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Programa de Educação 
Continuada a Distância 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Curso de Assistência de 
Enfermagem em Hemoterapia 
 
 
 
 
 
 
Aluno: 
 
 
 
EAD - Educação a Distância 
 Parceria entre Portal Educação e Sites Associados 
 
 
 
 
 
 
 
 
2 
Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Curso de Assistência de 
Enfermagem em Hemoterapia 
 
 
 
 
MÓDULO I 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Atenção: O material deste módulo está disponível apenas como parâmetro de estudos para este 
Programa de Educação Continuada. É proibida qualquer forma de comercialização do mesmo. Os 
créditos do conteúdo aqui contido são dados aos seus respectivos autores descritos na Bibliografia 
Consultada. 
 
 
 
 
 
 
 
3 
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SUMÁRIO 
 
 
MÓDULO I 
 
 História da Transfusão Sanguínea; 
 O que é Sangue? 
 Sistema ABO; 
 Fator Rh; 
 
 
MÓDULO II 
 
 Conhecendo a HEMORREDE através da RDC 153; 
 Tipos de Transfusão; 
 Indicações da transfusão; 
 Qual o hemoconcentrado de escolha e quando deve ser administrado? 
 
MÓDULO III 
 
 Como proceder quando solicitado transfusão hemoterápica? 
 Procedimento em Instituição hospitalar que não armazena hemoderivados; 
 Procedimento em Instituição hospitalar que armazena hemoderivados: 
Agência transfusional; 
 Observações Importantes quanto ao procedimento hemoterápico. 
 
 
 
 
 
4 
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MÓDULO IV 
 
1. Reações Transfusionais; 
2. Questões Éticas; 
3. Aspectos éticos que envolvem o ato transfusional; 
 
 
 
 
 
 
“A vida é um bem supremo, desde que em qualquer idade, haja espaço para 
afetos e projetos.” 
(Lya Luft) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
5 
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HISTÓRIA DA TRANSFUSÃO SANGÜÍNEA 
 
A história de uma transfusão sanguínea foi descrita no século XV pelo 
escritor italiano Stefano Infessura. Infessura relatou que, em 1492, quando o Papa 
Inocêncio VIII estava em coma, o sangue de três rapazes foi infundido no agonizante 
pontífice (o conceito de circulação não existia na época) por sugestão de um médico. 
Os rapazes tinham menos de 10 anos de idade, e receberam a promessa de ganhar 
um ducado cada. Entretanto, não somente o papa morreu, mas também as três 
crianças, das quais foi retirado todo o sangue. Alguns autores não acreditam nos 
relatos de Infessura, acusando-o de antipapismo. O caso foi abafado pela Igreja 
Católica durante muito tempo. 
 
Transfusão Heteróloga 
 
As primeiras transfusões de sangue foram realizadas em animais no século 
XVII por Richard Lower, em Oxford, no ano de 1665. Dois anos mais tarde, Jean 
Baptiste Denis, médico de Luis XIV, professor de filosofia e matemática na cidade de 
Montpellier, através de um tubo de prata, infundiu um copo de sangue de carneiro 
em Antoine Mauroy, de 34 anos, doente mental que perambulava pelas ruas da 
cidade que faleceu após a terceira transfusão. Na época, as transfusões eram 
heterólogas (entre espécies diferentes) e Denis defendia sua prática argumentando 
que o sangue de animais estaria menos contaminado de vícios e paixões. Esta 
prática considerada criminosa e proibida inicialmente pela Faculdade de Medicina de 
Paris, posteriormente em Roma e na Royal Society, da Inglaterra. 
 
 
 
 
 
6 
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Fonte: adbss 
 
 
Transfusão Homóloga 
 
Em 1788, Pontick e Landois, obtiveram resultados positivos realizando 
transfusões homólogas, chegando à conclusão de que poderiam ser benéficas e 
salvar vidas. A primeira transfusão com sangue humano é atribuída a James 
Blundell, em 1818, que após realizar com sucesso experimentos em animais, 
transfundiu mulheres com hemorragias pós-parto (www.wikipedia.com.br). 
 
Transfusão Braço a Braço 
 
No final do século XIX, problemas com a coagulação do sangue e reações 
adversas continuavam a desafiar os cientistas. Em 1869, foram iniciadas tentativas 
para se encontrar um anticoagulante atóxico, culminando com a recomendação pelo 
 
 
 
 
 
7 
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uso de fosfato de sódio, por Braxton Hicks. Simultaneamente desenvolviam-se 
equipamentos destinados à realização de transfusões indiretas, bem como técnicas 
cirúrgicas para transfusões diretas, ficando esses procedimentos conhecidos como 
transfusões braço a braço. 
 
 
Fonte: adbss 
 
 
A descoberta dos grupos sanguíneos ABO 
 
Em 1901, o imunologista austríaco Karl Landsteiner descreveu os principais 
tipos de células vermelhas: A, B, O e mais tarde a AB. Como conseqüência dessa 
descoberta, tornou-se possível estabelecer quais eram os tipos de células vermelhas 
compatíveis e que não causariam reações desastrosas, culminado com a morte do 
receptor. 
A primeira transfusão precedida da realização de provas de compatibilidade 
foi realizada em 1907, por Reuben Ottenber, porém este procedimento só passou a 
ser utilizado em larga escala a partir da Primeira Guerra Mundial (1914-1918). 
Em 1914, Hustin relatou o emprego de citrato de sódio e glicose como uma 
solução diluente e anticoagulante para transfusões, e em 1915 Lewisohn determinou 
a quantidade mínima necessária para a anticoagulação. Desta forma, tornavam-se 
 
 
 
 
 
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mais seguras e práticas as transfusões de sangue. 
Idealizado em Leningrado, em 1932, o primeiro banco de sangue surgiu em 
Barcelona em 1936 durante a Guerra Civil Espanhola. 
 
A descoberta dos grupos Rh 
 
Após quatro décadas da descoberta do sistema ABO, outro fato 
revolucionou a prática da medicina transfusional, a identificação do fator Rh, 
realizada por Landsteiner. 
No século XX, o progresso das transfusões foi firmado através do 
descobrimento dos grupos sanguíneos; do fator Rh; do emprego científico dos 
anticoagulantes; do aperfeiçoamento sucessivo da aparelhagem de coleta e de 
aplicação de sangue, e, do conhecimento mais rigoroso das indicações e contra 
indicações do uso do sangue. 
Após a Segunda Guerra Mundial, com os progressos científicos e o 
crescimento da demanda por transfusões de sangue, surgiram no Brasil os primeiros 
Bancos de Sangue. 
 
 
O QUE É SANGUE? 
 
O sangue é um tecido vivo, produzido na medula óssea dos ossos chatos, 
vértebras, costelas, quadris, crânio e esterno (nas crianças, também os ossos longos 
como o fêmur, produzem sangue), que circula pelo corpo, levando oxigênio e 
nutrientes a todos os órgãos. 
 
 
 
 
 
 
9 
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Fonte: adbss 
 
 
O plasma é a parte líquida do sangue, de cor amarela, composto por água 
(90%), proteínas e sais. Através dele circulam por todo o organismo as substâncias 
nutritivas necessárias à vida das células. Essas substâncias são: proteínas, 
enzimas, hormônios, fatores de coagulação, imunoglobulina e albumina. O plasma 
representa aproximadamente 55% do volume de sangue circulante. 
As hemácias são conhecidas como glóbulos vermelhos por causa do seu 
altoteor de hemoglobina, uma proteína avermelhada que contém ferro. A 
hemoglobina capacita as hemácias a transportar o oxigênio a todas as células do 
organismo. Transportam também o dióxido de carbono, que é produzido pelo 
organismo, até os pulmões, onde ele é eliminado. Existem entre 4 milhões e 500 mil 
a 5 milhões de hemácias por milímetro cúbico de sangue. 
(http://www.shdb.com.br/Sangue.htm) 
Os leucócitos, também chamados de glóbulos brancos, fazem parte da linha 
de defesa do organismo e são acionadas em casos de infecções, para que cheguem 
aos tecidos na tentativa de destruírem os agressores, tais como vírus e bactérias. 
 
 
 
 
 
10 
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Existem entre 5 mil a 10 mil leucócitos por milímetro cúbico de sangue. 
As plaquetas são pequenas células que tomam parte no processo de 
coagulação sanguínea, agindo nas hemorragias. Existem entre 200.000 e 400.000 
plaquetas por milímetro cúbico de sangue (http://www.shdb.com.br/Sangue.htm). 
 
 
OS SISTEMAS DE GRUPOS SANGÜÍNEOS 
 
O sangue é classificado em diversos sistemas, tais como: ABO, Rh, Kell, 
Kidd, Duffy, Lewis etc. O sistema de ABO é o mais importante na prática 
transfusional, seguido pelo sistema Rh. Os outros sistemas são pesquisados quando 
necessário quase sempre em pacientes politransfundidos, por interesse acadêmico 
ou para produção de reagentes. 
 
 
Fonte: www.wikipedia.com.br 
 
 
 
 
 
 
 
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Sistema ABO 
 
Esse sistema, assim como os outros, classifica o sangue segundo a 
presença ou ausência de antígenos (Ag) na superfície das hemácias ou de 
anticorpos (Ac) no plasma. Foi descoberto e descrito por Karl Landsteiner em 1901. 
Este pesquisador retirou uma amostra do seu próprio sangue e de outros cinco 
colaboradores, separou o plasma e as hemácias de cada uma e cruzou (misturou) o 
plasma de uma com hemácias de outra, obtendo 25 testes. Observou-se que o soro 
ou plasma do tipo A aglutinava hemácias do tipo B e que soro do tipo B aglutinava 
hemácias tipo A. Hemácias do tipo O não eram aglutinadas por soro de nenhum 
outro grupo, mas o soro O aglutinava hemácias de todos os outros grupos 
sangüíneos. As hemácias AB eram aglutinadas por soro de todos os outros tipos e o 
soro AB não aglutinava hemácias de nenhum tipo. 
 
Tabela I: Sistema ABO 
 
Hemácias 
 A B AB O 
soro A - + + - 
soro B + - + - 
soro AB - - - - 
soro O + + + - 
Fonte: www.hemoclinicadf.com.br 
Legenda: ( + )aglutina ( - )não aglutina. 
 
 
 
 
 
 
12 
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Pelo padrão de reação observado nesses cruzamentos o sangue foi 
classificado em três grupos (A, B e O). O grupo AB foi identificado, em 1902, por 
seus colaboradores. Nesse sistema, o plasma do indivíduo sempre contém 
anticorpos para os antígenos que estiverem ausentes nas hemácias. 
 
Tabela II: Combinação de Antígenos e Anticorpos em cada grupo. 
 
Sistema ABO 
Tipo Sangüíneo 
Antígeno na 
hemácia 
Anticorpo no Plasma 
A A anti-B 
B B anti-A 
AB A e B Nenhum 
Fonte: www.hemoclinicadf.com.br 
 
 
A transfusão de sangue deve respeitar as compatibilidades entre os grupos 
do sistema ABO, pois uma transfusão de sangue incompatível pode ser muito 
perigosa. Quando hemácias incompatíveis são dadas a um paciente elas são 
hemolisadas (destruídas) a uma velocidade de quase 1 ml por minuto provocando 
uma reação muito severa (hemólise intravascular). Esse quadro se caracteriza por 
febre, desconforto respiratório súbito, hipotensão, escurecimento da urina e 
insuficiência renal. 
 
 
 
 
 
 
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Tabela III: Compatibilidade entre os grupos ABO 
 
Sangue Tipo: Doa para: Recebe de: 
A A e AB A e O 
B B e AB B e O 
AB AB A, B, AB e O 
O A, B, AB e O O 
Fonte: www.hemoclinicadf.com.br 
 
 
Os tipos sangüíneos são formados por genes que recebemos de nossos 
pais. Alguns genes são dominantes (basta recebê-lo de um dos pais para ele se 
expressar), outros são recessivos (precisamos receber um do pai e outro da mãe 
para que ele se expresse). No caso do sistema ABO, ha três genes responsáveis: 
gene A (co-dominante), gene B (co-dominante), gene O (recessivo). 
 
Tipo sangüíneo A B AB O 
Combinação de 
Genes 
AA ; AO BB ; BO AB OO 
Fonte: www.hemoclinicadf.com.br 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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FATOR RH 
 
Levin e Stone (1939) relataram o caso de um feto natimorto gerado por uma 
mulher que posteriormente manifestou reação hemolítica transfusional ao receber 
sangue de seu marido (compatível quanto ao sistema ABO, o único então 
conhecido). Landsteiner e Wiener (1940) descreveram um anticorpo produzido no 
soro de coelhos e cobaias, pela imunização com hemácias de Macacus rhesus, que 
era capaz de aglutinar as hemácias de 85% das amostras obtidas de um grupo de 
caucasóides americanos. Wiener e Peters (1940) aproximaram as duas 
observações, determinando tratar-se do mesmo antígeno. O anticorpo produzido no 
sangue da cobaia foi denominado de anti-Rh. Os indivíduos que apresentavam o 
fator Rh passaram a ser designados Rh+, o que geneticamente acreditava-se 
corresponder aos genótipos RR ou Rr. Os indivíduos que não apresentam o fator Rh 
foram designados Rh- e apresentavam o genótipo rr, sendo considerados 
geneticamente recessivos. 
Os antígenos do sistema Rh são de natureza glicoprotéica, de grande 
variabilidade. A tipificação dos fatores Rh, com o avançar das pesquisas, o sistema 
se revelou na prática bem mais complexo do que simplesmente em Rh Positivo e Rh 
negativo. Hoje, são conhecidos mais de 40 antígenos diferentes pertencentes a este 
sistema. 
 
