que serve a Câmara de Reflexões? 
Conduz à meditação, permitindo ao homem o acesso à sua 
própria alma e à sua consciência. A meditação profunda é o 
único caminho capaz de levar o homem a um reencontro 
consigo mesmo.
520 - O que oferece a Câmara de Reflexões? 
Oferece a sensação de silencio, penumbra e paz, além de um 
conjunto de símbolos capazes de levar o postulante mais 
rápida e profundamente à meditação. 
521 - O candidato ao ser iniciado quantas viagens pratica? 
Depois de colocado entre colunas, fazem-no praticar três 
viagens, para que se recorde das dificuldades e atribulações 
da vida.
522 - O que simbolizam essas viagens?
As três viagens simbolizam a conquista de novos 
conhecimentos. Elas oferecem à consideração dos maçons a 
personalidade do candidato que procede dos planos das 
trevas e da ignorância em busca da Luz e do verdadeiro 
Saber.
523 - Por onde viaja o iniciante? 
Viaja do Ocidente para o Oriente e do Oriente para o 
Ocidente, primeiro por um caminho em meio de ruídos e 
trovões. Depois por outra estrada ouvindo o tilintar de armas. 
Finalmente, por uma terceira estrada de caminho plano e 
suave.
524 - Que significam os ruídos e trovões da primeira viagem? 
Significam, fisicamente, o caos e, moralmente, os primeiros 
anos do homem e os primeiros tempos da mocidade.
525 - Que representa o ruído das armas? 
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Representa a idade da ambição, os combates que a sociedade 
é obrigada a sustentar, as lutas que o homem trava.
526 - Por que se encontram facilidades na terceira viagem? 
Porque mostra o estado de paz e tranqüilidade quando se 
está protegido pelos irmãos.
527 - Onde terminou cada uma dessas viagens? 
Cada uma terminou em uma porta.
528 - Onde se acham situadas essas portas? 
A primeira no sul, a Segunda no Ocidente e a terceira no 
Oriente.
529 - O que é dito ao iniciado quando bate em cada uma 
dessas portas? 
Na primeira mandam-no passar, na Segunda é purificado pela 
água e, na terceira, é purificado pelo fogo.
530 - Que significam essas purificações? 
Que o homem deve desvencilhar-se de todos os preconceitos 
sociais ou de educação, procurando a sabedoria.
531 - O que demonstram essas purificações? 
As purificações demonstram que para estar em condições de 
receber a Luz da Verdade, torna-se necessário abrir mão de 
todos os preconceitos sociais e culturais para, aliviado dessa 
carga, sair em busca da sabedoria.
532 - Qual a finalidade da purificação pela água? 
Tem a finalidade de limpar ou liberar o espírito humano de 
suas arestas e imperfeições morais.
533 - O que significa a purificação pelo fogo? 
Significa a eliminação das nódoas do vicio. As chamas 
simbolizam também as aspirações, o fervor e o zelo.
534 - Que representam as três portas onde bate o iniciando? 
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As três disposições necessárias à busca da verdade: 
sinceridade, coragem e perseverança.
535 - O que lembra ao iniciando o conteúdo da Taça Sagrada? 
Lembra-lheque o maçom deve gozar os prazeres da vida com 
moderação, não fazendo ostentação do bem que goza.
536 - Por que se faz a prece da iniciação? 
Porque os maçons não se empenham em empresa importante 
sem primeiro invocarem o Supremo Arquiteto do Universo.
537 - O que é o Juramento Maçônico?
O juramento é um compromisso de honra selado pelo coração 
aberto e a consciência livre, um corolário de discrição e 
fidelidade.
538 - Qual a condição essencial para que o juramento seja 
tomado? 
Constitui condição essencial do juramento, ser o mesmo 
pronunciado na presença do Supremo Arquiteto do Universo.
539 - O que é dado depois ao iniciado? 
A luz espiritual, ou seja, a verdade divina.
540 - O que vê então o iniciado? 
Raios cintilantes ferem-lhe a vista. Vê então que são espadas 
empunhadas por seus irmãos e apontadas para ele.
541 - Qual o significado disto? 
As espadas refletem a Luz da Verdade e estão prontas a 
acudir em auxilio do irmão, desde que paute sua vida com 
base na honra, na justiça e na prática do bem.
O APRENDIZ MAÇOM
 
542 - O que acontece quando o Aprendiz Maçom recebe a luz? 
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Passa a trabalhar para a futura sociedade na qual os homens 
se dedicarão ao trabalho e à justiça.
543 - Durante que período trabalha o Aprendiz Maçom? 
Do meio-dia a meia-noite.
544 - O que significa a expressão meio-dia? 
Como sinônima da divisão do tempo, equivale a doze horas, 
marca do instante teórico em que o Sol se acha no zênite do 
lugar considerado como centro da abobada celeste.
545 - O que significa a expressão meia-noite? 
Significa a hora do repouso material e espiritual do homem, 
bem como da própria natureza.
546 - O que indica o período de tempo compreendido entre o 
meio-dia e a meia-noite? 
Começando os trabalhos ao meio-dia simbólico e 
prolongando-se durante doze horas figuradas, indicam que o 
maçom deve empregar metade do seu tempo em tarefas 
úteis, instruindo-se fundamentalmente.
547 - Por que os aprendizes trabalham do meio-dia a meia-
noite? 
Porque Zoroastro, um dos primeiros fundadores dos mistérios 
da antigüidade, reunia secretamente seus discípulos ao meio-
dia e terminava seus trabalhos à meia-noite, depois de uma 
ceia fraternal.
548 - O que pretende demonstrar a Maçonaria durante as doze 
horas simbólicas de trabalho? 
Quer apresentar aos maçons as chaves de todos os segredos 
de sua doutrina. Combate a ignorância, a tirania e os 
preconceitos, glorificando o direito e a justiça, levantando 
templos à virtude e cavando masmorras ao vicio.
549 - O que é o Grau de Aprendiz? 
É o marco inicial de toda carreira maçônica. Constitui o 
pedestal de toda filosofia desenvolvida nos outros graus que 
o seguem.
550 - Como um Aprendiz prova que é Maçom? 
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148
Pelas provas de sua iniciação e outras circunstancias, 
prestando-se sempre a rigoroso exame, desde que seja 
regularmente exigido.
551 - Qual a idade do Aprendiz Maçom? 
Três anos.
552 - Como deve trabalhar um Aprendiz Maçom? 
Com independência, fervor, devotamento e inteligência.
553 - O que deve procurar o Aprendiz Maçom? 
Aproximar-se da verdade do cosmo, convencendo-se de que a 
investigação da verdade não deve Ter limites, senão aqueles 
dirigidos pelo bom senso, pela moral e pela razão. 
554 - Quanto tempo deve um Aprendiz trabalhar para obter 
aumento do grau?
Antigamente, sete anos. Atualmente, no mínimo, sete meses.
555 - O que se entende por aumento de salário? 
Aumento de salário, maçonicamente, significa aumento de 
grau. Assim, completado o seu tempo de serviço, receberá em 
retribuição, como aumento, o grau de companheiro. 
Esotericamente, representa a evolução que o maçom obtêm 
pelo seu próprio esforço.
556 - Quais as exigências para que um aprendiz receba o seu 
aumento de salário? 
a) Deverá estar colado no grau, no mínimo, há sete meses;
b) Deverá Ter assistido pelo menos a 80% das sessões de seu 
grau realizadas pela Loja;
c) Deverá estar em dia com suas obrigações junto a tesouraria 
da Loja;
d) Deverá demonstrar conhecimento do simbolismo do grau e 
das Leis que regem a Ordem, por questionário e verbalmente, 
a critério da Loja;
e) Deverá apresentar trabalho por escrito sob tema fixado 
pelo Venerável Mestre da Loja.
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OUTRAS INFORMAÇÕES
 557 - O que é a Cadeia de União? 
É uma tradicional pratica de fraternidade que deve realizar-
se, principalmente depois de terminados os trabalhos de uma 
Loja.
558 - Para que é realizada a Cadeia de União? 
Para comunicação da palavra semestral fornecida pelo 
Soberano Grão-Mestre Geral.
559 - Que outra finalidade possui a Cadeia de União? 
Dar regularidade aos obreiros.
560 - Por que a Cadeia de União é a apoteose da iniciação? 
Porque os irmãos se congraçam cingidos pela vontade plena 
de solidarizarem-se e fortalecerem-se numa total coesão de 
entusiasmo pelo ideal maçônico.
561 - De onde se origina a Cadeia de União? 
A sua tradição foi colhida pela maçonaria nos santuários do 
Egito, dedicados aos pequenos e grandes mistérios.
562 - O que simboliza a Cadeia de União? 
Simboliza a união que deve reinar entre todos os maçons e o 
meio de conservá-la para sempre consiste na amizade, na 
concórdia e na tolerância.
563 - Qual a meta da Revolução Francesa adotada pela 
Maçonaria? 
A revolução francesa promulgou a fórmula Liberdade, 
Igualdade e Fraternidade como uma de suas metas, tendo a 
Maçonaria adotado referida fórmula.
564 - O que se entende por Arte Real? 
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150
É o titulo que se dá à maçonaria para comemorar o apoio que 
lhe deram os monarcas antigos nas corporações de obreiros, 
das quais, segundo muitos historiadores, provêm da 
maçonaria.
565 - A Maçonaria é regional? 
Não. Ela é Universal e suas Oficinas espalham-se por todos os 
recantos da Terra, sem preconceitos de fronteiras e de raças.
566 - O que é a virtude? 
É uma disposição da alma que induz a praticar o bem.
567 - Como conceituar a virtude? 
É a força moral que homologa todas as ações condignas e 
puras. É a melhor credencial do homem, impondo-o ao 
respeito de todos os demais.
568 - O que se deve esperar na prática da caridade? 
Nela os atos devem ser efetivados com o pensamento em 
ofertar a outros aquilo que de boa mente se destina para tal, 
sem nada pedir ou esperar em troca.
569 - O que é a caridade? 
É uma virtude que dignifica o espírito. Praticar-se-á 
ministrando-se auxilio moral ou material a outrem. 
É um dever que alcança todos os corações dos maçons. Não 
obstante é preciso saber dar, socorrer ou auxiliar, nada 
devendo ser esperado em retribuição, muitas vezes, nem 
mesmo o reconhecimento.
570 - O que o Maçom entende por caridade? 
É um sentimento sublime que empresta à humanidade apoio 
inesperado e revela-lhe o mais belo caráter de sua natureza 
divinizada.
571 - O que é o vício? 
É tudo que avilta o homem.
572 - O que representa o vício? 
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É a imperfeição que alcança e domina a alma débil, 
obstaculizando suas tendências mais puras. É a propensão 
habitual para a pratica daquilo que é errado.
573 - O que o vício faz ao homem? 
Torna o indivíduo impróprio para o fim a que foi destinado na 
ordem da criação divina. Torna-se um empecilho que veda o 
homem de se pontificar num caráter digno de toda admiração.
574 - O que o vício produz? 
Desabona o bom conceito moral, social, familiar e comercial 
daquele que luta para vencer as dificuldades naturais da vida;impede a pessoa de fazer-se um exemplo edificante junto aos 
seus semelhantes.
575 - O que o Maçom vê no vicio? 
Vê a periculosidade do vicio, exigindo de si mesmo uma linha 
de conduta irrepreensível sem resvalos.
576 - Qual o laço sagrado que une os maçons? 
A solidariedade.
577 - Que espécie de solidariedade deve existir entre os 
maçons? 
É a solidariedade mais pura e fraternal, dirigida aos que 
praticam o bem ou onde estiver uma causa justa.
578 - Para que serve a beneficência maçônica? 
Ela serve para transformar os sentimentos pessoais de cada 
um de seus membros. Aprimora o coração do iniciado nas 
instituições da bondade. Encarna a grande mestra da piedade 
humana pelos males alheios.
579 - Para que serve o óbolo recolhido em assembléia? 
Serve para consolar muitos desesperados, de minorar muitas 
dores, de estancar muitas lagrimas, de alimentar muitas 
bocas famintas, de sustentar muitos órfãos.
580 - O que exterioriza o tríplice abraço maçônico? 
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Exterioriza profunda amizade e incomensurável confiança que 
selam os laços afetuosos que devem unir os irmãos, dentro e 
fora do templo.
581 - O que representa o tríplice abraço? 
A prova máxima da verdadeira fraternidade maçônica. Pode 
ser traduzido nas palavras: Paz, Confiança e Solidariedade.
582 - Por que o maçom deve ser assíduo em loja? 
Somente pela assiduidade e pela intelectualização que 
adquirir na escola do progresso maçônico, é que o iniciado 
poderá dirigir suas inclinações, seus desejos e propósitos 
sociais e templários.
583 - O que exprime a assiduidade? 
Exprime atividade constante, positiva, sem quebra da 
continuidade do curso de conhecimentos.
584 - Como deve ser o linguajar dentro do templo? 
O linguajar merece a maior atenção: deve ser correto e 
agradável, cauteloso e entusiástico, nunca deslizando para a 
terminologia baixa. Deve primar-se nas atitudes dignas e 
sérias.
585 - O que significam as palavras goteira e chove? 
Elas surgem quando numa roda formada por maçons surgem 
profanos. São usadas para indicar a presença desses 
profanos. Os maçons para se prevenirem contra a curiosidade 
dos não iniciados usam então essas expressões.
586 - O que essas palavras traduzem? 
Traduzem uma cautela astuciosa que corrige o modo de falar 
ou comportar-se, evitando qualquer profano saber ou 
entender qualquer circunstancia que não convenha ser 
propalada.
587 - Onde se localiza o altar das abluções? 
A frente do Altar do primeiro vigilante, à direita, está o altar 
das Abluções sobre o qual fica o Mar de Bronze, onde o 
neófito é purificado pela água.
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588 - Qual o versículo bíblico que é utilizado nos trabalhos do 
primeiro grau? 
É o versículo 1 do Capitulo CXXXIII de Salmos, que diz:
“Oh! Como é bom, como é agradável para viverem unidos os 
irmãos”.
589 - O que representa o salmo 133? 
Este é um poema sobre simpatia comunal e gentileza 
fraterna.
590 - Por que se usa uma sacola para coleta das propostas e 
informações? 
A sacola tem sido a maneira mais singela da coleta, porque a 
mão que deposita a oferta permanece oculta dentro da bolsa, 
deixando de constranger a quem nada deposita e, ao mesmo 
tempo, evita conhecer quem entrega a proposta ou 
informação.
591 - O que simboliza a corda de 81 nós? 
Simboliza o sentimento de igualdade e união dos maçons 
espalhados pela superfície da terra.
592 - O que significa a exclamação Glória, Glória, Glória? 
É o grito ou exclamação de alegria e contentamento dos 
maçons.
593 - Quando se comemora a passagem dos solstícios? 
Nos dias 24 de junho e 27 de dezembro.
594 - Quando, obrigatoriamente, devem os maçons reunir-se 
em banquete? 
A Maçonaria possui os seus dias festivos. Entretanto, são 
obrigatórios e os maçons devem reunir-se em banquete nos 
dias 24 de junho, data do nascimento de São João Batista e 
em 27 de dezembro, data do nascimento de São João 
Evangelista.
