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Programa de Educação Continuada a Distância Curso de Assistência de Enfermagem em Hemoterapia Aluno: EAD - Educação a Distância Parceria entre Portal Educação e Sites Associados 2 Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores Curso de Assistência de Enfermagem em Hemoterapia MÓDULO I Atenção: O material deste módulo está disponível apenas como parâmetro de estudos para este Programa de Educação Continuada. É proibida qualquer forma de comercialização do mesmo. Os créditos do conteúdo aqui contido são dados aos seus respectivos autores descritos na Bibliografia Consultada. 3 Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores SUMÁRIO MÓDULO I História da Transfusão Sanguínea; O que é Sangue? Sistema ABO; Fator Rh; MÓDULO II Conhecendo a HEMORREDE através da RDC 153; Tipos de Transfusão; Indicações da transfusão; Qual o hemoconcentrado de escolha e quando deve ser administrado? MÓDULO III Como proceder quando solicitado transfusão hemoterápica? Procedimento em Instituição hospitalar que não armazena hemoderivados; Procedimento em Instituição hospitalar que armazena hemoderivados: Agência transfusional; Observações Importantes quanto ao procedimento hemoterápico. 4 Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores MÓDULO IV 1. Reações Transfusionais; 2. Questões Éticas; 3. Aspectos éticos que envolvem o ato transfusional; “A vida é um bem supremo, desde que em qualquer idade, haja espaço para afetos e projetos.” (Lya Luft) 5 Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores HISTÓRIA DA TRANSFUSÃO SANGÜÍNEA A história de uma transfusão sanguínea foi descrita no século XV pelo escritor italiano Stefano Infessura. Infessura relatou que, em 1492, quando o Papa Inocêncio VIII estava em coma, o sangue de três rapazes foi infundido no agonizante pontífice (o conceito de circulação não existia na época) por sugestão de um médico. Os rapazes tinham menos de 10 anos de idade, e receberam a promessa de ganhar um ducado cada. Entretanto, não somente o papa morreu, mas também as três crianças, das quais foi retirado todo o sangue. Alguns autores não acreditam nos relatos de Infessura, acusando-o de antipapismo. O caso foi abafado pela Igreja Católica durante muito tempo. Transfusão Heteróloga As primeiras transfusões de sangue foram realizadas em animais no século XVII por Richard Lower, em Oxford, no ano de 1665. Dois anos mais tarde, Jean Baptiste Denis, médico de Luis XIV, professor de filosofia e matemática na cidade de Montpellier, através de um tubo de prata, infundiu um copo de sangue de carneiro em Antoine Mauroy, de 34 anos, doente mental que perambulava pelas ruas da cidade que faleceu após a terceira transfusão. Na época, as transfusões eram heterólogas (entre espécies diferentes) e Denis defendia sua prática argumentando que o sangue de animais estaria menos contaminado de vícios e paixões. Esta prática considerada criminosa e proibida inicialmente pela Faculdade de Medicina de Paris, posteriormente em Roma e na Royal Society, da Inglaterra. 6 Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores Fonte: adbss Transfusão Homóloga Em 1788, Pontick e Landois, obtiveram resultados positivos realizando transfusões homólogas, chegando à conclusão de que poderiam ser benéficas e salvar vidas. A primeira transfusão com sangue humano é atribuída a James Blundell, em 1818, que após realizar com sucesso experimentos em animais, transfundiu mulheres com hemorragias pós-parto (www.wikipedia.com.br). Transfusão Braço a Braço No final do século XIX, problemas com a coagulação do sangue e reações adversas continuavam a desafiar os cientistas. Em 1869, foram iniciadas tentativas para se encontrar um anticoagulante atóxico, culminando com a recomendação pelo 7 Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores uso de fosfato de sódio, por Braxton Hicks. Simultaneamente desenvolviam-se equipamentos destinados à realização de transfusões indiretas, bem como técnicas cirúrgicas para transfusões diretas, ficando esses procedimentos conhecidos como transfusões braço a braço. Fonte: adbss A descoberta dos grupos sanguíneos ABO Em 1901, o imunologista austríaco Karl Landsteiner descreveu os principais tipos de células vermelhas: A, B, O e mais tarde a AB. Como conseqüência dessa descoberta, tornou-se possível estabelecer quais eram os tipos de células vermelhas compatíveis e que não causariam reações desastrosas, culminado com a morte do receptor. A primeira transfusão precedida da realização de provas de compatibilidade foi realizada em 1907, por Reuben Ottenber, porém este procedimento só passou a ser utilizado em larga escala a partir da Primeira Guerra Mundial (1914-1918). Em 1914, Hustin relatou o emprego de citrato de sódio e glicose como uma solução diluente e anticoagulante para transfusões, e em 1915 Lewisohn determinou a quantidade mínima necessária para a anticoagulação. Desta forma, tornavam-se 8 Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores mais seguras e práticas as transfusões de sangue. Idealizado em Leningrado, em 1932, o primeiro banco de sangue surgiu em Barcelona em 1936 durante a Guerra Civil Espanhola. A descoberta dos grupos Rh Após quatro décadas da descoberta do sistema ABO, outro fato revolucionou a prática da medicina transfusional, a identificação do fator Rh, realizada por Landsteiner. No século XX, o progresso das transfusões foi firmado através do descobrimento dos grupos sanguíneos; do fator Rh; do emprego científico dos anticoagulantes; do aperfeiçoamento sucessivo da aparelhagem de coleta e de aplicação de sangue, e, do conhecimento mais rigoroso das indicações e contra indicações do uso do sangue. Após a Segunda Guerra Mundial, com os progressos científicos e o crescimento da demanda por transfusões de sangue, surgiram no Brasil os primeiros Bancos de Sangue. O QUE É SANGUE? O sangue é um tecido vivo, produzido na medula óssea dos ossos chatos, vértebras, costelas, quadris, crânio e esterno (nas crianças, também os ossos longos como o fêmur, produzem sangue), que circula pelo corpo, levando oxigênio e nutrientes a todos os órgãos. 9 Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores Fonte: adbss O plasma é a parte líquida do sangue, de cor amarela, composto por água (90%), proteínas e sais. Através dele circulam por todo o organismo as substâncias nutritivas necessárias à vida das células. Essas substâncias são: proteínas, enzimas, hormônios, fatores de coagulação, imunoglobulina e albumina. O plasma representa aproximadamente 55% do volume de sangue circulante. As hemácias são conhecidas como glóbulos vermelhos por causa do seu altoteor de hemoglobina, uma proteína avermelhada que contém ferro. A hemoglobina capacita as hemácias a transportar o oxigênio a todas as células do organismo. Transportam também o dióxido de carbono, que é produzido pelo organismo, até os pulmões, onde ele é eliminado. Existem entre 4 milhões e 500 mil a 5 milhões de hemácias por milímetro cúbico de sangue. (http://www.shdb.com.br/Sangue.htm) Os leucócitos, também chamados de glóbulos brancos, fazem parte da linha de defesa do organismo e são acionadas em casos de infecções, para que cheguem aos tecidos na tentativa de destruírem os agressores, tais como vírus e bactérias. 10 Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores Existem entre 5 mil a 10 mil leucócitos por milímetro cúbico de sangue. As plaquetas são pequenas células que tomam parte no processo de coagulação sanguínea, agindo nas hemorragias. Existem entre 200.000 e 400.000 plaquetas por milímetro cúbico de sangue (http://www.shdb.com.br/Sangue.htm). OS SISTEMAS DE GRUPOS SANGÜÍNEOS O sangue é classificado em diversos sistemas, tais como: ABO, Rh, Kell, Kidd, Duffy, Lewis etc. O sistema de ABO é o mais importante na prática transfusional, seguido pelo sistema Rh. Os outros sistemas são pesquisados quando necessário quase sempre em pacientes politransfundidos, por interesse acadêmico ou para produção de reagentes. Fonte: www.wikipedia.com.br 11 Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores Sistema ABO Esse sistema, assim como os outros, classifica o sangue segundo a presença ou ausência de antígenos (Ag) na superfície das hemácias ou de anticorpos (Ac) no plasma. Foi descoberto e descrito por Karl Landsteiner em 1901. Este pesquisador retirou uma amostra do seu próprio sangue e de outros cinco colaboradores, separou o plasma e as hemácias de cada uma e cruzou (misturou) o plasma de uma com hemácias de outra, obtendo 25 testes. Observou-se que o soro ou plasma do tipo A aglutinava hemácias do tipo B e que soro do tipo B aglutinava hemácias tipo A. Hemácias do tipo O não eram aglutinadas por soro de nenhum outro grupo, mas o soro O aglutinava hemácias de todos os outros grupos sangüíneos. As hemácias AB eram aglutinadas por soro de todos os outros tipos e o soro AB não aglutinava hemácias de nenhum tipo. Tabela I: Sistema ABO Hemácias A B AB O soro A - + + - soro B + - + - soro AB - - - - soro O + + + - Fonte: www.hemoclinicadf.com.br Legenda: ( + )aglutina ( - )não aglutina. 12 Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores Pelo padrão de reação observado nesses cruzamentos o sangue foi classificado em três grupos (A, B e O). O grupo AB foi identificado, em 1902, por seus colaboradores. Nesse sistema, o plasma do indivíduo sempre contém anticorpos para os antígenos que estiverem ausentes nas hemácias. Tabela II: Combinação de Antígenos e Anticorpos em cada grupo. Sistema ABO Tipo Sangüíneo Antígeno na hemácia Anticorpo no Plasma A A anti-B B B anti-A AB A e B Nenhum Fonte: www.hemoclinicadf.com.br A transfusão de sangue deve respeitar as compatibilidades entre os grupos do sistema ABO, pois uma transfusão de sangue incompatível pode ser muito perigosa. Quando hemácias incompatíveis são dadas a um paciente elas são hemolisadas (destruídas) a uma velocidade de quase 1 ml por minuto provocando uma reação muito severa (hemólise intravascular). Esse quadro se caracteriza por febre, desconforto respiratório súbito, hipotensão, escurecimento da urina e insuficiência renal. 13 Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores Tabela III: Compatibilidade entre os grupos ABO Sangue Tipo: Doa para: Recebe de: A A e AB A e O B B e AB B e O AB AB A, B, AB e O O A, B, AB e O O Fonte: www.hemoclinicadf.com.br Os tipos sangüíneos são formados por genes que recebemos de nossos pais. Alguns genes são dominantes (basta recebê-lo de um dos pais para ele se expressar), outros são recessivos (precisamos receber um do pai e outro da mãe para que ele se expresse). No caso do sistema ABO, ha três genes responsáveis: gene A (co-dominante), gene B (co-dominante), gene O (recessivo). Tipo sangüíneo A B AB O Combinação de Genes AA ; AO BB ; BO AB OO Fonte: www.hemoclinicadf.com.br 14 Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores FATOR RH Levin e Stone (1939) relataram o caso de um feto natimorto gerado por uma mulher que posteriormente manifestou reação hemolítica transfusional ao receber sangue de seu marido (compatível quanto ao sistema ABO, o único então conhecido). Landsteiner e Wiener (1940) descreveram um anticorpo produzido no soro de coelhos e cobaias, pela imunização com hemácias de Macacus rhesus, que era capaz de aglutinar as hemácias de 85% das amostras obtidas de um grupo de caucasóides americanos. Wiener e Peters (1940) aproximaram as duas observações, determinando tratar-se do mesmo antígeno. O anticorpo produzido no sangue da cobaia foi denominado de anti-Rh. Os indivíduos que apresentavam o fator Rh passaram a ser designados Rh+, o que geneticamente acreditava-se corresponder aos genótipos RR ou Rr. Os indivíduos que não apresentam o fator Rh foram designados Rh- e apresentavam o genótipo rr, sendo considerados geneticamente recessivos. Os antígenos do sistema Rh são de natureza glicoprotéica, de grande variabilidade. A tipificação dos fatores Rh, com o avançar das pesquisas, o sistema se revelou na prática bem mais complexo do que simplesmente em Rh Positivo e Rh negativo. Hoje, são conhecidos mais de 40 antígenos diferentes pertencentes a este sistema. Determinação laboratorial dos antígenos do sistema Rh Não existem anticorpos naturais no sistema Rh, sendo os anticorpos presentes apenas nos indivíduos sensibilizados por inoculação prévia. A inoculação pode ocorrer por episódios de transfusão incompatível ou, na mulher, devido à introdução, no sangue materno da mãe Rh negativo, de hemácias provenientes de uma gravidez ou aborto de filho Rh Positivo. Este fato tem duas implicações importantes: 15 Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores - Toda mulher grávida que tem como o Rh o fator negativo, de um pai Rh Positivo deve tomar medidas especiais para evitar ser sensibilizada; - Inexiste, na determinação laboratorial dos antígenos do sistema Rh, prova reversa análoga à praticada no caso do sistema ABO. A presença de antígenos fracos torna desaconselhável a determinação dos antígenos do sistema Rh em lâmina, pois nesta metodologia alguns dos antígenos mais fracos (que deveriam ser classificados como Rh positivos) podem ser incorretamente classificados como Rh negativos. No Brasil, a legislação estabelece como necessária a determinação do fator Rh em microplacas escavadas e/ou através da centrifugação em tubos de ensaio. Nessas metodologias, é obrigatória a investigação dos antígenos Rh fracos (antigamente designados como Du) por meio de incubação a 37°C e com acréscimo de Albumina bovina a 22%, e pela prova de Coombs. É também possível a determinação direta do D fraco pelo método de gel- centrifugação --- também admitido na legislação brasileira. Neste método, o Rh fracoé determinado diretamente através da intensidade de aglutinação, classificada em ausente ou --- se positiva --- em intensidades de (+) até (++++). Em todos os métodos, é recomendada aos pacientes Rh negativos a determinação dos antígenos C, c e E, e, a qual pode ser executada através do uso de soro poliespecífico "CDE". Isto classifica estes pacientes em Rh Negativo e Rh negativo, CDE Positivo. Situações que descrevem os fenômenos encontrados na quase totalidade das situações clínicas Os pacientes Rh negativo representam em torno de 15% dos receptores; estes pacientes devem receber sangue Rh negativo, e podem doar para qualquer tipo. Em circunstâncias especiais, é considerada aceitável a transfusão de sangue Rh negativo, CDE positivo a estes pacientes. Esta, contudo, deve ser evitada. 