Determinação laboratorial dos antígenos do sistema Rh 
 
Não existem anticorpos naturais no sistema Rh, sendo os anticorpos 
presentes apenas nos indivíduos sensibilizados por inoculação prévia. A inoculação 
pode ocorrer por episódios de transfusão incompatível ou, na mulher, devido à 
introdução, no sangue materno da mãe Rh negativo, de hemácias provenientes de 
uma gravidez ou aborto de filho Rh Positivo. 
Este fato tem duas implicações importantes: 
 
 
 
 
 
15 
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- Toda mulher grávida que tem como o Rh o fator negativo, de um pai Rh 
Positivo deve tomar medidas especiais para evitar ser sensibilizada; 
- Inexiste, na determinação laboratorial dos antígenos do sistema Rh, prova 
reversa análoga à praticada no caso do sistema ABO. 
A presença de antígenos fracos torna desaconselhável a determinação dos 
antígenos do sistema Rh em lâmina, pois nesta metodologia alguns dos antígenos 
mais fracos (que deveriam ser classificados como Rh positivos) podem ser 
incorretamente classificados como Rh negativos. No Brasil, a legislação estabelece 
como necessária a determinação do fator Rh em microplacas escavadas e/ou 
através da centrifugação em tubos de ensaio. Nessas metodologias, é obrigatória a 
investigação dos antígenos Rh fracos (antigamente designados como Du) por meio 
de incubação a 37°C e com acréscimo de Albumina bovina a 22%, e pela prova de 
Coombs. É também possível a determinação direta do D fraco pelo método de gel-
centrifugação --- também admitido na legislação brasileira. Neste método, o Rh fracoé determinado diretamente através da intensidade de aglutinação, classificada em 
ausente ou --- se positiva --- em intensidades de (+) até (++++). 
Em todos os métodos, é recomendada aos pacientes Rh negativos a 
determinação dos antígenos C, c e E, e, a qual pode ser executada através do uso 
de soro poliespecífico "CDE". Isto classifica estes pacientes em Rh Negativo e Rh 
negativo, CDE Positivo. 
 
Situações que descrevem os fenômenos encontrados na quase 
totalidade das situações clínicas 
 
 Os pacientes Rh negativo representam em torno de 15% dos 
receptores; estes pacientes devem receber sangue Rh negativo, e podem doar para 
qualquer tipo. Em circunstâncias especiais, é considerada aceitável a transfusão de 
sangue Rh negativo, CDE positivo a estes pacientes. Esta, contudo, deve ser 
evitada. 
 
 
 
 
 
16 
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 Pacientes Rh negativo, CDE positivo perfazem menos de 1% dos 
indivíduos. Devem receber sangue Rh negativo, mas seu sangue ordinariamente é 
doado a receptores Rh positivo. 
 Os pacientes Rh fraco (antigamente designados como Rh negativo, Du 
positivo) são equiparados aos pacientes Rh Positivo, considerando-se haver uma 
diferença apenas quantitativa (e não qualitativa) na expressão de seu antígeno. 
Juntos, perfazem o total de aproximadamente 85% dos indivíduos. Podem receber 
sangue de qualquer tipo, mas doam apenas aos pacientes Rh positivo ou fraco. 
 
 
 
 
Rh -: não tem nas paredes da hemácia o fator Rh; 
Se um Rh - doar sangue para um Rh+, ele estará entregando hemácias lisas 
e nada acontece; 
Se um Rh + doar sangue para um Rh -, ele estará entregando uma proteína 
estranha (fator Rh), no soro do receptor pode haver anticorpos, assim pode ocorrer a 
aglutinação do sangue. 
 
 
 
 
 
 
------------------ FIM DO MÓDULO I --------------------- 
Genótipo Dd , DD dd 
Fenótipo Rh + Rh - 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Curso de 
Assistência de Enfermagem 
Em Hemoterapia 
 
 
 
 
 
 
MÓDULO II 
 
 
 
 
 
 
Atenção: O material deste módulo está disponível apenas como parâmetro de estudos para 
este Programa de Educação Continuada, é proibida qualquer forma de comercialização do 
mesmo. Os créditos do conteúdo aqui contido são dados aos seus respectivos autores 
descritos na Bibliografia Consultada. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
18 
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MÓDULO II 
 
 
CONHECENDO A HEMORREDE 
 
Conforme RDC 153 de 14 de Junho de 2004 fica estabelecido que 
considerando que o sangue e seus componentes, incluindo as células progenitoras 
hematopoiéticas, devem ser submetidos a procedimentos de coleta, processamento, 
testagem, armazenamento, transporte e utilização visando a mais elevada qualidade 
e segurança; considerando que a padronização dos procedimentos em hemoterapia, 
é imprescindível para a garantia da qualidade do sangue e componentes utilizados 
no país; buscando assim a necessidade de regulamentar a padronização dos 
procedimentos em hemoterapia. 
 
Regulamento técnico para os procedimentos de hemoterapia 
 
Princípios Gerais: 
1 - Toda transfusão de sangue traz em si um risco, seja imediato ou tardio, 
devendo, portanto, ser criteriosamente indicada. 
2 - Em caso de cirurgias eletivas, deve ser indicada, sempre que possível, a 
realização de transfusão autóloga. 
3 - A responsabilidade técnica e administrativa pelos serviços de 
hemoterapia deve ficar a cargo de um médico especialista em hemoterapia e ou 
hematologia, ou ser qualificado por órgão competente devidamente reconhecido 
para este fim pelo Sistema Estadual de Sangue. A este médico, o responsável 
técnico, cabe a responsabilidade final por todas as atividades médicas, técnicas e 
administrativas. Entre estas responsabilidades incluem o cumprimento das normas 
técnicas e a determinação da adequação das indicações da transfusão de sangue e 
 
 
 
 
 
19 
Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores
de componentes. 
4 - As atividades realizadas no Serviço de Hemoterapia que não estejam 
especificamente consideradas por estas normas devem ser aprovadas pelo 
responsável técnico da instituição. 
4.1- A instituição que realize intervenções cirúrgicas de grande porte, ou 
que efetue mais de 60 (sessenta) transfusões por mês, deve contar com, pelo 
menos, uma agência transfusional (AT) - dentro das suas instalações. 
4.2- O serviço que efetue menos de 60 (sessenta) transfusões por mês 
pode ser suprido de sangue e componentes por serviço de hemoterapia externo, 
com contrato estabelecido de acordo com o item T da presente resolução e 
prevendo o suprimento em caso de transfusão de extrema urgência. 
4.3- Todo serviço que tenha atendimento de emergência, ou obstetrícia, ou 
que realize cirurgias de médio porte, deve ter contrato com serviço de hemoterapia, 
de acordo com o parágrafo anterior. 
5 - O serviço de saúde que tenha serviço de hemoterapia deve constituir um 
comitê transfusional, multidisciplinar, do qual faça parte um representante do serviço 
de hemoterapia que o assiste. Este comitê tem como função o monitoramento da 
prática hemoterápica na instituição. 
6 - O serviço de hemoterapia deve possuir equipe profissional, constituída 
por pessoal técnico, administrativo e auxiliar, suficiente e competente, sob a 
supervisão do responsável técnico. A constituição desta equipe profissional deve se 
adequar às necessidades e complexidades de cada serviço. 
7 - O serviço de hemoterapia deve possuir ambiente e equipamentos 
adequados, para que as diferentes atividades possam ser realizadas segundo as 
boas práticas de manipulação. 
8 - O serviço de hemoterapia deve implementar protocolo para controlar as 
indicações, o uso e o descarte dos componentes sanguíneos. 
9 - A transfusão de sangue e componentes deve ser utilizada 
criteriosamente, tendo em conta que é um procedimento que não está isento de 
 
 
 
 
 
20 
Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores
riscos. Sua indicação poderá ser objeto de análise pelo serviço de hemoterapia. 
10 - O serviço de hemoterapia deve implementar programas destinados a 
minimizar os riscos para a saúde e garantir a segurança dos receptores, dos 
doadores e dos seus funcionários. 
11 - Cada serviço de hemoterapia deve manter um manual de 
procedimentos operacionais padrões (POP), técnicos e administrativos. Estes POPs 
devem ser acessíveis, a qualquer momento, a todos os funcionários. O cumprimento 
das disposições contidas nos POPs é obrigatório para todo o pessoal atuante. Os 
POPs devem ser objeto de, pelo menos, uma revisão anual. 
12 - O responsável técnico deve assegurar que todas as normas e 
procedimentos sejam apropriadamente executados. Para isto, deve ser garantido o 
aprovisionamento no serviço de todos os insumos necessários para a realização das 
suas atividades. 
13 - Todos os materiais e substâncias que entram diretamente em contato 
com o sangue ou componentes a serem transfundidos em humanos devem ser 
estéreis, apirogênicos e descartáveis. 
13.1- Todos os materiais, substâncias e insumos industrializados (bolsas, 
equipos de transfusão, seringas, filtros, conjuntos de aférese, agulhas, 
anticoagulante e outros) usados para a coleta, preservação, processamento, 
armazenamento e transfusão do sangue e seus componentes, assim como os 
reagentes industrializados usados para a triagem de doenças transmissíveis pelo 
sangue e para a triagem imunohematológica devem satisfazer as normas vigentese 
estar registrados ou autorizados para uso pela autoridade sanitária competente. 
14 - O serviço de hemoterapia deve estabelecer um programa de controle de 
qualidade interno e participar de programas de controle de qualidade externo 
(proficiência), para assegurar que as normas e os procedimentos sejam 
apropriadamente executados e que os equipamentos, materiais e reativos funcionem 
corretamente. 
15 - Todos os registros obrigatórios definidos por essa resolução devem ser 
 
 
 
 
 
21 
Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores
guardados por um período mínimo de 20 anos. 
16 - Todos os registros e documentos referentes às atividades 
desenvolvidas pelo serviço de hemoterapia devem possibilitar a identificação do 
técnico responsável. 
17 - O serviço de hemoterapia fica obrigado a informar à autoridade de 
Vigilância Sanitária local (municipal) e esta às de instâncias superiores (estadual e 
federal) qualquer investigação decorrente de casos de soroconversão, erros na 
triagem sorológica e imunohematológica, ou outros que impliquem em risco à saúde 
do indivíduo ou da coletividade. 
 
HEMORREDE 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Classificadas conforme RDC 153, anteriormente exposta. 
 
 
 
CENTRO CAPTADOR 
PROVAS E TESTES 
FRACIONAMENTO 
FISCALIZAÇÃO 
DISTRIBUIÇÃO 
 
CENTROS DE PEQUENO PORTE 
NÃO ARMAZENADORES DE 
HEMODERIVADOS 
RECEBENDO O MATERIAL 
PRONTO A SER TRANSFUNDIDO 
CENTROS DE MÉDIO E GRANDE 
PORTE 
ARMAZENADORES DE 
HEMODERIVADOS, RESPONSÁVEIS 
PELA QUALIDADE DA ESTOCAGEM 
E REALIZAÇÃO DAS PROVAS E 
TESTES PERTINENTES 
 
 
 
 
 
22 
Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores
TIPOS DE TRANSFUSÃO 
 
Autotransfusão: método terapêutico que consiste na reintrodução do 
sangue do paciente em suas próprias veias, ou seja, é uma transfusão autóloga. Ela 
difere das transfusões sangüíneas comuns realizadas com o sangue de outros seres 
humanos: transfusões homólogas. 
Homóloga: método terapêutico que consiste na administração/ infusão de 
sangue no paciente conseguido através da doação, processado, fracionado, 
submetido a testes sorológicos e imunohematológicos. Depois de submetido a todos 
esses procedimentos é transfundido. 
 
Indicações de Hemotransfusão 
 
Todo hemoderivado dever ser indicado e conseqüentemente prescrito após 
avaliação rigorosa e cautelosa do médico que assiste o paciente. Deve-se 
compreender que o ato transfusional é um transplante de tecidos e que a cada nova 
bolsa infundida o mesmo terá em seu organismo maior material para a 
sensibilização. Algumas indicações para o procedimento transfusional: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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Classificação de Baskett (1990) – baseada na perda sangüínea aguda: 
 
Tabela IV: Classificação de Baskett (1990) 
 Classe I Classe II Classe III Classe IV 
Perda sangüínea – 
Porcentagem (%) do volume 
< 15 15 – 30 30 – 40 > 40 
Pressão Arterial: 
Sistólica 
Diastólica 
Inalterada 
Inalterada 
Normal 
Elevada 
Baixa 
Baixa 
Muito baixa 
Muito baixa 
Indetectável 
Pulso (Batimentos/ minutos) 
Leve 
taquicardia 
100 – 
120 
120 > 120 
Enchimento capilar Normal 
Lento (> 
2 Seg.) 
Lento (> 2 
Seg.) 
Indetectável 
Freqüência Respiratória 
(ipm) 
Normal Normal 
Taquipnéia 
(>20) 
Taquipnéia 
(>20) 
Fluxo urinário (ml/h) > 30 20 – 30 10 – 20 1 – 10 
Extremidades Normais Pálidas Pálidas Pálidas e frias 
Estado mental Alerta 
Ansioso, 
agressivo
Ansioso, 
agressivo, 
sonolento 
Sonolento, 
confuso, 
inconsciente 
 
 
 
 
 
 
 
 
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Hemorragia Classe I: Transfusão não indicada. Avaliar anemia prévia, 
doença cardíaca ou pulmonar. 
Hemorragia Classe II: Necessidade transfusional improvável. Avaliar 
anemia prévia, doença cardíaca ou pulmonar. 
Hemorragia Classe III: Necessidade de transfusão provável. 
Hemorragia Classe IV: Transfusão indicada. 
Anemia Crônica: Melhor tolerada que a anemia aguda, portanto deve-se 
investigar a causa da anemia, iniciar tratamento farmacológico e transfundir apenas 
em risco de vida. Considerar – idade, sintomas de descompensação cardiopulmonar, 
co-morbidades associadas. Em geral, indica-se transfusão quando Hb (hemoglobina) 
<60g/dl. 
Transfusão perioperatória: Investigar anemia, suspender antiagregantes 
plaquetários, reverter anticoagulação; se possível, planejar transfusão autóloga; 
utilizar fármacos para minimizar sangramento; manuseio semelhante ao 
sangramento agudo. 
Transfusão em crianças: 
- Volume a transfundir: 10 a 15 ml/kg de peso. 
- Para RN só utilizar hemocomponentes coletados a menos de 5 (cinco) 
dias. 
- RN < 1.200 g de peso deve-se utilizar hemoderivados leucorreduzidos ou 
não reagentes para CMV. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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Tabela IV: Quando transfundir em pediatria e em neonatologia 
 
Idade Ht Critérios a analisar – se presentes: transfundir 
RN > 72 h – 4 
meses 
Ht < 
30% 
Hood com FiO2 <35 % 
CPAP < 6 cm H2O 
IMV com MAP < 6 cm H2O 
Apnéia ou bradicardia significativas que necessite ventilação, ou 
em uso de metilxantina 
Taquipnéia ou taquicardia significativas e persistentes 
Ganho ponderal insuficiente apesar de calorias adequadas 
RN > 72 h – 4 
meses 
Ht < 
35% 
Hood com FiO2 > 35 % 
CPAP > 6 cm H2O 
IMV com MAP > 6 cm H2O 
RN > 72 h – 4 
meses 
Ht < 
45% 
Cardiopatia cianótica 
Em ECMO 
Crianças > 4 
meses 
Ht < 
40% 
Doença Pulmonar severa ou ECMO 
Crianças > 4 
meses 
Ht < 
30% 
Pré-operatório de urgência 
Pré-operatório quando o tratamento clínico não é possível 
Perda intra-operatória > ou = 15 % do volume sangüíneo 
 
 
 
 
 
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Crianças > 4 
meses 
Ht < 
24% 
Perioperatório e com sintomatologia 
Quimio ou Radioterapia 
Anemias crônicas congênitas ou adquiridas sintomáticas 
Qualquer 
idade 
Ht < 
24% 
Anemia sintomática com contagem de reticulócito baixo 
Perda aguda associada à hipovolemia 
 
 
Parâmetros específicos para Neonatologia e Pediatria por 
Hemoderivado específico 
 
Mesmo com os avanços no processamento e na seleção do sangue e 
derivados, a terapêutica transfusional ainda não é isenta de problemas. A indicação 
de hemoderivados requer uma análise criteriosa do risco-benefício para o paciente, 
principalmente quando nas clínicas de pediatria e neonatologia. 
Várias complicações hematológicas, imunológicas, infecciosas, 
cardiovasculares e metabólicas podem ocorrer trazendo sérias repercussões no 
período neonatal. 
Basicamente, as transfusões têm por finalidade: Restaurar a volemia, a 
capacidade de transporte de oxigênio ou a hemostasia. 
 