595 - Quais os tipos de banquete que os maçons realizam? 
Dois tipos de banquete: o Litúrgico, que é um complemento à 
iniciação, e o Festivo.
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596 - O que se entende por Mestre Instalado? 
Chama-se Mestre Instalado aquele que já foi consagrado, 
como tal, para poder exercer o cargo de Venerável.
597 - O que se entende por Lowton? 
Trata-se do filho, descendente ou dependente de Maçom, 
adotado por uma Loja, durante a menoridade.
598 - O que é a adoção de Lowton? 
Equivale a um compromisso publico da Loja, que deverá 
proteger o adotado, como se um filho fosse.
599 - Quais as prerrogativas do Lowton? 
Tem o direito de ser iniciado com menos idade do que aquela 
exigida para os profanos. Assim, poderá receber a Luz 
maçônica ao atingir dezoito anos de idade.
600 - Quais são os deveres do homem para com o seu 
semelhante? 
Deve ajudar seus semelhantes a realizarem o seu próprio 
destino, impelindo-os na busca da Luz e da Verdade, a fim de 
que alcancem o fim nobre e altruísta almejado por todos os 
seres.
PARTE III - HISTÓRIA DA 
MAÇONARIA
APRESENTAÇÃO
É de suma importância que todos os maçons conheçam bem a gloriosa História
da Maçonaria, pois .quem conhece o seu passado, conhece o seu futuro.. Com 
isto em mente, nossa Oficina elaborou esta apostila, que é um simples resumo 
dos principais acontecimentos de nossa Sublime Ordem, como estímulo para 
que os Irmãos se aprofundem cada vez mais no Conhecimento de nossa 
História e tenham consciência da Responsabilidade que temos para com a 
Tarefa que nos foi confiada.
DAS ORIGENS ATÉ 1717 (FUNDAÇÃO 
DA GRANDE LOJA DA INGLATERRA)
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CONSIDERAÇÕES PRELIMINARES
Das três perguntas .De onde viemos?, "Quem Somos?, e .Aonde vamos?", nas 
quais podem se dividir e expressar o Grande Mistério da Existência, assim 
como, o princípio de todo o verdadeiro conhecimento e toda a sabedoria, a 
primeira delas é a que especialmente diz respeito ao Aprendiz.
Aplicada a nossa Instituição, para dar a conhecer sua essência, esta pergunta
suscita-nos em primeiro lugar o problema em suas origens, ou seja, aquelas 
instituições, sociedades, costumes e tradições, nas quais a Maçonaria tem sua 
raiz, seu princípio espiritual, ainda que sem nelas diretamente ter origem. Deste 
ponto de vista é certo, conforme nos dizem os catecismos, que suas origens 
perderam-se "na noite dos tempos", ou seja; naquelas remotas civilizações pré-
históricas das quais tem-se perdido os vestígios e a memória, e que remontam 
provavelmente a centenas de milhares de anos antes da era atual.
Os primeiros rituais baseados nas tradições bíblicas, uma vez que seus 
redatores apoiaram-se pela fé nessas tradições, contam que: "Adão foi iniciado 
na Ordem do Éden, pelo G∴A∴ em todos os ritos da Maçonaria, isto 
significando, evidentemente, que as origens da Maçonaria devem remontar à 
primeira sociedade humana, da qual Adão é um símbolo, correspondendo à 
Era Saturniana ou Idade de Ouro da tradição greco-romana, e ao Satra Yoga 
dos hindus.
É certo, pois, que esse íntimo desejo de progresso, essa profunda aspiração 
em direção à Verdade e à Virtude, esse desejo de trabalhar reta e sabiamente, 
de que a maçonaria constitui, para seus adeptos a encarnação nasceram, já na 
aurora da civilização (que todas as tradições concordam em considerar 
luminosa).
Mas, se o espírito maçônico existiu desde as primeiras épocas conhecidas (e 
desconhecidas) da História, e não foi alheio ao primeiro homem esse mesmo 
espírito (se realmente tiver existido tiver se expressadonaturalmente de uma 
forma adaptada e conveniente nas primeiras comunidades - íntimas e, portanto 
secretas - de homens que se isolavam dos demais pelo seu desejo de saber e 
penetrar o Mistério Profundo das coisas é igualmente correto que nem sempre 
ter-se-á manifestado exatamente da forma em que hoje se conhece, se exerce 
e se pratica.
Entretanto, os princípios imutáveis sobre os quais foi estabelecido essa 
manifestação, e que constituem seu espírito e sua característica fundamental, 
não podem ter sofrido variações substanciais, e uma vez que foram 
estabelecidas em épocas de Antigüidade incalculável, devem também ter 
permanecido basicamente os mesmos através de todas suas metamorfoses ou 
encarnações exteriores.
Também devem remontar os sinais, símbolos e toques, a íntima essência da
alegorias e o significado das palavras que correspondem aos diferentes graus, 
(por seu caráter e sua transmissão ininterrupta) até a mais remota Antigüidade. 
Ainda que as alterações das lendas - em sua forma exterior - possam ter sido 
notáveis, entretanto, face ao reduzido e eliminado meio social no qual foram 
disseminadas, pela própria aparência exterior e ainda, pelas provas e a 
fidelidade que eram solicitadas aos iniciados, essas alterações sempre se 
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reduziram ao mínimo, sendo mais intencionais (isto é, causadas por 
necessárias adaptações) que causais.
Além disso, por terem tais alegorias girado ao redor de um mesmo tema ou 
Idéia Mãe Fundamental, estas alterações devem ter sido geralmente cíclicas, 
gravitando ao redor de um mesmo ponto, passando, em conseqüência, mais de 
uma vez pela mesma forma ou por formas análogas.
Apesar do segredo que deve ter caracterizado constantemente a atividade da 
Ordem, nas diferentes formas assumidas exteriormente, em diversos locais 
podemos encontrar alguns vestígios que confirmam esta asserção: nos 
Templos sagrados de todos os tempos e de todas as religiões, entre as 
estátuas, gravuras, baixos-relevos e pinturas; nos escritos que nos foram 
transmitidos, em representações simbólicas de origens diversas, nas próprias 
letras do alfabeto, podemos encontrar vários traços de uma intenção 
indubitavelmente iniciática ou maçônica (sendo os dois termos, até certo ponto,
equivalentes); e eventualmente ocorre não aparecerem nestas representações 
os mesmos sinais de reconhecimento.
Da mesma forma na mitologia, e nas lendas e tradições que constituem o 
folclore literário e popular, há muitos traços dos mistérios iniciáticos, daquela 
Palavra Perdida à qual se refere nossa Instituição, com seu ensinamento 
esotérico revelado de uma forma simbólica.
O aspecto esotérico da religião - conhecida exotericamente - deve ter 
conservado através dos tempos esta dupla característica, qualquer que tenha 
sido a forma exterior particular na qual tenha se manifestado nos diferentes 
povos e nas mais variadas épocas da história.
A DOUTRINA INTERIOR
Todos os povos antigos conheceram, além do aspecto exterior ou formal da
religião e das práticas sagradas, um ensinamento paralelo interior ou esotérico 
que era ministrado unicamente aos que moral e espiritualmente eram 
reputados dignos e maduros para recebê-la.
O aspecto esotérico da religião - conhecida exotericamente pelos profanos – 
era provido especialmente pelos chamados Mistérios (palavra derivada de 
"mysto", termo que era aplicado aos neófitos, e que significava 
etimologicamente mudo ou secreto, referindo-se evidentemente a obrigação de 
segredo selado por juramento, que era pedido a todo iniciado), Mistérios dos 
quais a Maçonaria pode considerar-se herdeira e continuadora, por intermédio 
das corporações de construtores e demais agrupamentos místicos que nos 
transmitiram sua Doutrina.
Esta Doutrina Interior - esotérica e oculta - é essencialmente iniciática, pois que
somente será alcançada por intermédio da iniciação, isto é, pelo ingresso num 
particular estado de consciência (ou ponto de vista interior), pois somente 
mediante ele pode ser entendida, reconhecida e realizada.
A Doutrina Interior tem sido e continua sendo a mesma para todos os povos em
todos os tempos. Em outras palavras, enquanto para os profanos (os que se 
encontram na frente ou fora do Templo, isto é sujeitos à aparência puramente 
exterior das coisas) tem havido e haverá sempre diferentes religiões e 
ensinamentos, em aparente contraste uns com os outros, para os iniciados não 
houve nem haverá mais do que uma só e única religião Universal da Verdade, 
que é Ciência e Filosofia, ao mesmo tempo em que Religião.
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Deste ensinamento iniciático, esotérico e universal comum a todos os povos, 
raças e épocas, as diferentes religiões e as diversas escolas tem constituído e 
constituem ainda hoje, um aspecto exterior mais ou menos imperfeito e 
incompleto. As lutas religiosas sempre caracterizaram aqueles períodos nos 
quais, pela imensa maioria de seus dirigentes, foi perdida de vista aquela 
essência interior que constitui o Espírito da religião, compreendido unicamente 
o aspecto profano ou exterior. Pois o fanatismo sempre tem sido acompanhado 
da ignorância.
OS MISTÉRIOS
Em todos os povos conhecidos da história, na era pré-cristã, houve instituição
de mistérios: no Egito como na Índia, na Pérsia, Caldeia, Síria, Grécia e em 
todas as nações mediterrâneas, entre os druidas, os godos, os escitas e os 
povos escandinavos na China e entre os povos indígenas da América.
Traços deles podem ser observados nas curiosas cerimônias e costumes das 
tribos da África e Austrália, e em todos os chamados povos primitivos, aos 
quais possivelmente, de forma mais justa, deveríamos considerar como 
originários da degeneração de raças e civilizações mais antigas.
Tiveram fama especialmente os Mistérios de Isis e de Osíris no Egito; os de 
Orfeu e Dionísios e os Eleusinos na Grécia; os de Mitra, que da Pérsia se 
estenderam com as legiões romanas, por todos os países do império. Menos 
conhecidos e menos brilhantes, especialmente em seu período de decadência 
e degeneração, foram os de Greta e os da Samotrácia; os de Vênus em 
Chipre; os de Tammuz na Síria, e muitos outros.
Também a religião cristã teve no princípio seus Mistérios, como deixam 
transparecer os indícios de natureza inequívoca que encontramos nos escritos 
dos primitivos Pais da Igreja, ensinando aos mais adiantados um aspecto mais 
profundo e interno da religião, à semelhança do que fazia Jesus, que instruía o 
povo por meio de parábolas, alegorias e preceitos morais, reservando ao 
pequeno círculo eleito dos discípulos - os que escutavam e punham em prática 
a Palavra seus ensinamentos esotéricos. A essência dos Mistérios Cristãos 
tem-se conservado nas cerimônias que constituem atualmente os 
Sacramentos.
Igualmente a religião muçulmana, assim como o Budismo e a antiga religião 
brahmânica, tiveram e têm seus Mistérios, que conservaram e em alguns casos
conservam até hoje muitas práticas sem dúvida anteriores ao estabelecimento 
de ditas religiões, reminiscência daqueles que eram celebrados entre os 
antigos árabes, caldeus, aramaicos e fenícios, pelo que se refere à primeira, e 
entre os povos da Ásia Central e Meridional, pelos segundos.
Ainda que os nomes difiram e sejam parcialmente discordantes, a forma 
simbólica e as particularidades dos ensinamentos e suas aplicações tem sido 
característica fundamental e originária de toda a transmissão de uma mesma 
Doutrina Esotérica, em graus diversos e sucessivos, conforme a maturidade 
moral e espiritual dos candidatos, os quais eram submetidos a provas (muitas 
vezes difíceis e espantosas) para reconhecê-la,subordinando-se a 
comunicação do ensino simbólico, e os instrumentos ou chaves para interpretá-
la, à firmeza e fortaleza de ânimo demonstradas na superação destas provas.
A própria Doutrina nunca variou em si mesma, ainda que tenha-se revestido de
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formas diferentes (mas quase sempre análogas ou muito semelhantes) e 
interpretada mais ou menos perfeita ou imperfeitamente e de uma maneira 
relativamente profunda ou superficial, por efeito da degeneração, à qual com o 
tempo sucumbiram os instrumentos ou meios humanos aos quais aquela havia 
sido confiada. Esta unidade fundamental, assim como a analogia entre os 
meios, pode considerar-se como prova suficiente da unidade de origem de 
todos os Mistérios de um mesmo e único Manancial, do qual tem emanado, ou 
pelo qual foram inspiradas, as diferentes instruções e tradições religiosas, e a 
própria Maçonaria em suas formas primitivas e recentes. 
A UNIDADE DA DOUTRINA
Esta Doutrina-Mãe Eclética que tem sido perpetuamente Fonte inesgotável dos
ensinamentos mais elevados de todos os tempos (foco de luz inextinguível, 
conservado zelosa e fielmente no Mistério da Compreensão e do Amor, que 
nunca deixou de brilhar mesmo nas épocas mais obscuras da História, para os 
que tiveram "olhos para ver e ouvidos para ouvir", é a própria Doutrina Iniciática 
manifestada nos Mistérios Egípcios, Orientais, Gregos, Romanos, Gnósticos e 
Cristãos, e é a mesma Doutrina Maçônica revelada por meio do estudo e da 
interpretação dos símbolos e cerimônias que caracterizam nossa Ordem.
É a Doutrina da Luz interior dos Mistérios Egípcios, que era desperta no 
candidato e tornava-se para sempre mais firme e ativa na medida em que 
chegava a "osirificar-se", ou seja conhecer sua unidade e identidade com 
Osíris, o Primeiro e Único Princípio do Universo. É a mesma Doutrina da luz 
simbólica que os candidatos procuram em nossos Templos, e que se realiza 
individualmente na medida em que cada um se afasta da influência profana ou 
exterior dos sentidos, e busca o secreto entendimento no íntimo de seu ser.
É a Doutrina da Vida Universal encerrada no simbólico grão de trigo de Elêusis,
que deve morrer e ser sepultado nas entranhas da terra, para poder renascer 
como planta, à luz do dia, depois de abrir caminho através da escuridão em 
que germina. É a mesma doutrina pela qual o candidato, tendo passado por 
uma espécie de morte simbólica no quarto de Reflexões, renasce a uma nova 
vida como Maçom e progride por meio do esforço pessoal dirigido pelas 
aspirações verticais que o prumo simboliza.
É a Doutrina da redenção cristã, obtida por intermédio da fidelidade na palavra,
com a qual o Cristo ou Verbo Divino (nossa percepção interior ou 
reconhecimento espiritual da verdade) nasce ou se manifeste em nós e nos 
conduz, segundo a antiga expressão brahmânica "da ilusão à Realidade, das 
trevas à luz, da morte à Imortalidade".
É a mesma doutrina do Verbo ou Logos sobre a qual colocamos nossos 
instrumentos simbólicos ao abrirmos a Loja, isto é, ao iniciar a manifestação do 
Logos.