16 Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores Pacientes Rh negativo, CDE positivo perfazem menos de 1% dos indivíduos. Devem receber sangue Rh negativo, mas seu sangue ordinariamente é doado a receptores Rh positivo. Os pacientes Rh fraco (antigamente designados como Rh negativo, Du positivo) são equiparados aos pacientes Rh Positivo, considerando-se haver uma diferença apenas quantitativa (e não qualitativa) na expressão de seu antígeno. Juntos, perfazem o total de aproximadamente 85% dos indivíduos. Podem receber sangue de qualquer tipo, mas doam apenas aos pacientes Rh positivo ou fraco. Rh -: não tem nas paredes da hemácia o fator Rh; Se um Rh - doar sangue para um Rh+, ele estará entregando hemácias lisas e nada acontece; Se um Rh + doar sangue para um Rh -, ele estará entregando uma proteína estranha (fator Rh), no soro do receptor pode haver anticorpos, assim pode ocorrer a aglutinação do sangue. ------------------ FIM DO MÓDULO I --------------------- Genótipo Dd , DD dd Fenótipo Rh + Rh - Curso de Assistência de Enfermagem Em Hemoterapia MÓDULO II Atenção: O material deste módulo está disponível apenas como parâmetro de estudos para este Programa de Educação Continuada, é proibida qualquer forma de comercialização do mesmo. Os créditos do conteúdo aqui contido são dados aos seus respectivos autores descritos na Bibliografia Consultada. 18 Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores MÓDULO II CONHECENDO A HEMORREDE Conforme RDC 153 de 14 de Junho de 2004 fica estabelecido que considerando que o sangue e seus componentes, incluindo as células progenitoras hematopoiéticas, devem ser submetidos a procedimentos de coleta, processamento, testagem, armazenamento, transporte e utilização visando a mais elevada qualidade e segurança; considerando que a padronização dos procedimentos em hemoterapia, é imprescindível para a garantia da qualidade do sangue e componentes utilizados no país; buscando assim a necessidade de regulamentar a padronização dos procedimentos em hemoterapia. Regulamento técnico para os procedimentos de hemoterapia Princípios Gerais: 1 - Toda transfusão de sangue traz em si um risco, seja imediato ou tardio, devendo, portanto, ser criteriosamente indicada. 2 - Em caso de cirurgias eletivas, deve ser indicada, sempre que possível, a realização de transfusão autóloga. 3 - A responsabilidade técnica e administrativa pelos serviços de hemoterapia deve ficar a cargo de um médico especialista em hemoterapia e ou hematologia, ou ser qualificado por órgão competente devidamente reconhecido para este fim pelo Sistema Estadual de Sangue. A este médico, o responsável técnico, cabe a responsabilidade final por todas as atividades médicas, técnicas e administrativas. Entre estas responsabilidades incluem o cumprimento das normas técnicas e a determinação da adequação das indicações da transfusão de sangue e 19 Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores de componentes. 4 - As atividades realizadas no Serviço de Hemoterapia que não estejam especificamente consideradas por estas normas devem ser aprovadas pelo responsável técnico da instituição. 4.1- A instituição que realize intervenções cirúrgicas de grande porte, ou que efetue mais de 60 (sessenta) transfusões por mês, deve contar com, pelo menos, uma agência transfusional (AT) - dentro das suas instalações. 4.2- O serviço que efetue menos de 60 (sessenta) transfusões por mês pode ser suprido de sangue e componentes por serviço de hemoterapia externo, com contrato estabelecido de acordo com o item T da presente resolução e prevendo o suprimento em caso de transfusão de extrema urgência. 4.3- Todo serviço que tenha atendimento de emergência, ou obstetrícia, ou que realize cirurgias de médio porte, deve ter contrato com serviço de hemoterapia, de acordo com o parágrafo anterior. 5 - O serviço de saúde que tenha serviço de hemoterapia deve constituir um comitê transfusional, multidisciplinar, do qual faça parte um representante do serviço de hemoterapia que o assiste. Este comitê tem como função o monitoramento da prática hemoterápica na instituição. 6 - O serviço de hemoterapia deve possuir equipe profissional, constituída por pessoal técnico, administrativo e auxiliar, suficiente e competente, sob a supervisão do responsável técnico. A constituição desta equipe profissional deve se adequar às necessidades e complexidades de cada serviço. 7 - O serviço de hemoterapia deve possuir ambiente e equipamentos adequados, para que as diferentes atividades possam ser realizadas segundo as boas práticas de manipulação. 8 - O serviço de hemoterapia deve implementar protocolo para controlar as indicações, o uso e o descarte dos componentes sanguíneos. 9 - A transfusão de sangue e componentes deve ser utilizada criteriosamente, tendo em conta que é um procedimento que não está isento de 20 Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores riscos. Sua indicação poderá ser objeto de análise pelo serviço de hemoterapia. 10 - O serviço de hemoterapia deve implementar programas destinados a minimizar os riscos para a saúde e garantir a segurança dos receptores, dos doadores e dos seus funcionários. 11 - Cada serviço de hemoterapia deve manter um manual de procedimentos operacionais padrões (POP), técnicos e administrativos. Estes POPs devem ser acessíveis, a qualquer momento, a todos os funcionários. O cumprimento das disposições contidas nos POPs é obrigatório para todo o pessoal atuante. Os POPs devem ser objeto de, pelo menos, uma revisão anual. 12 - O responsável técnico deve assegurar que todas as normas e procedimentos sejam apropriadamente executados. Para isto, deve ser garantido o aprovisionamento no serviço de todos os insumos necessários para a realização das suas atividades. 13 - Todos os materiais e substâncias que entram diretamente em contato com o sangue ou componentes a serem transfundidos em humanos devem ser estéreis, apirogênicos e descartáveis. 13.1- Todos os materiais, substâncias e insumos industrializados (bolsas, equipos de transfusão, seringas, filtros, conjuntos de aférese, agulhas, anticoagulante e outros) usados para a coleta, preservação, processamento, armazenamento e transfusão do sangue e seus componentes, assim como os reagentes industrializados usados para a triagem de doenças transmissíveis pelo sangue e para a triagem imunohematológica devem satisfazer as normas vigentese estar registrados ou autorizados para uso pela autoridade sanitária competente. 14 - O serviço de hemoterapia deve estabelecer um programa de controle de qualidade interno e participar de programas de controle de qualidade externo (proficiência), para assegurar que as normas e os procedimentos sejam apropriadamente executados e que os equipamentos, materiais e reativos funcionem corretamente. 15 - Todos os registros obrigatórios definidos por essa resolução devem ser 21 Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores guardados por um período mínimo de 20 anos. 16 - Todos os registros e documentos referentes às atividades desenvolvidas pelo serviço de hemoterapia devem possibilitar a identificação do técnico responsável. 17 - O serviço de hemoterapia fica obrigado a informar à autoridade de Vigilância Sanitária local (municipal) e esta às de instâncias superiores (estadual e federal) qualquer investigação decorrente de casos de soroconversão, erros na triagem sorológica e imunohematológica, ou outros que impliquem em risco à saúde do indivíduo ou da coletividade. HEMORREDE Classificadas conforme RDC 153, anteriormente exposta. CENTRO CAPTADOR PROVAS E TESTES FRACIONAMENTO FISCALIZAÇÃO DISTRIBUIÇÃO CENTROS DE PEQUENO PORTE NÃO ARMAZENADORES DE HEMODERIVADOS RECEBENDO O MATERIAL PRONTO A SER TRANSFUNDIDO CENTROS DE MÉDIO E GRANDE PORTE ARMAZENADORES DE HEMODERIVADOS, RESPONSÁVEIS PELA QUALIDADE DA ESTOCAGEM E REALIZAÇÃO DAS PROVAS E TESTES PERTINENTES 22 Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores TIPOS DE TRANSFUSÃO Autotransfusão: método terapêutico que consiste na reintrodução do sangue do paciente em suas próprias veias, ou seja, é uma transfusão autóloga. Ela difere das transfusões sangüíneas comuns realizadas com o sangue de outros seres humanos: transfusões homólogas. Homóloga: método terapêutico que consiste na administração/ infusão de sangue no paciente conseguido através da doação, processado, fracionado, submetido a testes sorológicos e imunohematológicos. Depois de submetido a todos esses procedimentos é transfundido. Indicações de Hemotransfusão Todo hemoderivado dever ser indicado e conseqüentemente prescrito após avaliação rigorosa e cautelosa do médico que assiste o paciente. Deve-se compreender que o ato transfusional é um transplante de tecidos e que a cada nova bolsa infundida o mesmo terá em seu organismo maior material para a sensibilização. Algumas indicações para o procedimento transfusional: 23 Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores Classificação de Baskett (1990) – baseada na perda sangüínea aguda: Tabela IV: Classificação de Baskett (1990) Classe I Classe II Classe III Classe IV Perda sangüínea – Porcentagem (%) do volume < 15 15 – 30 30 – 40 > 40 Pressão Arterial: Sistólica Diastólica Inalterada Inalterada Normal Elevada Baixa Baixa Muito baixa Muito baixa Indetectável Pulso (Batimentos/ minutos) Leve taquicardia 100 – 120 120 > 120 Enchimento capilar Normal Lento (> 2 Seg.) Lento (> 2 Seg.) Indetectável Freqüência Respiratória (ipm) Normal Normal Taquipnéia (>20) Taquipnéia (>20) Fluxo urinário (ml/h) > 30 20 – 30 10 – 20 1 – 10 Extremidades Normais Pálidas Pálidas Pálidas e frias Estado mental Alerta Ansioso, agressivo Ansioso, agressivo, sonolento Sonolento, confuso, inconsciente 24 Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores Hemorragia Classe I: Transfusão não indicada. Avaliar anemia prévia, doença cardíaca ou pulmonar. Hemorragia Classe II: Necessidade transfusional improvável. Avaliar anemia prévia, doença cardíaca ou pulmonar. Hemorragia Classe III: Necessidade de transfusão provável. Hemorragia Classe IV: Transfusão indicada. Anemia Crônica: Melhor tolerada que a anemia aguda, portanto deve-se investigar a causa da anemia, iniciar tratamento farmacológico e transfundir apenas em risco de vida. Considerar – idade, sintomas de descompensação cardiopulmonar, co-morbidades associadas. Em geral, indica-se transfusão quando Hb (hemoglobina) <60g/dl. Transfusão perioperatória: Investigar anemia, suspender antiagregantes plaquetários, reverter anticoagulação; se possível, planejar transfusão autóloga; utilizar fármacos para minimizar sangramento; manuseio semelhante ao sangramento agudo. Transfusão em crianças: - Volume a transfundir: 10 a 15 ml/kg de peso. - Para RN só utilizar hemocomponentes coletados a menos de 5 (cinco) dias. - RN < 1.200 g de peso deve-se utilizar hemoderivados leucorreduzidos ou não reagentes para CMV. 25 Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores Tabela IV: Quando transfundir em pediatria e em neonatologia Idade Ht Critérios a analisar – se presentes: transfundir RN > 72 h – 4 meses Ht < 30% Hood com FiO2 <35 % CPAP < 6 cm H2O IMV com MAP < 6 cm H2O Apnéia ou bradicardia significativas que necessite ventilação, ou em uso de metilxantina Taquipnéia ou taquicardia significativas e persistentes Ganho ponderal insuficiente apesar de calorias adequadas RN > 72 h – 4 meses Ht < 35% Hood com FiO2 > 35 % CPAP > 6 cm H2O IMV com MAP > 6 cm H2O RN > 72 h – 4 meses Ht < 45% Cardiopatia cianótica Em ECMO Crianças > 4 meses Ht < 40% Doença Pulmonar severa ou ECMO Crianças > 4 meses Ht < 30% Pré-operatório de urgência Pré-operatório quando o tratamento clínico não é possível Perda intra-operatória > ou = 15 % do volume sangüíneo 26 Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores Crianças > 4 meses Ht < 24% Perioperatório e com sintomatologia Quimio ou Radioterapia Anemias crônicas congênitas ou adquiridas sintomáticas Qualquer idade Ht < 24% Anemia sintomática com contagem de reticulócito baixo Perda aguda associada à hipovolemia Parâmetros específicos para Neonatologia e Pediatria por Hemoderivado específico Mesmo com os avanços no processamento e na seleção do sangue e derivados, a terapêutica transfusional ainda não é isenta de problemas. A indicação de hemoderivados requer uma análise criteriosa do risco-benefício para o paciente, principalmente quando nas clínicas de pediatria e neonatologia. Várias complicações hematológicas, imunológicas, infecciosas, cardiovasculares e metabólicas podem ocorrer trazendo sérias repercussões no período neonatal. Basicamente, as transfusões têm por finalidade: Restaurar a volemia, a capacidade de transporte de oxigênio ou a hemostasia. Sangue Total Fresco Quando preservado, processado e utilizado até 6 horas após a sua coleta. 