Sangue Total 
Fresco 
 Quando preservado, processado e utilizado até 6 horas após a sua 
coleta. 
 
 
 
 
 
27 
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 Contém elementos celulares e fatores de coagulação (IV e VIII) ativos e 
estáveis. 
 
Estocado 
 Armazenado até 35 dias. 
 Diminuição progressiva do pH, aumento de K+ e amônia, diminuição de 
2,3 DPG. 
 Fator V E VIII – Após 24h – inviáveis. 
 
Indicações 
 Exsangüíneotransfusão. 
 Reposição ou manutenção de volemia, quandohouver sinais clínicos 
de choque. 
 Anemia que acompanha processos infecciosos graves. 
 Reposição de mais de 1 volemia em menos de 24h. 
 Dose: 20ml/Kg 
 Tempo = +/- 2 horas. 
 
Concentrado de Hemácias 
 
 Obtido por sedimentação ou centrifugação e retirada do plasma, 
diminuindo assim, a incidência de reações adversas pós-transfusionais. Em geral, 
obtém-se um concentrado com hematócrito entre 70 e 80%. 
 Contém a mesma massa eritrocitária que o sangue total, preservando 
sua capacidade de transporte de oxigênio, porém, em um volume menor, elevando o 
nível de hemoglobina com o mínimo aumento da volemia. 
 
 
 
 
 
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 Volume: 10 a 15ml/kg em 2 horas. 
 O uso de 10ml/Kg proporciona um rendimento de 3,3g/dl de 
hemoglobina. 
 
Indicações 
 Afora as indicações para transfusão de sangue total relacionadas 
anteriormente, usar em todas as outras situações que exijam transfusão de 
concentrado de hemácias. 
 Pode-se acrescentar 20% do volume original em solução fisiológica se 
o fluxo do concentrado de hemácias estiver muito limitado pela via de acesso para 
diluição, a fim de facilitar seu fluxo. Este procedimento pode ser realizado pela 
enfermagem a beira do leito, com os cuidados normais de assepsia, sobretudo 
quando o equipo utilizado para a transfusão contiver uma bureta graduada 
intercalada ao sistema (esse tipo de equipo é ideal para a transfusão em recém-
nascido) 
 
Critérios 
 Hematócrito (Htc <40%) 
 Doença cardíaca severa com cianose ou insuficiência cardíaca 
congestiva. 
 Se FiO2 > 35% no HOOD. 
 Se em CPAP ou ventilação mecânica com pressão média das vias 
aéreas (MAP: mean air pressure) > 6cm H2O . 
 Enterocolite necrosante. 
 Htc ≤ 30% 
 Se em FiO2 > 21% sob qualquer forma. 
 Em CPAP ou ventilação mecânica (com MAP < 6 cm de H2O). 
 
 
 
 
 
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Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores
 Se apnéia significante e bradicardia (> 6 episódios em 12 horas ou 2 
em 24 horas, requerendo uso de ventilação pulmonar positiva) na vigência de doses 
terapêuticas de teofilina. 
 Se freqüência cardíaca > 180 batimentos por minuto em freqüência 
respiratória > 80 rpm persistente por 24 horas. 
 Se ganho ponderal < 10g/dia por mais que 4 dias com ingesta > 100 
cal/kg/dia. 
 Se for submetido à cirurgia (considerar estabilidade clínica do RN e 
natureza da intervenção cirúrgica). 
 Htc ≤ 25% 
 Todos. 
 
Não Transfundir 
 Para repor sangue removido para exames de laboratório, a não ser que 
ultrapasse 10% da volemia em 1 semana no RN < 1000g, na 1º semana. 
 Pelo simples motivo de que o hematócrito está baixo. 
O concentrado de hemácias lavadas (produto obtido por meio de lavagens 
sucessivas com soro fisiológico a 0,9%, a uma temperatura de 40C, removendo-se 
assim proteínas plasmáticas e a quase totalidade das plaquetas e leucócitos, com 
importante diminuição de antígenos plaquetários, plasmáticos, leucocitários e do 
sistema HLA). Está indicada nas seguintes situações: 
 Na forma anêmica da incompatibilidade sanguínea materno-fetal Rh e 
ABO. 
 Hb <=12g% e reticulócitos >= 0.5g% nos primeiros dias de vida. 
 Hb <11g% e reticulócitos >= 0.5% até o final do primeiro mês de vida. 
 
 
 
 
 
 
 
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Plaquetas 
 
 Obtida por dupla centrifugação a partir de sangue total. 
 1 unidade contém aproximadamente 5,5 x103 plaquetas em 20 a 50ml 
de volume (a vida média das plaquetas, estocadas a 20-240C, é de 5 dias após a 
coleta, mantidas constantemente sob agitação – no plaquetário). 
As plaquetas devem ser ABO ou Rh compatíveis como sangue do receptor. 
Portanto, a compatibilidade ABO na transfusão de plaquetas para o RN deve ser 
respeitada sempre que possível. Os antígenos do sistema do grupo sanguíneo ABO 
estão presentes nas plaquetas e a transfusão de plaquetas incompatíveis implica 
prejuízo de seu rendimento. 
 RN com hemorragia grave e/ou plaquetas abaixo de 10.000mm3. 
 Uso: 10ml/kg (quando 1U: 50ml de plasma): A infusão deve durar por 
volta 20-30 minutos, não ultrapassando nunca 4 horas após a abertura do sistema. 
Podendo ser usado equipos de sangue comuns. 
O risco de contaminação bacteriana em concentrados de plaquetas é bem 
maior que em concentrados de hemácias, pois o estoque entre 22 e 240C favorece a 
proliferação espontânea de bactérias em concentrados de plaquetas. A transfusão 
de plaquetas contaminada com bactérias pode levar ao choque séptico e distúrbio 
de coagulação. 
 
Albumina Humana 
 Extraída de um pool de plasma humano; tratada termicamente para 
inativação de vírus. 
Indicações: 
 Hipoalbuminemia grave. 
 Hipoalbuminemia com distúrbios hidreletrolíticos. 
 
 
 
 
 
31 
Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores
 Edema generalizado (forte efeito oncótico). 
 Doenças com comprometimento cutâneo extenso nas quais há perdas 
de proteínas pela pele, como queimaduras e em pacientes com epidermólise 
bolhosa congênita. 
 Uso: deve ser usado como expansor plasmático e, como tal, associada 
a um cristalóide e com furosemide a seguir: 
- Albumina (20%) – 2,5 a 5ml/kg (0,5 a 1g/kg). 
- Soro fisiológico 0,9%: 3 x a quantidade de albumina. 
- Furosemida – 1 a 2mg/kg. 
- Duração = 2 a 3 horas. 
 
Sempre que usar albumina nos RN prematuros. Deverá ser confirmada a 
hipoalbuminemia. Veja os valores normais na Tabela (final) 
 
Plasma 
 Plasma preservado: extraído através da centrifugação ou 
sedimentação espontânea do sangue total 
- Não contém os fatores lábeis da coagulação. 
- Isosmolar ao plasma, portanto tem baixo poder oncótico. 
 Plasma fresco congelado: extraído por centrifugação em menos de 6 
horas após a coleta do sangue e conservado na temperatura de –200C. Contêm os 
fatores II, VII, IX, X, V e VIII, além de gamaglobulina e outras proteínas. Não contém 
plaquetas. 
 
Indicações 
 Expansor de volume (substância colóide). 
 
 
 
 
 
32 
Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores
 Coagulação vascular disseminada, coagulopatias por doença hepática 
e coagulopatias por déficit de fatores V, VII e X (quando não se dispõe de fatores 
purificados): plasma fresco congelado – 10ml/kg, repetindo cada 6-8h (20ml/kg), 
guiando-se pelos exames laboratoriais (TP, TTP). 
 Volume: 10ml/kg. 
 Infusão não deve exceder 2 horas. 
A transfusão de plasma deve ser ABO compatível com o sangue do RN. 
 
Outros produtos Sanguíneos 
 
 Crioprecipitado: indicado na Hemofilia A, Doença de Von Willebrand, 
hipofibrinogenemia grave, afibrinogenemia congênita 
- Preparado mediante descongelamento do plasma fresco congelado à 
temperatura de 4ºC, recuperando-se o fator VIII. 
- 1 pacote (20ml) contém 100 a 120UI de fator VIII e de 170 a 250mg de 
fibrinogênio. 
- Dose: 10 a 20 U/kg em +/- 2 horas. 
 Fibronectina. 
- Ainda em fase de avaliação clínica. 
- Estimula a aderência endotelial, aumentando a fagocitose do material 
opsonizado nos neutrófilos no local do processo inflamatório e estimula a depuração 
reticuloendotelial das bactérias e complexos imunes. 
- Pode ser promissora para o tratamento de sepses neonatal. 
 Imunoglobulina (Ig G). 
- Uso profilático: sem resposta comprovada cientificamente. 
 
 
 
 
 
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- Uso terapêutico:prematuros abaixo de 1.500g e/ou idade gestacional < 
34 semanas e que apresenta quadro infeccioso instalado. 
- Neutropenias severas e refratárias. 
- Uso: consulte o capítulo de Infecções Bacterianas. 
 Técnicas para diminuição da exposição ao doador: 
- Diminuição das coletas para exames; 
- Rastreamento para infecção no doador particularmente para o 
citomegalovírus. 
- Executar filtração dos leucócitos. 
- Irradiação gama. 
- Uso de uma única unidade de concentrado de eritrócitos para cada 
neonato, independentemente da duração da estocagem do produto. 
- Usar concentrado de hemácias leucodepletado. 
 
 
Qual o Hemoconcentrado de escolha e quanto deve ser administrado? 
 
O sangue total: 
 
A cada doação são coletados 450 ml (+/- 50ml) de sangue total. 
Cada coleta é desdobrada em aproximadamente: 
 1 unidade de Concentrado de Hemácias (300 ml); 
 1 unidade de Concentrado de Plaquetas; 
 1 unidade de Plasma. 
Assim são beneficiados, potencialmente, pelo menos três pacientes. 
 
 
 
 
 
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Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores
Concentrado de hemácias: 
 
Obtido a partir da centrifugação do sangue total. Tem sobrevida conforme 
solução preservativa: 35 dias (CPDA-I) há 42 dias (SAG-Manitol). Deve ser 
armazenado a 4°C. 
Indicação criteriosa e individual tendo como fator determinante o estado 
hemodinâmico do paciente: 
 Anemia aguda, Classificação de Baskett; 
 Anemia por perda sangüínea crônica, responde bem ao ferro (oral ou 
parenteral); 
 Anemia por Insuficiência Renal Crônica, responde a eritropoetina; 
 Anemia Hemolítica Constitucional (Doença Falciforme, Talassemias, 
etc.), não valorizar somente os valores de Hb e Ht; 
 Anemia Hemolítica auto-imune: em geral não encontramos sangue 
compatível e todo sangue transfundido será hemolisado. Indicado imunossupressão 
imediata. Transfusão somente em risco de vida. Solicitar acompanhamento de um 
médico Hematologista/Hemoterapeuta (Cartilha transfusional, 2004). 
 
Concentrado de Plaquetas: 
 
As plaquetas são derivadas dos megacariócitos, que se encontram na 
medula óssea. Atuam na fase primária da coagulação. São obtidas a partir da 
centrifugação do plasma. Devem ser estocadas à temperatura de 22º C, sob 
agitação contínua (plaquetário). A dose a ser prescrita deve ser de 1 unidade de 
Concentrado de Plaquetas para cada 10Kg de peso (Cartilha transfusional, 2004). 
Indicada em situações de: 
Transfusão profilática - 
 
 
 
 
 
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Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores
 Quando não há sangramento. 
 Plaquetas < 10.000u/ml. 
 Plaquetas < 20.000u/ml associado à infecção, coagulopatia ou 
indicação de procedimento invasivo. Em RN devido ao risco de sangramento SNC. 
 
Indicação absoluta: 
 Leucemias Agudas, particularmente a LMA-M3. 
 
Transfusão terapêutica: 
 Plaquetopenia (independente do valor) com sangramento. 
 
Situações especiais: 
 Transfusão de Conc. Plaquetas RH + em paciente RH negativo 
(meninas e mulheres em idade fértil) recomenda-se fazer imunoglobulina anti D. 
 Dengue hemorrágica - Conc Plaquetas somente diante de hemorragia 
SNC. 
 
Contra-indicações: 
 Púrpura Trombocitopênica Trombótica (PTT), 
 Síndrome Hemolítica Urêmica, 
 Síndrome Helpp, 
 Púrpura Pós transfusional, 
 Púrpura Trombocitopê Imunológica (PTI). 
 