É pois, sempre e onde quer que seja, um mesmo ensinamento que se revela 
por infinitas formas, adaptando-se à inteligência e à capacidade de 
compreensão dos ouvintes; uma Doutrina secreta ou hermética, revelada por 
meio de símbolos, palavras e alegorias que só podem entender e aplicar em 
seu real sentido os ouvidos da compreensão. É uma doutrina vital que deve 
fazer-se carne em nós, sangue e vida, para produzir o milagre da regeneração 
ou novo nascimento, que constitui o Télos ou "fim da iniciação".
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A HIERARQUIA OCULTA
O reconhecimento da Identidade fundamental desta Doutrina em suas múltiplas
concessões e manifestações exteriores, da idêntica finalidade destas e da 
identidade dos meios universalmente empregados para ensiná-la, em suas 
distintas adaptações às diferentes circunstâncias de tempo e lugar, como selo 
de sua origem comum, faz com que se torne patente a existência de uma 
Hierarquia Oculta, uma Fraternidade de Sábios de Mestres, que tem sido 
através das eras sua íntima, secreta e fiel depositária, manifestando-a 
exteriormente em formas análogas ou diferentes, conforme a maturidade dos 
tempos e dos homens.
As origens desta Fraternidade Oculta de Mestres da Sabedoria, chamada 
também Grande Loja Branca (e, na Bíblia, Ordem de Melchisedeck), podem 
unir-se às primeiras civilizações humanas das quais esses Mestres, como Reis-
Sacerdotes Iniciados (conforme é indicado pelo nome genérico Melchisedeck), 
foram Reveladores e Instrutores, pode-se dizer, desde a aparição do primeiro 
homem sobre a Terra. Sua existência tem sido e pode ser reconhecida por 
todos os discípulos adiantados, dos quais os Mestres tem-se servido e ainda se 
servem para sua Obra no Mundo.
Devemos a esta Hierarquia Oculta, formada pelos genuínos Intérpretes, 
Depositários e Dispensadores da Doutrina Secreta, o primitivo estabelecimento 
de todos os Mistérios e todos os cultos, em suas formas mais antigas, mais 
puras e originárias, assim como, o estabelecimento da Instituição Maçônica e 
todo o movimento progressista e libertador.
Elevar e libertar as consciências, conduzir os homens das trevas da ignorância
e da ilusão, à luz da Verdade; desde o vício até à virtude; e da escravidão da 
matéria à liberdade do espírito, tem sido sempre e constantemente, a finalidade 
destes Seres superiores, destes verdadeiros Mestres Incógnitos em suas 
atividades no mundo.
Todo Movimento elevador e libertador deve considerar-se, direta ou 
indiretamente, inspirado por esta Hierarquia, formada pelos que se elevaram e 
se libertaram por si mesmos, sobrepondo-se a todas as debilidades, limitações 
e correntes (que atam a maioria de nós e nos fazem escravos da fatalidade ou 
da necessidade em aparência, mas em realidade somos escravos de nossos 
próprios erros e ilusões); realizando assim o verdadeiro Magistério.
Pelo contrário, todo movimento (político, social ou oculto) que tende a limitar, 
escravizar, entorpecer e adormecer a consciência dos homens tem uma oposta 
e diferente inspiração, sendo obra manifesta do Senhor da Ilusão, ou seja, do 
movimento de refluxo das ondas espirituais. A liberdade individual e o respeito 
pleno desta tem sido sempre e ainda o são, a característica da linha direita e 
esquerda da Evolução Ascendente, enquanto a escravidão e coerção 
assinalam o caminho esquerdo ou descendente.
AS COMUNIDADES MÍSTICAS
Ao lado das mais antigas instituições oficiais dos Mistérios - protegidas por reis
e governos com leis e privilégios especiais, por sua influência 
reconhecidamente benéfica e moralizadora e instintivamente veneradas pelos 
novos - existiram em todo o Oriente, e especialmente na Índia, Pérsia, Grécia e 
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Egito, muitas comunidades místicas que, se por um lado podem ser 
comparadas aos atuais conventos e ordens monásticas, por outro, algumas de 
suas características as relacionam intimamente com a moderna Maçonaria.
Estas comunidades - algumas das quais tiveram, embora outras não caráter 
decididamente religioso - nasceram, evidentemente, da necessidade espiritual 
de agrupar-se para levar, ao abrigo das condições contrárias do mundo 
exterior, uma vida comum mais de acordo com os ideais e íntimas aspirações 
de seus componentes.
As características destas comunidades, que constituem um laço de união com
nossa Ordem, referem-se igualmente à sua dupla finalidade operativa e 
especulativa - enquanto se dedicavam igualmente a trabalhos e atividades 
materiais, assim como aos estudos filosóficos e contemplação - à iniciação 
comocondição necessária para nelas serem admitidos, e aos meios de 
reconhecimento (sinais, palavras e toques que usavam entre si e por 
intermédio dos quais abriam suas portas ao viajante iniciado que se fazia 
reconhecer como um deles, tratando-o como irmão, qualquer que fosse sua 
procedência.
Destas místicas comunidades muito nos fala Filostrato em sua Vida de 
Apolônio de Tiana, baseando-se nos apontamentos de Damis, discípulo do 
grande filósofo reformador do primeiro século de nossa Era (ou melhor 
dizendo, companheiro de viagem, pois por não ser um iniciado, quase sempre 
Damis era obrigado a ficar na porta dos Templos e Santuários que não 
possuíam segredos para seu Mestre), Mestre que viajou constantemente de 
uma a outra comunidade, assim como de Templo em Templo nas mais 
diversas religiões, e onde sempre encontrou hospitalidade e acolhida fraternal, 
neles compartilhando o Pão da Sabedoria.
As mais conhecidas foram as comunidades dos Essênios entre os hebreus, 
dos Terapeutas do Alto Egito e dos Ginosofistas na Índia. Este último termo - 
que literalmente significa sábios despidos - parece muito bem aplicar-se aos 
iogues, em seu tríplice sentido moral, material e espiritual, quando se 
despojavam de toda sua riqueza ou posse material e reduziam seu traje ao que 
de mais simples havia, despindo-se espiritualmente com a prática da 
meditação que em seus aspectos mais profundos é um despojo completo da 
mente (a "Criadora da Ilusão") e das faculdades intelectuais, das quais está 
revestido nosso Ego ou Alma para sua atuação como "ser mental".
AS ESCOLAS FILOSÓFICAS
Não podemos esquecer igualmente, nesta sintética enumeração das origens da
Maçonaria, as grandes escolas filosóficas da Antigüidade: a vedantina, na 
Índia, a pitagórica, a platônica e a eclética ou alexandrina no Ocidente, as 
quais, indistintamente, tiveram sua origem e inspiração nos Mistérios.
Da primeira, diremos simplesmente que seu propósito foi a interpretação dos 
livros sagrados dos Vedas (Vedanta significa etimologicamente fim dos Vedas), 
antigas escrituras brahmânicas inspiradas, obras dos Rishis, "videntes" ou 
"profetas" com propósito claramente esotérico, como é demonstrado por sua 
característica primitivamente adavaita ("antidualista" ou unitária), com o 
reconhecimento de um único Princípio ou Realidade, operante nas infinitas 
manifestações da Divindade, consideradas estas como diferentes aspectos 
desta Realidade Única.
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A escola estabelecida por Pitágoras, como comunidade filosófico educativa, em
Crotona, na Itália meridional (chamada então Magna Grécia), tem uma íntima 
relação com nossa instituição. Os discípulos eram inicialmente submetidas a 
um longo período de noviciado que pode comparar-se ao nosso grau de 
Aprendiz, onde eram admitidos como ouvintes, observando um silêncio 
absoluto, e outras práticas de purificação que os preparavam para o estado 
sucessivo de iluminação, no qual permitia-se que falassem, tendo uma 
evidente analogia como grau de Companheiro, enquanto o estado de perfeição
relaciona-se evidentemente como nosso grau de Mestre.
A escola de Pitágoras teve uma decidida influência, também nos séculos 
posteriores, e muitos movimentos e instituições sociais foram inspirados pelos
ensinamentos do Mestre, que não nos deixou nada como obra direta sua, já 
que considerava seus ensinamentos como vida e preferia, como ele mesmo o 
dizia, gravá-las (outro termo caracteristicamente maçônico) na mente e na vida 
de seus discípulos, do que confiá-las como letra morta ao papel.
Em relação a Pitágoras cabe recordar aqui um curioso e antigo documento 
maçônico, no qual atribui-se ao Filósofo por excelência (foi quem 
primitivamente usou este termo, distinguindo-se como amigo da sabedoria dos 
sufis ou sufistas, que ostentavam, com orgulho inversamente proporcional ao 
mérito real, o título de sábios) o mérito de ter transportado as tradições 
maçônicas orientais ao mundo ocidental grecoromano.
Desta escola platônica e de sua conexão com os ensinamentos maçônicos, é
suficiente que recordemos a inscrição que existia no átrio da Academia 
(palavra que significa etimologicamente "oriente"), onde eram celebradas as 
reuniões: "Ninguém deve aqui entrar se não conhecer a Geometria"; alusão 
evidente à natureza matemática dos Primeiros Princípios, assim como ao 
simbolismo geométrico ou construtor que nos revela a íntima natureza do 
Universo e do homem, bem como, de sua evolução.
A filiação destas escolas aos Mistérios é evidente pelo fato de que Platão, 
como Pitágoras e todos os grandes filósofos daqueles tempos, foram iniciados 
nos Mistérios do Egito e da Grécia (ou em ambos), e todos deles nos falam 
com grande respeito, ainda que sempre superficialmente, por ser então toda 
violação do segredo castigada pelas leis civis até com a própria morte.
Da escola eclética ou neoplatônica de Alexandria, no Egito, podemos 
estabelecer a dupla característica de sua origem e de sua finalidade, uma vez 
que nasceu da convergência de diferentes escolas e tradições filosóficas, 
iniciáticas e religiosas, como síntese e conciliação destas, do ponto de vista 
interior no qual se revela e torna patente sua fundamental unidade.
Esta tentativa de unificação de escolas e tradições diferentes, por meio da 
compreensão da Unidade da Doutrina que nelas se encerra, foi renovada uns 
séculos depois por Ammonio Saccas, constituindo ainda um privilégio 
constante e universal característico dos verdadeiros iniciados em todos os 
tempos.
A ESCOLA GNÓSTICA
Diretamente relacionada com a escola eclética alexandrina, a tradição ou 
escola gnóstica do Cristianismo, tem sido considerada e foi posteriormente 
perseguida como heresia pela Igreja de Roma.
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O gnosticismo tentou, até o limite possível, conciliar e fundir o cristianismo 
então nascente, com as religiões e tradições iniciáticas mais antigas, 
substituindo o dogma (doutrina ortodoxa, da qual pede-se uma aceitação 
incondicional como "ato de fé") pela gnosis (conhecimento ou compreensão por 
meio da qual alcança-se a Doutrina Interior). De acordo com esta escola, o 
Evangelho, à semelhança de todas as escrituras e ensinos religiosos, deve ser 
interpretado em seu sentido esotérico, isto é, como expressão simbólica e 
apresentação dramática de Verdades espirituais.
O Cristo, mais que uma atribuição pessoal de Jesus, seria o conhecimento ou
percepção espiritual da Verdade que deve nascer e realmente nasce em todo 
iniciado, que assim, torna-se seu verdadeiro cristóforo ou cristão. O próprio 
Jesus seria também o nome simbólico deste princípio salvador do homem, que 
o conduz "do erro à Verdade e da Morte à Ressurreição".
A própria Fé (pistis), considera-se como meio para chegar à Gnosis, 
preferivelmente à aceitação passiva e incondicional de qualquer afirmação 
dogmática, apresentada como uma Verdade revelada.
Apesar das posteridades interpolações, é certo que o Evangelho, as Epístolas 
e o Apocalipse de São João, revelam claramente um fundamento gnóstico (a 
mesma doutrina ou tradição gnóstica dizia-se instituída pelos discípulos ou 
seguidores de São João), e esta tradição gnóstica ou joanita representa no 
Cristianismo o ponto de contato mais direto com a Maçonaria.
A CABALA HEBRAICA
As antigas tradições orientais e herméticas encontram na Cabala e na Alquimia
duas novas encarnações ocidentais que não foram estranhas às origens da 
moderna Maçonaria.
A Cabala (do Hebraico kabbalah, "tradição") representa a Tradição Sagrada 
conhecida pelos Hebreus,e por sua vez deriva de antigas tradições caldéias, 
egípcias e orientais em geral. Trata especialmente do valor místico e mágico 
dos números e das letras do alfabeto relacionadas com princípios numéricos e 
geométricos, que encerram em si outros tantos significados metafísicos ou 
espirituais, dos quais aparece a íntima concordância e a unidade fundamental 
das religiões.
A Antigüidade do movimento cabalista e sua proximidade aos hebreus têm sido
negada por alguns críticos modernos, mas, geralmente, admite-se sua 
existência após o cativeiro da Babilônia, tornando-se assim manifesta sua 
afirmação doutrinária dos magos caldeus. Especial importância possuem na 
cabala as palavras sagradas e os Nomes Divinos, atribuindo-se aos mesmos 
um poder que se faz operativo por meio de sua correta pronúncia - doutrina 
comum a todas as antigas tradições, que também tem sido desenvolvida de 
forma racional na Filosofia da Índia, onde o som ou o Verbo é considerado 
como um espírito da Divindade (Shabdabralman).
ALQUIMIA E HERMETISMO
Como do Oriente asiático tem chegado as doutrinas cabalísticas, do Egito e da
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tradição hermética (de Hermes Trismegisto ou Thoth, o fundador, tradicional 
dos mistérios egípcios) faz-se originar a Alquimia (palavra árabe que parece 
significar "a Substância"), daqueles que se autodenominavam verdadeiros 
filósofos.
O significado comum e familiar do adjetivo hermético pode nos dar uma idéia 
do sigilo por meio do qual os alquimistas costumavam ocultar a verdadeira 
natureza de suas misteriosas pesquisas. Não devemos, portanto estranhar se a 
maioria das pessoas segue acreditando, ainda hoje, que os principais objetivos 
dos alquimistas foram os de enriquecer-se por meio da pedra filosofal, que 
deveria converter o chumbo em ouro puro, e alongar notavelmente a duração 
de sua existência, livrando-se, ao mesmo tempo, das enfermidades por 
intermédio de um elixir e de uma milagrosa panacéia.
Nessa mística lápis philosophorum, entretanto, nós os maçons não podemos 
deixar de reconhecer uma particular encarnação, um estado de pureza, 
refinamento e perfeição da mesma pedra em cujo trabalho principalmente 
consiste nosso labor. Quando refletimos sobre o segredo simbólico, no qual, à 
nossa semelhança, envolviam seus trabalhos para ocultá-los aos profanos da 
Arte, não podemos ter a menor dúvida de que, além dessas finalidades 
materiais, que justificavam para os curiosos suas ocupações, os reais esforços 
de todos os verdadeiros alquimistas foram dirigidos para objetivos 
essencialmente espirituais.