27 Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores Contém elementos celulares e fatores de coagulação (IV e VIII) ativos e estáveis. Estocado Armazenado até 35 dias. Diminuição progressiva do pH, aumento de K+ e amônia, diminuição de 2,3 DPG. Fator V E VIII – Após 24h – inviáveis. Indicações Exsangüíneotransfusão. Reposição ou manutenção de volemia, quandohouver sinais clínicos de choque. Anemia que acompanha processos infecciosos graves. Reposição de mais de 1 volemia em menos de 24h. Dose: 20ml/Kg Tempo = +/- 2 horas. Concentrado de Hemácias Obtido por sedimentação ou centrifugação e retirada do plasma, diminuindo assim, a incidência de reações adversas pós-transfusionais. Em geral, obtém-se um concentrado com hematócrito entre 70 e 80%. Contém a mesma massa eritrocitária que o sangue total, preservando sua capacidade de transporte de oxigênio, porém, em um volume menor, elevando o nível de hemoglobina com o mínimo aumento da volemia. 28 Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores Volume: 10 a 15ml/kg em 2 horas. O uso de 10ml/Kg proporciona um rendimento de 3,3g/dl de hemoglobina. Indicações Afora as indicações para transfusão de sangue total relacionadas anteriormente, usar em todas as outras situações que exijam transfusão de concentrado de hemácias. Pode-se acrescentar 20% do volume original em solução fisiológica se o fluxo do concentrado de hemácias estiver muito limitado pela via de acesso para diluição, a fim de facilitar seu fluxo. Este procedimento pode ser realizado pela enfermagem a beira do leito, com os cuidados normais de assepsia, sobretudo quando o equipo utilizado para a transfusão contiver uma bureta graduada intercalada ao sistema (esse tipo de equipo é ideal para a transfusão em recém- nascido) Critérios Hematócrito (Htc <40%) Doença cardíaca severa com cianose ou insuficiência cardíaca congestiva. Se FiO2 > 35% no HOOD. Se em CPAP ou ventilação mecânica com pressão média das vias aéreas (MAP: mean air pressure) > 6cm H2O . Enterocolite necrosante. Htc ≤ 30% Se em FiO2 > 21% sob qualquer forma. Em CPAP ou ventilação mecânica (com MAP < 6 cm de H2O). 29 Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores Se apnéia significante e bradicardia (> 6 episódios em 12 horas ou 2 em 24 horas, requerendo uso de ventilação pulmonar positiva) na vigência de doses terapêuticas de teofilina. Se freqüência cardíaca > 180 batimentos por minuto em freqüência respiratória > 80 rpm persistente por 24 horas. Se ganho ponderal < 10g/dia por mais que 4 dias com ingesta > 100 cal/kg/dia. Se for submetido à cirurgia (considerar estabilidade clínica do RN e natureza da intervenção cirúrgica). Htc ≤ 25% Todos. Não Transfundir Para repor sangue removido para exames de laboratório, a não ser que ultrapasse 10% da volemia em 1 semana no RN < 1000g, na 1º semana. Pelo simples motivo de que o hematócrito está baixo. O concentrado de hemácias lavadas (produto obtido por meio de lavagens sucessivas com soro fisiológico a 0,9%, a uma temperatura de 40C, removendo-se assim proteínas plasmáticas e a quase totalidade das plaquetas e leucócitos, com importante diminuição de antígenos plaquetários, plasmáticos, leucocitários e do sistema HLA). Está indicada nas seguintes situações: Na forma anêmica da incompatibilidade sanguínea materno-fetal Rh e ABO. Hb <=12g% e reticulócitos >= 0.5g% nos primeiros dias de vida. Hb <11g% e reticulócitos >= 0.5% até o final do primeiro mês de vida. 30 Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores Plaquetas Obtida por dupla centrifugação a partir de sangue total. 1 unidade contém aproximadamente 5,5 x103 plaquetas em 20 a 50ml de volume (a vida média das plaquetas, estocadas a 20-240C, é de 5 dias após a coleta, mantidas constantemente sob agitação – no plaquetário). As plaquetas devem ser ABO ou Rh compatíveis como sangue do receptor. Portanto, a compatibilidade ABO na transfusão de plaquetas para o RN deve ser respeitada sempre que possível. Os antígenos do sistema do grupo sanguíneo ABO estão presentes nas plaquetas e a transfusão de plaquetas incompatíveis implica prejuízo de seu rendimento. RN com hemorragia grave e/ou plaquetas abaixo de 10.000mm3. Uso: 10ml/kg (quando 1U: 50ml de plasma): A infusão deve durar por volta 20-30 minutos, não ultrapassando nunca 4 horas após a abertura do sistema. Podendo ser usado equipos de sangue comuns. O risco de contaminação bacteriana em concentrados de plaquetas é bem maior que em concentrados de hemácias, pois o estoque entre 22 e 240C favorece a proliferação espontânea de bactérias em concentrados de plaquetas. A transfusão de plaquetas contaminada com bactérias pode levar ao choque séptico e distúrbio de coagulação. Albumina Humana Extraída de um pool de plasma humano; tratada termicamente para inativação de vírus. Indicações: Hipoalbuminemia grave. Hipoalbuminemia com distúrbios hidreletrolíticos. 31 Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores Edema generalizado (forte efeito oncótico). Doenças com comprometimento cutâneo extenso nas quais há perdas de proteínas pela pele, como queimaduras e em pacientes com epidermólise bolhosa congênita. Uso: deve ser usado como expansor plasmático e, como tal, associada a um cristalóide e com furosemide a seguir: - Albumina (20%) – 2,5 a 5ml/kg (0,5 a 1g/kg). - Soro fisiológico 0,9%: 3 x a quantidade de albumina. - Furosemida – 1 a 2mg/kg. - Duração = 2 a 3 horas. Sempre que usar albumina nos RN prematuros. Deverá ser confirmada a hipoalbuminemia. Veja os valores normais na Tabela (final) Plasma Plasma preservado: extraído através da centrifugação ou sedimentação espontânea do sangue total - Não contém os fatores lábeis da coagulação. - Isosmolar ao plasma, portanto tem baixo poder oncótico. Plasma fresco congelado: extraído por centrifugação em menos de 6 horas após a coleta do sangue e conservado na temperatura de –200C. Contêm os fatores II, VII, IX, X, V e VIII, além de gamaglobulina e outras proteínas. Não contém plaquetas. Indicações Expansor de volume (substância colóide). 32 Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores Coagulação vascular disseminada, coagulopatias por doença hepática e coagulopatias por déficit de fatores V, VII e X (quando não se dispõe de fatores purificados): plasma fresco congelado – 10ml/kg, repetindo cada 6-8h (20ml/kg), guiando-se pelos exames laboratoriais (TP, TTP). Volume: 10ml/kg. Infusão não deve exceder 2 horas. A transfusão de plasma deve ser ABO compatível com o sangue do RN. Outros produtos Sanguíneos Crioprecipitado: indicado na Hemofilia A, Doença de Von Willebrand, hipofibrinogenemia grave, afibrinogenemia congênita - Preparado mediante descongelamento do plasma fresco congelado à temperatura de 4ºC, recuperando-se o fator VIII. - 1 pacote (20ml) contém 100 a 120UI de fator VIII e de 170 a 250mg de fibrinogênio. - Dose: 10 a 20 U/kg em +/- 2 horas. Fibronectina. - Ainda em fase de avaliação clínica. - Estimula a aderência endotelial, aumentando a fagocitose do material opsonizado nos neutrófilos no local do processo inflamatório e estimula a depuração reticuloendotelial das bactérias e complexos imunes. - Pode ser promissora para o tratamento de sepses neonatal. Imunoglobulina (Ig G). - Uso profilático: sem resposta comprovada cientificamente. 33 Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores - Uso terapêutico:prematuros abaixo de 1.500g e/ou idade gestacional < 34 semanas e que apresenta quadro infeccioso instalado. - Neutropenias severas e refratárias. - Uso: consulte o capítulo de Infecções Bacterianas. Técnicas para diminuição da exposição ao doador: - Diminuição das coletas para exames; - Rastreamento para infecção no doador particularmente para o citomegalovírus. - Executar filtração dos leucócitos. - Irradiação gama. - Uso de uma única unidade de concentrado de eritrócitos para cada neonato, independentemente da duração da estocagem do produto. - Usar concentrado de hemácias leucodepletado. Qual o Hemoconcentrado de escolha e quanto deve ser administrado? O sangue total: A cada doação são coletados 450 ml (+/- 50ml) de sangue total. Cada coleta é desdobrada em aproximadamente: 1 unidade de Concentrado de Hemácias (300 ml); 1 unidade de Concentrado de Plaquetas; 1 unidade de Plasma. Assim são beneficiados, potencialmente, pelo menos três pacientes. 34 Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores Concentrado de hemácias: Obtido a partir da centrifugação do sangue total. Tem sobrevida conforme solução preservativa: 35 dias (CPDA-I) há 42 dias (SAG-Manitol). Deve ser armazenado a 4°C. Indicação criteriosa e individual tendo como fator determinante o estado hemodinâmico do paciente: Anemia aguda, Classificação de Baskett; Anemia por perda sangüínea crônica, responde bem ao ferro (oral ou parenteral); Anemia por Insuficiência Renal Crônica, responde a eritropoetina; Anemia Hemolítica Constitucional (Doença Falciforme, Talassemias, etc.), não valorizar somente os valores de Hb e Ht; Anemia Hemolítica auto-imune: em geral não encontramos sangue compatível e todo sangue transfundido será hemolisado. Indicado imunossupressão imediata. Transfusão somente em risco de vida. Solicitar acompanhamento de um médico Hematologista/Hemoterapeuta (Cartilha transfusional, 2004). Concentrado de Plaquetas: As plaquetas são derivadas dos megacariócitos, que se encontram na medula óssea. Atuam na fase primária da coagulação. São obtidas a partir da centrifugação do plasma. Devem ser estocadas à temperatura de 22º C, sob agitação contínua (plaquetário). A dose a ser prescrita deve ser de 1 unidade de Concentrado de Plaquetas para cada 10Kg de peso (Cartilha transfusional, 2004). Indicada em situações de: Transfusão profilática - 35 Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores Quando não há sangramento. Plaquetas < 10.000u/ml. Plaquetas < 20.000u/ml associado à infecção, coagulopatia ou indicação de procedimento invasivo. Em RN devido ao risco de sangramento SNC. Indicação absoluta: Leucemias Agudas, particularmente a LMA-M3. Transfusão terapêutica: Plaquetopenia (independente do valor) com sangramento. Situações especiais: Transfusão de Conc. Plaquetas RH + em paciente RH negativo (meninas e mulheres em idade fértil) recomenda-se fazer imunoglobulina anti D. Dengue hemorrágica - Conc Plaquetas somente diante de hemorragia SNC. Contra-indicações: Púrpura Trombocitopênica Trombótica (PTT), Síndrome Hemolítica Urêmica, Síndrome Helpp, Púrpura Pós transfusional, Púrpura Trombocitopê Imunológica (PTI). 36 Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores Plasma fresco congelado: Obtido após o fracionamento do sangue total. Deve ser congelado até 8 horas após a coleta e armazenado a temperatura de, no mínimo, 20º C negativos. Validade de 12 meses. Contém albumina, fibrinogênio, globulinas e fatores de coagulação sangüínea. Uma vez descongelado deve ser utilizado em até 4 horas. Indicações: Deficiências dos fatores de coagulação, congênita ou adquirida (quando não se tem produto industrializado). Hemorragias por Doenças Hepáticas. Sangramento intenso pelo uso de anticoagulante oral (dicumarínicos warfarin). Coagulação Intravascular Disseminada (CID), Púrpura Trombocitopênica Trombótica (PTT) e Síndrome Hemolítico- Urêmica. ATENÇÃO Não se justifica a utilização do plasma para se obter volume sangüíneo ou como fonte de proteínas, pois existem outros produtos específicos (industrializados) para estes casos. É proibida, pelo Ministério da Saúde, a utilização regular de Plasma em pacientes Hemofílicos, pois atualmente existem hemoderivados específicos para estes. 