 
 
 
 
 
 
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Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores
Plasma fresco congelado: 
 
Obtido após o fracionamento do sangue total. Deve ser congelado até 8 
horas após a coleta e armazenado a temperatura de, no mínimo, 20º C negativos. 
Validade de 12 meses. Contém albumina, fibrinogênio, globulinas e fatores 
de coagulação sangüínea. Uma vez descongelado deve ser utilizado em até 4 horas. 
 
Indicações: 
 Deficiências dos fatores de coagulação, congênita ou adquirida 
(quando não se tem produto industrializado). 
 Hemorragias por Doenças Hepáticas. 
 Sangramento intenso pelo uso de anticoagulante oral (dicumarínicos 
warfarin). 
 Coagulação Intravascular Disseminada (CID), 
 Púrpura Trombocitopênica Trombótica (PTT) e Síndrome Hemolítico-
Urêmica. 
 
ATENÇÃO 
 
Não se justifica a utilização do plasma para se obter volume sangüíneo ou 
como fonte de proteínas, pois existem outros produtos específicos (industrializados) 
para estes casos. 
É proibida, pelo Ministério da Saúde, a utilização regular de Plasma em 
pacientes Hemofílicos, pois atualmente existem hemoderivados específicos para 
estes. 
 
 
 
 
 
 
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Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores
Crioprecipitado ou Fator Anti-Hemofílico: 
 
Parte insolúvel do plasma. Obtido através do método de congelamento 
rápido, descongelamento e centrifugação do plasma. É rico em fator VIII: c (atividade 
pró-coagulante), Fator VIII: Vwf (Fator Von Willebrand), Fibrinogênio, Fator XIII e 
Fibronectina. 
Indicações: 
 Deficiências específicas como fibrogênio; 
 Deficiências congênitas (Doença de von Willebrand na falta do fator 
específico); 
 Deficiência de Fator VIII; 
 Transfusões maciças; 
 Insuficiência Hepática Grave; 
 Dose (empírica) é de 1 unidade de crio cada 5 kg de peso do paciente. 
 
Cuidados especiais: 
 
 Deve-se ter cuidado na administração de grandes quantidades de 
crioprecipitado, monitorando os níveis de fibrinogênio (do paciente), devido ao risco 
de tromboembolismo. 
 Atualmente existem produtos industrializados específicos para a 
deficiência de Fator VIII (HemofiliaA) e F VIII:vW(D.von Willebrand). 
 
 
------------------ FIM DO MÓDULO II--------------------- 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Curso de Assistência de 
Enfermagem em Hemoterapia 
 
 
 
 
 
 
MÓDULO III 
 
 
 
 
 
 
 
Atenção: O material deste módulo está disponível apenas como parâmetro de estudos para 
este Programa de Educação Continuada, é proibida qualquer forma de comercialização do 
mesmo. Os créditos do conteúdo aqui contido são dados aos seus respectivos autores 
descritos na Bibliografia Consultada. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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MÓDULO III 
 
COMO PROCEDER QUANDO SOLICITADO TRANSFUSÃO 
HEMOTERÁPICA? 
 
Exposição das situações pertinentes em instituição hospitalar: 
1. Quando a instituição não armazena hemoderivados; 
2. Quando a instituição armazena hemoderivados e constitui uma Agência 
Transfusional. 
3. Quando numa instituição de menor porte, em que não há estoque de 
hemoderivados conforme esclarecido no início do módulo II, ou seja, Serviço que 
não estoca Hemoderivados pode-se estabelecer a seguinte rotina de 
hemotransfusão: 
a. O médico solicitante prescreve o Hemoderivado na prescrição do 
paciente, devendo conter: 
Hemoderivado desejado; 
Quantidade desejada, (ex. 02 bolsas de concentrado de Hemácia); 
Especificar o início (ex. Iniciar AGORA). 
Atentar para carimbo e assinatura médica sob a prescrição. 
Obs.: É necessário que a cada solicitação feita seja preenchido formulário 
específico com dados do paciente, não sendo aceitos formulários com rasuras: 
1. Nome completo do paciente sem abreviações; 
2. Sexo; 
3. Idade; 
4. Peso; 
5. Número do prontuário ou atendimento; 
 
 
 
 
 
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Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores
6. Número do leito; 
7. Diagnóstico; 
8. Antecedentes transfusionais; 
9. Hemocomponente ou hemoderivadosolicitado com volume ou 
quantidade; 
10. Tipo de transfusão (programada, urgente, não-urgente); 
11. Data; 
12. Resultados laboratoriais e quadro clínico que justifique a transfusão; 
13. Assinatura e carimbo com CRM do médico solicitante. 
 
As presentes informações serão encaminhadas juntamente com uma 
amostra de sangue do paciente receptor ao Banco de Sangue combinado em 
contrato para fornecer hemoderivado a esta instituição solicitante. No serviço de 
Banco de Sangue serão realizadas as devidas provas e exames. Por meio de 
carro da instituição serão encaminhadas as bolsas dos hemoderivados 
solicitados. A ANVISA solicita sempre que os motoristas das instituições sejam 
submetidos aos cursos de habilitação para transporte de hemoderivados, 
fornecidos pelos serviços da HEMORREDE dos estados da união. 
Dando seqüência ao procedimento, após os procedimentos do Banco de 
Sangue a instituição hospitalar solicitante receberá as bolsas dos 
hemodemoderivados solicitados. Ao responsável pela recepção das bolsas, deve 
ser checado: 
Número de bolsas; 
Hemoderivados enviados conforme solicitação; 
Integridade das bolsas; 
Etiquetagem correta; 
Temperatura da caixa térmica; 
 
 
 
 
 
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Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores
Limpeza da caixa térmica e condições gerais de armazenamento. 
Caso algum desses itens seja verificado com discordância do ideal 
comunicar imediatamente o serviço fornecedor da HEMORREDE, e encaminhar 
os hemoderivados de volta ao Banco de Sangue. 
Em boas condições de recepção dos hemoderivados, encaminhá-los a 
unidade aonde se encontra o paciente e proceder aos procedimentos de 
transfusão conforme rotina adotada pela instituição hospitalar que deverá seguir 
todas as normas solicitadas pela ANVISA para execução de tal procedimento. 
 
 
1. Receber a caixa térmica com os hemoderivados; 
2. Retirar apenas o hemoderivado a ser transfundido no momento, Ex: 01 
Bolsa de concentrado de hemácias; 
3. Checar a bolsa; 
4. Checar etiqueta da bolsa com os dados do doador; 
5. Apos cruzamento de dados, se todos corretos, acomodar a bolsa de 
sangue em uma bandeja devidamente forrada com guardanapo de papel; 
6. Aguardar aquecimento do hemoderivado até que o mesmo esteja próximo 
a temperatura ambiente, por volta de 20 minutos; 
7. Assim que em temperatura amena, reter materiais necessários para 
punção venosa periférica (abocath, polifix, esparadrapo) e o hemoderivado com 
equipo próprio e encaminhar-se ao leito aonde se encontra o paciente a ser 
hemotransfundido. 
 
 
 
 
 
42 
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Fonte: silverce 
 
 
 
Fonte: fiocruz 
 
 
 
Fonte: equiflex 
 
 
 
 
 
 
 
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1. Comunicar ao paciente o procedimento a ser realizado, o número de bolsas 
prescritas. Explicar toda rotina, verificação de sinais vitais, e acompanhamento 
durante os primeiros quinze minutos; 
 
 
Fonte: plugbr 
2. Verificar sinais vitais (pulso, freqüência respiratória, pressão arterial e 
temperatura), caso algum dos sinais vitais encontre-se fora dos parâmetros da 
normalidade, suspender o procedimento de imediato e comunicar o médico 
responsável, seguir as orientações do mesmo para alcançar normalização do quadro 
ou até suspensão definitiva do procedimento; 
3. Se sinais vitais dentro dos parâmetros da normalidade, avaliar rede venosa; 
4. Proceder à punção de acesso venoso periférico exclusivo para a hemotransfusão, 
conectá-lo a polifix para maior segurança e facilidade ao manipular o acesso, fixá-lo 
com esparadrapo; 
 
Fonte: nureinvestigacion 
 
 
 
 
 
 
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1. Rechecagem quanto ao paciente receptor/ bolsa de hemocomponente, 
verificar com cautela o produto, condições da embalagem, cartão de identificação; 
2. Equipar bolsa de hemoderivado com equipo específico para hemotransfusão. 
Equipo composto de 2 reservatórios, um deles com filtro; 
3. Instalar hemoderivado, checando o horário de início; 
4. Manter-se ao lado do paciente nos primeiros 15 minutos de transfusão, 
atentando criteriosamente sob sinais de reação transfusional imediata; 
5. Verificar novamente os sinais vitais ao final dos primeiros 15 minutos após o 
início da infusão, os parâmetros devem manter-se dentro da normalidade, caso 
sejam verificadas alterações suspender imediatamente a infusão do hemoderivado, 
retirar o acesso venoso periférico e encaminhá-lo ao Banco de Sangue responsável 
pela liberação da bolsa, juntamente com uma nova amostra de sangue do paciente, 
sendo que esta não deve ser retirada do AVP onde era infundido o hemoderivado; 
6. Se a verificação dos sinais vitais não acusar nenhuma alteração, manter 
infusão conforme aceitação hemodinâmica. Monitorizar o paciente, em suas 
solicitações e queixas. O tempo se infusão da bolsa não deverá exceder 4 (quatro) 
horas desde sua instalação. 
7. Ao deixar o leito do paciente, checar no prontuário o início do procedimento 
junto à prescrição médica conforme exemplo: 
IINNSSTTIITTUUIIÇÇÃÃOO HHOOSSPPIITTAALLAARR XXYYZZ 
 
Paciente: 
Data:___/___/_____ 
Convênio: Médico: 
PRESCRIÇÃO MÉDICA APRAZAMENTO EVOLUÇÃO MÉDICA 
 
 
 
 
 
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8. Ao término da infusão da bolsa deve-se retirar o equipo, salinizar o acesso 
venoso periférico; 
9. Checar junto ao prontuário/prescrição o término do procedimento anotando 
novamente os dados de sinais vitais verificados; 
10. Encaminhar o sistema bolsa equipo em saco plástico devidamente 
identificada conforme norma do Gerenciamento de Resíduos de Saúde de sua 
instituição. 
11. Relatar realização do procedimento em Anotação/Relatório de enfermagem. 
1) Dieta em SNE 500ml em 
12hs 
 
2) SF 0,9% 1000ml em 12hs EV 
3) Concentrado de Hemácias 01 13h00 – PA 120/80, 
Bolsa EV – Iniciar AGORA T 36C, FR 12, P 72 
Cleide 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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Caso a instituição seja de maior porte, conforme a RDC 153 classifica, e se 
enquadra nas necessidades de possuir Agência Transfusional, ou seja, serviço que 
não coleta, porém estoca hemoderivados. A cada solicitação de hemoderivados, os 
colaboradores da Agência se responsabilizam pela coleta do paciente receptor, 
testes e prova cruzada (sangue do paciente receptor X sangue da bolsa doador), 
seleção da bolsa adequada. Acondicionamento e transporte desse hemoderivado. 
Todos os procedimentos técnicos, burocráticos e de registro ficam a 
responsabilidade da Agência Transfusional. 
Os passos devem ser seguidos conforme descrição abaixo: 
 
O médico solicitante prescreve o Hemoderivado na prescrição do paciente, 
devendo conter: 
 
 Hemoderivado desejado; 
 Quantidade desejada, (ex. 02 bolsas de concentrado de Hemácia); 
 Especificar o início (ex. Iniciar AGORA). 
 Atentar para carimbo e assinatura médica sob a prescrição. 
 
É necessário que a cada solicitação feita seja preenchido formulário 
específico com dados do paciente, não sendo aceito formulários com rasuras: 
1. Nome completo do paciente sem abreviações;2. Sexo; 
3. Idade; 
4. Peso; 
5. Número do prontuário ou atendimento; 
 
 
 
 
 
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6. Número do leito; 
7. Diagnóstico; 
8. Antecedentes transfusionais; 
9. Hemocomponente ou hemoderivado solicitado com volume ou 
quantidade; 
10. Tipo de transfusão (programada, urgente, não-urgente); 
11. Data; 
12. Resultados laboratoriais e quadro clínico que justifique a transfusão; 
13. Assinatura e carimbo com CRM do médico solicitante. 
 
As presentes informações são de total importância, pois é através delas que 
a Agencia Transfusional mantém a segurança e qualificação dos procedimentos 
realizados. O registro dos dados funciona em micro prontuários onde cada paciente 
tem todas as informações registradas, e mesmo que ele tenha alta hospitalar, se 
eventualmente for reinternado e necessitar de nova transfusão já tem informações 
pertinentes como dados cadastrais, grupo sanguíneo, reações transfusionais, etc. 
Além de tal importância, os registros alimentam HEMORREDES e a 
ANVISA, afinal, são as fiscalizadoras do trabalho, qualidade e auditoria dentro das 
Agências Transfusionais. 
Conforme solicitação da RDC 153, as Agências devem ter estrutura física e 
equipamentos adequados, equipe multiprofissional, médico hematologista 
responsável técnico, e equipe de técnicos treinados em técnicas de banco de 
sangue. 
Dando seqüência ao procedimento, ao receber a prescrição médica com 
solicitação de hemoderivado, o funcionário da enfermagem confere o pedido, e 
ainda, o formulário específico com as informações solicitadas pela Agência 
Transfusional conforme exemplo abaixo, e comunica o referido setor. 
 
 
 
 
 
 
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Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores
Instituição Hospitalar XYZ 
SOLICITAÇÃO DE HEMODERIVADOS 
PACIENTE: PRONTUÁRIO: 
SEXO: IDADE: 
PESO: SETOR/LEITO: 
DIAGNÓSTICO: TRANSFUSÕES ANTERIORES: 
Ht: Hb: Plaqueta: Programada ( ) Urgência ( ) Emergência 
( ) 
CH ( ) PFC ( ) Plaquetas ( ) Outros ( ) ________________ 
Condições Clínicas: 
 
RESPONSÁVEL: ___________________________ DATA: ___/___/_____ 
 Carimbo e Assinatura 
 
 
Assim, em posse da prescrição e da solicitação de hemoderivados, o técnico 
da AT encaminha-se ao setor e procede a rotinas para a realização da transfusão. 
 