A pedra filosofal não pode ser, pois, nada senão o conhecimento da Verdade,
que sempre exerce uma influência transmutadora e enobrecedora sobre a 
mente que a contempla e se reforma à sua imagem e semelhança. Unicamente 
por meio desse conhecimento, que é realização espiritual, podem converter-se 
as imperfeições, as paixões e as qualidades mais baixas e vis dos homens 
naquela perfeição ideal da qual o ouro é símbolo mais adequado.
Com esta chave é relativamente fácil para nós entendermos a misteriosa 
linguagem que os alquimistas utilizam em suas obras, e como a própria 
personalidade do homem é o athanor, mantido ao calor constante de um ardor 
duradouro, onde devem desenvolver-se todas as operações.
O parentesco entre o simbolismo alquímico e o maçônico aparece com 
bastante clareza no desenho que reproduzimos na página 23, extraído de uma 
ilustração da obra de Basílio Valentin sobre o modo de fazer o ouro oculto dos 
filósofos, igualmente adotado por outros autores.
A Grande Obra dos alquimistas, e aquela que procuramos em nossos 
simbólicos trabalhos apresentam, efetivamente, uma idêntica finalidade comum 
a todas as escolas iniciáticas, seja no significado místico da realização 
individual, como numa iluminada e bem dirigida ação social, que tem por 
objetivo o aprimoramento do meio e a elevação, o bem e o progresso efetivo da 
humanidade.
TEMPLÁRIOS E ROSACRUZES
As tradições herméticas orientais encontram no Ocidente, durante a Idade 
Média e o princípio da Idade Moderna, outros tantos canais para sua expressão 
nas muitas sociedades e ordens místicas e secretas, que se manifestaram aqui 
e acolá, ainda que aparentemente com diversa finalidade exterior, mas todas 
intimamente relacionadas com a Tradição Iniciática e ligadas interiormente pela 
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afinidade de seus meios de manifestação e de uma identidade fundamental de 
orientação...
Entre estes movimentos, os dois mais conhecidos e que mais influenciaram a
Maçonaria, são a Ordem do Templo, que teve seu apogeu e seu período de 
esplendor no século XIII, e a Fraternidade Rosa-Cruz que a influenciou 
especialmente no século XVII. A Ordem dos Cavaleiros do Templo nasceu das 
Cruzadas e do contato estabelecido por ocasião destas, entre os cavaleiros 
vindos do Ocidente e as místicas comunidades orientais depositárias de 
tradições esotéricas. Como Ordem, foi fundada em 1118 por dois cavaleiros 
franceses, Hugues de Payens e Godefroid de St. Omer, com o fim de proteger 
os peregrinos que iam a Jerusalém depois da Primeira Cruzada.
Os cavaleiros faziam os três votos evangélicos de pobreza, castidade e 
obediência, como as demais ordens religiosas, e a Ordem compreendia em si 
um corpo eclesiástico próprio, dependente direta e unicamente do Grão Mestre 
da Ordem e do Papa. Assim, os místicos segredos, dos quais a Ordem se fez 
depositária, podiam ser guardados com toda a segurança.
O segredo dentro do qual eram desenvolvidos as cerimônias de recepção e se
comunicavam os mistérios aos que se reputavam dignos e maduros para 
possuí-los, foi o pretexto das acusações de imoralidade e heresia que se 
fizeram à Ordem, sendo em realidade motivadas pela ignorância, o ciúme e a 
cobiça de sua imensa riqueza. Esta última foi principalmente a razão que levou 
a Felipe o Belo, rei da França no ano de 1307, a prender sem prévio aviso a 
todos os Templários, que foram torturados e julgados sumariamente pelo 
Tribunal da Inquisição, como preciso objetivo de acabar com a Ordem, cujo fim 
foi tragicamente selado em 1314 com a bárbara morte infligida a seu Grão 
Mestre Jacques de Molay, que foi queimado vivo diante da catedral de Notre 
Dame de Paris (quatro meses depois da abolição da Ordem ter sido decretada 
por obra do pontífice.
Também o movimento filosófico conhecido com o nome de Fraternitas Rosae-
Crucis teve sua origem no contato do Ocidente com o Oriente, e com as 
secretas tradições que aqui puderam conservar-se mais livre e fielmente. 
Cristhian Rosenkreutz, seu místico fundador, nasceu segundo a tradição da 
qual se fala na Fama Fraternitatis, em 1378, e ainda muito jovem viajou para 
Chipre, Arábia e Egito, aonde lhe foram revelados muitos importantes segredos 
que levou consigo para a Alemanha, aonde fundou a Fraternidade, destinada a 
reformar a Europa. Depois de sua morte foi sepultado secretamente numa 
tumba preparada expressamente para ele, que devia permanecer 
desconhecida para os membros da mesma Fraternidade, até que foi 
casualmente descoberta, lendo-se mesma a inscrição: Post CXX anos patebo.
Esta estória, assim como os segredos e maravilhas que se encontram na 
tumba, é evidentemente um simbolismo da Tradição Iniciática da Sabedoria, 
personificada pelo mesmo Christian Rosenkreutz, que vem do Oriente para o 
Ocidente, e é conservada zelosamente em sua tumba hermética, onde a 
buscam e encontram seus adeptos, os fiéis buscadores da Verdade.
Quanto à influência destes dois movimentos sobre a Maçonaria, que é a que 
neste momento mais nos interessa, é certo quenão somente muitas tradições 
templárias e rosacruzes encontram seu caminho em nossa Ordem, senão que 
também esta se fez a intérprete e natural herdeira de seus objetivos ideais e da 
Grande Obra que constitui o objeto de todas as diferentes tendências. 
Hermetistas, templários, rosacruzes e filósofos, sempre se confraternizaram 
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com os maçons, e desta comunhão espiritual nasceu a Maçonaria conforme 
hoje a conhecemos.
ESPÍRITO, ALMA E CORPO
Podemos considerar estas fraternidades e movimentos, como a alma 
multiforme do Espírito Uno da Tradição Universal, que veio diretamente e sem 
interrupção até nós provindo dos antigos Mistérios. Assim, no que diz respeito 
a seu espírito iniciático como à tradição que a anima (e da qual é herdeira e 
continuadora), as origens de nossa Instituição não podem ser mais gloriosas, 
sendo nós, como Maçons, os herdeiros dos antigos Reis-Sacerdotes 
(simbolizados por Melchisedeck e Salomão) e dos Grandes Iniciados de todos 
os Tempos.
E no que se refere ao corpo no qual esta Alma tradicional encarnou - isto é, a 
forma que domina exteriormente nossa Instituição, que foi tomada 
particularmente da Arte de Construir -, nossas origens não são menos 
gloriosas, já que se relacionam diretamente com a fonte de toda civilização, 
como a causa se relaciona com o seu efeito natural.
Conhecemos, pelo estudo que temos feito nas páginas precedentes, algo de 
sua alma, que é tradição e Finalidade, comuns às diferentes ordens, escolas, 
movimentos, sociedades e comunidades que acabamos de examinar - uma 
Alma formada pelas mais elevadas aspirações humanas e expressada 
constantemente em termos de compreensão, tolerância e amor fraternal. 
Vejamos agora como também o corpo exterior da Instituição tem suas origens 
nos tempos da mais remota História e da pré-história humana, tendo deixado 
seus vestígios em todas as grandes obras e monumentos que até nós 
chegaram das épocas passadas.
A "ARS STRUCTORIA"
Entre todas as artes, a Arquitetura tem sido venerada e praticada em todos os 
tempos como uma arte especialmente Divina. Não devemos maravilhar-nos da 
especial consideração em que sempre foi tida, por estar a construção material 
intimamente relacionada com a forma exterior de toda civilização, da qual 
pode-se considerar ao mesmo tempo como causa, meio, condição necessária 
e expressão natural.
A casa representa o princípio da vida civil e não carece de razão sem dúvida, 
que a segunda letra do alfabeto hebraico (que constitui a inicial da palavra 
sagrada do Aprendiz) signifique exatamente "casa", derivando sua forma do 
hieróglifo simbólico da mesma. A Casa representa assim à primeira letra ou o 
princípio da civilização, enquanto sua interpretação esotérica em relação às 
demais letras da Palavra dá outro significado mais próprio para o Aprendiz, que 
estudaremos mais adiante.
Quando os homens tiveram casas ou abrigos protetores, e quando os muros 
das cidades constituíram para estas a base de sua segurança, foi quando 
puderam desenvolver as artes, as ciências e as instituições sociais.
Então, elevando-se a atenção e as aspirações dos homens, do reino dos 
efeitos para o das causas, ou da aparência exterior à realidade interior que nela 
se esconde e a anima, foi quando nasceu a idéia e sentiu-se a necessidade de 
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construir um Templo, de levantar um edifício ou símbolo exterior do 
reconhecimento interior da Causa Transcendente, dos efeitos visíveis.
Esta aspiração interior constitui o princípio de toda iniciação, ou ingresso, numa
forma superior de pensar, de ver e de considerar as coisas. Portanto, podemos 
dizer que a Maçonaria teve tanto moral como materialmente origem no primeiro 
Templo que se levantou em reconhecimento à Divindade, e que o primeiro 
maçom foi quem o levantou, apesar do rude e elementar que foi esse Templo 
primitivo, que bem pode ter consistido de uma única coluna, ou tronco de pedra 
ou de madeira, cuja tradição foi perdida em seguida nos obeliscos.
MAÇONARIA OPERATIVA E MAÇONARIA 
ESPECULATIVA
É evidente, pois, que o elemento espiritual (especulativo ou devocional) e o 
material (operativo ou construtivo) encontram-se intimamente unidos desde o 
momento em que o primeiro se concebeu e se realizou a idéia de um Templo, 
como símbolo exterior de um reconhecimento interior, e que a Maçonaria, 
surgiu espontaneamente desta idéia de levantar ou estabelecer um símbolo à 
Glória do Princípio ou Realidade interiormente reconhecidos, pois se os 
Maçons no sentido material foram "construtores" em geral, sempre tem sido 
mais particularmente os que tem elevação Templos para o espírito.
Tendo presentes estas considerações, não há nada de surpreendente na 
transformação da maçonaria operativa em especulativa, isto é, de como uma 
Instituição Moral e Filosófica tenha podido desenvolver-se sobre uma arte 
material, tomando o lugar das corporações medievais e continuando-as.
Ambos os elementos - operativo e especulativo - estiveram juntos desde o 
princípio, e isto evidencia-se no desenvolvimento cíclico que faz prevalecer, 
conforme os momentos históricos e as necessidades de uma época, uma ou 
outra tendência, um ou outro destes dois aspectos da nossa Instituição, tão 
inseparáveis como as duas colunas que dão acesso a nossos Templos.
Além de que constitui o selo de sua origem, a construção em geral e a de um 
templo em particular - prestou-se sempre e atualmente ainda se presta 
admiravelmente como símbolo interpretativo da atividade da Natureza, 
podendo-se considerar o Universo como uma Grande Obra, como um Templo 
e ao mesmo tempo uma Oficina de Construção, dirigida, inspirada e atualizada 
por um Princípio Geométrico, cujas diferentes manifestações são as leis 
naturais que o governam e as forças que, segundo estas leis, produzem 
diferentes efeitos visíveis.
Esta obra de construção pode o homem observá-la em si mesmo, em seu 
próprio organismo físico (muitas vezes comparado a um templo), assim como 
em sua íntima organização espiritual, no mundo interior de suas idéias, 
pensamentos, emoções e desejos. Todo homem vem a ser assim, um 
microcosmos ou "pequeno universo" e um Templo (análogo ao Grande Templo 
do Universo que constitui o Macrocosmos), individualmente erguido "a Glória" 
do Princípio Divino ou Espiritual que o anima.
Com esta Obra Universal que se desenvolve igualmente dentro e fora de nós,
na qual todo ser participa geralmente de forma inconsciente com sua própria 
vida e atividade, o Maçom - ou seja o iniciado nos Mistérios da Construção - 
tem o privilégio e o dever de cooperar conscientemente, convertendo-se em 
obreiro inteligente e disciplinado do Grande Plano que constitui a evolução.
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Assim, pois, a Ars Structoria é, para quem sabe interpretá-la e realizá-la, a 
verdadeira Ciência e Arte Real da Vida, o Divino privilégio dos iniciados que a 
praticam especulativa e operativamente; dois aspectos intimamente unidos e 
inseparáveis, ainda que possam manifestar-se de diferentes formas, conforme 
a evolução particular do indivíduo. E não há altura ou elevação do pensamento 
ou do plano da consciência individual que não possa ser interpretado, ou ao 
qual não possam utilmente aplicar-se as alegorias, os emblemas e os 
instrumentos simbólicos da Construção.
AS CORPORAÇÕES CONSTRUTORAS
Nenhuma atividade, arte ou obra importante pode ser o resultado dos esforços
e da experiência de um indivíduo isolado. Por conseqüência, os primeiros 
construtores tiveram, necessariamente, que agrupar-se, fosse para a 
aprendizageme o aperfeiçoamento, aonde a experiência dos demais pudesse 
ser aproveitada, fosse para o exercício e a prática regular da Arte, agregando-
se cada um a outros membros como ajudantes ou aprendizes, que deveriam 
cooperar nas mais rudes tarefas sem entretanto conhecer os princípios e 
segredos, que se adquirem com o tempo, com o esforço e com a aplicação.
A divisão em Aprendizes, Companheiros e Mestres, teve de ser espontânea em
qualquer grupo de obreiros com intenção construtiva, devendo-se distinguir os 
braçais e noviços, que não podiam dar mais que sua força, sua boa vontade e 
suas faculdades ainda indisciplinadas, dos obreiros, que já conheciam os 
princípios da arte e cuja atividade podia ser utilizada mais proveitosamente. 
Estes obreiros diferenciavam-se, por sua vez, daqueles outros consumados ou 
perfeitos que já dominavam esses princípios e estavam capacitados a executar 
qualquer obra, assim como, a dirigir a ensinar aos demais.
Como a unidade de uma tarefa sempre uma correspondente unidade de 
conceito e de direção, é óbvio também, que estas três categorias tiveram de 
manter-se fielmente disciplinadas (no duplo sentido intelectual e moral da 
palavra disciplina, isto é, tanto na teoria como na prática) sob uma Autoridade 
reconhecida como tal, por sua experiência e conhecimento superior, eleita ou 
proposta sobre eles, o Mago por excelência, ou Arquiteto, a cuja iniciativa e 
direta responsabilidade encomendava-se evidentemente a obra, um Mestre 
Venerável entre os Mestres da Arte, ao qual todos os demais deviam respeito e 
obediência.
Assim, toda a corporação construtora ou agrupamento de obreiros para um fim
determinado deve ter-se constituído espontaneamente à semelhança de 
nossas Lojas, sendo ainda necessário além do Mestre Arquiteto, diretor da 
Obra, um ou dois Vigilantes que o Ajudaram e puderam substitui-lo em caso de 
necessidade, e outros membros que tiveram cargos e atribuições especiais, 
diferentes dos demais.
