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RESUMO Motivações para o Empreendedorismo: Necessidade Versus Oportunidade? De: Gláucia Maria Vasconcellos Vale, Victor Silva Corrêa, Renato Francisco dos Reis Universidade do Estado de Minas Gerais – UEMG R, Belo Horizonte, MG, 2014. Aluno: André Eli Riquelme dos Santos Sobre a pergunta da pesquisa pode-se vê-la já no titulo do trabalho, porém ele é melhor descrito no resumo do mesmo, e o que os autores querem saber é o porquê de as pessoas serem lavadas ao empreendedorismo, seja pelo motivo oportunidade, seja pelo motivo necessidade? Ao que parece o principal objetivo do trabalho é por meio de uma investigação empírica, com os empreendedores, identificar os motivos que foram importantes na criação de seus empreendimentos. Buscando responder claro a pergunta do trabalho, se foi a oportunidade e ou necessidade a motivações para a criação de uma empresa, buscou-se saber ainda se aquele que abre uma empresa pressionado pela ausência de alternativas de trabalho e renda. Foram diversas referências empregadas entre essa destacam-se deste publicações mais antigas como (Festinger, 1957, McClelland, 1972). (McClelland, 1972), até publicações mais recente como trabalhos de Ummah e Gulapalan (2012), (Sivapalan & Balasundaram, 2012), estes falando mais especificamente do empreendedorismo. Contudo autores (Kautonen & Palmroos, 2010; Sivapalan & Balasundaram, 2012; Zalio, 2011). (Nuttin, Lorion, & Dumas, 1984; Townsend et al., 2010), também foram citados e estes últimos tratam mais em suas obras do tema do desemprego. Quanto a metodologia para coleta de dados para a pesquisa eles descrevem que ocorreu em dois momentos distintos. E descrevem que primeiramente realizaram, uma pesquisa qualitativa, de natureza exploratória, não probabilística e não estruturada, junto a 45 empreendedores do setor industrial, presentes no município de Belo Horizonte. Na qual buscou-se identificar quais haviam sido os motivos que os levaram à criação de seus empreendimentos. Esses dados foram tratados de duas maneiras distintas. Em primeiro lugar, alguns casos, considerados mais interessantes, da ótica do pesquisador, foram selecionados e tratados. Alguns são mencionados no presente trabalho, com o propósito, exclusivo, de enriquecer resultados quantitativos. Já na segunda etapa da pesquisa de campo, foi segundo os autores conduzida junto a uma amostra representativa da população, composta por 170 empreendedores do setor industrial, presentes em Belo Horizonte. Os mesmos descrevem que a amostra, foi de natureza aleatória simples, sem reposição, ei extraída de universo composto por 4.100 empreendedores, integrantes do cadastro de empresas da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (FIEMG), sendo 98% delas micro e pequenas empresas. Estima-se que essas empresas representassem cerca de 50% do total de indústrias existentes no município. Observa-se que a base industrial de Belo Horizonte é composta, sobretudo, por pequenas empresas de setores tradicionais, como confecções, calçados, artigos de couro, laticínios, alimentação, móveis e metalurgia. Os dados foram coletados através de questionários estruturados, seguidos de entrevistas, junto aos sócios-proprietários. Trabalhou-se com nível de confiança de 97% e erro amostral de dez pontos percentuais. Pode-se indicar como resultado mais relevante da pesquisa a resposta que obtiveram para a pergunta da pesquisa, ou seja o que motiva as pessoas a empreenderem? E o resultado foi que a busca da autonomia individual e a identificação de uma oportunidade de negócios foram os motivos preponderantes encontrados na pesquisa quantitativa. Num total de 74% dos empreendedores pesquisados considerou o motivo desejo de ter o próprio negócio/tornar-se independente como muito importante. Ao contrário do que se houve no meios de comunicação que as pessoas sem oportunidade de trabalho se veem obrigadas a empreender, o resultado apresentado pela pesquisa mostra que as pessoas empreender, não por necessidade, nem por oportunidade, mas porque desejam ter o próprio negócio.