37 Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores Crioprecipitado ou Fator Anti-Hemofílico: Parte insolúvel do plasma. Obtido através do método de congelamento rápido, descongelamento e centrifugação do plasma. É rico em fator VIII: c (atividade pró-coagulante), Fator VIII: Vwf (Fator Von Willebrand), Fibrinogênio, Fator XIII e Fibronectina. Indicações: Deficiências específicas como fibrogênio; Deficiências congênitas (Doença de von Willebrand na falta do fator específico); Deficiência de Fator VIII; Transfusões maciças; Insuficiência Hepática Grave; Dose (empírica) é de 1 unidade de crio cada 5 kg de peso do paciente. Cuidados especiais: Deve-se ter cuidado na administração de grandes quantidades de crioprecipitado, monitorando os níveis de fibrinogênio (do paciente), devido ao risco de tromboembolismo. Atualmente existem produtos industrializados específicos para a deficiência de Fator VIII (HemofiliaA) e F VIII:vW(D.von Willebrand). ------------------ FIM DO MÓDULO II--------------------- Curso de Assistência de Enfermagem em Hemoterapia MÓDULO III Atenção: O material deste módulo está disponível apenas como parâmetro de estudos para este Programa de Educação Continuada, é proibida qualquer forma de comercialização do mesmo. Os créditos do conteúdo aqui contido são dados aos seus respectivos autores descritos na Bibliografia Consultada. 39 Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores MÓDULO III COMO PROCEDER QUANDO SOLICITADO TRANSFUSÃO HEMOTERÁPICA? Exposição das situações pertinentes em instituição hospitalar: 1. Quando a instituição não armazena hemoderivados; 2. Quando a instituição armazena hemoderivados e constitui uma Agência Transfusional. 3. Quando numa instituição de menor porte, em que não há estoque de hemoderivados conforme esclarecido no início do módulo II, ou seja, Serviço que não estoca Hemoderivados pode-se estabelecer a seguinte rotina de hemotransfusão: a. O médico solicitante prescreve o Hemoderivado na prescrição do paciente, devendo conter: Hemoderivado desejado; Quantidade desejada, (ex. 02 bolsas de concentrado de Hemácia); Especificar o início (ex. Iniciar AGORA). Atentar para carimbo e assinatura médica sob a prescrição. Obs.: É necessário que a cada solicitação feita seja preenchido formulário específico com dados do paciente, não sendo aceitos formulários com rasuras: 1. Nome completo do paciente sem abreviações; 2. Sexo; 3. Idade; 4. Peso; 5. Número do prontuário ou atendimento; 40 Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores 6. Número do leito; 7. Diagnóstico; 8. Antecedentes transfusionais; 9. Hemocomponente ou hemoderivadosolicitado com volume ou quantidade; 10. Tipo de transfusão (programada, urgente, não-urgente); 11. Data; 12. Resultados laboratoriais e quadro clínico que justifique a transfusão; 13. Assinatura e carimbo com CRM do médico solicitante. As presentes informações serão encaminhadas juntamente com uma amostra de sangue do paciente receptor ao Banco de Sangue combinado em contrato para fornecer hemoderivado a esta instituição solicitante. No serviço de Banco de Sangue serão realizadas as devidas provas e exames. Por meio de carro da instituição serão encaminhadas as bolsas dos hemoderivados solicitados. A ANVISA solicita sempre que os motoristas das instituições sejam submetidos aos cursos de habilitação para transporte de hemoderivados, fornecidos pelos serviços da HEMORREDE dos estados da união. Dando seqüência ao procedimento, após os procedimentos do Banco de Sangue a instituição hospitalar solicitante receberá as bolsas dos hemodemoderivados solicitados. Ao responsável pela recepção das bolsas, deve ser checado: Número de bolsas; Hemoderivados enviados conforme solicitação; Integridade das bolsas; Etiquetagem correta; Temperatura da caixa térmica; 41 Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores Limpeza da caixa térmica e condições gerais de armazenamento. Caso algum desses itens seja verificado com discordância do ideal comunicar imediatamente o serviço fornecedor da HEMORREDE, e encaminhar os hemoderivados de volta ao Banco de Sangue. Em boas condições de recepção dos hemoderivados, encaminhá-los a unidade aonde se encontra o paciente e proceder aos procedimentos de transfusão conforme rotina adotada pela instituição hospitalar que deverá seguir todas as normas solicitadas pela ANVISA para execução de tal procedimento. 1. Receber a caixa térmica com os hemoderivados; 2. Retirar apenas o hemoderivado a ser transfundido no momento, Ex: 01 Bolsa de concentrado de hemácias; 3. Checar a bolsa; 4. Checar etiqueta da bolsa com os dados do doador; 5. Apos cruzamento de dados, se todos corretos, acomodar a bolsa de sangue em uma bandeja devidamente forrada com guardanapo de papel; 6. Aguardar aquecimento do hemoderivado até que o mesmo esteja próximo a temperatura ambiente, por volta de 20 minutos; 7. Assim que em temperatura amena, reter materiais necessários para punção venosa periférica (abocath, polifix, esparadrapo) e o hemoderivado com equipo próprio e encaminhar-se ao leito aonde se encontra o paciente a ser hemotransfundido. 42 Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores Fonte: silverce Fonte: fiocruz Fonte: equiflex 43 Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores 1. Comunicar ao paciente o procedimento a ser realizado, o número de bolsas prescritas. Explicar toda rotina, verificação de sinais vitais, e acompanhamento durante os primeiros quinze minutos; Fonte: plugbr 2. Verificar sinais vitais (pulso, freqüência respiratória, pressão arterial e temperatura), caso algum dos sinais vitais encontre-se fora dos parâmetros da normalidade, suspender o procedimento de imediato e comunicar o médico responsável, seguir as orientações do mesmo para alcançar normalização do quadro ou até suspensão definitiva do procedimento; 3. Se sinais vitais dentro dos parâmetros da normalidade, avaliar rede venosa; 4. Proceder à punção de acesso venoso periférico exclusivo para a hemotransfusão, conectá-lo a polifix para maior segurança e facilidade ao manipular o acesso, fixá-lo com esparadrapo; Fonte: nureinvestigacion 44 Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores 1. Rechecagem quanto ao paciente receptor/ bolsa de hemocomponente, verificar com cautela o produto, condições da embalagem, cartão de identificação; 2. Equipar bolsa de hemoderivado com equipo específico para hemotransfusão. Equipo composto de 2 reservatórios, um deles com filtro; 3. Instalar hemoderivado, checando o horário de início; 4. Manter-se ao lado do paciente nos primeiros 15 minutos de transfusão, atentando criteriosamente sob sinais de reação transfusional imediata; 5. Verificar novamente os sinais vitais ao final dos primeiros 15 minutos após o início da infusão, os parâmetros devem manter-se dentro da normalidade, caso sejam verificadas alterações suspender imediatamente a infusão do hemoderivado, retirar o acesso venoso periférico e encaminhá-lo ao Banco de Sangue responsável pela liberação da bolsa, juntamente com uma nova amostra de sangue do paciente, sendo que esta não deve ser retirada do AVP onde era infundido o hemoderivado; 6. Se a verificação dos sinais vitais não acusar nenhuma alteração, manter infusão conforme aceitação hemodinâmica. Monitorizar o paciente, em suas solicitações e queixas. O tempo se infusão da bolsa não deverá exceder 4 (quatro) horas desde sua instalação. 7. Ao deixar o leito do paciente, checar no prontuário o início do procedimento junto à prescrição médica conforme exemplo: IINNSSTTIITTUUIIÇÇÃÃOO HHOOSSPPIITTAALLAARR XXYYZZ Paciente: Data:___/___/_____ Convênio: Médico: PRESCRIÇÃO MÉDICA APRAZAMENTO EVOLUÇÃO MÉDICA 45 Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores 8. Ao término da infusão da bolsa deve-se retirar o equipo, salinizar o acesso venoso periférico; 9. Checar junto ao prontuário/prescrição o término do procedimento anotando novamente os dados de sinais vitais verificados; 10. Encaminhar o sistema bolsa equipo em saco plástico devidamente identificada conforme norma do Gerenciamento de Resíduos de Saúde de sua instituição. 11. Relatar realização do procedimento em Anotação/Relatório de enfermagem. 1) Dieta em SNE 500ml em 12hs 2) SF 0,9% 1000ml em 12hs EV 3) Concentrado de Hemácias 01 13h00 – PA 120/80, Bolsa EV – Iniciar AGORA T 36C, FR 12, P 72 Cleide 46 Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores Caso a instituição seja de maior porte, conforme a RDC 153 classifica, e se enquadra nas necessidades de possuir Agência Transfusional, ou seja, serviço que não coleta, porém estoca hemoderivados. A cada solicitação de hemoderivados, os colaboradores da Agência se responsabilizam pela coleta do paciente receptor, testes e prova cruzada (sangue do paciente receptor X sangue da bolsa doador), seleção da bolsa adequada. Acondicionamento e transporte desse hemoderivado. Todos os procedimentos técnicos, burocráticos e de registro ficam a responsabilidade da Agência Transfusional. Os passos devem ser seguidos conforme descrição abaixo: O médico solicitante prescreve o Hemoderivado na prescrição do paciente, devendo conter: Hemoderivado desejado; Quantidade desejada, (ex. 02 bolsas de concentrado de Hemácia); Especificar o início (ex. Iniciar AGORA). Atentar para carimbo e assinatura médica sob a prescrição. É necessário que a cada solicitação feita seja preenchido formulário específico com dados do paciente, não sendo aceito formulários com rasuras: 1. Nome completo do paciente sem abreviações;2. Sexo; 3. Idade; 4. Peso; 5. Número do prontuário ou atendimento; 47 Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores 6. Número do leito; 7. Diagnóstico; 8. Antecedentes transfusionais; 9. Hemocomponente ou hemoderivado solicitado com volume ou quantidade; 10. Tipo de transfusão (programada, urgente, não-urgente); 11. Data; 12. Resultados laboratoriais e quadro clínico que justifique a transfusão; 13. Assinatura e carimbo com CRM do médico solicitante. As presentes informações são de total importância, pois é através delas que a Agencia Transfusional mantém a segurança e qualificação dos procedimentos realizados. O registro dos dados funciona em micro prontuários onde cada paciente tem todas as informações registradas, e mesmo que ele tenha alta hospitalar, se eventualmente for reinternado e necessitar de nova transfusão já tem informações pertinentes como dados cadastrais, grupo sanguíneo, reações transfusionais, etc. Além de tal importância, os registros alimentam HEMORREDES e a ANVISA, afinal, são as fiscalizadoras do trabalho, qualidade e auditoria dentro das Agências Transfusionais. Conforme solicitação da RDC 153, as Agências devem ter estrutura física e equipamentos adequados, equipe multiprofissional, médico hematologista responsável técnico, e equipe de técnicos treinados em técnicas de banco de sangue. Dando seqüência ao procedimento, ao receber a prescrição médica com solicitação de hemoderivado, o funcionário da enfermagem confere o pedido, e ainda, o formulário específico com as informações solicitadas pela Agência Transfusional conforme exemplo abaixo, e comunica o referido setor. 