A primeira loja foi constituída, conseqüentemente, pelo primeiro grupo de 
construtores que uniram disciplinadamente seus esforços para alguma obra 
importante, ou para a realização de um Ideal comum. E como as regras morais 
são necessárias para a ordem, a disciplina e a eficiência em toda atividade 
material, é evidente que estas devem ter sido inseparáveis das normas e 
regras próprias da Arte. O conjunto destas normas e regras, que constituíam 
uma necessária disciplina para os que eram admitidos a tomar parte na Obra, 
ou como membros da corporação, formou a característica da Ordem, pois, sem 
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ela não poderia ter existido nenhuma ordem verdadeira e a aceitação desta 
disciplina deve ter naturalmente sido exigida como condição preliminar para 
admissão na Ordem.
A "RELIGIÃO" DOS CONSTRUTORES
Nas especulações, cultos e tradições primitivas, tudo tende à unidade: poderes
e atribuições que hoje se distinguem cuidadosamente como por exemplo o 
eclesiástico e o civil, o legislativo, e o judiciário, estavam ontem em mãos de 
uma mesma autoridade.
Assim, o mundo antigo deu-nos o exemplo dos Reis-Sacerdotes que tomavam 
para si diferentes representações e poderes que hoje são consideradas 
inteiramente suprimidos.
Igualmente a Religião formava então parte da vida, e as instituições civis e 
religiosas entrelaçavam-se mutuamente, constituindo um conjunto quase 
inseparável. Por isso, nas primitivas corporações construtoras, o elemento 
religioso-moral deve ter sido considerado como formando uma unidade com o 
elemento artístico-operativo, desenvolvendo e transmitindo-se igualmente 
nestas corporações, os segredos da arte e certas especiais tradições 
religiosas.
Note-se, a este respeito, que a própria palavra religião identifica-se, em seu 
significado original, com a tradição, indicando simplesmente "o que é legado ou 
se transmite". Também nesse mesmo sentido, a Maçonaria é religião ainda que 
não uma religião: a religião operativa e especulativa, simbólica e iniciática, 
nascida espontaneamente nas primeiras corporações construtoras, na medida 
em que seus adeptos se esforçavam em divinizar sua Arte, convertendo-se em 
veículos e meios dos quais pode aproveitar-se a Hierarquia Oculta para seus 
ensinamentos, encontrando nesse meio em terreno particularmente fértil para 
semear a mística semente da Sabedoria.
Também o caráter particular das corporações que se especializaram na 
construção de Templos fez com que estas se identificassem, nas diferentes 
épocas da história, com distintas tradições religiosas, e em alguns casos com 
os próprios Mistérios (aos quais alguns entre eles devem ter sido admitidos 
como participantes), e não há como maravilhar-se se assimilaram muitos 
ensinamentos esotéricos, transmitidos como patrimônio secreto entre os 
mestres da Arte.
Fora da dúvida está que, em qualquer período da História, as corporações 
construtoras aparecem como possuidoras de segredos e alegorias, alguns dos 
quais provêm de uma época remotíssima, e outros representam antiqüíssimas 
tradições revestidas de nomes e formas simbólicas mais recentes. Enquanto 
que, por outro lado, bem sabemos que todas tiveram regras e modalidades 
particulares para a dupla transmissão do segredo material da arte e de sua 
interpretação especulativa, assim como para a admissão de candidatos como 
aprendizes, exigindo-se serem "livre e de bons costumes", dando provas 
definidas de moralidade, diligência e capacidade para a obra.
Esta "religião dos construtores" teve de ser uma religião eminentemente moral,
isto é, uma ética individual aplicada à vida, como é demonstrado pela Tradição 
Maçônica, que mais diretamente lhe dá continuidade.
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O GRANDE ARQUITETO DO UNIVERSO
O conceito de um Grande Arquiteto do Universo, ou Princípio Divino Inteligente
que constitui o foco espiritual e a Base Imanente da Grande Obra da 
Construção particular e universal, tem representado sem dúvida, em todos os 
tempos, o fundamento da Religião dos Construtores.
Este mesmo conceito constitui o Princípio Cardinal da Maçonaria Moderna, 
pois não possuem valor maçônico os trabalhos que não forem feitos "a glória" 
deste Princípio, isto é, com o fim de que a espiritualidade latente em todo o ser 
e em toda a coisa, encontre por meio dos mesmos sua expressão ou 
manifestação mais perfeita.
Trata-se, sem dúvida, de um conceito eminentemente iniciático, isto é, no qual
ingressamos progressiva e gradualmente na medida em que nossos olhos 
espirituais se abrem à luz maçônica. Assim pois, enquanto no princípio é dada 
a cada maçom a liberdade de interpretar esta expressão de Grande Arquiteto 
conforme suas particulares idéias filosóficas, opiniões e crenças (teístas e 
ateístas, considerando-se neste último caso o Grande Arquiteto como 
expressão abstrata da Lei Suprema do Universo), posteriormente, será 
conduzido gradualmente, por meio de seu próprio trabalho interior ou do 
esforço pessoal com o qual obtém todo progresso, a um reconhecimento mais 
perfeito, a uma realização mais íntima e profunda deste Princípio, ao mesmo 
tempo imanente e transcendente, que constitui a base e a essência íntima de 
tudo o que existe.
Ao redor desta idéia central (cujo caráter iniciático a diferença de todo conceito
ou crença dogmática) tem-se agrupado, como em torno de seu centro natural, 
as diferentes tradições, símbolos e mistérios que constituem outras tantas 
aplicações e expressões do Princípio Fundamental à interpretação da vida e a 
seu aperfeiçoamento.
Desta maneira, sem impor opinião ou crença alguma, mas deixando a cada um
a liberdade de interpretar esta expressão simbólica segundo suaparticular 
educação e suas convicções todos são naturalmente conduzidos para uma 
mesma Verdade, esforçando-se em penetrar cada um mais interiormente, 
chegando ao fundo de sua própria visão e crença, que (como todas) tem de ser 
tolerada, respeitada e interpretada como um dos infinitos caminhos que 
conduzem à Verdade.
AS PRIMEIRAS CORPORAÇÕES
Esta digressão sobre um dos pontos fundamentais da Maçonaria, tem nos 
parecido necessária para mostrar o caráter iniciático, eclético e universal da 
Ordem em seus próprios conceitos e símbolos em aparência mais vulgares, 
mas que encerram em si um propósito e uma profunda doutrina.
Voltando ao nosso tema, sobre as origens maçônicas, resta-nos traçar 
sumariamente a história das corporações construtoras desde as primeiras 
civilizações até os nossos dias.
As pegadas das antigas corporações construtoras encontram-se em todos os 
povos que nos deixaram alguma notícia de sua experiência. Entre os mais 
antigos e importantes monumentos que restam de antigas civilizações, 
devemos ressaltar as pirâmides do Egito. A princípio, foram consideradas 
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tumbas magníficas dos reis, mas um estudo mais atento tem revelado que se 
trata de monumentos simbólicos, nos quais e próximo aos quais, com toda 
probabilidade, desenvolveram-se ritos e cerimônias iniciáticas.
Isto parece particularmente certo com respeito à Grande Pirâmide, cujas 
medidas e proporções calculadas escrupulosamente tem sido reveladas em 
seus arquitetônicos conhecimentos geográficos, astronômicos e matemáticos, 
não menos exatos que os que se consideram exclusiva conquista dos nossos 
tempos. É suficiente dizer que a unidade de medida testa pirâmide, o côvado 
sagrado (que pode ser identificado com a régua maçônica de 24 polegadas) é 
exatamente a décima milionésima parte do raio polar terrestre, uma medida 
mais justa e mais exatamente determinada que o metro, base de nossos 
sistema. Seu perímetro revela um conhecimento perfeito da duração do ano; 
sua altura, a exata distância da Terra ao Sol, e o paralelo e o meridiano que se 
cruzam em sua base constituem o paralelo e o meridiano ideais, uma vez que 
atravessam a maior parte das terras. Por outro lado, a precisão com a qual 
estão cortados e dispostos os enormes blocos de pedra de que se compõem, 
daria muito o que pensar a um engenheiro moderno que quisesse imitar estas 
obras.
Apesar do Egito ter sempre sido considerado como a terra clássica da 
escravidão, já que realmente em épocas posteriores os obreiros dirigidos pelos
sacerdotes não tinham nenhuma liberdade ou iniciativa, muito difícil admitir que 
uma obra como a Grande Pirâmide - obra caracteristicamente maçônica - tenha 
sido outra coisa que a Obra Mestra da mais sábia e celebrada corporação 
construtora de todos os tempos.
Além disso, é possível que nossa Era Maçônica (que começa no ano 4000 A. 
C. e que vem de antigas tradições) date precisamente da construção da 
Grande Pirâmide, que alguns, entretanto, consideram mais recente em quanto 
outros, por sua vez, julgam mais antiga.
Outra importante construção da Antigüidade, além dos templos cujos traços se
encontram esparsos pela Terra, parece ter sido a Torre de Babel, de bíblica 
memória, diferenciando-se esta construção da precedente pelo emprego de 
tijolos em lugar de pedras cortadas, e de outro material em vez de cal. O mito 
da confusão das línguas antes da conclusão da obra, e da conseqüente 
dispersão das corporações de construtores que se reuniram para executá-la, 
dá muito o que pensar ao estudante das tradições antigas.
OS CONSTRUTORES FENÍCIOS
Em épocas mais recentes (cerca de 1000 anos A. C.), encontramos as 
corporações e a obra de Construtores Fenícios em todos os países do 
Mediterrâneo nos quais este povo estabeleceu suas colônias e a influência de 
sua civilização.
Estas corporações viajavam, evidentemente, de um país a outro conforme 
delas se necessitava e solicitado era o seu concurso, erguendo com igual 
habilidade e facilidade templos e santuários para os diferentes cultos e 
mistérios, ainda que sempre erigidos conforme o mesmo tipo fundamental, que 
revela, nas obras das idênticas corporações ou de corporações afins, uma 
mesma identidade de conceitos.
Podemos considerar como um exemplo típico (e como obra simbolicamente 
mestra dos construtores fenícios) o Templo de Jerusalém, erigido na época 
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indicada no livro das Crônicas (cerca de 1000 anos A. C.) pelos obreiros que 
Hiram, rei de Tiro, enviou a Salomão para este efeito, construção sobre a qual 
é baseada nossa atual tradição maçônica.
CONSTRUTORES GREGOS E ROMANOS
Na Grécia, as corporações formaram-se, sem dúvida, à influência e 
semelhança das fenícias, e dedicaram-se especialmente à construção de 
templos, tomando o nome de dionisíacas, relacionando-se evidentemente com 
os Mistérios homônimos em honra a Iaco ou Zeus Nisio.
A arquitetura grega, caracterizada pelo uso da arquitrave (em vez do arco 
empregado posteriormente pelos romanos), tem, por sua singeleza hierática, 
muita analogia com a egípcia, da qual se diferencia pela graça e a esbelteza 
que substituem à poderosa majestade daquela. Seus três estilos, dórico, jônico 
e coríntio, que se distinguem pela forma dos capitéis e das decorações que os 
acompanham, são caracteristicamente emblemáticos dos três graus 
maçônicos. E a Maçonaria Simbólica pode muito bem comparar-se, 
alegoricamente, à Arquitetura Grega, correspondendo perfeitamente suas três 
câmaras às três ordens fundamentais desta.
Á semelhança de ditas corporações de obreiros dionisíacos, Numa Pompílio, o
rei iniciado de Roma, instituiu, segundo a tradição, os collegia fabrorum que, 
como nos precedentes, tinham seus próprios mistérios e guardavam e 
transmitiam com os segredos da Artes, certos segredos e tradições de 
natureza religiosa. Como as Lojas Maçônicas, estavam dirigidos por um 
triângulo (como é testemunhado pela clássica expressão três faciunt collegium, 
formados por um Magister e dois Decuriões, compreendendo três graus 
análogos aos atuais, usando uma especial interpretação emblemática de seus
instrumentos.
Estes colégios estenderam-se depois por todo o império, percorrendo como 
forças construtoras o caminho das legiões e levantando, onde quer que 
fossem, aqueles monumentos e edifícios dos quais ainda restam múltiplos 
vestígios.
Já no século primeiro antes de Cristo, várias destas corporações passaram a 
estabelecer-se na Gália, Alemanha e Inglaterra, onde construíram 
especialmente campos atrincheirados que depois se converteram em cidades 
(o termo inglês chester, dos nomes de muitas localidades revela de forma clara 
sua origem latina, de castrum, "acampamento").
AS CORPORAÇÕES MEDIEVAIS
Com o triunfo do Cristianismo, que se converteu em religião oficial durante o 
último período do Império Romano, enquanto os Mistérios tiveram de 
desaparecer, os collegia fabrorum resolveram adaptar suas tradições pagãs à 
nova fé, e isto foi feito muito habilmente, substituindo-se pela lenda da 
construção do Templo de Salomão outra transmitida anteriormente, e pelos 
nomes de santos e personagens cristãos os antigos deuses pagãos. Nasceu 
assim um São Dionísio, em lugar do homônimo deus grego (o Baco dos 
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latinos), e São João foi honrado como protetor da Ordem, em lugar do antigo 
deus bifronte Janus.
Assim renovada, a tradição dos antigos colégios romanos seguiu no Oriente a
sorte do Império Bizantino, adaptando-se depois, com igualfacilidade, à fé 
islâmica, enquanto no ocidente, com a queda do Império e a invasão dos 
vândalos e dos godos, encontrou um asilo seguro numa pequena ilha, perto da 
cidade italiana de Como, na Lombardia (país assim denominado em 
conseqüência da invasão longobardos, "os de longa barbas", de onde tomaram 
seu nome os magistri comacini, que deram origem àquele estilo proveniente do 
romano, chamado românico, que fez sua primeira aparição por volta do ano 
600 e continuou dominando por vários séculos depois o estilo na Itália e nos 
países contínuos, até que o estilo gótico, produzido pelas corporações 
nórdicas, obteve depois o predomínio.
Nas obras destes artistas encontramos vários símbolos maçônicos, e a 
expressão de uma singular independência do pensamento que é revelada 
pelas curiosas e mordazes sátiras contra o Igreja, gravadas com uma audácia 
surpreendente nas próprias esculturas das catedrais. Apesar do hermético 
segredo com que guardavam suas tradições e crenças, parece que estas 
corporações (que existiam em várias cidades da Itália, entre outras em Siena, 
desde o século XI) não era estranho o conhecimento de um G. A. D. U, nem a 
lenda de Hiram.
No fervor religioso que caracterizou este período, algumas ordens monásticas
da Igreja também se dedicaram, especialmente na França e na Alemanha, à 
Arte de Construir, levantando templos com a ajuda dos obreiros nômades que 
encontravam, contribuindo assim, indiretamente, para a organização destes em 
corporações que depois tornaram-se independentes.
Por obra e esforço das corporações independentes que se formavam em 
diversos países, nasceu então, e rapidamente se afirmou, o chamado estilo 
gótico, que converte o simples arco romano e românico em ogival, magnífico 
símbolo do fervor religioso e das mais ardentes aspirações humanas que se 
levantam, como cântico majestoso, da terra ao céu. Nos dois estilos orientais, 
árabe e russo, encontramos um desenvolvimento ulterior desta idéia que fez 
evoluir o arco gótico do romano, com a curvatura especial que caracteriza 
estes estilos.