Dentro da Agência Transfusional 
 
Equipe técnica 
 
 
 
 
 
 
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1- Verificar se há reserva e amostra de sangue do paciente; 
2- Se não houver amostra, encaminhar-se até o setor onde se encontra o paciente, 
e proceder à coleta da amostra; 
3- Realizar os testes pré-transfusionais (na Agência Transfusional), de acordo com 
a técnica/ rotina estabelecida no serviço; 
4- Identificar a bolsa de sangue e/ou o hemocomponente com letra legível, todos os 
campos disponíveis do rótulo, manter em temperatura ambiente sobre bandeja 
específica; 
5- Verificar temperatura da bolsa (manualmente) e acondicioná-la na caixa térmica; 
6- Deslocar-se para o setor onde solicitado a transfusão. 
 
 
 
 
Passo a passo a rotina descrita anteriormente: 
 
Preparo do Sangue 
1- Receber o pedido, verificar se já tipado (se o paciente já recebeu 
transfusão anteriormente, a amostra de sangue do paciente já deve encontrar-se na 
AT); 
2- Se sim, confirmar número de registro, anotar tipagem no pedido; 
3- Se não houver tipagem, preparar tubo contendo 02 (duas) gotas de 
EDTA 10% (anticoagulante) para coleta de amostra, afixar no tubo etiqueta com: 
Nome (completo), Leito, Número de Atendimento e Data; 
4- Colher de 03 a 05ml de sangue do paciente, identificar amostra com 
rubrica do responsável pela coleta; 
 
 
 
 
 
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5- Realizar teste pré-transfusional; TIPAGEM DIRETA, TIPAGEM 
REVERSA, PESQUISA DE ANTICORPOS IRREGULARES, PROVA DE 
COMPATIBILIDADE e RETIPAGEM DA BOLSA; 
6- Se prova de compatibilidade positiva realizar Coombs direto e indireto, 
contatar hematologista responsável. 
Tipagem ABO Direta e Reversa 
 
A. Tipagem ABO: é obrigatória a realização das tipagens direta e reversa. 
É permitida a omissão da tipagem reversa quando se faz a confirmação do tipo ABO 
de hemácias do doador, previamente tipada e rotuladas ou em recém natos e 
crianças de até 4 meses de idade. 
B. Tipagem Reversa: Tem como objetivo padronizar a realização da 
tipagem direta do sistema ABO em tubo. Os reagentes devem ser armazenados em 
geladeira entre 2 e 8ºC, utilizá-los de acordo com especificações do fabricante. 
Verificar sempre a validade dos reagentes e integridade dos rótulos sempre que for 
utilizá-los, e desprezar os reagentes que estiverem fora das especificações. 
 
 
 
Discrepância na tipagem ABO 
 
É considerado discrepância quando o resultado das provas direta e reversa 
forem não concordantes. Muitas das discrepâncias são devidas a erros técnicos. 
Quando isso ocorrer verificar: 
A - Se o soro e as hemácias pertencem ao mesmo paciente/doador; 
B - Se os reagentes utilizados não estão contaminados e funcionam 
adequadamente, para isso testar uma amostra de grupo já conhecida, por exemplo, 
uma bolsa de sangue coletada e tipada há três dias; 
 
 
 
 
 
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C - Se a concentração de hemácias utilizada no teste está correta (pode 
haver muita ou pouca hemácia), preparar uma suspensão salina a 5%, colocando 01 
gota de hemácias e 19 de salina; 
D - Se as provas foram centrifugadas na velocidade e/ou tempo correto; 
E - Se o registro das reações e interpretações é correto; 
F - Após verificar todas essas etapas, repetir o teste com uma suspensão de 
hemácias lavadas. Caso continue a incerteza deve-se pensar na possibilidade de 
contaminação da amostra do paciente. Nova amostra deve ser coletada e testada. 
Coletar algumas informações sobre o paciente que pode esclarecer o problema, 
entre elas: Idade, sexo, patologia de base, testes imunológicos anteriores e 
resultados de outras classificações; 
G - Solicitar ajuda ao hematologista responsável no caso de não resolução 
do problema. 
 
Observações relativas ao Sistema Rh 
 
1- No tubo “C”não deve haver aglutinação (uma das fases técnicas), pois 
é um controle negativo. Caso ocorra, não é válido o resultado obtido na 
classificação. Repetir a prova com uma suspensão de hemácias lavadas. Persistindo 
o problema, deve-se pensar na possibilidade de contaminação da amostra do 
paciente. Nova amostra deve ser coletada e testada; 
2- Coletar algumas informações sobre o paciente que podem esclarecer 
essa discrepância, são elas: IDADE, SEXO, DIAGNÓSTICO, MEDICAMENTOS EM 
USO, TESTE IMUNOLÓGICOS ANTERIORES E RESULTADOS DE OUTRAS 
CLASSISFICAÇÕES; 
3- Se após essas mudanças iniciais continuar o problema, solicitar ajuda 
ao médico hematologista responsável; 
 
 
 
 
 
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4- Sempre que a classificação paciente doador-doador for negativa deve 
ser feito o teste para determinar a presença da variante D fraco (marcador técnico). 
 
Definições: 
Soro anti-Rh fraco – Hemácias que possuem o antígeno D, mas sua 
expressão é tão fraca que a maioria do soro anti-D nãopromove a aglutinação 
direta. Esse pode ser reconhecido através do teste de Coombs indireto, após 
incubação das hemácias com soro anti-D. 
 
Teste de Hemólise 
O teste de hemólise é realizado como objetivo de verificar se o sangue 
contido na bolsa a ser transfundida, apresenta hemólise. Consiste em observar a 
presença de hemólise no plasma de amostras obtidas das bolsas de sangue após 
centrifugação. Repetir os testes positivos ou duvidosos. 
 
PREPARO PARA PROCEDIMENTO DE TRANSFUSÃO 
 
1. A seleção do material adequado envolve a escolha do cateter, equipos 
de administração e filtros especiais; 
 
 
Fonte: fiocruz 
 
 
 
 
 
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Fonte: equiflex 
 
 
2. Geralmente cateteres de 18 a 20 são recomendados para que seja 
mantida uma infusão adequada; 
 
 
Fonte: silverce 
 
Fonte: nureinvestigacion 
 
 
 
 
 
 
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3. A caixa térmica, utilizado para o transporte de materiais e 
hemoderivados aos andares deve conter (cateteres, equipos, cartão de tipagem, 
carimbo, almofada, soro anti-A e anti-B e o hemoderivado destinado a transfusão); 
 
 
Fonte: wagnerfishing 
 
 
3.1. O hemoderivado deverá ser acomodado sobre papel craft evitando 
contato direto com o gelox, este contato pode provocar lesões na bolsa e alterações 
no hemoderivado. 
4. A caixa térmica deverá conter termômetro de Máx e Min. 
 
 
Fonte: 3bscientific 
 
5. Conferir prescrição médica; 
 
 
 
 
 
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6. A prescrição deve especificar qual componente a transfundir e a 
duração da transfusão. Quando se realiza a transfusão de múltiplos tipos de 
componentes, a prescrição deve especificar a ordem de infusão e qualquer 
modificação necessária na administração de hemocomponentes (ex: lavado ou 
deleucotizado). As prescrições devem especificar medicamentos pré-infusão 
(diuréticos, anti-histamínicos ou antipiréticos), ou pós-infusão necessária. Quanto à 
prescrição é de imprescindível importância a documentação e registro dos 
procedimentos realizados junto ao paciente. Assim, segue um exemplo para a 
correta anotação e checagem anotando horário de início, verificação de sinais vitais 
e responsável pelo procedimento. 
 
 
PREPARO DO PACIENTE: 
 
 O paciente deve ser orientado sobre o tempo dispensado para o 
procedimento, a necessidade de monitorização de condições físicas e de sinais 
vitais. Orientar o paciente a informar qualquer sensação diferente após o início da 
transfusão. 
 
OBTENÇÃO DE HEMOCOMPONENTES DO BANCO DE SANGUE: 
 
 A transfusão deve ser iniciada dentro de trinta minutos depois que o 
hemocomponente é retirado do Agência Transfusional. Se a transfusão é atrasada 
em mais de trinta minutos, o hemocomponente deve retornar a AT para que seja 
armazenado adequadamente; 
 As identificações precisas do hemocomponente e receptor são 
essenciais. 
 
 
 
 
 
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Vários itens devem ser verificados e registrados antes que a transfusão 
tenha início: 
 Rever prescrição médica; 
 Perguntar ao paciente ou a algum parente que confirme seu nome; 
 Conferir dados do rótulo e da bolsa; 
 Deve ser checada coloração, aspecto, e data de validade do 
hemocomponente; 
 Verificar compatibilidade ABO (realizar tipagem beira-leito). 
 
 
PREPARO DA ADMINISTRAÇÃO 
 
 Apos a obtenção do hemocomponente deve ser instalado o equipo 
para infusão. É de vital importância que seja checada a permeabilidade do cateter. 
 Devem ser checados SSVV antes do início da infusão. 
 Se tipagem do doador (bolsa) e receptor iguais, realizar transfusão. Se 
tipagens diferentes retornar a Unidade transfusional e repetir a prova de 
compatibilidade. 
É OBRIGATÓRIA A REALIZAÇÃO DA TIPAGEM BEIRA-LEITO NA 
TRANSFUSÃO DE TODA BOLSA DE GLÓBULOS VERMELHOS( CONCENTRADO 
DE HEMÁCIAS) A SER TRANSFUNDIDA. 
 
Sangue/Receptor 01 gota de sangue 
01 gota soro anti-A 
01 gota de sangue 
01 gota de soro anti-B 
Sangue/Bolsa 01 gota de sangue 01 gota de sangue 
 
 
 
 
 
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Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores
01 gota de soro anti-A 01 gota de soro anti-B 
 
 
O PACIENTE DEVE SER OBSERVADO POR PELO MENOS 15 MINUTOS 
APÓS O INÍCIO DA TRANSFUSÃO!!! 
 
 
INÍCIO DA TRANSFUSÃO 
 
 É recomendável que transfusões iniciem 2ml/minuto ou não mais que 
50ml nos primeiros 5 a 15 minutos de infusão, assim se houver uma reação 
transfusional apenas uma pequena quantidade de sangue terá sido administrada. 
 
 
Fonte: plugbr 
 
 
MONITORIZAÇÃO DA ADMINISTRAÇÃO 
 
 
 
 
 
 
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Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores
 Registrar na prescrição do paciente o horário do início da transfusão, 
assinar o nome do responsável pela instalação para que possa ser identificado 
posteriormente; 
 Deve-se verificar os SSVV do paciente ao término dos 15 minutos 
iniciais e depois periodicamente durante a transfusão. A observância criteriosa ao 
paciente durante e após é necessária. 
 Relembrar ao paciente a necessidade de comunicar a equipe se 
qualquer sensação estranha ou sintoma ocorrer durante a transfusão. 
 NUNCA ADMINISTRAR MEDICAMENTOS CONCOMITANTEMENTE 
À ADMINISTRAÇÃO DE HEMODERIVADOS. 
 
 
SUSPENSÃO DA TRANSFUSÃO 
 
 Após o término de cada bolsa, verificar os SSVV do paciente e registrar 
no prontuário checando com as anotações do início da transfusão; 
 Deve-se solicitar a equipe de enfermagem do setor que está o paciente 
que o observe durante 30 minutos. 
 
Observações importantes quanto ao procedimento de Hemotransfusão 
 
Definições de hemoderivados especificamente preparados: 
 
Concentrado de Hemácias Lavadas 
Consiste na remoção de plasma; 
Diminui concentração de leucócitos, plaquetas e restos celulares. 
 
 
 
 
 
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Indicações: 
 Deficiência de IgA; 
 Reações alérgicas (urticartiformes). 
 
Hemocomponentes Deleucotizados 
Utilização de filtro especial; 
 
Indicações: 
 Repetidas reações febris; 
 Profilaxia contra aloimunização (transfusões repetidas); 
 Gestações múltiplas; 
 TRALLI; 
 Prevenir infecções. 
 
Transfusão Maciça 
 Definida como a substituição de uma vez e meia a volemia estimada do paciente 
num intervalo de 24h; 
 Apresenta taxa de mortalidade de aproximadamente 50%; 
 Tem alterações descritas como: hemodiluição de fatores de coagulação e 
plaquetas, aumento da afinidade da hemoglobina ao O2, alterações metabólicas 
(acidose e hiperpotassemia), hipotermia. 
 
 
Reserva Cirúrgica 
 
 
 
 
 
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Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores
 Para cirurgias eletivas, solicita-se reserva de hemoderivados supostamente 
necessários com pelo menos 24h de antecedência. 
 
Auto Transfusão 
É o processo de coleta, estocagem e reinfusão do sangue do próprio 
paciente. São candidatos os pacientes que foram submetidos a procedimentos 
cirúrgicos eletivos e que possam vir a necessitar de transfusão sanguínea. 
 
Contra-indicações: 
 Insuficiência cardíaca descompensada; 
 Angina Instável; Infecção ativa/uso de antimicrobianos. 
 
Algumas informações devem ser dadas aos candidatos a autotransfusão, 
quando encaminhados ao banco de sangue: 
 Data provável da cirurgia; 
 Tipo de cirurgia; 
 Número de unidades de sangue autólogo desejado; 
 Alterações clínicas constatadas no paciente; 
 Exames laboratoriais realizados na pré-avaliação pré-operatória. 
 
Devendo ser encaminhado o paciente com 7 dias de antecedência quando 
necessário 1 unidade, e com 15 dias de antecedência quando necessárias 2 
unidades. 
A cada transfusão deve-se observar qual o hemoderivado transfundido, pois 
a cada bolsa de Concentrado de hemácias transfundido, por exemplo, deve-se 
 
 
 
 
 
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Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores
utilizar um equipo único. Se num mesmo paciente foram solicitadas 02 bolsas de 
concentrado de hemácias, a cada bolsa instalada deve-se trocar também o equipo, 
pois, as bolsas podem ser de doadores diferentes, e ambas compatíveis com o 
paciente em hemotransfusão, mas isso não implica em serem compatíveis entre si. 
Para os demais hemoderivados é exigido sim o equipo específico, com dupla 
câmara e filtro, porém não há a necessidade de trocá-los a cada bolsa, pois não 
possuem os mecanismos de anticorpos passíveis de desencadear reações entre si. 
 