48 Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores Instituição Hospitalar XYZ SOLICITAÇÃO DE HEMODERIVADOS PACIENTE: PRONTUÁRIO: SEXO: IDADE: PESO: SETOR/LEITO: DIAGNÓSTICO: TRANSFUSÕES ANTERIORES: Ht: Hb: Plaqueta: Programada ( ) Urgência ( ) Emergência ( ) CH ( ) PFC ( ) Plaquetas ( ) Outros ( ) ________________ Condições Clínicas: RESPONSÁVEL: ___________________________ DATA: ___/___/_____ Carimbo e Assinatura Assim, em posse da prescrição e da solicitação de hemoderivados, o técnico da AT encaminha-se ao setor e procede a rotinas para a realização da transfusão. Dentro da Agência Transfusional Equipe técnica 49 Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores 1- Verificar se há reserva e amostra de sangue do paciente; 2- Se não houver amostra, encaminhar-se até o setor onde se encontra o paciente, e proceder à coleta da amostra; 3- Realizar os testes pré-transfusionais (na Agência Transfusional), de acordo com a técnica/ rotina estabelecida no serviço; 4- Identificar a bolsa de sangue e/ou o hemocomponente com letra legível, todos os campos disponíveis do rótulo, manter em temperatura ambiente sobre bandeja específica; 5- Verificar temperatura da bolsa (manualmente) e acondicioná-la na caixa térmica; 6- Deslocar-se para o setor onde solicitado a transfusão. Passo a passo a rotina descrita anteriormente: Preparo do Sangue 1- Receber o pedido, verificar se já tipado (se o paciente já recebeu transfusão anteriormente, a amostra de sangue do paciente já deve encontrar-se na AT); 2- Se sim, confirmar número de registro, anotar tipagem no pedido; 3- Se não houver tipagem, preparar tubo contendo 02 (duas) gotas de EDTA 10% (anticoagulante) para coleta de amostra, afixar no tubo etiqueta com: Nome (completo), Leito, Número de Atendimento e Data; 4- Colher de 03 a 05ml de sangue do paciente, identificar amostra com rubrica do responsável pela coleta; 50 Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores 5- Realizar teste pré-transfusional; TIPAGEM DIRETA, TIPAGEM REVERSA, PESQUISA DE ANTICORPOS IRREGULARES, PROVA DE COMPATIBILIDADE e RETIPAGEM DA BOLSA; 6- Se prova de compatibilidade positiva realizar Coombs direto e indireto, contatar hematologista responsável. Tipagem ABO Direta e Reversa A. Tipagem ABO: é obrigatória a realização das tipagens direta e reversa. É permitida a omissão da tipagem reversa quando se faz a confirmação do tipo ABO de hemácias do doador, previamente tipada e rotuladas ou em recém natos e crianças de até 4 meses de idade. B. Tipagem Reversa: Tem como objetivo padronizar a realização da tipagem direta do sistema ABO em tubo. Os reagentes devem ser armazenados em geladeira entre 2 e 8ºC, utilizá-los de acordo com especificações do fabricante. Verificar sempre a validade dos reagentes e integridade dos rótulos sempre que for utilizá-los, e desprezar os reagentes que estiverem fora das especificações. Discrepância na tipagem ABO É considerado discrepância quando o resultado das provas direta e reversa forem não concordantes. Muitas das discrepâncias são devidas a erros técnicos. Quando isso ocorrer verificar: A - Se o soro e as hemácias pertencem ao mesmo paciente/doador; B - Se os reagentes utilizados não estão contaminados e funcionam adequadamente, para isso testar uma amostra de grupo já conhecida, por exemplo, uma bolsa de sangue coletada e tipada há três dias; 51 Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores C - Se a concentração de hemácias utilizada no teste está correta (pode haver muita ou pouca hemácia), preparar uma suspensão salina a 5%, colocando 01 gota de hemácias e 19 de salina; D - Se as provas foram centrifugadas na velocidade e/ou tempo correto; E - Se o registro das reações e interpretações é correto; F - Após verificar todas essas etapas, repetir o teste com uma suspensão de hemácias lavadas. Caso continue a incerteza deve-se pensar na possibilidade de contaminação da amostra do paciente. Nova amostra deve ser coletada e testada. Coletar algumas informações sobre o paciente que pode esclarecer o problema, entre elas: Idade, sexo, patologia de base, testes imunológicos anteriores e resultados de outras classificações; G - Solicitar ajuda ao hematologista responsável no caso de não resolução do problema. Observações relativas ao Sistema Rh 1- No tubo “C”não deve haver aglutinação (uma das fases técnicas), pois é um controle negativo. Caso ocorra, não é válido o resultado obtido na classificação. Repetir a prova com uma suspensão de hemácias lavadas. Persistindo o problema, deve-se pensar na possibilidade de contaminação da amostra do paciente. Nova amostra deve ser coletada e testada; 2- Coletar algumas informações sobre o paciente que podem esclarecer essa discrepância, são elas: IDADE, SEXO, DIAGNÓSTICO, MEDICAMENTOS EM USO, TESTE IMUNOLÓGICOS ANTERIORES E RESULTADOS DE OUTRAS CLASSISFICAÇÕES; 3- Se após essas mudanças iniciais continuar o problema, solicitar ajuda ao médico hematologista responsável; 52 Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores 4- Sempre que a classificação paciente doador-doador for negativa deve ser feito o teste para determinar a presença da variante D fraco (marcador técnico). Definições: Soro anti-Rh fraco – Hemácias que possuem o antígeno D, mas sua expressão é tão fraca que a maioria do soro anti-D nãopromove a aglutinação direta. Esse pode ser reconhecido através do teste de Coombs indireto, após incubação das hemácias com soro anti-D. Teste de Hemólise O teste de hemólise é realizado como objetivo de verificar se o sangue contido na bolsa a ser transfundida, apresenta hemólise. Consiste em observar a presença de hemólise no plasma de amostras obtidas das bolsas de sangue após centrifugação. Repetir os testes positivos ou duvidosos. PREPARO PARA PROCEDIMENTO DE TRANSFUSÃO 1. A seleção do material adequado envolve a escolha do cateter, equipos de administração e filtros especiais; Fonte: fiocruz 53 Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores Fonte: equiflex 2. Geralmente cateteres de 18 a 20 são recomendados para que seja mantida uma infusão adequada; Fonte: silverce Fonte: nureinvestigacion 54 Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores 3. A caixa térmica, utilizado para o transporte de materiais e hemoderivados aos andares deve conter (cateteres, equipos, cartão de tipagem, carimbo, almofada, soro anti-A e anti-B e o hemoderivado destinado a transfusão); Fonte: wagnerfishing 3.1. O hemoderivado deverá ser acomodado sobre papel craft evitando contato direto com o gelox, este contato pode provocar lesões na bolsa e alterações no hemoderivado. 4. A caixa térmica deverá conter termômetro de Máx e Min. Fonte: 3bscientific 5. Conferir prescrição médica; 55 Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores 6. A prescrição deve especificar qual componente a transfundir e a duração da transfusão. Quando se realiza a transfusão de múltiplos tipos de componentes, a prescrição deve especificar a ordem de infusão e qualquer modificação necessária na administração de hemocomponentes (ex: lavado ou deleucotizado). As prescrições devem especificar medicamentos pré-infusão (diuréticos, anti-histamínicos ou antipiréticos), ou pós-infusão necessária. Quanto à prescrição é de imprescindível importância a documentação e registro dos procedimentos realizados junto ao paciente. Assim, segue um exemplo para a correta anotação e checagem anotando horário de início, verificação de sinais vitais e responsável pelo procedimento. PREPARO DO PACIENTE: O paciente deve ser orientado sobre o tempo dispensado para o procedimento, a necessidade de monitorização de condições físicas e de sinais vitais. Orientar o paciente a informar qualquer sensação diferente após o início da transfusão. OBTENÇÃO DE HEMOCOMPONENTES DO BANCO DE SANGUE: A transfusão deve ser iniciada dentro de trinta minutos depois que o hemocomponente é retirado do Agência Transfusional. Se a transfusão é atrasada em mais de trinta minutos, o hemocomponente deve retornar a AT para que seja armazenado adequadamente; As identificações precisas do hemocomponente e receptor são essenciais. 56 Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores Vários itens devem ser verificados e registrados antes que a transfusão tenha início: Rever prescrição médica; Perguntar ao paciente ou a algum parente que confirme seu nome; Conferir dados do rótulo e da bolsa; Deve ser checada coloração, aspecto, e data de validade do hemocomponente; Verificar compatibilidade ABO (realizar tipagem beira-leito). PREPARO DA ADMINISTRAÇÃO Apos a obtenção do hemocomponente deve ser instalado o equipo para infusão. É de vital importância que seja checada a permeabilidade do cateter. Devem ser checados SSVV antes do início da infusão. Se tipagem do doador (bolsa) e receptor iguais, realizar transfusão. Se tipagens diferentes retornar a Unidade transfusional e repetir a prova de compatibilidade. É OBRIGATÓRIA A REALIZAÇÃO DA TIPAGEM BEIRA-LEITO NA TRANSFUSÃO DE TODA BOLSA DE GLÓBULOS VERMELHOS( CONCENTRADO DE HEMÁCIAS) A SER TRANSFUNDIDA. Sangue/Receptor 01 gota de sangue 01 gota soro anti-A 01 gota de sangue 01 gota de soro anti-B Sangue/Bolsa 01 gota de sangue 01 gota de sangue 57 Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores 01 gota de soro anti-A 01 gota de soro anti-B O PACIENTE DEVE SER OBSERVADO POR PELO MENOS 15 MINUTOS APÓS O INÍCIO DA TRANSFUSÃO!!! INÍCIO DA TRANSFUSÃO É recomendável que transfusões iniciem 2ml/minuto ou não mais que 50ml nos primeiros 5 a 15 minutos de infusão, assim se houver uma reação transfusional apenas uma pequena quantidade de sangue terá sido administrada. Fonte: plugbr MONITORIZAÇÃO DA ADMINISTRAÇÃO 58 Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores Registrar na prescrição do paciente o horário do início da transfusão, assinar o nome do responsável pela instalação para que possa ser identificado posteriormente; Deve-se verificar os SSVV do paciente ao término dos 15 minutos iniciais e depois periodicamente durante a transfusão. A observância criteriosa ao paciente durante e após é necessária. Relembrar ao paciente a necessidade de comunicar a equipe se qualquer sensação estranha ou sintoma ocorrer durante a transfusão. NUNCA ADMINISTRAR MEDICAMENTOS CONCOMITANTEMENTE À ADMINISTRAÇÃO DE HEMODERIVADOS. SUSPENSÃO DA TRANSFUSÃO Após o término de cada bolsa, verificar os SSVV do paciente e registrar no prontuário checando com as anotações do início da transfusão; Deve-se solicitar a equipe de enfermagem do setor que está o paciente que o observe durante 30 minutos. Observações importantes quanto ao procedimento de Hemotransfusão Definições de hemoderivados especificamente preparados: Concentrado de Hemácias Lavadas Consiste na remoção de plasma; Diminui concentração de leucócitos, plaquetas e restos celulares. 59 Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores Indicações: Deficiência de IgA; Reações alérgicas (urticartiformes). Hemocomponentes Deleucotizados Utilização de filtro especial; Indicações: Repetidas reações febris; Profilaxia contra aloimunização (transfusões repetidas); Gestações múltiplas; TRALLI; Prevenir infecções. Transfusão Maciça Definida como a substituição de uma vez e meia a volemia estimada do paciente num intervalo de 24h; Apresenta taxa de mortalidade de aproximadamente 50%; Tem alterações descritas como: hemodiluição de fatores de coagulação e plaquetas, aumento da afinidade da hemoglobina ao O2, alterações metabólicas (acidose e hiperpotassemia), hipotermia. Reserva Cirúrgica 60 Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores Para cirurgias eletivas, solicita-se reserva de hemoderivados supostamente necessários com pelo menos 24h de antecedência. Auto Transfusão É o processo de coleta, estocagem e reinfusão do sangue do próprio paciente. São candidatos os pacientes que foram submetidos a procedimentos cirúrgicos eletivos e que possam vir a necessitar de transfusão sanguínea. Contra-indicações: Insuficiência cardíaca descompensada; Angina Instável; Infecção ativa/uso de antimicrobianos. Algumas informações devem ser dadas aos candidatos a autotransfusão, quando encaminhados ao banco de sangue: Data provável da cirurgia; Tipo de cirurgia; Número de unidades de sangue autólogo desejado; Alterações clínicas constatadas no paciente; Exames laboratoriais realizados na pré-avaliação pré-operatória. Devendo ser encaminhado o paciente com 7 dias de antecedência quando necessário 1 unidade, e com 15 dias de antecedência quando necessárias 2 unidades. A cada transfusão deve-se observar qual o hemoderivado transfundido, pois a cada bolsa de Concentrado de hemácias transfundido, por exemplo, deve-se 61 Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores utilizar um equipo único. Se num mesmo paciente foram solicitadas 02 bolsas de concentrado de hemácias, a cada bolsa instalada deve-se trocar também o equipo, pois, as bolsas podem ser de doadores diferentes, e ambas compatíveis com o paciente em hemotransfusão, mas isso não implica em serem compatíveis entre si. Para os demais hemoderivados é exigido sim o equipo específico, com dupla câmara e filtro, porém não há a necessidade de trocá-los a cada bolsa, pois não possuem os mecanismos de anticorpos passíveis de desencadear reações entre si. Sangria Anteriormente eram utilizados métodos caseiros como os sanguessugas. Esses métodos têm sido utilizados na prática médica desde a antiguidade, para um amplo espectro de patologias, com resultados benéficos em algumas, principalmente levando-se em consideração a escassez de opções terapêuticas. Essa técnica foi praticamente abandonada com o desenvolvimento da ciência médica, especialmente no que tange à terapêutica, durante o século XX. Para fins medicinais elas eram utilizadas para o estanque de hemorragias, drenagem de hematomas e empiricamente em pacientes com aumento de células vermelhas. A Medicina Tradicional Chinesa utiliza técnicas de sangria em pontos específicos do corpo, os conhecidos pontos de acupuntura. Cada ponto teria uma função, seja ela ligada à sua localização, ao meridiano ao qual pertenceria ou ao órgão ao qual seu meridiano estaria ligado. Nesta técnica, faz-se uma punção com agulhas conhecidas como lancetas, as mesmas utilizadas para fazer medição de glicose em pacientes diabéticos. Após a punção, retira-se uma pequena quantidade de sangue do ponto, alcançando o efeito desejado [carece de fontes]. Em alguns casos utilizam-se ventosas em cima do local puncionado, para forçar a saída de sangue, visando a aumentar a eficácia da técnica de sangria. A Medicina Tradicional Chinesa indica a sangria principalmente para casos de estagnação de Qi (energia vital) e Xue (Sangue), mas também existem várias outras indicações desta técnica. 