Estas corporações dedicadas especialmente à arte gótica, constituíram na 
Inglaterra os guilds de obreiros; na França o compagnonnage (dos quais 
existiam três seções diferentes que tomavam o nome, respectivamente, de 
filhos de Salomão, de Mestre Jacques e de Mestre Soubise) e na Alemanha as 
oficinas e uniões de canteiros (Steinmtzen), entre as quais tomou justo renome 
aquela que levantou a Catedral de Estrasburgo, erigida no século XV.
Os documentos que delas nos chegam, provam que os obreiros achavam-se 
divididos em aprendizes, companheiros e mestres, que se reuniam em 
pequenas casas e empregavam de uma maneira emblemática os instrumentos 
de sua profissão, levando-se consigo como insígnias. Além disso, 
reconheciam-se por meio de palavras e sinais que chamavam saudações. Os 
neófitos eram recebidos com particulares cerimônias e juravam o mais 
profundo segredo sobre o que ia ser-lhes comunicado e ensinado.
A palavra maçom (do latim medieval "macio", equivalente de canteiro, de onde
teve origem igualmente o termo alemão Metzen) parece que foi usada pela 
primeira vez no século XIII, sendo exportada da França para a Inglaterra. A 
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expressão franco maçom (maçom franqueado ou livre de impostos) aparece 
por primeira vez em 1375.
A origem desta última palavra tem sido relacionada aos privilégios especiais e 
isenções concedidas pelos pontífices Nicolas III e Benito XII, em vista da 
reconhecida moralidade destas corporações e das obras piedosas a que elas 
se dedicavam como construtoras de igrejas. Mas o real significado originário 
deste atributo de francos ou livres (em inglês "freemasons") é um assunto 
todavia discutido e discutível.
OS MAÇONS "ACEITOS"
Debilitando-se depois, no século XVII, com o renascimento clássico e a 
corrupção da Igreja (que ocasionou a reforma e as novas teorias filosóficas), o 
fervor religioso dos séculos passados, a arte sagrada teve necessariamente 
que decair, e com ela as corporações de maçons operativos que desta 
atividade extraiam sua razão de ser sua subsistência.
Mas aqui e ali, e especialmente na Inglaterra, algumas delas subsistiram, se 
bem que de forma muito reduzida, passando natural e gradualmente da 
atividade construtiva que ocasionou sua formação, até se ocupar 
exclusivamente dos assuntos que antes eram para eles de secundária 
importância, como por exemplo o estudo e a beneficência.
Sem dúvida contribuiu notavelmente para esta nova orientação de atividade 
das lojas a admissão que foi feita desde então, sempre mais liberal e numerosa 
(conforme ia decrescendo seu valor como associações profissionais) de 
maçons aceitos (accepted freemasons), isto é, membros honorários que nunca 
tinham exercido uma profissão relacionada com a arte de construir.
Os novos associados, muitas vezes homens de estudo e filósofos eminentes, 
influíram largamente nestes agrupamentos de antigos construtores, os quais 
chegaram facilmente a dirigir. Foi assim que as lojas maçônicas profissionais 
transformaram-se naturalmente em lojas de maçonaria especulativa, nascendo 
dessa maneira a Maçonaria como atualmente conhecemos. E assim também, 
muitas doutrinas e tradições iniciáticas e místicas, de diferente origem ou 
descendência, passaram a incorporar-se à nascente, ou melhor dizendo, 
renascente instituição. As tradições templárias e rosacruzes, em especial, 
tiveram parte importante nesta transformação. Enquanto as lojas Maçônicas 
encontravam naquelas doutrinas, a alma que lhes infundia uma vida nova, 
estas encontraram naquelas o corpo, o veículo ou o meio exterior mais 
conveniente à sua expressão, o que de outra forma poderia ocorrer de modo 
estéril e deficiente.
Com o século XVII termina assim o estudo das origens maçônicas; desde o 
XVIII começa a sua história como instituição moderna preparando-se o futuro, 
temas dos quais falaremos nos dois "Manuais" que se seguem, desta mesma 
série.
A "LOJA DE SÃO JOÃO"
O problema das origens maçônicas acha-se delineado e resolvido 
sinteticamente em poucas palavras na pergunta ritual do Ven. Mestre a todo 
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irmão visitante: De onde vens?, e na resposta deste: De uma Loja de S. J. justa 
e perfeita.
Esta pergunta é fundamental para o Aprendiz e, à semelhança de Édipo, deve
esforçar-se em respondê-la satisfatoriamente, buscando em si mesmo a 
solução do problema das origens: a origem de seu ser e do universo que o 
rodeia.
Que representa, pois, para os maçons a expressão "Loja de S. J." ?
Já sabemos que a Tradição Maçônica guarda uma relação profundamente 
íntima com a Tradição Joanita ou mística do Cristianismo (como é claramente 
demonstrado pela superposição de nossos instrumentos sobre a primeira 
página do Evangelho de S. J, que representa a Tradição Cristã mais pura, 
assim como as Tradições Gnósticas e iniciáticas anteriores).
Igualmente sabemos que S. J. foi tomado como patrono pelas Corporações 
Construtoras da Idade Média, e conhecemos também, o uso - que remonta a 
uma época remotíssima - de festejar os dois solstícios, cujas datas coincidem 
respectivamente com as festas cristãs de S. J.
Estas mesmas festas celebravam-se também antes do cristianismo, sendo, em
época próxima aos romanos, em honra a Janus, o deus de duas faces que 
muito bem simboliza a Tradição, estando uma das faces constantemente 
voltada ao passado e outra ao futuro. Este nome relaciona-se 
etimologicamente com o latim janua, "porta", de onde vem igualmente o latim 
januarius, "janeiro". (4) É interessante notar aeste respeito que "porta" é 
também o significado originário da letra grega delta (do semítico daleth), 
representa por um triângulo, e que a antiga porta das iniciações, era triangular.
Este deus presidia todos os inícios (em latim initium, de onde também initiare,
"iniciar") e, em particular, o do ingresso do Sol nos dois hemisférios celestes, e 
a própria iniciação cuja chave possuía e guardava. Agora, é evidente que o 
nome Janus tem também em sua forma latina, uma semelhança singular com 
João (Johannes) e não foi por acaso que este último foi colocado no exato 
lugar do primeiro.
Por outro lado, o hebraico Jeho-hannam ou João significa "Graça ou favor de
Deus", isto é, homem iluminado ou iniciado. Assim é que a justo título pode 
este último ser chamado irmão ou discípulo de S. J.. A importância iniciática 
desta escolha se torna mais evidente por esta dupla ou bifronte etimologia: a 
primeira pagã ou voltada ao passado (tradição iniciática da qual constitui a 
porta ou passagem, e a outra, cristã ou voltada para o futuro (os eleitos ou 
favorecidos de Deus que continuam e darão prosseguimento à tradição por 
todos os séculos).
A expressão Loja de S. J. vem a ser assim, um nome simbólico de toda união
ou agrupamento de iniciados, de homens iluminados e favorecidos 
espiritualmente, aplicando-se, em sua acepção mais geral, a todos os que são 
admitidos nos Mistérios e mais particularmente aos verdadeiros II S. J, os 
Mestres da Sabedoria que constituem a Grande Loja Branca, a mais justa e 
perfeita "Loja de S. J.", na qual devemos buscar a inspiração e a origem 
profunda e verdadeira de nossa Ordem.
DE 1717 ATÉ O FINAL DO SÉCULO XIX
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O DESENVOLVIMENTO HISTÓRICO DA 
MAÇONARIA
MODERNA
Os princípios da Maçonaria, conforme os conhecemos atualmente, se devem 
principalmente ao estado de decadência em que se encontravam, ao fim do 
século XVII, os antigos grupos de construtores, assim como as demais 
corporações de ofício, que tinham florescido nos séculos anteriores, 
alcançando o seu apogeu próximo ao fim da idade média. As causas dessa 
decadência foram por um lado a diminuição do fervor religioso que seguiu a 
Reforma, de maneira que a construção das igrejas foi cedendo seu lugar a 
outros edifícios profanos, tanto públicos como privados; e também por um grau
maior de especialização dos operários nos respectivos trabalhos, e a falta de 
conveniência por parte desses, de seguirem reunindo-se em associações 
organizadas para a prática de uma arte determinada.
Precisamente por esta razão, no mesmo século XVII, havia se estendido a 
prática de admitir nos grupos de construtores, membros honorários (maçons 
aceitos), ainda inteiramente estranhos à prática da arte de construir, porém que 
cooperavam para proverem materialmente e moralmente esses grupos. O dia 
em que estes maçons-aceitos começaram a prevalecer sobre os de ofícios, e 
se lhes concederam cargos de direção (dos quais estavam excluídos 
anteriormente), foi precisamente o ponto que assinalou a transformação 
conhecida com nome de maçonaria operativa em especulativa; ainda que o 
desenvolvimento de um caráter teve de ser mais gradual, entretanto de 
nenhuma maneira necessariamente implicado pela presença dos membros 
honorários, apesar do número destes.
A GRANDE LOJA DE LONDRES
Assim foi que, em 1717, os escassos membros remanescentes de quatro lojas
londrinas, que tinham os seus lugares de permanência (segundo o costume 
naquela época), em quatro diferentes hospedarias, decidiram celebrar juntos 
na hospedaria do Manzano sua reunião anual de 24 de junho (dia de São João 
Batista). Nessa reunião, que depois se tornou tradicional por essa razão 
histórica, sem que os seus participantes pudessem dar-se conta disso, tratando 
de buscar uma solução para as suas condições, que nos últimos tempos se 
encontravam cada vez menos prósperas. Os presentes decidiram juntar-se na, 
que depois (em 1738) passaram a chamar uma Grande Loja, elegendo para 
presidi-la oficiais especiais, que deviam promover a sua prosperidade.
Esses foram: Antônio Sayer, homem desconhecido e de modesta condição, 
inteiramente estranho ao ofício de pedreiro, que foi nomeado Grão Mestre; 
Jacob Lamball, carpinteiro; José Elliot, capitão; foram eleitos grandes 
vigilantes.
Dados que essas Lojas não eram as únicas então existentes (algumas das 
outras, como de Preston chegaram até os nossos dias) não há dúvida de que 
de nenhuma maneira poderia tratar-se então de eleger a um "Grão Mestre dos 
Maçons", que para tal não tinham autoridade, se não apenas dessas quatro 
Lojas, não se podendo sequer assegurar-se que tal título foi efetivamente 
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utilizado nessa ocasião, ainda que poderia muito bem ter sido; com esta 
atribuição restrita. Sem dúvida, somente depois, e por mérito de homens que, 
sob diversas circunstâncias foram atraídos à essa "Grande Loja", que as 
denominações de Grão Mestre e Grande Loja adquiriram real significado e 
importância.
O desenvolvimento futuro de nossa Instituição, a partir dessa modesta reunião,
não estava de nenhuma forma condicionado à mesma, e só se deve à Força 
Espiritual que aproveitou e vivificou esse pequeno e modesto agrupamento do 
qual brotou um movimento que se estendeu para toda a superfície da terra. 
Sempre são, pois, as idéias, as que operam no mundo, por sobre os indivíduos 
que se fazem seus meios, veículos e instrumentos. É na força das idéias, que 
animam e inspiram os homens, que se deve todo o progresso e toda a obra ou 
instituição de alguma importância, por traz daqueles que aparecem 
exteriormente como seus fundadores e expoentes.
No que particularmente se refere à Maçonaria, não há dúvida que suas origens
mais verdadeiras, vão muito além desses homens de boa vontade e de 
medíocre inteligência que unicamente se preocuparam em salvar suas lojas da 
decadência que as ameaçava, por meio da união das mesmas. Deve-se buscar 
essas origens na Idéia Espiritual central, que oculta no seu cerne, o verdadeiro 
segredo maçônico, assim como das demais idéias relacionadas com aquela, 
das quais se fez, em diferentes momentos e circunstâncias especiais.
A essa idéia central, ainda oculta e secreta para a maioria de seus adeptos, 
também devemos o conjunto de tradições, alegorias, símbolos e mistérios, que 
tem vindo se apropriando, e em parte criando e modificando, para embelezar e 
dar maior brilho a seus trabalhos, cujas origens, como a de seus cerimoniais, 
são antiqüíssimos, tendo nos sido transmitindo através de diferentes 
civilizações que se desenvolveram sucessivamente sobre o nosso planeta. 
Desse ponto de vista está perfeitamente justificado o empenho dos primeiros 
historiadores maçônicos, começando com Anderson, e dos que fizeram ou 
adaptaram os seus rituais, para relacionar nossa instituição com todos os 
movimentos espirituais e tradições místicas iniciáticas da Antigüidade, segundo
também tratamos de fazê-lo no manual do Aprendiz.
Pois se é certo que a Maçonaria Moderna tem sua iniciação nessa fortuita 
agremiação de quatro Lojas que juntando-se, puderam salvar-se da dissolução 
a que pareciam inevitavelmente destinadas - como são todas as coisas que 
não sabem renovar-se quando chega o momento oportuno - e que, dessa 
maneira prosperaram muito além de suas expectativas, não é menos certo que 
souberam recorrer em segredo a herança de todos os segredos, mistérios e 
tradições, assim como souberam fazer-se o receptáculo das grandes e nobres 
idéias que constituem um fermento vital e um impulso renovador no meio em 
que atuavam.
E se pela natureza da obra pode-se reconhecer o artista que a concebeu e 
realizou, julgamosa Maçonaria pela mística beleza de seu conjunto simbólico- 
ritual, a essa obra sem dúvida não se pode dar outro qualificado que não o de 
Magistral. em sua essência mais íntima e profunda, qualquer que possa ser 
sua filiação exterior e aparente, não pode ser se não Obra de Mestre na 
acepção mais profunda da palavra. Essa essência íntima é o Logos, ou 
verdadeira palavra que deve buscar-se em toda Loja Justa e Perfeita, a idéia 
espiritual que nela se deve realizar.
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Essa mesma idéia, cujas latentes possibilidades foram depois se 
desenvolvendo - a maioria delas esperam ainda a oportunidade para vir à luz - 
tem sido a semente da árvore poderosa que representa a Maçonaria Moderna : 
um meio destinado ao reconhecimento e à prática da fraternidade, um crisol de 
idéias e um movimento libertador das consciências e dos povos.
PRIMEIROS DIRIGENTES
Nas sucessivas assembléias solsticiais de 1718 e 1719 foram eleitos Grandes
Mestres da Grande Loja de Londres, respectivamente, Jorge Payne e Juan 
Teófilo Desaguilier, o primeiro dos quais tomou novamente o malhete 
presidencial de 1720.
A esses dois homens se devem, o nascimento da Grande Loja e o impulso 
espiritual renovador, assim como as linhas ideológicas que depois 
caracterizaram a Maçonaria Moderna. O primeiro, ex-funcionário 
governamental, homem muito ativo, enérgico e de posições liberal, parece 
haver sido levado à sociedade, a que levou o prestígio de sua personalidade e 
de suas numerosas relações sociais, por sua à afeição pelas antigüidades. O 
segundo, nascido em La Rochelle e filho de um pastor Hugonote, teólogo e 
jurista, amigo pessoal de Newton e vice-presidente da Real Sociedade de 
Londres, contribuiu sobre tudo, especialmente em colaboração com Anderson, 
para o desenvolvimento de sua parte ideológica.
