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Podcast 
Disciplina: Terapia Cognitivo-Comportamental e os 
Transtornos Psiquiátricos III 
Título do tema: Terapia Cognitivo-Comportamental e os 
Transtornos psicológicos na Infância e Adolescência 
Autoria: Michelle de Souza Dias 
Leitura crítica: Aline Monique Carniel 
 
Olá pessoal! Esse PODCAST é sobre aTerapia Cognitivo Comportamental e os 
Transtornos Psicológicos na Infância e Adolescência. 
Ao trabalharmos na clínica infanto juvenil, se faz necessário avaliar algumas 
categorias, como desenvolvimento físico e neurológico (integridade física, 
equilíbrio, coordenação motora fina e grossa, tom de voz, sistema sensorial), 
modo como usa o ambiente (sala de espera e de atendimento), entre outros. 
Dessa forma, separei algumas categorias para conversarmos hoje, ok!? 
A análise do humor refere-se às diferentes variações de afeto ou da emoção 
exibidos durante o atendimento. Você deve se basear na aparência, fala e 
comportamento da criança, para tal, pode usar diferentes referências 
comportamentais disponíveis, como as expressões faciais, o vigor ou a emoção 
depressiva. Preste atenção a uma dica importante: se perceber uma 
discrepância entre o humor demonstrado e o percebido subjetivamente, será 
necessário uma nova sessão para avaliação. 
Sobre os relacionamentos, avalie a relação da criança com você e com a 
família, ou seja, a forma de engajamento. Observar o comportamento e a 
interação com o acompanhante, na sala de espera, é bastante útil, pois pode 
demonstrar questões de intimidade ou não, com seu acompanhante . Muitas 
vezes, percebemos a falta de discrepância nos relacionamentos, por exemplo, 
em crianças que passaram por privação precoce. A forma de comunicação por 
gestos (simples ou complexos) e oral (consegue falar sobre suas ansiedades 
ou preocupações) permitem uma análise mais completa. Você deve ser capaz 
de responder algumas questões como: “A criança está engajada com o 
processo terapêutico?”; “A criança usa gestos intencionais e recíprocos?”, “A 
criança usa representações, símbolos para negociar coisas?”. 
Você já parou para pensar o quanto as emoções das crianças e adolescentes 
são importantes durante a Psicoterapia? Pois bem, então podemos dizer que é 
imprescindível a observação de emoções específicas, afetos e ansiedades bem 
como as faixas e graus de intensidade. Para que você compreenda o que 
quero dizer com faixas e graus, vou dar como exemplo a emoção agressão. A 
criança pode ter um comportamento assertivo, competitivo, ligeiramente 
agressivo, explosivo ou descontroladamente agressivo. Você deve estar atento 
também às idades dos pacientes. Até os 3 anos, por exemplo, não se tem uma 
expectativa de variedade de afetos, já aos 6,7 se você observar negativismo e 
agressão mas uma ausência de empatia ou curiosidade, já deve se perguntar o 
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porquê disso estar acontecendo. Observar quais emoções estão presentes na 
sala de espera, durante o atendimento (no início, meio e final da sessão) e 
durante o retorno ao responsável. 
Além de observar a presença do afeto e faixa ou grau, também precisa ser 
capaz de identificar sua riqueza, profundidade e estabilidade. Quando falo em 
estabilidade, quero saber se a criança é capaz de manter uma determinada 
emoção por um tempo razoavelmente extenso de comunicação com você. Se, 
em um período de 2min por exemplo, ela mostrou uma variedade de faixa de 
afetos (tristeza, choro, excitação), é provável que você precise avaliar essa 
instabilidade emocional. Situações por exemplo, de violência, é natural que a 
criança apresente oscilações decorrentes do evento traumático e não, 
necessariamente, da presença de um transtorno mental. 
E esse foi nosso podcast de hoje. Espero que tenham gostado. Até a próxima!

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