62 Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores A sangria é uma modalidade de tratamento médico onde há retirada de sangue do paciente para o tratamento de doenças. Pode ser feita de diversas maneiras, incluindo o corte de extremidades, o uso de sanguessugas ou a flebotomia. Método de sangria em que ocorre extração de sangue através de sistema estéril com agulha, equipo e bolsa de coleta, semelhante ao procedimento para doação de sangue. É utilizada principalmente para promover a redução dos estoques corpóreos de ferro, aumentados na hemocromatose ou para reduzir o excesso de hemácias na policitemia vera. Fonte : wikipédia A sangria deve ser realizada somente por equipe técnica treinada e autorizada. O procedimento deverá ser prescrito e justificado em solicitação por escrito à Agência Transfusional, ao serviço hospitalar que não possuir AT, deverá entrar em contato com o Banco de Sangue prestador de serviços para que o procedimento seja executado. 1. Após a certificação da prescrição e coerente justificativa de tal procedimento, a Agência Transfusional deverá ser acionada, ou Banco de Sangue prestador, para avaliação do paciente. Ao mesmo deverá ser explicado o procedimento a ser realizado. 2. Verificar sinais vitais; 3. Posicionar confortavelmente o paciente; 63 Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores 4. Solicitar que o mesmo mencione caso, apresente sintomas de injúria e/ou mal estar; 5. Puncioná-lo conforme imagem acima; 6. Posicionar a bolsa gravitacionalmente abaixo do nível do tórax do paciente; 7. Manter observação constante durante o procedimento, o paciente pode apresentar uma síncope ou desfalecimento devido à hipovolemia momentânea provocada; 8. Ao encerrar o procedimento, retirar imediatamente o acesso venoso, juntamente com o prolongamento+bolsa; 9. Encaminhar para descarte conforme Plano de gerenciamento de resíduos da instituição. -------------------FIM DO MÓDULO III----------------- Curso de Assistência de Enfermagem em Hemoterapia MÓDULO IV Atenção: O material deste módulo está disponível apenas como parâmetro de estudos para este Programa de Educação Continuada, é proibida qualquer forma de comercialização do mesmo. Os créditos do conteúdo aqui contido são dados aos seus respectivos autores descritos na Bibliografia Consultada. 65 Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores MÓDULO IV REAÇÕES TRANSFUSIONAIS Procedimentos nas reações transfusionais Quando houver suspeita de reação transfusional, as seguintes ações deverão ser desencadeadas junto ao leito do paciente: 1- Interromper imediatamente a transfusão; 2- Conservar o AV salinizado; 3- Notificar o médico solicitante (ou plantonista no caso de unidades intensivas); 4- Verificar SSVV registrando no prontuário; 5- Examinar todas as etiquetas, registros, conferindo novamente os dados do paciente com os dados da Unidade de Sangue ou o componente em uso; 6- Identificar tipos de reação; 7- Administrar medicação se prescrita pelo médico; 8- Se não houver medicamento prescrito deve-se solicitar a equipe de enfermagem do setor que localize o plantonista hospitalar para o atendimento da ocorrência; 9- Registrar a ocorrência da reação em livro próprio; 10- Preencher ficha de notificação e investigação de incidente transfusional; 11- Levar a AT, a bolsa e o equipo utilizados. 66 Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores COMPLICAÇÕES AGUDAS DA TRANSFUSÃO Os sinais e sintomas ocorrem durante uma transfusão sanguínea ou 24h após a mesma. 1- Reação Febril Febre (temperatura acima de 37,8ºC em paciente afebril ou aumento de 1 ºC em paciente com febre), em geral uma hora após o início da transfusão. Desconforto, mal-estar generalizado, calafrios; Fatores predisponentes: transfusão plaquetária, transfusões prévias, gravidez, ou infusão rápida do hemocomponente. Conduta imediata: Suspender imediatamente a transfusão; Manter AV salinizado; Administração de antitérmico conforme orientação médica. 2-Reação Urticariforme Eritema, pápulas, prurido, edema, tontura ocasional; Cefaléia durante ou imediatamente após a transfusão; Dispnéia. Conduta Imediata: Suspender imediatamente a transfusão; Manter AV salinizado; 67 Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. Os créditos deste conteúdosão dados aos seus respectivos autores Administração de anti-histamínico conforme orientação médica. Adrenalina (em casos severos), conforme orientação médica. 3- Reação Anafilática É rara, com alto índice de mortalidade, início geralmente imediato ao início da transfusão, independente do volume infundido. Quadro Clínico: Afebril; Hipotensão; Tremores; Rubor, Edema facial, urticária; Dispnéia, asfixia, dor torácica; Náuseas e vômitos, dor abdominal, e diarréia. Conduta Imediata: Interromper imediatamente a transfusão; Manter AV salinizado; Manter paciente em decúbito dorsal com cabeceira elevada; Instalar cateter de O2; Anti-histamínicos, corticoterapia: hidrocortisona ou prednisona conforme orientação médica; Hemácias lavadas para as próximas transfusões. 68 Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores 4- Injúria Pulmonar Aguda relacionada à Transfusão TRALI (Transfusion Related Acute Lung Ingury) ou edema pulmonar não cardiogênico quadro clínico e radiológico de edema Agudo de Pulmão, por reação da microcirculação pulmonar, com aumento da permeabilidade vascular pulmonar. Relaciona-se com a transfusão de anticorpos antileucocitários e anti-HRA presentes no plasma do doador ou do receptor. Os sintomas observados durante ou logo após a transfusão: Dispnéia e hipóxia; Hipotensão com normovolêmia; Tosse seca; Febre persistente; Raios-X de tórax: Lesão pulmonar tipo ICC e/ou SARA; Ausculta pulmonar: Praticamente normal. Conduta Imediata: É terapia de suporte. Interromper a transfusão; Manter AV salinizado; Manter o paciente em decúbito elevado; Instalar cateter nasal de O2; Corticóides, conforme orientação médica. 69 Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores Conduta preventiva para novo episódio de trali Usar hemácias pobres em leucócitos em novas transfusões; Doação autóloga. 5- Hipervolêmia ou sobrecarga de volume Dispnéia súbita; Cianose; Tosse; Expectoração espumosa; Aumento de PA; Ingurgitamento de carótidas; Agitação psicomotora; Hipóxia; Dificuldade em manter decúbito dorsal. Conduta Pré-transfusional: Transfusões criteriosas, lentas, não excedendo em 4horas. Alíquotas menores a 01 concentrado de hemácias/dia, principalmente nos paciente com insuficiência renal e cardíaca. Conduta Imediata: Interromper imediatamente a transfusão; Manter AV salinizado; Manter paciente em decúbito elevado; 70 Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores Instalar cateter de O2; Diurético, aminofilina e corticóide, conforme orientação medica. 6 - Reação Hemolítica Aguda (Imunológica) É uma reação severa que acontece entre minutos após o início da transfusão até horas após o seu término. Não há relação entre volume infundido e a intensidade da reação. -Hemólise imuno-mediada: Anticorpos contra antígenos de hemácias. -Hemólise não imuno-mediada: Hemácias estocadas de longa data, deficiências enzimáticas ou drogas adicionadas ao sangue doado, contaminação bacteriana do sangue, e sangue aquecido ou refrigerado. Quadro Clínico: Febre (com ou sem calafrios); Dor Torácica ou Lombar; CIVD; Hipotensão; Dispnéia; Dor abdominal; Vômitos e diarréia; Oligúria, anúria, hemoglobinúria; Sangramentos espontâneos; Dor no local da infusão. 71 Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores Conduta Pré-transfusional: Conferência dos dados da requisição da transfusão, checando-os com os dados do paciente; Verificação da tipagem ABO do paciente com o da bolsa de sangue; Histórico transfusional pregressa do paciente; Observação criteriosa do paciente, checagem dos SSVV antes, durante e depois da transfusão; Observação de qualquer esboço de reação adversa. Conduta Imediata: Interrupção imediata da transfusão; AV com infusão rápida de solução fisiológica; Cateter de O2; Paciente em decúbito elevado; Uso de diuréticos conforme orientação médica. Conduta pós-transfusional: Exames: Hemograma, coagulograma, parcial de urina, uréia, creatina, bilirrubinemia (8 horas após estabilização); Realizar checagem da tipagem sangüínea do paciente; Preencher o protocolo de notificação e investigação de incidentes transfusionais do serviço de hemoterapia. 7- Reações Metabólicas Mais freqüente em transfusões maciças. 72 Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores Ácidos Metabólicos; Hipercalemia, podendo levar o paciente a arritmias cardíacas fatais; Hipocalcemia, alcalose ou hipocalemia; Hipotermia, arritmia ou assistolia, principalmente com AVC por estímulos do nó sinoatrial ao líquido gelado; Apnéia, hipotensão e hipotermia em crianças e neonatos; Coagulopatia; Trombocitopenia dilucional ou de fatores de coagulação. Quadro Clínico: Tetania, parestesia perioral e/ou de extremidades; Dispnéia; Dores em panturrilha; Sangramento pela diluição dos fatores de coagulação; Arritmia Cardíaca. Conduta Imediata: Interromper a transfusão ao primeiro sinal de reação; Manter AV salinizado; Manter paciente em decúbito elevado; Instalar cateter de O2; Repor cálcio (se hipocalcemia) conforme orientação médica; Controlar diurese (volume e aspecto); Solicitar: Hemograma, Hemoglobina livre no plasma, Plaquetas, Coagulograma (TAP, KPTT, TS, RC e Fibrinogênio), Parcial de urina. 73 Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores Avisar ao serviço de hemoterapia para que realize PAI, tipagem ABO e Rh, Teste de Coombs Direto, Prova de compatibilidade. 8 - Complicação Embólica É uma reação transfusional rara, porém fatal conforme intensidade do evento. 9- Complicações tardias da transfusão Ocorre em dias ou anos após a transfusão. 1- Púrpura pós-transfusional: Trombocitopenia 5 a 10 dias pós a transfusão por aloanticorpos contra antígenos plaquetários específicos; 2- Doença do enxerto x hospedeiro: Reação imune por linfócitos do doador em receptor imunoincompetente ou doador HLA homozigoto. Os pacientes deverão receber sangue irradiado; 3- Hemocromatóse secundária: uma unidade de concentrado de hemácias tem 200mg de ferro. Ocorre em doentes dependentes de transfusão; 4- Agentes infecciosos transmissíveis por transfusão A) Bactérias: pseudômonas, yersínea enterocolítica, enterobacter, E. coli, citrobacter freudii, proliferam a 4 graus o T. pallidum não sobrevive mais de 72 horas a esta temperatura. B) Vírus: hepatites- B e C, HIV, HTLV e HPV B19. C) Outros: Toxoplasmose, Epstein-Baar, doença de Lyme, cytomegalovirus. Importante: Toda reação transfusional deverá ser notificada em impresso próprio a ANVISA e HEMOCENTRO fornecedor em impresso próprio. Devendo todos os 74 Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores campos ser completamente preenchidos, pelas partes que cabem, equipe de enfermagem, médico responsável e hematologista responsável. DOAÇÃO DE SANGUE Um ato altruísta e de muito amor. Parase tornar um doador de sangue, é necessário que a pessoa apresente as seguintes características: - Tenha entre 18 e 60 anos; - Pese mais de 50 quilos; - Não esteja grávida; - Já tenha se passado pelo menos 3 meses do último parto ou aborto; - Não tenha tido Doença de Chagas ou contato com o inseto Barbeiro; - Não tenha tido malária ou estado em região de malária nos últimos 6 meses; - Não tenha hepatite ou sífilis; - Não seja Epilético; - Tenha doado sangue há mais de 60 dias (homem) ou 90 dias (mulher); - Não tenha ingerido bebida alcoólica nas 24 horas que antecedem a doação; - Tenha dormido pelo menos 6 horas nas últimas 24 horas. No Brasil, o Ministério da Saúde exige a realização de alguns procedimentos específicos antes e depois da doação, a fim de prevenir complicações para o doador e contaminação para o receptor durante o período de janela imunológica de 75 Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores doenças. Após cada doação serão realizados os seguintes exames no sangue coletado: Tipagem sangüínea ABO e Rh; Pesquisa de anticorpos eritrocitários irregulares (PAI); Teste de Coombs Indireto; Fenotipagem do Sistema Rh Hr (D,C,E.c,e), Fenotipagem de outros sistemas; Testes sorológicos para: Hepatite B, Hepatite C, Doença de Chagas, Sífilis, HIV (AIDS), HTLV I/II. Esse procedimento se repetirá após cada doação e os resultados serão comunicados ao doador. O ato de doar sangue: - Não emagrece - Não engorda - Não afina o sangue - Não engrossa o sangue - Não vicia Pessoas que foram vacinadas contra sarampo ou com a BCG estão impedidas de doar sangue por um mês. - Pessoas vacinadas contra rubéola não podem doar por 02 semanas. 76 Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores A doação de sangue passo a passo: 1° Passo O processo de doação leva aproximadamente 1/2 hora. A doação em si dura apenas de 6 a 10 minutos. 