Esses também foram os que atraíram para a Sociedade outras eminentes 
personalidades como Duque de Montague quem, em 1721, aceitou a 
nomeação de Grão-Mestre, sucedendo G. Payne. A eleição, feita com a 
representação de 12 Lojas, de um membro da nobreza, foi sem dúvida muito 
acertada quanto ao objetivo de assegurar para a Ordem prestígio e 
prosperidade material: tornou-se, pois, moda o pertencer à Maçonaria, 
buscando-se nela uma espécie de título de reputação e honradez.
Se fez então necessária a formulação de uma maneira mais clara e completa
dos estatutos e regulamentos da Ordem, sobre a base das antigas 
Constituições colecionadas por G. Paynes, e das "General Regulations " 
compiladas pelo mesmo no segundo ano de sua presidência. Desta forma, o 
Duque de Montague solicitou ao Rev. Jaime Anderson, que foi valiosamente 
assistido em sua obra por G. Paynes e J. T. Desagulier, para os quais colocou 
"as antigas constituições Góticas" em uma forma nova e melhor.
Assim nasceu o Livro das Constituições dos Franco-Maçons, tratando da 
história, deveres e regulamentos daquela antiqüíssima e mui-venerável 
Fraternidade. O manuscrito foi examinado pela primeira vez por uma comissão 
de 14 Irmãos, nomeada no fim do mesmo ano de 1721 pelo Duque Montague, 
e foi aprovado em 25 de março seguinte, com as emendas sugeridas pelos 
mesmos, depois do que ordenou a sua impressão, estando 24 Lojas 
representadas na assembléia.
O livro foi publicado e foi presenteado solenemente por Anderson na 
assembléia da Grande Loja que se verificou no dia 17 de janeiro de 1723, 
sendo então confirmado e proclamado Grão-Mestre o Duque de Wharton, 
quem se havia feito nomear como tal no dia 24 de junho do ano anterior, numa 
assembléia convocada irregularmente por ele mesmo. Foi sucedido pelo Conde 
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de Dalkeith, continuando-se depois com o mesmo costume de eleger-se para o 
cargo de Grão-Mestre um membro destacado da nobreza.
A CONSTITUIÇÃO DE ANDERSON
A Obra de Anderson foi sempre considerada nos ambientes Maçônicos com 
muita benevolência, sem indagar-se até que ponto seu livro das constituições
correspondia com a Obra "Las Antiguas Constituciones Góticas" que não nos 
foram transmitidas, e passando por cima das faltas, erros, omissões e 
invenções que pudessem conter.
A história legendária das origens Maçônicas que aqui se relata, repousa, como
é natural, sobre A Bíblia, livro que para os povos anglo-saxões foi sempre 
objeto especial de veneração. Caim e seus descendentes como os 
descendentes de Seth, se consideram como os primeiros edificadores, 
mencionando-se a continuação a Arca de Noé, que mesmo sendo de madeira 
foi fabricada segundo os princípios da geometria e das regras da Maçonaria.
Noé e seus três filhos foram, assim, "verdadeiros Maçons que, depois do 
dilúvio, conservaram as tradições e artes dos antediluvianos e a transmissão 
ampla a seus filhos. Depois do qual, se menciona os Caldeus e os Egípcios e 
aos descendentes de Jafet que emigraram as ilhas "Gentiles", como todos 
igualmente hábeis na Arte Maçônica. Considera-se os israelenses, ao sair do 
Egito, como todo um povo de maçons, bem instruídos sob a liderança de seu 
Grão-Mestre, Moisés, que as vezes os reuniu numa loja geral e regular".
Finalmente se fala na construção do Templo de Jerusalém, por Salomão, 
sendo Hiram o Mestre da Obra. Também a Nabucodonosor, depois de haver 
destruído e saqueado esse mesmo Templo, lhe é atribuído haver posto o seu 
coração na Maçonaria, construindo as muralhas e os edifícios da sua cidade, 
auxiliado pelos hábeis artífices da Judéia e de outros países que haviam sido 
levados cativos para a Babilônia.
Também cita-se os gregos, a Pitágoras, os Romanos e os Saxões, que com 
natural disposição para a maçonaria, apressaram-se a imitar os Asiáticos, 
Gregos e os Romanos na instalação de Lojas, traçando-se uma história 
sumária sobre o desenvolvimento da Arte maçônica na Inglaterra.
Somente na segunda edição da obra, redigida no ano de 1738, se dava 
escassas notícias sobre a fundação da primeira Grande Loja que teve lugar em 
1717, dizendo-se somente na primeira edição que naquela época, em Londres 
e em outros lugares floresciam diversas e dignas lojas individuais que 
celebravam um conselho trimestral e uma junta geral anual para nelas 
conservar sabiamente as formas e os usos da mui antiga e venerável Ordem, 
cuidar devidamente a Arte Real e conservar a argamassa da Fraternidade, afim 
de que a Instituição parecesse uma abóbada bem ajustada.
DEVERES MAÇÔNICOS
Segue uma compilação dos Deveres de um Franco-Maçom "retirados de 
antigos documentos", que tratam:
1. de Deus e da religião,
2. do chefe de estado e dos seus subordinados,
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3. das Lojas,
4. dos Mestres, Vigilantes, Companheiros e Aprendizes,
5. dos trabalhos das Oficinas,
6. da conduta em Loja bem como fora da mesma, em passos perdidos, em
presença de profanos, no lar e na vizinhança.
No que concerne a Deus e à Religião dizem : "um maçom está obrigado, como
tal, a obedecer a lei moral; e, se bem compreende a Arte, nunca se será um 
ateu estúpido, nem um libertino irreligioso.
"Ainda que, antigamente, os maçons estiveram obrigados, em cada país, a 
praticar a correspondente religião, qualquer que fosse, estima-se atualmente 
oportuno que se lhes imponha outra religião, fora daquela sobre a qual todos 
os homens estão de acordo, deixando-lhes toda a liberdade no que concerne 
as suas opiniões particulares.
Assim, pois, é suficiente que sejam homens bons e leais, honrados e probos, 
qualquer que sejam as confissões e convicções que os constituam".
"Assim a maçonaria será o centro de união e o meio para estabeleceruma 
sincera amizade entre pessoas as quais, fora dela, sempre estiveram mantidas
mutuamente afastadas".
Sobre o assunto da autoridade civil escreve : "O Maçom é um sujeito tranqüilo
diante dos poderes civis, em qualquer lugar em que resida ou trabalhe; nunca 
deve estar implicado em complôs e conspirações contra a paz e contra a 
prosperidade da nação, nem comportar-se incorretamente com os magistrados 
subalternos, porque a guerra, o derramamento de sangue e as insurreições 
foram em todo o tempo funestas para a Maçonaria ...
"Se algum Irmão viesse a insurrecionar-se contra o estado, deveria se cuidar 
de favorecer sua conversão, ainda que tendo piedade dele, com um 
desgraçado. Sem dúvida, se não está envolvido em nenhum outro crime, a leal 
fraternidade, ainda que desaprovando sua rebeldia, fiel ao governo 
estabelecido, sem dar-lhe motivo de desconfiança política, não poderia 
expulsá-lo da Loja, já que suas relações com ela são indispensáveis ".
E sobre a conduta na Loja nos recomenda : "que vossos desgostos e pleitos 
não passem nunca do umbral da Loja; mais ainda : evitar as controvérsias 
sobre religião, nacionalidades e política, pois, em nossa qualidade de maçons 
não professamos mais que a Religião Universal antes mencionada. Por outro 
lado, somos de todas as nações, de todos os idiomas, de todas as raças, e se 
excluirmos toda política é por razão de que nunca contribuiu no passado para a 
prosperidade das Lojas, nem o fará no futuro ".
A ESSÊNCIA DA MAÇONARIA MODERNA
Destes estratos se depreende a orientação estabelecida naquele tempo pelo 
movimento que produziu a maçonaria moderna cujos princípios fundamentais 
podem ser formulados, como se segue:
1) um reconhecimento implícito da Universalidade da Verdade acima de toda 
opinião crença, confusão ou convicção.
2) a necessidade de obedecer a lei moral, como característica e condição "sine 
qua non" da qualidade de maçons.
3) a prática da tolerância em matéria de crenças, opiniões e convicções.
4) o respeito, o reconhecimento e a obediência às autoridades constituídas,
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desaprovando-se toda forma de insurreição ou rebeldia, ainda que não se 
considere como crime que mereça a expulsão da Loja.
5) a necessidade de fazer nas Lojas um trabalho construtivo, buscando o que 
une os Irmãos e fugindo daqueles que os dividem.
6) A prática de uma fraternidade sincera e efetiva, sem distinção de raça, 
nacionalidade e religião, deixando fora das Lojas toda luta, questões ou 
diferença pessoal.
7) Considerar e julgar os homens por suas qualidades interiores, espirituais, 
intelectuais e morais, muito mais que pelas distinções exteriores da raça, 
posição social, nascimento e fortuna.
A promulgação destes princípios realmente universais (que constituem a 
essência do humanismo e cuja perfeita aplicação faria desaparecer todas as 
diferenças entre os homens, todo motivo de luta e de inimizade, fazendo reinar 
em toda a parte a Harmonia e a Paz), no livro de Anderson foi o que atraiu à 
Sociedade um número crescente de simpatizantes e ocasionou sua rápida 
expansão e difusão em todos os países.
Todos os idealistas se sentiram no dever de colaborar com ela, encontrando na
mesma um campo de ação e uma riqueza exterior, apropriados para expressar 
e realizar suas particulares idéias e propósitos. Assim foi como convergiram a 
ela os homens mais distintos da época e se concentraram muitos esforços até 
então isolados e separados.
MULTIPLICAÇÃO DAS LOJAS
Por um duplo impulso da exposição dos Princípios e de prestígio pessoal de 
seus Grandes Mestres, assim como dos que se haviam agrupados ao 
movimento, as Lojas se multiplicaram rapidamente: as doze Lojas que haviam 
tomado parte na eleição do duque de Montague ascenderam a 20 no fim do 
ano, e 49 Lojas foram representadas na assembléia de 1725.
Mas não deve crer-se que nesse número foram compreendidas todas as Lojas
então existentes: muitas das que existiam em 1717 não aderiram ao 
movimento iniciado pelo nascimento da Grande Loja por várias razões, entre 
elas a de crer usurpada a autoridade dela, e preferiram permanecerem 
independentes. Algumas Lojas não aprovaram as novidades introduzidas no 
Livro das Constituições, sustentando a obrigação da crença em Deus e a 
fidelidade as práticas religiosas; isto, assim como outras razões, produziu, 
como veremos, um cisma que conduziu a fundação de outra Grande Loja.
Além de incrementar-se na Inglaterra, Escócia e Irlanda, o número de Lojas, 
passou de pronto a multiplicar-se sobre o continente, estendendo-se o 
movimento em todo o mundo civilizado.
As primeiras Lojas que se constituíram fora da Inglaterra, a base do modelo 
Inglês (já existia antes e depois da fundação da Grande Loja), foram 
constituídas em geral por maçons isolados; desejosos de propagar o ideal 
maçônico, em virtude do direito que acreditavam ser inerente a essa qualidade.
Toda vez que um maçom isolado, desejoso de formar uma Loja, não podia 
juntar-se com outro, ou com outros dois para formar uma loja simples, 
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iniciavam um profano que julgavam digno de pertencer a Ordem; os dois juntos 
procediam a iniciação de um terceiro, formando-se assim a Loja simples, que 
sucessivamente podia fazer-se justa e perfeita.
Assim, pois, no primeiro período, a maioria das Lojas se formaram 
simplesmente em virtude desse natural direito maçônico, independente de toda 
carta patente ou da autoridade de uma Grande Loja, cuja autoridade não 
reconhecida por todos, reservando-se outras Lojas, e fazendo expedir mais 
tarde uma patente regular.
Um local qualquer, disposto para a ocasião, com a condição de que pudesse 
fechar-se e estar abrigado das indiscrições profanas, era tudo o que se 
necessitava para as reuniões, traçando-se no solo cada vez, com giz, os 
desejos simbólicos que os transformavam no Templo dos mistérios maçônicos.
Assim, pois, muitas destas Lojas, que contribuíram na formação de maçons e a
rápida propagação da Ordem em sua nova orientação, puderam forma-se e 
dissolver-se sem desejar nenhum traço ou recordação. Por conseqüência é 
muito difícil fixar com segurança a data do começo da Maçonaria Moderna nos 
diferentes países: como sempre, as origens se acham envoltas na obscuridade.
O trabalho das Lojas, segundo dos costumes ingleses, consistia 
essencialmente nas recepções ou iniciações, que se fazia com grande cuidado 
e atenção, já as que se alternavam com muita freqüência festividades e ágapes 
fraternais consolidando-se ao redor de uma mesa comum o espírito de 
igualdade e da solidariedade entre seus membros. Não se havia introduzido o 
costume de tratar diferentes temas, e especialmente se fugir de todas as 
discussões que pudessem comprometer a harmonia e o bom entendimento 
entre os irmãos. Sem dúvida, sempre se praticava alguma forma de 
beneficência.
Por essa razão as Lojas se constituíram especialmente nas hospedarias que 
costumavam ser freqüentadas por pessoas distintas. Ali se alternava a vida 
exterior de sociedade com os íntimos trabalhos de ritual. Como a Inglaterra, 
também a França encontramos as primeiras Lojas das quais se tem notícias 
históricas, instaladas em hospedaria. Duas delas foram constituídas, 
respectivamente em 1725 e 1729, em Paris, na casa de um hospedeiro inglês 
cuja hospedaria levava o nome de "Au Louis d’Argent"; a última delas obteve 
em 1733 a carta patente número 90 da Grande Loja de Londres.
Nesse mesmo ano as Oficinas que pertenciam a Grande Loja chegaram ao 
número 109.
Nessas Lojas também se pronunciaram homens eminentes, e durante o Grão-
Mestrado do duque de Wharton os maçonsimpuseram a mostrar-se em público 
com suas insígnias simbólicas.
O DESENVOLVIMENTO NA INGLATERRA
A Loja de York foi talvez a mais importante entre as que não reconheceram a 
autoridade da Grande Loja londrina e se mantiveram apartadas. Considerada 
como a Oficina mais antiga, fazendo remontar suas origens ao ano 600, na 
qual o Rei Edwin havia se assentado "como Grão-Mestre". Em 1725 assumiu o 
título de "Grande Loja de York ", dizendo que seu Grande Mestre devia ser 
reconhecido como tal em toda Inglaterra; mas no fundo nem teve outras Lojas 
sob sua dependência até 40 anos depois. 
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Essa Grande Loja, que professava e praticava os mesmos princípios que a 
Grande Loja de Londres, não foi a mesma a causa de dificuldades; mas o que 
foi bastante a que se opôs em 1751 e se constituiu praticamente em 1753. 