Sangria 
 
Anteriormente eram utilizados métodos caseiros como os sanguessugas. 
Esses métodos têm sido utilizados na prática médica desde a antiguidade, para um 
amplo espectro de patologias, com resultados benéficos em algumas, principalmente 
levando-se em consideração a escassez de opções terapêuticas. Essa técnica foi 
praticamente abandonada com o desenvolvimento da ciência médica, especialmente 
no que tange à terapêutica, durante o século XX. Para fins medicinais elas eram 
utilizadas para o estanque de hemorragias, drenagem de hematomas e 
empiricamente em pacientes com aumento de células vermelhas. 
A Medicina Tradicional Chinesa utiliza técnicas de sangria em pontos 
específicos do corpo, os conhecidos pontos de acupuntura. Cada ponto teria uma 
função, seja ela ligada à sua localização, ao meridiano ao qual pertenceria ou ao 
órgão ao qual seu meridiano estaria ligado. Nesta técnica, faz-se uma punção com 
agulhas conhecidas como lancetas, as mesmas utilizadas para fazer medição de 
glicose em pacientes diabéticos. Após a punção, retira-se uma pequena quantidade 
de sangue do ponto, alcançando o efeito desejado [carece de fontes]. Em alguns 
casos utilizam-se ventosas em cima do local puncionado, para forçar a saída de 
sangue, visando a aumentar a eficácia da técnica de sangria. A Medicina Tradicional 
Chinesa indica a sangria principalmente para casos de estagnação de Qi (energia 
vital) e Xue (Sangue), mas também existem várias outras indicações desta técnica. 
 
 
 
 
 
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Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores
A sangria é uma modalidade de tratamento médico onde há retirada de 
sangue do paciente para o tratamento de doenças. Pode ser feita de diversas 
maneiras, incluindo o corte de extremidades, o uso de sanguessugas ou a 
flebotomia. Método de sangria em que ocorre extração de sangue através de 
sistema estéril com agulha, equipo e bolsa de coleta, semelhante ao procedimento 
para doação de sangue. É utilizada principalmente para promover a redução dos 
estoques corpóreos de ferro, aumentados na hemocromatose ou para reduzir o 
excesso de hemácias na policitemia vera. 
 
 
Fonte : wikipédia 
 
A sangria deve ser realizada somente por equipe técnica treinada e 
autorizada. O procedimento deverá ser prescrito e justificado em solicitação por 
escrito à Agência Transfusional, ao serviço hospitalar que não possuir AT, deverá 
entrar em contato com o Banco de Sangue prestador de serviços para que o 
procedimento seja executado. 
1. Após a certificação da prescrição e coerente justificativa de tal 
procedimento, a Agência Transfusional deverá ser acionada, ou Banco de Sangue 
prestador, para avaliação do paciente. Ao mesmo deverá ser explicado o 
procedimento a ser realizado. 
2. Verificar sinais vitais; 
3. Posicionar confortavelmente o paciente; 
 
 
 
 
 
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Este material deve ser utilizado apenas como parâmetro de estudo deste Programa. Os créditos deste conteúdo são dados aos seus respectivos autores
4. Solicitar que o mesmo mencione caso, apresente sintomas de injúria 
e/ou mal estar; 
5. Puncioná-lo conforme imagem acima; 
6. Posicionar a bolsa gravitacionalmente abaixo do nível do tórax do 
paciente; 
7. Manter observação constante durante o procedimento, o paciente pode 
apresentar uma síncope ou desfalecimento devido à hipovolemia momentânea 
provocada; 
8. Ao encerrar o procedimento, retirar imediatamente o acesso venoso, 
juntamente com o prolongamento+bolsa; 
9. Encaminhar para descarte conforme Plano de gerenciamento de 
resíduos da instituição. 
 
 
 
-------------------FIM DO MÓDULO III----------------- 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Curso de 
Assistência de Enfermagem em 
Hemoterapia 
 
 
 
 
 
 
MÓDULO IV 
 
 
 
 
 
 
Atenção: O material deste módulo está disponível apenas como parâmetro de estudos para este 
Programa de Educação Continuada, é proibida qualquer forma de comercialização do mesmo. Os 
créditos do conteúdo aqui contido são dados aos seus respectivos autores descritos na Bibliografia 
Consultada. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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MÓDULO IV 
 
REAÇÕES TRANSFUSIONAIS 
 
Procedimentos nas reações transfusionais 
 
Quando houver suspeita de reação transfusional, as seguintes ações 
deverão ser desencadeadas junto ao leito do paciente: 
1- Interromper imediatamente a transfusão; 
2- Conservar o AV salinizado; 
3- Notificar o médico solicitante (ou plantonista no caso de unidades 
intensivas); 
4- Verificar SSVV registrando no prontuário; 
5- Examinar todas as etiquetas, registros, conferindo novamente os dados 
do paciente com os dados da Unidade de Sangue ou o componente em uso; 
6- Identificar tipos de reação; 
7- Administrar medicação se prescrita pelo médico; 
8- Se não houver medicamento prescrito deve-se solicitar a equipe de 
enfermagem do setor que localize o plantonista hospitalar para o atendimento da 
ocorrência; 
9- Registrar a ocorrência da reação em livro próprio; 
10- Preencher ficha de notificação e investigação de incidente 
transfusional; 
11- Levar a AT, a bolsa e o equipo utilizados. 
 
 
 
 
 
 
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COMPLICAÇÕES AGUDAS DA TRANSFUSÃO 
 
 Os sinais e sintomas ocorrem durante uma transfusão sanguínea ou 24h 
após a mesma. 
 
1- Reação Febril 
 Febre (temperatura acima de 37,8ºC em paciente afebril ou aumento 
de 1 ºC em paciente com febre), em geral uma hora após o início da transfusão. 
 Desconforto, mal-estar generalizado, calafrios; 
 Fatores predisponentes: transfusão plaquetária, transfusões prévias, 
gravidez, ou infusão rápida do hemocomponente. 
 
Conduta imediata: 
 Suspender imediatamente a transfusão; 
 Manter AV salinizado; 
 Administração de antitérmico conforme orientação médica. 
 
2-Reação Urticariforme 
 Eritema, pápulas, prurido, edema, tontura ocasional; 
 Cefaléia durante ou imediatamente após a transfusão; 
 Dispnéia. 
 
Conduta Imediata: 
 Suspender imediatamente a transfusão; 
 Manter AV salinizado; 
 
 
 
 
 
67 
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 Administração de anti-histamínico conforme orientação médica. 
 Adrenalina (em casos severos), conforme orientação médica. 
 
3- Reação Anafilática 
É rara, com alto índice de mortalidade, início geralmente imediato ao início 
da transfusão, independente do volume infundido. 
Quadro Clínico: 
 Afebril; 
 Hipotensão; 
 Tremores; 
 Rubor, Edema facial, urticária; 
 Dispnéia, asfixia, dor torácica; 
 Náuseas e vômitos, dor abdominal, e diarréia. 
 
Conduta Imediata: 
 Interromper imediatamente a transfusão; 
 Manter AV salinizado; 
 Manter paciente em decúbito dorsal com cabeceira elevada; 
 Instalar cateter de O2; 
 Anti-histamínicos, corticoterapia: hidrocortisona ou prednisona 
conforme orientação médica; 
 Hemácias lavadas para as próximas transfusões. 
 
 
 
 
 
 
 
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4- Injúria Pulmonar Aguda relacionada à Transfusão 
 
TRALI (Transfusion Related Acute Lung Ingury) ou edema pulmonar não 
cardiogênico quadro clínico e radiológico de edema Agudo de Pulmão, por reação 
da microcirculação pulmonar, com aumento da permeabilidade vascular pulmonar. 
Relaciona-se com a transfusão de anticorpos antileucocitários e anti-HRA 
presentes no plasma do doador ou do receptor. Os sintomas observados durante ou 
logo após a transfusão: 
 
 Dispnéia e hipóxia; 
 Hipotensão com normovolêmia; 
 Tosse seca; 
 Febre persistente; 
 Raios-X de tórax: Lesão pulmonar tipo ICC e/ou SARA; 
 Ausculta pulmonar: Praticamente normal. 
 
Conduta Imediata: É terapia de suporte. 
 Interromper a transfusão; 
 Manter AV salinizado; 
 Manter o paciente em decúbito elevado; 
 Instalar cateter nasal de O2; 
 Corticóides, conforme orientação médica. 
 
 
 
 
 
 
 
 
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Conduta preventiva para novo episódio de trali 
 Usar hemácias pobres em leucócitos em novas transfusões; 
 Doação autóloga. 
 
5- Hipervolêmia ou sobrecarga de volume 
 Dispnéia súbita; 
 Cianose; 
 Tosse; 
 Expectoração espumosa; 
 Aumento de PA; 
 Ingurgitamento de carótidas; 
 Agitação psicomotora; 
 Hipóxia; 
 Dificuldade em manter decúbito dorsal. 
 
Conduta Pré-transfusional: 
Transfusões criteriosas, lentas, não excedendo em 4horas. 
Alíquotas menores a 01 concentrado de hemácias/dia, principalmente nos 
paciente com insuficiência renal e cardíaca. 
 
Conduta Imediata: 
 Interromper imediatamente a transfusão; 
 Manter AV salinizado; 
 Manter paciente em decúbito elevado; 
 
 
 
 
 
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 Instalar cateter de O2; 
 Diurético, aminofilina e corticóide, conforme orientação medica. 
 
6 - Reação Hemolítica Aguda (Imunológica) 
 
É uma reação severa que acontece entre minutos após o início da 
transfusão até horas após o seu término. Não há relação entre volume infundido e a 
intensidade da reação. 
-Hemólise imuno-mediada: Anticorpos contra antígenos de hemácias. 
-Hemólise não imuno-mediada: Hemácias estocadas de longa data, 
deficiências enzimáticas ou drogas adicionadas ao sangue doado, contaminação 
bacteriana do sangue, e sangue aquecido ou refrigerado. 
Quadro Clínico: 
 Febre (com ou sem calafrios); 
 Dor Torácica ou Lombar; 
 CIVD; 
 Hipotensão; 
 Dispnéia; 
 Dor abdominal; 
 Vômitos e diarréia; 
 Oligúria, anúria, hemoglobinúria; 
 Sangramentos espontâneos; 
 Dor no local da infusão. 
 
 
 
 
 
 
 
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Conduta Pré-transfusional: 
 Conferência dos dados da requisição da transfusão, checando-os com 
os dados do paciente; 
 Verificação da tipagem ABO do paciente com o da bolsa de sangue; 
 Histórico transfusional pregressa do paciente; 
 Observação criteriosa do paciente, checagem dos SSVV antes, durante 
e depois da transfusão; 
 Observação de qualquer esboço de reação adversa. 
 
Conduta Imediata: 
 Interrupção imediata da transfusão; 
 AV com infusão rápida de solução fisiológica; 
 Cateter de O2; 
 Paciente em decúbito elevado; 
 Uso de diuréticos conforme orientação médica. 
 
Conduta pós-transfusional: 
 Exames: Hemograma, coagulograma, parcial de urina, uréia, creatina, 
bilirrubinemia (8 horas após estabilização); 
 Realizar checagem da tipagem sangüínea do paciente; 
 Preencher o protocolo de notificação e investigação de incidentes 
transfusionais do serviço de hemoterapia. 
 
7- Reações Metabólicas 
 Mais freqüente em transfusões maciças. 
 
 
 
 
 
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 Ácidos Metabólicos; 
 Hipercalemia, podendo levar o paciente a arritmias cardíacas fatais; 
 Hipocalcemia, alcalose ou hipocalemia; 
 Hipotermia, arritmia ou assistolia, principalmente com AVC por 
estímulos do nó sinoatrial ao líquido gelado; 
 Apnéia, hipotensão e hipotermia em crianças e neonatos; 
 Coagulopatia; 
 Trombocitopenia dilucional ou de fatores de coagulação. 
 
Quadro Clínico: 
 Tetania, parestesia perioral e/ou de extremidades; 
 Dispnéia; 
 Dores em panturrilha; 
 Sangramento pela diluição dos fatores de coagulação; 
 Arritmia Cardíaca. 
 Conduta Imediata: 
 Interromper a transfusão ao primeiro sinal de reação; 
 Manter AV salinizado; 
 Manter paciente em decúbito elevado; 
 Instalar cateter de O2; 
 Repor cálcio (se hipocalcemia) conforme orientação médica; 
 Controlar diurese (volume e aspecto); 
 Solicitar: Hemograma, Hemoglobina livre no plasma, Plaquetas, 
Coagulograma (TAP, KPTT, TS, RC e Fibrinogênio), Parcial de urina. 
 
 
 
 
 
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 Avisar ao serviço de hemoterapia para que realize PAI, tipagem ABO e 
Rh, Teste de Coombs Direto, Prova de compatibilidade. 
 
8 - Complicação Embólica 
É uma reação transfusional rara, porém fatal conforme intensidade do 
evento. 
 
9- Complicações tardias da transfusão 
Ocorre em dias ou anos após a transfusão. 
1- Púrpura pós-transfusional: Trombocitopenia 5 a 10 dias pós a 
transfusão por aloanticorpos contra antígenos plaquetários específicos; 
2- Doença do enxerto x hospedeiro: Reação imune por linfócitos do 
doador em receptor imunoincompetente ou doador HLA homozigoto. Os pacientes 
deverão receber sangue irradiado; 
3- Hemocromatóse secundária: uma unidade de concentrado de 
hemácias tem 200mg de ferro. Ocorre em doentes dependentes de transfusão; 
4- Agentes infecciosos transmissíveis por transfusão 
A) Bactérias: pseudômonas, yersínea enterocolítica, enterobacter, E. 
coli, citrobacter freudii, proliferam a 4 graus o T. pallidum não sobrevive mais de 72 
horas a esta temperatura. 
B) Vírus: hepatites- B e C, HIV, HTLV e HPV B19. 
C) Outros: Toxoplasmose, Epstein-Baar, doença de Lyme, 
cytomegalovirus. 
 
Importante: 
Toda reação transfusional deverá ser notificada em impresso próprio a 
ANVISA e HEMOCENTRO fornecedor em impresso próprio. Devendo todos os 
 
 
 
 
 
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campos ser completamente preenchidos, pelas partes que cabem, equipe de 
enfermagem, médico responsável e hematologista responsável. 
 