2° Passo Preencha a ficha do doador. Você ficará cadastrado em nosso banco. 3° Passo Check-up médico. Um médico irá medir sua pressão e checar se você está apto a doar sangue. Não fique constrangido, algumas perguntas que fazem parte da rotina, serão feitas. Suas respostas são extremamente importantes e confidenciais. Fonte: pdamed 4° Passo A doação propriamente dita. Um profissional de saúde irá realizar a assepsia em seu braço e usar uma agulha descartável. Não há chance de contrair o vírus da AIDS ou nenhuma outra doença infecciosa doando sangue. 77 Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores Fonte: wikipédia Fonte: wikipédia 5° Passo Após a doação você deverá descansar uns 10 minutos. Esse tempo é importante e com isso você poderá fazer um lanche leve, fornecido gratuitamente. 78 Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores Fonte: wikipédia Fonte: wikipédia Cicatriz apos punção braquial para coleta de sangue para doação. Deve-se lembrar sempre o processo pelo qual um doador voluntário tem seu sangue coletado para armazenamento em um banco de sangue ou para um uso subseqüente em uma transfusão de sangue. Todos os passos, corretamente seguidos/realizados são de fundamental importância para o bom funcionamento das instituições hospitalares. 79 Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores A ciência, embora venha avançando em muitos setores, ainda não encontrou um substituto artificial eficiente para o sangue humano. Por isso, todos os procedimentos médicos que demandam transfusão de sangue precisam dispor de um fornecimento regular e seguro deste elemento. Daí a importância de se manter sempre abastecidos os bancos de sangue. Só podem ser doadores aqueles que: Não ter feito tatuagem, piercing ou acupuntura há menos de 1 ano; Não ter recebido transfusão de sangue ou hemoderivados a menos de 1 ano; Não ter ingerido bebidas alcoólicas nas 24 horas que antecedem a doação; Não ser usuário de drogas injetáveis; Não ser portador de doenças infecto-contagiosas como Sífilis, Doença de Chagas e HIV (I ou II). Direitos dos doadores O trabalhador sob o regime da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) poderá deixar de comparecer ao serviço, sem prejuízo do salário, por um dia, em cada doze meses de trabalho, em caso de doação voluntária de sangue devidamente comprovada (art. 473 da CLT). Os funcionários públicos civis federais, sem qualquer prejuízo, podem ausentar-se do serviço por um dia para doação de sangue, sem limite anual de doações (art. 97 da Lei nº 8.112/1990). 80 Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores Aspectos Éticos que envolvem a Hemoterapia Testemunha de Jeová e a questão do Sangue A posição religiosa das Testemunhas de Jeová em relação ao uso de sangue na medicina e na alimentação é uma das mais controversas e criticadas ao longo dos anos. Baseando-se na sua singular interpretação da Bíblia, entendem que o uso de transfusões de sangue total ou dos seus componentes primários é proibido pela lei divina. Como discutido anteriormente, a utilização de sangue ou dos seus componentes em medicamentos ou procedimentos médicos é usualmente conhecida por hemoterapia. Desenvolvimento da posição religiosa das Testemunhas A santidade do sangue, do ponto de vista das Testemunhas, foi destacada na revista A Sentinela, em 1927, no artigo "Uma razão para a vingança de Deus", que incluía a seguinte declaração: "Deus disse a Noé que toda criatura vivente serviria de carne para ele, mas que não devia comer o sangue, porque a vida se acha no sangue." Tal como aconteceu com várias outras doutrinas das Testemunhas, que sofreram alterações após revisões que entenderam ser refinamentos do seu entendimento bem como uma maior aproximação ao texto bíblico, a sua posição sobre as transfusões de sangue não era inicialmente negativa. Na verdade, alguns Estudantes da Bíblia (como eram inicialmente conhecidas as Testemunhas de Jeová) pensavam que a proibição de comer sangue, em Atos 15:28, 29, limitava-se aos cristãos judeus. Há também uma referência positiva feita na revista Consolação (hoje Despertai! ) onde se menciona um episódio em que “um dos médicos na emergência principal doou um quarto de seu sangue para transfusão, e hoje a mulher vive e sorri alegremente.” No entanto, algum tempo depois, A Sentinela declarava: “Ao estrangeiro, não só como descendente de Noé, mas ora como um obrigado pela lei de Deus a 81 Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores Israel (...) se lhe proibia comer ou beber sangue, quer por transfusão quer pela boca.” Finalmente, A Sentinela considerou pela primeira vez esta questão de forma aprofundada e esclareceu a posição das Testemunhas quanto ao sangue, em especial o seu uso na medicina. Entre outras coisas, o artigo "Inabaláveis a favor da adoração correta" mencionava que, embora a transfusão de sangue remontasse aos antigos egípcios, o caso mais antigo relatado era o da tentativa fútil de salvar a vida do Papa Inocêncio VIII, em 1492, operação que custou a vida de três jovens. Este númerode A Sentinela argumentava que a lei de Deus sobre o sangue, fornecida a Noé, era válida para toda a humanidade e que se exigia que os cristãos se abstivessem do sangue. Em resumo, dizia: "Uma vez, então, que o Deus Altíssimo e Santo forneceu instruções claras quanto à forma de se dispor do sangue, em harmonia com seu pacto eterno feito com Noé e com todos os seus descendentes, e visto que o único uso do sangue que Ele autorizou, a fim de fornecer vida à humanidade, era o uso dele como propiciação ou expiação para o pecado; e visto que deveria ser feito sobre seu santo altar ou em seu assento de misericórdia, e não por se tomar diretamente o sangue no corpo humano; por conseguinte, compete a todos os adoradores de Jeová que buscam a vida eterna em seu novo mundo de justiça respeitar a santidade do sangue e ajustar-se aos decretos justos de Deus no que tange a este assunto vital." Coerentemente com esse entendimento da questão, a partir de 1961, quem quer que desconsiderasse esse requisito considerado divino, aceitando transfusão de sangue e manifestasse uma atitude impenitente, seria desassociado da congregação das Testemunhas de Jeová. Actualmente, a aceitação de transfusão de sangue por parte de um membro batizado é entendido como uma expressão do seu desejo de dissociar-se da religião, deixando de pertencer às Testemunhas de Jeová. Apesar de não exigir ação judicativa por parte da congregação, a pessoa será tratada como alguém que foi excluído ou desassociado das Testemunhas de Jeová. 82 Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores Desenvolvimentos do conceito base A recusa de hemoterapia por parte das Testemunhas levantou várias questões de ordem médica, ética e legal. A própria evolução da medicina e dos procedimentos clínicos envolvendo o manuseio do sangue exigiram que as Testemunhas reavaliassem a sua posição à base do seu entendimento da Bíblia que, compreensivelmente, não descreve em pormenores que tipo de práticas serão aceitáveis ou condenáveis. Apresentando a importância da consciência individual nas questões que vão para além do que as Testemunhas entendem que está estritamente escrito na Bíblia, a revista A Sentinela, em 2004, explicou: "A Bíblia deixa claro que aquele que obedecia a Deus não comia carne com sangue. Isso era tão importante que mesmo numa emergência, quando soldados israelitas comeram carne com sangue, eles foram considerados culpados dum grave erro, ou pecado. (Deuteronômio 12:15, 16; 1 Samuel 14:31-35) Mesmo assim, podem ter surgido dúvidas. Ao matar uma ovelha, com que rapidez tinha de sangrá- la? Tinha de cortar a garganta do animal para sangrá-lo? Era necessário pendurar a ovelha pelas pernas traseiras? Por quanto tempo? O que faria no caso duma vaca? Mesmo depois da sangria, era possível que algum sangue continuasse na carne. Podia comer tal carne? Quem decidiria isso?" O Corpo Governante das Testemunhas de Jeová esclareceu que em tais situações, no antigo Israel, seriam as consciências individuais de cada um a decidir o que fazer. Entenderam que em certos casos, cada Testemunha tem de tomar decisões próprias baseadas nas suas convicções e nos ditames da sua consciência. Se a transfusão de sangue de terceiros, incluindo os seus componentes primários, é entendida como uma clara violação da Lei de Deus, as Testemunhas tiveram de reavaliar a sua posição quanto a certos outros procedimentos, recentemente desenvolvidos, que envolvem a recolha, tratamento, armazenamento e reinfusão do seu próprio sangue. No artigo referido o Corpo Governante reconhece que a Bíblia não fornece detalhes sobre tais assuntos e, por isso, cada Testemunha deve tomar a sua própria 83 Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores decisão, baseada na sua consciência, perante Deus. Quanto a estas frações menores de sangue, o que cada Testemunha decidir deve ser respeitado pelos restantes dos membros da congregação. Em 2000, a revista A Sentinela abordou este assunto. Por exemplo, as Testemunhas não objetam a que o seu sangue seja extraído para que se efetuem análises para diagnóstico, visto que este sangue será depois eliminado. Consideram que isto não viola a seguinte ordem bíblica: O Chumash judaico, de Soncino, observa: “O sangue não deve ser armazenado, mas tornado impróprio para consumo por ser despejado no solo.” Nenhum israelita devia apropriar-se do sangue de outra criatura, cuja vida pertencia a Deus. Tampouco devia armazenar ou usar tal sangue. Assim, para as Testemunhas, existe uma violação da Lei de Deus quando se efetua a recolha do sangue de alguém, semanas antes de uma cirurgia (doação autóloga pré-operatória), para que, se houver necessidade, se possa transfundir o sangue do próprio paciente. Entende-se que o ato de coletar ou recolher, armazenar e transfundir o sangue é diretamente contrário ao que é dito em Levítico e em Deuteronômio. Para elas, o sangue não deve ser armazenado, deve ser derramado ou eliminado, simbolicamente devolvido a Deus. No entanto, existem outros procedimentos que podem não envolver o armazenamento do sangue. Por exemplo, certos fluidos são usados para manter o volume do sangue, evitando o choque hipovolêmico, ou seja, a perda maciça de sangue. Em alguns laboratórios de investigação estão já a serem testados alguns fluidos que podem transportar oxigênio. Alguns medicamentos tais como as proteínas modificadas geneticamente, podem estimular a produção de glóbulos vermelhos, de plaquetas sanguíneas e de glóbulos brancos. Outros medicamentos reduzem bastante a perda de sangue durante a cirurgia, ou ajudam a reduzir hemorragias agudas. 84 Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores Os hemostáticos biológicos são tampões de colágeno e celulose que, aplicados diretamente, podem estancar sangramentos. Colas e seladores de fibrina podem fechar ferimentos causados por instrumentos perfurantes ou cobrir áreas maiores de tecidos que sangram. Além disso, muitas técnicas cirúrgicas como o planejamento pré-operatório, incluindo o contacto com cirurgiões experientes e com a respectiva equipe, em particular o anestesista, pode evitar complicações de última hora. É vital tomar medidas imediatas para estancar hemorragias visto que atrasos de mais de 24 horas podem aumentar muito a mortalidade dos pacientes. Quando possível, dividir cirurgias grandes em várias menores é outra das formas de evitar perdas de grande quantidade de sangue, permitindo ainda que o paciente se recupere entre as intervenções. As Testemunhas também defendem o uso adequado de instrumentos cirúrgicos. Alguns instrumentos cortam e cauterizam, ao mesmo tempo, os vasos sanguíneos. Outros podem estancar o sangramento em grandes porções de tecido. Instrumentos de laparoscopia e outros meios considerados pouco invasivos, ou seja, que permitem a operação através da introdução de sondas e outros equipamentos cirúrgicos através de minúsculos orifícios permitem que se realizem cirurgias sem a perda de sangue decorrente de incisões grandes. A recuperação sanguínea também tem sido muito usada durante certos procedimentos cirúrgicos. Uma das formas é por desviar parte do sangue do paciente através de um processo chamado hemodiluição. O sangue que continua no corpo do paciente é diluído. Algum tempo depois, aquele sangue que se encontra no circuito externo é reinfundido no seu corpo, fazendo com que a contagem de células sanguíneas fique mais próxima do normal. Similarmente, o sangue que sai de uma incisão pode ser recolhido e filtrado para que osglóbulos vermelhos sejam devolvidos ao paciente, num procedimento usualmente chamado de recuperação sanguínea onde máquinas recuperam o sangue perdido durante cirurgias ou traumas. O sangue é filtrado e pode retornar ao paciente num circuito fechado. Em casos extremos, podem ser recuperados litros de sangue com esse sistema. 