Nasceu ela principalmente pela iniciativa de um irlandês, Lorenzo Dermot (na 
Irlanda, desde 1724, já se havia fundado uma Grande Loja semelhante da de 
Londres), iniciado em Dublin em 1740, na qual, visitando uma Oficina londrina 
em 1748, não ficou muito satisfeito com as inovações que encontrou nos 
rituais. Formou então um movimento que teria por objetivo uma maior 
fidelidade aos usos antigos, e sete Lojas se uniram em Londres desde 1751, 
fundando uma Grande Loja da qual foi Grande Secretário.
A nova Grande Loja distinguia os seus membros com o nome de Ancient 
Masons (velhos maçons), em contraposição com os "Modern Masons" (maçons
modernos) da qual se constituiu em 1717, baseando sua constituição sobre 
outra que se supunha datada do ano de 926.
Não prosperou essa Grande Loja menos que a outra, a qual fixou uma séria 
competência (dado que a denominação de antigos angariava maiores 
simpatias que a dos modernos), chegando a ter em 1813, quando finalmente 
se uniram as duas Grandes Lojas, entre as quais quase não havia nenhuma 
diferença, 359 Oficinas sob sua jurisdição.
Foram constituídas por estas duas Grandes Lojas muitas Lojas regimentais, 
formadas por militares e que se transladavam com eles, e também algumas 
Lojas marítimas, a bordo dos navios de guerra.
Além das Grandes Lojas citadas existia em Edimburgo a Grande Loja da 
Escócia, fundada por 34 Lojas em 1736.
A MAÇONARIA NA FRANÇA
Depois da Inglaterra a França foi o primeiro país no qual fincou suas raízes a 
Maçonaria Moderna. Lojas maçônicas isoladas fundadas por ingleses, parecem 
haver existido neste país desde antes de 1700 ; mas tal fato não tem 
comprovação histórica.
As primeiras quatro Lojas parisienses, sobre as que se tem notícias certas, 
sereuniram em 1736, estando presentes cerca de 60 membros, e procedendo-
se pela primeira vez a eleição de um Grande Mestre na pessoa de Charles 
Radcliff, conde de Derwentwater, fundador que foi da primeira Loja na 
hospedaria Au Louis d'Argent.
Devendo este abandonar o país, foi eleito em 1783, em uma segunda 
assembléia, como Grande Mestre ad vitam, Louis de Pardaillon, duque de 
Antin, quem aceitou o cargo, apesar de o Rei Luis XV ter ameaçado com a 
Bastilha ao francês que a aceitara.
Principia nessa época as primeiras graves hostilidades contra a Maçonaria, 
tanto de caráter político como religioso. As primeiras suspeitas nasceram 
quando ela já não se limitava a reunir entre si elementos estrangeiros, se não 
que admitia igualmente a membros da nobreza e cidadãos ordinários, 
fraternizando mutuamente com toda aparência de conspiração. Então as Lojas 
foram vigiadas e se chegou até a suspende-las, aprendendo-se os Maçons e a 
todos que os hospedassem; sem dúvida, tudo isto não obstruiu seu processo, e 
as lojas seguiram reunidas, aumentando-se as precauções e até o lance a que 
se expunham, mas atrativo em pertencer a mesma.
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Tampouco impediram seu processo da bula de Clemente XII e os meios que se
usaram para difamar a Maçonaria e colocá-la em ridículo, como já se havia 
feito na Inglaterra; quando em 1743 morreu prematuramente o duque de Antin, 
havia na França mais de 200 Lojas, 22 das quais atuavam em Paris.
Remonta a essa época, e precisamente a 21 de março de 1737, o famoso 
discurso de Andrés Miguel Ramsay, Grande Orador da Ordem, pronunciado 
durante uma recepção, e que tanta importância teve depois por suas múltiplas 
repercussões, as quais ocasionaram por um lado a concepção e criação 
daquela famosa obra que foi a Enciclopédia, e pelo outro movimento conhecido 
com o nome de Mestres Escoceses, que principiaram em juntar um quarto grau 
privilegiado (isto também havia sido feito pela Grande Loja dissidente fundada 
na Inglaterra em 1751, com o nome de Real Arco), que depois se multiplicou 
em uma série de graus suplementares que queriam reproduzir as antigas 
Ordens cavalheirescas, crescendo até os 33 graus atuais do Rito Escocês 
Antigo e Aceito.
Essa última novidade não foi a princípio muito bem acolhida, e um artigo das 
Ordenanças Gerais da "Grande Loja Inglesa da França" (como assim se 
chamava então) não reconhecia os Mestres Escoceses, quanto aos direitos ou 
privilégios acima dos três graus de Aprendiz, Companheiro e Mestre. Sem 
dúvida, doze anos mais tarde, repudiando-se o nome da Grande Loja Inglesa, 
substituído pelo nome simples de "Grande Loja da França", e revisando-se os 
Estatutos de Lojas, o privilégio de permanecer cobertos nas posses, assim 
como o direito de inspecionar as Lojas restabelecendo a ordem quando fora 
necessário.
O conde de Clermont, que em 1743 havia sido eleito em substituição ao duque
de Antin, não levou a sério o cargo aceito, e até transcorridos os primeiros 
quatro anos não se atreveu a ostentar o título de Grande Mestre. Para esquivar 
sua responsabilidade elegeu em princípio um substituto que não foi mais ativo 
que ele, e depois um intrigante mestre de dança que levantou veementes 
protestos, e recusa pela maioria dos componentes da Grande Loja a reunir-se 
sob sua presidência. Apesar de haver sido, em 1762, revogado seu cargo e 
substituído pelo Deputado Grande Mestre e não obstante a boa vontade deste, 
não se pode evitar a anarquia, que levou as Lojas a autonomia mais completa, 
dissolvendo-se praticamente a Grande Loja; esta, por mandato do rei, foi 
suspensa em 1767, quatro anos antes da morte do conde de Clermont.
Nessa ocasião foi novamente convocada, sendo eleito como Grande Mestre o
duque de Chartres. E como desde um princípio não se faziam demasiadas 
ilusões os maçons franceses sobre suas funções essencialmente honoríficas, 
se nomeou também, como Administrador Geral, ao duque de Luxemburgo, 
destinado a substituí-lo efetivamente.
O duque de Luxemburgo, que teria então 33 anos, tomou como muito zelo e 
ardor seu cargo, elaborando um plano completo de reorganização, convocando 
em Assembléia, para aprová-lo, os representantes de todas as Lojas da 
França. Ficou assim constituída a Grande Loja Nacional, sendo representadas 
permanentemente nas mesmas, por meio de disputas (eleições), todas as 
Lojas, juntas a autoridade central direta que tomou o nome de Grande Oriente 
da França. Também se pôs fim ao privilégio dos Mestres de Lojas, que se 
consideravam até então vitalícios, estipulando-se que todas as oficinas 
elegeriam anualmente seus oficiais.
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Como nem todas as Lojas reconheceram essas reformas, se formou também,
em oposição ao Grande Oriente, a Grande Loja de Clermont, que reconhecia 
igualmente como Grande Mestre o Duque de Chartres.
Também tiveram existência na França, nessa época, vários ritos e ordens mais
ou menos relacionadas com a Maçonaria, entre aos quais o rito do "Elu Cohen" 
fundado por Martinez de Pasquallis(Elu Cohen significa sacerdote eleito), que 
teve entre seus adeptos o célebre Louis Claude de Saint-Martin, chamado de o 
Filósofo Desconhecido.
Igualmente deve ser notado o rito de Menfis-Misraim ou Maçonaria Egípcia 
fundada por José Bálsamo, mais conhecido com o nome de Conde de 
Cagliostro, que admitia a mulher e compreendia 96 graus.
Várias associações destinadas a dar à mulher a participação nos trabalhos 
maçônicos foram criadas cerca do século XVIII; e em 1774 a Maçonaria 
concordou oficialmente em reconhecer a Maçonaria de Adoção, com o rito 
especialmente elaborado para a mulher, constituindo-se então muitas Lojas 
femininas.
Desde 1773 a 1789 tomou a Maçonaria na França um impulso formidável, 
passando de 600 o número das Lojas, sem contar cerca de 70 Lojas 
regimentais.
Se fizeram iniciar na Maçonaria homens mais conhecidos da época, entre eles
Voltaire, com idade de 80 anos, que foi recebido em 1778, apresentado por 
Franklin e Court de Gebelin, sendo a assembléia presidida pelo célebre 
astrônomo Lalande. Com a revolução a Maçonaria suspendeu na França suas 
atividades. Se lhe atribui erroneamente haver participado diretamente na 
revolução, se bem é certo que participou na revolução intelectual que a 
precedeu, com a afirmação do trinômio liberdade-igualdade-fraternidade
que, interpretado profanamente, pode ter sido causa indireta de muitos 
excessos. Mas um conhecimento mais profundo da verdadeira essência da 
Instituição, e de como deva realmente interpretar-se esse trinômio, colocam-na 
acima de toda efetiva responsabilidade daquele cataclismo, do qual foi também 
uma das vítimas.
PRIMEIRO ANÁTEMA
O primeiro anátema contra a Maçonaria foi lançado como vimos, em 1738, pelo
papa Clemente XII, havendo preocupado muito o clero de então, de que 
"homens de todas as religiões e de todas as seitas, satisfeitos com a 
pretendida aparência de certa classe de honradez natural, se aliam em estreito 
e misterioso laço". O segredo maçônico (cuja verdadeira natureza tratamos de 
por em evidência nestes manuais) foi o ponto de acusação contra a Ordem. Os 
homens em geral, e ainda mais as autoridades, divagam e desconfiam e tem 
medo de tudo aquilo que não compreendem: a crença no mal (o verdadeiro 
pecado original do homem) lhes faz supor que ali deva esconder-se algo mal e
indesejável, e portanto atribuem facilmente más intenções ainda que onde não 
há o menor traço delas. Assim nasce a suspeita, e dessa passa facilmente à 
acusação, à condenação e à perseguição.
A encíclica não teve o mesmo efeito em todos os países: ainda que os Estados
Pontifícios e a Península Ibérica, a qualidade de maçom se castigou até com a 
pena da morte (e não faltaram à Maçonaria seus mártires), na França, pelo 
contrário, nem essa encíclica nem a seguinte (que o Parlamento francês 
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recusou registrar) foram tomadas em consideração: prelados e sacerdotes 
continuaram sendo recebidos nas Lojas, dado que tal qualidade lhe abria 
facilmente suas portas.
Uma segunda bula papal, publicada em 1751, por Benedicto XIV, foi também
causa, nos países acima mencionados, de perseguições sangrentas, 
considerando-se isto como se fôra um crime, o privilégio de pertencer a Ordem.
Havia muita preocupação do clero de que "homens de todas as religiões e de 
todas as seitas, satisfeitos com a pretendida aparência de certa classe de 
honradez natural, se aliam no estreito e misterioso laço". O segredo 
maçônico (cuja verdadeira natureza tratamos de pôr em evidência nestes 
manuais) foi o ponto de acusação fundamental contra a Ordem. Os homens em 
geral, e ainda mais as autoridades, teimam desconfiar e ter medo de tudo 
aquilo que não chegam a compreender: a crença no mal (o verdadeiro 
pecado original do homem) faz supor que ali esconde algo de mal e 
indesejável, e portanto atribuem facilmente más intenções onde não há o 
menor traço delas. Assim nasce a suspeita, e desta passa-se facilmente à 
acusação, à condenação e à perseguição.
A encíclica não teve o mesmo efeito em todos os países: enquanto nos 
Estados Pontifícios e na Península Ibérica, a qualidade de maçom se castigou 
com pena de morte (e não faltaram a maçonaria seus mártires), na Franca, 
pelo contrário, nem esta encíclica nem a seguinte (que o Parlamento francês 
recusou registrar) foram tomadas em consideração: prelados e sacerdotes 
seguiram recebendo nas Lojas, dado que tal qualidade abriria facilmente suas 
portas. Uma segunda bula papal, lançada em 1751, por Benedito XIV, foi 
também causa, nos países acima mencionados, de perseguições sangrentas, 
considerando nesses como se fosse um crime, o privilégio de pertencer a 
Ordem.
O EXÓRDIO NA ITÁLIA
A Maçonaria conforme o uso inglês foi introduzida na Itália em torno do ano de
1733, por Charles Sackville em Florença, em princípio unicamente entre os 
ingleses que visitavam as Academias, aos que não tardaram em juntarem-se 
vários italianos entre os mais cultos.
A idéia se propagou rapidamente, primeiro em Toscana e depois em toda a 
península. Fundou-se uma Loja em Livorno, na que trabalharam 
harmoniosamente, católicos, protestantes e judeus e que, precisamente por tal 
razão, não tardou em excitar as suspeitas do clero romano, preocupado pela 
nascente sociedade na qual via sobre tudo um perigo para sua hegemonia 
espiritual. E essa foi a origem da encíclica em eminente da qual acabamos 
de falar.
O anátema pontifical não pode ser contrário ao auge da Maçonaria, que seguiu
difundindo-se, naquela mesma época, pelas principais cidades da Itália 
setentrional.
Porem um Maçom florentino, Tommaso Crudili, denunciado involuntariamente 
pela indiscrição entusiasta de um abade companheiro de Loja, teve de pagar 
com a tortura e com a morte (apesar de haver sido posto em liberdade pela 
enérgica intervenção do duque Francisco Esteban, iniciado na Haya em 1731) 
o crime de pertencer a Sociedade.
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Em Nápoles a Maçonaria floresceu notavelmente, constituindo-se ali, cerca da
metade do século, uma Grande Loja, enquanto as demais oficinas da península
dependiam de Londres. Não teve nenhuma restrição sob o reinado de Carlos 
VII, porem não ocorreu o mesmo com seu sucessor Fernando IV, que chegou a 
odiar a Instituição por sua mesma debilidade de caráter, tendo medo das 
provas da iniciação. Sem dúvida, os maçons napolitanos receberam durante 
certo tempo a ajuda e proteção inesperada da rainha Carolina, que fez num 
princípio revogar o editorial, suprimindo-se as sanções penais contra os 
maçons (1783); porem, depois, a morte de sua irmã Maria Antonieta na 
revolução francesa foi causa dessa simpatia se mudar totalmente.
NA PENÍNSULA IBÉRICA (PORTUGAL E 
ESPANHA)
A península ibérica tem, indubitavelmente a primazia no martirológio maçônico,
em que o privilégio de haver iniciado a perseguição contra os maçons 
corresponda melhor ao clero católico da Holanda que, desde 1734, iniciou com 
suas calúnias as massas ignorantes, fazendo que fosse invadida uma Loja em 
Amsterdã, destruindo-se móveis e cometendo violência contra as pessoas.
Por causa da perseguição que lhe foi imposta, assim que as primeiras lojas 
foram constituídas em 1726 e 1727, respectivamente em Gibraltar e Madri, 
tardou na Espanha quase meio século antes de que pudesse constituir uma 
Grande Loja, sob o reinado de Carlos III, mais liberal que seu predecessor, o 
qual havia autorizado o desterro dos maçons e dado carta branca a Inquisição.
Quase ao mesmo tempo que na Espanha, (1727) foi introduzida a Maçonaria 
em Portugal pelo capitão escocês sir George

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