 
DOAÇÃO DE SANGUE 
 
Um ato altruísta e de muito amor. Parase tornar um doador de sangue, é 
necessário que a pessoa apresente as seguintes características: 
 
- Tenha entre 18 e 60 anos; 
- Pese mais de 50 quilos; 
- Não esteja grávida; 
- Já tenha se passado pelo menos 3 meses do último parto ou aborto; 
- Não tenha tido Doença de Chagas ou contato com o inseto Barbeiro; 
- Não tenha tido malária ou estado em região de malária nos últimos 6 
meses; 
- Não tenha hepatite ou sífilis; 
- Não seja Epilético; 
- Tenha doado sangue há mais de 60 dias (homem) ou 90 dias (mulher); 
- Não tenha ingerido bebida alcoólica nas 24 horas que antecedem a 
doação; 
- Tenha dormido pelo menos 6 horas nas últimas 24 horas. 
 
No Brasil, o Ministério da Saúde exige a realização de alguns procedimentos 
específicos antes e depois da doação, a fim de prevenir complicações para o doador 
e contaminação para o receptor durante o período de janela imunológica de 
 
 
 
 
 
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doenças. 
Após cada doação serão realizados os seguintes exames no sangue 
coletado: 
 Tipagem sangüínea ABO e Rh; 
 Pesquisa de anticorpos eritrocitários irregulares (PAI); 
 Teste de Coombs Indireto; 
 Fenotipagem do Sistema Rh Hr (D,C,E.c,e), Fenotipagem de outros 
sistemas; 
 Testes sorológicos para: Hepatite B, Hepatite C, Doença de Chagas, 
Sífilis, HIV (AIDS), HTLV I/II. 
Esse procedimento se repetirá após cada doação e os resultados serão 
comunicados ao doador. 
 
O ato de doar sangue: 
 
- Não emagrece 
- Não engorda 
- Não afina o sangue 
- Não engrossa o sangue 
- Não vicia Pessoas que foram vacinadas contra sarampo ou com a BCG 
estão impedidas de doar sangue por um mês. 
- Pessoas vacinadas contra rubéola não podem doar por 02 semanas. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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A doação de sangue passo a passo: 
 
1° Passo 
O processo de doação leva aproximadamente 1/2 hora. A doação em si dura 
apenas de 6 a 10 minutos. 
 
2° Passo 
Preencha a ficha do doador. Você ficará cadastrado em nosso banco. 
 
3° Passo 
Check-up médico. Um médico irá medir sua pressão e checar se você está 
apto a doar sangue. Não fique constrangido, algumas perguntas que fazem parte da 
rotina, serão feitas. Suas respostas são extremamente importantes e confidenciais. 
 
 
Fonte: pdamed 
 
 
4° Passo 
A doação propriamente dita. Um profissional de saúde irá realizar a assepsia 
em seu braço e usar uma agulha descartável. Não há chance de contrair o vírus da 
AIDS ou nenhuma outra doença infecciosa doando sangue. 
 
 
 
 
 
 
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Fonte: wikipédia 
 
Fonte: wikipédia 
 
 
5° Passo 
Após a doação você deverá descansar uns 10 minutos. Esse tempo é 
importante e com isso você poderá fazer um lanche leve, fornecido gratuitamente. 
 
 
 
 
 
 
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Fonte: wikipédia 
 
 
Fonte: wikipédia 
Cicatriz apos punção braquial para coleta de sangue para doação. 
 
Deve-se lembrar sempre o processo pelo qual um doador voluntário tem seu 
sangue coletado para armazenamento em um banco de sangue ou para um uso 
subseqüente em uma transfusão de sangue. Todos os passos, corretamente 
seguidos/realizados são de fundamental importância para o bom funcionamento das 
instituições hospitalares. 
 
 
 
 
 
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A ciência, embora venha avançando em muitos setores, ainda não 
encontrou um substituto artificial eficiente para o sangue humano. Por isso, todos os 
procedimentos médicos que demandam transfusão de sangue precisam dispor de 
um fornecimento regular e seguro deste elemento. Daí a importância de se manter 
sempre abastecidos os bancos de sangue. 
Só podem ser doadores aqueles que: 
 Não ter feito tatuagem, piercing ou acupuntura há menos de 1 ano; 
 Não ter recebido transfusão de sangue ou hemoderivados a menos de 
1 ano; 
 Não ter ingerido bebidas alcoólicas nas 24 horas que antecedem a 
doação; 
 Não ser usuário de drogas injetáveis; 
 Não ser portador de doenças infecto-contagiosas como Sífilis, Doença 
de Chagas e HIV (I ou II). 
 
Direitos dos doadores 
 
O trabalhador sob o regime da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) 
poderá deixar de comparecer ao serviço, sem prejuízo do salário, por um dia, em 
cada doze meses de trabalho, em caso de doação voluntária de sangue 
devidamente comprovada (art. 473 da CLT). Os funcionários públicos civis federais, 
sem qualquer prejuízo, podem ausentar-se do serviço por um dia para doação de 
sangue, sem limite anual de doações (art. 97 da Lei nº 8.112/1990). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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Aspectos Éticos que envolvem a Hemoterapia 
 
Testemunha de Jeová e a questão do Sangue 
A posição religiosa das Testemunhas de Jeová em relação ao uso de 
sangue na medicina e na alimentação é uma das mais controversas e criticadas ao 
longo dos anos. Baseando-se na sua singular interpretação da Bíblia, entendem que 
o uso de transfusões de sangue total ou dos seus componentes primários é proibido 
pela lei divina. Como discutido anteriormente, a utilização de sangue ou dos seus 
componentes em medicamentos ou procedimentos médicos é usualmente conhecida 
por hemoterapia. 
 
Desenvolvimento da posição religiosa das Testemunhas 
A santidade do sangue, do ponto de vista das Testemunhas, foi destacada 
na revista A Sentinela, em 1927, no artigo "Uma razão para a vingança de Deus", 
que incluía a seguinte declaração: 
"Deus disse a Noé que toda criatura vivente serviria de carne para ele, mas 
que não devia comer o sangue, porque a vida se acha no sangue." 
Tal como aconteceu com várias outras doutrinas das Testemunhas, que 
sofreram alterações após revisões que entenderam ser refinamentos do seu 
entendimento bem como uma maior aproximação ao texto bíblico, a sua posição 
sobre as transfusões de sangue não era inicialmente negativa. Na verdade, alguns 
Estudantes da Bíblia (como eram inicialmente conhecidas as Testemunhas de 
Jeová) pensavam que a proibição de comer sangue, em Atos 15:28, 29, limitava-se 
aos cristãos judeus. Há também uma referência positiva feita na revista Consolação 
(hoje Despertai! ) onde se menciona um episódio em que “um dos médicos na 
emergência principal doou um quarto de seu sangue para transfusão, e hoje a 
mulher vive e sorri alegremente.” 
No entanto, algum tempo depois, A Sentinela declarava: “Ao estrangeiro, 
não só como descendente de Noé, mas ora como um obrigado pela lei de Deus a 
 
 
 
 
 
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Israel (...) se lhe proibia comer ou beber sangue, quer por transfusão quer pela 
boca.” 
Finalmente, A Sentinela considerou pela primeira vez esta questão de forma 
aprofundada e esclareceu a posição das Testemunhas quanto ao sangue, em 
especial o seu uso na medicina. Entre outras coisas, o artigo "Inabaláveis a favor da 
adoração correta" mencionava que, embora a transfusão de sangue remontasse aos 
antigos egípcios, o caso mais antigo relatado era o da tentativa fútil de salvar a vida 
do Papa Inocêncio VIII, em 1492, operação que custou a vida de três jovens. Este 
númerode A Sentinela argumentava que a lei de Deus sobre o sangue, fornecida a 
Noé, era válida para toda a humanidade e que se exigia que os cristãos se 
abstivessem do sangue. Em resumo, dizia: 
"Uma vez, então, que o Deus Altíssimo e Santo forneceu instruções claras 
quanto à forma de se dispor do sangue, em harmonia com seu pacto eterno feito 
com Noé e com todos os seus descendentes, e visto que o único uso do sangue que 
Ele autorizou, a fim de fornecer vida à humanidade, era o uso dele como propiciação 
ou expiação para o pecado; e visto que deveria ser feito sobre seu santo altar ou em 
seu assento de misericórdia, e não por se tomar diretamente o sangue no corpo 
humano; por conseguinte, compete a todos os adoradores de Jeová que buscam a 
vida eterna em seu novo mundo de justiça respeitar a santidade do sangue e 
ajustar-se aos decretos justos de Deus no que tange a este assunto vital." 
Coerentemente com esse entendimento da questão, a partir de 1961, quem 
quer que desconsiderasse esse requisito considerado divino, aceitando transfusão 
de sangue e manifestasse uma atitude impenitente, seria desassociado da 
congregação das Testemunhas de Jeová. Actualmente, a aceitação de transfusão 
de sangue por parte de um membro batizado é entendido como uma expressão do 
seu desejo de dissociar-se da religião, deixando de pertencer às Testemunhas de 
Jeová. Apesar de não exigir ação judicativa por parte da congregação, a pessoa 
será tratada como alguém que foi excluído ou desassociado das Testemunhas de 
Jeová. 
 
 
 
 
 
 
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Desenvolvimentos do conceito base 
A recusa de hemoterapia por parte das Testemunhas levantou várias 
questões de ordem médica, ética e legal. A própria evolução da medicina e dos 
procedimentos clínicos envolvendo o manuseio do sangue exigiram que as 
Testemunhas reavaliassem a sua posição à base do seu entendimento da Bíblia 
que, compreensivelmente, não descreve em pormenores que tipo de práticas serão 
aceitáveis ou condenáveis. 
Apresentando a importância da consciência individual nas questões que vão 
para além do que as Testemunhas entendem que está estritamente escrito na Bíblia, 
a revista A Sentinela, em 2004, explicou: 
"A Bíblia deixa claro que aquele que obedecia a Deus não comia carne com 
sangue. Isso era tão importante que mesmo numa emergência, quando soldados 
israelitas comeram carne com sangue, eles foram considerados culpados dum grave 
erro, ou pecado. (Deuteronômio 12:15, 16; 1 Samuel 14:31-35) Mesmo assim, 
podem ter surgido dúvidas. Ao matar uma ovelha, com que rapidez tinha de sangrá-
la? Tinha de cortar a garganta do animal para sangrá-lo? Era necessário pendurar a 
ovelha pelas pernas traseiras? Por quanto tempo? O que faria no caso duma vaca? 
Mesmo depois da sangria, era possível que algum sangue continuasse na carne. 
Podia comer tal carne? Quem decidiria isso?" 
O Corpo Governante das Testemunhas de Jeová esclareceu que em tais 
situações, no antigo Israel, seriam as consciências individuais de cada um a decidir 
o que fazer. Entenderam que em certos casos, cada Testemunha tem de tomar 
decisões próprias baseadas nas suas convicções e nos ditames da sua consciência. 
Se a transfusão de sangue de terceiros, incluindo os seus componentes 
primários, é entendida como uma clara violação da Lei de Deus, as Testemunhas 
tiveram de reavaliar a sua posição quanto a certos outros procedimentos, 
recentemente desenvolvidos, que envolvem a recolha, tratamento, armazenamento 
e reinfusão do seu próprio sangue. 
No artigo referido o Corpo Governante reconhece que a Bíblia não fornece 
detalhes sobre tais assuntos e, por isso, cada Testemunha deve tomar a sua própria 
 
 
 
 
 
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decisão, baseada na sua consciência, perante Deus. Quanto a estas frações 
menores de sangue, o que cada Testemunha decidir deve ser respeitado pelos 
restantes dos membros da congregação. 
Em 2000, a revista A Sentinela abordou este assunto. Por exemplo, as 
Testemunhas não objetam a que o seu sangue seja extraído para que se efetuem 
análises para diagnóstico, visto que este sangue será depois eliminado. Consideram 
que isto não viola a seguinte ordem bíblica: 
O Chumash judaico, de Soncino, observa: 
“O sangue não deve ser armazenado, mas tornado impróprio para consumo 
por ser despejado no solo.” 
Nenhum israelita devia apropriar-se do sangue de outra criatura, cuja vida 
pertencia a Deus. Tampouco devia armazenar ou usar tal sangue. 
Assim, para as Testemunhas, existe uma violação da Lei de Deus quando se 
efetua a recolha do sangue de alguém, semanas antes de uma cirurgia (doação 
autóloga pré-operatória), para que, se houver necessidade, se possa transfundir o 
sangue do próprio paciente. Entende-se que o ato de coletar ou recolher, armazenar 
e transfundir o sangue é diretamente contrário ao que é dito em Levítico e em 
Deuteronômio. Para elas, o sangue não deve ser armazenado, deve ser derramado 
ou eliminado, simbolicamente devolvido a Deus. 
No entanto, existem outros procedimentos que podem não envolver o 
armazenamento do sangue. 
Por exemplo, certos fluidos são usados para manter o volume do sangue, 
evitando o choque hipovolêmico, ou seja, a perda maciça de sangue. Em alguns 
laboratórios de investigação estão já a serem testados alguns fluidos que podem 
transportar oxigênio. 
Alguns medicamentos tais como as proteínas modificadas geneticamente, 
podem estimular a produção de glóbulos vermelhos, de plaquetas sanguíneas e de 
glóbulos brancos. Outros medicamentos reduzem bastante a perda de sangue 
durante a cirurgia, ou ajudam a reduzir hemorragias agudas. 
 