85 Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores Noutros casos, o sangue pode ser desviado para um aparelho que temporariamente exerce a função normalmente desempenhada por órgãos do corpo (como coração, pulmões ou rins), tal como acontece com os aparelhos de hemodiálise. Depois, o sangue que está no aparelho é reinfundido no paciente. Em outros procedimentos, o sangue é desviado para um aparelho centrifugador a fim de que as partes prejudiciais ou defeituosas possam ser eliminadas. Ou talvez o objetivo seja isolar certa quantidade de um componente do sangue e aplicá-la em outra parte do corpo. Há também testes em que uma quantidade do sangue é retirada com o objetivo de ser marcada ou misturada com medicamento, após o que é reintroduzida no paciente. Em todos estes casos, entende-se o procedimento como uma mera extensão do sistema circulatório do paciente, mantendo-se a circulação extracorpórea em circuito fechado e fluindo ininterruptamente. Quanto a todos os casos, o Corpo Governante das Testemunhas de Jeová também entende que não existem princípios bíblicos diretos que esclareçam o que fazer. Além disso, os detalhes podem variar e, naturalmente, surgirão novos procedimentos, tratamentos e testes. Assim, remetem para cada Testemunha a decisão de como o seu próprio sangue será manipulado no decorrer de um procedimento cirúrgico, exame médico ou terapia que esteja a receber no momento. Quanto a estes procedimentos médicos, o que cada Testemunha decidir deve ser respeitado pelos restantes membros da congregação. Esclarecimento público sobre a sua posição De início, os efeitos colaterais físicos das transfusões de sangue não foram considerados nas publicações da Sociedade Torre de Vigia. Mais tarde, quando essas informações se tornaram disponíveis, essas também foram publicadas, não como a razão principal de as Testemunhas de Jeová recusarem transfusões de sangue, mas para fortalecer o seu apreço pela proibição que atribuem a Deus sobre o uso do sangue. Para esse fim, em 1961 foi publicado o folheto O Sangue, a Medicina e a Lei de Deus. Em 1977, publicou-se outro folheto intitulado As Testemunhas de Jeová e 86 Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores a Questão do Sangue, que salientou de novo o fato de que a posição tomada pelas Testemunhas de Jeová é religiosa, baseada no que entendem da Bíblia, e não depende de fatores de risco clínico. Outra atualização do assunto foi apresentada em 1990 na brochura Como Pode o Sangue Salvar Sua Vida? disponível on-line. Outros artigos que tratam de assuntos relacionados com a saúde e tratamentos médicos estão também disponíveis na sua web site. Todos estes meios de informação são dirigidos ao público em geral na maioria das principais línguas do planeta. Através de documentos profissionais Para alcançar juízes, assistentes sociais, hospitais gerais e pediátricos, cirurgiões e pediatras com informações sobre as alternativas à hemoterapia, as Testemunhas de Jeová produziram, especificamente para esses profissionais e autoridades da área de saúde, uma pasta de 260 páginas intitulada Cuidados e Tratamentos Médicos Para as Famílias de Testemunhas de Jeová. É um compêndio de folhas não encadernadas, para que possa ser mantido atualizado. Visto que tem havido alguns mal-entendidos sobre a vida familiar das Testemunhas de Jeová, esse compêndio também pretende informar esses profissionais sobre o tipo de ambiente familiar que possuem que consideram exemplar, produzido por um estilo de vida moldado pelos ensinos bíblicos. Para ajudar pediatras a tratar filhos de Testemunhas de Jeová sem transfusões de sangue, também produziram um compêndio com três índices contendo 55 artigos da literatura médica que mostram o que se pode fazer sem sangue num grande número de problemas de recém-nascidos. Relação com a classe médica Visto que as Testemunhas não acreditam em milagrosas "curas pela fé", quando ficam doentes ou sofrem um acidente procuram socorros médicos. Nisso, não tentam ditar aos médicos como exercer a medicina ou até mesmo como lidar com seu problema específico. A única coisa que solicitam coerentemente aos médicos é que não se use sangue. 87 Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores Segundo afirmam as suas publicações, as Testemunhas têm elevado respeito pela formação profissional e pelas habilitações das pessoas do setor médico. Apreciam sinceramente os médicos que usam sua perícia para tratar um paciente, mas, que o fazem segundo as crenças do paciente. Esperam que o médico trate não apenas o paciente, mas, acima de tudo, a pessoa. As Testemunhas reconhecem que é preciso coragem para um médico operar sem estar livre para usar sangue. Também, é preciso certa medida de coragem para contrariar conceitos opostos de colegas e concordar em exercer a medicina sob condições que possam ser consideradas como abaixo das ideais, em sentido médico. Reconhecem que certos processos cirúrgicos talvez envolvam tanta perda de sangue que um médico talvez creia honestamente que não possam ser realizados nos termos que as Testemunhas apresentam. Nestes casos extremos entendem que não será uma transfusão de sangue que poderá fazer qualquer diferença, mas ainda que o fossem em casos pontuais, estão decididas a cumprir aquilo que consideram ser as ordens divinas. A maior parte das cirurgias, contudo, pode ser realizada sem sangue. Mesmo que os médicos talvez achem que, por não usarem sangue, a operação se torna mais perigosa, as Testemunhas estão dispostas a enfrentar tais riscos aumentados, com a ajuda de médicos peritos. Comissões de Ligação Hospitalar Para apoiar as Testemunhas de Jeová na sua recusa de receber sangue, para sanar mal-entendidos da parte de médicos e hospitais, e para criar um espírito de maior cooperação entre as instituições de saúde e os pacientes, o Corpo Governante das Testemunhas de Jeová estabeleceu Comissões de Ligação Hospitalar a partir de 1979. Compostas de Testemunhas de Jeová experientes, treinadas para lidar com conhecimento de causa com médicos e hospitais, essas comissões pretendem efetuar um trabalho de esclarecimento e prevenção, evitando confrontos e estabelecendo um espírito mais cooperador. Estas Comissões estabelecem contatos regulares com médicos, magistrados judiciais e assistentes sociais, o que tem permitido o desenvolvimento 88 Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores de tratamentos médicos mais seguros alternativos à hemoterapia. Também, sempre que um dos seus membros seja hospitalizado e a transfusão de sangue se torne uma questão, os anciãos congregacionais devem contatar a Comissão de Ligação Hospitalar regional para prestar ajuda. Atualmente existem milhares destas Comissões de Ligação Hospitalar na maioria das grandes cidades onde existem Testemunhas de Jeová. Nas suas listas estão incluídos dezenas de milhares de médicos, de diversas especialidades clínicas que já afirmaram estar disponíveis para atender e tratar Testemunhas de Jeová quando outros profissionais de saúde o recusam fazer. Devido à ação concertada das Comissões deLigação Hospitalar, são cada vez em maior número as instituições hospitalares que aceitam tratar Testemunhas de Jeová sem recorrer a procedimentos que violem as suas consciências. Inclusive, alguns dos maiores hospitais do mundo, anunciam a sua política de cirurgia livre de sangue, não só disponível às Testemunhas como a todos os pacientes que o requeiram. Seja pela ação das Testemunhas, ou simplesmente como evolução e adaptação às novas terapias sem o uso do sangue, a realidade é que muitas instituições de saúde, mesmo algumas patrocinadas ou apoiadas por denominações religiosas que não possuem a mesma posição das Testemunhas quanto à hemoterapia, informam o seu público destas alternativas. Declaração antecipada da sua decisão individual É norma que cada Testemunha de Jeová, desde que seja um membro batizado, adulto ou menor maduro, traga sempre consigo um documento de identificação onde está exposta a sua clara recusa em receber sangue total ou qualquer um dos seus quatro componentes principais, bem como a sua recusa em usar procedimentos clínicos que incluam o armazenamento de sangue para posterior infusão. Este documento, Declaração/Procuração sobre Cuidados de Saúde inclui também a decisão pessoal, segundo opções tomadas em consciência, sobre três áreas distintas: A aceitação ou recusa, total ou parcial, dos hemoderivados, ou frações 89 Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores menores, dos quatro componentes principais. A aceitação ou recusa, total ou parcial, dos meios de tratamento que impliquem o manuseio do sangue, em circuito extracorpóreo ininterrupto. Decisões quanto ao que fazer caso o portador do documento se venha a encontrar num estado clínico de morte cerebral declarada, estando a vida dependente de máquinas, esclarecendo se estas devem ser desligadas ou não. Este documento, com valor legal, é assinado perante duas testemunhas e incluem os contatos de dois procuradores a quem o documento entrega poderes de decisão sobre os cuidados de saúde caso o portador se encontre incapacitado de falar, bem como a acederem ao relatório clínico do paciente ou a defendê-lo em tribunal, se isso for requerido. Este documento isenta a equipa médica e a administração hospitalar de quaisquer responsabilidades legais resultantes de sua decisão. Em casos de cirurgias planeadas ou em casos onde a própria pessoa pode expressar-se e assinar documentos, é habitual entregarem uma declaração de isenção de responsabilidade mencionando diretamente a instituição hospitalar onde se procederá à intervenção ou então preencherem os documentos do próprio hospital, rasurando ou acrescentando frases que melhor expressem a sua vontade pessoal. Desafios legais Apesar da posição das Testemunhas de Jeová ser cada vez mais conhecida e compreendida, ainda surgem desafios éticos e legais que as Testemunhas enfrentam e tentam vencer. Outras vezes são as instituições hospitalares que recorrem a vias judiciais para forçar um determinado tratamento recusado, especialmente quando o paciente é uma criança. Após ser devidamente esclarecido sobre os riscos e/ou benefícios de um tratamento médico, um paciente adulto capaz tem o direito de aceitá-lo ou não. É uma expressão da sua liberdade, declarada e garantida pela Constituição de vários países. 90 Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores Na grande maioria dos casos, quando uma Testemunha é posta perante a necessidade de uma transfusão de sangue, recusá-la não é uma manifestação do desejo de morrer, mas sim ter acesso a tratamentos alternativos que não violem as suas consciências. Naturalmente, alguns médicos ou membros de equipas médicas poderão, em consciência, rejeitar tratar um paciente que não aceita os tratamentos que estes lhe apresentam, caso considerem que não possuem meios de recorrer a alternativas viáveis. Quando a questão envolve filhos de pais em que ambos são Testemunhas de Jeová, eles esperam que seus filhos recebam tratamento médico isento de sangue. Insistem com a equipa médica para que se usem as várias alternativas médicas às transfusões de sangue. Quando existe objetivamente risco de vida iminente de um menor, ao abrigo da Constituição de alguns países, os Tribunais de Menores têm vindo a decretar a suspensão temporária do poder paternal e autorizar o tratamento médico recomendado. 91 Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores BIBLIOGRAFIA CONSULTADA Anjos, Gilberto Luppi dos, Doações de sangue no Hemocentro de Botucatu. Säo Paulo; s.n; 2000, p.77. COSTA, S.I.F. OSELKA, G. GARRAFA, V. Iniciação a Bioética. Brasília: CMJ on Line, 1998. FABRON JR., A., LANGHI JR. M., BORDIN J. O. Indicações e cuidados nas transfusões de hemocomponentes e hemoderivados. FAMEME, 2001. http:// www.hse.rj.saude.gov.br/profissional/clin/hemo.asp Cartilha Transfusional, Acesso em 09/10/2008. http://www.drashirleydecampos.com.br/noticias, Acesso em 11/10/2008. http://www.hemocentro.fmb.unesp.br. 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Resolução ANVISA – RDC N° 115, de 10 de maio de 2004. Aprova as Diretrizes para o uso de Albumina. Resolução ANVISA – RDC N° 129, de 24 de maio de 2004. Aprova as Diretrizes para a Transfusão de Plaquetas, que constituem recomendações para indicação do uso do hemocomponente. Resolução ANVISA - RDC N° 153, de 14 de junho de 2004. Determina o Regulamento Técnico para os procedimentos hemoterápicos, incluindo a coleta, o processamento, a testagem, o armazenamento, o transporte, o controle de qualidade e o uso humano de sangue, e seus componentes, obtidos do sangue venoso, do cordão umbilical, da placenta e da medula óssea. Resolução ANVISA – RDC N° 23, de 24 de janeiro de 2002. Aprova o Regulamento Técnico sobre a indicação de uso de crioprecipitado. SMELTZER, C. S. BARE, B. G. Tratado de Enfermagem Médico Cirurgia. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2006. ------------------ FIM DO MÓDULO IV---------------------