 
 
 
 
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Os hemostáticos biológicos são tampões de colágeno e celulose que, 
aplicados diretamente, podem estancar sangramentos. Colas e seladores de fibrina 
podem fechar ferimentos causados por instrumentos perfurantes ou cobrir áreas 
maiores de tecidos que sangram. 
Além disso, muitas técnicas cirúrgicas como o planejamento pré-operatório, 
incluindo o contacto com cirurgiões experientes e com a respectiva equipe, em 
particular o anestesista, pode evitar complicações de última hora. É vital tomar 
medidas imediatas para estancar hemorragias visto que atrasos de mais de 24 horas 
podem aumentar muito a mortalidade dos pacientes. Quando possível, dividir 
cirurgias grandes em várias menores é outra das formas de evitar perdas de grande 
quantidade de sangue, permitindo ainda que o paciente se recupere entre as 
intervenções. 
As Testemunhas também defendem o uso adequado de instrumentos 
cirúrgicos. Alguns instrumentos cortam e cauterizam, ao mesmo tempo, os vasos 
sanguíneos. Outros podem estancar o sangramento em grandes porções de tecido. 
Instrumentos de laparoscopia e outros meios considerados pouco invasivos, ou seja, 
que permitem a operação através da introdução de sondas e outros equipamentos 
cirúrgicos através de minúsculos orifícios permitem que se realizem cirurgias sem a 
perda de sangue decorrente de incisões grandes. 
A recuperação sanguínea também tem sido muito usada durante certos 
procedimentos cirúrgicos. Uma das formas é por desviar parte do sangue do 
paciente através de um processo chamado hemodiluição. O sangue que continua no 
corpo do paciente é diluído. Algum tempo depois, aquele sangue que se encontra no 
circuito externo é reinfundido no seu corpo, fazendo com que a contagem de células 
sanguíneas fique mais próxima do normal. Similarmente, o sangue que sai de uma 
incisão pode ser recolhido e filtrado para que osglóbulos vermelhos sejam 
devolvidos ao paciente, num procedimento usualmente chamado de recuperação 
sanguínea onde máquinas recuperam o sangue perdido durante cirurgias ou 
traumas. O sangue é filtrado e pode retornar ao paciente num circuito fechado. Em 
casos extremos, podem ser recuperados litros de sangue com esse sistema. 
 
 
 
 
 
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Noutros casos, o sangue pode ser desviado para um aparelho que 
temporariamente exerce a função normalmente desempenhada por órgãos do corpo 
(como coração, pulmões ou rins), tal como acontece com os aparelhos de 
hemodiálise. Depois, o sangue que está no aparelho é reinfundido no paciente. Em 
outros procedimentos, o sangue é desviado para um aparelho centrifugador a fim de 
que as partes prejudiciais ou defeituosas possam ser eliminadas. Ou talvez o 
objetivo seja isolar certa quantidade de um componente do sangue e aplicá-la em 
outra parte do corpo. Há também testes em que uma quantidade do sangue é 
retirada com o objetivo de ser marcada ou misturada com medicamento, após o que 
é reintroduzida no paciente. Em todos estes casos, entende-se o procedimento 
como uma mera extensão do sistema circulatório do paciente, mantendo-se a 
circulação extracorpórea em circuito fechado e fluindo ininterruptamente. 
Quanto a todos os casos, o Corpo Governante das Testemunhas de Jeová 
também entende que não existem princípios bíblicos diretos que esclareçam o que 
fazer. Além disso, os detalhes podem variar e, naturalmente, surgirão novos 
procedimentos, tratamentos e testes. Assim, remetem para cada Testemunha a 
decisão de como o seu próprio sangue será manipulado no decorrer de um 
procedimento cirúrgico, exame médico ou terapia que esteja a receber no momento. 
Quanto a estes procedimentos médicos, o que cada Testemunha decidir deve ser 
respeitado pelos restantes membros da congregação. 
 
Esclarecimento público sobre a sua posição 
De início, os efeitos colaterais físicos das transfusões de sangue não foram 
considerados nas publicações da Sociedade Torre de Vigia. Mais tarde, quando 
essas informações se tornaram disponíveis, essas também foram publicadas, não 
como a razão principal de as Testemunhas de Jeová recusarem transfusões de 
sangue, mas para fortalecer o seu apreço pela proibição que atribuem a Deus sobre 
o uso do sangue. 
Para esse fim, em 1961 foi publicado o folheto O Sangue, a Medicina e a Lei 
de Deus. Em 1977, publicou-se outro folheto intitulado As Testemunhas de Jeová e 
 
 
 
 
 
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a Questão do Sangue, que salientou de novo o fato de que a posição tomada pelas 
Testemunhas de Jeová é religiosa, baseada no que entendem da Bíblia, e não 
depende de fatores de risco clínico. Outra atualização do assunto foi apresentada 
em 1990 na brochura Como Pode o Sangue Salvar Sua Vida? disponível on-line. 
Outros artigos que tratam de assuntos relacionados com a saúde e tratamentos 
médicos estão também disponíveis na sua web site. Todos estes meios de 
informação são dirigidos ao público em geral na maioria das principais línguas do 
planeta. 
 
Através de documentos profissionais 
Para alcançar juízes, assistentes sociais, hospitais gerais e pediátricos, 
cirurgiões e pediatras com informações sobre as alternativas à hemoterapia, as 
Testemunhas de Jeová produziram, especificamente para esses profissionais e 
autoridades da área de saúde, uma pasta de 260 páginas intitulada Cuidados e 
Tratamentos Médicos Para as Famílias de Testemunhas de Jeová. É um compêndio 
de folhas não encadernadas, para que possa ser mantido atualizado. Visto que tem 
havido alguns mal-entendidos sobre a vida familiar das Testemunhas de Jeová, esse 
compêndio também pretende informar esses profissionais sobre o tipo de ambiente 
familiar que possuem que consideram exemplar, produzido por um estilo de vida 
moldado pelos ensinos bíblicos. Para ajudar pediatras a tratar filhos de Testemunhas 
de Jeová sem transfusões de sangue, também produziram um compêndio com três 
índices contendo 55 artigos da literatura médica que mostram o que se pode fazer 
sem sangue num grande número de problemas de recém-nascidos. 
 
Relação com a classe médica 
Visto que as Testemunhas não acreditam em milagrosas "curas pela fé", 
quando ficam doentes ou sofrem um acidente procuram socorros médicos. Nisso, 
não tentam ditar aos médicos como exercer a medicina ou até mesmo como lidar 
com seu problema específico. A única coisa que solicitam coerentemente aos 
médicos é que não se use sangue. 
 
 
 
 
 
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Segundo afirmam as suas publicações, as Testemunhas têm elevado 
respeito pela formação profissional e pelas habilitações das pessoas do setor 
médico. Apreciam sinceramente os médicos que usam sua perícia para tratar um 
paciente, mas, que o fazem segundo as crenças do paciente. Esperam que o 
médico trate não apenas o paciente, mas, acima de tudo, a pessoa. As 
Testemunhas reconhecem que é preciso coragem para um médico operar sem estar 
livre para usar sangue. Também, é preciso certa medida de coragem para contrariar 
conceitos opostos de colegas e concordar em exercer a medicina sob condições que 
possam ser consideradas como abaixo das ideais, em sentido médico. 
Reconhecem que certos processos cirúrgicos talvez envolvam tanta perda 
de sangue que um médico talvez creia honestamente que não possam ser 
realizados nos termos que as Testemunhas apresentam. Nestes casos extremos 
entendem que não será uma transfusão de sangue que poderá fazer qualquer 
diferença, mas ainda que o fossem em casos pontuais, estão decididas a cumprir 
aquilo que consideram ser as ordens divinas. A maior parte das cirurgias, contudo, 
pode ser realizada sem sangue. Mesmo que os médicos talvez achem que, por não 
usarem sangue, a operação se torna mais perigosa, as Testemunhas estão 
dispostas a enfrentar tais riscos aumentados, com a ajuda de médicos peritos. 
 
Comissões de Ligação Hospitalar 
Para apoiar as Testemunhas de Jeová na sua recusa de receber sangue, 
para sanar mal-entendidos da parte de médicos e hospitais, e para criar um espírito 
de maior cooperação entre as instituições de saúde e os pacientes, o Corpo 
Governante das Testemunhas de Jeová estabeleceu Comissões de Ligação 
Hospitalar a partir de 1979. Compostas de Testemunhas de Jeová experientes, 
treinadas para lidar com conhecimento de causa com médicos e hospitais, essas 
comissões pretendem efetuar um trabalho de esclarecimento e prevenção, evitando 
confrontos e estabelecendo um espírito mais cooperador. 
Estas Comissões estabelecem contatos regulares com médicos, 
magistrados judiciais e assistentes sociais, o que tem permitido o desenvolvimento 
 
 
 
 
 
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de tratamentos médicos mais seguros alternativos à hemoterapia. Também, sempre 
que um dos seus membros seja hospitalizado e a transfusão de sangue se torne 
uma questão, os anciãos congregacionais devem contatar a Comissão de Ligação 
Hospitalar regional para prestar ajuda. Atualmente existem milhares destas 
Comissões de Ligação Hospitalar na maioria das grandes cidades onde existem 
Testemunhas de Jeová. Nas suas listas estão incluídos dezenas de milhares de 
médicos, de diversas especialidades clínicas que já afirmaram estar disponíveis para 
atender e tratar Testemunhas de Jeová quando outros profissionais de saúde o 
recusam fazer. 
Devido à ação concertada das Comissões deLigação Hospitalar, são cada 
vez em maior número as instituições hospitalares que aceitam tratar Testemunhas 
de Jeová sem recorrer a procedimentos que violem as suas consciências. Inclusive, 
alguns dos maiores hospitais do mundo, anunciam a sua política de cirurgia livre de 
sangue, não só disponível às Testemunhas como a todos os pacientes que o 
requeiram. Seja pela ação das Testemunhas, ou simplesmente como evolução e 
adaptação às novas terapias sem o uso do sangue, a realidade é que muitas 
instituições de saúde, mesmo algumas patrocinadas ou apoiadas por denominações 
religiosas que não possuem a mesma posição das Testemunhas quanto à 
hemoterapia, informam o seu público destas alternativas. 
 
Declaração antecipada da sua decisão individual 
É norma que cada Testemunha de Jeová, desde que seja um membro 
batizado, adulto ou menor maduro, traga sempre consigo um documento de 
identificação onde está exposta a sua clara recusa em receber sangue total ou 
qualquer um dos seus quatro componentes principais, bem como a sua recusa em 
usar procedimentos clínicos que incluam o armazenamento de sangue para posterior 
infusão. Este documento, Declaração/Procuração sobre Cuidados de Saúde inclui 
também a decisão pessoal, segundo opções tomadas em consciência, sobre três 
áreas distintas: 
 A aceitação ou recusa, total ou parcial, dos hemoderivados, ou frações 
 
 
 
 
 
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menores, dos quatro componentes principais. 
 A aceitação ou recusa, total ou parcial, dos meios de tratamento que 
impliquem o manuseio do sangue, em circuito extracorpóreo ininterrupto. 
 Decisões quanto ao que fazer caso o portador do documento se venha 
a encontrar num estado clínico de morte cerebral declarada, estando a vida 
dependente de máquinas, esclarecendo se estas devem ser desligadas ou não. 
Este documento, com valor legal, é assinado perante duas testemunhas e 
incluem os contatos de dois procuradores a quem o documento entrega poderes de 
decisão sobre os cuidados de saúde caso o portador se encontre incapacitado de 
falar, bem como a acederem ao relatório clínico do paciente ou a defendê-lo em 
tribunal, se isso for requerido. Este documento isenta a equipa médica e a 
administração hospitalar de quaisquer responsabilidades legais resultantes de sua 
decisão. Em casos de cirurgias planeadas ou em casos onde a própria pessoa pode 
expressar-se e assinar documentos, é habitual entregarem uma declaração de 
isenção de responsabilidade mencionando diretamente a instituição hospitalar onde 
se procederá à intervenção ou então preencherem os documentos do próprio 
hospital, rasurando ou acrescentando frases que melhor expressem a sua vontade 
pessoal. 
 
Desafios legais 
Apesar da posição das Testemunhas de Jeová ser cada vez mais conhecida 
e compreendida, ainda surgem desafios éticos e legais que as Testemunhas 
enfrentam e tentam vencer. Outras vezes são as instituições hospitalares que 
recorrem a vias judiciais para forçar um determinado tratamento recusado, 
especialmente quando o paciente é uma criança. 
Após ser devidamente esclarecido sobre os riscos e/ou benefícios de um 
tratamento médico, um paciente adulto capaz tem o direito de aceitá-lo ou não. É 
uma expressão da sua liberdade, declarada e garantida pela Constituição de vários 
países. 
 
 
 
 
 
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Na grande maioria dos casos, quando uma Testemunha é posta perante a 
necessidade de uma transfusão de sangue, recusá-la não é uma manifestação do 
desejo de morrer, mas sim ter acesso a tratamentos alternativos que não violem as 
suas consciências. Naturalmente, alguns médicos ou membros de equipas médicas 
poderão, em consciência, rejeitar tratar um paciente que não aceita os tratamentos 
que estes lhe apresentam, caso considerem que não possuem meios de recorrer a 
alternativas viáveis. 
Quando a questão envolve filhos de pais em que ambos são Testemunhas 
de Jeová, eles esperam que seus filhos recebam tratamento médico isento de 
sangue. Insistem com a equipa médica para que se usem as várias alternativas 
médicas às transfusões de sangue. Quando existe objetivamente risco de vida 
iminente de um menor, ao abrigo da Constituição de alguns países, os Tribunais de 
Menores têm vindo a decretar a suspensão temporária do poder paternal e autorizar 
o tratamento médico recomendado. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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Resolução ANVISA – RDC N° 10, de 23 de janeiro de 2004. Aprova as Diretrizes 
para o uso de Plasma Fresco Congelado – PFC e de Plasma Vírus Inativo. 
 
Resolução ANVISA – RDC N° 115, de 10 de maio de 2004. Aprova as Diretrizes 
para o uso de Albumina. 
 
Resolução ANVISA – RDC N° 129, de 24 de maio de 2004. Aprova as Diretrizes 
para a Transfusão de Plaquetas, que constituem recomendações para 
indicação do uso do hemocomponente. 
 
Resolução ANVISA - RDC N° 153, de 14 de junho de 2004. Determina o 
Regulamento Técnico para os procedimentos hemoterápicos, incluindo a 
coleta, o processamento, a testagem, o armazenamento, o transporte, o 
controle de qualidade e o uso humano de sangue, e seus componentes, 
obtidos do sangue venoso, do cordão umbilical, da placenta e da medula 
óssea. 
 
Resolução ANVISA – RDC N° 23, de 24 de janeiro de 2002. Aprova o 
Regulamento Técnico sobre a indicação de uso de crioprecipitado. 
 
SMELTZER, C. S. BARE, B. G. Tratado de Enfermagem Médico Cirurgia. Rio de 
Janeiro: Guanabara Koogan, 2006. 
 
 
 
 
------------------ FIM DO MÓDULO IV---------------------

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